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quarta-feira, 25 de abril de 2012

IGARAPÉ-MIRI 3/FAMÍLIA CORREA DE MIRANDA: GENEALOGIAS, ENGENHOS & OUTROS ASPECTOS

Ig-Miri 3 - Família Correa de Miranda - Genealogia, Engenhos e Outros Aspectos

Badeiras e Brasões dos Municípios
do Baixo Tocantins
Eládio Lobaro, escritor e grande
divulgador da história e
cultura de Igarapé-Miri/Pa
Barão de Cairary, da família Correa de Miranda

IGARAPÉ-MIRI: GENEALOGIAS, ENGENHOS & OUTROS ASPECTOS
GENEALOGIAS
A colonização do Pará se iniciou através das sesmarias concedidas aos colonizadores portugueses e estes, ao se fixarem às margens dos rios do Grão-Pará, iam determinando o surgimento das povoações, que posteriormente dariam origem às freguesias e estas às vilas e cidades.
As regiões do Baixo Tocantins, Marajó (estas situadas em pleno Delta do Amazonas) e as terras do atual Nordeste Paraense, não fugiram a essa regra, onde os colonizadores iam instalando os  povoamentos às margens dos rios do Baixo Tocantins, do Marajó e nos rios Guamá, Acará, Moju, Capim, Igarapé-Miri e tantos outros que serão citados nestas postagens. Esses colonizadores, após as instalações desses povoados e de suas atividades econômicas, não se fixavam apenas em uma localidade, devido seus interesses econômicos que se espalhavam pelas margens dessas vias aquáticas acima citadas e que também constituíam o modo de comunicação e de comercialização dos produtos de suas atividades econômicas, vias que se tornaram importantes no escoamento e comercialização do açúcar, do período colonial e da cachaça dos períodos provincial e republicano do Pará.
As atuais cidades do Baixo Tocantins, devido a presença do Delta Tocantino (região em que a aguá doce se mistura com a água salgada do Oceano Atlântico), sofreram e sofrem as influências dos corpos d’água desse estuário e em vários aspectos de sua vida, especialmente no tocante as atividades econômicas e formação das populações. Abaetetuba, Igarapé-Miri, Cametá e as atuais cidades do Baixo Tocantins estão cercadas de água por todos os lados e os limites são feitos a partir de muitos rios dessa região. No tocante ás populações das cidades, especialmente de Abaetetuba e Igarapé-Miri, foram praticamente às mesmas famílias dos antigos colonizadores portugueses que iniciaram a formaçãos dessas povoações, levados por interesses econômicos, militares, políticos ou religiosos. Se analisarmos bem a origem das famílias de Abaetetuba e Igarapé-miri, iremos encontrar uma ancestralidade comum na formação de suas populações, devido interesses citados. É claro que o colonizador português miscigenou com as populações nativas locais e com a grande população escrava que existia na região, devido às exigências da forma de atividade econômica com que iniciaram a colonização, que foi a agricultura e, em especial, a cultura da cana doce e da indústria canavieira que exigiam muitos braços para esses pesados serviços.

As Famílias de Igarapé-Miri, Continuação:

GENEALOGIA MIRIENSE:
O Rio Meruú-Açu e os Rios de Abaetetuba:

O Rio Meruú-Açu é um imponente curso d’água, que nasce no município de Igarapé-Miri, percorre grande parte desse município, comunica-se com o Rio Tocantins pelos furos do Anapu, Murutipucu, Panacuéra, Tucumanduba, Maracapucu e Furo do Capim; a comunicação com o Moju se faz pelo Igarapé-Miri e Canal e o Meruú, recebe no seu percurso o Rio Caji, o Santo Antonio, o Tauerá, o Acaraqui, o Abaeté, o Jarumã e outros pequenos rios, e lança-se no Tocantins, formando um grupo grande de ilhas, que constitui uma parte do território de Abaeté e outra de Igarapé-Miri, e em cuja extremidade está situada a Ilha do Capim.

O trecho acima indica que Abaetetuba e Igarapé-Miri, municípios que estão unidos pelo Rio Meruú-Açu, que em Abaeté é chamado de Rio Maratauíra, fato que é comprovado pelo movimento das marés em que todos os cursos d’água citados acima são envolvidos pelos mesmos movimentos de enchentes e vazantes das marés.

O comércio de regatão como estava umbilicalmente atrelado à indústria canavieira, com o declínio desta e por outros motivos, também veio a entrar em crise e hoje ainda subsiste, mas sem a intensidade do passado.

Outras Atividades Comercais dos Donos de Engenhos e Outros Produtos do Comércio de Regatão:
Indústria da Cerâmica:

A indústria da cerâmica da região oferecia os produtos feitos do barro (argila), para o comércio de regatão, junto com a cachaça dos engenhos e essa indústria também não evoluiu e hoje está em pleno declínio de produção. A razão para esse declínio, além da decadência do comércio de regatão, tem também seus motivos que dizem respeito ao modo quase artesanal dos trabalhos nas olarias. O barro (argila) era abundantes nas margens dos furos, igarapés, rios e baías do Baixo Tocantins, Marajó e das regiões nos arredores da Capital. O barro do Baixo Tocantins já era utilizado pelos indígenas locais, antes mesmo da chegada do colonizador português e, posteriormente, começou a ser utilizado pelas populações ribeirinhas locais, no preparo de alguns utensílios e artefatos de barro, que serviam muito bem às necessidades dessas populações no armazenamento de água (potes, bilhas, filtros), e como objetos de preparo de alimentos (panelas de barro), no preparo de comidas (fogões e fogareiros), no extrativismo de látex da seringueira (tigelinhas), nos cachimbos do fumo dos ribeirinhos, no artesanato de barro e, principalmente, na produção de telhas e tijolos de barro. Esse processo, conforme dito acima, exauriu a matéria-prima, o barro especial (existem vários tipos de barro/argila na região) usado na produção desses produtos. Esses produtos são muito simples, rústicos e até arcaicos, porém com uma demanda muito grande pelas populações do Baixo Tocantins, do Marajó, do Baixo Amazonas e outras regiões. Os empreendedores da indústria da cerâmica e do artesanato de barro não evoluíram no processo de produção, ficando usando, por séculos até, o mesmo modo de fabricação desses produtos. Quando surgiram produtos mais sofisticados e feitos de matéria-prima como o ferro, alumínio, plástico, porcelanas, os produtos da cerâmica local, além da decadência do comércio de regatão e da qualidade má qualidade dos produtos, vieram a perder mercado para os de outras regiões do país, que eram mais sofisticados e de melhor qualidade. Ainda existem algumas olarias no Baixo Tocantins e Marajó, que definham devido às razões apresentadas e sem perspectivas de evolução.

A Floresta e Madeiras do Baixo Tocantins:

A madeira foi um produto muito explorado e comercializado no Baixo Tocantins e Marajó, desde o período colonial, e que agora sofre os efeitos da enorme devastação processada nas matas ribeirinhas por conta da intensa comercialização de lenha e madeira e, principalmente, pela derrubada das matas para implantação dos extensos canaviais do ciclo açucareiro e, posteriormente, do ciclo da aguardente, além da extração da madeira para a carpintaria naval do Baixo Tocantins, da construção de móveis e casas de madeira, da lenha para as usinas à vapor da época, incluindo as caldeiras dos engenhos, das usinas à vapor para fornecimento de luz elétrica e água na Capital e pelo uso doméstico do carvão e lenha nos antigos fogões desse tempo.

Extrativismo Animal e Vegetal:

Os produtos do extrativismo animal e vegetal também entraram em decadência pelas atividades irracionais da caça e pesca e extração de outros produtos advindos das matas e rios da região. Foram intensos os comércios dos couros de animais silvestres (jacarés, onças, jaguatiricas, lontras, ariranhas, peles de veados, cobras, capivara, aves e penas de aves, etc), de peixes e outros animais de água doce (que eram salgados e secados para comercialização-foi esse processo que extinguiu o peixe-boi, os quelônios e jacarés do Baixo Tocantins), e das caçadas de animais silvestres (mamíferos, aves, etc) para uso das carnes na alimentação local.

Então, aí está a importância do Blog do Prof. Ademir Rocha se preocupar em ajudar a resgatar a história-memória e genealogia desses dois importantes municípios do Baixo Tocantins e, futuramente, de outros importantes municípios dessa região e, quem sabe, com a ajuda de outras pessoas interessadas no assunto, produzir uma obra escrita que eternize a história-memória e genealogia das famílias do Baixo Tocantins.

Datas de Referências Para o Entendimento das Diversas Fases que Serão Citadas nos Textos Abaixo:
Resgatar a história-memória das famílias e dos engenhos do Baixo Tocantins seria um trabalho sem consistência  se não existissem as datas e os fatos históricos, para levar os leitores a se situar no contexto histórico das famílias ancestrais e fatos históricos do passado, daí a preocupação do autor do Blog na citação de datas e fatos que procuram identificar melhor os vultos e personagens dessa história-memória. Qualquer data é impostante: nascimento, falecimento, casamento, dos fatos históricos, eras, períodos, etc.

Período Colonial:

·         Dos Capitães-Mores: 1615 a 1753
·         Dos Governadores: 1753 a 1820.

Foi no tempo dos capitães-mores e dos governadores do então Grão-Pará que os primeiros engenhos de cana de açúcar surgiram nas terras do Baixo Tocantins e outras regiões do antigo Pará.

Período Provincial ou da Província do Grão-Pará, com os Presidentes da Província: 1821 a 1889 (até a Proclamação da Reública).

Foi a partir do início do período provincial que a indústria canavieira tomou novo impulso que resultou na instalação de dezenas de engenhos em Abaetetuba e Igarapé-Miri, agora não mais para a produção de açúcar e sim da produção da aguardente de cana ou cachaça.

Período Republicano: 16/11/1889 a 2007.
·     A Era Republicana, pelo Movimento Republicano decreta o fim do império em 1889.
·      República Velha ou República das Oligarquias: 1889 a 1930, com a Revolução de 1930, de Getúlio Vargas.

No início do Período Republicano a indústria da aguardente estava em pleno auge.

Independência do Brasil da Coroa Portuguesa: 1822, através de D. Pedro I.

No período colonial do Pará, os engenhos eram obrigados a produzir açúcar para abastecer os mercados da Capital, Belém e com grande parte da produção sendo exportada para Portugal. Nesse período, pela obrigatoriedade da produção de açúcar, os engenhos foram proibidos de produzir cachaça por vários motivos, sendo o motivo principal a produção de açúcar para suprir as necessidades da Coroa Portuguesa e a cachaça praticamente era produzida clandestinamente no tempo do Brasil-Colônia. Somente com a independência do Brasil a produção de cachaça se tornou comum nos engenhos.

Fim da escravidão negra no Brasil: 13/5/1888, instituída pela Lei Áurea, decretada pela princesa Isabel.

Antes do fim definitivo da escravidão negra no Brasil e em consequência no Pará, os engenhos de cana-de-açúcar utilizavam uma grande quantidade de braços escravos nas pesadas tarefas da indústria canavieira e em outros roçados, e os donos de engenhos sentiram o forte impacto que o fim da escravidão negra já vinha ocasionando pela falta de braços nos roçados de cana e das outras culturas. Os donos de engenho do Baixo Tocantins conseguiram adaptar o sistema patriarcal da tutela em relação aos trabalhadores dos engenhos e de suas famílias e a produção de cachaça seguiu o seu curso no Baixo Tocantins. 

Diocese do Pará: 4/3/1719, criada com o desmembramento da então Diocese do Maranhão.

Abaetetuba e Igarapé-Miri fizeram parte, por muitos anos, do Bispado e, posteriormente, da Arquidiocese do Pará.

Igreja e Estado constituíam um só ente político-social e a Catequese e Civilização dos Indígenas e o Culto Divino ou Culto Público faziam parte da política de colonização do Grão-Pará, sistema que avançou para o período provincial e das primeiras décadas do Regime Republicano.

Arquidiocese do Pará ou Sé Metropolitana: 1/5/1906. Abaetetuba e Igarapé-Miri ficaram atreladas  à Arquidiocese de Belém até 25/11/1961, no caso de Abaetetuba e a Paróquia de Igarapé-Miri passou a fazer parte da Prelazia da vizinha cidade de Cametá.

Período de Povoado, Freguesia, Vila e Cidade:

Esses períodos são marcos importantes da história das localidades do Pará, nos aspectos econômicos, financeiros, políticos, sociais, geográficos e demográficos.

·         Igarapé-Miri:

A partir de 1710, Povoação de Sant’Anna de Igarapé-Miri até a condição de Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri em 29/12/1754, dada pelo D. Frei Miguel de Bulhões e pela Lei Nº 113, de 16/10/1843 torna-se Vila de Igarapé-Miri, que compreende a freguesia de mesmo nome e as freguesias de Abaeté e Cairary, tendo a sua instalação e 1ª Câmara Municipal somente em 26/7/1845 (1845 a 1849) e a Comarca de Igarapé-Miry foi criada pelo Decreto nº 6.992 de 14/8/1878, composta de 3 municípios: Igarapé-Miry, Abaeté e Moju e 5 freguesias: Sant’Anna de Igarapé-Miry, Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, São Miguel de Beja, Divino Espírito Santo do Moju e Nossa Senhora da Soledade de Cairary. E, pela Lei Nº 438, de 23/5/1896, a Villa de Igarapé-Miry é elevada à condição de Cidade de Igarapé-Miri.

·         Abaetetuba:

Povoação de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté: 8/12/1724 até 1750 quando se torna Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e em se torna Villa de Abaeté pela Lei nº 973 de 23/3/1880, que também criava a Câmara de Vereadores e a instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895, até os dias atuais.

1ª Câmara de Vereadores:

Eram as Câmaras de Vereadores, antes da adoção do Conselho de Intendência, que faziam a administração das vilas ou cidades da Província do Pará. Todas as demandas e questões políticas eram tarefas das antigas Câmaras de Vereadores dos municípios até o surgimento dos Conselhos de Intendência, que substituíram o sistema anterior das Câmaras de Vereadores. Abaeté só chegou a ter Câmara de Vereadores a partir de sua elevação à condição de vila em 1880 até o ano 1889, com a Proclamação da República. Igarapé-Miri já era município desde 1845.

·         De Igarapé-Miri: 1ª Câmara criada em 1845 a 1849.

·   De Abaetetuba, 1ª Câmara criada em 7/1/1881 até 1884; 2ª Câmara até 1884 1887; 3ª Câmara: 1887 a 1889.

     GENEALOGIA MIRIENSE:

As Famílias de Igarapé-Miri:

FAMÍLIA CORREA DE MIRANDA:
A antiga família Correa de Miranda era uma rica e tradicional família de Igarapé-Miri, cujos primeiros membros foram donos de terras, de escravos, de engenhos, de casas, de plantações e influentes na economia e na política nas antigas vilas de Igarapé-Miri, Abaeté e até na Província do Gão-Pará. Alguns membros dessa antiga família, já nas primeiras décadas do 1800, vieram também ocupar terras na antiga Abaeté e na Vila de Soure e também ocupando importantes cargos públicos, políticos, militares e com empreendimentos na iniciativa privada. Essa família, no decorrer dos séculos 19 e 20, se constituiu um verdadeiro clã, que nos dias atuais, possui membros espalhados por várias localidades do Pará, do Brasil e até do mundo.
Alguns dados das pesquisas sobre a Família Correa de Miranda e das demais famílias que constituíram as antigas populações de Igarapé-Miri e Abaetetuba foram extraídas de pesquisas do  estudante de mestrado em História Social da Amazônia pela UFPA, Elder Bruno Palheta Ângelo, que gentilmente nos autorizou a publicar dados de suas pesquisas, das obras do escritor igarapemiriense ELÁDIO CORREA LOBATO, especialmente do livro” Caminho de canoa pequena” e do livro “Memórias dos Engenhos do Baixo Tocantins” , Graça Lobato Garcia, que é geógrafa, especialista em Geomorfologia e também filha de Eládio Correa Lobato, das pesquisas do Padre Adolfo Zon sobre engenhos e das pesquisas do autor do Blog do Prof. Ademir Rocha sobre  genealogia, memória e cultura de Abaetetuba e agora também do Baixo Tocantins. Outros dados serão acrescidos ou corrigidos de acordo com nossas pesquisas ou colaborações de nossos visitantes e seguidores do blog ou demais pessoas interessadas nos assuntos.
Convém salientar que os antigos senhores de engenho, por pertencerem à antiga elite da antiga Província do Grão-Pará e ainda por ostentarem cargos políticos e patentes militares durante os séculos18 e 19  possuíam, além de suas famílias, muitos escravos e outras famílias a si agregadas e dependentes, condição que facilitava o acréscimo aos seus filhos naturais, de muitos outros filhos provenientes de relações extraconjugais com suas escravas, mulheres e moças dessas famílias agregadas e dependentes. Há casos em Abaeté de senhores de engenhos com mais de 50 filhos.
Também a economia canavieira de Igarapé-Miri e Abaeté, após o ano de 1850, com o início do ciclo do comércio da borracha, não se abalou com o desenvolvimento dessa  economia como outras localidades onde se extraía o látex das abundantes seringueiras nativas, como Helder Bruno explica, e sim dela se utilizou para produzir gêneros para a nova elite mercantil que surgia nos grandes centros comerciais da época desse novo comércio e para os moradores das localidades ribeirinhas, que desde o período colonial do Pará, já consumiam a cachaça produzida nos antigos engenhos e engenhocas desse período, conforme nos relata o escritor paraense Ernesto Cruz, bebida que também era apreciada por índios e escravos da Província, conforme nos conta a história da cachaça no Pará.
1ª G/ pais, de Manoel João Correa de Miranda (1º Manoel João) e seu irmão Julião Antonio Correa de Miranda (1º Julião), que tiveram filhos, 2ª G/Filhos/F. 

2ª G/Filhos/F: MANOEL JOÃO CORREA DE MIRANDA (o 1º Manoel João) e seu irmão JULIÃO ANTONIO CORREA DE MIRANDA:
2ª G/F/Manoel João Correa de Miranda (o 1º Manoel João), c/c Maria Ferreira de Gusmão (esta citada em 1825), donos de terras com plantações e donos de escravos e senhores de engenhos em Igarapé-Miri/Pa e tiveram cerca de 10 filhos, 3ª G/Netos/N: Manoel João Correa de Miranda (homônimo do pai) e Marcellino José. Outros filhos: José Carlos Correa de Miranda, Manoel Gonçalves Correa de Miranda. Como dono de escravos Manoel João (o 1º Manoel João) teve outros filhos fora do casamento, fato comum na época da escravidão e da elite das localidades.
Nota: A família Gusmão é uma das primeiras do Povoado de Sant’Anna de Igarapé-Miry, junto com as famílias Correa de Miranda, dos Gonçalves Chaves, dos Castro, dos Pantoja, dos Gusmão e outras antigas famílias de Igarapé-Miri e Maria Ferreira de Gusmão foi esposa do 1º Manoel João Correa de Miranda, que casaram nas décadas finais do século 18.
Genealogia Paralela dos Ferreira de Gusmão:
MARIA FERREIRA DE GUSMÃO, esposa de Manoel João, acima, também era detentora de engenhos, entre os quais o Engenho Nossa Senhora das Mercês, no Rio Anapu, na Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri, e era dona de escravos e outros patrimônios, citada em 1825, possivelmente era parente de Anna Ferreira de Gusmão, esta dona de engenho/fazenda, dona de mais de 40 escravos, dona de terras na ilha onde se localizava o Engenho Nossa Senhora das Mercês com plantações de cacau citada em 1830. São citados como donos de engenhos/fazendas, contemporâneos de Maria Ferreira de Gusmão e sua irmã Anna: Thomas Homum, dona Rita Borges Machado, José Gonçalves Chaves, estes citados em 1830.
JOANNA MARIA FERREIRA DE GUSMÃO (possivelmente parente de Maria Ferreira de Gusmão e Anna Ferreira de Gusmão), c/c JOSÉ CARLOS CORREA DE MIRANDA (neto do 1º Manoel João Correa de Miranda e Maria Ferreira de Gusmão), donos de terras e outros bens:

1) Huma sorte de terras principiando na boca do Igarapé denominado (....), athe o igarapé denominado Domingos Guará, (na Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miry), com cazas de vivenda, cappela e engenho e hum cacoal pequeno, citado em 1838.
2) huma sorte de terras de Juarumbau-miri athe o igarapé da Partilha, com 2.800 pés de cacau e huma sorte de terras firmes (....) com 500 pés de café frotíferos com cazas cobertas de palha, (na freguesia de Sant’Anna de igarapé-Miry, citado em 1838), donos de 13 escravos e José Carlos ainda herda de sua mãe vários bens, inclusive casas em Belém/Pa (na antiga Travessa de Santo Antonio).

ANNA FERREIRA DE GUSMÃO, citada em 1830, 1836, dona de terras em área do Engenho Nossa Senhora das Mercês, com 4.825 pés de cacau, dona de casas e com 45 escravos e outros bens:
1) Huma sorte de terras na Ilha onde existe o Engenho de Nossa Senhora das Mercês, com duzentas braças de frente pelo mais ou menos principiando dos (....) athe o Igarapé de Thomas Homum (....).
2) 2.025 pés de cacau frutíferos.
3) Huma sorte de terras principiando das terras de thomas Homum athe o Igarapé de Serillo, que terá 120 braças de frente com meia légua de fundos pouco mais ou menos na Ilha onde existe o Engenho de Nossa senhora das Mercês.
4) Hum cacoal com 2.780 pés de cacau frutíferos.
5) Meio quarto de terras no rio (....) principiando dos marcos de D. Rita Borges Machado, pelo rio acima athe os marcos de Fernando Jozé Gonçalves Chaves, com uma légua de fundos.
6) Huma fazenda com cazas de vivenda e com Engenho e Olaria e huma Ilha de terras onde existe a dita fazenda que terá pouco mais ou menos huma légua.
Continuação da Genealogia dos Correa de Miranda:
3ª G/Netos, filhos de Manoel João Correa de Miranda (o 1º Manoel João) e Maria Ferreira de Gusmão:
3ª G/N/ Manoel João Correa de Miranda (o 2º Manoel João, homônimo do pai), nasceu no distrito de Anapu, Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri, era dono de terras com plantações de seringueiras, dono de escravos e com laços de comércio de borracha em Belém/Pa, dono de engenhos, tenente-coronel das antigas milícias, c/c Francisca Xavier Gonçalves Moura e ficou viúvo e casou uma 2ª vez com Catharina Maria de Oliveira Góes e sem filhos com essas esposas, porém teve um filho, 4ª G/Bisnetos/Bn, com Alexandrina Souza de Miranda (esta já era falecida em 1870) de nome Antonio Manoel Correa de Miranda. Manoel João Correa de Miranda faleceu quando seu filho Antonio Manoel tinha 20 anos de idade, em 1850 e teve cerca de outros 9 irmãos.
Existe uma citação: A Lei nº 14, de 9/9/1939, criou a freguesia de Inhangapy, a qual tem divisas com a fazenda Santo Antonio, de Manoel João Correa de Miranda, no Rio Moju. Como o 2º Manoel João faleceu em 1850, a fazenda citada continua sendo conhecida como a fazenda de Manoel João Correa de Miranda ou trata-se de um 3º Manoel João.
Biografia de ANTONIO MANOEL CORREA DE MIRANDA/BARÃO DE CAIRARY, publicada na edição de 19/10/1903 do periódico miriense “Igarapé-Miri” e citada no livro “Caminho de Canoa Pequena”, de Eládio Correa Lobato, citado em  1868 como Major-comandante-geral da Guarda Nacional em Cairary, 1888 como 3º suplente de juiz municipal do termo de Igarapé-Miri, tendo solicitado exoneração desse cargo em 1889, quando era juiz de direito de igarapé-Miry o bacharel José Jacinto Borges Diniz.
4ª G/Bisnetos/Bn, filhos de Manoel João e Alexandrina Souza de Miranda:
4ª G/Bn: Antonio Manoel Correa de Miranda/BARÃO DE CAIRARY, que nasceu em 18/9/1831, na Freguesia de Sant'Anna de Igarapé-Miri e faleceu na Fazenda do Carmo, no Rio Anapu, Vila de Igarapé-Miri em 20/8/1903, comerciante e proprietário de terras, Juiz de Paz, oficial major-comandante da Guarda Nacional  de Cairary citado em 1868, qualificado nessa força policial em 10/7/1851 e citado nessa função em 1868, vereador da Câmara Municipal na Villa de Moju/Pa, que exerceu vários mandatos políticos de deputado na Assembléia Provincial na segunda metade do século 19 entre os anos de 1875 a 1877, Oficial da Guarda Nacional em Belém, citado em 10/7/1851 e 25/7/1851 como tenente em Igarapé-Miri, capitão-comandante em 24/5/1858, major-comandante em 20/10/1869 e coronel-comandante em 20/10/1869 e 31/12/1870 a 22/1872, e foi agraciado por D. Pedro II com o título de Barão de Cairary por carta imperial em 8/8/1888, era comerciante, dono de muitas terras em Anapu, Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri e Freguesia de Moju, com plantações de seringais e outras culturas, dono do Engenho do Carmo, no Rio Anapu em 1870, atual Igarapé-Miri/Pa, e dono de engenho-fazenda no distrito de Cairary, citado em 1879, dono de escravos, c/c Leopoldina Campos e com filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Eufrosina Correa de Miranda, José Correa de Miranda, Antonio Miranda Filho e outros.
Tenente-Cel. Antonio Manoel Correa de Miranda
José Fleury Correa Caripuna
·         Em 1888 foram nomeados como oficiais da Guarda nacional em 7 de fevereiro, para o batalhão nº 34 de infantaria da Guarda Nacional de Igarapé-Miry:
1ª companhia: para capitão, o alferes do extinto batalhão nº 11, Aprígio Apolinário Lobato.
Para tenente, o guarda Leonardo Antonio Lobato.
Para alferes, o guarda Manoel Sebastião Lobato.
Promoções:
Promovido para capitão da 2ª companhia, o guarda José Fleury Correa Caripuna. Para tenente, o guarda João Antonio da Cruz Filho.
Para alferes, o guarda Manoel João Pimentel.
3ª Companhia: promoções em 1888:
Para capitão, o guarda José dos Passos Correa de Miranda.
Para tenente, o guarda Joaquim de Deus Oliveira.
Para alferes, o guarda José Valois Chaves.
3ª companhia: promoções em 1888:
Para capitão, o guarda Manoel Raymundo de Oliveira Júnior.
Para tenente, o alferes do extinto batalhão nº 11, Lourenço Antonio Lopes de Oliveira.
Para alferes, o guarda Athanásio Bonifácio da Costa.
4ª companhia; promoções em 1888:
Para capitão, o guarda Mariano Antonio Pinheiro.
Para tenente, o guarda Sebastião Simpliciano de Lyra Lobato.
Para alferes, o guarda José Bernardo de Lyra Castro.
6ª companhia; promoções em 1888:
Para capitão, o guarda Gentil Augusto Lobato.
Para tenente, o guarda Marcellino Antonio da Silva.
Para alferes, o guarda Antonio Idomeneo Rocha.
Estado maior: tenente-ajudante, servindo de secretário, o guarda João Paulo Paraense Perdigão.
Para tenente-quartel-mestre, o guarda João Antonio Laudim de Miranda.
ANTONIO MANOEL CORREA DE MIRANDA, na Guarda Nacional:
Por portaria de 20/3/1888, foi designado, novamente, o tenente-coronel Antonio Manoel Correa de Miranda para comandante superior da Guarda Nacional de Igarapé-Miry.
5ª G/Trinetos/Tn, filhos de Antonio Manoel Correa de Miranda (Barão de Cairary):
5ª G/Tn/ Eufrosina Miranda Ribeiro, casada com o influente jornalista, advogado e político paraense, Raimundo Nina Ribeiro, com nome na história do Pará, radicados em Belém, ficou viúva e com filhos 6ª G/Tetranetos/Ttn.
5ª G/Tn/ José Correa de Miranda, este casado e com filhos, 6ª G/Tetranetos/Ttn:
Vitorina Correa de Miranda, João Tourão Correa de Miranda, Claudomiro Correa de Miranda e outros.
6ª G/Ttn, João Tourão Correa de Miranda, dono de engenho de cana-de-açúcar no rio Maiauatá em 1930, no atual município de Igarapé-Miri/Pa e de outro engenho na localidade Santo Antonio do Botelho, no mesmo município, dotado de usina de açúcar com maquinário adquirido no final da década de 1930 em Pernambuco e ainda torna-se arrendatário do Engenho Nova Olinda, este no município de Abaetetuba/Pa e, posteriormente, nos anos de 1960, João Tourão Correa de Miranda muda para a capital e segue na modalidade de comércio de estivas no bairro da Cidade Velha em Belém e torna-se presidente da Comissão de Abastecimento e Preço e acumulava essa função com a de Diretor da Exatoria de Rendas do Estado do Pará.
6ª G/Ttn, Claudomiro Correa de Miranda, irmão de João Tourão Correa de Miranda.
6ª G/Ttn, Vitorina Correa de Miranda, esta casada com Eládio Correa Lobato e com filhos, 7ª G/Pentanetos/Pn: Graça e outros, cujas gerações se estendem para a 8ª e gerações mais recentes.
5ª G/Tn/ Antonio Miranda Filho.
A. Miranda Filho, citado em 6/8/1901, com a reinvidicação dos donos de engenhos de Abaeté e Igarapé-Miri, junto ao Governador do Pará, Dr. Augusto Montenegro, pela não isenção dos impostos da cachaça importada de outros estados brasileiros, solicitado pela Associação Comercial de Belém.
Há descendentes do Barão de Cairary também no município de Moju/Pa, conforme nos assevera o autor do Blog mojuriodascobras.blogspot.com, Vandison Ferreira.
3ª G/Netos/N: MARCELLINO JOSÉ CORREA DE MIRANDA (irmão do 2º Manoel João Correa de Miranda), era dono de terras, senhor de engenhos para fabricar açúcar e cachaça, dono de 25 escravos, dono de casas, professor e coletor de rendas da Província do Pará, c/c Catharina Ignácia do Espírito Santo e tiveram cerca de 8 filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Antonio Francisco Correa Caripuna e Justo José Correa de Miranda e outros.
Genealogia Paralela de Catharina Ignácia do Espirito Santo:
Pais de Catharina Ignácia?
CATHARINA IGNÁCIA DO ESPÍRITO SANTO, dona terras, engenho, roças, canaviais: 1) hum engenho coberto de palha com cazas de morada e huma sorte de terras principiando da boca do Igarapé (....) athe a boca do Furo Açu (....) (situado na Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miry, citado em 1829). 2 huma roça de mandioca em terras firmes. 3) hum canavial em terras de vargens. 4) huma sorte de terras no Rio Muruasú (na Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miry, citado em 1829), dona de 24 escravos na localidade Furo-Açu e Muru-Açu.
Continuação da Genealogia dos Correa de Miranda:
4ª G/Bisnetos/Bn, filhos de Marcellino José e Catharina Ignácia do Espírito Santo:
TENENTE-CORONEL CARIPUNA:

4ª G/Bisnetos/Bn: Antonio Francisco Correa Caripuna (seu nome anterior era Antonio Francisco Correa de Miranda), nascido em 10/1814.e falecido a 31/1/1877, estando sepultado em rico mausoléu no Cemitério Público de Abaetetuba, era dono de muitas terras com plantações (cana-de-açúcar, cacau e outras culturas) e era um dos maiores proprietários de terras desse período e dono de casas, inclusive casa de sobrado e casas em Belém (algumas dessas casas já cobertas com telhas), dono de olaria e serraria, senhor de muitos escravos (era o maior senhor de escravos da região que somavam mais de 77 escravos), dono de engenhos movido pela força da água ou engenhos movidos à vapor de lenha para fabricar açúcar e cachaça para exportação, oficial comandante do 10º batalhão de infantaria da Guarda Nacional baseado na Freguesia de Abaeté, conforme abaixo o Comando Superior de Igarapé-Miry, com patente de tenente-coronel e comandante de Batalhão de Infantaria citado em 1862 e 1868, estabeleceu-se em várias localidades da Freguesia de Abaeté, dono de patrimônio de 70.066$041 réis antes de seu falecimento, c/c Maria do Carmo de Castilho (esta falecida em 1851) e tiveram filhos, 5ª G/Trinetos/Tn: Firmino e Francisco Correa Caripuna.

Bens de Antonio Francisco Correa de Miranda, citados em 1877:
     1)  Fazenda Boa Vista, situada no districto de Abaité, com cza de vivenda coberta de telhas e engenho separado desta, parte coberto de telha e parte de palha (....) com dois canaviais no mesmo terreno, e socas em outro terreno de jenipahuba com machinas para cana, motor, caldeira, no estado, machina de serrar miserável, uma dita de olaria também miserável, tachos e turbinas assentadas, 8 tachos para depósito de açúcar, 4 coxos pequenos para depósito d’ágoa e garapa, duas pipas para caxaça, 8 coxos de garapa, um alambique velho e furado com seus pertences velhos e um aparelho (....).
  
F   2) Fazenda denominada São Francisco. No districto de Abaité, com caza de vivenda de sobrado, coberta de telha, e mais outra pequena caza no Rio Maracapucu, tendo a mesma fazenda um cacoal velho no Igarapé (.....), no Furo do Coelho.
       3)  Um sítio com caza de vivenda coberta de palha na boca do Rio Piramanha, no districto de Abaité.
       4)  Uma sorte de terras no districto de Abaité, da boca do Rio Anequara do Rio Urucum.
      5) Uma sorte de terras firmes no districto de Abaité no Rio Curupiri (....) com uma légoa pouco mais ou menos.
       6) Uma sorte de terras no Rio Urubum, districto de Abaité.

Em 1868 eram 2 Comandos Superiores, situados nas Comarcas da Capital e Villa de Igarapé-Miry.

Na Comarca da Capital eram 7 comandos superiores:

Comando Superior da Comarca da Capital (que abrangia: Capital, Vigia e Curuçá), Bragança (Cintra, Ourém, Bragança e Vizeu), Marajó (Muaná, Cachoeira, Chaves, Soure e Monsarás), Macapá (Macapá e Mazagão), Cametá (Cametá, Baião, Curralinho, Portel, Breves e Melgaço), Gurupá (Gurupá e Porto de Moz), Santarém (Monte Alegre, Santarém, Villa Franca, Alenquer, Óbidos e Faro). 

Comando Superior da Comarca de Igarapé-Miry:
Coronel Pedro Honorato Correa de Miranda
Tenente-coronel Antonio Francisco Correa Caripuna

Comandante superior de Igarapé-Miry, Coronel Pedro Honorato Correa de Miranda.

No 10º batalhão de infantaria, tenente-coronel Antonio Francisco Correa Caripuna, na Freguesia de Abaeté.
No 11º batalhão de infantaria, tenente-coronel João Maria Gonçalves de Castro, na Villa de Igarapé-Miry.
Na 2ª secção de batalhão de infantaria, Major José Roberto da Costa Pimentel, na Freguesia de Cairary.
Na companhia de infantaria do serviço de reserva, Capitão José Nonteiro de Lyra Lobato, na Villa de Igarapé-Miry
Na companhia de infantaria do serviço de reserva, capitão João Florêncio da Silveira Góes, na Freguesia de Abaeté.

Citação de 30/7/1868:

PEDRO HONORATO CORREA DE MIRANDA, era o comandante superior da Guarda Nacional de Igarapé-Miri, que abrangia os batalhões da Guarda Nacional de Abaeté e ambos atrelados ao 1º Distrito da Comarca da Capital, junto com  as “paróchias”da Sé, SS. Trindade, Acará, Moju, Barcarena, Beja, Conde e Cairary, e Pedro Honorato, por motivo de doença, passou o cargo em 1868 para o tenente-coronel comandante do batalhão de infantaria nº 11, João Maria Gonçalves de Castro e este, por se achar fora do município e também doente, não pôde assumir a função, tendo assumido o cargo o comandante do10º batalhão de infantaria de Abaeté, Antonio Francisco Correa Caripuna, por ser o mais velho no comando de Igarapé-Miry . Quase todos pertenciam ao mesmo clã familiar dos Correa de Miranda de Igarapé-Miri/Pa.
Continuação da Genealogia dos Correa de Miranda:
ANTONIO FRANCISCO CORREA CARIPUNA/Coronel Caripuna casou uma 2ª vez com Victória Maria da Silva Brabo, esta filha de abastado senhor de engenhos e escravos em Abaeté de nome Antonio José da Silva Brabo e com quem teve os filhos, 5ª G/Tn: Victório Antonio, José Fleury, Antonio Francisco Correa Caripuna (o filho). O Tenente-Coronel Caripuna teve muito outros filhos, 5ª G/Tn.
Foi o Tenente-Coronel Caripuna que tomou a iniciativa em 1868 da construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, “Paróchia de Abaeté”, visto que a 2ª igreja tinha desmoronado em 1862: “Antonio Caripuna decidiu arrematar junto ao governo provincial um contrato onde se estabelecia a construção de uma nova igreja matriz na localidade. Porém tal edifício não foi concretizado, pois suas obras estavam sendo construídas fora das condições do respectivo contrato e prescrições do engenheiro-fiscal. Vide Relatórios da Presidência da Província, apresentados à Assembléia Legislativa Provincial na 1ª Sessão da 17ª legislatura pelo 4º vice-presidente, dr. Abel Graça, de 1870. Em 1868 foi contratado Antonio Francisco Correa Caripuna para a construção da Igreja Matriz de Abaeté pelo valor de 26:035$881 réis.

Citação de 1877:

A instrução pública na Província do Pará só possuía um prédio próprio para abrigar as escolas da instrução pública e as demais eram todas casas alugadas e adaptadas para funcionar como escola. O coronel Antonio Francisco Correa Caripuna, a pouco falecido, fez a doação de uma grande casa de sua propriedade na Freguesia de Abaeté para as escolas de ambos os sexos, obrigando-se ele a todas as despesas que forem necessárias para dar ao edifício as convenientes acomodoções para o funcionamento da escola. Dei conhecimento ao governo Imperial desse relevantíssimo serviço prestado à instrução pública e estou certo de que seria devidamente galardoado pela Magnificência Imperial. Oxolá outros imitassem seu gesto. Pres. João Capistrano Bandeira de Mello Filho (1876-1878).

Essa citação é importante para a história da igreja católica em Abaetetuba, pois comprova 2 fatos: que a antiga Abaeté teve duas igrejas na antiga Travessa da Conceição e que ambas ficaram arruinadas devido as condições de umidade do local, que a citação acima aponta e que a iniciativa de construção da nova Igreja Matriz de Abaeté era uma aspiração antiga do povo abaeteense, que vem desde a ruína da 2ª capela de Nossa Senhora da Conceição em 1862. Vide postagens sobre Devoção a Nossa Senhora da Conceição em Abaeté. O Coronel Caripuna também era um homem amante da cultura, pois foi um dos proprietários do jornal “O Abaeteense” e foi ele que doou uma enorme escola de sua propriedade para que nela fosse ministrada a instrução primária do ensino elementar para as crianças de Abaeté, gesto que elevou o conceito do Coronel Caripuna no governador provincial da época.
O Tenente-Coronel Caripuna faleceu em 1877 e foi sepultado em Abaeté, possivelmente no 1º Cemitério Público de Nossa Senhora da Conceição e seus restos mortais foram transladados para um rico mausoléu que fica em frente à capela do atual Cemitério Público de Abaetetuba. É um túmulo construído em mármore importado da Europa, ornamentado com um anjo e que alguns vândalos de Abaetetuba já estão danificando sem atentar para a riqueza histórica que esse túmulo representa para a cidade.

Genealogia Paralela dos Castilhos:
MARCIANNO RODRIGUES DE CASTILHO, que em 1889 era alferes do 7º batalhão de infantaria da Guarda Nacional de Igarapé-Miri, junto com Francisco Antonio d’Oliveira Pantoja, como tenente-quartel-mestre, o tenente-ajudante-alferes João Capistrano Janhahu e o capitão Hypólito Rabello Moreira Sampaio, capitão-tenente Raimundo Pinheiro Lopes, tenente-alferes Cordolino Afonso de Lyra, tenente Agostinho Augusto pinheiro, tenente Manoel Domingos d’Oliveira, Alferes Manoel Raymundo dos Santos Quaresma, e o alferes José Ildefonso Sosinho.
Família:
MARIA DO CARMO DE CASTILHO, dona de engenho de cana movido à água, casas e dona de 32 escravos em terras de Abaeté, citada em 1853 e 1ª esposa do Cel. Caripuna, falecida em 1851. Filhos de Maria do Carmo de Castilho c/Antonio Francico Correa Caripuna (Tenente-Coronel Caripuna): Francisco e Firnino Correa Caripuna.
Francisco Correa Caripuna, c/c sua prima Aurélia, filha de Justo José (irmão do Coronel Caripuna) e tiveram filhos.
Firmino Correa de Miranda, c/c sua prima Elíbia (filha de Justo José, irmão do Coronel Caripuna) e tiveram filhos.

Família:

ISABEL MARIA DE CASTILHO (possivelmente irmã de Maria do Carmo de Castilho), c/c Justo José Correa de Miranda (da 4ª G/Bisnetos/Bn, abaixo), sendo o 1º casamento deste e tiveram filhos: Aurélia Aureliana e Elíbia Eufrosina Correa de Miranda. Justo José casou uma 2ª vez com Alexandria Maria Pinheiro e tiveram filhos: Rogério, Raquel e Reinaldo Correa de Miranda.

Filhos de Isabel Maria de Castilho e Justo José Correa de Miranda:

Aurélia Aureliana Correa de Miranda, c/c seu primo Francisco Correa de Miranda, este filho do Tenente-Coronel Caripuna.

Elíbia Eufrosina Correa de Miranda, c/c seu primo Firmino Correa de Miranda, filho do Tenente-Coronel Caripuna.

Como o Tenente-Coronel Caripuna foi uma figura proeminente na antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e, depois Villa de Abaeté, dono de engenhos, senhor de escravos, chefe político, com patente da Guarda Nacional e muito rico, possivelmente dono da maior fortuna de Abaeté, foi reverenciado com um nome de rua, a Rua Coronel Caripuna, que aparece em documentos do início do século 20. Vide outras referências à Rua Tenente-Coronel Caripuna abaixo:
Rua Cel. Caripuna, onde ficava a casa de Dionísio Pedro Lobato em 1894.
Rua Cel. Caripuna, onde ficava a casa de Raimundo Leite Lobato.
Rua Cel. Caripunas, esquina c/a Trav. Tenente-Coronel Costa.
Na Rua Coronel Caripuna ficava a antiga Agência dos Correios de Abaeté, junto a ponte do igarapé, em 1905.
Raymumdo Lycio Baía, em 1906 residia na Rua Cel. Caripunas, perto da casa de Verônica Lobato, quase esquina c/a Trav. da Conceição.
A firma Antonio dos Santos & Irmão, com commércio à Rua Cel. Caripuna, em 1920.
Manoel de Castro, c/terreno à Rua Cel. Caripuna, em 1920.
R. Cel. Caripuna, esquina c/a Trav. Pe. Pimentel, em 1925.
Rua Cel. Caripuna, canto c/a Trav. 22 de Junho, em 1925.
Rua Cel. Caripuna onde ficava a casa de Carmelita Parente de Andrade, em 1930. Carmelita Parente de Andrade passa o s/terreno sito à Rua Cel. Caripunas p/D. Sumprosina Fonseca da Costa, em 1930.
Citação de 1927: O itinerário da procissão de Nossa S. da Conceição foi o seguinte: Av.Aristides dos Reis e Silva, Rua Cel. CARIPUNA, Trav. Ten-Cel. Costa, até a R. Siqueira Mendes. Daí a procissão seguiu até a diagonal que corta a Praça da Matriz até a esquina da R. Lauro Sodré, c/a Av. Aristides dos Reis e Silva, seguiu a R. Lauro Sodré, a Trav. Santos Dumont, a R. Siqueira Mendes até frente ao Paço Municipal.
Documento de 1927 cita a Rua Cel. Caripuna onde ficava a Casa de Vicente Gama.
Foto do 1º número do jornal “O Abaeteense”, de propriedade do Tenente-Coronel Caripuna e Hygino Amanajás. Trecho de uma reportagem do 1º número:
Em 15/8/1884, quando a Villa de Abaeté comemorava a adesão do Pará à independência do Brasil, data em que também foi fundado o jornal “O Abaeteense”, pelo Tenente-Coronel Caripuna e Hygino Amanajás, este como diretor desse periódico por 10 anos, a vila contava com as seguintes ruas:
Ruas: Tenente-Coronel Caripuna e Siqueira Mendes, construída recentemente, (como cita o jornal).
Travessas: Tenente-Coronel Costa, Travessa da Conceição e mais 3 travessas.
Praças: a Praça 25 de março e o Largo do Espírito Santo.
Genealogia Paralela de Hygino Amanajás:
1ª G/ pais do Coronel Antonio Cardoso Amanajás.
2ª G/Filhos/F: CORONEL ANTONIO CARDOSO AMANAJÁS, com origem na antiga Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miry (que foi um dos introdutores do clã dos Amanajás), foi membro da 1ª Cãmara da Villa de Igarapé-Miry (1845-1849), c/c Victória Maria da Silva Brabo/Amanajás, filha de um senhor de engenho e escravos em Abaeté de nome Antonio José da Silva Brabo, e tiveram filhos, 3ª G/Netos/N: Hygino Antonio Cardoso Amanajás/Hygino Amanajás e outros.
3ª G/Netos/N, filhos do Coronel Antonio Cardoso Amanajás:
Nota: Hygino Amanajás casou com uma das filhas do Coronel Caripuna e este, viúvo de sua 1ª esposa, casou uma 2ª vez com a mãe de Hygino Amanajás, de nome Victória Maria da Silva Brabo/Amanajás, que ficara viúva de do Coronel Antonio Cardoso Amanajás, este com origem na Freguesia de Igarapé-Miry.
3ª G/N: HYGINO ANTONIO CARDOSO AMANAJÁS/Hygino Amanajás, casou por 3 vezes e teve perto de 20 filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn.
O Coronel Hygino Amanajás, nasceu em 15/5/1852 na antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, na localidade Rio Maracapucu, era jornalista (um dos fundadores do jornal O Abaeteense e seu diretor por 10 anos e jornalista em Belém/Pa), advogado, escritor (escreveu diversas obras), vogal em Abaeté (1887), procurador de Abaeté, deputado da Assembléia Legislativa por 3 mandatos sucessivos, iniciando no 1º mandato do Governador Lauro Sodré até a proclamação da República, no governo do Dr. João Coelho e o 1º diretor da Imprensa Oficial do Estado por 26 anos (11/6/1891-26/11/1917).
Obs: Se Hygino Amanajás/Antonio Hygino Cardoso Amanajás nasceu em 15/6/1852 e a 1ª Câmara da Vila de Sant’Anna de igarapé-Miri foi instalada em 1845, isso quer dizer que se trata do Hygino Amanajás, o pai, vereador da 1ª Câmara Municipal dessa vila e que deve ter nascido por volta de 1812, portanto, contemporâneo dos primeiros Correa de Miranda de Igarapé-Miri dos anos iniciais do século 19, precisamente 1800 em diante.


Colaboração de Thyran Miranda
Família Correa de Miranda do Baixo Amazonas, Prainha/PA
Um membro desta família, devido a austeridade e rigidez familiar, mudou-se para o Peru e, posteriormente para o Baixo Amazonas, Prainha/Pa, ainda quando esta localidade pertencia ao município paraense de Santarem, e lá constituiu  uma grande geração com 3 esposas sucessiva, dos Correia de Miranda, esta de Igarapé-Miri/PA
ANITA MIRANDA
. Professora BERENICE DE SOUSA MIRANDA, com nome na Tv. Professora Berenice de Sousa Miranda, em Painha/PA, bairro Açaizal.
,.DOMINGAS MIRANDA
. EMANOEL CORREA DE MIRANDA, nascido em 03/8/1873, 
FROYLAN CORREA DE MIRANDA, patriarca dos Correa de Miranda em Prainha e que é avô de Thayran Matheus Miranda..
RAYMUNDO CORREA DE MIRANDA, com nome da Travessa Raimundo Correa de Miranda, no bairro Açaizal
. ROLDÃO CORREA DE MIRANDA, filho de Emanoel Nazareth Correa de Miranda, que casou com 3 esposas sucessivas: Gregória, Dalila da Silva Miranda e Raimunda Pires e com os filhos: Domingas Miranda, Anita Miranda, Corinto da Silva Miranda, Benedita Pires Miranda, Ney Pires Miranda, Benedito Pires Miranda, Léia Pires Miranda, Cleia Pires Miranda, Arlindo Pires Miranda, Varlindo Pires Miranda, Carlos Pires Miranda, Manoel Pires Miranda, Neir Pires Miranda, Roldão Correa de Miranda Filho, Delfina da Silva Miranda, Altair da Silva Miranda, Lindóia da Silva Miranda, Raimundo da Silva Miranda, Deuslírio da Silva Miranda, Antonio da Silva Miranda, Maria José da Silva Miranda e Rômula da Silva Miranda, este nascido em 04/41938 e se for o mais criança significa que os demais são anteriores ao ano de 1938. Rodão Correia de Miranda teve outros irmãos: Philadelfo Correa de Miranda, Ernesto Correa de Miranda, Maria de Lourdes Correa de Miranda, Otaviano Correa de Miranda, Priscila Correa de Miranda, Natalina Correa de Miranda, Isolina Correa de Miranda Bernardete Correa de Miranda, esta nascida em 27/8/1906, e se esta for a mais criança da família, os demais são de nascimento anteriores ao 1906.
. ROLDÃO CORREA DE MIRANDA FILHO, este filho de Roldão Correa de Miranda, e Raimunda Pires e Roldão Filho casou com Oneide de Santa Maria do Uruará.
Interesses Familiares do Autor do Blog do Prof. Ademir Rocha:
Cada pessoa possui como raízes familiares 8 bisavós, sendo 4 pelo lado paterno e 4 pelo lado materno. Os 4 avós pelo lado paterno do autor do Blog, Prof. Ademir Rocha, já foram identificados em parte. Sua bisavó paterna Ana Andreza Correa, casada com seu bisavô paterno, Olympio Gomes Rocha, dá indícios de ter vindo da família Correa de Miranda ou Correa de Igarapé-Miri, haja vista a afinidade entre alguns componentes da família Correa de Miranda, com membros da família Gomes da Rocha, com interesses comerciais e familiares na localidade Tucumanduba. Fazendo algumas suposições da existência desses bisavós, o autor do Blog encontrou a data entre as décadas de 1830 a 1840, como prováveis datas de nascimento de seu bisavós paternos e maternos. Foi encontrada a data de 1876 que cita Olympio Gomes Rocha, como professor da escola elementar do Tucumanduba, local onde o Coronel Caripuna e Coronel José Honório Roberto Maués, ambos vindos do clã familiar dos Correa de Miranda e o Coronel Caripuna falece em 31/11/1877 no então “districto” de Abaeté e a amizade entre essas famílias se faz sentir em 1905 através do avô paterno de Ademir Rocha, o Sr. Olyntho Rocha, quando o Coronel José Honório Roberto Maués, torna-se padrinho de batizado de um dos filhos do Sr. Olyntho Rocha. 
Uma questão pessoal do autor do Blog do Prof. Ademir Rocha, que é pesquisador amador das genealogias das populações dos municípios do Baixo Tocantins, é que o mesmo tem como seu bisavô paterno o Sr. Olímpio Gomes da Rocha (professor no Tucumanduba em 1876-mesmo local de um dos engenhos do Coronel José Honório Roberto Maués, este filho de João Olympio Roberto Maués, citado em 1877 e genro do Coronel Caripuna-Antonio Francisco Correa de Miranda ou Antonio Francisco Correa Caripuna, com acréscimo do Caripuna) e respectiva bisavó a Sra. Ana Andreza Correa. Os Gomes Rocha ou Gomes da Rocha são abundantes na então Província do Pará e com componentes dessas famílias espalhados nas localidades do Baixo Tocantins (Joaquim Gomes da Rocha, professor em 1867 em Baião, 1876 em Conde; Capitão Felippe Benício Gomes da Rocha, citado em 1874) e havia uma relação muito estreita entre a família Gomes Rocha com as famílias Correa de Miranda e Roberto Maués, que são do mesmo clã familiar. Sua bisavó paterna, Ana Andreza Correa, possivelmente vem das famílias Correa ou Correa de Miranda, de Igarapé-Miri. Precisamos fazer uma visita ao Livro do Tombo, da Igreja de Sant’Anna, de Igarapé-Miri, e ao Cartório do Registro Civil dessa cidade, anos do 1800 em diante.
Genealogia Paralela de Olympio Gomes Rocha:
1ª G/ pais de Olympio Gomes Rocha
2ª G/Filhos/F, Olympio Gomes Rocha, casou com Anna Andreza Correa e com filhos, 3ª G/Netos/N: Olyntho Rocha e outros.
3ª G/N, Olyntho Rocha, casou com Maria Lobato e com Filhos, 4ª G/Bisnetos/Bn: Ademar, Santino, Lydia Lobato Rocha e outros. Vide Família Lobato, de Abaetetuba.
Outros Gomes da Rocha:
André Avelino Gomes da Rocha, citado em 1886 como professor das primeiras letras em Belém.
Padre Joaquim Gomes da Rocha, citado em 1868 como professor em Cametá e Baião em 1886 em Conde.
Família:
Andrezza Pereira Machado, professora da escola elementar de Maiauatá, distrito de Igarapé-Miry, citada em 1885.
Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa.

3 comentários:

  1. caro professor,como um leitor que aprecia as coisa antiga, que naturalmente vao se passando com o decorrer do tempo,
    quero parabeniza-lo por esse grande e importante trabalho que sao essas reliquias pesquisadas.
    porem entretanto desejo fazer uma pequena correcao referente ao que diz respeito ao engenho do rio juarimbu,(sao sebastiao) cujo pertenceu a meu avo, e nao no riu meruu como cita seu blog.

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  2. Caro Sr. João Fortes, agradeço pela visita ao Blog e sua correção será devidamente feita. Abraços, de Ademir Rocha.

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  3. Caro Sr. João Fortes, nesta postagem não encontramos o ítem da correção a ser feita, isto é, Eng. S. Sebastião no rio Meruú. Talvel seja em outra postagem e são 8 sobre Ig-Miri. Abraços, Ademir Rocha

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