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domingo, 20 de dezembro de 2009

RUAS DE ABAETÉ/ABAETETUBA/PA E SEUS VULTOS 4

ANTIGAS RUAS DE ABAETÉ 3


TRAVESSA DE SANTA LUZIA OU LARGO DE SANTA LUZIA:

Citações s/essa rua:

R. Siqueira Mendes em frente ao Largo de Santa Luzia.
1904: Travessa Santa Luzia, canto com a Rua Siqueira Mendes.
Travessa Santa Luzia em 1904, 1905 e 1906.

Trav. Santa Luzia. Trav. Santa Luzia com a R. Siqueira Mendes.
Bernardino Pereira de Barros, com casa à Trav. Santa Luzia, esquina com a R. Nova, 1904.
1904: “Travessa Santa Luzia, onde morava Bernardino Pereira de Barros”.
De 1920 a 1928: Travessa Santa Luzia.

Documentos de 1920 já se referem a uma “Travessa Santa Luzia”.
Nessa rua se localizava a “officina de fogueteiro” de Ervécio José de Castro, conforme documento antigo de 1922.

1923: Travessa Santa Luzia.
De 1925 a 1931: Travessa Santa Luzia.
1928: Travessa Santa Luzia.
1931: Manoel José Lobato, c/terreno sito à Trav. Santa Luzia, entre os terrenos de Anna de Souza Dias e Antonio dos Santos.


Observações sobre a Trav. Santa Luzia:

1) TRAVESSA SANTA LUZIA - Esse nome foi dado para homenagear a santa católica SANTA LUZIA.

Segundo a crença popular católica, SANTA LUZIA protege e resolve os problemas de visão. Essa santa viveu no tempo do Império Romano e p/não aceitar os falsos deuses do paganismo romano foi presa e teve os s/olhos arrancados. Mas, no dia seguinte, já estava c/seus olhos em perfeitas condições. Foi mártir nos primeiros séculos do Cristianismo, ano 300 d.C. É considerada a Protetora dos Olhos.

Sua festa em Abaeté era realizada no Largo de SANTA LUZIA, que correspondia a um espaço existente no início da atual Av. 15 de Agosto c/ a Rua Siqueira Mendes.

Em Abaeté foi iniciada a construção da Igreja de Santa Luzia, ali onde hoje se localiza o prédio de residência das Irmãs xaverianas, local chamado “Largo de Santa Luzia”. Ficou inacabada e o terreno foi aproveitado para a construção do prédio de residência daquelas irmãs da Diocese de Abaetetuba.

A festa de SANTA LUZIA acontecia a cada dia 13 de dezembro, no Largo de Santa Luzia em Abaeté e s/Igreja em construção se localizava ali onde hoje é a residência das Irmãs Xaverianas, local chamado “Largo de Santa Luzia”.

2) Esse trecho de rua denominado Santa Luzia era curto e se iniciava na frente da cidade e terminava na esquina c/a atual R. Barão do Rio Branco e, modernamente, esse trecho corresponde foi incorporado a atual Av. 15 de Agosto, onde se localiza a casa de moradia das Irmãs Xaverianas.

3) Nos escritos genealógicos da Profa. Benvinda de Araújo Pontes a TRAV. SANTA LUZIA aparece como sendo a rua onde se localizava a casa de seus tios Prudente Ribeiro de Araujo e esposa, Raimunda de Lima Pontes/Mundica, onde f. s/tio Prudente em 16/4/1988 e onde n. seu irmão Genuíno de Araújo Pontes em 5/10/1936, como sendo TRAV. SANTA LUZIA, 3, nome que depois mudou para a Av. 15 de Agosto, 63, onde faleceu s/ avô João Nepomuceno de Pontes em 28/5/1967.

4) Os padres da Igreja Católica colocaram objeção na construção da Igreja de Santa Luzia, c/o argumento de que essa igreja ficaria muito perto da igreja Matriz de N. S. da Conceição. Acabou que a igreja não foi terminada e as imagens de Santa Luzia e S. Benedito foram entregues à Igreja e c/a reforma da Catedral de N. S. da Conceição, essas históricas imagens desapareceram dos altares da catedral.

5) O Cel. Aristides dos Reis e Silva, também homenageia Garibaldi Parente pelo s/grande e inteligente esforço em prol do comércio, indústria, e outras atividades econômicas na cidade de Abaeté/Pa, denominando Av. Garibaldi Parente, a rua que vai da Ponte Pública, pelo lado oriental do mercado até a TRAV. SANTA LUZIA, pela frente da Serraria Veneza, à vapor, de propriedade do mesmo Garibaldi Parente.



RUA SILVA JARDIM OU TRAVESSA SILVA JARDIM OU PASSAGEM SILVA JARDIM OU PRAÇA SILVA JARDIM:

Citações s/essa rua:

Uma citação de 1925, dos tempos do Intendente Municipal Dr. Lindolpho Cavalcante de Abreu (1922-1926): Pça. Silva jardim, onde era o campo de futebol do Argentino Júnior.

O Vasco da Gama Esporte Clube foi fundado em 26/5/1951, c/séde social na R. Silva Jardim, nº 1483 e sede recreativa na R. 15 de Agosto, nº 161 e campo de futebol à R. 1º de Maio.

Há uma citação que faz a seguinte referência sobre o 1º Círio oficial de N. S. da Conceição, em 1912, que também se refere a algumas ruas antigas, inclusive a R. SILVA jARDIM: O Círio saiu da Igreja do Divino, na Pça. da Conceição/hoje Pça. Francisco de Azevedo Monteiro, ganhou a Trav. Nova/hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes, foi pela SILVA JARDIM/hoje Trav. Pe. Luiz Varela, contornou o grande espaço aberto/Pça. Dr. Augusto Montenegro, onde hoje existe a Pça. de N. S. da Conceição e o antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Club e retornou pela R. Torquato Barros/hoje trecho da R. Barão do Rio Branco.

Na R. Silva Jardim ficava a casa de Chico Lima, pai do futebolista Luiz Lima, casa que servia de sede social para o Club Vasco da Gama.
1964: Av. Pedro Rodrigues, canto c/a Passagem Silva Jardim.


Observações:

1) A antiga R. Silva Jardim é hoje a Trav. Pe. Luiz Varella.

2) Nome de rua dado para homenagear o fluminense ANTONIO DA SILVA JARDIM, que n. em 18/8/1860, na Vila de Capivari, hoje Silva Jardim e f. em Nápoles/Itália em 1/7/1891. Era advogado, jornalista e ativista político brasileiro que teve grande atuação nos movimentos abolicionistas e republicanos, especialmente, no Rio de Janeiro, na defesa da mobilização popular para que tanto a Abolição quanto a República produzissem resultados efetivos em favor de toda a sociedade brasileira.

Quando estudava no Mosteiro de S. Bento funda um jornal estudantil denominado “O Laboro Literário”, onde se inicia na vida política e s/luta pela liberdade. Na Faculdade de Direito de S. Paulo entra no clima político onde as idéias republicanas e a campanha abolicionista já faziam parte do debate parlamentar. Deixa tudo, inclusive sua banca de advogado em favor dos comícios, onde foi aclamado, apedrejado, perseguido e elogiado. S/frágil saúde não impedia s/atividade política.

Com a Proclamação da República ele e os demais civis, que tanto haviam lutado em favor de s/proclamação, foram deixados de lado pelo Exército. Tentou a vida parlamentar, mas não obteve logro.

Decidiu retirar-se da política e viajou para o exterior e, aos 31 anos, ao visitar Pompéia/Itália para conhecer o vulcão Vesúvio, abriu-se uma fenda na montanha e ele foi tragado pelo vulcão.



PRAÇA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO OU PRAÇA DA CONCEIÇÃO:

Citações sobre essa antiga praça:

1904: R. Ten-Cel. Costa, fundos c/a Pça. da Conceição.

Há uma citação que faz a seguinte referência sobre o 1º Círio oficial de N. S. da Conceição, em 1912, que também se refere a algumas ruas antigas, inclusive a antiga PÇA. DA CONCEIÇÃO: O Círio saiu da Igreja do Divino, na Pça. da Conceição/hoje Praça Francisco de Azevedo Monteiro, ganhou a Trav. Nova/hoje Trav. Pedro Pinheiro Paes, foi pela Silva Jardim/hoje Travessa Pe. Luiz Varela, contornou o grande espaço aberto/antiga Pça. Dr. Augusto Montenegro, hoje atual Pça. de N. S. da Conceição e o antigo campo de futebol do Abaeté Futebol Clube e retornou pela R. Torquato Barros/hoje trecho da Rua Barão do Rio Branco.

De 1925 a 1931: Pça. N. S. da Conceição.

Em 1925: R. Ten-Cel. Costa, terreno c/fundos para a Pça. de N. S. da Conceição.
1927: Quermesse promovida pela Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, no alpendre da Igreja, à Pça. N. S. da Conceição e, à noite, na casa de Francisco Assunção dos Santos Rosado, à R. Siqueira Mendes, soirée dançante para angariar fundos p/a construção da nova Igreja Matriz de Abaeté.

De 1928 a 1930: Pça. N. S. da Conceição.

1931: Pça. N. S. da Conceição, canto c/a Av. João Pessoa, onde morava José Pinheiro Baía/Zeca Baía. Theodicéa Monteiro da Silva Baía/Sinha, filha do Cel. Aristides, c/c José Pinheiro Baía/Zeca Baía e em 1931 residiam à Pça. de N. S. da Conceição, esquina c/a Av. João Pessoa.

1931: Acrisio Villaça da Silva possuía um terreno à Pça. de N. S. da Conceição, marginalizando a Trav. Comandante Castilho, até a R. Nilo Peçanha. Acrísio vendeu esse s/imóvel p/Amadeu Cristino Pinheiro e, depois, à municipalidade, na pessoa do Cel. Aristides dos Reis e Silva, que compra o dito imóvel, em 26/11/1947, por cinco mil cruzeiros, c/documentação feita no Cartório Correa de Miranda, tendo João Cardoso de Figueiredo como procurador de Amadeu Cristino e Leopoldo Ceciliano Paes, pela Prefeitura.

1931: Pça. N. S. da Conceição, onde morava Raymundo José Soares/Zé Soares, c/o Açougue S. João Batista.
1931: José do Carmo Sampaio c/residência à Pça. N. S. da Conceição.

Citação de 1932: A Diretoria da Festa do Glorioso S. Raimundo Nonnato, solicitando ao prefeito a Pça. de N. S. da Conceição, para a festa que seria realizada de 27 a 31 de agosto de 1932.
1932: A diretoria da Festa de Santa Terezinha do Menino Jesus, requerendo à prefeitura, a Pça. de N. S. da Conceição, em pedido de 5/10/1932. A festa seria realizada de 12 a 16 de outubro de 1932.

1940: Pça. N. S. da Conceição, onde existia o Jardim Getúlio Vargas.

1947: Pça. de N. S. da Conceição, onde ficava a Igreja Matriz do Divino E. Santo.

Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, p/honrar o Dia de Todos os Santos, c/o seguinte percurso: Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, Av. Rui Barbosa até a Igreja Matriz, na PÇA. N. S. DA CONCEIÇÃO. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o Cemitério.



Observações:

1) NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - O título dado à Maria, Mãe de Jesus, de N. S. da Conceição é fruto de um dogma da Igreja, acreditando que Maria foi concebida s/a mancha do pecado, nascendo, portanto, s/o pecado original. Isso ocorreu somente à Maria, para ela vir ao mundo já preparada p/ser a futura Mãe do Filho de Deus. Assim se tornaria o Tabernáculo Vivo onde Jesus moraria por 9 meses. P/ter sido pura desde sua concepção no ventre de sua mãe podemos chamá-la também de Imaculada. Daí o título de Imaculada Conceição. A palavra conceição é um derivado de concebida, ou seja, Maria foi concebida, veio ao mundo, sem o pecado original e, por isso, é Imaculada. Pode ser chamada de N. S. da Conceição ou Nossa Senhora da Imaculada Conceição.

O culto a N. S. da Conceição já existia em Portugal quando em 25/3/1646 o El-Rei, D. João IV, declarou a Virgem N. S. da Conceição padroeira do Reino de Portugal, oficializando um culto que já vinha desde 1589, quando já existiam muitas irmandades de N. S. da Conceição no país lusitano. Os portugueses que vieram colonizar o Brasil já trouxeram consigo o culto a N. S. da Conceição, como foi o caso do navegador português Francisco de Azevedo Monteiro que foi o introdutor desse culto no povoado de Abaeté em 1724, quando veio tomar posse da sesmaria a si doada pelo Governador da Província José da Gama Maia.

2) Como a capela de N. S. da Conceição existente na antiga Trav. da Conceição, em Abaeté/Pa, não resistiu aos efeitos do tempo e da umidade, ficando em ruínas, o culto a essa santa passou a ser realizado na igrejinha do Divino E. Santo/Igreja do Divino, existente, em frente à Pça. da República, também chamada popularmente de Pça. do Divino e o povo logo começou a chamar também a essa praça c/nome de Pça. de N. S. da Conceição, termo que aparece em vários documentos da época e cuja denominação foi reduzida p/Pça. da Conceição que, naturalmente, não corresponde a atual Pça. de N. S. da Conceição onde se encontra a Igreja Catedral da cidade de Abaetetuba/Pa.

3) Pça. Francisco de Azevedo Monteiro é o atual nome dessa antiga Pça. da Conceição e Francisco de A. Monteiro foi o fundador do povoado de Abaeté e introdutor do culto à Virgem da Conceição no lugar.

4) A Profa. Benvinda de Lima Pontes, nos seus escritos genealógicos, conta que “seus bisavós Leopoldo Anísio de Lima e Maria do Carmo de Lima/Mariquinha de Lima, nascidos respectivamente em 1855 e 16/7/1853, residiam à Pça. N. S. da Conceição”.

5) Hoje a Pça. de N. S. da Conceição fica situada em outro local, onde foi construída a nova Igreja Matriz de N. S. da Conceição, na antiga Pça. Dr. Augusto Montenegro.


JARDIM GETÚLIO VARGAS OU JARDIM PRESIDENTE VARGAS:

1940: Pça. N. S. da Conceição c/o Jardim Getúlio Vargas.


Observações:

1) O Jardim Presidente Vargas não era uma via pública, mas um jardim construído pelo prefeito nomeado Cel. Aristides dos Reis e Silva/1/1/1938-28/2/1943, na Pça. de N. S. da Conceição/Pça. da Bandeira e foi inaugurado no dia 10/11/1938.



RUA DO TRAPICHE:

Esse nome de rua aparece em documentos dos anos de 1920, 1930.
1930: Na Rua do Trapiche ficava o engenho de cana, de Pedro Rosado, local que depois abrigou a Usina de Luz de Abaeté, movida à caldeira.


Observações:

1) Segundo Tyrteu Parente de Carvalho, a R. do Trapiche era a mesma R. Justo Chermont, por que ali fora construído um trapiche municipal. A R. Justo Chermont era chamada também de R. do Trapiche, devido a existência das pontes em madeira e de uma ponte c/um Trapiche Público, que recebia as inúmeras embarcações de transporte de cargas e passageiros. Além do Trapiche Municipal existiam outros trapiches pertencentes aos comerciantes locais. A R. Justo Chermont ou Rua do Trapiche era uma rua de trapiches e pontes. Pontes como as do interior do município, que ligam as casas aos rios, onde aportam os barcos.

2) O termo Rua do Trapiche é bem antigo que as datas citadas, devido o costume de se construir pontes e trapiches em locais ribeirinhos, como era o caso.



PRAÇA DA CONSTITUIÇÃO:

1928: Praça da Constituição, onde ficava a Igreja do Divino E. Santo.


Observações:

1) Este nome se refere à primeira constituição do Brasil, outorgada pelo Imperador D. Pedro I, em 25/3/1824. Essa constituição foi elaborada por 10 brasileiros natos nomeados por D. Pedro I e a mesma instituiu os quatro poderes de estado: o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Poder Moderador. Essa constituição foi reformada em 1834 já no período da Regência Trina p/um Ato Adicional.

2) Essa praça corresponde atualmente à Praça Francisco Azevedo Monteiro.

3) Praça da Constituição era o nome oficial dessa praça que vem do fim do século 19 até o início do século 20. Ela passou a receber vários outros nomes, de acordo com a vontade do povo do lugar, como Pça. do Divino, Pça. da Conceição, Pça. da Bandeira, de acordo c/o contexto do momento.


RUA 16 DE NOVEMBRO OU TRAVESSA 16 DE NOVEMBRO:

Citações s/essa rua:

1916: Trav. 16 de Novembro, na Intendência de Domingos de Carvalho/de 24/3/1913 a 1915, tendo sido o mandato prorrogado até 1918.
1919: R. Siqueira Mendes, canto c/a Trav. 16 de Novembro.
1920: Há referências à Francisco de Assunção dos Santos Rosado, como comerciante à Trav. 16 de Novembro, nos anos de 1910 a 1920.
Em 1925: Trav. 16 de Novembro. 1964.


Observações:

1) O dia 16 de novembro tem a ver com a Proclamação da República do Brasil em 15/11/1889, pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Este, c/o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o oficial assinou o manifesto proclamando a República do Brasil, acabando de vez c/o regime monárquico. Foi um golpe militar aplicado nos imperialistas e esse evento não resultou de uma manifestação popular. No Pará, não houve, também, participação popular e esse evento foi aclamado somente no dia 16 de novembro pelos militares e intelectuais que apoiavam o movimento. Aconteceram somente duas pequenas revoltas contra o evento no Pará. No entanto, o dia 16 de novembro de 1889 se tornou um fato histórico conhecido como o dia da “Adesão do Pará à República do Brasil”.



TRAVESSA PADRE LUIZ VARELA:

Citações s/essa rua:

1924: Construção da Matriz de Abaeté, tendo à frente o Pe. Luiz Varella/Luiz de França do Amaral Varella e Francisco Assunção dos Santos Rosado, thesoureiro da construção da matriz, em 30/12/1924.


Observações:

1) O PADRE LUIZ VARELLA/LUIZ DE FRANÇA DO AMARAL VARELLA nasceu numa família tradicional do Rio Grande do Norte/RN, era natural da cidade de Ceará-Mirim/RN, filho de João da Fonseca Varella, herói da Guerra do Paraguai e Inácia Cândida do Amaral Varella. Tinha um irmão chamado José Augusto Varella que o padre ajudou nos estudos, em 1917, na Bahia. José Augusto se formou medico era politico, tendo sido eleito deputado estadual, deputado federal e vice-governador. Também foi Conselheiro no Tribunal de Contas. Possuía também um tio chamado Ângelo Varella.

O Pe. Luiz Varella foi ordenado sacerdote, em Belém/Pa, em 8/9/1909, pelo Bispo do Pará, D. Santino Coutinho/D. Santino Maria da Silva Coutinho (1906-1923) e veio para Abaeté em 15/9/1917 junto com o Pe. Bernardino Ferreira Antero, que logo foi embora de Abaeté, ficando apenas o Pe. Luiz Varella, que ficou 15 anos como vigário da Paróquia de Abaeté, até março do ano de 1932, quando foi transferido para a Paróquia de Mocajuba. O Padre Luiz Varella faleceu em 2/1/1935, em plena Revolta da Cabanagem no Pará. O historiador da Paróquia assim escreveu sobre o Padre Luiz Varella: “Desinteressado, esmoler e de uma caridade extraordinária. Deixou nesta Paróquia vivas simpatias e funda saudade”. Vide biografia completa do Pe. Luiz Varella no tópico de postagens Religião, Igrejas, Vultos.

O Pe, Luiz Varrella era um padre dinâmico e participativo, se envolvendo em todos os aspectos da sociedade abaeteense, como:

Desportos - tendo sido ele o fundador do Vera Cruz Sport Club, clube também social e cívico.
Educação e a cultura - ele ensinava a ler e escrever e cálculos, tendo montado um externato para os jovens e pobres de Abaeté, o “Externato do Padre Luiz Varella”, que funcionava num chalé bonito e grande, que ficava ali onde hoje se encontra o prédio do BASA, que possuia um grande quintal de quase um quarteirão inteiro. Esse externato possuía três professores, prof. Maxico, Profa. Gigi Loureiro e outro professor, um missionário, que quase se torna padre, Odir Paes Mendes. O externato possuía suas regras, com uso de roupas decentes, mesmo que remendadas e calçados ou tamancos para os mais pobres.

Música - tendo ajudado a fundar o Clube Musical Paulino Chaves, junto c/o Mestre Gerônimo Guedes.

Civismo - onde participava de eventos e grupos cívicos como o Grupo de Escoteiros no qual era diretor: Ten-Cel. Aristides dos Reis e Silva, presidente; Dr. Manoel Afonso A. Freire, 2º presidente; Leopoldo Ceciliano Paes, 1º secretário; Cap. Miguel Mendes Reis, 2º secretário; Padre Luiz Varella, tesoureiro e o Sarg. Benjamim Coriolano, diretor técnico.

Igreja - tendo sido o Pe. Luiz Varella um incansável catequista e pároco e que foi um dos grandes baluartes da grande comissão que trabalhou nas atividades pela construção da nova Igreja Matriz de Abaeté, tendo criado e ajudado a criar, para esse fim, algumas entidades muito participativas nessas memoráveis campanhas de arrecadação de fundos: a Comissão paa construção, a Irmandade de N. S. da Conceição, o Theatro N. S. da Conceição, o Grupo Scênico de Abaeté, o Vera Cruz Sport Club, a Liga de Torcedoras do Vera Cruz Sport Club, a Banda Paulino Chaves, a Olaria de N. S. da Conceição, etc. A grande comissão possuía uma diretoria c/as seguintes pessoas: Pe. Luiz Varella, presidente, Francisco de Assunção dos Santos Rosado, thesoureiro, e José Antônio de Castro, Theodomiro Amanajás de Carvalho, Amphiano Quaresma e outros católicos abnegados.

Ele topava tudo, bebia, pescava, trabalhava em horta, era um padre trabalhador.

2) Citado em documento de 1918, “como proprietário de imóvel em Abaeté”. Sabe-se que esse padre morou na R. Torquato Barros, para os lados do Igarapé Cafezal, que hoje é um trecho de rua que faz parte da R. Barão do Rio Branco.

3) Citado em documento de 1935, tempo da gestão do Prefeito João Francisco Ferreira, c/ Raimundo Nonato Viegas, como Secretário Municipal e outros seus contemporâneos, como: Leopoldo Ciciliano Paes, Pedro Pinheiro Paes, Philo Nery, Major Pedro Borges do Rego, Aristides dos Reis e Silva, Raimundo Pauxis, Emiliano de Lima Pontes, José Saul, etc.

4) O Pe. Luiz Varela e os atritos com Raymmundo Pauxis - Há uma citação em um escrito que diz que o Padre Luiz Varella teve um atrito com Raymmundo Pauxis, em 1918, começando aí o 2º desentendimento dos dirigentes da Igreja Católica com os organizadores da festa de São Raimundo Nonato. Desse desentendimento resultou a Banda Paulino Chaves.

5) 1931: O Padre Luiz de França do Amaral Varella, traspassando a Manoel Joaquim da Costa, um terreno à Av. D. Pedro II.

6) Gostava de crianças, para quem dava moedas.

7) A atual Trav. Pe. Luis Varela foi chamada anteriormente de R. Silva Jardim.




RUA SIQUEIRA CAMPOS:

Citações s/essa rua:

Ângela Ribeiro de Araujo, na R. Siqueira Campos.
1930: R. Siqueira Campos.
1930: R. Siqueira Campos, rua onde morava Joaquim Mendes Contente.
1931: Joaquim Mendes Contente com endereço à R. Siqueira Campos.
1931: R. Siqueira Campos, onde se localizava a casa de César de Assis Negrão.
1931: R. Siqueira Campos, nº 52, onde morava Bernardino Mendes Costa e s/esposa D. Áurea de Carvalho Costa.

1931: Na R. Siqueira Campos residia Miguel Mendes dos Reis e tinha fundos com a Pça. Augusto Montenegro, onde também residia Delmiro de Almeida Nobre. 1931: Miguel Mendes dos Reis e irmãos, filhos de José Mendes de Lima Reis, com terreno à R. Siqueira Campos, antiga Siqueira Mendes, fazendo divisa c/terreno de Delmiro de Almeida Nobre e do outro lado c/terreno de Hygino Pereira de Barros e fundos c/a Pça. Dr. Augusto Montenegro.

1931: Estephania da Silva Melo, c/residência à R. Siqueira Campos.
1931: R. Siqueira Campos, nº 43, onde morava Raymundo Lício Baía.
1931: Joaquim Mendes Contente, c/terreno à R. Siqueira Campos, medindo 9 x 49m, divisa c/Raymundo Lício Baia e do outro lado o requerente.

1931: R. Siqueira Campos, canto com a Trav. Santos Dumont. Ovidío Antonio de Lima, em 1931, com terreno à Rua Siqueira Campos, canto com a Trav. Santos Dumont e fundos com terreno de Miquinho Barbosa, lado direito com terreno de Epaminondas Margalho.
1931: Rua Siqueira Campos, onde moravam Ângela Ribeiro de Araujo, José Sertório de Miranda, Bernardino Mendes da Costa e s/esposa Áurea de Carvalho Costa.
1931: João Alves Lobato, c/terreno no prolongamento da R. Siqueira Campos.
1931: Camilo Alípio Pereira, c/terreno à R. Siqueira Campos, divisa c/Rodolpho Pereira e herdeiros de Marcelino Maria Borges e fundos c/Octacílio Santos de Senna e Ernesto Cardoso de Lima.
1931: Raimundo Pinheiro Garcia, c/terreno à R. Siqueira Campos.
1931: Hygyno Fernandes Filho, c/imóvel à R. Siqueira Campos, divisa c/a Trav. Santos Dumont e o terreno dos herdeiros de José André Margalho.


Observações:

1) Antonio Siqueira Campos foi um dos tenentes heróis da revolução de 1930. Esteve no comando revolucionário e morreu em um acidente. É considerado um dos quatro Heróis do Tenentismo, movimento revolucionário que eclodiu nos anos de 1920 e que precedeu a Revolução de 30.

2) Foi outro nome que recebeu a antiga R. Siqueira Mendes. O antigo nome de Rua Siqueira Mendes foi restabelecido e continua até os dias atuais.



RUA RUI BARBOSA OU AVENIDA RUI BARBOSA:

Citações s/essa rua:

1931: Merandolina Cardoso Caporal, viúva de Francisco Paschoal Caporal, filha de Manoel Raimundo Cardoso, c/terreno sito à Av. Rui Barbosa, terreno este que pertencia à Garibaldi Parente..

1932: Foi o prefeito Maximiano Silvino Cardoso (1930-5/3/1933) que em 21/2/1932, instalou a iluminação elétrica na cidade de Abaeté, c/a Usina à vapor de lenha, na Av. Rui Barbosa
1932: Avenida Rui Barbosa, onde se localizava a Usina Elétrica de Abaeté, movida à vapor.

Em 1947 acontece uma procissão em Abaeté, para honrar o “Dia de Todos os Santos”, c/o seguinte percurso: Trav. D. Pedro I, R. Nilo Peçanha, Av. 15 de agosto, R. Siqueira Mendes, AV. RUI BARBOSA, até a Igreja Matriz na Pça. N. S. da Conceição. Depois a procissão segue pela Av. Rio Branco, Pça. da Bandeira, até o Cemitério.

A ´Sapataria Santa Terezinha`, de Abílio Souza, se localizava à Av. Rui Barbosa, em Abaeté.
A ´Casa Anjo da Guarda`, de A. Paes se localizava na Av. Rui Barbosa, em Abaeté”.
1948: O Cine Glória ficava na Av. Rui Barbosa, em Abaeté.
1956: Av. Rui Barbosa.

1964: R. Siqueira Mendes, esquina c/a Av. Rui Barbosa/antiga Trav. 16 de Novembro.
Na Av. Rui Barbosa ficava a “Alfaiataria Araújo & Cia”, de Everaldo dos Santos Araújo, que aparece em documentos de 1969 a 1970, R. Rui Barbosa, 118.


Observações:

1) Nome dado para homenagear o grande jurista brasileiro RUY BARBOSA DE OLIVEIRA.
Rui Barbosa era de inteligência privilegiada e grande capacidade de trabalho. Formado em Direito, era jurista, jornalista, diplomata e político.

Foi deputado, senador, ministro e candidato à presidência da república, em duas ocasiões, tendo realizado campanhas memoráveis.

Participou da Campanha Abolicionista, da defesa da Federação, da fundação da República e da Campanha Civilista.

Era liberal e defensor incansável de todas as liberdades.

Sua produção intelectual é vastíssima. Era orador imbatível, estudioso da Literatura Portuguesa.
Foi nomeado Presidente da Academia Brasileira de letras em substituição ao grande Machado de Assis.

Rui Barbosa n. em Salvador/Baía, em 5/11/1849 e f. em Petrópolis/RJ, em 1/3/1923. Em 1876 c/c Maria Augusta Viana Bandeira. Em 15/11/1889, redigiu o 1º Decreto do Governo provisório, e foi nomeado Ministro da Fazenda do Governo de Deodoro da Fonseca. Em 1891 foi nomeado Primeiro Vice-Chefe do Governo Provisório.

Em 1892 abandona a bancada do Senado. Lança um Manifesto à Nação, que, entre outras coisas, diz: “Com a Lei, pela lei e dentro da lei, porque fora da Lei não há salvação. Eu ouso dizer que este é o Programa da República”.

Em 1893 exila-se em Buenos Aires. Ainda no exílio, de Londres, escreve as “Cartas da Inglaterra” para o Jornal do Commércio.

Em 1897 torna-se membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Em junho de 1907 vai à Conferência de Haia, sendo a sua consagração mundial, que, junto com o Barão de Marschal, da Alemanha, foram as maiores forças da Conferência.

2) Atualmente é a Rui Barbosa do bairro do Algodoal que homenageia esse grande brasileiro.
3) A antiga Avenida Rui Barbosa é a atual Av. D. Pedro II.


TRAVESSA PEDRO PINHEIRO PAES OU RUA PEDRO PINHEIRO PAES:

Citações s/essa rua:

Júlio Calliari, era de ascendência italiana e morava na Trav. Pedro Pinheiro Paes, esquina c/a R. Getúlio Vargas.
1964: João Nery da Costa Neto, com imóvel à R. Pedro Pinheiro Paes.


Observações:

P Travessa Pedro Pinheiro Paes era a antiga R. do Portinho, que passa ao lado da prefeitura?
1) PEDRO PINHEIRO PAES foi comerciante, político e chegou a ser Prefeito de Abaetetuba, pelo Partido Social Democrático/PSD, empossado em 15/2/1948, tornando-se o 1º prefeito eleito do 2º Período Republicano (15/12/1948-1951).

Desportista, tornou-se o 1º presidente da Liga Esportiva Abaetetubense/LEA, ocasião em que a Seleção de Futebol de Abaetetuba iniciou sua jornada gloriosa de campeã intermunicipal de Futebol, por 11 anos alternados.

2) Travessa Pedro Pinheiro Paes era a antiga R. do Portinho, que passa ao lado da prefeitura.



TRAVESSA PADRE PIMENTEL:

Citações s/essa rua:

Em 1904, 1905, 1906 já existem referências à Rua Padre Pimentel. Trav. Padre Pimentel, em 1906.
1920..

1925: R. Cel. Caripuna, esquina c/a Trav. Pe. Pimentel..
!925: R. Benjamim Constant, canto c/a Trav. Padre Pimentel.
1927: Documento de 1927 se refere a uma “Rua Padre Pimentel.

Citações de 1931:

Manoel Francisco Lobato repassa a Acrisio Villaça da Silva um terreno sito à Trav. Pe. Pimentel.
Manoel Francisco Lobato traspassa a Antonio Ribeiro, terreno sito à Trav. Pe. Pimentel.
R. Benjamim Constant, canto c/a Trav. Pe. Pimentel.
Francisco Silva Filho, c/terreno sito à R. Benjamim Constant, confinando c/terreno de Raimundo Nogueira e pelo outro lado c/a Trav. Pe. Pimentel.
Rua Padre Pimentel c/a R. Benjamim Constant.
João Camões, c/terreno à Trav. Pe. Pimentel, divisa c/Maria dos Reis e Silva e c/a R. Benjamim Constant.
Trav. Pe. Pimentel c/casa de Acrísio Villaça da Silva.
Na Travessa Padre Pimentel ficava a casa de Antonio Ribeiro.
Francisco de Miranda Margalho c/imóvel na Trav. Pe. Pimentel e na R. Torquato Barros, imóvel este repassado à Mariano Silveira Cavalcante.

1954: Rua Padre Pimentel.

Documento de 1994 se refere a uma “R. Olavo Ribeiro, com Padre Pimentel”.

1962: Em 1962 as Escolas Reunidas funcionaram à R. Pe. Pimentel, em uma casa de propriedade de Juveniana Farias Pinheiro.


Observações:
1) Para substituir o Padre Teodoro chega à Abaeté/Pa, em 1888, o PADRE PIMENTEL/FRANCISCO MANOEL PIMENTE, padre muito trabalhador, professor, pároco, que deixou o s/nome marcado na história do município por s/múltiplas atividades, especialmente no campo político. É originário da tradicional família Pimentel da região de Barcarena/Pa e c/uma vasta parentela na Vila de Abaeté e Vila de Beja.

Foi ele o pároco que esteve presente na Cerimônia de Instalação da Cidade de Abaeté no ano de 1895, na intendência de Emygdio Nery da Costa (1894-1896).

Foi nos tempos do Padre Pimentel que a Igreja de São Miguel, em Beja, foi concluída e foi ele quem celebrou a 1ª missa no recém-concluído templo.

Era ele quem fazia os batizados desses seus parentes, conforme contou a Sra. Ambrosina Pimentel Coutinho:

Octacílio Pimentel Coutinho, n. em 8/2/1901, f. aos 55 anos de idade em 16/11/19.., batizado pelo Pe. Pimentel/Francisco Manoel Pimentel), em Beja, com os seguintes padrinhos: Angélica Pereira Coutinho/irmã do Cap. Orêncio Pereira Coutinho e o Major Manoel Francisco Pimentel/avô de D. Ambrosina.

Catarina Pimentel Coutinho, n. em 2/1/1903 e f. em 25/3/1984 c/81 anos de idade e foi b. pelo Pe. Pimentel, na Vila de Beja, sendo padrinhos: Manoel de Araújo Pimentel/irmão de Maria de Araújo Pimentel, tio-avô de Ambrosina) e Fábia dos Passos Pimentel.
Orêncio Pimentel Coutinho, n. em 22/4/1905, na localidade Rio Guajará de Beja e f. em 25/12/1980, c/75 anos de idade, foi b. em Beja pelo Pe. Pimentel, sendo padrinhos: Raimundo N. Pimentel e Francisca Romana dos Passos Pimentel/irmã de Fábia Pimentel.
Oziel, n. em 1/1907.

Além de suas atividades eclesiais, o Padre Pimentel exerceu atividades políticas. Foi Intendente Municipal de Abaeté, no período de 1896 a 1900 e como tal, mandou construir escolas, pois ele também era professor.

Em 1908 aparece como “Presidente da Irmandade de São Sebastião, que era organizada pelo Clube Musical Henrique Gurjão, tendo como seus companheiros de diretoria nessa banda, Horácio de Deus e Silva, Diretor; Trajano Pereira de Araújo, Tesoureiro; Manoel Vigílio de Araújo e José Ferreira Ribeiro, Secretários; Pedro Pena de Araújo e Hygino Pereira, zeladores; Josimo Leandro de Souza, cobrador e muitos irmãos”.

O Pe. Pimentel é tio-avô de Teobaldo Pimentel de Beja/Abaeté/Pa.

AVENIDA MAGALHÃES BARATA OU AVENIDA SENADOR MAGALHÃES BARATA:

Citações s/essa rua:

1949: O Velho Kemil dos Santos quando chegou à Abaeté, fugindo da guerra, usou esse grande terreno p/plantios diversos, inclusive uvas. Esse grande terreno localizava-se na Pça. da Bandeira e limitava com a AV. MAGALHÃES BARATA e do outro lado com o terreno onde está sendo construído o hospital dos vicentinos. Fazia fundos c/o terreno de Raimundo Negrão Figueiredo.

1949: Kemel dos Santos, industrial sírio e sua mulher, Maria Anacleta dos Reis Santos, vendem à municipalidade, na pessoa do prefeito Pedro Pinheiro Paes, um terreno sito à Pça. da Bandeira, que limita com a AV. SENADOR MAGALHÃES BARATA e do outro lado com o terreno onde está sendo construído o hospital, terreno esse onde deve ser construído o futuro Grupo Escolar.
João Roberto dos Reis era o dono do terreno e sogro de Kemil dos Santos.


Observações:

1) JOAQUIM DE MAGALHÃES CARDOSO BARATA, n. em 26/6/1886 em Belém/Pa, seguiu carreira militar. Foi ele quem comandou as guarnições de fronteiras de Estado. Participou ativamente das rebeliões tenentistas de 1922 e de 1924. Foi preso em Manaus e transferido para Belém. Fugiu da prisão e foi para o Rio Grande do Sul, onde se integrou ao grupo rebelde de Luís Carlos Prestes. Participou do Movimento de 1930, quando foi nomeado, por Getúlio Vargas, Interventor no estado do Pará. Tornou-se celebridade. Destacou-se por sua atuação política no Pará, por sua capacidade de liderança. Governou o Pará de 1930 a 1959.

Em 1930 iniciou a s/1ª Interventoria Federal no Estado do Pará, de 12/11/1930 a 12/4/1935.
2º governo, de 20/2/1943 a 29/10/1945.

Em 1945 elegeu-se Senador da República.

Na eleição de 1950 perdeu a eleição para o general Alexandre Zhacarias de Assunção em uma acirrada eleição, cheia de incidentes políticos.

Voltou a disputar, em 1955, o governo do Estado contra Epílogo de Campos, em outra renhida disputa e venceu, mas em pleno mandato, que foi de 10/6/1956 a 29/5/1959, faleceu. Seu falecimento causou uma consternação geral no Estado entre s/eus correligionários e no meio do povo.

Seu período de governo foi pontilhado por revoltas e motins.

2) Magalhães Barata veio inúmeros vezes à Abaeté, especialmente nos períodos de campanhas políticas e deixou um anedotário s/suas visitas. Uma dessas histórias:

O Velho Alcântara era um inteligente e letrado bêbado das ruas de Abaeté. Numa certa ocasião, numa das visitas do Cel. Magalhães Barata a Abaeté, o Velho Alcântara subiu num desses troncos de torneiras públicas existentes na cidade e, de lá, fazia discursos contra Magalhães Barata e chamando-o de “ladrão”. Alguém da comitiva falou: “Prende o Alcântara” e ele foi detido e continuou o s/discurso, dizendo: “Magalhães Barata é um ladrão, por que soube roubar o coração dos abaeteenses”. Imediatamente o Velho Alcãntara foi solto.

3) Atualmente o nome Magalhães Barata dá nome a uma antiga escola de Abaetetuba: Escola Magalhães Barata que fica situada à R. Lauro Sodré.




TRAVESSA FRANCISCO MONTEIRO:

Citações s/essa rua:

1947: “R. Nilo Peçanha, canto c/a Trav. Francisco Monteiro, onde ficava o consultório dentário do Dr. Wilson Amanajás. O consultório dentário do Dr. Wilson Amanajás, ficava na R. Nilo Peçanha, na frente da Prefeitura Municipal, esquina com a Trav. Francisco Monteiro.


Observações:

1) FRANCISCO MONTEIRO/FRANCISCO DE AZEVEDO MONTEIRO, foi o navegador português que ganhou uma sesmaria no rio Tocantins, do Governador da Província do Pará José da Gama Maia, em 1712, e quando, em 1724, vinha tomar posse dessa sesmaria, foi tomado p/uma grande tempestade que o obrigou a parar nas terras onde ele mesmo iniciou um povoamento que deu origem à futura cidade de Abaetetuba/Pa.

A fundação desse povoado deve-se ao fato de Azevedo Monteiro ter feito promessa de erguer uma capela dedicada a N. S. da Conceição, caso conseguisse se salvar c/sua família e tripulação. Como nesse local já existia uma tribo de índios submissos (eram índios que já tinham sido catequizados pelos padres missionários da época e eram chamados assim pelos ferozes índios nheengaíbas da Ilha do Marajó que atacavam esses índios como aos colonos e engenhos da região) Azevedo Monteiro, c/a ajuda desses nativos ergueu uma pequena capela dedicada a N. S. da Conceição às margens do rio Maratauhyra, sendo, desse modo, Azevedo Monteiro o introdutor do culto à Virgem da Conceição no município de Abaetetuba/Pa.

2) Atualmente FRANCISCO DE AZEVEDO MONTEIRO empresta s/nome à principal praça do município de Abaetetuba/Pa, Pça. FRANCISCO DE AZEVEDO MONTEIRO.



TRAVESSA 24 DE OUTUBRO:

Citações s/essa rua:

Na Trav. 24 de outubro ficava o cartório do tabelião João Nepomuceno de Pontes.
1930: Trav. 24 de outubro, onde residia João dos Reis e Silva.

Em 1931: Trav. 24 de outubro, onde moravam Theodorico da Silveira Góes e Oscar Silva.
1931: Trav. 24 de outubro, onde ficava a residência de Raymundo Cardoso Muniz, canto com a Av. Veiga Cabral.
1931: R. Nilo Peçanha canto com a Trav. 24 de outubro.
1931: Manoel M. dos Santos, com residência na Trav. 24 de outubro, nº 2.
1931: Joaquim Pedro dos Santos, com imóvel com divisa c/Cesina Correa dos Santos, residentes na Trav. 24 de outubro.
1931: Theodorico da Silveira Góes, c/terreno à Trav. 24 de outubro.
1931: João dos Reis e Silva e sua esposa, Dona Anna Maués Pinheiro Silva, traspassando a Affonso Rodrigues de Castro um terreno na Trav. 24 de outubro, medidno 10 x 25m.
1931: Francisca Ramos Dias de Lima, com imóvel à TraV. 24 de Outubro.



Observações:

A data 24 de outubro de 1930 foi o dia o dia em que os militares do Rio de Janeiro depuseram Washington Luís da Presidência da República, fato que faz parte da “Revolução de 1930”, quando Getúlio Vargas assumiu o poder e implantou a ditadura.


RUA COMANDANTE CASTILHO OU TRAVESSA COMANDANTE CASTILHO:

Citações s/essa rua:

Kemil dos Santos, residente na Trav. Comte. Castilho.
1923: Trav. D. Pedro I, antiga Trav. Comte. Castilho, confinando c/a R. Nilo Peçanha.
1930, 1931: Trav. Comte. Castilho, onde morava Amphiano Quaresma.
1930: Francisco Freire de Andrade morava na Trav. Comte. Castilho, nº 2.

1931: Trav. Comte. Castilho, onde morava Raymundo Villaça da Silva e Acrisio Villaça da Silva possuía um terreno à Pça. de N. S. da Conceição, marginalizando a Trav. Comte. Castilho, até a R. Nilo Peçanha.
1931: Trav. Comte. Castilho, onde residia Ildefonso Correa Lima.
1931: João Francisco Ferreira, c/imóvel na Trav. Comte. Castilho, que antes pertencia a Antonio Baptista Correa.
1931: Raymundo Pauxis, c/casa de commércio na R. Justo Chermont, nº 3 e residência na Trav. Comte. Castilho.


Observações:

1) Para homenagear o Comandante português AUGUSTO DE CASTILHO, que na Corveta Mindelo, em 13/3/1894, deu asilo aos Revoltosos da Armada, na chamada “Revolta da Armada”, que eram 493 marinheiros, ao tempo do Governo do Pres. Floriano Peixoto, no ano de 1894.

Tal fato se deu na cidade do Rio de Janeiro, onde o Governo brasileiro rompeu relações diplomáticas com o Governo Português. Tudo começou em 6/9/1893 quando a Marinha de Guerra se sublevou contra o Governo de Floriano Peixoto. O líder inicial da revolta era o contra-almirante Custódio José de Melo e a partir de dezembro de 1893 o comando passou ao Almirante Saldanha da Gama, que lançou um manifesto considerado monarquista e restaurador. A partir desse fato Saldanha da Gama vai pedir asilo nos navios de guerra portugueses, fundeados no Rio de Janeiro, liderados pelo Comte. Augusto Castilho, em 15/3/1894.


Abaetetuba/Pa, 20/12/2009 – Prof. Ademir Rocha.

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