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domingo, 20 de dezembro de 2009

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS 3

ANTIGAS RUAS DE ABAETÉ 2


TRAVESSA TENENTE-CORONEL COSTA/TRAVESSA CORONEL COSTA/RUA TENENTE-CORONEL COSTA:

Citações s/a Trav. Ten-Cel. Costa:
Em 1887 já existia a Trav. Ten-Cel. Costa.
1894: Trav. Ten-Cel. Costa.
R. Ten-Cel. Costa, onde morava Veríssima da Conceição Lobato, rua que ficava em frente à Pça. da República, esquina c/a R. Lauro Sodré.
Em 1905: R. Cel. Caripunas, esquina c/a Travessa Ten-Cel. Costa.
De 1904 a 1915: R. Tenente Coronel Costa.
Há um documento de 1904 que se refere a uma Trav. Ten-Cel. Costa.
Documentos de 1905 se referem à R. Ten-Cel. Costa. Havia um igarapé na rua.
Em 1906: R. Ten-Cel. Costa ou Rua do Igarapé.
Júlio Calliari e Lectícia Parente são citados em documentos de 1912, c/comércio à Trav. Ten-Cel Costa, em 30/12/1912.
1905: R. Coronel Caripuna c/a Trav. Ten-Cel. Costa.
1914: José Marques da Silva, Oficial do Registro Civil, da cidade de Abaeté, Comarca de Igarapé-Miry, deste Estado do Pará, p/nomeação legal, etc. Lv. Nº 9, de Reg. de Nascimento, de Menotti Calliari, no dia 26 de novembro de 1914, na residência de s/pais, Trav. Ten-Cel. Costa, filho legítimo de Júlio Calliari e Lectícia Carmela Parente, brasileira.
Júlio Calliari, c/casa de comércio à Trav. Cel. Costa, casa de esquina.
Em 1925: Rua Ten-Cel. Costa, terreno c/fundos p/a Pça. de N. S. da Conceição.
De 1928 a 1931 há referências à Trav. Ten-Cel. Costa.
Nessa travessa ficava um imóvel de Messias de Sigmaringa Lobato.


Observações:

1) A Trav. Ten-Cel Costa é uma homenagem ao Ten-Cel. FRANCISCO ANTONIO DA COSTA, que no ano de 1835 conteve uma tentativa de invasão dos rebeldes cabanos no vilarejo de Abaeté. Ele tomou frente de um movimento ao lado do governo imperial/força legalista, armando os habitantes da vila e deu combate aos rebeldes cabanos que vieram das bases cabanas dos municípios vizinhos de Cametá, Barcarena e os da Ilha do Marajó com o s/ideal de justiça social e libertação do jugo de miséria e exploração por parte da classe dominante, especialmente dos colonos portugueses.

As lutas se processaram nos rios e igarapés e na foz do Rio Abaeté, mas sabe-se que a cabanagem se alastrou p/todo o interior do Pará, estando alguns desses municípios como Cametá, Muaná à frente da organização das forças revoltosas. Quando os revoltosos cabanos tentaram entrar na então Vila de Abaeté, foram rechaçadas pelas tropas chefiadas pelo Ten- Cel. Costa. Nessa luta muitos índios da região de Conde e Beja participaram dessas batalhas, tanto do lado dos rebeldes/maioria como do lado das forças legalistas/minoria.

2) Essa travessa aparece nos escritos genealógicos da Professora Benvinda de Araújo Pontes, como a rua onde ficava a casa do dono de engenho Antonio Santos, cedido a s/pais e onde nasceu seu irmão Deodato de Araújo Pontes, em 27/10/1927.


RUA DO IGARAPÉ:
Documento de 1905 se refere à R. Ten-Cel. Costa ou Rua do Igarapé.
Documento de 1909 se refere a uma Rua do Igarapé, onde moravam Flora Campos e filhas.
Stella Lopes Lobato e família residia na Trav. do Igarapé.


Observações:
1) Como existia um igarapé que passava p/essa rua ela recebeu o nome popular de Rua do Igarapé, depois se chamou R. Ten-Cel. Costa.

2) Essa rua trocou de nome e hoje o herói abaeteense FRANCISCO ANTONIO DA COSTA dá o s/nome para outra rua, a R. Francisco Antonio da Costa, que é a atual rua da frente do atual Cemitério de N. S. da Conceição/Abaetetuba/Pa.



TRAV. DA GLÓRIA:
João Nepomuceno de Pontes, c/casa à R. da Glória.
Benvinda de Lima Pontes, c/imóvel à R. Lauro Sodré, canto c/a Trav. da Glória.
Benvinda de Lima Pontes, c/imóvel à R. Lauro Sodré, canto com a Trav. da Glória.


Observações:
1) O nome TRAV. DA GLÓRIA, possivelmente era um nome para identificar imediatamente a rua através de uma de s/primeiras moradoras de nome GLÓRIA, portanto, era um nome popular ou circunstancial.


TRAVESSA DA OLARIA:
Em um documento de 1904 foi encontrado o nome: Trav. da Olaria.


Observações:

1) Esse nome de rua referia-se a antiga OLARIA de Garibaldi Parente que ficava no atual bairro de Santa Rosa, em Abaeté. É um nome de rua circunstancial, que leva em conta a existência de uma olaria nessa travessa. A RUA DA OLARIA deixou de existir quando foi criado o novo bairro de Santa Rosa, que além de absorver a Rua da Olaria, foi devidamente aterrado fazendo desaparecer importantes afluentes do rio Jacarequara, igarapés urbanos chamados Sertão e Mato Grosso, que se encarregavam de tornar sempre alagadiço as antigas terras que constituem hoje o bairro de Santa Rosa e parte do bairro do Algodoal.



RUA SIQUEIRA MENDES:

Trav. Santa Luzia c/a R. Siqueira Mendes.
Simeão Margalho, c/ terreno à R. Siqueira Mendes, em 20/4/1905.
Trav. Santa Luzia c/a R. Siqueira Mendes.
Bernardino Pereira de Barros, c/casa à Trav. Santa Luzia, esquina c/a R. Nova.
R. Siqueira Mendes em frente ao Largo de Santa Luzia.


Observações:

1) O nome R. SIQUEIRA MENDES foi dado p/homenagear o ilustre sacerdote cametaense, Cônego MANUEL JOSÉ DE SIQUEIRA MENDES, n. em 6/9/1825 e f. em 5/5/1889, destacado e prestigioso político, que se tornou chefe do Partido Conservador, no Pará e presidente eventual da Província do Pará, em dois períodos, entre 1868 e 1869. Seu 1º período de governo foi de 29/9/1868 a 18/10/1868; o 2º período foi de 8/11/1869 a 2/12/1869.
Essa rua é uma das mais antigas da cidade, que já aparece em documentos de 1887, 1904, 1905 até 1928.

Trocou o nome para Rua Siqueira Campos, mas depois voltou à s/antiga denominação de R. Siqueira Mendes.
Inicialmente era uma rua do bairro Centro. Com o passar dos anos foi estendida para outros bairros da cidade.

RUA ABRAHAM FORTUNATO OU AVENIDA ABRAHAM FORTUNATO:

Citações s/essa rua:

1904: Um trecho de uma escritura de imóvel de 1904 que diz o seguinte: Trav. da Conceição c/a R. Abraham Fortunato.
R. Abraham Fortunato. Quarteirão 27, frente para a Pça. Dr. Augusto Montenegro e fundos com a R. Abraham Fortunato, até a Trav. do Ferreiro.
Av. Abraão Fortunato, onde foi construído o cemitério, c/frente em tijolos e lados cercados com achas.


Observações:

1) JOSÉ AUGUSTO FORTUNATO foi um dos componentes da 1ª Câmara da Vila de Abaeté, em 1881. Descende de uma família de imigrantes judeus que se estabeleceram em Abaeté, onde alguns de seus membros estão sepultados em área separada no Cemitério Público de N. S. da Conceição em Abaetetuba.

2) ABRAHAM FORTUNATO/José Abraão pertencia a essa família de judeus.

3) O cemitério era o antigo Cemitério Municipal de N. S. da Conceição, localizado na antiga Trav. da Conceição, hoje Av. Pedro Rodrigues, foi construído no governo do Intendente Municipal Emygdio Nery da Costa, ano de 1896, conforme citação: “Pago à Leonel Antonio Lobato, pela verba –continuação do Cemitério Municipal – sito na Trav. da Conceição, em 24/10/1896, 1ª prestação do contrato com a intendência” – Nery da Costa.


TRAV. PADRE PIMENTEL:

Trav. Padre Pimentel, em 1906.


Observações s/o Pe. Pimentel:

1) O Pe. Pimentel/FRANCISCO MANOEL PIMENTEL chega à Abaeté/Pa em 1888 p/substituir o Padre Teodoro. Em Abaeté desenvolveu múltiplas atividades, sendo professor, pároco, político. Mas s/fama veio p/suas inclinações políticas, tendo p/esse motivo deixado o seu nome marcado na história. É originário da região de Barcarena e tendo muitos parentes na Vila de Abaeté e Vila de Beja.

Tornou-se Intendente Municipal de Abaeté, no período de 1896 a 1900, quando trabalhou nas melhorias do município, especialmente na construção de escolas. Ele foi o pároco que estava presente na Cerimônia de Instalação da Cidade de Abaeté no ano de 1895 e foi ele quem celebrou a 1ª missa na recém concluída Igreja de São Miguel, em Beja.

1) Foi o Pe. PIMENTEL quem fez os batizados da maioria de s/parentes da Vila de Beja e Abaeté, confe. relato da Sra. Ambrosina Pimentel Coutinho. Vide genealogia da família Pimentel Coutinho de Abaeté. Catarina Pimentel Coutinho, n. em 2/1/1903 e f. em 25/3/1984 c/81 anos de idade e foi b. pelo Pe. Pimentel, na Vila de Beja, sendo padrinhos: Manoel de Araújo Pimentel/irmão de Maria de Araújo Pimentel, tio avô de Ambrosina e Fábia dos Passos Pimentel.

2) Octacílio Pimentel Coutinho, n. em 8/2/1901, f. aos 55 anos em 16/11/1956, foi batizado pelo Pe. Pimentel em Beja, c/os seguintes padrinhos: Angélica Pereira Coutinho/irmã do Capitão Orêncio Pereira Coutinho e o Major Manoel Francisco Pimentel/avô de D. Ambrosina.

3) Orêncio Pimentel Coutinho, n. em 22/4/1905 na localidade Rio Guajará de Beja e f. em 25/12/1980, c/75 anos de idade e foi b. em Beja pelo Pe. Pimentel, sendo padrinhos: Raimundo N. Pimentel e Francisca Romana dos Passos Pimentel/irmã de Fábia acima.

4) Segundo D. Ambrosina, o Padre Pimentel era tio-avô do Sr. Teobaldo Pimentel, cartorário em Vila de Beja.

5) Em 1908 aparece como presidente da Irmandade de São Sebastião, que era organizada pelo Clube Musical Henrique Gurjão, tendo como seus companheiros de diretoria nessa banda, Horácio de Deus e Silva, Diretor; Trajano Pereira de Araújo, Tesoureiro; Manoel vigílio de Araújo e José Ferreira Ribeiro, Secretários; Pedro Pena de Araújo e Hygino pereira, zeladores; Josimo Leandro de Souza, cobrador e muitos irmãos. Em 1908 ainda era vigário em Abaeté.

6) Como ele estava em litígio c/os membros da Banda Carlos Gomes, fundada pelo Mestre Hermínio Pauxis, ele incentivou o s/amigo Horácio de Deus e Silva a fundar outra banda de música. Assim surgiu a Banda Henrique Gurjão, tendo o Mestre Horácio como s/presidente e maestro.

7) Em documentos antigos de 1904 aparecem os seguintes nomes: Manoel de Araújo Pimentel, avô materno de Ambrosina e o nome do Padre FRANCISCO MANOEL PIMENTEL.



TRAV. DO CURRO:

Observações:

1) Era um nome circunstancial para denominar a rua onde existiu o 1º CURRO da cidade.


RUAS EM 1914:

Abaeté possuía poucas ruas em 1914, a Siqueira Mendes e a Justo Chermont e algumas travessas dessas ruas. Depois é que surgiram outras ruas, como a Barão do Rio Branco e outras. Havia também a Rua do Igarapé, já para os lados do bairro do Algodoal.


RUAS EM 1917:

Em 1917 o município possuía uma população de 25.000 habitantes e na cidade existiam 3 mil pessoas, com os seguintes dados:

a) Casas habitadas: mais de 200 casas;
b) Casas de comércio: 79 casas de comércio, sendo 11 casas de venda à grosso;
c) Serrarias: uma serraria à vapor;
d) Engenhos: 27 engenhos à vapor p/produção de cachaça e mel de cana/melaço, rapadura e até mesmo açúcar.



RUAS EM 1920:

Em 1920 as ruas Pedro Rodrigues e a D. Pedro II, eram apenas caminhos, estradas estreitas, existindo somente as mais antigas ruas da cidade.



RUAS EM 1922:

Eram 8 a 12 ruas, 2 praças. Na cidade, contavam-se 79 casas de comércio localizadas nas ruas Justo Chermont, Siqueira Mendes, Av. Garibaldi Parente, Trav. Basílio de Carvalho, Pça. da República, Trav. 22 de Junho, R. Lauro Sodré, Trav. Santa Luzia, todas localizadas às proximidades da beira-mar/beira.


Observações:

1) Dessas 79 casas comerciais, 11 eram de vendas à grosso, fato que demonstra a grandeza do commércio de Abaeté, uma vez que era apenas uma pequena cidade.

2) Vide ruas Justo Chermont, Siqueira Mendes, Lauro Sodré nos tópicos acima.



RUAS EM 1925, 1926:

AVENIDA CEL. ARISTIDES SILVA:

A Av. Cel. Aristides Silva ou Av. Cel Aristides, começa a aparecer em documentos de 1922 e em 1925 e 1926 essa rua ainda existia.


Observações:

1) O Cel. ARISTIDES DOS REIS E SILVA, comerciante, dono de engenho, advogado, famoso político abaeteense, possuidor de elevadas virtudes cívicas, idealista, nativista, editor de jornais e dono de uma das maiores biografias de Abaeté dá nome a essa antiga rua, nome esse que foi substituído p/outra denominação. No entanto, p/seus relevantes serviços prestados à s/amada terra de Abaeté, outra artéria da cidade foi escolhida para homenagear essa personalidade histórica da cidade, rua denominada Trav. Aristides dos Reis e Silva.

2) Vide genealogia do Cel. ARISTIDES DOS REIS E SILVA em “Família Reis e Silva de Abaeté/Pa”.


PRAÇA DR. AUGUSTO MONTENEGRO:

Citações sobre a Praça Dr. Augusto Montenegro:

Na data de inauguração do Grupo Escolar de Abaeté era governador do Estado o Dr. AUGUSTO MONTENEGRO. Abrilhantaram a festa a Banda Bela Harmonia, os oficiais da antiga Guarda Nacional, todos uniformizados, Cel. Joaquim Maués, Cap. Aristides Silva, Horácio Silva, Raimundo Pimentel, Ten. Miguel Mendes dos Reis, Antonio Pereira de Barros, João Roberto dos Reis e o alferes Francisco Bahia Sobrinho.

Existem referências a uma Pça. AUGUSTO MONTENEGRO em 1904, 1905, 1906.
1906: Quarteirão 27, frente para a Pça. Dr. Augusto Montenegro e fundos c/a R. Abraham Fortunato, até a Trav. do Ferreiro.
1912: Há uma citação que faz a seguinte referência sobre o 1º Círio oficial de N. S. da Conceição, em 1912, que também se refere a algumas antigas ruas, inclusive a Praça Dr. Augusto Montenegro:

O Círio saiu da Igreja Matriz do Divino, na Pça. da Conceição/hoje Pça. Francisco de Azevedo Monteiro, ganhou a Trav. Nova/hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes, foi pela Silva Jardim/hoje Trav. Pe. Luiz Varela, contornou o grande espaço aberto/Pça. Dr. Augusto Montenegro/onde hoje fica a Pça. de N. S. da Conceição e o antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube e retornou pela R. Torquato Barros/hoje trecho da R. Barão do Rio Branco.

1919: Praça Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Sociedade Sportiva de Abaeté.
A Associação Sportiva de Abaeté foi fundada em 12/10/1919, fundada alguns meses após a fundação do Vera Cruz Sport Club. Um documento de 1919 se refere a Pça. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva Abaeteense.
1920: Pça. Dr. Augusto Montenegro, onde ficava a casa de José Saul, terreno comprado de Joaquim Loureiro da Silva.

Uma citação de 1925 dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu (1922-1926): Pça. Dr. Augusto Montenegro, esquina c/a R. Floriano Peixoto.
Pça. Dr. Augusto Montenegro, esquina c/a R. Floriano Peixoto, em 1925. O Carioca Sport Club, de Eduardo Maués Loureiro, c/campo de futebol à Pça. Dr. Augusto Montenegro, junto ao campo do Vera Cruz Sport Club.

1927: Praça Dr. Augusto Montenegro.
1930: Na Praça Augusto Montenegro existia o campo do Payssandu Sportivo de Abaeté.
1930: R. Floriano Peixoto, canto c/a Pça. Augusto Montenegro, onde morou Raymundo Soares, comerciante em Abaeté/Pa.

1931: Pça. Dr. Augusto Montenegro, onde ficava a sede da Associação Sportiva de Abaeté.
1931: A parte oriental da Pça. Dr. Augusto Montenegro, onde ficava o campo da Associação Sportiva de Abaeté, esta com 11.040m2, tendo Hygino Pereira de Barros como representante legal da Associação.

Em 1931: Payssadu Sportivo de Abaeté, requerendo terreno à Pça. Dr. Augusto Montenegro, p/fins de desenvolvimento esportivo e cultura atlética. Requerimento deferido p/prefeito Maximiano Silvino Cardoso, em 19/10/1931/1930-5/3/1933, ficando c/o clube a responsabilidade pela conservação da praça.

1931: Na R. Siqueira Campos residia Miguel Mendes dos Reis e irmãos, filhos de José Mendes de Lima Reis, c/terreno à R. Siqueira Campos/antiga Siqueira Mendes, fazendo divisa c/terreno de de Delmiro de Almeida Nobre e do outro lado c/o terreno de Hygino Pereira de Barros e fundos c/a Pça. Dr. Augusto Montenegro.

1931: O Pe. Luis Varella morava na Pça. Dr. Augusto Montenegro.
Em 1931, Salústio Pereira de Barros e s/filha Maria Luiza Messias Oliveira Pereira de Barros, c/posse de um terreno à Pça. Augusto Montenegro, junto ao terreno do Pe. Luiz Varella, terreno esse que foi vendido a Amphiano Quaresma.

Pedro Pinheiro de Moraes, c/terreno à R. Santos Dumont, divisa c/Joaquim de Senna e do outro lado c/a Pça. Dr. Augusto Montenegro.
1939: As obras da Igreja Matriz já vão bastante adiantadas à Pça. Dr. Augusto Montenegro, c/custos, até então, de mais de 90 contos de réis/90:949$280/noventa mil, novecentos e quarenta réis e duzentos e oitenta centavos. O Frei José Maria de Manaus fez o registro geral do terreno de 11.531,25m2 de área, onde estava sendo levantada a Igreja Matriz de N. S. da Conceição.

1953: O prédio do SESP-Serviço Especial de Saúde Pública, foi construído em um terreno de Delmiro de Almeida Nobre, que ficava na Pça. Dr. Augusto Montenegro, que foi indenizado p/cessão desse terreno.


Observações:

1) O local escolhido p/a construção da Igreja Matriz de N. S. da Conceição já existia e era um descampado que recebia o nome de Pça. AUGUSTO MONTENEGRO, p/ser esse o Governador do Pará/1/2/1901-1/2/1909, que concedera essa enorme área, p/que ali fosse construído o templo tanto sonhado pelo povo católico de Abaeté.
Esse espaço não se resumia apenas a área da hoje chamada Pça. de N. S. da Conceição, mas o terreno se estendia p/onde hoje existe o terreno do prédio do Colégio S. Francisco Xavier e o Centro Paroquial S. Paulo e o terreno do prédio da atual COSAMPA e ainda se estendia p/trás da atual Igreja Catedral e apanhava todo um outro grande espaço que chegava até a antiga R. Floriano Peixoto/hoje R. Lauro Sodré, espaço esse onde existiam vários campos de futebol e um espaço chamado Silva Jardim, que deu origem à atual Trav. Pe. Luiz Varella e que servia de treino e jogos dos antigos clubes de futebol do passado, como o Carioca Sport Club, de Eduardo Maués, o Argentino Club, o Payssandu Sportivo de Abaeté e posteriormente, o Vera Cruz Sport Club, que o Padre Luiz Varella ajudou a fundar e a Associação Desportiva de Abaeté, que desenvolveram memoráveis embates nesse campo. Outros antigos clubes utilizaram espaços, como o Parazinho, o Brasil Velho, o Itatiaia, campo esse que depois passou a pertencer ao Abaeté Fott-Baal Club, comprado que foi pelo Ten. Humberto Parente que, por muitos anos, serviu de palco para os jogos de outros mais recentes clubes locais, como Abaeté, Vasco da Gama, Vênus, Brasil e a Seleção de futebol de Abaetetuba, em memoráveis jogos na década de 50, 60 e 70 do Séc. 20. Na área onde foi construída a Igreja Matriz de Abaeté também havia outro campo de futebol, muito usado por aqueles mais antigos clubes citados.

2) O nome Pça. Dr. Augusto Montenegro homenageava o Governador do Pará Dr. Augusto Montenegro, que governou o Pará em dois períodos, de 1/2/1901-1/2/1905 e de 1/2/1905-1/2/1909, já na fase de República do Brasil.

3) Vide Ruas Abraham Fortunato, Siqueira Campos e travessas do Ferreiro e Santos Dumont.
4) Vide construção da nova Igreja Matriz de Abaeté nos tópicos de postagens Religião, Igrejas e Vultos.

5) Vide antigos clubes de futebol de Abaeté nos tópicos de postagens Cultura, Esportes e Vultos.

6) Vide padres capuchinhos nos tópicos de postagens Religiões, Igrejas e Vultos.

7) O nome R. Floriano Peixoto foi substituído pela nova denominação p/essa rua: R. Lauro Sodré, que existe até os dias de hoje.

8) Vide nos tópicos de postagens Genealogias, Famílias e Vultos as genealogias das pessoas mencionadas acima.

9) Os anos de 1940 foram os últimos anos em que essa praça se chamaria Pça. Dr. Augusto Montenegro, porque o povo logo começou a chamá-la de Pça. de N. S. da Conceição/Praça de Conceição, devido nessa praça ter sido erguida a Igreja Matriz de N. S. da Conceição. Vide Igreja Matriz de N. S. da Conceição ou Festa de N. S. da Conceição.

10) A Pça. Dr. Augusto Montenegro se refere também ao descampado que existia atrás da atual Igreja Catedral de N. S. da Conceição, quando esta ainda não exisitia e nem sequer existiam a Casa do Bispo e os prédios ali existentes e esse terreno se estendia até a antiga R. Floriano Peixoto, que atualmente é a nova R. Lauro Sodré da cidade de Abaetetuba/Pa. Nesse grande terreno havia um antigo campo de futebol, usados pelos antigos clubes de futebol de Abaeté. Outro campo de futebol existia no local onde se ergueria a futura Catedral de N. S. da Conceição. Muito tempo depois é que se construiu o 1º campo de futebol do Abaeté Futebol Club, que foi vendido pelo Ten. Humberto Parente p/a construção de um novo campo na R. 1º de maio, que existe até os dias de hoje. No lugar do 1º campo do Abaeté é que foi erguida a Casa do Bispo da Diocese de Abaetetuba, foi aberta a Pass. Humberto Parente e o restante do terreno foi loteado para construção de casas e do Posto de gasolina da família do Sr. Francisco Maués Carvalho.

11) Atualmente uma pequena rua em Abaetetuba, localizado do lado esquerdo do atual campo de futebol do Abaeté Futebol Club, recebe o nome de Pass. Augusto Montenegro.


RUA FLORIANO PEIXOTO:

Citações s/essa rua:

1920: R. Floriano Peixoto.

De 1925 a 1933:

Citações de 1925, no governo do Intendente municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu (1922-1926): Pça. Dr. Augusto Montenegro, esquina c/a R. Floriano Peixoto”.
Em 1925 o espaço da Pça. Dr. Augusto Montenegro, esquina c/a R. Floriano Peixoto, servia de campo de futebol para os clubes locais.

Documentos de 1927 a 1938 fazem referência a R. Floriano Peixoto.

1927: Trav. 22 de Junho c/a R. Floriano Peixoto.
1930: R. Floriano Peixoto, canto c/a Praça Augusto Montenegro, com imóvel de Raymundo Soares.
1931: Raymundo Souza de Araujo, c/terreno à R. Floriano Peixoto, divisa c/Isabel e do outro lado, Hygino Barros.
1931: Raymundo Silva Santos, c/terreno à R. Floriano Peixoto.
1931: R. Floriano Peixoto, onde morava Egydio Martins. José Pereira Muniz, c/terreno à R. Floriano Peixoto, divisa c/Egýdio Martins e Raymundo Moju.
1931: Trav. Pedro Rodrigues canto c/a R. Floriano Peixoto. Otávio Barbosa de Souza, c/terreno à Trav. Pedro Rodrigues, entre terreno de Elyziário dos Santos Carneiro e a R. Floriano Peixoto.
1931: Casa de Júlio Calliari se localizava na R. Floriano Peixoto. 1931: Euclydes Soares da Silva e Clara Soares da Silva e sua mãe Alcina Lima Soares, c/imóvel à R. Floriano Peixoto, divisa c/Júlio Calliari.

1931: Pedro Gomes Viégas, c/imóvel à R. Floriano Peixoto, divisa c/Chrispim Ferreira, pela frente e fundos c/os herdeiros de João Nepomuceno Viégas.

1931: Raimundo Gomes de Oliveira, com casa à Rua 7 de setembro, divisa com os herdeiros de Raymundo Nonato Pereira e pelo lado direito com João André.

1931: João Gualberto Paes, com imóvel à Rua Floriano Peixoto, divisa com Raymundo Soares e do outro lado com a esquina da Praça Augusto Montenegro e fundos com Anna Lobato.
1933: Abaeté Pauxis/Abaeté Pará da Silva Pauxis, brasileiro, casado, em 1933 residente na Vila de Icoaraci, possui um terreno à R. Floriano Peixoto, no tempo do Prefeito José Pinheiro Baía (5/3/1933-27/11/1934) e c/assinatura do Secretário Raymundo Nonato Viégas, assinam o aforamento do mesmo.

1938 a 1940: Rua Floriano Peixoto.
1954: R. Floriano Peixoto, onde se localizava o Grupo Escolar Vicente Maués.
1954: R. Floriano Peixoto, canto c/a Trav. José Gonçalves Chaves.

1954. O Tietê Futebol Club, tendo como presidente Cornélio de Almeida Silveira, c/concessão de terreno c/limites pela frente c/a Trav. Pinto Martins, fundos c/a R. Floriano Peixoto, dado p/aforamento em documento de 13/11/1954, terreno com 100 x 60m.
1963: Juvenal Nunes do Rego, c/c Lady Oneide Pessoa do Rego. Nos anos de 1960 possuíam um imóvel sito à R. Floriano, divisas c/Manoel Eugênio da Fonseca e do outro lado c/Serafim Rodrigues de Sousa.

1963: Casa na R. Floriano, fundos c/o Ig. Cafezal.
1964: R. Floriano Peixoto, canto c/a Trav. Santos Dumont.

1968: Somente em 1968 é que tem início a construção do prédio próprio das Escolas Reunidas Dr. Vicente Maués, em terreno à R. Floriano Peixoto/atual R. Lauro Sodré, esquina c/a Trav. Pinto Martins/atual Trav. José Gonçalves Chaves, em terreno que era de propriedade do Sr. Aprígio Veloso.


Observações:

1) Rua FLORIANO PEIXOTO – O Marechal de Campo FLORIANO PEIXOTO n. em 30/4/1839 na Vila de Pioca, na antiga província de Alogoas e f. em 29/6/1895 em Divisa/MG. Tendo assentado praça aos 18 anos de idade e obtido promoção a 2º Tenente em 1891 e a de 1º Tenente dois anos mais tarde, seguiu p/a Guerra do Paraguai no posto de capitão em 1865. Ao terminar a campanha já era tenente-coronel, bachareou-se em ciências físicas e matemáticas em 1872 e foi promovido a coronel em 1874, a brigadeiro em 1883 e a marechal de campo em 1889. Como político foi eleito senador pelo estado de Alagoas e o Congresso Nacional o elegeu Vice-Presidente da República. Assumiu a presidência em substituição ao Generalíssimo Deodoro da Fonseca a 23/11/1891. Pela s/notável atuação nos primórdios do regime republicano, foi chamado de Consolidador da República e de Marechal de Ferro.


2) A antiga R. Floriano Peixoto hoje é a atual R. Lauro Sodré.



RUA TENENTE-CORONEL TORQUATO BARROS/ RUA TORQUATO BARROS:

Esse nome de rua é uma homenagem ao abaeteense TORQUATO PEREIRA DE BARROS, patriarca da tradicional família Pereira de Barros de Abaeté/Pa, que era militar e político.


Algumas citações sobre TORQUATO PEREIRA DE BARROS:

o Grupo Escolar de Abaeté, de dois pavimentos, construído em taipa, na Administração do Intendente Municipal Ten-Cel. TORQUATO PEREIRA DE BARROS, c/a presença do dr. João Evangelista Correa de Miranda, juiz do Distrito Judiciário, do Cel. Hygino Maués, do prof. Bernardino Pereira de Barros, que foi nomeado o 1º diretor do Grupo Escolar de Abaeté, do Pe. Francisco Manoel Pimentel, dos professores, todos normalistas: Basílio Chrispim de Carvalho, Fidélis Magno de Araújo, Maria de Nazaré de Moraes e Francisca Romana de Almeida Pimentel, inaugurado em 2/4.1902.

A 1ª Câmara de Abaeté/Pa, foi criada em 20/3/1880, c/posse em 7/1/1881 e que se estendeu até 1884, tinha como um de s/membros o alferes TORQUATO PEREIRA DE BARROS e como presidente da Câmara o Ten-Cel. Arlindo Leopoldo Correa de Miranda.

Posteriormente, o já Ten-Cel TORQUATO PEREIRA DE BARROS, ocupou a função de Intendente de Abaeté/Pa no período de 1900 a 1902.

A fam. Pereira de Barros era uma antiga, abastada e tradicional família de Abaeté/Pa, que na época da escravidão negra possuíam os seus escravos. Foi o caso da senhora Maria Vitória Ribeiro, de 96 anos, com foto do ano de 1934, que era escrava do intendente Torquato Pereira de Barros.

Torquato c/c Ana Lobato/Ana Lobato Barros e tiveram filhos. Torquato, como era comum no seu tempo entre as personalidades ricas e poderosas, teve muitos outros filhos extra-conjugais.

Alguns descendentes de Torquato Pereira de Barros:

Ana Judith de Almeida Cardoso era filha de Torquato Pereira de Barros, c/c o rico Coronel Maximiano Guimarães Cardoso e tiveram filhos, que constitui a 3ª geração dos descendentes de Torquato Pereira de Barros: Esmerina de Almeida Cardoso e s/irmãos Esmerina casou com Latino Lídio da Silva e tiveram 8 filhos: Catarina/falecida, Anita, Esmeralda, Aureliana, Adelaide, Lauro, Maria Bartira e Manoel Arapajó Cardoso da Silva e outro filho de Latino, José Delmiro Cardoso da Silva, 4ª geração de Torquato Pereira de Barros. Vide descendência de Latino Lídio da Silva.

TORQUATO PEREIRA DE BARROS é bisavô materno de Anna da Silva Sena.
Catarina Pereira de Barros Silva, avó de Lauro Cardoso da Silva, n. em 30/6 e f. em 4/12/1932.
Catarina é filha de Torquato Pereira de Barros, logo, é irmã de Ana Judith de Almeida Cardoso, mulher do Cel. Maximiano Guimarães Cardoso.
Bisavós maternos de Lauro Cardoso da Silva: Torquato Pereira de Barros e Ana Lobato Barros.


Citações sobre a R. Torquato Barros:

Documentos de 1920 se referem a uma R. Torquato Barros.

O nome oficial da rua, cfe. documentos de 1925 era R. Ten-Cel. Torquato Barros, reduzida pelo povo para R. Torquato Barros.

Há uma citação que faz a seguinte referência s/o 1º Círio oficial de N. S. da Conceição, em 1912, que também se refere a algumas ruas antigas, inclusive a R. Torquato Barros:

Sobre um círio de N. S. da Conceição: O Círio saiu da Igreja do Divino, na Pça. da Conceição/hoje Praça Francisco de Azevedo Monteiro, ganhou a Trav. Nova/hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes, foi pela Silva Jardim/hoje Trav. Padre Luiz Varela, contornou o grande espaço aberto/onde hoje fica a Praça de N. S. da Conceição e o antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube e retornou pela R. Torquato Barros/hoje trecho da R. Barão do Rio Branco.



Considerações:

1) Atualmente o trecho de rua chamado R. TORQUATO BARROS faz parte da atual R. Barão do Rio Branco e esse trecho de rua se estendia da Pça. Dr. Augusto Montenegro até o Igarapé Cafezal. O Igarapé Cafezal foi aterrado para o prolongamento da R. Barão do Rio Branco.

2) Atualmente, para homenagear esse ex-intendente, existe uma Trav. Torquato Barros, no bairro de Santa Rosa.



TRAVESSA DO CURRO:

Há referências a uma Trav. do Curro de 1904 a 1906.
Em 1925: Travessa do Curro.
Documento de 1927: R. Benjamim Constant canto c/a Trav. do Curro.


Observações:

1) Nome de rua de origem popular, que se refere ao 1º Curro de Abaeté.



RUAS EM 1930 a 1932:

A família de Tieta Lima chegou em Abaeté/Pa, vindo do Ceará, p/volta de 1930, quando ela tinha 10 anos de idade.
Segundo ela, p/aqui existiam poucas ruas, como: Justo Chermont, Siqueira Mendes, Getúlio Vargas, Barão do Rio Branco, ainda c/seus nomes antigos. A cidade se resumia à chamada “beira”, já com a sua rua comercial, a Justo Chermont, construída em pontes.

AVENIDA GARIBALDI PARENTE:

Citações s/essa rua:

Garibaldi Parente c/imóvel na Av. Garibaldi Parente, em frente ao Mercado Público.
De 1922 a 1927: Av. Garibaldi Parente.
1922: A “officina de funilaria” de Ismael Augusto Gomes à Av. Garibaldi Parente.
1923: Avenida Garibaldi Parente.
Documentos de 1927 se referem a uma “Av. Garibaldi Parente”, em frente ao Mercado Municipal.


Observações:

1) O Cel. Aristides dos Reis e Silva também homenageia Garibaldi Parente pelo s/grande e inteligente esforço em prol do comércio, indústria, e outras atividades econômicas na cidade de Abaeté/Pa, denominando AV. GARIBALDI PARENTE, a rua que vai da Ponte Pública, pelo lado oriental do mercado até a Trav. Santa Luzia, pela frente da Serraria Veneza, à vapor, de propriedade do mesmo Garibaldi Parente.

2) Encontramos muitas informações s/Garibaldi Parente, que é homenageado com esse nome de rua. Eis alguns trechos:

Garibaldi Parente era muito rico, comerciante, industrial, jornalista, político, proprietário de comércios na cidade e no interior do município, serraria, tipografia, fábrica de sabão e várias embarcações para transporte de cargas e passageiros, fazendeiro plantador de arroz, café, dono de engenho, fabricante de cachaça e açúcar.

Como jornalista, dono de typographia e como tal, baluarte da imprensa da Abaeté antiga, fundador de jornais que circularam desde o ano de 1884/Abaeté ainda era Vila, até o ano de 1935. Seus jornais foram: “O Abaeteense” de 15/8/1884, “Mocidade” de 8/12/1888, “Folha do Mato”, “O Colibri”.

Em um antigo documento do ano de 1922, aparece como comerciante e dono de engenho e dono de imóvel na R. Siqueira Mendes”.

Como comerciante, no mesmo documento aparece com a denominação de “Garibaldi Parente & Cia., sito à R. Justo Chermont, relativo às atividades de casa de commércio de 2ª classe, serraria com officina, fábrica de sabão, typographia e fábrica de cachaça e açúcar”.

Garibaldi Parente é citado em documento de 1935, “com comércio nas localidades Paramajó e Piquiarana”.

Como político ocupou a função de Intendente Municipal de Abaeté no período de 1926 a 1930.
Em 1930, c/a Revolução DE 30, aconteceu a extinção dos Conselhos de Intendência e foi instalada a Interventoria do Estado, sendo nomeador como Interventor do Estado o Ten. Magalhães Barata, que depõe Garibaldi Parente e nomeia o Interventor Municipal Maximiano Silvino Cardoso (1930-5/3/1933).

Citação de 1908: O Clube Musical Carlos Gomes, com eleição, ficando assim constituída a diretoria: presidente, Garibaldi parente; secretário, Estácio dos Passos; tesoureiro, Abel Guiães de Barros; regente, Gerônimo Guedes e contra-mestre, Raymmundo Pauxis.
Aparece em documento antigo de 1922, livro de contribuintes do “imposto de Profissão e Indústria”,

3) A antiga Av. Garibaldi Parente não existe mais, pois esse nome foi substituído por outro.

4) Mas para homenagear esse grande comerciante, industrial e político de nascionalidade italiana que adotou a cidade de Abaeté/Pa para morar, trabalhar e viver, foi dado o nome Garibaldi Parente para outra rua na cidade de Abaetetuba, no bairro Sagrado, com o nome de “Rua Garibaldi Parente”.

Atualmente existe a Rua Garibaldi Parente, que fica localizada no B. de Nazaré, em Abaetetuba. Em 1966 foram localizados documentos com o nome “Rua Garibaldi Parente”, que se referem a essa nova rua c/o nome de Garipaldi Parente.



TRAVESSA 22 DE JUNHO OU RUA 22 DE JUNHO:

Citações s/essa rua:

1904: “R. Coronel Caripuna, canto c/a Trav. 22 de junho.
1922: Essa denominação de rua aparece em documentos de 1922, que abrigava o endereço de Joaquim Lopes/tabellião.

De 1923 a 1927: Trav. 22 de junho.
De 1925 a 1931: Trav. 22 de junho.
1925: R. Cel. Caripuna, canto c/a Trav. 22 de Junho.

Documentos de 1927 se refere à Trav. 22 de junho c/Floriano Peixoto.
1930: R. Senador Lemos, onde ficava a casa de José Antuza Fortunato, canto c/a Trav. 22 de junho.

1931: José Sertório de Miranda e Maria Silva de Miranda, c/imóvel à R. Senador Lemos canto c/a Trav. 22 de junho.


Observações:

1) Sobre a TRAV. 22 DE JUNHO – O dia 22 de junho é a data comemorativa da 1ª constituição do Pará, promulgada em 1891, após a proclamação da República do brasil.
2) Esse nome subsistiu até os anos de 1920, conforme nos relata os escritos genealógicos da Profa. Benvinda de Araújo Pontes, que diz: “Benvinda de Lima, n. em 30/1/1872 e f. no dia 28/1/195l, na TRAV. 22 DE JUNHO e que ela/Benvinda de Araujo Pontes e sua irmã Clélia de Araújo Pontes, nasceram nesse endereço, respectivamente em 27/8/1925 e 21/7/1927, como sendo, “TRAV. 22 DE JUNHO, em casa de s/avós João Nepomuceno de Pontes e Benvinda de Lima Pontes”.

“A união de João Nepomuceno com sua esposa Benvinda durou 56 anos, 9 meses e 14 dias, pois Benvinda f. em 28/1/1951, em s/casa à TRAV. 22 DE JUNHO/hoje Trav. Major Frederico A. da Gama e João Pontes, f. 16 anos depois, c/93 anos de idade, 22 dias, em casa de s/filha Mundica, à Av. 15 de Agosto, nº 63, na cidade de Abaetetuba-Pa.



RUAS DE 1930 A 1940:

Trav. Ten. Cel. Costa, R. Siqueira Mendes, Praça N. S. da Conceição, R. Justo Chermont, R. Cel. Caripunas, R. Senador Lemos, Tv. 22 de Junho, Tv. da Conceição, Tv. Pe. Pimentel, Av. João Pessoa, R. Siqueira Campos, Trav. Santos Dumont, R. Benjamim Constant, Av. João Pessoa, Tv. Comandante Castilho, Rua 7 de setembro, R. Floriano Peixoto, Tv. Santa Luzia, Tv. Pedro Rodrigues, Tv. Assis de Vasconcelos, Tv. 24 de outubro, Pça. Dr. Augusto Montenegro, Av. D. Pedro II, Av. Rui Barbosa, Av. Veiga Cabral.



RUAS EM 1937:

Em 1937, no governo do Cel. Aristides dos Reis e Silva, ele fez as seguintes anotações de vias públicas:
Eram 5 avenidas; 11 ruas; 13 travessas: 3 praças e 4 passagens.



RUAS EM 1938:

Para um universo de 200 casas habitadas na cidade em 1938, o interior do município devia ter mais ou menos 300 casas habitadas. Ressalte-se que o próprio interior do município era uma potência comercial/industrial, lugar de muitas riquezas, c/engenhos e casas de comércio abarrotadas de produtos de todos os tipos, muitos importados, comprando e vendendo, não só na praça local como para outras praças vizinhas.



RUAS EM 1940:

Existiam: 9 ruas, 12 travessas, 3 praças, uma avenida e 2 cemitérios.


RUAS EM 1950:

O município de Abaeté apresentava uma população geral de 37.369 habitantes e a cidade apresentava uma população de 5.705 habitantes.


RUAS DE 1960 a 1990:

Eram 54 ruas, 43 travessas, 3 avenidas, 6 praças, e 6 bairros.



RUAS NO ANO DO CENTENÁRIO DE ABAETETUBA/Pa, EM 15/8/1995:

Segundo um boletim distribuído na festa do CENTENÁRIO DE ABAETETUBA, como cidade, esta apresentava os seguintes aspectos:

Eram 4 avenidas; 174 ruas e travessas; 12 praças; 13.354 prédios; água fornecida pela COSANPA para 6.900 casas; energia elétrica fornecida pela CELPA para 10.126 casas; 1.547 ligações telefônicas administradas pela TELEPARÁ; 7 hospitais; 14 postos de saúde; 22 médicos; 10 dentistas; 50 enfermeiros; 30 parteiras; 30 farmácias; 6 drogarias; 6 ambulatórios de análises clínicas; o posto do INPS, inaugurado em 1967.

A situação econômica apresentava os seguintes aspectos em 1995:
Eram 4 estabelecimentos bancários públicos e um particular; 436 olarias fabricando telhas e tijolos de barro; 2 engenhos de cana remanescentes; 15 serrarias; 4 indústrias de palmito; 675 estabelecimentos comerciais, atacadistas e varejistas; 30 pequenas indústrias diversas; 648 empresas regulares.


ATUAIS PRAÇAS DE ABAETETUBA: Pça. Francisco de Azevedo Monteiro, Pça. de Nazaré, Pça. do Cristo Redentor, Pça. da Colônia Velha, Pça. de Santa Rosa, Pça. Jáder Barbalho, Pça. de Conceição, Pça. do Mutirão, Pça. de São Sebastião, Pça. da Angélica, Pça. do Portal da Cidade, Pça. do Perpétuo Socorro, Pça. de Francilândia.


No decorrer dos tempos muitas ruas foram mudando de nome cfe. o contexto nacional, estadual ou local e outros bairros novos e ruas foram criados ou surgindo espontaneamente devido o fluxo migratório intenso nos últimos anos devido a implantação de complexos industriais na cidade de Barcarena/Pa.



RUA NOVA OU PAIS DE CARVALHO:

1906: “R. Paes de Carvalho, onde ficava a Mercearia Simica, confronte ao Grupo Escolar”.
1904: Há um documento que faz referência a um imóvel que ficava na “Trav. da Glória, esquina com a R. Nova ou R. Paes de Carvalho”.
Na R. Nova, em 1904, moravam Eleutéria Silva e Hermínio Pauxis.
Na R. Nova, onde ficavam os terrenos de Eleutério Nunes e Hermínio Antonio da Silva Pauxis.
De 1904 a 1906: R. Paes de Carvalho.


Observações:

1) Nome dado para homenagear o Dr. JOSÉ PAIS DE CARVALHO, que governou o Pará no Período Republicano/1/2/1897-1/2/1901.

O Dr. JOSÉ PAIS DE CARVALHO, n. em 12/11fez parte da brilhante plêiade de democratas que semeou no Pará os ideais republicanos ainda no tempo do império. Junto com Lauro Sodré, Justo Chermont e outros correligionários de fibra que fundaram o Clube Republicano, sendo o s/1º presidente e ele, desde logo, saiu às disputas eleitorais.

Como advento da república o Dr. PAIS DE CARVALHO teve oportunidade de exercer os mais elevados cargos eletivos, como parlamento nacional, governo do estado, portando-se com acentuado brilho, de maneira a angariar, sempre, as simpatias e os aplausos dos s/seus patrícios. Como médico deixou tradição de caridoso, jamais deixando de atender os mais humildes, dái o fato de gozar de imenso prestígio entre a classe mais humilde do Pará.

2) A R. Nova ou Pais de Carvalho hoje corresponde a atual Trav. ou R. Pedro Pinheiro Paes.



RUA CORONEL CASTRO:

Há uma citação dessa travessa em um documento de 1904: R. Coronel Castro, esquina c/a R. Lauro Sodré, em frente da Pça. da República.


Observações:

1) O Ten-Cel. JOSÉ DE CASTRO MEDEIROS foi prefeito nomeado de Abaeté/Pa, de 17/11/1945 a 12/2/1946.


RUA BENJAMIM CONSTANT:

Citações s/a R. Benjamim Constant:

Um documento de 1919 se refere a R. Benjamim Constant, onde morava Ricardino de Araújo Margalho.

De 1919 a 1931: R. Benjamim Constant.
Em 1920 há referências a uma R. Benjamim Constant.
Nome de rua que aparece em documento de 1922 e onde residiam as famílias de Ramiro Pereira de Araújo, os herdeiros de João da Matta e Costa, Guilhermino Correa Villaça e José Alves Pereira.

1923: R. Benjamim Constant, onde ficava a casa de Ramiro Pereira de Araujo, que morou até 1931, p/mais de 13 anos nessa rua. A casa de Ramiro fazia divisa c/a de Raimundo Leite Lobato/Capitão Leite e a de Emiliano Pontes, seus concunhados.
!925: R. Benjamim Constant, canto c/a Trav. Padre Pimentel.
Documento de 1927: R. Benjamim Constant canto c/a Trav. do Curro.


Citações sobre a R. Benjamim Constant em 1931:

R. Benjamim Constant, onde ficava a residência de Bento Benevenuto de Carvalho.
R. Benjamim Constant, c/imóvel de Oscar Solano de Albuquerque, canto c/a Trav. Assis de Vasconcelos.
R. Benjamim Constant, onde morava Francisco Damião de Carvalho.
R. Benjamim Constant, entre os terrenos de Manoel Damião de Carvalho e Francisco Alves de Araujo.

Francisco Silva Filho, c/imóvel sito à R. Benjamim Constant, confinando c/terreno de Raimundo Nogueira e pelo outro lado com a Trav. Padre Pimentel.
R. Benjamim Constant canto c/a R. Nilo Peçanha.
Vicente Gama e Silva, comerciante de gado, c/terreno à R. Benjamim Constant, de 16 x 33m, confinando c/ele mesmo à R. Nilo Peçanha.

R. Benjamim Constant, canto c/a Trav. Assis de Vasconcelos, onde morava Oscar Solano. Oscar Solano de Albuquerque, c/terreno à R. Benjamim Constant, confinando c/outro terreno dele mesmo e pelo outro lado com a Trav. Assis de Vasconcelos.

A casa de Pedro Borges do Rego/foi prefeito nomeado de 27/11/1934 a 7/7/1935 e de 27/3/1943 a 4/4/1943, ficava na R. Benjamim Constant.
João Camões, c/terreno à Trav. Padre Pimentel, divisa c/Maria dos Reis e Silva e c/a R. Benjamim Constant.
Jose Rosa da Silva, c/imóvel à R. Benjamim Constant.


RUA BENJAMIM CONSTANT DE 1953 A 1966:

1953: R. Benjamim Constant.
1964: R. Floriano Peixoto, canto c/a Trav. Santos Dumont.
Documento de 1927: R. Benjamim Constant canto com a Trav. do Curro.
1953: R. Benjamim Constant.
1963: Alba Matos Ferreira, c/c Carlos Cardoso Ferreira, em 1963 aforaram um terreno, sito à R. Benjamim Constant, que pertencia a Álvaro da Silva Matos.
1966: Alcebíades Maués Macedo, c/imóvel à R. Benjamim Constant. Antes era uma travessa.


Observações:

1) Nome de rua que homenageia BENJAMIM CONSTANT BOTELHO DE MAGALHÃES, que n. em Niteroi/RJ em 1891, foi militar, professor e estadista. Era formado em Engenharia pela Escola Militar e participou da Guerra do Paraguai/1865-1870, como engenheiro civil e militar.Foi professor das escolas Militar, Politécnica, Normal e da Escola Superior de Guerra. Era adepto do positivismo, em s/vertentes filosófica e religiosa. Foi um dos principais articuladores do levante republicano de 1889 e ele foi nomeado Ministro da Guerra em e, depois, Ministro da Instrução Pública no governo provisório. É considerado fundador da República Brasileira.

2) O trecho de rua chamado R. Benjamim Constant, era uma continuidade da R. Siqueira Mendes para o lado do bairro Algodoal e atualmente esse trecho foi incorporado à Rua Siqueira Mendes.



TAVESSA DA CONCEIÇÃO OU PASSAGEM DA CONCEIÇÃO:

Algumas citações:

1894: Trav. da Conceição.
1896: O Intendente Emygdio Nery da Costa/1894-1896 mandou construir o 1º Cemitério Municipal de N. S. da Conceição, em 1896, cfe. citação: “Pago à Leonel Antonio Lobato, pela verba –continuação do Cemitério Municipal – sito na Trav. da Conceição, em 24/10/1896, a 1ª prestação do contrato com a intendência” – Nery da Costa.

1902: Na Passagem da Conceição foi construído o prédio em dois pavimentos do Grupo Escolar de Abaeté, inaugurado em 2/4/1902, tendo como 1º diretor o Professor Bernardino Pereira de Barros.

1905: Documentos de 1905 se referem a essa rua fazendo esquina c/a R. Cel. Caripuna. Outro documento se refere a essa rua como sendo a rua onde residia o cidadão João Nepomuceno Viégas e onde ficava o comércio de João Soares.

Em uma escritura de imóvel de 1904 se encontra o trecho: Imóvel situado na Pça. da República, esquina c/a Trav. da Conceição.

1904: Rua Cel. Aristides, canto c/a Trav. da Conceição.
De 1905 a 1915: Trav. da Conceição.

Uma citação de 1905, “Local onde se localizava imóvel de Raimundo Lício Baia, em terreno que media 60x42 metros, entre as casas de Verônica Lobato e a Trav. da Conceição”.
A farmácia do Contente foi construída na frente de um igarapé, onde depois, surgiu a Trav. da Conceição.

Documento de 1909: “Trav. da Conceição, onde ficava a sede do semanário “O Abaeté”. Um número do Jornal “O Abaeté”, datado de 24/5/1908, tem como gerente Cornélio Pereira de Barros e diretor-secretário, Trajano Pereira de Barros. Outro número do semanário O Abaeté, de abril de 1909, tem como diretor Cornélio Pereira de Barros e como secretário, Trajano Pereira de Barros, jornal com sede na TRAV DA CONCEIÇÃO.

Escritura de um imóvel de 1904 que diz o seguinte: Trav. da Conceição c/a R. Abraham Fortunato.
1904 a 1925: Trav. da Conceição, onde ficava a padaria de Raimundo Nonato Baía.
De 1925 a 1930 ainda se falava em Trav. da Conceição.
1930: Felippe F. Ribeiro c/novo comércio de fumo e bebidas/filial, na Trav. da Conceição, filial.


Observações:

1) Foi nessa rua que foram construídas as primeiras capelas dedicadas à padroeira do povoado de Abaeté, N. S. DA CONCEIÇÃO e o antigo CEMITÉRIO DE N. S. DE N. S. DA CONCEIÇÃO. Esse era um local de várzeas, por onde penetrava um pequeno igarapé, afluente do rio Maratauhyra, que tornava esse local inadequado para abrigar prédios ou construções, pela precariedade do terreno. Essa rua, pelo fato de abrigar essas primeiras capelas dedicadas a N. S. da Conceição e o Cemitério de N. S. da Conceição, logo ficou sendo chamada popularmente pelos nativos locais de TRAV. DA CONCEIÇÃO ou PASSAGEM DA CONCEIÇÃO, por que p/ali se acessava a R. Justo Chermont e o rio Maratauhyra.

2) Essa rua recebeu outras denominações, foi aterrada e atualmente se chama Av. Pedro Rodrigues.



Abaetetuba/Pa, 20/12/2009 – Prof. Ademir Rocha.

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