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sábado, 19 de dezembro de 2009

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA 2

ANTIGAS RUAS DE ABAETÉ 1

RUAS QUE CONTAM A HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA, DO BRASIL, DO PARÁ E DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA

A QUESTÃO JUDICIAL POR CAUSA DAS TERRAS DA IGREJA:

Em 1903 a Intendência de Abaeté, na gestão do Dr. João Evangelista Correa de Miranda (1902-1906), que antes ocupava o cargo de Juiz Substituto da Comarca, abriu uma questão judicial contra a Mitra Diocesana, por que as terras onde estava erigida a cidade pertenciam à Igreja, p/doação feita por Manoel da Silva Raposo e, s/essa doação, o padre Jerônimo Pimentel, quase meio século depois, aumentou as terras para a dimensão da antiga sesmaria de Francisco de Azevedo Monteiro.

Isso criava embaraços para o município, que não era o legítimo proprietário das terras de s/principal distrito. O intendente nomeou o advogado Francisco Paulo Pinheiro, para que desse início ao processo de desapropriação. A diocese nomeou o advogado Samuel da Gama Mac-Dowell para defender os s/interesses. Mas os causídicos chegaram a um acordo, onde a Igreja seria indenizada pelas terras em dez contos de réis. No dia 13 de outubro de 1904 foi lavrada a nova escritura. A intendência da época pagou somente a 1ª parcela do acordo, ficando devendo o restante do pagamento.

As terras em mãos da Igreja impedia o crescimento da vila em nº de ruas e outras vias públicas mas, mesmo assim, a localidade ia crescendo e as primeiras ruas e travessas iam surgindo às proximidades da beira-mar/beira e outras avançavam em direção ao interior da cidade.

As ruas citadas a seguir são as mais antigas da cidade de Abaetetuba e algumas delas serão citadas em blocos devido estarem próximas umas das outras, fazendo canto, ou em frente, fundos ou laterais, para facilitar um trabalho de identificação das mesmas p/quem se interessar.
Daremos algumas características dessas vias e citaremos alguns de s/antigos moradores, comerciantes, industriais ou pessoas que desempenhavam alguma atividade nas mesmas.

Quando alguma pessoa pioneira na formação do povo abaeteense, ou vulto histórico da cidade já possuir a s/genealogia ou biografia já construída, pediremos aos prezados leitores que procurem essas genealogias. Algumas biografias aparecerão nesta e outras postagens sobre o assunto.

A quem se propuser a nos ajudar no enriquecimento e na identificação de nossas antigas ruas, com alguma informação ou documento que possua sobre o assunto, basta nos procurar ou acrescentar seu comentário na própria postagem e nós ficaremos muitos agradecidos.

AS MAIS ANTIGAS RUAS DE ABAETÉ:

PRAÇA 25 DE MARÇO:

Citações s/essa rua:
Documento de 1887 se refere a uma PRAÇA 25 DE MARÇO, onde ficava o prédio da antiga Câmara Municipal de Abaeté e onde ficava a séde do Jornal “O Abaeteense”, combativo jornal das causas abolicionista, que foi o 1º jornal que surgiu em Abaeté/Pa, ainda nos tempos de vila, fundado e editado p/Hygino Amanajás, c/o 1º nº saindo a 1/8/1884, perdurando até a ano de 1887.

Observações:

A data 25 DE MARÇO se refere a data em que o imperador D. Pedro I aprovou a 1ª Constituição Brasileira.

D. Pedro I, após a proclamação da República do Brasil cria a Assembléia Nacional Constituinte p/a elaboração dessa 1ª constituição. Com os muitos desentendimentos entre os deputados constituintes de várias tendências, entre os quais os exaltados deputados de tendência liberal-democrata, D.Pedro I manda o Exército invadir o plenário da assembléia em 12/11/1823, prendendo e exilando diversos deputados. Após ter feito isso reuniu 10 cidadões de s/inteira confiança, pertencentes ao Partido Português, que após algumas discussões à portas fechadas redigiu a Primeira Constituição do Brasil no dia 25/3/1824, que apesar de ser antidemocrática foi a que mais tempo durou.


RUA TENENTE-CORONEL CARIPUNA/RUA CORONEL CARIPUNAS:

Citações s/essa rua:

Rua Cel. Caripuna, onde ficava a casa de Dionísio Pedro Lobato em 1894.
Documentos de 1904, 1905 e 1906:
Trav. Ten-Cel. Caripunas.
Rua Cel. Caripuna, onde ficava a casa de Raimundo Leite Lobato.
Rua Cel. Caripunas, esquina c/a Trav. Ten-Cel. Costa.
Na Rua Coronel Caripuna ficava a antiga Agência dos Correios de Abaeté, junto a ponte do igarapé, em 1905.
1905: Raymumdo Lycio Baía, em 1906 residia na Rua Cel. Caripunas, perto da casa de Verônica Lobato, quase esquina c/a Trav. da Conceição.
Documentos de 1920 a 1926:
Existem documentos de 1920 a 1925 que se referem a uma Trav. Cel. Caripuna.
Antonio dos Santos & Irmão, à Rua Cel. Caripuna, em 1920.
Manoel de Castro, c/terreno à Rua Cel. Caripuna, em 1920.
R. Cel. Caripuna, esquina c/a Trav. Pe. Pimentel, em 1925.
Rua Cel. Caripuna, canto c/a Trav. 22 de Junho, em 1925.
A Rua ou Trav. Cel. Caripuna, fazia esquina c/a Trav. da Conceição.
Rua Cel. Caripuna onde ficava a casa de Carmelita Parente de Andrade,em 1930. Carmelita Parente de Andrade passa o s/terreno sito à Rua Cel. Caripunas p/D. Sumprosina Fonseca da Costa, em 1930.
Em documentos de 1905 e 1915, existe menção à Rua Cel. Caripunas.
Em documentos de 1904 e 1905 existem referências a R. Cel. Caripunas, esquina c/a Trav. Ten-Cel. Costa.
Ainda hoje existem pessoas com o sobrenome Caripunas na cidade.
Documentos de 1914 se refere à uma Trav. Cel. Caripuna.
Documentos de 1920 se referem a uma Rua Cel. Caripunas.
Citação de 1927: “O itinerário da procissão do Círio de N. S. da Conceição foi o seguinte: Av.Aristides dos Reis e Silva, Rua Cel. CARIPUNA, Trav. Ten-Cel. Costa, até a R. Siqueira Mendes. Daí a procissão seguiu até a diagonal que corta a Praça da Matriz até a esquina da R. Lauro Sodré, c/a Av. Aristides dos Reis e Silva, seguiu a R. Lauro Sodré, a Trav. Santos Dumont, a R. Siqueira Mendes até frente ao Paço Municipal”.
Documento de 1927 cita a Rua Cel. Caripuna onde ficava a Casa de Vicente Gama.
Rua Cel. Caripuna, em 1928.
A R. Cel. Caripunas mudou de nome para R. Nilo Peçanha, e atualmente é R. Getúlio Vargas.
Rua Cel. Caripuna, esquina c/a Trav. Padre Pimentel, em 1925.
Documentos de 1928 e 1930 se referem à Rua Cel. Caripuna.
São ruas da Vila de Abaeté ou do início da chamada Cidade de Abaeté, localizadas em documentos do início do Séc. 20, anos 1904 a 1906: Rua Cel. CARIPUNA ou Trav. Ten-Cel. CARIPUNA, Trav. Ten-Cel. Costa, R. Justo Chermont, Trav. São Benedito, R. Lauro Sodré, R. Siqueira Mendes, Trav. da Glória, R. Nova ou Paes de Carvalho, Pça. da República, Trav. da Conceição, Rua Coronel Castro, Largo. de Santa Luzia, Trav. da Olaria, R. Abraham Fortunato.

Observações sobre a Rua Cel. CARIPUNAS:

1) Essa rua ou Trav. Ten-Cel.Caripunas era uma homenagem ao Cel. ANTONIO FRANCISCO CORREA CARIPUNA/Coronel Caripuna/Caripunas, n. em 10/1814 e f. em 31/1/1877, dono e senhor de engenho/Engenho do Caripuna, que produzia açúcar, um dos primeiros na então Vila de Abaeté, engenho esse citado em documentos dos fins do séc. 19. O Cel. Antonio Francisco Correa Caripuna, era um antigo chefe político em Abaeté, pai de Adelaide Caripuna Maués que é casada com o Coronel João Olympio Roberto Maués, patriarca da tradicional família Maués de Abaeté. Adelaide e João Olympio Roberto Maués tiveram filhos: Maria Maués Ferreira Nunes/nome de casada, Coronel José Honório Roberto Maués, Capitão Firmo Roberto Maués, Manoel Roberto Maués.

2) A rua para homenagear esse senhor de engenho começa a aparecer em documentos a partir do ano de 1894. Aparecem os termos Caripuna ou Caripunas e Coronel ou Tenente-Coronel e rua ou travessa para indicar a mesma rua.



RUA JUSTO CHERMONT:

RUA JUSTO CHERMONT DE 1895 A 1932:

Considerações iniciais s/a Rua JUSTO CHERMONT:

1) É uma das mais antigas ruas da cidade, possivelmente a 1ª a surgir nos fins do século 19 e que foi uma das poucas a não trocar de nome. É uma rua tipicamente comercial desde o s/início, c/suas lojas, comércios, pontes, trapiches c/muito movimento e muitas embarcações atracando e desatracando nas inúmeras pontes de madeira ali existentes, levando e trazendo pessoas e mercadorias em movimento incessante de negócios e atividades comerciais.

2) Desde o seu início, pela s/situação geográfica/junto à beira-mar/beira, sempre foi uma rua comercial, p/facilitar o commércio com os moradores das Ilhas de Abaeté e com outros moradores de localidades e cidades vizinhas da Ilha do Marajó, Igarapé-Miry, Cametá, Barcarena, Vila de Conde, Vila de Beja, Vila Maiuatá e, principalmente, o comércio c/a capital Belém do Pará.

3) Por ficar na beira do rio Maratauhyra a R. JUSTO CHERMONT foi construída sob pontes de madeira, porque o local era um local de várzea, onde c/o movimento das marés essa rua e outras adjacentes ficavam alagadas, causando grandes transtornos aos comerciantes dessa área. Os antigos abaeteenses esperavam que o poder público tomasse a iniciativa de aterrar a frente da cidade de Abaetetuba, fato que só veio a acontecer muitos anos depois do surgimento dessa importante via comercial do município.

4) Foi o Sr. Antonio Honorato Kemil dos Santos/Totó, quando chefe de obra do antigo DER-Departamento de Estradas de Rodagem, que tomou a iniciativa de aterrar a frente da cidade, que antes era constituída de pontes. Foi no seu tempo que foi também aterrado grande parte do Bairro de Santa Rosa.

5) Essa rua homenageia o Governador do Pará JUSTO LEITE CHERMONT (1857-1926), que governou nos períodos de 16/11/1889 a 17/12/1889; 17/12/1889 a 7/2/1891, fase republicana do Brasil.

O Dr. JUISTO LEITE CHERMONT, n. em 7/6/1857 e f. em 2/4/1926, aparece na cena política nos primórdios da propaganda republicana no Pará, junto c/Lauro Sodré, Paes de Carvalho e outros idealistas à frente do clube político fundado p/propagar os ideais democráticos no primeiro quartel do séc.20. Fez parte do triunvirato que governou o Pará nos primeiros dias do regime republicano e foi o 1º presidente escolhido pelo Generalíssimo Deodoro para administrar o Pará. Também como ministro de estado e parlamentar deixou traços marcantes de s/personalidade política e capacidade cultural.

6) Essa rua sempre teve esse nome e existe desde os primórdios da cidade, período que o lugar ainda era Vila de Abaeté e a rua foi construída sobre pontes devido ser área alagadiça de um grande manguezal ali existente. Mas p/ser um local estratégico para o comércio c/o povo das ilhas de Abaeté e lugares vizinhos, essa rua se transformou na principal rua comercial da vila que abrigava a maioria das atividades econômicas locais.

7) No início era apenas um pequeno trecho de rua, que se prolongou um pouco mais para o lado do bairro do Algodoal até a Trav. Tiradentes, c/a qual faz canto. Do outro lado, terminava na Trav. Santos Dumont e depois também se prolongou até o atual bairro de S. João. Continuou a ser a principal rua comercial da cidade de Abaetetuba/Pa.



RUA JUSTO CHERMONT EM 1895:

Rua Justo Chermont citada em documentos de 1895.


RUA JUSTO CHERMONT EM 1904, 1905, 1906:

R. Justo Chermont, 1904.
Em 1904 e 1905 há citações dessa rua: R. Justo Chermont, esquina c/a Trav. São Benedito.


RUA JUSTO CHERMONT EM 1922:

Em 1922, na gestão do Intendente Lindolpho Cavalcante de Abreu, encontramos um total de 58 endereços de atividades econômicas na R. Justo Chermont, que eram os seguintes:

Advogado: escritório do Dr. João Nery da Costa.
Comércio, serraria, fábrica de sabão, typogaphia: Garibaldi Parente & Cia.
Botequim e café preparado: José Lima da Costa,
Pequena fábrica de calçados: Felix Antonio;
Officina de funileiro: Albino Antônio Alves Pereira;
Casa de commércio, marchante e talho: Antônio dos Santos & Irmão, Miguel Jorge;
Casa de commércio: Rogério de Carvalho, herdeiros de Alexandre Felix, Raymmundo Lício Bahia, Jorge Antônio, Eduardo Magalhães, José Saul, Tavares & Cia, Abel Ayope Elias, Jorge Maria Ferreira, Felippe João, Castro Gonçalves & Cia., Marcellino Alves Chaves, José Bechir Elias, José Bechir Elias, Marcellino Alves Chaves,
Castro Gonçalves & Cia, Felippe João, Jorge Maria Ferreira, Tavares & Cia., Abel Ayope Elias, José Saul, Eduardo Magalhães, Jorge Antônio,
Quitanda: José Lima da Costa, Raymmundo Nonnato Bahia, Pedro Gregoriano da Fonseca, Maria Maués Nunes, Assis Carlos Monteiro;
Officina de barbeiro: Olyntho Rocha, João Baptista Rodrigues, Américo Nery Cordeiro, Vicente Ferreira Machado, Manoel Pereira Aracaty, Sigisfredo José Cardoso;
Casa de commércio e quitanda: Elias Felix dos Santos,
Engenhoca e carro de garapa: Anísio Alvim de Lima;
Officina de ourives: Francisco de Paula Paes, Raymmundo Nonnato de Carvalho;
Quitanda e café preparado: Francisco Alves Alves de Araújo;
Casa de commércio de bilhares: F. A. Santos Rosado;
Condução de carga à frete, e fábrica de sabão;
Officina de sapateiro: Jorge Padre & Irmão;
Officina de alfaiate: Euclides Primogênito de Castro, Egydio Martins: officina de alfaiate;
Quitanda vendendo miudezas: Antonio Costa;
Botequim e quitanda vendendo miudezas:Antonio dos Santos & Irmão;
Padaria: Franklim Correa dos Santos, Júlia de Matos;
Paschoal Caporal de Francesco: officina de ferreiro;
Dr. João Nery da Costa: escriptório de advogado;
Francisco Carlos Monteiro: officina de marceneiro;
Botequim e quitanda: Bernardo Auto de Carvalho, Pedro Pinheiro Paes: botequim e quitanda;
Carrinho de cargas: Eduardo Magalhães;
Botequim e quitanda p/venda de frutas: Elmásia Felippe João;
Alfredo Panglars de Almeida: marchante e talho;
Mercearia: Raymmundo Oliveira;
Casa de comércio e outros: José Lima da Costa.


FÁBRICAS NA RUA JUSTO CHERMONT EM 1922:

Fábrica de sabão, de Garibaldi Parente & Cia.
Pequena fábrica de sapatos, de Felix Antonio;
Fábrica de sabão, de Francisco Assunção dos Santos Rosado.
Serraria Veneza Paraense, de Garibaldi parente, exportando caixas de madeira.


PONTES DE MADEIRA NA RUA JUSTO CHERMONT E A PONTE GRANDE EM 1922:

Cada um dos grandes comerciantes da R. Justo Chermont, também possuía a s/ponte em madeira, para atender seus fregueses que vinham das ilhas de Abaeté e municípios próximo e, também para receber e despachar, via fluvial, mercadorias p/exportação na forma de cachaça, mel de cana, produtos de olarias, frutas, couros, caças, pescas, sementes, sabão, balata, plantas medicinais e outras mercadorias.


A PONTE GRANDE DA RUA JUSTO CHERMONT EM 1922:

A R. Justo Chermont também possuía a sua chamada “PONTE GRANDE”, que era de propriedade da prefeitura e servia para atender o embarque e desembarque de passageiros e também para receber e despachar mercadorias para outras cidades e regiões através dos navios da ENASA e embarcações particulares. Era grande o movimento nessa ponte que também foi cenário de fatos políticos marcantes para a vida de Abaeté/Pa.


COMERCIANTES E OUTRAS ATIVIDADES NA RUA JUSTO CHERMONT EM 1922:

Jorge Antonio c/casa de commércio. Casa Nossa Senhora de Nazaré, de Jorge Antonio.
Felix Antonio c/pequena fábrica de sapatos.
Elmásia Felippe João c/comércio de botequim e quitanda.
Felippe João c/casa de commércio.


RUA JUSTO CHERMONT EM 1925:

As ruas Siqueira Mendes e a Justo Chermot, foram as primeiras ruas de Abaeté. Elas existem desde os tempos de povoado e Vila de Abaeté.
A Rua Justo Chermont era chamada também de R. do Trapiche, devido a existência das pontes em madeira e de um Trapiche Público na cidade, que recebia as inúmeras embarcações de transporte de cargas e passageiros.


ALGUNS COMERCIANTES NA RUA JUSTO CHERMONT EM 1925:

Commércio de F. A. Santos Rosado & Cia.
Commércio de José Bechir Elias, que depois mudou para a R. Cel. Aristides Silva.
José André Margalho, vende s/casa à beira-mar, pelo preço de um conto de réis, em 15/9/1925, a João Mendes de Oliveira.



A RUA JUSTO CHERMONT E ALGUMAS DE SUAS ANTIGAS CASAS COMERCIAIS EM 1927:

R. Justo Chermont, canto c/a Av. Cel. Aristides dos Reis e Silva.
Mercearia Flor da Síria, de Felippe João.
Casa Vista Alegre, de F. A. Santos Rosado & Cia – Comércio e Industria.
Guamaense no Abaeté, nome da casa comercial de J. A. Castro.
A Querida do Povo, casa comercial de Garibaldi Parente – serraria, casa de comércio, fábrica de sabão, engenho e typografia”.
A Querida de Deus, casa comercial de J. R. Silva.
Formosa Abaeteense, era o nome da casa comercial de A. Villaça da Silva, com filial no Rio Abaeté e Rio Camotim.
Ponto Feliz, nome da casa comercial de Raimundo Lima da Costa.
Casa Liberdade, era o nome da casa comercial de Raymundo Lício Baia.
Casa Samaritana, de Anísio Alvim de Lima, vendendo o mel Syrituba, o mais famoso mel de cana, fabricado por Luciano A. dos Santos, vendido na Casa Samaritana, de Anísio Alvim de Lima. (propaganda).


RUA JUSTO CHERMONT EM 1928:

Rua Justo Chermont c/a Av. Aristides dos Reis e Silva.


RUA JUSTO CHERMONT EM 1931:

Observações:

1) Segundo o antigo morador de Abaeté Tyrteu Parente de Carvalho, a R. DO TRAPICHE era a mesma R. JUSTO CHERMONT, por que ali fôra construído um trapiche municipal. que recebia as inúmeras embarcações de transporte de cargas e passageiros, vindas de Belém e outras localidades vizinhas, além de servir aos donos de embarcações locais. Além do Trapiche Municipal existiam outros trapiches dos comerciantes locais. A Rua Justo Chermont/R. do Trapiche, era uma rua de trapiches e pontes. Pontes como as do interior do município, que ligam as casas aos rios, onde aportam os barcos. Os antigos comerciantes cercavam o terreno p/baixo das pontes p/colocar animais p/venda como jacarés, tartarugas, jabotis e outros p/serem vendidos como alimentação, vivos ou abatidos. Quando as marés ultrapassavam o limite das pontes muitos desses animais morriam afogados.


ALGUNS COMERCIANTES NA RUA JUSTO CHERMONT EM 1931:

Hugo dos Santos, estabelece-se como comerciante, comprador de gado.
Raymundo Pauxis, c/casa de comércio à R. Justo Chermont, nº 3 e residência na Trav. Comandante Castilho.
Elias Felix dos Santos vende a Tuphy Felix dos Santos, metade da casa à R. Justo Chermont, entre as casas de Miguel Jorge e do outro lado, Jorge Antonio.
J. Mendes de Oliveira, c/comércio.
João Mendes de Oliveira, c/comércio.
Raymundo Lício Baia, c/comércio, possuindo uma ponte em madeira.
Guilherme Medeiros, se estabelecendo c/comércio de quitanda, vendendo café preparado, lanches e frutas.
Correa & Pinto, c/comércio de exportação de semente de ucuhuba p/Belém.
Loureiro & Irmão, c/fábrica de calçados, mudando para a Av. João Pessoa.
Negrão & Irmão, c/comércio de compra e venda de gado, em Abaeté.
Jorge Felix dos Santos, se estabelecendo c/comércio de mercearia.
Prudente da Costa Lima, açougueiro em Abaeté.
José Pinheiro Baía, c/casa de comércio.
José Paes Moreno, c/comércio de quitanda à Av. João Pessoa, muda para a R. Justo Chermont.
A viúva de Felippe João, substitui seu marido no comércio.
A. Villaça da Silva, c/comércio.
Kemil dos Santos, c/comércio.
Raymundo José Soares, c/comércio.
Miguel Jorge, com comércio.
Saul & Costa, comércio/indústria.
Chafia Felix dos Santos, c/comércio.
Maués & Cia., c/comércio.
Jorge Antonio, c/comércio.
Felippe F. Ribeiro, c/comércio.
Garibaldi Parente & Cia, comércio/indústria/engenho e outros.
Anísio Alvim de Lima, c/comércio.
João de Figueiredo, comércio de mercearia.
F. F. André, com comércio.
Serraria Veneza Paraense, de Garibaldi parente, exportando caixas de madeira.
Hugo dos Santos, estabelece-se como comerciante, comprador de gado.
João Gualberto Paes, filho Francisco de Paula Paes, com oficina de ourivesaria.
Vicente Gama e Silva, comerciante de gado e c/outro terreno à R. Benjamim Constant, de 16 x 33m, confinando com ele mesmo à R. Nilo Peçanha.



RUA JUSTO CHERMONT EM 1932:

J. Mendes de Oliveira, fechando seu comércio à Rua Justo Chermont.


Outras observações s/a R. Justo Chermont:

1) A R. JUSTO CHERMONT continua até os dias de hoje a não merecer os cuidados que ela tanto precisa para se tornar um lugar melhor para se trabalhar e para poder também dar uma boa impressão aos nossos visitantes sobre essa rua histórica. Sai governo e entra governo e a situação precária dessa importante rua comercial permanece a mesma coisa, s/cuidados sanitários em suas feiras e casas comerciais, sem cais, sem embarcadouro e até mesmo sem a sua histórica ponte grande/trapiche público. O lixo se acumula por todas as partes da rua, com as instalações precárias da tradicional feira à beira-mar/ beira, onde são vendidos peixes, carne de boi, de porco, vísceras e outros órgãos internos de gado abatido, caranguejos, camarões, frutas, verduras, legumes, sem contar os mantimentos proibidos como carne de jacarés, capivaras e a infinidade de barraquinhas ao estilo de “feira paraguaia” onde se encontram todas as quinquilharias que se possa imaginar, dos CDs e DVDs piratas, passando por roupas, bonés, louças e uma infinidade de produtos que ali se encontram para serem vendidos. Tudo colocado à venda, exposto em local precário de limpeza/sanitarismo, urbanização, locomoção e outros problemas. Não há disciplina para o uso dos carrinhos de mão, para as carroças para as bicicletas e motocicletas e até mesmo para os automóveis e caminhões que p/ali circulam livremente. É um verdadeiro caso de saúde pública e caos a nossa principal rua comercial.

2) Atualmente é uma rua que atinge vários bairros da cidade, tudo à beira-mar.
Abaetetuba/Pa, 20/12/2009 - Prof. Ademir Rocha.

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