ALGUNS ASPECTOS 3 E DISTRITOS DO MUNICÍPIO DE IGARAPÉ-MIRI
Bandeiras e brasões dos municípios do Baixo Tocantins
Brasão de Igarapé-Miri
Fonte: Blog Cametaoara
DISTRITOS DO
MUNICÍPIO DE IGARAPÉ-MIRI
Igarapé-Miri é um município do
estado do Pará e que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e na
Microrregião de Cametá, fazendo limites com os municípios de Abaetetuba,
Cametá, Moju e Mocajuba, todos do estado do Pará. O município de igarapé-Miri é conhecido como "A
Capital Mundial do Açaí",
por ser o município com maior produção mundial desse fruto amazônico e o nome
Igarapé-Miri, traduzido do tupi,
significa "caminho de canoa pequena", através da junção dos termos ygara ("canoa"), apé ("caminho") e mirim ("pequeno") e também é
conhecida pela tradicional Festividade de Sant'Ana (padroeira da cidade) que teve início
no ano de 1714 e cujas comemorações acontecem no período de 16 a 26 de julho.
Fonte: www.citybrazil.com.br
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Sobre o Açaí que é abundante em Igarapé-Miri:
O resumo adaptado do texto abaixo
de revistapesquisa.fapesp.br que reflete a realidade da produção do açaí em
Igarapé-Miri, Cametá e Abaetetuba:
“Aumento do consumo acirra concorrência, promove
uma crise de preços e expõe a dificuldade em passar do extrativismo para o
agronegócio”.
Em 15 segundos, usando a “peçonha”, uma argola de
folha de palmeira para prender os pés, Antonio da Silva sobe em um açaizeiro de
15 m de altura, tira o facão preso às costas, corta um cacho com frutos maduros
e desce. Com as mãos, puxa os pequenos frutos arredondados dos cachos, deixa-os
cair sobre a “rasa” um cesto de palha e recomeça. De setembro a fevereiro,
Silva, de 28 anos, baixo, forte, cabelos à Neymar, repete essa operação de 20 a
30 vezes por dia para colher os frutos dos 10 mil açaizeiros, “nem sei direito
quantos são”, espalhados em meio à mata próxima a Belém.
A produção de açaí se tornou a principal
indústria extrativa vegetal do Pará, mas ainda é uma atividade predominantemente
artesanal e informal. Em uma feira que se forma todos os dias das quatro às
seis da manhã ao lado do mercado público, os produtores expõem em milhares de
cestos a produção do dia anterior, colhida das ilhas próximas e trazida por
pequenos barcos em viagens de até 12 horas. Vendedores, compradores e
carregadores se misturam em locais mal iluminados pelas tênues lâmpadas dos
postes, a luz mais intensa vem de um bar em frente à feira. Cada produtor se
põe à frente dos cestos empilhados e murmura o preço aos interessados. Com
rapidez, os compradores pagam em dinheiro e viram os cestos em sacos. A todo
momento passam estivadores apressados puxando ou empurrando carrinhos de mão
com a carga empilhada, gritando para os pedestres saírem da frente. Em uma
conta rápida, a feira movimenta R$ 2 milhões em duas horas. Não há nem sombra
de fiscais ou de notas fiscais. Essa é a realidade no consumo da polpa do açaí
pela maioria da população paraense.
Outra realidade é a presença de muitos caminhões
que na madrugada vêm recolher a produção diária do açaí colhido nas ilhas ás
proximidades de Belém e nas regiões do Baixo Tocantins e Marajó. Este é o
principal motivo que eleva o preço do açaí às alturas, fato que prejudica os
consumidores da polpa do açaí, mas que está fazendo a redenção financeira de
muitos ribeirinhos que agora se preocupam apenas com a cultura do açaí.
As estruturas sedimentadas de produção e
comercialização de açaí em Belém e demais municípios refletem o desafio de
aprimorar a exploração de recursos naturais da região.
Mesmo sem
o devido aprimoramento das estruturas de produção do açaí, este está se
tornando rapidamente o principal produto da indústria extrativa vegetal em
Igarapé-Miri, Cametá e Abaetetuba. Com isso, está tirando os ribeirinhos das
roças de mandioca, cana-de-açúcar e outras culturas de ciclo demorado e
trabalhos pesados no campo. E a cultura do açaizeiro vai transformar o Pará no
maior produtor desse fruto e com o perigo da monocultura, pois a cada dia que
passa, os cientistas estão encontrando mais aplicações para a polpa e para o
caroço de açaí, fazendo com que o preço do açaí sempre alcance maiores preços nos
mercadores consumidores do fruto. Também existe o perigo do Pará se tornar um
Estado apenas produtor do açaí, pois não existe uma política para transformar
esse “ouro-negro” em um agronegócio no Estado.
A área plantada está em expansão e aos poucos
tende a se impor, por causa da maior produtividade, sobre a produção das áreas
em que as palmeiras crescem em meio à mata. O consumo, também em expansão,
acirrou a concorrência entre as empresas e fez o custo da matéria-prima subir.
As políticas públicas capazes de promover a inovação, reduzir perdas e resolver
problemas antigos ainda são escassas.
E nínguém no Pará sabe o que fazer com a
quantidade imensa de caroços, já que se retira apenas uma fina camada
superficial do fruto para fazer o líquido espesso consumido no café da manhã ou
nas refeições. A possível utilização dos caroços como combustível para fornos
ou em adubos orgânicos parece não acompanhar a velocidade com que se acumulam
em terrenos vazios ou em sacos espalhados pela cidade.
No Pará predominam os batedores de açaí, um grupo
difuso com estimados 4 mil pequenos comerciantes, identificados por placas
vermelhas em frente às casas. Eles se abastecem diariamente das feiras de
produtores e vendem açaí batido na hora por R$ 5 ou R$ 6 o litro para consumo
imediato de um público que mora a poucas quadras de distância do ponto de
venda. Porém os batedores estão se ressentindo das altas do preço do fruto do
açaí, fato que determina a elevação do preço das rasas de açaí e também já
começa a ocasionar a falta do fruto para os tradicionais batedores de açaí do
Pará.
E o que falta no Pará já é uma realidade em
outros estados mais ricos do Brasil e até no exterior, com a industrialização
da polpa e do caroço do açaí. No Pará já existem pequenas empresas
processadoras de polpa de açaí, que consomem a produção dos plantios e
abastecem os distribuidores do Rio de Janeiro e de São Paulo e até do exterior.
Antes o açaí era coisa de pobre, mas caiu no
gosto da classe média depois que começou a ser exportado e foi adotado como
parte da dieta dos esportistas. Suas qualidades nutritivas também ganharam
valor: a polpa dessa fruta é rica em gorduras monoinsaturadas, que previnem
doenças cardíacas e obesidade, e em antocianina, o pigmento arroxeado que ajuda
a reduzir os resíduos conhecidos como radicais livres. As empresas enfatizaram
o desenvolvimento de novos produtos, como o açaí liofilizado, o mix de
açaí – um sorvete com polpa dessa fruta, pasteurizado e misturado com outras
frutas e às vezes com granola – e de energéticos e de suco em embalagens tetrapack.
EVENTOS TURÍSTICOS EM IGARAPÉ-MIRI
Festividade de Sant'Ana
Igarapé-Miri é conhecida pela tradicional Festividade de Sant'Ana (padroeira da
cidade) que teve início no ano de 1714 e cujas comemorações acontecem no
período de 16 a 26 de julho.
Festival do Açaí
Fruto do açaizeiro que fornece a polpa para o
vinho de açaí, muito apreciado pelos paraenses
O Festival
do Açaí é um evento turístico e cultural do município que reúne milhares
de pessoas, entre produtores e apreciadores - nativos e visitantes - do fruto.
No decorrer do evento são realizadas palestras e oficinas no local e passeios
turísticos pela cidade.
A programação cultural conta com a já tradicional
disputa entre as Cobras Grandes do
Jatuíra e da Ponta Negra, grupos parafolclóricos que movimentam o ultimo
dia do Festival com danças e apresentações teatrais das lendas. Os visitantes
também podem conhecer a produção local de biojoias, confeccionadas a partir de
caroços de açaí, e ainda experimentar as iguarias feitas com o fruto, como o
suco, bombons, brigadeiros e pudins.
O evento é promovido pela Prefeitura em parceria
com outras entidades sendo seu início no dia 01 a 04 de Dezembro geralmente no
anexo do Estádio Municipal, conhecido como Centro Cultural e sempre oferece
atrações diversificadas ao público presente, desde artistas do município aos da
região e da capital.
Fonte: Cametaoara.blogspot.com.br
Flodoaldo Santos
Flodoaldos Santos/Blog Cametaoara ou Cametaoara.blogspot.com.br, é
brasileiro, paraense, geógrafo, militar do exército, cametaoara das margens
Tocantinas de Cametá, papaçaí, papa mapará, papa farinha, é geógrafo e divulga
a Geografia da Microregião de Cametá, sua cultura e sua história/memória. É
formado na Universidade Federal do Pará - Campus Universitário do Tocantins e é
o autor do Site Cametaoara onde procura desenvolver um trabalho voltado
principalmente para a Microregião de Cametá constituída pelos Municípios
Paraenses de Abaetetuba, Baião, Cametá, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba,
Igarapé-Miri e Oeiras. E também muitas Idéias e informações são publicadas no
seu Blog Cametaoara. Vide endereço digital acima.
Trecho do Blog Cametaoara:
O texto abaixo foi extraído do Blog Cametaoara:
Estou há anos tentando construir um site com o título Cametaoara. Li
pela primeira vez o vocábulo em Jorge Hurley. Em seu livro de 1936, raríssimo,
de um grande valor histórico, Hurley chama de Cametaoara todos os ribeirinhos
do Baixo Tocantins. Suas idéias nos será muito útil na necessidade de resgatar
o conceito de nossa Micro-Região que é uma das nossas atuais pretensões.
A primeira vez que publiquei o Cametaoara, não nego a intenção de
homenagear apenas os Cametaenses e de querer trabalhar um novo vocábulo para os
nascidos em Cametá, pois , achei-o muito bonito.
Em uma certa madrugada, com saudade do Pará, estive pensando que estava
sendo egoísta e injusto querendo me apropriar de um vocábulo em benefício
unicamente dos Cametaenses, quando Cametá empresta o nome para a sua Micro
Região. Sempre achei bonito a denominação de Marajoara aos nascidos naquela
sofrida, mas belíssima Micro-Região do Marajó!
Reviveu em mim os saudosos tempos acadêmicos quando discutíamos essas
coisas no Campus Universitário do Tocantins. Às vezes ficávamos horas debatendo
um assunto que envolvia uma única palavra, como globalização, região, lugar.
Lembrei então do nosso saudoso Milton Santos. Para mim o mais
eminente geógrafo brasileiro, que muito bem trabalhava estes conceitos e morreu
lutando para dignificar mais o Cidadão, a Geografia e os Geógrafos pretendendo
fazer o mundo entender o verdadeiro objeto da geografia, seu verdadeiro espaço
e acreditando, assim como todos os geógrafos que o objeto da geografia é o
espaço social ou simplesmente o espaço.
Já que cremos que o objeto de geografia é o espaço, voltemos ao termo
cametaoara. O Cametaoara ocupa um lugar no espaço e minha obrigação como
geógrafo cametaoara é mostrar a você criticamente que lugar é esse, situar você
no seu tempo atual e no tempo de nossos ancestrais, para isso vamos precisar de
nossos irmãos historiadores.
Não estou me dirigindo somente aos cametaenses e sim a todos nós
nascidos na Micro-Região de Cametá. Nós somos os verdadeiros Cametaoaras.
Meus Amigos, antes de termos a consciência de Brasil, nosso amado chão,
precisamos ter a consciência de nossa região, nosso estado, nossa micro região,
nosso Município, nosso distrito, nosso lugar. Aí vem uma profética referência
de Milton Santos ao lugar. “ A Globalização levará a fragmentação e a
especialização dos lugares”. Essa fragmentação e especialização já está em
curso. Será que estamos atrasados no processo? Ou será que deveremos ficar fora
do processo?
Precisamos trabalhar em nossos “ Cidadãos” a consciência de ser cidadão
e principalmente saber quem somos, de onde viemos, para onde vamos ou para onde
devemos ir? Para os EUA como a Sol da novela América? Isso só saberemos com o
desenvolvimento da educação para o conhecimento, amor e humanização do nosso
chão.
Nossos lugares jamais serão especializados se não desenvolvermos
principalmente a solidariedade e a Consciência Micro Regional para depois
pensarmos em nossos municípios e nossos lugares. Como saberemos para onde
vamos, se não sabemos de onde viemos? Se não sabemos onde estamos? Quem somos?
Se você ver a sua micro-região em um mapa isolado, você tem consciência que ela
é a Micro-Região de Cametá? E o seu município? já viu alguma vez na vida o mapa
de seu município em destaque e você já memorizou o mapa de seu município? Acho
que é mais fácil memorizarmos o mapa dos EUA!
Já viu pelo menos o mapa do Pará dividido em município? Certamente não,
se já viu foram poucas vezes, isso se você se educou por si só, pois, a escola
não lhe ensinou isso. Temos até preconceito contra os espaços sociais que estão
mais próximos da gente, que é nossa Micro-região, nosso município, nosso
distrito, nosso lugar.
Nossa educação é infelizmente uma educação de massa, de generalidades e
quase nada voltada para as especialidades, para as coisas que estão no nosso
cotidiano, nossas vidas, que são os nossos lugares.
Somos principalmente nós, internauta, que precisamos lutar para,
desenvolver nossos lugares no espírito de solidariedade humana, e por que não,
na solidariedade micro-regional já que estamos pretendendo desenvolver um
trabalho voltado para a Micro-Região de Cametá?
É a você Cametaoara de Abaetetuba, Baião, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro, Mocajuba, Oeiras do Pará que estou escrevendo . Antes de ter o orgulho de ser Brasileiro, precisamos aprender a nos orgulhar de ser paraenses, de ser amazônida e, principalmente, de ser cametaoara, sem esquecer que pertencemos a um distrito onde está o nosso lugar, pois, é no nosso lugar que está a nossa casa e é na nossa casa que está a nossa família que deverá ser o nosso maior bem.
Prezado Cametaoara, se o seu lugar não consta no Portal Cametaoara mande-me o nome dele, e posteriormente, mande-nos mais dados, por carta social* ou e-mail, precisamos mostrar para nós mesmos e para o mundo que nosso chão existe como espaço social. Se existe pensa, se pensa é humano. É o mínimo que posso e devo fazer por você e seu lugar.
É a você Cametaoara de Abaetetuba, Baião, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro, Mocajuba, Oeiras do Pará que estou escrevendo . Antes de ter o orgulho de ser Brasileiro, precisamos aprender a nos orgulhar de ser paraenses, de ser amazônida e, principalmente, de ser cametaoara, sem esquecer que pertencemos a um distrito onde está o nosso lugar, pois, é no nosso lugar que está a nossa casa e é na nossa casa que está a nossa família que deverá ser o nosso maior bem.
Prezado Cametaoara, se o seu lugar não consta no Portal Cametaoara mande-me o nome dele, e posteriormente, mande-nos mais dados, por carta social* ou e-mail, precisamos mostrar para nós mesmos e para o mundo que nosso chão existe como espaço social. Se existe pensa, se pensa é humano. É o mínimo que posso e devo fazer por você e seu lugar.
Atenciosamente e Grato.
Flodoaldo Moreira
A lista de localidades de Igarapé-Miri
abaixo foi elaborada por Flodoaldo Santos e publicada no Blog
Cametaoara, a qual solicitamos a liberdade de republicar para ajudar o autor do
Blog Cametaoara a divulgar os assuntos dos municípios da Microrregião de
Cametá. Por Blog do Ademir Rocha, com a mesma finalidade.
LOCALIDADES DE IGARAPÉ-MIRI
Mapa de localização de Igarapé-Miri/PA
MUNICÍPIO DE
IGARAPÉ-MIRI/PA, LOCALIDADES:
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DISTRITO DE IGARAPÉ-MIRI
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BARRO ALTO
|
BOA ESPERANÇA
|
CACAUAL
|
CAMBÉUA
|
CANTINA
|
CARMO ALEGRE
|
CARUÇÁUA
|
CIDADE DE IGARAPÉ- MIRI.
|
COLONIA BARBOSINHA
|
COLONIA JUTAITEUA
|
COLONIA NOVA ESPERANÇA
|
COLONIA VELASCO
|
ESTRADA DO MUCAJATEUA
|
ESTRADA PIRIÁ
|
FURO DO RIO ITANIMBUCA
|
FURO DO RIO SANTO ANTÔNIO
|
FURO NO DIVISOR DE ÁGUAS IGARAPÉ-MIRI / MOJU
|
IGARAPÉ ATEUÁ
|
IGARAPÉ CARUÇÁUA
|
IGARAPÉ CASTANHAL
|
IGARAPÉ CATAIANDEUA
|
IGARAPÉ CATIMBAU
|
IGARAPÉ COERÉ
|
IGARAPÉ ICATU
|
IGARAPÉ JAPURITÉ
|
IGARAPÉ JUTEUA
|
IGARAPÉ MARITEUA
|
IGARAPÉ MIRITITEUA
|
IGARAPÉ PARAÍSO
|
IGARAPÉ PIRATEUA
|
IGARAPÉ SANTO ANTÔNIO
|
IGARAPÉ TUCUMANDEUA
|
ILHA DO BUÇU - RIO MERUU-AÇU
|
ILHA DO BUÇU-ESPERA MERUU-AÇU
|
MIRITITEUA
|
PARAÍSO
|
PAU AMARELO
|
PIÇARREIRA
|
PIRATEUA
|
RAMAL PEQUENO
|
RIO CAJI
|
RIO CAJI - BELOS PRAZERES
|
RIO CAJI - BRAÇO DO SOL
|
RIO CAJI - SACAI
|
RIO IGARAPÉ-MIRI
|
RIO IGARAPÉ-MIRI VELHO
|
RIO JUARII
|
RIO MERUU - IGARAPÉ MARITEUA
|
RIO MERUU-AÇU
|
RIO MOJU
|
RIO RIOZINHO
|
RIO SANTO ANTÔNIO
|
RIO TRACUATEUA
|
RODOVIA PA-151
|
RODOVIA PA-151 - TRÊS LAGOS
|
RODOVIA PA-151 - COPAÍBA
|
RODOVIA PA-407
|
RODOVIA PA-467
|
SUSPIRO
|
TAMBAÍ-MIRI
|
VILA SANTA MARIA NO RIO MERUÚ
|
DISTRITO DE MAIAUATÁ
|
VILA DE MAIAUATÁ
|
BEIRA DA COSTA DO MARAPATÁ
|
BRAÇO COTIJUBA
|
BRAÇO DO ACAPUTEUA
|
COSTA DO MARAPATÁ
|
COSTA MARATAUÍRA
|
FURO BONFIM
|
FURO CORRIMÃO
|
FURO COTIJUBA
|
FURO DO ANAPU
|
FURO DO ANAPU GRANDE
|
FURO DO ANAPUZINHO
|
FURO DO COELHO
|
FURO DO INFERNO
|
FURO DO ITABOCA
|
FURO DO PAJÉ
|
FURO DO SECO
|
FURO DO TIMBUÍ
|
FURO ITABOCA
|
FURO PINHEIRO
|
FURO SAMAÚMA
|
FURO SÃO MARTINHO
|
FURO VILHENA
|
IGARAPÉ ACAPUTEUA
|
IGARAPÉ ACARATEUA
|
IGARAPÉ ANANATEUA
|
IGARAPÉ ARANAÍ
|
IGARAPÉ BEXIGA
|
IGARAPÉ BOBOBÓ
|
IGARAPÉ CAIÁ GRANDE
|
IGARAPÉ CAIÁZINHO
|
IGARAPÉ CARUÇU
|
IGARAPÉ CASTANHAL
|
IGARAPÉ ESTRELA
|
IGARAPÉ FURO GRANDE
|
IGARAPÉ GOIABA
|
IGARAPÉ JACARÉQUARA
|
IGARAPÉ JAPIIM
|
IGARAPÉ JAPURITÉ
|
IGARAPÉ JUPATICAIA
|
IGARAPÉ MAMANGAL-MIRI
|
IGARAPÉ MARUIM
|
IGARAPÉ MERATAUA GRANDE
|
IGARAPÉ MERATAUÁ-MIRI
|
IGARAPÉ PINDOBAL-AÇU
|
IGARAPÉ ROGEBIRO
|
IGARAPÉ SAMAÚMA
|
IGARAPÉ SANTANA
|
IGARAPÉ SANTO ANTÔNIO
|
IGARAPÉ SÃO JOSÉ
|
IGARAPÉ TAUARI
|
IGARAPÉ TRINDADE
|
IGARAPÉ URUÁZINHO
|
IGARAPÉ VERÍSSIMO
|
IGARAPÉZINHO
|
ILHA CAPIVARA
|
ILHA CIPOTEUA
|
ILHA DAS POMBAS
|
ILHA DO LAVA
|
ILHA ENTRE-ILHAS
|
ILHA JACAMINHOCA
|
ILHA MARRECA
|
ILHA MARREQUINHA
|
ILHA RASA
|
ILHA REDONDA
|
LUGAR INDEPENDÊNCIA NO RIO MAIAUATÁ
|
POVOADO CARIÁ
|
RIO ALBANO
|
RIO ANA
|
RIO ANAPU
|
RIO ANAPUZINHO
|
RIO BRANCO
|
RIO CAJI
|
RIO CAMARÃOQUARA
|
RIO COTIJUBA
|
RIO DAS FLORES
|
RIO FURO DO SECO
|
RIO GOIATUBA
|
RIO ITAMIMBUCA
|
RIO JACUNDÁ-COROA
|
RIO JAMORIM
|
RIO JAPIÍM
|
RIO JUARIMBU
|
RIO JUARIMBU (JOARINDUBA)
|
RIO MAIAUATÁ
|
RIO MAIAUATÁ / DAVILÂNDIA
|
RIO MAMANGAL GRANDE
|
RIO MAMANGALZINHO(MAMANGAUA)
|
RIO MAÚBA
|
RIO MAUÍRA
|
RIO MERUU-AÇU
|
RIO MINEIRO
|
RIO MIRITIPOCU
|
RIO PANACUERA
|
RIO PANACUERA-AÇU
|
RIO PANACUERA-MIRI
|
RIO PANACUERAZINHO
|
RIO PINDOBAL
|
RIO PINDOBAL GRANDE
|
RIO PINDOBAL-MIRI
|
RIO PINDOBALZINHO
|
RIO PIQUIARANA
|
RIO SAMAÚMA
|
RIO SANTO ANTÔNIO COM O RIO DAS FLORES
|
RIO SÃO DOMINGOS
|
RIO SÃO LOURENÇO/BOCA DO MARUIM
|
RIO TAPIAÍ
|
RIO TIMBUÍ
|
RIO TUCUNAREÍZINHO
|
RIO TUCUNARÉ
|
RIO TUCUNARÉZINHO
|
RIOZINHO
|
SANTA BÁRBARA - FURO SANTO ANTÔNIO
|
SANTA CRUZ
|
SÃO LOURENÇO
|
VILA CORRÊA - RIO MIRITIPOCU
|
VILA CORRÊA - SANTA BÁRBARA
|
VILA DO SÃO JOSÉ
|
VILA MENINO DEUS
|
VILA SÃO JOÃO NO RIO DAS FLORES
|
VILA SÃO JOÃO NO RIO PANACUERA
|
TEXTOS DO BLOG CAMETAOARA:
Linguajar Cametaoara
Preocupado com a necessidade que os moradores da Microrregião de
Cametá tinham a respeito do significado dos nomes geográficos das localidades
existentes nos municípios de Abaetetuba, Baião Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro
do Ajuru, Mocajuba e Oeiras do Pará, o Professor José DANÚZIO Pinto
POMPEU, um dos educadores que orgulhece Cametá, baseou a sua monografia
na pesquisa de Topônimos de 600 localidades cametaoaras. Você verá alguns.
Danúzio enaltece, o poeta paraense Rui Barata e apresenta os belíssmos versos
a seguir de sua Paranatinga:
“Rui Barata sintetiza em “Paranatinga”, alguns dos mais bonitos
topônimos esparramados por esses rincões da terrae paraensis. Como são belos
os nomes das nossas localidades, como tão bem comunicam as expressões usadas
pelos paraoaras.”
Antes que matem
os rios
e as matas por onde andei, antes que cubram de lixo, lixo da nossa lei, deixa que cante contigo, debruçado em peito amigo, as coisas que tanto amei. as coisas que tanto amei.
Antes que matem a lembrança,
dos muitos chãos que pisei, antes que o fogo devore, meu cajado de rei, deixa que eu cante afinal.
Na minha língua
geral,
as coisas que tanto amei. as coisas que tanto amei.
Araguary, Anapú,
Anauerá,
Canaticú, Maruim, Bararoá, Tajupará, Tauri, Tupinambá. Surubiú, Surubim, Surucuá, Jambuaçu, Jacamim, Jacarandá. Marimari, Maicurú, Marariá. Xarapucú, Caeté, Curimatá, Anabijú, Cunhatã, Pracajurá. As coisas que tanto amei, As coisas que tanto amei
TOPÔNIMOS DE ALGUMAS LOCALIDADES CAMETAOARAS
ABACATITEUA - Igarapé que serve de limite urbano na vila de Carapajó.
Trata-se de palavra formada pela junção dos vocábulos abacate - fruto
comestível produzido pelo abacateiro e teua - metaplasmo do sufixo tupi tyba,
mas que significa lugar. Desse modo, Abacatiteua é o lugar de abacates ou
então lugar dos abacateiros. .
ABAETÉ - Importante rio existente no distrito de Abaetetuba,
localizado ao sul desta cidade. Esse rio detém o primitivo nome daquela
cidade. É puro tupi, pois trata-se de palavra formada pela junção dos
vocábulos aba - homem e eté - valoroso, verdadeiro, valente. Segundo o
“Dicionário de Tupi Português” significa homem de valor, corajoso. Desse
modo, Abaeté significa homem valoroso, verdadeiro, tal como se sentem os
homens daquela localidade. .
ABAETETUBA - Importante município da microrregião de Cametá, com sede
situada à margem esquerda do rio Maratauíra. Esta palavra é o resultado do
acréscimo do sufixo abundancional tuba (tyba) ao nome original do lugar
Abaeté. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiro de Origem Tupi” é nome
de uma tribo abaeté acrescido do sufixo abundancional tyba; significando
lugar de muito índio abaeté. Desse modo, Abaetetuba significa lugar dos
homens valorosos, pois é o lugar onde existem muitos abaetés.
AÇAÍ - Igarapés existentes, um no município de Oeiras do Pará o outro
no distrito de Joana Coeli, é afluente do rio Anauerá. É étimo tupi (assay)
designação de uma palmeira da família das Palmae (Euterpe oleracea) espécie
vegetal das mais abundantes nas ilhas e várzeas da região tocantina. O
topônimo é vinculado à abundância de açaizeiros.
AÇAITUBA - Igarapé localizado no município de Oeiras do Pará. Trata-se
de palavra formada pela junção dos vocábulos açaí - palmeira (Euterpe olerácea)
e tuba - sufixo abundancional tyba designativo de lugar. Desse modo, Açaituba
significa lugar onde abundam açaizeiros, e consequentemente açaí - “o pão dos
pobres” do baixo rio Tocantins.
AÇAIZAL - Designação de duas localidades, uma existente na porção de
terra firme do distrito de Baião e a outra no distrito de Mocajuba. Tratam-se
de localidades onde existem plantação de açaizeiros (Euterpe oleracea) com
uma quantidade mais ou menos considerável, pois é formada pelos vocábulos
açaí acrescido do sufixo abundancional português (z)al. O topônimo é
vinculado à existência de muitos açaizeiros plantados, não nativos.
ACARI - Nome de uma ilha existente no distrito de Juaba.Trata-se da
designação de peixe da família loricaridae, segundo o “Catálogo de Peixes
Comerciais do Baixo Rio Tocantins” existem nesta microrregião mais de doze
espécies, classificadas de acordo com pequenas diferenças existentes entre
eles, temos então: o acari-bodó, o acari-pirarara, o acari-da-pedra, o
acari-da-praia e o acari. São desta mesma família os jatoxis, peixes de
considerável importância comercial na região, é também chamado chicote e
cascudo. Essa localidade tem esse nome devido a abundância dessa espécie de
peixe. Por ser região de influência das marés tornou-se habitat ideal para
essa espécie de peixe. O topônimo é vinculado à presença dos acaris.
AJÓ - Localidade existente a cerca de 6km da cidade de Cametá, neste
mesmo distrito. Segundo o “Dicionário de Tupi Português” significa bolsa,
saco. Não existe nenhuma relação aparente entre o significado da palavra e o
topônimo, pois trata-se de uma localidade aprazível que dispõe de algumas
casas distribuídas num bosque de árvores frondosas, rodeando um campo de
futebol de belíssimo gramado. Possivelmente o topônimo esteja vinculado à
utilização dos sacos para carregar carga.
ANAPU - Rio existente no município de Igarapé-Miri. Observamos que
esse topônimo já foi gafado como Guamapu, cujos metaplasmos alteraram-lhe
totalmente o significado. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiros de
Origem Tupi” consta o verbete como apócope de anapuru ou de anapura e designa
uma espécie de papagaio. Possivelmente o topônimo seja vinculado à presença
desse tipo de papagaio
AREIÃO - Sede de distrito no município de Cametá, localizado à margem
esquerda do rio Moiraba, tributário direito do rio Tocantins no extremo
sudeste, é o distrito mais recente. O nome dessa localidade é em virtude do
excesso de areia nos arruamentos e nos arredores daquela localidade. Esse
excesso de areia obriga que a navegação para esta localidade só efetue-se com
maré alta.
BAIÃO - Cidade situada à margem direita do rio Tocantins, tem esse
nome em homenagem ao seu fundador, o português Antônio Baião. É também nome
de uma ilha no distrito de Curuçambaba, possivelmente habitada por um morador
oriundo daquele município, mesmo porque é tradição apelidar as pessoas com o
nome da localidade da qual são oriundas, desta maneira temos pessoas que
respondem por: Cametá, Abaeté, Baião, Juba, Paruru, etc. O verbete também
significa uma dança e um canto popular, acompanhado ao som de viola, sanfona
e outros instrumentos, muito apreciada no Nordeste.
BAILIQUE - Povoado existente a 1km da rodovia Transcametá dentro do
município de Oeiras do Pará, mas pelo fato de seus moradores serem oriundos e
eleitores assistidos pela Prefeitura de Baião, consideram-se como moradores
deste município. Possivelmente é vinculado ao verbo balir - alusão ao som
produzido pelas sinetas dependuradas ao pescoço de animais, como vacas e
cordeiros.
CACOAL - Ilha localizada no distrito e fronteiriço à cidade de Cametá.
Segundo o “Glossário Paraense” é a plantação de cacau, ou então o cacoal de
macaco: o que nasceu espontâneo, proveniente de sementes espalhadas pelos
animais, sobretudo pelo macaco, e que cresce ora muito miúdo, ora muito
espaçado. Trata-se de metaplasmo de Cacaual, pois é devido a grande plantação
de Theobroma cacau existente no lugar que advém o topônimo.
CARAPAJÓ - Segundo distrito mais antigo do
município de Cametá. Há duas hipóteses para a significação deste verbete. A
primeira é de que seja um metaplasmo de carapó que significa peixe ou enguia
elétrica, todavia o peixe-elétrico é designado de poraquê (poraqué) na região
amazônica. A outra é de que seria formado pela junção dos vocábulos
carapá - planta de casca amarelada e de sabor amargo usada pelos índios para
combater a febre, espécie de quina mais jó - partícula vocativa que
indica chamamento ou então sufixo indicativo de mistura. Entretanto, é
preciso acrescentar mais uma, a dos moradores. Segundo eles a palavra adviria
da junção de acará - espécie de peixe da família dos ciclídeos mais jó
- partícula de chamamento ou de mistura. Desse modo, Capajó seria o
chamamento dos acarás. Há de se observar também que esse vocábulo pode
ser decomposto tal como Cametá, desta maneira teremos caá+apara+ó , cujos
significados são mato, paus e tortos, respectivamente. Assim sendo, Carapajó
seria a mata ou o obstáculo com paus tortos que vedam a passagem, ou seja,
seriam obstáculos no caminho, esse exame morfo-fonológico é mais plausível,
mesmo porque constata-se esse tipo de vegetação à margem do furo Alegre onde
se situa a vila, e é abonado pelo “Dicionário de Topônimos Brasileiros de
Origem Tupi”.
CAMETÁ-TAPERA - Pequeno povoado situado a pouco mais de 8Km ao norte
da cidade de Cametá. Registros históricos confirmam ter sido lá a primeira
vila do rio Tocantins. O significado do verbete Cametá acrescido da palavra
Tapera que deriva de ta-puera - aldeia extinta, lugar abandonado. Fato este
comprovado pela história do município, pois foi a pioneira vila de Cametá
abandonada para consolidar a cidade onde atualmente encontra-se assentada.
CUIA - Igarapé localizado no município de Limoeiro do Ajuru. É termo
tupi (kuya) que designa o fruto da cueira (cuieira) ou então um vasilhame
produzido à partir desta. O nome da localidade é vinculado à presença da
árvore (Crescentia cujete) de cujos frutos são produzidos as cuiapitingas
onde se apreciam mingaus e o delicioso tacacá que somente nelas deve ser
consumido. Segundo o “Glossário Paraense” trata-se da fruta da Crescentia
cujete de casca dura e leve, serrada ao meio, depois livre da polpa é
embebida na decocção do cumateu e exposta a vapores amoniacais da urina,
adquirindo uma cor preta lustrosa e indelével, é utilizada como recipiente de
líquidos e sólidos.
CUPIJÓ -
Importante rio que nasce dentro do município de Cametá e deságua no rio Pará,
depois de cortar parte do território de Limoeiro do Ajuru na sua
desembocadura. O verbete Cupijó resultaria da junção dos vocábulos cupií -
cupim e jó - partícula vocativa para chamamento ou então sufixo designativo
de mistura. Desse modo, Cupijó é o lugar abundante de cupins, ou que tem
muito cupins misturados. De fato, constata-se ao longo de suas margens imensos
cupinzeiros.
CURIMÃ - Igarapé que serve de limite urbano à cidade de Cametá na
porção noroeste. É palavra de origem tupi (kurimã) e significa o nome de uma
variedade de tainha, é também nome de peixe de água doce, segundo o
“Dicionário de Tupi Português”. Todavia, acreditamos que a palavra seja
metaplasmo de carimã - uma massa obtida da mandioca, pelo fato de não haver a
presença desse peixe em seu leito, pois fica seco durante a baixa-mar. Esse
igarapé deságua às proximidades da praia da Aldeia, onde é chamado de
Sapuíra, metaplasmo de sapupira, designação de uma árvore da família das
leguminosas (Diplotropis martiusii) abundante nas várzeas e cuja madeira em
muito se assemelha à sucupira.
CURRUPIRA - Igarapé existente no município de Limoeiro do Ajuru. Trata-se
de corruptela da figura encantada das matas amazônicas - a Curupira - o
mitológico duende das matas que devora os homens, ou seja, o gênio malfazejo
da floresta, como afirma o “Glossário Paraense”.
CURUÇÁ - Localidade existente no distrito de Abaetetuba. Trata-se de
neologismo tupi para indicar cruz, segundo o “Dicionário de Topônimos
Brasileiros de Origem Tupi”. Neste caso é a evocação a uma cruz existente no
lugar, pois a religiosidade do homem tocantino é muito grande.
CURUÇAMBABA - Sede de distrito no município de Cametá, situada no
extremo nordeste do município à margem direita do rio Tocantins. O verbete
seria resultado da fusão dos vocábulos curuçá e upaba. O primeiro significa
cruz e o segundo lagoa. Assim, Curuçambaba seria a lagoa da cruz. Destaca-se
que o vocábulo mbaba - tem a significação de animal e é usado na composição
de palavras arcaicas; levaríanos a pensar em cruz do animal. A vila de
Curuçambaba é das mais antigas no município, por isso não acreditamos ser
Curuçambaba a cruz do animal, mesmo porque no “Dicionário de Topônimos
Brasileiros de Origem Tupi” o verbete consta como derivado de crussá-upaba -
lagoa da cruz. Destaca-se, porém que na carta régia de doação desta sesmaria
já consta o nome do sítio Curuçambaba e a significação dada por Luiz C.
Tibiriçá é mais plausível diante das peculiaridades do local.
CURUCARÁ - Pequeno igarapé existente na margem direita do rio Anauerá
e que serve de limite municipal entre Oeiras do Pará e Cametá. Alguns
moradores pronunciam Urucará, sendo os dois topônimos registrados no mapa
municipal do IBGE. Existem duas hipóteses para a origem do topônimo, a
primeira é de que seria metaplasmo de urucuriá - designação de uma variedade
de coruja. Pelo fato desse vocábulo ter evoluído em nossa região para curáua,
a descartamos. A segunda afirma tratar-se de palavra composta pelos vocábulos
curu - enrugado, dobra e cará - apócope de acará designação de um peixe da
família dos ciclídeos, mesmo porque existe muito acará graúdo naquela
localidade. Outra hipótese é de que seja palavra formada pelos vocábulos
cururu+caá, ou seja, mata dos sapos, alusão à presença desses anuros na
localidade. Todavia a obra “Isto É Brasil, 500 anos” aponta uma missão
religiosa na localidade de Arucará e que possivelmente seria este o primitivo
nome da localidade. Assim sendo, Arucará é decomposto, segundo o “Dicionário
de Tupi Português” nos vocábulos aru - costas, lado contrário e cará -
tronco, madeira, cerne. Desta maneira, Arucará significa outro lado do tronco
da madeira, possivelmente alusão à presença desta na localidade. Nosso
propósito é elencar as possibilidades, cabendo ao leitor - conhecedor da
região - aceitar quaisquer das hipóteses.
CURUPERÉ - Localidades existentes nos distritos de Curuçambaba e
Abaetetuba, ilha e rio, respectivamente. O fato de moradores de Cametá
tratarem esta localidade também como Curupeté arremete-me para este vocábulo
tupi (curupeté) cujo significado é tambaqui, uma espécie de peixe amazônico,
segundo o “Dicionário de Tupi Português”. A análise vocabular, entretanto,
remete-me para cururuapé, uma espécie de planta da família das sapindáceas.
Acrescente-se outra hipótese a de que trata-se de metaplasmo de cariparé
(acaripari), por se tratar de pesqueiro de acaris, e nessas localidades é
possível capturar esses peixes da família loricaridae. Segundo o “Glossário
Paraense” curuperé é um pequeno riacho ou afluente de igarapé central, que
seca no verão.Consta ainda no “Dicionário Aurélio” curupetê como um pequeno
riacho ou afluente de igarapé central que seca no verão, no caso destas
localidades estão sujeitas apenas às mares diariamente.Finalmente a hipótese
de que seja palavra resultante do metaplasmo cururu+y+eré, ou seja, é o rio
dos sapos, alusão aos anuros da localidade. Qualquer das hipóteses são
válidas para a localidade, pois nosso propósito é elencar as possibilidades
de significado do topônimo.
CURUPERÉ-MIRI - Rio localizado em Abaetetuba. A partícula diminutiva é
utilizada para distingui-lo do rio Curuperé, pois ele é menor, o sufixo miri
(mirim) significa pequeno. Convém observar as considerações no verbete
Curuperé para se busque o significado adequado para esta localidade.
CURUPITOMBA - Localidade existente no distrito de Joana Coeli no
arquipélago do Joroca. Corruptela de curupytara a designação de um
instrumento de sopro dos índios Tupinambás, segundo o “Dicionário de Tupi
Português”.
CURUPUACÁ - Rio e localidade existente no distrito de Abaetetuba.
Embora o “Glossário Paraense” aponte curupu como pulsação aparente nas
artérias dos aneurismáticos ou dos anêmicos, o sufixo acá não encadeia-se
adequadamente. Por isso, acreditamos ser palavra composta pelos vocábulos
curupu - corruptela de cururu, uma casta de sapos e acá - fedor, mau cheiro.
Desta maneira, Curupuacá é o rio que cheira a sapo, alusão ao odor
característico da água devido à presença de sapos.
FURTADOS - Trata-se de um trecho do rio Tocantins localizado no
arquipélago do distrito de Juaba. O topônimo é devido ao fato de que seus
primeiros moradores terem sido da família Furtado, e por tradição muitos
lugares na região tocantina, são designados pelos nomes das famílias
pioneiras, segundo o trabalho escolar “Descobrindo Cametá” foram
os familiares de Baltazar Furtado de Seixas.
ITAUAÇU - Rio localizado no distrito de Abaetetuba. Trata-se de
palavra formada pelos vocábulos itá - pedra, y - rio e assu - grande. Desse
modo, Itauaçu é o rio das pedras grandes, possivelmente alusão às grandes e
perigosa pedras existentes no fundo do rio, permanente risco à navegação.
JOROCA - Designação de um arquipélago existente no distrito de Joana
Coeli e de uma ilha localizada no distrito de Vila do Carmo do Tocantins.
Existem três hipóteses para a origem deste topônimo. A primeira afirma que
seja metaplasmo de Jaroca, cujo significado no “Dicionário de Tupi
Português” indica: consumir, desgastar, diminuir. A segunda é que
seja palavra composta pelos vocábulos jaó - designação de uma ave (Crypturellus
undulatus) de coloração escura com listras brancas transversais, barriga
amarelada e dorso avermelhado, cujo piado nostálgico é emitido ao
anoitecer e oca - toca, casa. Assim, joroca seria o esconderijo das
aves jaó. A terceira hipótese é de seja metaplasmo de jaóca, cujo significado
no “Dicionário de Tupi Português” é apartar-se, separar-se.
Acreditamos que o verdadeiro significado do topônimo conste apenas no
imaginário dos moradores da localidade.
LIMOEIRO - Na realidade não é um rio, mas sim um furo que permite a
passagem do rio Tocantins ao rio Pará. Trata-se de um rio densamente povoado
existente no município de Limoeiro do Ajuru. Possivelmente provém das
plantações de limoeiros (Citrus limonum) existentes nos quintais
daqueles sítios.
MANDUBÉ - Igarapé localizado no distrito de Abaetetuba. Trata-se de
termo tupi (mãdubé) designação de um peixe da família dos ageneiosídeos (Ageneiosus
brevifilis) que apresenta boca grande e corpo afunilado, por isso é
também chamado de bocudo e vive junto aos cardumes de maparás. Certamente o
nome da localidade é vinculado á presença deste peixe.
MAPIRAÍ - Ilha localizada no distrito de Cametá. Palavra formada pela
junção dos vocábulos mapará - nome do peixe mais apreciado na região
tocantina, o Hipoptalmus marginatus e y - rio. Desse modo, o
Mapiraí é o rio dos maparás. Há porém a afirmação de que o sufixo í, adquiriu
a significação de pequeno, vide “O ananaí gito e o pacuí gitito”
trabalho de conclusão de curso da saudosa Profª. Valda Valente.
Entretanto, Mapiraí não seria metaplasmo de maparaí, cujo significado seria
mapará pequeno, porque os maparás pequenos possuem um marcador gramatical
esclusivo - fifiti, tal como comprova Regina Cruz no trabalho “A fala dos
pescadores de Cametá”(Tese de mestrado).
SAPATEIRO - Ilha localizada no distrito de Juaba. Trata-se de topônimo
que arremete a um profissional que consertava sapatos e que morava na
localidade.
TAMANDUÁ - Rio e localidade existente no distrito de Juaba. Essa
localidade emprestou o nome do conhecido mimercófago de nossa fauna. O
tamanduá tem esse nome pelo seu apetite de devorador de formigas. É palavra
advinda do Guarani, de ta-mondahá e significa ladrão de formigueiros.
Possivelmente esse animal teve ter sido abundate, em outras épocas, naquela
localidade.
TENTÉM - Rio e ilha localizados no distrito de Juaba. Segundo o
trabalho escolar “Descobrindo Cametá” coordenado por
Dmytrius Braga o topônimo deriva de um passarinho canoro, de coloração preta
e peito amarelo, chamado tem-tém, abundandante na localidade, dicionarizado
no Aurélio como tem-tem-verdadeiro (Tanagra violácea) . Entretanto, em“Casa-grande
& Senzala” de Gilberto Freire o verbete é tratado como de origem
africana e que indicaria a abundância de algo na localidade. Ambas são
plausíveis para justificar o topônimo, pois existe tanto o pássaro quanto
moradores de origem afro-brasileira na localidade.
TOCANTINS - Importante rio do estado do Pará e que banha os municípios
da microrregião de Cametá, exceção a Oeiras do Pará e que nasce na bacia do
Paranã em Goiás. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiros de
Origem Tupi” é derivado de tucanti, nome de uma variedade de tucano
com penas brancas no peito, daí seu nome tucan-ti (tucano-tinga),
tucano branco; segundo alguns tupinólogos, este vocábulo quer dizer “nariz
de tucano”, apelido dado a uma tribo indígena que habitava a região e
dera seu nome ao rio. Quanto a atualidade sabe-se que no majestoso rio,
assenta-se “a maior escultura do capital internacional na Amazônia -
a usina hidrelética de Tucuruí” que obstaculiza, ainda sem eclusas a
ligação do baixo com o alto rio Tocantins.
TRANSCAMETÁ - Designação da rodovia PA-156 que deveria ligar Limoeiro
do Ajuru à Tucuruí, entretanto só o trecho entre Cametá e aquele município é
precariamente transitável em estrada de chão, durante o período seco. O
topônimo foi criado tal qual o da rodovia Transamazônica, ou seja, compondo o
vocábulo trans - de origem latina que significa através de, para demonstrar
que a rodovia atravessa o município de Cametá.
TUREMA - Ilha e rio existente no distrito de Juaba. Existem duas
hipóteses para o topônimo. A primeira de que seja metaplasmo de Jurema - nome
proóprio feminino; neologismo de deusa das matas, nos rituais de pajelança,
segundo Altair Pinto no “Dicionário de Tupi Português”. A
segunda é de que seja palavra formada pelos vocábulos turu - metaplasmo de
tururi-taperu, larva comestível existente em troncos apodrecidos e rema -
cheiro, fedor. Assim, Turema significaria fedor de turu, alusão a abundância
desses vermes na localidade. Tanto a fé na Cabocla Jurema quanto os turus
existem na localidade, tornando as duas hipóteses plausíveis. Acrescente-se
mais uma hipótese fundamentada nas leis fonéticas, segundo o
“Dicionário de Tupi Português”, o topônimo adviria de tyrymembé cujo
significado é terreno alagadiço, pantanoso, tal qual as caractrarísticas do terreno
daquela localidade.
UXI - Localidades existentes nas proximidades da Rodovia Transcametá,
uma fica no município de Oeiras do Pará e a outra no distrito de Cametá.
Palavra de origem tupi uxi que designa uma árvore da família das humiriáceas (Sacoglotis
uchi) dicionarizada no Aurélio como uxipuçu, cujos frutos são drupas
comestíveis. O topônimo é vinculado a abundância destas árvores.
VACARIA - Localidade existente no distrito de Cametá a poucos
quilômetros ao sul da cidade. Se você pensa que o topônimo é vinculado à
quantidade de vacas enganou-se, mesmo porque naquela localidade os moradores
tem por tradição usar bois de carga para puxar as carroças e não vacas.
VAI-QUEM-QUER - Designação de um ramal no distrito de Mocajuba. O
próprio nome do ramal já apresenta suas péssimas qualidades. É uma estrada
tão mal construída que só trafegam por ela os moradores ou quem precisa
chegar lá para tratar algum negócio.
VISEU - Trata-se de uma espécie de sobrenome do distrito de São Pedro,
pequena vila de apenas sete domicílios existente às margens do rio Viseu na
porção ocidental do município de Mocajuba. Tal como muitas localidades nesta
microrregião é puro saudosismo lusitano, oriundo de algum português que por
lá se instalou não querendo esquecer a belíssima Vizeu de Duarte Pereira de
Sousa, o primeiro a aportar em terras brasileiras, antes mesmo de Pedro
Álvares Cabral.
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MAPARÁ
Peixe de couro, de água doce, família dos Pimelodídeos,
Siluróide (Hipophtolmus ssp) . Vivem nos rios do Paraná e
Amazonas, principalmente no Rio Tocantins. Micro-região de Cametá. Seus olhos
são laterais, situado sobre a articulação da mandíbula
|
O Mapará foi o peixe existente em maior abundância na região e por isso
tornou-se no decorrer da História de Cametá, um símbolo econômico cultural e
alimentar para a população.
Com a construção da Usina Hidroelétrica de Tucuruí, o desenvolvimento de
técnicas pesqueiras mais eficientes, a exportação do peixe, a pesca predatória,
etc, tem gerado um declínio considerável na sua produção, com seu encarecimento
e conseguinte falta do alimento para abastecer a população local.
O assoreamento do Rio Tocantins e sua poluição por cerca de uma década
após a construção da UHT, refletiu negativamente não só na reprodução do mapará
como também na reprodução de outros peixes que entraram em processo de
extinção.
O desenvolvimento de técnicas de pescar “mais avançadas” ,como a
malhadeira, o puçá, tem proporcionado maior facilidade para capturar o peixe.
Juntamente com a intensificação e diversificação da pesca, deparamos com os
problemas educacionais, ou seja, a falta de uma consciência ecológica de
preservação.
Destacamos, no entanto a feliz iniciativa de localidades como Paruru de
Joana Coeli e Joroca, que partiram para a prática de um programa de preservação
com resultados positivos, que aos poucos podem ser tomados como referência para
as demais localidades da Bacia Tocantina produtora deste tão gostoso mapará.
Valores Nutricionais do Mapará em 100g
Calorias
|
115kcal
|
Glicídios
|
0,00g
|
Proteínas
|
18,90g
|
Lipídios
|
3,80g
|
Cálcio
|
34,00mg
|
Fósforo
|
225,00mg
|
Ferro
|
1,10mg
|
Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA




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