Adenaldo dos Santos Cardoso - Poetas e Poesias
O descontraído poeta e compositor musical
Adenaldo dos Santos Cardoso
Blog em manutenção
ADENALDO DOS SANTOS
CARDOSO
Facetas de Adenaldo dos Santos Cardoso
Conheço o Adenaldo dos Santos
Cardoso, sua família e familiares há muito tempo, sendo que me tornei amigo
particular de alguns de seus tios do ramo familiar dos Kemil dos Santos e do
ramo familiar dos Cardoso e o Adenaldo, eu o conheço desde criança e do tempo em
que estudava no então Colégio São Francisco Xavier e eu como professor nos anos
de 1970, vendo aquele jovem se destacar como líder no meio estudantil e no
grupo de jovens católicos, Os Neófitos, do qual participava ativamente nos
eventos musicais ou cênicos desse grupo. O Adenaldo dos Santos Cardoso, hoje, é uma
pessoa e artista incrível, um verdadeiro show-man e com características
pessoais que o tornam amado e reconhecido por seu grande número de amigos,
especialmente dos segmentos culturais, musicais e artísticos do município de
Abaetetuba e que extrapola as fronteiras abaetetubenses e chega até Belém e
outras partes do Pará, onde possui parentes, amigos pessoais e admiradores de
sua personalidade, valor literário e artístico. Portanto, o Adenaldo dos Santos
Cardoso, será homenageado pelo Blog do ADEMIR ROCHA, á nível pessoal,
genealógico-familiar, literário e artístico. Para começar, dizemos que o
Adenaldo é o melhor intérprete paraense da grandiosa obra poético-musical do
grande cantor e filósofo Raul Seixas e também é o grande divulgador do
pensamento e músicas desse revolucionário poeta-cantor brasileiro, por vezes,
inigmático e esotérico poeta, e com
músicas desse artista que estão
há mais
de 40 anos em sucesso permanente no Brasil inteiro. Outra característica
do
Adenaldo, que chama a atenção, é o carinho que ele tem e demonstra para
com a
cultura e artista de Abaetetuba, onde sempre está enfatizando em seus
shows e
páginas da Internet a cultura de Abaetetuba e também o mesmo se pode
dizer de seus
colegas do segmento cultural e musical. Outra marcante característica
pessoal
do Adenaldo é o amor e carinho que demonstra por membros de sua família e
demais familiares dos ramos dos Cardoso e Santos, que são muitos e
espalhados
pelo Pará, Brasil e até o exterior, conforme suas genealogias abaixo. No
tocante ao poeta Adenaldo Santos Cardoso, este parece que respira e vive
poesia, tal a
quantidade de seus poemas, inspirados em todos os aspectos de sua
percepção
poética, e poesias de qualidade, além de seus momentos de descontração
poética,
com os desafios que estabelece com seus amigos poetas e os repentes
baseados em
seus familiares ou tiradas do seu cotidiano. Também chama a atenção o
aspecto
de cantor e intérprete de Adenaldo, onde ele encarna a figura do Raul
Seixas e
das poesias e músicas que surgem de sua lavra poética aos borbotões e,
conforme
já dissemos, atinge todos os aspectos de percepção poético-sensitiva.
Aqui
tentaremos colocar a produção poética do Adenaldo através de
agrupamentos
poéticos, como família, cultura, lembranças, homenagens, descontração
poética,
letras musicais ou outro grupo em que a rica produção do Adenaldo possa
se
encaixar e também publicaremos algumas de suas fotos familiares ou
extraídas de
suas páginas na Internet. O Adenaldo também é poeta fotográfico, dado a
quantidade de fotos que ele costumeiramente publica em suas páginas da
Internet e que, por si, exalam a poesia e cultura de Abaetetuba, sua
amada terra natal.
A figura marcante de Adenaldo com suas múltiplas
e boas características pessoais, que se juntam aos
seus talentos de poeta, cantor, compositor e
intérprete, fazem dele um bom e estimado amigo
no meio familiar, social e artístico de Abaetetuba
Depoimento
do Aluno Adenaldo dos Santos Cardoso sobre a sua escola, tempo de juventude, de 2012:
Adenaldo dos Santos Cardoso
GENEALOGIAS EM QUE O ADENALDO ESTÁ ENCAIXADO EM ABAETETUBA
O Adenaldo procede de duas tradicionais famílias
de Abaetetuba e ele cultiva um grande amor e carinho
por seus pais, irmãos e demais parentes
Homenagem, cultura de Abaetetuba
Adenaldo como cantor e intérprete de Raul Seixas
já extrapolou os limites de Abaetetuba
Uma característica marcante de Adenaldo é
divulgar a cultura, as figuras e personagens e
artistas de Abaetetuba
POESIAS E COMPOSIÇÕES MUSICAIS DO ADENALDO 2
O Adenaldo dos Santos Cardoso continua a produzir muitas poesias, falando
da cultura, do cotidiano, lembranças e devaneios de sua prodigiosa inspiração. Descobrimos
que ele possui também ares de filósofo através de algumas postagens de
suas páginas na Internet.
Adenaldo dos Santos
Cardoso
ABAETETUBA, EU TE AMO!
Na franqueza da tua fala
Procuro a salvação
No silêncio da tua alma
Sinto vozes da paixão
O amor crucificado
Prosaica comunhão
Riso e choro em minha mente
Sinto muito, meu irmão!
Procuro a salvação
No silêncio da tua alma
Sinto vozes da paixão
O amor crucificado
Prosaica comunhão
Riso e choro em minha mente
Sinto muito, meu irmão!
Abaetetuba, eu te amo!
A paz que tanto clamo
Está aqui dentro de mim
É preciso consciência
Educar com sapiência
Pra que o amor não chegue ao fim
É preciso consciência
Pra acabar com a violência
Abaeté do Tocantins
A paz que tanto clamo
Está aqui dentro de mim
É preciso consciência
Educar com sapiência
Pra que o amor não chegue ao fim
É preciso consciência
Pra acabar com a violência
Abaeté do Tocantins
Sinto tudo de repente
O apunhalar da emoção
A morte rondando a gente
Mas da vida não abro mão
A vida deve ser preservada
A partir dela ser grão
Protegida e regada
Pelas mãos do coração
O apunhalar da emoção
A morte rondando a gente
Mas da vida não abro mão
A vida deve ser preservada
A partir dela ser grão
Protegida e regada
Pelas mãos do coração
Abaetetuba, eu te amo!
A paz que tanto clamo
Está aqui dentro de mim
É preciso consciência
Educar com sapiência
Pra que o amor não chegue ao fim
É preciso consciência
Pra acabar com a violência
Abaeté do Tocantins
A paz que tanto clamo
Está aqui dentro de mim
É preciso consciência
Educar com sapiência
Pra que o amor não chegue ao fim
É preciso consciência
Pra acabar com a violência
Abaeté do Tocantins
(Adenaldo)
CONJUNÇÃO
Eu me junto
Tu te juntas
Tu te juntas
Nós juntinhos
Nos juntamos
Nos juntamos
Nessa junta de amor
Outros verbos conjugamos
Outros verbos conjugamos
(Adenaldo)
" Mais é que lá em cima
lá na beira da piscina,
olhando simples mortais
das alturas fazem escrituras
e não me perguntam se é pouco ou demais "
lá na beira da piscina,
olhando simples mortais
das alturas fazem escrituras
e não me perguntam se é pouco ou demais "
EU NÃO MATEI JESUS CRISTO
Culpar-me!
Faça com juízo
Faça com juízo
Não sou perfeito...
Contabilizo prejuízo
Contabilizo prejuízo
Sou retirante
Daquilo que não acredito
Daquilo que não acredito
A lei dos homens
Não me serve como aviso
Não me serve como aviso
Sou pata-cega
Que no amor botou um guizo
Que no amor botou um guizo
Lavo as mãos
Eu não matei Jesus Cristo
Eu não matei Jesus Cristo
(Adenaldo)
O CÉU ESTÁ NA BOCA
O ato do bandido
Desfez meu paraíso
Secou minhas roseiras
Minhas lindas companheiras
Que perfumavam meu quintal
Empurrou-me da calçada
Pro meio da patuscada
Fez o bobo da corte
Ser o rei do carnaval
Desfez meu paraíso
Secou minhas roseiras
Minhas lindas companheiras
Que perfumavam meu quintal
Empurrou-me da calçada
Pro meio da patuscada
Fez o bobo da corte
Ser o rei do carnaval
Num “retrô” meio esquisito
Sou eu meu inimigo
O céu está na boca
Por isso minha glicemia
Já subiu mais um degrau
Aos outros não interessa
Se minha vida é uma festa
E se o tempo que me resta
Eu não adoçar com “Zero-Cal”
Sou eu meu inimigo
O céu está na boca
Por isso minha glicemia
Já subiu mais um degrau
Aos outros não interessa
Se minha vida é uma festa
E se o tempo que me resta
Eu não adoçar com “Zero-Cal”
Com tanto consumismo
Sepultaram o comunismo
Mas não mudo meu rosário
Nem me entrego ao calvário
Vejo sepulcros caiados
Perdidos no matagal
Da morte não deserto
Pois, não sou eu que lhe decreto!
Ah! Se fosse meu o que eu quero...
Sepultaram o comunismo
Mas não mudo meu rosário
Nem me entrego ao calvário
Vejo sepulcros caiados
Perdidos no matagal
Da morte não deserto
Pois, não sou eu que lhe decreto!
Ah! Se fosse meu o que eu quero...
Morreria num momento
De um abraço fraternal
De um abraço fraternal
(Adenaldo)
O poeta no escuro
Já não percebe a cor da lua
Atira rubrotisnado
Suas balas de amargura
Já não percebe a cor da lua
Atira rubrotisnado
Suas balas de amargura
O poeta tem motivos
Pra não ver mais o luar
Vive de cabeça baixa
Perdido no seu olhar
Pra não ver mais o luar
Vive de cabeça baixa
Perdido no seu olhar
O poeta sai no claro
Mira o olho de um aracu
Mas suas balas de borracha
Voltam e lhe acertam o rabo
Mira o olho de um aracu
Mas suas balas de borracha
Voltam e lhe acertam o rabo
Quero ver o bom poeta
Brilhando pra clarear
A lua só tem sentido
Se a luz pode nos dar
Brilhando pra clarear
A lua só tem sentido
Se a luz pode nos dar
LARGO DE ABAETETUBA
O rio de minha terra
Ri e chora de alegria
Suas risadas desvairadas
É o gargalhar da maresia
Ri e chora de alegria
Suas risadas desvairadas
É o gargalhar da maresia
O rio de minha terra
Ri de noite e de dia
Num incessante vaivém
Percebo que ele se maquia
Ri de noite e de dia
Num incessante vaivém
Percebo que ele se maquia
O Rio de minha terra
Ri no leito que lhe guia
Ao navegar da marujada
Carrega barco e montaria
Ri no leito que lhe guia
Ao navegar da marujada
Carrega barco e montaria
O rio de minha terra
Ri de tanta valentia
O vento soprando a vela
O povo em romaria
Ri de tanta valentia
O vento soprando a vela
O povo em romaria
O rio de minha terra
Ri feliz, que dá cuíra!
Do Tocantins ele é um braço
Largo RIO M A R A T A U I R A
Ri feliz, que dá cuíra!
Do Tocantins ele é um braço
Largo RIO M A R A T A U I R A
[Adenaldo]
A ARTE DA VIDA
Muitas flores escolhidas
Flores colhidas
Vitrines formais
Naturezas reais
Perfumam em transe
Clareiam semblantes
Becos animais
Transbordam vitrais
Amores sofridos
Ó mundo aflito
Sobrenatural
De bem e de mal
A arte da vida
Artéria mortal
Flores colhidas
Vitrines formais
Naturezas reais
Perfumam em transe
Clareiam semblantes
Becos animais
Transbordam vitrais
Amores sofridos
Ó mundo aflito
Sobrenatural
De bem e de mal
A arte da vida
Artéria mortal
(Adenaldo)
AMIGO DO REI
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Autoria: Adenaldo Cardoso
Interprete: Renata Cristina
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AMIGO DO REI
Chega de abraçar o rei
Hoje eu te peguei
Engolindo um sapo
Chega de amor a lei
Larga o pé do rei
Já encheste o papo
A multidão protesta
Derrubaram muros
Rasgaram cortinas
O palhaço chora
Não aguenta mais
Na garganta espinhas
Chega de abraçar o rei... (Refrão)
Veja como dança
Cheio de esperança
Esse pessoal
Se a barriga ronca
Não se sente tonto
Diz que é carnaval
Chega de abraçar o rei... (Refrão)
Já aparei arestas
Fui na tua festa
Li "O Capital"
Dei flores aos porcos
Enterrei os mortos
Inventei meu mal
Chega de abraçar o rei
Hoje eu te peguei
Engolindo um sapo
Chega de amor a lei
Larga o pé do rei
Já encheste o sacoTATO DE AVC
Chega de abraçar o rei
Hoje eu te peguei
Engolindo um sapo
Chega de amor a lei
Larga o pé do rei
Já encheste o papo
A multidão protesta
Derrubaram muros
Rasgaram cortinas
O palhaço chora
Não aguenta mais
Na garganta espinhas
Chega de abraçar o rei... (Refrão)
Veja como dança
Cheio de esperança
Esse pessoal
Se a barriga ronca
Não se sente tonto
Diz que é carnaval
Chega de abraçar o rei... (Refrão)
Já aparei arestas
Fui na tua festa
Li "O Capital"
Dei flores aos porcos
Enterrei os mortos
Inventei meu mal
Chega de abraçar o rei
Hoje eu te peguei
Engolindo um sapo
Chega de amor a lei
Larga o pé do rei
Já encheste o sacoTATO DE AVC
O muito que se tem para dizer
É o pouco que se consegue captar
Mas se em outra vida haveremos de viver
Vendo esta vida temos que acreditar
É certo: Deus é o dono do poder!
Mesmo podendo nunca vai nos revelar
O corpo fica... fica o tato do sofrer
Seremos outros quando a morte nos levar
É o pouco que se consegue captar
Mas se em outra vida haveremos de viver
Vendo esta vida temos que acreditar
É certo: Deus é o dono do poder!
Mesmo podendo nunca vai nos revelar
O corpo fica... fica o tato do sofrer
Seremos outros quando a morte nos levar
(Adenaldo)
É tanto blá, blá, blá...
Mas dá pra adivinhar
Na guerra do certo e errado
É difícil errado estar
Mas dá pra adivinhar
Na guerra do certo e errado
É difícil errado estar
É tanto blá, blá, blá...
Mas dá pra adivinhar
Na guerra do certo e errado
É difícil errado estar
Mas dá pra adivinhar
Na guerra do certo e errado
É difícil errado estar
É tanto blá, blá, blá...
Mas dá pra adivinhar
Na guerra do certo e errado
É difícil errado estar
Mas dá pra adivinhar
Na guerra do certo e errado
É difícil errado estar
DESONESTO SINCERO
Ontem tive um sonho muito estranho; que jamais
coincidiria com um tiquinho da realidade.
O foco era o congresso.
Os deputados votando... Um dos deputados que votavam pelo "SIM", aproximou-me do microfone e disse:
- Pelo dinheiro que recebi, meu voto é sim!
O foco era o congresso.
Os deputados votando... Um dos deputados que votavam pelo "SIM", aproximou-me do microfone e disse:
- Pelo dinheiro que recebi, meu voto é sim!
FRUTO MILAGROSO DA TERRA DE OSNI
Fui na "Beira"
Atrás de ti
Encontrei teu suprimo
Sumano açaí!
Atrás de ti
Encontrei teu suprimo
Sumano açaí!
Semana Santa
Meu Deus eu senti
Muitas saudades
Porque não te vi
Meu Deus eu senti
Muitas saudades
Porque não te vi
Ninguém explicava
A tua ausência
Teu primo reinava
Por excelência
A tua ausência
Teu primo reinava
Por excelência
Encontrei um brinquedo
Abraço, senti!
Era um barquinho
De braço Tupi
Abraço, senti!
Era um barquinho
De braço Tupi
Sonhos me levaram
A outro país
Ao jardim da infância
De um tempo feliz
A outro país
Ao jardim da infância
De um tempo feliz
Disseram que em maio
Vão te coroar
Miritifest
Vai ser teu altar
Vão te coroar
Miritifest
Vai ser teu altar
Fruto do ventre
Da terra de Osni
Bendito eu te vejo
Num mundo sem fim
Da terra de Osni
Bendito eu te vejo
Num mundo sem fim
(Adenaldo)
MINHA GENTE ACABOCLADA
Depois de tudo
Antes do nada
Achei a porta escancarada
E saí...
Entrando naquela estrada
Onde encontrei
Humildemente iluminada
Gente de muita fé
Gente afeiçoada
Gente que só quer
Ver a gente animada
Gente cheirando a gente
Como flores perfumadas
Gente amando a gente
Como se fosse amada
Gente que sabe tudo
O que doutor não sabe nada
Gente que faz a gente
Se sentir felicitada
Felizmente, como eu amo!
Minha gente acaboclada
Antes do nada
Achei a porta escancarada
E saí...
Entrando naquela estrada
Onde encontrei
Humildemente iluminada
Gente de muita fé
Gente afeiçoada
Gente que só quer
Ver a gente animada
Gente cheirando a gente
Como flores perfumadas
Gente amando a gente
Como se fosse amada
Gente que sabe tudo
O que doutor não sabe nada
Gente que faz a gente
Se sentir felicitada
Felizmente, como eu amo!
Minha gente acaboclada
(Adenaldo)
AVE, ABAETETUBA!
133 Anos De Emancipação Política
Precisamos de paz!!!
133 Anos De Emancipação Política
Precisamos de paz!!!
Em minha linha do tempo
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que fui eu que não acertei os meus ponteiros?
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que fui eu que não acertei os meus ponteiros?
Mas a “Beira” é outra
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo...
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo...
Mas lembro do Cine Imperador
E de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de bondade
E a gente apressada
Agradecia com o coração cheio de alegria
E de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de bondade
E a gente apressada
Agradecia com o coração cheio de alegria
Ah, que saudades!
Saudades da Miloca, do Kida, do Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras, do Abaeté...
Que nos enchiam de felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos craques...
Saudades da Miloca, do Kida, do Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras, do Abaeté...
Que nos enchiam de felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos craques...
Oh, tempo de glória!
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as ruas
E nos dava o prazer de ser “O Gostosão”
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as ruas
E nos dava o prazer de ser “O Gostosão”
E que prazer!
Da minha adolescência querida
Da Venuta, Do Escorrega Bunda
Do Gigi que pariu os Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a primeira...
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas sepultados vivem
No útero do lamaçal
Da minha adolescência querida
Da Venuta, Do Escorrega Bunda
Do Gigi que pariu os Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a primeira...
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas sepultados vivem
No útero do lamaçal
E a canoa-à-vela ?
É verdade passávamos dias e dias
Pra chegar a Belém
Hoje a gente vai pela a Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança de retornamos aos teus braços
Sem nenhum arranhão físico ou mental
Pois, a violência, amedronta!
Seja fora ou dentro de teu ventre
Minha querida matriarca!
É verdade passávamos dias e dias
Pra chegar a Belém
Hoje a gente vai pela a Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança de retornamos aos teus braços
Sem nenhum arranhão físico ou mental
Pois, a violência, amedronta!
Seja fora ou dentro de teu ventre
Minha querida matriarca!
As bicicletas que nos exercitavam
Proporcionando maior tempo de vida
Agora, motos e carros diminuem nossa existência
Acomodam e incomodam nossa gente
- Seja pela falta de exercícios físicos
Ou pela presença destruidora da poluição -
Um verdadeiro caos urbano!
Proporcionando maior tempo de vida
Agora, motos e carros diminuem nossa existência
Acomodam e incomodam nossa gente
- Seja pela falta de exercícios físicos
Ou pela presença destruidora da poluição -
Um verdadeiro caos urbano!
Dizem que é o progresso em nossa vida
O modismo aparecendo e se oferendo de forma bruta
A aparelhagem que não me deixou dormir...
Do meu vizinho sádico que me tortura com seus “batidões”
Invadindo meu domicílio e minha paz espiritual
Das calçadas ocupadas pelo desrespeito, impedindo o ir e vir...
O modismo aparecendo e se oferendo de forma bruta
A aparelhagem que não me deixou dormir...
Do meu vizinho sádico que me tortura com seus “batidões”
Invadindo meu domicílio e minha paz espiritual
Das calçadas ocupadas pelo desrespeito, impedindo o ir e vir...
Abaetetuba, crescestes , é verdade!
Vejo-te grande, mas em tamanho!
Tamanho é minha mágoa
Mas não vou chorar
Quero elevar minha prece aos teus filhos
E pedir que cuidem de ti...
Vejo-te grande, mas em tamanho!
Tamanho é minha mágoa
Mas não vou chorar
Quero elevar minha prece aos teus filhos
E pedir que cuidem de ti...
Não precisamos de autoridades
Juizados e nem ministérios
Precisamos de respeito
Precisamos de paz
Precisamos de amor
Juizados e nem ministérios
Precisamos de respeito
Precisamos de paz
Precisamos de amor
Sei que isso é possível!
Tudo depende unicamente e exclusivamente de cada um de nós
Não vou para Pasárgada, como pensou Manuel Bandeira
Ou Adenaré (Paraíso dos Sumanos), como eu mesmo inventei
Pra fugir de meus tormentos...
Vou ficar por aqui, Abaetetuba!
Morrer nos teus braços
Como um filho que nutre um grande amor por sua mãe.
Tudo depende unicamente e exclusivamente de cada um de nós
Não vou para Pasárgada, como pensou Manuel Bandeira
Ou Adenaré (Paraíso dos Sumanos), como eu mesmo inventei
Pra fugir de meus tormentos...
Vou ficar por aqui, Abaetetuba!
Morrer nos teus braços
Como um filho que nutre um grande amor por sua mãe.
(Adenaldo)
SONHO ABAETEUARA
Meu sonho caboclo tem cheiro de mato
Floresta exibida da minha aflição
Corpos verdejantes no meio do barro
Nas águas tranquilas da minha paixão
Floresta exibida da minha aflição
Corpos verdejantes no meio do barro
Nas águas tranquilas da minha paixão
O sol que nos cobre não guarda segredo
Espelha na terra a vida de então
A flor desabrocha num tempo perfeito
Abaeté enraizaste no meu coração
Espelha na terra a vida de então
A flor desabrocha num tempo perfeito
Abaeté enraizaste no meu coração
Das bocas das ruas do tempo de outrora
Ouvia tua glória sem poluição
Mas com o progresso de violaram
Da paz que reinava brotou um vulcão
Ouvia tua glória sem poluição
Mas com o progresso de violaram
Da paz que reinava brotou um vulcão
No meu devaneio te vejo sorrindo
Mesmo injustiçada feliz teimas ser
Teu corpo ferido minha alma acalma
No rio da tua mágoa aprendo a viver
Mesmo injustiçada feliz teimas ser
Teu corpo ferido minha alma acalma
No rio da tua mágoa aprendo a viver
O que me anima é viver ao teu lado
Ser felicitado pelos encantos teus
Amando o que faço em cada compasso
Na esperança que o sonho não diga “adeus”
Ser felicitado pelos encantos teus
Amando o que faço em cada compasso
Na esperança que o sonho não diga “adeus”
(Adenaldo)
Um pouco ausente de minhas atribuições no face....
Problema de saúde: A minha teimosia que
transporta-me até o mais alto grau de ignorância e
a surra violenta ministrada pela Dona Diabrete (diabete),
que só agora mostra o seu poder, revelando-me o seu DEMOLIDOR GOLPE DE ESTADO. Rsrs
Problema de saúde: A minha teimosia que
transporta-me até o mais alto grau de ignorância e
a surra violenta ministrada pela Dona Diabrete (diabete),
que só agora mostra o seu poder, revelando-me o seu DEMOLIDOR GOLPE DE ESTADO. Rsrs
MAS A VIDA CONTINUA
ENQUANDO HOUVER VIDA
A GENTE SAI PRA LUTA
ENQUANDO HOUVER VIDA
A GENTE SAI PRA LUTA
E SE A VIDA É A DITA
A TAL DA DITA DURA
MATO A MALDITA
DA TAL DA VIDA DURA
A TAL DA DITA DURA
MATO A MALDITA
DA TAL DA VIDA DURA
DONA DA NOSSA CABEÇA
Da nossa marca registrada
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Mas a “mardita” cheia de graça!
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Dona da nossa cabeça
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Parida no alambique
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
No Engenho Nazaré
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
No Engenho da Paz
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
No Engenho São Jerônimo
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
No Engenho Santa Cruz
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
No Engenho Papagaio
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
No Engenho Feliz
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
No Engenho Paraíso
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
No Engenho São João
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
No Engenho São Pedro
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
No Engenho Borboleta
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
No Engenho do Nazareno
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
No Engenho Santa Rosa
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
No Engenho “Cá te espero”
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Saudosos engenhos de canas
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Sepulcros caiados na lama
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
(Adenaldo)
DESPETALAR DE UMA FLOR
O rio é a casa
O largo. Marajó!
O Maratauira
É porta sem nó!
Sou filho do mato
Surgi do amor
Do céu de outra plaga
Veio meu avô
Timbraram em meu ser
De ser o que não sou
Forte e valente!
Sou meu professor
Procuro o Abaeté
Que alguém aqui achou
Encontro Abaetetuba
Querendo amor
A paz agredida
Reflete na flor
A flor entristecida
Despetala-se de dor
(Adenaldo)
O rio é a casa
O largo. Marajó!
O Maratauira
É porta sem nó!
Sou filho do mato
Surgi do amor
Do céu de outra plaga
Veio meu avô
Timbraram em meu ser
De ser o que não sou
Forte e valente!
Sou meu professor
Procuro o Abaeté
Que alguém aqui achou
Encontro Abaetetuba
Querendo amor
A paz agredida
Reflete na flor
A flor entristecida
Despetala-se de dor
(Adenaldo)
BARCO DE SONHO
A chuva pode cair
Que eu acho graça
O sol pode tinir
Que graças eu acho
Tudo gira ao meu redor
Banho-me com a lua
Enxugo-me com o arrebol
Só filho da água
E da luz de um farol
Sou carpinteiro de sonhos
Em sonhos ando só
Meu mosteiro é um estaleiro
Meu barco pesqueiro
Tem muitos anzóis
(Adenaldo)
A chuva pode cair
Que eu acho graça
O sol pode tinir
Que graças eu acho
Tudo gira ao meu redor
Banho-me com a lua
Enxugo-me com o arrebol
Só filho da água
E da luz de um farol
Sou carpinteiro de sonhos
Em sonhos ando só
Meu mosteiro é um estaleiro
Meu barco pesqueiro
Tem muitos anzóis
(Adenaldo)
A ILHA DA PACOCA
Terra à vista!
Ali a Pacoca
A Ilha Encantada
Ela dá o rumo perfeito
Do Rio Pequiarana
Onde papai cultivara
Milho, arroz e cana
Mamãe não cansava de contar
Que ela virava navio à meia-noite
E que a cobra grande aparecia do nada
Porque a maldição ali se implantara
Sob os olhos mandingueiros do luar
A gente viajava de “reboque” quase ao amanhecer
Eu e meus irmãos, para estudar na cidade...
Quando chegávamos de volta
Mamãe se alegrava e agradecia
“Graças a Deus, ainda bem, que a Pacoca adormecia!”
[Adenaldo]
Terra à vista!
Ali a Pacoca
A Ilha Encantada
Ela dá o rumo perfeito
Do Rio Pequiarana
Onde papai cultivara
Milho, arroz e cana
Mamãe não cansava de contar
Que ela virava navio à meia-noite
E que a cobra grande aparecia do nada
Porque a maldição ali se implantara
Sob os olhos mandingueiros do luar
A gente viajava de “reboque” quase ao amanhecer
Eu e meus irmãos, para estudar na cidade...
Quando chegávamos de volta
Mamãe se alegrava e agradecia
“Graças a Deus, ainda bem, que a Pacoca adormecia!”
[Adenaldo]
NÃO, NÃO, NÃO...
Quando digo NÃO
Não é malcriação
É o meu jeito assim
De SIM dizer o NÃO
Não é malcriação
É o meu jeito assim
De SIM dizer o NÃO
O relógio desperta
Não sou mais um menino
O sol entra em meu quarto
Presente do destino
Não sou mais um menino
O sol entra em meu quarto
Presente do destino
A vida é uma dádiva
Oferenda da razão
Meu ego é um paraíso
Num “SIM” de ditos “NÃO”
Oferenda da razão
Meu ego é um paraíso
Num “SIM” de ditos “NÃO”
(Adenaldo)
MINHA ESTRELA
Interligo meu amor na tua ceia
No teu sentido, na tua veia
Desejo-te ver ligada!
Iluminada como uma estrela
Afinal, eu sei que sou...
Aquele mar que te espelha
Aonde vou, sou defensor
Do esplendor que te rodeia
E por amor, sou infrator
De toda luz que te clareia
Não te desligo!
“Sonhar, cantar, sorrir, gostar
Amar, poetizar e até chorar...”
Como reflito!
Saiba que sou teu refletor
Mais...muito mais... que teu amigo
(Adenaldo)
Interligo meu amor na tua ceia
No teu sentido, na tua veia
Desejo-te ver ligada!
Iluminada como uma estrela
Afinal, eu sei que sou...
Aquele mar que te espelha
Aonde vou, sou defensor
Do esplendor que te rodeia
E por amor, sou infrator
De toda luz que te clareia
Não te desligo!
“Sonhar, cantar, sorrir, gostar
Amar, poetizar e até chorar...”
Como reflito!
Saiba que sou teu refletor
Mais...muito mais... que teu amigo
(Adenaldo)
PAISAGEM FANTASMAGÓRICA
Náutica sabedoria!
O rio me atrapalha
O remo me dá o poder de navegar
Meus movimentos, já não são os mesmos
Ando mais cauteloso...
Outro dia encontrei com um miritizeiro
Parecia a cobra grande vindo em minha direção
Parei de remar... Esperei que se aproximasse...
Afinal, o rio tem seus mistérios...
E eu medo, muito medo do imaginário
Quando adentra o mundo da realidade
Chega a ser real...
Rolando nas águas sob o açoite das ondas
O miritizeiro passava, dando-me a visão alada
De que poderia morrer na beira
E a certidão autêntica de que a sabedoria
É a parideira responsável pelos meus fantasmas
(Adenaldo)
O QUE ME IMPORTA
Se eu não te importo
Exporta saberes disso
Eu tenho meu lado tétrico
Não me põe num crucifixo
Se o coração não abre a porta
Na cabeça, nada fixo!
Importar o que não importa
Importa um céu sem paraíso
[Adenaldo]
Se eu não te importo
Exporta saberes disso
Eu tenho meu lado tétrico
Não me põe num crucifixo
Se o coração não abre a porta
Na cabeça, nada fixo!
Importar o que não importa
Importa um céu sem paraíso
[Adenaldo]
O DONO DA VERDADE
(“Não podemos aprender nada de novo
até que possamos admitir que ainda
não sabemos de tudo” - Erwin G. Hall)
O dono da verdade
É um gato resmunguento
Mia mais do que devia
Pra obter convencimento
O dono da verdade
Exibe prosas eloquentes
Pra provar que ele o tal
Ignora as outras mentes
O dono da verdade
Abraça os porcos no curral
Se alguém diz que ele está sujo
Afirma que é medicinal
O dono da verdade
Metido a intelectual
Mete o dedo no ânus alheio
Porque no dele passa mal
O dono da verdade
Em seu pescoço pus um guizo
Quando ele se aproxima
Saio eu e o meu juízo
(Adenaldo)
VIDA E CINZAS
Hoje vou fazer meu Carnaval
Lançarei suas cinzas no mundo virtual
Sem muita pressa passarei na avenida
Adentrarei os blocos, que eu pari na vida
Primeiro, vou para o ABAETETUBAR!
Abraçar os amigos que ainda tenho por lá
Levo adereço, confete e serpentina
De fraternidade, que nos une e ensina
Depois me saio de modo natural...
Logo entrando, vejo um simples pessoal
Interagindo de forma muito cordial
Todos exibidos no XARÃO CULTURAL
Bebo uma xícara de elixir do coração
Sinto a pele arrepiar de emoção
Deixo a varanda com o peito cheio de fé
Sigo em frente URUBUSEVANDO ABAETÉ
Vou mais além, não poderia ser diferente
Falta humor, no humor de muita gente
Gente valente, se não ri é um horror!
Pra me livrar dela, entro no RIO DO HUMOR
Eu me acabo reavivando a memória
Abaetetuba no Carnaval tem sua história
Socia, Velho Zuza, Sujos do Algodoal...
Saudosas cinzas que adubaram o meu quintal
VAGAMUNDO
Sou um vagamundo
Vago em mundo vão
Sem autorização
Munido de paixão
Olho na janela
Sou da construção
Do mundo de então
Mas não ligo pra razão
Se minha visão
Não consegue vê-la
Trago em minhas mãos
“Emes” de opção
Sozinho à multidão
Seguro o corrimão
De uma vida bela
Já passei de grão
Tenho coração!
E a chave que lhe cabe
É a salvação
Quando uso ela
(Adenaldo)
Vago em mundo vão
Sem autorização
Munido de paixão
Olho na janela
Sou da construção
Do mundo de então
Mas não ligo pra razão
Se minha visão
Não consegue vê-la
Trago em minhas mãos
“Emes” de opção
Sozinho à multidão
Seguro o corrimão
De uma vida bela
Já passei de grão
Tenho coração!
E a chave que lhe cabe
É a salvação
Quando uso ela
(Adenaldo)
FRANCISCA
(À minha amiga que se encontra enferma)
Mira Franci
Franci mira
Abre a alma
Vê se atira
O amor
Brilha, alumia
Mira Franci
Deus, te guia!
(Adenaldo)
Eu chupei cana
Parida no Sirituba
Garapa que gostosura
Lágrima doce do luar... Abaetetuba
Abaeté do Tocantins
Pelo teu corpo
Tuas veias são teus rios..
2 DE JANEIRO
Hoje é sábado
Dia dois
Único dois
Que tem janeiro
Mais onze vezes
Pode contar
Ele vai se apresentar
Em seu dia o ano inteiro
Ele é comum
Pode apostar
Alguém pode lhe marcar
Se nascer no seu poleiro
Filho do tempo
Ele é imortal!
Mas morre de morte natural
Pra renascer em fevereiro
(Adenaldo)
3 DE JANEIRO
Hoje é domingo
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Só não entendo
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Mas não importa
O que importa
É que estou vivo
Estando vivo
Posso pensar
No amanhã
E amanhã
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
Depois da mesa
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Mas é melhor não divagar...
Se o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Porque o hoje
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
(Adenaldo)
INFINITO PROMISSOR
E assim foi
Ele se foi...
Por um momento
Pensei que estivesse dormindo
Senti o apagar das luzes
Quando meu coração de tristeza chorou
Era o sabor de minha triste alma
Temperada de sofrimento
Experimentando a dor
Paladar amargo
Que pelos leitos dos meus olhos
Em sangue derramou
Eu, um pedaço vivo!
Outro ser de carne
De carne, um sofredor...
Mesmo tendo asas
E composto um ninho
Sinto-me pequenino
Sem meu pé de rosa flor
Se morresse de saudade
Teria a felicidade
De tê-lo sido de amor
Mas como a vida continua
Planto e colho afinidades
Num infinito promissor
(Adenaldo)
NÃO, NÃO, NÃO...
Quando digo NÃO
Não é malcriação
É o meu jeito assim
De SIM dizer o NÃO
Não é malcriação
É o meu jeito assim
De SIM dizer o NÃO
O relógio desperta
Não sou mais um menino
O sol entra em meu quarto
Presente do destino
Não sou mais um menino
O sol entra em meu quarto
Presente do destino
A vida é uma dádiva
Oferenda da razão
Meu ego é um paraíso
Num “SIM” de ditos “NÃO”
Oferenda da razão
Meu ego é um paraíso
Num “SIM” de ditos “NÃO”
(Adenaldo)
MEDITAÇÃO
Na mira do teu reino
Sou o meu maior amigo
Rogo pela eternidade
Sem a figura do inimigo
Se isso é um erro
Não faço por maldade...
Eu sei, sou imperfeito!
Visível à sinceridade
No isso e aquilo
Não entro pra agradar
Sou louco, extrovertido!
Mas eu sei me escutar
Se faço as minhas preces
Embaixo do chuveiro
Ó Deus, eu acredito!
Não precisas de dinheiro
(Adenaldo)
Na mira do teu reino
Sou o meu maior amigo
Rogo pela eternidade
Sem a figura do inimigo
Se isso é um erro
Não faço por maldade...
Eu sei, sou imperfeito!
Visível à sinceridade
No isso e aquilo
Não entro pra agradar
Sou louco, extrovertido!
Mas eu sei me escutar
Se faço as minhas preces
Embaixo do chuveiro
Ó Deus, eu acredito!
Não precisas de dinheiro
(Adenaldo)
ILHA DA
FANTASIA
Encarnei o bobo
Apreciei o povo
Ri da maresia
Distanciei!
Do que não gostei
Na praia em que vivia
Hoje eu bem sei
Lá por onde andei
Mudou com a ventania
Vivo, no entanto
Rebordando o manto
Com toques de folia
Teimoso em meu canto
O mundo que implanto
É de alegoria
Encarnei o bobo
Apreciei o povo
Ri da maresia
Distanciei!
Do que não gostei
Na praia em que vivia
Hoje eu bem sei
Lá por onde andei
Mudou com a ventania
Vivo, no entanto
Rebordando o manto
Com toques de folia
Teimoso em meu canto
O mundo que implanto
É de alegoria
"A nossa vida é um carnaval!
A gente brinca escondendo a dor.
E a fantasia do meu ideal,
é você meu amor..."
A gente brinca escondendo a dor.
E a fantasia do meu ideal,
é você meu amor..."
"A nossa vida é um carnaval!
A gente brinca escondendo a dor.
E a fantasia do meu ideal,
é você meu amor..."
A gente brinca escondendo a dor.
E a fantasia do meu ideal,
é você meu amor..."
BEIRA DE ABAETETUBA
De mãos calejadas
De velhas ilusões
De pontes, calçadas
De raça e rações...
De velhas ilusões
De pontes, calçadas
De raça e rações...
BEIRA DE ABAETETUBA
Começo comércio
Beira da Cidade
Aconchego do Rio
H o s p i t a l i d a d e
De grande verdade
Do "obrigado Senhor"
Da nossa saudade
Da alegria e da dor...
Beira da Cidade
Aconchego do Rio
H o s p i t a l i d a d e
De grande verdade
Do "obrigado Senhor"
Da nossa saudade
Da alegria e da dor...
Cristo que é de pedra
Entre pedras não se mexe
Ave, Abaetetuba!
Salve, salve Beja!!!...
Entre pedras não se mexe
Ave, Abaetetuba!
Salve, salve Beja!!!...
Abaetetuba
Abaeté do Tocantins
Pelo teu corpo
Tuas veias são teus rios...
Abaeté do Tocantins
Pelo teu corpo
Tuas veias são teus rios...
DIVINA PROVIDÊNCIA
É muita violência!
A todo instante se comenta
Que o angu que se esquenta
É o crime em expansão
A todo instante se comenta
Que o angu que se esquenta
É o crime em expansão
O cidadão engaiolado
O bandido andando armado
O trânsito desajeitado
Já nem se fala em “São João”
O bandido andando armado
O trânsito desajeitado
Já nem se fala em “São João”
Imagine Santa Rosa
Hospital adoentado
Em seu leito desprezado
Alta; não tem previsão!
Hospital adoentado
Em seu leito desprezado
Alta; não tem previsão!
O que há pouco se reflete
Está bombando na internet
Mataram Pedro e Margateth
Assaltaram o Manelão
Está bombando na internet
Mataram Pedro e Margateth
Assaltaram o Manelão
E eu aqui em meu mosteiro
Com alma de palhukeiro
O coração de batuqueiro
Assombrado, digo não!
Com alma de palhukeiro
O coração de batuqueiro
Assombrado, digo não!
Chega de tanta demência
Diante da tuba violência
Abaeté pede clemência
Ó meu Deus dê-lhe sua mão!
Diante da tuba violência
Abaeté pede clemência
Ó meu Deus dê-lhe sua mão!
(Adenaldo)
3 DE JANEIRO
Hoje é domingo
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Só não entendo
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Mas não importa
O que importa
É que estou vivo
O que importa
É que estou vivo
Estando vivo
Posso pensar
No amanhã
Posso pensar
No amanhã
E amanhã
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
Depois da mesa
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Mas é melhor não divagar...
Se estou sabendo
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Porque o hoje
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
(Adenaldo)
2 DE JANEIRO
Hoje é sábado
Dia dois
Único dois
Que tem janeiro
Dia dois
Único dois
Que tem janeiro
Mais onze vezes
Pode contar
Ele vai se apresentar
Em seu dia o ano inteiro
Pode contar
Ele vai se apresentar
Em seu dia o ano inteiro
Ele é comum
Pode apostar
Alguém pode lhe marcar
Se nascer no seu poleiro
Pode apostar
Alguém pode lhe marcar
Se nascer no seu poleiro
Filho do tempo
Ele é imortal!
Mas morre de morte natural
Pra renascer em fevereiro
Ele é imortal!
Mas morre de morte natural
Pra renascer em fevereiro
(Adenaldo)
TEMPO DE AMOR E PAZ
Os ponteiros do relógio passam
Pelo mesmo caminho todo dia
Não registram seus cansaços
Ao percorrerem a mesma via
Pelo mesmo caminho todo dia
Não registram seus cansaços
Ao percorrerem a mesma via
O calendário da parede
Vira um anciãozinho
Quando chega o Ano Novo
O Velho sai de seu caminho
Vira um anciãozinho
Quando chega o Ano Novo
O Velho sai de seu caminho
O sol é o mesmo de sempre
A trilha do tempo aquece
No compasso de seus passos
Ele passa; não envelhece!
A trilha do tempo aquece
No compasso de seus passos
Ele passa; não envelhece!
O tempo condena o Homem
À vida curta demais...
As pernas firmes do relógio
Nunca andam para trás
À vida curta demais...
As pernas firmes do relógio
Nunca andam para trás
O mundo tem suas feridas
Que só as línguas curam os “ais”
Mas o remédio são as lambidas
Em doses de amor e paz
Que só as línguas curam os “ais”
Mas o remédio são as lambidas
Em doses de amor e paz
(Adenaldo)
DISCURSO VAZIO
O ranço de tua língua
Adentra os meus ouvidos
Falas o que queres
Mas não ouves o teu conflito
Adentra os meus ouvidos
Falas o que queres
Mas não ouves o teu conflito
Desdenhas da vida alheia
Do elo por tê-lo perdido
Colocas fogo na casa
De quem não é teu amigo
Do elo por tê-lo perdido
Colocas fogo na casa
De quem não é teu amigo
Em torno de interesses
Formas teu próprio juízo
Julgas mandando às favas
Aquele que não ladra contigo
Formas teu próprio juízo
Julgas mandando às favas
Aquele que não ladra contigo
O outro que te conhece
Bem sabe teu lado maldito
Não vives o auto da fala
Teus zelos são tantos mesquinhos
Bem sabe teu lado maldito
Não vives o auto da fala
Teus zelos são tantos mesquinhos
(Adenaldo)
DESEJO DA ROSA
Plantei
Reguei...
Minhas
Roseiras
Germinaram
Reguei...
Minhas
Roseiras
Germinaram
O sol
A lua
A chuva
O vento
Ajudaram-me
A lua
A chuva
O vento
Ajudaram-me
Minhas roseiras
Floriram...
Floriram...
Encantado
Desejei
Um buquê de rosas!
Desejei
Um buquê de rosas!
Mas ao ver os pássaros
Beijarem as rosas com carinho
Senti que as rosas
Não pretendem
As minhas mãos
Beijarem as rosas com carinho
Senti que as rosas
Não pretendem
As minhas mãos
(Adenaldo)
MANI DE ABAETÉ
Flor Cabana
Criança mulher
Raiz da maniva
Mani de Abaeté
Criança mulher
Raiz da maniva
Mani de Abaeté
A alma de planta
Resenha o que é
Inocência tamanha
Na flor da maré
Resenha o que é
Inocência tamanha
Na flor da maré
Seu jeito sumana
Humilde em ser
Sofia Helena
A luz do saber
Humilde em ser
Sofia Helena
A luz do saber
(Adenaldo)
CONCEIÇÃO DE ABAETÉ
Vindo de Belém pra sua sesmaria
Francisco Monteiro se perdeu na ventania
No dia consagrado à Virgem da Conceição
Seu Francisco apavorado pediu logo proteção
Francisco Monteiro se perdeu na ventania
No dia consagrado à Virgem da Conceição
Seu Francisco apavorado pediu logo proteção
Uma capela à Santa o Sesmeiro construiu
Às margens do Maratauira onde o povo reuniu
Como aqui não tinha ouro, Seu Francisco se mandou
Em sua caravela, nem uma árvore aqui plantou...
Às margens do Maratauira onde o povo reuniu
Como aqui não tinha ouro, Seu Francisco se mandou
Em sua caravela, nem uma árvore aqui plantou...
Veja só, foi milagre meu irmão!
Abaetetuba, segura às mãos de Conceição!!!
Abaetetuba, segura às mãos de Conceição!!!
(Adenaldo)
ROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Cai, cai balão
Democracia
Teologia
Meu São João
Cai, cai balão
Democracia
(Adenaldo)
Caboclo vai
indo contra a correnteza
O peixe valente despenca do céu
Cano-à-vela no rio não se cansa
A água que dança tem gosto de mel
O peixe valente despenca do céu
Cano-à-vela no rio não se cansa
A água que dança tem gosto de mel
ASSOMBRAÇÃO
Pela madrugada
Vi Matinta Pereira
Falei que pela manhã
Ela fosse lá na Beira
Pegar tabaco de primeira
Ela parecia irritada
Seu fififiu me assustava
Então, lembrei que ela viu
Ontem na pedra do porto
O corpo de um boto morto
(Adenaldo)
HALL DA MEMÓRIA
Na linha do tempo
Recompõe-se a história
Amigos que partem
Nunca vão embora
Amigos são artes
Preciosas joias
Guardadas no peito
No hall da memória
(Adenaldo)
Na linha do tempo
Recompõe-se a história
Amigos que partem
Nunca vão embora
Amigos são artes
Preciosas joias
Guardadas no peito
No hall da memória
(Adenaldo)
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Colocas palavras em minha boca
Meio a toa quer me alugar
Mas o verbo tem sua casa própria
Próprio do verbo conjugar
Meio a toa quer me alugar
Mas o verbo tem sua casa própria
Próprio do verbo conjugar
Minha cabeça ainda é boa
Não tenho pressa para voar
Bato as asas, abrindo a boca...
Vê se entendes meu linguajar
Não tenho pressa para voar
Bato as asas, abrindo a boca...
Vê se entendes meu linguajar
Não faço ninho em alheia proa
Cada cabeça é um altar
Meu passarinho um canto entoa
Meu coração é o seu lugar
Cada cabeça é um altar
Meu passarinho um canto entoa
Meu coração é o seu lugar
(Adenaldo)
A RUA
A rua é grande
Tem nome e coração
A rua leva ao longe
Sem precisar de corrimão
A rua não tem começo
Nem meio; tampouco fim!
Todo ponto de chegada
É um ponto de partir
A rua fica embaixo
Pronta para ir e vim
Se ela tem serenata
O amor mora ali
A rua quando calçada
Veste-se para não sair
Mas ela só fica parada
Se o destino permitir
Tem nome e coração
A rua leva ao longe
Sem precisar de corrimão
A rua não tem começo
Nem meio; tampouco fim!
Todo ponto de chegada
É um ponto de partir
A rua fica embaixo
Pronta para ir e vim
Se ela tem serenata
O amor mora ali
A rua quando calçada
Veste-se para não sair
Mas ela só fica parada
Se o destino permitir
(Adenaldo)
VERÃO ABAETETUBAR
Não quero complicar
Vou falar o que sinto
Em linguagem popular
É como sei me expressar!
Vou falar o que sinto
Em linguagem popular
É como sei me expressar!
A dor eu nunca espero
Mas o amor lhe dá lugar
Condicionado ao universo
Não marco hora pra chorar
Mas o amor lhe dá lugar
Condicionado ao universo
Não marco hora pra chorar
Vulnerável ser humano
Modelado ser vulgar
Faço parte de um esquema
Muito antes de chegar
Modelado ser vulgar
Faço parte de um esquema
Muito antes de chegar
Já viajei pelas
galáxias
Vi São Jorge galopar
Pelos olhos da peneira
Fiz estrelas ao luar
Vi São Jorge galopar
Pelos olhos da peneira
Fiz estrelas ao luar
A procura do infinito
Não me canso de andar
Concretizo o impossível
Num possível imaginar
Não me canso de andar
Concretizo o impossível
Num possível imaginar
Sem saber o que
acontece
Por saber que sei amar
Adentrei à primavera
Num verão abaetetubar
Por saber que sei amar
Adentrei à primavera
Num verão abaetetubar
(Adenaldo)
ABAETETUBA, ÉS MINHA PAIXÃO!
VIVES DENTRO DO MEU CORAÇÃO
EU TE ABRAÇO COM MUITA EMOÇÃO
AO PISAR NO ESPLENDOR DO TEU CHÃO....
ABAETETUBA, ÉS MINHA PAIXÃO!
VIVES DENTRO DO MEU CORAÇÃO
EU TE ABRAÇO COM MUITA EMOÇÃO
AO PISAR NO ESPLENDOR DO TEU CHÃO....
Parabéns pelos 120 anos!
SOU ASSIM
Com pano sujo não me
alinho
Entretanto, não sou Omo!
Prefiro nu saber de mim
Do que vestir um sujo pano
Luto na vida pra ser feliz
Que o travesseiro não reclame
Quero adormecer nos meus bons quis
Cantar meu canto a alguém que ame
Entretanto, não sou Omo!
Prefiro nu saber de mim
Do que vestir um sujo pano
Luto na vida pra ser feliz
Que o travesseiro não reclame
Quero adormecer nos meus bons quis
Cantar meu canto a alguém que ame
(Adenaldo)
Vivo nesse Mapa
Brasileiro
Meu Pará no teu canteiro
Abaetetuba é uma flor
Vivo a mercê de um outro dia
Me agarro à ventania
Só por causa do amor...
Meu Pará no teu canteiro
Abaetetuba é uma flor
Vivo a mercê de um outro dia
Me agarro à ventania
Só por causa do amor...
MARIA DE ABAETÉ
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Entre nós o vosso
reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
(Adenaldo)
COISAS DE VÁRZEA
(Adenaldo Cardoso)
* Interpretada pelo Grupo Sororocando No Mato*
(Adenaldo Cardoso)
* Interpretada pelo Grupo Sororocando No Mato*
Na tabatinga da
ilusão
Lambuzei meu coração
Viajei feito aninga
No remanso do teu rio
Fui chutado pelo vento
Eu quase não aguento
A tempestade foi tão grande
Que encalhei na ribanceira
Vi cobra grande, curupira
Boto, matinta perera
Ao teu lado vivo só
Atolado na lameira
Lambuzei meu coração
Viajei feito aninga
No remanso do teu rio
Fui chutado pelo vento
Eu quase não aguento
A tempestade foi tão grande
Que encalhei na ribanceira
Vi cobra grande, curupira
Boto, matinta perera
Ao teu lado vivo só
Atolado na lameira
DA SAGRADA ESCRITURA
DOS VIOLEIROS…
A defesa é natural:
cada qual para o que nasce,
cada qual com sua classe,
seus estilos de agradar.
Um nasce para trabalhar,
outro nasce para briga,
outro vive de intriga,
E outro de negociar.
Outro vive de enganar -
o mundo só presta assim:
é um bom outro ruim,
e eu não tenho jeito pra dar.
Pra acabar de completar:
Quem tem o mel, dá o mel.
Quem tem o fel. dá o fel.
Quem nada tem, nada dá.
A defesa é natural:
cada qual para o que nasce,
cada qual com sua classe,
seus estilos de agradar.
Um nasce para trabalhar,
outro nasce para briga,
outro vive de intriga,
E outro de negociar.
Outro vive de enganar -
o mundo só presta assim:
é um bom outro ruim,
e eu não tenho jeito pra dar.
Pra acabar de completar:
Quem tem o mel, dá o mel.
Quem tem o fel. dá o fel.
Quem nada tem, nada dá.
Beira
Do tipiti retorcido,
de sonhos compridos
Do matapi parido, de peitos despidos
De mãos calejadas, de velhas ilusões
De ponte, calçada, de raça e rações...
Do matapi parido, de peitos despidos
De mãos calejadas, de velhas ilusões
De ponte, calçada, de raça e rações...
INTÉ, POR LÁ!
(Ao saudoso amigo maestro Miguel Afonso)
(Ao saudoso amigo maestro Miguel Afonso)
Meu amigo Miguelito!
Meu parceiro, meu irmão!
Na raiz do teu umbigo
Amarrei meu coração
Meu parceiro, meu irmão!
Na raiz do teu umbigo
Amarrei meu coração
A flor que tu me
deste
Perfumou meu violão
No canto de minha alma
Primavera faz canção
Perfumou meu violão
No canto de minha alma
Primavera faz canção
Plantaste flores no
rio
Em terra firme a tua arte
Tocaste o dedo de Zeus
Com as canções que dedilhaste
Em terra firme a tua arte
Tocaste o dedo de Zeus
Com as canções que dedilhaste
Estrelas iluminaram
O teu espaço inspirador
No Recanto da Iara
Encontraste o amor
O teu espaço inspirador
No Recanto da Iara
Encontraste o amor
Para o desconhecido
Como a fonte alcança o mar
Viajaste tão depressa
Num lance de preamar
Como a fonte alcança o mar
Viajaste tão depressa
Num lance de preamar
Por aqui eu vou vivendo
Nas águas vivas da maré
Encho e vazo de saudade
Como um rio no igarapé
Nas águas vivas da maré
Encho e vazo de saudade
Como um rio no igarapé
(Adenaldo)
DIA DAS MÃES
( À minha saudosa mãe Ângela Joana dos Santos Cardoso)
( À minha saudosa mãe Ângela Joana dos Santos Cardoso)
No barulho deste dia
O bolo sai do forno
Confeitado de saudade
O bolo sai do forno
Confeitado de saudade
Sinto o meu mundo
Carregado pelas tuas mãos
Tão pequenas e carinhosas
Carregado pelas tuas mãos
Tão pequenas e carinhosas
Mãos santas,
milagrosas!
Protetoras guias
De meu pequeno universo
Protetoras guias
De meu pequeno universo
Penso em cantar
parabéns
Mas a tristeza apaga as velas...
Já não te vejo mais aqui
Mas a tristeza apaga as velas...
Já não te vejo mais aqui
O teu sangue em minhas veias
O coração me faz sentir
O coração me faz sentir
O amor que tu me
deste
De amor assim me veste
Trajarei até o fim
De amor assim me veste
Trajarei até o fim
(Adenaldo)
No gingar da nossa história
A festa da Conceição
Miriti, buquê de glória!
Nas mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A Cultura de Abaeté
Segue o Jesus Cristinho
Nos braços de Nazaré
(Adenaldo / Julio)
Miriti, buquê de glória!
Nas mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A Cultura de Abaeté
Segue o Jesus Cristinho
Nos braços de Nazaré
(Adenaldo / Julio)
ABAETETUBA, ÉS MINHA
PAIXÃO!
Afagando as tuas
tranças
Me sinto criança e começo a sonhar
Brinquedo de Miriti
Navegando em alto mar...
Me sinto criança e começo a sonhar
Brinquedo de Miriti
Navegando em alto mar...
BEIRA
Começo, comércio, beira da cidade
Aconchego do rio, hospitalidade!
De grandes verdades
Do obrigado senhor!
Da nossa saudade
Da alegria e da dor...
Aconchego do rio, hospitalidade!
De grandes verdades
Do obrigado senhor!
Da nossa saudade
Da alegria e da dor...
Poesias de Adenaldo
dos Santos Cardoso
Abaetetuba Agora....
Uma simples homenagem, a uma valorosa mulher abaetetubense. Parabéns Professora Nazaré Lobato pela sua garra, esforço e dedicação por nossa cultura.deixaste para todos nós o teu ensinamento. obrigado.
Assim é a Poetisa Nazaré Lobato:
Como nota musical
Que sintetiza
Agitando as Emoções
Acalmando ou elevando
Esse acorde sublime
Que incita
O engrandecimento
Da terna e ardente chama
No calor
Fragoroso e divinal
Da essência
De quem Ama.
Uma simples homenagem, a uma valorosa mulher abaetetubense. Parabéns Professora Nazaré Lobato pela sua garra, esforço e dedicação por nossa cultura.deixaste para todos nós o teu ensinamento. obrigado.
Assim é a Poetisa Nazaré Lobato:
Como nota musical
Que sintetiza
Agitando as Emoções
Acalmando ou elevando
Esse acorde sublime
Que incita
O engrandecimento
Da terna e ardente chama
No calor
Fragoroso e divinal
Da essência
De quem Ama.
Adenaldo?
Adenaldo
Fala mais do que diz
Quando diz...
Julga com sua fala
Coitada da infeliz
Melhor seria...
Se vivesse calada
Quando diz...
Julga com sua fala
Coitada da infeliz
Melhor seria...
Se vivesse calada
Adenaldo
Como disse o poeta
"Amar é necessário"
Mas debulhando o meu rosário
Meus versos loucos ordinários
As contas que me deu o vigário
Despetalei a vida assim
"Mal me quer", "Bem me quer"
"Mal me quer", "Bem me quer..."
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Nonato Publico, hoje, uma Poesia do meu amigo e parceiro de copo Nonato Loureiro, homenageando Abaetetuba, cidade onde nasceu e escolheu voltar a viver, após ter morado em tantas outras cidades. Nonato é irmão de João de Jesus Paes Loureiro, e a poesia navega no sangue. Ressalto que Abaeté e Nonato tem quase a mesma idade, rsrs. Assim que ele completar 118 anos, quero fazer uma poesia épica, bonita e épica, narrando ele. Abraços Raimundo Nonato Paes Loureiro.
ABAETETUBA 118 ANOS
No barco da paixão levei meus versos
Entre paneiros, camarões e alguidares.
Aos poucos, no horizonte, o Sol declina
E a noite traz em si doces penares.
Vêm à memória os velhos regatões
Que, em seu bojo, riquezas transportavam.
No ar, a ilusão da vida flutuava,
No ardente perfume da cana que exalava.
Nas olarias o mundo se moldava
Nas marombas de tijolo e telharias.
Preparando, no barro pré-moldado,
O desenhar de novas moradias.
Gapuiando em busca do sustento
Minha gente se molha de alegria
Carregando em seus ombros, aricás
Repletos do trabalho de um dia.
Canoeiros navegam em minha mente
Nas preamares de turvas águas frias.
São pescadores, os bravos que desbravam,
A terra, que a nós tem dado alegrias.
Minha canoa corre rio acima
Em busca do ombro amigo ribeirinho
Que nas várzeas cultiva, em seu trabalho,
As formas de amar e receber carinho.
Abaetetuba, aqui eu deposito, satisfeito,
Os votos de alegria nesta feliz cidade
Onde meu coração vive ancorado
Nos braços rijos da real felicidade.
Adenaldo
Eu ando indignado / Com a falta de visão / O o urubu não é o errado / Porra, onde está a educação!?!?... Eles fazem as suas ceias / Da forma que o homem quer / O urubu da Beira / É um anjo de Abaeté...
Não matem os urubus /
Nem a tua educação / Não matem as baratas e ratos / Viva a nossa salvação!
De Adenaldo
MAL ME QUER, BEM ME
QUER...
Adenaldo
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
REFLEXO
Adenaldo
O sangue acende à lenha
O que é isso Maria?
O que é isso José?
Cuidado com o fogo!
Ele fere, ele emprenha...
E a vida passa ser
O que ela não é
José Maria ou Maria José
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
OBRA DOS SENTIDOS
Adenaldo
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
CABOCLO DE ABAETÉ
O poeta se foi
Nas linhas mágicas da partida
Pendurou seu coração
Durante sua despedida
No pescoço de sua Pátria
Abaetetuba, toda vida!
(Adenaldo dos Santos Cardoso
Nas linhas mágicas da partida
Pendurou seu coração
Durante sua despedida
No pescoço de sua Pátria
Abaetetuba, toda vida!
(Adenaldo dos Santos Cardoso
Adenaldo Santoscardoso
Caridade
Quem dá mais, hem?
O crente ou o ateu?
Por caridade...
Quem dá mais?
Deus!!!???
Quem dá mais, hem?
O crente ou o ateu?
Por caridade...
Quem dá mais?
Deus!!!???
SONHO ABAETEUARA
Adenaldo
Meu sonho caboclo tem cheiro de mato
Floresta exibida da minha aflição
Corpos verdejantes no meio do barro
Nas águas tranquilas da minha paixão
O sol que nos cobre não guarda segredo
Espelha na terra a vida de então
A flor desabrocha num tempo perfeito
Abaeté, te aconchego no meu coração
Das bocas das ruas do tempo de outrora
Ouvia a tua glória sem poluição
Mas com o progresso te violaram
Da paz que reinava brotou um vulcão
No meu devaneio te vejo sorrindo
Mesmo injustiçada, feliz teimas ser
Teu corpo ferido minha alma acalma
No rio da tua mágoa aprendo a viver
O que me anima é viver ao teu lado
Ser felicitado pelos encantos teus
Amando o que faço em cada compasso
Na esperança que o sonho não diga adeus
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
FLORESBELAS
Rosa
Margarida
Violeta
Prima Vera
Deram nomes
As sua filhas
Floresbelas
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo SantoscardosoABAETETUBAR
Luar Abaeteuara
(19:40), alguns minutos atrás.
Se você gosta de encarar a lua,
lance, neste momento,
o seu olhar para o céu.
Quanto a lua, não te preocupes,
Serás mais um iluminado
Com seu terno esplendor!
Se você gosta de encarar a lua,
lance, neste momento,
o seu olhar para o céu.
Quanto a lua, não te preocupes,
Serás mais um iluminado
Com seu terno esplendor!
Adenaldo
SantoscardosoABAETETUBAR
NÓS OUTROS
Bandeira
Hino
Carimbó
Chorinho
Bossa Nova
Samba Canção...
Invenção
De ser povo
Folclórico
Branco
Negro
Índio
Mulato
Cafuzo
Mestiço
Caboclo
Sumano
Brasil
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Hino
Carimbó
Chorinho
Bossa Nova
Samba Canção...
Invenção
De ser povo
Folclórico
Branco
Negro
Índio
Mulato
Cafuzo
Mestiço
Caboclo
Sumano
Brasil
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
XXXII SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA / 2013
3º Lugar - Uma Canção Para Abaetetuba.
Melhor Letra
Adenaldo
ABAETETUBA – PARÁ - BRASIL
Autoria: Adeenaldo dos Santos Cardoso
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro
Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando à praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei com a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Vi a cobra grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remansos brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteuara
Que Abaeté pariu
Sou de Abaetetuba
Do Pará - Brasil
Melhor Letra
Adenaldo
ABAETETUBA – PARÁ - BRASIL
Autoria: Adeenaldo dos Santos Cardoso
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro
Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando à praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei com a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Vi a cobra grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remansos brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteuara
Que Abaeté pariu
Sou de Abaetetuba
Do Pará - Brasil
XXXII SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA 2013
2° Lugar - Um Poema Para Abaetetuba
AVE, ABAETETUBA!
Autoria: Adenaldo dos Santos Cardoso.
Em minha linha do tempo
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que sou eu que não acertei os meus ponteiros?
Mas a “Beira” é outra
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo
Mas lembro do Cine Imperador e de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de bondade
E a gente apressada agradecia com o coração cheio de alegria
Ah, que saudades!
Saudades da Miloca, do Kida, do Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras, do Abaeté...
Que nos enchiam de felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos craques
Oh, tempo de glória!
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as ruas
E nos dava o prazer de ser “O Gostosão”
E que prazer!
Da minha adolescência querida
Da Venuta, Do Escorrega Bunda...
Do Gigi que pariu os Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a primeira
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas que hoje vivem sepultados
No ventre do lamaçal
E a canoa-à-vela ?
É verdade passávamos dias e dias
Pra chegar a Belém
Hoje a gente vai pela a Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança do retornamos aos teus braços
Sem nenhum arranhão físico ou mental
Pois, a violência amedronta
Seja fora ou dentro de teu ventre
Minha querida matriarca!
As bicicletas que nos exercitavam
Proporcionando maior tempo de vida
Agora, motos e carros diminuem a nossa existência
Acomodam e incomodam nossa gente
- Seja pela falta de exercícios físicos
Ou pela presença destruidora da poluição -
Um verdadeiro caos urbano
Dizem que é o progresso em nossa vida
O modismo aparecendo e se oferendo de forma bruta
A aparelhagem que não me deixou dormir...
Do meu vizinho sádico que me tortura com seus “batidões”
Invadindo meu domicílio e minha paz espiritual
Das calçadas ocupadas pelo desrespeito, impedindo o ir e vir...
Abaetetuba cresceste , é verdade!
Te vejo, grande, mas em tamanho
Tamanho é minha mágoa
Mas não vou chorar...
Quero elevar minha prece aos teus filhos
E pedir que cuidem de ti...
Não precisamos de autoridades
Juizados e nem ministérios
Precisamos de respeito
Precisamos de paz
Precisamos de amor
Sei que isso é possível
Tudo depende unicamente e exclusivamente de cada um de nós
Não vou para Pasárgada, como pensou Manuel Bandeira
Ou Adenaré (Cidade das Estrelas), como eu mesmo inventei
Pra fugir de meus tormentos...
Vou ficar por aqui, Abaetetuba!
Morrer nos teus braços
Como um filho que nutre um grande amor por sua mãe.
AVE, ABAETETUBA!
Autoria: Adenaldo dos Santos Cardoso.
Em minha linha do tempo
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que sou eu que não acertei os meus ponteiros?
Mas a “Beira” é outra
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo
Mas lembro do Cine Imperador e de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de bondade
E a gente apressada agradecia com o coração cheio de alegria
Ah, que saudades!
Saudades da Miloca, do Kida, do Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras, do Abaeté...
Que nos enchiam de felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos craques
Oh, tempo de glória!
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as ruas
E nos dava o prazer de ser “O Gostosão”
E que prazer!
Da minha adolescência querida
Da Venuta, Do Escorrega Bunda...
Do Gigi que pariu os Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a primeira
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas que hoje vivem sepultados
No ventre do lamaçal
E a canoa-à-vela ?
É verdade passávamos dias e dias
Pra chegar a Belém
Hoje a gente vai pela a Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança do retornamos aos teus braços
Sem nenhum arranhão físico ou mental
Pois, a violência amedronta
Seja fora ou dentro de teu ventre
Minha querida matriarca!
As bicicletas que nos exercitavam
Proporcionando maior tempo de vida
Agora, motos e carros diminuem a nossa existência
Acomodam e incomodam nossa gente
- Seja pela falta de exercícios físicos
Ou pela presença destruidora da poluição -
Um verdadeiro caos urbano
Dizem que é o progresso em nossa vida
O modismo aparecendo e se oferendo de forma bruta
A aparelhagem que não me deixou dormir...
Do meu vizinho sádico que me tortura com seus “batidões”
Invadindo meu domicílio e minha paz espiritual
Das calçadas ocupadas pelo desrespeito, impedindo o ir e vir...
Abaetetuba cresceste , é verdade!
Te vejo, grande, mas em tamanho
Tamanho é minha mágoa
Mas não vou chorar...
Quero elevar minha prece aos teus filhos
E pedir que cuidem de ti...
Não precisamos de autoridades
Juizados e nem ministérios
Precisamos de respeito
Precisamos de paz
Precisamos de amor
Sei que isso é possível
Tudo depende unicamente e exclusivamente de cada um de nós
Não vou para Pasárgada, como pensou Manuel Bandeira
Ou Adenaré (Cidade das Estrelas), como eu mesmo inventei
Pra fugir de meus tormentos...
Vou ficar por aqui, Abaetetuba!
Morrer nos teus braços
Como um filho que nutre um grande amor por sua mãe.
Violão Faceiro
Para João Fran.
Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.
E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.
Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.
Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.
Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.
Para João Fran.
Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.
E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.
Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.
Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.
Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.
TRAÍRA
Adenaldo
O meu sonho é um rio
De ondas vivas, serenas
Meu porto é solidão
Plantado no pé da beira
Consulto meu coração
Na terra firme da feira
O meu amor é um anzol
Em busca de uma sereia
Mas pra minha decepção
Traíra eu pesco na areia
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
FESTANÇA
Autoria : Adenaldo Cardoso /Júlio Orlando
Vai barquinho, vai barquinho!
Sai das mãos para a maré
No meu sonho de menino
O meu rio é igarapé
Como um bom timoneiro
Desvio de mururé
Brinco com a cobra grande
Mas não toco em poraquê
Miriti em festa
Soca-soca a pilar
Que bonitas as bonequinhas
Caboquinhos a remar (REFRÃO)
Miritifest
Cultura tupiniquim
Onde a arte ganha a vida
Brinquedo de miriti
Avião, aviãozinho!
Faz o céu aparecer
No meu mundo pequenino
Sinto muito de prazer
Voa, voa, passarinho!
Nas asas da imaginação
Voa, canta, faz teu ninho
Faz da vida uma canção
Miriti em festa ... (REFRÃO)
No gingar da nossa história
A festa da Conceição
Miriti, buquê de glória
Das mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A cultura de Abaeté
Junto com Jesus Cristinho
Nos Braços de Nazaré
Miriti em festa ... (REFRÃO)
Adenaldo Santoscardoso
Prosseguindo com a bela homenagem:
Alcimar canta / Feliz pra nos alegrar / No ventre de Abaetetuba / O verbo se fez Alcimar
A MORTE É CERTA
Adenaldo
O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
MAL ME QUER, BEM ME QUER...
Adenaldo
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
OBRA DOS SENTIDOS
Adenaldo
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
SANTA ARQUITETURA
Adenaldo
Querida Abaeté!
Querida Abaetetuba!
Sei que os teus braços são as tuas ruas
Querida Abaeté!
Querida Abaetetuba!
Sei que os teus braços são as tuas ruas
E dos teus abraços
brota a tua cultura
O povo no nos bairros "Santa Arquitetura"
Bairro da AVIAÇÃO, Divino Espírito Santo
ALGODOAL, Socorro do teu pranto
Bairro do MUTIRÃO, Antonio Casamenteiro
SÃO SEBASTIÃO, Glorioso Guerreiro
CRISTO REDENTOR, Deus é a salvação
FRANCILÂNDIA ensina "Francisco é irmão"
SANTA CLARA clareia os obscuros caminhos
SANTA ROSA perfuma onde houverem espinhos
SÃO JOÃO batiza em nome de Jesus
Bendito São José ao CAFEZAL conduz
SÃO LOURENÇO concentra o povo cheio de fé
Elevando suas preces à Virgem de Nazaré
SÃO DOMINGOS DA ANGÉLICA protege o destino
São Cristovão carrega CASTANHAL com carinho
Nessa caminhada de devoção
O CENTRO homenageia à Virgem da Conceição
Adenaldo Cardoso/Julio Orlando
Abaetetuba - Pará - Brasil
*Em letras maiúsculas os 14 bairros de Abaetetuba
O povo no nos bairros "Santa Arquitetura"
Bairro da AVIAÇÃO, Divino Espírito Santo
ALGODOAL, Socorro do teu pranto
Bairro do MUTIRÃO, Antonio Casamenteiro
SÃO SEBASTIÃO, Glorioso Guerreiro
CRISTO REDENTOR, Deus é a salvação
FRANCILÂNDIA ensina "Francisco é irmão"
SANTA CLARA clareia os obscuros caminhos
SANTA ROSA perfuma onde houverem espinhos
SÃO JOÃO batiza em nome de Jesus
Bendito São José ao CAFEZAL conduz
SÃO LOURENÇO concentra o povo cheio de fé
Elevando suas preces à Virgem de Nazaré
SÃO DOMINGOS DA ANGÉLICA protege o destino
São Cristovão carrega CASTANHAL com carinho
Nessa caminhada de devoção
O CENTRO homenageia à Virgem da Conceição
Adenaldo Cardoso/Julio Orlando
Abaetetuba - Pará - Brasil
*Em letras maiúsculas os 14 bairros de Abaetetuba
Adenaldo
Como disse o poeta
"Amar é necessário"
Mas debulhando o meu rosário
Meus versos loucos ordinários
As contas que me deu o vigário
Despetalei a vida assim
"Mal me quer", "Bem me quer"
"Mal me quer", "Bem me quer..."
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
QUO
VADIS?
URUBUTUBA "Beira" "Beirada" "Beiradão" "Lá Embaixo" Também "Calçadão" Abaetetuba - Pará - Brasil |
Adenaldo
Não matem os urubus / Nem a tua educação / Não matem as baratas e ratos / Viva a nossa salvação!
Não matem os urubus / Nem a tua educação / Não matem as baratas e ratos / Viva a nossa salvação!
De Adenaldo
AO POETA COM CARINHO
O poeta está no berço
Viva, viva o poeta!
Muitobéns, amigo meu!!!
É o que desejo em tua festa
Viva, viva o poeta!
Muitobéns, amigo meu!!!
É o que desejo em tua festa
Não me sinto a
vontade
Pra escolher o teu presente
O que encontrei foram palavras
Que penso ser teu nutriente
Pra escolher o teu presente
O que encontrei foram palavras
Que penso ser teu nutriente
De tanto eu me
apreciar
Das guloseimas da tua mente
GARIBALDI NICOLA PARENTE
Sejas eterno eternamente!
Das guloseimas da tua mente
GARIBALDI NICOLA PARENTE
Sejas eterno eternamente!
(Do sumano Adenaldo)
PORTO SEDUTOR
No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.
No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.
Olhe a comida, meu senhor! / Cheiro cheiroso, meu amor! / Olho de Boto, seu doutor / Ervacidreira!... / Olhe o espinho... olhe a flor! / Olhe o sol feliz se pôr / A vida do trabalhador / Olhe à Beira!!!
Violão Faceiro
Para João Fran.
Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.
E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.
Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.
Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.
Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.
Para João Fran.
Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.
E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.
Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.
Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.
Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.
Adenaldo
Santoscardoso
É verdade minha querida Eliana Fonseca Fonseca, acho que você teve o prazer de viver esse momento inesquecível, que é o desfile irreverente do Palhuk e seus palhukeiros. Acho de suma importância que a gente não desista de nosso ideal. Devemos contribuir de todas as formas para que o Palhuk permaneça de fato para sempre. O Palhuk ainda é o orgasmo do nosso carnaval abaeteuara, sem o Palhuk retiro-me do Carnaval. Viva o mestre Guri e a sua esposa Luíza, sem eles, com certeza o Palhuk já teria falecido e nosso Carnaval se resumiria numa grande porcaria. VIVA O PALHUK, VIVA O GURY E VIVA A LUÍZA PARA SEMPRE! VAMOS TODOS OS ABAETETUBENSES LUTAR PARA QUE NÃO PERCAMOS A NOSSA IDENTIDADE CULTURAL.
É verdade minha querida Eliana Fonseca Fonseca, acho que você teve o prazer de viver esse momento inesquecível, que é o desfile irreverente do Palhuk e seus palhukeiros. Acho de suma importância que a gente não desista de nosso ideal. Devemos contribuir de todas as formas para que o Palhuk permaneça de fato para sempre. O Palhuk ainda é o orgasmo do nosso carnaval abaeteuara, sem o Palhuk retiro-me do Carnaval. Viva o mestre Guri e a sua esposa Luíza, sem eles, com certeza o Palhuk já teria falecido e nosso Carnaval se resumiria numa grande porcaria. VIVA O PALHUK, VIVA O GURY E VIVA A LUÍZA PARA SEMPRE! VAMOS TODOS OS ABAETETUBENSES LUTAR PARA QUE NÃO PERCAMOS A NOSSA IDENTIDADE CULTURAL.
Adenaldo
Santoscardoso
XARÃO CULTURAL
ABAETEUARA
NÃO ESQUEÇO O MEU UMBIGO
O céu está na boca
Mas se existe outra coisa boa
É o paraíso!
Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá
Depois de cá
Sem esquecer o meu umbigo:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Não venha me prender
Por eu vender um bom CD pirateado
Eu vendo pra sobreviver
Se a policia quer saber
São os políticos os errados
O Papa vive nas estrelas
Papai Noel no Polo Norte
E eu no mundo da lua
Feito Cavalo de São Jorge
Quando o trem vier me buscar
Que me deixe num lugar
Onde eu possa escutar:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
~~~~~~~~~~~~~~~~
Adenaldo
Santoscardoso
ESSE CARA NÃO É O
CARA
Vou dizer na tua cara
Que esse cara não é o cara
Vou provar na tua cara
Que essa cara é de pau
Minha cara ela escarra
Na tua cuia de mingau
Olha o peixe na vazante
Pitiú, alto falante!
Pupunha a todo instante
O Carão apareceu
Encara outra pessoa
Pode ser a que vende broa
Ao teu pai que te perdeu
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Vou dizer na tua cara
Que esse cara não é o cara
Vou provar na tua cara
Que essa cara é de pau
Minha cara ela escarra
Na tua cuia de mingau
Olha o peixe na vazante
Pitiú, alto falante!
Pupunha a todo instante
O Carão apareceu
Encara outra pessoa
Pode ser a que vende broa
Ao teu pai que te perdeu
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
DONA
DA NOSSA CABEÇA
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli Da nossa marca registrada Também temos “Seu Miriti” Valha-nos Deus, Nossa Senhora! “Dona Farinha” e “Seu Açai” Mas a “mardita desgraçada” Não sai de nossas cabeças Embriaga-nos de sonho Alambique que veleja Traz o cheiro do ribeirinho Da coroa de sua fama Brilha ouro refinado Parideiro pé-de-cana Dona de nossas cabeças Prostituta de Abaeté Pro mundo ela foi plantada Pra morrer num cabaré Dona do Engenho São José Que paria Vista Alegre Dona do Engenho Nazaré Que paria Nazaré Dona do Engenho Da Paz Que paria Maués Dona do Engenho São Jerônimo Que paria São Jerônimo Dona do Engenho Santa Rosa Que paria Alvorada Dona do Engenho Papagaio Que paria Papagaio Dona do Engenho Feliz Que paria Feliz Dona do Engenho Paraíso Que paria Paraíso Dona do Engenho São Pedro Que paria São Pedro Dona do Engenho São João Que paria São João Dona do Engenho Santa Cruz Que paria Santa Cruz Dona do Engenho Borboleta Que paria Borboleta Engenho do Nazareno Que paria Amazônia Dona do Engenho Pacheco Que paria... Saudosos engenhos de canas Autores de nossa glória Em meio as festas profanas Alegravam nossa história Ao vermos um pé-de-cana Lembranças o vento traz Da Dona de nossas cabeças Famosa Dama que jaz Mas no nosso porto em luto Não esquecemos jamais A Pura de Abaetetuba Mater dos canaviais |
AMIGAETÉS
(Dedico as minhas sobrinhas Carol Kemil e Kamila Kemil)
Cá vivo sonhando comigo
Morando às margens dos igarapés
Vivendo o socialismo
Na tribo dos Abaetés
No relampejo desse desejo
Troveja em meu peito o amor fraternal
Acordo e vejo Kamila
E Carol na comuna tribal
Minhas amigas não são poesias
Não são fantasias, são mesmo reais
É o encontro do que eu procuro
No claro ou no escuro são sempre leais
Minhas amigas não tem quem maldiga
A nossa mandinga espanta o mal
Premeditando o nosso futuro
Jamais verei muro no nosso quintal
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
(Dedico as minhas sobrinhas Carol Kemil e Kamila Kemil)
Cá vivo sonhando comigo
Morando às margens dos igarapés
Vivendo o socialismo
Na tribo dos Abaetés
No relampejo desse desejo
Troveja em meu peito o amor fraternal
Acordo e vejo Kamila
E Carol na comuna tribal
Minhas amigas não são poesias
Não são fantasias, são mesmo reais
É o encontro do que eu procuro
No claro ou no escuro são sempre leais
Minhas amigas não tem quem maldiga
A nossa mandinga espanta o mal
Premeditando o nosso futuro
Jamais verei muro no nosso quintal
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
Cassio Dias
Amigo Cassio Dias
Que a vida me deu de presente
Ao sabor de suas alegrias
Eu sinto o valor de ser gente
Que a vida me deu de presente
Ao sabor de suas alegrias
Eu sinto o valor de ser gente
MAR VERMELHO
Nos cantos do mundo
Plantaram muitas cruzes
Cemitérios ocultos
Não ocultam o odor das flores
Cruz credo, hemisférios!
Antagônicos bastidores
Diante dos olhos dos reis
Juro que não vi nada de novo
Nas teias trançadas das leis
O inseto pequeno é o povo
Na malha do direito burguês
O pinto é sufocado no ovo
Sem terra, sem teto...
No fundo do poço
A justiça afogada outra vez
A janta servida no almoço
A água e o vinho se abraçam
Tingidos não buscam seus leitos
Namoram deixando suas marcas
O rosto da morte num beijo
Unidos não vejo suas caras
Mas sinto o gosto do Tejo
O Rio vermelho desagua
Nas águas do Rio Araguaia
Emergem granadas, fuzis...
As dores de mães desoladas
Lembranças das flores de abril
No fundo do rio sepultadas
O rio que veio e que foi
Não chorou por ser chorado
Cuspiu nos dez mandamentos
Bebeu o cálice de Baco
Lambeu a cruz... depois partiu
Pororocou no céu do fraco
Foi até o Carandiru
Inundou a Candelária
Eldorado dos Carajás
Vigário Geral, Corumbiara
Passou pela Amazônia
Por que será que ele não para?
Fez remanso em Hiroshima
Nagasaki, que banzeiro!
Beirute, Iraque, Malvinas...
Estilhaçou o meu espelho
Já não vejo mais um rio
Mais um grande M A R V E R M E L H O.
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Nos cantos do mundo
Plantaram muitas cruzes
Cemitérios ocultos
Não ocultam o odor das flores
Cruz credo, hemisférios!
Antagônicos bastidores
Diante dos olhos dos reis
Juro que não vi nada de novo
Nas teias trançadas das leis
O inseto pequeno é o povo
Na malha do direito burguês
O pinto é sufocado no ovo
Sem terra, sem teto...
No fundo do poço
A justiça afogada outra vez
A janta servida no almoço
A água e o vinho se abraçam
Tingidos não buscam seus leitos
Namoram deixando suas marcas
O rosto da morte num beijo
Unidos não vejo suas caras
Mas sinto o gosto do Tejo
O Rio vermelho desagua
Nas águas do Rio Araguaia
Emergem granadas, fuzis...
As dores de mães desoladas
Lembranças das flores de abril
No fundo do rio sepultadas
O rio que veio e que foi
Não chorou por ser chorado
Cuspiu nos dez mandamentos
Bebeu o cálice de Baco
Lambeu a cruz... depois partiu
Pororocou no céu do fraco
Foi até o Carandiru
Inundou a Candelária
Eldorado dos Carajás
Vigário Geral, Corumbiara
Passou pela Amazônia
Por que será que ele não para?
Fez remanso em Hiroshima
Nagasaki, que banzeiro!
Beirute, Iraque, Malvinas...
Estilhaçou o meu espelho
Já não vejo mais um rio
Mais um grande M A R V E R M E L H O.
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
GASTRONOMIA
Como posso arrotar carne
Se o quê comi foi peixe?
Tem gente que não entente
Ou pensa que eu sou otário
É sempre a mesma história
Quer minha cabeça em seu prato
Porra! Cada um cuide de si...
O certo pode estar errado
Eu serei o que bom de sê-lo
Desodorizo o meu suvaco
Pare de ser meu pentelho
E não encha o meu saco
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Como posso arrotar carne
Se o quê comi foi peixe?
Tem gente que não entente
Ou pensa que eu sou otário
É sempre a mesma história
Quer minha cabeça em seu prato
Porra! Cada um cuide de si...
O certo pode estar errado
Eu serei o que bom de sê-lo
Desodorizo o meu suvaco
Pare de ser meu pentelho
E não encha o meu saco
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
XARÃO CULTURAL
ABAETEUARA
NÃO ESQUEÇO O MEU
UMBIGO
O céu está na boca
Mas se existe outra coisa boa
É o paraíso!
Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá
Depois de cá
Sem esquecer o meu umbigo:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Não venha me prender
Por eu vender um bom CD pirateado
Eu vendo pra sobreviver
Se a policia quer saber
São os políticos os errados
O Papa vive nas estrelas
Papai Noel no Polo Norte
E eu no mundo da lua
Feito Cavalo de São Jorge
Quando o trem vier me buscar
Que me deixe num lugar
Onde eu possa escutar:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
O céu está na boca
Mas se existe outra coisa boa
É o paraíso!
Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá
Depois de cá
Sem esquecer o meu umbigo:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Não venha me prender
Por eu vender um bom CD pirateado
Eu vendo pra sobreviver
Se a policia quer saber
São os políticos os errados
O Papa vive nas estrelas
Papai Noel no Polo Norte
E eu no mundo da lua
Feito Cavalo de São Jorge
Quando o trem vier me buscar
Que me deixe num lugar
Onde eu possa escutar:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
DESTECNOLÓGICOS
(Para Luiz Gonzaga Lobato e Ney Viola)
Nem tudo é o que parece
Continuo amando a filosofia
Nunca juro, desconjuro
Os que juram que eu juro
Pois, é pura fantasia
É do nada que se cria
E do tudo se copia
EXAGERO a gente pensa
- Pesarosa ventania -
Nasci nu, mas não sou índio
Mudo de roupa todo dia
Tomo cachaça no boteco
Sempre em boa companhia
Gonzaga Lobato e Ney Viola
Amigos do Cassio e da Sofia
Raul Seixas e Bob Marley
Camaradas da anarquia
Obrigado meus amigos
Brindemos à democracia
Eu sou filho da Amazônia
Mas meu avô era da Síria
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
(Para Luiz Gonzaga Lobato e Ney Viola)
Nem tudo é o que parece
Continuo amando a filosofia
Nunca juro, desconjuro
Os que juram que eu juro
Pois, é pura fantasia
É do nada que se cria
E do tudo se copia
EXAGERO a gente pensa
- Pesarosa ventania -
Nasci nu, mas não sou índio
Mudo de roupa todo dia
Tomo cachaça no boteco
Sempre em boa companhia
Gonzaga Lobato e Ney Viola
Amigos do Cassio e da Sofia
Raul Seixas e Bob Marley
Camaradas da anarquia
Obrigado meus amigos
Brindemos à democracia
Eu sou filho da Amazônia
Mas meu avô era da Síria
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
PESADELO
Acordei meio assustado
Afastando o que via
Procurando o meu Deus
Pra acabar minha agonia
Deus de tantos, tantos eus
Eu dos Santos, anjo meu
Minha mãe, salve Rainha!
Meu pai nosso , pai do céu!
Escapei do purgatório
Vi minha filha que dormia
Como um anjo aposentado
Minha mulher apagou o dia
Voltei para os braços ternos
De Morfeu que me acudia
Fugi do grande pesadelo
Da noite; não sei do dia...
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Acordei meio assustado
Afastando o que via
Procurando o meu Deus
Pra acabar minha agonia
Deus de tantos, tantos eus
Eu dos Santos, anjo meu
Minha mãe, salve Rainha!
Meu pai nosso , pai do céu!
Escapei do purgatório
Vi minha filha que dormia
Como um anjo aposentado
Minha mulher apagou o dia
Voltei para os braços ternos
De Morfeu que me acudia
Fugi do grande pesadelo
Da noite; não sei do dia...
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Um
barco na praça
Vive a ver navio Um barco parado Que nunca partiu Nasceu encalhado Abaetetuba pariu Um barco de pedra Um barco sem rio (Adenaldo dos Santos Cardoso |
||
NÃO
ESQUEÇO O MEU UMBIGO
O céu está na boca Mas se existe outra coisa boa É o paraíso! Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá Depois de cá Sem esquecer o meu umbigo: - Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha... - É o doce gelado! Não venha me prender Por eu vender um bom CD pirateado Eu vendo pra sobreviver Se a policia quer saber São os políticos os errados O Papa vive nas estrelas Papai Noel no Polo Norte E eu no mundo da lua Feito Cavalo de São Jorge Quando o trem vier me buscar Que me deixe num lugar Onde eu possa escutar: - Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha... - É o doce gelado! Adenaldo dos Santos Cardoso Abaetetuba - Pará - Brasil |
||
Hoje
eu vi a lua
Em plena luz do dia Eu vi a lua No céu de Abaetetuba Eu vi a lua Que coisa absurda Eu vi a lua Namorando com o sol |
Adenaldo
Santoscardoso
XARÃO CULTURAL
ABAETEUARA
CRUZEIRO
Ergueram um altar
Que nos conduz
Pra mãe Conceição
Pra mãe de Jesus
Abaeté do Pará
Que nos seduz
Minha nossa Senhora
Nos livre da cruz!
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Ergueram um altar
Que nos conduz
Pra mãe Conceição
Pra mãe de Jesus
Abaeté do Pará
Que nos seduz
Minha nossa Senhora
Nos livre da cruz!
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
POEMA DE NINGUÉM
Não entendi aquele rio
Ao mergulhar com meu escafrando
Não entendi aquele rio
Achei um poema de outro mundo
Não entendi aquele rio
Achando que ele me pertencia
Não entendi aquele rio
Busquei ajuda nos oceanos
Não entendi aquele rio
Era muito mais profundo
Não entendi aquele rio
Não consegui chegar ao fundo
Não entendi aquele rio
Aos meus olhos desaguando
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Não entendi aquele rio
Ao mergulhar com meu escafrando
Não entendi aquele rio
Achei um poema de outro mundo
Não entendi aquele rio
Achando que ele me pertencia
Não entendi aquele rio
Busquei ajuda nos oceanos
Não entendi aquele rio
Era muito mais profundo
Não entendi aquele rio
Não consegui chegar ao fundo
Não entendi aquele rio
Aos meus olhos desaguando
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
AORTA DE ABAETÉ
Maratauira!
Sinto a tua alma
Em meu corpo tuíra
Embaixo da tua saia
Não vejo alegoria
Olhando o remanso
Percebo teu corpo eriçar
Tudo é obra do vento
Que não se cansa de te amar
Alvorada criança!
Pontes, cais, lembranças..
Amazônia, aguardentes!
Cascos, batelões. reboques
Enchentes, vazantes...
Tempo antigamente
Os valores sepultados
Na bagaceira do presente
Braço do Tocantins!
Ainda não foste amputado
Porque serves como corredor
Ninguém percebe a tua dor
Abaetetuba é teu mar
O teu amor, o teu amar
Mas o teu ventre
Não gesta nem “baiacu”
És carregador da “Beira”
Com o “Giz” te assemelhas
Daqui pra ali
De lá pra cá
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Maratauira!
Sinto a tua alma
Em meu corpo tuíra
Embaixo da tua saia
Não vejo alegoria
Olhando o remanso
Percebo teu corpo eriçar
Tudo é obra do vento
Que não se cansa de te amar
Alvorada criança!
Pontes, cais, lembranças..
Amazônia, aguardentes!
Cascos, batelões. reboques
Enchentes, vazantes...
Tempo antigamente
Os valores sepultados
Na bagaceira do presente
Braço do Tocantins!
Ainda não foste amputado
Porque serves como corredor
Ninguém percebe a tua dor
Abaetetuba é teu mar
O teu amor, o teu amar
Mas o teu ventre
Não gesta nem “baiacu”
És carregador da “Beira”
Com o “Giz” te assemelhas
Daqui pra ali
De lá pra cá
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
ESSE CARA NÃO É O CARA
Vou dizer na tua cara
Que esse cara não é o cara
Vou provar na tua cara
Que essa cara é de pau
Minha cara ela escarra
Na tua cuia de mingau
Olha o peixe na vazante
Pitiú, alto falante!
Pupunha a todo instante
O Carão apareceu
Encara outra pessoa
Pode ser a que vende broa
Ao teu pai que te perdeu
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Adenaldo Santoscardoso
Na época em que participava do Grupo os Neófitos, a noite reuniámos atrás do
Cristo. Era o nosso ponto de encontro e de muita conversa boa, hem, Lial Bentes, diga lá, quanta
saudade!
PORTO SEDUTOR
No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.
No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.
Uma criança bonita,
alegre e cativante.
Não tem nenhum preconceito musical.
Ela dança samba, merengue, bossa-nova.
Dança e canta de forma natural
Alegrando aquele lar, cheia de prosa.
Adenaldo e Joelma, tão felizes,
Acompanhando a filhinha nessa dança.
A música rola em todos os matizes
Enquanto Sofia dança feliz e não se cansa.
Feliz quem pode ter numa criança
A inspiração que tive nesta hora.
Dance feliz, Sofia. Ame a esperança,
Que assim a felicidade não demora.
Não tem nenhum preconceito musical.
Ela dança samba, merengue, bossa-nova.
Dança e canta de forma natural
Alegrando aquele lar, cheia de prosa.
Adenaldo e Joelma, tão felizes,
Acompanhando a filhinha nessa dança.
A música rola em todos os matizes
Enquanto Sofia dança feliz e não se cansa.
Feliz quem pode ter numa criança
A inspiração que tive nesta hora.
Dance feliz, Sofia. Ame a esperança,
Que assim a felicidade não demora.
À SOFIA
Nesta manhã que nasce docemente
Com sua música suave, extasiante,
Eu vejo, dançando pela sala, sorridente,
Nesta manhã que nasce docemente
Com sua música suave, extasiante,
Eu vejo, dançando pela sala, sorridente,
Adenaldo
Cheira a valentia
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
O tempo não te espera
Morre mais um dia
Na igreja o sino berraParte
Morre mais um dia
Na igreja o sino berraParte
Adenaldo
O cinema voltou a ser
mudo...
Mas guardo boas lembranças do CINE IMPERADOR
e de seu patriarca ABEL GUIMARÃES
Mas como deveria esquece-lo?
Era ele que ficava à porta,
abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente,
levada pelas suas mãos cheias de bondade...
E a gente apressadamente,
agradecia com o coração cheio de alegria!!!
Mas guardo boas lembranças do CINE IMPERADOR
e de seu patriarca ABEL GUIMARÃES
Mas como deveria esquece-lo?
Era ele que ficava à porta,
abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente,
levada pelas suas mãos cheias de bondade...
E a gente apressadamente,
agradecia com o coração cheio de alegria!!!
MASOQUISMO
(Adenaldo Cardoso)
Violão: João Fran Silva.
(Adenaldo Cardoso)
Violão: João Fran Silva.
Você pisou em mim
Mas eu não quero nem saber
Mamãe achou ruim
Mas o meu caso é com você
Papai se aborreceu
Mas eu me calo por você...
Mas eu não quero nem saber
Mamãe achou ruim
Mas o meu caso é com você
Papai se aborreceu
Mas eu me calo por você...
adenaldoROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
(Adenaldo)"
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
(Adenaldo)"
AdenaldoCORAÇÃO
MORTIGUAR
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Adenaldo
APAGADOR
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
DIA DO AMIGO
Amigo a gente não guarda
Não é propriedade da gente
Amigo é um anjo visível
Que Deus nos deu de presente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Amigo a gente não guarda
Não é propriedade da gente
Amigo é um anjo visível
Que Deus nos deu de presente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
adenaldoAPAGADOR
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
SANTA ARQUITETURA
Querida Abaeté!
Querida Abaetetuba!
Sei que os teus braços são as tuas ruas
Querida Abaeté!
Querida Abaetetuba!
Sei que os teus braços são as tuas ruas
E dos teus abraços
brota a tua cultura
O povo no nos bairros "Santa Arquitetura"
Bairro da AVIAÇÃO, Divino Espírito Santo
ALGODOAL, Socorro do teu pranto
Bairro do MUTIRÃO, Antonio Casamenteiro
SÃO SEBASTIÃO, Glorioso Guerreiro
CRISTO REDENTOR, Deus é a salvação
FRANCILÂNDIA ensina "Francisco é irmão"
SANTA CLARA clareia os obscuros caminhos
SANTA ROSA perfuma onde houverem espinhos
SÃO JOÃO batiza em nome de Jesus
Bendito São José ao CAFEZAL conduz
SÃO LOURENÇO concentra o povo cheio de fé
Elevando suas preces à Virgem de Nazaré
SÃO DOMINGOS DA ANGÉLICA protege o destino
São Cristovão carrega CASTANHAL com carinho
Nessa caminhada de devoção
O CENTRO homenageia à Virgem da Conceição
Adenaldo Cardoso/Julio Orlando
Abaetetuba - Pará - Brasil
*Em letras maiúsculas os 14 bairros de Abaetetuba
O povo no nos bairros "Santa Arquitetura"
Bairro da AVIAÇÃO, Divino Espírito Santo
ALGODOAL, Socorro do teu pranto
Bairro do MUTIRÃO, Antonio Casamenteiro
SÃO SEBASTIÃO, Glorioso Guerreiro
CRISTO REDENTOR, Deus é a salvação
FRANCILÂNDIA ensina "Francisco é irmão"
SANTA CLARA clareia os obscuros caminhos
SANTA ROSA perfuma onde houverem espinhos
SÃO JOÃO batiza em nome de Jesus
Bendito São José ao CAFEZAL conduz
SÃO LOURENÇO concentra o povo cheio de fé
Elevando suas preces à Virgem de Nazaré
SÃO DOMINGOS DA ANGÉLICA protege o destino
São Cristovão carrega CASTANHAL com carinho
Nessa caminhada de devoção
O CENTRO homenageia à Virgem da Conceição
Adenaldo Cardoso/Julio Orlando
Abaetetuba - Pará - Brasil
*Em letras maiúsculas os 14 bairros de Abaetetuba
Adenaldo A MORTE É
CERTA
O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo MAL ME QUER,
BEM ME QUER...
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo REFLEXO
O sangue acende à lenha
O que é isso Maria?
O que é isso José?
Cuidado com o fogo!
Ele fere, ele emprenha...
E a vida passa ser
O que ela não é
José Maria ou Maria José
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
O sangue acende à lenha
O que é isso Maria?
O que é isso José?
Cuidado com o fogo!
Ele fere, ele emprenha...
E a vida passa ser
O que ela não é
José Maria ou Maria José
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo OBRA DOS
SENTIDOS
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo CABOCLO DE
ABAETÉ
O poeta se foi
Nas linhas mágicas da partida
Pendurou seu coração
Durante sua despedida
No pescoço de sua Pátria
Abaetetuba, toda vida!
(Adenaldo dos Santos Cardoso
O poeta se foi
Nas linhas mágicas da partida
Pendurou seu coração
Durante sua despedida
No pescoço de sua Pátria
Abaetetuba, toda vida!
(Adenaldo dos Santos Cardoso
Adenaldo
Santoscardoso
DIA DO AMIGO
Amigo a gente não guarda
Não é propriedade da gente
Amigo é um anjo visível
Que Deus nos deu de presente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Amigo a gente não guarda
Não é propriedade da gente
Amigo é um anjo visível
Que Deus nos deu de presente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo Santos
Cardoso
Meu grande amigo
Garibaldi
Parente do canto do mato
Caminhas no ramal da cultura
Da terra que amas de fato
Parente do canto do mato
Caminhas no ramal da cultura
Da terra que amas de fato
CORAÇÃO MORTIGUAR
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Adenaldo
Santoscardoso
XARÃO CULTURAL
ABAETEUARA
Beira
Do Maratauira
De peixes pescados
Da nossa cuíra
De barcos cansados....
Do Maratauira
De peixes pescados
Da nossa cuíra
De barcos cansados....
VOZES DA MATRIZ
Sou sumano abaeteuara
Que aprendeu que o sino fala
Ouvindo vozes da matriz
Vi com o passar do tempo
Os ponteiros do relógio
Não acenarem mais pra mim
Vi o Cristo ser pintado
Novamente maltratado
Entre pedras se ferir
Vi a cara do progresso
No afã dos sortilégios
Vi meu bem ter que partir
Na mudança de cenário
O sino tão badalado
Não cansa de repetir
Sua voz me dá passagem
Pra tal da realidade
Sem ponteiros pra seguir
(Adenaldo)
Sou sumano abaeteuara
Que aprendeu que o sino fala
Ouvindo vozes da matriz
Vi com o passar do tempo
Os ponteiros do relógio
Não acenarem mais pra mim
Vi o Cristo ser pintado
Novamente maltratado
Entre pedras se ferir
Vi a cara do progresso
No afã dos sortilégios
Vi meu bem ter que partir
Na mudança de cenário
O sino tão badalado
Não cansa de repetir
Sua voz me dá passagem
Pra tal da realidade
Sem ponteiros pra seguir
(Adenaldo)
ENTRE O CÉU E AS
ESTRELAS
Viajo pelas mãos dos meus desejos
Amparado pelas asas da canção
Vou ao encontro do teu rosto nos lampejos
Dos meus sonhos energizados de paixão
Faço ponte entre o céu e as estrelas
Acompanho os asteroides da ilusão
Numa nave condicionada de incertezas
Reconheço que mereço o teu "não"
(Adenaldo)
Viajo pelas mãos dos meus desejos
Amparado pelas asas da canção
Vou ao encontro do teu rosto nos lampejos
Dos meus sonhos energizados de paixão
Faço ponte entre o céu e as estrelas
Acompanho os asteroides da ilusão
Numa nave condicionada de incertezas
Reconheço que mereço o teu "não"
(Adenaldo)
MARIA DE ABAETÉ
XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba/2014.
Autoria: Adenaldo Santoscardoso.
Interprete: Debora Lobo.
“Ao torná-la personagem de “si” mesma...
No escrever seus livros... Ao cantar seus cantos...
Ao formular suas crônicas e pensamentos...
Ao criar seus poemas...
Na transcrição de suas orações...
Na oratória teatral de sua existência...
Em toda profundidade de seu amor...
Ela é... E será sempre:
Maria de Nazaré Carvalho Lobato”
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Entre nós o vosso reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Amém!"
XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba/2014.
Autoria: Adenaldo Santoscardoso.
Interprete: Debora Lobo.
“Ao torná-la personagem de “si” mesma...
No escrever seus livros... Ao cantar seus cantos...
Ao formular suas crônicas e pensamentos...
Ao criar seus poemas...
Na transcrição de suas orações...
Na oratória teatral de sua existência...
Em toda profundidade de seu amor...
Ela é... E será sempre:
Maria de Nazaré Carvalho Lobato”
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Entre nós o vosso reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Amém!"
REMARUJAR
Perguntam-me como vou
Respondo-lhes que vou indo
Procurando diamantes
De alegria em meu caminho
Aos pés do sol sinto a vida
Como um rio a me levar
Deitado aos pés do tempo
Durmo feito preamar
Sob um manto de estrelas
A terra roda de mansinho
A vida é curta, todos sabem
Cada rio tem seu destino
(Adenaldo)
Perguntam-me como vou
Respondo-lhes que vou indo
Procurando diamantes
De alegria em meu caminho
Aos pés do sol sinto a vida
Como um rio a me levar
Deitado aos pés do tempo
Durmo feito preamar
Sob um manto de estrelas
A terra roda de mansinho
A vida é curta, todos sabem
Cada rio tem seu destino
(Adenaldo)
A MORDIDA NA MAÇÃ
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
PELA SALVAÇÃO DO
VERDE QUE ARDE
(Ao poeta Milton Teixeira)
O verde ardente
Ferida na gente
A vida em chama
A alma reclama
Devastação!
Corpos pelo chão
Fumaça no espaço
Serras de aço
Cheiro de mato
Cinza, carvão
Poluição!
Madeira de lei
Cheque, dinheiro
Tudo de papel
Sacado das árvores
Lá na floresta
Existe um vulcão
Em erupção
Brasil, em tua carne!
Parabéns, ao poeta
Milton Teixeira
Que com sua arte
Joga seus baldes
De água poética
No coração
Do Homem de então
Pela salvação
Do verde que arde
(Adenaldo)"
(Ao poeta Milton Teixeira)
O verde ardente
Ferida na gente
A vida em chama
A alma reclama
Devastação!
Corpos pelo chão
Fumaça no espaço
Serras de aço
Cheiro de mato
Cinza, carvão
Poluição!
Madeira de lei
Cheque, dinheiro
Tudo de papel
Sacado das árvores
Lá na floresta
Existe um vulcão
Em erupção
Brasil, em tua carne!
Parabéns, ao poeta
Milton Teixeira
Que com sua arte
Joga seus baldes
De água poética
No coração
Do Homem de então
Pela salvação
Do verde que arde
(Adenaldo)"
"DECRETO AMOR
Manipularam os versos
A prosa é outro papo
Querem minha cabeça
Pra adubar seus vasos
E, ainda perguntam
O que é que eu acho?
Minha cabeça
Já não acha nada
Alavanco minha marcha
Fora do compasso
Atiro minhas flechas
Defendo meu reinado
Nas asas do vento
Canto e viajo
Empunho a bandeira
Da paz que eu mesmo traço
Amor em minha vida
Decreta o meu estado
(Adenaldo)"
Manipularam os versos
A prosa é outro papo
Querem minha cabeça
Pra adubar seus vasos
E, ainda perguntam
O que é que eu acho?
Minha cabeça
Já não acha nada
Alavanco minha marcha
Fora do compasso
Atiro minhas flechas
Defendo meu reinado
Nas asas do vento
Canto e viajo
Empunho a bandeira
Da paz que eu mesmo traço
Amor em minha vida
Decreta o meu estado
(Adenaldo)"
Adenaldo
RASA OU ARICÁ
Aconchego do açaí
Também serve pra aninhar
O saboroso miriti
Aconchego do açaí
Também serve pra aninhar
O saboroso miriti
Faleceu no último dia
13 de agosto de 2014, em Belém do Pará o músico miriense (Vila Maiauatá),
Miguel Benedito Quaresma Afonso. “Boboca” como era conhecido nasceu no dia 23
de julho de 1956 , filho de José Maria Afonso (Tio Zeca) e Araci Santa Maria
Afonso. “Boboca” deixou 05 filhos, dois deles frutos de seu casamento que teve
pouca duração, talvez em virtude de sua vida artística, de pouco paradeiro.
Desde a infância desenvolveu o gosto pela música, tendo em sua trajetória
adquirido uma vasta experiência, tanto em nível local, como no cenário
estadual.
“Boboca” foi um importantes nomes do grupo “Os Positivos” (sucesso na época), além de Grupo Wama e outras formações de grupos locais. Participou de bandas com o Rei do Carimbó “Pinduca”, Pim, Orquestra Orlando Pereira, Banda Gênesis, Tribo de Jazz. Tocou inclusive com o grande nome da música popular brasileira, Ney Matogrosso. Pelo que se acompanhou de sua vida da pra perceber que “Boboca” construiu uma trajetória incontestável de dedicação à música.
Em 2000 “mestre Boboca” concorreu ao cargo de vereador do município pelo Partido dos Trabalhadores, mas não teve muito sucesso, logo não fez outras tentativas e continuou trilhando os caminhos da música.
“Boboca” foi um importantes nomes do grupo “Os Positivos” (sucesso na época), além de Grupo Wama e outras formações de grupos locais. Participou de bandas com o Rei do Carimbó “Pinduca”, Pim, Orquestra Orlando Pereira, Banda Gênesis, Tribo de Jazz. Tocou inclusive com o grande nome da música popular brasileira, Ney Matogrosso. Pelo que se acompanhou de sua vida da pra perceber que “Boboca” construiu uma trajetória incontestável de dedicação à música.
Em 2000 “mestre Boboca” concorreu ao cargo de vereador do município pelo Partido dos Trabalhadores, mas não teve muito sucesso, logo não fez outras tentativas e continuou trilhando os caminhos da música.
De acordo com Socorro
Afonso, irmã de “ Boboca”, o artista tinha muitos sonhos, como por exemplo, a
construção de um espaço para formação de novos músicos em Vila Maiauatá, mesmo
não tendo conseguido tal objetivo contribuiu para formação musical de muitos
jovens que hoje mantêm atividades na música local, são exemplos, desse legado,
Augusto ( Bimbarro), Paulinho, Diego, Johnny, Davi,entre outros.
Mesmo com toda essa
“bagagem” musical de quem foi aluno e até professor na Fundação Carlos Gomes,
“Boboca” nunca abandonou sua simplicidade e paixão pela sua encantadora maneira
de ver a sua terra. A Iara, nome atribuído ao seu humilde sitio em Vila
Maiauatá, sempre foi o seu retiro para inspiração, como se lê nos versos da
canção a seguir:
CANTILHA
(Adenaldo Cardoso/Miguel Afonso “Boboca”)
(Adenaldo Cardoso/Miguel Afonso “Boboca”)
Encontrei o amor
No canto de uma fada
O encanto me encantou
No Recanto da Iara
No canto de uma fada
O encanto me encantou
No Recanto da Iara
Ilha pequena
Paraíso, joia rara
Liberta a mente
Faz o céu ser tua cara
Minha pequena
Terra fértil, inspiração
Vejo a vida
Refletida no teu chão
Paraíso, joia rara
Liberta a mente
Faz o céu ser tua cara
Minha pequena
Terra fértil, inspiração
Vejo a vida
Refletida no teu chão
Colho a flor
Que eu te dei
Com muito amor
Quanto plantei
Pra te alegrar
No teu silêncio
Ouço tua voz
“Maiauatá!”
Que eu te dei
Com muito amor
Quanto plantei
Pra te alegrar
No teu silêncio
Ouço tua voz
“Maiauatá!”
Vila Maiauatá chora a
perda de seu “mestre”, mas certamente o canto da Iara continuará encantando
todos os que tiveram a satisfação de conviver e apreciar a bela expressão
musical do “mestre Boboca”
Fui também premiado
ontem, em 3° lugar, na XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba, com esta
outra composição:
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
Ontem participei da
Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba (SEAFA XXXIII), fui contemplado em 1°
lugar, com o poema abaixo:
DONA DA NOSSA CABEÇA
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Da nossa marca
registrada
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Mas a “mardita” cheia
de graça!
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Dona da nossa cabeça
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Parida no alambique
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
No Engenho Nazaré
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
No engenho Da Paz
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
No Engenho São
Jerônimo
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
No Engenho Santa Cruz
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
No Engenho Papagaio
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
No Engenho Feliz
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
No Engenho Paraíso
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
No Engenho São João
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
No Engenho São Pedro
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
No Engenho Borboleta
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
No Engenho do Nazareno
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
No Engenho Santa Rosa
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
No Engenho “Cá te
espero”
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Saudosos engenhos de
canas
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Sepulcros caiados na
lama
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
ANGÚSTIA
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Uns riem
Outros choram
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)"
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Uns riem
Outros choram
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)"
adicionou uma nova
foto: "ROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Adenaldo
O MILTON DE ABAETÉ
(Compadre Chico - Milton Teixeira)
Sua mãe lhe chama Francisco
Sua esposa Chico ou Chiquinho
Seus irmãos mano Francisquinho
Seus amigos Babá ou Mitinho
Poeta de tantos nomes
De universos que ficam pertinhos
Da Amazônia no peito encarnada
Poeta de tantos caminhos
Do shopping , do botequim
Do asfalto, do lamaçal
Do concreto vizinho das ruas
Da paxiúba vizinha do quintal
Atleta das arquibancadas
Seus olhos correm pelo chão
Sonhando com a bola entrando
No gol a favor do Papão
Debruça sobre um aquário na mesa
Com o garfo pendente na mão
Soluça se carne está presa
No músculo da emoção
Cavuca procurando seu mito
Um rito papa chibé
Um outro nome registro
“O Milton de Abaeté”
(Adenaldo Cardoso)
(Compadre Chico - Milton Teixeira)
Sua mãe lhe chama Francisco
Sua esposa Chico ou Chiquinho
Seus irmãos mano Francisquinho
Seus amigos Babá ou Mitinho
Poeta de tantos nomes
De universos que ficam pertinhos
Da Amazônia no peito encarnada
Poeta de tantos caminhos
Do shopping , do botequim
Do asfalto, do lamaçal
Do concreto vizinho das ruas
Da paxiúba vizinha do quintal
Atleta das arquibancadas
Seus olhos correm pelo chão
Sonhando com a bola entrando
No gol a favor do Papão
Debruça sobre um aquário na mesa
Com o garfo pendente na mão
Soluça se carne está presa
No músculo da emoção
Cavuca procurando seu mito
Um rito papa chibé
Um outro nome registro
“O Milton de Abaeté”
(Adenaldo Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
EU, SEU LACERDA E
VELHO ZUZA
Era o dia 25 de fevereiro, não lembro o ano. Perpetua-me a lembrança
de ser o aniversário do Lial Bentes, e eventualmente um domingo de carnaval.
Nós , como acordávamos antigamente, tínhamos a obrigação de marcar presença
em todos os atos de risonhas primaveras, inclusive, daqueles que não conhecíamos.
Como eramos do coral da igreja, a parte que mais prestávamos atenção na missa,
era aquela em que o padre parabenizava os aniversariantes. Nós também fazíamos
questão de parabeniza-los, simplesmente com o intuito que estes nos convidassem...
Mas quanto ao aniversário de meu amigo Lial, seríamos penalizados se não marcássemos presenças... afinal de contas, acontece só uma vez por ano...
Ao me aproximar do banquete, ouvi o som de um pandeiro e a voz melodioso, que como perfume, saia pela porta e janelas da casa dos Bentes. Nesse momento, a timidez, peculiar a minha adolescência ,acompanhou-me até o altar, onde jaziam vários caranguejos expostos num xarão , ladeados de inúmeros copos, entregues a batida de limão e cerveja...
Lá o Mestre Lacerda, que de uma forma carinhosa, pegou em minha mão e me chamou de filho... um pai, que naquele momento, tive o prazer de adotá-lo.
Fiquei ali apreciando as suas conversas agradáveis o seu estilo musical culto e prazeroso. Depois de algum tempo batido pela cachaça e limão comecei a vê-lo como um de nós, jovem, desvinculado de qualquer rabugice. Porém, apesar de seus pedidos, nunca consegui chamá-lo de “tu”.
As horas andavam e nós ali esquecidos do mundo, confortados por “Honda”, “As Rosas Não Falam”, “Meus Tempos De Criança”, “Carinhoso”... não nos dávamos conta que era Carnaval...
Nessa época existiam as Escolas de Sambas em Abaetetuba. A turma de jovens que estavam no aniversário começaram a vestir suas fantasias para ir desfilar.
Por volta das 19:00, só restava eu e o Seu Lacerda no aniversário.
Olhei para o mesmo e perguntei:
- E agora?
Ele tranquilamente respondeu:
– Não te preocupes, meu filho, vamos para casa.
Partimos via canela. Chegando em sua casa, trouxe um paneiro de carvão. Pilamos e nos passamos sem pestanejar . Fui até o boteco da esquina e comprei maisena que passamos nos cabelos. Ele vestiu uma blusa de mangas compridas bermuda, sapatos, meias e gravatas.
E eu?
Bom eu... vestir-me com suas roupas, exceção à cueca... tudo do Seu Lacerda...
Então ele olhou-me alegremente e disse:
- Paidégua!...De hoje em diante você vai ser o filho do Velho Zuza.
Saímos pela avenida dando trabalho pro seguranças das Escolas, inclusive, pro Osni d pois, várias vezes ele nos tirou das frentes das alas. Pedia pra que a gente ficasse atrás da escola. Mas não aguentávamos ficar no meio do público, queríamos ser também atração...
Depois, devido a minha família ter se mudado para Belém, não participei do Bloco do Velho Zuza, mas ouvi as suas extraordinárias histórias.
Seu Lacerda, o Velho Zuza
Eternamente em meu coração!
Descanse em paz, Pai Zuza!!!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba-Pará, em 15 de julho de 2013.
Era o dia 25 de fevereiro, não lembro o ano. Perpetua-me a lembrança
de ser o aniversário do Lial Bentes, e eventualmente um domingo de carnaval.
Nós , como acordávamos antigamente, tínhamos a obrigação de marcar presença
em todos os atos de risonhas primaveras, inclusive, daqueles que não conhecíamos.
Como eramos do coral da igreja, a parte que mais prestávamos atenção na missa,
era aquela em que o padre parabenizava os aniversariantes. Nós também fazíamos
questão de parabeniza-los, simplesmente com o intuito que estes nos convidassem...
Mas quanto ao aniversário de meu amigo Lial, seríamos penalizados se não marcássemos presenças... afinal de contas, acontece só uma vez por ano...
Ao me aproximar do banquete, ouvi o som de um pandeiro e a voz melodioso, que como perfume, saia pela porta e janelas da casa dos Bentes. Nesse momento, a timidez, peculiar a minha adolescência ,acompanhou-me até o altar, onde jaziam vários caranguejos expostos num xarão , ladeados de inúmeros copos, entregues a batida de limão e cerveja...
Lá o Mestre Lacerda, que de uma forma carinhosa, pegou em minha mão e me chamou de filho... um pai, que naquele momento, tive o prazer de adotá-lo.
Fiquei ali apreciando as suas conversas agradáveis o seu estilo musical culto e prazeroso. Depois de algum tempo batido pela cachaça e limão comecei a vê-lo como um de nós, jovem, desvinculado de qualquer rabugice. Porém, apesar de seus pedidos, nunca consegui chamá-lo de “tu”.
As horas andavam e nós ali esquecidos do mundo, confortados por “Honda”, “As Rosas Não Falam”, “Meus Tempos De Criança”, “Carinhoso”... não nos dávamos conta que era Carnaval...
Nessa época existiam as Escolas de Sambas em Abaetetuba. A turma de jovens que estavam no aniversário começaram a vestir suas fantasias para ir desfilar.
Por volta das 19:00, só restava eu e o Seu Lacerda no aniversário.
Olhei para o mesmo e perguntei:
- E agora?
Ele tranquilamente respondeu:
– Não te preocupes, meu filho, vamos para casa.
Partimos via canela. Chegando em sua casa, trouxe um paneiro de carvão. Pilamos e nos passamos sem pestanejar . Fui até o boteco da esquina e comprei maisena que passamos nos cabelos. Ele vestiu uma blusa de mangas compridas bermuda, sapatos, meias e gravatas.
E eu?
Bom eu... vestir-me com suas roupas, exceção à cueca... tudo do Seu Lacerda...
Então ele olhou-me alegremente e disse:
- Paidégua!...De hoje em diante você vai ser o filho do Velho Zuza.
Saímos pela avenida dando trabalho pro seguranças das Escolas, inclusive, pro Osni d pois, várias vezes ele nos tirou das frentes das alas. Pedia pra que a gente ficasse atrás da escola. Mas não aguentávamos ficar no meio do público, queríamos ser também atração...
Depois, devido a minha família ter se mudado para Belém, não participei do Bloco do Velho Zuza, mas ouvi as suas extraordinárias histórias.
Seu Lacerda, o Velho Zuza
Eternamente em meu coração!
Descanse em paz, Pai Zuza!!!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba-Pará, em 15 de julho de 2013.
Adenaldo
Faleceu no último dia 13 de agosto de 2014, em Belém do Pará
o músico miriense (Vila Maiauatá), Miguel Benedito Quaresma Afonso. “Boboca”
como era conhecido nasceu no dia 23 de julho de 1956 , filho de José Maria Afonso
(Tio Zeca) e Araci Santa Maria Afonso. “Boboca” deixou 05 filhos, dois deles
frutos de seu casamento que teve pouca duração, talvez em virtude de sua vida
artística, de pouco paradeiro. Desde a infância desenvolveu o gosto pela
música, tendo em sua trajetória adquirido uma vasta experiência, tanto em nível
local, como no cenário estadual.
“Boboca” foi um importantes nomes do grupo “Os Positivos” (sucesso na época),
além de Grupo Wama e outras formações de grupos locais. Participou de bandas
com o Rei do Carimbó “Pinduca”, Pim, Orquestra Orlando Pereira, Banda Gênesis,
Tribo de Jazz. Tocou inclusive com o grande nome da música popular brasileira,
Ney Matogrosso. Pelo que se acompanhou de sua vida da pra perceber que “Boboca”
construiu uma trajetória incontestável de dedicação à música.
Em 2000 “mestre Boboca” concorreu ao cargo de vereador do município pelo
Partido dos Trabalhadores, mas não teve muito sucesso, logo não fez outras
tentativas e continuou trilhando os caminhos da música.
De acordo com Socorro Afonso, irmã de “ Boboca”, o artista tinha muitos sonhos,
como por exemplo, a construção de um espaço para formação de novos músicos em
Vila Maiauatá, mesmo não tendo conseguido tal objetivo contribuiu para formação
musical de muitos jovens que hoje mantêm atividades na música local, são
exemplos, desse legado, Augusto ( Bimbarro), Paulinho, Diego, Johnny,
Davi,entre outros.
Mesmo com toda essa “bagagem” musical de quem foi aluno e até professor na
Fundação Carlos Gomes, “Boboca” nunca abandonou sua simplicidade e paixão pela
sua encantadora maneira de ver a sua terra. A Iara, nome atribuído ao seu
humilde sitio em Vila Maiauatá, sempre foi o seu retiro para inspiração, como
se lê nos versos da canção a seguir:
CANTILHA
(Adenaldo Cardoso/Miguel Afonso “Boboca”)
Encontrei o amor
No canto de uma fada
O encanto me encantou
No Recanto da Iara
Ilha pequena
Paraíso, joia rara
Liberta a mente
Faz o céu ser tua cara
Minha pequena
Terra fértil, inspiração
Vejo a vida
Refletida no teu chão
Colho a flor
Que eu te dei
Com muito amor
Quanto plantei
Pra te alegrar
No teu silêncio
Ouço tua voz
“Maiauatá!”
Vila Maiauatá chora a perda de seu “mestre”, mas certamente
o canto da Iara continuará encantando todos os que tiveram a satisfação de
conviver e apreciar a bela expressão musical do “mestre Boboca”
Fui também premiado ontem, em 3° lugar, na XXXIII Semana de
Arte e Folclore de Abaetetuba, com esta outra composição:
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
Ontem participei da Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba
(SEAFA XXXIII), fui contemplado em 1° lugar, com o poema abaixo:
DONA DA NOSSA CABEÇA
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Da nossa marca registrada
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Mas a “mardita” cheia de graça!
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Dona da nossa cabeça
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Parida no alambique
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
No Engenho Nazaré
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
No engenho Da Paz
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
No Engenho São Jerônimo
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
No Engenho Santa Cruz
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
No Engenho Papagaio
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
No Engenho Feliz
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
No Engenho Paraíso
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
No Engenho São João
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
No Engenho São Pedro
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
No Engenho Borboleta
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
No Engenho do Nazareno
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
No Engenho Santa Rosa
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
No Engenho “Cá te espero”
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Saudosos engenhos de canas
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Sepulcros caiados na lama
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
ANGÚSTIA
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Na vida
Enquanto uns riem
Outros choram...
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)
adicionou uma nova foto: "ROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Adenaldo
REMARUJAR
Perguntam-me como vou
Respondo-lhes que vou indo
Procurando diamantes
De alegria em meu caminho
Aos pés do sol sinto a vida
Como um rio a me levar
Deitado aos pés do tempo
Durmo feito preamar
Sob um manto de estrelas
A terra roda de mansinho
A vida é curta, todos sabem
Cada rio tem seu destino
(Adenaldo)
MARIA DE ABAETÉ
XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba/2014.
Autoria: Adenaldo Santoscardoso.
Interprete: Debora Lobo.
“Ao torná-la personagem de “si” mesma...
No escrever seus livros... Ao cantar seus cantos...
Ao formular suas crônicas e pensamentos...
Ao criar seus poemas...
Na transcrição de suas orações...
Na oratória teatral de sua existência...
Em toda profundidade de seu amor...
Ela é... E será sempre:
Maria de Nazaré Carvalho Lobato”
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Entre nós o vosso reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Amém!"
A MORDIDA NA MAÇÃ
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
PELA SALVAÇÃO DO VERDE QUE ARDE
(Ao poeta Milton Teixeira)
O verde ardente
Ferida na gente
A vida em chama
A alma reclama
Devastação!
Corpos pelo chão
Fumaça no espaço
Serras de aço
Cheiro de mato
Cinza, carvão
Poluição!
Madeira de lei
Cheque, dinheiro
Tudo de papel
Sacado das árvores
Lá na floresta
Existe um vulcão
Em erupção
Brasil, em tua carne!
Parabéns, ao poeta
Milton Teixeira
Que com sua arte
Joga seus baldes
De água poética
No coração
Do Homem de então
Pela salvação
Do verde que arde
(Adenaldo)"
Adenaldo
RASA OU ARICÁ
Aconchego do açaí
Também serve pra aninhar
O saboroso miriti
"DECRETO AMOR
Manipularam os versos
A prosa é outro papo
Querem minha cabeça
Pra adubar seus vasos
E, ainda perguntam
O que é que eu acho?
Minha cabeça
Já não acha nada
Alavanco minha marcha
Fora do compasso
Atiro minhas flechas
Defendo meu reinado
Nas asas do vento
Canto e viajo
Empunho a bandeira
Da paz que eu mesmo traço
Amor em minha vida
Decreta o meu estado
(Adenaldo)"
VOZES DA MATRIZ
Sou sumano abaeteuara
Que aprendeu que o sino fala
Ouvindo vozes da matriz
Vi com o passar do tempo
Os ponteiros do relógio
Não acenarem mais pra mim
Vi o Cristo ser pintado
Novamente maltratado
Entre pedras se ferir
Vi a cara do progresso
No afã dos sortilégios
Vi meu bem ter que partir
Na mudança de cenário
O sino tão badalado
Não cansa de repetir
Sua voz me dá passagem
Pra tal da realidade
Sem ponteiros pra seguir
(Adenaldo)
ENTRE O CÉU E AS ESTRELAS
Viajo pelas mãos dos meus desejos
Amparado pelas asas da canção
Vou ao encontro do teu rosto nos lampejos
Dos meus sonhos energizados de paixão
Faço ponte entre o céu e as estrelas
Acompanho os asteroides da ilusão
Numa nave condicionada de incertezas
Reconheço que mereço o teu "não"
(Adenaldo)
(Adenaldo Cardoso) O MILTON DE ABAETÉ
(Compadre Chico - Milton Teixeira)
Sua mãe lhe chama Francisco
Sua esposa Chico ou Chiquinho
Seus irmãos mano Francisquinho
Seus amigos Babá ou Mitinho
Poeta de tantos nomes
De universos que ficam pertinhos
Da Amazônia no peito encarnada
Poeta de tantos caminhos
Do shopping , do botequim
Do asfalto, do lamaçal
Do concreto vizinho das ruas
Da paxiúba vizinha do quintal
Atleta das arquibancadas
Seus olhos correm pelo chão
Sonhando com a bola entrando
No gol a favor do Papão
Debruça sobre um aquário na mesa
Com o garfo pendente na mão
Soluça se carne está presa
No músculo da emoção
Cavuca procurando seu mito
Um rito papa chibé
Um outro nome registro
“O Milton de Abaeté”
(Adenaldo Cardoso)
RIO MARATUIRA
Cheira a poesia
Das flores de minha terra
Voam Aves Marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
Maratauira não espera
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra!
(Adenaldo)
Desafios Adenaldo, Clóvis e Hydelmiro
Eu ando indignado / Com a falta de visão / O o urubu não é o errado / Porra, onde está a educação!?!?... Eles fazem as suas ceias / Da forma que o homem quer / O urubu da Beira / É um anjo de Abaeté...
Não matem os urubus / Nem a tua educação / Não matem as baratas e ratos / Viva a nossa salvação!
De Adenaldo
Os urubus em seus cabelos,
Revolteiam nossos sonhos,
Lançando no ar, apelos,
Com gritos bem medonhos.
Sou ave! Ave Maria!
Não enganem os os incautos!
A sujeira do meu dia,
Não é a sujeira do assalto!
Clóvis Cardoso
5 de outubro de 2013
Hydelmiro Roberto
Urubu, que voa, que passa
Não é nenhuma ameaça
Não caça, nem traz desgraça
Seu banquete é de carcaça
Nem imagina o quanto a garça
Sendo ela uma devassa
Aprecia o voo da raça
Que não cala na mordaça
Tua cor negra não é falsa
Com a mentira faz pirraça
O teu canto em arruaça
Denuncia toda trapaça
E em linhas cheias de graça
Enrijece no outro a couraça
Assola o medo da massa
Engaiolado na vidraça
Como pode a bela garça
No destino da vida que traça
Não brindar desse vinho na taça
Ao te ver voar sobre a praça?
Hydelmiro Roberto
Sem o colorido dos pássaros, branco nasci, por sacanagem preto fiquei
por sorte não sou engaiolado, pois cantar não sei
por minha condição de mascote de coveiro, os humanos nojo de mim tem
não sou estou em extinção, por causa da maldição, se quiser azar é matar o tição
Por causa da malandragem plainar fico no ar
de olho na galera mau educada, que joga tudo pro ar
sempre de preto, fico a rapinar, igual povo de luto que vive a chorar
como se estivesse a esperar alguém a velar
Minha qualidade é doença espalhar
não por culpa minha, mas pelo lixo que encontro a espalhar
minha volta é somente me amentar
Sou como mágico carcaça e putrefação, desaparece ao alimentar
Não sou chamado de pássaro, catinguento, fedorento e horroroso sou
“Abutre do Novo Mundo”, imundo, nem galinha perto estou
tenho um primo chamado Rei, que só come coisa viva
para mim que não tenho frescura, como de todo, e faço tudo
Por uma porcaria, ou carcaça ou carne fedida.
por sorte não sou engaiolado, pois cantar não sei
por minha condição de mascote de coveiro, os humanos nojo de mim tem
não sou estou em extinção, por causa da maldição, se quiser azar é matar o tição
Por causa da malandragem plainar fico no ar
de olho na galera mau educada, que joga tudo pro ar
sempre de preto, fico a rapinar, igual povo de luto que vive a chorar
como se estivesse a esperar alguém a velar
Minha qualidade é doença espalhar
não por culpa minha, mas pelo lixo que encontro a espalhar
minha volta é somente me amentar
Sou como mágico carcaça e putrefação, desaparece ao alimentar
Não sou chamado de pássaro, catinguento, fedorento e horroroso sou
“Abutre do Novo Mundo”, imundo, nem galinha perto estou
tenho um primo chamado Rei, que só come coisa viva
para mim que não tenho frescura, como de todo, e faço tudo
Por uma porcaria, ou carcaça ou carne fedida.
SER-ESPAÇO-TEMPO
O espelho
é a face que te mostra um vil instante
daquilo que tu imaginas
ver e crer.
Estilhaços de imagens
e memórias desconexas
que se aproximam
e se distanciam
repentinamente.
Como num cosmo de possibilidades
que inevitavelmente
transitam no caos
com o caos
e para o caos.
Inexorável.
Indizível.
Infinito...
Indomável espaço-tempo.
Só há um tênue
mágico-trágico encontro.
Porque...
tudo que é tangível
é também exaurível.
Face a face
tu procuras novamente os estilhaços
que ainda permaneceram em tua memória.
Não vês!
Tudo o que há
são gotas de chuva
atravessando a atmosfera
e relâmpagos tardios
que anunciam trovões inaudíveis.
Insensível ao amor,
insensível à dor.
Eis o homem!
Stoésel Araújo.
O espelho
é a face que te mostra um vil instante
daquilo que tu imaginas
ver e crer.
Estilhaços de imagens
e memórias desconexas
que se aproximam
e se distanciam
repentinamente.
Como num cosmo de possibilidades
que inevitavelmente
transitam no caos
com o caos
e para o caos.
Inexorável.
Indizível.
Infinito...
Indomável espaço-tempo.
Só há um tênue
mágico-trágico encontro.
Porque...
tudo que é tangível
é também exaurível.
Face a face
tu procuras novamente os estilhaços
que ainda permaneceram em tua memória.
Não vês!
Tudo o que há
são gotas de chuva
atravessando a atmosfera
e relâmpagos tardios
que anunciam trovões inaudíveis.
Insensível ao amor,
insensível à dor.
Eis o homem!
Stoésel Araújo.
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Como disse o poeta
"Amar é necessário"
Mas debulhando o meu rosário
Meus versos loucos ordinários
As contas que me deu o vigário
Despetalei a vida assim
"Mal me quer", "Bem me quer"
"Mal me quer", "Bem me quer..."
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
"Amar é necessário"
Mas debulhando o meu rosário
Meus versos loucos ordinários
As contas que me deu o vigário
Despetalei a vida assim
"Mal me quer", "Bem me quer"
"Mal me quer", "Bem me quer..."
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA










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