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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Igreja - Início Congresso "Medellin 50 anos: profecia, comunhão, participação"

Igreja - Início Congresso "Medellin 50 anos: profecia, comunhão, participação"

Fonte: (L’Osservatore Romano)

Início Congresso "Medellín 50 anos: profecia, comunhão, participação"

Dom Tobón: “Renovar o compromisso de trabalhar pela promoção da pessoa humana e dos povos, promovendo os valores da verdade, justiça e paz e da solidariedade. Tudo dentro da opção preferencial pelos pobres e necessitados”.
Cidade do Vaticano
Teve início esta quinta-feira (23/08), no Seminário menor de Medellín, o Congresso eclesial organizado para celebrar o 50º aniversário da segunda assembleia geral dos bispos da América Latina, inaugurada pelo Papa Paulo VI em 24 de agosto de 1968, realizado nesta cidade colombiana.

Intitulado “Medellín cinquenta anos: profecia, comunhão, participação”, o encontro é promovido pelo Conselho episcopal latino-americano (Celam), pela Arquidiocese de Medellín, pela Confederação caribenha e latino-americana dos religiosos e das religiosas e pela Caritas latino-americana.

Igreja em diálogo com o mundo

O congresso, que se concluirá no domingo (26/08), foi precedido de uma reunião de coordenação do Celam conduzida por seu presidente e arcebispo de Bogotá, cardeal Rubén Salazar Gómez, o qual ressaltou a importância do plano global anual intitulado “A Igreja a partir da pastoral em diálogo com o mundo”.
A reunião foi por sua vez precedida, nos dias 18 e 19 de agosto, sempre em Medellín, pelo congresso da Conferência dos religiosos da Colômbia (Crc) da qual participaram 220 religiosos e religiosas, muitos dos quais jovens, além de leigos consagrados, membros de institutos seculares, leigos engajados, seminaristas e sacerdotes diocesanos. O objetivo era “olhar os 50 anos de Medellín como memória e perspectiva para a vida consagrada”.

Trabalho teológico e pastoral: ver, julgar e agir

Metodologicamente, explicou em seu discurso de abertura a presidente nacional da Crc, Irmã Gloria Liliana Franco, a proposta que identificou o trabalho teológico e pastoral da Igreja latino-americana nas últimas cinco décadas foi preservada.
Portanto, “queremos recordar a segunda conferência do episcopado latino-americano que ainda nos desafia a envolver a nossa existência em torno dos verbos ver, julgar e agir”.

Visita do Papa Francisco a Medellín

Durante a sua visita a Medellín em 9 de setembro de 2017, o próprio Papa Francisco  evidenciou a necessidade de formar “discípulos missionários que sabem ver, sem miopias hereditárias; que examinam a realidade segundo os olhos e o coração de Jesus, e daí julgam; e que arriscam, que agem, que se comprometem” afirmou a religiosa.
O anfitrião do evento é o arcebispo de Medellín, Dom Ricardo Antonio Tobón Restrepo. Em entrevista à agência Sir, falando sobre o congresso comemorativo, explicou que “se trata não somente de voltar a ler o documento conclusivo de cinquenta anos atrás, mas também de voltar ao mesmo espírito que animou aquela conferência e que nos permitiu iluminar a Igreja da América Latina, a partir das diretrizes indicadas pelo Concílio Vaticano II, e enriquecer tais orientações com a nossa experiência eclesial”.

Ver a missão com os olhos de Deus
Este evento “deve ser novamente para toda a nossa Igreja latino-americana um espaço de profunda comunhão, à escuta do Espírito Santo, que nos levará a olhar a nossa missão com os olhos de Deus”.
Entre outras coisas, a Conferência de Medellín se deu no ano em que a arquidiocese celebrava o centenário de sua criação; como tal foi um momento que deu um grande impulso para a vida desta Igreja particular, lançando-a rumo a um grande projeto de evangelização.

Exortação de Francisco: formar discípulos missionários

Também Dom Tobón Restrepo recordou a viagem apostólica de Francisco  à Colômbia e a exortação, lançada não somente à Igreja local, mas a toda a América Latina, a viver um caminho para formar discípulos missionários de Jesus Cristo.
“Definitivamente, este é o projeto da nova evangelização. Na mensagem final da Conferência de Medellín os bispos notavam que o propósito deles era ‘alimentar os esforços, acelerar as realizações, permear todo o processo de mudança com os valores evangélicos’”, prossegue o prelado.

Opção preferencial pelos pobres

“Isto é, justamente – acrescenta o arcebispo de Medellín –, o que devemos propor-nos novamente: através do método ver-julgar-agir, renovar o compromisso de trabalhar pela promoção da pessoa humana e dos povos, promovendo os valores da verdade, da justiça, da paz e da solidariedade. Tudo dentro da opção preferencial pelos pobres e necessitados.”
Aquele encontro “chamou a atenção para a pobreza fruto da injustiça evidenciando que esta é uma das situações mais explícitas da realidade latino-americana”, afirma ainda Dom Tobón Restrepo.

Atualidade da mensagem de Medellín

Permanece a atualidade da mensagem, “como espírito de renovação da nossa Igreja na América Latina, como leitura à luz da fé dos eventos e interpretação dos sinais dos tempos, como aprofundamento da Igreja mistério de comunhão e realidade em diálogo com o mundo, como forte impulso pastoral e compromisso a alcançar uma autêntica e duradoura promoção humana baseada na justiça, como fruto de todas as Igrejas particulares do continente que em Medellín viveram um novo e forte anúncio do reino de Deus”.
(L'Osservatore Romano)
 

50 anos de Medellín: colocou tema da pobreza na teologia e pastoral

“A Conferência Medellín teve o mérito de colocar o tema da pobreza na teologia e na pastoral. Chamou a atenção sobre a pobreza fruto da injustiça evidenciando-a como uma das situações mais explícitas da realidade latino-americana”: afirma o arcebispo de Medellín, na Colômbia, Dom Tobón Restrepo.
É o que afirma em entrevista à agência Sir o arcebispo de Medellín, na Colômbia, Dom Ricardo Antonio Tobón Restrepo, em vista do Congresso que, desta quinta-feira até domingo (23 a 26 de agosto), se realiza propriamente na metrópole colombiana para celebrar o 50º aniversário da segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano.

Igreja latino-americana com feições próprias

“Esta mensagem fez de modo que a Igreja latino-americana se pensasse não como uma reprodução exata do modelo eclesial europeu, mas como uma versão do projeto de Jesus que, mediante a guia do Espírito Santo, é fonte de graça para o povo que vive em características e circunstâncias próprias do nosso continente.”

Compromisso atual por sociedade mais justa e solidária

Nesse contexto, temas como “a atenção aos sinais dos tempos, a evangelização como processo integral de mudança, a salvação como experiência de libertação, as comunidades cristãs de base, a transformação e integração do laicato, o compromisso em favor de uma sociedade mais justa e solidária ainda mantêm a sua validade”.

Realidade latino-americana marcada pela injustiça social

O arcebispo ressalta que “a Conferência de Medellín teve o mérito de dar uma colocação ao tema da pobreza na teologia e na pastoral. Chamou a atenção sobre a pobreza fruto da injustiça evidenciando-a como uma das situações mais explícitas da realidade latino-americana”.

Combate à injustiça pertence à essência da fé cristã

“Fez uma leitura teológica desta realidade e afirmou que a miséria é uma injustiça que brada aos céus. Portanto, o combate à injustiça social por parte dos cristãos pertence à essência da fé. Medellín lançou as bases para a opção preferencial pelos pobres, feita pela Igreja latino-americana em sua terceira Conferência, a Conferência de Puebla” (México, 1979).

Opção preferencial pelos pobres é opção evangélica

“Esta opção, sobre a qual o Papa Francisco insiste de modo particular, não é uma novidade: está presente no Evangelho. O próprio Concílio Vaticano II recorda isso na Lumen Gentium (8b)”, ressalta Dom Tobón.

Novos rostos da exclusão social na América Latina

“Em particular, o contexto atual da América Latina, embora muito diferente do de 1968, continua apresentando a pobreza como desafio no caminho da evangelização, com novos rostos: dos migrantes que tiveram que deixar seu país em busca de melhores oportunidades, daqueles que vivem nas periferias pobres das cidades, daqueles que não têm acesso a serviços de base como a água, das comunidades indígenas esquecidas e não ouvidas.”

Evangelho: promoção integral do homem

“Estes pobres, que vivem nas periferias existenciais, reclamam no hoje da história uma Igreja em saída, capaz de ser hospital de campanha e boa samaritana, consciente de que a evangelização deve levar a uma promoção integral do homem, mediante os caminhos da justiça e da paz”, conclui o arcebispo de Medellín.

Medellín 50 anos: ser uma Igreja pobre para os pobres e descartados

Cinquenta anos atrás o olhar dos bispos se concentrou na opção preferencial pelos pobres e a Igreja latino-americana passou a ser “fonte de um novo modelo eclesial”; hoje o Papa Francisco dá vida com seu magistério à mesma opção preferencial, em continuidade com a Conferência de 1968.

Cidade do Vaticano
Fazer próprias “a conversão e a reforma da Igreja” promovidas pelo Papa Francisco; “deixar de lado a autorreferêncialidade para ser uma Igreja pobre para os pobres e os descartados”; “superar a sujeira dentro da Igreja e condenar com coragem os abusos sexuais, de poder e de consciência”.

Foi o apelo lançado pelo arcebispo de Huancayo, no Peru, e vice-presidente da Rede eclesial pan-amazônica (Repam), cardeal Pedro Ricardo Barreto Jimeno, durante seu pronunciamento no Congresso latino-americano “Medellín cinquenta anos: profecia, comunhão, participação”, promovido na cidade colombiana pelo Conselho episcopal latino-americano (Celam), pela Arquidiocese de Medellín, pela Coordenação latino-americana dos religiosos e das religiosas (Clar) e pela Caritas latino-americana.

Concílio, Medellín e Papa Francisco

Para o purpurado, o Concílio, a Conferência de Medellín e o papado de Francisco são “sinais de renovação e da reforma que estamos vivendo na Igreja e que devemos reforçar”.
Mais de 70 bispos da América Latina e do Caribe, comunidades religiosas, representantes do clero e leigos provenientes de vários países da região participaram do Congresso, que foi aberto dia 23 de agosto no Seminário menor de Medellín com um desfile de bandeiras representado os países do Celam e a procissão de entrada, com o acompanhamento de dois silleteros, os tradicionais vendedores de flores com suas obras artísticas.

Influência de Medellín ultrapassou nossas fronteiras

Segundo o arcebispo de Mérida, na Venezuela, e administrador apostólico de Caracas, cardeal Baltazar Enrique Porras Cardozo, “os documentos de Medellín foram um marco no caminho pós-conciliar, porque foram os primeiros a assumir o novo clima do Concílio Vaticano II. E tudo isso levou sua influência para além de nossas fronteiras”.
Estes cinquenta anos, continuou o cardeal Porras Cardozo, “foram caracterizados por altos e baixos, mas a Igreja do nosso continente amadureceu, apesar das dificuldades e dos obstáculos, internos e externos”.

Com Francisco, levar a sério o Vaticano II

Agora, o desafio principal “é assumir, na linha do Papa Francisco, a urgente necessidade de levar a sério o Vaticano II e dar à Igreja, neste momento, um rosto de esperança e alegria. Para nós venezuelanos, a fraternidade dos bispos com os quais estamos nos encontrando é consoladora”, enfatizou.
O Congresso teve início com a leitura orante da Palavra de Deus, dirigida pelo representante do Clar, Ángel Cabrera, baseada na experiência do Deus libertador do Êxodo, e o convite a olhar para a realidade com os olhos de Deus, capaz de compaixão e compadecimento.

Em Medellín, bispos elevaram voz profética

Em seu pronunciamento, o arcebispo de Bogotá e presidente do Celam, cardeal Rúben Salazar Gómez, recordou que “50 anos atrás os bispos em Medellín elevaram a voz profética e transformaram a história da Igreja e o continente.
Na homilia, o purpurado ressaltou que “crer no Senhor não é somente aceitar uma doutrina ou adotar uma ética”, mas sobretudo é o encontro “com um evento, com uma pessoa viva”, que dá significado a nossa vida, “um encontro pessoal com o Ressuscitado” que se dá mediante a família, o trabalho, a sociedade. A missa concluiu-se com um momento de envio missionário, dirigido pelo cardeal Salazar a todos os bispos, sacerdotes e fiéis presentes.



Cruz do discípulo missionário
Foi entregue a todos uma cruz como sinal de ser discípulos missionários da Igreja latino-americana, como compromisso a ser uma Igreja missionária “pobre para os pobres”, em constante conversão pastoral e em diálogo com o mundo”.

Método ver, julgar e agir

Os quatro dias do Congresso (23 a 26 de agosto), seguindo o método tradicional do ver-julgar-agir, foram ricos de temas de caráter teológico e pastoral.

Igreja latino-americana, fonte de um novo modelo eclesial

Entre estes, a explanação da teóloga brasileira Maria Clara Bingemer (Universidade Católica do Rio de Janeiro), sobre a relação entre a Conferência de Medellín e o magistério do Papa Francisco: cinquenta anos atrás o olhar dos bispos se concentrou na opção preferencial pelos pobres e a Igreja latino-americana deixou de ser um reflexo da Igreja europeia, para ser, ao invés, “fonte de um novo modelo eclesial”; hoje o Papa Francisco dá vida com seu magistério à mesma opção preferencial, em continuidade com a Conferência de 1968.

Desenvolvimento humano integral

Pe. Pedro María Trigo Durá, teólogo jesuíta venezuelano, evidenciou que a “vontade de Deus para a América Latina é o desenvolvimento integral e, por conseguinte, a Igreja é chamada a favorecer a realização da pessoa humana a partir de um desenvolvimento integral, considerando que a vida está dentro da história”.
Por fim, Cristiano Morsolin, especialista em direitos humanos na América Latina, declarou à agência Sir que “o Congresso de Medellín reconduz à raiz histórica da opção preferencial pelos pobres e a reatualiza com o magistério do Papa Francisco, inclusive em chave não eurocêntrica”.
(L’Osservatore Romano)

América Latina. Concluído o Congresso “Medellín: 50 anos depois”

O Congresso celebrou a II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (CELAM) de 1968, que representa uma etapa fundamental para a história da Igreja da América Latina e do Caribe.

Cidade do Vaticano
De 3 a 5 de abril, na Pontifícia Universidade Xaveriana de Bogotá, foi realizado o Congresso Internacional “Medellín: 50 anos depois”. O Congresso celebrou a II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (CELAM) de 1968, que representa uma etapa fundamental para a história da Igreja da América Latina e do Caribe. Participaram do evento cerca de 25 teólogos entre bispos, cardeais e professores.
Em um comunicado, os coordenadores do Projeto Hispano-americano de Teologia afirmam:
“ Queremos refletir sobre a pastoralidade como nota intrínseca do trabalho eclesial e teológico e não como uma simples aplicação, pastoral ou prática, da teologia e da vida da Igreja ”
Deste modo, “procuramos aprofundar o diálogo entre as gerações que fundaram a teologia na América Hispânica e outras intermediárias e emergentes, contribuindo para uma melhor compreensão do processo de reformas conduzido pelo Papa Francisco”. São propostas no âmbito da celebração do 50º aniversário da II Conferência Episcopal Latino-americana do CELAM que marcou a vida e indicou o caminho da Igreja do continente até hoje.

Opção pelos pobres. Igreja missionária

Na Conferência foram abordados, entre outros temas, a atualidade do encontro de Medellín, a opção pelos pobres e pela pobreza e o rosto da Igreja autenticamente pobre, missionária e pascal. O Congresso foi aberto pelo Cardeal Baltazar E. Porras Cardozo, Arcebispo de Mérida, e Dom Raúl Biord Castillo, Bispo de La Guaira e vice-presidente da Conferência Episcopal da Venezuela, apresentou o tema “Evangelização e promoção humana em Medellín”.

Renovação eclesial

Já no primeiro Encontro Hispano-americano de Teologia, realizado em fevereiro de 2017 na Escola de Teologia e Ministério, reuniram-se mais de 50 teólogos da América Latina, da Espanha e latinos da América do Norte. Na ocasião iniciaram um percurso de diálogo teológico-pastoral nos contextos ibero-americanos. “Nesta ocasião queremos desenvolver duas novas atividades. A primeira é uma nova reunião de trabalho do Grupo Hispano-americano de Teologia e a segunda, aberta a todos, é a realização do Congresso Internacional”, explicam os coordenadores, comentando que a teologia latino-americana teve um importante papel no atual processo de renovação eclesial promovido do Papa Francisco.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Fragmentos da História-Memória e Cultura de Abaetetuba


Fragmentos da História-Memória e Cultura de Abaetetuba


Abaetetubenses


Trechos Biográficos
Aspectos Históricos e Culturais do Povo a Recordar ou Resgatar:

Padrinhos e Madrinhas:

Os padrinhos ou madrinhas, de batizados ou fogueiras de São João, se tornavam como segundos pais de seus afilhados e o compadrio era a certeza de amizades pra toda vida entre as famílias envolvidas. Alguns padrinhos até cediam os seus sobrenomes para seus afilhados e muitos compadres recebiam seus afilhados do interior para trabalharem em suas casas e prosseguir os seus estudos.

Colônia Agrícola Dr. João Miranda
Abaixo temos fotos da antiga Estrada Dr. João Miranda e
ela e seus ramais, nos dias atuais, são apenas inúmeros
bairros que surgiram em Abaetetuba pela enorme explosão
demógrafica que a cidade sofreu nas últimas cinco
décadas, como os bairros do Cristo Redentor, de São
Sebastião, do Bosque, Castaneira e muitos outros.

Vide abaixo trechos atuais dessa antiga estrada.

Muitos prédios, bares, oficinas e casas de comércio na
antiga Estrada D. João Miranda.




Francisco Lopes. 1927: Comerciante e administrador da Colônia Agrícola Dr. João Miranda.

Os Aturás dos Colonos de Abaeté:
 Acima temos um colono com o seu 'aturá' nas costas
em obra de alto relevo em madeira do artista Rai Cardoso.
Aturás, das fotos abaixo, são grandes cestos feitos de
talas ou cipós que os antigos colonos usavam para carregar
seus produtos com o grande cesto pendurado nas costas.



Acima nós temos a foto de um antigo meio de transporte
para as colônias e até para Belém, que eram os chamados
'caminhões paus de arara', usados até os fins da década
de 60.
No tempo em que não existia rodovia e nem transporte rodoviário em Abaeté, existindo só um grande caminho aberto pelo Intendente Dr. João Miranda, os colonos de Abaeté traziam os seus produtos agrícolas para vender na cidade nos chamados “aturas”.  Os aturas eram grandes cestos feitos em “tala” de palmeiras, presos a uma alça de corda apoiada na testa  e o cesto propriamente dito, apoiado nas costas do condutor. Na volta para casa os mantimentos comprados na cidade e até crianças eram levados nos aturas.
Hoje em dia já não se vêem mais esses rústicos artefatos de transporte, devido a facilidade dos transportes via ônibus e caminhões que fazem viagens aos diferentes locais da zona rural da cidade.

Empresas Rodo-Fluviais de Abaetetuba
Empresa São Jorge



A Colônia de Pescadores Z-14:

É uma das mais antigas Colônias de Pescadores do Pára. Foi fundada no dia 23.4.1923, no governo do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu e do Governadador do Pará, ...Até 1986 os dirigentes da Colonia eram indicadas pelos governantes e durante 63 anos nunca aconteceu uma eleição para eleger seus dirigentes. Somente em junho de 1986 é que aconteceu a 1ª eleição na Colônia de Pescadores Z-14, de Abaetetuba, tendo concorrido duas chapas, onde a situação saiu vencedora, devido a eleição ter sido fraudada por “compra de votos” e uso de muita violência por parte da chapa da situação. Nessa eleição o ribeirinho Ró encabeçava a chapa de oposição, que perdeu. Mas essa eleição valeu como fato histórico, por ter sido a 1ª realizada em uma Colônia de pescadores. Em uma nova eleição, no ano de 1989, o grupo de oposição chegou á direção da Colônia, onde, pela 1ª vez, um pescador administrava uma entidade de pescadores. Aí se iniciou uma luta em favor da saúde, da educação e da implantação de projetos alternativos para viabilizar outros tipos de atividades que viessem viabilizar uma vida mais digna para a população ribeirinha, no município de Abaetetuba. Esses projetos atendiam as olarias, a produção agrícola, o artesanato e a atividade pesqueira, onde também aconteciam as assembléias e mutirões com a participação de duzentas a trezentas pessoas.
O ano de 1995 foi um ano complicado para o movimento social nas Ilhas de Abaetetuba, por causa das disputas político-partidárias, onde a luta dos ribeirinhos começou a diminuir, com a fragmentação do movimento social em várias facções.
Em em 1993 foi iniciado um projeto de piscicultura no municiípio de Abaetetuba, nas localidades Genipaúba, Campompema e urubuéua-Cabeceiras, com peixamento em 02.05.1993 e no ano de 1997 foi implantada uma Estação de Piscicultura, com a ajuda de vários órgãos, como a CPT, POEMA, EMATER, com o projeto se espalhando por outros município vizinhos da Ilha do Marajó, Cametá e outros. Mas a CPT foi a grande parceira do projeto da Estação de Piscicultura, onde em 1997, foram definidos vários rumos para a viablização
Hoje, em 2005, a Colônia de Pescadores se espalha por toda a Zona Ribeirinha, possuindo 32 secretarias e aproximadamente e com 3.200 associados, aproximadamente.
Entre os líderes da Colônia de pescadores, podemos citar, Ró, Casagrande, Carlito do Urubuéua-Cabeceiras, Padre José Borghesi, Padre Marcelo Zurlo, Padre Adolfo Zon, Assopra, Dário, Preto, Zema.

Atividades de Pesca:
Pescador de Abaeté, anos de 70.


Em Abaeté existia uma grande abundância de peixes e mariscos nos rios e igarapés do município. A pesca não se baseava somente nas linhas com anzol. Existiam outras maneiras de se “pegar” os peixes:
Pesca com anzol e linha de pescar, onde eram usadas as montarias ou canoas ou mesmo dos trapiches e pontes existentes nas casas ribeirinhas. Essa atividade demandava horas e horas, porque os peixes eram apanhados um por um.
“Lancear”, consistia em jogar pequenas redes de pesca para captura de peixes às margens dos rios e igarapés.
“Gapuiá”, consistia pescar nos igarapés, fazendo cercados chamados “mocoócas”, para prender os peixes e de lá retirá-los nas vazantes das águas.
“Tarrafear”, consistia em lançar redes de pescas, com  artefatos em chumbo chamados “tarrafos”,presos à rede de pesca,  que era feito nos leitos mais profundos de lagos e baías.
Pequeno Pescador Ribeirinho ou das Várzeas da Cidade:

Possuía a sua “montaria” (canoa pequena em madeira), que saía para pescar no princípio da “enchente da maré”. Os produtos da pescaria eram os peixes e camarões “frescos”. Os peixes de maré, na forma de pescadinhas, maparás e outros peixes, eram preparadas em “cambadas”, que consistiam em armações de “tala” da palmeira miriti, extraída da haste da folha dessa palmeira. A tala era dobrada e os peixes eram “enfiados” pelas guelras, uma após outra, formando uma “enfiada” ou “cambada” de peixes, variando cada cambada de 2, 3 ou quatro quilos de pescados, vendidos na “beira” (várzea de frente da cidade) conforme a “cara do freguês”, a dois, três ou quatro mil “rèis” (ou dois, três ou quatro “conto de réis, que era a moeda da época). A porção de camarão era vendida dentro de outra armação de folha de “aninga” (vegetal abundante nas várzeas), em forma de “cone” e preso por uma “tala” de jupati (tipo de palmeira da região), na junção das “abas” da folha. Alguns pescadores possuíam seus “fregueses” certos para suas melhores cambadas de peixes ou cones de camarão, numa espécie de acordo não escrito, firmado entre as partes, geralmente compadres.

Brincadeira de Criança:

Nas décadas de 1930, 1940 e 1950 as brincadeiras dos meninos consistiam nos banhos de igarapés, pescarias, jogos de pião, peteca, espetos, moedas, espetas e botões (que na verdade não eram botões e sim peças com caroços de miriti), empinar papagaios, caçar passarinhos ou derrubar mangas com baladeiras, rolar janses de bicicletas e rolos de latas pelas ruas de Abaeté. Na quadra junina as brincadeiras consistiam nas bombas, bombinhas, foguetinhos e fogos de artifícios variados: estrelinhas, pistolas, torpedos.
Empinar, como se diz hoje, antigamente era empinar papagaios, rabiolas, cangulas e as  curicas. Empinar pipas é uma expressão recente, importada de outros centros.
Empinar papagaio exigia um preparo inicial de se “encerar a linha” (prender o pó de lâmpada moída com cola na linha), com a finalidade de se cortar o maior número possível da linhade outros papagaios, em disputas ou aleatoriamente, conforme os adversários apareciam.
A linha própria para empinar papagaios era a “linha americana”.
Empinar curica era uma brincadeira para as criancinhas, devido aos altos “custos” de se adquirir “linha encerada” e papagaios. Rabiola ou papagaio para criancinhas era só quando caía no quiantal das casas e se conseguia “pegar”.
Quando as disputas de cortes aconteciam, as crianças, às vezes empunhando varas, paus, ficavam na expectativa, para correr atrás do papagaio “cortado” e “pegar” o mesmo. Algumas vezes era necessário invadir terrenos ou subir em árvores para se pegar o papagaio preso nos galhos das árvores ou nos fios da rede elétrica. Um perigo!
Existia uma cola especial inventada pelas crianças de Abaeté que era o “leite do avapão”  extraído da árvore de fruta-pão, que era um leite super pegajoso e que depois de mastigado era transformado numa super-cola natural e era com essa cola natural que se fazia o preparo do “cerol” (mistura de cola e vidro moído). Jogava-se o tubo de linha dentro do recipiente com a cola já liquefeita e puxava-se a linha de dentro da lata, enrolando-se em varas de madeira ou troncos de árvores. Depois era só deixar secar a linha e enrolar a linha já devidamente “encerada”.
Muitas crianças confeccionavam o seu próprio papagaio e preparavam o seu próprio cerol. Hoje há locais especializados onde já se compra o ‘kit completo da brincadeira de papagaios’: “linha encerada”, papagaios e rabiolas.
Mas existem os perigos na inocente brincadeira de empinar papagaio que são:
 . Cortar o rosto ou garganta de alguma pessoa e levá-la até a morte, como já aconteceu várias vezes;
. A linha se prender nos fios de alta tensão da rede elétrica e eletrecutar quem a está segurando, o que também já aconteceu várias vezes;
. Os ‘curtos circuitos’ que acontecem no sistema elétrico devido o emaranhado de linhas e papagaios presos nos fios de eletricidade.
Piões
Os ‘piões’ eram feitos artesanalmente, com terçados e facas bem amoladas, de galhos secos de laranjeiras e goiabeiras, árvores abundantes na região e próprias para essa brincadeira. Depois os piões começaram a se fabricados usando tornos e outros maquinários adequados nas oficinas de marcenaria da cidade.
Baladeiras
. ‘Baladeiras’ (estilingue), serviam para caçar passarinho nas matas ou no cemitério público, derrubar mangas, disputas de pontarias, assustar namorados com bombas lançadas nos muros.

Comidas Típicas de ‘São João’

Mingau de milho branco, beijus, pé-de-moleque, bolo de macaxeira, tacacá, cuscuz de milho, aluá de milho ou abacaxi.
Guloseimas Vendidas pelas Ruas de Abaeté:
Pirulitos, pés-de-moleque, beijos-de-moça, broas, doces secos, cocadas, pastéis, carocóis (canudinhos grandes), picolés, balas, pães-doces, pão de tapioca, fatias de bolos, cuscuz, ...
Das colônias de Abaeté vinham os beijus (bejuxica, beijus doces, ...
O bejuxica é feito de farinha de mandioca.
Doceiras em Abaeté:
Ana Sena
Sisina Silva
Tia cezária
Tia Sirena Lopes (ou Tia Siá).
Maroca Nunes, especialista em fabricar pão de tapioca.

Produtos Produzidos nas Roças de Abaeté:

Farinha, beijus, doces, licores, empadas, pasteis, bolos de macaxeira e de trigo, farinha de tapioca, biscoitos, frutos, cana de açúcar, mel de cana.

Comunidades Quilombolas em Abaeté:

Por diversos fatores, Abaeté foi um enorme centro de trabalho escravo no Pará.
Vide escravidão.
Em 1999 o movimento social nas Ilhas de Abaetetuba consegue consolidar a revitalização das Comunidades Quilombolas. As entidades ribeirinhas CPT e o SRT e a Paróquia das Ilhas começam a trabalhar um projeto de regularização fundiária nas áreas de remanescentes de Quilombos envolvendo nove comunidades das Ilhas de Abaetetuba. Em 2001 foi criada a ARQUIA – Associação dos Remanecestes de Quilombos das Ilhas de Abaetetuba, com o objetivo de viabilizar projetos de geração de renda e de resgatar a cultura negra. O 1º presidente da associação foi Gersino e vários projetos foram viabilizados. A maior conquista veio em 2002, onde a ARQUIA, CPT e SRT conseguiram dois títulos de reconhecimento de domínio para os remanecestes de Quilombos. O 1º título envolveu as Comunidades Quilombolas de Genipaúba, Acaraqui, Tauerá-Açu, Arapapuzinho, Baixo itacuruçá, Médio Itacuruçá e Alto Itacuruçá. O 2º título envolveu as Comunidades Quilombolas de Nossa Senhora do Bom Remédio e Assacu.

As Igrejas de Abaeté:
Abaixo temos a antiga Igreja Matriz de Abaeté e a sua
antiga Praça de Nossa S. da Conceição, que antes era chamada
de Praça Dr. Augusto Montenegro e onde existiam campos para
a prática de futebol nas décadas de 1920, 1930, isto antes da
construção da Nova Igreja Matriz de Abaeté, da foto mais abaixo.



Nas décadas de 1930 e 1940, eram duas as igrejas existentes na cidade de Abaeté, a do Divino Espírito Santo, localizada na Praça da Bandeira e a de Santa Luzia, localizada na travessa de Santa Luzia. A catequese ao jovens da época era ministrada apenas dentro das igrejas. Os grupos de Igreja, como as irmandades e cruzadas católicas funcionavam nessas igrejas, sob a orientação do vigário. As crianças e os jovens também participaram das ações para a construção da Igreja Matriz de Abaeté, ajudando a carregar tijolos, pedras, areia, barro, madeira e cimento.
Na foto abaixo temos a antiga Praça da Bandeira, com um coreto e
os festejos de algum santo antigo. Atrás e à nossa esquerda
aparece o chalé que serviu para abrigar a Capela do Divino
Espírito Santo, que serviu de Igreja Matriz antes da construção
da Igreja de Nossa S. da Conceição. No alpendre dessa antiga
igreja se faziam apresentações teatrais para a arrecadação de
fundos para a construção da Nova Igreja Matriz ou Igreja Matriz
de Nossa S. da Conceição.

Nas fotos abaixo temos a antiga Praça da Bandeira, conforme
foto melhorada pelo conhecido Tio Cabra. E na foto mais
abaixo temos, além da Praça da Bandeira, a antiga Capela
do Divino, do mesmo Tio Cabra.





Na década de 1940 é que foi construída a igreja de
Nossa Senhora de Nazaré, no antigo bairro de São
Lourenço. A foto abaixo mostra como era essa igreja
antes de sua reforma de ampliação.


Igreja de São Miguel de Beja
Na realidade a igreja de São Miguel de Beja é uma das
primeiras igrejas do atual território do município de Abaetetuba.
Ela já existia quando a atual Vila de Beja era independente
do nosso município.


Os Coroinhas de Abaeté:

É natural que os antigos padres de Abaeté tivessem os seus ajudantes nos trabalhos das igrejas, especialmente na função de tocar os sinos e ajudar nos sacramentos, como foi o caso de Manoel Joaquim da Silva Lobato e seu sobrinho Dionísio Edmilson Lobato, que muito ajudaram nas igrejas de Abaeté nesses serviços de ajuda aos vigários que por aqui passavam. Sabemos, com certeza, que foram os padres capuchinhos que criaram, em Abaeté, a figura do coroinha, que eram crianças de 8, 9, 10 ou mais anos, que ajudavam nas funções sacramentais das igrejas e eram responsáveis da missão de bater os sinos das igrejas do Divino e de Santa Luzia. Os coroinhas usavam os seus paramentos, que eram batina de lã vermelha, ornamentada com roquete de cambraia de linho, artisticamente bordado nas mangas, colarinho e barra. Esses coroinhas se sentiam orgulhosos dessa função, eram responsáveis, abnegados na missão e cumpriam contritos suas funções. A convivência com esses cultos e inteligentes padres ajudaram a formar uma geração de jovens que  aprendiam as orações da Igreja, inclusive em latim, cantos gregorianos e uma infinidade de perguntas e respostas usadas nas cerimônias das missas, casamentos, batizados, vias sacras. Alguns coroinhas até dormiam na igreja para, no outro dia bem cedo, tocar o sino, para chamar os fiéis para as missas da madrugada. Os coroinhas, à noite, rezavam o terço, seguido da reza das ladainhas ou novenas, muitas das vezes tudo em latim, que era a língua oficial da Igreja católica. As missas eram, muitas das vezes, solenes, com cânticos em latim e coro ensaiado pelo vigário. Era muito bonito e o povo comparecia e sempre prestigiava. Nessa época eram os jovens e os homens adultos que tinham participação ativa nas cerimônias religiosas, disputando a primazia de sentar nos primeiros lugares da igreja. Os coroinhas ajudavam, também, nas cerimônias de batizados, casamentos, enterros e outras funções. Acompanhava o padre nas “desobrigas” pelo interior do município, visitando famílias, comunidades, engenhos de cana, serrarias, olarias e pessoas que se dedicavam exclusivamente às lavouras e extrativismo de madeira. Muitas eram as pessoas que nunca tinham visto um padre, muito menos um frade capuchinho, com aquele “habito” marron e barbas enormes. A missa era celebrada em altar improvisado às proximidades das residências e o padre convencia os não casados a casar na Igreja Católica, pois já viviam juntos sem nenhum conhecimento de que fosse um casamento civil ou religioso, mesmo por que não havia cartório e nem assistência da igreja a essas comunidades. Em outras comunidades a religião se baseava na religiosidade popular, de festa do padroeiro, que durava de 8 a 10 dias, com levantamento e derrubada de mastros alusivos aos festejos. Nesse tempo os padres que vinham à Abaeté não moravam aqui e sim em Belém e eles só vinham à Abaeté, quando eram solicitados para as festas de santos ou camentos e batizados de pessoas importantes da cidade.  Depois que os padres capuchinhos se fixaram em Abaeté, eles, além da catequese, ensinavam os jovens locais a ler e a escrever e formava-os para a vida, tendo muitos destes jovens  se tornando líderes e políticos em Abaeté.

As Ladainhas Rezadas e Cantadas:

Sinfrônio Quaresma, nasceu na localidade de Arapapu. Era rezador e capitulante de ladainhas das festas de santo do interior do município de Abaeté, anos de 1930, 1949, 1950. Uma ladainha rezada e cantada envolvia um certo aparato: “As rezadeiras, todas paramentadas, que ficavam na 1ª fila, diante do altar do santodo santo festejado. Na última fila ficavam os cantores de ladainhas, também paramentados e contritos”.
Eram os frades capuchinhos que ensinavam os ribeirinhos a cantar e rezar em latim. Também na cidade, devido ser uma norma da Igreja Católica, as missas, ladainhas e outras orações eram rezadas em latim. As orações rezadas em latim eram decoradas pelo povo católico.
As ladainhas eram cantadas em português ou em latim. Em Abaeté as ladainhas cantadas e rezadas em latim se tornaram parte do folclore popular do povo ribeirinho.
Os Brinquedos de Arraial das Festas Religiosas:
Em Abaeté, nas festas de Nossa Senhora da Conceição eram encontrados vários tipos de brinquedos: brinquedos de miriti ou de raízes de samaumeira e sapopema, currupios de papel, roque-roque de papelão e breu, bolas de seringa.
Os brinquedos de miriti (feitos dos talos ou polpas das folhas de miriti, presos com talas retiradas também das folhas de miriti), eram variados: canoas, cobras, ...tudo devidamente pintado em várias cores.
Os brinquedos feitos das raízes de samaumeiras e sapopemas (árvores cuja madeira é bem leve) foram rareando, devido a extinção dessas árvores.
As bolas de seringa eram feitas do látex extraído das seringueiras (abundantes na época) e eram usadas no inúmeros campos de peladas da cidade e na praça pública ou da Igreja Matriz.

Outras Igrejas em Abaeté:
Por volta do ano de 1928 Abaeté recebeu os primeiros missionários protestantes. Foi uma árdua luta para eles conseguirem se instalar na cidade, devido ao elevado índice de católicos na cidade e, muitos, intolerantes em relação de um outro tipo de religião, a não ser a católica. Mas eles foram perseverantes e conseguiram se firmar. Essas igrejas usaram, então, a estratégia de iniciar suas atividades pelo interior do município.

A Assembléia de Deus:
Somente em 1936 é que a Assembléia de Deus se instalou dentro da cidade.
Na década de 1950 a Assembléia de Deus já se fazia sentir em algumas localidades da Ilhas de Abaetetuba:
Rio Sarapuquara, que possui nove grupos espalhados por essa localidade, sob a responsabilidade do pastor Manoel Couto Vilhena. Rio Ajuaí.             Rio itacuruçá. Rio Urubuéua.
Outras Religiões ou Doutrinas:
Abaeté já teve de tudo em termos de religião, algumas se firmaram e outras não. Já teve o Esoterismo ou “Comunhão do Pensamento”, o Judaismo, a ordem Rosa Cruz, o movimento Seicho-No-Ie e a Maçonaria.

1ª ICEA
A Igreja Cristã Evanelica

Abaixo temos a foto da 1ª Casa de Pastoral, perto da antiga
igreja da 1ª ICEA.





Acima temos o prédio da 1ª ICEA e grupos dos primeiros
crentes e antigos pastores, conforme Roberto Rocha da Costa.

Transporte Aéreo em Abaeté:

Serviço Aéreo do Sindicato Condor Ltda, com Agência em Abaeté, instalada no dia 23.4.1939, sendo o agente em Abaeté o Sr. Raymundo Nonnato Viégas (Santinho Viégas), que era secretário e contador da prefeitura municipal, na gestão do prefeito Coronel Aristides dos Reis e Silva. 1927, aviões da Condor, recebendo passageiros em Abaeté.
As viagens pelos aviões da Condor eram realizadas nas terças-feiras e domingo.
Campo de Aviação Militar de Abaeté:
Foi inaugurado na gestão do Coronel Aristides dos Reis e Silva em 11.2.1937, medindo 200 x 8m,

Os Engenhos de Cana:
Eram muitos os engenhos de cana-de-açúcar existentes pelo interior do município e mesmo na sede. Esses engenhos produziam produtos de grande aceitação na época, não só no mercado local, como outros mercados vizinhos ou afastados, como Belém, Marajó  e o Baixo Amazonas. Vários eram os produtos fabricados nos engenhos, como cachaça, mel de cana, rapadura.
Empresa São Jorge

Venda de Garapa no Sarilo:
Do registro de barcos, canoas, reboques, montarias, açougueiros, peixeiros, marchantes, comércio, indústrias, comerciantes ambulantes, comércio de regatão, quitandas, vendedores, proprietários de sarilho, artistas, marítimos, lavradores, pescadores, padeiros, comerciários.
Um sarilo  (peça de madeira trabalhada) era uma moenda para cana, uma engenhoca que servia para moer a cana-de-açúcar, abundante na época, para se extrair a “garapa”. O sarilo era uma peça manual, que exigia uma pessoa para rodar a moenda e, assim, moer a cana. A cana era trazida dos engenhos situados nos rios perto da cidade, especialmente o Engenho do Velho Ayres e do Engenho de Murilo Carvalho, situados na Ilha Campopema. Acompanhavam o sarílo, a mesa, toalhas, copos e banquinhos.
A garapa ou caldo de cana era colocado em “garrafas de litro”, enrolhadas (com rolhas de miriti ou cortiça), que eram colocados num “paneiro” (tipo de cesto feito com tala de miriti ou outra tala mais forte) e eram levados para venda pelas ruas ou nas festas de arraial ou garapa extraída “na hora”, se o freguês o desejasse.
O litro de garapa era vendido a “um tostão” (um tostão equivalia a cem réis), o copo era vendido à “dois vinténs” (dois vinténs equivaliam à 5ª parte de um tostão),
Essa atividade fez surgir a figura do garapeiro na cidade de Abaeté,  que era o vendedor de garapa, com suas engenhocas (sarilos, fixos ou não), que eram moendas para cana-de-açúcar, que extraíam a garapa ou “caldo da cana” e este era vendido  engarrafado ou “fresco”, extraído  na hora,  para os inúmeros apreciadores dessa doce iguaria.

Acima temos um antigo engenho de Abaeté.

As Festas Dançantes em Abaeté:

Senhoras e Moças da Sociedade, anos e 1930, 1940:
Eram elas que organizavam as festas dançantes nos clubes da cidade como o Abaeté Futebol Club, o Brasil Sport Club e o Itatiaia. Os trajes de festas acompanhavam a moda e costumes locais. Vestidos compridos, até abaixo dos joelhos, blusas com mangas compridas e golas fechadas até o pescoço. Dançava-se agarrado e rostos colado se não existisse vigilância.
Instrumentos Musicais das Festas de Abaeté:

Festas dançantes
Das festas, blocos e cordões de carnaval:
Vide família Abreu, Bandute Sena, ...
No Cordão dos Pretinhos, as músicas e canções  cantadas e tocadas, eram de compositores locais.
Tipos de Músicas das Festas e Outros Eventos em Abaeté:
Choro, marcha, samba, xote, bolero, mambo, baião, xaxado, quadrilha, lundu, síria, Fox, maxixe, carimbo, marzuca, rumba. Lundu.
Conjuntos e Jazes de Abaeté:
Os conjuntos e jazes que tocavam nas festas eram formados por músicos das bandas de música locais.
As festas dançantes eram embaladas por instrumentos de percussão, corda e sopro, na forma de: bumbo, violão, rabecão, bandolim, flauta, pistão, clarinete, contra-baixo, curimbós, réco-reco, cavaquinho, saxofone. Nas festas antigas não havia a figura do vocalista, que nos dias de hoje é indispensável nos chamados conjuntos musicais.
Tipos de Músicas das Festas e Eventos em Abaeté: choro, marcha, samba, xote, bolero, mambo, baião, xaxado, quadrilha, lundu, síria, Fox, maxixe, carimbo, marzuca, rumba. Lundu.

Correndo atrás do Palhaço de Circo:
Quando chegava um circo na cidade de Abaeté, com seus palhaços, animais, trapezista e ilusionistas, era uma festa só na cidade, especialmente entre as crianças. Estas, para ganhar ingresso grátis, durante os dias de apresentação do circo, às 16 horas, saíam atrás do palhaço, pelas ruas da cidade,  que desfiava suas frases, que a garotada atrás tinha que responder.  As perguntas e respostas eram sempre ensaiadas. Eis algumas: Palhaço: “Hoje tem espetáculo?” Garotada: “Tem sim senhor”. “Às oito horas da noite?”.  “É. Sim senhor”. “E a noitada é boa?”. “É, sim senhor”. “Hoje tem forrobodó?”. “Tem, sim senhor”. “Lá na casa de tua avó?”.  “É, sim senhor”. “Hoje tem alegria?” “Tem, sim senhor”. “Lá na casa de tua tia?”. “Tem, sim senhor”. “O raio do sol suspende a Lua?”. “Viva o palhaço que está na rua”. “O raio do sol suspende o pano?”. “Viva o palhaço americano”. “Lá vem a lua saindo por detrás da bananeira?”. “O teu pai morreu de susto e a tua mãe de caganeira”. “Ô, re-ri-ré, ô ré-ri-rá, jacaré comprou cadeira, mas não soube se sentá”.

As Vestimentas dos Meninos:
Acima temos alunos do antigo Grupo Escolar de
Abaeté e suas calças 'tucandeiras'.
As roupas dos meninos consistiam em calças “tucandeiras” (calças que iam até as canelas de quem as vestia), tamanco (calçado em madeira, com presilhas em couro), cuja caracterísitca era o barulho que fazia nos pisos de madeira ou cimento.

A Educação Antiga em Abaeté:
Acima temos a foto do grande professor Maxico, uma das
lendas da educação em Abaetetuba.

As mais antigas escolas de Abaeté se localizavam em algumas localidades ribeirinhas e na cidade existia apenas o antigo “Grupo Escolar de Abaeté’, este fundado em 1902. Posteriormente foi construído o ‘Grupo Escolar Basílio de Carvalho’ e os antigos ‘Externatos’ que se espalhavam pela cidade. Antes da constução do Grupo Basílio, existiam as “Escolas Isoladas’que, depois, se tornaram ‘Escola Reunida’, como foi o caso do ‘Grupo Vicente Maués’.
“Em 1948 foi festejado o 45º aniversário do Grupo Escolar de Abaeté, sendo lembrado o nome do professor Bernardino Pereira de Barros, como seu 1º diretor e outros professores”.
Observação: A informação acima precisa ser investigada, pois 1948-1902=46.
“Na data de inauguração do Grupo Escolar de Abaeté era governador do Estado o Dr. Augusto Montenegro. Abrilhantaram a festa a Banda Bela Harmonia, os oficiais da antiga Guarda Nacional, todos uniformizados, Coronel Joaquim Maués, Capitão Aristides Silva, Horácio Silva, Raimundo Pimentel, Tenente Miguel Mendes dos Reis, Antonio Pereira de Barros, João Roberto dos Reis e o alferes Francisco Bahia Sobrinho.
Citações de 1909: “O Clube Henrique Gurjão com os seus dobrados e Galileu Parente, do clube, saudou o aniversariante Bernardino Pereira de Barros”.
Citação de 1908: “Sarau dançante à noite no aniversário do professor Bernardino Pereira de barros, animado pela orquestra “União Abaeteense e o professor Basílio de Carvalho fez uma bela oratória e declamou poesias de sua lavra”.

Foto acima do Professor Bernardino, antigo professor
e diretor do antigo Grupo Escolar de Abaeté.



 Acima temos o prédio da escola CBPB e sua quadra
de esportes em Abaetetuba
 Acima nós temos a foto do Grupo Basílio de Carvalho,
em Abaetetuba, ainda com um só pavimento.
Acima nós temos a foto do antigo Grupo Escolar de Abaeté,
que vem desde 1902 e seus alunos em frente.

Acima temos a foto do antigo prédio dos Vicentinos, ainda
com um só pavimento, que serviria para abrigar o Hospital dos
Vicentinos, mas, por abandono da sua construção, foi entregue
na década de 1950 pelo prefeito Joaquim Mendes Contente às
recém-chegadas "Irmãs Missionárias Capuchinhas, em Abaetetuba.
Acima nós temos o antigo prédio do CSFX em Abaetetuba
O professor Bernardino Pereira de Barros foi diretor do Grupo Escolar de Abaeté até o ano de 1920.
A família Pereira de Barros era uma antiga, abastada e tradicional família de Abaeté, que na época da escravidão negra possuíam os seus escravos. Foi o caso da senhora Maria Vitória Ribeiro, de 96 anos, com foto do ano de 1934, que era escrava do intendente Torquato Pereira de Barros.
Em 1953 surgiu o ‘Educandário Nossa Senhora da Conceição’, como escola só para ‘meninas’, que depois se transformou no Instituto Nossa Senhora dos Anjos-INSA.
Em 1962 surgiu o ‘Ginásio Professor Bernardino Pereira de Barros’, do Governo do Estado e em 1966 surgiu o ‘Ginásio São Francisco Xavier’, dos recém-chegados Padres Xaverianos.
Em 1994 a cidade de Abaetetuba apresentava a seguinte situação quanto a educação municipal (Secretaria Municipal de educação e Cultura e Desportos):
. 7 escolas na sede do município;
. 36 escolas na zona rural das estradas e ramais;
. 129 escolas na zona ribeirinha, Ilhas de Abaeté.
Das 165 escolas do interior do município, 163 ministram o ensino de 1ª a 4ª séries e duas escolas ministram o ensino de 5ª a 8ª séries. Das escolas da Ilhas de Abaetetuba, nenhuma ministra o ensino de 5ª a 8ª séries.
Das 7 escolas de sede do município, todas ministravam o ensino de 1ª a 4ª séries e nenhuma ministra o ensino de 5ª a 8ª séries.
O nº de alunos das Ilhas e estradas é de 6.944 alunos e o de alunos da sede é de 2.929 alunos.
Quanto às escolas do governo estadual  (Secretaria de Estado de Educação) a situação era a seguinte, em 1994:
14 escolas na zona rural, das estradas e ramais, com o nº de 650 alunos;
54 escolas na zona ribeirinha das Ilhas de Abaetetuba, com 2.062 alunos;
22 escolas na sede do município, com 7.345 alunos.
Total geral de alunos da rede estadual: 10.057 alunos, sendo: 5.163 alunos da 5ª a 8ª séries; e alunos do 2º grau e de outras modalidades de ensino.~
Professor e Professora:
O professor ou professora era uma das figuras mais respeitadas da cidade, devido ao fato de exercerem suas profissões como um sacerdócio. Eram responsáveis na profissão, exigentes com seus alunos, mas amorosos e ternos na educação das crianças e jovens da cidade. Eram verdadeiros mestres e educadores, que não mediam sacrifícios no exercício de sua profissão. Ensinavam a ler e escrever, os números e cálculos, entremeados de muitas lições de civismo e amor à pátria e terra natal. Ensinavam os cantos, as artes e aprofundavam seus alunos na fé católica, a única existente até a metade do século XX. Incentivavam a participação na Igreja e o inserimento nos grupos católicos como os coroinhas, a cruzada infantil, as filhas de Maria e a congregação Mariana.

Atividades Econômicas Antigas:

Açougueiros, peixeiros, marchantes, comércio, indústrias, comerciantes ambulantes, comércio de regatão, quitandas, botecos, vendedores, proprietários de sarilho, artistas, marítimos, lavradores, pescadores, padeiros, comerciários.

Os Seringais em Abaeté e Estradas de Seringa:
Seringais em Abaeté:
As seringueiras eram abundantes nas matas nativas de Abaeté. Da seringueira se extraía o látex, para a fabricação de borracha. A maioria dos senhores de engenhos ou fazendeiros possuía suas “estradas de seringas”. O Coronel Maximiano Guimarães Cardoso era muito rico, dono de engenhos, grandes propriedades com plantações de cacau, cana-de-açúcar, seringais, embarcações, casas no interior e na cidade, dono de muitos escravos e outros empregados, entre os quais muitas famílias de escravos alforriados.
As terras que constituem toda a área superficial do município de Abaeté são formadas de duas partes complementares e distintas: uma parte de terras baixas, denominadas várzeas, situadas nas margens dos rios e igarapés e nas ilhas do município; a outra parte se constitui de terras altas, denominada terras firmes, situadas na parte central, apenas banhadas pelas nascentes das águas fluviais, nos limites com os municípios de Belém, Conde, Barcarena, Igarapé-Miry e Moju.
Nas terras altas ou firmes não existem seringais, mas apenas algumas árvores de seringas que pouco produzem. Mas os seringais que se encontram nas terras baixas ou várzeas, são formadas por caminhos ou estradas de seringas, contendo 80, 100 ou até 120 árvores, de onde se extraíam o látex para a produção de borracha. A produção era pequena, mas era trabalhada desde os tempos em que a borracha despertou interesse econômico na região amazônica. A produção dos seringais abaeteenses era no verão, de maio a dezembro, exceto setembro, quando as seringueiras mudam as folhas. Algumas famílias pobres trabalhavam também durante o inverno, nos dias em que não chovia.
O leite extraído puro sofria o processo da defumação, na queima de caroços ou sementes da palmeira inajá ou ouricuri, cujo fumo era considerado o melhor para coagular o leite em fôrmas de madeira, preparando as peles ou bolas de borracha.
As estradas produziam de um a cinco quilos de leite, de acordo com o número de seringueiras que possuíam. Toda a produção dos seringais de Abaeté tinha escoamento rápido, onde era levada diariamente aos compradores de Belém ou do Baixo Amazonas.
Devido a grande procura pela borracha produzida em Abaeté, iniciou-se um processo de falsificação do produto, com a mistura do leite de outras árvores ou com tapioca, farinha de trigo, pó de tabatinga ou areia branca. Essa falsificação não era exclusiva de Abaeté e era praticada em todo o interior do Pará, onde existiam seringais. Os próprios comerciantes locais sem escrúpulo, eram quem ofereciam aos seringueiros os materiais para a falsificação da borracha. O objetivo era a quantidade e não a qualidade.
Com o cultivo dos seringais onde a borracha alcançava elevados preços em relação a outras culturas, estas culturas ficaram em segundo plano. Com a queda do preço da borracha os agricultores se voltavam para as culturas tradicionais.
Abaeté chegou a possuir 831 estradas de seringueiras, espalhadas pelo município.
Com a desvalorização da borracha de Abaeté os seringais foram abandonados pelos seringueiros e os donos dessas terras derrubaram as seringueiras, restando um pequeno número dessas árvores. No lugar das seringueiras surgiram outras culturas, como a lavoura de cana-de-açúcar, arroz, milho, feijão e outras culturas.
Desse modo, a excelente borracha produzida em Abaeté perdeu consistência e elasticidade. Era a ambição humana que não tem limites. Ocorreu a desmoralização e a desvalorização do produto
As seringueiras eram abundantes em Abaeté. Quase todo grande agricultor possuíam, em seus grandes terrenos, as chamadas “estradas de seringa”, usadas para se chegar às árvores de seringueiras e delas extrair o látex (leite de seringa). De posse de uma boa quantidade de látex extraído, este era levado para um local apropriado para se fazer a devida “defumação”, para formá-las em bolas de borracha. As sobras de látex das tijelinhas de coleta, eram chamadas de “cernambi”, que eram aproveitáveis. As bolas de futebol das peladas em Abaeté, eram feitas do cernambi.
Comércio Ribeirinho

Um típico Comércio Ribeirinho:

Os comércios ribeirinhos de Abaeté eram verdadeiros empórios comerciais, que vendiam uma infinidade de produtos e compravam outros dos fornecedores, em um movimento constante de compra e venda. Os produtos vendidos eram: tecidos, ...Os produtos comprados, eram: ...
Nas compras, os produtos eram pesados, conferidos, medidos. O pagamento desses produtos comprados desses forneceres eram descontados os débitos existentes ou pagava-se a diferença entre o que o fornecedor tinha direito com os negócios com o comerciante. Na verdade, estes sempre levavam vantagens sobre os seus fornecedores de sementes de cacau, sementes oleaginosas.

Produtos das Olarias de Abaeté:
Tijolos, telhas, vasos, bacias, potes, talhas.


Tigelinhas em barro para a coleta do látex das seringueiras

Como o Rio Itacuruçá possuía dezenas de olarias, estas vindos desde
os tempos mais antigos, temos abaixo duas peças raras: um tijolo maciço
(sem os furos) e na foto mais abaixo uma antiga telha, esta que é grande e
de fabricação puramente artesanal




Uma cuia pitinga, servindo como balde, e diversos objetos
em barro


Este objeto abaixo era chamado "tralha" pelos antigos
ribeirinhos, que é uma espécie de depósito de água e
outros líquidos


A “Viração” da Carne no Mercado Muncipal de Abaeté:
Quando havia “fartura” (muita oferta de uma mercadoria) de carne na cidade de Abaeté, boa parcela dos compradores ficava aguardando a “viração”, dos preços, que ocorria a partir das 10:00 horas da manhã. Se o quilo era vendido a mil e duzentos réis (moeda dos anos de 1930, 1940), virava para oitocentos e até quinhentos réis o quilo, porque os açougueiros e marchantes da cidade não tinham onde guardar as sobras de carne, por inexistir equipamentos de congelação e se existisse, a falta de energia elétrica era constante na cidade.
Por isso as sobras de carne tinham que ser vendidas na viração dos preços.

Alguns Dados Estatísticos e Econômicos de Abaeté em 1950:

População: 36.587 habitantes, sendo aproximadamente 34 habitantes por Km2.
Abaeté era a 5ª cidade em população no Pará, perdendo apenas para: Belém, Santarém, Bragança e Cametá).
84% da população era da zona rural, 15% na cidade ( 5.449 habitantes) e 1% em Beja.
Em 1931, Abaeté compreendia: um distrito judiciário e 5 circunscrições: Abaeté, Beja, Tucumanduba, Urubuéua e Maúba, para os quais foram nomeados suplentes de juiz.
Em 1938 Abaetetuba foi beneficiada com a categoria de Comarca Judiciária, compreendendo os distritos: Abaetetuba, Beja e as zonas de Maracapucu, Urubuéua, Arapapu, Tucumanduba e Maúba.
Distritos de Abaetetuba:
Distritos: em 1955 Abaetetuba era composta por 4 distritos: Abaetetuba (a Séde), Beja, Colônia Dr. João Miranda e Urubuéua.
Em 1995 quando Abaetetuba completou 100 anos de fundação apresentava uma população de 104.219 habitantes. Alguns aspectos econômicos apresentados no Centenário da cidade: 4 estabelecimentos bancários e um particular; 436 olarias, fabricando telhas e tijolos de barro; 2 engenhos de cana; 15 serrarias; 4 indústrias de palmito; 675 estabelecimentos comerciais atacadistas e varejistas; 30 pequenas indústrias diversas; 648 empresas diversas.

Comarca de Abaeté:

Antes de Abaeté se tornar um Termo judiciário, a situação assim se paresentava, conforme as pesquisas abaixo:
Abaetetuba não possuía um Termo Judiciário e era, nesse aspecto, ligada à Comarca de Igrapé-Miry, sede da Comarca, a qual os cartórios locais estavam ligados. Portanto, não possui juiz e outras autoridades judiciárias.  Todas as operações e ações que exigissem escritura pública eram realizadas nos cartórios de Igarapé-Miry e as que aqui eram realizadas pelos cartórios de registro civil, eram também dependentes do Juizado de igarapé-Miry. Exemplos de documentos que se reportam a essa situação:
O Coronel Aristides dos Reis e Silva, intendente de Abaeté, em 14.08.1917, como resultado de sua luta em favor da total emancipação política do município, fez com que a sede da Comarca do Poder Judiciário, que ficava em Igarapé-Miry, fosse transferida para Abaeté, pois considerava uma humilhação essa situação e esse fato, foi um dos que acirraram ainda mais a antiga animosidade entre esses dois municípios, ambos expoentes da economia da região naqueles tempos.
Há um documento antigo que se reporta à venda de um escravo negro, tudo devidamente  oficializado com a escritura de compra e venda: “Escritura de Compra e Venda  de um Escravo, Cartório do 2º Ofício Alda Nery, data de 25 de junho de 1870, da então Freguesia de Abaeté e firmado na casa de moradia de  Dionísio Pedro Lobato, Am Abaeté, sendo vendedor o Sr. José Valente Rodrigues e comprador o Sr. José  Joaquim Gonçalves Chaves e como objeto da venda o escravo André, pelo preço de 1 conto de réis, tendo como testemunhas os Srs. Hygino Antonio Cardoso Amanajás e Manoel Joaquim da Costa e tendo como assinante  “a rogo” pelo vendedor o Sr. Antonio Marcelino Gonçalves. Esses dados foram extraídos do Livro do  escritor de Igarapé-Miry-Pa, Eládio Lobato de nome “Caminho de Canoa Pequena”.
Após a instalação da Comarca judiciária em Abaeté, tivemos as seguintes autoridades em Abaeté ou Abaetetuba:
. Maximiano Guimarães Cardoso, foi vogal no Conselho de Intendência de Abaeté, Juiz Substituto, industrial, dono de engenho de cana, comerciante e proprietário da Lancha Tucumanduba, movida à vapor de lenha e importada da França, anos de 1940.
. Osvaldo Otacílio Gomes, foi o 1º juiz da Comarca de Abaeté, Hugo Oscar de Mendonça, foi o 2º juiz e Walter de Figueiredo, foi o 3º juiz da comarca.
Há um documento do Juizado de Direito de Abaeté, datado de 24.03.1944, dirigida ao então prefeito municipal Pedro Borges do Rego, do Juiz de Direito, recém nomeado, Dr. Hugo Oscar Pinheiro Mendonça, Comarca recentemente criada pelo Coronel Interventor Federal do Estado do Pará, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, em 27.01.1944.
. Dr. Manoel Afonso Albuquerque. Juiz Substituto em em Abaeté, em 1919, na intendência do Coronel Aristides dos Reis e Silva.
. Dr. João Evangelista Correa de Miranda, Juiz Substo. Do 2º Distrito Judiciário da Comarca, 1895.
. Aluísio Leal. O Dr. Aluísio Leal era Promotor Público em Abaeté na metade do século XX.
. José Ferreira Ribeiro. Adjunto de Promotor.
. Latino Lídio da Silva, oi o 1º tabelião de Abaeté e secretário interino da Intendência de Abaeté.
. José Marques da Silva. “José Marques da Silva, Oficial do Registro Civil, da cidade de Abaeté, Comarca de Igarapé-Miry, deste Estado do Pará, por nomeação legal, etc. Lv. Nº 9, de Registro de Nascimento, de Menotti Calliari, no dia 26 de novembro de 1914, na residência de seus pais, Travessa Tenente Coronel Costa, filho legítimo de Júlio Calliari e Lectícia Carmela Parente, brasileira”.
Há um documento do Juizado de Direito de Abaeté, datado de 24.03.1944, dirigida ao então prefeito municipal Pedro Borges do Rego, do 1º Juiz de Direito, recém nomeado, Dr. Hugo Oscar Pinheiro Mendonça, Comarca recentemente criada pelo Coronel Interventor Federal do Estado do Pará, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, em 27.01.1944.
Em 1931, Abaeté compreendia: um distrito judiciário e 5 circunscrições: Abaeté, Beja, Tucumanduba, Urubuéua e Maúba, para os quais foram nomeados suplentes de juiz.
Em 1938 Abaetetuba foi beneficiada com a categoria de Comarca Judiciária, compreendendo os distritos: Abaetetuba, Beja e as zonas de Maracapucu, Urubuéua, Arapapu, Tucumanduba e Maúba.
Distritos de Abaetetuba:
Distritos: em 1955 Abaetetuba era composta por 4 distritos: Abaetetuba (a Séde), Beja, Colônia Dr. João Miranda e Urubuéua.
Em uma das casas do Sr. Francisco Freire de Andrade, localizada à Rua Nilo Peçanha, em Abaeté, funcionou a Prefeitura Municipal, casa que serviu, também, nos serviços de audiência do Juiz Substituto, casamentos, posto sanitário, delegacia de polícia, alugada para esses serviços nos anos de 1940.

Vida Sócio-Cultural em Abaeté:

Quem pensa que na pequena Vila ou Cidade de Abaeté, das décadas finais do século XIX e das primeiras décadas do século XX, vivia-se um marasmo nas questões culturais, sociais, políticas e esportivas se engana redondamente, pois,  por estas terras,  fervilhavam manifestações em todos os segmentos da pequena cidade, até mesmo no segmento esportivo, como veremos a seguir. Era grande a quantidade de grupos, clubes e entidades que desenvolviam as mais diferentes atividades na cidade e nas ilhas de Abaeté. A comunicação com outros centros mais adiantados era difícil, mas isso não constituía empecilho para que considerável parte da população, desenvolvessem tantas ações, que animavam enormemente a vida da pequena cidade. Existiam pessoas que estavam ligadas ao que acontecia a nível estadual e nacional, na questão política, cultural e esportiva. As notícias da moda, dos esportes, da música, do teatro, da literatura eram publicadas nos pequenos semanários daquelas épocas. E Abaeté, que possuía uma considerável classe de pessoas abastadas e esclarecidas, procurava atuar as modas dos centros mais adiantados, especialmente Belém, a capital do Estado do Pará, onde também fervilhavam manifestações desse tipo. A indumentária dos velhos tempos de Abaeté, pelo menos nas classes mais abastadas, seguia os padrões da capital do Estado, que por sua vez as copiava dos padrões europeus. Na música, surgiram os clubes com características musicais, acontecendo até disputas, para a melhor apresentação. Existiam os grupos de teatro, os literários e até mesmo os grupos políticos, que se reuniam nos chamados “clubes”. Todos seguiam um esquema que incluía os discursos e as recitações de poesias, as atas e cantos de hinos cívicos e dos respectivos grupos.
O sentimento nativista e nacionalista de muitos moradores do lugar alimentava o amor e ação pela cultura da cidade. A religião ajudou muito na divulgação desses modos de cultura, folclore e da música, no meio da população. Nos desportos, especialmente no futebol, que já era uma mania nacional no fim do século XIX e início do século XX, os clubes despontavam na cidade e algumas rivalidades locais foram surgindo entre os clubes locais. O folclore, o carnaval e as tradições da quadra junina eram fortes, com clubes ou pessoas que alimentavam a cultura popular. Vamos analisar algumas dessas questões culturais levantadas, fruto de pesquisa em antigos jornais, revistas, entrevistas ou pesquisas de nossos historiadores.

Jornais em Abaeté:

Jornal “O Abaeteense”: O primeiro jornal que surgiu em Abaeté, ainda nos tempos de vila, foi o jornal ´O Abaetense´, editado por Hygino Amanajás. Esse jornal teve vida curta, de 1884 a 1887. A professora esmeralda nasceu no dia 19.06.1904 em Maracapucu, município de Abaeté. Faleceu em 5.05.1968, aos 63 anos de idade, em Belém do Pará. Com a idade de cinco anos veio de Maracapucu para Abaeté e depois seguiu para Belém em companhia da família de Hygino Antonio Cardoso Amanajás, que chegou a ser editor de jornal em Abaeté e deputado pelo estado do Pará. Junto com Esmeralda seguiram para Belém suas tias Maria Pinho e Quitéria.
A ligação com a família Amanajás deve-se ao fato de Esmeralda Cardoso ter sido adotada pela família de Hygino Amanajás.
O Abaeteense, de propriedade de Caripunas?

Do Coronel Caripuna restaram suas histórias e lendas
e sua rica sepultura existente eno Cemitério Público
de Abaetetuba.
Documento de 1887, se refere a uma “´Praça 25 de março`, onde ficava o prédio da antiga Câmara Municipal de Abaeté  e onde era a sede do Jornal ´O Abaeteense`”.
Em 07.06.1886, uma notícia de jornal sobre “A casa comercial “Cruz & Nery”, localizada na localidade Costa Maratauhyra, conforme o “Jornal Abaeteense”, de 07.06.1886: “O filho de Emygdio Nery , de nome Felippe, ao fazer um determinado serviço na casa “Cruz & Silva”, acende um fósforo e joga o palito por cima do balcão. O palito cai justamente num barril de pólvora, o que ocasiona explosão e incêndio no comércio, ficando Felippe preso, junto com mais três pessoas. Quando veio o socorro os moços se jogam no rio. Felippe não resiste às queimaduras e morre. O prejuízo causado pelo incêndio foi de mais de três contos de réis”.
O fato foi noticiado pelo 1º jornal de Abaeté, o “Jornal  de Abaeté”, fundado pelo deputado Hygino Amanajás e esse fato também foi noticiado pelo jornal “Diário do Grão-Pará”, do dia 10.06.1886.
Um número do Jornal “O Abaeté”, datado de 24.05.1908, tem como gerente Cornélio Pereira de Barros e diretor-secretário, Trajano Pereira de Barros. Outro número do semanário O Abaeté, de abril de 1909, tem como diretor Cornélio Pereira de Barros e como secretário, Trajano Pereira de Barros, jornal com sede na Travessa da Conceição.
1909: Travessa da Conceição, onde ficava a sede do Semanário “O Abaeté”
Jornal “A Evolução”: João Braga de Abreu era filho do Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu e Joana Braga de Abreu. Joana Braga de Abreu. Casou com Theodomiro Amanajás de Carvalho, nativo destas terras, de tradicional família abaeteense. Ele foi um dos baluartes na arrecadação de fundos para a construção da Igreja Matriz de Abaeté.
João Braga de Abreu. Nasceu em Remanso Bahia no dia 12.02.1886 e veio para o Pará em 1896. Ficou morando em Belém com seus pais. Veio com sua família para Abaeté em 1911. Foi um dos fundadores do semanário “Evolução”, sendo seu redator. Esse jornal sobreviveu alguns anos. Em maio de 1914: “O Clube Lauro Sodré, tinha como orador João Braga de Abreu, filho de Lindolpho Abreu, que foi um dos fundadores do jornal “A Evolução” e também o seu redator. O presidente do Clube Lauro Sodré era Domingos de Carvalho”.
Jornal “Folha do Mato”. Foi outro jornal editado por Garibaldi Parente. Também não durou muito, apesar do idealismo de seu criador.
Jornal “O Colibri”. Foi outro jornal, de vida efêmera, criado por Garibaldi Parente, que veio após a “Folha do Mato”.
Jornal “O Progresso”. Em 1904 apareceu o jornal “O Progresso`”, que surgiu em 1904, editado pelo tenente coronel Aristides dos Reis e Silva, também de vida curta.
Jornal “O Comércio”. O jornal ´O Comércio` foi editado pelo Coronel Aristides dos Reis e Silva, após a extinção do Jornal “O Progresso”.
Jornal “O Correio de Abaeté”. 1927, O mesmo Coronel Aristides, criou, após a extinção do Jornal “O Comércio”, quando à frente da administração municipal, o jornal ´O Correio de Abaeté`, que passou a ser o órgão oficial da Intendência de Abaeté, enquanto ele foi intendente. A tipografia que produzia essa jornal localizava-se à Rua Justo Chermont.
Edições do jornal “O Correio de Abaeté: nº 33, de 10.4.1927, um nº do jornal: de 24.4.1927.
Em 1927 o Jornal Correio de Abaeté tinha como diretor, Guilherme de Abreu.
Jornal “O Independente”. O jornal “O Independente” foi editado por Joalzirase Miranda e teve um só número. Joalzirase é filho de José e Alzira Miranda. O nome Joalzirase é uma mistura do nome do pai e da mãe: Jo, 1ª sílaba de José, alzira, do nome da mãe e se, última sílaba de José.
Jornal “A Voz da LOA. LOA significa Liga Operária Abaeteense que possuía o seu jornal informativo. A LOA tinha como seu presidente Uadir Felix dos Santos.
Jornal “A Crônica Mirim”. Esse jornal  foi editado por Carlos Augusto Barbagelata.
O jornal “Município de Abaeté”, era o informativo oficial da Prefeitura Municipal de Abaeté, para publicar os atos da administração e informações sobre o municiípio de Abaeté, com a tiragem do 1º nº em 1940, governo do prefeito nomeado Coronel Aristides dos Reis e Silva (1.1.1938 a 28.2.1943). Jornal “Municipio de Abaeté”, nº 3, julho e setembro de 1940. Jornal “Muncicípio de Abaeté”, inteiramente escrito, redigido e revisto pelo prefeito Aristides dos Reis e Silva, em 1940.
O jornal “A Gazeta”. Outro joranl editado por Barbagelata, contando com a ajuda de Nonato Loureiro e Luiz Reis , de 1967 a 1970.
A Gazeta de Abaetetuba. Jornal editada por Nairo.
Jornal de Abaetetuba. Editado por Raimundo Zacarias e, posteriormente, Nonato Loureiro, de ...a...
“O Sino”, boletim informativo da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, tendo como responsável o Padre Dante Mainini.
Jornal “Abaetetubense”, de Naitch Rodrigues, tendo como editor-chefe, Eraldo Couto, tendo saído o 1º nº em 9.9.1963.

LOA-Liga Operária Abaeteense.
Entidade do início do século XX. Presidida por Uadir Felix dos Santos, que possuía o seu ‘joranl da LOA’.
União de Artistas e Operários de Abaeté. Era uma associação que tinha como um de seus associados João Nepomuceno de Pontes.

Tiro de Guerra:

Alberto Vieira Miranda, foi instrutor do Tiro de Guerra 646, ano de 1934.

Grupo de Escoteiros de Abaeté:
Em Abaeté existiu um 1º Grupo de Escoteiros, o Grupo de Escoteiros de Abaeté e um de seus colabolares foi o Coronel Aristides dos Reis e Silva.
A diretoria do Grupo de Escoteiros era assim constituída: Tenente Coronel Aristides dos Reis e Silva, presidente; Dr. Manoel Afonso A. Freire, 2º presidente; Leopoldo Ceciliano Paes, 1º secretário; Capitão Miguel Mendes Reis, 2º secretário; Padre Luiz Varella, tesoureiro e o Sargento Benjamim Coriolano, diretor técnico.
Serviços Aéreos
Serviço Aéreo do Sindicato Condor Ltda, com Agência em Abaeté, instalada no dia 23.4.1939, sendo o agente em Abaeté o Sr. Raymundo Nonnato Viégas (Santinho Viégas), que era secretário e contador da prefeitura municipal, na gestão do prefeito Coronel Aristides dos Reis e Silva. 1927, aviões da Condor, recebendo passageiros em Abaeté.
O Horto Municipal foi criado pelo Decreto nº 14, de 8.5.1939, pelo Coronel Aristides dos Reis e Silva (1.1.1938 a 28.2.1943), às margens do Igarapé Jarumãzinho.

Usinas de Elétrica em Abaeté:

No prédio acima funcionava uma antiga usina elétrica
em Abaeté. Agora o local é apenas o escritório da empresa
que fornece energia elétrica em Abaetetuba.
Pedro Rosado. O engenho de Pedro Rosado localizava-se na Rua do Trapiche, onde, anos depois, foi montada uma Usina Elétrica, movida à vapor de lenha.
Foi o prefeito Maximiano Silvino Cardoso que, em 21.02. 1932, instalou a iluminação elétrica na cidade de Abaeté,  uma usina à vapor de lenha na Avenida Rui Barbosa.
Pedro Rosado. O engenho de Pedro Rosado localizava-se na Rua do Trapiche, onde, anos depois, foi montada uma Usina Elétrica, movida à vapor de lenha.
No governo do prefeito Aristides dos Reis e Silva,  que adquiriu um caminhão marca Ford para o município, o segundo caminhão a trafegar na cidade, contratou o Mestre César para dirigir esse caminhão e, mais tarde, o Mestre César passou a  gerente técnico da Usina Elétrica de Abaeté em 1903.

Cinemas em Abaeté:

Itália Conceição Calliari Parente: “Meu avô e também avô do Nicola Parente (Velho Nicolau), foi quem trouxe o 1º cinema para a Paraíba, Pará e Manaus. O cinema de meu avô ficava aí na esquina onde hoje existe o Cine Imperador. Era de madeira, iluminado à luz cintilante de carbureto. Na casa de Anita Calliaria ainda existem os anjos que sustentavam os lampiões que iluminavam as portas do cinema”.
Cine Glória e Cine Natan:
O Sr. Crispim Ferreira foi proprietário do antigo
Cine Glória, na antiga Av. Rui Barbosa, hoje Av. D. Pedro II.
O Cine Glória era em sociedade com Juca e José Saul.
Depois o Sr. Crispim mudou o cinema para a Rua Grande ou
Av. D. Pedro II, cinema que recebeu o nome de Cine Natan,
de grata memória para muitos antigos abaetetubenses.
A foto abaixo, de João Pedro Maués, mostra, o Sr. Heitor Maués,
pai de João Pedro, com as antigas casas, entre os quais o antigo
prédio do Cine Natan, em madeira de lei, parecendo um prédio
de dois andares, à direita do Sr. Heitor Maués.
Rua Grande


Em 1948, Crispim Ferreira, unindo-se a Juca e a José Saul, fundaram o Cine Glória.
Avenida Rui Barbosa, onde se localizava o Cine Glória. 1948: O Cine Glória ficava na Avenida Rui Barbosa, em Abaeté.
Crispim, depois, montou o seu próprio cinema o Cine Natan, no terreno ao lado do Edifício Charrua, na antiga Rua Grande, hoje Avenida D. Pedro II. As sessões do Cine Natan se tornaram memoráveis para adultos, jovens e crianças daqueles tempos,  especialmente com os filmes de faroeste com Durango Kid, Zorro, Tarzan, Bomba, Búfalo Bill, os filmes de faroeste, corsários, piratas e outros filmes de capa-e-espada (filmes de piratas) e inúmeros seriados que eram exibidos naqueles tempos e também os filmes brasileiros de Oscarito e Grande Otelo, Ankito, as memoráveis chanchadas da Produtora Atlântida.  Era a única diversão da cidade. A maioria dos filmes era de origem norte-americana.
Cine Imperador:
Abaixo temos a foto do Cine Imperador, de propriedade do Sr.
Abel Guimarães Rodrigues, que depois o alugou para os empresários
Raimundo do Cinema e José Alexandre Machado. Esse prédio ainda
existe em Abaetetuba.
Era de propriedade de Abel Guimarães e o prédio existe até os dias de hoje na Travessa Pedro Pinheiro Paes, esquina com a Rua Siqueira Mendes.

SESP

SESP-Serviços Especiais de Saúde Pública, onde Esmeralda Cardoso da Silva e Alfa de Araujo Pontes foram as primeiras enfermeiras diplomadas a chegar em Abaeté, para trabalhar no hospital do SESP-Serviços Especiais de Saúde Pública, do governo federal, em convênio com o governo dos Estados Unidos da América, que desenvolvia a política da ‘Aliança Para o Progresso’.  Quem tomava o ‘leite’ da Aliança Para o Progresso’ na década de 1950, chamado ‘cerol’ pelos alunos do Grupo Basílio de Carvalho?
O SESP, anos depois, se tornou a Fundação SESP
Antes da criação da Liga Esportiva Abaetetubense era o dr. Abílio, da antiga Fundação SESP, que organizava os campeonatos de futebol em Abaeté. Ele mesmo tinha o seu próprio time, o Clube da Saúde.

O Teatro, o Grupo Scênico de Abaeté:
Teatro de Nossa Senhora da Conceição.

Na cidade de Abaeté o movimento teatral, mesmo que de modo amador, foi muito intenso, com a participação ativa de membros de destaque da sociedade, na forma de rapazes e moças, senhores e senhoras, como atores das peças teatrais. O gosto pelo teatro vinha pela influência da capital Belém, onde existia um intenso movimento teatral, especialmente com a construção do grande Teatro da Paz. E Abaeté tomou gosto por essa e outras manifestações culturais dessa época. Existiam vários grupos teatrais e vários clubes do início do século XX que desenvolviam atividades teatrais em Abaeté. Um dos locais para as apresentações teatrais era o alpendre da antiga Igreja do Divino Espírito Santo, na também chamada Praça do Divino. Tudo era muito bem organizado, com o grupo de atores o ensaidor, o fundo musical e os textos de escritores de renome nacional e internacional. Convém dizer que o gosto pelo teatro se agregou ao sentimento religioso do povo daquela época e, por isso, aparecem muitas citações nesse sentido:
Citações de 1926: “É hoje que se efetua neste teatrinho, fundado por um punhado de abnegados, que tomaram sob seus ombros a pesada tarefa de erguer nesta cidade um templo dedicado à Virgem Senhora da Conceição, um atraente espetáculo, cujo total produto reverterá em benefício da construção de tão piedosa obra, espetáculo organizado pelo professor Alberto Costa, que terá o concurso do novel Corpo Scênico do theatro, que encenará a obra de Fortunato Braga, intitulada “Na Roça”, tendo como atores as senhoritas Risoleta de Lima Araújo e Hilda V. Fonseca e os senhores Abel Lobo, Bararaty Franco e Pedro Loureiro”. Conforme Ceci Fernandes: “O Teatrinho localizava-se no Largo da Matriz de Abaeté, na Praça do Divino Espírito Santo. ”Bararaty Barroso Franco era casado com dona Archimima de Carvalho Franco. Ele era agente postal e, depois, fiscal de Belém”.
Abril de 1927: “Produto angariado pelo teatrinho para ajudar na construção da Igreja Matriz”. “O Grupo Scênico em ação, com espetáculo em prol da construção da Igreja Matriz”. “Recursos de F.A. Santos Rosado para levar avante o teatrinho, resultando em mais de 1200$000”. “Francisco de Assunção dos Santos Rosado era o presidente do Grupo Scênico Abaeteense”.
Em 1927: “Atores de teatro: Pombo da Maroca Lima, Licínio Araujo, Diquinho Soares”. “O Grupo Scênico de Abaeté, encenando o sentimental drama de Júlio Dantas intitulado “Mater Dolorosa”, tendo nos papéis, Angelina Araujo, Miloca Matos, Bararaty Barroso Franco, João Pontes, Antonico Araujo, Menina Arthemita”. “Apresentaram também a comédia “Quem Desdenha”, tendo como atores, Lucília Pinheiro, Abel de Barros, Miloca Matos, A. Araujo, João Pontes, Bararaty franco, Edgar Borges. Foram, também, apresentadas as peças “Mater Dolorosa” e “Rosas de Todo Anno”, do escritor português Júlio Dantas”. “Angelina Araujo e Miloca Matos, do Grupo Scênico Abaeteense, no drama “Mater Dolorosa” de Júlio Dantas”. “A comédia “Quem Desdenha”, de Pinheiro Chagas, tem como atores: Angelina Araujo, Miloca Matos, Lucília Pinheiro e Abel Barros”.
“O Grupo Scênico Abaeteense tem como atores: Osvaldina Fonseca, filha de Nércio Fonseca e Brasilina Lobato da Fonseca”. “O Grupo Scênico Abaetense se apresenta no Teatro Nossa Senhora da Conceição, por iniciativa da Liga de Torcedoras do Vera Cruz, para angariar fundos em prol da construção da Igreja Matriz, sendo Francisco de Assunção dos Santos Rosado o seu mais decidido sustentáculo e as peças encenadas foram: O Pescador de Baleias e Ceia dos Cardeais”.
Ano de 1919: “A primeira Diretoria do Grupo Scênico Abaeteense era formado por artistas amadores de Abaeté. Presidente, Abel Barros; vice-dito, João Nepomuceno de Pontes; 2º vice-presidente, Abel Lobo; 1º secretário, Prudente de Araujo; 2º dito, Bararaty Franco; tesoureiro, Raimundo Leite e o ensaiador, Guilherme Abreu”.
Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, o Grupo Scênico de Abaeté e a Banda Paulino Chaves nos eventos para arrecadar fundos para a constução da Igreja Matriz de Abaeté.
A Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club nasceu do movimento das muitas torcedoras do Clube Vera Cruz, que era um misto de clube social e futebolístico, fundado pelo Padre Luiz Varela em 1º.05.1919. Era natural que essa liga incentivasse o seu time nos memoráveis embates que travou com os times daquele tempo, especialmente a Associação Sportiva de Abaeté. Mas todas essas torcedoras eram católicas, do tempo do Padre Luiz Varela, que sonhava, junto com muitos outros católicos da época, construir a Igreja Matriz de Abaeté.
O Padre Luiz Varella  assumiu o sonho de antigos abaeteenses de construir a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição ou Igreja Matriz de Abaeté, conforme escritos antigos. O padre também era um desportista nato e, por isso, fundou o Clube Vera Cruz, que era um misto de clube social e de futebol. Como muitas mulheres participavam desse clube surgiu a idéia de se fundar uma torcida organizada para torcer pelo Clube Vera Cruz nos dias de jogos de futebol, especialmente nos dias de jogos contra a grande rival daquele tempo, que era a Associação Sportiva de Abaeté. As mulheres criaram uma entidade autônoma para congregar as torcedoras do Vera Cruz, que foi a Liga de Torcedoras do Vera Cruz, que devia ter estatutos e tudo mais que se exigia de uma entidade autônoma. Essas mulheres, além da finalidade de torcer pelo Clube Vera Cruz, também tomaram para si o encargo de ajudar o Padre Luiz Varella e companheiros a construir a tão sonhada Igreja Matriz. Para isso a liga ajudava ou organizava as chamadas quermesses e soirées, as peças de teatro com fundo musical, com o intuito de angariar os fundos para aquela construção e, ainda, devia ajudar na parte social do Clube Vera Cruz e nas tarefas da Igreja, pois elas, como devotas de Nossa Senhora da Conceição, participavam também da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição. Vejamos as citações, nesse sentido:
Em 1927: “Quermesse promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz em benefício da Construção da Igreja Matriz”. “Quermesse promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz, no alpendre da Igreja do Divino, à Praça de Nossa Senhora da Conceição e à noite, na casa de Francisco Assunção dos Santos Rosado, na Rua Siqueira Mendes, soirée dançante, para angariar fundos para a construção da nova Matriz”.
Em 24.05.1927: “No dia 24 de maio de 1924, realiza-se a 2ª quermesse promovida pela abnegada Liga de Torcedoras do Vera Cruz, em benefício da construção da Igreja Matriz de Abaeté”.
Em 1927: “Francisco de Assunção dos Santos Rosado, titular da firma F.A. Santos Rosado, era o presidente do Grupo Scênico de Abaeté”. “F. A. Santos Rosado, com comércio à Rua Siqueira Mendes, onde aconteciam os soirées dançantes, promovidos pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz, em prol da construção da Igreja matriz”.
Uma citação de 1919: “A Banda Paulino Chaves também participando da campanha em prol da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Teatro de Nossa Senhora da Conceição, fazendo o fundo musical das peças, apresentadas pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
De 1919: “Quermesse e espetáculo em prol da construção da Igreja Matriz, à Praça de Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, sendo a 2ª quermesse, com a presença da Banda paulino Chaves, com disputa de mimos, às 20 horas e com a reabertura do Teatro Nossa Senhora da Conceição, apresentando a comédia  portuguesa “Como se Enganam as Mulheres” e a peça “A Boemia”, acompanhada por música. Trabalharão como atrizes e atores, Miloca Matos, Osvaldina e Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antônio e Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
Orquestra de Nossa Senhora da Conceição. Citações de 1928: “Félix Machado, Sub-Regente da Philarmônica Paulino Chaves e Chefe de Orquestra do Theatro de Nossa Senhora da Conceição”.
“O produto do teatrinho e recursos particulares do Sr. Francisco Assunçao dos Santos Rosado, para levar avante esse teatro, com arrecadação de mais de 1.200$000 (hum mil e duzentos réis), espetáculo em prol da construção da Igreja Matriz, através do Grupo Scênico”.
Grupo Scênico de Abaeté.
O Grupo Cênico era outro grupo organizado para apresentar peças de teatros em Abaeté. Era uma entidade autônoma, com estatutos e tudo o mais para a existência de uma entidade, basta notar que o grupo tinha diretoria.
Ano de 1919: “A primeira Diretoria do Grupo Scênico Abaeteense era formado por artistas amadores de Abaeté. Presidente, Abel Barros; vice-dito, João Nepomuceno de Pontes; 2º vice-presidente, Abel Lobo; 1º secretário, Prudente de Araujo; 2º dito, Bararaty Franco; tesoureiro, Raimundo Leite e o ensaiador, Guilherme Abreu”.
Tudo o que se disse sobre o Teatro de Nossa Senhora da Conceição vale, também, para o Grupo Cênico de Abaeté. A diferença que o Teatro de Nossa Senhora da Conceição era o alpendre da Igrejinha do Divino Espírito Santo e o Grupo Cênico, as pessoas que atuavam nas peças teatrais.

Círculo Operário:

“O Círculo Operário Abaeteense foi fundado no dia 07.03.1954 (tempo dos padres capuchinhos: 1939 a 1957) e foi legalmente registrado no Cartório de Abaetetuba no dia 02.03.1955 sob o nº 87, lv. B-1. A finalidade do Círculo Operácio era assistir, sob todos os aspectos, religioso, moral, técnico, jurídico, hospitalar, o operário para não se tornar explorado por patrões inescrupulosos”.

Sociedade São Vicente de Paula:

A família Kemil veio do Líbano, fugindo da guerra. Em Abaeté se instalaram no terreno hoje ocupado pela Escola INSA.
1949: Essa família quando chegou à Abaeté usou esse grande terreno para plantios diversos, inclusive uvas. Esse terreno localizava-se na Praça da Bandeira e limitava com a Avenida Magalhães Barata e do outro lado com o terreno onde está sendo construído o hospital dos vicentinos. Fazia fundos com o terreno de Raimundo Negrão Figueiredo. Pedro Pinheiro Paes era o prefeito.
João Roberto dos Reis era o dono do terreno e sogro de Kemil dos Santos. O Velho Kemil dos Santos era sírio-libanês  e era casado com Anacleta dos Reis Santos e eles tiveram os seguintes filhos: Antonio (Totó), Agostinho, Agenor, Nice, Luiz Kemil dos Santos e outros filhos.
Hospital da Sociedade São Vicente de Paula.
“A Sociedade São Vicente de Paula ou Confraria de São Vicente de Paulo (Conferências Vicentinas).
Foi fundada em Abaeté, no tempo do Padre Magalhães (pároco de 1932 a 1934), no auge da Construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, no ano de 1934 e foi regularmente registrada no Cartório de Abaetetuba no dia 22.10.1955 (tempo dos padres capuchinhos: 1939 a 1957), sob o nº 127 e também registrada, no mesmo cartório, no dia 02.10.1957, sob nº 136. Lv. B-1. A finalidade da Conferência Vicentina era:
Assistir semanalmente famílias desamparadas, levando auxílio material, porém sempre acompanhado de um auxílio moral religioso.
A ajuda dos Vicentinos ao pobre não consistia em ajudá-lo só para lhe prover as necessidades do momento, mas para que ele pudesse ajudar-se a si mesmo, até tornar-se auto-suficiente e assim, viver dignamente como filho de Deus.
A 1ª pedra do Abrigo S. Vicente de Paulo foi lançada no dia 8.12.1941, por conta dos congregados Vicentinos.
1949: Praça da Bandeira, que limita com a Avenida Magalhães Barata e com o terreno onde está sendo construído o hospital.
Por falta de recursos o prédio ficou inacabado e abandonado por alguns anos e essa  construção foi cedida para as Irmãs Capuchinhas, recém chegadas à Abaeté. Com a ajuda das autoridades desse tempo e do povo em geral a construção foi terminada e hoje abriga O Instituto Nossa Senhora dos Anjos.

A Indústria Naval, o Comércio de Regatão e o Comércio Pesqueiro:

Abaetetuba se tornou um grande centro da carpintaria naval
do Baixo Tocantins, onde nossos carpinteiros navais fabricavam
todos os tipos de embarcações, dos maiores aos menores barcos.
Abaixo temos um trecho do porto de Abaetetuba onde
uma infinidade de barcos de todos os tamanhos e tipos estão
ancorados, esperando a hora da partida para as localidades das
Ilhas e localidades vizinhas.



Avós maternos: Simeão Margalho e Luíza de Araújo Margalho, Cartório de Alverina Ferreira, fls. 161, lv. 12, nº 1226, de 30.07.1976.
Iate Abaeté, barco geleiro, de Caboquinho Ribeiro.
Quatro iates geleiros, encomenda do Calça Preta (Mimi).
Um iate geleiro para Into Pamplona, da Ilha do Marajó.
Dois iates boieiros (para transporte de bois), encomenda de Chiquinho Boulhosa, Ilha do Marajó.
Um iate geleiro, encomenda de Vigiano.
Um iate geleiro, encomenda de Cecé Paes.
Três barcos geleiros, encomenda de Pedrinho Ribeiro.
Um barco geleiro, encomenda de José Ferreira, de Macapá.
Dois barcos geleiros, encomenda de Cabeludo Negrão, de Belém.
Um barco geleiro, encomenda de Bena Negrão, de nome Daniel.
A lancha “São Benedito de Gurupá”.
Um iate de nome Tupã, encomenda de Vadico Mantegueira (Vadico Silva), hoje proprietário da Marisqueira
Um iate geleiro, encomenda de Didi Solano.
O barco São Cláudio, para João Figueiredo.
O barco “Pinga”, para a cidade de Cametá.
O geleiro “Camotim”, encomenda de Vadico Ribeiro.

A Navegação em Abaetetuba, tipos de embarcações:

Acima o mapa dos rios, baías e localidades do Baixo
Tocantins e Marajó.
Até a metade do século XX o único meio de transporte disponível para locomoção das pessoas e transporte de mercadorias eram as canoas, de todos os tipos: canoas, batelões, montarias, cascos, reboques (com remos de faia), pequenas canoas à vela, canoas grandes à vela, Alvarenga, lanchas à vapor, bajara.
Montarias, eram canoas pequenas, feitas de madeira.
Batelão, era um barco feito em madeira com um remeiro na proa.
Reboque, eram barcos à remo que faziam o transporte de pessoas e mercadorias ou puxavam outros barcos
O batelão ou reboque era uma pequena embarcação em madeira, com remos de faia, que servia, principalmente, no transporte de produtos dos engenhos (cana-de-açúcar, frasqueiras de cachaça), lenha e outros materiais.
O casco ou ubá era uma pequena canoa feito de tronco de árvoré em uma peça só, herança dos indígenas.
Montaria era uma pequena canoa em madeira, para poucas pessoas.
Lanchas à vapor. Barcos importados da Inglaterra, construídos em ferro e aço, eram embarcações rápidas, movidas à vapor de lenha.
O rios sempre fizeram parte da vida do abaeteense. São dezenas de rios, igarapés, furos, baías que fazem parte da hidrogafia do município e de toda a microrregião onde a cidade está localizada. Portanto, por longos anos, o único meio de transporte disponível era o fluvial.
Canoas Grandes ou Canoas à vela:
As primeiras canoas grandes que se tem notícia são as que aparecem em um documento do tempo do intendente Lindolpho Cavalcante de Abreu, em 1922:
Abaixo temos foto da antiga frente ou 'beira' de Abaeté com
inúmeros barcos ancorados nas antigas pontes de madeira e,
mais abaixo, foto das chamadas 'canoas grandes à vela".



Condução de carga a frete marítimo/canoa à vela: F. A. Santos Rosado, Raymmundo de Souza Azevedo (Ilha do Capim), João dos Reis e Silva (Rio Tucumanduba), João Baptista Lobato (Rio Jaruman), Delmiro de Almeida Nobre (Costa Maratauhyra), Capitão João dos Reis e Silva (Rio Tucumanduba-Canoa Brasileira), Emiliano de Lima Pontes (cidade-Canoa Madrugada), Aristides Silva & Cia. (Rio Tucumanduba-Canoa Elegante), João Baptista Lobato (Canoa Lobatinha).
Para se fazer o trajeto por canoa grande no trajeto Abaeté-Belém e vice-versa, gastava-se três dias de viagens e por trechos perigosos de navegar. Esse era o único modo de se chegar à capital e de lá até Abaeté. Esse trajeto servia no transporte de mercadorias e de passageiros. Eram tantas a canoas à vela em Abaeté que o Coronel Aristides apelidou a cidade de “A Veneza Paraense”. Além do comércio se realizar através do transporte fluvial, a própria construção de canoas e de velas empregava uma grande quantidade de pessoas. Quem fabricava canoas eram os chamados carpinteiros navais, que depois evoluíram para a construção de grandes barcos movidos a óleo diesel. Quem fabricava as velas antigas eram chamados de veleiros e até apelidos surgiam dessa curiosa profissão, por exemplo, “João Veleiro”, um antigo fabricante de velas. Junto com as conas grandes vieram outros tipos de embarcações menores que serviam nas inúmeras atividades dos antigos abaeteenses. É o caso dos batelões, no transporte de mercadorias, das bajaras, que eram pequenos barcos, os reboques, à remo e cobertos com palhas e para transporte de passageiros; das canoas: montaria, casco, a balieira, a bajara, batelão, tudo à remo.
Outras canoas à vela que serviram no transporte de cargas (freteiras) e passeiros:
“A Cidade de Abaeté”, de Emiliano Pontes.
“Lira Gonçalves”, de Juvenal Gonçalves;
“Laíde”, de Antonio Sena;
“Mocinha” do mestre Cantidiano;
“Oblata”, de Vicente Gama, que viajava para a Ilha do Marajó, no transporte de gado;
Nos anos de 1960 a ENASA, uma empresa de navegação do estado, coloca suas chatas para navegar nos rios da Amazônia e Abaeté passou a ser servida por esse tipo de transporte por chatas. A que passava por Abaeté, rumo à Cametá, e que parava semanalmente no trapicho municipal, era a chata “Magalhães Barata”. Depois, a chata foi substituída pelo navio “3 de outubro”.
Proprietários de Canoas à Vela no Comércio de Regatão:
Os primeiros viajantes marítimos que iniciaram o comércio de regatão para o Baixo Amazonas:
Oscar Solano, no barco à vela de dois mastros denominado Estrela do Mar. Seu maior carregamento de mercadorias era a cachaça.
Ramiro Pereira de Araujo. Viajava à negócios para a Ilha do Marajó e o Baixo Amazonas, no tempo das canoas à vela, fazendo o comércio de regatão, onde foi um dos pioneiros nesse negócio.
João Fonseca.
Chico Sena.
Com o advento dos barcos movidos a vapor e óleo diesel, isto é, os motorizados, algumas pessoas colocaram embarcações no transporte de mercadorias e passageiros na rota Abaeté-Belém e vice-versa. É o caso dos saudosos barcos:
Vapor “São Pedro”, de José Saul, que fazia a linha Cametá-Abaeté-Belém e que em Abaeté fazia o embarque/desembarque no Trapiche de José Saul.
“Peri”, de Edir Paes. Esse barco, depois de centenas de viagens, naufragou e no acidente, morreram algumas pessoas;
“Deputado Gantus”;
“21 de dezembro”
“São Benedito de Jesus”
“Caliandares.
Alguns famosos “pilotos” de embarcações de Abaeté:  Ninito Guimarães, Diquito, Frutuoso, Humberto Lima, Clodoaldo.
Alguns barcos e e lanchas e seus proprietários:
Garibaldi Parente possuía ainda: fábrica de óleos, saboaria, cerâmica, oficina de ferreiro e barcos e lanchas, como: Gaivota, uma lancha pequena.
Os barcos: Garibaldi, Sívio Romero, São Timóteo e outros.
As lanchas à Vapor:
Lancha Auxiliadora, do Coronel Aristides dos Reis e Silva.
Lancha Rio Tucumanduba, de Maxiamiano Guimarães Cardoso. O Coronel Maximiano comprou, diretamente da Inglaterra, duas lanchas à vapor, de ferro e aço, para sua serventia e de sua família, a quem deu os nomes de Tucumanduba e Cardosinha, aquela em homenagem ao lugar onde possuía uma grande fazenda e esta em homenagem a uma sua neta. A lancha Tucumanduba, além de muito veloz, imbatível, possuía uma sirene possante, que se fazia ouvir em longas distâncias.
Lancha Cardosinha. Menor que a lancha Tucumanduba, de propriedade de Maximiano Guimarães Cardoso.
Lancha Gaivota, era uma lancha pequena, de Garibadi Parente
Lancha Santana.
Lancha Vitória.
Lancha Cardosinha.
Vapor Muruzinho, 1927.
Vapor São Pedro, 1927.
O Transporte Rodo-Fluvial em Abaeté:
No final dos anos de 1960 a cidade de Abaeté ganhou um órgão muito importante para a cidade, o DER-Departamento de Estradas de Rodagens. Abaeté já possuía uma precária estrada que servia às Colônias Velha e Nova, de agricultores. O DER ampliou essa estrada e construiu outras, interligando vários pontos dos municípios vizinhos de Igarapé-Miri, Barcarena e Moju. Uma importante estrada construída pelo DER foi a que ligava Abaeté ao local Nossa Senhora do Tempo, em Barcarena. Lá se localizava o embarcadouro de passageiros que viajavam, via estradas, para Belém do Pará. Isso foi muito importante por que as longas e cansativas viagens à barco para a capital do Estado, estavam sendo substituídas por viagens mais rápidas, via estradas. Os primeiros meios de transporte pelas estradas foi através dos chamados “paus-de-arara”, que eram caminhões adaptados com cobertura e bancos em madeira para o transporte de passageiros.
O Sr. Manuel Cunha foi quem iniciou esse tipo de transporte pelas estradas de Abaeté.  Tempos depois, ele adquiriu um velho ônibus e o denominou “Expresso Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, que foi o 1º a servir o município de Abaetetuba.
Mas para as linhas das colônias de agricultores das estradas de Abaetetuba, até os anos de 1970, ainda eram servidas por caminhões, no transporte de cargas e passageiros. Como o caminhão do Mestre Caetano, o caminhão do Sr. Miguel Ferreira, o carro Rural do Sr. Chiquinho Ferreira.
No ano de 1970 surge a “Empresa São Jorge”, do Sr. Vândi Paes (Waldemar Paes), com cinco ônibus, para o transporte de passageiros na rota de Nossa Senhora do Tempo.  Na pasagem estava escrito o nome de cada um desses ônibus: “Nicola”, “Petrópolis”, “Guanabara”, “Itacruz” ou “Pernambuco”.  Só existiam três horários de viagens: duas horas da manhã, 7 horas da manhã e 12 horas, em viagens que duravam até duas horas e meia.

Centro Médico N. S. da Conceição

Outro problema que exigia providências urgentes, detectados pelos primeiros Missionários xaverianos, que chegaram à Abaeté, em 1961, foi o da assistência médica à população. O Bispo Prelado, D. João Gazza, desde o 1º ano de seu governo, entrou em entendimento com o prefeito da época, o Dr. Francisco Leite Lopes, para o aproveitamento de um prédio abandonado já há muitos anos e incompleto em sua construção e tomado pelo mato em suas dependências internas e externas, sito à Rua Siqueira Mendes, em Abaetetuba. A prefeitura em documentação legal, cedeu o local à Prelazia, para a instalação de um Posto de Puericultura. A prelazia reformou a planta inicial e construiu o atual Centro Médico Nossa S. da Conceição. O funcionamento dos atendimentos médicos foi confiado às Irmãs Xaverianas, que chegaram em Abaetetuba no dia 03.07.1966. O Centro Médico Nossa Senhora da Conceição, iniciou com atendimento ambulatorial mas, devido ao alto índice de mortalidade infantil na cidade, em 1972, o Centro Médico teve  alargado os trabalhos com atendimento médico, com a implantação da maternidade, para proporcionar às mães e aos recém-nascidos, uma maior segurança na gravidez e nos partos e melhores cuidados aos recém-nascidos.

A antiga Praça de Nossa Senhora da Conceição

A Praça do Divino Espírito Santo e a Praça de Nossa Senhora da Conceição eram a mesma praça, com duas denominações diferentes, que hoje é a Praça Francisco Azevedo Monteiro. Os termos foram reduzidos para Praça do Divino ou Praça da Conceição. Não eram nomes oficiais da praça em questão, mas apenas nomes carinhosos que os devotos desses santos atribuíam à praça onde estava edificada a igrejinha do Divino Espírito Santo e o local onde eram realizados os festejos do Divino Espírito Santo. O nome de Praça da Conceição, vinha do fato de os festejos de Nossa Senhora Senhora da Conceição serem realizados na Igreja do Divino, pois ela ainda não tinha uma igreja própria, mas era a padroeira do município de Abaeté, desde a fundação do povoado de Abaeté. O senhor Francisco de Assunção dos Santos Rosado era um homem rico e católico, ardoroso devoto de Nossa Senhora da Conceição, que sustentava o Grupo Cênico e que era o tesoureiro da comissão que arrecadava os fundos para a construção da Igreja Matriz e também organizava a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, que era outro grupo que trabalhava na arrecadação de fundos. O dinheiro da época era o “réis”. Por exemplo, 1.200$000 réis significava “hum mil e duzentos réis” ou “hum conto e duzentos réis”. Os grupos musicais da época, na forma de clubes musicais e as bandas ou orquestras, participavam também dos espetáculos teatrais. O termo filarmônica dada à Orquestra Paulino Chaves é o nome que se dá a uma orquestra sustentada por particulares e com pretensões musicais ambiciosas, como, por exemplo, tocar não só música popular, mas também músicas eruditas. Essa orquestra chegou a ter um grupo de 22 músicos, chefiados por grandes nomes da música local, como o Mestre Gerônimo Guedes ou Félix Machado.

Sessões Cívico-Literárias.
O civismo, o nativismo, com um imenso amor ao torrão natal, a obediência às leis e aos costumes e a vida sócio-cultural junto com a vida política eram características fortes dos antigos abaeteenses. Existiram, mesmo, alguns vultos marcantes na vida política. Outros que se destacaram na vida sócio-cultural, bastando se analisar a grande quantidade de clubes a competir entre si e, por trás de tudo, o enorme sentimento religioso que movia, não alguns vultos, mas toda uma coletividade em torno de alguns ideais, destacando-se a construção da Igreja Matriz de Abaeté, sonho de toda uma coletividade. Também o amor à música e ao desporto marcaram profundamente o povo abaeteense do início até um pouco mais da metade do século XX. Dentro de todo esse cenário existiam muitos modos de se expressar todos esses sentimentos, como se pode ver nos escritos que tratam questões como a religião, a música, os clubes, o futebol e a cultura. Na cultura se destacavam as “Sessões Cívico-literárias”, onde...
Essa foi uma das razões para a proliferação de muitos clubes e agremiações voltadas para o aspecto cultural e musical da cidade.
Em 1940 o Coronel Aristides promovia as sessões cívico-literárias nas datas cívicas, religiosas, aniversários ou outro grande evento. Como ano novo, aniversário do município, Natal, Páscoa e outras datas. Essas sessões eram bem concorridas pela sociedade daqueles tempos. Entre os presentes às sessões cívicas-literárias, haviam os poetas, os oradores, que eram convidados a expressar as suas artes através de textos elaborados de acordo com o acontecimento. As sessões eram documentadas e as pessoas presentes eram convidadas a se manifestar sobre o assunto ou, espontaneamente, se ofereciam para declamar alguma poesia ou fazer algum discurso. Recebia ajuda de algumas pessoas no preparo dessas sessões, como da professora Elza de Jesus Silva. Há uma citação dos presentes a uma dessas sessões:
“ ...em 1940, a sessão cívica-literária contou com os seguintes participantes: Ademar Lobato Rocha, Risoleta de Araújo Rocha, Messias de Sigmaringa Lobato, Raimundo Ribeiro de Araújo, Hildefrides dos Reis e Silva, Lauro Ribeiro de Araújo, Giordano Garibaldi Parente, Emiliano de Lima Pontes, Caio Parente de Andrade, Prudente Ribeiro de Araújo, Benvinda de Araújo Pontes, Clélia de Araújo Pontes, Pedro Ribeiro de Araújo, Philo Nery, Ormina Nery, Irandis Batista da Rocha, Raimundo Leite Lobato, Anísio Alvim de Lima, Raimundo Castilho Silva, Waldemar Pinheiro Paes, Elza de Jesus Silva, Lucídio Negrão Paes, Dalva Lobato da Cunha, José Margalho da Cunha, Isabel Margalho Viegas, Roselira Lobato, Terezinha de Jesus Margalho Viegas, Ignez Baia Lobato e Dionísio Edmilson Lobato”.
Em 1940 Abaeté possuía 9 ruas, 12 travessas, 3 praças, uma avenida e dois cemitérios.
Em 1905: “Em 1905 o Clube Literário Abaeteense, tem como secretário Príncipe Villaça”.

Folclore e Carnaval em Abaeté:

Além dos regulares bailes dançantes, existiam também as festas de ‘soirés’, ‘quermesses’, ‘saraus’ e as festas de Carnaval e da Quadra Junina. As festas de Carnaval também contavam com os animados ‘blocos carnavalescos’ e as festas juninas eram bailes realizados pelos salões dos clubes da cidade, contando também com as animadas ‘quadrilhas de São João’.
Máscaras de Carnaval:
Folclore é a tradição viva de usos e costumes de uma terra, de um povo. Ninguém pode inventar o folclore. Ele resulta de estudos e pesquisas dos folcloristas dos usos e costumes dos povos. Aos folcloristas cabe uma grande missão, chamando a atenção para tudo quanto é do povo e vem do povo. Assim são divulgadas as nossas mais belas tradições, os nossos mais puros costumes, as nossas encantadoras lendas, as nossas manifestações de fé. Mas em Abaeté a maior parte de nossos velhos hábitos, usos, costumes, lendas se perderam ou se esvaineceram pelo pouco interesse pelo assunto. Já tivemos Natal com suas pastorinhas, presépios em cada casa, peculiares festas de santos, irmandades, associações, imagens de santos. No carnaval foram-se os mascarados, os cordões de pretinhos, os ...No São João não existem mais os cordões de bois e de pássaros, as fogueiras, os terreiros e casamentos na roça. Na música foram-se as bandas, os ritmos do carimbo e .... No credo foram-se as rezas, supertições, lendas, mitos, remédios caseiros, danças, cânticos, versos, crendices, abusões.
Carnaval
Em 1927: Grupo Carnavalesco “Namorados”, de muito sucesso na cidade de Abaeté.
Raimundo Abreu e Joana Lopes de Abreu, os pais de Nina Abreu, eram folcloristas. Sua filha Nina Abreu herdou-lhes essa herança cultural.
Mas foi o cearense Manoel Antonio de Souza o introdutor do folclore junino em Abaeté, na forma de cordões de pássaros e boi-bumbá. Em 1905 já existiam os cordões de bois em Abaeté, com matança e tudo.
Bandute Sena (Benedito Sena dos Passos) teve o seu Cordão do periquito. Nina Abreu criou inúmeros cordões: borboleta, ...
Em 1926: “O Grupo dos Tucanos, do Sr. Santino Rocha, com folguedos joaninos”.
Em  1906 já existem citações de bois-bumbás, saindo pelas casas e caminhos dos seringais do povoado.
Entre os cordões de bois, destacaram-se o Pai do Campo, do Sr. Roldão (Raimundo Rodrigues Mendonça) e o Estrela d’Alva, do Mestre Risó. Esses bois tiveram sua fase áurea nos anos de 1940 e 1950 e quando passavam pelas ruas da cidade, eletrizavam os expectadores, especialmente as crianças. Além do boi Pai do campo o Sr. Roldão teve os seguintes cordões: em 1948, Caprichoso; em 1949, Flor do Campo;  1950, o boi Pai do Campo que perdurou até 1959. O auge do cordão de bois era a matança. No entanto há uma notícia de 1906: “Os bois-bumbás de Abaeté saiam pelas trilhas e pelas casas do lugarejo”.
Folclorista de Abaetetuba: Maria de Nazaré Carvalho Lobato e Jorge Machado.
Os músicos Miguel Loureiro e Cardinal eram quem faziam as músicas para os enredos de pássaros e cordões de Nina Abreu.
Eram feitas com barro (argila), jornais velhos, goma de tapioca. Do barro se faziam as formas das máscaras. Os jornais velhos, já devidamente colados com goma de tapioca, com uma grossa espessura, serviam para cobrir as formas de barro. Depois de secas as máscaras eram retiradas das formas para os devidos retoques finais com tesouras amoladas. Depois dos retoques vinha a pintura e a “secagem das tintas”. Depois, as máscaras eram vendidas aos componentes dos muitos blocos de ruas existentes em Abaeté.

As Festas Religiosas Antigas:

As festas populares religiosas foram importadas de Potugal, ainda no tempo do Brasil Colônia, e se constituíam no evento social mais importante desses tempos. Essas festas, no Brasil, incorporaram elementos da cultura negra e indígena e se espalharam por todo o país no decorrer dos anos e elas perduram até os dias de hoje.

A Liga Esportiva Abaetetubense, Os Clubes Esportivos


Liga Esportiva Abaetetubense-LEA.
Antes da criação da Liga Esportiva Abaetetubense era o dr. Abílio, da antiga Fundação SESP, que organizava os campeonatos de futebol em Abaeté. Ele mesmo tinha o seu próprio time, o Clube da Saúde.
“A Liga Esportiva Abaetetubense foi fundada em 15.05.1955 e teve como seu 1º presidente o político Pedro Pinheiro Paes”. Pedro pinheiro Paes colocou como técnico da seleção de Abaeté o seu genro de nome Ivan. Antes da Liga surgiram muitos clubes de futebol a partir de ...tendo alguns desses desaparecido antes da fundação da Liga. Como o futebol no estado do Pará iniciou sua versão de “Campeonato Intermunicipal”, foi criada a Liga esportiva Abaetetubense para organizar a seleção de futebol de Abaetetuba.
Após a criação da Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data, tiravam os títulos de Vênus e Abaeté. Foi, a partir da decadência da Seleção de Futebol de Abaetetuba que os clubes começaram a se nivelar e os campeonatos passaram a ser consquistado por outros times de futebol. Nesse cenário surge, em 1966, a Sociedade Esportiva Palmeiras, fundada pelo desportista Alcimar Araujo e companheiros. O Palmeiras começou a formar um elenco com predominância de jovens valores locais e, após alguns anos, em 1974 e 1975 o Palmeiras se tornou bicampeão de futebol de Abaeté.
A Seleção de Futebol de Abaetetuba, já sob o comando da Liga, começou a disputar o chamado Campeonato Intermunicipal de Futebol promovido pela Federação Paraense de Futebol e, aí começou a ganhar títulos e mais títulos de Campeã de Futebol do interior do Estado. Foram onze títulos conquistados no tempo em que o futebol era uma verdadeira paixão em Abaetetuba. Os campeonatos conquistados pela Seleção de Futebol de Abaeté, foram: 1955, 1958, 1961, 1962, 1967, 1969, 1973, 1976, 1982 e 1983.
Os primeiros craques de futebol das primeiras seleções de Abaetetuba foram: Alair, Perácio, Suzete, Veridiano, Eurico, Bilico, Cravo, Diquinho Bala, Sandoval Lima, Afonso, Luís Lima, Cutéia, Rivair, Dodinha, Toró, Crizantinho, Wilson. Desse elenco saiu a 1ª Seleção de Futebol de Abaeté, estreando com vitória e glórias que se estenderam por vários anos.
Após esses craques, outros foram se acrescentando: Pedro Poty, Otério, Chico, Manoel Ferreira, Sabito, Odival, Davi, Acapu. Com as renovações iam entrando outros craques na seleção: Vicente, Piranha, Saúde, Zinho, Zé Leitão. Depois, veio a decadência da seleção de futebol que a partir do ano de 1983 não ganhou mais nenhum título do Campeonato Intermunicipal de Futebol.
Uma formação da Seleção de Futebol de Abaetetuba: Crizantinho, Odival, Piranha, Canindé, Afonso, Bené do Lídio, Amor, Filinho, Nato, Vicente e Verediano.


Os Jogadores de Futebol de Abaeté/Abaetetuba:
Os Mais Antigos:
Lista de consórcios do Vera Cruz: Guilherme Abreu, Raymmundo Valentim Barbosa, José ferreira, Raymundo paraense Quaresma, Celestino Maués da trindade, Raymundo Pereira Muniz, Murilo de carvalho, Humberto Parente, Jorge Felix dos santos, Tenente Eugênio Tavares. Todos os consorciados do vera cruz pagavam mensalidades. Outra lista de 1920: Argemiro Campelo, Ubaldo Souza (jogador do Vera Cruz), Oscar Martins, Tupy Jorge Herane, Elderico Maria da Silva.
O alviazul, Vera Cruz: Tedesco; Carlito e Zebb; Demétrio, Timóteo e Geraldo; Lima, Ubaldo, Pedro, Dedé e Xito. Era uma típica formação 2x3x5, isto é, dois zagueiros, três jogadores no meio e cinco atacantes. Dá para identificar alguns desses jogadores. Carlito era Carlito Maués Loureiro; Timóteo, era o Timóteo Parente; Lima, era Raimundo Lima, pai de Luiz Lima e Diquinho Bala que foram, também, jogadores de futebol; Dedé, era o Dedé Pontes, filho de João Nepomuceno de Pontes.
A formação  auriverde da Associação Sportiva de Abaeté: Brício; Margalho II e Preto; Mimi, Vivi e Carmine; Zeferino, Cordeiro, Buçuá, Gonzinho e Lucídio. Também era a clássica formação do 2x3x5, que era a única conhecida na época. Vivi era o vivi Pontes; Lucídio era o Lucídio Paes. O juiz dessa partida de futebol de 1927 foi Pedro Pinheiro Paes.
Outra formação de 1927: “Tedesco; Carlito e Zeb; Demétrio, Timóteo e Xito; Lima, Miguel, Pedro, Dedé e Lelelê”.
1919: Praça Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Sociedade Sportiva de Abaeté.
A parte oriental da Praça Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva de Abaeté, com 11.040m2, tendo Hygino Pereira de Barros como representante legal da Associação.
A Associação Sportiva de Abaeté foi fundada em 12.10.1919, portanto, fundada alguns meses após a fundação do Vera cruz Sport Club. Um documento de 1919 se refere a: “Praça Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva Abaeteense”.
Abaeté Futebol Clube. Inicialmente chamado “Abaeté Foot Ball Club, foi fundado em 05.08.1935 e tinha o seu campo à Rua 1º de maio”. “Um dos Presidentes do Abaeté Foot Ball Club foi Francisco Lopes”. “O Abaeté Foot Ball Club chegou a possuir 150 associados e 30 associadas pagando mensalidades”. Outro presidente do já chamado Abaeté Futebol Club foi Chrispim Ferreira. Quando se chamava Abaeté Foot Ball Club sua sede ficava no antigo prédio da Prefeitura Municipal de Abaeté, que era de propriedade do Velho Galileu, filho do Velho Salico.
Vênus: Alair; Mafra e Aristides; Guino, Bicicleta e Rivair; Dodinha, Diquinho bala, bilicoi, Manoel e Miguel.
Brasil: Cangula; Bacu e Saúde; Sabá, Vicente e Gata; Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar e Edir. Preparador físico do Brasil: Eurico.
Itatiaia Sport Club. Foi fundado em 12.10.1936, por Santinho Viégas (Raymmundo Nonnato Viégas).
Depois de Santinho Viégas quem assume o comando do Itatiaia foi Chico Lima (Francisco Lima),
outro grande desportista de Abaeté, onde todos os membros homens de sua família se tornaram grandes jogadores de futebol, como Diquinho Bala, Sandoval Lima, Luís Lima. O Itatiaia no tempo de Chico Lima chegou a ter 40 associados. A sede do Itatiaia ficava na Rua Silva Jardim (hoje travessa Padre Luiz Varela), que, depois, tornou-se a sede do Vasco da Gama e essa séde era um grande casarão em madeira, que inclusive, foi palco de grandes quermesses e bailes promovidos por Bandute Sena (Benedito sena dos Passos).
Flamengo, foi um clube fundado por Clóvis Parente no bairro do Algodoal.
Uma formação do Vênus em 1952/1953: Barriga; Estanilo (Terçado) e Pombo da Maroca Lima; Omar Felgueira, Eurico e Cataban; Sabá do cego, Biroba, Diquinho Bala, Alcimar e Cavalinho.
1955: Alair: ...e Aristides; Guino Eurico e Cataban; Sabá do cego, Biroba, Diquinho bala, Alcimar e Cavalinho.
Vênus: Alair; Mafra e Aristides; Guino, Bicicleta e Rivair; Dodinha, Diquinho bala, bilicoi, Manoel e Miguel.
Brasil: Cangula; Bacu e Saúde; Sabá, Vicente e Gata; Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar e Edir. Preparador físico do Brasil: Eurico.
Vasco da Gama: De 26.02.1953: Pedro; Biroba e Davi: Bendelac I, Eurico e Manoel (Zilo); Cravo, Afonso, Sandoval, Acapu e Diquinho Bala.
Vasco da Gama: De 05.08.1953: Pedro; Costinha e Davi (Bilico); Mariscal, Cleto e Eurico; Sandoval (Sabito), Afonso, Maguari, Diquinho Bala e Meia Noite.
Vasco da Gama: 1952/1953: Poti; Nita e Davi Abreu; Milito, Cleto e Acapu; Cravo, Afonso, Sabito, Sandoval e Luís Olegário.
Vasco da Gama: 1953: Poti; Nita e Davi; Ferreira Suzete e Jango; Cravo, Afonso, Sabito, Sandoval e Cornélio.
Vasco da Gama: 1955: Poti; Manoel e Odival; Veridiano, Cravo e Afonso; Sabito, Sandoval, ..., Luis Olegário.

Os mais antigos jogadores de futebol de Abaeté, antes da criação da Liga Esportiva Abaetetubense:
Tenente Humberto Parente
Giordano
Nicola Parente.
Nicola Garibaldi Parente:
Giordano Garibaldi Parente.
e Caio Parente de Andrade.
Carmine Parente é citado em documento de 1935. Cármine Parente e Maria da Conceição Pereira Parente, são avós maternos de Menotti Calliari. Cármine era jogador da Associação Sportiva Abaeteense.
Thimóteo Garibaldi Parente.
Oberdan Garibaldi Parente. Um dos herdeiros de Garibaldi Parente no antigo campo de Aviação de Abaeté, anos de 1940.
Eduardo Maués Loureiro.  Citação de 1925: “O Carioca Sport Clube, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”.
Citações de 1926: Praça Silva Jardim. Uma citação de 1925, dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Silva jardim, onde era o campo de futebol do Argentino Club”.
Citação de 1925:
“O Carioca Sport Clube, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”.
Argentino Club, de 1925;
Carioca Sport Club, de Eduardo Maués Loureiro, de 1925;
Paraense Sport Club, de Raimundo Lima, de 1925 e o Payssandu Sportivo de Abaeté.
Brasil Sport Club; o Itatiaia e, possivelmente,
Abaeté Foot Ball Club, de 1935;
o Brasil Sport Club, do Mestre César, de 1930.
Argentino Club. Esse clube possui algumas citações: “A Praça Silva Jardim, onde era o campo do Argentino Club”. Praça Silva Jardim, uma citação de 1925, dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Silva jardim, onde era o campo de futebol do Argentino Clube”.

Foi fundado em 26.05.1951,
Carioca Sport Club
Citação de 1925:
“O Carioca Sport Club, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”.
Payssandu Sportivo de Abaeté
Em 1931:
“Payssadu Sportivo de Abaeté , requerendo terreno à Praça Dr. Augusto Montenegro, para fins de desenvolvimento e cultura atlética. Requerimento deferido por Maximiano Silvino Cardoso, em 19.10.1931, ficando com o clube com a responsabilidade pela Conservação da praça.
Citações de 1927: “A sede do Vera Cruz se localizava na Rua Lauro Sodré, onde também aconteciam as festas conhecidas como soirées e quermesses”.

1926: Eis alguns consórcios do Vera Cruz em 1926: Tenente Eugênio Tavares, Padre Luiz Varella, Sebastião de Figueiredo, Jorge Felix dos Santos, Pedro Loureiro, Armando Souza Parente, Emercindo Maués, Raymmundo Rodrigues, Andrelino Pontes, Laudelino Ferreira, Maximiano Ferreira, Hygino Loureiro, Benjamim da Costa Lima, Victor Lima, João da Costa Bahia, Theobaldo Martins, Eduardo Loureiro, Francisco Freire de Andrade, Argemiro Campelo.
“Para o biênio 1927/1928 a diretoria eleita do Vera Cruz Sport Club foi a seguinte: presidente: Francisco Freire de Andrade; vice-presidente: José Antonio de Castro (reeleito); 1º secretário: Timóteo Garibaldi Parente; 2º secretário: Maximiano Antonio Rodrigues; tesoureiro: Ayres Henrique de Matos; orador: Argemiro Campello e diretor de esportes, Padre Luiz Varella”.

Jogadores do Vera Cruz Sport Club
Tedesco;  Carlito e Zeb; Demétrio Timóteo e Geraldo; Lima, Ubaldo, Pedro, Dedé e Xito.
Carlito. Provavelmente é o Mestre Carlito Loureiro.
Timóteo. Provavelmente é Timóteo Garibaldi Parente, filho de Garibaldi Parente.
Ubaldo. Ubaldo Sousa.
Da Associação Sportiva de Abaeté: Brício;  Margalho II e Preto; Mimi, Vivi e  Carmine; Zeferino, Cordeiro, Buçuá, Gonzinho e Lucídio. Outros jogadores: Miguel, Pedro, Dedé, Lelelê.

Cármine. Carmine Parente é citado em documento de 1935:
Cármine Parente e Maria da Conceição Pereira Parente, são avós maternos de Menotti Calliari.
O juiz dessa partida de futebol foi Pedro Pinheiro Paes.

Outros Antigos jogadores de Abaeté:antes e depois da criação da Liga Esportiva Abaetetubense.

Anos de1940, 1950, 1960:
Craque, Perácio, Bebé do Preto, Bebé do Abreu, Mimimzinho, Mimimgrande, Pipira, Duquinha, Nicola, Omar Felgueiras, Sandoval Lima (do Chico Lima), Vavá, Cláudio Andrade, Gabi, Crisanto, Canela, Eurico, Tacy, Sabito, Chechéu, Deca, Bandute, Clóvis Parente, Samuca e tantos outros que rolavam a bola nas peladas em frente à Igreja da Conceição e nos campos de futebol do Abaeté, do Itatiaia e do Brasil.
César de Assis Negrão (Mestre César):
César de Assis Negrão (Mestre César): famoso mecânico, motorista e desportista da cidade de Abaeté. Era uma figura conhecida, bem relacionado e folclórica.
Como desportista, Chrispim Ferreira, foi presidente do Abaeté Futebol Club. No tempo de Chrispim Ferreira como presidente do Abaeté, este clube tinha como grande adversário o Brasil Sport Club, que tinha como presidente o Mestre César. Esses dois times eram como Payssadu e Remo em Belém, grandes rivais do futebol abaeteense. Chrispim Ferreira tinha um timbre de voz abafada e fina e o Mestre César tinha um tom de voz forte, um vozeirão, como se diz. Um igarapémiriense sentenciou: “são rivais até na voz”.

Pedro, Biroba, Davi, Bendelac I, Eurico, Manoel, Zilo, Cravo, Afonso, Sandoval, Acapu, Diquinho Bala, Costinha, Bilico, Mariscal, Cleto, Sabito, Maguari, Meia Noite, Pedro Poti, Nita, Ferreira, Suzete, Jango, Cornélio, Davi Abreu, Milito, Cleto, Acapu, Pau Preto, Luís Olegário, Barriga, Estanilo, Terçado, Pombo da Maroca Lima, Omar Felgueiras, Cataban, Sabá do Cego, Alcimar, Cavalinho, Cametá, Antonio Sena, Mimi Grande, Abreu, Luís Lima, Mário Tabaranã, Humberto Parente, Cid, Pusa, Sinésio, Tabajara, Alair, Mafra, Aristides, Guino, Bicicleta, Manoel, Odival, Veridiano, Davi Ferreira, Laburina (irmão dos jogadores Afonso, Ari, Dijá e Dé Castro), Vicente, Humberto (Piranha), Crizantinho (irmão dos jogadores Vavá, Perácio, Toró, ...), Perácio, Dodinha, Cataban, Luís Lima, Sandoval Lima, Rivail, Manoel, Miguel, Toró, Wilson, Pacheiro (irmão de Odival Quaresma), Zinho, Saúde, Zelídio, Dijó, Peri, Ari, Otério, Chico, Manoel Ferreira, Vivito, Zé Leitão, André Pontes, Bené do Lídio, Samuca, Dé, Mafra, Guino, Manoel, Miguel, Cangula, Bacu, Gata, Edir, Bebé do Preto, Bebé do Abreu, Mimizinho, Pipira, Duquinha, Nicola, Vavá, Cláudio Andrade, Gabi, Crizanto, Canela, Taci, Chechéu, Deca, Bandute, Clóvis Parente, Samuca, Canindé, Amor, Filinho, Nato, Alcimar, Olavo, Coropó, Cangula, Bacu, Saúde, Sabá, Vicente, Gata, Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar, Edir.
Outros jogadores mais recentes, dos anos 1970, 1980 e parte de 1990, muitos dos quais jogaram na Seção de Futebol de Abaetetuba: Pipoca, Batista (João Batista), Fernando Ribeiro, Ziza, Zé Maria ou Zé Marocas (Zé Maria), Luluca, Baíco, Mendonça, Burunga, Arara, Jango, Lúcio, Amujaci, Fran Lopes, Siloca, Cabá, Vaval, Lula, Macaco, Orêncio, Bacu da Dedame, Guarasuco, Pedrão, Tonho Lopes, Samuca, Nani, Rooselvet, Ítalo, Meio-Quilo, Manelão Lopes, Ramito, Carmo, Vieirinha,
Alair (Alair Melo) era um goleiro que fazia defesas sensacionais, verdadeiras acrobacias e com uma elasticidade incrível.
Crizantinho (Crizanto Lobato Filho), que pertencia a uma família de verdadeiros futebolistas, como seus irmãos Vavá, Toró, Perácio, ...Era um goleiro seguro, que dava muita confiança ao time, porque jogava sempre com muito amor e seriedade e fazia defesas incríveis, devido sua grande elasticidade e agilidade de felino. Metia o pé, o peito, o rosto e tudo fazia para não deixar cair sua cidadela. Perácio era uma zagueiro vigoroso. Toró jogava no meio campo e possuía dribles rápidos e passes certeiros, muito combativo.
Veridiano (Veridiano Góes Teixeira). Era um verdadeiro craque de futebol, que jogava de volante, no desarme,  sempre de cabeça erguida, driblando e dando passes sensacionais, que sempre redundavam em gols e ele mesmo era um cabeceador emérito, apelidado “Cabecinha de Ouro”. Veridiano nunca dava chutões com a bola por que era o tipo de jogador clássico, que tinha completo domínio das jogadas.
Eurico, um moreno alto, verdadeiro maestro no meio campo, que jogava um futebol clássico, de fintas rápidas, que se adaptava em qualquer posição e jogava principalmente de centroavante. Na vida particular Eurico trabalhava como pedreiro, era casado.
Bilico, que jogava no ataque, um tanque, muito habilidoso e rápido, que tinha um canhão nos pés, goleador nato. Pai dos jogadores Ramito e Carmo.
Cravo, outro mestre da bola, que jogava na armação.
Diquinho Bala (Raimundo Lima), rompedor de defesas, um exímio driblador e um chute pontente e certeiro, daí o seu apelido; Sandoval Lima. Luís Lima, ponta esquerda, de dribles rápidos e bons cruzamentos.
Afonso (Afonso Cardoso de Castro). Era o mais velho dos irmãos, todos jogadores de futebol, como Laburina, Dijó, Ari, Dé. Afonso jogava na função de meia-esquerda e jogou por vários clubes de Abaeté e jogou no Paissandu e Remo da capital do estado. Jogou futebol durante 28 anos e nunca foi expulso de campo e nunca jogou no time reserva. O seu primeiro clube foi o Clube da Saúde, fundado pelo Dr. Abílio, da Fundação SESP, time que, alguns anos depois, veio a ser a base do Vasco da Gama. Afonso começou a jogar futebol aos 13 anos, no Clube da Saúde e finalizou sua carreira aos 43 anos de idade, jogando pelo Vênus. Os clubes pelos quais passou foram os seguintes: Clube da Saúde, Vênus (campeão de Abaeté em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969), Seleção Abaetetubense (onde foi campeão intermunicipal em em 1955, 1958, 1961, e 1962), Abaeté (onde foi campeão em 1956 e 1963). Afonso era um mestre com a bola nos pés, jogador estilista e passes milimétricos  para a finalização dos seus companheiros. Em Belém jogou um ano de (1955) pelo Payssandu, convidado que foi pelo jogador Guimarães do mesmo Payssandu. Depois volta para jogar em Abaetetuba. Novamente volta para Belém para jogar pelo Payssandu, onde passa pouco tempo. Jogou pelo Clube do Remo, convidado que foi pelo Goleiro Júlio Veliz, onde jogou os anos de 1957 e 1958. Afonso, na vida civil, trabalhou na Agência dos Correios, em Abaeté, onde se aposentou. Laburina, era um craque de futebol e jogava no Vênus, anos de 1956 e 1957. Laburina morreu precocemente, muito jovem. Ari também era um bom jogador de futebol e Dé era um zagueiro vigoroso. Dijó era zagueiro lateral esquerdo, driblador e vigoroso.
Cutéia, (Enildes Casemiro dos Santos Carvalho, nascido em 04.03.1936, filho do Mestre Damião, nêgo vigoroso, que jogava na defesa e tinha a característica de “limpar” a defesa com  as suas rasteiras;
Rivair, outro zagueiro vigoroso e pegador;
Dodinha (Hilton Ferreira), atacante baixinho, que disputava cabeçadas nas áreas adversárias e fazia gols.
Wilsom, zagueiro alto, sério e vigoroso, daqueles que passa a bola e o adversário fica.
Pedro Poty, moreno alto, tipo do goleiro clássico;
Otério, jogava na zaga, com determinação;
Vicente no ataque do time era um matador nato. Mas era um jogador versátil, adaptando-se rapidamente a qualquer posição (coringa). Era um jogador técnico, rápido, inimitáve, que deu, com seus numerosos gols, vários títulos de seus clubes e seleção de futebol.
Após a conquitas de 10 títulos do futebol interiorano, a Seleção entrou num processo de decadência e já ...anos que não conquista um título de campeão de seleções de futebol do interior. Os grandes times e o grande futebol.

Antigos Clubes de Abaeté:

Os clubes esportivos surgiram em Abaeté no início do século XX, ainda sob a influência do futebol inglês, pois os nomes dos antigos clubes, as posições dos jogadores no time, as regras  e muitas outras coisas que se referiam ao futebol eram escritas em inglês. Era comum no Brasil do início do século XX a imitação dos costumes europeus e o futebol não fugiu a regra. O futebol em Abaeté surgiu logo no início do século XX e, no decorrer dos anos, vários clubes foram formados e existiram até mesmo os famosos clássicos de futebol que marcaram a história futebolística antiga, como veremos nestes escritos.
Um documento de 1919:
“Praça Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva Abaeteense”. Uma citação de 1925 dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Dr. Augusto Montenegro, esquina com a R. Floriano Peixoto”. Citação: “O Frei José Maria de Manaus fez o registro geral do terreno de 11.531,25m2 de área, onde estava sendo levantada a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição”.
Praça Silva Jardim
Uma citação de 1925, dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Silva jardim, onde era o campo de futebol do Argentino Club”.
Citação de 1925:
“O Carioca Sport Clube, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”. “Praça Dr. Augusto Montenegro, esquina com a Rua Floriano Peixoto”. “Em 1925 o espaço da Praça Dr. Augusto Montenegro, esquina com a Rua Floriano Peixoto, servia de campo de futebol para os clubes locais”.

Os antigos clubes de futebol de Abaeté
Argentino Club, de 1925;
o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués Loureiro, de 1925;
o Vera Cruz Sport Club;
a Associação Sportiva Abaeteense;
o Paraense Sport Club, de Raimundo Lima, de 1925
e o Payssandu Sportivo de Abaeté.
Poucos anos depois jogaram nesses campos outros clubes de futebol, como:
O Brasil Sport Club; o Itatiaia e, possivelmente,
o Abaeté Foot Ball Club, de 1935; o Brasil Sport Club, do Mestre César, de 1930.

Argentino Club
Esse clube possui algumas citações: “A Praça Silva Jardim, onde era o campo do Argentino Club”. Convém lembrar que a Praça Silva Jardim, depois Rua Silva Jardim, possui algumas citações que nos dão a data e o lugar de onde se localizava: Praça Silva Jardim, uma citação de 1925, dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Silva jardim, onde era o campo de futebol do Argentino Clube”.
Vasco da Gama. “Foi fundado em 26.05.1951,
com sede social na Rua Silva Jardim, nº 1483 e sede recreativa na Rua 15 de agosto, nº 161 e campo de futebol à R. 1º de maio”. A antiga Rua Silva Jardim hoje é a Travessa Padre Luiz Varela.
Carioca Sport Club. Citação de 1925: “O Carioca Sport Club, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”. Existem várias citações que comprovam a genealogia de Eduardo Maués Loureiro, da praça Dr. Augusto Montenegro e do Vera Cruz Sport Club.

Carioca Sport Club
Esse espaço não se resumia apenas a área da chamada Praça Augusto Montenegro, mas o terreno se estendia para trás da atual Igreja Catedral e apanhava todo um outro grande espaço, chamado Praça Silva Jardim,  que servia de treino e jogos dos antigos clubes de futebol do passado, como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, que o Padre Luiz Varella ajudou a fundar e a Associação Sportiva de Abaeté, que desenvolveram memoráveis embates nesse campo.
Citação de 1925: “O Carioca Sport Clube, de Eduardo Maués Loureiro, com campo na Praça Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club”.

Payssandu Sportivo de Abaeté
Em 1931:
“Payssadu Sportivo de Abaeté , requerendo terreno à Praça Dr. Augusto Montenegro, para fins de desenvolvimento e cultura atlética. Requerimento deferido por Maximiano Silvino Cardoso, em 19.10.1931, ficando com o clube com a responsabilidade pela Conservação da praça.
1930: Na Praça Augusto Montenegro existia o campo do Payssandu Sportivo de Abaeté.

Vera Cruz Sport Club
O Vera Cruz era um clube desportivo, cultural e social, mas, pode-se dizer também, que desenvolvia atividades cívicas, musicais e beneficentes, como era comum na maioria dos clubes dessa época.
Citações de 1927: “A sede do Vera Cruz se localizava na Rua Lauro Sodré, onde também aconteciam as festas conhecidas como soirées e quermesses”.
Anotações de 16.05.1926: “O Vera Cruz possuía a sua sede na antiga Rua Lauro Sodré, do qual participava o Padre Luiz varela. As reuniões do clube eram anotadas em atas com os nomes dos sócios presentes. Um novo sócio para entrar no clube tinha que ser apresentado por um sócio veterano”.
O Vera cruz Sport Clube, foi um dos primeiros clubes de Futebol de Abaeté, fundado pelo Padre Luiz Varella e seus companheiros no dia 1º de maio de 1919 e era um  misto de clube esportivo e social. Desde a sua fundação até os anos de 1930 o Vera cruz sempre despontou como grande clube social e futebolístico da cidade de Abaeté. Vejamos algumas citações a respeito do clube e sua torcida:
1926: Eis alguns consórcios do Vera Cruz em 1926: Tenente Eugênio Tavares, Padre Luiz Varella, Sebastião de Figueiredo, Jorge Felix dos Santos, Pedro Loureiro, Armando Souza Parente, Emercindo Maués, Raymmundo Rodrigues, Andrelino Pontes, Laudelino Ferreira, Maximiano Ferreira, Hygino Loureiro, Benjamim da Costa Lima, Victor Lima, João da Costa Bahia, Theobaldo Martins, Eduardo Loureiro, Francisco Freire de Andrade, Argemiro Campelo.
Maio de 1927:
“Quermesse e espetáculo à Praça Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, sendo a segunda quermesse, comandada pela Banda Paulino Chaves, abrilhantando a festa, com disputa de mimos. Depois, às 08:00 horas da noite, reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com a comédia portuguesa “Como se enganam as mulheres” e “A Boemia”, acompanhada por música. Trabalharão como atrizes e atores, Miloca Matos, Osvaldina e Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antônio e Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
Citação de 1927:
“A Banda Paulino Chaves participando da campanha em prol da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de torcedoras do vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Theatro de Nossa Senhora da Conceição, fazendo o fundo musical das peças apresentadas pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
O Vera Cuz Sport Club era um clube da elite local de Abaeté, com consórcios admitidos somente com apresentação prévia do candidato por um dos já associados. Até mesmo os atletas do Vera Cruz tinham que ser propostos por um antigo associado, nome esse que depois era submetido a aprovação ou não pelos consórcios como eles se chamavam. O nome do candidato era levado à uma reunião onde era decidido se podia fazer parte do clube. As reuniões eram freqüentes e eram pautadas por cantos, momentos cívicos, hinos do clube e da nação e com fundo musical. Eis um dos hinos, ano de 1922, do Vera Cruz:
Da peleja entre mil dissabores
Nossa força viril não fraqueja
Defender com ardor nossas cores
Eis o lema que a todos congraça.

Assim, pois, pela físico cultura
Que entre nós no esporte se descerra
Lutaremos com toda bravura.

Nossos adeptos baquejam
Na grande prática viril
Para que no futuro sejam
Orgulho e glória no Brasil
Entre recíprocos alentos
Caminharemos para a luz
Desenrolando aos quatro-ventos
O pavilhão do Vera Cruz.

Pratiquemos assim companheiros
Para quando por acaso uma guerra
Envolver nós leais brasileiros
Consigamos honrar nossa terra
Seja pois abraçado
No indelével valor que nos enlaça.

Nosso belo pendão alviazulino
O feliz galardão de uma raça
Nossos adeptos não baquejam ...
Outro “hynno” do valoroso Vera Cruz Sport Club:
O Vera Curz é respeitado
Pois é!
Aqui no Abaeté!
Aqui no Abaeté!
Temível, jamais foi derrotado!
Vencido!
Por isso é querido!
Estribilho:
Vera Cruz
Tens por ti
Bravos, leais defensores
Das cores
Que nós trazemos aqui.

O nosso esforço em tua defesa
Daremos
Lutaremos
Por venceremos
Daremos
Pras cores que adoramos
E amamos
Toda a nossa alma
Da vitória à palma.
1927: “O hino O Onze Vera Cruz era cantado pelos torcedores, puxado pela banda Paulino Chaves”.
Eis alguns consórcios do Vera Cruz em 1926: Tenente Eugênio Tavares, Padre Luiz Varella, Sebastião de Figueiredo, Jorge Felix dos Santos, Pedro Loureiro, Armando Souza Parente, Emercindo Maués, Raymmundo Rodrigues, Andrelino Pontes, Laudelino Ferreira, Maximiano Ferreira, Hygino Loureiro, Benjamim da Costa Lima, Victor Lima, João da Costa Bahia, Theobaldo Martins, Eduardo Loureiro, Francisco Freire de Andrade, Argemiro Campelo. Em 1927: “Pedro Geraldo de Carvalho era o secretário do Vera Cruz Sport Club e José Antonio de Castro era o vice-presidente”.
“Para o biênio 1927/1928 a diretoria eleita do Vera Cruz Sport Club foi a seguinte: presidente: Francisco Freire de Andrade; vice-presidente: José Antonio de Castro (reeleito); 1º secretário: Timóteo Garibaldi Parente; 2º secretário: Maximiano Antonio Rodrigues; tesoureiro: Ayres Henrique de Matos; orador: Argemiro Campello e diretor de esportes, Padre Luiz Varella”.
1927: 1927: Padre Geraldo de Carvalho. 1927: O padre Geraldo de Carvalho era membro do Clube Carlos Gomes e secretário do Vera Cruz Sport Club.

Lista de consórcios do Vera Cruz: “Jorge Felix dos Santos, Padre Luiz Varela, Francisco Freire de Andrade (Presidente do Clube), Sebastião Figueiredo, José Ferreira (o novo Presidente eleito), Pedro Ribeiro de Araujo”. Os próprios atletas do Vera Cruz tinham que ser proposto por um associado mais antigo.
O Vera Cruz se correspondia com o Clube do Remo e Payssandu, clubes da capital do estado. As suas reuniões eram constantes, nunca faltando a sessão solene e cívica. Ajudava financeiramente a Igreja católica, quando solicitado, Tinha vários hinos e sua cor era alvi azul e sua sede ficava na Rua Lauro Sodré.
Anos 1920: “O Padre Clotário de Alencar, solicita ao Vera Cruz, ajuda para os festejos do Sagrado Coração de Jesus e a ajuda foi de dez mil réis, na forma de espótula”.
Anos 1920: outra lista de consórcios do Vera Cruz: Raimundo Pinheiro Garcia, José Joaquim Nunes, Tupy Jorge, Anísio Rodrigues, Joaquim Loureiro silva, Plínio Andrade, José ferreira, João Paranhos, Raymundo b. de Araujo Pereira, Maximiano Rodrigues, Pedro Ribeiro de Araujo, Germano Bentes Guerreiro (Juiz Substituto de Abaeté).
Lista de consórcios do Vera Cruz: Guilherme Abreu, Raymmundo Valentim Barbosa, José ferreira, Raymundo paraense Quaresma, Celestino Maués da trindade, Raymundo Pereira Muniz, Murilo de carvalho, Humberto Parente, Jorge Felix dos santos, Tenente Eugênio Tavares. Todos os consorciados do vera cruz pagavam mensalidades. Outra lista de 1920: Argemiro Campelo, Ubaldo Souza (jogador do Vera Cruz), Oscar Martins, Tupy Jorge Herane, Elderico Maria da Silva.
O Vera Cruz possuía uma grande torcida em Abaeté. As mulheres associadas fundaram a chamada “Liga de Torcedoras do Vera Cruz”, que era uma entidade autônoma, que além de ajudar o clube, ajudava noutras funções, especialmente na construção da Nova Igreja Matriz de Abaeté. Essa torcida era muito aguerrida e barulhenta e levava para as ruas nas passeatas as bandas que tocavam os hinos do clube. Dias de jogos do Vera Cruz era um dia de festas na cidade, especialmente se ele ganhava o jogo. O Vera Cruz desenvolveu grandes embates futebolísticos com a Associação Sportiva de Abaeté, considerados grandes clássicos do futebol da antiga cidade de Abaeté.
Vejamos, em 1927, uma formação dessas duas equipes que eletrizavam os estádios de futebol da época:
O alviazul, Vera Cruz: Tedesco; Carlito e Zebb; Demétrio, Timóteo e Geraldo; Lima, Ubaldo, Pedro, Dedé e Xito. Era uma típica formação 2x3x5, isto é, dois zagueiros, três jogadores no meio e cinco atacantes. Dá para identificar alguns desses jogadores. Carlito era Carlito Maués Loureiro; Timóteo, era o Timóteo Parente; Lima, era Raimundo Lima, pai de Luiz Lima e Diquinho Bala que foram, também, jogadores de futebol; Dedé, era o Dedé Pontes, filho de João Nepomuceno de Pontes.
A formação  auriverde da Associação Sportiva de Abaeté: Brício; Margalho II e Preto; Mimi, Vivi e Carmine; Zeferino, Cordeiro, Buçuá, Gonzinho e Lucídio. Também era a clássica formação do 2x3x5, que era a única conhecida na época. Vivi era o vivi Pontes; Lucídio era o Lucídio Paes. O juiz dessa partida de futebol de 1927 foi Pedro Pinheiro Paes.
Outra formação de 1927: “Tedesco; Carlito e Zeb; Demétrio, Timóteo e Xito; Lima, Miguel, Pedro, Dedé e Lelelê”.
Eis algumas citações: 1927, “A Banda Paulino Chaves também participando da campanha em prol da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Teatro de Nossa Senhora da Conceição, fazendo o fundo musical das peças, apresentadas pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
Maio de 1927: “Quermesse e espetáculo à Praça Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, sendo a segunda quermesse, comandada pela Banda Paulino Chaves abrilhantando a festa, com disputa de mimos. Depois, ás 08:00 horas da noite, reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com a comédia portuguesa “Como se enganam as mulheres” e “A Boemia”, acompanhada por música. Trabalharão como atrizes e atores, Miloca Matos, Osvaldina e Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antônio e Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
O Vera Cruz, como os demais clubes antigos, desenvolvia atividades desportivas, culturais e sociais. Mas também era muito forte nesses clubes antigos os aspectos cívico, beneficiente e musical.
O Vera Cruz Sport Club foi um dos primeiros clubes de Futebol de Abaeté, fundado pelo Padre Luiz Varella e seus companheiros e era um  misto de clube esportivo e social. Vejamos algumas citações a respeito do clube e sua torcida:
Em 1927: “A Banda Paulino chaves estava participando da passeata do Vera Cruz, cantando o hino do clube “O Onze vera Cruz”.
“A Banda Paulino chaves participando da campanha em prol da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Theatro Nossa senhora da Conceição, fazendo o fundo musical das peças, apresentadas pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
“Quermesse promovida pela Liga de torcedoras do vera cruz Sport club, no alpendre da Igreja, à Praça Nossa senhora da Conceição, e à noite, na casa de Francisco Assunção dos Santos Rosado, à Rua Siqueira Mendes, soirée dançante para angariar fundos para a construção da nova igreja matriz de Abaeté”. “Quermesse promovida pela Liga de Torcedoras da Vera Cruz Sport Club, em benefício da construção da Igreja Matriz”.
Maio de 1927: “Quermesse e espetáculo à Praça nossa Senhora da conceição, promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, segunda quermesse, comandada pela Banda Paulino Chaves abrilhantando a festa com disputa de mimos. Depois, às 08:00 horas da noite, reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com a comédia portuguesa “Como se enganam as mulheres” e “A Boemia”, acompanhada por música. Trabalharão como atrizes e atores, Miloca matos, Osvaldina e Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antônio e Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”.
O Padre Luiz Varela era um incentivador dos desportos na cidade e foi ele, com ajuda de amigos, quem fundou o Clube Vera Cruz. Como amante da música, junto com o Mestre Gerônimo Guedes, ajudou a fundar a banda Musical Paulino Chaves, participando da diretoria da banda e recorria às autoridades para tentar seduzir os músicos da Banda Carlos Gomes para passar para a Paulino Chaves, o que não produzia muito efeito devido a fidelidade dos músicos da Banda Carlos Gomes. Incentivava  a educação e a cultura, sendo ele mesmo professor de muitos alunos da época.
Há uma citação em um escrito que diz que o Padre Luiz Varella teve um atrito com Hermínio Pauxis, em 1918, começando aí o desentendimento dos dirigentes da Igreja Católica com os organizadores da festa de São Raimundo Nonato.

Associação Sportiva de Abaeté.
1919: Praça Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Sociedade Sportiva de Abaeté.
Um documento de 1919 se refere a: “Praça Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva Abaeteense”.
Uma citação de 1925 dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu: “Praça Dr. Augusto Montenegro, esquina com a R. Floriano Peixoto”. Citação: “O Frei José Maria de Manaus fez o registro geral do terreno de 11.531,25m2 de área, onde estava sendo levantada a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição”.
A parte oriental da Praça Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva de Abaeté, com 11.040m2, tendo Hygino Pereira de Barros como representante legal da Associação.
A Associação Sportiva de Abaeté foi fundada em 12.10.1919, portanto, fundada alguns meses após a fundação do Vera cruz Sport Club. Um documento de 1919 se refere a: “Praça Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva Abaeteense”.
1927: Raimundo Leite Lobato era o presidente da Associação Sportiva de Abaeté e Antonio Ribeiro de Araujo era o 1º secretário.
Em 1927 a formação da auriverde Associação Sportiva de Abaeté: Brício; Margalho II e Preto; Mimi, Vivi e Carmine; Zeferino, Cordeiro, Buçuá, Gonzinho e Lucídio. Também era a clássica formação do 2x3x5, que era a única conhecida na época. Vivi era o vivi Pontes; Lucídio era o Lucídio Paes. A Associação Sportiva de Abaeté e o Vera Cruz quando se encontravam em campo eletrizavam o povo de Abaeté, com jogos memoráveis, verdadeiros clássicos do passado. O juiz desse jogo de 1927 foi Pedro Pinheiro Paes.
“Em 1931 a Associação Sportiva de Abaeté, com terreno na parte oriental da Praça Dr. Augusto Montenegro, com área de 11.040 m2”. “A Associação Sportiva de Abaeté se tornou o grande adversário do Vera Cruz Sport Club nos embates esportivos e culturais dos anos de 1920”.

Outra Diretoria da Associação Sportiva de Abaeté:
Em 1927 a diretoria da Associação Sportiva de Abaeté era assim constituída:
Assembléia Geral: presidente, Latino Lídio da Silva; 1º secretário, João Nepomuceno de Pontes; 2º secretário, Giordano Parente.
A Diretoria: presidente, Capitão Acrísio Villaça da Silva; vice-presidente, Antonio Paes Filho; 1º secretário, Antonio Ribeiro de Araujo; 2º secretário, Antonio Gama; tesoureiro, Capitão Raymmundo Leite Lobato; orador oficial, Américo Nery Cordeiro; diretor de sports, Abel Guimarães de Barros; diretor de sede, Raymmundo Nonnato Viégas.
No mesmo ano de 1927 aconteceram algumas trocas dos diretores, ficando assim: presidente, Raymmundo Leite Lobato; orador, Raymmundo Viégas e tesoureiro, Acrisio Villaça da Silva.
1927: Raimundo Leite Lobato, funcionário público municipal, era o presidente da Associação Sportiva de Abaeté.

Abaeté Futebol Clube:


Inicialmente chamado “Abaeté Foot Ball Club, foi fundado em 05.08.1935 e tinha o seu campo à Rua 1º de maio”. “Um dos Presidentes do Abaeté Foot Ball Club foi Francisco Lopes”. “O Abaeté Foot Ball Club chegou a possuir 150 associados e 30 associadas pagando mensalidades”. Outro presidente do já chamado Abaeté Futebol Club foi Chrispim Ferreira. Quando se chamava Abaeté Foot Ball Club sua sede ficava no antigo prédio da Prefeitura Municipal de Abaeté, que era de propriedade do Velho Galileu, filho do Velho Salico.
O antigo campo de futebol do Abaeté, localizado na travessa Padre Luiz Varela, foi vendido e posteriormente derrubado. Esse terreno foi loteado e hoje abriga a Casa do Bispo da Diocese e muitos outros prédios e casas comerciais e residenciais. Um outro terreno, na Rua 1º de maio, foi comprado e ali foi erguido o novo campo do Abaeté Futebol Club, que foi reinaugurado em 03.11.1991.
Após a criação da Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data, tiravam os títulos de Vênus e Abaeté. Quando em 1966 surgiu o Pameiras, ele começou a formar um time de jogadores jovens e talentosos. Em 1974 e 1975 o Palmeiras foi bicampeão de futebol de Abaeté.
deu origem ao clube de futebol Abaeté Foot Ball Club, que dizem os nossos historiadores que esse clube nasceu em 05.08.1935, mas foi em....  com o nome....
O antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube que ficava onde hoje se localiza a Casa do Bispo e abrangia toda aquela quadra foi vendido e toda área foi loteada. Essa área se estendia da Rua Silva Jardim, atualmente Travessa Padre Luiz Varela até a antiga Rua Floriano Peixoto, hoje Rua Lauro Sodré. O Abaeté construiu outro campo de futebol na Rua 1º de maio que foi reinagurado no dia 03.11.1991.
O Tenente Humberto Parente foi presidente do Abaeté por vários anos.
Uma formação do Abaeté em 1952/1953: Cametá; Antonio Sena e Mimi Grande (Abreu); ...; Luís lima, Mario tabarana, Pusa, Sinésio e Tabajara.

Brasil Sport Club:

O Brasil Sport Club foi fundado em 24.05.1936 e possuía 116 associados e 53 associadas. Teve como um de seus presidentes, em 1930, o  Mestre César (César de Assis Negrão), mecânico e motorista
e no governo do Coronel Aristides tornou-se o gerente e técnico da Usina Elétrica em 1903, filho de Deodata de Góes e Silva e Francisco de Assis Negrão. “Em 1953 o Presidente da Sociedade Brasil Sport Club era Oziel Pimentel Coutinho”.
Formações do Brasil e do Vênus em um memorável clássico do futebol de Abaeté,  disputado no dia 07.08.1960:
Vênus: Alair; Mafra e Aristides; Guino, Bicicleta e Rivair; Dodinha, Diquinho Bala, Bilico, Manoel e Miguel. Brasil: Cangula; Bacu e Saúde; Sabá, Vicente e Gata; Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar e Edir. Preparador físico do Brasil: Eurico.

Itatiaia Sport Club
Foi fundado em 12.10.1936, por Santinho Viégas (Raymmundo Nonnato Viégas).
Depois de Santinho Viégas quem assume o comando do Itatiaia foi Chico Lima (Francisco Lima),
outro grande desportista de Abaeté, onde todos os membros homens de sua família se tornaram grandes jogadores de futebol, como Diquinho Bala, Sandoval Lima, Luís Lima. O Itatiaia no tempo de Chico Lima chegou a ter 40 associados. A sede do Itatiaia ficava na Rua Silva Jardim (hoje travessa Padre Luiz Varela), que, depois, tornou-se a sede do Vasco da Gama e essa séde era um grande casarão em madeira, que inclusive, foi palco de grandes quermesses e bailes promovidos por Bandute Sena (Benedito sena dos Passos).
Hoje esse espaço é ocupado por descendentes do saudoso Dr. Lopes (Francisco Leite Lopes). Houve tempo, nos anos 1930, em que a vida social e o futebol fervilhavam na cidade, em que os clubes mais festejados da cidade eram o Itatiaia, o Vasco da Gama, O Abaeté, o Brasil e o Vera Cruz, que competiam entre si para ser o melhor clube da cidade de Abaeté.
Deve ter treinado e jogado nos dois antigos campos de futebol de Abaeté e deve ter enfrentado os outros antigos clubes  como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, o Paraense ou Parazinho e tantos outros clubes antigos.

Paraense Sport Club
Citação: “Em 1925 o Paraense Sport Club teve como Presidente o Sr. Raimundo Lima”. O Paraense ou Parazinho é contemporâneo de outros clubes dos anos 1920 e é citado em livros de escritores locais.

Parazinho Sport Club. Há citações desse clube no ano de 1952.

Flamengo, foi um clube fundado por Clóvis Parente no bairro do Algodoal.

Vênus Atlético Club:

Citação de 1949:
“O Vênus Atlético Club foi fundado em  20.05.1949 e sua sede ficava na Avenida Pedro Rodrigues, em uma casa de propriedade de Apolônio Rodrigues, perto da casa do Sr. Moreno, dono da loja de comércio “A Suely Armarinho”. Citação de 1951: “Alguns diretores e sócios do Vênus Atletico Club em 09.04.1951, “Everaldo dos Santos Araujo, 1º secretário e sócios: Ademar Lobato Rocha, Sandoval Flexa Tavares, Zilomar Soares Brito, Mário Gonçalves Felgueiras, Otávio Gama, com sede à Rua 1º de maio. Everaldo dos Santos Araujo chegou a ser presidente do Vênus. 1954: Vênus  Atlético Club.
Após a criação da Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data, tiravam os títulos de Vênus e Abaeté. Foi, a partir da decadência da Seleção de Futebol de Abaetetuba que os clubes começaram a se nivelar e os campeonatos passaram a ser consquistado por outros times de futebol. Nesse cenário surge, em 1966, a Sociedade Esportiva Palmeiras, fundada pelo desportista Alcimar Araujo e companheiros. O Palmeiras começou a formar um elenco com predominância de jovens valores locais e, após alguns anos, em 1974 e 1975 o Palmeiras se tornou bicampeão de futebol de Abaeté.
1957: Travessa Basílio de Carvalho, em frente ao campo do Vênus.
Góiszinho (Pinheiro Góis), chegou a ser presidente do Vênus.
Todos os fatos relacionados ao Vênus Atlético Club podem ser pessoalmente comprovados por pessoas ainda vivas das famílias mencionadas acima. Após a criação da Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data, tiravam os títulos de Vênus e Abaeté. Quando em 1966 surgiu o Pameiras, ele começou a formar um time de jogadores jovens e talentosos. Em 1974 e 1975 o Palmeiras foi bicampeão de futebol de Abaeté.
Uma formação do Vênus em 1952/1953: Barriga; Estanilo (Terçado) e Pombo da Maroca Lima; Omar Felgueira, Eurico e Cataban; Sabá do cego, Biroba, Diquinho Bala, Alcimar e Cavalinho.
1955: Alair: ...e Aristides; Guino Eurico e Cataban; Sabá do cego, Biroba, Diquinho bala, Alcimar e Cavalinho.
Formações do Vênus e do Brasil em um memorável clássico do futebol de Abaeté,  disputado no dia 07.08.1960:
Vênus: Alair; Mafra e Aristides; Guino, Bicicleta e Rivair; Dodinha, Diquinho bala, bilicoi, Manoel e Miguel.
Brasil: Cangula; Bacu e Saúde; Sabá, Vicente e Gata; Cavalinho, Elídio, Piranha, Alcimar e Edir. Preparador físico do Brasil: Eurico.

Vasco da Gama Esporte Clube:





O  primeiro  clube de Afonso Cardoso de Castro foi o Clube da Saúde, fundado pelo Dr. Abílio, da Fundação SESP, time que, alguns anos depois, veio a ser a base do Vasco da Gama. Afonso começou a jogar futebol aos 13 anos, no Clube da Saúde e finalizou sua carreira aos 43 anos de idade, jogando pelo Vênus. Os clubes pelos quais passou foram os seguintes: Clube da Saúde, Vênus (campeão de Abaeté em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969), Seleção Abaetetubense (onde foi campeão intermunicipal  em 1955, 1958, 1961, e 1962), Abaeté (onde foi campeão em 1956 e 1963).
“O Vasco da Gama Juvenil Club foi refundado em 26.05.1951, inicialmente com o nome de Bangu, que depois mudou o nome para Vasco da Gama Juvenil Club, com sede social na Rua Silva Jardim, nº 1483 e sede recreativa na Rua 15 de agosto, nº 161 e campo de futebol à Rua 1º de maio”.
Quem organizava o Vasco da Gama Juvenil Club era Bandute Sena (Benedito Sena dos Passos),que foi o fundador da Empresa Copacabana de Comunicação, que existe até os dias de hoje.
Em 1953 o nome desse clube era “Vasco da Gama Juvenil Clube e seu presidente nesse ano era Raimundo de Araujo Quaresma”.
Algumas formações do Vasco da Gama:
Vasco da Gama: De 26.02.1953: Pedro; Biroba e Davi: Bendelac I, Eurico e Manoel (Zilo); Cravo, Afonso, Sandoval, Acapu e Diquinho Bala.
Vasco da Gama: De 05.08.1953: Pedro; Costinha e Davi (Bilico); Mariscal, Cleto e Eurico; Sandoval (Sabito), Afonso, Maguari, Diquinho Bala e Meia Noite.
Vasco da Gama: 1952/1953: Poti; Nita e Davi Abreu; Milito, Cleto e Acapu; Cravo, Afonso, Sabito, Sandoval e Luís Olegário.
Vasco da Gama: 1953: Poti; Nita e Davi; Ferreira Suzete e Jango; Cravo, Afonso, Sabito, Sandoval e Cornélio.
Vasco da Gama: 1955: Poti; Manoel e Odival; Veridiano, Cravo e Afonso; Sabito, Sandoval, ..., Luis Olegário.

Bangu e Vasco da Gama Esporte Clube
“O Vasco da Gama Esporte Clube foi fundado em 26.05.1951. Em 1953 o presidente do Vasco da Gama era Raimundo de Araujo Quaresma. A  sede social do Vasco da Gama ficava na Rua Silva Jardim, nº 1.483, a sede recreativa na Rua 15 de agosto, nº 161 e o campo de futebol à Rua 1º de maio”. Em 1953 foi formada o Vasco da Gama Juvenil Clube, inicialmente com o nome de Bangu. Era a a parte juvenil do Vasco da Gama, formado pelo publicitário Bandute Sena (Benedito Sena dos Passos).

Auriverde Sport Club, foi fundado em 1936.

Clube da Saúde
O primeiro clube do jogador de futebol Afonso Cardoso de Castro foi o Clube da Saúde, fundado pelo Dr. Abílio, da Fundação SESP, time que, alguns anos depois, veio a se tornar a base do Vasco da Gama. Afonso começou a jogar futebol aos 13 anos, no Clube da Saúde e finalizou sua carreira aos 43 anos de idade, jogando pelo Vênus. Os clubes pelos quais passou foram os seguintes: Clube da Saúde, Vênus (campeão de Abaeté em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969), Seleção Abaetetubense (onde foi campeão intermunicipal em em 1955, 1958, 1961, e 1962), Abaeté (onde foi campeão em 1956 e 1963).

Tietê Esporte Club:

“O Tietê Esporte Club foi fundado em 28.10.1952, com sede na atual Rua Lauro Sodré, nº 1920”. “Teve como um de seus primeiros presidentes o Sr. Cornélio de Almeida Silveira”.
O Tietê Futebol Club, tendo como presidente Cornélio de Almeida Silveira, com concessão de terreno com limites pela frente com a Travessa Pinto Marques, fundos com a Rua Floriano Peixoto, dado por aforamento em documento de 13.11.1954, terreno com 100 x 60m.
O Tietê ainda existe nos dias de hoje e sua sede continua no mesmo endereço, agora em alvenaria. O campo de futebol do Tietê se localiza na Travessa Pinto Martins, bairro de São João.
O Campo de futebol do Tietê Esporte Club se localizava na Travessa Pinto Martins”.

Sociedade Esportiva Palmeiras:
“A Sociedade esportiva Palmeiras foi fundada por Alcimar Carneiro de Araujo, Adonai Olívio Rocha e outros em 26.07.1966”. Foi formando o seu time a partir de jovens talentos locais. Após várias campanhas brilhantes somente em 1974 se tornou campeão de futebol de Abaeté e em 1975 foi bicampeão. O Palmeiras veio para quebrar uma hegemonia do Vênus, Abaeté e também o Tieté.
O time bicampeão do Palmeiras possuía o seguinte elenco: goleiros, Fernando Ribeiro, Ziza e Zé Maria, que se revezavam no gol; os laterais eram: Luluca, Baíco, Mendonça, Burunga e Arara; os atacantes eram: Amujacy, Fran Lopes, Siloca, Cabá, Vaval, e ainda, Lula, Macaco e Orêncio. Para Alcimar Araújo o grande time do Palmeiras foi o de 1972 e 1973, que tinha os jogadores: Bacu, Guarasuco, Zé Maroca, Jango, Lúcio, Veridiano, Pedrão, Tonho Lopes, Nani, Rooselvet e Ítalo.
Após a criação da Liga de Futebol os times do Vênus e do Abaeté se revezavam na conquista dos títulos da cidade. Poucas vezes outros times de Abaeté, a partir dessa data, tiravam os títulos de Vênus e Abaeté. Quando em 1966 surgiu o Pameiras, ele começou a formar um time de jogadores jovens e talentosos. Em 1974 e 1975 o Palmeiras foi bicampeão de futebol de Abaeté.
As torcidas de Vênus e Abaeté eram quentes e fanáticas.
Antes da rivalidade entre Vênus e Abaeté a rivalidade era entre o Brasil e Abaeté, que era um grande clássico, que mobilizava toda a cidade, com torcidas apaixonadas e vibrantes. antes da criação da Liga Esportiva de Abaetetuba.
Um documento de 1919:
 “Praça Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva Abaeteense”. Esse espaço não se resumia apenas a área da chamada Praça de Nossa Senhora da Conceição de hoje, mas o terreno se estendia para trás da atual Igreja Catedral e apanhava todo um outro grande espaço que servia de treino e jogos dos antigos clubes de futebol do passado, como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, que o Padre Luiz Varella ajudou a fundar e a Associação Desportiva de Abaeté, que desenvolveram memoráveis embates nesse campo.
Outros antigos clubes utilizaram esse espaço, utilizados por outros antigos clubes de futebol, como o Parazinho, o Brasil, campo esse que depois passou a pertencer ao Abaeté Foot Baal Club, comprado que foi pelo Tenente Humberto Parente que, por muitos anos, serviu de palco para os jogos dos clubes locais, como Vasco da Gama, Vênus e a Seleção de futebol de Abaetetuba, em memoráveis jogos na década de 50, 60 e 70 do Século XX. Na área onde foi construída a Igreja Matriz de Abaeté também havia outro campo de futebol, muito usado por aqueles antigos clubes citados.
O terreno onde hoje existe a Praça e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição era, no início do século XX, um enorme espaço que tinha sido reservado para a construção da nova Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição ou Igreja Matriz de Abaeté, como se dizia naqueles idos tempos. Esse terreno pertencia à Igreja Católica e foi registrado em nome da Igreja. Antes da construção da Igreja Matriz de Abaeté ali existia um campo de futebol usado para treinos e jogos dos clubes de futebol daqueles tempos. Eis algumas citações a respeito:
Esse espaço não se resumia apenas a área da chamada Praça de Nossa Senhora da Conceição de hoje, mas o terreno se estendia para trás da atual Igreja Catedral e apanhava todo um outro grande espaço que servia de treino e jogos dos antigos clubes de futebol do passado, como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, que o Padre Luiz Varella ajudou a fundar e a Associação Desportiva de Abaeté, que desenvolveram memoráveis embates nesse campo. Outros antigos clubes utilizaram esse espaço, utilizados por outros antigos clubes de futebol, como o Parazinho, o Brasil, campo esse que depois passou a pertencer ao Abaeté Foot Baal Club, comprado que foi pelo Tenente Humberto Parente que, por muitos anos, serviu de palco para os jogos dos clubes locais, como Vasco da Gama, Vênus e a Seleção de futebol de Abaetetuba, em memoráveis jogos na década de 50, 60 e 70 do Século XX. Na área onde foi construída a Igreja Matriz de Abaeté também havia outro campo de futebol, muito usado por aqueles antigos clubes citados.

Campus do Baixo Tocantins, da UFPA. Foi criado por Decreto-Lei em 06.05.1982, na administração do prefeito ...que doou o terreno para a construção do campus.

Os poetas, cantores e autores musicais de Abaetetuba:

Entre os muitos cantores, autores musicais e poetas de Abaetetuba, listamos os seguintes, com algumas de suas obras:
João de Jesus Paes Loureiro, nasceu em ...na cidade de Abaetetuba, tem uma trajetória de mais de 40 anos de poesia. Já lançou 16 livros de poemas, teatro, prosa e ensaios teóricos sobre estética e cultura, recebeu o prêmio de poesia da Associação Paulista de Críticos de Arte, com a obra “Altar em Chamas”, e indicação como finalista do Prêmio Jabuti para “Romance de Três Flautas”. Tem alguns livros publicados na frança, Alemanha, Japão, Itália e Portugal. Em 2001, participou com poemas visuais, da X Bienal de São Paulo e da obra “A Vanguarda Visual Brasileira – 50 anos depois da semana de Arte moderna. Paes Loureiro é mestre em Teoria Literária e Semiologia pela PUC de Campinas, e doutor em Sociologia da Cultura para Sorbonne, Paris. É professor da disciplina Estética e História da Arte, na UFPA, e pesquisador da cultura amazônica. Entre suas obras recentes destacam-se “Réquiem para Dorothy Stang”, uma homenagem à missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005 em Anapu, sudoeste do Pará. Seu novo livro de poemas, “Água da Fonte”, será lançado dia 23.06.2008 no Instituto das Ciências das Artes(ICA), às 19:00 hs. A obra tem 200 poemas, onde o autor reúne temas que retratam sua infância e adolescência ribeirinha no município de Abaetetuba.
Maria de Nazaré Carvalho Lobato. Vejamos um de seus poemas, publicado por ocasião dos ...JEPS, 06.2008 e lido na abetura desses jogos:

Nonato Loureiro (Raimundo Nonato Paes Loureiro), nasceu em Abaetetuba no dia 04.05.1944, que é poeta e compositor. Entre suas obras estão as composições: “Uma canção ao pescador”, de 1980, que obteve o 1º lugar num concurso na cidade de Oriximiná, em música e o 3º lugar em poesia. Em 1991, obteve o 1º lugar, no Festival de Artes e Folclore em poesia, com o poema “Lendas e Mitos de Abaetetuba”. Obteve um 3º lugar, no mesmo festival, com a poesia “Uma homenagem ao Abaeté Futebol Clube”.
Outro compositor que, antes era um excelente futebolista, que participou muitas vezes da Seleção de Futebol de Abaetetuba, jogando como...é Veridiano Góes Teixeira, especialista em canções carnavalescas, nascido em Abaetetuba no dia 26.08.1934. Compõe e participa dos blocos de rua da cidade de Abaeté. Suas principais composições, são: “Rainha do Tocantis”, “Carajás, Serra Dourada”, “Amazônia”, “Nossa Pobre Terra Rica”, “Biquini Vermelho”, “Conde, Vila Antiga”, “Roubaram Minha Nêga”, “Volta pro nosso barraco” e “Vou embora deixar minha Carajás”, que são belas composições de protesto, de ironia, de exaltação e de amor pela terra natal. Vejamos a letra de uma sua composição carnavalesca que desde que foi lançada em Abaetetuba, nunca mais saiu das paradas carnavalescas, uma crítica às constantes mudanças de nome da cidade:

O Folclore em Abaetetuba:
Abaixo temos a saudosa folclorista de Abaetetuba, Nina
Abreu, junto com o poeta João de Jesus P. Loureiro e o
professor Leonardo Sousa e esposa
 Em algumas localidades do município de Abaetetuba
ainda existem os cordões juninos.

Já houve um período áureo do folclore junino em Abaeté, onde despontavam os cordões de pássaros, borboleta e cordões de bois. Lelé Pontes ...
Cordões de pássaros: Rouxinol, Periquito, Tucano, Pavão.
Cordão da Borboleta.
Nina Abreu...E os inesquecíveis cordões de boi, o Pai do Campo, comandado pelo mestre Roldão e o estrela D’alva, do mestre Risó. Os músicos Cardinal, Miguel Loureiro e Agenor faziam os enredos dos cordões de pássaros de Nina Abreu.

E como as festas dos santos não eram promovidas pela Igreja Católica e sim por particulares, a preferência para tocar as festas religiosas quase sempre recaía na Banda Carlos Gomes. E, no chamado arraial, tinha as  bandeirinhas, O arraial, no decorrer dos tempos, foi assimilando outros elementos da cultura popular, como o “pau de sebo”, o teatro e tudo o mais que concorresse para uma verdadeira “festa de arraial”, com os seus  chamativos “folguedos”, como até hoje se chamam, esses tipos de festejos. É claro, que esse,  é o lado profano dos festejos de santos, porque existiam as “funções religiosas”, que, na falta do padre, eram feitas pelos próprios organizadores dos festejos, a maioria delas feitas em “latim”, que era a língua usada nas festas católicas. Até hoje, na cidade e no interior do município, existem pessoas ou grupos de pessoas, que sabem decoradas essas orações. Voltaremos a falar desses assuntos, quando falarmos de outras festividades de santos da cidade.


Medicina Popular em Abaetetuba
:
A Amazônia, com a sua rica flora e fauna, desde os tempos em que era habitada somente  pelos seus nativos, sempre usou os animais e vegetais no tratamento de muitas doenças que acometiam os povos das florestas. O curandeiro, espécie de médico das tribos indígenas, era a...
Plantas medicinais de Abaetetuba: quina, verônica, Amapá, malvarisco, sicória, mastruz, carrapato. 


A Construção da Igreja Matriz de Abaeté :

O povo organizado aproveitava de todas as ocasiões e de todo tipo de iniciativas para angariar fundos para a construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Vejamos o que dizia um desses jornais a respeito de uma peça de teatro, no ano de 1926: “É hoje, que se efetua neste teatrinho, fundado por um punhado de abnegados, que tomaram sob seus ombros a pesada tarefa de erguer, nesta cidade, um templo dedicado a Virgem Senhora da Conceição, um atraente espetáculo, cujo total produto reverterá em benefício da construção de tão piedosa obra. Espetáculo organizado pelo Professor Alberto Costa, que terá o comando do novel corpo scênico do theatro, que encenerá a obra de Fortunato Braga, intitulada “Na Roça”.
Os atores e atrizes são: Risoleta de lima Araújo, Hilda V. Fonseca, Abel Lobo, Bararaty franco e Pedro Loureiro. Teatrinho sito no largo da Matriz”.
Alguns registros do ano de 1927: “Quermesse promovida pela Liga de torcedoras do Vera Cruz, no alpendre da Igreja, à Praça Nossa senhora da Conceição, e à noite, na casa de Francisco Assunção dos Santos Rosado, á rua Siqueira Mendes, uma soiré dançante, para angariar fundos para a construção da nova Matriz de Abaeté”.
“Ação entre católicos, rifa em benefício da construção da Matriz de Abaeté. Preço 2$000”. “Construção da matriz de Abaeté, tendo à frente o Padre Luiz Varella e Francisco Assunção dos Santos Rosado, thesoureiro da construção da matriz, em 30.12.1924”.
“Estatutos da Irmandade de Nossa senhora da Conceição, encarregada da construção da Matriz”. Maio de 1927: “Quermesse e espetáculo à Praça Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga das Torcedoras do vera Cruz Sport Club, segunda quermesse, com a Banda Paulino chaves abrilhantando, com disputa de brindes. Às oito horas da noite será a reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com a apresentação da comédia portuguesa “Como se enganam Mulheres” e “A Bohemia”, com fundo musical. Atores e atrizes: Miloca matos, Osvaldina, Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antonio e Prudente Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”. “O Senhor Francisco Assunção dos Santos rosado, dedicado tesoureiro da grande Comissão encarregada da construção de nova Igreja matriz, com Livro Caixa e Balancetes”. “Balanço da Olaria Nossa Senhora da Conceição, de que o Sr. Francisco Assunção dos Santos Rosado é superintendente. Valor da arrecadação: 72$000, que é um maravilhoso resultado”. “Campanha em fevereiro de 1920, no tempo do Intendente Sr. Coronel Aristides dos reis e Silva. Produto da Olaria em prol da construção da Matriz: 7.036$773, patrimônio de Nossa Senhora da Conceição. Produto do teatrinho e recursos particulares do Sr. Francisco de Assunção dos Santos Rosado, para levar avante o teatro, mais de 1:200$000, espetátulo em prol da construção da Matriz: José Antonio de Castro”.
Espera a diretoria o auxílio do povo para realizar o ideal de todos nós que é a construção da Igreja Matriz”.
“Muito bem, disse o distinto e inteligente seminarista Audifax Mendes: Levanta-te, povo, segue a vontade rija dos bravos marinheiros, que ainda não abandonaram o estaleiro da majestosa barca que simboliza a matriz”.
E a Diretoria que simboliza esses marinheiros vos diz: - “Para a frente, sem temer a tempestade, e a barca tocará o porto do salvamento. Será construída a nossa Igreja, por que Nossa Senhora da Conceição nos protegerá”.
“Óbulos, tijolos: F. A. Santos Rosado & Cia. com 600 tijolos.
Outros: 5.800 tigelas de seringa e telhas”.
“Lancha Tucumanduba de propriedade do Sr. Coronel Maximiano Cardoso, levando a Comissão da Construção da Matriz: Padre Luiz Varella, Francisco Assunção dos Santos Rosado, José Antonio de Castro, Teodomiro Amanajás de Carvalho e Amphiano Quaresma, Presidente, tesoureiro e membros da Comissão, em busca de fundos nas localidades limítrofes, como Cametá, Muaná e Igarapé-Miri. Resultado pífio”.
Registro de 1919: “Francisco Assunção dos Santos Rosado, Tesoureiro da Construção da Matriz e depois, José Antonio Castro, como novo Tesoureiro”. Registro de 1927: “Francisco Assunção dos Santos Rosado, o mais decidido sustentáculo do Grupo Scênico. Peças: “O pescador de Baleias” e “Ceia dos Cardeais”, renda revertida para construção da Matriz”.
Há registro de 1919 que cita a Banda Paulino Chaves participando dos eventos em favor da construção da Igreja Matriz de Abaeté. Outra citação sobre a banda Paulino Chaves: “Os autores destes escritos, ao ler esses registros ficaram deveras admirados com tanta fé e a abnegação desses abaeteenses. As conclusões que se tira ao ler esses fragmentos de notícias: foi realmente uma “uma pesada e piedoso empreitada” de pessoas que não mediam esforços, sacrifícios, tempo e até mesmo recursos do próprio bolso para sustentar essa aventura. No grupo encontram-se políticos, comerciantes, músicos, artistas, funcionários públicos, donas de casa, jovens, padres e, naturalmente a participação de todo o povo, devotos da “Virgem da Conceição”.
Ela tinha até o seu patrimônio próprio, como era o caso da olaria, cujos lucros de vendas revertiam para a construção da Igreja Matriz e os óbulos que a comissão recebia para essa finalidade, como as “tigelas de seringa e telhas”, doados por devotos.
E o grupo de mulheres que constituíam a Liga de torcedoras do vera Cruz Sport Club, que se lançavam a promover quermesses para arrecadar fundos para a construção da Matriz. Outro grupo interessante é o do “Grupo Scênico”, que apresentavam peças de teatro no “Theatro Nossa Senhora da Conceição”, grupo esse formado por  pessoas da própria sociedade que não mediam esforços nos ensaios e preparativos de ações empenhativas como são as de peças de teatro.
A Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, como toda irmandade antiga, era formada por devotos e devotas em torno de um santo e com um ou mais objetivos. A Irmande da Conceição, tinha como um de seus objetivos a arrecadação de fundos para a construção da Igreja Matriz. Mas o fato mais comovedor dessas campanhas, desses antigos abaeteenses, foi, sem dúvida, a viagem que a Comissão da Construção e outras pessoas fizeram aos municípios limítrofes, com a finalidade de arrecar fundos nessas localidades.
Vamos imaginar como foi essa viagem: devem ter ido primeiro na cidade de Muana, que fica do outro lado da Baia do Marajó, e só nesse percurso, devem ter demorado 5 horas de ida, se a viagem foi feita por barco à vapor. Na vinda de Muaná, devem ter ido para a cidade de Cametá, cujo percurso deve ter sido de umas 6 a 7 horas. De lá seguiram para a cidade de Igarapé-Miri, com a duração de mais 5 ou 6 horas de viagem e, depois, vieram embora, pensa-se que, no outro dia. Foi uma viagem demorada, onde essas pessoas, inclusive um padre, deixaram os seus compromissos em Abaeté, e devem ter enfretando muitas dificuldades e desconforto na viagem, inclusive tempestades e, no fim, o resultado foi “pífio”, como diz o registro no jornal. Mas, acredita-se que essas pessoas não desanimaram e, por certo, devem ter continuado as campanhas com mais ardor, ainda, principalmente se ouviram o discurso do jovem e inteligente seminarista, Audifax Mendes, que disse:
“Levanta-te povo...para a frente, sem temer a tempestade...Será construída a nossa Matriz, porque Nossa Senhora da Conceição nos protegerá”.
Portanto, é um resgate dos nomes desses bravos devotos de Nossa Senhora da Conceição, que estes registros querem fazer. Gravemos estes nomes: Francisco Assunção dos Santos Rosado, Padre Luiz Varella, Professor Alberto costa, Grupo Scênico de Abaeté e seus atores e atrizes: Risoleta de Lima Araújo, Hilda V. Fonseca, Abel lobo, Bararaty Franco, Pedro loureiro, Miloca Matos, Osvaldina, Hilda, Antônio e Prudente Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, a Liga de Torcedoras do vera cruz Sport Club e as suas componentes, a Irmandade de Nossa Senhora da conceição e seus componentes (vide nomes noutra parte destes escritos), A Banda Paulino Chaves com os seus componentes, o Coronel Aristides dos Reis e Silva, o seminarista Audifax Mendes, a firma F. A. Santos Rosado & Cia., o Coronel Maximiano Cardoso, José Antonio de Castro, Theodomiro Amanajás de Carvalho, Amphiano Quaresma e, naturalmente, muitas outras pessoas, cujos nomes se perderam com o sumiço de muitos documentos e jornais antigos.
Existem registros de outras pessoas que trabalharam em favor da construção da Igreja matriz, inclusive, pessoas que, mesmo antes das que foram citadas, no Século XIX,  também sonharam com a construção dessa Igreja.
....  O local escolhido para a construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição já existia e recebia o nome de Praça Augusto Montenegro, por ser esse, o Governador do Pará, no período de 1.02.1901 a 1.02.1909, que concedera uma enorme área, para que ali fosse construído o templo, tanto sonhado pelo povo católico de Abaeté. Esse espaço não se resumia apenas a área da chamada Praça de Nossa Senhora da Conceição de hoje, mas o terreno se estendia para trás da atual Igreja Catedral e apanhava todo um outro grande espaço que servia de treino e jogos dos antigos clubes de futebol do passado, como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o “Argentino Club”, o Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, que o Padre Luiz Varella ajudou a fundar e a Associação Desportiva de Abaeté, que desenvolveram memoráveis embates nesse campo.
Outros antigos clubes utilizaram esse espaço, utilizados por outros clubes de futebol, como o Parazinho, o Brasil, campo esse que depois passou a pertencer ao Abaeté Futbool Club, comprado que foi pelo Tenente Humberto Parente que, por muitos anos, serviu de palco para os jogos dos clubes locais, como Vasco da gama, Vênus e a Seleção de futebol de Abaetetuba, em memoráveis jogos na década de 50, 60 e 70 do Século XX.
Na área onde foi construída a Igreja Matriz de Abaeté também havia outro campo de futebol, muito usado por aqueles antigos clubes citados.
Os padres capuchinhos também participaram ativamente das campanhas pela construção da Igreja Matriz de Abaeté.
Em 27 de maio de 1933, quando aconteceu a Bênção da Pedra Fundamental, a cerimônia foi feita pelo Padre Magalhães (Padre Ignácio Ramos de Magalhães) e a partir daí muitas outras campanhas aconteceram para arrecadar pedras, tijolos, cimentos, etc., organizado por outra comissão, tendo agora como presidente o Sr. Joaquim Mendes Contente e seus companheiros. Em 1936 a igreja matriz de Abaeté ainda estava em construção.
Há um registro do 1º Círio de Nossa Senhora da Conceição na nova Igreja Matriz de Abaeté:
“As duas bandas de música, a Carlos Gomes, chefiada por Raymmundo Pauxis, tendo como Mestre de Banda o Sr. Chiquinho Margalho e a Banda Paulino Chaves, chefiada pelo mestre de banda Jerônimo Guedes e com 21 músicos, que participaram do 1º Círio de Nossa Senhora da Conceição em 1937”.
Há um registro em um documento antigo de 1940 que diz o seguinte sobre o custo da grande obra: “As obras da igreja matriz já vão bastante adiantadas, na Praça Dr. Augusto Montenegro. Custo: mais de 80 contos de réis (80.949$280)”.
Em o 28.11.1941, aconteceu a Sagração Oficial do Templo, cerimônia feita pelo padre capuchinho Frei Paulino (Frei Paulino de Sellere), após a chegada do Círio desse ano. Esse padre junto com Joaquim Mendes Contente e Dionísio Edmilson Lobato, sobem até a grande torre do templo e de lá lança a bênção sobre a sonhada Igreja matriz e à cidade de Abaeté.

O povo organizado  aproveitava de todas as ocasiões e de todo tipo de iniciativas para angariar fundos para a construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Vejamos o que dizia um desses jornais a respeito de uma peça de teatro, no ano de 1926:
“É hoje, que se efetua neste teatrinho, fundado por um punhado de abnegados, que tomaram sob seus ombros a pesada tarefa de erguer, nesta cidade, um templo dedicado a Virgem Senhora da Conceição, um atraente espetáculo, cujo total produto reverterá em benefício da construção de tão piedoso obra. Espetáculo organizado pelo Professor Alberto Costa, que terá o comando do novel Corpo Scênico do Theatro, que encenará a obra de Fortunato Braga, intitulada “Na Roça”.
Os atores e atrizes são: Risoleta de lima Araújo, Hilda V. Fonseca, Abel Lobo, Bararaty franco e Pedro Loureiro. Teatrinho sito na largo da Matriz”.
Alguns registros do ano de 1927:
“Quermesse promovida pela Liga de torcedoras do vera Cruz, no alpendre da Igreja, à Praça Nossa senhora da Conceição, e à noite, na casa de Francisco Assunção dos Santos Rosado, á rua Siqueira Mendes, uma soiré dançante, para angariar fundos para a construção da nova Matriz de Abaeté”. “Ação entre católicos, rifa em benefício da construção da Matriz de Abaeté. Preço 2$000”. “Construção da Matriz de Abaeté, tendo à frente o Padre Luiz Varella e Francisco Assunção dos Santos Rosado, thesoureiro da construção da matriz, em 30.12.1924”.
“Estatutos da Irmandade de Nossa senhora da Conceição, encarregada da construção da Matriz”. Maio de 1927:
“Quermesse e espetáculo à Praça Nossa Senhora da Conceição, promovida pela Liga das Torcedoras do vera Cruz Sport Club, segunda quermesse, com a Banda Paulino chaves abrilhantando, com disputa de brindes. Às 08:00 horas da noite será a reabertura do Theatro Nossa Senhora da Conceição, com a apresentação da comédia portuguesa “Como se enganam Mulheres” e “A Bohemia”, com fundo musical. Atores e atrizes: Miloca matos, Osvaldina, Hilda Fonseca, Bararaty Franco, Antonio e Prudente Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté”. “O Senhor Francisco Assunção dos Santos rosado, dedicado tesoureiro da grande Comissão encarregada da construção de nova Igreja matriz, com Livro Caixa e Balancetes”.
“Balanço da Olaria Nossa Senhora da Conceição, de que o Sr. Francisco Assunção dos Santos Rosado é superintendente. Valor da arrecadação: 72$000, que é um maravilhoso resultado”. “Campanha em fevereiro de 1920, no tempo do Intendente Sr. Coronel Aristides dos reis e Silva. Produto da Olaria em prol da construção da Matriz: 7.036$773, patrimônio de Nossa Senhora da Conceição.
Produto do teatrinho e recursos particulares do Sr. Francisco de Assunção dos Santos Rosado, para levar avante o teatro, mais de 1:200$000, espetáculo em prol da construção da Matriz: José Antonio de Castro”.
Espera a Diretoria o auxílio do povo, para realizar o ideal de todos nós, a construção da Igreja Matriz”.
“Muito bem, disse o distinto e inteligente seminarista Audifax Mendes: “Levanta-te, povo, segue a vontade rija dos bravos marinheiros, que ainda não abandonaram o estaleiro da magestosa barca que simboliza a matriz”. “E a Diretoria que simboliza esses marinheiros vos diz: - “Para a frente, sem temer a tempestade, e a barca tocará o porto do salvamento. Será construída a nossa Igreja, por que Nossa Senhora da Conceição nos protegerá”.
“Obulos, tijolos: F. A. Santos Rosado &Cia. com 600 tijolos.
Outros: 5.800 tijelas de seringa e telhas”.
“Lancha Tucumanduba de propriedade do Sr. Coronel maximiano Cardoso, levando a Comissão da Construção da Matriz: Padre Luiz Varella, Francisco Assunção dos Santos Rosado, José Antonio de Castro, Teodomiro Amanajás de Carvalho e Amphiano Quaresma, Presidente, tesoureiro e membros da Comissão, em busca de fundos nas localidades limítrofes, como Cametá, Muaná e Igarapé-Miri. Resultado pífio”.
Registro de 1919: “Francisco Assunção dos Santos Rosado, Tesoureiro da Construção da Matriz e depois, José Antonio Castro, como novo Tesoureiro”.
Registro de 1927: “Francisco Assunção dos Santos Rosado, o mais decidido sustentáculo do Grupo Scênico. Peças: “O pescador de Baleias” e “Ceia dos Cardeais”, renda revertida para construção da Matriz”.
Há registro de 1919 que cita a Banda Paulino Chaves participando dos eventos em favor da construção da Igreja Matriz de Abaeté.
Outra citação sobre a banda Paulino Chaves: “Os autores destes escritos, ao ler esses registros ficaram deveras admirados com tanta fé e a abnegação desses abaeteenses.
As conclusões que se tira ao ler esses fragmentos de notícias: foi realmente uma “uma pesada e piedoso empleitada” de pessoas que não mediam esforços, sacrifícios, tempo e até mesmo recursos do próprio bolso para sustentar essa aventura. No grupo encontram-se políticos, comerciantes, músicos, artistas, funcionários públicos, donas de casa, jovens, padres e, naturalmente a participação de todo o povo, devotos da “Virgem da Conceição”.
Ela tinha até o seu patrimônio próprio, como era o caso da olaria, cujos lucros de vendas revertiam para a construção da Igreja Matriz e os óbulos que a comissão recebia para essa finalidade, como as “tigelas de seringa e telhas”, doados por devotos.
E o grupo de mulheres que constituíam a Liga de torcedoras do vera Cruz Sport Club, que se lançavam a promover quermesses para arrecadar fundos para a construção da Matriz.
Outro grupo interessante é o do “Grupo Scênico”, que apresentavam peças de teatro no “Theatro Nossa Senhora da Conceição”, grupo esse formado por  pessoas da própria sociedade que não mediam esforços nos ensaios e preparativos de ações empenhativas como são as de peças de teatro. A Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, como toda irmandade antiga, era formada por devotos e devotas em torno de um santo e com um ou mais objetivos.
A Irmande da Conceição, tinha como um de seus objetivos a arrecadação de fundos para a construção da Igreja Matriz. Mas o fato mais comovedor dessas campanhas, desses antigos abaeteenses, foi, sem dúvida, a viagem que a Comissão da Construção e outras pessoas fizeram aos municípios limítrofes, com a finalidade de arrecadar fundos nessas localidades.
Vamos imaginar como foi essa viagem: devem ter ido primeiro na cidade de Muana, que fica do outro lado da Baia do Marajó, e só nesse percurso, devem ter demorado 5 horas de ida, se a viagem foi feita por barco à vapor. Na vinda de Muaná, devem ter ido para a cidade de Cametá, cujo percurso deve ter sido de umas 6 a 7 horas. De lá seguiram para a cidade de Igarapé-Miri, com a duração de mais 5 ou 6 horas de viagem e, depois, vieram embora, pensa-se que, no outro dia. Foi uma viagem demorada, onde essas pessoas, inclusive um padre, deixaram os seus compromissos em Abaeté, e devem ter enfretado muitas dificuldades e desconforto na viagem, inclusive tempestades e, no fim, o resultado foi “pífio”, como diz o registro no jornal. Mas, acredita-se que essas pessoas não desanimaram e, por certo, devem ter continuado as campanhas com mais ardor, ainda, principalmente se ouviram o discurso do jovem e inteligente seminarista, Audifax Mendes, que disse: “Levanta-te povo...para a frente, sem temer a tempestade...Será construída a nossa Matriz, porque Nossa Senhora da Conceição nos protegerá”. Portanto, é um resgate dos nomes desses bravos devotos de Nossa Senhora da Conceição, que estes registros querem fazer. Gravemos estes nomes: Francisco Assunção dos Santos Rosado, Padre Luiz Varella, Professor Alberto costa, Grupo Scênico de Abaeté e seus atores e atrizes: Risoleta de Lima Araújo, Hilda V. Fonseca, Abel lobo, Bararaty Franco, Pedro loureiro, Miloca Matos, Osvaldina, Hilda, Antônio e Prudente Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, a Liga de Torcedoras do vera cruz Sport Club e as suas componentes, a Irmandade de Nossa Senhora da conceição e seus componentes (vide nomes noutra parte destes escritos), A Banda Paulino Chaves com os seus componentes, o Coronel Aristides dos Reis e Silva, o seminarista Audifax Mendes, a firma F. A. Santos Rosado & Cia., o Coronel Maximiano Cardoso, José Antonio de Castro, Theodomiro Amanajás de Carvalho, Amphiano Quaresma e, naturalmente, muitas outras pessoas, cujos nomes se perderam com o sumiço de muitos documentos e jornais antigos. Existem registros de outras pessoas que trabalharam em favor da construção da Igreja matriz, inclusive, pessoas que, mesmo antes das que foram citadas, no Século XIX,  também sonharam com a construção dessa Igreja.

A Religiosidade Popular:

Povo simples de bom coração.
Imagens enfeitadas com muitas fitas.
Reverências dos fiéis, beijos nas fitas, tomando as benções das imagens.
Sinal da cruz, nas reverências, mas mal sabiam fazer o sinal da cruz.
Grande fé num Deus misterioso e desconhecido, acreditavam na proteção divina e na proteção de Nossa Senhora, como mãe cheia de ternura. Poucos sabiam orar e menos ainda conheciam os sacramentos. Não conheciam os mandamentos. Cantos desafinados. Pessoas de boa vontade.
A religiosidade popular surge de um anúncio do evangelho, que se transformaram em devoções com as quais um povo exprime o seu sentimento religioso, na linguagem simples das imagens, dos círios e procissões, ladainhas, danças, fitas, velas, flores, festas, arraiais, orações, cantos.
A religiosidade popular é uma expressão nascida espontaneamente no meio do povo, muitas vezes desvirtuada do próprio cristianismo. É manifestada de vários modos: resignação passiva diante de certas situações da vida, pagamento de promessas, as velas, as fitas, as devoções aos santos, os pedidos, as rezas e bênçãos, as curas, os fogos, os mastros dos santos, missas do 7º dia seguida do terço nas oito noites após a morte, as procissões, as imagens dos santos e os oratórios, as ladainhas cantadas em latim, a folia dos reis, os folguedos de arraial. São práticas que devem ser respeitadas,  como cultura popular e que também tentam expressar um relacionamento com o sagrado. As rezas ou orações: das treze almas, à Santa Anastácia, Ana Cristina, Santa Edwirges, Santo Expedito, que são concebidas como preces mágicas para resolver problemas ou dificuldades, as novenas do Perpétuo Socorro.  As festas dos padroeiros com práticas pagãs, que vem sendo modificadas pouco a pouco, para uma festa verdadeiramente cristã. Tipo de catolicismo do Povoado, Devoção aos Santos, Religiosidade Popular:
E foi assim que a fé católica surgiu em Abaetetuba, através da devoção aos santos, que era uma característica do povo português, na época do descobrimento do Brasil. E a devoção aos santos foi seguida à risca pelos antigos habitantes do lugar, que atravessou as fases de povoação, freguesia, vila e cidade de Abaeté.

Religiosidade Popular em Abaeté e Devoção aos Santos:



No final do século XIX, indo até a metade do século XX, respirava-se religiosidade em Abaete e religiosidade popular devido as muitas festas de santos, formas de devoção e outros elementos que caracterizavam o lugar por essa cultura religiosa. E essa religiosidade ia dos mais pobres aos mais ricos. Na casa das famílias abastadas existiam luxuosas capelas e lindos oratórios. As imagens dos santos nos cartazes, folinhas ou esculturas existiam em praticamente todas as casas. Além de N. S. da Conceição, outros santos se tornaram objetos da devoção popular a partir de nossos bisavós a avós, com direito às tradicionais festividades, como acontecia com,  a devoção a “São Raimundo Nonato”, “Santa Luzia”, “São Benedito”, “São Sebastião”, “São Cosme e São Damião”, “Divino Espírito Santo”, “Sagrado Coração de Jesus” e muitos outros santos espalhados na cidade e nas localidades ribeirinhas do município. Até mesmo as antigas crenças nativas de negros escravos e dos indígenas foram afetadas pela devoção aos santos católicos.
Com a nova visão de ser cristão as velhas tradições religiosas, como as festas do mastro de santos, as ladainhas, as comilanças, as devoções exacerbadas aos santos, os pagamentos de promessas, os beijos nas fitas, os oratórios e todas as outras formas da religiosidade popular, deveriam, a partir de agora, dar lugar a uma nova forma de ser cristão e a construir a Igreja.

Mistura de credos, influências da religiosidade indígena e africanas. Sincretismo.
O povo humilde e simples sente uma profunda necessidade de Deus e de se comunicar com ele. Faltou uma catequese desenvolvida, a presença prolongada dos padres, dos catequistas, dos evangelizadores que, na sua passagem, só deixaram sementes de religião. Assim o povo misturou religião e cultura, promessas, política, vida e sofrimentos, decepções e esperanças.
Uma das formas de religiosidade do povo é a devoção a Maria e aos santos. Através deles o povo encontra aquele Deus que, muitas vezes, fica misterioso e distante. Basta pensar na devoção do povo a Nossa Senhora de Aparecida. O povo simples e humilde do Pará apinhado no Círio de Nazaré, pagando promessas e procurando à procura daquele Jesus que a Virgem segura em seus braços.
A religiosidade popular do povo simples do interior frequentemente é acompanhada por supertições, fatalismo, magia, superficialidades, que precisam ser purificados com paciência e amor. Deus é misericordioso e sabe compreender a simplicidade do povo. Precisa que o povo simples não precisa perder sua identidade, seus valores, sua fé, mas deve se enriquecer com um conhecimento mais profundo e autêntico. Sofrem muito os fiéis do nosso interior quando algum catequista ou padre, com um gesto iconoclasta, estupidamente, manda jogar fora todas as imagens das capelas e casas.
A religiosidade popular deve ser purificada e educada. É tarefa de catequista, do missionário, realçar os valores indiscutíveis, purificando-os daqueles gestos ou crenças superticiosas e encaminhando para Deus.
O verdadeiro missionário não é aquele que chegando num lugar, faz limpeza do terreno e constrói tudo de novo; mas aquele que sabe valorizar os germes que Deus semeou no coração humano, pois são sementes do Evangelho.
Tinha-o entendido muito bem S. Paulo quando entrou no Areópago de Atenas. Não entrou com machado destruindo os ídolos pagãos, mas procurou o altar dedicado ao “Deus desconhecido” que lhe deu oportunidade de pregar a Boa Nova. Não devemos esquecer que foi Deus que lanço no coração humano a religiosidade popular, para que o homem, aos poucos, descubra o caminho que leva à Verdade.
Religiosidade popular transmitida, transmitida como herança de pais para filhos, mas completamente despreparados para receber os sacramentos da Igreja.
A religiosidade popular pode se tornar uma base importante para o anúncio do Evangelho.

Sapataria Abateense, que ficava na então chamada Praça João pessoa, nº 2, quando a cidade se chamava Abaeté e era de propriedade de Carlito loureiro, segundo um documento de 07.04.1934.

Um Típico Arraial de Festa de Santo na Abaeté Antiga:

Religiosidade Popular:
Os antigos quadros dos Santos católicos ainda fazem
parte da Religiosidade Popular, em Abaetetuba.
Procissões com bandas, fogos, bandeirinhas, os folguedos, os mastros, os briquedos na praça (barquinhas, dangler, roda-gigante, os aviãozinhos,) , os jogos de azar (pescarias, argolas, tiro-ao-alvo, barraca da santa com bar e leilões e leiloeiros, andor enfeitado com flores e fitas coloridas, a cocada, quebra-queixo, , a venda de comidas típicas (tacacá, vatapá), a pipoca, o prirolito, os doces secos, roupa nova, os ribeirinhos e os rurais, as girândolas de brinquedos (rococós, corrupios, ratinhos), as barraquinhas de vendas, os brinquedos de miriti (pássaros, cobras, barquinhas, , as bandinhas no coreto, as bancas de vendas (brinquedos, artesanatos, jóias), sorvetes e picolés, as velas ao Cristo Crucificado, as novenas.

Os Imigrantes em Abaeté:

1931: Na Avenida João Pessoas existiam as casas comerciais de Kemil dos Santos, José Bechir Elias e Salim Bechir.
Salim José Bechir era sírio-libanês e possuía um bar chamado “Bar do Salim”, e foi ele quem trouxe as primeiras mesas de bilhar e sinuca para Abaeté.
Elias & Oliveira. Citação de 1922: “A firma Elias &Oliveira com casa de commércio no Furo Tucumanduba”. (Miguel Elias?).
Bechir Elias:
José Bechir Elias. Citação de 1922: “José Bechir Elias com casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
Há um documento de 1925 que faz a seguinte citação:
“Rua Justo Chermont, onde fica o comércio de José Bechir Elias, que depois mudou para a Rua Coronel Aristides Silva”.
É citado em documento de 1926.
Era comerciante em Abaeté, à Rua Justo Chermont.
Em 1931: Avenida João Pessoa, onde moravam José Paes Moreno, José Bechir Elias e Felippe F. Ribeiro.
1931: Na Avenida João Pessoas existiam as casas comerciais de Kemil dos Santos, José Bechir Elias e Salim Bechir.
Salim José Bechir era sírio-libanês e possuía um bar chamado “Bar do Salim”, e foi ele quem trouxe as primeiras mesas de bilhar e sinuca para Abaeté.

Bechir Elias & Cia era o nome da firma de José Bechir Elias, em 1935.
Salim José Bechir. Data de referência: 1956, gestão do Prefeito Pedro Pinheiro Paes.
Abel Ayope Elias. Possui citações de 1922, 1925 e 1926. Citação de 1922: “”Abel Ayope Elias com casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
Miguel Elias, 1922.

Família Bechir:
José Bechir Elias. Citação de 1922: “José Cechir Elias com casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
Há um documento de 1925 que faz a seguinte citação:
“Rua Justo Chermont, onde fica o comércio de José Bechir Elias, que depois mudou para a Rua Coronel Aristides Silva”.
Em 1931: Avenida João Pessoa, onde moravam José Paes Moreno, José Bechir Elias e Felippe F. Ribeiro.
1931: Na Avenida João Pessoas existiam as casas comerciais de Kemil dos Santos, José Bechir Elias e Salim Bechir. 
É citado em documento de 1926.
Era comerciante em Abaeté, à Rua Justo Chermont.
Bechir Elias & Cia era o nome da firma de José Bechir Elias, em 1935.
Salim José Bechir
Data de referência: 1956, gestão do Prefeito Pedro Pinheiro Paes. Vide acima José Bechir Elias.

Ainda existem descendentes da família Bechir em Abaeté:
Os jovens: Beatriz  e José Maurício Pinheiro Bechir, estudantes da Escola São Francisco Xavier em 2008.

Família Ayope:
Abel Ayope Elias.
Possui citações de 1922, 1925 e 1926. Citação de 1922: “”Abel Ayope Elias com casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
  
Ayres Lobo.
Era português e pai de Alice Lobo.

A família Kemil veio do Líbano, fugindo da guerra. Em Abaeté se instalaram no terreno hoje ocupado pela Escola INSA.
1949: Essa família quando chegou à Abaeté usou esse grande terreno para plantios diversos, inclusive uvas. Esse terreno localizava-se na Praça da Bandeira e limitava com a Avenida Magalhães Barata e do outro lado com o terreno onde está sendo construído o hospital dos vicentinos. Fazia fundos com o terreno de Raimundo Negrão Figueiredo. Pedro Pinheiro Paes era o prefeito.
João Roberto dos Reis era o dono do terreno e sogro de Kemil dos Santos. Kemil dos Santos. O Velho Kemil dos Santos era sírio-libanês  e era casado com Anacleta dos Reis Santos e eles tiveram os seguintes filhos: Antonio (Totó), Agostinho, Agenor, Nice, Luiz Kemil dos Santos e outros filhos.

Filhos: Mariuadir Santos.
Uadir Felix dos Santos.
Era de descendência libanesa.
Documento de 1948: Onde era a sede da Liga Operária Abaeteense-LOA, cujo presidente era Uadir Felix dos Santos.
Uadir possuía uma oficina mecânica no prédio do que seria o Hospital dos Vicentinos, onde hoje se localiza o INSA.
Uadir Felix dos Santos morava onde hoje existe a padaria de Nestor Rocha, na antiga...e atual travessa Frederico Gama da Costa.

Francisco Assunção dos Santos Rosado.
Era português.
Garibaldi Parente é citado  em documento de 1935, “com comércio nas localidades Paramajó e Piquiarana”.

Garibaldi Parente possuía ainda: fábrica de óleos, saboaria, cerâmica, oficina de ferreiro e barcos e lanchas, como: Gaivota, uma lancha pequena. Os barcos: Garibaldi, Sívio Romero, São Timóteo e outros.

Jorge Antonio.
Citação de 1922. “Jorge Antonio com casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
Casa Nossa Senhora de Nazaré, de Jorge Antonio.
Felix Antonio.
Citação de 1922: “ Felix Antonio com pequena fábrica de sapatos à Rua Justo Chermont, em Abaeté”.
Elmásia Felippe João.
Citação de 1922: “Elmásia Felippe João com comércio de botequim e quitanda à Rua Justo Chermont, na cidade de Abaeté”..
Felippe João.
Citação de 1922: “Felippe João com casa de commércio à Rua Justo Chermont, em Abaeté”. 1927: Mercearia Flor da Syria, de Felippe João.
1927: Mercearia Flor da Síria, de Felippe João.

Os primeiros italianos, das famílias Parente e Calliari, que vieram para Abaeté, vieram de Bom Jesus dos Passos, na Bahia, que é uma cidade praiana.

Cemitério de Nossa Senhora da Conceição:

O antigo Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, existente na entrada da antiga Travessa da Conceição (vide dados sobre esse cemitério em ruas...), hoje Avenida Pedro Rodrigues, foi desativado e as autoridades construíram outro Cemitério Público em ...na gestão do prefeito ...
Citações sobre essa rua: Rua Coronel Caripunas:
1905, ” local  de Raimundo Lício Baia, em terreno que media 60x42 metros, entre as casas de Verônica Lobato e a Trav. da Conceição”. A Trav. da Conceição ou Passagem da Conceição, foi o primeiro nome da atual Av. Pedro Rodrigues, por que ali existia a pequena igreja de Nossa Senhora da Conceição e um Cemitério de Nossa senhora da Conceição, esquina com a atual R. Getúlio Vargas. Ali se instalou, na esquina com a atual R. Siqueira Mendes, o Grupo Escolar de Abaeté, inaugurado no dia 02.04.1902, tendo como primeiro diretor o professor Bernardino Pereira de Barros, que tinha se formado no Curso Normal do Instituto de Educação do Pará, em Belém.
Rua Abraham Fortunato: José Augusto Fortunato, foi um dos componentes da 1ª Câmara da Vila de Abaeté, em 1881. Descende de uma família de imigrantes judeus, onde alguns de seus membros estão sepultados em área separada no Cemitério Público de Nossa Senhora da Conceição em Abaetetuba.
Avenida Abraão Fortunato, onde foi construído o cemitério, com frente em tijolos e lados cercados com achas.
Travessa da Conceição ou Passagem da Conceição.
Nessa rua fora construída a antiga igrejinha de Nossa Senhora da Conceição e onde, nas suas proximidades ficava o Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, que ficava na Passagem da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues, com à Rua Getúlio Vargas.
A Travessa ou Rua Nova refere-se à rua que se dirigia ao novo Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, onde ficava a antiga igreja do Divino Espírito Santo, hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes. Na Rua Nova, em 1904, moravam Eleutéria Silva e Hermínio Pauxis. A Travessa ou Rua Nova refere-se à rua que se dirigia ao Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, onde ficava a antiga igreja do Divino Espírito Santo, hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes.
Documentos de 1947 se referem a uma “Praça da Bandeira”.
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, possivelmente para honrar o “Dia de Todos os Santos”, com o seguinte percurso: “Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Praça Nossa Senhora da Conceição. Depois a procissão segue pela Avenida Rio Branco, Praça da Bandeira, até o Cemitério”.

Antigos Cemitérios em Abaeté
“O Cemitério se localizava na Avenida Abraham Fortunato”.
 “Avenida Abraão Fortunato, onde foi construído o cemitério, com frente em tijolos e lados cercados com achas”.
R. Lauro Sodré esquina com a Travessa do Canto do Cemitério.
Esse cemitério era o antigo cemitério de Nossa Senhora da Conceição, localizado na antiga Travessa da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues.

Cemitério de Nossa Senhora da Conceição ou Necrópole de Nossa Senhora da Conceição

A Travessa ou Rua Nova refere-se à rua que se dirigia ao Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, onde ficava a antiga igreja do Divino Espírito Santo, hoje travessa Pedro Pinheiro Paes. Refere-se à rua que se dirigia ao Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, onde ficava a antiga igreja do Divino Espírito Santo, hoje travessa Pedro Pinheiro Paes.

Há uma citação que faz a seguinte referência sobre o 1º Círio oficial de Nossa Senhora da Conceição, em 1912, que também se refere a algumas ruas antigas, inclusive a travessa Nova: ”O Círio saiu da Igreja do Divino, na Pça. da Conceição (hoje Praça Francisco de Azevedo Monteiro), ganhou a Trav. Nova (hoje Travessa Pedro Pinheiro Paes), foi pela Silva Jardim (hoje Travessa Padre Luiz Varela), contornou o grande espaço aberto (onde hoje fica a Pça. de Nossa Senhora da Conceição e o antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube) e retornou pela R. Torquato Barros (hoje trecho da R. Barão do Rio Branco)”.
1919: O Cemitério Municipal era dividido em quadras: Quadra Santa Maria, Quadra São Joaquim, Quadra São José e Quadra Santa Ana.
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, possivelmente para honrar o “Dia de Todos os Santos”, com o seguinte percurso: “Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Avenida 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. Nossa Senhora da Conceição. Depois a procissão segue pela Avenida Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o Cemitério”.
Francisco de Miranda Margalho, Administrador do Cemitério Público, conforme documento de 30.05.1948, da Prefeitura Municipal de Abaeté.

Documento de 30.04.1948, recibo de cobrança de taxa, pela sepultura perpétua de Adhemar Araujo Rocha, filho de Ademar Lobato Rocha e Risoleta de Araujo Rocha, falecido aos 17 anos, às 02:00 horas, tendo como encarregado do Cemitério Público, Francisco de Miranda Margalho, dinheiro pago por Lourival Lima Leite Lobato, primo de Risoleta.

As Sepulturas Perpétuas:


Acima temos o túmulo da ex-escrava Ana Cristina,
a sepultura mais visitada do Cemitério Público.
Antigamente havia o costume das sepulturas perpétuas, daí os belos e ricos túmulos do início do século XX existente no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição.  Os familiares dos falecidos mandavam erigir essas tumbas com as tradicionais cruzes e muitos outros motivos religiosos ou não religiosos, como: figuras de santos e anjos em alto relevo ou esculpidos em mármores, granitos ou cimento armado. É um cemitério bem antigo e bonito, que já lotou há muito tempo. Os sepultamentos continuam, porque muitas famílias enterram seus mortos em sepulturas em madeira e esses mortos caem no esquecimento de seus familiares. Essas sepulturas apodrecem e os enterros são feitos na sepultura dos mortos esquecidos ou abandonados no cemitério. Essa superlotação de mortos já vem de muito tempo. Nenhum prefeito tomou, ainda, qualquer medida na construção de um novo cemitério público em Abaetetuba. Seria o caso de desativar os enterros de que não possuísse sepulturas perpétuas e para a preservação das antigas, belas e históricas tumbas desse antigo Cemitério Público, hoje, objeto da especulação de sepultamentos. Nesse antigo cemitério deve estar enterrado, pelo menos, outra população atual de Abaetetuba que possui mais de 130.000 habitantes.

A urna funerária acima foi descoberta no Sítio Arqueológico
do Pacoval, na Ilha do Marajó, região vizinha ao Baixo Tocantins.
Abaixo temos algumas fotos de antigas sepulturas perpétuas
no Cemitério de Nossa S. da Conceição.

 Antigamente os túmulos eram construídos em mármore, com
anjos e outras motivações da fé do povo.
 


Ainda existem muitas sepulturas antigas no Cemitério
público, mas que estão sendo saqueadas por criminosos
e o cemitério há muitos anos que perdeu sua capacidade
de sepultamentos haja vista não haver mais espaços para
novos sepulturas, a não ser, as sepulturas perpétuas das
famílias mais antigas.

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA