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sexta-feira, 15 de julho de 2011

ARTESANATO E TURISMO













PARÁ: ARTESANATO E TURISMO



Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, da Agência Pará de Notícias

O segundo dia de participação do Pará no 6º Salão do Turismo, no Anhembi, em São Paulo, foi dedicado principalmente à comercialização de produtos. A Companhia Paraense de Turismo (Paratur) levou ao evento onze entidades que trabalham com artesanato no Pará. A expectativa é grande em torno da comercialização dessas peças, segundo a coordenadora do espaço de artesanato do Pará no evento, Sheila Pires.


A matéria-prima dos produtos inclui cerâmica, cestaria, fibra, balata, sucata marinha, madeira e sementes. O artesão Desidério Santos, presidente da Associação dos Artesãos de Brinquedo de Miriti de Abaetetuba, avalia positivamente a oportunidade, que garante visibilidade para o trabalho de 149 artesãos. Das 250 peças colocadas à venda no espaço, foram vendidas mais de 60 somente no primeiro dia.


O turismo de base comunitária também ganhou espaço no Salão do Turismo, com a participação de representantes do município de Curuçà. Ilson Lima, do Instituto Tapiaim, levou ao salão, com apoio da Paratur, experiências de receptivo turístico nas comunidades de Muriazinho, Romana, Ilha de Fora e Cabeceira, entre outras, que incluem praias, trilhas e visitação na comunidade.


Agricultura –No espaço da agricultura familiar, biscoitos, doces, geleias, bombons e outros produtos de Marapanim, produzidos com castanha, açaí e cupuaçu, fortalecem a divulgação do Pará e garantem lucro aos produtores rurais. Oriundo da Vila Maú, em Marapanim, Silvio Chagas, em dois dias, comercializou cerca de 35% do material que levou, incluindo 300 quilos de biscoitos, 150 litros de geleia, 80 quilos de doces e dois mil bombons. “Uma grande oportunidade de mostrarmos nossa produção”, comemorou ele, que representou as 2,5 mil pessoas beneficiadas diretamente com a venda do produto.


Para os agentes de turismo, o salão traz resultados imensuráveis ao Pará. “A Paratur é nosso braço direito no fortalecimento do turismo. Nossa participação é importante para fazermos contatos e fecharmos negócios”, elogiou o empresário Francisco Rocha, da Travel In Turismo.
Prefeitos de municípios do Marajó e do pólo Amazônia Atlântica prestigiaram o evento, a exemplo de João Luiz de Oliveira Neto, de Soure, e Fernando Damasceno, de Curuçá, que acompanharam os grupos de carimbó de seus municípios, Cruzeirinho e Andirás, respectivamente.


O Pará retoma com essas parcerias as estratégias de fortalecimento do turismo e retomada também do Pará como forte destino da região Norte, obra-prima da Amazônia”, finaliza o presidente da Paratur, Adenauer Goes, que, no fim da tarde, assumiu o compromisso com os secretários de Turismo do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins para criar uma entidade fortalecedora do turismo integrado.
Benigna Soares – Paratur

AMBIENTALISMO: SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA

DEFENDER A AMAZÔNIA



Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, postagem de Luiz Roberto Barbosa Morais – Um Químico Caboclo, de 15/7/2011.

Como disse o autor João Cabral de Melo Neto “é difícil defendera a vida só com palavras” A Amazônia é vida, defende-la só com palavras é muito difícil, temos que vivê-la, para isso temos que conhecê-la, é um universo enorme, um universo cruel, um universo belo, um universo calmo, um universo em transformação física e cultural, um universo rico, que enriquece e empobrece, edifica e destrói a Amazônia não é poética é real temos que decifrá-la e conviver com ela ou simplesmente montá-la em um rodeio suicida em que no momento em que ela sucumbir nos arrastará juntos, não podemos mostrar os dentes a cada Serra Pelada que surgir ou a cada medicamento descoberto como a pilocarpina extraída do jamborandi é como se ela, a Amazônia, fosse um imenso animal cabeludo de onde extraímos um pequeno piolho, ou quem sabe nos sejamos os piolhos que quando sugamos o animal sem sermos incomodados festejamos. O problema a ser enfrentado, é que o capital tem que saber como sugar ou vamos matar o animal e como já falei morreremos juntos. Em alguns lugares da Amazônia festejamos o absurdo, a desgraça, a falta de saúde, a falta de educação a falta de valorização da vida. Se manter neste universo só é possível aos destemidos, aos proscritos, aos sem opção, aos apaixonados e aos absolutamente nativos, aqueles que como os animais se forem retirados do habitat irão morrer de alguma forma. Tudo o que se sabe sobre a Amazônia é pouco para decifrá-la, o rio que corta esta floresta interage com ela em uma simbiose perfeita em que a sorte de um se refletira na sorte do outro. O rio e a salvação da floresta e também o acesso para o homem e sua fome de transformação, este imenso laboratório tem que ser estudado, entendido e explorado, aos moldes das florestas canadenses exploradas a séculos e continuam preservadas criam-se leis as quais nos os amazônidas não entendemos, criam-se reservas que não funcionam, em alguns casos condenando os nativos a agir no anonimato como criminosos foras da lei, é um absurdo, aquilo que o Brasil não entende rotula e fecha “ temos que preservar” e pronto. “Vamos sentar em cima do tesouro para aproveitarmos no futuro” e o povo pergunta quando será esse futuro? Na Amazônia como em qualquer lugar do mundo temos uma necessidade imediata, precisamos comer, se para isso vamos matar uma tartaruga de 100 anos ou derrubar uma arvore de 50 é só um detalhe, por isso precisamos de alternativas. A cobertura vegetal é uma alternativa de preservação, temos que manejar, domesticar, plantar e colher ou vamos ficar a mercê das monoculturas desenvolvidas fora do Brasil e que são responsável pelo desmatamento e degradação, como a palma e a soja, a soja, diga-se de passagem, aos poucos começa a se instalar as margens dos rios Tapajós e Xingu, vamos dar o golpe de misericórdia na floresta, sinto-me como se fosse o burro que deixa de comer o milho para comer as suas próprias fezes, com a diversidade de oleaginosas que temos nesta floresta que podem ser domesticadas e consorciadas plantar palma e soja é um absurdo, com praticas monoculturais como esta instalamos a miséria, aproveitando mão de obra barata, e tiramos a dignidade dos povos da floresta que nela vivem que passarão a viver em bolsões de miséria que se formam no entorno destes grandes projetos. Precisamos então dar voz aos povos da floresta não para pedirmos nada, mas sim para nos comunicarmos criar formas de comercialização das riquezas da floresta, não por modismos, mas sim por questões técnicas que são levantadas desde o inicio da ocupação da Amazonia a 400 anos atrás, pelas instituições de pesquisa e ensino brasileiras, ou não, precisamos de ação, para viabilizar economicamente a pesquisa, mostrar que podemos ser uma opção de desenvolvimento sem devastação. Sem paixão, sendo extremamente técnico, temos condições de resolver problemas energéticos do mundo, para isso temos que nos adaptarmos a forma de viver de um povo que esta na contramão do capitalismo, a fartura da floresta em determinados momentos nos faz crer que podemos viver indefinidamente do extrativismo ou da cultura de subsistência. Este povo, que tem uma forma alternativa de viver, vai ser aniquilado empurrado para o precipício da cultura urbana, por qualquer pratica mono cultural que vier a ser implantada na Amazônia, da soja ao capim para pasto. Devastamos hoje o que nem conhecemos, os espécimes que surgem na mídia mundiais como alternativas de sustentabilidade escorregam por entre os nossos dedos e são aproveitados em outras partes do Brasil e do mundo graças a ação que alguns grupos econômicos que viabilizam a produção melhoram geneticamente o espécime, mecanizam e aumentam a produtividade e ganham dinheiro sem que nada deste lucro retorne para a floresta, não gosto desta tal “ partição de benefícios” não precisamos de esmola precisamos gerar demanda para os produtos extrativistas para que possamos passar para o segundo momento que é a domesticação dos espécimes, popularizar produtos de grande potencial que a floresta tem, gerar trabalho, dignidade e de sobra preservar a floresta, este é o meu lema pessoal, aproveitar para preservar, ou vamos aproveitar para preservar ou vamos simplesmente ver a floresta ser transformada pelos grandes projetos perder a sua forma original e talvez a chance de resolver vários problemas da humanidade.


Para gerar demanda para produtos extrativistas temos que começar a perguntar para as indústrias que dizem que fazem a preservação da floresta quanto utilizam de produtos florestais em suas formulações, compra 200 quilos de copaíba e utilizar durante um ano, colocando 0,5% de copaíba no produto final não gera demanda. Temos que qualificar os povos da floresta, trocar informações com estes povos de grande sabedoria tradicional, registrar, socializar informações com o mundo todo, e cobrar por isso. Enquanto continuarmos “sentados em cima do pote” a “sangria” de conhecimento será mais danoso por que será clandestina, será marginal, trocaremos ouro por apito, contrabandeado em potes de alimentos e cosméticos, no exterior serão aproveitados, explorados em outros cantos do planeta sem que tenhamos sequer conhecimento e possamos aproveitar em função do melhoramento da qualidade de vida do povo da floresta. Não tenho a pretensão de sonhar a casa de um caboclo a beira de um rio com a parafernália tecnológica de uma casa urbana, mas pelo menos ter acesso a saneamento básico, saúde e educação de qualidade alimento na floresta para nos abunda e pode até ser s a solução para questões de abastecimento alimentar nos centros urbanos.


Postado por Luiz Roberto Barbosa Morais às 00:06
Marcadores: Amazonian, amazônia, materias primas da floresta, Povos da Floresta, produtos da sociobiodiversidade, Sustentabilidade

ARTES PLÁSTICAS







ARTES PLÁSTICAS: NEWTON AVELINO E WALDEREDO


DIVULGAÇÃO



O Bardallos Comida & Arte recebe a exposição “Dois olhares”, que reúne pinturas em óleo sobre tela dos artistas plásticos potiguares Newton Avelino e Walderedo. A abertura será dia 21 de julho, às 21h. Os trabalhos ficam expostos até 6 de agosto.Abertura: 21 de julho Hora: 21h Local: Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 761, Cidade Alta) Informações: 3211 8589 / 9409 4440.

FONTE: site soltonacidade.com.br
Postado por AgentScuder às 9:54 PM

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

domingo, 10 de julho de 2011

ILHA DO CAPIM: ILHAS DE ABAETETUBA 1












ILHA DO CAPIM E ARREDORES








Fizemos viagem à Ilha do Capim e deparamos com algumas localidades importantes nessa viagem pela Baía do Capim:


Ilha Tabatinga, localidade histórica que fica situada bem em frente à cidade de Abaetetuba e que deu origens a vária e tradicionais famílias de Abaetetuba e nessa ilha se localiza o famoso Furo do Boto e com embocadura na Baía do Capim.


Rio Tabatinga, que margina a Ilha de Tabatinga.


Ilha Urubuéua, outra famosa e importante ilha de Abaetetuba, que tem alunos que estudam na Escola Padre Pio, do Capim.


Ilha Sirituba, famosa ilha das lendas de Abaeté, como: cobra-grande, navio de luz, navio negro.
Igarapé Pirocaba, que fica perto da cidade de Abaetetuba/Pa.

Igarapé Pindobal, cuja embocadura fica na Baia do Capim, próximo ao Igarapé Pirocaba. Suas águas deságuam na Baía do Capim, próximo à Ilha Tabatinga.


Furo Ciriáco, que leva ao Furo Caripetuba.

Furo Caripetuba, importante localidade de Abaetetuba que deu origem a importantes construtores navais e famílias de Abaetetuba.


Rio Xingu


Rio Paramajó, em cujas margens foram construídos vários e antigos engenhos e que deu origem a importantes comerciantes e famílias de Abaeté.


Praia de Beja, famoso balneário na Vila de Beja que acolhe milhares de veranistas no mês de julho.


Vila e Praia de Conde, localidades pertencentes ao município vizinho de Barcarena/Pa e onde se avistam distantes instalações da Ponto da Vila de Conde e algumas chaminés.


Rio Marituba, é um pequeno rio próximo ao Furo do Capim e onde se localiza a casa do Sr. Arminho Azevedo, que é o dono da rabeta que viajamos para o Capim. Nas terras do Marituba é que fica localizado o açaizal do Sr. Arminho, dotado de ponte e a grande casa em madeira. Ao lado da casa de madeira está sendo construída outra casa em alvenaria e pensamos que estava sendo construída dentro da água e o Sr. Arminho nos explicou que a casa só recebe serviços quando o terreno está seco das águas das marés altas.


Ilha do Capim, que é uma ilha diferente das demais ilhas de Abaetetuba, dando a impressão de ficar apartada da Região das Ilhas de Abaetetuba. Isso se dá devido ao fato dessa ilha estar situada em plena Baía do Capim e, portanto, cercada pelas águas dessa baía, enquanto as demais são ilhas cercadas por águas de rios e igarapés. Essa ilha mede 994,7 há e dela pode-se avistar um ponto distante na Ilha do Marajó que é a localidade Malato, do município de Ponta de Pedras. A Ilha do Capim abriga importantes famílias de Abaetetuba e é uma sociedade bem organizada que vive principalmente da pesca e da extração do açaí.


Furo do Capim, que liga o Rio Pará à Baia do Capim e que separa a Ilha do Capim das demais ilhas de Abaetetuba.


Praia do Capim, que fica às margens da Ilha do Capim.

O Rio Pará é o principal rio de Abaetetuba e esse rio, junto com o município de Barcarena, faz o limite Norte de Abaetetuba e o Rio Pará é o limite natural, a Noroeste, com os municípios de Muaná e Ponta de Pedras. Nesse rio se destacam dezenas de ilhas: Sirituba, Tabatinga, Urubuéua e Capim que recebem as mesmas águas nas enchentes e nas vazantes. A confluência do Rio Pará com Rio Tocantins, forma outra baía que os moradores da Ilha do Capim chamam de baía do Tocantins.

Baía do Capim, que é uma grande massa de água doce, berçário de muitas espécies de peixes que até os dias atuais sustenta a atividade de pesca dos habitantes da Ilha do Capim.

Rio Caratateua, fica em uma ponta de terra, na extremidade oposta ao furo do Capim e possui a comunidade de mesmo nome e que dizem ter maior quantidade de moradores que os do Furo do Capim. É um local cujo terreno torna-se alagadiço com a enchente das marés e precisa das pontes para a locomoção das pessoas para as atividades do dia-a-dia e estudos das crianças e jovens na escola do local.


Ilha do Cururu, ilha que fica na frente da Ilha do Capim.


Rio Mangá, na Ilha do Capim.


Igarapé Acariacá, com a comunidade do mesmo nome. No Acariacá tudo é difícil e a situação ali é precária em todos os sentidos e ali é que existe o Farol de Caiacá, para orientar as inúmeras embarcações que circulam na baía, devido alguns perigos que ela oferece em determinados trechos. Muitos navios já naufragaram nessa parte da baía do Capim desde os tempos coloniais e na época dos vapores que transportavam borracha para Belém e de Belém para a Europa.

Outros rios que deságuam na baía do Capim: Guajará de Beja, Arapiranga de Beja e Arienga (Uiarenga). Este último faz limite com o município de Barcarena.

AVENTURA NA ILHA DO CAPIM:
Para os que viajam diariamente em pequenos barcos para os diversos pontos das Ilhas de Abaetetuba essa é uma rotina que não abala nem um pouquinho as pessoas movidas por diversos interesses como estudo, negócios, compras, fretagem de embarcações, atendimento médico-hospitalar na cidade e outros interesses. Essas viagens são realizadas principalmente pela manhã, devido o perigo que as viagens oferecem pela ação de piratas ou tempestades em outros horários. As viagens pela manhã são feitas em comboios de embarcações como pudemos observar.


Iríamos viajar num pequeno tipo de embarcação por aqui chamada de rabeta e para nós, não acostumados com essas viagens, era inacreditável que uma pequena embarcação pudesse transportar mais que 10 pessoas. Na verdade existem rabetas pequenas, médias e grandes e algumas das maiores são dotadas de cobertura para proteger contra o calor do sol e chuvas e as menores não possuem cobertura e algumas chamadas agora de rabudas ou rabudinhas devido uma espécie de haste que sai do motor instalado na popa da embarcação e chega a tocar a água dos rios como uma espécie de rabo da canoa. As rabudas e rabudinhas servem para os pequenos deslocamentos de pessoas entre as comunidades mais próximas.


Devido ao pequeno tamanho e falta de cobertura para proteção contra o calor do sol e chuvas, desistimos de viajar na embarcação a nós destinada pelos organizadores do evento de que iríamos participar na Ilha do Capim e fomos em outra maior e com uma pequena área de cobertura para o piloto e mais algumas poucas pessoas. Porém essa embarcação era menos veloz que as pequenas rabetas, e assim, se tornaria presa fácil da ação de piratas que infestam os rios e igarapés.


Nessa embarcação muitos componentes da comitiva preferiram viajar na parte descoberta da rabeta, enfrentando o forte calor, porém desfrutando do vento muito comum nessas viagens. Também nas viagens feitas pela manhã, as ondas do mar são de pequena intensidade e uma característica dessas pequenas embarcações é o forte barulho do motor movido à óleo diesel, que não permite uma conversação tranqüila com os demais viajantes.


Como viajamos de carona, tivemos que parar no igarapé Marituba, que fica próximo à Ilha do Capim e onde fica a casa do Sr. Arminho. Nesse local ficamos esperando a rabeta que nos levaria à Ilha do Capim. Assim aproveitamos para dar uma pequena passeada pela ponte que leva ao grande açaizal do Sr. Arminho e conhecer sua grande casa construída em madeira.


A comitiva que saiu de Abaetetuba para a Ilha do Capim foi participar da colação de grau dos alunos concluintes do 2º grau do do Sistema Modular de Ensino-SOME que funciona na bonita Escola Padre Pio. Esse fato era inédito naquela ilha e a comitiva era formada de várias pessoas de Abaetetuba e entre as quais se encontravam: professora Maria de Jesus Rocha, diretora da Escola Bernardino e seu esposo; professora Jucilene Lopes e seu namorado Paulo; professor Bello, do SOME; ex-senador José Nery e alguns assessores, cinegrafista e outras pessoas moradoras da Ilha do Capim e redondezas. A comitiva almoçou às 14:00 horas do dia 19/2/2011 em ambiente descontraído e logo após o almoço alguns foram descansar da viagem e outros foram passear por alguns pontos da ilha.


Na madrugada do dia 20/2/2011, fomos para o pátio da casa dos professores e ficamos admirando o marulho das águas batendo nas praias do Furo do Capim, ouvindo o grito de alguns animais noturnos e observando a claridade da luz que provinha das nuvens e que clareava aquela madrugada fria. Nessa contemplação presenciamos um fenômeno que logo nos apreensão, que eram riscados rápidos de luz que se entrelaçavam nas águas que batiam nas margens do furo. Pensamos logo nas descargas elétricas dos peixes poraquês e ficamos por alguns minutos refletindo nesse fenômeno. Porém logo entendemos que aqueles riscados de luz sobre a água, eram o reflexo da claridade da luz que vinham das nuvens e que refletindo sobre águas na forma de ondas, no sobe e desce dessas ondas, pareciam correr na água, quando na verdade, o que corriam eram as ondas carregando o reflexo da luz. A luz não corria e sim as ondas carregando consigo os reflexos da luz que provinham das grandes nuvens sobre a baía e Ilha do Capim.


À noite, aproximadamente às 19 horas do dia 20/2/2011, nos arrumamos e fomos à pé por um caminho que vai da casa que hospeda os professores do SOME até a Escola Padre Pio, onde aconteceria a colação de grau. Como já era a boca da noite tivemos que nos valer de um guia e de lanternas para fazermos aquele percurso, pisando sobre areia, paus, folhas secas e passando por pontes improvisadas sobre pequenos lagos da água que restaram da maré alta.


Participamos de todo o cerimonial de colação de grau, vendo as apresentações de músicas, ouvindo os discursos e presenciando a outorga de grau. Após essa primeira parte fomos participar de uma farta mesa de comes e bebes e ouvir os cantores, conjuntos musicais e a aparelhagem de som e vendo as pessoas presentes se divertindo dançando na área descoberta da escola. Foi uma bonita e bem organizada festa.


O nosso grande problema foi a volta improvisada para a casa dos professores que fica um pouco distante da escola. A volta antes da hora prevista se deu por um mal-estar que afetou um dos membros da comitiva e que precisava ir para um lugar mais adequado para sua recuperação. E nesse momento se registrava uma tremenda escuridão e com a persistência da chuva fina que teimava em cair naquele início de madrugada e quando a maré no Furo do Capim ainda estava alta e não tínhamos mais o nosso guia, que devia estar se divertindo na bonita festa de colação de grau. Já tínhamos combinado só voltar para a casa que nos hospedava quando a maré estivesse baixa e na madrugada avançada, pois tínhamos que voltar a pé pelo mesmo caminho de vinda e este caminho já estivesse seco da maré daquela noite.


Como alguns membros da comitiva tinham decorado o caminho, nos armamos de varetas e com a providencial lanterna levada por um dos nossos, empreendemos a caminhada de volta. Paulo, o namorado da professora Jucilene, mesmo com o seu mal-estar, ia na frente, cutucando a vareta na água e no mato dos arredores do caminho, para espantar alguma arraia, cobra ou outro animal das águas e florestas que poderia estar no percurso desse caminho ainda alagado e para sentir a ponte rasteira desse caminho. Como a água estava batendo acima dos nossos joelhos, nos molhamos e sujamos todos, não só pela água da chuva e também pela água da maré alta e lama do caminho. De certa maneira essa volta para a nossa casa de hospedagem foi até divertida, pelo inusitado da aventura na escuridão e no meio do mato e com água batendo acima dos joelhos e com a possível presença de algum animal perigoso, como cobras e arraias.


Com muito esforço chegamos à casa do Sr. Jorge, que fica no meio do caminho. Tivemos que escalar o parapeito da casa para ver a situação do outro lado do caminho. Estava ainda tudo alagado e com muita lama, por efeito da maré que já estava vazante. Porém não esperamos a maré vazar e resolvemos descer por uma escada que se encontrava do outro lado da referida casa até o caminho ainda alagado, pisando na água e lama do caminho. Assim chegamos à parte do caminho que já estava mais seca. Na escuridão, pois o motor de luz só funcionaria a partir das 9:00 horas da manhã. Nos limpamos, atamos nossas redes e quem pôde foi dormir.


Ao acordar fomos tomar o café da manhã na casa do Sr. Jorge, que se tornou nosso amigo e que nos contou muitas histórias e lendas do Capim, de sua família e dos antigos moradores do local. O Sr. Jorge é uma grande figura do Capim. Vide em moradores do Capim e arredores abaixo.


E como a maré estava baixa não podíamos viajar de volta para Abaetetuba, pois as embarcações estavam encalhadas no seco da maré, esperando que a água cheia permitisse a nossa viagem, que só aconteceu às 11 horas da manhã daquele dia. A volta foi feita na rabeta Santo Antonio, de propriedade do Sr. Jorge, que nos afirmou tratar-se de uma embarcação veloz, segura, construída em madeira piquiá, dotada de um potente motor e que, em suas inúmeras viagens pela Baia do Capim, jamais tinha dado quaisquer problema nessas viagens.


Assim enfrentamos a viagem de volta pela Baía do Capim em rabeta pilotada por um dos filhos do Sr. Jorge. O calor do sol estava sufocante, atenuado um pouco pelo forte vento que soprava na baía e que criava marolas, que ao chocar com o casco da pequena embarcação respingava água nos passageiros. E, de fato, apesar dos temores e falta de material de segurança na forma de coletes, chegamos à Abaetetuba em 45 minutos de viagem.

NOSSAS IMPRESSÕES E OBSERVAÇÕES DA VIAGEM AO CAPIM:
Ainda não existe luz elétrica nas localidades da Ilhas de Abaetetuba, a não a fornecida por grupos geradores de eletricidade (motores à óleo diesel). Porém avistamos os trabalhos do projeto Luz Para Todos, do Governo Federal, que em breve levará o sonho da luz elétrica permanente às localidades das Ilhas de Abaetetuba e região, levando melhor qualidade de vida à população ribeirinha das inúmeras ilhas da Microrregião do Baixo Tocantins.


Não existe água de qualidade nas Ilhas de Abaetetuba e a água é retirada dos rios através de um sistema de caixas d’água que armazenam água que servirá para todas as atividades do dia-a-dia das famílias ribeirinhas. Avistamos muitas dessas caixas d’água e pensamos que uma das soluções para dotar essas famílias de água de melhor qualidade para as ilhas de Abaetetuba, seria a adaptação do projeto das cacimbas que armazenam águas das chuva no semi-árido do Nordeste Brasileiro. Lembramos que as águas dos rios de Abaetetuba e região já estão fortemente poluídas e contaminadas por dejetos, lixo e produtos químicos vindos das casas, fábricas e das fábricas e Porto de Vila de Conde. São poucos os rios e igarapés de Abaetetuba que ainda não estão com suas águas poluídas e contaminadas. No próprio Porto da Vila de Conde, além dos produtos químicos das fábricas jogadas nas águas da Baía do Capim e rios e igarapés da sua proximidade, há o problema da lavagem dos navios que lançam lixo e produtos químicos das lavagens, lixo que avança pelas águas da baía e atinge em cheio a Ilha do Capim e seus arredores.
Na viagem ao Capim encontramos muitos tipos de lixos flutuando nas águas: papel e papelão de todos os tipos; caroços de açaí e de miriti; lixo caseiro; galhos e folhas de árvores; sacos plásticos; caixas e caixotes de madeira e papelão; garrafas plásticas e de vidro; latas de todos os tamanhos (plásticas, alumínio, etc); restos de frutas e verduras estragadas; restos de carnes de peixe e outros animais estragadas; gasolina e óleo dos barcos-motores e rabetas flutuando nas águas e com forte e característico odor desses produtos; e outros lixos jogados na frente da cidade de Abaetetuba e pelas embarcações que trafegam pelos rios e igarapés da região.


As casas de algumas famílias mais abastadas são muito grandes, construídas com madeira de lei de boa qualidade ou com madeira de lei e alvenaria e com muitos quartos, varanda, cozinha, pontes e com canoas e barcos ancorados nas pontes ou em abrigos perto da casa e junto com redes de pesca, caixas d’água.


Capelas católicas e templos evangélicos são comuns na beira dos rios e igarapés.

ALGUMAS IMPRESSÕES DOS MORADORES DA ILHA DO CAPIM E ARREDORES:
O Porto da Vila de Conde não trouxe benefícios para os moradores da Ilha do Capim e de outras ilhas e, pelo contrário, só trouxe problemas na forma de poluição e contaminação pelo lixo que de lá sai e vem dar na Ilha do Capim e arredores, prejudicando as atividades de pesca e agricultura dos ribeirinhos.


No Capim, apesar da poluição e contaminação, ainda existe muita pesca e caça e só morre de fome quem é preguiçoso. Porém a poluição que sai das fábricas e porto já vem afetando a sobrevivência dos moradores da ilha e arredores.


Uma grande área no centro da Ilha do Capim, conforme decisão da comunidade, deverá ficar como área de preservação de vegetais e animais locais, evitando-se a caça e a derrubada de árvores nessa área. E os próprios moradores da ilha têm consciência da preservação de animais como preguiças, camaleões e outros lagartos, aves, mucuras, botos, pacas, tatus e cotias, peixes e até certas espécies de cobras.


Piratas de outros lugares costumam assaltar barcos na baía e o Capim leva a fama de ser área de pirataria e essa realidade é mostrada no mapa da cartografia social. Mas os pacatos cidadãos do Capim afirmam que os piratas que agem na baía vêm de Belém e outras cidades próximas e eles próprios são vítimas da pirataria que assola a baía.


Segundo os moradores do Capim a educação, a religião e a melhoria da qualidade de vida sempre foram prioridade para a comunidade da ilha e todos, católicos e evangélicos locais, atuam juntos pela melhoria da educação, preservação dos valores morais e por qualidade de vida boa para todos. E esse fato foi comprovado pela quase ausência de violência entre os moradores da ilha e pela união em favor da educação, presenciada na manutenção da Escola Padre Pio e na organização da colação de grau dos alunos do Sistema Modular de Ensino, com celebração ecumênica do auspicioso fato. Porém existem escolas distantes no Capim que atravessam período crítico de administração, organização, de qualidade na educação e de locomoção dos estudantes de determinadas comunidades do Capim. Vide adiante essas graves questões educacionais.


Na Ilha do Capim só não come quem é preguiçoso, por que tem caça, pesca, camarão, frutas e terras para extrair e plantar. O homem não vive só de rede, tem que trabalhar.

TIPOS DE EMBARCAÇÕES NA ILHA DO CAPIM E ARREDORES:
Antigamente era muito difícil se viajar pelos furos, rios e baías das Ilhas de Abaetetuba, quando as viagens eram feitas nas pequenas montarias e canoas à remo ou mesmo pelas antigas canoas à vela. E para o Marajó, Cametá e Ilha do Capim essas viagens se faziam mais difíceis ainda, pelo fato de se ter que atravessar as águas agitadas por fortes ondas de alguns rios e baías da região. Com o advento dos barcos-motores, embarcações mais velozes que as canoas grandes, as dificuldades de viagens começaram a melhorar um pouquinho. Eram porém as famílias abastadas, os grandes comerciantes e empresas de navegação que podiam possuir um barco-motor. Com a criatividade dos carpinteiros navais de Abaetetuba, pequenos barcos começaram a ser construídos e adaptados a receber os motores à óleo diesel ou gasolina e assim apareceram as famosas bajaras motorizadas que vieram facilitar muito as viagens de longas distâncias, no transporte de cargas e passageiros.


As viagens de bajaras ainda demoravam 2, 3, 4 ou 5 horas, dependendo para onde se viajava. Viagens de Abaetetuba para o Marajó, Cametá, Ajuaí, Capim, Rio da Prata demoravam muitas horas. Tinha-se que esperar a maré favorável para se fazer as viagens de longos cursos. Podia-se ter a sorte de se viajar nos grandes barcos-motores e os antigos habitantes do Capim ainda se lembram que com muita sorte podiam viajar num dos grandes e poucos barcos-motores para essa ilha ou para Abaetetuba. Eram barcos-motores de comerciante que aportavam nessa ilha para fazer negócios com a seringa, pescados e outros produtos da ilha.


A criatividade dos carpinteiros navais de Abaetetuba solucionou o problema das viagens rápidas, quando as pequenas embarcações chamadas canoas começaram a receber os motores movidos à óleo diesel ou gasolina. Essas pequenas embarcações motorizadas começaram a ser chamadas de rabetas e suas viagens são rápidas devido os potentes motores e pequeno tamanho das embarcações, com prejuízo de alguns confortos em favor de viagens mais rápidas. Para a Ilha do Capim as viagens, agora, são feitas em 45 minutos ou menos, dependendo da potência dos motores dessas embarcações.


As velozes rabetas começaram a ser mais adaptadas e assim surgiram as chamadas rabudas e rabudinhas que se caracterizam pela haste de ferro do motor situado na popa da embarcação, que dá impressão de ser uma espécie de rabo da pequena embarcação. Rabudas e rabudinhas são muito rápidas e existem localidades com mais de 40 dessas pequenas embarcações e que já oferecem o perigo de colisão navegando rapidamente pela rede fluvial de Abaeté.


Além das rabetas, ainda se vêem outros tipos de pequenas médias e grandes embarcações fazendo viagens pelos furos, rios, igarapés e baías das Ilhas de Abaetetuba. Muitas dessas embarcações são do tipo antigo: como as canoas e montarias à remo usadas para vencer pequenas distâncias nas próprias comunidades; as pequenas canoas à vela para pesca; as bajaras e pequenos barcos-motores; os grandes barcos-motores usados ainda no transporte de mercadorias e passageiros e no comércio de regatão. Porém, a maioria das embarcações que se avistam navegando pelas vias fluviais de Abaetetuba são as rabetas, que são práticas e rápidas no transporte de pequenas quantidades de passageiros e mercadorias. Existem rabetas que transportam mais de 20 pessoas, sem contar as mercadorias de cada passageiro. E são as rabetas que fazem o transporte dos alunos e professores das escolas das Ilhas de Abaetetuba.


É de R$ 150,00 o fretamento de uma rabeta para o Capim, mas para os professores o fretamento fica por R$ 50,00, facilidade motivada pela importância que os moradores da Ilha do Capim dão para a educação, quando facilitam o deslocamento dos professores, a hospedagem e outras facilidades, que conforme diz o Sr. Jorge, os professores devem receber o melhor dos tratamentos na Ilha do Capim, porque são eles os grandes responsáveis pela educação de seus filhos.


As rabetas são de vários tamanhos e algumas são cobertas, porém a maioria são descobertas, e nestas, é comum o uso de sombrinhas em plena viagem para proteção do calor do sol e chuvas.
Bajaras, são espécie de pequenos barcos-motores, cobertos com tolda em toda a sua extensão, movidos a motor à óleo diesel ou gasolina e que são muito barulhentos e que ainda têm sua utilidade no transporte de produtos, mercadorias e passageiros.


Rabetas e bajaras não possuem banheiros, cozinha, conforto que existem apenas nos grandes barcos-motores.


Os grandes barcos-motores já possuem banheiros, cozinha, sala de máquina, convés com bancos para passageiros ou lugares para se amarrar redes de dormir nas viagens longas, porão para acondicionamento de mercadorias e produtos, coletes salva-vida, alguns alojamentos para passageiros, sala de comando para o piloto. Alguns grandes barcos-motores chamados gaiolas possuem até dois convés para abrigar maior quantidade de passageiros.

ESPORTES, CULTURA E RELIGIÃO NA ILHA DO CAPIM E REDONDEZAS:
Existem ou coexistem na Ilha do Capim e redondezas a religião católica e as evangélicas coexistindo de maneira pacífica e até compartilhando as mesmas preocupações em favor de todos os moradores da ilha.


A festividade da Santo Antonio é realizada em uma escola na localidade Caratateua.


O clube de futebol mais antigo da Ilha do Capim era o Fluminense, que hoje não mais existe. Existem outros clubes de futebol como o São Paulo e outros que já disputaram o campeonato de futebol das Ilhas de Abaetetuba.


O catolicismo ainda é a religião predominante na Ilha do Capim, mas existem muitos evangélicos, especialmente da igreja Assembléia de Deus, que inclusive se fizeram presentes na parte de outorga de grau do cerimonial da colação dos alunos concluintes do SOME.

EDUCAÇÃO NA ILHA DO CAPIM E REDONDEZAS:
Antigamente a educação no Capim era difícil pela falta de professor qualificado, falta de prédio escolar decente e adequado e falta de pontes para levar alunos, funcionários e professores até a escola.


Atualmente existe a bonita e bem organizada Escola Padre Pio, que já começa a dar bons frutos aos habitantes da Ilha do Capim e redondezas.


Todos têm que passar pela ponte, para chegar à Escola Padre Pio, e essa ponte já está precisando de reconstrução devido deterioração da madeira da ponte. A ponte se faz necessária devido ao fato de a cheia das marés encharcarem diariamente e completamente as margens da Ilha do Capim e a escola fica bem afastada das margens do Furo do Capim.


A construção da Escola Padre Pio e a ponte de 1000 metros de extensão, segundo os seus moradores não foi presente de nenhum governante ou partido político, mas foi o fruto da luta do povo capinense em favor das melhorias na ilha. A escola Padre Pio é bem bonita e possui uma praça ao centro e área de lazer fora e é a escola que abriga o Sistema Modular de Ensino-SOME, na Ilha do Capim. Além de alunos do Capim tem alunos de outras localidades como o igarapé Vilar, rio Caratateua e outras localidades.


Historicamente, os moradores do Capim tem a educação como prioridade na localidade e lutam para que ela se concretize da melhor forma possível. Em 2003 a comunidade conseguiu implantar o ensino fundamental menor.


Foi um sonho acalentado e concretizado há muitos anos, a colação de grau de uma primeira turma do ensino médio na Ilha do Capim.


O trabalho feito pelos comunitários da Capim a favor da educação na Ilha do Capim é por amor ao povo e o povo gosta de festas, daí a importância da colação de grau dos alunos do SOME.


Existe uma escola para crianças e jovens na localidade Caratateua e com mais de 40 alunos e dois professores, que fica localizada em uma das pontas da Ilha. Essa escola enfrenta grandes dificuldades de organização e locomoção dos alunos, devido o alagamento das margens da Ilha do Capim, enchendo de água e lama o caminho dessas crianças e jovens para a escola. Por isso as pontes são realmente necessárias.


Os alunos vindos da comunidade Acariacá têm grandes dificuldades para estudar na escola do Caratateua, devido a grande distância e o caminho cheio de água e lama. Alguns alunos têm que levantar de madrugada, fazer caminhada à pé de mais de uma hora, enfrentando a água, lama e perigos nessa caminhada. Se existisse o transporte através de rabetas a viagem teria a duração de meia hora.


A professora Júnia do Sistema Modular de Ensino-SOME, foi convidada para visitar a comunidade de Acariacá, e ela mesma experimentou a grande dificuldade de locomoção dos alunos para estudar e toda vez que conta a história se emociona e chora, devido a essa triste e vexatória condição daquela comunidade, completamente esquecida pelos poderes públicos. São 40 alunos estudando em situação precária.

ATIVIDADES ECONÔMICAS NA ILHA DO CAPIM E REDONDEZAS:
Os mais antigos comerciantes e donos de engenhos na Ilha do Capim:


Raymundo de Souza Azevedo, citado em 1921 como transportador de cargas a frete, em canoa à vela, na Ilha do Capim.


O antigo Engenho São José, de Calixto Wallace, que foi um dos primeiros engenhos de Abaeté.


Antigamente, na era da borracha, a extração da goma elástica era uma das grandes atividades do Capim e redondezas. A família do Sr. Jorge Azevedo era uma das que extraía o látex no Capim e o Sr. Jorge diz que em 3 dias riscava 300 seringeiras para colher no mesmo dia e seus irmãos faziam o mesmo. A borracha preparada era armazenada na água para ela ficar mais pesada no momento da venda, que era vendida em arrobas. A borracha fina era a mais cara e rendia um bom dinheiro aos antigos habitantes do Capim.


Antigamente, segundo o comerciante Orêncio Barbosa André, a Ilha do Capim abrigava criações de porcos, pesca, extração de madeira e látex para a fabricação de borracha. Quando em Abaeté se precisava de uma boa carne de porco e peixes frescos, se rocorria à produção do Capim.


Até os dias atuais a pesca é uma das atividades mais comuns dos moradores da Ilha do Capim. Como a Ilha do Capim é banhada pela baía de mesmo nome e nessas águas ainda existe muito peixe, a pesca é uma boa atividade econômica dos moradores da ilha e dos arredores. Dizem que as águas do Capim são locais de muitos tipos de peixes e Flauri Silva, diz que o Capim é um berçário para muitas espécies de peixes e daí a importância que a pesca tem nessa ilha e onde são capturados peixes como: maparás, sardas, pescadas, douradas, tainhas e camarão, ainda em relativa quantidade. Porém a poluição advinda do Porto da Vila do Conde e do complexo industrial de Barcarena já está afetando a produção de pescado na região e pelas informações que colhemos junto aos moradores do Capim é a Ilha de Sapocajuba uma das poucas que ainda não está em processo de poluição adiantado como as demais localidades da Ilhas de Abaetetuba, isto por que se encontra protegida pela Ilha de Urubuéua e banhada pelas águas de outra grande baía que os moradores do Capim chamam de baía do Tocantins.


Camboa era um tipo de pesca antiga praticada no Capim.


Ainda se vêem muitos barcos, pequenos e médios, em atividade de pesca na Baía do Capim. Alguns desses pescadores usam os caniços de pescas e outros usam as pequenas redes de pesca.


A atividade de caça ainda é praticada no Capim, daí a presença de espingarda e o uso de armadilhas, como o mundé, para captura de pequenas caças.


A atividade de extração de madeira não é mais observada, mas no Capim ainda existe madeira de-de-lei. Porém, a consciência de preservação ambiental é muito forte no Capim e quando se precisa de madeira-de-lei, encomenda-se de outras regiões, como o Baixo Amazonas e da região do Tocantins.


A atividade de extração de açaí é a maior atividade econômica no Capim, existindo proprietários de terras com grandes açaizais e entre os grandes açaizais, as extensas pontes características do lugar, devido o alagadiço diário dos terrenos. É no Capim e no Urubuéua que ocorre a última safra de açaí das Ilhas de Abaeté e o motivo parece ser, segundo o Sr. Jorge Azevedo, a singularidade desses lugares que se situam em locais mais descampados que as demais ilhas, e que por isso, estão mais expostos ao calor dos raios solares, resultando nessas safras finais do açaí.
A fabricação de pequenas embarcações ainda se faz presente no Capim. Porém notamos que a especialidade de alguns capinenses é a montagens dos motores nos diversos tipos de embarcações, além do conserto de motores marítimos, caso do Sr. Arminho Azevedo e irmãos.


O fretamento de embarcações é uma atividade econômica de muitos capinenses, dada a necessidade diária do deslocamento de pessoas e o transporte de pequenas quantidades de produtos e mercadorias na rota Capim-Abaetetuba e vice-versa e para outras localidades.


A agricultura é apenas de subsistência, especialmente a da mandioca para o fabrico de farinha, tucupi.

FAUNA E FLORA DO CAPIM E ARREDORES:
Na Ilha do Capim, segundo seus moradores, não existe a devastação de florestas como acontece em outros lugares.
Antigamente existiam muitos tipos de madeiras-de-lei no Capim e hoje ainda existem alguns tipos na reserva do dessa ilha:
Acapu, uma espécie de canteiros.
Angelim, existiam árvores de até 7,5 m de diâmetro na Ilha do Capim.
Sapucaia, que além da madeira, fornecia uma espécie de castanha muito apreciada pelos ribeirinhos e até exportada para o exterior.
Massaranduba
Copiúba
Jareua, é uma madeira própria para móveis.
Quaruba
Sucupira, já tem pouco pés.
Também existiam muitas seringueiras na ilha e os antigos habitantes desenvolveram intensa atividade de coleta do látex para o preparo da borracha.
Samaumeiras, grandes árvores que ainda existem no meio das matas das Ilhas de Abaetetuba, porém não com a abundância de antes. No Capim e arredores avistamos algumas dessas árvores.


Vegetação das margens do rios e baías: muitos açaizeiros, miritizeiros, aningais, árvores de grandes raízes na proteção dos mangues, cuieiras, arbustos e plantas rasteiras nas margens das ilhas.


Existem bacurizeiros na Ilha do capim e um deles, segundo seus moradores, chama a atenção por ter 80 palmos de canudo (diâmentro).


Inajázeiros, palmeiras cujos frutos antigamente eram usados para fazer o fogo na defumação da seringa.


Turiá, é um arbusto da beira dos rios e que possui espinhos, daí o cuidado que se deve ter ao passar de barcos descobertos perto desses abundantes vegetais dos mangues, sob pena de sair ferido pelos espinhos de turiá, cujas espetadas são bastantes doloridas.


O Sr. Jorge nos disse que as madeiras jatobá e maracatiara que existem em certas partes de sua casa não são madeiras locais e elas vêm encomendadas do Baixo Amazonas.


Por decisão dos próprios moradores do Capim existe uma área de preservação ambiental no centro da Ilha, área intocável.


Notamos uma grande pobreza na questão da fauna durante a viagem ao Capim:


Na viagem não avistamos os bandos de gaivotas, andorinhas, garças, ciganas, anus, guarás, maçaricos, papagaios, periquitos e nem ouvimos o canto de pássaros como gaviões, tucanos, saracuras e nem avistamos animais característicos da região e nem sequer avistamos botos durante a viagem. Na metade da viagem quando o calor do sol estava sufocante é que avistamos um pequeno bando de aves brancas descansando em uma árvore (provavelmente era uma espécie de pequenas garças) e um solitário gavião, talvez na espreita de uma presa que não chegava.
No final da viagem avistamos algumas pequenas andorinhas brancas em mergulhos rasantes em busca de seus alimentos, que são camarões e pequenos peixes que nadam na superfície da água e também algumas poucas gaivotas, também em busca de sua alimentação na superfície das águas da baía. Isso é um mal sinal, dado a abundância dessas aves em tempos mais recuados. Isso indica falta de pequenos peixes e crustáceos nessas águas.


Sobre as aves como garças, socós, tucanos, saracuras, pica-paus, gaivotas, andorinhas e gaviões, existiam muitas aves dessas espécies em Abaetetuba.


As gaivotas eram abatidas ou capturadas para servir de alimento aos ribeirinhos e moradores das cidades.


As garças foram exterminadas devido o uso de suas penas, antigamente usadas como caneta-tinteiro e na ornamentação.


Tucanos e araçaris eram de várias espécies e essas aves eram capturadas para uso como animal de cativeiro. Já na Ilha do Capim é que ouvimos à tardinha a algazarra do canto de alguns tucanos no meio da floresta.


Os moradores do Capim dizem que ainda existem os socós e os socós-bois. Estes recebem este nome devido o seu canto parecer o porco rosnando.


Não ouvimos na boca-da-noite o canto das saracuras.


Patos-do-mato, marrecos, não foram avistados durante a viagem. Essas aves, antigamente, eram abatidas e suas carnes salgadas para servir de alimento aos ribeirinhos e seringueiros.


As cobras ainda são abundantes no Capim e antigamente a picada de uma cobra venenosa podia resultar em morte para a pessoa picada, devido a dificuldade de navegação. Agora, com as rápidas embarcações tipos rabetas, esse problema não existe mais.


O Sr. Preto, um de nossos informantes no Capim, nos disse que cobras como jibóias, sucuris, jararacas, surucucus são abundantes nas matas da ilha. Um dos grandes problemas de saúde no Capim são as picadas de cobras venenosas, quando as pessoas têm que procurar atendimento médico em Abaetetuba, por que o posto médico do Capim não possui vacinas para cobras venenosas. E as picadas de cobras venenosas são constantes na ilha.


Quanto às jararacas, existem as variedades de jararaca grande e a jararaquinha do rabo amarelo, ambas de picada muito venenosa.


A cobra surucucu, segundo nosso informante Flauri Silva, é uma cobra venenosa e destemida, devido avançar e dá o bote em suas vítimas e nada a impede de assim fazer. Flauri Silva que é mateiro e dono de sítio em Abaetetuba diz que nem fogo faz essa cobra parar seu ataque e uma das maneiras de se matar esse tipo de cobra é preparar uma tocha de fogo e quando ela dá o bote, a pessoa a pessoa preparada deve desviar desse bote e tenta empurrar a tocha de fogo pela boca aberta da perigosa cobra. Como ambientalistas que somos, essa medida só se faz necessária em casos de perigos iminentes de ataques da cobra. O ataque ao homem é uma processo de defesa da surucucu e quando ela se sente ameaçada ela ataca mesmo. No Capim e arredores existem várias variedades de cobras tipo surucucu, inclusive a surucucu-açu.


Peixes ainda são abundantes nas águas do Capim e algumas espécies existentes em abundância em todas as Ilhas de Abaetetuba, agora são encontradas apenas nas águas do Capim.


Peixes ainda são abundantes no Capim: maparás, sardas, pescadas, douradas, tainhas, tambaquis, tucunarés, bacus, arraias, piraíbas e o camarão (este é crustáceo). Porém, nos dois dias que estivemos no Capim, não tivemos o prazer de comer um bom prato de peixes e camarão. Nos igarapés da localidade avistamos peixes-agulha, acarás. Não avistamos tralhotos.


Um modo de se encontrar bacus é jogar arroz cozido nas águas do Capim, quando os bacus fazem a festa nessas comilanças.


Não avistamos botos, porém o Sr. Jorge Azevedo nos afiançou que existem muitos botos no Capim. Diz a lenda que não se come carne de boto, devido essa carne ser inapropriada para a alimentação. Se se joga sal na carne de boto, esta apreta, fator que espanta os que tentam comer carne de boto. O mesmo Sr. Jorge nos explicou como se deve extrair e preparar a carne de boto para alimentação e simplesmente não vamos dar aqui essas explicações, devido ao fator de preservação desses animais, hoje quase extintos na região. Existem duas espécies de botos em Abaetetuba e região, o tucuxi e o malhado. O boto tucuxi ou pretinho é menor e mais abundante. O boto não é bem visto nas ilhas de Abaetetuba e região e no Marajó, devido as lendas que ainda correm entre os ribeirinhos. Vide abaixo algumas dessas lendas de botos. Sabemos uma coisa: onde existem botos, existem cardumes de peixes e esses animais são inofensivos ao homem. Peixes são os alimentos dos botos e como os botos arrebentam as redes de pesca em busca dos peixes presos, acabam por se tornar inimigos dos pescadores.


Os moradores do Capim dizem que na baía ainda existem muitos boto das variedades tucuxi e malhado. Porém nós, durante a viagem de ida-volta, não avistamos nenhum boto.


Não avistamos macacos nas matas do Capim e, segundo o Sr. Jorge Azevedo, o macaco guariba não existe no Capim, mas existe na ilha Cururu que fica em frente ao Capim, no terreno do Sr. João Mambira, este filho de João Cordeiro.


Os moradores do Capim nos asseguraram que nas matas da Ilha ainda existem animais de caça e outros animais, como: preguiças, tatus, macacos, pacas, cotias, camaleões. Os veados já foram extintos das matas do Capim e da região. Os tatus encontrados na ilha são de 2 tipos, o pequeno e o grande.


Não vimos borboletas, jacintas, besouros, pirilampos, joaninhas e outros insetos nas matas e não ouvimos o canto das cigarras, talvez por que não adentramos as matas.

TIPOS DE HABITAÇÕES E OUTRAS CONSTRUÇÕES DO CAPIM E ARREDORES:
Vimos casas e casinhas ribeirinhas, caixas d’água, igrejas (católicas e evangélicas), pontes, estaleiros, torres, antenas, fábrica de palmito na frente da cidade, postos de combustíveis. Junto a essas construções se encontram os varais de roupas, de redes de pesca, barcos pequenos e médios atracados na pontes ou protegidos em cabanas.


As numerosas pontes tipo palafita dominam o cenário das viagens.


A ponte do capim, segundo seus moradores, possui 1000 metros de comprimento e foi construída pela luta dos moradores junto aos governantes, mas essa ponte já está precisando de melhoramentos urgentes devido a deterioração rápida do material utilizado.


As habitações avistadas na viagem para o Capim são quase todas construídas em madeira, mas existem algumas construções em alvenarias.


Geralmente as famílias mais abastadas têm casas muito grandes, com corredores, varandas e pontes e com pequenos portos (ancoradouros) para as atracações dos pequenos e grandes barcos que trafegam nos igarapés, rios e baías.


Junto às capelas católicas se encontram os barracões onde se festejam os santos padroeiros das comunidades católicas. Essa é uma antiga tradição das famílias católicas da região das Ilhas de Abaetetuba e região.


Avistamos somente um estaleiro na frente da cidade de Abaetetuba, às margens do rio Jarumã.

MORADORES DA ILHA DO CAPIM E ARREDORES:
A Ilha do Capim, segundo informações de seus moradores, abriga aproximadamente 2000 habitantes. As pessoas que tivemos oportunidade de conhecer dessa ilha, são pessoas de boa fisionomia, a maioria de cor branca, constituindo um povo alegre e acolhedor e se vestem como os da cidade de Abaeté. No dia da colação de grau dos alunos do SOME, vimos um desfile de pessoas elegantemente bem vestidas, inclusive as crianças.


Entre os antigos moradores do Capim e arredores, descobrimos:
Raymmundo de Souza Azevedo (Ilha do Capim), antigo comerciante da Ilha do Capim. Esse é o patriarca que deu origem à tradicional família Azevedo do Capim e arredores.
Calixto Wallace, que há muitos anos atrás foi o dono da fazenda e engenho de cana São José e do qual só restam as recordações. O Sr. Preto, um dos nossos informantes no Capim, nos disse que quando menino, chegou a ver as ruínas desse antigo engenho.
Nabor Sousa, antigo morador do Capim que casou com Virgínia e com filhos que foram antigos moradores do Capim.
Arledson Sousa, filho de Nabor Sousa.
Antonio Sousa, filho de Nabor Sousa.
Armando Sousa, filho de Nabor Sousa.
Arino Sousa, filho de Nabor Sousa.
Lucimar Sousa, filho de Nabor Sousa.
Orlando Sousa, filho de Nabor Sousa, que ainda está vivo.
Lourival de Sousa Azevedo, descendente de Raymundo de Sousa Azevedo, que faleceu aos 84 anos de idade, e foi ele que doou o terreno para a construção da Escola Padre Pio, era casado e com filhos que educou com firmeza: Arminho, Jorge, Amir, Zeca, Helena, Ana Maria, Eliana. É uma família tradicional e querida na Ilha do Capim.
Mundico, parente dos acima.
Emercindo Maués, era o dono da fazenda que existia na ilha Coruru em frente ao Capim e que agora pertence ao chamado João Mambira, este filho de João Cordeiro.
João Mambira, filho de João Cordeiro, era dono de uma fazenda em uma das ilhas da frente do Capim.


Atuais Moradores do Capim e Arredores:
Alex, funcionário da Escola Padre Pio.
Manoel José Azevedo, foi o representante da comunidade capinense na colação dos alunos do SOME na colação da turma de 2010 e fez um bonito discurso.
Maria Farias Assunção, comunitária do Capim.
Raimunda Farias
Maria Gonçalves Assunção
Maria Odília Pereira
Kátia Patrícia Ferreira Farias
Catarina Alcântara da Costa.
Maura Azevedo


Tio Sardinha, era um dos passageiros na viagem que nos levou à Ilha do Capim e é popular figura da região, que voltava para sua casa após suas atividades e compras na cidade de Abaetetuba e ele nos deu algumas preciosas informações sobre o Capim.
Chica Preta, parteira no Capim.


Arminho Soares Pereira Azevedo, irmão de Jorge e Almir, era o dono do barco tipo rabeta que nos levou até a Ilha do Capim. Na verdade o barco nos levou até o igarapé Marituba que fica às proximidades do Furo do Capim e nessa localidade fica a sua residência, que também é uma espécie de oficina de conserto e montagem de motores marítimos e uma grande ponte que adentrava o terreno onde se encontra o açaizal do mesmo Sr. Arminho. A casa era uma enorme casa de madeira bem construída e localizada à beira do igarapé Marituba. Junto a essa casa de madeira está sendo construída outra casa em alvenaria. Como no momento a maré estava cheia, as casas estavam sob a água do igarapé. Somente quando a maré seca é que a casa em alvenaria pode ter continuidade em sua construção. O povo das ilhas de Abaetetuba gosta de ter suas casas bem próximas dos rios. Andamos sobre a ponte de madeira com muita apreensão, pois ela é estreita e sem apoios para as mãos, isto é, ela não possui corrimões ou parapeitos. Arminho é casado com Deusa Pereira e com filhos: Welligton (estuda Agronomia no Campus de Castanhal da UFPa), Deyvson (colando 2010) e outros.


José Jorge Soares Pereira Azevedo/Jorge, irmão de Arminho e Almir, tinha em 2/2011, 55 anos de idade. Notamos que o Sr. Jorge é uma pessoa decidida, muito prático e incansável na luta pela comunidade do Capim. Ele adota algumas normas de vida, herdadas de seu pai, como: não fuma, não gosta de palavrões, bebe somente em boas ocasiões e diz que dinheiro ajuda, mas não traz felicidade. Ele também possui uma enorme casa em madeira, bem construída, á beira d’água e com ponte, como a maioria das casas do Capim. É dele também a casa que hospeda os professores do SOME-Sistema Modular de Ensino, alugada à SEDUC-Secretaria de Estado de Educação e o Sr. Jorge diz que está com vários meses de pagamento atrasados. Mas o Sr. Jorge e muitos moradores do Capim, são pessoas idealistas que pensam que o desenvolvimento dos moradores da Ilha do Capim depende da educação de seus filhos, e por isso, não se prende ao fato das prestações dos aluguéis da casa que hospeda os professores do SOME, estar sem pagamento há alguns meses. Pelo contrário, Seu Jorge tem os professores na maior consideração e tudo faz para que eles possam ser bem tratados no período em que estão dando suas aulas na ilha. Ele até vai derrubar a atual casa que hoje hospeda os professores do SOME (ainda é uma casa em boas condições) e vai construir outra maior e mais adequada para essas pessoas que são muito importantes para a comunidade do Capim e diz também que os professores precisam de uma nova rabeta, para o transporte dos mesmos professores, com mais conforto e segurança com mais segurança nas viagens. Nós do Blog ganhamos a confiança do Sr. Jorge e ele exige a nossa presença em outros eventos no Capim e ele se tornou um dos grandes informantes da vida no Capim.
Jorge casou uma 1ª vez e teve um filho atualmente (2/2011) com 26 anos, casou uma 2ª vez com Rosa, esta também em 2º casamento, com quem tem 5 filhos: Gilberto (engenheiro agrônomo) e outros. Uma de suas filhas casou com um professor do SOME e já lhe deu um neto e tem outros dois netos. Jorge já trabalhou como carpinteiro naval no estaleiro do Sr. Esperguete, já riscou seringueira (passava 3 dias riscando seringueiras para 300 tigelinhas para colher o látex e colocava a borracha na água para melhor conservação) e atualmente vive de rabetagem, pesca, monta motores em diversos tipos de embarcações e tem um grande terreno com um açaizal que lhe confere as rendas atuais. Jorge chega a extrair ele mesmo 10 latas de açaí por dia e de sapato, como ele diz.
No seu Sítio Caiana, como o Sr. Jorge chama ao seu terreno e nas águas do igarapé do terreno existem alguns tipos de peixes como peixe-agulha, acarás e animais como preguiças, camaleões e outros que procura manter preservados. Ele diz que os animais da floresta vão lhe visitar de vez em quando.
Sua casa é enorme e bem construída em madeira e algumas partes em alvenaria. O assoalho e paredes são de madeira copiúba e também possui partes com madeira jatobá e maracatiara e Angelim e massaranduba na armação.
Algumas portas e janelas são feitas de madeira jatobá e os esteios da varanda da casa são de madeira maracatiara. Essas madeiras vêm do Amazonas por encomenda. As janelas e portas são trabalhadas e com figuras religiosas em alto relevo.
O Sr. Jorge é uma grande figura da Ilha do Capim e diz que vive conforme a educação de vida que seu pai lhe deixou.
O Sr. Jorge diz que seu pai, apesar de enérgico, soube criar bem os seus filhos, que hoje são trabalhadores, cultores de uma boa moralidade e de famílias bem constituídas. O pai do Sr. Jorge rezava ajoelhado frente ao oratório da família, acompanhado da esposa e filhos. Isso explica o princípio religioso que norteia a vida dos membros dessa família.
Amir Soares Pereira Azevedo, graduado em Ensino Religioso, que em 19/2/2011 era o diretor da Escola Padre Pio e ele é irmão de Arminho e Jorge, é incansável diretor na luta por melhorias na escola do Capim.


José Soares Pereira de Azevedo/Zeca é o atual coordenador da comunidade campinense.


Mário Soares Pereira Azevedo, tinha 63 anos em 27/11/2010. Mário e Preto são primos-irmãos
Manoel das Graças Correa Soares/Preto, tinha 60 anos em 27/11/2010, é de cor morena, evangélico e que há 50 anos reside no Capim e o mesmo veio de Ponta de Pedras/Pa, quando criança. A mãe de Preto estava com 99 anos em 27/11/2010. Apesar de não saber ler é uma pessoa rica de sabedoria e de conhecimentos. Foi ele que nos repassou grande parte das informações sobre os diferentes aspectos da vida no Capim. Preto é casado e com filhos: Adão Silva Soares (colando de 2010) e outros 7 filhos.


José Maria Azevedo, que foi o patrono dos concluintes, ano de 2010, do 2º grau do Sistema Modular de Ensino, Escola Padre Pio, da Ilha do Capim.
Colandos de 2010 da Escola Padre Pio em 19/2/2011:
Adão Silva Soares
Ana Lúcia Assunção Azevedo
Cleidiane Cardoso Assunção
Deyvson Pereira Azevedo, que foi o orador oficial da turma de colandos.
Elias Costa Monteiro
Geomax Soares da Luz
Graciane Assunção Azevedo
Jaime Vasconcelos Azevedo
Jairo Vasconcelos Azevedo
Lailsom Azevedo dos Santos
Leiliane Assunção Azevedo
Marcilene Farias Assunção
Maria Cléia Pereira Pereira
Rozemere Alcântara da Costa

A COLAÇÃO DE GRÁU:
O objetivo de nossa viagem para a Ilha do Capim era o de participar da colação de grau da 1ª turma de ensino médio do Sistema Modular de Ensino-SOME em 19/2/2011, fato inédito naquela localidade. Porém sempre tivemos a curiosidade de conhecer essa ilha pelas histórias que alguns amigos contam, especialmente por ser uma das poucas localidades de Abaetetuba que se constitui berçário de muitas espécies de peixes da região.


Quando chegamos à Escola Padre Pio o recinto já estava tomado de convidados e pouco tempo depois, tanto dentro como fora, a escola estava tomada de pessoas, parentes e convidados dos alunos e dos habitantes da ilha e de outras localidades. Eram pessoas bem vestidas, boa aparência e alegres. Meninos de ternos, meninas bem vestidas. Vestidos, longos, etc, enfeites nos cabelos, colares, brincos, anéis, pessoas bonitas.
Antes da colação de grau propriamente dita, tivemos o prazer de participar de um culto ecumênico realizado por católicos e evangélicos da localidade e comprovamos assim que os interesses da comunidade são preocupações de todos, mesmo que de religiões diferentes, fato que não é muito comum em Abaetetuba. A cerimônia teve a entrada dos concluintes em vestimentas de gala, acompanhados por seus paraninfos e com orações e cantos por parte das pessoas das comunidades católica e evangélica. Algumas pessoas usaram da palavra durante a cerimônia ecumênica, enfatizando o significado da leitura bíblica do jovem rico.
A escola Padre Pio, que abriga os alunos do Sistema Modular de Ensino-SOME, estava devidamente ornamentada para a grande festa e os convidados estavam quase todos convenientemente vestidos para a grande ocasião e notamos que nesse aspecto os moradores do Capim nada têm a dever aos da cidade.
A 2ª parte da cerimônia teve o prof. José Raul Louzada como chefe de cerimônia e ele iniciou por chamar as pessoas para compor a mesa da cerimônia solene, entre as quais a professora Maria de Jesus André Rocha, diretora da Escola Bernardino Pereira de Barros que é a escola-séde do SOME e que atuou como presidente da mesa na colação de gráu; professora Maria Júnia dos Santos Cardoso, paraninfa da turma 2010; José Maria Azevedo, patrono do turma; professora Lucilene Lopes, vice-diretora da Escola Bernardino e que é a coordenadora do SOME em Abaetetuba; professora Antonia Botelho, convidada especial; ex-senador José Nery Azevedo, patrono dos colandos; professor Amir Azevedo, diretor da Escola Padre Pio, Manoel José Azevedo, representante da comunidade na mesa e outros componentes da mesa.
Após a colação de grau solene todos foram convidados para participar de um farto jantar e festa de confraternização, com muita comida, bebida, música, dança e muita conversa.

COMUNIDADE DO CAPIM:
A comunidade do Capim é muito organizada e ela se reúne sempre para discutir os problemas como violência, brigas, pedidos diversos junto às autoridades, sem olhar a cor religiosa ou política nesses debates.

ENTIDADES DA ILHA DO CAPIM:
A Colônia de Pescadores Z-14, segundo informações, iniciou no Capim.
Associação de Moradores das Ilhas de Abaetetuba-AMIA.

LENDAS, CRENDICES, SUPERSTIÇÕES DO CAPIM:
Um Mistério na Ilha do Capim: no centro da Ilha do Capim existe um grande mistério, devido existir uma espécie de canteiro de vegetais diferentes dos existentes na ilha, um local que mais parece uma espécie de praça, onde tudo é diferente das outras partes da ilha.


O Cavalo Branco: muitos habitantes do Capim dizem que existe um cavalo branco misterioso, que em determinadas noites passeia pela praia de uma antiga fazenda, relinchando, fazendo barulho.


Capoeira da Nação


O Gritador, espécie de defensor da floresta, que com a presença de caçadores na floresta, começa a soltar gritos ensurdecedores e constantes. Uma pessoa que está lanternando (caçando com uma laterna) que ouve esses gritos por 3 noites seguidas, perde a razão de tanto medo. O Sr. Preto chegou a ouvir o Gritador.


Fogo verde na mata, espécie de fenômeno que acontecia nas matas do Capim, que é uma grande labareda de fogo, mas de cor verde, que deixa o caçador com muito medo e desnorteado. Certa vez Preto que estava caçando nas matas do Capim viu o fogo verde, ficou muito amedrontado e na dúvida do que seria o fenômeno, deu um tiro e o fogo cessou. Assim ele pôde voltar para sua casa, assustado, mas salvo.


Encantado e perdido na mata, é um fenômeno que acontece com as pessoas dentro da mata. A pessoa (caçador, lenhador, extrator) na volta para casa vem por um caminho já conhecido, e quando chega ao fim da caminhada, vê que chegou ao ponto inicial da caminhada e assim acontece várias vezes com as pessoas encantadas por um protetor das matas. Dizem que é uma entidade das matas, visagem ou assombração ou curupira, que desnorteia as pessoas que estão fazendo trabalhos na mata. A pessoa encantada por essa entidade sobrenatural sente até febre nessas ocasiões. Para quebrar o encanto a pessoa tem que tecer uma peçonha com folhas de açaizeiros e ao iniciar novamente a caminhada para casa, sem olhar para trás, joga a peçonha também para trás e a entidade se distrai tentando desamarrar a peçonha e assim o encanto é quebrado e a pessoa encontra o caminho de volta para casa.


Ainda existem muitas informações sobre a Ilha do Capim e seus arredores.
Prof. Ademir Rocha

domingo, 3 de julho de 2011

SERVIÇOS DO BLOG












SERVIÇOS PRESTADOS PELO BLOG DO PROF. ADEMIR ROCHA



Temos consciência de termos prestados até a presente data aos nossos visitantes e seguidores alguns serviços de informações sobre as antigas famílias de Abaetetuba e outras informações sobre diversos outros assuntos tratados pelo Blog.


No aspecto genealogias, famílias, são inúmeras as mensagens que recebemos de felicitações que manifestam a alegria de alguém por ter encontrado menção a um seu ente querido, parentes ou aspectos de vidas, fatos desconhecidos pelos descendentes e acréscimos de descendentes não citados nas postagens sobre suas famílias. E na questão de parentesco existem os parentescos consanguíneos, por afinidade, adotivos e outros e todos são parentes, não importa a qualidade do parentesco. E continuaremos a fazer o resgate da história, da memória, da cultura, das famílias e de outros aspectos da vida de Abaetetuba e região. Sobre as famílias faremos futuras postagem de todas as famílias já citadas e com acréscimos de muitos outros membros.


Alguns Exemplos de Mensagens Recebidas:


FAMÍLIAS:


Família Pontes:
A família Pontes, descendente de Constantino de Pontes, juntamente com a família Silva, de Latino Lídio da Silva, são as famílias com as maiores quantidades de gerações do Blog. Recebemos várias mensagens de agradecimentos, de correções, de acréscimos de novas gerações e descendentes, espalhados pelo mundo, como:
De Natália, que faz medicina em Buenos Aires, filha de Gilberto Nobre Pontes, que por sua vez é filho de Demóstenes Pontes.
De Sandro Diniz, Casado com Denise Pontes, que informa que Denise já não é mais solteira e agora é Pontes Diniz e com descendentes: Paula, Pâmela e Giovanna e também informa sobre outra filha de Demóstenes Pontes, de nome Marcela, que é casada e com filho: Vítor e informa que Reinaldo tem 5 filhos: Estevam, Lívia, Reinaldo, Renara e Bianca e que Gilberto tem 2 filhos: Natália e Leonardo e que o Marco Pontes tem mais duas filhas: Louise e Luma. A família Pontes, espalhada pelo Brasil e mundo está crescendo cada vez mais e deve estar com aproximadamente 17 gerações.
De Claudionor Wanzeller, professor, residente em Mosqueiro/Pa, possível descendente de José Malato Ribeiro/Cazuza e Maria Wanzeler/Santinha, recebemos parabéns.
De Deodato de Araujo Pontes Jr, retificando nomes e acrescentando novos componentes da família Pontes e já com netos.


Família Araujo:
Que é outra grande família de Abaetetuba e com várias vertentes:
De Marcelo Lobato, sobrinho de Everaldo da Silva Araujo e de alguns outros seus parentes, recebemos mensagens para correções de dados. Obrigado.
De Janaína Bruno, pedindo informações sobre Sebastiana Benedita da Silva, que já era falecida há vários anos.


Família Loureiro:
Tradicional família de Abaeté da qual foram localizados vários descendentes e fatos da história de alguns dos antigos Loureiro e outros descendentes:
De Evelline Catarina Loureiro dos Santos recebemos os seguintes dados: Eduardo Maués Loureiro casou com Andrelina Sena Loureiro e com filhos, entre os quais Maria de Fátima Loureiro dos Santos, Alfa Catarina Loureiro Nóbrega e os demais Maués Loureiro citados em Famílias Loureiro de Abaeté. Evelline é filha de Maria de Fátima Loureiro dos Santos. Outros aspectos da vida de Eduardo Maués Loureiro foram citados como o fato de ter sido preso e torturado por suas convicções políticas e que foi prefeito na cidade de Gurupa/Pa. Portanto, foram aspectos de vida importantes e mais descendentes da família Loureiro localizados pelo Blog.
De Maria Helena Loureiro dos Santos, recemos reclamações de que sua família estava incompleta no Blog e forneceu inúmeros nomes, descendentes de Maria das Graças Loureiro/Gracinha e Benedito, fornecendo nomes de outros descendentes: Antonia do Socorro, casada com Aluízio e filhos: Luiza, Marília, Divaneide; descendentes de Tânia Regina e Arlan: Arlan Jr, Aluizio e Abel. Quero dizer a ela que filho adotivo é parente e ainda mais se tiver o nome dos adotantes.
Higino Loureiro e seus filhos: Ismaelino Neto, Gabriel e Lael;
Paulo Roberto, casado com Karla e filhos: Felipe Roberto e Roberta Karlana;
Maria Helena Loureiro, casada com Ronaldo Nazaré e filhos: Ronaldo e Leonardo;
E ainda outros Loureiro da família acima: André, Otávio e Jorge Luiz e seus filhos.
De Cínthya Carla Teixeira Loureiro, descendente de Antonia Malato/Antonica e Higino Maués Loureiro, descobrindo que é pentaneta, elogiando e se oferecendo para ajudar com nome de novas gerações.
A família Loureiro está crescendo no Blog, graças aos descendentes dos parentes citados nas sucessivas gerações.


Famílias Calliari e Bahia:
Muitas informações e nomes foram acrescentados aos descendentes das famílias Bahia e Calliari, sendo esta uma das famílias de imigrantes italianos que vieram para Abaeté no final do século 19 e início do século 20. Entre os nomes acrescentados: Carmosina, Cainan, Daniel e Irlana. Ítala Calliari Bahia que casou com Jorge Yoshikawwa, este descendente de japoneses e com filho e neto: Thoya e David Kenzo. Ítalo Calliari Bahia casou com Marlene e com filhos e netos: Thais, esta casada; Ítalo Jr, este casado com Aline; Luigi, que foram novos nomes acrescentados à família Calliari Bahia de Abaetetuba.
Citamos especialmente o Ramon, filho de Otoni Benedito e Luzia, sendo esta descendente das tradicionais famílias Lima e Baptista. Foi Ramon e sua mãe que forneceram muitos nomes da família Batista e Calliari, como: Roma, Ramon.
Anita Maria e Otávio e seus descendentes, filhos e netos: Rita de Cássia, Aluizio Neto, Rui Carmini, Luis Carlos.
Júlio Benedito Calliari Bahia e seus filhos: José Venâncio, Júlio Ernetos, Juliana.
Ramon e sua mãe também ajudaram a corrigir algumas incorreções nas informações do Blog relativo às famílias Parente e Calliari.


Família Fortunato:
Essa é uma antiga família de judeus e descendentes de judeus, sendo que alguns são judeus convertidos e que eram comerciantes e industriais em Abaeté no final do século 19 e início do século 20 e que deixaram descendentes em Belém e outras cidades do Brasil, como Ana Carolina Fortunato residente em algum lugar do Brasil e que nos pediu mais informações de seu bisavô, avô e pai citados em Família Fortunato.


Família Margalho:
Essa família é vasta e com descendentes espalhados pelas cidades de Abaetetuba, Barcarena, suas localidades e também por Belém e pelo mundo.
De Odília Margalho, filha do músico, compositor e mestre de música Chiquinho Margalho e com uma história emocionante de amor pela música. Odília menciona alguns membros de sua família.
De Trajano Margalho, que mora na França, recebemos recentemente e agradecemos imensamente pelas informações da família descendente de Trajano Ferreira Margalho e Darcy Laíde Barriga Cardoso, com membros morando em Belém (Kleber), Pernambuco (Darcileine), França (Trajano Neto), e que fornece mais informações sobre essa família. Vou responder sua mensagem e fazer uns pedidos.
Se algum membro da família Margalho quiser nos prestar um grande favor informando da ligação existente entre as seguintes famílias: Miranda de Margalho, Gama Margalho, Cardoso Margalho, Ferreira Margalho, agradecemos muito pelas informações.


Família Rocha:
O autor do Blog achou o nome de seu bisavô paterno Olympio Gomes Rocha, casado com Anna Andreza Correa, pais de Olyntho Rocha, este casado com Maria Lobato, e esta filha do português Dionísio Pedro Lobato, e Olyntho é avô do autor do Blog. Olympio é citado em documentos da era provincial do Pará como professor na localidade Tucumanduba e outras citações e Olyntho era da Guarda Nacional e barbeiro. Porém não sabemos a origem de Olympio Gomes Rocha e sua esposa Anna Andreza Correa, acreditando que esta era descendente dos Correa de Igarapé-Miri. Quem tiver informações e quiser ajudar, agradecemos muito.


Família Felgueiras:
Informações prestadas: José Pedro Felgueiras, casado com Elvira Felgueiras e com filhos, entre os quais: Newton Gonçalves Felgueiras e este, casado com Raimunda da Costa Felgueiras, esta também é de Abaetetuba e o casal tem filhos: Eliana Maria Santos da Costa Felgueiras. Esta reside há 11 anos nos Estados Unidos e deixou filhos gêmeos no Brasil: Daniel (médico em São Paulo) e Rafael Felgueiras Rolo (este é advogado e Procurador do Estado do Pará em Santarém). Na mensagem são citados os nomes Jeanetta, Eliana.
Entre as informações prestadas acima e as que publicamos sobre essa tradicional família com origem em Abaetetuba existem pequenas contradições e que algum membro dessa família poderia gentilmente corrigir:
Quem foi Luiz Pedro de Lima Felgueiras, citado em 1931 como residente à Rua Barão do Rio Branco e que era o chefe do setor de estatísticas na Prefeitura de Abaetetuba. Depois de Luiz Pedro é que Ademar Lobato Rocha assume esse posto, tendo como colega de trabalho Mário Gonçalves Felgueiras.
Elvira Gonçalves Felgueiras, era a mãe de Omar, Paulo, Orlanda, Newton e Mário Gonçalves Felgueiras. Também existe outra Elvira, filha de Omar Gonçalves Felgueiras e D. Santinha Lima.
Existe também outro membro dessa família de nome Luiz Pedro Felgueiras Neto, que é um dos filhos de Mário Gonçalves Felgueiras e D. Valdomira.
Recebemos mensagem de Helena Filgueira, nascida em Abaetetuba, criada em Barreirinha/Am e morando em Manaus/Am, querendo saber de seu pai Omar e de outros parentes de Abaetetuba.


Família Lima:
Filhos de Anísio Alvim de Lima e Joventina da Costa Lima: Chile, Rui, Samaritana, Leopoldo Neto, Terpândalo.
Rui da Costa Lima, nascido em Abaeté a 23/1/1920, devido questões familiares foi embora de Abaetetuba para o Rio de Janeiro, Recife/Pe, João Pessoa e nunca mais deu notícias suas. Rui faleceu em João Pessoa/PB.
Porém a grande surpresa vem com a notícia que recebemos de Susi Rio Branco, que informa que o desaparecido Rui Rio Branco casou em 12/1955 com Ezil Araujo de Morais/Ezil de Morais Rio Branco e tiveram 3 filhos: Rui, Susi e Yone de Morais Rio Branco. Rui Filho, faleceu e deixou 2 filhos: Rui Neto e Raisa. Susi só tem um filho: Anderson e Yone tem 3 filhos: Thaise, Anne e Diógenes.
Se Roberto Osório da Costa Lima, possível sobrinho de Rui Rio Branco confirmar esta história serão mais descendentes localizados de uma das vertentes da Família Lima de Abaeté e haverá confraternização em Belém.


Famílias Pimentel e Coutinho:
Muitos membros antigos e atuais dessas tradicionais famílias de Abaeté, oriundos da antiga Vila de Beja, já foram localizados pelo Blog e estão espalhados por várias cidades. Entre os membros antigos, nomes fornecidos por seus parentes:
De Satira Regina Pimentel/Sasa, recebemos informações sobre Fabriciano Pimentel, que era casado com Satira Castro e seus filhos: Julinho Pimentel. Á Sasa agradecemos o resgate quase completo de seus antigos ancestrais originários da Vila de Beja e espalhados em Beja, Abaetetuba, Belém e outros lugares. Julinho, pai de Sasa, nasceu em 12/2/1925 e saiu de Belém ainda rapaz e foi para o Rio de Janeiro e outros lugares.
Manoel Francisco Pimentel, era avô paterno de Julinho Pimentel. Informações prestadas por Sasa.
De Kelly, filha de Iracélis Pimentel e neta de Suzana Pimentel, recebemos informações valiosas e acréscimos de muitos ancestrais da família Pimentel.
De Silmara Pimentel, filha de Marionaldo e Sílvia Maria Pimentel, que agradece e fornece dados sobre descendentes de Sílvio Pimentel e Pautila Pontes e cita sua filha Pautila.
De Ivana Pimentel, descendente do famoso músico Sílvio Pimentel e Pautila Pontes, que agradece, presta informações, faz correções e acréscimos de membros de sua família.
De Samara Pimentel, que diz que gostaria de prestar informações e se ela pudesse enviar os nomes de seus avós, bisavós e tios paternos, caso os possua.


Famílias Nery e Nery da Costa:
De Janir Nery Sobrinho recebemos nome de uma fonte abundante de membros da família Nery de Abaetetuba. Obrigado.
De Carlos Américo Neri Serra, natural de Fortaleza/Ce, perguntando sobre as fontes de pesquisas dessas famílias, quando informamos que eram livros, jornais e documentos de Abaetetuba e documentos da era provincial do Pará e também informando que pesquisa a família Neri a partir de Pernambuco e citando alguns Neri e Nery da Costa ainda da era colonial do Brasil: Maria Antoniza Neri Serra (mãe), filha de Antonio da Costa Nery (nascido em Pernambuco) e Isabel dos Santos Neri. Seu bisavô por parte de mãe, Vicente da Costa Nery, que Carlos Américo pensa que este tem laços de parentesco com Antonio da Costa Neri ou Antonio Neri, que era major de fragata da Marinha do Brasil e lotado em Pernambuco e casado com a famosa heroína da Guerra do Paraguai, Ana Neri. Sobre os Nery da Costa, informamos que encontramos muitos membros dessa família por terras de Abaeté e Igarapé-Miri e muitos nomes em Belém e informamos ainda que militares, devido dever de ofício, se mudavam constantemente de lugar, cidade, estado. Quem também ajuda Carlos Américo?


Família Correa de Miranda:
Esta família tem origem em Igarapé-Miri e com ramificação em Abaeté, através dos irmãos Justo José Correa de Miranda e Francisco Antonio Correa Caripuna. Helder Bruno Palheta Ângelo que é bacharel e licenciado em História e é estudante de mestrado em História na UFPA e suas pesquisas versam sobre a Família Correa de Miranda e ele tem se correspondido intensamente com o autor do Blog remetendo informações valiosas. E os livros do escitor miriense Eládio Lobato e na Fundação Cultural de Igarapé-Miri devem existir muitas informações sobre essa família.
Recebemos mensagem de Joaquim Correa de Miranda que agradece pelas informações de seus ancestrais e ele próprio com descendentes.
De Carlos Saldanha, que pergunta se o tenente-coronel Arlindo Leopoldo Correa de Miranda tem fotos e sepultura em Abaeté. Parece que existe foto do dr. João Evangelista Correa de Miranda e as sepulturas desses famosos Correa de Miranda devem estar localizadas em cemitérios de Belém/Pa.
De José Correa de Miranda Neto, que tem dúvidas se sua família é paraense, pois ele é carioca e nós informamos que essa rica família se diluiu pelo Brasil e pelo mundo e as fontes de informações por nós usados nessas pequisas.
De Marco Miranda, que é tetraneto do Barão de Cairary e querendo mais detalhes, fontes de pesquisas e para o qual preparamos uma postagem sobre o Barão de Cayrari usando pesquisas de Helder Bruno e documentos provinciais do Pará.


Família Belo:
Alguns membros desta família têm origem na localidade Sirituba, em Abaetetuba.
Dos descendentes de Samuel Correa Belo:
Do tenente-coronel Thales Belo, pedindo mais informações da família Bello, cujos antigos ancestrais se encontram sepultados em tumba no cemitério público de Abaetetuba.


Família Freitas:
De Kamila Tomaz, de Uberaba/Mg, que fornece dados de seus familiares de Abaeté, como:
Seus avós: Raimundo Alves de Freitas (filho de Jacinto Alves Trindade e Joana Maria Trindade) e Arlinda Maria de Jesus (filha de Francisco Assis e Margarida Maria de Jesus).
E seu pai: José Raimundo de Freitas.
Infelizmente não descobrimos a origem dessa família. Quem se habilita em ajudar Kamila?


Família Guedes:
O maestro Gerônimo Guedes foi o fundador em Abaeté da antiga Banda Paulino Chaves e sua neta Lígia Maria Ribeiro Martins, nossa amiga poeta, cantora e blogueira, cuja mãe ainda vive e que é filha do maestro citado. Lígia Maria possui um blog que pode ser acessado através do Blog do Prof. Ademir Rocha. Parece-nos que Gerônimo Guedes seja Gerônimo de Freitas Guedes, este pertencente à antiga Guarda Nacional, ou que Gerônimo Guedes seja filho de Gerônimo Freitas Guedes. Falta a mãe de Lígia Maria confirmar de Ananindeua/Pa.
De Francilene Guedes, que elogia o trabalho de reconstituição da memória de Abaetetuba. Francilene é descendente do Maestro Gerônimo Guedes?


Família Villaça:
Kátia Maristela Vilaça de Carvalho, que agradece emocionada a genealogia de sua família e através dela descobrimos alguns descendentes dessa tradicional família de Abaeté. Kátia Masristela é filha de Clarindo de Araujo Vilaça/Caíto, nascido a 26/5/1924 com Iracema de Oliveira Santos Vilaça e que tiveram 6 filhos: José Adilson, Paulo Sérgio, Maria de Lourdes, Idália Maria, Carlos Humberto e Kátia Maristela dos Santos Vilaça.
Vide a origem dessa família:
Filhos, netos, genros e noras de Clarindo do Espírito Santo de Araújo e Ângela Ferreira Ribeiro:Idalina Ribeiro de Araújo/Idália, nasceu no dia 9/12/1889, na Ilha de Tabatinga, Distrito de Abaeté e casou com Príncipe da Silva Villaça/Pichota e tiveram 5 filhos: João Natalino/Joca, Antonio, José (falecido criança), Sebastiaão/Sabarico e Clarindo de Araujo Vilaça/Caíto. Idália faleceu no dia 8/7/1962, na residência dos herdeiros de seus pais, à Rua Siqueira Mendes, 1531, com 72 anos.
Antônio de Araújo Vilaça, casou com Aldenise Carvalho Bararatim. Sebastião de Araujo Vilaça/Sabarico, nasceu no dia 19/12/1921 e casou com Pedrina. Tiveram 1 casal de filhos: Maria da Conceição e José Roberto.


Famílias Barros e Pereira de Barros:
E foram várias as mensagens que recebemos e continuamos a receber dos descendentes do prof. Bernardino Pereira de Barros, espalhados pelo Brasil, como:
Pérola Medeiras de Barros, neta do professor, filha de Altair Araujo de Barros e Maria Janice Medeiros de Barros.
Advogado em São Paulo, Luiz Fernando B. Carlão, filho de Irene Lacy Araujo Barros, esta filha do prof. Bernardino e Ana Araujo Barros e primo de Altair Medeiros de Barros.
De Paulo Barros, colhemos os seguintes dados: Álvaro Barros, português que casou com Rosa de Lima, de Abaeté e tiveram filhos, entre os quais: Alberto de Lima Barros, que por sua vez é pai de Paulo Barros.


Família Costa:
Tradicional família de Abaeté, em cuja 2ª publicação estará sobremaneira ampliada por novas pesquisas e nomes e com agradecimentos de alguns membros dessa grande família:
De Breno Costa, filho de Benedito Costa e Leoneide, morador em Buenos Aires, que informou seu pai da existência do Blog.
De Matheus, filho de Maria da Conceição Solano da Costa, casada com Dionísio Teixeira da Costa, que informa que informa todos os descendentes dessa família, aumentando-a em algumas gerações e outros dados.


Família Pereira:
De Pedro, neto do saudoso dr. Almir de Lima Pereira, promotor público em Abaetetuba e prof. De História e 2º diretor da Escola Bernardino Pereira de Barros, que informa que certos dados da vida de seu avô que ele não conhecia.


Família Cardoso Amanajás:
Tradicional família com origem nas ilhas de Abaeté e Igarapé-Miri/Pa, descendentes de Laurindo Cardoso e Antonio Cardoso Amanajás. Há possibilidades dos Cardoso vindo para Abaeté de que eles sejam descendentes de judeus europeus convertidos e que vieram de Pernambuco, estado que recebeu levas de judeus nos primeiros anos da fase colonial do Brasil.
Pedimos ao Edmir Amanajás que caso queira informações sobre a família Cardoso, lhe recomendamos conversar com o prof. Horácio Cardoso, diretor da Escola Stella Maria que tem memória fotográfica.
Através da profa. Eida Terezinha descobrimos alguns Amanajás residentes em Abaetetuba.


Família Malato:
Tradicional família de Ponta de Pedras e com ramificações em Abaetetuba e várias localidades do Brasil:
Contentamento de Egle Domingas Malato de Azevedo, filha de Pedro Malato e Patrícia, que acrescenta seus irmãos: Edney, Júnior, Elis, Elen, Eden.


Família Silva:
Esta família é grande em Abaetetuba e com algumas vertentes.
A família Gama da Silva teve origem na Ilha do Marajó e com descendentes em Abaetetuba através do conhecido Vicente Gama da Silva, mais conhecido como Vicente Gama. Sua Neta Rejane obteve informações sobre seu avô e estamos fazendo novos levantamentos sobre essa família.


Família Aracaty:
Descobrir por onde estão espalhados muitos membros dessa família, descendentes de Antonio Vilhena Aracaty e Maria do Carmo Lima de Araujo/Guíta.
De Roberto Aracaty, filho de Benedito de Araujo Aracaty e Elza e Benedito, primo e colega de estudos e professorado na Escola Bernardino Pereira de Barros e que faleceu prematuramente em Belém quando era funcionário da Justiça do Trabalho/Junta do Trabalho.
Os Aracaty Pinheiro, em Belém/Pa e outros Araujo Aracaty em Santarém/Pa.


Família Pantoja:
Jane Pantoja, que procura descobrir os parentes de seu pai de nome João Wanderlei Pantoja, que viveu aproximadamente 50 anos na Amazônia e tinha 74 anos e com parentes Abaetetuba. Lhe respondi que o reduto dos Pantoja é o município vizinho de Igarapé-Miri, porém descobri na localidade Rio Maúba (um lado é Abaetetuba e outro é Igarapé-Miri) muitas pessoas com o sobrenome pantoja.


Família Baptista:
Dos descendentes de Francisco de Lima Batista/Pombo, recebemos mensagens de atualizações de membros dessa tradicional família, na forma de filhos, netos: Renato, Rodrigo.


Família Jorge:
Encontramos em uma busca o nome de Dione Jorge, que de Madureira, Rio de Janeiro, diz ser descendente de sírios e cujo bisavô chamava-se Miguel Jorge que morou em Belém/Pa e que um de seus filhos chamava-se Murillo Jorge. O que temos a dizer a Dione, daqui de Abaetetuba/Pa, é que tivemos e ainda temos até os dias atuais descendentes da família Jorge em Abaetetuba e outros espalhados pelo Brasil. Vide Família Jorge de Abaetetuba.

INFORMANTES, VISITANTES E SEGUIDORES DO BLOG:
As visitas ao Blog acontecem principalmente no Brasil, porém temos visitantes de todas as partes do mundo e as visitas já estão chegando às 33.000 visitas. Para um blog de assuntos regionais e como tais limitados, achamos que já é um grande feito. Queremos pedir desculpas aos nossos amigos das redes sociais que querem estabelecer sadios bates-papos, porém o tempo que dedicamos às pesquisas é muito grande e nos falta tempo para dialogar com esses amigos. Porém recomendamos nossos e-mails, o espaço do Blog para as mensagens e que, sempre estaremos respondendo a essas mensagens.
Quanto aos nossos seguidores, que junto com os visitantes, são a razão do existir do Blog, informamos que já são mais de meia centena, sendo a maioria de membros de famílias de Abaetetuba, Igarapé-Miri, Ponta de Pedras, Belém e outras cidades que se identificam com suas origens e com a cultura de Abaetetuba.
Outros são escolas, entidades, órgãos e pessoas de outros estados do Brasil e até de outros países. E muitos desses seguidores são amantes da cultura, das artes, do artesanato, da história e memória e alguns são cantores, poetas, escritores, artistas plásticos e artistas diversos que temos a satisfação de divulgar suas produções e artes, pois alguns de seus blogs estão elencados no rol dos nossos recomendados.
Os informantes são pessoas de mentes privilegiadas espalhadas por Abaetetuba e suas localidades do interior do município que nos prestam valiosas informações a respeito das famílias, cultura, atividades econômicas, memórias, etc. A essas pessoas agradecemos e consideramos o Blog como seu espaço de informações.


PADRE LUIZ VARELLA E OUTROS PADRES:
Através de Anderson Tavares descobrimos mais dados sobre a vida do Padre Luiz de França do Amaral Varella, que tem o nome perpetuado em Abaetetuba em rua, escola e na história da Igreja Católica pelo muito que fez em Abaeté e descobrimos sua ascendência, local de nascimento e seu falecimento no Rio Grande do Norte em 1934.
Um visitante do Maranhão ficou de nos remeter foto onde aparece o frei Anastácio Maria da Porteira, capuchinho que trabalhou em Abaeté.
O frei José Maria de Manaus tem uma antiga foto que será brevemente publicada.

TOPONIMÍA, LINGUAJAR CAMETAOARA, GÍRIAS, PALAVRAS E EXPRESSÕES PARAENSES:
Várias foram as mensagens sobre toponímia, linguajar cametaora, que recebemos, entre as quais:
De Clóvis Chiaradia, médico, 75 anos, casado e com filhos e netos e pesquisador de toponímia indígena, de São Paulo, querendo pormenores sobre o significado de algumas palavras indígenas citadas no Blog. Como não somos versados no assunto tivemos que recorrer a alguns blogs, como ao Blog do Netuno; ao clássico e importante livro da profa. Maria de Nazaré Carvalho Lobato, “Kamaig, Linguagens dos Rios”, que fala da linguagem tupi-guarani e nheengatu; do taynalu.blogspot.com e ao clássico “Glossário abaeteense” de Jorge Machado.

CANTORES, ARTISTAS PLÁSTICOS, COMPOSITORES, MÚSICOS, POETAS:
Tivemos visitas importantes nesse sentido:
Recebemos pedidos de informações e agradecimentos sobre músicos de Abaetetuba:
De Professores e pesquisadores sobre músicas de bandas, como os músicos e compositores musicais do porte dos mestres Cardinal e Rui Guilherme:
De Cardinal sabíamos que além de músico compunha, junto com outros músicos, toadas para os antigos cordões juninos de Abaeté. Descobrimos porém que possui um vasto acervo de músicas de bandas musicais das quais algumas vão ser gravadas por mestrandos da UFPA e que Rui Guilherme igualmente possui composições que vão ser gravadas pelos mesmos mestrandos.
Da neta do Maestro Paulino Chaves, residente no Rio de Janeiro, Lúcia Maria Chaves Tourinho, recebemos convite para o lançamento de dois livros sobre a vida e obra desse grande maestro (temos em mãos esses dois lançamentos) e consideramos essa descoberta muito importante no campo da música.
De Cabinho (deve ser o famoso seresteiro, cantor, compositor e músico Cabinho Lacerda), fazendo Licenciatura Plena em Música pela UFPa e pesquisador da Banda Carlos Gomes. Obrigado pelos parabéns.
De Lígia Maria Ribeiro Martins, que é cantora, poetisa e blogueira “saavedramusicachibeepoesia.blogspot.com” com seus belos comentários, notícias, divulgações e imagens do seu largo círculo de amizades artísticas, que informou que sua mãe, filha do maestro Gerônimo Guedes, chorou quando soube que seu pai fora citado em nosso modesto Blog e Lígia Maria é neta desse famoso maestro que trouxe a genética musical de seu avô, que foi o fundador da Banda Paulino Chaves, de Abaetetuba.
Nos orgulhamos de todos nossos seguidores parentes das famílias citadas no Blog e dos poetas Celso de Alencar, Lígia Maria e artistas plásticos como Newton Avelino, Alecsander Alves e design de Moda, Claudinei Polessel que é historiador de genealogias, Programa Conexão SBT, Franderson Eudes que é Bacharel em Turismo, Carném Américo e todos os demais seguidores. Os mesmos podem usar o espaço do Blog para suas considerações, comentários e alguns que possuem blog nós abrimos espaço em nosso Blog para os devidos acessos pelos visitantes dos diversos blogs.


ESTUDANTES, PROFESSORES E PESQUISADORES:
Recebemos várias mensagens sobre assuntos variados e, na medida do possível, tentamos responder a algumas questões levantadas:
De João Santos Nahum, professor e pesquisador da UFPa, querendo saber sobre as populações remanescentes de quilombos, história dos engenhos. Sobre os quilombos ainda estamos fazendo os devidos levantamentos e sobre os engenhos recomendamos o livro História do Pará, de Ernesto Cruz e aqui temos vários pesquisadores desse assunto como o padre Adolfo, que está fazendo um levantamento dos antigos engenhos de Abaeté, das inúmeras monografias dos concluintes de cursos superiores. Nós particularmento ainda estamos fazendo alguns levantamentos para futuras publicações e já temos muitos dados publicados no Blog.

ÓRGÃOS, ENTIDADES, CLUBES:
Muitos descendentes de pessoas que participaram ou trabalharam em órgãos, entidades e clubes agradeceram pela menção do nomes de seus ancestrais:
De Anna Karinna, que cita seu pai que era membro do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento e o pai do autor do Blog também fazia parte desse círculo de mentalização em todo o Brasil para as coisas boas.
De Marcos Neemias, que se reporta ao cidadão Roldão Sereni como praticante de advocacia em Abaetetuba e se refere ao seu pai Luiz Reis e José Heiná Maués, membros da OAB, advogados ilustres de Abaetetuba. Sobre Luiz Reis já lhe prestamos uma justa homenagem em postagem e sobre José Heiná estamos ainda coletando dados biográficos e familiares.
Do prof. José Maria Belo, que agradece pela postagem sobre o Sistema Modular de Ensino-SOME.


PAÍSES:
De Jéssica, que aos 12 anos foi embora para o Japão e que cita saudosa seus amigos de infância: Hiran, Jackson, Sandra, Juliene, Marilene, Angélice e cita sua escola de infância, o INSA e que pedia fotos de Abaetetuba e que atendemos em parte esse pedido.
Temos tido visitantes dos Estados Unidos, Alemanha, China, Argentina, Reino Unido, Portugal. Irlanda, Irã, Itália, Macau e outros países onde exista abaetetubense e interesse pela cultura paraense e brasileira.


Prof. Ademir Rocha.