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sábado, 25 de agosto de 2012

Artes Cênicas, Festivais e Feiras na Musicalidade 11 de Abaetetuba Através dos Anos

A MUSICALIDADE 11 DE ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS

Foto do arquivo fotográfico de Lial Bentes

A musicalidade é um dos aspectos da cultura de Abaetetuba que funciona como guardiã de uma rica memória, ainda viva na lembrança de cada filho destas terras que vivenciou os ricos períodos desse aspecto cultural e em muitas de suas vertentes, considerando aspectos dos mitos, do imaginário e da cultura que essas vertentes da musicalidade construíram através dos tempos, como veremos a seguir. Esse aspecto cultural da musicalidade usou suas vertentes como forma de comunicação, de transmissão de mensagens, de histórias que marcaram pra sempre, direta ou indiretamente, a vida de muitas pessoas que ainda são depositárias dessas memórias ou que já estão marcadas nos escritos de nossos historiadores em um rico acervo onde pode se encontrar esses variados aspectos da musicalidade de Abaetetuba.

A música em si nada mais é que um conjunto de sons articulados para formar um discurso poético de sons, vozes e encenações de linguagem transmitida através dos tempos usando de recursos rústicos até chegar aos mais sofisticados, de acordo com o período histórico em questão.

Deste modo a musicalidade torna-se uma importante fonte ou documento histórico da memória sobre o nosso passado, conservado e analisado a partir de pessoas e contextos que  nos permite uma volta a esse passado para o conhecimento de seu meio e dos variados aspectos da musicalidade a ser analisada. 

Esses aspectos da musicalidade serão aqui analisados em várias postagens que faremos sobre “A MUSICALIDADE EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS TEMPOS” e, em certos casos, tecendo comentários, considerações e sugestões de melhorias naquilo que pode se constituir um aspecto cultural que pode se consolidar como um evento com identidade própria e, desse modo, se constituir em Abaetetuba um evento que possa também gerar renda e trabalho para o município.

Portanto, a memória da musicalidade, é o ato de lembrar, de reter, o que já se passou, de reconstruir a relação entre passado e presente, e que pode dar sentido à nossa história. Nesse aspecto, a memória não seria uma realidade estática e perdida no contexto cultural de sua época, mas dinâmica e inovadora, se reconstruída em novas formas culturais que possam nos fazer recordar e apreciar no presente sob nova roupagem, e com identidade própria, a ponto de se firmar no cenário da musicalidade em geral como evento que chama a atenção de todos pela riqueza que contém e, consequentemente, como fator turístico que possa chamar a atenção para essas manifestações culturais e se firmar no calendário turístico do município como evento que possa trazer emprego e rendas para muitas pessoas, além de fazer o município ser conhecido e reconhecido como um verdadeiro centro de cultura. Os estudos sobre a musicalidade em Abaetetuba estão atrelados à questão da memória e do que a música desperta em cada pessoa e que marca momentos e sentimentos que são revividos quando se ouve determinada música ou manifestação cultural onde a musicalidade se faz presente. Todos nós temos aquelas músicas ou eventos musicais que vivenciamos na infância, na adolescência, que podem nos trazer a sensação de nostalgia e de rememoração dos bons tempos que já se foram, onde o passado ressurge fragmentado em várias lembranças, advindas de uma memória afetiva onde a sonoridade e até mesmo sabores e cheiros tinham importante papel nesse processo. 

Também gostaríamos de explicar que A MUSICALIDADE EM ABAETETUBA ATRAVÉS DOS ANOS  é o conjunto de todas as formas musicais que aqui já existiram ou continuam a existir, na rica cultura musical do município, manifestada através das mais variadas formas, estruturas, eventos, pessoas, grupos, entidades e ritmos espalhados pelos mais diversos segmentos sociais e recantos do município. Essa musicalidade, a partir dos anos finais do século 19 e durante o século 20, é um período rico de manifestações musicais, que influenciaram sua época, ditaram os modismos, costumes e influenciaram a cultura musical do município e que, com a chegada de outras formas e expressões musicais, íam sendo substituídas através do tempo, mudnado os costumes, as modas e outras formas culturais que marcaram cada época  no município, como foi o caso da chegada do Rock e suas vertentes dos Anos Rebeldes e da Sociedade Alternativa, que alguns grupos pregavam, e das músicas da MPB, do Samba e Bossa Nova, da Tropicália, do Iê-Iê-Iê, do Brega, dos ritmos caribenhos que também influenciaram segmentos da sociedade de seu tempo, tendo alguns desses modismos subsistido até os tempos atuais, pelo menos para algumas pessoas que ainda cultuam seus ídolos e costumes dessa época. Todas essas formas de musicalidade com seus modismos e costumes serão aqui rememorados.

Abaetetuba possuía a sua antiga musicalidade manifestada de vários modos conforme veremos abaixo, sendo que muitas dessas formas musicais foram extintas ou absorvidas por novas formas e expressões musicais advindas de outras culturas musicais do Brasil ou exterior, trazendo no seu bojo os avanços rítmicos e tecnológicos com aplicação de novas técnicas, meios, recursos e instrumentos de sons inovadores que definiram as ETAPAS da cena musical de Abaetetuba e, em especial, o aspecto Festivo-Dançante de grande parcela do povo. O incessante aperfeiçoamento de Gravação, Transmissão e Audição musical através de novos equipamentos e tecnologias trouxe o microfone, os gravadores portáteis, o disco long-playing (LP), a fita Cassete, os Compact Discs (CD), o MP3, o computador e a Internet e, com isso, trouxe também novas Figuras, Personalidades e Vultos para o cenário musical de cada época e o aperfeiçoamento tecnológica na musicalidade trouxe também a demanda por novas profissões, como os Promotores de Festas dos clubes e salões e operadores das aparelhagens de som, inicialmente os locutores, os Disk Jockeis e agora os DJs, que também marcaram os períodos da musicalidade de Abaetetuba. Entre os novos instrumentos eletrônicos, surgidos em Abaetetuba, destacamos a Guitarra Elétrica e o Teclado, que definiram fortemente a cultura musical de Abaetetuba na sonoridade musical, as Festas Dançantes, assim como os novos gêneros, estilos e ritmos aqui surgidos a partir da década de 1960, na forma do Rock e seus subgêneros que desembocaram nas atuais formas musicais eletrônicas dos Dances, Tecnos, Hip-Hop, Funk e da atual Música Digital.

Será necessário que façamos as devidas considerações sobre os diferentes estilos e gêneros musicais já existentes no Brasil antes dos anos de 1960 e dos estilos musicais surgidos a partir dessa década de transformações na musicalidade e nos recursos tecnológicos dela advinda. Também deveremos fazer considerações sobre a Musicalidade Paraense, juntando alguns itens com a Musicalidade de Abaetetuba, para delimitar a influência da música como um todo em Abaetetuba e o aspecto Festivo-Dançante que definiram cada fase da musicalidade em nosso município, empleitada difícil pela intensa hibridização e coexistência de diferentes estilos e gêneros musicais que já vêm desde os anos de 1960 e que ainda se fazem presente na cena musical de Abaetetuba, através do saudosismo e as festas de saudade com músicas que marcaram as décadas musicais. Os Conjuntos Musicais, a Cultura Musical, os Cantores, Grupos Musicais e cada expressão musical antiga e as novas formas musicais, serão também analisados sob diversos aspectos, que vão da cultura criada no meio musical, como de sua substituição por novas formas e os costumes impostos pelos modismos advindos da musicalidade vinda de outros centros musicais do Brasil ou do exterior que marcaram profundamente a cena musical e as modas em Abaetetuba. Seria bom também se analisar alguns aspectos dos Anos Rebeldes e da Sociedade Alternativa que teve como figuras principais cantores e grupos musicais como Raul Seixas, Pepeu Gomes, Baby Consuelo que até os dias atuais encotra espaços para suas idéias através de parcela da população que vivenciou essa forma de protesto através da música e costumes impostos pelas idéias dessa exótica filosofia de vida, como também do Movimento da Jovem Guarda da cultura musical brasileira a partir dos anos de 1960.

As festas dançantes, como parte integrante e importante da musicalidade de Abaetetuba, vão ser enfatizadas, de acordo com alguns parâmetros, em várias FASES DAS FESTAS DANÇANTES DE ABAETETUBA que, no nosso entendimento, se manifestaram conforme algumas características peculiares a cada fase, elencadas abaixo, e que serão citadas no decorrer das exposições de determinados itens das várias postagens que serão feitas a respeito da musicalidade de Abaetetuba.

Além disso outros aspectos da Musicalidade de Abaetetuba serão elencados e analisados pois foram e continuam a ser formas culturais sustentadas pela forte musicalidades como as Festas de Santos, os períodos religiosos como a Quadra Naralina, a Páscoa, Ano Novo, como também as quadras Junina e Carnavalesca, as festividades de santos e tantas outras formas sustentadas também pela música em suas várias formas.

Os dados destas postagens foram coletados das obras de nossos escritores abaetetubenses, como Maria de Nazaré Carvalho Lobato, Maria do Monte Serrat Carvalho Quaresma, Antonio Braga da Costa Júnior, Luiz Gonzaga Nascimento Lobato e pesquisas feitas pelo autor do blog em antigos documentos, revistas ou jornais, internet e das muitas entrevistas que fizemos com pessoas detentoras da memória cultural de Abaetetuba, como Orêncio Barbosa André, Alcimar Carneiro de Araujo, Dinho Silva, Flauri Silva, Mestre Café, Mário Tabaranã e tantas outras pessoas entrevistadas pela cidade e interior do município.

Estas análises, ponderações, dados, conceitos e nomes não são definitivos, pois podem existir inconsistências e incoerências nos textos e falta de dados fundamentais, que serão corrigidos ou acrescentados de acordo com novas pesquisas ou colaboração de pessoas que conhecem, pesquisaram ou vivenciaram os vários aspectos da musicalidade de Abaetetuba.

AS ARTES CÊNICAS E OS FESTIVAIS E FEIRAS EM ABAETETUBA:

A antiga Arte Cênica de Abaetetuba era carregada de musicalidade, como também os atuais Festivais e Feiras que acontecem em Abaetetuba que estão cheios de muita musicalidade na forma de encenações folclóricas e teatrais, danças, shows de artistas, bandas, orquestras e grupos musicais variados.

A Antiga Arte Cênica de Abaetetuba:

Existia na antiga cidade de Abaeté, desde o início do século 20, a presença de muitos clubes e associações que se dedicavam às artes musicais, artes cênicas, literatura, poesia e civismo (Vide postagens sobre música e artes cênicas em Abaeté). Porém, no meio de todas as artes praticadas em Abaeté, existia um grupo de pessoas, entidades e grupos musicais que praticavam a Arte Cênica e com o objetivo único da arrecadação de fundos para a construção da nova Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

Havia um teatro em Abaeté denominado Theatro de Nossa Senhora da Conceição, que funcionava no alpendre da antiga Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, que se localizava na Praça do Divino ou Praça da Conceição  (como era chamada pelos devotos de Nossa Senhora da Conceição). As peças teatrais encenadas nesse teatrinho destinavam-se na arrecadação de fundos para a construção da nova Matriz, e eram apresentados por um grupo de artistas amadores de Abaeté, que recebia o nome de Grupo Scênico de Abaeté e com a ajuda da Banda Paulino Chaves  que fazia o fundo musical dessas peças teatrais. Esta antiga banda também participava das concorridas quermesses e soirés musicais promovidos por outro grupo de abnegadas mulheres que se envolveram nas campanhas de arrecadação de fundos, que era a Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club. Elas uniam o útil ao agradável, pois esse grupo foi fundado por estímulo do Padre Luiz de França do Amaral Varella para compor a torcida feminina do clube de denominado Vera Cruz Sport Club, também fundado por esse ativo padre, clube que ficou famoso não só pelos memoráveis embates futebolísticos contra outros antigos clubes de futebol de Abaeté, especialmente o seu grande rival dessa época, a Associação Sportiva de Abaeté, como também pelas quermesses, soirès e bailes entremeados de momentos cívicos, declamações de poesias, discursos e com o apoio das orquestras musicais desse tempo, especialmente a Orquestra Paulino Chaves. Essa animada torcida do Vera Cruz, além de apoiar esse clube, também deu uma grande contribuição nas campanhas de arrecadação de fundos para a construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, fazendo o fundo musical nas apresentações teatrais do Grupo Scênico de Abaeté e no Theatro de Nossa Senhora da Conceição que funcionava no alpendre da Igreja do Divino.
A motivação para o impulso das artes cênicas em Abaeté foi o ideal da população católica local de construir a nova Igreja Matriz de Abaeté e uma das formas encontradas para a arrecadação de fundos para essa construção seria através de apresentações teatrais. Para isso e com o incentivo e apoio do vigário da época, Pe. Luiz Varella foi criado o Grupo Scênico de Abaeté, formado por pessoas da sociedade, como: mestres, trabalhadores, funcionários públicos, músicos e rapazes e moças da sociedade. Além dos artistas do Grupo Scênico de Abaeté, da Banda Paulino Chaves e da Liga de Torcedoras do Vera Cruz, havia a participação da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, comandada pelo rico comerciante e industrial, Sr. Francisco de Assunção dos Santos Rosado e seus companheiros, entidades essas que também se mobilizavam nas ações de arrecadação de fundos para a construção da referida igreja. Essa, portanto, foi a grande motivação, a partir dos anos de 1920 até os anos de 1930, para o grande incremento nas artes cênicas em Abaeté.
Antigos Atores e Atrizes de Abaeté:
Os atores e atrizes abaixo relacionados se destacaram nas artes cênicas de Abaeté e precisam ter seus nomes perpetuados na galeria dos grandes artistas da cidade:

Pombo da Maroca Lima/Francisco de Lima Batista, filho da famosa parteira Moroca Lima e que foi um extraordinário ator teatral de Abaeté e que também se destacava nas apresentações das artes folclóricas dos cordões de pássaros juninos de Abaeté.

Licínio Araujo e seus irmãos, Prudente, Antonico e Angelina Araujo. Licínio, além de ator teatral era músico e professor de música, tendo repassado seus conhecimentos a muitos músicos de Abaeté. Prudente, também era músico da Banda Carlos Gomes e Antonico e Angelina Araujo foram ativos participantes do grupo teatral.

Diquinha Soares, ativa participante do grupo teatral

Miloca Matos, grande atriz de Abaeté e que figuarava em quase todas as peças do Grupo Scênico de Abaeté.

Bararaty Franco/Bararaty Barroso Franco, agente postal e fiscal em Abaeté, casado com Dona Archimima de Carvalho Franco.

João Pontes/João Nepomuceno de Pontes, figura de destaque da sociedade abaeteense, guarda-livro, funcionário da Prefeitura Municipal, Secretário Municipal e membro e diretor de várias sociedades e clubes de Abaeté e grande nome da arte teatral.

Menina Arthemita, citada como participante das peças teatrais.
Lucília Pinheiro, citada como participante das peças teatrais

Abel de Barros/Abel Guiães de Barros, artista vindo do Marajó, dono de oficina mecânica em citação de 1947, na Av. Aristides Silva em Abaeté/Pa, músico da Banda Carlos Gomes, sendo um de seus diretores em 1908, desportista, participando da diretoria da Associação Sportiva de Abaeté em 1927 e que foi um dos baluartes do teatro e da música em Abaeté.

Edgar Borges/Edgar dos Reis Borges, que era membro da Irmandade de São Sebastião, em 1908 e citado como participante de várias peças teatrais do Grupo Scênico de Abaeté.

Raimundo Leite Lobato, figura de destaque da sociedade abaeteense, tesoureiro e funcionário público municipal, desportista, membro da diretoria da Associação Sportiva de Abaeté em 1927 e participante do Grupo Scênico de Abaeté.

Guilherme Abreu, que foi figura de destaque do grupo de teatro, ensaiador das peças teatrais, jornalista em vários periódicos de Abaeté, um idealista da causa teatral e do jornalismo.

Osvaldina da Fonseca e Hilda V. da Fonseca. Osvaldina Fonseca era filha de Nércio Fonseca e Brasilina Lobato da Fonseca e ambas eram ativas participantes do Grupo Scênico de Abaeté.

Elpídio Paes, outro nome constante nas apresentações teatrais

Risoleta de Lima Araujo/Sinhá, filha de Ramiro Pereira de Araujo e Bruna Lima, com nome na lista dos autores e atrizes do grupo de teatro.

Abel Lobo/Abel de Almeida Lobo, mestre ferreiro nos anos de 1930, 1940 em Abaeté, na Av. João Pessoa, ator, desportista e músico da Banda Carlos Gomes e ativo ator nas antigas peças teatrais do Grupo Scênico de Abaeté.

Pedro Loureiro, figura de destaque da sociedade abaeteense, irmão do Mestre Carlito Loureiro e sócios de uma fábrica de calçados, a Sapataria Abaeteense, citado como membro do grupo cênico.

Alberto Costa, professor, outra figura de destaque do teatro abaeteense e que organizava os espetáculos teatrais.

Outras Citações Sobre o Teatro de Abaeté: 

Citações de 1927: “A Banda Paulino Chaves participando da campanha em prol da construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tocando nas quermesses da Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club e nos eventos teatrais do Theatro de Nossa Senhora da Conceição, fazendo o fundo musical das peças apresentadas pelo Grupo Scênico de Abaeté”.

Em 1927: “Atores de teatro: Pombo da Maroca Lima, Licínio Araujo, Diquinha Soares”.

“O Grupo Scênico de Abaeté, encenando o sentimental drama de Júlio Dantas intitulado “Mater Dolorosa”, tendo nos papéis, Angelina Araujo, Miloca Matos, Bararaty Franco, João Pontes, Antonico Araujo, Menina Arthemita”.
 “Apresentaram também a comédia “Quem Desdenha”, tendo como atores, Lucília Pinheiro, Abel de Barros, Miloca Matos, A.  Araujo, João Pontes, Bararaty Franco, Edgar Borges”.

Citações de 1928: “Félix Machado, Sub-Regente da Philarmônica Paulino Chaves e Chefe de Orquestra do Theatro de Nossa Senhora da Conceição”.

Outros Atores e Atrizes Mais Recentes de Abaeté: 

Os artistas abaixo, junto com alguns acima, já são de uma geração mais recente de atores e atrizes do teatro de Abaeté, anos de 1940, 1950:

Bandute Sena, político, ativo folclorista dos cordões juninos e carnavalesco que promovia grandes festas carnavalesca na sede do Vasco da Gama, proprietário do antigo “Sonoros Copacabana”, provavelmente o mais antigo serviço de som de Abaeté e grande nome do teatro e dos autos natalinos.

Antonico do Grato
Belemita Contente, filha do político Joaquim Mendes Contente
Gerusa

Professora Elza de Jesus da Silva Paes, famosa organizadora de festas cívico-literárias nos anos de 1940 e 1950, que procuravam despertar sentimentos patrióticos nos alunos e nas pessoas presentes a essas sessões, com peças de poesias, de teatro com dramas e comédias e variadas danças folclóricas e de execução de danças de balés, cantos e corais e também as apresentações da festa da Independência, o 7 de Setembro, quando organizava desfiles escolares, competições esportivas e números de ginásticas. Praticamente em quase todos os dias festivos do calendário escolar, lá estava a Professora Elza a preparar suas crianças do Grupo Escolar, onde era diretora, organizando números variados para despertar sentimentos nativistas, cristãos, humanitários e de amor à natureza.

A SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA:

A Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba é uma das maiores expressões da Musicalidade de Abaetetuba, pois em quase todas as apresentações de palco a música se faz presente expressando fortemente as variadas artes e folclore de Abaetetuba que são densos em musicalidade e sem contar o espírito festivo que toma conta da multidão que se desloca todas as noites dessa semana para participar dos variados eventos musicais e folclóricos da pauta dessas noites.

Esse evento foi criado em 1981 por Maria José Costa, Maria de Nazaré Carvalho Lobato, Maria da Graça Loureiro e Izabel Lobato com o intuito de resgatar as artes e o folclore de Abaetetuba e tirando do anonimato os valores reais existentes na comunidade abaetetubense e mostrar a todos, não só o trabalho produzido, como quem o produziu, na forma de artesãos variados, artistas na figura do ator, do compositor, do poeta, do escritor, do dançarino, do artista plástico e as suas respectivas produções. Porém o evento deveria enfatizar o humilde, porém grandioso criador anônimo, que vive nas feiras e ruas e praças, apregoando para tentar vender sua arte. Esse foi o objetivo da criação da Semana de Artes e Folclore de Abaetetuba, o desejo de preservar, divulgar e valorizar a cultura e a tradição do povo abaetetubense. Porém, ao longo do tempo, esse evento foi se desgatando e perdendo seus objetivos originais para se transformar num mero evento de shows artísticos, sem muita afinidade com nossa melhor cultura e folclore.

Para isso precisa que o projeto inicial seja reelaborado de modo a resgatar nossa verdadeira cultura e folclore para mostrar os valores artísticos de nossa terra e sua produção. Alguém já disse que o evento, como estava sendo conduzido, mais parecia um “festival de cerveja”, onde a arte ficava em 2º plano. Outro dizia que o evento se transformou em “show de bandas”, onde os artistas e as suas artes não contavam muito.

É necessário que esse evento volte a incentivar e promover o artista e a arte local, que como dizem os idealizadores do evento, “promover o que já é famoso e o anônimo”, para que a Semana de Artes e Folclore cumpra o seu objetivo. Com a palavra, então, o Comunicador Manoel de Jesus Rodrigues de Moraes, atual Diretor da Fundação Cultural de Abaetetuba, que entende de artes, de folclore e de promoção humana e de valores.

Como esse evento se realiza junto com à Semana de Aniversário da Cidade de Abaetetuba, em agosto, então se acrescenta ao exposto acima a nossa História-Memória Sócio-Política e Econômica, em eventos paralelos, porém sincronizados dentro dos verdadeiros objetivos da Semana de Arte e Folclore, segundo suas idealizadoras citadas.

Junto com a ajuda e divulgação dessas festas se poderia, também, fazer o resgate de nossas antigas bandas musicais, que outrora abrilhantavam as festas religiosas, bandas essas que estão sobrevivendo graças à teimosia de alguns poucos músicos e abnegados idealistas locais. Vide postagens sobre os Antigos Músicos e a Música em Abaeté.

 Conforme programação de palco acima sobre
a XXXI Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba,
a Musicalidade se faz presente em quase todos os
momentos dessa programação

 A Cultura em geral de Abaetetuba, conforme imagem
acima, exala musicalidade em todos os segmentos 
culturais e folclóricos

A FEIRA MIRITIFEST:

A palmeira miritizeiro abaixo é árvore-símbolo
do Festival Miritifest, e da qual se aproveita
todas as suas partes no artesanato e outras
atividades econômicas do município de 
Abaetetuba
 Do miriti, que é a polpa extraída das varas das
folhas do miritizeiros se fazem todos os tipos
de embarcações que sengram os igarapés, rios
e baías da Região do Baixo Tocantins
E da polpa miriti se fazem todos os tipos de animais e
outras motivações amazônicas, objetos feitos artesanalmente
e que ganham um colorido que chama a atenção de todos
Devido a longa tradição de mais de um século na
fabricação do brinquedo de miriti, Abaetetuba ficou
sendo conhecida como
A CAPITAL MUNDIAL DO BRINQUEDO DE MIRITI

 O fruto do miritizeiro, também conhecido como
miriti, fornece uma massa amarelada que é largamente
aplicada na produção de sucos, vinhos, mingaus e
outras iguarias da culinária abaetetubense

A bonita festa do MIRITIFEST é patrocinada pela Prefeitura Municipal, Associação dos Artesãos de Miriti de Abaetetuba-ASAMAB, SEBRAE, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Abaetetuba-CDL e outros órgãos e entidades e firmas de Abaetetuba, procura divulgar o antigo e rico artesanato de miriti do município, que já é um exemplo de como se prepara um projeto turístico envolvendo vários órgãos e entidades. Só precisa de apoio do Governo do Estado e apoio de fortes patrocinadores como as Indústrias ALBRÁS, ALUNORTE, CAULIM, etc., um pouco mais de divulgação à nível de mídia regional e nacional. Também essa feira foi enriquecida com outros produtos produzidos a partir das partes da versátil árvore do miritizeiro, que além dos brinquedos de miriti, fornece matéria-prima para o artesanato de paneiros, cestas, e na culinária com vinhos, mingaus, doces, bolos e na indústria de comésticos, etc. a partir de seus frutos, sementes, folhas, polpa, caule. O Miritifest também se apresenta como mostruário de produtos e serviços das firmas, órgãos e entidades de Abaetetuba. É uma feira bonita de se ver e apreciar, além de comprar e fazer negócios.
E é claro que a musicalidade se faz presente através de aspectos da Feira que não pode prescindir da música ou fundo musical e é até natural que eventos musicais se façam presente nessa grande feira chamativa de pessoas, turistas e comerciantes que queiram fazer negócios com os brinquedos de miriti e outras produções artísticas ou comerciais de Abaetetuba.



 A festa do MIRITIFEST já é um festival que alcançou
grande receptividade a nível local, regional e até nacional
por envolver o artesanato de miriti agora de projeção
nacional e outros aspectos da cultura abaetetubense e, 
em especial, a musicalidade, conforme convite acima
que se refere aos eventos musicais locais e atrações
de outras localidades do Pará

A FEIRA DO EXTRA-ABAETÉ

Essa feira é outro exemplo de evento bem planejado e sucedido, realizado em convênios ou parcerias da Diocese de Abaetetuba, SEBRAE, EMATER, artesãos, fábricas, firmas, oficinas e comerciantes de Abaetetuba, etc. que procuram mostra seus produtos e serviços e, especialmente, de nosso artesanato em geral, fruto da criatividade de nossos artesões. Porém o local de realização dessa feira já está se tornando pequeno para a realização desse evento.
Precisa também de divulgação à nível de mídia regional e nacional, de apoio dos grandes conglomerados industriais da região, do comércio local e de melhor suporte para a comercialização dos produtos em exposição. Cada artesão, comerciante, industrial local deve também propagandear a feira, seus produtos e serviços, artesanato e modos de comercialização, através da mídia e dos modernos “blogs” da internet que são meios gratuitos de divulgação existentes.

E no decorrer dos dias dessa feira, já tivemos oportunidade de comprovar a presenta de variadas formas da musicalidade que se faz presente através de shows musicais variados e apresentações de outras artes que também têm a música como parte componente dessas apresentações.

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

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