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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poesias de João de Jesus Paes Loureiro - Poesias e Poetas

Poesias de João de Jesus Paes Loureiro - Poetas e Poesias


CULTURA E POESIA: JOÃO DE JESUS PAES LOUEIRO

Como poeta João de Jesus Paes Loureiro há muito tempo já ultrapassou os limites de Abaetetuba, do Pará e do Brasil. Ele já contribuiu muito em termos literários em elevar o nome de Abaetetuba e do Pará nos cenários nacional e internacional.

Em Abaetetuba, conforme citam alguns seus colegas e amigos locais, João de Jesus estudou na escola primária local e em Belém/Pa fez seus estudos secundários e superiores. Ainda jovem, junto com outros estudantes de Abaetetuba em Belém ele foi um dos fundadores da inesquecível UEA-União Estudantil Abaetetubense em 28/2/1958, e JOÃO DE JESUS PAES LOUREIRO, filho de Pedro Maués Loureiro e Antonieta Paes, nasceu em 6/1939 em Abaetetuba/Pa, poeta, ensaísta, jornalista, conferencista, professor universitário, dramaturgo de renome, é graduado em Direto e Letras e Artes, pela UFPa e tendo uma trajetória de mais de 40 anos de poesia, vencedor do prêmio Jabuti. Ocupou vários cargos na administração municipal de Belém e do Estado do Pará, tendo sido Secretário de Educação, diretor do CENTUR e sua obra poética foi iniciada com o livro “Tarefa”, inspirado nos mitos e ritos do universo amazônico e, particularmente, na cultura paraense. Nascido há 70 anos em Abaetetuba/Pa e ele ainda faz questão de levar pelos 4 cantos do mundo, como pesquisador e conferencista a nossa cultura. Sua obra poética traz o imaginário amazônico focado ao que há de mais moderno em termos de linguagem literária contemporânea. Agora João de Jesus envereda pela primeira vez no ramo do romance e já pressentimos que nesse aspecto cultural ele irá se destacar como se destacou em outras áreas literárias.

O Blog do Prof. Ademir Rocha reproduz a postagem abaixo da Agência Pará de Notícias sobre esse 1º romance.

O primeiro romance escrito pelo professor e poeta paraense João de Jesus Paes Loureiro, “Café Central – o tempo submerso nos espelhos”, será lançado nesta quinta-feira, 26, às 19h, no Espaço São José Liberto. Reduto de intelectuais nos anos 1970, o Café Central é o cenário desta obra de Paes Loureiro.

Poeta consagrado em dezenas de livros, o escritor nascido em Abaetetuba (município do Baixo Tocantins) envereda pelo mundo da prosa, um projeto acalentado por mais de 20 anos. Ao leitor, caberá o acesso a uma história que começa no Café Central, após a sede da União Acadêmica Paraense (UAP) ter sido invadida pela Polícia Militar, logo no começo dos governos militares. A partir daí, a realidade do personagem é composta por fugas constantes, para não cair nas garras do temido Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

De uma pensão na zona do meretrício, parte para a terra natal do autor, Abaetetuba, refugiando-se em suas ilhas. Mas essa trajetória conduz o personagem ao Rio de Janeiro, onde acaba preso, e depois o coloca novamente no ambiente do Café Central.

Autor - Poeta, prosador e ensaísta, João de Jesus Paes Loureiro também é professor de Estética e Arte. É doutor em Sociologia da Cultura pela Universidade de Sorbonne (França), onde defendeu a tese “Cultura amazônica: uma poética do imaginário”.

A construção de sua obra em poesia, define o autor em seu blog, tem “sua universalidade construída a partir de signos do mundo amazônico – cultura, história, imaginário – propiciando uma cosmovisão e particular leitura do mundo contemporâneo”.

O livro “Altar em chamas”, publicada pela Civilização Brasileira, foi agraciado em 1984 com o Prêmio Nacional de Poesia da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Tem obras traduzidas na França, Alemanha, Itália e Japão, e também publicadas em Portugal.

As obras mais recentes são: “Pássaros da terra” (para teatro), lançada em 1999; “Obras reunidas (quatro volumes)”, em 2000; “Do coração e suas amarras”, em 2001; “Fragmento/Movimento”, em 2003, e “Água da Fonte”, em 2006, todos pela Escrituras Editora, além de “Au-delà du méandre de ce fleuve”, em 2002, lançada pela Acte-Sud, da França.

Serviço: Lançamento do livro “Café Central – o tempo submerso nos espelhos”, primeiro romance do escritor paraense João de Jesus Paes Loureiro. Nesta quinta-feira, 26, às 19h, no Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n, bairro Jurunas). Entrada franca.

Ascom/Igama
Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

EDUCAÇÃO E CULTURA NO MOJU






EDUCAÇÃO E CULTURA NO MOJU/PA: AÇAÍ LITERÁRIO


CURSO DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ (UEPA)


AÇAÍ LITERÁRIO – RIOS DO IMAGINÁRIO, BECO DAS LEMBRANÇAS NA CULTURA E HISTÓRIA PARAENSES



Valorização da cultura regional e do imaginário popular e aplicação desses temas em sala de aula. Esses são os objetivos do "Açaí Literário - Rios do Imaginário, Becos das Lembranças na Cultura e História Paraenses", evento promovido pelo Curso de Letras da Universidade do Estado do Pará (Uepa), que acontece nesta quinta-feira (26), no Campus de Moju, no nordeste do Estado.


A programação do "Açaí" começa com a palestra "Mitos e lendas: suas importâncias e diferenças", ministrada por alunas de Letras, seguida de apresentação teatral sobre a lenda do boto. As atividades incluem ainda um bate-papo com o escritor paraense Walcyr Monteiro, que pela primeira vez vai ao campus, e apresentação de documentários produzidos por graduandos do curso. Alguns deles são "História da Origem do Município de Moju", "Recriando o Imaginário Mojuense" e "Festival do Abacaxi: 30 anos de história, cultura e tradição".


O "Açaí Literário" é destinado a alunos e professores da Uepa e de outras instituições de ensino e a toda comunidade do município. A participação no evento dará direito a certificado com carga horária de 10 horas/aula. O nome sugestivo do evento também inspira o almoço dos participantes: será servido açaí com camarão, charque, tapioca e farinha d’água. Quem quiser participar da programação deve entrar em contato com a coordenação do campus pelo (91) 3756 1350 ou na avenida das Palmeiras, 485, no Bairro Aviação, em Moju. O valor é R$ 2. Também serão vendidas comidas típicas no valor de R$ 4.


Segundo a coordenadora do evento, professora Simone Menezes, a proposta é integrar a comunidade e a universidade. “Fazer com que a comunidade tenha o conhecimento de que a cultura paraense é rica no imaginário popular, como também a nossa própria história tem um valor acadêmico muito grande. Nós vamos discutir valores sociais, culturais, memórias e identidade do povo, principalmente”, conta.


A coordenação do evento explica ainda que o "Açaí Literário" é um convite a levar temas regionais para sala de aula. “As escolas trabalham com livros didáticos voltados para histórias que não são as nossas, são descontextualizadas. Então nos convidamos a comunidade para mostrar que podemos trabalhar a nossa cultura dentro da sala de aula. Fugiríamos do livro didático voltado para a região sudeste do país. Por isso, estamos mostrando o trabalho e as pesquisas dos alunos sobre a memória das cidades de Moju, Abaetetuba e Igarapé-Mirim”, afirma Simone.


Ize Sena - Ascom Uepa
Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

SEMANA NACIONAL DE MUSEUS 2011










ABAETETUBA: CIDADE SEM MUSEU


Como homenagem à 9ª Semana Nacional de Museus, evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e pelo Ministério da Cultura (MinC), como espaço valioso para a troca de experiências entre gestores, pesquisadores e comunidades, a fim de fortalecer as políticas de patrimônio cultural e memória, com o tema “Museus e Memória”, sugerido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom), semana que acontecerá de 16 a 21 de maio, fazendo parte do das comerações do Dia Internacional de Museus, a ser celebrado em 18 de maio, reproduzimos abaixo postagem da cidade de Fortaleza/Ce, que organizou essa semana, com participações de museus, casas de cultura, arquivos públicos, fundações, galerias e pinacotecas.
Reproduzido de Vermelho WWW.vermelho.org.br pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, em 16/5/2011.


Vermelho
www.vermelho.org.br
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16/05/2011
Seculfor promove atividades durante a Semana Nacional de Museus
O patrimônio cultural e os processos relacionados à sua preservação e valorização ocupam cada vez mais espaços na sociedade contemporânea. Nesse caminho, cabe destacar o surgimento de diversos movimentos de luta pela garantia do direito à memória. No que concerne à formulação de políticas públicas, a memória social apresenta-se cada vez mais ligada a questões fundamentais, como a gestão do patrimônio histórico, a política cultural e o desenvolvimento urbano.
A memória encontra nos processos e nas ações museológicas grandes espaços para a reflexão. Entre avanços e conquistas nesse setor, destaca-se a museologia social como campo fundamental no reconhecimento da importância da memória coletiva dos diversos segmentos da sociedade.

Em consonância com iniciativas que se espalham por todos os cantos do país, a Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor) tem empreendido ações para garantir aos cidadãos o direito à memória. Parte desse esforço hoje se concretiza no Projeto Museus Comunitários de Fortaleza, ação que prevê a criação de núcleos de memória e educação patrimonial, além de atividades de valorização da história local, entendendo a memória como fator de desenvolvimento social e cidadania.

A 9a. Semana Nacional de Museus, evento organizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e pelo Ministério da Cultura (MinC), é um espaço valioso para a troca de experiências entre gestores, pesquisadores e comunidades, a fim de fortalecer as políticas de patrimônio cultural e memória. Com o tema “Museus e Memória”, sugerido pelo Conselho Internacional de Museus (Icom), a Semana acontecerá entre os dias 16 e 21 de maio, fazendo parte das comemorações do Dia Internacional de Museus, celebrado em 18 de maio. A 9ª Semana Nacional de Museus teve um número de participantes recorde, totalizando 1.009 inscrições, realizadas por museus, casas de cultura, arquivos públicos, fundações, galerias e pinacotecas.

Em Fortaleza, todas as instituições museológicas e os centros culturais estão integrados evento, com palestras, exposições, visitas guiadas, oficinas, lançamentos de livros e exibição de filmes, entre outras atividades.

A Secultfor, por meio de sua Coordenação de Patrimônio Histórico e Cultural e da Galeria Antônio Bandeira, se sente honrada em participar do evento, apresentando em sua programação um debate sobre o Projeto Museus Comunitários de Fortaleza, tendo em vista a consolidação de uma política de cultura nos campos do patrimônio cultural, da memória social e dos museus. Pelo direito da cidade a conhecer e refletir sobre seu passado, presente e futuro.

Serviço

9a. Semana Nacional de Museus. De 16 a 21 de maio. Informações com a Coordenação Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural da Secultfor: 3105-1291

Programação

Casa de José de Alencar (Av. Washington Soares, 6055 – Messejana - 3229.1898)

Dia 18 – 09h às 12h
PALESTRA - "A trajetória da Casa de José de Alencar através das memórias de seus servidores mais antigos". Palestra acerca de história e memória, imagens e depoimentos dos cinco servidores mais antigos da instituição.

Centro Cultural Banco do Nordeste – Fortaleza (R. Floriano Peixoto, 941 – Centro - 3464.3108)

De 12/05 a 12/06 – 19h às 20h
EXPOSIÇÃO – “Que ecos do Barroco ainda reverberam nos tempos atuais?”. Os artistas apresentam traços muito próprios do Barroco em diferentes linguagens, possibilitando um diálogo destacando suas semelhanças.

Centro Cultural do Transporte do Ceará (R. Dona Leopoldina, 1050 - 3252.2624)

Dia 18 – 14h às 17h
EXIBIÇÃO DE FILME - Apresentação do curta de metragem de animação "O Bailarino e o Bonde", de Rogério Nunes, seguida de palestra sobre a história do transporte e do cinema no Ceará.

Local: Auditório do Sest Senat Fortaleza

Centro Cultural Oboé (R. Maria Tomásia, 531 – Aldeota - 3264.7038)

De 16/05 a 31/05 – 12h às 20h
EXPOSIÇÃO - Coletiva de grandes nomes das artes plásticas cearense: Aldemir Martins, Antonio Bandeira, Estrigas, Heloisa Juaçaba, Nice, Chico da Silva

Dia 19 – 19h30 às 21h30
LANÇAMENTO - Livro "Revelações", de Marcelo Gurgel

Dia 18 – 19h30 às 21h30
SHOW MUSICAL - Projeto "Quarta Cultural Oboé", shows de artistas cearenses

Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho (Av. Francisco Sá, 1801 – Jacarecanga – 3238.1244)

Comemorando o aniversário de 5 anos (15 de maio), a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho realiza uma semana inteira de programação para difusão e valorização dos ofícios culturais do Ceará.

Dia 16 - 14h às 17h
Encontro “Panorama dos Ofícios Culturais no Ceará”
19h - Show musical

Dia 17 - 14h às 16h
DEBATE: “Patrimônio para Todos” / Lançamento do projeto Patrimônio Para Todos - Uma aventura através das memórias - Fortaleza e Aquiraz - 2011

Dia 18 - 9h às 16h
Ofícios da brincadeira (oficina de brinquedos e brincadeiras populares, contação de histórias)

Dia 19 - 16h
Abertura do 1 salão de Xilogravura da Casa de Thomaz Pompeu – Salão dos Novos

Dia 20 - 14h
Diálogo com o mestre

Galeria Antônio Bandeira (R. Conde D'Eu, 560 – Centro de Referência do Professor - 3105.1403)

Dia 16 – 14h às 17h
MESA REDONDA - Museus Comunitários do Município e Mapeamento Cultural

De 16 a 21 – 09h às 17h
VISITA GUIADA - 62° Salão de Abril - Subjetividades da forma do EU

De 17 a 19 - 14h às 18h.
OFICINA: Museus comunitários: memória, patrimônio e diversidade cultural.
Ministrante: Prof. Ms. João Paulo Vieira Neto (Coordenador do Projeto Historiando)

Museu do Ceará (R. São Paulo, 51 – Centro - 3101.2609)

Dia 17 - 10h às 12h
PALESTRA – “Panorama da Ação Educativa em Museus no Ceará”, Palestrante: Marcos Passos

14h às 15h45
MESA REDONDA - Ações Educativas em Museus no Ceará, com a participação dos Coordenadores de Núcleos Educativos

16h às 18h
MESA REDONDA - Educadores em Diálogo (relatos de experiência com os educadores em museus)

18h às 19h30
LANÇAMENTOS - Coleção Outras Histórias Nº 63 - "Lendo objetos: A reconstrução do conhecimento histórico no Museu do Ceará", de Marcos Passos

- Anais da REM/CE

- Boletim do Sistema Estadual de Museus/CE (2007-2010)

- III Seminário da REM/CE (Museus e Comunidade)

Memorial da Cultura Cearense (R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, 3488.8621)

Dia 19 – 9h às 12h
PALESTRA - Panorama Mundial da Sociomuseologia - Paula Assunção (diretora Mestrado de Museologia de Reinhardt/Holanda) - Maré:Resistências e Memórias - Luiz Antonio de Oliveira(diretor Museu da Maré). No Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

14h às 18h
PALESTRA - A Sociomuseologia: Tensões e Impasses (Paula Assunção); Exibição do filme "Museu da Maré: Memórias e (Re)Existências" - Mediação: Luiz Antonio de Oliveira - Debate

Dias 19 e 20 - 9h às 18h
MESA REDONDA – “Entre memórias: museus e comunidades” - Diálogos sobre pesquisas e experiências no campo da museologia social. Público alvo: profissionais de museus, lideranças comunitárias e interessados. No Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Dia 20 – 9h às 12h
PALESTRA - Museu Comunitários e Ecomuseus: Experiências brasileiras(Paula Assunção) -Museu da Maré: Re-significações e gestão (Luiz Antonio de Oliveira) - Histórias de vida e Museus (Karen Worcman-Museu da Pessoa). No Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Dia 20 – 14h às 18h
PALESTRA - Grupos de Discussão: O que queremos preservar, o que queremos construir? Mediação: Karen Worcman (diretora do Museu da Pessoa), Luiz Antonio de Oliveira e Paula Assunção. No Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

Museu da Imagem e do Som do Ceará (Av. Barão de Studart, 410 – Meireles – 3101.1202)

Dia 18 – 18h às 20h30
EXIBIÇÃO DE FILME – Documentários “Estrigas: artista plástico” e “Adisia Sá: jornalista”, sobre expoentes da cultura cearense com mais de 80 anos de idade. A memória de pessoas longevas é fonte de pesquisa histórica.

Museu de Arte Contemporânea (R. Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema - 3488.8622)

De 16 a 21 – 9h às 19h
EXPOSIÇÃO - Mostra de fotos do artista Siegbert Franklin e debate com o núcleo de pesquisas em Artes Visuais.

Museu da Arte da Universidade Federal do Ceará - MAUC/UFC (Av. da Universidade, 2854 - Benfica – 3366.7481)

Dia 18 – 18h às 20h
EXPOSIÇÃO - Em comemoração aos 50 anos de fundação, o MAUC abre ao seu público a exposição de longa duração "Arte Estrangeira" e será composta por obras de Leger, Jean Dubuffet, Jacques Villon entre outros. Na Sala de Arte Estrangeira, Museu de Arte da UFC.

Museu Natural do Mangue (R. Professor Valdevino, 58, Boca da Barra do Rio Cocó, Sabiaguaba – 3476.1749)

De 16 a 22 – 9h às 15h
EXPOSIÇÃO - O Museu do Mangue Móvel, uma extensão do Ecomuseu, é um veículo que percorre as escolas, parques e lagoas, em Fortaleza e em vários municípios do Ceará.

Museu Siará em Miniatura (R. José Avelino, 250 – Praia de Iracema - 3087.1460)

De 16 a 20 – 9h às 17h
VISITA GUIADA - Voltada para estudantes de Escolas Públicas que cursam o Ensino Fundamental I. Sobre Fortaleza no final do século XIX e inicio do século XX.

Dia 18 – 18h às 20h
LANÇAMENTO - Memorial da História do Circo no Ceará.

Sobrado Dr. José Lourenço (R. Major facundo, 154 – Centro - 3101.8827)

Dia 21 – 10h às 12h
PALESTRA – Café do Zé : Palestra "Arte Urbana Dois Tempos: Grupo Aranha e Coletivo MONSTRA". Integrantes dos dois grupos debaterão sobre a produção urbana local ao longo das décadas, com participação do artista Hélio Rôla.

Dia 21 – 14h às 17h
OFICINA – Produção de Zines de Arte. Integrantes do coletivo MONSTRA mostrarão como confeccionar zines de arte, utilizando técnicas variadas (colagem, gravura, stencil, stickers).

De 30/4 a 26/6 – 16h às 19h
VISITA GUIADA - Exposição "Purgatório Paraíso Inferno", concebida pelo coletivo MONSTRA, apresenta obras de uma nova geração de artistas do Estado do Ceará. O grupo também realizará intervenções urbanas.

Outros Museus de Fortaleza

Museu de Arte e Cultura Populares (Centro de Turismo)
Endereço: Rua Senador Pompeu, 350 – Centro CEP: 60.025-000
Tel: (085) 3101.5507 / 3101.5508

Museu do Automóvel
Endereço: Av. Desembargador Manoel Sales Andrade, 70 – Água Fria; CEP: 60811-420
Tel: (085) 3226.8330 / 3278.1019 / Fax: 3221.3838

Museu Cearense da Comunicação (Arquivo Nirez)
Endereço: Rua Prof. João Bosco, 560 – Rodolfo Teófilo; CEP: 60430-690
Tel: (085) 3281.6102

Memorial da Assembleia Legislativa do Ceará
Endereço: Av. Desembargador Moreira, 2807 - Dionísio Torres; CEP: 60170-900
Tel: (085) 3277.2500

Museu General Sampaio
Endereço: Av. Alberto Nepomuceno, s/n
Tel: (085) 3255.1600

Mini-Museu Firmeza
Endereço: Linha Férrea, 259 - Mondubim
Tel: (85) 3298.1537

Memorial da Secretaria da Fazenda
Endereço: Rua Pessoa Anta, 274 – Centro; CEP: 600060-430
Tel: (85) 3101.9313

Museu da Motocicleta (Moto Museu Século XX)
Endereço: Rua Alto Bonito, 20. CEP: 60181-060
Tel: (085) 3242.6082

Memorial do Poder Judiciário
Endereço: Av. José Américo, s/n – Cambeba; CEP: 60830-120
Tel: 3207.7424

Memorial da Justiça do Trabalho do Ceará
Endereço: Av. Santos Dumont, 3384 Anexo II; CEP: 60150-162
Tel: 3388.9306

Seara das Ciências
Endereço: Rua Paulino Nogueira, 315 Bloco 1 – Térreo; CEP: 60020-270
Tel: (85) 3366.7375 - 3366.7376

Museu Barão de Studart
Endereço: Rua Barão do Rio Branco, 1594 (Praça do Carmo); CEP: 60025-061
Tel: (85) 3231.6152

Instituto Histórico e Cultural da Polícia Militar do Ceará
Endereço: Quartel do Complexo Administrativo Operacional da PMCE - Rua Antônio Pompeu,555-Praça José Bonifácio; CEP: 60.040-000
Tel: (85) 3101.4934

Mini Museu Gaivota
Endereço: Av. Godofredo Maciel, 4307 - Mondubim

Casa de Cultura Cristiano Câmara
Endereço: Rua Baturité, nº 162 – Centro
CEP: 60060-180
Tel: (85) 3226.8496

Fonte: Secultfor

sexta-feira, 13 de maio de 2011

INSTRUÇÃO PÚBLICA NA ABAETÉ ANTIGA 1

Instrução Pública na Abaeté Antiga


A INSTRUÇÃO PÚBLICA NA ABAETÉ ANTIGA 1

Localidades com Escolas e Professores da Instrução Pública em Abaeté e Outras Informações:

• Em 1822 foi declarada, por D. Pedro I a Independência do Brasil do domínio de Portugal sendo instaurado o Império Brasileiro que vai de 1822 a 1889.
• A partir de 1835 se inicia a Revolta da Cabanagem que se alastrou por todo o interior do Pará estando alguns municípios como Cametá, Muaná, Acará à frente da organização das forças revoltosas.
• Em 2/10/1839 a Freguesia de Beja é extinta e transformada em distrito de ABAETÉ.
• Em 1840 ABAETÉ estava sem aulas das primeiras letras devido falta de professor na escola elementar local.
• Em 11/9/1844 ABAETÉ é anexada ao município de Igarapé-Miri até 1/10/1844.

• Em 1847, JUSTO JOSÉ CORREA DE MIRANDA, originário da então Vila de Igarapé-Miry,era o professor da Escola de Instrução Primária, para o sexo masculino, na então FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO ABAETÉ (reduzido: Freguesia de Abaeté). É citado ainda em 1848 como professor vitalício e ABAETÉ era ligada politicamente à Vila de Igarapé-Miri e Justo José era professor vitalício com 20 alunos da instrução pública do ensino elementar (ensino das primeiras letras), ficando nessa função até 1855, quando teve aprovada a sua jubilação (espécie de aposentaria). Seu salário era de 400$000 réis (quatrocentos mil réis). No tempo de Justo José como professor, somente 31 municípios possuíam a instrução primária pública e só a Comarca da Capital e a de Cametá possuíam escolas primárias para meninos e escolas para meninas. Vale dizer que cada comarca abrangia várias localidades (freguesias, vilas ou cidades). E a Freguesia de Abaeté, apesar de fazer parte da Comarca da Capital, estava ligada politicamente à Vila de Igarapé-Miry ( já era vila desde 1945).

Vide outras informações sobre o professor Justo José:
Justo José Correa de Miranda, (era irmão do Coronel Caripuna), filho de Marcellino José Correa de Miranda e Catharina Ignácia do E. Santo, professor na Freguesia de Abaeté, Oficial da Guarda Nacional de ABAETÉ citado em 1847-1869, falecido quando seus filhos Rogério e Reinaldo (do 2º casamento) estavam com 12 e 3 anos, respectivamente, detentor de casas, inclusive em Belém/Pa (casa de sobrado na Travessa do Passinho) e de muitas terras com plantações e engenhos movidos à vapor de lenha nos distritos de Igarapé-Miri e ABAETÉ, senhor de escravos e dono de um grande patrimônio, citado em 1878, casou uma 1ª vez com Isabel Maria de Castilho (possivelmente irmã da 1ª esposa do Coronel Caripuna, acima) e tiveram filhos: Aurélia Aureliana e Elíbia Eufrosina Correa de Miranda. Justo José casou uma 2ª vez com Alexandria Maria Pinheiro e tiveram filhos: Rogério, Raquel e Reinaldo Correa de Miranda.

• Em 1861, 1862 e 1863 Beja, Igarapé-Miry e ABAETÉ só possuíam a escola masculina.
• Em 1863, MANOEL FRANCISCO PIMENTEL FILHO era professor em Beja.
Observação:
A família Pimentel é uma tradicional família de Abaeté e com origem na antiga Freguesia de São Miguel de Beja e começa a ser citada em documentos a partir de Manoel Francisco Pimentel, vogal nas Intendências de: José Benedito Ruiz (1890-1891).
• Em 1863, a escola de ABAETÉ foi criada por Lei Provincial nº 6, de 8/5/1863, tendo como professor LOURENÇO JUSTINIANO DA SILVA.
Em 1863 aconteceu a remoção do professor CAMILLO DE LÉLLIS PEREIRA DE BARROS de ABAETÉ para Faro e o de Faro, Lourenço Justiniano da Silva para ABAETÉ e ambos eram interinos.

Observação:
Vide abaixo em Camillo de Léllis Pereira de Barros, sobre a família Pereira de Barros.

• Em 1867 os professores eram removidos pelo governo provincial como medida de melhoria da deplorável situação em que se encontrava a instrução pública primária na Província. Vários professores foram removidos, porém o prof. de Beja, Manoel Francisco Pimentel Filho, não aceitou sua remoção e ficou disponibilizado.
• Em 1868 o professor de Beja, João d’Anunciação d’Oliveira Pantoja permuta a função com o professor de Monte Alegre.
Em 1868 começaram a aparecer os externatos de escolas na Província.
Existia o Diretor da Instrução Pública da Província.
• Em 1875, JOAQUIM FRANCISCO DE MENDONÇA era o professor na Freguesia de Beja e o mesmo permuta a sua vaga com o professor Manoel Francisco Pimentel Filho que estava na Freguesia de Cachoeira (na Ilha do Marajó).

Obs.: os professores pelo regulamento do ensino podiam: permutar a vaga, ser transferidos ou ser exonerados.

• Em 1879 foi construída a escola pública do Piquiarana, distrito de ABAETÉ.
• Em 23/3/1880 a Freguesia de Abaeté é elevada à condição de VILA DE ABAETÉ.
• Em janeiro de 1881 foi instituída a 1ª Câmara de ABAETÉ.
• Em 1882 foi exonerado à pedido o delegado literário de ABAETÉ, o Padre Teodoro Gabriel Thauby e que foi substituído por Camilo José de Freitas.

Observações:
1) Camilo José de Freitas,foi vereador da 1ª Câmara de Abaeté em 20/3/1880-1884, junto com o Alferes Torquato Pereira de Narros, o músico José Benedito Rodrigues, o descendente de judeus José Augusto Fortunato, o músico e funcionário público Felippe Santiago de Araujo e Leornado Antonio Furtado.
2) Em 1882 foi o padre secular Teodoro Gabriel Thauby que substituiu na Paróquia de Abaeté o Frei João da Santa Cruz e o Padre Feliziário. O Padre Teodoro Gabriel assume a Paróquia de Abaeté até o ano de 1888.

Em 1882 o professor adjunto de Beja, SEVERINO DE SOUSA FRANCO, permuta a função com Estanilau Cassiano de Lourenço, de Salinas.
• Em 1885, algumas localidades de Abaeté com escolas públicas elementares:
Em 1885 a localidade Arumanduba tinha como professor da escola pública elementar ANTONIO AMÉRICO DOS SANTOS;
Em 1885 a localidade Tucumanduba tinha como professor da escola pública elementar CAPITOLINO PEREIRA DE BARROS;
Em 1885 a localidade Beja tinha tinha como professora da escola pública elementar MARIA DA GLÓRIA PHILOCRÃO e em outra escola o professor JOSÉ MELCHÍADES ARANHA NEVES;
Em 1885 o distrito de ABAETÉ tinha como professor J. CLARISMUNDO DA FONSECA;
Em 1885 a localidade de Beja, tinha também como professor JOÃO EMÍLIO DE QUEIROZ COUTINHO;
Em 1885 a localidade Arapiranga tinha como professor BERNARDO PEREIRA DOS SANTOS.
• Em 1886, Maria da Glória Philocreão era a professora da escola elementar de Beja e pedindo a sua elevação a uma escola de 1ª entrância.
Em 1886 a professora MARIA IZABEL AGUIAR DE ARAUJO fazendo concurso para a escola de 1ª entrância de ABAETÉ.
Em 1886 foi nomeado em 23/5/1886 o professor MANOEL JOAQUIM DA SILVA LOBATO, por portaria, para a escola elementar do Tucumanduba, distrito de ABAETÉ.

Observação: A família Lobato de Manoel Joaquim da Silva Lobato é uma tradicional família de Abaeté e começa a ser citada em documentos a partir de Dionísio Pedro Lobato, português, que nasceu por volta de 1838, antigo morador da Rua Coronel Caripuna em Abaeté, fiscal da Câmara de Abaeté em 1863 na era provincial de Abaeté, citado em 1870 como advogado na Freguesia de Abaeté, presente na instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895, comerciante, advogado, c/c Verônica da Conceição e tiveram filhos: Lídia, Messias de Sigmaringa, Francisco, Luiz, Cordolina, Maria Emerita (a mais velha dos irmãos), Caludomir/Vindredes. E Manoel Joaquim da Silva Lobato, era filho de Dionísio Pedro Lobato com Eleutéria Silva e tornou-se enteado de Hermínio Antonio da Silva Pauxis, avô de Ana de Cristo/Solinha, morador à Praça da República, funcionário público e músico co-fundador da Banda Carlos Gomes em 1880, presente na instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895, casou com a mulata Maria Sabina e tiveram filhos.

Em 1886 foi nomeado por portaria de 3/10/1886 JOÃO SOLANO DE ALBUQUERQUE como professor para o distrito de Maracapucu, de ABAETÉ.

Observação: A família Solano de Albuquerque começa a ser citada a partir de Raimundo Solano de Albuquerque/Didi Solano, antigo morador da Rua Benjamim Constant em Abaeté, esotérico, comerciante com a firma R. Solano & Cia e dono do engenho de cachaça Santa Rosa, comprado de Adalberto Silva, fabricante da cachaça Alvorada, no Rio Guajarázinho, comerciante do setor de pesca e dono do iate Solano, citado em 1946, 1953. O engenho, devido dificuldades financeiras foi repassado para Bebé & Batista e João Solano de Albuquerque, é irmão de Raimundo Solano de Albuquerque, e aquele era tenente, citado em 1946, 1953.

Em 1886 o professor MANOEL LAURINDO CARDOSO é nomeado para o Tucumanduba, distrito de ABAETÉ.

Observação: A família de Manoel Laurindo Cardoso é uma tradicional família de Abaeté e que começa a ser citada a partir de Manoel Laurindo Cardoso/Velho Cardoso, com origem na localidade Maracapucu, tinha irmãos: Tibúrcio Teixeira, origem no Maracapucu, Antonio Alexandre Cardoso, Antonio Amanajás Cardoso. Vide avós maternos de Maria de Nazaré Cardoso e Carmem Cardoso Ferreira: Benedita Maria da Conceição Teixeira e Antonio Alexandre Cardoso.
Manoel Laurindo Cardoso, esteve presente na instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895, comerciante e dono de engenho para mel no rio Maracapucu e morador à Rua Siqueira Mendes em 1922.

Em 1886 é nomeado o professor substituto FELIPPE SANTIAGO DE ARAUJO em 2/7/1886 para ABAETÉ.
Em 1886 é nomeada por portaria de 9/3/1886 a professora substituta CLARA DE NAZARETH DE ARAUJO, para ABAETÉ.

Observalção: A família de Felippe Santiago de Araujo e Clara de Nazareth de Araujo é uma tradicional família de Abaeté e começa a ser citada em documentos a partir de LUIZ JOAQUIM DE ARAUJO, este nascido na Ilha de Tabatinga, município de Abaeté e era capitão e c/c Feliciana Joaquina de Araujo. Luiz Joaquim faleceu no dia 28/4/1883 e Luiz Joaquim e Feliciana tiveram 10 filhos: Clarindo do Espírito Santo, Anna, Camilla de Lélis, Antonia das Flores, Felippe Santiago de Araujo, Carolina, Balbina, Joana, Clara de Nazaré, Tomaz de Aquino de Araujo e outros agregados.

Felippe Santiago de Araujo, filho de Luiz Joaquim de Araujo e Feliciana Joaquina de Araujo é tio de Prudente Ribeiro de Araujo e seus irmãos de Abaeté, nasceu na Ilha de Tabatinga/Abaeté por volta do ano de 1866, foi morador da Rua Siqueira Mendes, e foi vogal da 1ª Câmara de Abaeté em 7/1/1881-1884, músico que tocava clarinete e aluno, junto com seu pai, de Hermínio Pauxis/Hermínio Antonio da Silva Pauxis na Escola de Música 31 de Agosto e foram co-fundadores da Banda Carlos Gomes em 1880, comerciante em 1922, falecido por volta de 1922, deixando herdeiros. Possivelmente nasceu no ano de 1867 ou 1868 e Felippe Santiago, junto com seus familiares em 1908, participava da Irmandade de São Sebastião, que se tornou o braço religioso do Club Musical Henrique Gurjão, fundada pelo musicista baiano Horácio de Deus e Silva em 1904, ele era funcionário público municipal em 1904, 1905. Felippe Santiago, c/c Maria Pessoa de Araujo e tiveram filhos e com residência na antiga Rua Siqueira Mendes, em Abaeté/Pa. Em 2/3/1917 é citado preparando a sepultura de sua esposa Maria Pessoa de Araujo em 2/3/1917 e é citado em 1922 como falecido, deixando herdeiros. Como político, participou da 1ª Câmara de Abaeté (7/1/1881-1884), que tinha como presidente, Arlindo Leopoldo Correa de Miranda.

Em 1886 o professor da escola do Tucumanduba Capitolino Pereira de Barros tem licença de 1 mês, com direito a 2/3 de gratificação. É removido o professor Capitolino Pereira de Barros da escola do Tucumanduba para a escola do Arapiranga por portaria de 9/3/1886.

Observação: A família Pereira de Barros é uma tradicional família de Abaeté, começa a ser citada em documentos a partir de Torquato Pereira de Barros, que foi alferes, vogal da 1ª Câmara de Abaeté em 7/1/1880-1884 e como Tenente-Coronel foi Intendente de Abaeté em 1900-1902 e na sua gestão foi inaugurado o Grupo Escolar de Abaeté que teve o professor Bernardino Pereira de Barros em 1902 como seu 1º diretor, c/c Ana Lobato e tiveram filhos, e com nome de rua em Abaetetuba.
Na imagem acima de um certificado de 2/4/1919 do antigo Grupo Escolar de Abaeté, tem a assinatura do professor Bernardino Pereira de Barros como diretor dessa escola. Logo, se o professor Bernardino assumiu o Grupo Escolar de Abaeté em 1902, significa que ele foi seu diretor durante 17 anos. O certificado tem também a assinatura da professora Maria Antonia da Trindade Barros, que também prestou relevantes serviços na antiga Instrução Pública de Abaeté.
Em 1886 a’ professora de Abaeté MARIA ISABEL AGUIAR DE ARAUJO com licença de 3 meses, com direito a todos os vencimentos.
Em 1886 o professor JOÃO ANTONIO DE SOUZA BAHIA de ABAETÉ, com licença de 3 meses e com ordenados.
Em 1886, Lourenço Justiniano da Silva, professor das primeiras letras de Abaeté, com ordenado de 794$133 réis.
Em 1886, Manoel Francisco Pimentel Filho, era o professor das primeiras letras de Beja.
Em 1886 RAYMUNDO NONNATO PEREIRA DE CASTRO é professor do Maratauhyra.
• Em 1887, Manoel José da S. Vilhena aluga casa que serviria de escola para o sexo masculino de Beja.
Em 1887 a escola de 1º grau de Abaeté possuía 50 alunos e 31 em 1888.
Em 1887 a escola provisória do Maracapucu possuía 31 alunos.
Em 1887 a escola provisória do rio Guajará possuía 32 alunos.
Em 1887 a escola do Tucumanduba possuía 33 alunos.
Em 1887 a escola de 1º grau de Beja possuía 64 alunos.
Em 1887 a escola de 1º grau de Beja possuía 65 alunos (devia ser uma masculina e outra feminina).
Em 1887 a escola do Arapiranga era provisória.
Em 1887 a escola provisória do Tucumanduba possuía 57 alunos (devia existir uma escola masculina e outra feminina nessa localidade).
• Em 1888 eram os professores das escolas públicas da Província que recebiam do Governo provincial os tubos com a Lympha Vaccínica (linfa vacínica) e com instruções de uso para combater a epidemia de varíola que grassava na Província e nas localidades: Barcarena, Conde, Bujaru, Maracapucu, Beja, Moju, Cairary e outras localidades.
• A 15/11/1889 acontece a Proclamação da República Brasileira quando se inicia o período do Brasil Republicano.
• Em 1889, CONSTANTINO NERY DA COSTA era o professor de Arapiranga.
• Em 13/2/1890 o Governo Provisório dissolveu a Câmara Municipal e a criou o sistema de Conselho de Intendência Municipal que se estende até 1930.
• Em 15/8/1895 é instalada a cidade de Abaeté.
• Em 30/9/1943 a cidade passa a adotar o nome de ABAETETUBA.
• Em 1/1/1944 foi criada a Comarca de Abaetetuba até então dependente de Igarapé-Miri.
• Em 29/12/1961 a cidade passa a adotar o nome de ABAETÉ DO TOCANTINS, pelo projeto do deputado Wilson Amanajás, aprovado em 1961.
• Em 12/7/1963 cidade passa a adotar, novamente, o nome antigo de Abaetetuba, por projeto aprovado do deputado João Luiz dos Reis.

Condição da Instrução Pública na Província do Pará e Outras Informações:
• Em 1842 os materiais usados na escolas públicas primárias da Província, eram:
Compêndios (espécies de livros).
Papel (almaço de algodão, pautado de algodão e lithographado), penas de escrever (de aço ou de aves), canetas, canivetes, tintas de escrever em garrafas, tinteiros (de vidros ou estanho), lápis de giz, esponjas, réguas.

• Em 1852, apesar dos esforços dos governantes, a instrução pública na Província do Pará era precária, devido a vários fatores como:
A maioria dos professores não estava qualificada para o ensino e eram professores semi-analfabetos que exerciam essa função pela falta de pessoas habilitadas nas localidades e, mesmo que existissem, muitos recusavam o cargo devido aos baixos vencimentos. Por força das circunstâncias políticas, muitas vezes (era o caso de Abaeté) os professores provinham das famílias abastadas que exerciam o cargo apenas com o intuito do domínio político da localidade ou o cargo era exercido por párocos das localidades.
Os móveis, mesas, carteiras, na maioria das vezes eram antigos e estragados e havia falta de utensílios e materiais nas escolas.
As escolas, em sua maioria, eram realizadas em casas alugadas.
As enormes distâncias para o deslocamento das pessoas e somente através dos rios.
A falta de fiscalização do ensino.
Somente poucas escolas da província apresentavam condições de ensino decente e na Capital e outras poucas cidades.
Em 1852 foi instituída a fiscalização nas escolas públicas através dos visitadores.
• Em 1885, a Diretoria de Instrução Pública foi criada em 3/8/1855, devido a situação deplorável em que se encontrava o ensino nas escolas públicas da Província.

• Em 1863 Abaeté recebe mobílias e utensílios para a escola primária do sexo masculino.
Os professores deverão ter dificuldades para ensinar através de compêndios devido falta de preparo e inabilitação.
Em 1863 o ensino era organizado através das comarcas da Capital e mais 6 outras comarcas da Província: Marajó, Bragança, Cametá, Macapá, Gurupá e Santarém. Os municípios da Comarca da Capital: Capital, Moju, Igarapé-Miry, Vigia, Curuçá e Cintra.
Freguesias da Comarca da Capital: Sé, no 1º distrito; Sant”Anna, no 3º distrito; SS Trindade no 3º distrito e Nazareth e ainda as freguesias: Benfica, Barcarena, Beja (envolvia Beja e Conde), Bujaru e São Domingos.
Localidades das escolas da freguesia de Beja: Beja e Conde.
Freguesias do município do Moju: Moju, Acará, Cairary.
Localidades das escolas da Freguesia de Moju: Moju, Acará e Cairary.
Freguesias de Igarapé-Miry (que abrangia as freguesias de Igarapé-Miry e Abaeté). Localidades das escolas da Freguesia de Igarapé-Miry: Igarapé-Miry e Abaeté.

• Em 1866, a instrução pública na Província estava com poucas habilitações pela maior parte dos professores, e cujos vencimentos era apenas uma maneira de meio de vida e para ganhar apenas o pão de cada dia, devido os baixos salários.
• Em 1868 as escolas estavam totalmente fora dos padrões e sem unidade de ensino e precisando de um regimento, o que melhoraria a qualidade do ensino.
Em 1868 os materiais usados nas escolas públicas da Província, eram:
Livros, compêndios.
Papel, penas, tinta
Objetos e materiais de secretaria.
Livros para escrituração das escolas.
Relógios, imagens, cartas (eram mapas) do Brasil e topográficos da Província.
Observações: As imagens, eram as imagens de santos, devido a Igreja Católica fazer parte das atenções e gastos da Província quando havia a união Igreja e Estado.

Escrivaninhas
Em 1868 as escolas possuíam os seus ajudantes nos diversos serviços.
• Em 1870 havia muitas escolas com os cargos vagos de professores, devido a falta de pessoas qualificadas e os baixos salários.
• Em 1874 a diminuição dos alunos na escolas primárias também se devia as epidemias de doenças como varíola, febres malignas que ceifaram muitas vidas ou impediam os alunos de ir às escolas.
Em 1874, das 209 escolas da Província só 30 se podem dizer decentes. As demais estavam em estado pouco satisfatório, pouco decente e com mobílias velhas ou quebradas.
• Em 1880 é fixada verba na Lei Orçamentária para a instrução primária para a compra de livros, utensílios e mobílias para as escolas através de contratos com firmas fornecedoras desses materiais.
• Em 1882 os materiais usados na escolas públicas primárias da Província, eram:
Compêndios, taboadas, gramáticas, catecismos, histórias bíblicas, leituras.
Obs.: O governo provincial continuava a bancar a religião católica na Província.

• Em 3/12/1885 foi extinta a Escola Normal da Capital que foi anexada à outra escola, fato que repercute enormemente na qualidade de ensino da instrução pública da Provìncia. Foi recriada somente em 1894 já na era republicana do Brasil.
Em 1885 era má a qualidade do ensino e das instalações das escolas do interior.
Em 1885 as casas para as escolas de instrução primária do interior eram quase todas alugadas e as escolas achavam-se mal acomodadas.
Em 1885 aconteceu uma reforma na instrução pública da província.

• Em 1887 era precário o estado em que se encontravam o material escolar da Província, cujas aulas estavam inteiramente desprovidas de móveis, livros, utensílios e outros materiais indispensáveis ao ensino.
• O Brasil já está no Período Republicano desde 15/11/1889.
• Em 1893 a verba para a instrução pública cresceu consideravelmente de 285:067$009 réis para 588:115$051 réis.
Em 1893 muitas pessoas ainda preferem outras carreiras literárias ou científicas, que a de professor.

Tipos de Professores e Outras Informações da Instrução Pública da Província:
• Os professores possuíam classificação de acordo com algumas condições e podiam ser:

Professores vitalícios, os que por força de determinadas condições (tempo de serviço, concursos públicos) exerciam permanentemente a função até se aposentar com proventos pagos pelo orçamento destinado à instrução pública que em 1847 era de 400$000 réis (quatrocentos mil réis). O professor interino em 1847 ganhava 300$000 réis (trezentos mil réis).
Professores interinos, eram aqueles que exerciam a função pela falta do professor vitalício. Se tornavam vitalícios se exerciam a função com o tempo de 8 anos.

• Em 1842, das 42 escolas públicas de instrução primária, 8 estavam vagas de professores; 18 tinham professores vitalícios e 16 tinham professores interinos.
E instrução secundária só na Capital, no Lyceu Paraense.

• Em 1868, quando uma escola atingia a quantidade de 60 alunos em sala, passava a ter um ajudante de professor. Somente duas escolas da Capital e as escolas de Irituia, Curuçá, Vigia e uma escola de Cametá é que atingiram essa meta.
Em toda a Província existiam 25 professores vitalícios, 41 efetivos e 31 interinos. Um professor podia passar de interino a efetivo através de exames individuais.
Das escolas de instrução primária da Província, 16 eram de 1ª classe; 21 de 2ª classe e 61 eram de 3ª classe.

• Em 1870 permanecia a instituição da vitalicidade para os professores efetivos em muitas localidades, inclusive o professor de Abaeté, por possuírem os requisitos exigidos pelo novo regulamento do magistério.

• Em 1873 é instituído um novo regulamento para a instrução pública com a instituição do Diretor Geral de Instrução Pública (espécie de secretário da educação no governo provincial).

• Em 1878 os professores da instrução primária da Província recebiam várias denominações: normalistas, antigos, modernos, provisórios, elementares e de escolas noturnas. Outras denominações para os professores: vitalícios, efetivos, provisórios, elementares e de escolas noturnas.
As escolas eram classificadas em: efetivas, elementares e noturnas.

• Em 1880 os professores elementares com 8 anos de serviço ganham a vitalicidade.

• Em 1882 com o novo regulamento para a instrução primária, a escola que tiver mais de 70 alunos e com freqüência maior que a de 50 alunos, tem direito a um professor adjunto e a escola que tiver matrícula superior a 100 alunos e frequência diária de mais de 80 alunos, tem direito a dois professores adjuntos.
Na Província só existiam 32 escolas com 1 adjunto e 5 com 2 adjuntos entre as 267 escolas públicas.

• Em 1885, os professores das escolas elementares das primeiras letras já recebiam 1:200$000 réis, salário que vinha da provisão orçamentária para a instrução pública.
Exisitam os concursos individuais com exames para a admissão de professores.

• Em 1886 eram as câmaras municipais ou os juízes de paz que representavam contra os professores das escolas do interior da Província, pedindo remoções, permutas, reintegrações, etc. e os professores faziam suas petições às câmaras municipais ou juízes de paz com vários objetivos.
Professores com mais de 25 anos de ensino tinham o direito ao acréscimo da 5ª parte de seu ordenado e ainda prevalecia a vitalicidade no cargo de professor.
Em 1886 existiam professores adjuntos, interinos e substitutos nas escolas do ensino primário.
• A supressão dos professores adjuntos foi um erro.

• Em 1888 as cadeiras de professores deveriam ser providas por concurso, sendo preferidos os professores normalistas em relação às cadeiras de 1ª entrância, por que as de 2ª entrância deverão ser providas por concursos entre os professores dessas escolas e os de 3ª entrância, entre os professores destas.

Evolução da Quantidade e Qualidade das Escolas da Instrução Pública Primária na Província do Pará e em Abaeté:
• Em 1822 foi declarada, por D. Pedro I a Independência do Brasil do domínio de Portugal e o Império Brasileiro se estende até 1889.
• Em 1840 a Freguesia de Abaeté estava sem aulas na escola de primeiras letras por falta de professor.
• Em 1846 existiam 42 escolas públicas de instrução primária em toda a Província do Pará.
• Em 1847 existiam 31 municípios com escolas da instrução pública primária na Província e só a Comarca da Capital e a de Cametá possuíam escolas para meninos e para meninas (havia escolas só para meninos e escolas só para meninas, e estas últimas sempre em menor número).

• Em 1847 a Freguesia de Abaeté possuía a escola da instrução primária com 20 alunos.
• Em 1848 existiam 43 escolas na Província distribuídas em 10 freguesias, 27 vilas e 3 cidades. Cametá e Santarém já eram cidades e Igarapé-Miry já era vila. Somente as cidades e villas possuíam câmaras municipais.

• Em 1852 existiam 45 escolas do ensino primário na Província e 40 para meninos e 5 para meninas e as escolas com classes: superior e inferior.

• Em 1867 existiam 97 escolas públicas de ensino primário, sendo 73 para o sexo masculino e 24 para o sexo feminino.

• Em 1868 existiam 16 escolas de 1ª classe no ensino primário, 21 de 2ª classe e 61 escolas de 3ª classe, e eram escolas para o sexo masculino ou feminino.

• Em 1869 havia 107 escolas na Província, 81 para o sexo masculino e 26 para o sexo feminino e todas com um total de 3.844 alunos e 866 alunas.

• Em 1870 eram 107 escolas, sendo: 17 escolas de 1ª classe; 26 de 2ª classe e 64 de 3ª classe. As de 1ª classe era as escolas da instrução primárias mais adiantadas.

• Em 1873 eram 160 escolas de ensino primário na Província, sendo: 87 para o sexo masculino; 73 para o sexo feminino e 16 escolas noturnas.

Obs.: o nº de escolas para meninas já se aproximam para os de meninos.

• Em 1874 a escola pública de Abaeté era ainda elementar e para meninos.
O curso primário foi reestruturado em 3 anos e 2 graus: o 1º grau com leitura, escritura, as 4 operações fundamentais e os primeiros conhecimentos da doutrina cristã e o 2º grau do ensino primário com estudo de gramática e análise etmológica e lógica, aritmética, noções de geografia universal e história do Brasil e catecismo da Diocese e as aulas só pela manhã e tarde.
Em 1874 a Escola Normal tinha como professor de música Enrique Eulálio Gurjão.

Observação: Esse músico deu o nome para um antigo clube de música de Abaeté, O Clube Musical Henrique Gurjão, fundado em 1904.

• Em 1877 as escolas de 1ª, 2ª e 3ª entrância podiam ser rebaixadas ou elevadas conforme a freqüência dos alunos e entre as escolas rebaixadas estão a de Abaeté do sexo masculino que foi rebaixada à elementar.

• Em 1879, apesar do esforço dos presidentes da Província do Para, a situação da instrução pública era a seguinte: somente 4.700 crianças, das 6000 existentes, estavam fora das escolas, devido alguns fatores. Fatores: aversão por parte de muitos pais, geralmente analfabetos, que queriam os filhos nos trabalhos de roças ou outras atividades; poucos eram os mestres e ainda insuficientemente aptos para o ensino; as grandes distâncias que dificultavam o acesso das crianças às escolas que se localizavam nos núcleos populacionais. Porém Abaeté já possuía várias localidades no interior com escolas públicas em casas cedidas ou alugadas pelos cidadãos mais abastados da localidade.
Em 1879 já começam a surgir as escolas mistas nos distritos das comarcas.

• Em 1882, existiam 259 escolas públicas primárias na Província, sendo: de 1ª entrância, 68 para o sexo masculino e 34 para o sexo feminino; de 2ª entrância, 12 para o sexo masculino e 11 para o sexo feminino; de 3ª entrância, 9 para o sexo masculina e 9 para o sexo feminino; escolas elementares, 86 para o sexo masculino, 20 para o sexo feminino e 10 escolas noturnas.
As escolas de Abaeté eram escolas primárias elementares, isto é, das primeiras letras.

• Em 1885 existiam 263 escolas públicas primárias na Província, sendo: 186 para o sexo masculino, 72 para o sexo feminino e 5 mistas. Era usada outro tipo de divisão para a quantidade de escolas públicas: 101 escolas de 1ª entrância; 29 de 2ª entrância; 18 de 3ª entrância; 105 escolas elementares (esse era o caso de Abaeté) e 10 escolas noturnas (só na Capital da Província).

• Em 1886 as escolas mistas do ensino primário eram também de 1ª, 2ª e 3ª entrância.

• Em 1888 as escolas dos povoados e as elementares ou provisórias sejam classificadas de 1ª entrância; as das vilas e cidades sejam classificadas de 2ª entrância e as da Capital sejam de 3ª entrância.
• O Brasil já vive no Período Republicano desde 15/11/1889.
• Em 1893 as escolas primárias que eram 331 em 1889 subiram para 416 em 1890 e hoje são 456.
Data da 1ª fase do Governo Republicano a criação da Escola Normal para a formação de novos professores normalistas, criada pelo Decreto nº 29, de 4/2/1890 e reorganizada pelo Decreto nº 409, de 24/9/1891.
A vastidão do território do estado do Pará e a pouca densidade população constituem sérios embaraços ao regular funcionamento do ensino no interior e essa dificuldade de comunicação, mesmo que se consiga ter um mestre em cada povoado, muitas crianças ainda ficariam fora do indispensável ensino e essa mesma distância dificultaria a fiscalização do ensino.
Já estão funcionando em várias cidades do interior as casas de instrução secundária particulares que recebem o auxílio do Estado, condição que se deve manter.
• Em 8/4/1899 foi instituído o “Gimnásio Nacional” no Pará e em 1902 foi criado o “Gimnásio Pais de Carvalho”.

• Em 1900 a Província tendo José Paes de Carvalho como governador possuía 580 escolas “isoladas” no Estado do Pará, na seguinte condição: 538 escolas elementares e 42 escolas complementares, assim distribuídas: 290 escolas para o sexo masculino; 159 escolas para o sexo feminino e 131 escolas mistas. Das 580 escolas, 290 eram escolas para o sexo masculino; 159 para o sexo feminino e 131 mistas.

• Em 1901 o governador Dr. Augusto Montenegro veio com a proposta de acabar com as escolas “isoladas” da Capital, deixando apenas as escolas da instrução primárias da periferia como isoladas e simplificar currículo do ensino primário e só deixar o que for absolutamente necessário e se inicia a construção dos chamados “Grupos Escolares”.

• Em 1902 exisitam 402 escolas no Estado para o ensino primário gratuito, na forma de grupos escolares e escolas isoladas. As escolas isoladas do interior deverão ser reunidas em breve em grupos escolares.
Na Capital já existem 5 grupos escolares com 40 professores e 16 adjuntos e ainda existem 20 escolas isoladas.
• No interior existem 9 grupos escolares com 45 professores em Óbidos, Santarém, Alenquer, Cametá, Soure, Vigia, Maracanã, Bragança e Curuçá e deverão ser fundados mais 2, um em Marapanim e o outro em Abaeté e ainda existiam 48 escolas isoladas de 2ª entrância; 57 escolas isoladas de 1ª entrância; 122 escolas isoladas nas povoações e 64 escolas mistas.

• Observação: De fato, o Grupo Escolar de Abaeté foi fundado em 2/4/1902 pelo governador do Estado Dr. Augusto Montenegro, tendo na intendência de Abaeté o tenente-coronel Torquato Pereira de Barros (1900-1902).

Em 1902 os programas escolares estão sobrecarregados prejudicando o ensino primário e os alunos se mostram incapazes de suportar todas as exigências do programa.
Ainda existe o problema da insuficiência dos professores e a inabilitação de grande parte do professorado, sobretudo no interior e as conseqüências dessas falhas são: falseamento do programa por parte do professor não preparado que não ensina ou deixa de ensinar o que causa o abandono da escola por parte do aluno.

Inspeção da Instrução Pública Primária na Província e em Abaeté:
• A Lei nº 203, de 27/10/1831, cria em cada escola, menos na Capital, um delegado e um suplente para a inspeção nas escolas públicas, devido a precariedade do ensino.
Essa lei deixava a desejar, devido alguns fatores, como:
Distâncias das escolas.
• Em 1840 o padre Jerônimo Roberto da Costa Pimentel estava com 22 alunos para exames na instrução pública na Freguesia de Abaeté (o padre devia ser visitador escolar).

• Em 1848, os certificados da instrução pública primária eram assinados na Capital pelo diretor da instrução pública e nas freguesias pelas Câmaras ou juízes de paz.

• Em 1852, devido o ensino precário nas escolas da instrução pública primária no interior da Província foi instituída a fiscalização nas escolas através dos visitadores.

• Em 1870 aconteceu uma reforma no ensino público e nessa reforma foram introduzidos os delegados literários para fazer a inspeção das aulas da instrução primária. Os delegados literários eram visitadores e delegados para inspeção e fiscalização das aulas.
Essa inspeção não funcionou a contento devido a uma série de fatores, como:
Os deslocamentos que se tornaram inviáveis devido as enormes distâncias das escolas.

• Em 1873 foram feitos novos regulamentos para a instrução pública da Província e, entre outras reformas, foi criado o cargo de Diretor Geral da Instrução Pública.

• Em 1874 os visitadores das escolas públicas faziam uma vez por ano, quando possível, a visita a uma escola. Deveria o visitador fazer a inspeção da qualidade de ensino e das instalações escolares.
Esse sistema de fiscalização das escolas públicas também não vingou, como aconteceu com os delegados literários, e as razões eram as mesmas, a começar pela gigantesca dimensão da Província do Pará que ainda abrangia Macapá.

• Em 1881 os professores estavam sob pressão dos poderosos das localidades, devido questões políticas, pressão que tenta manipular ou atacar os professores, especialmente se o professor é adversário político e até mesmo os alheios ou indiferentes sofrem essas pressões e eles vêm a protestar na Diretoria do Ensino Público.

• Em 1882, a inspeção nas escolas era feita pelos “delegados litterários”.
Em 1882 e nos anos precedentes a disciplina nas escolas era rígida, daí a presença de palmatórias nas escolas públicas. Porém alguns professores e reitores de escolas públicas extrapolavam a sua autoridade e aplicavam aos alunos rigorosos castigos como: espancamentos, reclusão de alunos e alguns desses castigos levavam os alunos à contusões sérias e até mortes. Porém os regimentos da educação não explicitavam os castigos violentos.

• Em 1885 existiam os Conselhos Paroquiais em cada localidade para o acompanhamento e fiscalização da instrução da instrução pública, porém, praticamente não havia a obrigatoriedade efetiva do ensino público no interior da Província e os conselhos foram criados para promover uma maior freqüência dos alunos e tornar efetiva a obrigatoriedade do ensino.
Professores adjuntos podiam ser exonerados da função se apresentassem freqüência irregular ou sem freqüência às suas escolas.

• Em 1886 os mapas dos professores eram assinados pelos delegados de polícia ou subdelegados e pelo presidente da Câmara Municipal e os referidos mapas eram trimestrais e com informações da escola, aproveitamento dos alunos, etc.

Obs.: Desde 23/3/1880 Abaeté já era vila e, portanto, já possuía a sua Câmara Municipal e a câmara era o poder que “administrava” o município.

Em 1886 os professores normalistas já têm a preferência para a regência das escolas elementares e eles eram titulados em Belém na Escola Normal.
O presidente da Província impõe penas aos professores na forma de remoções, exonerações e ele também fazia as reintegrações caso os inquéritos fossem favoráveis aos professores penalizados. E os professores podiam fazer suas reclamações aos presidentes de câmaras ou juízes de paz.
O visitador escolar apresenta dúvidas quanto ao resultado prático dessa instituição no tocante à fiscalização do ensino e suas visitas se resumem a uma simples, superficial e inútil visita.
A inspeção do ensino por conta dos presidentes de câmaras, juízes de paz, delegados e subdelegados de polícia também não satisfaz, por que são pessoas alheias aos assuntos do ensino e a inspeção deve ser retiradas dessas pessoas. Tal dependência coloca os professores na pendência das preocupações partidárias, prejudicando os serviços escolares e também causa sérios embaraços aos professores. Melhor seria o restabelecimento dos antigos “delegados litterários”, para os quais seriam preferidos os promotores públicos, magistrados, párocos, que são pessoas letradas e de certa influência na sociedade e que têm mais responsabilidades pelos seus atos.
• Em 1888, o conselho diretor das escolas não preenche os seus fins e seria preferível antes um “conselho litterário” com as atribuições do antigo.
O sistema de inspeção das escolas não satisfaz e suas atribuições e deverão ser feitas por “delegados litteráios” nomeados pela presidência da Província sob proposta do diretor Geral da Instrução Pública.

Observações: Estas pesquisas foram feitas a partir de documentos provinciais e dos primeiros anos do período republicano do Brasil e terão continuidade com outros acréscimos.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A ANTIGA INSTRUÇÃO PÚBLICA NO PARÁ

Em 15 de outubro de 1827, um decreto imperial de D. Pedro I, então imperador do Brasil (rubricado, também, pelo Visconde de São Leopoldo) criou o Ensino Elementar no país. Nos 17 artigos que compunham esse decreto (cf. http://www.pedagogiaemfoco.pro.br ), o Art. 1o determinava: “Em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos, haverão (sic) as escolas de primeiras letras que forem necessárias”. Nos demais artigos, esse documento registra uma série de itens, sendo que o 2º artigo determina que o Conselho dos presidentes das provincias, com audiência das Câmaras enquanto Conselhos Gerais “marcarão o número e localidades das escolas, podendo extinguir as que existem em lugares pouco populosos e remover os Professores delas para as que se criarem, onde mais aproveitem, dando conta a Assembléia Geral para final resolução”. Outros itens são nomeados nesse decreto como o salário e a forma de contratação dos professores, as disciplinas que serão ministradas ( Art. 6º: “...ler, escrever, as quatro operações de aritmética, prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática de língua nacional, e os princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica e apostólica romana ,...”).
Três artigos são interessantes conhecer, haja vista referenciar as diferenças do ensino e da atividade de magistério para homens e mulheres: “Art. 11: Haverão (sic) escolas de meninas nas cidades e vilas mais populosas, em que os Presidentes em Conselho, julgarem necessário este estabelecimento. Art. 12: As Mestras, além do declarado no Art. 6º, com exclusão das noções de geometria e limitado a instrução de aritmética só as suas quatro operações, ensinarão também as prendas que servem à economia doméstica; e serão nomeadas pelos Presidentes em Conselho, aquelas mulheres, que sendo brasileiras e de reconhecida honestidade, se mostrarem com mais conhecimento nos exames feitos na forma do Art. 7º. Art. 13: As Mestras vencerão os mesmos ordenados e gratificações concedidas aos Mestres.”
Desde o inicio da colonização educavam-se nas escolas apenas os meninos, com os mestres sendo homens, também. E como se vê, no Decreto Imperial de 1927, há evidência de uma escola formal para meninas em cidades mais populosas, há diferencial do curriculo extinguindo-se algumas matérias (possivelmente por serem consideradas supérfluas ao “destino matrimonial” previsto para elas) e há inclusão de outras como as prendas e a economia doméstica. Nesse decreto já se observa referência às mestras, ou seja, nomeação de professoras que sejam “brasileiras e de reconhecida honestidade” e que demonstrem bom proveito de conhecimento nos exames que prestem para a atividade de magistério, conforme outro artigo (o 7º). Embora naquele momento sejam ratificados salários iguais para os professores e as professoras essa situação ainda hoje é uma questão problemática, em todas as profissões a que as mulheres estão inseridas no mercado de trabalho.
Analfabetas, no império, com as damas da corte tendo pouco contato com a leitura salvo os seus livros de rezas, a oportunidade que as mulheres brasileiras tinham de estudar era o ingresso em conventos. A sociedade não via com bons olhos o alcance do saber intelectual por parte desse gênero, haja vista a previsão determinista para lar, além do que, o conhecimento adquirido lhes daria poder e sendo instruídas avaliariam sua condição e pleiteariam outro tratamento. Dessa forma, seria mais fácil afastá-las do “perigo” da instrução pública embora com direito de obter a educação formal. Alguns escritos na imprensa são reveladores dessa tensão. Veja-se, por exemplo, o que escreveu o professor paraense Vilhena Alves no periódico literário "A Borboleta" que circulava na cidade da Vigia, num longo texto intitulado “A Mulher”, publicado em 1887 dissecando a condição feminina. Sobre a instrução a esse gênero ele comenta:
“(....) - Não simpatizamos nada com as mulheres doutoras apesar de sermos idólatras da ciência. Não queremos com isto que se deva conservar a mulher na ignorância; e sim que o seu grau de instrução seja adequado ao meio em que vive, às necessidades do seu viver social. De que serve, com efeito, a uma moça pobre o estudo das ciências e das belas artes, se desconhece os princípios rudimentares da economia doméstica?” (...) Em vez dessa instrução de luxo que só serve para satisfazer a vaidade de pais mal avisados, não seria melhor que estes ensinassem às suas filhas aquelas regras comezinhas do bom amanho da casa, aqueles princípios de economia que operam na família o milagre bíblico da multiplicação dos pães, fazendo que, - com pouco dinheiro - se obtenha muito e se passe bem? (...)”
Se nesse período os ideólogos conservadores detinham essa preocupação sobre a convivência das mulheres determinando seu lugar, seus saberes, sua forma de ser na sociedade, sem dúvida, houve uma retração da atividade intelectual formal feminina que avançou algumas dezenas de anos, mas não fortaleceu a idéia de que estas teriam somente uma maneira de saber das coisas restritas ao lar. Assim, as conquistas foram muitas, o período republicano trouxe novos decretos que facilitaram a entrada deste gênero em muitas profissões entre as quais a de professoras, hoje visto como feminização da educação.
E enquanto professora, o ingresso das mulheres no âmbito escolar, se visto como uma situação ligada às suas funções no lar e na maternidade, permeado de estereótipos, presentemente foge desses chichês. Entretanto há outros. Num estudo do INEP/2002, entre as disciplinas ministradas, na de Língua Portuguesa, independentemente da série avaliada, há maioria da proporção de professores do sexo feminino, enquanto na Matemática, nas mesmas condições, o sexo masculino prevalece. Somos hoje a maioria (97%) na força de trabalho na educação infantil, mas apenas 45,6% no Ensino Superior.
E por ai vai a nossa história. Sabemos que temos valor, sabemos que as noites e os dias de trabalho extrapolam domingos e feriados. Nossas palavras são fortes para criar a mudança. Nós nos reconhecemos. E isso é o que importa.
                                                                                                               
(Texto originalmente publicado em "O Liberal" (PA), de 1710/2014)
 

Notícias Históricas Sobre Abaetetuba e Igarapé-Miri
Em 1843 já existiam 43 escolas na Província do Pará
Em 1847 já eram 31 municípios com a instrução primária.
Em 1847 as estatísticas da instrução pública eram feitas pelos municípios. As estatísticas de Abaeté eram ligadas ao municpio de Igarapé-Miri, que nessa época já era vila e Abaeté era freguesia.
O professor vitalício da instrução primária elementar em Abaeté era Justo José Correa de Miranda, que na sua escola para o sexo masculino possuía 20 alunos e recebia o salário de 400$000 réis.
Em 1847 o professor interino da instrução primário de Igarapé-Miri era o Padre Victório Procópio Serrão do Espírito Santo, que recebia, por ser interino, o salário de 300$000 réis.
Em 1847 eram cidades apenas Belém e Cametá já possuía duas escolas, uma para meninos e outra para meninas.
Os professores das freguesias e vilas eram quase analfabetos, pela falta de professores habilitados nas localidades.

Blog do Ademir Rocha


Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 13/5/2011.

terça-feira, 10 de maio de 2011

ESCOLAS DE ABAETETUBA: IFPA: CAMPUS DE ABAETETUBA

ESCOLAS DE ABAETETUBA: IFPA-CAMPUS ABAETETUBA



IFPA – Campus Abaetetuba soma o terceiro Doutor
QUA, 04 DE MAIO DE 2011 09:06 JOSIVALDO LISBOA DE OLIVEIRA

IFPA – Campus Abaetetuba soma o terceiro Doutor em seu quadro de professores. Além dos três docentes, oito doutorandos participam de Programas de Pós- Graduação, sendo três defesas previstas até o final de 2011. Até o final do ano contaremos em nosso Campus com 06 Doutores e 19 Mestres.


Josiel do Rego Vilhena, graduado em Sociologia (UFPA), mestre em Sociologia (UFPA), professor do IFPA – Campus Abaetetuba, no dia 08 de abril de 2011 concluiu seus estudos de Doutoramento no Programa de Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA\UFPA). Parabenizamos pela conquista e pelo desafio superado.


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 10/4/2011.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MIRITIFEST 2011: GALERIA DE FOTOS

















MIRITIFEST 2011: GALERIA DE FOTOS DOS BRINQUEDOS DE MIRITI DE ABAETETUBA/PA




A palmeira miritizeiro é uma árvore de mil utilidades em Abaetetuba. Dos frutos miriti se faz um cardápio variado de bolos, pudins, biscoitos, brigadeiros e alimentos e pratos, sucos, vinhos e licores que já estão ficando famosos no cenário local e regional. O tronco do miritizeiro tem utilidades variadas na construção de pontes e outras utilidades. Das fibras, talas e folhas do miritizeiro se fazem um conjunto grande de objetos do artesanato local e outros objetos e utensílios utilizados na economia e cultura local.




Porém são os brinquedos feitos da polpa também chamada miriti que se fazem os já famosos brinquedos de miriti de Abaetetuba. Muitos desses brinquedos multicoloridos retratam a cultura local, porém os artesãos do miriti são capazes de fazer quaisquer outros brinquedos ou objetos que se possa imaginar com essa polpa macia e leve extraída das compridas hastes das folhas tenras do miritizeiro. Vide nas fotos acima alguns desses brinquedos e outras artes feitas a partir do miritizeiro.




Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 9/5/2011.







sábado, 7 de maio de 2011

MIRITIFEST 2011







MIRITIFEST 2011



Animais, flores, brinquedos, móveis, objetos decorativos, bolsas e roupas. Um mundo colorido todo feito a partir da palmeira do mirirti. É o que se vê na Feira do Miritifest, festival que acontece no município de Abaetetuba, localizado a 60 quilômetros de Belém, no nordeste do Pará. No espaço, é possível encontrar também um vasto e delicioso cardápio com bolo, pudim, pratos, mingau e biscoitos, entre outros, com direito também a opções de bebidas como suco, licor e vinho.


O festival também é cultura. Poemas, músicas e danças são produzidos a partir do miriti. O festival reúne e apresenta mais de 40 mil opções de produtos confeccionados a partir da árvore que é símbolo do município e patrimônio cultural do Pará. O 8o Miritifest começou na última sexta-feira (6) e prossegue até domingo (8), na praça Francisco Azevedo Monteiro (praça da Bandeia). O evento é promovido pela Associação dos Artesãos de Brinquedos de Miriti de Abaetetuba (Asamab) e tem o apoio do governo do Estado.


Abertura - Uma solenidade na noite de sexta-feira, (6), com palavra dos dirigentes do festival, show da banda Muiraquitãs e apresentação de dança do grupo Tabuá, oficializou a abertura do evento. Muita gente compareceu à praça da Bandeira para prestigiar a programação. Na ocasião, a prefeita de Abaetetuba, Francineti Maria Rodrigues, agradeceu pela participação de todos e falou da importância do evento para o município.


“Parabéns aos homens e mulheres de Abaetetuba que, com a força de sua arte, constroem um dos ícones do Estado do Pará. Em qualquer outro lugar do mundo não se faz arte como a nossa. Tenho orgulho de ver os abaetetubenses superando os obstáculos através de sua força e arte”, disse. A prefeita também evidenciou o papel do governo do Estado para a realização do festival. “Obrigada ao governo do Estado, que está apoiando a realização desse evento de tanto significado para nós de Abaetetuba”, ressaltou.


Considerada a capital mundial do brinquedo de miriti, Abaetetuba deve receber cerca de 35 mil pessoas, durante os dias de festival, estima o presidente da Asamab, Dezidério dos Santos. Segundo ele, o miriti é responsável por uma parte considerável da economia do município. Apenas na Asamab, são 140 associados que têm sua renda familiar tirada da venda de produtos de mitiri. Há ainda outras associações.


“Além de ser um gerador de renda, o miriti é também um fomentador de cultura, pois é símbolo inspirador para composição de músicas, danças e poemas”, opina Dezidério. A música tema do Miritifest 2011 que está divulgando o evento chama-se "Esperança Dourada", de autoria de Ronaldo Barbosa e música de Adenaldo Cardoso.


Arte - Mais de 200 artesãos estão expondo seus trabalhos, durante os três dias de festival. Um deles é Vitorino Rodrigues, 60 anos, que há 40 trabalha e tira seu sustento da arte de transformar a "bucha" (parte da folha) da árvore do miriti em belos pássaros da Amazônia. “Sei fazer qualquer coisa com o miriti, mas como tenho paixão pelos pássaros acabei me especializando em confeccioná-los”, diz ele, que confeccionou 300 pássaros para expor no festival.


A arte de transformar o miriti em belas peças não é um privilégio dos mais velhos. Nildo do Socorro Farias, 27 anos, apaixonado por personagens de desenhos, produz os personagens a partir do miriti. “Adoro os personagens infantis e por isso eu os tenho como fonte de inspiração para o meu trabalho como artesão. Fico muito feliz com a produção e as crianças aprovam”, diz, satisfeito, Nildo, que produziu 600 peças e, otimista, garante que venderá todos antes do encerramento do Miritifest 2011.


O 8º Miritifest tem uma vasta programação, composta de shows de artistas locais, apresentações de grupos folclóricos, eleição da Garota Miritifest, eleição e premiação dos artesãos do ano, concurso de música e exposição de artesanatos. A programação acontece pela manhã, tarde e noite, até domingo (8), e é aberta ao público.


Manuela Viana - Secom
Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

terça-feira, 3 de maio de 2011

AMBIENTALISMO: CISTERNAS PARA ABAETETUBA







































 

AMBIENTALISMO: CISTERNAS TAMBÉM PARA OS RIBEIRINHOS DE ABAETETUBA
Temos o blog SOS RIOS DO BRASIL como um dos nossos preferidos e o indicamos para consultas para os que se interessam pela preservação do meio ambiente.
No caso do SOS RIOS DO BRASIL o nosso interesse também está de acordo com a nossa luta e anseios para que o meio ambiente de Abaetetuba/Pa seja levado em consideração pelas autoridades e populações do nosso município e dos municípios vizinhos da MICRORREGIÃO DO BAIXO TOCANTINS que estão na mesma situação nossa, isto é, somos populações cercadas de água por todos os lados na forma de igarapés, rios, praias e baías que banham a microrregião. Infelizmente essas águas já estão fortemente poluídas e contaminadas por uma quantidade imensa de lixo de todos os tipos, especialmente o lixo orgânico e lixo tóxico que fazem das águas dos rios, igarapés, baías e praias o maior fator de incidência de doenças de todos os tipos, especialmente as parasitárias e dermatoses que se possa imaginar, sem contar as outras doenças que oferecem grande perigo de contaminação química para a flora e fauna aquática e para os seres humanos. Quando ultimamente estivemos em visitas por algumas comunidades ribeirinhas de Abaetetuba contemplamos a olho nu a poluição de nossas águas e num ato de solidariedade aos nossos irmãos ribeirinhos tivemos que usar dessas águas que os mesmos usam para preparar os alimentos, tomar banho e matar a sede e outros afazeres domésticos.
No caso específico do assunto que o blog SOS RIOS DO BRASIL trata abaixo, sobre o programa ÁGUA PARA TODOS, em que o Governo Federal pretende construir 800 mil cisternas de placas, voltado para o semiárido nordestino e como uma das âncoras para o plano de erradicação da miséria do País, anunciado pela presidente da República a dirigentes sindicais, lembramos de um projeto que ainda chegamos fazer o esboço de um plano de construção de cisternas adaptado para as áreas ribeirinhas de Abaetetuba e que teriam alguns objetivos, como água de melhor qualidade para o povo ribeirinho; considerável baixa da incidência das doenças transmitidas através das águas poluídas e contaminadas, baixa do valor das despesas médicas do governo com a população ribeirinha, organização de uma campanha de preservação das águas dos igarapés, rios, praias e baías de Abaetetuba e região, entre outros objetivos.
No caso do objetivo de se baixar as despesas de saúde no município, dizemos e garantimos, sairia mais barato se usar a água das chuvas captadas pelas cisternas adaptadas ao povo ribeirinho, do que atender a população doente que acorre em busca de sua saúde nos hospitais públicos da cidade e que são milhares de pessoas a cada mês. Mas qual prefeito gostaria de ver baixar a verba da saúde de seus municípios e que são contados em milhões de reais? Essa solução seria boa até para grande parte da população da cidade e da zona das estradas.
Fazemos questão de publicar, com licença do blog SOS RIOS DO BRASIL, além do assunto das cisternas, o nome do Prof, Jarmuth, responsável do blog, os número dos milhares de visitantes do referido blog, os blogs e pessoas colaboradoras, a lista dos assuntos já publicados e o nomes dos muitos ambientalistas que visitam ou colaboram com o blog.

Blog endereçado aos defensores dos rios, praias e oceano, no Brasil. Divulga as ações pró-ativas nas bacias hidrográficas e reúne um amplo informativo para pesquisas escolares em recursos hídricos, nos diversos níveis!

"DIA DO MEIO AMBIENTE 2011" (05 JUNHO) OU "SEMANA DO MEIO AMBIENTE - 05 A 11 JUNHO" É MUITO IMPORTANTE QUE VOCÊS ORGANIZEM AS COMEMORAÇÕES DA IMPORTANTE DATA NA SUA COMUNIDADE. DESPERTE O INTERESSE DE TODOS NA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE...NÓS TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS! PARTICIPEM - clique no banner e saiba mais

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29 de abril de 2011
PROGRAMA ÁGUA PARA TODOS PLANEJA CONSTRUIR 800 MIL CISTERNAS DE PLACAS
Nas cisternas de placas, um avanço importante
29 de abril de 2011

Washington Novaes - O Estado de S.Paulo

É uma boa notícia a de que o governo federal está lançando, como uma das âncoras para seu plano de erradicação da miséria, o Programa Água para Todos, voltado para o semiárido nordestino (Estado, 2/4). E que o programa, segundo informação da própria presidente da República a dirigentes sindicais, inclui a construção de 800 mil cisternas de placas.
Deve-se acrescentar que esse é o caminho para milhões de famílias que vivem isoladas ou em comunidades muito pequenas, no semiárido - não a transposição de águas do Rio São Francisco, como foi tão alardeado no governo anterior, para justificar essa polêmica megaobra, que não chegará àquela gente.
As cisternas de placas são parte de um programa coordenado pela Articulação do Semiárido, que reúne mais de 700 instituições e já construiu algumas centenas de milhares de cisternas desse tipo. Elas são um achado: um encanamento simples recolhe no telhado das casas a água de chuva e a encaminha para cisternas no subsolo ao lado, revestidas com placas para não permitir a infiltração; cada uma permite, com 16 mil litros acumulados, abastecer com cerca de 20 litros diários cada pessoa de uma família durante a estiagem - desobrigando-as de caminhar quilômetros a pé para colher em latas a água de barreiros sujos usados pelo gado. "É uma bênção", respondeu ao autor destas linhas, levantando as mãos para o céu, uma senhora de mais de 70 anos, quando perguntada sobre o que a cisterna significara em sua vida.
É um programa decisivo para enfrentar a pobreza no semiárido e seus mais de 800 mil quilômetros quadrados; 58% da pobreza nordestina está nessa região, diz o Ministério da Integração Nacional. São regiões onde a média anual de chuvas é de 750 milímetros, menos de metade da média do Recife, por exemplo. E em grande parte da região as chuvas concentram-se num período de 20 dias.
Mas as cisternas não são uma estratégia que faça parte do projeto da transposição. Este, que tinha previsão de gastos de R$ 5 bilhões até 2010, mais R$ 1 bilhão para revitalização do Rio São Francisco, já gastou R$ 2,24 bilhões e está com 80% das obras do Eixo Leste realizadas e 52% do Eixo Norte (quando cada cisterna custa pouco mais de R$ 1 mil). O que se prevê agora é que a água chegue ao Eixo Leste no ano que vem e ao Eixo Norte em 2013 (Rema Atlântico, 17/4). Só que continuam sem resposta dezenas de questões levantadas pelo próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ao ser pedido o licenciamento. Por exemplo: mais de metade das águas transportas seria destinada a grandes projetos de irrigação (e exportação), quando grande parte destes se situava em terras com processos de erosão já instalados; que se faria? As águas transpostas deveriam, ao longo de centenas de quilômetros, subir centenas de metros até regiões mais altas, consumindo energia elétrica; isso poderia custar até cinco vezes mais que a tarifa vigente; quem pagaria? Boa parte das águas transpostas teria de passar por açudes onde os níveis de evaporação e perda podem ser superiores a 50%. Grande parte da água se destinaria a cidades onde a média da perda nos sistemas urbanos de distribuição era (e continua sendo) de 45%; não seria adequado investir antes na restauração dessas redes? - perguntava.
Mas condicionantes do Ibama em licenciamentos são quase ficção científica. Quem se preocupou com o cumprimento da condicionante de exigir um depósito "definitivo" antes de começar a implantar a usina nuclear Angra 3? Quem se preocupou com o das condicionantes para as megausinas amazônicas, inclusive Jirau e Belo Monte, fora Tucuruí, há mais de 20 anos? E no caso da transposição ainda pesa em sua história o fato de a então ministra do Meio Ambiente haver levado para o Conselho Nacional de Recursos Hídricos a decisão final, quando o comitê de gestão da Bacia do São Francisco, por 44 votos a 2, vetara a transposição. Mas no conselho o governo federal, sozinho, tem maioria e aprovou o projeto.
Claro que o descaso às condicionantes não deveria ocorrer, principalmente nas questões relacionadas com a água, que precisam estar no centro das estratégias do Brasil, um país privilegiado em área que é centro das preocupações no mundo - onde a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação prevê (FAO, 21/3) que em 20 anos quase 2 bilhões de pessoas viverão em regiões com grave escassez de água, que, em alguma medida, atingirá dois terços da população mundial (e quem quiser ter uma visão emocionada do que são a bacia do rio e os povos ribeirinhos pode ler o recém-publicado livro O Rio São Francisco e as Águas no Sertão, com textos de vários autores e fotos extraordinárias do ex-metalúrgico João Zinclar - Silvamontes Gráfica e Editora).
Não é só. Recente relatório da Agência Nacional de Águas - Atlas Brasil - Abastecimento Urbano de Água - diz que 3.027 (55%) dos 5.565 municípios brasileiros terão problemas com recursos hídricos até 2025, se não se investirem R$ 70 bilhões. Nessa data, nas condições atuais, só 18% da população nordestina estará atendida "satisfatoriamente", embora hoje a média de perda nas redes continue superior a 40% do que sai das estações de tratamento.
Não bastasse, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) está mostrando (Amazônia.org, 18/4) que a seca recorde de 2010 atingiu 2,5 milhões de quilômetros quadrados na Amazônia. E que isso pode significar menos água e menos captação de carbono pela vegetação e maior emissão para a atmosfera.
Neste momento, em que devemos homenagear a memória do professor Aldo Rebouças, há poucos dias falecido, precisamos lembrar-nos de suas sábias palavras no livro Águas Doces no Brasil (Escrituras Editora, 1999), por ele coordenado: "O que mais falta não é água, mas determinado padrão cultural que agregue ética e melhore a eficiência do desempenho dos governos, da sociedade em geral, das empresas públicas e privadas".

JORNALISTA
E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR

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ÁGUA - QUEM PENSA, CUIDA!
Postado por Prof. Jarmuth às 4/29/2011 10:15:00 PM

Postado por Prof. Jarmuth Andrade às 30 Abril, 2011 13:22

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" SOS RIOS DO BRASIL"
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Vide mensagem do Blog do Prof. Ademir Rocha abaixo das figuras que ilustram esta postagem.

12 de novembro de 2013

"PROGRAMA TOCANTINS SEM SEDE" IMPLANTARÁ 11.350 CISTERNAS EM 27 MUNICÍPIOS DO ESTADO


  Cisternas do Programa Tocantins sem Sede


Governo dá início á instalação das cisternas; programa beneficiará 57 mil pessoas no Sudeste

Foto: Luciano Ribeiro
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O governador Siqueira Campos assinou em Paranã, no Sudeste do Estado, ordem de serviço para início da implantação das 11.350 cisternas do Programa Tocantins sem Sede, nos 27 municípios da região. 
Quatro empresas venceram o processo licitatório para a construção das casas-abrigo e instalação dos reservatórios de água e já iniciarão a distribuição dos equipamentos. 
A ação beneficia diretamente 57 mil pessoas que moram no sudeste tocantinense e sofrem todos os anos com a forte seca que assola a região no período de estiagem. 
De acordo com o governador, no Brasil cerca de 40% das famílias passam por dificuldades no abastecimento de água. Para Siqueira, a garantia da água para a população mais pobre é sinônimo de melhor qualidade de vida e mais saúde. "O governo se uniu e essa é a nossa obrigação. A água é uma necessidade básica. Sem água, não podemos pensar em outras grandes necessidades mais fundamentais. Água é saúde, é vida", disse.
Em um discurso acalorado, o governador lembrou de ações que permitiram ao Tocantins se desenvolver nos 25 anos de criação. Segundo Siqueira Campos, em seus mandatos anteriores, foram implantados os sistemas de tratamento de água em Araguaína e sistemas de irrigação que potencializaram a produção agrícola em regiões críticas, como a do rio Manoel Alves. "Isso que estamos fazendo aqui, é um esforço enorme para suprir as pessoas mais pobres, da necessidade mais básica que é a água. Temos que dar saúde às pessoas e condições para elas se desenvolverem", completou.
Para o prefeito de Paranã, Edson Lustosa, o combate às mazelas da seca na região sudeste é uma luta antiga da população junto ao poder público. "A maioria não sabe o sofrimento que é um pai de família ter que cavar o leito seco de um rio com as mãos para ter água para os filhos. Desde 2007 nós tentávamos uma solução junto ao Ministério da Integração Nacional e não conseguíamos. Nós éramos conhecidos como o 'corredor da miséria', não tínhamos asfalto e nem pontes. Hoje nós reconhecemos o trabalho do governo para minimizar o sofrimento do povo", comentou.
Já o presidente da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) Edmundo Galdino, destacou que o início da instalação das cisternas nas casas das famílias da região sudeste é fruto de uma luta de quase dois anos junto ao governo federal. "Foi um ano e meio de muita luta para que o Tocantins fosse aceito no programa e depois, mais um período porque o Ministério da Saúde proibia a captação de água em telhados de palha. Nossas cisternas custaram R$ 2 mil a mais que as do Nordeste, mas foi pela determinação do governador em construir as casas-abrigo para os reservatórios", explicou.
Outras obras
Presente no evento, o senador Vicentinho Alves lembrou de outras ações desenvolvidas pelo governo do Estado que vem movimentando diversos setores da administração pública. Em sua fala, ele citou as obras de infraestrutura viárias e a implantação de novos hospitais no Tocantins. "O Tocantins hoje é um canteiro de obras. Nas estradas, o asfalto já está chegando em diversos municípios. Além disso, hospitais estão sendo construídos e reformados. Em Porto Nacional teremos o nosso hospital e a maternidade que necessitamos", frisou.
Inauguração da primeira cisterna
Ao acionar a bomba de distribuição da água da primeira cisterna instalada na casa de D. Severiana Batista Soares, no município de Paranã, o governador Siqueira Campos destacou a importância da água para a sobrevivência humana. Se dirigindo a família de beneficiados, O governador destacou que 40% das famílias do país ainda sofrem com a falta de água para consumo humano e para os animais, “água é vital para vida, sem água não tem  como fazer outra coisa e graças ao empenho de Edmundo Galdino e a bancada federal hoje a realidade dessa família está sendo mudada”, frisou.
Destacando que o problema de alta de água no Tocantins é a má gestão dos administradores, Siqueira Campos lembrou que o Rio Colorado, nos Estados Unidos tem a metade do volume do Rio Tocantins e abastece cidades dos Estados Unidos e no México. “Somos o número um em água no mundo e não tem porque enfrentarmos grandes problemas por causa da falta de água”, observou.
Ao destacar a atuação de Edmundo Galdino à frente da ATS, Siqueira Campos enfatizou que o presidente é um dos gestores mais corajosos que o Tocantins possui, “razão de hoje estarmos executando um programa que vai mudar definitivamente a vida das pessoas, esse é um gigante”, disse. Na oportunidade Siqueira também destacou a importância do senador Vicentinho Alves e de toda a bancada federal no empreendimento.
Presenças
Além do governador Siqueira Campos, participaram da solenidade o senador Vicentinho Alves, os deputados estaduais Carlão da Saneatins e Ricardo Ayres, o presidente da Associação Tocantinense dos Municípios, Leonardo Cintra, o prefeito de Paranã, Edson Lustosa, além de prefeitos e representantes dos 27 municípios da região Sudeste.
Especificações
Cisternas – 11.350 – sudeste -  57 mil pessoas
Barragens -135 – sudeste - 13. 500 mil
Poços artesianos – 99 – centro, norte e extremo norte – 20 mil pessoas
Prazo de execução:  outubro de 2013 a dezembro 2014
Empregos gerados:
Fábrica da Acqualimp – 40 empregos diretos
Transporte cisternas – 40 empregos diretos
Instalação das cisternas: 2 mil diretos ( com informações da ATN)
Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA