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sexta-feira, 6 de julho de 2012

ABAETETUBA EM FOTOS 1: COTIDIANO DA CIDADE

ABAETETUBA EM FOTOS 1: COTIDIANO DA CIDADE

O Blog do Ademir Rocha está incrementado as genealogias já existentes no Blog com novos dados e já tem preparado postagens sobre cultura, artes, artesanato, música, etc e, enquanto esse material não for devidamente organizado, apresentamos algumas fotos de Abaetetuba que nos dizem algumas coisas à respeito de nossa cidade e de nosso município.

 A tradicional quadra junina de Abaetetuba está totalmente descaracterizada de seus elementos tradicionais. Não existem mais as fogueiras, os fogos, os cordões juninos dos bois, insetos e aves saindo pelas ruas da cidade, não existem mais as festas de São João de terreiros. Os fogos, não há mais condições para soltá-los, por pequenos que sejam, pois o movimento de bicicletas, motos e carros pelas ruas da cidade é muito grande e um desses fogos poderia causar algum tipo de acidente às pessoas condutoras desses veículos. Mesmo assim não deixamos de brincar com nossos familiares com alguns fogos de menor perigo para as pessoas e quem se divertiu foi a garotada.
 As festas dançantes de arraial não tem mais razão de existir pela grande violência que tomou conta da cidade, ilhas e estradas de Abaetetuba e fazer festa é sinônimo de violência, até com mortes. Assim, é melhor não fazer mesmo as festas de ruas.
Na foto da antiga rua Siqueira Mendes acima, que é uma rua bastante estreita, vemos uma moto e uma bicicleta e um carro de mão levando produtos ou mercadorais em carreto para alguma pessoa contratante desse serviço de entrega e vemos ainda, do lado direito, o hospital/maternidade Nossa Senhora da Conceição, de propriedade da Diocese de Abaetetuba, com tapumes de madeira em vista de uma reforma que ali está se processando, com fundos arrecadados com os fiéis católicos ou materiais ou serviços.

Algumas considerações sobre essa foto:
  • Esse era horário de 12:00 h em que o pessoal dos variados trabalhos, serviços e atividades sai para o almoço e para a volta pela parte da tarde e somente para os funcionários das lojas.
  • A bicicleta foi, até uns 3 anos atrás, o veículo mais utilizado em Abaetetuba, sendo a cidade alcunhada de "Cidade das Bicicletas" , tal a quantidade de bicicletas que existia na cidade. Praticamente em cada casa havia uma bicicleta e o trânsito ainda era de calmaria. Eram os tempos em que algumas pessoas adquiriam uma razoável quantidade de bicicletas que as colocavam em aluguel, sendo o preço cobrado pelas horas em que o "locatário" fazia uso da bicicleta e, nesse tempo, não existia ainda os que roubavam bicicletas pela cidade. Anos depois, pela grande população existente na cidade e onde não existia linhas de ônibus para os bairros mais distantes, e o táxi era uma opção cara para os bolsos de muitas pesoas, alguns jovens e pais de família começaram a usar as bicicletas nas chamadas "deixadas", isto é, deixar pessoas, produtos, mercadorias ou compras nas casas dos usuários desse serviço. Esse serviço se intensificou e o pessoal ficou sendo chamado de "taxiciclista", com a mesma função das "deixadas". Muitos jovens e pais de famílias sobreviviam desse serviço.
  • Após as bicicletas, com a elevação do poder aquisitivo de parcela da  população (a economia de Abaetetuba se baseia nos fortes segmentos do comércio e serviços, por que agricultura e indústria são incipientes no município), foram surgindo as motocicletas e automóveis por parte de algumas famílias mais abastadas. E a demanda pelo uso de motos cresceu assustadoramente no município. Alguém teve a idéia da fazer da moto um serviço de transporte, como as bicicletas faziam e como os taxistas também faziam há muito tempo. E a moda do "mototaxista" pegou mesmo em Abaetetuba e esse serviço foi regulamentado através de órgão próprio da prefeitura municipal. Ao mesmo tempo os jovens da cidade foram tomando gosto pelo uso da moto (aqui fica novamente a pergunta de onde vinha o dinheiro para a compra de uma moto, que só pessoas com algum poder financeiro podiam adquirir um veículo desses?). O certo é que as motos vieram tomar o lugar das bicicletas e, acredita-se, que em cada 5 famílias de Abaetetuba, duas possuem motos em suas casas. E a grande demanda por motos no município de Abaetetuba foi aumentando e chamando a atenção das grandes revendedoras desse tipo de veículo, fazendo com que as lojas de vendas de motos de Belém viessem instalar filiais em Abaetetuba e também foram surgindo oficinas de motos, que hoje, em cada rua, deve existir 2 e até 3 oficinas para conserto de motos e também surgiu uma infinidade de lojas especializadas na venda de equipamentos e acessórios para motos, com algumas delas aparecendo nas fotos. Algumas oficinas se especializaram em tirar o silenciador das motos e quem quiser assistir o barulho infernal causado por essas motos envenenadas é só se postar numa das esquinas da cidade, sem contar os infindáveis acidentes pelas imperícias, falta do uso de equipamentos adequados para acidentes e pela falta de responsabilidade de algumas pessoas que julgam que são donas das ruas quando estão pilotando um desses veículos. Queremos dizer que o número de mototaxistas aumentou também assustadoramente e qualquer pessoa que tenha uma moto, pode hoje, se arvorar um mototaxista, basta vestir uma das camisas onde esteja escrita "Mototáxi", e pronto. A quantidade de motos, automóveis e outros tipos de veículos automotivos aumentou tanto na cidade, que a poluição sonora, do ar e os acidentes em Abaetetuba também aumentaram assustadoramente e o sossego das pessoas circulando pelas ruas e até calçadas desapareceu e esperemos que não para sempre. Para uma pessoa atravessar uma rua, dessas que constituem as principais para a circulação de veículos automotores, leva-se uns 5 minutos. E os sinais de trânsito, os semáforos são escassos.
  • Faltou aparecer um automóvel ou outro qualquer carro na foto acima, mas nas fotos abaixo faremos os comentários sobre esses veículos.
 Na Praça Nossa Senhora da Conceição funcionam várias bancas de vendedores ambulantes e de barracas para venda de motos e uma infinidade de produtos eletrônicos e outros, vindos da China e Paraguai.
 Interior do Mercado Municipal de Carne, que sofreu uma reforma, porém agora está precisando de nova reforma. A venda de carne nas calçadas, que se observa nas feiras da Rua Justo Chermont, da Av. 15 de agosto e da Av. Pedro Rodrigues, deveria se concentrar todo no Mercado Municipal. Uma sugestão para essa reforma era se fazer um prédio maior e com infraestrutura adequado para a venda de carne.
 Início da Avenida D. Pedro II, trecho de rua totalmente comercial, abrigando casas comerciais, supermercados, vendedores ambulantes e feira no início da rua.
 Avenida D. Pedro II, canto com Rua Barão do Rio Branco, um dos poucos locais que dispõem de semáforo para facilitar o trânsito dos variados veículos e pedestres.
 Avenida D. Pedro II, ponto de mototáxi, guardas de trânsito contratados recentemente, canto com a Rua Barão do Rio Branco, onde no lado esquerdo se observa a concorrida farmácia Extrafarma e muitas lojas do centro comercial.
 Avenida D. Pedro II, onde se localizam pontos de táxis, de mototáxis, de bicicletas. À direita existem os comuns apoios em ferro para as bicicletas construídos em plenas vias públicas, atrapalhando a livre circulação dos pedestres. Observe o motoqueiro sem capacete em pleno centro comercial.
 Avenida D. Pedro II com seus prédios que abrigam as lojas comerciais, agências bancárias, escritórios advocatícios e de contabilidade e muitos vendedores ambulantes em seu percurso.
 Grande parte da população de Abaetetuba sobrevive nas atividades das feiras e bancas de vendedores ambulantes. Essas pessoas precisam mesmo de meios de subsistência, porém suas atividades deveriam ser devidamente ordenadas em local próprio e devidamente adequado para suas atividades. Caso contrário os vendedores ambulantes se espalham pelas ruas da cidade de modo a prejudicar o direito de locomoçãos de outras pessoas.
 A Praça Nossa Senhora da Conceição está em estado lastimável de conservação, deteriorada mesmo e até seus coretos servem para abrigar algumas pessoas necessitadas de atendimento por um dos projetos do governo federal, estadual e com contrapartida municipal. As vielas da praça hoje estão servindo de trânsito para bicicletas, motos e automóveis, local que devia servir apenas na circulação de pedestres. Suas calçadas estão deterioradas e falta uma maior arborização. os prédios que aprecem na foto acima se localizam na Av. D. Pedro II, servindo para instalação de lojas, consultórios médicos, laboratórios de pesquisas diversos, firmas comerciais, etc. Mais atrás se observa a torre em concreto da telefonia e canais repetidores de TV.
 Acima um trecho da Rua barão do Rio Branco. Observe os elementos que se destacam: um grande caminhão cuja largura é quase igual ao da pista e circulando no centro comercial em plena manhã (foi o autor do Blog que tirou as fotos). Do lado esquerdo existe um ponto de mototáxi, com dezenas deles e do lado direito um ponto de venda em pleno canteiro da Rua, deveria servir apenas para pedestres. Observam-se também bicicletas e árvores. Já dissemos e dizemos novamente, nossas vias públicas deveriam ser todas arborizadas pelas nossas palmeiras, tipo tucumanzeiro, açaízeiro, bacabeira, pupunheira, inajájeiro, urucuzeiro ou outra árvore de nossa flora. As últimas em Abaetetuba foram plantadas no tempo em que o Movimento Ecológico e Cultural de Abaetetuba estava em atividade e no governo do gestor Chico Narrina.

 Acreditamos que a cada dia surja uma igreja evangélica em Abaetetuba, e tem rua ou localidade que chega a ter 6 a 7 igrejas em toda a sua extensão. A adesão a essas igrejas será pela falta de fortaleza espiritual dos católicos? Mas que cada igreja que surja em Abaetetuba saiba tirar muitos jovens e os adultos da vida das drogas e das diversões exagerdas das festas (Abaetetuba é considerada a cidade que mais realiza festas dançantes no Pará, levando-se em conta a proporcionalidade populacional).


 Acima um instântaneo da vida da cidade de Abaetetuba, onde pode se observar uma porção de situações e irregularidades. Começa pelo lixo que os comerciantes e marreteiros jogam em plena via pública, caracterizando uma falta de educação para o exercício de uma verdadeira cidadania e falta de respeito para com a população e e turistas que por acaso possam passar por ali. Mais acima uma barraquinha de marreteiro, daqueles que vendem variados artigos como bonés, chaveiros, roupas, sapatos e uma infinidade de produtos vindos da China ou do Paraguai. Já dá para observar os pedestres e algumas bicicletas encostadas às paredes e alguns prédios de lojas comerciais. O comércio de Abaetetuba é o mais forte segmento econômico de Abaetetuba, que além da população local, atende também uma clientela vinda das cidades vizinhas. Abaetetuba o pólo comercial do Baixo Tocantins com lojas para atender todos os tipos de clientes. Tem muitos supermercados, lojas de magazine, lojas de ferragens e produtos para construção, uma infinidade de farmácias, inclusive das redes Big-Ben, Extrafarma, Pague-Menos, lojas de conveniência, franquias. Agora Abaetetuba esta descobrindo a importãncia das lojas especializadas que estão surgindo aos borbotões pela cidade. Carnes de boi, peixes frescos, salgados chegam e saem às toneladas de Abaetetuba. O açaí está saindo às toneladas para abastecer as fábricas de outros estados, porque o pará ainda não descobriu a variedade de aplicações que o açaí possui, além de servir como alimento.
Alguns poucos sinais e equipamentos para disciplinar o trânsito existem, porém são insuficientes e mal aplicados pelas autoridades competentes. Vide a foto acima: é o chamado "Canto do Basa", isto é, a esquina da Av. D. Pedro II com a Rua Barão do Rio Branco, que é um dos pontos críticos do trânsito em Abaetetuba, porque a Av. D. Pedro II e a Rua Barão são altamente trafegáveis por todo tipo de veículo automotivo e pedestres. Ali na foto está acontecendo um engarrafamento (vide bem a foto, aumente com um clique). Na esquina se situa a agência do Banco da Amazônia/Basa, que é um dos 5 bancos existentes em Abaetetuba, sem contar as dezenas de financeiras e correspondentes bancários. Os 2 equipamentos de trânsito servem para impedir a entrada de automóveis e motos no centro comercial, mas poucos obedecem essa determinação da lei.

Os ribeirinhos fazem parte do cotidiano dos rios, igarapés e sede do município
de Abaetetuba, com seus barcos singrando as dezenas de vias fluviais e, na
cidade, enfeitando a orla da cidade com os barcos coloridos, na maioria, rabetas, que
ficam ancorados por toda 'beira', ou orla da cidade, na espera dos vendedores
de peixes, camarões, açaí e outros produtos, que também são compradores de
alimentos e outros produtos no bairro comercial da cidade.








As feiras de Abaetetuba empregam ou servem para uma grande quantidade
de pessoas auferir alguma renda com vendas variadas, em comércio
ambulante ou fixos nas barraquinhas, ou dos mototáxis, táxis, bicicleteiros
carreteiros de mão ou carroças que desses trabalhos também tiram sua renda do dia a dia.



Blog de Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa 

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