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terça-feira, 27 de março de 2012

HISTÓRIA-MEMÓRIA NÃO DEFINITIVA


HISTÓRIA E MEMÓRIA: CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA E MEMÓRIA

Questões não definitivas sobre História-Memória

Muitos não sabem, mas cada localidade, cada pessoa, cada prédio tem uma história e memória a ser recolhida, uma cultura a ser resgatada e valores a serem admirados, em meio a alguns deslizes de naturezas e formas que não devem ser considerados, em favor da perenidade das riquezas recolhidas e para dizer à posteridade que cada coisa teve uma origem e que desenvolveu sua história a partir do espaço ocupado e em trajetória entrecortada de situações que constituíram aquela cultura, aqueles valores e uma história que não pode se perder na memória esquecida dos tempos que passam.
Algo parecido é feito pelo professor José Ribamar Lira de Oliveira com amigos pesquisadores e alunos das escolas ribeirinhas do Baixo Tocantins e publicado periodicamente no http://ribaprasempre.blogspot.com.br - Blog do Riba, que são pequenas riquezas recolhidas nos lugares por onde esse mestre passa como professor do Sistema de Organização Modular de Ensino-SOME/SEDUC, do Estado do Pará e que nós aqui no Blog do Prof. Ademir Rocha muito valorizamos. São também como as pesquisas da professora Maria de Nazaré Carvalho Lobato e outros pesquisadores locais que se debruçam como cavaleiros solitários correndo atrás da rica cultura de Abaetetuba, para deixar apenas réstias de luz colhidas em meio da imensa claridade que precisa se descortinada por uma massa maior de mentes culturalmente inquietas na divulgação de um rico passado, para deixar como presente às gerações futuras que não precisarão tatear no escuro em busca de suas raízes esquecidas.

Fonte do texto abaixo: www.www.bialik.com.br - Colégio Bialik

22/03/2012 - Uma conversa sobre história e memória...

O filósofo Walter Benjamim dizia ser preciso escavar pacientemente o amontoado de ruínas e escombros do passado, recolhendo indícios e documentos historiográficos, não para reencontrar o passado como ele foi, mas sim para buscarmos o que nele foi esquecido e abafado: os vestígios que o tempo sufocou, isto é, as personagens e os episódios que foram sendo esquecidos.
Muitas vezes, ao longo da história da humanidade e da história de cada um de nós, os relatos e as memórias acabam sendo omitidos e esquecidos; os detalhes, os objetos, as pequenas recordações se perdem. É fundamental preservar a memória daqueles que vieram antes de nós, os seus testemunhos e depoimentos. É essencial conservar as experiências que narram, os episódios que descrevem as estorietas que relatam e os sinais que carregam consigo.
(TEXTO ADAPTADO DE WALTER BENJAMIN, A HISTÓRIA DOS VENCIDOS)

Baseados nestas ideias atreladas ao conteúdo de História do 4º ano (que trata sobre a importância dos documentos históricos como fonte de comprovação das mudanças e permanências ao longo dos tempos) realizamos uma atividade de encher os olhos!
Os alunos pesquisaram, junto às famílias, objetos e documentos que fizessem parte de suas trajetórias de vida. No dia marcado, trouxeram-nos para a escola e produziram textos explicativos sobre os itens escolhidos. Montamos no salão uma exposição com o material recolhido pelas crianças e abrimos à visitação para os alunos de 2º ao 5º ano: um misto de curiosidade e excitação tomou conta dos convidados; muitas vezes, não dava para segurar o desejo de mexerem em objetos tão inusitados, interessantes ou desconhecidos, e lá se via uma mão a tocar, literalmente, a história de alguém...
Morot dos 4º anos

23/03/2012
A Escola na Hebraica
Entrevista de Alexandre Ostrowiecki (Nani), presidente do Bialik na Revista da Hebraica deste mês. Confira!
22/03/2012
Que venham novos alunos-pesquisadores...
© Escola Brasileira Israelita Chaim Nachman Bialik
Desde 1943 Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio
Rua Simão Álvares - Nº 680 - CEP: 05417-020 - Pinheiros - São Paulo - SP - Tel: (11) 3093-0830epigram

Dicas Para as Escolas, Extraídas de Várias Fontes Para a Garimpagem da História-Memória e Cultura Escondidas Atrás de Várias Fontes de Informações:

O texto abaixo recolhido da fonte www6.ufgs.br convivência

A partir da elaboração dessas perguntas, é interessante instrumentalizar os estudantes sobre as técnicas de entrevistas (fazer perguntas curtas, estimular o entrevistado a responder à pergunta com riqueza de detalhes, o entrevistador não deve se sobressair em relação ao entrevistado, as perguntas devem ser elaboradas em ordem crescente de complexidade).
Seria interessante que os estudantes pudessem entrevistar, pelo menos, uma 20 pessoas e, posteriormente, convertessem os dados coletados em gráficos e tabelas, noções de porcentagem.
Outra abordagem possível é sugerir que os estudantes transformem as perguntas em narrativas, contemplando os seguintes elementos da narratologia (estrutura e modos de composição):

O quê? - Fato: o que se vai narrar;
Quando? - Tempo: quando o fato ocorreu;
Onde? - Lugar: onde o fato se deu;
Com quem? - Personagens: quem participou ou observou o ocorrido
Por quê? - Causa: motivo que determinou a ocorrência;
Como? - Modo: como se deu o fato;
Narrador - tipo de narrador (1a ou 3a pessoas);
Personagens - protagonistas, antagonistas, principais, secundários;
Discurso - direto e indireto;
Ambiente - (caracterização psicológica do espaço) e espaço (caracterização física do espaço);
Linguagem - culta, formal, informal, regional.

História, Memória e Narrativa

Se o grupo de professores optar pela realização de entrevistas (orais, recorrendo ao gravador ou à câmera de vídeo, ou escritas) produzidas pelos alunos, ainda que por apenas parte deles, seria interessante preparar um questionário prévio, apontando para aspectos da memória do lugar de seu interesse. Como exemplo, pode-se explorar histórias de vida profissional, narrativas, contos e “causos” cômicos e/ou fantásticos que envolvem o ambiente ou, mesmo, lendas e mitos relacionados à ocupação do espaço.
O tratamento dado a essa material precisa ser bastante cuidadoso. Que tal aproveitarmos o momento para discutirmos a relação entre memória e história? Sabemos que a primeira é uma narrativa pessoal e extremamente afetiva sobre a segunda, que é entendida como “a vida dos homens ao longo do tempo”. Uma possibilidade didática é comparar os registros dos alunos com informações recolhidas pelo professor sobre a trajetória do lugar, a partir de perguntas como:

a) em que medida as memórias revelam as transformações do espaço no tempo?
b) De que maneira elas demonstram um ponto de vista, individual ou coletivo, sobre os eventos narrados?
c) Como memórias distintas podem conviver em um mesmo lugar? Há conflitos e disputas entre versões de narrativas de grupos/pessoas diferentes?

Fazendo história e memória pela narrativa

Sugerimos que as reflexões realizadas ganhem forma através de duas produções narrativas, de preferência que apontem para mais de uma modalidade de registro (escrita, oralidade, imagem etc), o que também pode ser problematizado na sala de aula.
A primeira deve seguir as orientações de um texto de História (disciplina científica), quer dizer, que traga descrições e análises sustentadas pelas fontes a que tiveram acesso. A segunda pode ser mais livre, seguindo o ritmo da memória e incorporando percepções pessoais e mesmo elementos fictícios sobre o espaço retratado. Se for de interesse dos alunos, por que não reelaborar literariamente uma das memórias recolhidas nas entrevistas? O importante é que os limites entre a história e a memória fiquem bastante visíveis. Uma bom fio-condutor para a discussão é o terceiro problema perseguido na investigação do grupo: havendo memórias divergentes, em qual produção narrativa pode-se melhor conciliar as diferenças e em qual essas precisam ser relatadas de forma distanciada?
Dependendo das escolhas do grupo de professores quanto ao peso e ao tempo disponível para a atividade, pode-se dividir os estudantes em dois grupos, cada qual responsável pela criação de uma das narrativas. No final, os alunos apresentam suas produções aos colegas e trocam suas impressões sobre elas.
Com essa atividade, objetiva-se trabalhar principalmente a competência de comparação, que deve ser observada na avaliação das produções narrativas. Além disso, discute-se e elabora-se com os alunos os conceitos e noções de história (disciplina e objeto), memória e narrativa.
Alguns mercados públicos municipais e outros centros de comércio possuem acervos com fotos e reportagens de época, além de documentos oficiais sobre a construção do espaço físico e produções escritas sobre sua história.
Se essas fontes forem de fácil acesso, os próprios alunos podem manipulá-la, levantando e selecionando dados de acordo com as perguntas e dúvidas que surgirem no desenvolvimento do trabalho.

Fonte: http://aphoral.ufpa.br
Associação Brasileira de História Oral
Associação Paraense de História Oral- APHO

Vide abaixo o interessante encontro de alto nível que será promovido pela fonte acima e vide seus interessantes assuntos, demonstrações e métodos de pesquisas:
TERÇA FEIRA
(27/03) QUARTA FEIRA
(28/03) QUINTA FEIRA
(29/03) SEXTA FEIRA
(30/03)
10:00 às 17:30
CREDENCIAMENTO
Sala Professores IFCH
Bloco-B (aulas graduação Curso de História). 08:30 às 12:00
MESAS-REDONDAS
1) Natureza, Culturas, Memórias e Fontes Orais
Local: Auditório Setorial Básico-I.
2) História e Memória: Escolas, Universidades, Professores e Estudantes
Local: Auditório Setorial Básico-II.
3) Cidade Em Memórias, Narrativas E Representações
Local: Auditório Ateliê de Artes Artes (ICA) 08:30 às 12:00

MESAS-REDONDAS
1) Memórias de Mulheres
Local: Auditório Setorial Básico-I
2) Memórias dos Conflitos pela Terra na Amazônia
Local: Auditório Setorial Básico-II.
3) Vozes da Amazônia: Reinvenções de Identidades e Territorialidades na Defesa dos Direitos Sócio-Ambientais
Local: Auditório do Inst. Ciências Exatas e Naturais (ICEN) 08:30 às 12:00

MESAS-REDONDAS
1) Metodologias de Pesquisa, Fontes Orais e Interdisciplinaridade na Venezuela, Colômbia e Amazônia Brasileira
Local: Auditório Setorial Básico-I.
2) Rodas de Conversa: Uma Prática e Reflexão Interdisciplinar
Local: Auditório Setorial Básico-II.
3) Arte, Aprendizagem e Oralidade
Local: Auditório Ateliê de Artes (ICA)
14:00 às 17:45

MOSTRA DOCUMENTÁRIOS*
Laboratório de História
14:00 às 17:30
RODAS DE CONVERSA**
Bloco-A
(salas Curso de graduação CC.SS.) 14:00 às 17:45

SIMPÓSIOS TEMÁTICOS (GTS)
Salas cursos de graduação do Básico
Bloco-A (CC.SS.)
GTs n°1-2, 3,4,5,6 e 7
Bloco-B (História)
GTs n° 8,9, 10 e 11
Bloco-H (Letras)
GTs n° 12, 13, 14 e 15 14:00 às 17:45

SIMPÓSIOS TEMÁTICOS (GTS)
Salas cursos de graduação do Básico
Bloco-A (CC.SS.)
GTs n°1-2, 3,4,5,6 e 7
Bloco-B (História)
GTs n° 8,9, 10 e 11
Bloco-H (Letras)
GTs n° 12, 13, 14 e 15 14:00 às 17:45

PLENÁRIA ABHO-REGIÃO NORTE E APHOR
15:30 às 17:00h

CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO
“O diálogo da História Oral com a Historiografia Contemporânea”
18:00 às 18:30

ATO DE ABERTURA DO CONGRESSO
Auditório Benedito Nunes (UFPA)
18:30 às 20:30

CONFERÊNCIA DE ABERTURA CONGRESSO
Dra. Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ e CPDOC-FGV)
“Fontes Orais para a História do Tempo Presente” 18:00 às 21:00

MINICURSOS
Salas
Bloco-A (CC.SS.)
n°1, 2, 3,4,5 e 6
Salas
Bloco-B
(História)
n° 7,8, 9 e 10 18:00 às 21:00
MINICURSOS
Salas
Bloco-A (CC.SS.)
n°1, 2, 3,4,5 e 6
Salas
Bloco-B
(História)
n° 7,8, 9 e 10 17 às 17:30hs

ATO DE ENCERRAMENTO
20:00 hs.

FESTA DE ENCERRAMENTO DO CONGRESSO
Local: Praça do Carmo, Bairro Cidade Velha: Belém
IMPORTANTE: A COMISSÃO ORGANIZADORA SOLICITA AOS INSCRITOS, QUE APRESENTEM O COMPROVANTE DE DEPÓSITO/TRANSFERÊNCIA NO MOMENTO DO CREDENCIAMENTO.

CONFERÊNCIAS
CONFERÊNCIA DE ABERTURA
Dra. Marieta de Moraes Ferreira (UFRJ e CPDOC-FGV)
“Fontes Orais para a História do Tempo Presente”
DIA: 27
Horário: 18:30 às 20:00
Local: Auditório Benedito Nunes

CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO
Maria Paula Nascimento Araújo (UFRJ)
“O diálogo da História Oral com a Historiografia Contemporânea”
DIA: 30
Horário: 15:30 às 17:00
Local: Auditório Básico-I

MESAS REDONDAS DIA 28 (quarta feira: 08:30 às 12:00)
1) NATUREZA, CULTURAS, MEMÓRIAS E FONTES ORAIS
Moderadora: Leila Mourão.
Palestrantes: Dr. Eurípedes Funes (UFCE), Dr. Marcos Montysuma (UFSC) e Dra. Temis Gomes Parente (UFT).
Local: Auditório Setorial Básico-I.
2) HISTÓRIA E MEMÓRIA: ESCOLAS, UNIVERSIDADES, PROFESSORES E ESTUDANTES
Moderadora: Stela Pojuci Ferreira de Moraes.
Palestrantes: Dra. Edilza Fontes (FHIS-UFPA), Dra. Franciane Gama Lacerda (FHIS-UFPA), Dra. Maria do Socorro Costa Coelho (Faculdade de Educação-UFPA).
Local: Auditório Setorial Básico-II.
3) CIDADE EM MEMÓRIAS, NARRATIVAS E REPRESENTAÇÕES
Moderadora: Venize Rodrigues.
Palestrantes: Dr. Antonio Clarindo Barbosa de Souza (UFCG-PB), Dr. José Maria da Silva (UNIFAP), Dra. Luciana Carvalho (UFOPA) e Dra. Josebel Akel Fares (UEPA).
Local: Auditório Ateliê de Artes (Instituto de Ciências das Artes-ICA).

MESAS REDONDAS DIA 29 (quinta feira: 08:30 às 12:00)
1) MEMÓRIAS DE MULHERES
Moderadora: Denise Machado Cardoso.
Palestrantes: Dra. Maria Luzia Miranda Álvares (GEPEM/FCS/UFPA), Dra. Benedita Celeste Pinto (UFPA) e Dra. Andrea Silva Domingues (Univas/MG).
Local: Auditório Setorial Básico-I
2) MEMÓRIAS DOS CONFLITOS PELA TERRA NA AMAZÔNIA
Moderador: Fábio Pessôa.
Palestrantes: Ms. Elias Diniz Sacramento (UFPA), Ms. Airton dos Reis Pereira (UEPA) e Ms. Fagno da Silva Soares (IFMA).
Local: Auditório Setorial Básico-II.
3) VOZES DA AMAZÔNIA: REINVENÇÕES DE IDENTIDADES E TERRITORIALIDADES NA DEFESA DOS DIREITOS SÓCIO-AMBIENTAIS

Moderadora e palestrante: Ms. Maria Cristiane Pereira de Souza (IMV).
Palestrantes: Ms. Iremar Antônio Ferreira (Instituto Madeira Vivo (IMV), Ms. Dion Monteiro (Instituto Amazônia Solidária e Sustentável/IAMAS) e Ms. José Guilherme Carvalho da Silva (FASE).
Local: Auditório do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN).
MESAS REDONDAS DIA 30 (sexta feira: 08:30 às 12:00)

1) METODOLOGIAS DE PESQUISA, FONTES ORAIS E INTERDISCIPLINARIDADE NA VENEZUELA, COLÔMBIA E AMAZÔNIA BRASILEIRA
Moderadora: Maria Paula Nascimento Araújo.
Palestrantes: Xiomara Pamela Rodríguez Neira (Venezuela), Fábio Castro (Colômbia) e Carla Monteiro de Souza (UFRR-Roraima).
Local: Auditório Setorial Básico-I.
2) RODAS DE CONVERSA: UMA PRÁTICA E REFLEXÃO INTERDISCIPLINAR
Moderador: Pere Petit.
Palestrantes: Edivânia Santos Alves, Jaime Cuéllar Velarde e Nailce dos Santos Ferreira.
Local: Auditório Setorial Básico-II.
3) ARTE, APRENDIZAGEM E ORALIDADE
Moderadora: Telma Saraiva.
Palestrantes: Dr. Celson Gomes (UFPA) e Maria da Graça Jacintho Setton (USP) e Dra. Lia Braga Vieira (UFPA/UEPA).
Local: Auditório Ateliê de Artes (Instituto de Ciências das Artes-ICA).

PROGRAMAÇÃO DAS RODAS DE CONVERSAS
Ativando a Vida, Ativando a História
DIA 27 DE MARÇO DE 14h30 às 17h30
O I Congresso Pan-Amazônico e VII Encontro da Região Norte de História Oral, contará com um espaço no evento, no dia 27, chamado de “Rodas de Conversas: Ativando a Vida, Ativando a História”, proporcionando aos participantes a experiência do contato com os movimentos sociais, culturais e militantes políticos que vem reivindicando lugar e presença na história, sem exclusividades e ortodoxias. Ao mesmo tempo em que se caracteriza por serem espaços abertos integrando moradores de diferentes bairros da cidade de Belém e a comunidade acadêmica, objetivando compartilhar suas experiências e aprendizados cotidianos produzidos nas mais variadas atmosferas de nossa rica cultura.
Formato: Serão formados círculos no qual poderão participar no máximo 40 pessoas, além dos convidados ao “bate papo”. Local em que apresentarão e compartilharão suas, memórias, com recorte às manifestações da cultura local e das lutas sociais. Todo evento será registrado através de mídia digital.
As Rodas de Conversa serão realizadas (dia 27) no Bloco-A, salas de aula dos Cursos de Graduação em Ciências Sociais (próximo ao Restaurante Universitário-RU).

RODA 1: AS DIVERSAS LINGUAGENS DA CULTURA DO BAIRRO DA TERRA FIRME
PROPONENTE: Ponto de Memória da Terra Firme
RESUMO: Esta roda terá como tema a História do Bairro da Terra Firme, contada por senhores do Bairro selecionados pelos jovens participantes do projeto.

RODA 2: RODA DE BATE PAPO CAFÉ COM PUPUNHA
PROPONENTE: MOVA-CI: Movimento de Vanguarda da Cultura de Icoaraci
RESUMO: Esta roda de “bate -papo”, nasceu em 2005 no período da IV MOSTRA de CULTURA-MESTRE CABELUDO. Desde este momento até hoje, aconteceram em seis bairros do Distrito de Icoaraci: Paracuri, Ponta Grossa, Furo do Maguari, Cruzeiro, Vinte e três e Tenoné. Sempre realizadas no “período da pupunha” e com moradores desses diferentes bairros que nos contaram histórias e reviveram um pouco da Icoaraci do passado. Nesta que vai acontecer na UFPA estarmos compartilhando mais um momento da memória viva desses moradores.

RODA 3: MEMÓRIAS DO GOLPE E DA DITADURA MILITAR
PROPONENTES: Jaime Cuéllar Velarde e Marcos Valério Reis
RESUMO: Visa oportunizar o público presente com memórias de sujeitos culturais cujas trajetórias de vida foram atravessadas pelos tempos de exceções, prisões e censuras (1964-85). Os eixos temáticos a serem tratados pelos convidados são: a) O golpe civil-militar, em março de 1964; b) As prisões de amigos, parentes, políticos; c) As notícias de jornais sobre prisões, fatos políticos, Atos Institucionais; d) As táticas de resistências no teatro, música, poesia, etc.; e) As discussões com a família sobre o golpe e a ditadura; f) Os sentimentos de raivas, recalques, remorsos, frustrações, medos, etc.Estarão presentes Dulce Rosa Rocque Bacelar, Alfredo Oliveira, André Costa Nunes, Paulo André Barata, Pedro Galvão e Juracy Siqueira.

PROGRAMAÇÃO MOSTRA DE VÍDEO-DOCUMENTÁRIOS
Oralidades na Amazônia
Sessões:
TARDES: DIAS 27, 28 e 29 SESSÕES PROGRAMADAS: 14 às 18 hs.
MANHÃS: DIAS 28 e 29 SESSÕES A LA CARTE: 09 às 12 hs.
LOCAL: LABORATÓRIO DE HISTÓRIA,
(aulas pós-graduação em História, próximo Auditório Basico-I)

Título 1: MULHERES, MÃES E VIÚVAS DA TERRA: SOBREVIVÊNCIA DA LUTA, ESPERANÇA DE JUSTIÇA (25 minutos. Ano 2009. Marabá/PA)
Autor: Evandro Medeiros
Sinopse: O documentário “Mulheres, Mães e Viúvas da Terra: Sobrevivência da Luta, Esperança de Justiça”, traz o caso de diferentes mulheres cujas histórias de vida se encontram com as histórias de luta pela terra no Sul e Sudeste do Pará, em meio a dor, lágrima e luta pela sobrevivência, em seus diferentes significados e circunstâncias, após perderam esposos, irmãos e filhos assassinados pelo latifúndio. Trabalhando com relatos de Dona Geraldina e Luzia Canuto [viúva e filha de João Canuto], Dona Joelma [viúva de Dezinho] e Dona Marina [viúva de Zé Pretinho], o documentário é inspirado na obra "Viúvas da Terra - Morte e Impunidade nos Rincões do Brasil

Título 2: BOM JARDIM: MEMÓRIAS, LUTAS E IDENTIDADE (15 minutos. Ano 2010. Santarém/PA)
Autora: Cláudia Laurido Figueira
Sinopse: O documentário narra a trajetória histórica dos moradores de uma comunidade rural, denominada de Bom Jardim, localizada em Santarém do Pará, que na década de 1990 se auto determinou quilombola no contexto dos encontros das “Raízes Negras” articulados por lideranças do Movimento negro urbano e quilombos do Baixo Amazonas. A filmagem realizada no local, busca valorizar o testemunho de antigos moradores e lideranças que participaram da articulação do movimento quilombola em Bom Jardim.
O documentário tem no testemunho oral dos moradores a sua principal fonte de pesquisa, objetivando traçar o itinerário da luta quilombola em Bom Jardim e o significado que estes atribuem ao movimento, por isso, valoriza-se as vozes desses sujeitos históricos, suas histórias e suas lutas pela titularização da terra, entendida como “terra de herança”.

Título 3: MEMÓRIA INSONE (14min. Ano 2007. Castanhal/PA)
Autor: José Victor Neto
Sinopse: O filme trata do cotidiano e das relações de trabalho de um grupo de vigias noturnos, atuante no centro da cidade de Castanhal. Os referidos vigilantes, devido às circunstancias de sua atividade profissional, passam as noites contando estórias uns aos outros, como forma de se manterem acordados durante as madrugadas. A temporalidade invertida entre dia e noite, e o tédio que marca esta segunda, possibilitam a emergência de diversas histórias, dos mais recônditos cantos da memória.
Vencedor do 1º Concurso de Curtas-Metragens da Fundação Cultural do Município de Castanhal – FUNCAST

Título 4: UM RODO NA BEIRA DO RIO (16 minutos. Ano 2011/2012. Sena Madureira/AC)
Autora: Joana de Oliveira Dias
Sinopse: O vídeo documentário “Um rodo na beira do rio” traduz os intercâmbios vivenciados no mercado municipal às margens do Rio Iaco, no município de Sena Madureira-AC, a partir das memórias e representações de homens, mulheres e crianças que diariamente circulam naquele espaço.As cenas observadas sistematicamente no mercado da cidade e todo seu entorno, como o vai e vem das catraias, o “bate-papo” nos armazéns e nos bares, o ir e vir do batelão com pessoas, cartas e mercadorias, o subir e baixar do rio, os diversos falares, cheiros, sons e silêncios produzidos pelos inúmeros sujeitos sociais no cotidiano deste espaço criam um cenário com personagens, figurinos e enredo próprios.Mais do que isso, essa opção pelo mercado, a beira do rio e suas memórias constitui-se numa escolha política e metodológica ao entender que esse quadro permite tecer relações sobre a história e a cultura das cidades ribeirinhas das Amazônias. Assim, o desvelar dessas lembranças traz à baila significações e sentidos cotidianamente silenciados ou renegados pela história e discurso oficiais.

Título 5: TODO DIA É DIA DE FEIRA NA TERRA FIRME (15 minutos. Ano 2011. Belém/PA)
Autor: Ponto de Memória do bairro da Terra Firme
Sinopse: São coletadas e exibidas falas de pessoas envolvidas diretamente no cotidiano da feira do bairro da Terra Firme como feirantes, vendedores ambulantes, pequenos comerciantes e consumidores, destacando este espaço como essencial na dinâmica deste lugar.

Título 6: RITMOS, CORES E ROSTOS DA TERRA FIRME (15 minutos. Ano 2011. Belém/PA)
Autor: Ponto de Memória do bairro da Terra Firme
Sinopse: breve síntese do panorama cultural do bairro da Terra Firme mostrando as atividades, grupos e organizações que lidam com a cultura por meio de diferentes expressões socioculturais

Título 7: FILHOS DA TERRA (18 minutos. Rio Branco-AC)
Autor: Emilson Ferreira
Sinopse: A diáspora acreana, sobreviventes da seca nordestina, que foram “convertido em seringueiro anônimos nas florestas do Acre” Hardman(2009, p.69); mais uma vez foram expulsos de terras brasileiras, pelo progresso, que transformou seringais em fazenda de criação de gado. Buscaram refúgios na floresta boliviana, lá reconstituíram suas vidas, formaram famílias, continuaram a ser eles mesmos no inferno verde, na terra que os aprisionam, no progresso que continua a os esquecerem, que os privam do direito à saúde, à escola, à cidadania. Agora é a vez do governo nacionalista de Evo Morales, que durante campanha eleitoral, prometeu fazer a reforma agrária, amparado pela constituição boliviana, a qual não permite que estrangeiros tenham terra naquele país. Assim, sofrem ameaças de serem expulsas da Bolívia famílias de seringueiros brasileiros, que vivem na faixa de fronteira de 50 km com o Brasil.

Título 8: MOLDANDO IDENTIDADES ATRAVÉS DA ARGILA (19 minutos. Ano 2010. Icoaraci/PA)
Autora: Telma Saraiva
Sinopse: O documentário Moldando Identidades através da Argila, conta um pouco da história da cerâmica artesanal do bairro do Paracuri em Icoaraci, Distrito de Belém, e aborda um dos principais temores dos artesãos: A falta de aprendizes que ameaça a continuidade desta tradição ceramista.(Projeto contemplado pela Fundação Nacional de Artes-FUNARTE, no Edital Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre as Interfaces dos Conteúdos Artísticos e Culturas Populares)

Título 9: UBÁ, UM MASSACRE ANUNCIADO (25 minutos. Ano 2006. São Domingos do Araguaia/PA)
Autor: Evandro Medeiros
Sinopse: Vídeo produzido por ocasião do julgamento do fazendeiro mandante do assassinato de trabalhadores rurais no Massacre da Fazenda Ubá, ocorrido no município de São Domingos do Araguaia em 1985. Relata a história do massacre contada 21 anos depois por sobreviventes e testemunhas da violência cometida por pistoleiros no assassinato de Zé Pretinho, lider dos posseiros que ocupavam a Fazenda Ubá. Vídeo utilizado como instrumento de mobilização e sensibilidade da sociedade paraense para atenção com os casos de violência no campo.

Título 10: BRINCADEIRA DE MESTRE (20 minutos. Ano 2004/2005. Icoaraci/PA)
Autor:Movimento da Vanguarda da Cultura de Icoaraci -MOVA-CI
Sinopse: São mostradas festas e manifestações da cultura de Icoaraci realizadas principalmente no carnaval, na quadra junina e festivais como os do Dia do Folclore e da Mostra de Cultura de Icoaraci. Durante a mostra acontece um grande cortejo que passa pelas ruas do distrito, reunindo boi-bumbá, cordão de pássaro, escola de samba. O documentário mostra também como eles fazem aquela brincadeira
.
Título 11: CABELO SECO NO ENCONTRO DOS RIOS (12 minutos de duração. Ano: 2008. Marabá/PA)
Autora: Joseline S. Barreto Trindade
Sinopse: Em alguns livros de história de Marabá está registrado que quando o comerciante maranhense Francisco Coelho chegou ao pontal (foz do rio Itacaiunas com o Tocantins) próximo ao burgo Itacaiunas, resolveu construir seu barracão que denominou de Marabá, referencia ao poema do escritor, também maranhense, Gonçalves Dias. O barracão definiu os marcos do bairro pioneiro de Marabá, que recebeu o nome de “seu fundador” Francisco Coelho. Mas, ficou, posteriormente, conhecido como Cabelo Seco, denominação que diz respeito entre outras narrativas, “ao cabelo cri, cri das moças que viviam no meretrício”. Em 2007, desenvolvemos no bairro Cabelo Seco, as oficinas do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA), que resultou no Fascículo 21 Bairro Cabelo Seco e no documentário “Cabelo Seco no Encontro dos Rios.” Nesse “diálogo de saberes”, ouvimos muitas histórias da cidade de Marabá: o seu surgimento, sua trajetória, as expressões culturais, manifestações religiosas, relações sociais, bem como, a apaixonada relação dos moradores com os rios Itacaiúnas e Tocantins, reflexo da vida cotidiana das lavadeiras; das “mulheres felizes”; dos “soldados da borracha”; dos castanheiros; pescadores; barqueiros; parteiras; curandeiras; crianças. Expressões de desejos, sonhos, diversão e chegadas que iremos conhecer um pouco mais por meio das histórias do bairro.
APHO

Observação do Blog do Prof. Ademir Rocha:

Como esse importante encontro envolve custos e tem outras exigências, leia abaixo:

IMPORTANTE: A COMISSÃO ORGANIZADORA SOLICITA AOS INSCRITOS, QUE APRESENTEM O COMPROVANTE DE DEPÓSITO/TRANSFERÊNCIA NO MOMENTO DO CREDENCIAMENTO.

São quatro as modalidades de participação no Congresso:
1) Participante que apresenta seus trabalhos de pesquisa nos Simpósios Temáticos (GTs).
2) Apresentação de documentários.
3) Participantes dos minicursos.
4) Participantes nas atividades do Congresso que não apresenta trabalho nem participa dos minicursos.

1) PARTICIPANTE DOS SIMPÓSIOS TEMÁTICOS (GTS).
Para apresentar uma comunicação nos 15 Simpósios Temáticos (GTs) do Congresso, o candidato terá que enviar ao e-mail aphoral@gmail.com as seguintes informações:

1.1 Nome completo, instituição, curso, titulação, endereço, e-mail e telefones de contato.
1.2 Curriculum (máximo 15 linhas.
1.3 Indicar dois (02) GTs conforme a ordem hierárquica de sua preferência aos quais deseja apresentar a sua comunicação.
1.4 Resumo da comunicação (10 e 15 linhas), a ser enviado até o dia 12 de março.
1.5 Comunicação (texto final). Texto de no máximo 20 páginas (ver link Normas Artigo), deverá ser enviado para constar nos Anais do Congresso, até o dia 25 de março.

2) APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS.
Os candidatos deverão fazer as suas inscrição no Congresso e seguir as indicações indicadas no link “Chamada Documentários".

3) PARTICIPANTES DOS MINICURSOS.
Para inscrever-se nos minicursos, o interessado deverá escolher 03 (três) das opções listadas na página do evento (ver link MINICURSOS) classificadas em 1ª, 2ª e 3ª opções. Caso o minicurso escolhido em 1ª opção já tenha atingido o número máximo de participantes (35), o inscrito será realocado no minicurso escolhido em 2ª opção, e assim sucessivamente. A inscrição aos minicursos pode ser realizada até o dia 26 de março no e-mail aphoral.minicursos@gmail.com, ou no dia 27, a partir das 12 hs. na Mesa de Credenciamento do Congresso a ser instalada no Auditório Benedito Nunes da UFPA.

4) PARTICIPANTES NAS ATIVIDADES DO CONGRESSO QUE NÃO APRESENTAM TRABALHO E NÃO PARTICIPAM DOS MINICURSOS.
A inscrição poderá ser realizada até o dia 26 de março através do e-mail aphoral@gmail.com, ou no dia 27, a partir das 12 hs. na Mesa de Credenciamento do Congresso a ser instalada no Auditório Benedito Nunes da UFPA.

Observação!
Os pagamentos discriminados abaixo NÃO SÃO ACUMULATIVOS.
Isto é, os profissionais e alunos que apresentem trabalho ou documentário NÃO deverão realizar um novo pagamento para participar dos minicursos.
Tampouco os profissionais e alunos que façam a sua inscrição nos minicursos terão que fazer um novo pagamento para participar das outras atividades do Congresso.

ATENÇÃO AOS VALORES:
1)APRESENTAÇÃO DE TRABALHO NOS SIMPÓSIOS TEMÁTICOS e/ou APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTÁRIO
Profissionais: R$ 50,00
Alunos (graduação e pós-graduação): R$ 30,00
OBS: O valor citado faz referência a TODAS as atividades do congresso, ou seja, não será necessário o pagamento adicional por MINICURSOS!

2)PARTICIPAÇÃO DAS ATIVIDADES DO CONGRESSO:
Profissionais: R$ 30,00
Alunos (graduação e pós-graduação): R$ 20,00
OBS: O valor citado faz referência a TODAS as atividades do congresso! Dessa forma NÃO será solicitado o pagamento de valor adicional pela participação, do inscrito que NÃO apresentará trabalho nos simpósios temáticos ou documentários, em MINICURSOS ou demais atividades.

DADOS NECESSÁRIOS PARA A EFETIVAÇÃO DO DEPÓSITO NO VALOR DA INSCRIÇÃO
Banco do Brasil
Conta Corrente: 34.061-8
Agência: 3702-8
Beneficiado: Andrey Maciel Castro

ENVIAR O RESPECTIVO COMPROVANTE DO DEPÓSITO E QUALQUER DÚVIDA AOS E-MAILS INDICADOS ACIMA

A Comissão Organizadora.

Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa

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