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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CONVIVER E RESPEITAR!
















CONVIVER E RESPEITAR É POSSÍVEL!



Caiu em nosso e-mail em alerta sobre Abaetetuba o pequeno, porém profundo texto, que traz bonitas mensagens do conviver e respeitar, que nos apressamos a reproduzir como adeptos que somos da boa convivência e da harmonia em todos os aspectos.


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha do jornal O DIA-online


Leda Nagle: Viver junto é difícil, mas é possível


Rio - Conviver, ver o outro, respeitar diferenças, partilhar. Durante esta semana, ouvi grandes relatos sobre viver junto,na arte e na vida, durante um debate sobre cultura brasileira organizado por Gustavo Pacheco, durante a Primeira Vitrine Cultural da Caixa. Neste encontro, a busca da convivência emocionou através do relato do sofisticado artista plástico Carlos Vergara, que falou de suas experiências e emoções mundo afora, sob o ponto de vista do “viver junto” da Turquia ao Bloco Cacique de Ramos. Na outra ponta, um homem simples, o artesão Valdeli Costa, contou a sua experiência na pequena cidade de Abaetetuba, no Pará, onde,desde os 12 anos, faz brinquedos usando como matéria-prima a palmeira de miriti. Ele e outras tantas famílias da sua comunidade convivem trabalhando e dividindo sonhos, em meio à floresta, com o que o miriti dá. As diferenças harmoniosas de um e de outro remetem ao mesmo ponto: conviver e respeitar é possível.

E um belíssimo exemplo disto está num documentário lançado também esta semana no Brasil, feito por uma jovem carioca de 30 anos: Julia Bacha. O filme já ganhou 15 prêmios, de Berlim a São Francisco. O título é ‘Budrus’ e mostra a resistência pacífica de árabes e israelenses contra a construção de um muro que dividiria a aldeia que dá nome ao documentário. Sem armas, usando as palavras, cantando, batendo palmas, gritando e reclamando, os palestinos da região começaram o protesto, impedindo as máquinas do Exército israelense de arrancar suas oliveiras, de dividir o cemitério da cidade, de instalar a guerra a 40 metros da escola municipal. Claro que a Cisjordânia é marcada pela guerra, pelas eternas diferenças entre árabes e judeus, mas o que os 1.500 habitantes de Budrus provaram é que a convivência e o respeito podem fazer a diferença.

É emocionante ver um persistente grupo de judeus e árabes ‘lutar’ lado a lado, sem uma única arma, contra um Exército comprovadamente competente e fortemente armado. É bonito ver a jovem árabe falando, sinceramente, que até o primeiro protesto em comum (e foram mais de 60) nunca pensou que poderia ser amiga de uma judia. É bonito ver os jovens judeus protegendo os árabes, desafiando seu próprio exército para defender o direito a paz entre os diferentes. Sim, porque a ideia da organização que o documentário mostra (www.justvision.org) é exatamente esta: conviver, respeitar diferenças e partilhar. Lutar, sim, mas por ideias, pelo viver junto. Como todos nós precisamos aprender a fazer. Nas grandes cidades, nas aldeias, nas ruas, nas famílias, nos morros e no asfalto. De certa forma, Budrus é aqui.


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ENCONTRO CULTURAL EM SÃO PAULO

ANIVERSÁRIO DE RENATA PALLOTTINI

Mensagem recebida por Ademir Rocha do poeta, tradutor e leitor de poemas Celso de Alencar sobre o aniversário de 80 anos de Renata Pallottini e que reproduzimos com muito gosto e alegria:

80 anos Renata Pallottini


De:
Celso de Alencar

Caríssimos
envio-lhes release da homenagem a Renata.

HOMENAGEM A RENATA PALLOTTINI - No dia 20 de outubro, na Casa das Rosas, a partir das 19h00, poetas, artistas e amigos prestarão homenagem aos 80 anos de Renata Pallottini. Poeta, dramaturga, ensaísta, roteirista e tradutora, Renata já tem mais de 20 livros publicados e mais de 11 peças teatrais. E apesar de muito dedicada à poesia, também exerceu intensa atividade em dramaturgia: teve obras encenadas por criadores assíduos da cena nacional, como Silnei Siqueira, Ademar Guerra, José Rubens Siqueira, Márcia Abujamra e Gabriel Villela. Também já emprestou seu talento criador --e poético-- para algumas emissoras de televisão. Entre esses trabalhos ganharam grande destaque a série Malu Mulher, da rede Globo, e Vila Sésamo, da TV Cultura.


O roteiro dessa festa inclui a leitura de poemas da homenageada, feita por poetas de várias gerações e alguns atores; a participação da cantora lírica Marcela Alves; a apresentação de cena do espetáculo Nos Campos de Piratininga (peça criada em parceria de Renata com Graça Berman); vídeo produzido pelo fotógrafo e escritor Mario Rui Feliciani com imagens pouco conhecidas e divulgadas da Renata, assim como trechos de poemas; e a música do premiado violonista e impecável artista que é Daniel Murray.


Estarão na Casa das Rosas na próxima quinta-feira, dia 20, lendo poemas de Renata Pallottini, os atores Cléo Ventura, Graça Berman, Lou Calheiros, Paulo Hesse, e os poetas Álvaro Alves de Faria, Beth Brait Alvim , Carlos Felipe Moisés, Celso de Alencar, Dalila Teles Veras, Donizete Galvão, Edson Bueno de Camargo, Eunice Arruda, Frederico Barbosa, Ieda Estergilda de Abreu, José Geraldo Neres, Luiz Roberto Guedes, Mario Rui Feliciani, Neuzza Pinheiro, Raquel Naveira, Roberto Bicelli, Ronaldo Cagiano, Rubens Jardim, Ruy Proença e Thereza Christina Rocque da Motta.


O evento de comemoração é gratuito e aberto para os admiradores e amigos.


E a Casa das Rosas fica na av. Paulista,37 , Bela Vista.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa. PARABENS!!!

domingo, 16 de outubro de 2011

Padres e Irmãs em Abaetetuba - Jubileu de Ouro: Criação da Prelazia de Abaeté Tocantins/ O Ates da Prelazia

Padres e Irmãs em Abaetetuba - Jubileu de Ouro - Criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins
O Antes da Prelazia
Abaixo temos a antiga Praça da bandeira em Abaetetuba,
tendo ao fundo o prédio das Irmãs Missionárias Capuchinhas
JUBILEU DE OURO: CRIAÇÃO DA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS 1

PARTE I: PARÓQUIAS ANTES DA CRIAÇÃO DA PRELAZIA
ESTA É UMA HOMENAGEM PELOS 50 ANOS DA INSTALAÇÃO DA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS E A ENORME CONTRIBUIÇÃO ESPIRITUAL E SÓCIO-POLÍTICA QUE O FATO PROPORCIONOU AO TERRITÓRIO DA PRELAZIA. ALGUNS NOMES ESTÃO FALTANDO À LISTA DOS NOMES ELENCADOS, O QUE SERÁ FEITO POSTERIORMENTE. A TODOS OS NOSSOS SINCEROS AGRADECIMENTOS.

CRIAÇÃO DA PRELAZIA: 25/11/1961
INTRODUÇÃO
Poucos abaetetubenses estão se dando conta de um fato mais que importante para Abaetetuba e região, acontecimento esse que trouxe grandes benefícios a tantas pessoas espalhadas em tantas localidades dos municípios beneficiados por suas obras e ações e que agora vai completar 50 anos. Trata-se da instalação da antiga PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS e a chegada dos primeiros PADRES XAVERIANOS em terras dos municípios que compunham a antiga Prelazia. E, faltando pouco mais de 1 mês para o JUBILEU DE OURO da instalação da Prelazia, que foi criada em 25/11/1961, queremos homenagear esse fato, fazendo um pequeno apanhado da vida, obras e realizações de tantas pessoas que estiveram atuando nas paróquias e suas centenas de comunidades, espalhadas pelo território da antiga Prelazia e atual Diocese de Abaetetuba. E faremos também um pequeno apanhado histórico de cada paróquia, antes da criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins. Enfatizaremos a presença dos xaverianos em Abaetetuba e demais municípios como fator essencial no desenvolvimento espiritual, material, econômico, educacional e sócio-político, através de suas obras: catequese, pastoral, fatos e ações, construção de igrejas, escolas, seminários, centros de saúde, maternidades, centros comunitários, centros profissionalizantes, centro de recuperação, centros de formação, de conscientização cristã através das comunidades eclesiais, encontros de formação, de assembléias paroquiais e assembléia do Povo de Deus, conscientização espiritual e sócio-política e com o aparecimento de variados números de vocações, inúmeros líderes comunitários devidamente esclarecidos das lutas do povo e seus verdadeiros direitos, criação de grupos de jovens, de casais, grupos sociais, de liturgias, de catequese e pastorais em todos os níveis e a criação de grupos e movimentos católicos, de revistas, rádios, TV e até bairro inteiro. Enfim, a presença dos xaverianos e dos demais padres, irmãos, irmãs na caminhada de quase 50 anos da criação da PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS, fizeram mais por Abaetetuba e demais municípios da atual Diocese, que todos os governantes que por aqui passaram em todos os tempos. Vide algumas ações abaixo.

O presente esboço histórico parte dos dados colhidos do Anuário da Diocese de Abaetetuba de 2004, editado em 5/2004, já com a presença do Bispo D. Flávio Giovenale e acrescido de outros dados que são frutos de pesquisas feitas pelo autor do Blog, a partir das antigas paróquias, de Abaeté e das demais, no decorrer dos quase 300 anos da história e memória do cristianismo em Abaeté, e dos quase 50 anos da instalação da Diocese de Abaeté do Tocantins, atual Diocese de Abaetetuba.

A PARÓQUIA DE ABAETÉ ANTES DA PRESENÇA DOS PADRES XAVERIANOS
CRIAÇÃO DO BISPADO DO PARÁ
Em 4/3/1719 o Sumo Pontífice Clemente XI, pela Bula “Copiosus in Misericordia, criou o Bispado do Pará, com sede na Comarca da Capital, Santa Maria de Belém. Todas as demais paróquias do Grão-Pará passaram a fazer parte da Diocese do Pará. E como a catequese fazia parte da política da Coroa Portuguesa, inicialmente chegaram ao Pará os padres missionários que instalaram suas missões por todo o terriório da Capitania do Grão-Pará e posteriormente, Província do Pará. Porém, pela escassez de missionários ou padres, muitas freguesias e vilas ficavam anos sem a presença de seus “parochos”. Abaeté e municípios vizinhos foram agraciados nesse sentido, pois foram muitos os padres que por aqui estiveram desde os tempos coloniais até a presente data. Vide abaixo os missionários e padres que estiveram em terras da Prelazia, atual Diocese de Abaetetuba.

LOCALIDADES DA FUTURA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS VISITADAS PELOS MISSIONÁRIOS E PADRES DO CLERO DE SANTA MARIA DE BELÉM
As terras do Baixo Tocantins tiveram a presença dos antigos missionários franciscanos (padres capuchos) e jesuítas e outras ordens como carmelitas e mercedários, que por aqui criaram várias missões e aldeamentos indígenas. Como a religião católica fazia parte da política de coloniozação da Coroa Portuguesa e, posteriromente, do Império Brasileiro, grande parte dessas antigas povoações e aldeamentos missionários foram transformadas em freguesias, cujos “párochos” desempenhavam importantes funções no meio social dessas freguesias, como foi o caso da educação, cujos professores provinham do antigo clero.

Assim os povoado criados pelos missionários, foram:
• Nossa Senhora da Conceição de Abaeté,
• Sant’Anna de Bujaru,
• São José de Acará,
• Divino Espírito Santo do Moju,
• São Francisco Xavier de Barcarena

• E muitas outras localidades, que são elevadas à condição de freguesias em 1758 pelo Bispo D. Bulhões e todas essas paróquias são diretamente vinculadas à Comarca (Paróquia) da Capital, Santa Maria de Belém e essas freguesias passaram a ter a presença de um “párocho”. Grandes vultos do clero da Capital estiveram exercendo a função de “parochos” nas freguesias que viriam compor a futura Prelazia de Abaeté do Tocantins. Vide abaixo.

De 1636 a 1794, a região teve a presença:
• Dos missionários franciscanos (padres capuchos),
• Dos jesuítas,
• Dos carmelitas e mercedários
Localidades da presença desses missionários
Na zona de BARCARENA:
• Gibirié (Vila São Francisco);
• Mortigura (Conde),
• Carnapijó,
• Arapari

Na zona de ABAETÉ:
• Sumahuma (Beja)

Na zona de MOJU:
• Cabresto,
• Caeté,
• Moju,
• Cayrari

Na zona do ACARÁ:
• Ibirajuba
• Guarapiranga

Na zona de BUJARU:
• Engenhoca,
• Mocajuba,
• Curuçambaba

De 1849 a 1961 novos missionários na zona de futura Prelazia de Abaeté:
• Agostinianos
• Capuchinhos
• Jesuítas
• Lazaristas
• Missionários do Preciosíssimo Sangue
Esses missionários ajudam o clero de Belém, a cetequizar os gentios e cuidar das “parochias”.
Além dos padres capuchos, dos padres jesuítas e padres do clero de Belém por nós elencados em Religião, Igreja e Vultos de Abaeté, (vide abaixo) publicamos a lista seguir, extraída de antigos escritos da Igreja Católica local, que fala da presença de padres no terrório da futura Prelazia de Abaeté:

SACERDOTES NATURIAS DOS TERRITÓRIOS DA FUTURA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS E SEUS BISPOS ORDENADORES
• João Batista Gonçalves Campos, natural de Acará, ordenado no dia 6/6/1805 pelo Bispo D. Manoel de Almeida Carvalho;
• Alexandre Justiniano Gonçalves, natural de Moju, ordenado na primeira década dos anos de 1800 pelo Bispo D. Manoel de Almeida de Carvalho;
• João Antonio de Souza e Silva, natural do Moju, ordenado no dia 13/10/1828 pelo Bispo D. Romualdo de Souza Coelho;
• Francisco da Silva Cravo, natural de Barcarena, ordenado no dia 14/3/1829, pelo Bispo D. Romualdo de Souza Coelho;
• José Maria do Vale, natural de Abaeté, ordenado no dia 11/5/1834, pelo Bispo D. Romualdo de Souza Coelho. Abaeté.
• João Diogo Clemente Malcher, natural do Acará, ordenado na metade do Século 19, pelo Bispo D. José Afonso de Moraes Torres. Esse padre participou ativamente dos movimentos políticos da revolta da Cabanagem na Província do Pará, movimento que se iniciou a partir dos anos 1831.
• José Serapião Ribeiro, natural de Moju, ordenado no ano de 1854 pelo Bispo D. José Afonso de Morais Torres;
• Estevão Costa Teixeira, natural da localidade Cairari, Moju, ordenado no dia 15/5/1883 pelo Bispo D. Antonio de Macedo Costa. Em 1913 o Cônego E. Teixeira tornou-se o vigário da Paróquia de Abaeté, no tempo do Intendente Municipal Domingos de Carvalho (período de 1913 a 1915). O Padre E. Costa Teixeira ficou por estas terras até 1916.

PADRES NÃO NATURAIS DAS TERRAS DA FUTURA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS, VINDOS DE BELÉM, QUE TRABALHARAM NO TERRITÓRIO DA PRELAZIA, ANTES DE 1961
• D. Milton Correa Pereira.
• Padre Carlos Borromeu Ebner CPPS. Este padre foi quem escreveu a relação dos padres que trabalharam na Paróquia de Abaeté desde o tempo que o local ainda era freguesia.
• Padre Constant Tribut SJ
• Padre Emílio Martins
• Monsenhor José Maria do Lago
• Monsenhor Cônego Miguel Inácio da Silva
• Cônego José Cupertino Contente
Acima o Pe. Chagas/Francisco Chagas da Costa e os meninos
da catequese
Acima parte de um programa da festa de Nossa S. da Conceição
tendo o nome do Pe. Chagas, ano de 1957.
• Cônego Francisco Chagas da Costa. Vide Padre Chagas em Abaeté.
• Padre Romeu Pires Borges.
• Padre Frei João Francisco, capuchinho que, de Belém, ia regularmente para Bujaru. Foi um verdadeiro apóstolo e o povo sempre se lembrará dele e ele trabalhou muito para organizar a assistência social naquele município, chegando a redigir um estatuto dando vida jurídica à assistência social.
• Padre José Leite Sampaio (Vide padre Leite em Abaeté).
Padres Capuchinhos. (Vide Padres Capuchinhos em Abaeté).

Um dos motivos para a vinda dos padres da Diocese de Belém para atuar nas antigas freguesias do Pará, foi a expulsão dos padres jesuítas do território da Província, fato que aconteceu em 1791, expulsão essa que foi causa de grande decadência na catequese, economia e outros aspectos da vida da antiga colônia e posterior Província do Pará.

ALGUNS PADRES DA DIOCESE DE BELÉM QUE ESTIVERAM EM ABAETÉ E REGIÃO
• 1821-1842: Padre Jacob Cordeiro de Miranda
• 1842: Cônego Jerônimo Roberto da Costa Pimentel, notável também pela sua atuação política.
• 1851-1859: Padre Coadjutor Antonio Francisco Pereira Matos
• 1859-1871: Nogéo José Eliziário Marques
• 1871: Padre Hermenegildo Domiciano Cardoso Perdigão
• 1871-1880: Cônego Antonio José Bentes, como 1º pároco de Abaeté quando do descolamento da Freguesia de Nossa S. da Conceição de Abaeté da Freguesia de São Miguel de Beja, em 1879. O Cônego Antônio José Bentes veio para substituir o Padre José Eliziário Margoroso.
• 1873: Vigário interino, Frei João da Santa Cruz, pouco tempo permanecendo em Abaeté.
• 1879: Cônego João Muniz
• 1880: Padre Antonio Nicolau Valentino
• 1880: Padre Feliziário Dias de Abreu
• 1882-1888: Padre Theodoro Gabriel Thambi, padre secular de notável atuação na instrução pública do Pará.
• 1888-1899: Padre Francisco Manoel Pimentel/Padre Pimentem, que veio para substituir o Padre Teodoro, que fica em Abaeté até o ano de 1913. De 1897 a 1899 foi intendente Municipal de Abaeté. O Padre Pimentel nasceu em terras de Barcarena e veio para a o povoado de Beja. Era um padre muito ativo e participativo na vida da sociedade, muito trabalhador, professor, pároco, político, intendente e vogal. Esteve presente na cerimônia de elevação da Vila de Abaeté à condição de cidade em 15/8/1895.
• 1907-1913: Cônego Raimundo Ulisses de Penafort, padre de notável cultura humanística, grande intelectual e estudioso da causa indígena, autor de vários livros. O Cônego Ulisses de Pennafort serviu em várias paróquias do interior. Quando era vigário do município de Cintra, fez campanha em 28/5/1897, para que o antigo nome indígena Maracanã, voltasse a ser o nome da cidade e foi o que aconteceu.
• 1913-1916: E. Costa Teixeira
• 1916: Cônego Ricardo Fellipe da Rocha, junto com o Frei Teobaldo
• 1916: Frei Theobaldo, capuchinho de Belém.
• 1917: Padre Bernardino Ferreira Antero e Padre Luiz Varella. O padre Bernardino ficou pouco tempo em Abaeté.
• 1917-1932: Padre Luiz Varella/Padre Luiz de França do Amaral Varella, de origem nordestina e de atuação notável em Abaeté e outros lugares na fundação de entidades culturais e esportivas. Vide Padre Luiz Varella. Em Abaeté fundou escola, banda, grupo de escoteiro, clube de futebol e se envolveu em muitas atividades sociais.
• 1932-: Padre Ignácio Magalhães, que foi vítima de espancamento em Abaeté, fato que levou o Arcebispo D. Antonio Lustosa a interditar a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição por alguns anos, e quando os padres de Belém só vinham à Abaeté em missões específicas e passageiras.

PADRES QUE ESTIVERAM EM ABAETÉ NO PERÍODO DE INTERDIÇÃO DA PARÓQUIA
• 1936: Padre Eurico Frank, missão específica.
• 1937: Padre Menezes (Padre José Carvalho de Menezes), em missão específica.
• 1937: Padre João Van Brun, em missão específica e foi ele quem celebrou a 1ª missa na nova Igreja Matriz de Nossa S. da Conceição.
• 1938: Padre Luiz Gussenhover, em missão específica, que passou a paróquia para a congregação dos padres capuchinhos em 1939.
Abaixo temos o interior da Igreja Matriz de Abaeté,
com as imagens dos Santos da devoção dos antigos
abaeteenses.
Parte lateral da antiga Igreja Matriz de Nossa S. da Conceição
repleta de imagens dos santos da Devoção Popular em
Abaetetuba, antes da chegada dos atuais Padres
Xaverianos, estes chegados em 1961.


PADRES CAPUCHINHOS EM ABAETÉ E REGIÃO
Algumas Considerações
A Paróquia de Abaeté, após o triste episódio do espancamento do Padre Magalhães/Padre Ignácio Ramos de Magalhães em 1936, a partir do ano de 1937, começa a ser assistida pelos padres da Arquidiocese de Belém e, posteriormente, e extra-oficialmente, pelos padres capuchinhos. Os capuchinhos visitavam periodicamente a Paróquia, atuando na cidade e nas “desobrigas” pelas capelas do interior do município. Porém foi somente no ano de 1947 que aconteceu a abertura fixa da “Residência” dos Padres Capuchinhos em Abaeté, confiada a eles “AD NUTUM S. SEDIS”. Seus objetivos no Norte do Brasil eram: “encarnar o Carisma Franciscano da pobreza, a colaboração ao Clero Diocesano disperso em vastas paróquias”. E fazia também parte da vida e da atuação dos padres capuchinhos as seguintes atividades:

• Criação de escolas primárias,
• Criação escolas de ofícios,
• Criação de colégios,
• Criação de tipografias,
• Criação de círculos operários católicos,
• Construção de igrejas,
• Construção de estradas,
• Plantar cruzeiros (Abaeté teve vários),
• Ensinar catecismo,
• Divulgar orações e cantos corais.

Características peculiares dos Padres Capuchinhos:
• As sandálias de couros,
• As barbas longas,
• A rústica indumentária de cor marrom,
• A coragem missionária sem conforto, daí a expressão, “Os Santos Missionários”.

Muitas dessas ações foram desenvolvidas em Abaeté.

ALGUNS PADRES CAPUCHINHOS QUE ESTIVERAM EM ABAETÉ
Abaixo temos o padre capuchinho, Frei José Maria de Manaus,
responsável pela vinda das Irmãs Missionárias Capuchinhas para
Abaeté e que selou a paz com a Banda Carlos Gomes que estava
impedida de tocar nas festas de N. S. da Conceição e demais festas
religiosas do município.
Abaixo temos o Frei Capuchinho José Maria de Manaus, ele
que foi o responsável pela vinda das Irmãs Missionárias
Capuchinhas, que chegaram para ajudar na catequese da
antiga Paróquia de Abaetetuba e na instalação de uma
escola ginasial na cidade. Foi com esse vigário que a tradicional
Banda Carlos Gomes fez a devida paz para que a banda voltasse
a tocar nas festas religiosas do município, década de 1930.
• 1938: Frei Gabriel, capuchinho que recebe a Paróquia de Abaeté, depois do Interdito.
• 1939: Frei Anastácio Maria das Porteiras, capuchinho.
• Frei Paulino (Frei Paulino Sellere),
• Frei José Maria de Manaus, que trouxe as Irmãs Terceiras Capuchinhas à Abaeté em 1953.
• Frei Arcádio (Frei Arcádio M. de Cerete Alto).
• Frei Camilo Maia
• Frei Hermes, que veio junto com o frei José Maria de Manaus. O frei Hermes construiu o monument ao Cristo Crucificado na Praça Matriz de Nossa S. da Conceição.

Com a saída inesperada dos padres capuchinhos de Abaeté, a Paróquia passou a receber novamente os padres da Arquidiocese de Belém. Esses padres que vieram suceder aos capuchinhos foram o Padre Chagas (Padre Francisco Chagas da Costa) e o Padre Leite (Padre José Leite Sampaio).
Abaixo temos o Padre Chagas e alguns meninos de Abaeté.
Esse vigário da Paróquia de Abaetetuba ficou sozinho por
alguns anos, tendo que tomar conta de um povo inteiro de
católicos, da cidade e interior do município e alguns municípios
vizinhos.

• PADRE CHAGAS/Padre Francisco das Chagas da Costa que, praticamente sozinho, assume as atividades paroquiais na cidade e no interior do município. Devido o enorme desgaste que essas atividades proporcionavam, o Pe. Chagas recebe a ajuda de outro padre, o Padre Leite/José Leite Sampaio, para ajudar nas inúmeras tarefas da Igreja e que passa pouco tempo na Paróquia.

• PADRE LEITE/Pe. José Leite Sampaio, que Recebeu Homenagens Especiais da Turma de Humanistas do Ginásio N. S. dos Anos, ano de 1960, junto com: Madre Josefa Maria de Aquiraz, Madre Ângela Maria de Mulungu, Prof. Francisco Leite Lopes, Sr. Joaquim Mendes Contente, Sr. Dionísio Edmilson Lobato, Sr. Hildo Tavares Carvalho e Sr. Edir Cardoso Paes.

IRMÃS CAPUCHINHAS NA PRELAZIA E DIOCESE DE ABAETETUBA
As Irmãs Franciscanas pertencentes a Ordem das Filhas de São Francisco de Assis, cujo fundador das Irmãs Missionárias Capuchinhas foi o Frei João Pedro de Sexto São João, nascido em 1868 e que fez o noviciado em 1884 e a Profissão em 1885 e a Ordenação sacerdotal em em 1891. Esse frei chegou ao Brasil em 1894 e faleceu em 1913. As Irmãs Capuchinhas, fundadas por inspiração desse frei, também vieram participar do desenvolvimento espiritual, educacional, e catequético de tantos abaeteenses, trazidas que foram pelos seus congêneres da Ordem de São Francisco de Assis, os Padres Capuchinhos. Foi uma revolução na educação de Abaeté a presença dessas religiosas franciscanas nesses antigos tempos em que formaram tantas pessoas para a atuação na Igreja (catequistas, nos religiosos) e nos diversos segmentos da da Igreja e sociedade de então (professoras, diretoras, funcionárias, grupos de jovens, religiosas, etc).
Logo ao chegar em Abaeté, em 1953, as Irmãs Capuchinhas
trataram de fundar uma escola ginasial, logo acrescida do
Curso Normal
Abaixo temos a formatura de uma das primeiras turmas de
professoras normalistas. As primeiras Irmãs Capuchinhas e
suas alunas, muito ajudaram na antiga Catequese na Paróquia
de Abaetetuba, no tempo dos Padres Capuchinhos e muito
ajudaram na formação dessas alunas nos aspectos humanísticos
e cristãos.
Exortações do fundador das Irmãs Missionárias Capuchinhas:
Diletas filhas:
• Reine entre todas a Santa Pobreza, como tanto recomendaram Clara de Assis e Verônica Juliani.
• Pratiquem com zelo e suma perfeição a Caridade Fraterna,
• Seja a Humildade o apanágio das Filhas de São Francisco.
• Quanto à Obediência, sejam simples e ilimitada, segundo a Regra e Constituições.

Sobre a Educação:
• Num clima de amor, compreensão e estímulo, a Educadora descobre a riqueza de cada jovem, favorece o seu desenvolvimento, preparando-a às exigências de sua missão.
• Uma vida interior profunda é o segredo da fecundidade desta sublime tarefa de educar.
• As Filhas de São Francisco devem ser simples como as pombas, desprendidas como as florinhas do campo, alegre como as cotovias. Com esse trio maravilhoso de virtudes, a missionária capuchinha faz de sua vida um Poema: o Poema da Seráfica Alegria.

As irmãs capuchinhas chegaram à Abaeté com o intuito de instalar uma escola e trabalhar na catequização do povo, ajudando os seus confrades padres franciscanos. Elas realmente assim fizeram e levaram as primeiras alunas da escola a trabalhar intensamente na ajuda catequética aos padres capuchinhos e na ajuda ao Padre Chagas e Padre Leite, e com esse trabalho fizeram despontar inúmeras vocações à vida religiosa em Abaeté.
AS PRIMEIRAS IRMÃS CAPUCHINHAS A CHEGAR A ABAETÉ
• IRMÃ OTÁVIA MARIA
• IRMÃ ANTONIA MARIA
• IRMÃ ZITA MARIA
• IRMÃ IEDA MARIA
• IRMÃ STELLA MARIA
Abaixo a Irma Stella e Irmã Liberta, em foto de Benício
Lobato Cruz
• IRMÃ NAZARÉ MARIA

ALGUMAS IRMÃS CAPUCHINHAS QUE CHEGARAM APÓS AS PIONEIRAS
• IRMÃ DANIELA/Irmã Daniela Maria, que chegou a exercer a direção da escola INSA, anos de 1989, 1990, 1991.
As Irmãs Capuchinhas foram essenciais na formação de
muitos joven na década de 1950 e décadas posteriores, tendo
algumas dessas irmãs atuado a vida religiosa inteira, como foi
o caso da saudosa Irmã Eufrásia, que foi porteira da Escola
INSA e que também exerceu outras funções nos campos educacionais
e catequéticos.
• IRMÃ EUFRÁSIA/Irmã Eufrásia Maria, que se tornou um patrimônio do povo católico de Abaetetuba. Desde que veio para Abaeté, aqui ficou, trabalhou incansavelmente na sua Escola INSA, e junto ao povo católico, especialmente dos pobres, a quem dava assistência. Aqui envelheceu e morreu em avançada idade. Sua assistência aos pobres era contínua, mesma em avançada idade. Sempre ocupou a função de porteira da Escola INSA.
• IRMÃ HERÁCLIA
• IRMÃ PAZ
• IRMÃ SERAPHIA
• IRMÃ ÂNGELA MARIA/Irmã Ângela Maria de Mulungu, que foi por muitos anos diretora da escola INSA.
• IRMÃ EULÁLIA/Irmã Eulália Maria de São Felipe, que foi Homenageada Postumamente das Professorandas e Catequistas, ano de 1962, do Instituto Nossa S. dos Anjos, em Abaeté do Tocantins.
• IRMÃ LIBERATA, em 1982.
• IRMÃ NEVES/Irmã Maria da Neves França, que era coordenadora do Curso Pré-Escolar do Instituto Nossa S. dos Anjos, conforme documento datado de 1/12/1996, tendo como diretora a Irmã Eurica Sena Rodrigues.
• IRMÃ CARMOSINA/Irmã Carmosina Maria de Maranguape, que chegou a Abaeté em 1960, tendo angariado a simpatia de todo o povo de Abaetetuba, e que foi Homenageada de Honra da Turma de Humanistas, ano de 1960, do antigo Ginásio Nossa S. dos Anjos. Foi, também, uma das Homenageadas Especiais da Turma de Professorandas, ano de 1960, do Instituto Nossa S. dos Anjos e trabalhava ativamente com a juventude em geral de Abaeté. Era muito querida pelos seus alunos e catequizandos de Abaeté.
• IRMÃ JANICE/Irmã Terezinha Janice Messias Araujo
• IIRMÃ TELMA
• IRMÃ UTÍLIA/Irmã Utília Maria Castilho, que foi diretora do INSA por vários anos, citado em 1988.
• IRMÃ CARMELITA
• MADRE ODÍLIA
• IRMÃ LUIZA

IRMÃS CAPUCHINHAS EM 2004 (Anuário Diocessano de 2004):
• Ir. Eurica Sena Rodrigues, nascida a 3/10/1946, 1ª profissão em 2/2/1978
• Ir. Luisa Cristina Galvão Araujo, 1ª profissão em 2/21995
• Ir. Cireny da Silva Batista, nascida a 26/8/1972, 1ª profissão em 12/2/2000.
• Ir. Maria Gilci-Mara Oliveira de Carvalho, nascida em 25/1/1981, 1ª profissão em 23/1/2004.

IRMÃS CAPUCHINHAS EM 2010:
• Ir. Vanda Freitas Monteiro,
• Ir. Eurica Sena Rodrigues,
• Ir. Maria Gilce-Mara Carvalho
• Ir. Naudirene dos Santos Rocha.

IRMÃS CAPUCHINHAS NATURAIS DE ABAETETUBA
Pelo exemplo de desprendimento das Missionárias Capuchinhas, algumas jovens de Abaetetuba optaram pela vida religiosa, escolhendo a Ordem das Capuchinhas para o seu noviciado:
• Luiza Guimarães.
• Guimarina Rodrigues. Luiza e Guimarina embarcaram juntas para o noviciado de irmãs capuchinhas. Aconteceu uma homenagem de despedida e uma das oradoras foi a Profa. Carmem Cardoso Ferreira, todas atuantes na JEC-Juventude Estudantil Católica. Vide Professora Carmem Cardoso Ferreira em Biografias.
• Dulce Guimarães
• Verônica Ferreira
• Margarida Costa, filha de Jucá e Dolores Costa.
• Ana Letícia
• Raquel Ribera, filha de Nestor Ribera.
• Margarida Maués
• Maria das Graças Santos
• Eurica Sena Rodrigues, que atualmente é diretora da escola INSA.
• Irmã Maria Raimunda Ferreira Santos.
• Irmã Dulcinda.

O Blog se coloca à disposição para possíveis incorreções e acréscimos dos visitantes.


Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

Irmãos, Irmãs, Paróquias, Estrutura Paroquial- Jubileu de Ouro - Criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins

Irmãos, Irmãs, Paróquias, Estrutura Paroquial - Jubileu de Ouro - Criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins

domingo, 16 de outubro de 2011

JUBILEU DE OURO:
CRIAÇÃO DA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS/ O ANTES DA PRELAZIA

PARTE I: PARÓQUIAS ANTES DA CRIAÇÃO DA PRELAZIA: 

ESTA É UMA HOMENAGEM PELOS 50 ANOS DA INSTALAÇÃO DA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS E A ENORME CONTRIBUIÇÃO ESPIRITUAL E SÓCIO-POLÍTICA QUE O FATO PROPORCIONOU AO TERRITÓRIO DA PRELAZIA. ALGUNS NOMES ESTÃO FALTANDO À LISTA DOS NOMES ELENCADOS, O QUE SERÁ FEITO POSTERIORMENTE. A TODOS OS NOSSOS SINCEROS AGRADECIMENTOS.
CRIAÇÃO DA PRELAZIA: 25/11/1961 

INTRODUÇÃO:
Poucos abaetetubenses estão se dando conta de um fato mais que importante para Abaetetuba e Região, acontecimento esse que trouxe grandes benefícios a tantas pessoas espalhadas em tantas localidades dos municípios beneficiados por suas obras e ações e que agora vai completar 50 anos. Trata-se da instalação da antiga PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS e a chegada dos primeiros PADRES XAVERIANOS em terras dos municípios que compunham a antiga Prelazia. E, faltando pouco mais de 1 mês para o JUBILEU DE OURO da instalação da Prelazia, que foi criada em 25/11/1961, queremos homenagear esse fato, fazendo um pequeno apanhado da vida, obras e realizações de tantas pessoas que estiveram atuando nas paróquias e suas centenas de comunidades, espalhadas pelo território da antiga Prelazia e atual Diocese de Abaetetuba. E faremos também um pequeno apanhado histórico de cada paróquia, antes da criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins. Enfatizaremos a presença dos xaverianos em Abaetetuba e demais municípios como fator essencial no desenvolvimento espiritual, material, econômico, educacional e sócio-político, através de suas obras: catequese, pastoral, fatos e ações, construção de igrejas, escolas, seminários, centros de saúde, maternidades, centros comunitários, centros profissionalizantes, centro de recuperação, centros de formação, de conscientização cristã através das comunidades eclesiais, encontros de formação, de assembléias paroquiais e assembléia do Povo de Deus, conscientização espiritual e sócio-política e com o aparecimento de variados números de vocações, inúmeros líderes comunitários devidamente esclarecidos das lutas do povo e seus verdadeiros direitos, criação de grupos de jovens, de casais, grupos sociais, de liturgias, de catequese e pastorais em todos os níveis e a criação de grupos e movimentos católicos, de revistas, rádios, TV e até bairro inteiro. Enfim, a presença dos xaverianos e dos demais padres, irmãos, irmãs na caminhada de quase 50 anos da criação da PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS, fizeram mais por Abaetetuba e demais municípios da atual Diocese, que todos os governantes que por aqui passaram em todos os tempos. Vide algumas ações abaixo.
O presente esboço histórico parte dos dados colhidos do Anuário da Diocese de Abaetetuba de 2004, editado em 5/2004, já com a presença do Bispo D. Flávio Giovenale e acrescido de outros dados que são frutos de pesquisas feitas pelo autor do Blog, a partir das antigas paróquias, de Abaeté e das demais, no decorrer dos quase 300 anos da história e memória do cristianismo em Abaeté, e dos quase 50 anos da instalação da Diocese de Abaeté do Tocantins, atual Diocese de Abaetetuba.

Abaixo o casal de católicos fervorosos, Tieta e Materno, com
família chegada em Abaeté na década de 30, presenciaram as 
grandes transformações que a Paróquia de Abaeté experimentou,
desde quando chegaram e até a chegada dos Padres Xaverianos
em 1961.


A PARÓQUIA DE ABAETÉ ANTES DA PRESENÇA DOS PADRES XAVERIANOS:
CRIAÇÃO DO BISPADO DO PARÁ
Abaixo temos a Capela do Divino Espírito Santo, onde
todas as antigas festas religiosas eram realizadas e da
qual a Praça da Bandeira, mais abaixo, fazia parte desses festejos.
pois eram próximos e a praça possuía um coreto, bancos e
área para a instalação do 'Arraial' das antigas festas. Essa
capela subsistiu até o ano de 1941, quando foi derrubada,
pois a nova 'Igreja Matriz de Abaeté' ou Igreja Matriz de
Nossa Senhora da Conceição, que já estava finalizada
no início da década de 1940.
O prédio ao fundo da foto da Praça da Bandeira é o
da escola INSA, esta com início de funcionamento em
1953 e a praça já está devidamente reformada
A antiga Igreja Matriz de Abaeté, após sua construção,
sofreu várias reformas com a chegada em 1961 dos Padres Xaverianos
 Antes da chegada dos Padres Xaverianos, os 'santos' da
'Devoção Popular', em Abaetetuba, ocupavam os espaços
laterais da então Igreja Matriz de Abaeté. Recorde-se o
fato de que, por falta de mais sacerdotes na cidade e pelo
interior do município, eram os fiéis, com suas 'Festas de Santos"
 quem sustentavam o catolicismo através da chamada
'Devoção Popular'. Tudo isso, incluindo a retirada das imagens
dos santos e a reforma da antiga Igreja Matriz, fizeram parte
das reformas de que os Padres Xaverianos vieram imbuídos
para Abaetetuba em 1961.


Em 4/3/1719 o Sumo Pontífice Clemente XI, pela Bula “Copiosus in Misericordia, criou o Bispado do Pará, com sede na Comarca da Capital, Santa Maria de Belém. Todas as demais paróquias do Grão-Pará passaram a fazer parte da Diocese do Pará. E como a catequese fazia parte da política da Coroa Portuguesa, inicialmente chegaram ao Pará os padres missionários que instalaram suas missões por todo o terriório da Capitania do Grão-Pará e posteriormente, Província do Pará. Porém, pela escassez de missionários ou padres, muitas freguesias e vilas ficavam anos sem a presença de seus “parochos”. Abaeté e municípios vizinhos foram agraciados nesse sentido, pois foram muitos os padres que por aqui estiveram desde os tempos coloniais até a presente data. Vide abaixo os missionários e padres que estiveram em terras da Prelazia, atual Diocese de Abaetetuba.

LOCALIDADES DA FUTURA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS VISITADAS PELOS MISSIONÁRIOS E PADRES DO CLERO DE SANTA MARIA DE BELÉM:
As terras do Baixo Tocantins tiveram a presença dos antigos missionários franciscanos (padres capuchos) e jesuítas e outras ordens como carmelitas e mercedários, que por aqui criaram várias missões e aldeamentos indígenas. Como a religião católica fazia parte da política de coloniozação da Coroa Portuguesa e, posteriromente, do Império Brasileiro, grande parte dessas antigas povoações e aldeamentos missionários foram transformadas em freguesias, cujos “párochos” desempenhavam importantes funções no meio social dessas freguesias, como foi o caso da educação, cujos professores provinham do antigo clero.
Assim os povoado criados pelos missionários, foram:
• Nossa Senhora da Conceição de Abaeté,
• Sant’Anna de Bujaru,
• São José de Acará,
• Divino Espírito Santo do Moju,
• São Francisco Xavier de Barcarena
• E muitas outras localidades, que são elevadas à condição de freguesias em 1758 pelo Bispo D. Bulhões e todas essas paróquias são diretamente vinculadas à Comarca (Paróquia) da Capital, Santa Maria de Belém e essas freguesias passaram a ter a presença de um “párocho”. Grandes vultos do clero da Capital estiveram exercendo a função de “parochos” nas freguesias que viriam compor a futura Prelazia de Abaeté do Tocantins. Vide abaixo.
De 1636 a 1794, a região teve a presença:
• Dos missionários franciscanos (padres capuchos),
• Dos jesuítas,
• Dos carmelitas e mercedários
Localidades da presença desses missionários:

Na zona de BARCARENA:
• Gibirié (Vila São Francisco);
• Mortigura (Conde),
• Carnapijó,
• Arapari 

Na zona de ABAETÉ:
• Sumahuma (Beja)

Na zona de MOJU:
• Cabresto,
• Caeté,
• Moju,
• Cayrari 

Na zona do ACARÁ:
• Ibirajuba
• Guarapiranga 

Na zona de BUJARU:
• Engenhoca,
• Mocajuba,
• Curuçambaba

De 1849 a 1961 novos missionários na zona de futura Prelazia de Abaeté:
• Agostinianos
• Capuchinhos
• Jesuítas
• Lazaristas

• Missionários do Preciosíssimo Sangue
Esses missionários ajudam o clero de Belém, a cetequizar os gentios e cuidar das “parochias”.
Além dos padres capuchos, dos padres jesuítas e padres do clero de Belém por nós elencados em Religião, Igreja e Vultos de Abaeté, (vide abaixo) publicamos a lista seguir, extraída de antigos escritos da Igreja Católica local, que fala da presença de padres no terrório da futura Prelazia de Abaeté: 

SACERDOTES NATURIAS DOS TERRITÓRIOS DA FUTURA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS E SEUS BISPOS ORDENADORES:
• João Batista Gonçalves Campos, natural de Acará, ordenado no dia 6/6/1805 pelo Bispo D. Manoel de Almeida Carvalho;
• Alexandre Justiniano Gonçalves, natural de Moju, ordenado na primeira década dos anos de 1800 pelo Bispo D. Manoel de Almeida de Carvalho;
• João Antonio de Souza e Silva, natural do Moju, ordenado no dia 13/10/1828 pelo Bispo D. Romualdo de Souza Coelho;
• Francisco da Silva Cravo, natural de Barcarena, ordenado no dia 14/3/1829, pelo Bispo D. Romualdo de Souza Coelho;
• José Maria do Vale, natural de Abaeté, ordenado no dia 11/5/1834, pelo Bispo D. Romualdo de Souza Coelho. Abaeté.
• João Diogo Clemente Malcher, natural do Acará, ordenado na metade do Século 19, pelo Bispo D. José Afonso de Moraes Torres. Esse padre participou ativamente dos movimentos políticos da revolta da Cabanagem na Província do Pará, movimento que se iniciou a partir dos anos 1831.
• José Serapião Ribeiro, natural de Moju, ordenado no ano de 1854 pelo Bispo D. José Afonso de Morais Torres;
• Estevão Costa Teixeira, natural da localidade Cairari, Moju, ordenado no dia 15/5/1883 pelo Bispo D. Antonio de Macedo Costa. Em 1913 o Cônego E. Teixeira tornou-se o vigário da Paróquia de Abaeté, no tempo do Intendente Municipal Domingos de Carvalho (período de 1913 a 1915). O Padre E. Costa Teixeira ficou por estas terras até 1916.
PADRES NÃO NATURAIS DAS TERRAS DA FUTURA PRELAZIA DE ABAETÉ DO TOCANTINS, VINDOS DE BELÉM, QUE TRABALHARAM NO TERRITÓRIO DA PRELAZIA, ANTES DE 1961:
• D. Milton Correa Pereira.
• Padre Carlos Borromeu Ebner CPPS. Este padre foi quem escreveu a relação dos padres que trabalharam na Paróquia de Abaeté desde o tempo que o local ainda era freguesia.
• Padre Constant Tribut SJ
• Padre Emílio Martins
• Monsenhor José Maria do Lago
• Monsenhor Cônego Miguel Inácio da Silva
• Cônego José Cupertino Contente
• Cônego Francisco Chagas da Costa. Vide Padre Chagas em Abaeté.
• Padre Romeu Pires Borges.
• Padre Frei João Francisco, capuchinho que, de Belém, ia regularmente para Bujaru. Foi um verdadeiro apóstolo e o povo sempre se lembrará dele e ele trabalhou muito para organizar a assistência social naquele município, chegando a redigir um estatuto dando vida jurídica à assistência social.
• Padre José Leite Sampaio (Vide padre Leite em Abaeté).

Padres Capuchinhos. (Vide Padres Capuchinhos em Abaeté).
Um dos motivos para a vinda dos padres da Diocese de Belém para atuar nas antigas freguesias do Pará, foi a expulsão dos padres jesuítas do território da Província, fato que aconteceu em 1791, expulsão essa que foi causa de grande decadência na catequese, economia e outros aspectos da vida da antiga colônia e posterior Província do Pará.

ALGUNS PADRES DA DIOCESE DE BELÉM QUE ESTIVERAM EM ABAETÉ E REGIÃO:
• 1821-1842: Padre Jacob Cordeiro de Miranda
• 1842: Cônego Jerônimo Roberto da Costa Pimentel, notável também pela sua atuação política.
• 1851-1859: Padre Coadjutor Antonio Francisco Pereira Matos
• 1859-1871: Nogéo José Eliziário Marques
• 1871: Padre Hermenegildo Domiciano Cardoso Perdigão
• 1871-1880: Cônego Antonio José Bentes, como 1º pároco de Abaeté quando do descolamento da Freguesia de Nossa S. da Conceição de Abaeté da Freguesia de São Miguel de Beja, em 1879. O Cônego Antônio José Bentes veio para substituir o Padre José Eliziário Margoroso.
• 1873: Vigário interino, Frei João da Santa Cruz, pouco tempo permanecendo em Abaeté.
• 1879: Cônego João Muniz
• 1880: Padre Antonio Nicolau Valentino
• 1880: Padre Feliziário Dias de Abreu
• 1882-1888: Padre Theodoro Gabriel Thambi, padre secular de notável atuação na instrução pública do Pará.
• 1888-1899: Padre Francisco Manoel Pimentel/Padre Pimentem, que veio para substituir o Padre Teodoro, que fica em Abaeté até o ano de 1913. De 1897 a 1899 foi intendente Municipal de Abaeté. O Padre Pimentel nasceu em terras de Barcarena e veio para a o povoado de Beja. Era um padre muito ativo e participativo na vida da sociedade, muito trabalhador, professor, pároco, político, intendente e vogal. Esteve presente na cerimônia de elevação da Vila de Abaeté à condição de cidade em 15/8/1895.
• 1907-1913: Cônego Raimundo Ulisses de Penafort, padre de notável cultura humanística, grande intelectual e estudioso da causa indígena, autor de vários livros. O Cônego Ulisses de Pennafort serviu em várias paróquias do interior. Quando era vigário do município de Cintra, fez campanha em 28/5/1897, para que o antigo nome indígena Maracanã, voltasse a ser o nome da cidade e foi o que aconteceu.
• 1913-1916: E. Costa Teixeira
• 1916: Cônego Ricardo Fellipe da Rocha, junto com o Frei Teobaldo
• 1916: Frei Theobaldo, capuchinho de Belém.
• 1917: Padre Bernardino Ferreira Antero e Padre Luiz Varella. O padre Bernardino ficou pouco tempo em Abaeté.
• 1917-1932: Padre Luiz Varella/Padre Luiz de França do Amaral Varella, de origem nordestina e de atuação notável em Abaeté e outros lugares na fundação de entidades culturais e esportivas. Vide Padre Luiz Varella. Em Abaeté fundou escola, banda, grupo de escoteiro, clube de futebol e se envolveu em muitas atividades sociais.
• 1932-: Padre Ignácio Magalhães, que foi vítima de espancamento em Abaeté, fato que levou o Arcebispo D. Antonio Lustosa a interditar a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição por alguns anos, e quando os padres de Belém só vinham à Abaeté em missões específicas e passageiras. 

PADRES QUE ESTIVERAM EM ABAETÉ NO PERÍODO DE INTERDIÇÃO DA PARÓQUIA:
• 1936: Padre Eurico Frank, missão específica.
• 1937: Padre Menezes (Padre José Carvalho de Menezes), em missão específica.
• 1937: Padre João Van Brun, em missão específica e foi ele quem celebrou a 1ª missa na nova Igreja Matriz de Nossa S. da Conceição.
• 1938: Padre Luiz Gussenhover, em missão específica, que passou a paróquia para a congregação dos padres capuchinhos em 1939.

PADRES CAPUCHINHOS EM ABAETÉ E REGIÃO:
Algumas Considerações:
A Paróquia de Abaeté, após o triste episódio do espancamento do Padre Magalhães/Padre Ignácio Ramos de Magalhães em 1936, a partir do ano de 1937, começa a ser assistida pelos padres da Arquidiocese de Belém e, posteriormente, e extra-oficialmente, pelos padres capuchinhos. Os capuchinhos visitavam periodicamente a Paróquia, atuando na cidade e nas “desobrigas” pelas capelas do interior do município. Porém foi somente no ano de 1947 que aconteceu a abertura fixa da “Residência” dos Padres Capuchinhos em Abaeté, confiada a eles “AD NUTUM S. SEDIS”. Seus objetivos no Norte do Brasil eram: “encarnar o Carisma Franciscano da pobreza, a colaboração ao Clero Diocesano disperso em vastas paróquias”. E fazia também parte da vida e da atuação dos padres capuchinhos as seguintes atividades:
• Criação de escolas primárias,
• Criação escolas de ofícios,
• Criação de colégios,
• Criação de tipografias,
• Criação de círculos operários católicos,
• Construção de igrejas,
• Construção de estradas,
• Plantar cruzeiros (Abaeté teve vários),
• Ensinar catecismo,
• Divulgar orações e cantos corais.
Características peculiares dos Padres Capuchinhos:
• As sandálias de couros,
• As barbas longas,
• A rústica indumentária de cor marrom,
• A coragem missionária sem conforto, daí a expressão, “Os Santos Missionários”.
Muitas dessas ações foram desenvolvidas em Abaeté.
ALGUNS PADRES CAPUCHINHOS QUE ESTIVERAM EM ABAETÉ:

• 1938: Frei Gabriel, capuchinho que recebe a Paróquia de Abaeté, depois do Interdito.
• 1939: Frei Anastácio Maria das Porteiras, capuchinho.
• Frei Paulino (Frei Paulino Sellere),
O Frei José Maria de Manaus, abaixo, era muito ativo, que
era uma característica dos antigos 'Padres Capuchinhos', que
continuaram a construção da Igreja Matriz de Abaeté, fundaram
associações, círculos, catequese, incluindo as 'desobrigas' e
trouxeram as Irmãs Capuchinhas para ajudá-los na Catequese,
inclusive pelo interior do município e a fundação de uma
escola 'feminina' para as jovens de Abaetetuba e já cogitavam
a construção de uma escola ginasial para os jovens, que receberiam o
nome de 'Ginásio São Francisco de Assis' e que foram os religiosos
escolhidos para ficar na direção de uma futura 'Prelazia' paraAbaetetuba.
• Frei José Maria de Manaus, que trouxe as Irmãs Terceiras Capuchinhas à Abaeté em 1953.
• Frei Arcádio (Frei Arcádio M. de Cerete Alto).
• Frei Camilo Maia
• Frei Hermes, que veio junto com o frei José Maria de Manaus. O frei Hermes construiu o monument ao Cristo Crucificado na Praça Matriz de Nossa S. da Conceição.
Com a saída inesperada dos padres capuchinhos de Abaeté, a Paróquia passou a receber novamente os padres da Arquidiocese de Belém. Esses padres que vieram suceder aos capuchinhos foram o Padre Chagas (Padre Francisco Chagas da Costa) e o Padre Leite (Padre José Leite Sampaio).
Abaixo temos a foto do 'Padre Chagas' cercado de meninos,
que ficou por três anos como Vigário da Paróquia de Abaetetuba.
Vê-se também na foto, parte do primeiríssimo 'coreto em pedra pome',
que foi derrubado e, em seu lugar, foram construídos dois
coretos em cimento armado, um dos quais também já foi derrubado,
com prejuízos culturais enormes para a história da cidade.
• PADRE CHAGAS/Padre Francisco das Chagas da Costa que, praticamente sozinho, assume as atividades paroquiais na cidade e no interior do município. Devido o enorme desgaste que essas atividades proporcionavam, o Pe. Chagas recebe a ajuda de outro padre, o Padre Leite/José Leite Sampaio, para ajudar nas inúmeras tarefas da Igreja e que passa pouco tempo na Paróquia.
• PADRE LEITE/Pe. José Leite Sampaio, que Recebeu Homenagens Especiais da Turma de Humanistas do Ginásio N. S. dos Anos, ano de 1960, junto com: Madre Josefa Maria de Aquiraz, Madre Ângela Maria de Mulungu, Prof. Francisco Leite Lopes, Sr. Joaquim Mendes Contente, Sr. Dionísio Edmilson Lobato, Sr. Hildo Tavares Carvalho e Sr. Edir Cardoso Paes.

IRMÃS CAPUCHINHAS NA PRELAZIA E DIOCESE DE ABAETETUBA
 Abaixo temos fotos da antiga Praça da Bandeira, onde
na Rua Barão do Rio Branco existia um antigo prédio que
serviria como "Hospital dos Vicentinos', da Ordem
da Congregação Vicentina', no caso, a parte leiga que
chegou a existir em Abaetetuba. Esse prédio inacabado
foi entregue pelo então prefeito Joaquim Mendes Contente.
às recém-chegadas 'Irmas Terceiras Franciscanas', isto
na década de 1950.

As Irmãs Franciscanas pertencentes a Ordem das Filhas de São Francisco de Assis, cujo fundador das Irmãs Missionárias Capuchinhas foi o Frei João Pedro de Sexto São João, nascido em 1868 e que fez o noviciado em 1884 e a Profissão em 1885 e a Ordenação sacerdotal em em 1891. Esse frei chegou ao Brasil em 1894 e faleceu em 1913. As Irmãs Capuchinhas, fundadas por inspiração desse frei, também vieram participar do desenvolvimento espiritual, educacional, e catequético de tantos abaeteenses, trazidas que foram pelos seus congêneres da Ordem de São Francisco de Assis, os Padres Capuchinhos. Foi uma revolução na educação de Abaeté a presença dessas religiosas franciscanas nesses antigos tempos em que formaram tantas pessoas para a atuação na Igreja (catequistas, nos religiosos) e nos diversos segmentos da da Igreja e sociedade de então (professoras, diretoras, funcionárias, grupos de jovens, religiosas, etc).
Exortações do fundador das Irmãs Missionárias Capuchinhas:
Diletas filhas:
• Reine entre todas a Santa Pobreza, como tanto recomendaram Clara de Assis e Verônica Juliani.
• Pratiquem com zelo e suma perfeição a Caridade Fraterna,
• Seja a Humildade o apanágio das Filhas de São Francisco.
• Quanto à Obediência, sejam simples e ilimitada, segundo a Regra e Constituições.
Sobre a educação:
• Num clima de amor, compreensão e estímulo, a Educadora descobre a riqueza de cada jovem, favorece o seu desenvolvimento, preparando-a às exigências de sua missão.
• Uma vida interior profunda é o segredo da fecundidade desta sublime tarefa de educar.
• As Filhas de São Francisco devem ser simples como as pombas, desprendidas como as florinhas do campo, alegre como as cotovias. Com esse trio maravilhoso de virtudes, a missionária capuchinha faz de sua vida um Poema: o Poema da Seráfica Alegria.
As irmãs capuchinhas chegaram à Abaeté com o intuito de instalar uma escola e trabalhar na catequização do povo, ajudando os seus confrades padres franciscanos. Elas realmente assim fizeram e levaram as primeiras alunas da escola a trabalhar intensamente na ajuda catequética aos padres capuchinhos e na ajuda ao Padre Chagas e Padre Leite, e com esse trabalho fizeram despontar inúmeras vocações à vida religiosa em Abaeté.
AS PRIMEIRAS IRMÃS CAPUCHINHAS A CHEGAR A ABAETÉ:
• IRMÃ OTÁVIA MARIA
• IRMÃ ANTONIA MARIA
• IRMÃ ZITA MARIA
• IRMÃ IEDA MARIA
• IRMÃ STELLA MARIA
• IRMÃ NAZARÉ MARIA
ALGUMAS IRMÃS CAPUCHINHAS QUE CHEGARAM APÓS AS PIONEIRAS:
• IRMÃ DANIELA/Irmã Daniela Maria, que chegou a exercer a direção da escola INSA, anos de 1989, 1990, 1991.
Abaixo temos a foto da saudosa "Irmã Eufrásia', que ficou
até seu falecimento em Abaetetuba,

• IRMÃ EUFRÁSIA/Irmã Eufrásia Maria, que se tornou um patrimônio do povo católico de Abaetetuba. Desde que veio para Abaeté, aqui ficou, trabalhou incansavelmente na sua Escola INSA, e junto ao povo católico, especialmente dos pobres, a quem dava assistência. Aqui envelheceu e morreu em avançada idade. Sua assistência aos pobres era contínua, mesma em avançada idade. Sempre ocupou a função de porteira da Escola INSA.
• IRMÃ HERÁCLIA
• IRMÃ PAZ
• IRMÃ SERAPHIA
• IRMÃ ÂNGELA MARIA/Irmã Ângela Maria de Mulungu, que foi por muitos anos diretora da escola INSA.
• IRMÃ EULÁLIA/Irmã Eulália Maria de São Felipe, que foi Homenageada Postumamente das Professorandas e Catequistas, ano de 1962, do Instituto Nossa S. dos Anjos, em Abaeté do Tocantins.
• IRMÃ LIBERATA, em 1982.
• IRMÃ NEVES/Irmã Maria da Neves França, que era coordenadora do Curso Pré-Escolar do Instituto Nossa S. dos Anjos, conforme documento datado de 1/12/1996, tendo como diretora a Irmã Eurica Sena Rodrigues.
• IRMÃ CARMOSINA/Irmã Carmosina Maria de Maranguape, que chegou a Abaeté em 1960, tendo angariado a simpatia de todo o povo de Abaetetuba, e que foi Homenageada de Honra da Turma de Humanistas, ano de 1960, do antigo Ginásio Nossa S. dos Anjos. Foi, também, uma das Homenageadas Especiais da Turma de Professorandas, ano de 1960, do Instituto Nossa S. dos Anjos e trabalhava ativamente com a juventude em geral de Abaeté. Era muito querida pelos seus alunos e catequizandos de Abaeté.
• IRMÃ JANICE/Irmã Terezinha Janice Messias Araujo
• IIRMÃ TELMA
• IRMÃ UTÍLIA/Irmã Utília Maria Castilho, que foi diretora do INSA por vários anos, citado em 1988.
• IRMÃ CARMELITA
• MADRE ODÍLIA
• IRMÃ LUIZA
IRMÃS CAPUCHINHAS EM 2004 (Anuário Diocessano de 2004):
• Ir. Eurica Sena Rodrigues, nascida a 3/10/1946, 1ª profissão em 2/2/1978
• Ir. Luisa Cristina Galvão Araujo, 1ª profissão em 2/21995
• Ir. Cireny da Silva Batista, nascida a 26/8/1972, 1ª profissão em 12/2/2000.
• Ir. Maria Gilci-Mara Oliveira de Carvalho, nascida em 25/1/1981, 1ª profissão em 23/1/2004.

As irmãs mestras do INSA: 
Irmãs no INSA-Abaetetuba nas décadas de 1950, 1960, 1970.
. Irma Ninfa, que ensinava Língua portuguesa no INSA.
. Madre Carmosina
. Irmã Eutimia
 . Irmã Consolata,
. Irmã Anunciacão.
. Irmã Bom Conselho
. Irma Eustácia,
. Irmã Rosa
. Irmã Pedrina
. Irmã Vitrícia.
. Irmã Bom Conselho,
. Irmã Rosa,
. Irmã Stella Maria
. Irmã Visitação, que foi professora no Jardim de Infância do INSA, no ano de 1972.
Elza Dias Nobushige Mas tenho dúvidas quanto ao ano, pois completei 8 em 73 ano em que saímos de Abaeté . Mas lembro que na época dessa foto moravamos ao lado do Bancrevea...portanto em '72.

irmã Visitação, no INSA.
. Irmã Janice, citada no ano de 1972.
. Irmã Paz, 
. Irmã Serápia, 
. Irmã Gabriela.

. Irma Liberata, que ensinava música e canto no INSA, que pela severidade nas aulas, parecia sempre querer puxar as orelhas dos alunos, era muito exigente e andava sempre com uma palmatória de madeira.
 . Irma Ângela, 
. Irmã Simone,
. Irmã Matilde
. Irmã Assunta, que era professora de música e canto e que possuía um velho acordeão como ajuda nas aulas de música no INSA e que foi a responsável pelos ensaios do hino do Jubileu de 25 anos do INSA.
 . Irma Ninfa, que foi professora de Língua Portuguesa.
. Irmã Gema
. Irmã Carmem
. Irmã Utilia

. Irmã Zélia, que foi professora de Educação Artística. 
. Irmã Heráclita, que impunha ordem entre seus alunos.
. Irmã Cristovina, filha do Sr Jucá Costa e Dolores, estes de Abaetetuba.

Foto abaixo de Maria Auda Maués
Irmã Eufrásia, professora de música e canto no INSA e alunas.

. Irmã Eufrásia, paraibana de João Pessoa, uma pessoal admirável, foi professora de música e canto no INSA e, depois que deixou de ensinar, se tornou a responsável pelas compras, jardim e portão da Escola, onde vendia seus santinhos e terços, e estava sempre com suas chaves penduradas penduradas no cinto de seu hábito e todo dia estava na feira de Abaetetuba fazendo as compras do colégio. Como porteira do colégio media o comprimento da saia das meninas e não deixava passar alunas sem mangas nos vestidos. Cuidava muito bem do jardim da escola, a ponto de proibir a entrada de alunos para nesse jardim. Depois das aulas a Irmã Eufrásia, com uma vassoura na mão, expulsava os alunos que teimavam em jogar ping pong, depois das aulas.
Pelo seu rigor em suas funções nas tarefas que desempenhava, as Humanistas de 1962 fizeram estes versos em sua homenagem:

A bondosa Irmã Eufrásia,
paciente e muito calma,
gosta de passar pifão,
a quem merece sentido, e
não passa pela porta
quem não tem mangas no vestido!


Algumas Estórias da Irmã Eufrásia:
 O boi que fugiu do curro
A Ir Eufrasia saia da missa quando o boi passou em desabalada carreira fugindo de seus perseguidores e pegou ela pelos chifres. A pobre ficou pendurada pelas saias um bom tempo, até matarem o animal e a resgatarem. 
Marcela Parente


IRMÃS CAPUCHINHAS EM 2010:
• Ir. Vanda Freitas Monteiro,
• Ir. Eurica Sena Rodrigues,
• Ir. Maria Gilce-Mara Carvalho
• Ir. Naudirene dos Santos Rocha.

IRMÃS CAPUCHINHAS NATURAIS DE ABAETETUBA:
Pelo exemplo de desprendimento das Missionárias Capuchinhas, algumas jovens de Abaetetuba optaram pela vida religiosa, escolhendo a Ordem das Capuchinhas para o seu noviciado:
• Luiza Guimarães.
• Guimarina Rodrigues. Luiza e Guimarina embarcaram juntas para o noviciado de irmãs capuchinhas. Aconteceu uma homenagem de despedida e uma das oradoras foi a Profa. Carmem Cardoso Ferreira, todas atuantes na JEC-Juventude Estudantil Católica. Vide Professora Carmem Cardoso Ferreira em Biografias.
• Dulce Guimarães
• Verônica Ferreira
• Margarida Costa, filha de Jucá e Dolores Costa.
• Ana Letícia
• Raquel Ribera, filha de Nestor Ribera.
• Margarida Maués
• Maria das Graças Santos
• Eurica Sena Rodrigues, que atualmente é diretora da escola INSA.
• Irmã Maria Raimunda Ferreira Santos.
• Irmã Dulcinda.

Após os Padres Capuchinhos. que ficaram à frente da Paróquia de
Abaeté até a década de 1950, vieram os Padres Xaverianos, abaixo.
que fizeram um enorme serviço de catequese e ações sociais que
incluíram hospital, escolas, centros comunitários, centros sociais,
construção de igrejas e CEBs e fizeram uma verdadeira reforma
no seio da Igreja Católica, em Abaetetuba e demais municípios
da então "Prelazia de Abaeté do Tocantins', hoje Diocese de Abaetetuba.

Acima temos o dinâmico Padre Vicente e demais padres
da nova Prelazia e abaixo temos o Padre Augusto e alguns
meninos, entre os quais devia existir alguns com vocação
religiosa
 
Abaixo temos o Padre Sebastião, que foi um dos vários
Padres Xaverianos que deram a vida pela vida missionária
em Abaetetuba e demais localidades da atual Diocese.

O Blog se coloca à disposição para possíveis incorreções e acréscimos dos visitantes. 


Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa