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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Círio 2016 e Festa de Nossa S. da Conceição em Abaetetuba - História-Memória

Círio 2016 e Festa de Nossa Senhora da Conceição em Abaetetuba

Postagem em construção
Fonte da foto: Devotos da Imaculada Conceição
INTRODUÇÃO
Nossa Senhora da Conceição, em comparação com todas as suas demais denominações e em comparação aos demais santos da religiosidade popular dos períodos históricos do Pará Colonial e Pará Provincial, era a mais venerada na maioria das localidades desses períodos, tanto que no dia 8 de dezembro serão inúmeros municípios do Pará atual que festejarão a Padroeira Nossa Senhora da Conceição. Em relação à Abaetetuba, não esqueçamos que o primeiro nome que Abaetetuba recebeu foi o de "Povoado de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté" e não esqueçamos que a data que o fundador do município chegou ao local foi o ano de 1724, mostrando que essa veneração vai completar os seus 289 anos de devoção à Virgem da Conceição em terras de Abaetetuba. A devoção popular à Maria é muito importante, porém, entre o que o novo Bispo da Diocese de Abaetetuba, Dom José Maria Chaves dos Reis, em sua "Mensagem do Bispo" no folheto acima, no pede, é que tenhamos Maria como modelo em tudo em nossa vida. A esse respeito o Blog do ADEMIR ROCHA, em homenagem à Virgem da Conceição, em sua Festa e Círio 2013 de Nossa Senhora da Conceição, inicia a cobertura dessa festa com as imagens acima e a mensagem espiritual (adaptada da Festa e Círio 2013 de Nossa Senhora de Nazaré) abaixo, sobre a importância de nossa Mãe Maria sobre a nossa vida.

ALGUNS ASPECTOS DA ESPIRITUALIDADE E TEOLOGIA MARIANA
A Festa e Círio de Nossa Senhora da Conceição que acontece anualmente em Abaetetuba, Santarém e muitas outras cidades paraenses e do Brasil, não se resume apenas ao seu aspecto de uma festa popular. Existe uma rica e densa Espiritualidade e Teologia Mariana que precisamos conhecer alguns de seus aspectos. A Espiritualidade e Teologia Mariana é bem antiga na Igreja Católica e outras Igrejas do Rito Oriental, tendo se originado nos primeiros tempos do Cristianismo e que teve seu ápice na Idade Média, quando da construção das suntuosas e ricas igrejas construídas para louvar a Virgem Maria, Mãe de Jesus e Mãe do Homem, em devoção que atravessou os séculos, com Maria recebendo mais de 120 denominações devido essa devoção milenar. A devoção popular à Maria perdura com muita ênfase nos dias atuais, basta ver a festa do Círio de Nossa S. de Nazaré em Belém, a festa de Nossa S. Aparecida, na cidade de Aparecida, em São Paulo, a festa de Nossa S. de Fátima, em Portugal, a festa de Nossa S. de Lourdes, na França, a festa de Nossa S. de Guadalupe, no México e tantas outras milhares de festas dedicadas à Maria, que se repetem no Pará, no Brasil e pelo Mundo inteiro e sempre com grande concorrência de pessoas para render louvores à Maria, como a Medianeira entre o Homem e seu Filho Jesus Cristo, com o pagamento de muitas promessas pelas graças alcançadas através de Nossa Senhora, às vezes à peso de grandes sacrifícios como as caminhadas de joelhos em direção aos santuários, carregando pesadas cruzes, segurando na Corda do Círio, como no Círio de Belém, ou outras formas de agradecimentos, louvores e pagamentos de graças alcançadas através da Virgem Maria, de suas dezenas de denominações. No caso da Festa e Círio 2013 de N. S. de Nazaré, recentemente finalizado em Belém, um verdadeiro frenesi tomou conta de grande parte da população de Belém e cidades ao seu redor, quando cerca de 2 milhões de pessoas acompanharam essa grande Romaria e as demais do Período Nazareno, que chega à impressionante marca de mais de 6 milhões de pessoas participando de todas as romarias e demais eventos dessa enorme festa religiosa, e um verdadeiro clima de festa invade todos os segmentos da sociedade, não importando que religião e governo sejam ou os aspectos envolvidos, conforme nos mostram as dezenas de homenagens, onde até os órgãos municipais e estaduais se juntam às entidades, empresas privadas e uma miríade de eventos que se sucedem no decorrer da Quadra Nazarena, e até mesmo antes, pois o Turismo, Indústria e o Comércio são também grandemente beneficiados pela grande festa em Belém. Essa é verdadeiramente uma grande manifestação religiosa popular do Brasil, que mexe com grande parcela do povo do Pará, que atinge o clímax devocional no Grande Círio de Nazaré, com todos os participantes querendo festejar e render graças à Virgem de Nazaré, a Padroeira da Amazônia, em festa que se repete em grande parcela dos municípios e localidades paraenses e até em grandes, médias e pequenas cidades do Brasil. A pergunta que fazemos é: Será somente o aspecto devocional que o cristão deve manifestar em relação à Maria, aquela que foi escolhida pelo próprio Deus para ser a Mãe de seu Filho Jesus, o Salvador e Redentor do Mundo, aquela que foi considerada pelo próprio Deus como a Cheia de Graças, a Bem-Aventurada entre as mulheres, a Virgem Imaculada, aquela que intercedia, mesmo em vida, junto à Jesus em favor dos mais simples, dos pobres, dos de Boa Vontade, aquela que foi Assunpta ao Céu, em corpo e alma, pois não precisava morrer e ressuscitar dos mortos, porque foi concebida sem o pecado original, este que afeta todos os demais homens e afeta a própria Criação de Deus, que juntos devem ressurgir em "Novas Terras e Novos Céus" e "Homens Novos", para estar diante de Deus rendendo Glórias pelo seu grande Amor pelo Homem e toda a sua Criação? Maria, a Mãe de Jesus, também foi a Díscípula perfeita de Jesus, seu amado Filho, pois seguia seus preceitos e ficou ao seu lado até à morte de Jesus. Maria também foi a Mãe Perfeita, a Mãe de Deus, e por desejo de Jesus se tornou a Mãe da Igreja e do Homem pelo que demonstra o colóquio final de Jesus com Maria e João Evangelista, seu discípula muito amado. Maria, junto com José e Jesus, constituíram a Família de Nazaré, a Família Perfeita, como exemplo da Unidade da Trindade de Deus, em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, que devem servir de exemplo para as famílias humanas, famílias religiosas, comunidades eclesiais, conforme nos aponta o Livro dos Atos dos Apóstolos, que diz que os primeiros seguidores de Jesus "Tinham Um só Coração, Uma só alma, tihnam tudo em comum, Dividiam entre si os seus bens, não havendo necessitados entre eles, pois todos repartiam entre si os seus bens" e Maria, a Mãe de Jesus, desfrutava entre os Apóstolos e Díscipulos de Jesus da mais alta consideração, não só por ser a Mãe de Jesus, mas porque Ela era aquele Modelo Perfeito de Santidade que todo cristão deve aspirar, para ser como Maria, também merecedor da Vida Eterna junto à Deus Pai, Deus Filho, os Santos Anjos do Senhor e os demais Santos do Paraíso, cujo início de snatidade é aqui mesmo nesta nossa vida terrena, com a nossa imitação de Santidade de Maria, a Cheia de Graças e Virtudes diante dos Homens e de Deus e conforme nos diz a Sagrada Escritura de "Sede perfeitos como vosso Pai do Céu é perfeito". Então, como fazer para vivermos esses aspectos da Espiritualidade e Teologia Mariana? É o que tentaremos colocar aqui neste espaço através de alguns aspectos dessa Espiritualidade Mariana.
Para que nossa relação com Maria não seja apenas uma relação de veneração e devoção à Mãe de Jesus, consideremos os seguintes aspectos da vida de Maria:
Como muitos outros mistérios da História de Salvação do Homem por Deus, Maria, como Mãe de Jesus, é um mistério de nossa Fé Cristã, e que deve se tornar para nós um ato de Fé acreditar que Maria faz parte da Salvação do Homem.
Conforme a História de Salvação do Homem, a figura de Maria começa a se configurar no Antigo Testamento na "Mulher Vestida de Sol" e essa História de Salvação do Homem é fartamente esmiuçada em diversas passagens dos Evangelhos, do livro dos Atos dos Apóstolos, das Cartas de São Paulo e dos demais Apóstolos e vai culminar no Livro do Apocalipse.
Vejamos a figura de Maria e do mistério que ela representa para nós, através de alguns aspectos retirados dos livros acima mencionados.
Ser a Mãe do Salvador é a culminância do mistério de Maria. Ser Mãe de Jesus, significa ser Mãe de Deus, daí o enorme mistério que esse fato envolve e por causa dessa Maternidade Divina, e em função dela, Maria foi conhecida de antemão por Deus e, portanto, Maria foi predestinada, chamada, justificada, santificada e glorificada conforme os Livros Sagrados acima citados e enfatizada em Rm 8,28 a 30: “Ora, nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem dos que O amam, daqueles que, segundo o seu desígnio, são eleitos” e Rm 29: “Porque os que de antemão conheceu, também os predestinou para serem à imagem de seu Filho, a fim de que Este fosse o Primogênito de muitos irmãos” Rm 30: “E aos que predestinou, a estes também os chamou; e aos que chamou, a esses justificou; e aqueles que justificou também os glorificou”.
Maria, portanto, para ser a Mãe de Jesus, a Mãe de Deus, foi pelo Pai ornada de todos os dons e carismas, conforme os Livros Sagrados citam: Cheia de Graça, Imaculada desde o primeiro instante da sua concepção (Conceição de Maria) e, portanto, Preservada do pecado original e de todo pecado, para ser a Mãe de Deus; Virgem, antes do parto, durante o parto e depois do parto; Elevada ao Céu em corpo e alma, porque Maria não estava sujeita ao pecado. E Maria, por ser a Mãe do Verbo Encarnado e do Filho de Deus feito Homem (Jesus para nós é o ápice da humanização do homem que cada um de nós deve almejar como cristão) e, portanto, Mãe de Deus, como foi proclamada no Concílio de Éfeso, em 431, que é tua Graça e tua Glória primordial nesse mistério do Amor de Deus pelo homem.
Maria deve ser proclamada como Mãe, que nos fala o Evangelho, quando no Calvário, seu Filho Crucificado te entrega João como Mãe e te entrega João como como filho e isto de Jesus agonizante que entregou seu sangue e a vida, tudo, num gesto final de seu Mandamento, quando entrega a própria Mãe, como ato de entrega a todos os seus Díscipulos e Seguidores, até o fim do mundo e da história. Portanto, Maria, se tornou também a Mãe dos homens seguidores de Cristo e, portanto, a Mãe da Igreja de Jesus.
Maria, pela sua humildade, uma simples mulher, vinda ao mundo por Adão e Eva, mas predestinada a ser, conforme os Evangelhos, a “Bendita entre as mulheres” (Lc 1,42), a “Cheia de Graça”, aquela a “quem todas as gerações chamam Bem-Aventurada”, portanto, a mais perfeita discípula de Jesus e, por isso, modelo e exemplo para todos nós, que devemos ver em ti a nossa Mãe e nós como teus filhos que te veneram, te prestam devoção, mas que, acima de tudo, deve ser vista como nosso modelo de cristão e assim ser imitada como o rosto do novo homem redimido por Jesus Cristo em sua plenitude. Quem ama deve identificar-se com Maria. Só depois é que deve vir a veneração, junto com a reverência, a admiração e o amor de todos os devotos, peregrinos de tua Festa e Círio de Nazaré.
Maria, que disse “Faça-se em mim segundo a Tua Palavra”, e meditava em seu coração os planos misericordiosos de Deus para com os Homens e também meditava e guardava em seu coração os misteriosos desígnios de Deus para si e para a humanidade, conforme segue abaixo e também aplicava essas lições no amor e no serviço concreto aos irmãos, conforme “As bodas de Canâ”, quando intercede pelo bom vinho dado aos irmãos e os serviços que foi prestar à sua prima Isabel, conforme Lc 1, 39 a 56, com a visita à Isabel e quando esta disse: “Bendita és tu entre as mulheres e Bendito é o fruto do teu Ventre” entre outras coisas e onde Maria cantou o seu Cântico de Amor, o Magnificat, onde, entre outras coisas diz: “A minha alma glorifica ao Senhor, e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humilde condição de sua serva. De fato, desde agora Todas as Gerações me hão de chamar ditosa porque me fez grandes coisas o Onipotente. ...Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e aos ricos despediu-os com as mãos vazias. ...”Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou para casa”.
O que se poder deduzir do encontro de Maria com sua prima Isabel? Maria não foi a Isabel para cantar o Magnificat, mas foi à serviço do irmão e encontrou receptividade em Isabel que reconheceu Maria como Mãe de Jesus, portanto Mãe de Deus e, por isso, também cantou esse Canto de Amor, que significa a Visão Social de Maria e os três meses com Isabel significa que Maria meditava, glorificava à Deus e amava o irmão.

O Magnificat de Maria sob o ponto de vista da Misericórdia
Por Igino Giordani
13 Dezembro 2015
Giordani lê o Magnificat do ponto de vista da misericórdia e evidencia a sua potência revolucionária: emergem “as diretrizes em que social e politicamente, além de espiritualmente, se traduz o ideal evangélico”.
” Magnificat “- Comunidade de Taizé
No centro deste potente hino que é o Magnificat, onde se reúne o ardor dos profetas com a profecia da redenção, está inserida uma menção à misericórdia divina, que pode parecer um acréscimo retórico. Ao invés, me parece que aquela alusão àmisericórdia do Pai, no centro do hino, tenha um valor capital, e contenha a explicação daquela concisa, exuberante lista de fatos divinos, que dá à improvisação poética da jovenzinha de quinze anos, que guardava e maturava Jesus no ventre, uma beleza inaudita e uma imediação constante.
Na primeira parte, Maria exalta o «Poderoso que fez coisas grandiosas» para a sua «serva», de modo que as gerações vindouras, todas, a declararão bem-aventurada. Deus fez o milagre da encarnação do Verbo através de uma menina pobre, humilde, de uma desconhecida aldeia de Israel; ato do qual virá a salvação para a humanidade de todos os tempos. Então ela observa: «o seu nome é santo – e a sua misericórdia (se estende) de geração em geração…».
Portanto, a redenção nasce de um ato de piedade do Pai divino para com os homens. Se ele realizou aquele prodígio de amor, que só um Deus podia realizar, de fazer com que nascesse o Filho na terra, de uma jovenzinha do povo e de fazer com que ele morresse num patíbulo pelo bem da humanidade, se deve a um ato de misericórdia, se deve a um milagre daquela misericórdia, que é o amor elevado ao ápice.
Ele exige que se perdoe o irmão não até sete vezes, mas até setenta vezes sete: em prática, sempre, infinitamente; que se ame o irmão até dar a vida por ele.
Deus «socorreu Israel, seu servo, – lembrando-se de sua misericórdia…».
Numa palavra, tudo, no governo divino, se reconduz à misericórdia. E se verá isso confirmado e esclarecido na conduta daquele Jesus, por cujo amor Maria fala, seja quando ele dará de comer às multidões e curará enfermos, seja quando flagelará os mercantes no templo e bramará vocábulos ásperos contra os fariseus e os soberbos.
É o hino da total revolução cristã. Mas o aspecto mais revolucionário dela está justamente no que é o seu princípio: a misericórdia. Por ela não destrói, mas cria, porque o amor por Deus e pelo homem não produz senão o bem.
O Magnificat especifica as diretrizes do processo de evolução, transformação e renascimento, em que social e politicamente, além de espiritualmente, se traduz o ideal evangélico. Uma transformação que parte do amor, e se concretiza na misericórdia.
Um semelhante ideal assume hoje um caráter de urgência e de atualidade nova. Irrompem de toda a parte ideologias e contestações, guerrilhas e revoltas: urgem aspirações grandes e belas e se introduzem programas destrutivos e de ódio. Maria ensina como orientar e construir esta revolução. É uma mulher, a mãe de Deus, que ensina com a palavra e a vida: a vida da mãe da misericórdia. O exemplo dela vale tanto mais, hoje, quanto mais se revaloriza a feminilidade.
Maria nos ensina a estrada da misericórdia.
A este ponto, já é evidente a inutilidade e o absurdo das guerras, isto é, do ódio, e a necessidade de sistemas racionais, feitos de tratativas, de diálogo e, sobretudo, de intervenções e dons, por quem pode em favor de quem não pode. Vemos isso: o envio de armas e de dinheiro em favor deste ou daquele povo serve para alimentar os conflitos, nos quais as pessoas penam, agonizam e morrem; e para depositar germes de ódio contra os próprios doadores. A perspectiva daquela jovenzinha, que entoava entre gente pobre o Magnificat, ou seja, o método da misericórdia, é uma perspectiva de inteligência divina e humana, a única capaz de resolver o problema de um mundo ameaçado por uma última definitiva catástrofe, provocada pela estupidez do ódio, droga de suicídio.
Para reaver a paz, afinal, com o bem-estar, é preciso que nós tratemos das chagas materiais e morais de quem sofre, tanto do lado de cá quanto de lá do Oceano, na Europa e na Ásia, na América e na África, usando uma piedade, fruto de compreensão; uma caridade, que não é fraqueza, mas remoção de injustiças e de egoísmos para fazer da coexistência uma convivência, das nações uma família. Assim quer Jesus, o filho de Maria, como garante também a sua Mãe.
Igino Giordani, em «Mater Ecclesiae» n. 4/1970
Nós devemos recorrer sempre a Maria devido as nossas limitações, ocasionadas pelo pecado original e demais pecados e limitações humanas, pedir sempre a intercessão de Maria por nós e nossos irmãos conforme o que diz o “rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte” da nossa Ave-Maria.
E quanto a imagem de Nossa Senhora, que muitos criticam essa devoção, não devemos ver a louça, a madeira, o vidro, o barro ou outro qualquer material inanimado da imagem de Maria, mas o que está por trás, o que simboliza, conforme acima especificado. As imagens de Maria apenas procuram viabilizar o invisível e tornar sensível o espiritual, para melhor crescermos no Amor e na Misericórdia que o Filho de Maria, Jesus Cristo nos ensinou, para também sermos outros Jesus na Terra, portanto, outros filhos de Maria. Qual o filho que não tendo mais a presença física de sua mãe, não guarda com carinho as suas lembranças: cartas, retratos, esculturas, pinturas, objetos, jóias e demais lembranças?

Dia da Festa de Nossa Senhora da Conceição
Está chegando ao final a festa de Nossa Padroeira. Dia 08 de dezembro é um dia histórico e marcante para a nossa igreja, pois é o dia em que contemplamos a Imaculada Conceição, teremos muitas programações nesse dia para que possamos passar cada hora contemplando a nossa mãe imaculada. Às 08h30 teremos Ofício da Imaculada Conceição. Às 10h00 a Santa Missa Solene presidida pelo nosso Bispo Dom José Maria. Às 17h00 Procissão, e logo após teremos a Missa de Encerramento e Coroação de Nossa Senhora. E para fechar com chave de ouro, a noite teremos o show com o cantor Nilson Chaves no salão de eventos da paróquia.
Fonte: Devotos da Imaculada Conceição


 O Cartaz e Programa da Festa 2016 e Círio de Nossa Senhora da Conceição
em Abaetetuba
Junto com o Programa da Festa também estão sendo distribuídos os Cartazes com a figura de
Nossa S. da Conceição. No programa constam todas as funções religiosas na Igreja Catedral de
Nossa Senhora da Conceição, as noites de leilões de donativos, mensagens do Bispo D. José
Maria, a responsabilidade dos grupos, comunidades e novimentos leigos e outras informações.


CARTAZ DO CÍRIO 2016
O cartaz do círio 2016 está em sintonia com o Ano Santo da Misericórdia proclamado pelo Santo Padre o Papa Francisco. Abaixo da imagem de Nossa Senhora temos o tema escrito em papiro, que nos recorda as Sagradas Escrituras, nos remete as profetas do Antigo Testamento que anunciaram a vinda do Messias. O tema é a junção da saudação do Anjo Gabriel a Maria “Ave Maria” e mais a invocação “Mãe da Misericórdia” que fica Ave Maria, Mãe da Misericórdia. Ao fundo do cartaz temos a grande porta da misericórdia de Deus, é uma porta bela que acolhe o nosso arrependimento oferecendo a graça do seu perdão. A porta que é Jesus, ele mesmo afirmou isso “eu sou a porta, se alguém entra através de mim será salvo”. Ao redor da porta temos as flores que harmonizam e nos recorda Nossa Senhora como a única flor mais bela, as flores que representam a vida e que estão nas cores do Vaticano: amarelo e branco. E por fim temos em frente da porta santa a Imagem Original de Nossa Padroeira. Essa foto quer nos deixa claro que Maria foi a primeira a passar por essa Porta, a mãe de Deus foi a primeira a receber a misericórdia divina, os méritos infinitos da paixão, morte e ressurreição de seu filho Jesus Cristo na sua Imaculada Conceição

Fonte do texto acima e foto abaixo: Devotos da Imaculada Conceição








Festa e Círio 2016 de Nossa S. da Conceição
Procissão da Trasladação, de Dovotos da Imaculada

Decoração com motivos de Nossa S. da Conceição

 Fonte acima: Ângelo Costa
Romarias
Romarias nas Comunidades Paroquiais
Hoje a comunidade de São Domingos da Angélica receberá a Imagem de Nossa Padroeira.
Foto acima: Weverton Costa e
Devotos da Imaculada Conceição de Abaetetuba

Preparem suas motos, capacetes, buzinas......mas por favor, silenciem as descargas, vamos fazer uma Moto Romaria linda apenas com buzinas, aplausos, orações e cantos para agradecer e pedir bênçãos à Nossa Padroeira.
Foto acima: Joyse Tavares e
Devotos da Imaculada Conceição de Abaetetuba
Romaria da Juventude
Foto: Devotos da Imaculada Conceição de Abaetetuba
 
Os Vários Modos de demonstrar a fé e devoção a Nossa Senhora da Conceição

Artes e Artesanato com Nossa Senhora da Conceição
Abaixo temos quadros de Nossa. S. da Conceição
Símbolos da Festa e Círio de Nossa Senhora da
Conceição
A Imagem Original
A Igreja de Conceição
O Cristo Crucificado
Além desses símbolos da Festa de Nossa Senhora da Conceição, tem outros modos

Artesanato tendo como motivação a figura de Nossa Senhora da Conceição
.
Muitos escritores abaetetubenses têm livros com escritos sobre a
Festa e Círio de Nossa Senhora da Conceição

Abaixo temos um desenhos pintado com a Igreja de Nossa Senhora da Conceição,
ainda em construção
Além desses símbolos acima, a Festa de Nossa Senhora da Conceição, por força da grandiosa fé
na Padroeira do município de Abaetetuba, outros modos de devoção foram demonstrados no
decorrer desses quase 300 anos dessa festa religiosa.
. Existiram duas capelas de Nossa S. da Conceição na antiga Travessa da Conceição, rua que foi chamada pelo próprio povo desse modo, e as igrejinhas que existiram no início da atual Av. Pedro Rodrigues, capelas,
circundadas por um antigo cemitério denominado Necrópole de Nossa S. da Conceição. Pela inviabilidade da localização de um cemitério, que partes dele se assentavam pela Travessa da Conceição
e outras ruas às proximidades da frente do então povoado, depois Vila de Abaeté, as ditas capelas
ficaram arruinadas e a última não foi reconstruída no mesmo local e  o antigo cemitério foi transferido para um novo local, recebendo também o nome de Necrópole de Nossa S. da Conceição, construído no tempo do Intendente Municipal, Tenente-coronel Emygdio Nery da Costa, e a nova igreja ficou para ser construída em local mais apropriado e suas festas passaram para a Capela do Divino Espírito
Santo, esta localizada na antiga Praça da Bandeira, que também passou a ser chamada
pelo povo de Praça de Nossa Senhora da Conceição, ou Praça da Conceição, que era usada para
se montar o 'Arraial de Conceição', onde o povo afluía em peso, inicialmente para participar das
funções religiosas e depois, para apreciar os 'folguedos do 'Arraial da Conceição' este
com um coreto para a banda musical e com direito ao 'Arco', devidamente enfeitado com
bandeirinhas. e outros componentes. O 'mastro' era hasteado com bandeira do
Santo em questão, porque na antiga Praça da Bandeira eram festejados todos os Santos da Devoção
Popular em Abaeté, como as festas do Divino, as de São Raimundo Nonato, as de São Benedito, as de São Sebastião e outras, e todos esses santos com suas devidas 'Irmandades' ou 'confrarias', inclusive a 'Irmandade de Nossa S. da Conceição'
Além desses elementos que receberam a denominação de Nossa S. da Conceição, existiram e ainda
existem muitas entidades, grupos e ruas com a mesma toponimia.
O Círio de Nossa Senhora da Conceição foi um elemento que passou a existir apenas em 1912, conforme já dito em outro texto abaixo e que, depois, passou a ser realizado na 'nova' Igreja Matriz
de Abaeté ou Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, já a partir do ano de 1933, quando ainda estava em construção. .

Abaixo temos a 'Igreja Matriz de Abaeté' ou Matriz de Nossa Senhora da Conceição, 
finalizada no tempo dos "Padres Capuchinhos', década de 1940.

Abaixo a Igreja Matriz ainda em construção

O antigo interior da Igreja Matriz, ainda cheia de Imagens dos Santos
da Devoção Popular e com o antigo 'Altar' em pedra especial
A antiga Igreja Matriz, em foto coloria


Vide nos textos mais abaixo outras informações sobre a antiga 'Igreja Matriz de Abaeté' ou
Igreja Matriz de Nossa S. da Conceição e atual Igreja Catedral da Diocese de Abaetetuba.

As Bandas e Músicas no Círio e Festa de Nossa Senhora da Conceição
A música sempre esteve presente nas festas religiosas de Abaetetuba, especialmente
nos anos finais do século 19 e muitos anos do século 20. E, nesses antigos tempos,
era inconcebível a não presença das bandas musicais, ou os 'jazz' nessas antigas festas que tinham os seus coros com acompanhamentos musicais.
As bandas, além da participação do Coro da Festa, também eram elementos fundamentais durante
os Círios e em todos os dias dos festejos de Nossa S. da Conceição, e da demais festas de santos da devoção popular, tocando nas
barracas do 'Arraial' ou tocando nos coretos das praças. E os coretos existiam em
função das bandas musicais antigas que tocavam nesses coretos.

Quanto ás festas de Nossa S. da Conceição, as antigas bandas tocavam nos coretos da
Praça da Bandeira e, anos depois, tocavam nos coretos da Praça de Nossa Senhora da
Conceição, após a construção da nova Igreja Matriz de Abaeté ou Igreja Matriz de Nossa
S. da Conceição, e seguiram fazendo assim até um determinado tempo do século 20.

As mais antigas bandas que tocavam nas festas religiosas eram as Bandas Henrique Gurjão,
a Banda Paulino Chaves e a Banda Carlos Gomes. A Banda Virgem da Conceição também
tocava nas festas de Nossa S. da Conceição, isto desde 1949, que foi o ano de sua fundação, devido os atritos entre os dirigentes da Igreja Católica e os dirigentes da Banda Carlos Gomes, conforme explicado nestes textos.
Além das bandas musicais, também os antigos clubes líteromusicais tocavam nas festas
de santos, especialmente pelo interior do município de Abaeté, como os clubes 15 de Novembro, o Lauro Sodré, o 'Jazz Band Paulino Chaves' e outros grupos musicais antigos e os das décadas de 1950.

A tradicional Banda Carlos Gomes, fundada pelo Maestro Hermínio Pauxis, tocava
na festa do Padroeiro do Clube Carlos Gomes, o Santo São Raimundo Nonato, clube
do qual era o Patrono e que promovia as antigas festas desse Santo no antigo 'Arraial do
Divino Espírito Santo', na Capela do Divino. Porém, desde o ano de 1903, na época do
Padre Pimentel e do Maestro Raimundo Pauxis, este o chefe e maestro da Banda Carlos
Gomes, começaram a acontecer alguns sérios atritos entre os diretores do Clube Carlos
Gomes e o Padre Pimentel, tudo devido ao fato do próprio Clube que promovia esses
antigos festejos, e o Padre Pimentel e outros que o seguram, achavam que festa de Santo
deveria ser iniciativa da Igreja, através de seus párocos e dirigentes, e não por civis. Era
o mesmo caso dos inúmeros festejos de santos que aconteciam pelo interior do município,
onde o padre apenas ia para fazer a celebração do dia da festa do dito santo, e a arrecadação
financeira ficava toda com os organizadores dessas festas e o padre recebia somente pela
celebração, muitas vezes rezada em Latim, que se fazia no dia da festa.
Porém os dirigentes da 'Confraria de São Raimundo Nonato, que eram os mesmos dirigentes
do Clube Carlos Gomes, ficavam com toda a arrecadação financeira da festa, e com
os padres, somente o pagamento pelos seus 'serviços religiosos' e isso, segundo os padres, contrariava
toda a orientação católica, de que festa de Santo deveria ser organizada pela Igreja, ficando
também com a arrecadação financeira, para financiar todo o trabalho da Paróquia de Abaeté, que
despendia muita verba nos seus trabalhos catequéticos, pastorais e litúrgicos e outros gastos
paroquiais.
Com o Padre Luiz Varella aconteceram os mesmos atritos, no tempo que ele foi o vigário de
Abaeté, até o ano de sua saída em 1932. Com o Padre Magalhães foi a mesma coisa até a
chegada dos Padres Capuchinhos aí por volta de 1936, quando vinham de Belém e
quando assumiram a Paróquia de Abaeté em definitivo, por volta de 1939 e até quase o ano de sua saída de Abaeté em 1949. Mas com os Padres Capuchinhos aconteceu que esses freis proibiram,
através dos Freis Hermes e Frei José Maria de Manaus, que a Banda Carlos Gomes tocasse nas Festas de Conceição e de quaisquer outras festas religiosas do município e até fora do município de Abaeté.

Foto do Frei José Maria de Manaus, frei da Ordem dos Franciscanos,
chamados de Padres Capuchinhos

A Banda Carlos Gomes só voltou a tocar na Festa de Nossa
S. da Conceição e de outras festas religiosas, no tempo do Mestre Miguel Loureiro, quando a Paróquia de Abaeté ainda estava nas mãos dos Padres Capuchinhos, especificamente com o Frei José Maria de Manaus.
As bandas Carlos Gomes e a nova banda Virgem da Conceição, tocavam nos coretos da Praça da Conceição e nos Círios da Padroeira e de outros festejos de Santos em Abaetetuba.

Como as despesas com o pagamento das bandas de música nas festas de Nossa S. da
Conceição e de outras festas, eram consideradas despesas dispensáveis, as bandas passaram
a ser pagas através das gestões municipais, ainda nos tempos dos prefeitos Ronald Ferreira e
Hildo Tavares Carvalho e outros gestores da Prefeitura Municipal. Como os últimos gestores
não se responsabilizaram mais com esses pagamentos às nossas bandas musicais, estas estão
hoje em estado falimentar.
Vide mais informações sobre as Bandas Musicais nos textos mais abaixo.

A foto abaixo tem a presença do Mestre Chiquinho Margalho, o último sentado à esquerda, com
outros grandes nomes da Musicalidade em Abaetetuba.   
A foto abaixo tem a figura do grande músico e Mestre Cardinal, este
o último de pé à esquerda.
O Hino de Nossa Senhora da Conceição é um dos ícones da Festa da Padroeira. Reza a lenda
que o mesmo foi escrito pelo poeta bragantino Bruno de Menezes e com a participação de outros
poetas, e que foi musicado pelo grande Mestre Oscar Santos
Máter Puríssima é o antigo nome do Hino de Nossa Senhora da Conceição e,
abaixo, temos a partitura desse hino escrita pelo Mestre Chiquinho Margalho.

Os Brinquedos de Miriti na Festa de Nossa Senhora da Conceição

Os brinquedos de miriti de Abaetetuba existem há mais de 200 anos. Inicialmente eram produzidos nas 'Ilhas de Abaeté' para as brincadeiras das crianças ribeirinhas. Como eram brinquedos com motivações ribeirinhas e bem bonitos, passaram a fazer parte das vendas diversas que existiam nos antigos arraiais da Festa de Nossa Senhora da Conceição. Desse modo foram chamando a atenção não só das crianças de Abaeté, como também dos adultos e dos que vinham participar dos festejos de Nossa Senhora da Conceição, quando esses brinquedos ganharam mais projeção e passaram a ser vendidos em bancas na Praça da Conceição e em 'girândolas' (artefato em forma de 'cruz de caravaca', quando os brinquedos eram vendidos em comércio ambulante, como acontecia com as girândolas de 'corró-corró', 'cataventos' e outros brinquedos que eram vendidos desse modo.
Aconteceu, há mais de 30 anos, que Abaetetuba começou a ter as suas "Semana de Arte e Folclore' e, posteriormente, o 'Festival do Miriti', devido a grande projeção que os brinquedos de miriti já tinham alcançado a níveis local e regional. No grande Círio de Nazaré, os brinquedos de miriti começaram a se fazer presente e chamando a atenção dos paraenses e dos muitos turístas dessa grandiosa festa. Assim, em Belém, durante o Círio de Nazaré, os brinquedos de miriti de Abaetetuba ganharam a então chamada 'Feira do Miriti' e, assim, os brnquedos de miriti ganharam projeção nacional e, depois, internacional. Estranhamente os brinquedos de miriti começaram a desaparecer da Festa de Nossa Senhora da Conceição. O motivo foi a notoriedade que esses brinquedos tomaram, quando passaram a fazer parte praticamente da festa do nosso 'Miritifest' e do Círio e Festa de Nazaré, em Belém, onde os nossps artesões de miriti começaram a auferir bons lucros com as vendas desses simpáticos, singulares e bonitos brinquedos, quando Abaetetuba tambéem ganhou notoriedade como a 'Capital Mundial do Brinquedo de Miriti'







Os Religiosos, Padres e Bispos na Festa de Nossa Senhora da Conceição
Cada antigo ou novo grupo de Padres, Religiosos, Religiosas e Bispos das
diferentes fases da 'Hitória-Memória da Festa e Círio de Nossa S. da
Conceição' tiveram papel importante nessa grande festa religiosa.

Religiosas na Festa e Círio de Nossa Senhora da Conceição




bispos
















Padres

A antiga Capela do Divino Espírito Santo e a
Praça da Bandeira na Festa e Círio de 
Nossa Senhora da Conceição

A devoção a Nossa Senhora da Conceição começou em Abaetetuba desde a fundação do Povoado de Nossa Senhora da Conceição dos Abaeté, 

A culinária e barracas na Festa e Círio de
Nossa Senhora da Conceição




Símbolos da Festa e Círio de Nossa Senhora da Conceição

Os Cartazes e Programas da Festa e Círio de 
Nossa Senhora da Conceição
Os Cartazes e Programas da Festa e Círio de Nossa Senhora da Conceição
já são símbolos dessa tradicional festa católica de Abaetetuba. Esses elementos
vêm desde a década de 1930, e o mais antigo que temos cópia em nossas mãos,
é o de 1939, quando a Igreja Matriz de Abaeté ou Igreja Matriz
de Nossa S. da Conceição já estava em processo final de construção e o povo
católico vivia uma verdadeira euforia pela construção desse majestoso templo,
que representava todo o ideal de fé e devoção em Nossa Senhora da Conceição.
Convém salientar que essa igreja foi construída pelos esforços e idealismo do
próprio povo, que junto com os vigários da década de 1920 não mediram esforços
e até sacrifícios para a construção desse templo. Muitos desses idealistas
católicos até tiravam dos seus próprios recursos para dar continuidade a essa
obra, cujos antigos templos dessa Santa do Povo ficaram inapropriados para
os cultos, pois se localizavam em local inapropriado, um local de várzeas
na então Travessa da Conceição, no ínício da atual Av. Pedro Rodrigues. E, realmente,
o povo católico da antiga Abaeté, como ficou órfão de uma morada que viesse dar
guarida a todo um povo que tinha fé inabalável e uma devoção incrível na Padroeira
de todo um povo de católicos. Foi essa devoção e fé que levou o próprio povo a
não medir esforços e sacrifícios para ter a sonhada Igreja Matriz de Abaeté, para
abrigar a histórica Imagem de Nossa Senhora da Conceição, que como reza a lenda,
veio de Portugal através do fundador do então Povoado de Nossa Senhora da Conceião
de Abaeté. Não que ele vinha trazendo essa imagem para fundar o dito povoado, mas
que todo português, devido devoção à Virgem da Conceição, levava consigo em suas
embarcações uma imagen da Imaculada Conceição. Por conta de uma situação de
naufrágio evidente na Baía do Marajó, quando vinha para tomar posse de sua 'Sesmaria',
Francisco de Azevedo Monteiro fez a promessa de construir uma Igreja a Nossa
Senhora da Conceição, caso ele e sua tripulação escapassem ilesos da tempestade
que se formara nos idos tempos de 1724. A notícia se espalhou e toda uma
comunidade de nativos do lugar aderira com fervor na 'Devoção â Nossa Senhora
da Conceição, em fé que atravessou séculos até chegar à década de 1920, onde
as famílias de devotos abastados se juntou ao povo para a construção do novo
templo de Nossa Senhora da Conceição. Foram criadas várias formas para
angariar recursos e materiais para a dita construção, que efetivamente se iniciou
na década de 1930 e em 1941 o grande templo já estava todo finalizado.
Com a igreja construída as festas de Nossa Senhora da Conceição, que até
então eram realizadas na Capela do Divino Espírito Santo, situada na antiga
Praça da Bandeira, passaram para a nova Igreja Matriz de Abaeté, em festejos
que já incluíam os tradicionais cartazes e programas de festas religiosas.
Vide abaixo, a começar pelo Cartaz de 2016, alguns cartazes no decorrer dos
tempos.
Em tempo, a 'Devoção a Nossa Senhora da Conceição' já vai para os seus 300
anos, tendo iniciado com a dita fundação do antigo povoado, passandos pelas
fases de 'Freguesia', Vila e Cidade de Abaeté. O 1º 'Círio de Nossa Senhora da
Conceição que se tem notícia foi a 'Procissão de Nossa Senhora da Conceição',
no ano de 1912, conforme notícia por nós colhida em um antigo jornal dessa
época, tempo que a cidade ainda era muito pequena e com pouco mais de 3.000
moradores.
O cartaz abaixo é o de 2016
Alguns cartazes de anos anteriores

Os antigos 'Cartazes e Programas' eram diferentes dos atuais, pois trazem as
relações da 'Diretoria da Festa', dos 'juizes', dos contribuintes das localidades
da antiga Abaeté com o nomes de seus responsáveis nessas localidades, e
ainda traziam a prestação de constas dos anos anteriores.
Vide mais informações nos textos abaixo.




As Ventarolas

A antiga Barraca da Santa

A nova Barraca da Santa

As Irmandades, Confrarias, Movimentos e Grupos Religiosos na 
Festa e Círio de Nossa Senhora da Conceição
Acima temos a foto de um antigo grupo das chamadas 'Filhas de Maria'
Outros Grupos:
Irmandade de Nossa Senhora da Conceição
Confraria de São Raimundo Nonato
Apostolado da Oração
Cruzadinhos
Congregação Mariana
Irmandade de São Sebastião
Irmandade de São Benedito
Confrades da Festa do Divino Espírito Santo

O Povo, Localidades e Cidade na Festa e Círio de
Nossa Senhora da Conceição
Ilhas







Cidade

cidade



O Cristo Crucificado na Festa e Círio de 
Nossa Senhora da Conceição



Os Grandes Vultos, Padres, Bispos, Personalidades e Entidades na
Festa e Círio de Nossa Senhora da Conceição

A História-Memória da Festa e Círio de Nossa S. da Conceição, festejada em Abaeté, teve seus grandes nomes envolvidos no decorrer de todos esses séculos de Veneração e Devoção ã Virgem da Conceição, conforme abaixo:

OS PADRES CAPUCHOS INICIAM A CATEQUESE DOS NATIVOS DE ABAETÉ
A história religiosa de Abaetetuba fala dos padres Capuchos e Padres Jesuítas em missão de catequese no povoado de Abaeté.
Quem foram os Padres Capuchos?
Os Padres Capuchos eram os padres da Ordem de Santo Antônio de Lisboa e de N. S. da Conceição da Beira, em Portugal, que chegaram à Província do Pará em 22/7/1617. Nesse mesmo ano os Padres Capuchos da Ordem de Santo Antonio fundaram o Convento do Una em Belém, assim chamado por essa instalação ficar situada às margens do Igarapé Una, em Belém/Pa. Na mesma Belém, no Século 18, em 1736, iniciam a construção da Igreja de Santo Antônio. Esses padres chegaram à Província do Pará com a missão de catequizar e aldear os nativos nômades, das etnias Tupinambás existentes nas regiões de Belém e às suas proximidades. Nas suas visitas aos nativos de Cametá/Capitania de Camutá, também iniciam a catequização dos nativos que viviam à beira dos rios da região. Nas suas visitas aos nativos de Conde/Aldeia Mortigura, Beja/Aldeia Samahuma e Cametá/Aldeia dos Camutás, os Padres Capuchos também estiveram em visitas aos índios Abaetés, fazendo um trabalho de catequese junto a esses índios, que quando da chegada do português Francisco de Azevedo Monteiro, eles já estavam devidamente catequizados.

Foram inicialmente 4 os Capuchos designados para o trabalho árduo da catequese dos nativos: Frei Felipe de S. Boaventura, Frei Sebastião do Rosário, Frei Cristóvão de S. José e Frei Antonio da Marciana. Os Capuchos saíram a cumprir a sua nobre missão. O Frei Cristóvão de S. José subiu o rio Tocantins e, na sua margem esquerda lançou os fundamentos de um núcleo populacional, que recebeu o nome dos nativos do lugar, os índios Camutás/Capitania de Camutá. O Frei Cristóvão de S. José foi um grande desbravador, pois. ao subir o rio Tocantins em canoa, na árdua missão de transformar homens bárbaros em homens dóceis, rebelados em doutrinados, cultivando almas como se cultiva a terra, ele lançou os fundamentos da Vila Viçosa de Santa Cruz de Camutá, onde havia de ser ereta a Capitania de Feliciano Coelho de Carvalho, em 1635. Com a ajuda desses gentios abriu caminhos em direção às florestas próximas. E ficou 3 anos de trabalho missionário, viajando constantemente pelo litoral, embrenhando-se nas matas à procura dos nativos para catequizá-los. Os Capuchos auxiliavam os portugueses na obra de conquista, tornando-se notável o trabalho desses religiosos, que foram os primeiros na evangelização dos nativos e na entrada através do sertão. Em 1653 esses padres se retiram de suas bases de catequese dos povoados Mortigura/Conde, Samuhuma/Beja e Abaeté.

OS PADRES JESUÍTAS NA CATEQUESE DOS NATIVOS DE ABAETÉ
Além do Marajó os Jesuítas estabeleceram bases em outros lugares, lutando pela liberdade dos índios, inclusive junto aos nativos das aldeias Mortigura e Samahuma, de onde faziam incursões pelas terras dos índios Abaetés a partir de 1660, em substituição aos Padres Capuchos que haviam abandonado essas missões em 1653.
Os nativos locais já estavam devidamente catequizados pelos Padres Capuchos e com forte sentimento de devoção à N. S. da Conceição, haja vista que o próprio nome do nascente povoado era 'Povoado de Nossa Senhora da Conceição dos Abaetés', alusão à Virgem da Conceição e aos nativos do lugar.
Seu trabalho em prol do lugar fez com que o governo lhe concedesse a sesmaria da qual Azevedo Monteiro desistira.
Por causa dessa doação o Padre Aluizio Conrado Pfeil insistiu junto ao bispado na elevação do povoado á condição de freguesia.
1754: D. Miguel de Bulhões/D. Frei Miguel de Bulhões e Sousa (1748-1760) cria a Paróquia de Abaeté, contemporaneamente às de Igarapé-Miry, Moju, Acará e outras doze paróquias.
A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté fica, porém, subordinada ao território eclesiástico de Beja.

Sobre as terras da Igreja Católica em Abaeté existe uma citação: “Sorte de terras denominada ‘Conceição`, de propriedade da Igreja, onde está assentada a cidade de Abaeté, às margens do rio Maratauhyra”.

A CHEGADA DE FRANCISCO DE AZEVEDO MONTEIRO
Quando o navegador Francisco de Azevedo Monteiro aportou às margens do rio Maratauhyra, em 1724, já encontrou os nativos do lugar devidamente catequizados e para ele não foi difícil construir a capela dedicada a N. S. da Conceição, fruto de uma s/promessa, de que se escapasse da fúria de um temporal mandaria erigir referida capela em honra à Virgem da Conceição. Para isso ele contou c/a ajuda dos nativos locais.
Francisco de Azevedo Monteiro já trouxe consigo a devoção à N. S. da Conceição, pois o culto a N. S. da Conceição já existia em Portugal, quando em 25/3/1646 o El-Rei, D. João IV, declarou a Virgem N. S. da Conceição padroeira do Reino de Portugal, oficializando um culto que já vinha desde 1589, quando já existiam muitas irmandades de N. S. da Conceição no país lusitano.
foi Azevedo Monteiro, o introdutor desse culto no povoado de Abaeté em 1724, quando veio tomar posse da sesmaria a si doada pelo rei de Portugal. O culto a N. S. da Conceição encontrou terreno fértil entre os nativos do lugar, que se encarregaram de perpetuar essa devoção.

A DEVOÇÃO A N. S. DA CONCEIÇÃO SE FIRMA COM O CRESCIMENTO DO POVOADO

1896: O Intendente Emygdio Nery da Costa/1894-1896 mandou construir o 1º Cemitério Municipal de N. S. da Conceição, em 1896, cfe. citação: “Pago à Leonel Antonio Lobato, pela verba –continuação do Cemitério Municipal – sito na Trav. da Conceição, em 24/10/1896, a 1ª prestação do contrato com a intendência” – Nery da Costa.
Foi a partir do culto a N. S. da Conceição na igreja do Divino E. Santo que essa devoção cresceu ainda mais em Abaeté.
Inicialmente a devoção a N. S. da Conceição na Igreja do Divino, obedecia ao costume antigo dos novenários. Mas como N. S. da Conceição já era considerada 'Padroeira da Paróquia de Abaetetuba', o novenário passa a se constituir em uma verdadeira festa de santo com direito a tudo o que uma festa desse tipo possui, como mastro, hasteamento de bandeiras, folguedos, etc.

O 1ª Círio de Nossa S. da Conceição
Assim também acontece o 1º Círio dedicado a N. S. da Conceição em 1912. Os festejos e os círios dedicados a N. S. da Conceição vieram consolidar o culto à Virgem da Conceição em terras de Abaeté.
Há uma citação que faz a seguinte referência sobre o 1º Círio oficial de N. S. da Conceição, em 1912:
O Círio saiu da Igreja do Divino, na Pça. da Conceição, ganhou a Trav. Nova/hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes, foi pela Silva Jardim/hoje Travessa Pe. Luiz Varela, contornou o grande espaço aberto/antiga Pça. Dr. Augusto Montenegro (hoje atual Pça. de N. S. da Conceição e o antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube) e retornou pela R. Torquato Barros/hoje trecho da Rua Barão do Rio Branco.

PADRES SECULARES DE BELÉM EM ABAETÉ
A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO COM OS PADRES SECULARES DE BELÉM
Já na condição de freguesia o povoado de Abaeté começou a merecer atenção das autoridades eclesiásticas de Belém, pois já era um local onde a fé católica se enraizara de modo definitivo, especialmente levada pela devoção à N. S. da Conceição.
Em 1765 começam a chegar em Abaeté os Padres Seculares vindos inicialmente de Beja, e depois, de Belém, para substituir os Padres Jesuítas, expulsos das terras brasileiras.

Arcebispo do Pará
12/6/1785: D. Frei Caetano Brandão: visita Conde, Beja, Barcarena, Cajari e o povoado de Abaeté e descreve esses povoados e seus habitantes.
Na visita à Abaeté, escreve: “sua igreja era pequena, seus moradores eram brancos e mestiços, estes em número de mil e tantas almas, espalhados pelas suas roças e cacauais. As casas eram de palha, feias. O terreno era fértil. A produção era: cacau, café, arroz e mandioca”. – D. Frei Caetano Brandão – memórias – Braga – 1867, II Edição – Tomo I, pag. 149.
Em 1785 regressa Á Belém, depois de cumprir mais uma visita pastoral, o Bispo do Pará Dom Frei Caetano Brandão. As vilas visitadas foram as seguintes: Conde, Beja, Macapá, Mazagão, Arraiolas, Esposende, Almeirim, Monte Alegre, Porto de Moz, Gurupá e os lugares de Barcarena, Abaeté, Cajari, Outeiro, Vilarinho do Monte e Carrazedo, lugares onde celebrou batizados, crismas e casamentos.

Após a saída dos Padres Jesuítas das terras abaeteenses, esses padres são substituídos pelos Padres Seculares vindos do Bispado de Belém e eles usam a pequena Igreja do Divino E. Santo como Igreja Matriz de Abaeté.

Alguns padres desse período de Freguesia de Abaeté, que ajudaram o povo a manter firme sua devoção a Virgem da Conceição:

Cônego Antonio José Bentes
Em 1833 a freguesia contava com 2.425 moradores livres e 1639 escravos, conforme Baena – Ensaios, 343 – em escravidão indígena e negra.

1877: A Freguesia de Abaeté é anexada ao Bispado de Belém, junto c/o de Beja.

ABAETÉ COMO VILA E COM O SEU 1º VIGÁRIO
1880: A Freguesia de Abaeté desmembra-se do Bispado de Belém e é elevada à categoria de vila e Beja é anexada à nova vila, perdendo s/condição de freguesia.
O município de Abaeté foi criado a 23 /3/1883, quando a antiga freguesia de Abaeté foi elevada à condição de vila. Ao novo município pertenceriam as terras da antiga freguesia de Beja.

1871-1880: Estando como pároco de Abaeté o Cônego Antonio José Bentes, este é nomeado como o 1º vigário de Abaeté, em 1879.

ABAETÉ COMO CIDADE EM 15/8/1895
Padre Francisco Manoel Pimentel/Padre Pimentel
Abaeté é elevada à categoria de cidade, na gestão do intendente Emygdio Nery da Costa, em 1895.
1888-1899: Padre Francisco Manoel Pimentel, que chegou a ser intendente municipal de Abaeté no período de 1896-1900.
Padre Luiz de França do Amaral Varella/Padre Luiz Varela
1917: Padre Bernardino Ferreira Antero e Padre Luiz Varella.
O padre Bernardino ficou pouco tempo em Abaeté, ficando apenas o padre Luiz Varela como vigário de Abaeté até 1932. 1917-1932: Padre Luiz Varella, que foi o grande incentivador da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté ou IGREJA MATRIZ DE N. S. DA CONCEIÇÃO. Vide Pe. Luiz Varella em “ruas de Abaeté”.
1927: O padre Geraldo de Carvalho, era membro do Clube Carlos Gomes e secretário do Vera Cruz Sport Club.
Padre Ignácio Ramos de Magalhães/Padre Magalhães
1932-1936: Padre Ignácio Magalhães, que foi espancado por seus poderosos desafetos, preso pelo comissário de polícia da época. Por esse motivo a 'Paróquia de Abaeté' ficou sem padre e a nova 'Igreja Matriz de N. S. da Conceição' ficou fechada para missas e funções religiosas, só vindo p/Abaeté padres em missões específicas e passageiras.

1936: Paróquia de Abaeté, na gestão do prefeito João Francisco Ferreira (prefeito nomeado: 7/7/1935-12/2/1936 e prefeito eleito: 12/2/1936-31/12/1937) fica fechada, c/a Igreja Matriz de N. S. da Conceição em período de construção.
1937: Padre João Van Brun, missão específica. Este celebrou a 1ª missa na nova Igreja Matriz de N. S. da Conceição.
1937 A 1939: O Padre Luiz Gussenhoven que esteve aqui em missões específicas em 1937, 1938 e 1939.
Foi ele que, em 1939, passou a Paróquia para as mãos dos padres da Congregação dos Padres Capuchinhos, na pessoa do Frei Gabriel, designados que foram pela Arquidiocese de Belém, para o Trabalho Pastoral no município de Abaeté. Isso significou o fim do período de interdição da Paróquia de Abaeté.

A DEVOÇÃO A N. S. DA CONCEIÇÃO E O PADRE LUIZ VARELLA
Foi o Pe. Luiz Varella/Luiz de França do Amaral Varella, que chegou a Abaeté em 1917, que sentiu a antiga devoção dos abaeteenses p/N. S. da Conceição e o s/forte anseio em construir uma igreja matriz dedicada à s/padroeira, N. S. da Conceição.
Ele c/o seu característico dinamismo em fundar e construir obras para atender a Igreja e a sociedade, toma para si essa responsabilidade e logo convoca o povo católico para atender a essa antiga aspiração de ter uma igreja matriz dedicada a N. S. da Conceição.
A idéia do padre e seus companheiros ganha corpo e logo empolga o povo católico abaeteense, que sob o comando de uma grande comissão começam as campanhas de arrecadação de fundos, usando os mais diferentes meios e formas nessas campanhas, que envolveram entidades e pessoas p/a construção da tão sonhada “nova igreja Matriz de Abaeté” ou Igreja Matriz de N. S. da Conceição. Essa foi a 1ª comissão formada para esse fim, nos tempos do Pe. Luiz Varella.

Francisco de Assunção dos Santos Rosado
O Senhor Francisco Assunção dos Santos Rosado, dedicado tesoureiro da 'Grande Comissão'' encarregada da construção de nova 'Igreja Matriz de Abaeté', c/livro caixa e balancetes. Balanço da Olaria N. S. da Conceição, de que o Sr. Francisco Assunção dos Santos Rosado é superintendente. Valor da arrecadação: 72$000, que é um maravilhoso resultado.
Óbulos, tijolos: “F. A. Santos Rosado & Cia. com 600 tijolos. Outros: 5.800 tijelas de seringa e telhas”, oferecidos p/a campanha de N. S. da Conceição.

Outros nomes na Construção da Igreja Matriz de Abaeté
A Lancha Tucumanduba de propriedade do Sr. Cel. Maximiano Guimarães Cardoso, levando membros da Comissão da Construção da Matriz: Padre Luiz Varella, Francisco Assunção dos Santos Rosado, José Antonio de Castro, Teodomiro Amanajás de Carvalho e Amphiano Quaresma, Presidente, tesoureiro e membros da Comissão, pelas cidades vizinhas à Abaeté, c/resultados pífios”.
1924: Estatutos da Irmandade de N. S. da Conceição, encarregada da construção da Igreja Matriz.
Campanha em fevereiro de 1920, no tempo do Intendente Sr. Coronel Aristides dos Reis e Silva. Produto da Olaria em prol da construção da Matriz: 7.036$773, patrimônio de N. S. da Conceição. Produto do teatrinho e recursos particulares do Sr. Francisco de Assunção dos Santos Rosado, p/levar avante o teatro, mais de 1:200$000, espetáculo em prol da construção da Matriz, José Antonio de Castro, tesoureiro.

A DEVOÇÃO A N. S. DA CONCEIÇÃO PERDURA NO TEMPO
Relembrando:
O antigo povoado, nascido em 1724 c/Francisco de Azevedo Monteiro, era chamado de Povoado de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté.
Em 1754 D. Bulhões/D. Frei Miguel de Bulhões e Sousa (1748-1760) cria a Paróquia de Abaeté.
Pelos esforços do Pe. Aluísio Conrado Pfeil é criada a Freguesia de N. S. da Conceição dos Abaetés.
As terras da freguesia de Abaeté, nos documentos da época eram denominadas “Sorte de terras ‘Conceição` de propriedade da Igreja Católica”.
As primeiras capelas dedicadas a N. S. da Conceição, eram denominadas Capela de N. S. da Conceição. Nessas capelas, conforme costume católico antigo eram realizadas as ladainhas do novenário à Virgem da Conceição. Essas capelas eram rústicas e construídas em madeira e palha, conforme o costume dos nativos locais.
O 1º cemitério publico da vila de Abaeté, era denominado Cemitério de N. S. da Conceição, que teve que ser removido p/outro local p/se localizar em local impróprio p/sepultamentos.
A rua onde foram edificadas as primeiras capelas e o 1º cemitério de Abaeté ficou sendo denominada popularmente “Travessa de N. S. da Conceição/Travessa da Conceição, porque ali estava edificada a capela de N. S. da Conceição, onde os nativos do lugar prestavam culto a N. S. da Conceição. Essa antiga rua deu origem a atual Av. Pedro Rodrigues.

A QUASE TRICENTENÁRIA DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Desde a criação do povoado de Abaeté, até a criação da Vila de Abaeté em 1880, foram 156 anos de devoção dos nativos e habitantes do lugar a N. S. da Conceição. Isso significa mais de um século e meio de devoção à Virgem da Conceição, c/precária assistência de padres, pois estes tinham um enorme território para dar assistência catequética, como foi o caso dos jesuítas e dos padres seculares de Belém, que além de Abaeté, tinham muitos outros centros de catequese para desenvolver seus trabalhos espirituais.
A partir da condição de vila, constituída em 1880, a devoção a N. S. da Conceição continua a ter o acompanhamento dos padres enviados pelo Bispado de Belém, agora na condição de vigários e até a elevação de Abaeté à condição de cidade em 1895, são mais 15 anos de devoção à Virgem da Conceição.
E até os últimos dias do ano de 2016, já são 292  anos de veneração à N. S. da Conceição, o que configura um próximo tricentenário de devoção dos abaetetubenses a N. S. da Conceição.

A DEVOÇÃO A N. S. DA CONCEIÇÃO NA IGREJA DO DIVINO E. SANTO
Igreja do Divino Espírito Santo e o antigo 'Arraial da Praça da Bandeira'

Praça da Bandeira com o Arraial já montado

Após a ruína da capela de N. S. da Conceição, que ficava na Travessa da Conceição, o culto a N. S. da Conceição passa a ser realizado na pequena igreja do Divino E. Santo, que ficava na antiga Praça da República e a devoção à Virgem da Conceição leva a outras mudanças p/essa devoção.
Assim:
A Praça da República passa a ser denominada popularmente de Praça de N. S. da Conceição/Praça da Conceição (antes era chamada de Praça do Divino), por que ali se localizava a pequena Igreja do Divino E. Santo, onde se venerava e se festejava a Padroeira de Abaeté, N. S. da Conceição.
A festa de N. S. da Conceição nessa praça passa a seguir aos antigos costumes de uma festa de santo, com: o arraial c/mastro, os coretos e hasteamento da bandeira, as alvoradas c/fogos e música de banda, os enfeites, as vendas, as procissões que se transformam em Círio no dia 28/11 e dia da festa a 8 de dezembro, dia de N. S. da Conceição e as pessoas trajando suas melhores roupas ou roupas novas p/melhor honrar N. S. da Conceição, e a introdução das músicas de bandas.
As bandas começaram a participar das cerimônias religiosas, acompanhado os cantos religiosos na igreja, na procissão do Círio e após as cerimônias religiosas, quando executavam s/dobrados, marchas, sambas, choros e outras músicas animadas, prenunciando os antigos folguedos de arraial, que transformavam uma festa religiosa c/muitos motivos profanos.
Convém salientar que as festas de N. S. da Conceição, na antiga Igreja do Divino, foram realizadas até o ano de 1936, quando a nova igreja matriz já estava em construção.
Como a festa de N. S. da Conceição era a festa da padroeira do município de Abaeté, também nas casas começaram a se implantar o costume das refeições preparadas especialmente p/esse dia.
Ribeirinhos e Colonos
Nessa época os ribeirinhos e colonos de Abaeté começaram a afluir, vindos de s/localidades nas ilhas de Abaeté e estradas, em suas canoas à vela ou outros tipos de embarcações, p/também honrar N. S. da Conceição. Famílias inteiras vinham do interior do município e se hospedavam nas casas de s/parentes e amigos da cidade ou eles mesmos construíam casas para esse fim, como foi o caso dos ribeirinhos siriteuaras, que ajudaram a fundar as chamadas vilas Saracura e Sarará. No arraial também se vendiam comidas e bebidas típicas do lugar, doces, brinquedos e se introduziram outros folguedos de arraial.
O 2º Cemitério de Abaeté
O 2º cemitério público da cidade de Abaeté, manteve o nome de Cemitério de N. S. da Conceição, transferido que foi para a R. Francisco Antonio da Costa/Rua do Cemitério. Algumas tumbas desse novo cemitério trazem inscrições de sepultamentos de falecidos que vieram do 1º Cemitério. E muitas tumbas antigas foram construídas c/muito esmero, como verdadeiras obras de arte, em material variado como mármore, granito, c/incrições em baixo e alto relevo e muitas figuras de anjos e outros motivos católicos. Esse cemitério já devia estar tombado há muito tempo, pelo s/valor histórico e patrimonial que representa, que vai sendo dilapidado a cada ano.
De um simples culto, a veneração a N. S. da Conceição passa a ter conotação de uma grande festa, a Festa de N. Senhora da Conceição, a Padroeira do município de Abaeté, que ultrapassou em grandeza outras antigas festas de santos da cidade como a Festa do Divino Espírito Santo, a festa de S. Raimundo Nonato, a Festa de São Sebastião e outras festas.

O 1º Círio de Nossa S. da Conceição
Com os festejos dedicados a N. S. da Conceição veio o 1º Círio de N. S. da Conceição, que aconteceu em 1912.
A festividade de N. S. da Conceição foi realizada na igreja do Divino até o ano de 1936 e após esse ano passou a ser realizada na nova Igreja Matriz de Abaeté ou Igreja Matriz de N. S. da Conceição, que ainda estava em construção.

VULTOS DA 1ª GRANDE CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO DE FUNDOS P/A CONSTRUÇÃO DA NOVA IGREJA MATRIZ DE ABAETÉ
Os Primeiros
Durante as primeiras campanhas de arrecadação de fundos p/a construção da Igreja Matriz de Abaeté, a partir das primeiras décadas do Século 20, pessoas e entidades se envolveram diretamente nessas campanhas, como:
Irmandade de Nossa S. da Conceição
Irmandade de Nossa S. da Conceição, que deveria congregar todas as pessoas envolvidas nas campanhas de arrecadação de fundos, devotos e devotas de N. S. da Conceição, p/a construção da nova Igreja Matriz de Abaeté. Seu grande mentor foi o Pe. Luiz Varella, que junto c/o rico comerciante/industrial e católico Francisco de Assunção dos Santos Rosado, que foi o 1º thesoureiro dessas campanhas.
Irmandade de N. S. da Conceição foi a irmandade criada para N. S. da Conceição, uma vez que a maioria dos santos, venerados na antiga Abaeté, tinham a sua irmandade. Essa irmandade com estatutos e tudo. Seus diretores eram os mesmos que compunham a Grande Comissão para arrecadação de fundos ccom aquela finalidade.
Citações de 1924:
“Estatutos da irmandade de N. S. da Conceição, encarregada da construção da Igreja Matriz”.
“O Senhor Francisco de Assunção dos Santos Rosado, dedicado tesoureiro da grande comissão encarregada da construção da nova igreja, com livro caixa e balancetes”.

Teatro de Nossa S. da Conceição
Banda Paulino Chaves
Grupo Scênico de Abaeté
Mestre Jerônimo Guedes
Professor Alberto Costa
Padre Luiz Varella
Francisco de Assunção dos Santos Rosado
Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club
Theatro Nossa S. da Conceição, foi o teatro montado no alpendre da Igreja do Divino, para se encenar peças, com fundo musical, cuja finalidade era a de arrecadar fundos para a construção da nova Igreja Matriz de Abaeté.
Esse teatro se chamava de Teatro de N. S. da Conceição e as peças eram encenadas pelos componentes do Grupo Scênico de Abaeté, com o fundo musical feito pela Banda Paulino Chaves, grupo musical criado com a ajuda do Padre Luiz Varella.
Grupo Scênico de Abaeté, c/seus artistas amadores da cidade, constituído de rapazes, moças, senhoras e senhores para apresentar os espetáculos teatrais no chamado Theatro de N. S. da Conceição. Era tudo devidamente organizado, c/peças teatrais devidamente escolhidas e ensaiadas p/professor Alberto Costa e c/fundo musical da Banda Paulino Chaves.
A Banda Paulino Chaves, que fazia o fundo musical desses espetáculos e participava dos eventos e celebrações religiosas no tempo do Pe. Luiz Varella. Essa banda foi fundada pelo Mestre Jerônimo Guedes em 1919.
Olaria Nossa Senhora da Conceição, que foi doada p/Francisco de Assunção dos Santos Rosado à campanha de arrecadação de fundos N. S. da Conceição e que era gerenciada p/mesmo Sr. Rosado, cuja venda de s/produtos deveria reverter p/a construção da nova Igreja Matriz de Abaeté.
Balanço da Olaria N. S. da Conceição, de que o Sr. Francisco Assunção dos Santos Rosado é superintendente. Valor da arrecadação: 72$000, que é um maravilhoso resultado.
A Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, que era uma torcida organizada do Vera Cruz Sport Club, formada só p/mulheres, que nos dias de jogos do clube saíam pela cidade comandando passeatas, cantando os hinos do clube, acompanhada da Banda Paulino Chaves.

A 2ª CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO DE FUNDOS E MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO P/A IGREJA MATRIZ DE ABAETÉ
Os Grandes Nomes da 2ª Capanha de Arrecadação de Fundos
Padre Magalhães
Dom Antonio Lustosa
Joaquim Mendes Contente
Seguindo-se ao Pe. Luiz Varela, chega à Abaeté o controvertido Pe. Magalhães/Padre Ignácio Ramos de Magalhães, que assume a paróquia, de 1932 a 1936. Ele encontra a cidade em um contexto social e político injusto e passa a defender os oprimidos do município e começa a criticar os senhores de engenho, os grandes comerciantes e os políticos da época, que ele afirmava explorar e desonrar famílias e pessoas humildes da cidade. Devido a essas acusações o Pe. Magalhães foi vítima de um ato de violência, em 1936, praticado pelas pessoas que ele criticava em seus sermões ou a mando destes, quando foi barbaramente espancado, quando se preparava para celebrar a missa das 5 horas da manhã daquele triste dia.
E devido a esse ato de violência, o Arcebispo de Belém, D. Antonio Lustosa/Antonio de Almeida Lustosa (1931-1941) determina o fechamento da Igreja Matriz de Abaeté, que estava ainda em construção.
C/o fechamento da Matriz o povo de Abaeté não podia mais participar das missas e das outras funções religiosas.
Esse foi o pior castigo imposto p/D. Antonio Lustosa a todo o povo de Abaeté, p/culpa de algumas pessoas.
Mas antes do s/espancamento o Pe. Magalhães não perde tempo constituindo uma 2ª comissão para os trabalhos da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté.
Em 1933 foi constituída uma 2ª comissão para a construção da Igreja matriz, presidida por Joaquim Mendes Contente, que recebeu o aval do Arcebispo de Belém, D. Antonio Lustosa, em 1933, para a construção da nova igreja. Foram lançadas campanhas para a arrecadação de materiais para a construção da igreja. A primeira campanha foi a “campanha das pedras”, onde os barcos que chegavam à cidade vinham carregados de pedras que lançavam às margens do rio da frente da cidade. Quando o sino tocava, a população católica saia para recolher as pedras.
O requerimento pedindo a autorização do Arcebispo de Belém D. Antonio Lustosa foi preparado no dia 7/5/1933 e assinado pelas seguintes pessoas da Comissão:
Pe. Inácio Magalhães, Vigário
Bernardino Mendes da Costa
Raimundo Nonato Viégas
José Ferreira
Joaquim Mendes Contente
José Pinheiro Bahia
Raimundo Pauxis
Humberto Parente
Emiliano de Lima Pontes
Raimundo Nonato Ferreira
Oscar Solano de Albuquerque
Esse mesmo grupo assinou outros documentos em prol da construção da Nova Igreja Matriz de Abaeté, conforme abaixo.
Convite:
A Comissão abaixo assinada, tem a grata satisfação de convidar todas as Autoridades, Federais, Estaduais e Municipais, bem como as Associações Religiosas e de Classes, o Corpo Comercial, Excelentíssimas Famílias e ao Generoso Povo Abaeteense, para a ‘Bênção do Cruzeiro’ que realizar-se-á no dia 27/5/1933, às 17:00 horas e no dia 28/5 realizar-se-á a Bênção da Primeira Pedra Para a Construção da Igreja Matriz e durante a Missa Campal que se realizará no mesmo local. Rogo a todos, de com sua presença, realçarem esse ato de fé cristã, bem como pedir uma contribuição material para a construção de tão importante Templo de Deus. Penhorados agradecem.
Abaeté, 10 de maio de 1933.
Pela comissão: Padre Ignácio de Magalhães, vigário
Bernardino Mendes Costa
Raymundo Nonato Viégas,
José Pinheiro Baía
José Ferreira
Joaquim Mendes Contente
Humberto Parente
Raymundo Pauxis
Oscar Solano de Albuquerque
Raymundo Nonato Ferreira
Emiliano Pontes.

A partir da autorização do Arcebispo de Belém, D. Antonio Lustosa, a comissão, tendo à frente o Pe. Magalhães, Joaquim Mendes Contente e os demais membros citados, iniciam o 2º momento de arrecadação de fundos e materiais e assim se inicia efetivamente a construção da tão sonhada Igreja Matriz de N. S. da Conceição.
É natural que o Pe. Luiz Varella e sua 1ª Comissão tenham entregues a essa 2ª comissão o produto da 1ª arrecadação de fundos desenvolvidas no tempo em que esse padre esteve em Abaeté até o ano de 1932. A construção da nova matriz se iniciou em 1933, c/ a Bênção da Pedra Fundamental do templo a ser construído, feita pelo Pe. Magalhães.
2ª Postagem
A antiga Igreja do Divino Espírito Santo serviu de Igreja Matriz de Abaeté até 1939 e o seu Largo na antiga Praça do Divino era onde aconteciam os antigos festejos de N. S. da Conceição e demais festejos de Santos de Abaeté

A Festa de Nossa Senhora da Conceição em 1939
Programa e Alguns Comentários

No ano de 1939 a festa de Nossa Senhora da Conceição, em Abaeté, foi realizada na inacabada Igreja Matriz de Abaeté ou Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Início da Festa
28 de Novembro
Dia da Festa: 8 de Dezembro
Como se observa, a festa se iniciava tradicionalmente em 28 de Novembro e terminava no dia consagrado a Nossa Senhora da Conceição, 8 de dezembro.
Modernamente, depois da chegada dos Padres Xaverianos, o início da festa foi mudado para outro dia, que conforme explicações desses padres, o início da festa podia recair num dia da semana e por esse motivo a tradição do 28 de Novembro foi mudado para um domingo, antes do dia 28.

No Programa da Festa de Nossa Senhora da Conceição em 1939, temos as informações práticas da organização da Festa, bem como as orações usadas nos programas dessa Festa, os nomes dos organizadores e colaboradores da Festa e, desde então, já se passaram 78 anos da realização dessa Festa e com informações da Festa de 1938.

Santinho Viégas
Para a recordação de alguns antigos devotos de Nossa Senhora da Conceição e para todos os nossos visitantes, aqui vão algumas informações dessa memorável Festa que significa o início da Festa de N. S. da Conceição na nova Igreja Matriz de Abaeté. Invocação Virgem da Conceição, grata esperança Dos que sorvem o cálice de amarguras Quem vos recorre, certo, sempre alcança De Vossa graça as místicas doçuras. Rogar-vos nosso peito não se cansa. - Para nós Vosso manto de ternuras Seja a vela enfurnada de bonança. No mar da vida cheia de loucuras. De Vosso olhar um raio compassivo Lançai por sobre nós, mas decisivo, Que balance noss’alma em pura fé. Sede, Mãe Carinhosa, o lenitivo Nosso! Vossa benção que foi, sempre é: O baluarte do povo de Abaeté.
Autor: Santinho Viegas

Convém ressaltar que as antigas festas de Nossa Senhora da Conceição eram organizadas pela sociedade civil, devido a escassez de padres na cidade e membros da sociedade civil vinham dos poderes constituídos, dos órgãos públicos, dos comerciantes, industriais e trabalhadores autônomos, pais e mães de famílias. Muitos membros dos segmentos sociais faziam parte de alguma confraria ou irmandade desses tempos.
E a festa era composta por uma diretoria, conforme abaixo e as informações entre parênteses são do autor do Blog do Ademir Rocha.

Nomes da 2ª Capanha de Arrecadação de Fundos
Diretoria · Presidente: O Vigário Paroquial, (que nesse tempo era um Padre Capuchinho)
· Vice-Presidente: Bernardino Mendes da Costa (português, comerciante e industrial que era casado com uma abaeteense da Família de Bento de Carvalho).
· 1º Secretário: Raymundo Nonato Viégas (grande abaeteense, letrado, de vivaz inteligência, funcionário da Prefeitura Municipal, que era uma espécie de mentor intelectual nas festas de Nossa S. da Conceição e demais eventos cívicos, sociais de Abaeté e era casado com uma jovem da família Margalho).
2º Secretário: José da Costa Ferreira Ribeiro (foi prefeito de Abaeté)
Tesoureiro e Diretor Geral: Joaquim Mendes Contente (este era farmacêutico, dono da antiga Phamarcia Indiana, que era o médico da população de Abaeté e, especilamente dos pobres do lugar.
Comissão Cooperadora · Humberto Parente (jovem membro da tradicional família Parente, cujo pai era um dos maiores comerciantes e industriais da então Abaeté.
· Emiliano de Lima Ponte (membro da tradicional Família Pontes de Abaeté, filho de João Pontes, este que era escriturário, guarda-livros e que foi o introdutor da filosofia e das práticas mediúnicas do nascente Espiritimo em Abaeté).
· Raimundo Nonato Ferreira (chegou a ser prefeito de Abaeté)
· Oscar Solano de Albuquerque (este que era comerciante, marítimo, dono de bens e também um dos antigos comerciantes de regatão de Abaeté do tempo das antigas canoas grandes à vela, inclusive ele já usava um iate trivela).
· Raymundo Pauxis (Mundico Pauxis, filho de Hermínio Pauxis, este fundador do Clube Carlos Gomes em 1880, ambos grandes músicos e maestros de Abaeté, possivelmente originários da localidade Tauerá de Beja).
Augusto Ferreira
Auxiliares (os Auxiliares da Diretoria eram pessoas influentes, líderes, ribeirinhos, colonos ou capitalistas com interesses comerciais/industriais nos distritos do município e convém salientar que o único modo de locomoção para essas localidades e vice-versa era através dos abundantes rios do município e as embarcações eram os reboques, batelões, canoas grandes à vela ou alguns navios das empresas do Estado e dos donos de engenhos de cachaça e o deslocamento nas localidades ribeirinhas se faziam através dos cascos, canoas e outras pequenas embarcações à remo. Era admirável o trabalho dessas pessoas na arrecadação das contribuições e donativos para a Festa).
1ª Zona – Cidade
A cargo da Diretoria
J. Contente (Joaquim Mendes Contente)
2ª Zona – Rios Jarumã e Tauerá de Beja · Theodomiro Santos
3ª Zona – Guajará de Beja · João Albino Gomes Filho
4ª Zona – Arapiranga, Uraenga e Vila de Beja · Armindo Araujo
5ª Zona – Rios Urubuéua, da Prata e Doce · Feliciano Augusto da Silva
6ª Zona – Rios Sapocajuba, Anequara e Urucuri · Belino Pinheiro (este com nome de rua em Abaetetuba)
7ª Zona – Rios Xingu, Caripetuba e Paramajó · Dalica Paixão
8ª Zona – Rios Rios Sarapuquara, Arumanduba e Guajarázinho · Dulcinda Carvalho
9ª Zona – Rios Maracapucu e Maracapucu-Miri · Madame Manoel do Espírito Santo Ferreira (Duca Ferreira)
10ª Zona – Rios Quianduba e Marianduba · Egídio Pacheco
11ª Zona – Rios Baixo Tucumanduba e Paruru · Palmira Maués Pinheiro
12ª Zona – Rios Ajuaí e Ajuaízinho · Madame Inocêncio J. Pinheiro
13º Zona – Rios Maúba, Furo Panacuéra e Furo da Mata · Rosendo Maués (com nome de rua em Abaetetuba)
14ª Zona – Rios Cuitininga, Sumaúma, Alto Tucumanduba, Camarãoquara e Vilhena · Teodomiro Augusto da Costa
15ª Zona – Rios Furo grande, Tucumanduba, Bacuri, Biribatuba, Costa Maratauíra · Horácio Maúes Cardoso
16ª Zona – Rios Piquiarana-Açu, Piquiarana-Miri, Itanimbuca, Acarajó, Furo do Limão · F. R. Maués
17ª Zona – Rios – Rios panema, Itacuruçá e Arapapu · Antonino dos Santos Carvalho
18ª Zona – Rios Belchior, Sirituba e Tabatinga · Luna Matos
19ª Zona – Rios Abaeté e seus afluentes e Colônia · José Lima, Prudente Ribeiro de Araujo e Manoel Lobato
20ª Zona – Municípios vizinhos e Localidades fora do Município de Abaeté (comerciantes, industriais e donos de engenhos de Igarapé-Miri e Vila Maiuatá, esta antiga Vila Concórdia, eram assíduos contribuintes da Festa de Nossa S. da Conceição, assim como os de Abaeté eram contribuintes da Festa de Sant’Ana em Igarapé-Miri e os festejos de santos da Vila Concórdia, hoje Maiuatá) · A Diretoria da Festa

Como se vê, a sociedade abaeteense participava ativamente da organização da Festa de Nossa Senhora da Conceição e todas as localidades do município eram atingidas pela Festa. Cada localidade do município possuía um ou mais auxiliares na distribuição de cartas e programas, arrecadação de donativos e recebimento, mediante recibos, das contribuições dos Comissários e Mordomos da Festa e dos Devotos espalhados por essas localidades:

Juízes, Mordomos, Protetores
Na cidade esse serviço era feito pelos membros da Diretoria da Festa.
Juizes dos Eventos da Festa – Juizado (Esses Juízes eram os responsáveis pela montagem e preparação dos eventos e peças e dos espaços a serem usados)
Juízes da Trasladação e Procissão
Pedro Ribeiro de Araujo (grande músico e que chegou a maestro da Banda Carlos Gomes e membro da Confraria de São Raimundo Nonato, santo padroeiro da Banda.
Fortunato Lobato (filho de Messias de Sigmaringa Lobato)
Licínio Ribeiro de Araujo (músico irmão de Prudente e Pedro Ribeiro de Araujo)
Cesarina Lobato
Maria Mendes Contente
Nieta Paes Loureiro (mãe de João de Jesus e Raimundo Nonato Paes Loureiro, casada com Pedro Loureiro da Sapataria Abaeteense).
Juízes do Mastro e Bandeira (o Mastro era um grande tronco de árvore que era erguido no Arraial da Conceição e fazia parte, junto com a Bandeira, do aspecto secular dos Festejos)
João Arlindo, Frederico de Lima, Manoel Barbosa, Sebastião Lobato, Nivarna Silva de Souza.

Juízes da Festividade
Coronel Aristides dos reis e Silva (o maior nativista de Abaeté, grande nome da História do Município de Abaetetuba e que foi Intendente e deputado estadual)
Giovani Macedo Parente (filho de João Parente, parente de Garibaldi Parente)
José Feliciano de Lima
Almerindo Maués (antigo comerciante e marítimo de Abaeté) e ainda:
José Luna, Madame Avelino do Vale, Madame Benjamim Quaresma, Madame José Roberto de Araujo, Madame Jayme Silva, Madame Theodomiro Amanajás de Carvalho.

Programação da Festa de Nossa Senhora da Conceição
27 de Novembro (era o dia da véspera do Círio da Conceição, onde os movimentos preparativos da Festa ficavam em ebulição pelos últimos retoques dos festejos que se iniciavam com a Romaria, que era a Procissão da Trasladação da Imagem da Virgem da Conceição, sempre à noitinha e como marcava o início dos festejos para a nova Igreja Matriz de Abaeté, essa procissão saía da antiga Igreja do Divino, que até aquele momento era o local dos festejos de Nossa S. da Conceição.
A Igreja do Divino foi derrubada pelos Padres Capuchinhos em 1940, contrariando a Irmandade do Divino Espírito Santo que era a responsável pela única Igreja da Cidade, pois a antiga Capela de N. S. da Conceição tinha ruído há muitos anos na antiga Travessa da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues, onde se localizava).
Dia da “deslumbrante Romaria” preparatória para os festejos de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Abaeté, que terá lugar às 19:30 horas, com a trasladação da Imagem da Excelsa Virgem da Conceição, saindo da Igreja do Divino Espírito santo para a nova Igreja Matriz de Abaeté.
28 de Novembro – Início da Festa Em cada ano que passa, a cada meta dobrada na exist~encia,
28 de Novembro é o dia, por excelência, em que o coração e a alma abaeteense, esquecida as agruras da vida, pulsa mais forte, vibra mais intensa, respectivamente, em motivo de justa e comovente alegria. É que neste dia, desde muito antes do sol levante, música de sinos, ribombar de foguetes, sonoridades musicais, enchendo este ambiente, despertam o ânimo do povo de Abaeté, dando-lhes na lembrança a época festiva de sua gloriosa Padroeira, a mais expressiva de todos os tempos; pois os festejos de N. S. da Conceição são parte relevante no registro dos fatos religiosos deste município. E a alvorada, início solene da grande festividade.
Às 6 horas, ao som do Hino, será hasteada no grande Mastro delicado Estandarte da Excelsa Padroeira.
À noite desse mesmo dia terão início no novo templo, as Ladainhas do Novenário, acompanhada de grande instrumental.
As noitadas serão como de costume patrocinadas pelas diversas Classes da Sociedade Abaeteense, que com o seu acendrado amor e dedicação, não pouparão esforços para o maior brilhantismo dos festejos em honra a Excelsa Padroeira de Abaeté, a Virgem Mãe Consoladara dos Aflitos. Após o levantamento da Bandeira da Matriz, será rezada Missa por almas de todas as pessoas falecidas que tenham cooperado na grande obra de Construção da Casa de N. S. neste rincão.

Dia da Festa
8 de Dezembro: Dia da Festa de Nossa Senhora da Conceição
Ás 9 horas da manhã será celebrada a Santa Missa, revestida da máxima Solenidade e Explendor, acompanhada em Côro, Músicas e Fogos, em profusão e Salva de Bombas de Alto calibre. Ao Sanctus, ocupará a Tribuna Sagrada o Reverendo Sacerdote celebrante do ato, que empolgará a assistência com um Apredica Evangélica repassada de Fé Cristã na qual fará o Panegyrico da Sagrada Imagem de Nossa Senhora da Conceição, a Virgem Soberana dos Céus e Advogada da Humanidade. (grande parte das atividades e ícones do dia da Festa de N. S. da Conceição ainda permanecem nas festas atuais, especialmente a histórica Imagem de N. S. da Conceição que já vai para os seus 300 anos em Abaetetuba)
Procissão
Andor de Nossa S. da Conceição
Banda Carlos Gomes
Imagem de Nossa Senhora da Conceição
Irmandades, Confrarias e outros grupos católicos
Apostolado da Oração
Às 5 horas da tarde precisamente, sairá a Procissão da Veneranda Imagem, acompanhada de todos as Irmandades Religiosas locais e dos Fiéis Católicos de Abaeté em geral, adornando o cortejo a alegria dos Sinos, o marulhar aéreo de Foguetes em bastas Girândolas, e os harmoniosos sons da Banda Carlos Gomes para tal fim precisamente contratada, homenagem esta sincera e justa à Imaculada Virgem da Conceição, cuja Imagem Venerável, em finíssimo Andor, acompanhará o trajeto que fará percurso pelas principais ruas da Cidade, obedecendo a ordem dos anos anteriores. Tudo será ao encargo exclusivo da Diretoria da Festa que é a mesma encarregada da Construção da Nova Igreja Matriz, ora em via de Conclusão. (as Irmandades, Confrarias e outros antigos grupos de Igreja foram extintos com a chegada dos Padres Xaverianos, permanecendo apenas o grupo do Apostolado da Oração, que detém o atributo de ser, entre os atuais grupos católicos, o mais antigo de todos). (hoje já não existe a Diretoria da Festa).
Te Deum
Ao recolher-se a grandiosa Procissão, ato contínuo, será entoado o pomposo Te Deum Laudamos, última parte religiosa dos Festejos consignados neste Programa, após o que realizar-se-á importante Leilão de Oferendas, o que, certamente, de par com os Divertimentos Seculares, farão termo à Festividade no corrente ano, deixando no coração da Família Abaeteense uma saudade imorredoura que ficará sonhando para só despertar com os festejos do próximo ano. (o Te Deum já não mais existe, mas permanecem os Divertimentos Seculares).

7 de Dezembro
Despesas
Com o maior brilhantismo possível próprio do Cerimonial e os Requintes de Entusiasmo alheios a esse, prencher-se-ão as respectivas Formalidades deste dia, cuja representação será feita oficialmente pelos selecionados dos juízes e Protetores da Festividade no corrente ano.
Novenário
Do dia 28 de Novembro a 6 de Dezembro, todas as noites, às 7 horas, na Nova Matriz Paroquial, haverá ladainhas celebradas com cantoria sacras de Côros, Bênção Especial do S. S. Sacramento, rematados estes atos com sublimes cantos religiosos, entoados por um Conjunto de Vozes Sonoras, e acompanhado pelos Fiéis Devotos à Excelsa Rainha dos Céus. Após estas Cerimônias, sempre que seja possível, terão efetividade, em lugar próprio, os Leilões de Donativos cujos produtos líquidos serão revertidos em auxílio ao custeio de dispêndios com festejos em apreço.
Arraial de Conceição
No Arraial, feéricamente iluminado e Pomposamente Ornamentado, sentir-se-ão as Diversões, todas de caráter puramente moral e social, que atestarão a nossos Romeiros, e ao Público em Geral, dos sadios princípios de Cultura e de Civismo do Povo Abaeteense. (o Novenário era o ponto forte da parte religiosa dos Festejos de N. S. da Conceição, com muita afluência e participação do povo, Irmandades, Confrarias, grupos católicos de todas as idades, onde as antigas Ladainhas, a Bênção com o Santíssimo e o Te Deum envolviam de forte emoção todos os presentes das noites do Novenário na nova Igreja Matriz, além do vistoso 'Andor' contendo a Imagem de Nossa Senhora, esta, conforme a lenda, vinda de Portugal através de Francisco de Azevedo Monteiro e todos na expectativa de também desfrutar da parte Secular dos Festejos no chamado Arraial da Conceição, contando com a música das bandas e das variadas brincadeiras e muitas das antigas diversões do Arraial, que paulatinamente foram substituídas por outras).

Conclusão
Os nomes que por ventura corresponderem a duplicatas, prevalecerão na categoria da espécie superior do Quadro Oficial em razão das seguintes cotas:
Juízes e Juízas 50$000 (cincoenta mil réis) para mais;
Protetores de 10$000 (del mil réis) para mais;
Mordomos e Mordomas de 2$000 (dois mil réis) para mais (os termos Juízes e Juízas, Protetores e Mordomos e Mordomas já não mais existem nas Festividades atuais).
Noitários (os Noitários ainda permanecem em outras formas e nomes)
1ª Noite – Mocidade Abaeteense (já não mais existe essa categoria que envolviam os jovens desses antigos tempos).
Comissão:
Ana Cardoso Pinheiro · Ambrosina Coutinho (da Família Pimentel Coutinho) · Garimar Parente (da família Parente) · Osmarina C. Pinheiro · Dalca Leite Lobato (filha do conhecido Capitão Leite) · Orlandina L Rodrigues (filha do conhecido e lendário Prof. Maxico, grande nome da antiga Educação de Abaeté) · Orlanda Costa · Dulce Ferreira (filha de Duca Ferreira) · Osvaldina Rodrigues (filha do Prof. Maxico) · Raymunda Carvalho · Carlaide Ferreira (foi conhecida professora em Abaeté, da Família Jorge) · Jacyra Barros · Adair F. Soares · Fernando Pinto Coelho Júnior · Lauri Ferreira (conhecido comerciante, casado com Alfa Pontes) · Raymundo Rodrigues · Antonio F. Cardoso · Felipe Ferreira Ribeiro (conhecido comerciante dono da casa comercial Boa Esperança, esta gerenciada por Pagão, irmão de Felipe)
2ª Noite – Funcionalismo Público
Comissão:
Dr. Walter Figueiredo · Arquimino Athaide · Priscos Navarro · José Figueiredo · Professora Esmerina N. Ferreira (da Família Nunes Ferreira, professora em Abaeté, chegando ao posto de diretora do Grupo Basílio de Carvalho, casada com o imigrante sírio-libanês Bou-Habib). · Professora Noca Martins Ferreira
3ª Noite – Indústria e Agrícola
Comissão:
Arthur Nunes Ferreira (da Família Nunes Ferreira, comerciante, dono de engenho de cachaça em Abaeté) · Manoel do Espírito Santo Ferreira (Duca Ferreira, comerciante, dono de engenho de cachaça, político em Abaetetuba). · Horácio Cardoso (Horácio Maués Cardoso, um dos patriarcas da Família Cardoso, pai do comerciante e pescador Horácio Sizino).
4ª Noite – Mães de Família
Comissão:
Celina Contente (esposa de Joaquim Mendes Contente, farmacêutico da Phamárcia Indiana ainda existente, que foi prefeito em Abaeté, líder católico e um dos baluartes na construção da antiga Matriz de Abaeté e Presidente da Festa de N. S. da Conceição por vários anos). · Antonia Barros de Castro · Dulcinda Carvalho (líder e ativista católica ribeirinha) · Etelvina Vilaça da Silva (da Família Villaça da Silva, do patriarca dessa família Acrísio Villaça da Silva) · Haida Barros Santos · Waldomira Cunha · Carmelita Parente (da Família Parente) · Judith Vasconcellos · Santinha Ferreira · Estefânia Mello · Angelina Mello Moreno · Augusta Oliveira
5ª Noite – Marítimos (esta classe gozava de grande prestígio nos Festejos de N. S. da Conceição e era líder na arrecadação de contribuições e donativos para os memoráveis Leilões de Donativos de N. S. da Conceição e hoje já não mais faz parte como Noitário do tradicional dia da Véspera da Festa, 7/12, por pressão da Ala Progressista da Teologia da Libertação chegados através de alguns Religiosos Xaverianos).
Comissão:
Francisco Marques Ferreira, Acrísio Vilaça da Silva (patriarca da Família Villaça da Silva), Antonio Silva, Raymundo Sena.
6ª Noite – Itatiaia Sport Club (clube social e de foot ball na antiga Abaeté, sabendo-se agora de sua existência no ano de 1939)
Comissão:
· A Diretoria do Clube
7ª Noite – Operários ( a classe dos Operários da antiga Abaeté era muito atuante e participante dos eventos da cidade e que se organizavam a partir do Círculo Operário e que possuíam o jornal/semanário LOA-Liga Operária de Abaeté e formado por ferreiros, mecânicos, eletrecistas, marceneiros, calafates, carpinteiros, funileiros e outros tipos, todos chamados de mestres/mestres de ofícios).
Comissão:
Vicente Maciel (músico membro da Banda Carlos Gomes e um de seus presidentes), Pedro Araujo (Pedro Ribeiro de Araujo), João Arlindo,José Guimarães
8ª Noite – Abaeté Foot-Ball Club (antigo clube social e de futebol que deu origem ao atual Abaeté Futebol Clube, fundado em 1935).
Comissão: A Diretoria do Clube
9ª Noite – Commércio
Comissão: · José Sertório de Miranda (antigo comerciante de Abaeté),  Lucídio Negrão Paes (antigo comerciante de Abaeté e um dos patriarcas de uma vertente da Família Paes), Raymundo Oliveira
10ª e 11ª Noites – (Véspera e Dia da Festa)
Comissão: · A Diretoria da Festa
Romarias
Dia 4 – Pela manhã, às 6 ½ horas, da Igreja do Divino Espírito Santo, os Cruzadinhos da Eucharistia uniformizados sahirão em Romaria bem organizada para a Igreja Matriz; ahi chegados , assistirão à Missa e farão a Comunhão Geral , seguindo logo após para o café em casa do Presidente. (Cruzadinhos já não mais existem e a casa do café da manhã é do Sr. Joaquim Mendes Contente).
À noite, às 7 ½ horas, ainda uniformizados farão Guarda de Honra, durante a Reza, sustendo velas acesas.
Dia 5 – Pela manhã, às 6 ½ horas, os Legionários e Legionárias, igualmente em uniforme, seguirão em devota Romaria, da mesma Igreja, para a Matriz; ahi chegados, terá lugar a Bênção Solene do Estandarte Legionário e distribuir-se-ão as faixas, que lhe completarão o uniforme, assistirão à Missa e farão a Comunhão Geral, em seguida, formarão a quatro e dirigir-se-ão à Residência do Presidente, para o café. (Legionários e Legionárias já não mais existem).
À noite, às 7 ½ horas, farão, ainda em uniforme e sustendo velas acesas, guarda de honra à Nossa Senhora, durante a Reza.
Dia 6 – Primeira Comunhão e Comunhão Geral dos alunos do Cathecismo e meninada em geral.
Pela manhã, às 6, ½ horas, Romaria devota e bem ordenada da Igreja do Divino do Divino à Matriz; ahi chegados, os meninos assistirão à Missa por entre cânticos e fervorosas orações, durante a qual, farão a 1ª Comunhão os que estiverem devidamente preparados e Comunhão Geral todos os outros; em seguida, em passeata, 4 a 4 se dirigirão à casa sempre hospitaleira da Família Contente para o café, etc. (a histórica Igreja do Divino se localizava onde hoje existe o prédio que abrigava a fábrica do antigo Café Abaetetuba).
À tarde, das 2, ½ horas, divertimentos no no largo. Às 7, ½ horas, os de de 1ª Comunhão, sustendo as velas acesas, durante a Reza. N. B: Às 10 horas, Renovação Promessas do batismo. 
Dia 7 – Pela manhã, às 6,1/2 horas, todos os Associados do Apostolado da Oração deverão achar-se em forma, em frente à Igreja do Divino, donde seguirão em pomposa Romaria para a Matriz, devendo estarem trajados de branco; chegados à Matriz, assistirão à Missa e farão e farão a Comunhão Geral, entre cânticos.
À noite, às 7, ½ horas, 30 entre Zeladores e Associados farão guarda de honra à Nossa Senhora, sustendo velas acesas durante a Reza. (o grupo do Apostolado da Oração ainda existe).
Dia 8 - Possivelmente os Legionários, em coro de duas vozes (rapazes e moças), cantarão a Missa da Festa. N. B: Haverá Batizados e Casamentos, sempre que apareçam todo dia durante a Festa, das 8 às 10 horas da manhã e das 2 às 4 da tarde.
Apelo A Diretoria da Festa, pede encarecidamente a todos os devotos da Virgem Imaculada Conceição, além dos auxílios solicitados e previstos no presente Programa, mais um esforço da boa vontade de cada um em concorrer com donativos para os leilões e óbulos e outros em favor das obras da Matriz, ainda em construção, dessa Excelsa Padroeira de Abaeté.
Agradecimento
Profundamente reconhecida sentir-se-á a Diretoria da Festa no corrente ano para com todos aqueles que, em expressão sincera da melhor boa vontade, concorrerem com seus tão justos quão necessários auxílios que hão de vir perpertuar-se no magestoso edifício, destinado a ser o lar benéfico de nossa Mãe Amorosíssima, Nossa Senhora da Conceição. (o magestoso edífício citado hoje é a atual Catedral de Nossa Senhora da Conceição e muitas ações e nomes dos colabores da construção dessa igreja são citados nas postagens sobre a História-Memória da Festa de N. S. da Conceição) Aviso A Diretoria da Festa chama a atenção das pessoas que ficaram com falta com o pagamento do que arremataram nos leilões do ano passado, por ocasião destes mesmos festejos, cujos nomes estão num livro especial de registro de dívida, a ser transcrito no Balanço final das obras da Matriz, para que não cometam a imprudência de repetir semelhante falta de respeito, que de modo algum justifica, para não terem o desprazer de passarem por vexames ao não lhes serem entregues os donativos que pelteiarem, senão mediante pagamento à vista, sobre o que a mesma Diretoria tomará concernente prévio entendimento com a autoridade policial. Relação nominal das pessoas que contribuíram para a festividade de N. S. da Conceição, no ano de 1938, e que ficam conceituadas para o ano fluente, na ordem seguinte: de 2$000 (dois mil e quinhentos réis, nota do autor do Blog) até 5$000 como Mordomos; a maior de 5$000, como Protetores, exceto o corpo de Juízes oficiais da Festa. (Seguem os nomes dos que contribuíram que podem ser vistos nas genealogias das famílias de Abaetetuba – nota do autor do Blog).

Seguem os nomes dos Auxiliares da Diretoria da Festa, responsáveis pela arrecadação das contribuições de 1938, nas diversas localidades do Município de Abaeté:
Auxiliares da Diretoria (como já dito, eram pessoas influentes das localidades e cidade de Abaeté)
· Professora Laura dos Santos Ribeiro (nome histórico da Educação em Abaetetuba)
· José Feliciano de Lima
Firmo Roberto Maués (membro da tradicional Família Maués, vinda do patriarca João Olímpio Maués).
Filomena Dume, Teodoro dos Santos, Egídio Pacheco, Palmira Maués Pinheiro, Ana Dias Ferreira
Horácio Maués Cardoso, patriarca dessa família
Raymundo Macedo, auxiliado por Madame Inocêncio Joaquim Pinheiro
· Dulcinda Carvalho, Teodomiro Augusto da Costa
Sisínia Silva (membro da família de Latino Lídio da Silva que chegou a ser prefeito nomeado e com nome de rua e Sisínia tinha origem na locaslidade Jarumã onde era professora).
Prudente Ribeiro de Araujo (irmão de Pedro e Licínio Ribeiro de Araujo com nome na História-Memória de Abaeté e na musicalidade).
Armindo Araujo, Manoelzinho Lobato, João Albino Gomes Filho
Rozendo Maués (membro da Família Maués e com nome de rua)
Oscar Solano (um dos patriarcas da Família Solano).
Maria Zaíde Cardoso (professora com nome na História-Memória da Educação em Abaetetuba).
Ninita Floresta

As Professoras Carmem Cardoso Ferreira e Benvinda de Araujo Pontes
Foram ativas componentes de grupos católicos e membros das diretorias e comissões nas Festas mais recentes de Nossa Senhora da Conceição, anos de 1960, 1980 e 1990.


A economia e Finanças na Festa e Círio de 
Nossa Senhora da Conceição


Seguem mais 'História-Memória com as fotos acima.


Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA