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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Igarapé-Miri - Alguns Aspectos 3 e Distritos do Município de Igarapé-Miri

ALGUNS ASPECTOS 3 E DISTRITOS DO MUNICÍPIO DE IGARAPÉ-MIRI
Bandeiras e brasões dos municípios do Baixo Tocantins
Brasão de Igarapé-Miri

Fonte: Blog Cametaoara
DISTRITOS DO MUNICÍPIO DE IGARAPÉ-MIRI
Igarapé-Miri é um município do estado do Pará e que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e na Microrregião de Cametá, fazendo limites com os municípios de Abaetetuba, Cametá, Moju e Mocajuba, todos do estado do Pará. O município de igarapé-Miri é conhecido como "A Capital Mundial do Açaí", por ser o município com maior produção mundial desse fruto amazônico e o nome Igarapé-Miri, traduzido do tupi, significa "caminho de canoa pequena", através da junção dos termos ygara ("canoa"), apé ("caminho") e mirim ("pequeno") e também é conhecida pela tradicional Festividade de Sant'Ana (padroeira da cidade) que teve início no ano de 1714 e cujas comemorações acontecem no período de 16 a 26 de julho.

                  Fonte: www.citybrazil.com.br


História da Cidade






O atual município de Igarapé-Miri localiza-se à margem direita do rio homônimo, na zona fisiográfica Guajarina.
Segundo crônicas do tenente-coronel Agostinho Monteiro Gonçalves, teve como fundamento histórico uma fábrica e depósito nacional para aparelhamento e extração de madeira de construção exportadas, dali para Belém, no reinado de D.João V. as terras estendiam-se desde a margem do rio Santana do Igarapé-Miri, pelo centro, até do rio Itamembuca.
Em 1710, João Melo Gusmão obteve, por cessão, duas léguas abrangendo, inclusive, os terrenos onde estava situado a referida fábrica, logo vendido ao português agricultor e comerciante Jorge Monteiro, que edificou a primeira capela de Senhora Santana, em que realizava grandes festejos. Em 1730, sucedeu-o na posse da capela, engenho, casas da fábrica e de moradia João Paulo de Sarges Barros, que prosperou, também, com a produção de melaço, açúcar, aguardente e tecidos de algodão.
Fertilidade do solo, riqueza de seus habitantes e festa realizadas por Barros à Senhora Santana foram os principais fatores da imigração de muitos estrangeiros ali estabelecidos como comerciantes e agricultores.
Após a reconstrução da igreja Santana do Igarapé-Miri, Barros entregou ao bispo, Frei Miguel de Bulhões, que, 1752, transformou-a em paróquia, cujo patrimônio foi constituído dois anos depois, pelo, fundador. O primeiro vigário foi padre João Sarges de Barros .
Igarapé-Miri passou para a independência como freguesia de Nossa Senhora Santana, concorrendo para o desenvolvimento da mesma a existência um furo. Esse furo, na época das águas vivas permitia passagem de barcos até 4.000 arrobas, constituindo assim ponto de parada para as embarcações que demandava à cidade de Belém.
Em 1843, adquiriu categoria de vila e de município, sido instalado em 1845.
Entretanto, em 1930, foi extinto ficando seu território incorporado ao de Abaeté. A restauração ocorreu no mesmo ano.
O topônimo, de origem indígena, significa caminho de canoas, pequeno.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Santana do Igarapé-Miri, em 1758, subordinado ao município de Belém.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Santana do Igarapé-Miri, pela lei provincial nº 113, de 16-10-1843, desmembrado de Belém. Sede na antiga vila de Santana do Igarapé-Miri. Constituído do distrito sede. Instalado em 26-07-1845.
Pela lei nº 118, de 11-09-1844, a vila de Igarapé-Miri, adquiriu o distrito de Abaeté do município de Belém.
Pela lei nº 885, de 16-04-1877, o distrito de Abaeté volta a pertencer ao município de Belém.
Pela lei provincial nº 1307, de 28-11-1887, a vila de Igarapé-Miri adquiriu o extinto município de Moju.
Pela lei nº 1399, de 05-10-1889, desmembra da vila de Igarapé-Miri o distrito de Moju. Elevado à categoria de município.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Igarapé-Miri, pela lei estadual nº 438, de 23-05-1896.
Pela lei municipal de 16-01-1910, são criados os distritos de Anapu, Canal, Espera, Itanimbuca, Maiauaná, Meruú-Assú, Panacauera e Pindoba.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 9 distritos: Igararapé-miri, Anapu, Canal, Espera, Itanimbuca, Maiauaná, Meruú-Assú, Panacauera e Pindoba.
Pelo decreto estadual nº 6, de 04-11-1930, o município de Igararé-Miri foi extinto, sendo seu território anexado ao município de Belém e os seus distritos passando a figurar como zona administrativa.
Pelo decreto estadual nº 78, de 27-12-1930, o município é criado novamente e é constituído de 2 distritos: Igarapé-Miri e do extinto município de Moju.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 2 distritos: Igarapé-Miri e Moju.
Pela lei estadual nº 8, de 31-10-1935, desmembra do município de Igarapé-Miri o distrito de Moju. Elevado à categoria de município.
Em divisão territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído de 4 distritos: Igarapé-Miri, Anapu, Maiauatá e Meruú.
Pelo decreto-lei estadual nº 2972, de 31-03-1938, o município de Igarapé-Miri é constituído do distrito sede. Voltando os distritos de Anapu, Maiauatá e Meruú a condição de zonas administrativa.
Pelo decreto-lei estadual nº 3131, de 31-10-1938, é criado o distrito de Concórdia com terras das zona de Maiauatá.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Igarapé-Miri e Maiauatá ex-Concórdia.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Igarapé-Mirim e Maiauatá.
Pela lei estadual nº 2460, de 29-12-1961, são criados os distritos de Menino de Deus do Anapu e Meruú.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos: Igarapé-Miri, Maiauatá Menino de Deus do Anapu e Maruú.
Pelo Acordão do Supremo Tribunal Federal (representação nº 246) do Estado do Pará os distritos de Menino de Deus do Anapu e Meruú foram extintos.
Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 2 distritos: Igarapé Miri e Maiauatá.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Alteração toponímica municipal
Santana do Igarapé-Miri para Igarapé-Miri teve sua denominação simplificada, pela lei estadual nº 438, de 23-05-1896.
Gentílico: igarapé-miriense

Sobre o Açaí que é abundante em Igarapé-Miri:

O resumo adaptado do texto abaixo de revistapesquisa.fapesp.br que reflete a realidade da produção do açaí em Igarapé-Miri, Cametá e Abaetetuba:

“Aumento do consumo acirra concorrência, promove uma crise de preços e expõe a dificuldade em passar do extrativismo para o agronegócio”.

Em 15 segundos, usando a “peçonha”, uma argola de folha de palmeira para prender os pés, Antonio da Silva sobe em um açaizeiro de 15 m de altura, tira o facão preso às costas, corta um cacho com frutos maduros e desce. Com as mãos, puxa os pequenos frutos arredondados dos cachos, deixa-os cair sobre a “rasa” um cesto de palha e recomeça. De setembro a fevereiro, Silva, de 28 anos, baixo, forte, cabelos à Neymar, repete essa operação de 20 a 30 vezes por dia para colher os frutos dos 10 mil açaizeiros, “nem sei direito quantos são”, espalhados em meio à mata próxima a Belém.

A produção de açaí se tornou a principal indústria extrativa vegetal do Pará, mas ainda é uma atividade predominantemente artesanal e informal. Em uma feira que se forma todos os dias das quatro às seis da manhã ao lado do mercado público, os produtores expõem em milhares de cestos a produção do dia anterior, colhida das ilhas próximas e trazida por pequenos barcos em viagens de até 12 horas. Vendedores, compradores e carregadores se misturam em locais mal iluminados pelas tênues lâmpadas dos postes, a luz mais intensa vem de um bar em frente à feira. Cada produtor se põe à frente dos cestos empilhados e murmura o preço aos interessados. Com rapidez, os compradores pagam em dinheiro e viram os cestos em sacos. A todo momento passam estivadores apressados puxando ou empurrando carrinhos de mão com a carga empilhada, gritando para os pedestres saírem da frente. Em uma conta rápida, a feira movimenta R$ 2 milhões em duas horas. Não há nem sombra de fiscais ou de notas fiscais. Essa é a realidade no consumo da polpa do açaí pela maioria da população paraense.

Outra realidade é a presença de muitos caminhões que na madrugada vêm recolher a produção diária do açaí colhido nas ilhas ás proximidades de Belém e nas regiões do Baixo Tocantins e Marajó. Este é o principal motivo que eleva o preço do açaí às alturas, fato que prejudica os consumidores da polpa do açaí, mas que está fazendo a redenção financeira de muitos ribeirinhos que agora se preocupam apenas com a cultura do açaí.

As estruturas sedimentadas de produção e comercialização de açaí em Belém e demais municípios refletem o desafio de aprimorar a exploração de recursos naturais da região.
 Mesmo sem o devido aprimoramento das estruturas de produção do açaí, este está se tornando rapidamente o principal produto da indústria extrativa vegetal em Igarapé-Miri, Cametá e Abaetetuba. Com isso, está tirando os ribeirinhos das roças de mandioca, cana-de-açúcar e outras culturas de ciclo demorado e trabalhos pesados no campo. E a cultura do açaizeiro vai transformar o Pará no maior produtor desse fruto e com o perigo da monocultura, pois a cada dia que passa, os cientistas estão encontrando mais aplicações para a polpa e para o caroço de açaí, fazendo com que o preço do açaí sempre alcance maiores preços nos mercadores consumidores do fruto. Também existe o perigo do Pará se tornar um Estado apenas produtor do açaí, pois não existe uma política para transformar esse “ouro-negro” em um agronegócio no Estado.

A área plantada está em expansão e aos poucos tende a se impor, por causa da maior produtividade, sobre a produção das áreas em que as palmeiras crescem em meio à mata. O consumo, também em expansão, acirrou a concorrência entre as empresas e fez o custo da matéria-prima subir. As políticas públicas capazes de promover a inovação, reduzir perdas e resolver problemas antigos ainda são escassas.
E nínguém no Pará sabe o que fazer com a quantidade imensa de caroços, já que se retira apenas uma fina camada superficial do fruto para fazer o líquido espesso consumido no café da manhã ou nas refeições. A possível utilização dos caroços como combustível para fornos ou em adubos orgânicos parece não acompanhar a velocidade com que se acumulam em terrenos vazios ou em sacos espalhados pela cidade.
No Pará predominam os batedores de açaí, um grupo difuso com estimados 4 mil pequenos comerciantes, identificados por placas vermelhas em frente às casas. Eles se abastecem diariamente das feiras de produtores e vendem açaí batido na hora por R$ 5 ou R$ 6 o litro para consumo imediato de um público que mora a poucas quadras de distância do ponto de venda. Porém os batedores estão se ressentindo das altas do preço do fruto do açaí, fato que determina a elevação do preço das rasas de açaí e também já começa a ocasionar a falta do fruto para os tradicionais batedores de açaí do Pará.

E o que falta no Pará já é uma realidade em outros estados mais ricos do Brasil e até no exterior, com a industrialização da polpa e do caroço do açaí. No Pará já existem pequenas empresas processadoras de polpa de açaí, que consomem a produção dos plantios e abastecem os distribuidores do Rio de Janeiro e de São Paulo e até do exterior.
Antes o açaí era coisa de pobre, mas caiu no gosto da classe média depois que começou a ser exportado e foi adotado como parte da dieta dos esportistas. Suas qualidades nutritivas também ganharam valor: a polpa dessa fruta é rica em gorduras monoinsaturadas, que previnem doenças cardíacas e obesidade, e em antocianina, o pigmento arroxeado que ajuda a reduzir os resíduos conhecidos como radicais livres. As empresas enfatizaram o desenvolvimento de novos produtos, como o açaí liofilizado, o mix de açaí – um sorvete com polpa dessa fruta, pasteurizado e misturado com outras frutas e às vezes com granola – e de energéticos e de suco em embalagens tetrapack.

EVENTOS TURÍSTICOS EM IGARAPÉ-MIRI

Festividade de Sant'Ana

Igarapé-Miri é conhecida pela tradicional Festividade de Sant'Ana (padroeira da cidade) que teve início no ano de 1714 e cujas comemorações acontecem no período de 16 a 26 de julho.

Festival do Açaí

Fruto do açaizeiro que fornece a polpa para o
vinho de açaí, muito apreciado pelos paraenses

O Festival do Açaí é um evento turístico e cultural do município que reúne milhares de pessoas, entre produtores e apreciadores - nativos e visitantes - do fruto. No decorrer do evento são realizadas palestras e oficinas no local e passeios turísticos pela cidade.
A programação cultural conta com a já tradicional disputa entre as Cobras Grandes do Jatuíra e da Ponta Negra, grupos parafolclóricos que movimentam o ultimo dia do Festival com danças e apresentações teatrais das lendas. Os visitantes também podem conhecer a produção local de biojoias, confeccionadas a partir de caroços de açaí, e ainda experimentar as iguarias feitas com o fruto, como o suco, bombons, brigadeiros e pudins.
O evento é promovido pela Prefeitura em parceria com outras entidades sendo seu início no dia 01 a 04 de Dezembro geralmente no anexo do Estádio Municipal, conhecido como Centro Cultural e sempre oferece atrações diversificadas ao público presente, desde artistas do município aos da região e da capital.
Fonte: Cametaoara.blogspot.com.br
Flodoaldo Santos
Flodoaldos Santos/Blog Cametaoara ou Cametaoara.blogspot.com.br, é brasileiro, paraense, geógrafo, militar do exército, cametaoara das margens Tocantinas de Cametá, papaçaí, papa mapará, papa farinha, é geógrafo e divulga a Geografia da Microregião de Cametá, sua cultura e sua história/memória. É formado na Universidade Federal do Pará - Campus Universitário do Tocantins e é o autor do Site Cametaoara onde procura desenvolver um trabalho voltado principalmente para a Microregião de Cametá constituída pelos Municípios Paraenses de Abaetetuba, Baião, Cametá, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Igarapé-Miri e Oeiras. E também muitas Idéias e informações são publicadas no seu Blog Cametaoara. Vide endereço digital acima.

Trecho do Blog Cametaoara:

O texto abaixo foi extraído do Blog Cametaoara:

Estou há anos tentando construir um site com o título Cametaoara. Li pela primeira vez o vocábulo em Jorge Hurley. Em seu livro de 1936, raríssimo, de um grande valor histórico, Hurley chama de Cametaoara todos os ribeirinhos do Baixo Tocantins. Suas idéias nos será muito útil na necessidade de resgatar o conceito de nossa Micro-Região que é uma das nossas atuais pretensões.
A primeira vez que publiquei o Cametaoara, não nego a intenção de homenagear apenas os Cametaenses e de querer trabalhar um novo vocábulo para os nascidos em Cametá, pois , achei-o muito bonito.
Em uma certa madrugada, com saudade do Pará, estive pensando que estava sendo egoísta e injusto querendo me apropriar de um vocábulo em benefício unicamente dos Cametaenses, quando Cametá empresta o nome para a sua Micro Região. Sempre achei bonito a denominação de Marajoara aos nascidos naquela sofrida, mas belíssima Micro-Região do Marajó!
Reviveu em mim os saudosos tempos acadêmicos quando discutíamos essas coisas no Campus Universitário do Tocantins. Às vezes ficávamos horas debatendo um assunto que envolvia uma única palavra, como globalização, região, lugar.
 Lembrei então do nosso saudoso Milton Santos. Para mim o mais eminente geógrafo brasileiro, que muito bem trabalhava estes conceitos e morreu lutando para dignificar mais o Cidadão, a Geografia e os Geógrafos pretendendo fazer o mundo entender o verdadeiro objeto da geografia, seu verdadeiro espaço e acreditando, assim como todos os geógrafos que o objeto da geografia é o espaço social ou simplesmente o espaço. 
Já que cremos que o objeto de geografia é o espaço, voltemos ao termo cametaoara. O Cametaoara ocupa um lugar no espaço e minha obrigação como geógrafo cametaoara é mostrar a você criticamente que lugar é esse, situar você no seu tempo atual e no tempo de nossos ancestrais, para isso vamos precisar de nossos irmãos historiadores.
Não estou me dirigindo somente aos cametaenses e sim a todos nós nascidos na Micro-Região de Cametá. Nós somos os verdadeiros Cametaoaras.
Meus Amigos, antes de termos a consciência de Brasil, nosso amado chão, precisamos ter a consciência de nossa região, nosso estado, nossa micro região, nosso Município, nosso distrito, nosso lugar. Aí vem uma profética referência de Milton Santos ao lugar. “ A Globalização levará a fragmentação e a especialização dos lugares”. Essa fragmentação e especialização já está em curso. Será que estamos atrasados no processo? Ou será que deveremos ficar fora do processo?
Precisamos trabalhar em nossos “ Cidadãos” a consciência de ser cidadão e principalmente saber quem somos, de onde viemos, para onde vamos ou para onde devemos ir? Para os EUA como a Sol da novela América? Isso só saberemos com o desenvolvimento da educação para o conhecimento, amor e humanização do nosso chão.
Nossos lugares jamais serão especializados se não desenvolvermos principalmente a solidariedade e a Consciência Micro Regional para depois pensarmos em nossos municípios e nossos lugares. Como saberemos para onde vamos, se não sabemos de onde viemos? Se não sabemos onde estamos? Quem somos? Se você ver a sua micro-região em um mapa isolado, você tem consciência que ela é a Micro-Região de Cametá? E o seu município? já viu alguma vez na vida o mapa de seu município em destaque e você já memorizou o mapa de seu município? Acho que é mais fácil memorizarmos o mapa dos EUA!
Já viu pelo menos o mapa do Pará dividido em município? Certamente não, se já viu foram poucas vezes, isso se você se educou por si só, pois, a escola não lhe ensinou isso. Temos até preconceito contra os espaços sociais que estão mais próximos da gente, que é nossa Micro-região, nosso município, nosso distrito, nosso lugar.
Nossa educação é infelizmente uma educação de massa, de generalidades e quase nada voltada para as especialidades, para as coisas que estão no nosso cotidiano, nossas vidas, que são os nossos lugares.
Somos principalmente nós, internauta, que precisamos lutar para, desenvolver nossos lugares no espírito de solidariedade humana, e por que não, na solidariedade micro-regional já que estamos pretendendo desenvolver um trabalho voltado para a Micro-Região de Cametá?

É a você Cametaoara de Abaetetuba, Baião, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro, Mocajuba, Oeiras do Pará que estou escrevendo . Antes de ter o orgulho de ser Brasileiro, precisamos aprender a nos orgulhar de ser paraenses, de ser amazônida e, principalmente, de ser cametaoara, sem esquecer que pertencemos a um distrito onde está o nosso lugar, pois, é no nosso lugar que está a nossa casa e é na nossa casa que está a nossa família que deverá ser o nosso maior bem.
Prezado Cametaoara, se o seu lugar não consta no Portal Cametaoara mande-me o nome dele, e posteriormente, mande-nos mais dados, por carta social* ou e-mail, precisamos mostrar para nós mesmos e para o mundo que nosso chão existe como espaço social. Se existe pensa, se pensa é humano. É o mínimo que posso e devo fazer por você e seu lugar.
Atenciosamente e Grato.
Flodoaldo Moreira
A lista de localidades de Igarapé-Miri  abaixo foi elaborada por Flodoaldo Santos e publicada no Blog Cametaoara, a qual solicitamos a liberdade de republicar para ajudar o autor do Blog Cametaoara a divulgar os assuntos dos municípios da Microrregião de Cametá. Por Blog do Ademir Rocha, com a mesma finalidade.
LOCALIDADES DE IGARAPÉ-MIRI
Mapa de localização de Igarapé-Miri/PA

MUNICÍPIO DE IGARAPÉ-MIRI/PA, LOCALIDADES:

DISTRITO DE IGARAPÉ-MIRI
BARRO ALTO
BOA ESPERANÇA
CACAUAL
CAMBÉUA
CANTINA
CARMO ALEGRE
CARUÇÁUA
CIDADE DE IGARAPÉ- MIRI.
COLONIA BARBOSINHA
COLONIA JUTAITEUA
COLONIA NOVA ESPERANÇA
COLONIA VELASCO
ESTRADA DO MUCAJATEUA
ESTRADA PIRIÁ
FURO DO RIO ITANIMBUCA
FURO DO RIO SANTO ANTÔNIO
FURO NO DIVISOR DE ÁGUAS IGARAPÉ-MIRI / MOJU
IGARAPÉ ATEUÁ
IGARAPÉ CARUÇÁUA
IGARAPÉ CASTANHAL
IGARAPÉ CATAIANDEUA
IGARAPÉ CATIMBAU
IGARAPÉ COERÉ
IGARAPÉ ICATU
IGARAPÉ JAPURITÉ
IGARAPÉ JUTEUA
IGARAPÉ MARITEUA
IGARAPÉ MIRITITEUA
IGARAPÉ PARAÍSO
IGARAPÉ PIRATEUA
IGARAPÉ SANTO ANTÔNIO
IGARAPÉ TUCUMANDEUA
ILHA DO BUÇU - RIO MERUU-AÇU
ILHA DO BUÇU-ESPERA MERUU-AÇU
MIRITITEUA
PARAÍSO
PAU AMARELO
PIÇARREIRA
PIRATEUA
RAMAL PEQUENO
RIO CAJI
RIO CAJI - BELOS PRAZERES
RIO CAJI - BRAÇO DO SOL
RIO CAJI - SACAI
RIO IGARAPÉ-MIRI
RIO IGARAPÉ-MIRI VELHO
RIO JUARII
RIO MERUU - IGARAPÉ MARITEUA
RIO MERUU-AÇU
RIO MOJU
RIO RIOZINHO
RIO SANTO ANTÔNIO
RIO TRACUATEUA
RODOVIA PA-151
RODOVIA PA-151 -  TRÊS LAGOS
RODOVIA PA-151 - COPAÍBA
RODOVIA PA-407
RODOVIA PA-467
SUSPIRO
TAMBAÍ-MIRI
VILA SANTA MARIA NO RIO MERUÚ

 DISTRITO DE MAIAUATÁ
VILA DE MAIAUATÁ
BEIRA DA COSTA DO MARAPATÁ
BRAÇO COTIJUBA
BRAÇO DO ACAPUTEUA
COSTA DO MARAPATÁ
COSTA MARATAUÍRA
FURO BONFIM
FURO CORRIMÃO
FURO COTIJUBA
FURO DO ANAPU
FURO DO ANAPU GRANDE
FURO DO ANAPUZINHO
FURO DO COELHO
FURO DO INFERNO
FURO DO ITABOCA
FURO DO PAJÉ
FURO DO SECO
FURO DO TIMBUÍ
FURO ITABOCA
FURO PINHEIRO
FURO SAMAÚMA
FURO SÃO MARTINHO
FURO VILHENA
IGARAPÉ ACAPUTEUA
IGARAPÉ ACARATEUA
IGARAPÉ ANANATEUA
IGARAPÉ ARANAÍ
IGARAPÉ BEXIGA
IGARAPÉ BOBOBÓ
IGARAPÉ CAIÁ GRANDE
IGARAPÉ CAIÁZINHO
IGARAPÉ CARUÇU
IGARAPÉ CASTANHAL
IGARAPÉ ESTRELA
IGARAPÉ FURO GRANDE
IGARAPÉ GOIABA
IGARAPÉ JACARÉQUARA
IGARAPÉ JAPIIM
IGARAPÉ JAPURITÉ
IGARAPÉ JUPATICAIA
IGARAPÉ MAMANGAL-MIRI
IGARAPÉ MARUIM
IGARAPÉ MERATAUA GRANDE
IGARAPÉ MERATAUÁ-MIRI
IGARAPÉ PINDOBAL-AÇU
IGARAPÉ ROGEBIRO
IGARAPÉ SAMAÚMA
IGARAPÉ SANTANA
IGARAPÉ SANTO ANTÔNIO
IGARAPÉ SÃO JOSÉ
IGARAPÉ TAUARI
IGARAPÉ TRINDADE
IGARAPÉ URUÁZINHO
IGARAPÉ VERÍSSIMO
IGARAPÉZINHO
ILHA CAPIVARA
ILHA CIPOTEUA
ILHA DAS POMBAS
ILHA DO LAVA
ILHA ENTRE-ILHAS

ILHA JACAMINHOCA
ILHA MARRECA
ILHA MARREQUINHA
ILHA RASA
ILHA REDONDA
LUGAR INDEPENDÊNCIA NO RIO MAIAUATÁ
POVOADO CARIÁ
RIO ALBANO
RIO ANA
RIO ANAPU
RIO ANAPUZINHO
RIO BRANCO
RIO CAJI
RIO CAMARÃOQUARA
RIO COTIJUBA
RIO DAS FLORES
RIO FURO DO SECO
RIO GOIATUBA
RIO ITAMIMBUCA
RIO JACUNDÁ-COROA
RIO JAMORIM
RIO JAPIÍM
RIO JUARIMBU
RIO JUARIMBU (JOARINDUBA)
RIO MAIAUATÁ
RIO MAIAUATÁ / DAVILÂNDIA
RIO MAMANGAL GRANDE
RIO MAMANGALZINHO(MAMANGAUA)
RIO MAÚBA
RIO MAUÍRA
RIO MERUU-AÇU
RIO MINEIRO
RIO MIRITIPOCU
RIO PANACUERA
RIO PANACUERA-AÇU
RIO PANACUERA-MIRI
RIO PANACUERAZINHO
RIO PINDOBAL
RIO PINDOBAL GRANDE
RIO PINDOBAL-MIRI
RIO PINDOBALZINHO
RIO PIQUIARANA
RIO SAMAÚMA
RIO SANTO ANTÔNIO COM O RIO DAS FLORES
RIO SÃO DOMINGOS
RIO SÃO LOURENÇO/BOCA DO MARUIM
RIO TAPIAÍ
RIO TIMBUÍ
RIO TUCUNAREÍZINHO
RIO TUCUNARÉ
RIO TUCUNARÉZINHO
RIOZINHO
SANTA BÁRBARA - FURO SANTO ANTÔNIO
SANTA CRUZ
SÃO LOURENÇO
VILA CORRÊA - RIO MIRITIPOCU
VILA CORRÊA - SANTA BÁRBARA
VILA DO SÃO JOSÉ
VILA MENINO DEUS
VILA SÃO JOÃO NO RIO DAS FLORES
VILA SÃO JOÃO NO RIO PANACUERA

TEXTOS DO BLOG CAMETAOARA:

Linguajar  Cametaoara

Preocupado com a necessidade que os moradores da Microrregião de Cametá tinham a respeito do significado dos nomes geográficos das localidades existentes nos municípios de Abaetetuba, Baião Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba e Oeiras do Pará, o Professor José DANÚZIO Pinto POMPEU, um dos educadores que orgulhece Cametá, baseou a sua monografia na pesquisa de Topônimos de 600 localidades cametaoaras. Você verá alguns. Danúzio enaltece, o poeta paraense Rui Barata e apresenta os belíssmos versos a seguir de sua Paranatinga:
“Rui Barata sintetiza em “Paranatinga”, alguns dos mais bonitos topônimos esparramados por esses rincões da terrae paraensis. Como são belos os nomes das nossas localidades, como tão bem comunicam as expressões usadas pelos paraoaras.”
Antes que matem os rios
e as matas por onde andei,
antes que cubram de lixo,
lixo da nossa lei,
deixa que cante contigo,
debruçado em peito amigo,
as coisas que tanto amei.
as coisas que tanto amei.
 Antes que matem a lembrança,
dos muitos chãos que pisei,
antes que o fogo devore,
meu cajado de rei,
deixa que eu cante afinal.
Na minha língua geral,
as coisas que tanto amei.
as coisas que tanto amei.
Araguary, Anapú, Anauerá,
Canaticú, Maruim, Bararoá,
Tajupará, Tauri, Tupinambá.
Surubiú, Surubim, Surucuá,
Jambuaçu, Jacamim, Jacarandá.
Marimari, Maicurú, Marariá.
Xarapucú, Caeté, Curimatá,
Anabijú, Cunhatã, Pracajurá.
As coisas que tanto amei,
As coisas que tanto amei

TOPÔNIMOS DE ALGUMAS LOCALIDADES CAMETAOARAS

ABACATITEUA - Igarapé que serve de limite urbano na vila de Carapajó. Trata-se de palavra formada pela junção dos vocábulos abacate - fruto comestível produzido pelo abacateiro e teua - metaplasmo do sufixo tupi tyba, mas que significa lugar. Desse modo, Abacatiteua é o lugar de abacates ou então lugar dos abacateiros. .
ABAETÉ - Importante rio existente no distrito de Abaetetuba, localizado ao sul desta cidade. Esse rio detém o primitivo nome daquela cidade. É puro tupi, pois trata-se de palavra formada pela junção dos vocábulos aba - homem e eté - valoroso, verdadeiro, valente. Segundo o “Dicionário de Tupi Português” significa homem de valor, corajoso. Desse modo, Abaeté significa homem valoroso, verdadeiro, tal como se sentem os homens daquela localidade. .
ABAETETUBA - Importante município da microrregião de Cametá, com sede situada à margem esquerda do rio Maratauíra. Esta palavra é o resultado do acréscimo do sufixo abundancional tuba (tyba) ao nome original do lugar Abaeté. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiro de Origem Tupi” é nome de uma tribo abaeté acrescido do sufixo abundancional tyba; significando lugar de muito índio abaeté. Desse modo, Abaetetuba significa lugar dos homens valorosos, pois é o lugar onde existem muitos abaetés.
AÇAÍ - Igarapés existentes, um no município de Oeiras do Pará o outro no distrito de Joana Coeli, é afluente do rio Anauerá. É étimo tupi (assay) designação de uma palmeira da família das Palmae (Euterpe oleracea) espécie vegetal das mais abundantes nas ilhas e várzeas da região tocantina. O topônimo é vinculado à abundância de açaizeiros.
AÇAITUBA - Igarapé localizado no município de Oeiras do Pará. Trata-se de palavra formada pela junção dos vocábulos açaí - palmeira (Euterpe olerácea) e tuba - sufixo abundancional tyba designativo de lugar. Desse modo, Açaituba significa lugar onde abundam açaizeiros, e consequentemente açaí - “o pão dos pobres” do baixo rio Tocantins.
AÇAIZAL - Designação de duas localidades, uma existente na porção de terra firme do distrito de Baião e a outra no distrito de Mocajuba. Tratam-se de localidades onde existem plantação de açaizeiros (Euterpe oleracea) com uma quantidade mais ou menos considerável, pois é formada pelos vocábulos açaí acrescido do sufixo abundancional português (z)al. O topônimo é vinculado à existência de muitos açaizeiros plantados, não nativos.
ACARI - Nome de uma ilha existente no distrito de Juaba.Trata-se da designação de peixe da família loricaridae, segundo o “Catálogo de Peixes Comerciais do Baixo Rio Tocantins” existem nesta microrregião mais de doze espécies, classificadas de acordo com pequenas diferenças existentes entre eles, temos então: o acari-bodó, o acari-pirarara, o acari-da-pedra, o acari-da-praia e o acari. São desta mesma família os jatoxis, peixes de considerável importância comercial na região, é também chamado chicote e cascudo. Essa localidade tem esse nome devido a abundância dessa espécie de peixe. Por ser região de influência das marés tornou-se habitat ideal para essa espécie de peixe. O topônimo é vinculado à presença dos acaris.
AJÓ - Localidade existente a cerca de 6km da cidade de Cametá, neste mesmo distrito. Segundo o “Dicionário de Tupi Português” significa bolsa, saco. Não existe nenhuma relação aparente entre o significado da palavra e o topônimo, pois trata-se de uma localidade aprazível que dispõe de algumas casas distribuídas num bosque de árvores frondosas, rodeando um campo de futebol de belíssimo gramado. Possivelmente o topônimo esteja vinculado à utilização dos sacos para carregar carga.
ANAPU - Rio existente no município de Igarapé-Miri. Observamos que esse topônimo já foi gafado como Guamapu, cujos metaplasmos alteraram-lhe totalmente o significado. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi” consta o verbete como apócope de anapuru ou de anapura e designa uma espécie de papagaio. Possivelmente o topônimo seja vinculado à presença desse tipo de papagaio
AREIÃO - Sede de distrito no município de Cametá, localizado à margem esquerda do rio Moiraba, tributário direito do rio Tocantins no extremo sudeste, é o distrito mais recente. O nome dessa localidade é em virtude do excesso de areia nos arruamentos e nos arredores daquela localidade. Esse excesso de areia obriga que a navegação para esta localidade só efetue-se com maré alta.
BAIÃO - Cidade situada à margem direita do rio Tocantins, tem esse nome em homenagem ao seu fundador, o português Antônio Baião. É também nome de uma ilha no distrito de Curuçambaba, possivelmente habitada por um morador oriundo daquele município, mesmo porque é tradição apelidar as pessoas com o nome da localidade da qual são oriundas, desta maneira temos pessoas que respondem por: Cametá, Abaeté, Baião, Juba, Paruru, etc. O verbete também significa uma dança e um canto popular, acompanhado ao som de viola, sanfona e outros instrumentos, muito apreciada no Nordeste.
BAILIQUE - Povoado existente a 1km da rodovia Transcametá dentro do município de Oeiras do Pará, mas pelo fato de seus moradores serem oriundos e eleitores assistidos pela Prefeitura de Baião, consideram-se como moradores deste município. Possivelmente é vinculado ao verbo balir - alusão ao som produzido pelas sinetas dependuradas ao pescoço de animais, como vacas e cordeiros.
CACOAL - Ilha localizada no distrito e fronteiriço à cidade de Cametá. Segundo o “Glossário Paraense” é a plantação de cacau, ou então o cacoal de macaco: o que nasceu espontâneo, proveniente de sementes espalhadas pelos animais, sobretudo pelo macaco, e que cresce ora muito miúdo, ora muito espaçado. Trata-se de metaplasmo de Cacaual, pois é devido a grande plantação de Theobroma cacau existente no lugar que advém o topônimo.
    CARAPAJÓ - Segundo distrito mais antigo do município de Cametá. Há duas hipóteses para a significação deste verbete. A primeira é de que seja um metaplasmo de carapó que significa peixe ou enguia elétrica, todavia o peixe-elétrico é designado de poraquê (poraqué) na região amazônica. A outra é de que seria formado pela  junção dos vocábulos carapá - planta de casca amarelada e de sabor amargo usada pelos índios para combater a febre, espécie de quina  mais jó - partícula vocativa que indica chamamento ou então sufixo indicativo de mistura. Entretanto, é preciso acrescentar mais uma, a dos moradores. Segundo eles a palavra adviria da junção de acará  - espécie de peixe da família dos ciclídeos mais jó - partícula de chamamento ou de mistura. Desse modo, Capajó seria o chamamento dos acarás. Há de se observar também que esse  vocábulo pode ser decomposto tal como Cametá, desta maneira teremos caá+apara+ó , cujos significados são mato, paus e tortos, respectivamente. Assim sendo, Carapajó seria a mata ou o obstáculo com paus tortos que vedam a passagem, ou seja, seriam obstáculos no caminho, esse exame morfo-fonológico é mais plausível, mesmo porque constata-se esse tipo de vegetação à margem do furo Alegre onde se situa a vila, e é abonado pelo “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi”. 
CAMETÁ-TAPERA - Pequeno povoado situado a pouco mais de 8Km ao norte da cidade de Cametá. Registros históricos confirmam ter sido lá a primeira vila do rio Tocantins. O significado do verbete Cametá acrescido da palavra Tapera que deriva de ta-puera - aldeia extinta, lugar abandonado. Fato este comprovado pela história do município, pois foi a pioneira vila de Cametá abandonada para consolidar a cidade onde atualmente encontra-se assentada.
CUIA - Igarapé localizado no município de Limoeiro do Ajuru. É termo tupi (kuya) que designa o fruto da cueira (cuieira) ou então um vasilhame produzido à partir desta. O nome da localidade é vinculado à presença da árvore (Crescentia cujete) de cujos frutos são produzidos as cuiapitingas onde se apreciam mingaus e o delicioso tacacá que somente nelas deve ser consumido. Segundo o “Glossário Paraense” trata-se da fruta da Crescentia cujete de casca dura e leve, serrada ao meio, depois livre da polpa é embebida na decocção do cumateu e exposta a vapores amoniacais da urina, adquirindo uma cor preta lustrosa e indelével, é utilizada como recipiente de líquidos e sólidos.
CUPIJÓ - Importante rio que nasce dentro do município de Cametá e deságua no rio Pará, depois de cortar parte do território de Limoeiro do Ajuru na sua desembocadura. O verbete Cupijó resultaria da junção dos vocábulos cupií - cupim e jó - partícula vocativa para chamamento ou então sufixo designativo de mistura. Desse modo, Cupijó é o lugar abundante de cupins, ou que tem muito cupins misturados. De fato, constata-se ao longo de suas margens imensos cupinzeiros.
CURIMÃ - Igarapé que serve de limite urbano à cidade de Cametá na porção noroeste. É palavra de origem tupi (kurimã) e significa o nome de uma variedade de tainha, é também nome de peixe de água doce, segundo o “Dicionário de Tupi Português”. Todavia, acreditamos que a palavra seja metaplasmo de carimã - uma massa obtida da mandioca, pelo fato de não haver a presença desse peixe em seu leito, pois fica seco durante a baixa-mar. Esse igarapé deságua às proximidades da praia da Aldeia, onde é chamado de Sapuíra, metaplasmo de sapupira, designação de uma árvore da família das leguminosas (Diplotropis martiusii) abundante nas várzeas e cuja madeira em muito se assemelha à sucupira.
CURRUPIRA - Igarapé existente no município de Limoeiro do Ajuru. Trata-se de corruptela da figura encantada das matas amazônicas - a Curupira - o mitológico duende das matas que devora os homens, ou seja, o gênio malfazejo da floresta, como afirma o “Glossário Paraense”.
CURUÇÁ - Localidade existente no distrito de Abaetetuba. Trata-se de neologismo tupi para indicar cruz, segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi”. Neste caso é a evocação a uma cruz existente no lugar, pois a religiosidade do homem tocantino é muito grande.
CURUÇAMBABA - Sede de distrito no município de Cametá, situada no extremo nordeste do município à margem direita do rio Tocantins. O verbete seria resultado da fusão dos vocábulos curuçá e upaba. O primeiro significa cruz e o segundo lagoa. Assim, Curuçambaba seria a lagoa da cruz. Destaca-se que o vocábulo mbaba - tem a significação de animal e é usado na composição de palavras arcaicas; levaríanos a pensar em cruz do animal. A vila de Curuçambaba é das mais antigas no município, por isso não acreditamos ser Curuçambaba a cruz do animal, mesmo porque no “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi” o verbete consta como derivado de crussá-upaba - lagoa da cruz. Destaca-se, porém que na carta régia de doação desta sesmaria já consta o nome do sítio Curuçambaba e a significação dada por Luiz C. Tibiriçá é mais plausível diante das peculiaridades do local.
CURUCARÁ - Pequeno igarapé existente na margem direita do rio Anauerá e que serve de limite municipal entre Oeiras do Pará e Cametá. Alguns moradores pronunciam Urucará, sendo os dois topônimos registrados no mapa municipal do IBGE. Existem duas hipóteses para a origem do topônimo, a primeira é de que seria metaplasmo de urucuriá - designação de uma variedade de coruja. Pelo fato desse vocábulo ter evoluído em nossa região para curáua, a descartamos. A segunda afirma tratar-se de palavra composta pelos vocábulos curu - enrugado, dobra e cará - apócope de acará designação de um peixe da família dos ciclídeos, mesmo porque existe muito acará graúdo naquela localidade. Outra hipótese é de que seja palavra formada pelos vocábulos cururu+caá, ou seja, mata dos sapos, alusão à presença desses anuros na localidade. Todavia a obra “Isto É Brasil, 500 anos” aponta uma missão religiosa na localidade de Arucará e que possivelmente seria este o primitivo nome da localidade. Assim sendo, Arucará é decomposto, segundo o “Dicionário de Tupi Português” nos vocábulos aru - costas, lado contrário e cará - tronco, madeira, cerne. Desta maneira, Arucará significa outro lado do tronco da madeira, possivelmente alusão à presença desta na localidade. Nosso propósito é elencar as possibilidades, cabendo ao leitor - conhecedor da região - aceitar quaisquer das hipóteses.
CURUPERÉ - Localidades existentes nos distritos de Curuçambaba e Abaetetuba, ilha e rio, respectivamente. O fato de moradores de Cametá tratarem esta localidade também como Curupeté arremete-me para este vocábulo tupi (curupeté) cujo significado é tambaqui, uma espécie de peixe amazônico, segundo o “Dicionário de Tupi Português”. A análise vocabular, entretanto, remete-me para cururuapé, uma espécie de planta da família das sapindáceas. Acrescente-se outra hipótese a de que trata-se de metaplasmo de cariparé (acaripari), por se tratar de pesqueiro de acaris, e nessas localidades é possível capturar esses peixes da família loricaridae. Segundo o “Glossário Paraense” curuperé é um pequeno riacho ou afluente de igarapé central, que seca no verão.Consta ainda no “Dicionário Aurélio” curupetê como um pequeno riacho ou afluente de igarapé central que seca no verão, no caso destas localidades estão sujeitas apenas às mares diariamente.Finalmente a hipótese de que seja palavra resultante do metaplasmo cururu+y+eré, ou seja, é o rio dos sapos, alusão aos anuros da localidade. Qualquer das hipóteses são válidas para a localidade, pois nosso propósito é elencar as possibilidades de significado do topônimo.
CURUPERÉ-MIRI - Rio localizado em Abaetetuba. A partícula diminutiva é utilizada para distingui-lo do rio Curuperé, pois ele é menor, o sufixo miri (mirim) significa pequeno. Convém observar as considerações no verbete Curuperé para se busque o significado adequado para esta localidade.
CURUPITOMBA - Localidade existente no distrito de Joana Coeli no arquipélago do Joroca. Corruptela de curupytara a designação de um instrumento de sopro dos índios Tupinambás, segundo o “Dicionário de Tupi Português”.
CURUPUACÁ - Rio e localidade existente no distrito de Abaetetuba. Embora o “Glossário Paraense” aponte curupu como pulsação aparente nas artérias dos aneurismáticos ou dos anêmicos, o sufixo acá não encadeia-se adequadamente. Por isso, acreditamos ser palavra composta pelos vocábulos curupu - corruptela de cururu, uma casta de sapos e acá - fedor, mau cheiro. Desta maneira, Curupuacá é o rio que cheira a sapo, alusão ao odor característico da água devido à presença de sapos.
FURTADOS - Trata-se de um trecho do rio Tocantins localizado no arquipélago do distrito de Juaba. O topônimo é devido ao fato de que seus primeiros moradores terem sido da família Furtado, e por tradição muitos lugares na região tocantina, são designados pelos nomes das famílias pioneiras, segundo o trabalho escolar “Descobrindo Cametá” foram os familiares de Baltazar Furtado de Seixas.
ITAUAÇU - Rio localizado no distrito de Abaetetuba. Trata-se de palavra formada pelos vocábulos itá - pedra, y - rio e assu - grande. Desse modo, Itauaçu é o rio das pedras grandes, possivelmente alusão às grandes e perigosa pedras existentes no fundo do rio, permanente risco à navegação.
JOROCA - Designação de um arquipélago existente no distrito de Joana Coeli e de uma ilha localizada no distrito de Vila do Carmo do Tocantins. Existem três hipóteses para a origem deste topônimo. A primeira afirma que seja metaplasmo de Jaroca, cujo significado no “Dicionário de Tupi Português” indica: consumir, desgastar, diminuir. A segunda é que seja palavra composta pelos vocábulos jaó - designação de uma ave (Crypturellus undulatus) de coloração escura com listras brancas transversais, barriga amarelada e dorso avermelhado, cujo piado nostálgico é emitido ao anoitecer  e oca - toca, casa. Assim, joroca seria o esconderijo das aves jaó. A terceira hipótese é de seja metaplasmo de jaóca, cujo significado no “Dicionário de Tupi Português” é apartar-se, separar-se. Acreditamos que o verdadeiro significado do topônimo conste apenas no imaginário dos moradores da localidade.
LIMOEIRO - Na realidade não é um rio, mas sim um furo que permite a passagem do rio Tocantins ao rio Pará. Trata-se de um rio densamente povoado existente no município de Limoeiro do Ajuru. Possivelmente provém das plantações de limoeiros (Citrus limonum) existentes nos quintais daqueles sítios.
MANDUBÉ - Igarapé localizado no distrito de Abaetetuba. Trata-se de termo tupi (mãdubé) designação de um peixe da família dos ageneiosídeos (Ageneiosus brevifilis) que apresenta boca grande e corpo afunilado, por isso é também chamado de bocudo e vive junto aos cardumes de maparás. Certamente o nome da localidade é vinculado á presença deste peixe.
MAPIRAÍ - Ilha localizada no distrito de Cametá. Palavra formada pela junção dos vocábulos mapará - nome do peixe mais apreciado na região tocantina, o Hipoptalmus marginatus e y - rio. Desse modo, o Mapiraí é o rio dos maparás. Há porém a afirmação de que o sufixo í, adquiriu a significação de pequeno, vide “O ananaí gito e o pacuí gitito” trabalho de conclusão de curso da saudosa Profª. Valda Valente. Entretanto, Mapiraí não seria metaplasmo de maparaí, cujo significado seria mapará pequeno, porque os maparás pequenos possuem um marcador gramatical esclusivo - fifiti, tal como comprova Regina Cruz no trabalho “A fala dos pescadores de Cametá”(Tese de mestrado).
SAPATEIRO - Ilha localizada no distrito de Juaba. Trata-se de topônimo que arremete a um profissional que consertava sapatos e que morava na localidade.
TAMANDUÁ - Rio e localidade existente no distrito de Juaba. Essa localidade emprestou o nome do conhecido mimercófago de nossa fauna. O tamanduá tem esse nome pelo seu apetite de devorador de formigas. É palavra advinda do Guarani, de ta-mondahá e significa ladrão de formigueiros. Possivelmente esse animal teve ter sido abundate, em outras épocas, naquela localidade.
TENTÉM - Rio e ilha localizados no distrito de Juaba. Segundo o trabalho escolar “Descobrindo Cametá” coordenado por Dmytrius Braga o topônimo deriva de um passarinho canoro, de coloração preta e peito amarelo, chamado tem-tém, abundandante na localidade, dicionarizado no Aurélio como tem-tem-verdadeiro (Tanagra violácea) . Entretanto, em“Casa-grande & Senzala” de Gilberto Freire o verbete é tratado como de origem africana e que indicaria a abundância de algo na localidade. Ambas são plausíveis para justificar o topônimo, pois existe tanto o pássaro quanto moradores de origem afro-brasileira na localidade. 
TOCANTINS - Importante rio do estado do Pará e que banha os municípios da microrregião de Cametá, exceção a Oeiras do Pará e que nasce na bacia do Paranã em Goiás. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi” é derivado de tucanti, nome de uma variedade de tucano com penas brancas no peito, daí seu nome tucan-ti (tucano-tinga), tucano branco; segundo alguns tupinólogos, este vocábulo quer dizer “nariz de tucano”, apelido dado a uma tribo indígena que habitava a região e dera seu nome ao rio. Quanto a atualidade sabe-se que no majestoso rio, assenta-se “a maior escultura do capital internacional na Amazônia - a usina hidrelética de Tucuruí” que obstaculiza, ainda sem eclusas a ligação do baixo com o alto rio Tocantins. 
TRANSCAMETÁ - Designação da rodovia PA-156 que deveria ligar Limoeiro do Ajuru à Tucuruí, entretanto só o trecho entre Cametá e aquele município é precariamente transitável em estrada de chão, durante o período seco. O topônimo foi criado tal qual o da rodovia Transamazônica, ou seja, compondo o vocábulo trans - de origem latina que significa através de, para demonstrar que a rodovia atravessa o município de Cametá.
TUREMA - Ilha e rio existente no distrito de Juaba. Existem duas hipóteses para o topônimo. A primeira de que seja metaplasmo de Jurema - nome proóprio feminino; neologismo de deusa das matas, nos rituais de pajelança, segundo Altair Pinto no “Dicionário de Tupi Português”. A segunda é de que seja palavra formada pelos vocábulos turu - metaplasmo de tururi-taperu, larva comestível existente em troncos apodrecidos e rema - cheiro, fedor. Assim, Turema significaria fedor de turu, alusão a abundância desses vermes na localidade. Tanto a fé na Cabocla Jurema quanto os turus existem na localidade, tornando as duas hipóteses plausíveis. Acrescente-se mais uma hipótese fundamentada nas leis fonéticas, segundo o “Dicionário de Tupi Português”, o topônimo adviria de tyrymembé cujo significado é terreno alagadiço, pantanoso, tal qual as caractrarísticas do terreno daquela localidade.
UXI - Localidades existentes nas proximidades da Rodovia Transcametá, uma fica no município de Oeiras do Pará e a outra no distrito de Cametá. Palavra de origem tupi uxi que designa uma árvore da família das humiriáceas (Sacoglotis uchi) dicionarizada no Aurélio como uxipuçu, cujos frutos são drupas comestíveis. O topônimo é vinculado a abundância destas árvores.
VACARIA - Localidade existente no distrito de Cametá a poucos quilômetros ao sul da cidade. Se você pensa que o topônimo é vinculado à quantidade de vacas enganou-se, mesmo porque naquela localidade os moradores tem por tradição usar bois de carga para puxar as carroças e não vacas.
VAI-QUEM-QUER - Designação de um ramal no distrito de Mocajuba. O próprio nome do ramal já apresenta suas péssimas qualidades. É uma estrada tão mal construída que só trafegam por ela os moradores ou quem precisa chegar lá para tratar algum negócio.
VISEU - Trata-se de uma espécie de sobrenome do distrito de São Pedro, pequena vila de apenas sete domicílios existente às margens do rio Viseu na porção ocidental do município de Mocajuba. Tal como muitas localidades nesta microrregião é puro saudosismo lusitano, oriundo de algum português que por lá se instalou não querendo esquecer a belíssima Vizeu de Duarte Pereira de Sousa, o primeiro a aportar em terras brasileiras, antes mesmo de Pedro Álvares Cabral.

MAPARÁ
Peixe de couro, de água doce, família dos Pimelodídeos, Siluróide (Hipophtolmus ssp) . Vivem nos rios do Paraná e Amazonas, principalmente no Rio Tocantins. Micro-região de Cametá. Seus olhos são laterais, situado sobre a articulação da mandíbula
O Mapará foi o peixe existente em maior abundância na região e por isso tornou-se no decorrer da História de Cametá, um símbolo econômico cultural e alimentar para a população.
Com a construção da Usina Hidroelétrica de Tucuruí, o desenvolvimento de técnicas pesqueiras mais eficientes, a exportação do peixe, a pesca predatória, etc, tem gerado um declínio considerável na sua produção, com seu encarecimento e conseguinte falta do alimento para abastecer a população local.
O assoreamento do Rio Tocantins e sua poluição por cerca de uma década após a construção da UHT, refletiu negativamente não só na reprodução do mapará como também na reprodução de outros peixes que entraram em processo de extinção.
O desenvolvimento de técnicas de pescar “mais avançadas” ,como a malhadeira, o puçá, tem proporcionado maior facilidade para capturar o peixe. Juntamente com a intensificação e diversificação da pesca, deparamos com os problemas educacionais, ou seja, a falta de uma consciência ecológica de preservação.
Destacamos, no entanto a feliz iniciativa de localidades como Paruru de Joana Coeli e Joroca, que partiram para a prática de um programa de preservação com resultados positivos, que aos poucos podem ser tomados como referência para as demais localidades da Bacia Tocantina produtora deste tão gostoso mapará.
Valores Nutricionais  do Mapará em 100g 
Calorias
115kcal
Glicídios
0,00g
Proteínas
18,90g
Lipídios
3,80g
Cálcio
34,00mg
Fósforo
225,00mg
Ferro
1,10mg



Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

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