Mapa de visitantes

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Adenaldo dos Santos Cardoso 5 - Poetas e Poesias

Adenaldo dos Santos Cardoso 5 - Poetas e Poesias



INGRATIDÃO
Algumas coisas por aqui
Atingidas quando trovejam
Queimadas dentro de mochilas
Sufocadas dentro de maletas
Debulhadas por mãos assassinas
Crivadas por olhos de peneiras
Leitosos poéticos andares
Acadêmicos potes de altezas
Produtos sem sentimentos
Artificiais mentes burguesas
(Adenaldo)

ETERNA ABAETÉ
Guardei os raios de sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mófentas
O passado é fugaz
Mas o presente apresenta
Nos dorsos das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta que travo na vida
Sou feliz por me achar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Abaetetuba, sigo amando
Abaeté do Tocantins!
Em seus braços vou vivendo
Eternamente até o fim
(Adenaldo)

ERVA DANINHA
Tu vens
Invade outro mundo
Pensas que é teu
Não atentas
Que é mais profundo!
Tomas posse
Fincas bandeiras
Arrancas as flores
Das jardineiras
Segues plantando
De grão em grão
Erva daninha
Sem ser teu o chão
Se tu não sabes
Aprendas então
Que todo mundo
Tem coração
(Adenaldo)

Violão Faceiro

Para João Fran.

Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.

E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.

Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.

Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.

Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.

Beira!
Do Marataiura
De peixes pescados
Da nossa cuíra
De barcos cansados...

Adenaldo Santos Cardoso


BORBOLETRAS

O poeta cava o poço da utopia
Suga a água límpida do prazer do despertar da vida

O poeta se banha de inspiração
Suga da entranha o prazer de se alimentar de sonhos

O poeta mergulha nu no universo
Absorve as vibrações de ser, engravida de satisfação e pari...

METRICARITMICAMETAMOFORSIOLOGICAMENTE
Suas eternas borboletras...

(Adenaldo dos Santos Cardoso)

SOL, RISO E MARESIA

Lindo sol, sol, sol!
Salve teus filhos...

Lindo sol mostre os trilhos
Cara a cara
Dar vida viva rara

Lindo sol mostre os brilhos
A tua cara
Dar vida viva áurea

Sol acorde e me levante
Sol transmita harmonia
Sol que faz o meu semblante
Ser de riso e maresia

Sol sozinho invade o mundo
É de todos, todo dia
É amante desta terra
Sol é pai, é companhia

Lindo sol, sol sol!
Salve teus filhos...

AUTORIA: Adenaldo Cardoso / Milton Teixeira.
Olhar Fotográfico: Adenaldo Santoscardoso.
*Nascer do Sol Abaeteuara, hoje (06:30), por
detrás da casa do Paulo Tribi, na Rua Magno
de Araújo, sem efeito espacial*

Existem quatro funções -secretas- muito legais no seu celular que você não sabia! (Algumas delas, podem até salvar sua vida)
Veja o que ele pode fazer por você:

Emergência I

O número universal de emergência para celular é 112!
Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado.
Experimente!

Emergência II

Você já trancou seu carro com a chave dentro? Seu carro abre com controle remoto? Bom motivo para ter um celular. Se você trancar seu carro com a chave dentro e a chave reserva estiver em sua casa, ligue pelo seu celular, para o celular de alguém que esteja lá. Segure seu celular cerca de 30 cm próximo à porta do seu carro e peça que a pessoa acione o controle da chave reserva, segurando o controle perto do celular dela. Isso irá destrancar seu carro, evitando de alguém ter que ir até onde você esteja, ou tendo que chamar socorro. Distância não é impedimento. Você pode estar a milhares de quilômetros de casa, e ainda assim terá seu carro destrancado.

Emergência III *3370#

Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Par ativar, pressione as teclas: *3370#
Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria.

Emergência IV *#06#*

Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06#* Um código de 15 dígitos aparecerá. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e* o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma*. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo.


O SONHO EXISTE

O sonho existe,
Para quem não desiste.
Quem não sonha,
Fica debaixo da fronha.
Morre triste e agoniado.
Por não ter sonhado.



Por todos os santos, amém!

Meus amigos se foram...
Dizem que para o além
Somos todos passageiros
Dessa vida que é um trem
Vamos todos a qualquer hora
Nosso mundo é de ninguém

(Adenaldo dos Santos Cardoso)

Recebi a primeira boneca do meu livro, O Verde que Arde, A poesia que vem da Amazônia, brevemente vou receber a segunda boneca, provavelmente já com a capa, a qual está sendo confeccionada com muito carinho por um designe e ilustrador. O livro está dividido em duas partes e contem cento e setenta poemas. Nós conseguimos alguns colaboradores até o momento aqui em Belém, mas estamos aguardando o sinal verde dos amigos de Abaetetuba para alavancarmos o nosso projeto. Entretanto você amigo do facebook que joga limpo e defende o meio ambiente, pode colaborar também com a gente. E-mail miltonteixeira31@gmail.com.br Telefones 88420603 – 81633268.

Adenaldo Santoscardoso
Fala mais do que diz
Quando diz...
Julga com sua fala
Coitada da infeliz
Melhor seria...
Se vivesse calada

PISCINA DO BANCRÉVEA (SOLEDADE)

Mergulhei quando oceano
Nas águas claras do passado
Pulei do teu trampolim
Menino alegre e levado
Agora vejo só capim
Tua vida um teatro
As cortinas da alegria
Se fecharam sem aplausos
Lembranças nunca chegam ao fim
Saudades dói um bom bocado
O que espero eu de ti
Vendo teu palco sem espetáculo?


Clovis Cardoso
Quando a vida se deitar / A morte plastificar / A vida que vivi / Alguma coisa vai sobrar / Vai se eternizar / Pra dizer que eu parti
(Adenaldo)

Vai sobrar muito osso,
e um monte de ossada...
Pra fazer caldo grosso,
Ou fino, pra mulherada...
Quem sabe caldo de mocotó,
Ou sabe-se lá uma rabada
E se sobrar algum pó,
Um maluco dá uma cheirada...
Clovis Cardoso
A vida de droga é uma merda!
Pra que viver ou não viver,
Se a roda do tempo é lerda
E nada me resta perder?

Quero ter o tempo elástico,
Pra colocar meu chapéu,
Usar a barba como véu,
E me enrolar todo no plástico!
OBRA DOS SENTIDOS

Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente

Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente

Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente

Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente

(Adenaldo dos Santos Cardoso)
REFLEXO

O sangue acende à lenha
O que é isso Maria?
O que é isso José?
Cuidado com o fogo!
Ele fere, ele emprenha...
E a vida passa ser
O que ela não é
José Maria ou Maria José

(Adenaldo dos Santos Cardoso)
MAL ME QUER, BEM ME QUER...

Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor

(Adenaldo dos Santos Cardoso)
A MORTE É CERTA

O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado

(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo Santoscardoso
Prosseguindo com a bela homenagem: Alcimar canta / Feliz pra nos alegrar / No ventre de Abaetetuba / O verbo se fez Alcimar



PASSAGEIRA FLOR

Comi à fruta
Que um dia foi flor
Senti na alma
O seu sabor
Oh! Meu amor!
Que dura pena...
Mas não tem jeito
Tudo na vida
Que alimenta
Com o tempo
Tem seu rebento
Vira urina
Vira cocô
Mas se resgatado
E bem tratado...
Vira estrume
Se for amor

(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Eu ando indignado / Com a falta de visão / O o urubu não é o errado / Porra, onde está a educação!?!?... Eles fazem as suas ceias / Da forma que o homem quer / O urubu da Beira / É um anjo de Abaeté...
Não matem os urubus / Nem a tua educação / Não matem as baratas e ratos / Viva a nossa salvação!

De Adenaldo


Adenaldo Santoscardoso
QUO VADIS?

URUBUTUBA
"Beira"
"Beirada"
"Beiradão"
"Lá Embaixo"
Também
"Calçadão"

Abaetetuba - Pará - Brasil

Como disse o poeta
"Amar é necessário"
Mas debulhando o meu rosário
Meus versos loucos ordinários
As contas que me deu o vigário
Despetalei a vida assim
"Mal me quer", "Bem me quer"
"Mal me quer", "Bem me quer..."

(Adenaldo dos Santos Cardoso)


Adenaldo Santoscardoso

Fala mais do que diz
Quando diz...
Julga com sua fala
Coitada da infeliz
Melhor seria...
Se vivesse calada


PISCINA DO BANCRÉVEA (SOLEDADE)

Mergulhei quando oceano
Nas águas claras do passado
Pulei do teu trampolim
Menino alegre e levado
Agora vejo só capim
Tua vida um teatro
As cortinas da alegria
Se fecharam sem aplausos
Lembranças nunca chegam ao fim
Saudades dói um bom bocado
O que espero eu de ti
Vendo teu palco sem espetáculo?

Clovis Cardoso
Quando a vida se deitar / A morte plastificar / A vida que vivi / Alguma coisa vai sobrar / Vai se eternizar / Pra dizer que eu parti
(Adenaldo)

Vai sobrar muito osso,
e um monte de ossada...
Pra fazer caldo grosso,
Ou fino, pra mulherada...
Quem sabe caldo de mocotó,
Ou sabe-se lá uma rabada
E se sobrar algum pó,
Um maluco dá uma cheirada...


CABOCLO DE ABAETÉ

O poeta se foi
Nas linhas mágicas da partida
Pendurou seu coração
Durante sua despedida
No pescoço de sua Pátria
Abaetetuba, toda vida!

(Adenaldo dos Santos Cardoso

OBRA DOS SENTIDOS

Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente

Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente

Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente

Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente

(Adenaldo dos Santos Cardoso)


TRAÍRA

O meu sonho é um rio
De ondas vivas, serenas
Meu porto é solidão
Plantado no pé da beira
Consulto meu coração
Na terra firme da feira
O meu amor é um anzol
Em busca de uma sereia
Mas pra minha decepção
Traíra eu pesco na areia

(Adenaldo dos Santos Cardoso)


TECELÕES DA NOSSA HISTÓRIA

Quando penso em Abaeté
Sinto tuba de saudade
O encanto que me encanta
Quem me conta é GARIBALDI

ROFESSORA NAZARÉ
Não se cansa de remar
Na maré da nossa História
Junto com MONTE SERRAT

Abro livro e me agarro
Na palavra e seu bordado
Escuto a prosa de LUIZ REIS
Em alto tom JORGE MACHADO

Nas rendas da preamar
Navegando na poesia
NONATO lembra JESUS
Em Abaeté quando vivia

O imaginário religioso
Na musicalidade do artista
PADRE JUNIOR me leva a crer
Como é bom ser altruísta

A arte de escrever, de cantar
De viver com orgulho de verdade
É paixão em retratar
Um grande amor pela cidade
Adenado:

Abaetetuba eu te amo / A paz que eu tanto clamo / Está aqui dentro de mim / É preciso consciência / Educar com sapiência / Pra que o amor não chegue ao fim / É preciso consciência / Pra acabar com a violência / Abaeté do Tocantins!

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

CONJUNÇÃO

Eu me junto
Tu te juntas

Nós juntinhos
Nos juntamos

Nessa junta de amor
Outros verbos conjugamos

(Adenaldo dos Santos Cardoso)

NÓS OUTROS

Bandeira
Hino
Carimbó
Chorinho
Bossa Nova
Samba Canção...
Invenção
De ser povo
Folclórico
Branco
Negro
Índio
Mulato
Cafuzo
Mestiço
Caboclo
Sumano
Brasil

(Adenaldo dos Santos Cardoso)


Gabriel Paes "O Médico dos Pobres", Osni, Manoel Raposo, Oscar Santos... é tanta gente que não sei como coube no Cemitério de Abaetetuba. Sumanos verdadeiramente abaeteuaras, gente que merece ser eternizados pela nossa memória, antes que façamos parte do mundo deles, e, quem me diz, que não seremos lembrados pelo foco cego do esquecimento, no labirinto obscuro de nossa claríssima história. Por isso, VIVA O PROFESSOR Ademir Heleno Araujo Rocha, ESTE SIM, MERECE NOSSOS APLAUSOS, E M V I D A, ESTE SIM PERPETUA HUMILDEMENTE A VIDA DE NOSSOS COMPATRIOTAS COM EMOÇÃO SEM PERDER A RAZÃO. APLAUDIR OS MORTOS É FELICITAR À FAMILIA, PORQUE, CONVENHAMOS: OS MORTOS NÃO OUVEM E NEM FALAM. PORÉM, MUITOBÉNS PELAS BOAS INTENÇÕES! ABRAÇOS!!!

Adenaldo Santoscardoso

ADEMIR HELENO ARAÚJO ROCHA
*Enciclopédia Viva da Nossa História Abaeteuara*

Na terra de homens valentes
Que lembra guerreiros de troia
A armadura de Heleno
Protege a nossa memória

Navega nos mares de dantes
Vasculha o fundo do rio
Gapuia junto com Netuno
A nossa história com brio

Visita as cavernas escuras
Com sua espada a luzir
Coeso a raiz da existência
Não deixa a vida partir

Edifica sua fortaleza
No plano espiritual
Vivendo num mundo de letras
Navega o mundo virtual

Carimba com tintas eternas
Às páginas do nosso existir
Professor Heleno Araújo
Rocha de ouro Ademir


Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil

NÃO ESQUEÇO O MEU UMBIGO

O céu está na boca
Mas se existe outra coisa boa
É o paraíso!
Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá
Depois de cá
Sem esquecer o meu umbigo:

- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!

Não venha me prender
Por eu vender um bom CD pirateado
Eu vendo pra sobreviver
Se a policia quer saber
São os políticos os errados

O Papa vive nas estrelas
Papai Noel no Polo Norte
E eu no mundo da lua
Feito Cavalo de São Jorge
Quando o trem vier me buscar
Que me deixe num lugar
Onde eu possa escutar:

- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!

Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará – Brasil
GASTRONOMIA

Como posso arrotar carne
Se o quê comi foi peixe?

Tem gente que não entente
Ou pensa que eu sou otário
É sempre a mesma história
Quer minha cabeça em seu prato
Porra! Cada um cuide de si...
O certo pode estar errado
Eu serei o que bom de sê-lo
Desodorizo o meu suvaco
Pare de ser meu pentelho
E não encha o meu saco

(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo                     
Beira
Do Maratauira
De peixes pescados
Da nossa cuíra
De barcos cansados....
Adenaldo         
Por todos os santos, amém!

Meus amigos se foram...
Dizem que para o além
Somos todos passageiros
Dessa vida que é um trem
Vamos todos a qualquer hora
Nosso mundo é de ninguém

(Adenaldo dos Santos Cardoso)
ADEMIR HELENO ARAÚJO ROCHA
*Enciclopédia Viva da Nossa História Abaeteuara*

Na Terra de Homens Valentes
Que lembra Guerreiros de Tróia
A armadura de Heleno
Protege a nossa memória

Navega nos mares de dantes
Vasculha o fundo do rio
Gapuia junto com Netuno
A nossa história com brio

Visita as cavernas escuras
Com sua espada a luzir
Coeso a raiz da existência
Não deixa a vida partir

Edifica sua fortaleza
No plano espiritual
Vivendo num mundo de letras
Arquiteta no mundo virtual

Carimba com tintas eternas
Às páginas do nosso existir
Professor Heleno Araújo
Rocha de ouro Ademir

Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará – Brasil
Adenaldo Santoscardoso
ESSE CARA NÃO É O CARA

Vou dizer na tua cara
Que esse cara não é o cara
Vou provar na tua cara
Que essa cara é de pau
Minha cara ela escarra
Na tua cuia de mingau

Olha o peixe na vazante
Pitiú, alto falante!
Pupunha a todo instante
O Carão apareceu
Encara outra pessoa
Pode ser a que vende broa
Ao teu pai que te perdeu

Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Adenaldo Santoscardoso

DONA DA NOSSA CABEÇA
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli

Da nossa marca registrada
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”

Mas a “mardita desgraçada”
Não sai de nossas cabeças
Embriaga-nos de sonho
Alambique que veleja

Traz o cheiro do ribeirinho
Da coroa de sua fama
Brilha ouro refinado
Parideiro pé-de-cana

Dona de nossas cabeças
Prostituta de Abaeté
Pro mundo ela foi plantada
Pra morrer num cabaré

Dona do Engenho São José
Que paria Vista Alegre

Dona do Engenho Nazaré
Que paria Nazaré

Dona do Engenho Da Paz
Que paria Maués

Dona do Engenho São Jerônimo
Que paria São Jerônimo

Dona do Engenho Santa Rosa
Que paria Alvorada

Dona do Engenho Papagaio
Que paria Papagaio

Dona do Engenho Feliz
Que paria Feliz

Dona do Engenho Paraíso
Que paria Paraíso

Dona do Engenho São Pedro
Que paria São Pedro

Dona do Engenho São João
Que paria São João

Dona do Engenho Santa Cruz
Que paria Santa Cruz

Dona do Engenho Borboleta
Que paria Borboleta

Engenho do Nazareno
Que paria Amazônia

Dona do Engenho Pacheco
Que paria...

Saudosos engenhos de canas
Autores de nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam nossa história

Ao vermos um pé-de-cana
Lembranças o vento traz
Da Dona de nossas cabeças
Famosa Dama que jaz

Mas no nosso porto em luto
Não esquecemos jamais
A Pura de Abaetetuba
Mater dos canaviais



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Powered By Blogger

Quem sou eu

Minha foto
Ademir Heleno A. Rocha, nascido em Abaetetuba-PA, Brasil, casado com Maria de Jesus A. Rocha, cinco filhos, professor, pesquisador de famílias, religião, genealogia e memória biográfica, ambientalista, católico e amigo.

Seguidores

Arquivo do blog

Mapa de Abaetetuba/Pa

Ruas, travessas, praças de Abaetetuba/Pa Mais zoom 0 1 - Rua 2 3 - Cidade 4 5 6 7 8 9 Menos zoom N O L S Informações para proprietários de empresas Página inicial do Google Maps - Página inicial do Google - Termos de Uso - Ajuda

escolas, religião, músicos, genealogia, ilhas, rios, cultura, esportes, ruas, memórias, bandas