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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cametá - Alguns Aspectos 2 e Distritos do Município de Cametá

ALGUNS ASPECTOS 2 E DISTRITOS DE CAMETÁ
Bandeiras e brasões dos municípios do
Baixo Tocantins

Mapa da localização de Cametá na Calha Amazônica

Fonte; Blog O Camataoara
Cametá é um município do Estado do Pará situado à margem esquerda do Rio Tocantins e seu nome deve-se aos nativos denominados “caamutás” que habitavam em seu território, além de outras tribos indígenas da nação dos Tupinambás que foram importantes nas lutas de conquista da Calha Amazônica pelos portugueses. Por esse motivo em 1934  criou a Capitania de Cametáo em favor de Feliciano Coelho de Carvalho, que tinha combatido os invasores estrangeiros na dita Calha Amazônica.. O povoado é elevado à categoria de Vila, com o nome de Vila Viçosa de Santa Cruz de Cametá, em 1635, tendo como Santo Padroeiro São João Batista. Em 21 de Outubro de 1848, Cametá obteve o status de cidade. Cametá também tem importância histórica nas lutas em seu território da revolta da Cabanagem ao lado das forças legalistas da então Província do Pará, sem contar sua importância econômica nos ciclos da borracha e do cacau. Cametá possui um rico patrimônio arquitetônico, herança do período colonial e provincial e atualmente também atrai muitos turistas pelo seu carnaval e participa com destaque do campeonato Paraense de Futebol Profissional, onde já conseguiu o título de campeão no ano de 2012.

Camétá é destaque no Pará no Carnaval e no Futebol, quando
a equipe do Cametá foi a campeã do Campeonato Paraense de
Futebol Profissional em 2012

Fonte dos textos e créditos das fotos: Cametaoara.blogspot.com.br

Flodoaldo Santos

Flodoaldos Santos/Blog Cametaoara ou Cametaoara.blogspot.com.br, é brasileiro, paraense, geógrafo, militar do exército, cametaoara das margens Tocantinas de Cametá, papaçaí, papa mapará, papa farinha, é geógrafo e divulga a Geografia da Microregião de Cametá, sua cultura e sua história/memória. É formado na Universidade Federal do Pará - Campus Universitário do Tocantins e é o autor do Site Cametaoara onde procura desenvolver um trabalho voltado principalmente para a Microregião de Cametá constituída pelos Municípios Paraenses de Abaetetuba, Baião, Cametá, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Igarapé-Miri e Oeiras. E também muitas Idéias e informações são publicadas no seu Blog Cametaoara. Vide endereço digital acima.

Texto extraído do Blog Cametaoara:

Estou há anos tentando construir um site com o título Cametaoara. Li pela primeira vez o vocábulo em Jorge Hurley. Em seu livro de 1936, raríssimo, de um grande valor histórico, Hurley chama de Cametaoara todos os ribeirinhos do Baixo Tocantins. Suas idéias nos será muito útil na necessidade de resgatar o conceito de nossa Micro-Região que é uma das nossas atuais pretensões.
A primeira vez que publiquei o Cametaoara, não nego a intenção de homenagear apenas os Cametaenses e de querer trabalhar um novo vocábulo para os nascidos em Cametá, pois , achei-o muito bonito.
Em uma certa madrugada, com saudade do Pará, estive pensando que estava sendo egoísta e injusto querendo me apropriar de um vocábulo em benefício unicamente dos Cametaenses, quando Cametá empresta o nome para a sua Micro Região. Sempre achei bonito a denominação de Marajoara aos nascidos naquela sofrida, mas belíssima Micro-Região do Marajó!
Reviveu em mim os saudosos tempos acadêmicos quando discutíamos essas coisas no Campus Universitário do Tocantins. Às vezes ficávamos horas debatendo um assunto que envolvia uma única palavra, como globalização, região, lugar.
 Lembrei então do nosso saudoso Milton Santos. Para mim o mais eminente geógrafo brasileiro, que muito bem trabalhava estes conceitos e morreu lutando para dignificar mais o Cidadão, a Geografia e os Geógrafos pretendendo fazer o mundo entender o verdadeiro objeto da geografia, seu verdadeiro espaço e acreditando, assim como todos os geógrafos que o objeto da geografia é o espaço social ou simplesmente o espaço. 
Já que cremos que o objeto de geografia é o espaço, voltemos ao termo cametaoara. O Cametaoara ocupa um lugar no espaço e minha obrigação como geógrafo cametaoara é mostrar a você criticamente que lugar é esse, situar você no seu tempo atual e no tempo de nossos ancestrais, para isso vamos precisar de nossos irmãos historiadores.
Não estou me dirigindo somente aos cametaenses e sim a todos nós nascidos na Micro-Região de Cametá. Nós somos os verdadeiros Cametaoaras.
Meus Amigos, antes de termos a consciência de Brasil, nosso amado chão, precisamos ter a consciência de nossa região, nosso estado, nossa micro região, nosso Município, nosso distrito, nosso lugar. Aí vem uma profética referência de Milton Santos ao lugar. “ A Globalização levará a fragmentação e a especialização dos lugares”. Essa fragmentação e especialização já está em curso. Será que estamos atrasados no processo? Ou será que deveremos ficar fora do processo?
Precisamos trabalhar em nossos “ Cidadãos” a consciência de ser cidadão e principalmente saber quem somos, de onde viemos, para onde vamos ou para onde devemos ir? Para os EUA como a Sol da novela América? Isso só saberemos com o desenvolvimento da educação para o conhecimento, amor e humanização do nosso chão.
Nossos lugares jamais serão especializados se não desenvolvermos principalmente a solidariedade e a Consciência Micro Regional para depois pensarmos em nossos municípios e nossos lugares. Como saberemos para onde vamos, se não sabemos de onde viemos? Se não sabemos onde estamos? Quem somos? Se você ver a sua micro-região em um mapa isolado, você tem consciência que ela é a Micro-Região de Cametá? E o seu município? já viu alguma vez na vida o mapa de seu município em destaque e você já memorizou o mapa de seu município? Acho que é mais fácil memorizarmos o mapa dos EUA!
Já viu pelo menos o mapa do Pará dividido em município? Certamente não, se já viu foram poucas vezes, isso se você se educou por si só, pois, a escola não lhe ensinou isso. Temos até preconceito contra os espaços sociais que estão mais próximos da gente, que é nossa Micro-região, nosso município, nosso distrito, nosso lugar.
Nossa educação é infelizmente uma educação de massa, de generalidades e quase nada voltada para as especialidades, para as coisas que estão no nosso cotidiano, nossas vidas, que são os nossos lugares.
Somos principalmente nós, internauta, que precisamos lutar para, desenvolver nossos lugares no espírito de solidariedade humana, e por que não, na solidariedade micro-regional já que estamos pretendendo desenvolver um trabalho voltado para a Micro-Região de Cametá?
É a você Cametaoara de Abaetetuba, Baião, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro, Mocajuba, Oeiras do Pará que estou escrevendo . Antes de ter o orgulho de ser Brasileiro, precisamos aprender a nos orgulhar de ser paraenses, de ser amazônida e, principalmente, de ser cametaoara, sem esquecer que pertencemos a um distrito onde está o nosso lugar, pois, é no nosso lugar que está a nossa casa e é na nossa casa que está a nossa família que deverá ser o nosso maior bem.
Prezado Cametaoara, se o seu lugar não consta no Portal Cametaoara mande-me o nome dele, e posteriormente, mande-nos mais dados, por carta social* ou e-mail, precisamos mostrar para nós mesmos e para o mundo que nosso chão existe como espaço social. Se existe pensa, se pensa é humano. É o mínimo que posso e devo fazer por você e seu lugar.
Atenciosamente e Grato
Flodoaldo Moreira

LISTA DAS LOCALIDADES DE CAMETÁ
A lista de localidades de Cametá abaixo foi elaborada por Flodoaldo Santos e publicada no Blog Cametaoara, a qual solicitamos a liberdade de republicar para ajudar o autor do Blog Cametaoara a divulgar os assuntos dos municípios da Microrregião de Cametá. Por Blog do Ademir Rocha, com a mesma finalidade.
LOCALIDADES DE CAMETÁ

1.distrito de Cametá
CAMINHO ARAXIÁ
COSTA DO CUXIPIARI
CUXIPIARI - FURO DE SANTA MARIA
CUXIPIARI DO CARMO
ESTRADA CAMETÁ-JUABA
ESTRADA DO CÔCO
ESTRADA DO PACAJÁ
ESTRADA PORTO DO CAMPO
FURO CARACARÁ
FURO COMPRIDO - PACUÍ DE BAIXO
FURO CUXIPIARI
FURO CUXIPIARI DO CARMO
FURO DA MEXERICA
FURO DAVI
FURO DE SANTA MARIA
FURO DO BARBOSA
FURO DO MOSQUITO(MOSQUITAL)
FURO DO SAPATO
FURO FUROZINHO
FURO GRANDE CUXIPIARI
FURO ITANDUBINHA
FURO JAÇAPETUBA
FURO MARUJO
IGARAPÉ AÇU
IGARAPÉ ARAUAÚ
IGARAPÉ CURIMÃ
IGARAPÉ MURUTIZAL
IGARAPÉ MUSSUTEUA - RAMAL RETIRO
IGARAPÉ PATAUÁ
IGARAPÉ VACARIA
ILHA AJARAÍ
ILHA AJARAÍZINHO
ILHA APAPATEUA
ILHA BAGANA
ILHA BEM-TE-VI
ILHA BOM ALEGRE
ILHA CAÇÃO
ILHA CACOAL
ILHA CAMEMBEUA - PACUÍ DE BAIXO
ILHA CAPITEUA
ILHA COROATÁ
ILHA COSTA DO ITANDUBA
ILHA COSTA DO MAPIRAÍ
ILHA COSTA DO PACUÍ
ILHA CRUZ
ILHA CURURU
ILHA DA AUGUSTA
ILHA DO CORREIO
ILHA DOROTÉIA
ILHA ENTRE-ILHAS
ILHA GAMA
ILHA GINÓ
ILHA ILHINHA
ILHA ITANDUBA
ILHA ITAÚNA
ILHA JAÇAPETUBA
ILHA JAPÚ - PACUÍ DE BAIXO
ILHA JATUAIA
ILHA JUPATITEUA
ILHA JURUATEUA
ILHA JURUATÉ
ILHA MAPEUÁ
ILHA MAPIRAÍ DE BAIXO
ILHA MAPIRAÍ DE CIMA
ILHA MARÁ
ILHA MARUIM
ILHA MEXIANA - PACUÍ DE CIMA
ILHA MOCAJUBA - PACUÍ DE BAIXO
ILHA MOÇAMBIQUE
ILHA NOVA
ILHA PACACANGA
ILHA PACUÍ DE BAIXO
ILHA PACUÍ DE CIMA
ILHA PARICATUBA
ILHA PARURU
ILHA PARURU - FURO DO TROMBONE (RIO TROMBONE)
ILHA PASSARINHO
ILHA PESCADOR
ILHA POÇÃO DO PACUÍ
ILHA PRATICAIA
ILHA QUINQUIÓ
ILHA QUINQUIÓZINHO
ILHA SANTA ROSA
ILHA SÃO PEDRO
ILHA SIMÃO
ILHA SOCÓ
LUGAR ACAPUTEUA
LUGAR AJARAÍ (CORREDOR)
LUGAR AJÓ
LUGAR ANAUERÁ
LUGAR ARICURÁ
LUGAR ARUMAÚ
LUGAR ASSACUÍ
LUGAR AXUÁ
LUGAR BATATAL
LUGAR BELO FUTURO
LUGAR BUCUBARANA (PEDRA)
LUGAR CAJÚ
LUGAR CAMPINA
LUGAR CARAPINA
LUGAR CASTANHAL
LUGAR COSTA DO ARICURÁ
LUGAR COSTA DO PARURU
LUGAR CUJARIÓ
LUGAR CURIMÃ DO SUMACO
LUGAR CURRAL DO MEIO
LUGAR CUXIPIARI - FURO SECO
LUGAR DESIDÉRIO
LUGAR FAZENDA
LUGAR FERREIRA
LUGAR GUAJARÁ
LUGAR GUAJARÁ DE NAZARÉ
LUGAR GURUPÁ
LUGAR GURUPÁZINHO
LUGAR INACHA
LUGAR INVEJA
LUGAR JACURARU
LUGAR JUQUIRI
LUGAR LIVRAMENTO
LUGAR MANDIOTEUA
LUGAR MANGABAL
LUGAR MAPARINTEUA
LUGAR MARANHÃO
LUGAR MARCO DA LÉGUA
LUGAR MATAQUIRI
LUGAR MATHIAS
LUGAR MERAJUBA
LUGAR NOVA COLÔNIA DE BUCUBARANA
LUGAR OLHO D'ÁGUA
LUGAR OLÍMPIO
LUGAR PARURU - FURO DOS LOPES
LUGAR PARURU DE BAIXO
LUGAR PECAQUARA
LUGAR POÇÃO
LUGAR PONTA DO GAVIÃO
LUGAR PORTO DO CAMPO
LUGAR PORTO DO CAMPO - EST. MARANHÃO
LUGAR PORTO SEGURO
LUGAR QUATRO BOCAS
LUGAR RIBEIRÃO
LUGAR ROMA
LUGAR SANTA MARIA
LUGAR SÃO FRANCISCO
LUGAR SOLAPO
LUGAR TAJAÚ
LUGAR TAPARÁ
LUGAR UMARITEUA - EST. DO MARANHÃO
LUGAR UMARIZAL
LUGAR VACAJÓ
LUGAR VACARIA
LUGAR VÁRZEA SÃO JOSÉ
LUGAR VENTURA
LUGAR VILA BAMBU
LUGAR VILA CONCEIÇÃO
POVOADO DO CÔCO
POVOADO NAZARÉ
POVOADO PACAJÁ
POVOADO TORRES
POVOADO VILA BERGUE
RAMAL AÇÚ
RAMAL AXUÁ
RAMAL BELA VISTA
RAMAL CALIÇADO
RAMAL CANARANA
RAMAL DA PONTA GRANDE


               
RAMAL DO MARANHÃO
RAMAL DO UMARITEUA
RAMAL ILHA GRANDE
RAMAL PIÇARREIRA
RAMAL TIMBÓ
RIO ANAUERÁ
RIO ARICURÁ
RIO BACURITUBA
RIO CONTRAMARÉ
RIO CUPIJÓ
RIO JACAREUÁ
RIO MAPIRAÍ
RIO MUPI
RIO PARAJUBA
RIO PARURU
RIO PARURUZINHO
RIO PIRAQUARA
RIO TROMBONE
RODOVIA TRANSCAMETÁ
RODOVIA TRANSCAMETÁ - CUPIJÓ

2. DISTRITO DE AREIÃO
IGARAPÉ ARIMATEU
IGARAPÉ CAFEZAL
LUGAR IGARAPÉ GRANDE
LUGAR IGARAPÉZINHO
LUGAR JAPUÁ
LUGAR MAZAGÃO
LUGAR MERAJUBA
LUGAR PESQUEIRO
RIO MOIRABA
RIO TAMBAÍ-MIRI
VILA DE AREIÃO

3. DISTRITO DE CARAPAJÓ
ESTRADA BOM JARDIM - MAÚ
ESTRADA CARAPAJÓ - BOM JARDIM
ESTRADA CARAPAJÓ - PORTO GRANDE
IGARAPÉ BITUBA
IGARAPÉ ITAPUPÃNA
ILHA GUAJARÁ
ILHA SÃO SEBASTIÃO DE CARAPAJÓ
ILHA TABATINGA
LUGAR COLÔNIA SÃO VICENTE
POVOADO DE  PORTO GRANDE
POVOADO DE BOM JARDIM
RAMAL DO CARAPAJÓ
RIO (FURO)BOM JARDIM
RIO AJARÁ
RIO GUAJARÁ
RIO GUAJARÁ DE PORTO GRANDE
RIO TOCANTINS
RODOVIA PA-469 RAMAL DA PA-151 À CARAPAJÓ
VILA DE CARAPAJÓ

4. DISTRITO DE CURUÇAMBABA
FURO  VILENA
FURO BASTIÃO
FURO CAMARÃOQUARA
FURO DAS FLORES
FURO MARCIANA
FURO SOFISTA
FURO TAPARI
IGARAPÉ ACAPÚ
IGARAPÉ ARIPÁUA
IGARAPÉ BARRA
IGARAPÉ CAJI
IGARAPÉ DAS PEDRAS
IGARAPÉ JARI
ILHA ANANATEUA
ILHA BAIÃO
ILHA CANÁRIO
ILHA COSTA DA COROA NOVA
ILHA COSTA DO XINGÚ
ILHA DA BARRA
ILHA DA FARTURA
ILHA DA NAÇÃO
ILHA DOS PRETOS
ILHA FELIPEQUARA(CAMPO)
ILHA ILHINHA
ILHA JARACUERA
ILHA JARACUERAZINHO
ILHA MURUTIZAL
ILHA PATRIMÔNIO
ILHA PETARUÇU
ILHA PITIÚ
ILHA PONTA DA COROA NOVA
ILHA PREGUIÇA
ILHA VINTÉM
ILHA XINGÚ
LUGAR BACURI DE BAIXO(PA-467)
LUGAR FELIPEQUARA CENTRO
LUGAR MARACÚ
LUGAR MARACÚ DE SANTA MARIA
LUGAR MARACÚ DE SÃO JOÃO
LUGAR POVOADO BELOS PRAZERES
LUGAR POVOADO CURUPERÉ
LUGAR POVOADO MAÚ
LUGAR POVOADO TAUAJÓ
RIO CAJI
RIO JACARÉ XINGÚ
RIO JAPIIM
RIO MAÚ
RIO PINDOBAL
RIO PINDOBAL - MIRI
RIO SOFISTA
VILA DE CURUÇAMBABA

5. DISTRITO DE JOANA COELI
CAMPO NATURAL - ILHA MAXIMINA
FURO CURUPITOMBA
FURO DA LARANJEIRA
FURO MANOEL RAIMUNDO
FURO MIRITITUBA
FURO MIRITITUBA
FURO SOROCOROCA
IGARAPÉ AÇAÍ
IGARAPÉ BARÉ
IGARAPÉ CAPOTE
IGARAPÉ CASTANHAL
IGARAPÉ DA PRAINHA
IGARAPÉ DO RIO JOROCAZINHO
IGARAPÉ ESPADA
IGARAPÉ GRANDE
IGARAPÉ GRANDE DO JOROCA
IGARAPÉ MAZAGÃO
IGARAPÉ PATICAU
IGARAPÉ PRACUÚBA
ILHA  JOROCA
ILHA BOA ESPERANÇA
ILHA BORTUEJA(BITUEJA/BROTUEJA)
ILHA CAMPUPEMA
ILHA CAQUIRA
ILHA CHAPELINE
ILHA CHAPÉU VIRADO
ILHA COROA
ILHA GAIVOTA
ILHA JACARANDEUA
ILHA JAITUBA
ILHA JOANA
ILHA JOROCA
ILHA JUTUBA
ILHA LÍRIO
ILHA MARINDUBA
ILHA MOCOROCA
ILHA POÇÃO
ILHA PRETINHA
ILHA SANTO ANTÔNIO
ILHA SAPO
LUGAR BAIXO PARURU
LUGAR BEIRA DE SANTO ANTÔNIO
POVOADO DE MUPI
RIO ACAJUÍ
RIO AMEXEIRA
RIO ARICAQUARA
RIO ARUPI
RIO BADALO
RIO BIRIBATUBA
RIO CAROLA
RIO CIPOTUBA
RIO COSTELA
RIO CUPIJÓ
RIO JABUTI-APEPU
RIO JACARANDEUA
RIO JACURARU
RIO JAITUBA
RIO JENIPAPO


RIO JOROCA GRANDE
RIO JOROCAZINHO
RIO JUTUBA
RIO MUPI
RIO OVÍDIO
RIO PACAJAÍ
RIO PARURU DE JOANA COELI
RIO TABACAL
RIO TANGARÁ
RIO TIJUCAQUARA
RODOVIA TRANSCAMETÁ(CAMETÁ-LIMOEIRO DO AJURU)
VILA DE JOANA COELI

6. DISTRITO DE JUABA
ESTRADA SÃO JOÃO
FAZENDA ARARI
FURO ACARÍ
FURO DA BOA VISTA
FURO DA HELENA
FURO DO GERALDO
FURO DO LACAIO
FURO DO RATO
FURO SAPATEIRO
FURO TABELIÃO
FURO TIRACATINGA
IGARAPÉ  ITAPOCU
IGARAPÉ ACUÃ
IGARAPÉ ACUÃZINHO
IGARAPÉ CUPIJÓ
IGARAPÉ CUXIÚ
IGARAPÉ PACIÊNCIA
IGARAPÉ SERINGAL
IGARAPÉ TABATINGA
ILHA BANDURRA(BANDORRA)
ILHA CACERI
ILHA CARIPÍ
ILHA COSTA DO TENTÉM
ILHA DO VEADO NO RIO MENDARUÇU
ILHA DOS PORTILHOS
ILHA GRANDE DE JUABA
ILHA MURUACÁ
ILHA PAMUCU
ILHA PARANÁ JUTUBA
ILHA SAPATEIRO
ILHA SOBRAL
ILHA TENTÉM
ILHA TENTÉM GRANDE
ILHA TENTENZINHO
ILHA TUREMA
LUGAR BEIRA DA VÁRZEA
LUGAR BEIRA DA VÁRZEA DO ITAPOCU
LUGAR CARIPI
LUGAR COSTA DO JUBA
LUGAR COSTA DO TAMANDUÁ
LUGAR FRADE
LUGAR JOÃO IGARAPÉ
LUGAR MARAJÓ
LUGAR MUTUACÁ DE BAIXO
LUGAR PEDRAL
LUGAR PORTO GRANDE
LUGAR POVOADO BOA ESPERANÇA
LUGAR POVOADO DO MOLA
LUGAR POVOADO LAGUINHO
LUGAR POVOADO TOMÁSIA
LUGAR RESSACA
LUGAR SANTA CLARA
LUGAR SANTA MARIA DO CUPIJÓ
LUGAR SERINGALZINHO
LUGAR SITIO JULIÃO DO CUPIJÓ
POVOADO PORTO ALEGRE
RIO ACARÍ
RIO AJARÁ
RIO ARIRAMANHA
RIO BRUM
RIO FURTADINHO
RIO ITAPOCU
RIO JUBA
RIO JUBINHA
RIO JURERAMANHA
RIO JURUBATUBA
RIO MENDARUÇU DE BAIXO
RIO MENDARUÇU MÉDIO
RIO MUTUACÁ
RIO MUTUACÁ DE BAIXO
RIO MUTUACÁ DE CIMA
RIO MUTUACÁZINHO
RIO PACOVATUBA
RIO SANTANA
RIO SANTANINHA
RIO TABATINGA
RIO TAMANDUÁ
RIO TAMANDUÁZINHO
RIO TENTENZINHO
RIO TOCANTINS
RIO TUREMA
RIO ZINHO
VILA DE JUABA

7. DISTRITO DE MOIRABA
ESTRADA ARIMANDEUA
ESTRADA BITUBA - AJARÁ-PANEMA
ESTRADA BITUBA-PORTO GRANDE
ESTRADA VILA DO CARMO-MOIRABA
FURO DA ARRAIA
IGARAPÉ AJARÁ-PANEMA
IGARAPÉ AJARÁ
IGARAPÉ ARIMANDEUA
IGARAPÉ ARIPÁUA
IGARAPÉ BITUBA
IGARAPÉ CAPIM
IGARAPÉ CARANÃ
IGARAPÉ LEOPOLDINO
IGARAPÉ LOURO
IGARAPÉ MIRITITEUA
IGARAPÉ PAURÚ
IGARAPÉ TAPERA
IGARAPÉ TAPERUÇU
IGARAPÉ UCUÚBA (CABECEIRA CAJI)  SACAÍ
ILHA DO BAIXO
LUGAR ACAPURANA
LUGAR AJARÁ-PANEMA DE BAIXO
LUGAR AJARÁ-PANEMA(RIO TOCANTINS)
LUGAR AJARÁZINHO
LUGAR AJURUZEIRO
LUGAR ARIPIJÓ
LUGAR BACURI
LUGAR BITUBA
LUGAR BITUBA - TERRA FIRME
LUGAR CANUDO
LUGAR CATALÃO
LUGAR CATALÃO (RIO TOCANTINS)
LUGAR MARINTEUA
LUGAR MERATAUÁ
LUGAR MOCAMBO
LUGAR OLARIA
LUGAR OLHO D'ÁGUA
LUGAR PATAUATEUA
LUGAR PONTA DE TERRA
LUGAR PONTA GROSSA
LUGAR POVOADO ARIMANDEUA
LUGAR SÃO BENEDITO
LUGAR SERINGUEIRA
LUGAR TAPERA
RIO MARINTEUA
RIO TOCANTINS
RODOVIA PA-469 (CARAPAJÓ - PA-151)
RODOVIA PA-471 VILA DO CARMO -    PA-151
VILA DE MOIRABA (SÃO BENEDITO)

8. VILA DO CARMO DO TOCANTINS
FURO DA BACIA
IGARAPÉ  RAPAZINHO
IGARAPÉ BOQUEIRÃO
IGARAPÉ CORREDOR
ILHA DAS MULATAS
ILHA DAS PREGUIÇAS
ILHA DO CARMO
ILHA JOROCA
ILHA SÃO MATEUS
LUGAR COSTA DA ILHA MOIRABA
LUGAR COSTA DA ILHA SÃO MATEUS
LUGAR COSTA DO JOROCA
RIO MOIRABA
RIO SÃO MATEUS
VILA DO CARMO DO TOCANTINS

TEXTOS DO BLOG CAMETAOARA

Linguajar  Cametaoara

Preocupado com a necessidade que os moradores da Microrregião de Cametá tinham a respeito do significado dos nomes geográficos das localidades existentes nos municípios de Abaetetuba, Baião Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba e Oeiras do Pará, o Professor José DANÚZIO Pinto POMPEU, um dos educadores que orgulhece Cametá, baseou a sua monografia na pesquisa de Topônimos de 600 localidades cametaoaras. Você verá alguns. Danúzio enaltece, o poeta paraense Rui Barata e apresenta os belíssmos versos a seguir de sua Paranatinga:

“Rui Barata sintetiza em “Paranatinga”, alguns dos mais bonitos topônimos esparramados por esses rincões da terrae paraensis. Como são belos os nomes das nossas localidades, como tão bem comunicam as expressões usadas pelos paraoaras.”

Antes que matem os rios
e as matas por onde andei,
antes que cubram de lixo,
lixo da nossa lei,
deixa que cante contigo,
debruçado em peito amigo,
as coisas que tanto amei.
as coisas que tanto amei.
 Antes que matem a lembrança,
dos muitos chãos que pisei,
antes que o fogo devore,
meu cajado de rei,
deixa que eu cante afinal.
Na minha língua geral,
as coisas que tanto amei.
as coisas que tanto amei.
Araguary, Anapú, Anauerá,
Canaticú, Maruim, Bararoá,
Tajupará, Tauri, Tupinambá.
Surubiú, Surubim, Surucuá,
Jambuaçu, Jacamim, Jacarandá.
Marimari, Maicurú, Marariá.
Xarapucú, Caeté, Curimatá,
Anabijú, Cunhatã, Pracajurá.
As coisas que tanto amei,
As coisas que tanto amei

TOPÔNIMOS DE ALGUMAS LOCALIDADES CAMETAOARAS
ABACATITEUA - Igarapé que serve de limite urbano na vila de Carapajó. Trata-se de palavra formada pela junção dos vocábulos abacate - fruto comestível produzido pelo abacateiro e teua - metaplasmo do sufixo tupi tyba, mas que significa lugar. Desse modo, Abacatiteua é o lugar de abacates ou então lugar dos abacateiros. .
ABAETÉ - Importante rio existente no distrito de Abaetetuba, localizado ao sul desta cidade. Esse rio detém o primitivo nome daquela cidade. É puro tupi, pois trata-se de palavra formada pela junção dos vocábulos aba - homem e eté - valoroso, verdadeiro, valente. Segundo o “Dicionário de Tupi Português” significa homem de valor, corajoso. Desse modo, Abaeté significa homem valoroso, verdadeiro, tal como se sentem os homens daquela localidade. .
ABAETETUBA - Importante município da microrregião de Cametá, com sede situada à margem esquerda do rio Maratauíra. Esta palavra é o resultado do acréscimo do sufixo abundancional tuba (tyba) ao nome original do lugar Abaeté. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiro de Origem Tupi” é nome de uma tribo abaeté acrescido do sufixo abundancional tyba; significando lugar de muito índio abaeté. Desse modo, Abaetetuba significa lugar dos homens valorosos, pois é o lugar onde existem muitos abaetés.
AÇAÍ - Igarapés existentes, um no município de Oeiras do Pará o outro no distrito de Joana Coeli, é afluente do rio Anauerá. É étimo tupi (assay) designação de uma palmeira da família das Palmae (Euterpe oleracea) espécie vegetal das mais abundantes nas ilhas e várzeas da região tocantina. O topônimo é vinculado à abundância de açaizeiros.
AÇAITUBA - Igarapé localizado no município de Oeiras do Pará. Trata-se de palavra formada pela junção dos vocábulos açaí - palmeira (Euterpe olerácea) e tuba - sufixo abundancional tyba designativo de lugar. Desse modo, Açaituba significa lugar onde abundam açaizeiros, e consequentemente açaí - “o pão dos pobres” do baixo rio Tocantins.
AÇAIZAL - Designação de duas localidades, uma existente na porção de terra firme do distrito de Baião e a outra no distrito de Mocajuba. Tratam-se de localidades onde existem plantação de açaizeiros (Euterpe oleracea) com uma quantidade mais ou menos considerável, pois é formada pelos vocábulos açaí acrescido do sufixo abundancional português (z)al. O topônimo é vinculado à existência de muitos açaizeiros plantados, não nativos.
ACARI - Nome de uma ilha existente no distrito de Juaba.Trata-se da designação de peixe da família loricaridae, segundo o “Catálogo de Peixes Comerciais do Baixo Rio Tocantins” existem nesta microrregião mais de doze espécies, classificadas de acordo com pequenas diferenças existentes entre eles, temos então: o acari-bodó, o acari-pirarara, o acari-da-pedra, o acari-da-praia e o acari. São desta mesma família os jatoxis, peixes de considerável importância comercial na região, é também chamado chicote e cascudo. Essa localidade tem esse nome devido a abundância dessa espécie de peixe. Por ser região de influência das marés tornou-se habitat ideal para essa espécie de peixe. O topônimo é vinculado à presença dos acaris.
AJÓ - Localidade existente a cerca de 6km da cidade de Cametá, neste mesmo distrito. Segundo o “Dicionário de Tupi Português” significa bolsa, saco. Não existe nenhuma relação aparente entre o significado da palavra e o topônimo, pois trata-se de uma localidade aprazível que dispõe de algumas casas distribuídas num bosque de árvores frondosas, rodeando um campo de futebol de belíssimo gramado. Possivelmente o topônimo esteja vinculado à utilização dos sacos para carregar carga.
ANAPU - Rio existente no município de Igarapé-Miri. Observamos que esse topônimo já foi gafado como Guamapu, cujos metaplasmos alteraram-lhe totalmente o significado. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi” consta o verbete como apócope de anapuru ou de anapura e designa uma espécie de papagaio. Possivelmente o topônimo seja vinculado à presença desse tipo de papagaio
AREIÃO - Sede de distrito no município de Cametá, localizado à margem esquerda do rio Moiraba, tributário direito do rio Tocantins no extremo sudeste, é o distrito mais recente. O nome dessa localidade é em virtude do excesso de areia nos arruamentos e nos arredores daquela localidade. Esse excesso de areia obriga que a navegação para esta localidade só efetue-se com maré alta.
BAIÃO - Cidade situada à margem direita do rio Tocantins, tem esse nome em homenagem ao seu fundador, o português Antônio Baião. É também nome de uma ilha no distrito de Curuçambaba, possivelmente habitada por um morador oriundo daquele município, mesmo porque é tradição apelidar as pessoas com o nome da localidade da qual são oriundas, desta maneira temos pessoas que respondem por: Cametá, Abaeté, Baião, Juba, Paruru, etc. O verbete também significa uma dança e um canto popular, acompanhado ao som de viola, sanfona e outros instrumentos, muito apreciada no Nordeste.
BAILIQUE - Povoado existente a 1km da rodovia Transcametá dentro do município de Oeiras do Pará, mas pelo fato de seus moradores serem oriundos e eleitores assistidos pela Prefeitura de Baião, consideram-se como moradores deste município. Possivelmente é vinculado ao verbo balir - alusão ao som produzido pelas sinetas dependuradas ao pescoço de animais, como vacas e cordeiros.
CACOAL - Ilha localizada no distrito e fronteiriço à cidade de Cametá. Segundo o “Glossário Paraense” é a plantação de cacau, ou então o cacoal de macaco: o que nasceu espontâneo, proveniente de sementes espalhadas pelos animais, sobretudo pelo macaco, e que cresce ora muito miúdo, ora muito espaçado. Trata-se de metaplasmo de Cacaual, pois é devido a grande plantação de Theobroma cacau existente no lugar que advém o topônimo.
    CARAPAJÓ - Segundo distrito mais antigo do município de Cametá. Há duas hipóteses para a significação deste verbete. A primeira é de que seja um metaplasmo de carapó que significa peixe ou enguia elétrica, todavia o peixe-elétrico é designado de poraquê (poraqué) na região amazônica. A outra é de que seria formado pela  junção dos vocábulos carapá - planta de casca amarelada e de sabor amargo usada pelos índios para combater a febre, espécie de quina  mais jó - partícula vocativa que indica chamamento ou então sufixo indicativo de mistura. Entretanto, é preciso acrescentar mais uma, a dos moradores. Segundo eles a palavra adviria da junção de acará  - espécie de peixe da família dos ciclídeos mais jó - partícula de chamamento ou de mistura. Desse modo, Capajó seria o chamamento dos acarás. Há de se observar também que esse  vocábulo pode ser decomposto tal como Cametá, desta maneira teremos caá+apara+ó , cujos significados são mato, paus e tortos, respectivamente. Assim sendo, Carapajó seria a mata ou o obstáculo com paus tortos que vedam a passagem, ou seja, seriam obstáculos no caminho, esse exame morfo-fonológico é mais plausível, mesmo porque constata-se esse tipo de vegetação à margem do furo Alegre onde se situa a vila, e é abonado pelo “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi”. 
CAMETÁ-TAPERA - Pequeno povoado situado a pouco mais de 8Km ao norte da cidade de Cametá. Registros históricos confirmam ter sido lá a primeira vila do rio Tocantins. O significado do verbete Cametá acrescido da palavra Tapera que deriva de ta-puera - aldeia extinta, lugar abandonado. Fato este comprovado pela história do município, pois foi a pioneira vila de Cametá abandonada para consolidar a cidade onde atualmente encontra-se assentada.
CUIA - Igarapé localizado no município de Limoeiro do Ajuru. É termo tupi (kuya) que designa o fruto da cueira (cuieira) ou então um vasilhame produzido à partir desta. O nome da localidade é vinculado à presença da árvore (Crescentia cujete) de cujos frutos são produzidos as cuiapitingas onde se apreciam mingaus e o delicioso tacacá que somente nelas deve ser consumido. Segundo o “Glossário Paraense” trata-se da fruta da Crescentia cujete de casca dura e leve, serrada ao meio, depois livre da polpa é embebida na decocção do cumateu e exposta a vapores amoniacais da urina, adquirindo uma cor preta lustrosa e indelével, é utilizada como recipiente de líquidos e sólidos.
CUPIJÓ - Importante rio que nasce dentro do município de Cametá e deságua no rio Pará, depois de cortar parte do território de Limoeiro do Ajuru na sua desembocadura. O verbete Cupijó resultaria da junção dos vocábulos cupií - cupim e jó - partícula vocativa para chamamento ou então sufixo designativo de mistura. Desse modo, Cupijó é o lugar abundante de cupins, ou que tem muito cupins misturados. De fato, constata-se ao longo de suas margens imensos cupinzeiros.
CURIMÃ - Igarapé que serve de limite urbano à cidade de Cametá na porção noroeste. É palavra de origem tupi (kurimã) e significa o nome de uma variedade de tainha, é também nome de peixe de água doce, segundo o “Dicionário de Tupi Português”. Todavia, acreditamos que a palavra seja metaplasmo de carimã - uma massa obtida da mandioca, pelo fato de não haver a presença desse peixe em seu leito, pois fica seco durante a baixa-mar. Esse igarapé deságua às proximidades da praia da Aldeia, onde é chamado de Sapuíra, metaplasmo de sapupira, designação de uma árvore da família das leguminosas (Diplotropis martiusii) abundante nas várzeas e cuja madeira em muito se assemelha à sucupira.
CURRUPIRA - Igarapé existente no município de Limoeiro do Ajuru. Trata-se de corruptela da figura encantada das matas amazônicas - a Curupira - o mitológico duende das matas que devora os homens, ou seja, o gênio malfazejo da floresta, como afirma o “Glossário Paraense”.
CURUÇÁ - Localidade existente no distrito de Abaetetuba. Trata-se de neologismo tupi para indicar cruz, segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi”. Neste caso é a evocação a uma cruz existente no lugar, pois a religiosidade do homem tocantino é muito grande.
CURUÇAMBABA - Sede de distrito no município de Cametá, situada no extremo nordeste do município à margem direita do rio Tocantins. O verbete seria resultado da fusão dos vocábulos curuçá e upaba. O primeiro significa cruz e o segundo lagoa. Assim, Curuçambaba seria a lagoa da cruz. Destaca-se que o vocábulo mbaba - tem a significação de animal e é usado na composição de palavras arcaicas; levaríanos a pensar em cruz do animal. A vila de Curuçambaba é das mais antigas no município, por isso não acreditamos ser Curuçambaba a cruz do animal, mesmo porque no “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi” o verbete consta como derivado de crussá-upaba - lagoa da cruz. Destaca-se, porém que na carta régia de doação desta sesmaria já consta o nome do sítio Curuçambaba e a significação dada por Luiz C. Tibiriçá é mais plausível diante das peculiaridades do local.
CURUCARÁ - Pequeno igarapé existente na margem direita do rio Anauerá e que serve de limite municipal entre Oeiras do Pará e Cametá. Alguns moradores pronunciam Urucará, sendo os dois topônimos registrados no mapa municipal do IBGE. Existem duas hipóteses para a origem do topônimo, a primeira é de que seria metaplasmo de urucuriá - designação de uma variedade de coruja. Pelo fato desse vocábulo ter evoluído em nossa região para curáua, a descartamos. A segunda afirma tratar-se de palavra composta pelos vocábulos curu - enrugado, dobra e cará - apócope de acará designação de um peixe da família dos ciclídeos, mesmo porque existe muito acará graúdo naquela localidade. Outra hipótese é de que seja palavra formada pelos vocábulos cururu+caá, ou seja, mata dos sapos, alusão à presença desses anuros na localidade. Todavia a obra “Isto É Brasil, 500 anos” aponta uma missão religiosa na localidade de Arucará e que possivelmente seria este o primitivo nome da localidade. Assim sendo, Arucará é decomposto, segundo o “Dicionário de Tupi Português” nos vocábulos aru - costas, lado contrário e cará - tronco, madeira, cerne. Desta maneira, Arucará significa outro lado do tronco da madeira, possivelmente alusão à presença desta na localidade. Nosso propósito é elencar as possibilidades, cabendo ao leitor - conhecedor da região - aceitar quaisquer das hipóteses.
CURUPERÉ - Localidades existentes nos distritos de Curuçambaba e Abaetetuba, ilha e rio, respectivamente. O fato de moradores de Cametá tratarem esta localidade também como Curupeté arremete-me para este vocábulo tupi (curupeté) cujo significado é tambaqui, uma espécie de peixe amazônico, segundo o “Dicionário de Tupi Português”. A análise vocabular, entretanto, remete-me para cururuapé, uma espécie de planta da família das sapindáceas. Acrescente-se outra hipótese a de que trata-se de metaplasmo de cariparé (acaripari), por se tratar de pesqueiro de acaris, e nessas localidades é possível capturar esses peixes da família loricaridae. Segundo o “Glossário Paraense” curuperé é um pequeno riacho ou afluente de igarapé central, que seca no verão.Consta ainda no “Dicionário Aurélio” curupetê como um pequeno riacho ou afluente de igarapé central que seca no verão, no caso destas localidades estão sujeitas apenas às mares diariamente.Finalmente a hipótese de que seja palavra resultante do metaplasmo cururu+y+eré, ou seja, é o rio dos sapos, alusão aos anuros da localidade. Qualquer das hipóteses são válidas para a localidade, pois nosso propósito é elencar as possibilidades de significado do topônimo.
CURUPERÉ-MIRI - Rio localizado em Abaetetuba. A partícula diminutiva é utilizada para distingui-lo do rio Curuperé, pois ele é menor, o sufixo miri (mirim) significa pequeno. Convém observar as considerações no verbete Curuperé para se busque o significado adequado para esta localidade.
CURUPITOMBA - Localidade existente no distrito de Joana Coeli no arquipélago do Joroca. Corruptela de curupytara a designação de um instrumento de sopro dos índios Tupinambás, segundo o “Dicionário de Tupi Português”.
CURUPUACÁ - Rio e localidade existente no distrito de Abaetetuba. Embora o “Glossário Paraense” aponte curupu como pulsação aparente nas artérias dos aneurismáticos ou dos anêmicos, o sufixo acá não encadeia-se adequadamente. Por isso, acreditamos ser palavra composta pelos vocábulos curupu - corruptela de cururu, uma casta de sapos e acá - fedor, mau cheiro. Desta maneira, Curupuacá é o rio que cheira a sapo, alusão ao odor característico da água devido à presença de sapos.
FURTADOS - Trata-se de um trecho do rio Tocantins localizado no arquipélago do distrito de Juaba. O topônimo é devido ao fato de que seus primeiros moradores terem sido da família Furtado, e por tradição muitos lugares na região tocantina, são designados pelos nomes das famílias pioneiras, segundo o trabalho escolar “Descobrindo Cametá” foram os familiares de Baltazar Furtado de Seixas.
ITAUAÇU - Rio localizado no distrito de Abaetetuba. Trata-se de palavra formada pelos vocábulos itá - pedra, y - rio e assu - grande. Desse modo, Itauaçu é o rio das pedras grandes, possivelmente alusão às grandes e perigosa pedras existentes no fundo do rio, permanente risco à navegação.
JOROCA - Designação de um arquipélago existente no distrito de Joana Coeli e de uma ilha localizada no distrito de Vila do Carmo do Tocantins. Existem três hipóteses para a origem deste topônimo. A primeira afirma que seja metaplasmo de Jaroca, cujo significado no “Dicionário de Tupi Português” indica: consumir, desgastar, diminuir. A segunda é que seja palavra composta pelos vocábulos jaó - designação de uma ave (Crypturellus undulatus) de coloração escura com listras brancas transversais, barriga amarelada e dorso avermelhado, cujo piado nostálgico é emitido ao anoitecer  e oca - toca, casa. Assim, joroca seria o esconderijo das aves jaó. A terceira hipótese é de seja metaplasmo de jaóca, cujo significado no “Dicionário de Tupi Português” é apartar-se, separar-se. Acreditamos que o verdadeiro significado do topônimo conste apenas no imaginário dos moradores da localidade.
LIMOEIRO - Na realidade não é um rio, mas sim um furo que permite a passagem do rio Tocantins ao rio Pará. Trata-se de um rio densamente povoado existente no município de Limoeiro do Ajuru. Possivelmente provém das plantações de limoeiros (Citrus limonum) existentes nos quintais daqueles sítios.
MANDUBÉ - Igarapé localizado no distrito de Abaetetuba. Trata-se de termo tupi (mãdubé) designação de um peixe da família dos ageneiosídeos (Ageneiosus brevifilis) que apresenta boca grande e corpo afunilado, por isso é também chamado de bocudo e vive junto aos cardumes de maparás. Certamente o nome da localidade é vinculado á presença deste peixe.
MAPIRAÍ - Ilha localizada no distrito de Cametá. Palavra formada pela junção dos vocábulos mapará - nome do peixe mais apreciado na região tocantina, o Hipoptalmus marginatus e y - rio. Desse modo, o Mapiraí é o rio dos maparás. Há porém a afirmação de que o sufixo í, adquiriu a significação de pequeno, vide “O ananaí gito e o pacuí gitito” trabalho de conclusão de curso da saudosa Profª. Valda Valente. Entretanto, Mapiraí não seria metaplasmo de maparaí, cujo significado seria mapará pequeno, porque os maparás pequenos possuem um marcador gramatical esclusivo - fifiti, tal como comprova Regina Cruz no trabalho “A fala dos pescadores de Cametá”(Tese de mestrado).
SAPATEIRO - Ilha localizada no distrito de Juaba. Trata-se de topônimo que arremete a um profissional que consertava sapatos e que morava na localidade.
TAMANDUÁ - Rio e localidade existente no distrito de Juaba. Essa localidade emprestou o nome do conhecido mimercófago de nossa fauna. O tamanduá tem esse nome pelo seu apetite de devorador de formigas. É palavra advinda do Guarani, de ta-mondahá e significa ladrão de formigueiros. Possivelmente esse animal teve ter sido abundate, em outras épocas, naquela localidade.
TENTÉM - Rio e ilha localizados no distrito de Juaba. Segundo o trabalho escolar “Descobrindo Cametá” coordenado por Dmytrius Braga o topônimo deriva de um passarinho canoro, de coloração preta e peito amarelo, chamado tem-tém, abundandante na localidade, dicionarizado no Aurélio como tem-tem-verdadeiro (Tanagra violácea) . Entretanto, em“Casa-grande & Senzala” de Gilberto Freire o verbete é tratado como de origem africana e que indicaria a abundância de algo na localidade. Ambas são plausíveis para justificar o topônimo, pois existe tanto o pássaro quanto moradores de origem afro-brasileira na localidade. 
TOCANTINS - Importante rio do estado do Pará e que banha os municípios da microrregião de Cametá, exceção a Oeiras do Pará e que nasce na bacia do Paranã em Goiás. Segundo o “Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi” é derivado de tucanti, nome de uma variedade de tucano com penas brancas no peito, daí seu nome tucan-ti (tucano-tinga), tucano branco; segundo alguns tupinólogos, este vocábulo quer dizer “nariz de tucano”, apelido dado a uma tribo indígena que habitava a região e dera seu nome ao rio. Quanto a atualidade sabe-se que no majestoso rio, assenta-se “a maior escultura do capital internacional na Amazônia - a usina hidrelética de Tucuruí” que obstaculiza, ainda sem eclusas a ligação do baixo com o alto rio Tocantins. 
TRANSCAMETÁ - Designação da rodovia PA-156 que deveria ligar Limoeiro do Ajuru à Tucuruí, entretanto só o trecho entre Cametá e aquele município é precariamente transitável em estrada de chão, durante o período seco. O topônimo foi criado tal qual o da rodovia Transamazônica, ou seja, compondo o vocábulo trans - de origem latina que significa através de, para demonstrar que a rodovia atravessa o município de Cametá.
TUREMA - Ilha e rio existente no distrito de Juaba. Existem duas hipóteses para o topônimo. A primeira de que seja metaplasmo de Jurema - nome proóprio feminino; neologismo de deusa das matas, nos rituais de pajelança, segundo Altair Pinto no “Dicionário de Tupi Português”. A segunda é de que seja palavra formada pelos vocábulos turu - metaplasmo de tururi-taperu, larva comestível existente em troncos apodrecidos e rema - cheiro, fedor. Assim, Turema significaria fedor de turu, alusão a abundância desses vermes na localidade. Tanto a fé na Cabocla Jurema quanto os turus existem na localidade, tornando as duas hipóteses plausíveis. Acrescente-se mais uma hipótese fundamentada nas leis fonéticas, segundo o “Dicionário de Tupi Português”, o topônimo adviria de tyrymembé cujo significado é terreno alagadiço, pantanoso, tal qual as caractrarísticas do terreno daquela localidade.
UXI - Localidades existentes nas proximidades da Rodovia Transcametá, uma fica no município de Oeiras do Pará e a outra no distrito de Cametá. Palavra de origem tupi uxi que designa uma árvore da família das humiriáceas (Sacoglotis uchi) dicionarizada no Aurélio como uxipuçu, cujos frutos são drupas comestíveis. O topônimo é vinculado a abundância destas árvores.
VACARIA - Localidade existente no distrito de Cametá a poucos quilômetros ao sul da cidade. Se você pensa que o topônimo é vinculado à quantidade de vacas enganou-se, mesmo porque naquela localidade os moradores tem por tradição usar bois de carga para puxar as carroças e não vacas.
VAI-QUEM-QUER - Designação de um ramal no distrito de Mocajuba. O próprio nome do ramal já apresenta suas péssimas qualidades. É uma estrada tão mal construída que só trafegam por ela os moradores ou quem precisa chegar lá para tratar algum negócio.
VISEU - Trata-se de uma espécie de sobrenome do distrito de São Pedro, pequena vila de apenas sete domicílios existente às margens do rio Viseu na porção ocidental do município de Mocajuba. Tal como muitas localidades nesta microrregião é puro saudosismo lusitano, oriundo de algum português que por lá se instalou não querendo esquecer a belíssima Vizeu de Duarte Pereira de Sousa, o primeiro a aportar em terras brasileiras, antes mesmo de Pedro Álvares Cabral.

A origem da cidade, às margens do Rio Tocantins
   A palavra Cametá é de origem Tupi e deriva de "Cáa" (mato floresta) e "Mutá" ou "Mutã", uma espécie de degrau instalado
em galhos de árvores feitos pelos índios para esperar a caça ou para morar. Segundo o historiador Carlos Roque, o significado literal de Cametá é "degrau no mato". 
     Atribui-se a Frei Cristóvão de São José, um frade capuchinho, o episódio da fundação do primeiro povoado, por volta do ano de 1620, que deu origem ao município de Cametá. A fundação do povoado foi possível devido ao trabalho realizado pelo frade junto aos integrantes da tribo dos Camutás, conhecidos como os habitantes originais das terras localizadas à margem esquerda do rio Tocantins. 
     Adquiriu o conhecimento legal na categoria de Vila, em 1713. No ano de 1841, em 30 de abril, foi promulgada a Lei que concedeu a Cametá a categoria de Comarca e sete anos depois, através da resolução nº 145, de 24 de outubro de 1848, lhe foi outorgado o reconhecimento como cidade.
   Após a proclamação da República, o Governo Provisório do Estado, através do Decreto nº 59, criou o Conselho de Intendência. Somente em 4 de novembro de 1930, foi confirmada a condição de Cametá como município, passando a existir como tal no quadro de ordenamento político-administrativo do Estado.
   No ano de 1956, houve a tentativa de provocar o desmembramento de parte de sua área territorial para dar lugar ao nascimento do município de Limoeiro do Ajuru. Entretanto, a ação não prosperou porque o Supremo Tribunal Federal declarou a ação como um ato inconstitucional. Em 1961, o desmembramento foi efetivado, mediante a promulgação da Lei nº 2.460, e Cametá perdeu as terras pertencentes ao distrito de Joanna Coeli.
     Atualmente, Cametá conta com sete distritos: o distrito-sede, com o mesmo nome do município, Carapajó, Curuçambá, Joaba, Moiraba e Vila do Carmo do Tocantins.

O peixe mapará, consumido como iguaria em Cametá e
também em Abaetetuba e Igarapé-Miri

MAPARÁ
Peixe de couro, de água doce, família dos Pimelodídeos, Siluróide (Hipophtolmus ssp) . Vivem nos rios do Paraná e Amazonas, principalmente no Rio Tocantins. Micro-região de Cametá. Seus olhos são laterais, situado sobre a articulação da mandíbula
O Mapará foi o peixe existente em maior abundância na região e por isso tornou-se no decorrer da História de Cametá, um símbolo econômico cultural e alimentar para a população.
Com a construção da Usina Hidroelétrica de Tucuruí, o desenvolvimento de técnicas pesqueiras mais eficientes, a exportação do peixe, a pesca predatória, etc, tem gerado um declínio considerável na sua produção, com seu encarecimento e conseguinte falta do alimento para abastecer a população local.
O assoreamento do Rio Tocantins e sua poluição por cerca de uma década após a construção da UHT, refletiu negativamente não só na reprodução do mapará como também na reprodução de outros peixes que entraram em processo de extinção.
O desenvolvimento de técnicas de pescar “mais avançadas” ,como a malhadeira, o puçá, tem proporcionado maior facilidade para capturar o peixe. Juntamente com a intensificação e diversificação da pesca, deparamos com os problemas educacionais, ou seja, a falta de uma consciência ecológica de preservação.
Destacamos, no entanto a feliz iniciativa de localidades como Paruru de Joana Coeli e Joroca, que partiram para a prática de um programa de preservação com resultados positivos, que aos poucos podem ser tomados como referência para as demais localidades da Bacia Tocantina produtora deste tão gostoso mapará.
Valores Nutricionais  do Mapará em 100g 
Calorias
115kcal
Glicídios
0,00g
Proteínas
18,90g
Lipídios
3,80g
Cálcio
34,00mg
Fósforo
225,00mg
Ferro
1,10mg


Flodoaldo Moreira *

Dediquei minha monografia, durante a conclusão de minha formação acadêmica, ao debate sobre o processo de extinção das áreas públicas no Porto Cametaense e procuro mostrar O Porto de Cametá no espaço de circulação.
     As mudanças nas idéias são os principais requisitos para a mudança no espaço. A construção de um novo espaço de circulação onde se insere o Porto Cametaense requer basicamente um passeio pela História de Cametá, ressaltando os diversos contextos em que o porto aparece. Se a construção do espaço é um processo que envolve a sociedade, a única forma de viabilizar a constituição de um novo espaço é envolver a sociedade na análise crítica desse espaço que ele mesma vem construindo historicamente através de seus ancestrais envolvidos em crenças, costumes, tradições e idéias que moveram seus sentimentos e suas ações sem um trabalho educativo despertador de seu senso crítico.
     Nossas principais propostas para a constituição desse novo espaço de circulação é o desenvolvimento de todas as perspectivas de resgate das áreas necessárias às atividades de circulação social. Jamais se resgatará os espaços sociais sem o desenvolvimento da consciência de ser cidadão em cada indivíduo.
     O Espaço Portuário Cametaense foi e é socialmente produzido e está cada vez mais sendo apropriado individualmente pelo homem, através das atividades comerciais e pela natureza, através dos processos erosivos. Os espaços públicos em área não erodida não passam de 12m na feira correspondentes a 6% do porto. É esse espaço que sobrou no porto para a classe mais pobre que representa a maioria da População Cametaense Trabalhadora.
     Cametá precisa de maior área portuária pública para o desenvolvimento de diversas atividades mais populares como:
      - Feira livre, realmente livre, com maior janela para o rio. Nossa cidade recebe na feira diariamente centenas de pequenos barcos e milhares de pessoas que compram e vendem na feira e porisso merecem um espaço maior, mais confortável e mais bonito.
      - Embarque e desembarque de passageiros, hoje feita 100% em área privada, onde o desembarque de passageiros mistura-se com mercadorias de toda ordem, colocando em risco a segurança e comprometendo o conforto dos passageiros que está pagando por ele mas não tem.
     - Porto apropriado para o desenvolvimento do turismo fluvial, pois, nosso município possui mais de 500 localidades, a maioria ribeirinha, sendo mais de 100 ilhas. O turismo para essas localidades, vem aumentando a cada ano. É praticado não só pelos filhos da terra que voltam para revê-la, como também por novos visitantes, normalmente nossos amigos de outros lugares, que se encantam com a nossa vida na beira do rio.
     É a esperança no respeito dos homens entre si pelas suas diferenças inerentes ao lugar que ocupa no espaço que nos levará a crer na construção de um novo espaço de circulação no Porto Cametaense.
*Geógrafo cametaense

ÁREAS E EVENTOS TURÍSTICOS EM CAMETÁ
CALENDÁRIO DE EVENTOS CULTURAIS E RELIGIOSOS

Janeiro
Dia 06 - Folia de Reis em todo o Município.
Realiza-se também as domingueiras de carnaval com trios elétricos todos os domingos do mês na Praça da Cultura.
Fevereiro
Carnaval - O carnaval Cametaense é famoso em todo o Estado do Pará, seja pela grande animação reinante, seja pela beleza das manifestações. Pode-se destacar 7 Escolas de Samba, com ricas e originais alegorias: Favela, Não posso me amofiná, Chaleira, Verde Rosa, Amor e Samba, 13 de Maio e Unidos de Brasília. Destacam-se também inúmeros Blocos e Fofós que desfilam na avenida com abadás e músicas próprias, tais como o Boto cor-de-rosa, Fofó das Virgens, Bicho Folharal, Fofó da Mala, Sadam Russein, Bil Clinton e muitos outros. São mais de 40 Blocos e Fofós.
Março
Semana Santa - A sociedade Cametaense ainda mantém a tradição de guardar a Semana Santa e realizar apenas Romarias e Rezas.
Maio
Festejo do Mês Mariano em todo o Município - Dezenas de romarias percorrem cada uma em sua data, os bairros, ao som da banda de música local.
Junho
Festividade de São João Batista, padroeiro de Cametá. - Período de 14 a 24 de junho.
Primeiro Arraial popular, no período de 16 a 30 de junho, onde haverá a apresentação de diversos grupos folclóricos da região, como: Siriá, Bangüê, Samba de Cacete, etc.
Feira Ecocultural de Cametá
Julho
Jogos Estudantis da UNEDEC, no período de 01 a 30 de julho.
Festival de Verão
Festividade de Nossa Senhora do Pilar realizada na localidade de Vila do Curuçambaba, no período de 20 a 30 de julho.
Festividade de Nossa Senhora do Carmo, realizada na localidade de Vila do Carmo, no período de 06 a 16 de julho
Festividade de São Benedito, realizada no Bairro de São Benedito em nossa Cidade, no período de 16 a 26 de agosto.
Setembro
Festividade de Nossa Senhora das Mercês, realizada na Praça das Mercês, localizada no centro da cidade, no período de 19 a 29 de setembro.
Outubro
Festividade de São José e Nossa Senhora do Rosário, realizada na localidade de Vila de Juaba, no período de 16 a 26 de outubro.
Novembro
Festividade de São Benedito, realizada na localidade de Vila de São Benedito, no 3º sábado de novembro.
Dezembro
Festejo do aniversário de Cametá, comemorado no dia 24 de dezembro.
Pastorinhas, promovidas pelo Pastoril do Grupo Comunitário da Aldeia de Parijós, Pastoril das Filhas de Jeová e pelo Grupo escoteiro Vitória Régia.

Uma poesia de autor não conhecido localizada por Flodoaldo Moreira na comunidade Orkut, que demonstra o amor inconteste de seu autor à terra natal:

VILA DO CARMO


Vila do Carmo,
infância em contato com a natureza,
beleza de esplendor e grandeza,
amor que irradia a tristeza,
Quando fecho os olhos e sinto a brisa tocar meu rosto, 
me vem a boca o gosto,
da infância de alegrias e travessuras
da adolescência cheia de duvidas e loucuras.
E agora, tão distante,
a saudade bate a todo instante,
em meu coração delirante
que sente a saudade sufocante...

Se sentes a saudade sufocante
É porque transbordas de emoção,
Eu também sinto falta neste instante,
Daquele nosso querido torrão.

Abraços Diva...

Daquele nosso querido torrão!
A lembrança de uma infância querida
Faz pulsar forte meu coração
Oh! vila do Carmo! és razão da minha vida
Sinto grande emoção,
ao falar de Vila de Carmo
e emana em meu coração
um amor sincero e calmo.Este lugar lindo e abençoado
é como uma mãe que afaga seus filhos
se entristece ao vê-los partindo
mas sempre espera o retorno ao ninho.

Mas sempre espera o retorno ao ninho,
De onde nunca deveria ter saído,
Agora tão longe do lindo caminho,
Espero a carona de algum distraído.

Não sei se a carona irá demorar
Mas sei que esse dia há de chegar
E meu coração irá disparar
Como o coração dos amantes ao luar

Como o coração dos amantes do luar,
Eu vejo o céu tão lindo que alucina,
Ainda bem que tem você para rimar,
Parabéns pelos versos viu, menina.

Os versos são de amor,
Amor a natureza,
Que traz no peito um ardor,
Da mais singela beleza,
Sou menina, sou criança,
Ao falar de Vila do Carmo,
Que me traz eterna lembrança,
Da nossa festa do Carmo.

Da nossa festa do Carmo,
Me dá uma certa esperança,
De sonhar tranquilo e calmo,
Com meus tempos de criança.

Saudade que me faz sonhar,
E me traz tristeza e alegria,
Sei que um dia vou te encontrar,
Vila do Carmo, meu sonho e magia.

PRAIA DA ALDEIA
A praia da Aldeia, o balneário mais freguentado do município de Cametá, tanto pelo seu povo como pelo contingente de turistas que visita a cidade, além de cantada, versada e proseada pelos nossos artistas, hoje é também alvo dos pinceis milagrosos de nossos pintores Cametaoaras. Parabéns, Jairo Pantoja. É para nós um prazer imenso  divulgá-lo e homenageá-lo.
Provavelmente, o mesmo pincel mágico que estampou aos nossos olhos, as belezas da aldeia, dedicou sua inspiração na Vila de Carapajó, Vila de  Curuçambaba e Vila de Juaba, proporcionando a  seus filhos e todos aqueles de alma sensível deliciarem-se em saudáveis recordações.

  Vila de Carapajó abriga  a estrada terminal de veículos vindos da capital de nosso estado. É detentora também dos portos de Barcos e Balças que conduzem os passageiros e viaturas com destino a Cametá.

VILA CURUÇAMBABA
Curuçambaba,  é a Vila onde veneramos a Nª Sª do Pilar.

VILA DE JUABA
A Vila de Juaba, ao lado, é  vila mais antiga do município. Juaba é o atual berço do cordão da Bicharada, criação do mestre Zenóbio, um de nossos artistas ilustres.
Localidades, Igrejas, Prédios Históricos e Praias do Município de Cametá

. CUJARIÓ
; PACAJÁ
. CAMETÁ-TAPERA
. PRAIA DA ALDEIA
. VILA DE JUABA, com muitos descendentes afrodescendentes.
. VILA VIÇOSA DE SANTA CRUZ DOS CAMUTÁS, histórica e antiga localidade fundada em 1617 pelos Padres Capuchos de Santo Antonio, que se tornou a Donaria de Cametá, esta doada a Feliciano Coelho de Carvalho..
. CATEDRAL DE SÃO JOÃO BATISTA
. IGREJA DE SÃO JOÃO BATISTA
. IGREJA DE SÃO BENEDITO
. IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS
. CAPELA DE BOM JESUS DOS AFLITOS
. IGREJA DE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO
. INSTITUTO NOSSA SENHOORA AUXILIADORA
. GRUPO ESCOLAR DOM ROMUALDO DE SEIXAS
Aspectos da Economia, Educação e Cultura de Cametá
Cultura
. ARTESANATO
. SAMBA DO CACETE
. SIRIÁ
. O MAÇARICO
. BOIS-BUMBÁS
. GRUPOS DE BANGUÊ: Banguê do Castelo
. MARIERRÊ
. BAMBAÊ
. BANDA MUSICAL EUTERPE CAMETAENSE
. LINGUARUDOS
. BICHARADA
. ENGOLE-COBRA
Economia
. Economia de 1860 a 1870, onde Cametá era importante produtor de cacau, na Era Provincial do Pará.
Educação
. Instituto Nossa Senhora Auxiliadora, construído na década de 1940, a partir do antigo Educandário instalado  pelas Irmãs da Caridade da Ordem Religiosa de São Vicente de Paula, ligada aos Padres Lazaristas, da Missão de Cametá.

 Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA
                

2 comentários:

  1. Ademir,

    Espero que o bem social chegue efetivamente à população de Cametá através dos convênios com o Governo Federal. Não deixem de acompanhar pelo Portal da Transparência: http://www.portaltransparencia.gov.br/convenios/consultam.asp?fcod=441&fnome=CAMETA&fuf=pa&festado=para&forgao=00&fnomeorgao=&fconsulta=0

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  2. Caro amigo Luiz Carlos, obrigado pela visita ao nosso Blog e nós aqui também estamos torcendo por Cametá e demais municípios esquecidos do Baixo Tocantins, Marajó e outros do Estuário Amazônico!

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