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terça-feira, 26 de junho de 2012

BATISTA E CASA DOS ESTUDANTES:MEMÓRIA E GENEALOGIA

BATISTA: MEMÓRIAS DA 1ª CASA DOS ESTUDANTES DE ABAETETUBA E GENEALOGIA
Batista numa formação do Abaeté Futebol Clube:
Dé, Arminho, Bacu, Saúde, Cebola, Batista e Alcimar
Agachados: Gabiru, Café, Piranha, Chinesinho e Filinho

João Batista Costa de Moraes e a 1ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba:

Faleceu o amigo João Batista Costa de Moraes/Batista da Dora em 25/6/2012. Que Deus o tenha logo consigo em sua Glória Eterna. Como homenagem ao amigo que se foi desta etapa da vida, acabamos de compilar mais informações colhidas sobre sua rica história e genealogia. Começamos pela sua genealogia com sua família com origem em Oeiras do Pará/PA, município aqui da Microrregião de Cametá e perto mesmo de Cametá. Em Oeiras residem a maior parte de seus 8 irmãos:

1ª G, pais de Fulgêncio José de Moraes

2ª G/Filhos/F, Fulgêncio José de Moraes/Venuto, este com origem em Oeiras do Pará, casado com Dulcelina Costa de Moraes/Mocinha, esta irmã de Dora, e Venuto e Mocinha tiveram 9 filhos, 3ª G/Netos/N: Ana Maria, Luiz Otávio, Raimundo Nonato/Peteira, Maria Claudete, Antonio José, José Adelino, Vítor Miguel, Maria da Conceição e João Batista Costa de Moraes, todos casados e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn e netos, 5ª G/Trinetos/Tn. Como Batista, seus irmãos homens também foram futebolistas em Oeiras.

3ª G/Netos/N, filhos de Fulgêncio José de Moraes/Venuto e Dulcelina Costa de Moraes:

3ª G/N, Ana Maria Moraes Costa, casada e com filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn

3ª G/N, João Batista Costa de Moraes/Batista da Dora/Batista e nas últimas décadas de vida ficou conhecido como Professor Batista, por conta de sua profissão de professor de Educação Física e Ciências Físicas e Biológicas/CFB em várias escolas de Abaetetuba e, por sinal, foi um dedicado e amado professor nessas escolas. Nascido por volta de 1947 (24/6 ?) e falecido em 25/6/2012, Batista foi adotado por sua tia, a popular Dora/Foralice, irmã da mãe de Batista, de nome Dulcelina Costa de Moraes/Mocinha, sendo Dora uma grande cozinheira e doceira de Abaetetuba e João Batista, em sua juventude, além dos estudos primário e ginasial, também se tornou jogador de futebol nos clubes de Abaetetuba e na Seleção de Futebol, nas décadas de 1970 e 1980. Como o futebol era uma das paixões da vida de Batista este, quando deixou os campos de futebol, se tornou bandeirinha, comentarista e cronista de futebol na Empresa de Comunicação e Publicidade Copacabana e na Rádio Guarany FM, e foi contemporâneo de Roque Dias, Bené Costa, João Pedro Maués, Albertino Lima Lobato (este, por sinal, seu cunhado), Naldo Araujo, Nildo Silva e outros grandes nomes das comunicações em Abaetetuba. Como jogador de futebol foi um razoável, esforçado e dedicado jogador pelos clubes por onde passou e, quando usava a força contra seus adversários, ocasionando as faltas marcadas pelos juízes, ele tinha um gesto instintivo: corria para o juiz e, com as mãos cruzadas por trás da costa, fazia reverência aos juízes, pedindo desculpas e o mesmo fazia com os jogadores em quem causava as faltas e, por isso, dificilmente era expulso de uma partida de futebol. Venuto, o pai de Batista, jogava futebol e formava na zaga junto com o Miguel da Dócia, este pai do Zé Leitão, este foi grande jogador de futebol nos clubes e na seleção de futebol de Abaetetuba.

MEMÓRIA DO BATISTA E A CASA DOS ESTUDANTES DE ABAETETUBA:

Batista, como precisou se deslocar para dar continuidade em seus estudos na Capital, Belém do Pará, foi morar na 1ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba que se localizava na Rua de Óbidos, às proximidades do Arsenal de Marinha, em uma casa de alvenaria que se localizava em frente, hoje, de uma das lojas do Supermercado Líder, da Cidade Velha, quando essa rua e as demais desse trecho do Bairro da Cidade Velha e Jurunas eram só mato e lama. Junto com João Batista Costa de Moraes, moraram nessa 1ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba os seguintes estudantes, lá na década de 1970:

Clemir de Araujo Nery, filho de Jair Nery e Mariinha e que, posteriormente se formou médico, tendo trabalhado por longos anos nessa função em Abaetetuba, dono de Clínica Médica e que faleceu abrupta e prematuramente em Abaetetuba.

Juquinha Costa, filho de Jucá Costa e D. Dolores, e Juquinha, em meio a muitas dificuldades financeiras, conseguiu se formar como piloto de aviação e, em seu 1º voo profissional, o avião que pilotava caiu e Juquinha Costa veio a falecer, para consternação de seus amigos da Casa dos Estudantes e de Abaetetuba em geral.

Manoel das Graças Costa/Graça, filho de Jucá Costa e D. Dolores, irmão de Juquinha que, ao que parece. se tornou comerciante em Belém. Manoel das Graças era um dos comportados da Casa dos Estudantes.

Garibaldi Nicola Parente/Gari era o mais estudioso e o mais comportado de todos os que moravam na Casa dos Estudantes, e que, por causa da vida boêmia da maioria de seus colegas da mesma casa, se sentia prejudicado com a algazarra de seus colegas, quando estes tiravam o dia e a noite para as rodadas de pinga nos botequins da Cidade Velha, Estrada Nova, Jurunas e Condor. Porém o inteligente Garibaldi foi em frente nos seus estudos no Colégio do Carmo e se formou engenheiro agrônomo na UFRA, e hoje trabalha como professor do Campus Universitário de Abaetetuba/UFPA, em Abaetetuba, e é escritor e grande conhecedor da cultura de Abaetetuba, é casado com Senita Loureiro e com filhos.

Os Irmãos Sobrinho:

José Tibúrcio Sobrinho e família chegaram a morar em uma casa na mesma Rua de Óbidos, às proximidades da Casa do Estudante, casa que foi palco da festa de passagem no vestibular de Raimundo Rodrigues Dias (Engenharia Química), José Wilkens Dias Sobrinho (Medicina, e ele é irmão do Maneca, Beti e Miro, descritos acima) e Ademir Heleno Rocha (Biologia).

Manoel Benedito Dias Sobrinho/Maneca, era outro comportado e inteligente estudante, filho do empresário cearense (abaetetubense por adoção) José Tibúrcio Sobrinho e D. Isabel Dias Sobrinho/Bebé, que se formou engenheiro químico, tendo trabalhado na ELETRONORTE, em Belém/Pa, e se aposentado nessa função e é casado e com filhos, residindo em Belém. Aparece Maneca!

José Claudomiro Dias Sobrinho/Miro, irmão do Manoel Benedito Dias Sobrinho, acima elencado e pertencia ao Quarteto dos Amigos, formado por Batista, Arnaldo, Ademir, quarteto que sobreviveu após a Casa dos Estudantes por mais uma década em Abaetetuba, nos jogos de bilharito e garrafas de batidas. Miro teve que voltar para Abaetetuba onde casou com a irmã de Maria das Graças Lima Lobato, esta a esposa do João Batista Costa de Moraes, portanto, concunhados e Miro com filhos e netos em Abaetetuba.

José Roberto Dias Sobrinho/Beti, irmão do Manoel Benedito e José Claudomiro, acima, e que se formou Técnico em Contabilidade, voltou para Abaetetuba, ingressou por concurso no Banco do Brasil, casou com Aldelena Ribeiro e é pai e avô em Abaetetuba.

Arnaldo Paes Figueiredo, filho de Raimundo Negrão Figueiredo e D. Astrogilda Paes Figueiredo/Gilda, que pertencia ao Quarteto dos Amigos, que era o capitalista da turma e que garantia as rodadas das batidas nos botecos do Pantano (não é Pântano), Quebra-Queixo, Verdes Mares, Yan Pan-Pan (a japonesa), Recreio da Armada, Palácio dos Bares, Travadeira e outros lugares por onde os estudantes sempre se faziam presentes nos fins de semana e nos dias da semana, com chuva ou com sol. Como o Batista era o mais espirituoso da turma era ele que se encarregava de colocar os apelidos nos botequins e seus donos e dar os apelidos de seus colegas, sem malícia nenhuma e levado por seu elevado espírito brincalhão. Ninguém ganhava e escapava das conversas e brincadeiras do Batista e todos perdiam nas suas conversadas. Tiburcinho, irmão do Miro e o Ademir que o digam. Arnaldo, por força dos negócios da família, teve que voltar para Abaetetuba para assumir, junto com Davi, seu irmão, alguns negócios da família (supermercado, fábrica de gelo) e, com o falecimento de seu pai, até os dias atuais é o competente proprietário da fábrica FRIPAL e é casado com a filha do grande músico Daniel Margalho e com filhos garantidos na genealogia dos Figueiredo, residentes em Abaetetuba. Cinthya Margalho, anota os componentes da família do grande músico Daniel Margalho, que agora o Arnaldo Paes Figueiredo pertence.

Ademir Heleno Araujo Rocha, que quando se formou no Curso Ginasial da Escola Bernardino em 1965, sem eira nem beira se mandou para Belém, para morar numa espécie de ensaio de casa de estudante, bancado por Manduca Felgueiras, filho de Mário Felgueiras e D. Valdomira, onde moravam: Jorge Felgueiras, Miguelzinho Aracati, Ademir Rocha, na Travessa José Pio, Bairro do Telégrafo, numa casa sito numa espécie de viela, difícil de achar, mas que os estudantes de Abaetetuba em Belém descobriram e ali se desenrolaram sadias brincadeiras. Ademir se transferiu para a 1ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba, se formou Técnico em Contabilidade na Escola Magalhaes Barata, em Belém, ali trabalhou nessa função e foi fazer um passeio em Abaetetuba, onde foi convidado para lecionar a disciplina Técnicas Bancárias e ficou em Abaetetuba dando também aulas de CFB, Matemática, e por conta de sua nova profissão teve que voltar para Belém para completar seus estudos superiores de Licenciatura em Biologia e por conta disso teve que novamente morar na 2ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba, agora situada numa das antigas casas da Rua Siqueira Mendes, bairro da Cidade Velha, em Belém e com uma nova turma e amigos e remanescentes da 1ª casa de estudantes. Voltou para Abaetetuba e nas horas vagas fazia as eternas confraternizações com o Quarteto dos Amigos, tendo que deixar o grupo (em termos, por que a amizade com Batista, Arnaldo e Miro se prolongou no tempo) e, agora, o 1º membro do quarteto parte para uma nova dimensão, talvez para zelar por seus amigos que por aqui ainda ficaram. Ademir ingressou em 1981 no Banco do Brasil (e como colega do José Roberto/Beti no mesmo banco) e saiu em 2000, continuou sua vida de professor e casou com Maria de Jesus André e com 5 filhos e 2 netos, ainda trabalhando e é engajado em várias frentes de batalhas e também se divertindo como genealogista e memorialista amador. E por ironia da vida, agora fazendo a genealogia de seu amigo Batista neste momento de sua partida terrena para outra dimensão da vida.

José Raimundo Nery, filho de Janir Nery, primo do Clemir de Araujo Nery, acima elencado, além de estudante era vendedor da conhecida empresa SINGER, e ele, por conta de suas atividades, pouco parava na Casa dos Estudantes e se tornou empresário.

Os Irmãos Galatti:

Rosinaldo, Rosemiro/Gambá e Rosivan, estes também eram moradores da 1ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba, eram irmãos do Rosário Galatti/Jupará e este viajava com o seu pai para o Baixo Amazonas fazendo o comércio de regatão. Além desses havia a Adélia, que casou com um abaetetubense, pensamos que é um membro da família Lobato. Rosinaldo, ao que parece é empresário em Belém. Rosemiro, formou-se engenheiro agrônomo e é professor na Universidade Rural da Amazônia e o Rosivan, só ele pode nos dizer por onde anda e o que faz na vida. Era uma alegria só para os Galatti quando a embarcação do pai chegava em Belém, levando materiais, produtos e recursos para os três se manterem em Belém.

Antenor Neves dos Santos/Frango Assado, filho de D. Vitalina/Totó, irmão do Dr. Alberto da Silva Araujo Filho, grande amigo, cuja casa dos pais, em Belém/Pa, abrigou muitas vezes o autor do Blog. Antenor, após a 1ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba, mudou para a casa dos pais, adquirida no Bairro do Jurunas, tempo das ruas de palafita e lama, que foi devidamente transformada, junto com as demais vias dessa proximidade em verdadeiras ruas. Antenor, Técnico em Eletrônica, curso de Física abandonado no seu final, casou e com Maria e com dois filhos, um médico e outro engenheiro e uma filha médica. Antenor mora em Belém e é daqueles amigos que a gente nunca esquece pela profunda amizade e muitas aventuras nos tempos de estudantes.

Felipe Ribeiro Filho/Filipinho, filho do comerciante e industrial Felipe Ferreira Ribeiro, da Casa Boa Esperança, na Rua Justo Chermont e Felipinho, no seu carro esportivo Karman-Ghia, ia quase diariamente à Casa dos Estudantes para participar das conversas alegres e descontraídas dos moradores daquela casa. Mora e tem empreendimentos em Belém e redondezas.

Zhucov/Roberto Osório da Costa Lima, que morava às proximidades da Casa dos Estudantes, ali junto ao Recreio da Armada, perto do Arsenal de Marinha, que constantemente estava com o grupo da Casa dos Estudantes, formado em curso superior, trabalhou e se aposentou pela Caixa Ecinômica Federal e reside no Rio de Janeiro/RJ. Vem sempre que pode à Abaetetuba rever seus parentes e amigos

Tia Cacaia, os Enlatados, Ovos e Galinha Cortada do Supermercado Carisma:

Antes da chegada da Tia Cacaia os estudantes da 1ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba se alimentavam à base de enlatados, galinha pré-cozida, muito ovo ou as sopas com pão dos restaurantes das proximidades, especialmente do Yara Bar. Era tanta casca de ovo jogado no quintal enlameado da Casa dos Estudantes, que quando os pés de jurumum davam frutos, estes pesavam mais de 10 quilos, tal a quantidade de nutrientes que recebiam de restos e cascas de ovos e outros alimentos.

Tia Cacaia, foi a idosa cozinheira da 1ª Casa dos Estudantes de Abaetetuba, que preparava aquela comida deliciosa, especialmente os bifes e feijoadas e só para os que faziam a vaquinha para o pagamento da cozinheira e dos mantimentos. O Ademir Heleno não podia participar desse grupo, pela falta de recursos financeiros. Porém sempre o Maneca dava o jeito de não deixar ninguém com fome na casa. Tia Cacaia, que Deus a tenha pela comida, paciência e bondade para com os irrequietos moradores da Casa do Estudante, especialmente o Batista e o Gambá.

O amigo João Batista Costa de Moraes, casou com Maria das Graças Lima Lobato, esta irmã da esposa do Miro acima e irmã da esposa do Olavo Xavier de Sena e do professor Albertino Lima Lobato e Batista e Graça tiveram 7 filhos,4ª G/Bisnetos/Bn e netos, 5ª G/Trinetos/Tn, e foi pai e avô consciente e dedicado à família, como foi ao futebol e à educação. Grande amigo Batista, esperamos rever o Quarteto dos Amigos junto novamente, pois esta vida é breve em comparação à que nos espera na Eternidade.

Hoje, no funeral do Batista da Dora, Batista ou Professor Batista revimos os antigos componentes do Quarteto dos Amigos e muitos outros e outras pessoas, nossos velhos conhecidos e muitos parentes, amigos, alunos, colegas do Batista. Batista, que Deus o tenha e continue o brincalhão de sempre.

Blog do Ademir Rocha/Ademir Heleno Araujo Rocha, prestando sua homenagem ao Batista, de Abaetetuba/PA.

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