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sábado, 30 de junho de 2012

HINO DE ABAETETUBA E CIVISMO

LETRA DO HINO DE ABAETETUBA

Fonte: letras.mus.br

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Abaetetuba Pa

Maratauíra, um grande rio formoso,
Braço forte do imenso Tocantins,
Tem à margem um recanto majestoso
De trabalhos em misto com festins.

É um recanto de harmonia
Onde a rima das canções não murchará
Pois é um marco de alegria
Na viçosa imensidão do Grão-Pará

Abaetetuba, terra de amor,
Teus filhos cantam em teu louvor
Anos serás sempre querida
E protegida por nós serás.

O progresso jamais se apartará,
Do teu povo tão simples e tenaz,
Porque a mão do bom Deus te guiará.
Berço és tu de bondade, amor e paz.

Nos jardins e nas matas tens belezas.
Até a aurora em teu céu brilha melhor,
Pois a ti sorri sempre a natureza.

A nós serás sempre querida
E protegida por nós serás.

Para nós tu és a flor que desabrocha
De um jardim cultivado com carinho
E seremos tão firmes quanto a rocha
Se inimigos cruzarem teu caminho.

As florestas te cercando,
Com sussurros incansáveis de esperança
Junto a nós estão cantando:
Do teu solo brotará sempre a bonança.

Abaetetuba, terra de paz,
Cantar teus cantos prazer nos traz.
A nós serás sempre querida
E protegida por nós serás.

A cultura te sirva de muralha
O vigor de honradez seja tua espada.
O trabalho teu campo de batalha,
O futuro a vitória desejada.
Como filhos, de ti nos orgulharemos,
Pois, além de aconchego maternal,
És também o Brasil que nós amamos.

A nós serás sempre querida
E protegida por nós serás.

Enviada por cpimenta

OS HINOS CÍVICOS EM ABAETETUBA

Cópia do Hino de Abaetetuba composto
por Máximo Ribera

Os hinos cívicos tiveram sua fase áurea em Abaetetuba lá nas décadas de 1960, 1970 e eles procuravam enaltecer o amor que devíamos ter pela nossa terra, pelo país, pela escola, etc. As antigas diretoras do Grupo Escolar Prof. “Basílio de Carvalho” tentavam incutir valores na vida dos jovens estudantes, entre os quais os sentimentos cívicos e a religiosidade, entre os educandos dessa tradicional escola de Abaetetuba. E também a Escola INSA nas décadas de 1960, 1970, incentivava o civismo e até existia uma disciplina chamada Educação Moral e Cívica, que tentava chamar atenção para os valores cívicos, morais, éticos e religiosos. Talvez o civismo e a religiosidade tenham vindos da antiga escola chamada Grupo Escolar de Abaeté, escola em que se destacaram as figuras de alguns professores que já cultivavam os sentimentos cívicos e religiosos, não só nessa antiga escola, como também nos antigos clubes de Abaeté, onde o civismo era cultivado como valor, junto com a arte musical, a arte cênica, a literatura e a poesia, onde esses valores apareciam nos variados eventos dessa época. 

Estamos falando de clubes do início do século 20 até o ano de 1930, onde esses clubes começaram a desaparecer, restando apenas o Club Musical Carlos Gomes e os clubes que se dedicavam á prática do futebol. E mesmo entre estes, muitos também desapareceram da cena esportiva de Abaetetuba. No Grupo Escolar Prof. “Basílio de Carvalho”, onde o autor do Blog fez o curso primário, se cantavam diariamente os hinos: do Grupo Basílio de Carvalho, O Hino Nacional Brasileiro, o Hino da Independência do Brasil e outros hinos que incentivam o civismo. Agora o cenário do município não é compatível para os momento de civismo e sim ao combate aos contra-valores que invadiram os variados ambientes do município, inclusive os ambientes escolares. O Hino do Pará já existia, mas o mesmo não era usado nos eventos cívicos. O Hino de Abaetetuba, transcrito acima, deve ter surgido na década de 1960 e o seu autor foi o então jovem estudante Máximo Ribera, filho do Nestor Ribera, o popular Boliviano. Vide uma antiga cópia desse hino de autoriade Máximo Ribera.

Porém no Grupo Escolar Basílio de Carvalho e na Escola INSA e em outras poucas escolas existentes no município, ainda se cultivavam os valores cívicos e religiosos nas décadas de 1960 e 1970, que são as décadas de referência para o autor do Blog do Ademir Rocha, que vivenciou o espírito cívico dessas décadas. 

Mas moleque é moleque em qualquer época e mesmo que impelidos a cantar aqueles hinos, esses momentos também eram de descontrações para os moleques, que de antemão combinavam a desforra inocente ou propositalmente, quando cantávamos o Hino do Grupo Basílio de Carvalho, que infelizmente não o temos integralmente (alguém em Abaetetuba deve saber ou tem a letra completa desse hino com a respectiva musicalidade) . O trecho desse hino dizia assim:

O Grupo Basílio de Carvalho
É fonte a jorrar a toda hora!
É fonte de amor, de luz e fé.

E era no fé, quando tínhamos que fazer um agudo musical, que gritávamos: É fonte de amor, de luz e féééééééééé! para desespero das professoras Mariinha, Carlaide, Ilza, Elza, Benvinda e outras amadas professoras dessa época.

Em tempo, poucos sabem cantar hoje o Hino de Abaetetuba ou do Pará, que já apresentamos em outra postagem, e dizemos que esses hinos são densos nos aspectos histórico, poético e culturamente falando.
Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA


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