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sábado, 31 de julho de 2010

Família Pereira de Barros - Matriz Genealógica Abaetetubense - Respostas

Família Pereira de Barros - Matriz Genealógica Abaetetubense - Respostas
Brasão de Abaetetuba

AGRADECIMENTOS DO BLOG
Os textos abaixo são respostas a este blog dos variados assuntos culturais, genealógicos e históricos aqui tratados e que fizeram seus acréscimos, agradecimentos e manifestaram seu contentamento em relação aos fatos históricos, culturais e genealógicos que envolvem membros de suas famílias. Estes são alguns objetivos deste blog e também ficamos contentes em contribuir para o resgate histórico, cultural e genealógico de nossa Abaetetuba.

Texto:

ADEMIR , BOM DIA.

SOU JAIME JÚNIOR FOTOGRAFO RESIDENTE EM CAMPINAS SP. TRABALHO COM O FOTOGRAFO DE NATUREZA ARAQUEM ALCÂNTARA. ESTAMOS EM PRODUÇÃO DE FOTOS PARA UM LIVRO (TITULO CACHAÇA).

VI TEU BLOG E GOSTEI DAS INFORMAÇÕES PRECISAS DA HISTORIA LOCAL .SE VOCÊ PUDER, ME ENVIAR OS CONTATOS (LINKS, SITES,BLOG) DOS FABRICANTES DE AGUARDENTE DA SUA CIDADE E REGIÃO. BUSCAMOS TAMBÉM ALEM DE LUGARES TÍPICOS E RÚSTICOS TUDO QUE ENVOLVE O AGUARDENTE , MAS, TAMBÉM A ARQUITETURA, AS PESSOAS E BARES ( "ANTIGOS") RELACIONADOS.

AGRADEÇO DESDE JÁ

E TÔ A DISPOSIÇÃO.

JAIME JÚNIOR

Quem puder ajudar ao Jaime Júnior!

Texto

Prof.Ademir,

Tomo a liberdade de expressar meu contentamento e agradabilíssima surpresa ao deparar-me com tal pesquisa. Parabens!! Peço sua liçença para acrescentar uma informação ao penúltimo paragrafo acima: Filhos de Pedro Malato c/ Patricia: Egle, Edney, Junior, Elis, Elen e Eden.
Novamente, P A R A B E N S pela rara iniciativa. Egle

Textos

De Lígia Saavedra:

"Há vários anos procuro algum vestígio que comprove a contribuição cultural que meu avô materno, Maestro Jerônimo Guedes, fundador da Banda Paulino Chaves, em Abaetetuba, tenha nos deixado como legado.
Esta semana consegui afinal realizar este sonho, graças ao trabalho incansável de um grande paraense, Professor Ademir Rocha, abaetetubense notável, pesquisador de religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista e alguém que precisa ser muito divulgado, pois no magnífico resultado de suas pesquisas vc poderá aprender sobre a história daquela cidade, de seus fatos históricos, árvores genealógicas, nomes de ruas, vultos famosos e personalidades que contribuíram para o desenvolvimento político, e sócio cultural do nosso Pará.
Muito Obrigada, Prof. Ademir!

Em meu nome e em nome de todos os descendentes do Maestro Jerônimo Guedes.

Deixo aqui o link do Blog do Prof. Ademir para que vc aproveite de toda a informação que nos presenteia este admirável paraense".

http://ademirhelenorocha.blogspot.com/

Texto que chamou atenção da referida neta do Mestre Jerônimo Guedes:

COMO NASCEU A BANDA PAULINO CHAVES?

Essa banda, rival da Banda Carlos Gomes, nasceu de um 2º atrito dos padres da Igreja Católica c/os dirigentes da Banda Carlos Gomes.

Em 1918, quando o vigário de Abaeté era o Padre Luiz Varella/Padre Luiz de França do Amaral Varella, aconteceu o 2º atrito dos padres da Igreja Católica c/os dirigentes da Banda Carlos Gomes, já sob a direção de Raimundo Pauxis. O atrito novamente leva em conta os festejos do patrono da Banda Carlos Gomes, São Raimundo Nonato que, segundo o padre, foge inteiramente das normas de uma festa de santo católica, devido os excessos nesses festejos e a não prestação de contas dos lucros auferidos nas festas e o fato dessa festa ser organizada inteiramente p/leigos s/a presença efetiva de um padre.

Novamente o atrito entre essas duas partes, leva à criação de uma nova banda, a Banda Paulino Chaves. Esta nasce p/influência do Padre Luiz Varella, que convence o músico e fogueteiro Jeronimo Guedes a fundar e assumir a nova banda. O Pe. Luiz Varella também usou a estratégia de recorrer às autoridades locais, para tirar músicos da Banda Carlos Gomes e levá-los a compor na Banda Paulino Chaves. Essa estratégia não produziu muitos efeitos, devido à fidelidade dos músicos da Banda Carlos Gomes ao Mestre Raimundo Pauxis e à Banda Carlos Gomes. E também os organizadores das festas religiosas da cidade de Abaeté que continuavam a dar preferência à Banda Carlos Gomes p/ser uma banda tradicional e de renome no cenário municipal e estadual.

Na verdade o músico e fogueteiro Jerônimo Guedes funda a Banda Paulino Chaves a partir do “Grêmio Guarany”, que era um dos inúmeros clubes musicais do início do séc. 20 em Abaeté. O Grêmio Guarany vem desde o ano de 1910. Jerônimo Guedes foi o primeiro mestre e maestro da nova banda e seus músicos tocavam à paisana, por amor à arte musical, nada recebendo. Subsistiu de 1919 a 1935.

Quem é a neta do Mestre Jerônimo Guedes:

Lígia Saavedra

Ananindeua, Pará- Amazônia, Brazil
Neta do Maestro Jerônimo Guedes, fundador da Banda Paulino Chaves(1818) de Abaetetuba e como não poderia ser diferente, sou Cantora, Compositora e Poetisa. Canto profissionalmente desde a década de 80 e escrevo desde criança, sempre com a alma e o coração, pois, como o meu avô, não tenho formação acadêmica e penso que a Arte, a Música e a Poesia está em nossas veias. Hoje, aos 56 anos de idade, o que ainda me impele a cantar e a escrever é o que preciso mostrar ao mundo. "Aonde existe música e poesia há muita alegria e esperança a serem compartilhadas."

FAMÍLIA BARROS

Texto:

Caro Professor,

Após conversa com minha prima Altair Medeiros de Barros, na qual ela me informou sobre o seu excelente trabalho de reconstrução histórica da Família Araújo, visitei seu "blog" e fiquei emocionado ao ver a história de meus antepassados ali retratada.

Sou filho de Irene Lacy Araújo Barros, filha de Bernardino Pereira e Ana Araújo Barros.

Estive em Belém há poucos anos atrás e fui até Abaeté. Lá visitei, com emoção, a escola pública na qual meu avô lecionava e que hoje leva seu nome. Muita emoção.

Gostaria de saber se essa bela pesquisa está compilada em livro. Falei com minha mãe e ela gostaria de ter mais informações. Pergunta se há mais registros do pai dela Bernardino Pereira e de seus antepassados.

Lindo trabalho professor.

Agradeço a atenção.

Luiz Fernando Araujo de Barros

Resposta abaixo.

Texto:

Caro Ademir

Espero que vc tenha recebido minha mensagem em que peço orientação sobre o significado de varios toponimos de Abaetetuba. Aqui está muito frio e nessa madrugada a temperatura chegou a 12 graus. Ai deve estar bem melhor, não?
Um grande abraço do Clóvis

Respostas enviadas ao Clóvis baseado num dos livros da Profa. Maria de Nazaré C. Lobato e em alguns blogs de toponímia tupi-guarani.

Respostas:
Uma resposta aos Pereira de Barros

PARA A FAMÍLIA ARAUJO BARROS

. Adália Pereira de Barros. foi membro da antiga Irmandade de São Sebastião em 1908.


. Herundino Pereira de Barros é citado em documento de 1931.
. Hilder Barros: Antigamente participava da organização das festas de Nossa Senhora da Conceição. Vide listas.
. Manoel Pereira de Barros. “A Cãmara Municipal em 1887 tem como presidente Hygino A. C. Amanajás/Hygino Antonio Cardoso Amanajás e como secretário Manoel Pereira de Barros”.
. Olegário Pereira de Barros, foi membro da antiga Irmandade de São Sebastião em 1908.
. Salústio Pereira de Barros e Olindina de Barros, filhos: Nadir e Maria Luiza Messias Oliveira Pereira de Barros. Em 1931, Salústio Pereira de Barros e sua filha Maria Luiza Messias Oliveira Pereira de Barros, com posse de um terreno à Praça Augusto Montenegro, junto ao terreno do Padre Luiz Varella, terreno esse que foi vendido a Amphiano Quaresma.
. Thereza Pereira de Barros, foi membro da antiga Irmandade de São Sebastião em 1908.

Família Pereira de Barros
. Cornélio Pereira de Barros: Era lente da Escola Normal do Estado e esteve presente à inauguração do grupo Escolar de Abaeté, em 1902. Foi membro do Conselho de Intendência de Abaeté, como vogal, dos seguintes intendentes e períodos: Dr. João Evangelista Correa de Miranda, no período de 1902-1906; Coronel Hygino Maués, 1906-1908.
Citação de 1903: Cornélio Pereira de Barros, abaetetubense, lente da Escola Nomal do Estado , que esteve presente na cerimônia de inauguração da 1ª escola Pública de Abaeté, o Grupo Escolar de Abaeté, de dois pavimentos, construído em taipa, na Administração do Intendente Municipal Ten-Cel. Torquarto Pereira de Barros, com a presença do dr. João Evangelista Correa de Miranda, juiz do Distrito Judiciário, do Cel. Hygino Maués, do Prof. Bernardino Pereira de Barros, que foi nomeado o 1º diretor do Grupo Escolar de Abaeté, do Pe. Francisco Manoel Pimentel, dos professores, todos normalistas: Basílio Chrispim de Carvalho, Fidélis Magno de Araújo, Maria de Nazaré de Moraes e Francisca Romana de Almeida Pimentel, inaugurado em 2/4.1902.

. Professor Bernardino Pereira de Barros, que foi o 1º diretor do Grupo Escolar de Abaeté inaugurado em 1902, conteporâneo do professor Basílio Chispim de Carvalho, Padre Francisco Manoel Pimentel.


. Torquato Pereira de Barros, Intendente Municipal tenente-coronel em 1902, presente na inauguração do Grupo Escolar de Abaeté na mesma data.

. Angelina Ribeiro de Araújo, nasceu no dia 16/7/1904, na cidade de Abaeté, à Rua Siqueira Mendes, na casa do Major Cornélio Pereira de Barros.

Um número do Jornal “O Abaeté”, datado de 24/5/1908, tem como gerente Cornélio Pereira de Barros e diretor-secretário, Trajano Pereira de Barros.

. Marieta Pereira de Barros, era filha do capitão Cornélio Pereira de Barros Júnior.

. O clérigo Raymundo Pereira de Barros com tonsura conferida na Cathedral de Mariana, pelo Exmo. Sr. Arcebispo Metropolitano de Mariana, D. Helvécio Gomes de Oliveira, em 11/6/1927. Raymundo é de Abaeté, no Pará.

. Antonio Pereira de Barros, era membro da antiga Guarda Nacional e como tal, uniformizado, esteve presente à inauguração do antigo Grupo Escolar de Abaeté, em 1902, com a presença de outros membros da guarda. Em 1931 aparece como dono de imóvel à Avenida D. Pedro II, divisa com imóvel de Hygino Tabaranã. “Na data de inauguração do Grupo Escolar de Abaeté era governador do Estado o Dr. Augusto Montenegro. Abrilhantaram a festa a Banda Bela Harmonia, os oficiais da antiga Guarda Nacional, todos uniformizados, Coronel Joaquim Maués, Capitão Aristides Silva, Horácio Silva, Raimundo Pimentel, Tenente Miguel Mendes dos Reis, Antonio Pereira de Barros, João Roberto dos Reis e o alferes Francisco Bahia Sobrinho.

1931: Antonio Pereira de Barros, com terreno na Avenida D. Pedro II, divisa com Hygino Tabaranã e do outro lado com a casa do Padre Luiz Varella e fundos com Hygino Tabaranã.
 
AINDA SOBRE OS PEREIRA DE BARROS
Família
Os Pereira de Barros
• Adália Pereira de Barros, membro da Irmandade de São Sebastião em 1908.
. Adolfo Pereira de Barros, filho de Cornélio Pereira de Barros.
. Armando Pereira de Barros, filho de Cornélio Pereira de Barros.
• Bernardino Pereira de Barros, professor e 1º diretor do Grupo Escolar de Abaeté em 1902, diretor da Banda Henrique Gurjão em 1909citado em 1941 como contribuinte da festa de N.S. da Conceição em Abaetetuba, casado e com filhos.
• Catarina Pereira de Barros, nascida em 30/6 e falecida 4/12/193, filha do tem-cel. Torquato Pereira de Barros, que foi intendente de Abaeté em 1900-1902, c/c MANOEL ANTONIO DA SILVA, este falecido em 10/3/1934, comerciante em Abaeté/Pa, foi membro como vogal do Conselho de Intendência de Abaeté/Intendente José Benedito Ruiz (1890-1891) e tiveram 15 filhos: José Marques da Silva, Vitória da Silva/f. criança, Latino Lídio, Raimundo Nonato, Cecília Palmira da Silva Castro, Alípio Silva/f. solteiro, Henrique Silva/n. em 18.3 e f. solteiro em 5.1.1939, Ana Philonila/Tia Anica, 1ª Margarida Silva/f. criança c/4 anos de idade, Lázaro Silva/f. criança c/3 anos de idade, Joana Silva/f. criança c/2 anos de idade, Maria Alvariana da Silva/f. aos 23 anos de idade, Sisinia Silva/ainda estava viva, em 1994/Abaetetuba/Pa, Sinésio Silva/f. algumas horas após nascer e a 2ª Margarida Silva. Catarina é irmã de Ana Judith de Almeida Cardoso, que p/sua vez é esposa do Cel. Maximiano Guimarães Cardoso.
• Cornélio Pereira de Barros, lente e diretor da Escola Normal do Estado citado em 1902 em Belém/PA, vogal nas intendências: do Dr. João Evangelista Correa de Miranda em 1902-1906, na Intendência do Coronel Hygino Maués em 1906-1908.
. Izabel Machado Menezes, avó materna de Marinélio Menezes Pereira de Barros, com origem em Cametá/PA.

. José Pereira de Barros, filho de Cornélio Pereira de Barros, foi antigo morador de Abaetetuba, citado junto com o ex-intendente de Abaeté, Torquato Pereira de Barros.
. Marieta Pereira de Barros, filha de Cornélio Pereira de Barros
. Marinélio Menezes Pereira de Barros, neto de Cornélio Pereira de Barros.
• Trajano Pereira de Barros, morador à Rua Siqueira Mendes, comerciante citado em 1908-1922, capitão, tesoureiro da Irmandade de São Sebastião em 1908.
Os Pereira de Barros
• Joana Pereira de Barros, origem na localidade Rio Camotim, citada em 1944.

• Olegário Pereira de Barros, membro da irmadade de São Sebastião em 1908.
• Olindina Oliveira Pereira de Barros, professora normalista do antigo Grupo Escolar de Abaeté.
• Thereza Pereira de Barros, membro da irmadade de São Sebastião em 1908.
• Torquato Pereira de Barros, alferes, vogal da 1ª Câmara de Abaeté em 7/1/1880-1884 e como Tenente-Coronel foi Intendente de Abaeté em 1900-1902 e na sua gestão foi inaugurado o Grupo Escolar de Abaeté, c/c Ana Lobato e tiveram filhos, com nome de rua em Abaetetuba.

Os descendentes do professor BERNARDINO PEREIRA DE BARROS e demais parentes
. Luiz Fernando Araujo Barros:
Após conversa com minha prima Altair Medeiros de Barros, na qual ela me informou sobre o seu excelente trabalho de reconstrução histórica da Família Araújo, visitei seu "blog" e fiquei emocionado ao ver a história de meus antepassados ali retratada.
Sou filho de Irene Lacy Araújo Barros, filha de Bernardino Pereira e Ana Araújo Barros.
Estive em Belém há poucos anos atrás e fui até Abaeté. Lá visitei, com emoção, a escola pública na qual meu avô lecionava e que hoje leva seu nome. Muita emoção.
Gostaria de saber se essa bela pesquisa está compilada em livro. Falei com minha mãe e ela gostaria de ter mais informações. Pergunta se há mais registros do pai dela Bernardino Pereira e de seus antepassados.

Lindo trabalho professor.

Agradeço a atenção.

Luiz Fernando

• Altair Guamarina da Paz Araujo Barros/Amor, c/c Janice Medeiros e tiveram duas filhas: Pérola e Altair Medeiros de Araujo Barros.
. Altair Medeiros de Barros, filha de Altair Guamarina da Paz Araujo Barros.
. Ana Araujo Barros, casada com o professor Bernardino Pereira de Barros e com filhos: Irene Lacy Araujo Barros, Miguel Aureolino de Araujo Barros.
• Antonio Pereira de Barros, oficial da Guarda Nacional e esteve presente uniformizado na inauguração do Grupo Escolar de Abaeté em 1902.
• Bernardino Pereira de Barros/Beré, professor, 1º diretor do Grupo Escolar de Abaeté a partir de 1902, antigo morador da Travessa Santa Luzia em Abaeté, c/c s/prima Anna Robeiro de Araujo/Anica/Nicota/Mimi, esta nascida em 4/4/1900 e tiveram filhos: Irene Lacy Araujo Barros, Miguel Aureolino Araujo Barros.
• Irene Lacy de Araujo Barros, filha de Bernardino Pereira de Barros e Anna Ribeiro de Araujo, c/c Domingos Emídio Carlão e tiveram 2 filhos: Márcio Emídio e Luiz Fernando Barros Carlão.

. Luiz Fernando Araujo Barros, filho de Irene Lacy Araujo Barros e Domingos Emídio Carlão


. Márcio Emídio Araujo Barros, filho de Irene Lacy Araujo Barros e Domingos Emídio Carlão.
• Miguel Aureolino de Araujo Barros/Lindo, filho de Bernardino Pereira de Barros e Anna Ribeiro de Araujo, c/c Almerinda Cano e tiveram uma filha: Nely Cano Barros.


. Pérola Medeiros de Barros, filha de Altair Guamarina da Paz Araujo Barros.

Fonte:  Leda  Barros

Sobre os Pereira de Barros (informações suplementares para o blog de Ademir)

Meu conhecimento do blog é de 2011, buscando informações sobre Abaetetuba para ler como presente para meu pai no dia em que completava 97 anos (22 de abril de 2011). Ele se encontrava acamado e conversar sobre sua família e sobre a cidade em que viveu sua infância e juventude era algo que lhe agradava muito. Ele faleceu em 18/12/2011.

Vasculhando os seus papéis familiares, lembrando nossas conversas ao longo da vida e revisitando o blog achei que essas informações sobre os Pereira de Barros eram necessárias, inclusive como uma homenagem a meu pai que tinha orgulho de sua ascendência e da qual, nós, seus descendentes, tb nos orgulhamos.

Meu pai chamava-se IRACY DA TRINDADE BARROS, nascido a 22/4/1914 e falecido a 18/12/2011 e era filho do capitão TRAJANO PEREIRA DE BARROS, este falecido por volta de 1923 a 1924 e da professora normalista MARIA ANTONIA DA TRINDADE BARROS, esta nascida por volta de 1881.

. Capitão Trajano Pereira de Barros, filho de Capitão Cornélio Pereira de Barros e dona Rufina Antonia Pereira de Barros.

Na certificação do casamento de seus pais consta no livro numero dez de termos de casamento, fl. 46, número 97:   Receberam....  Matrimonio com as solenidades da lei, Trajano Pereira de Barros e dona Maria Antonia da Silveira Trindade, ambos paraenses, empregados públicos e residentes nesta cidade; ele é de quarenta e cinco anos de idade, viúvo de dona Adelia Ciciliana Pereira de Barros, filho legítimo do Capitão Cornélio Pereira de Barros e dona Rufina Antonia Pereira de Barros, já falecidos; ela é de trinta e um anos de idade, solteira, filha legitima do Tenente João da Matta Pereira da Trindade e dona Benta Rodrigues do Couto, também já falecidos, os quais no mesmo ato declararam que não são parentes em grau proibido nem mesmo têm outro impedimento conhecido que os iniba de se casarem um com outro etc.....>. Deste segundo casamento de meu avô nasceram quatro filhos, o primeiro dos quais foi meu pai IRACY – que em criança era chamado por conhecidos de ¨Pereirinha”. Dois de seus irmãos faleceram jovens e sua irmã Jacira da Trindade Barros, faleceu em 1948, em Belém. Do primeiro casamento os filhos eram: Adélia, Trajano e Rufina, que foram cuidados por minha avó Maria Antonia. A convivência de papai com meu avô foi curta, pois vovô morreu antes que ele completasse 10 anos e o esteio familiar passou a ser sua mãe.

1ª núpcias do Capitão Trajano Pereira de Barros, este nascido em 1867, casou com Adélia Ciciliana Pereira de Barros, estes já eram falecidos em 14/12/1912. Adélia Ciciliana era filha do Capitão João da Mata Pereira da Trindade e dona Benta Rodrigues do Couto. já falecidos em 14/12/1912.
2ª núpcias do Capitão Trajano Pereira de Barros, em 14/12/1912 em Abaeté, com Maria Antonia da Silveira Trindade, esta nascida em 26/7/ 1881.

Minha avó MARIA ANTONIA DA TRINDADE BARROS exerceu o magistério primário em Abaeté por quase 50 anos. Formada pela Escola Normal, provavelmente em 1909/10, tem sua primeira nomeação nestes termos assinada pelo Governador de então, João Antonio Luiz Coelho:

 Por decreto de 24 de agosto de 1912 e de acordo com o artigo 227 do regulamento Geral do ensino, então em vigor, quem trata o presente título, para reger efetivamente a mesma escola. Cumpra-se. Secretaria de Estado do Interior, Justiça e Instrução Pública do Pará, 14 Maria de setembro de 1912>

Por despacho de 11 de janeiro de 1913, da Secretaria de Estado de Interior, Justiça e Instrução Publica   Secretaria de Estado de Interior, Justiça e Instrução Pública do Pará, 25 de julho de 1913.> 
 
Documento datado de 1918, apostilado em seu prontuário diz:  < Por decreto n.o 3.400, de 10 do corrente mês e de acordo como art. 108, combinado com o parag. Único do art 67, do Regulamento do Ensino Primário vigente, que baixou com o decreto n.o 3356, de 7 de maio último, foi concedida vitaliciedade no cargo que ocupa a professora da 1ª escola elementar da secção masculina do grupo escolar da cidade de Abaeté, normalista Maria Antonia da Trindade Barros, de quem trata o presente título, visto contar mais de três anos de exercício efetivo no magistério público primário do Estado. Cumpra-se e registre-se. Diretoria da Instrução Publica Primária do Estado do Pará, 22 de agosto de 1918. O Diretor (assinado Paulo Maranhão) >.

Outro documento apostilado, datado de 1936 registra a sua designação para o exercício do cargo de Diretora, em comissão:


E, finalmente uma nomeação assinada pelo Interventor Federal José da Gama Malcher: < O Interventor Federal: resolve nomear a normalista MARIA ANTONIA DA TRINDADE BARROS, para exercer, efetivamente, o cargo de Diretor de Grupos Escolares do Interior – Padrão F. Belém, em 24 de Março de 1941 >

Minha avó exerceu o magistério no Grupo Escolar de Abaeté por 43 anos, sendo conhecida e reconhecida na cidade por seu trabalho profissional. Aposentou-se em 1943 através do seguinte Decreto: < O Interventor Federal do Estado do Pará resolve aposentar, de acordo com o art. 189, item II, do Decreto-lei n.o 3902, de 28 de Outubro de 1941, a normalista MARIA ANTONIA DA TRINDADE BARROS, ocupante efetiva do cargo de Diretor de Grupo Escolar do Interior- Padrão F , do Quadro Único, que perceberá, nessa situação, o provento de quatro mil e duzentos cruzeiros (CR$ 4.200,00) anuais. O Sr. Secretário Geral do Estado o faça cumprir e pub Governo do Estado do Pará, 20 de Agosto de 1943. (assina o Interventor interino) >

Meu pai IRACY DA TRINDADE BARROS, nascido em 22/4/1914 e falecido a 18/12/2011 com 97 anos de idade, que terminada toda a escolaridade possível em Abaeté e não podendo prosseguir os estudos em Belém, como tanto desejava, seguiu o caminho de jovens semelhantes  - foi aprender com um mestre uma profissão que à época se chamava” artística”. Passou uma temporada em Ponta de Pedras aprendendo a ser marceneiro. E esta foi a sua profissão  toda a vida.

Casou-se com ALICE RIBEIRO em 02/10/1940, nascida em Abaeté em 27/05/1920, filha de Olavo José Ribeiro e Izolina Fonseca. Deu-se início, assim, à família RIBEIRO DE BARROS como mais um ramo dos Pereira de Barros e que tem início com seus 10 filhos que são: Olavo Ribeiro de Barros, Maria Lêda Ribeiro de Barros, Elmelira de Barros Souza, Maria Izolina de Barros Mendes, Antonio Ribeiro de Barros, Maria da Conceição Barros Andrade, Maria Lúcia Ribeiro de Barros, Maria Alice Barros Alves, Sergio Tadeu Ribeiro de Barros e Fernando Ribeiro de Barros.

ALICE RIBEIRO DE BARROS, nossa mãe, faleceu em 15/07/2012 e estas informações são feitas também em homenagem a ela que foi uma guardiã incansável de todas as lembranças familiares. 

Belém, 9 de agosto de 2012 
                                                            
Lêda Barros

Genealogia de IRACY DA TRINDADE BARROS:

1ª G, pais do Capitão Cornélio Pereira de Barros
2ª G/Filhos/F, Capitão Cornélio Pereira de Barros, que casou com dona Rufina Antonia Pereira de Barros e com filhos, 3ª G/Netos/N: Trajano Pereira de Barros e outros?
3ª G/N, Trajano Pereira de Barros, que casou uma 1ª vez com  Ciciliana Pereira de Barros tiveram filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Adelia Pereira de Barros, Trajano Pereira de Barros Filho/Trajaninho e  (Maria?)/Rufina Pereira de Barros.
4ª G/Bn, Adélia Pereira de Barros, é citada em 1905
3ª G/Bn, Trajano Pereira de Barros, ficou viúvo de sua 1ª esposa Dona Cicilana Pereira de Barros, e com 45 anos, em 14/12/1912, casa pela 2ª vez com Maria Antonia da Silveira Trindade, esta com 31 anos e tiveram 4 filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Iracy da Trindade Barros/Pereirinha, dois falecidos jovens e Jacira da Trindade Barros.
4ª G/Bn, Jacira da Trindade Barros,  faleceu em 1948, em Belém/Pa.


4ª G/Bn, Iracy da Trindade Barros/Pereirinha, nascido a 22/4/1914 e falecido a 18/12/2011, filho do capitão Trajano Pereira de Barros, este falecido por volta de 1923 a 1924 e da professora normalista Maria Antonia da Trindade Barros, esta nascida por volta de 1881, casou com Alice Ribeiro em 2/10/1940 e tiveram 10 filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Olavo Ribeiro de Barros, Maria Leda Ribeiro de Barros, Elmelira de Barros Souza, Maria Izolina de Barros Mendes, Antonio Ribeiro de Barros, Maria da Conceição Barros Andrade, Maria Lúcia Ribeiro de Barros, Maria Alice Barros Alves, Sérgio Tadeu Ribeiro de Barros e Fernando Ribeiro de Barros.
5ª G/Tn, Elmelira de Barros Souza
5ª G//Tn, Maria Izolina de Barros Mendes
5ª G/Tn, Maria da Conceição Barros Andrade
5ª G/Tn, Maria Alice Barros Alves.

Genealogias Paralelas aos Pereira de Barros:

Genealogia de Maria Antonia da Silveira Trindade:

1ª G/ pais do Tenente João da Mata Pereira da Tindade
2ª G/ Tenente João da Mara Pereira da Trindade, este casadpo com dona Benta Rodrigues do Couto e com filhos, 3ª G/Netos/N: Maria Antonia da Silveira Trindade
3ª G/N, Maria Antonia da Silveira Trindade, casou com Trajano Pereira de Barros e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Iracy da Trindade Barros, dois falecidos jovens e Jacira da Trindade Barros. A professora normalista Maria Antonia da Trindade Barros substituiu o professor normalista Bernardino Pereira de Barros como diretora do grupo Escolar de Abaeté a partir de 14/9/1936, tendo trabalhado nessa escola até o ano de 1943.
4ª G/Bn, Iracy da Trindade Barros,  filho de Trajano Pereira de Barros e Dona Maria Antonia da Trindade Barros, casou com Alice Ribeiro e com 10 filhos, 5ª G/Trinetos/Tn. Vide acima

Genealogia de Alice Ribeiro:

1ª G, pais de Olavo José Ribeiro
2ª G/Filhos/F, Olavo José Ribeiro, casou com Izolina Fonseca e com filhos, 3ª G/Netos/N: Alice Ribeiro e outros?
3ª G/N, Alice Ribeiro, casou com Iracy da Trindade Barros e com Filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Vide acima em Iracy da Trindade Barros.


Resposta do Blog do Ademir Rocha:

Cara Leda Barros, suas informações são importantíssimas para nós que aqui estamos a resgatar a história-memória, cultura e genealogia de Abaetetuba, pelos seguintes aspectos: a) informações preciosas sobre as tradicionais Famílias Pereira de Barros e Trindade (penso que esta família teve origem na cidade vizinha de Igarapé-Miri/Pa), que ajudaram a constituir a genealogia de Abaetetuba; b) pelas informações históricas da antiga "instrução pública no Estado do Pará; c) Informações sobre o antigo Grupo Escolar de Abaeté, que não mais existe com esse nome e informações sobre seus antigos diretores e professores, no caso alguns seus parentes citados. Neste caso, prestando também minha homenagem ao seu pai IRACY DA TRINDADE BARROS e aos demais citados, é com maior prazer e alegria que vou fazer a postagem de suas informações para enriquecer mais ainda nossas pesquisas e através dela encontrar outros membros dessas duas famílias, Pereira de Barros e Trindade, dispersos pelo Brasil e quiçá mundo. Possivelmente entrarei em contato outras vezes e agradeço pelas ricas informações. Abraços de Ademir Heleno Araujo Rocha/Ademir Rocha.

Outras Informações dos Pereira de Barros e Outros Barros:

. Capitão Trajano Pereira de Barros, residente na rua S. Mendes e era casado Maria Antonia da Trindade Barros.
 
Em 1904, Trajano Pereira de Barros era Prefeito de Segurança de Abaeté.

Um número do Jornal “O Abaeté”, datado de 24/5/1908, tem como gerente Cornélio Pereira de Barros e diretor-secretário, Trajano Pereira de Barros. Outro nº do semanário O Abaeteense, de 4/1909, tem como diretor Cornélio Pereira de Barros e como secretário, Trajano Pereira de Barros, jornal com sede na Travessa da Conceição.

Trajano Pereira de Barros, tesoureiro da Irmandade de São Sebastião e membro do Clube Musical Henrique Gurjão, em 1908.

Citação de 1922: Cap. Trajano Pereira de Barros c/pagamento de imposto de valor locativo de um imóvel sito à Rua Siqueira Mendes, na cidade de Abaeté no governo do intendente municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu.

Filhos de Trajano Pereira de Barros: Maria Rufina Pereira de Barros, Trajano Pereira de Barros Filho/Trajaninho.

. Maria Antonia da Trindade Barros, era professora na Intendência do Coronel Aristides dos Reis e Silva, em 1920. Era casada com o tenente coronel Trajano Pereira de Barros, professora do Grupo Escolar de Abaeté em 1927. É citada como professora do Grupo Escolar de Abaeté em 1935.

Trajano Pereira de Barros, citação de 1908:

“A irmandade de São Sebastião é organizada pelo Clube Henrique Gurjão e a diretoria da irmandade é: Presidente, Padre Francisco Manoel Pimentel; Diretor, Horácio de Deus e Silva; Tesoureiro, Trajano Pereira de Barros; Secretário, Manoel Vigílio de Araújo e José Ferreira Ribeiro; Zeladores, Pedro Pena de Araújo e Hygino Pereira e cobrador, Jósimo Leandro de Sousa e muitos irmãos”. Quando se dizia Clube São Sebastião, estava-se referindo ao Clube Henrique Gurjão.

Tenente Coronel Torquarto Pereira de Barros.

1ª Câmara de Abaeté, criada em 20/3/1880-1884. Um de seus membros foi o Alferes Torquato Pereira de Barros. Posteriormente, ocupou a função de Intendente Municipal no Conselho de Intendência de Abaeté no período de 1900-1902.

Uma citação de 1903: A Banda de Música Bela Harmonia abrilhantou a inauguração em 2/4/1903 do Grupo Escolar de Abaeté, na administração do Intendente Municipal Tenente Coronel Torquarto Pereira de Barros, com a presença do Dr. João Evangelista Correa de Miranda, Juiz do Distrito judiciário: do Coronel Hygino Maués, do professor Bernardino Pereira de Barros, Diretor do grupo escolar inaugurado; do Padre Francisco Manoel Pimentel, de Cornélio Pereira de Barros, lente da Escola Normal do Estado e dos professores presentes: Basílio Chrispim de Carvalho, Fidélis Magno de Araújo, Maria de Nazaré de Moraes e Francisca Romana de Almeida Pimentel, todos normalistas.

Na data de inauguração do Grupo Escolar de Abaeté em 1902 era governador do Estado o Dr. Augusto Montenegro. Abrilhantaram a festa a Banda Bela Harmonia, os oficiais da antiga Guarda Nacional, todos uniformizados, Coronel Joaquim Maués, Capitão Aristides Silva, Horácio Silva, Raimundo Pimentel, Tenente Miguel Mendes dos Reis, Antonio Pereira de Barros, João Roberto dos Reis e o alferes Francisco Bahia Sobrinho.

Anita Parente Calliari é citada em documento de 1935, um boletim escolar do Grupo Escolar de Abaeté, Curso Primário. Sua professora era Maria Antonia da Trindade Barros e a diretora da escola era Laura dos Santos Ribeiro.

Fotografia de 1934: Mostra a Sra. Maria Vitória Ribeiro, aos 96 anos de idade e que foi escrava do ex-intendente Tenente-Coronel Torquato Pereira de Barros. A ex-escrava aparece ao lado do Sr. Latino Lídio da Silva, genitor de D. Aureliana da Silva Miranda.

Torquato casou com Ana Lobato/Ana Lobato Barros e tiveram filhos, 2ª geração.

. Ana Judith de Almeida Cardoso era filha de Torquato Pereira de Barros, que casou com o rico Coronel Maximiano Guimarães Cardoso e tiveram filhos, 3ª geração de Torquato Pereira de Barros: Esmerina de Almeida Cardoso, que casou com Latino Lídio da Silva e tiveram 8 filhos: Catarina/falecida, Anita, Esmeralda, Aureliana, Adelaide, Lauro, Maria Bartira e Manoel Arapajó Cardoso da Silva e outro filho extra-conjugal de Latino, José Delmiro Cardoso da Silva, 4ª geração de Torquato Pereira de Barros. Vide descendência de Latino Lídio da Silva.

Torquato Pereira de Barros é bisavô materno de Anna da Silva Sena.

. Catarina Pereira de Barros Silva, avó de Lauro, nasceu em 30 de junho e faleceu em 4/12/1932.

. Abel Guiães de Barros Ferreira, era português,ferreiro, músico, ator amador e desportista. Seu nome completo era Abel Guiães de Barros Ferreira, que era reduzido para Abel Guiães de Barros ou Abel Barros. Em 1922 possuía um imóvel à Rua Siqueira Mendes. Foi para São Francisco do Jararaca, na Ilha do Marajó e de lá voltou para fixar residência em Abaeté. Em 1908 era músico e tesoureiro do Clube Carlos Gomes. Em 1927 ainda era músico na Banda Carlos Gomes, tocando bumbo, chegando a ser seu vice-presidente em 1928. Nos anos de 1920 atuava como ator amador no grupo de teatro denominado Grupo Scênico de Abaeté, onde, em 1919, era o presidente da 1ª diretoria do grupo, que subsistiu até os anos de 1930 e cuja finalidade era angariar fundos para a construção da sonhada Igreja Matriz de Abaeté. Participava, também, da Confraria de São Raimundo Nonato, braço religioso do Clube Musical Carlos Gomes. Residiu na Rua Siqueira Mendes e na entrada da atual Avenida Pedro Rodrigues, canto com a atual Rua Getúlio Vargas, onde também possuía a sua oficina de ferreiro. Como desportista participou, nos anos de 1920, da Associação Sportiva de Abaeté, sendo em 1927, seu diretor de sports. Documentos de 1947 se referem a uma “Av. Aristides Silva”, onde ficava a oficina mecânica de Abel Barros e a Mercearia Boa Esperança.

Citações sobre Abel Guiães de Barros: Citação de 1922: “Abel Guiães de Barros com pagamento de imposto de valor locativo no valor de 6$000, por um imóvel sito à Rua Siqueira Mendes, na cidade de Abaeté”.

De volta de São Francisco do Jararaca (Marajó), Abel veio fixar residência em Abaeté. “músico da banda Carlos Gomes em 1928”. Nome completo: Abel Guiães de Barros Ferreira, era português e tocava ...Chegou ao posto de vice-presidente da Banda Carlos Gomes. 1927: Abel de Barros, vice-presidente da Banda Carlos Gomes, que veio de Jararaca para fixar residência em Abaeté.

“No teatro de Abaeté destacavam-se Monteiro de Sá e Antonio de Sá como atores”. Os atores de Abaeté foram os seguintes: Pombo da Maroca Lima, Licínio Araujo, Diquinho Soares, Angelina Araujo, Miloca Matos, Bararaty Barroso Franco, João Pontes, Antonico Araujo, Menina Arthemita, Lucília Pinheiro, Abel de Barros, Edgar Borges, Prudente de Araujo, Raimundo Leite, Guilherme Abreu, Osvaldina da Fonseca, Hilda V. da Fonseca, Elpídio Paes, Risoleta de Lima Araujo, Abel Lobo, Pedro Loureiro, ...

Ano de 1919: “A primeira Diretoria do Grupo Scênico Abaeteense era formado por artistas amadores de Abaeté. Presidente, Abel Barros; vice-dito, João Nepomuceno de Pontes; 2º vice-presidente, Abel Lobo; 1º secretário, Prudente de Araujo; 2º dito, Bararaty Franco; tesoureiro, Raimundo Leite e o ensaiador, Guilherme Abreu”.

Abel Guiães de Barros, citado em 1922.

1925: A Confraria de São Raimundo Nonato, tendo como alguns de seus membros: Horácio Nabor de Sena, João Cunha de Oliveira, Raimundo Damião de Carvalho, Paulo de Araujo Borges, Abel Guiãs de Barros.

Em 1927: “Atores de teatro: Pombo da Maroca Lima, Licínio Araujo, Diquinho Soares”. “O Grupo Scênico de Abaeté, encenando o sentimental drama de Júlio Dantas intitulado “Mater Dolorosa”, tendo nos papéis, Angelina Araujo, Miloca Matos, Bararaty Barroso Franco, João Pontes, Antonico Araujo, Menina Arthemita”. “Apresentaram também a comédia “Quem Desdenha”, tendo como atores, Lucília Pinheiro, Abel de barros, Miloca Matos, A. Araujo, João Pontes, Bararaty franco, Edgar Borges. Foram, também, apresentadas as peças “Mater Dolorosa” e “Rosas de Todo Anno”, do escritor português Júlio Dantas”. “Angelina Araujo e Miloca Matos, do Grupo Scênico Abaeteense, no drama “Mater Dolorosa” de Júlio Dantas”. “A comédia “Quem Desdenha”, de Pinheiro Chagas, tem como atores: Angelina Araujo, Miloca Matos, Lucília Pinheiro e Abel Barros”.

Rua Siqueira Mendes. Abel Guiães de Barros, de nacionalidade portuguesa, era ferreiro e músico que tocava bumbo na Banda Carlos Gomes. No tempo do Mestre Chiquinho Margalho tocava bumbo, conforme documento de 1928.

A casa de Abel Barros ficava na entrada da atual Avenida Pedro Rodrigues: “Abel Barros possuía sua officina no canto da atual Avenida Pedro Rodrigues com a Rua Getúlio Vargas”.

Citações de 1908: “O Clube Carlos Gomes, com eleição, ficando assim constituída a diretoria: Presidente, Garibaldi parente; Secretário, Estácio Sena dos Passos; Tesoureiro, Abel Guiães de Barros; Regente, Gerônimo Guedes e Contra-mestre, Raymmundo Pauxis”.

Em 1927 a diretoria da Associação Sportiva de Abaeté era assim constituída:

Assembléia Geral: presidente, Latino Lídio da Silva; 1º secretário, João Nepomuceno de Pontes; 2º secretário, Giordano Parente.

A Diretoria: presidente, Capitão Acrísio Villaça da Silva; vice-presidente, Antonio Paes Filho; 1º secretário, Antonio Ribeiro de Araujo; 2º secretário, Antonio Gama; tesoureiro, Capitão Raymmundo Leite Lobato; orador oficial, Américo Nery Cordeiro; diretor de sports, Abel Guiães de Barros; diretor de sede, Raymmundo Nonnato Viégas.

Documentos de 1947 se referem a uma “Av. Aristides Silva”, onde ficava a oficina mecânica de Abel Barros e a Mercearia Boa Esperança..

Catarina Pereira de Barros é filha de Torquato Pereira de Barros. Logo, é irmã de Ana Judith de Almeida Cardoso, mulher do Coronel Maximiano Guimarães Cardoso. Catarina Pereira de Barros e Silva é avó de Anna da Silva Sena.

Latino Lídio da Silva, foi o 1º tabelião de Abaeté e secretário interino da Intendência de Abaeté.
Lauro Cardoso da Silva. Bisavós maternos de Lauro: Torquato Pereira de Barros e Ana Lobato Barros. Pais de Lauro: Latino Lídio da Silva e Esmerina de Almeida Cardoso. Latino nasceu em 24/3/1890, estudou em Belém o curso primário e o curso secundário.

Bisavós paternos de Lauro: João da Luz e Claudina Silva.

Documentos de 1920 se referem a uma “Rua Tenente Coronel Torquato Barros”.
Atualmente existe a Travessa Torquato Barros em Abaetetuba/Pa.

Atualmente o trecho de rua chamado Rua Torquato Barros faz parte da atual Rua Barão do Rio Branco.
Professor Bernardino Pereira de Barros

Bernardino Pereira de Barros: Citações de 1909: O Clube Henrique Gurjão com os seus dobrados e Galileu Parente, do clube, saudou o aniversariante Bernardino Pereira de Barros. Travessa Santa Luzia, onde morava Bernardino Pereira de Barros. Em 1905 a banda de música Henrique Gurjão tinha como diretor da banda o professor Bernardino Pereira de Barros. Outra citação de 1903 se refere a inauguração do Grupo Escolar de Abaeté, que teve o professor Bernardino como o seu 1º diretor. Vide Torquarto Pereira de Barros.

Em maio de 1905 o professor Bernardino é citado como diretor do Grupo Escolar de Abaeté nos jornais da época. Em 1919 o Capitão Bernardino Pereira de Barros é citado como diretor do Grupo Escolar de Abaeté, na Intendência do Coronel Aristides dos Reis e Silva. Bernardino Pereira de Barros era membro da Irmandade de S. Sebastião, em 1908.

Citação de 1908: Sarau dançante à noite no aniversário do professor Bernardino Pereira de Barros, animado pela orquestra União Abaeteense e o professor Basílio de Carvalho fez uma bela oratória e declamou poesias de sua lavra. O aniversário do professor Bernardino era no dia 20 de maio.

Professor Bernardino Pereira, formado Professor normalista formado pela escola Normal do Estado.

Citação de 1905: Em 27/5/1905 a banda de música Henrique Gurjão, completava um ano de fundada e tinha como diretor da banda o professor Bernardino Pereira de Barros. Essa banda tocava em festas, aniversários, batizados, funerais e outros eventos.

Eram contemporâneos do professor Bernardino os professores Basílio Chrispim de Carvalho e Olindina Oliveira Pereira de Barros.

O professor Bernardino era irmão de Torquato Pereira de Barros? Ou filho?

A ascendência do Professor Bernardino era a seguinte:

Maria Anna Ferreira, era brasileira e casou com Francisco Marcolino Malato Ferreira Ribeiro e tiveram uma filha: Anna Marcolina. 3ª geração, filhos de Maria Anna e Francisco Marcolino: Anna Marcolino Malato Ferreira Ribeiro, casou com seu primo Fermiliano Ferreira Ribeiro e tiveram 11 filhos: Manoel (morreu criança), Maria da Glória, Hermógenes/Moja, que era cego de nascença, Ângela, Telósphoro, Catarina, Raimundo, Mariana/Marocas, Inês, Anna e Antônia/Guita, 4ª geração. Ângela Ferreira Ribeiro, da 4ª geração, nasceu no dia 6/8/1868 e casou com Clarindo do Espírito Santo de Araújo, no dia 26/5/1888. Ângela faleceu no dia 25/6/1952, com 83 anos, 10 meses e 20 dias, em sua residência, à Rua Siqueira Mendes, 1531, em Abaetetuba. Ângela e Clarindo tiveram 11 filhos, entre os quais Anna Ribeiro de Araujo. Anna Ribeiro de Araújo/Anica-Nicota-Mimi, que nasceu no dia 4/4/1900, na Ilha de Tabatinga, Distrito de Abaeté e casou com seu primo Bernardino Pereira de Barros (Beré) e tiveram 7 filhos: Pérola Medeiros de Barros/Perolina, Nelita Solange, Altair de Araujo Barros/Guamarino da Paz (Amor), Irene (falecida em criança), Orlando Triamegildo, Miguel Aureolindo (Lindo), Irene Lacy de Araújo Barros. Os filhos do professor Bernardino (Beré) e sua esposa Anica (Anna Ribeiro de Araujo Barros), deixaram a seguinte descendência:

Altair Araujo de Barros/Guamarino da Paz de Araújo Barros (Amor), que nasceu no dia 24/1.192... e casou com Janice Medeiros e tiveram 2 filhas: Pérola e Altair Medeiros Barros.
Pérola Maria Medeiros Barros, casou com Sérgio Furtado e tiveram 2 filhos: Lucas e Jonas Barros Furtado. Vide fam. Pontes.

Altair Medeiros Barros/Tatá, casou dia 7/11/1990, com Geraldo Santos e tiveram filho: Gabriel Barros dos Santos, que estudava Veterinária na cidade de Santa Maria/RS (4/2010). Altair/Tatá, atualmente, 4/2010 mora em Santos/SP.

Miguel Aureolindo de Araújo Barros, casou com Almerinda Cano e tiveram uma filha: Nely Cano Barros, que, por sua vez, casou com Antonio Rodrigues.

Irene Lacy de Araújo Barros, nasceu no dia 13.07.19... e casou com Domingos Emídio Carlão e tiveram 2 filhos: Márcio Emídio e Luiz Fernando Barros Carlão, este atualmente advogado em São Paulo/SP.

Em 1948 foi festejado o 45º aniversário do Grupo Escolar de Abaeté, sendo lembrado o nome do professor Bernardino Pereira de Barros, como seu 1º diretor e outros professores.

Anna Maria Barros. Um escrito de 1940 cita o músico Adalberto Benedito Rodrigues, nascido 22/10/1857 e falecido em 2/6/1882, como filho do Oficial Vogal José Benedito Rodrigues e Anna Maria Barros, músico abaeteense. Adalberto foi o primeiro mestre de música na vila de Abaeté, tendo instruído e fundado a primeira banda de música do povoado.
Basílio Pereira de Barros:

Basílio Pereira de Barros/Bigico, c/c Raimunda Negrão/Mundica e tiveram 4 filhos, 2ª G/Filhos/F: Maria, Januário/Caboquinho, Paulino/Pulico e Júlia Negrão de Barros.

Maria Negrão de Barros, c/c Raimundo Barbosa André/Diquinho Barbosa e tiveram filhos. Vide família Barbosa, de Diquinho Barbosa.
Januário Negrão de Barros/Caboquinho, c/c Joana e tiveram filhos. Caboquinho e família se mudaram há muito tempo p/Porto Velho.

Paulino Negrão Barros/Pulico, é casado e c/filhos. Família há muitos anos fora de Abaetetuba/Pa.

Júlia Negrão de Barros, c/c João Miranda e tiveram filhos: Atinaí e Jorge. Família há muitos anos fora de Abaetetuba/Pa.

Bigico é citado em documento de 1953, 1964. São parentes do professor Bernardino Pereira de Barros (primo ou irmão de Bigico). Bigico teve outro irmão que foi p/os EUA e lá faleceu.

1931: Hygino Pereira de Barros. A parte oriental da Praça Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva de Abaeté, com 11.040m2, tendo Hygino Pereira de Barros como representante legal da Associação.

José Pereira de Barros, coletor geral em 1887.

Higino Pereira de Barros. 1931: Na Rua Siqueira Campos residia Miguel Mendes dos Reis e tinha fundos com a Pça. Augusto Montenegro, onde também residia Delmiro de Almeida Nobre. 1931: Miguel Mendes dos Reis e irmãos, filhos de José Mendes de Lima Reis, com terreno à Rua Siqueira Campos, antiga Siqueira Mendes, fazendo divisa com terreno de Delmiro de Almeida Nobre e do outro lado com o terreno de Hygino Pereira de Barros e fundos com a Praça Dr. Augusto Montenegro. Hygino Barros. 1931: Raymundo Souza de Araujo, com terreno à Rua Floriano Peixoto, divisa com Isabel e do outro lado, Hygino Barros.

Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 31/7/2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA E DOCUMENTOS ANTIGOS











MEMÓRIA FOTOGRÁFICA E EXPOSIÇÃO DE DOCUMENTOS EM ABAETETUBA


Com as antigas fotos e com o acervo documental de Abaetetuba a Fundação Cultural Abaetetubense poderia fazer uma exposição fotográfica e documental que pudessem resgatar os aspectos históricos das diversas fases históricas do município de Abaetetuba. Esse evento poderia ocorrer durante a Semana de Artes e Folclore de Abaetetuba que se aproxima.

A fotografia é, mais que um recorte do tempo, uma representação da história. No século XX, fotógrafos responsáveis pela reprodução oficial de imagens de eventos da sociedade foram, também, reprodutores da memória da Abaetetuba antiga. Na viagem iconográfica pelo tempo, um século de imagens poderiam ser apresentadas ao público participante dessa Semana de Artes e Folclore. A exposição de fotografias deveria privilegiar aspectos históricos do município de Abaetetuba.

Os fatos, um dia enquadrados nas câmeras de nossos retratistas ficariam expostos em um espaço especialmente designado para essa exposição.
Também deveria acontecer a exposição de textos, jornais, revistas, livros e documentos antigos ou recentes existentes no município.

Essa exposição deveria atingir os vários aspectos da cultura e memória do município, como a música, o teatro, a economia, a política, a religião, a geografia, a história e as personalidades que construíram o passado histórico do município. Caso seja possível, dever-se-ia levar para a praça os grupos remanescentes da cultura e da historia de Abaetetuba com o histórico dessas associações que hoje estão relegadas ao esquecimento. Esse evento seria como que o resgate desses grupos que fizeram a história de Abaetetuba.

Essa exposição poderia ser feita na Barraca de Nossa Senhora da Conceição que abrigaria algumas exposições, como a Exposição de Fotografias de Abaetetuba Antiga (com destaque para o patrimônio arquitetônico, cultura e personalidades), a Exposição de Jornais Antigos de Abaetetuba, a Exposição de Livros raros, papéis e documentos antigos e a presença ao vivo dos grupos remanescentes da cultura de Abaetetuba. A responsabilidade do salão seria da Fundação Cultural de Abaetetuba ou a de um curador designada pela mesma Fundação.

Fotografia e Documentos:

Na Exposição Fotográfica do Abaetetuba, a distância entre um momento e outro da história é medida em apenas um passo de qualquer atento curioso do tempo, acompanhando com os olhos os painéis em que estão distribuídas as fotos e documentos das décadas do século que passou.

Nos olhares entre o ontem e o hoje, poderiam ser observadas as mudanças na arquitetura local com as mudanças que originaram as casas, pontos comerciais ou instituições públicas.

A exposição fotográfica e documental deveria ser permanente a partir de então para possibilitar em cada ano o incremento do arquivo, mediante a cortesia de memorialistas e familiares de retratistas e historiadores que, durante anos, fazem pesquisas dos principais eventos sociais - sejam as marchas cívicas, casamentos, orações nas residências, visitas de pessoas ilustres ou mesmo retratos ou histórias da vida cotidiana, protagonizada pelas pessoas simples, sem títulos de nobreza, mas com várias histórias para contar.

E como estamos na era digital poder-se-ia chamar a atenção de crianças e jovens com a instalação de computadores com temas da cultura e história do município e, se possível, dentro de um dinamismo de informática que pudessem atrair a atenção dessas crianças e jovens com oficinas sobre os vários temas abordados.

Produção:

A maior parte das fotografias e documentos em exposição deveriam vir da Fundação Cultural, dos memoralistas e historiadores locais e das famílias que ainda guardam essas preciosas lombranças de seus antepassados.

As fotos e documentos, alguns com mais de um século de existência, são preciosos documentos que registraram os momentos sociais, culturais, políticos e econômicos do município de Abaetetuba e região, com as suas localidades produtoras de história em todo o Município, representado por períodos diversos.

Essa exposição também deveria servir para chamar a atenção das antigas famílias abaetetubenses, hoje dispersas pelo Pará e pelo mundo e dos turistas e dos habitantes locais que por certo vão se interessar pela história e memória de Abaetetuba mostrada em dinâmicas modernas e não cansativas, com ateliês e espaços para oficinas variadas, inclusive na arte de fotografar e confecção de objetos de artesanato, pinturas, danças e músicas. E para melhorar a qualidade do material exposto, todo ele deveria passar por um cuidadoso processo de digitalização e reprodução por parte de profissionais competentes.

PRESERVE O ACERVO HISTÓRICO DE ABAETETUBA:

Prédio tombado guarda a história e serve para exposição de fotografias, jornais, documentos e objetos históricos e a História começa na preservação desse patrimônio.

Algumas fotos e documentos são instrumentos referenciais dos ciclos históricos, sociais, religiosos, políticos e econômicos do município, com suas casas, máquinas, móveis, utensílios, equipamentos, obras sacras como imagens de santos, telas de pintura, artesanato e obras variadas.

O dinamismo não era somente econômico na Abaetetuba antiga. O meio cultural era efervescente, como revelam fotos e os jornais da época, que se difundiam como uma voz poderosa.

A história e a cultura antiga de Abaetetuba deveria circular nos modernos meios de comunicação, como os blogs, rádio e televisão.

Seria interessante de ver as fotos, documentos, poesias e músicas sobre a mesa, nas antigas páginas de jornais e revistas ou livros da região e que pudessem despertar em nossos jovens artistas, poetas e historiadores para a continuidade de nossa história cultural.

Fique por dentro da História e memória de Abaetetuba. Visite nosso blog, clique nas fotos para ver a história e memória ampliada.

Do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 27/7/2010.


HISTÓRIA E MEMÓRIA







HISTÓRIA E MEMÓRIA: TEXTO INTERESSANTE


Este texto pertence ao autor abaixo identificado e que muito nos interessa por tratar dos assuntos que são objetos de nosso blog.

INTRODUÇÃO:

A intenção do presente trabalho é abordar algumas das reflexões realizadas em sala de aula durante o curso História e Memória: historiografia e narrativa de modo a construir um entendimento acerca dos aportes teóricos.

A partir da leitura de textos e do entendimento do pensamento de alguns autores, expoentes nas questões de História e Memória, objetiva-se estabelecer uma linha comum entre este tema com as demais ciências sociais, tais como a sociologia e ciência política, entre outras

A metodologia utilizada foi a comparação dos textos lidos expondo em um único documento as principais idéias sobre os aspectos inerentes à grande área que é a Memória

O trabalho usa como fonte o material fornecido para as discussões em sala de aula e também outros textos que serviram de apoio à compreensão dos conceitos.

Para a construção do texto, primeiro tenta-se definir o que seria a memória abordada por tais autores. Em seguida o trabalho ocupa-se dos assuntos que compõem o quadro de estudos da Memória, tais como as categorias da memória (voluntária – involuntária), os ressentimentos e o esquecimento. Outros temas são abordados com o desenrolar do trabalho. O fato de não figurarem como um subtítulo não significa necessariamente que estes têm uma importância menor que os outros citados acima.

Por último aborda-se a função do historiador no trato desse material.

Todo este assunto constitui uma novidade para o autor deste trabalho que não se considera competente para desenvolver uma crítica suficientemente fundamentada do pensamento dos autores estudados. Entretanto, vale ressaltar que o trabalho desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento da capacidade analítica além de suscitar uma reflexão sobre os pressupostos teóricos trabalhados.


MEMÓRIA:

A memória é a matéria prima do historiador. É uma construção psíquica e intelectual que acarreta uma representação seletiva do passado, que nunca é somente aquela do indivíduo, mas de um indivíduo inserido num contexto familiar, social, nacional.

A história vivida de um lugar, de uma pessoa, um momento, um objeto arquitetônico, etc pode transformar-se em um fundamento para o conhecimento do próprio cotidiano, onde a memória torna-se essencial para a ciência da mesma, podendo também por decorrência de ações ou simplesmente por acaso, essa história ser dissolvida na lembrança, esquecida.

De acordo com Henri Bergson, a memória em sua forma geral envolve uma questão perceptiva. Ainda de acordo com este autor, a percepção envolve uma capacidade intelectual.

Maurice Halbwachs afirma que a lembrança é uma reconstrução do passado com o auxílio de dados cedidos pelo presente e, além disso, preparadas por outras reconstruções feitas em ocasiões anteriores e de onde a imagem de outrora se explanou bem deformada. Segundo este autor, a lembrança pode, a partir da convivência em sociedade, ou em grupos dentro de uma sociedade, ser construídas e simuladas. Esta simulação acontece quando as lembranças entram em contato com as lembranças de terceiros sobre assuntos em comum que por sua vez implicam na percepção do passado, aumentando a quantidade de informações sobre o mesmo fato. Halbwachs completa afirmando que não existe uma memória que seja uma “imaginação pura e simples” ou representação histórica que não passe pelo sujeito referencial.

A memória pode apresentar-se de forma documentada ou ainda adquirida através da oralidade, por meio de depoimentos, testemunhos, contos, entre outras modalidades.

A transmissão oral da memória foi algo muito praticado até uma época relativamente recente. Ainda hoje há culturas indígenas, por exemplo, que transmitem suas tradições, crendices, ensinamentos, etc. através da oralidade. Algumas vezes estes ensinamentos passam a ser escritos. A própria Bíblia é um exemplo dessa prática.
Historiadores que trabalham com a história oral devem uma atenção maior à questão da subjetividade implícita no discurso, que no caso da oralidade é muito maior que nas fontes documentadas originalmente. Os bancos de dados também podem ser uma fonte de memória documentada.

A literatura, embora não seja uma ciência e sim uma das categorias artísticas, também é levada em consideração na confecção de um trabalho histórico. É importante ter em mente que na literatura estão implícitos os aspectos da sociedade da época em que foi concebida ou da época a qual o autor se dedica a descrever.

Com o advento de meios modernos de comunicação e mudanças sociais incluindo espaço urbano trouxeram mudanças importantes na sociedade e na percepção do indivíduo e seu mundo. Na transição da Era Medieval para a Era Moderna, a sociedade que se baseava na transmissão oral de seus conhecimentos e saberes necessários às suas necessidades – que geralmente se resumiam a seu trabalho local – via-se em novas ocupações, tais como o comércio e a vida nas cidades. Esse simples fato demandou registros de operações, transições, etc. que provocou um desenvolvimento de artifícios cada vez mais elaborados para guardar e disseminar a memória em textos e em imagens. De certo modo, a memória do cotidiano tornou-se um pouco mais concreta e precisa. Este processo culmina, em uma realidade relativamente recente, com o computador, capaz de guardar amplas quantidades de informações e abranger todos os meios inventados anteriormente para registrar e armazenar a memória.

O desenvolvimento da memória no século XX, segundo Jacques Le Goff, “constitui uma verdadeira revolução da memória” [1], sendo a memória eletrônica o elemento mais espetacular.

As discussões sobre História e memória estão sempre presentes nas comunidades acadêmicas. Um tema bastante recorrente são as reflexões sobre as dimensões da memória, assim como suas implicações práticas.

Por envolver uma dimensão psicológica a memória figura-se como algo subjetivo. O caráter psicológico da memória sugere a presença de outras ciências tais como a psicologia e a psiquiatria. A principal função do historiador seria ordenar este material de uma maneira coerente, dando sentido a seu próprio trabalho. Ao fazer isso, o historiador deve, ao mesmo tempo, filtrar os aspectos subjetivos da memória colhida. Eric Hobsbawm sugere que a subjetividade, tanto do historiador quanto do material estudado – seja ele um documento oficial ou um depoimento – é algo impossível de se discriminar, entretanto, é possível estabelecer um controle sobre ela. De certa forma, Max Weber afirma algo parecido quando descreve a concepção do tipo ideal[2].


MEMÓRIA COLETIVA:

As discussões sobre História e Memória geralmente ganham certa ênfase quando acontece a destruição de documentos que remetem a um marco relevante. Pode-se fazer um paralelo com a própria história judaica. A destruição do templo/sinagoga de Jerusalém, símbolo religioso e cultural de toda uma sociedade, pelos romanos no primeiro século da Era Cristã, é lembrada até dias atuais servindo até mesmo como um símbolo de identidade e unidade desse povo. A construção desta memória tem como ponto comum a partilha dos mesmos sentimentos, dos ressentimentos vividos por uma sociedade. Este é o conceito de memória coletiva concebido por Maurice Hawbacks.
Para este autor toda memória é coletiva. Foi Halbwachs quem primeiro abordou o conceito de memória coletiva. Para ele, a memória é produto social, produto de um sistema posto sobre determinadas características ou fatos socais, espaciais e temporais, e composto por grupos de pessoas que nas suas relações compartilham ou assimilam informações, e com isso constituem memórias. A memória coletiva fornece dados para a constituição das memórias individuais. Sendo assim, a memória estaria contida na sociedade que a (re) constrói. Para essas memórias, são pinçados do passado fatos que de alguma forma se relacionam com o presente, na medida em que outros tantos podem ser literalmente esquecidos. É inegável a existência de diversas memórias coletivas, por discutível que possa ser, seja a respeito de ideais de vida, valores nacionalistas ou religiosos. Ao apontar a memória coletiva como próxima da “soma” das memórias individuais, fica claro que Halbwachs não ignora a existência de uma memória que pertence ao indivíduo. No entanto esta memória só é possível, segundo Halbwachs, por conta da integração deste indivíduo em seu grupo social, que mediante a sua memória coletiva fornece os dados para que este se integre ao meio, possa agir, e formar a sua memória individual, sendo que a memória coletiva seria o “fato” mais influente[3].


A memória coletiva é pautada na continuidade e deve ser vista sempre no plural (memórias coletivas), justamente porque a memória de um indivíduo ou de um país estão na base da formulação de uma identidade, que a continuidade é vista como característica marcante.

A memória individual não está isolada. Ela vincula-se às percepções produzidas pela memória coletiva. O convívio em vários grupos durante a vida é a base da memória autobiográfica, pessoal. Ela apóia-se em um passado vivido que permite construir uma narrativa sobre o passado do indivíduo de forma natural. Também importante neste processo são as percepções acrescentadas pela memória histórica. Os aspectos coletivos da memória não se resumem em datas, nomes, fórmulas, eles representam correntes de pensamento e de experiência que influenciaram o passado de uma forma geral.

A memória, dessa forma, cumpre seu papel social, que é ecoar o passado formando ou não identidades. Este eco dos acontecimentos se dá principalmente através da linguagem.


RESSENTIMENTOS:

O rancor, o ressentimento também são elementos históricos, fazem parte da memória coletiva, portanto da história que cada ser carrega em si. Intrínseco ao ressentimento estão os sentimentos de medo e de humilhação.

De acordo como psicanalista Sigmund Freud, citado no artigo de Pierre Ansart[4], o ressentimento é algo intrínseco ao indivíduo. Deste modo, hostilidades aparecem de diversas formas na sociedade. Os homens, segundo ele, criam os ressentimentos para poderem viver em sociedade.

Os ressentimentos em relação a algum fato do passado faz deste um eco no futuro. Algumas vezes tais ecos podem tornar-se bastante visíveis em uma sociedade. Tal fato é bastante recorrente.

Alguns exemplos podem ser apontados: o ressentimento dos armênios em relação ao genocídio cometido pelos turcos contra esse povo ainda é bastante presente e influi em ambas as sociedades. Um exemplo que ultrapassa o sentimento e torna-se algo concreto é o caso da Bolívia, que expressa a perda do seu litoral na Guerra do Pacífico mantendo até hoje uma marinha lacustre e com esta a esperança de um dia recuperar o território perdido.

O líder carismático tem um papel chave na formação de um ressentimento histórico-social. O caso do Irã é um bom exemplo. Quando o Aiatolá Ruhollah Khomeini chegou ao poder através da Revolução Cultural Iraniana de 1979, usou do ressentimento da população com a política implantada neste país até então para inserir um novo regime, baseado no fundamentalismo muçulmano. Tal mudança mudou a percepção da sociedade sobre si mesmo e sobre a cultura ocidental de uma forma geral.

Os ressentimentos também são retransmitidos através da educação. Este aspecto está ligado muitas vezes às formas ideológicas. A ideologia democrática, por exemplo, é contra a permanência dos ressentimentos. A eficácia da democracia permitiria, em tese, que os seres humanos desistissem de suas limitações rancorosas. As hostilidades seriam transformadas, então, em reivindicações racionais. Regimes democráticos dão mais espaço para o ressentimento, entretanto, esta mesma democracia deve ser capaz de moderar esses ressentimentos sociais.

Nas sociedades onde há uma desigualdade entre seus segmentos, nas sociedades de castas, por exemplo, o ressentimento é inibido, visto que há uma conformidade com as condições de vida.

De outro modo, em regimes totalitários, o ressentimento é usado como forma de conduzir o ódio contra um inimigo externo, dissipando assim, as diferenças internas. Um bom exemplo disso é a política nazista e fascista e toda a motivação que levou à Segunda Guerra Mundial.


MEMÓRIA VOLUNTÁRIA E INVOLUNTÁRIA:

A memória obedece a um raciocínio lógico latente nas relações sociais. Em sociedades de cultura ocidental existe um apreço muito grande às questões racionais. Tal apreço tende a desconsiderar e descartar tudo o que não obedece a tais critérios. Apesar disso, existe uma memória involuntária que exerce uma influência na sociedade e na produção científica em geral que não está ligada aos conceitos racionais da sociedade. Essa memória involuntária constitui justamente em um conjunto de sensações que vem de forma espontânea a partir de algo que suscite ou que liberte esta lembrança. Uma maneira fácil de compreender o que seria essa memória é compará-la com a memória involuntária. A memória voluntária é daquela que evocamos quando necessária. A memória involuntária é aquela que nos chega à mente sem nós desejarmos.

Para o cientista francês Marcel Proust a memória voluntária está ligada à inteligência ou outra interpretação. Bergson afirma que a memória voluntária é aquela adquirida pelo hábito, pela recorrência de um mesmo esforço, de um mesmo ato. Trata-se, pois, de uma lembrança-hábito, de uma lembrança-adquirida, conquistada pelo esforço e dependente de nossa vontade[5].

Por outro lado, a memória involuntária ou lembrança-espontânea independe de nossa vontade, surge de uma lembrança e é imprevisível. Há como que uma amplificação de um ponto do passado. É o resultado de uma emoção, de uma sensação, que pode ser olfativa, auditiva, gustativa ou pelo tato, considerando que a percepção pela visão é representante da memória voluntária.

Vale ressaltar para fins de compreensão das idéias que Proust e Bérgson viveram praticamente na mesma época e tiveram os mesmos professores. Como denominador comum entre ambos podem-se estabelecer os seguintes pontos: o tempo, a memória, a dupla vida do eu, o papel da intuição e da sensibilidade em face da inteligência[6].

A memória involuntária é a chamada memória coletiva de Halbwachs, já citada. De acordo com Proust essa memória involuntária é a mais pura, pois não sofre influência do intelecto enquanto que a memória voluntária, ou seja, aquela que invocamos, é enganadora por não ser totalmente verdadeira e sim construída pela percepção que se tem de determinado fato a partir do olhar do presente.


ESQUECIMENTO:

A memória envolve o esquecimento. Concluímos, deste modo, que não há total controle sobre este, pois o que lembramos e esquecemos não é algo totalmente vinculado às vontades pessoais. Muitas vezes lembra-se de detalhes aparentemente pouco importantes e se esquecer de faces, nomes e lugares que seriam fundamentais. O esquecimento de experiências traumáticas pode acontecer independentemente de nossas vontades.

O esquecimento pode ser algo sadio quando se refere a algo psíquico. Alguém que se recorde de todos os momentos vividos possui certamente um distúrbio mental, chamado por estudiosos de Hyperthymestic Syndrome[7], ou seja, não compartilha do que consideramos ser socialmente normal.

O esquecimento é usado freqüentemente para manipular lembranças a fim de construir ou desconstruir uma identidade. Um exemplo literário deste tipo de ação está em “A revolução dos Bichos”, de George Orwell. Na história, que faz um paralelo com a Revolução Comunista, os donos do poder, representados emblematicamente por porcos, usa da fragilidade da memória das ovelhas, no caso, cidadãs de um novo regime, para manipular todo o entendimento da sociedade governada por eles de modo a fazê-lo como lhes é conveniente.

O esquecimento também pode vir a ocorrer voluntariamente. Traumas, a vivência de situações-limites ou simplesmente momentos desagradáveis podem fazer com que alguém almeje o esquecimento destes. Entretanto, não basta somente querer esquecer. Algumas pessoas precisam de ajuda para esquecer seus traumas. Isso depende de quão significativo este foi para determinada pessoa.

O esquecimento pode passar pelo ato de perdoar. Nem sempre perdoar significa esquecer, entretanto, significa que aquela lembrança, embora existente, não teria mais efeito.



O HISTORIADOR, A MEMÓRIA E A HISTÓRIA:

A memória, tanto individual como coletiva, constitui um objeto de manipulação. Isso acontece com bastante freqüência considerando que todos manipulam suas memórias, mesmo que não intencionalmente.

Sendo a memória o instrumento do historiador, este resgata o passado tendo como função mediar as manipulações da história ao mesmo tempo em que possa discernir sobre o que de fato aconteceu e a subjetividade do indivíduo, documento ou qualquer outro meio que lhe sirva como fonte.

O historiador tem um compromisso com a verdade histórica ao mesmo tempo em que reflete sobre sua própria realidade e temporalidade.

Sobre o trabalho do historiador, Halbwachs afirma que ele deve partir da busca dos detalhes que se somará a conjuntos que resultará, por sua vez, em uma soma de conjuntos onde nenhum fato é menos importante que outro.
Desta forma, geraria a visão mais imparcial possível do todo.

O historiador procura dar um significado às ações humanas e convertê-las em uma experiência exclusiva que possa delinear um novo futuro através do prestígio do presente




BIBLIOGRAFIA UTILIZADA:

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BRUM, Rosemary Fritch. História e Memória: a soldadura da imaginação. In Estudos Ibero-Americanos. PUCRS, v. XXXII, n. 1, p. 75-84, junho 2006.

COSTA, Ricardo da. História e Memória: a importância da preservação e da recordação do passado. Artigo extraído de em 18/05/2009.

CAMARGO, Flávio Pereira. Proust e o triunfo da Memória. In Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid. Documento disponível em: . Acesso em 20/05/2009.

CARVALHAL, Juliana Pinto. Maurice Halbwachs e a questão da memória. Revista Espaço Acadêmico. Junho/2006.
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SEIXAS, Jacy Alves de. Os campos (in)elásticos da memória: reflexões sobre a memória histórica”. In: SEIXAS, Jacy.
A., BRESCIANI, M. Stella & BREPOHL, Marion. (org.) Razão e paixão na política. p.59-77.

SEIXAS, Jacy Alves de. Percursos de memórias em terras de história: problemáticas atuais. In: BRESCIANI, Stella & NAXARA, Márcia. (org.) Memória e (res)sentimento: indagações sobre uma questão sensível. p.37-58.

SOUSA, Jessie Jane Viera de. Memória e esquecimento: artimanhas da História. Artigo extraído de . Acesso em 20/05/2009.

[1] LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas: Ed. Unicamp, 2003.


[2] OLIVEIRA, Maria Lígia de; OLIVEIRA, Barbosa Márcia Gardênia Monteiro de; QUINTANEIRO, Tânia. Um toque de Clássicos – Marx, Durkheim, Weber. Editora UFMG. Belo Horizonte, 2003.

[3] HEIDEN, Roberto ²SILVA, Úrsula Rosa da. Arte como produtora de memória social: uma discussão a partir da obra de Vitor Meirelles. Artigo disponível em . pág 3. Acessado em 17/05/2009.

[4] ANSART, Pierre. História e memória dos ressentimentos. (Trad.) In: BRESCIANI, Stella & NAXARA, Márcia. (Org.) Memória e (res)sentimento: indagações sobre uma questão sensível. p.15-36.

[5] CAMARGO, Flávio Pereira. Proust e o triunfo da Memória. In Espéculo. Revista de estudios literarios. Universidad Complutense de Madrid. Documento disponível em: . Acesso em 20/05/2009.


[6] Ibid.

[7] Termo em Inglês formulado pelo pesquisador James McGaugh ao estudar por cinco anos o caso de Jill Price, uma americana que não consegue se esquecer do que lhe sucede. Segundo McGaugh, Jill seria o primeiro ser humano a ser diagnosticado com esta síndrome.
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História e Memória: Alguns Conceitos publicado 22/07/2010 por Tiago Pedro Vales em http://www.webartigos.com
Mestrando em História e Cultura Política pela Unesp - FRANCA. Membro do Grupo de Estudos da Defesa e Segurança, redator do Observatório de Política Externa Brasileira. Bolsista FAPESP.
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