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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Banda Paulino Chaves - Música e Músicos de Abaetetuba 3

A BANDA PAULINO CHAVES

A BANDA PAULINO CHAVES, O JAZZ BAND PAULINO CHAVES E ALGUNS MÚSICOS DESSAS BANDAS


PAULINO LINS DE VASCONCELOS CHAVES – N. em 25/6/1880 em Natal-RN e f. em 31/7/1948, no Rio de Janeiro. Foi um compositor musical brasileiro de alta qualidade. Veio de Natal aos 4 meses para residir em Belém. Começou a compor aos 8 anos. Em 1897 concluiu os estudos de Humanidade/Agrimensor. Tornou-se pianista, tendo feito um curso de piano em Leipzig no Real Conservatório em 1889.

Tornou-se solista, regente, compositor musical, professor de música. Como professor de música formou inúmeros alunos. Sua obra mais conhecida foi a Ave Maria, para mezzo-soprano e orquestra, composta em 1925. Ficou muito famoso por sua virtuose e técnica musical admirável. Influenciou os meios musicais em Belém, por ser criador e intérprete talentoso e um professor de música muito competente. Entusiasta da música em torno do qual surge uma verdadeira escola de estudos pianísticos que constituiu um grande legado musical, um verdadeiro patrimônio musical do Pará.

Em 1906 tornou-se diretor do Instituto Carlos Gomes em Belém/Pa.

Paulino Chaves f. em 1948 no Rio de Janeiro.


COMO NASCEU A BANDA PAULINO CHAVES?

Essa banda, rival da Banda Carlos Gomes, nasceu de um 2º atrito dos padres da Igreja Católica c/os dirigentes da Banda Carlos Gomes.

Em 1918, quando o vigário de Abaeté era o Pe. Luiz Varella/Padre Luiz de França do Amaral Varella, aconteceu o 2º atrito dos padres da Igreja Católica c/os dirigentes da Banda Carlos Gomes, já sob a direção de Raimundo Pauxis. O atrito novamente leva em conta os festejos do patrono da Banda Carlos Gomes, São Raimundo Nonato que, segundo o padre, foge inteiramente das normas de uma festa de santo católica, devido os excessos nesses festejos e a não prestação de contas dos lucros auferidos nas festas e o fato dessa festa ser organizada inteiramente p/leigos s/a presença efetiva de um padre.

Novamente o atrito entre essas duas partes, leva à criação de uma nova banda, a Banda Paulino Chaves. Esta nasce p/influência do Pe. Luiz Varella, que convence o músico e fogueteiro Gerônimo Guedes a fundar e assumir a nova banda. O Pe. Luiz Varella também usou a estratégia de recorrer às autoridades locais, para tirar músicos da Banda Carlos Gomes e levá-los a compor na Banda Paulino Chaves. Essa estratégia não produziu muitos efeitos, devido à fidelidade dos músicos da Banda Carlos Gomes ao Mestre Raimundo Pauxis e à Banda Carlos Gomes. E também os organizadores das festas religiosas da cidade de Abaeté que continuavam a dar preferência à Banda Carlos Gomes p/ser uma banda tradicional e de renome no cenário municipal e estadual.

Na verdade o músico e fogueteiro Gerônimo Guedes funda a Banda Paulino Chaves a partir do “Grêmio Guarany”, que era um dos inúmeros clubes musicais do início do séc. 20 em Abaeté. O Grêmio Guarany vem desde o ano de 1910. Gerônimo Guedes foi o 1º mestre e maestro da nova banda e seus músicos tocavam à paisana, por amor à arte musical, nada recebendo. Subsistiu de 1919 a 1935.

A Banda Paulino Chaves nasceu também no bojo da idéia que impregnava a mente dos antigos abaeteenses, que era a construção da chamada “Nova Igreja Matriz de Abaeté” ou Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município. Esse ideal cristão era tão forte que mexeu com toda a sociedade daqueles tempos, se tornando até uma questão de honra e todos se empenharam em uma série de campanhas de arrecadação de fundos para aquele piedoso fim. Além do povo, várias entidades se envolveram nessas campanhas, inclusive a Banda Paulino Chaves.

A Banda Carlos Gomes não foi envolvida nesse processo por que estava descartada pelo Pe. Luiz Varella, que era o pároco local e presidente da grande comissão formada para desenvolver as campanhas de arrecadação de fundos. Não foram encontrados documentos que citassem a participação da Banda Carlos Gomes nessas campanhas, só a Banda Paulino Chaves.

Citação de 1919: Fundação da Banda Musical Paulino Chaves, pelo mestre Gerônimo Guedes.
A séde da banda se localizava à R. Senador Lemos/atual R. Barão do Rio Brabco, onde hoje é a casa de comércio “A Suely Armarinho”, de Manoel do Carmo Rodrigues/Moreno.


OUTRA BANDA RIVAL DA CARLOS GOMES, A BANDA PAULINO CHAVES:

Com a criação da Banda Paulino Chaves esta se tornou logo a grande rival da Banda Carlos Gomes, competindo entre si na primazia musical da cidade, na participação dos eventos cívicos, religiosos e civis e através de seus “jazzes”, competindo para tocar nas constantes quermesses, soirés e festas dançantes do município. Vejamos algumas citações à respeito:

Citações de 1927:

Em 1927 existiam as bandas Carlos Gomes e a Paulino Chaves.

1927: A Banda Paulino Chaves vai abrilhantar a véspera e o dia do padroeiro de Cametá, São João Batista.

A Festa do Divino E. Santo, em Beja, durava 9 dias. Tocava nessa festa, em 1927, a Banda “Sai Cinza”, sob a direção do Sr. Manoel Nascimento e também a Banda Paulino Chaves.

As bandas Paulino Chaves e Carlos Gomes na recepção ao Arcebispo Metropolitano do Pará, D. Irineu Jofffily/João Irineu Joffily (1924-1931) que veio à Abaeté em 1928.

Certame musical na Pça. N. S. da Conceição entre as bandas Carlos Gomes e a Paulino Chaves, c/ofertas de mimos/prêmios pela Comissão Organizadora.

1927: O Clube Musical Paulino Chaves, tendo como mestre Gerônimo Guedes, que está de mudança para Belém, assumindo seu lugar, como mestre e regente, Laudelino Fernandes e como sub-regente, Félix Machado e Geraldo Lima, secretário do Clube.

1928: As bandas Carlos Gomes e Paulino Chaves viviam às turras.

1937: As duas bandas de música, a Carlos Gomes, chefiada por Raymmundo Pauxis, tendo como mestre de banda o Sr. Chiquinho Margalho e a Banda Paulino Chaves, chefiada pelo mestre de banda Gerônimo Guedes, esta com 21 músicos, participaram do 1º Círio de N. S. da Conceição, já c/a nova Igreja Matriz de Abaeté, em 1937. As duas bandas estavam vestindo suas roupas de gala e disputavam para ver quem executava o melhor hino.

Havia também a Banda Henrique Gurjão, que já enfrentava uma grande decadência, p/falta de líderes que pudessem assumir sua direção. Documentos antigos falam dessa antiga banda, subsistindo até os anos de 1930.

Nas noites de festas do ano de 1937, as bandas Carlos Gomes e Paulino chaves, tocando nos coretos da Pça. do Divino.

Em 1935 as bandas existentes eram a Banda Carlos Gomes e a Banda Paulino Chaves.


O JAZZ BAND PAULINO CHAVES:

Os “jazzes” eram conjuntos musicais surgidos nas primeiras décadas do sec. 20, influenciados pelos ritmos cadenciados dos jazzes americanos. Em Abaeté os jazzes surgiram como grupos musicais subsidiários das bandas musicais, especificamente para tocar em bailes, quermesses, soirés e festas dançantes da cidade e do interior.

Era moda se colocar nos clubes de futebol e conjuntos musicais algumas palavras e nomes escritos em inglês, dái os “Club”, “Sport”, “Band”, “jazz”, “foot-baal” e muitas outras palavras em inglês.


Citações s/o Jazz Band Paulino Chaves:

Cássio Amanajás, músico da Jazz Band Paulino Chaves, de Felix Machado, que tocava nos bailes em 1928. O Jazz Band Paulino Chaves foi o 1º jazz de Abaeté que tocava principalmente pelo rico interior do município. Cássio Amanajás tocava clarinete. Depois, Cássio Amanajás, formou o seu próprio jazz.

Jazz Band Paulino Chaves, de Félix Machado. Félix Machado era aparentado do Mestre Gerônimo Guedes, que fundou a Banda Paulino Chaves.

1928: Felix Machado, sub-regente da Philarmônica Paulino Chaves e chefe de orquestra do Teatro N. S. da Conceição. Félix Machado era maestro, músico eclético que tocava violino, soprano, clarinete e trombone, sub-regente da “Philarmônica Paulino Chaves”, que tinha o mestre Guedes/Gerônimo Guedes na regência.


A PHILARMÔNICA PAULINO CHAVES E AS CAMPANHAS DE ARRECADAÇÃO DE FUNDOS PARA A CONSTRUÇÃO DA NOVA IGREJA MATRIZ DE ABAETÉ:

A Banda Paulino Chaves foi fundada com alguns propósitos diferente de uma banda marcial musical, fugindo da rigidez de uma banda militarizada. Nasceu como uma espécie de banda privada, particular, cujos membros tocavam à paisana e não de uniforme, como tocava a Banda Carlos Gomes, ao estilo militar. E um dos propósitos da nova banda era a de se apresentar, em determinadas ocasiões, como orquestra “philarmônica”, tocando músicas fora do contexto das bandas musicais, saindo da rotina das marchas, dobrados, sambas, frevos. Mas quando se apresentava como uma banda musical típica, ela tocava essas músicas nas festas de santos, eventos cívicos, competições.

Citação: A Banda Paulino Chaves tocava música clássica, dobrados, marchas, músicas sacras nas missas e eventos religiosos. Na Igreja participava junto c/o coro.


A Banda Paulino Chaves era formada por pessoas de boa situação financeira, pessoas de destaque na sociedade e eram elas que sustentavam material e financeiramente essa banda, c/a ajuda do Pe. Luiz Varella. Essa pitoresca banda surgiu a partir do ano de 1919, chegou a contar nos seus quadros com até 20 componentes e subsistiu com muitas dificuldades até o ano de 1935. Essa banda durou 16 anos, mas há registros dessa banda até o ano de 1940, que,junto com a Banda Carlos Gomes, eram as únicas que competiam na época, apesar da existência de outra banda, que experimentava forte decadência, a Henrique Gurjão, fundada pelo Pe. Pimentel e Horácio de Deus e Silva.

Algumas pessoas associadas à Banda Paulino Chaves: João Roberto dos Reis, Garibaldi Parente, Pe. Luís Varela/Luiz de França do Amaral Varella, Francisco Freire de Andrade e outros ricos idealistas.

Na Banda Paulino Chaves não era obrigatório ter uma 2ª profissão, como era na Carlos Gomes.
Citação: A Philarmônica Paulino Chaves tocava música clássica e também era uma banda de música, uma sociedade musical.

Outro fator que determinou a subsistência da Banda Paulino Chaves foi o fato dela ter se engajado nas campanhas de arrecadação de fundos p/a construção da nova Igreja Matriz de Abaeté. De fato, nas citações recolhidas dessa banda, a maioria delas vem atrelada aos eventos para a construção da Igreja Matriz de N. S. da Conceição ou da nova “Igreja Matriz de Abaeté”.
Algumas citações:

Registro de 1919 cita a Banda Paulino Chaves participando de eventos em prol da construção da Igreja Matriz de N. S. da Conceição.

Maio de 1927: Quermesse e espetáculo à Pça. N. S. da Conceição promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, sendo a 2ª quermesse comandada pela Banda Paulino Chaves, abrilhantando a festa, c/disputa de mimos. Depois, às 8:00 horas da noite, reabertura do Theatro Nossa senhora da Conceição, com a comédia portuguesa “Como se Enganam Mulheres” e “A Boemia”, acompanhada por música. Trabalharão como atrizes e atores: Miloca Matos, as irmãs Osvaldina e Hilda Fonseca, Bararaty Franco, os irmãos Antônio e Prudente de Araújo, Elpídio Paes e Edgar Borges, pelo Grupo Scênico de Abaeté.

A Banda Paulino Chaves também participando da campanha em prol da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Teatro de N. S. da Conceição, fazendo o fundo musical das peças apresentadas pelo Grupo Scênico de Abaeté.


GERÔNIMO GUEDES:

Gerônimo Guedes, fogueteiro em Abaeté/Pa, músico, tendo participado da Banda Carlos Gomes e fundado a Banda Paulino Chaves em 19919. Como músico tocava vários instrumentos musicais, portanto, era um músico, eclético. Ele possuía em sua família outros músicos de renome, que o ajudaram a manter a banda nascente. Citação:

Citação de 1908: O Clube Carlos Gomes fazendo eleição, ficando assim constituída a Diretoria: Presidente: Garibaldi Parente; Secretário: Estácio dos Passos; Tesoureiro: Abel Guiães de Barros; Regente: Gerônimo Guedes e Contra-Mestre: Raymmundo Pauxis.


Outros membros da banda:

O mestre Horácio de Deus e Silva, escrivão da Coletoria Estadual e músico, fundador da Banda Henrique Gurjão, chegou a participar da babda Paulino Chaves e ele tocava bombardino e afrenquides.

Laudelino Mendes Fernandes era o regente da Banda Paulino Chaves. Na vida particular Laudelino, era professor municipal no rio Guajará.

Laudelino Mendes Fernandes, outro grande músico abaeteense, tocava na Banda Paulino Chaves e chegou a dirigir a banda em 1927, c/a saída do Mestre Guedes que foi transferido p/Belém/Pa.
1928: Felix Machado, sub-regente da Philarmônica Paulino Chaves e chefe de orquestra do Teatro N. S. da Conceição.

Manoel Antônio de Sousa, veterano músico n. em 13/4/1910, era, até os anos de 1990, o único componente vivo da banda.


A BANDA PAULINO CHAVES GANHA FAMA:

A Banda Paulino Chaves era formada p/bons músicos de Abaeté e tinha um grande mestre e maestro musical, Gerônimo Guedes e p/esses motivos logo ganha fama no cenário local e nas regiões próximas à Abaeté. Algumas citações a esse respeito:

1927: “A banda Paulino Chaves vai abrilhantar a véspera e o dia da festa do padroeiro da cidade de Cametá, o Precussor São João Batista.

1927: Certame musical na Pça. de N. S. da Conceição, entre as bandas Carlos Gomes e a Paulino Chaves, c/oferta de mimos e c/comissão organizadora.

1927: A Banda Paulino Chaves tocando na festa de São Benedito na Vila Concórdia. A Lancha Tucumanduba de propriedade do Cel. Maximiano Guimarães Cardoso, levando a Banda Paulino Chaves e comitiva, de Abaeté para a Vila Concórdia.

Banda Musical Paulino Chaves nos festejos de São Miguel de Beja.


O PADRE LUIZ VARELLA E A BANDA PAULINO CHAVES:

O Padre Luiz Varela era um incentivador dos desportos, da educação, da cultura e da música na cidade de Abaeté. Foi ele, com ajuda de amigos, quem fundou o Clube Vera Cruz, a Liga de Torcedoras do Vera Cruz, o Teatro de N. S. da Conceição e o seu “Grupo Scênico” e escolas no município. Como amante da música, junto com o Mestre Gerônimo Guedes, ajudou a fundar a Banda Musical Paulino Chaves, participando da diretoria da banda.


A BANDA PAULINO CHAVES E O VERA CRUZ SPORT CLUB:

O Vera Cruz Sport Club foi um clube fundado pelo Pe. Luiz Varella. Nasceu com o objetivo da prática de futebol no município, mas acabou se tornando um clube social e cívico, c/estatutos, associados, reuniões e que realizava as memoráveis festas, quermesses e soirés. Só entrava um novo associado no clube se fosse apontado por um dos antigos associados, devendo s/nome passar pelo crivo de uma reunião. Jogador de futebol não participava das atividades sociais do clube, c/raríssimas exceções. O clube possuía os s/hinos e uma torcida organizada formada p/mulheres. Nos dias dos jogos do Vera Cruz a torcida organizada e outros torcedores do clube saíam a gritar e cantar os hinos do clube, acompanhada pela Banda Paulino Chaves. Citações:
1927: A Banda Paulino Chaves, participando de passeata com os torcedores do Vera Cruz, cantando o hino do Clube denominado “O Onze Vera Cruz”.


TIPOS DE MÚSICAS EXECUTADAS PELAS BANDAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA:

As bandas musicais tocavam uma variedade muito grande de músicas na forma de: choros, chorinhos, marchas, sambas, xotes, boleros, samba-canção, mambos, baião, xaxado, quadrilha, lundu, síriá, valsas, fox, maxixe, carimbó, mazurca, rumba.


OOS INTRUMENTOS MUSICAIS DE UMA BANDA DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA:

Os instrumentos musicais mais comuns usadas pelas bandas de Abaeté, segundo o músico Ceci Fernandes, eram: flauta, flautim, saxofone, pistão, trompa ou sax, trompete, trombone, surdo, caixa, clarinete, contrabaixo, fagote, barito, bombardino, requinta, clarone.
Alguns dos instrumentos usados nas antigas bandas já não mais existem, como: requinta, bombardino e outros que se modernizaram e os antigos saíram da linha e que hoje são verdadeiras relíquias que deveriam constituir o acervo de um museu musical em Abaeté.


Abaetetuba/Pa, 30/12/2009 – Prof. Ademir Rocha.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS 7

ANTIGAS RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA
RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA, DO BRASIL, DO PARÁ E DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA
 As ruas de Abaetetuba se ressentem de arborização
e as árvores existentes sofrem podas sem critérios ou
podem ser abatidas, como é o caso desta linda samaumeira
da Praça de Conceição, conforme boatos que correm
na cidade
 Praça e ruas antigas de Abaetetuba
As ruas recebem modernos prédios, mas se
ressentem de outros serviços essenciais como
o controle do tráfego
TRAVESSA JOSÉ GONÇALVES CHAVES:
Citações s/essa rua:
1954: R. Floriano Peixoto, canto c/a Trav. José Gonçalves Chaves.
1993; Trav. José Gonçalves Chaves.
Observações:
1) JOSÉ GONÇALVES CHAVES – Era português, abolicionista, que sentindo a necessidade de trabalhar pelo fim da escravidão no país, gangrena que se fazia sentir em meados do século 19, se junta a luta dos abolicionistas do Pará e não desistiu de seus intentos em nenhum momento. Começou p/libertar os seus próprios escravos e continuou s/campanha enfrentando os poderosos senhores de escravos locais. Organizava reuniões, onde explanava s/sentimentos abolicionistas e os sofrimentos dos escravos. A estes protegia de todas as formas.
Finalmente, em 13/5/1888, viu s/esforços em Abaeté/Pa coroados de êxito, quando a princesa Izabel, assina a Lei Áurea, que dava liberdade a todos os escravos do Brasil, fato que a muito o alegrou e a outros desagradou pelo fim dos braços escravos nas atividades econômicas e domésticas.
2) Essa travessa vem da beira do rio/beira da frente da cidade, bairro de S. José, sobe cortando as ruas desse bairro e as do bairro de S. Lourenço e por fim, corta a 1º de maio e a R. Pe. Pfeil, esta no bairro de Nazaré, avança cortando outras ruas deste bairro até cortar a Av. S. Paulo, bairro da Aviação. Na Aviação, avança, corta e recebe outras ruas deste bairro e avança para o bairro da Angélica, cortando algumas ruas deste último bairro até chegar à Av. Anchieta, na localidade Jarumã, onde termina. É uma extensa via arterial de Abaetetuba/Pa.
3) A atual Trav. José Gonçalves Chaves era a antiga Trav. Pinto Martins.
RUA BARÃO DO RIO BRANCO OU AVENIDA BARÃO DO RIO BRANCO:
Citações s/essa rua:
1931: R. Barão do Rio Branco, onde morava Luiz Pedro Felgueiras.
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o Dia de Todos os Santos, c/o seguinte percurso: Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela AV RIO BRANCO, Pça. da Bandeira, até o Cemitério.
Observações:
1) BARÃO DO RIO BRANCO – JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS JÚNIOR, o BARÃO DO RIO BRANCO, n. em 20/4/1845 no Rio de janeiro e f. em 10/2/1912, no Rio de Janeiro. Foi diplomata, ministro, geógrafo e historiador. Era filho de José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio branco e iniciou-se na carreira política como promotor e deputado do império. Foi cônsul-geral em Liverpool a partir de 1876 e foi ministro na Alemanha, tendo assumido o Ministério das Relações Exteriores de 3/12/1902 até s/morte em 1912, tendo ocupado esse cargo ao longo do mandato de 4 presidentes, configurando-se uma unanimidade em s/época.
Recebeu o título de Barão do Rio Branco às vésperas do fim do império, mas continuou a usar esse termo em s/assinatura, mesmo após a proclamação da república em 1889.
S/maior contribuição ao país foi a consolidação das fronteiras brasileiras, p/meio de processos de arbitramentos ou negociações bilaterais, tendo logrado êxito nas questões do Amapá 1900), c/as Guianas Francesas, Palmas (1895), c/a Argentina e Acre (1902), c/a Bolívia, c/a assinatura do tratado de Petrópolis, quando o Acre passou a pertencer ao Brasil. Em s/homenagem o s/nome foi dado à Capital desse estado. Obteve outros sucessos diplomáticos e reconhecimento.
Devido a problemas de saúde pediu demissão do cargo, o que não foi aceito p/Hermes da Fonseca. S/morte ocorreu durante o carnaval de 1912, fato que alterou o calendário dessa festa popular naquele ano, c/luto oficial e intensas homenagens que lhe foram rendidas.
2) Anteriormente a R. Barão do Rio Branco se chamava R. Senador Lemos e é uma das maiores artérias de Abaetetuba, atingindo vários bairros.
RUA GETÚLIO VARGAS:
Citações s/essa rua:
Júlio Calliari era de ascendência italiana e morava na Trav. Pedro Pinheiro Paes, esquina c/a R. Getúlio Vargas.
Imóvel na R. Getúlio Vargas, de Carmelita Parente de Andrade, onde funcionaram as Escolas Reunidas.
Abel Barros possuía s/officina no canto da atual Av. Pedro Rodrigues c/Rua Getúlio Vargas.
1954: R. Getúlio Vargas.
Observações:
1) GETÚLIO VARGAS – GETÚLIO DORNELLES VARGAS, n. em 19/4/1882 e f. em 24/8/1945, foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De orIgem gaúcha, foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.
Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a revolução de 1930, quando derrubou o governo do presidente Washington Luís e s/15 anos de governo seguintes caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob s/governo foi promulgada a constituição de 1934. Ele mandou fechar o Congresso Nacional em 1937 e instala o Estado Novo e passa a governar c/poderes ditatoriais, quando manda perseguir e prender opositores políticos.
Instituiu a Justiça do trabalho (1939), o salário mínimo, a consolidação das Leis do Trabalho e os direitos trabalhistas. Criou a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Companhia Vale do Rio Doce (1942), a Hidrelétrica do Vale do S. Francisco (1945), o IBGE (1938).
Saiu do governo em 1945, após um golpe militar. Em 1950 Vargas voltou ao poder através de eleições, continuando a política nacionalista e, c/isso, criou o lema: “O Petróleo é Nosso” e no bojo dessa campanha, criou a PETROBRÁS.
Em agosto de 1954 Vargas suicidou-se no Palácio do Catette, c/um tiro no peito.
2) A atual Rua Getúlio Vargas anteriormente chamava-se R. Nilo Peçanha.
TRAVESSA MAJOR FREDERICO GAMA DA COSTA:
Citações s/essa rua:
1948: Na Trav. D. Pedro I se localizava a séde da Liga Operária Abaeteense/LOA, cujo presidente era Uadir Felix dos Santos. É hoje a rua onde se localiza a padaria de Nestor Rocha, na atual Trav. Major Frederico Gama.
Observações:
1) MAJOR FREDERICO AUGUSTO DA GAMA COSTA - Destacado oficial do Exército, que participou da Guerra do Paraguai (12/1864-3/1870) e foi ajudante de ordem do Conde D’Eu, na mesma Guerra do Paraguai. Outro seu irmão, Major Rodrigo Augusto da Gama Costa, também do Exército, participou da Guerra do Paraguai, 1865.
Fazenda e Engenho Boa Vista, localizada à margem esquerda do rio Maratauhyra, de Francisco Augusto da Gama Costa, Comendador da Ordem da Rosa, abastado proprietário.
2) A Trav. Major Frederico Gama da Costa era a antiga Rua do Portinho. O nome Portinho vem do fato de ali existir um igarapé chamado Igarapé do Portinho. O Sr. João Nepomuceno de Pontes morava nessa rua em frente à casa do Sr. Bento Sousa e família. Ali funcionava o cartório do Sr. Pontes.
3) A atual Trav. Major Frederico Gama da Costa inicia na R. Justo Chermont e sobe cortando a R. Getúlio Vargas, a Siqueira Mendes a Barão do Rio Branco e avança, passando ao lado do Cemitério Público e termina na R. 1º de Maio, no bairro do Algodoal.
RUA DO PORTINHO:
Observações: Vide Trav. Major Frederico Gama da Costa, acima.

TRAVESSA DO FERREIRO:
Citações s/essa rua:
Há referências a uma Trav. do Ferreiro em 1904,1905, 1906.
1904: Trav. do Ferreiro.
Abel Barros possuía sua officina mecânica na Rua do Ferreiro.
Pça. Dr. Augusto Montenegro. Quarteirão 27, frente para a Pça. Dr. Augusto Montenegro e fundos c/a R. Abraham Fortunato, até a Trav. do Ferreiro.
Observações:
No início do séc. 20 Abel Barros possuía s/officina mecânica n/rua, daí o fato de ficar conhecida como Trav. do Ferreiro.
TRAVESSA ASSIS DE VASCONCELOS OU RUA ASSIS DE VASCONCELOS:
Citações s/essa rua:
1931: Trav. Assis de Vasconcelos, rua onde morava Manoel Melo da Silva, confinando c/Raymundo Neves.
1931: R. Benjamim Constant, c/imóvel de Oscar Solano de Albuquerque, canto c/a Trav. Assis de Vasconcelos.
1931: Oscar Solano de Albuquerque, c/terreno à R. Benjamim Constant, confinando c/outro terreno dele mesmo e pelo outro lado c/a Trav. Assis de Vasconcelos.
Observações:
1) ASSIS DE VASCONCELOS/AUGUSTO ASSIS DE VASCONCELOS – Foi o chefe militar que comandou os revolucionários do 26º Batalhão de Caçadores, na jornada de julho de 1924, Capitão de Engenheiros AUGUSTO ASSIS DE VASCONCELOS. S/estar ligado à guarnição, desconhecido pela maioria da soldadesca, tomou as rédeas do movimento, na hora mais grave do motim, colocando-se à frente dos insurretos, assumindo, desse modo, o comando do Batalhão, na noite de 26 de julho.
No dia seguinte, antes que as forças legalistas se lançassem ao ataque, o Cap. Assis ordenou o avanço geral da tropa. Não havia planos à cumprir. Nada tinha sido traçado anteriormente. Assim mesmo os rebeldes tomaram a iniciativa da luta, avançando pela Avenida de Nazaré e irrompendo no largo da Pólvora, onde já era intensa a resistência do governo.
Resolutamente o Cap. Assis marchava ao lado daquele grupo de bravos, em direção ao Quartel da Polícia Militar do Estado, situado à Rua Gaspar Viana, esquina da Travessa da Piedade. E estava para tomá-lo de assalto, quando tombou ferido, na Avenida 9 de Agosto., atual Assis de Vasconcelos.
RUA VEIGA CABRAL OU AVENIDA VEIGA CABRAL:
Citações s/essa rua:
1930: Trav. Pedro Rodrigues, canto c/a Av. Veiga Cabral.
1931: Trav. 24 de outubro, onde ficava a residência de Raymundo Cardoso Muniz, canto c/a Av. Veiga Cabral.
1931: Maria Novaes, c/terreno à Av. Veiga Cabral, divisa c/Benedito Ferreira Teixeira e do outro lado c/Ormina Antonia da Silva.
1931: Terreno de 24 x 60m, na Trav. Pedro Rodrigues, limitando à esquerda c/Theodolino Rebello de Araujo, canto c/a Av. Veiga Cabral e fundos c/o cemitério público, requerido por Clotilde Soares Viégas, petição assinada p/Raymundo Nonato Viégas.
Observações:
1) VEIGA CABRAL – FRANCISCO XAVIER DA VEIGA CABRAL/Cabralzinho, n. em 5/5/1861 e f. em 18/5/1905, filho de Rodrigo da Veiga Cabral e Maria Cândida da Costa Cabral, tendo c/c Altamira Valdomira Vinagre da Veiga Cabral, família de rovulucionários cabanos, foi o chefe dos patriotas que defendeu a soberania do Brasil, no episódio da soberania do Amapá, quando da invasão dos franceses, chefiando a reação contra a presença francesa no lugar e a revolta contra os governantes franceses que culminou em luta armada com a vitória de Cabralzinho que chefiou a população na luta contra as forças militares francesas. Esse rasgo de coragem e altivez deu-lhe justo prestígio em todo o país, tendo sido recebido no Rio de Janeiro como autêntico herói nacional.
2) A atual R. Veiga Cabral se localiza no bairro do Algodoal e nasce na Trav. Pe. Pimentel, donde avança e corta a Trav. Tiradentes e termina na Trav. Major Frederico Gama da Costa, no bairro do Algodoal, ao lado do Cemitério de N. S. da Conceição.
TRAVESSA SANTOS DUMONT OU RUA SANTOS DUMONT:
Citações s/essa rua:
Em 1916 já se falava de uma Trav. Santos Dumont.
De 1925 a 1931: Trav. Santos Dumont.
1925: R. Siqueira Mendes, canto c/a Trav. Santos Dumont.
Citação de 1927: “O itinerário da procissão do Círio de N. S. da Conceição foi o seguinte: Av. Aristides dos Reis e Silva, R. Coronel Caripuna, Trav. Tenente Coronel Costa, até a R. Siqueira Mendes. Daí a procissão seguiu até a diagonal que corta a Pça. da Matriz até a esquina da R. Lauro Sodré, com a Av. Aristides dos Reis e Silva, seguiu a R. Lauro Sodré, a TRAV. SANTOS DUMONT, a R. Siqueira Mendes até a frente ao Paço Municipal.
1927: R. Siqueira Mendes c/a Trav. Santos Dumont.
1931: Na Trav. Santos Dumont ficava a casa de João Cardoso André, canto c/a R. 7 de setembro. João Cardoso André c/terreno à Trav. Santos Dumonr, entre terrenos de Antonio Soares e a R. 7 de Setembro, com 16m de largura.
1931: R. Siqueira Campos, canto c/a Trav. Santos Dumont.
1931: Ovidío Antonio de Lima, c/terreno à R. Siqueira Campos, canto c/a Trav. Santos Dumont e fundos c/terreno de Miquinho Barbosa, lado direito com terreno de Epaminondas Margalho.
1931: Pedro Pinheiro de Moraes, c/terreno à R. Santos Dumont, divisa c/Joaquim de Senna e fundos c/a Pça. Dr. Augusto Montenegro.
Um documento de 1927 se refere a R. Siqueira Mendes com Santos Dumont.
1930: Trav. Santos Dumont com a R. 7 de setembro.
1963: Trav. Santos Dumont.
1964: Agnelo Negrão Rodrigues repassa a Rubens Cardoso André, um imóvel localizado à Trav. Santos Dumont.
Obserrvações:
1) SANTOS DUMONT – ALBERTO SANTOS DUMONT, n. em 20/7/1873 em João Aires, município de Palmira/MG e era o 6º filho de um empreiteiro e fazendeiro, tendo iniciado s/estudos em Ribeirão Preto/SP, prosseguindo em Campinas/SP e, finalmente, no Colégio Montzon de S. Paulo/SP.
C/a idade de 21 anos mudou-se p/a Europa p/aperfiçoar s/estudos e s/pensamentos eram dominados pelo campo da mecânica.
S/1ª invenção foi o balão de nome “Brasil”. Em 19/10/1901 ele ganhou o prêmio Dustche c/o balão nº 6 e no dia 13/9/1906 ele usou o famoso biplano “14 BIS” que subiu a uma altura bem elevada do solo. No dia 23/10/1906 ele conseguiu a taça de campeão Archdeacon, em 1906.
C/o aparelho “14 BIS” ele subiu a uma altura de 5m e a uma velocidade de 40km/h e voou a uma distância de 220m.
Em 1928 Dumont voltou ao Brasil onde seria recebido c/festa. Mas um avião c/cientistas convidados sofreu um acidente e todos morreram. Então Santos Dumont mandou cancelar a festa e esse fato lhe abalou a saúde. Passou a morar em Santos/SP. F. em 23/7/1932. Ainda escreveu dois livros e pertenceu à Academia Brasileira de Letras.
TRAVESSA DOM PEDRO I:
Citações s/essa rua:
1923: Trav. D. Pedro I, antiga, confinando com a R. Nilo Peçanha.
1923: Trav. D. Pedro I, antiga Trav. Comandante Castilho.
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o “Dia de Todos os Santos”, c/o seguinte percurso: TRAV. D. PEDRO I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o Cemitério”.
Documento de 1948: Na Trav. D. Pedro I se localizava a séde da Liga Operária Abaeteense/LOA, noticioso dos operários de Abaeté, cujo presidente era Uadir Felix dos Santos.
R. Nilo Peçanha, canto c/a Trav. 24 de Outubro.
Observações:
1) D. PEDRO I – Era filho de D. João Vi e de D. Carlota Joaquina. N. o príncipe D. Pedro no palácio de Queluz/Lisboa em 12/10/1798 e no mesmo palácio f. em 24/9/1834. Veio c/a família real p/o Brasil, c/o título de Condestável, fugindo da guerra c/Napoleão em 1807. Era rebelde e nem parecia príncipe com pendores p/a a aventura.
Casou-se em 1818 c/D. Maria Leopoldina, filha de Francisco I, Imperador da Áustria e proclamou a independência do Brasil em 1822. Quando já era Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil, casou-se pela 2ª vez c/a princesa D. Amélia de Beauharnais.
Falecendo D. João VI, D. Pedro foi reconhecido como Rei de Portugal, em 1801, c/o nome de Pedro IV, coroa que abdicou em favor de s/filha D. Maria da Glória.
Depois de renunciar, também, a coroa brasileira em favor do s/filho D. Pedro II, e em 7/4/1831 embarcou p/Portugal, onde defendeu a legitimidade do direito de D. Maria da Glória ao trono português, entrando triunfante em Lisboa.
Após a guerra civil c/seu irmão D. Miguel que havia usurpado o trono de Portugal, D. Pedro estabeleceu as bases p/a conclusão das hostilidades entre os dois irmãos, c/generosa liberalidade p/com o vencido, fato que desagradou muitos da corte.
A vida de D. Pedro decorreu agitada, romanesca e até nos últimos dias de vida teve gestos dramáticos como aquele do Teatro D. Carlos. Quando D. Pedro apareceu, os expectadores apareceram e iniciaram uma vaia estrondosa e D. Pedro suportava de pé, no camarote, a afronta, pálido e magoado e, nesse momento, sentiu as conseqüências da guerra do Porto. Uma golfada de sangue tingiu-lhe o lenço branco que, p/sufocar a tosse havia levado à boca. Todos ficaram paralisados pelo acontecido, os instrumentos, os músicos e a platéia. Mas, D. Pedro, num esforço supremo, curvando-se p/o maestro, disse-lhe, rouco: - Pode começar! E o espetáculo recomeçou. Quatro meses depois D. Pedro morria de tuberculose, o proclamador da Independência do Brasil, o Imperador para quem o carinho das mulheres era mais tentador do que as pompas do poder, tendo tido 13 filhos reconecidos e mais 5 naturais.
2) A Trav. D. Pedro I era uma antiga rua de Abaeté/Pa e não se trata da atual Trav. D. Pedro I, do bairro de Nazaré. É hoje a rua onde se localiza a padaria de Nestor Rocha, na atual Trav. Major Frederico Gama.
3) A atual Travessa D. Pedro I se localiza no bairro de Nazaré na divisa c/o bairro da Francilândia.

TRAVESSA SÃO TOMÉ:
Citações s/essa rua:
1923: Trav. São Tomé.
De 1956 a 1964: Trav. São Tomé.
Rua Dr. Otacílio Pimentel Coutinho, canto c/a Av. D. Pedro II, que margina o Campo de Aviação e se estende até a Trav. São Tomé.
1964: Trav. São Tomé.
Observações:
1) SÃO TOMÉ – São Tomé ou Dídimo ou Gêmeo, foi um dos 12 apóstolos escolhidos p/Jesus, que ausente no momento em que Cristo reapareceu aos discípulos após a ressurreição e Tomé não acreditando no relato dos outros apóstolos exigiu destes, provas materiais da ressurreição de Jesus e, p/essa dúvida de Tomé, Jesus reaparece novamente e pede-lhe que toque em suas chagas (Jo. 20,26-28).
Tomé era carpinteiro e é citado nos 4 evangelhos, sendo que o de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16 ele incitou os discípulos a seguir Jesus a a morrer c/Ele na Judéia, dizendo aos demais discípulos: “Vamos também nós, p/morrermos c/Ele”. Foi ele que também perguntou a Jesus, na Última Ceia, s/o caminho que conduz ao Pai: “Senhor, não sabemos p/onde vais, como podemos conhecer o caminho? Jesus diz-lhe: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser p/mim. (Jo 14, 5-6).
Tomé era de temperamento audacioso e também cheio de generosidade, tendo percorrido as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor, coisa que nenhum apóstolo tinha dito.
Depois da morte de Jesus Tomé foi evangelizar a Partia e estendeu seu apostolado a Pérsia e Índia, onde é reconhecido como fundador da Igreja dos Cristãos Sírios Malabares ou Igreja dos Cristãos de São Tomé.
Tomé foi martirizado e morto (53 d.C) pelo rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, onde ficam o Monte S. Tomé e a catedral de mesmo nome. Sucumbiu como líder e mártir.
É festejado pelos católicos em 3 de julho.
RUA FRANCISCO ANTONIO DA COSTA:
Citações s/essa rua:
1998: R. Francisco Antonio da Costa, onde ficava a Necrópole de N. S. da Conceição.
Observações:
Vide Rua Ten-Cel. Costa s/FRANCISCO ANTONIO DA COSTA.
TRAVESSA D. MACEDO COSTA:
Citações s/essa rua:
1949: Trav. D. Macedo Costa.
1964: Trav. D. Macedo Costa, onde morava Boanerges Nunes Rodrigues.
1964: Oscar Solano e Manoel José Lobato c/imóveis na Trav. D. Macedo Costa.
Observações:
1) DOM MACEDO COSTA/ANTONIO DE MACEDO COSTA – N. em 7/8/1830, em Engenho de N. S. do Rosário em distrito Copioba/Maragogipe e f. em Barbacena/MG em 20/3/1891, foi um religioso brasileiro, filho de José Joaquim de Macedo Costa e Joaquina de Queiroz Macedo.
Ingressou no Seminário da Bahia em 31/12/1848, prosseguindo s/estudos eclesiásticos na França (1852-1854 e 1854-1857), Ordenou-se presbítero em 19/12/1857 aos 27 anos de idade em Paris e doutorou-se em Direito Canônico pela Universidade Gregoriana, em Roma (28/6/1859).
Foi indicado p/o episcopado pelo bispo paraense D. Romualdo de Seixas, Arcebispo de Salvador e o s/nome foi apresentado pelo Imperador do Brasil, D. Pedro II à Santa Sé em 23/3/1860 e no dia 20/12/1860 o Papa Pio IX confirma a nomeação do Pe. Antonio de Macedo Costa como 10º Bispo do Pará e foi ordenado bispo em 21/4/1861.
D. Macedo Costa toma posse no Arcebispado p/procuração em 23/5/1861 e chega a Belém em 24/7/1861.
Durante o s/governo episcopal se envolve na chamada “Questão Religiosa” e foi preso e condenado a 4 anos de prisão c/trabalhos forçados p/crime de sedição e com ele D. Vital Maria Gonçalves de Oliveira, Bispo de Olinda e Recife, em 28/4/1874.
Em 26/6/1890 D. Macedo Costa é transferido p/a Arquidiocese de S. Salvador da Bahia. F. em Barbacena/MG em 20/3/1891.
TRAVESSA PINTO MARTINS:
Citações s/essa rua:
O Tietê Esporte Club foi fundado em 28/10/1952, c/séde na atual R. Lauro Sodré, nº 1920 e teve como um de s/primeiros presidentes o Sr. Cornélio de Almeida Silveira.
1954. O Tietê Futebol Club, tendo como presidente Cornélio de Almeida Silveira, c/concessão de terreno c/limites pela frente c/a Trav. Pinto Martins, fundos c/a R. Floriano Peixoto, dado p/aforamento em documento de 13/11/1954, terreno com 100 x 60m.
O campo de futebol do Tietê se localiza na Trav. Pinto Martins, bairro de Nazaré, c/fundos para a R. Floriano Peixoto.
Somente em 1968 é que tem início a construção do prédio próprio da Escola Dr. Vicente Maués, em terreno à R. Floriano Peixoto, esquina c/a Trav. Pinto Martins, em terreno que era de propriedade do Sr. Aprígio Veloso.
Observações:
1) PINTO MARTINS/EUCLIDES PINTO MARTINS – Foi o 1º aviador a cruzar o céu do Brasil, vindo de avião dos EUA, junto c/um amigo americano. N. em Camotim/CE em 15/4/1892, filho de Antonio Pinto Martins e D. Maria Araujo do Carmo Martins e era de inteligência incomum. Aos 3 anos de idade s/pais se mudam p/Natal/RN onde prossegue s/estudos primários. Em 1903 c/11 anos de idade, paralelamente aos s/estudos primários, ingressou num curso noturno de náutica. Em 1907 embarca no navio Maranhão como 2º piloto no navio “Pará”, carreira essa interrompida p/um acidente a bordo.
Em 1909 foi p/os EUA e 3 anos depois se formava em Engenharia Mecânica. Casa-se c/uma jovem local, Gertrudes Mc Mullan. Regressa ao Brasil em 1911 onde começa a trabalhar e em 1918 falece a s/esposa e Euclides Pinto Martins retorna aos EUA. Casa novamente c/outra americana, Adelaide Suilivan, advogada e 12 anos mais velha que ele, c/quem uma filha.
Euclides se interessa pela aviação e consegue s/brevet de piloto em 1921.
Junto c/seu amigo aviador americano Walter Hilton traçam o sonho de atravessar o oceano Atlântico numa viagem de avião na rota Nova York-Rio de Janeiro, desbravando assim essa rota aérea. Após conseguirem apoio p/essa aventura conseguem um 1º hidroavião, biplano, batizado de “Sampaio Correa”, onde, diante de uma platéia de mais de um milhão de pessoas, iniciam a jornada em 17/8/1922, sumindo no horizonte novaiorquino. C/esse 1º avião decolaram e pousaram várias vezes c/problemas vários até ser surpreendido p/uma forte tempestade no Haiti onde caíram no mar. Foram socorridos mas o avião foi pro fundo do mar.
Reiniciam a aventura em um 2º hidroavião de 6 anos de uso, financiado pelo jornal “The New York Word”, batizado de “Sampaio Correa II”, decolando da Flórida/EUA e após inúmeros problemas técnicos, paradas de mais de 30 dias, c/muitos pousos e decolagens em muitos lugares da rota e, finalmente, em 1/12/1922, pousam no Brasil, no Estado do Pará, em no rio Cunani e de lá pousam e decolarm em várias localidades brasileiras, até que finalmente pousarem na baía de Guanabara no Rio de Janeiro em 8/2/1923, tendo o 2º piloto Euclides Pinto Martins no comando do avião. Após o pouso foram festas, homenagens e glórias aos dois pilotos.
Após a gloriosa aventura aérea, Pinto Martins verificou que estava em dificuldades financeiras e c/a família. Pouco tempo depois suicida-se com um tiro de revólver.
2) Hoje a antiga Trav. Pinto Martins é chamada Trav. José Gonçalves Chaves.
RUA RAIMUNDO PAUXIS:
Citações s/essa rua:
1923: R. Raimundo Pauxis.
1962: R. Raimundo Pauxis.
De 1960 a 1964: R. Raimundo Pauxis.
1964: R. Raimundo Pauxis.
Observações:
1) RAYMMUNDO NONATO DA SILVA PAUXIS/RAIMUNDO PAUXIS/MUNDICO PAUXIS – Comerciante, marchante, político, católico devoto de S. Raimundo Nonato, músico e mestre de banda, político, era filho do musicista abaeteense e fundador da Banda Musical Carlos Gomes, Hermínio Antonio da Silva Pauxis/Hermínio Pauxis e Eleutéria Silva, que tiveram, também, outros filhos: Aládio Ladislau, Enoque e Melquíades da Silva Pauxis/Melquíades Pauxis.
2) Citações sobre Raimundo Pauxis:
Raymmundo Nonnato da Silva Pauxis, junto c/seu pai Hermínio Pauxis e s/irmão Aládio Ladislau da Silva Pauxis, estiveram presentes à Instalação da cidade de Abaeté em 15/8/1895 e foram assinantes da Ata de Cerimônia de Instalação.
1927: Raymmundo Pauxis, funcionário Municipal e presidente do Clube Musical Carlos Gomes.
Na década de 1930, foi um dos baluartes na construção da Igreja Matriz de Abaeté, fazendo parte da comissão encarregada da construção da igreja.
Documento antigo de 1922, do tempo da Intendência Municipal do Dr. Lindolfo Cavalcante de Abreu (1922-1926), que faz a seguinte referência: Raymmundo Pauxis, comerciante e marchante na cidade de Abaeté.
1931: Raymundo Pauxis, c/casa de comércio na R. Justo Chermont, nº 3 e residência na Trav. Comandante Castilho.
Raimundo Pauxis participava da diretoria que organizava as antigas festas de N. S. da Conceição em Abaeté/Pa.
1937: As duas bandas de música, a Carlos Gomes, chefiada por Raymmundo Pauxis, tendo como mestre de banda o Sr. Chiquinho Margalho e Banda Paulino Chaves, chefiada pelo mestre de banda Jerônimo Guedes, com 21 músicos, participaram do 1º Círio saindo da nova Igreja Matriz de N. S. da Conceição, em 1937.
Comissão encarregada da construção da Igreja Matriz de Abaeté: Padre Ignácio de Magalhães, Bernardino Mendes, Raymundo Nonato Viégas, José Pinheiro Baía, José Ferreira, Joaquim Mendes Contente, Humberto Parente, Raymundo Pauxis, Oscar Solano, Raymundo Nonato Ferreira, Emiliano Pontes.
Foi o 2º mestre da Banda Carlos Gomes, após a morte de s/pai Hermínio Pauxis, em 1908. Era também maestro e excelente professor de música, formando boa parte dos músicos de Abaeté, como Chiquinho Margalho, Miguel Loureiro, Oscar Santos e outros. S/métodos eram rígidos e a disciplina na banda era obedecida nos mínimos detalhes, inclusive no comportamento dos músicos.
3) Na vida política:
Raimundo Pauxis foi vogal do Conselho de Intendência de Abaeté na gestão dos seguintes intendentes:
Domingos de Carvalho (1913-1915);
Manoel Pinto da Rocha (1918-1919);
Cel. Aristides dos Reis e Silva (1919-1922);
Dr. Lindolpho Cavacante de Abreu (1922-1926).
Prefeito nomeado:
Raimundo Pauxis (25/4/1945-17/11/1945);
Raimundo Pauxis (18/2/1946-12/7/1946).
Em viagem pela Baia do Marajó, em direção a Belém/Pa, em plena tensão política, pensando que seria o candidato escolhido p/disputar as eleições que se aproximavam, morreu de infarto do coração, quando exercia a gestão de prefeito nomeado, decepcionado com a notícia de que não mais seria o candidato escolhido por Benedito Carvalho, do PSD, decisão referendada pelo então poderoso Governador Magalhães Barata, fato que culminou na s/morte por infarto do coração em 1946.
4) Na Banda Carlos Gomes:
Com Raimundo Pauxis, a disciplina da Banda Carlos Gomes, se tornou mais rigorosa, nos moldes militares, a partir do ano de 1910, com uso de uniforme e marcha militar.
A Banda Carlos Gomes, devido a fama adquirida, sob o comando de Raimundo Pauxis, começa a ser solicitada para tocar em outras localidade, fora de Abaeté.
3) Nos festejos do “Glorioso S. Raimundo Nonato” em Abaeté/Pa:
A festa de S. Raimundo Nonato, instituída em Abaeté p/Hermínio Pauxis no princípio do séc. 20, se tornou uma tradição na cidade, festa essa que foi incrementada p/Raimundo Pauxis, que criou a Confraria de S. Raimundo Nonato que se constituiu a maior irmandade da cidade, c/mais de 300 membros.
A Confraria de São Raimundo Nonato representava o lado religioso da Banda Carlos Gomes.
Citações sobre a Confraria:
Em 1940, Pedro Ribeiro de Araújo era o tesoureiro e Prudente Ribeiro de Araújo era o Secretário da Confraria de São Raimundo Nonato.
1947: Referências à Confraria de São Raimundo Nonato e da Irmandade do Sagrado Coração de Jesus.
Sobre os membros da confraria:
Vestiam uniformes próprios do grupo, como também usavam fitas, cantavam o hino de S. Raimundo Nonato, empunhavam o estandarte, entoavam cantos, faziam as orações próprias de seu patrono, como também as orações e cantos da Igreja.
Relacionamentos c/os padres capuchinhos:
Com a chegada dos padres capuchinhos, em 1941, tendo como vigário da igreja o Frei José Maria de Manaus, os dirigentes da festividade de São Raimundo Nonato se dirigiram a esse frei para tratar da realização dos festejos desse santo. O Frei José Maria de Manaus lhes disse que tinha recebido ordens do Frei Paulino Shelere, seu superior, para que a festa não fosse realizada naquele ano. Essa notícia foi um choque, não só para os dirigentes da festividade, que eram os mesmo dirigentes da Banda Carlos Gomes, para os associados da confraria e para a comunidade católica local. Perguntaram dos motivos e o frei lhes disse aqueles motivos já conhecidos: os festejos apresentavam muitos motivos mundanos e profanos e estavam fora do controle da igreja; os lucros que nunca chegavam à Igreja; a presença de muitos membros indignos na Confraria de São Raimundo Nonato e outros motivos. Os dirigentes da banda tentaram rebater, mas o frei estava irredutível na decisão.
Foi a partir daí que se criou uma grande divisão na Igreja Católica de Abaeté, c/dois festejos simultâneos de um mesmo santo, no caso S. Raimundo Nonato. Um dos festejos era o de São Raimundo Nonato em cuja imagem aparecia de barba, que era o festejo dos dirigentes da Banda Carlos Gomes, na Igreja do Divino E. Santo, na Pça. do Divino. Outro festejo era o realizado pelos padres da Igreja, na Pça. de N. S. da Conceição e na nova Igreja Matriz de Abaeté. Os padres capuchinhos, c/a ajuda de Chiquinho Margalho/Francisco de Miranda Margalho, criaram até outra banda musical, denominada “Banda Virgem da Conceição. Essa banda foi criada às pressas, onde os músicos foram recrutados pelo interior do município.
Joaquim Mendes Contente, um católico fervoroso, assume a prefeitura de Abaeté e ele proíbe os festejos de São Raimundo Nonato, de barba, na Pça. do Divino.
Até então, o prefeito anterior, Pedro Pinheiro Paes, era adepto dos dirigentes da Banda Carlos Gomes, que cedia aquele espaço público para as festividades de São Raimundo Nonato. C/essa atitude do novo prefeito foi decretado o fim da festa de São Raimundo Nonato, da Confraria de São Raimundo Nonato e quase o fim da Banda Carlos Gomes.
Os dirigentes da Banda Carlos Gomes perdem a batalha com os padres capuchinhos e, desse modo, os Pauxis sem espaço na cidade, passaram a celebrar o Santo no seu sítio, no Tauerá de Beja, como festa religiosa.
4) Há uma rua em Abaetetuba/Pa que homenageia o grande músico Raimundo Pauxis, c/o nome de R. Raimundo Pauxis, no bairro de Nazaré.
5) Filhos de Raymundo Nonato da Silva Pauxis/Raimundo Pauxis:
C/Matilde, sua 1ª mulher: Péricles, Pericard, Caubi, Acir, Tico, Chico, Abaetélia e Abaeté Pauxis. Desses, só Abaeté Pauxis era músico.
Raimundo Pauxis teve filhos c/outras mulheres:
C/Maria Felipa Rodrigues: Alarico Pauxis Rodrigues/Sinhozinho.
Raimundo Pauxis se casou em 2ª núpcias c/ Ierecê Sena.
LOCALIDADE JARUMÃ/RIO JARUMÃ:
Citações:
Diz a história de Abaetetuba/Pa que o português Francisco de Azevedo Monteiro ganhou do rei de Portugal, em 1712, uma “sesmaria” na localidade JARUMÃ, às margens do rio de mesmo nome e quando veio p/tomar posse dessas terras, em 1724, foi acossado p/uma forte tempestade que o desviou de s/rota e o fez aportar às margens do rio Maratahyra, onde construiu, levado p/uma promessa à N. S. da Conceição, uma capela dedicada a essa santa. A construção dessa capela deu ensejo p/que nesse local surgisse um povoado c/o nome de “Povoado de Nossa Senhora da Conceição dos Abaetés”, que viria a se constituir na futura cidade de Abaetetuba/Pa. O culto a N. S. da Conceição que se pratica desde sempre em Abaetetuba se iniciou, portanto, através de Francisco de Azevedo Monteiro.
José Demetrio Paes era Fiscal no rio jarumã no Governo do Coronel Aristides.
Escola Mista Primária “Padre Pimentel”, no Alto Rio Jarumã, tendo a regê-la a Profa. Annita Garibaldi Calliari.
Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961: Jarumã: festa de S. Miguel, na capela da comunidade.
Observações:
1) Localidade Jarumã:
A localidade Jarumã é uma área rural habitável do município de Abaetetuba/Pa, desde os s/primórdios, quando a cidade era chamada Abaeté. Desde sempre abrigou colonos e agricultores na produção dos famosos produtos como a farinha de mandioca, os doces, os beijus, as frutas locais e outros produtos que os agricultores traziam nos s/aturás pendurados à cabeça.
Parte dessa localidade era de propriedade de Latino Lídio da Silva. Este, visando o progresso da cidade, concordou em ceder para a Aeronáutica parte dessas terras, para que ali fosse construído o 1º Campo de Aviação de Abaeté, que foi realmente feito, c/a construção desse campo de aviação, localidade que hoje abriga os bairros da Francilândia e Aviação, este fruto de uma invasão de terras.
A Escola Nova era uma antiga escola dos anos de 1930, 1940, 1950, existente na localidade Jarumã, que ficava próxima ao “Sítio Jarumã”, de Latino Lídio da Silva, onde a dedicada e incansável Profa. Sisica cumpria o s/dever de magistério, como uma vocação.
2) A antiga e a atual Estrada de Beja iniciavam a partir daquilo que os antigos colonos locais chamavam de “Boca da Jaurmã”.
A estrada PA-403/Estrada de Beja, inicia cortando a localidade Jarumã.
A PA-403/Estrada de Beja, liga a Vila de Beja à PA-409.
O Ramal Jarumã e o Ramal do Conceição ficam na localidade jarumã,
Hoje a chamada Boca do Jarumã já faz parte da área urbana do município de Abaetetuba, pois alguns bairros da cidade têm algumas de s/ruas finalizadas na parte inicial da Estrada de Beja às proximidades da Rodovia Dr. João Miranda.
3) Segundo o advogado Clóvis de Figueiredo Cardoso, filho de Maxico Cardoso, s/avós moravam na localidade Jarumã.
4) Rio Jarumã:
A localidade Jarumã é banhada pelo rio de mesmo nome e vários de s/afluentes, que são rios urbanos nas margens dos quais se localizam alguns bairros de Abaetetuba: São João, Francilândia, Angélica, Mutirão, Aviação e Cristo Redentor.
É um rio urbano e que lança inúmeros afluentes que vão banhar a sede do município, atingindo vários bairros da cidade.
Por ser um rio relativamente longo, recebe as denominações: Baixo, Médio e Alto Jarumã.
A antiga baixada do Bairro S. José, ficava à beira do rio Jarumã.
5) Ruas banhadas pelo rio Jarumã e s/eus afluentes:
A R. Barão do Rio Branco, rua histórica de Abaetetuba, Corta a Trav. D. Pedro I, avança e recebe a Trav. Tancredo Neves, a Passagem Luís Gomes, corta a Trav. Alípio Gomes, de onde avança até terminar às proximidades do Rio Jarumã. Essa rua ainda avança e corta as 3 pequenas travessas com nomes de santos, avança e corta a Trav. S. Sebastião, onde termina, perto do rio Jarumã.
A R. Siqueira Mendes, outra rua histórica de Abaetetuba, avança e Trav. D. Pedro I e, desse ponto, emite 3 pequenas travessas: S. Miguel, S. Francisco e S. Raimundo e vai terminar em uma dobra no rio Jarumã.
A R. Justo Chermont, a mais histórica rua de Abaetetuba, avança pelo bairro de S. José, onde recebe ou é cortada pelas travessas desse bairro: Evandro Chagas, Aristides, José Gonçalves Chaves, D. Pedro I e de onde segue para outro bairro até terminar perto do Rio Jarumã.
Também do rio Jarumã terminam ou partem importantes ruas da cidade, como as avenidas: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Rondônia e Amapá, do bairro Francilândia.
6) Atividades econômicas no Rio Jarumã:
Engenhos:
Engenho Santa Olinda (1926), de Santos & Santos, no rio Jarumã. Depois esse engenho passou para a firma Saul & Santos, tendo como gerente João Nepomuceno de Pontes, em 1937.
O português Bernardino Costa, comerciante, morador da cidade de Abaeté, em sociedade com outro português, José Saul, também comerciante em Abaeté, instalaram um engenho para produzir cachaça e mel-de-cana, que posteriormente foi repassado para Chiquinho Ferreira/Francisco Mauro Ferreira que produzia a cachaça “Paraíso”.
Quando a indústria canavieira entrou em declínio na cidade de Abaeté esse engenho foi ocupado p/Alípio Gomes, que ali instalou uma olaria, para produzir telhas e tijolos de barro.
Eng. Do Chiquinho Ferreira, no igarapé Jarumanzinho.
7) Casas comerciais e comerciantes:
A localidade Jarumã possuiu várias casas comerciais, conforme documentos antigos de 1922:
João Baptista Lobato, no Rio Jaruman: casa de commércio de 3ª classe e carga a frete pela canoa Lobatinha.
Luiz Correa dos Santos.
8) Igarapé Jarumãzinho:
É um importante afluente do rio Jarumã que recebe ou corta importantes ruas de Abaetetuba, como as travessas Sergipe, Paraíba, a Passagem Vila Conceição e as ruas Manoel da Silva Raposo, Garibaldi Parente, do bairro Francilândia.
Foi o Padre Jerônimo Pimentel quem aumentou o tamanho do terreno doado à Mitra Diocesana, por Manoel da Silva Raposo, às dimensões da antiga sesmaria de Francisco de Azevedo Monteiro, desde o Igarapé Coqueiro até a boca do Igarapé Jarumãzinho, sesmaria onde seria assentada a Paróquia de Abaeté.
O Horto Municipal foi criado pelo Decreto nº 14, de 8.5.1939, pelo Coronel Aristides dos Reis e Silva (1/1/1938-28/2/1943), às margens do Igarapé Jarumãzinho.
9) Igarapé Angélica:
Igarapé da Angélica é um igarapé urbano, afluente do rio Jarumã, passa pelo bairro de Francilândia, pela Av. São Paulo, avançando para o bairro da Aviação e passa pela Av. Anchieta em outro bairro.
Angélica é uma localidade situada às margens da Rod. Dr. João Miranda, onde os evangélicos americanos Pastor João Canfield fundou o 1º Seminário Bíblico para formação de pastores e missionários de sua igreja no ano de 1954.
PASSAGEM JARUMÃ:
Citações s/essa rua:
1949: Passagem Jarumã.
1962: Passagem Jarumã
1964: Passagem Jarumã.
Observações: Vide localidade e rio Jarumã.
RUA MAGNO DE ARAUJO:
Citações s/essa rua:
1964: Rua Magno de Araujo.
Em Belém foi aberta em 1899 uma rua chamada Magno de Araujo.
Observações:
1) MAGNO DE ARAUJO/BASÍLIO MAGNO DE ARAUJO – Participou ativamente da Adesão do Pará ao regime republicano, junto c/outros expoentes desse movimento como: Lauró Sodré, Justo Chermont, Pais de Carvalho, Gentil Bitencourt, e outros tantos idealistas paraenses. Para abrigar os republicanos do Pará foi nomeada uma comissão composta dos srs. MAGNO DE ARAUJO, Justo Chermont, Manoel Barata, Barfjona de Miranda e Lauro Sodré para confeccionar os estatutos do Clube Republicano.
O Clube Republicano em foi fundado em 11/4/1886 e a 1ª diretoria do clube ficou assim constituída: Dr. Pais de Carvalho, presidente; Dr. Gentil Bitencourt, vice-presidente; dr. Justo Chermont, 1º secretário; dr. Borjona de Miranda, 2º secretário e o Sr. José Duarte Bentes, tesoureiro.
Um novo diretório do Clube Republicano foi eleito a 1812/1887, tendo como presidente Manoel de Melo Cardoso Barata e BASÍLIO MAGNO DE ARAUJO foi eleito p/1º secretário e Suplente nesse diretório.
O clube prosseguiu sua campanha republicana, participou das eleições gerais de 1/7/1886 e elegeu outras diretorias em sua patriótica jornada e nas ruas o movimento republicano ganhava rapidamente grande impulso e entusiasmo.
No dia 15/11/1889 começaram a chegar as primeiras mensagens telegráficas da proclamação da República do Brasil. Na noite do dia 15 os republicanos se reuniram p/tomar as providências de caráter político sobre a proclamação da República e no dia 16 conferenciaram com os comandantes das forças militares de terra e mar sobre a atitude a tomar em face a mudança de regime. Uma comissão iria ao Palácio entender-se com o presidente Silvino de Albuquerque, forçando-o à renuncia. O dr. Pais de Carvalho, no meio da maior agitação, entre palmas e vivas, proclama a ADESÁO DO PARÁ À REPÚBLICA.
Foi organizado um governo provisório composto dos cidadãos: dr. Justo Chermont, ten-cel. Bento José Fernandes, comte. Do 4º de Artilharia e do cap. de fragata José Maria do Nascimento, inspetor do Arsenal de Marinha. Providências e nomeações foram efetivadas.
O Clube Republicano foi dissolvido e em s/lugar surgiu o Partido Republicano, cujo 1º diretório ficou assim constituído: drs. Lauro Sodré, Gentil Bitencourt, Silva Rosado, Manoel Barata, Henrique Santa Rosa, MAGNO DE ARAUJO e dos militares O” Connel Jersey, Indio do Brasil, Fernandes Panema, Gualberto deMatos, Colheiros da Graça e o Sr. Gonçalo Ferreira.
BAIRROS E RUAS DE ABAETETUBA/PA EM 1993:
Em 1993 a cidade de Abaetetuba assim se apresentava quanto aos s/bairros e respectivas ruas, cfe. o livro “Ecos da Terra”, da profa. Maria de Nazaré Carvalho Lobato:
CENTRO COMERCIAL:
RUAS:
Justo Chermont
Siqueira Mendes
Barão do Rio Branco
Pe. Luiz Varella
Lauro Sodré
Magno de Araujo
Francisco A. da Costa
Avenidas:
D. Pedro II
Pedro Rodrigues
15 de Agosto

PRAÇAS:
N. S. da Conceição

TRAVESSAS:
Pedro Pinheiro Paes/deveria ser rua.
Santos Dumont
Travessa da Rua Nova
Travessa da Lama
Passagem Humberto Parente
BAIRRO DO ALGODOAL:
RUAS:
Veiga Cabral
Barão do Rio Branco
Siqueira Mendes
Justo Chermont
Getúlio Vargas
Jairlândia
Perpétuo Socorro
João Nepomuceno de Pontes

PRAÇAS:
N. S. do Perpétuo Socorro

TRAVESSAS:
Frederico da Gama Maia
Tiradentes
Pe. Pimentel
Rui Barbosa
Everaldo dos Santos Araujo
Crisanto Lobato
Sandoval de Almeida Lima
Higino Maués
Manoel Pedro Ferreira
BAIRRO DO CAFEZAL:
RUAS:
Siqueira Mendes
Justo Chermont
Barão do Rio Branco.

TRAVESSAS:
Evandro Chagas
Aristides dos Reis e Silva
José Gonçalves Chaves
D. Pedro I
BAIRRO DE SANTA ROSA:
RUAS:
José Pinheiro Baía
Joaquim Mendes Contente
Cel. Pedro Borges do Rego
Maximiano Silvino Cardoso
José Latino da Silva
Domingos de Carvalho

PRAÇAS:
Praça de Santa Rosa

TRAVESSAS:
Altino Sílvio da Costa
Philo Nery
Felipe do E. Santo Rodrigues
Benedito Sena dos Passos
Bibiano Cardoso dos Santos
Torquato Barros
José Felipe de Sousa
BAIRRO DA FRANCILÂNDIA:
RUAS:
Maranhão
Pará
Amazonas
Pernambuco
Bahia
Espírito Santo
Rio Grande do Sul
Ceará
Goiás
Minas Gerais
Rio de Janeiro
São Paulo
Salvador
Roraima

PRAÇAS:
S. Francisco de Assis

TRAVESSAS:
Santa Catarina
Acre
Paraná
Sergipe
Paraíba
Rio Grande do Norte
Alagoas
Piauí
BAIRRO DE SÃO LOURENÇO:
RUAS:
Lauro Sodré
Magno de Araujo
Garibaldi Parente
1º de Maio

TRAVESSAS:
Santos Dumont
Aristides dos Reis e Silva
José Gonçalves Chaves
D. Pedro I
Emídio Nery da Costa
Manoel Raposo
BAIRRO DE NAZARÉ:
RUAS:
Magno de Araujo
1º de Maio

PRAÇAS:
N. S. de Nazaré

TRAVESSAS:
Emídio Nery da Costa
Aristides dos Reis e Silva
José Gonçalves Chaves
D. Pedro I
BAIRRO DA AVIAÇÃO:
RUAS:
Pe. Pfeil
Manoel Raposo
7 de Setembro
Raimundo Pauxis

PRAÇAS:
Governador Jáder Barbalho

TRAVESSAS:
D. Pedro I
José Gonçalves Chaves
Aristides dos Reis e Silva
Emídio Nery da Costa
Passagem Augusto Montenegro
Passagem Paraíso
BAIRROS NOVOS EM 1993:
Jairlândia
S. Sebastião
Cristo Redentor
Angélica
Mutirão I
Mutirão II
Jardim Magnólia
S. João
S. José
BAIXADAS E FAVELAS EM 1993:
Baixada do Bairro de S. João
Baixada do Bairro de S. José, à beira do Rio Jarumã.
Baixada do Bairro do Algodoal, à beira do Rio Jacarequara.
Baixada da Rua Nova e Rua da Lama, localizadas atrás do Bancrévea.
Favela do Campo da Aviação.
Favela da Rua Nova
Favela do Bairro de S. Sebastião.

RUAS CONFORME O MAPA DE ABAETETUBA VISUALIZADO NA INTERNET: Vide mapa pela Internet.

Abaetetuba/Pa, em 29/12/2009 – Prof. Ademir Rocha.

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS 6

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS
RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA, DO BRASIL, DO PARÁ E DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA

RUA 1º DE MAIO:
Citações s/essa rua:
1939: Rua 1º de Maio, esquina c/a Trav. Marechal Hermes, onde o cemitério estava em construção em 1/1/1939. Cemitério São Gabriel, na Rua 1º de maio, esquina c/a Trav. Marechal Hermes.
De 1951 a 1964: Rua 1º de maio.
O Vasco da Gama Esporte Clube foi fundado em 26/5/1951, c/séde social na R. Silva Jardim, nº 1483 e sede recreativa na R. 15 de Agosto, nº 161 e campo de futebol à R. 1º de maio.
1963: Rua 1º de Maio.
O Abaeté Foot Ball Club foi fundado em 5/8/1935 e tinha o s/campo de futebol à Rua 1º de maio.
1951: Alguns diretores e sócios do Vênus Atletico Club em 9/4/1951: Everaldo dos Santos Araujo, 1º secretário e sócios: Ademar Lobato Rocha, Sandoval Flexa Tavares, Zilomar Soares Brito, Mário Gonçalves Felgueiras, Otávio Gama, e o Vênuas c/séde à Rua 1º de maio.
Observações:
1) 1º DE MAIO – DIA MUNDIAL DO TRABALHO – O Dia Mundial do Trablho foi criado em 1889, p/um congresso socialista realizado em Paris/França. A data foi escolhida em homenagem à greve geral que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
Nessa data milhares de trabalhadores foram às ruas p/protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 p/8 horas diárias. Naquele dia aconteceram manifestações, passeatas, piquetes, discursos que movimentaram a cidade.
Mas repressão ao movimento foi dura, quando houve prisões, feridos e mortos nos confrontos entre operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, o dia 1º de maio foi instituído como o DIA MUNDIAL DO TRABALHADOR.
2) Na Rua 1º de maio foi construído o atual estádio de futebol do Abaeté Futebol Club.
RUA PADRE PFEIL:
Citações s/essa rua:

Observações:
1) PADRE PFEIL - O Pe. ALUIZIO CONRADO PFEIL era suíço e possuía uma grande inteligência, tendo se formado em várias ciências, como astronomia, matemática, cartografia e pintura.
Chegando ao Brasil em 1680, participa de explorações para determinar os limites das terras de Portugal na região Amazônica a pedido do Rei de Portugal e do Pe. Antonio Vieira. Em 1684, traçou um Mapa Grande do Rio Amazonas, que mostrava, pelas costas, as terras e rios da região, desde a Província do Pará até o marco do Cabo Norte, no Amapá. Esse mapa foi tão importante, que em 1691, outro padre jesuíta, Samuel Fritz, após percorrer o Rio Amazonas em toda a sua extensão, elabora o Mapa Geografico Del Rio Maranon/Amazonas, baseado, também nos mapas do jesuíta Aloísio Pfeil e que teve grande importância para a geografia do Norte do Brasil. O mapa do Pe. Pfeil, 200 anos mais tarde, desempenhou um papel importante durante as discussões sobre a determinação da fronteira, ao longo do rio Oiapoque.
Outro fato importante da vida do padre Pfeil, aconteceu em 1687, quando ele volta ao Cabo Norte, guiando os padres Antonio Pereira e Bernardo Gomes, na companhia do capitão-mor Antonio de Albuquerque. Quando o Padre Pfeil voltou dessa viagem, os dois padres foram mortos pelos índios do Cabo Norte. Pfeil então, heroicamente, volta a esse lugar, para recolher os ossos desses dois missionários. O Padre Jesuíta Aluízio Conrado Pfeil se estabeleceu como Superior da Missão do Cabo Norte, em 1687, que ficava a 12 horas do forte.
O cronista, Padre Bettendorf, em 1682, falou, das viagens do Padre Pfeil, em sua “Cronica da Missão no Estado do Maranhão”.
2) Diz a história de Abaeté, que esse jesuíta, na metade do Século 17, fez um trabalho de catequese religiosa junto aos nativos que os padres capuchos conseguiram aldear nos povoados de Beja e Conde junto aos índios murtiguras. Esses nativos eram povos nômades, vindos do Marajó, que se encontravam nessas regiões das costas de Abaeté. O Padre Pfeil consegue dar continuidade aos trabalhos dos padres capuchos e, aos poucos, vai dando consistência ao povoado, organizando os índios nas atividades que pudessem suprir as s/necessidades de subsistência, como a caça, a pesca e as atividades de roçados.
3) O Padre Pfeil, nos seus trabalhos de catequese, avançou os limites de Conde e Beja e chegou também até o vizinho povoado dos índios abaetés,, já devidamente catequizados pelos padres capuchos, dando continuidade ao trabalho daqueles padres.
Em 1773 esse povoado já contava várias famílias constituídas, algumas vindas do Marajó e o Padre Pfeil, aproveitou para desenvolver um trabalho de organização política e social com o intuito de fundar uma futura freguesia e assim dotar o lugar de um centro regular de catequese e melhores condições de vida.
Em 1697 consegue c/que o povoado fosse elevado à condição de freguesia, mas com o seu território eclesiástico ainda anexado ao de Beja.
4) Em reconhecimento pelo trabalho do Pe. Pfeil, Abaetetuba possui uma rua denominada “Rua Padre Pfeil” que se localiza no bairro de Nazaré.
RUA FREI JOSÉ MARIA DE MANAUS:
Citações s/essa rua:
Observações:
1) O padre capuchinho frei JOSÉ MARIA DE MANAUS em 1941 foi enviado pela Arquidiocese de Belém como vigário em exercício no tempo em que estava sendo construída a Igreja Matriz de Abaeté. Foi ele que fez o registro geral do grande terreno de 11.531,25m2 de área, onde estava sendo levantada a igreja, ao redor da qual existiam alguns campos de futebol.
Outro fato marcante para Abaeté foi a chegada das irmãs capuchinhas e a fundação da escola INSA, quando algumas senhoras católicas, como D. Aureliana/Aureliana da Silva Miranda, D. Celina Guerreiro Contente, Profa. Zaíde Cardoso e outras, foram até o Frei José Maria de Manaus pedir seu empenho p/a vinda dessas irmãs para Abaetetuba.
Esse frei, em 2/8/1952, convocou uma reunião com as lideranças da igreja, das comunidades e autoridades e o prefeito Joaquim Mendes Contente, a fim de tratar do assunto da vinda das irmãs capuchinhas para Abaetetuba. Nessa reunião foram feitos todos os acertos c/essa finalidade.
O Frei José Maria de Manaus contatou as superioras das irmãs e essas consentiram na vinda das irmãs capuchinhas para Abaeté.
Em 1953 foi declarada aberta uma “casa colégio” para as Irmãs missionárias capuchinhas em Abaetetuba, para um trabalho educativo na cidade.
Foi ainda c/a ajuda do frei José Maria de Manaus que as irmãs capuchinhas conseguiram junto ao prefeito Joaquim Mendes Contente (1951-1955) a cessão de um prédio inacabado e abandonado existente na antiga Pça. da bandeira, onde, c/a ajuda do povo, conseguiram erguer o grande prédio onde hoje se assenta a tradicional escola INSA.
O frei José Maria de Manaus foi um dos Homenageados Especiais da Turma de Professorandas, ano de 1960, do Inst. N. S. dos Anjos.
2) Coriolano Gama Margalho, um dos entrevistados nestas pequisas, disse que casou em 30/5/1953, perante o frei José Maria de Manaus, cfe. registro nº 1.362, fls. 196 e vº, nº 37, no Cartório da Tabeliã Alverina Ferreira Rodrigues.
3) Foi o frei José Maria de Manaus em 1941, que recebeu a diretoria da festa de São Raimundo Nonato, quando esta foi pedir permissão para realizar a festividade daquele ano. O frei disse aos a esses diretores que, p/ordem de s/superior, frei Paulino Shelere, que a referida festa não poderia ser realizada. Os diretores procuraram saber o motivo e o frei lhes disse que toda festa religiosa deveria ficar a cargo da Igreja a sua organização e realização e que a festa extrapolava o sentido religioso c/os s/motivos profanos, que o saldo da festa deveria ficar c/à Igreja.
Os diretores da festa de S. Raimundo rebateram aos argumentos do frei dizendo que a festa era como as outras e que a renda era revertida aos confrades e aos músicos, nada ficando c/a diretoria.
Esse foi o início de uma grande polêmica que teve repercussão em toda a cidade, onde começaram a ser realizadas duas festas simultâneas de S. Raimundo Nonato, a da igreja e a dos diretores da festa de São Raimundo Nonato, dos Pauxis, c/o apoio do prefeito da época, Pedro Pinheiro Paes (1948-1951). Esse fato foi o início do declínio e fim da festa de S. Raimundo Nonato em Abaetetuba e quase o fim da Banda Carlos Gomes dirigida p/Raimundo Pauxis.
4) Foi ele quem deu a bênção ao “Cruzeiro”, construído em madeira, que era um monumento para homenagear as Santas Missões, evento da Igreja Católica acontecido em Abaetetuba. A esse respeito foi encontrado um documento com os seguintes registros: “O Frei José Maria de Manaus e comissão, em 17/8/1952, convida para a Bênção do Cruzeiro, monumento da S. S. Missões, cerimônia que será realizada domingo, às 17:00 horas, após a procissão de Penitência, e aguardando um generoso auxílio do povo para essa finalidade”. O cruzeiro foi construído no início da Av. Pedro Rodrigues.
5) Em 1948 a Paróquia de Igarapé-Miri, através dos organizadores dos festejos da Santíssima Trindade, vieram contratar os serviços da Banda Carlos Gomes, para tocar nessa festa. Pedro Ribeiro disse-lhes que a banda estava proibida pelos freis de tocar em eventos religiosos. Esses dirigentes foram até o frei José Maria de Manaus e este lhes disse que a proibição era verdadeira. Os dirigentes da festa da Santíssima Trindade foram falar a respeito c/o arcebispo de Belém, Dom Mário de Miranda Vilas-Boas (1944-1956) e lhes disseram que se a festa não fosse tocada pela Banda Carlos Gomes, que eles iriam fazer os festejos numa residência particular, na foz do Rio Meruú. O Arcebispo teve que ceder e permitiu que a banda fosse tocar em Igarapé-Miry.
Na vinda para Abaeté, após os fins dos festejos, às 13 horas, Miguel Maués Loureiro, que estava à frente da Banda, pediu que toda a comitiva se dirigisse até a Igreja Matriz, tocando hinos religiosos para agradecer à Deus pela paz conquistada c/os padres capuchinhos. O Frei José Maria de Manaus, que morava em uma casa que ficava onde hoje se localiza a Escola São Francisco Xavier atravessou rápido a praça da igreja e foi abrir as portas da matriz para os músicos, que entraram, se ajoelharam e fizeram as suas preces de agradecimento à Deus.
Um documento de 17/8/1952 cita o frei José Maria de Manaus, onde ele faz um convite à comunidade para a Procissão da Penitência.
6) Atualmente existe a R. Frei José Maria de Manaus p/homenagear esse frei que fez um grande trabalho em Abaetetuba, fundando entidades e grupos católicos e o seu incansável trabalho catequético não só na cidade como também nas comunidades do interior, em trabalhos de “desobrigas”.
TRAVESSA MARECHAL HERMES:
Citações s/essa rua:
1923: Trav. Mal. Hermes.
1939: Há uma citação da Rua 1º de Maio, esquina c/a Trav. Mal. Hermes, onde o cemitério S. Gabriel estava em construção em 1/1/1939.
Cemitério na R. 1º de Maio, esquina c/a Trav. Mal. Hermes.
Observações:
1) MARECHAL HERMES/HERMES RODRIGUES DA FONSECA, n. em S. Gabriel em 12/5/1855 e f. em Petrópolis/RJ em 9/9/1923, foi um militar e político, presidente do Brasil entre 1910 e 1914, era sobrinho do Marechal Deodoro da Fonseca e filho do Marechal Hermes Hernesto da Fonseca e de Rita Rodrigues Barbosa.
Em 1871, aos 16 anos, formou-se bacharel em Ciências e Letras e ingressou na Escola Militar e quando se formou serviu como ajudante de ordens do Conde d’Eu.
Apoiou a proclamação da república p/seu tio Deodoro da Fonseca e foi convidado p/este p/ser seu ajudante de campo e secretário militar.
Em 10 meses passou de capitão a tenente-coronel.
Destacou-se na Revolta da Esquadra (1893) no governo de Floriano Peixoto. Em 1894 foi promovido a coronel. Comandou de 1894 a 1896 o regimento de Cavalaria Montada e foi ascendendo na carreira militar até assumir o comando da Escola Militar do Realengo. Reprimiu a revolta da vacina no Rio de Janeiro.
O presidente Rodrigues Alves promoveu-o a marechal, tendo desempenhado vários cargos governamentais até se tornar Ministro da Guerra no governo de Campos Sales, continuando nessa pasta no governo de Afonso Pena (1906-1908) e fez a reforma do Exército Brasileiro. Após pedir demissão desse ministério, tornou-se ministro do Superior Tribunal Federal . Em 1908 foi indicado p/a sucessão presidencial, tendo vencido o grande Rui Barbosa. Enfrentou a Revolta da Chibato e a Guerra do Contestado. Deixou a presidência em 11/1914.
AVENIDA DOM PEDRO II OU RUA DOM PEDRO II OU TRAVESSA DOM PEDRO II:
Citações s/essa rua:
O comerciante Miguel Jorge tinha uma casa de comércio na Av. Dom Pedro II.
Trav. D. Pedro II ou R. D. Pedro II:
Em 1930 as ruas Pedro Rodrigues e a D. Pedro II, eram apenas caminhos, estradas estreitas.
Esse nome de rua aparece em documentos de 1947 a 1964.
1963: Av. D. Pedro II.
1963: Trav. D. Pedro II.
Em 1925 já existia uma R. D. Pedro II.
“Na R. D. Pedro II ficava a séde do antigo ‘Tiro de Guerra 646` em Abaeté”.
A antiga Usina de Luz de Abaeté, movida a óleo diesel, ficava localizada onde hoje existe o prédio comercial de Felipe Ferreira Ribeiro Filho/Felipinho, na atual Av. D. Pedro II.
R. Dr. Otacílio Pimentel Coutinho, canto c/a Av. Dom Pedro II, que margina o Campo de Aviação e se estende até a Trav. São Tomé.
1923: Av. D. Pedro II.
Em 1925: R. Dom Pedro II, que era uma rua estreita, um caminho.
1930: R. D. Pedro II.
1930: Av. D. Pedro II.
De 1931 a 1938: Avenida Dom Pedro II.
1931: Antonio Pereira de Barros, c/terreno na Av. D. Pedro II, divisa c/Hygino Tabaranã e do outro lado c/a casa do Pe. Luiz Varella.
1931: Av. D. Pedro II, onde ficava a casa de Hygino Tabaranã e do Padre Luiz Varella.
Em 1931, Salústio Pereira de Barros e s/filha Maria Luiza Messias Oliveira Pereira de Barros, c/posse de um terreno à Pça. Augusto Montenegro, junto ao terreno do Pe. Luiz Varella, terreno esse que foi vendido a Amphiano Quaresma.
1931: O Pe. Luiz de França do Amaral Varella, traspassando a Manoel Joaquim da Costa, um terreno à Av. D. Pedro II.
1931: Francisca das Chagas Costa, c/imóvel na R. D. Pedro II, divisa c/herdeiros de Hermenegildo Gonçalves de Moura e do outro lado c/Benedito dos Santos.
1931: João Damasceno de Lima, c/imóvel na Av. D. Pedro II, divisa c/Jorge Maria Ferreira e Antonio Ribeiro de Moraes.
1938 a 1964: Avenida Dom Pedro II.
Observações:
1) D. PEDRO II – N. em 2/12/1825 no Palácio da Quinta da Boa Vista/RJ e f. de pneumonia em Paris/França 5/12/1891. Seu pai D. Pedro I abdicou do trono brasileiro e o Príncipe Pedro herdou o trono brasileiro quando tinha apenas 5 anos de idade, sendo aclamado o 2º Imperador do Brasil aos 6 anos de idade. Ficou sob a tutela de José Bonifácio de Andrade e Silva e, depois, sob uma 2ª tutela de Manuel Inácio de Andrade Souto Maior e durante a s/menoridade o Brasil foi dirigido sob a forma de regência. Assumiu o trono aos 15 anos de idade em 18/6/1841.
Casou-se em 30/5/1843 c/a princesa napolitana Teresa Cristina de Bourbon, filha de Francisco I, do Reino das Duas Sicílias, sendo o pai de de 4 filhos, onde só duas filhas sobreviveram – as princesas Isabel e Leopoldina.
Apoiado pelo Partido Conservador, enfrentou revoltas dos liberais, contornando-as e no s/governo ocorreram importantes acontecimentos sociais e econômicos, como o declínio do escravismo, sobretudo a partir de 1850, c/a extinção do tráfico negreiro, fato que gerou grande abalo na economia do país e grandes descontentamentos dos produtores rurais, especialmente de cana-de-açúcar. Ao lado desses conflitos, devido as inúmeras divergências políticas, surgiu o Partido Republicano (1870), acentuando a decadência política do império.
D. Pedro II viajou p/o exterior e na s/ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 13/5/1888, fato que determinou o fim do ciclo econômico do açúcar e acelerando o fim do regime.
C/ o império enfraquecido foi proclamada a República do Brasil em 15/11/1889 e o governo provisório obrigou D. Pedro II e família real a deixar o país em 17/11/1889.
D. Pedro II viveu até os 66 anos de idade, morrendo de pneumonia em Paris, em 5/12/1891.

2) Nos anos de 1920 a 1930 a atual Av. D. Pedro II, era apenas um caminho, uma estrada estreita, cheia de capoeiras, só existindo como rua a s/parte inicial que recebeu a denominação de Rua Rui Barbosa. Alguns anos depois nesse local de mato foi construído o 1º campo de pouso da cidade de Abaeté, onde o limite era a Rua do Arame, devido haver arame farpado cercando esse campo.
3) A partir da atual Rua 1º de maio a Av. D. Pedro II recebia o nome de R. do Sertão, porque levava à zona rural que compreendia a localidade Jarumã e a Rod. Dr. João Miranda, onde se localizavam colônias rurais da época.
4) Atualmente a Av. D. Pedro II se inicia a partir da esquina da R. Justo Chermont, se estendendo até a Av. S. Paulo, de onde passa a receber a denominação de Rod. Dr. João Miranda.
RODOVIA DR. JOÃO MIRANDA:
Citações s/essa rua:

Observações:
1) O Dr. JOÃO EVANGELISTA CORREA DE MIRANDA era natural de Igarapé-Miry foi juiz do distrito judiciário de Abaeté/Pa e Intendente Municipal de Abaeté(1902-1906).
2) Uma citação de 1903. A Banda de Música Bela Harmonia abrilhantou a inauguração em 2/4/1902 do Grupo Escolar de Abaeté, na administração do Intendente Municipal Tenente Coronel Torquato Pereira de Barros, com a presença do Dr. JOÃO EVANGELISTA CORREA DE MIRANDA, Juiz do Distrito judiciário, do Coronel Hygino Maués, do professor Bernardino Pereira de Barros, diretor do grupo escolar inaugurado, do Pe. Francisco Manoel Pimentel, de Cornélio Pereira de Barros, lente da Escola Normal do Estado e dos professores presentes: Basílio Chrispim de Carvalho, Fidélis Magno de Araújo, Maria de Nazaré de Moraes e Francisca Romana de Almeida Pimentel, todos normalistas.
3) Foi na gestão do intendente Dr. João Miranda, em 1904, que foi construída em estado precário, c/12 km de extensão, começando na cidade e terminando na colônia Dr. João Miranda. Essa estrada era apenas uma clareira aberta no meio do mato, que ligava a sede do município à s/colônia agrícola, um caminho no meio do mato, que levava aos sertões de Abaeté, daí o nome que recebeu no seu início, R. do Sertão, mas que foi de grande utilidade p/os colonos da estrada.
4) Essa estrada veio a melhorar o sacrifício dos agricultores locais, no transporte de seus produtos, antes trazidos em reboques e montarias através dos rios e igarapés que desaguavam no rio Abaeté. Foi construída com a ajuda dos próprios colonos, à base de braços humanos, de enxadas e terçados. Foi inaugurada em 1904.
Recebeu alguns melhoramentos para conservação na gestão do intendente Hygino Maués (1906-1908). A partir daí foi relegada ao abandono.
Foi no governo do intendente Cel. Aristides dos Reis e Silva (1919-1922), que a estrada Dr. João Miranda recebeu novos melhoramentos e foi alargada e dotada de pontes em madeira s/o igarapé Ipixuna e outros igarapés que passam pela rodovia. Trabalharam nesses melhoramentos, os senhores: Francisco Lopes, Maximiano Melo Cardoso, Higino Rodrigues e foi reinaugurada por Aristides dos Reis e Silva, em 1919, c/a presença do Juiz substituto Dr. Manoel Afonso Albuquerque e o Pe. Luiz Varella, que celebrou missa no local.
Na gestão do prefeito Joaquim Mendes Contente (1951-1955) a estrada recebeu novos melhoramentos e alargamento e foi aumentada até o rio Moju, no vizinho município de Moju/Pa., totalizando 24km de extensão.

COLÔNIA DR. JOÃO MIRANDA:
Observações:
1) Dr. João Evangelista Correa de Miranda: vide acima sobre João Evangelista Correa de Miranda.
2) A Colônia Dr. João Miranda foi criada antes mesmo da construção da estrada de mesmo nome e nela foram instalados colonos interessados na produção agrícola do município de Abaeté.
RUA DO SERTÃO:
Citações s/essa rua:
1) As chamadas “Escolas Reunidas” tiveram o seu início em uma casa de propriedade do comerciante Chrispim Ferreira, no subúrbio Sertão, c/50 crianças, tendo como sua 1ª professora, Maria Zaíde Cardoso, em 22/4/1936, sendo o prefeito da época o Sr. João Francisco Ferreira (7/7/1935-12/2/1936 e 12/2/1936-31/12/1937).
2) 1954: Rua do Sertão, nome que recebia um trecho da atual Av. D. Pedro II a partir da Rua 1º de maio, até a metade do séc 20, que consistia numa estrada estreita, que levava às colônias de agricultores de Abaeté, localidades essas que correspondem à localidade Jarumã e Colônia Velha, esta na Rod. Dr. João Miranda.
Observações:
1) A partir da atual Rua 1º de maio a Av. D. Pedro II recebia o nome de Rua do Sertão, porque levava à zona rural que compreendia a localidade Jarumã e a Rod. Dr. João Miranda, onde se localizavam colônias rurais da época.
2) Foi na gestão do intendente Dr. João Miranda, em 1904, que foi construída em estado precário, c/12 km de extensão, começando na cidade e terminando na colônia Dr. João Miranda. Essa estrada era apenas uma clareira aberta no meio do mato, que ligava a sede do município à s/colônia agrícola, um caminho no meio do mato, que levava aos sertões de Abaeté, daí o nome que recebeu no seu início, Rua do Sertão, mas que foi de grande utilidade p/os colonos da estrada.
RUA JOÃO PESSOA OU AVENIDA JOÃO PESSOA OU PRAÇA JOÃO PESSOA:
Citações s/essa rua:
1906: “R. 15 de Agosto, antiga R. João Pessoa”.
A Sapataria Abateense, do mestre Carlito Maués Loureiro e s/irmão Pedro Maués Loureiro, ficava na chamada Pça. João pessoa, nº 2, quando a cidade se chamava Abaeté, segundo um documento de 7/4/1934. Esse local é onde hoje existe a loja de Bena Costa/Benedito de Jesus Costa, filho de Zariquinho Costa. Depois, a saparia Abaeteense, se muda para o outro lado da atual Av. Pedro Rodrigues.
1954: Pça. João Pessoa.
Esse nome de rua aparece em documentos de 1960 a 1965.
1930: Av. João Pessoa.
Em 1931: Av. João Pessoa, onde moravam José Paes Moreno, José Bechir Elias e Felippe F. Ribeiro.
1930: Na Av. João Pessoa, nº 11, morava Abel de Almeida Lobo.
1930: Trav. da Conceição, onde se localizava a casa comercial de Felippe F. Ribeiro, filial.
Citações de 1931:

Pça. N. S. da Conceição, canto c/a Av. João Pessoa, onde morava José Pinheiro Baía. Theodicéa Monteiro da Silva Baía/Sinha, filha do Cel. Aristides, c/c José Pinheiro Baía/Zeca Baía. Em 1931 residiam à Pça. de N. S. da Conceição, esquina c/a Av. João Pessoa.
Na Av. João Pessoas existiam as casas comerciais de Kemil dos Santos, José Bechir Elias, Miguel Elias e Salim José Bechir.
Av. João Pessoa c/o comércio de Antonio Felix dos Santos. Em 29.2.1932, Antonio Félix dos Santos fechando a sua oficina de marceneiro, à Av. João Pessoa.
Na Av. João Pessoa, onde ficava a Phamárcia Indiana, de Joaquim Mendes Contente.
R. João Pessoa, onde morava João Fernandes Matos. Herdeiros de João Fernandes Matos, de seu imóvel da Av. João Pessoa: Idalina, Joanna, Carmosina e Maria Fernandes Mattos.
José Paes Moreno, c/comércio de quitanda à Av. João Pessoa, muda para a R. Justo Chermont.
José Bechir Elias, c/comércio na Av. João Pessoa.
Felippe F. Ribeiro, com filial à Av. João Pessoa.
João Gualberto Paes e s/filho Francisco de Paula Paes, c/oficina de ourivesaria.
João Baptista Rodrigues, c/oficina de barbeiro à Av. João Pessoa.
1932: Felippe Ferreira Ribeiro, c/casa de comércio na Av. João Pessoa, nº 3.
Observações:
1) JOÃO PESSOA CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE, n. em Embuzeiro/PB, em 24/1/1878. Era sobrinho de Epitácio Pessoa. Foi militar na Paraíba e foi para o Sul, ingressando na Escola Militar do Rio de Janeiro, de onde foi desligado, acusado de tomar parte em um movimento revolucionário. Foi desterrado para Belém/Pa, como soldado raso e foi excluído definitivamente das fileiras militares em 7/4/1895.
Formou-se Bacharel em Direito e tornou-se professor em Recife/PE. No Sul tornou-se representante da Fazenda. Depois, Auditor da Marinha e na Justiça Militar em 1918. Tornou-se Auditor Geral, Ministro do Superior Tribunal Militar. Foi eleito em 22/6/1928 presidente do Estado da Paraíba, onde era chefe do Partido Republicano local.
Governava com métodos que escandalizavam por que detestava os medalhões e os cobria de ridículo. Combateu a sonegação dos impostos, a malversação do dinheiro público e lutou para cobrir o déficit do estado, contando com a ajuda de José Américo de Almeida. Na sucessão do presidente Dr. Washington Luiz foi indicado pela Aliança Liberal candidato a vice-presidente, na chapa oposicionista encabeçada p/Getúlio Vargas.
Quando a morte o colheu em circunstâncias dolorosas, em Recife, assassinado c/dois tiros desferidos por João Dantas em uma confeitaria, seu assassinato provocou forte comoção no país. Sua morte acelerou os preparativos revolucionários, resultando na deposição de W. Luis e na ascensão de Getúlio Vargas ao poder. É considerado um grande vulto da Revolução de 1930.
2) A Pça. João Pessoa era uma pracinha existente em um pedaço de terras habitáveis no início da atual Av. Pedro Rodrigues, que também era chamada Rua João Pessoa.
RUA OTACÍLIO PIMENTEL COUTINHO OU RUA DR. OTACÍLIO PIMENTEL COUTINHO:
Citações s/essa rua:
De 1956 a 1960: R. Dr. Otacílio Pimentel Coutinho.
1956: Rua Dr. Otacílio Pimentel Coutinho, canto c/a R. Dom Pedro II. Essa rua marginava o antigo Campo de Aviação de Abaetetuba e onde hoje se localiza o Bairro da Aviação.
1960 a 1965: R. Otacílio Pimentel Coutinho.
Rua Dr. Otacílio Pimentel Coutinho, canto com a Av. D. Pedro II, que margina o Campo de Aviação e se estende até a Trav. São Tomé.
Observações:
1) OCTACÍLIO PIMENTEL COUTINHO descende de uma tradicional família c/origem na Vila de Beja/Abaeté/Pa, os Pimentel Coutinho, n. em 8/2/1901 e f. em 16/11/1956 c/55 anos de idade, foi batizado pelo Pe. Pimentel. Era filho do Cap. Orêncio Pereira Coutinho, n. em 14/12/1869 e f. em 17/7/1924, aos 55 anos de idade e de Maria Pimentel Coutinho, n. em 16/12/1879 e f. em 30/7/1952, c/72 anos de idade. S/avô paterno foi Manoel de Araujo Pimentel.
Octacílio foi tesoureiro da prefeitura municipal de Abaetetuba/Pa na gestão do Cel. Aristides dos Reis e Silva em 1937.
Otacílio teve outros Irmãos, todos falecidos até a data da entrevista em 19/2/1994: Ambrosina, Orêncio, Ophir,Oziel, Maria Pimentel Coutinho e Catarina Pimentel Coutinho.
TRAVESSA MESSIAS LOBATO OU RUA SOLICITADOR MESSIAS LOBATO:
Citações s/essa rua:
1960: Trav. Messias Lobato.
1965: Trav. Solicitador Messias Lobato.
Observações:
1) MESSIAS DE SIGMARINGA LOBATO veio de uma tradicional, influente e rica família da vila de Abaeté/Pa e com muitos bens na vila. Era filho do português Dionísio Pedro Lobato e Veríssima Conceição Lobato e que deram origem à família Lobato de pele branca, alguns c/olhos azuis, como Dionísio Pedro. A menção dos Lobato de pele branca deve-se ao fato de Dionísio Pedro e a mulata Eleutéria Silva terem tido um filho denominado Manoel Joaquim da Silva Lobato, que tendo c/c a mulata de nome Maria Sabina da Silva Lobato deram origem a outra linhagem de numerosos Lobatos, onde a maioria absoluta de seus descendentes trouxeram a pele escura e poucos de pele branca e olhos azuis.
Messias de Sigmaringa Lobato, como s/pai Dionísio Pedro Lobato e sua irmã Cordolina Lobato, exerceu o cargo de advogado na Vila de Abaeté, como também exerceu outros cargos públicos na antiga cidade de Abaeté.
Secretário no Governo do Intendente Hygino Maués, no período de 1906 a 1908:
Em um documento de 1910 aparece o nome de João Baptista Lobato, residente na R. Siqueira Mendes, em terreno aforado por Raimundo de Souza Coutinho na Intendência de Hygino Maués e que tinha como Secretário Messias de Sigmaringa Lobato.
Há citações de Messias de Sigmaringa Lobato em 1925, 1926.
Era também conhecido como Capitão Messias de Sigmaringa Lobato, conforme documentos dessa época.
Há um documento antigo de 1922, da época do Intendente Municipal, Lindolfo Cavalcante de Abreu/Dr. Abreu (1922-1926) em que Messias Sigmaringa Lobato, aparece com a alcunha de Capitão Messias de Sigmaringa Lobato, residente à Pr. da República da então cidade de Abaeté.
Filhos de Messias de Sigmaringa Lobato com Virgulina Costa Lobato/Vírgula: Dionísio Edimilson Lobato, Antonieta Lobato de Moraes, Fortunato da Costa Lobato, Maria Emérita (a mais velha dos irmãos), Claudomir/Vindredes, Francisco e Alberto Lobato (não casou).
Irmão de Messias de Sigmaringa Lobato:Maria, Lydia, Luiz e Cordolina Lobato.
Messias de Sgmaringa trabalhou como advogado e tinha muitos imóveis: na R. Siqueira Mendes, na Trav. Tenente Coronel Costa, na Pr. da República e na R. Lauro Sodré.
Alguns contemporâneos de Messias de Sigmaringa Lobato, em 1918:
Capitão Messias de Sigmaringa Lobato, Profa. Luísa Baptista Lobato, Prof. Aluísio Nery de Araújo, Profa. Carolina Pinto da Rocha, Profa. Maria Pinto da Rocha Nery, Manoel Eugênio da Fonseca, Administrador do Cemitério, Profa. Brasilina Lobato, Anízio Alvim de Lima, J. B. M. Lobato, comércio.
2) Esse nome de rua aparece em documentos do período de 1960 a 1965, como Travessa Messias Lobato ou Travessa Solicitador Messias Lobato.
O Solicitador é um profissional liberal licenciado em Solicitadoria ou licenciado em Direito, que pratica atos jurídicos por conta de outrem mediante retribuição financeira. Defende e representa os clientes perante várias repartições públicas e os tribunais. Ele representa, aconselha os cidadões junto aos órgãos da administração, tribunais, defende os seus direitos.
O Solicitador é um procurador por excelência e representa os cidadãos, empresas, organismos públicos, nos múltiplos negócios jurídicos, preparando e obtendo toda a documentação junto aos serviços de finanças, conservatórias e câmaras municipais e outras entidades, garantindo a segurança e certeza negocial. Elabora contratos de arrendamentos, comodatos, minutas de escritório, compra e venda de imóveis.
OS CEMITÉRIOS DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO OU NECRÓPOLE DE N. S. DA CONCEIÇÃO OU CEMITÉRIO PÚBLICO:
Em Abaeté/Pa existiram dois cemitérios com o nome de N. S. da Conceição. O antigo Cemitério de N. S. da Conceição era o existente na frente da cidade, que ficava localizado ao redor da antiga capela de N. S. da Conceição.
O ANTIGO CEMITÉRIO:
Citações:
R. Lauro Sodré esquina c/a Trav. do Canto do Cemitério.
Irmão de João Cardoso de Figueiredo: Adelino Cardoso de Figueiredo, este falecido e sepultado na quadra Santa Maria, filhos de João Gabriel de Figueiredo (falecido) e D. Anna Cardoso de Figueiredo.
Cemitério de N. S. da Conceição, localizado na antiga Trav. da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues.
O antigo Cemitério se localizava na Av. Abraham Fortunato: “Avenida Abraão Fortunato, onde foi construído o cemitério, com frente em tijolos e lados cercados com achas”.
Cemitério de N. S. da Conceição, existente na entrada da antiga Trav. da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues.
Esse cemitério era dividido em quadras: Quadra S. Sebatião, Quadra Conceição, Quadra Santa Maria.
Foi desativado junto com a antiga capela de N. S. da Conceição, porque se localizavam em local inadequado, local de várzeas.
O NOVO CEMITÉRIO:
Citações:
Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o “Dia de Todos os Santos”, c/o seguinte percurso: Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o CEMITÉRIO.
1919: O Cemitério Municipal era dividido em quadras: Quadra Santa Maria, Quadra São Joaquim, Quadra São José e Quadra Santa Ana.
A Travessa ou R. Nova era à rua que se dirigia ao novo Cemitério de N. S. da Conceição. Na Rua Nova, em 1904, moravam Eleutéria Silva e Hermínio Pauxis.
Francisco de Miranda Margalho era Administrador do Cemitério Público, conforme documento de 30/5/1948, da Prefeitura Municipal de Abaeté.
Documento de 30/4/1948, recibo de cobrança de taxa, pela sepultura perpétua de Adhemar Araujo Rocha, filho de Ademar Lobato Rocha e Risoleta de Araujo Rocha, f. aos 17 anos, às 02:00 horas, tendo como encarregado do Cemitério Público, Francisco de Miranda Margalho, dinheiro pago p/Lourival Lima Leite Lobato, primo de Risoleta.
Observações:
1) Antigamente havia o costume das sepulturas perpétuas, daí os belos e ricos túmulos dos fins do século 19 e início do século 20, existentes no Cemitério de N. S. da Conceição. Os familiares dos falecidos mandavam erigir essas tumbas c/as tradicionais cruzes e escritos nas tumbas e outros motivos religiosos, como: figuras de santos e anjos em alto relevo ou esculpidos em mármores, granitos ou cimento armado. É um cemitério bem antigo e bonito, que já teve s/capacidade de sepultamento esgotada há muito tempo.
Os sepultamentos continuam, porque muitas famílias enterram seus mortos em sepulturas construídas em madeira e esses mortos caem no esquecimento de seus familiares. Essas sepulturas apodrecem e os enterros são feitos na sepultura dos mortos esquecidos ou abandonados no cemitério. Essa superlotação de mortos já vem de muito tempo. Nenhum prefeito tomou, ainda, qualquer medida na construção de um novo cemitério público em Abaetetuba. Seria o caso de desativar os enterros de quem não possuísse sepulturas perpétuas e para a preservação das antigas, belas e históricas tumbas desse antigo Cemitério Público, hoje, objeto da especulação de sepultamento. Nesse antigo cemitério deve estar enterrado, pelo menos, outra população atual de Abaetetuba, que possui mais de 100.000 habitantes.
CEMITÉRIO SÃO GABRIEL OU CEMITÉRIO NOVO:
Citações s/esse cemitério:

Observações:
1) SÃO GABRIEL – S/nome significa o “Homem de Deus”, é o Arcanjo da Espada, da Anunciação, da Revelação, sendo comumente associado a uma trombeta – a Voz de deus, o transmissor das boas novas.
S. Gabriel é citado várias vezes na Bíblia Sagrada. Foi ele que anunciou ao profeta Daniel a vinda do Redentor. Anunciou a encarnação do Filho de Deus no Seio da Virgem Maria. Ele também apareceu à Zacarias para anunciar-lhe que ia ter p/filho João Batista.
Segundo a tradição religiosa os arcanjos são anjos mensageiros de Deus das Boas Novas.
S. Gabriel é comemorado a cada 29 de setembro.
2) Esse cemitério foi construído na bairro de S. Lourenço, esquina das atuais ruas 1º de maio com a antiga Rua Mal. Hermes. Foi construído para enterrar os mortos das epidemias de varíola e febre amarela que haviam chegado à Abaeté.
3) Atualmente o lugar onde se encontrava o Cemitério S. Gabriel foi ocupado p/residências e, lógico, ele não mais existe.
TRAVESSA SÃO LOURENÇO:
Citações s/essa rua:
R. Torquato Barros, canto c/a Trav. São Lourenço.
1923: Trav. São Lourenço.
De 1953 a 1960: Trav. São Lourenço.
1964: Trav. São Lourenço.
Observações:
SÃO LOURENÇO – Nasceu em Valência/Espanha e foi um mártir católico e um dos 7 primeiros diáconos (guardiões do tesouro) da Igreja Católica sediada em Roma. É um homem do séc. 3 d.C. Durante a perseguição aos cristãos de Roma, no ano de 257 d.C promovida pelo imperador romano Valeriano, este mandou matar decapitado Sisto IIe ameaçou a Igreja para que esta entregasse s/riquezas em 3 dias.
Terminado o prazo S. Lourenço, diácono da Igreja, levou as pessoas que foram auxiliadas pelça Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador e disse: “Estes são o patrimônio da Igreja”. O imperador furioso e indignado pela ousadia de S. Lourenço, mandou predê-lo p/ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha.
Assim, S. Lourenço tornou-se santo e mártir da Igreja e ele é comemorado no dia 10 de agosto.
TRAVESSA JÚLIO CÉSAR:
Citações s/essa rua:
1954: Trav. Júlio César, canto c/a R. Lauro Sodré.
Observações:
1) JÚLIO CÉSAR RIBEIRO DE SOUZA – Foi um aviador e inventor brasileiro, paraense. N. em Acará/Pa a 13/6/1843 e f. em Belém, a 14/10/1887, foi um inventor brasileiro reconhecido como pioneiro no desenvolvimento da dirigibilidade aérea. Também foi professor, autor de uma gramática premiada, funcionário público, diretor da Biblioteca Pública do Pará e secretário de Estado.
Iniciou s/estudos no Seminário do Carmo em Belém/Pa, transferindo-se p/o Rio de Janeiro onde completou o curso da Escola Militar. Em 1886 se integrou às forças militares na Guerra do Paraguai.
Em 1870 volta ao Pará e dedica-se ao jornalismo, poesia e ao estudo da física como autodidata. Em 1874 passa a dedicar-se ao estudo das ciências aeronáuticas.
Manda construir na França um balão planador batizado de “Victória” e em 8/11/1881 é realizado em Paris o 1º vôo público do aeromodelo. São feitas demonstrações também no Pará e no Rio de Janeiro. Consegue a construção de um 2º balão, maior, denominado Santa Maria de Belém. Tenta alçar vôo em Belém, em 12/7/1884, e não consegue. Em 1886 constrói s/último balão “O Cruzeiro” c/o qual realiza demontrações públicas c/sucesso.
Júlio César morreu de beribéri, em completa pobreza,em Belém/Pa, a 14/10/1887.
AVENIDA PEDRO RODRIGUES OU RUA PEDRO RODRIGUES OU TRAVESSA PEDRO RODRIGUES:
Citações s/essa rua:
Em 1930 as ruas Pedro Rodrigues e a D. Pedro II, eram apenas caminhos, estradas estreitas, na parte a partir da Trav. Pe. Luiz Varella.
Teodolino, pai do Apolônio Rodrigues e o Santinho Viégas, possuíam terrenos na Pedro Rodrigues. Do outro lado, a partir do Bena, pertencia ao Coronel Aristides, até o Sinhuca/Hildefrides dos Reis e Silva. O canto com a Trav. Padre Luiz Varella, era do Oziel Coutinho, que foi vendendo aos poucos. A casa do Materno, antes pertencia ao Mestre Caetano.
1930: Trav. Pedro Rodrigues, canto c/a Av. Veiga Cabral.
Em 1931: Trav. Pedro Rodrigues, onde moravam Rosalina Valente das Neves, Elysiário dos Santos Carneiro, Otávio Barbosa de Souza.
1931: Isidoro de Lima Assunção, c/terreno à Trav. Pedro Rodrigues, divisa c/Elysiário dos Santos Carneiro e do outro lado c/Theodolino Rebello de Araujo.
1931: Terreno de 24 x 60m, na Trav. Pedro Rodrigues, confinando à esquerda c/Theodolino Rebello de Araujo, canto c/a Av. Veiga Cabral e fundos c/o cemitério público, requerido p/Clotilde Soares Viégas, petição assinada p/Raymundo Nonato Viégas.
1931: Rosalina Valente das Neves c/terreno, que era de s/mãe Ernestina Pereira da Silva, sito à Trav. Pedro Rodrigues.
1931: Antonio dos Santos, c/terreno à Trav. Pedro Rodriguies.
1931: Nila de Lima Tavares, c/imóvel na Trav. Pedro Rodrigues, esquina c/a R. Floriano Peixoto. Honória Sebastiana, c/terreno à R. Floriano Peixoto, divisa c/Bernardo Auto de Carvalho e do outro lado c/Nila de Lima Tavares e fundos c/os herdeiros de Manoel Joaquim do Nascimento.
1931: Maria Bezerra da Silva, c/terreno à R. Pedro Rodrigues, divisa c/Claudomiro Ferreira Dias e Manoel Procópio Rodrigues.
1931: Ezequiel Pereira de Vilhena, c/terreno na Trav. Pedro Rodrigues, transferindo-o a Bertholino Ribeiro da Costa. Bertholino Ribeiro da Costa, c/terreno à Trav. Pedro Rodrigues, divisa c/Rosalino das Neves e Thereza de Souza Lima, passado esse terreno para Maximiano Antonio Rodrigues.
1931: Laudelino Nunes Fernandes, c/terreno na Trav. Pedro Rodrigues, fazendo divisa c/Carlos Maués Loureiro, pelo lado direito e c/Francisco da Costa Lima, pelo lado esquerdo.
1954: Rua Pedro Rodrigues.
1960: Em 1959 as Escolas Reunidas funcionaram na R. Siqueira Mendes. Em 1960, funcionou na casa de Dona Ambrosina Costa Moraes, à R. Pedro Rodrigues. Em 1962 funcionou à R. Padre Pimentel, em uma casa de propriedade de Juveniana Farias Pinheiro.
1963: Av. Pedro Rodrigues.
1964: Herdeiros de Francisco da Costa Lima: Hildebrandina de Almeida Lima, Omar, Raimundo de Jesus Lima, Maria Iná da Costa Lima, Maria da Conceição Lima Lopes, Luiz Lobato Lima, Terezinha de Jesus Ferreira Lima, do imóvel à Av. Pedro Rodrigues, canto c/a Passagem Silva Jardim.
1973: Av. Pedro Rodrigues.
Observações:
1) João Pedro Rodrigues? Era do Povoado de Beja e lutou na Revolta da Cabanagem.
2) No início do povoado existia apenas a Trav. da Conceição, um trecho de rua que vinha da “beira”, saindo do manguezal da frente da cidade até a antiga Pça. da República.
3) A parte da atual Av. Pedro Rodrigues a partir da Trav. Padre Luiz Varella, chegava até onde existia uma vacaria de propriedade de Joaquim Mendes Contente, onde posteriormente foi construído o Clube Bancrévea. A partir desse ponto era um local de baixada, banhada pelas águas dos igarapés que p/ali passavam.
Posteriormente essa parte começou a ser habitada, constituindo-se uma baixada habitada, que foi aterrada e hoje é a continuidade da Av. Pedro Rodrigues até o bairro de Santa Rosa.

Abaetetuba/Pa, 29/12/2009 – Prof. Ademir Rocha