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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

RIO MAÚBA 2: RIOS DE ABAETETUBA E OUTROS RIOS





































RIO MAÚBA 2: RIOS DE ABAETETUBA

RIO MAÚBA E OUTROS RIOS

RIO MAÚBA : HISTÓRIA E MEMÓRIA
Trabalho desenvolvido pelos Professores João Sérgio de Sociologia; Cosmo Cabral de Geografia e José Ribamar de História, durante o período em que lecionaram no Rio Maúba, em Abaetetuba, juntamente com os alunos, pelo Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME), no ano de 2008.
Com dados do livro "Memória, Cultura, Sonhos e Fantasias" de Adamor Lima e dados e acréscimos da pesquisa do Prof. Ademir Rocha sobre o Rio Maúba.

ESSE RIO É MEU E TEU
Limites de Abaetetuba e o Rio Maúba:
O Rio Maúba também é importante pelo limite que estabelece com os município vizinhos de Igarapé-Miri e Cametá/Pa.
O Rio Maúba é afluente do Rio Tocantins, nos limites com Cametá.
O Rio Maúba é composto por margem, igarapés e beira da costa, esta frente com o mar.
O NOME MAÚBA:
O nome Maúba originou-se pelo fato de haver muita saúva e principalmente pelo fato de que tinha muito pau-maúba.
O POETA DO MAÚBA:
Comecei a fazer poesia no tempo do impítimam do Presidente Color, nos tempos dos movimentos dos estudantes com a cara pintada e também através de meu irmão, que trazia folhetos de Abaetetuba para ler e a partir das informações abordadas no folheto eu criava poesias. Fazia poesias, também, sempre nos finais de encontro de jovens DNJ, entre outros.
Já tive incentivos de varias pessoas que sempre me diziam para desenvolver melhor e divulgar para outras pessoas, mas na verdade, nunca havia me interessado, mesmo tendo a oferta de algumas pessoas que queriam patrocinar para mim, como: Rock Dias, de Abaetetuba; Dandas, padre João, da paróquia de Igarapé - Mirí e inclusive um professor do módulo, Álvaro Matos. Mas se tiver oportunidade, gostaria, sim, de ir em frente e quem sabe, até fazer um livro com minhas próprias poesias, para poder divulgar para as pessoas.
Já fiz muitas poesias falando sobre a Amazônia, sobre o penta da Seleção Brasileira, em 30 de Junho de 2002. As Coisas do Meu Rio, fiz em 20 de maio de 2003; O Centenário de Abaetetuba, fiz em 15 de Agosto de 1995; O Mar de Lama, fiz em 10 de Agosto de 2001, entre outras.
De todas as poesias que fiz, a que mais gosto, é “As Coisas do Meu Rio”, pois fala sobre a minha localidade, como vivem e como trabalham as pessoas que aqui moram, enfim, em pequenos versos resumo como é belo o nosso Maúba.

As Coisas do Meu Rio
Autor: Raimundo Benedito Pinheiro Cardoso, em 20/5/2003, na localidade Maúba.

Oh Deus Pai Onipotente
Iluminai-me com bondade
Pra eu fazer este poema
Com amor e muita igualdade
E contar como vive o povo
Da minha localidade.

É o povo do rio Maúba
Que é a minha terra natal
O lugar é bom pra sobreviver
Eu acho muito legal
Porque tem muita coisa boa
E também sensacional.

Pois vamos saber agora
Como é que vive esse povão
Porque cada um aqui neste rio
Tem a sua profissão
Porem cada qual trabalha
Pra garantir o seu pão.

Porem uma parte deste povo
Que se ver nesta poesia
Trabalha com telha e tijolo
Em suas pequenas olarias
Para poder garantir
O seu pão de cada dia

E outra parte do povo ainda
Que você vai ver caro leitor
Sobrevive aí da pesca
No trabalho de pescador
Enfrentando chuva e sol
Em seu árduo labor

E tem quem tenha a profissão
De calafate e de carpinteiro
Temos agentes de saúde
Professores e padeiros
E ainda temos viajantes
Pedreiro e marceneiro.

Pois esse aí é o Maúba
Cheio de coisa, bonito
Com vários tipos de profissão
Conforme no verso vai escrito
E ainda tem uma parte do povo
Que trabalha com palmito.

Mas ainda não parou por aqui
Esta minha narração
No Maúba temos pintor
Mecânico e artesão
Temos também lavrador
Que cuida da plantação.

O Maúba é terra de artista
E com muitas coisas de valor
Temos os nossos músicos
Guitarrista e cantor
Como também tecladista
Poeta e compositor.

Pois eu já falei da cultura
E peço agora permissão
Pra narrar como é que vive
Todo este povão
Porem aqui o povo tem
A sua religião.

E do Maúba temos irmãos
Com muita espiritualidade
Que aderiram a missão
Cheios de amor e dignidade
Pois tem filho do nosso rio
Que hoje também é padre.

O povo assume a sua fé
E também a sua prática
Pois a devoção de cada um
Ela é pura e máxima
Porque tem duas comunidades
Perpétuo Socorro e Senhora de Fátima

Pois no meio do Maúba
Veja só meu caro irmão
Temos a Assembléia de Deus
Que é casa de oração
Aonde também se congrega
Uma parte deste povão.

Eu já falei da fé do povo
Pra todo leitor prezado
Peço licença pra falar
Nestes versos improvisados
Como é que este povo
Hoje esta organizado.

E hoje estamos se organizando
Conquistado os nossos valores
Temos aí associação
Da colônia dos pescadores
Ainda também temos sócio
Do sindicato do trabalhadores

O povo gosta de festa
E de muita curtição
Joga também futebol
Quando é época de verão
Ainda tem torcedor
Do Paisandú e do Leão.

No nosso rio há muito peixe
Que nos alimentam com certeza
Ainda temos nossas praias
Que também são uma beleza
Pois tudo isso que ainda existe

E enfim este é o Maúba
Que nestes versos eu descrevi
Com mais de dois mil habitantes
Espalhados por aí
Que fica na divisão
De Abaetetuda com Igarapé-Mirí

Queremos agradecer a Deus
Do fundo do coração
Por nos ter dado um lugar
Aonde temos tudo de bom
Que todos sejam felizes
E unidos como irmãos.

Aqui eu vou finalizando
Muito alegre e contente
Pedindo ao Deus da vida
Que esteja sempre com a gente
Esses são os votos que deseja
O poeta Maubense

Bem vindo no Rio Maúba
Esta terra de irmão
Narrei aquilo que pude
Escrevi esta versão
Deus me deu o seu amor
Isto foi com muito ardor
Ternura e fé no senhor
Obrigado meu Deus Bom
É obra da natureza

O Centenário de Abaetetuba
Autor: Raimundo Benedito Pinheiro Cardoso, em 15/8/1995, na localidade Maúba.

Grande Deus de Israel
Aumentai a minha fé
Para que eu possa contar
A coisa como ela é
E falar agora um pouco
Sobre a cidade de Abaeté

Pois Abaetetuba é o assunto
Desta minha narração
Por isso caro leitor
Leia com muita atenção
Que é uma das maiores cidades
Desta nossa região.

E por falar sobre Abaetetuba
Vamos ver o que se passou
Em 1724
Quando um homem naufragou
Encostou em uma terra
E uma igreja edificou.

Este homem de quem falo
O nome eu digo sem medo
Eu falo pra este povo
Porém não peço segredo
Que hoje todos dão vivas
Á Francisco M. Azevedo.

Francisco era um navegante
Das terras de Portugal
Porém um dia viajando
Pra sua terra natal
Quase que perde a vida
Por um forte temporal.

Ele aí profetizou
Com todo seu coração
Que onde pegasse a terra
Fazia uma boa ação
Construía uma capela
Para cumprir sua missão.

Francisco então pegou a terra
Fez conforme sua ação
Somente porque ele era
Um homem de bom coração
Construiu uma capela,
Pra virgem de Conceição.

Conseguiram então aportar
No local onde hoje está o cruzeiro
Que agora é a atual avenida
Pedro Rodrigues Monteiro
E foi construídos alguns casebres
Por este homem hospitaleiro

Mas com o passar do tempo
Aumentou a população
Varias famílias foram chegando
Porque o lugar é muito bom
Que foi dando origem a um povoado
De Nossa Senhora de Conceição.

Pois as terras de Abaeté
Que precisamos saber também
Estavam anexadas
Ao território de Belém
E teve então que ser desligada
Pra poder ir mais além.

E esta vila foi crescendo
Tornando-se grande até
Porque nesta terra morava
Um povo cheio de fé
Que mais tarde deu origem
A cidade de Abaeté.

Passaram-se mais de cem anos
De povoado da Conceição
Pois em agosto de 1895,
Por origem da constituição
A vila é nomeada cidade
Pra nossa satisfação.

Abaeté em tupi-guarani
É terra de homem forte e valente
E também quer dizer ainda
Homem ilustre e prudente
É por isso que esta cidade
É o orgulho de muita gente.

Pois a situação geográfica
Do município
Veja só como é que está
Limita com os municípios
De Barcarena
Igarapé-Miri, Mojú e Cametá
Limoeiro do Ajurú e Mocajuba
Baião e Oeiras do Pará.

É ainda a sede do município
Que se ver nesta poesia
Ela está localizada
A margem direita do Maratauíra
Afluente do rio Tocantins
Conforme diz a geografia.

O município também apresenta
Uma hidrografia vasta demais
Navegável em toda sua extensão
E suas águas são naturais
O principal rio é o Tocantins
Que nasce no estado de Goiás.

No município também existe
Coisas da natureza
Tem cerca de 45 ilhas
Que ainda são uma beleza.
Espalhadas por aí
Nesta nossa redondeza.

Uma delas é a Pacoca
Que merece ser destacada
Diz a lenda que esta ilha
Há muitos anos foi encantada
Mas disso não tenho certeza
Porque por Deus ela foi criada.

Tem ainda a Vila de Beja
Onde se passa o veraneio
Com uma praia muito linda
Que falo aqui sem receio
Pois é um dos melhores balneários
Que existe em nosso meio.

Se tratando de natureza
É que falo nesta poesia
Pois quero também homenagear
O Rio Maratauíra
Que banha Abaetetuba
A terra de muitas ilhas.

Já falei da natureza
Peço sua permissão
Pra falar agora um pouco
Da nossa alimentação
Que sustenta todo povo
Desta nossa região.

Temos o mapará
Um peixe bom e gostoso
Ainda tem o camarão
Que é muito saboroso
Que dá pra alimentar
Todo este nosso povo.

Na zona rural tem uma fruta
Que se chama açaí
Ainda também temos
O falado mirití
E muitas pessoas gostam
Do pato no tucupi.

Temos aí a cachaça
Que não é alimentação
O nosso povo também gosta
Para curtir de montão
E de vez em quando tomar
Uma pinga com limão.
Já falei da zona rural
Que você viu como é tamanha
Agora quero narrar
Um pouco sobre a zona urbana
Aonde existe coisas boas
E também muito bacana.

Pois peço licença ao leitor
Pra falar á todo povo
E dizer que a nossa cidade
Ela é mesmo um colosso
Que hoje também ela conta
Com quinze bairros populosos.

Tem o bairro de Santa Rosa
São Lourenço, Nazaré e Mutirão
Cristo Redentor, Centro e Angélica
Francilândia e São Sebastião
Algodoal, Bacabeira e Santa Clara
São José, Aviação e São João.

Existe ainda em Abaetetuba
Os meios de comunicação
Temos emissora de rádio
E também de televisão
Os quais levam a noticia
Pra toda população.

Pois em Abaetetuba tem de tudo
Isso eu posso comprovar
Existe fábrica de café
E também de guaraná
Pois os nossos produtos daqui
São dos melhores que há.

E é por isso que em Abaetetuba
Muitas coisas tem de bom
Temos a linda festa
Da virgem de Conceição
Que reúne muitos fiéis
Com toda a sua devoção.

Pois Abaetetuba é terra boa
Com muitas coisas de valor
Tem artista de novela
E no futebol tem jogador
Ainda temos muitos médicos
Poeta e compositor.

E por isso Abaetetuba
Conforme está no cenário
Em noventa e cinco completou
Seu primeiro centenário,
Eu quero pedir desculpa
Se não falei o necessário.

É isso caros amigos
Que temos em Abaetetuba
Desde já eu venho aqui
Pedindo muitas desculpas
Quem agradece é Benedito
O poeta do Maúba.

Aqui eu vou finalizando
E pedindo ás autoridades competentes
Que faça alguma coisa de bom
Pra todo esse povo carente
Pra ser de verdade uma terra
De homem forte e valente.

Bem escrevi este verso
Espero que seja bonito
Narrei tudo com satisfação
E meu nome vai escrito
Deus me deu inteligência
Isto foi com paciência
Ternura e competência
O autor foi Benedito.

Amazônia e sua cultura
Senhor Deus de bondade
E Pai de toda criatura
Iluminai-me com paciência
Pra eu narrar com doçura
Falando um pouco sobre a Amazônia
Seu povo e sua cultura

Esses povos somos cada um de nós
Que moramos neste chão
Um solo de muita fertilidade
Pra toda a população
Que temos ai nossas histórias
Lendas, mitos e religião.

Vivemos em uma região rica
Com muita fertilidade
A água temos em abundância
Da mais boa qualidade
A qual serve para beber, navegar
E se banhar
E ainda fazer outras utilidades

A nossa floresta é muito rica
Em recursos naturais
Nela encontramos várias espécies
Vegetais e animais
Ainda também se acumula
As maiores reservas minerais

A nossa história é formada
Por uma população
De índios, brancos, negros e mestiços
Que sobrevive neste chão
Mas todos somos filhos de Deus
O Pai de toda a criação

Pois se constitui por grupos diversos
Como missionários e garimpeiros
Militares e agricultores
Castanheiros e seringueiros
Pescadores e madeireiros
Fazendeiros e vaqueiros

Mais cada uma dessas populações
Que estamos aqui a destacar
Tem seu modo de viver
Seu jeito de falar
Seus costumes de trabalhar
Morar e se alimentar.

A religião para nós
Ela é ótima e bastante
Uma parte do povo é católico
A outra é protestante
Mais todos servimos o mesmo Deus
Isso é que é importante

A devoção na Amazônia
Veja só como ela é
Assumida com carinho e gratidão
Alegria e muita fé
A maior manifestação religiosa do povo
Que é o Círio de Nazaré

Mas porém além da fé
E de muita devoção
Existem também os mitos e lendas
Aqui na nossa região
Que assim eles são contados
Por toda a população

Os mitos e lendas da região
São contados desta maneira
Dizem que existe mãe d’água,
cobra grande e sereia
O lobisomem e matinta pereira
E que o boto seduz as mulheres,
Com a sua magia traiçoeira

A comida típica regional
Que quero destacar aqui
É mapará moqueado
Com farinha d’água e açaí
Temos ainda a feijoada
E o pato no tucupi

Pois essa é uma região muito rica
Cheia de tanta beleza
Aonde também acontece
O fenômeno da natureza
Como a pororoca e as maresias
A cachoeira e correnteza

Porém apesar de tanta riqueza
Em recursos naturais
Agora quero mostrar
Um quadro alarmante demais.
E dizer que nesta região acontece
Os problemas sociais.
Mas aqui na nossa região
Ainda impera o poder tirano
Enfrentamos muitos desafios
No nosso cotidiano
Como a ganância pelo ter e o poder
A violação dos direitos humanos

A violência também há muito
Que a gente vive a se lamentar
Vemos os nosso irmãos
Assassinados sem ter onde morar.
Outros ainda estão sendo mortos,
Por causa da terra pra plantar

Pois clamor pela justiça
É ecoado o tempo inteiro
Os indígenas estão sofrendo
Com a invasão de garimpeiros
Eles querem suas terras demarcadas
E livres de mineradores
E madeireiros.

Também a nossa floresta
Vive aí ameaçada
A vegetação que produz o ar
Está sendo devastada
Pela retirada ilegal de madeira
E ainda as grandes queimadas

É triste ver as agressões ambientais
E isso nos cauda lamentos
Os peixes já estão em extinção
A gente ver a cada momento
Os nossos rios estão secando
Por causa do assoreamento.

Porém às vezes com a natureza
Nós não queremos ter compromisso
Poluímos tanto o meio ambiente
Como se não estivéssemos nada a ver com isso
Transformamos nossos rios e igarapés.
Em uma grande lata de lixo.

Mas quero pedir ao nosso Deus
O bom Pai onipotente
Que nos ilumine com seu amor
E nos torne conscientes
Pra defender a natureza
Protegendo o meio ambiente.

Obrigado Deus criador
Pela sua imensa bondade
Vós que transformaste a Amazônia
Este solo de fertilidade
Graça e benção para o Brasil
E para toda a humanidade

Te pedimos Senhor Deus
Tu que és o pai amado
Desperta em nós o respeito
E admiração
Pela obra muito obrigado
Que vossa mão preparou
E entregou aos nossos cuidados

Ensina-nos com sabedoria
Que possamos reconhecer
O valor de cada criatura
que vive na terra
Ou ainda de todo ser

Perdoai Senhor a ganância
E o egoísmo destruidor
E moderai nossa sede de
Posse e poder

Queremos que a Amazônia
Berço acolhedor de tanta vida
Seja também o chão
De partilha fraterna e da acolhida
Pátria solidária de povos e culturas
E que seja ainda bem protegida

Envia-nos todos em missão
Por essa terra cor de anil
Fazendo-nos discípulos e
Missionários de Cristo
Que seu amor por nós é sombrio
Indique o caminho da justiça e do amor
E seja o anúncio de esperança e paz no Senhor
Para os povos da Amazônia e de todo Brasil

Aqui já estou finalizando
Esta minha narração
Pedindo a cada um de nós
Que moramos neste chão
Que tenhamos mais gentileza
De defender a natureza
Pois essa é a nossa missão

UMA HISTÓRIA DE FÉ: SANT’ANA DE IGARAPÉ-MIRI
Autor: Raimundo Benedito Pinheiro Cardoso

Oh Senhor Deus de Bondade
Que sempre me acompanha
Iluminai-me com vosso amor
Dai-me uma fé tamanha
Pra eu narrar nesses versos
Sobre a festividade de Sant’Ana

Pois a festividade Sant’Ana
Que eu quero descrever aqui
É de muita devoção e religiosa
Que a gente pode sentir
Que acontece no mês de julho
Na cidade de Igarapé-Miri.

E por falar sobre esta história
Vamos ver o que se passou
No ano de 1704
Quando uma família aqui chegou
Pois a devoção a Sant’Ana
Naquele período começou

Mas o chefe daquela família
Era um homem sensacional
Antonio Gonçalves de Oliveira
Que veio de Portugal
Ficou morando nesta terra
Porque o lugar é muito legal.

Porém sua filha menor chamada Ana
Que já era um pouco grandinha
Apenas oito anos de idade
Era que a menina tinha
Trouxe uma esfíngie de Sant’Ana
Que a estimava como sua madrinha
Era uma linda imagem
De uma forma especial
Com 87 centímetros de altura
Sendo vinte e dois de pedestal
Q qual foi adquirida no dia do seu batismo
Ainda em Portugal

E já depois de muito tempo
Vejamos o que passou
Em mil setecentos e quatorze
Ana então se casou
Com o comerciante Jorge Monteiro
Que o casal bastante prosperou

Mas na época no município
Houve uma demanda imperial
Quanto ao terreno em que habitavam
Com uma ação judicial
Pois com a intercessão de Sant’Ana
A família livrou-se do mal

Ainda em mil setecentos e quatro o Zé
Em uma data muito bacana
Sendo atendida
Com uma fé mesmo tamanha
Realizou o primeiro festejo
A nossa senhora Sant’Ana

Pois no dia 26 de julho
Do mesmo ano também
Foi celebrar a santa missa
Pra poder ir mais além
Na época conseguiram um padre
Que veio lá de Belém.

Foi construída uma capela
Com muita boa vontade
À nossa senhora Sant’Ana
Com fé, amor e igualdade
Que até no ano de 1730
Continuaram com a festividade
Já a partir de mil setecentos e trinta
Com diversos filhos em idade escolar
O casal que estava com a vida equilibrada
Resolveu para Portugal voltar

Tendo vendido a propriedade
Outra família aqui veio morar
Foi vendida a propriedade
A outro nobre senhor
João Paulo de Sarges Barros
Também um agricultor
Que antes da compra do terreno
Uma coisa ele concordou

O acordo foi o seguinte
Antes da negociação
Que João Paulo ao assumir o sítio
Continuasse também a devoção
Á nossa senhora Sant’Ana
Combinado na transação

Tinha Sarges de Barros um filho
Com uma boa espiritualidade
João Paulo de Sarges Barros
Que resolveu estudar pra ser padre
Com o intuito de que o feriado
Viesse pra sua localidade

Já na década de 1790
Há muitos anos passados
A construção de uma nova igreja
Na época foi iniciada
Esta foi de cal e pedra
Que já era utilizado

Para a construção da nova igreja
Que em aterramento já estava
Sarges de Barros conseguiu uma planta
No seminário aonde o filho estudava
Com uma arquitetura romana.
Que com o apoio dos devotos contava

Com a igreja em conclusão
Naquela oportunidade
O filho de João Paulo de Sarges de Barros
Foi então ordenado padre
Para a alegria de seu pai
E do povo da localidade.

Mas João Paulo de Sarges
Também dono daquele lugar
Propôs então ao seu pai
Que pudesse doar
A igreja de Sant’Ana
Ao Bispado do Pará

Pois em 1752
Veja só leitor camarada
No dia 29 de Dezembro
Em uma data bem proclamada
O bispo Dom Frei Miguel de Bulhões
A erigiu em paróquia calada

Porém João Paulo de Sarges de Barros
Com o seu jeito extraordinário
Conforme o desejo de seu pai
Para fazer o necessário
Da paróquia cala de Igarapé-Miri
Foi ai o seu primeiro vigário

Mas o padre João Paulo de Sarges de Barros
Deu a igreja novos andamentos
Permaneceu aí como vigário
Com muito contentamento
Até mil setecentos e setenta e sete
Época de seu falecimento

Depois da morte de João Paulo de Sarges de Barros
Que fez aí um belíssimo trabalho
Vários padres assumiram
Trabalhando de vigário
Levando o evangelho ao povo
Sendo ótimos missionários

Mas porém por muitos tempos
Assumiram aqui os padres estrangeiros
Que contribuíram muito com nossa paróquia
Com um objetivo verdadeiro
Os quais foram bem acolhidos
Por esse povo hospitaleiro

Agora que já são quase três séculos
Desta bonita tradição
Que atrai povos de toda redondeza
Com muita convicção
São momentos de alegria
Paz, esperança e devoção

Dia dezesseis de julho é o círio
Que é muito especial
Em um domingo no meio da festa acontece
A romaria fluvial
Com o encerramento no dia vinte e seis
Desta festa tradicional

Porém ser igarapé-miriense
Pra mim vale apenas
É legal se banhar em suas águas
Que são tranqüilas suaves e serenas
Pois aqui é conhecido
Como o caminho de canoa pequena.

Mas esta terra de canoa pequena
Eu a gosto de toda maneira
As pessoas que aí vivem
São humildes e hospitaleiras
Que recebe o titulo de capital do açaí
E cidades das palmeiras

Temos a nossa paróquia de Sant’Ana
Que boa formação nos dá
Ainda temos os nossos padres
Que estão sempre a nos orientar
A qual fazemos parte
Da prelazia de Cametá.

Portanto esta foi um pouco da história
Que tentei aqui descrever
Agradeço ao nosso Deus
Que iluminou o meu saber
E que essa paróquia sempre esteja disposta
Para o seu povo atender.

Você que leu esta história
Não pense que é boato
Pois tudo o que escrevi
Aconteceu e foi exato
Conforme eu li no livro
Do escritor Eládio Lobato

Aqui já estou finalizando
Muito alegre e contente
Agradecendo o nosso Deus
O bom Pai Onipotente
Esses são os votos que deseja
O poeta maúbense.

Bem vindo em igarapé-miri
Esta terra tão bacana
Narrei aquilo que eu li
Em uma alegria tamanha
Deus foi quem me iluminou
Isto foi com muito amor
Ternura fé no Senhor
Obrigado senhora Sant’Ana.

Raimundo Benedito Pinheiro Cardoso
Endereço: Rio Maúba
Município de Abaetetuba com Igarapé-Miri.

MÚSICA NO MAÚBA
Meu nome é Dielson Leão, tenho 23 anos.
Tudo começou quando eu participava do grupo de jovens de minha comunidade, quando comecei a cantar em encontros que tínhamos. Mas eu era muito tímido, tinha vergonha de cantar, depois meus amigos começaram a me incentivar e um amigo até chegou a me perguntar se eu ainda não tinha pensado em compor músicas, disse que não, mas depois disso comecei a pensar e compus uma música.
Minha primeira música foi “JOVENS COM CRISTO” que foi muito cantada. Eu e um amigo resolvemos montar um esquema que se chama “VENDAVAL”, somente com musicas religiosas, daí fui cantando, até cantar outras musicas.
Os jovens curtem muito as musicas que faço, pois a faço falando sobre a nossa realidade, agora no meu segundo CD fiz uma música falando de nossas ilhas.
Para gravar os meus CD’s, tive a ajuda da Paróquia das ilhas, do Padre Jaime, Hélio Maciel, vereador Sabiá, Nailson e outros amigos. Gravei meu segundo CD com 13 músicas, depois, gravei meu segundo CD com 12 músicas, mas já fiz muitas outras musicas, não lembro exatamente quantas, mas calculo que já fiz umas 70 musicas.
A música que mais gosto é “Amor nos Une” do segundo CD, e já vendi vários CD’s e pretendo ir em frente, seguindo essa carreira, porque tenho uma comunidade e amigos que amo e que me incentivam cada vez mais.
Minha primeira música:
Jovens Com Cristo
Olhando a vida que ficou pra trás, os maus momentos eu não quero jamais, mas vi a paz, lutando pelo amor, quando um jovem a cristo se ligou.
Atuando sempre em comunidade, revendo seus passos, construindo de verdade, uma história onde todos são iguais, a força jovem constrói a paz.
Construa ao Cristo no rosto seu, a vida que ele viveu, não só por mim, nem só por ti, por todos ele morreu.
Ser jovem com Cristo tu vais merecer, em comunidade é bom de viver, revendo seus passos num mundo de verdade para construir a história da comunidade.
Sou jovem da PJ sou jovem, somos jovens da PJ, somos jovens.

Música: Mapa Das Ilhas
Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.
Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,
Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauira, Jenipaúba, Campopema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Pequiarana, Japariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cutininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.
Informantes:
.  Bera da Costa
.  Enedina Ramos da Fonseca, com idade de 91 anos, nascida no dia 15/6/1916, filha de Palmira Ramos Fonseca e Apolinário dos Passos Fonseca, sendo seus avós paternos: Vicente Cornélio e Vicência Maria Fonseca; avós maternos: Levindo Manoel Ramos e Josefa Ramos Fonseca.
.  Entrevista: Zacarias Gomes Cardoso – morador do Rio Maúba há 59 anos.
.  Entrevistado: Zacarias Gomes Cardoso
.  Manuel Macedo Gloria – desenvolve a atividade há quase dois anos no Maúba.
.  Joana Gonçalves de Souza 50 anos
.  Maria de Lourdes Machado da Silva 48 anos
.  Josivane de Souza Macedo 25 anos
.  Marciane do Socorro Ferreira Corrêa 31 anos
.  Eraldo Glória Pantoja.
.  Nazaré Pantoja de Souza
.  Maria das Graças Alfaia Cardoso. 50 anos
.  Nazaré Pantoja de Souza 34 anos
.  Maria de Lurdes da Silva 35 anos
.  Saúl de Nazareno Gonçalves Lobato 19 anos
.  Tarsio Alexandre Rodrigues 27 anos
.  Deusa Ferreira e Ferreira 44 anos
.  Raimundo Benedito Pinheiro Cardoso 29 anos.
                  Postado por blog do "riba" às 07:49
FAMÍLIAS NA LOCALIDADE RIO MAÚBA E SEUS ARREDORES
As margens do rio moravam apenas 20 famílias, pessoas que hoje já morreram e seus filhos e netos alguns continuam no rio Maúba e outros foram para Abaetetuba, Belém, Barcarena e outros lugares.
Famílias A
Família Almeida
Os de Almeida
.  Raimundo de Almeida, que é um dos que mantém economicamente o Clube Mangueirinha da localidade Maúba, citado em 2008.
Família Rodrigues Alves
.  Família Rodrigues Alves, atuais donos do antigo Sítio Santa Cruz e donos do barco Rodrigues Alves que faz linha para Breves, Belém, Cametá, Mocajuba e outras cidades.
Famílias B
Família Barros
.  João Paulo de Sarges Barros, citado em 1730, falecido em 1777, em Igarapé-Miri/Pa, casado e com filho padre.
Famílias C
Família Cardoso
.  Maria das Graças Alfaia Cardoso, 50 anos, origem na localidade Maúba, citada em 2008.
.  Raimundo Benedito Pinheiro Cardoso 29 anos, origem na localidade Maúba, poeta, citado em 2008.
.  Zacarias Gomes Cardoso, morador do Rio Maúba há 59 anos, informante sobre os engenhos do Maúba, citado em 2008.

.Família Conceição
.  João Gomes da Conceição/Bibicita, exerce a função de queimador há 53 anos nas olarias do Maúba, citado em 2008.
Família Correa
.  Marcelino do Espírito Santo Gonçalves Corrêa, filho de Miguel Pinheiro Correa, este já falecido em 2008, que é um dos mais antigos donos de mercearias do Rio Maúba, desenvolvendo essa atividade há 46 anos, capataz da Colônia de Pescadores do Maúba, que cede sua casa para as reuniões da comunidade de Nossa Senhora de Fátima, citado em 2008.
.  Marciane do Socorro Ferreira Corrêa, 31 anos, origem na localidade Maúba, citada em 2008.
Família Costa
Os da Costa
.  Bera da Costa, origem na localidade Maúba, citado em 2008.
Famílias F
Família Ferreira
Os Ferreira
.  Bizinho Ferreira, que antigamente cedia sua casa para os cultos católicos durante 2 anos, citado em 2008.
Raimundo da Cruz, que cedeu um grande terreno para a edificação da capela católica do Maúba, citado em 2008.
.  Caboco Ferreira, dono de casa de festa, comércio e engenho no Sítio Miguelão, da localidade Maúba, em 2008.
Os Rodrigues Ferreira
.  Pedro Rodrigues Ferreira/Pedrozinho, era dono de forma e tinha uma casa muito grande onde festejava o santo São Pedro no dia 29 de Junho e onde surgiu a comunidade católica do Maúba, catequista, citado em 2008.

.  Samuel Rodrigues Ferreira, dono do Engenho Santa Terezinha para fabricar açúcar moreno na localidade Rio Maúba.
Família
.  Adamor Lima,  filho de Dalita Ferreira e Adamor Lima, escritor, formado padre pela Diocese de Abaetetuba.
. Agnaldo Lima, filho de Dalita Ferreira e Adamor Lima
.  Aládia Ferreira, filha de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, teve a filha Cristina e posteriormente, em Belém,casou com Benunes e tiveram 6 filhos: Ana, Bicola, Tatá, Batata, Francelino e Nádia.
.  Ana Ferreira, filha de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com Salito Correia, este com origem na localidade Rio Maúba e tiveram 14 filhos: Marciane, Teinho, Marcilene, Tio Naco, Baixinho, Louro, Naldo, Valdo, Patuquinha, Marcinéia e Paulo.
.  Assis Lima, filho de Dalita Ferreira e Adamor Lima
.  Carmita Ferreira, filha de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com Benedito Melo, este com origem na Costa do Marajó e não tiveram filhos, se separaram e Carmita teve a filha Silene  em 2ª núpcias com Vitor Nahum, este morador da Ilha Grande.
.  Cláudio Ferreira, filho de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com Ziza, esta de Belém/PA e com 8 filhos: Josy (falecida com 7 anos), Tubinho, Cojeca, John, Gerard, Pedro, Chapolim e Tetéia.
.  Dalita Ferreira, filha de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com Adamor Aires de Lima, este filho de Pedro Pereira Pinheiro de Lima e Italvina Aires de Lima, moradores da localidade Rio Panacuéra e Dalita e Adamor tiveram 10 filhos: Assis, Maneca, Dineth, Maica, José, Adamor, Maria (nasceu morta), Luzi, Agnaldo e França Lima.
.  Dineth Lima, filho de Dalita Ferreira e Adamor Lima
.  Elesbão Ferreira, filho de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, e Elesbão se uniu com Edna, esta com origem em Abaetetuba e os dois tiveram 4 filhos: Beth, Elizeth, Preta e Ted, antes da separação.
.  Euflorsina, que era madrinha e mãe de criação de Raimunda Lopes Ferreira
.  Florisbela, filha da 2ª núpcias de Maria das Mercês
. França Lima, filho de Dalita Ferreira e Adamor Lima
.  Calazans Ferreira/Calá, filho de Maria das Mercês
. Gazinho Ferreira, filho de Maria das Mercês, que casou com a parteira Guíta Ferreira.
.  Gemina Ferreira, casou com Joaquim Ferreira
.  Guíta Ferreira, filha de Maria das Mercês, que casou com Caboco Ferreira, este irmão de Pedro Ferreira/Pedrozinho.
.  Izabel Ferreira, filha de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou aos 15 anos com João do Meio, este com origem no Igarapé Arara, braço do Rio Maúba e João desenvolvia várias atividades, incluindo carpintaria naval e Izabel e João do Meio tiveram 13 filhos: Pedrinho, Teté, Mariazinha, Catarina, Lente, Socorro, Goda, Márica, Mariza, Chuca, Tipeco ou Chibé, Jóia e Tio.
. João Rodrigues Ferreira, irmão de José Rodrigues Ferreira
.  Joaquim Ferreira, filho de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com Gemina, esta filha de Santos Ferreira, este filho de Maria das Mercês, sendo que Joaquim e Gemina não tiveram filhos, mas Joaquim teve um filho com Sinhá Ferreira, esta filha de Sandango e o filho chamado Manequinha.
.  José Lima, filho de Dalita Ferreira e Adamor Lima
.  José Rodrigues Ferreira, com origem na localidade Rio Panacuerazinho, município de Ig-Miri, casou com Bernardina Serrão Ferreira, esta com origem na localidade Rio Paruru e com filhos. José Rodrigues Ferreira tem irmãos.
.  Luzi Lima, filha de Dalita Ferreira e Adamor Lima
.  Maica Lima, filho de Dalita Ferreira e Adamor Lima
.  Maneca Lima, filho de Dalita Ferreira e Adamor Lima
.  Manoel Ferreira, filho de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com a professora Hélia, esta com origem em Abaetetuba e tiveram 3 filhos: Cláudia, Mírian e Roberto.
. Manoelzinho do Caburé, pai de Maroca, esta casada com Santos Ferreira.
. Maria das Mercês, de origem cearense, tendo chegado para morar na localidade Rio Anapu, em Ig-Miri, que depois mudou para a localidade Rio Panacuéra e, posteriormente, na localidade Rio Maúba, casada e com filhos: Raimunda Lopes Ferreira e outros 11 irmãos: Mimi, Santos, Gazinho, Calazans/Calá, Saci, Guita, Nemorina/Gugu, Raimunda Ferreira, que eram filhos por parte de pai e, ainda: Florisbela/Pombinha, Mimita e Marieta, que eram filhos por parte de mãe de Maria das Mercês. Além desses filhos, D. Maria das Mercês, quando ficou viúva, ainda teve 3 filhos em 2ª núpcias: Raimunda Lopes Ferreira e outros dois, tendo falecida no parto da filha Raimunda Lopes Ferreira.
.  Marieta, filha da 2ª núpcias de Maria das Mercês
.  Mimita, filha da 2ª núpcias de Maria das Mercês
.  Morenita Ferreira, filha de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com Mito Glória, este com 30 anos, origem na Costa do Marajó e tiveram 6 filhos: Heraldo, Dedeco, Veca, Deva, Moça e Diva Glória.
.  Nemorina Ferreira/Gugu, filha de Maria das Mercês, casou com Sandango e com filhos: Sinhá e outros.
.  Ninin Ferreira, filha de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com Mário Lobato, este do município de Ig-Miri e foram morar na localidade Rio Panacuéra e com 8 filhos: Margareth, Márcio, Tio Gordo,  Socorreia, Coração, Beleza, Tosca e Jorginho.
.  Pedro Ferreira/Pedrozinho, com origem na localidade Rio Maúba, filho de José Rodrigues Ferreira, inicialmente era muito pobre, casou aos 21 anos com sua prima Raimunda Lopes Ferreira e foram morar em um casebre de palha e paxiúba e foi trabalhar duro na lavoura, na pesca e sua esposa também trabalhava no mato e nos rios. Pedro e Raimunda tiveram 13 filhos: Dalita, Morenita, Zizinho, Joaquim, Izabel, Carmita, Ninin, Aládia, Elesbão, Manoel, Cláudio, Ana e Toiá Ferreira.
.  Pedro Pereira, chegou a casar com D. Euflorsina e logo após se separaram.
.  Raimunda Ferreira, filha de Maria das Mercês
.  Raimunda Lopes Ferreira, nascida a 26/10/1913, filha de João Rodrigues Ferreira, chegou a estudar as primeiras letras, prendas domésticas e orações na escola do Engenho Santa Cruz, de Avelino do Vale, este casado com D. Mundica e Raimunda casou aos 16 anos com seu primo Pedro Ferreira e tiveram filhos.
.  Saci Ferreira, filho de Maria das Mercês
.  Santos Ferreira, filho de Maria das Mercês, casou com Maroca, esta filha de Manoelzinho do Caburé e com filhos: Gemina e outros.
.  Sinhá Ferreira, filha de Nemorina Ferreira e Sandango e com um filho de Joaquim
.  Toiá Ferreira, filha de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, casou com Lucivaldo, este irmão de Salito Correia e tiveram 3 filhos: Lucinho, Néia e Gagau e Lucivaldo veio a falecer com 3 anos de casados.
.  Zizinho Ferreira, filho de Pedro Ferreira/Pedrozinho e Raimunda Lopes Ferreira, e Zizinho como incansável trabalhador marítimo construiu seu patrimônio em forma de embarcações, grandes iates que viajavam para Manaus, Santarém, Guianas e Zizinho casou com Joca, esta originária da localidade Araraim,  município de Igarapé-Miri e tiveram 7 filhos: Zinaldo, Vavai, Joinha, Izileide, Izilene, Preto-Gito, Bulucuteco e Pedrico e outros filhos extraconjugais: Zé Braga, Biito e Izidoro, tendo Zizinho se mudado com a família para Belém/PA.
Os Outros Ferreira
.  Deusa Ferreira e Ferreira 44 anos, origem na localidade Maúba, professora citada em 2008.
.  Martinha Pantoja Ferreira tem 91 anos, filha de Rosa de Almeida Pantoja e Cândido de Almeida Pantoja, parteira desde os 16 anos de idade e até os dias atuais (2008), c/c José Calazans Ferreira/Cala.
Família Fonseca
Família
.  Enedina Ramos da Fonseca/Giloca, com idade de 91 anos em 2008, nascida no dia 15/6/1916, filha de Palmira Ramos Fonseca e Apolinário dos Passos Fonseca, sendo seus avós paternos: Vicente Cornélio e Vicência Maria Fonseca; avós maternos: Levindo Manoel Ramos e Josefa Ramos Fonseca. Dona Enedina mais conhecida como Giloca, não teve nem um filho e nem marido, mas criou filhos de outras pessoas. Dona Giloca contou também que trabalhava na plantação de acará e açaí. Os pais de dona Enedina/Giloca contavam seringueiras ela ajudava vender para sustentar sua família, eles comiam raiz de pau, acará, misturavam açaí com acará amassavam no aguidal para fazer sua alimentação.
Famílias G
Família Glória
.  Manuel Macedo Gloria, desenvolve a atividade econômicas há quase dois anos no Maúba, citado em 2008.
Família Gomes
.  Francisco da Silva Gomes, que é um dos coordenadores da Igreja Nossa Senhora de Fátima , que foi fundada em 13/04/1995, na localidade Maúba, citado em 2008.
.  Raimundo de Oliveira Gomes, presidente do Clube Barcelona da localidade Maúba, citado em 2008.
Francimário Pinheiro Gomes, jovem presidente do Clube Manival Esporte Clube da localidade Maúba, citado em 2008.
Famílias L
Família Leão
Dielson Leão, tenho 23 anos, músico na Maúba, citado em 2008.
Família Lobato
Os Lobato
Cesário Lobato, dono de engenho para fabricar mel em 1922 na localidade Rio Maúba.
Os Outros Lobato
Saúl de Nazareno Gonçalves Lobato 19 anos, origem na localidade Maúba, citado em 2008.
Famílias M
Família Macedo
.  Josivane de Souza Macedo, 25 anos, origem na localidade Maúba, citada em 2008.
Família Maués
.  Rosendo Maués, dono do Engenho Santo Antonio para fabricar cachaça na localidade Rio Maúba.
Famílias O
Família Oliveira
Os Gonçalves de Oliveira
.  Ana Gonçalves de Oliveira, citada em 1714, em Igarapé-Miri/Pa, c/c o comerciante Jorge Monteiro em 1730.
.  Antonio Gonçalves de Oliveira, português, citado em 1714 em Igarapé-Miri/Pa.
Famílias P
Família Pantoja
Os Pantoja
.  Eraldo Pantoja que ajuda a manter o clube Barcelona na localidade Maúba, citado em 2008.
.  Nilza Pantoja, prefeita de Igarapé-Miri (2008).
Os Outros Pantoja
.  Antonio Ramos Pantoja, freteiro da localidade Maúba que transporta passageiros para Abaetetuba, citado em 2008.

.  Benedito Ferreira Pantoja, dono de engenho para fabricar açúcar e mel de cana na localidade Rio Maúba.
.  Eraldo Glória Pantoja, origem na localidade Maúba, citado em 2008.
.  Fernando da Silva Pantoja, que é um dos coordenadores da Igreja de Nossa Senhora de Fátima na localidade Maúba, citado em 2008.
.  Francisco Teixeira Pantoja, que é dirigente da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na localidade Maúba, citado em 2008.
Família Pinheiro
Os Pinheiro
  Raymmundo Chrispim Pinheiro, comerciante e dono de engenho no Rio Maúba.
Famílias R
Família Rodrigues
Os Rodrigues
Tarsio Alexandre Rodrigues 27 anos, origem na localidade Maúba, citado em 2008.
Famílias S
Família Silva
Os Silva
.  Fermino Silva que também é um dos mais antigos donos de mercearia, que vem desenvolvendo sua profissão há uns 20 anos, citado em 2008.
Os da Silva
.  Maria de Lourdes da Silva 35 anos, origem na localidade Maúba, citado em 2008.
Os Outros Silva
.  Maria de Lourdes Machado da Silva, 48 anos, origem na localidade Maúba, citada em 2008.
.  Natanael Machado da Silva, presidente do clube Real Madrid na localidade Maúba, citado em 2008.
Família Sousa
.  Domingos de Assis Pantoja de Souza, dono de barco freteiro de pessoas e mercadorias no Maúba, citado em 2008.
.  Joana Gonçalves de Souza, 50 anos, origem na localidade Maúba, citada em 2008.
.  Nazaré Pantoja de Souza 34 anos, origem na localidade Maúba, citada em 2008.
Família Teixeira
Famílias T
.  George Pantoja Teixeira, presidente do clube Mangueirinha da localidade Maúba, citado em 2008.
Famílias V
Família Alves Vaz
.  Alves Vaz, antigos donos do Sítio Santa Cruz, que subsistiu até a década de 1920, onde hoje (2008) fica a Escola Graziela, um posto de saúde e casas que formam pequenas vilas.
Família Vasconcelos
.  Família Vasconcelos, antigos donos do Sítio Santa Cruz, na localidade Maúba, onde existia comércio, engenho e que deixaram o Maúba em 1920.
Postado por blog do "riba" às 07:49
Figuras Populares da localidade Rio Maúba
. Bizinho Ferreira, que antigamente cedia sua casa para os cultos católicos durante 2 anos, citado em 2008.
Raimundo da Cruz, que cedeu um grande terreno para a edificação da capela católica do Maúba, citado em 2008.
.  Dona Alzira, antiga moradora do Maúba.
.  Carmita, catequista na localidade Maúba, citada em 2008.
.  Cilene, moradora no Rio Panacauera, auxiliar de enfermagen no Maúba, citada em 2008.
.  Dico, antigo morador da localidade Maúba.
.  Dolores, catequista na localidade Maúba, citada em 2008.
.  Fábio, era pescador e trabalhador na torna do Sr. Pedrozinho, casado com D. Santinha e com várias filhas com a sua esposa.
.  Dona Gegé, nora de Pedro Rodrigues Ferreira/Pedrozinho em 2008.
.  João, vizinho do Sr. Fábio na localidade Rio Maúba.
.  Léo, vizinho do Sr. Fábio na localidade Rio Maúba.
.  Sr. Manduca, antigo morador da localidade Maúba.
.  Miguel, antigo morador da localidade Maúba.
.  Sr. Pedro, na intimidade Pedrozinho, popular figura do Maúba, era pescador, dono de casa de comércio e engenho, dono de torna.
.  D. Santinha, esposa de Fábio,que fazia paneiros na torna do Sr. Pedrozinho, casado com Fábio e com várias filhas.
.  Zacarias, auxiliar de enfermagem no rio Maúba, catequista, citado em 2008.
.  Zeca, antigo morador da localidade Maúba.

Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 3/1/2011.

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