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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

RELIGIÃO, IGREJAS E VULTOS DE ABAETÉ 7











DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO 5

O 2º BISPO PRELADO, D. ÂNGELO FROSI:
PADRE ÂNGELO FROSI:
Ângelo Frosi nasceu em 31/1/1924 em Sam Bassano/Cremona, na Itália e foi batizado no dia 2/2/1924. Ingressou no Seminário Diocesano de Cremona em 1935, de onde passou para o Instituto Missionário Xaveriano, fazendo a sua 1ª Profissão Religiosa-Missionária no dia 8/9/1941 e foi ordenado sacerdote em Boston/Estados Unidos no dia 6/5/1948, onde exerceu o seu ministério nesse país até 1968.

Veio para o Brasil e tomou posse na Prelazia de Abaeté do Tocantins como Administrador Apostólico no dia 25/2/1968, para substituir o Padre Pio Monchelato.
D. Ângelo Frosi:

Em 15/1/1970 o Pe. Ângelo Frosi foi elevado a Bispo e sagrado aqui mesmo em Abaetetuba, como o 2º Bispo Prelado da Prelazia de Abaeté do Tocantins, em 1/5/1970. Seu Lema como Bispo era: “Fé e Caridade”.

Em 1º de maio de 1995, D. Ângelo Frosi completava 25 anos de sagração, como Bispo de Abaetetuba.

Tornou-se Presidente da Regional Norte 2, da CNBB, de 1971 até 1979 e era membro da Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB, Linha Missionária (1979-1983).

AÇÕES DE D. ÂNGELO FROSI, 2º BISPO DE ABAETETUBA:
O Pe. Ângelo Frosi chegou à Abaeté no dia 22/2/1968. Tornou-se Administrador Apostólico, o 2º Bispo Prelado da Prelazia e o 1º Bispo Diocesano da Diocese de Abaetetuba.

C/a transferência de Pe. Pio/, o Pe. ÂNGELO FROSI foi nomeado, em 25/2/1968, o novo Administrador Apostólico da prelazia, que ficou nesse cargo de 1968 até a nomeação do 2º Bispo Prelado de Abaetetuba, em 1970, na pessoa do mesmo Pe. Ângelo Frosi.

D. Ângelo Frosi, toma posse como 1º Bispo diocesano em 15/7/1982.

Em janeiro de 1970 o novo Bispo prelado, D. Ângelo Frosi, em sua 1ª visita pastoral à cidade de Abaetetuba, teve a oportunidade de conhecer bem de perto as precárias condições de vida dos bairros da cidade. Ele logo quis fazer algo para ajudar e cria:

Em 1975 chegou em Vila Concórdia o Padre Ladislau Jubel, da Diocese de Curitiba, que veio se estabelecer na vila, no programa das Igrejas-Irmãs. Foi o Padre Jubel que construiu a 1ª Casa Paroquial e a Igreja.

A construção teve início no dia 29/6/1977, com a presença de D. Ângelo Frosi, o qual abençoou a pedra fundamental. A construção da igreja ficou à cargo do Pe. Luiz Terzoni, que terminou os trabalhos no dia 29/6/1979 e que foi inaugurada no mesmo dia.

OS CENTROS COMUNITÁRIOS CRIADOS POR D. ÂNGELO:
1) O Centro Comunitário da Vila Saracura, dedicado a São José;
2) O Centro Comunitário do Algodoal, dedicado a N. S. do Perpétuo Socorro.
Esses centros comunitários serviram também para abrigar pequenas escolas paroquiais, dada à carência de escolas na cidade.

OBRAS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NA PRELAZIA:
Em todas as outras paróquias da prelazia surgiram obras de assistência social, criadas por D. Ângelo.

OS CLUBES DE MÃES:
1) D. Ângelo também criou o Clube de Mães, que reunia as mães da Paróquia do Centro e a essas senhoras eram ministrados cursos de corte e costura e outros cursos. Depois de formadas, elas repassavam os ensinamentos para outras mães necessitadas. Esse clube funcionou no Centro Social Paulo VI, localizado na Av. D. Pedro II/Abaetetuba/Pa, onde hoje se localiza a Big Loja.

ALGUMAS OBRAS COM D. ÂNGELO FROSI:
Anos de 1970:
1) Reformas da Catedral de N. S. da Conceição;
2) A Construção da Casa do Bispo e do Centro Catequético;
3) Construção da Barraca da Santa de N. S. da Conceição;
4) O Centro Médico N. S. da Conceição, reforma e ampliação;
5) O Centro Social Paulo VI;
6) O Centro de Formação do Laranjal;
7) A Igreja de São José, no bairro de S. José;
8) A Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no bairro de Nazaré;

Anos de 1980:
Construção do Bairro Cristo Redentor, c/a construção de 134 casas de moradia;
1) A Escola Cristo Redentor, no bairro de Cristo Redentor;
2) A Igreja do Cristo Redentor, no bairro de Cristo Redentor;
3) A Igreja de N. S. do Perpétuo Socorro, no bairro do Algodoal;
4) A Igreja de São João, no bairro de S. João;
5) O Centro da Pastoral do Menor, no bairro do Algodoal;
6) A Escola Cristo Trabalhador, no bairro de Cristo Redentor;
7) A Igreja de São Benedito, no bairro Centro;
8) A Igreja da Santa Luzia, no bairro de Algodoal;
9) A Igreja de Santa Rosa, no bairro de Santa Rosa;
10) A Igreja de São Sebastião, no bairro de S. Sebastião;
11) A Igreja do Divino Espírito Santo, no bairro da Aviação;
12) A Igreja de São Francisco de Assis, no bairro da Francilândia;
13) Igreja de Nazaré, no bairro de S. Lourenço;
14) A Paróquia de N. S. Rainha da Paz e o seu Centro de Pastoral, no bairro Centro;
15) A Paróquia São Paulo e o seu Centro de Pastoral, no bairro Centro;
16) O Centro de Recuperação de Dependentes Químicos D. Ângelo Frosi;
17) Implantação das Comunidades de Base na Prelazia.
18) Fundação do Seminário Menor de N. S. de Guadalupe, em 1981.

CRIAÇÃO DA DIOCESE DE ABAETETUBA E D. ÂNGELO FROSI COMO 1º BISPO DIOCESANO:
No dia 19/9/1981 o Papa João Paulo II constitui a Prelazia de Abaeté do Tocantins em DIOCESE DE ABAETETUBA e c/essa elevação, D. ÂNGELO FROSI tornou-se o 1º Bispo Diocesano da nova diocese, nomeado em 15/7/1982.

D. Ângelo esteve à frente da Diocese de Abaetetuba p/mais de 25 anos e, p/seus relevantes serviços prestados à comunidade abaeteense, foi contemplado c/a cidadania honorária de Abaetetuba e o festejo do Centenário de Abaetetuba como cidade, em 1995, teve como homenageado especial o Bispo D. ÂNGELO FROSI.

CARTA DO NÚNCIO APOSTÓLICO SOBRE A NOVA DIOCESE:
O Núncio Apostólico do Brasil, assim escreveu para D. Ângelo Frosi, por ocasião da elevação da Prelazia em Diocese:

1) Quero congratular-me c/o Bispo, c/os Padres e fiéis da nova diocese, que poderão ver nesta elevação o reconhecimento do Santo Padre pela obra apostólica que, em dezenas de anos, tantos Prelados, Sacerdotes, Famílias Religiosas e Leigos têm exercido, às vezes heroicamente, nestas regiões no meio de dificuldades econômicas, sociais, de clima, de distância e de locomoção. E, mais ainda, poderão constatar nisso o estímulo que o Papa, Sucessor de Pedro, quer dar às Igrejas Particulares para um sempre maior progresso espiritual e desenvolvimento pastoral e apostólico em prol de todo o Povo de Deus.

O DISCURSO DE D. ÂNGELO FROSI:
D. Ângelo Frosi, entre muitas outras coisas, disse as seguintes palavras:

A constituição de nossa Prelazia em Diocese é um gesto de confiança do Santo Padre no Povo de Deus desta nossa Igreja: nos Padres, nas irmãs, nos animadores e líderes de Comunidades, nos Catequistas, nos Cristãos que vivem a sua fé e assumem o seu lugar na renovação desta nossa Sociedade, nas Comunidades Eclesiais de Base, nos Grupos de Evangelho e nos Movimentos Apostólicos. É também um estímulo para que a nossa Igreja de Abaetetuba possa ter os seus Padres, nascidos em nossas Comunidades, que assumam no meio de nós a sua missão sacerdotal, anunciando o Evangelho de Cristo, celebrando os Sacramentos e animando a caminhada do Povo Cristão, tendo como centro a Eucaristia, fonte de santidade, de fraternidade e de Justiça.

O JUBILEU DE PRATA DE D. ÂNGELO FROSI COMO BISPO:
O Jubileu de Prata de consagração de D. Ângelo Frosi como bispo aconteceu no dia 1/5/1995. Esse fato foi colocado como um dos eventos que deveriam marcar os festejos do Centenário de Abaetetuba, como cidade, que constou de um ato religioso e homenagens das autoridades do município, p/tão importante data para o povo de Abaetetuba, que foi a caminhada de um irmão maior no meio da comunidade. Será lembrado pelo seu trabalho dedicado à Igreja, à cidade e ao povo.

D. ÂNGELO FROSI E O CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS:
Foi instalado no ramal do Abaetezinho uma casa de recuperação para jovens dependentes do uso de drogas e outras dependências, onde esses jovens deveriam passar uma temporada, numa espécie de terapia de convivência, trabalho e espiritualidade, tendo como elementos fortes na recuperação, encontros de reflexão, reuniões e testemunhos diários s/a vivência da Palavra, comunhão e amor ao irmão e os trabalhos práticos de agricultura na área. Tudo para poder levar esses jovens dependentes à refletir sobre os malefícios do uso de drogas para o corpo e para o espírito, onde a vivência da Palavra de Deus, seria o único modo de mantê-los afastados dos vícios.

O Bispo D. Ângelo assumiu o compromisso de levar em frente o projeto de recuperação de jovens dependentes de usos de drogas. Para isso ele convocou uma equipe da Paróquia de N. S. da Conceição e funda o Centro de Recuperação de Dependentes Químicos, depois, Centro de Recuperação D. Ângelo Frosi, localizado na PA-403/Rodovia de Beja, km 5, bairro do Jarumã, em Abaetetuba/Pa.
Hoje esse centro recebe o nome de Fazenda da Esperança-Centro de Recuperação D. Ângelo Frosi, telefone: 91-9162-0050 e email: Abaetetuba.m@fazenda.or.br , entidade especialista na recuperação de drogados, sob a ênfase de “trabalho e espiritualidade”.

No ano de 1990 a Câmara Municipal de Abaetetuba concedeu à D. Ângelo o Diploma de Honra ao Mérito.

D. ÂNGELO FROSI, A SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA E OS FESTEJOS DO CENTENÁRIO DE ABAETETUBA COMO CIDADE:
Além dos eventos normais de todos os anos, da Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba, realizados pela Fundação Cultural de Abaetetuba, que faziam parte dos Festejos do Centenário de Abaetetuba, outras festas foram acrescentadas a esses festejos:

1) Aniversário de 25 Anos de Sagração de Bispo, de D. Ângelo Frosi, que deverá ser um marco no Ano do Centenário.

2) O Jubileu de Prata de consagração de D. Ângelo Frosi que aconteceu no dia 1º de maio de 1/5/1995.

Esses fatos foram colocados como eventos que deveriam marcar o CENTENÁRIO DE ABAETETUBA.

A celebração constou de um ato religioso e homenagens das autoridades do município, p/tão importante data para o povo, que foi a caminhada de um irmão maior, no meio da comunidade. D. Ângelo será lembrado pelo seu trabalha dedicado à Igreja, ao povo.

Comentários:
1) Essa cerimônia não foi um ato totalmente pacífico, como deveria ser, devido a presença de alguns clérigos exaltados, que diante de algumas autoridades civis presentes no palanque, a quem consideravam pertencentes à classe dominante e, portanto, opressores do povo simples e pobre, tentaram tumultuar a cerimônia, proferindo discursos inflamados sobre justiça social e opressão dos pobres. D. Ângelo interveio firme e diplomaticamente, de modo a não fazer prosperar aquele tumulto, em plena celebração de seus 25 anos como Bispo de Abaetetuba e quando já estava c/problemas de saúde.

O 1º BISPO DIOCESANO, DOM ÂNGELO FROSI:
Em 4/8/1981 a Prelazia é elevada à condição de Diocese e em 15/7/1982 D. Ângelo Frosi toma posse como o 1º Bispo da Diocese de Abaetetuba.

D. Ângelo ficou mais de 25 anos como bispo da antiga prelazia e atual diocese.
Por seus relevantes serviços prestados à comunidade abaeteense foi contemplado com a cidadania honorária de Abaetetuba.

D. Ângelo Frosi falece no dia 28/6/1995, ficando a Diocese sem o seu Bispo, deixando uma grande lacuna no seio da Igreja Católica e do povo da prelazia.

Com a morte de D. Ângelo, assume a Paróquia de N. S. da Conceição o padre Dante Mainini, até a posse do novo bispo, D. Flávio Giovenalle, salesiano, em 8/10/1997.

O JUBILEU DE PRATA DE D. ÂNGELO FROSI:
O Jubileu de Prata de D. Ângelo Frosi, como bispo, aconteceu no dia 1/51995, já que ele tinha se consagrado como o 2º Bispo de Abaeté, em 1/5/1970.

Esse fato foi colocado como um dos eventos que marcaram o Centenário de Abaetetuba, como cidade. Constou de um ato religioso e homenagens das autoridades do município, p/tão importante data para o povo, que foi a caminhada de um irmão maior no meio da comunidade.
D. Ângelo será lembrado pelo seu trabalha dedicado à Igreja, ao povo.

Estavam presentes no jubileu: o Pe. Marcelino Gonçalves, Vigário Geral da Arquidiocese de Belém;
D. José Elias Chaves, Bispo da Prelazia de Cametá e Presidente da Regional Norte II da CNBB;
Pe. Renato Trevisan, Superior Regional dos Padres Xaverianos;
Pe. Ferdinando, Pároco de Tailândia;
Pe. Dante Mainini, Pároco de Abaetetuba;
Pe. Siro Brunello;
Pe. Luiz Anzaloni, Pároco da Paróquia S. Paulo, das Estradas de Abaetetuba;
Pe. João Alves, Pároco da Igreja de N. S. de Nazaré;
Pe. Adamor Ferreira; Pe. Raimundo Maués;
Pe. Ricardo Pescador, Pároco de Bujaru;
Pe. Marcos Monro, Pároco de Acará;
Pe. Kalus, Pároco de Benevides;
Diácono Zezinho/José Silva;
Várias autoridades, entre os quais o Prefeito Municipal, Sr. Francisco Maués Carvalho e esposa e uma grande multidão, presente na Praça da Catedral de N. S. da Conceição.
Nesse evento foram lidas cartas do Papa João Paulo II e da Pia sociedade de São Francisco Xavier.

Vários discursos foram feitos, recordando algumas realizações de D. Ângelo à frente da Diocese.
Suas obras e acontecimentos dos anos de 1970:

1) Os quatro anos de D. ângelo como Presidente da Regional Norte II da CNBB;

2) Implantação das Comunidades de Base, Reforma da Catedral, Construção da Casa do Bispo e do Centro Catequético, Construção do Centro de Formação do Laranjal.

3) Suas obras e acontecimentos dos anos de 1980:

4) Da 1ª Ordenação de um Padre Diocesano, Pe. João Raimundo, em 1985 e do Pe. Sebastião Ribeiro; a Elevação da Prelazia à Diocese, em 4/8/1982; a Consagração de D. Ângelo, como 1º Bispo Diocesano, em 15/7/1982; a instituição das Assembléias Diocesanas; os Congressos de Jovens; a instituição de várias pastorais da Diocese;

5) O falecimento do Padre Mário Lanciotti, em 8/111987, fato que consternou a população de Abaeté e da Diocese;

6) A doença de D. Ângelo, em 1987, que o obrigou a ir à Itália por longos meses, voltando dia 27/3/1988, viagem onde conseguiu recursos para a construção das casas do Bairro do Cristo Redentor.

7) As várias posições do clero, religiosos e religiosas diante das novidades do Concílio Vaticano II, das Conferências de Puebla e Medellin, que dividiu a Igreja Católica em Conservadores, Moderados e Renovadores (Progressistas), fato que repercutiu profundamente na vida da Igreja em Abaetetuba .

8) A instituição das Assembléias Diocesanas.

9) Os Congressos de Jovens.

Anos de 1980:
1) Fundação do Seminário Menor de N. S. de Guadalupe, em 1981;
2) A Fundação do Seminário Maior D. Oscar Romero, em Belém;
3) Criação do Bairro Cristo Redentor, com a construção de 134 casas de moradia;
4) Construção de vários Centros Comunitários e Escolas.
5) A instituição de várias paróquias e construção de Igrejas na Diocese;

Anos de 1990:
1) A construção das Igrejas: N. S. do Perpétuo Socorro (Bairro de Algodoal), Santa Rosa (Bairro de Santa Rosa), S. José (Bairro de S. José), Capela de Santo Antonio (Bairro de Francilândia) e a ampliação do Colégio São Francisco Xavier;

2) D. ângelo assume como reitor do Seminário D. Oscar Romero, em Belém/Pa, EM 27/7/1990:

3) Ordenação de mais 3 padres Diocesanos: Raimundo Maués (1992), Adamor Lima (1/8/1993) e João Alves (1994) e a futura ordenação de José Silva/Zezinho;

4) Os festejos dos 50 anos de sacerdócio do Pe. Dante Mainini, em 28/5/1994 e dos 50 anos das Irmãs Xaverianas;

5) O Diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Câmara Municipal a D. Ângelo.

A CRIAÇÃO DO BAIRRO CRISTO REDENTOR:
Nos anos de 1990 a população urbana de Abaetetuba aumenta aceleradamente. Em 8 anos o número de bairros da cidade passa de 5 para 13 bairros, a maioria resultado de invasões, devido a implantação do Projeto ALBRAS, que se instalara em Barcarena-Pa.

A Igreja Católica não poderia ficar ausente dos movimentos populares, em favor de moradias mais dígnas, mesmo nos bairros já invadidos, como foi o caso do Bairro Aviação.

A atuação da Igreja nesse bairro influenciou D. Ângelo na criação do Bairro de Cristo Redentor, em terras da prelazia.

Com a perseguição aos invasores do bairro da Aviação, a Diocese ofereceu um terreno que lhe pertencia. Mas esse terreno também foi invadido c/violência e p/retaliação, p/aproveitadores inescrupulosos.

A Diocese foi obrigada a formar uma comissão de leigos e invasores para regulamentar o processo de ocupação da area, no ano de 1987.

Os critérios que deveriam nortear a escolha das pessoas, que ocupariam os lotes, foram baseadas na maior necessidade, pobreza e famílias numerosas.

A ida de D. Ângelo Frosi, à Itália, por motivo de grave doença, acabou sendo fundamental para o sucesso do projeto, uma vez que lá conseguiu doações para a criação do novo bairro. Assim, foi possível realizar a construção de casas populares, de uma escola e de um centro comunitário.

D. ÂNGELO FROSI E AS CEBS:
Em Abaetetuba, D. Ângelo Frosi criou as Comunidades de Base, a partir da década de 1970.

É fato incontestável a influência que a Teologia da Libertação exerceu sobre o desenvolvimento sócio-político da sociedade abaeteense, a partir dos anos de 1970. Padres, religiosos e comunidades começaram a despertar uma nova consciência em busca dos direitos fundamentais à vida do homem. Nos diversos cursos de formação e nos grupos paroquiais, grupos de pessoas foram iniciadas no estudo que coloca os pobres e pequenos e oprimidos como objetivos de uma linha de evangelização libertadora.

Em 1974 acontece o 1º curso para formação das comunidades cristãs, dentro da linha de uma evangelização libertadora. Esse encontro reuniu pessoas de diversos locais do município, onde lhes foi explicado o que é uma comunidade eclesial de base, como funciona e quais seus objetivos.
Que a CEB era o lugar onde devemos viver e celebrar a nossa fé, onde devemos confrontar a nossa vida e a nossa prática cristã c/a luz da Palavra de Deus e onde devemos buscar a força para nos animar na luta que fazemos em busca de melhores condições humanas.

Enfim, esse encontro serviu para animar a todos a dar continuidade às reformas da Igreja que o Concílio Vaticano II e os documentos de Medellin e os de Publa anunciam em favor de uma nova evangelização dos povos, onde o perfil do homem novo se devia destacar diante dos inúmeros problemas sociais injustos e a busca e a construção de uma sociedade mais justa, digna e fraterna que deveriam ser as tarefas dos novos cristãos.

Com a nova visão de ser cristão, as velhas tradições religiosas, como as festas do mastro de santos, as ladainhas, as comilanças, as devoções exacerbadas aos santos, os pagamentos de promessas, os beijos nas fitas, os oratórios, as procissões com bandas, os fogos, as rezas, as devoções, as venerações, os folguedos de arraial, os teatros, as rezas do terço para os defuntos, as bênções e todas as outras formas da religiosidade popular, deveriam, a partir de agora, dar lugar a uma nova forma de ser cristão e a construir a Igreja.

Assim, as CEBs iam se consolidando no meio do povo sofrido, onde eram discutidos os seus problemas, fazendo abaixo-assinados, caixas de colaboração para as emergências e as comunidades iam se colocando ao par de s/direitos. O despertar das consciências e dos direitos humanos iam cada vez mais se consolidando na mente do povo.

No contexto municipal, eram as CEBs da zona das Ilhas de Abaetetuba e as da zona das estradas é que tiveram maior receptividade, pois s/populações eram formadas p/pessoas humildes e pobres, cujo costume de se preocupar c/o semelhante, facilitou a aceitação dessa nova forma de ser Igreja.

As CEBs em Abaetetuba viveram sua efervescência no final da década de 1970 e no início da de 1980 e a partir daí se iniciou um enfraquecimento.

As causas desse enfraquecimento são vários:
1) Descrédito dos políticos que saiam das CEBs e se mostravam iguais ou piores daqueles que as CEBs combatiam;

2) A falência das instituições, como a polícia e a justiça que não funcionavam, gerando as impunidades;

3) O aparecimento de uma sociedade mais consumista, onde as modas, as festas e o uso de bebidas e drogas tomava de assalto grande parte da juventude do município;

4) A falência moral dos partidos políticos com a compra de votos e o uso de artifícios não éticos nas campanhas e nos governos;

5) Os sindicatos e os muitos membros dos movimentos populares que se deixaram contaminar e também foram cooptados pelo poder do dinheiro e pela sede de poder e onde os líderes saídos das CEBs praticavam a mesma política de todos, a corrupção e a falta de ética no comportamento;

6) A divisão entre os comunitários que se filiaram a partidos políticos de diferentes matizes ideológicos e que se confrontam a cada eleição.

Enfim, a maioria dos líderes de comunidade que abandonaram a caminhada cristã, esqueceu a luta pela justiça social, a fraternidade, e foram em busca de promoção pessoal, cooptados e corrompidos pelo sistema político vigente.

Muitos dos políticos que saíram das CEBs e de outros movimentos da Igreja e que se deixaram corromper pelo sistema político, comprometeram seriamente as estruturas das CEBs de Abaetetuba, que voltaram a se constituir naquelas antigas comunidades voltadas para o tradicional modo de ser igreja, das devoções e outras práticas da religiosidade popular.

AS DOENÇAS E O FALECIMENTO DE D. ÂNGELO FROSI:
A doença de D. Ângelo, em 1987, que o obrigou a ir à Itália por longos meses, voltando dia 27/3/1988, viagem onde conseguiu recursos para a construção das casas do Bairro do Cristo Redentor.

Em maio de 1995, D. ângelo sofre um infarte do coração, em Itaici-SP, onde estava participando de um encontro de Bispos da CNBB. Fica, desde o dia 21/5 a 25/5, hospitalizado em São Paulo, onde veio a falecer em 28/6/1995. Foi enterrado no Cemitério de N. S. da Conceição, em Abaetetuba.

Posteriormente, seus restos mortais, foram transladados para um túmulo construído em um anexo da Catedral de N. S. da Conceição, frente a qual existe um busto seu, em bronze, numa pequena área de jardim, terreno da Paróquia.

Com a morte de D. Ângelo assume a Paróquia de N. S. da Conceição o Pe. Dante Mainini, até a posse do novo bispo, em 8/10/1997, D. Flávio Giovenalle, salesiano.

Abaetetuba/Pa, 24/1/2010 – Prof. Ademir Rocha

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

MEMÓRIA AMBIENTAL DE ABAETÉ/ABAETETUBA 1






MEIO AMBIENTE


MEMÓRIA SOBRE A FLORA E FAUNA DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA


O texto abaixo é uma serena reprodução de um rico texto sobre meio ambiente que encontramos, sem preconceitos, intolerância e qualquer crítica a quem quer que seja e destina-se a uma contribuição real do BLOG DO PROF. ADEMIR ROCHA sobre fauna e flora do Brasil fazendo um apanhado geral s/o que é fauna e flora e outros aspectos concretos da importância da preservação das biodiversidades para o próprio bem estar do HOMEM e do MUNDO.


Nas próximas postagens s/fauna e flora nos PRENDEREMOS na fauna e flora de Abaeté, nas espécies que já existiram e já foram extintos e nos riscos de extinção a que estão submetidos muitas outras espécies vegetais e animais da nossa região e que em futuro não muito distante só serão apenas lembranças que constituirão a nossa memória ambiental/também objeto deste blog, da fauna, flora e meio ambiente exuberantes que já tivemos e que estão em vias de se tornarem apenas recordações, lembranças/memória em termos de riquezas naturais que já tivemos e que desapareceram por falta de nossos cuidados na preservação de n/rico meio ambiente. Até breve!


BIODIVERSIDADE E SUA IMPORTÂNCIA:
No território brasileiro existe uma enorme variedade de plantas e animais.
Eles são muito importantes para o equilíbrio da natureza.
Mas também são importantes para o homem que se utiliza deles para sua própria vida.

CONHECENDO A BIODIVERSIDADE:
Vamos conhecer um pouco sobre a vegetação e a fauna encontradas no Brasil e estudar seu aproveitamento pela sociedade?

A FLORA:
A vegetação participa da biodiversidade do nosso planeta.


São muitas as aplicações dos vegetais:
Na alimentação, na forma de frutos, raízes, folhas, caules, que também fornecem farinhas, sucos, doces, etc.


Na farmacologia e medicina, fornecendo muitos princípios ativos para a fabricação de medicamentos e muitos produtos medicinais, especialmente na medicina popular.


No vestuário, onde muitos tecidos são fabricados através de fibras vegetais.

Na habitação, fornecendo madeira, folhas e fibras para a construção de moradias.

Na atividade industrial, fornecendo muitas matérias-primas para a fabricação de papel, móveis, óleos, polpas de frutas, etc.

Na decoração e arborização de áreas, casas, quintais, jardins.

Na indústria de cosméticos e perfumes, onde as essências e produtos vegetais são fartamente usados na fabricação de perfumes e comésticos.

Na indústria naval, fornecendo madeira para a construção de embarcações de madeira, pequenas ou de grandes portes.

É um hábito antigo do homem fazer uso das plantas, nas mais diversas atividades. Com o passar do tempo, acabamos descobrindo que muitos vegetais, além de atenderem às nossas necessidades básicas de alimentação e de abrigo, podiam também ser utilizados para curar doenças, fabricar utensílios.

Com os avanços tecnológicos, passamos a usar mais e mais substâncias medicinais vindas dos vegetais, trazendo novas oportunidades de cura e melhoria da nossa qualidade de vida.
E ainda há muito há ser estudado sobre a nossa flora.

Você consegue citar alguns produtos que os vegetais podem nos dar?

MADEIRAS:
A madeira é usada nas construções, na fabricação de embarcações, na carpintaria e marcenaria (móveis, embalagens, torneados, cabos de ferramentas), na confecção de materiais esportivos, de instrumentos musicais e para decoração em geral. Hoje em dia sabemos que a derrubada de árvores deve ser fiscalizada, pois por causa da falta de controle, muitas espécies que forneciam madeiras belas talvez nem existam mais num futuro próximo.
As madeiras mais utilizadas são da cumarurana, da cana-brava, do jatobá, da carnaúba e do ipê-amarelo.

FIBRAS:
A fibra é extraída de diversas plantas e utilizada no artesanato (de cestos, chapéus, peneiras) e na fabricação de tecidos, redes, cordoaria e tapetes. É extraída da carnaúba, do jatobá, do olho-de-boi, do cipó-de-beira-mar, do cipó-de-canoa.

CELULOSE:
É o principal formador da fibra e sai principalmente da polpa da madeira para a composição do papel. A celulose é extraída da carnaúba, da timbaúba, do ipê-amarelo, do umbu, da fruta-de-cutia.

ÓLEOS ESSENCIAIS:
Os óleos essenciais são também chamados de óleos voláteis e saem das plantas aromáticas como amburana, capim-limão, canela-silvestre, babaçu, pau-rosa e caju. Têm sabor e aroma agradáveis, por isso com essas plantas fabricamos perfumes e produtos de beleza. Na fabricação dos remédios e do fumo os vegetais também dão o sabor.

ALIMENTOS:
Como alimento humano, cada vez mais espécies de vegetais vão sendo introduzidas na nossa agricultura e passam a ser utilizadas na nossa alimentação. A maior parte dos vegetais também serve de alimento para os animais.
Comer alimentos de origem vegetal é muito importante para nossa saúde. Milho, caju, mangaba, babaçu, tamarindo, macaxeira e amendoim são alguns exemplos.

VEGETAIS TÓXICOS:
É chamado de tóxico o vegetal que tem uma substância que envenena. Ele é útil na fabricação de remédios para matar insetos, ratos e carrapatos.

FÁRMACOS:
Os fármacos são os vegetais utilizados para fabricar remédios e podem ser extraídos de qualquer parte da planta. Alguns vegetais que fornecem substâncias para a produção de fármacos: a cabreúva, o anjico-branco, a erva-pombinha, a lágrima-de-jó, o jacarandá.

A FAUNA:
Você sabe o que é fauna?
Fauna é o conjunto das espécies animais. Cada animal é adaptado ao tipo de vegetação, clima e relevo da região onde vive.

O Brasil possui uma fauna muito diversificada. Somos o país da América do Sul com a maior diversidade de aves. Alguns dos animais da fauna brasileira não existem em outra parte do mundo. Mas toda essa diversidade não significa abundância de espécies, principalmente porque o desmatamento das florestas, a poluição das águas, o comércio ilegal de animais e a caça predatória são fatores que vêm exterminando muitos animais e diminuindo a riqueza de nossa fauna.

A EXTINÇÃO DOS ANIMAIS NA NATUREZA:
A extinção dos animais da natureza vêm se constituindo um problema grave para a fauna do Brasil:

Novas espécies estão sendo descobertas e imediatamente consideradas ameaçadas de extinção. O mico-leão-caiçara, o bicudinho-do-brejo e a ararinha-azul são exemplos de animais que em breve poderão deixar de existir. Vale lembrar que todas as espécies têm grande importância para os ecossistemas naturais e basta a extinção de uma delas para que graves desequilíbrios ocorram no meio ambiente.

A FAUNA COMO IMPORTANTE FATOR NO EQUILÍBRIO NATURAL:
Como se sabe, a fauna tem importância fundamental: no equilíbrio dos ecossistemas em geral, pois muitos animais são vitais à existência de muitas plantas, pois se constituem no elo de procriação já que são seus agentes polinizadores, como no caso dos beija-flores, insetos como borboletas, besouros, abelhas, etc.
Muitos animais são dispersores de sementes que necessitam passar por seu trato intestinal, como muitos mamíferos, sem contar que praticamente todos os animais são excelentes agentes adubadores, através de suas fezes.

A FAUNA E SUA IMPORTÂNCIA NA ALIMENTAÇÃO:
Em termos de alimentação a fauna é importantíssima foi primordial à raça humana que dependia dela para sobreviver. A caça foi a forma rudimentar utilizada por nossos ancestrais para a obtenção de alimento. Ainda é para muitas tribos indígenas que vivem isoladas na Amazônia.

Já, o manejo da fauna também poderá ser muito importante para o homem dito civilizado, o qual poderá manter e desenvolver criação de animais silvestres para fins de obtenção de proteína. Cada dia que passa os conhecimentos científicos adquiridos nesta área possibilitam um melhor desenvolvimento desta atividade, o que poderá resultar em uma grande diversidade de espécies utilizáveis, melhorando a quantidade e qualidade da produção, complementando os produtos extraídos dos animais domésticos, através da biotecnologia e da utilização da engenharia genética. Mas tudo isto respeitando a preservação das espécies.

A FAUNA E O FATOR TURÍSTICO:
A manutenção da fauna silvestre também possibilita a sua EXPLORAÇÃO TURÍSTICAS, pois a cada ano cresce o número de pessoas que procuram os parques naturais para ver os animais selvagens. Só de “birdwatchers”, que são aqueles que observam os pássaros, estima-se que existam mais de 80 milhões, o que representam um potencial econômico importantíssimo, pois necessitam usar hotéis e o comércio próximo às áreas de observação, gerando assim enormes receitas. Sem contar a pesca para alimentação em áreas naturais que também gera milhões de dólares em todo o mundo.

Além desse aspecto, a PESCA ESPORTIVA pode se tornar enorme fonte de renda para o Estado por meio de impostos e para milhões de pessoas ou empresas ligadas direta ou indiretamente a ela. Nos EUA por exemplo, este esporte transformou-se em uma indústria com faturamento anual direto em torno de US$60 bilhões e faz parte do sistema de preservação dos parques naturais através da sua organizadora a Fish and Wildlife Service. Sem contar a possibilidade de exploração turística da pesca esportiva.

FATOR EDUCATIVO:
Em termos educacionais, a manutenção da fauna também é muito importante, pois possibilita aos jovens o contato com os animais selvagens passando assim a conhecer a vida em seu esplendor primitivo, permitindo que se tirem lições de vida e comportamentais através de sua observação atenta.

FATOR DE BELEZA CÊNICA:
Outra importância da manutenção da fauna através de parques e reservas naturais é a possibilidade de fornecer às pessoas locais de grande beleza plástica e cênica, o que valoriza a condição de vida de todos os que tem acesso a ela.

NATUREZA JURÍDICA DA FAUNA E A QUALIDADE DE VIDA:
Como se sabe, os elementos que compõem a fauna e ela própria fazem parte da biodiversidade e esta é um dos principais aspectos que formam o meio ambiente. Já o meio ambiente equilibrado é um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, nos termos do art.225 da Constituição Federal, o que leva a conclusão de que a fauna como componente do meio ambiente também é um bem de uso comum do povo e conseqüentemente um bem difuso, além de ser um bem ambiental.

Não se trata de um bem público no sentido de propriedade do Poder Público, mas de um bem de caráter público, difuso e de uso comum do povo.

Portanto, no Brasil a fauna tem a natureza jurídica de um bem ambiental de uso comum do povo e de caráter difuso.

PROTEÇÃO E DECLÍNIO:
A proteção da fauna e flora pode e deve ser feita através de: medidas administrativas e legais.

MEDIDAS ADMINISTRATIVAS:
São feitas através da criação de unidades de conservação pelo poder público como parques nacionais, estaduais e municipais, estações ecológicas, florestas naturais, refúgios da vida selvagem, APAs- Áreas de Proteção Ambiental, Reservas da Biosfera e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

MEDIDAS LEGAIS:
Em relação a legislação propriamente dita, no Brasil há muitas leis protetoras da fauna e flora, pois vejamos.

O art.1º da Lei 5.197/67, protege os animais selvagens, considerando como tais os que vivem naturalmente fora do cativeiro.

Já a Constituição Federal diz que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a fauna (art.24,VI). Determina também que o Poder Público proteja a fauna e a flora, ficando proibido práticas que coloquem em risco a sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam animais à crueldade (art.225).

Decreto-lei 221, de 28.2.67; regulamenta a proteção da fauna ictiológica (peixes), conhecido como Código de Pesca, o qual não protege apenas os peixes mas é mais amplo pois protege “todos os elementos animais ou vegetais que tenham na água seu normal ou freqüente meio de vida (art.1º).

A Lei 7.643, de 18.12.87, proíbe a pesca de cetáceos em águas brasileiras.
Lei 9.605/98: a nova lei dos crimes ambientais regula também os crimes contra a fauna (art.29 ao art.37) e contra a flora (art. 38 ao art.53).

Lei 7.347/85 – por se constituírem bens de propriedade do Estado, de domínio público ao mesmo tempo que bens ambientais legalmente protegidos, tanto a fauna quanto a flora silvestre, podem ser protegidos através da ação civil pública regulamentada pela. O Ministério Público e as entidades que preencham os requisitos ali relacionados podem e devem propor a aplicação da legislação protetiva pertinente em havendo algum dano ou ameaça de dano aos citados bens.
Ou seja, há legislação suficiente para proteger a fauna e a flora.

Dessa forma a fauna tem importância primordial na existência e desenvolvimento das áreas naturais, o que vale dizer ainda que são produtores indiretos dos benefícios econômicos que a exploração da madeira, frutas, resinas florestais, entre outros, podem proporcionar aos homens.
Ademais, não podemos esquecer que o reino animal e o reino vegetal formam uma fina camada na superfície da terra, conhecida como BIOSFERA, regida por rigorosas leis fisiológicas que em HARMONIA permitem a sobrevivência das espécies. Quebrar esta harmonia abruptamente pela interferência humana fará com que milhões de espécies entrem em processo de extinção, resultando a médio e longo prazo a própria extinção da espécie humana; de sorte que a manutenção da VIDA SELVAGEM e da FLORA NATURAL é primordial para a manutenção da VIDA GLOBAL.

O DESAPARECIMENTO DAS ESPÉCIES:
Muitas espécies VEGETAIS e ANIMAIS já desapareceram da Terra e outras estão ameaçadas. As causas da extinção das espécies são as mais diversas: mudanças no ambiente, falta de alimento, dificuldades de reprodução e, sobretudo, a ação destruidora do homem.
Além de lançar na água, no ar e no solo os mais diversos tipos de substâncias tóxicas e contaminadas, o homem também agride o ambiente capturando e matando animais silvestres e aquáticos e destruindo matas e floresta.

A seguir informamos as principais ameaças à destruição da fauna e da flora brasileiras. Tomando conhecimento delas, poderemos contribuir para que a natureza seja menos agredida e, assim, ajudar a preservar as espécies.

A EXTINÇÃO DE ANIMAIS BRASILEIROS:
Por diferentes motivos como caçadas, falta de reprodução, mortes naturais por doenças adquiridas no próprio ambiente, muitos animais brasileiros estão ameaçados de extinção, isto é, suas espécies correm o risco de desaparecer da Terra.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou um mapa do Brasil que mostra, por regiões, as espécies animais ameaçadas de desaparecimento, principalmente pela DESTRUIÇÃO DO AMBIENTE em que vivem. O título desse mapa, que traz um total de 303 espécies ameaçadas, é FAUNA AMEAÇADA DE EXTERMÍNIO.

Um dos coordenadores daquele trabalho, o biólogo Luiz Carlos Aveline, explica que o uso da expressão extermínio, em vez de extinção, tem o objetivo de mostrar que os animais estão ameaçados principalmente por culpa do homem.

ALGUMAS ESPÉCIES MAIS AMEAÇADAS:
A seguir, você vai saber quais são as espécies brasileiras mais ameaçadas.

JACARÉ:
O jacaré do Pantanal Mato-Grossense é um dos animais brasileiros que vem correndo maior risco de desaparecer.
Os coureiros, como são chamados os caçadores de jacarés, matam esses animais e retiram sua pele. A carne é abandonada; depois de decomposta, restam montes de ossos.
A pele do animal é vendida dentro e fora do país. Com ela, fabricam-se bolsas, sapatos, cintos, carteiras, etc.

EMA:
A ema também é um animal bastante perseguido pelo homem, já que suas penas são usadas em fantasias exibidas durante o carnaval. O uso das penas de ema torna essas fantasias caríssimas.

PACA:
A carne de paca é apreciada por muitas pessoas. Por isso, a paca é outro animal bastante caçado.

PÁSSAROS:
Os pássaros, de um modo geral, são retirados das matas para serem comercializados. São encontrados em feiras livres, engaiolados e nas piores condições de vida. Curió, canário-da-terra, canário-belga, sabiá, estevão, azulão e cardeal são os pássaros mais vendidos.

PEIXES, CRUSTÁCEOS E QUELÔNIOS:
A pesca predatória também coloca em risco a sobrevivência de muitas espécies animais, principalmente quando a atividade pesqueira é realizada durante a época de reprodução dos peixes. Com a captura de machos e de fêmeas em época de reprodução, as várias populações de peixes podem diminuir drasticamente, já que, com isso, são impedidos de produzir descendentes.
Um dos animais marinhos que vêm correndo sério risco de extinção é a tartaruga. Ela está ameaçada não só pela pesca predatória, mas também pela depredação de seus ovos pelo homem. A tartaruga pões os ovos em ninhos cavados na areia das praias. Quando o homem descobre o local da desova, ele desenterra os ovos para comer, reduzindo, assim, a capacidade de reprodução da espécie.

A EXTINÇÃO DE VEGETAIS:
Numerosas plantas brasileiras também estão desaparecendo por vários motivos. Todos causados pelo homem. A construção de estradas é um exemplo.

Muitas florestas naturais já foram derrubadas para dar lugar a estradas, cidades, plantações, pastagens ou para fornecer madeira.

Esse tipo de devastação já ocorreu na floresta Amazônica, na floresta do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais e em grandes áreas de mata no Paraná, no Mato Grosso, em São Paulo e na Bahia.
Os incêndios também são causas de destruição de florestas, bosques e matas. Muitas vezes os incêndios acontecem por acidente, como um cigarro aceso jogado nas matas, principalmente em épocas de seca. Mas, freqüentemente, são realizados propositadamente. Isso é comum na floresta Amazônica.

INFLUÊNCIAS DAS FLORESTAS SOBRE A NATUREZA:
As florestas desempenham um papel muito importante na conservação da natureza, pois elas influem no clima de diversas formas:

Impedem que os RAIOS SOLARES incidam diretamente sobre o solo, tornando a temperatura mais amena.
Aumentam a UMIDADE da região por meio da transpiração das plantas, tornando maior o índice de chuvas.
Auxiliam a RENOVAÇÃO DO AR ATMOSFÉRICO. Durante a fotossíntese, as plantas liberam oxigênio para o ar atmosférico, retirando dele o excesso de gás carbônico.
Diminuem a VELOCIDADE DO VENTO e a incidência direta da chuva no solo, reduzindo assim a EROSÃO.

Além dessas vantagens, as florestas impedem que a água das chuvas chegue até o solo com muita força e carregue consigo as substâncias nutritivas da camada superficial. Assim, a flora não só protege o solo contra a erosão provocada pelas chuvas como a mantém FÉRTIL.

AÇÃO IMPIEDOSA DO HOMEM CONTRA A NATUREZA:
Se o homem souber explorar os diversos ecossistemas da Terra sem destruí-los, estará preservando todas as espécies e garantindo recursos para gerações futuras.

A grande quantidade de espécies vegetais nativas e exóticas de importância econômica, conhecida e descrita em trabalhos científicos, representa apenas uma amostra das que provavelmente existem. Não podemos esquecer que grande parte da cobertura vegetal primitiva já foi e continua sendo impiedosamente DEVASTADA, criando sérios riscos de acidentes e DESEQUILÍBRIOS ECOLÓGICOS.

A ação do homem como devastador da vegetação original se iniciou com a colonização do Brasil, sendo acentuada nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e parte do Centro-Oeste. Estados como São Paulo, Paraná e Minas Gerais já devastaram a maior parte da cobertura primitiva.

A DEVASTAÇÃO NA REGIÃO NORTE:
Na Região Norte a ação depredadora data da década de 60, com crescimento nos anos 70/80, provocando o quase desaparecimento de ESPÉCIES RARAS e já sendo motivo de preocupação em áreas como Rondônia, oeste do Tocantins e sul do Pará, enquanto o reflorestamento e a preservação são incipientes.

TIPOS DE VEGETAÇÃO:
Áreas das formações pioneiras de influência marinha/VEGETAÇÃO DE RESTINGA E MANGUEZAL – As áreas de influência marinha são representadas pelas restingas ou cordões litorâneos e pelas dunas que ocorrem ao longo da costa. São formados pela deposição de areias, aí ocorrendo desde formações herbáceas até arbóreas. Os manguezais sofrem influência fluviomarinha onde nasce uma vegetação de ambiente salobro que também apresenta fisionomia arbórea e arbustiva; são encontrados em quase todo o litoral brasileiro, mas as maiores concentrações aparecem no litoral norte e praticamente desaparecem, a partir do sul da ilha de Santa Catarina, pois é vegetação típica de litorais tropicais.

Áreas das formações pioneiras ou de influência fluvial/VEGETAÇÃO ALUVIAL – É um tipo de vegetação que ocorre nas áreas de acumulação dos cursos dos rios, lagoas ou assemelhados; a fisionomia vegetal pode ser arbórea, arbustiva ou herbácea, formando ao longo dos cursos dos rios as Matas-Galerias. A vegetação que se instala varia de acordo com a intensidade e duração da inundação.

Áreas de Tensão ecológica/Contatos entre tipos de vegetação – São denominadas assim as regiões de contato entre grandes tipos de vegetação, em que cada tipo guarda sua identidade. Ocorre em vários locais do país, inclusive no Pantanal nas áreas alagadas, periodicamente alagadas e nas livres das inundações. Existem aí várias associações vegetais como palmeiras, gramíneas e bosques chaquenhos.

PLANTAS MEDICINAIS:
A diversificada flora brasileira é amplamente utilizada pela população, embora pouco se conheça cientificamente sobre seus usos. Por exemplo, um estudo recente realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi na ilha de Marajó, no Pará, identificou quase 200 espécies de plantas de uso terapêutico pela população local. A população indígena também utilizou e ainda utiliza a flora brasileira, porém tal conhecimento tem se perdido com sua aculturação. É provável que muitas espécies de plantas brasileiras tenham uso terapêutico ainda desconhecido. Esse conhecimento, entretanto, está ameaçado pelo desmatamento e pela expansão das terras agropecuárias.

VARIEDADE DA FAUNA:
Extremamente variada, a fauna do Brasil difere em muitos aspectos daquela da América do Norte. Os maiores animais existentes são a onça parda, o jaguar, a jaguatirica e o guaxinim. Existem grandes quantidades de pecari, anta, tamanduá, preguiça, gambá e tatu. Os cervos são numerosos no sul e há macacos de várias espécies na floresta. Muitos tipos de pássaros são nativos do país. Entre os répteis se incluem diversas espécies de jacarés e cobras, em especial a surucucu, a jararaca e a jibóia. Há um grande número de peixes e tartarugas nas águas dos rios, lagos e costas do Brasil.

FLORA E FAUNA BRASILEIRA:

FLORESTAS BRASILEIRAS:
As formações florestais cobrem mais da metade do território brasileiro. A mais importante é a FLORESTA AMAZÔNICA, a maior floresta equatorial do mundo, também chamada HILÉIA BRASILEIRA. Abrange toda a região Norte e parte do Centro-Oeste. Na faixa costeira, desde o sul da Bahia até Santa Catarina, encontram-se remanescentes da mata atlântica, a área florestal mais devastada do país, na qual a maior parte das árvores de médio porte foi derrubada para servir como combustível (lenha, carvão vegetal) ou para dar lugar a zonas agrícolas. De São Paulo até o Rio Grande do Sul, ocorria um tipo de floresta mais homogênea, a mata da araucária ou dos pinheirais que atualmente são encontrados em áreas muito restritas. Os babaçuais ou mata dos cocais caracterizam o litoral do Nordeste e trechos da bacia do rio Tocantins.

FAUNA BRASILEIRA:
A fauna terrestre brasileira não se destaca pelo tamanho nem pela ferocidade, como a de outras regiões do mundo tropical.

Na área de florestas, encontram-se a onça, macacos, a preguiça, o caititu, serpentes (jibóia, sucuri), e aves (papagaios, araras e tucanos). É grande o número de insetos, sobretudo na Amazônia.

Nas caatingas, cerrados e campos, predominam o tamanduá, o tatu, o veado, o guará, a ema e a siriema, batráquios (rãs, sapos e pererecas) e répteis (cascavel, surucucu e jararaca).
Nos rios e lagos da região amazônica habitam o peixe-boi, o jacaré, o pirarucu, a tartaruga, bem como a lontra e a capivara. Algumas dessas espécies também são encontradas no Pantanal.
A fauna ornitológica brasileira é uma das mais ricas do mundo, com uma enorme variedade de espécies. Nela encontram-se numerosas aves de rapina, trepadoras, palmípedes e pernaltas, os galináceos e os columbídeos.

Abaetetuba/Pa, 19/1/2010 – Prof. Ademir Rocha.





















domingo, 17 de janeiro de 2010

RELIGIÃO, IGREJAS E VULTOS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA 6


DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO 3




MUDANÇAS NA FESTIVIDADE DE N. S. DA CONCEIÇÃO:


As mudanças foram necessárias devido a uma nova visão de Igreja, trazidas pelos padres xaverianos que não aceitavam o antigo devocionismo popular dos santos e a Igreja local deveria estar afinada c/os novos rumos que vieram a partir das mudanças preconizadas pelo Concílio Vaticano II e muitos das religiosas e religiosos xaverianos que chegaram em Abaeté, a partir do ano de 1961, já chegaram imbuídos das reformas que o dito concílio e os documentos de Medellin e de Puebla anunciavam na forma de evangelização dos povos e das celebrações litúrgicas.


O novo perfil do cristão que tais documentos traçavam era a exigência do homem novo, diante dos problemas sociais que se faziam presentes na vida das comunidades. Só que muitos abaetetubenses não aceitaram pacificamente essas mudanças e alguns fatos aconteceram devido conflitos de posições trazidas pelas mudanças impostas. Vide padres xaverianos, devoção popular e outros assuntos de religião.


No decorrer dos tempos o modo de se festejar os santos da Igreja Católica foram mudando. Com a chegada dos padres xaverianos, estes dividiram a Paróquia de Abaetetuba em Setores, que no início, nos anos de 1960, eram: Setor Centro, Setor Nazaré, Setor Algodoal, Setor São José.


E, à medida que a cidade ia crescendo, outros setores foram criados: Setor Divino, Setor Santa Rosa, Setor Francilândia, Setor S. Sebastião, Setor Cristo Redentor, Setor Angélica, Setor Mutirão, Setor S. João.


Cada setor possuía o seu santo padroeiro c/a s/capela ou igreja e as suas comunidades católicas.



AS MUDANÇAS:


A partir dessa organização estrutural na paróquia, as festas de santos começaram a mudar, como:


A substituição da diretoria pelas comunidades:


A introdução dos noitários, formada p/entidades, escolas, comunidades, órgãos públicos, etc;
Introdução do bar e cozinha;


A introdução de equipes das missas, novenas, nos serviços na barraca e a equipe do círio;
A equipe para a organização do arraial;


Até mesmo o tradicional dia do círio em 28/11 foi mudado;


A música de bandas no arraial foi substituída pela música de aparelhagens musicais.


Para as celebrações religiosas eram convidados padres pregadores de outras paróquias do Pará.
O fim das bebidas alcóolicas na barraca, praça e arredores;




MUDANÇAS NA PROCISSÃO DO CÍRIO:


O Círio de N. S. da Conceição sofreu muitas mudanças, também, como:


O uso de equipamento c/rodas para levar a berlinda da santa (antes era levada nos ombros dos fiéis);


A introdução dos guardas-da-santa, para disciplinar a presença dos fiéis ao redor da berlinda;


O carro de som para executar os cantos da procissão do círio. Posteriormente aconteceu a sonorização da procissão, através da Rádio Conceição;


O uso da TV para gerar as imagens e comentários da procissão do círio;


As mudanças dos percursos da procissão do círio. O círio passou a sair de um determinado setor da paróquia, posteriormente ficou fixo durante alguns anos, devido a sonorização.


A introdução de outras procissões: círio fluvial, moto-romaria, círio mirim, auto da padroeira, etc.



UMA FESTA DE N. S. DA CONCEIÇÃO ORGANIZADA PELAS COMUNIDADES DA PARÓQUIA:


Uma Programação da Festividade de N. S. da Conceição, após a chegada dos padres xaverianos:
As festas de santos em Abaetetuba começaram a ser organizadas pelas comunidades, diferentemente das festas antigas onde eram organizadas p/diretoria e s/comissões, formadas p/pessoas que não tinham muita afinidade c/a Igreja, como autoridades, políticos, comerciantes, industriais e outras pessoas da elite social de Abaeté.


Agora, segundo os xaverianos, as festas de santos dizem respeito aos fiéis e estes, em assembléias, juntamente c/o vigário, é que decidem de como serão realizados os festejos. Essa maneira de decidir os festejos de santos visava tornar essas festas mais religiosas e menos profanas.


Depois aconteciam seguidas reuniões, convocadas pelo vigário e criados grupos para os diversos trabalhos da festividade.



UM EXEMPLO DA ORGANIZAÇÃO DA FESTA DE N. S. DA CONCEIÇÃO ORGANIZADA PELAS COMUNIDADES:


27/11, sexta-feira, às 19;00 h, trasladação da imagem de N. S. da Conceição, saindo da catedral até o bairro Jarumã.


28/11, sábado, 7:30 h, saída do Círio, com o percurso: Bairro do Jarumã, Trav. Manoel da Silva Raposo, Trav. Aristides dos Reis e Silva, Rua 7 de setembro, Av. D. Pedro II, Rua Lauro Sodré,, Av. Pedro Rodrigues, Cruzeiro, Rua Justo Chermont, Av. D. Pedro II e Catedral. Missa campal na chegada do Círio. À noite: 19;30 h, novena.


29/11, domingo, missas no horário normal de domingo e às 10:30 h, batizados e 19;30 h novena.
30/11, segunda-feira,as 5:45 h rosário da alvorada e às 6:15 e 18:00 h, missas. 19:30 hs novena.


1/12, terça-feira, idem.


2/12, quarta-feira, idem e as 17:00 h bênçãos dos carros e motoristas na praça da Catedral.


3/12, quinta-feira, idem.


4/12, sexta-feira, idem e primeira sexta-feira do mês, às 16:00 h, adoração do Sagrado Coração de Jesus.


5/12, sábado, 8:30 h, celebração com os doentes e anciões e às 15:30 h, a tarde das crianças. Às 19:00 h, novena c/missa.


6/12, domingo, missas no horário normal de domingo e às 10:00 h, batizados. 17:00 h, bênção dos barcos.


7/12, segunda-feira, 5:45 h, rosário da alvorada e às 6:15 e 18:00 h, missas. Às 19:30 h novena.


8/12, terça-feira, dia da festa de Nossa Senhora. Missas às 6:30 e 8:30 h. Às 17:00 h, procissão e na chegada, missa campal. Às 19;30 h, encerramento da parte religiosa da festa.


Confissões no decorrer da festa.



LEILÕES E NOITÁRIOS NA BARRACA:


28/11, sábado: bancários, comerciantes e industriais.


29/11, domingo: estudantes e professores.


30/11, segunda-feira: irmandades e mães de famílias.


1/12, terça-feira: grupos religiosos da cidade.


2/12, quarta-feira: motoristas.


3/12, quinta-feira: noite penitencial, com a barraca fechada.


4/12, sexta-feira: operários e funcionários.


5/12, sábado: peixeiros e açougueiros.


6/12, domingo: grupos religiosos das ilhas e estradas.


7/12, segunda-feira: marítimos.


8/12, terça-feira: povo em geral.


Além dessa programação existiam os leiloeiros para os donativos, isto é, uma pessoa que fazia o leilão dos donativos ofertados pelos fiéis católicos, órgãos e entidades, na forma de bolos, galinhas assadas c/farofa, miniaturas de barcos, animais vivos e uma variedade grande de outros produtos.



UMA INOVAÇÃO COM A PUBLICAÇÃO DA PROGRAMAÇÃO DA FESTA NO JORNAL “O SINO”, BOLETIM DA PARÓQUIA:


Nesse ano aconteceu uma inovação em relação à divulgação dessa festividade, que foi feita através do Boletim Paroquial – O Sino, e não mais nos tradicionais folhetos da festa.


Ainda se seguia o antigo calendário do Círio, que era o dia 28 de novembro de 1993. O Hino a N. S. da Conceição veio impresso na 1ª página do boletim.


Na 4ª e 5ª páginas, D. Ângelo Frosi lança a sua mensagem para essa festa. A seguir seguem as notícias do boletim. Entre essas notícias os redatores do Sino fazem alguns alertas, como: Não bastar “participar do Círio, pagar promessas, beijar fitas, acender velas, soltar foguetes”, que eram alertas contra a religiosidade popular enraizadas na fé do povo.


Outro alerta: “A Barraca da Santa não é um salão de festas, onde prevalecem: a bebedeira, o barulho infernal dos conjuntos e as músicas de mau gosto. A gente quer conversar, trocar idéias, colocar em dia os acontecimentos da vida”.


Esse já era um prenúncio do fim da venda de bebidas e os famosos leilões da barraca, onde somente os ricos podiam arrematar algum produto.


Continua: “Alegria, serenidade, fraternidade devem criar o clima da nossa barraca. Vamos fazer dela um ambiente diferente, como convém a quem deseja fazer da nossa festa UMA FESTA MAIS CRISTÔ.


Na páginas 16 e 17 do Sino vinha o “programa religioso”, com os horários das missas, da trasladação da imagem de N. Senhora, c/vigília e oração. Aí seguia a programação, desde o dia 28/11, dia do Círio de N. S. da Conceição e o seu percurso, até o dia da festa, 08/12/1993, c/os horários das missas, batizados, novenas, romarias, procissões e os responsáveis do dia.


Os setores e movimentos responsáveis pelas novenas eram os seguintes: Catedral, Francilândia, Apostolado da Oração, Perpétuo Socorro, Nazaré, Sagrado, S. José, Cristo Redentor, Aviação, Santa Rosa, S. Sebastião, Comunidades das Ilhas, Mutirão, Angélica, Comunidade São Pedro.



Nas página 18 vinham os tradicionais noitários da Barraca da Santa:


Setor Catedral e Açougueiros (28.11);
Setor Francilândia e Coroinhas;
Setor Perpétuo Socorro e Assoc. dos Artistas de Abaetetuba;
Setor Nazaré e Casais;
Setor Sagrado, Irmandades e Motoristas;
Setor S. José, Bancários e Funcionários Públicos;
Setores Cristo Redentor e Aviação e Assoc. dos Panificadores, Comércio e Indústria;
Setores Santa Rosa e S. Sebastião e Escolas Estaduais e Municipais;
Comunidades da Ilhas;
Setores Mutirão e Angélica e Marítimos;
Abaetetubenses de Belém e o Povo em Geral, 8/12.



PROGRAMAÇÃO DE UMA FESTA DE N. S. DA CONCEIÇÃO, ANO DE 2008:


Programação Religiosa:


Dia 21/11, sexta-feira, às 17:00 h: Romaria Ciclística, saindo da Praça do Trabalhador. Responsáveis: Rui e Fátima Pimentel.


Dia 22/11, sábado, às 7: h: Círio Fluvial, saindo da Comunidade de Nossa Senhora de Nazaré, na Costa Maratauíra. Responsável: Grupo Guarda da Conceição. Às 10:00 h, Moto-Romaria, saindo da Praça de Bandeira. Responsável: Higino. Às 18:00 h, Missa e Trasladação, saindo da Igreja Catedral para a Igreja de São Francisco, na Francilândia. Responsável: Equipe do Círio.

Novena de Nossa Senhora da Conceição, todos os dias às 19:00 h.

Tema da Festividade: Abaetetuba, com Maria, Escolhe a Vida.

Dia 23/11, domingo, às 7:00 h: Círio de Nossa Senhora da Conceição, saindo da Igreja de São Francisco, na Francilândia. Responsável: Equipe do Círio. Logo após o Círio, Missa na Praça da Catedral. Responsável: Grupo Os Neófitos. Às 17:00 h, Missa Dominical. Às 19:00 h, Novena – Noite da Fazenda da Esperança. Responsável: Fazenda da Esperança.


Dia 24/11, segunda-feira, Noite Penitencial, com a Barraca fechada. Às 19:00 h: Celebração da Penitência. Responsável: RCC, Setor São José e Setor São João. Tema: A conversão a caminho da vida nova. Pregador: Padre Siro.


Dia 25/11, terça-feira, Noite do Seminário, com a Barraca fechada.


Noite Cultural na Praça Catedral. Responsável: Fundação Cultural de Abaetetuba.


Às 19:00 h, Novena. Responsável: Seminaristas. Tema: A vida, dom de Deus. Pregador: Padre Sebastião.


Dia 26/11, quarta-feira, Noite dos setores: Cristo Redentor, Mutirão, Angélica e Santa Clara. Às 19:00 h: Novena. Responsáveis: Coordenadores dos setores. Tema: Defender a vida até seu natural declínio. Pregador: Padre Praxedes. Responsável da Barraca: Setores das áreas III e IV.


Dia 27/11, quinta-feira, Noite da Pastoral Familiar. Às 8:00 h: Missa dos idosos e doentes. Responsável: Pastoral do Idoso e Saúde.


Noite Cultural na Praça Catedral. Responsável: GRUDA e CEDA.


Às 19:00 h, Novena. Responsável: Pastoral Familiar da Paróquia. Tema: Proteger a vida desde o início. Pregador: Padre Dante.


Dia 28/11, sexta-feira, Noite dos Setores: Nazaré e Sagrado. Às 19:00 h: Novena. Responsáveis: Coordenadores de Setores. Pregador: Padre Renilson.


Dia 29/11, sábado, Noite da Pastoral da Juventude. Às 19:00 h: Missa. Responsável: Pastoral da Juventude Paroquial. Tema: O Trabalho, Direito do Homem e da Mulher e Fonte de Vida. Pregador: Padre Sebastião.


30/11, domingo. Às 6:30 h: Missa Dominical. Responsável pela Liturgia: Setor Centro. Às 8:00 h: Círio da Crianças, saindo da Escola Municipal de Ed. Infantil do Algodoal e logo após, Missa celebrada pelo Padre Siro. Responsável: Catequese. Às 17:00 h: Missa Dominical. Responsável pela liturgia: Setor Centro. Às 19:00 h: Novena, Noite da APAE. Tema: Vida em Plenitude para as pessoas com deficiência e Mensagem da APAE.



Roteiro do Círio-Mirim: Escola Municipal de Ensino Infantil do Algodoal, Rua Jairlândia, Trav. Santa Izabel, Rua Barão do Rio Branco, até a Igreja Catedral.


Noite Cultural na Praça Catedral. Responsável: APAE.


Dia 1/12, segunda-feira: Noite da Pastoral Social, com Barraca Fechada. Às 19:00 h: Novena. Responsáveis: Coordenação da Pastoral Social. Tema: A Vida e a Opção pelos pobres e excluídos. Pregador: Padre Adolfo.


Dia 2/12, terça-feira, Noite da Pastoral do Menor e da Pastoral da Criança, com a Barraca fechada. 19:00 h: Novena. Responsáveis: Coordenação da Pastoral do Menor e da Criança. Tema: Chamados a Viver e Recriar a Vida, com mensagens das pastorais.


Noite Cultural na Praça da Catedral. Responsáveis: Pastorais do Menor e da Criança.


Dia 3/12, quarta-feira: Noite dos setores: Santa Rosa, São Sebastião e Algodoal. Às 19:00 h: Novena. Responsáveis: Coordenadores dos setores. Tema: A Violência, Caminho de Morte. Pregador: Padre Nicola. Após: Confraternização na Barraca: Setores I e II.


Dia 4/12, quinta-feira: Noite dos Setores: Divino e Francilândia. Às 19:00 h: Novena. Responsáveis: Coordenadores dos setores. Tema: A Vida e os Cuidados com a Natureza. Pregador: Padre Davi.


Dia 5/12, sexta-feira: Noite da Educação. Às 19:00 h: Novena. Responsáveis: C. S.F.X, Cristo Trabalhador, INSA. Tema: Educar para a Vida. Pregador: Padre Reginaldo.


Dia 6/12, sábado: Noite da Paróquia de Nossa Senhora da Paz (Ilhas de Abaetetuba). Às 19:00 h: Missa. Responsáveis: Coordenação da Paróquia da Ilhas. Tema: O Sim de Maria, um Sim à Vida. Pregador: Padre Lindoval.


Dia 7/12, domingo: Noite do Setor Centro e Abaetetubenses de Belém. Às 6:30 h: Missa Dominical. Responsável da Liturgia: Setor Centro. Às 8:30 h: Missa das Crianças. Responsável: Catequese. Celebrante: Padre Siro. Às 17:00 h: Missa Dominical. Responsáveis: Equipe de Liturgia do Setor Centro. Às 19:00 h: Novena. Responsável: Coordenação do Setor Centro. Tema: Abaetetuba, com Maria, Escolhe a Vida. Pregador: Padre Mariano.


Dia 8/12, segunda-feira: Festa da Imaculada Conceição, Nossa Padroeira. Às 6:30 h: Missa. Responsável: Liturgia do Setor Centro. Às 10:00 h: Missa Solene, presidida por D. Flávio. Responsável: Equipe de Liturgia Paroquial. Às 17:00 h: Procissão e Celebração da Missa. Responsável: Renovação Carismática Cristã. Logo após: Coroação de Nossa Senhora. Responsável: Colégio INSA.



Roteiro da Procissão: saindo da Igreja Catedral, Av. D. Pedro II, Rua 1º de Maio, Trav. Santos Dumont, Rua Barão do rio Branco, até a Catedral.

Como se vê todas as atividades práticas e espirituais das festividades tinha uma equipe responsável pela realização da tarefa.

Abaetetuba/Pa, 17/1/2010 – Prof. Ademir Rocha

RELIGIÃO, IGREJAS E VULTOS DE ABAETÉ 6






















Fotos: D. Guido Conforti, D. João, Gazza, Igreja de N. S. da Conceição




DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO 4

A RELIGIOSIDADE POPULAR EM ABAETÉ, ANTES DA CHEGADA DOS PADRES XAVERIANOS:
A religiosidade popular sempre esteve presente nas terras de Abaetetuba, antes mesmo da chegada do fundador do povoado de Abaeté, introduzida pelos padres capuchos, pelo próprio fundador do povoado e, depois, reforçadas pelos padres jesuítas, que por aqui estiveram na época da colonização do Grão-Pará. A religiosidade introduzida pelos missionários capuchos e jesuítas se baseava na devoção aos santos, fato provado e comprovado através dos inúmeros topônimos religiosos dados aos lugares por onde eles andavam em trabalho de missão e catequese. Antes da expulsão dos padres jesuítas e outros missionários do Grão-Pará, existiam 74 localidades, vilas e centros de catequese com nomes de santos, especialmente N. S. da Conceição, em 22 lugares, S. João Batista, em 14, seguidos de outros santos com número menor de denominações.
Além do mais, o tipo de religiosidade introduzida pelos antigos missionários, teve que se adequar às crenças dos nativos locais e, depois, às crenças dos escravos negros trazidos da África, onde todas essas crenças se misturaram em verdadeiro sincretismo religioso, que no decorrer do tempo, foram recebendo outras motivações culturais locais, se constituindo em uma verdadeira e rica cultura popular, baseada nas crenças religiosas. Temos que admitir que muito do folclore local se implantou na região de Abaeté através das crenças religiosas dos antigos habitantes do lugar. E essa riqueza cultural, se não foi mantida até os dias de hoje, pelo menos deveria ser preservada como memória e cultura de um povo.

Comentário:
1) Seria até interessante que as antigas famílias de Abaeté pudessem, de alguma forma, conservar esses verdadeiros patrimônios culturais e religiosos na forma de cantos, orações, novenários e ladainhas, imagens de santos, oratórios, revistas, folhetos, livros e bíblias antigas, rosários e terços, símbolos, pinturas e quadros antigos de santos, folinhas, bandeiras e estandartes religiosos, castiçais e outros suportes de antigas capelas e outros materiais e objetos da devoção popular de Abaeté. Até nos colocamos na disposição de receber esse material se alguma família quiser se desfazer desse patrimônio religioso-cultural. Soubemos de famílias que colocaram no fogo acervos inteiros desses materiais, com mais de 2 séculos de existência, simplesmente por que mudaram de religião, sem atentar para a riqueza cultural que constituíam esses acervos. A cultura não deve ser nem descartada e nem discriminada pelas religiões.
2) Como já comentamos anteriormente, por trás de cada objeto, cada nome, cada ser, cada pessoa, cada ilha, rio ou igarapé, cada casa ou prédio, existe uma história e memória a ser preservada. Ler postagem “História e Memória”.

E, antes da chegada dos padres xaverianos à Abaeté, a Igreja Católica adotava os métodos litúrgicos de antes do Concílio Vaticano II, onde o padre celebrava as missas de costas para o povo e as orações eram longas e rezadas ou cantadas em latim e muitas outras formas de se praticar o catolicismo e que se constituía na única maneira conhecida de se praticar essa que, praticamente, até a metade do século 20, era a única religião oficial do município. A Igreja de N. S. da Conceição era repleta de imagens de santos, com suas fitas, flores e velas e o povo era o mais tradicionalista possível nas suas práticas cristãs, não por sua culpa, como já dissemos.
Em cada casa existiam os oratórios, repletos de santos e as festas religiosas eram abundantes e festejadas no antigo estilo da mistura do religioso com o profano.
Proliferavam os grupos religiosos na forma de irmandades, confrarias c/seus estatutos próprios e outro grupos católicos, ligados à Igreja, mas de forte conteúdo de antes do Concílio Vaticano II, como as pias uniões, as congregações, as devoções e tantas outras associações criadas no seio da própria Igreja pelos padres capuchinhos. A Igreja local já não fazia questão de valorizar as associações religiosas existentes, porque achavam que essas associações se mostravam contrárias ao novo projeto de Igreja, onde todos deviam ser iguais, constituindo um único Povo de Deus. E a Igreja estava errada por fazer essas mudanças? Eram novos tempos na Igreja e reformas e mudanças precisavam se feitas, mas de modo prudente, sem ferir suscetibilidades.
Não queremos dizer que a Igreja Católica e o povo estavam errados na sua estruturação e práticas religiosas, mas somente dizer que era essa a situação que se encontrava a prática religiosa em Abaeté, antes da chegada dos padres xaverianos. E a antiga estruturação da Igreja e as antigas práticas religiosas do povo nos interessam pelo seu conteúdo histórico e memória do povo.

Comentários sobre os excessos nas devoções religiosas:
E as devoções populares, mesmo antes da chegada dos padres xaverianos à Abaeté, não se encaixavam nos parâmetros da Igreja Católica, conforme dito abaixo pelo Pe. Júnior, como instituição, por que algumas dessas devoções estavam altamente desvirtuadas das normas católicas, pelos excessos profanos que contém.
Sobre esses excessos, existem algumas curiosas citações:
1) No início do século 20 o culto aos santos proliferava sem controle pelas comunidades do interior do município e na vila de Abaeté. Quando Cel. Aristides dos Reis e Silva era Intendente de Abaeté, em 1920, ele proibiu por lei o culto particular aos santos não autorizados pela Igreja Católica, devido esses cultos estarem atrelados a interesses financeiros dos seus organizadores, desvirtuando o verdadeiro catolicismo.
2) O próprio Estado proibiu o culto particular aos santos, só podendo ser cultuado os festejos autorizados pelas autoridades religiosas. Mesmo assim cada localidade do interior do município adotou o seu padroeiro ou padroeira e realizavam seus festejos, onde após as práticas religiosas das novenas ou ladainhas, se seguiam as festas dançantes com comidas e bebidas abundantes.
3) O Pe. Júnior/Antonio Braga da Costa Júnior, em seu livro “O Imaginário Religioso na Musicalidade dos Artistas de Abaetetuba” – 1930 a 1955, diz: “As devoções populares não se encaixavam nos parâmetros da Igreja Católica, como instituição, por que essas devoções estão altamente desvirtuadas das normas católicas, pelos excessos profanos que contém.
4) E o calendário católico antigo obedecia a um rígido cronograma de eventos religiosos ligados a religiosidade popular e celebrações litúrgicas sem compromissos com a vida político-social.

OS PADRES OU MISSIONÁRIOS XAVERIANOS EM ABAETÉ:
Como já dissemos antes, não adianta falar de pessoas, se não conhecemos essas pessoas. Por isso tentamos explicar quem foram os padres capuchos, jesuítas, seculares e capuchinhos.
Então, para falar de padres xaverianos deveremos explicar quem são esses padres missionários.

COMO NASCERAM OS MISSIONÁRIOS XAVERIANOS:
GUIDO CONFORTI:
O fundador dos padres Xaverianos foi Guido Conforti, que nasceu em Casalora di Ravadese (Itália) no dia 30/3/1865. Era ainda uma criança, quando foi estudar em Parma. Na igreja descobriu um grande crucifixo c/o qual se encontrava e dialogava. Mais tarde, já bispo, lembrando aqueles encontros dirá “Eu olhava para ele e ele olhava para mim e parecia dizer-me tantas coisas”.
Foi nos pés daquele crucifixo que despontaram as sementes de sua vocação sacerdotal e missionária. Mais tarde, lendo a vida de São Francisco Xavier, decidiu tornar-se um apóstolo como ele, c/o desejo de evangelizar a China.
Em 1888 foi ordenado sacerdote, mas seu desejo era partir para as missões. Porém s/saúde não permitia e, assim, nasceu o plano de criar uma família de missionários.
No dia 3/12/1895 é festa de São Francisco Xavier. Nesse dia, GUIDO MARIA CONFORTI, depois de ter rezado muito, dava início oficialmente, em Parma, Itália, ao “Seminário Para as Missões Estrangeiras”, em uma casa comprada c/o dinheiro da herança deixada por s/pai. Iniciou c/um grupo de 17 jovens de 15 a 22 anos. Tudo era simples e pobre.
De fato, no mês de março de 1899 teve a alegria de abraçar seus primeiros dois Missionários Xaverianos, prontos a partir para a China: Caio Rastelli e Odoardo Manini.
No dia 3/12/1995 os Xaverianos celebraram em todo o mundo o Centenário de s/ordem religiosa.
Atualmente os Xaverianos, que constituem uma pequena família religiosa, estão trabalhando na China e em todos os outros continentes do mundo. No Brasil estão presentes desde 1954 e na Amazônia estão presentes desde 1961.

SÃO FRANCISCO XAVIER:
Nasceu num castelo de Navarra, Espanha em 7/4/1506. Era de família nobre. Estudou na frança, onde encontra Inácio de Loiola, junto do qual encontra Cristo, que vem a ser a razão de sua vida. Abandona casa, riquezas, projetos e, com Inácio e mais cinco companheiros, dão início à Companhia de Jesus. Em 15/6/1537 é ordenado sacerdote e em 15/3/1540 parte de Roma para Lisboa a caminho do Extremo Oriente, em uma heróica aventura missionária que o leva à Guiné, Ilha de Trindade, Cabo da Boa Esperança, Moçambique, India, Malásia, Cingapura, Indonésia, Japão e Ilha Sancian, na Costa da China. Foi acometido de forte febre em 3/12/1552, e falece.

QUEM SÃO OS MISSIONÁRIOS XAVERIANOS:
Para os Xaverianos o Evangelho é o maior valor para a Humanidade. É no Evangelho que eles encontram a fonte de s/total e exclusiva doação e dedicação, para anunciá-lo a quem ainda não o conhece. É por isso que são missionários. Eis alguns aspectos da vida dos Xaverianos:
a) São enviados à populações e grupos humanos não cristãos, fora de s/terra, cultura e igreja de origem.
b) Para melhor servir o Reino de Deus, professam os votos de Castidade, Pobreza e Obediência.
c) Seu Carisma é a vida apostólica religiosa.
d) Como família, colocam tudo em comum: compromisso apostólico, fé, esperanças, alegrias, preocupações, bens espirituais e materiais.
e) Seguindo o exemplo de Cristo, s/preferidos, são os pobres, os fracos, os marginais da sociedade, as vítimas de opressão.
Os missionários enviados à China foram c/a finalidade de continuar o trabalho de São Francisco Xavier. Inicialmente foram enviados somente dois missionários à China em 1899. Lá sofrem perseguições onde um deles morre e o outro volta. Outros são enviados. Em 1928 Conforti visita os missionários na China, após muitas expedições de missionários a esse país.

A CHEGADA DOS PADRES XAVERIANOS EM ABAETÉ:
Foi o PAPA JOÃO XXIII, quem criou a PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS em 25/11/1961, dia de seu aniversário. Pela Bula que criava a nova Prelazia de Abaeté do Tocantins, foram desmembrados da Arquidiocese de Belém as paróquias de ABAETÉ, ACARÁ, BARCARENA, BUJARU, MOJU e TOMÉ-AÇU, que foram os primeiros territórios abrangidos pela nova prelazia.
Em 1961, quando da criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins, a cidade se chamava Abaeté do Tocantins, daí o nome da nova prelazia.
Mas antes, no dia 2/11/1960 o Núncio Apostólico no Brasil, D. Armando Lombardi, convidou o padre Júlio Barsotti, Superior Regional dos Padres Xaverianos e ofereceu à Congregação de São São Francisco Xavier/Missionários Xaverianos a Prelazia de Abaeté do Tocantins, a ser ainda criada, com sede em Abaeté do Tocantins.
Pela festa do Natal do ano de 1960 o Pe. JÚLIO BARSOTTI, Superior Regional dos Padres Xaverianos, acompanhado pelo Pe. Rosolino Rossi, encontrou-se com D. Alberto Gaudêncio Ramos, Arcebispo da Arquidiocese de Belém e juntos, visitaram a cidade de Abaeté, dando seu voto favorável na responsabilidade da evangelização da nova prelazia.

OS PRIMEIROS PADRES XAVERIANOS A CHEGAR À ABAETÉ EM 1961:
No dia 1/3/1961 chegaram, em Belém, os primeiros 4 missionários xaverianos para instalar a nova prelazia, o Pe. LEÃO/Pe. LEÃO OCCHIO, o Pe. MÁRIO/Pe. MÁRIO LANCIOTTI, o Pe. TARCISIO/Pe. TARCISIO FACCHINELLI e o Pe. João/Pe. Chumbinho, que, p/enquanto, trabalhariam sobre às ordens de D. ALBERTO, na zona da futura prelazia.
No aeroporto de Belém esses missionários foram recebidos pelo próprio D. Alberto e se hospedaram no convento dos padres capuchinhos, em Belém.
No sábado, dia 4/3/1961, à tardinha, sob um céu sombrio e ameaçando um temporal, D. Alberto acompanhou os padres até Abaeté.
No domingo, dia 5/3/1961, 3º domingo da Quaresma, D. Alberto, na hora da Missa Solene das 8 horas, apresentou os padres e os empossou, não só na Paróquia de Abaeté, mas também nas paróquias dos territórios da futura Prelazia de Abaeté do Tocantins: Acará, Barcarena, Bujaru Moju e Tomé-Açu, e que, desde aquele momento essas paróquias ficavam confiadas aos cuidados deles e ainda c/a tarefa de prepararem tudo o que fosse necessário para a EREÇÃO da nova PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS. D. Alberto explicou as finalidades da futura prelazia.
No dia 6/3/1961, D. Alberto voltou para Belém levando consigo o padre Francisco Chagas da Costa/Padre Chagas, que saía da paróquia deixando saudades sinceras do povo, pois durante 3 anos o Padre Chagas realizou um ótimo trabalho, doando ao povo todas as suas forças e todo o seu coração.
Os 4 padres recém-chegados se revezaram na assistência às comunidades da cidade, ilhas e estradas de Abaeté.
PADRE MÁRIO/PADRE MÁRIO LANCIOTTI:
Nasceu na Itália em 28/10/1901 e chegou em Abaeté no dia 1/3/1961, junto com os primeiros padres xaverianos: Leão Occhio, Tacisio Fachinelli e João. Fez parte da Arquidiocese de Belém, como os outros primeiros xaverianos. Foi designado como o 1º VIGÁRIO da Paróquia de N. S. da Conceição, liderando a implantação da Prelazia de Abaeté do Tocantins.
O Padre Mário Lanciotti foi um dos Homenageados Oficiais, como Vigário da Paróquia de Abaeté do Tocantins, pela Turma de Professorandas e Catequistas, ano de 1962, do Instituto N. S. dos Anjos, em Abaeté do Tocantins.
Ainda, c/D. Ângelo na direção da Diocese, acontece o falecimento do Padre Mário Lanciotti, em 8/11/1987, já bem idoso, c/mais de 86 anos de idade, fato que consternou a população de Abaeté e que foi citado nos Festejos do Jubileu de Prata de D. Ângelo, como Bispo.
O falecimento do Padre Mário Lanciotti, em 8/11/1987, fato que consternou a população de Abaeté e da Diocese;
Está enterrado na tumba onde também foi colocado o corpo do Bispo D. Ângelo Frosi, 2º Bispo Prelado da Prelazia de Abaeté do Tocantins e 1º Bispo da Diocese de Abaetetuba, antes dos restos mortais deste bispo mudarem para o anexo da Igreja Catedral.
O Pe. Mário já era um veterano missionário que tinha trabalhado na China quando chegou ao Pará.
Em sua homenagem existe a Escola Municipal Mario Lanciotti, na comunidade São José, no Rio Maracapucu, c/ensino da pré-escola até a 8ª série e a Trav. Pe. Mário Lanciotti, no bairro do Cristo Redentor.

PADRE LEÃO/PADRE LEÃO OCCHIO:
Nasceu no dia 2/12/1927 em Gallignano, no Norte da Itália, na Provìncia de Cremona, junto c/o seu irmão gêmeo Tarcísio, numa família de 11 irmãos. Em 1939, viu seu irmão Pino partir como missionário para a América e decidiu seguí-lo, começando sua formação no Seminário Salesiano de Casale Monferrato, mas não se sentiu à vontade e volta para s/casa. Trabalhou na roça até os 20 anos. Em 1948 decidiu-se pela vida religiosa e missionária e entrou na congregação dos xaverianos. Terminou o noviciado em 1952 e tornou-se Assistente Educador de Jovens candidatos à vida missionária, em Cremona. Foi um dos primeiros a chegar ao Brasil e fez o trajeto: Rio, Santos e Curitiba. Em Curitiba é que termina s/estudos de Teologia. Tornou-se sacerdote em 26/1/1958. Fez uma breve volta à Itália e, depois, retornou ao Brasil, rumando para o Norte do Paraná.
Foi o 2º vigário da Paróquia de N. S. da Conceição.
Em 1961 voou com a 1ª equipe de 4 padres xaverianos rumo ao Pará, enfrentando viagens de barcos e fazendo encontros e convivências na Prelazia de Abaeté do Tocantins, durante 5 anos, de onde guarda vivas lembranças e saudades. Voltou ao Sul para assumir a formação no Paraná, São Paulo e Minas Gerais, nos seminários, nas pastorais, nas CEBs e nos movimentos populares, convivendo c/todo tipo de pessoas.
Suas Bodas de Ouro Sacerdotal foram comemoradas no dia 26/1/2008, no Brasil, onde já está há mais de 50 anos e, atualmente, continua sua missão na periferia de São Paulo.
Chegou em Abaeté no dia 1/3/1961, junto com os padres: Leão Occhio, Tacisio Fachinelli, Pe. João e Mário Lanciotti, os primeiros xaverianos a chegar em Abaeté.
Tornou-se o 2º padre Xaveriano a ser o Vigário da Paróquia de Abaeté. Chegou a dar assistência espiritual aos rapazes da Congregação Mariana.

PADRE TARCISIO/PADRE TARCISIO FACCHINELLO:
Nasceu no dia 9/9/1918. Chegou a Abaeté em 1/3/1961, junto com os padres: Leão Occhio, Tacisio Fachinelli, João e Mário Lanciotti, os primeiros padres xaverianos a chegar à Abaeté. Saiu da Prelazia no dia 5/10/1962.

PADRE JOÃO/PADRE CHUMBINHO:
Chegou em Abaetetuba em 1961
Esse padre ficou muito conhecido na cidade por ter se irritado com o barulho de uma aparelhagem de som, que não o deixava dormIr. Ele foi pedir ao dono da festa que parasse com o barulho e não sendo atendido, pegou uma espingarda e começou a atirar no alto falante. Desde então não aconteceu mais festas noturnas próximas à catedral. Por esse episódio, o padre ficou conhecido como Padre Chumbinho.
Outra s/característica era o uso de uma moto, marca italiana, que era novidade em Abaeté, usada para levá-lo aos locais onde trabalhava nas atividades de sacerdote, nas comunidades das estradas e ramais de Abaeté.
O chamado Pe. Chumbinho já é falecido.

O 2º GRUPO DE MISSIONÁRIOS XAVERIANOS A CHEGAR À ABAETÉ:
O 2º grupo de padres xaverianos a chegar à Abaeté, foram: Pe. VICENTE/PE. Vicente Mitidieri, Pe. VALERIANO/Pe. Valeriano Ruaro, Pe. AUGUSTO/Pe. Augusto Cardin e o Pe. DANTE/Pe. Dante Mainini, no início da década de 1960.

PADRE AUGUSTO/PADRE AUGUSTO CARDIN:
Nasceu no dia 21/1/1925. Quando chegou a Abaeté, o Pe. Augusto, tornou-se assistente das comunidades das estradas e ramais de Abaetetuba/Pa.
Em 1962 esteve fazendo um trabalho de desobriga na Paróquia de Bujaru.

PADRE VICENTE/PADRE VICENTE MITIDIERI:
Por longos anos vigário em Abaeté. Fundou a Escola Paroquial e a Escola São Francisco Xavier, em 1966.
Nasceu no dia 12/5/1932. Chegou à Abaeté em 14/1/1964, ficando até o dia 14/2/1969. Era um padre muito dinâmico e trabalhador. Foi um dos primeiros vigários da Paróquia de N. S. da Conceição.
No seu tempo de pároco ele fundou em 10/4/1966, o Colégio São Francisco Xavier. Fundou também o Centro Médico N. S. da Conceição, outras escolas técnicas, maternidade e desenvolveu uma série de outras atividades.
Foi ele quem deu início a uma Escola de Catequistas em Abaetetuba.
Pelos seus relevantes serviços tornou-se cidadão de Abaetetuba, titulo outorgado pela Câmara Municipal de Abaeté.

PADRE VICENTE E O COLÉGIO S. FRANCISCO XAVIER:
A instalação de uma escola paroquial foi uma necessidade sentida pelo 1º Bispo Prelado de Abaeté e dos primeiros Missionários Xaverianos aqui chegados nos primeiros anos da década de 1960. Essa escola funcionaria a nível de ensino primário, na Barraca da Santa.
D. João Gazza, ao lado da preocupação com a escola, se preocupava também com a instalação de um seminário da nova prelazia. Essa necessidade, conforme o pensamento do bispo, era a de melhor atender às finalidades da Escola Paroquial, com a instalação de um ginásio masculino que, na mente do bispo , deveria também, se constituir uma certa fonte de escolha de jovens que pudessem atender às vocações sacerdotais e que deveriam ser encaminhados para o Seminário, em vias de implantação no município. Esse ginásio deveria se chamar Ginásio São Francisco Xavier, em homenagem ao patrono dos Missionários Xaverianos, São Francisco Xavier.
D. João Gazza chamou o vigário da Catedral de Abaetetuba, Pe. Vicente Mitidieri e o encarregou dessa missão. O Padre Vicente iniciou a construção do ginásio em 10/4/1966 e em março de 1967 os alunos da Escola Paroquial foram transferidos para o novo local de estudos.
Em julho de 1967 o Padre Vicente quis completar as obras do Ginásio São Francisco Xavier, anexando uma nova construção, que seria o Artesanato São Francisco Xavier, uma espécie de formação profissional para os jovens. As linhas do artesanato seriam, inicialmente, marcenaria, artefatos de cimento e de cipó.
Ao mesmo tempo, o Padre Vicente, iniciava a construção do Centro Social Paulo VI, destinado à juventude feminina, c/os cursos de corte e costura e de datilografia.
Após o padre Vicente, que foi o fundador e 1º diretor, a escola teve os seguintes diretores: Irmã capuchinha Stella Maria, Irmã Xaveriana Agda Marlene de Melo, Irmã xaveriana Marlene Aparecida Sandoli, professora Marilda Loureiro Maués, Hilma Terezinha Pinto Flexa, irmão lassalista Nestor Deitos, irmão lassalista Adelino Ferranti, professor Athaíde Feio Neves, irmão lassalista Nestor Deitos, professora Iracéa das Graças Ferreira Gonçalves, professor Luiz Gonzaga Leite Lopes, professora Ana Lúcia de Lima Santos e, atualmente (26.10.2008) a professora Miguelina Bitencourt de Araujo.
O Pe. Vicente era um padre de muita ação. Foi ele quem deu início a uma Escola de Catequistas em Abaetetuba. No seu tempo de pároco, ele funda o Colégio São Francisco Xavier, já mencionado, sendo o seu 1º diretor e o Centro Médico N. S. da Conceição e ele também desenvolveu uma série de outras atividades.
Pelos seus relevantes serviços à cidade, tornou-se cidadão de Abaetetuba, título concedido pela Câmara de Vereadores de Abaetetuba.

PADRE VALERIANO/PADRE VALERIANO RUARO:
Pe. Valeriano, foi um dos primeiros vigários de Abaeté.
Após os padres capuchinhos e o padre secular Francisco das Chagas,o Pe. Valeriano foi o 1º padre xaveriano a dar assistência às comunidades das Ilhas de Abaetetuba.
Nasceu no dia 10/5/1936. Chegou a Abaeté no dia 15/2/1965. Trabalhou vários anos nas Ilhas de Abaetetuba, c/um trabalho intenso de catequese, pastoral, funções litúrgicas e na assistência social. Em algumas comunidades ele construiu as chamadas escolas rurais.
A partir das visitas do Pe. Zezinho/Zezinho Leone a comunidade católica do Murutinga começou a se organizar e a participar dos encontros promovidos pelo Vigário de Abaetetuba, Pe. Valeriano e o 1º desses encontros foi em 1972, c/a duração de uma semana, tendo como palestrantes o Pe. Ângelo e as Irmãs Ágda e Vita. Assim, foram formados os primeiros animadores de comunidades, que começaram a atuar em sua comunidade e nas comunidades vizinhas de Camotim, Vila da Cachaça, Curuperé-Miri e Piratuba. Os cultos dominicais se tornaram freqüentes nesses lugares

PADRE DANTE/PADRE DANTE MAININI:
Foi ordenado padre em Parma, na Itália, em 28/5/1944, bem no meio da 2ª Guerra Mundial. Possuía uma sólida formação e vasta cultura, tendo se formado em Direito Canônico em Roma e c/grandes conhecimentos teológicos e de línguas antigas e modernas. Foi Professor, reitor da Teologia Xaveriana, Conselheiro Geral, até que decidiu ser missionário, deixando toda a vida burocrática, aos 53 anos de idade.
Vive a vida missionária c/radicalidade, de acordo c/os votos de pobreza, obediência e castidade e foi vigário de várias igrejas em Abaetetuba e têm afeição especial pelos seus paroquianos, especialmente os pobres. Foi ele quem mandou construir várias igrejas em Abaetetuba e, ultimamente, a bonita igreja de S. João, no bairro de mesmo nome, contando c/a ajuda de s/paroquianos.
Completou 50 anos de vida sacerdotal em 28/5/1994, estando com 75 anos de idade e muitos desses anos passados na Diocese de Abaetetuba, onde ainda se encontra, em avançada idade.
D. Ângelo Frosi, o 2º bispo de Abaetetuba, falece no dia 28/6/1995, ficando a Diocese sem o s/Bispo. Com a morte de D. Ângelo, assume a Paróquia de N. S. da Conceição o Pe. Dante Mainini, que estava c/76 anos de idade, ficando na função de vigário até a posse do novo bispo, D. Flávio Giovenalle, salesiano, em 8/10/1997.
Foi o responsável pela publicação, durante alguns anos, do Boletim Informativo da Paróquia, jornal “O Sino”.
Esteve presente nos Festejos do Jubileu de Prata de D. Ângelo, em 1/5/1995, Bispo de Abaetetuba, quando foram lembrados os 50 anos de sacerdócio do Pe. Dante Mainini, comemorados em 28/5/1994 e dos 50 anos das Irmãs Xaverianas.

O PORQUÊ DAS REFORMAS NA IGREJA CATÓLICA DE ABAETETUBA:
As mudanças na Igreja Católica de Abaetetuba foram necessárias devido a uma nova visão de Igreja, trazidas pelos padres xaverianos que aqui chegaram a partir de 1961 e eles encontraram a paróquia c/as práticas do antigo devocionismo popular dos santos e a visão que esses padres trouxeram era de que a Igreja deveria estar afinada c/o novo modo de ser igreja, preconizada pelo Concílio Vaticano II e esses religiosos/as já chegaram imbuídos das reformas que o referido Concílio e os documentos sinodais de Medellin e de Puebla anunciavam na forma de evangelização dos povos e das celebrações litúrgicas.
Assim, os recém chegados padres e irmãs iniciaram a busca e a construção de uma sociedade mais justa, digna e fraterna e devido a essas exigências era necessária uma evangelização baseado nessas premissas e a tarefa do novo cristão deveria se configurar nesse novo perfil de ser Igreja. As mudanças se iniciaram a partir da década de 1970, quando foram realizadas reformas em todos os aspectos da Igreja, tudo dentro dos preceitos do Concílio Vaticano II e dos documentos sinodais de Puebla e Medelim.
O novo perfil do cristão que tais documentos traçavam era a exigência do homem novo diante dos problemas sociais que se faziam presentes na vida das comunidades.
Entre as reformas, deveria prevalecer a postura da Igreja em que o centro da veneração e adoração deveria ser Jesus Cristo e não mais os santos dos altares da igreja.
Esse novo modo de ser Igreja abriu os olhos de muitas pessoas, da cidade, das ilhas e das estradas, c/o despertar de suas consciências para os direitos humanos, para a justiça social e para o empenho social e político nas várias esferas da sociedade e do poder.
Muitos líderes surgiram a partir da chegada dos padres xaverianos à Abaeté, c/a adesão à Teologia da Libertação, que teve os seus méritos na formação de cidadãos, líderes e um povo mais esclarecido, lutando pelos s/direitos e pela justiça social.
Essa nova teologia da Igreja não era bem aceita pelos cristãos tradicionais e pelos governantes e autoridades. Mas, aos poucos, c/reuniões das famílias, jovens e comunidades, iam surgindo os primeiros animadores de comunidades e aos poucos iam se consolidando as CEBs da cidade, das ilhas e das estradas de Abaetetuba.
Além das reformas na liturgia e na evangelização os xaverianos iniciaram também as reformas físicas da Igreja Catedral, de onde foram retiradas todas as imagens de santos que estavam distribuídas pelos espaços da igreja, só deixando as imagens de N. S. da Conceição, de S. José e a do Cristo Crucificado. Naqueles espaços, o povo fazia s/devoções e venerações c/gestos do sinal da cruz, genuflexões, ajoelhar-se diante das imagens, beijos nas fitas das imagens, fazia orações acompanhadas de seus pedidos e pagamentos de promessas e até participava das funções religiosas da igreja, mas ajoelhado na frente daquelas imagem de s/santo de devoção.
Seguida a retirada das imagens, se iniciaram as reformas estruturais na Igreja Catedral, c/reformas no aspecto físico-estrutural da catedral.
Mas alguns abaetetubenses não aceitaram pacificamente essas mudanças e alguns fatos desagradáveis aconteceram p/conta desse conflito de posições, trazidas pelas mudanças introduzidas.
Citação:
1) Na verdade, alguns padres xaverianos, no final da década de 1970, vieram inspirados em uma nova teologia que se confrontava c/um contexto histórico da época (ditadura militar e injustiças sociais prementes) e esses padres se posicionaram contra essas injustiças sociais, numa demonstração de opção preferencial pelos pobres, conforme os documentos dos sínodos de Medellin e de Puebla. C/o apoio de algumas CEBs e cristãos envolvidos nessa evangelização, os padres decidiram fazer essas mudanças na estrutura da igreja, na extinção dos antigos grupos religiosos, no modo de celebrar missas e outros ofícios religiosos e no modo de se promover as festividades de santos, especialmente a festividade de N. S. da Conceição, onde ficou decidido que a imagem de N. S. da Conceição deveria sair em peregrinação pelos setores da igreja e não mais ficar na Catedral à espera dos fiéis devotos, fato esse que irritou sobremaneira algumas pessoas (fiéis tradicionalistas e não fiéis da Igreja, apegados às antigas tradições) e setores contrários a essas mudanças, que acarretou desentendimentos e um fato muito desagradável, onde a imagem de N. S. da Conceição foi “seqüestrada” e levada para a Igreja, cuja porta foi arrombada e profanada. D. Ângelo Frosi, bispo da época, decretou o fechamento da catedral, p/alguns dias, até a celebração, c/a participação da comunidade católica, numa espécie de purificação do templo.

OS PADRES XAVERIANOS EM ABAETÉ E A DEVOÇÃO A N. S. DA CONCEIÇÃO:
A Prelazia de Abaeté do Tocantins foi desmembrada da Arquidiocese de Belém e erigida em circunscrição eclesiástica autônoma no dia 25/11/1961. Foi confiada aos cuidados da Congregação Xaveriana no dia 8/12/1961.
Apesar das idéias de reformas trazidas pelos padres xaverianos à Abaeté, eles, paradoxalmente, continuaram e ainda ajudaram na devoção à N. S. da Conceição e outros santos, mesmo c/as inúmeras mudanças no modo de realizar essas festas e nas procissões do círio.

O 1º ADMINISTRADOR APOSTÓLICO DA PRELAZIA:
No dia 13/1/1962 a Sagrada Congregação Concistorial nomeava D. ALBERTO GAUDÊNCIO RAMOS, como Administrador Apostólico da nova prelazia, esperando a nomeação do 1º Bispo Prelado.
No dia 6/5/1962, na Praça Matriz de Abaetetuba, repleta de povo, D. Alberto instalava a nova Prelazia de Abaeté do Tocantins e tomou posse como o 1º Administrador Apostólico da mesma prelazia (6/5/1962-3/12/1962).
E assim nasceu oficial e juridicamente a Prelazia de Abaeté do Tocantins, c/sede na cidade de Abaetetuba, contando para o ministério sacerdotal só 4 padres.

O 1º BISPO PRELADO, D. JOÃO GAZZA:
No dia 17/12/1962 o Santo Padre João XXIII nomeava o 1º Bispo Prelado, c/caráter episcopal, na pessoa do Pe. JOÃO GAZZA, xaveriano. Ele recebeu a sagração episcopal na Basílica Santuário Nacional de N. S. Aparecida, Padroeira do Brasil, no dia 8/12/1962. D. João Gazza, o 1º Bispo Prelado, chegou em Belém no dia 26 de dezembro de 1962.
No dia 3/2/1963, D. Alberto empossava o novo Bispo Prelado D. João Gazza, que ficou em Abaeté até 24/9/1966, em meio da grande alegria do povo. Foi embora de Abaeté devido ter sido eleito Superior Geral da ordem dos Padres Xaverianos, c/sede na Itália.
Foi uma grande perda para Abaeté a volta de D. João Gazza para a Itália, p/que no pouco tempo que ficou entre nós, deixou uma impressão muito boa de Pastor e um enorme conjunto de obras assistenciais iniciadas, visitas pastorais e realizações pastorais e administrativas à frente da Prelazia.

O 2º ADMINISTRADOR APOSTÓLICO DA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS, PADRE PIO:
PADRE PIO/PADRE ESPERIDIÃO PIO MONCHELATO:

Nasceu no dia 29/7/1908. Chegou à Prelazia no dia 22/6/1963 e foi embora no dia 25/2/1968.
Com a ida de João Gazza para a Itália, para assumir como Superior geral dos Padres Xaverianos, a Prelazia de Abaeté ficou sem bispo. Foi nomeado o Pe. Pio Monchelato, como Administrador Apostólico, “Sede Vacance”, da Prelazia de Abaeté do Tocantins, que fica nessa função de 7/1966 a 12/1967.
Já é falecido.

O 3º AMINISTRADOR APOSTÓLICO DA PRELAZIA, PADRE ÂNGELO FROSI:
O Pe. Pio Monchelato foi substituído por um novo Administrador Apostólico, que foi o Pe. ÂNGELO FROSI.

REFORMAS E MUDANÇAS NAS FESTAS RELIGIOSAS DE ABAETETUBA:
A partir da chegada dos padres xaverianos aconteceram muitas mudanças na realização das festas religiosas. Acabaram-se as diretorias, as comissões e as funções das pessoas nas festividades, tarefas que foram entregues às comunidades criadas pelos xaverianos, quando eles dividiram a paróquia em setores e estes com suas comunidades.
Na América Latina, devido as enormes injustiças sociais, os Conclaves de Medelin, na Colômbia e o de Puebla, no México, abraçaram c/veemência as questões sociais, pois era visível as injustiças sociais que o povo pobre da America Latina sofria, pela má distribuição da renda. Esses conclaves sofreram a influência de uma nova teologia, nascente na Igreja Católica, especialmente da América Latina, que era a Teologia da Libertação, abraçada p/muitos clérigos e católicos da América Latina e que foi um divisor de águas no modo de catequizar no Continente Latino-Americano.
E o próprio Concílio Vaticano II, por si só revolucionário, veio apressar a adesão da larga parcela da Igreja Católica às exigências de uma nova ordem social no Continente.

OS PADRES XAVERIANOS DIVIDEM A PARÓQUIA DE ABAETÉ EM SETORES:
No decorrer dos tempos o modo de se festejar os santos da Igreja Católica foram mudando. C/a chegada dos padres xaverianos, estes dividiram a Paróquia de Abaetetuba em Setores, que no início, eram: SETOR CENTRO OU CATEDRAL, SETOR NAZARÉ, SETOR ALGODOAL OU PERPÉTUO SOCORRO, SETOR SÃO JOSÉ.
E, à medida que a cidade ia crescendo, outros setores foram criados: SETOR DIVINO OU AVIAÇÃO, SETOR SANTA ROSA, SETOR FRANCILÂNDIA, SETOR S. SEBASTIÃO, SETOR CRISTO REDENTOR, SETOR ANGÉLICA, SETOR MUTIRÃO, SETOR S. JOÃO.
Cada setor possuía o/a seu/sua SANTO/A PADROEIRO/A e em cada setor era constituído p/uma CAPELA ou IGREJA e as suas respectivas COMUNIDADES CATÓLICAS. A partir dessa organização as festas de santos iam acontecendo e mudanças eram introduzidas. Saíram as diretoria das festas antigas e foram feitas mudanças sobre bebida alcóolica, noitários, leilões, barracas, bar e cozinha, sons, círios, música, bandas, cantos, parte espiritual, parte prática e essas decisões eram tomadas nas reuniões dos setores.
As festas de santos em Abaetetuba começaram a ser organizadas pelas comunidades, diferentemente das festas antigas, estas organizadas p/diretorias e comissões, formadas p/pessoas que não tinham muita afinidade c/a Igreja, como autoridades, políticos, comerciantes, industriais e outras pessoas da elite social.
Agora, segundo os xaverianos, as festas de santos eram atividades que diziam respeito aos fiéis e estes, em assembléias, é que deveriam decidir de como seriam realizados os festejos. Essa maneira de decidir os festejos de santos visava tornar as festas dos santos mais religiosas e menos profanas.
As festas de N. S. da Conceição passaram a ser organizadas em plenário das comunidades. Depois aconteciam seguidas reuniões, convocadas pelo vigário e criadas as devidas comissões, para os diversos trabalhos da festividade, conforme acima.

AS REFORMAS FÍSICAS-ESTRUTURAIS NA IGREJA CATEDRAL DE N. S. DA CONCEIÇÃO:
Em 1972 o Pe. LUISÃO/Pe. LUIZ TERZONI realizou a 1ª reforma da já Catedral de N. S. da Conceição, c/a revisão do teto da igreja, trocando pernas-mancas, ripas e calhas. Esse foi um serviço de manutenção do templo que se mostrava bastante deteriorado.
Uma 2ª reforma foi realizada, agora de forma radical, que como diz o historiador e pesquisador e professor Jorge Machado, foi uma verdadeira cirurgia plástica, que quase não deixa sombras da velha igreja. Essa reforma incluiu também a retirada das inúmeras imagens de santos e seus mezaninos, a troca do velho altar em estilo barroco, substituído por outro em pedra e mais largo. Junto c/a reforma física aconteceu também a reforma das celebrações litúrgicas, a substituição dos antigos grupos religiosos pelas novas comunidades eclesiais.

AÇÕES DE D. JOÃO GAZZA, O 1º BISPO DE ABAETÉ:
João Gazza, nasceu no dia 19/7/1924. Chegou a Abaeté em 3/2/1963.
O Pe. João Gazza, antes de ser nomeado Bispo Prelado de Abaeté do Tocantins, era reitor do Seminário Xaveriano das Missões de Jaguapitã, no Paraná.
S/sagração episcopal realizou-se no Santuário Nacional de Aparecida no dia 8/12/1962, p/mãos de D. Vicente Zioni, Bispo Auxiliar e Vigário Geral de São Paulo/SP.
Foi nomeado em 3/2/1963 e ficou pouco tempo à frente da Prelazia de Abaeté do Tocantins, até 24/9/1966.
Em dois anos D. João Gazza, visitou toda a prelazia, fazendo apontamentos valiosos dessa visita pastoral.

NASCE O CENTRO MÉDICO N. S. DA CONCEIÇÃO, COM D. JOÃO GAZZA:
Um problema que exigia providências urgentes, detectados pelos primeiros Missionários Xaverianos, que chegaram à Abaeté em 1961, foi o da assistência médica à população.
O Bispo Prelado, D. João Gazza, desde o 1º ano de s/governo, entrou em entendimento c/o prefeito da época, o Dr. Francisco Leite Lopes, para o aproveitamento de um prédio abandonado, já há muitos anos e incompleto em s/construção e tomado pelo mato em suas dependências internas e externas, sito à Rua Siqueira Mendes, em Abaetetuba. A prefeitura em documentação legal cedeu o local à Prelazia para a instalação de um Posto de Puericultura. A prelazia reformou a planta inicial e construiu o atual Centro Médico N. S. da Conceição.
O funcionamento dos atendimentos médicos foi confiado às IRMÃS MISSIONÁRIAS XAVERIANAS/IRMÃS MISSIONÁRIAS DE MARIA, que chegaram em Abaetetuba no dia 3/7/1966. O Centro Médico N. S. da Conceição, iniciou c/atendimento ambulatorial, mas devido ao alto índice de mortalidade infantil na cidade, em 1972, o Centro Médico teve alargado os trabalhos no atendimento médico, implantação da maternidade, para proporcionar às mães e aos recém-nascidos, uma maior segurança na gravidez e nos partos e melhores cuidados aos recém-nascidos.

O SONHO PASTORAL DE D. JOÃO GAZZA:
1) Sonhamos c/um padre, ao menos, em cada uma das seis paróquias da Prelazia, ou melhor, c/dois padres em cada residência, que é o que exigem as normas pastorais dos Xaverianos. Os missionários farão milagres se puderem usufruir de uma vida comunitária de corpo e alma. É necessária uma consciência clarividente da própria vocação específica: fundadores de igrejas, pioneiros de novos “bandeirantes” da fé para abrir estradas, p/onde outros deverão passar, construir para que outros possam se estabelecer definitivamente e “Não desprezar nem uma alma que custou o Sangue de Cristo”. E o missionário deverá ter um espírito de adaptação à toda prova e em todas as linhas, no aproveitamento dos meios especiais para a realização do apostolado missionário. Aí está a oportunidade de viver integralmente a vocação missionária.

NO SONHO PASTORAL DE D. JOÃO GAZZA, UM SEMINÁRIO NA PRELAZIA:
De fato, já nos seus primeiros anos, D. João Gazza, já tinha como uma de suas grandes preocupações a instalação de um seminário, conjuntamente c/uma escola.
Citação sobre os escritos de D. João Gazza s/o Seminário:
1) Nosso sonho continua num panorama ainda mais vasto. Não vislumbramos apenas os sacerdotes de hoje, mas também os de amanhã. E na vaporosidade do sonho surge uma nova realidade: a alegre brancura do edifício do pequeno Seminário da Prelazia de Abaeté.
2) Lá está, pois, o pequeno Seminário, perdido no meio do verde das palmeiras, c/vistas para o azul do mar. Já vemos s/dimensões, as paredes, os corredores, a Capela, as salas de aula, os campos de jogos, etc. que abrigará uns cincoenta meninos, quase todos moreninhos.
3) Lendo o documento em que o Santo Padre João XXIII erigiu a Prelazia de Abaeté, encontramos estas palavras: “Ao prelado impomos a obrigação grave em consciência, de erigir ao menos, o pequeno Seminário da Prelazia”.
A escola e o seminário chegaram a existir improvisadamente nas poucas instalações da antiga prelazia.

D. JOÃO GAZZA E A EDUCAÇÃO:
Na Educação, de 1967 a 1970, foram criados na Prelazia cursos voltados para a educação:
1) Jardim de Infância, num total de três.
2) Escolas Primárias Paroquiais, que chegou a um total de até 37 no período.
3) Escolas Secundárias do 1º Ciclo, que em 1969 chegou a um total de três escolas.
4) Escolas Secundárias do 2º Ciclo, que chegou a um total de duas escolas no período.
5) Alfabetização de adultos que chegou a 16 escolas no período.

Na educação voltada para o trabalho, de 1967 a 1970, foram criadas:
1) Escolas de Datilografia, que atingiu um total de três no período.
2) Escola de Corte e Costura, num total de sete.
3) Escola de Orientação Agrícola, uma.

Na Promoção Humana, de 1967 a 1970, existiam:
1) Clubes de Mães, um total de 12 no período.
2) Cursos de preparação para o lar, um total de 7 no período.
3) Curso de artesanato, um.
4) Centros Comunitários, que chegou a dois no período.
5) Centros recreativos, que chegou a dois.
6) Marcenaria São José, início em 1969.
7) Serraria Cafezal, início em 1967, que sustentava 79 famílias.

D. JOÃO GAZZA E O COLÉGIO SÃO FRANCISCO XAVIER:
D. João Gazza, 1º Bispo Prelado de Abaeté e o Pe. Vicente Mitidieri, foram os mentores intelectuais da implantação de um Ginásio São Francisco Xavier. Vide Padre Vicente Mitidieri e o Colégio São Francisco Xavier.

ALGUMAS NOTAS E APONTAMENTOS DE D. JOÃO GAZZA NAS SUAS VISITAS PASTORAIS:
1) Viajava pelas ilhas de Abaeté e p/outros municípios pelo barco “Mensageiro da Fé”, c/um motor de 15 HP, c/casco e motor, bem velhos. O Sr. Fernando era o piloto e viajávamos longas jornadas de até 8 horas e meia, para chegar à Belém. Na Igreja Mercês, em Belém se situa a nossa Procuradoria. No dia 16/3/1963 embarcamos, junto c/o Pe. Basso, que nos servirá de guia em Acará e Tomé-Açu, onde ele trabalha como missionário. O motor do barco pára e precisa ser consertado. A primeira meta alcançada foi Acará-Açu. Foguetes anunciam a n/chegada. O Pe. Aurélio Basso, dormiu nos bancos da capela. Tinha 54 anos de idade e c/mais de trinta anos de labor apostólico, primeiramente na China, mais tarde no Paraná e por fim, na Amazônia. Na visita fizeram-se os batizados, (13), crismas (103), confissões (50), comunhões (350 e um matrimônio.
2) Na viagem para Acará o motor pára novamente e o barco precisa ser rebocado para conserto. Chegamos a Acará na madrugada do dia 17/3. No dia 18, às 6,30 horas, ouvem-se os foguetes de saudações de quem muito esperara. O dia é dedicado às visitas, na prefeitura, em escolas, hospital, cemitério, etc. A igreja de Acará é uma linda construção de mais de 200 anos. O Pe. Aurélio é quem a visita de quando em quando. O dia 19 de março é todo tomado pela administração dos sacramentos. No dia 20, visita à pequena colônia japonesa, na maioria, budistas, de Acará.
3) No dia 20/3, às 16:30 horas, nas águas do Acará-Mirim, rumamos para a capela de Moções, a 1ª a visitarmos, em Tomé-Açu e junto conosco, vai o Pe. Aurélio Basso. Às 22:30 horas chegamos à Moções, que é uma propriedade particular. Ali realizam-se as funções de crismas. Nas primeiras horas da tarde retomamos a viagem rumo a capela Marequita. É noite fechada e é perigoso avançar no igarapé. Um barco à remo, c/quatro remadores vêem nos buscar e eu sento no meio e o Pe. Basso fica c/a tarefa de esvaziar c/uma cuia a água que penetra na canoa e às 21,30 horas do dia 21/3 chegamos ao destino, só para repousar nas macas de dormir.
4) No dia 22/3 recomeçam os trabalhos apostólicos das confissões, matrimônios, crismas, batizados, instruções catequéticas, imbuídos da frase do Pe. Aurélio Basso “Confirma os teus irmãos”, (lc 22,32). Ano passado esteve p/aqui o Pe. Tarcisio, após decorridos mais de 40 anos sem visitas de padres. A refeição era sempre leve e frugal, servida sempre c/a melhor boa vontade. Os assentos das casas eram geralmente caixas de madeira. Na despedida, formou-se um cortejo de montarias em torno de nossa canoa até chegarmos ao Mensageiro da Fé. À noite fizemos um repouso numa casa particular e novamente aqui recomeçaram os batizados, crismas e instrução catequética.
5) No dia 23 rumamos para Tomé-Açu, onde ficava a residência do Pe. Aurélio Basso, numa viagem de incontáveis horas, de contemplação da paisagem sempre igual de águas, selvas, curvas, algumas aves estranhas e refeições na forma de lanches. Hoje sou eu a preparar o lanche para o Pe. Aurélio, eu e o piloto: três ovos cozidos, duas fatias de pão c/queijo e salame e um gostoso café. Leio também os apontamentos do arcebispo D. Lustosa sobre sua visita pastoral e estas localidades em 1937.
6) Chegamos à Tomé-Açu após 6 horas de navegação ininterrupta, acolhidos como sempre pelo povo, autoridades e estrondos dos foguetes. O dia 24/3 é dedicado à cidade de Tomé-Açu, sede do município, onde se constrói uma nova igreja c/a ajuda do povo. No dia 25/3 rumamos, por um jipe que veio nos buscar, às 5 horas da manhã, rumo à capela de Canindé, distante 50 km, numa estrada de muita lama e por fim chegamos a uma capela de quatro estacas, coberta p/lonas, lugar de devoção dos bons cearenses que habitam estes recantos, daí o nome Canindé.
7) No dia 27/3 trocamos o jipe cambaleante p/um magnífico Chevrolet Impala e rumamos para a colônia japonesa e são os japoneses que estão à frente da operação logística para a visita pastoral. O Arcebispo D. Lustosa também visitou a colônia do “Diamante Preto”, portanto, lá se vão mais 25 anos da visita de um bispo a esse local. No Centro da colônia está em construção uma linda igreja, dentro da qual se realizam os atos da visita pastoral, Santa Missa à qual estão presentes cerca de 600 alunos, quase todos filhos de japoneses e muitos adultos, cantando hinos religiosos brasileiros. A fé católica dentro da colônia japonesa de Tomé-Açu, quem as teria plantado?
8) Nesta rápida 1ª Visita Pastoral atingimos dois entre os seis municípios da Prelazia. Visitamos somente os povoados mais importantes. Percorremos mais de 800 quilômetros nos rios, dedicando 15 dias de tempo ao nosso trabalho.
D. João Gazza voltou em 1966 para a Itália para assumir a função de Superior Geral dos Padres Xaverianos, deixando a Prelazia de Abaeté do Tocantins.
Abaetetuba/Pa, 24/1/2010 – Prof. Ademir Rocha