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segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Quadra Junina na Musicalidade 6 de Abaetetuba Através dos Anos - Continuação

A MUSICALIDADE 6 EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS

Acima foto da Quadrilha Raízes de Abaeté
Conjunto os Muiraquitãs
Foto do acervo de
Lial Bentes

A MUSICALIDADE 6 DE ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS
A musicalidade é um dos aspectos da cultura de Abaetetuba que funciona como guardiã de uma rica memória, ainda viva na lembrança de cada filho destas terras que vivenciou os ricos períodos desse aspecto cultural e em muitas de suas vertentes, considerando aspectos dos mitos, do imaginário e da cultura que essas vertentes da musicalidade construíram através dos tempos, como veremos a seguir. Esse aspecto cultural da musicalidade usou suas vertentes como forma de comunicação, de transmissão de mensagens, de histórias que marcaram pra sempre, direta ou indiretamente, a vida de muitas pessoas que ainda são depositárias dessas memórias ou que já estão marcadas nos escritos de nossos historiadores em um rico acervo onde pode se encontrar esses variados aspectos da musicalidade de Abaetetuba.
A música em si nada mais é que um conjunto de sons articulados para formar um discurso poético de sons, vozes e encenações de linguagem transmitida através dos tempos usando de recursos rústicos até chegar aos mais sofisticados, de acordo com o período histórico em questão.
Deste modo a musicalidade torna-se uma importante fonte ou documento histórico da memória sobre o nosso passado, conservado e analisado a partir de pessoas e contextos que nos permite uma volta a esse passado para o conhecimento de seu meio e dos variados aspectos da musicalidade a ser analisada. 
Esses aspectos da musicalidade serão aqui analisados em várias postagens que faremos sobre “A MUSICALIDADE EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS TEMPOS” e, em certos casos, tecendo comentários, considerações e sugestões de melhorias naquilo que pode se constituir um aspecto cultural que pode se consolidar como um evento com identidade própria e, desse modo, se constituir em Abaetetuba um evento que possa também gerar renda e trabalho para o município.

Portanto, a memória da musicalidade, é o ato de lembrar, de reter, o que já se passou, de reconstruir a relação entre passado e presente, e que pode dar sentido à nossa história. Nesse aspecto, a memória não seria uma realidade estática e perdida no contexto cultural de sua época, mas dinâmica e inovadora, se reconstruída em novas formas culturais que possam nos fazer recordar e apreciar no presente sob nova roupagem, e com identidade própria, a ponto de se firmar no cenário da musicalidade em geral como evento que chama a atenção de todos pela riqueza que contém e, consequentemente, como fator turístico que possa chamar a atenção para essas manifestações culturais e se firmar no calendário turístico do município como evento que possa trazer emprego e rendas para muitas pessoas, além de fazer o município ser conhecido e reconhecido como um verdadeiro centro de cultura. Os estudos sobre a musicalidade em Abaetetuba estão atrelados à questão da memória e do que a música desperta em cada pessoa e que marca momentos e sentimentos que são revividos quando se ouve determinada música ou manifestação cultural onde a musicalidade se faz presente. Todos nós temos aquelas músicas ou eventos musicais que vivenciamos na infância, na adolescência, que podem nos trazer a sensação de nostalgia e de rememoração dos bons tempos que já se foram, onde o passado ressurge fragmentado em várias lembranças, advindas de uma memória afetiva onde a sonoridade e até mesmo sabores e cheiros tinham importante papel nesse processo. 

Caso o autor de alguma foto ou texto não queira referidas fotos e textos nestas postagens,
favor avisar para retirarmos as mesmas. Em contrapartida, temos centenas de fotos e textos
que podem ser copiadas por pesquisadores, estudantes interessados, promotores e autores
científicos e culturais.

Fotos acima da quadrilha Raízes de Abaeté
A Tradição dos Banhos de Cheiro da Festiva Quadra Junina de Abaetetuba:
Antigamente os produtos usados nos banhos cheirosos da cidade chegavam pelas estradas do município, onde eram vendidas nas ruas e feiras da cidade ou de casa em casa. Eram produtos bem aceitos pelos moradores para preparar o místico banho cheiroso no dia de São João, e de corpo inteiro, para livrá-lo das impurezas e azares e ter sorte o resto do ano e no amor.
Nas festas juninas de Abaeté adotou-se a presença da “Mulata de Cheiro”, e dos “Banhos de Cheiros”.
As Mulatas de Cheiro passaram a ser eleitas nas festas pela cidade e nas promovidas pelas Escolas e Prefeitura Municipal em seu festival junino e, atualmente não existe Festa de São João sem a eleição da Mulata de Cheiro, mesmo que mulatas estilizadas pelos costumes atuais.
E os Banhos de Cheiro se tornaram tradicionais na “Festa do Banho de Cheiro”, da família Abreu.
Essa tradição perdeu muito de sua motivação e sem muitos dos elementos místicos do passado. A tradição ainda subsiste, mas tende ao desaparecimento.

Plantas e Ervas Cheirosas da Festiva Quadra Junina de Abaetetuba:
A antiga e festiva quadra junina possuía a tradição dos banhos de cheiro e vender essas plantas e ervas cheirosas na véspera do dia de São João, fazia parte dessa tradição onde, pelas feiras da cidades se podiam encontrar as plantas e ervas que eram trazidas das regiões das Ilhas e Estradas de Abaetetuba e vendidas nessas feiras. O costume de vender plantas e ervas cheirosas ainda continua no município na véspera do dia de São João, porém sem a força e tradição do passado.
As ervas e plantas cheirosas também serviam para fazer as tradicionais infusões que resultava da mistura de algumas dessas plantas com vários outros componentes embebidos com cachaça ou álcool, as quais eram utilizadas nos banhos de bebês e como perfume de adultos.
Na noite e madrugada do dia de S. João, toma-se o banho de ervas cheirosas, para lavar todo o corpo e assim retirar todas as impureza e azares e se iniciar um período de sorte na vida e no amor, o resto do ano. Esse é um dos aspectos místicos dos Banhos de Cheiro da Quadra Junina de Abaetetuba, que se completa com o Dia de Santo Antonio, onde numerosas superstições, especialmente nas questões amorosas e de casamentos, que são solicitados a esse Santo por parte de moças ou mulheres, com o intuito de encontrar o seu amado.
Muitas das ervas e pantas já se encontram extintas ou em vias de extinção, devido o extrativismo irracional. Algumas plantas e ervas dos banhos de cheiro de Abaetetuba:
· Patichulim, raízes 
· Priprioca, raiz em infusão
· Cipó-catinga, folha
· Cipó uíra, folha
· Alecrim, folhas
· Najarana, folhas
· Vindicá, folhas
· Catinga-de-mulata, folhas
· Manjerona, folhas
· Arruda, folhas
· Pluma, folhas
· Marcela, folhas e flores
· Oriza, folhas
· Manjericão, folhas
· Malva-rosa, folhas
· Ortelã, folhas
· Urtiga cheirosa, folhas
· Japana, folhas
· Capitiú, folhas
· Canela, folhas
· Alecrim, folhas
· Mucura-caá, folhas
· Urubu-caá, folhas
· Pau-de-angola, madeira cheirosa, também usada na fabricação de pulseiras de ouro incrustada nessa madeira cheirosa, muito usadas pelas moças e senhoras antigas.
· Capim santo ou capim-marinho, folhas
· Alfavaca, folhas
· Erva-cidreira branca, também é calmante, na forma de folhas
· Cidreira carmelitana, usada também nas cólicas, folhas
· Salva, folhas
· Manjerona-salva
· Gipioca, raiz
· Pau-rosa, casca em infusão
· Cedro, casca em infusão
· Buiuçu, casca
· Capetiu, casca
Essas ervas cheirosas eram muito usadas nos banhos de cheiro do dia de São João, na antiga e festiva quadra junina dos anos de 1930 até os anos de 1970 e vendidas nas feiras da cidade, costume que passou para as décadas seguintes, porém sem a pompa e o misticismo das décadas passadas.
Atualmente ainda se nota a venda das plantas e ervas cheirosas pela cidade, mas esse costume como que vai perdendo o encanto que o cercava, devido a ausência das demais motivações da quadra junina, que já estão desaparecidas, como as fogueiras de São João, as festas de terreiro, os foguetes e fogos de artifícios, o colorido dos enfeites, as quadrilhas e as músicas genuínas da quadra. A família Abreu ainda tenta manter a tradição de sua festa do “Banho de Cheiro” na véspera para o dia de São João, onde algumas das ervas citadas acima são usadas no preparo do banho que se realiza naquela tradicional festa junina.

As Festas Juninas Dançantes, de Terreiros, das Escolas e dos Clubes Sociais de Abaetetuba:

Foto acima de um casamento na roça da quadra junina
de Benício Cruz
As antigas Festas Juninas Dançantes de Abaetetuba atingiram seu auge nos anos de 1960 até os anos de 1980, e elas podem ser incluídas numa 2ª FASE DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA, fase com algumas particularidades:

· Período da 2ª Fase: perdurou dos anos de 1960 e se estendeu até o aparecimento de nova modalidade de conjuntos musicais tipo “SKEMA” das décadas de 1970 e 1980, junto com as primeiras músicas do estilo Dance, Tecno, Eletro e outras formas musicais surgidas com o avanço da tecnologia musical.
· Essa Fase se estende até os anos finais da década de 1980 com o aparecimento das aparelhagens com DJs e as músicas do estilo Hip-Hop, Funk e suas vertentes digitais.
No início da década de 1960 os instrumentos musicais elétricos começaram a ser usados pelos conjuntos musicais de Abaetetuba que, além dos famosos bailes sociais e carnavalescos da época, também tocavam nas festas da quadra junina promovidas pelos clubes sociais e demais clubes e promotores de festas do município da mesma época.
As festas dançantes de terreiro eram uma boa opção para diversão na Quadra Junina de Abaetetuba, onde quarteirões inteiros de ruas eram interditados, cercados e enfeitados para as festas dançantes à noite. Nessas festas aconteciam, inicialmente, apresentações de quadrilhas, eleições de mulata de cheiro, misses caipira e muita comida da época e as festas eram comandadas pelos conjuntos eletrônicos de skema e pelas tradicionais aparelhagens de som de Abaetetuba e seus então locutores. Eram vários os terreiros de festas juninas em Abaetetuba, que atualmente estão em desuso devido aumento exagerado da violência na cidade.
Nos clubes sociais Bancrévea Clube de Abaetetuba, Assembléia Abaetetubense e AABB-Associação Atlética Banco do Brasil e barracões de festas como Tartarugão, Peixeiros e nas sedes dos clubes de futebol, nos anos de 1970 e 1980, se promoviam memoráveis Festas Juninas, quando as grandes orquestras de Abaetetuba ou de Belém/Pa, eram contratadas como atração dessas festas, como a Banda Sayonara e a Orquestra de Orlando Pereira, de Belém e os conjuntos musicais Muiraquitãs, D. M. Show, Grasom de Abaetetuba e conjuntos que vinham de outras cidades, como Igarapé-Miri, Cametá, Barcarena e o apoio das melhores aparelhagens de som da cidade. Nessas festas também aconteciam os concursos de “misses caipiras”, de “mulatas de cheiro”, danças de quadrilhas e com um excelente serviço de bar e comidas típicas. Todos os participantes dessas festas se vestiam à caipira e todos os presentes desfrutavam de memoráveis momentos de alegria e diversão. Essas festas, devido vários fatores, deixaram de acontecer em Abaetetuba, deixando várias e boas recordações aos participantes das mesmas.

FAMÍLIA ABREU:
Acima o palhaço Lambari em um dos cordões juninos
criados por Nina Abreu
Os Lopes de Abreu
Família
. RAIMUNDO PIMENTEL DE ABREU/Raimundo Abreu, foi ator e ensaiador teatral, membro do Grupo Scênico de Abaeté nos anos de 1920, citado em 1944, abnegado carnavalesco e folclorista de Abaeté junto com sua esposa Joana Lopes de Abreu, introdutor do Cordão dos Pretinhos no carnaval abaeteense (junto com os mestres Afonso, Severino e outros), c/c Joanna Lopes e tiveram filhos, com alguns deles dando continuidade da tradição dos "Cordões Juninos" de Abaetetuba, especialmente sua filha Nina Abreu (Vide abaixo).
. JOANA LOPES DE ABREU
. NINA MARY LOPES DE ABREU/Nina Abreu
A tradicional família Abreu tem uma rica história em Abaetetuba, não só pelos seus ilustres membros, como pelas funções por eles desempenhadas na sociedade local desde imemoriais tempos, como pela dedicação à cultura e esporte local pelos seus descendentes. E também pelo aspecto genealógico, pois esses antigos Abreu também são descendentes de famílias turca e portuguesa, conforme Merian Abreu cita em seus escritos históricos.
Nina Abreu, descendentes desses Abreu ancestrais e sua filha Merian Abreu, têm também uma rica história dedicadas à cultura e educação em Abaetetuba.
Abaixo temos alguns aspectos dessa história que envolve a escola desses Abreu e as artes e artesanatos em que se envolveram de corpo e alma, a ponto de serem consideradas lendas da cultura local. Como historiador, promotor e divulgador da cultura local, tivemos que copiar os escritos de Merian Abreu, para que esses dados históricos não sejam perdidos no tempo e esquecidos pelo povo atual de Abaetetuba,  e fizemos essas cópias, também para dizer quem foram esses Abreu, no aspecto genealógico e cultural de Abaetetuba.
Joana Lopes de Abreu, casou com Raimundo Pimentel de Abreu e tiveram 9 filhos:
1ª-SIDNEY LOPES DE ABREU- TIA SICI
2º-HUMBELINO LOPES DE ABREU-TIO BEBÉ
3ª-FRANCISCA LOPES DE ABREU - TIA ZICA
4º-RAIMUNDO LOPES DE ABREU - TIO MIMIM GRANDE
5º-FRANCISCO LOPES DE ABREU - TIO MIMIMZINHO
6º-DAVID LOPES DE ABREU - TIO DAVID
7º-LUÍS LOPES DE ABREU - TIO LUÍS
8ª- NINA MARY LOPES DE ABREU- MINHA MÃE NINA ABREU
9ª-MARIA LOPES DE ABREU - TIA MARIA ESPERANÇA.
Vide abaixo trecho de Merian Abreu:
Merian Abreu Silva:
. Nina Mary Lopes de Abreu/Nina Abreu, em 24/01/1988
Centro Cultural e Artesanal Nina Abreu-CCANA, comidas típicas, brinquedos
Acima a folclorista Nina Abreu sendo reverenciada
pelo poeta J.J. Paes Loureiro e Prof. Leonardo Sousa
e família.
Clube do Pedrinho
Curumins e Cuiantâs
Cordões de pássaros
Arraial Junino
Artesanato, grupos folclóricos, cordões e
Escritos de Merian Abreu:
No dia 24 de janeiro de 1988 fundei, junto com minha mãe Nina Abreu e mais doze crianças, no Centro Cultural e Artesanal Nina Abreu, uma brinquedoteca denominada "Clube do Pedrinho", que tinha por objetivo proporcionar um espaço físico para que as crianças de Abaetetuba pudessem brincar nos dias de domingo. Esse trabalho chegou a atender mais de 200 sócios, que eram chamados "curumins", os meninos e "cuiantãs" as meninas. No Clube do Pedrinho, além das brincadeiras dos domingos, desenvolvíamos com eles "oficinas de artesanato", grupos folclóricos, cordões de pásssaros, comemoração dos aniversários do mascote do clube, o Irê Pedrinho de minha mãe Nina Abreu. Para manter esse trabalho, que era gratuito para as crianças que eram sócias, promovíamos eventos culturais como arraial junino do C.C.A.N.A., que era um espaço para os grupos de dança de Abaetetuba terem onde se apresentar, e fazíamos vendas de comidas típicas, e com o dinheiro arrecadado comprávamos brinquedos para o clube. Por uma época conseguimos convênio com o CENTUR, que nos ajudou com materiais dos artesanatos, pagamento dos instrutores e mão de obra e materiais de construção para estruturação do trabalho. Após o encerramento do convênio esse trabalho teve que parar.
Escritos de Merian Abreu:
C.C.A.N.A
Manoel Antonio de Souza
Cearenses
Cordão do Boi Canário
Cordão do Boi Pingo de Ouro
Cordão do Touro Russo
Quando conclui o Curso de Arquitetura na Universidade Federal do Pará o meu trabalho de conclusão de curs,T.C.C, teve como tema:"Centro Cultural e Artesanal Nina Abreu uma história de luta pela Arte e Cultura Popular Abaetetubense - Proposta Arquitetônica", e tive como orientador o professor e arquiteto Jaime Bibas, E uma grande ajuda de Dina Oliveira, na época diretora do "Curro Velho", onde passei um ano pesquisando a cultura popular abaetetubense. Em uma das entrevista com o senhor Manoel Antonio de Souza, este nascido em 13/04/1910, hoje já falecido, os cordões que iniciaram em Abaetetuba, foram organizados por um grupo de cearenses que fugiam da seca no Nordeste, que vieram residir em Abaetetuba no antigo bairro do Algodoal, junto com alguns abaetetubense que criaram o "Boi Canário", e que posteriormente criaram o cordão "Pingo de Ouro", e posteriormente, depois o "Touro Russo" e isso tudo por volta de 1915, 1916, 1917, etc. Posteriormente, alguns abaetetubenses começaram a organizar cordões como:
Antonio Pena - Cordão do Beia-Flor
Horácio de Deus e Silva - Cordão do Gavião
João Silva, conhecido como João Dorme - Cordão do Tucano
Horácio de Deus e Silva - Cordão da Borboleta
João Batista (João Dorme) - Cordão do Camarão
Deoclécio Santos - Cordão do Boi Flor do Norte
Senhor Rodão - Cordão do Boi Pai do Campo
Senhor Risó - Cordão do Boi Estrela Dalva
Zelinda Araujo Castro - Cordão da Borboleta
BENEDITO SENA DOS PASSOS/Bandute Sena - Cordão do Periquito
, Cordão da Arara Encantada
Acontecia em Abaetetuba a disputa dos bois na Praça da Bandeira entre os tradicionais cordões Pai do Campo e Estrela Dalva. Quando aconteceu em um dos anos uma briga entre os integrantes dos grupos que a polícia teve que interferir.
Os cordões continuaram a ser organizados pela família Abreu, com Dona Joana Abreu, sua filha Francisca Lopes de Abreu/Zica Abreu e sua penúltima filha Nina Mary Lopes de Abreu/Nina Abreu, que organizou ao todo 18 cordões, e eu Merian Abreu organizei o meu primeiro cordão com alunos de nossa escola por volta de 2002, que foi o "Cordão da Arara Encantada", que foi uma experiência muito interessante, onde os alunos demonstraram bastante talento e na apresentação da festa junina a tia Édina Maria deu um show de interpretação com o papel do cômico do cordão, o Paçoca e a professora Antonia como mãe de santo, foi muito divertido. Pena que eu não tenha nenhuma foto desse cordão, ele foi filmado, mas a fita de vídeo se destruiu.

História dos Cordões Juninos, por Merian Abreu Silva:
. Umbelino Lopes de Abreu/Bebé do Abreu
. Benedito Sena dos Passos/Bandute Sena
Cordão da Lâmpida Queimada
. Nina Mary Lopes de Abreu
A história da família Abreu com os cordões juninos recomeçou com uma brincadeira de crianças, onde o falecido Bandute Sena e meu tio Bebé Abreu, irmão de minha mãe Nina Abreu, que quando crianças criaram o "Cordão da Lâmpida Queimada", e eles e outras crianças, pegavam as embalagens das lâmpadas e as amarravam nas cabeças, e colocavam carretéis de linhas nas sandálias e saíam se apresentando, e eles cantavam a seguinte música:
"Lâmpida queimada não tem chamada, lâmpida queimada não tem chamada...."
. Nini Sena dos Passos, irmã do BENEDITO SENA DOS PASSOS/Bandute Sena
. Joana Lopes de Abreu/Joana Abreu
. Cordão do Boi Mimoso
. Raimundo Castilho/Mestre Castilho
. Miguel Maués Loureiro/Miguel Loureiro
. Raimundo de Miranda Margalho/Chiquinho Margalho
As pessoas achavam engraçada a brincadeira das crianças e pagavam as apresentações com doces e bombons. Minha avó Joana Abreu, vendo o interesse de seu filho e coleguinhas por esse folguedo popular, junto com sua amiga Nini, irmã de Bandute Sena, criaram com as crianças do "Cordão da Lâmpida Queimada" o Cordão do Boi Mimoso", e o texto do cordão foi de autoria do Mestre Castilho, e os músicos Miguel Loureiro e Chiquinho Margalho criaram as músicas nas letras do Mestre Castilho. Esse cordão se apresentava nas casas que requisitavam as apresentações e saíam nas ruas tocando e cantando com as lamparinas para iluminar os caminhos para chegarem nos locais das apresentações.
. Francisca Lopes de Abreu/Zica, em 1947.
. Miguel Maués Loureiro/Miguel Loureiro, em 1947
. Ilca Barros, em 1947.
Criaram o Cordão do Canário, em 1947
Nina Abreu, ainda criança e seus irmãos no Cordão do Canário em 1947.
Cine Natan, em 1947, que recebia o Cordão do Canário, criado por Zica, Miguel Loureiro e Ilca Barros
. Nina Mary Lopes de Abreu, em 1947
. Joana Lopes de Abreu/Joana Abreu, em 1948 criou o Cordão do Beija-Flor.
Joana Abreu em 1948 criou o Cordão do Beija-Flor.
. Cordão do Beia-Flor, em 1948
Joana Lopes de Abreu, em 1949 criou o Cordão do Pavão, que foi o último por ela criado.
Nina Mary Lopes de Abreu/Nina Abreu, ainda solteira, em 1958 começou a organizar os Cordões
Cordão da Patativa, organizado por Nina Abreu em 1958.
Cordão da Borboleta, organizado por Nina Abreu em 1959.
Cordão do Piriquito, organizado por Nina Abreu em 1960.
Cordão da Arara, organizado por Nina Abreu em 1966.
arara 1970
arara 1971
borboleta, 1973,
com Merian Abreu no papel da borboleta encantada.
1976, Cordão do Boi Mimoso, em homenagem a sua mãe Joana Abreu, que havia falecido em 27/07/1974,
1977, o "Cordão do Papagaio, onde nesse cordão Merian Abreu fez o papel de Arlete, a dona do pássaro.
Em 1978, o "Cordão da Borboleta, 
Em 1981, o "Cordão do Boi Mimoso, 
Em 1982, foi criado o "Cordão da Borboleta, quase junto com a criação do "Centro Cultural e Artesanal Nina Abreu em 1983, que passou a fazer os cordões com os alunos dos cursos de artesanato.
Textos de Merian Abreu, continuação:
Minha tia Francisca Lopes de Abreu/Zica, junto com Miguel Loureiro e Ilca Barros,  organizaram o "Cordão do Canário", que se apresentava em 1947 no Cine Natan, e minha mãe, ainda criança, participou desse cordão com seus irmãos.
Cordão do Beija-Flor
Cordão do Pavão
Em 1948 minha avó Joana Abreu organizou o "Cordão do Beia-Flor,
Em 1949 minha avó Joana Abreu organizou o "Cordão do Pavão", que foi o último que organizou.
Minha mãe Nina Abreu, ainda solteira, passou a organizar os cordões em 1958, quando organizou seu primeiro cordão, o "Cordão da Patativa",
Em 1959 organizou o "Cordão da Borboleta",
Em 1960 organizou o "Cordão do Piriquito",
Em 1966 organizou o "Cordão da Arara",
Em 1970 organizou novamente o "Cordão da Arara",
Em 1971 novamente o "Cordão da Arara",
em 1973 organizou o "Cordão da Borboleta", tendo eu Merian Abreu, no papel da "borboleta encantada",
Em 1976 organizou o "Cordão do Boi Mimoso", em homenagem à sua mãe Joana Abreu que havia falecido em 27/07/74,
Em 1977 organizou o "Cordão do Papagaio" onde eu Merian Abreu no papel de Arlete, a dona do pássaro,
Em 1978 o "Cordão da Borboleta",
Em 1981 o "Cordão do Boi Mimoso",
Em 1982 o "Cordão da Borboleta",
Com a criação do Centro Cultural e Artesanal Nina Abreu em 1983 passou a fazer os cordões com os alunos dos cursos de artesanato.
Minha irmã Rita Abreu quando assumiu a Secretaria de Assistência Social, foi participar do Festival de Carimbó de Marapanim, e teve a idéia, junto com seu esposo Sotério Fagundes, de criar o Festival de Cordões Juninos, e contou com o apoio da prefeita Francinete Carvalho para por essa idéia em prática e, por incrível que pareça, minha avó se chamava Joana Lopes de Abreu e sua neta, que era o seu xodó, também se chama Joana, pois o nome de minha irmã é Joana Rita de Abreu da Silva, e hoje seu nome de casada é Joana Rita Abreu Fagundes, e ela está organizando com sua competente equipe da SEMAS o VI Festival de Cordões Juninos. Obridado Rita Abreu por esse lindo resgate de nossa cultura popular.
Genealogia
A primeira foto é dos três filhos de Nina Abreu, participando de seus cordões.
No barracão da família Abreu, na noite de véspera para o dia de São João, eram e ainda são promovidas a tradicional festa do “Banho de Cheiro”, com o apoio de aparelhagens de som e de muitos conjuntos musicais locais, que só tocam músicas genuínas da quadra e onde acontece o místico “Banho de Cheiro”, sempre à meia-noite, para espantar os possíveis desencantos amorosos e outros azares da vida e se ter, daí em diante, mais sorte e felicidade a partir desses banhos, em festa que só terminava na manhã do dia de São João.

Escola São Francisco Xavier
Escola Bernardino Pereira de Barros
Escola INSA

Foto acima de uma quadrilha mirim da Escola INSA,
foto de Benício Cruz
E as escolas de Abaetetuba também promoviam festas juninas, sendo que algumas se tornaram tradicionais na cidade como as das Escolas: São Francisco Xavier, Bernardino Pereira de Barros, Escola INSA, quando as quadras de esportes dessas escolas eram ricamente enfeitadas com motivos da quadra e onde aconteciam as festas dançantes, com escolhas das misses caipiras, das mulatas de cheiro, apresentações de quadrilhas juninas, jogos de bingos, serviços de bar e muita comida própria da quadra e outras atrações, sendo sempre apoiadas por boas aparelhagens de som e conjuntos musicais tipo skema. 

Pelo interior do município de Abaetetuba também
existem quadrinhas juninas. 
A Atual Quadra Junina de Abaetetuba:
A atual Quadra Junina de Abaetetuba está desprovida de seus antigos Cordões Juninos e das tradicionais Festas Juninas de terreiros e de salão, que estão praticamente proibidas, devido elevado consumo de álcool e violência. Algumas festas da quadra junina ainda acontecem em algumas escolas e outros pontos, porém sem os elementos e o brilho do passado.
Algumas pessoas, entidades e órgãos públicos vêm tentando resgatar os antigos cordões juninos de Abaetetuba, tanto na cidade como pelo interior do município e nós torcemos para que essa tradição seja reafirmada como parte de nosso folclore junino.
Hoje os eventos da quadra junina se resumem aos promovidos pela Prefeitura Municipal, nos últimos dias da quadra, em recinto fechado e entrada paga e que tem como grande atração os Concursos de Quadrilhas Modernas, sendo, sem dúvida, um dos maiores eventos desse tipo que acontecem agora pelos diversos recantos do Estado do Pará e com participação dessas quadrilhas em Belém/Pa, sendo que algumas quadrilhas de Abaetetuba já trouxeram troféus relativos a esses concursos à nivel estadual. Esse belo evento é um bom exemplo de organização que a Prefeitura Municipal vem mantendo já há algumas décadas e que já podemos considerá-lo como um evento tradicional do município. Porém esses eventos ficaram restritos a um ambiente fechado, ao contrário das antigas festas juninas que aconteciam pelas ruas e casas da cidade, dando possibilidade para a participação de todo o povo e consequentemente como festas populares.

As vestes de alguns membros das quadrinhas modernas
são ricamente enfeitadas e coloridas.
Quadrilhas Juninas Modernas
As quadrilhas modernas nesses concursos se esmeram em suas apresentações e que alguns de nossos historiadores consideram festa do parafolclore local. Realmente se destacam pelos figurinos, temas e nas apresentações, quando executam movimentos conjuntos ou isolados de coreografias complexas em temas superam os limites da mera dança junina e os expandem para encenações de diversos temas nacionais e internacionais, em belos espetáculos de danças. Também nos eventos da quadra junina promovido pela Prefeitura Municipal acontecem eleições de mulata de cheiro, misse caipira e a venda de todos os tipos de comidas próprias da quadra e outras, na forma sanduiches, churrasquinhos, vatapá, tacacá e outras vendas.
Cidade
Interior do município



Os ensaios das quadrilhas modernas levam o tempo
de 4 a 5 meses do ano.
Em outros pontos da cidade e do interior do município são realizados, através de outras secretarias municipais, eventos que tentam resgatar a antiga cultura da quadra junina dos cordões de bois e pássaros, através do segmento juvenil da sociedade. Como esses eventos precisam de continuidade e de afirmação através do tempo, ainda não temos as informações para considerar esses eventos como tradição do folclore do município, devidamente firmados no conceito das festas juninas.
Como as Quadrilhas Juninas Modernas são as principais atração do concurso de quadrilhas promovidos pela Prefeitura Municipal e nas apresentações de festas juninas locais e também em concursos de quadrilhas modernas em Belém, e outros pontos do Estado, procuramos resgatar alguns dados da história dessas quadrilhas.

As Quadrilhas Juninas Modernas:
As Quadrilhas Juninas Modernas, surgiram em Abaetetuba a partir dos anos de 1980 e pela evolução das quadrilhas juninas tradicionais, contando com um grupo de até 50 dançarinos, que ensaiam durante 6 meses do ano para suas apresentações. Agora, as quadrilhas modernas fazem parte do parafolclore da cidade e que possuem algumas características, como seja: o marcador (que também participa da quadrilha comandando as evoluções e coroegrafias), os pares de dançarinos, as misses e rainhas dos grupos. Alguns movimentos da quadrilha antiga foram mantidos como os constantes passes de danças, porém as quadrilhas modernas se diferenciam pela exuberância dos figurinos e grandiosidade de produção e com sofisticadas coreografias. 
Mudaram as vestimentas dos componentes da quadrilha, que agora apresentam muito brilho e cores e mudaram a música tradicional de quadrilha, que agora contemplam ritmos de forró em maior velocidade dos rítmos e as danças que agora são executadas com mais movimentos e graciosidade. As quadrilhas escolhem e trabalham temas, que são ensaiados em boa parte do ano, para apresentar um verdadeiro espetáculo de dança. Como esses espetáculos já se firmaram na cultura de Abaetetuba, nós assim o consideramos e assistimos quando as oportunidades aparececem.

Não somos críticos das quadrilhas modernas, mas elas estão evoluindo para outras formas de temas e apresentações que as fazem se distanciar ainda mais das antigas motivações da Quadra Junina de Abaeté. Um aspecto folclórico só se firma em uma sociedade quando seus elementos de fundamentação se conservam dentro de uma determinada linha de atuação e quando avança essa linha torna-se outra coisa, como um balé ou uma encenação teatral e aí já é outra arte.

Algumas Quadrilhas Modernas de Abaetetuba:
Estamos ainda em fase de pesquisas de maiores dados sobre as quadrilhas modernas de Abaetetuba, com o contexto de sua origem, datas, nomes de dirigentes, nomes e nº de participantes, fontes de recursos de financiamento e outros dados importantes de sua história, que serão acrescentados aqui mesmo nesta postagem com o avanço das pesquisas.
São várias as quadrilhas modernas de Abaetetuba, algumas já com tradição no município e que se apresentam nos concursos da Prefeitura Municipal e aí se firmaram e, nessa condição, já se apresentam em Belém nos concursos de quadrilhas promovidos pelo Estado, onde já levantaram vários prêmios e também se apresentam em eventos juninos das festas da cidade e em outros municípios. 

Sugestões Para as Quadrilhas Modernas de Abaetetuba:
Notamos que a participação nas modernas quadrilhas juninas de Abaetetuba desperta um enorme interesse de parte da juventude local que delas quer participar e, no nosso entender, essa seria uma boa forma de pessoas, entidades e órgãos bem intencionados, de aproveitar desse interesse dos jovens para retirar muitos deles das ruas e do uso de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas, impondo algumas regras na participação dos diversos grupos juninos, como a obrigatoriedade nos estudos e com boas notas e assiduidade nas escolas.
Os dirigentes das quadrilhas poderiam estabelecer convênios com os órgãos responsáveis pela integridade física e moral do segmento juvenil, convênios com pessoas, empresários ou grupos empresariais, firmas, entidades, órgãos e secretarias municipais de turismo, social, meio ambiente, para o apoio financeiro e material. Com esses apoios, esses grupos juninos poderiam criar um folclore no município, que no futuro, poderia ajudar a firmar o nome de Abaetetuba no roteiro turístico e na manutenção de um rico folclore no município (vide casos de Parintins/Am e Juruti, São Caetano de Odivelas e Peixe-Boi no Pará que já auferem lucros e dividendos dessas festas).
Devido ao grande interesse, não só dos jovens, como da população em geral de Abaetetuba nas apresentações dessas danças, acreditamos que a tradição vai subsistir por muitas décadas ainda e isso, se receberem estímulos e apoios das pessoas, entidades, órgãos e autoridades acima mencionadas. Por isso é que dedicamos um item de nossas postagens para as quadrilhas modernas de Abaetetuba que, acreditamos, serão parte importante dos eventos turísticos que existem ou possam surgir no município.

As Quadrilhas Modernas de Abaetetuba são as seguintes:
· Grupo Coreográfico Raízes do Campo, que já é tradicional na participação nos concursos de quadrilhas modernas de Abaetetuba e em Belém, onde já levantou alguns prêmios.
·Acima foto de parte da Quadrilha Raízes de Abaeté
 Grupo de Artes e Danças Abaião, que já é tradicional na participação nos concursos de quadrilha moderna de Abaetetuba e em Belém, onde já levantou alguns prêmios.

· Grupo de Expressão Coreográfica Encanto Junino, tradicional quadrilha moderna com participação em Abaetetuba e Belém, onde já levantou alguns prêmios.

Na foto acima temos professores, funcionários
e pessoas do povo prestigiando uma das festas
juninas do CSFX de 2008.
· Grupo Coração Xaveriano, que é a quadrilha junina moderna formada pelos alunos da tradicional escola de Abaetetuba, Colégio São Francisco Xavier, pertencente ao grupo de escolas da Diocese de Abaetetuba, que é grupo formado pelo segmento juvenil da referida escola. No início do ano esses jovens são recrutados e entregues ao responsável pelos ensaios da quadrilha, durante o período de estudos do 1º semestre escolar e com acompanhamento da direção da Escola São Francisco e anuência dos pais, que dão o suporte técnico, financeiro e material para os ensaios e apresentações desse grupo juvenil de quadrilha nos concursos de Abaetetuba e Belém/Pa em divertimentos sadios e pedagógicos. O Grupo Coração Xaveriano vem se destacando no cenário folclórico das quadrilhas juninas ao ponto de ser uma das melhores de Abaetetuba e com 6 títulos já conquistados nos concursos da Prefeitura Municipal devido o profissionalismo de seus espetáculos de quadrilha e também com participação em concursos em Belém e apresentações em outros eventos festivos da quadra junina de Abaetetuba.

· O Grupo Mirin Flor de Algodão, que é um projeto social da Escola Pedro Teixeira, de Abaetetuba, trabalha com os alunos da escola e da comunidade do bairro do Algodoal, levando estes a participarem de apresentações de danças, as quais mantém o segmento juvenil da Escola e do bairro, ocupados com exercícios de sabedoria e formação na cidadania, que é o principal sentido deste projeto.

· O Grupo de Expressões Performáticas Luzes, é um grupo mais recente e que encanta cada vez mais com belíssimos espetáculos e isto deve-se pelo grandiosissimo vinculo de amizade e seriedade criado dentro deste grupo.

Com o passar dos anos algumas quadrilhas modernas vão desaparecendo e outras vão surgindo e também participando dos concursos de quadrilhas modernas em Belém e outros lugares do Pará.

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

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Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

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