Mapa de visitantes

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CHAPADA DAS MESAS: ECOTURISMO














A bela Igreja de S. Pedro de Alcântara em Carolina/Ma









 

Parte do grupo ecoturístico em Carolina/Ma











Morro, paisagem e paredão na Chapada das Mesas

Cachoeira e piscina natural na Chapada das Mesas














Sapo cururu da região da Chapada das Mesas











Cânion na Chapada das Mesas











Miritizal nativo














Barraquinha com brinquedos de miriti

ECOTURISMO NA CHAPADA DAS MESAS

AS ATITUDES POSITIVAS DIANTE DAS BELEZAS NATURAIS

Devemos nos colocar diante da harmonia e do equilíbrio das forças e energias existente dentro e fora da matéria e nos relacionamentos humanos e sociais, com atitudes sempre positivas.
A harmonia e o equilíbrio da matéria vêm das energias e massas dos átomos, moléculas, células, organismos e nos elementos da Natureza e do Universo. Na Natureza e no Universo, nada existe ou acontece por acaso, pois tudo é fruto daquela harmonia e equilíbrio que governa tudo e tudo concorre para essa harmonia e equilíbrio. As plantas e os animais de um determinado Bioma, por exemplo, estão presentes ali, porque fazem parte de um elo. E junto com esses animais e plantas, também estão presentes um conjunto de fatores que atuam na composição desse Bioma, como é o caso da água, do vento, do calor, das pedras, da altitude e de outros elementos. Devemos aceitar tudo como dons preciosos, que devemos apenas administrar a nosso favor e a favor de todos. Nossas pequenas atitudes, boas ou ruins, já começam a afetar a Natureza e também os relacionamentos humanos. É claro que o que nos leva a falhar, nesses relacionamentos, são as nossas naturais fraquezas e falhas humanas, que nos são inerentes, mas nada do que não possa ser recomposto, através do recomeçar sempre, logo e com alegria, na prática de virtudes, que também nos são inerentes. É a eterna luta do bem contra o mal que também cada pessoa carrega consigo.

Por que fizemos essas considerações iniciais? Porque fizemos uma visita ecoturística ao Parque Nacional da Chapada das Mesas e, além de ter ficado extasiado com tantas belezas, ficamos também preocupados com o futuro das belas paisagens que por ali encontramos em profusão. E, mesmo morando distante e em outro estado, também queremos dar a nossa contribuição na preservação das riquezas naturais desse Parque, como também nos preocupamos com os desequilíbrios ecológicos destas bandas.

IMPRESSÕES, CONSIDERAÇÕES E ASPECTOS OBSERVADOS SOBRE NOSSA VISITA ECOTURÍSTICA À CHAPADA DAS MESAS:
É nosso costume, como ambientalista, anotar tudo o que vemos, sentimos e presenciamos em todos os aspectos. E já fizemos algumas postagens no aspecto ambiental, cultural e sócio-econômico das localidades por nós pesquisadas ou visitadas. E não poderia ser diferente em relação à viagem que fizemos à região da Chapada das Mesas.
•Saímos de Belém/Pa às 19:30h do dia 11/11/2011, em um ônibus de turismo e com a presença de mais de 50 pessoas de todas as idades, rumo a lugares que apenas tínhamos visto em propagandas ou artigos de jornais e revistas. O alegre grupo de Abaetetuba era formado por 11 pessoas, que se encarregaram de manter a descontração durante toda a viagem.
•A nossa guia ecoturística, Jane, com muita propriedade, nos levou a criar um bom ambiente de companheirismo, amizade, promoção e valorização do homem e da Natureza, através de momentos de apresentações, orações, reflexões, agradecimentos e brincadeiras descontraídas. Assim, todos, criamos logo um bom ambiente durante a longa viagem de mais de 12h rumo à Chapada das Mesas e à Região de Carolina/Ma. Jane contou com a assessoria da promotora da viagem, Betty Saldanha, que também fazia parte do passeio. Os dois comandantes do ônibus turísticos fizeram uma viagem serena e totalmente dentro das exigências rodoviárias e das leis do trânsito.
•Revimos e conhecemos inúmeras cidades e localidades nos estados por onde passamos, como: Belém, Ananindeua, Marituba, São Miguel, Castanhal, Santa Maria, Mãe do Rio, Aurora, Novo Horizonte, Ipixuna, Paragominas, Vizeu, Itinga, no Pará; Açailândia, Imperatriz, Sumaúma, Porto Franco, Carolina, Itapecuru, Riachão e Estreito, no Estado do Maranhão. Em algumas dessas cidades e localidades já existe uma boa infra-estrutura turística para receber as delegações que têm que parar para as obrigatórias refeições, asseios e necessidades fisiológicas, sem maiores constrangimentos. Outras precisam melhorar a infra-estrutura turística e o acolhimento dos visitantes, afinal turismo é também uma indústria que pode render muitos dividendos às cidades.
•As inúmeras visitas que fizemos aos lugares pré-determinados, sempre exigiram de todos um pouco de espírito de aventura, pois eram sempre centenas de metros de caminhadas por trilhas, palafitas, pontes, areias, pedras e um subir e descer interminável de escadarias de madeira ou pedras, até chegarmos às cachoeiras ou piscinas naturais, por nós tanto ansiados. Num mesmo dia, desde a manhã e até as 18:00h, tínhamos várias visitas para fazer e desfrutar de paisagens belíssimas, e banhos revigorantes, porém superando obstáculos nas benditas caminhadas, subidas e descidas. Para os mais corajosos, existiam as descidas de tirolesas de mais de 200m em algumas das localidades. Até mesmo os mais idosos não se furtavam de participar desses passeios, tão revigorantes para o corpo e espírito.

•O Parque Nacional da Chapada das Mesas
É constituído por várias formações rochosas que formam a Chapada das Mesas, como o Morro do Chapéu, Morro do Dedo, Morro Do Gavião, Portal da Chapada, Morro do Macaco, Portal da Chapada, que junto com tantos outros atrativos formam cenários de raras belezas do Parque. Ao visitar as muitas cachoeiras do lugar, os morros podem ser vistos e admirados ao longo de todo o percurso das viagens.
E o Parque, conforme nossas pesquisas, fica entre os Municípios de Carolina, Riachão, Estreito e Imperatriz, na região sul do estado do Maranhão, e foi criado, para proteger mais de 160.000 hectares de cerrado, promover o manejo sustentável desses recursos florestais e hídricos, e fazer a manutenção e proteção da biodiversidade e a exploração sustentável dos recursos naturais. A Chapada das Mesas recebeu esse nome por possuir morros, de grandes alturas, que têm o formato de mesas, e têm como atração suas lindas e diversificadas paisagens.
Vimos que a ação do homem já se manifestou nesses lugares, com a implantação de pastagens e outros projetos agropecuários, carvoarias que já afetaram sensivelmente a paisagem do lugar. E existe projeto no Câmara dos Deputados que quer transformar o Parque em uma reserva extrativista, fato que denota a ignorância a respeito dessa preciosa reserva, e que será o maior atentado que o homem pode promover ao remanescente, porém ainda precioso e inigualável sistema natural, que ali se encontra, para o deleite de tantas pessoas que o visitam.
É realmente necessário preservar o que ainda resta desses belos recantos, que a Natureza nos oferece gratuitamente para bem dispor. O que avistamos, sentimos e contemplamos nessa visitação, de diversificados elementos naturais, nos causou sentimentos indescritíveis de alegria e agradecimentos, por saber que ainda existe lugar com enome variedade de belas paisagens, que ali ainda se encontram, na forma remanescentes de espécies animais e plantas, de praias, serras, morros, platôs, colinas, chapadas, chapadões, declives elevados, cavernas, cannions, solos arenosos ou argilosos, campos naturais, águas límpidas brotando da terra e correndo nas fendas das rochas, sítios arqueológicos com inscrições rupestres, trilhas naturais, rios, riachos, córregos, belas cachoeiras, paredões rochosos, pedras, piscinas naturais e tantos outros elementos ainda ali presentes.Juntando esse patrimônio natural com a peculiar cultura do lugar e o riquíssimo acervo arquitetônico de Carolina, temos uma rica região para a prática do verdadeiro ecoturismo e que vale a pena ser visitada e comtemplada em toda a sua beleza, conforme nosso testemunho.

•O Ecoturismo
O nativo do lugar deve mesmo explorar o patrimônio ecoturístico do Parque, com ganhos reais para si e ainda ajudando a preservar o belo lugar, fazendo-o de forma inteligente e racional, sem destruir os diferentes aspectos desse patrimônio, conforme citados acima.
Notamos que às margens da rodovia e das outras estradas que levam às atrações ecotyrísticas do Parque, existem inúmeras fazendas de criação de gado bovino e outros projetos agropecuários. Precisa, agora, que esses projetos fiquem por aí mesmo, por que se avançar para o interior do Parque, este começará a sofrer perdas irrecuperáveis em seu patrimônio natural. E a bela Chapada das Mesas, como um todo, estará em grande perigo de perder o restante dos aspectos da paisagísticos que tanto nos encantaram.
Por exemplo, se a derrubada da vegetação nativa continuar, esse atentado vai influir naquilo que é um dos aspectos mais importantes do complexo paisagístico, e que é o orgulho do lugar, a água. E se a água começar a ficar escassa, pelo avanço do desmatamento ao derredor da chapada, outras paisagens começarão a ser afetadas, como as cachoeiras, as piscinas naturais e o volume das águas dos rios, riachos e córregos, que podem desaparecer, restando só os enomes buracos e fendas, que ficarão mais expostos ao calor do sol e à ação dos ventos.
É necessária a conscientização de todos e a ação dos poderes públicos, que devem intervir nas violências praticadas contra essas paisagens e incentivar e promover um verdadeiro ecoturismo no lugar.
Pelas observações que fizemos, muitos empresários e moradores do local já possuem essa conscientização, porém precisa de mais ações de conscientizações ecológicas e tentar derrubar o famigerado projeto que quer transformar o Parque em reserva extrativista, onde todos sairão perdendo. Não gostamos nem de pensar que a pequena, porém bela cidade de Carolina, poderia perder o título de “Paraíso dos Águas”, da qual também me orgulho, mesmo sendo de outro estado.
Estou junto ao carolinense e ambientalista Deijacy Rêgo, que já refutou e justificou o ato anti-ecológico do dito deputado, dizendo que os frutos do cerrado já estão escassos e a terra da região, por ser, na maioria de solo arenoso ou rochoso, não se presta para a agricultura familiar dos roçados. Esse fato foi por nós também observado e devidamente anotado, para uma futura postagem. As famílias podem lucrar muito mais com o ecoturismo do que com as atividades de roçados, haja vista a situação do município de Abaetetuba, que possui atividades de roças, em cultura de subsistência, desde os seus primórdios, atividade que muito pouco contribuiu para o progresso do nosso município.

Alguns Aspectos do Roteiro das Visitas Ecoturísticas

•As Cachoeiras
Todos, durante a viagem só falavam em banhos de cachoeira, rios, piscinas naturais.
Mas não esqueçamos que cada cachoeira, rio ou piscina natural, faz parte de um complexo de outros atrativos ecoturísticos, como, por exemplo, os morros, a vegetação, as pedras, os córregos e rios, os poços ou piscinas naturais, as plantas, os animais e quaisquer daqueles atrativos ecoturísticos que já nos reportamos no início da postagem. Tudo está ali colocado dentro daquele equilíbrio e harmonia da Natureza. Porém, é inegável a atração que as inúmeras cachoeiras do local exercem sobre quase todos os visitantes. É realmente um espetáculo avistar e se banhar naquelas águas frias caindo de tão alto. Realmente as cachoeiras são responsáveis por grande parte do encanto que envolve a Chapada das Mesas, mas todo pequeno detalhe da paisagem, concorre para a beleza dessa maravilhosa vista.
Foi assim que encaramos a visita à Chapada das Mesas, dando também signiricação para cada pequeno detalhe. E nossos olhos se maravilharam com tudo o que nos cercava, até mesmo os sapos cururus que nos visitavam todas as noites (vide foto), que para nossos olhos eram também belos dons da Natureza, cheios de significativos.
Prestamos atenção e anotamos tudo, desde as plantas e animais do Cerrado, a
té as cachoeiras, que tanta atração exerciam em todos. Revimos os buritizais (por sinal já muito escassos), os famosos pequizeiros (também escassos), que fornecem o saboroso “pequi”, que é largamente utilizado na culinária local, e as espécies de lindas palmeiras e as árvores todas que compõem aquela vegetação típica do lugar.
Porém essa rica e bela vegetação já está escassa, devido o avanço dos projetos agro-pecuários, que já nos reportamos no início. Não vimos muitos animais, talvez por que nossa viagem não era específica para observação de animais. Penso que ainda exista uma grande diversidade de animais, típicos do Cerrado. Como disse, me contentei com aquela espécie de sapo cururu, muito diferente do sapo cururu destas bandas e também as pererecas de cor amarela, as baratas (chamadas pelos componentes do grupo de baratas de bigodes) e os besouros, tudo por nós observados e anotados. A fauna e a flora do cerrado possuem muitas diferenças para a nossa fauna e flora amazônica, porém, ambas, de enorme importâcia para esses biomas, que precisam ser preservados. Retornemos aos atrativos ecoturísticos:

Cachoeira da Pedra Caída e outras
Conforme as fotos e cartões postais e o testunho de muitas pessoas, é uma cachoeira de “rara beleza e de tirar o fôlego” de quem a visita, adentrando por uma trilha, em meio à vegetação e descendo por uma longa escada no meio de tantas pedras e paredões de rochas (haja fôlego!), pisando e recebendo as águas das fendas, cânion que vai se afunilando, até chegar a um grande salão onde a água despenca de uma altura de 46m e, sentir, enfim, aquela água fria caindo de tão alto em nosso corpo. Sentimos também a emoção que todos sentiam. A cachoeira, começa por um rio que, em determinado ponto de seu curso, encontra uma fenda e nesse ponto a água despenca de grande altura, formando lá embaixo, entre aqueles enormes paredões rochosos, uma piscina natural de beleza indescritível. Essa cachoeira, como as demais da Chapada, é de propriedade privada (onde se paga a entrada, as refeições, chalés e outras atrações desses locais dotados de boa infra-estrura turística), e fica às margens da BR-230, a 35 km de Carolina e foi a 1ª cachoeira por nós visitada, antes mesmo de irmos para a pousada, que nos abrigou durante os 5 dias de passeio. Claro que fizemos as devidas anotações e tiramos muitas fotos do lugar e dos componentes do passeio ecoturístico em alegre algazarra. A Cachoeira de Pedra Caída, não é uma só, mas a principal de 3 grandes cachoeiras do lugar e possui outros atrativos como a Gruta do Amor, uma série de pequenos saltos e a grande piscina de água fria e corrente. Ao conjunto dessa principal cachoeira, que despenca de uma altura de 46m, e às formações rochosas do lugar, dá-se o nome de Santuário da Pedra Caída, não sem o devido motivo. A Cachoeira da Pedra Furada, fica localizada no recanto turístico Pedra Caída e chega-se a ela, após percorrer uma trilha de aproximadamente 40 minutos rodeada de morros e serras pela exuberante Chapada das Mesas. Quando chega-se ao Rio Brejão, a trilha continua por mais 15 minutos pelo rio até chegar na Pedra Furada.

•O Poço Azul e as Cachoeiras do Poço Azul
O Poço Azul, fica localizado no rio Cocal, no município de Riachão/Ma e a uma distância de 130km de Carolina. É um local paradisíaco, de água cristalina em uma piscina natural e de cor azul mesmo (pelo fenômeno das massas), e ele, e as cachoeiras (são várias) fazem parte de um complexo de atrativos ecoturísticos de muita beleza, onde existe uma infra-estrutura turística de bar, restaurante, chalés e demais serviços. Para nós valeu a pena, mesmo, estar ali, mesmo se por algumas horas, pois o ambiente é muito lindo, com várias trilhas que levam a lugares interessantes, especialmente ao Poço Azul e às Cachoeiras de Santa Bárbara, Dona Luiza, Santa Paula, Cachoeira dos Namorados e outros pontos ecoturísticos. A Cachoeira de Santa Bárbara, uma queda de 75m, fica do outro lado do Poço Azul, e chega-se ao local depois de uma trilha de 5 minutos.

•As Cachoeiras do Itapecuru
Conforme pesquisas, na década de 1940, essas cachoeiras, localizadas junto a BR-230, 33 km de Carolina e de 66km de Riachão, de propriedade privada, serviam para ativar a Hidrelétrica de Carolina, que abasteciam todo o Vale do Tocantins. Porém, hoje, com a desativação da velha hidrelétrica, servem para deleitar e refrescar os mais de 40 mil visitantes que chegam à cidade nos meses de férias (julho e agosto) e nos demais meses do ano. São duas quedas d’água com 18 e 20m, que formam uma grande piscina natural rodeada de rochas, praias e pequenas ilhas. São também chamadas de Cachoeiras Gêmeas de Itapecuru e o local possui infra-etrutura de bar, restaurante, serviços telefônicos e chalés para alugar, entre outros atrativos.

•Morro do Chapéu e os Outros Morros
O Morro do Chapéu é um morro, que por si só, oferece uma impressionante paisagem de cartão postal da Chapada das Mesas, com seus 378 metros de altura e que têm esse nome por causa do formato em chapéu. Da parte superior de sua formação é possível contemplar toda região, observando a Ilha dos Botes, o rio Tocantins, a cidade de Carolina, além das demais formações de platôs que compõe o cenário da Chapada das Mesas. Esse morro e os demais do lugar podem ser visto também durante o percurso das estradas pela região da Chapada das Mesas.

•Vegetação
A vegetação da áreas dos municípios de Riachão e Carolina é formada predominantemente pela vegetação do Cerrado, especialmente do tipo cerradão. Observamos também a presença de matas isoladas e matas ciliares. Existe também áreas de Várzeas e Brejos e os Campos são encontrados em menor número. Existe também no meio dessas vegetações a presença de árvores de madeira-de-lei como: aroeira, pau’darco, tamburi, angelim, jatobá, cedro, sucupira, e outras. Camaçari e Canjirana são espécies encontradas nas matas ciliares. São plantas do extrativismo: piqui, bacuri, buriti, bacaba, caju, açaí, cajá, etc. São vários os tipos de palmeiras, destacando-se as moitas de buritizeiros.
Entre as frutas regionais encontramos o cupuaçu, araçá, cajá, maracujá, coco d’água, jaca, manga, buriti, laranja, banana, bacuri, com as quais se fazem os famosos doces caseiros de casca de laranja,jaca, manga buriti, banana.

•Rio Tocantins
Que é um espetáculo à parte, que é um dos principais rios do Brasil e que divide os estados do Maranhão e Tocantins e que proporciona atividades de pesca e cenários de muita beleza, principalmente no pôr-do-sol, visto da cidade de Carolina e nos meses de junho a agosto, conforme ouvimos falar, e as praias de Carolina (que nem são de Carolina) por que ficam do outro lado do rio, na cidade Filadélfia e também a famosa Ilha dos Botes. As praias só aparecem nos meses de junho a agosto. Viajar pelo rio Tocantins e visitar as praias e a Ilha dos Botes, seria opção para outra visita ecoturística nossa.

•Culinária
A culinária carolinense é bastante diversifica, com pratos a base de peixe de água doce como: surubim no leite de coco e pirão, pacu, tambaqui e tambacu fritos, assim como a carne de sol com macaxeira frita e a galinha caipira ao molho pardo, assim como pratos à base de carne seca. Uns ingredientes muito utilizados na culinária Carolinenses são os derivados da mandioca como a tapioca e a puba. Os famosos doces da cidade, são preparados com as frutas da região. E não deixe de experimentar os sucos de bacuri, cupuaçu, jenipapo, murici e açaí, que lá se chama juçara. Também há vinhos de buriti e jussara.

•Carolina, o Paraíso das Águas
A antiga, pequena e bem organizada cidade de Carolina é o destino natural para o ecoturismo da região sul maranhense, pois é o principal e mais próximo ponto de apoio da região turística estadual classificada como “Pólo das Águas e o Parque Nacional da Chapada das Mesas”, conforme informações da internet e por nós confirmado em nossa visita ecoturística a esse lugar. A cidade de Carolina está localizada na margem direita do rio Tocantins e é conhecida pelo seu patrimônio natural e cultural e seu acervo arquitetônico colonial e seus 22 rios e cachoeiras de águas limpidas, daí ser cognominada como “Paraíso das Águas”. Entre esses rios se sobresaem o rio Tocantins, o Rio Lages, o Rio Farinha, o Rio Itapecuru, o Rio Manoel Alves e o Rio Sereno que a cortam nos vários sentidos. E a cidade em si possui um rico acervo arquitetônico que vem desde o período colonial, incluindo o casario, a bela e antiga Igreja de São Pedro de Alcântara e outros monumentos mais recentes, conforme fotos que ali tiramos.

O nome Carolina vem da homenagem à princesa Carolina Leopoldina, mulher de D. Pedro I.

•As Máquinas Fotográficas e as Câmeras de Filmar
Numa viagem como essa, as máquinas fotográficas ou câmeras de filmagens são fundamentais para se registrar todas as paisagens exuberantes e os momentos inesquecíveis que se vive nesse maravilhoso lugar.

•Igreja de São Pedro de Alcântara
Quando da visita à cidade de Carolina e à sua orla, para admirar o portentoso rio Tocantins, tivemos a oportunidade de visitar alguns pontos da cidade, entre os quais o Portal, o Monumento ao Centenário da cidade e a bela Igreja de São Pedro de Alcântara, que estava fechada e que nos causou grande impressão pelo seu estilo arquitetônico. Pena que não a vimos por dentro e ela precisa de uma cuidadosa restauração.

•Outros Pontos de Visitação Ecoturística no Parque Nacional da Chapada das Mesas
Existem muitos outros pontos de atração ecoturística no Parque Nacional da Chapada das Mesas, por nós não visitados e que recomendamos procurar informações à respeito nos sites de buscas da Internet. Precisaria não de 5 dias, mas de um mês inteiro para conhecer todos os pontos turísticos do lugar.

•Afinidades
Existem afinidades entre a cultura da região da Chapada das Mesas e a cultura de Abaetetuba. Como exemplos, temos o uso da nossa palmeira miritizeiro e a palmeira buritizeiro daquela região, que, pensamos, seja a mesma planta; temos o nosso fruto piquiá, que vem da nossa árvore piquiazeiro e lá existe o pequi, que são da mesma família de plantas; temos a palmeira tucumanzeiro e lá existe um tipo de tucumanzeiro da mesma família de plantas; temos a nossa árvore mamorana e lá vimos a mesma planta e outras afinidades variadas.

Homenagem
Por isso, como homenagem ao Belo Parque Nacional da Chapada das Mesas e ao povo de Carolina e Riachão e ao povo das demais localidades visitadas e a todos os ecoturístas que visitam o Parque, apresentamos o texto sobre o miriti e o poema abaixo, de ribeirinha de Abaetetuba, sobre o uso que se faz com o nosso miritizeiro e algumas dicas ecológicas por nós já postadas, retiradas do importante Blog SOS Rios do Brasil:

O Miriti
O tempo de maturação dos frutos do miritizeiro é de 2 em 2 anos.
O miritizeiro demora a dar os primeiros cachos, no mínimo uns 10 anos.
O miritizeiro dá primeiro os braços e depois seca e o coratá cai e segue esse processo até aparecer o caule.
Os braços do miritizeiro servem para trabalhar com o artesanato de miriti. Porém, se cortar os braços, o miritizeiro demora mais tempo para dar o fruto miriti.
O fruto é ajuntado debaixo da árvore, que quando está maduro cai. Outras pessoas sobem em alguma árvore que está ao lado do miritizeiro, para cortar o cacho maduro e com cinco dias os frutos soltam do cacho. Para descer o cacho de miriti, corta um canto da folha e ele vem descendo aos poucos até chegar ao chão.
Para colocar para amolecer os frutos do miritizeiro, tem que lavar em uma lata ou pote de barro, colocando o miriti dentro da água e depois põe para esquentar a água.
No final da safra o miriti começa a secar e isso impede dele amolecer mais rápido.
O miritizeiro é natural do mato e não há no Pará o manejo de miriti. Ele ajuda muito na alimentação das populações ribeirinhas, pois ele substitui o açaí como alimento.

O Preço dos Frutos de Miriti
Um paneiro do miriti duro custa R$ 2,00 (dois reais).
O miriti da nossa região é vendido na própria região.
Depois de batido, o litro do miriti sai a R$1,00 e o vinho do miriti acompanha a comida, o mingau e toma-se o suco com açúcar.

Do Miritizeiro Tudo se Aproveita
É uma árvore de Ouro.
Das talas do miritizeiro se faz o paneiro
Dos braço faz-se artesanato de miriti (brinquedo de miriti);
Do tronco faz-se pontes
Dos frutos se faz o vinho de miriti, bolos e doces e o mingau de miriti;
Dos frutos também se extrai até óleo: pega o suco do miriti, ferve e depois de fervido separa o óleo e a espuma. O óleo de miriti serve para se fritar comida, segundo a informante Aurora Moisés Negrão.
O Miritizeiro á uma palmeira muito importante em Abaetetuba, que por fornecer a madeira miriti e o fruto miriti e onde até mesmo uma grande feira anual é promovida, chamada FEIRA MIRITIFEST, para mostrar os brinquedos de miriti, feitos com a polpa miriti e os alimentos preparados com o fruto miriti, sem contar o artesanato feito com a fibra e a tala do miritizeiro.
Porém não existem projetos nem governamentais e nem privados para o plantio e replantio dessa importante palmeira.
O vinho de miriti também é muito usado como alimento, da mesma forma como se faz com o açaí.

•Poesia de D. Maria das Graças, ribeirinhade Abaetetuba, sobre a importância do miritizeiro para a população local (algumas palavras são remanescentes da antiga linguagem indígena local e algumas expressões são do linguajar característico local):
Miriti
Coisa nossa assim/ gigante/ robusta, tuíra, forte, guerreira, viçosa, frondosa, encanto de todos
Caboclos daqui !
És linda por que, além de tua copa, da tua formosura, destaca-lhe em seres, tão útil. A todos nós
Caboclos daqui “rios Tauá”.
Nos ofereces tantas iguarias, com teu gostoso vinho, aguamos o mingau de farinha, de arroz, banana.
É uma delícia saborear o vinho de miriti, com camarão e mapará!
Nos dias de calor, saboreamos o chop, o picolé, o creme e sorvete, vão também para nossa mesa o bolo, o pudim e a sobremesa.
Tudo de ti, miriti é útil e proveitoso, de tuas folhas cobrimos casas, de teus galhos tecem paredes,
Em tua copa abrigas pássaros, de teu tronco faz-se escada e ponte!
De teu broto, tecem redes, cortinas, tapetes, roupas finas para donzelas, para desfile de miss.
Com tuas talas, tecem paneiro, peneira, cestos, arranjos, tipiti, aturá, tupé, aricá, panacarica, matapi,
Porta-pratos e panelas, abanos, leques e porta-utensílio de bebês!
Dos teus braços miriti, quando já estás seco, mil e tantos brinquedos, que tanto atrai a criançada!
Até mesmo os adultos, principalmente quando vão ao Círio juntos. Festa de nossa fé, em Belém do
Pará, que é o Círio de Nazaré.
Ó miriti, que coisa linda e boa tens em ti! Encanta até turista, quando vêem prontas tuas canoas, a
Cobra, o tatu e passarinho o virapurum, que tanto com o bico.
De ti miriti tantas artes se inventa, do barco a montaria, o navio a rabeta, o iate a prancha, o casco, e
O remo, o faia, a cobra, o tatu, o tucano, o papagaio, o beija-flor que nasce com seu biquinho cada
Instante, e o tico-tico, o macaco com seus irriquetemento.

Entrevista com dona Maria das Graças, moradora do rio Urubuéua-Fátima em 14/11/2007, às 13:00 horas da tarde no Rop Tauá.
Dicas de Ecologia, reproduzidas do Blog SOS RIOS DO BRASIL

O que é Ecologia para você? (questionamento)

•Celebração
4 de outubro é o Dia Internacional da Ecologia e uma ótima oportunidade para refletir e compartilhar conhecimentos sobre o tema. Que tal contar o que você sabe sobre ecologia, aqui, nesta página?
•24/09/2009
Mônica Nunes
Faz um bom tempo que a gente fala e ouve falar sobre sustentabilidade. Esse tema – tão amplo! - virou uma obsessão: hoje, “tudo” é ou tem que ser sustentável. E teria mesmo, senão não será possível sobrevivermos! Mas existe uma palavra – ou ciência - muito bacana, que a gente aprende na escola e que, na verdade, faz parte de nossas vidas desde que nascemos – ou um pouquinho antes, até -, mas que perdeu um pouco o brilho e o valor: Ecologia.
Esta palavra tão simpática – vem do grego e significa o estudo (logos) da casa (oikos), da “nossa casa”, a Terra - tem um conceito mais amplo do que sustentabilidade e talvez seja mais eficaz para nos ajudar a entender e enfrentar – com pequenas ações diárias, inclusive - um dos maiores desafios da humanidade: o aquecimento global.
Tal como SUSTENTABILIDADE, a palavra ECOLOGIA é muito usada para emprestar qualidades para qualquer produto ou ação, seja ele realmente ecológico ou não. Mas, afinal, o que significa ecologia de fato? O que seu conceito tão antigo traz para os dias atuais?
Na semana que vem, vamos celebrar o dia 4 de outubro com a publicação de uma reportagem sobre a importância da ecologia, mas, antes, gostaríamos de saber qual é seu conhecimento sobre o tema. Quer participar? Basta descrever o que sabe na área de comentários, no final deste texto.
Vale pesquisar na internet, nos livros e discutir com os colegas, claro! Mas o mais legal é você usar suas próprias palavras e sensações para explicar esse conceito pra gente. Participe e convide seus amigos!

A seguir estão dois textos do “Meu Planetinha” e, também, o verbete do Glossário do “Planeta Sustentável” que podem ajudá-lo na reflexão sobre “O que é Ecologia”:
Cidadania não tira férias! Dia Mundial do Meio Ambiente
Saiba e descubra porque essa data é tão importante.

•29/05/2008
Maria Carolina Cristinini
Você toma banho, viaja, compra coisas, come, vai à escola e faz as mesmas coisas que quase todo mundo faz. E a gente pode não perceber, mas todas essas ações causam impacto na natureza.
Faz pouco tempo que a humanidade começou a se preocupar com isso.
Antigamente as pessoas não tinham consciência de que suas ações afetavam a vida de outros seres. E a população era bem menor e o modo de vida era muito diferente.
Assim, usar madeira de uma árvore para fazer só uma casa não seria um problema. Mas, para erguer uma cidade, uma floresta inteira poderia ser destruída, mudando a vida de muitos seres. Além disso, com uma população maior há mais interferência no ambiente para ter mais plantações, ruas, indústrias e fontes de energia.
Graças aos avanços da ciência, pouco a pouco o homem foi percebendo que causava desequilíbrio no ambiente e descobrindo quanto isso era grave. Preocupado, em 1866, o alemão Ernst Haeckel criou um termo para definir uma ciência que estava surgindo: a ecologia, que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente.
Mas foi só no século 20 que o assunto passou a ser mais discutido. Em 5 de junho de 1972, foi realizada a primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, para destacar a importância de proteger a natureza e melhorar as condições de vida no planeta. A data foi escolhida como Dia Mundial do Meio Ambiente.
Hoje todos sabem que é importante preservar a natureza e a data serve para lembrar que devemos pensar sobre o problema.
•Pensando no futuro
A cada ano nascem 77 milhões de pessoas. É mais gente consumindo produtos e recursos naturais. Aí, as indústrias produzem mais, e muitas poluem o ar, as águas e o solo.
Lixo, contaminação dos mares e poluição do ar e do solo não são ruins só para os humanos. Se outros seres vivos ficam sem alimento ou casa, podem desaparecer, piorando o desequilíbrio ecológico.
Além de tentar recuperar o que foi destruído, temos de encontrar soluções para que as pessoas vivam bem sem prejudicar a natureza. Hoje há cerca de 6,5 bilhões de pessoas na Terra. Calcula-se que, em 2050, sejam mais de 9 bilhões. Se toda essa turma ajudar, a Terra poderá se tornar um lugar melhor para os habitantes de todas as espécies.

•Outras Dicas do Que você Pode Fazer Pelo Planeta:
- Use os dois lados da folha de papel. Aproveitar o que temos é um jeito de preservar recursos naturais.
- Não desperdice água ou energia elétrica. Sugira a seus pais que usem menos o carro.
- Recicle papéis, latas, vidros e plásticos.
- Faça campanhas na escola e em sua rua para conscientizar outras pessoas.
•Jean Galvão
Você sabia que…
- O turismo ecológico ajuda a preservar o ambiente? Nesse tipo de viagem, o turista conhece melhor a natureza e aprende a respeitá-la.
- Cada habitante da Terra produz cerca de 5 quilos de lixo por dia?
- Existem crimes contra o meio ambiente? A poluição, a destruição de áreas de preservação e ações que prejudicam diretamente animais e plantas são alguns desses crimes.
- Já foram destruídos cerca de 700 mil quilômetros da floresta Amazônica? Nessa área, caberiam os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
- A destruição das matas e a poluição do ar alteram o clima do planeta?
- Metade dos rios do mundo já está poluída?

Comentários
•04/05/2011 às 14:25
No dia 4 de Outubro comemoramos o Dia Mundial dos Animais e por esse motivo a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade oferecerá diversas atividades para a população de Niterói durante o mês de Outubro, a fim de celebrar e de comemorar o mês dos animais, abordando temas desde os animais domésticos até os animais silvestres e marinhos!
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Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha
POSTADO POR BLOG DO PROF. ADEMIR ROCHA ÀS 15:40
MARCADORES: ECOLOGIA

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Comunidades Quilombolas

Comunidades Quilombolas


COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE ABAETETUBA E MOJU

PRESENTE DE GREGO DA UNIÃO PARA AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO PARÁ
Reproduzido de Clipping Seleção de Notícias – Por Maíra Magro/ De Brasília
ASCOM-GM

União cobra R$ 15 milhões de descendentes de escravos
Fisco cobra imposto de quilombolas
Autor(es): Por Maíra Magro De Brasília

Valor Econômico - 16/11/2011
Nove comunidades quilombolas da região de Abaetetuba, a 55 quilômetros de Belém, conseguiram em 2002 a titularidade coletiva de um terreno de 11 mil hectares. A propriedade, porém, veio com a cobrança inesperada de R$ R$ 15 milhões contra a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Abaetetuba (Arquia), em nome de quem as terras estão registradas. A Fazenda Nacional quer que os descendentes de escravos arquem com o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR.
Depois de mais de uma década de reivindicações, nove comunidades quilombolas da região de Abaetetuba, a 55 quilômetros de Belém, conseguiram reconhecer em 2002 a titularidade coletiva de uma área de 11 mil hectares, por meio de um registro no Instituto de Terras do Pará (Iterpa). São descendentes de escravos que fugiram dos engenhos de cana-de-açúcar e se instalaram nas cabeceiras de rios, como o Tocantins. Um século depois da Lei Áurea, a Constituição Federal garantiu a esses grupos a posse das terras que habitam.
Mas os cinco mil moradores das comunidades de Abaetetuba não esperavam que, regularizada a titularidade, receberiam, quatro anos depois, uma cobrança milionária da Receita Federal. "Temos uma dívida maior que nós mesmos", diz Edilson Costa, coordenador da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Abaetetuba (Arquia), que reúne os grupos afetados.
Corre na 1ª Vara Cível de Abaetetuba um processo de execução fiscal de R$ 15 milhões, em valores atualizados, contra a Arquia. Ao contrário das terras indígenas, de propriedade da União, as áreas quilombolas são registradas em títulos imobiliários, emitidos em nome de associações formadas pelas próprias comunidades.
A Fazenda Nacional quer que os descendentes de escravos arquem com o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), numa dívida que remontaria ao ano de 2003. O argumento do Fisco é que a lei do ITR (Lei nº 9.393, de 1996) não inclui as terras quilombolas entre aquelas isentas do imposto. No processo de execução, a Fazenda pede inclusive a penhora de bens das comunidades - no caso, a própria terra.
A notícia da cobrança foi recebida entre os quilombolas com apreensão. As 1,2 mil famílias residentes nas comunidades de Abaetetuba vivem principalmente do extrativismo, tendo o açaí como carro-chefe, além da pesca. A renda de cada unidade familiar é inferior a um salário mínimo. "Pensamos que as portas estariam abertas para nós a partir da hora em que as terras fossem regularizadas. Mas a dívida veio exatamente com a regularização", diz o coordenador da Arquia. A situação irregular com a Receita impossibilita a obtenção de financiamentos para a produção agrícola e benefícios para projetos federais de habitação, como o Minha Casa Minha Vida.
Representantes comunitários contam que, na tentativa de resolver o problema, bateram às portas da Defensoria Pública, do Ministério Público e da própria Receita Federal, mas sem sucesso. Com a intermediação da Comissão Pró-Índio, de São Paulo, a causa da Arquia foi assumida por um grande escritório de direito empresarial do Rio de Janeiro, em um caso pro bono.
"É verdade que poderia haver uma isenção expressa na legislação para as terras quilombolas, como há para as comunidades indígenas", afirma o advogado Luiz Gustavo Bichara, do Bichara, Barata, Costa & Rocha Advogados, que defende a comunidade quilombola na Justiça. Mas, segundo ele, isso não significa um vácuo na legislação tributária. "As terras quilombolas são áreas de reserva legal. E a lei do ITR prevê a não incidência do imposto sobre as áreas de reserva."
O advogado argumenta que, além da discussão legal, o reconhecimento das terras quilombolas e sua titulação é uma dívida histórica da União. O artigo 68 da Constituição diz que os "remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras" terão reconhecida "a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos". Mas a cobrança do ITR, segundo Bichara, tornaria esse reconhecimento inviável. "A União dá com uma mão, mas tira com a outra. Estão cobrando de pessoas que não têm riqueza alguma."
Os residentes de Abaetetuba não são os únicos afetados. Em Oriximiná, na região do Baixo Amazonas, no Noroeste do Pará, outras sete comunidades receberam uma cobrança de R$ 2 milhões, em valores não atualizados.
Apesar de haver no Brasil 1.715 comunidades quilombolas certificadas (ou seja, delimitadas e protegidas), somente 110 títulos de terras foram concedidos até o momento, conforme a Comissão Pró-Índio de São Paulo. Segundo Carolina Bellinger, advogada da comissão, 60% das comunidades que detêm os títulos não declaram o ITR. No caso das comunidades de Abaetetuba e Oriximiná, o problema surgiu porque, na tentativa de cumprir suas obrigações, as associações declararam o imposto na condição de isentas. As declarações caíram na malha fina da Receita, que lançou a cobrança.
Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE ABAETEUBA:
 
Cobrança milionária é suspensa
15 de maio de 2012
Os moradores de dez comunidade quilombolas da região de Abaetetuba, a 55 quilômetros de Belém, obtiveram uma antecipação de tutela (espécie de liminar) que suspende uma cobrança de R$ 15 milhões pela Receita Federal. Depois de lutarem por mais de dez anos e conseguirem a titularidade coletiva de uma área de 11 mil hectares, por meio de um registro no Instituto de Terras do Pará (Iterpa), os descendentes de escravos foram surpreendidos, no ano passado, com uma suposta dívida de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).
Os moradores dessas comunidades – formadas por cerca de mil famílias – vivem com menos de um salário mínimo por mês. A extração do açaí e da mandioca, a pesca e a produção de artesanato em cerâmica são as principais fontes de renda. Com poucos recursos e por considerarem injusta a cobrança, os quilombolas decidiram ajuizar uma ação contra a Fazenda Nacional, que corre na 17ª Vara Cível Federal do Distrito Federal.
“Diziam que o governo federal tem uma dívida social conosco. Nós nos empenhamos para obter o título, e tivemos uma decepção. Hoje, somos a associação quilombola com a maior divida do Brasil”, diz Edilson da Costa, coordenador da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Abaetetuba (Arquia), que detém o título de propriedade da área.
Na decisão favorável aos quilombolas, proferida no dia 3, o juiz substituto Flávio Marcelo Sérvio Borges entende que o território em questão difere em muitos pontos da propriedade rural citada no artigo 153, inciso VI, da Constituição, sobre a qual poderia incidir o ITR. Uma das diferenças é a maneira como a terra foi adquirida. “A lei civil trata de uma propriedade que se adquire pelos meios tradicionais que contempla: compra e venda, doação privada e herança”, diz Borges na decisão, acrescentando que, no caso, os descendentes de escravos receberam a titularidade da terra por meio do Estado. “Surge plausível afirmar que a situação fático-jurídica do remanescente de quilombo de Abaetetuba não se afina com o conceito posto no artigo 153, VI, da Constituição, não sendo, pois, fato gerador do ITR.”
O juiz também considerou que o artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que foi regulamentado pelo Decreto nº 4.887, de 2003, trata a propriedade quilombola como coletiva, enquanto o Código Civil aborda a propriedade individual. “A propriedade civil é ligada à pessoa física ou jurídica, e no caso dos quilombolas, que são uma comunidade, o direito é coletivo”, explica Alexandre Moura, do escritório Bichara, Barata & Costa Advogados, que está defendendo os quilombolas gratuitamente.
Para Luiz Gustavo Bichara, também do Bichara, Barata & Costa Advogados, é uma contradição o fato de o Estado cobrar impostos de uma terra que, de acordo com a norma que a regula, não pode ser vendida ou penhorada. “Se eles não podem vender ou penhorar, é claro que a União não pode fazer isso. A União está dando com uma mão e tirando com a outra”, diz.
Não foi acatada pelo juiz, porém, a alegação feita na petição inicial de que a terra dos quilombolas poderia ser comparada a uma reserva ambiental, pois não podem devastar a vegetação local. “Aquela área não é um latifúndio. É uma área de proteção a uma população, como um parque ou uma reserva indígena”, afirma Bichara.
O argumento do Fisco é que a lei do ITR (Lei nº 9.393, de 1996) não inclui as terras quilombolas entre aquelas isentas do imposto. No processo de execução, a Fazenda pede inclusive a penhora de bens das comunidades – no caso, a própria terra.
Outra comunidade quilombola do Pará, de Oriximiná, também enfrenta situação semelhante. Lá os moradores possuem uma dívida de R$ 2 milhões pelo não pagamento de ITR, em valores não atualizados.
A advogada Carolina Bellinger, da Comissão Pró-Índio de São Paulo, diz que a organização não conhece nenhuma comunidade quilombola que pague o ITR. “Após descobrirmos a Abaetetuba e Oriximiná, consultamos 40 associações quilombolas que já possuíam título de suas terras. Oitenta por cento delas sequer sabiam da existência do imposto”, diz.
Carolina afirma que atualmente 193 comunidades quilombolas possuem títulos de suas terras, mas o movimento de descendentes de escravos estima que existam mais de três mil comunidades em todo o país. Procurada pelo Valor, a Procuradoria- Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai se manifestar sobre o caso.
Por: Bárbara Mengardo Fonte: Valor Econômico
  Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha
OUTROS ÍTENS SOBRE A REALIDADE DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE ABAETETUBA E MOJU:

QUILOMBOLAS: QUALIFICAÇÃO NO CAMPO
Fico feliz quando esses ‘doutores sabidos’ vêm aqui na comunidade ensinar a gente a plantar”.
Palavras de Domingas Conceição Moraes - ou “Anhá” como é conhecida - que aos 85 anos, é uma das mais antigas moradoras da comunidade quilombola Laranjituba, do município de Abaetetuba.'
A constatação de Domingas aconteceu durante um dia de campo organizado pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Abaetetuba, na última quinta-feira, 12. Este foi o ponto alto da programação da 1ª oficina de capacitação em diagnóstico e gestão ambiental quilombola participativa, que aconteceu de 9 a 13 deste mês.'
Dentro deste diagnóstico, está a elaboração de um plano de desenvolvimento rural sustentável em comunidade quilombola que será realizado pela Emater.
Faz parte do documento o resgate histórico e cultural das práticas comuns vindas com os antecessores.'
Segundo Graça Amaral, a realização desta primeira oficina é o produto de um conjunto de indagações e reivindicações das lideranças quilombolas e técnicos envolvidos no trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural.
“O objetivo é preparar as pessoas pedagogicamente para elaborar um diagnóstico quilombola participativo”.
Além disso, a sociologa afirma, é preciso que a comunidade saiba de suas origens.
A descendente de africanos Anhá vive neste pedaço de terra desde que nasceu e sabe muito pouco de seus antepassados, além de que seus bisavós vieram casados da África, mas tiveram seus filhos já no Brasil. “Somos um pedaço de lá e um pedaço de cá”, afirmou Anhá.
Graça Amaral só discorda de Anhá quando a senhora faceira afirma que os ‘doutores sabidos’ estão lá para ensinar. A socióloga explica que na verdade acontece uma troca, onde os ensinamentos que a comunidade já possui são levados em consideração e servem como ponto de partida para a complementação das práticas no campo.

Dia de Campo

Quilombolas:

Participaram das atividades,
além de integrantes da comunidade de Laranjituba,pessoas das comunidades quilombolas da ‘Samaúma’e ‘Africa’,de 22 técnicos extensionistas da Emater de vários escritórios locais, como Abaetetuba, Moju, Cametá, Mocajuba, Santarém e Barcarena.
A programação incluiu debates, composição de grupos de trabalho, apresentação de vídeos, palestras explicativas de políticas públicas e até a construção coletiva de uma matriz de planejamento e gestão para a atuação da Emater sobre o público quilombola, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater).

Chamada Pública
Esta oficina já faz parte das chamadas públicas do Ministério de Desenvolvimento Agrário vencidas pela Emater. O sistema de chamada pública substitui a assinatura de convênios entre Emater e Ministérios, para prestação de serviço de assistência técnica e extensão rural. A empresa venceu 15 das 21 chamadas públicas lançadas pelo MDA desde a homologação da Lei de Ater (n° 12.188, de 2010), que mudou a modalidade de contrato entre prestadores de assistência técnica e governo federal. Vale ressaltar que, hoje, a partir da referida lei, no setor de ater as chamadas públicas substituem os históricos convênios e se transformam no principal instrumento de parceria entre as esferas estadual e federal de governo.
As 15 chamadas públicas vencidas pela Emater até o momento envolvem um total de mais de R$ 14 milhões, a serem aplicados em benefício de mais de 10 mil famílias de 81 municípios paraenses. Para complementar o quadro original da Empresa, já foram contratados, em caráter temporário, 41 profissionais extras, considerados de alta qualificação. Há possibilidade de mais contratações.
Kenny Teixeira - Ascom Emater
http://www.agenciapara.com.br/noticia

Postado por Edu Valente às 15:50

QUILOMBOLAS: SECRETARIA DE ESTADO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS
A Coordenadoria Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir), da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) visita, nos dias 7 e 8 de maio, o município de Abaetetuba, nordeste do Estado. Com o objetivo de reunir com a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos das Ilhas de Abaetetuba (Arquia), a Sejudh pretende verificar as condições da infraestrutura existente no local para, então, desenvolver um ambiente com fóruns de interesses quilombolas.
A presença da coordenadora da Ceppir, Maysa Almeida, é referente a uma série de visitas técnicas realizadas desde o dia 25 de março,aos 10 Polos de Comunidades Quilombolas do Estado do Pará. “Pretendemos manter um espaço permanente de articulação dos quilombolas; estabelecer nas regionais um espaço de mediação entre as instâncias de poder local, estadual e federal; e organizar, assim como, viabilizar as demandas quilombolas”, explica.
Ainda segundo Maysa, com a nova gestão, as comunidades quilombolas do Estado do Pará se tornaram prioridades no âmbito das Políticas Públicas da Ceppir. A coordenadora ressalta, ainda, que a ação atende a solicitação do Secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Pará, José Acreano Brasil Júnior, que busca a realização de Fóruns de discussões. “As visitas tem por objetivo criar 10 Foruns Quilombolas nos 10 Polos Regionais de Igualdade Racial no Pará, para articular, mobilizar e organizar permanentemente os quilombolas para que lutem pelos seus direitos”, conclui.
Texto: Ellyson Ramos

Fonte: Ascom/Sejudh

http://www.paraonline.com.br/sejudh-reune-com-associacao-quilombola-de-abaetetuba/
Postado por Edu Valente às 15:46

Arte que une água, terra, fogo e ar.
Tradição de gerações de ceramistas, mulheres e homens artesãos hábeis, fabricam lindas peças.
A cerâmica utilitária quilombola de África e Laranituba (panelas, potes, moringas, alguidares, telhas e demais peças), constituem um trabalho rústico e belo, inquestionável. O Artesanato quilombola mostra como as panelas, as telhas e demais utilitários de barro produzido por gerações de ceramistas de Moju.
Além resistente, deixar o caldo do feijão mais encorpado e a farofa bem soltinha, a panela de barro, assim como as demais peçaspoder ser usadas direto ao fogo e confirmam a alquimia entre sua delicadeza e força para o alimento.

Postado por Vandilson Ferreira

O grupo de cultura quilombola de Moju/Abaeteba Filhos do Quilombo e Mestre Jorge, encerram hoje o Frutal Amazônia 2011. O grupo veio a Belém participar da edição do frutal 2011 a convite da EMATER regional Abaetetuba, na ocasião mostrou ao o público presente todo encanto da cultura quilombola. Após o encerramento do show de ontem (22/11), a organização do frutal lançou convite ao grupo para mais um show de encerramento.


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO 2011 - Festa e Círio

Npssa Senhora da Conceição 2011 - Festa e Círio












NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO 2011 - Festa e Círio

Colaboração do Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

Clique nas imagens para ampliar

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PADRES E BISPO DE ABAETETUBA


DOM FLÁVIO GIOVENALE

Reproduzido de Canção Nova Notícias

Terça-feira, 15 de novembro de 2011, 14h57

Eleito o novo presidente da Cáritas Brasileira


CNBBO bispo de Abaetetuba (PA), Dom Flávio Giovenale, foi eleito com 63% dos votos para ocupar o cargo de presidente da Cáritas Brasileira para o próximo quadriênio. No total, 117 delegados participaram deste processo. Dom Flávio recebeu 74 votos e Dom Guilherme Antônio Werlang, da diocese de Ipameri (GO), ficou com 43.

O processo eleitoral que teve início no dia 10, durante o 4º Congresso e 18ª Assembleia Nacional da Cáritas Brasileira, realizado em Passo Fundo (RS), seguiu até o dia 11, pois nenhum dos candidatos recebeu 50% mais um dos votos, conforme prevê o estatuto da instituição.

Anadete Gonçalves Reis foi reeleita para a vice-presidência da entidade com 99% dos votos.

O bispo de Abaetetuba é originário da cidade de Murello, Itália, nascido no dia 06 de maio de 1954. Estudou Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia em Lorena, São Paulo, entre os anos de 1975 e 1976 e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também em São Paulo, entre 1978 e 1981. Pós graduou-se na Universitá Pontificia Salesiana (Fac. Spiritualitá) em Roma (1984-1985). Foi ordenado Bispo em 8 de dezembro de 1997 assumindo a Diocese de Abaetetuba.

Antes, Dom Flávio Giovenale trabalhou na Pastoral Vocacional no estado do Pará, de 1982 a 1983, foi reitor do Seminário Menor em Manaus (AM) entre os anos de 1986 a 1989, retornando novamente ao cargo de reitor do Seminário Maior em Manaus durante um ano (1990-1991); foi ecônomo da Província de 1992 a 1997 e procurador Missionário para o Brasil nos anos de 1994 a 1997.

Como bispo exerceu o cargo de Secretário Executivo nos anos de 1999 a 2003 e presidente de 2004 e 2007 do Regional Norte 2 da CNBB (Amapá e Pará). Este ano Dom Flávio foi eleito a assumir, pela segunda vez, o cargo de Secretário Executivo do Regional Norte 2.
Tags: Cáritas Brasil Igreja ajuda humanitária noticias cancaonova Canção Nova


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha


Bispo da Diocese de Abaetetuba é indicado à presidência da Cáritas Brasileira. Um dos objetivos do IV Congresso e 18ª Assembleia da Cáritas Brasileira é a eleição do novo membro da diretoria da Cáritas.

O Bispo da Diocese de Abaetetuba (PA), Dom Flávio Giovenale, foi indicado à presidência da Cáritas Brasileira, organismo vinculado a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

A eleição ocorrerá durante o IV Congresso Nacional e 18ª Assembléia da Cáritas Brasileira, entre os dias 9 a 12 do mês vigente em Passo Fundo (RS).

Além de Dom Flávio Giovenale outros Bispos foram indicados à presidência: Dom Guilherme Antônio Werlang da Diocese de Ipameri (GO) e Dom Juarez de Sousa da Silva da Diocese de Oeiras (PI).

O Bispo de Abaetetuba é sacerdote católico da ordem dos salesianos, originário da cidade de Murello, Itália, nascido no dia 06 de maio de 1954.

Estudou Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia em Lorena, São Paulo entre os anos de 1975 e 1976 e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também em São Paulo, entre 1978 e 1981. Pós graduou-se na Universitá Pontificia Salesiana (Fac. Spiritualitá) em Roma (1984-1985).

Declarou seus votos religiosos em 8 de setembro de 1971 e sua ordenação Presbiteral ocorreu em 20 de dezembro de 1981 em Murello (Itália). Foi ordenado Bispo em 8 de dezembro de 1997 assumindo a Diocese de Abaetetuba.

Antes de ser nomeado Bispo, Dom Flávio Giovenale trabalhou na Pastoral Vocacional no Estado do Pará de 1982 a 1983, foi Reitor do Seminário Menor em Manaus (AM) entre os anos de 1986 a 1989, retornando novamente ao cargo de Reitor do Seminário Maior em Manaus durante um ano (1990-1991); foi Ecônomo da Província de 1992 a 1997 e Procurador Missionário para o Brasil nos anos de 1994 a 1997.

Como Bispo exerceu o cargo de Secretário Executivo nos de 1999 a 2003 e Presidente de 2004 e 2007 do Regional Norte 2 da CNBB. Este ano Dom Flávio foi eleito a assumir, pela segunda vez, o cargo de Secretário Executivo da CNBB Norte 2.

A Diocese de Abaetetuba integra o Regional Norte II da CNBB e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Sé episcopal está na Catedral de Nossa Senhora da Conceição do Peri, na cidade de Abaetetuba, no Estado do Pará.

A Prelazia de Abaeté do Tocantins foi criada a 25 de novembro de 1961 pela Bula Quandoquidem novae do Papa João XXIII, com território desmembrado da Arquidiocese de Belém do Pará.
Foi confiada pela Santa Sé aos cuidados da Sociedade de São Francisco Xavier para as Missões Estrangeiras.

A Prelazia foi elevada pela Bula Qui ad Beatissimi do Papa João Paulo II em 8 de agosto de 1981 a diocese, passando a denominar-se Diocese de Abaetetuba.

Situação geográfica

Norte oriental do Estado do Pará. Limites: Arquidiosece de Belém do Pará (PA), Diosece de Bacabal (MA), Bragança do Pará (PA), Castanhal (PA) e Ponta de Pedra (PA) e Prelazia de Cametá (PA).

Municípios
Abaetetuba, Acará, Barcarena, Bujaru, Concórdia do Pará, Tailândia e Tome-Açu.

Cúria Diocesana

Rua Pe. Luiz Varela, 1636. Centro. Cep: 68440-000 - Abaetetuba - PA Cx postal 10.
Fone: (91) 3751-1088
Fax (91) 3751-1883
E-mail: abaete.diocese@uol.com.br

Bispo Diocesano de Abaetetuba

Dom Flávio Giovenale

Nascimento 05/06/1954 Local: Murello, Itália

Profissão religiosa 08/09/1971

Ordenação Presbiteral: 20/12/1981 Local: Murello / Itália

Nomeação Episcopal: 08/12/1997

Ordenação Episcopal: 08/10/1997 Local: Manaus-AM

No cargo desde: 21/12/1997

Lema: "Sentiant omnes dilecti a Deo" (Que todos se sintam amados por Deus).

Atividade Antes do Episcopado: Pastoral Vocacional no Pará (1982-1983); Reitor do Seminário Menor em Manaus - AM (1986-1989): Reitor do Seminário Maior em Manaus - AM (1990-1991); Ecônomo da Província (1992-1997) e Procurador Missionário para o Brasil (1994-1997).

Atividade Durante o Episcopado:Secretário do Regional Norte 2 da CNBB e Presidente do Regional Norte 2.

Estudos: Cursou Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia em Lorena-SP no período de 1975 à 1976. E Teologia no Instituto Teológico Pio XI em São Paulo-SP (1978-1981). Fez especialização na Università Pontifícia Salesiana (Fac. Spiritualità na cidade de Roma em Itália no período de 1984 à 1985). Outros Cursos: FUCAPI - ESPM em Manaus, AM (Pós-graduação em Marketing - 1996-1997).

Fonte: Anuário Católico do Brasil 2009 / 2010.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ARTESANATO PARAENSE
















ARTESANATO PARAENSE

Reproduzido da Agência Pará de Notícias

Pará participa do 4º Salão Internacional do Artesanato de Brasília

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 02/11/2011 às 12:22


O artesanato paraense estará em exposição no 4º Salão Internacional do Artesanato de Brasília. O evento, que acontece a partir desta quarta-feira (2) até domingo (06), tem como objetivo o fortalecimento da cultura, do mercado e das relações entre diferentes povos, por meio da produção artesanal do Brasil e dos demais países ibero-americanos. O Pará, com apoio do governo estadual, por meio da Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Seter), reunirá na mostra artesãos de cinco entidades: Sociedade dos Amigos de Icoaraci (Soami), Cooperativa dos Artesãos de Icoaraci (Coarti), Associação Comercial Industrial e Agropastoril (Aapas), de Salinópolis, Associação dos Artesãos do Município de Abaetetuba (Asamab) e Coarpam, de Belém.


A produção de cerâmica, bombons regionais, cuias, sachês perfumados com essências do Pará, bolsas de tecido cru, cartões de madeira, livros de madeira, balata, instrumentos musicais, bolsas de sarrapilha, brinquedos de miriti, agendas feitas com sucatas marinhas, camisas com pinturas regionais, quadros, sabonetes, colônias e xampu feitos com produtos regionais, madeira ornamental, móbiles e bijuterias, entre outros objetos, vão compor o estande do Pará.


O 4º Salão Internacional do Artesanato de Brasília tem apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O PAB atua na elaboração de políticas públicas nas esferas federal, estadual e municipal, e em parceria com entidades privadas. Prioriza a geração de trabalho, emprego e renda, e o desenvolvimento de ações que valorizem o artesão brasileiro e o seu nível cultural, profissional, social e econômico.


O Programa do Artesanato Brasileiro ganhou a condição de programa orçamentário na proposta do Plano Plurianual de Investimentos. É representado em cada uma das 27 Unidades da Federação por meio das Coordenações Estaduais de Artesanato. No Pará, é desenvolvido pela Diretoria de Economia Solidária (Decosol), da Seter, que utiliza a Política Estadual de Fomento à Economia Popular e Solidária, através das Coordenadorias de Fomento à Economia Solidária e de Fomento ao Artesanato.


Negócios - Uma das novidades do 4º Salão Internacional do Artesanato é o formato da “Rodada de Negócios”. Ao contrário dos anos anteriores, quando os contatos eram marcados previamente, os lojistas serão convidados a visitar todos os estandes para escolher com quem querem negociar. O salão deve movimentar R$ 10 milhões, entre venda direta e contratos fechados na rodada de negócios.


Artesãos de todas as regiões do Brasil vão expor suas produções em estandes próprios ou em parcerias com a Secretaria de Estado do Trabalho do Distrito Federal, Sebrae e Programa do Artesanato Brasileiro. Na ala internacional estarão produtos do continente africano, da Áustria, Equador, Índia, Indonésia, Peru, Turquia, Rússia e Senegal. Segundo a organização, a quarta edição do evento deve reunir mais de 600 expositores e um público estimado em 140 mil pessoas.


Além da exposição e comercialização de produtos, o salão promoverá oficinas, mostra fotográfica e eventos culturais, como os shows dos cantores Guilherme Arantes, no dia 3, e Luciana Melo, no dia 4, e o grupo brasiliense Móveis Coloniais de Acaju, no dia 5.


Serviço: 4ª Salão Internacional do Artesanato de Brasília. De 2 a 06 de novembro, das 11h às 22h, no ExpoBrasília – Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. Mais informações: (61) 3225-0161.


Rusele Mendes – Seter


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ESCOLA CRISTO TRABALHADOR: ESCOLAS DE ABAETETUBA







ESCOLA CRISTO TRABALHADOR: ESCOLAS DE ABAETETUBA

Reproduzido da Agência Pará de Notícias

PARAENSES SÃO PREMIADOS NA MAIOR FEIRA DE CIÊNCIAS DA AMÉRICA LATINA

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Atualizado em 01/11/2011 às 16:34


Os projetos "Matapi Ecológico" e “Farelo do Resíduo do Palmito para Suínos” renderam a dois alunos paraenses premiações na maior Feira de Ciências da América Latina, a 26ª Mostratec (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia), que aconteceu entre os dias 25 e 28 de outubro, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. Além da Mostra, considerada uma referência internacional entre as feiras do gênero, ocorreram paralelamente o 18º Seminário Internacional de Educação Tecnológica (Siet) e o 3º Salão da Inovação, evento que busca mostrar os avanços tecnológicos de empresas e instituições.


A Mostratec reuniu jovens cientistas, na faixa etária de 14 a 21 anos. Nesta edição da Feira foram apresentados 350 projetos, distribuídos por 13 áreas. Cada uma das categorias premiou os quatro melhores classificados, e os destaques gerais receberam prêmios de tecnologia, oferecidos por empresas e instituições do Brasil, Argentina, Cazaquistão, Chile, China, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Indonésia, Iraque, Itália, México, Nigéria, Paraguai, Peru, Turquia e Uruguai.


Os estudantes paraenses foram bem sucedidos no evento. O projeto “Matapi Ecológico” conquistou o 1º lugar na categoria de Gerenciamento do Meio Ambiente, além do Prêmio Braskem de Tecnologia para Incentivo à Sustentabilidade, que entregou a cada integrante da equipe um computador. A aluna pesquisadora Regiane Silva, da Escola Cristo Trabalhador, localizada no município de Abaetetuba (Região do Baixo Tocantins), que desenvolveu o projeto do matapi (objeto usado na captura do camarão em rios do Pará) sob a orientação do professor Gilberto Silva, foi credenciada para representar o Brasil na “Exporecerca Jove”, em março de 2012, em Barcelona (Espanha).


O projeto de Regiane visa a melhoria da captura do camarão na localidade onde ela mora, às margens do Rio Tauerá de Beja, na zona ribeirinha de Abaetetuba. Ela propôs uma mudança no matapi, que os ribeirinhos confeccionam de forma artesanal, com a tala do jupati e cipó retirados da mata, aumentando o espaçamento entre as talas. O novo matapi possibilita a saída dos camarões pequenos, respeitando seu ciclo de vida e capturando apenas os camarões adultos, trazendo mais lucro para quem trabalha com camarão.


Alternativa - Outro projeto premiado foi o “Farelo do Resíduo do Palmito para Suínos”, que credenciou o aluno Cleisionor Santos, da Escola Dalila Afonso, do município de Igarapé-Miri, para representar o Brasil na Expo-science AmLAT (Milset), em julho de 2012, em Assunção, no Paraguai. O projeto defende a produção alternativa do farelo para suíno, por meio do resíduo do palmito (“pé” e “talo”), para diminuir os impactos ambientais e sociais provenientes do beneficiamento do palmito em Vila Maiuatá, localidade do município. A pesquisa foi orientada pela professora Vânia Machado.


Já o projeto “Saúde na Escola” deu aos alunos pesquisadores Manoel Pedro e João Pantoja, da Escola Manoel Antônio de Castro, de Igarapé-Miri, o direito de representar o Pará na Feira de Ciências e Tecnologia, que acontecerá em Imperatriz, no Maranhão, em outubro de 2012. O objetivo do projeto é fazer um trabalho de educação preventiva das helmintíases (verminoses) na comunidade escolar do município, que não possui nenhum programa de educação preventiva relacionado a essa patologia. Em 2012, este projeto também participará do Foro Internacional, na categoria supra nível, no Chile. O trabalho tem como orientadores os professores Hélio Júnior e Josineide Costa.


Para Gilberto Silva, coordenador de Incentivo à Pesquisa, da Secretaria Municipal de Educação de Igarapé-Miri, a participação de alunos e professores nesse tipo de evento é de grande importância, pois eles têm a oportunidade de conhecer outros alunos e professores do Brasil e de outros países. “Este intercâmbio cultural vivenciado por eles muda a visão de mundo, transformando-os em cidadãos críticos, com novos olhares para os problemas do meio onde vivem. A iniciativa desses alunos demonstra também que, muitas vezes, não é necessário ter laboratórios ou equipamentos sofisticados para desenvolver projetos de pesquisa importantes”, ressaltou.


Ascom/Seduc


Reproduzudo pelo Blog do Prof. Ademir Rocha