Mapa de visitantes

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS 5

ANTIGAS RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA
RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA, DO BRASIL, DO PARÁ E DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA
TRAV. SÃO BENEDITO OU PRAÇA DE SÃO BENEDITO:

Em 1906:
José André Margalho/Velho Zé Margalho, c/casa à Trav. S. Benedito, em 1906.
Pça de S. Benedito.


Observações:

1) SÃO BENEDITO – Santo da Igreja Católica, n. em 31/3/1524 na Sicília e f. em 4/4/1589, em Palermo. Era conhecido como S. Benedito, S. Benedito “O Negro”, S. Benedito “O Africano”, ou S. Benedito “O Mouro”.

São Benedito foi pastor de ovelhas e lavrador. Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus e aos 21 foi viver entre os monges dos irmãos eremitas de S. Francisco de Assis. Fez votos de pobreza, obediência e castidade e caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas. Era muito procurado pelo povo, que desejava ouvir s/conselhos e pedir s/orações.

Depois de 17 anos entre os eremitas, foi designado p/ser cozinheiro no Convento dos Capuchinhos. Sua piedade, sabedoria e santidade levaram s/irmãos da comunidade a Elegê-lo superior do Mosteiro, apesar de ser analfabeto e leigo, pois não havia sido ordenado sacerdote. S/irmãos o consideravam iluminado pelo E. Santo, pois fazia muitas profecias. Ao terminar o tempo determinado como superior, reassumiu c/muita humildade, mas c/alegria, s/atividades na cozinha do convento.

Sempre preocupado c/os mais pobres, aqueles que não tinham nem o alimento diário, retirava alguns mantimentos do convento, escondia-os dentro de s/roupas e os levava p/os famintos que enchiam as ruelas das cidades.

Em uma dessas saídas, o novo superior do convento, o surpreendeu e perguntou: “Que escondes aí embaixo do teu manto, irmão Benedito?” E o santo humidelmente respondeu: “Rosas, meu senhor!” e, abrindo o manto, de fato, apareceram rosas de grande beleza e não alimentos.

S. Benedito morreu aos 65 anos. É reverenciado e amado no Brasil inteiro e é um dos santos mais populares do país, principalmente entre a população de origem africana, que o associa aos padecimentos do negro brasileiro. S/festa é realizada no dia 26 de dezembro.

2) Possivelmente a Trav. S. BENEDITO ou Praça de S. BENEDITO era uma extensão da R. Siqueira Mendes p/o atual bairro de S. José, local onde residiam alguns componentes de uma das vertentes da família Margalho de Abaeté/Pa.



AVENIDA CORONEL ARISTIDES SILVA/AVENIDA CORONEL ARISTIDES:

Citações s/essa rua:

1904: R. Cel. Aristides, canto c/a Trav. da Conceição.
1920: Av. Aristides Silva onde ficava a “officina” de barbeiro de Manoel Pereira Aracaty..
1923: Av. Cel. Aristides Silva, onde morava Miguel Matos.
De 1925 a 1928: Av. Aristides Silva.

Citações de 1925:

Avenida Coronel Aristides.
Av. Aristides Silva, onde existia o terreno de Joaquim Mendes Contente.
R. Justo Chermont, onde fica o comércio de José Bechir Elias, que depois mudou para a R. Cel. Aristides Silva.

1927: R. Justo Chermont, canto com a Av. Coronel Aristides Silva”. “Avenida Aristides Silva onde ficava a padaria de Raymmundo Nonnato Bahia.

Av. Aristides dos Reis e Silva onde ficava a fábrica de calçados de Aristóbulo Margalho.

1927: O itinerário da procissão do Círio de N. S. da Conceição foi o seguinte: AV. ARISTIDES DOS REIS E SILVA, R. Cel. Caripuna, Trav. Ten-Cel. Costa, até a R. Siqueira Mendes. Daí a procissão seguiu até a diagonal que corta a Pça. da Matriz até a esquina da R. Lauro Sodré, com a AV. ARISTIDES DOS REIS E SILVA, seguia a R. Lauro Sodré, a Trav. Santos Dumont, a R. Siqueira Mendes até a frente ao Paço Municipal.

1927: Av. Aristides Silva c/a Siqueira Mendes.
1927: Av. Aristides Silva, onde ficava a padaria de Raymundo Nonato Baia e a fábrica de calçados de Aristóbulo Margalho.
1928: Av. Aristides Silva, onde ficava a “Pharmácia Indiana” e o “Salão Malato”. 1928: R. Justo Chermont c/a Av. Aristides dos Reis e Silva.
1928: R. Lauro Sodré com a Av. Aristides Silva.
Documentos de 1947 se referem a uma Av. Aristides Silva, onde ficava a oficina mecânica de Abel Barros e a Mercearia Boa Esperança.
Miguel Matos e João Gabriel de Figueiredo possuíam imóveis na Av. Coronel Aristides Siva.
Abel Barros, com oficina mecânica à Av. Aristides Silva.


Observações:

1) CORONEL ARISTIDES DOS REIS E SILVA - Comerciante, industrial e político, jornalista, advogado com escritório à Pça. da República, na antiga Abaeté. Era muito rico, possuía embarcações a vapor (um luxo naqueles tempos), comércios, engenhos no Rio Tucumanduba, para produção de cachaça, e mel de cana (melaço). o Coronel Aristides chegou a possuir duas lanchas, Rio Tucumanduba e Auxiliadora.

O Coronel Aristides dos Reis e Silva, famoso da então Vila de Abaeté e muito influente e nessas condições. galgou aos mais altos cargos político na Cidade de Abaeté, como Intendente municipal e deputado no Estado e, posteriormente, prefeito nomeado.
Casou com Judith Barbosa e tiveram os seguintes filhos:

Teodicéia Barbosa Silva/Sinhá e Nirvana Barbosa da Silva/Santinha. Teodicéa/Sinha, c/c José Pinheiro Baía/Zeca Baía, que era muito rico e que chegou a ser prefeito de Abaetetuba e que era filho de Raymmundo Lício Baía, este, que em documento de 1906 reside na R. Coronel Caripunas, perto da casa de Verônica Lobato, quase esquina c/a Trav. Conceição.

Coronel dos Reis e Silva Intendente Municipal de Abaeté:

Para a Intendência Municipal, em 1919, concorreu contra outros poderosos políticos, como o Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu, Coronel Raymmundo Lício Bahia, Coronel José Roberto Maués e o grande comerciante e industrial Garibaldi Parente, tendo o Coronel Aristides vencidoa eleição e ocupado o cargo de Intendente Municipal no período de 1919 a 1922. São seus conteporâneos: Coronel Maximiano Guimarães Cardoso, Antonio de Figueiredo Dias e João Floresta dos Santos, que em 1918, eram comerciantes e senhores de engenho e, portanto, pessoas de muito poder na época do Coronel Aristides.

Foi eleito deputado da Assembléia Legislativa, várias vezes, e era muito atuante, chegando a exercer a função de Secretário da Assembléia Legislativa, Presidente da mesma Asasembléia, em face de seus dons de advogado, pois era muito culto, bom orador e com muitos conhecimentos. Fazia anotações, relatórios e compilava dados estatísticos do município de suas funções e especialmente da Cidade de Abaeté.

Um documento de 1917, refere-se ao Cel. Aristides como Deputado do Estado, em 1917.
Uma 2ª administração do Cel. Aristides aconteceu c/um novo Golpe de Estado em 10/11/1937, quando aconteceu a deposição do prefeito constitucional João Francisco Ferreira. Como conseqüência da Revolução de 1937, de Getúlio Vargas, o Cel. Aristides, assume como Prefeito nomeado em 1/1/1938, ficando no cargo até 28/12/1943, tendo como Interventor Federal do Estado nomeado o cidadão José Carneiro da Gama Malcher.

Nessa administração, o Cel. Aristides restaura o prédio da Prefeitura Municipal e o Interventor Gama Malcher cria os Serviços de Estatísticas, através do Decreto nº 2851, de 7/1/1938 e, c/esse Decreto, ficam criadas as chamadas Agências de Estatísticas, nas sédes das prefeituras do Estado e Abaeté, ganha a sua Agência de Estatística.

Eram funcionários de seu governo, as seguintes pessoas: Leopoldo Ciciliano Paes, como secretário; Capitão Orêncio Pereira Coutinho, como tesoureiro; Antônio Alves Dias, como contador; Anísio Alvim de Lima, como porteiro e arquivista; Manoel Eugênio da Fonseca, como contínuo e admistrador do cemitério e Hygino Fernandes Lopes, como servente. Como funcionários externos (fiscais): Manoel Joaquim da Silva, fiscal geral; João dos Reis e Silva, fiscal no rio Tucumanduba; Manoel Nery da Costa, como fiscal no furo Tucumanduba; Manoel José Gonçalves Chaves, como fiscal no rio Paramajó: Fábio Nery de Araújo, fiscal no rio Itacuruçá; Antonio Carlos Viégas, fiscal no rio Maracapucú-Miry; Raymundo Gonçalves Chaves, fiscal no rio Arapapú; José Demétrio Paes; fiscal no rio jarumã; Manoel baptista da Costa, fiscal no rio Sapocajuba; Felippe baptista da Costa, fiscal no rio Urubuéua.

Quando não estava ocupando cargos políticos, o Coronel Aristides exercia a função de advogado, com escritório na antiga Pr. da República, hoje Praça Francisco de Azevedo Monteiro.

Como jornalista, montou alguns semanários na cidade em diversas épocas para exaltar o povo, os recursos naturais, a economia e a pequena Cidade de Abaeté, por que, acima de tudo, amava sua terra. Fundou semanários como os jornais “O Progresso” de 1904 e, depois, “O Commércio”, “O Correio de Abaeté”, este, no período em que foi Intendente Municipal, que eram jornais que publicavam, principalmente, as reportagens de Abaeté, seu povo e suas belezas e riquezas.

O Coronel Aristides, lembrando a beleza natural do município, com as suas dezenas de ilhas cercadas de rios, igarapés e baías e vendo o enorme quantidade de embarcações de todos os tipos, num fluxo constante por essas vias aquáticas e vendo o bom momento econômico do pequeno município, não se contém e, num misto de orgulho e de amor à sua terra natal, disse uma certa vez, em 1938:

“Que Abaeté era a Veneza Paraense”.
Completando com as perguntas:

“Porque não será a canoa como a gôndola?”
A capela como a catedral de São Marcos?”
“Os igarapés como rua-canais e a maior das construções como o Palácio dos Doges?”.

O Cel. Aristides era um conhecedor profundo da fauna, da flora, dos produtos do extrativismo local, que ele, criteriosamente anotava em seus escritos, especialmente nos documentos públicos e nas suas reportagens de jornais. Em documentos de 1937, estavam anotados dados econômicos do município, com anotações interessantes, que mostram a produção não só de cachaça, mas de outros produtos que faziam parte de nossa produção em todos os níveis, e que agora, são apenas lembranças, pois muitos desses produtos, como os da flora e fauna já foram extintos da natureza, como também muitos dos produtos do extrativismo e uma série de outros itens, que só existem na nossa memória. Vejamos essa produção de 1937:

Em 1917 o município possuía uma população de 25.000 habitantes e n cidade existiam 3 mil pessoas; casas habitadas: mais de 200 casas; casas de comércio: 79 casas de comércio, sendo 11 casas de venda à grosso; serrarias: uma serraria à vapor; Engenhos: 27 engenhos à vapor para produção de cachaça e mel de cana (melaço) e rapadura e, até mesmo, açúcar;

Estação de rádio, grupo escolar, escolas públicas e particulares, campo de aviação, curro, matadouro, coletorias estadual e federal, correios, tr~es igrejas, várias associações esportivas, culturais; 5 avenidas; 11 ruas; 13 travessas; 3 praças e 4 passagens; judiciário; delegacia de polícia; 2 tabeliões e escrivoes, adjunto de promotor.

2) A rua que recebia o nome de Av. Coronel Aristides era outra rua que não a atual Trav. Aristides dos Reis e Silva.

Atualmente existe a Trav. Aristides dos Reis e Silva, que inicia na Rua Siqueira Mendes, no bairro S. José e vai subindo, cortando as ruas do bairro S. Lourenço, entra no bairro Nazaré e vai cortando as ruas desse bairro e avança para o bairro Aviação cortando a Av. São Paulo e outras ruas desse bairro e avança para o bairro da Angélica e termina na Travessa Um, na Angélica. É uma rua muito comprida.



AV. D. PEDRO II:

Av. D. Pedro II, em 1925.


RUAS EM 1930 a 1932:
A família de Tieta Lima chegou em Abaeté/Pa, vindo do Ceará, p/volta de 1930, quando ela tinha 10 anos de idade.
Segundo ela, p/aqui existiam poucas ruas, como: Justo Chermont, Siqueira Mendes, Getúlio Vargas, Barão do Rio Branco, ainda c/seus nomes antigos. A cidade se resumia à chamada “beira”, já com a sua rua comercial, a Justo Chermont, construída em pontes.



RUA NILO PEÇANHA:

Citações s/essa rua:

R. Benjamim Constant e R. Nilo Peçanha:Vicente Gama e Silva, comerciante de gado, c/terreno à R. Benjamim Constant, de 16 x 33m, confinando com ele mesmo à R. Nilo Peçanha.
Luiza da Gama Margalho era moradora da então R. Nilo Peçanha, atual R. Getúlio Vargas.
Nascimento de Ademar Araujo Rocha, à R. Nilo Peçanha, em 30/8/1931.

1923: R. Nilo Peçanha.
1923: Trav. D. Pedro I, antiga Trav. Comandante Castilho, confinando com a R. Nilo Peçanha.
1927: R. Nilo Peçanha.
1930: Na R. Nilo Peçanha, com imóvel de João Francisco Ferreira.
1931: Acrisio Villaça da Silva possuía um terreno à Pça. de N. S. da Conceição, marginalizando a Trav. Comandante Castilho, até a R. Nilo Peçanha.

1931: R. Benjamim Constant canto com a R. Nilo Peçanha. 1931: Vicente Gama e Silva, comerciante de gado, com terreno à R. Benjamim Constant, de 16 x 33m, confinando com ele mesmo à R. Nilo Peçanha.

1931: R. Nilo Peçanha canto com a Trav. 24 de outubro.
1931: Residiam na R. Nilo Peçanha Chrispim Ferreira e Francisco de Miranda Margalho. Crhispim Ferreira, com padaria perto do Consultório de Wilson Amanajás, em frente à antiga Delegacia de Polícia.

1931: Raymundo Lício Baía, com residência à R. Nilo Peçanha, nº 1.
1931: Na R. Nilo Peçanha moravam José Joaquim Nunes, Fernando José Ribeiro e João Francisco Ferreira.

“O consultório dentário do Dr. Wilson Amanajás, ficava na R. Nilo Peçanha, na frente da Prefeitura Municipal, esquina c/a Trav. Francisco Monteiro”.

1931: Chrispim Ferreira, com residência à R. Nilo Peçanha, n° 27.
Em Abaeté existiu uma rua com o nome de “Trav. Coronel Caripuna” (supõe-se: Nilo Peçanha e atualmente R. Getúlio Vargas). Essa rua é citada em documentos de 1947.
Ainda em 1994 se falava de uma R. Nilo Peçanha.

A antiga R. Nilo Peçanha, hoje R. Getúlio Vargas, concentrava a maior parte de prédios de serviços públicos, como. Delegacia de Polícia, Prefeitura municipal, Agência dos Correiros. A Agência dos Correios funcionava numa casa que era de propriedade de Garibaldi Parente. A casa que abrigava a antiga delegacia de Polícia ainda existe, em estado precário. A antiga Prefeitura funcionava no prédio que também serviu de sede ao Vera cruz Sport Club?

1940: Em uma das casas do Sr. Francisco Freire de Andrade, localizada à R. Nilo Peçanha, em Abaeté, funcionou a Prefeitura Municipal, casa que serviu, também, nos serviços de audiência do Juiz Substituto, casamentos, posto sanitário, delegacia de polícia, alugada para esses servilos nos anos de 1940.

1947: “R. Nilo Peçanha, canto com a Trav. Francisco Monteiro, onde ficava o consultório dentário do Dr. Wilson Amanajás”.

Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, possivelmente para honrar o “Dia de Todos os Santos”, com o seguinte percurso: “Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da bandeira, até o Cemitério”.

1964: R. Nilo Peçanha.
Atualmente a antiga R. Nilo Peçanha corresponde a R. Getúlio Vargas, que vem do bairro Algodoal, da Trav. Rui Barbosa e se estende até a Av. Pedro Rodrigues, no bairro centro.


Observações:

1) NILO PROCÓPIO PEÇANHA - N. em Campos dos Goitacases em 2/10/1867 e f. no Rio de Janeiro em 31/3/1924. Assumiu a presidência da República após o falecimento de Afonso Pena, em 14/6/1909 e governou até 15/11/1910. Era formado em Direito e participou das Campanhas Abolicionistas e republicanas. Foi eleito para a Assembléia Constituinte em 1890. Em 1903 foi sucessivamente Senador e Presidente do Estado do Rio de Janeiro, até 1906, quando foi eleito Vice-presidente de Afonso pena. Em 1909, c/a morte deste, assumiu o cargo de Presidente da República. Governou marcado pela agitação política, em razão de suas divergências c/Pinheiro Machado, líder do Partido Republicano Conservador. No fim do mandato retornou ao Senado e, dois anos depois, foi eleito novamente Governador do Rio de Janeiro. Renunciou a este cargo em 1917, para assumir a pasta das Relações Exteriores. Em 1918, foi novamente eleito Senador e em 1921 encabeçou a chapa do Movimento Reação Republicana, que tinha como objetivo contrapor o liberalismo político contra a política das oligarquias estaduais, tendo sido derrotado nas eleições de 1/3/1922.

2) Atualmente a antiga R. Nilo Peçanha é a atual R. Getúlio Vargas em Abaetetuba/Pa.


RUA LAURO SODRÉ:

Citações s/essa rua:

Em 1904, 1905, 1906 há citações s/a R. Lauro Sodré.
Um documento de 1904 traz as seguintes informações: R. Cel. Castro, esquina c/a R. Lauro Sodré, em frente à Pça. da República.
1904: Hermínio Antonio da Silva Pauxis, c/terreno à R. Lauro Sodré, que pertencia aos herdeiros do Visconde de São Domingos, em 1906.
1906: Manoel Nery da Costa, c/casa à R. Lauro Sodré, esquina c/a travessa que passa no canto do cemitério.

Jerônimo Nery da Costa, c/imóvel à R. Lauro Sodré, em 1906.
1906: Benvinda de Lima Pontes, c/imóvel à R. Lauro Sodré, canto c/a Trav. da Glória.
Década de 1920: Na R. Lauro Sodré ficava e séde do Vera Cruz Sport Club.
De 1923 a 1928: R. Lauro Sodré.

1923: Latino lídio da Silva, c/cartório à R. Lauro Sodré.
1927: A séde do Vera Cruz Sport Club se localizava na R. Lauro Sodré, onde também aconteciam as festas conhecidas como soirées e quermesses.
1928: R. Lauro Sodré c/a Av. Aristides Silva.

Messias de Sigmaringa Lobato possuía um imóvel na R. Lauro Sodré.
José Baptista da Costa, c/imóvel à R. Lauro Sodré”.
R. Ten-Cel. Costa, onde morava Veríssima da Conceição Lobato, rua que ficava em frente à Pça. da República, esquina c/a R. Lauro Sodré.

Trav. Júlio César, canto c/a R. Lauro Sodré.
Anotações de 16/5/1926: O Vera Cruz Sport Club c/séde à R. Lauro Sodré, do qual participava o Pe. Luiz Varella. As reuniões do clube eram anotadas em atas com os nomes dos sócios presentes. Um novo sócio para entrar no clube tinha que ser apresentado por um sócio veterano.


Observações:

O nome de R. LAURO SODRÉ foi dado para homenagear o Governador do Pará, Lauro Sodré, que governou o Estado do Pará em dois períodos , de 24.06.1891 a 01.02.1897 e 01.02.1917 a 01.02.1921. Esse período já correspondia ao Período Republicano no Brasil. Republicano histórico, governador e senador, candidato da oposição à Presidência da República na eleição de Campos Sales.

Atualmente Lauro Sodré é outra rua.

Citação de 1927: “O itinerário da procissão do Círio de N. S. da Conceição foi o seguinte: Av. Aristides dos Reis e Silva, R. Coronel Caripuna, Trav. Ten-Cel. Costa, até a R. Siqueira Mendes. Daí a procissão seguiu até a diagonal que corta a Pça. da Matriz até a esquina da R. LAURO SODRÉ, c/a Av. Aristides dos Reis e Silva, seguia a R. Lauro Sodré, a Trav. Santos Dumont, a R. Siqueira Mendes até a frente ao Paço Municipal.


RUA NOVA OU PAIS DE CARVALHO:

1906: “R. Paes de Carvalho, onde ficava a Mercearia Simica, confronte ao Grupo Escolar”.
1904: Há um documento que faz referência a um imóvel que ficava na “Trav. da Glória, esquina com a R. Nova ou R. Paes de Carvalho”.
Na R. Nova, em 1904, moravam Eleutéria Silva e Hermínio Pauxis.
Na R. Nova, onde ficavam os terrenos de Eleutério Nunes e Hermínio Antonio da Silva Pauxis.
De 1904 a 1906: R. Paes de Carvalho.


Observações:

1) Nome dado para homenagear o Dr. JOSÉ PAIS DE CARVALHO, que governou o Pará no Período Republicano/1/2/1897-1/2/1901.

O Dr. JOSÉ PAIS DE CARVALHO, n. em 12/11fez parte da brilhante plêiade de democratas que semeou no Pará os ideais republicanos ainda no tempo do império. Junto com Lauro Sodré, Justo Chermont e outros correligionários de fibra que fundaram o Clube Republicano, sendo o s/1º presidente e ele, desde logo, saiu às disputas eleitorais.

Como advento da república o Dr. PAIS DE CARVALHO teve oportunidade de exercer os mais elevados cargos eletivos, como parlamento nacional, governo do estado, portando-se com acentuado brilho, de maneira a angariar, sempre, as simpatias e os aplausos dos s/seus patrícios. Como médico deixou tradição de caridoso, jamais deixando de atender os mais humildes, dái o fato de gozar de imenso prestígio entre a classe mais humilde do Pará.
2) A R. Nova ou Pais de Carvalho hoje corresponde a atual Trav. ou R. Pedro Pinheiro Paes.



TRAVESSA NOVA:

Citações sobre essa rua:

Há uma citação que faz a seguinte referência sobre o 1º Círio oficial de N. S. da Conceição, em 1912, que também se refere a algumas ruas antigas, inclusive a TRAV. NOVA: ”O Círio saiu da Igreja do Divino, na Pça. da Conceição/hoje Pça. Francisco de Azevedo Monteiro, ganhou a TRAV. NOVA/hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes, foi pela Silva Jardim/hoje Trav. Padre Luiz Varela, contornou o grande espaço aberto/Pça. Dr. Augusto Montenegro, onde hoje fica a atual Pça. de N. S. da Conceição e o antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube e retornou pela R. Torquato Barros/hoje trecho da R. Barão do Rio Branco”.

PRAÇA DO DIVINO:

Citações s/a Pça. do Divino:

1) 1908: Há referências a festividade do Divino E. Santo em 1908:
2) Documento de 1909: Se refere a uma Pça. Matriz do Divino E. Santo.

3) A Banda Henrique Gurjão, executando peças musicais, após as celebrações religiosas da Novena em honra ao Divino E. Santo, que tem festividade de 28 de maio a 7 de junho. Romaria do Divino E. Santo, com novenas e música no arraial à cargo da Philarmônica Henrique Gurjão.
4) 1928: Praça da Matriz do Divino.


Observações:

1) O DIVINO ESPÍRITO SANTO – É a Terceira Pessoa Divina da Santíssima Trindade de Deus, que é frequentemente simbolizada pelo sinal de uma pomba branca, ou na forma de vento e de línguas de fogo, que repousaram s/a cabeça dos apóstolos.

É o Espírito Santo que conduz as pessoas na fé em Jesus Cristo e é aquele que lhes dá a capacidade de viverem em vida cristã, que habita dentro de cada cristão verdadeiro e se manifesta em ações de graça, guiando-os no caminho da verdade. É ele que concede frutos, na forma de amor, alegria, paz, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança e concede os dons da profecia, de línguas e conhecimentos aos cristãos.

O culto ao Divino Espírito Santo em suas diversas manifestações é uma das mais antigas e difundidas práticas do catolicismo. S/origem remonta às celebrações realizadas em Portugal a partir do século 14.

A devoção ao Espírito Santo encontra solo fértil p/florescer nas colônias portuguesas, especialmente no arquipélago dos Açores. De lá espalhou-se p/outras áreas colonizadas p/açorianos, como a Nova Inglaterra, nos estados Unidos e diversas partes do Brasil, tendo aqui chegado nas primeiras décadas de colonização.

Em Abaeté os adeptos da devoção ao Divino E. Santo, além da festa, criaram a Irmandade do Divino e realizavam a festividade não com a complexidade de outros lugares do Brasil, mas adotavam muitos dos rituais de uma aut~entica festa do Divino, como foi o caso da confecção da “Coroa do Divino” em ouro puro e as famosas procissões do Divino Espírito Santo.


2) A denominação Pça. do Divino é uma denominação popular, devido existir em frente a essa praça a igrejinha do Divino E. Santo e c/os seus festejos que aconteciam nessa praça.

3) As denominações p/essa praça eram como uma disputa, onde os adeptos da festa do Divino a chamavam de Pça. do Divino e os adeptos da festa de N. S. da Conceição, a chamavam de Pça. de N. S. da Conceição/Pça. da Conceição e tinham os que chamavam essa praça com o nome de Pça. da Bandeira, devido os festejos cívicos que ali aconteciam. O nome oficial da Praça era Pça. da Constituição, devido a promulgação da 1ª Constituição Brasileira p/D. Pedro I e, posteriormente, Pça. da República, devido o advento da Répública Brasileira em 1889. Algumas dessas denominações eram contemporâneas e outras de vida efêmera.

4) Como em frente à Pça do Divino existia a igrejinha do Divino e como esta era a única igreja local, muitos antigos moradores do lugar chamavam p/essa praça de Pça. da Matriz do Divino E. Santos/Pça. do Divino/Pça. da Matriz.

5) A Pça. do Divino sempre estava limpa, devido aos cuidados dos devotos desse Santo e possuía coretos, onde a banda tocava nas festividades.

6) Na Pça. do Divino se festejava todos os santos da devoção popular católica da antiga Abaeté, cfe. as datas do calendário católico e os principais santos festejados nessa praça eram: N. S. da Conceição, Divino E. Santo, S. Raimundo Nonato, Festa dos Reis, Santa Terezinha do Menino Jesus, Sagrado Coração de Jesus, São Sebastião e outros.

7) A Pça. do Divino era assim chamada em razão da igrejinha do Divino E. Santo que ficava localizada em frente à antiga Pça. da república/hoje Pça. Francisco de Azevedo Monteiro e onde era realizada a antiga festa dedicada ao Divino Espírito Santo.

8) Atualmente existe a nova Igreja dedicada ao Divino E. Santo, no novo bairro da Avição/Abaetetuba/Pa e ela está localizada na Pça. da Aviação ou Pça. do Divino.


PRAÇA DA REPÚBLICA:

Citações s/essa praça:

De 1904 a 1923: Pça. da República.
1904: Na Pça. da República ficava a residência de Genésio Augusto de Lima. Genésio Augusto esteve presente à Instalação da cidade de Abaeté em 15/8/1895 e foi um dos assinantes da Ata de Cerimônia de Instalação.

1904: Pça. da República, esquina com a Trav. da Conceição.
1904: Na Pça. da República ficava o escritório de advocacia e a residência de Messias de Sigmaringa Lobato.

1906: Messias de Sigmaringa Lobato, c/imóvel à Pça, da República, em 1906.
Genésio Augusto de Lima, c/terreno à Pça. da República.
Veríssima Conceição Lobato, c/terreno à R. Cel. Costa, frente à Pça. da República, esquina c/a R. Lauro Sodré.

R. Ten-Cel. Costa, onde morava Veríssima da Conceição Lobato, rua que ficava em frente à Pça. da República, esquina c/a R. Lauro Sodré”
Há um documento de 1904 que traz as seguintes informações: R. Cel. Castro, esquina c/a Lauro Sodré, em frente à Pça. da República.

De 1908 a 1922 há documentos que se referem a uma Pça. da República.
Documentos de 1914 se referem à Pça. da República.
Citação de 1915: Pça. da República em 1915, no governo do Intendente Municipal, Domingos de Carvalho (1913-1915 e 1915-1918).
1919: O Intendente Aristides dos Reis e Silva (1919-1922) implantou um Jardim Municipal na Pça. da República.

1922; Alguns moradores da Pça.da República em 1922, c/pagamento de Imposto de Valor Locativo:

Cel. Aristides dos Reis e Silva, escriptório de advogado;
Cel. Maximiano Guimarães Cardoso.
Cap. Leopoldo Anísio de Lima.
Major João Roberto dos Reis.
Cap. Messias de Sigmaringa Lobato.
Raymmundo Lício Bahia.
Manoel Joaquim da Silva Lobato.
Herdeiros de Malaquias José Pinheiro.
Alexandre Antonio Cardoso.
Emygdio Nery Sobrinho.
João Bernardino Dias.
1922 e 1923: Escritório de advocacia do Cel. Aristides dos Reis e Silva e na mesma praça morava o cidadão Nabor, que era o vigia dessa praça.

Observações:

1) A REPÚBLICA/PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA - É uma homenagem dos abaeteenses ao regime político inaugurado a 15/11/1889, com a proclamação da nascente República Brasileira. Também é uma homenagem aos republicanos paraeenses que desde 1886 iniciaram renhida luta pela independência no Pará, fundando o Clube Republicano que veio se contrapor aos partidos imperiais Liberal e Conservador, criado por uma plêiade de políticos idealistas, do calibrede Lauro Sodré, Pais de Carvalho, Gentil Bitencourt, Justo Chermont, Henrique Santa Rosa, Manoel Barata, Basílio Magno de Araujo e outros idealistas que viram o sonho se concretizar em 15/11/1889.

A Proclamação da República no Brasil foi o episódio que instalou o regime republicano no país, derrubando a a monarquia e o imperador D. Pedro II do poder. Ocorreu dia 15/11/1889, no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na Pça. da Aclamação, quando um grupo de militares do Exército, liderados pelo Mal. Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado, s/o uso de violência, depondo o Imperador do Brasil D. Pedro II.

2) PRAÇA DA REPÚBLICA foi outro nome oficial que a atual Pça. Francisco Azevedo Monteiro recebeu, devido o momento histórico da Proclamação da República do Brasil. Esse nome aparece em documentos antigos da cidade.

3) Essa praça abrigava residências, casas de commércio e outras atividades econômicas, mas era um local eminentemente de moradia para os habitantes abastados da cidade de Abaeté.

PRAÇA DA BANDEIRA:

Em 1908 há documentos que se referem a uma Pça. da Bandeira.
1923: Praça da Bandeira, chamada também Pça. da Conceição.
1947: Documentos de 1947 se referem a uma “Pça. da Bandeira.

Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o Dia de Todos os Santos, c/o seguinte percurso: Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o Cemitério.

De 1940 a 1947: Pça. da Bandeira.

1949: Kemel dos Santos, industrial sírio e sua mulher, Maria Anacleta dos Reis Santos, vendem à municipalidade, na pessoa do prefeito Pedro Pinheiro Paes, um terreno sito à PRAÇA DA BANDEIRA, que limita c/a Av. Sem. Magalhães Barata e do outro lado c/o terreno onde está sendo construído o hospital, terreno esse onde deve ser construído o futuro Grupo Escolar. João Roberto dos Reis era o dono do terreno e sogro de Kemil dos Santos.

De 1953 a 1954: Pça. da Bandeira.
1964: João Luiz dos Reis, notário/cartorário à Pça. da Bandeira, em Abaetetuba/Pa.


Observações:

1) A BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA – A Bandeira Nacional foi adotada logo após a proclamação da República do Brasil, em 19/11/1889, c/as seguintes características: um retângulo verde e inscrito a ele um losango amarelo que p/sua vez inscreve um círculo azul atravessado p/um dístico branco c/as apalvras “Ordem e Progresso” em letras verdes, assim como 27 estrelas de cor branca.

A Bandeira Nacional, como um símbolo da República, deve ser hateada pela manhã e recolhida na parte da tarde, não podendo ficar exposta à noite, a não ser que esteja bem iluminada.
É obrigatório o s/hateamento em órgãos públicos (escolas, ministérios, secretarias de governo, repartições públicas) em dias de festas ou de luto nacional.

O dia da bandeira é 19 de novembro e esse dia deve ser comemorado em todo o território nacional, Nesta data devem ocorrer comemorações cívicas acompanhadas do Hino à Bandeira.
2) Os escritos genealógicos da Profa. Benvinda de Araújo Pontes relata que “seu sobrinho Luís Fernando Pontes Ferreira, n. em 1/9/1954, à Pça. da Bandeira, casa nº 282, como também nasceram outros sobrinhos seus na mesma casa.

3) Contemporaneamente à denominação de Pça. da Bandeira, também eram usadas as denominações de Pça. do Divino e Pça. da Conceição.

4) Nessa praça se realizavam todas as festas cívicas da cidade e p/isso a praça recebeu a denominação não oficial de PRAÇA DA BANDEIRA, nome pelo qual é chamada até os dias atuais.
5) A antiga Praça da Bandeira é a atual Pça. Francisco Azevedo Monteiro e ainda hoje essa praça é chamada Pça. da Bandeira.



TRAVESSA TIRADENTES/TRAVESSA JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER:

Observações:

1) JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, O TIRADENTES – Era mineiro de nascimento e antes de entrar p/a tropa militar onde conseguiu o posto de alferes, foi mascate em Minas Gerais, onde fazia constantes viagens à cidade de Todos os Santos, onde ia renovar o sortimento dos objetos do s/comércio e iniciou-se na maçonaria daquela cidade. A maçonaria, naquele tempo era um grande centro revolucionário, onde o espírito da reforma invadia todo o mundo civilizado.

Pela s/participação direta na Inconfidência Mineira Tiradentes foi preso e condenado à morte, tornando-se, desse modo, o MÁRTIR DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA.

2) O município de Abaeté/Pa apondo numa das ruas da cidade o nome do grande inconfidente mineiro, prestou aos nacionalistas daquela época o tributo de s/homenagem bem merecida e patriótica.

RUA 15 DE AGOSTO OU AVENIDA 15 DE AGOSTO:

Citações s/essa rua:

A união de João Nepomuceno com sua esposa Benvinda durou 56 anos, 9 meses e 14 dias, pois Benvinda faleceu no dia 28.01.1951, em sua casa à trav. 22 de Junho, hoje Trav. Major Frederico A. da Gama e João, faleceu 16 anos depois, com 93 anos de idade, 22 dias, em casa de sua filha Mundica, à Av. 15 de Agosto, nº 63, na cidade de Abaetetuba-Pa, no dia 28/5/1967.

Avenida 15 de Agosto, onde ficava a Phamárcia Indiana, de Joaquim Mendes Contente.

Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o “Dia de Todos os Santos”, c/o seguinte percurso: “Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, AV. 15 DE AGOSTO, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o Cemitério.

Citação de 1947: Av. 15 de agosto onde se localizava a “Oficina Silva.
O Vasco da Gama, foi fundado em 26/5/1951, com sede social à R. Silva Jardim, nº 1483 e séde recreativa na R. 15 DE AGOSTO, nº 161 e campo de futebol à R. 1º de maio.
A Pensão São José e a Pharmácia Indiana se localizavam na Av. 15 de agosto, em Abaeté/Pa.


Observações:

1) 15 DE AGOSTO - Nome dado p/homenagear o dia da Adesão do Pará à Independência do Brasil, que encerra c/brilho a luta heróica dos paraenses pela libertação do jugo português. Os patriotas paraenses vinham lutando heroicamente pela libertação do Pará do domínio português, luta iniciada c/a Revolução de Abril, de 1823, que foi a 1ª manifestação impressionante deste ideal.

As lutas pela independência do Pará foram coroadas de êxito, quando fundeava na baía do Guajará em 1823 uma nau de guerra em cuja popa tremulava a bandeira imperial, quando pela 1ª vez se agitava no Pará o pavilhão auriverde do Brasil. O comandante da nau vinha comunicar o fato aos paraenses e solicitava que a província aderisse ao movimento nacional pela independência do Brasil. A partir desse fato, após reuniões dos membros da Junta Governativa, os oficiais, as autoridades, os comerciantes, os proprietários e os funcionários públicos, ficou decidido que a Adesão do Pará seria feita no dia 15/8/1823, quando foi rezado na catedral de Belém, solene Te-Deum Laudamus, em ação de graças pelo frutuoso acontecimento, encerrando-se, desse modo, o ciclo colonial no Pará.

2) No dia 15 de agosto também se festeja em Abaetetuba/Pa a elevação da então vila de Abaeté à condição de cidade, fato que aconteceu em 15/8/1895, na intendência de Emygdio Nery da Costa.
3) Rua 15 de Agosto, antiga R. João Pessoa, agora Av. Pedro Rodrigues.
4) Atualmente a Av. 15 de Agosto se refere a outra rua de Abaetetuba/Pa.


TRAVESSA MARECHAL DEODORO OU RUA MARECHAL DEODORO:

Citações s/essa rua:

1948: Trav. Marechal Deodoro.
1957: A Trav. Marechal Deodoro fazia limites, pela frente, com o campo do Vênus.
1964: Trav. Marechal Deodoro.


Observações:

1) DEODORO DA FONSECA – MANUEL DEODORO DA FONSECA, n. em 5/8/1827 e f. em 23/8/1892 no Rio de Janeiro, filho de Manuel Mendes da Fonseca (1785-1859), também militar e Rosa Maria Paulina da Fonseca (1802-1873). Deodoro da Fonseca foi militar, político e o proclamador da República do Brasil e 1º presidente do Brasil.

Em 1843, aos 16 anos de idade, Deodoro matriculou-se na Escola Militar do Rio de Janeiro, terminando em 1847 o Curso de Artilharia. Em 1845 já era cadete de 1ª classe. Em 1848 participou de s/1ª ação militar, ajudando na repressão da Revolta da Praieira, em Pernambuco. Em 1852 foi promovido a 1º tenente. Participou do cerco à Montevidéu, durante a intervenção militar brasileira no Uruguai e da Guerra do Paraguai.

P/seus atos de bravura foi sendo promovido de patentes.

Em 1885 tornou-se pela 2ª vez comandante d’armas da província do Rio Grande do Sul, juntamente c/o cargo de vice-presidente da província, tornando-se presidente interino da mesma província.

Em 30/8/1887 recebia a patente de Mal. De Campo, a mais alta do Exército Nacional.
Foi chamado de volta ao Rio de Janeiro, onde foi festivamente recebido, tornando-se o 1º presidente do Clube Militar.

Como o movimento republicano no Brasil e especialmente no Rio de Janeiro tornava-se cada vez mais intenso, Deodoro, monarquista que era, foi levado pelos republicanos a desferir o golpe militar. Pela manhã do dia 15/11/1889 partiu para o centro da cidade, onde foi convencido pelos republicanos a derrubar o regime imperial, fato que aconteceu na tarde daquele memorável dia.
S/governo foi marcado pelo esforço em consolidar o regime republicano, devido a grande instabilidade política e econômica do país. A crise teve s/ápice no fechamento do Congresso Nacional, fato que mais tarde acabou p/levar à renúncia de Deodoro da Fonseca de presidência da República.



Abaetetuba/Pa, em 29/12/2009 - Prof. Ademir Rocha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário