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quinta-feira, 3 de maio de 2012

HISTÓRIA DO PARÁ: SÍMBOLOS PARAENSES


OS SÍMBOLOS DO PARÁ, CLUBE REPUBLICANO E HYGINO AMANAJÁS

Hygino Amanajás


Em Catálogo de Obras Raras ou Valiosas
AMANAJÁS, Hygino:
Noções de Educação Cívica: para uso das escolas primarias do Estado do Pará.
Belém: Typ. do Diario Official, 1898. 120 p. retr.
Nasceu em Abaetetuba, Pará e faleceu a 17 de janeiro de 1921. Educador, contista e político paraense. Em Abaetetuba fez seus estudos primários, completando os secundários no Seminário Episcopal, sob as vistas dirigentes do sábio prelado D. Antonio de Macedo Costa. Colaborou no seminário Estrela do Norte. Fundou e redigiu o semanário "O Abaetéense". Filiado a antiga escola conservadora, foi eleito por várias vezes deputado à Assembléia Legislativa. As suas idéias evolucionaram com a propaganda abolicionista para a República, sendo eleito deputado, logo após, a Constituinte do Estado, continuou a ocupar esta cadeira com brilhantismo e lealdade política. Sua administração na Imprensa Oficial mereceu os maiores encômios. Autor laureado de várias obras didáticas, dentre as quais destaca-se, por melhor merecimento, a intitulada "Alma e Coração". Escreveu: Contos e Lendas Paraenses.


A Bandeira do Pará
O Clube Republicano Paraense congregava os militantes paraenses na causa republicana do Pará, clube que possuía a sua bandeira e com ela, foi proclamada a República no Pará a 16 de novembro de 1889, quando tremulou pela 1ª vez.
No ano seguinte, em sessão realizada a 10/4/1890, o Conselho Municipal, acolhendo proposta de seu presidente, Artur Índio do Brasil, aprovou a adoção da Bandeira do Clube Republicano como bandeira do município de Belém.
Em 3/6/1898, o deputado estadual Hygino Amanajás apresentou um projeto à Câmara Estadual pelo qual o tradicional símbolo dos republicanos passava a ser considerado como Bandeira do Estado do Pará, que foi aprovado por unanimidade e teve o seguinte teor:

                  “O Congresso Legislativo do Estado do Pará decreta:
                   Art. 1º - Fica considerada como Bandeira do Estado do Pará a que servia de distintivo ao Clube Republicano Paraense, antes da Proclamação da República, e que em sessão de 10 de abril de 1890 foi adotada como Bandeira do Município.
                   Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário”.

Simbolismo da Bandeira:
A faixa branca é a faixa planetária e representa o Zodíaco “projetada com um espelho horizontal”. Lembra o nosso equador visível e o gigantesco rio das Amazonas.
A estrela pertence à constelação da Virgem e é de 1ª grandeza. Chama-se Espiga, simbolizando o destaque do Pará na linha equatorial, visto que, na Bandeira Nacional, o nosso Estado goza de situação privilegiada sobre a faixa “Ordem e Progresso”.
O vermelho simboliza a força do sangue paraense, que corre nas veias com um verdadeiro espírito de luta harmonizada, dando provas de dedicação dos patriotas equatoriais pela Adesão do Pará à Independência e à República, realizadas em 11 de agosto de 1823 e 16 de novembro de 1889.
Assim é nossa Bandeira, símbolo de um passado heroico, presente brilhante e a esperança de um futuro promissor.
Autores da Bandeira:
Essa Bandeira foi idealizada por Philadelfo Condurú, membro entusiasta do Partido Republicano Paraense.

O Brasão do Pará
  
Histórico
O Brasão de Armas do Estado do Pará foi criado pela Lei nº 912 de 9 de novembro de 1903, sancionada pelo governador Augusto Montenegro em ato oficial e tem a seguinte redação:

            “Lei nº 912 de 9 de novembro de 1903 cria um Escudo D’Armas para o Estado.
              O Congresso Legislativo do Estado decreta e eu sanciona a seguinte Lei:
              Art. 1º - Fica criado um Escudo D’Armas para este Estado.
              Parágrafo Único: - O Escudo será vermelho, cortado por uma faixa oblíqua branca da esquerda para a direita, com inclinação de 45º, tendo a mesma faixa ao centro uma estrela azul. Este escudo avulta sobre outro, recortado nas extremidades de fundo róseo, encimando-o duas volutas ligadas a um pedestal, sobre o qual se vê uma altiva águia guianense prestes a alçar vôo.
               No último plano por trás da águia, destaca-se o sol nascente. A base do escudo maior cruzam-se dois virentes ramos, um de seringueira e outro de cacaueiro. O 1º acompanhando à esquerda os recortes do referido escudo e o 2º erguendo-se para a direita, entrelaçado com uma fita amarela, que se alonga até a parte superior do escudo sobre o qual se lê: “Sub lege progrediamur – Estado do Pará”.
                Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário”.
                O secretário de Estado da Justiça Interior e Inscrição Pública assim a faça escutar.
                Palácio do Governo do Estado do Pará, aos nove dias do mês de novembro do ano de mil novecentos e três – décimo quinto da República.

Simbolismo do Escudo:
As cores vermelho e róseo representam as cores republicanas.
Os ramos de seringueira e cacaueiro representam a riqueza exponencial da época.
A águia guianense representa a altivez, nobreza e realeza do povo paraense.
A faixa branca corresponde à linha imaginária do Estado do Pará ao extremo Sul.
A estrela solitária representa o Pará como unidade da república Federativa Brasileira.
A inscrição latina sub lege progrediamur, traduzida para o português, significa “Sob a lei progrediremos”.

Autores:
Foi autor do desenho o arquiteto José Castro Figueiredo, cabendo ao historiador geógrafo Henrique Santa Rosa a sugestão dos motivos para a sua confecção.

O Hino do Pará
 
Histórico:
O “Hino do Pará” surgiu em época anterior ao ano de 1915 e não tinha caráter ou sentido de hino oficial, desconhecendo-se qualquer ato que o tenha oficializado naquela oportunidade.
Era cantado pelo alunos do “Collégio Progresso Paraense” e foi publicado em 1915, na página 5 dos “Annaes do Collégio Progresso Paraense”, edição comemorativa do tricentenário da fundação de Belém.
O referido Hino foi tornado oficial com o nome de “Hino do Pará” através do artigo 4º da Constituição do Estado do Pará (Emenda Constitucional nº 1, de 2 de outubro de 1969).

Simbolismo do Hino do Pará:
A letra deste hino é um verdadeiro poema de exaltação ao Estado do Pará. Ela fala de beleza natural do Estado, da exuberância de suas matas e florestas, dos seus rios, do heroísmo de seu povo e traz uma mensagem de otimismo e esperança para o futuro.

Autores:
Foi autor da letra do “Hino do Pará” o prof. Dr. Arthur Teódulo Santos Porto, conhecido intelectual e educador, fundador do “Collégio Progresso Paraense”, nascido em Pernambuco em 1866 e falecido em Belém-PA em 1938.
Embora atribuída a Gama Malcher, professor de canto coral do referido colégio, a autoria da música é na realidade de Nicolino Milano, violonista, compositor e regente brasileiro, nascido em Lorena-SP no ano de 1876 e falecido no Rio de Janeiro em 1931.
O Maestro Gama Malcher foi o autor da adaptação e do arranjo musical para o canto coral.

Obs.: São informações do estudioso do assunto, paraense e residente em Brasília, Vicente Salles e publicadas no Jornal “O Liberal”, edição de 4 de julho de 1993, reportagem do jornalista Ossian Brito.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

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