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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

10 sinais ocultos de Alzheimer que todos ignoram





Fonte abaixo: baudaideais.net

O mal de Alzheimer se desenvolve lentamente e, por isso, muitas famílias acabam não sabendo se o problema de esquecimento é resultado da doença ou é apenas a velhice.
Deborah Halpern, pertencente a uma entidade de cuidadores em Kensington, Maryland, nos Estados Unidos, faz a seguinte comparação:
“Uma pessoa bastante idosa pode esquecer frequentemente onde deixou as chaves.
Mas alguém que sofre com Alzheimer, quando encontra o que está perdido, não faz ideia do que se trata”.
Quer que a gente esclareça melhor?
Veja os sinais de alerta para esta terrível doença:
1. Perda de memória: esquecer ocasionalmente nomes é normal, mas quem tem Alzheimer esquece cada vez mais coisas ao longo do tempo.
2. Dificuldade em realizar tarefas do cotidiano.
3. Problemas com a linguagem: o vocabulário fica cada vez mais curto e difícil de compreender.
4. Sensação de que está perdido e sozinho, mesmo em meio à família.
5. Comportamentos estranhos, como sair de casa com roupas íntimas.
6. Passividade: quem sofre de Alzheimer tende a esquecer as coisas que gostava de fazer e acaba ficando muito tempo sentado em frente à televisão.
7. Problemas de raciocínio para executar simples tarefas, como usar um cartão de crédito ou preencher uma folha de cheque.
8. Perda do senso, como colocar as chaves no congelador.
9. Mudança repentina de humor, indo da calma à fúria sem nenhum motivo.
10. Tristeza cada vez maior.
Quer saber como podemos prevenir esse mal?
  • A melhor coisa a se fazer é estimular a mente.
  • Jogos como xadrez e palavras-cruzadas ajudam
    Ah, se você não sabe, há uma estreita relação entre o cérebro e a saúde do coração.
  • Ou seja, à medida que se aumenta o risco de doença cardiovascular, também se aumenta o risco de Alzheimer.
  • Portanto, tudo o que diminui o risco de problemas cardíacos, também previne a doença do esquecimento.
Veja o que você deve evitar para ficar mais protegido:
  • 1. Fumo: os fumantes têm o dobro de chances de desenvolver Alzheimer.
  • 2. Colesterol ruim alto, que dificulta a circulação em todo o corpo.
  • 3. Pressão arterial elevada
  • 4. Obesidade
  • 5. Diabetes
  • 6. Gordura de origem animal em excesso
  • 7. Bebida alcoólica em excesso
Há algumas medidas que podemos tomar para reforçar a proteção contra a doença:
  • – Exercício físico
  • – Dieta baseada em frutas e legumes
  • Consumo adequado de antioxidantes como ômega 3 e vitaminas C e E.
Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.


Fonte abaixo: baudaideias.net

De agora em diante, o SUS passará a oferecer o adesivo de rivastigmina, um tratamento que ajuda a amenizar os sintomas do Alzheimer. O medicamento já estava disponível em cápsulas e solução oral, mas o patch, que tem vantagens como menor impacto sobre o sistema gastrointestinal, ainda não estava incluído. Veja a seguir como ele age e quem poderá receber essa terapia.

Adesivo de rivastigmina no SUS: como age

A rivastigmina é um inibidor da colinesterase, classe de medicamentos que inibe a degradação da acetilcolina, um neurotransmissor relacionado à memória. Além da melhora da cognição, há também ação sobre os sintomas comportamentais e alterações funcionais da doença.




Já estão disponíveis no SUS as cápsulas e as gotas da rivastigmina, mas o patch só chegou agora.
De acordo com o relatório produzido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec, náuseas e vômitos costumam ser fatores que dificultam o seguimento do tratamento com a rivastigmina oral. O adesivo, que mostrou-se tão eficaz quanto as cápsulas e as gotas, foi criado pensando em evitar esses efeitos adversos.

Quem receberá o tratamento

A resolução de incorporação do medicamento no SUS, publicada no Diário Oficial da União, não especifica para que portadores do Alzheimer será oferecido o tratamento. Espera-se, então, que todo paciente que tenha recomendação e prescrição médica para usar o adesivo tenha acesso a ele. Segundo a Conitec, ele está recomendado para pessoas com Alzheimer leve a moderadamente grave.

Prevenção do Alzheimer




10 sinais ocultos de Alzheimer que todos ignoram


Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

Política e Crônicas: CONSCIÊNCIA NEGRA E DIREITOS HUMANOS

Política e Crônicas: CONSCIÊNCIA NEGRA E DIREITOS HUMANOS

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Fonte abaixo: http://politicas e cronicas
Luzia Álvares

domingo, 20 de novembro de 2016

CONSCIÊNCIA NEGRA E DIREITOS HUMANOS

O Dia Nacional da Consciência Negra celebrada hoje, 20 de novembro, foi criado pelo Projeto-Lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003 (Art. 79-B), estabelecendo “as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir, no currículo oficial da Rede de Ensino, a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira" (...)”. Nesse dia, no ano de 1695, morrera Zumbi dos Palmares, o líder e chefe do mais famoso quilombo da história da escravidão no Brasil. A sua morte, resistindo contra o opressor branco, marcou a luta pela emancipação de uma etnia imposta como escrava no Brasil desde os primórdios da colônia portuguesa na América.
A escravatura existiu desde a origem da civilização. , Tratava-se de povos conquistados, prisioneiros de guerra, escravizado por dívida, por pirataria ou por mau comportamento cívico, com evidências ainda àqueles com características físicas e de língua diferente dos conquistadores.
Em termos de Brasil, a escravidão iniciou-se na primeira metade do século XVI, com a produção de açúcar. Os colonizadores portugueses capturando os negros nas suas colônias na África utilizava-os no trabalho nos engenhos de açúcar no Nordeste. Comerciantes de escravos, mercadoria humana, escolhas entre os sadios, condições desumanas, mortes e submissão aos grilhões de ferro nos porões fétidos dos navios negreiros e/ ou quando nas senzalas eram acorrentados para evitar as fugas e submetidos a torturas físicas são evidências de um passado infausto desse povo cuja vida marcou a sua presença desde o Brasil Colônia. A história desse período é um dos mais cruéis momentos da humanidade e deste país. Da compra da liberdade por alguns, no Século do Ouro (XVIII) e da resistência política de outros, esse povo conseguiu manter sua cultura, exercitar seus rituais e falar sua própria língua ao organizar comunidades de quilombos.
Isto quer dizer que a abolição da escravatura tão festejada não foi algo dado para eles. Eles lutaram para chegar até ela. Historicamente se desenvolveu com a transição da Corte Portuguesa para o país e do Tratado de Aliança e Amizade de 1810, época em que o príncipe regente se comprometeu com a Inglaterra a abolir o tráfico negreiro. Esse tráfico só foi extinto quarenta anos depois, com a aprovação da Lei Eusébio de Queiroz e teve como reflexo a redução gradual da escravidão. Nessa época, o mundo conhecia as primeiras teorias cientificas de base racista. Surgiu, por exemplo, o “darwinismo social” e, no Brasil, começou a “preocupação com o branqueamento da população”. Essa ideia que se desdobrava entre a radicalização da diferença étnica, afinal um dos fatores da teoria nazista, e o estimulo à miscigenação como um meio de “diluir a cor negra”, caminhou com seu flagrante confronto na aceitação dos filhos de proprietários de terra com suas escravas. Segundo a professora Mary Del Priore em um artigo denominado “Entre a Casa e a Rua” (Revista “Aventura na História”/Ed. Abril), o conde Suzanet ,em 1825, afirmava que “as mulheres brasileiras (...) casavam-se cedo, logo se transformando, pelos primeiros partos, perdendo os poucos atrativos (...) e os maridos apressavam-se em substituí-las por escravas”. Mas sabe-se que não era só assim. Estas escravas eram estupradas, algumas mortas e a convivência com as “matronas” brancas submetia-as a uma outra forma de opressão e castigo por parte destas que se vingavam ao se sentirem em segundo plano na base de sedução do marido.
O livro “A Cabana do Pai Tomás”(escrito em forma de série, de 1850 a 1852) da escritora, filantropa e antiescravagista Harriet Beecher-Stowe teve ampla repercussão no processo de abolição da escravatura na América do Norte. Há versões de que esse livro ajudou na declaração da Guerra da Secessão rebelando, naquele país, o sul escravocrata. A autora foi vista como emblema do Partido Republicano que abraçou a causa do abolicionismo e o livro, por ser impulsionador da liberdade étnica, foi muito lido pelos donos de escravos, inclusive no Brasil. As mulheres desses comerciantes & industriais, especialmente na zona rural, tinham “A Cabana...” como leitura predileta. Isso valeu uma citação no romance “Sinhá Moça” (1950), de Maria Dezone Pacheco Fernandes, uma visão romântica do abolicionismo.
Mas, sabe-se que não foi fácil extinguir o estigma da escravidão a partir de um juízo de graus de etnia. O movimento abolicionista surgiu com o Iluminismo no século XVIII. O legado brasileiro da emancipação do negro contou com a colaboração de nomes famosos nas artes e letras. O poeta baiano Castro Alves chegou a bradar: “Não pode ser escravo/ quem nasceu no solo bravo/da brasileira região”. O pernambucano Joaquim Nabuco impulsionado pela experiência na infância, com escravos, lançou a obra “O Abolicionismo”, em 1883. José do Patrocínio, filho de um padre com uma negra, fez campanha contra a escravidão ao lado de Ruy Barbosa, Teodoro Sampaio, Aristides Lobo, André Rebouças e outros. Mesmo assim, com tantos nomes de vulto, inclusive políticos, dedicados ao abolicionismo, o Brasil foi o país que mais demorou em libertar oficialmente escravos. Havia forte pressão, especialmente dos proprietários sediados no campo. D. Pedro II temia um quadro bélico semelhante ao que aconteceu na América do Norte do governo Lincoln. Mas a Câmara era a favor da lei que afinal foi assinada pela filha de D. Pedro, a princesa Isabel, na sua fase de governante provisória em 1888.
Evidenciar o processo escravo e eliminá-lo das injunções econômicas através de leis e decretos foi um aspecto da luta pela libertação dos negros. O outro foi e tem sido introduzir a questão como elemento de conscientização antirracista, haja vista que desde muito, em especial do século XVII a XIX na Europa e no Brasil houve forte presença das teorias raciais com base cientifica demonstrativas da essencialidade do fenótipo africano onde a negrura era uma evidencia da degeneração da raça humana.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) patrocinou um conjunto de pesquisas sobre as relações raciais no Brasil, no início da década de 1950. Esse projeto associava-se à agenda antirracista dessa instituição internacional que desde o final dos anos quarenta, estava impactada pela Segunda Guerra Mundial, quando o nazismo estimulou a grave exacerbação da degenerescência da mestiçagem humana pelo cientificismo sobre a raça ariana. Como àquela altura o Brasil apresentava imagem positiva em termos de relações inter-raciais se comparado aos EUA e o apartheid da África do Sul, este país se tornava um “laboratório” para "determinar os fatores econômicos, sociais, políticos, culturais e psicológicos favoráveis ou desfavoráveis à existência de relações harmoniosas entre raças e grupos étnicos".
Mas essa questão também era política e existencial para intelectuais negros organizados no período. Experiências mobilizadoras traduziram o outro lado da situação vindo dos movimentos negros que se formavam no país alguns encabeçados por esses personagens.
A promulgação da Constituição de 1988 marcando o período de redemocratização do Brasil apontou para as demandas de discussões e de avanços nas decisões políticas reivindicadas pelos vários segmentos da sociedade, os movimentos sociais e o Movimento Negro. Assim, “A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente, na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil” (http://www.brasilescola.com/ ).

Hoje a luta pelas rupturas do preconceito racial tem várias vertentes. E ainda há luta pela extinção do preconceito racial. Se Affonso Arinos lançou a lei que considera crime o racismo, muitos outros processos se institucionalizaram para a subversão das crime o racismo e muitos espaços como as universidades abrem vagas para negros e negras, a inserção no mercado de trabalho e valorização da cultura, a luta pela consciência do povo negro por sua identidade tem sido uma forma de militância dos grupos constituídos por agendas de demandas pelos direitos humanos.



Nos 100 anos do samba, conheça as 100 músicas preferidas do público do BOL - Entretenimento - BOL Notícias

Nos 100 anos do samba, conheça as 100 músicas preferidas do público do BOL - Entretenimento - BOL Notícias

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Fonte abaixo: notícias.bol.uol.com.br


Nos 100 anos do samba, conheça as 100 músicas preferidas do público do BOL
 
Ao longo de 2016, o BOL realizou uma série de reportagens para o especial sobre o Centenário do Samba. Visitamos rodas de samba em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia e entrevistamos personagens importantes para a história do samba nesses três Estados. E também quisemos saber de nossos internautas qual samba marcou a vida de cada um.
Em um formulário divulgado no portal entre os dias 16 de outubro e 11 de novembro, os internautas indicavam espontaneamente qual era seu samba preferido e na voz de qual intérprete. Mais de 400 músicas foram citadas por cerca de 1.200 internautas, tendo como campeã a canção "Foi um Rio Que Passou em Minha Vida", de Paulinho da Viola.
No mês em que o samba completa 100 anos, confira as 100 músicas preferidas do público do BOL e seu respectivo intérprete:

1 - "Foi um rio que passou em minha vida" (Paulinho da Viola)
2 - "Trem das Onze" (Demônios da Garoa)
3 - "Aquarela Brasileira" (Martinho da Vila)
4- "Não deixe o samba morrer" (Alcione)
5 - "A Amizade" (Fundo de Quintal)
6 - "Espelho" (João Nogueira)
7 - Conselho (Almir Guineto)
8 - "Deixa a Vida Me Levar" (Zeca Pagodinho)
9 - "Andança" (Beth Carvalho)
10 - "Mulheres" - (Martinho da Vila)
11 - "O Mundo É Um Moinho" (Cartola)
12 - "As Rosas Não Falam" (Cartola)
13 - "Esperanças Perdidas" (Originais do Samba)
14 - "Lama nas Ruas" (Zeca Pagodinho)
15 - Naquela Mesa (Nelson Gonçalves)
16 - "Disritmia" (Martinho da Vila)
17 - "Saudosa Maloca" (Demônios da Garoa)
18 - "Poder da Criação" (João Nogueira)
19 - "Retalhos de Cetim" (Benito di Paula)
20 - "Lucidez" (Jorge Aragão)
21 - "Seja Sambista Também" (Fundo de Quintal)
22 - "O Show Tem Que Continuar" (Fundo de Quintal)
23 - Deixa Eu te amar" (Agepê)
24 - "Insensato Destino" (Almir Guineto)
25 - "O Pequeno Burguês" (Martinho da Vila)
26 - "O que é, o que é" (Gonzaguinha)
27 - "Sonho meu" (Dona Ivone Lara)
28 - "Conto de Areia" (Clara Nunes)
29 - "Coração Leviano" (Paulinho da Viola)
30 - "Ex Amor" (Martinho da Vila)
31 - "Samba de Ninar" (Djalma Pires)
32 - "Vai Passar" (Chico Buarque)
33 - "Canto das Três Raças" (Clara Nunes)
34 - "Casa de Bamba" (Martinho da Vila)
35 - "Coração em Desalinho" (Zeca Pagodinho)
36 - "Domingo" (Haroldo Melodia)
37 - "Eu e Você Sempre" (Jorge Aragão)
38 - "Falsa Consideração" (Jorge Aragão)
39 - "Os Sertões" (Em Cima da Hora)
40 - "Porta Aberta" (Luiz Ayrão)
41 - "Tendência" (Dona Ivone Lara)
42 - "A Flor e o Espinho" (Nelson Cavaquinho)
43 - "Amor dos Deuses" (Fundo de Quintal)
44 - "Aquarela do Brasil" (Gal Costa)
45 - "Barracão de Zinco" (Elizeth Cardoso)
46 - Bum Bum Paticumbum Prugurundum (Beto Sem Braço)
47 - "Estrela de Madureira" (Jorge Aragão)
48 - "Feitiço da Vila" (Martinho da Vila)
49 - "Folhas Secas" (Beth Carvalho)
50 - "Liberdade, Liberdade" (Dominguinhos do Estácio)
51 - "Negra Ângela" (Neguinho da Beija-Flor)
52 - "Nosso Grito" (Fundo de Quintal)
53 - "Preciso me encontrar" (Cartola)
54 - "Sorriso Negro" (Jovelina Pérola Negra)
55 - "Vou Festejar" - Beth Carvalho
56 - "A Sorrir" - (Cartola)
57 - "Amigos" (Fundo de Quintal)
58 - "As Forças da Natureza" (Clara Nunes)
59 - "Coisa de Pele" (Jorge Aragão)
60 - "Coisinha do Pai" (Beth Carvalho)
61 - "Enredo do Meu Samba" (Alcione)
62 - "Morena de Angola" (Clara Nunes)
63 - "Na Batucada dos Nossos Tantans" (Fundo de Quintal)
64 - "O Bêbado e o Equilibrista" (João Bosco)
65 - "Pelo Telefone" (Donga)
66 - "Portela na Avenida" (Clara Nunes)
67 - "Quantas Lágrimas" (Manacéa)
68 - "Quem Te Viu, Quem Te Vê" (Chico Buarque)
69 - "Tá escrito" (Grupo Revelação)
70 - "Verdade" (Zeca Pagodinho)
71 - "Batuque na Cozinha" (Martinho da Vila)
72 - "Bola Dividida" (Luiz Ayrão)
73 - "Carinhoso" (Pixinguinha)
74 - "Desde que o Samba é Samba" (Caetano Veloso)
75 - "É Hoje" (Haroldo Melodia)
76 - "Fada" (Mário Sérgio)
77 - "Identidade" (Jorge Aragão)
78 - "Juízo Final" (Clara Nunes)
79 - "Leva Meu Samba" (Ataulfo Alves)
80 - "Madalena do Jucu" (Martinho da Vila)
81 - "Mãos" (Zeca Pagodinho)
82 - "Meus Tempos de Criança" (Ataulfo Alves)
83 - "Minha" (Arlindo Cruz)
84 - "Moleque Atrevido" (Jorge Aragão)
85 - "Mulher Brasileira" (Benito di Paula)
86 - "O Canto das Três Raças" (Clara Nunes)
87 - "O Sol Nascerá" (Cartola)
88 - "Ogum" (Zeca Pagodinho)
89 - "Papel de Pão" (Jorge Aragão)
90- "Para Ver as Meninas" (Paulinho da Viola)
91 - "Peguei Um Ita No Norte" (Quinho)
92 - "Pôxa" (Gilson de Souza)
93 - "Pressentimento" (Alaíde Costa)
94 - "Quando Eu me Chamar Saudade" (Beth Carvalho)
95 - "Samba da Benção" (Vinícius de Moraes)
96 - "Samba da Minha Terra" (Dorival Caymmi)
97 - "Samba de Raiz" (Alcione)
98 - "Samba do Arnesto" (Demônios da Garoa)
99 - "Samba Pras Moças" (Zeca Pagodinho)
100 - "Se a Fila Andar" (Toninho Geraes)
 
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Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

Cametaoara: EM CAMETÁ, NO RIO FURTADOS NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS TEM NOVA IGREJA

Cametaoara: EM CAMETÁ, NO RIO FURTADOS NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS TEM NOVA IGREJA

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Fonte abaixo: http://cametaoara.blogspot.com.br
Flodoaldo Santos

EM CAMETÁ, NO RIO FURTADOS NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS TEM NOVA IGREJA 

 


AGRADECIMENTO PELAS AJUDAS NA CONSTRUÇÃO DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS

Prezados Amigos
É tão gostosa a sensação de usar pela primeira vez uma casa nova construída com tanto esmero, sacrifício, suor e com muita ajuda e cooperação de nossos amigos.

Mais prazeroso ainda é poder partilhar de seu conforto com a nossa família e receber com alegria nossos parentes e amigos.

Esta festa que hoje se encerra, além de ser uma festa de louvor a Deus, nossos anjos, santos e a nossa Senhora das Graças, é uma festa de agradecimento  e gratidão a todos nós e nossos antepassados, que sonhamos, trabalhamos e vivenciamos a construção e reconstrução desta bonita e confortável Casa de Oração.

É quase impossível e pouco aconselhável ficarmos aqui tentando nomear todas as centenas de pessoas que dedicaram o seu trabalho e auxílio financeiro na construção desta igreja, pois, fomos todos nós que estamos aqui, muitas pessoas que não puderam estar aqui e outras que já partiram para a eternidade pelas quais rogamos a Deus por elas.

Agradecer pela igreja nova sem buscar a sua História é trair a memória de nossos antepassados, dos nossos ancestrais. A História desta igreja é a nossa própria História e a História do Rio Furtados. Este torrão encantador onde nasci, vivi minha infância, cresci, deliciei minha adolescência, parti, voltei, sofri com as dores normais de sua vida, mas  ainda gozo de suas belezas e prazeres.

Por tudo isso, permitam-me recorrer a saudosas lembranças e agradecimentos, em memória, a pessoas que foram baluartes históricos desta igreja:

Ao senhor Mariano dos Santos e sua esposa Raimunda dos Santos, primeiros proprietários deste terreno e líderes na construção da nossa primeira Igreja.

Ao senhor Juzico Cabral e sua esposa América dos Santos (Tia Mirica), continuadores e Zeladores daquele saudoso oratório por longos anos.

À senhora Maria do Carmo dos Santos, também Zeladora e doadora de uma parte do atual terreno para a construção da nova Igreja.

Ao senhor Raimundo Inácio Ferreira, desenhista da fachada da nossa antiga, histórica e saudosa igreja. Este desenho foi mantido na nova igreja, em sua memória, e por escolha da comunidade local. Mestre Mimico, como era conhecido, também foi decorador e cooperador em muitos outros trabalhos em nosso querido Santuário.

Entre nossos cooperadores atuais, permitam-me homenagear e agradecer, em especial:

Aos senhores Engenheiros Zezinho Cabral e Marcelo Valente pelos seus valiosos trabalhos desenhando a planta deste Santuário, supervisionando e orientando a construção desta casa.

 Agradecemos ainda, ao sr José Maria e família da Paróquia de  Nossa Senhora do Carmo na pessoa do Padre Benedito Gurupá, pelo valioso apoio e ajuda.

Mais uma vez obrigado a todos nós que estamos aqui pertencentes a esta comunidade ou a outras comunidades vizinhas, pelo nosso trabalho, doações e 

orações

Fomos nós que fizemos a construção e a reconstrução desta linda igreja com os nossos antepassados e todos estamos de parabéns.

O nosso muito obrigado e que Jesus e nossa Senhora das Graças nos acompanhe e abençoe!


 


 
 
 

 

DOL - Diário Online - Portal de Notícias do Pará e do Mundo - Elas | Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

DOL - Diário Online - Portal de Notícias do Pará e do Mundo - Elas | Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

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Fruta amazônica pode tratar Alzheimer 

  Camapu

Uma fruta da Amazônia pode ajudar no tratamento de uma doença que atinge 1 milhão de pessoas no Brasil: o Alzheimer. O camapu (Physalis angulata) é característico da região e é estudado pelo Grupo de Pesquisa de Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os pesquisadores descobriram que suas propriedades estimulam o crescimento de neurônios no hipocampo cerebral, região do cérebro associada à memória, podendo ajudar no tratamento da doença.
Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja conexões entre as células do cérebro, o que poderia produzir reversão da perda de memória recente, característica comum em doentes de Alzheimer. Os cientistas também apostam que, ao usar o camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que apresentam depressão. O grupo de pesquisas agora tenta convencer a indústria farmacêutica da viabilidade da droga. 
Acidental
Os responsáveis pela pesquisa já entraram com o pedido de patente das substâncias e ação farmacológica nos mercados nacional e internacional. “Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível há um tempo atrás”, diz Milton Nascimento da Silva, integrante do grupo. A pesquisa foi iniciada em 2011 e Milton compara os resultados obtidos com os de Alexander Fleming, médico escocês que, acidentalmente, descobriu a penicilina. Foi o que aconteceu, com o extrato da fruta, quando a professora Gilmara Bastos, integrante do grupo, testava o extrato em laboratório visando a atividade anti-inflamatória e descobriu as propriedades benéficas ao cérebro. Com a eficácia e a eficiência da droga comprovadas, os pesquisadores aguardam a 2ª da pesquisa que, segundo o professor Milton Nascimento, é a saída da área acadêmica para a análise de órgãos fiscalizadores e a indústria.
Novos estudos com a planta e testes clínicos em pacientes serão feitos 
Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito nessa 2ª fase do projeto. No momento, os pesquisadores estão trabalhando para oferecer mais subsídios que vão agregar valor à pesquisa. Depois de comprovados os efeitos da droga, ainda é preciso pesquisar a capacidade produtiva da planta e sua plantação.Milton Nascimento afirma que o processo se torna ainda mais delicado por se tratar de um produto natural complexo, difícil de ser sintetizado. “Hoje, estamos fazendo o estudo de viabilidade, com o intuito de saber quanto material orgânico pode ser gerado por hectare plantado”, exemplifica o professor. Segundo Gilmara Bastos, os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório. O próximo passo serão os testes clínicos, ainda sem prazo definido.
Para entender
O Alzheimer
É uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas que pode ser tratada. Quase todos os doentes são pessoas idosas. A doença se apresenta como demência ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Estima-se que existam no mundo cerca de 35 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1 milhão de casos.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha


Fonte abaixo: baudaideais.net

De agora em diante, o SUS passará a oferecer o adesivo de rivastigmina, um tratamento que ajuda a amenizar os sintomas do Alzheimer. O medicamento já estava disponível em cápsulas e solução oral, mas o patch, que tem vantagens como menor impacto sobre o sistema gastrointestinal, ainda não estava incluído. Veja a seguir como ele age e quem poderá receber essa terapia.

Adesivo de rivastigmina no SUS: como age

A rivastigmina é um inibidor da colinesterase, classe de medicamentos que inibe a degradação da acetilcolina, um neurotransmissor relacionado à memória. Além da melhora da cognição, há também ação sobre os sintomas comportamentais e alterações funcionais da doença.


Já estão disponíveis no SUS as cápsulas e as gotas da rivastigmina, mas o patch só chegou agora.
De acordo com o relatório produzido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec, náuseas e vômitos costumam ser fatores que dificultam o seguimento do tratamento com a rivastigmina oral. O adesivo, que mostrou-se tão eficaz quanto as cápsulas e as gotas, foi criado pensando em evitar esses efeitos adversos.

Quem receberá o tratamento

A resolução de incorporação do medicamento no SUS, publicada no Diário Oficial da União, não especifica para que portadores do Alzheimer será oferecido o tratamento. Espera-se, então, que todo paciente que tenha recomendação e prescrição médica para usar o adesivo tenha acesso a ele. Segundo a Conitec, ele está recomendado para pessoas com Alzheimer leve a moderadamente grave.

Prevenção do Alzheimer

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha



Professores têm direito de evitar a incidência do fator previdenciário - Economia - O Dia

Professores têm direito de evitar a incidência do fator previdenciário - Economia - O Dia

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 Fonte abaixo: http://odia.ig.com.br

Professores têm direito de evitar a incidência do fator previdenciário

Esse foi o entendimento da Justiça Federal do Rio ao corrigir o benefício de uma docente em 75,7% com a exclusão do fator para calcular o benefício

Rio - Professores têm direito de evitar a incidência do fator previdenciário no cálculo da aposentadoria. Esse foi o entendimento da Justiça Federal do Rio ao corrigir o benefício de uma docente em 75,7% com a exclusão do fator para calcular o benefício. Com a sentença, a professora passou a receber R$4.228,60. Antes do processo, ganhava R$ 2.406,98. A Justiça determinou ainda o pagamento de atrasados que devem somar, segundo cálculos preliminares, algo em torno de R$ 75 mil.


Fator previdenciário leva em conta a expectativa de vida para concessão do benefício LUIZ ACKERMANN/20.10.2016

“A Constituição de 1988 prevê aposentadoria diferenciada para os professores, não como aposentadoria especial, mas por tempo de contribuição. O texto constitucional define a redução no tempo de contribuição em cinco anos, ou seja 25 anos de contribuição para as professoras e 30 anos para os professores”, afirma a advogada Cristiane Saredo, do escritório Vieira e Vieira Consultoria e Assessoria Jurídica Previdenciária.
De acordo com a especialista, o fator previdenciário leva em consideração a expectativa de vida do trabalhador na ocasião do requerimento do benefício e tempo de contribuição menor dos professores faz com que a categoria tenha pouca idade no momento de sua aposentadoria. “Assim, o fator previdenciário diminui drasticamente o benefício do professor”, explica. a advogada previdenciária.
Neste caso específico, informou a advogada Cristiane Saredo, em 2007 quando a professora se aposentou houve perda 53,6%, devido à incidência do fator sobre seu benefício, pois sua renda mensal inicial foi de R$1.353,57 quando deveria ter sido de R$2.522,50. Com a retirada do redutor, a aposentada passará a ter renda mensal inicial de R$4.228,60, diz a advogada.
E o processo não foi muito demorado. “A ação foi ajuizada em 13 de setembro de 2016 e no dia 17 de outubro já tínhamos o acórdão favorável da 1ª Turma Recursal garantindo a revisão do benefício com a não incidência do fator e pagamento retroativo”, conta Cristiane.
A advogada orienta os professores já aposentados a pedirem a revisão do benefício do INSS na Justiça. “Os tribunais, principalmente o STJ (Superior Tribunal de Justiça), já estão acolhendo o pleito, entendendo que não deve incidir o fator previdenciário na aposentadoria dos professores, o que tem permitido a revisão desses benefícios em houve incidência do fator”, informa Cristiane Saredo.
Idade mínima de docentes será 60 anos
Os professores continuarão a ter vantagens sobre os demais trabalhadores com carteira assinada na hora de se aposentar pelo INSS. A proposta de Reforma da Previdência a ser levada ao Congresso, cujo texto já estaria quase pronto, segundo o presidente Michel Temer (PMDB), fixa a idade mínima para que os docentes se aposentem com 60 anos. Para os demais profissionais, a idade deve ser fixada em 65 anos.
No caso dos professores, a reforma vai afetar quem têm menos de 45 anos. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, chegou a afirmar que estes terão que se adaptar totalmente às mudanças propostas, sendo obrigados a trabalhar até os 60 anos. Quem tiver mais de 45, na data da promulgação da reforma, será favorecido por regra de transição, com menos exigência (idade mínima menor, escalonada ano a ano). A ideia é não prejudicar os mais velhos, que estão há mais tempo na ativa.
Para os demais , o limite para a regra de transição será maior: 50 anos. Quem tiver menos tempo será integralmente afetado e terá que trabalhar até os 65 anos.
Mudanças na regra de cálculo
Para retardar o pedido de aposentadoria o governo criou, em 1999, o fator previdenciário. O mecanismo é um índice aplicado sobre valor inicial do benefício e leva em consideração a expectativa de sobrevida do segurado na data do requerimento, a sua idade e além do tempo de contribuição ao INSS.
Em vigor até hoje o fator foi substituído pela Fórmula 85/95, caso este seja mais vantajosa para o trabalhador. Em vigor desde o ano passado, a fórmula estabelece que, quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingir 85 pontos (mulheres) e 95 (homens), a aposentadoria concedida pelo INSS será integral. Essa nova regra pode aumentar em até R$ 1 mil o valor do benefício.
Mas essa regra deve mudar. O fim da fórmula está entre as propostas estudadas pelo governo para a Reforma da Previdência Social.
Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Palavra de Vida de Dezembro 2016

Palavra de Vida de Dezembro 2016
  
Fonte: www.focolare.org
28 Novembro 2016
“Ele vem para vos salvar!” (Is 35,4)
O verbo está no presente: Ele vem. É uma certeza de agora. Não precisamos esperar o amanhã, ou o final dos tempos, ou a outra vida. Deus age de imediato: o amor não consente adiamentos ou atrasos. O profeta Isaías dirigia-se a um povo que esperava ansiosamente o término do exílio e a volta à pátria. Nesses dias em que esperamos o Natal não podemos deixar de lembrar que também Maria ouviu uma promessa de salvação, parecida com essa: “O Senhor está contigo” (Lc 1,28). O anjo lhe anunciava o nascimento do Salvador.
Ele não vem para uma visita qualquer. A sua intervenção é decisiva, da máxima importância: Ele vem para nos salvar! Salvar do quê? Será que estamos em grave perigo? Estamos, sim. Às vezes somos conscientes disso, às vezes não nos damos conta. Ele intervém porque vê os egoísmos, a indiferença para com quem sofre e está em necessidade, vê os ódios, as divisões. O coração da humanidade está doente. Ele vem, movido pela piedade para com a sua criatura. Não quer que ela se perca.
É como se Ele estendesse sua mão a um náufrago que está se afogando. Infelizmente hoje em dia essa imagem está sempre diante dos nossos olhos, voltando à cena dia após dia nos noticiários sobre os refugiados que tentam atravessar os nossos mares. Vemos como eles agarram desesperadamente aquela mão estendida, ou aquele colete salva-vidas. Também nós podemos agarrar a todo momento a mão estendida de Deus e segui-lo confiantes. Ele não só cura o nosso coração daquele fechamento em nós mesmos que nos isola dos outros, mas, da nossa parte, nos torna capazes de ajudar aos que se encontram em necessidade, na tristeza, na provação.
“Não é, decerto, o Jesus histórico, ou Ele enquanto Cabeça do Corpo místico quem resolve os problemas” – escrevia Chiara Lubich –. “Quem faz isso é Jesus-nós, Jesus-eu, Jesus- você… É Jesus no homem, naquele determinado homem – quando a sua graça se encontra nele –, quem constrói uma ponte, faz uma estrada. […] É sendo um outro Cristo, como membro do seu Corpo místico, que cada homem traz uma contribuição típica sua em todos os campos: na ciência, na arte, na política, na comunicação e assim por diante”. Dessa forma o homem é cocriador, corredentor com Cristo. “É a encarnação que continua, encarnação completa que diz respeito a todos os Jesus do Corpo místico de Cristo”1.
Foi exatamente o que aconteceu com Roberto, um ex-detento ao encontrar alguém que o “salvou” e que, por sua vez, se transformou em alguém que “salva”. Ele contou a sua experiência ao Papa que, no dia 24 de abril, compareceu na Mariápolis de Villa Borghese em Roma: “Tendo terminado um longo período de detenção, eu pensava em recomeçar a vida. Mas, como se sabe, mesmo quando  você cumpriu  sua pena,  para as pessoas você fica sempre sendo um caso suspeito. Procurando trabalho, encontrei todas as portas fechadas. Tive de andar por aí pedindo esmolas, durante sete meses fui morador de rua. Até o dia em que encontrei o Alfonso que, por meio da associação que ele criou, ajuda as famílias dos detentos. ‘Se quiser recomeçar’, disse ele, ‘venha comigo’. Agora já faz um ano que eu o ajudo a preparar as cestas básicas para distribuir às famílias dos detentos que nós vamos visitar. Para mim é uma graça imensa, porque nessas famílias eu revejo a mim mesmo. Vejo a dignidade dessas mulheres, cuidando sozinhas das crianças pequenas, que vivem em situações desesperadoras, aguardando alguém que lhes leve um pouco de conforto, um pouco de amor. Doando-me, reencontrei a minha dignidade de ser humano, a minha vida tem um sentido. Possuo uma força a mais porque tenho Deus no coração, me sinto amado…”.
Fabio Ciardi
1Chiara Lubich, Jesus Abandonado e a noite coletiva e cultural, no congresso das gen 2. Castel Gandolfo,7/1/2007 (lido por Silvana Veronesi).



Evangelho vivido: trabalhar em dois

A Palavra de Vida deste mês nos convida a não desanimar diante das adversidades,  mas sim a confiar em Deus. Ele chega também onde nós não conseguimos.





Sabia tudo
“Como sacerdote, eu acreditava que poderia julgar todas as coisas. Um dia fui convidado a celebrar a missa em um retiro com  alguns jovens,  durante a celebração eles explicitamente fizeram um pacto de estarem  prontos a dar a vida uns pelos outros. Fiquei chocado: eu teria coragem  de fazer uma coisa dessas? Tudo aquilo que parecia que eu sabia, não digo  que fosse inútil, mas   não  o suficiente para ser um verdadeiro cristão. Quantas coisas  negligenciadas  em nome do estudo, quantas omissões justificadas com algumas tarefas as quais eu julgava serem importantes…! Aqueles  jovens mudaram a minha vida”.  (R. P. – França)



Antes da oferta

“Depois de se mudar para uma nova cidade, nasceu uma amizade com uma família de vizinhos que nos ajudou muito, como a inserir-nos  no novo ambiente, a colocar as crianças nas   escolas… A estima era mútua, os filhos dessa família  nos chamavam de tios  e os nossos faziam o mesmo. Infelizmente com o passar do tempo  houve uma ruptura e os filhos dos vizinhos começaram a nos saudar com um “bom dia, senhores”. As coisas não podiam continuar desta forma,   porque afinal  fazíamos parte da mesma paróquia. Um domingo na missa a mensagem do Evangelho nos recordava que antes de fazer  a nossa oferta no altar é bom reconciliar-se  com seu irmão… Minha esposa e eu nos olhamos e decidimos agir em conformidade. Na saída da missa, fomos  em direção aos nossos  vizinhos e pedimos  perdão se caso tivéssemos  ofendido  a eles de alguma forma. Depois de um momento  após uma surpresa embaraçosa,  nos abraçamos” .(A.T. – Hungria)



Era uma outra pessoa
“No hospital onde eu trabalho como ginecologista uma mulher conhecida como uma prostituta havia feito uma cirurgia. Os  pacientes e até mesmo algumas enfermeiras tentavam evitá-la. Percebendo o seu isolamento,  eu lhe dei uma atenção especial, e isso serviu de incentivo a outros para conversar  e lhe prestar  ajuda. A história triste da sua vida atraiu  atenção e benevolência.  Em poucos dias  já parecia outra pessoa. Quando ela recebeu alta, agradecendo-me, disse: “A verdadeira cura não é a física…. A vida recomeça de outra maneira.” (M. S. – Polônia)


A “boutique rosa” atrás das grades
16 Setembro 2016
Na superlotada prisão feminina de Pozzuoli (Itália), uma loja de sabonetes e perfumes, como sinal da inclusão e do diálogo ecumênico. Uma ação de apoio para reencontrar a própria dignidade.
Em 2011, Maria Clara, recém-aposentada, transfere-se para as proximidades da penitenciária feminina de Pozzuoli (Nápoles), uma grande estrutura de detenção entre as mais superlotadas da Itália. Impressionada com os gritos de sofrimento que chega das janelas gradeadas, fala com os amigos da comunidade local dos Focolares e 25 deles (jovens, adolescentes, famílias…) decidem responder ao apelo. De acordo com a Caritas diocesana e com outros Movimentos, o grupo emerge-se naquela humanidade sofredora que está atrás das grades.
Esta experiência não é fácil, mas leva a afinar, como sinal da misericórdia, cada gesto e palavra, para ser a presença amorosa que aquele mundo espera. Cada um torna-se cada vez mais consciente de que não vai ali para “absolver”, julgar, ou simplesmente para fazer assistencialismo, mas apenas para amar, mirando à reconstrução da pessoa. Talvez tenha sido por este comportamento que rapidamente veem emergir em cada uma das detentas o lado positivo.
“Quando sair daqui quero ser uma pessoa nova”, confessa uma delas. Uma outra: “Agora que sei o que quer dizer ser cristã, quero viver segundo o Evangelho respeitando as minhas colegas de cela, mesmo aquelas que tornam a minha vida impossível”. Uma outra ainda: “Entendi que a verdadeira ajuda vem de Jesus Eucaristia e não dos ‘potentes’ da terra”.
Este afluir de luz e de graça não se conquista com uma baqueta mágica. É o fruto de uma contínua atenção às necessidades das detentas, ajudando-as a reencontrarem a própria dignidade numa discreta e perseverante formação à vida do Evangelho. Ir com elas à missa dominical, animando-a com cantos, e pôr-se à disposição para reconstruir a capela. Pedir e obter permissão da direção do cárcere de organizar, na Casa família “Mulher Nova” que hospeda mulheres em regime alternativo de detenção, uma série de laboratórios de educação sanitária, cursos de cozinha, yoga, costura, etc.
Uma das necessidades das presas – não dita, mas logo revelada – é o cuidado com a imagem pessoal. Foi assim que nasceu a ideia da “Boutique rosa”, um lugar gratuito dentro do cárcere, com as paredes pintadas de cor-de-rosa, com cortinas e prateleiras coloridas em contraste com o cinza das celas. É um ponto onde as presas, muitas vezes abandonadas ou distantes das próprias famílias, semanalmente podem receber produtos para a higiene e o cuidado pessoal, vestiário, roupas íntimas, etc, enfim, tudo o que serve para melhorar o “look” e aumentar a própria autoestima. Ao mesmo tempo, é um ambiente para partilharem as próprias dificuldades com as outras detentas ou com os agentes penitenciários. Sentem-se confortadas no sofrimento por não poderem se ocupar dos filhos em casa, constroem relacionamentos cada vez mais estreitos. Também é uma ocasião para partilharem pequenas e grandes alegrias, como por exemplo a diminuição de uma pena, uma visita inesperada ou as decisões tomadas para recomeçar a vida.
Muitas delas são de etnias e culturas diferentes e pertencem a várias igrejas cristãs ou religiões díspares. “Lembro-me de uma senhora ortodoxa – conta Maria Clara – que na semana de oração pela unidade dos cristãos quis participar com um canto-oração. Chorando, disse-me que oferecia o seu imenso sofrimento por causa da detenção pela unidade das igrejas. Depois fomos a Nápoles para conhecer o seu marido e os seus cinco filhos e para levar ajuda a eles.
Partilhamos esta experiência com algumas pessoas de outras igrejas cristãs de várias denominações com as quais a diocese abriu um diálogo ecumênico, propondo-lhes para virem ao cárcere para ajudar na “Boutique rosa”. Não esperavam outra coisa! Agora também colaboram conosco quatro irmãs evangélicas. Graças a elas, o relacionamento com as presas de várias igrejas tornou-se mais profundo e, muitas vezes, continua também quando elas saem da prisão”.



Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha