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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

ESTUÁRIO 5 - ABAETETUBA E O BAIXO TOCANTINS NO CONTEXTO DELTAICO ESTUARIN0 AMAZÔNICO

ABAETETUBA E O BAIXO TOCANTINS NO CONTEXTO DELTAICO ESTUARINO AMAZÔNICO ATRAVÉS DOS PERÍODOS HISTÓRICOS DO PARÁ
Paisagem Estuarina Amazônica
Foto: Rui Santos
POSIÇÕES DOS MUNICÍPIOS NAS DIVISÕES E SUBDIVISÕES DO PARÁ, DISTÂNCIAS, LIMITES, POPULAÇÕES, OUTROS DADOS EM RELAÇÃO À BELÉM:
Datas de Referências Para o Entendimento das Diversas Fases que Serão Citadas nos Textos Abaixo:
Estas postagens são frutos de pesquisas várias em textos novos e antigos, com poucas opiniões do autor do Blog do ADEMIR ROCHA, com nomes e itens que já podem se encontrar defasados, mas importantes para o bom entendimento dos variados assuntos das diversas postagens sobre o Estuário Amazônico. Os respectivos itens serão acrescidos de outras informações de acordo com as nossas pesquisas.
Resgatar a história-memória de pessoas, cidades, regiões, fatos históricos e cultura seria um trabalho sem consistência  se não existissem as datas, e estas como elementos importantes  para levar os leitores a se situar melhor no contexto sócio-histórico-cultural e financeiro do passado, daí a preocupação do autor do Blog na citação de datas e fatos, que procuram identificar melhor as pessoas, os vultos, os personagens, as localidades, os municípios e regiões e muitos eventos dessa história-memória que envolve direta ou indiretamente Abaetetuba e sua Região do Baixo Tocantins. As datas são importantes para nos situar no passado e assim darmos valor àquilo que já tivemos, o que temos nos presente e o que podemos almejar para o futuro de nosso município e Região. Uma localidade sem sua memória é uma localidade sem história.
1.       Período Colonial no Brasil:  1500-1822
·         Período dos Capitães-Mores: 1615 a 1753
·         Período dos Governadores: 1753 a 1820.
Foi no tempo dos capitães-mores e dos governadores do então Grão-Pará que surgiu a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará e as primeiras povoações, entre estes o Povoado de Nossa S. da Conceição de Abaeté e os primeiros engenhos de cana de açúcar que surgiram nas terras do Baixo Tocantins, Marajó, Zonas do Capim, Guamá, Acará, Moju e outras regiões do antigo Pará.
No período colonial do Pará, os engenhos de cana-de-açúcar do Pará eram obrigados a produzir açúcar para abastecer os mercados da Capital, Belém e com grande parte da produção sendo exportada para Portugal. Nesse período, pela obrigatoriedade da produção de açúcar, os engenhos foram proibidos de produzir cachaça por vários motivos, sendo o motivo principal a produção de açúcar para suprir as necessidades da Coroa Portuguesa e a cachaça praticamente era produzida clandestinamente no tempo do Brasil-Colônia. Somente com a independência do Brasil a produção de cachaça se tornou comum nos engenhos e o mais importante produto do Comércio de Regatão do Baixo Tocantins.
2.       Período Provincial ou da Província do Grão-Pará, com os Presidentes da Província: 1821 a 1889 (até a Proclamação da República).
Independência do Brasil da Coroa Portuguesa: 1822, através de D. Pedro I.
·         Adesão do Pará à Independência do Brasil: 11/8/1823
·         Brasil Império: 1822-1889
·         1º Reinado: 1822-1831
Período Regencial
2º Reinado
Câmaras Municipais nas vilas e cidades paraenses no Período Provincial, que eram responsáveis pela administração dos municípios.
Revolta da Cabanagem: 1835-1840
Foi a partir do início do Período Provincial que a indústria canavieira tomou novo impulso que resultou na instalação de dezenas de engenhos em Abaetetuba e Igarapé-Miri, agora não mais para a produção de açúcar e sim da produção da aguardente de cana ou cachaça, esta, junto com outros produtos, levadas aos mais longínquos lugares do Estuário Amazônico e outras regiões amazôniocas, através do importante Comércio de Regatão do Baixo Tocantins.
·         Fim da escravidão negra no Brasil: 13/5/1888, instituída pela Lei Áurea, decretada pela princesa Isabel.
Antes do fim definitivo da escravidão negra no Brasil e, em consequência no Pará, os engenhos de cana-de-açúcar utilizavam uma grande quantidade de braços escravos de indígenas e escravos africanos nas pesadas tarefas da indústria canavieira e em outros roçados e serviços, e os donos de engenhos sentiram o forte impacto que o fim da escravidão negra ocasionou pela falta de braços nos roçados de cana, das outras culturas e demais serviços. Os donos de engenho do Baixo Tocantins conseguiram adaptar o sistema patriarcal da tutela em relação aos trabalhadores dos engenhos e de suas famílias e a produção de cachaça seguiu o seu curso no Baixo Tocantins, sendo esse produto e outros recursos do Estuário Amazônico os usados no Comércio de Regatão do Baixo Tocantins. 
Abolição da Escravatura no Pará: 17/6/1888
3.       Período Republicano: 16/11/1889 a 2007.
·     A Era Republicana, pelo Movimento Republicano decreta o fim do império em 1889.
República Velha ou República das Oligarquias: 1889 a 1930, até a Revolução de 1930, de Getúlio Vargas (o Governo Vargas se estendeu de 1930 a 1945). No Pará foi nomeado o Coronel Magalhães Barata para governar o Estado, como Interventor Federal e os municípios passaram a ser administrados pelos prefeitos nomeados pelo Interventor Federal.
República Nova: a partir de 1945
No início do Período Republicano a Indústria Canavieira estava em pleno auge e Abaeté e Igarapé-Miri/PA começaram a ganhar projeção no cenário econômico do Baixo Tocantins, onde Cametá/PA já desfrutava de renome pelo seu passado histórico-econômico glorioso, este  vindo desde os tempos dos governadores-mores.
·                       Diocese do Pará: 4/3/1719, criada com o desmembramento da então Diocese do Maranhão.
Abaetetuba e Igarapé-Miri fizeram parte, por muitos anos, do Bispado e, posteriormente, da Arquidiocese do Pará, quando Igreja e Estado constituíam um só ente político-social e a Catequese e Civilização dos Indígenas e o Culto Divino ou Culto Público faziam parte da política de colonização do Grão-Pará através das Missões Religiosas que se encarregavam de catequizar os nativos do Grão-Pará e, com isso, de fundar centenas de freguesias, lugares,  sistema que avançou para o período provincial e das primeiras décadas do Regime Republicano. Foi sob o importante trabalho das missões e catequese dos padres missionários de várias ordens religiosas que Belém e as primeiras cidades do Estuário Amazônico surgiram no cenário desse grande Estuário, inclusive as antigas Freguesias de Sant’Ana de Igarapé-Miry e  Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e demais freguesias do Baixo Tocantins, que somente nos anos de 1960 saíram da dependência da gigantesca Área Eclesiástica da  Arquidiocese de Belém. Abaetetuba e Igarapé-Miri ficaram atreladas  à Arquidiocese de Belém ou Sé Metropolitana até 25/11/1961, no caso de Abaetetuba e a Paróquia de Igarapé-Miri passou a fazer parte da Prelazia da vizinha cidade de Cametá. Para Abaetetuba foi importante a criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins, em 1961, pois foi a partir daí que os municípios da região da Prelazia começaram a receber os importantes serviços das Obras Sociais da Igreja Católica, com a instalação de escolas, hospitais, centros sociais e criação das Comunidades Eclesiais de Base que serviram na visão de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária e um olhar político menos atrelado aos interesses de pessoas e grupos dominantes. Foi através do trabalho da Igreja que Abaetetuba muito avançou no seu desenvolvimento sócio-político e  educacional através das Obras Sociais da então Prelazia de Abaeté do Tocantins e hoje Diocese de Abaetetuba.
·         Períodos de Povoado, Freguesia, Vila e Cidade:
Esses períodos são marco importante da história-memória das localidades do Pará, nos aspectos econômicos, financeiros, políticos, sociais, geográficos e demográficos.
·                         Igarapé-Miri:
A partir de 1710, Povoação de Sant’Anna de Igarapé-Miri se estendeu até a condição de Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri em 29/12/1754, dada pelo D. Frei Miguel de Bulhões e pela Lei Nº 113, de 16/10/1843 torna-se Vila de Igarapé-Miri, que compreende a freguesia de mesmo nome e as freguesias de Abaeté e Cairary, tendo a sua instalação e 1ª Câmara Municipal somente em 26/7/1845 (1845 a 1849) e a Comarca de Igarapé-Miry foi criada pelo Decreto nº 6.992 de 14/8/1878, composta de 3 municípios: Igarapé-Miry, Abaeté e Moju e 5 freguesias: Sant’Anna de Igarapé-Miry, Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, São Miguel de Beja, Divino Espírito Santo do Moju e Nossa Senhora da Soledade de Cairary. E, pela Lei Nº 438, de 23/5/1896, a Villa de Igarapé-Miry é elevada à condição de Cidade de Igarapé-Miri.
·                   Abaetetuba:
Povoação de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté em 8/12/1724 se estendeu até 1750, quando se torna Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e em se torna Villa de Abaeté pela Lei nº 973 de 23/3/1880, que também criava a Câmara de Vereadores e a instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895 e até os dias atuais, quando se torna o importante polo comercial e educacional do Baixo Tocantins.
·                    1ª Câmara de Vereadores:
Eram as Câmaras de Vereadores, antes da adoção do Conselho de Intendência, que faziam a administração das vilas ou cidades da Província do Pará. Todas as demandas e questões políticas eram tarefas das antigas Câmaras de Vereadores dos municípios até o surgimento dos Conselhos de Intendência, que substituíram o sistema anterior das Câmaras de Vereadores. Abaeté só chegou a ter Câmara de Vereadores a partir de sua elevação à condição de Vila de Abaeté em 1880 até o ano 1889, com a Proclamação da República.
·         Igarapé-Miri já era município desde 1845 com a 1ª Câmara criada em 1845 a 1849.
·         Abaetetuba, com 1ª Câmara criada em 7/1/1881 até 1884; 2ª Câmara até 1884 1887; 3ª Câmara: 1887 a 1889.
Governo dos Militares: 1964-1984, com a implantação da Ditadura Militar no Brasil
Redemocratização do Brasil: a partir de 1985
·                        O ESTUÁRIO AMAZÔNICO:
Para falar do Estuário Amazônico, precisamos saber do que se trata e dos impactos e recursos que proporciona às diversas comunidades tradicionais que dele fazem parte como populações ribeirinhas, descendentes dos nativos do lugar, mescladas aos grupos dos negros escravos vindos da África e com os brancos de origem européia, e também precisamos entender a linguagem que usaremos nestas postagens, no tocante à geografia deltaica estuarina, como também precisamos saber algumas palavras e termos usados na hidrografia, na Geologia e na Geografia e outros importantes aspectos da complexidade de um Estuário.
As freguesias abaixo foram localidades que receberam as ações dos padres missionários, inicialmente com os Padres Capuchos que vieram para dar início à catequização dos numerosos povos indígenas do então Grão-Pará. Após os missionários capuchos vieram os padres de outras ordens religiosas, destacando-se entre estas os Padres Jesuítas que fizeram um grande trabalho de missão por todos os recantos do Pará. Todas as ordens dos padres missionários, muitas das quais foram responsáveis pelo surgimento das localidades que acabaram por se tornar as antigas freguesias abaixo e que deram origem a muitos dos atuais municípios paraenses. Algumas das freguesias do elenco foram extintas e praticamente todas sofreram modificações em sua toponímia quando da expulsão dos Padres Jesuítas em 1860.
Em maio de 1897 o Estado do Pará já possuía 52 municípios, incluindo as vilas e cidades.
Em 10/10/1904, aconteceu a reorganização dos municípios do Pará através da lei Nº 922, feita no Governo do Dr. Augusto Montenegro, quando foram criados os Conselhos de Intendência (Vogais) e a figura do Intendente Municipal, com a finalidade da administração dos municípios.

OS ÍNDIOS DOS PERÍODOS HISTÓRICOS DO PARÁ:
·         A condição indígena no Período Colonial e demais períodos históricos do Pará:
       
Desde 1570, com D. Sebastião, existiam editos reais para proteção dos nativos do Brasil e que dizia que somente em justa guerra eles podiam ser cativos dos brancos, editos que foram francamente derrespeitados pelos governantes, magistrados, militares e colonos abastados da Capitania do Grão-Pará e da Província do Pará.
Em 29/5/1649 conseguiram os jesuítas a Ordem Régia para que os nativos não fossem mais obrigados a trabalhar sem salário, nem sujeitos às violências dos brancos, o que equivalia à liberdade dos nativos. Foi a partir daí que se iniciaram as intrigas dos colonos portugueses contra os padres missionários, que inclusive pesou na expulsão desses padres por várias vezes do Pará. O Rei aboliu a Ordem Régia e voltaram os índios ao cativeiro. Outra lei veio em favor dos índios protegidos pelo “Regimento dos Órfãos”, que invés de escravos, passariam para condição de criados de seus donos, porém, na prática, os índios continuavam em sua condição de escravos, face os interesses contrariados dos colonos, agentes do Reino, governadores e magistrados. Os jesuítas, por força de interesses contrariados dessas pessoas acabaram por ser expulsos definitivamente de todo o sertão do Amazonas a 10/7/1757.
No Período Colonial do Pará as áreas do Tocantins, Marajó, Xingu, Alto, Tapajós, Trombetas e Baixo Amazonas, Região Bragantina e demais áreas indígenas do então Grão-Pará eram habitadas por numerosas e populosas tribos que viviam da caça e pesca, da agricultura de subsistência, das frutas e do extrativismo animal e vegetal. Quando os primeiros europeus  chegaram nessas áreas começaram a plantar cana-de-açúcar. Os grupos indígenas começaram a ser catequizados e, posteriormente, foram enquadrados no sistema de aldeamento dos padres missionários e com isso começaram a perder suas identidades culturais e sociais. Com os índios entrando em contato com os brancos, isso fazia com que as antigas tribos indígenas entrassem em contato com as doenças dos brancos que se transformavam em epidemias que se alastravam com facilidades entre os povos indígenas. Além de serem forçados a trabalhar para os brancos, tinha também a religião que também foi imposta, fazendo com que os rituais indígenas fossem perdendo suas características originais e o pajé, que era o responsável pelos rituais místicos e de curas e que estabelecia o elo entre a dimensão material das tribos com o sobrenatural, também começou a ser descartado pelo sistema de religião do branco, fato que contribuiu decisivamente na perda da antiga religião indígena que foi trocada pela religião dos europeus, impostas nas missões e aldeamentos indígenas. E nesse sistema de aldeamento as características das diferentes nações indígenas não eram levadas em conta pelos missionários, como também não eram consideradas pelos administradores dos aldeamentos e pelos colonos, que começaram a ocupar as terras indígenas. Em resumo, o homem branco queria impor seus valores europeus como referência para os povos indígenas do Pará, Amazônia e Brasil.
·                        A Expulsão dos Jesuítas e a Política do Diretório dos Índios:
A condição indígena piorou com a expulsão dos jesuítas em 1757, pois foi criado o Diretório dos Índios, com o propósito da utilização da força do trabalho indígena, que devia se portar como os civilizados, como trabalhadores em convivência com os brancos e de acordo com o regime social do sistema de colonização. Essa política pombalina fracassou totalmente, devido vários fatores, entre os quais a ganância dos “diretores dos índios” nos lugares ou vilas desse tempo e as dificuldades da integração dos indígenas na cultura dos europeus. A inclusão forçada dos indígenas nos trabalhos dos colonos portugueses, como também o aprendizado forçado dos costumes dos brancos, gerou sérios conflitos e rebeliões de muitos grupos indígenas que não suportaram o sistema imposto pelo Diretório dos Índios, sem contar o contato com as doenças do homem branco, como a bexiga, o sarampo e as diarréias que dizimaram milhares de indígenas, quando centenas de povos indígenas sofreram o extermínio se iniciara no período da fundação de Belém em 1616 e que se estenderam para além dos anos de 1800.
Índios Camarapins
Índios Pacajás
Índios Parissós 
·         Os Índios no tempo das Invasões estrangeiras no Grão-Pará:
Os franceses, invasores do Maranhão e do Grão-Pará, sabiam como negociar com os índios Tupinambás que habitavam as margens do Rio Pará e recebiam destes toda a atenção, por sua educação e maneira pacífica com que conviviam com os índios. Essa convivência amistosa com os franceses vinha desde 8/7/1613, quando o fidalgo francês Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiére chegou ao ponto onde mais tarde seriam lançados os fundamentos da cidade de Belém, primitivamente habitada por muitas tribos de índios tupinambás. Desse ponto saiu Daniel de La Touche, com forte contingente de franceses e indígenas em direção ao rio Tocantins e também fazendo guerras contra as tribos de índios hostis, como os índios Camarapins, tribo inimiga dos Tupinambás que habitavam as margens do Rio Tocantins. Os franceses e indígenas também fizeram guerra nas aldeias dos índios Pacajás e Parissós, que foram duramente combatidos e derrotados pelos invasores franceses.
·                   OS BRAÇOS INDÍGENAS E NEGROS ESCRAVOS NOS TRABALHOS DOS COLONOS PORTUGUESES:
Os trabalhos nas terras dos colonos do Grão-Pará exigiam muita mão-de-obra e esses colonos recorreram ao trabalho escravo para os serviços de seus engenhos, roçados ou fazendas de gado e nada se fazia nas casas dos povoados e vilas sem o auxílio dos índios cativos e, posteriormente, dos escravos negros vindos de Angola e Guiné. Pode-se dizer que a riqueza de um colono era medida pela quantidade de escravos que possuísse.
Com a implantação das fazendas/engenhos pelos colonos portugueses no período da cultura do cacau e dos engenhos da cana doce, foram os braços dos índios cativos e dos escravos negros. Até mesmo os engenhos dos padres missionários usavam a mão-de-obra escrava nos serviços dos seus engenhos.
Usar mão-de-obra dos nativos era proibida pela legislação real, porém essas leis eram francamente descumpridas pelos colonos portugueses e como os missionários jesuítas lutavam pelo cumprimento dessas leis, foram também caluniados pelos colonos, que não viam com bons olhos os trabalhos desses missionários junto às tribos indígenas locais, fornecedoras de mão-de-obra para os serviços das fazendas/engenhos e dos roçados. As calúnias levantadas pelos colonos portugueses contra os padres jesuítas, defensores da liberdade indígena, foi usada no episódio da expulsão desses missionários do Grão-Pará por duas vezes, até sua expulsão definitiva em 1757.
Aos índios não era permitido lavrar canaviais e tabaco e trabalhos nos engenhos, segundo as leis reais.
Pelas margens dos rios ficavam as aldeias dos índios submissos, isto é, índios que já tinham sido catequizados pela ação dos missionários religiosos, viviam nas chamadas aldeias e de onde as tropas iam buscar guerreiros e mantimentos, arcos flechas para as guerras e braços para os serviços dos colonos. Porém restavam inúmeras tribos de índios selvagens, que frequentemente causavam problemas aos colonos lusitanos.
Índios Aruãs
Índios Nheengaíbas
Os conquistadores opinaram para que se fizesse guerra a esses hostis índios Aruãs e Nheengaíbas do Marajó, chamadas de guerras defensivas ou guerras justas, devido os constantes ataques praticados por esses índios, conforme citados acima. As guerras defensivas eram necessárias para conter esses ataques dos selvagens segundo seus defensores e elas estavam na alçada de poder dos governantes do Grão-Pará. Porém as guerras defensivas contra os índios se tornaram meios para os governantes do Grão-Pará descumprirem as Cartas Régias que protegiam os nativos da região.
“Os índios do Marajó eram invencíveis em sua ilha e usavam canoas ligeiras e também atacavam as aldeias dos índios submissos e vinham até aos povoados e vilas das redondezas para atacar os colonos e seus engenhos. Desse modo muitos engenhos foram abandonados por seus proprietários”.
Os serviços usuais executados pelos escravos, índios ou negros:
·         Os escravos eram usados como coletores das chamadas drogas do sertão, abundantes nas matas do Grão-Pará;
·         Os índios cativos faziam a fabricação de farinha de mandioca, que era considerada o pão da terra;
·         Os escravos faziam os trabalhos nos roçados, especialmente na roças de cana doce e nos cacauais;
·         Os índios cativos faziam a caça e pesca dos peixes e animais abundantes nos rios e matas da região, assim como faziam a salga para manutenção desses mantimentos;
·         Escravos eram usados como carregadores dos inúmeros produtos extraídos das terras, matas e rios da região e do açúcar e aguardente produzidos nos engenhos de cana doce;
·         As escravas eram usadas como lavadeiras de roupas nas beiras dos rios e igarapés da região;
·         Os índios cativos também eram usados como remeiros das inúmeras canoas de todos os tipos e tamanhos, inclusive para se ir à missa nas capelas das casas de colonos mais abastados ou nas igrejas dos povoados e vilas;
·         Os escravos índios eram usados como guias, intérpretes e guerreiros das expedições militares pelos rios da região;
·         Os índios cativos e escravos negros, desde pequenos, eram usados como empregados domésticos nas casas dos senhores de engenho, colonos, governantes e casas dos povoados e vilas;
·         As escravas eram usadas como fiandeiras e costureiras de roupas de algodão e outros materiais do vestuário;
·         Os índios cativos e escravos negros eram usados como operários nas oficinas e serrarias dos engenhos;
·         Os escravos eram usados como tecelões e operários sapateiros, marceneiros, barbeiros, carpinteiros;
·         As escravas índias ou negras ainda eram usadas como repasto sexual de seus senhores. Porfiavam os homens na posse das negras e das índias, sem que suas famílias ou religião lhe pusessem freios nos seus instintos carnais. Era a dissolução dos costumes que escandalizavam alguns religiosos.
·         Como os senhores de engenhos e seus filhos varões possuíam muitos escravos para os trabalhos dos engenhos, das lavouras e das casas, sobrava-lhes tempo para esses amores libertinos com as negras e índias moças.
O bispo D. Frei Caetano Brandão, chegando ao Pará em 20/10/1780, para o governo da Diocese, ficou surpreendido com os costumes dissolutos da sociedade paraense.
·         Índios Hostis e Índios Submissos (Cativos):
Índios Nheengaíbas
Índios Aruãs
A presença de escravos era essencial para os trabalhos nas fazendas/engenhos e sempre faltavam escravos, índios ou negros, para os trabalhos, especialmente dos engenhos, pois muitas eram as fugas dos índios cativos e escravos negros para o interior das matas da região. Por essa razão é que os índios cativos eram marcados com ferro em brasa com as marcas de seus donos. Melhor sorte não tiveram os escravos negros que também recebiam as marcas de seus donos para facilitar a captura desses escravos fugidos.
Os escravos eram vendidos por preços muito altos e em verdadeiras disputas entre os senhores de engenhos, colonos e para os serviços das residências dos povoados e vilas e até nos serviços da Igreja Católica.
O litoral vivia sempre agitado devido os trabalhos nas propriedades, sempre cheias de escravos negros e índios cativos, que os senhores tratavam com os rigores e exigências da época, com muita crueldade e violência.
Índios Aruãs
Índios Nheengaíbas
Mas nem todos os índios aceitavam a submissão do branco. Os índios hostis das tribos Aruãs e Nheengaíbas do Marajó atacavam periodicamente as aldeias dos índios submissos, numa audácia próxima de seu temperamento selvagem e hostil e vinham ainda atacar os colonos em suas próprias propriedades.
Para 50 escravos negros havia outros 50 índios submissos, com os quais se movimentavam os engenhos de açúcar e se cultivava cana, cacau, arroz e outras culturas.
·         1843:
Foi o Decreto imperial de 21/6/1843 que deu ao governo central a tarefa da distribuição das Missões pelas Províncias, e que no parágrafo 5º, do artigo 11º do Ato Adicional, que diz: “”Deve a Assembléia Provincial promover cumulativamente com a Assembleia e o Governo Geral, a catequese e civilização dos índios”. Antes, a Lei provincial nº 76, de 21/6/1843, criava na Província do Pará 5 Missões:
Missão de São João do Araguaia (vaga de padre)
Missão do Xingu, à cargo do Padre Torquato Antonio de Souza
Missão de São Joaquim do Rio branco, à cargo do frei José dos Santos Innocentes
Missão de Tabatinga, à cargo do Frei Martinho de Santa Rosa de Lima
Missão do Rio Jary, à cargo do padre José Antonio Alves.
·                   1843:
Conflitos do Missionários com os Governantes e Colonos das Localidades:
Eram comuns os conflitos entre os missionários e os Inspetores das Missões e com os poderes Civil e até eclesiásticos.
Recursos Para o Trabalho dos Missionários:
·                   1843:
A política de catequese e Civilização dos Índios tem se mostrado um fracasso total na questão de querer atrair indígenas para se dispor em associação e ao trabalho das lavouras, através de métodos inconvenientes e trabalhos sem recursos para os missionários. Seria conveniente o estabelecimento de uma Missão no Rio Juruá, cujos índios já mantém algum comércio com os brancos e também a criação de duas ou 3 Missões na Comarca de Cametá, onde existem 4 tribos:
A tribo dos índios Jacundás e a dos Cupelobos
A tribo dos índios Taxinas e a dos Carambus,
Índios Jacundás
Devendo uma Missão ser estabelecida nas margens do Remansão na embocadura do Rio Taboca, que é tributário do Rio Tocantins, para a catequese dos índios Jacundás.
Missão em São João do Araguaia
Índios Cupelobos
Outra Missão em São João do Araguaia ou suas imediações para os índios Cupelobos, que habitam as matas próxima àquele Presídio
Índios Carambus
E outra na Mauoquary, no Rio Pacajá, destinada especialmente aos índios Carambus.
São pedidos do Prelado dessa Diocese, o Sr. D. José Afonso de Moraes Torres.
·                   1846:
Não existem Leis no orçamento da Província que garanta o pagamento das Côngruas (espécie de gratificação aos padres, vigários e bispos). Foi o Governo Imperial que criou a Lei da Missões, mas não especificou o pagamento das gratificações aos padres missionários e, à pedido do Governo da Província que alegava falta de recursos, que mandou pagar as gratificações pelo Cofre Geral.
Um Regulamento Para a Cathequese e Civilização dos Índios:
·                   1843:
Falta um Regulamento em que se contenha as providências fixas e oportunas para a Cathequese e Civilização dos Índios, que cabe à Assembléia Provincial providenciar esse regulamento.
Missões:
·                   1846:
Missão de Tabatinga
O missionário da Missão de Tabatinga, Frei Martinho de Santa Roza de Lima, viajou para a Europa, com licença do Governador, para tratar de sua saúde abalada pelos trabalhos na Missão. Com isso, agora, só existem 3 Missões providas de missionários, que são:
A Missão do Rio Xingu
A Missão de São Joaquim do Rio Branco e
A Missão do Juruty.
·                   1844:
Têm faltado aos missionários os recursos, meios e dinheiro para os trabalhos nas Missões.
A mesma
·         As missões providas de padres:
Missão do Rio Xingu
Missão de São Joaquim do Rio Branco
Missão de São Paulo de Olivença
Missões vagas de padres:
Missão de São João do Araguaia
·         As demais Missões constantes em Lei, ainda nem foram estabelecidas.
Obs: quando os índios de determinado tribo, depois dos brindes e contatos, se dispunham a descer para perto dos povoados dos brancos, o processo era chamado de “descimento”. E com isso os índios descidos passavam a viver conforme os costumes brancos. As tribos selvagens e hostis, que não aceitavam os descimentos, chamavam os índios descidos de “índios submissos”, isto é, índios que já tinham sido catequizados pelos missionários. Os índios guerreiros dos tupinambás tinham verdadeiro ódio dos índios submissos e os atacavam constantemente, como também os aldeamentos, engenhos e fazendas dos colonos brancos.
·                   1850:
As missões e aldeamentos faziam parte da política do governo colonial do Pará no tratamento da questão indígena, tirando os índios de suas aldeias ou vida nômade e leva-los para essas missões e aldeamentos, para poder passar a eles uma vida baseada nos valores religiosos, sociais e dos trabalhos dos brancos. E os religiosos, ali nas missões ou aldeamentos, os índios recebiam toda sorte de aprendizado que na política governamental era chamado de “Catequese e Civilização dos Indios”. Isso na teoria, porque na prática não era o bem-estar dos indígenas que os colonos portugueses desejavam e sim os seus préstimos em diversas atividades que serão elencadas abaixo, inclusive usar as índias como esposas ou repasto sexual e as crianças ...Convém salientar que desde o século 16 havia a proibição da Coroa Portuguesa de se usar os índios como escravos dos colonos.
Para levar avante a política de Catequese e Civilização do Índio foi criada pelos governantes  o órgão chamado de Diretoria Geral de Ìndios, que possuía o seu Diretor Geral e em cada missão ou aldeamento existia o diretor da missão ou aldeamento, que geralmente era um padre missionário. Isso no tempo do Pará Colonial, porque no período do Pará Provincial as missões e aldeamentos, conforme várias alterações e regulamentações em lei, passaram para as mãos de civis, que também, junto com a direção dos índios, recebiam a patente de tenentes-coronéis e a partir daí os desmandos e corrupção e enriquecimento eram a tônica dessa política governamental em relação aos índios, conforme se verá abaixo, e a situação piorando com a expulsão dos padres missionários do território da Província do Pará, quando desapareceram totalmente as missões criadas pelas diversas ordens religiosas do período colonial.
·                   1850:
A Diretoria Geral dos Índios, com o passar do tempo, começou a sofrer modificações através de Decretos e Regulamentações que vieram descaracterizar totalmente o caráter da Missão e Aldeamento indígena do tempo dos padres missionários, mesmo porque estes já tinham sido expulsos do Grão-Pará.  Em 24/7/1845 essas funções passaram a ser ocupadas por pessoas com a patente de tenentes-coronéis, e esses diretores de aldeias não cumpriam a finalidade de suas funções e muitos passaram a usar o cargo como meio de enriquecimento, levados por desmedida ganância e opressão dos índios ou esses abastados senhores contentam-se apenas com as honras do cargo. Alguns deles deixam casas e famílias para viverem nas povoações dos índios, fazendo perigosas, extensas e dispendiosas viagens, em geral para viver à custa dos índios, usufruir de seus trabalhos, pondo-os a trabalhar para seu proveito e comércio na pescaria, extrativismo ou como tripulantes de suas canoas ou em seu serviço particular e de seus amigos. Daí a razão de muitos indivíduos empenharem-se em serem nomeados diretores ou encarregados dos índios. Na análise de alguns governantes do período provincial do Pará, seria melhor que os diretores de aldeias e missões passassem novamente para as mãos dos padres missionários, como diretores e missionários ao mesmo tempo. O problema é que os padres das ordens dos missionários já tinham sido expulsas do Grão-Pará pelo Marquês de Pombal, através de seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado e não existiam mais padres que quisessem ocupar essas funções. Tinha passado o tempo dos heróicos padres missionários do Grão-Pará, que apesar do heroísmo, também usufruíram bastante da mão-de-obra escrava dos indígenas em suas extensas fazendas. Na prática, as aldeias e malocas dos índios, ficaram sem a Catequese e Civilização dos Índios, e muitas tribos já tinham sido exterminadas, ainda no século 17, pelo próprio colonizador português.
·         Eram as seguintes missões indígenas:
Missões de Cury
Missão Santa Cruz
Missão Ixiúba
Missão Itaituba
·         Eram 5 missões existentes:
A Missão do Rio Branco era dirigida pelo religioso capuchinho Frei Gregório de Bené.
A Missão do Içá e a Missão do Tocantins eram dirigidas pelo padre Antonio Felippe Pereira
A Missão do Rio Andirá, com 500 índios, ficava no distrito da Freguesia de Villa Nova da Rainha, à cargo do missionário capuchinho Frei Pedro de Cyrianna e este estava em conflitos sérios com as autoridades locais da dita freguesia, devido o fato dos colonos quererem usar os indígenas como escravos, sendo as índias usadas como criadas nas casas da vila e os índios para toda espécie de serviços braçais, recebendo em paga os maus tratos dos colonos e salários lesivos, daí o conflito com as autoridades locais. Era uma pressão enorme sobre o padre de parte das autoridades e colonos para a cessão dos indígenas para esses serviços.
No Rio Tapajós
No Alto Rio Tocantins
ALGUMAS TRIBOS, ETNIAS E NAÇÕES INDÍGENAS
·                   1850:
Aldeias dos índios Carajás que habitavam o Araguaia
Tribos dos Apinagés
Como se efetivava a atração dos indígenas para os aldeamentos ou missões:
Eram usados brindes para atrair os índios. Os brindes eram sortimentos de tecidos, armas, ferramentas e utensílios próprios para brindar os índios e atraí-los para as missões.
E os indígenas descidos do Tocantins junto com muitos índios da Ilha do Marajó vieram ajudar a formar as povoações do Baixo Tocantins.
Esses são os casos das povoações das antigas freguesias de São Francisco Xavier de Barcarena, de São João Batista de Conde, de São Miguel de Beja, do Divino Espírito Santo de Moju e de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, Nossa Senhora da Soledade de Cairary, Senhora Sant’Anna de Igarapé-Miri que receberam levas de índios fugidos ou descidos da Zona Tocantina e da Ilha de Marajó (onde se contavam dezenas de milhares de índios de diversas etnias ou nações indígenas, que foram escravizadas ou exterminadas nas lutas contra o colonizador português), que se tornaram, junto com o elemento escravo negro e do branco colonizador, a base étnica das populações dos atuais municípios de Cametá, Abaetetuba, Barcarena, Moju, Igarapé-Miri e demais municípios. São históricas as aldeias Sumaúma, da Freguesia de São Miguel de Beja e da Aldeia Mortigura, na Freguesia de São João Batista de Conde, que receberam a catequese cristã dos padres capuchos e jesuítas ainda nos tempos coloniais.
Arqueólogos comprovam a existência de Tribos Indígenas em Abaetetuba e Região:                   
·                   Índios em Abaetetuba e Região:
Sabia-se também que em terras de Abaetetuba e municípios vizinhos existiram muitas tribos indígenas, porém não existiam PROVAS MATERIAIS da existência dessas culturas nas costas e matas dos municípios da microrregião e também não existem museus locais que comprovem a existência dessas culturas primitivas nos municípios de Moju, Abaeté, Igarapé-Miri, Barcarena e Cametá, diferentemente do que acontece com os primitivos habitantes da Ilha do Marajó e da Região do Tapajós, com provas materiais fartas, preservadas em museus de Belém e na própria Ilha do Marajó, especialmente a antiga cerâmica marajoara e tapajônica.
Agora foram encontrados, mesmo que timidamente, provas materiais da presença de povos primitivos em SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS em Moju, Barcarena e Abaetetuba.
Índios na Colônia Nova, em Abaetetuba             
Índios na Comunidade São Bernardino, em Moju
Índios na terreno da Fábrica da Alunorte, em Barcarena
Essas descobertas foram frutos de parceria entre o Museu Paraense Emílio Goeldi e a empresa Vale, em estudos de impactos ambientais para a exploração das riquezas minerais na região. Os sítios arqueológicos, já bastante deteriorados pela longa presença humana e exploração agrícola centenária, foram encontrados em 2003, nas comunidades São Bernardino, em Moju, Colônia Nova, em Abaetetuba e na própria fábrica da Alunorte, em Barcarena. Foram feitas análises sobre a origem de muitos fragmentos de peças em cerâmica, louças, rochas e outros vestígios arqueológicos e foi cientificamente comprovado que essas peças vieram da presença de povos primitivos na região.
As Etnias Índigenas Remanescentes no Pará
As remanescentes Etnias Indígenas que estão sofrendo forte pressão em seus hábitos e costumes, devido o modelo econômico baseado no lucro, e no sistema econômico do lucro aplicado na Amazônia:
     Xipaya
     Amanayé
     Juruna
     Gavião
     Munduruku,
     Parakanã
     Zo’e
     HixKaryána
     Mawayâna
     Himarimã
     Anambé
     Karafawyá
     Suruí,
     Apiká
     Wayana-Apalai
     Kuruáya
     Apiaká
     Karajá
     Awareté
     Guarani
     Waiãpi
     Akarôre
     Katwena
     Arara
     Tembé
     Kayapó
     Wai-Wai
     Guajá
     Timbira
     Araweté
     Atikum
     Twriwara
     Kayabi
     Kaxuyana
     Tiriyó
     Assurini
Esses grupos indígenas estão espalhados pelas florestas e margens dos rios paraenses e que possuem cultura e línguas diferentes e essa riqueza cultural está seriamente ameaçada pelo avanço dos agronegócios, das mineradoras, das usinas hidrelétricas e das siderúrgicas que estão avançando cada vez mais nas terras indígenas.
     Os Municípios do Pará e o Estuário Amazônico:
A cidade de Belém, desde o seu nascimento em 1616, foi a grande beneficiada com as riquezas advindas dos diversos ciclos econômicos do Estado do Pará, e especialmente foi a maior beneficiada no Estado do Pará com as riquezas advindas do Ciclo da Borracha (1890-1920), quando se tornou a grande Metrópole da Amazônia. E tudo gravitava em torno da grande cidade e os municípios de seu entorno, como também das diversas áreas, próximas ou distantes, que recebiam ou sofriam os impactos da influência que essa Capital exercia em todos os aspectos na vida das demais cidades paraenses. Hoje essas distâncias são relativadas por outras circunstâncias que não dependem tanto da distância para Belém, conforme veremos no decorrer destes textos. Como modernamente o Pará foi dividido em Mesos e Microregiões, veremos alguns dados que colocam os municípios em relação à sua Capital, Belém do Pará e com os demais municípios paraenses no tocante as distâncias para Belém, suas áreas, suas populações e suas origens.
Posição de Abaetetuba e Demais Municípios do Baixo Tocantins e os do complexo estuarino Guamá-Acará-Capim-Moju em Relação à Belém:
Os municípios de Abaetetuba, Cametá, Igarapé-Miri, Moju, Barcarena, Acará e outros estão bem situados nos quesitos de populações e distâncias para a Capital Belém. Nós, assim como muitos municípios do Estuário Amazônico, amamos muito a nossa condição de povos ribeirinhos, alguns com culturas peculiares, como são os casos dos povos marajoaras, dos tocantinos de baixo, do Salgado e da Região Metropolitana de Belém. Mas, se por acaso ou por obra humana, os territórios de Abaetetuba e demais municípios da região tocantina se interligassem através de novas pontes ou outros braços rodoviários, somados aos já existentes, a integração com a Região Metropolitana de Belém seria total, com o risco de Abaetetuba e os outros municípios citados, pelas curtas distâncias em linha reta com Belém, serem incorporados oficialmente à Região Metropolitana de Belém. O que nos separa é a grande quantidade de vias fluviais e ilhas e nós não reclamamos disso, porque os recursos do Estuário Tocantino já nos bastariam, se fossemos olhados de modo mais objetivo pelos poderes públicos, que teimam em não ajudar em quase nada no aproveitamento desses ricos e variados recursos. Aqui não queremos usinas hidrelétricas, devido o delicado equilíbrio ambiental dos Ecossistemas do Estuário Tocantino, mas nos bastariam os melhoramentos para o Ecoturismo, ajudas na pesca racional e implantação de Reservas Extrativistas, devido às potencialidades que o grande Estuário ainda oferece e visando a preservação desses delicados ecossistemas estuarinos. Vide exemplo do aproveitamento dos estuários do solo norte-americano e conservação ecológica de estuários nos textos finais destas postagens. 
   Os Demais Municípios Paraenses:
Os municípios do Pará, em sua maioria, estão situados no grande Estuário Amazônico ou dele sofrem as mais variadas influências, seja na localização, nas distâncias para a Capital, na extensão das áreas, no volume ou navegabilidade dos cursos d’água, nos recursos naturais e consequente tipo de economia, cultura e problemas sócio-político-ambientais.
Abaixo apresentamos o elenco dos 143 municípios do Pará (agora já são 144, com a criação do município de Mojuí dos Campos, desmembrado do município de Santarém) com suas áreas, distâncias para a Capital Belém do Pará, populações e um pequeno histórico de cada município.
Muitos dos municípios desse elenco surgiram a partir das antigas freguesias do Pará e os mais recentes surgiram a partir da criação da Estrada de Ferro de Bragança ou a partir da década 1960 a partir da construção das estradas federais como a Belém-Brasília, a Transamazônica e Santarém-Cuiabá e de outras rodovias federais ou da Rodovia PA-150 ou de outras estradas da Malha Rodoviária Estadual, quando se iniciou a implantação de fazendas de gado, dos projetos agro-pecuários, madereiras ou pequenas serrarias, da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, de culturas agrícolas variadas, carvoarias, dos inúmeros projetos minerais na Serra dos Carajás ou outras áreas ricas em recursos minerais, da construção de novas rodovias, da instalação de portos, ferrovias e hidrovias, usinas de açúcar. Esses municípios foram se dividindo e subdividindo em dezenas de novos municípios e essas divisões em novos municípios se aceleraram em função da descoberta das ricas áreas minerais do Pará, incluindo o ouro da Região de Carajás. Convém salientar, infelizmente, que essas regiões não atrairam pessoas somente pelas suas terras ferteis para implantação de projetos do agro-negócio, mas que também atraíram milhares de posseiros, grileiros e madereiros que vieram atraídos pelo potencial madereiro das matas amazônicas.
               O Estado do Pará:
·         O Estado do Pará, atualmente considerado o portal de entrada da Amazônia, é o 2º maior estado brasileiro com superfície de 1.247.702,7 milhões de km2, correspondendo a 32,38% da Região Norte  e que no Período Colonial constituía no enorme Estado do Grão-Pará, este abrangendo as áreas dos atuais estados do Amazonas e Amapá, situa-se na parte oriental da Região Norte do Brasil, ocupando posição privilegiada em termos de localização, dada a sua proximidade com os mercados do Caribe, da Europa, da América Central e da América do Norte.
          Limites do Pará:                     
O Pará possui a grande extensão sendo um estado-continente, maior que muitos países do mundo e, para melhor equacionar e racionalizar algumas diferenças regionais, frutos de características assemelhadas ou outros critérios, foi dividido e subdividido em Mesos e Microrregiões, que contribuem com a quantidade de 144 municípios (contando com a criação do município de Mojuí dos Campos), alguns localizados bem próximos da Capital, como é o caso de Abaetetuba e outros da Microrregião de Cametá e com outros bem distantes, estando o Pará situado no centro da Região Norte e com limites com outros estados brasileiros e até com regiões de outros países, conforme já indicados nestas postagens e aqui repetidos.
O Pará (mar em tupi) é uma das 27 unidades federativas do Brasil, dividido em 144 municípios, incluindo Mojuí dos Campos, e está situado no leste da Região Norte e possui os seguintes limites (a maioria deles visitados pelos nossos comerciantes de regatão):
·         Ao Norte limita com o Oceano Atlântico, o Estado do Amapá, o Suriname e a Guiana.
·         Ao Sul limita com o Estado do Mato Grosso
·         A Leste limita com os Estados do Maranhão e do Tocantins
·         A Oeste limita com o Estado do Amazonas
·         A Nordeste limita com o Oceano Atlântico
·         A Sudeste limita com o Estado do Tocantins
·         A Noroeste limita com Roraima e a Guiana
     Os barcos do Comércio de Regatão de Abaetetuba e Igarapé-Miri chegaram até alguns desses limites.
·                   Proximidade do Pará dos Maiores Centros Econômicos do Mundo:
O Pará, com a Revolta da Cabanagem, se tivesse se constituído em outro país independente, não teria dificuldades em manter as relações comerciais com a Europa e Estados Unidos, e simplesmente porque essas poderosas regiões econômicas mundiais estavam bem perto do Pará e elas se responsabilizavam em importar grande parte da borracha e dos outros produtos do extrativismo e da produção agrícola da antiga Província. Ao contrário das relações com os estados brasileiros do Sul e Sudeste do país onde as dificuldades de comunicações eram muito grandes impostas pelos obstáculos que as áreas deltaicas estuarinas amazônicas impunham para essas comunicações.
Por essa situação ainda estamos pagando um alto preço pela nossa condição de Estado rico em recursos naturais, mas que se encontra muito distante dos maiores centros econômicos do Brasil e que também se encarregam de explorar esses recursos hídricos, minerais e outros, sem que o povo paraense possa tirar bom proveito dessas riquezas pela falta de melhor infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária para atender nosso tão almejado desenvolvimento e, nessas condições, somos apenas como que área fornecedora de matérias-primas para o desenvolvimento de outros estados e países e como exportador de bens primários uma vez que somos impedidos de verticalizar nossa produção mineral pela prática da política de exportação brasileira dos recursos naturais, como no passado colonial e pela falta de infra-estrutura adequada para nossas exportações de minérios e produtos do agro-negócio, produtos industrializados e falta de boas compensações pela expressiva exportação de minerais e energia elétrica do Pará para outros estados e países.
Nosso desenvolvimento viria pela finalização das obras de importantes rodovias federais, como a Transamazônica, a Belém-Brasília, a Santarém-Cuiabá e a estadual PA-150 e outras que nos ofereceriam condições de comercializar com os demais estados e centros financeiros do país e do mundo. E junto com essas estradas federais deveriam funcionar portos e hidrovias já que temos vocação hidroviária (vide ítem da exploração hidroviária do Pará no Período Provincial) por estamos situados em pleno coração da Bacia Amazônica e do Estuário Amazônico. Nossos limitados portos e hidrovias não atendem nossos anseios de desenvolvimento com o escoamento pleno de nossa produção, como também pelas nossas estradas federais e estaduais inacabadas e mal cuidadas e falta de um grande porto para exportação mineral e de grãos do Pará e outros estados nas proximidades do Estuário Amazônico, porto que poderia se construído em alguma área da Costa Atlântica estuarina do Nordeste Paraense, na Região do Salgado.
Para podermos voltar ao antigo comércio direto com a Europa e Estados Unidos da América seria importante a construção desse grande porto, que nos aproximaria enormemente desses grandes centros importadores, para onde poderíamos levar nossa produção e de lá trazer seus produtos industrializados e tecnologias, em transações comerciais de baixos custos, sem ter que passar pelos distantes portos e rodovias de outros estados brasileiros. E até é um contracenso, pela nossa vocação hidroviária histórica, o não aproveitarmos desse potencial na exportação dos nossos produtos primários e os advindos do Complexo Industrial de Belém, Ananindeua, Barcarena, Área Mineral de Carajás e demais polos industriais do Estado e do nosso agro-negócio, especialmente a pecuária que está crescendo a rítmo exponencial no Pará, apesar dos altos prejuízos ambientais no Sul e Sudeste do Pará. E com certeza haveria fortes reduções dos custos de fretes, preços de navegações e, pelo contrário, temos que levar nossos produtos para os distantes portos do Sul e Sudeste do Brasil e à preços mais elevados, fato que inviabiliza nosso avanço econômico e nos coloca na condição de eterno estado subdesenvolvido do Brasil.
·              Populações e Microrregiões do Pará:
O Pará é o mais populoso Estado da Região Norte, contando com 7.321.493 habitantes, conforme dados do IBGE de 2008 e 2009. Sua capital é o município de Belém, e reúne em sua região metropolitana cerca de 2,1 milhões de habitantes. Outras cidades importantes do Estado são: ABAETETUBA, Altamira, Ananindeua, BARCARENA, CAMETÁ, Castanhal, Itaituba, Marituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas, Redenção, Santarém e Tucuruí.
·         Alguns Dados Históricos do Pará antes das divisões em Mesos e Microrregiões:
Antes de do Estado do Pará chegar à atual divisão e subdivisão em Mesos e Microrregiões, a antiga Capitania e depois Província do Pará era dividida civil e judicialmente em Comarcas e em 1833 o Pará apresentava apenas 3 comarcas: Capital, Baixo Amazonas e Alto Amazonas. Cada comarca possuía os seus Termos Judiciários e estes, os seus municípios e freguesias.
O Pará é a 2ª maior unidade federativa do país em extensão territorial e que tem 1,24 milhão de km2, em área que se torna difícil para administrar, devido as enormes distâncias que separam regiões e municípios em relação à Capital, Belém. E também, como o Pará é riquíssimo em recursos naturais, torna-se também difícil a fiscalização de todos os ecossistemas estuarinos amazônicos situados em terras paraenses. Muitos dos municípios abaixo citados ficam situados nas proximidades ou bem distantes da Capital, conforme a região em que está localizado. Porém, além das extensas áreas do Estado existem no Estuário Amazônico milhares de ilhas e vias fluviais, que tornavam ainda mais difícil a comunicação com a Capital, e isso até mesmo para os municípios ribeirinhos vizinhos da Capital.
·                   A Antiga Comunicação e Comércio na Área Estuarina Amazônica: 
Nos períodos Colonial, Provincial e das primeiras décadas da Era Republicana do Pará, as comunicações e comércio eram feitos somente através das vias fluviais, onde os navios levavam muitas horas ou dias para chegar aos seus destinos. Nesses períodos citados os Governantes procuravam incrementar as comunicações e comércio através das antigas embarcações, fazendo contratos com muitas empresas de navegação para as viagens com destino às diversas localidades. Eram diversas linhas de navegação contratadas para esses serviços e algumas localidades recebiam as embarcações conforme as distâncias ou dificuldades de navegação. Pela abundância dos recursos naturais obtidos através do extrativismo as viagens eram necessárias para receber a grande quantidade dos produtos advindos das matas e águas, como eram os casos das regiões do Baixo e Alto Tocantins, do Arquipélago do Marajó, do Alto e Baixo Amazonas e dos municípios existentes nas margens dos diversos rios ou situados na Foz Amazônica. Com a baixa do comércio da borracha o Estado do Pará teve que dispensar os serviços das empresas de navegação, tornando a comunicação com a Capital quase impossível para algumas regiões.
·                        A Região Bragantina e a Estrada de Ferro de Bragança:
A Região Bragantina se apresentava como celeiro agrícola para abastecer a Capital, Belém e demais municípios paraenses já a partir do Período Provincial do Pará, anos de 1870 e, por esse motivo, os antigos governantes se empenharam em construir essa ferrovia para que pudesse interligar as localidades produtoras de alimentos. Com a desativação da antiga Estrada de Ferro de Bragança, medida imposta pelo Ministro dos Transportes, Juarez Távora, em 1964, os municípios da chamada Região Bragantina, que era a melhor servida nos transportes, começaram a enfrentar grandes dificuldades de comunicação com a Capital e, além disso, essa medida do ministro veio desacelerar o desenvolvimento dessa enorme área agricultável, que era o celeiro de abastecimento de gêneros alimentícios para a Capital. Depois da ferrovia, vieram as viagens rodoviárias, que para algumas localidades se tornavam muito longas e cansativas.
Para o Baixo Tocantins , na década de 1960, vieram as rodovias para substituir as cansativas viagens pelos rios e baias dessa região e essas rodovias vieram também favorecer a Região do Arquipélago do Marajó, devido esta estar separada do continente pelo Rio Pará, mas para o Marajó ainda existem as viagens fluviais. Ressalte-se que as antigas viagens feitas pelas localidades do Baixo Tocantins, antes da construção das estradas de rodagens, eram realizadas no modo rodo-fluvial, através da importante Rodovia PA-151. Com a construção da Alça Viária de Belém, agora as viagens podem ser feitas exclusivamente por via rodoviária, porém em viagens demoradas, daí a razão da não desativação das viagens rodo-fluviais e do transporte de veículos através das balsas pelo Porto do Arapari. Com o aumento das estradas da Malha Rodoviária Estadual aconteceu a integração dos municípios do Sul e Sudeste do Pará com Belém e demais regiões. Mas para alguns distantes lugares as viagens continuam a ser feitas  através das viagens aeroviárias.
·                   A Antiga Divisão do Pará com os principais núcleos coloniais do Pará na época do Diretório Pombalino (1757-1798):
Na época em que o Marquês de Pombal expulsou os missionários jesuítas do Pará e institituiu o sistema do Diretório Pombalino para a administração das Aldeias Indígenas do Pará na Epoca Colonial:
·         Capitania do Pará
Região da Costa
1 – Vila de Bragança
2 – Vila de Cintra
3 – Vila nova D’El-Rei
4 – Vila de Vigia
5 – Lugar de Penha Longa
6 – Lugar de Porto Salvo
7 – Vila de Colares
Região do Interior do Continente
8 – Lugar Benfica
9 – Lugar de Barcarena
10 – Freguesia de São bento
11 – Freguesia de Sant’Anna do Rio Capim
12 – Vila de Ourém
13 – Porto de grande Guamá
14 – Lugar de Cerzedelo
15 – Vila de Conde
Região Guajarina
16 – Cidade de Belém
Região das Ilhas e dos Furos
17 – Vila de melgaço
18 – Fortaleza de Gurupá
19 – Vila de Portel
20 – Vila de Oueiras
Rio Moju
21 – Espírito Santo de Moju
Rio Tocantins
22 – Vila de Beja
23 – Vila de Cametá
Rio Xingu
24 – Lugar de Vilarinho do Monte
25 – Vila de Porto de Moz
26 – Vila de Veiros
27 – Vila de Pombal
28 – Vila de Souzel
Rio Tapajós
29 – Vila de Santarém
30 – Vila de Alter do Chão
31 – Vila Franca
32 – Vila de Boim
33 – Vila de Pinhel
Rio Amazonas
34 – Vila de Macapá
35 – Vila de Almerim
36 – Vila de Monte Alegre
37 – Vila de Alenquer
38 – Vila de Óbidos
39 – Vila de Faro
Capitania do Rio Negro
Segue a lista com os 47 núcleos populacionais que hoje fazem parte do Estado do Amazonas  até o nº 85. A mudança na administração sob a forma dos Diretórios Indígenas, como política do Marquês de Pombal, para o Pará, redundou num grande fracasso no desenvolvimento do então Estado do Grão-Pará e posterior Província do Pará, esta durante o Império Brasileiro.
·                        A Antiga Divisão do Pará no Ciclo da Borracha:
Antigamente a divisão da Província do Pará se dava em função das atividades econômicas das localidades, especialmente pela produção da borracha. Assim existiam as seguintes regiões: Região das Guyannas, Região das Ilhas do Pará, Região dos Rios, Região Agrícola.
Região das Ilhas do Pará:
·              Região das Ilhas incluía o Arquipélago do Marajó, incluindo a grande Ilha do Marajó e todas as demais ilhas do Estuário Amazônico e essa região foi a que mais concorreu antigamente para a produção de borracha no Pará. Em 1904 foram produzidas nessa área estuarina amazônica 7.349 toneladas de borracha, que representaram 67% do total do Estado computado em 10.973 toneladas. A borracha era explorada na Região das Ilhas e no Alto Tocantins, Xingu, Baixo Amazonas. A borracha do Estuário Tocantino tinha como um de seus centros de exportação a cidade de Cametá, que recebia a produção vinda da Ilha do Marajó, Zona Tocantina e outros centros produtores, cujos estoques abasteciam os navios vapores das linhas de navegação que eram contratadas pelos governos provinciais do Pará para fazer esses carregamentos, como também de outros produtos do extrativismo e transporte de pessoas na Bacia Tocantina e rios da Amazônia. O Marajó é citado em 1858 com muita coleta de seringa na então Ilha Grande de Joanes e como grande fornecedora de borracha no comércio da goma elástica na Província do Pará. Também é citado em 1864, onde as várzeas do Anapu, Pacajás e nas Ilhas de Melgaço abundam as seringueiras nativas. Porém nenhum distrito poderia competir com o de Breves, onde a borracha é o principal produto do comércio dessa localidade e todas as demais atividades giravam em torno da borracha: trabalho, indústria, negócios e vida dos habitantes. Em 1864 os distritos de Portel, no Marajó exportaram 3.500 arrobas de borracha e o distrito de Melgaço exportou 3.000 alqueires no mesmo ano.
Região dos Rios do Pará:
·              Região dos Rios incluía Altamira, no Xingu, Cametá, no Tocantins, Itaituba e Santarém, no Tapajós e outras localidades espalhados pelas margens dos grandes rios amazônicos. Na foz do Amazonas, que mede cerca de 149.000km², ficam os rios Pará, Tocantins e Capim, estes muitos importantes no Estuário Tocantino (Foz Tocantina).  O Rio Pará é importante rio do Estuário Tocantino e nasce na Região das Ilhas do Pará e deságua entre o Cabo Maguari e a Ponta Curuçá e também é um dos principais formadores da Baia do Marajó e a Baia do Guajará e recebe vazão rio Araticu, Rio Anapu e Rio Pacajá.
Região Agrícola do Pará:
·         Região Agrícola abrangia as localidades produtoras de cereais, farinha de mandioca e cana-de-açúcar incluindo Abaeté, Igarapé-Miry que eram produtores de cereais (eram pequenos produtores de borracha) e as localidades do sistema Guamá-Acará-Capim-Moju e a Zona Bragantina.
                A Região Norte e o Pará:
A região Norte é espaço da Floresta Amazônica que é a de ocupação mais recente no Brasil. Mas essa ocupação vem crescendo rapidamente, mesmo que a custo da derrubada das matas, das queimadas, da poluição dos cursos de água por garimpos e dos conflitos pela posse da terra, fatores que geram consequências ambientais e sociais da colonização da Amazônia. O Pará é um dos Estados da Região Norte muito visado para a criação de novos estados, em virtude da grande extensão territorial e da falta de assistência governamental às populações que estão rapidamente se formando no entorno das regiões minerais.
·                                      História do Pará
Os portugueses começam a fazer incursões no atual território do Estado do Pará durante a União Ibérica, no século 16. Na mesma época, holandeses, ingleses e franceses o invadem a Região Norte em busca de sementes de urucu, guaraná e pimenta. A Coroa Ibérica se vê diante da necessidade de consolidar seu domínio pela Região Norte do País. Em 1616 uma expedição chega ao local chamado Baía de Guajará, junto à Ilha de Marajó e constrói o Forte do Presépio que se constitui a origem da Cidade de Belém e em seguida passa a destruir os engenhos holandeses construídos nas margens dos rios. A metrópole envia reforço militar, estimula à emigração para as zonas estratégicas e descentraliza a administração da região e inicia a colonização. Em 1621 o Pará passa a fazer parte da Capitania do Maranhão e Grão-Pará, subordinado diretamente a Portugal, abrangendo a área dos atuais Maranhão, Piauí, Ceará e Pará e as 6 Capitanias, a de Caeté, Cabo do Norte, Marajó, Cametá, Xingu e a Capitania Real de Gurupá e os  missionários, vindos com os primeiros colonizadores, avançam pelo sertão. Em 1647 são destruídos os últimos fortes  holandeses e a economia do Pará destaca-se na exportação de cana, algodão, café e cacau e a partir de 1667 a Coroa Portuguesa envia imigrantes com o objetivo de aumentar o número de colonos no grande território paraense. Com o Tratado de Madri, de 1750, que deu a Portugal o direito de posse sobre uma vasta área até então pertencente à Espanha, começam a ser construídas novas fortalezas e núcleos populacionais em pontos da fronteira.
Entre 1752 e 1754 as Capitanias que estavam em mãos particulares passam à Coroa e em 1755, o Governador do Grão-Pará extingue a escravidão indígena e acaba com a influência jesuítica nas missões com o objetivo de dinamizar a economia regional e estimular as atividades agrícolas, além do extrativismo. É criada a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão.
A Capitania do Maranhão e Grão-Pará é desfeita em 1774 e em 1778, chegam novas levas de imigrantes açorianos à região e, a partir daí, começam a surgir algumas localidades importantes na Pará. A região desenvolve-se rapidamente e, no início do século 19, Belém se destaca como um grande centro urbano e as influências liberais vindas da Europa encontra adeptos no Pará a partir de 1821.
O Pará é uma região praticamente independente do restante do país, que desenvolve suas atividades econômicas diretamente com a Europa e Estados Unidos e, por isso, fica praticamente à margem dos acontecimentos do resto do País e não participa da Independência do Brasil, fato ocorrido apenas em 1823. A partir da independência do Brasil, e devido o governo opressor do Império Brasileiro, tem início a Revolta da Cabanagem a partir de 1835, que chega a decretar a Independência da Província do Pará e no fim dessa revolta popular a população encontra-se drasticamente reduzida devido a morte de mais de 40 mil revoltosos e com as áreas produtivas desativadas e com a lavoura e a pecuária arruinadas. Foi nesse contexto que na década de 1850 a produção da goma elástica começa a despertar o interesse da Inglaterra e dos Estados Unidos, quando o Pará  a partir de 1870 passa a se integrar ao restante do País e sua economia cresce exponencialmente devido ao Ciclo da Borracha. Com isso Belém volta à condição de  metrópole regional com a implantação de novas ruas e avenidas, a implantação de empresas no ramo bancário, comercial, hospitais, teatro, Biblioteca Pública e o Museu Paraense e a construção de muitas casas, palácios e palacetes com influências europeias, a ligação telegráfica e os serviços de água e luz. Porém, com a crise da borracha o Pará começa a enfrentar uma nova fase de dificuldades econômicas a partir de 1919.
A partir de 1950 inicia-se um novo período de recuperação econômica do Pará com a abertura da Rodovia Belém-Brasília e da Transamazônica. Foi a partir daí que começaram a surgir novos povoamentos que deram origem a novos municípios, o surgimento dos conflitos agrários, a produção madeireira, a construção de usinas hidrelétricas e muitos projetos agro-pecuários espalhados pelas regiões Sul e Sudeste do Pará. Com tudo isso foi inevitável o retorno dos fluxos migratórios a partir de 1970.
·                             As Usinas Hidrelétricas e as Questões Ambientais da Amazônia:
Como todos os projetos anteriores, a construção das grandes usinas hidrelétricas foram decididas fora da Amazônia e visando atender interesses que não beneficiam os povos amazônicos e apenas trazendo mais consequências socioambientais e muita polêmica entre ambientalista e organizações sociais. Como exemplo temos o caso recente da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte em construção no Rio Xingu e outras 153 usinas projetadas para os rios amazônicos, sendo pelo menos mais 11 no Pará e no Rio Tapajós serão construídas 12 usinas, sendo 6 só em solo paraense, que inundarão terras indígenas, localidades ribeirinhas, florestas e parques de proteção ambiental.
·                               Os Novos Problemas do Pará surgidos a partir das Rodovias de Integração, projetos siderúrgicos e minerais, projetos agropecuários e usinas hidrelétricas:
Com a implantação das Rodovias Belém-Brasília, Transamazônica e demais rodovias amazônicas, dos projetos de usinas hidrelétricas, da implantação de projetos agro-pecuários, dos projetos de mineração e siderurgias, além dos projetos para o desenvolvimento econômico para as regiões do Pará, começam a resultar em uma série de problemas que vêm afetar diretamente a grande Floresta Amazônica e os rios e baias das bacias amazônicas, além de afetar negativamente na biodiversidade e sobre as populações nativas das regiões do Pará. O Pará é formado por povos distintos, segundo a nossa origem, cultura, raça e língua que vive nesta imensa região de florestas exuberantes e milhares de rios caudalosos, igarapés e igapós, de mangue, cerrados, várzeas e vastos campos naturais, que ocupam as florestas, os campos e as cidades do Pará e todo esse patrimônio hoje está ameaçado devido o modelo econômico que privilegia o lucro acima da vida dos povos e do respeito aos ecossistemas acima citados, daí os novos problemas enfrentados em todas as áreas do Estado, mas principalmente nas áreas do Sul e Sudeste do Pará, conforme abaixo:
·         Uma série grande de desastres ecológicos resultantes dos enormes desmatamentos, queimadas, construções de usinas hidrelétricas, contaminação e poluição de rios.
·         .      A garimpagem não planejada de Serra Pelada que causou uma migração caótica que se reflete na saúde de milhares de pessoas, do rápido esgotamento dos recursos minerais devido à exploração descontrolada e a degradação ambiental de enormes áreas de exploração do ouro.
·        .          Marginalização de povos indígenas, quilombolas, migrantes, ribeirinhos e muitos pobres das regiões rurais e das periferias urbanas das cidades.
·         Surgimento de devastadoras violências de todos os tipos e misérias de todo tipo.
·   .                     O surgimento com aumento contínuo de centenas de conflitos fundiários que resulta na morte de milhares de sem-terra, colonos, grileiros, posseiros, ribeirinhos e índios em luta contra o poder de grandes madeireiros e latifundiários concentrados nas regiões Sul e Sudeste do Pará.
·        .                  Incentivo as ondas migratórias de outros estados e regiões da Amazônia que são iludidos ou enganados em busca de meios de sobrevivência para garantir seu sustento e de suas famílias
·     .                A pedra de identidade cultural, afetação da saúde e dispersão de muitos povos indígenas que ficam sob a tutela das políticas da Fundação Nacional dos ìndios-FUNAI.
·      .                  A ocupação desordenada tanto à nível urbano das cidades quanto no meio rural que geram impactos nas estruturas sociais devido às superpopulações e os impactos ambientais gerados por essas levas de imigrantes.
·  .                  Aumento do mercado do sexo, inclusive com a prostituição infantil buscando renda alternativa para a sobrevivência das famílias mais pobres.
Então, diante desses cenários, é que procuramos denunciar os grandes projetos impostos que destroem muitas florestas, povos e rios amazônicos e em detrimento das populações tradicionais e toda forma de vida.
·                                                 O Projeto Carajás:
Os enormes recursos minerais descobertos a partir de 1980 chama a atenção para a implantação de projetos que pudessem fazer a exploração dessas riquezas minerais e surgiu o Projeto Carajás para a exportação do minério de ferro extraído da Serra de Carajás. Como esse projeto visava só a exportação dos produtos dessas enormes jazidas de ferro e outros minerais, o Pará ficou prejudicado pela falta de projetos que visassem a  verticalização dessa produção mineral.
·                                                A Atual Divisão do Pará:
Atualmente o Estado do Pará foi dividido em Mesos e Microrregiões, divisão baseada nas questões das águas, terras, recursos naturais e atividades econômicas similares. Baseado nessa divisão é que resolvemos destacar as Mesos e Microrregiões e municípios que foram nos tempos mais antigos, e continuam a ser nos tempos mais recentes, importante para a história de Abaetetuba/PA e sua região do Baixo Tocantins ou da atual Microrregião de Cametá, conforme as pesquisas efetuadas em várias fontes, como os dados do IBGE dos anos de 2008 até 2010 e até pode ser que a divisão apresentada abaixo já tenha sido modificada, dado o dinamismo em vários aspectos que afeta a vida de algumas Mesos e Microrregiões do Pará e que leva as sucessivas criações de novos municípios.
·         Mesorregião é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais, que por sua vez, são subdivididas em microrregiões. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins estatísticos e não constitui, portanto, uma entidade política ou administrativa.
·         Microrregião é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um agrupamento de municípios limítrofes. Sua finalidade é integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, definidas por lei complementar estadual. Entretanto, raras são as microrregiões assim definidas. Consequentemente, o termo é muito mais conhecido em função de seu uso prático pelo IBGE que, para fins estatísticos e com base em similaridades econômicas e sociais, divide os diversos estados da federação brasileira em microrregiões.
O Estado do Pará está divido geograficamente em 23 Microrregiões, segundo critérios elaborados pelo IBGE:
               Algumas Grandes Regiões e as Questões da Divisão do Pará:
·                                       A Cabanagem, como a mais autêntica revolução popular brasileira:
Não poderíamos falar nas divisões do Estado do Pará sem antes falar da Revolta da Cabanagem, esta que foi a mais autêntica revolução popular brasileira, acontecida na província do Pará entre os anos de 1835 e 1840. Essa revolução aconteceu por diversos motivos, sendo os principais as idéias liberais surgidas na Europa, como a Revolução Francesa, a revolução de Caiena (nas Guianas), a Revolução do Porto, com os ideais de libertação assimiladas por estudantes e paraenses que desejavam ardentemente a indepência do Brasil da Coroa Portuguesa e por isso fizeram vários levantes no Pará antes da dita independência, o contexto de miséria e opressão em que vivia o povo pobre paraense, que resolveu lutar contra o autoritarismo e desmandos das autoridades civis e militares nomeadas à revelia dos paraenses pelo governo central da então Regência do Império Brasileiro e da conduta opressora da classe senhorial dos abastados colonos e comerciantes, de maioria portugueses, e a favor das melhorias sociais que pudessem mudar a sorte dos caboclos pobres, negros escravos ou alforriados, mestiços variados, índios e tapuios amazônicos e de outras pessoas livres e remediadas e até mesmo uma boa parcela das pessoas abastadas que, sendo excluídas da participação política e da direção dos negócios do governo provincial, também se juntaram e pegaram em armas contra o regime opressor desse tempo. Os abusos praticados pelos governantes e colonizadores portugueses tornou-se a ocasião propícia para que viesse a tona a bravura de pessoas simples e humildes de toda a Província do Pará, que se juntou ao clima de conturbação social e política em que estava mergulhada a sociedade paraense, vindo desde a escala das grandiosas agitações políticas pela independência do Brasil ocorridas na Província do Pará, desde os anos de 1821 e a recordação do tristemente famoso “Massacre do Brigue Palhaço”, quando aconteceu a morte de 256 revoltosos paraenses presos nessa embarcação, fatores que encontraram eco no Movimento da Cabanagem em 1835, como uma ocasião propícia para o seu recrudescimento, agora sob a forma de um grande motim político ou revolta popular que avançou os quatro cantos de toda uma região e avançou pelos rios amazônicos e até pelo Oceano Atlântico, chegando até as fronteiras do Brasil Central e do litoral Norte e Nordeste do Brasil, devido a participação maciça do povo mais pobre e menos favorecido pelas políticas sociais do então governo provincial. A Revolta da Cabanagem logrou êxito pleno em seus objetivos, com a destituição do poder do então truculento e sanguinário presidente provincial Bernado Lobo e Sousa, e tendo sido esse poder ocupado por nove meses por alguns líderes cabanos, revolta que só não logrou mais êxito de libertação do povo paraense devido a falta de uma base ideológica mais consistente de alguns líderes cabanos e de um projeto político definido por parte de dessas lideranças à frente das massas cabanas, que foram as que realmente pegaram em armas em lutas pela liberdade. Portanto, pode-se dizer que a Revolta da Cabanagem, foi um autêntico movimento político-revolucionário, com ideal de liberdade a ser realizado pelo povo paraense e que deve ser considerado pela atual população como um grande exemplo a ser seguido, em favor do desenvolvimento econômico do atual Estado do Pará, que é considerado pelo governo central apenas como um grande celeiro, existente para abastecer o restante do país e os países industrializados com produtos primários, que nem sequer possuem projetos para sua verticalização no Estado, ficando para os paraenses apenas as migalhas dos projetos para a exploração das abundantes e diversificadas riquezas naturais do Estuário Amazônico, junto com a depredação de variados ecossistemas e culturas nativas e ribeirinhas paraenses. Veja-se o caso das regiões do Marajó e Baixo Tocantins, onde seus municípios atravessam séria crise pela falta de infraestrura no setor da Saúde, Educação, Transportes, Segurança e falta de políticas econômicas que possam dotar esses municípios de algumas alternativas econômicas para suas realidades de municípios ribeirinhos do Estuário Tocantino, que possam atenuar as precárias condições de milhares de famílias ribeirinhas que estão completamente abandonados pelos poderes públicos, estadual e federal.
·                                       Os Antigos e Atuais Movimentos Pela Divisão do Pará:
Foi pelas grandes distâncias entre a Capital e as distantes regiões que começaram a surgir os movimentos pela divisão do Pará para formar outros estados brasileiros. As divisões se iniciaram ainda no Período Provincial do Pará, com a criação dos estados do Amazonas e do Amapá. Na década de 1950, no Governo de João Goulart, aconteceu um movimento para a criação Território Federal do Gurupi (que seria o embrião do futuro Estado do Caeté), tendo Bragança como capital dos diversos municípios que antes haviam se separado da Região Bragantina, mas tal evento acabou não se concretizando, devido a conturbada situação política do Brasil dessa época.
Criação dos Estados do Tapajós e Carajás:
Recentemente aconteceu o plebiscito para uma nova divisão do Pará, que visava a criação de dois novos estados, os estados do Tapajós e o de Carajás, tendo como principal fator para a criação desses novos estados a falta de assistência governamental a essas vastas regiões, que são os mesmos problemas que afetam a vida dos municípios das regiões do Marajó e Baixo Tocantins.
O Estado de Tapajós:
Se fosse confirmada a divisão pela população local, Tapajós seria o maior dos três estados em questão, quando ficaria com 58% da atual área do Pará, abrangendo 29 municípios e 1,3 milhão de habitantes do atual Estado do Pará, tendo em vista as vastas regiões desassistidas atualmente, que passariam a ser alcançadas pelo novo Estado. Por certo que a criação do Estado do Tapajós ficou inviabilizada por querer incorporar a Região do Xingu, região riquíssima em recursos naturais e onde está sendo implantado o antigo projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
O Estado do Tapajós já é discuto há mais de 150 anos. Ainda no Brasil Império, no estudo da divisão das terras da Amazônia, foi sugerida a criação da Província do Tapajós e que nos últimos 20 anos a discussão voltou à tona, culminando com a realização desses plebiscitos que foram aprovados por unanimidade no Senado no ano 2000, porém rechaçados pela população eleitoral do Pará. A região do Tapajós englobaria 29 municípios das regiões do Baixo Amazonas e do Sudoeste Paraense e com uma população de 1,3 milhão de pessoas, o equivalente a cerca de 20% da atual população do Pará e o futuro Estado já teria como capital a cidade de Santarém, esta com com 276 mil habitantes à época.
O Estado de Carajás:
Nos plebiscitos realizados há pouco tempo, para a criação de mais dois Estados em áreas do atual Estado do Pará, o Estado de Carajás ficaria com as porções Sul e Sudeste Paraense e teria 39 municípios (25% do território atual do Pará) e 1,6 milhão de habitantes, que abrangem uma área de 284,7 mil quilômetros quadrados, onde vivem cerca de 1,4 milhão de pessoas. A capital desse novo estado seria a cidade de Marabá. Da mesma forma que o novo Estado do Tapajós, a criação do Estado de Carajás também não logrou êxito no plebiscito realizado.
·         Outras Questões na Divisão Territorial do Pará:
O Território Federal do Marajó:
Na visão dos que clamam pela criação do Território Federal do Marajó, também estão as questões da falta de assistência governamental às localidades do Arquipélago do Marajó, e em favor das melhorias de vida das populações ribeirinhas marajoara e tentar solucionar os graves problemas sociais que afetam a vida da maioria dessas populações ribeirinhas.
Como ficaria o Estado do Pará após a nova divisão de seu território:
Ao Pará, ou Parazinho, como depreciativamente ficou sendo chamado o restante do Estado que ficaria após a divisão, restariam 86 municípios onde se localizam atualmente 4,6 milhões de habitantes. Apesar da grande população as áreas que ficariam com o Estado do Pará já dividido são as mais pobres em recursos naturais do atual Estado e as populações dessas localidades ficariam bastante prejudicadas pela perda dos recursos advindos das ricas regiões minerais que ficariam com o novo Estado de Carajás e isso se a produção mineral fosse verticalizada e com a consequente implantação de indústrias siderúrgicas, grandes projetos agro-pecuários e outros projetos cogitados para o novo estado.
As Dificuldades Impostas Pelas Grandes Distâncias no Estuário Amazônico:
Ainda existem muitas dificuldades de comunicação da maioria dos municípios estuarinos amazônicos com a Capital, devido às grandes distâncias e da enorme quantidade de ilhas e vias fluviais que impedem uma melhor comunicação com Belém do Pará. Essas dificuldades existem até mesmo para os municípios ribeirinhos que estão localizados às proximidades dessa capital, como são os casos dos municípios do Marajó e do Baixo Tocantins, em dificuldades impostas pelas grandes travessias aquaviárias no contorno dessa grande quantidade de ilhas e vias fluviais que impedem viagens mais rápidas entre as diversas localidades.
No tocante as áreas e distâncias para Belém alguns municípios se destacam pelo enorme tamanho de suas áreas e outros pela proximidade da Capital. Por exemplo, Abaetetuba e Igarapé-Miri estão bem perto da Capital, porém é uma distância medida em linha reta, que devido às inúmeras ilhas e corpos fluviais, faz com que as distâncias se tornem enormes no tocante às viagens para Belém através dos sistemas rodofluviais ou exclusivamente rodoviários. Precisa que se construa através das numerosas ilhas da frente dos municípios de Cametá, Igarapé-Miri, Abaetetuba, Barcarena e Belém mais pontes em concreto para um melhor e mais rápido acesso à Capital e vice-versa, pois essas viagens se fazem demoradas e penosas para quem se arrisca nas viagens rodo-fluviais e com vários transbordos de passageiros e cargas. Algumas pontes, se fossem construídas, facilitariam enormemente o deslocamento diário de centenas de pessoas dessas cidades e facilitaria as viagens para a região do Marajó. Os trabalhadores e passageiros da Capital e demais municípios vizinhos ao Complexo Industrial de Barcarena e Porto de Vila de Conde também agradeceriam caso essas medidas fossem tomadas pelos nossos governantes.
A comunicação com os municípios da Microrregião de Cametá e Região do Marajó:
Um caso gritante de injustiça é o que se comete com o importante e histórico município de Cametá e seus municípios circunvizinhos e os da Região do Marajó, onde a distância para Belém se mostra curta em linha reta, mas é longa e demorada pelas viagens de barcos ou rodo-fluviais, que os moradores dessas localidades têm que enfrentar para chegar à Capital e vice-versa. A construção de duas pequenas pontes sobre os rios Igarapé-Miri e Meruú encurtaria em muitas horas o tempo das viagens para Belém e entre as cidades vizinhas do Baixo Tocantins. Cametá merece essa atenção dos governantes paraenses porque, no passado histórico do Pará, foi importante centro econômico e de defesa contra os invasores estrangeiros no Período Colonial e ficou no lado da legalidade na luta contra os revoltosos da Cabanagem, além de ser o maior fornecedor de gêneros e produtos do extrativismo dos ciclos econômicos e fornecedor de milhares de combatentes guerreiros indígenas nas lutas de expulsão dos invasores estrangeiros. Cametá e os demais municípios de sua microrregião e da região do Marajó foram centro de desbravamento das ações da catequização dos povos indígenas pelos Missionários Capuchos de São José, no Estuário Tocantino, no início da colonização portuguesa, a partir de 1616. E essas regiões ainda foram os locais de partida das grandes frotas das forças militares dos para a expulsão dos estrangeiros das costas paraenses, maranhenses e da foz dos rios Xingu e Amazonas, e foram grandes centros exportadores de produtos do Estuário, especialmente Cametá, como borracha, café, cacau, castanha, carnes, peles, madeiras, etc. para a Capital, sem contar os grandes nomes que saíram de Cametá e foram constituir na Capital alguns grandes vultos históricos da Igreja Católica, da governança, das tropas militares, dos líderes cabanos e dos intelectuais que fazem parte da história do Pará. E agora Cametá é um importante centro histórico, grande produtor de Açaí e da prática de futebol profissional no Pará, cujo time, o Cametá, foi campeão estadual de 2012 e é importante polo turístico do Estado, levado por sua rica história e grande acervo arquitetônico e aprazíveis localidades para turismo e lazer dos seus habitantes e turistas. Os moradores de Cametá, do Marajó e das cidades do Baixo Tocantins tem que fazer longas e cansativas viagens para chegar a Belém e outras plagas em penosas viagens via balsas ou rodo-fluviais. O município de Cametá foi também penalizado pela demora em desfrutar da energia elétrica da Usina Hidrelétrica de Tucurui, que fica ali pertinho dessa grande usina localizada no município vizinho de Tucurui, e exatamente pela demora da construção de algumas rodovias de integração com seus municípios vizinhos. E Cametá e demais municípios do Marajó e Baixo Tocantins continuam sendo penalizados pelo descaso do órgão de cultura do Estado do Pará que não possui plano nem projeto para a revitalização do rico patrimônio arquitetônico e cultural desses municípios do Baixo Tocantins, especialmente Cametá e também penalizado pela intensa e antiga erosão que os ventos e força das marés das águas do portentoso Rio Tocantins vêm causando na área urbana da frente da cidade de Cametá.
No meio desses 143 municípios ainda aparecem alguns antigos e tradicionais municípios que compunham a antiga Província do Pará, incluindo os das regiões do Baixo e Alto Tocantins, Marajó, Xingu, Tapajós, Araguaia, Salgado, Bragantina e os do sistema deltaico estuarino dos rios Capim-Acará-Guamá-Moju. Serão citados alguns aspectos relativos às populações, áreas e distâncias em relação à Capital e a antiga produção econômica dos períodos Colonial e Provincial do Pará. Em outras partes destes textos, alguns municípios serão novamente elencados levando-se em consideração os aspectos históricos, econômicos, geográficos, turísticos e outras questões que colocam esses municípios em destaque no grande Estuário Amazônico ou que sofrem os impactos desse estuário.
·         Em relação ás Mesorregiões do Pará:
São 6 as Mesorregiões do Estado do Pará:
1.       MESORREGIÃO DO BAIXO AMAZONAS e que é formada por 14 municípios: Alenquer, Juruti, Porto de Moz, Almeirim, Monte Alegre, Prainha, Belterra, Óbidos, Santarém, Curuá, Oriximiná, Terra Santa, Faro, Placas, que estão agrupados em 3 microrregiões. Essa região esteve recentemente envolvida em um processo para a divisão do Pará, tendo Santarém como a capital do que seria o novo Estado do Tapajós. Pela longa distância com a Capital as comunicações se fazem por via aérea, mas existem empresas de navegação fluvial para essa região.
2.       MESORREGIÃO DO MARAJÓ que compõe-se de 16 municípios: Afuá, Curralinho, Salvaterra, Anajás, Gurupá, Santa Cruz do Arari, Bagre, Melgaço, São Sebastião da Boa Vista, BREVES, Muaná, Soure, Cachoeira do Arari, Ponta de Pedras, Chaves, PORTEL, que estão distribuídos em 3 microrregiões. É uma mesorregião que está bem próxima da Capital, Belém do Pará, porém, devido estar situada em pleno Estuário Amazônico e seus municípios estão localizados no Arquipélago do Marajó e cercados de vias fluviais e outras ilhas, as comunicações com essas populações tornam-se dificultosas pelas longas viagens pelas vias fluviais navegáveis. Mas existem várias empresas de transportes para os municípios dessa região.
3.       MESORREGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM que compõ-se de 11 os municípios: Ananindeua, Bujaru, Santa Bárbara do Pará, Barcarena, CASTANHAL, Santa Izabel do Pará, BELÉM, Inhangapi, Santo Antonio do Tauá, Benevides, Marituba, (alguns desses municípios estão bem perto de Abaetetuba e outros municípios da Micorregião de Cametá) que, por sua vez, estão agrupados em duas microrregiões.
A Mesorregião Metropolitana de Belém tem Belém como Capital do Estado do Pará, sendo a região a mais rica e povoada e que influencia em diversos aspectos (econômico-financeiro, sócio-político, cultural, educacional, transportes e outros) as demais mesos e que também recebe os benefícios advindos das demais mesorregiões do Estado, como exemplo a energia elétrica fornecida pela Hidrelétrica de Tucuruí, pescados do Marajó, madeira e frutos dos municípios do Estuário Tocantino, carne de gado vacum e madeira das regiões Sudeste e Sudoeste. A Mesorregião Metropolitana de Belém é fortemente influenciada pelo Estuário Amazônico, por estar localizada no coração desse Estuário, portanto, cercada de ilhas e vias fluviais que fazem a comunicação e comercialização com os municípios de outras regiões e que, por sua vez, têm influência no cotidiano da vida da maioria dos demais municípios ribeirinhos às suas proximidades, inclusive dos municípios de Abaetetuba e as demais do Baixo Tocantins e Marajó.
4.       MESORREGIAÕ DO NORDESTE PARAENSE que é formada por 49 municípios: ABAETETUBA, Ipixuna do Pará, Santa Luzia do Pará, Acará, Irituia, Santa Maria do Pará, Augusto Corrêa, Limoeiro do Ajuru, Santarém Novo, Aurora do Pará, Mãe do Rio, São Caetano de Odivelas, Baião, Magalhães Barata, São Domingos do Capim, Bonito, Maracanã, São Francisco do Pará, BRAGANÇA, Marapanim, São João da Ponta, Cachoeira do Piriá, Mocajuba, São João de Pirabas, CAMETÁ, Moju, São Miguel do Guamá, Capanema, Nova Esperança do Piriá, Tailândia, Capitão Poço, Nova Timboteua, Terra Alta, Colares, Oeiras do Pará, TOMÉ-AÇU, Concórdia do Pará, Ourém, Tracuateua, Curuçá, Peixe-Boi, Vigia, Garrafão do Norte, Primavera, Viseu, Igarapé-Açu, Quatipuru, Igarapé-Miri, Salinópolis, que, por sua vez, estão agrupados em 5 microrregiões. E a Mesorregião do Nordeste Paraense é importante porque nela estão situados os municípios de Abaetetuba e demais municíos da Microrregião de Cametá e as demais microrregiões vizinhas que são fortemente influenciadas pelos diversos aspectos do Estuário Tocantino (Vide demais postagens sobre o Estuário Amazônico).
5.       MESORREGIÃO DO SUDESTE PARAENSE que é formada por 39 os municípios: Abel Figueiredo, Goianésia do Pará, Rio Maria, Água Azul do Norte, Itupiranga, Rondon do Pará, Bannach, Jacundá, Santa Maria das Barreiras, Bom Jesus do Tocantins, MARABÁ, Santana do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia, Nova Ipixuna, São Domingos do Araguaia, Breu Branco, Novo Repartimento, SÃO FÉLIX DO XINGU, Canaã dos Carajás, Ourilândia do Norte, São Geraldo do Araguaia, CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA, Palestina do Pará, São João do Araguaia, Cumarú do Norte, PARAGOMINAS, Sapucaia, Curionópolis, PARAUAPEBAS, Tucumã, Dom Eliseu, Pau D'arco, TUCURUÍ, Eldorado do Carajás, Piçarra, Ulianópolis, Floresta do Araguaia, REDENÇÃO, Xinguara, que, por sua vez, são agrupados em 7 microrregiões. Á Mesorregião do Sudeste Paraense é potencialmente rica devido a existência de muitas jazidas minerais, que inclusive já estão sendo exploradas e em suas ricas terras estão sendo implantadas muitas fazendas de gado, usinas siderúrgicas, usinas hidrelétricas, projetos agro-pecuários, serrarias e muitos outros projetos para exploração dos ricos recursos naturais dessa região. Essa região esteve recentemente envolvida em um processo de divisão do Pará, onde seria implantado o Estado de Carajás tendo como capital a cidade de Marabá.
6.       MESORREGIÃO DO SUDOESTE PARAENSE que é formado por 14 os municípios: ALTAMIRA, Jacareacanga, Senador José Porfírio, Anapu, Medicilândia, Trairão, Aveiro, Novo Progresso, Uruará, Brasil Novo, Pacajá, Vitória do Xingu, ITAITUBA, Rurópolis, que por sua vez são agrupados em duas importantes microrregiões. A mesorregião do Sudoeste Paraense é também uma região potencialmente rica em recursos naturais e recentemente esteve envolvida em um plebiscito para a divisão do Estado do Pará, onde faria parte do Estado do Tapajós. É nessa região que está sendo erguida, no Rio Xingu, a controvertida e grande Hidrelétrica de Belo Monte que por certo afetará a vida em muitos ecossistemas e das populações nativas e municípios de seu entorno.
·                        Os Municípios Paraenses no decorrer dos Períodos Históricos do Pará:
        Observação:
Os dados insuficientes de alguns municípios aqui elencados serão acrescentados de acordo com nossas pesquisas em relação a esses municípios e eventuais erros de alguns dados também serão corrigidos de acordo com as correções dos nossos visitantes das cidades paraenses.
·              ABAETETUBA é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, esta criada em 1758 e o atual município de Abaetetuba possui área atual de 610,743 km2 e população de 147.846 habitantes em 2010 (7º lugar), e fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, distante 51 km via rodofluvial e 103 km rodoviários via Alça Viária e 51 km aeroviários da Capital. O município de Abaetetuba incorporou ao seu território pelo Decreto nº 34 de 30/9/1839 a área da antiga Freguesia de São Miguel de Beja, esta criada em 1763. No Ciclo da Borracha Abaeté fazia parte da chamada Região Agrícola do Pará, era produtor de arroz, milho, madeira, cacau. Devido o fato de Abaeté ficar ás proximidades da Baía do Marajó e dispor de uma série grande de rios desaguando nessa bacia, era também grande produtor de peixe salgado e grude de peixes para exportação e foi grande produtor de açúcar e aguardente de cana, produto que era escoado para as demais áreas estuarinas amazônicas pelo Comércio de Regatão e também era grande centro Oleiro e da Carpintaria Naval do Pará nos períodos Provincial e início da Era Republicana até os anos finais da década de 1980. Atualmente Abaetetuba é um grande produtor de açaí e Brinquedos de Miriti no Baixo Tocantins e que junto com Cametá, Igarapé-Miri e demais municípios tocantinos possuem suas centenas de pequenas e médias ilhas, baías, costas, rios, igarapés, praias situados no Estuário Tocantino e Abaetetuba, junto com Igarapé-Miri teve a Indústria Canavieira e o Comércio de Regatão a sustentar sua economia. Muitos rios de Abaetetuba eram plenamente navegáveis e nos períodos históricos do Pará facilitavam sua comunicação e comércio via fluvial com a Capital e demais municípios do Estuário Amazônico, inclusive com os de regiões bem distantes como a Região do Baixo Amazonas. A partir do ano de 1960 Abaetetuba começou a ser favorecida pela construção da importante Rodovia PA-151 e também melhorou sua comunicação com os demais municípios tocantinos pela ampliação dessa Rodovia e pela construção de outras rodovias estaduais, fato que facilitou a comunicação com os vizinhos municípios de Moju, Igarapé-Miri, Acará, Tailândia e com os novos municípios surgidos a partir da construção da Rodovia PA-150. A cachaça, junto com os produtos advindos da indústria cerâmica, da atividade pesqueira, do extrativismo animal e vegetal, foram os principais produtos que impulsionaram o Comércio de Regatão do Baixo Tocantins, sendo esta a maneira que os donos de engenhos encontraram para desenvolver seus negócios. Geralmente os donos de engenhos de cana-de-açúcar do Baixo Tocantins, especialmente de Igarapé-Miri e Abaetetuba, atrelavam os negócios da indústria canavieira às atividades de comércio e navegação até os anos finais de 1970 quando veio a crise da Indústria Canavieira. Atualmente Abaetetuba se mantém economicamente através dos fortes setores do comércio e de serviços e do comércio de açaí.
·         ABEL FIGUEIREDO é um município localizado na Mesorregião do Sudeste Paraense, com uma população de 6.792 habitantes em 2010 (138º lugar).
·         ACARÁ é um tradicional e histórico município do Pará pelo destacada papel desenvolvido durante a Revolta da Cabanagem e na antiga produção agrícola. Esse  município veio  da antiga Freguesia de São José do Acará, esta criada em 1758 e o atual município de Acará possui área atual de 343,772 e fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Tomé-Açu, e fica distante 65 km rodoviários via rodofluvial e 210 km rodoviários via Alça Viária da Capital.  No Ciclo da Borracha o município de Acará era classificado na antiga Região Agrícola do Pará e era o maior produtor de arroz e também grande produtor de farinha de mandioca, milho, madeira nos períodos históricos do Pará. Acará esta localizado no complexo estuarino formado pelos rios Capim-Acará-Guamá-Moju-Maiuatá, que abrigou os grandes engenhos de cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e avançaram para o Período Provincial e nas margens do Rio Acará existiam alguns grandes engenhos para a produção e exportação de açúcar na antiga Freguesia de Acará, engenhos que utilizavam grande quantidade de braços escravos dos índios e negros para produzir açúcar para exportação para Belém e Coroa Portuguesa e também se destacou na exportação de madeira beneficiada e em toras para a Capital. O importante Rio Pará também recebe a vazão do Rio Acará e outros que vão fazer parte do Estuário Tocantino, este de fundamental importância histórica e econômica para as regiões Guajarina, Tocantina, Salgado e Marajó. Acará em 2010 possuia uma população de  53.605 habitantes (30º lugar).
·         AFUÁ é um município originário de um sítio de propriedade de Micaela Arcângela Ferreira que em 2/8/1889 passou à categoria de Freguesia pela Lei nº 1386, e em 2/8/1890 passou à condição de vila através do Decreto nº 170 e o Decreto nº 226 de 28/11/1890 criou a Comarca de Afuá e com a lei nº 403, de 2/5/1896 Acará passou à condição de cidade. Esse tradicional município teve destaque no Ciclo da Borracha no início do século 20 e atualmente conta com área de 372,772 km2, e fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião dos Furos de Breves e fica distante 418 km rodoviários e 226 milhas hidroviárias e 254 km aeroviários da Capital. No Ciclo da Borracha Afuá era classificado na Região das Ilhas do Pará e exportava borracha, semente oleaginosa, grande quantidade de semente de ucuuba, gado vacum. Sua área em 1920 era de 1.702 km2 e possuía em 1908 uma população de cerca de 19.000 habitantes, tendo decrescido para 9.850 habitantes em 1920 em consequência da decadência do comércio da Borracha e demais produtos do extrativismo. Em 2010 Afuá possuía uma população de 35.017 habitantes (55º lugar).
·         ÁGUA AZUL DO NORTE é um município que fica distante 841,5 km rodoviários da Capital e em 2010 possuía uma população de 85, 25.061 habitantes e fica situado na Mesorregião Sudeste do Pará.
·         ALENQUER é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Santo Antonio de Alenquer, esta criada em 1754 e Alenquer possui hoje uma área de 22.282 km2, e fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e na Microrregião de Santarém, ficando distante 1.474 km rodoviários e 710 aeroviários da capital e foi fundado em 1881. No Ciclo da Borracha Alenquer era classificado na Região dos Rios do Pará e com boa exportação de castanha, cacau, pirarucu salgado, sementes oleaginosas e grande quantidade de semente de ucuuba. Em 2010 Alenquer possuía uma população de  52.714 habitantes (31º lugar).
·         ALTAMIRA tradicional município da região do Xingu, com destaque no Ciclo da Brracha no início do século 20, chegando a ser o mais importante na produção desse produto. Seu território pertencia até 1912 ao antigo município de Souzel, este criado em 1874 e na primeira década do Século 20 o governo desmembrou aquele município, criando o de Xingu, com sede em Altamira, município que possuía a extensa área de 212.205 k2, sendo, em tamanho, o 1º do Estado do Pará, porém com uma diminuta população de 9.343 habitantes em 1924 e população em 2010 de 105.030 habitantes (11º lugar). Altamira. Em 1936, conforme divisão territorial, Xingu compunha-se de 11 distritos, entre os quais Altamira, Novo Horizonte, São Félix, Porto de Moz, Tapará, Vilarinho do Monte, Veiros, Aquiqui, Souzel, Alto Xingu e Iriri. Pelo disposto no Decreto-Lei nº 2.972, de 31 de março de 1938, foi mudado o topônimo do município de Xingu para Altamira, que passou a ser formado por dois distritos: Altamira e Novo Horizonte (zonas de Novo Horizonte e São Félix). Tal situação foi confirmada por meio do Decreto-Lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, que estabelecia a divisão territorial do Estado para o período de 1939-1943. O atual município de Altamira fica situado na Mesorregião do Sudoeste Paraense e fica distante 921 km rodoviários e 466 km aeroviários da Capital e localizado na margem esquerda do importante Rio Xingu, sendo este afluente da margem direita do Rio Amazonas, é rio de águas claras, com curso sinuoso até desaguar no Amazonas, na cabeça do Estuário Amazônico. Próximo de sua foz o Rio Xingu alarga-se através de um vasto emaranhado de ilhas e enseadas, formando um lençol de água semelhante a um lago, mas ao longo de seu curso, estreita- se, torna-se rochoso com a presença de cachoeiras.  A cidade de Altamira e sua região, no futuro, serão bastante conhecidas pela construção da barragem da Hidrelétrica de Belo Monte com seus impactos ambientais que já começaram a ser sentidos pela destruição de ecossistemas com impactos na biodiversidade e nas populações nativas da região. A Usina Hidrelétrica de Belo Monte terá potência geradora de energia elétrica de 11.233 MW, fato que a tornará a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira e que poderá ajudar no desenvolvimento da importante região do Sudeste Paraense
·         ALMEIRIM é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Almeirim, esta criada em 1754 e Almeirim atualmente conta com área  de 72.960,274 km2, distante 598 km rodoviários, 323 milhas hidroviárias e 450 km aeroviários da Capital e fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Almeirim, tendo sido fundado em 1890. Almeirim antigamente ficava localizado na Região dos Rios do Pará, se destacando na produção de borracha e  castanha-do-Pará. Almeirim possuia uma área muito extensa de 96.680 km2, porém com uma diminuta população de 7.643 habitantes em 1924 e em 2010 possuía 33.665 habitantes (59º lugar).
·         ANAJÁS é um tradicional município que em 1920 que contava com uma área de 10.333 km2 e uma população de 11.850 habitantes. O atual município de Anajás fica distante 170 km aeroviários da Capital. No Ciclo da Borracha o município de Anajás era classificado como da Região das Ilhas do Pará, na Ilha do Marajó, e foi um dos municípios que mais concorreu para a produção de borracha e nessa região era apenas sobrepujada pela produção de Breves e também era exportador de peixe salgado, sementes oleaginosas, gado vacum para a Capital. Anajás fica nas proximidades do Litoral Atlântico, em um complexo das Ilhas, com suas planícies alagáveis, lagos e tesos (áreas de terras firmes centrais) que se estendem desde o rebordo central do conjunto de Anajás até o Canal Sul do Estuário Amazônico e o Litoral Atlântico, com área de sedimentação rica em manguezais. O atual município de Anajás fica localizado na Meorregião do Marajó e fica distante 170 km aeroviários da Capital e tem uma população de 24.771 habitantes em 2010 (89º lugar).
·         ANAINDEUA é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Belém, com área atual de 185,057 km2 e população de 471.744 habitantes em 2010, (2º em população), ficando distante 14 km rodoviários da Capital e foi fundado em 1943.
·         ANAPU é um município situado na área dos rios Anapu-Pacajás que deságuam no Rio Pará junto com outros rios, que na metade do Século 19 era grande exportador de castanha-do-Pará retiradas das terras altas desses rios onde as abundantes castanheiras também forneciam a estopa retiradas de suas cascas para os calafetos de embarcações e muitos castanhais dessa área foram dizimados pelo uso desse método predatório de coleta. O município de Anapu fica localizado na Mesorregião do Sudoeste Paraense e fica distante 81 km rodoviários da Capital e tinha uma população de 20.493 habitantes em 2010 (98º lugar).
·         AUGUSTO CORREA é um municíoio que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e fica distante 231 km rodoviários da Capital. Augusto Correa possuía uma população de 40.499 habitantes (49º lugar).
·         AURORA DO PARÁ é um município que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e fica distante 290km rodoviários da Capital. Aurora do Pará tinha uma população de 26.579 habitantes (79º lugar).
·         AVEIRO é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiros, esta criada em 1781 que produzia borracha e fica situado na Mesorregião do Sudoeste Paraense e com população de 2010 de 15.767 habitantes em 2010. Aveiro fica distante 207 km rodoviários da Capital.
·         BAGRE é um município que originou-se de um povoado que se desenvolveu em torno de uma capela, sendo reconhecido pela lei n. 934, de 31 de julho de 1879. Em 28 de outubro de 1887, através da lei n. 1.306, foi elevado à categoria de freguesia. Em 28 de outubro de 1890, cria-se o município de Bagre, através do Decreto n. 210, é desmembrado de Oeiras e, posteriormente perde sua autonomia, recuperando-a somente em 29 de dezembro de 1961, através da Lei n. 2.460. Bagre atualmente fica localizado na Mesorregião do Marajó e Microrregião de Portel e com uma área de 397,290 km2, fica distante 340,5 km rodoviários via Cametá/Rio Tocantins, 138 milhas hidroviárias via Rio Pará/Baia do Marajó da Capital. Bagre contava em 2010 com uma população de 23.855 habitantes (91º lugar).
·         BAIÃO, tradicional município que foi fundado à margem esquerda do rio Tocantins, em 1694, oririginário de sesmaria concedida por Antônio de Albuquerque Carvalho a Antônio Baião. É elevada à categoria de freguesia de Santo Antonio de Baião, esta criada em 1754 e, posteriormente, freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tocantins, esta elevada à categoria de vila, em 1833, com a denominação de Vila do Tocantins. Em 1841 volta a denominar-se de Baião, sendo elevada à categoria de cidade em 1895. Baião com área atual de 758,273 km2 fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, distante 254 km rodoviários, 147 milhas hidroviárias e 190 km aeroviários da Capital.  O atual município de Baião possuía 36.907 habitantes em 2010 (53º lugar).
·         BANNACH é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e com uma população de 3.434 habitantes em 2010 (143º lugar).
·         BARCARENA, tradicional e histórico município que foi também palco da Revolta da Cabanagem, vindo da antiga Freguesia de São Francisco Xavier de Barcarena, esta criada em 1758 e o atual município de Barcarena possui área de 1.310,325 km2, sito na Mesorregião de Metropolitana de Belém e Microrregião de Belém, distante 14 km via rodofluvial e 87 km rodoviários via Alça Viária da Capital Belém e o município foi fundado em 1897. Pela curta distãncia em linha reta, Barcarena, na prática, já faz parte da Área Metropolitana de Belém. Pelo Decreto nº 34, de 30/9/1839, Barcarena teve incorporado ao seu território a área da antiga freguesia de São São João Baptista de Conde, esta criada em 1763. No Ciclo do Açúcar e no posterior Ciclo da Borracha Barcarena foi grande produtor de açúcar e arroz e possuía também as atividades da Carpintaria Naval e Oleira e era rota natural para Belém dos que vinham do Baixo Tocantins e Marajó através dos famosos rios Carnapijó e Furo do Arrozal que também foram palco de tramas e lutas na Revolta da Cabanagem em suas ilhas e rios. Barcarena possui rios plenamente navegáveis, incluindo os rios e baia onde se encontra o atual Porto de Vila do Conde. Em 2010 Barcarena contava com 99.800 habitantes (13º lugar).
·         BELÉM, a Capital do Estado do Pará, foi fundada em 1616, vinda das antigas freguesias de N. S da Graça da Sé, esta fundada em 1616, Sant’Anna da Campina, esta fundada em 1727, SS. Trindade, esta criada em 1840 e Freguesia de Nossa S. de Nazareth do Desterro, esta criada em 1861 e o atual município de Belém possui área de 1.064,918 k2, pertencente à Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Belém, com uma população de 1.402.056 habitantes (1º lugar), sendo a de maior densidade demográfica da Região Norte com 1307,17 hab/km2, segundo informações do IBGE/2010, é conhecida como "Metrópole da Amazônia", ou Cidade das Mangueiras, com seus belos túneis verdes, com mais de um milhão de habitantes e a que menos cresce em arborização das grandes cidades do Brasil. Belém ainda é uma das dez cidades mais movimentadas e atraentes do Brasil, sede da Região Metropolitana de Belém, esta com 2.100.319 habitantes, sendo a 2ª mais populosa da região e a 12ª do país e 177ª do mundo, além de ser o maior aglomerado urbano da região, onde construções em concreto crescem assustadoramente, com visível degradação do meio ambiente e sem contrapartidas ambientais  para amenizar o forte calor tropical da cidade. A cidade de Belém era também classificada como a capital com melhor qualidade de vida do Norte do Brasil e que vem perdendo essa condição há um bom tempo pela falta de iniciativas para melhorar a degradação ambiental das grandes edificações e pelas áreas verdes que são sistematicamente ocupadas por novos bairros que surgem rapidamente em sua área metropolitana. Belém com o Complexo dos rios Guamá/Capim/Acará/Moju, como a porta de entrada da Amazônia e com o Rio Pará que nasce na Região das Ilhas do Pará e deságua entre o Cabo Maguari e a Ponta Curuçá é um dos principais formadores da Baía do Marajó. Na margem esquerda o Rio Pará tem a costa da Ilha do Marajó e na margem direita várias ilhas, separadas do continente por furos e a cidade de Belém.  Belém também com suas baías, rios, lagos, igarapés, sua região metropolitana, que como a principal cidade do Estuário Amazônico, recebe o impacto do deságue de importantes rios, como o Guamá, Capim, Acará e Moju e Belém e demais cidades de sua influência, se encarregam de despejar nesses corpos d’água uma grande quantidade de dejetos de seu sistema sanitário, que vêm contribuindo para fazer dessas massas d´água áreas contaminadas e poluídas, que em breve tempo, caso não sejam tomadas medidas saneadoras desses problemas, se tornarão áreas de um deserto biológico. O PORTO DE BELÉM, que a partir do período colonial do Pará  começou a se tornar importante na rota dos navios e demais embarcações, no transporte de açúcar, cacau e outros produtos do extrativismo da Amazônia. No Período Provincial, devido o Ciclo da Borracha, o porto de Belém se tornou importante como escoadouro da borracha e também de outros produtos advindos do extrativismo, da pecuária e de alguns produtos da agricultura e da incipiente indústria da Província. O porto recebia os navios vindos de diferentes praças da Europa e Estados Unidos que traziam os produtos importados pelo Governo Provincial e particulares, como levavam daqui as preciosas cargas de borracha e outros produtos do extrativismo. E também o Porto de Belém era usado para os serviços de carga e descarga das embarcações locais e regionais. E ainda, o Porto de Belém era usado pelas embarcações do Arsenal de Marinha e do Arsenal de Guerra nos serviços de defesa das costas e inspeções e controles da navegação. Além do Porto de Belém existiam muitos outros portos ou trapiches que também atendiam as demandas particulares a navegação da Capital e também existiam os demais pequenos portos ou trapiches em algumas localidades mais importantes, que atendiam os navios e outras embarcações à serviço da Província ou particulares.  A localidade onde hoje se assenta a cidade de Belém foi escolhida criteriosamente pelos antigos fundadores da cidade devido a presença de rios, baías plenamente navegáveis e com outros importantes corpos d'água como o Rio Maguary.
·         BELTERRA é um município com área atual de 4.398,346 km2, situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Santarém, que fica distante 1.467 km rodoviários, 502 milhas hidroviárias e 729 km aeroviários da Capital, e 48 km de Santarém/PA e conta com a bela Praia do Pindobal como atração turística no município que foi fundado em 1995. Belterra em 2010 contava com 16.324 habitantes (112º lugag).
·         BENEVIDES é um município com área atual de 187, 868 km2, sito na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Belém, distante 36 km rodoviários da Capital e foi fundado em 1961. Em 2010 Benevides contava com 51.663 habitantes (35º lugar).
·         BENFICA, município que surgiu da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Benfica, criada em 1758.
·         Bom Jesus do Tocantins, muniipio que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010 contava com 15.246 habitantes (115º lugar).
·         BONITO é um município que fica localizado no Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010 contava com 13.630 habitantes (120º lugar).
·         BRAGANÇA, que é um dos mais antigos e tradicionais municípios do Pará, com uma rica história e agora despontando como um dos melhores pontos turísticos do Pará,  município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Bragança, esta criada em 1753 e que no Ciclo da Borracha fazia parte da Região Agrícola do Pará, como grande produtor de farinha de mandioca e Bragança possui atualmente área de 90,234 km2 e população de 113.165 habitantes em 2010 (9º lugar) e que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião Bragantina, distante 215 km rodoviários da Capital e Bragança já possuiu uma área muito maior que a atual que foi sendo sistematicamente desmembrada para formar inúmeros muncípios do Nordeste Paraense, na Zona do Salgado. O antigo município de Bragança surgiu ainda no início do Século 17, vindo da Aldeia dos Índios Caetés, da Nação dos Tupinambás. Na sua história é registrado o conflito em 22/10/1742, na gestão do 3º Senhor da Capitania de Vera Cruz do Gurupi ou Caeté, Senhor José de Melo e Souza, entre os moradores do Caeté e os missionários jesuítas da Aldeia de São João, da mesma Capitania e com a devida posse da Casa de residência dos Jesuítas e da Igreja dos Índios na Villa de Caeté, da Aldeia Gurupy. Gaspar de Souza foi Senhor da prometida dita Capitania de Gurupy ou Caeté (origem da Vila de Bragança), que lhe foi doada pelo Rei D, Filipe III de Espanha e II de Portugal, conforme Carta de 25/5/1622 em área situada entre os rios Tury-Açu e Caeté, com vinte léguas de fundo para o sertão, Capitania solicitada pelo seu filho mais velho e herdeiro Álvaro de Souza, filho de Gaspar de Souza, conforme petição de 30/10/1633, em terras onde o Capitão Francisco Coelho de Carvalho fundou o povoado de Vera Cruz do Gurupy, depois denominado Caité. Ficou Álvaro de Souza como Senhor da Capitania de Vera Cruz do Gurupy ou Caeté em Carta de 13/2/1634, onde fundou a Vila de Souza do Caeté ou Vila Cuera, na antiga povoação de Vera Cruz, à margem direita do rio de mesmo nome (Souza de Caeté), em povoado que se constituiu a origem da sede do atual município de Bragança e que, posteriormente, se deslocou para a margem esquerda do Rio Sousa de Caeté, onde existia uma aldeia de índios Tupinambás, da Aldeia Caeté e posterior Vila de Caeté de 1627 e que por Alvará de 29/8/1644 o Rei de Portugal concede a Álvaro de Souza a ordem para a devida povoação com as Aldeias e Indios que possa custear. A Capitania de Vera Cruz do Gurupy ou Caeté teve quatro Senhores: 1º, Álvaro de Souza; 2º. Senhora Francisca Maria de Vilhena de Souza e como segundo Senhor seu tio Manuel de Melo; 3º Senhor, D. José de Melo e Souza (filho e herdeiro de Manuel de Melo) em 14/4/1695, e que em 1730 alegava a ruína da Vila de Caeté e solicitava mais 200 casais de índios submissos, obtendo a autorização em 11/4/1740 para ficar com os serviços dos índios da Aldeia Caeté. E como 4º Senhor da Capitania de Vera Cruz do Gurupi ou Caeté, Manuel Antonio de Souza e Melo (filho de D. José de Melo e Souza) em 1750, ficando administrando a Capitania, assim como os índios, as salinas do lugar e respectivos rendimentos. Em 14/7/1753 o rei D. José, resolvendo reunir todos os domínios ultramarinos da Coroa Portuguesa, concede ao Porteiro-Mor, Manuel Antonio de Souza Melo, 4º e último donatário da Capitania do Caeté, um pagamento e o senhorio de da Vila de Anciães em compensação pela entrega da Capitania de Caeté que fica incorporada aos Bens da Coroa, interinamente sujeita à Ouvidoria da Fazenda do Pará a partir dessa data. Em 11/10/1753 na antiga capitania se fundou a Vila de Bragança, confirmada por escritura a 8/11/1753, coexistindo ao mesmo tempo que a antiga Vila de Caeté. Por Carta de mesma data de 11/10/1753, do Governador e capitão-General do Estado do Maranhão e Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, este trata da distribuição de casais açorianos pelas povoações do interior da Capitania do Pará, como a Vila do Caeté e a recém fundada Vila de Bragança e da união matrimonial entre colonos e índios da terra. Francisco Xavier de Mendonça Furtado nasceu em 1701, em Portugal e faleceu a 15/11/1769, em Vila Viçosa e era irmão do poderoso Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo, ambos filhos do Fidalgo da Casa Real com Teresa Luísa de Mendonça Furtado e Melo. Durante a gestão no Pará, o Capitão-General Francisco Xavier de Mendonça Furtado desativou a 14/7/1753 as antigas capitanias ou donatarias subalternas, como foi o caso da capitania do Caeté, que foi anexada ao Governo do Estado do Pará a 9/8/1753 e, consequentemente, fundou a Vila de Bragança. Tempos depois a Própria Coroa Portuguesa iniciaria o processo de reversão desse sistema por entender que a tutela indígena ainda era necessária, onde o Diretório instituía o cargo de Diretor de Aldeia, que seria cargo de nomeação do próprio Governador. Conforme a Resolução Nº 252, de 2/10/1854 o Conselheiro Imperial e Presidente da Província do Pará, Sebastião do Rego Barros sancionou a Lei que eleva à categoria de cidades as Villas de Bragança, Óbidos e Vigia. Cayté significa em tupi “mato bom”, onde ficava a Aldeia Caeté, citada em 1613 na expedição do francês Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière nas margens do rio Caeté, daí a razão dos festejos dos 400 anos do surgimento de Bragança.
·                 BRASIL NOVO é um município que fica situado no Mesorregião do Sudoeste Paraense e com população de 17.960 habitantes em 2010 (104º lugar).
·         BREJO GRANDE DO ARAGUAIA é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010 contava com uma população de 7.324 habitantes (137º lugar).
·         BREU BRANCO é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010 contava com 52.497 habitantes (32º lugar).
·         BREVES, tradicional município vindo da antiga Freguesia de Santa Anna de Breves, esta criada em 1850 e que no Ciclo da Borracha fazia parte da chamada Região das Ilhas do Pará e Breves com área atual de 550,454 km2, fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião dos Furos de Breves, ficando distante 294 km rodoviários, 159 milhas hidroviárias e 230 km aeroviários da Capital. Breves, no início do Século 20 era classificado como da Região das Ilhas do Pará, na Ilha do Marajó, e com destaque na antiga produção de borracha, tendo ocupado até 1912 o 1º lugar, quando veio perder essa posição para Souzel e Altamira, e foi também exportador de madeira e gado vaccum para a Capital. Em 1920 Breves tinha uma área de 13.773 km2 e uma população de 22.678 habitantes e em 2010 cotava com 92.865 habitante (16º lugar). Breves possui situação geográfica importante com com o Delta das Bocas (Breves/Boiuçu) ou simplesmente Delta de Breves, que é um delta interno no Complexo Deltaico Estuarino Amazônico, no Estreito de Breves, onde o Rio Pará,  através do Estreito de Breves, une-se ao Amazonas, separando a Ilha do Marajó do Continente.
·         BIJJARU, tradicional e histórico município vindo da antiga Freguesia de Sant’Anna de Bujaru, esta criada em 1758, e o atual município de Bujaru possui área de 1.005,160 km2, situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Castanhal, distante 80 km rodoviários e 120 km aeroviários da Capital e foi fundado em 1943. No Ciclo da Borracha Bujaru era classificado na Região Agrícola do Pará, produtor de farinha de mandioca, arroz. Em 2010 Bujaru possuía uma população de 25.700 habitantes (82º).
·         CACHOEIRA DO ARARI, tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira em Marajó, esta criada em 1717 e na dependência da Vila Nova de Marajó e Cachoeira do Arari com área atual de 102,080 km2, fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, distante 70 km rodoviários e 120 km aeroviários da Capital.  No Ciclo da Borracha Cachoeira do Arari fazia parte da região das Ilhas do Pará e era exportador de peixe salgado, gado vacum para a Capital. Santa Cruz e Cachoeira do Arari fazem parte do maior Santuário Ecológico do Marajó, por ter em suas margens diversos cemitérios indígenas e o Lago do Arari que é considerado o maior lago do Arquipélago do Marajó e um dos maiores do mundo em água doce, medindo de 4 a 7 km de largura e 18 km de comprimento em direção Norte e Sul, com profundidades variáveis, com águas mais claras no inverno e devido à seca do lago em quase 70% no verão, a água do mesmo torna-se barrenta e é de grande importância para economia dos municípios de Santa Cruz do Arari e Cachoeira do Arari, cfe. (http://tiomigamarajo.blogspot.com). Cachoeira do Arari contava em 2010 com uma população de Cachoeira do Arari, 20.460 habitantes (99º lugar). Os primeiros habitantes da região foram os índios Aruãs, ligados aos Neengaíbas, denominados “Homens de Pacoval” e Cachoeira surgiu da formação de pequenos núcleos populacionais do período colonial, originados do processo de catequese feita pelos Jesuítas. O município foi fundado em 1747, pelo capitão-mor André Fernandes Gavinho e em 1811 foi criada a vila de Cachoeira, nome que teve origem devido a um desnível do leito do rio Arari. Em 1833, ocorre a extinção da Vila Nova do Marajó e a elevação de Cachoeira do Arari à categoria de Vila. Em 06 de outubro de 1924, através da lei n. 2.274, Cachoeira do Arari se elevou à categoria de Cidade.
·           CACHOEIRA DO PIRIÁ é um município situado na Mesorregião do Nordeste Pasraense e que em 2010 contava com uma população de 26.476 habitantes (80º lugar).
·           CAPANEMA é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e que fica distante 160 km rodoviários e 170 km aeroviários da Capital. Em 2010 Capanema contava com uma população 63.639 habitantes (21º lugar).
·           CAPITÃO POÇO é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e que fica distante 218 km rodoviários da Capital. Em 2010 Capitão Poço contava com uma população de 51.899 habitantes 34º lugar).
·              CARAJÁS é uma localidade, a Serra dos Carajás e que fica distante 410 km aeroviários da Capital que é o importante núcleo populacional que abriga parte do setor administrativo da empresa Vale, que explora as riquezas minerais do Pará para exclusiva exportação para o exterior.
·              CAMETÁ é um tradicional e histórico município do Pará e atualmente é um dos mais procurados pontos turísticos do Estado do Pará. Cametá veio da antiga Freguesia de São João Baptista de Cametá, esta criada em 1635 e que se constituiu em Vila e pela Lei nº 145, de 24/10/1848 foi elevada à categoria de cidade junto com Santarém e Barra do Rio Negro. Cametá atualmente conta com uma área de 81,360 km2 e fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, ficando distante 212 km rodoviários via rodofluvial e 140 km aeroviários da Capital. O atual município de Cametá, no Tocantins, foi dos mais importantes municípios do Pará na produção de cacau e borracha principalmente do tipo sernamby em 1924, sendo o 2º colocado nesse ano e era o maior produtor de castanha. Em 1920 Cametá já era o 5º mais populoso do Estado com 41.365 habitantes e, atualmente, Cametá possui uma área de 4.860 km2 e população de 120.904 habitantes em 2010 (8º lugar). No Ciclo da Cana de Açúcar possuía alguns engenhos de açúcar e no Ciclo da Borracha fazia parte da Região dos Rios do Pará e continuava se destacando no cenário econômico da então Província e posterior Estado do Pará na exportação de peixe salgado e grude de peixes, sementes oleaginosas, grande quantidade de semente de ucuuba. Cametá se caracteriza, junto com Abaetetuba, Igarapé-Miri, Barcarena, por suas centenas de pequenas ilhas, baías, costas, rios, igarapés, praias, sitos no Estuário Tocantino. Com rios plenamente navegáveis Cametá destaca-se também pelos seus paradisíacos distritos como a Vila de Carapajó, Vila do Carmo. A rica história de Cametá conta que Feliciano Coelho de Carvalho, que veio de Portugal em companhia de seu pai Francisco Coelho de Carvalho e Feliciano serviu no Maranhão e no Pará e foi comandante da expedição mandada contra o forte inglês de Cumaú em assalto de 9/7/1632 esse  Capitão foi Senhor da Capitania de Cametá, por Carta de doação de 14/12/1633, que ficava na antiga Aldeia dos Índios Camutás, da nação dos Tupinambás, por ele batizada de Vila Viçosa de Santa Cruz do Cametá em 1635, capitania confirmada por Carta de 20/10/1637 ao Capitão Feliciano Coelho de Carvalho, após morte de seu pai Francisco Coelho de Carvalho, ficando a dita Capitania sob a administração do Capitão-mor Cipriano Maciel Aranha.

·              CANAÃ DOS CARAJÁS é um município que fica localizado na Mesorregião do Sudeste Paraense e com uma população de 26.727 habitantes em 2010 (76º lugar).
     CASTANHAL, município com área atual de 1.029,191 km2 e população de 179.036 habitantes em 2010 (5º lugar), fica situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Castanhal, distante 73 km rodoviários da Capital e foi fundado em 1932.
·         CHAVES é um antigo e tradicional município do Pará e com uma rica história, vindo da antiga Freguesia de Santo Antonio de Chaves, esta criada em 1758 e Chaves possui uma área atual de 13.084,879 km2 e fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, e fica distante 363 km rodoviários, 196 milhas hidroviárias e 214 km aeroviários da Capital. O município de Chaves antigamente era classificado na antiga Região das Ilhas do Pará, com pequena produção de borracha em 1920, porém sendo considerada de superior qualidade e procedente da Ilha Mexiana, era exportador de peixe salgado, sementes oleaginosas, gado vacum para a Capital. A antiga Freguesia de Chaves teve esse nome suprimido, dando lugar ao antigo nome de Equador, exatamente por se encontrar na Linha do Equador, até 1844, quando retorna a antiga denominação, sendo elevada à categoria de cidade em 23/1/1891, pelo Decreto nº 270. Em 1932 passa a denominar-se de Santo Antonio de Aruans, voltando a denominação de Chaves a partir de 1938. O município de Chaves é originário da antiga Aldeia dos ìndios Aruãs, missionados pelos Padres de Santo Antonio. Chaves em 1920 apresentava uma área de 10.647 km2 e uma população de 18.461 habitantes e em 2010 possuía uma população de 21.138 habitantes (96º lugar).
·              COLARES, tradicional município vido da antiga Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Collares, esta criada em 1757 e o atual município de Colares possui área de 609,776 km2, sito na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, fica distante 62 km rodoviários da Capital.  Colares possui rios navegáveis e em 2010 possuía uma população de 10.478 habitantes (127º lugar em população nesse ano).
·         CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense, originário da Freguesia do Araguaia, esta criada pelo missionário dominicano Frei Domiciano Gil de Vila Nova e que foi criado pela Lei Nº 1901, de 3/11/1908, desmembrado do município de São João do Araguaia, que foi extinto na década de 1930 e recriado em 1993, que fica distante 979,5 km rodoviários e 778 km aeroviários da Capital, na margem esquerda do Rio Araguaia e em 2010 Conceição do Araguaia possuía uma população de 45.530 habitantes (45º lugar).
·         CONCÓRDIA DO PARÁ município com área atual de 690,942 km2 e fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Tomé-Açu, ficando distante 85 km rodoviários da Capital. Em 2010 Concórdia do Pará possuía 28.221 habitantes (70º lugar em população).
·         CUMARU DO NORTE é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010 possuía a população de 10.478 habitantes (128] lugar).
·         CURIONÓPOLIS é um município  que fica distante 657 km rodoviários da Capital e que em 2010 possuía uma população de 18.295 habitantes (103º lugar).
·         CURUÁ é um município que fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e que em 2010 possuía uma população de 2.262 habitantes (126º lugar).
·         CURUÇÁ, tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Curuçá, esta criada em 1757 e posteriormente Freguesia de Santa Thereza de Curuçá, esta criada em 1853 e Curuçá possui com área atual de 672,614 km2 e fica  situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, ficando distante 132 km rodoviários da Capital. No Ciclo da Borracha Curuçá era classificado na Região Agrícola do Pará, como produtor de farinha de mandioca, milho e é influenciado pelo complexo estuarino do Guamá/Capim/Acará/Moju. Curuçá em 2010 possuía uma população de 34.490 habitantes (56º lugar). Curuçá teve origem a partir da antiga fazenda Curuçá, sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário, localidade missionada pelos padres jesuítas que perdurou até o ano de 1757, que com a expulsão dos jesuítas do Brasil, mudou a denominação para Vila Nova D’El-Rey e somente em 1895 retomou o nome de Curuçá. 
·         CURRALINHO, tradicional município com área atual de 3.617,240 km2, situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião dos Furos de Breves e fica distante 206 km rodoviários e 111 milhas hidroviárias da Capital. No Ciclo da Borracha Curralinho era classificado na Região das Ilhas do Pará e produzia borracha, madeira beneficiada e em toras. Em 2010 Curralinho possuía uma população de 28.582 habitantes (68º lugar).
·         DOM ELISEU é um município que iniciou como uma vila no km zero do entroncamento rodoviário da PA-70 (Vila Zero), que recebeu em 1973 o nome de Filinto Muller e que por estar situado numa zona de floresta, a partir de 1970, a vila passou a receber serrarias e madeireiras e a atividade madeireira alavancou o comércio, propiciando o surgimento de outros negócios. Em 14/9/1983, Filinto Müller foi elevado à categoria de distrito de Paragominas e foi novamente renomeada como Dom Eliseu, em homenagem ao bispo Dom Eliseu Corolli, da Diocese de Bragança. Na década de 1980, é criado no distrito a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Dom Eliseu e esta associação liderou o processo de discussões e propostas que culminaram com a emancipação política de Dom Eliseu através de um plebiscito que culminou com a criação do município de Dom Eliseu a 1/5/1989, com o seu território sendo desmembrado de Paragominas. O município de Dom Eliseu está localizado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 51.318 habitantes (39º lugar).
·         ELDORADO DO CARAJÁS é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que fica distante 627km rodoviários da Capital. Em 2010 o município possuía uma população de 31.745 habitantes (6lº lugar).
·         FARO é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São João Baptista de Faro, esta criada em 1754 e Faro fica situado na Mesorregião do baixo Amazonas e Microrregião de Óbidos e possui área atual de 11.766,496 km2, ficando distante 1.181 km rodoviários, 638 milhas hidroviárias e 924 km aeroviários da Capital e foi fundado em 1769. Em 2010 Faro possuía uma população de 8.181 habitantes (132º lugar).
·              FLORESTA DO ARAGUAIA é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e fica distante 1.094,5 km rodoviários da Capital. Em 2010 Floresta do Araguaia possuía uma população de 17.825 habitantes (105º lugar).
·         GARRAFÃO DO NORTE é um município que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 25.051 (86º lugar).
·         GOIANÉSIA DO PARÁ é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 30.437 habitantes (63º lugar).
·         GURUPÁ é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Santo Antonio de Gurupá, esta criada em 1639 e onde existia uma fortificação militar. E o atual município de Gurupá possui uma área de Gurupá de 8.540,032 km2e fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião de Portel, distante 485km rodoviários e 262 milhas hidroviárias da Capital. No Ciclo da Borracha Gurupá era classificado na Região das Ilhas do Pará, na Ilha do Marajó onde chegou a produzi uma regular quantidade de borracha até 1905 e sua área em 1920 era 9.454 km2 para uma população de 10.901 habitantes e também era grande produtor de castanha, cacau, peixe salgado, semente de ucuuba. A antiga Freguesia de Gurupá chegou a deter influência política e econômica sobre outras antigas freguesias como Almeirim, Esposende e Arraiolos. Em 2010 Gurupá possuía uma população de 29.060 habitantes (66º Lugar).
·              IGARAPÉ-AÇU é um município que foi criado em 1903 ao longo da Estrada de Ferro Belém-Brangança, no Km 112, que em 1931 passou à denominação de João Pessoa e em 1938 voltou à sua antiga denominação de Igarapé-Açu, que atualmente fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense, ficando distante 121km rodoviários da Capital. Em 2010 Igarapé-Açu possuía uma população de 35.843 habitantes (54º lugar).
·         IGARAPÉ-MIRI é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri, esta criada em 1758 e que no Ciclo da Borracha era classificado como da Região Agrícola do Pará e produzia cacau, arroz, e o atual município de Igarapé-Miri fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, ficando distante 76 km rodoviários, via Rodofluvial, e 123 km rodoviários, via Alça Viária, da Capital.  No inicío do Século 19 igarapé-Miri, junto com Abaetetuba, se destacava como grande produtor de açúcar e aguardente de cana, produtos que eram exportados para a Capital e no Século 20 esses produtos eram escoados pelo Comércio de Regatão às distantes áreas estuarinas amazônicas e Igarapé-Miri também se destacava nas atividades Oleira e Carpintaria Naval e, por estar situado às proximidades da Baia do Marajó, e possuir uma grande quantidade de rios caudalosos, também se destacava na atividade pesqueira. Igarapé-Miri e Abaeté foram atingidos pela grande crise que se abateu sobre a Indústria Canavieira e que nos anos de 1980 já estava em claro estado de decadência. Atualmente Igarapé-Miri é um grande produtor de açaí no Baixo Tocantins e que, junto com Abaetetuba, Cametá, Barcarena, Moju e demais municípios tocantinos, estão localizados numa região de pequenas e médias ilhas, às proximidades do Arquipélago e Baía do Marajó. Igarapé-Miri possui rios plenamente navegáveis se destacando os rios Meruú e Maiuatá, este, tendo em suas margens o importante entreposto da Vila de Maiuatá, onde se destacavam os antigos engenhos coloniais e da indústria canavieira e comércio de regatão. A cachaça, junto com os produtos advindos da indústria cerâmica, da atividade pesqueira, do extrativismo animal e vegetal, foram os principais produtos que impulsionaram o Comércio de Regatão do Baixo Tocantins, sendo esta a maneira que os donos de engenhos encontraram para desenvolver seus negócios. Geralmente os donos de engenhos de cana-de-açúcar do Baixo Tocantins, especialmente de Igarapé-Miri e Abaetetuba, atrelavam os negócios da indústria canavieira às atividades de comércio e navegação, criando a tríade de negócios da indústria-comércio-navegação, que se juntava, em alguns casos, aos negócios da indústria cerâmica, das serrarias, das fábricas de refrigerantes, das usinas de beneficiamento de sementes oleaginosas, da indústria do sabão, dos empórios comerciais, etc, em fórmula seguida pelos donos de engenhos mais abastados, tendo alguns destes se destacado economicamente e, antes da grande crise da cachaça (anos finais de 1975) se estabeleceram nas cidades do Baixo Tocantins e, especialmente, na Capital do Estado, Belém/Pa, hoje desfrutando de sólidos negócios no Estado do Pará.  Em 2010 Igarapé-Miri possuía uma população de 58.023 habitantes (25º lugar).
·                INHANGAPI é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Castanhal, com área atual de 471,145 km2, que fica distante 89km rodoviários da Capital, e foi fundado em 1943. No Ciclo da Borracha Inhangapi era classificado na Região Agrícola do Pará e com boa produção de farinha de mandioca, arroz. Foi através da Lei nº 14, de 9/9/1939 que foi criada a antiga Freguesia do Rio Inhangapy que compreendia toda área desse rio e áreas do Rio Moju, a qual tem divisa a Fazenda Santo Antonio, de Manoel João Correa de Miranda. Em 2010 Inhangapi possuía a paopulação de 10.064 habitantes (131º lugar).
·         IPIXUNA DO PARÁ é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010 possuía 51.383 habitantes (37º lugar).
·         IRITUIA é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Irituia e o atual município de Irituia fica distante 168 km rodoviários e 130 km aeroviários da Capital. Em 1935 irituia já aparece como município do Pará. Quando da sua vinculação histórica com Bonito, este aparece como um dos seus distritos, junto com Caju, Conceição de Irituia, Mututuí, São Gregório e Santa Rita Durão, o que ficou registrado segundo o quadro de divisão territorial do Estado datada de 31 de dezembro de 1937. Já no ano de 1938, Bonito não mais aparece como distrito de Irituía, passando a pertencer ao município de São Miguel do Guamá. Em 1988, mediante a promulgação da Lei nº 5.456, de10 de maio, Irituia sofreu o desmembramento do seu território, para permitir o surgimento do município de Mãe do Rio. Em 1991, através da Lei nº 5.698, de 13 de dezembro de 1991, Irituia teve parte de seu patrimônio territorial desmembrado para dar origem ao Município de Aurora do Pará. Atualmente, Irituia possui apenas o distrito-sede: Irituia. No ciclo da Borracha Irituia era classificado na Região Agrícola do Pará e em 1873 o tabaco possuía uma pequena produção no Pará e o do distrito de Irituia era de superior qualidade e com boa produção de farinha de mandioca, madeira. Irituia em 2010 possuía uma população de, 31.382 habitantes (62º lugar).
·         ITAITUBA é um município que fica na região do Tapajós, situado na Mesorregião do Sudoeste paraense e fica distante da Capital 1.473 km rodoviários e 899 km aeroviários. Itaituba é um município originário do destacamento militar fundado em 1836, à margem esquerda do rio Tapajós. Em 1854, Brasília Legal ou Freguesia de Santa Anna de Brasília Legal, então nos limites do município, foi elevada à categoria de Vila, mas não correspondeu à expectativa e em 1885, apenas um ano depois, a sede do novo município foi transferida para Itaituba. A instalação deu-se em 3/11/1857 e foi elevada a condição de cidade em 23/3/1900, através da Lei n. 684. No Ciclo da Borracha Itaituba chegou a se tornar o 3º colocado na produção de borracha no Pará em 1924 e que era considerada de superior qualidade. Nas últimas décadas vinha se destacando na produção aurífera do Rio Tapajos. Em 2010 Itaituba possuía uma população de 97.704 habitantes (15º lugar).
·         ITUPIRANGA é um município situado na mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 51.258 habitantes (40º lugar).
·            JACAREACANGA é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e fica distante 1.818 km rodoviários da Capital. Em 2010 Jacareacanga possuia uma população de 14.040 habitantes (118º lugar).
·              JACUNDÁ é um município da Mesorregião Sudeste do Pará, e pertence à zona fisiográfica do Rio Itacaiunas e suas terras pertenceram aos municípios de Marabá e Itupiranga e em 1936 Jacundá já figurava como um dos distritos de Marabá. Pelo  Decreto-Lei estadual nº 3131, de 1938, Jacundá foi extinto e integrado ao distrito-sede de Marabá, voltando a ser autônomo no mesmo ano. Em 1943 teve parte do seu território transferido para o distrito de Itupiranga e essa situação perdurou até 1961, quando tornou-se unidade autônoma com terras de Marabá e itupiranga. O topônimo Jacundá se refere a uma dança indígena que imita a pesca do peixe do mesmo nome seu nome também remete à planta de nome Jacundá, da família das Mirautáceas. Jacundá fica distante 427 km rodoviários e 342 km aeroviários da Capital. O Rio importante Rio Pará recebe também a vazão do rio Jacundá, portanto, também vai contribuir na formação dos corpos d’água do Estuário Tocantino.
·         JURUTÍ é um tradicional e turístico município, vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Saúde de Juruty, esta criada em 1818 e Juruti possui área atual de 8.303,966 km2, e fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Óbidos, estando distante 1.076 km rodoviários, 581 milhas hidroviárias e 844 km aeroviários da Capital e o município foi fundado em 1885. Em 2010 43, Juruti possuía uma população de 47.123 habitantes (43º lugar no Estado). Juruti destaca-se no folclore paraense devido ao festival imitativo das tribos índígenas e que atrai a cada ano uma multidão de turistas a esse município.
·         LIMOEIRO DO AJURU, tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense, com área atual de 1.490,172 km2 e que fica distante 636,80 km rodoviários via Tucurui/PA-150 ou 266,80 km via Cametá/Rio Tocantins/PA-151 e 110 km aeroviários da Capital. Em 2010 o município de Limoeiro do Ajuru possuia 25.028 habitantes (87º lugar).
·              MÃE DO RIO é um  município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 27.892 habitantes (71º lugar).
·               MAGALHÃES BARATA é um município da Mesorregião Nordeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 8.115 habitantes (134º lugar).
·            MARABÁ é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que foi importante centro de coleta de castanha-do-Pará e hoje destaca-se pela sua importância na mineração e na pecuária e fica distante 528 km rodoviários e 446,5 km aeroviários da Capital e em cujo solo passa o  Rio Tocantins, juntamente com o Rio Araguaia, formando a Bacia  Hidrográfica do Tocantins-Araguaia e seus principais afluentes como os rios Itacaiúnas e Araguaia. Sua fundação ocorreu em 5/4/1913 e em 2010 Marabá possuía população de 238.708 habitantes (o 4º lugar). O povoamento da bacia do Itacaiúnas pelos portugueses tem início no Século 16, mas somente em 1892 é que começa a aparecer como núcleo populacional efetivo. A denominação Marabá tem origem indígena e significa filho do prisioneiro ou estrangeiro, ou ainda o filho da índia com o branco e o atual município de Marabá foi criado em 27/2/1913 e só instalado a 5/4/1913 e só recebeu o título de cidade em 27 de outubro de 1923, através da lei 2207. Em 1929 Marabá era uma cidade iluminada por lenha.
Com a abertura da PA-70, em 1969, Marabá é ligada à rodovia Belém-Brasília, porém sempre assolada por enchentes, daí o motivo de sua expansão para outro lugar que pudesse receber a partir de 1988 as indústrias siderúrgicas, para produção de ferro-gusa, negócio que veio trazer grandes benefícios e expansão para o município, fator que foi decisivo no aumento da população do município e já em meados de 1998 o número de habitantes alcançava 157.884.
·         MARACANÃ é um tradicional município com área atual de 780,724 km2, situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, fica distante 168 km rodoviários da Capital e Maracanã tem origem na antiga Freguesoa de São Miguel de Cintra, esta criada em 1757, na antiga Aldeia Meron, missionada pelos padres jesuítas que fundaram a Fazenda Bom Intento em 1775 e que passou para a jurisdição da Vila de Cintra e essa vila foi desmembrada do município de Curuçá em 1931, sendo extinta em 1932, passando a fazer parte do município de Castanhal e novamente restabelecido como município em 1933, hoje com o nome de Maracanã, este município que em 2010 possuía uma população de 28.376 habitantes (69º lugar).
·         MARAPANIM é um tradicional município com área atual de 791,959 km2, situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, ficando distante 152 km rodoviários da Capital. Marapanim em 2010 possuía uma população de 26.605 habitantes (78º lugar).
·         MARITUBA é um município com área atual de 103,279 km2 e população de 108.251 em 2010 (10º lugar), ficando situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Belém, distante 20 km rodoviários da Capital. O município de Marituba é um dos mais novos do Pará, sendo criado pela Lei nº 6.255, de 16/11/1999, em 1999, com área desmembrada dos municípios de Benevides e Ananindeua. O município fica a30 minutos do centro de Belém e acabou sendo uma alternativa para muitos de seus habitantes que trabalham em Belém.
·         MEDICILÂNDIA é um município situado na Mesorregião do Sudoente Paraense e fica  distante 860 km rodoviários da Capital. Em 2010 Medicilândia possuía uma população de 27.442 habitantes (74º lugar). A origem do município de Medicilândia tem a ver com a construção da Rodovia Transamazônica, vindo de uma das agrovilas implantadas ao longo dessa rodovia, distrito criado com a denominação de Medicilândia, pela lei estadual nº 5202, de 10/12/1984 subordinado ao município de Prainha. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Mediciclândia, pela lei estadual nº 5438, de 6/5/1988, desmembrado do município de Prainha. Sede no antigo distrito de Medicilândia.
·         MELGAÇO é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São Miguel de Melgaço, com área atual de 6.773,975 km2, situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião de Portel, ficando distante 296,3 km rodoviários e 160 milhas hidroviárias da Capital. No Ciclo da Borracha Portel exportava esse produto para a Capital, pois contava com rios navegáveis por pequenas embarcações. Em 2010 Melgaço possuía uma população de 24.789 habitantes (88º lugar).
·                 MEXIANA é uma localidade que fica distante 210 km aeroviários da Capital
·         MOCAJUBA é um tradiconal município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Mocajuba, esta criada em 1853 e Mocajuba com área atual de 870,800 km2, fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, ficando distante 224 km rodoviários e 170 km aeroviários da Capital. Em 2010 Mocajuba possuía uma população de  26.745 habitantes (75º lugar).
·             MOJU é um tradicional município vindo da antiga Freguesia do Divino Espírito Santo do Moju, esta criada em 1758 e que no Ciclo da Borracha fazia parte da chamada Região Agrícola do Pará, produtor de milho, arroz, farinha de mandioca e o atual município de Moju possui área atual de 9.093,850 km2, situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Tomé-Açu, distante 55 km da Capital/Via Rodofluvial ou 105 km rodoviários via Alça Viária do Pará. O município de Moju teve incorporado ao seu território a antiga Freguesia de Nossa Senhora da Soledade da Cairary, esta criada em 1819. O complexo estuarino formado pelos rios Capim-Acará-Guamá-Moju abrigou os grandes engenhos de cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e avançaram para o Período Provincial, onde uma grande quantidade de açúcar era produzido através dos braços escravos  indígenas ou negros e só nas margens do Rio Moju eram mais de 11 grandes engenhos nessa atividade e o antiga Freguesia do Moju era grande produtora de açúcar. O Rio Moju que na língua Tupi significa "Rio das Cobras" desemboca no Rio Pará, formando, com o Rio Guamá, a Baía do Marajó e tem mais de 800 km de extensão e sua largura, na confluência com o rio Acará (a 24 km de Belém), atinge 500m e é navegável até suas cabeceiras por embarcações de pequeno porte. Sua primeira cachoeira é encontrada a 630 km acima do ponto de encontro com o Rio Acará. Seu principal afluente é o Rio Cairary.
·            MONTE ALEGRE é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São Francisco de Assis de Monte Alegre, esta criada em 1754 e Monte Alegre possui área atual de 21.703,027 km2, e fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Santarém, ficando distante 774 km rodoviários, 418 milhas hidroviárias e 630 km aeroviários da Capital. O município de Monte Alegre foi fundado em 1880. No Ciclo da Borracha Monte Alegre era classificado na Região dos Rios do Pará e produzia borracha, cacau, pirarucu salgado, madeira. Em 2010 Monte Alegre possuía uma população de 55.459 habitantes (29] lugar).
·          MUANÁ é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São Francisco de Paula de Muaná, esta criada em 1757, formada pelas tribos remanescentes dos índios Nheengaíbas que habitavam o Marajó antes da chegada dos europeus. O atual município de Muaná possui área atual de 3.765,524 km2 e é formado por vários distritos como: São Miguel do Pracuúba, Ponta Negra, Palheta e Jararaca e fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, distante 79 km aeroviários da Capital. Muaná antigamente era classificado na Região das Ilhas do Pará, na Ilha do Marajó, com destaque na produção de borracha em 1905 até 1915, quando veio a decair nessa produção e era também exportador de cacau, arroz, madeira, gado vacum. Sua área em 1920 era 3.297 km2 e uma população de 12.579 habitantes. O Rio Moju faz parte do complexo estuarino formado pelos rios Capim-Acará-Guamá-Moju que abrigou os grandes engenhos de cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e avançaram para o Período Provincia. Em 2010  Muaná possuía uma população de 34.237 habitantes (57º lugar).
·         NOVA ESPERANÇA DO PIRIÁ é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense, ficando distante 264 km rodoviários e 194 km aeroviários da Capital. Em 2010 Nova Esperança do Piriá possuía uma população de 20.159 habitantes (101º lugar).
·         NOVA IPIXUNA é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 14.645 habitantes (117º lugar).
·         NOVA TIMBOTEUA é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 13.660 habitantes (119º lugar).
·         NOVO PROGRESSO é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense, ficando  distante 1.818 km rodoviários da Capital e surgiu a partir da inauguração da BR 163 (Cuiabá-Santarém) e a partir de em 1975 famílias do sul do país foram aparecendo, vindos do Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul, a procura de terras para agricultura, ocupando os dois lados da rodovia e ficando na expectativa do progresso que deveria vir. Em 2010 Novo Progresso possuía uma população de 25.106 habitantes (84º lugar).
·             NOVO REPARTIMENTO é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma população de  62.124 habitantes (23º lugar).
·         ÓBIDOS é um tradicional e histórico município vindo da antiga Freguesia de Sant’Anna de Óbidos, esta criada em 1754 e foi elevado à condição de cidade, junto com Bragança e Vigia, pela Resolução nº 252, de 2/10/1854 e Óbidos com área atual de 28.021,287 km2 fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Óbidos, distante 1.000 km rodoviários, 540 milhas hidroviárias e 785 km aeroviários da Capital. O município de Óbidos foi fundado em 1854 e no Ciclo da Borracha Óbidos era classificado na Região dos Rios do Pará e era bom produtor de castanha, cacau, carne seca e esse  município se destaca na Bacia Amazônica pela grande vazão ou descarga do Rio Amazonas e onde esse rio tem sua passagem mais estreita (Estreito de Óbidos), que faz o Rio Amazonas descer para apenas 2,5 km/h em sua velocidade, em comparação à velocidade normal de 8 km/h. Em 2010 Óbidos possuía uma população de 49.254 habitantes (41º lugar).
·         OEIRAS DO PARÁ é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora d’Assumpção de Oeiras, esta criada em 1754 e Oeiras do Pará com área atual de 3.852,256 km2 fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, ficando distante 783 km rodoviários e 160 km aeroviários da Capital e possui  rios navegáveis por pequenas embarcações . Em 2010 Oeiras do Pará possuía uma população de 28.596 habitantes (67º lugar).
·         ORIXIMINÁ município com área atual de 107.602,992 km2 e fica distante 1.045 km rodoviários, 564 milhas hidroviárias e 860 km aeroviários da Capital, situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microregião de Óbidos, tendo sido originado a partir da povoação de Uraã-Tapera em 1877, fundada pelo Padre José Nicolino de Souza, às margens do Rio trombetas e em 1886 foi elevada à categoria de Freguesia de Santo Antonio do Uruã-Tapera, elevada à vila em 1894, extinta em 1900, para a criação dos municípios de Faro e Óbidos, tendo reconquistado sua autonomia em 1934 por intervenção do Governador Magalhães Barata, que era o então interventor Federal do Pará nessa época. O município de Oriximiná se destaca pela sua situação no Rio Amazonas, onde o Rio Trombetas, que é afluente da margem esquerda do Rio Amazonas e que recebe águas de alguns importantes rios tributários, como o Rio Oriximiná. O Rio Trombetas possui cerca de 750 km de extensão é largo, profundo e navegável em boa extensão de seu curso, podendo receber embarcações de até 500 toneladas e sua foz fica em frente à cidade de Oriximiná, onde se junta ao Paraná de Sapucuá, cujo prolongamento é chamado de Baixo Trombetas e que, após o encontro com o Paraná Sapucuá, chega a atingir até 1.800 m de largura, tendo seu leito dividido por várias ilhas, cachoeiras. Em 2010 o município de Oriximiná, possuía uma população de 62.963 habitantes (22º lugar).
·         OURÉM é um tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e vindo da antiga Freguesia do Espírito Santo de Ourém, esta criada em 1753 e o município de Ourém fica distante 190 km rodoviários da Capital. No Ciclo da Borracha o município de Ourém era classificado na Região Agrícola do Pará exportando cereais, madeira. Ourém se destaca pela sua posição no Rio Guamá, que é afluente do Rio Pará, que tem 700 km de extensão e correndo na direção Sul-Norte até a cidade de Ourém, situada em sua margem direita e seguindo para o Oeste o Rio Guamá encontra-se com o Rio Capim. O Rio Guamá é navegável por pequenas embarcações até sua primeira cachoeira, a 225 km de Belém e na sua foz concorre para a formação da Baía do Guajará, onde atinge 900 km de largura. O antigo Termo de Ourém possuía influências política e econômica sobre as antigas freguesias de Irituia e São Miguel da Cachoeira. Em 2010 o município de Ourém possuía uma população de 16.296 habitantes (113º lugar).
·         OURILÂNDIA DO NORTE município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e fica distante 918,5 km rodoviários e 650 km aeroviários da Capital. Foi Com as Leis de nº 5.449 e 5.455, de 10/5/1988, que São Félix do Xingu teve seu território desmembrado para criar os municípios de Ourilândia do Norte e Tucumã. Em 2010 Ourilândia do Norte possuía 27.564 habitantes (72º lugar).
·         PACAJÁS é um município situado na Mesorregião do Sudoeste Paraense, na área dos rios Anapu-Pacajás, estes com vazão no Rio Pará, que na metade do Século 19 era grande exportador de castanha-do-Pará retiradas das terras altas desses rios onde as abundantes castanheiras também forneciam a estopa retiradas de suas cascas para os calafetos de embarcações e muitos castanhais dessa área foram dizimados pelo uso desse método predatório de coleta. O município de Pacajá fica distante 506 km rodoviários da capital.  Em 2010 Pacajá possuía uma população de 40.052 habitantes (51º lugar).
·         PALESTINA DO PARÁ é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 7.487 habitantes (136º lugar).
·         PAROGOMINAS município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e fica distante 311 km rodoviários e 210 km aeroviários da Capital e em 2010 possuía uma população de com  97.788 habitantes (14º lugar).
·         PARAUAPEBAS é um importante município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e fica distante 687 km rodoviários e 556 km aeroviários da Capital e com uma população em 2010 de 153.942 habitantes (6º lugar). Parauapebas vem se destacando no cenário econômico pelo fato de abrigar várias empresas de mineração e siderurgias do Complexo Mineral de Carajás, fato que vem atraindo milhares de trabalhadores e imigrantes de outros estados brasileiros, com expectativas de alcançar os 500 mil habitantes em um tempo curto.
·         PAU-D’ARCO é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 6.029 habitantes (140º lugar).
·         PEIXE-BOI município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e fica distante 151 km rodoviários da capital e em 2010 possuía uma população de  7.868 habitantes (135º lugar).
·         PIÇARRA município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense, cuja primeira denominação foi Cruzelândia, que era um vilarejo que surgiu em 1978com a construção da estrada de São Geraldo do Araguaia à itaipava, com uma extensão de 90 km, pelo Batalhão de Engenharia e Construção-BEC, do Exército Brasileiro. Pelos serviços serviços médicos que o BEC prestava às pessoas que necessitavam de cuidados médicos, o povoado foi se formando às proximidades de uma piçarreira, no km 45 e nas proximidades do acampamento militar. O município de Piçarra foi criado através da Lei nº 5.934, de 29/12/1995, sancionada pelo governador Almir Gabriel, desmembrado do Município de São Geraldo do Araguaia e com o nome alusivo a antiga paçarreira, localidade Vila Piçarra, desmembrado de São Geraldo do Araguaia, situado na Rodovia PA-150. Em 2010 o município de Piçarra possuía uma população de 12.703 habitantes (124º lugar).
·              PLACAS é um município que fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e foi criado em 20/12/1993 e instalado a 1/1/1997, desmembrado do município de Santarém. A denominação do município se deve ao grande nº de placas do INCRA e do DNER no trecho da Rodovia BR 230, na divisão entre Altamira e Itaituba. Placas em 2010 possuía uma população de 23.930 habitantes.
·            PONTA DE PEDRAS tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Ponta de Pedras, esta criada em 1757, originária da Aldeia de Mangabeiras, freguesia que era afeta ao antigo Termo de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira e Ponta de Pedras com área atual de 3.365,126 km2 fica situada na Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, distante 64,8 km rodoviários, 35 milhas hidroviárias da Capital. Em 1833, seu território foi anexado ao de Cachoeira do Arari. É elevada à categoria de vila a 18/4/1877 de abril de 1877, extinta em 1930, passando a constituir o município do Itaguary, juntamente com Cachoeira. Em 1938, volta a denominar-se Ponta de Pedras. Em 2010 Ponta de Pedras possuía uma população de 25.989 habitantes (81º lugar).
·         PORTEL é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Luz de Portel, esta criada em 1754 e Portel com área atual de 25.384,779 km2 fica situado  na Mesorregião do Marajó e Microrregião de Portel, ficando distante 386 km rodoviários ou 158,40 km rodoviários via Cametá e 268 km aeroviários da Capital. No Ciclo da Borracha Portel exportava borracha e era grande exportador da castanha-do-Pará e só em 1864 foram exportados 5.000 alqueires de castanhas e era na mesma data grande produtor e exportador de café com 4.000 arrobas de café exportadas para a Capital e também era exportador de gado vacum. No município de Portel possui em sua área os vales de Caxiuanã, sendo seus rios navegáveis por pequenas embarcações. Em 2010 Portel possuía uma população de 52.166 habitantes (33º lugar).
·              PORTO DE MOZ é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São Braz de Porto de Moz, esta criada em 1758 e Porto de Moz possui uma área atual de 17.422,87 km2, situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Almeirim e distante 569 km rodoviários, 307 milhas hidroviárias e 414 km aeroviários da Capital e o município foi fundado em 1890. O antigo termo de Porto de Moz possuía influências plolíticas e econômicas sobre as antigas freguesias de Veiros, Pombal, Souzel e Vilarinho.  Porto de Moz possuía em 2010 uma população de 33.951 habitantes (58º lugar).
·              PORTO TROMBETAS é uma localidade  distante 880 km aeroviários da Capital
·         PRAINHA é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Prainha, esta criada em 1754, vinda da antiga Aldeia de Umbuquara, na margem esquerda do Rio Amazonas e Prainha possui uma área atual de 12.599,481 km2 e fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Santarém e fica 709 km rodoviários, 383 milhas hidroviária e 559 km aeroviários da Capital e foi elevada a categoria de vila em 6/11/1880, desmembrada do município de Monte Alegre, sendo extinta em 1930 e recriada em 1935. Prainha em 2010 possuía uma população de 29.265 habitantes (65º lugar).
·             PRIMAVERA município que fica situado na Mesorregião de Nordeste Paraense e fica  distante 194 km rodoviários da Capital. Em 2010 Primavera possuía uma população de  10.268 habitantes (129º lugar).
·              QUATIPURU é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e no início do Século 20 era exportador de sementes oleaginosas para a Capital. Quatipuru é um dos mais novos Municípios do Estado do Pará, localiza-se na Região dos Caetés, mais precisamente na Costa Atlântica da Amazônia Brasileira e fica distante 210 km da Capital do Estado. Limita-se ao NORTE com o Município de São João de Pirabas, a OESTE com o Município de Primavera, ao LESTE com o Município de Tracuateua e ao SUL com o Município de Capanema. O nome do Município origina-se do mamífero roedor de mesmo nome. Em 2010 o município de Quatipuru possuía uma população de 12.411 habitantes (125º lugar).
·              REDENÇÃO é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e fica distante 879,5 km rodoviários e 760 km aeroviários da Capital. Em 2010 Redenção possuía uma população de 75.505 habitantes (19º lugar).
·              RIO MARIA é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 17.722 habitantes (106º lugar).
·         RONDON DO PARÁ é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e Microrregião de Paragominas e fica distante 539 km rodoviários via BR-010 ou 661 km via PA-151, e 372 km aeroviários da Capital. Os índios foram os primeiros habitantes do município que tiveram que mudar para a Reserva Mãe Maria, devido a chegada em 1968 de imigrantes do Sul e Sudeste do Brasil, para ocupar trecho da rodovia BR-222. Com isso os indígenas não estavam aceitando a presença de homens brancos na área. Inicialmente o pequeno povoado foi denominado de "Candangolândia", numa alusão aos pioneiros que construíram a cidade de Brasília, que eram chamados de candangos. A equipe Médica do antigo Projeto Rondon, formada por profissionais e estudantes universitários, que davam assistência nas áreas de saúde e educação, influenciaram a mudança do nome em 1969 para Vila Rondon. A população aumentou com a chegada de pessoas de outros estados, principalmente do Espírito Santo e Minas Gerais, que encontraram na região condições apropriadas para a implantação de projetos agropecuários e para a exploração do extrativismo vegetal. Rondon do Pará foi criado no dia 13/5/1982 e foi instalado em a 2/2/1983 e foi desmembrado do município de São Domingos do Capim e com os seguintes limites: Ao Norte com os municípios de Goianésia do Pará e Dom Eliseu; a Leste com os municípios município de Dom Elizeu e o Estado do Maranhão; ao Sul com os municípios de Bom Jesus do Tocantins, Marabá e Abel Figueiredo e a Oeste com os municípios de Jacundá e Nova Ipixuna. A população de Rondon do Pará aumentou com a chegada de pessoas de outros estados, principalmente do Espírito Santo e Minas Gerais nos anos de 1980, para explorar projetos agropecuários, madeireiros e carvoarias. Hoje a economia gira em torno do setor agropecuário e comercial. Em 2010 o município de Rondon do Pará possuía uma população de 44, Rondon do Pará, 46.974 habitantes (44º lugar).
·         RURÓPOLIS é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 40.068 habitantes (50º lugar).
·         SALINÓPOLIS é um tradicional e importante município de veraneio do Pará, vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora do Socorro de Salinas, esta criada em 1781 e Salinópolis possui área atual de 217,856 km2 e fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, distante 217 km rodoviários e 150 km aeroviários da Capital. Salinópolis possui rios plenamente navegáveis e praias da Costa Atlântica do Pará. Em 2010 Salinópolis possuía uma população de 37.430 habitantes (52º lugar).
·              SALVATERRA é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Salvaterra, esta criada  em 1757 e com área atual de 1.043,504 km2  situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, distante 54 km rodoviários, 29 milhas hidroviárias e 70 km aeroviários da Capital. A história do atual município de Salvaterra está ligada á rica história da Casa da Ilha Grande de Joanes (Marajó) e tribos indígenas. Madalena de Távora era natural de Évora, em Portugal, filha de Álvaro de Souza e casada com João Furtado de Mendonça, Governador e Capitão General do Reino de Angola e do Algarve, Donatários da Ilha Grande de Joanes, e eram parentes próximos da Casa de Gurupy, donatários da Capitania de Cayté. Em favor de Luiz Gonçalo de Souza de Macedo foi criado por Carta de 27/9/1666, o títulos de 1º Barão da Ilha Grande de Joanes e teve as Comendas de seu pai, Fidalgo da Casa Real, e Antonio de Souza de Macedo, filho de Gonçalo de Souza de Macedo, foi Capitão Geral da Ilha de Joanes no Pará, Estado do Maranhão e foi o 1º Donatário da Capitania da Ilha Grande de Joanes (Ilha de Marajó) por Carta Régia de 23/12/1665 e era primo de Álvaro de Souza, este Senhor da Capitania de Vera Cruz do Gurupy ou Caeté, citado em documentos de 1643. Antonio de Souza de Macedo, Fidalgo da Casa Real com Margarida Moreira (que eram avós de Luiz Gonçalo de Souza de Macedo, o 2º Donatário) foi casado com Mariana Lemercier, natural de Haynaud, Flandes. Filhos de Madalena de Távora e João Furtado de Mendonça: Francisco Furtado de Mendonça, casado com Ângela Tavares e com 3 filhos: Mariana de Távora e Mendonça, esta casada  com Luiz Gonçalo de Souza Macedo, este nascido a 16/11/1648 em Londres e falecido em 10/8/1727 e em seu favor foi criado por Carta em 27/9/1666 o título de 1º Barão da Ilha Grande de Joannes e teve as comendas de seus pai,  Fidalgo da Casa Real. E Luiz Gonçalo de Souza de Macedo era filho de Antonio de Souza Macedo, este nascido a 15/12/1606 e falecido em 1/11/1682 e, depois de ocupar diversos cargos reais e de possuir várias comendas, foi o Capitão Geral da Ilha de Joannes no Pará (Brasil), Estado do Maranhão e foi o 1º Donatário da Capitania da Ilha Grande de Joannes (Ilha do Marajó) por Carta Régia de 23/12/1665 e era primo de Álvaro de Souza, este Senhor da Capitania de Vera Cruz do Gurupi ou Caeté e foi casado com Mariana Lemercier.  Luiz Gonçalo de Souza Macedo, foi o 2º Donatário da Capitania da Ilha Grande de Joannes e Luiz Gonçalo de Souza Macedo e sua mulher Mariana de Távora e Mendonça tiveram 8 filhos, entre os quais: Antonio Luiz de Souza Macedo, nascido a 12/11/1677, em Lisboa, Santa Catarina, onde faleceu a 30/11/1738 e teve as comendas de seu pai e foi, portanto, o 2º Barão da Ilha Grande de Joannes e Senhor da dita Ilha, hoje Marajó. Antonio Luiz de Souza Macedo casou em 1703 com Catarina Margarida de Távora, esta nascida em 11/1690 e falecida em 31/12/1730, filha de Figalgo da Casa Real e tiveram 8 filhos, entre os quais: Luiz de Souza de Macedo, nascido a 16/8/1713, em Lisboa, Santa Catarina e falecido a 7/10/1783, foi oficial do Exército e o 3º e último Barão da Ilha Grande de Joannes por decreto de 2/5/1754, cuja Capitania o Rei D. Afonso VI havia doado a seu avô. Luiz de Souza de Macedo casou em 1/1747, em Lisboa (São Paulo) com Joana Antonia de Sampaio e Lima, esta nascida a 31/5/1716, em Lisboa, São Paulo, e falecida a 23/10/1769, em Lisboa, Carnide, filha de Fidalgos da Corte e com geração do último Senhorio da Capitania da Ilha Grande de Joannes. Atualmente o município de Salvaterra é um município turístico e conta com as ilhas existentes desde a Ponta de Pedras até Salvaterra, na margem leste do Marajó e em 2010 possuía uma população de. 100, Salvaterra, 20.184 habitantes (100º lugar).
·         SANTA BÁRBARA DO PARÁ é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e em 2010 possuía uma população de 17.154 habitantes (108º lugar).
·         SANTA CRUZ DO ARARI é um município da Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, banhado pelo grande Lago do Ararari que é o maior do Arquipélago do Marajó com 4 a 7 km de largura e 18 km de comprimento no verão e é de grande importância econômica e antropológico, pelos cemitérios indígenas que possui nas suas margens para os municípios de Santa Cruz do Arari e Cachoeira do Arari. Santa Cruz do Arari possui  área atual de 1.074,854 km2, ficando distante 138,9 km rodoviários e 75 milhas hidroviárias da Capital. O município de Santa Cruz do Arari era, no Período Provincial do Pará, exportador de gado vacum para a Capital. Em 2010 o município de Santa Cruz do Arari possuía uma população de 8.163 habitantes (133º lugar).
·         SANTA ISABEL DO PARÁ é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Castanhal e com área atual de 717,615 km2, ficando distante 42 km rodoviários da Capital, tendo surgido de um povoado fundado na antiga Estrada de Ferro Belém-Bragança, km 42, com o nome de João Coelho, fundado em 1931. 1931  João Coelho (Santa Izabel do Pará). O município foi criado em 1931 e extinto em 1932 e foi recriado em 1933 com o nome de Santa Isabel do Pará, que em 2010 possuía uma população de 59.476 habitantes (24º lugar).
·         SANTA LUZIA DO PARÁ é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 19.422 habitantes (102º lugar).
·         SANTA MARIA DAS BARREIRA é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 17.198 habitantes (107º lugar).
·         SANTA MARIA DO PARÁ é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 23.033 habitantes (93º lugar).
·         SANTANA DO ARAGUAIA É UM município da Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando distante 1.005 km rodoviários e 900 km aeroviários da Capital. Em 2010 Santana do Araguaia possuía uma população de 56.132 habitantes (28º lugar).
·         SANTARÉM é um tradicional e histórico município do Pará, tendo vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Santarém, esta criada em 1731 e originada da antiga Aldeia dos Tapajós ou Tupaius, instalada em 1661 pelo padre jesuíta João Felipe Bettendorf, em local estratégico, na confluência do Rio Amazonas com o Rio Tapajós e onde, em 1693 foi construída uma fortaleza nessa aldeia que abrigava os expedicionários portugueses do Período Colonial do Pará e que, em 14/3/1758 foi elevada à categoria de vila, por Francisco Xavier de mendonça Furtado, junto com as vilas de Alter do Chão (Aldeia dos Borais), Boim (Aldeias dos Tupinambás) e Vila Franca (Aldeia dos Arapiuns e que, junto com Cametá e Barra do Rio Negro, pela Lei nº 145, de 24/10/1848, foi elevada à categoria de cidade. O município de Santarém fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Santarém e possui uma área atual de 22.887,08 km2 e população de 299.419  habitantes em 2010 (3º lugar), ficando distante 1.068,5 km rodoviários e 727 km aeroviários da Capital. Santarém também herdou o território da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Saúde de Alter do Chão, esta criada em 1754 e que atualmente vem se constituindo em um grande polo de atração turística pelas belas praias. No Ciclo da Borracha, além desse produto, Santarém exportava grande quantidade de castanha, cacau, pirarucu salgado (maior exportador), carne seca. Santarém, além de ser uma cidade histórica, possui o belo cenário do Rio Tapajós, que é afluente da margem direita do Rio Amazonas, na divisa dos Estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso e mede 1.992 km de extensão, e possui importantes afluentes. Suas águas são de coloração azul-esverdeada, constituindo-se em atração turística. Devido às diferenças de composição, densidade e temperatura, as águas do Tapajós não se misturam com as águas do Amazonas, provocando o fenômeno conhecido como "Encontro das Águas", que pode ser visto em frente à cidade de Santarém, esta conhecida como “Pérola do Tapajós” e  que possui o Lago Poção como limite com Óbidos e Juruti. Santarém, em pouco tempo, ficará sendo conhecida pelo  Complexo do Hidrelétrico do Tapajós, onde estão projetadas usinas hidrelétricas para aproveitar o grande potencial do rio Tapajós, como: UHE São Luiz do Tapajós, UHE Jatobá, UHE Jamanxim, UHE Cachoeira do Caí e UHE Cachoeira dos Patos, com obras que devem começar em 2012 e durar cerca de 5 anos, quando, após intaladas, terão uma capacidade somadas de 10.682 MW e Itaituba sendo  cidade base para a construção e operação dessas usinas, juntamente com o grande porto dessa cidade, já em projeto e o grande porto graneleiro da cidade de Santarém que atualmente está sendo devidamente ampliado. Ainda sobre Alter do Chão, com suas águas claras do Tapajós, que oferece um dos mais belos cenários brasileiros, ficando situado a pouco mais de 30 km de Santarém via rodovia Fernando Guilhon, lugar já chamado como o Caribe Amazônico, lugar paradisíaco, que já é frequentado, costumeiramente, por turistas do sul do Brasil e por europeus.
·         SANTARÉM NOVO é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010 apresentava uma população de 6.145 habitantes (139º lugar).
·         SANTO ANTONIO DO TAUÁ é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de Castanhal, com área atual de 537,627 km2, ficando distante 59 km rodoviários da Capital e que foi fundado em 1961. Em 2010 Santo Antonio do Tauá apresentava uma população de 26.673 habitantes (77º lugar).
·         SÃO CAETANO DE ODIVELAS é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São Caetano de Odivellas, esta criada em 1757 e o município de São Caetano de Odivelas possui uma área atual de 748,694, situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, ficando distante 116 km rodoviários da Capital. No Ciclo da Borracha São Caetano era classificado na Região Agrrícola do Pará produzindo cereais e também era exportador de peixe salgado e grude de peixes para o Porto de Belém.  São Caetano possui rios plenamente navegáveis e em 2010 apresentava uma população de 16.891 habitantes (110º).
·         SÃO DOMINGOS DO ARAGUAIA é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando distante 571 km rodoviários da Capital e em 2010 apresentava uma população de 23.140 habitantes (92º lugar).
·         SÃO DOMINGOS DO CAPIM é um tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Guamá, vindo da antiga Freguesia de São Domingos da Boa Vista, esta criada em 1758 e situada na confluência dos rios Capim e Guamá. Foi elevado à categoria de Vila em 1872, extinta em 1879 e recriada em 1890, quando foi desmembrado de Belém. Em 1932 São Domingos teve sua denominação alterada para São Domingos do Capim e com uma área atual de 1.677,0800 km2, ficando distante 85 km da Capital. No Ciclo da Borracha Capim era classificado na Região Agrícola do Pará e era produtor de farinha de mandioca, madeira, arroz. O complexo estuarino formado pelos rios Capim-Acará-Guamá-Moju-Maiuatá abrigou os grandes engenhos de cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e avançaram para o Período Provincial, onde uma grande quantidade de açúcar era produzido através dos braços escravos indígenas ou negros e nas margens do Rio Capim existiam alguns engenhos nessa atividade e o antiga Freguesia do Capim era grande produtora de açúcar. O Rio Capim desemboca no Rio Guamá e é um dos formadores da Baía do Marajó, tem um curso sinuoso, superior a 1.000 km. É considerado um rio ligeiramente estreito, mas tem um volume de descarga superior ao Rio Guamá e é navegável em quase todo o seu curso por embarcações de pequeno porte, apresentando apenas uma cachoeira, que desaparece na época chuvosa. Em 2010 São Domingos do Capim apresentava uma população de 29.827 habitantes (64º lugar).
·              SÃO FÉLIX DO XINGU é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando distante 1.28,5 km rodoviários da Capital.  A produção de seringa, borracha e caucho é a origem do Município de São Félix do Xingu/PA. Para incentivar a produção, os donos dos seringais decidiram reunir os seringueiros e caucheiros, junto com suas famílias, no mesmo local, denominado de “Barracão do Aviador”. Um desses barracões foi erguido no lugar chamado “Boca do Rio”, na confluência (lado direito) dos rios Fresco e Xingu. Em 1914 o Coronel Tancredo Martins Jorge, um dos grandes seringalistas da região, deixou o lugarejo conhecido por Ilhota São Félix para se instalar na localidade Boca do Rio Fresco ou Boca do Rio, onde hoje está a cidade de São Félix e por uma estrada de terra Boca do Rio ligava-se às regiões do Araguaia e Tocantins. E foi por esse caminho que centena de nordestinos escolheram para chegar ao povoado que passou a se chamar São Félix da Boca do Rio. Na divisão territorial do Estado, feita através do Decreto-Lei nº 5.505, de 30 de dezembro de 1943, Altamira mantinha-se com dois distritos: o de Altamira e o de São Félix de Gradaús (ex-Novo Horizonte). Em 29 de dezembro de 1961, por força da Lei nº 2.460, foi criado o município de São Félix do Xingu, com área desmembrada do município de Altamira. Em 2010 São Félix apresentava uma população de 91.293 habitantes (17º lugar).
·         SÃO FRANCISCO DO PARÁ é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense, ficando distante 95 km rodoviários da Capital e em 2010 São Francisco apresentava uma população de 15.196 habitantes (116] lugar).
·         SÃO GERALDO DO ARAGUAIA é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense na região da Serra das Andorinhas ou Serra dos Martírios, ao longo do Rio Araguaia, no Sul do Estado do Pará. Essa importante área de preservação ambiental foi tombada em 9/1989 pela Secretaria de Estado da Cultura do Pará, quando passou a ser denominada Parque Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas e Área de proteção Ambiental de São Geraldo do Araguaia. O município teve origem em 1952, através de garimpeiros e exploradores de Castanha do Pará oriundos da margem direita do rio Araguaia onde fica a cidade Xambioá e com o nome de Xambioazinho e só mais tarde veio a ser chamada de São Geraldo em homenagem ao filho do dono das terras da região que se chamava Geraldo, o mesmo doou a área com esse propósito. Em 2010 São Geraldo do Araguaia possuía uma população de 25.584 habitantes (83º lugar).
·         SÃO JOÃO DA PONTA é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado e com área atual de 195,987 km2, foi criado em 1995 com área desmembrada do município de São Caetano de Odivelas. São João da Ponta fica  distante 132 km rodoviários da Capital e em 2010 possuía uma população de. 141, São João da Ponta, 5.265 (141º lugar).
·         SÃO JOÃO DE PIRABAS é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado e com área atual de 701,896 km2, ficando distante 201 km rodoviários da Capital. O nome do município se deve a existência de uma espécie de peixe conhecido pelo nome de piaba ou pirabas, que é bastante abundante nas águas doces dos seus rios e o "São João" é resultado da grande devoção na qual os habitantes tinham pelo santo do mesmo nome. Em 2010 São João de Pirabas apresentava uma população de 20.644 habitantes (97º lugar).
·         SÃO JOÃO DO ARAGUAIA é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 apresentava uma população de 13.149 habitantes (122º lugar).
·         SÃO MIGUEL DO GUAMÁ é um tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense, vindo da antiga Freguesia de São Miguel da Cachoeira do Guamá, esta criada por Frei Miguel de Bulhões, em 1758, às margens do Rio Guamá. Foi elevada à categoria de vila em 1872, quando foi desmembrada de Ourém e foi elevada à categoria de Cidade em 1891 com o nome de São Miguel do Guamá. Esse município fica distante 147 km rodoviários da Capital. No Ciclo da Borracha Guamá era classificado na Região Agrícola do Pará e com produção de milho, farinha de mandioca, cacau. O complexo estuarino formado pelos rios Capim-Acará-Guamá-Moju abrigou os grandes engenhos de cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e avançaram para o Período Provincial, onde uma grande quantidade de açúcar era produzido através dos braços escravos indígenas ou negros e nas margens do Rio Guamá existiam alguns engenhos nessa atividade e o antiga Freguesia do Guamá era grande produtora e exportadora de açúcar e madeira. O Rio Capim desemboca no Rio Guamá e é um dos formadores da Baía do Marajó e o Rio Guamá é afluente do Rio Pará e tem 700 km de extensão e nasce na serra dos Coroados, correndo na direção Sul-Norte até a cidade de Ourém, situada em sua margem direita. Seguindo para o Oeste, encontra-se com o Rio Capim. É navegável por pequenas embarcações até sua primeira cachoeira, a 225 km de Belém. Na sua foz, na Baía do Guajará, atinge 900 km de largura. Em 2010 o município de São Miguel do Guamá apresentava uma população de 51.527 habitantes (36º lugar) e é provável que o aumento da população se deu por conta do grande número de pessoas que emigram em busca de emprego na industria cerâmica considerada o maior polo cerâmico do Norte-Nordeste instalada no município.
·         SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA é um tradicional município situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião dos Furos de Breves, com área atual de 1.632,218 km2, ficando  distante 174 km rodoviários e 94 milhas hidroviárias da Capital. São Sebastião da Boa Vista foi importante entreposto comercial durante a indústria canavieira do Baixo Tocantins e em 2010 apresentava uma população de 22.890 habitantes (95º lugar).
·         SAPUCAIA é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 5.047 habitantes (142º lugar).
·         SENADOR JOSÉ PORFÍRIO é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e em 2010 apresentava uma população de 12.998 habitantes (123º lugar).
·         SOURE é um tradicional e histórico município situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, vindo da antiga Freguesia do Menino Deus de Soure, esta criada em 1757, originária da Aldeia dos índios Maruanazes e Mundis, que foi elevada à condição de Vila, que é extinta em 1833 e anexada à Vila de Monsarás, recriada em 1859 e em 1890 passa à condição de cidade. Soure possui área atual de 3.512,863 km2, ficando distante 81 km rodoviárias, 44 milhas hidroviárias e 80 km aeroviários da Capital. No Ciclo da Borracha o município de Soure era classificado na Região das Ilhas do Pará e era exportador de gado vacum. Em 2010 Soure possuía uma população de  22.995 habitantes (94º lugar). 
·         TAILÂNDUA é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Tomé-Açu, com área atual de 4.430,190 km2, ficando distante 249 km rodoviários e 198 km aeroviários da Capital. Em 2010 possuía uma população de 79.299 habitantes (18º lugar).
·         TERRA ALTA é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 10.254 habitantes (130º lugar).
·         TERRA SANTA é um município da Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Óbidos e com área atual de 1.900,570 km2, ficando distante 1.147 km via rodoviária, 619 milhas hidroviárias e 886 km via aeroviária da Capital, fundado em 1993. Em 2010 Terra Santa possuía uma população de 16.952 habitantes (109º lugar).
·         TOMÉ-AÇU é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Tomé-Açu, com área atual de 5.145,325 km2, ficando distante 203 km rodoviários e 110 km hidroviários da Capital. Em 2010  Tomé-Açu apresentava uma população de 56.514 habitantes (27º lugar).
·         TRACUATEUA é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e em 2010 apresentava uma população de 27.466 habitantes (73º lugar).
·         TRAIRÃO é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense, surgido em 1972 a partir da ocupação do Ramal Sul da Br-163 (Rodovia Santarém-Cuiabá). E em 1974 os primeiros colonos que lá chegaram reivindicaram ao INCRA uma área para ser o centro onde pudessem instalar escola, igreja, posto de saúde e posto de comercialização dos produtos agrícolas que se tornou a Vila de Trairão. Em 1976 mais imigrantes chegaram à área, vindo principalmente do Nordeste do país, tendo como atrativo a abundância de terras agrícolas. Em 2010 Trairão apresentava uma população de 16.885 habitantes (111º lugar).
·         TUCUMÃ é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma população de 33.651 habitantes (60º lugar).
·         TUCURUÍ município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e e Microrregião de Tucuruí, com área atual de 86,170 km2, banhado pelo Rio Tocantins e este rio que depois de recer o Rio Araguaia, nas proximidades de Marabá, segue constituindo a importante Bacia Hidrográfica do Araguaia-Tocantins e essa bacia com seu grande potencial hidrelétrico recebe em seu rio principal, o Rio Tocantins, a grande Usina Hidrelétrica de Tucuruí, cuja energia gerada vai abastecer a Região Norte e o restante do Brasil. Tucurui fica distante 427 km rodoviários e 298 km aeroviários da Capital e o grande lago formado na represa de Tucuruí está se tornando uma boa alternativa turística atraindo turistas com a finalidade da pesca esportiva no grande lago. Em 2010  Tucuruí apresentava uma população de 100.651 habitantes (12º lugar).
·              ULIANÓPOLIS é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando  distante 390 km rodoviários e 283 km aeroviários da Capital e em 2010 apresentava uma população de  43.345 habitantes (47º lugar).
·           URUARÁ é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e Microrregião de Altamira, localizado ao longo da Rodovia Transamazônica, mais precisamente no km 180, no trecho entre os municípios de Altamira e Itaituba, surgiu a partir do PIN - Plano de Integração Nacional e do Projeto de Colonização do INCRA, na década de 70, onde para cá foram trazidos grandes números de migrantes de várias regiões do País. Uruará é uma palavra de origem indígena que significa “cesto de flores” e sua área atual de 10.637 Km² e por onde passam os rios, Uruará, Trairão e Tutuí, e seus afluentes e por onde passa a Rodovia Transamazônica (BR-230), que dá acesso à Uruará, ficando distante 965 km rodoviários e 620 km aeroviários da Capital e em 2010 apresentava uma população de 44.720 habitantes (46º lugar).
·          VIGIA é um tradicional e histórico município do Pará, vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora de Nazareth de Vigia, esta criada em 1693, elevada a categoria de cidade em 2/10/1854, junto com Óbidos e Bragança e o atual município de Vigia possui área de 533,855 km2, situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, ficando distante 99 km rodoviários da Capital. No Ciclo da Borracha Vigia era classificado na Região Agrícola do Pará e com produção de farinha de mandioca, peixe salgado, grude de peixes e a antiga Freguesia de Vigia também produzia açúcar nos períodos históricos do Pará e possui rios plenamente navegáveis e fica situado na Costa Atlântica do Pará. Óbidos/vigia/Conforme a Resolução Nº 252, de 2/10/1854 o Conselheiro Imperial e Presidente da Província do Pará, Sebastião do Rego Barros sancionou a Lei que eleva à categoria de cidades as Villas de Bragança, Óbidos e Vigia. Em 2010 Vigia possuía uma população de 47.902 habitantes (42º lugar).
·         VITÓRIA DO XINGU é um município situado na Mesorregião do Sudoeste Paraense, ficando distante 805 km rodoviários da Capital e que atualmente está experimentando um forte desenvolvimento no seu aspecto urbano e econômico, pois fica situado na área de influência da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
·         VIZEU é tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense, vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Vizeu, esta crida em 1758 e em 1756 passa a denominar-se Vizeu, elevada à categoria de vila em 1856 e a categoria de cidade em 1895 e Vizeu fica distante 331 km rodoviários e 280 km aeroviários da Capital. O atual município de Vizeu era afeto à antiga Freguesia de Bragança. Em 2010 Vizeu apresentava uma população de 13.480 habitantes (121º lugar).
·         XAMBIOÁ é uma localidade distante 550 km aeroviários da Capital.
·         XINGUARA é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando distante 768,5 km rodoviários, e 640 km aeroviários da Capital. Em 2010 Xinguara apresentava uma população de 40.573 habitantes (48º lugar).
Relação de Abaetetuba com muitos municípios de algumas mesorregiões paraenses
É histórica a relação comercial que os municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri estabeleceram com os municípios das Mesorregiões do Baixo Amazonas, Marajó e com os municípios das Microrregiões de Almeirim, Arari, Bragantina, Belém, Cametá, Furo de Breves, Guamá, Óbidos, Salgado, Santarém e com os municípios estuarinos do complexo hidrográfico dos rios Capim-Acará-Guamá-Moju, quando da fase áurea da Indústria Canavieira (principalmente com a comercialização de açúcar e cachaça), dos produtos da indústria cerâmica, da atividade pesqueira e da produção extrativista animal e vegetal (fases que foram praticamente contemporâneas), que ajudaram no desenvolvimento desses dois municípios.
Povoações extintas no Baixo Tocantins, citadas em 1864, ainda presentes nas Cartas Geográficas:
·         Paraná-Mirim
·         Pederneiras
·         Muru
·         Alcobaça
·         Arroyos
Mais ameaças às florestas e demais ecossistemas e às populações nativas da Amazônia:
Ao mesmo tempo que a notícia abaixo constitui vantagens econômicas e desenvolvimento para muitos municípios das regiões atingidas pela exploração mineral, o mesmo se constitui um perigo real para as florestas, populações nativas e para muitos ecossistemas da Amazônia, pois tais empreendimentos serão realizados com graves impactos ambientais para muitos municípios citados acima, que poderão em futuro próximo experimentar os efeitos da destruição de rios, solos, florestas, expulsão de populações e destruição de muitos ecossistemas que abrigam a vida animal e vegetal desses municípios, apesar das exigências do IBAMA,  mas que em 30 ou 40 anos restará apenas grandes buracos e crateras em um cenário desolador em termos ambientais, conforme informa o artigo abaixo de Ronaldo de Carvalho Augusto.




Postado por: Ronaldo de Carvalho Augusto, em Desmatamento
O presidente do Ibama, Volney Zanardi, assinou a licença de instalação do megaprojeto S11D, a maior projeto de usina de minério de ferro feito no mundo. O empreendimento nada mais é que a expansão da capacidade de produção de Carajás, localizada em Parauapebas, no Pará. O sinal verde é para a construção da usina que vai processar o minério.
Projetado para expandir a produção de minério de Carajás, o S11D é um projeto que envolve mina, ferrovia e porto. Tem investimentos na ordem de 19,5 bilhões de dólares, dos quais 8 bilhões serão aplicados na construção da mina na Serra Sul de Carajás. Atualmente, a empresa explora a Serra Norte do complexo. A Vale já havia recebido a licença de instalação do ramal ferroviário que ligará a mina de Serra Sul à Estrada de Ferro Carajás (EFC), seguindo até o Terminal Portuário de Ponta da Madeira (TPPM), em São Luís, MA.
Nos limites da Floresta Nacional Carajás, a área total que deverá ser desmatada para a construção do empreendimento é de 1.491,89 hectares. A área do projeto original era maior, mas teve que se adequar a exigência do Ibama. O licenciamento exige a preservação integral de lagoas da região e outras 19 condicionantes específicas.
De acordo com o órgão ambiental, o processamento do minério da Vale será a seco, dispensando as barragens de rejeitos. Uma das exigências é a conservação de uma área de 2.912 hectares na Serra da Bocaina/PA, com o objetivo de restabelecer a conexão com a Floresta Nacional de Carajás, através de corredores ecológicos.
O empreendimento compreenderá a extração de minério de ferro do Bloco D do Corpo S11 de Serra Sul, utilizando o método de lavra a céu aberto e beneficiamento a umidade natural. Inicialmente, estima-se serão produzidos 90 milhões de toneladas por ano (mtpa) de produto. Quando o projeto estiver funcionando em plena capacidade, serão produzidos 230 milhões de toneladas métricas por ano, mais que duplicando a produção atual de 109 milhões toneladas anuais.
Fonte: ((o))eco
O Característico Linguajar Cametaoara:
Andando-se por todo o Pará, encontram-se algumas linguagens que se diferenciam de um para outro lugar no tocante ao sotaque das pronúncias e entonações das palavras, fenômeno que se deve a quantidade de imigrantes que cada mesorregião recebeu no passado. No Sul e Sudeste do Pará predomina o sotaque característico e carregado dos imigrantes que vieram do Sul e Sudeste do país e Goiás, para explorar as atividades de pecuária e indústria madereira dessas regiões. Em certos trechos da Mesorregião do Nordeste Paraense, predomina o sotaque dos milhares de imigrantes cearenses que lá chegaram para trabalhar nas obras de implantação da antiga Estrada de Ferro de Bragança e nas colônias agrícolas dessa área. Na Área Metropolitana de Belém usa-se um sotaque paraense mais suave, semelhante em alguns pontos ao do carioca.
Porém, é na Microrregião de Cametá que se encontra a mais peculiar linguagem, que não encontra paralelo em nenhuma outra região do Pará. Trata-se do linguajar cametaoara (vide no excelente Blog Cametaoara e outros blogs essa peculiar linguagem), que usa expressões e palavras tão típicas, tão próprias do lugar, em entonação de voz tão característica, que sabe-se logo a origem das pessoas dessa  microrregião, linguagem que misturados a outros aspectos culturais locais, criaram uma cultura sui-gêneris, muito diferente mesmo ao de outras regiões. Dizem que para se entender e comunicar é só falar, não importando os rebuscados gramaticais. Então nós da região dos cametaoaras nos entedemos muito bem. O Blog do  Ademir Rocha é também divulgador dessa rica cultura e que, futuramente, estará fazendo postagens com as palavras e expressões dessa linguagem que vem da língua indígena, negra e branca, que misturadas entre si e recebendo através dos séculos elementos de expressões populares, resultou nessa linguagem cabocla que, apesar das troças, nós a valorizamos muito.
A Culinária no Estuário Amazônico:
A culinária de Abaetetuba e Região do Baixo Tocantins encontra-se dentro daquela típica  culinária do caboclo paraense, fruto de séculos de uso de produtos encontrados ou cultivados em abundância na região, vindos de velhos costumes indígenas e também recebendo influências de outras culturas, como da negra africana e do branco colonizador, resultando em pratos exóticos, que se tornaram, ao longo dos séculos, pratos típicos da Culinária Paraense, que só agora, nestas últimas décadas, começa a ser valorizada pelos grandes restaurantes de Belém e de outras cidades da região. Porém, nos costumes caboclos, esses pratos sempre estiveram presentes nos variados eventos festivos, como Natal, Ano Novo, Círio de Nazaré, Quadra Junina, casamentos, aniversários, batizados e nas refeições diárias. Quem provar dessa culinária ficará surpreso e encantado com pratos que combinam produtos próprios da Amazônia. Nos restaurantes, eventos, feiras é possível se desfrutar desses pratos cheios de coloridos, cheirosos e saborosos. Vide nestas postagens alguns componentes e alguns pratos dessa culinária típica paraense.
Alguns Produtos e Pratos da Culinária Paraense Com Preparos Através dos Recursos Naturais do Provindos do Estuário Amazônico:
Como o Estuário Amazônico possuía e ainda possui recursos naturais consideráveis, especialmente os provindos da Flora e Fauna Amazônica, inclusive de alguns proibidos sua caça, pesca no período do defeso e coleta e por já estarem em período crítico de extinção, e os provindos das culturas e coletas tradicionais das áreas estuarinas amazônicas, muitos há séculos já servindo no preparo da alimentação dos povos indígenas e seus sucessores ribeirinhos e que nas últimas 3 décadas vieram se firmar como pratos tradicionais da culinária paraense e que abaixo apresentamos e que constituem a base alimentar do povo paraense e com alguns já estando presentes no cardápio dos grandes, médios e pequenos restaurantes, praias e locais turísticos de Belém e demais cidades paraenses e dos tradicionais vendedores ambulantes das ruas e feiras de Belém e demais localidades e que também podem ser encontrados nos eventos culturais das cidades paraenses.
 Obs: Como ambientalista, ao lado de alguns produtos da culinária paraense, alertaremos sobre o desaparecimento desses ítens tais como: frutos, folhas, troncos, produtos da caça e pesca e do extrativismo irracional ou predatório:
·         Bolo de macaxeira, que é o bolo feito com a massa de macaxeira misturado a côco ralado e outros ingredientes. Esperemos que a massa de macaxeira não venha a faltar nos mercados dos municípios do Baixo Tocantins, como está acontecendo com a farinha de mandioca.
·         Camarão de água doce, que são crustáceos outrora abundantes nas águas do Estuário Tocantino e que agora estão ficando mais raros e mais caro de se adquirir. Dizem que o grosso do pescado de camarão vai para a exportação para outros estados brasileiros, à semelhança dos peixes de água doce, em caminhões frigoríficos que aportam na madrugada no na orla de Abaetetuba. O camarão é um alimento de preparo versátil, nas formas de camarão frito, cozido, assado, em torta, guizado ou misturado a outros pratos em saladas deliciosas. Antigamente o camarão com açaí era o prato de todo dia na culinária dos ribeirinhos do Estuário Tocantino. O saboroso camarão de água doce de Abaetetuba, está sendo substituído por outras espécies de camarão de água salgada, vindos das costas da Região do Salgado paraense e com preços também proibitivos para as classes de baixas rendas. O camarão, pelo menos, em Abaetetuba e outras cidades do Tocantins, são componentes indispensáveis no chamado tacacá, que é uma iguaria largamente consumida pelas ruas da Capital e das cidades tocantinas.
·         Camusquim, que é uma espécie de pudim, feito com a mistura de camarão, macarrão e molho branco, porém como o camarão está rareando na região, o camusquim tende a desaparecer, devido a pesca intensa e predatória.
·         Carne de capivara, animal cuja caça é proibida, mas que em Abaetetuba encontra uma clientela certa para degustar essa carne proibida, junto com o famoso açaí. As capivaras do Baixo Tocantins já estão extintas e sua carne, já devidamente preparada, é comprada em regiões onde esses animais ainda existem
·         Carne de jacaré, que é animal com caça proibida, mas que em Abaetetuba comer carne de jacaré já é um aspecto cultural da culinária local e os jacarés são comprados clandestinamente em lugares onde esses animais ainda existem.
·         Caranguejos, que são crustáceos largamente consumidos em Abaetetuba, Belém e outras cidades do Baixo Tocantins na forma de caranguejos cozidos ou compondo pratos como “massa ou unhas de caranguejo fritas na panela”, o “bolinho de unha de caranguejo”, “casquinhas de caranguejo” e em outros pratos regionais. Porém os caranguejos consumidos em Abaetetuba têm sua origem nos mangues da Zona do Salgado Paraense. O preço do caranguejo também é proibitivo, por se tratar de um fruto do mar. O caranguejo cozido é consumido na base do toc-toc em conjunto com outros gêneros alimentícios, como na mistura de arroz e feijão. Outra aplicação para o caraguejo cozido é o de “tira-gosto” de bebidas como vinhos e cervejas.  O caranguejo já está em falta nas praças comerciais do Baixo Tocantins devido seu extrativismo predatório.
·         Casquinho de mussuã, que é prato atualmente proibido devido o perigo de extinção dos jabutis, carumbés, muçuâs e tartarugas da Amazônia, que são a matéria-prima do prato. O quelônio muçuã, como também seus parentes tartarugas, jabotis, tracajás sofreram e ainda sofrem uma desenfreada coleta predatória e essas espécies já não mais são vistas na Região do Baixo Tocantins.
·         Chibé, que é mistura de farinha de mandioca com água, que era mistura muito usada como alimento pelos antigos seringueiros do Pará, acompanhado de algum tipo de pescado ou carnes e até os dias atuais ainda é muito usado como alimento revigorante pelos ribeirinhos do Baixo Tocantins.
·         Maniva/Folha da mandioca triturada, é a matéria-prima do famoso prato amazônico chamado maniçoba e esse produto vem das folhas moídas e fervidas da mandioca. Como a farinha, que vem das raízes da mandioca está atualmente em crise no Pará, devido o grande trabalho que esse produto dá em sua fabricação, esperamos que não vá faltar a maniva nas duas grandes datas de seu uso intensivo pelas populações ribeirinhas do Estuário Tocantino, que são as festas de Natal e ano novo e nas festas de santos das cidades ribeirinhas do Pará.
·         Cuscuz de milho, que é um doce preparado com a massa de milho verde, prato típico da quadra junina
·         Mingau baré, que é feito com farinha de mandioca cozida na água, utilizado  especialmente pelos doentes em estado de fraqueza.
·         Macaxeira, produto vindo da planta macaxeira, que cozida ou frita  é usada no café da manhã e sua massa é usada no preparo do gostoso bolo de macaxeira.
·         Mingau de açaí, que é o vinho de açaí usado em preparos de mingau de açaí em variados tipos: mingau de açaí com arroz, com farinha de mandioca, com curêra de mandioca.
·         Mingau de arroz, que é o arroz usado no preparo de vários tipos tipos de mingau, como:  no mingau de arroz com açaí, com miriti, com côco, etc.
·         Mingau de curêra, que é o mingau feito com os fragmentos da mandioca que sobram do preparo da farinha e pode ser misturado ao suco do açaí, como alimento  revigorante.
·         Munguzá, que é mingau de milho branco em mistura com côco ralado e leite condensado, prato típico da quadra junina.
·         Pato-no-tucupi, que é um dos mais tradicionais pratos típicos da culinária do Pará, prato que é a mistura carne de pato com o tucupi extraído da mandioca, a verdura jambu, e essa iguaria usada nas datas festivas do Pará, como na Festa de Nossa Senhora de Nazaré, Natal, Ano Novo e que também pode ser consumido diariamente pelas bancas e restaurantes de Belém e demais cidades do Baixo Tocantins. Apesar do pato ser muito usado na culinária paraense, poucos são os colonos e ribeirinhos que se dedicam ao criatório dessas aves no Baixo Tocantins e no Pará. Os marrecos selvagens, primos do pato, que eram usados como ingrediente no pato-no-tucupi, praticamente foram extintos da Região Tocantina, devido caça irracional nas eras Colonial e Provincial do Pará. O mesmo aconteceu com outras espécies de grandes aves do Estuário Tocantino.
·         Peixes, que outrora eram variados e abundantes nas águas do Estuário Tocantino, que recebem preparos em variados pratos típicos, como: frito, moqueado, cozido, assado, em escabeche, salgado, com acompanhamento dos vinhos de açaí, miriti ou bacaba. Muitas espécies de peixes, pela pesca predatória e pela construção da Barragem da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e mesmo pela poluição química vindos do Porto da Vila de Conde e do Complexo Industrial de Barcarena, já estão extintos ou em vias de extinção. O mapará, que é o peixe mais tradicional da culinária de Cametá, Abaetetuba e Igarapé-Miri, existente em grande quantidade nas águas dos igarapés e rios do Baixo Tocantins, agora já está praticamente extinto na região.
·         Pupunha, que é um fruto que pode ser consumida na tradicional forma de pupunha cozida, e assim também é vendida por vendedores ambulantes pelas ruas das cidades, especialmente em Belém e nas cidades do Baixo Tocantins. A pupunha também vem sendo muito usada em preparos de pratos mais sofisticados de restaurantes de Belém. A palmeira pupunheira é uma árvore silvestre e que já está praticamente extinta na região do Baixo Tocantins e ninguém se preocupa com o seu replantio e devido a escassez dessas palmeiras, o preço dos cachos de pupunhas assumiram preços proibitivos para as classes de menor poder aquisitivo. Já está em estudos o plantio industrial da pupunheira, uma vez que os frutos, o palmito e o óleo têm grandes aplicações na culinária e outras aplicações industriais
·         Pirarucu salgado, que é um saboroso peixe amazônico, antigamente vindo em abundância do Baixo e Médio Amazonas, do Tapajós e Ilha do Marajó, e era prato típico dos antigos seringueiros, agora é usado em variados tipos de pratos: pirarucu frito, desfiado e usado como alimento junto com vinhos de açaí, miriti e bacaba. Pirarucu fresco é difícil de se encontrar na Região do Baixo Tocantins. Atualmente, pela extinção de muitas espécies, até o pirarucu seco e salgado está se tornando raro em Abaetetuba e com preços proibitivos para a grande parcela pobre da região.  Seu alto preço compete com o preço do peixe bacalhau que vem da Europa.
·         Tacacá, é um dos pratos símbolos da culinária paraense, prato típico, em mistura da massa de mandioca com camarão, e verdura jambu, prato que possui cheiro penetrante,  agradável e característico, que é degustado em cuias pelas esquinas das cidades ou nas quadras festivas. O camarão já está escasso na região do Baixo Tocantins.
·         Tapioquinha, prato típico, feito com massa da mandioca e usado no café da manhã e como lanche nos variados horários.
·         Vinho de açaí,  que provém dos frutinhos de açaí e essa massa misturada com a água origina o vinho de açaí que é largamente consumido como alimento pelas populações do Estuário Tocantino.  O açaí criou a figura típica das “amassadeiras de açaí” que, aos poucos, estão sendo substituídas por pequenas máquinas de amassar açaí, onde também o vinho é vendido. A venda do vinho do açaí também pode ser encontrada nos grandes supermercados de Belém. O açaí é usado como alimento junto a com farinha de mandioca ou tapioca e junto com camarões, carnes, peixes e charques em variadas formas (cozidos, assados, guisados, fritados). As populações do Baixo Tocantins têm preferência do açaí junto com camarões de água doce da própria região e com carnes de capivaras, pirarucus, charque, peixes, porcos em suas variadas formas de preparo. Como o fruto do açaí encontrou várias formas de industrialização, agora está sendo exportado para os grandes centros industriais, nacionais e internacionais, gerando melhores rendas para os ribeirinhos do Baixo Tocantins e Marajó e, assim, as populações dos municípios consumidores do Pará, especialmente Belém, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Cametá, fato que provoca a falta desse produto nessas praças consumidores do Pará e fazendo o preço desse produto  se tornar proibitivo para os bolsos dos segmentos mais pobres dessas populaçõess  pratos a de mandioca, o.
·         Tucupi, que é o sumo amarelado extraído da massa da mandioca espremida nos chamados tipitis, estes feitos de folhas e talas de palmeiras, e o tucupi é usado em variados pratos típicos do Pará. Com a alta do preço da farinha devido a escassez desse produto, esperamos que o tucupi não siga o mesmo caminho da alta do preço e escassez da farinha. A escassez da farinha, segundo nossas pesquisas, se deve à exportação para outros estados brasileiros e os agricultores do Baixo Tocantins reclamam das dificuldades em plantar mandioca para produzir farinha, que segundo esses agricultores é uma atividade pesada, de muitos esforços físicos e que demanda muito tempo do plantio da mandioca até a produção da farinha, do tucupi e da massa da mandioca. Outras dizem que a falta da farinha se deve a troca da cultura da mandioca pelo extrativismo do açaí, que demanda menos esforços em sua colheita e resulta em maiores lucros na venda do açaí.
·         Vinho de Bacaba, usa-se a massa do fruto dessa palmeira, do mesmo modo como o uso do açaí, em preparos variados: vinhos, mingaus. Porém a bacabeira, em suas diversas espécies, já está praticamente extinta na região do Baixo Tocantins, principalmente pelo processo do desmatamento acelerado na região.
·         Vinho de Miriti, que é feito da massa da fruta chamada miriti, que é usado em variados preparos: vinho misturado com farinha de mandioca ou arroz, acompanhado de carnes variadas e ainda: usado em sucos, bolos, doces, mingaus. Porém a palmeira miritizeiro só existe na forma silvestre e ninguém se preocupa com o replantio dessa bela palmeira de mil utilidades no Pará. Em Abaetetuba, a polpa da folha do miritizeiro é usada na confecção dos famosos brinquedos de miriti de Abaetetuba já de fama nacional.
·         Vatapá paraense, que é um prato típico, que usa farinha de trigo junto com produtos típicos do Pará como camarão de água doce, azeite de dendê, leite de côco. Pode-se encontrar os vendedores de vatapá pelas principais ruas das maiores cidades do Pará, junto com a venda de outras guloseimas típicas.
ABAETETUBA E DEMAIS CIDADES TOCANTINAS NO COMPLEXO ESTUARINO AMAZÔNICO DAS ATUAIS MESOS E MICRORREGIÕES:
O município de Abaetetuba está localizado na Microrregião de Cametá e na Mesorregião do Nordeste Paraense e, pode-se dizer que o município se encontra no coração do Estuário Tocantino, fazendo parte, juntamente com os demais municípios da microrregião e tantos outros de outras mesorregiões do Pará, do chamado Estuário Amazônico, que estão sujeitos aos muitos benefícios e algumas dificuldades que o Estuário oferece nos seus vários aspectos, especialmente os da distância para a Capital, Belém do Pará, sede do Governo Estadual. Essas populações ribeirinhas estão localizadas em ambientes gigantescos, de corpos d’água ou de matas, que oferecem algumas dificuldades para os relacionamentos dessas populações e para a navegação e comércio na região, onde tudo se torna distante e difícil nesses aspectos. Porém, a fartura dos recursos naturais acaba prendendo o ribeirinho em suas áreas, que também se destacam pelos belos cenários e riquezas de recursos naturais, mas com falta da ação governamental através dos anos, que teima em não dotar as localidades com infraestrutura que venha atender as inúmeras carências que se faz sentir nas melhorais dos transportes, da saúde pública, da educação, da segurança e de investimentos no setor produtivo que viriam amenizar aquelas dificuldades citadas, levando a uma melhoria da qualidade de vida para muitos municípios das regiões do Marajó, da Zona Tocantina e do complexo estuarino formado pelos rios Acará-Guamá-Capim-Moju.
Abaetetuba, Cametá, Barcarena, Moju, Igarapé-Miri e outras localidades desse delta, cresceram dentro dos benefícios, recursos e dificuldades oferecidos pelo seu meio ambiente. Essas cidades e outras atingidas pelas ações desses ambientes naturais, junto com Belém, a Capital do Estado do Pará, e muitas outras localidades, se desenvolveram a partir dos grandes ciclos econômicos que vieram desde a Era Colonial (açúcar, cacau, castanha-do-pará) e da Era Provincial do Pará (castanha, borracha e outros). Para Belém, no Pará e Manaus, no Amazonas, o Ciclo da Borracha foi o grande momento de crescimento e embelezamento dessas duas capitais, no ciclo que também é chamado de Belle Èpoque, onde as riquezas advindas da borracha serviram para dotá-las de beleza arquitetônica ao estilo europeu, e enriquecimento de muitas famílias, que passaram a influenciar o crescimento de outras cidades menores, como foram os casos das cidades do Baixo Tocantins, do Arquipélago do Marajó, da Zona Bragantina e da Zona do Salgado Paraense, e também as cidades dos vales dos rios Guamá, Acará, Moju, Tocantins. A presença dos padres missionários desse período, também muito ajudou na criação e desenvolvimento de muitas localidades paraenses.
Modernamente, alguns municípios que se relacionavam comercialmente com a Capital, conseguiram manter um bom índice de desenvolvimento, enquanto outras foram perdendo a pujança dos velhos tempos das eras Colonial e Provincial do Pará e outros municípios foram surgindo em decorrência de outros elementos que alavancaram o aparecimento de novos municípios, como é o caso das cidades que se desenvolveram a partir das rodovias federais e estaduais, que íam sendo construídas no Pará e do complexo da exploração mineral da Serra do Carajá. O motivo do desenvolvimento de Abaetetuba foi a sua localização geográfica, que possibilitou um fácil intercâmbio com Belém e com os outros municípios circunvizinhos, mesmo que em intercâmbios através das vias fluviais e aliado à privilegiada situação geográfica, coloca-se o setor comercial e de serviços, que vieram atender às necessidades das  populações das localidades ribeirinhas e ás populações de outros municípios circunvizinhos à Abaetetuba.
Municipios como Moju, Igarapé-Miri, Cametá, Abaetetuba e suas áreas agricultáveis, no Baixo Tocantins, junto com as localidades das áreas do Capim, Guamá, Acará e Marajó e outras, foram palco do grande ciclo da cana-de-açúcar do Período Colonial do Pará, com a presença dos grandes engenhos de açúcar às margens desses rios, fato que ajudou no desenvolvimento e afirmação dos respectivos municípios no cenário econômico desses tempos, onde fabricar açúcar para a Coroa Portuguesa era a ordem transmitida ou imposta pelos governantes às populações e aos donos de engenhos. Junto com os grandes engenhos para a produção de açúcar também existiram outros tipos de usinas ribeirinhas no Estuário para o beneficiamento de urucu, arroz ou outro produto de exportação para a Europa e EUA.
A situação de Abaetetuba nesse cenário é muito menor que municípios mais antigos como Cametá, Igarapé-Miri, Bragança, Vigia e outros da região do Marajó. E o fator que alavancou o desenvolvimento de Abaetetuba foi a exploração da indústria Canavieira, com a fabricação de cachaça, melaço e rapadura (atividades que se firmaram após o ciclo da cana-de-açúcar no Grão-Pará), que permitiram a comercialização da cachaça e outros produtos locais no chamado Comércio de Regatão com as regiões vizinhas e com o Baixo Amazonas e a Praça de Belém, onde chegavam os barcos abarrotados de cachaça e outros produtos e, nas viagens de volta, vinham abarrotados de produtos que eram revendidos nas praças locais e na Capital.
A cidade vizinha de Igarapé-Miri passou pelo mesmo processo econômico de Abaetetuba, (e até mesmo antes que Abaetetuba), com poderio econômico até maior, devido ter sido fundada bem antes e tendo vindo do ciclo da cana-de-açúcar do Período Colonial e onde se adaptou para a produção da cachaça do período da Indústria Canavieira para comercialização pelo comércio de regatão.
Cametá desfrutou enormemente da comercialização do Período colonial, sendo que era o polo de comercialização dos produtos do extrativismo do Baixo Tocantins e da região do Marajó e Cametá ainda era um grande centro produtor de cacau, que chegou a ser ítem de exportação considerável nas então eras Colonial e Provincial do Pará, sendo que o antigo desenvolvimento de Cametá se reflete em sua arquitetura, onde a presença de prédios históricos é marcante naquele município à exemplo de Bragança, na Região Bragantina e Vigia, na Região do Salgado Paraense.
É um privilégio para Abaetetuba e outros municípios do Baixo Tocantins se localizar em ambientes gigantescos, em alguns aspectos, como no volume de águas doces dos corpos fluviais, alguns servindo como vias plenamente navegáveis, da infinidade de ilhas de todos os tamanhos que o Estuário impõe a essas regiões do Estado do Pará, da água salgada do Oceano Atlântico que se encontra ali nas proximidades, recebendo o giganteco volume d´água despejado pelos também gigantescos rios Amazonas e Tocantins e suas centenas de tributários e da grande quantidade de recursos naturais advindos dos diferentes ecossistemas fluviais e matas existentes em grande quantidade no referido Delta do Tocantins.
Alguns Benefícios Proporcionados Pelo Estuário Tocantino à Abaetetuba e Região:
Comércio, Indústria e Navegação:
Os municípios da Zona Tocantina, da Ilha do Marajó, como também os municípios da Área Metropolitana de Belém, e os das zonas do Salgado e dos vales dos rios Guamá, Capim, Acará e Moju, se encontram na influência dos rios Amazonas, Tocantins e Pará, e é natural que grande parte das atividades desenvolvidas nessas áreas sejam atividades influenciadas pelo ritmo das águas dos rios e baías do Estuário, como também das atividades proporcionadas pelos inúmeros recursos naturais advindos das diversidades ambientais. E os municípios de Igarapé-Miri e Abaetetuba tiraram grande proveito de sua localização no Estuário Tocantino através da Indústria Canavieira vinda dos finais do Século 19 e até os anos finais da década de 1970 e de outros produtos regionais, comercializados através do chamado Comércio de Regatão. Essa atividade comercial criou o que se entende por uma tríade comercial da indústria-comércio-navegação, isto é, da atividade industrial dos engenhos, da comercialização dos produtos vindos dos engenhos e junto com outros produtos regionais e da navegação, esta que foi a maneira encontrada pelos comerciantes do Baixo Tocantins e Ilha do Marajó, na  comercialização que se tornou comum naquilo que se chama de Comércio de Regatão, este um pouco mais diferenciado que o outrora comércio de regatão do Ciclo da Borracha e de outros produtos do extrativismo das eras Colonial e Provincial do Pará. O Comércio de Regatão do Baixo Tocantins evoluiu das pequenas embarcações à vela, batelões e dos igarités para as grandes canoas à vela e destas para os chamados barcos-motores, que podiam carregar grandes volumes de mercadorias e atingir localidades mais distantes do Estuário Tocantino e indo até os estados vizinhos do Amazonas, Acre e Guianas. Foi desse modo que muitas famílias do Baixo Tocantins enriqueceram e, de posse de capitais, passaram a diversificar suas atividades econômicas em outros tipos de atividades comerciais em outras praças maiores, como Belém do Pará e outras praças mais promissoras em investimentos.
ASPECTOS DA ANTIGA ECONOMIA DE ABAETETUBA, DA SUA MICRORREGIÃO E REGIÕES LIMÍTROFES:
O comércio no Estuário Tocantino iniciou com os produtos advindos dos recursos naturais desse estuário. Na 1ª metade do século 19 o comércio ainda dependia dos produtos de exportação extraídos das áreas estuarinas e dos gêneros de consumo já produzidos em pequena escala na agricultura e na pecuária e os principais produtos desse comércio eram as castanhas, a borracha, o peixe, o óleo de copaíba, o cacau, o azeite, o algodão, o tabaco e mais outros que serão citados nestas postagens.
Na região do Baixo Tocantins e Marajó o comércio tomou impulso com esses mesmos produtos, onde o comércio surgiu pelo processo das atividades comerciais nas áreas ribeirinhas, por isso as pontes e trapiches na frente dessas localidades eram tão importantes para negociar seus produtos do extrativismo e se suprir dos produtos existentes em outras localidades, em negócios realizados através dos inúmeros cursos d’águas estuarinos. Foi somente a partir de 1960, com a construção da 1ª estrada de rodagem do Baixo Tocantins que as viagens para Belém começaram a ser realizadas por via rodo-fluvial. Porém as vias fluviais continuam sendo importantes no comércio de toda a região estuarina tocantina e também com outras áreas mais afastadas da Bacia Amazônica.
Os Trapiches, Canoas à Velas, Vapores e Barcos-Motores das Cidades Estuarinas Ribeirinhas:
A maioria das cidades estuarinas ía surgindo à beira dos rios das regiões, onde os seus trapiches iam surgindo através das eras históricas dos municípios, deixando uma rica recordação desses tempos de muita abundância e também de muitas dificuldades no relacionamento com outros centros comerciais, especialmente com a Capital Belém, nos tempos das viagens das “canoas grandes” à velas das localidades, das embarcações à vapor pertencentes ás antigas companhias de navegação fluvial, até a chegada dos barcos e navios-motores que continuaram a fazer uso dos trapiches e pontes grandes das antigas localidades.
Os gêneros comerciais da exportação, os de importação e os produtos da agricultura e pecuária, na 1ª metade do século 19 eram transportados nos vapores das linhas entre Belém e Cametá e em barcos de vela entre a Capital e as diversas povoações e sítios existentes à margem dos rios e nas suas ilhas e furos. As grandes e pequenas embarcações levavam às casas de negócios dispersas pelas ilhas e igarapés as mercadorias e gêneros de que os negociantes precisavam, e desses lugares recebiam as cargas e fretes e daí seguindo diretamente para a Capital. Além de Cametá, que era a principal localidade dos caminhos fluviais do Rio Tocantins, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Moju, Breves e outras localidades do Baixo Tocantins, do Marajó e outras poucas do complexo deltaico estuarino recebiam os vapores das diversas companhias de navegação, uma ou duas vezes a cada mês.
Essa era uma das maneiras de se fazer negócios pelas águas fluviais estuarinas tocantinas. A outra maneira era através dos fretamentos que os fazendeiros e produtores faziam com os barcos à velas no transporte de seus gêneros até a Capital. Os barcos freteiros se deslocavam até os sítios para receber os gêneros produzidos e de lá seguiam direto para a capital
As Antigas Atividades do Comércio no Pará em Comparação Com as Atividades Atuais:
Na metade do século 19 até as primeiras décadas do século 20 a atividade comercial do Baixo Tocantins era exercida por brasileiros, portugueses, espanhóis, sírio-libaneses, turcos e judeus que possuíam atividades comerciais, como:
·           Casas comerciais de 2ª, 3ª e 4ª classes, do início do século 20 em diante que se especializavam em lojas de fazendas, casas de “secos e molhados”, casas de estivas.
·         Atualmente Abaetetuba se constitui um importante polo comercial e de serviços do Baixo Tocantins, com o seu Centro Comercial possuindo uma grande quantidade de casas comerciais especializadas ou na forma de mercadinhos, supermercados, farmácias, lojas de magazine e uma infinidade de pequenos comércios variados.
·            Boticas, botequins e quitandas para venda de frutas, anos iniciais do Século 20, com alguns subsistindo até os dias atuais.
·              Tavernas
·         Marchantes e os açougues de talhos de carne verde, vindos dos anos iniciais do século 20 e agora na forma casas comerciais vendendo carnes verdes e de mercados municipais ou particulares, supermercados e casas especilalizadas na venda de carnes de bois e outras. Os antigos açougueiros (aqueles que trabalham nos talhos de casas dos mercados municipais e casas de venda de carnes verdes) são vistos espalhados por toda a cidade.
·              Quitandas, esse antigo tipo de comércio, vêm desde os anos iniciais do século 20 e eram divididas em alguns grupos:
1.         Quitandas de café preparado e lanches
2.         Quitandas de miudezas, estas na forma de pequenas quantidades de produtos de alimentação ou variados tipos de quinquilharias.
·         Mercearias, atividade vindas desde os anos iniciais do século 20 e as mercearias eram pequenas casas comerciais, geralmente de uma porta só, vendendo gêneros alimentares e produtos de primeiras necessidades, junto com outros produtos com demanda comercial.
·         Secos & Molhados, eram os produtos advindos de mercadorias de origem animal, nas formas de carnes salgadas molhadas ou salgadas secas (especialmente carnes de peixes, capivaras, jacarés, tartarugas, aves, carnes bovinas e suínas), vendidas juntos com outros produtos não perecíveis das casas comerciais. Essa antiga forma de comércio ainda subsiste em determinadas casas comerciais de Abaetetuba.
·           Bares & Bilhares, atividade vindas desde os anos iniciais do século 20, atividade ainda existente em bares espalhados pela cidade. Acredita-se que Abaetetuba seja uma das cidades com a maior concentração de bares existentes em todo o Pará.
·           Padarias, atividade vindas desde os anos iniciais do século 20, com fabricação quase artesanal de pães, rosquinhas, cacetinhos e esse tipo de comércio ainda existe em Abaetetuba, porém com apenas poucas padarias com fabricação industrial de pães, bolos e doces, sendo a grande maioria feita de padarias caseiras de produção artesanal.
·             Carrinhos-de-mão, usados no transporte de pequenas quantidades de cargas, de todos os tipos, e que é uma atividade antiga, vinda desde os anos iniciais do século 20. Essa atividade se fez necessária em Abaetetuba e demais cidades do Baixo Tocantins, pela grande quantidade de embarcações aportando e carregadas de mercadorias e produtos que precisavam ser levadas aos seus destinos de venda. Essa atividade ainda existe em Abaetetuba, agora com os carrinhos-de-mãos, misturados às pessoas que atulham a grande feira de Abaetetuba. Centenas de pessoas vivem dessa atividade, sendo o Sr. Giz, que é  o principal exemplo de trabalhador com os carrinhos de cargas à mão de Abaetetuba e é uma pessoa lendária
·              Carroças para cargas, atividade vindas desde os anos iniciais do século 20, e essa atividade se fez necessária em Abaetetuba e demais cidades do Baixo Tocantins, pela grande quantidade de embarcações aportando carregadas de produtos  como telhas, tijolos e outros produtos  vindos do interior do município e que precisavam ser levadas aos seus destinos de venda ou construções.  As carroças de cargas possuem o cavalo como elemento que vai impulsionar a carroça até o seu destino. Essa atividade ainda existe em Abaetetuba, agora com a finalidade de carregar as razoáveis quantidades de cargas na feira comercial de Abaetetuba e materiais de construção para os seus respectivos destinos. Também se observam na feira comercial de Abaetetuba os carroceiros de cavalos à espera de alguma “deixada” de mercadorias, misturados às centenas de pessoas que ali desenvolvem algum tipo de atividade comercial.
·         Depósitos de lenha, como no início do século 20 predominavam os fogões à lenha,  e as caldeiras funcionavam à vapor de lenha e as padarias usavam a lenha como material combustível, existiam comerciantes  e ribeirinhos que se especializaram na venda de lenhas e com um depósito de lenha em seu local de comércio. Também existiam grandes depósitos de lenhas espalhados pelas localidades ribeirinhas, cujo destino era a Capital do Estado, para uso nos variados tipos de usinas que funcionavam à vapor de lenha ou como material combustível em outras atividades. Essa lenha armazenada no interior do município, era levada juntamente com toras ou madeira semi-beneficiada  para a Capital através das antigas embarcações chamadas alvarengas.
·         Tipografias, desde os anos finais do século 20 já existiam tipografias em Abaetetuba que serviam para as publicações diversas e para impressões dos antigos jornais de Abaetetuba. As tipografias evoluíram para algumas gráficas que existem em Abaetetuba.
          AS OFICINAS:
As antigas oficinas têm sua origem na Europa e chegaram ao Brasil pelas mãos dos imigrantes europeus, especialmente dos imigrantes portugueses e para atender à sociedade colonianista de então. No início, a maior parte das atividades das antigas oficinas no Brasil era exercida pela mão-de-obra escrava indígena ou negra. No Pará as oficinas de artes e ofícios são citadas desde o Período Colonial e que se estenderam para os demais períodos históricos, devido a demanda da sociedade de então pelos variados serviços das oficinas de artes e ofícios.
Na antiga Abaeté são citados vários tipos de oficinas e seus aprendizes, que procuravam atender a variada demanda de serviços essenciais no seio da sociedade abaeteense. Pela habilidade e conhecimentos que os mestres demonstravam nos serviços, a expressão “mestre” passou a figurar no nome da pessoa que exercia determina atividade. São muitos os antigos mestres de Abaetetuba e que são citados em postagens anteriores, na forma de mestres: carpinteiros, carpinteiros navais, pedreiros, ferreiros, funileiros, ourives, barbeiros, alfaiates, marceneiros, músicos, cordão folclóricos, artistas, mecânicos, pilotos marítimos, eletricidades, fogueteiros, artesões, pintores, escultores, professores, etc.
Tendas ou casas de ofícios, com os seguintes tipos de oficinas:
·         Oficinas de mecânicos
·         Oficinas de sapateiros
·         Oficinas de calafates
·         Oficinas de ourives
·         Oficinas de ferreiros
·         Oficinas de padeiros
·         Oficinas de alfaiates
·         Oficinas de carpinteiros
·         Oficinas de ferreiros
·         Oficinas de funileiros
·         Oficinas de marceneiros
·         Oficinas de cabeleireiros
·         Oficinas de fogueteiros e outras oficinas com seus mestres e aprendizes
Algumas antigas oficinas existentes em Abaeté e demais municípios conforme antigos livros de escrituração das prefeituras:
·         Oficinas de funileiros, atividade ainda existente em Abaetetuba
·         Oficinas de sapateiros, esta já praticamente extinta nas cidades ribeirinhas devido a importação de calçados industrializados do Sul e Sudeste do país que levaram ao quase desaparecimento da antiga atividade dos mestres sapateiros de Abaetetuba e demais municípios estuarinos tocantinos, atividade com raríssimos fabricantes de calçados.
·         Oficinas de barbeiros, ainda existem alguns, na forma de “salões de barbeiros”, ocupando pequenas áreas das portinhas de barbeiros, que se encontram espalhadas pelas ruas das cidades e essa atividade está sendo absorvida pelos modernos ”salões de beleza”, que surgem a cada dia.
·         Oficinas de alfaiates, essa antiga profissão está praticamente extinta nas cidades ribeirinhas, devido a grande quantidade de casas comerciais dedicadas à venda de roupas e confecções vindas de outros centros industriais do País.
·         Oficinas de ferreiros, ainda existem algumas oficinas remanescentes dessa antiga profissão.
·         Oficinas de marceneiros, pela necessidade de construção de casas em madeira, ainda existe a figura do “marceneiro”, porém esta profissão está desaparecendo de nossa praça, devido a grande quantidade de casas de alvenaria que estão sendo construídas pelas cidades. Somente pelos bairros mais pobres e localidades interioranas é que ainda se observam casas de madeira.
·         Oficinas de fogueteiros, que era importante atividade que existia em função da tradição de se fazer os eventos festivos com a presença dos foguetes e foguetões vindo dos antigos mestres fogueteiros e seus aprendizes, espalhados pelas localidades urbanas ou interior dos municípios. Essa antiga profissão está rareando devido a presença dos fogos vindos dos centros industriais brasileiros. Mas ainda existem algumas pessoas que se dedicam a fabricar os perigosos foguetes e foguetões, para uso nas festas de santos e outros eventos festivos.
·         Oficinas de ourives, que também são citadas nos anos de 1920 e que são atividades que subsistiram no tempo com atuais joalheiros das atuais joalherias da cidade.
INDÚSTRIAS MANUFATUREIRAS OU FABRIS NO ESTUÁRIO TOCANTINO:
Eram as antigas indústrias que vieram do Período Colonial do Pará e que se estenderam para o Período Provincial, chegando até a Era Republicana. Essas indústrias se aproveitavam das antigas matérias-primas do Estuário Tocantino para transformá-las em bens de consumo desses antigos tempos. Destacamos entre essas indústrias fabris:
·              Preparo de tecidos de palha ou algodão, ainda citados na década de 1840 em diante.
·             Fabrico de louças simples de barro (argila), ainda citados na década de 1840 em diante e atividade que ainda subsiste precariamente em algumas localidades do Baixo Tocantins.
·           Oficinas de artes e ofícios, ainda citadas na década de 1840, como “oficinas” de: marcenaria, carpintaria, carpintaria naval, ourivesarias, alfaiatarias, funilarias, engenhos para fabricação de açúcar, cachaça, melaço e rapadura; usinas para beneficiamento de arroz, urucu, serrarias. Algumas dessas usinas se utilizavam dos  braços humanos escravos, ou da tração animal, forças dás águas ou vapor. Algumas dessas atividades sobreviveram no tempo e ainda existem espalhadas pela Zona Tocantina e Pará em outros formatos que não as antigas oficinas com seus mestres e aprendizes.
    Alguns Serviços das antigas cidades ribeirinhas exercidas por cidadãos mais esclarecidos da sociedade, e que eram chamados rábulas e solicitadores:
·            Escritórios de advocacia, atividade que era exercida por alguns cidadãos mais esclarecidos de Abaetetuba, em atividade que subsistiu no tempo, com os atuais advogados espalhados pelos escritórios de advocacia da cidade de Abaetetuba.
·             Tabeliões, esta antiga atividade que é citada nos anos iniciais do século 20 e que hoje são encontrados em alguns cartórios dos diversos ofícios espalhados pela cidade e alguns distritos de Abaetetuba.
          Algumas Indústrias Ribeirinhas:
Além das atividades da indústria canavieira, existiam outras fábricas e usinas:
·         Fábricas de sabão, que aproveitava, além da banha do cacau, este que foi introduzido ainda nos tempos coloniais do Pará, especialmente nos municípios de Cametá, igarapé-Miri e Abaetetuba, e que também aproveitava o potencial oleaginoso de outras sementes naturais do Estuário Tocantino na fabricação de sabão de origem vegetal. Atualmente já não mais existem fabricas de sabão no Baixo Tocantins, pela concorrência do sabão vindo de centros industriais do Brasil.
·          Usinas de beneficiamento de arroz, que existiam desde os anos iniciais do século 20 e que atualmente, nem mesmo a plantação de arroz em larga escala existe nas terras do Baixo Tocantins.
·         Usina de benefiamento de urucu, que são citadas como existentes em Abaetetuba e Igarapé-Miri, desde os anos finais do século 19. Atualmente não mais existem plantações e usinas de beneficiamento do urucu em Abaetetuba e Região.
     As Antigas Atividades Marítimas em Abaeté e Sua Região:
·         Fretes em canoas grandes à vela que deve-se ao fato de que a única maneira de locomoção e comercialização no Estuário Tocantino era através das abundantes vias fluviais do referido Estuário e os fretes eram feitas entre as localidades ribeirinhas do Baixo Tocantins e Ilha do Marajó, incluindo as viagens para a Capital, Belém e desta para os municípios ribeirinhos. As viagens e fretes no Estuário Tocantino vêm desde os anos finais do século 19 até a 1ª metade do século 20, quando essas embarcações foram substituídas pelos barcos movidos à óleo Diesel.  Nos anos finais do século 19 e iniciais do século 20, até a sua 1ª metade, as viagens entre a capital e as diversas localidades também podiam ser feitas por navios das antigas linhas fluviais da Amazônia, em 2 viagens mensais. Ou eram viagens feitas através de linhas particulares existentes no Estuário Tocantino e em todo o Pará.
     Serviços Mais Recentes:
Hoje algumas cidades ribeirinhas contam com a presença de uma boa gama de serviços variados, como os serviços bancários (Abaetetuba conta com 6 agência bancárias e várias agências financeiras e de crédito fácil), serviços médicos e odontológicos (com várias clínicas particulares, além dos hospitais do serviço de saúde pública), serviços educacionais (várias escolas particulares, incluindo universidades particulares e públicas), serviços de comunicação (rádios, várias agências de publicidades, canais e repetidoras de TV), serviços de transporte (empresas de transporte rodo-fluvial, pontos de táxis, mototáxis, transportadoras).
Os Estaleiros da Carpintaria Naval:
Como os indígenas do Estuário Tocantino eram peritos na construção de pequenas embarcações, que usavam em seus deslocamentos, guerras e atividades de caça e pesca, foi natural o aprendizado intuitivo que os ribeirinhos da zona tocantina herdaram dos seus ancestrais indígenas na atividade de construção de barcos, que se iniciou pelas pequenas canoas à remo, passou pelas canoas à vela, até desembocar na construção de barcos maiores, tendo, dessa forma, se iniciado a famosa atividade da Carpintaria Naval do Baixo Tocantins e Marajó. A fase áurea da carpintaria naval de Abaetetuba e região, coincide com as fases da indústria canavieira e do comércio de regatão da região. Além de abastecer os donos de engenhos, os comerciantes de regatão, os estaleiros de Abaetetuba, Igarapé-Miri e Marajó, também atendiam as encomendas de outras importantes atividades comerciais, essa atividade também abastecia outras atividades comerciais como as atividades de pesca e seu comércio (barcos pesqueiros e geleiros) e a atividade comercial de gado bovino (barcos boiadeiros) com embarcações de todos os portes, que chegavam até 100 toneladas de carga. Assim, os estaleiros de Abaetetuba, Igarapé-Miri, Barcarena Marajó abasteciam os comerciantes desses negócios com barcos construídos em madeira-de-lei especiais.
A Carpintaria Naval e o Comércio de Pescado e Gado:
O comércio pesqueiro é antigo e se processava nas baías do Capim, do Marajó, Marapatá e nos caudalosos rios da região, que abasteciam de pescados e mariscos os mercados consumidores locais e o de Belém. Porém, além da Região do Baixo Tocantins e da Ilha do Marajó, os barcos geleiros da região estuarina extrapolavam os limites de seus municípios e chegavam até os limites do Baixo Amazonas, praticando ou fazendo o comércio de pescados nos municípios do Pará, do Estado do Amazonas. Inclusive alguns barcos geleiros de nossas regiões, também praticavam ou faziam o comércio de pescados nas costas paraenses da Região do Salgado, em pleno Oceano Atlântico. Em Abaetetuba jamais faltou pescado, da nossa região (agora muito escasso pelo tipo de pesca predatória, pela contaminação e poluição dos rios e baías regionais) ou o pescado vindo de outras regiões (como do Lago de Tucurui, da região do Salgado, do Baixo Amazonas e Oceano Atlântico), que atende o mercador consumidor de Abaetetuba e cidades circunvizinhas.
O mesmo se sucedia com os barcos boiadeiros, que abasteciam os mercados locais com o gado vindo da Ilha do Marajó. Agora, os mercados de Abaetetuba e região, além do gado do Marajó, recebem o gado das regiões Sudeste e Sudoeste do Pará, este transportado agora nos grandes caminhões boiadeiros, via Alça Viária do Pará.


O Impacto que a Construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e o Porto da Vila de Conde nos Ecossistemas Estuarinos:
Com a construção da barragem da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e a construção do grande porto da Vila de Conde sem alguns cuidados técnicos em relação aos impactos ambientais que essas grandes obras poderiam causar nos ecossistemas do Estuário Tocantino, a atividade de pesca foi reduzida drasticamente na região e também a poluição química das águas fluviais e também da poluição química do ar, causado pelas fumaças das chaminés das fábricas do Complexo Industrial de Barcarena e Porto de Vila do Conde, que vêm causando sérios problemas na flora e fauna da região, na vida ribeirinha e suas atividades de pesca e agricultura.

Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA