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sexta-feira, 6 de julho de 2012

FOCOLARES: DIÁLOGO COM OUTRAS RELIGIÕES CRISTÃS

DIÁLOGO COM OUTRAS RELIGIÕES CRISTÃS
O MOVIMENTO DOS FOCOLARES E O DIÁLOGO COM OUTRAS RELIGIÕES CRISTÃS

Fonte: www.focolares.org

4 Julho 2012

No dia 17 de julho de 1972 deixou-nos uma das maiores personalidades do mundo religioso do século XX: Atenágoras I, Patriarca de Constantinopla. Repassamos a trajetória de seu relacionamento com Chiara Lubich.

O Movimento dos Focolares recorda o Patriarca de Constantinopla, Atenágoras I, com uma gratidão singular, pelo relacionamento privilegiado que teve com Chiara Lubich a quem recebeu 25 vezes.

No 40º aniversário de seu falecimento, o Movimento promoveu momentos de comemoração em Istambul – onde Sua Santidade Patriarca Bartolomeu I recebeu uma nutrida delegação – e em Pádua, onde o metropolita Gennadios, da Itália e de Malta, saudou os participantes enviando uma mensagem.

Chiara Lubich escreveu no jornal Avvenire do dia 13 de janeiro de 1972:

«Atenágoras pode ser visto como protótipo da Igreja do Oriente, mas, admirando nele uma das mais excelsas personalidades cristãs atuais, pode ser considerado um símbolo da inteira cristandade, sofredora pelas divisões seculares que a transpassaram e desejosa da perfeita unificação. É uma das figuras da época atual que já pertencem à história e à Igreja (…). Foi este interesse comum que o impulsionou um dia a chamar-me a Istambul, quando soube que eu trabalhava, com o Movimento dos Focolares, pelo ecumenismo. Era o dia 13 de julho de 1967. Recebeu-me como se sempre me tivesse conhecido. “Eu a esperava!”, exclamou, e quis que lhe contasse sobre os contatos do Movimento com luteranos e anglicanos. “É algo grande conhecer-se – comentou –, vivemos isolados por muitos séculos, sem ter irmãos, sem ter irmãs, como órfãos! Os primeiros dez séculos do cristianismo foram para os dogmas e para a organização da Igreja. Nos dez séculos seguintes tivemos os cismas, a divisão. A terceira época, esta, é a do amor”.

Ele pediu-me que mantivéssemos o contato. Lembro que não foram tanto as palavras que me disse naquela primeira audiência que me impressionaram, mas a sua figura, a atmosfera sobrenatural que o envolvia e que é sempre notada por todos os que o encontram. E, mais do que tudo, o seu coração: um coração tão grande, tão profundamente humano, que deixou-me com a dúvida se teria na vida encontrado outros assim. (…)».

«Numa outra ocasião ele mostrou-me uma mensagem que havia endereçado especialmente ao Movimento dos Focolares. Entre outras coisas estava escrito: “Os três encontros com Paulo VI – em Jerusalém no dia 5 de janeiro de 1964, aqui em Istambul no dia 25 de junho de 1967 e em Roma no dia 26 de outubro de 1967 -, que constituem o sinal surpreendente e glorioso do triunfo do amor de Cristo e da grandeza do Papa, com firmeza de fé e de esperança, colocaram-nos definitivamente no caminho abençoado para a realização da vontade de Cristo, isto é, o reencontro no mesmo cálice do Seu sangue e do Seu corpo”».

Algum tempo depois, falando sobre ele, Chiara confidenciou: «Existia com o Patriarca um relacionamento muito profundo, também porque eu conhecia muito bem Paulo VI. Já que era possível para mim ter um contato pessoal com o Santo Padre, passei, involuntariamente, a ser um meio através do qual o Patriarca podia comunicar-se oficiosamente com o Papa».

Dois dias após o seu falecimento Chiara escreveu uma carta às jovens gerações do Movimento dos Focolares: «Temos no céu um enorme protetor do nosso Movimento. O último relatório que mostrei a ele, dois meses atrás, foi sobre as “Jornadas Gen”, com as impressões dos participantes. Ele me disse: “Sabe quem são os gen?”, e continuou: “Ama”, aludindo à canção “Ama e entenderás”.

Gostaria que este fosse o testamento que ele deixa ao nosso Movimento, o constante apelo que nos dirige agora, do Céu. Desde quando soube da sua morte uma pergunta retorna à minha mente: “Por que procurai entre os mortos aquele que está vivo?” (Lc 24,5). Sim, está vivo, e nós o sentimos.
Vou, para estar ao lado do seu corpo mortal até o último momento. Levarei a ele a saudação de vocês. Falarei da gratidão por ter-nos amado tanto assim, por ter acreditado e agido – até no impossível – pela unidade. E pedirei que esteja sempre ao nosso lado para sugerir-nos: Ama!».

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

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