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sábado, 30 de outubro de 2010

Neusa Rodrigues - Homenagem - Cultura em Abaetetuba




































 
 
SOBRE CULTURA EM ABAETETUBA/PA
UMA POSTAGEM INTERESSANTE SOBRE CULTURA EM ABAETETUBA/PA
SEJA BEM VINDO!
Um forte abraço.
Edu Valente.
▼ 2010▼ 10/24 - 10/31Do Blog do Raimundo Sodre
Folha de Abaetetuba no TWITTER
SEXTA-FEIRA, 29 DE OUTUBRO DE 2010
Do Blog do Raimundo Sodre '
Uma homenagem à Neusa Rodrigues de Abaetetuba

Sobre O Artesão e Sonhos
Quero falar das maravilhas que se encerram em O Artesão dos Sonhos, conto agraciado com a Menção Honrosa no IX Concurso de Contos da Região Norte, promovido pela UFPA. Uma tragédia ribeirinha costurada com os tenazes fios do suspense e matizada com o gracioso lirismo caboclo. Um drama centrado na (desconcertante) imagem do artesão Cazuza exposta em silencioso recorte de jornal. Quero dizer da belezura que é o texto de O Artesão... quando revela, em passagens elegantemente elaboradas, as dores causadas pela morte de Cazuza. Mas não tenho a pretensão de me esmerar em viagens explicativas para a obra, mesmo porque, por ser iluminado pelos fachos de Zé Fogueteiro, o conto explica-se por si. Convido as pessoas de bom coração, portanto, a lerem o conto. Ele faz parte da coletânea publicada pela UFPA em edição que pode ser encontrada no campus do Guamá e no Núcleo de Artes, na Praça da República. O conto expõe, sutilmente, um mosaico de emoções arquitetado no palavreado que vinga na baixa do Tocantins.A autora, Neusa Rodrigues, mira-se no espelho do dialeto abaetetubense e se arvora por um caminho que vai muito além do proselitismo da língua. Assim, nos brinda com impressões, com imagens, com dores e sabores. Neusa na literatura, é cor, é som, é luz. É quase cinema. E ali, nos dizeres dos personagens, nas onomatopéias da vida, ali, eu vi Cazuza riscar o miriti com precisão, e ali, vi o charme do dialeto afrancesado, e ali, como todo crente, eu vi a ilha da Pacoca virando um mundo encantado de luz. E ali, eu vi, na morte do artesão Cazuza, que sonhos, não se resgatam. Sonhos se conquistam, se realizam. E vi também, que o som da esperança: Fiásss...Pei! Pei! Pei! O foguetório da vida, pelo menos para nós, que escrevemos sobre ela (mesmo quando falamos sobre a morte), Fiásss...Pei! Pei! Pei! Ele, o espocar dos sonhos, encanta exatamente, por vir liberto das aspas. Em O Artesão..., Neusa faz referências a modalidades particulares de utilização da linguagem, ao acervo histórico, religioso, aos costumes de nosso povo, em medidas, de tal grau envolventes, que nos transportam para as cenas. Esta prática literária, por vezes, é rotulada de Resgate Cultural. Um tipo de classificação que, fiel às nossas travessuras lingüísticas, eu ‘disconcordo’. Porque, ora, ora, só se resgata, só se recupera, aquilo que se perdeu. E nós, não perdemos absolutamente nada. O Artesão... nos mostra isso. Não perdemos, e nem perderemos. A nós, que tratamos com os ‘causos’, com a história (não aquela desgastada, no passado, mas esta aqui, viva no presente e promissora, no futuro). A nós que utilizamos a palavra como forma de resistência e como garantia de felicidades, de amores, de prazeres, canto e música, a nós, não nos cabe resgatar. A nós, nos cabe viver, e quem sabe, sob a leveza e o colorido das peças de miriti do artesão Cazuza. É bater e ver. Quando leio (e eu leio, leio, releio...) O Artesão dos Sonhos, sinto um orgulho danado de ter sonhos com as cores e o sotaque do paraense da beira.
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Do Folha de Abaetetuba: Confesso à vocês que ainda não conheço o conto mencionado, contudo, procurarei lê-lo. Se puderem, façam o mesmo. Considero importante quando a cultura abaetetubense é valorizada, divulgada e bem representada. Além de tudo, creio que a autora seja uma das Leitoras assíduas de nosso Blog.
Fonte: http://raimundosodre.blogspot.com/2010/10/uma-homenagem-neusa-rodrigue.html
Um grande abraço!
Postado por Edu Valente às 21:53 Abaetetuba – Cultura Folha de Abaetetuba

A Pérola do Tocantins:
Cidade de Abaetetuba - Visão panorâmica do Rio Maratauira.

Edu Valente
Cidadão Abaetetubense nato, apaixonado por sua cidade.
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Colaboração do Blog do Prof. Ademir Rocha, em 30/10/2010

RIO URUBUÉUA: RIOS DE ABAETETUBA
















































Rio Urubueua
Resumo da postagem do Blog do Riba, com pesquisas dos professores Cosmo Cabral, de geografia, João Sérgio, de Sociologia e José Ribamar, de História do Projeto SOME-Sistema de Organização Modular de Ensino) sobre o rio Urubuéua, acrescido de pesquisas do Prof. Ademir Rocha sobre o mesmo rio.

Um Pouco de Geografia Sobre o Rio Urubuéua-Fátima e Seus Tributários
O rio Urubuéua é um dos inúmeros rios de Abaetetuba/Pa, formado por diversos cursos d’água que formam seus afluentes e subafluentes, somando-se aos seus furos que adentram a floresta.
Rio é uma corrente natural de água que flui com continuidade (curso de água), que desemboca no mar, num lago ou em outro rio e, em tal caso, denomina-se afluente. Por seu curso podem navegar, dependendo do tamanho, navios, barcos, barcaças e outras embarcações menores.
Os afluentes são rios menores que deságuam em rios principais.
Confluência é o termo que define a junção de dois ou mais rios.
Foz é o local onde deságua um rio, podendo dar-se em outro rio, ou em um lago ou no oceano.
Igarapé é um termo amazônico que vem do nheengatu, língua originária do tupi-guarani. Nheengatu=língua boa, língua fácil de ser entendida.
Igarapés são braços estreitos de rios pequenos, médios ou grandes, onde a maioria possui águas escuras e são navegáveis por pequenas embarcações e canoas. São como canais existentes na bacia amazônica, caracterizados por pouca profundidade e por correrem quase no interior das matas que os recobrem como túneis vegetais.
Os igarapés desempenham um importante papel como vias de transporte e comunicação. São como ruas fluviais no meio das matas amazônicas.
Igarapé, palavra tupi=caminho de canoa. Ou significa=pequeno rio, riacho.
Furo é um termo genuinamente amazônico. Furo=pequeno canal estreito de um rio.
Furos são córregos ou riachos que unem rios maiores entre si ou adentram as matas de várzeas e igapós amazônicos.
Igapó, palavra tupi=floresta pantanosa, terreno encharcado. Asemelha-se à várzea.
Os furos da Zona Ribeirinha de Abaetetuba/Pa geralmente são navegáveis por pequenas embarcações que transportam pessoas ou mercadorias, diminuindo as distâncias entre as comunidades das ilhas/comunidade ribeirinha e as cidades. Antigamente as embarcações mais utilizadas pelos rios, igarapés e furos eram as chamadas canoas à vela, que eram de porte pequeno, médio ou grande. A expressão “canoa grande” se popularizou quando ainda não havia transporte rodoviário no município e o único meio para se fazer comércio e transporte de pessoas eram as canoas grandes à vela. Outras embarcações menores eram usadas no transporte de mercadorias e pessoas pelas vias fluviais do município/rede hidrográfica como os reboques, montarias, batelões, canoas à remo e cascos. Com o advento dos motores à óleo diesel as embarcações existentes foram adaptadas ao uso de motores movidos a óleo diesel e outros tipos de embarcações foram surgindo como pequenos, médios e grandes barcos motorizados, iates, lanchas voadeiras e outros tipos.
Os rios e igarapés existem em grande quantidade e que se juntam aos furos e baías que vão constituir uma grande massa de água doce que cerca totalmente a parte continental do município e constituem o caminho natural para os habitantes da Zona Ribeirinha em seus deslocamentos diários à Abaetetuba ou municípios vizinhos com as mais variadas finalidades.
As chamadas ilhas do Baixo Tocantins e especialmente as de Abaetetuba são trechos de terras formadas por matas de várzeas, igapós e floresta de terra firme cercadas por uma densa rede hidrográfica de rios, igarapés e furos.
As ilhas do município de Abaeté somam um total de 45 ilhas espalhadas, desde a frente da cidade, até os limites com os municípios vizinhos.
Dentre os inúmeros rios, igarapés, furos, baías, costas e ilhas de Abaetetuba, alguns são históricos e habitados desde os primórdios da história do município.

Entre essas Ilhas se destaca a Ilha Urubuéua

O Rio Pará é o principal rio de Abaetetuba. Esse rio, junto com o município de Barcarena, faz o limite Norte de Abaetetuba. O Rio Pará é o limite natural, a Noroeste, com os municípios de Muaná e Ponta de Pedras. Nesse rio se destacam dezenas de ilhas: Urubuéua, Sirituba, Capim, Campopema, entre outras.
Além da Ilha de Urubuéua, existe o rio Uurubuéua, que em suas margens abriga importantes comunidades das Ilhas de Abaetetuba, como a Comunidade N. S. dos Anjos, no Rio Urubuéua-Cabeceiras e a Comunidade N. S. de Fátima, no Rio Urubuéua-Fátima.
A Baía de Marapatá faz limite com o Oeste de Abaetetuba, junto com Limoeiro do Ajuru, Cametá e a Foz do Rio Amazonas.
A Baía de Marapatá é formada pela foz do rio Tocantins, que banha a cidade de Abaetetuba.
Abaeté foi erigida defronte da Baía de Marapatá, margem direita do Rio Tocantins.
Costa Marapatá, é a costa formada pela Baía de Marapatá.
Costa do Assacu, que abriga a Escola São Lucas.
O Rio Urubuéu-Fátima, abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Abriga a Comunidade N. S. dos Anjos, no Rio Urubuéua-Cabeceiras e a Comunidade N. S. de Fátima, no Rio Urubuéua-Fátima.
O Rio Urubuéua-Cabeceiras, abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba e a Escola Nossa S. da Luz.
O Rio Urubuéua é o limite entre as ilhas Sapocajuba e Urubuéua.
O rio Urubuéua possui os seguintes afluentes:
Rio da Prata.
Rio Xingu, que abriga a Escola Santo Afonso.
Rio Assacu, que faz confluência com o Rio Urubuéua e ambos deságuam no Rio Pará.
Alguns Furos do Rio Urubuéua-Fátima
Furo da Esperança, furo que facilita e encurta a viagem pelo rio Urubuéua-Fátima, por que se não fosse por esse furo as pessoas teriam que remar uma imensa ponta de terra.
Furo do Genipaúba, que atravessa até o rio da Prata e o Sapucajuba.
Furo dos Carecas, que vai até o Rio da Prata.
Furo Xinguzinho, vai até o rio Xingu.
Furo Boa Vista, atravessa o rio Assacu, encurtando a viagem, até chegar à famosa costa Marapatá, que é a saída do rio Urubuéua para a baía de mesmo nome.
Além do rio Assacu existe o Furo Assacú.
O Furo do Paramajó Liga o Rio Urubuéua à baía de Paramajó e liga o Rio Urubuéua com o Rio Caripetuba e o Rio Paramajó.
Antigamente o distrito judiciário de Abaetetuba abrangia os seguintes subdistritos: Abaetetuba, Arapapu, Maracapucu, Maúba, Tucumanduba e urubuéua.
Antigos Comerciantes e Donos de Engenhos no Rio Urubuéua
Nas margens desse rio existiam importantes casas de comércio e engenhos de cana-de-açúcar, conforme documentos de 1922, cujos proprietários eram:
José Cândido dos Santos;
Felippe Baptista da Costa, que também era Fiscal no Rio Urubuéua no Governo do coronel Aristides, anos de 1920.
Engenho Marapatá, na costa da Baía de Marapatá.
Engenho Borboleta, de Deca Viana/Deoclécio Tocantins Viana, no Rio Urubuéua, que produzia a cachaça Borboleta.
Engenho de Claudionor Viana/Claudionor Tocantins Viana.
Origem do Nome Urubuéua
Conforme o que relatam seus antigos moradores o nome urubuéua vem dos primitivos habitantes do lugar que constituíam a tribo dos índios urubuéuas.
Como em certo trecho do rio Urubuéua os moradores festejam todo ano Nossa Senhora de Fátima, com novenas, missa e festa, esse trecho do rio ficou sendo chamado de rio Urubuéua-Fátima.
E as cabeceiras do rio urubuéua ficou sendo chamado de rio Urubuéua-Cabeceiras.
Algumas Famílias do Rio Urubuéua ou Oriundas Desse Rio
Famílias oriundas do rio Urubuéua: Batista, Lobo, Ribeiro, Gonçalves, Dias, Pinto da Rocha, Santos, Passos, Martins, Viana, Mesquita e a família Teodoro.
A partir dos descendentes dessas primeiras famílias o rio Urubuéua foi sendo povoado de habitantes que logo passaram para outros rios às proximidades do rio Urubuéua.
Foi o caso do rio Assacu que foi inicialmente habitado por uma família vinda de Assacueira, Miguel e Maria e filhos, daí a explicação para o nome do rio Assacu.
A família Pinto da Rocha era uma tradicional e rica família do rio Urubuéua-Fátima e que foi uma das primeiras famílias a implantar engenho de cana-de-açúcar no rio Urubuéua, dona de muitas terras às margens dos rios Assacu e Urubuéua. A família Pinto da Rocha também forneceu grandes nomes para a história política e educacional de Abaeté antiga.
Comandante Frederico Villar, antigo morador das Ilhas de Abaetetuba, fundador da Colônia de Pescadores Z-14 de Abaetetuba, em 23/4/1923.
Deoclécio Tocantins Viana, comerciante, dono de engenho no rio Urubuéua-Fátima, um dos antigos moradores dessa localidade, um dos fundadores do Centro Comunitário dessa localidade, casado e com filhos.
Claudionor Tocantins Viana, irmão de Deoclécio Tocantins Viana, comerciante, proprietários de engenhos no rio Urubuéua.um dos fundadores do Centro Comunitário dessa comunidade.
Raimundo Rodrigues Dias, antigo morador da localidade Urubuéua-Fátima.
Roberto Mesquita Viana, antigo morador da localidade Rio Urubuéua-Fátima.
Valter Furtado Mesquita, um dos antigos moradores da localidade rio Urubuéua-Fátima, comerciante, dono de engenho, um dos fundadores do Centro Comunitário do lugar.
Emelita dos Passos Costa, casada e com filhos, coordenadora do Centro Comunitário do Rio Urubuéua-Fátima em 2007.
Maria Emília Lobato Gonçalves, coordenadora do Centro Comunitário Urubuéua-Fátima em 2007.
Bráz de Souza Lobo, que tinha 69 anos em 2007, morador da localidade rio Urubuéua-Fátima, pescador a 45 anos, dessa localidade e tem muitas histórias para contar e que diz que os principais tipos de pescados eram: dourados, filhotes, piraíbas, maparás, sardas, etc, que hoje rareiam ou não existe mais na região. Era na maré lançante que o Sr. Braz pegava muitos peixes e os vendia para os mercados de Belém, Abaetetuba, Muaná, Conde, além de consumidos na localidade.
Rosete Lobato Gonçalves, diretora da ARQUIA em 2007.
Maria do Socorro dos Passos, nascida em 1/3/1967, tesoureira da ARQUIA, em 2007.
Tacilo Lobato Machado, idade 66 anos, nascido em 22/2/1943, secretário da Colônia de Pescadores Z-14 em 2007.
Dicó dos Passos, 66 anos, nascido em 26/8/1942 em 2007, morador na localidade rio Urubuéua, casado e com filhos.
Lázaro, espécie de pajé da localidade Urubuéua-Fátima, contador de histórias e que contou a Lenda da Cobra Grande.
Seu Chico, dona Ana e seus filhos, protagonistas da Lenda do Boto, na localidade rio Urubuéua-Fátima.
Lucila Gonçalves Assunção, nascida em 25/7/1925, com 83 anos em 2007.
Ana Ribeiro Martins, idade 78 anos, nascida em 25/7/1925.
Maria das Graças Silva dos Santos, nascida em 15/8/1949, dona de casa, poetisa desde a adolescência, moradora da localidade Urubuéua, autora do poema UM Poema Para Abaetetuba
Fernando Ribeiro Martins, nascido em 6/9/1980, cantor, autor musical, membro de um conjunto musical da localidade rio Urubuéua-Fátima.
Cleonildes Martins da Trindade, artesã em palha e talas, moradora do rio Tauá, entrevistada por Lourdes Martins da Trindade, também moradora do Taúa e filha da entrevistada.
Berilo Ribeiro Maués, nasceu em 1921, casado com dona Angélica e com 10 filhos e se encontrava com 86 anos de idade, casado e com 10 filhos, que foi um dos informantes destes dados em 2007.
Simão Martins Ferreira, que disse que a data de fundação do Club São Raimundo foi a 6/11/1996 e a sede inaugurada no dia 1/12/2001, e que se fazem 3 festas ao ano nesse clube, em fevereiro, agosto e novembro e que é uma comunidade unida e alegre, cujas festas atraem bastante gente que se divertem a valer.
Augusto de Souza Pereira, jovem apanhador de açaí na localidade rio Urubuéua-Fátima.
Manoel Nery de Sena, casado e com filhos, que sustenta a família com o trabalho de freteiro na localidade rio Urubuéua-Fátima, dessa localidade para Abaetetuba e vice-versa.
Pedro Góes dos Santos, de 53 anos em 2007, carpinteiro naval na localidade Rio Urubuéua-Fátima. Carpinteiro naval é o que constrói os diversos tipos de embarcações em madeira.
José Raimundo Calandrine Dias, presidente do Bomsucesso Foot-Ball Club em 2007, clube fundado em 9/2/1978, na localidade Urubuéua-Fátima, cujos primeiros presidentes e fundadores desse clube foram os srs. Roberto Mesquita Viana e Raimundo Rodrigues Dias, antigos moradores do local.
Aluízio Fernandes Souza, que em 2007 era o presidente do Coqueiro Sport Club, que tem associados e as festas realizadas no mês de julho e fim de ano.
Alvim Vasconcelos dos Passos, nascido em 30/7/1958, morador do rio da Prata.
Joaquim de Souza Martins, presidente da Colônia de Pescadores Z-14 de Abaetetuba/Pa em 2007.
Izomar Ferreira Dias, nascida em 27/6/1945, com 63 anos em 2007, moradora da localidade rio Urubuéua-Fátima, que faz camparaões entre as atividades do passado e as atuais na sua localidade, uma espécie de memória biográfica da região.
Álvaro Rocha, que foi quem iniciou a Igreja da Assembléia de Deus na região do Urubuéua-Fátima e seus aflentes.
Pessoas Citadas em 1961
. Alice Lobato Machado
. Alírio Gonçalves Martins
. Benedita Cardoso Martins
. Erzina Vasconcelos Martins
. Francisco Dias
. Hilário Gonçalves Martins
. Jandir dos Santos Martins
. José Correa Martins
. Vicente Assunção Marques
Outras Atividades Econômicas Antigas na Localidade Urubuéua e Arredores
Os antigos meios de sobrevivência dos habitantes do rio Urubuéua eram:
Corte de seringueiras para extração do látex ou goma elástica de seringa;
O extrativismo de semente de ocuhuba, para extração do leite de ocuhuba;
O plantio de grandes canaviais, para abastecer de cana o então único engenho existente nesse rio;
Corte de toras de madeira-de-lei, com o serrotão e manualmente, para venda em Belém e Abaetetuba.
Plantio de mandioca para fazer farinha d’água.
Tipos de trabalhos antigos no Rio Urubuéua:
O corte de lenha, para abastecer as caldeiras dos engenhos, olarias e uso doméstico.
Outros tipos de roças, como de arroz, milho, que eram serviços que exigiam muita força e poucos ganhos. As pessoas trabalhavam mais para seus patrões, que os exploravam muito.
Algumas Atividades Econômicas Atuais no Rio Urubuéua-Fátima
Atualmente, entre outras atividades econômicas no rio Urubuéua, temos
Fretes de canoas motorizadas chamadas “rabetas”, para transportar o pessoal da comunidade para a cidade e vice-versa. Essa atividade vem desde o ano de 1998, segundo afirma o morador Manoel Nery de Sena. Ao sair com sua rabeta esse freteiro vai apanhando as pessoas em diversos pontos do rio, começando a 1:00 hora da madrugada e retorna às 15:00, agüentando o sono, o cansaço e o mau humor de alguns passageiros. Sua renda mensal é de mais ou menos de R$ 500,00, no verão. Os maiores clientes são os aposentados, os da bolsa-família e os estudantes. Os custos do trabalho de freteiro são com o óleo do motor da rabeta, que leva bia parte da renda diária;
Fabricação de pequenos barcos de madeira, conforme relata o Sr. Pedro Góes dos Santos, carpinteiro naval residente às margens do rio Urubuéua-Fátima. Além da fabricação de barcos esse carpinteiro também faz consertos em barcos avariados. Como instrumento de trabalho ele usa plainas, serrotes, formão, grampos, furadeiras e outros materiais, alguns muito obsoletos e o trabalho vai das 7:00 horas às 17:00 horas e ele trabalha já a 30 anos nessa profissão, tendo alguns empregados com ele ganhando R$ 35,00 por dia, quando há encomendas. Não se trabalha aos domingos. A madeira usada na carpintaria naval do rio Uurubuéu-Fátima é a itaúba e o piquiá;
Apanhador de açaí, que conforme o jovem Augusto de Souza Pereira, que apanha açaí desde criança. Ele afirma que apanha em média 20 paneiros de açaí por dia, quando as condições são favoráveis e ganha uma média de 8 a 30 reais por dia, durante 4 dias da semana e o dinheiro é pago pelo dono do açaizal.
Comunidades Quilombolas na Região do Urubuéua-Fátima
E o rio Urubuéua foi escolhido por muitos escravos fugidos da escravidão para formar quilombos à margem desse rio e seus afluentes.
A Associação dos Remanescentes de Quilombos das Ilhas de Abaetetuba (ARQUIA) Surgiu em 2002 foi fundada pelo Sr. Remildes Teles e Gercino Vilhena da Costa. A ARQUIA tem como objetivo atender as necessidades dos remanescentes de quilombos das Ilhas de Abaetetuba.
Através de projetos como manejo de açaí com ou sem fundo fornecidos pelo Banco da Amazônia, também a ARQUIA oferece cursos de capacitação para os seus associados em cada comunidade como: cestaria; tecelagem; confecção de bijuteria, gestão ambiental, organização comunitária entre outros.
Atualmente 9 comunidades fazem parte dessa associação (Rio Assacú; alto, baixo e médio, Itacuruçá, Genipaúba, Arapapú Grande e Arapapuzinho e Taueráaçú.)
A coordenação da ARQUIA é escolhida das assembléias gerais com todos ou com 80 % de seus associados que é composta por um presidente; um vice-presidente; um tesoureiro; um coordenador de patrimônio e 2 fiscais de cada comunidade sendo 22 no total.
Para ser sócio da ARQUIA é preciso morar na localidade em que faz parte dela, ter 16 anos e se declarar descendente de negro. A ARQUIA conta hoje com mais de 3.800 associados, ela é uma associação não governamental mas que recebe apoio e recursos do governo federal e do estado, e apoio de outras entidades com STRA (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba).

Entrevistado (a) Maria do Socorro dos Passos, nascida a 1/3/1967
Data de Nasc.: 01/03/1967.
Função (Tesoureira da ARQUIA)
Rio Assacú
Festividade de Nossa Senhora de Fátima e o Centro Comunitário no Urubuéua-Fátima
Eu Dicó nascido dia 26 de agosto de 1942, posso afirmar que a comunidade Nossa Senhora de Fátima foi fundada pelo Sr. Deca Viana, um homem que foi muito rico e poderoso, por ser dono de um dos maiores engenhos de cana-de-açúcar dos municípios de Abaetetuba. Quando a comunidade foi fundada isso eu não sei, por que quando foi inaugurada ninguém marcou o dia, mês ou ano em que ela foi fundada.
Deu-se o nome de Nossa Senhora de Fátima a partir da hora em que a mulher do Sr. Deca Viana doou uma santinha que ela tinha a muito tempo, e que se chamava Fátima.
A primeira capela a ser fundada era de madeira. O barracão surgiu a partir da hora em que seu Deca mandou construir para um festejo em que o Pinduca e banda vinham tocar, daí então ele doou o barracão para a comunidade.
A festividade de nossa padroeira era feita 3 vezes por ano, 13 de Maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, em Setembro a festividade de nossa padroeira e em 25 de Dezembro, na festa de Natal.
A respeito de que vive a nossa comunidade em respeito de condição financeira, nossa comunidade já foi muito rica, teve um ano de festa que o dinheiro ganho no bar, leilão, e outras coisas vendidas na festa, pegaram o dinheiro encheram em uma saca e guardaram dentro da capela, e aí quando o pessoal olharam o dinheiro estava pegando fogo, só o dinheiro que eles conseguiram safa do fogo deu pra cobrir todas as despesas e ainda tiveram lucro.
Dos anos que se passaram para os dias de hoje, mudaram muitas coisas, como por exemplo a organização da festa que antes era organizada somente pelos coordenadores e agora é organizado pelos coordenadores sim, mas as famílias da comunidade são divididas em dois grupos, o grupo de baixo e o grupo de cima. Antes era feita quatro noites de festa, hoje é feita só duas noites, por causa da péssima condição financeira.
Centro Comunitário
O centro comunitário do rio Urubuéua foi fundado pelo Sr. Deoclécio Tocantins Viana e Walter Furtado Mesquita.
e sua finalidade para a comunidade é ter lugar para as pessoas se encontrarem para as suas reuniões e no tempo de festejo fazerem deste lugar seu momento de lazer. Para certas pessoas poderem fazer algumas reuniões ou alguns eventos, tem que pedir permissão para a coordenação da comunidade.
Os seus benefícios são: Para as pessoas que tem seus grupos que discutem seus problemas e da comunidade em geral e até para os alunos estudarem e se prepararem para a vida no futuro.
Nem todas as pessoas podem fazer parte do centro comunitário porque o centro comunitário faz parte da comunidade e de uma coordenação que dirige. E essa coordenação é formada quando se faz reuniões para trocar de coordenador e isso acontece através de votos entre as pessoas e os que são escolhidos para ser eleitos a partir que ganham, passam a coordenar a comunidade e o barracão.
Na comunidade não existe um principal representante porque muda pela coordenação conforme os seus trabalhos elaborados. Os trabalhos devem ser desenvolvidos através de mutirão e trabalhos voluntários feitos pelos fieis.
O centro comunitário quer dizer; que é o centro da comunidade e nela não pode faltar o respeito e o zelo porque é um patrimônio e precisa ser preservado. A comunidade ela é composta por pessoas que fazem parte dela e não pelos moradores do rio.
Esportes e Lazer no Rio Urubuéua-Fátima
O lazer no Rio Urubuéua-Fátima
O lazer no rio Urubuéua-Fátima é o futebol e as atividades sociais no barracão de São Raimundo. Os clubes de futebol são o Bonsucesso Foot-boll Club, fundado em 9/2/19178, que segundo o Sr. Raimundo Calandrine Dias, foi fundado pelos Srs. Roberto Mesquita Viana e Raimundo Rodrigues Dias, clube que também realiza atividades festivas. Outro clube é o centro de lazer chamado Coqueiro Sport Club, que fica às margens da costa Marapatá, clube fundado a muitos anos atrás e a sede foi construída em 27/11/1997 e tem como presidente atual o Sr. Aluizio Fernandes Souza, com atividades festivas no mês de julho e fim de ano.
Além desses dois clubes existe também o a pequena comunidade do barracão São Raimundo, que funciona como centro social de lazer. O Sr. Simão Martins Ferreira afirma que a data de fundação deste clube foi a 6/11/1996 e a sede inaugurada a 1/12/2001 e o clube faz 3 festas ao ano, em fevereiro, agosto e novembro em atividades festivas que atraem muita gente.
Também existe o centro comunitário, que funciona como centro de lazer social, fundado à muitos anos pelos antigos moradores do rio, Srs. Deoclécio Tocantins Viana e Valter Furtado Mesquita. Atualmente os atuais coordenadores do centro comunitário são as sras. Emelita dos Passos Costa e Maria Emília Lobato Gonçalves, que coordenam as programações no dia das mães, natal e a festa em setembro ou outubro e em dois dias.
Lendas e Mitos do Urubuéua-Fátima
As histórias contadas abaixo foram vividas ou ouvidas pelas pessoas abaixo:
A LENDA DA COBRA GRANDE
Segundo o Sr. Lázaro, este já foi até o buraco da cobra-grande e diz que é um buraco grande e que muitas pessoas afirmam terem visto boiando ao redor da ilha folhagens amassadas, como se fossem um ninho de alguma coisa e outras pessoas viram se formar pequenas maresias ao redor da ilha habitada pela cobra. Esse Sr., que é um pajé, afirma que o dia em que essa cobra sair do buraco, a ilha vai sumir com tudo o que nela existir. Só se saberá a verdade dessa história se isso acontecer.
O CAÇADOR
Tem uma ilha que fica entre o rio da Prata, que segundo os antigos moradores, existe um caçador, que uns afirmam já o terem visto e dizem que ele anda acompanhado de uma cachorrinha. Uma vez um senhor chamado Vítor, viu o caçador, e como esse Sr. Era metido a bravo e a pajé, resolveu mexer com o tal caçador.
Segundo o Sr. Vítor, o caçador lhe deu uma surra na qual ele só lembra de quando ele acordou em uma montaria nas cabeceiras de um igarapé, com sua montaria cheia de água e ele estava todo dolorido e não dava conta de voltar para sua casa, pois não sabia onde estava. Ele só voltou para sua casa por que seu filho o encontrou lá nas cabeceiras do igarapé. E o Sr. Vítor prometeu nunca mais mexer com o tal caçador.
LOBISONHO/LOBISOMEM
Nessa ilha também existia um tal lobisomem/lobisonho que assustava todo mundo e ele assumia a forma de um porco muito grande. O lobisonho entrava nos chiqueiros dos moradores e colocava todos os porcos para correr e roia caroços e rosnava embaixo das casas e fazia muito barulho.

As pessoas falavam que iriam fazer um serviço para o lobisonho e muitos não tinham coragem e os que tinham não conseguiam acertá-lo. Uma noite os moradores se reuniram e uns rapazes cercaram o lobisonho. Então um dos rapazes pegou uma perna-manca e conseguiu acertá-lo e o lobisonho saiu correndo em direção ao mato.
No dia seguinte descobriu-se que o lobisonho era um senhor que morava não muito longe da casa do rapaz que o acertara, pois esse senhor apareceu com a coluna e nuca toda quebrada, procurando passagem para ir até a cidade de Abaetetuba. Esse senhor que estava muito machucado devido a pancada que levou, não resistiu muito tempo e veio a falecer pouco tempo depois.
A IARA
Perto da casa de um Sr. Funcionava uma olaria. Um dia um dos trabalhadores apareceu doente com muita dor de cabeça e tontura. Levado ao pajé, este afirmou que o trabalhador tinha sido assombrado por uma Iara e que ele e nem os outros deveriam dobrar de costas para a olaria e a partir das 6:00 horas da tarde.
Um dia um senhor que morava perto na beira da praia veio comprar café de manhã bem cedo e então quando ele estava passando em frente à olaria, viu uma moça muito bonita tomando banho e esse Sr. ainda mexeu com a moça, chamando-a pelo nome de uma sua conhecida, mas a moça não respondeu. Então, ao retornar o olhar de volta para o lugar aonde a moça estava tomando banho, não viu mais ninguém.
Então este Sr. chegou falando que tinha visto a tal da Iara.
A LENDA DO BOTO
Era uma vez a família de seu Chico e dona Ana e seus filhos. O trabalho de seu Chico era viajar ou seja, pescar por longos dias. Certa vez seu Chico saiu para uma dessas viagens, deixando sua família em casa. Disse para a mulher que estaria de volta de 15 a 20 ou até mesmo 30 dias. Passado algum tempo passou a vir todos os dias para casa.
Um dia a mulher chamou a atenção do marido, dizendo: você disse que estava de volta de 15 a 20 ou até mesmo 30 dias, agora está vindo todos os dias. O marido falou: não, você está enganada, eu só venho na data certa, ou seja, no combinado. A mulher falou: por que vem um homem aqui com a sua aparência, chega num casco pintado, remo pintado, de chapéu e traz uma cambada de peixe, que vem arrastando pelo chão?
O marido falou: isso pode ser o boto, sabe, mulher, eu vou fingir que vou para a viagem, mas, na verdade, vou me esconder. Uma bela tarde lá vem o homem com a aparência do seu Chico, chegou no porto, amarrou o casco, puxou pela cambada de peixe e saiu andando em direção à casa. A mulher disse: marido, lá vem o homem. Seu Chico que estava escondido atrás da porta puxou pela espingarda e atirou contra o homem, que caiu na água. E todos correram para ver o homem. Encontraram o casco, que era uma aningueira, o remo, que era uma raiz de mangue e o chapéu, que era uma folha de aninga.
ALIMENTAÇÃO ANTIGA NO RIO URUBUÉUA-FÁTIMA
A antiga alimentação era café, chocolate de cacau, peixeS, camarão, caças, carnes: de porco, capivara, jacaré alemão, charque e o açaí que tinha muito. Isso era a alimentação mais consumida no dia-a-dia. O peixe existia com fartura e para pescar se usava a rede de lancear, o pari e o caniço de pesca. Para pegar o camarão tinha que fazer a barragem com o cacuri no poço.
Os tipos de caças mais comuns do Urubuéua, eram: cotias, soiás, veados, tatus, mucuras, preguiças, pacas e pássaros como: marrecos, patos-do-mato, socós, tucanos, papagaios, saracuras e outras aves.
Os instrumentos de caça mais comuns eram as espingardas e os mundés.
AS FESTAS E OS TIPOS DE MÚSICAS E INSTRUMENTOS MUSICAIS NO RIO URUBUÉUA-FÁTIMA
As músicas tocadas nas festas eram sambas, marchas, boleros,mambos, valsas, quadrilhas e lambadas e as pessoas mais idosas formavam uma roda e dançavam a quadrilha. As bebidas das festas eram a cachaça, o vinho, o licor, Ron Montila e outras bebidas fortes para os homens e refrigerantes para as mulheres. Existiam os conjuntos chamados jazzes e as antigas aparelhagens de sons que tocavam essas músicas nas festas do Urubuéua.
Os instrumentos musicais eram: banjo, violão, bumbos, violas, violinos, chocalhos, reque-cheque, flautas e outros instrumentos.
OS ANTIGOS TIPOS DE EMBARCAÇÕES E AS VIAGENS
As embarcações eram mais as canoas ou reboques, e as canoás à vela, as lanchas movidas a vapor de lenha e uma viagem para Belém durava 3 dias à conoa á vela, isso quando ventava toda hora. Um reboque à vela para Abaetetuba levava um dia inteiro, saindo do Urubuéua às 10:00 horas da noite, para chegar lá às 5:00 horas da manhã.
CULTURA NA LOCALIDADE RIO URUBUÉUA-FÁTIMA
A localidade rio Urubuéua-Fátima é rica em cultura e folclore, como as demais localidades das Ilhas de Abaetetuba. Vejamos algumas poesias compostas pelos ribeirinhos do Urubuéua-Fátima:
Dona Maria das Graças, nascida na localidade rio Tauá, em 15/8/1949, moradora da localidade rio Urubuéua-Fátima, fez sua primeira poesias quando estava na 2ª serie e estudava no colégio Basílio de Carvalho, até hoje ainda lembra:

Criança
Ó criança
Minhas vidas
Meus encantos
As que amo tanto!
Ó crianças
Vejo em vocês
Um montão de esperanças
Que se espalham como aroma
Das roças

Ó crianças
Tantos sonhos despertam
No brilho do seu olhar
No seu rostinho alegre
A gargalhar

Ó crianças
Fico horas até contemplar
As tuas travessuras
Não posso contar

A tua imensa candura
Faz-se parar
E meditar
Que és obra especial

De um ser supremo
O nosso grande Deus
Autor da vida
Que faz de você, ó criança
Tão linda!

Poesia de dona Maria das Graças sobre o miriti:

Miriti
Coisa nossa assim/ gigante/ robusta, tuíra, forte, guerreira, viçosa, frondosa, encanto de todos
Caboclos daqui !
És linda por que, além de tua copa, da tua formosura, destaca-lhe em seres, tão útil. A todos nós
Caboclos daqui “rios Tauá”.
Nos ofereces tantas iguarias, com teu gostoso vinho, aguamos o mingau de farinha, de arroz, banana.
É uma delícia saborear o vinho de miriti, com camarão e mapará!
Nos dias de calor, saboreamos o chopp, o picolé, o creme e sorvete, vão também para nossa mesa o bolo, o pudim e a sobremesa.
Tudo de ti, miriti é útil e proveitoso, de tuas filhas cobrimos casas, de teus galhos tecem paredes,
Em tua copa abrigas pássaros, de teu tronco faz-se escada e ponte!
De teu broto, tecem redes, cortinas, tapetes, roupas finas para donzelas, para desfile de miss.
Com tuas talas, tecem paneiro, peneira, cestos, arranjos, tipiti, aturá, tupé, aricá, panacarica, matapi,
Porta-pratos e panelas, abanos, leques e porta-utensílio de bebês!
Dos teus braços miriti, quando já estás seco, mil e tantos brinquedos, que tanto atrai a criançada!
Até mesmo os adultos, principalmente quando vão ao Círio juntos. Festa de nossa fé, em Belém do
Pará, que é o Círio de Nazaré.
Ó miriti, que coisa linda e boa tens em ti! Encanta até turista, quando vêem prontas tuas canoas, a
Cobra, o tatu e passarinho o virapurum, que tanto com o bico.
De ti miriti tantas artes se inventa, do barco a montaria, o navio a rabeta, o iate a prancha, o casco, e
O remo, o faia, a cobra, o tatu, o tucano, o papagaio, o beija-flor que nasce com seu biquinho cada
Instante, e o tico-tico, o macaco com seus irriquetemento.
Entrevista com dona Maria das Grças, moradora do rio Urubuéua-Fátima em 14/11/2007, às 13:00 horas da tarde no Rop Tauá.

UM POEMA PARA ABAETETUBA

Sou Cabocla

Autora: Maria das Graças Silva dos Santos

I
Sou cabocla
Sou faceira
Sou forte
Hospitaleira

II
Mulher de garra
Meu nome é Abaeté
Sou a própria natureza
Que Deus fez e criou

III
Gente simples
E humilde
Que labuta
E sobrevive

IV
Nas ilhas de Abaetetuba.
Banhando-se
Na maré
Comendo tucunaré!

V
Quem chegar à Abaetetuba
Logo de manhã cedo
Saboreia o mingau com açaí
Com vinho de miriti,

VI
Preparado por Dona Diquinha
E o senhor Lambreta
Tão delicoso
De dar água na boca!

VII
Sou cabocla
Sou mata
Sou água
Sou bela
Sou a lua
Cor de prata!

VIII
Sou o sol
Que irradia
E aquece
Cada manhã
Cada dia, a terra e a mata!

IX
Com seus raios luminosos
Aquecendo-me todinha
Para que eu possa ser
A cidade mais bonita
E brilhante que nem ouro.

X
Sou cabocla Abaetetuba
Tudo em mim é natural
Que encanta e embeleza
Sou tai sensacional!

XI
Orgulho-me de ser
Chamada cidade de Abaetetuba
Pérola do Tocantins
Tesouro tão precioso

XII
Pedaço deste chão
Tão cobiçada
E admirada
No meu país – Pará – Brasil!

XIII
Sou Abaetetuba
Um pedaço da Amazônia
O maior pulmão do mundo!

XIV
Sou como as estrelas
Repleta de pontinhos coloridos
Brilhando pra todo lado
Sou cada ser,
Em cada casa
Que há em minha cidade.

XV
Sou alegria das crianças
Quando chegam
Em minha praça!

XVI
Sou cada adolescente,
Jovem, adulto
E da terceira idade
Sou Abaetetuba
Os amo de verdade!

XVII
Por este dia
Quero parabenizar
Ó encantada cidade de Abaetetuba
Ó minha terra natal!
Por aniversariamos juntas

XVIII
Venho de joelhos
Somente agradecer
A nosso Senhor Jesus Cristo
E um pedido lhe fazer!

XIX
Derrame por favor
Meu Senhor rei do Universo
Bênçãos, paz,
Muita paz,
Luzes, saúde,
Vida e graças.

XX
Tão especiais
Para cada um
De meus irmãozinhos
Filhos desta ou de outras cidades
Para cada um de nós
Filhos de Abaetetuba.

XXI
Que tenhamos dias melhores
Com alegria, amor,
Ternura, escuta
E carinho,
Saúde e prosperidade.
Para todos meus irmãzinhos,

XXII
Parabens Abaetetuba
Pelo teu aniversário
Que Nossa Senhora Rainha da Paz,
Nos abençoe, nos ajude
Nos cubra com
O seu sagrado manto

XXIII
Faça com que
Cada caboclo
Filho de Abaetetuba
Tenha mais fé, esperança, amor, união
E caridade
Nesta nossa caminhada

XXIV
Aqui em nossa cidade
Amando e construindo
A sua própria história
Dando bons exemplos

XXV
Respeitando, e partilhando
Entre todos nós
Irmãos abaetetubenses
Capazes de fazer

XXVI
O melhor para o nosso bem estar
E o engrandecimento
Desta nossa querida cidade
De Abaetetuba!

XXVII
Sou cabocla
Sou faceira
Sou forte
Hospitaleira

XXVIII
Mulher de garra
Sou a dona
Desta terraSou a cidade mais bela
Meu nome é Abaetetuba!

ARTESANATO NO RIO URUBUÉUA-FÁTIMA

O artesanto em suas diversas formas é uma das características dos ribeirinhos de Abaetetuba/Pa.

D. Cleonides, falando de artesanato:

Faz paneiros desde os 10 anos de idade e até agora (1/1/2007) com 51 anos ainda faz. Aprendeu a fazer paneiros olhando para as pessoas e depois de olhar, ela foi fazer zozinha e conseguiu. Dependendo do tipo de paneiro, ela faz 50 por dia, se for do grande e do pequeno ela faz 100 por dia. Mas agora, devido a idade faz apenas 25 por dia do grande e 50 do pequeno.

Quando é época do camarão o pessoal compra o cento do paneiro por R$ 50,00 e quando não é época do camarão o pessoal paga só R$ 30,00 o cento. Esse dinheiro não dá para sustentar a família, mas ajuda em alguma compras do mês.

D. Cleonildes faz os seguintes tipos de paneiros: paneiro camaroeiro,paneiro bolacheiro, paneiro de duas bolas, paneiro aturá e paneiro raza.

O paneiro camaroeiro é utilizado para colocar camarão; o paneiro bolacheiro é utilizado para colocar bolachas; o paneiro de duas bolas é usado para colocar cebola; o paneira aturá é usado para colocar mandioca e o paneiro raza é utilizado para colocar açaía debulhado e também serve para pegar camarão no igarapé no processo de gapuiagem.

Além de paneiros d. Cleonildes faz outros tipos de artesanato, como: o abano, usado para abanar o fogo; a peneira, onde é coado o delicioso açaí e coar massa de mandioca.

Dona Cleonildes Martins da trindade, moradora do rio Tauá, entrevistada por Lourdes Martins da trindade, filha da entrevistada e também moradora do rio Tauá.

EQUIPE DESTAS PESQUISAS

Professores do SOME: Cosmo, João Sergio, Ribamar.

Equipe composta por:

Amanda Rocha Gonçalves

Graciane Dias Dias

Jaelsom dos Santos Brabo

Jonathan Rocha de Sena

Postado por blog do "riba" às 00:11
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E Blog do Professor Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 30/10/2010.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Outros Engenhos no Pará


















Outros Antigos Engenhos do Pará
Devido reclamações de alguns visitantes de nosso blog, dizendo que só publicamos assuntos exclusivamente de Abaetetuba, resolvemos ampliar as nossas postagens falando também dos engenhos de outras partes do Pará, mesmo por que nosso município sofreu decisiva influência no seu desenvolvimento por parte de outras regiões que mercantilizava com Abaetetuba, cujas histórias são bem mais antigas que a nossa.
Vamos iniciar essas publicações com alguns registros de antigos engenhos e donos de engenhos das cidades e localidades do Pará.
Como não existia a divisão do Pará do modo que existe hoje, vamos nos referir às diversas localidades de acordo como elas se espalhavam pelo litoral dos rios Guamá, Moju, Tocantins, Acará, Bujaru, Arary, Barcarena, Igarapé-Miry, Capim, Marajó, Anapu e outros.
Os Antigos Engenhos dos Tempos Colonial e Provincial do Pará
Antes e depois da expulsão dos holandeses, ingleses e franceses da Capitania do Grão-Pará, novos engenhos foram construídos e às margens dos rios da região.
Era interesse da Coroa Portuguesa a instalação de muitos engenhos de açúcar na Capitania, devido a presença desses invasores que já desenvolviam atividades comerciais na Colônia e o único modo de ocupar as boas terras da Capitania era com a cultura da cana doce no litoral da região, como também o cultivo de tabaco, algodão, café e cacau, cujo excedente de produção deveria ser exportada para a Metrópole.
E a instalação de engenhos era facilitada pela abundância de água e madeira, que poderiam baratear os custos da produção de açúcar.
E foi assim que os colonizadores fizeram, se fixando inicialmente em Belém, de onde foram lentamente avançando para o interior da Capitania do Grão-Pará, trabalho facilitado pela catequese dos nativos da região, pelos missionários das diversas ordens religiosas recém-chegadas à Capitania, já a partir do início do século 17.
Os engenhos foram importantes por que também criavam aglomerados populacionais e pela utilização das terras para os canaviais, pastos e outras culturas e na extração das chamadas “drogas do sertão” e dos produtos da flora e fauna.
Pelo interior as ordens religiosas iam fundando aldeias que seriam as origens de quase todos os municípios paraenses e fornecedoras de mão-de-obra escravizada dos índios, já submissos aos brancos colonizadores. Posteriormente veio se juntar aos braços dos índios escravizados os escravos negros vindos de Guiné e Angola, da África, para trabalhar nas antigas fazendas e engenhos do Grão-Pará. Posteriormente, pelas leis da Coroa Portuguesa, os indígenas não poderiam mais trabalhar como escravos nessas antigas fazendas e engenhos, porém, por falta de mão-de-obra nas terras agricultáveis e nos serviços das fazendas/engenhos as autoridades locais fechavam os olhos a essas leis e ainda contribuíam na dizimação dos gentios locais nas chamadas guerras defensivas, isto é, como as tribos indígenas selvagens atacavam as fazendas/engenhos e até mesmo os povoados e aldeias dos índios submissos, muitos colonos solicitavam ao governador provincial guerras contra essas tribos, pois essa ação estava na alçada dos governantes e assim era feito, sob protestos dos padres jesuítas.
A novidade da produção de açúcar também moveu até os antigos missionários na instalação de engenhos pelo litoral, sertão e ilhas do Pará e também eles empregavam grande quantidade de mão-de-obra escrava nos seus engenhos e atividades dessas fazendas.
Os canaviais geralmente possuíam milha e meia de comprimento por uma milha de largura e enchiam as margens dos rios.
A Mão-de-Obra Escrava nas Fazendas e Engenhos do Grão-Pará
Os braços para os canaviais inicialmente eram de índios cativos e, posteriormente, dos mesmos índios escravizados e dos escravos negros vindos de Angola e Guiné e isso até nos engenhos dos padres das missões.
Os engenhos ficavam em mãos particulares, que solicitavam sempre mais escravos que seriam divididos entre os senhores de engenhos e os lavradores da terra, mesmo por que sempre havia fugas de índios cativos e escravos negros para o interior das florestas.
Desenvolvimento da Cultura da Cana-de-Açúcar e os Primeiros Colonos no Grão-Pará
Havia muito trabalho a fazer e imensas terras a desbravar, quando as primeiras missões religiosas penetraram o interior e os homens de posse passaram a explorar o Comércio e a Indústria.
Quando o Padre Antonio Vieira chegou ao Pará, em 1653, encontrou em franco desenvolvimento os Engenhos, produzindo o suficiente para o consumo interno e exportação.
Em 14/4/1655 já existiam engenhos de cana no Grão-Pará.
Em carta para El-Rei as autoridades locais o conclamavam a instalar muitos outros engenhos na Capitania, pois as terras eram boas.
Cachaça e açúcar eram produzidos desde os tempos coloniais, indústria que avança nos século 18, 19 e 20 no Baixo Tocantins e Ilha do Marajó e demais localidades, sendo a cachaça o gênero de maior produção, apesar de proibida pela Coroa Portuguesa pelos motivos que adiante veremos.
Em 1684 já havia a produção de açúcar fino pelos portugueses.
Em 1732, eram produtores de açúcar os famosos e tradicionais engenhos dos rios Guamá, Barcarena, Acará, Capim, Moju, Tocantins e rios do Marajó.
Desde o ano de 1740 o açúcar era usado como "moeda e dinheiro corrente da terra" sendo o seu valor especificado em 3 mil réis a arroba.
Primeiros Povoadores e Produtores do Rio GUAMÁ
- Rio GUAMÁ, que faz junção com o Rio Capim e onde as águas se misturam e se lançam na baía do Guajará, quando os povoadores subiram inicialmente esse rio onde havia extensas e férteis terras, sendo alguns desses povoadores:
. Caetano Cunha, cuja sesmaria foi concedida em 1723
. Luís de Moura, que fundou a Casa Forte do Guamá em 1727, a partir do qual as terras marginais desse rio tiveram mais procura.
. Antonio da Costa Tavares, senhor de muitos bens e haveres e possuidor de outras sesmarias no rios Guamá e com terras concedidas em 20/3/1728 no Rio Gurupá. 
. Manoel Monteiro de Carvalho, vindo do Maranhão com sua família e ganhou duas léguas de terras do Governador José Serra.
. Antonio da Costa Fernandes, que ganhou sesmaria a 9/6/1733
. Antonio Luís Coutinho que ganhou em 29/11/1737
. Antonio Pacheco, que ganhou terras no Igarapé Pacuyassu em 16/6/1734
. Agostinho Domingues de Siqueira, que teve sesmaria obtida em 1/6/1743

- Rio BARCARENA
- Rio ACARÁ
Primeiros Povoadores e Produtores do Rio CAPIM
. Agostinho Monteiro, com carta de sesmaria obtida de 18/2/1735
. André Correa Albenaz, com título de 8/5/1738
. Antonio da Costa Tavares, senhor de muitos bens e haveres e possuidor de outras sesmarias no rio Guamá, com terras concedidas em 20/3/1728 no Rio Gurupá
Primeiros Povoadores e Produtores do Rio Gurupá
. Antonio da Costa Tavares, senhor de muitos bens e haveres e possuidor de outras sesmarias nos rios Guamá e Capim, com terras concedidas em 20/3/1728 

- Rio MOJU
- Rios do MARAJÓ

Primeiros Povoadores e Produtores das Adjacências de Belém
. Sebastião Gomes de Sousa, que no final do século 17, foi instalar-se com sua família nos baixos de Belém, acima do local onde o graduado Antonio Lameira da Franca começara a erigir a Fortaleza de Nossa Senhora das Mercês da Barra/Fortaleza da Barra, com o intuito de montar Engenho e cultivar o solo. Costruiu uma casa de taipa e pilão e o sítio prosperou e Sebastião de Sousa só em 13/11/1701, obteve do Tenente-General Fernão Carrilho, Governador do estado do Marnhão, a carta de Data e Sesmaria daquela légua de terras chamada de Paracuri, que se prolongava do Igarapé de mesmo nome até a Ponta do Melo ou Mel, como ficou conhecida e, 4 anos depois, em Carta de 15/10/1705, D. Pedro, Rei de Portugal, confirmou a Carta, através do delegado do Reino. Foi assim que teve começo a Fazenda Pinheiro, que depois passou para Antonio Gomes do Amaral e, falecendo Amaral em 1726, em seu testamento, deixou as a Fazenda com terras e benfeitorias e mais 815 mil réis para o Convento de N. S. do carmo, dirigido pelos Carmelitas Calçados, com a obrigação deste de celebrar missa anual por sua alma com paga através do dinheiro doado.
. Lourenço Malheiro, que era o abastado proprietário da Fazenda Pernambuco, situado na entrada do Rio Guamá e que fez a doação da fazenda para os Padres Carmelitas.
. Padres Mercedários, proprietários da Fazenda Val-Cães, que era uma extensa propriedade.
. Tenente-Coronel de Milícia João Antonio Rodrigues Martins, proprietário do Engenho Murutucu, e o Engenho principiava no Igarapé Tucudunduba e ia até o Igaripé Uriboca, onde se achava a Fazenda Utinga. A Capela do Murutucu foi construída em 1711 e restaurada pelo arquiteto José Landi em 1762, dedicada a Nossa S. da Conceição.
. Fazenda Utinga

Engenhos
Em 1751 o número de engenhos no Pará havia crescido, existindo 24 engenhos, alguns com mais de 200 escravos.
Além desses engenhos reais, havia em todo o estado 77 engenhocas para fabricar aguardente, sendo 22 de propriedade de moradores e 2 de religiosos, ambos com centenas de escravos negros ou índios cativos.
Em 1627 engenhos dos frades do Carmo na margem esquerda do rio Bujaru, de nome Santa Teresa de Monte Alegre.
Os jesuítas em 1669 construíram engenho no Moju, engenho que viria a ser um dos mais importantes da Capitania do Grão-Pará, o Engenho Jaguarary.
Nos séculos 17 e 18 aconteceu a instalação de novos engenhos e o açúcar era usado como moeda corrente na Capitania.
Os engenhos da fase colonial decaíram de produção e hoje representam a sombra de um ciclo faustoso – o do açúcar. Guardam em suas ruínas ou nomes uma das passagens mais sugestivas da história social e econômica do Pará. Porém os engenhos de Igarapé-Miri e Abaeté resistiram contra a decadência da indústria canavieira e avançam para a fase Provincial.
O Império do Brasil veio em 1822 e a Província do Grão-Pará continua com a cultura da cana doce, junto com outras culturas.
No regime imperial foram criadas as Assembléias Legislativas Provinciais onde parte das cadeiras era ocupada pelos senhores de engenho.
A Cachaça
O açúcar na fase colonial era o mais importante artigo do escambo marítimo internacional quando ainda era notável o predomínio do açúcar brasileiro no mercado internacional, em 1660.
Porém, nos engenhos, se fabricavam açúcar e aguardente. A fabricação de aguardente era restrita ou até mesmo proibida e sua produção oferecia melhores ganhos para os donos de engenhos que o açúcar.
Só se podia fabricar aguardente se a produção de açúcar chegasse para as necessidades da Capitania e atingisse os limites para a exportação.
Em 1885 aconteceu o declínio da produção açucareira, substituída pela produção de cachaça. Os tipos de cachaça eram: cachaça forte e cachaça, esta com maior produção.
Posteriormente a produção de aguardente era mais intensa nos pequenos engenhos chamados molinotes.
E a aguardente era prejudicial por que viciava os escravos negros e índios cativos, prejudicando a produtividade dessa mão-de-obra.
Houve um período em que o Ouvidor-Geral da Capitania do Grão-Pará levantou devassa contra os produtores de aguardente tentando proibí-los na fabricação de aguardente e forçá-los na produção de açúcar.
Mesmo assim a cachaça continua a ser produzida nos séculos precedentes e nos anos de 1948 a 1960 era produzida junto com o açúcar branco, açúcar moreno, rapadura, álcool, continuando a cachaça a ser o gênero que proporcionava maiores lucros.
O Sistema de Sesmarias
A distribuição de terras seria feita através do sistema de sesmarias a partir de 1709 e as sesmarias seriam concedidas aos que se dispusessem a desbravar as terras para os trabalhos da agricultura e as essas terras eram cedidas pelo sistema de léguas.
Muitas cartas de sesmarias de duas a três mil léguas foram concedidas por El-Rei para serem tratadas e cultivadas em proveito dos sesmeiros e do Reino.
No sistema econômico das sesmarias, além das fazendas e dos engenhos, existia o comércio das chamadas drogas do sertão (cacau, urucum, cravo, salsa, pimenta, baunilha e outras) e das madeiras. Posteriormente a partir de 1759 se iniciou o cultivo de algodão, arroz, milho, bananas, frangos, frutas, legumes e verduras. A farinha de mandioca foi incorporada da tradição indígena.
Junto com o cultivo da cana-de-açúcar ou cana verde, nas chamadas fazendas, eram cultivados o algodoeiro, o cafeeiro, o cacau e o arroz em grandes quantidades e outras culturas de subsistência como a mandioca. Esses produtos, junto com os produtos do extrativismo, da caça e pesca, eram exportados para a Capital e daí grande parte desses produtos eram exportados para Portugal ou outras localidades.
Antes de iniciarmos a nomeação dos antigos engenhos e dos produtores do Grão-Pará, no Ciclo da Cana-de-Açúcar, convém salientar que os invasores holandeses, ingleses e franceses já possuíam engenhos instalados no vale do Rio Amazonas.
Os holandeses tinham na Foz do Amazonas, no Cabo Norte, sob a proteção de duas fortalezas de madeira, guarnecidas ambas com 300 homens, dois engenhos de açúcar, que produziam açúcar suficientes para mandar para a Holanda por seus navios.
E foi o açúcar o maior responsável pela permanência dos invasores em quase meio século no Amazonas, desde setembro de 1916, montando Engenhos, lavrando a terra para o cultivo da cana e produção de açúcar fino, do tabaco e levantando as Casas Fortes para a defesa de suas propriedades.
Alguns Engenhos construídos Durante os Séculos XVII a XIX
Os engenhos foram construídos inicialmente na faixa litorânea de Belém, incluindo o lugar chamado Campina até o Convento de São Boaventura, onde hoje fica localizado o Arsenal de Marinha, tendo ao centro o chamado Forte do Castelo. Esses primeiros engenhos eram do tipo reais, dos "senhores de engenhos" cuja grandeza era medidos através da quantidade de escravos e índios que empregavam nos diversos serviços das fazendas. Os pequenos engenhos chamados molinotes começaram a ser construídos afastados da faixa litorânea dos engenhos reais, ("...da cidade para baixo...) e com a autorização do Rei, conforme requerimento feito através da Câmara, que seguia para Portugal com todos os esclarecimentos necessários para a autorização real. Porém a exigência da exportação do açúcar fez com que os antigos engenhos fossem construídos fora dos limites da Capital e avançaram para outros lugares, conforme veremos a seguir, onde até as Ordens Religiosas possuíam engenhos e fazendas, especificando algumas particularidades desses engenhos. Apesar de serem praticamente obrigados a fabricar açúcar, esses engenhos fabricavam também aguardente e possuíam também variadas culturas e atividades econômicas.
Os engenhos que avançaram para as localidades do Grão-Pará ficavam as márgens dos rios e se dedicavam à produção de açúcar e outras culturas, cuja estrutura e vida são temas dos escritos de muitos pesquisadores que estiveram em alguns deles. As casas de comércio ficava à frente dos engenhos que possuíam pontes feitas de grossas peças de madeira, em cuja cabeça ficava uma grande escada. Pelas escadas chegava-se a varanda e desta chegava-se a sala, onde se recebiam e eram alojados os compradores e hóspedes e onde também todos os negócios eram tratados. As refeições eram também feitas na varanda e, quando havia hóspedes, não apareciam a dona da casa e suas filhas mais velhas, que apenas eram vistas de longe. A comida era servida em abundância. A havia a facilidades na concessão de escravos negros e de índios cativos, que trabalhavam nos diversos setores do engenho. Os donos de engenhos também possuíam poder político e de mando, porisso eram chamados "Senhores de Engenhos", a quem todos deviam obedecer e respeitar e, desse fato, veio o desregramento dos costumes, onde os homens porfiavam  na posse de negras e das índias com grande quantidade de filhos gerados dessas dissolução dos costumes.
Engenhos no Ciclo do Açúcar no Pará
Os engenhos do Ciclo do Açúcar, abaixo, fizeram sua história e, depois, desapareceram,  alguns deixando só ruínas e todos só história de um ciclo faustoso, que guardam em suas ruínas ou histórias, uma das páginas da história do Grão-Pará, dos Senhores de Engenhos.
Fazendas/Engenhos em Abaeté
 . Fazenda-Engenho São Francisco, de Antonio Francisco Correia Caripuna.
. Fazenda-Engenho São José, de José Honório Roberto Maués, Comendador da Ordem de Cristo, que ficava situada à margem direita do Rio Tucumanduba.

Engenhos no Acará
. Engenho Real de Acará, de João Valente Furtado de Mendonça e sua mulher D. Thereza de Barros e Silva Pestana Franco.
. Engenho de Itapicuru
. Engenho de Juassu, de Manoel de Morais, pai do Coronel Hilário de Morais Bitencourt, rico morador de Belém, que levantou à sua custa a Igreja de N. S. do Carmo, em Belém.
. Em 1912 Acará ainda possuía alguns engenhos à vapor de lenha.
. Engenho Itapecuru, no Rio Guamá
Engenhos no Caniticu
. Engenho Marauaru, no Rio Canitucu
Engenhos no Guajará-Miri
. Engenho Guajará-Miri, no Rio Guajará-Miri
Engenhos no Anapu
. Engenho Anapu, do Alferes Felipe Correa de Sá
Engenhos e Fazendas/Engenhos Nos Rios Arari e Anajás
. Fazenda Nossa S. da Conceição, de Florentino da Silva Frade, no Rio Anajás, que foi um dos maiores sesmeiros do século 18, que possuía grandes áreas no Igarapé Paracauari, nas cabeceiras dos rios Tauá e Atuá e no Rio Anajás,  em terras concedidas em 1/5/1757.
. Engenho Santana, na foz do Rio Arary (Marajó), dos Frades Mercedários 
. Fazenda dos Remédios, de José Miguel Aires, com Carta de Data e Sesmaria de 10/5/1762
. Fazenda Santo Reis, de José Garcia Galvão, de 15/51762
. Fazenda Boa Vista, de José Bernardo da Costa Osso, de 12/51762
. Fazenda São João de Deus, de José Antonio Salgado, de 14/51762
. Engenho Maruaru, de João Furtado de Mendonça.
. Francisco de Melo Palheta, que foi o introdutor do café no Pará, e ele era proprietário de lotes situados entre as bocas dos igarapés Arapijó e Guajará, concedidos por Carta de Data e Semaria de 7/2/1709.
. Fazenda dos Padres Jesuítas que chegaram a possuir 134.465 cabeças de gado vacum e 1.409 de gado cavalar e era de grande prosperidade até ser tirada desses padres por intriga de Francisco Xavier e Mendonça Furtado
Engenho em Barcarena
 . Engenho São Mateus, de propriedade do português Mateus Magno Ferraz de Araujo e de sua mulher Dona Maria do Carmo Nunes.
Engenhos em Bujaru
Engenho Santa Thereza de Monte Alegre, dos Frades do Carmo ou Frades Carmelitas Calçados, levantado em 1627, à margem esquerda do Rio Bujaru, na posse de terras denominada Santa Tereza de Monte Alegre, nos terrenos doados por Baltazar de Fortes e sua mulher D. Maria de Mendonça, para produção de açúcar, com centenas escravos negros e índios submissos.
Engenhos no Capim
. Engenho São José, no Rio Capim, de propriedade do Sr. Calisto, segundo Wallace, que possuía cerca de 50 escravos negros e outros tantos de índios cativos, que trabalhavam na fabricação de açúcar e da cachaça.
. Engenho Tapecuru, no Rio Capim
. Engenho Apuruaga, no Rio Capim
Engenhos no Marapatá
Engenho Marapatá, na Baía de Marapatá
Engenho no Carapajó
. Engenho Carmelo do Carapajó, de propriedade o Mestre-de-Campo João de Morais Bitencourt, onde trabalhavam 42 escravos e 6 índios, entre homens,  mulheres e crianças.
 Engenhos no Guamá
. Engenho Real de Mocajuba, no Rio Guamá, adquirido em 1789, com 39 escravos, por Feliciano José Gonçalves e que pertencera antes ao Capitão João Pedro de Oliveira Furtado de Mendonça.
. Engenho Murutucu
. Engenho Utinga, de propriedade de João Antonio Rodrigues Martins
. Engenho Nossa Senhora do Monte Lima, no Rio Guamá
. Engenho Tauau
Engenhos no Moju
Às margens do Rio Moju existiram antes de 1849 onze grandes engenhos de açúcar, dos quais são conhecidos os nomes de apenas poucos:
. Engenho de Jaguarari, dos jesuítas, com centenas de escravos negros e de índios submissos, construído em 1669. Esse engenho, posteriormente, passou às mãos de Ambrósio Henriques da Silva Pombo, Barão de Jaguarary, para produção de açúcar e aguardente, e que era o mais organizado engenho da região, com casa de sobrado e varandas, em frente ao Rio Moju, que antes era a antiga casa de recreio dos padres jesuítas, construída em 1669 e onde estiveram hospedados em 1819, os cientistas Spix e Martius, que deixaram vários escritos sobre o engenho, entre os quais "Em todo o Pará, tem esta fazenda que aproveita a cana plantada nas vizinhanças para açúcar e principalmente para aguardente, a fama da mais bem organizada, cômoda e bonita. E, de fato, não vimos nenhum engenho que se pudesse comparar com este. A casa de engenho e moradia do dono, espaçosa e de sobrado, é de muito bom gosto; de suas varandas se goza a aprazível vista do rio, que em frente corre tranquilo, com suas margens cultivadas. A casa contém uma grande moenda; a caldeira e o alambique são de modelo inglês. A produção de aguardente do engenho era, nesse tempo, de 1.500 pipas por ano. A pequena distância da casa, havia o proprietário, amigo de edificar, erigido uma capela. Jaguarary foi outrora propriedade e casa de recreio dos Jesuítas."
. Engenho Itaboca, de Domingos Monteiro de Noronha, cavaleiro fidalgo da Ordem de Cristo e familiar do Santo Ofício.
. Engenho Juquiri-Assu, de Bento Alves da Silva, funcionário do Erário  Real. 
. Engenho do Serrão, de José Pacheco Serrão de Castro
. Engenho Real de Ibirajuba, que pertenceu primitivamente a Dona Catarina da Costa, que o doou, em 1737, aos Jesuítas, e onde em 1743 esteve hospedado o geógrafo francês Carlos Maria de La Condomine.
Engenhos no Marajó
. Engenho Maruaru, que era um engenho de serra e de arroz, de propriedade de João Furtado de Mendonça, situada no Furo do Maguari.
Engenhos de Óbidos
. Existia um único engenho, de propriedade do Major
Engenhos de Ponta de Pedras
. Engenho dos Santos reis, de Mateus de Carvalho
Engenhos do Tocantins
. Engenho Curussambaba, à margem direita do Rio Tocantins, de Manoel Pestana de Mendonça, Capitão-Mor de Santa Cruz de Camutá.
. Engenho Vista Alegre, de Antonio Ferreira Gomes, que era movido por bois, cuja casa de comércio ficava à frente do engenho, para onde havia caminho através de uma ponte feita de grossas peças de madeira.
Engenhos em Val-de-Cães
Engenho de Val-de-Cães, de propriedade dos Frades Mercedários, tendo também uma olaria.
Produtos das Fazendas/Engenhos
Açúcar, aguardente, tabaco, café, cacau, arroz, milho, drogas do sertão e outros, onde inicialmente a mão de obra utilizada nos engenhos e fazendas/engenhos era a do índio cativo e essas propriedades entraram em decadência com a liberdade do índio e para remediar esse fato, foi introduzido a mão-de-obra do escravo negro, feita pela Companhia Geral do Comércio, porém o uso da mão-de-obra do índio cativo continuou em muitos antigos engenhos. Porém a vida nas propriedades obedecia aos ditames do regime imposto na época, que exigiam produção sempre crescente para o pagamento dos contratadores de escravos e "filhos da folha", os dízimos reais da Capitania e para a exportação para a Metrópole. Quando a produção não chegava a corresponder às necessidades da Capitania do Pará, ocasionava desequilíbrios econômicos dos quais se queixavam os produtores, pois os empregados do Reino reclamavam pagamentos dos seus ordenados, que eram feitos em gêneros da terra e em produtos do extrativismo da caça e pesca, geralmente vindos dos engenhos e pesqueiros reais e, os antigos engenhos e fazendas/engenhos, não podiam resistir a esse sistema das circunstância e daí veio a decadência de muitos produtores, a destruição lenta e dramática das outroras opulentas Fazendas, onde os índios e escravos negros não eram o suficiente para as tarefas dos fins do século 18, onde até as providências do Rei não eram eficazes contra os acontecimentos econômicos da  época.

Engenhos de Fabricação de Aguardente, mel, Açúcar e Rapadura no Pará
Estes engenhos são de épocas mais recentes na história dos engenhos do Pará.
Engenhos de Abaeté
Engenhos de Fabricação de Aguardente
. Engenho Santa Maria, no Rio campompema, de Kemil dos Santos
. Engenho Santo Antônio, no Rio Quianduba, de Antonio Pinheiro filho.
. Engenho Santo Antônio, no Rio Maúba, de Rosendo Maués
. Engenho Perseverança, no Rio Quianduba, de Indalécio Guimarães Rodrigues.
. Engenho São José, situado na chamada Costa Maratauíra, de José Joaquim Nunes.
. Engenho Gentil, no Furo Gentil, da firma Alves & Costa Ltda.
. Engenho São Sebastião, no Rio Arumanduba, de Miguel Matos.
. Engenho São Miguel, no Rio Maracapucu, de Manoel do Espírito Santo Ferreira.
. Engenho São João, no Rio Acaraqui, de Manoel José de Sena.
. Engenho São Francisco, no Rio Piquiarana-Açu, de Nobre & Irmão.
. Engenho São José, no Rio Tucumanduba, de Pinheiro maués & Cia.
. Engenho São Luiz, no Rio Tauerá-Açu, de Luiz Nobre.
. Engenho Conceição, no Rio Piquiarana, de Joaquim de Freitas Castro.
. Engenho São João, no Rio Guajarázinho, de F. Lobato & Cia.
. Engenho Santa Rosa, no Rio Guajarázinho, deAdalberto de Oliveira e Silva.
. Engenho São Pedro, na Costa Maratauíra, de Álvaro Matos.
. Engenho Feliz, no Rio Paramajó, de B. Costa & Cia.
. Engenho Santa Cruz, no Rio Campompema, de Murilo Parente de Carvalho.
. Engenho São Jerônimo, no Rio Panacuera, de Noé Guimarães Rodrigues.
. Engenho Santo Antonio, no Furo Tucumanduba, de de Galileu Vilaça & Cia.
. Engenho São Cláudio, no Rio Arapapu, de João Figueiredo.
. Engenho Dom Bosco, na Costa Maratauíra, de João Francisco Ferreira.
. Engenho Santo Antonio, na Costa Maratauíra, de Artur Nunes Ferreira.
. Engenho São João, no Rio Bacuri, de Abel Guimarães Rodrigues
. Engenho Santa Margarida, no Rio Arapapu, de Emercindo Batista Maués.
. Engenho Primavera, no Rio Panacuera, de A. Tocantins & Filhos.
. Engenho São Francisco, de Francisco de Oliveira Nobre.
. Empresa União Ltda, no Furo Tucumanduba, da mesma empresa.
 . Engenho São Pedro, no Rio Quianduba, de Venâncio Ferreira Vilhena.
. Engenho Santo Antonio, no Rio Panacuéra, de Rosendo Maués.
 Engenhos de Fabricação de Açúcar Moreno de Abaeté
. Engenho São Sebastião, no Rio Vilhena, de Manoel Miranda da Silva.
. Engenho Santo Antonio, no Rio Vilhena, de Henrique Bitencourt.
. Engenho Santa Terezinha, no Rio Maúba, de Samuel Rodrigues Ferreira.
. Engenho Santa Olinda, no Rio jarumã, de Viana & Irmão.

Pequenos Fabricantes de Açúcar e Mel de Abaeté
Esses pequenos fabricantes produziam de 500 a 6.000 mil litros de mel anualmente. Cada tonelada de cana produzia em média 50 litros de mel
. Ercílio Ferreira Costa, no Rio Panacuera
. Raimundo da Paz Nunes, no Rio Cuitininga
. M. F. Carneiro, no Furo Tucumanduba
. Manoel Araujo, no Rio Cuitininga
.  Segismundo Augusto Rodrigues, no Rio Panacuera
. Antonio Costa Ferreira, no Rio Panacuera
. Ana Ferreira do Rego, no Rio Maracapucu
. Arquimima Marques, no Rio Tucumanduba
. Benedito Ferreira Pantoja, no Rio Maúba
. Francisco Gomes, no Rio Maracapucu
. Mariano Soares Ferreira, no Rio Maracapucu-Miry
. Pedro Quaresma dos Santos, no Rio Cuitininga
. Tomás Lourenço Negrão, no Rio Maracapucu
. Virgílio Quaresma dos Santos, no Rio Panacuéra
Engenhos em Afuá
Engenhos de Fabricação de Cachaça em Afuá
. Engenho monção, no lugar Monção, de Afonso Rodrigues & Cia.
. Engenho Bom Jardim, no lugar Bom Jardim, de Alberto Gabbay
Produtores de Açúcar Moreno em Afuá 
. Osmundo Silva, no lugar Boa Vista do Rio Preto, com produção de até 5.500 quilos, empregando 68 toneladas de cana anualmente.
. Manoel Antonio Ferreira, no lugar Boa Esperança, que produzia até 9.600 quilos de açúcar moreno.
. Antonio Pacheco, na Boca do Rio Jupati, com produção de até 8.100 quilos.
. José Manfredo Levy, no lugar São José, no Rio Jupati, com produção de até 49.960 quilos de açúcar moreno, empregando 540 toneladas de cana.
. Melquíades Pacheco de Andrade, no lugar São Jorge, no Rio Jupati, produzindo até 49.960 quilos de açúcar moreno.
. Noé Malaquias Pereira, no Rio Guamá, produzindo até 7.900 quilos.
. Raimundo Nery da Costa, no Furo Mangue, produzindo até 10550 quilos de açúcar moreno, empregando 132 toneladas de cana.
. Raimundo Magno Evangelista, no lugar Boca do Ivo, produzindo até 2.050 quilos de açúcar moreno.
Engenhos de Ananindeua
Engenhos de Produção de Rapadura
. Engenho Mutupiriteua, no lugar Canutama, de Joaquim Cunha Freire, produzindo rapadadura.
Engenhos de Fabricação de  Aguardente em Bragança
. Engenho Jejuí, no Povoado Nazaré, de Ângelo Rodrigo Calvo
. Engenho São Francisco, no Sítio Prata, de Francisco Braga de Sales
. Engenho Santa Terezinha, no Sítio Bacuri, de Mariano Braga de Sales
. Engenho São Sebastião, no Sítio Cajueirinho, de Raimundo Martins Pereira
. Engenho São Bendito, na Vila de Tracuateua, de José Olegário Pinheiro
. Engenho Belmont, no Sítio Prata, de Manoel Sales da Costa
. Engenho Santos Dumont, na Chácara Nova América, de João de Araujo Barros
. Engenho São Raimundo, no Sítio São Raimundo, de Mariano Mártires Rodrigues
. Engenho São Salvador, na Travessa São francisco, Distrito de Tijoca, de José Monteiro Arias
. Engenho São Francisco, na Travessa do 29, Tijoca, de Francisco R. Fernandes
. Engenho São Benedito,  no Sítio Cariateua, de Benedito Antonio da Silva
. Engenho Alto Alegre, no Sítio Alto Alegre, de Lourenço A. de Quadros
. Engenho São José, no Sítio São José, de Evaristo Pinto da Costa
. Engenho Alegre, no Sítio Conceição, de Mariano Antunes Pereira
. Engenho Belo Horizonte, na Vila de Tracuateua, de Francisco P. Pinheiro,

Engenhos em Capanema
. Engenho Malacacheta, no lugar Malacacheta-Tauari, de Tomoitsu Watanabe

Engenhos em Igarapé-Assu
. Engenho São Francisco, na Fazenda São Francisco, de Benígno R. Lousada

Engenhos em Ponta de Pedras
. Engenho Bem-Bom, de Bernardino Ferreira dos Santos

Produtores de Açúcar Moreno em Breves
. Camara & Sousa, no lugar São Cristóvão, no Rio Camarão, com produção até 7.500 quilos anualmente.
.. Félix Antonio Magno, em Santo Antonio do Corre-Rio-Corre, com produção de 6.000 quilos anuais.
. Francisco Chagas de Lima, em Santo Antonio do Corre-Rio-Corre, com 6.000 quilos
. Jacob Gabay, em Santa Cruz do Buiussu, com 6.000 quilos
. Antonio pena, em Menino Santo Antonio, Rio Itucuera, com 6.000 quilos
. Álvaro Furtado Rodrigues, no lugar Santa Bárbara, com 15.000 quilos anuais
. José Lopes & Cia, na Vila Nobre do Socó, Rio Socó, com 12.000 quilos
. Manoel Borges de Lima, no lugar Cumuru, com 6.000 quilos
. Manoel Gomes da Silva, no lugar Deusa do Limão, com 3.000 quilos
. Manoel Lopes Caldas, no Rio Cumuru, com 1.500 quilos
Engenhos de Aguardente em Breves
. Engenho Doce Laranjal-Cumuru, de Moisés Barcessat
. Engenho Santa Cruz, no lugar Santa Cruz-Buissu-Antonio Lemos, de Jacob Gabay
. Engenho São Cristóvão, no lugar São Cristovão-Cumuru, de Antonio Bernardo de Sousa, em engenho que também produzia açúcar moreno.
Engenhos de Açúcar Moreno em Breves
. Engenho Deus do Limão, no lugar Limão-Antonio Lemos, de Manoel Gomes da Silva
. Engenho Santo Antonio, no lugar Santo Antonio, de Antonio Pena
. Engenho Itacuera, no lugar Itacuera-Cumuru, de Félix Magno
. Engenho Vila Nova, no lugar Vila Nova-Cururu, de Joaquim Lopes & Cia.
. Engenho Anverico, no lugar Anverico-Cumumu, de Manoel Borges & Lima
. Engenho Floresta, no lugar Floresta-Cumuru, de Antonio Ribeiro & Cia.
. Engenho Acapu, no lugar Acapu-Curumu, de Agapito Gomes da Silva
. Engenho São Francisco, no lugar São Francisco-Cumuru, de Francisco C. Lima
. Engenho Torra, no lugar Torra-Curumu, de Antonio Cardoso Furtado
. Engenho Santa Cruz, no lugar Furo do Gil-Cumuru, de Pedro S. Pinheiro
. Engenho Jaburu do Jaime, no lugar Jaburu do Jaime-São Miguel dos macacos, de Alberto Acioli
. Engenho São Francisco do Prudente, no lugar São Francisco do Prudente, de Salviano & Filho.
. Engenho santo Antonio do Mututi, no lugar Santo Antonio do Mututi-Curumu, de Altino Amorim de Sousa.
. Engenho mipibu, no lugar Mipibu-São Miguel dos Macacos, de Oliveira & Filhos.
. Engenho São Joaquim, no lugar São Joaquim-Cumuru, de José Alem Fernandez
. Engenho Santa Bárbara,, no lugar Santa Bárbara-Curumu, de Álvaro Furtado Rodrigues
. Engenho Santo Antonio, no lugar Santo Antonio-Curumu, de Francisco Lima

Engenhos de Açúcar e Mel em Igarapé-Miri
. Engenho menino Deus, no Rio Panacuera-Miri, de Albino da Costa Correa

Engenhos de Aguardente em Igarapé-Miri
Engenho Santa Maria, no Rio Maiuatá, de Antonio Primo da Costa, para produção de cachaça. Esse engenho, depois, passou à propriedade de A. Sampaio & Cia.
Engenho São João, no Rio Meruú-Assu, de José Timóteo & Cia., para produção de cachaça.
Engenho Indiano, no Rio Meruu-Assu, de Nonato & Filhos, para produção de cachaça.
Engenho Vera Cruz, no Rio Panacuéra-Miri, de Lobato & Cia., para produção de cachaça. Esse engenho, depois, passou à propriedade de Tourão Correa & Irmão.
Engenho Cariá, no Rio Meruu, de Silvestre Correa de Miranda, para produção de cachaça.
Engenho Cacaual, no lugar Espera, Rio Igarapé-Miri, de Amadeu G. Pinheiro, para produção de cachaça.
Engenho Carmo, no Rio Igarapé-Miri, de Amadeu. C. Pinheiro, para produção de cachaça.
Engenho Livramento, no Rio Itanimbuca, de Arcelino Brasiliano, para produção de cachaça. Esse engenho, depois, passou para a propriedade de Eládio Correa Lobato.
Engenho Santo Antonio do Botelho, no Rio Maiuatá, de Sampaio & Irmãos, para produção de cachaça.
Engenho São Sebastião, no Rio Juarimbu, de Meneleu Correa Leão & Cia., para produção de cachaça.
Engenho Vivi, no trapiche Hipólito, no Rio Maiuatá, de Sampaio & Irmãos, para produção de cachaça.
Engenho São Paulo, no lugar São Paulo, Rio Meruu, de José Roberto & Cia., para produção de cachaça.
Engenho Novo Horizonte, no Rio Meruu-Assu, de João Nicolau Fortes, para produção de cachaça.
Engenho São Sebastião, no Rio Japuret, de Anilo Martins Cardoso, para produção de cachaça.
Engenho Nazaré, no Rio Domingos, de Henrique Bittencourt, para produção de cachaça. Esse engenho, depois, passou para a propriedade de Viúva Henrique Bittencourt & Cia.
Engenho Recreio, no Rio Santo Antonio, de Leão & Filhos, para produção de cachaça.
Engenho Brasil, na localidade Brasil, Rio Santo Antonio, de Julião Simplício de Oliveira, para produção de cachaça e álcool.
Engenho São Miguel, no Rio Maiuatá, de Sampaio Ltda., para produção de cachaça.
Engenho São Raimundo, no Rio Maiuatá, de Viúva Raimundo Lopes Sampaio & Filho Ltda., para produção de cachaça.
Engenho Santa Cruz, no Rio Panacuéra-Assu, de Viúva Vale & Cia., para produção de cachaça, álcool e açúcar branco.
No município de Igarapé-Miri os engenhos Nazaré, Livramento, Vera Cruz e Santa Maria, passaram à propriedade de novos donos, que são: Viúva Henrique Bittencourt & Cia., Eládio Correa Lobato, Tourão Correa & Irmão e A. Sampaio & Cia.
Engenhos de Aguardente e Rapadura em Nova Timboteua
. Engenho São João, em Colônia, na margem do Rio Peixe-Boi, de A. Henrique
. Engenho Santo Antonio, em Colônia, margem do Rio Peixe-Boi, Bragança, de Crispim Fernandes da Silva.
. Engenho Santo Antonio, em Colônia, na margem do Rio Peixe-Boi, de raimundo Rodrigues & Irmão.
Engenhos de Rapadura em Nova Timboteua
. Engenho São José, em Colônia, Travessa Jutaí, de Manoel Tertuliano Ferreira
. Engenho São Miguel, em Colônia Jutaí, de Antonio Miguel da Silva
. Engenho Santa Rita, em Colônia, Travessa Cedro, de Lourenço Vharlet de Queirós
. Engenho São João, em Colônia, Travessa Jutaí, de João Joaquim de Sousa
. Engenho São Francisco, em Colônia, Travessa Samauma, de Inácio Tavares

Pequenos Fabricantes de Açúcar em Gurupá
. Francisco Alves & Irmão, no Rio Mararu, com produção de 7.000 quilos de açúcar anual, empregando 70 toneladas de cana.
. Santino Vieira Torres, no Rio Mararu, com produção de 5.000 quilos com 50 toneladas de cana.

Engenhos em Vizeu
. Engenhoca, de Benedito Lima, em Tauarí, fabricando 1.000 litros de aguardente; 800 quilos de açúcar e 640 quilos de rapadura, anualmente.

Engenhos de Rapadura em João Coelho
. Engenho São Pedro, na Travessa de Aratanha, de Toichi Iketana & Cia.
. Engenho São felipe, na Travessa Ferreira Pena, de Felipe Ferreira de paula

Engenhos em Monte Alegre
. Engenho Feitosa, no Igarapé do Luzano - Inglês de Sousa -de delmiro Feitosa de Azevedo, fabricando açúcar moreno, aguardente, mel e rapadura.

Engenhos em Muaná
. Engenho São José, no Rio Cajuuba, de Soares & Negrão, fabricantes de aguardente.
. Engenho Palheta, no Furo Palheta, de João Figueiredo, produzindo açúcar branco, aguardente e álcool.
Engenhos em Cametá
. Engenho Estrela-do-Norte, na povoação de Limoeiro, de Nilo dos Santos Fayal, para produção de cachaça e rapadura.
. Engenho Santa Terezinha, no lugar Limoeiro-Janua Coeli, de Nilo dos Santos Fayal.
. Engenho Curussambaba, à margem direita do Rio Tocantins, de Manoel Pestana de Mendonça, Capitão-Mor de Santa Cruz de Camutá
. Engenho Vista Alegre, de Antonio Ferreira Gomes, a trinta milhas acima de Cametá, movido por bois, com ampla casa de comércio à frente do engenho, para onde havia caminho através de uma ponte feita de grossas peças de madeira, onde da escada de acesso alcançava-se a varanda, abrindo para a sala, onde se recebia e se alojava os hóspedes e onde todos os negócios eram tratados. 

Engenhos de Igarapé-Miri
Igarapé-Miri rivalizava com Abaeté na produção de açúcar e cachaça, porém os engenhos de igarapé-Miri vêm de tempos mais antigos que os de Abaeté, devido Igarapé-Miri ser município bem mais antigo que Abaeté.
Fazendas e engenhos de Jullião Antonio Correa de Miranda, com plantações de cacau, café na Freguesia de Santa Anna de Igarapé-Miry, em 1810.
Fazenda e engenhos de José Carlos Correa de Miranda e Joanna Maria Ferreira de Gusmão, em Igarapé-Miry, com plantações de cacau, café, em 1838.
Fazenda e engenho de Maria da Glória Correa de Miranda, com plantações de urucum, em 1857.
Fazenda e Sítio São José, de Maria Rita Correa de Miranda, com plantação de cacau, em Igarapé-Miry, em 1857.
Fazenda e engenhos de Manoel João Correa de Miranda e Maria Ferreira de Gusmão, donos de fazenda e engenhos em Anapu, freguesia de Santa Anna de Igarapé-Miry no início dos anos de 1800. Um desses engenhos: Engenho Nossa S. das Mercês, de Maria Ferreira de Gusmão, com plantação de cacau, em 1830.
Fazenda e engenhos de Manoel João Correa de Miranda, no distrito de Anapu, Freguesia de Santa Anna de Igarapé-Miry.
Fazenda e engenhos de Marcellino José Correa de Miranda e Cataharina Ignácia do Espírito Santo, donos de fazenda e engenhos para a produção de açúcar e cachaça.
Justo José Correa de Miranda, dono de fazenda e engenhos em Igarapé-Miry e Abaeté, entre 1869 a 1878.
Antonio Manoel Correa de Miranda/Barão de Cairary, dono de fazendas e engenhos em Igarapé-Miry e Moju entre 1869 a 1879. Fazenda e Engenho Nossa S. do Carmo, na localidade Rio Anapu, em Igarapé-Miri, entre 1870 a 1897.
Outros engenhos de Igarapé-Miri
Em 1912 as culturas de cana-de-açúcar e cacau ainda são importantes para a economia do município.
Engenho Menino Deus, no Rio Panacuéra-Miri, de Albino da Costa Correa, para produção de açúcar e mel de cana.

 Engenhos das Adjacências de Belém
. Tenente-Coronel de Milícia João Antonio Rodrigues Martins, proprietário do Engenho Murutucu, e o Engenho principiava no Igarapé Tucudunduba e ia até o Igaripé Uriboca, onde se achava a Fazenda Utinga. A Capela do Murutucu foi construída em 1711 e restaurada pelo arquiteto José Landi em 1762, dedicada a Nossa S. da Conceição.
Já com limites mais extensos, contendo mais de 6 estradas de borracha e 8 mil pés de cacau e alguma madeira real para construção, passou em seguida o Engenho Muritucu à propriedade do Tenente-Coronel Francisco Marques, casado com Dona Ângela Joana Pereira Martins Marques. depois da morte de  Francisco Marques, foi a propriedade vendida, em 27/6/1841, a Henrique Antonio Strauss, por 16 contos de réis com todos os seus bens, incluindo 48 escravos. Em 1861 o Engenho Murutucu passou para as mãos dos herdeiros do Comendador Vicente Antonio de Miranda. Em 1872 o Engenho estava sendo explorado pela firma Serzedelo Faria Vivas, composta dos sócios  José de Carvalho Serzedelo e Leonardo Augusto de Faria Vivas que eram então, senhores de terras. Esse engenho era para a fabricação de açúcar e aguardente, movido à vapor, e seraria movida a água e a escravatura numerosa.
Em 1884, Frederico Pond e Emílio Martins & Cia eram os novos proprietários do Mutucu, com a área de 38.445.190 metros quadrados. Passou depois o Engenho à propriedade do Cônego José Lourenço da Costa Aguiar, onde hoje está localizado o Instituto Agronômico do Norte.
Hoje só restam as misteriosas ruínas, cobertas de mato e abandonado pelos poderes públicos, já que hoje é Patrimônio da Arquitetura do Pará. Ali estão as páginas de nossa história Colonial e Provincial, um traço da opulência e do gosto dos homens do tempo em que El-Rei concedia Cartas de Datas e Sesmarias, de duas e três mil léguas de terra, para serem tratadas e cultivadas em proveito de sesmeiros, da grandeza dos Reino e do Dízimo a Deus Nosso Senhor.

Os Engenhos Reais
Alguns engenhos eram chamados de engenhos reais por que possuíam todas as partes de um verdadeiro engenho, como: oficinas completas e com grande número de escravos, com muitos canaviais próprios e outros agregados ao engenho e por terem como movimentadores das moendas a força das águas dos rios. Em Igarapé-Miri e Abaeté existiram alguns engenhos reais e cujos donos foram agraciados com títulos concedidos pela Coroa Portuguesa e pelo Império Brasileiro pela grande contribuição que esses senhores deram ao desenvolvimento do Grão-Pará.

Nos tempos coloniais os 24 engenhos do Pará, em 1751, tinham a classificação de engenhos reais, por que:
Tinham todos os componentes de um verdadeiro engenho;
Tinham todas as oficinas completas e perfeitas;
Eram cheios de um grande número de escravos;
Possuíam grandes canaviais próprios e outros ligados às moendas.
Eram engenhos que moíam a cana pela força da água, diferentes de outros que moem à cavalos e bois e menos providos e aparelhados.
Os pequenos engenhos usavam a força de homens, cavalos e bois para movimentar as moendas e são menos providos e aparelhados de materiais, nem se comparando aos engenhos reais e para produção de açúcar moreno e cachaça.

Estrutura Geral de um Engenho no grão-Pará
A estrutura de um engenho movido pela força da água ou engenho á vapor para fabricação de açúcar e cachaça no Pará até os fins do século 19:

. Casa de vivenda com varandas e corredores laterais;
. Casa de engenho e o engenho com chaminés;
. Rancho dos presos;
. Rodas de água para as represas dos engenhos;
. Moendas de ferro;
. Serrarias, movidas pela força da água;
. Alambiques de cobre com serpentina;
. Tachos de ferro;
. Balanças tipo romana;
. Carros e carroças grandes e pequenos;
. Batelões, canoas grandes e pequenas;
. Gado vacum, cavalar criados nas fazendas;
. Ferraria para os engenhos e fazendas;
. Muitos canaviais próprios ou agregados aos engenhos e outras culturas e atividades

As Capelas de Alguns Engenhos Reais e de Outros Donos de Engenhos mais Abastados
Alguns grandes engenhos possuíam capelas particulares e essas capelas possuíam os seguintes materiais:
Imagem do santo padroeiro da localidade e muitas outras imagens;
10 ou mais castiçais prateados
Vasos de flores
Crucifixos
Potentes campainhas
Placas de espelhos
Cômodas para guarda do vestuário, toalhas de altar, etc.
Espanadores de penas
Cortinas de Damasco
Estante de missal
Cálice com pátena, palas de cálices e galhetas
As índias e mamelucas formavam o coral das igrejas

Nos Questionários sobre as condições de Agricultura dos Municípios do estado do Pará, prenchido pela Inspetoria Agrícola do 10º Distrito, no período de 10/5/1910 a 18/2/1912, temos a posição agrícola dos municípios paraenses:
Abaeté
. Tendo como culturas mais importantes: cana-de-açúcar, cacau e mandioca e possuindo 100 Engenhos à vapor para fabricação de aguardente.
Acará
 . Possuindo alguns Engenhos á vapor para fabricação de aguardente.
Aveiros
. Tendo cultura de cana-de-açúcar e alguns Engenhos para a fabricação de aguardente.
Igarapé-Açu
. Tendo cultura de cana-de-açúcar e alguns Engenhos para a fabricação de aguardente.
Igarapé-Miri
. Tendo as culturas de cana e cacau que são as mais importantes e tem muitos Engenhos para a fabricação de Aguardente.
Itaituba
. Tendo as culturas de cana e fumo como as mais importantes e possui alguns Engenhos para fabricar aguardente.
Monte Alegre
. Tem cultura de cana e Engenhos para fabricar rapadura e aguardente.
Muaná
. A cultura de cana é a mais importante e tem Engenhos para a fabricação de aguardente.
Quatipuru
. Possui alguns Engenhos para a fabricação de aguardente.
Alguns municípios só possuíam os Engenhos, com a importação de cana-de-açúcar de Pernambuco, para fabricação de aguardente.

 

Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 12/10/2010.