BRINQUEDOS DE MIRITI:
GERANDO RENDAS
Fonte: diariodocongresso.com.br
DC diário do Congresso
Terça, 8 de Maio de 2012
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Publicado por Caroline em 7 de maio de 2012 às 13:54
hs
O município de Abaetetuba,
no Baixo Tocantins, é conhecido pela tradição dos brinquedos de miriti,
produzidos por centenas de artesãos locais. A matéria-prima, que é extraída de
uma palmeira com o mesmo nome, deverá gerar ainda mais renda para a
população que vive desta arte. Um projeto desenvolvido e incentivado pelo
Governo do Estado vai fomentar a fabricação de papel e outros produtos a partir
do miriti. A iniciativa também visa incentivar o plantio da palmeira, que em
alguns casos compete com o açaizeiro, outra fonte de renda do município.
Os artesãos abaetetubenses
estão animados com as novas perspectivas quanto ao aproveitamento do
miriti. Ivan Leal, que há 25 anos trabalha na fabricação dos brinquedos e
peças regionais, diz que o projeto deverá atrair ainda mais investimentos para a
região. “Esse projeto vai incentivar o plantio da palmeira do miriti, que às
vezes perde espaço para o açaí. Com novos meios para a utilização e
reaproveitamento desta matéria-prima, acreditamos que haverá maior geração
de renda para a nossa população”, diz Ivan, que pertence à Associação dos
Artesãos de Miriti e acompanha de perto o andamento do projeto.
“Nós já tivemos reuniões
com vários representantes do Governo do Estado, que nos garante apoio por
meio de várias secretarias, como a Seter (de Trabalho, Emprego e Renda), Sedip
(de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção) e a Emater
(Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural). Agora estamos registrando a
cooperativa para desenvolver a técnica de fabricação do papel a partir da fibra
do miriti. Além do papel, também poderemos fabricar brinquedos em larga escala
e até compensados acústicos, valorizando ainda mais o nosso trabalho e a nossa
região”, explica Leal, que junto com outros artesãos locais participou do
Miriti Fest, um dos maiores festivais de artesanato do Estado, que aconteceu em
Abaetetuba até este domingo, 6.
Tradição garande emprego e
renda a centenas de famílias
O comércio e serviços são a base da economia
abaetetubense e o miriti é um dos produtos que trazem maior renda para os produtores
locais. Depois de beneficiado, o miriti pode virar a tábua de paxiuba para
assoalho das casas, esteira e divisória de compartimentos. Serve também ao
artesanato, com a fabricação de biojoias e brinquedos que retratam
o cotidiano ribeirinho.
Também é utilizado na
culinária. Por ser um fruto, dele são feitos doces, sucos e temperos.
O comércio do beneficiamento do miriti atinge a maior rentabilidade na
época do Círio. Os mais de 120 produtores são assistidos pela Emater
local, vinculados à Associação dos Artesãos de Brinquedos e Artesanato de
Miriti de Abaetetuba (Asamab), chegam a lucrar, em média, de 200 a
300 mil reais nesse período.
No Miriti Fest, toda a
variedade desta tradição pode ser conferida. Célio Ferreira trabalha com o
miriti há 27 anos. Para ele, que se especializou em retratar o cotidiano e a
natureza amazônida em suas peças, esse trabalho é uma “brincadeira”. “Para mim
é uma brincadeira que a gente leva a sério. Sustento a minha família com este
trabalho, que me dá, sobretudo, muito prazer. Retrato os animais e o
cotidiano da nossa região, pois é o que chama mais atenção do público. Em época de festas ou em
eventos apoiados pelo Governo em outros Estados, eu e meus companheiros
produzimos até duas mil e quinhentas peças”, conta Célio.
Assim como Célio, Nildo
Silva sobrevive exclusivamente da arte do miriti. Há 13 anos, ele largou o
emprego de balconista para seguir a profissão do pai, que confeccionava
brinquedos de miriti desde pequeno. Com a tradição abaetetubense, Nildo diz
faturar pelo menos o dobro do que ganhava como balconista. “Trabalho peças mais
contemporâneas, que chamam a atenção das crianças. Tenho os personagens
infantis atuais, que ganham espaço entre tantas peças regionais. Em meses
de festivais, como o Miriti Fest e o Círio, eu produzo cerca de 300
peças. Dá para ganhar bem, principalmente com o apoio que recebemos para levar
o nosso trabalho cada vez mais longe”, ressalta o artesão, que tem a ajuda da mulher na confecção dos brinquedos.
Fonte: Agência Pará de
Notícias
Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba-PA
adorei o blog. recomendo!!!!!
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