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domingo, 27 de maio de 2012

QUILOMBOLAS: CULTURA E PANELAS DE BARRO

Panelas de barro

QUILOMBOLAS: CULTURA E PANELAS DE BARRO

Fonte: www.agenciapara.com


Da Redação

Agência Pará de Notícias

Atualizado em 27/05/2012 às 17:35

Na Feira da Agricultura Familiar da Amazônia Legal (Agrifal), que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) promove até domingo (27), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, quilombolas da Associação Quilombola de África e Laranjituba, que representa duas comunidades de Abaetetuba, no nordeste paraense, estão expondo seus modos de produção artesanal e vendendo panelas de barro.

No espaço “Ilha Temática da Sociobiodiversidade”, artesãos da comunidade África fabricam, ao vivo, peças de cerâmica, e o visitante pode participar do processo, sentando no torno e colocando a mão na massa, ou presenciar as etapas da fabricação, que incluem modelagem do barro com um rolo de madeira, tempo de secagem e acabamento a partir da esfregação com caroços de tucumã e anajá.

No mesmo espaço, há uma gamela (espécie de pia) feita com tronco de cupiúba e repleta de banho-de-cheiro, disponível a quem quiser “se purificar ou se curar”, como explica a quilombola Catarina Nascimento. Segundo ela, o banho-de-cheiro no qual o visitante da Agrifal pode mergulhar as mãos diretamente ou mesmo dali encher garrafinhas é “um santo remédio, curando de coração partido à gripe de criança”. A mistura é toda de ervas amazônicas, como manjericão, japana, cedro, cipó-curimbó e pião-roxo.

Ainda na ilha, há outros exemplos de artesanato quilombola, como enfeites feitos de “vassoura” (parte do cacho, sem os frutos) de açaí e móveis de madeira nativa. Uns passos à frente, dentro dos corredores da Agrifal, um estande da Associação África e Laranjituba expõe e vende panelas diversas, que são o carro-chefe do artesanato quilombola da região de Abaetetuba, Moju, Baião e Concórdia do Pará.

As panelas são produzidas com barro retirado do fundo do igarapé Caeté, que corta as comunidades. Representando um resgate da ancestralidade quilombola, os utensílios foram abandonados por um tempo pelas gerações atuais e só voltaram a ser considerados há cerca de dois anos, com o incentivo da Emater e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Atualmente, são produzidas por mês cerca de 200 panelas estilizadas (com motivos animais, em alto relevo – em geral, caranguejos e cobras – vendidas diretamente nas comunidades e em dois pontos permanentes de Belém: na Fundação Curro Velho, no Telégrafo, e no Mercado de São Brás, pela Cooperativa dos Micro Produtores e Artesãos (Comip). No verão, cada panela demora 15 dias para ficar pronta; no inverno, esse período pode chegar a um mês. O lucro dos quilombolas alcança os 70%, porque a matéria-prima é toda reciclada ou baseada na natureza.

Na Agrifal, as panelas médias, que costumam ter mais saída, custam por volta de R$ 40. Segundo o artesão Magno Nascimento, os objetos, se bem cuidados, podem durar séculos, literalmente. “Nas comunidades, temos panelas de mais de 300 anos”, conta. Nascimento garante também que o preparo de comida em panelas de barro é, em todos os sentidos, muito mais vantajoso do que aquele em panelas de alumínio.

“A ciência já provou que cozinhar no alumínio libera partículas do metal muito danosas à saúde. O barro, se soltar, não faz mal nenhum. Além disso, a comida feita em panelas de barro fica mais gostosa e se mantém aquecida por muito mais tempo, quando retirada do fogão”, afirma. A Agrifal funciona até às 22 horas. O acesso à feira é livre e gratuito. À noite, haverá show do Arraial do Pavulagem. O ingresso é um quilo de alimento não-perecível.

Texto:
Aline Miranda - Emater


Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural

Site: www.emater.pa.gov.br

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba-PA


quinta-feira, 17 de maio de 2012

MIGUELINA BITENCOURT DE ARAUJO: PROFESSORA


Miguelina Bitencourt de Araújo

Professora Miguelina passou pelo mundo
e deixou atrás de si um rastro de Luz

Como não passou em vão pela Terra, agora 
é uma Estrela no Céu brilhando 
Eternamente 

Nesta dimensão terrena foi mãe
espiritual de muitas almas 


Bispo D. Flávio celebrou a Missa
de corpo presente e acompanhou
o funeral da professora
Miguelina
Comunidade Xaveriana de Abaetetuba de Luto,
mas alegre pelo belo exemplo
de Vida da Professora
Miguelina 
Uma multidão de seus parentes, amigos,
colegas, alunos e ex-alunos, funcionários das escolas, gente do povo estiveram
presentes na Missa de corpo
presente e no seu funeral 

MIGUELINA BITENCOURT DE ARAUJO
PROFESSORA
Sábado, dia 19/5/2012 - Missa de 7º Dia de Falecimento, 10,00h da manhã, Igreja de N. Senhora da Conceição

Genealogia da Professora MIGUELINA BITENCOURT DE ARAUJO:

Descendentes e Demais Parentes de TEODOLINO SOUSA DE ARAUJO:
Theodolino Sousa de Araujo e seus 5 irmãos vieram da Zona do Salgado do Pará para Abaeté.
· Adolpho Rodrigues de Araujo, filho de Theodolino Sousa de Araujo, residente em Marabá/Pa, casado e com filhos.
· Aguinaldo Rodrigues Araujo, filho de Apolônio Rodrigues de Araujo, morador das Ilhas de Abaetetuba.
· Alberto da Silva Araujo/Cabritinho, filho de Theodolino Sousa de Araujo, nascido em Salinas/Pa, mestre ferreiro.
· Alberto da Silva Araujo Filho, médico, casado e com filho.
· Apolônio Rodrigues de Araujo, filho de Theodolino Sousa de Araujo, falecido com 90 anos em 10/12/2010 em Abaetetuba, um dos fundadores do Vênus Atlético Club em 1949 (junto com Gabi Castro, Mestre Adi, Everaldo dos Santos Araujo), que doou os terrenos do campo de futebol e da sede na Av. Pedro Rodrigues ao mesmo clube, mestre marceneiro e dono de marcenaria onde trabalhavam: Nazareno, Taquari, Tio Café, Natálio/Natalício, Curubuçu e que tinha como encarregado o Mestre Gabi Castro, casado e com filhos.
· Aurino Rodrigues de Araujo, filho de Theodolino Sousa de Araujo, c/c Rute Bittencourt e com filhos: Benedita, Benedito, Miguelina, Manoel Raimundo, Nilda, Urbanita e outros.
· Benedito Bitencourt de Araujo, comerciante, casado e com filhos.
· Bertholdo Sousa de Araujo, irmão de Teodolino Sousa de Araujo, casado e com filhos.
· Dagmar Araujo Bittencourt, filha de Guiomar Araujo Bittencourt e Davi Bettencourt, professora.
· Davi de Lima Bittencourt, nascido a 26/12/1932 e falecido a 23/3/2008, comerciante, casado com Guimar Araujo, esta nascida a 1/8/1930 e falecida a 30/6/2005, e com filhos: Dagmar, Darcimar e Davi Júnior, este nascido a 16/1/1968 E FALECIDO A 10/2/1975.
· Guiomar da Silva Araujo, filha de Theodolino Araujo, nascida a1/8/1930 e falecida a 30/6/2005, citada como aluna concluinte do INSA em 1960, professora, c/c Davi de Lima Bittencourt, este nascido a 26/12/1932 e falecido a 23/3/2008 e com filhos: Darcimar, Dagmar e Davi Júnior, este nascido a 16/1/1968 e falecido 10/2/1975.
· Guiomar da Silva Araujo, filha de Theodolino Araujo, nascida a1/8/1930 e falecida a 30/6/2005, citada como aluna concluinte do INSA em 1960, professora, c/c Davi de Lima Bittencourt, este nascido a 26/12/1932 e falecido a 23/3/2008 e com filhos: Davi de Jesus, Daguimar, Darcimar e Davi Júnior, este nascido a 16/1/1968 e falecido 10/2/1975.
Guiomar Araújo Bittencourt, casada com David de Lima Bittencourt, teve 4 fihos: David de Jesus, Daguimar, Darcimar e David Jr (falecido)
· Joaquim Sousa de Araujo/Quincas Araujo, irmão de Theodolino Sousa Araujo, comerciante na localidade Rio Itacuruçá.
· José Erundil, filho de Apolônio Rodrigues de Araujo, casado e com filhos.
· Manoel Raimundo Bitencourt de Araujo, professor, casado e com filhos.
· Maria de Lima Araujo/Mariinha, filha de Raymundo Sousa de Araujo/Mestre Caetano, c/c Jair Nery, este nascido em 20/12/1926 e tiveram filhos: Clair Jamary, Celso, Clemir de Araujo Nery e Outros.
· Martinho Sousa de Araujo, irmão de Theodolino Sousa de Araujo, comerciante na localidade Ipixuna, casado e com filhos.
· Miguel Rodrigues de Araujo, filho de Theodolino Sousa de Araujo.
· MIGUELINA BITENCOURT DE ARAUJO, falecida a 13/5/2012, filha de Aurino Rodrigues de Araujo e Rute Bitencourt, Licenciada em Matemática, professora de Ensino Médio nas escolas de Abaetetuba/PA, foi vice-diretora e em 12/12 era Diretora do Colégio São Francisco Xavier.
· Natalina Araujo, filha de Theodolino Araujo, irmã de Guiomar, c/c Chiquinho Ferreira e tiveram filhos: Clodóvio e outros.
· Raimundo Lima de Araujo/Reizinho, filho do Mestre Caetano/Raymundo Sousa de Araujo, comerciante, casado e com filhos.
· Raymundo Sousa de Araujo/Mestre Caetano, mestre mecânico, casado e com filhos.
· Semira Sousa de Araujo, irmã de Theodolino Sousa de Araujo, casada e com filhos.
· Theodolino Sousa de Araujo, originário da Zona do Salgado do Pará/Salinas/Pa, comerciante marítimo, casado e com filhos: Apolônio, Miguel, Adolfo (em Marabá).

Prof. Ademir Heleno Rocha, de Abaetetuba/Pa

quarta-feira, 16 de maio de 2012

COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE ABAETETUBA


COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE ABAETEUBA:
 
Cobrança milionária é suspensa

15 de maio de 2012

Os moradores de dez comunidade quilombolas da região de Abaetetuba, a 55 quilômetros de Belém, obtiveram uma antecipação de tutela (espécie de liminar) que suspende uma cobrança de R$ 15 milhões pela Receita Federal. Depois de lutarem por mais de dez anos e conseguirem a titularidade coletiva de uma área de 11 mil hectares, por meio de um registro no Instituto de Terras do Pará (Iterpa), os descendentes de escravos foram surpreendidos, no ano passado, com uma suposta dívida de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

Os moradores dessas comunidades – formadas por cerca de mil famílias – vivem com menos de um salário mínimo por mês. A extração do açaí e da mandioca, a pesca e a produção de artesanato em cerâmica são as principais fontes de renda. Com poucos recursos e por considerarem injusta a cobrança, os quilombolas decidiram ajuizar uma ação contra a Fazenda Nacional, que corre na 17ª Vara Cível Federal do Distrito Federal.

“Diziam que o governo federal tem uma dívida social conosco. Nós nos empenhamos para obter o título, e tivemos uma decepção. Hoje, somos a associação quilombola com a maior divida do Brasil”, diz Edilson da Costa, coordenador da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Abaetetuba (Arquia), que detém o título de propriedade da área.

Na decisão favorável aos quilombolas, proferida no dia 3, o juiz substituto Flávio Marcelo Sérvio Borges entende que o território em questão difere em muitos pontos da propriedade rural citada no artigo 153, inciso VI, da Constituição, sobre a qual poderia incidir o ITR. Uma das diferenças é a maneira como a terra foi adquirida. “A lei civil trata de uma propriedade que se adquire pelos meios tradicionais que contempla: compra e venda, doação privada e herança”, diz Borges na decisão, acrescentando que, no caso, os descendentes de escravos receberam a titularidade da terra por meio do Estado. “Surge plausível afirmar que a situação fático-jurídica do remanescente de quilombo de Abaetetuba não se afina com o conceito posto no artigo 153, VI, da Constituição, não sendo, pois, fato gerador do ITR.”

O juiz também considerou que o artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), que foi regulamentado pelo Decreto nº 4.887, de 2003, trata a propriedade quilombola como coletiva, enquanto o Código Civil aborda a propriedade individual. “A propriedade civil é ligada à pessoa física ou jurídica, e no caso dos quilombolas, que são uma comunidade, o direito é coletivo”, explica Alexandre Moura, do escritório Bichara, Barata & Costa Advogados, que está defendendo os quilombolas gratuitamente.

Para Luiz Gustavo Bichara, também do Bichara, Barata & Costa Advogados, é uma contradição o fato de o Estado cobrar impostos de uma terra que, de acordo com a norma que a regula, não pode ser vendida ou penhorada. “Se eles não podem vender ou penhorar, é claro que a União não pode fazer isso. A União está dando com uma mão e tirando com a outra”, diz.

Não foi acatada pelo juiz, porém, a alegação feita na petição inicial de que a terra dos quilombolas poderia ser comparada a uma reserva ambiental, pois não podem devastar a vegetação local. “Aquela área não é um latifúndio. É uma área de proteção a uma população, como um parque ou uma reserva indígena”, afirma Bichara.

O argumento do Fisco é que a lei do ITR (Lei nº 9.393, de 1996) não inclui as terras quilombolas entre aquelas isentas do imposto. No processo de execução, a Fazenda pede inclusive a penhora de bens das comunidades – no caso, a própria terra.

Outra comunidade quilombola do Pará, de Oriximiná, também enfrenta situação semelhante. Lá os moradores possuem uma dívida de R$ 2 milhões pelo não pagamento de ITR, em valores não atualizados.

A advogada Carolina Bellinger, da Comissão Pró-Índio de São Paulo, diz que a organização não conhece nenhuma comunidade quilombola que pague o ITR. “Após descobrirmos a Abaetetuba e Oriximiná, consultamos 40 associações quilombolas que já possuíam título de suas terras. Oitenta por cento delas sequer sabiam da existência do imposto”, diz.

Carolina afirma que atualmente 193 comunidades quilombolas possuem títulos de suas terras, mas o movimento de descendentes de escravos estima que existam mais de três mil comunidades em todo o país. Procurada pelo Valor, a Procuradoria- Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai se manifestar sobre o caso.

Por: Bárbara Mengardo Fonte: Valor Econômico
 
Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

sábado, 12 de maio de 2012

SEMANA DE ARTE E FOLCLORE: SUGESTÃO DE ORGANIZAÇÃO


SEMANA DE ARTES E CULTURA DE ABAETETUBA 2012

Fonte: www.ufopa.br 
  
UFOPA – Universidade Federal do Oeste do Pará

Caiu em nosso alerta sobre História/Memória o primor de organização de um festival de Cultura, Identidade e Memória, que pedimos permissão para publicação em nosso Blog e que deve ser copiado em cada contexto cultural em que se vive, como exemplo de um verdadeiro festival desses temas. Parabéns para Óbidos e a UFOPA!

Santarém-PA, Sáb, 12 de Maio de 2012

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Óbidos recebe Festival de Cultura, Identidade e Memória Amazônida 

 
Nos dias 20 e 21 de julho de 2012 acontece o I Festival de Cultura, Identidade e Memória Amazônida de Óbidos/PA (I FECIMA). O evento é promovido pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), através do Centro de Formação Interdisciplinar (CFI), como parte das ações do Programa de Extensão “Cultura, Identidade e Memória na Amazônia”.

O festival busca ser um espaço para divulgação de atividades de resgate da cultura, de incentivo às artes, de debate literário e linguístico, de registro e reconstrução da história e da memória amazônida, de preservação da identidade quilombola e de promoção do turismo étnico-cultural e ambiental da região do Baixo Amazonas.

O evento abordará temas relacionados ao Patrimônio Histórico, Cultural e Memorial, enquanto lugar privilegiado de resgate da identidade amazônida e de percepção da biodiversidade da floresta e sua influência sobre a formação do povo da região.

A programação do I FECIMA incluirá varal digital, leitura dramática, intervenções poéticas, sarau literário, mesas-redondas, oficinas, shows e performances, atividades lúdico-infantis, espetáculo teatral, cine-debate, exposição de fotografias, feirinha do livro, comunicação e apresentação de resultados de pesquisas voltadas para a temática do Festival.

Para participar com pesquisas e atividades de extensão, e para mais informações, envie e-mail para a coordenação do evento: fecimaobidos@gmail.com

Jussara Kishi – Comunicação/UFOPA

8/5/2012

Av. Vera Paz, s/nº, Salé, CEP 68135-110 – Santarém – PA – Brasil

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

terça-feira, 8 de maio de 2012

BRINQUEDOS DE MIRITI: GERANDO RENDAS


BRINQUEDOS DE MIRITI: GERANDO RENDAS

Fonte: diariodocongresso.com.br




          
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Terça, 8 de Maio de 2012
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Publicado por Caroline em 7 de maio de 2012 às 13:54 hs

O município de Abaetetuba, no Baixo Tocantins, é conhecido pela tradição dos brinquedos de miriti, produzidos por centenas de artesãos locais. A matéria-prima, que é extraída de uma palmeira com o mesmo nome, deverá gerar ainda mais renda para a população que vive desta arte. Um projeto desenvolvido e incentivado pelo Governo do Estado vai fomentar a fabricação de papel e outros produtos a partir do miriti. A iniciativa também visa incentivar o plantio da palmeira, que em alguns casos compete com o açaizeiro, outra fonte de renda do município.

Os artesãos abaetetubenses estão animados com as novas perspectivas quanto ao aproveitamento do miriti. Ivan Leal, que há 25 anos trabalha na fabricação dos brinquedos e peças regionais, diz que o projeto deverá atrair ainda mais investimentos para a região. “Esse projeto vai incentivar o plantio da palmeira do miriti, que às vezes perde espaço para o açaí. Com novos meios para a utilização e reaproveitamento desta matéria-prima, acreditamos que haverá maior geração de renda para a nossa população”, diz Ivan, que pertence à Associação dos Artesãos de Miriti e acompanha de perto o andamento do projeto.

“Nós já tivemos reuniões com vários representantes do Governo do Estado, que nos garante apoio por meio de várias secretarias, como a Seter (de Trabalho, Emprego e Renda), Sedip (de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção) e a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural). Agora estamos registrando a cooperativa para desenvolver a técnica de fabricação do papel a partir da fibra do miriti. Além do papel, também poderemos fabricar brinquedos em larga escala e até compensados acústicos, valorizando ainda mais o nosso trabalho e a nossa região”, explica Leal, que junto com outros artesãos locais participou do Miriti Fest, um dos maiores festivais de artesanato do Estado, que aconteceu em Abaetetuba até este domingo, 6.

Tradição garande emprego e renda a centenas de famílias

O comércio e serviços são a base da economia abaetetubense e o miriti é um dos produtos que trazem maior renda para os produtores locais. Depois de beneficiado, o miriti pode virar a tábua de paxiuba para assoalho das casas, esteira e divisória de compartimentos. Serve também ao artesanato, com a fabricação de biojoias e brinquedos que retratam o cotidiano ribeirinho.

Também é utilizado na culinária. Por ser um fruto, dele são feitos doces, sucos e temperos. O comércio do beneficiamento do miriti atinge a maior rentabilidade na época do Círio. Os mais de 120 produtores são assistidos pela Emater local, vinculados à Associação dos Artesãos de Brinquedos e Artesanato de Miriti de Abaetetuba (Asamab), chegam a lucrar, em média, de 200 a 300 mil reais nesse período.

No Miriti Fest, toda a variedade desta tradição pode ser conferida. Célio Ferreira trabalha com o miriti há 27 anos. Para ele, que se especializou em retratar o cotidiano e a natureza amazônida em suas peças, esse trabalho é uma “brincadeira”. “Para mim é uma brincadeira que a gente leva a sério. Sustento a minha família com este trabalho, que me dá, sobretudo, muito prazer. Retrato os animais e o cotidiano da nossa região, pois é o que chama mais atenção do público. Em época de festas ou em eventos apoiados pelo Governo em outros Estados, eu e meus companheiros produzimos até duas mil e quinhentas peças”, conta Célio.

Assim como Célio, Nildo Silva sobrevive exclusivamente da arte do miriti. Há 13 anos, ele largou o emprego de balconista para seguir a profissão do pai, que confeccionava brinquedos de miriti desde pequeno. Com a tradição abaetetubense, Nildo diz faturar pelo menos o dobro do que ganhava como balconista. “Trabalho peças mais contemporâneas, que chamam a atenção das crianças. Tenho os personagens infantis atuais, que ganham espaço entre tantas peças regionais. Em meses de festivais, como o Miriti Fest e o Círio, eu produzo cerca de 300 peças. Dá para ganhar bem, principalmente com o apoio que recebemos para levar o nosso trabalho cada vez mais longe”, ressalta o artesão, que tem a ajuda da mulher na confecção dos brinquedos.

Fonte: Agência Pará de Notícias 

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba-PA


domingo, 6 de maio de 2012

FESTIVAL MIRITIFEST 2012

MIRITIFEST 2012

Miritifest, uma profusão de cores, alegria, cultura de Abaetetuba-PA para o mundo. O conjunto dos brinquedos de miriti mais parecem uma pintura de nosos seguidores, os artistas plásticos. As cores vivas dos brinquedos são uma grande característica dessa arte já centenária.



O folheto de informações
Poesia de D. Maria das Graças, moradora da localidade Urubuéua-Fátima no dia 14/11/07, publicado no Blog do Riba, onde a autora enfatiza a importância da palmeira miritizeiro na cultura de Abaetetuba.

Palmeira miritizeiro, árvore-símbolo
da cultura abaetetubense

Na poesia abaixo sobre o miritizeiro está contida grande parte da cultura de Abaetetuba-PA

Miriti

Coisa nossa assim / gigante / robusta, tuíra, forte guerreira, viçosa, frondosa, encanto de todos caboclos daqui!

As linda porque, além de tua copa, da tua formosura, destaca-lhe em seres, tão útil. A todos nós caboclos daqui “rios Tauá”.

Nos ofereces tantas iguarias, com teu gostoso vinho, aguamos o mingau de farinha, de arroz, banana. É uma delicia saborear o vinho de miriti, com camarão e mapará!

Nos dias de calor, saboreamos o chopp, o picolé, o creme e sorvete, vão também para nossa mesa o bolo, o pudim e a sobremesa.

Tudo de ti, miriti é útil e aproveitoso, de tuas folhas cobrimos casas, de teus galhos tecem paredes, em tua copa abriga pássaros, de teu tronco faz-se escada e ponte!

De teu broto, tecem redes, cortinas, tapetes, roupas finas para donzelas, para desfile de miss.

Com tuas talas, tecem paneiro, peneira, cestos, arranjos, tipiti, aturá, tupe, aricá, panacarica, matapi, porta pratos e panelas, abanos, leques e porta-utensilio de bebês!

Dos teus braços miriti, quando já estás seco, mil e tantos brinquedos, que tanto atrai a criançada!

Até mesmo os adultos, principalmente quando vão ao círio juntos. Festa de nossa fé, em Belém do Pará, que é o Círio de Nazaré.
                   
Ó miriti, que coisa linda e boa tens em ti! Encanta até turistas, quando vêem prontas tuas canoas, a cobra, o tatu e passarinho o virapurum, que tanto com o bico.

De te miriti tantas artes se inventa, do barco a montaria, o navio a rabeta, o iate a prancha, o casco, e o remo, o faia, a cobra, o tatu, o tucano, o papagaio, o beija-flor que nasce com seu biquinho cada instante, e o tico-tico, o macaco com seus irriquetemento.


Cobra grande e barquinhos são clássicos
entre os brinquedos de miriti
A Palmeira Miritizeiro:

A palmeira miritizeiro é uma árvore de mil utilidades em Abaetetuba, quando se aproveitam todas as suas partes. Dos frutos chamados miriti se faz um cardápio variado de bolos, pudins, doces, biscoitos, brigadeiros e pratos variados; do fruto miriti também se faze sucos e licores; o tronco do miritizeiro servia na construção de pontes; das fibras, talas e folhas do miritizeiro se faz um conjunto grande de produtos do artesanato ribeirinho de Abaetetuba e outros utensílios do vestuário.

Os Brinquedos de Miriti e Outros Produtos do Miritizeiro:

São clássicos entre os brinquedos de miriti:
tucano, cobras, araras

Onça, canoa à vela e barco

Porém são os brinquedos de miriti, isto é, os brinquedos feitos da polpa extraída da longa haste das folhas do miritizeiros que se fazem os já famosos brinquedos de miriti de Abaetetuba, que tornaram o município como A CAPITAL MUNDIAL DO BRINQUEDO DE MIRITI. São delicadas e multicoloridas peças que retratam toda a cultural local, porém os artesãos do miriti são capazes de fazer quaisquer outros brinquedos, utensílios ou objetos saídos de sua criatividade, feitos a partir da polpa macia e leve extraída das hastes da folha da palmeira miritizeiros ou de suas demais partes.

Entre os brinquedos existem aqueles que vieram de mais de 100 anos atrás, que podem ser considerados os brinquedos clássicos do miriti como os barquinhos, os soca-socas, as cobras e os então rústicos animais da fauna local. Com o avanço nas técnicas da confecção dos brinquedos de miriti destacam-se animais, flores, móveis, objetos decorativos.




Os barcos e as cores vivas fazem parte do
do brinquedo de miriti

Do miritizeiro ainda se fazem os tradicionais objetos do artesanato abaetetubense como paneiros e outros, porém já se fazem bolsas e roupas para o vestuário das mulheres.

É o que se está vendo na Feira Miritifest que está acontecendo no município de Abaetetuba, localizado a 60 quilômetros de Belém, na região do Nordeste Paraense. Além das barraquinhas para exposição e venda dos brinquedos de miriti, existe o grande palco para as apresentações culturais, bancas para exposições, vendas e serviços e o espaço destinado às bancas da culinária vinda do fruto miriti e da culinária regional.

 Um mostruário com brinquedos de miriti. O ponto
de apoio para os brinquedos são varas de miriti do
qual são feitos os brinquedos. No mostruário tem
brinquedos grandes, médios, pequenos e miniaturas

Na parte cultural do festival são apresentados poemas, músicas, danças e peças teatrais, além de outras atrações e são esperados mais de 40 mil turistas no festival que iniciou na última 5ª feira (3) e prossegue até domingo (6), quando termina o 9º Miritifest que acontece na Praça Francisco de Azevedo Monteiro ou Praça da Bandeira. O evento é promovido pela Associação Associaçãos dos Artesãos de Brinquedos de Miriti de Abaetetuba (Asamab) e tem o apoio do governo estadual, do municipal e empresas patrocinadoras e de apoio.

Peixes como que nadando

Garças brancas

Araras
Os animais são confeccionados à perfeição
pelos artesãos de miriti

Há no município outras associações que se dedicam ao artesanato do brinquedo de miriti e estima-se que mais de 200 artesãos estejam expondo seus trabalhos nos três dias de festival.

Quadro com a frase miriti e acima o fruto
miriti, ao fundo as varas de miriti

As frutas mais parecem um quadro de nossos
artistas plásticos seguidores do Blog

Uma girândola feitas com talas e varas de miriti
onde estão colocados os brinquedos de miriti
Ao fundo, uma parede com varas de miriti

Quadros com miniaturas de brinquedos
de miriti












Convidamos a todos para o próximo Miritifest

Galeria dos brinquedos de Miriti:















Os brinquedos de miriti de Abaetetuba
estarão em outubro no Círio e Festa de
Nazaré, em Belém-PA

Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA