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sábado, 31 de março de 2012

Escola Bernardino - Escolas de Abaetetuba - Jubileu de Ouro e Outros Aspectos

Escola Bernardino - Escolas de Abaetetuba/PA
ESCOLA ESTADUAL "PROF. BERNARDINO PEREIRA DE BARROS"

DR. ALMIR DE LIMA PEREIRA, 2º DIRETOR DA ESCOLA BERNARDINO
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado desde o dia 12/10/1978, Bacharel em Direito formado pela Faculdade de Direito do Pará, turma de 1951. Foi Pretor do Termo Único da Comarca de Alenquer, de 1/1952 a 4/1954, exercendo interinamente, nessa época, durante 9 meses, o cargo de Juiz de Direito. De abril a setembro de 1954, por remoção ocupou a Pretoria do Termo Único da Comarca de Soure. Em seguida foi nomeado Promotor Público da Comarca de Abaetetuba, onde permaneceu até 7/1966, quando, por Ato Governamental de 20/6 do mesmo ano, foi nomeado Assistente Judiciário Auxiliar Substituto, lotado na Assistência Judiciária do Cível; através de Portaria do Procurador Geral do Estado, foi designado para a Chefia da Assistência Judiciária do Cível, em 8/1967, durante as férias do titular. Foi designado também, pelo Procurador Geral do Estado, para responder pelo cargo de Curador Geral de Órfão Interditos e Ausentes, Massas Falidas e Fundações, durante o impedimento do titular efetivo.

Em 3/1968 foi promovido por antiguidade do cargo de Promotor Público do Interior, lotado na Comarca de Abaetetuba, ao cargo de Assistente Judiciário Auxiliar, vago com a aposentadoria de Raul Nery Baraúna. No município de Abaetetuba, como promotor Público, foi candidato a Prefeito Municipal nas eleições de 3/10 de 1958; Presidente da Liga Esportiva Abaetetubense por 3 períodos; era Venerável Mestre da Loja Maçônica "Saldanha Marinho", nº 25; Diretor do Ginásio Estadual "Prof. Bernardino Pereira de Barros", de 11/1964 a 7/1966, e Prof. de História do Brasil e História Geral desse Ginásio; sócio fundador da Sociedade Recreativa "Assembléia Abaetetubense", Presidente da Sociedade esportiva "Venus Atlético Club", por vários períodos eletivos. Possui o título de cidadão, conferido pela Câmara Municipal, através da Lei nº 007 de15/4/1963.

Na Capital do Estado, foi Assistente Judiciário Cível, 5º Promotor Público, 1º Subprocurador Geral do Estado (1/4/1968 1 8/7/1971), Procurador Geral do Estado, de 8/7/1971 a 12/10/1978, quando foi nomeado Desembargador, na vaga destinada aos membros do Ministério Público do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado. Corregedor Geral da Justiça no biênio 83/84. Eleito em 19/12/1984, Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado para o biênio 85/86. Tendo exercido por vários períodos a Presidência. Diretor da Escola Superior da Magistratura do Pará e Professor de Direito Processual Penal e Deontologia Forense da referida Escola. Foi membro do Conselho de Justiça da Federação de Desportos (1967) e Presidente nesse Tribunal na Federação Paraense de Futebol (1971). Título de Honra ao Mérito expedido pela Assembléia Legislativa do Estado, por Decreto Legislativo nº 62/78, de 11/10/1978. Sócio Honorário da Sociedade Brasileira de Direito Criminal, séde em São Paulo, expedido em 5/11/1980. Fundador da Associação do Ministério Público do Estado do Pará, com diploma expedido em 17/12/1981

Participante do Curso Intensivo de Direito Processual Penal, em regime de extensão, ministrado pelo Professor Doutor Rogério Lauria Tucci. Participante do curso de extensão em Direito Econômico, ministrado pelo Professor Doutor José Frederico Marques. Participante do curso de atualização em Direito Processual Penal, ministrado pelos Professores Ada Pelegrini Grinover e Antonio Carlos de Araujo Cintra. Prática Penal (Parte Geral), em 1986. Prática Penal (Parte Especial) em 1978. Paticipante do I Seminário de Direito Tributário, proferido pelo Professor Doutor Benjamim Moraes. Participante do 1º Seminário Paraense de Medicina Legal. Admitido na Ordem do Mérito Grão Pará, no gráu de "Comendador", conferido pelo Decreto nº 10.850 de 28/9/1978. Medalha de Ouro, por conta dos bons serviços de mais de 20 anos prestados à cusa pública, através do Ato Governamental de 15/8/1973, com base no artigo 10 do decreto nº 4.169, de 7/5/1963. Medalha Cultural D. Pedro I, concedida pelo Conselho Estadual de Cultura em 27/12/1972. Medalha Mérito Legislativo Newton Miranda, Medalha Comemorativa "Promulgação da Constituição do Estado do Pará"; Diploma de Personalidade Jurídica do Ano, conferido pela Associação dos Advogados Criminalistas do Estado do Pará. Certificado de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao Conselhor regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Pará e Amapá. Medalha do Mérito "Francisco Caldeira Castelo Branco", conferido pela Prefeitura Municipal de Belém, Estado do Pará. membro da Banca Examinadora dos Concursos para Professor Assistente de Direito Administrativo e Direito Pprocessual Penal realizados no período de 1 a 13 e 23 a 26/5/1977. no Centro Sócio-Econômico realizado nos dias 16 a 20/5/1977 na Univerdidade Federal do Pará. Professor Assistente da disciplina de Direito Processual Penal do Centro de Estudos Superiores do Estado do Pará (CESEP). Membro da Banca Examinadora do Concurso para Juiz de Direito relaizado pelo tribunal de Justiça em 1982.

Autor da vários trabalhos jurídicos publicados em revistas especializadas e, colaborador do Jornal "O Liberal" em matéria de Direito. Autor das obras: Sinopse Jurídica, editada em 1980; Atos e Termos dos Procedimentos Penais, em 1981; Recursos Criminais, em 1983; O Cotidiano legal, em 1985; Prática Penal (I e II), 1986; A Prova no Processo Civil; Achados na Lei.
Membro do Instituto dos Advogados do Pará.

Ciclo de estudo na formação: Fez o curso primário no colégio "Curso Misto Tenda da Infância", sob a direção da Professora Joana Feio de lemos Maneschy. Curso Ginalsial no Colégio "Moderno". Curso Científico no Colégio Estadual "Paes de Carvalho".

Nascido em 20/3/1927, na cidade de Belém, filho de João Maria Pereira, já falecido. Casado com a dona Maria de Nazaré Rodrigues Pereira, havendo desse consércio: Thaís Helena e Thales Eduardo Rodrigues Pereira, Thamar Denise (falecida e Thania Yeda.

Alguns dados do Ginásio Bernardino Pereira de Barros:
O Prof. Ademir Rocha foi aluno do erudito e idealista Prof. Almir de Lima Pereira, 2º diretor do ginásio e que lecionava História do Brasil e Geral no então Ginásio "Prof. Bernardino Pereira de Barros", que funcionava só no turno da noite no prédio do então Grupo Escolar "Prof. Basílio de Carvalho" e só com duas turmas mistas e com luz elétrica fornecida por um pequeno gerador de eletrecidade, devido as constantes faltas de energia na cidade e luz só até às 9:00 horas da noite.

Dessa turma, que foi a 1ª a concluir gráu em "Humanistas" saíram médicos (Dr. Everaldo da Silva Araujo, Dr. Benedito Costa Maués, Dr. José Latino Miranda, Dr. Zilocy Ferreira Santos); engenheiros (Raimundo de Jesus GomesLima, Hilton José Araujo Carvalho); professores (Ademir Rocha, Raimundo Maués Sena, Silvaney do Carmo Teixeira Dias), políticos (Francisco Tiago Machado (comerciante e político, que foi o orador de formatura), advogados, comerciantes e outras profissões.
O 1º diretor da Escola Bernardino foi o Juiz de Direito de Abaetetuba, Dr. Antonio Lemos Maia Viana e professor de Francês (1962-1964) também de inigualável sabedoria.

Outros primeiros diretores e professores da Escola Bernardino:

Dr. Raimundo Rodrigues da Costa
Dr. José Maria de Souza, médico diretor e pesquisar do Instituto Evandro Chagas em Belém;
Dra. Heralda Dalcinda de Souza Blanco, pretora no município de Abaetetuba;
Creuzo Moreira dos Santos, engenheiro agrônomo e funcionário do BASA, em Abaetetuba, professor de Matemática;
Maria da Conceição Nobre Coutinho, professora de Geografia;
Doralice Maria Pastana, professora de Artes;
Marilda Maués Loureiro, professora de Português;
Maria José Bahia Lobato, professora de Ciências;
George Ayres Borges. professor de Inglês e Matemática;
Vicente Francisco Braga Eloy, bacharel em direito, advogado em Abaetetuba, que foi o paraninfo de formatura da 1ª turma;
Francisco Leite Lopes, odontólogo e professor;
Demais alunos da 1ª turma formada "Humanistas" no Ginásio Bernardino:

Antonina Coutinho Lobato
Antonio Ferreira Cardoso, dono de farmácia em Abaetetuba;
Antenor Neves dos Santos, técnico em eletrônica;
Arlete Oliveira da Silva
Doralice Oliveira da Silva
Elzira Oliveira da Silva, funcionária do BASA e bacharel em Direito;
João Ferreira da Silva
José Raimundo Nery, empresário;
Maria Deolinda Machado, funcionária do TRT e advogada;
Maria Izabel da Silva Solano, empresária;
Manoel Bitencourt da Silva, funcionário do BASA;
Manoel Cardoso de Casto/Mestre Dé, vereador em Abaeté;
Miguel Rodrigues da Silva
Orlando Lopes Sereni
Pedro Décio Guerreiro Contente, empresário do ramo de farmácia;

Alguns dos primeiros funcionários do Ginásio Bernardino:
Francisco de Lima Baptista/Pombo
Cachimbinho
Maria José Carneiro, professora de Língua Portiguesa, Latim e secretária da escola;
Leonil Coutinho Lobato, secretária.
Aldalice Maués Chagas

Somente em 1966 é que o Ginásio Bernardino mudou para prédio próprio no atual endereço da Rua Magno de Araujo em Abaetetuba/Pa.

Outros diretores do já Colégio Bernardino Pereira de Barros:

Dr. Nilton Montes, engenheiro do DER, 4 meses de gestão em 1966;
Profa. Nilzete Silva Lobato, Licenciada Plena em História, diretora de 1966 a 1984;
Prof. Leonardo Negrão de Sousa, Licenciado Pleno em História, de 1984 a 1986;
Profa. Joserlina Maués, Pedagoga e Licenciada em Pedagia, diretora de 1987 a 1992;
Prof. Graça Maria da Silva Lopes, Licenciada Plena em Pedagogia, de 1993 a 1994;
Prof. Daniel Sena Lopes, Licenciado Pleno e Bacharel em Geografia, de 1995 a 1998;
Profa. Cleide de Nazaré Silva Santos, licenciada em Pedagogia, de 1999 a 2010;
Profa. Maria de Jesus André Rocha, licenciada e bacharela em História, assumiu em 2010.

Estão faltando alguns nomes que serão acrescentados numa futura postagem revisada.


Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa, em 15/11/2010.

ESCOLAS DE ABAETETUBA: ESCOLA BERNARDINO PEREIRA DE BARROS
JUBILEU DE OURO DE FUNDAÇAO DA ESCOLA BERNARDINO PEREIRA DE BARROS-18/3/1962 A 18/3/2012














A Escola Bernardino iniciou suas atividades em 1962 no
prédio do Grupo Escolar Basílio de Carvalho, com duas
turmas no período noturno

Fonte: bernardinopereiradebarros.blogspot.com.br e Blog do Prof. Ademir Rocha











Organização Atual da Escola:

ADMINISTRAÇÃO DA ESCOLA:
DIRETORIA: 1diretor e 3 vice-diretores, por ser escola com quantidade de alunos acima da cota de direção estabelecida pelo sistema de ensino da SEDUC/PA
COORDENAÇÃO, ainda carente de técnicos, pela dimensão atual do ensino da escola
SECRETARIA, que atende ao ensino regular e ao sistema SOME e carente de pessoal no atendimento externo e interno
LABORATÓRIOS, todos dotados de boa infraestrutura, aparelhos e demais utensílios e funcionando, com aproveitamento máximo e professores compententes ocupando esses espaços

DISCIPLINAS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO, hoje ocupado por professores devidamente licenciados plenos em suas especialidades e alguns com cursos de mestrado e doutorados, muito diferente dos primeiros tempos da escola. Esses professores atendem ás seguintes disciplinas, cujos conteúdos ainda não foram devidamente adaptados para a realidade amazônica, tendo que importar livros do Sul e Sudeste do país em conteúdo totalmente fora dos contextos esperados para o processo ensino/aprendizado das realidades regionais do Pará e na exclusão de autores paraenses gabaritados na educação.

ENSINO FUNDAMENTAL:

Língua Portuguesa
Matemática
CFB
História
Geografia
Inglês
Educação Artística
Ensino Religioso
Estudos Amazônicos

ENSINO MÉDIO:
Matemática
Física
Química
Biologia
História
Geografia
Língua Portuguesa e Literatura
Língua Portuguesa II
Língua Estrangeira: Inglês e Espanhol
Sociologia
Filosofia
EDUCAÇÃO FÍSICA:

Que graças à construção da nova Quadra de Esportes coberta e após quase 50 anos de vida da escola, que hoje pode atender aos esportes, encontros culturais, atividades festivas e outros grandes eventos da escola e da comunidade abaetetubense.

Esportes Mais Praticados

Basquete

Futebol

Futsal

Handebol

Voleibol

ALUNADO DA ESCOLA BERNARDINO:

Que atualmente são 4.225 alunos, que atinge os do Ensino Regular, num total de de 1.120 alunos que estudam no próprio prédio da escola e 3.105 alunos das escolas anexas do Sistema Modular de Ensino/SOME, que são escolas da rede estadual e municipal espalhadas pelas localidades ribeirinhas e das estradas e ramais do Município, com o Ensino Fundamental e Médio e com mais de 200 professores também licenciados plenos em sua disciplinas e com regime escolar diferenciado do Ensino Regular, onde as disciplinas envolvem o sistema de módulos mensais por disciplinas, com revezamento dos professores em cada escola do sistema. Esse sistema deveria obedecer a uma parceria /convênio entre as prefeituras e a SEDUC/PA-Secretaria Executiva de Educação do Pará, que é uma modalidade de ensino praticado em todo o Estado, devido dimensão continental do mesmo e pela grande quantidade de comunidades rurais, ribeirinhas, indígenas e quilombolas espalhadas por todo o Estado, cujas populações infantil, juvenil e mesmo adulta, não tem condições de frequentar as escolas do Ensino Regular situadas nas cidades-sedes dos municípios. Por sinal que esse modelo de ensino já vem sendo copiado em outras regiões do país, pelo sucesso como se processa no Estado do Pará, com os senões típicos da educação em geral do país, devido às injunções político-partidárias e má administração dos recursos públicos destinados à educação no país.

ELEIÇÃO DE DIRETORIA:

A eleição de direção para as escolas é a melhor forma para a escolhas de gestores para uma escola e também a forma mais democrática. Se a comunidade escolar fizer uma má escolha, o fato se refletirá em má gestão. Se for indicação por questões político-partidárias, pior ainda para as escolas, pois esses gestores não tem compromisso com a educação e sim com seus partidos políticos e correntes partidárias.
A Escola Bernardino sempre foi feliz nas eleições de direção ali realizadas a partir de um determinado tempo em que se instituiu o regime de eleições de direção nas escolas do Estado e do Município. A última eleição foi um primor no uso da democracia na eleição da última Diretoria, com a mobilização da comunidade escolar e do uso dos meios eletrônicos, monitorados pelo importante órgão NTE-Núcleo Tecnológico de Educação, que atende os municípios da 3ª Unidade Regional de educação ou 3ª URE, usando os mesmo meios eletrônicos da justiça eleitoral do país e à prova das comuns fraudes eleitorais do país. A eleição para escolha da nova diretoria ocorreu tranquilamente tanto nas instalações da escola como nos anexos localizados nas regiões das ilhas. O sistema de votação todo informatizado garantiu o voto eletrônico que acelerou o processo e a apuração do resultado. A chapa 01 da candidata Jesus Rocha foi a grande vencedora com 2.276 votos. Agradecemos o apoio dos professores Jô Helder e Ângelo Góes representantes do NTE e pela ajuda da justiça eleitoral do Município, com o empréstimo das urnas eletrônicas e orientações de processos eleitorais.

Mensagem da Escola Bernardino em Seu Blog, Pelo Jubileu de Ouro de Fundação da Escola:

Segunda-feira, 26 de março de 2012
18/3/1962 a 18/3/2012

50 ANOS DA ESCOLA BERNARDINO











Em março do ano de 1962, aconteceu o concurso de "admissão" ao ginásio e nesse mesmo ano, iniciaram os estudos da primeira turma do então Ginásio Estadual "Prof° Bernardino Pereira de Barros" , que começou a funcionar precariamente no prédio do Grupo Escolar "Prof° Basílio de Carvalho" , no turno da noite, apesar da precariedade do sistema de iluminação elétrica da cidade, que obrigou as autoridades a improvisar um pequeno gerador de eletricidade que possibilitava aos alunos estudarem à noite. Atualmente a escola foi reconstruída e ganhou novos espaços físicos como laboratórios de leitura, informática e multi-disciplinar , bloco administrativo, bloco superior com salas de aula, auditório, rádio escolar, salão de recreação e quadra coberta. Acreditamos que todos são responsáveis pela construção dessa escola, não só como espaço físico, mas também como espaço de educação cidadã que contribui para o desenvolvimento da sociedade em que vivemos.

Postado por E.E.E.F.M PROFº BERNARDINO PEREIRA DE BARROS

Contribuição do Blog do Prof. Ademir Rocha no Jubileu de Ouro de Fundação da Escola Bernardino:

A história da Escola Bernardino Pereira de Barros foi vivenciada pelo autor do Blog do Prof. Ademir Rocha, desde o seu início e de várias formas.

Em 1962 Ademir Rocha entrou como aluno da 1ª turma do então “Ginásio Bernardino Pereira de Barros”, quando a escola iniciou funcionando no turno da noite no então Grupo Escolar “Professor Basílio de Carvalho” e o 1º diretor da escola era o Juiz de Direito da comarca do município de Abaetetuba, Dr. Antonio Lemos Maia Viana e a escola tinha uma secretária e dois funcionários de apoio, os professores eram funcionários das repartições públicas e privadas, profissionais liberais, professores leigos e duas professoras normalistas (nesse tempo não existiam professores licenciados plenos no município), o então prefeito era o Sr. João Luiz dos Reis (1959-1963) e a luz elétrica na cidade era precária como o texto cita. Porém o ensino/aprendizagem era de alto nível com as disciplinas do chamado conhecimentos das humanidades, daí as turmas formadas nos primeiros tempos serem chamadas de “turmas de humanistas”.
Ademir Rocha deu continuidade aos seus estudos na capital, Belém/Pa, tendo se formado à nível de 2º Grau no Curso Técnico de Contabilidade e quando veio dar um passeio na sua cidade natal, foi convidado pela 4ª diretora da escola, professora Nilzete Silva Lobato (que passou 18 anos no cargo) para substituir o professor Araram, da disciplina Ciências, que tinha sido transferido pelo banco em que trabalhava. Assim o Prof. Ademir iniciou o 2º aspecto de sua vivência com a Escola Bernardino, agora como professor e tendo que abandonar sua recente atividade de contador em escritórios de contabilidade da Capital.
Nesse tempo, década de 1970, Abaetetuba ainda era muito carente de professores licenciados plenos e, nos períodos de férias, junto com outros professores de Abaetetuba, o já Prof. Ademir foi realizar os seus estudos superiores no chamado Curso Polivalente em Ciências, que a UFPA mantinha no Polo Universitário de Bragança/P, em várias áreas do ensino. Desse modo, o Prof. Ademir lecionou várias disciplinas na Escola Bernardino e demais escolas da cidade, como Ciências, Técnicas Bancárias, Matemática, Química, Biologia, mesmo porque, até os anos de 1980, os professores licenciados plenos eram ainda raros no município. Com a necessidade de formação específica na licenciatura plena já exigida com as reformas da educação, Ademir Rocha se transferiu novamente para a Capital, para dar prosseguimento nos estudos no curso superior de Licenciatura em Biologia e, como professor dos quadros dos então órgãos FEP-Fundação Educacional do Pará e SEDUC-Secretaria Estadual de Educação, foi também transferido como professor para lecionar nas escolas da Capital. Como consequência dos Estudos na Licenciatura em Biologia, o Prof. Ademir teve que fazer as disciplinas de Matemática, Física, Química, estudando junto com os alunos desses cursos e, com isso, obteve um 3º diploma de Professor Licenciado Curto em Ciências, que correspondia ao antigo Curso de Licenciatura Polivalente. Nos anos finais da década de 1970, o Prof. Ademir Rocha voltou para lecionar Biologia na Escola Bernardino e acabou também assumindo as disciplinas Matemática e Química nessa escola e outras, ainda carentes de professores licenciados nessas disciplinas e também se envolveu no recém instalado Conselho Escolar da Escolar Bernardino, dando sua contribuição de Contador nessa difícil função de membro-diretor (Presidente e também Tesoureiro) que não é nem um pouquinho valorizada pelas autoridades competentes da Educação, função que exige dos mesmos muito tempo de trabalhos, empenhos nas compras dos materiais, fiscalização dos serviços, zêlo pelas coisas públicas e boa gestão dos parcos recursos da Educação. Por sinal que os membros dos conselhos escolares da Escola Bernardino, especialmente do último Conselho Escolar, na pessoa de seu competente presidente Manoel Raimundo de Araújo Bitencourt, tesoureiro Elias de Araújo Aracati, demais membros do Conselho, junto com a Direção Escolar, que vem fazendo uso exemplar, justo e competente dos recursos do Conselho, Verba Rotatória e verbas de projetos como, Projeto PDDE-Dinheiro Direto nas Escolas, Projeto Mais Educação e Projeto Escola Acessível e verbas de projetos da própria escola, verbas de premiações em Feiras Escolares, que atendem a todos os segmentos escolares e, principalmente, o segmento do alunado e professorado, que são verbas federais ou estaduais, que estão sendo empregadas com muita propriedade na aquisição de equipamentos, materiais, reformas e melhorias de espaços da Escola e repartindo exemplarmente os recursos com as escolas anexas do Sistema Modular de Ensino, em emprego de verbas sem nenhum resquício de desvios ou má aplicação dessas necessárias e preciosas verbas para a educação.
Outro aspecto a considerar da história-memória da Escola Bernardino é o do seu prédio próprio, que só se tornou realidade em 1966 quando o então Governador Alacid da Silva Nunes (31/1/1966 a 15/3/1971) entregou o prédio da escola, naquele estilo básico das escolas desse tempo, que consistia de 9 salas de aulas, o acanhado espaço do setor administrativo que abrigava também a sala da secretaria e o espaço do salão onde ficava a sala de cozinha da merenda escolar, bem perto dos sanitários dos alunos, porém em amplo salão desprovido de paredes e climatização e por quase 50 anos e o espaço em que os próprios professores e alunos construíram, com muitos sacrifícios, uma precária quadra de esportes e sem cobertura, que funcionou por mais de 45 anos, servindo às várias gerações de alunos. A escola, desde sua fundação em 1966 e até os anos de 1990, não sofreu nenhuma reforma significativa e os espaços se tornaram acanhados para as exigências dos padrões de modernidade que as leis do ensino preconizavam e que a informatização da educação exigia e a escola, até esses anos de 1990, se encontrava em verdadeiro estado de sucateamento predial, de equipamentos, maquinários, móveis, quadros-negros, carteiras, cadeiras e demais utensílios, sem contar o martírio das infiltrações de água pelas paredes do prédio, das goteiras no teto da Escola e do calor infernal das salas de aulas e demais setores, servidos por ventiladores de tetos de mais de 15 anos de uso, que começaram a cair dos tetos, só não fazendo vítimas fatais devido à Proteção Divina e dos espíritos dos bons diretores, professores e alunos já falecidos e que deviam proteger a comunidade escolar dos casos fatais que nunca aconteceram, pelo sucateamento da Escola.
Cada diretor da Escola deu a sua grande parcela de colaboração no engrandecimento da mesma, ajudando a formar grandes nomes que se envolveram nas questões sociais, políticas e nas atividades escolhidas para desempenho de suas atividades profissionais, o mesmo se pode dizer de abnegados professores e funcionários que passaram pela Escola, desde a sua fundação em 1962 (Como sugestão do Memorialista, Prof. Ademir Rocha, bem que a Escola poderia fazer um alentado resgate da contribuição dessas pessoas na história-memória dessa instituição de ensino, atualmente completando seus 50 anos de atividades). Foi a partir das ações da já saudosa e muito amada diretora Cleide de Nazaré Silva Santos, nos anos de 1990, junto com o atuante Conselho Escolar de sua época, que a Escola Bernardino começou a tomar novos rumos de administração, no que diz respeito a conscientização dos alunos, funcionários, professores e demais segmentos da comunidade escolar a respeito dos direitos da Escola Bernardino de possuir condições dignas de uma Escola já tradicional no município de Abaetetuba, com instalações que fizesse justiça à boa fama que a Escola gozava à nível Municipal e até regional, e com suas firmes atuações frente às autoridades educacionais e partindo para uma reforma completa da Escola e não os tradicionais “consertos”, onde se buscou os meios para a dita reforma, que veio com vultosa verba específica do então Projeto Alvorada, fato que não se concretizou devido as comuns injunções político-partidárias. Nem por isso a direção, o conselho escolar e comunidade escolar se acomodaram e partiram em busca da tão sonhada reforma, que finalmente aconteceu com a assunção da competente professora abaetetubense, Ana Lúcia dos Santos Lima, que buscou junto às verbas da educação do Pará e verbas resgatadas do então Projeto Alvorada, quando aconteceu, na gestão da última direção da Professora Jesus Rocha, com ajuda marcante do último Conselho Escolar e de toda a comunidade escolar, a reforma que transformou totalmente e para melhor o acanhado prédio construído em 1966.
A ajuda decisiva da professora Ana Lúcia dos Santos Lima, já trabalhando como admirável técnica na SEDUC, em Belém/Pa, que por sua competência profissional, foi galgando cargos mais elevados na Secretaria de Educação, culminando com sua chegada ao posto de Secretária de Ensino e Secretária de Educação, quando finalmente foram iniciadas as esperadas obras de reforma, com ampliações de espaços, construções de outros (como a sonhada Quadra de Esportes coberta, o Auditório para 200 pessoas, as salas Multifuncionais e de Laboratórios, o Salão de recreio e merenda escolar, o estacionamento para motos e bicicletas, a moderna Biblioteca), e a informatização e climatização geral da escola, inclusive com o sistema de vigilância informatizada com câmeras e sistema computadorizado de vigilância. Foram centenas de viagens de idas-vindas no trajeto Abaetetuba-Belém-Abaetetuba, onde a Professora Jesus ou o Professor Manoel Bitencourt, usavam seus carros de famílias e pagando carretos e gasolina com dinheiro dos próprios bolsos e que nós todos temos somente é que agradecer por admiráveis esforços e atos altruísticos em favor da educação em Abaetetuba.
No quesito relacionamento entre os segmentos escolares, a luta foi e continua também intensa, tentando implantar o sistema de “tratar todos como nós próprios gostaríamos de ser tratados”, com dignidade, urbanidade, amor e serviços, não olhando sequer as orientações políticas contrárias, inclusive com a conscientização do segmento dos pais, professores e comunidade escolar e vizinha, e em seguidos encontros de formação e interação com esses segmentos escolares e que atualmente já vem rendendo ótimos resultados à nível de relacionamentos sociáveis e sem as constantes atitudes agressivas e vândalas do passado.
Todo esse esforço em busca de uma educação de qualidade dos alunos já vem também rendendo significativos avanços na questão das aprendizagens e das avaliações à nível federal em questões de ensino. Galgando a escola alguns degraus nesses índices de avaliações e também com o ingresso de uma maior parcela dos alunos em cursos universitários das instituições públicas, particulares e cursos técnicos tão necessários para os novos tempos de industrialização do Estado do Pará e Brasil.
E a construção dos verdadeiros valores do homem que vêm sendo incutidos nos alunos e nos demais segmentos escolares, onde alunos, professores, funcionários vem recebendo reforço pela valorização e responsabilidade de todos frente às suas responsabilidades na Escola, em meio à sociedade e nas diversas funções que ocupam nas questões sociais, políticas e construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

O SOME-Sistema Modular de Ensino em Abaetetuba, chegou na Escola Bernardino em situação precária de desorganização, por falta de um bom gerenciamento e planejamento de suas atividades e pela falta de apoios das autoridades municipais e estaduais. Seus alunos e professores não eram valorizados e nem sequer eram olhados como verdadeiros alunos ou verdadeiros professores, e que talvez fizessem parte, na cabeça de muitas pessoas, como “quebra-galhos” de um sistema de ensino falido e sem esperanças. De fato, a documentação dos alunos e professores que chegaram à Escola Bernardino estava totalmente fora das realidades de um verdadeiro sistema de ensino e a Escola Bernardino, através de suas duas últimas direções, estabeleceram um plano de regularização desse sistema, que levou meses para que toda a papelada pudesse ser devidamente organizada e a situação regularizada e se iniciou também um plano de valorização dos professores do sistema. No início, os professores do SOME se sentiam como se não fizessem parte da comunidade da Escola Bernardino e assim, foi criado um posto de vice-direção, para atender aos pleitos e necessidades do pessoal do SOME e tudo começou a funcionar dentro da normalidade e dos parâmetros da qualidade de ensino aplicada aos alunos e professores da Escola-Sede. Isso, agora, com as inevitáveis injunções político-partidárias, vem sendo colocado em 2º plano e os próprios alunos atendidos nas suas escolas anexas das Ilhas e Estradas de Abaetetuba, pela desorganização que essas interferências vêm causando nessas escolas, estão acorrendo em massa para matrícula na Escola-Sede, ocasionando a não formação de turmas nessas localidades e, em consequência, deixando os professores desse sistema sem carga-horária suficiente para atender suas necessidades de ordem financeira.
Vide algumas imagens que retratam situações passadas e presentes da Memória-História dos 50 anos da Escola Bernardino Pereira de Barros, completados no dia 18/3/2012.











Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

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