CLÃ 1 PARENTE/CALLIARI: GENEALOGIA, HISTÓRIA/MEMÓRIA
Nicola Maria Parente, um dos patriarcas da
Família Parente
Família Parente
CLÃ 1 DOS PARENTE CALLIARI: GENEALOGIA, HISTÓRIA E MEMÓRIA
Os componentes da Família Parente, que chegaram à Abaeté nos
anos finais do século 19 e anos iniciais do século 20, foram constituindo
famílias entre si e com os naturais de Abaeté, e essa família de imigrantes foi
aqui crescendo através dos que aqui nasceram e esses descendentes começaram a mudar para a Capital Belém/Pa e
outras partes do Brasil e continuando a formar mais famílias, ao ponto de agora
se constituir o clã familiar da Família Parente/Calliari. Em Abaetetuba ainda
existem muitos descendentes dessa família, porém a grande maioria de seus
componentes se encontra espalhada pelo Estado do Pará e outros Estados
Brasileiros.
No nosso trabalho com Genealogia não trabalhamos com a
Genealogia profissional, nem a científica. Amadoramente tratamos a questão da
Genealogia como uma forma de relacionar o grau de parentesco conforme as
documentações pesquisadas ou informações colhidas de diversas fontes, entre as quais
as entrevistas com antigos membros das famílias.
Como nosso Blog é interativo, as pessoas interessadas podem
corrigir as inconsistências genealógicas e acrescentar outras informações, daí
o motivo pelo qual nos associamos a alguns sites sociais onde as informações
chegam mais rapidamente aos que se interessam pelo assunto. Nesse caso, os
caros membros do Clã dos Parente/Calliari, especialmente Iolanda, Marcela e
Pedro Parente, que são os maiores dovulgadores desse clã, podem corrigir e
acrescentar outros dados a estes textos. As fotos aqui apresentadas foram
colhidas através de algumas páginas da Internet, especialmente as postadas
pelos três componentes citados acima.
Estes escritos sobre o CLÃ PARENTE/CALLIAR foram feitas em
cima de dados já escritos por membros dessa família, de nossas pesquisasas na
internet e entrevistas pessoais, de dados do livro “Retratos de Vida”, de
Iolanda Parente e com acréscimos de pesquisas documentais e genealógicas do
acervo da Fundação Cultural de Abaetetuba. Estes dados contituem a
memória/história dessa importante família que chegou à antiga Abaeté no final
do século 19 e início do século 20 e servirão para fazer conhecida a saga dessa
família em terras brasileiras e abaetetubenses e também fazer rememorar a
muitos que presenciaram esses fatos a importância que Nicola Maria Parente foi
para as artes fotográficas, para o cinema, como também fazer conhecida as
figura dos patriarcas Nicola Maria Parente e do seu filho Garibaldi Parente e
outros membros dessa família que muito contribuíram no desenvolvimento
sócio-econômico do município de Abaeté.
Aqui são colocadas algumas informações dedutivas dos
escritos do Clã Parente/Calliari, como
exemplo, da imigração italiana para o Brasil e o contexto dessa
imigração, como também o contexto político em que Nicola Maria Parente e seus
familiares chegaram ao Brasil, as características de Nicola Maria e Garibaldi
Parente que afloram nos textos de seus descendentes sobre essa família, e das
inúmeras atividades por ela desenvidas em Abaetetuba, e considerações e
informações sobre a famosa Casa Italiana e sua ponte e a citação de alguns
aspectos desses e outros bens da Família Parente em Abaeté.
Para melhor compreensão da história/memória e genealogia do
Clã Parente/Calliari procuramos buscar o contexto em que determinado fato
aconteceu com algumas informações e considerações sobre o assunto abordado,
como por exemplo a figura de Giuseppe Garibaldi (herói italiano “dos Dois
Mundos” que muito influenciou Nicola Maria Parente e seus descendentes e
familiares), as atividades comerciais/industriais no contexto da economia
desses tempos e outros acréscimos importantes para a compreensão da importância
dessa família para Abaetetuba.
Ao lado das famílias Parente/Calliari são acrescentados
dados genealógicos de outras famílias que vieram fazer parte da Família
Parente, tanto no âmbito das uniões conjugares oficiais como das
extras-conjugais.
Estes escritos foram feitos para comemorar as 100 mil
visitas ao referido BLOG DO ADEMIR ROCHAl, com visitantes de todo o Mundo,
especialmente visitantes do Brasil, Europa, Estados Unidos e demais países das
Américas, como de países Africanos, Asiáticos, da Nova Zelândia, Austrália e
outros lugares ao redor do mundo.
Como os escritos contém algumas inconsistências de ordens
históricas, cronológicas, familiares, genealógicas e de outras ordens, pedimos
aos nobres amigos/as Iolanda Parente,
Marcela Parente e Pedro Parente (bisnetos de Nicola Maria), que são os
maiores divulgadores da história da Família Parente, que corrijam essas
informações, assim como podem fazer os acréscimos de todas as naturezas
contidas nestes escritos.
FAMÍLIA PARENTE/CALLIARI
Fonte: wikipedia.org
Terminadas as lutas pela unificação da Itália por volta de
1870, o sonho de liberdade e prosperidade de milhares de italianos foi
substituído por uma dura realidade: batalhões de desempregados e camponeses sem
terra, não tendo como alimentar a si nem suas famílias.
Outro aspecto importante que afetou a população italiana e
camponeses tradicionais foi a Revolução Industrial, que com suas máquinas e
sistema produtivo inovador, substituiu milhares de braços camponeses, fato que
leva a uma maior produtividade e lucros nas atividades do campo em favor dos
latifundiários e em detrimento do trabalho manual dos pequenos camponeses, que
certamente levados pelas altas taxas e
impostos sobre a posse das terras, foram obrigados á empréstimos e endividamentos,
que os levaram a se desfazer de suas terras, em favor dos capitalistas da
Revolução Industrial (concentração das terras em mãos desses capitalistas),
obrigando esses camponeses a se transformar em massa de mão-de-obra barata, ou
se proletarizar na 2ª metade do século 19 nas indústrias manufatureiras que
surgiam a cada instante e, que no afã de lucros maiores, usavam a mão-de-obra
barata em suas atividades. Tudo isso refletiu no ânimo de milhares de
trabalhadores que, sem persperctivas de futuro, se colocaram na disposição de
abandonar sua terra natal e se aventurar em países distantes como Brasil,
Argentina e Estados Unidos.
Aí está, então, a razão de tantos italianos de cruzar o
Atlântico em busca de sorte maior e, também, a forte propaganda do governo
brasileiro na Itália, que encontrou um público adequado em busca de um futuro
melhor.
Os governantes paraenses também possuíam escritórios na
Europa incentivando a imigração para a Província do Pará, que necessitava de
braços para ocupar os grandes espaços da província que se encontravam
precisando de agricultores para as diversas lavouras e também para a nascente
indústria da borracha (maior demanda entre 1890-1909) ou de capitalistas para a
comercialização dos produtos naturais da Província.
Mas certamente que trabalhar na agricultura do café, cacau
ou outra cultura não era o objetivo de Nicola Maria Parente, haja vista seus
vastos conhecimentos técnicos em váriadas atividades e sua propensão às
aventuras, alma irrequieta pelas novidades nascentes das ciências e artes que
ofereciam oportunidades de negócios em terras brasileiras, características de
uma pessoa com visão além de seu tempo e sua geração.
Nicola Maria Parente em Abaeté
Apesar de Nicola Maria Parente ter morado e feito turnês de
cinema e como fotógrafo profissional por importantes estados brasileiros como
Paraíba, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e até em Paris, na França, Nicola
Maria Parente veio residir e desenvolver variadas atividades na pequena cidade
de Abaeté e aqui morou e faleceu, que conforme relato de seus descendentes veio
para trabalhar com o seu filho Garibaldi Parente que aqui já se encontrava.
Foi Influenciado Pela Propaganda Oficial Brasileira na Europa?
Como dissemos anteriormente, também o governo da Província
do Pará possuía sua política para atrair imigrantes da Europa, onde mantinha
escritórios para cadastramento de quem quisesse vir trabalhar na indústria da
borracha ou como capitalista para explorar os inumeráveis recursos naturais da
província ou mesmo trabalhar nas obras de construção de ferrovias ou nas
colônias agrícolas distribuídas pelas margens da Estrada de Ferro de Bragança e
demais localidades do Pará. Certamente que Nicola Maria Parente tivera
conhecimento dessa propaganda e quem sabe que não foram esses atrativos que
trouxe os italianos para o Pará e, consequentemente, Abaeté? Aqui chegando
tratou logo de implantar a firma Nicola Parente & Filhos e assim iniciar
suas inúmeras atividades em Abaeté, especialmente a atividade
comercial/industrial. Também acreditamos que em seus empreendimentos em Abaeté,
o mesmo foi movido também pela comercialização dos vastos produtos do
extrativismo e das atividades do comércio de regatão do Baixo Tocantins, tendo
como produtos principais nesse tipo de comércio os produtos da indústria
canavieira, da cerâmica e da indústria madereira.
CONTEXTO EM QUE NICOLA MARIA PARENTE CHEGOU AO BRASIL:
A família Parente editou vários jornais
antigos em Abaetetuba
Nicola Maria Parente veio para o Brasil em 1865 (ou 1870,
segundo uma 2ª versão dos familiares de Nicola Maria Parente), após às guerras
pela unificação dos Estados Independentes italianos, fugindo dessas guerras e
da fome, pelas seguidas lutas pela unificação. A Itália tinha se unificado em
1870, onde avultou a figura do herói Giuseppe Garibaldi, que lutou por essa
unificação e também foi herói nas revoltas de vários países, Inclusivo na
Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul. Giuseppe Garibaldi influenciou
grandemente a vida de milhares de italianos, e entre estes, Nicola Maria
Parente.
Veio em meio ao uso de carburetos e outros produtos usados
na iluminação elétrica de casas, prédios, fábricas e cidades e do aparecimento
da energia elétrica e de aparelhos e motores movidos à combustão e de energia elétrica.
Veio em meio à invenção do Código Morse, usado através de um
aparelho transmissor de sons, inventado pelo americano Morse em 1835 e que com
o seu aperfeiçoamento possibilitou o surgimento do telefone, ambas geniais
invenções que vieram facilitar o modo de comunicação entre pessoas, povos e
continentes separados por quilômetros de distâncias.
Veio em meio à Revolução Industrial na segunda metade do
Século 19 que começara a mudar radicalmente a produção de produtos a partir das
primeiras fábricas de produção em série de produtos variados, entre os quais as
máquinas e veículos de transporte de cargas e passageiros e que também veio
mudar profundamente o modo de produção agrícola e pastoril na Europa, inclusive
afetando a vida de milhares de camponeses artesanais e cujas terras passaram a
ser valorizadas e se tornar objetos da especulação fundiária, que forçava esses
pequenos camponeses a vender seus bens devido a alta de impostos sobre as
mesmas terras. Foi o início do aparecimento dos grandes latifundiários na
Europa e nas Américas, daí a fuga em massa de europesus para lugares que lhes
oferecesse possibilidades de sobrevivência econômica frente aos novos tempos da
economia europeia.
Veio com a invenção da FOTOGRAFIA a partir de 1820 e, que
com o aperfeiçoamento de Daguerre em 1882, deu possibilidades para a invenção
de vários aparelhos projetores de imagens do início do CINEMA, entre os quais o
CINEMATÓGRAFO, aparelho inventado pelos Irmãos Luminiere em 1895, sendo que um
desses aparelhos foi trazido por Nicola Maria Parente quando esteve na França e
com o qual fazia as sessões itinerantes de cinema por estados brasileiros de
1897 em diante, invenção esta que causou verdadeiro impacto em meio às
populações que presenciaram as primeiras cenas do cinema mudo em preto e branco
na Europa e Brasil.
Veio com o Brasil já independente de Portugal (1822) e já
estava no 2ª fase do Período Imperial, tendo D. Pedro II como Imperador.
Veio em meio às lutas pela Libertação dos escravos
brasileiros e com a Libertação dos Escravos ocorrendo em 13/5/1888, quando
Nicola Maria Parente já estava no Brasil.
Atravessou o Atlântico nas ondas migratórias de milhares de
italianos, dentre eles jovens recém-casados, homens e mulheres e crianças de
todas as idades, que decidiram vir em busca de uma vida melhor. O Brasil
estava em pleno 3º perído da imigração estrangeira para o Brasil.
Viajou dias seguidos com familiares em desconfortáveis
viagens por NAVIOS À VAPOR, nos porões
desses navios que os expatriavam e onde muitos italianos morreram e seus corpos
foram atirados ao mar, em viagens longas, em condições perigosas e insalubres e
nos compartimentos de 2ª classe, sem poder apanhar sol e fazer refeições
decentes. Porém os navios à vapor eram também novidade no final do século 19 e através
deles é que era possível se fazer as perigosas travessias pelo Oceano
Atlántico.
Como grande parte da população italiana da pós-unificação da
Itália, Nicola Maria Parente também era um ardoroso fã de Giuseppe Garibaldi,
que dizem, lutou ao lado desse “ Herói de Dois Mundos” , tanto que deu o nome
Garibaldi a um de seus filhos.
Grande parte das pessoas não sabia ler, nem escrever....
Então, pode-se dizer que, quando Nicola Maria Parente chegou
ao Brasil em 1865 (ou 1870, segundo uma 2ª versão familiar), o mesmo já era
conhecedor de todas essas novidades e invenções acima especificadas tendo,
inclusive, delas feito uso e usufruído vantagens econômico/financeiras em suas
viagens pelo Brasil e nas suas atividades em Abaeté.
COMO OS IMIGRANTES ITALIANOS VIERAM PARA O BRASIL:
O Brasil precisava de mão-de-obra barata para trabalhar nas
lavouras, especialmente de café no Sudeste e Sul do país. Foram atraídos por
uma forte campanha publicitária e com direito a
passagens, alojamentos, emprego e transporte aos pontos de destinos da
cultura cafeeira, facilidades
subvencionadas pelo governo brasileiro. Assim, milhares de europeus viam
em solo brasileiro uma saída para a sua difícil situação econômica, deixando-se
cair nas tentadoras promessas de uma vida melhor no Brasil. E entre os
europeus vieram milhares de italianos, devido as enormes dificuldades
financeiras que atravessavam devido as lutas pela unificação da Itália, que
dificultou ainda mais a vida dos camponeses italianos que já enfrentavam
dificuldades econômicas com chegada da revolução industrial, fazendo com que
milhares de camponeses começassem a enfrentar dificuldades pela concorrência
dos latifúndios dos grandes fazendeiros.
No Pará, constituído de uma gigantesca área de terras, o
governo paraense fazia a mesma campanha, tentando atrair imigrantes para os
trabalhos da colheita da seringa, das variadas culturas e na exploração da
enorme variedade dos recursos naturais. Inclusive o governo paraense possuía
escritórios de recrutamento de imigrantes na Europa.
A onda migratória para o Brasil teve grande incremento no
final do século 19, quando em 1886 foi a criada a Sociedade Protetora da
Imigração, responsável direta pelo alojamento, emprego e transporte dos
recém-chegados até as zonas cafeeiras - sendo o café, na época, o verdadeiro
motor da economia brasileira. Em apenas um ano, esta sociedade promoveu a
entrada de mais de 32 mil trabalhadores. Até o ano de 1900, essa cifra
ultrapassaria a casa dos 800 mil imigrantes e foram eles os responsáveis pela introdução
de novas técnicas agrícolas em Minas Gerais, São Paulo e no Sul.
Quase todos os italianos adultos eram alfabetizados na
língua italiana, além disso, muitos eram
especializados em carpintaria, marcenaria, cantaria, mecânica e arte
tipográfica. Isso possibilitou que, além da agricultura, muitos se tornassem
comerciantes e industriais, em particular no ramo moveleiro, ramo de atividade
que foi ocupado pelos imigrantes e descendentes de italianos.


A família Parente também explorou a indústria
canavieira em Abaetetuba
canavieira em Abaetetuba
GIUSEPPE GARIBALDI:
Giuseppe Marie Garibaldi/Giuseppe Garibaldi:
A Itália tinha se unificado em 1870, onde avultou a figura
do herói Giuseppe Garibaldi, que lutou pela unificação italiana e também foi
herói nas revoltas de vários países, Inclusive na Guerra dos Farrapos, no Rio
Grande do Sul, onde também encontra o grande amor de sua vida que recebeu o
nome de Anita Garibaldi, revolucionária como Giuseppe Garibaldi.
Giuseppe Garibaldi nasceu a 4 de julho de 1807 na
atual cidade de
Nice, França e faleceu em 2 de junho de 1882, na Ilha de Caprera, Sardenha,
Itália e ele teve grande importância na unificação da Itália e nas lutas pela
liberdade na América
do Sul e outros lugares do mundo.
Ainda garoto, tornou-se marinheiro, aos 25 anos alcançou
o cargo de
capitão da marinha mercante. Entrou como adepto ao movimento “Jovem Itália” que
buscava a unificação dos Estados da península itálica.
Giusepe Garibaldi se alinhava entre os partidários de
esquerda, republicanos e democráticos, que militavam sob o comando de
Giuseppe Garibaldi e outros revolucionários no período das lutas pela
unificação da Itália que estava dividida entre vários estados independentes.
Essas idéias revolucionárias também se propagaram nas sociedades secretas
italianas.
Giuseppe era o segundo de seis filhos, sendo que foi o único
que não seguiu as orientações do pai que queria vê-lo....
Quando Nicola Maria Parente nasceu em 1846 Giuseppe
Garibaldi, seu ídolo e modelo de aventuras, já estava com 39 anos de idade e
quando Nicola Maria veio para o brasil em 1865, Giuseppe Garibaldi já estava
com 58 anos de idade e Nicola Maria já estava com 19 anos de idade, fato que
demonstra que Nicola Maria presenciou parte dos feitos heroicos de Garibaldi
Parente.
Como homenagem ao herói Giuseppe Garibaldi, Nicola Maria dá
o nome de Garibaldi a um de seus filhos.
Giuseppe Garibaldi no Brasil:
Residiu algum tempo no Rio
de Janeiro
Lutou com Bento Gonçalves
na Guerra pela implantação da
República Rio-Grandense e Garibaldi foi nomeado capitão-tenente, comandante da
marinha farroupilha e Rossetti e Garibaldi transformaram seu pequeno barco
comercial Mazzini em corsário a serviço da República Rio-Grandense.
Conheceu em Laguna/PR Ana Maria de Jesus Ribeiro, conhecida
depois como Anita Garibaldi, com quem se casaria e que se
tornaria sua companheira de lutas na América
do Sul e depois na Itália.
Outros Países onde Giuseppe Garibaldi esteve envolvido em
guerras de libertação:
Giuseppe Garibaldi foi herói de muitas guerras e muitas
batalhas em várias nações, inclusive da Guerra dos Farrapos no Rio grande do
Sul. Argentina, Uruguai, Estados Unidos.
Garibaldi no Peru, Nicarágua e El Salvador.
Garibaldi na Guerra de Secessão Americana: ao estourar a Guerra Civil Americana, em 1861, Garibaldi voluntariou seus serviços ao presidente Abraham Lincoln, através de uma carta ao jornal New York Daily Tribune.
Filhos de Garibaldi com Anita:
Menotti, nascido em Mostardas, no litoral sul do estado do Rio Grande do Sul.
Menotti foi o nome dado a um dos filhos de Giulio Calliari, este era enteado de Nicola Maria Parente
Outros filhos de Garibaldi no Uruguai:
No Uruguai, casou-se em 26 de março de 1842, na Igreja de São Francisco de Assis com Anita Garibaldi, ali nasceram os outros filhos do casal:
Rosa, Teresa e Ricciotti.
Anita Garibaldi, faleceu em 4 de agosto de 1849, em Mandriole, próximo a Ravena. Anita está atualmente enterrada no Janículo em Roma, onde há um monumento em sua homenagem.
Anita é o nome de uma das filhas de Giulio Calliari e Lectícia Marcela.
Reconhecimento ao Herói dos Dois Mundos:
A vida de Giuseppe Garibaldi, dedicada à luta pela unificação de seu país e nas lutas de libertação nas Américas levou seu nome ao reconhecimento na Itália e no mundo.
Cinco navios da marinha italiana receberam seu nome, entre eles um cruzador na Segunda Guerra Mundial e o porta-aviões Giuseppe Garibaldi.
Estátuas com sua figura existem em muitas praças na Itália e em outros países ao redor do mundo.
Na Itália seu nome foi dado a praças e ruas em mais de 5000 comunas.
No Brasil, o município de Garibaldi tem esse nome em homenagem ao herói italiano.
Na cidade de Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul, a Ponte Giuseppe Garibaldi passa sobre um dos rios que o herói italiano utilizou para chegar até Laguna, onde proclamou a República Juliana.
Influência de Giuseppe Marie Garibaldi sobre Nicola Maria Parente:
Giuseppe Garibaldi por conta de suas lutas pela unificação da Itália e lutas de libertação nas Amércias levou seu nome a ser considerado como herói, não só italiano, como em outros lugares onde participara de lutas pela libertação de povos. Na Itália ficou sendo amado e admirado por seus feitos e a maioria de seus compatriotas lhe devotava uma grande admiração e o tinha como exemplo na imitação de feitos heroicos e aventureiros.
Nicola Maria Parente deve ter sido um desses ardentes admiradores de Garibaldi e de quem copiara muitas de suas características e, inclusive, usava o nome do herói italiano para lhe render homenagens nos nomes de seus filhos e familiares. Algumas influências de Giuseppe Garibaldi em Nicola Maria Parente:
Um documento antigo onde consta o nome
de Garibaldi Parente em Abaetetuba
de Garibaldi Parente em Abaetetuba
No espírito revolucionário e visionário de Nicola Maria Parente, isto é, aquele que tinha visão de futuro e sonhos, que inconformado pela situação de penúria ou de injustiça de seu tempo em visão que ia além desse senso comum, que corria atrás dos seus sonhos ao sair de sua pátria e em terras desconhecidas se lançar em verdadeiras maratonas nas atividades que desenvolveu logo ao chegar ao Brasil e nos seus negócios em Abaeté.
No espírito de aventura, dado as suas viagens em atividades itinerantes de cinema e fotografia, onde Nicola Maria Parente teve que viajar até a França para aquisição de conhecimentos sobre essas artes, manipulação de máquinas, aparelhos e substãncias químicas e suas andanças por estados brasileiros e sua vinda para a desconhecida Amazônia. O espírito de aventura está patente na sua viagem para o Brasil no Ciclo do Café e suas viagens pelos estados brasileiros exercendo variadas atividades profissionais, especialmente como divulgador da arte nascente do cinema e como fotógrafo profissional e como comerciante/industrial em Abaeté e suas múltiplas atividades, inclusive no manuseio de aparelhos, máquinas e motores que, inclusive, os levaram à perda de um braço e, posteriormente, á morte.
No espírito empreendedor com recursos próprios ou de terceiros, quando Nicola Maria Parente implanta no Brasil as nascentes artes da fotografia e do cinema em estúdios e com atividades de alta qualidade na arte fotográfica e apresentações de sessões de cinema. O espírito empreendedor também se manifesta nas atividades de prótese dentária e em seus empreendimentos comerciais em Abaeté, que deram origem à firma Nicola Maria Parente e Cia., e à famosa e grande casa de comércio “A ITALIANA” que era um empório comercial e espécie de carro-chefe de todas as demais atividades da Família Parente em Abaeté.
No espírito irrequieto e curioso de Nicola Maria Parente que avançava além de suas atividades do momento, dado outras atividades que exercia em função de sua curiosidade, como na mecânica, química, dentista/protético, em máquinas e aparelhos à combustão que Nicola manipulava e até fabricava conforme informações de seus familiares.
Amor desmedido pela pátria italiana e a seus familiares, denotando fortes aspectos de nativismo, fortes laços com a pátria de origem e fortes laços familiares.
OUTRAS CARACTERÍSTICAS DE NICOLA MARIA PARENTE:
Homem das mil artes, pesquisador curioso, espírito irrequieto em relação às inovações tecnológicas de seu tempo, conforme os escritos de Iolanda Parente.
Realmente Nicola Maria Parente era uma alma irrequieta, que exercia muitas atividades já existentes no século 19, incursionando pelo cinema, fotografia, dentista/protético e outras atividades que exigiam habilidades e conhecimentos no manuseio e uso de técnicas de funcionamento dos aparelhos e equipamentos. Deduz-se que Nicola Maria possuía estudos e conhecimentos que extrapolavam em muito os de seus patrícios e contemporâneos italianos da imigração em massa para o Brasil no Ciclo do Café, no Sul/Sudeste e do Cacau na Bahia. Foi devido suas atividades com produtos químicos e explosivos que Nicola Maria Parente perdera um dos braços e, posteriormente, perderia a própria vida em uma explosão de motor à combustão.
RECONHECIMENTO DE NICOLA PARENTE EM ABAETETUBA?
E Iolanda Parente, em seu livro de memórias “Retrato de Vida”, reclama: “Realmente NICOLA MARIA podia ser considerado o homem dos sete instrumentos, um pioneiro esquecido pela terra que lhe deu abrigo”.
Para comprovar sua reclamação, escreve no mesmo livro:
“Nunca é demais ressaltar a importância de Nicola Maria Parente, meu bisavô, na divulgação do invento dos irmãos Luminiere em nosso país. A visão futurista do italiano o levou a investir seu dinheiro e de outros empresários no cinema, com uma ousadia sem precedentes. Era um ser inquieto e jornais de diversos Estados brasileiros registraram a presença de Nicola Maria parente, no final do século 20, com seu cinema mabembe”.
Também na fotografia Nicola Maria Parente foi um pioneiro. Leal Willis assim se refere à Nicola maria: “Um outro italiano que teve estreita ligação com a fotografia foi o dentista Nicola Parente. Ele foi, provavelmente, um dos primeiros fotógrafos a instalar-se na Paraíba”.
“Segundo estudos sobre a época, Nicola Parente foi pioneiro na realização das primeiras projeções cinematográficas na Paraíba, em 1897, por ocasião da Festa das neves (alusiva a fundação da cidade que nasceu sob o nome de Philipeia de Nossa senhora das Neves”. Willis comenta ainda:
Em 1895 os irmãos Luiz e Augusto Luminiere, em Paris, apresentavam as primeiras projeções de “fotografias animadas” através do aparelho denominado “Cinematógrafo”. Cabe lembrar que a primeira exibição pública de cinema no Brasil ocorreu em julho de 1896, no Rio de janeiro. Nessa época, Campinas era temida pela peste, entretanto, apenas dois anos após a invenção do cinematógrafo, o teatro São Carlos fora o espaço escolhido para a primeira exibição da novidade francesa em Campinas. Esta escolha talvez tenha sido devido a sua importância cultural. Sua estrutura era modesta, porém avançada para os padrões da cidade ou até por ser frequentada pela “fina flor campineira”
Segundo Castro Mendes, a novidade foi apresentada no dia 2 de outubro de 1897, trazida pela grande companhia de variedades dirigida por Faure Nicolay, empresário e prestigiador. Entretanto, as melhores e mais perfeitas demonstrações do novo aparelho foram as proporcionadas pelo empresário Nicola Maria parente, que apresentaria o cinematógrafo Luminiere, em 1899.
“O aparelho de parente. Um Luminiere, foi comprado pelo italiano em paris, em 1896. Aqui, em João Pessoa, como ocorria com quase todos os estrangeiros, se dedocava ao comércio e, nas horas vagas, aos inventos”.
Sobre a Importância de Nicola Maria Parente, bisavô de Iolanda Parente, reforçamos sua reclamação com os textos abaixo, que resumem a importância do cinema e da fotografia para a Humanidade, inventos que abrem as portas para uma série de outros inventos e ciências em muitas áreas do conhecimento humano. Somente falando da importância dos inventos da fotografia e do cinema é que entenderemos a importância de Nicola Maria para o Brasil e, especialmente, para Abaetetuba, para onde veio no final do século 19 para iniciar um complexo sistema comercial/industrial que se tornou de capital importância para ajudar no desenvolvimento do município.
A Importância de Nicola Maria Parente:
Nicola Maria Parente, imigrante italiano que veio para o Brasil, foi o responsável pela exibição de cinema na Paraíba, fato ocorrido em a partir de 1/8/1897, na casa nº 2, da atual Av. General Osório, durante a tradicional Festa das Neves e exibições em outros estados brasileiros.
Nicola Maria Parente possuía um cinema itinerante que era a grande novidade da época e o único no Brasil, com o qual saía fazendo apresentações por várias cidades brasileiras, especialmente pelas capitais de alguns estados do Nordeste Brasileiro e Sul/Sudeste do país, e sempre com grande sucesso e entusiasmo do povo por essas apresentações dos primeiros filmes mudo e em preto e branco no Brasil. Em alguns desses estados Nicola Maria Maria deixou seu nome inscrito na história do cinema, especialmente João Pessoa, na Paraíba e Fortaleza, no Ceará.
Além do cinema, Nicola Maria Parente, ainda era fotógrafo profissional, além de conhecimentos em muitas outras atividades que ele exerceu em suas viagens pelo Brasil e em Abaeté. Em João Pessoa, na Paraíba, onde fixara residência por alguns anos, Nicola Maria era comerciante e, nas horas vagas, desenvolvia as atividades de cinema e fotografia.
Porém, no Pará, e em Abaeté em particular (alguns dizem que é devido a falta de provas concretas), Nicola Maria Parente não foi devidamente reconhecido pelo seu pioneirismo nas artes fotográficas, apresentações itinerantes do cinema e demais atividades e, tal descaso, se deve, em parte, ao desconhecimento da história e da importância da fotografia e do cinema em nossas terras e do desconhecimento da importância das suas atividades das casas comerciais e fábricas que Nicola Maria Parente iniciou a implantar em Abaetetuba, como também engenhos, barcos e aparelhos movidos à carbureto ou à combustão e tantas outras atividades exercidas por esse imigrante de espírito aventureiro, curioso, irrequieto e visionário. Quanto às provas, é só procurar na Internet que textos surgem sobre Nicola Maria Parente, especialmente na Paraíba e no Ceará e, no caso de Abaeté, os dados existentes em antigos documentos existentes na Fundação Cultural de Abaetetuba.
Para entendermos um pouco da importância de Nicola Maria Parente em Abaeté é necessário que se entenda um pouco da importância das nascentes artes da fotografia e do cinema no Brasil e no mundo surgidas partir do início do século 19 e a importância do empreendedorismo de Nicola Maria Parente em Abaeté em múltiplas atividades econômicas que proporcionaram a muitas pessoas empregos e rendas e que muito ajudara no desenvolvimento do município de Abaeté.
Vejamos um pequeno resumo da história do cinema e da fotografia que eram as principais atividades de Nicola Maria quando ainda não fixara residência em Abaeté:
Pequeno Histórico do Cinema e da Fotografia:
A invenção da fotografia e, sobretudo, da fotografia animada,
foram momentos cruciais para o desenvolvimento não só das artes como
da ciência,
em particular, no campo da antropologia visual.
Após a invenção do cinema e suas primeiras projeções, a
parti de 1882, começa a surgir as primeiras experiências com imagens
fotográficas e estas serviram para abrir o terreno para a invenção das imagens
em movimento, isto é, o cinema. Quando Nicola Maria Parente chegou ao Brasil as
imagens fotográficas e o cinema já existiam na Europa.
O cinema existe graças à invenção do
CINEMATÓGRAFO, inventado pelos Irmãos Luminière no fim do século
19. Em 28 de dezembro de 1895, no Grand
Café, em Paris,
realizaram os dois engenhosos irmãos a primeira exibição pública e paga da arte
do cinema: uma série de dez filmes, com duração de 40 a 50 segundos cada (os
primeiros rolos de película tinham apenas quinze metros de comprimento). Os
filmes até hoje mais conhecidos desta primeira sessão chamavam-se "A saída
dos operários da Fábrica Lumière" e "A chegada do trem à Estação
Ciotat", cujos títulos exprimem bem o seu conteúdo. Apesar de também
existirem notícias de projeções um pouco anteriores, de outros inventores (como
os irmãos Max e Emil Skladanowsky na Alemanha), a
sessão dos Lumière é aceite pela grande maioria da literatura cinematográfica
como o marco inicial da nova arte. O cinema expandiu-se a partir de então pela
França, por toda a Europa e Estados
Unidos, por intermédio de cinegrafistas enviados pelos irmãos Lumière para
captar imagens pelo mundo afora.
Em suma, os irmãos Lumière e Meliès deram origem a
dois gêneros fundamentais
de cinema: o cinema documental e o cinema de ficção. Como forma de registrar
acontecimentos ou de narrar histórias, o cinema é considerado uma arte,
denominada sétima arte, desde a publicação, em 1911, do Manifesto das Sete Artes do teórico italiano Ricciotto
Canudo.
Em 1895, concretiza-se um dos maiores sonhos da Humanidade,
a projeção de imagens numa tela, embora o cinema seja em preto e branco e mudo.
Após as projeções de cenas curtas, vieram as tiras perfuradas e pintadas à mão,
com a projeção de cenas longas e animadas.
A Grande Arte da Luz e da Sombra.
Em 22 de Março de 1895, os irmãos Auguste e Louis
Lumiére, fizeram uma sessão privada de seus filmes experimentais, como
preparação para a exibição pública em 28 de Dezembro. Os Lumiére já produziam
sua própria película de celulóide em 35mm, e construíram em sua fábrica, o cinematógrafo,
aparelho cronofotográfico
que tracionava a película tirando fotos em
sequência.
A Saída dos Operários da Fábrica
Chegada do Trem à Estação
Dois de seus filmes experimentais estão popularizados,
aparecendo em diversas releituras e aplicações na cultura pop. A Chegada do
Trem à Estação (L’Arrivée d’un Train en Gare de la Ciotat) e A Saída dos
Operários da Fábrica (La Sortie Des Ouvriers De L’ursine Lumiere), não precisam
ser encarados como filmes. Pense neles como exercícios de gravação e projeção
do novo aparelho tecnológico. Os Lumiére não inventaram a linguagem
cinematográfica em si, apenas conseguiram explorar a patente de um
aparelho capaz de filmar e projetar, não se sabia na época que o cinema iria
ter tanto sucesso.
Atualmente estes filmes podem não nos surpreender, pois os
procedimentos cinematográficos – de linguagem e psicologia – já estão
introjetados na vida do ser humano do século XXI.
Mas as relações do fotógrafo e até mesmo do público com a
novidade tecnologia de gravar a realidade, eram bem diferentes em 1895. Nem
todas as pessoas iam à escola, nem todos sabiam ler, e portanto, muita gente
não tinha estudo e não compreendia as leias da física, ótica ou qualquer
assunto científico. Tudo era meio mágico, o mundo estava saindo do universo dos
mitos e de crendices aos poucos. A história de pessoas se assustando com a
chegada do trem não é mito, e também não é exclusividade do trem. As pessoas
ficavam realmente atônitas diante das imagens projetadas. Por essas razões o
cinema, neste período, não tinha o caráter (nem o status) de arte. Os Lumiére
estavam aprendendo a explorar um produto técnico-científico, ou seja, um
brinquedo novo.
Essa projeção foi feita através do Cinematógrafo, um
aparelho registrado na história como o equipamento que pela primeira vez fez
uma projeção de fotografias por transparência.
Nasceu assim oficialmente o cinema em Paris, no dia 28 de
dezembro de 1895, no Grande Café, situado no Bulevar dos Capucinos, número 14.
A data está registrada por uma placa onde se lê: “Aqui em 28 de dezembro de
1895 teve lugar a primeira projeção pública de fotografias animadas”.
O nascimento do cinema é, na realidade, o resultado de uma
série de pesquisas e técnicas convergentes que vêm de muito antes do
cinematógrafo dos irmãos Luminiére. E vem também a emulsão fotográfica seca, da
emulsão fotográfica ortocromática desenvolvida pelo professor Hannibal Goodwin na América, da película
flexível de nitrato de celulose batizado como filme e da evolução das
objetivas.
Foi da somatória dessas invenções, que fizeram sucesso cada
um no seu tempo, e a persistente vontade dos Lumière em criar um aparelho que
captasse imagens reais, que levaram ao nascimento do Cinematógrafo, o aparelho
que deu início ao cinema como até hoje é visto e assistido.
Inventivos e persistentes perseguidores da fotografia em
movimento desde a adolescência, os industriais e fotógrafos, irmãos Lumière não
só criaram a Câmera de Filmar como também uma forma de transformá-la em um
aparelho capaz de projetar as imagens filmadas por ela.
O êxito conseguido em Paris foi muito rápido e levou os
irmãos Lumière a abrir outras salas nas grandes cidades francesas e também no
exterior.
Em 17 de fevereiro 1896, Londres recebeu o cinema. Depois,
Bruxelas, Berlim, Nova York.
Durante muito tempo funcionários dos Lumière com as funções
de operadores e vendedores, andaram pelo mundo propagando e vendendo as
câmeras, filmando, revelando, copiando os filmes feitos durante o dia para
exibirem imediatamente nos palcos de teatro e outros espaços de diversões,
durante a noite. Através de seu aparelho desempenharam um papel muito
importante para o início de um dos maiores meios de comunicação, cultura e
diversão do mundo.
E Nicola Maria Parente foi amigo desses inventores
franceses, que lhe ensinaram como lidar e fazer apresentações com o aparelho
inventado por eles. E Nicola Maria Parente como que captou a importância dessas
artes para a humanidade toda, como também sabia manipular os segredos,
substâncias químicas e aparelhos que no final do século 19 já apresentava pelas
cidades brasileiras, juntamente com outros pioneiros da fotografia e do cinema,
artes que davam os primeiros passos em terras brasileiras.
Os filmes apresentados por Nicola Maria Parente:
Os filmes apresentados pelos irmãos Luminiére e por Nicolau
eram de curta duração, em preto e branco, mudo e que constavam de filmagens do
cotidiano da vida como partidas de trem, barcos em movimento, etc.
Conforme pesquisas de Pedro Parente, na Paraíba Nicola Maria
Parente foi agraciado com a cadeira nº 01 da Academia Parabaibana de Cinema,
por ter sido o responsável pela 1ª exibição de cinema na Paraíba, fato ocorrido
em 1/8/1897 (dois anos após a invenção do cinematógrafo) na casa nº 2 da atual
Avenida General osório, durante a realização
da tradicional Festa das Neves.
Conforme o jornal “A União” da época, com seu cinematógrafo, parente exibiu 5
surpreendentes vistas que deslumbraram pela maturidade de movimentos. Nicola
Maria Parente já estava com 51 anos de idade e, portanto, em plena fase da
maturidade física e intelectual.
Nicola Maria Parente em na Paraíba (João Pessoa/PB) e a 1ª
Sessão de Cinema:
Conforme Textos do Blog de Pedro Parente:
O primeiro aparelho de cinema, o cinematógrafo, foi
apresentado à cidade por Nicola Maria Parente em agosto de 1897, para
abrilhantar a tradicional Festa das Neves. Com essa máquina trazida de Paris
Nicola Maria Parente também trouxe filmes (mudos) de pequena duração, entre
eles: Um macaco pulando um arco; Chegada
de um trem à estação de Lion e Crianças jogando bolas de neves em Biarritz.
É o patrono da Cadeira nº 1 da Academira Paraibana de Cinema
CADEIRA Nº 1
PATRONO - NICOLA MARIA PARENTE
Conforme o jornal “A União” da época, com seu ”cinematrógrapho”, Parente “exibiu cinco surpreendentes vistas que deslumbraram pela maturidade de movimentos”.
Esse exibidor itinerante era italiano de nascimento, morou alguns anos na França e em vários Estados do Brasil. Na Paraíba, montou o estúdio “Vesúvio”, situado na Rua da Areia, nº 73. Fez exibições em Natal, Recife e Salvador. Em 1904 mudou-se para a pequena cidade de Abaeté, PA, a fim de chefiar uma firma de que um de seus filhos era sócio.
Nicola Maria Parente faleceu no dia 19/2/1912, vítima da explosão de um gerador de oxigênio por ele inventado.
Alguns filmes, conforme Pedro Parente, apresentados por Nicolau Maria Parente e Dionísio Costa pelas cidades por onde andava fazendo apresentações:
A CHEGADA DO TREM (Arrivé d'un Train), 20 m, Star Film, França diretor: Georges Méliés (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente: 13.11.1897).
O MINUETO DE LUIZ XV (Menuet Louis XV), 20 m, Pathé, Méliès (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente: 13.11.1897).
VISÃO D'ARTE (Vision d'Art), 15 m, Pathé, França (Méliès (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente: 13.11.1897).
O REGIMENTO DE CAVALARIA EM MARCHA - França (Méliès (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente: 13.11.1897).
O BEIJO - França (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente: 13.11.1897).
ENGRAÇADA DANÇA DE UMA EGÍPCIA NUM HOTEL - França (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente: 13.11.1897).
OS ESPANTOSOS BANHOS DA ALVORADA EM MILÃO (Les Basins Découverts à Milan -ou- Bains de Diane), 1896, Societé Lumière, filmado por Giuseppe Filippi, França (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente: 13.11.1897).
. GRACIOSAS CORRIDAS EM SACOS (Cours en Sacs), 1896, Societé Lumière, França (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente: 13.11.1897).
. O TRAJETO DO CASAMENTO DO PRÌNCIPE DE NÁPOLES (Cortège au Mariage du Prince de Naples), 1896, Societé Lumière, filmado em Roma por Charles Moison, França (Dionísio Costa e Nicola Maria Parente em 13/11/1897.
Nicola Maria Parente em Campinas/SP:
Nicola Maria Parente, por seu trabalho com fotografia e
cinema no final do Século 19, é alvo de
trabalhos e teses pelos lugares por onde passou no Brasil, onde na Paraíba
possuía estúdio e ainda era protético/dentista.
O cinematógrafo caracterizava-se por ser um aparelho
híbrido, isto é, podia filmar, revelar e projetar a película sobre uma
superfície branca e lisa. Foi patenteado pelos irmãos Luminiere, em Paris, em fevereiro
de 1895 e que também montaram uma empresa para produção de documentários e
habilitaram equipes de operadores espalhados pelo mundo todo para mostrar
aquela maravilha. O italiano Nicola Maria Parente era um desses operadores
itinerantes. Em 1899 Nicola Maria montou em Campinas/SP o Cine-Theatro Rink,
que foi a primeira sala de cinema dessa cidade.
Em 1895 os irmãos Luiz e Augusto Luminiere, em Paris,
apresentavam as primeiras projeções de “fotografias animadas” através do
aparelho denominado “Cinematógrafo”. Cabe lembrar que a primeira pública de
cinema no Brasil ocorreu em julho de 1896, no Rio de janeiro. Nessa época,
Campinas era temida pela peste, entretanto, apenas dois anos após a invenção do
cinematógrafo, o teatro São Carlos fora o espaço escolhido para a primeira
exibição da novidade francesa em Campinas. Esta escolha talvez tenha sido
devido a sua importância cultural. Sua estrutura era modesta, porém avançada
para os padrões da cidade ou até por ser frequentada pela “fina flor
campineira”
Segundo Castro Mendes, a novidade foi apresentada no dia 2
de outubro de 1897, trazida pela grande companhia de variedades dirigida por
Faure Nicolay, empresário e prestigiador. Entretanto, as melhores e mais
perfeitas demonstrações do novo aparelho foram as proporcionadas pelo
empresário Nicola Maria Parente, que apresentaria o cinematógrafo Luminiere, em
1899.
Nicola Maria Parente no Rio Grande do Sul:
Outra versão sobre Carolina Rottundo diz que Nicola Maria
Parente a conheceu no Rio Grande do Sul e lá casaram. O certo é que Nicola
Maria e Carolina Rottundo é que são os pais de Garibaldi Parente, e este, junto
com o seu pai, são de muita importância histórica para Abaeté. Foi Nicolau
Maria Parente que trouxe o cinema para o Brasil em 1897 e para o Pará, em 1911.
NICOLA MARIA PARENTE trouxe consigo, ou aqui se encontrou
com a sua 1ª esposa Carolina Rottunda (Carmela) e os filhos, 3ª G/Netos/N:
Galileu, Margarida e Garibaldi e seus irmãos, 2ª G/Filhos/F: Carmine e os
primos, 2ª G/Filhos/F (conforme a 2ª versão familiar) descendentes de outros
irmãos de Nicola Maria Parente: João, Georgina e Luigi, tendo essas famílias se
estabelecido na cidade de Taquari/RS e, posteriormente, Nicola Maria percorreu
as cidades de São Paulo, Salvador, João Pessoa, Fortaleza e outras cidades
brasileiras. O primo Luigi de Garibaldi fixou residência em Fortaleza/CE. Parte
dessas famílias chegou em Abaeté por volta do ano de 1896, em pleno Ciclo da
Borracha e dos abundantes produtos naturais da Amazônia, quando esta era apenas
um extenso vale verde, desabitado e selvagem e com grandes extensões de matas e rios.
A turnê cinematográfica de Nicola Maria Parente começou pelo
Rio Grande do Sul e passou pelas cidades costeiras do Brasil, finalizando na
cidade de Belém do Pará.
Nicola Maria Parente em Fortaleza/CE:
O Cinematógrapho de Luminiere, espécie de aparelho híbrido,
que fazia filmagens, revelava e projetava as imagnes das películas sobre uma
superfície branca e lisa, é lançado em
Fortaleza pelos exibidores Dionísio Costa (farmacêutico) e Nicola Maria Parente
(protético/dentista), com apoio do capitalista cearense Alfredo Salgado. As
sessões do projetor dos irmãos Luminiére são realizados na Rua Formosa, nº 89.
Os exibidores procediam de Belém de Belém do Pará, pelo menos Dionísio Costa,
segue para a Bahia, onde faz apresentações no Polytheama Bahiano, a partir de
4/12/1897. Nicola Maria Parente faz sua temporada baiana entre 9/7 e 1/10/1898.
Os filmes devem ter sido os mesmos vistos no Ceará.
O Fotógrafo Nicola Maria Parente:
Ao lado das apresentações de cinema o dentista italiano
Nicola Maria Parente teve estreita ligação com a fotografia. Ele foi,
provavelmente, um dos primeiros fotógrafos a instalar-se na Paraíba.
Fotografia, do grego fós, (luz) e grafis (estilo,
pince) ou grafê, e significa "desenhar com luz e contraste",
por definição, é essencialmente a técnica de criação de imagens por
meio de exposição luminosa, fixando-as em uma superfície sensível. A
primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826, contudo, a
invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de
avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando, juntas ou em paralelo, ao
longo de muitos anos. Se por um lado os princípios fundamentais da fotografia
se estabeleceram há décadas e, desde a introdução do filme fotográfico
colorido, quase não sofreram mudanças, por outro, os avanços tecnológicos têm
sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas,
agilização das etapas do processo de produção e a redução de custos,
popularizando o uso da fotografia.
Vários foram os processos usados na história da invenção da
fotografia, como papéis fotossensíveis de 1832; processo denominado calotipo,
usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata, que posteriormente
eram colocadas em contato com outro papel, produzindo a imagem positiva;
processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que
pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas.
Hércules Florence, francês radicado em Campinas/SP, conseguiu
desenvolver negativos e denominou “Protographie”.
A fotografia então popularizou-se como produto de consumo a
partir de 1888.
Processos Fotográficos:
A fotografia nasceu em preto e branco, mais
precisamente como o preto sobre o branco, no início do século 19, desde as
primeiras formas de fotografia que se popularizaram aproximadamente na década
de 1823, até aos filmes preto e branco atuais.
Depoimento de Iolanda Parente sobre Nicola Maria Parente e
Suas Raízes Italianas:
Estive naquela região montanhosa e o caminho é difícil
até para os modernos carros, tal a quantidade de subidas e descidas pelas
encostas, sempre à sombra do Vesúvio na maior parte da viagem. E olha
que não cheguei a ir na cidade natal do velho Nicolau ou Nicola, como era
chamado. As raízes de minha família paterna estendem-se pela Itália de norte a
sul. Meu bisavô era italiano, e tornou-se lendário devido a algumas façanhas
reais ou imaginárias. Causa espanto imaginá-lo saindo de onde saiu, na primeira
metade do século 19, uma terra inóspita, perdida entre as montanhas, bem ao
norte da Itália. Como ele e seus irmãos conseguiram deixar aquele lugar até
hoje uma pequenina cidade, que nem hotel possui e chegar até o porto de
Nápoles, o mais próximo? Os italianos vieram nos navios vapores da Europa.
Antes Nicola Maria Parente esteve na França de onde trouxe os conhecimentos
sobre cinema, fotografia e seu percurso para o Brasil foi: Itália, França,
Brasil, Paraíba, Santos, Fortaleza, Salvador. O Velho Nicolau já estava casado
com Giusephina Calliari quando ele, sua esposa e enteados Marcela e Giulio
Calliari e irmãos Carmine e João Parente vieram para Abaeté no fim do século 19
e fixou-se na Paraíba:
Nicola Maria Parente percorreu todo o Brasil trabalhando
como fotógrafo (um dos primeiros) e trouxe da itália o 1º cinematógrafo e a
obra fotográfica de Nicola Maria era de 1ª qualidade, visto as impressões
colhidas a seu respeito nessa arte e ele possuía o seu estilo próprio de
fotografar e a sua marca de assinatura em suas obras, como as pinturas que
possuíam seus estilos próprios.
Por fim, em 1904, Nicola Maria Parente veio radicar-se e
trabalhar em Abaeté, tornando-se comerciante, constituindo a firma Nicola
Parente & Filhos, fundou a Casa Italiana à Rua Justo Chermont, nº 2 com
venda de uma variedades enorme de produtos locais, regionais e europeus.
No livro “Retratos de Vida”, de Iolanda Parente, a mesma
fala dos objetos e utensílios antigos de fotografia de seu bisavô Nicola Maria,
trazidos por ele para Abaeté.
GENEALOGIA DA FAMÍLIA PARENTE/CALLIARI:
Vide nas demais postagens sobre a família Parente:
Vide nas demais postagens sobre a família Parente:
Genealogia de Nicola Maria Parente e Irmãos:
Observação:
Esta Genealogia foi feita em cima das informações existentes
sobre a Família Parente, com entrevistas do Autor do Blog do Ademir Rocha e de
pesquisas na Internet. Chegou-nos recentemente em mãos o texto abaixo que trata
da mesma questão, porém com algumas informações que não batem com as que
publicamos nestes textos e que precisam de confirmação. Vide o texto:
Bilhete de entrega do texto: Este texto, que não é de minha
autoria, vai para o amigo para o amigo Ademir Heleno. Espero que lhe seja útil.
Texto:
Acredita-se que a família PARENTE tenha chegado em 1870,
proveniente da cidade de MARSICO NUOVO, no sul da Itália, Província de
Basilicata.
Seu brasão, encimado por uma serpente, continha a inscrição
“Non le me tangere”. Esse distintivo ornava a residência da família em Marsico
Nuovo. Asseguram outras fontes que a família seria originária da região do
CÁUCASO, Sul da Rússia. Teria conquistado a cidadania italiana no inicio do
século XIX pelos relevantes serviços prestados ao Pais pelas mãos do general
Garibaldi com quem os PARENTE lutaram pela unificação italiana.
O mais intrépido dos seus integrantes - NICOLA MARIA PARENTE
- foi condecorado por Garibaldi. Homenageou-o dando ao filho o mesmo nome do
general.
Nicola Maria Parente possuía um cinema itinerante que era a
grande novidade da época e o único no Brasil, com o qual saía fazendo
apresentações por várias cidades do Brasil, especialmente pelas capitais dos de
alguns estados do Nordeste Brasileiro e sempre com grande sucesso e entusiasmo
do povo por essas apresentações dos primeiros filmes em preto e branco e mudo
no Brasil. Em alguns desses estados Nicola Maria deixou seu nome inscrito na
história do cinema nesses estados, especialmente João Pessoa e Fortaleza.
O interesse pelo cinema Nicola Maria Parente trouxe com a
sua vinda para o Brasil, junto com o gosto pela fotografia e muitas outras
atividades que Nicola Maria exerceu em suas viagens pelo Brasil.
Quando já estava no Brasil, Nicola Maria parente volta para
a Europa para se encontrar com os seus amigos em virtude do exercício e
aprimoramento de suas atividades profissionais. Foi o que aconteceu em
...durante a exposição Internacional da Indústria Cinematográfica em Paris
(França), onde recebeu dos irmãos Luminière uma de suas máquinas
cinematográfica que trouxe para o Brasil e com a qual fazia suas apresentações
itinerantes pelas cidades brasileiras.
Aventureiro, NICOLA MARIA PARENTE resolveu explorar o NOVO
MUNDO (Brasil), trazendo consigo a mulher CAROLINA ROTTUNDA (Carmela): os três
filhos: GALILEU, GARIBALDI, E MARGARIDA; seu irmão CARMINO os primos JOAO,
GEORGINA E LUIGI (LUIZ).
Estabeleceu-se na cidade de Taquari (RS), e posteriormente, com toda a comitiva
percorreu as cidades de São Paulo, Salvador, João Pessoa e Fortaleza (onde
ficou o primo Luigi), chegando finalmente a Abaetetuba aproximadamente no ano
de 1896.
A família possuía um cinema itinerante que era a grande
novidade da época e o único no Brasil, pois o senhor Nicola era amigo e
colaborador dos inventores e cria desempenhando as mais variadas funções e
cumprindo a saga dos valorosos imigrantes dos quais descendem.
Nicola Maria voltou ao Velho Mundo para se encontrar com os amigos, a ultima
durante a Exposição Internacional da Industria Cinematográfica em Paris
(França), como convidado especial dos Luminière, seus amigos particulares, que
sempre o convidavam para voltar para a Europa.
Nicola, contudo, preferiu ficar no Brasil, contrariando os amigos, que não compreendiam
como considerado gênio na Europa - preferia viver na “América Selvagem”.
NICOLA foi dentista/protético, fotografo, poeta, empresário,
fabricante de sapatos, químico (a pratica dessa profissão o levou a morte apos
a explosão com um composto de carbureto).
NICOLA enviuvou no Brasil casando-se novamente na cidade de
São Paulo com a também viúva italiana GIUSEPHINA CALLIARI, natural da cidade de
Veneza, descendente de nobres (prima do Papa Pio XII e do compositor GIUSEPPE
VERDI).
GIUSEPHINA também possuía dois filhos do primeiro casamento:
Giulio e Marcela, o primeiro batizado por Pio XII em Veneza e Marcela,
possuidora de grande beleza, chegou a ser eleita Miss Estado da Paraíba
(Brasil), não sendo entretanto, coroada pelo fato de ser italiana. Do casamento
de Giusephina e Nicola originou-se a família CALLIARI/PARENTE, nascendo um único
rebento dessa união, a filha CARMELITA.
GALILEU - outro filho de NICOLA - casou-se com d. Francisca,
havendo dessa união quatro filhos: ALAN, GARIBALDI SOBRINHO, GLADSTONE E
VIOLETA, que se estabeleceram no Rio de Janeiro.
GARIBALDI , filho de NICOLA, casou-se com MARCELA, filha da
sua madrasta GIUSEPHINA, havendo dessa união nove filhos: TIMOTEO, NICOLA, CLOVIS,
OBERDAN, GIORDANO, HUMBERTO, OLGA, GARIMAR E IONE.
MARGARIDA, ultima filha de NICOLA - casou-se com o
brasileiro NUMINANDO CARVALHO e teve os filhos TIRTEU, MURILO, RAIMUNDA,
NAPOLES, ANTONIETA, DIONEIA e EUNICE.
CARMELITA, fruto da união entre NICOLA e GIUSEPHINA, casou-se com o brasileiro
FRANCISCO ANDRADE tendo os filhos: CAIRO, CAIO, CLAUDIO, CARMI, CLAUDIA e
CLIDIA.
CARMINO PARENTE, irmão de NICOLA, casou-se em Santo Amaro da Purificação (BA)
com a senhora CONCEICÃO e teve uma única filha, LETICIA. Esta casou-se em
Abaetetuba com Giulio, filho de d. Giusephina. Era, pois, irmão de Marcela,
sobrinho de Carmino e enteado de Nicola. Como se observa, não foram raros os
casamentos entre membros da familia.
CARMINO PARENTE viajou para Abaetetuba deixando a família na Bahia. Nessa
cidade, juntou-se a uma senhora de nome COLÓ, com quem teve dez filhos, entre
os quais CARMINO FILHO, MILOCA MANTEIGA e ESMALTINA. A esposa, ao saber dos
fatos, o abandonou.
JOÃO PARENTE casou-se com a brasileira RAIMUNDA e teve os
filhos ZENAIDE, BRASIL, JULIA, TUTU, MARIA DE JESUS, CHITO, CELINA E MARIA
EUFRASIA.
Tem-se conhecimento que esses imigrantes chegaram a
Abaetetuba a 15 de marco de 1896. Naquela época a cidade possuía apenas a “Rua
da Frente” e logo se fez notar a mudança marcada por novas técnicas e pelos
costumes trazidos do “Velho Mundo” pelos CALLIARI/PARENTE.
Essas novas raízes peninsulares misturaram-se a cultura
local e propiciaram ao município grande impulso e desenvolvimento jamais visto
na Região Tocantina.
A cidade de Abaetetuba transformou-se no maior entreposto
comercial e industrial da região, com a proliferação de engenhos de açúcar e
cachaça, a expansão do comercio urbano e fluvial com o resto da Amazônia,
atraindo cada vez mais o progresso e a riqueza ao município.
A família CALLIARI/PARENTE desenvolveu suas atividades em Abaetetuba no setor
agrícola: cana-de-açúcar e mandioca; no setor comercial: um grande entreposto
chamado “CASA ITALIANA” que comercializava produtos locais, regionais nacionais
e internacionais (importados diretamente da Europa; no setor industrial: foram
os integrantes da família os maiores empresários da região em sua época, pois
além do comércio e da agricultura possuíam fábricas de sabão e óleos vegetais,
indústria de cerâmica, serraria, indústria naval, frota naval, jornal semanal,
clube esportivo, além de implantarem o carnaval de salão com fantasias vindas
diretamente de Veneza.
A família Parente foi uma das introdutoras do futebol
em Abaetetuba
A família multiplicou-se e disseminou-se por vários países ,
podendo seus descendentes serem encontrados na Itália, Rússia, Franca, Suíça,
Alemanha, EEUU e no Brasil, desempenhando as mais variadas funções e cumprindo
a saga dos valorosos imigrantes dos quais descendem.
Fim do texto
Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA.










Parabéns, através da breve história de Nicola e seus descendentes é possível reconhecer uma importante etapa da imigração italiana no Pará e por outro a história do cinema no Brasil. Incrível, sou seu vizinho de Barcarena e fiquei curioso por conhecer os trabalhos feitos por Iolanda, citados por você. Um abraço e muitas felicidades em outras empreitadas.
ResponderExcluirEntre fotografias antigas, que adquiri recentemente, tem algumas (umas dez) que foram feitas por Nicola Maria Parente, Vesuvio, Parahyba.
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