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sábado, 7 de julho de 2018

Benedito Júnior - Poetas e Literatos - Abaetetuba e Região


Benedito Júnior - Poetas e Literatos - Abaetetuba e Região
Postagem em construção
Poesias Textos e Crônicas do Benedito Júnior 
Confesso que estou com pouco tempo para as publicações no Blog do Ademir Rocha. Esse pouco tempo deve-se a vários fatores, sendo um deles a enorme quantidade de dados genealógicos que tenho tentado reorganizar sem muitos avanços. Mas sempre sobra um tempinho para algumas visualizações das questões sociais, econômicas, políticas e culturais do país. Sobre as questões culturais me detenho em algumas que são do interesse do Blog, como a produção artística e culturais de entidades e pessoas que atuam nesse meio, onde capturo suas idéias para futuras publicações no Blog. Assim tenho feito, mas sem muito tempo para as devidas análises de suas produções.
Porém, acho importante a divulgação do trabalho poético e literário de alguns importantes poetas e literatos de Abaetetuba e região. De Abaetetuba temos uma grande produção poética de Garibaldi Parente, Adenaldo dos Santos Cardoso e outros que achamos muito importantes na vida cultural e literária de Abaetetuba e região. Na literatura temos a Iolanda Parente e outros que não param de produzir textos e livros de muita importância para a cultura regional. Daí o fato para nos apressarmos para a publicação de alguns fragmentos dessa grande produção artística, poética e literária desses grandes nomes e de outros que estão surgindo a cada momento de nossa vida cultural, sem muitos tempo para as análises e comentários dessas publicações. Achamos que nossos leitores saberão apreciar e fazer suas considerações analíticas desses nossos poetas e literatos.

Chamaremos a este conjunto de publicações de "Poetas e Literatos", com o subtítulo de "Abaetetuba e região".

Iniciamos estas publicações com a produção textual e poética de Benedito Júnior, este filho do abaetetubense Benedito Costa/Bena do Zariquinho e Neide Costa. Benedito Júnior, pelo que já vimos e analisamos de relance, é daquele tipo de pessoa com conhecimentos gerais e universais, haja vista os seus textos e poesias que abrangem todos os tipos de assuntos, dos triviais aos gerais do conhecimento humano, inclusive no campo científico. Basta ler seus textos e poesias que vão das familiares, das locais e  também às de caráter universais e científicas. Interessante é que ele não perde oportunidades para lançar seus textos e poesias, levando em conta também às datas e eventos locais, nacionais e chegando até às de caráter universais.

Blog do Ademir
Naturalmente que o poeta Benedito Júnior se inspirou no momento
da Copa do Mundo de Futebol na Rússia, na poesia de Teddy Max, e
nos estereótipos russos, para escrever abaixo:

Benedito Júnior:
Tanta coisa linda numa noite eu vi
Conquistou o meu coração
A emoção que ficou
Não posso esquecer
O prazer de uma noite em Moscou

A emoção que ficou
Não posso esquecer
O prazer de uma noite em Moscou

'Pam Pam Pam Pam Pampampam' 
'Pam Pam Pam Pam Pampampampam'

'Pam Pam Pam Pam Pampampam' 
'Pam Pam Pam Pam Pampampampam'

..."

Noite De Moscou (Teddy Max)
____________________

Roleta Russa 

Ela não sabe de onde vem o sentido
Espera apreensiva por um novo contato
Cupido entregue e declaradamente atado
Face doada e o coração nutrido

Rola roleta e adentra a cerne interior
Vértice à espera de outro romance
O vigor intencionado sempre avante
Prazer matutino e o seu esplendor

O tiro certeiro leva a doce ventura 
Ao temor glacial de análoga constatação
Vida e morte sob completa alusão
Gozo auspicioso ante a eterna 'paura'

Para a Samara moscovita dedico uma flor
A Terra russa seguirá abençoada
Pela estepe siberiana a mirada culatra 
Eterno gatilho com denodo e amor

bjr

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Benedito Júnior
Estudou na instituição de ensino CESUPA
Frequentou Instituto Nossa Senhora dos Anjos, em Abaetetuba-Pará
Mora em Belem do Pará, Pará, Brasil

Benedito Costa: ("Bena do Zariquinho", meu pai) e Neide Costa (minha mãe), Gabriel Costa (meu filho) e Wânia Costa (minha esposa).

Blog do Ademir
Ademir Heleno Araujo Rocha
Amigo Benedito Junior, com toda essa bagagem de conhecimentos e grande quantidade de belas poesias e textos, já tens lvs publicados? Abçs.
Benedito Junior
Oh Professor e amigo Ademir! Isto vindo do senhor é um imenso elogio e certamente um grandíssimo incentivo para continuar neste caminho... Não tenho nenhum livro publicado (sou apenas um reles curioso da dinâmica da vida e um escravo convicto desta infinita vontade de escrever).
Um grande abraço e muito obrigado pelas palavras de fraternidade!
Saudações abaeteuaras!
Que Jesus Cristo lhe proteja sempre.

O Benedito Júnior aproveita o calendário dos eventos, datas festivas ou eventos do momento para escrever sobre tudo e com conhecimento de causa. Vide abaixo:

Sobre o Campeonato Mundial de Futebol ou Copa do Mundo que presentemente em junho e julho de 2018 está se realizando na Rússia, o jovem Benedito Júnior fez um apanhado dessa grande nação (no sentido literal do termo), abaixo e escreveu o texto poético:

"Tá Russo!"
Surge o sol vívido vindo do horizonte oriental
Um brilho cintilante inigualavelmente inconfundível 
A "Grande Pátria Transcontinental" permanece assentada sobre a pujante placa tectônica euro asiática
Atônita percebe que na vastidão da estepe todas as formas são possíveis
Da Kola ao Kamchatka o vento brame imponente, com a força intrínseca que traz consigo o próprio sentido da esperança
O "Expresso do Oriente" passa flamejante: cetro de fogo ante à caricatura gélida, seta direcional do altivo esplendor que apresenta notícias da longínqua Vladivostok
A "Mater-Rússia" agora é outra... Romanovs e Czares resultam em lembranças ocasionais de um passado distante
Passaram Ivan, Lenin, Stalin, Khrushchov, Gorbachev, Iéltsin e o Regime... Eis a Glasnost transparente e a reestruturada Perestroika com a sua Abertura consagradora (reminiscências apegadas de um povo ávido por um futuro grandioso)
A antiga União desintegrou-se há muito... Satélites sob a área de influência foram formados diante da tradução direta da eterna dependência recorrente
A insígnia socialista ruiu à insignificância do atestado presente: da 'Lietuva' ao torrão cazaque tremulam novas bandeiras e nacionalidades
A tradição solene possui o distinto poder da verdadeira alquimia definitiva 
Dostoiévski sentenciou categoricamente que "As letras são pilares da cultura universal e de expressão natural do gênio do homem"
A guerra mantém-se como instrumento atemporal (o sangue derramado traduz - de forma fulcral - a coloração do antigo estandarte soviético): um bálsamo-receituário de Jivago penosamente às avessas
A Crimeia lacrimejante reduz-se a um istmo, misto de receio e apreensão duradouros
A dúvida assola a invadida Chechênia, desventurosamente combalida ao saboroso sopé do próprio destino
A condição siberiana segue imersa em sua profunda camada glacial, entre a penumbra característica de um eterno lamento invernal e o necessário raio matinal da luminosidade divina (que a tudo regenera)
A Mãe-Terra busca desesperadamente - vestida com a utópica pseudo certeza de propriedade - uma linguagem para si absolutamente desconhecida (tudo resulta em um grande desastre desalinhado, infortúnio proporcional à própria dimensão territorial bolchevique... Síntese cirílica contrária ao dom natural de escrever a luzente linha existencial da história)
A Ribeira mantém-se campesina e interiorana, sem familiaridade alguma para além da borda de sua fronteira
Colônia aldeã cativa feita prisioneira nos Gulags, onde a gula colona denota a luta pela própria sobrevivência
Leningrado e Petrogrado fluíram para São Petersburgo; Assim como Stalingrado adotou Volgogrado, reflexo das faces que buscam - em diferentes fases e nomenclaturas - o sentido definitivo no panteão citadino da almejada identidade universal
Kaliningrado mantêm-se um exclave isolado com o seu peão disfarçado de rainha a sofrer um altivo xeque-mate pelas mãos cirúrgicas de Kasparov
Não há voo sem o primoroso sopro de inspiração nas asas fatigadas do "Corvo de Murmansk"
Existe uma força determinante e motivadora no âmago das alvas patas ressequidas do "Urso dos Urais"
Gagarin (com o brilho da alma em suas retinas) atestou de forma cabal que "-A Terra É Azul", tal como o translúcido Baikal com as suas fontes a jorrar o mais límpido estado lacustre 
O mar separa, as águas delimitam, os céus abençoam e o tempo determina!
Foram-se a Foice, o Martelo e os anos assolados de absoluta incerteza
Segue a Federação Russa o seu caminho: nasce um florido jardim sobre o Kremlin e a Praça Vermelha
Moscou dança festivamente um cossaco ao ritmo de uma valsa com a delicadeza de Sergei e a leveza característica do Bolshoi
Com o balaio pleno e bordado, a balalaika reverbera o sonoro canto Kalinka e ressoa o chamado marcado dos sinos das catedrais
Ela vai... A velada Matrioska disfarçadamente marchará rubra de amor a contemplar a vastidão do firmamento sem fim
Que São Basílio a proteja!
bjr

Blog do Ademir
Sobre O Clube do Remo:

Benedito Júnior
Memória Azulina
A Fundação do Clube do Remo 
Belém do Pará, 05 de Fevereiro de 1905
113 Anos
Na pacata Belém do início do Século XX, a modalidade esportiva que tinha o maior apelo entre os admiradores e a população em geral era a Regata... Motivados pelo desporto e pela própria geografia da cidade, um grupo de jovens remadores dissidentes do Sport Pará fundou uma nova agremiação esportiva: o "Grupo do Remo" (com a intenção e o idealismo em formar uma grande equipe para as disputas das provas de regata na Baía do Guajará).
À luz de sua Fundação a 05 de Fevereiro de 1905, liderados por Raul Engelhard (um de seus fundadores e um grande entusiasta da modalidade), a nova agremiação belenense recebeu sua denominação em homenagem a um Clube londrino de regatas denominado "Rowing Club" (Clube do Remo), em razão das recordações e do período em que Raul morou na Europa (onde participou de algumas competições)...
Além de Raul Engelhard também fizeram parte da fundação do Grupo do Remo: Victor Engelhard, Vasco Abreu, Eugênio Soares, Narciso Borges, Eduardo Cruz, José Henrique Danin, Roberto Figueiredo, Antônio La Roque Andrade, Raimundo Oliveira da Paz, Antônio Borges, Arnaldo R. De Andrade, Manoel C. Pereira de Souza, Ernestino Almeida, Alfredo Vale, José D. Gomes De Castro, José Maria Pinheiro, Luís Rebelo de Andrade, Manoel José Tavares, Basílio Paes, Palmério T. Pinto, Eurico Pacheco Borges, Narcisco F. Borges e Heliodoro de Brito; Logo em seguida, contaram com a adesão de outros atletas...
A Fundação do Remo foi publicada oficialmente no Diário Oficial do Estado em seu Décimo Quinto Ano, sob o Número de Registo 4049, a 09 de Fevereiro de 1905.
Em 1911 - após inúmeras dificuldades de toda ordem - o Grupo do Remo foi reorganizado; Coube a onze atletas a sua reorganização: Geraldo Mota (o Grande "Rubilar", um dos maiores Ídolos do Clube), Oscar Saltão, Antonico Silva, Jaime Lima, Cândido Jucá, Harley Collet, Nertan Collet, Severino Poggy, Mário Araújo, Palmério Pinto e Elzeman Magalhães.
Com a organização do Futebol no Pará e com a disputa do recém criado Campeonato Paraense, foi fundado em 1913 o Departamento de Futebol do Clube, com a primeira partida sendo disputada a 14 de Julho de 1913 contra a equipe da União Esportiva (com vitória remista pelo placar de 4 vs.1); Para esta estreia, a Primeira Equipe de Futebol do Clube do Remo contou com a seguinte escalação: Bernardino; Galdino e Lulu; Carlito, Aimée e Chermont; Rubilar, Antonico, Nahon, Infante e Dudu.
Eis a "gênese" de um dos maiores Clubes de Belém e do Pará... Seus fundadores certamente jamais imaginaram que aquele modesto Clube fundado inicialmente para a prática da Regata iria se transformar ao longo dos anos em uma das referências do próprio Estado e se converter em um dos maiores Clubes da Região Norte do Brasil e de toda a Amazônia... 
Motivo de verdadeira "devoção", clamor e amor de sua apaixonada torcida!
Razão de orgulho de toda a Nação Azulina!
bjr

Blog do Ademir Rocha
Quem vencerá?
10/07/2018

Gália Histórica (Bélgica vs França)

O torrão tomado e a Gália evidenciada
Celtiberos e germanos sob forçada conjunção
As invasões latinas revelam o Sacro Império 
Eis a leiva francófona batizada por Catão

Os belgas nasceram múltiplos e mesclados
Dos francos descende a linhagem francesa
Ambas com vistosos estandartes tricolores 
Do Ródano o reino e a sua realeza 

Pelos flancos o Flandres busca a independência 
Vertente análoga na Região bretã
Vinho compartido e o disputado parlamento
Ascendência flamenga e a rivalidade valã

A batalha será travada em campo distinto
A bola separa República e Monarquia 
O 'Train À Grande Vitesse' encurta as distâncias
Cultura europeia de notável primazia 
bjr


Blog do Ademir
Benedito Júnior sobre as Parlendas, esta uma variante das lendas, que nos recordam as antigas brincadeiras de crianças:

Benedito Júnior

28 de abril de 2018 às 06:00

Rei, capitão,
Soldado, ladrão,
Moça bonita
Do meu coração
___

Meio dia
Macaco assobia
Panela no fogo
Barriga vazia
___

Um, dois, feijão com arroz
Três, quatro, feijão no prato
Cinco, seis, falar inglês
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis
_____

Papagaio come milho
Periquito leva a fama
Cantam uns e choram outros
Triste sina de quem ama
_____

Uni, duni, tê
Salamê, mingüê
Um sorvete colorê
O escolhido foi você!
_____

Batatinha quando nasce
Se esparrama pelo chão
Menininha quando dorme
Põe a mão no coração
_____

Quem cochicha,
O rabo espicha
Quem fofoca,
O rabo espoca
_____

João corta o pão,
Maria mexe o angu,
Teresa põe a mesa,
Para a festa do tatu

_____

Fui à feira comprar uva
Encontrei uma coruja
Eu pisei no rabo dela
Me chamou de cara suja

_____

Quem vai ao ar,
Perde o lugar
Quem vai ao vento,
Perde o assento
Quem vai à ribeira,
Perde a cadeira
_____

(Parlendas tradicionais do Folclore e do imaginário cultural brasileiro)
_________________________

Parlendinha

A escritura é assim
Do anjinho de cetim 
Por labor do querubim
Lia do início ao fim 

...
A forma se apresenta
À varada madrugada
Rasgada vestimenta
Pela noite enluarada 

...
Só existe um caminho
Uma rota a seguir
O completo desalinho
Triste sina do porvir

...
Da menina delicada
Seu desgosto é sincero
A hora está marcada 
Ela é quem eu quero

...
Faça chuva ou faça sol
Não largo desta dança 
Prepare o seu formol
Para os tempos de bonança 

...
Vai no raso vai no fundo
Vai em baixo vai em cima
Dando a volta neste mundo
A donzela se anima

...
O folclore consumado
Na terra de ninguém 
O falsete disfarçado
Não vale um vintém 

...
Segue vivo o clamor
No peito da mulher
Ela é a minha flor 
Acredite se quiser

...
Neste embalo de maré
O grande rio é sedutor
Para a rosa de Abaeté 
O enredo é com amor 

...
Encerrada a Parlendinha
Pura fama de outrora
Cai a finta da mocinha
Viva o brilho da aurora 

~~
Blog do Ademir
Segue a poesia de Benedito Júnior sobre as crianças:

Segue o tempo da reiterada esperança
Futuro vivaz em apresentação constante
A força vital de sentido pujante 
Valor intrínseco que o destino afiança

Eureca do autêntico bálsamo da alquimia
O rito fecundo e a sua perenidade 
A distinta trajetória da sagrada vontade
O sol rutilante nasce a cada dia

A redenção do instante bendito e agraciado
As águas anunciarão o curso latente
Traz consigo a boa nova luzente 
O altivo vernáculo a seu posto tomado

O reinado estabelecido pela espada do amor
O vigor inerente da nova estação
Pulsa o coração em vibrante explosão
Saudações às crianças com todo o louvor


Blog do Ademir
Poesia sobre as mangas de Belém:

Benedito Junior
2 de março de 2018 às 07:00
Manga Caída 
(Sinal Dos Tempos: Época Da Queda!)

Segue o Estado do Pará auspiciosamente abençoado
A diversidade doada pela Graça Divina
Frondoso encanto que ao povo fascina
Presente belenense bendito e consagrado

Caída do topo a venturosa pureza 
Ao povo paraense a dádiva ofertada
Face citadina plenamente abarrotada
Apanhada de assalto em reiterada destreza

Pelas praças e ruas consumida à feitura
Alegria e contentamento de toda a sua gente
Descuidada cabeça mirada da altura

Fruta apetitosa degustada saborosamente 
Caboclo atordoado com tanta fartura
"Chupa essa manga meu sumano parente!"


Blog do Ademir
Sobre o Dia da Mulher, o texto poético:

Benedito Junior
8 de março de 2018 às 07:00
(08 De Março: Assim Como Todos Os Dias, Hoje É Mais Um Dia De Exaltação Às Mulheres... Pois Sem Elas, Simplesmente Não Há Vida!)
____________________

Descortinar 

Tragam-me esta Doce Mulher!
Contido em seu coração um microcosmo todo particular 
Um profundo baú repleto de mistérios insondáveis e segredos cabais irreveláveis aos ouvidos, às retinas e aos sentidos-nus ingenuamente crédulos de qualquer homem-menino
Agora sou um jovem ancião com mais de cinco mil anos e ainda não desvendei tal mistério 
Segue pela roda do infinito com rota imprecisa na imensidão azul da vastidão cósmica 
Pois cada Ser Feminal traz consigo este gene indecifrável (dinâmica completamente incompreensível à nossa reles e fútil condição masculina) 
Pela graça do encantamento moram em atitudes previamente - e meticulosamente - planejadas
Em reiteradas observações onde não há a mínima necessidade de uma palavra sequer a ser exposta (nem mesmo um gesto comprometedor da fulgurante intenção)
Flutuam em suspensão com o seu característico caminhar, que por si só, denota uma singela parte de todo o seu encanto
Os passos são propriamente um bailado lento sobre uma fictícia passarela vermelha altiva e recorrente 
As pernas - em comum acordo entre si - possuem a magia do feitiço 
Os olhos? Falam tudo e não dizem nada, com a sua destacada idiossincrasia de comportamento universal
O vento acaricia as madeixas presas pela base e evidencia uma vistosa trajetória provocativa 
A tessitura da pele adjunta ao corpo de inúmeras curvaturas que possuem todo o irresistível dom da atração
Dado o instante, eis que a cortina se fecha; Cerrada mantêm-se aferrada aguardando por nova - vã - tentativa alheia, guardando o grande segredo e resguardando a pérola: A Joia Rara Feminina...
Elas seguirão eternamente com o respectivo propósito consumado
Um devaneio ilusório jamais alcançado
Vultoso capricho que não se descortina


Blog do Ademir
Poesia sobre Turim, a Capital do Piemonte, na Itália:

Benedito Júnior



Benedito Junior
Ontem às 07:01
(O Período Oficial Da Última Semana De Inverno No Hemisfério Norte...)
___________

Torino sob a neve

'Torino' segue coberta sob a neve
O inverno recobre a Capital 'piemontesa'
A chama solar permanecerá acesa
Frente à fina camada de tessitura leve

O 'Mole Antonelliana' clama ao firmamento
Aponta aos céus por nova estação
Invernada exposta com gélida precipitação
Orações em 'Superga' e o vibrante 'Renascimento'

Reflete o 'Sudário' a Imagem do Amor
As 'Geleiras' dos 'Alpes' derretem incontidas
O 'Rio Pó' congela ante o temido rigor

Para o rei 'As Arcadas' notoriamente concebidas
No 'Palazzo' a 'Madama' de um delicado teor 
Turim e a Itália seguirão enaltecidas

bjr
______________
Blog do Ademir
Segue:

Benedito Júnior
Sobre Turim:

Fotos:
1a) A representação do 'Toro Gialloblu' é o símbolo marcante da Capital do Piemonte;
2a) O gramado do 'Juventus Stadium' coberto de neve durante a partida cancelada que seria realizada a 25 de Fevereiro de 2018 entre Juventus e Atalanta (válida pela Vigésima Sexta Rodada do Campeonato Italiano);
3a) Duas imagens marcantes de Turim: em primeiro plano o 'Mole Antonelliana' e ao fundo, os 'Alpes Piemonteses';
4a) A legendária 'Basílica de Superga' sob a neve durante o rigoroso inverno de 2017.
__________


Blog do Ademir
Sobre o Carnaval e as "Cinzas" da Semana Santa:

Em Cinzas
A folia da carne inapelavelmente encerrada
Feita em cinzas a fiel condição resultante
O dia luzente e o abençoado instante
Festas e orações de forma aferrada

Todas as cuícas e tantãs vivamente silenciados
Rito consagrado da contumaz submissão
O instante cativo e a doada remissão 
Visgo existencial de todos os pecados

Ao pó ante o divino e necessário sopro inspirador
Elevação aos píncaros da vultosa existência 
Eis o laço eterno atado com ardor

O combalido coração sob falsa resiliência
Demonstrações do ser traduzidas em dor
A reiterada busca incessante por clemência

bjr

Blog do Ademir
Sobre Veneza e o Carnaval veneziano:

Benedito Júnior

Carnevale
A Piazza San Marco reverencia e atesta
Murano e Burano presenciam a alegria
Sobre a Ponte Rialto a passada alegoria
Seguem os canais de Veneza em festa

A face oculta veladamente disfarçada
O jogo de cena e a constante sedução
Mulher-foliã e o pulsar de um coração
A máscara reforça a fronte embuçada

Gira misteriosamente a cativa roleta 
Folia da carne e sua vertente palaciana
Derradeira vestimenta de cor violeta

Gôndolas pelas águas da pérola italiana
O vivaz Adriático invade a canaleta
Traz vida e luz à condição leviana
bjr

Blog do Ademir
Poesia sobre a surpresa, mas não de qualquer surpresa:

Benedito Júnior
A Surpresa Inesperada

A inesperada surpresa se fez presente
O altivo vernáculo ressoa em contentamento
Bendito o instante, sagrado o momento
Vívida condição salutar e persistente

Ante à infeliz entrega constatada e desmedida
A velada dependência travestida em brincadeira
Propósito consumado pela vida inteira
Rosa caída alegremente entristecida

Calibre ineficaz de natureza contrariada
Gatilho imberbe totalmente improdutivo
Culatra de chama incandescente e devotada

Frente ao luzente canto generoso e construtivo
A jubilosa fonte fecunda concretizada
Viés com sentido contumaz e efetivo

bjr

Blog do Ademir:
Benedito Júnior é versado em línguas latinas. Um fato:

1 de fevereiro de 2018 às 08:00
RIP

Azeglio Vicini

("Che La Terra Ti Sia Lieve"; Resta In Pace, Bravo Allenatore!)

Un Sogno, Una Favola
Avevo tredici anni (ma io ricordo benissimo...)
Sogno - fino ad oggi - con la conquista italiana di quello Mondiale...
Ho immaginato in anticipo: "La Azzurra sarà Campione Del Mondo a Italia 1990!"
(Per me, questto era il mio grande sogno da - tifosi - bambino!)
Un sogno indimenticabile e ricorrente 
Da quando ero giovane e che mi accompagnerà per sempre...
Un inaspettato risultato finale e "un verissimo peccato de tutti gli Dei del Calcio!!!"
E anche fino ad oggi - quando ricordo - "io piango comme un triste ragazzo" la perdita di quella Coppa del Mondo giocata a casa...
Grazie Azeglio per quella Bellissima e Grande Squadra!
Grazie Vicini per questo sogno!
Grazie Italia per questa favola!
bjr

RIP
Azeglio vizinhos

"que a terra te seja leve"; fica em paz, bom treinador! )

Um sonho, um conto de fadas
Eu tinha treze anos (mas eu me lembro muito bem...)
Sonho - até hoje - com a conquista italiana desse mundial...
Imaginei antecipadamente: " a azul será campeão do mundo em Itália 1990!"
(para mim, questto era o meu grande sonho de - fãs - bebê! )
Um sonho inesquecível e recorrente
Desde que eu era jovem e que me acompanhará para sempre...
Um inesperado resultado final e " um verdadeiro pecado de todos os deuses do futebol!!!"
E até hoje - quando me lembro - "Eu choro como um triste menino" a perda dessa copa do mundo jogada em casa...
Obrigado azeglio por essa linda e grande equipe!
Obrigado vizinhos por este sonho!
Obrigada Itália por essa fábula!


Blog do Ademir
Benedito Junior sobre famoso concurso de carnaval, almejado por
muitas jovens paraenses:

2 de fevereiro de 2018 às 07:01
A Rainha Do Carnaval 

Reinicia o tradicional desfile belenense
Saltos e evoluções por toda a passarela
A fantasia colorida sob a devida aquarela
Tradição arraigada do Carnaval paraense

O resultado final gera nela a expectativa
A coroa faz jus ao devido ensejo
Mulher encantada e o seu recorrente desejo
Sacramentada escolha de forma efetiva

No salão a caracterização da Rainha maestrina
Dança festiva e o sentido da representação
A vestimenta nua levemente se descortina

Olhares atentos em graciosa doação
Passos ensaiados e a suavidade de bailarina
Dela é o Reino com meritosa coroação 


Blog do Ademir
Sobre o mágico e seu dia, o Circo e o Palhaço

Benedito Júnior:

Recitar! Mentre preso dal delirio
Non so più quel che dico 
E quel che faccio! 
Eppur è d'uopo, sforzati! Bah!...
Sei tu forse un 'uom'? 

HA HA HA HA HA HA...

Tu se' Pagliaccio!
Vesti la giubba e la faccia infarina
Ridi, Pagliaccio!
Tu se' Pagliaccio!
..."

Pagliacci (Vesti La Giubba: Leoncavallo)
_____________
(10 De Dezembro: Dia Universal Do Palhaço)
O Circo

Respeitável público, abram-se as cortinas!
A infinita alegoria lúdica permanece
O encanto do circo nunca fenece
Júbilo festivo aos olhos e às retinas

Nítidas memórias da infância e da juventude
Ações de um teatro mambembe conhecido
Para o notório povo ávido e embevecido
A rocambolesca passarela em plenitude

No picadeiro todas as quedas e evoluções
O vultoso riso incontido por sua aptidão
Amálgama e magia sob caracterizações

Vívida maquiagem bufa frente à multidão
A grande alegria aos nossos corações
Ao eterno Palhaço a devida gratidão!

bjr
Benedito Junior
31 de janeiro de 2018 às 07:00
(31 De Janeiro de 2018: Dia Do Mágico)

O Mágico 
A mágica do dia se faz presente
Ludismo caracterizado pela vertente da charada 
O encanto do enigma só tem a graça necessária se não for revelado o segredo
Mantido sob o manto velado a vestimenta característica
Mãos que tecem a ilusão aos olhos e aos sentidos
Fumaças, sombras e brumas caracterizam o cenário
O fadado enredo conhecido e prazerosamente recorrente 
Embuço necessário perante o fato consumado
O equilíbrio está exatamente no jogo tênue da dissimulação
Naturalmente não consta a verdade no ato
Joguete doado ao povo esperançoso em vã observação
"O que é, não é"... O que não é, torna-se a razão do ensejo
Respeitável público à espera de um grande espetáculo com revelação negada 
Somente demonstrações e o resultado final constatado
A tessitura mantém-se oculta e livre 
Ação fechada, dubiedade aberta à real condição desconhecida
Pela escuridão da noite ao amanhecer do dia, deleita-se tentado em picardia
Mestre absoluto do característico disfarce proposto
Com a sua profunda cartola ardilosa e anos entregues à experiência, o mágico enviado alegremente segue claramente a sina subliminar representada
Equilibrando-se em busca de motivação, reconhecimento e do aplauso esperados
Tudo esconde... 'Brujita' burla que a todos engana
Entre o traquejo do truque, a trajetória travada
Sempre escondido e silenciado sob o próprio mistério
Eis a grande magia
bjr

Blog do Ademir
Leia o texto poético do Benedito Júnior, Abaixo:
O autor do Blog: Certa vez li um texto de um intelectual e olha que sou letrado, mas
não consegui entender metade do que ele escreveu. Mas entendi o contexto do momento
poético abaixo. E vocês?

Benedito Junior 
19 de janeiro de 2018  às 07:01

A Forma Disforme
Presente o tempo finito

A forma evidenciada do âmago em contrariedade
Disforme como a própria aparência adiposa rotunda
Linha em desvelo, velada condição sem profundidade
A involução catastrófica rege a rasa e minguante sequência caracterizada
Urge a necessidade universal por oxigenação e mudança 
Câmbio sacramentado: luz-norte frente à escuridão.
Resta em completa desesperança a configuração repetida, curta, exposta, transcrita e corrida
Não há ritmo nem canto, muito menos encanto 
Negada a pulsação melódica do rito sagrado
Ritmo descompassado, desafinado desequilíbrio
Perdida cadência em vultosa decadência
Falha cincada, recurso negado
Memórias anacrônicas permeiam a travada superficialidade da dinâmica vivida
A contraditória sina-fã, vã ação da inconformidade
No afã da ansiedade, sem pausa ou rima
Apressada e ofegante se esvai em esforço hercúleo
O desespero humano proeminente, síntese do despreparo evidente
Livremente, a desconexa e descompromissada assimetria se disfarça "solenemente"
Anos de formação e vivência em completo desperdício.
O cubo mágico da forma inexiste
A utopia pitagórica não encontra análoga na Divina natureza tal forma una, dotada de perfeição em todas as suas perspectivas
Não há similaridade convergente
Quebrada a 'Sequência de Fibonacci' por descuido e pela gritante zelotipia improducente
Imprudência torpe, avessa ortoepia de uma Rosa minguante em busca da própria sobrevivência
Categoricamente o destino perfaz um roteiro venturoso
Sob o Cosmos celestial todas as possibilidades são infinitas 
O futuro radioso seguirá escrito nas estrelas. 
A tênue camada aberta, tênia linha de lia em doação desajustada
Não há outra possibilidade: exaurida toda a Via...Do caos evidenciado, brota a própria Terra perfurada e distendida em cólera incipiente
Mirado o alvo desfaz-se o mistério, o segredo revelado
A ínfima existência reluta em resistência
Notória tradução da necessária e inerente dependência recorrente
Que assim seja eternamente
Sem a mínima desistência


Blog do Ademir:
Sobre o Clube de Periçá, há esperanças para nós? 
leia a poesia de Benedito Junior:

14 de janeiro de 2018 às 07:00
(O Ano de 2018 inicia efetivamente hoje...).
____________________

Nova Temporada, Esperança Renovada 

Renovam-se as esperanças com a nova Temporada 
Diante da própria e reiterada desesperança
Força intrínseca de valente perseverança
A vivaz e fortalecida confiança revigorada 

Segue o torcedor azulino sempre otimista
O vigoroso clamor da vibrante "Nação"
Amor eterno sob o pulsante coração 
Povo devotado e incondicionalmente remista

O sentimento nutrido de toda a sua gente
A esperada estreia contra o Bragantino
Ansiedade marcada pelo remismo latente

Abençoada loucura em total desatino
Muito mais do que um dadivoso presente
Ser do Remo é um verdadeiro destino!

Blog do Ademir
Coração do bjr

Coração Azulino
Um coração esperançoso
Diante da própria desesperança
Atado apenas por amor
Em eterna perseverança

De um genuíno sentimento
Devotado em incontida paixão
Mais do que um clube paraense
O orgulho de uma nação
Dotada de um remismo latente
Uma doce loucura em desatino
De toda a sua gente
De coração sempre azulino
Muito mais do que um presente
Ser remista é um destino!
bjr

Blog do Ademir
Eu particularmente fiquei triste com o descaso dos festejos dos 400 anos
de Belém do Pará. Confesso que quando estou naquelas ruas e ruelas de
Belém, fico pensando naquela riqueza e beleza arquitetônica abandonada no tempo
pelos seus governantes.

Segue poesias de Benedito Júnior sobre o assunto:

Benedito Junior
12 de janeiro de 2018 às 07:01

12 De Janeiro de 1616
402 Anos De Fundação 

Minha Linda Morena (Minha Namorada)

Namoro contrito uma bela 'Morena' 
Por seus filhos entristecida e maltratada
Mas segue sempre altiva e encantadora
Em distinta beleza agraciada

Da vultosidade das catedrais e dos palácios
Das praças e teatros os matizes das cores
Dos mercados e da renomada culinária 
Da variedade de todos os sabores

Abençoadamente banhada em açaí
À tacacá ardorosamente temperada
Prazerosamente misturada ao tucupi
Das Mangueiras a benesse ofertada

A nortista e destacada notoriedade
Síntese da autêntica e intrínseca formosura
A genuína e característica peculiaridade
Contemplada e ungida sob fartura 

Pomposa e solene em 'Belle Époque'
Cultura e Tradição com propriedade
O vívido passado e a recorrida História
A sua rica e atraente suntuosidade 

Viés mescladamente urbano e bucólico 
A idiossincrasia pulsante e popular 
O vasto e característico encantamento 
Sua condição natural e singular 

Do sol permanentemente radiante
Presente e constante o ano inteiro
De um povo sempre alegre e receptivo
Marcadamente atencioso e hospitaleiro

Do sangue paraoara nativo belenense 
Ardorosamente cristão contrito na fé 
De coração caridoso e acolhedor 
Devoto de Nossa Senhora de Nazaré

A alma lavada pelas águas da chuva 
Fluxo corrente entre o Guamá e o Guajará
A 'Metrópole da Amazônia' eternizada
Dela o sentido e a essência do Pará 

À minha Linda e estimada Terra querida
Sedutora namorada que a prezo tão bem
Todo o nutrido carinho e o afeto cativo
Com amor e admiração por Belém!

Blog do Ademir


Sobre os Reis Magos e o "Dia de Reis":

Benedito Junior
(06 De Janeiro de 2018)

Dia De Reis 
A Sagrada Manifestação de Jesus Encarnado
Epifania do Espírito Santo de Deus Em Vida
À Maria e José a Bendita Graça Oferecida
Pelos reis agraciadamente presenteado

Da Bem Aventurança A Dádiva E A Consagração 
A Nobreza Altiva do Legítimo Reinado
Vindouro e Profícuo Ato Santificado
O Grandioso Sentido da Vital Doação

Sem coroa alguma A Sua Radiante Majestade
Majestosa Face do Divino Engrandecimento
Força Notória de Pujante Vivacidade

Nascedouro sedimentado do contrito advento
Bálsamo de Luz da irmanada Cristandade
Por toda a existência o verdadeiro alento


Blog do Ademir
Sob proteção várias:

Benedito Junior

5 de janeiro de 2018 às 07:00
Sob Proteção (Seguirá Protegida)

Frente translúcida sobre o tempo de fúria
Diante do vasto e inalcançável horizonte
Da bendita flor cristalina ante o vil afronte
Brancaleone imberbe atada à lamúria

Quimera atroz de existência mundana
Forma trincada em delicada quarentena
Contra a forte luz vibrante se apequena 
Desviado caminho da nau leviana

Sob as graças de Netuno ficará regida
O vento a salvará do constante nevoeiro
Com a bênção castellana estará ungida

Provará o ouro do fecundo celeiro
Por São Benedito seguirá protegida
Haverá socorro de Janeiro a Janeiro

Blog do Ademir
Sobre o menor afastamento da Terra no Sistema Solar:

Benedito Junior
(03 De Janeiro: Dia Do Periélio da Terra)
Periélio
A luz sobrepuja a profunda escuridão 
Cativa e devotada, o curso da Mãe-Terra percorre um trajeto programado
Vaga pelo espaço em subordinação: direcionada e presenteada
Dependente do bendito sumo regenerador do Sistema estabelecido e renovado
Força indispensável da própria existência
O Periélio notório, a síntese da sobrevivência
Aquecido o inverno rigoroso por um venturoso caminho florido de saudação à vida
Não há constatação do tempo-presente sem o necessário brilho celestial ofertado
Nem ânimo, nem mesmo inspiração
Quanto mais próxima, maior a velocidade de translação de toda a sua anelada órbita
Marcadamente adjacente a rotação torna-se pulsante
Uma contração incontrolavelmente evidenciada
Noites sob um céu estrelado ficarão eternamente presas ao firmamento
Para sempre iluminadas pelo fiel clarão resplandecente
Os dias amanhecerão - todos - consagrados ao sagrado ofício matinal majestoso
Errante nave-argonauta em clemência pelo fino ouro, quilate do puro aluvião
Resistência vã perante o inevitável e vigoroso amanhã 
Segredo revelado, astenia em desvelo
Burladeira tessitura, casca tênue da maçã 
Nua e crua constatação
Eva de Adão, ela segue adjunta e vinculada ao sentido vivaz do reluzente fogo inspirador
Atraída, sempre entregue
Com todo amor e devoção


Blog do Ademir
Ainda a vida sobre a dependência do Sol:

Benedito Junior
2 de janeiro de 2018

Amanhecer
O Astro-rei seduz à contemplação
Todo o vultoso encantamento dependente
Existência atada de forma reluzente
Da vida o latente e pulsante coração

Prisma cintilante do puro esplendor
Matiz serena de encanto celeste
Pelo cativo sagrado momento vieste
Consagrado o devido instante inspirador

A intrínseca força por toda a eternidade
Órbita seguida do caminho marcado
O brilho altivo em plena vivacidade

Sobrepuja o breu escuro do pecado
Mirada a luz com desejo e lealdade
Elevação do próprio sentido evocado

Blog do Ademir
Ainda o SOL:

Benedito Junior
29 de dezembro de 2017
'Sol Oriens' - Um Novo Tempo
Ao devido tempo está vigente; Sempre estará 

Fica, brilha altivo; Reinante pela própria e natural grandeza cósmica presenteada sob a alcunha de "Astro-rei"
Como metáfora vital para toda e qualquer sobrevivência faz de cada alvorada um recomeço
Vindo anteriormente e após a penumbra passageira, em oferta dadivosa à toda e qualquer forma animada 
Suplanta a ausência de nitidez em escuridão noturna, vivida ou sentida.
Pela quinta grandeza de sua realeza ratifica serenamente o seu posto: grandioso e inspirador
Faz de sua existência - em total gigantismo e simplicidade - a natural dependência alheia por sua própria perenidade
Em sua órbita periférica há - temporariamente - um obscuro arco anelado esmarrido; Corço extinto, apagado, fugaz e rotundo
Por cada segundo sagrado e consagrado, a combalida Nave-Terra clama pelo brilho radiante da Luz do Mundo
Roda que roda: sob um céu de nuvens rotacionais, a decrépita Gaia moribunda segue veladamente contrita em notória decadência
Gira que gira: o destino nas mãos do venturoso movimento ininterrupto de salvação e clemência .
Salvaguardada condição onde a camada fina/húmida exaurida receberá o sumo germinador da Bem Aventurança
A superfície fatigada será fecundada sob intensa claridade astral dominante
Diminuta sombra frente ao assombroso transcurso sistêmico proposto
Diante à turva caligem dissipada, reinará o aclamado e aguardado instante celestial do verdadeiro encantamento
A brutal e descomunal força intrínseca permanente
Um deleitoso brinde radioso do inalcançável firmamento
Arrebatador alento Divino contumaz e recorrente
Da vida, toda a imprescindível energia e o necessário fomento
Auspiciosamente eternizado o luminoso presente


Blog do Ademir
Sobre a esperança de um Ano Novo:

Benedito Junior
1 de janeiro

Ano Novo, Novo Ânimo 
A esperada vinda de um tempo radioso
Da fecunda e dadivosa hora aguardada
Passagem vibrante e o simbolismo venturoso
Flor de altiva luz representada

A esperança renovada se faz presente 
Suplanta a própria desesperança de outrora
Com a vigorosa mirada sempre em frente
O radiante amanhecer da aurora

Todos atados à fulgurosa motivação
O destino viceja sempre consagrado 
A Fé irrestrita e a sincera intenção

A vital energia do espírito renovado 
Incontida alegria do latente coração
Gratidão por mais um ano iniciado


Blog do Ademir
Segue o Ano Novo:

Benedito Junior
31 de dezembro de 2017

"...
Eu quero um banho de cheiro
Eu quero um banho de lua
Eu quero navegar

Eu quero uma menina
Que me ensine noite e dia
O valor do bê-á-bá
..."

Banho de Cheiro (Carlos Fernando)
________________

Benedito Júnior
A Tradicional Virada Do Ano

Ciclo encerrado e outro novo período inicia
Renasce consigo a própria esperança devotada
Agraciada mudança com hora marcada
O ano rompido clama e reverencia

A última virada segue o compasso dividido
Canto ritmado sob o vigor do pulsante coração
Alegria incontida e a vultosa exortação
Todo o necessário ensinamento aprendido 

Seguirá o caminho feito de letras e melodia
A Mãe-Terra mergulhada em profunda precariedade
Intento entre a noite escura e a luz do dia

O tempo vencido pela intensa celeridade
Eis o jubiloso presente dotado de galhardia
Um verdadeiro banho de felicidade


Blog do Ademir
Ainda sob os efeitos das místicas do tempo e das lendas:

Benedito Junior
27 de dezembro de 2017
(A Representação no Antigo Calendário Romano do Sexto Dia Antecessor às Calendas de Janeiro)

Calendas

Ao Sexto Dia do Terceiro Período
Seis vezes seis replicado
Meia letra, meio canto
A fanfarra e o teatro montados
Auréola eclipsada, áurea bestificada em exortação atônita da Santa natureza
A emersa superfície inalcançável, lânguida força, o horizonte possível
Passiva de alento, necessitada de encanto
Ao primeiro dia da iluminada Lua Nova ocorre a magia
O "Império do Pensamento" aporta em silêncio
Faz da tirrena Sardegna mediterrânea uma abandeirada colônia rojigualda espanhola 
Adiante atravessa o azulado estreito Jônico e invade o interior Adriático pelo costado litorâneo
Desembarca no Porto 'pugliesi' de Bríndisi, ao Sul da radiante 'Penisola'
Através do 'Mezzogiorno Meridionale' italiano toma naturalmente em propriedade toda a 'Vecchia Stivale Transalpina'
Pela 'Via Appia Antica' passa por Roma; Segue rota com sentido rumo-Norte fronteiriço aos Alpes tiroleses
Cenário inapelavelmente e totalmente dominado ('Il Grande Giorno È Venuto!')!
O pequeno Stromboli reverbera a sua cólera através do seu anelado cume incandescente, lava de enxofre jorrada em fogo ardente resfriado sob as águas do Rei Netuno
Para o Sexto Dia do Terceiro Mês ('Auguri'!) - equivalente à espera anual sacramentada e referente ao "Terceiro Período" - existem paralelamente três dias fixos: as "Calendas", as "Nonas" e os "Idos" (correspondentes ao primeiro 'giorno-dia' romano, ao sétimo e ao décimo quinto respectivamente)
Sepultada tal perspectiva anacrônica pela contagem gregoriana
'Nonna' imberbe do presente; Fraternos e irmanados tempos 'Idos'...
No grande panteão das ações, a clara contradição e a duvidosa certeza tomam forma: fruto legítimo evidenciado da constatada vulnerabilidade e da ofertada incoerência 
A incapacidade proeminente, diminuta condição perante o dínamo da alquimia transformadora
Frente ao movimento astral reinante e à sua devida influência sobre a face do Planeta Terra, a representação simplória do funesto espectro torna-se inoperante, ineficiente, indecisa e incipiente
Sobrevivente agônica da ilusória crença arraigada na pseudo-"grandeza" enganosa e na auto-afirmação improducente
Derrota consagradora e a perda do "status quo" à luz cerúlea do novo amanhecer
A vitória gloriosa: o júbilo grandioso pela inquietação, inconformidade e o descontrole evidenciados
A surpresa inesperada: constatação categoricamente consumada diante do irrefutável fato impactante
Da "Caixa Alta" fictícia resta a deslumbrante visão do seu paulatino e contumaz apequenamento: o gozo pela exultante alegria, marcada para sempre na retina
A consagração cabal contrária ao "cabedal" caído
"Inês Morta", agonizante Anita afogada em súplicas por redenção
Do alto cimo conquistado, o cisma revigorante mirado com total plenitude
À prometida donzela singela dos nervos de seda, o fadado cântico se converterá em trilha oficial; Trilha de um longo caminho tracejado a ser percorrido, suplantado e pisado com os pés fincados firmes ao chão
Bachianas soarão a cada compasso rompido; Atos contínuos e sequenciais de uma ópera sem fim
Letras, linhas e estrelas viajarão ao infinito 
Jurada em vida pelas mãos onde ficará o eterno, pedagógico e necessário aprendizado
Como minguante esperança, a doce ilusão restará 
Tal como uma Calenda helênica com destino sacramentado
Intenções por um dia que jamais chegará


Blog do Ademir
Poesias sobre  o Natal Papai Noel e o Amor:

Benedito Junior
22 de dezembro de 2017

Nascido Em Belém (Nasceu Jesus)

Esperada Hora, Chegou O Cristo Vivo!
O Caminho, A Luz, A Vida, O Redentor
O Santo Espírito Feito carne humana
Verbo Necessário, O Divino Salvador

Judeu Nazareno, O Messias Oriental
Nascido sob uma simples manjedoura
A Perene e Altiva Mensagem Imortal 
A Única Grande Verdade Duradoura 

O Brilho Jubiloso da Luzente Estrela
Contritos, todos em direção à Belém!
Surge A Esperança Eterna, Venturosa 
A Vital Anunciação, O Grande Bem

Oferta Divina, A Forma De Um Menino
De ouro, incenso e mirra foi presenteado 
A Dádiva Luminosa da Cristandade 
Sumo Fruto Do Ventre Glorificado

A Devida Entrega à toda humanidade
A Existência e O Próprio Sentido renunciados
O Tempo dividido com total propriedade
O "Antes" e o "Depois" evidenciados 

A remissão dos pecados frente à Pureza
O Rei dos Reis, A Superação da Cruz
A Força, A Fé, A Razão De Tudo 
Seguirá Vívido, Nasceu Jesus!

Viva!

Blog do Ademir Rocha
Segue o Natal

Benedito Junior

25 de dezembro de 2017

Presente Natalino 
Chega o Natal aos povos do Mundo
Época venturosa de alegria e bonança
A cativa espera ansiosa de criança
Paz na Terra do alvorecer fecundo

A rena transporta o aguardado Papai Noel
Carrega consigo a esperança devotada
Pedido feito sob encomenda marcada
A entrega concreta e o carinho fiel

O Amor como instrumento vital e determinante
A "Noite Feliz" engrandece o coração
Um Anel de Fogo em doação constante

Do bem querer nutrido a máxima tradução
Ressoam os sinos sobre o Planeta beligerante
Consumado destino da sagrada renovação


Blog do Ademir
Sobre a relatividade das coisas:

Benedito Junior
20 de dezembro de 2017
(20 De Dezembro: "Dia Da Bondade, Do Bem Querer E Do Amor Em Forma De Doação").
____________________

Luz
Fez-se a Luz!
O brilho incandescente se consagra perante a escuridão
Perpétuo sentido, aprendizado luminoso e radioso frente à visão sublime da própria constatação
Não há força, norma ou base com impacto semelhante
De tão forte, a visão torna-se transversa, obtusa, paralela e indireta
Diretamente a olho nu, a capacidade vívida e assombrosa em cegar de maneira indelével 
Ofuscada auréola rotunda, com as cores diversificadas de um anelado arco-íris totalmente entregue em frenética contração 
Roto definhamento, rota a percorrer 
O breu da cortina escura perfaz o caminho sobre o Planisfério
Buraco Negro gigantesco, demasiada ação consumada capaz de consumir a própria "luminosidade": teatro-síntese do verdadeiro engodo...
O zero-ínfimo absoluto da existência humana frente ao Universo resplandecente
Notoriamente, a rotação potencializada à "enésima" Velocidade Da Luz permite que o tempo pare de maneira estonteante
As partículas são frenadas perante à gigantesca ação catalizadora 
Não há passado nem futuro
Toda a relatividade se faz presente, como presente ao mistério revelado
Segredo quebrado, nota devida, redonda como o ciclo da vida
Desabrochadamente a curvatura da linha Terrena ruma ao horizonte mirado do oceano transportador
Nau dependente, escrava do direcionamento proposto
Face vestida, condição travestida
Zelotipia revestida, tormentosa investida
'Tonfo' evidenciado, notória 'debolezza'
Com plenitude e resplendor, o sentido da vida seguirá sublime a sua jornada
Solidificado contexto: o propósito auspicioso tocará profundamente o curso vencido da Mãe-Terra, penetrando-a com a altivez de um luzente farol providencial, oportuno e salvador 
Após o percurso restará a vetusta permanência passiva, relegada sob a nobreza do venturoso fardo adquirido
Marcado o útero maternal da grande Abóbada
Luz do alento no ventre feminino, fecundado e eternizado 
O prisma caracterizado, atado ao Firmamento do Hemisfério onde reina o Cruzeiro do Sul 
Enfim, o amanhecer propõe um destino radiante
Novo e vigoroso período como sinal dos tempos
Alterado o cenário,
Bendito o instante!


Blog do Ademir:
Na Vida o que tem valor é o Amor:

Benedito Junior
15 de dezembro de 2017

"Por Amar Tanta Gente"
O Amor abre os seus braços ao mundo
A sua devida e profunda espontaneidade
Abarca, congrega sob cumplicidade 
Amálgama irrestrita, sentimento fecundo

Toda a infinita alegria em propriedade
Notória alquimia de inspiração pulsante
Uma ópera vital, fina sinfonia radiante
Certeza da vida, a grande verdade

O entusiasmo do querer sempre incontido
Atado de forma intrínseca e surpreendente
Altruísmo incontrolavelmente nutrido 

Gigantesco e venturoso se faz presente
Não cabe dentro de um coração ungido
Vívido por amar tanta gente


Blog do Ademir Rocha
Sobre a Agricultura, leia o texto poético abaixo:

Benedito Júnior
(06 De Dezembro: Dia do Incremento à Produção Agrícola, do Incentivo ao Desenvolvimento da Agricultura e da Extensão Rural no Brasil)
________________________
Lei Da Semeadura

Noite escura, dia claro
A translúcida e demarcada estação
Segue o urlo da Mãe-Terra traduzido em apelo notório
Um viés submisso e dependente 
Vexilo-estandarte, pavilhão com o intuito repentino e a caracterização de matiz alva correspondente
Repetidamente semeado o campo, a nítida dedicação
Agricultura da fraqueza humana, diminuta conjuntura da contrariedade frente à forma contumaz da provida colheita
A inconformidade se faz presente
Forçosamente surge a necessária condição do pseudo-esquecimento pregresso provocado
Alienação do próprio flagelo consciente
Consciência inconsciente do ato disfarçado 
Marcado por força do velado disfarce proeminente
Logrado o destino consumado.
Não haverá o amanhã venturoso
Inexoravelmente não há retorno
O nascedouro da jornada perfaz um circuito cíclico sem volta
O vértice cavado, côncava anatomia curvada aos pés do Divino perdão
Anela aspiração, escolha feita sob constatação involuntariamente "provocada" - com o espírito desprovido de intenção - diante da visão sublime do reluzente sentimento interior como via de regra reinante
O auto-clamor como tradução do encantamento da retina
Reina em síntese declaradamente aberta, a vultosa vontade da entrega
Por necessidade de pertencimento ao amor pródigo e verdadeiro, surge a doce ilusão intencionada de um novo caminho a ser percorrido, composto de nova crença e estelar motivação.
Sem percepção, já trilha há tempos o roteiro proposto, induzido e programado
Orifício-olho vertido em lágrimas, com o sal esperançoso da vida plena
A forma precedente "onde tudo dá" se apequena, dada a sua aparente orientação
O divertido status da cambiante existência desesperada, traduzida em súplicas por carinhos e afagos impossíveis de serem doados
A resposta a si, em si pertence
Ante à face do "lobo do homem", o sangue vistoso e tenaz se eternizará sobre a lânguida planura
O relvado será lavado com a "Boa Nova", sempre à espera de um orvalho fértil com vento abrasador e o conjunto de minúsculas gotículas adjuntas, derramadas como prêmio sagrado-supremo descido das Alturas
Descerrada a persiana, o raio solar atravessa e fertiliza toda a emersão tênue da superfície.
Entregue o ventre para a geração de novas gerações apegadas ao desapego
O latifúndio em propriedade se dará exclusivamente pelo mérito alcançado
Pegadas serão deixadas, marcas caracterizadas da presença radiosa no âmago recôndito da minguante Gaia viva
Apagadas e negadas ficarão todas as falsas expectativas de redenção 
Pela infinita continuidade do plantio alheio!
Em decorrência recorrente nascerá um belo jardim pleno de alegria para toda e qualquer flor, como renovação do altivo, vital e necessário ofício.
Letras por escrever, com a Fé sempre renhida
Estrada a percorrer, tracejada a ser vencida
A condição do querer, 'sine qua non' a ser provida
Vida por viver, semeadura a ser colhida!

bjr

Blog do Ademir
Texto poético sobre a Esperança:

Benedito Júnior

"Toc Toc, Tic Tac"
"Toc Toc"; "- Quem é?"
"- É a Esperança"...

Traz consigo o sentido da crença...
Pelo próprio ofício carrega os sonhos nutridos por cada coração

Em otimismo natural, longevo e necessário

É cativa da "Boa Nova" em fala mansa, sã

Com linha tênue, o filtro venturoso, a casca da maçã

O relógio marca o ciclo gregoriano
Urge apressado todos os dias
Em todas as horas
Por todos os sentidos
Em cada ser vivo
A relatividade da própria atemporalidade 
Do prazo em si observado e jaz consumado
Sagrado e consagrado, perdido em sua dependência 
Momentaneamente eternizado 
Do ínfimo finito jamais alçado à infinidade
Meramente "Do Pó Ao Pó": apenas alcançado
Temporão entre o vácuo recorrente e a minguante oxigenação da própria existência 
Da persistência em acordo inconsciente com os devidos ponteiros
Em desconhecido "Tic Tac"
Pois "O Agora", já passou... Se foi... Neste exato instante
Arquitetada arquitetura, o "arquétipo" arqueado
Abóbada sem forma, ritmo ou cadência: a decadência
Ortoepia cincada, miopia destacada
A incapacidade proeminente, diminuta posição diante da equação tempo-espaço
Projeção da inconformidade e da auto-deficiência diante do robusto vigor, a gigantesca e inerente força da Divina natureza
Caos catatônico instaurado como elemento definidor frente ao categórico mosaico em plêiade resplandescente
Láctea-Via do recôndito e fecundo carbono
Um 'sétimo céu helênico' de possibilidades
Sob as leis do Universo seguirá o cosmos celestial com o fulgurante brilho das estrelas
O grande teatro das ações
Os sonhos? Permanecem
A tenacidade se faz presente
Fecunda fica a Fé
Segue perene 
Irrestrita

bjr


Blog do Ademir
Sobre a Liquidação:

Benedito Júnior

Liquidação
Comprei uma peça simples, decorativa
Com as minhas singelas míseras patacas
Presa, dependurada entre as estacas...
Em feira aberta a propaganda atrativa


Pelo tempo empoeirada e baratíssima
Irei limpá-la, a real tradução do ofício
Face ante o vultoso desperdício
Aproveitei a liquidação raríssima

Sem lucro algum, de forma pragmática
Valeu a pena a aquisição culminada
Ao contrário da frieza matemática

Frente à devida condição estagnada
Mesmo frágil, defeituosa e problemática
Não devolvo nem a troco por nada
bjr


Blog do Ademir
Sobre a Imprecisão:

Benedito Júnior

 La donna è mobile
Qual piuma al vento
Muda da acento
E di pensiero

..."

La Donna È Mobile (Rigoletto: Giuseppe Verdi)
___________________
Indecisa, Imprecisa

Muda sempre ao sabor do vento
Sua nítida e notória indecisão
Certezas volúveis sem precisão 
Segue irrestrita o seu intento

Espera e observa, transcorre em seguida
A devida e aferrada dependência
Com tantos anos de experiência
Fiel ao que lhe inspira, erguida

Naturalmente secou a "fonte" genuína
Mantida a clara condição necessitada
Viés mutável da cambiante rapina

Sob nova forma do viver, atada
Prossiga assim oh doce Menina!
Para a nossa alegria constatada

bjr
____________________
Pintura: "Indecisão" (Charles-Louis Baugniet)


Blog do Ademir
Sobre a EXPO 1992:
Benedito Júnior Também é versado sobre a cultura e história
espanhola:

Benedito Júnior

(EXPO 1992: 25 Anos)
Sevilha

A luz brilhante da Andaluzia
Radiante guia de toda a Região 

Meridional, passional e ibérica

Sulina, o reluzente bastião

Dourada sob o luminoso sol hispânico
Seu passado, a recorrida história
Mourisca, ardorosamente cristã
Uma secular rota obrigatória
De um povo alegre e receptivo
A reiterada e generosa hospitalidade
Da integrada Ilha da Cartuja
O atraente Centro da cidade
Da notória e distinta música 'gitana'
Ao cativo 'sonido' da castanhola
A festiva dança flamenca
A vívida Cultura espanhola
Envolta no 'jamón', no 'limón' e no azeite
Das 'naranjas', a diversificada agricultura
A Giralda, o destacado patrimônio
O marco da citadina arquitetura
Do Real Betis e do Club Sevilha
O aguerrido futebol sevilhano
A rivalidade latente e acirrada
Recorrente, ano após ano
Dos múltiplos e renomados eventos
De toda a potencialidade plural
Das variadas Feiras Internacionais
Da marcante EXPO Universal
As águas perenes do Guadalquivir
A banham solenemente em conjunção
Laço íntimo, permanentemente
Uma intrínseca e vital relação
Pelos campos e vales floridos
A singularidade, o encanto natural
Vitrais, museus, praças e galerias
A vibrante intensidade cultural
A 'Hispalense' e sedutora Sevilha
Em graciosidade eterna, tamanha
O genuíno fascínio e a referência
Do lindo e altivo Sul da Espanha
bjr

Blog do Ademir
Ainda a Espanha: várias poesias abaixo:

Benedito Júnior
(12 De Outubro de 2017)
Venha Espanha!

Deem-me esta linda Espanha! 
Com toda a sua devida querela 

A quero altiva, una e indissolúvel

Vívida, pintada sob aquarela

As franjas sanguíneas rojas vermelhas
Unidas à dourada gualda amarela
Ibérica, ardentemente hispânica
Única, somente Ela!
Dos campos aos burgos sempre florida
Das metrópoles a cada cidadela
Em cores e arte infinitamente nutrida
Mediterrânea, a distinta sentinela
Imortalizada, eternamente ungida
Por toda a existência, bela!
bjr

Luz Da Catalunha
Nascida montanhosa e litorânea 
Fina flor, especialmente destacada
Com excelente localização, privilegiada
Atada conjunção mediterrânea


Européia e docemente gitana
Ibérica, ao compasso da castanhola
Vívida, ardentemente espanhola 
A sanguínea alma catalana

Linda, condição singular e notória
Uma barca altiva, navegante
Por toda a sua recorrida história

Um patrimônio cultural exuberante
Única, talhada na própria glória 
Barcelona, a luz condal radiante

bjr

Blog do Ademir
Amor espanhol

Benedito Júnior

(12/06/2017)
"Minha Española"
A minha namorada, eternamente querida

Merida 

Por toda a existência, a minha amada

Granada

Com a sua genuína doçura 

Extremadura 

Do seu devido encanto, a maravilha 

Sevilha 

Dela, o carinho; A conversa franca 

Salamanca 

A sua alva tecitura, a doce mão que afaga

Málaga 

Sempre gentil, em cordialidade e paciência 

Valência 

Uma paixão juvenil que nutri 

Madrid 

A recorrente beleza, da 'Eterna Moça' 

Saragoça 

A companhia necessária e ideal 

Villareal 

Pois sigo convicto: sou todo dela

Compostela

Ela é tudo; Em perdê-la, tenho medo

Oviedo 

Sobrevivo do amor que há entre nós 

Badajoz

Em luz e brilho, traduzido em Gabriel 

Sabadell 

A alegria diária que nos proporciona 

Pamplona 

A minha existência, minha alcunha

Corunha

Por ela, eu sei que vivo

Vigo 
Ela é a minha vida, o meu enredo 
Toledo 
A força que me impulsiona
Tarragona 
A feitura bela, distinta e elegante
Alicante 
A minha linda esposa, A Mulher 
Santander 
Do meu cativo coração, a dona
Barcelona
Com toda a sua beleza tamanha 
Espanha 
O beijo, o meu desejo... Sempre Wânia
Hispânia

bjr


Blog do Ademir
Poética da Cultura do Círio de Nazaré

Benedito Júnior

A Pata do Círio
Ela vem
De Abaeté para Belém
(A minha, há muito já fora encomendada... Ganhei de um parente, conterrâneo!)
Familiar lembrança, a recebo sorridente

Mansa com peito arqueado, baixinha, gorda e bicuda

Caminhar rocambolesco, perfil engraçado

Alba conjunção ao ébano

Pena existencial em vida, sua breve condição

Marcante fenótipo anatida, abatida

Há de se ter cuidado com o manejo:

Desastrada toda vida

Tudo em um átimo-rápido instante: letra-litro-latrina

Lia evidenciada, paneiro-peneira: casa borrada

Prevendo o indissolúvel destino chega grasnando: "quá quá quá" ("é qualquer uma"...!)

Olhos contritos pela intuição concretizada

Panela aquecida e a fome espera

Temperos e condimentos para o sabor

Preparo longo, toda a devida atmosfera

Retiradas todas as penas, submersa até o tucupi: iguaria aguardada

Chega o esperado Dia: mais um Círio!

Prato pronto, época festejada

Todos ávidos ao deleite, o banquete em irmandade

À nossa mesa paraoara, recorrente

Alegria por toda a morena cidade

Um verdadeiro manjar, degustada saborosamente

Flor do Grão-Pará, eis a nossa pata nazarena!

Pataquada apetitosa, sempre presente...

Huuummm que delícia!

bjr

Blog do Ademir
Segue o Círio de Nazaré

Benedito Júnior
Corre o "tempo", célere sob a égide de N.S.de Nazaré 

O alcance é Grande, tudo em devoção...

Sem falar no povo, em fé proclamando o Círio de Nazaré 

Em tradição constante, ressalta-se imponente, feito "marco" pulsante, em sua pujança econômica, mas tradições e cultura...tudo bem versado verdadeiramente, vai e vem de nossa gente...esse Ver-O - Peso frenético e frequente...

Chega em hora, o poeta Bjar, em escritos e poemas
Em deleite constante, frisar em cultura, o manancial permanente de um povo, festeiro e feliz
Enfim...nossa festa...
A aparentada chegou!!
Êeeeeeee...êeeeéeee...
Viva Nossa Senhora de Nazaré...viva...viva...

Reações poéticas:
Em letras, você acaba de versar um belo Tributo às nossas tradições...
Viva a "Santinha" do Pará...!
Mário Henrique Salviano De Sena Sena: Bjr, a poesia revela um olhar
Sempre intrigante...
Os escritos ficam...
Em cada releitura, desabrocha uma nova luz de encanto e entendimento.
Tudo é poesia

Benedito Junior Obrigado amigo Mário pela generosidade e pela amizade!
Benedito Junior: Que suas palavras sejam sempre levadas aos píncaros, o mais altivo panteão vernacular!
Grande abraço amigo!
Mário Henrique Salviano De Sena Sena O Píncaro...
O Oráculo de Delfos...
A Verdade em poesias
Vertente maior dos Deuses e Semideuses
Verdadeiro Panteão da Glória
Benedito Junior: Obrigado Professor Ademir, também por sua generosidade!
Sou um simples aluno na escola da vida...
Saudações abaeteuaras!


Blog do Ademir
Quem nasce em Abaeté é abaeteuara?

Benedito Jr

"Poemeto" Abaeteuara

Itacuruçá, Camotim, Ajuaí,
Campompema, Pacoca, Arapapú,
Colônia, Arapiranga, Bacuri,
Arienga, Furo Grande, Anapú,
Urubuéua, Paramajó, Anequara,
Pontilhão, Acaraqui, Arumanduba,
Beja, Panacuera, Jupariquara,
Piquiarana, Tauerá, Quianduba,
Guajará, Costa Maratauíra, Maracapucú,
Sapocajuba, Pirocaba, Abaetezinho,
Tucumanduba, Marapatá, Parurú,
Maúba, Capim, Guajarazinho,
Bechor, Curuperé, Caripetuba,
Murutinga, Cataiandeua, Piratuba,
Jenipaúba, Nariandeua, Sirituba...
Tudo tudo Abaetetuba!

bjr

Blog do Ademir
Conversa abaeteuara:

Benedito Júnior

Parentela
Chegue à casa, minha parenta querida!
Por você 'sumana', a rede estará atada
Que o repouso a encontre deitada
Prostrada: o tempo curará essa ferida


Receito Andiroba, Copaíba e Mel de Abelha
Verônica para o seu útero sadio
Cabacinha ante o infortúnio arredio
Um travesseiro com lã de ovelha

Sempre haverá cura, alegria também
Afirmação concreta, vivaz e decisiva
Vagando por Abaetetuba ou Belém

À procura do graal, a essência nativa
Acredite em mim, em mais ninguém:
Sou o bálsamo que lhe mantêm viva!

bjr

Blog do Ademir
Música de Caetano Veloso e resposta poética
de Benedito Júnior:

Benedito Junior
22 de setembro 2017 às 07:00
"...
Vaca profana põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Ê ê ê ê ê, dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara

Chuva do mesmo bom sobre os caretas

Segue a 'movida' madrileña

Também te mata Barcelona

Vaca das divinas tetas,

Teu bom só para o oco, minha falta

Sou torre traçada por Gaudí

Pelas 'ramblas' do planeta

Sem mágoas, estamos aí

..."

Vaca Profana (Caetano Veloso)
_______________________________
Vacante

Baixa-Ría, seiva-leite: fraca peçonha
Persona contrária ao grande gozo, ausente
Nenhum amigo, nem mesmo parente
Provará tal assimetria enfadonha

Marcada vida bisonha, atada condição
Existência sem rima no vasto horizonte
Lânguida fruta, maçã do vil afronte
Melancolia vívida em reverberação

Consternada, calada no instante presto
Altiva bufa, norma da incontingência
Consumado pasto seco, ralo e modesto

Profana aos píncaros, negada eficiência
Mugido agudo, debilitado tom funesto
Gira o mundo com devida iminência

bjr


Blog do Ademir
O poeta poetou tudo:

SBAGLIATA (IL SBAGLIO PIÙ GRANDE...)
"Por Hoje, Sem Inspiração"

"
Há um mundo totalmente 'Amaldiçoado'

'Satanás' em atroz 'Assombração'

Com reiterada alquimia 'Furta-Cor'

Todo o 'Medo Do Bicho-Papão'

Alguns gritam: 'Pega-Ladrão'!
Mas, onde estará a coragem?
Para um 'Pato Bravo' ficar 'Mudo'
Basta uma simples miragem
Triste 'Primata Do Disparate'
'Perra Língua' do 'Papagaio Falador'
'Nada Faz Senão Arremedo'
O presente luzente e assustador
'Lenga Lenga' esse 'Morfenho'
Sempre 'Teimoso' e 'Arreliado'
'Azar Deste Zarro' azarento
'Cabeça De Touro Embirrado'
'Não Tem Sentido A Cantinela'
Do eficaz 'Paroleiro Palavroso'
'Cara De Pau', 'Máscara Do Engodo'
Verdadeiro 'Linguarão Fastidioso'
'Pedrinha De Poço Fundo'
Seguida 'Areia De Mal Corrente'
Para a tristeza, o 'Dizer Mudo'
Por 'Amar Tanta Gente'
O 'Cacaracá' sanguinário, 'Caracoleiro'
O 'Bico Fino' da 'Boca Parola'
'Dançarino Sintático', 'Galante'
Inócua e ínfima marola
'Marupá Do Galho Fraco': fraquíssimo!
'Minhoca' da 'Capoeira', do 'Capoeirão'
'Mamão Estrela Da Papayayada'
'Enrola Pau Do Ingá Sabão'
Ao boi tatá ou 'Tatá Piririca'
'Enrolado' em auto devaneio
'Enrolando A Casca' da própria pele
O 'Lambaio' seguirá sem receio
'Urubu Rei' sobrevoa o 'Rebotalho'
É 'Muita Manga' para este 'Pregoeiro'
'Raízes Dançarinas', um 'Imóvel Silêncio'
Autêntico 'Rei De Prata' romanceiro
Os 'Anéis Que Envolvem Os Olhos'
'Farsante', 'Labioso' e 'Estelionatário'
'Vende A Nuvem, Vende O Céu'
O 'Espírito De Porco' temerário
O 'Aramaçá' e a singela 'Borboleta'
O 'Peixinho De Rio' da sorridente 'Maria'
O 'Tapecuim' dançando com a 'Sirigaita'
'A Ovulação Que A Rainha Procria'
'Na Língua Ferina, Traz O Doloso'
Na epiderme alva, possui 'A Malícia'
'No Fundo Abissal, Cria A Sua Luz'
'Bofetada' leve, sem carícia
É passado, 'Não Daremos Marcha-Ré'
A torpe 'Anatomia' do 'Afanado'
'Panavuê' do 'Tico' e do 'Cutico'
O breve 'Siricutico', 'Engalanado'
Manifesta altivez, alheia à palavra
Por um doce: 'Pirulito' ou caramelo
Da 'Língua De Prata' para o 'Dente De Ouro':
O revés indesejado, o sorriso amarelo
A 'Rima', o vernáculo 'Inconveniente'
A 'Vitória Régia' e as águas do 'Matupá'
Grato pela dedicação despendida!
Por São Benedito de Gurupá
Saudades da minha querida Abaeté
Das saudosas recordações de infância
De um poema à uma simples estória
A recorrente e devida importância
Tormentosa 'Nave-Nau', fazendo água
Levará 'Lamba', destino aferrado!
Na 'Vela Panga' soprará 'O Vento'
'Bússola' com rumo consumado!
Infrutífero 'Abil': o canto se fará solene!
À 'Rosa': o caminho será longo e irrestrito!
A 'La Traviata' viverá eternizada!
As letras viajarão ao infinito!
Aos olhos: o perene deleite da leitura
Regozijo: absolutamente nenhum cisco
Siga com a necessária bênção de Deus,
E a sagrada proteção de 'São Pisco'!
"
bjr


Blog do Ademir
Psicologia e ensinamentos poéticos sobre a criação
dos filhos

Benedito Júnior

Os Primeiros Passos (As Quedas, Os Tombos)
É consenso que os filhos,
"Individualmente, devem crescer"
"Ganhar o mundo",

Viver
Aprender a caminhar
Ter o próprio sentido 
O auto-discernimento 
Por eles, construído

"Criar asas"
"Voar com elas"
Cair e levantar
"Desapegar das costelas"

Quando são pequeninos
E começam a andar
No lar, muita alegria
Com euforia, a celebrar

Os primeiros passos 
Sempre titubeantes 
Vão com toda a coragem 
São confiantes

Caiu,
Machucou,
Doeu,
Chorou

Parou,
Passou,
Levantou,
Voltou

Mas, como se afastar?
Como permitir?
Como deixá-lo sozinho,
Sem intervir?

Como não segurar?
Como não vigiar? 
Como não evitar?
Como não pegar?

Como não abraçar? 
Como não ajudar?
Como não auxiliar?
Como não mostrar?

Como não orientar? 
Como não ensinar?
Como não incentivar? 
Como não se preocupar?

Como não protegê-lo de uma queda?
Ou de algum tombo ruim?
Se cada chorinho Dele,
Dói muito em mim...!

bjr

Blog do Ademir Rocha
Viagem poética para Abaetetuba

Benedito Júnior

Deslocamento
No esperado dia de viagem
Todo passageiro a seu posto 
Entre viajantes e conterrâneos 
Familiaridade em cada rosto


Embarque de pessoas, produtos, 
Cargas e mercadorias também 
Seguem agora, para Abaetetuba
Por hora, deixam Belém

Na Cidade Velha, ao partirem do porto 
Em despedidas, carregam a saudade 
Para o ancioso e aguardado destino 
Muita alegria e felicidade

Avançando e percorrendo o trajeto:
Baía do Guajará, Arapari e Rodovia
Pupunha, pamonha, tapioca e afins:
Sabores para freguesia

Ao fim do percurso fluvial 
Necessária nova acomodação 
Pela estrada, Abaeté se aproxima
Rumam em sua direção

Chegando à nossa querida Terra: 
Só reminiscências com amor...
À cada morada familiar, 
Em todo abraço acolhedor

bjr

Blog do Ademir
Lição aos governantes e eleitores

Benedito Jr
"Sem Novidades" 
O Brasil é realmente um país surreal em todos os sentidos... No que tange somente ao contexto político, a inversão de todos os bons (possíveis) valores torna o cenário ainda mais descabido.
A "solução" para o Brasil não se dará através de sua política (historicamente com o seu devido e peculiar grau de corrupção sistêmica crônico)... A mudança se dará somente pelas ações da "Boa Política": participativa e "humana"; 
Se dará pela correta exploração de todos os infindáveis recursos que o país possui; 
Se dará com investimento massivo em Educação e com isso, na medida da própria mudança de postura do povo brasileiro: com mais consciência, discernimento e sem a primária credulidade característica na crença em defesa de políticos e de legendas partidárias.
Há situações que não necessitam de explicações: na extensão e amplitude de todos os desmandos, há um motivo básico que se caracteriza como sendo o ponto nevrálgico inicial: o funesto financiamento de campanha; Na esteira do desdobramento lógico, não há campanha eleitoral (de qualquer candidato presidenciável) sem os vultosos "patrocínios" (seria impossível para os partidos, pela própria cobertura do território nacional, realizar qualquer campanha para a Presidência sem tais recursos). Com toda esta monta - mesmo com a Minireforma de 2015 e os devidos percentuais de teto estipulados - os partidos políticos se capitalizam com desvios de recursos e desmandos de toda ordem; No Brasil é ("quase": sem a intenção perversa da generalização) impossível que uma campanha presidencial conte em todos os seus requesitos com a absoluta lisura e transparência no repasse e no gasto dos recursos advindos (sobretudo, pelos "grandes" partidos políticos e pelos candidatos agraciados pelo "Caixa 2" de um sem número de empresas e "pessoas físicas"). O financiamento não ocorre somente mediante as regras da total legalidade: candidatos recebem beneces de grandes empresários com interesses futuros programados e acordados entre si após cada nova eleição (isto sendo notório).
O Governo? Se preocupa basicamente com o controle da Economia, relegando todas as outras urgências governamentais a segundo plano, de acordo com as suas demandas...
Em suma, "não há Governo" (para um país sem infraestrutura de toda ordem). Há uma "metodologia administrativa" avessa ao bem comum da população, capaz de criar todo um cenário para a própria governança dos interesses daqueles que se beneficiam deste "joguete" atroz (com indicações políticas de ministros e até mesmo de juízes no STF).
Esquerda e Direita, no âmago, são a mesma coisa: possuem os mesmos interesses afins; Partidos políticos e candidatos, idem (raríssimas são as excessões). Não há ideologia genuína; Não há legenda completamente idônea.
As denúncias sob delações dos irmãos Batista são seríssimas, com citações categóricas contra Lula, Dilma, Aécio, Cunha, Temer e a tantos outros (é quase impossível que não estejam todos envolvidos de alguma forma); Assim como também é impossível que todo presidenciável não tenha por meio de suas acessorias, alterado dados e "maquiado" números com tanta propina recebida na casa dos milhões para as suas respectivas campanhas eleitorais (só a JBS, pagou em propina nos últimos anos uma soma exorbitante para 1829 - mil oitocentos e vinte e nove! - políticos de 28 - vinte e oito! - partidos!)!!!
Cabe a pergunta: quem não faz parte desta "lista" (e isto tudo, relativo somente à empresa JBS)?
Todo este cenário é fruto da impunidade que assola o país.
A saída para o Brasil, será pela depuração política, pela apuração de todas as denúncias e pela continuidade de todas as investigações.
A única via (por hora) é confiar no trabalho da Justiça (pois mesmo com algumas situações a serem corrigidas, ela é o instrumento que irá nos trazer à luz de todos os fatos).
Veremos mais... Muito mais...
Pelo fim do retardo social atávico imposto e relegado ao (trabalhador e honrado) povo brasileiro. 
Pelo fim da crença popular em políticos, em partidos e em governos!
Pelo fim da leniência recorrente, de toda a arcaica morosidade e da arraigada impunidade! 
Que a Justiça prevaleça sobre a Terra brasileira!
Por um país melhor para todos os brasileiros!


Blog do Ademir Rocha