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domingo, 28 de outubro de 2012

Memórias 8 do Futebol de Abaetetuba

MEMÓRIAS 8 DO FUTEBOL DE ABAETETUBA

O futebol de Abaetetuba já foi o melhor do interior do Estado do Pará, onde despontaram os tradicionais clubes esportivos da cidade e a Seleção de Futebol de Abaetetuba que a partir da criação da Liga Esportiva Abaetetubense-LEA, em 1955, foi a seleção campeã do Campeonato Intermunicipal de Futebol, promovido pela Federação Paraense de Desportos. Nos anos que se seguiram Abaetetuba foi a seleção campeã de futebol do interior por mais 10 vezes, sendo que o último campeonato foi conquistado em  1983 e, a partir daí, o futebol de Abaetetuba sofreu uma forte decadência. As causas dessa decândência são várias, mas a falta de apoio dos poderes competentes e a desorganização dos clubes e Liga, foram dois dos principais fatores dessa decadência e hoje Abaetetuba se ressente do bom futebol do passado que era praticado, tanto no campeonato do município, quanto pela Seleção de Futebol de Abaetetuba. Até os dias atuais Abaetetuba se ressente de um digno campo de futebol, onde o futebol possa ser praticado sem riscos para os jogadores, torcedores, dirigentes de futebol local e das delegações visitantes.

O futebol praticado em Abaetetuba vem desde o ínício do Século 20, onde despontaram times como os do Vera Cruz, da Associação, do Abaeté, do Brasil, do Itatiáia, do Vasco, do Vênus, do Tietê, do Palmeiras e outros mais recentes que reuniam a nata dos jogadores de futebol de Abaetetuba, verdadeiros craques com a bola no pés, praticando um futebol de alto nível, tendo muitos se transferido para times da Capital do Estado, Belém/Pa onde continuaram a praticar o bom futebol visto nos clubes de Abaetetuba.

São os antigos clubes de Abaetetuba e seus respectivos jogadores de futebol que estamos rememorando nestas postagens sobre futebol.

Como ultimamente estamos recebendo muitas fotos e  informações, faremos esta postagem sobre o futebol de modo incompleto, sendo que, na medida de nosso tempo, iremos acrescentando as informações necessárias às imagens da postagem.

Agradecemos aos nossos informantes, entre os quais Alcimar Carneiro de Araujo, Raimundo Erogildo Lima/Tio Cabra e outros que nos prestaram valiosas informações sobre a memória do futebol de Abaetetuba.

Alair, Verediano e Zeca

Alair e Verediano já foram citados nas postagens anteriores e são dois inesquecíveis jogadores de futebol que deram muitas glórias nos clubes em que atuaram e pela Seleção de Futebol de Abaetetuba. Alair, jogando como goleiro e Verediano jogando como volante, na armação, desarme e ataque dos clubes e seleção. No caso da foto acima, Alair, Veridiano e Zeca aparecem como jogadores do Vasco da Gama.

O jogador Zeca é citado pela primeira vez em nossas postagens. Sua família, abaixo, cuja foto foi gentilmente cedida por Raimundo Erogildo/Tio Cabra, e que teve vários membros de sua família formando nos clubes de futebol e Seleção de Futebol de Abaetetuba.


2ª G/Filhos/F: Mestre Rosa, músico, professor de música, marceneiro, casado e c filhos, 3ª G/Netos/N: Zeca, Tio Cabra, Madá, Pipoca, Lúcio e outros.
2ª G/Filhos/F, de Raimundo Erogildo dos Passos Lima.

2ª G/F, Zeca/José dos Passos Lima, conforme fotos e dados abaixo, nasceu a 7/1/1937 e faleceu a 8/4/2012, jogou futebol na juventude pelo Vasco da Gama e, com 18 anos seguiu para Belém para o serviço militar da Marinha do Brasil, residindo na Vila de Icoaraci/Pa, Área Metropolitana de Belém.

Zeca, jogou futebol pelo Vasco da Gama, 
de Abaetetuba/Pa nos anos de 1950

2ª G/F, Madá/Maria Madalena dos Passos Lima, c/ filhos, 3ª G/Netos/N e neto, 4ª G/Bisnetos/Bn, de Raimundo Erogiildo.

3ª G/Netos/N, filhos de Madá:


3ª G/N, Raimundo Erogildo dos Passos Lima Neto, este é bom jogador de futebol de salão, formando no time do CSFX.


3ª G/N, Dayvison Hígor dos Passos Lima.


2ª G/Filhos do Mestre Rosa:


2ª G/F,  Tio Cabra/Raimundo Erogildo dos Passos Lima, é marceneiro, atuou como árbitro de futebol em Abaetetuba, c/c Francisca e com filhos, 3ª G/Netos/N: Rildo, Raildo, Conce e outros.


2ª G/F, Lúcio/Lúcio dos Passos Lima, que junto com seus irmãos Zeca e Pipoca, formaram nos vários clubes de futebol de Abaetetuba.

Lúcio/Lúcio dos Passos Lima, bom jogador
descoberto por Alcimar e que jogou futebol
no Palmeiras, de Abaetetuba, formando no
grande time dos anos de 1970 e na Seleção
de Futebol de Abaetetuba/Pa


Uma formação da Seleção de Futebol de
Abaetetuba:
Em pé: Zé Buraco, Guarasuco, Jango, Crizantinho
Zé Maroca e Zinho
Agachados: Piranha, André Pontes, Vicente, Veras
e Lúcio

Zé Buraco, era jogador de futebol do clube Tietê

Guarasuco, da família Melo, irmão do ex-jogador e goleiro Zé Maria/José Maria Melo, este funcionário da Junta da Justiça do Trabalho em Abaetetuba.

Jango, da família Lima, irmão do chamado Mapará, jogava nas formações do clube palmeiras, nos anos de 1970 e na Seleção de Futebol de Abaetetuba.

Crizantinho/Crizanto Lobato Filho, que pertencia à família Lobato, do Mestre Crizanto Lobato, uma família de jogadores de futebol de Abaetetuba. Já descristo em postagens anteriores.

Zé Maroca/José Maria Paes, veio da família abaixo:

Francisco de Paula Paes, filho de João Gualberto Paes, esteve presente na instalação da cidade de Abaeté em 15/8/1895, foi vogal na intendência do Padre Francisco Manoel Pimentel (1896-1900) e na intendência do tenente-coronel Torquato Pereira de Barros (1900-1902), com officina de ourives em 1922, c/c Mariana Negrão e tiveram filhos: Abigail (homem), Lucídio, João Gaudêncio, Elpídio Negrão Paes e Francisco Euvagre Paes. Num 2º casamento de Francisco de Paula Paes c/Benedita Pereira tiveram os filhos: Astrogilda/Gilda, Maria e Gabriel Pereira Paes. 
Francisco Euvagre Paes, filho de Francisco de Paula Paes e Mariana Negrão, c/c Lucinésia Maués e tiveram filhos: Francisco, Higino, José Maria/Zé Maroca, Margarida, Dorotéa e outros.
Francisco Maués Paes/Chico Paes, filho de Francisco Euvagre Paes Paes e Lucinésia Maués, citado em 4/2011, artista artesão, casado e com filhos.
José Maria Maués Paes/Zé Maria/Zé Marocas, já é falecido, filho de Francisco Euvagre Paes e da professora Lucinésia Maués, antigo jogador de futebol do clube Palmeiras nos anos de 1960/1970.

Zinho, veio de uma das vertentes da Família Ferreira de Abaetetuba

Piranha/Humberto Vilhena, foi jogador de futebol do Abaeté e da Seleção de Futebol de Abaetetuba. Já foi descrito em postagens anteriores.

André Pontes Pimentel, filho de Silvio Pimentel, este o folclórico músico que tocava o instrumento rabecão nas bandas e conjuntos musicais de Abaetetuba. André Pontel já foi descrito em postagens anteriores sobre futebol.

Vicente, excelente jogador de futebol, jogando na defesa ou no ataque do Brasil, do Abaeté e da Seleção de Futebol de Abaetetuba e que já foi descrito nas postagens anteriores.

Veras, pouca informações temos deste excelente jogador de futebol, que jogava como meia-armador nos clubes e na Seleção de Futebol de Abaetetuba. Deu sequência à sua carreira, indo jogar futebol em um clube da Capital do Estado, Belém/Pa.

Lúcio/Lúcio dos Passos Lima, irmão dos jogadores Pipoca e Zeca, filhos de Erogildo Fonseca de Lima/Mestre Rosa, este era marceneiro e músico que tocava violão e outros instrumentos musicais na Banda Carlos Gomes e era professor autônomo de música em Abaetetuba e casado com Maria dos Passos Lima, esta irmã de Benedito Sena dos Passos e com filhos. Lúcio era um excelente jogador de futebol, que jogava como meia-esquerda do Palmeiras e na Seleção de Futebol de Abaetetuba, nos anos de 1970.


Uma formação do grande e bicampeão (1972 e1973) time
do Palmeiras:
Em pé:Verediano, Alcimar (treinador), Pedrão, Bacu, Jango,
Guarasuco e Zé Maroca
Agachados: Haroldo (filho do popular Soí), Rosevelt, Nani, Lúcio e Santana (Célio Santana)

Verediano/Verediano Góes Teixeira, irmão do também jogador de futebol Filinho e Verediano era excelente jogador de armação, desarme e ataque dos clubes e da Seleção de Futebol de Abaetetuba. O jogador Verediano já foi descrito em postagens anteriores.

Alcimar/Alcimar Carneiro de Araujo, sapateiro desde a juventude, empresário do comércio de calçados, foi também jogador de futebol no antigo clube Brasil e demais clubes. Porém foi como técnico de futebol que Alcimar se revelou para o futebol de Abaetetuba, sendo formador e disciplinador dos jogadores que atuavam nos clubes e Seleção de Futebol. Alcimar também é um grande despostista de Abaetetuba, atuando como comentarista e colunista de futebol em jornais e rádios de Abaetetuba. Vide na carta abaixo do Sr. Dilermando Rodrigues Lobato, o comentário que o mesmo faz sobre Alcimar Carneiro de Araujo. Vide postagens anteriores sobre o mesmo Alcimar.

Pedrão/Pedro, filho do folclórico Galomouro, este pedreiro e mestre-de-obra da construção civil em Abaetetuba. Pedrão teve outro irmão como jogador de futebol, o Ciquetrique.

Bacu ou Adilson BaleiaAdilson Negrão Leite, filho de Manoel Leite e Dedame Negrão.

Jango/João Lima, este irmão do popular Mapará

Gaurasuco, identificado acima

Zé Maroca, identificado acima

Agachados:

Haroldo do Soí, este filho do popular Soí que chegou a exercer o cargo de Comissário de Polícia em Abaetetuba.

Roselvet, jogador com interesses em Abaetetuba, vindo de Belém.

Nani, com iteresses em Abaetetuba, vindo de Belém, era militar e casou com uma irmã de um 2º matrimônio do fotógrafo Pastelo e Nani morava às proximidades da oficina do Mestre Antonio, este famoso mecânico de veículos automotores em Abaetetuba.

Lúcio, já identificado acima

Célio Santana, filho de Célio Paes, primo de Lúcio


Seleção de Futebol de Abaetetuba, ano de 1969
Em pé: Gata Peixeiro, Nato/Fortunato, Jango, Crizantinho, Zé Buraco e Verediano
Agachados: Piranha, Vicente, Joe, Lúcio e Filinho

Gata Peixeiro, jogou futebol nos anos de 1950, 1960 como lateral esquerdo e nos dias atuais reside na Rua Lauro Sodré.

Fortunato,

Jango, já identificado acima

Crizantinho, já identificado acima e em postagens anteriores

Zé Buraco, já identificado acima

Verediano, já identificado acima e em postagens anteriores

Agachados:

Piranha, já identificado acima e em postagens anteriores

Vicente, já identificado acima e em postagens anteriores

Joe

Lúcio, já identificado acima

Filinho/Benedito Góes Teixeira, irmão de Verediano Góes Teixeira, sem uma técnica apurada, porém era um veloz jogador que atuava pela ponta esquerda e tinha um canhão nos pés que ajudaram nas conquistas dos times por onde atuara nos anos de 1960, 1970 e na Seleção de Futebol de Abaetetuba.



Verso na foto da Seleção de Futebol de Abaetetuba,
onde o Sr. Dilermano Rodrigues Lobato, oferece a
referida foto ao desportista Alcimar Carneiro de Araujo
e com rasgados elogios ao destinatário, quando este
atuou como jogador, técnico e presidente-fundador
de clube em Abaetetuba

Foto da mesma Seleção de Futebol de 1969 acima e
agora devidamente identificada com a letra do desportista
Alcimar Carneiro de Araujo




Time do Vasco da Gama, onde faltam identificar
alguns jogadores

Identificados:

Guilherme Cruz
Natálio
Café

Verediano, com identificação acima e em postagens anteriores

Bebé do Abreu, filho do Mestre Abreu, é irmão da artesã Nina Mary

Nita (irmão do Marinho Lobato, este esposo da Profa. Maria de Nazaré Carvalho Lobato)


Esta foto é da sensacional Seleção de Futebol de Abaetetuba
de 1955, que foi formada logo após a criação da Liga Esportiva
de Abaetetuba e que levantou o 1º título de Campeã de Futebol
Intermunicipal do Pará
Perácio, Alair, Verediano, Eurico, Bilico e Susete
Agachados: Cravo, Sandoval Rodrigues, Diquinho Bala, Afonso e
Luiz Lima

Perácio, filho do Mestre crizanto Lobato, onde praticamente todos os seus irmãos também foram jogadores de futebol em Abaetetuba e também as gerações descendentes desses jogadores. O jagador Perácio já foi devidamente identificado em postagens anteriores.

Alair, um incrível e elástico goleiro que formou nos times e na Seleção de Futebol de Abaetetuba, membro da família Melo e com identificação acima e em postagens anteriores.

Verediano, já identificado acima e em postagens anteriores.

Eurico, que possivelmente foi o melhor jogador da meia-cancha do futebol de Abaetetuba, elegante, versátil e habilidoso jogador que deu muitas glórias aos times dos quais participou e da Seleção de Futebol de Abaetetuba. Vide sua identificação em postagens anteriores. Vide postagens anteriores.

Bilico, jogador versátil e que possuía um canhão no pé esquerdo, que formou por muitos anos nos clubes de futebol e na Seleção de Futebol de Abaetetuba. Esse jogador já foi referido em postagens anteriores, porém, ainda não conseguimos identificar seu nome. seus filhos Carmito e Carmo também foram habilidosos jogadores de futebol em Abaetetuba. Vide Postagens anteriores.

Susete, outro sensacional jogador de futebol de Abaetetuba, vindo de outra localidade do Pará, pai dos populares Rochedo e Macacheira.

Cravo, habilidoso jogador de futebol, filho do chamado Velho Manoel Eugênio, grande craque de futebol de Abaetetuba, tendo formado em vários clubes e na Seleção de Futebol de Abaetetuba. Vide postagens anteriores.

Sandoval Rodrigues, filho do popular Prof. Maxico, irmão do também jogador de futebol Sindeval, pelo Vasco da Gama. Sandoval, possuía raça e força de grande jogador de futebol, características que compensavam sua falta de técnica e habilidade. Vide postagens anteriores.

Diquinho Bala, que veio de uma família de futebolistas como Sandoval, filhos do popular e também jogador, dirigente e presidente de clubes de futebol, Chico Lima e Diquinho Bala, que além da habilidade com a bola nos pés, possuía uma bomba nos pés, que o tornavam o terror dos goleiros, pela pontaria e força nos chutes. Vide postagens anteriores.

Afonso, também veio de uma família de futebolistas como Dijó, Laburina, Dé, Ari Cardoso de Castro e Afonso era um habilidoso jogador da meia-esquerda dos times em que atuava (inclusive Remo e Paissandu de Belém) e da Seleção de Futebol de Abaetetuba. Presume-se que Afonso tenha ganho pelo menos 8 títulos de campeão de Futebol, dos 11 títulos que Abaetetuba obteve como Seleção Campeã de Futebol do Campeonato Intermunicipal de Futebol, promovido pela Federação Paraense de Futebol. Afonso era habilidoso e refinado jogador de futebol, com grande visão de jogo e que formava com Eurico uma das melhores meias-canchas que a seleção de Abaetetuba possuíra em todos os tempos. Vide postagens anteriores.

Luiz Lima, filho de Chico Lima (acima citado em Diquinho Bala), ponta esquerda rápido e habilidoso com a bola nos pés e que foi várias vezes campeão pelos clubes e pela Seleção de Futebol de Abaetetuba. Vide postagens anteriores.  


Escrito no verso da foto da Seleção de Futebol de Abaetetuba,
acima, dando informações sobre essa seleção.

As fotos abaixo estão ainda incompletas de informações, porém a 1ª dessas fotos já apresenta a identificação dos jogadores com a letra do nosso grande depositário da memória esportiva de Abaetetuba, Alcimar Carneiro de Araujo, e a 2ª foto, já desgastada pelo tempo, representa um grupo do clube Vasco da Gama, quando de uma vitória de 5 x 1 sobre algum adversário a identificar. Preparemos as informações e colaremos as mesmas aqui mesmo nestes espaços.  


Uma formação do clube Palmeiras



Uma desgastada foto de um grupo de jogadores e dirigentes
do clube Vasco da Gama de Abaetetuba

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

2012: BRINQUEDOS 3 E ARTESÕES DE MIRITI DE ABAETETUBA

CÍRIO 2012: BRINQUEDOS 3 E ARTESÕES DE MIRITI DE ABAETETUBA

Brinquedos de Miriti em Feiras e Eventos:


Os Brinquedos de Miriti de Abaetetuba obtiveram grande destaque no mês de outubro em Belém/Pa, antes, durante e depois do grandioso Círio de Nossa Senhora de Nazaré, edição 2012. Os Brinquedos de Mriti foram objeto de exposições, temas de eventos culturais, estudos, pesquisas e vendas por vários pontos da Capital. Porém a tradicional Feira do Miriti não obteve o realce desejado como as de anos anteriores e nem mereceu destaques como os de outros eventos que tiveram os Brinquedos de Miriti e seus artesões como temas e exposições variadas. O espaço da feira ficou acanhado e a divulgação deixou a desejar. Porém, nestas postagens, mostraremos uma série de eventos onde os Brinquedos de Miriti e seus artesões foram destaques em várias exposições, temas e estudos e de acordo com as publicações de várias fontes de informações da mídia e de órgãos do governo do Pará.

FEIRA DO MIRITI:

A Feira do Miriti de Nazaré teve a abertura na quarta-feira (10/102012), promovida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e se estendeu até o dia 14/10, com entrada franca e as peças ficaram distribuídas em 60 estandes com aproximadamente 44 mil peças produzidas por artesãos de Abaetetuba, Moju e Belém e os valores de cada peça variavam entre R$ 5 e R$1.500 reais.

Estava sendo esperada a presença 30 mil visitantes cujas vendas pudessem gerar cerca de R$ 300 mil em volume de negócios. Essa expectativa leva em conta o ano de 2011, quando a Feira do Círio e Miriti aconteceu na Estação das Docas e foi visitada por mais de 25 mil pessoas, em evento que gerou mais de R$ 180 mil em volume de negócios para os artesãos participantes. Este ano, além dos tradicionais Brinquedos de Miriti, a feira terá também outros objetos e artefatos produzidos com a fibra do miriti, como peças criativas dos artesãos de Abaetetuba e outros tipos de artesanato vindo de outros municípios paraenses, como cerâmicas, arte em madeira, biojoias e outros produtos do artesanato paraense. Este ano a Feira do Miriti não mais será realizada na Estação das Docas como ano passado e sim na Praça Waldemar Henrique, com entrada franca.

O Corró-Corró no Arrastão do Círio:

O artesão de Abaetetuba chama carinhosamente o brinquedo de Corró-Corró, mas há quem o conheça apenas como Roc-Roc, que é um brinquedo sonoro construído para anunciar a existência dos outros Brinquedos de Miriti. Só é preciso um simples rodar e o som vai surgindo para se incorporar ao colorido e à simplicidade do objeto, numa espécie de encantaria a atrair crianças e adultos. É magia que resgata a memória da cidade e a história do Círio de Nazaré.

“Contam os antigos artesãos de Abaetetuba/Pa que o Roc-Roc ou Corró-Corró aparece na cena do Círio como peça de divulgação dos pontos de vendas dos Brinquedos de Miriti. Uma vez acionado, sua sonoridade cativa os olhares e a atenção dos devotos e revela uma infinidade de formatos e cores inspirados no imaginário ribeirinho e no cotidiano do caboclo paraense”, diz Ronaldo Silva, músico e pesquisador cultural do Instituto Arraial do Pavulagem.

No contato e diálogo com os Artesãos de Miriti veio a descoberta e a percepção de que o brinquedo já quase não vinha mais para a feira tradicional de miriti na Quadra Nazarena. E em 2002, ele passou a fazer parte do Arrastão do Círio, o cortejo de cultura popular realizado pelo Arraial para reverenciar e homenagear a Padroeira dos Paraenses no 2º sábado de outubro, logo após a Romaria Fluvial.

Nas ruas, o Instituto reinventa a sonoridade do brinquedo e evoca os ruídos da floresta na chegada dos brincantes à Praça do Carmo, no bairro da Cidade Velha em Belém. É quando centenas de Roc-Roc começam a ser girados para o alto numa profusão de cores e sons chamada de “Valsa dos Roc-Roc”. Um momento de reflexão sobre os sons da natureza e os sons produzidos pelas atividades humanas no planeta. “Sobre os sons que não escutaremos mais, sobre os sons naturais que ainda escutamos, aqueles nocivos à saúde humana e aqueles mágicos e encantadores que nos equilibram, nos fortalecem, nos identificam”, completa Ronaldo.

Durante as semanas que antecedem o Arrastão do Círio, uma pequena equipe de participantes do cortejo se dedica a conceber o Corró-Corró. Um trabalho feito com carinho e cuidado para criar mil exemplares do singelo brinquedo que vão ser distribuídos para o público na concentração do evento, na Avenida Boulevard Castilhos França, em frente à Estação das Docas, enquanto todos aguardam a chegada da imagem de Nossa Senhora para homenageá-la com música.

As atividades estão aceleradas na sede do Arraial, localizada no bairro da Campina. Mais de 800 Roc-Roc já foram feitos, de todos os tamanhos, de múltiplos formatos e de todas as cores. Ganharam forma e vida pelas mãos de Silvio Nascimento e outras três colaboradoras, num exercício de criatividade e paciência, que começa às 800h da manhã e só termina às seis da tarde, de segunda a sábado. “Mas é divertido também”, garante Silvio.

O músico e artesão de 41 anos assumiu este ano a tarefa de conduzir o processo de criação do brinquedo. “Antes eu ajudava apenas, mas como o Clayderson (o responsável por conceber esses e outros adereços dos cortejos do Arraial) estava muito ocupado esse ano, então eu assumi”, comenta Nascimento.

É Silvio quem sai pela cidade para recolher a matéria-prima do Corró-Corró, os rolos que servem de suporte para o papel nas gráficas de Belém. Depois vai medi-los e cortá-los. Em seguida, os rolos recebem cola de sapateiro em toda a estrutura e uma das extremidades é tampada com cola quente. A parte fechada recebe um furo logo depois, por onde passará o pequeno fio que será girado quando o objeto estiver pronto. O fio é enrolado em uma das pontas a um pedaço de madeira “breado” (espécie de seiva aquecida). “É como o breu-branco”, tenta explicar Silvio. É a seiva que deixa a superfície da madeira lisa, essencial para o som nascer. “É ele que permite esse atrito da cordinha com a madeira para fazer o som”, pontua/E no meio de todo o processo de construção do Corró-Corró vem a pintura. Sempre bem colorido. Depois é só deixar secar e conferir o resultado depois nas ruas, pelas mãos do povo, na celebração da cultura popular. “As pessoas ficam alegres. É legal ver”, se orgulha Silvio.

O Arrastão do Círio 2012 ocorre no sábado, 13 de outubro, logo depois da Romaria Fluvial. O cortejo se concentra na Avenida Boulevard Castilhos França, em frente à Estação das Docas (nas proximidades da Escadinha) para aguardar a chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora e prestar uma bela homenagem à padroeira, com o Batalhão da Estrela tocando o hino do Círio de Nazaré ao som de mazurca, um dos ritmos da marujada de Bragança. Na praça do Carmo, além da Valsa dos Roc-Roc está prevista ainda a realização de uma grande roda de Carimbó com as participações de vários artistas, como Luê Soares e Lia Sophia.

O Arrastão faz parte da programação “Nazaré em Todo o canto”, do Governo do Pará, e tem patrocínio da operadora Vivo, por meio do programa Conexão Vivo, da Lei Semear, da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e apoio da Prefeitura Municipal de Belém.

www.diariodopará.com.br

Brinquedo de Miriti no Mangal das Garças:

No Mangal das Garças, um dos pontos turísticos mais concorridos de Belém, onde vivem algumas variedades de pássaros da fauna amazônica, aconteceu a exposição de aproximadamente 200 aves, como araras, papagaios, guarás, tucanos e garças, cujas espécies são vistas no Mangal, feitas da fibra do miriti, o “Isopor da Amazônia”, que é um  tipo de madeira leve típica do Estado do Pará.

Essas peças ficaram expostas no recanto “Armazém do Tempo”, e essa exposição recebeu o nome de "A Revoada dos Pássaros", que reúniu peças feitas pelos artesãos de Abaetetuba, município no Nordeste do Estado, brinquedos que são famosos pela delicadeza e colorido dos brinquedos. A programação do evento foi feita do dia 6/10 até 11/11/2012.

Quem visitou a exposição “A ‘Revoada dos Pássaros’, observou que a mostra estava em harmonia com o local, onde os pássaros são o grande destaque do Mangal das Garças./Os pássaros da exposição foram selecionados entre 18 ateliês da cidade de Abaetetuba, onde há mais de 200 artesões que se dedicam à produção de brinquedos e outras peças em miriti.

Brinquedos de Miriti na Exposição “Círio de Memória”:

Esculturas feitas de luz

O Círio é a comemoração católica mais importante do Pará, que comanda as manifestações artísticas e culturais do mês de outubro e Nossa Senhora de Nazaré garante inspiração para as mais diversas linguagens. Para contribuir como resgate e difusão das representações que a data possui na vida dos paraenses, o Sesc Boulevard abre hoje a exposição “Círio de Memórias”, com o tema “Miriti, esculturas de Luz”, que reúne imagens do cotidiano dos artesãos de miriti que vivem no município de Abaetetuba.

Sob a batuta de Miguel Chikaoka, os artesãos puderam desenvolver seus próprios equipamentos utilizando técnicas rudimentares, mas capazes de transmitir a mensagem que cada um pretendia imprimir. “Tivemos o primeiro contato com eles em março, quando nos reunimos para apresentar o projeto. Percebemos logo o interesse e tratamos de fazer essa conexão com a história da fotografia. Elaboramos as oficinas pensando nisso”, explica Miguel.

As oficinas foram elaboradas no intuito de mostrar o processo de formação da imagem aos artesãos. Eles foram orientados na produção de registros fotográficos utilizando réplicas de câmeras feitas de talas de miriti produzidas durante as oficinas. Os resultados - câmeras, gravuras e fotografias - poderão ser conferidos na exposição.

O curador da mostra, o artista Emanuel Franco, com 20 anos de pesquisa no universo do miriti, acredita na divulgação do trabalho realizado pelos artesãos em Abaetetuba através desta exposição. “Eu acho esta produção muito rica e diversificada para o estado, só que ela precisa ser mais valorizada. Acho que o ‘Círio de Memórias’ é uma oportunidade para se fazer isso”.

Segundo Emanuel, até a disposição dos trabalhos foi cuidadosamente projetada. “No meio da exposição ficará suspensa uma grande girândola em forma de cubo, onde estarão cerca de trezentos brinquedos de miriti, isso servirá para que as pessoas possam ter conhecimento deste trabalho e saber quem são esses artesãos. As fotos e gravuras feitas pelos artesãos ficarão em panos suspensos pela galeria”, antecipa.

Chikaoka conta que cerca de 50 pessoas participaram das oficinas que resultaram nos 150 trabalhos selecionados para a exposição. “Ao lado das imagens, os visitantes poderão também vislumbrar as câmeras produzidas por eles. O interessante foi que eles se propuseram a apresentar seus cotidianos, suas vidas, dilemas e reflexões”.

“O projeto busca envolver o público com as diversas as temáticas do Círio, valorizando a memória e a história desta grande manifestação cultural”, diz Miguel Chikaoka.

Fonte:  Elias Santos/Diário do Pará

 O Brinquedo de Miriti de Abaetetuba/Pa é
um dos fortes símbolos do Círio de Nazaré
em Belém/Pa

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha