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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Colégio São Francisco - Escolas de Abaetetuba - Vestubulares














ESCOLAS DE ABAETETUBA: COLÉGIO SÃO FRANCISCO XAVIER

Outras alternativas para os exames vestibulares do Pará

Fonte: http://diariodopara.diarioonline.com.br

Diário do Pará

Pará

Segunda-feira, 13/02/2012, 04h22

Ajuda extra para enfrentar o vestibular


Na tentativa de garantir uma vaga na universidade, estudantes da rede pública que não possuem renda para investir em cursinhos pré-vestibulares já começaram a procura por outras alternativas. Cursos ofertados por instituições de ensino superior, como projetos de extensão, têm sido a melhor opção.

Aluna de um cursinho popular montado por estudantes de cursos de licenciatura da Universidade do Estado do Pará (Uepa), a jovem Carla Letícia Barros, 15 anos, não mede esforços quando o assunto é entrar na universidade. A garota mora no bairro da Pratinha, estuda na Escola Estadual Eunice Weaver, e pretende assistir às aulas do Cursinho Alternativo, que serão ministradas todos os sábados, em dois períodos, manhã e tarde, no campus da instituição na rua Djalma Dutra, no bairro do Telégrafo. “Vale tudo para realizar meu sonho de ser caloura do curso de História. Vou estar aqui todos os sábados e estudar muito”, contou.

As aulas começaram no último sábado e de acordo com o estudante de Ciências Naturais – licenciatura em Química, Danilo Gomes, de apenas 22 anos, coordenador do projeto, vai atender cerca de 170 estudantes em duas turmas por turno. “Além de proporcionar a todos os futuros professores envolvidos um contato com a sala de aula, que nenhuma teoria ministrada em sala traz, vai ajudar na formação e educação de jovens que não podem pagar um cursinho, mas que pretendem disputar uma vaga no ensino superior. No ano passado, por exemplo, aprovamos 19 alunos em instituições públicas”, explicou Danilo.

Outra ação voluntária que desenvolve ações semelhantes é o Projeto Atitude, que funciona na Escola Estadual de Ensino Fundamental Guajarina Souza, em Icoaraci. A proposta de instituir na Vila Sorriso um cursinho preparatório para o vestibular surgiu há três anos, por um grupo de universitários e recém-formados que sentiram necessidade de envolver a população carente em atividades de ensino e aproveitaram para experimentar a prática docente. Mas os dois cursinhos gratuitos, tanto o Alternativo quanto o projeto Atitude, estão com as inscrições encerradas.

ESCOLAS PÚBLICAS

Ações como esta podem fortalecer os bons índices que vêm sendo apresentados por estudantes de escolas públicas nas duas maiores instituições de ensino superior do Pará, a Uepa e a Universidade Federal do Pará (UFPA) . nos últimos vestibulares. De acordo com informações destas universidades, dos 10.781 aprovados nos dois processos, 5.511 são provenientes da rede pública de ensino, ou seja, 51% dos aprovados.

Na UFPA, dos 7.351 aprovados este ano, cerca de 4.055 cursaram todo o Ensino Médio em escola pública e por isso ingressaram na universidade por meio das cotas.Mesmo não utilizando o sistema de cotas, na Uepa, exatos 1.456 aprovados vieram de instituições públicas estaduais. Este índice representa 45% do total de 3.175 dos calouros. Na capital, Belém, a Escola Estadual Paes de Carvalho, por exemplo, aprovou 34 alunos. Longe do eixo metropolitano, no interior, 84 estudantes da Escola São Francisco Xavier são calouros da instituição em Abaetetuba.

INSCRIÇÕES NA UFPA

A UFPA inscreve hoje e amanhã para o Processo Seletivo Especial 2012, que seleciona para a graduação na UFPA com base na nota do Enem. O processo é para candidatos classificados do PS 2012 que tiveram a habilitação não homologada ou indeferida.(Diário do Pará)

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

AMBIENTALISMO: CONSUMO RACIONAL DE ENERGIA


AMBIENTALISMO: CONSUMO RACIONAL DE ENERGIA

Consumo racional de energia na indústria cerâmica

Fonte: http://ambienteenergia.com.br/

Agência Ambiente Energia

Consumo racional: na direção certa




Da Agência Ambiente Energia - Um total de 90 das 120 indústrias cerâmicas da região do Seridó – entre os estados do Rio Grande do Norte e Paraíba – foram avaliadas pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), através do projeto Eficiência Energética em Cerâmicas de Pequeno Porte na América Latina para Mitigar a Mudança Climática (Eela). Promovido Agência Suíça de Cooperação e Desenvolvimento (Cosude) e pela organização não-governamental Swisscontact, o trabalho é desenvolvido paralelamente também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, México e Peru.
O objetivo é incentivar medidas para otimizar o uso da energia nessas empresas, bem como reduzir as missões de carbono e diminuir o impacto ambiental da atividade, desenvolvendo um modelo para ser replicado por outros núcleos produtores de cerâmica da América Latina. No Brasil, coordenada pelo INT, a iniciativa conta com a parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), Sebrae/RN, Sebrae/PB, com o Centro de Produção Industrial Sustentável (Cepis), o Serviço Florestal Brasileiro (SFB/MMA) e a Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer).
O projeto Eela previa em seu início uma atuação nas regiões Norte e Nordeste. O Nordeste acabou sendo escolhido para implementação de um modelo que servisse para uma replicação mais ampla. A partir de meados de 2010, o INT começou a fazer testes de campo em fornos da região do Seridó, avaliando sua eficiência e as possibilidades de redução do consumo de energia, das emissões de CO2 e do impacto ambiental da atividade das olarias locais.
Na Região Norte, no estado do Pará, foi realizado um diagnóstico do modelo de fabricação e do uso de energia nos municípios de São Miguel do Guamá, Abaetetuba e Igarapé-Miri. Nesses dois últimos municípios, especificamente, foi detectado um modelo rudimentar, com empresas informais e familiares, sem acesso a energia elétrica, semelhante a situações já trabalhadas pelo projeto em outros países da América Latina. Para esse tipo de olarias, foi recomendado o uso de forno como o tipo catenária, desenvolvido pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e avaliado pela equipe do INT. Esse equipamento permite o uso de outras biomassas presentes na região, tais como o caroço de açaí e a casca de castanha do Pará.
Na região do Seridó, foram feitos estudos comparativos entre os fornos do tipo caipira, tradicionalmente usados, e o abóboda, onde há melhor aproveitamento da energia e menos emissões. O trabalho também avaliou algumas formas de arranjar as peças cerâmicas no interior dos fornos, visando aumentar a proporção da produção de peças de primeira qualidade. E outra vertente, apontou as soluções de emprego de ar de combustão forçado e de recuperação de calor em fornos caipira, medidas que promovem uma economia de energia.
“Os fornos caipiras são abertos e dispersam enorme quantidade de calor e gases poluentes, enquanto a opção em forma de abóboda aproveita melhor essa energia, inclusive a reutilizando para a secagem das cerâmicas”, explica Mauricio Henriques, chefe da área de Energia do INT.
Objetivando levar políticas públicas, tecnologias e sistemas de gestão e de qualidade a essas e outras indústria cerâmicas com características semelhantes, o projeto aborda também a questão ambiental. Além de buscar conter as emissões atmosféricas, o trabalho indicou também mecanismos para racionalizar o uso e a extração de argila a ainda modelos para ampliar a oferta de biomassa renovável, evitando o desmatamento e a degradação do solo.
– Algumas soluções em uso tem sido a substituição da lenha nativa extraída da caatinga por briquetes de resíduos de biomassa, compostos de bagaço de cana e serragem, ou pelo emprego de podas dos municípios da região e de árvores frutíferas, como o cajueiro – complementa o tecnologista Joaquim Augusto Pinto Rodrigues, coordenador do projeto Eela.
O projeto Eela disseminou ainda, entre produtores locais, um modelo para ampliar o comércio de créditos de carbono decorrentes das medidas de otimização do uso da energia e dos recursos naturais. O trabalho envolveu ainda o levantamento de indicadores sociais, observando as relações de trabalho e indicando a correção das distorções encontradas.
A iniciativa se estende até 2013, com possibilidades de renovação, visando a mudança completa no uso da energia e dos recursos ambientais, nas relações de trabalho e na qualidade da produção das pequenas indústrias cerâmicas na América Latina. (As informações são do INT)
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Tags: Conservação de Energia, Eficiência Energética
publicado em 13 de fevereiro de 2012

economia verde e sustentabilidade


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Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Memórias 9 do Futebol de Abaetetuba


Memórias 9 do Futebol de Abaetetuba 




MEMÓRIAS DO FUTEBOL DE ABAETETUBA 9

Algumas fotos sobre futebol acima já estão devidamente identificadas, outras não. Muitos jogadores e dirigentes dessas fotos já foram identificados e constam nas postagens anteriores sobre futebol de Abaetetuba. Resolvemos brindar os descendentes ou parentes dos jogadores ou dirigentes dessas fotos com essas imagens, mesmo com alguns ainda não identificados e, futuramente, com a ajuda de nossos parceiros locais ou visitantes das postagens sobre futebol, que faremos postagens mais completas sobre as referidas fotos. Dos jogadores retratados nas fotos que nós conhecemos pessoalmente, ainda estão vivos: Bilico, Cavalinho, Verediano, Afonso, Mário Tabaranã, Fredilton, Jorge, Édson, Alcimar, Tota, Viloca, Olavo, Edmilson Bechir, Tucuxi, Zé leitão Perácio, André Pontes, Filinho, Mundaca e outros que não conhecemos ou identificamos. Alcimar, Mário Tabaranã, Café, Coropó, Guerreiro são pessoas de memória privilegiadas que guardam muitos dos aspectos da vida de Abaetetuba, especialmente do futebol e recorremos especialmente a eles para ajudarem a identificar as pessoas que faltam ser identificadas dessas fotos. Publicamos também uma foto do antigo Brasil Sport Clube já desgastada pelo tempo, onde identificamos apenas os jogadores Cavalinho e Alcimar. Não sei se nosso amigo Amarildo poderia recuperar, pelo menos parte dessa preciosa foto, que pensamos seja o último vestígio da existência do clube Brasil.

Foto desgastada do Brasil Sport Club, só identificados os jogadores Cavalinho (o último à esquerda), Alcimar (o 2º à direita, perto do dirigente) e vislumbramos um jogador parecido com o Vicente (não temos certeza.

Esta desgastada foto comprova a existência do Brasil Sport Club e com

a seguinte formação (identificada por Alcimar Carneiro de Araujo): Oziel

Coutinho (presidente do clube), Alcimar, Gata Peixeiro, Vicente, Saúde,

João Gonçalves, Odilar Anastácio (filho de Oziel Coutinho), Zélídio,

Piranha (Humberto), João Negrão (Bacuzinho), Coropó e Cavalinho.

O Brasil dos anos de 1940 era o grande adversário do Abaeté e, a partir
de 1949, do Vênus e os jogos eram realizados no antigo campo do
Abaeté onde hoje se encontra a sede da Diocese de Abaetetuba e
demais casas

Foto do Abaeté Futebol Club:

Manoel Ferreira, já identificado, vide postagens anteriores.

Verediano, já identificado, vide postagens anteriores.

Cataban, que é o Cataban Pinheiro, já identificado, vide postagens anteriores.

Aristides, que é o Aristides dos Reis e Silva Sobrinho, que é mesmo sobrinho do Coronel Aristides dos Reis e Silva e que foi também político em Abaetetuba.

Alair, o grande goleiro Alair Melo, penso que filho de Dona Laurita.

Um jogador não identificado à esquerda do Alair e último em pé.

Agachados:
Cravo, só o conhecemos pelo sua alcunha e faltam os demais dados.

O meia-direita, perto do Cravo, pensamos que seja o Afonso.

O centroavante, desconhecido.

O meia-esquerda, é Luís Lima, já identificado em outras postagens.

Ponta esquera, é o Mário Tabaranã, já identificado.

Sociedade Esportiva Palmeiras, de Abaetetuba, com a formação:

Fredilton, irmão dos jogadores Édson e Cloter, que são sobrinhos do jogador Aristides dos Reis e Silva Sobrinho, filhos de João Batista dos Reis e Silva e D. Clarice Lima de Araujo (nome de solteira) e que são identificados: Fredilton, é o 1º em pé à direita; Edson é o que está entre o goleiro Jorge e Alcimar (Alcimar Carneiro de Araujo, também já identificado em postagens anteriores) e o Clóter (Clóter de Araujo dos Reis e Silva) é o penúltimo à esquerda, perto do treinador Diquinho Bala (este já identificado como jogador em postagens anteriores).

Jorge, Pensamos que seu nome seja Jorge Rodrigues, que é o goleiro e que também era famoso cantor de conjuntos de serestas de Abaetetuba.

Tota, só o conhecemos pela alcunha e é o que se encontra entre Alcimar e Clóter, acima citados.

Jogadores agachados:
O 1º à direita, perto do jogador Viloca.

Viloca, que é o Vilobaldo Lobato Dias, pai do Badu e irmão de José Lobato Dias (Zezé).

Augusto, é o Augusto Leite lopes, irmão de Luis Gonzaga Leite Lopes (Luís Lopes, que também jogou no Palmeiras e do dr. Lopes (Francisco Leite lopes), estes foram prefeitos em Abaetetuba e o Sr. Augusto, trabalha no Colégio São Francisco Xavier.

Olavo, centro avante alto e raçudo, filho de D. Maria Coroa e Olavo era conhecido taxista da cidade.

Santana Paes ?, o penúltimo jogador à esquerda, perto do último, que é o Mario Tabaranã. 

Foto do trio de jogadores do Vênus, conforme está escrito nas camisas:

Pelhanca? Dúvidas sobre esse jogador.

Bilico, o do meio e já identificado em postagens anteriores.

Cavalinho, já identificado em postagens anteriores.

Time ainda não identificado, Vênus ou LEA-Liga Esportiva Abaetetubense:

Goleiro, Edmilson (Edmilson Bechir), bom goleiro do Vênus Atlético Club, que chegou à presidência do mesmo clube.

Tucuxi, só o conhecemos pela alcunha.

Dé (Manoel Maria Cardoso de Castro), saudoso jogador dos clubes de Abaetetuba e do Vênus, irmão dos jogadores Afonso, Dijó, Laburuna e Ari. Vide postagens anteriores.

Zé Leitão, vigoroso zagueiros dos clubes de Abaetetuba e da Seleção de Futebol (LEA), só o conhecemos pela alcunha.

O de rosto abaixado, entre Zé Leitão e o jogador Tiririca, pensamos que seja o Dijó, irmão de Afonso, Laburina, Dé e Ari.

Tiririca, só o conhecemos pela alcunha e sabemos que o mesmo é filho do saudoso fruteiro Marcelino.

Perácio, o treinador que foi do Vênus e da Seleção de Futebol, já identificado na família de jogadores, filhos e demais descendentes de Crizanto Lobato. Vide postagens anteriores.

Agachados:
O 1º à direita, desconhecido.

André (André Pontes), vide postagens anteriores.

Gabiru (Raimundo Alírio Santos), vide postagens anteriores.

Filinho (Benedito Góes Teixeira), vide postagens anteriores.

Afonso (Afonso Cardoso de Castro), vide postagens anteriores.

Mundaca?
O último, à esquerda?

Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa.

HISTÓRIA E MEMÓRIA: TEXTO ITERESSANTE

HISTÓRIA E MEMÓRIA: TEXTO INTERESSANTE

Cidade sem Memória é cidade sem História

Fonte do texto abaixo: http://webartigos

Web artigos

Fran Tiecher
Estudante do quarto periodo de História pela ( UNIR) Universidade Federal De Rondônia.
Publicado em 05 de fevereiro de 2012 em História


História e memória


• LE GOFF, Jacques. História e Memória. 4. Tradução Bernardo Leitão. Ed. Campinas: Ed. Da UNICAMP, 1996.


• “O conceito de história parece colocar seis tipos de problemas: 1. Que relação existe entre a história vivida, a história “natural”, senão “objetiva”, das sociedades humanas, e o esforço cientifico para descrever, pensar e explicar esta evolução, a ciência histórica? O afastamento de ambas tem em especial permitido a existência de uma disciplina ambígua: a filosofia e a história.” (p. 07)

• “2. Hoje os historiadores se interessam cada vez mais pelas relações entre a história e a memória. 3. A dialética da história parece resumir-se numa posição ou num diálogo passado/presente. Em geral, esta oposição não é neutra mas subtende, ou exprime, um sistema de atribuição de valores, como por exemplo nos pares antigo/moderno, progresso/ reação”. (p.07- 8)

• “3 No nível da práxis dos historiadores, vem sendo desenvolvida uma critica do conceito de origens e a noção de gênese tende a substituir a idéia de origem.5. Em contato com outras ciências sociais, o historiador tende hoje a distingui diferentes durações históricas. 6. A idéia da história do homem foi substituída pela idéia da história como história dos homens em sociedade”. (p.08)

• “Desde a antiguidade, a ciência histórica, reunindo documentos escritos e fazendo deles testemunhos, superaram o limite do meio século ou do século abrangido pelos historiadores que dele foram testemunhas oculares e auriculares. Ela também as limitações impostas pela transmissão oral do passado”. (p. 09)

• “Para captar o desenrolar da história e fazer dela o objeto de uma verdadeira ciência, historiadores e filósofos, desde a antiguidade, esforçaram-se por encontrar e definir as leis da história”. (p. 10)

• “Todos os novos setores da história apresentam um enriquecimento notável, desde que sejam evitados dois erros: antes de qualquer coisa, subordinar a história das representações a outras realidades, o único as quais caberia um status de causas (realidade materiais, econômicas) renunciarem, portanto, a falsa problemática da infra-estrutura. Mas também não privilegiar as novas realidades, não lhes conferir, por sua vez, um papel exclusivo do motor da história.” (p. 12)

• “Matéria fundamental da história é o tempo; portanto, não é de hoje que a cronologia desempenha um papel essencial como fio condutor e ciência auxiliar da história”. (p. 12)

• “A história tem todo interesse em inserir na sua problemática a idéia de gênese no lugar daquela, passiva, das origens. A história seria feita segundo ritmos diferentes e a tarefa do historiador seria, primordialmente, reconhecer tais ritmos” (p. 15)

• “Ao fazer a história de suas cidades, povos, impérios, os historiadores da antiguidade pensavam fazer a história da humanidade. Os historiadores cristãos, os historiadores do Renascimento e do Iluminismo pensava, estar fazendo a história do homem. Os historiadores modernos observavam que a história é a ciência da evolução das sociedades humanas”. (p. 15)

• “A memória, como propriedade de conservar certas informações, remete-nos em primeiro lugar a um conjunto de funções psíquicas, graças às quais o homem pode atualizar impressões ou informações passadas, ou que ele representa como passadas”. (p. 423)

• “Leroi-Gourhan considera a memória em sentido lato e distingue três tipos de memória: memória especifica étnica, artificial. Podemos a este titulo falar de uma “memória especifica” para definir a fixação dos comportamentos de espécies animais, de uma memória “étnica” que assegura a reprodução dos comportamentos nas sociedades humanas e, no mesmo sentido, de uma memória “artificial”, eletrônica em sua forma mais recente, que assegura sem recurso ao instinto ou a reflexão, a reprodução de atos mecânicos encadeados “(p. 425-6)

• “O primeiro domínio onde se cristaliza a memória coletiva dos povos sem escrita é aquele que dá um fundamento aparentemente histórico á existência das etnias ou das famílias, isto é, dos mitos de origem. Nestas sociedades sem escrita há especialidades da memória, homens-memória “genealogistas”, guardiões dos códices reais, historiadores das cortes, “tradicionalistas”. (p.428)

• “É necessário sublinhar que, contrariamente ao que em geral se crê, a memória transmitida pela aprendizagem nas sociedades sem escrita não é uma memória “palavra por palavra”.” (p. 428)

• “Nas sociedades sem escrita a memória coletiva parece ordenar-se em torno de três grandes interesses: a idade coletiva do grupo que se funda em certos mitos, mais precisamente nos mitos de origem, o prestígio das famílias dominantes que se exprimem pelas genealogias, e o saber técnico que se transmite por fórmulas práticas fortemente ligadas a magia religiosa”. (p.431)

• “Outra forma de memória ligada à escrita é o documento escrito num suporte especialmente destinado a escrita (depois de tentativas sobre o osso, estofo, pele, como na Rússia antiga; folhas de palmeira, como na India; carapaça de tartaruga, como na China; e finalmente papiro e papel)”. (p.432)• “A passagem da memória oral á memória escrita é certamente difícil de compreender. Mas uma instituição e um texto podem talvez ajudar-nos a reconstituir o que se deve ter passado na Grécia arcaica”. (p.437)• “Os gregos da época fizeram da Memória uma deusa, Mnemoise. É a mãe das nove musas que ela procriou no descurso de nove noites passadas com Zeus”. (p. 438)

• “É necessário, finalmente, não esquecer que ao lado da emergência espetacular da memória no seio da retórica, quer dizer, de uma arte da palavra ligada á escrita, a memória coletiva prossegue o seu desenvolvimento através da evolução social e política do mundo antigo.” (p. 442)

• “A memória tinha um papel considerável no mundo social, no mundo cultural e no mundo escolástico e, e bem entendida, nas formas elementares da historiografia. A Idade Média venerava os velhos, sobretudo porque via neles homens-memória prestigiosos e úteis”. (p. 449)

• “Com a expansão das cidades, constituem-se os arquivos urbanos zelosamente guardados pelos corpos municipais. A memória urbana, para as instituições nascentes e ameaçadas, torna-se verdadeiramente identidade coletiva, comunitária”. (p. 450)

• “A imprensa revoluciona, embora lentamente, a memória ocidental. Revoluciona-a ainda mais lentamente na China onde, apesar de a empresa ter sido descoberta no século IX da nossa era, se ignoraram os caracteres móveis, a tipografia; até á introdução, no século XIX, dos processos mecânicos ocidentais, a China limitou-se a xilografia, impressão de pranchas gravadas em relevo”. (p. 457)

• “Entre as manifestações importantes ou significantes da memória coletiva encontra-se o aparecimento, no século XIX e no inicio do século XX, de dois fenômenos. O primeiro, em seguida a Primeira Guerra Mundial, é a construção de monumentos aos mortos. A comemoração funerária encontra ai um novo desenvolvimento. E o segundo é a fotografia, que revolucionou a memória”. (p. 465-6)

• “O desenvolvimento da memória XX, sobretudo depois de 1950 constituem uma verdadeira revolução da memória e a memória eletrônica não é senão um elemento, sem dúvida o mais espetacular”. (p. 467)

• “A memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens”. (p. 477)

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

Memórias 7 do Futebol de Abaetetuba


Memórias 7 do Futebol de Abaetetuba 









ALGUMAS FOTOS ANTIGAS DE CLUBES DE FUTEBOL A IDENTIFICAR

Algumas fotos de futebol acima já estão devidamente identificadas, outras não. Muitos jogadores dessas fotos já foram identificadas e constam nas postagens anteriores sobre futebol de Abaetetuba. Com nossa base de dados familiares momentaneamente em pane, resolvemos brindar os descendentes ou parentes desses jogadores ou dirigentes que agora se acham espalhados pelo Brasil, quiçá o mundo. Os clubes, jogadores ou dirigentes de futebol podem ser identificados por muitos jogadores desses próprios clubes que ainda estão vivos, ou pelos antigos amantes de futebol de Abaetetuba ou seus descendentes, parentes e amigos. Nós, futuramente, iremos fazer as devidas postagens sobre essas preciosas fotos que retratam a memória do bom futebol que Abaetetuba já teve e de seus grandes craques. com a ajuda de Alcimar Carneiro de Araujo, Coropó, Mário Tabaranã, Café e outros depositários da memória de Abaetetuba, logo também do futebol, estaremos publicando novas postagens sobre a Memória e História do futebol de Abaetetuba.

Foto com linha de atacantes de clube não identificado e com alguns jogadores identificados apenas pela alcunha, fantando o nome completo:

Cravo, faltando o nome completo.
Sandoval, que é o atual Capitão Sandoval, filho do Prof. Maxico. Nome: Sandoval Rodrigues, residente em Belém.
Bilico, identificado somente pela alcunha, pai do jogador Carmo.
Afonso, já devidamente identificado como Afonso Cardoso de Castro, irmão dos jogadores Dijó, Dé, Ari, Laburina e com dados pessoais e familiares nas postagens sobre genealogia e Memória do Futebol das postagens, anteriores.
Luiz Lima, já odentificado como Luiz Lima, filho de Chico Lima e irmão de Sandoval de Almeida Lima e Diquinho Bala (Raimundo de Jesus Lima).

Foto de clube de futebol (possivelmente é a LEA-Liga Esportiva Abaetetubense, com os seguintes jogadores e dirigentes:

Perácio ? Filho de Crizanto Lobato, irmão dos jogadores: Vavá, Tatu, Crizantinho, Toró, Evandro e outros.
Jogador vestido de goleiro, não identificado.
Crizantinho, goleiro, vide postagens anteriores.
Jogador não identificado.
Saúde, identificado só pela alcunha. Falta o nome completo.
Verediano, já identificado, vide postagens anteriores.
Zé Leitão, identificado só pela alcunha, faltando nome de família.
Filinho, irmão de Verediano, já identificado.
Dé, irmão de Afonso, Laburina, Dijó, Ari, já identificado. Vide postagens anteriores.
Amor, identificado só pela alcunha, falta o nome completo. Pedimos para o seu filho Amarildo, mototaxista, fazer esse grande favor à memória do futebol e também revitalizar a foto, já que o mesmo trabalha com computação gráfica.
Raimundo Cruz (Mundico Cruz), falta a confirmação do nome desse dirigente de camisa e calça preta da foto.

Agachados:
Dijó, conhecido só pela alcunha, mas é da família Cardoso de Castro, irmão de Afonso, Laburina, Dé e Aril Cardoso de Castro.
Gabiru, já identificado (Raimundo Alírio Santos), filho do famoso fotógrafo e seresteiro Dico Curu. Vide Famílias Santos.
Piranha, nome Humberto Maciel, parece que irmão dos jogadores Nato e Vicente. Confirmar.
Vicente, irmão de Piranha e Nato.
Afonso, é o Afonso Cardoso de Castro, já identificado. Vide postagens anteriores sobre futebol.
Ítalo, é o Ítalo Calliari, já devidamente identificado, faltando algumas de suas qualidades futebolísticas de futebol. 
Ari, irmão de Afonso, Laburina, Dijó, Dé (este o saudoso Manoel Cardoso de Castro). Vide postagens anteriores.
Toró, identificado como Arlindo Lobato, filho de Crizanto Lobato, irmão dos jogadores Vavá, Ccrizantinho, Perácio, Tatu e outros. Vide postagens anteriores.
Foto: Campeão da Cidade 1966, que para alguns é o Vênus Atlético Club e com os jogadores e dirigentes:
Perácio?
O seguinte, dirigente não identificado.
O jogador Cataban (Cataban Pinheiro) ou seu irmão Marico?
Verdeiano, já identificado, irmão do jogador que está ao seu lado, Filhinho. Vide postagens anteriores sobre esses jogadores.
Filinho
Goleiro, não identificado.
Zé Leitão, identificado só pela alcunha, faltando dados familiares.
Guarasuco, identificado só pela alcunha, irmão do também joagador e funcionário da Justiça do Trabalho José Maria, este jogando como goleiro. Confirmar nomes e dados pessoais.
Dijó, identificado só pela alcunha, irmão de Afonso, Ari, Laburina, Dé.
Wilson, aparece como dirigente na foto e também jogou futebol pelo Abaeté Futebol Club, casado com filha de Crizanto Lobato. Falta nome completo.

Agachados:
Ponta direita?
Gabiru, já identificado.
Bené do Lídio, filho de Lídio Sena e irmão do jogador Messias?
Toró, já identificado, vide acima.
Jogador não identificado na meia esquerda.
Ítalo Calliari. Vide acima.

Clube: Vasco da Gama Sport Club, clube já extinto, que na foto aparece com uma das grandes formações do antigo futebol de Abaetetuba, porém faltando a identificação de alguns jogadores:

Dijó, vide acima
Verediano, vide acima.
Marico ou seu irmão Cataban (Cataban Pinheiro), faltando confirmar dados familiares e futebolísticos.
Pedro Poty, filho de Guilherme Medeiros, irmão dos jogadores Banana e Parajara.
Manoel Ferreira, filho de Duca Ferreira?
Nita, irmão de Gatinho (Marinho Lobato), este casado com a professora e escritora Maria de Nazaré Carvalho Lobato.

Agachados:
Cravo, faltando nome completo.
Afonso Cardoso de Castro. Vide acima.
Sabito (Sabito Pontes?)
Sandoval, que é o Sandoval Rodrigues. Vide acima.
Luís do Olegário?
Ponta esquerda não identificado.

Clube, não identificado, que possivelmente é a LEA-Liga Esportiva Abaetetubense. Jogadores e dirigentes:

Perácio, já identificado, vide acima.
Alair, com o nome de Alair Melo, grande goleiro de Abaetetuba, filho de laurita?
Verediano, já identificado. Vide acima.
Eurico, o humilde pedreiro Eurico (só sabemos este nome), que foi, possivelmente, o melhor jogador de futebol de todos os tempos de Abaetetuba. Vide postagens anteriores sobre futebol.
Bilico, só sabemos a alcunha. Vide acima?
Susete, irmão do também jogador Biroba, dos quais só sabemos a alcunha. Susete um dos maiores jogadores de futebol de Abaetetuba. Vide postagens anteriores sobre futebol.

Agachados:
Cravo, só conhecemos a alcunha do ponta direita, também de grande futebol.
Sandoval Rodrigues, já identificado, vide acima.
Diquinho Bala, já identificado, Raimundo de Jesus Lima, irmãos dos jogadores Luís Lima e Sandoval Almeida. Vide acima.
Afonso, Afonso Cardoso de Castro, vide acima.
Luiz Lima, vide acima.

Estamos aqui aguardando dados sobre esses clubes e grandes jogadores e dirigentes do antigo futebol de Abaetetuba, que estiveram presentes nos grandes clubes Vasco, Vênus, Abaeté, Brasil, Tietê, Palmeiras, muitos dos quais também estiveram presentes nas grandes formações da seleção de futebol de Abaetetuba, tendo esta levantado 11 títulos de campeã de futebol do interior do Pará a partir dos anos de 1950 e até os anos de 1980.

Professor Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Bujaru 3 - Localidade Vila da Curva

BUJARU 3: LOCALIDADE VILA DA CURVA
Brasão do município de Bujaru/PA

O município de Bujaru/Pa faz parte da Área Pastoral da Diocese de Abaetetuba. As pesquisas do Blog do Riba se encaixam perfeitamente nos objetivos do resgate da História e Memória das localidades dos municípios ribeirinhos, daí o nosso prazer em divulgar essas ricas pesquisas.


Espaço democrático que trata de assuntos como educação, política, economia e cultura.
domingo, 28 de agosto de 2011

Vila da Curva (Km 29) : História e Memória

Coletânea de textos produzidos pelos alunos da 8ª Série, 2º ano e 3º ano, no mês de março e abril deste ano, correspondente ao I Módulo, na Vila da Curva (Km 29), da PA-140, no municípiode Bujaru, na

Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio “Rosila Trindade”, tendo como título: Vila da Curva (Km 29): História e Memória.

Governo do Estado do Pará

Secretaria Adjunta de Ensino

Secretaria Estadual de Educação

Secretaria Adjunta de Ensino

Departamento de Ensino Médio e Ensino Profissional

Departamento de Ensino Médio

Coordenação do Sistema de Organização Modular de Ensino

Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio “Rosila Trindade”

Diretor da Escola “D. Mário Villas Boas” :

Francisco Luiz Teixeira Cardoso

Coordenação do SOME:

Simone Sampaio

Técnicos:

José Luis Araújo

Engrácia Barbosa

Rosiléia Guimarães

Coordenação, Sistematização e Revisão Textual do Projeto:

José Ribamar Lira de Oliveira – Historiador (SOME)

Valdivino Cunha da Silva – Sociólogo (SOME)

Alunos-Autores:

- Adinilson Conceição

- Adelson Gomes dos Santos

- Alessandra Costa do Carmo

- Ana Claúdia Loubé Chaves

- Andrey de Jesus Costa Sales

- André Luis Aragão da Silva

- Antônio Magno Vieira dos Santos

- Barbara de Nazaré Oliveira da Conceição

- Carla Letícia da Silva Nascimento

- Daiane Barros Lavareda

- Darcilam Gomes dos Santos

- Daiane Cordeiro da Silva

- Dennis Maciel da Silva

- Denilso F. da Silva

- Dilcely S. de Oliveira

- Edna Silva Conceição

- Edilson s. Conceição

- Edileusa Albernás dos Santos

- Elaine Barros da Silva

- Eliza Andreza da Silva

- Elizabeth Soeiro da Costa

- Elizeth Soeiro da Costa

- Everaldo Pinheiro Cunha

- Elvis Luiz Barbosa

- Fabiano de Oliveira Laurindo

- Gerson Pinto

- Gleidson Costa Silva

- Isabela Abreu Gemaque

- Ivanildo da Conceição Silva

- Iziane Pinheiro Chaves

- Jacir Albernaz Chaves

- Jacilene Tavares dos Santos

- Jaras Barbosa do Carmo

- Jéssica da C. Sales

- Jesuíta Gomes da Conceição

- Jociane da Conceição Silva

- José Airton Teixeira Braga

- José Carlos Costa Silva

- Jozias Albernás Chaves

- José da Paz

- Laís da Silva Nascimento

- Lessandra da Costa Soeiro

- Leonice Costa do Carmo

- Loana Farias da Silva

- Lúcia Pinto

- Luciane do Socorro Trindade

- Maria Cleiane Barros de Abreu

- Maria Madalena Vieira dos Santos

- Maria Neliane

- Maria Sueli da Silva

- Marileide dos Santos Pinto

- Marinéia Abreu Gemaque

- Milene de Nazaré B. do Carmo

- Neemias de Souza Pastana

- Ordeny Abreu Pantoja

- Orlene Silva Conceição

- Paula Conceição Cunha

- Patriciane Trindade da Trindade

- Katiane Carneiro dos Santos

- Keila Jaqueline da Silva Nascimento

- Raimundo Ricardo Araújo de Mesquita

- Regina Loubé do Carmo

- Ricardo de Souza Albernaz

- Ritiane Costa Barbosa

- Roberta Conceição Cunha

- Ronilson de Paula Cordeiro

- Rosivaldo Londres Sales

- Rozélia Miranda Pastana

- Silvane O. Tavares

- Simone Cristina Conceição

- Solange Maria Cordeiro de Santana

- Suelem Oliveira Rocha

- Tatilene do Carmo Reis

-Tamara Gomes de Oliveira

- Tayná da Conceição

- Vanessa Barros da Silva

- Zenaide da Silva Maciel

A P R E S E N T A Ç Ã O

Sendo um dos pontos fundamentais do papel do educador, a troca de experiências, é que nasceu a proposta de levantamento, mesmo que seja primária, de fazer o resgate da trajetória vivenciada pela comunidade, seja escolar, seja a qual está inserida.

Sabendo que mesmo vivenciando o desenvolvimento tecnológico e científico, tornam-se um desafio para o ser humano. Com esse projeto foi possível, revitalizar e resgatar acontecimentos e fatos históricos que contrapõem à lógica da idéia de globalização, tão debatido, hoje. Cenários que foram construídos por agentes e pessoas que fazem a história. Isso é importante registrarmos, para as futuras gerações.

Resgatar a história e a memória, através do recurso metodológico da História Oral, é uma ação coletiva, concepção que busca transformar a escola, do ponto de vista que contrapõe a bancária e conteúdista.

Com esse projeto, a história continua viva, através da memória de vários atores sociais, que pode ser construída através das lembranças, através das falas que são expressas entre o passado e o presente.

José Ribamar Lira de Oliveira

Educador

Rio Bujaru, nasce no Município de São Domingos do Capim e serve de limite sudoeste com o Município de Concórdia do Pará, é navegável de sua foz no Rio Guamá, até além do Povoado de Santana, atravessa o território de Bujaru em mais de 100 km em direção ao Sul, percorrendo parte de Concórdia do Pará.(fonte:Orkut Bujaru City)

Esta região foi habitada por famílias nativas e, no século XVII, após a fundação de Belém, o Governo de Portugal encarregou o Capitão Bento Maciel Parente de fazer a ocupação da Amazônia, por meio de missões religiosas

Por essa região do Rio Guamá e Rio Bujaru, andaram os padres da companhia de Jesus e os religiosos da ordem dos carmelitas calçados. Vieram, também, aventureiros portugueses trazendo negros escravos da Guiné Bissau, fluiu Rio Guamá acima, povoando suas margens e os seus afluentes fundando várias feitorias com braço escravo de negros e índios, onde se cultivava: arroz, feijão, cacau, café, cana -de- açúcar, mandioca e se fazia também: olarias e a exploração de engenhos para a fabricação de açúcar, aguardente e mel.

Dentre as feitorias daquela época as mais conhecidas foram: fazenda Mocajuba, Fazenda Bom Intento, Fazenda Santa Teresa (Engenhoca), Fazenda Bujaru (Santana) e Fazenda Guaramucu.

No início do século XVIII,começaram a ser concedidas pela coroa portuguesa as cartas de datas de sesmarias(documentos de posse de terra)aos moradores dos rios Guamá , Bujaru e rios adjacentes,aumentando-se consideravelmente a ocupação, a fixação nas terras e conseqüentemente,a povoação dessa região. . Nesse sentido, Bujaru enquadra-se entre os municípios ocupados pelos portugueses nas várias missões de incursão rio adentro. Santana no rio Bujaru, foi uma das nove freguesias campestre, organizadas, que entrou no circuito do comércio vinculado a Belém.

Provindo de terras que pertenceram primitivamente à jurisdição da capital, no ano de 1758 foi elevado à categoria de Distrito, em 1938 , que até então pertencia a jurisdição da capital, foi anexado ao município de São Domingos do Capim e em 30 de dezembro de 1943, através do decreto-lei nº 4505/43, foi desmembrado e criado o município de Bujaru. Após a fundação, foi constatado que

Santana, onde fora inicialmente instalado a sede do município de Bujaru, não oferecia perspectiva para o futuro, a solução foi transferi-la para Guaramucu, local de excelente situação para o desenvolvimento de um importante núcleo populacional. Porém, a nova sede só veio a prosperar com a chegada dos nordestinos que vieram atraídos pela fertilidade do solo. Estas famílias e outras foram gradativamente aumentando e ao mesmo tempo, encaminhando progressivamente o local para se constituir o importante município que veio a ser hoje.

Notas históricas extraídas do Livro Bujaru: Passado e Presente

Autora: Profª Iracema Heitor da Silva

D E D I C A T Ó R I A

Aos alunos da Escola “D. Mário de Miranda Vilas Boas ”-Bujaru, do Sistema de Organização Modular- SOME porque sem eles jamais teria efetivado este projeto de construção coletiva para a educação e história da comunidade da Curva-Bujaru- Estado do Pará.

A G R A D E C I M E N T O S

- A Secretaria Estadual de Educação – SEDUC, pelas nossas indicações de podermos desenvolver nossas atividades profissionais na localidade da Vila da Curva e para aproveitar o momento do I Módulo de 2011, para a elaboração deste importante instrumento pedagógico;

- A Prefeitura Municipal de Bujaru que realizou convênio com a Secretaria Estadual de Educação proporcionando aos professores e alunos oportunidades de utilizar recursos metodológicos até então não utilizados na educação básica;

-Professora Iracema Heitor por nos repassar informações valiosas à realização deste trabalho.

- Aos funcionários da EMEFM “Rosila Trindade”, que foram fundamentais nesse processo de construção do projeto; assim como a equipe, que estava conosco do SOME, através dos professores: Adriana da Silva e Silva, Adriano Mesquita de Sousa, Lásaro Sebastião Gomes da Silva e Valdivino Cunha da Silva.

- Somos gratos as diversas pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para a construção desta Coletânea de Textos, produzidos pelos alunos;

- Sem dúvida, sem os informantes, jamais teríamos fontes para o desenvolvimento e conclusão deste trabalho.

H i s t ó r i a

Este trabalho tem como principal fonte de informação as pessoas, notadamente os mais velhos, essência do saber, que através de relatos e depoimentos muito contribuíram com este trabalho. Mas como todo trabalho dessa natureza, ele está passível de pequenas falhas.

Entrevistamos diversos moradores (as) entre eles a D. Marizinha, uma senhora de 70 anos completos e 53 anos de casada. Antes de se aposentar era agricultora, depois se tornando comerciante. D. Marizinha nos recebeu em sua casa na Vila da Curva a 29 km do município de Bujaru. Acolheu-nos com um sorriso estampado no rosto, um chapéu de palha e até nos deu uma canja cantarolando uma bela música. D. Marizinha é gente boa e muito contribuiu para o nosso trabalho.

Outra mulher de luta que também nos deu o prazer de entrevistá-la foi Dona Izolina Pinto, uma senhora muito conhecida pelos bujaruenses, segundo ela, sendo inclusive eleita vereadora. De acordo com ela, os primeiros moradores que para a vila vieram, eram as maioria cearenses, que povoaram esta comunidade, a partir dos anos 60 do século passado, dando início a uma economia local de grande importância para o crescimento da comunidade.

Eram famílias humildes, de bom coração e que desempenharam um papel muito importante, por serem unidos e organizados fazendo com que a comunidade evoluísse cada vez mais. Dona Izolina, ressalta em uma de nossas entrevistas, que eram poucas famílias, a maioria trabalhava com comércio e agricultura que beneficiavam outras comunidades, como: Mariquita, Santana entre outras, que dependiam desses comércios, para suprir suas necessidades básicas.

Há muitos anos, não havia estradas, só caminhos difíceis de caminhar, essas famílias vinham de suas localidades em seus animais, comprar e vender seus produtos, como: Farinha, Arroz, Milho, Malva, Açaí e muitas vezes trocavam com outras mercadorias, por não ter dinheiro suficiente para suprir suas necessidades. Naquela o único ponto comercial mais próximo era o Km 29, mais conhecido naquela época como Curva, por vir de Bujaru e retornar novamente, por isso foi dado o nome naquela época.

Após muitos anos depois, com o governo de Almir Gabriel, segundo Dona Izolina Pinto, que foi definitivamente feito por inteiro a estrada ou PA-140, ligando Bujaru a outras cidades do estado, proporcionando um salto significativo para o desenvolvimento econômico da comunidade.

EDUCAÇÃO

Segundo pesquisa de alguns alunos, a educação na localidade começou em alguns anos atrás em uma situação precária.

Segundo a Diretora da Escola, o total de alunos é de 655 estudantes. Sendo 164 alunos de 1ª a 4 ª série, 98 alunos da Etapas e 393 alunos do SOME, neste ano de 2011.

Sendo 06 escolas anexas, que são as seguintes - São Judas, Madame Miasote, Sagrada Família, Bom Sucesso, Nossa Senhora da Conceição e São Pedro.

A Escola - sede possui 07 salas, passou por reformas e foi concluída.

O quadro de funcionários corresponde o seguinte - A equipe gestora é de 04 pessoas, docentes 12 e o apoio é de 13 pessoas.

O endereço da Escola fica na Rodovia PA - 140 km 29.

A Escola foi fundada pelo meado da década de 1960.

O nome da primeira diretora foi Claudete Brito de 2005 a 2008. Antes funcionava com coordenação.

Para a Diretora: “quanto a minha administração procura o diálogo constante com funcionários e alunos, sempre respeitando as diferenças, a sua idéia sempre é buscar a unidade entre os diversos setores da comunidade, procurei a parceria entre escola e comunidade”. Para ela, “o importante é saber mais ouvir, sendo que em alguns momentos preciso ser enérgica, dependendo da situação, e acho que gostaria de ter mais autonomia”.

Para a Diretora “É através da educação que se pode transformar o ambiente no qual está inserido, por isso, cabe a nós educadores a responsabilidade de sermos agente transformador e contribuirmos para a formação de indivíduos críticos e participativos, verdadeiros cidadãos com capacidade e autonomia para o exercício de sua categoria”.

As comunidades atendidas são as seguintes - Santana, São Judas, Bom Sucesso, Sagrado Família, Mariquita, Castanheiro, Mariai, Km 20, Km 18, Km 34 e a Curva.

Para ela, “a educação poderia ser melhor se tivesse a valorização profissional, o profissional teria que ter compromisso e amor pela função que exerce, o ambiente deveria ser prazeroso, ter um transporte de qualidade e qualificar os profissionais”.

Quanto a ocupação nessas áreas, a aluna Simone Cristina Conceição, que estuda no 3º ano do ensino médio, do Km 29, faz o seguinte comentário - “Aqui no Km 29 tem um caso parecido dos sem-terras, mas não aconteceu morte, mas teve muitas brigas com os donos da terras, eles não queriam dá um pedaço de terra para eles, mas acabou que a justiça ficou do lado da maioria, que eram os sem-terras e hoje em dia eles são felizes com suas famílias”

RELIGIÃO

O conceito de religião significa a crença existente na força supranatural, através de doutrinas ou rituais próprios, ou aquele que cumpre com rigor e professa uma religião e faz voto.

Em Bujaru surge o Cristianismo e os primeiros cristãos chegam ao século XIX e fundaram a Igreja Católica na Vila Santana com intuito de arrecadar fundos para beneficiar-se.

Depois de alguns anos surge também a religião protestante que veio para combater a igreja católica pelo fato de acreditar somente em Deus e foi expandindo até hoje.

A primeira igreja foi em Santa Ana, localizada na Vila de Gentona onde vários fiéis acreditaram em milagres que deram suas vidas pela fé nos deuses que não falam não ouvem e nem andam e também acreditam no Deus vivo que está no céu. A Igreja de Santana surgiu com intuito dos grandes donos de cafezais naquela época e era fortalecer a sua economia, sendo que os senhores forçaram os seus escravos a construírem a Igreja. Hoje, temos várias igrejas como a de São Joaquim localizada na cidade de Bujaru e outras como Santo Antonio, São Pedro, São Raimundo… E em cada comunidade tem igreja católica apostólica romana, os fiéis acreditam em deuses que não falam e nem respondem, mesmo assim a fé é a tutora de tudo está incluído no conhecimento sobre natural.

A Religião Católica é entendida do conceito algo que todos os seres humanos devem ter e existem várias religiões, hoje ela está dividida. Em Catolicismo e Protestante, sendo que a católica tem duas matrizes- a de Santana e a de São Joaquim. Essa religião é importante para a sociedade a partir do momento que a gente acredita que existe um Deus e algum que é maior que tudo devermos optar por uma religião e a religião católica tem uma grande influencia na sociedade. Para os católicos é uma religião de princípio e discriminada e isso acontece porque muitos não acreditam tem pessoas que acreditam no poder do dinheiro

acreditam no poder de ter e não no poder de Deus, e as comunidades precisam de melhores aprendizados, porque poucas pessoas se interessam em participar, não tem união, o verdadeiro amor e primeiro o seu amor pra depois o amor ao próximo. A Igreja Católica não crer que existe um líder superior e acredita no trabalho condicional na comunidade. Para um povo qualquer pessoa pode ser um servidor, pois não existe um maior e não acredita em algo sobrenatural, ou seja, acredita na natureza, pois é natural, pois acredita no belo e nas maravilhas que Deus faz, ou seja, na Virgem Maria. Mas acredita que Deus existe, mas prefere a idolatria porque desde os primeiros momentos cresceu e criou nesta congregação, pois é fato. E dentro de sua congregação é debatido são as coisas que acontecem ao redor do mundo, como o terremoto do Japão, a enchente de Angla dos Reis do Rio de Janeiro,… E o tema mais debatido em reuniões da comunidade é levar a palavra de Deus, anunciar o evangelho para os povos, e assumir um compromisso dentro do Catolicismo e trabalhar em prol dela e nunca desistir dessa religião.

“Uma mensagem para as pessoas que não acreditam na sua religião, Deus é um só e nós devemos optar pelo caminho que queremos seguir, e a religião católica é uma religião muito aberta, para que as pessoas acreditem e ver que não é obrigado você a seguir regras, mas e por consciência termos que seguir uma religião seja ela qual for, pois não podemos viver isolados do mundo, das pessoas e as pessoas olhem para a vida que tem hoje e acredite que a religião católica não exige tanta coisa, precisa apenas de um pouco de solidariedade ter paz, união e fraternidade, para que as pessoas pensam seguir esta religião”, segundo um dos seguidores da religião.

Em seguida surgiram às igrejas (protestantes) evangélicas onde as pessoas passam em acreditar em algo supranatural, que é a fé leva às pessoas a salvação. O poder de Deus está além de tudo no céu e na terra, nos vales e nos montes. A Assembléia de Deus chegou ao municipal de Bujaru por volta de 1950, logo em seguida chegaram às outras e vem se expandindo tanto que estamos no município com mais de 80 igrejas protestantes, foi em busca de alguns irmãos protestantes pra falarem em quem a igreja acredita e o que prega.

A religião é um pouco discutida no municipal e na sociedade bujaruense, mas com lutas e orações o povo já se concentra em participar de cultos em adoração a Deus.

Segundo a Bíblia sagrada Deus morreu e ressuscitou, subiu ao céu e os crentes crêem que Jesus vai voltar e levar a sua igreja e os salvos e todas as pessoas que tem religião seja ela quem for devem participar de cultos e palestras em direção ao céu, e a igreja acredita que a sua religião é importante porque ela e aproxima de Deus e leva o ser humano a ter uma vida melhor através da religião e o homem passa a ter conhecimento divino.

Para um dos seus adeptos: “O homem tem um grande amigo, Deus, pois ele está conosco em todos os momentos de suas vidas, nossos amigos que julgamos ter nos raros que mais os precisamos vão embora, nos desprezam. Os jovens trocam os ensinamentos da Bíblia, por prazeres deste mundo e vivem como ovelhas sem pastor e achamos que o prazer deste mundo é pra vida toda. Acreditam que o maior líder é Deus que nos guiam as todas as horas a comunidade. Hoje está apenas ligada ao mundo sem um meio específico para a vida eterna, sabemos que as pessoas estão sem amor não tem solidariedades, não buscam a palavra de Deus, a Bíblia é a palavra certa que Jesus que já está voltando”.

E continua: “Aceitar Jesus como seu Salvador a sua vitória é certa, sua vida é transformada da água para o vinho, se hoje as pessoas buscarem a Deus serão salvas. Esta religião é o caminho, a verdade e a vida encontraram a palavra boa para o seu coração”.

Para D. Marizinha: “Acreditar em Deus é coisa mais bela e maravilhosa é o tema mais discutido na sua congregação é contra o aborto, a prostituição, o vício, a droga, a falta de fé e a adoração de deuses como boa escultura feita pelas mãos dos homens e muitas maldades que a sociedade tem medo de expor no contexto atual. E a função de seu ministério é levar, a mensagem divina a todos os seres humanos e as pessoas que discriminam a religião evangélica (Os crentes) que vinham Le a Bíblia busque a palavra de Deus porque religião nenhuma salva, o que salva é a fé. Mas todos aqueles que lêem a palavra de Deus terá a certeza que tudo pode naquele que o fortalece”.

Para seu Antônio: “E também lemos os cultos dos afro-descendentes com cultos ao Buda, a Umbanda que vem se desenvolvendo ainda com grande preconceito diante da sociedade temos os umbandistas que fazem cultos de adorações ao deus das trevas fazendo e desmanchando porções preparadas de maldição à vida do próximo desesperado mal é vender suas almas em favor da ‘macumba’ pelo fato de acreditar nesse supranatural as pessoas venham criticar pela a sua fé”.

E continua: “O Budismo são pessoas que adoram o Buda como seu deus e tem como finalidade expandir nos grupos de chineses em expansão territorial do município mais ainda é um tema pouco discutido na comunidade bujaruense”.

E C O N O M I A

Para os informantes Armindo, Izolina, João, Francisco, Raquel, “Péroba”, Carlos e Elvira todos comerciantes da Vila da Curva, que abordaram quando foram entrevistados que a comunidade possui lanchonetes, Kiosques, padaria e outros tipos de comércios. Segundo eles, todo tem como fonte uma renda muito baixa, conseqüência da comunidade que possui renda baixa. A base da economia é a agricultura e algumas empresas que empregam as pessoas que vivem nesta localidade.

Um dos entrevistados ressaltou que chegou alguns anos atrás e quando chegou só havia poucos comerciantes. Ela sabendo que a renda da localidade seria pouca entre eles conseguiu colocar o seu comércio, e começou a negociar com os próprios donos que faziam farinha, plantar malva e a pimenta em troca de mercadoria com ela que ficou anos e anos negociando com os colonos.

As poucas famílias que trabalham em prós de empresas como Sil Vale que paga um salário mínimo para cada trabalhador. O dinheiro que todos recebem em todos vãos as compras nas cidades porque lá os preços são baixos que o comércio da Vila.

Em nossa comunidade temos também o Festejo de São João Batista, que é no dia 23 de junho que festejamos com uma grande festa em prós ao Santo para arrecadar dinheiro para fazer reparos em nossa igreja e colocamos bingo, comidas típicas para vender para arca dinheiro para o Santo.

Na Vila do Km 29 e entorno temos uma oficina, duas lanchonetes e sete comerciantes. Para o João, que é dono de uma oficina e que hoje é uma pequena empresa de negócio e só está funcionando dois anos “Tenho uma boa concorrência de negócio com as pessoas que são meus clientes e vendedores de peças e pretendo desenvolver melhor a minha oficina para que eu possa chamar mais atenção dos meus clientes com os produtos de primeira qualidade”.

Para ele que colocou sua oficina ” Para funcionar de certa maneira que foi, porque houve uma grande procura, por uma oficina de motos no Km 29, eu desenvolvi um projeto em criar uma pequena oficina voltada para umas autopeças de motocicletas”.

Segundo João, o seu primeiro objetivo “Era construir uma renda mensal bem maior do que antes, eu era um funcionário assalariado, mas hoje eu sou um pequeno empreendedor, individual, com uma renda bem melhor do meu próprio negócio a qual no Km29. Foi o Romeu, ele queria que eu desenvolve-se um trabalho voltado para uma oficina mecânica. E eu sinto como uma pessoa realizada de um sonho e muitas pessoas me ajudaram nesse empreendimento com sucesso, principalmente a Dona Izolina que me deu um grande apoio de micro pequeno negócio”e já “está funcionando há dois anos”

Concluindo, João diz que sua principal dificuldade que encontrou foi encontrar um ponto de referência que chamasse a atenção das pessoas do KM 29 e de outros lugares mais próximos, como - Santana, Cravo, Mariquita, Km 35, Castanheiro, etc…

A força que possui, para ele para eu colocar essa oficina.

MANDIOCA

Mandioca - A palavra mandioca é de origem indígena “manioca”. Desde muito tempo é fonte de alimentação para os índios e para os agricultores, assim como fonte de renda. É uma espécie de batata e desta se retira muitos derivados. Agora que já sabemos a origem da mandioca, vejamos alguns alimentos originados desta batata.

Mandioca e seus derivados

Do tucupí - que é extraído da batata se faz o molho com pimenta bastante usado pelos paraenses. Usa-se no tacacá e no pato no tucupí que são nossos pratos típicos e bastante deliciosos.

Da goma - que entra no preparo do tacacá, se faz tapioca “molhada” com leite de coco ou “seca”, comida com margarina, manteiga ou leite condensado, há também o bolo podre que se faz da farinha da tapioca e que degustamos com açaí, café com leite e bebemos o seu mingau maravilhoso por sinal.

Da massa - Se faz o beiju que é o principal produto da farinha que pode ser seca feita só da mandioca dura, pura que é feita da mandioca molhe e ainda “mista“ feita da mistura das duas.

Caule - usa-se para replantar.

Casca - Usada como adubo e alimentos para alguns animais.

Sendo a farinha a principal fonte de renda do municipal de Bujaru, temos abaixo alguns dados desde o plantio até a venda do produto.

Mandioca

Dados avaliados a partir de Quatro tarefas

Época do plantio - Roça de inverno - dezembro a janeiro, Roça de verão entre junho e setembro.

Limpeza (Zelar) - Duas a três capinas - 80 a 120 por tarefa.

Período da colheita - A partir de 1 pois a roça já está madura, se caso haver previsão pode arrancar antes.

Custo do plantio - 100 reais por tarefa, ou seja, 400 reais.

Custo da colheita - Não dá pra ter uma base de fato, pois os gastos são muitos, mas dá uma base de 30% de saldo.

Preço do produto - Saco 50 reais e pacote 25 se a farinha for boa.

Para consultar esses dados acima, o entrevistado foi Seu José Duarte, e segundo ele “os gastos são muitos então o lucro é pouco, sob reviver só da mandioca iríamos e passaríamos por muitas dificuldades”. Diz ele, pois em sua opinião é um produto desvalorizado no Mercado. Foi perguntado a ele se vale a pena investir, ele disse que sim já que não tem outro produto nessa magnitude.

LARANJA

Época do plantio: Janeiro a março

Período de adubação: janeiro a julho

Adubação química: de 02 em dois meses

Adubação orgânica: janeiro a julho

Período de colheita: 1 vez por ano

Limpeza (Zelar): de 02 em dois meses

Custo do plantio: 10 reais cada pé

Custo para zelar: 10 reais cada pé

Custo da colheita: 25 reais a diária

Preço do adubo - químico - 80 reais o saco de 50 Kg
-orgânico- 4 reais o saco.

Preço do produto pronto para o Mercado- quando a produção é baixa 10 a 15 reais o cento, quando a produção é alta 4 a 5 reais o cento.

Informante - Charlys Martins dos Santos - 42 anos, PA-140 - Km 26 , Bujaru

PUPUNHA

Época do plantio: Janeiro a março

Período de adubação: janeiro a julho

Adubação química: de 02 em 02 meses

Adubação orgânica: janeira a julho

Período da colheita: 1 vez por ano

Limpeza (zelar): 1 vez por mês

Custo do plantio: 10 reais por cada pé

Custo para zelar: 10 reais por cada pé

Custo da colheita: 25 reais a diária

Preço do Adubo- Químico: 80 reais o saco de 50 Kg

-Orgânica: 4 reais o saco

Preço do produto pronto para o Mercado- quando a produção é baixa podemos vender até 10 reais o cacho, quando a produção é alta 4 a 5 reais o cacho.

COCO

Época do plantio: Dezembro a março

Período de adubação: janeiro a julho

Adubação química: de 02 em dois meses

Adubação orgânica-: janeiro a julho

Período de colheita: janeiro a julho, 100 cocos por pé, de julho a dezembro, 50 cocos por pé

Limpeza (Zelar): de 02 em dois meses

Custo do plantio: 10 reais por pé durante o ano

Custo para zelar: 10 reais por cada pé

Custo da colheita: 20 reais a diária

Preço do adubo químico: 80 reais o saco de 50 Kg

Orgânico-4 reais o saco

Preço do produto pronto para o Mercado- R$0,50 por unidade

Informante- Pedro Bernado da Silva, 52 anos, PA-140 km 26, Bujaru

PIMENTA DO REINO

Época de plantio: Janeiro a março

Período de adubação química: Dezembro a Janeiro

-Orgânica: maio, novembro e dezembro

Período da colheita: Agosto a outubro

Período da Limpeza (Zelar): de 02 em 02 meses

Custo do plantio: Muda R$ 1,00 mais cavar o buraco mais colocar a estaca mais fazer a cova- 1,00 a 2,00 reais.

Custo da limpeza (Zelar): uma média de R$ 0,20 por muda (Numa área de mil mudas custa R$ 200,00)

Custo da Colheita: Varia de R$ 0,30 a 0,40 centavos por cada Kg.

Preço do adubo químico: R$90,00 o saco de 50 Kg(Preço por cada Kg R$ 1,80)

-orgânico: R$ 50,00 0 m³ de adubo, 1 m³ contém 13 sacos de adubo(Cada saco custa R$ 3,84)

Preço do produto depois de beneficiado: no período da safra varia de R$ 5,00 a R$ 7,00.

AÇAÍ

Época do plantio: Janeiro a Novembro

Período de adubação: duas vezes ao mês

Período da colheita: duas vezes ao ano

Período da limpeza: duas vezes ao mês

Custo do plantio: R$ 10,00 cada pé

Custo para zelar: R$ 10,00

Custo da Colheita: R$ 25,00 a diário

Preço do adubo Químico-: R$ 80,00 o saco de 50 Kl

-Orgânico: R$ 4,00 o saco

Preço do produto depois de beneficiado- Quando a produção está baixa é R$ 80,00 o saco, a lata é R$ 20,00 um litro é R$ 5,00. Quando a produção está alta é R$ 60,00 o saco, a lata R$ 15,00, um litro chega até R$ 3,00.

BANANA

Época do plantio: Janeiro a dezembro

Período da adubação: duas vezes ao mês

Período da colheita: três vezes ao ano

Período da limpeza: duas vezes ao mês

Custo do plantio: R$ 10,00 cada pé

Custo para zelar: R$ 10,00

Custo da colheita: R$ 25,00 a diária

Preço do adubo químico: R$ 80,00 o saco de 50 KL

- orgânico: R$ 4,00 o saco

Preço do produto depois de beneficiado- Quando a produção está alta é R$ 15,00 o cacho, a dúzia chega até R$ 4,00. Quando a produção está baixa é R$ 15,00 o cacho, a dúzia chega até R$ 2,00.

COTIDIANO

Na comunidade Sagrada Família, tem dias bons e ruins, segundo alguns moradores que foram entrevistados. Os dias bons são aqueles onde seus moradores se divertem entre eles. E os dias ruins são quando os moradores estão brigando entre si. Na Sagrada Família de segunda a sexta os seus moradores saem para trabalhar bem cedo e voltam bem tarde. As quartas e quintas os homens voltam um pouco mais cedo do trabalho para jogar bola.

Nessa comunidade muitas mulheres trabalham na roça, principalmente as mais idosas. As mais novas algumas trabalham na roça para ajudarem os seus pais, mas a maioria delas trabalha em casa.

Os jovens dessa comunidade quase todos são amigos de verdade, amigo que faz qualquer coisa para ajudar o amigo ou outra pessoa que passam por dificuldades ou situações.

Aos sábados pela manhã os moradores saem para trabalhar e pela parte da tarde os homens jogam futebol, apostando cervejas e as torcidas são esposas, filhas, netos e netas, amigos e vizinhos. Geralmente, a noite vai para as festas dançar e namorar e quando são às 05h00min da manhã voltam para suas casas, já pensando no domingo, principalmente nos balneários.

Segundo os alunos-pesquisadores, nessa comunidade tem bastante evangélico, que cultuam a Bíblia.

Na comunidade D. Ângelo Frosy (KM 25), foi formada por dez famílias, sendo da mesma família.

Sendo considerada uma comunidade pequena, sendo a pessoa mais antiga é a Dona Jovelina, que tem 75 anos e vive nessa comunidade 19 anos, sendo responsável pela fundação dessa comunidade, e é mãe de 14 filhos que fazem parte da comunidade.

Todos os dias os pais de família saem bem cedo de sua casa junto com seus filhos para trabalhar para sustentar sua família e conseguir dá um futuro melhor a seus filhos.

Como qualquer comunidade, mesmo tendo alguns problemas não se ver roubos, ladrões, traficantes, usuários de drogas, meninas que engravidam na adolescência, prostitutas e outros casos desse porte.

Outro ponto principal nessa comunidade é que os seus membros são solidários entre si e com pessoas de fora da comunidade. Nesse aspecto, gostaria de frisar que as famílias são ajudadas pelos seus membros dando força seja financeira, seja psicológica; além da coleta de alimentos para que sejam feitas cestas básicas para as famílias necessitadas.

Um aspecto negativo, para muitos dos membros da comunidade, é a terra onde trabalham já não produz tanto como antes, já não se colhe o que se espera isso acontece porque a terra não tem tempo de se recompor, já que várias famílias trabalham no mesmo terreno.

A maioria trabalha na lavoura (roça, principalmente na plantação da mandioca) outras trabalham vendendo frutas nas feiras (marretando) outras que tiveram mais oportunidades de estudar são funcionários da Prefeitura.
O clima é bastante quente, isso devido ao desmatamento das árvores e por causa das fazendas próximas.

ENTIDADES E MOVIMENTOS SOCIAIS

A Associação dos Produtores Rurais de Mariquita “Deus Proverá”, fica localizada no município de Bujaru, no estado do Pará. Fundada em 09 de maio de 2003. É uma Associação com personalidade jurídica de direito privado, beneficente, sem fins econômicos e com duração por tempo indeterminado.

A Associação é formada por vários sócios, que trabalham em prol do coletivo.

E tem por finalidades, concretizar ações voltadas para o desenvolvimento cultural, através de projetos, cursos, parcerias, contratos, convênios, seminários, intercâmbio comunitários, shows, eventos, amostras, encontros, congressos mediante a utilização dos veículos de informações e comunicações.

Realização de atividades, em locais específicos, para o apoio, o estimula e a descoberta de talentos artísticos e literários.

Promover ações de assistência social em favor da população carente e criar programas de geração de renda e emprego. A Associação se dedica as suas atividades por meio de execução direta de projeto, programas ou planos de ações, por meio de doações de recursos físicos e financeiros ou prestação de serviços intermediário ou apoio a outras organizações sem fins lucrativos e a órgãos públicos que atuam em área afim.

Por ela disciplinará o seu funcionamento por meio de ordens normativas emitidas pela Assembléia Geral, e ordens executivas emitidas pela Diretoria.

A Associação de Mariquita é constituída por números ilimitados de sócios distribuídos nas seguintes categorias: Fundadores, Colaboradores e Beneméritos.

Entre os direitos dos sócios fundadores, são os seguintes: Votar e ser votado para os cargos eletivos.

Entre os deveres dos sócios, temos: Acatar decisões da Diretoria Executiva e das Assembléias Gerais.

PLANTAS MEDICINAIS

Em entrevista com o Seu Sebastião, de Castanheiro, 36 anos a “planta serve para remédios e para decorar o quintal, ou seja, fazê-lo fica mais bonito”. Ele ressalta, que “para fazer remédio tem que colocar a planta para secar no sol para poder fazer o chá”.

Para Seu Sebastião “usamos os remédios quando estamos com dor ou febre. Fazemos o chá e ficamos curados da dor”.

Por exemplo: A casca da laranja quando está seca, serve para quando estamos de dor de barriga. Fazemos o chá e colocamos o que está fazendo mal dentro da nossa barriga.

A casca de cajueiro serve para lavar ferimentos que estão demorando a sarar, tiramos o sumo da casca e lavamos o ferimento.

A folha do alho serve para fazer banho quando a criança está com quebranto.

A erva cidreira serve para dor de cabeça, dor no corpo....

Para os alunos-pesquisadores a saúde é um direito, uma conquista de todos. Por isso conservá-la e lutar por ela. A natureza quer que “todos tenham vida em abundância”. Ter vida em abundância é, também, ter saúde boa.

Para ter boa saúde é necessária uma alimentação adequada e também higiene em casa. Muitas das vezes não conseguimos isso e acabamos ficando doente.

Para curar muitas doenças, não precisamos sempre ir ao médico, ou buscar remédios na farmácia. Eles são muitas vezes, desnecessários e caríssimos.

Muitas pessoas ficam com a receita na mão, não podendo adquirir medicamento.

A natureza proporciona remédios de graça, para que possamos voltar a ter saúde. São as plantas medicinais, presente na natureza.

Hoje em dia, há muita procura dos remédios químicos, que são tóxicos, quando usados com excesso. Em vez de curar, envenenam o organismo. Com isso, também não queremos substituir o médico. Quando notamos algum sinal de gravidade, é bom consultar o médico.

Quase todas as plantas que vamos apresentar aqui existem em nossa região. A vantagem é que estes remédios é que estão ao alcance de todos e não prejudica ninguém. Ao contrário dos remédios que compramos na farmácia, que são tóxicos e possui muita química.

Eis alguns dos remédios utilizados pela população local que são retirados da floresta ou mata que ajudam bastante, já que é um processo histórico a construção dessa sabedoria popular, que muita gente colabora indicando as plantas medicinais como alternativas para os mais carentes.

Sacáca: Serve para dor no estomago

Como fazer: Ferver três folhas em dois copos com água deixe ferver por três minutos, deixe esfriar e coe, em seguida sirva.

Como usar: Tomar meio copo, três vezes ao dia.

Xarope de Gergelim: Serve para asma

Como fazer: Forrar o gergelim e socar no pilão. Misturar uma colher de sal e uma de gergelim, em um copo de água. Deixe ferver por cinco minutos, deixe esfriar e coe.

Como usar: Tomar uma colher de sopa, três vezes por dia.

Laranja da terra e sal amargo: Serve para albumina.

Como fazer: Descascar a laranja e cortar a tampa, dar dois golpes em cruz e colocar uma pitada de sal amargo, tampar de novo e colocar no sereno.

Como usar: Chupar esta laranja em jejum.

Graviola: Serve para Diabete

Como fazer: Fazer o chá com sete folhas em um litro de água, deixar ferver por cerca de cinco ou dez minutos, depois coe.

Como usar: Tomar duas colheres de chá, uma pela manhã e outra à tarde.

Andiroba com cabacinha

Serve para baque.

Como fazer: Deixar a cabacinha em infusão na andiroba (de molho).

Como usar: Passar, possivelmente morno no local do baque.

Arruda:

Pra que serve?

Para dor de olho (Conjutivite)

Como fazer: colocar um galinho na água com sal, e deixar por quatro horas. Como usar:

lavar várias vezes por dia.

Chá de Eucalipto, Malva, Alfavaca, Hortelã, flores de mamão, folhas de limão galego, Canela, Mel de abelha e açúcar:

Pra que serve?

Serve para bronquite.

Como fazer:

Colocar tudo numa panela e cozinhar bem. Depois coe, juntar três colheres de mel e uma xícara de açúcar. Ferver até o ponto de xarope (Se não tiver todas as ervas, faça com as que tiverem).

Como fazer:

tomar uma colher de chá de três em três horas.

Maracujá:

Serve para o alcoolismo.

Como fazer

Colocar num vidro um copo de pinga (Cachaça), três folhas e três flores de maracujá (Se tiver colocar, também, três frutas) ou talos de couve, ou um pimentão verde. Deixar em infusão por dias.

Como usar: Tomar uma colher de sopa, duas vezes por dia.

Urucu e Mel de abelha

Serve para alergia.

Como fazer:

Desmanche o urucu com água e misture com mel

Como usar:

Adultos: Um copo por dia

Crianças: Meio copo por dia.

Abacate e Verônica:

Pra que serve?

Serve para anemia.

Como fazer:

Cortar um caroço de abacate em pedacinhos e deixar em infusão numa vasilha junto com a verônica. Colocar ao sereno durante uma noite. Quando estiver bem corada, comece a tomar.

Como usar: Usar uma colher de sopa, duas vezes por dia.

Babosa, Cachaça e Mel:

Pra que serve?

Serve para Câncer.

Como fazer: Cortar duas folhas grandes de babosa e pôr no liquidificador. Juntar meio quilo de mel e uma colher de cachaça. Guardar a batida em vidro escuro ou envolvida em papel ou pano escuro. Também, o preparado deve ser feito longe da forte claridade.

Como usar (Pra Prevenir): Uma colher de sopa três vezes por dia, durante dez dias, repetir o tratamento só depois de um ano.

Tomar duas colheres de sopa três vezes ao dia por um período de dez dias. Parar por um período de dez dias. Retomar a dose como acima, de novo durante dez dias. Continuar, assim até obter a cura.

Casca de caju do mato, Unha de gato, Verônica e Casca de Súcuba

Pra que serve?

Serve para inflamação do útero.

Como fazer:

Colocar em uma panela, um pouco de cada planta e deixar ferver por três minutos, apague o fogo e tampe. Deixe esfriar e coe.

Como usar: Tomar meio copo duas vezes ao dia, pela manhã e boca da noite.

Alho, Mel, Limão e Andiroba

Pra que serve?

Serve para garganta.

Como fazer:

Moer um dente de alho, colocar um pouco de mel, três gotas de Andiroba e três limões. Misturar tudo e está pronto para servir.

Como usar: Tomar três vezes ao dia. Uma colher de chá pela manhã, no meio dia e noite.

BIOGRAFIAS

Seu Armindo: Nasceu no dia 31 de dezembro de 1938, no município de Bragança e foi criado em Bujaru, no KM 11 e casou, teve filhos, se mudou para o Km 29, tem 09 filhos e possui, hoje 73 anos, sendo aposentado. É casado com Maria Inês de Moura de Oliveira, tem 70anos completo e 53 anos de casados. Antes de se aposentar era agricultora, depois se tornando comerciante.

Manuel da Vera Cruz da Silva Reis, 52 anos, foi nascido no município de Bujaru, tem quatro filhos e trabalha na agricultura. Casado com Julieta Gomes Reis, que tem 43 anos e trabalha como funcionária pública.

Prefeito Lúcio Bessa, tem 50 anos, nasceu no município de Bujaru, em Conceição do Guamá, no dia 30 de junho de 1960, possuindo uma filha, é casado com Roseane Menezes. Antes de trabalhar como prefeito de Bujaru, trabalhava como agricultor e foi vereador, o seu sonho sempre foi ser prefeito de fato e de direito, eleito pelo povo.

Nazário Gomes dos Santos nasceu em 28 de julho de 1949, na cidade de Santo Amário, no estado do Maranhão. Suas bisavós eram descendentes de portugueses e segundo seu Nazário ele tinha ódio de negro. Santo Amário, fica localizado nos lençóis maranhenses. Era filho de Raimundo Nonato e Maria Pureza dos Santos. Seu pai era conhecido como Paluca e teve um irmão. Veio para o Pará no ano de 1976, conheceu sua esposa Maria das Graças Lavaréda dos Santos. Casou-se por volta de 1978, tendo seu primeiro filho Daniel Rusme Lavaréda dos Santos, tendo depois mais os filhos: Naise do Socorro Lavaréda dos Santos e Nazário Glaysom Lavaréda dos Santos.Foi através de sua esposa que seu Nazário conheceu o município de Bujaru já que sua esposa é filha de bujaruense da localidade de Guajará-Açu. A primeira vez que veio para Bujaru, foi pela PA-140 que liga Santa Izabel até Quatro Bocas, uma Vila de Tomé-Açu, vindo de ônibus da Boa Esperança, a dita estrada era piçarra, que só veio ser asfaltada a partir do governo de Alacid Nunes. Na casa da sogra, não existia energia elétrica, como hoje. Como não existia televisão nessa época, as pessoas ficavam sabendo de informações do estado e do mundo, através de Rádio a pilha. E como não existia geladeiras, as pessoas armazenavam sua águas, no pote.

Jovelina Santana Sales nasceu no Km 39 de Concórdia do Pará em 1936, tendo 12 filhos. Mudou-se para o Km 25 da PA-140. Estudou até a 1ª série, depois de certa idade teve uma boa educação sobre a religião católica. Trabalhou na lavoura, mas, hoje é doméstica e tem atividades na Igreja. Quando jovem, adorava as músicas da época que utilizavam os seguintes instrumentos: Flauta, Rebeca e Sanfona. Reside a 20 anos no Km 25 de Bujaru.

Lucimar dos Santos nasceu no ano de 1939, na comunidade de Castanheiro e mudou-se para o Km 20 de Bujaru. Tem 72 anos e sua religião é a católica. Teve cinco filhos. Trabalhou na lavoura e hoje é aposentada. Quando jovem gostava de Xote, Merengue e Valsa. No tempo em que era criança, não teve uma boa educação, porque o professor era homem e os pais dela não deixaram estudar e, deixa o recado para a juventude: “Que sejam felizes e estudem bastante”.

Izolina da Costa Pinto, nasceu na cidade de Bujaru em 1934, tem 77 anos, quando jovem estudou até a 5ª série primária, mas fez cursos e se formou em enfermagem e até hoje continua trabalhando. Tem cinco filhos, é Católica Apostólica Romana. Quando jovem adorava as músicas Sertanejas e Merengues. “Mora a 46 anos no Km 29 de Bujaru e manda o recado para a juventude: Respeite seus pais e as pessoas mais velhas e estudem bastante e não deixem que as coisas mais do mundo afete vocês”.

INFORMANTES

Charlys Martins dos Santos, 42 anos, Pa-140 Km 26, Bujaru.

Pedro Bernado da Silva, 52 anos, Pa - 140 Km 26, Bujaru

João Vinicius, 35 anos

Dosvaldino da Silva Reis, 65 anos, PA-140 Vila São Pedro Km 18, Bujaru

Maria Tomázia Santiago Cordeiro, 63 anos, Bom Sucesso, Bujaru.

Raimunda de Paula Cordeiro, 53 anos, Bom Sucesso, Bujaru.

Rosivan de Paula Pastana, 33 anos, São Judas Tadeu, Bujaru.

Site de referência: ribaprasempre. blogspot.com

Quem sou eu

blog do "riba"
Possui Graduação em História pela Universidade Federal do Pará(UFPA:1987), Educador na área de História do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME - SEDUC) e lutador por uma sociedade justa, digna e socialista. j.lira.oliveira@uol.com.br (91) 9144-3198

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Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

HISTÓRIA E CULTURA: ABAETETUBA E BARCARENA

HISTÓRIA E CULTURA: PATRIMÔNIO DE ABAETETUBA E BARCARENA EM DESTAQUE^

Fonte: http://www.orm.com.br

O LIBERAL


Belém 05 de Fevereiro de 2012

Patrimônio de Abaetetuba e Barcarena ganha publicações

No dia 9 de fevereiro, os moradores dos municípios de Abaetetuba e Barcarena terão oportunidade de conhecer e guardar importantes informações sobre seu passado, história, cultura e costumes. Eles receberão os exemplares do livro, caderno de colorir e DVD interativo "Patrimônio do nosso meio", resultado do projeto de Arqueologia Preventiva da Companhia de Alumina do Pará, realizado em parceria com a Fidesa junto às comunidades locais.


O livro do Projeto "Patrimônio do Nosso Meio", foi desenvolvido com o objetivo de conscientizar os moradores dos dois municípios a respeito das riquezas da região e da importância da preservação de seus patrimônios históricos, culturais e ambientais. A obra será entregue aos professores da região, para que eles possam utilizá-lo como material didático em suas aulas. Dentro do livro irá encartado um DVD interativo com relatos de arqueólogos, geógrafos, historiadores, antropólogos e pessoas das comunidades que participaram do projeto.


O caderno de colorir foi desenvolvido para o público infantil, e contém textos e imagens escolhidas pelos moradores das comunidades de São Sebastião, Santa Rosa, Pramajó, Japiim/Vai quem quer e Vila do Conde, localizadas no município de Barcarena. O conteúdo aborda ainda, de maneira simples e didática, a importância da Arqueologia, da preservação dos nossos patrimônios e conta um pouco da história e da cultura dessas comunidades.


Entre as atrações do evento, haverá exposição dos trabalhos realizados pelas comunidades nas oficinas e workshops organizadas pelo projeto e atração musical comandada por Mestre Vieira, que também compõe a trilha sonora do DVD do projeto. Foram convidados para o lançamento 100 participantes do projeto, entre adultos e adolescentes dos municípios de Barcarena e Abaetetuba.


Ao todo, foram produzidos 1.200 exemplares do livro e parte do material, que marca o encerramento das atividades do primeiro ano do projeto, será destinada às comunidades beneficiadas pela iniciativa, assim como escolas e instituições municipais.


PROJETO


O projeto de arqueologia preventiva Patrimônio do Nosso Meio é uma iniciativa da Companhia Alumina do Pará (CAP) em parceria com a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa) e apoio do Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP), e Secretaria de Estado de Cultura (Secult).


O Programa de Arqueologia Preventiva Patrimônio do Nosso Meio, divulga os resultados de pesquisas arqueológicas e ações de Educação Patrimonial para os municípios de Abaetetuba e Barcarena, demonstrando aspectos teóricos e metodológicos do trabalho de campo arqueológico e de áreas de conhecimento como a História, a Antropologia, a Geografia, o Turismo e a Pedagogia.
O Programa visou sensibilizar e valorizar o Patrimônio Arqueológico Nacional na área de influência direta da Companhia de Alumina do Pará, onde foram identificados sítios arqueológicos.


A Educação Patrimonial, vinculada à Educação Ambiental, possibilitou o envolvimento das comunidades São Sebastião, Santa Rosa, Pramajó (Trevo do Peteca), Japiim/ Vai Quem Quer, estendendo-se para as Vilas do Conde, de São Francisco, de Itupanema, dos Cabanos e de Beja, nas pesquisas institucionais.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa