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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Desmatamento - Em decisão pioneira, Noruega proíbe corte de árvores


 Desmatamento
Fonte: https://br.notícias.yahoo.com

Em decisão pioneira, Noruega proíbe corte de árvores

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Em decisão pioneira, Noruega proíbe corte de árvores

A Noruega se tornou o primeiro país do mundo a se comprometer com o fim desmatamento em todo o território nacional.A decisão incrível é do parlamento do país. O governo proibiu o corte de árvores e baniu a compra e a produção de qualquer matéria-prima que contribua para a destruição de florestas no mundo.
O Parlamento também se responsabilizou em encontrar uma maneira de fornecer alguns produtos essenciais, como carne, soja, madeira e óleo de palma, sem causar impactos no ecossistema, segundo a revista Veja.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), esses quatros produtos são responsáveis por quase metade do desmatamento das florestas tropicais do planeta.
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A Noruega é a primeira nação a botar em prática a promessa feita junto à Alemanha e à Grã-Bretanha – na Cúpula do Clima da ONU, em 2014 – para promover esforços significativos contra cadeias de produção que gerem corte de árvores.
Não é a primeira vez que o país escandinavo toma uma atitude pioneira em favor da proteção do meio-ambiente.Segundo a rede CNN, em 2008, a Noruega deu ao Brasil 1 bilhão de dólares (mais de 3 bilhões de reais) para ajudar a combater o desmatamento na Amazônia e a situação foi reduzida em 75% em sete anos.Além disso, o país está no processo de restringir as vendas de carros movidos à gasolina até 2025.
Foto: Getty images

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

sábado, 17 de setembro de 2016

Turismo Paraense


Turismo Paraense
Fonte: por Tito Garcez
Pará 
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"Para começar os relatos da série, nada melhor que mostrar um pouco do que pode ser visto quando fazemos uso da navegação, que é notadamente o principal meio de locomoção dos amazônidas, ou, mais especificamente, quando viajamos com destino à ilha de Cotijuba. Para tanto, é necessário embarcar geralmente em pequenos barcos - que, em sua maioria, são chamados popularmente de “pô-pô-pôs”, no Trapiche de Icoaraci, um distrito de Belém...." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui



"Ao desembarcar na ilha, a impressão inicial é de se estar em um local pitoresco, parado no tempo. Caminhando pelo trapiche, as árvores altas se destacam, mas, à frente, o que mais chama a atenção é uma curiosa construção em ruínas, que é a primeira feita em alvenaria que vemos desde que saímos de Icoaraci. Nela funcionava o antigo Educandário Nogueira de Faria, que em um primeiro momento me fez pensar que fosse uma simples instituição de ensino, mas logo me foi dito que era, na verdade, um local construído para abrigar menores infratores nos anos 30 e que serviu, também, como prisão para presos políticos durante o regime militar..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui



"Mesmo no litoral, alguns locais só podem ser acessados fazendo uso do que o paraense mais está acostumado: a navegação. Para chegar à ilha de Maiandeua - que pertence ao município de Maracanã - e, consequentemente, à vila de Algodoal, é necessário embarcar em pequenos barcos, que no Pará geralmente são chamados de "Pô-pô-pôs", no porto de Marudá, que é um distrito - com cara de cidade - que está localizado no município de Marapinim. Para chegar até lá, a partir de Belém, não é muito complicado..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui


"Todas as ruas da vila do Algodoal são de terra, o que ajuda a dar ao lugar a ideia de um local rústico. E nelas, a única preocupação que tem que ter é com as charretes, já que veículos motorizados são proibidos. A infraestrutura no geral também é simples. Além das casas de moradores que vivem da pesca, do turismo ou de serviços, podem ser encontradas algumas casas de veraneio e várias pousadas, sendo a maioria delas rústicas, ideais para quem busca simplicidade..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui



"O melhor da praia do Farol só pode ser visto se a pessoa tiver sorte (como felizmente eu tive). Logo após o Furo Velho, próximo ao que seria a sua "foz", centenas de aves se aglomeravam descansando ou voando, em revoada, através da praia, proporcionando assistir a um dos mais belos espetáculos da natureza. Foi possível observar a presença de algumas espécies, como Talha-mar e Maçarico-de-bico-torto, que aparentemente conviviam pacificamente, inclusive enquanto voavam. Além de registrá-las, a melhor experiência é a de estar cercado pelos belos pássaros enquanto voam. Momento para jamais esquecer..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui



"Detalhes acertados, iniciamos o passeio, a princípio tranquilo, pelas águas da baía de Marapanim. De início, já é possível observar algumas aves que habitam aquela região. Mergulhões, Maçaricos-de-bico-torto, garças-brancas-pequenas e Martins-pescadores-grandes são vistos na margem ou acima de troncos secos e dos currais montados para a captura de peixes. E é justamente nesse trecho, que é mais tranquilo, que os golfinhos costumam aparecer, já que por ali buscam alimento. Mas ainda não haviam aparecido..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui


Amazônia Paraense: navegando por entre as ilhas da Baía do Guajará 

Amazônia. Essa palavra, ou melhor dizendo, essa região, ainda faz parte do imaginário popular como sendo um lugar exótico, desconhecido. Turisticamente falando, curiosamente ela é tão ou mais visitada por estrangeiros do que pelos próprios brasileiros, que no geral a imaginam como algo “distante”, intocável, mas que, a quem se dispõe a conhecê-la, percebe que além da conhecida imensa área selvagem, há muitos locais que podem ser visitados sem que haja um grande esforço ou sem necessitar passar longas horas viajando região adentro.

Casas de ribeirinhos na ilha de Paquetá-Açu, em Belém - Pará. Por Tito Garcez em 2014

(CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS / CLICK ON IMAGES TO ENLARGE THEM)

Rabeta (pequena embarcação motorizada) 'Paciência' navegando pela baía do Guajará 

Essa é a primeira publicação de uma série sobre a Amazônia, que contará com relatos sobre locais visitados nos estados do Pará e do Amapá, onde pude conhecer lugares como a histórica cidade de Belém e algumas de suas ilhas; a ilha de Maiandeua - mais conhecida como Algodoal, localizada no litoral paraense; a importante cidade de Santarém e a famosa vila de Alter do Chão, ainda no estado do Pará e, por fim, alguns dos principais atrativos da “capital do meio do mundo”, Macapá.

Cerâmica Marajoara produzida em Icoaraci 

Nesses intensos dias de passeios e descobertas, tive a oportunidade de conhecer belas paisagens, descobrir a existência de diversas espécies animais e vegetais e ter um contato mais próximo com algumas coisas que habitavam o meu imaginário há tempos: botos cor-de-rosa, vitórias-régias e guarás. Não posso esquecer também dos muitos nomes e expressões que foram aprendidos e/ou escutados exaustivamente, como o famoso “égua” e as muitas palavras de origem indígena e também, porque não, da culinária local.

Casa cercada por açaizeiros na ilha de Paquetá-Açu 

E tudo não poderia ter sido visto, vivenciado, aprendido, se eu não tivesse tido a oportunidade de conhecer - e de rever – muitas pessoas especiais, que fizeram com que a viagem fosse espetacular. Em cada canto pude aprender bastante e ter momentos divertidos graças a pessoas como Anderson, Thaís, Carina, Natália, Lucas, Stella, Maristella, Miguel, Alex, Marcos, Larissa, Henrique, Suzana, Kátia, Andrés, Renata, Aline, Kinho, Marilia, Edilza, Arlete... e... não poderia esquecer do amigo Yuri, entre outros. Meu muito obrigado a todos! ;)

Barcos e a verticalização de Belém vistos da baía do Guajará 

Barcos navegando pela baía do Guajará 

Barco e skyline de Belém 

Barco navega ao final da tarde pela baía do Guajará 

Navegando pela baía do Guajará

Trapiche de Icoaraci 

Para começar os relatos da série, nada melhor que mostrar um pouco do que pode ser visto quando fazemos uso da navegação, que é notadamente o principal meio de locomoção dos amazônidas, ou, mais especificamente, quando viajamos com destino à ilha de Cotijuba. Para tanto, é necessário embarcar geralmente em pequenos barcos - que, em sua maioria, são chamados popularmente de “pô-pô-pôs”, no Trapiche de Icoaraci, um distrito de Belém. O trajeto entre o Centro da capital paraense e o distrito leva, de ônibus, em torno de 40 minutos para ser percorrido e a tarifa custa R$ 2,20. Do trapiche até a ilha a passagem custa R$ 4,00. Sendo assim, mesmo que o objetivo não seja visitar a ilha de Cotijuba, é possível fazer um bate e volta só para apreciar a paisagem e observar um pouco da vida dos ribeirinhos.

Desembarque de carga no trapiche de Icoaraci 

No trapiche, que é uma espécie de terminal fluvial, já é possível observar o vai e vem de embarcações utilizadas não só para transporte de pessoas, mas também para a pesca e até para o transporte de cargas. A partir dele, não pode deixar de ser notada a presença do enorme navio “Castillo de Guadalupe” que contrasta absurdamente com o diminuto tamanho dos pô-pô-pôs e das chamadas rabetas, que são canoas motorizadas. Dali chegam e partem embarcações para diversas ilhas da região, e possivelmente até para a imensa ilha do Marajó.

Pô-pô-pô e navio cargueiro na baía do Guajará 

Interior de um Pô-pô-pô que liga Icoaraci a Cotijuba através baía do Guajará 

Iniciando a navegação, mesmo com o tempo fechado, é possível ver, a dezenas de quilômetros de distância, a verticalização da área central de Belém. Observa-se, também, a movimentação dos barcos, que são os únicos meios de transporte a servir muitas comunidades da região. Eles possuem as mais variadas formas, tamanhos e cores, então é sempre interessante observar cada um, ver o que transportam, de onde vêm e para onde vão etc.

Embarcações e a verticalização de Belém vistos da baía do Guajará 

Casa de madeira na ilha de Jutuba 

Em certo momento da travessia, chega-se num ponto que mais parece um “furo” ou canal de ligação, que separa as ilhas de Paquetá-Açu e Jutuba, que aparentemente seriam completamente selvagens se não fossem habitadas por alguns ribeirinhos, que constroem suas casas geralmente com madeira e em altura suficiente para protegê-las das cheias, que são comuns à região amazônica no período chuvoso - chamado por eles de inverno amazônico - que na região Norte geralmente ocorre entre dezembro e abril. 

Unidade Pedagógica Jutuba, na ilha de mesmo nome 

Além das pequenas construções de madeira utilizadas para moradia, é possível notar inclusive a existência de uma construção maior, a Unidade Pedagógica Jutuba que, localizada na ilha de mesmo nome e aparentemente isolada, serve como centro de ensino para os que dependem de barcos para ir às aulas. Ela parece ficar no meio do caminho entre a ilha de Cotijuba, que é a maior entre as ilhas da região, e o distrito de Icoaraci.

Casa e açaizeiros na ilha de Paquetá-Açu 

Nas ilhas, a vegetação abundante chama a atenção. Destacam-se os imensos manguezais, que fazem qualquer canoa parecer um nada quando estão lado a lado, e também os densos pés de açaí, os chamados açaizeiros, que ao longe parecem uma palmeira, e, de perto, alguns exemplares nos fazem duvidar que as pessoas consigam subir em pés de grossura mínima para colher as frutinhas, que se transformarão na mais famosa iguaria, não só paraense como também nortista.

Pô-pô-pô transporta estudantes (e suas cadeiras) pela baía do Guajará 

Barco de pesca 'Meu Sonho' navega pela baía do Guajará 

Após navegar por aproximadamente 45 minutos, chega-se à ilha de Cotijuba, que tem parte de seu território também voltado para a imensa Baía do Marajó. Mais informações sobre a ilha e sobre a sua principal praia, a do “Vai-Quem-Quer”, serão conhecidas na próxima publicação.

Barco Lady Liria que faz a travessia entre Cotijuba e Icoaraci 

No retorno, saindo do terminal hidroviário de Cotijuba - oficialmente chamado de Poeta Antônio Tavernard - em direção a Icoaraci, dessa vez a navegação foi feita pelo barco Lady Liria, que parece ser a maior embarcação a transportar pessoas entre os dois pontos. De dois andares, ela pertence à prefeitura de Belém e faz o transporte das pessoas cobrando apenas o valor da passagem do ônibus coletivo urbano, ou seja, R$ 2,20. 

No meio da travessia, a fauna da região se fez presente com o repentino aparecimento de uma aranha, que se escondia entre as madeiras da embarcação. Fato natural, afinal estamos falando de uma região que, apesar de não ser desabitada pelas pessoas, ainda possui diversas áreas com mata fechada. Passado o pequeno susto e após o repentino sumiço tal qual o aparecimento, continuamos a navegar normalmente.

Pôr-do-Sol visto a partir da orla de Icoaraci 

Ao final da tarde, após voltar ao ponto de início do passeio, o Trapiche de Icoaraci, é possível apreciar o belo pôr-do-Sol visto da orla, local que é inclusive mais do que aconselhado para quem gosta de fazer compras, sobretudo de itens de artesanato. Isso se explica pelo fato de Icoaraci ser considerada um polo na fabricação da famosa cerâmica Marajoara. Sendo assim, vale a pena passar nas organizadas lojinhas que têm uma bela vista para as ilhas e que possuem produtos muito bonitos e com preços justos. Tudo é organizado por uma Associação de Artesãos. 

Pequena rabeta (canoa) navegando pela baía do Guajará 


Por fim, a paisagem não urbanizada vista em algumas fotos pode enganar e fazer imaginar que estamos distantes da capital, por exemplo. Mas, incrivelmente, tudo o que foi visto nas imagens está dentro do território do município de Belém. São ilhas e mais ilhas, muitos distritos e vilas que apesar de estarem separados por baías, rios, furos e afins, fazem parte da capital do estado do Pará, o maior núcleo urbano da região Norte do país. Incrível!

Atualizado: confira a publicação sobre a ilha de Cotijuba e a praia do Vai-Quem-Quer clicando aqui.

Barco 'Vencedor de Deus' navegando pela baía do Guajará 

Cerâmica Marajoara 

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sexta-feira, 14 de março de 2014


Amazônia Paraense: conhecendo a Ilha de Cotijuba e a Praia do Vai-Quem-Quer 

Após partir do Terminal Hidroviário (na verdade, um trapiche comum) de Icoaraci – que é um distrito de Belém - e navegar pela baía do Guajará por cerca de 45 minutos por entre algumas ilhas e observar um pouco da vida dos ribeirinhos, chegamos à ilha de Cotijuba, que, curiosamente, ainda faz parte do município de Belém, apesar da distância e da diferença no estilo de vida levado por quem ali vive. É nessa ilha que está uma das praias mais bonitas da região e que possui um nome muito curioso: Vai-Quem-Quer. E é para lá que vamos! (Se ainda não viu a publicação inicial, clique aqui para acompanhar todas as etapas desse passeio)

Vegetação e faixa de areia da praia do Vai-Quem-Quer, na ilha de Cotijuba, no Pará. Por Tito Garcez em 2014

(CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS / CLICK ON IMAGES TO ENLARGE THEM)

Aproveite e acompanhe outras postagens sobre a Amazônia, conferindo relatos e muitas fotos de lindos lugares localizados nos estados do Pará e do Amapá (clique nos nomes para acessar). 


Ruínas do Educandário Nogueira de Faria 

Ao desembarcar na ilha, a impressão inicial é de se estar em um local pitoresco, parado no tempo. Caminhando pelo trapiche, as árvores altas se destacam, mas, à frente, o que mais chama a atenção é uma curiosa construção em ruínas, que é a primeira feita em alvenaria que vemos desde que saímos de Icoaraci. Nela funcionava o antigo Educandário Nogueira de Faria, que em um primeiro momento me fez pensar que fosse uma simples instituição de ensino, mas logo me foi dito que era, na verdade, um local construído para abrigar menores infratores nos anos 30 e que serviu, também, como prisão para presos políticos durante o regime militar. Nesse aspecto a ilha não guarda boas lembranças, mas falemos das coisas boas...

Passarela de acesso ao terminal hidroviário da ilha de Cotijuba 

Cavalo utilizado para transporte de pessoas 

Como a ilha é uma Área de Proteção Ambiental, não são permitidos grandes veículos motorizados – salvo algumas exceções – por isso, para se transitar por lá e inclusive para se chegar à esperada praia do Vai-Quem-Quer, as principais opções disponíveis são: charretes que ficam bem em frente ao antigo Educandário; motocicletas, que são muito utilizadas pelos moradores; o chamado "bondinho" puxado por um trator que costuma funcionar principalmente nos dias de maior movimento; e, por fim, as pernas, afinal, é perfeitamente possível ir caminhando, apesar de ser aconselhável para quem tem muita disposição, já que calculo que o tempo de caminhada seria de por volta de uma hora. De charrete, ida e volta à praia sai por um valor que gira em torno de R$50,00 e que pode ser dividido por até quatro pessoas. De bondinho, o valor cai para por volta de R$6,00 o trecho, contudo, nos dias úteis ele só parece funcionar uma vez na manhã e outra ao final da tarde. 

Barco na ilha de Cotijuba 

Búfalo utilizado para transporte de carga na ilha de Cotijuba 

Apesar de o prédio em ruína dar ao lugar, inicialmente, ares de um local abandonado, essa impressão muda quando começamos a transitar pelo povoado através da sua principal rua, que é de terra do começo ao fim. Ele mostra ser movimentado, com pessoas indo de um lado a outro à pé, à cavalo, de moto ou até de búfalo – que lá também é utilizado para substituir os caminhões de lixo, talvez por influência da ilha “vizinha”, a do Marajó, que fica a algumas horas dali. Como a visita foi feita no chamado inverno amazônico, a estrada possuía muitas poças e estava muito molhada – mais um motivo para não se ir à praia à pé. E foi transitando por ela que fomos observando um pouco da vida levada pelos moradores, que observavam o ir e vir de pessoas a partir da varada de suas casas ou até mesmo através de suas mercearias, salões de beleza, lanchonetes etc.

Estrada de acesso à praia do Vai-Quem-Quer 

Visitantes da praia do Vai-Quem-Quer 

Após trafegar por cerca de 25 minutos por 9 Km, chegamos à entrada da praia do Vai-Quem-Quer através da mesma estrada que passa em frente ao Educandário. Até onde se sabe, a praia recebeu esse nome curioso por ser a mais distante e que possuía um acesso mais complicado. O trecho inicial possui alguns bares/restaurantes e até pousadas, todos muito rústicos, construídos principalmente com madeira e palha. Dali já se tem uma magnífica vista para a Baía do Marajó, que, para os desavisados, pode parecer ser o mar, mas que na verdade é composta por água inteiramente doce e tranquila, quase sem ondas.

Bares da praia do Vai-Quem-Quer, na ilha de Cotijuba 

Casal e cachorros 

Por ter ido na baixa temporada – inverno amazônico e sem ser em feriado ou final de semana, a praia estava quase deserta. Só se via uma quantidade de pessoas que poderia ser contada nos dedos, e também os cachorros abandonados que aparentemente podem ser encontrados em qualquer lugar do Pará, principalmente nas praias. Se não fosse pela música que é tocada nos bares, com destaque para o Reggae e para o Brega local, seria possível escutar apenas o som dos animais que ficam na vegetação do entorno, acima do barranco. 


Vale a pena sair caminhando para o trecho que fica mais à direita, para onde se avista uma ponta cheia de pedras. Até chegar lá, podem ser vistas algumas altas cabanas de madeira utilizadas por pescadores inclusive na época de maré muito alta e também diversas escadinhas artesanais que, construídas barranco acima, facilitam a ligação entre a praia e algumas poucas casas de alguns moradores – ou de veranistas.

Pedras e barracas na praia do Vai-Quem-Quer, na ilha de Cotijuba 

Vista a partir do barranco da praia do Vai-Quem-Quer 

Prosseguindo com a caminhada, é possível observar que a erosão é intensa no barranco, provavelmente agravada em razão do período chuvoso e de cheia. Muitas árvores, incluindo algumas grandes, pouco a pouco vão caindo, mas isso não consegue tirar a beleza do lugar, que inclusive ainda possui diversas árvores altas, destacando-se uma que fica próxima aos bares e que aparenta ser uma Castanheira. Algo a mais que pode ser observado é a diferença de cor da terra argilosa que pode ser encontrada no barranco. Em um trecho foi possível ver três tonalidades diferentes. Para os adeptos ao “banho de lama”, como o que ocorre em algumas praias que contém falésia do litoral nordestino, seria um prato cheio e certeza de muita diversão.

Barraca na praia do Vai-Quem-Quer 

Tempo fechado na praia do Vai-Quem-Quer 

Nadar ou simplesmente banhar-se nas águas mornas da praia é uma experiência muito agradável e, no geral, tranquila. O principal cuidado que é dito para se ter é o de entrar na água com os pés sempre grudados ao fundo, para assim espantar possíveis arraias que por lá poderiam estar enterradas e evitar levar uma ferroada, fato que não é tão incomum de acontecer principalmente nas praias de água doce. Fora isso, é possível passar horas dentro da água sem ser incomodado, tendo uma bela vista para a praia vazia ou para a imensa baía do Marajó e algumas de suas ilhas. 

Canoa alagada na praia do Vai-Quem-Quer, na ilha de Cotijuba

Barracas e cachorros na praia do Vai-Quem-Quer

Apesar de a praia estar vazia, isso não significa que mesmo que o visitante esteja só, que ele fique desacompanhando. Se der sorte, ele poderá ganhar um "filho temporário", ou melhor dizendo, a companhia de um cachorro que poderá escolhê-lo como pai por um dia e virar a sua sombra - mesmo que o sol não se faça presente - inclusive na hora de subir o barranco através das escadas de madeira. Eles apreciam mesmo a companhia humana, e não tente correr, pois eles podem ser mais rápidos.

Sombeiros de palha na praia do Vai-Quem-Quer, na ilha de Cotijuba

Por fim, é importante dizer que visitar uma praia de água doce é uma das experiências mais interessantes que se pode ter na Amazônia. Apesar do estado do Pará também possuir um litoral imenso, cheio de praias voltadas ao Oceano Atlântico, é nas praias fluviais que a população no geral costuma aproveitar o tempo livre principalmente nos finais de semana e nas férias de verão - que lá têm seu auge no mês de julho. Navegar até a ilha de Cotijuba e passear despretenciosamente na praia do Vai-Quem-Quer é um programa altamente recomendável. Não deixe de fazer! ;)

Cartaz na praia do Vai-Quem-Quer

Barranco na praia do Vai-Quem-Quer, na ilha de Cotijuba

Singela flor

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Postado por Tito Garcez às 18:47



"Mesmo no litoral, alguns locais só podem ser acessados fazendo uso do que o paraense mais está acostumado: a navegação. Para chegar à ilha de Maiandeua - que pertence ao município de Maracanã - e, consequentemente, à vila de Algodoal, é necessário embarcar em pequenos barcos, que no Pará geralmente são chamados de "Pô-pô-pôs", no porto de Marudá, que é um distrito - com cara de cidade - que está localizado no município de Marapinim. Para chegar até lá, a partir de Belém, não é muito complicado..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui.



"Todas as ruas da vila do Algodoal são de terra, o que ajuda a dar ao lugar a ideia de um local rústico. E nelas, a única preocupação que tem que ter é com as charretes, já que veículos motorizados são proibidos. A infraestrutura no geral também é simples. Além das casas de moradores que vivem da pesca, do turismo ou de serviços, podem ser encontradas algumas casas de veraneio e várias pousadas, sendo a maioria delas rústicas, ideais para quem busca simplicidade..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui.



"O melhor da praia do Farol só pode ser visto se a pessoa tiver sorte (como felizmente eu tive). Logo após o Furo Velho, próximo ao que seria a sua "foz", centenas de aves se aglomeravam descansando ou voando, em revoada, através da praia, proporcionando assistir a um dos mais belos espetáculos da natureza. Foi possível observar a presença de algumas espécies, como Talha-mar e Maçarico-de-bico-torto, que aparentemente conviviam pacificamente, inclusive enquanto voavam. Além de registrá-las, a melhor experiência é a de estar cercado pelos belos pássaros enquanto voam. Momento para jamais esquecer..." Para continuar lendo, acesse a publicação completa clicando aqui.

Postado por Tito Garcez às 03:54
domingo, 23 de março de 2014


Litoral Paraense: travessia entre Marudá e Algodoal, na ilha de Maiandeua, através da Baía de Marapanim

O estado do Pará tem um dos maiores litorais do Brasil, mas, apesar disso, suas praias oceânicas ainda são um tanto desconhecidas, inclusive pelos próprios paraenses que desde sempre estão acostumados a conviver principalmente com os rios, que, parafraseando um amigo, são considerados uma preciosidade logística, já que as áreas mais povoadas estão no interior do estado, incluindo a própria capital.

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Barco de pesca na baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal, no Pará - Por Tito Garcez em fevereiro de 2014

(CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIÁ-LAS / CLICK ON IMAGES TO ENLARGE THEM)

Pela enorme quantidade de rios, furos e baías, a água doce é o principal meio de integração, não só do estado como de toda a região amazônica (Aproveite e veja as publicações sobre a navegação por entre ilhas da Baía do Guajará e sobre a ilha de Cotijuba e a praia do Vai-Quem-Quer). É por isso que alguns recantos no litoral permanecem um tanto preservados, e este é o caso de Algodoal, uma vila localizada na ilha de Maiandeua, paraíso que acabou ficando mais conhecido pelo nome de sua principal vila. Pouco a pouco, o local está despertando a atenção principalmente do turismo nacional e internacional. Felizmente não existem pontes, o que faz com que a tranquilidade do lugar seja preservada.

Aves descansam em "currais" na baía de Marapanim

Trapiche antigo do porto de Marudá, em Marapanim

Mesmo no litoral, alguns locais só podem ser acessados fazendo uso do que o paraense mais está acostumado: a navegação. Para chegar à ilha de Maiandeua - que pertence ao município de Maracanã - e, consequentemente, à vila de Algodoal, é necessário embarcar em pequenos barcos, que no Pará geralmente são chamados de "Pô-pô-pôs", no porto de Marudá, que é um distrito - com cara de cidade - que está localizado no município de Marapinim. Para chegar até lá, a partir de Belém, não é muito complicado. Da rodoviária da capital é possível embarcar em um ônibus da empresa Rápido Excelsior e viajar em média 4h pagando pouco mais de R$20,00. De carro, os 160 Km que separam Belém de Marudá podem ser percorridos, primeiramente, através da rodovia BR-316 até a cidade de Castanhal. De lá, é necessário acessar a PA-116 e, por fim, entrar na PA-318 no entrocamento que sinaliza o acesso a Marapanim.

Pô-pô-pô navega através da baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal

Caso o visitante deseje ter comodidade tanto no transporte como na hospedagem, é aconselhável entrar em contato com a Algodoal Turismo, empresa que realiza traslados a partir de Belém e faz reservas em meios de hospedagem da ilha. Além do site, é possível entrar em contato através do e-mail atendimento@algodoalturismo.com.br e dos números (091) 3352-0841 / 8201-3653.

Garça e barco no distrito de Marudá, em Marapanim

Já em Marudá, pouco antes de chegar à praia, podem ser vistos alguns restaurantes que podem servir como ponto de apoio caso ainda não seja o horário de atravessar. Almoçar em um deles pode ser recomendável. Caso o objetivo seja chegar logo ao porto, na chegada ao distrito, após passar pela rodoviária e pelos restaurantes, chegando à avenida que beira o mar, é necessário dobrar à direita e seguir poucos quilômetros até o seu final, já em frente ao porto. No entorno da pequena pracinha podem ser encontradas diversas placas que sinalizam estacionamentos.

A quantidade de estacionamentos é explicada pelo fato de que, na ilha, não se utilizam meios de transportes motorizados que não sejam os utilizados para a navegação. Portanto, carros têm que ser deixados em Marudá, em estacionamentos simples que cobram em média R$10,00 pela diária. É importante pesquisar e pechinchar, pois, no caso de um final de semana, mesmo que geralmente o veículo só ocupe o local por metade da sexta, por todo o sábado e por metade do domingo, muitos interpretam como sendo três diárias, quando na prática são apenas duas. Enfim, tem que negociar!

Catadora de mariscos trabalhando próximo ao porto de Marudá

Já no pequeno porto, a passagem de ida pode ser comprada por R$7,00 e, apesar de os horários estarem disponibilizados no cartaz, é bom confirmar com as pessoas se a embarcação sairá mesmo no horário previsto, pois a depender da tábua das marés ou das condições climáticas, o horário pode ser adiantado, postergado ou até cancelado, restando assim embarcar em algum outro.

Em frente ao porto, na maré baixa, é possível notar o aparecimento de diversos bancos de areia que dão a impressão de que se demoraria horas até que fossem cobertos quando a maré começasse a subir. Contudo, curiosamente a entrada de água vinda do mar é assustadoramente rápida, fazendo com que em poucos minutos todos os bancos já estejam submersos. E é por conta dessa rapidez que os catadores de mariscos também tentam fazer o seu trabalho o mais rápido possível. É interessante caminhar através da rampa e observar a busca pelo alimento ou pela renda, seja vendo pessoas catando mariscos ou pescando em pequenos barcos, como também ao ver aves, como por exemplo as garças, em busca de pequenos peixes e crustáceos.

Casas de madeira localizadas no distrito de Marudá, em Marapanim

Rabeta navega através da baía de Marapanim, entre Marudá e Algodoal

Após a embarcação chegar e todos os passageiros e suas bagagens serem embarcados, a travessia entre Marudá e a ilha é iniciada. Ela dura em torno de 45 minutos e tem a fama de ser “agitada”, por ir de encontro a muitas ondas e consequentemente por balançar bastante, mas, curiosamente, nesse caso, tanto na ida como na volta, o trajeto foi feito com uma certa tranquilidade. Foi até motivo para conversa entre aqueles que frequentemente navegam pela região. Sorte nossa!

Catadores de mariscos e pequenos pescadores em frente ao porto de Marudá

No trajeto, é possível observar os muitos currais que são montados para a captura de peixes e de camarões que entram na maré alta e permanecem ilhados quando ela baixa, ficando assim vulneráveis à captura. Nessas estruturas de madeira, principalmente ao final da tarde, é comum observar muitas garças, mergulhões, entre outras aves, descansarem antes de seguir para a passagem da noite no manguezal.

Embarcação navega através da baía de Marapanim

Navegando através da baía de Marapanim, pode-se observar, também, o vai e vem de embarcações que transitam por ali, sendo muitas delas pequenas e que são utilizadas principalmente para a pesca. Simplesmente para embelezar seus barcos, ou até mesmo para chamar a atenção, alguns os pintam com cores fortes, bem coloridas.

Barco em Algodoal

Por fim, após uma travessia tranquila, chegamos à famosa ilha de Maiandeua, mais conhecida como Algodoal, pois é por esse nome que inclusive grande parte dos paraenses se refere ao lugar. Nomenclatura à parte, ele é lindo e será conhecido a partir da próximo publicação. Não perca! ;)

Bandeiras do Pará e do Brasil em Pô-pô-pô

Catadora de mariscos trabalhando em Marudá

Barco Aryella no distrito de Marudá

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Postado por Tito Garcez às 06:51

terça-feira, 1 de abril de 2014


Litoral Paraense: explorando a Vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Após partir do porto de Marudá e navegar pela baía de Marapanim (clique aqui para conferir a publicação anterior), desembarcamos no porto do Algodoal, que fica na vila de mesmo nome, na ilha de Maiandeua. Ao final da rampa de acesso, podem ser vistas muitas charretes - que lá são carroças com algumas modificações, as quais são o principal meio de locomoção do lugar. Caso o visitante resolva pernoitar, e tenha uma grande quantidade de bagagens, é aconselhável utilizá-las no trajeto até o meio de hospedagem, que geralmente gira em torno de 10 a 20 minutos de caminhada, sendo o trecho inicial percorrido na praia da Caixa d'Água, que fica em frente à vila. Em frente ao porto podem ser vistas, também, placas onde constam informações sobre a APA - Aérea de Proteção Ambiental na qual a ilha se encontra e, também, placas artesanais que contém, inclusive, uma tabela de preços para uso das charretes.

Rua florida na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua, no Pará - Por Tito Garcez em 2014

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Porto do Algodoal, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Placa e mapa da APA - Área de Preservação Ambiental Algodoal-Maiandeua

A Vila do Algodoal é a principal da ilha, tanto por seu tamanho como por ser praticamente a única que possui meios de hospedagem. As outras, chamadas de Camboinha e Fortalezinha, abrigam principalmente pescadores. Da principal vila é possível chegar à Praia da Princesa - a mais famosa - e à Lagoa da Princesa, que são os atrativos mais visitados do lugar. Mas isso será conhecido na próxima publicação...

Charrete Expresso Stonne, na vila do Algodoal

Placa da Pousada ABC, na vila do Algodoal

Todas as ruas da vila do Algodoal são de terra, o que ajuda a dar ao lugar a ideia de um local rústico. E nelas, a única preocupação que tem que ter é com as charretes, já que veículos motorizados são proibidos. A infraestrutura no geral também é simples. Além das casas de moradores que vivem da pesca, do turismo ou de serviços, podem ser encontradas algumas casas de veraneio e várias pousadas, sendo a maioria delas rústicas, ideais para quem busca simplicidade. A Pousada ABC possui alguns quartos simples e no seu terreno funcionam também um camping e um redário. As diárias nos quartos têm tarifas a partir de R$50,00. No camping, o valor é de R$10,00 por pessoa e no redário, R$20,00. Para mais informações, é possível entrar em contato via e-mail: edilzadavila@hotmail.com ou por telefone: +55 (91) 9968-3501 / 8190-3226.

Casa de madeira em frente à praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal

Paisagem na vila do Algodoal

Para quem busca um local tranquilo, a baixa temporada é uma ótima pedida, pois a ilha está mais vazia, sem muito agito e sem a azaração que fez com que ela fosse apelidada, pelos paraenses, com o título de "ilha da perdição". Quando fui, mesmo sendo um final de semana, estava longe de parecer um local voltado à azaração. A tranquilidade imperava, tanto de dia quanto à noite. Era possível, por exemplo, caminhar tarde da noite mesmo com as ruas vazias e mal iluminadas, e a sensação de segurança era notável. Talvez pelo fato de casos de violência só serem observados em épocas de maior movimento (e descontrole) como no Carnaval, a delegacia permanece fechada na maior parte do ano.


Jaqueira em uma rua da vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

As ruas tranquilas da vila são um convite a uma despretensiosa caminhada. É possível conhecer todas as ruas em questão de minutos e de cruzar com a mesma pessoas diversas vezes. Há, inclusive, quem não tenha aparelho celular por usar a justificativa de que é fácil encontrar alguém realizando uma pequena caminhada e perguntando a quem esteja no caminho. E quem o diz tem razão. Aliado a isso, está o fato de que na ilha existe uma deficiência na comunicação via telefonia móvel. Dentre as quatros principais operadoras nacionais, a Vivo é a que melhor funciona, mesmo assim, o sinal é instável. Portanto, é melhor não contar muito com isso.

Final de tarde visto a partir da vila do Algodoal

Praça da vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Um dos principais pontos de encontro dos moradores e dos turistas é a praça da vila, essa sim urbanizada, com algumas lanchonetes, bancos e floridos Flamboyants que não parecem ser comuns àquela região, mas que deixam o local ainda mais belo. E esse é um dos locais mais bem iluminados da vila. Por falar em iluminação, a energia elétrica é um tanto nova na localidade. Ela foi implementada há não mais que seis anos. Antes, tudo funcionava graças a geradores. Os locais disponíveis para alimentação são limitados, sobretudo na baixa temporada - tirando os feriados, a alta temporada ocorre principalmente no mês de julho, no chamado verão amazônico.

Praia da Caixa d'água, em frente à vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Para não dizer que o visitante não será atacado por nada, no período que mais chove, no chamado inverno amazônico, que vai de dezembro a abril, os chamados Carapanãs - ou muriçocas - fazem a festa. Portanto, repelentes são itens de necessidade básica, principalmente a partir do final de tarde. E, por precaução, é melhor tê-los à disposição em qualquer época do ano.

Mapa da ilha do Algodoal ou ilha de Maiandeua, no Pará

Placa de sinalização na vila do Algodoal

Caso a pessoa deseje ter comodidade tanto no transporte até a ilha como na hospedagem nela, é aconselhável entrar em contato com a Algodoal Turismo, empresa que realiza traslados a partir de Belém e faz reservas em meios de hospedagem da ilha. Além do site, é possível entrar em contato através do e-mail atendimento@algodoalturismo.com.br e dos números +55 (91) 3352-0841 / 8201-3653.

Casa de madeira envolta de árvores na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Esta postagem teve como objetivo mostrar um pouco do local que serve como base para aqueles que visitam os principais atrativos. Sendo assim, nas próximas publicações serão mostradas algumas das atrações da ilha, portanto, não deixe de conferir os relatos sobre as situações e paisagens impressionantes que puderam ser vivenciadas e conhecidas. ;)

Charrete na praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

Pintura que representa o Carimbó, na vila do Algodoal

Barco Netuno na praia da Caixa d'água, na vila do Algodoal

Casa de madeira na vila do Algodoal, na ilha de Maiandeua

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Postado por Tito Garcez às 18:24

quinta-feira, 24 de abril de 2014


Em busca dos Guarás e dos Golfinhos: navegando e admirando aves na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Continuando a série de postagens sobre o litoral paraense, chega o momento de falar sobre o último e emocionante passeio realizado na ilha de Maiandeua, mais conhecida como Algodoal. Após ter feito a travessia entre Marudá e a ilha, e também depois de ter passeado pela vila do Algodoal e pelas praias da Princesa e do Farol (clique para acessar), ficou faltando fazer um passeio que me possibilitasse ver, pela primeira vez, uma das aves ícones da Amazônia, que, inclusive, é uma das mais chamativas e belas: o Guará. O passeio também foi programado com o intuito de ver golfinhos, que vivem pela baía de Marapanim, mas disso falarei já já.

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A partir do entorno do Porto do Algodoal, no comecinho da vila, é possível encontrar pequenas embarcações - principalmente canoas motorizadas, que no Pará são conhecidas como rabetas - que realizam tanto traslados para as outras principais vilas da ilha, como Camboinha e Fortalezinha, bem como possibilitam que o visitante faça passeios pelas baías de Marapanim e de Maracanã e pelas praias e furos da região. Para realizar o passeio por entre o manguezal, foi desembolsado o valor de R$ 50,00 (que pode e deve ser negociado), que é o preço para uso da embarcação, independente da quantidade de pessoas que a utilizem. A que foi utilizada, por exemplo, comportava umas 10 pessoas. Ou seja, o passeio poderia sair por apenas R$ 5,00 para cada um. Uma pechincha!

Concentração de Biguás ou Mergulhões (Phalacrocorax brasilianus), na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Maçarico-de-bico-torto (Numenius hudsonicus), na ilha de Maiandeua

Detalhes acertados, iniciamos o passeio, a princípio tranquilo, pelas águas da baía de Marapanim. De início, já é possível observar algumas aves que habitam aquela região. Mergulhões, Maçaricos-de-bico-torto, garças-brancas-pequenas e Martins-pescadores-grandes são vistos na margem ou acima de troncos secos e dos currais montados para a captura de peixes. E é justamente nesse trecho, que é mais tranquilo, que os golfinhos costumam aparecer, já que por ali buscam alimento. Mas ainda não haviam aparecido...

Rabeta navega por entre manguezal na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Comunidade de pescadores na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Por praticamente todo o tempo em que estive na ilha de Maiandeua, o tempo estava fechado, nublado, o que é normal pelo fato de que, no mês de fevereiro, estamos em pleno inverno amazônico, período em que mais chove, mesmo no litoral. E naquele dia, naquele fim de tarde, não foi diferente, e ainda tinha um agravante: é justamente ao final do dia que as famosas - e fortes - chuvas equatoriais acontecem. E tudo indicava que elas se fariam presentes logo logo, afinal o chuvisco que se iniciava e, as nuvens mais pesadas, sinalizavam isso.

Barco 'Nativo' navega por entre o manguezal na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Revoada de Biguás ou Mergulhões (Phalacrocorax brasilianus), em Maiandeua (Algodoal)

Martim-pescador-grande (Megaceryle torquata), na ilha de Maiandeua

Com o começo da leve chuva, guardamos mochilas, celulares, e, infelizmente, as câmeras. Tudo estaria sob controle se não fosse por um "pequeno" detalhe: os golfinhos resolveram fazer uma breve aparição bem perto da rabeta. Isso foi ótimo e ruim ao mesmo tempo. Foi legal por saber que eles de fato podem ser vistos com certa facilidade, mas foi péssimo porque infelizmente não puderam ser registrados fotograficamente. Mal pude observá-los e por um tempo isso foi frustrante. Mas prosseguimos com o passeio, que com uma trégua da chuva, permitiu que as câmeras pudessem voltar às nossas mãos, mesmo que tardiamente.

Guará (Eudocimus ruber) voa por entre o manguezal na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Guarás (Eudocimus ruber), no manguezal na ilha de Maiandeua (Algodoal)

A frustração que foi sentida começou a diminuir quando, pouco a pouco, começamos a ver, ao longe, os primeiros exemplares dos também tão esperados Guarás. As aves com uma coloração vermelha bem forte, que habitam principalmente mangues, começaram a ser notadas na copa de algumas árvores, nas margens e também voando. Chegarmos ao manguezal ao final de tarde tem os seus prós, afinal, é nesse período do dia que as aves costumam voltar para o descanso noturno. Então aquele era o melhor momento para vê-las!

Revoada de Guarás (Eudocimus ruber), na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Guarás (Eudocimus ruber) no manguezal na ilha de Maiandeua (Algodoal)

A cor forte que geralmente se faz presente na plumagem nos Guarás se justifica pelo fato de que eles costumam se alimentar, principalmente, de uma espécie de crustáceo, o pequeno caranguejo Chama-maré, que possui pigmentos que possibilitam essa cor. Quando essas aves são mantidas em cativeiro, geralmente apresentam coloração mais clara, justamente pela falta do alimento principal. Na natureza, elas vivem geralmente em bandos, pequenos ou grandes e, no Brasil, podem ser encontradas principalmente na região Norte do Brasil - no Amapá e no Pará - e no Maranhão. Há décadas (ou séculos) elas podiam ser encontradas com facilidade na Mata Atlântica, nos litorais do Sul e do Sudeste, mas, com a constante caça e desenvolvimento urbano, que arrasou com os manguezais, a espécie foi praticamente considerada extinta nessas regiões. Contudo, pouco a pouco ela está voltando a povoar áreas preservadas nesses litorais.

Barco 'J. Filho' e o manguezal na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Encontro de pescadores na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Gavião voa com a presa na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Por entre o manguezal é possível observar também a movimentação de embarcações - principalmente utilizadas para a pesca - que vem e vão entre as baías de Marapanim e Maracanã, provavelmente transitando sobretudo entre as vilas do Algodoal, Camboinha e Fortalezinha, essa última que fica na outra extremidade da ilha de Maiandeua. E, voltando a falar da fauna, foi interessante perceber também a grande quantidade de aves de rapina que por ali vivem. Em poucos minutos, foi possível ver aves inclusive pescando. Foi impossível ver tantos gaviões e não lembrar de um dos lugares mais especiais que já conheci, o Parque dos Falcões - que inclusive já publiquei a respeito aqui no blog. Clique aqui para conferir - um dos mais importantes centros de conservação de aves de rapina do Brasil, localizado em Sergipe.

Gavião-carrapateiro (Milvago chimachima), na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Gavião à espreita na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Revoada com dezenas de Guarás (Eudocimus ruber), na ilha de Maiandeua

Ao iniciar o retorno , o tempo voltou a chamar a nossa atenção. Nuvens pesadas, muito escuras, se aproximaram mais rapidamente e o vento ficou mais intenso, ou seja, tudo indicativa que dessa vez não escaparíamos da temida chuva equatorial. Mas ainda nos restava a esperança de chegar à terra firme antes do pior momento. Em meio à tensão, começamos a ver revoadas e mais revoadas, algumas com dezenas de indivíduos, sendo essas principalmente de Guarás, que, aparentemente, sentiam que o tempo não seria favorável a eles também e queriam chegar logo às copas das árvores. Felizmente, foi possível fazer alguns registros antes da chuva, que de fato voltou a nos alcançar e, dessa vez, aliada ao vento forte, que foi um ingrediente explosivo, conseguiu deixar a todos com frio mesmo estando em plena Amazônia. Mas nada que não pudesse ser tolerado por 15 minutos.

Garça-branca-pequena (Egretta thula), na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Urubus na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Bom, apesar da chuva e da rápida e não registrada aparição dos golfinhos, esse é um passeio recomendável para aqueles que apreciam observar principalmente as aves. Além do nascer do dia, o melhor horário para vê-las parece ser de fato o final da tarde, mas é preciso ter em mente que é justamente nesse momento que mais costuma chover. Sendo assim, é recomendável ir com o mínimo de precaução para proteger objetos que não possam ser molhados. Tendo o mínimo de cuidado, faça o passeio e aprecie as belas paisagens que esse pedacinho do estado do Pará tem a oferecer ;)

Manguezal e cabana de pescadores, na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Trinta-réis-grande (Phaetusa simplex), na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Barco 'Gaiato' na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará

Gavião voa na ilha de Maiandeua (Algodoal)

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Postado por Tito Garcez às 17:39

terça-feira, 8 de abril de 2014


Litoral Paraense: um passeio pelas encantadoras praias do Farol e da Princesa, na ilha de Maiandeua (Algodoal)

A ilha de Maiandeua, popularmente chamada de Algodoal, atrai os visitantes principalmente pelas belezas naturais. Além de belas praias, o visitante tem a oportunidade de visitar lagoas, dunas, manguezais e observar a fauna e a flora que no geral estão bem preservados, afinal toda a ilha é uma Área de Preservação Ambiental (APA). Após falar sobre a travessia até a ilha (clique para acessar a publicação) e mostrar a vila do Algodoal, chega o momento de falar principalmente sobre um dos lugares mais visitados: a bela praia da Princesa. Será mostrada, também a chamada praia do Farol, que fica no caminho, além de outras coisas.

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Revoada na praia do Farol (ou da Princesa), na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará - Por Tito Garcez

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Canoeiro e canoa no Furo Velho, na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Saindo da vila do Algodoal, que é o local onde os visitantes se hospedam ou de onde geralmente desembarcam ao chegar à ilha, é necessário seguir até o chamado Furo Velho, que é um canal que obrigatoriamente precisa ser atravessado. Na maré baixa é possível fazer a travessia à pé, inclusive pela própria praia da Caixa d'Água, que é a que fica em frente à vila. Contudo, na maré alta, é necessário fazer a travessia em canoas que ficam localizadas pouco depois do término da primeira rua - que fica logo atrás da praia - oficialmente chamada de Bertoldo Costa. Pagando apenas R$ 1,00, é possível fazer a travessia que dura não mais que 1 minuto.

Canoa Fusquinha no Furo Velho, na ilha de Maiandeua

Farol e paraquedista na ilha de Maiandeua

Ao desembarcar da canoa, já se está na chamada praia do Farol, que precede a famosa praia da Princesa. Nela, foram construídas espaçadamente poucas construções principalmente de madeira, que na baixa temporada costumam ficar vazias, como se estivessem abandonadas. Dela, já é possível avistar o farol da ilha e, se tiver muita sorte, alguns paraquedistas passando próximo a ele para posterior pouso na praia mais conhecida, ajudando a colorir o céu nublado, nada incomum de se ver no chamado inverno amazônico.

Algumas construções na praia do Farol

Meios de transporte da ilha de Maiandeua (Algodoal), na praia do Farol

Na praia de extensão considerável, podem ser observados o vai e vem de pessoas, estejam à pé ou de charrete, que têm como destino a praia seguinte. Por se tratar de um trajeto que à pé, a partir do canal, pode levar de 20 a 30 minutos, há quem prefira chegar ao destino com um pouco mais de conforto. Para tanto, tem-se que desembolsar R$ 10,00 para o trajeto do canal à praia da Princesa e R$ 20,00, caso a rota seja iniciada no porto da vila. Na maré baixa, as charretes podem ir do porto à praia da Princesa cruzando o Furo Velho. Contudo, na maré alta, é necessário continuar o trajeto pegando uma charrete que esteja do outro lado.

Aves e barquinho à vela na praia do Farol, na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Revoada tendo ao fundo a ponta do Boiador, na praia do Farol

O melhor da praia do Farol só pode ser visto se a pessoa tiver sorte (como felizmente eu tive). Logo após o Furo Velho, próximo ao que seria a sua "foz", centenas de aves se aglomeravam descansando ou voando, em revoada, através da praia, proporcionando assistir a um dos mais belos espetáculos da natureza. Foi possível observar a presença de algumas espécies, como Talha-mar (Rynchops niger), Trinta-de-réis-boreal (Sterna hirundo) e Maçarico-de-bico-torto (Numenius hudsonicus), na ilha de Maiandeua (Algodoal), no Pará - Por Tito Garcez), que aparentemente conviviam pacificamente, inclusive enquanto voavam. Além de registrá-las, a melhor experiência é a de estar cercado pelos belos pássaros enquanto voam. Momento para jamais esquecer!

Pedras e bares da praia da Princesa, na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Prosseguindo com a caminhada, ao final da praia do Farol está a Ponta do Boiador. Após a ponta, já se está na praia mais badalada da ilha, a que todos querem ir. Mas calma... Badalação mesmo só será notada nas férias de julho ou em feriados prolongados, que é quando muita gente chega ao lugar, vindo principalmente da região metropolitana de Belém. Fora de épocas como essas, mesmo em um final de semana (principalmente se for no inverno), tudo estará mais tranquilo.

Bares e farol da praia da Princesa, na ilha de Maiandeua

Charretes (carroças) na praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua (Algodoal)

A partir da Ponta do Boiador já é possível ver uma dezena de bares que servem aos visitantes da praia da Princesa. Na alta temporada todos costumam funcionar. Como era um final de semana, a maior parte estava aberta, mas em dias úteis poucos devem abrir. É possível notar construções de tamanhos variados, todas de madeira e bem elevadas, para assim não sofrer com os efeitos da maré alta, já que a variação de nível é considerável. Costumam ser oferecidos principalmente pratos preparados com peixes da região.

Barco de pesca e pessoas na praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua (Algodoal)

Garça-branca-pequena (Egretta thula) na praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua (Algodoal)


Pescador na praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua

Na maré baixa, a praia possui uma extensão que em alguns trechos facilmente supera os 300 metros. Em determinados horários, leva-se alguns minutos até se chegar ao mar, que apesar de conter ondas, não são fortes. Quando a maré está no seu nível mais baixo, é possível notar o aparecimento de algumas piscinas naturais em trechos que possuem pedras, principalmente nas proximidades do bar mais conhecido da praia, o Bar da Pedra (que inclusive estava fechado) que, no trecho dos bares, fica no extremo oposto ao da Ponta do Boiador. Nelas, é possível relaxar despretensiosamente, observar as aves, com destaque para as diferentes espécies de garças, como a Garça-branca-pequena (Egretta thula) e a Garça-branca-grande (Ardea alba) - só aí passei a observar melhor as particularidades entre as espécies - e também o curioso pássaro com nome de Batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola). É possível ver, também, os peixes - como os Tralhotos (Anableps anableps), que nadam curiosamente na superfície da água - que podem ter ficado presos no entorno das pedras, e os pescadores, estejam em seus barcos ou com suas redes próximo à terra firme.

Batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola) na praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua

Novo Bar da Pedra na praia da Princesa, na ilha de Maiandeua (Algodoal)

Logo após o Bar da Pedra, a praia da Princesa continua, só que a partir desse ponto ela torna-se menos estruturada, quase não se vê construções. Ou seja, é ideal para quem quer ainda mais tranquilidade (fora da alta temporada, é claro). Dali, vale a pena sair da praia e fazer um passeio pelas dunas, observar a vegetação costeira da região e algumas pequenas lagoas que se formam principalmente na época chuvosa.

Lagoas, dunas e a praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua

Cabana de madeira na praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua (Algodoal)

Dunas da praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua

Para os que desejam ir até a Lagoa da Princesa, que é considerada a principal da ilha, o trajeto é feito passando por toda a praia e depois entrando em uma trilha. Estima-se que leva 1 hora de caminhada, por isso, muitos preferem ir de charrete, que saindo tanto da vila como do Furo Velho, tem valor tabelado: R$ 30,00. Portanto, ao estar na praia e ver algumas charretes seguindo com passageiros aparentemente para um trecho "desértico" da praia, não estranhe. Provavelmente todos estão indo visitar a famosa lagoa.

Charretes (carroças) e seus reflexos na praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua (Algodoal)

No retorno à vila, ao invés de seguir pela praia, é possível pegar um atalho. Atrás de alguns bares se inicia uma trilha de areia fofa por entre a vegetação típica da região, que passa ao lado de algumas casas simples de pescadores e que, próximo ao seu fim, após poucos minutos de caminhada, chega ao farol. A estrutura, que aparenta ter por volta de 40 metros de altura, por ser aberto, é um convite aos aventureiros - leia-se corajosos - que desejem ter uma bela vista que contempla as praias, a vila, as dunas e também a vegetação densa do interior da ilha, que não é muito visitado. A vista é linda, mas o esforço para subir não é para qualquer um.

Lagoas e dunas em frente à praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua (Algodoal)


Lagoas que aparecem na maré baixa na praia da Princesa, na Ilha de Maiandeua

Registros feitos, prosseguindo na trilha, em questão de alguns metros se chega em mais algumas casas, aparentemente de veraneio, e logo após já aparece a praia do Farol, lugar que apesar de não ser badalado, possibilitou a melhor experiência do passeio. E é nela que nos despedimos das praias da ilha de Maiandeua. Mas ainda não nos despediremos da ilha, já que no próximo relato será mostrado um passeio de canoa - mas conhecida por lá como rabeta - através de manguezais e com muita história para contar. Vale a pena conferir! ;)







Peixe Tralhoto (Anableps anableps), que nada na superfície da água, na Ilha de Maiandeua (Algodoal)

Placa do "caranguejo Toc-Toc" (que é o que precisa ser quebrado), na praia da Princesa

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Postado por Tito Garcez às 21:14


Fonte: http://www.titogarcez.com


Pela enorme quantidade de rios, furos e baías, a água doce é o principal meio de integração, não só do estado como de toda a região amazônica (Aproveite e veja as publicações sobre a navegação por entre ilhas da Baía do Guajará e sobre a ilha de Cotijuba e a praia do Vai-Quem-Quer). É por isso que alguns recantos no litoral permanecem um tanto preservados, e este é o caso de Algodoal, uma vila localizada na ilha de Maiandeua, paraíso que acabou ficando mais conhecido pelo nome de sua principal vila. Pouco a pouco, o local está despertando a atenção principalmente do turismo nacional e internacional. Felizmente não existem pontes, o que faz com que a tranquilidade do lugar seja preservada.

Mesmo no litoral, alguns locais só podem ser acessados fazendo uso do que o paraense mais está acostumado: a navegação. Para chegar à ilha de Maiandeua - que pertence ao município de Maracanã - e, consequentemente, à vila de Algodoal, é necessário embarcar em pequenos barcos, que no Pará geralmente são chamados de "Pô-pô-pôs", no porto de Marudá, que é um distrito - com cara de cidade - que está localizado no município de Marapinim. Para chegar até lá, a partir de Belém, não é muito complicado. Da rodoviária da capital é possível embarcar em um ônibus da empresa Rápido Excelsior e viajar em média 4h pagando pouco mais de R$20,00. De carro, os 160 Km que separam Belém de Marudá podem ser percorridos, primeiramente, através da rodovia BR-316 até a cidade de Castanhal. De lá, é necessário acessar a PA-116 e, por fim, entrar na PA-318 no entrocamento que sinaliza o acesso a Marapanim.

Caso o visitante deseje ter comodidade tanto no transporte como na hospedagem, é aconselhável entrar em contato com a Algodoal Turismo, empresa que realiza traslados a partir de Belém e faz reservas em meios de hospedagem da ilha. Além do site, é possível entrar em contato através do e-mail atendimento@algodoalturismo.com.br e dos números (091) 3352-0841 / 8201-3653.

Já em Marudá, pouco antes de chegar à praia, podem ser vistos alguns restaurantes que podem servir como ponto de apoio caso ainda não seja o horário de atravessar. Almoçar em um deles pode ser recomendável. Caso o objetivo seja chegar logo ao porto, na chegada ao distrito, após passar pela rodoviária e pelos restaurantes, chegando à avenida que beira o mar, é necessário dobrar à direita e seguir poucos quilômetros até o seu final, já em frente ao porto. No entorno da pequena pracinha podem ser encontradas diversas placas que sinalizam estacionamentos.

A quantidade de estacionamentos é explicada pelo fato de que, na ilha, não se utilizam meios de transportes motorizados que não sejam os utilizados para a navegação. Portanto, carros têm que ser deixados em Marudá, em estacionamentos simples que cobram em média R$10,00 pela diária. É importante pesquisar e pechinchar, pois, no caso de um final de semana, mesmo que geralmente o veículo só ocupe o local por metade da sexta, por todo o sábado e por metade do domingo, muitos interpretam como sendo três diárias, quando na prática são apenas duas. Enfim, tem que negociar!

Já no pequeno porto, a passagem de ida pode ser comprada por R$7,00 e, apesar de os horários estarem disponibilizados no cartaz, é bom confirmar com as pessoas se a embarcação sairá mesmo no horário previsto, pois a depender da tábua das marés ou das condições climáticas, o horário pode ser adiantado, postergado ou até cancelado, restando assim embarcar em algum outro.

Em frente ao porto, na maré baixa, é possível notar o aparecimento de diversos bancos de areia que dão a impressão de que se demoraria horas até que fossem cobertos quando a maré começasse a subir. Contudo, curiosamente a entrada de água vinda do mar é assustadoramente rápida, fazendo com que em poucos minutos todos os bancos já estejam submersos. E é por conta dessa rapidez que os catadores de mariscos também tentam fazer o seu trabalho o mais rápido possível. É interessante caminhar através da rampa e observar a busca pelo alimento ou pela renda, seja vendo pessoas catando mariscos ou pescando em pequenos barcos, como também ao ver aves, como por exemplo as garças, em busca de pequenos peixes e crustáceos.

Após a embarcação chegar e todos os passageiros e suas bagagens serem embarcados, a travessia entre Marudá e a ilha é iniciada. Ela dura em torno de 45 minutos e tem a fama de ser “agitada”, por ir de encontro a muitas ondas e consequentemente por balançar bastante, mas, curiosamente, nesse caso, tanto na ida como na volta, o trajeto foi feito com uma certa tranquilidade. Foi até motivo para conversa entre aqueles que frequentemente navegam pela região. Sorte nossa!

No trajeto, é possível observar os muitos currais que são montados para a captura de peixes e de camarões que entram na maré alta e permanecem ilhados quando ela baixa, ficando assim vulneráveis à captura. Nessas estruturas de madeira, principalmente ao final da tarde, é comum observar muitas garças, mergulhões, entre outras aves, descansarem antes de seguir para a passagem da noite no manguezal.

Navegando através da baía de Marapanim, pode-se observar, também, o vai e vem de embarcações que transitam por ali, sendo muitas delas pequenas e que são utilizadas principalmente para a pesca. Simplesmente para embelezar seus barcos, ou até mesmo para chamar a atenção, alguns os pintam com cores fortes, bem coloridas.

Por fim, após uma travessia tranquila, chegamos à famosa ilha de Maiandeua, mais conhecida como Algodoal, pois é por esse nome que inclusive grande parte dos paraenses se refere ao lugar. Nomenclatura à parte, ele é lindo e será conhecido a partir da próximo publicação. Não perca

Aproveite e acompanhe outras postagens sobre a Amazônia, conferindo relatos e muitas fotos de lindos lugares localizados nos estados do Pará e do Amapá (clique nos nomes para acessar).

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha