Adenaldo dos Santos Cardoso 4 - Poetas e Poesias
3 DE JANEIRO
Hoje é domingo
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Só não entendo
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Mas não importa
O que importa
É que estou vivo
O que importa
É que estou vivo
Estando vivo
Posso pensar
No amanhã
Posso pensar
No amanhã
E amanhã
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
Depois da mesa
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Mas é melhor não divagar...
Se estou sabendo
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Porque o hoje
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
(Adenaldo)
VAGAMUNDO
Sou um vagamundo
Vago em mundo vão
Sem autorização
Munido de paixão
Olho na janela
Sou da construção
Do mundo de então
Mas não ligo pra razão
Se minha visão
Não consegue vê-la
Trago em minhas mãos
“Emes” de opção
Sozinho à multidão
Seguro o corrimão
De uma vida bela
Já passei de grão
Tenho coração!
E a chave que lhe cabe
É a salvação
Quando uso ela
(Adenaldo)
Sou um vagamundo
Vago em mundo vão
Sem autorização
Munido de paixão
Olho na janela
Sou da construção
Do mundo de então
Mas não ligo pra razão
Se minha visão
Não consegue vê-la
Trago em minhas mãos
“Emes” de opção
Sozinho à multidão
Seguro o corrimão
De uma vida bela
Já passei de grão
Tenho coração!
E a chave que lhe cabe
É a salvação
Quando uso ela
(Adenaldo)
BEIRA DE ABAETETUBA
De mãos calejadas
De velhas ilusões
De pontes, calçadas
De raça e rações...
De velhas ilusões
De pontes, calçadas
De raça e rações...
BEIRA DE ABAETETUBA
Começo comércio
Beira da Cidade
Aconchego do Rio
H o s p i t a l i d a d e
De grande verdade
Do "obrigado Senhor"
Da nossa saudade
Da alegria e da dor...
Beira da Cidade
Aconchego do Rio
H o s p i t a l i d a d e
De grande verdade
Do "obrigado Senhor"
Da nossa saudade
Da alegria e da dor...
VAGAMUNDO
Sou um vagamundo
Vago em mundo vão
Sem autorização
Munido de paixão
Olho na janela
Vago em mundo vão
Sem autorização
Munido de paixão
Olho na janela
Sou da construção
Do mundo de então
Mas não ligo pra razão
Se minha visão
Não consegue vê-la
Do mundo de então
Mas não ligo pra razão
Se minha visão
Não consegue vê-la
Trago em minhas mãos
“Emes” de opção
Sozinho à multidão
Seguro o corrimão
De uma vida bela
“Emes” de opção
Sozinho à multidão
Seguro o corrimão
De uma vida bela
Já passei de grão
Tenho coração!
E a chave que lhe cabe
É a salvação
Quando uso ela
Tenho coração!
E a chave que lhe cabe
É a salvação
Quando uso ela
(Adenaldo)
Cristo que é de pedra
Entre pedras não se mexe
Ave, Abaetetuba!
Salve, salve Beja!!!...
Entre pedras não se mexe
Ave, Abaetetuba!
Salve, salve Beja!!!...
Abaetetuba
Abaeté do Tocantins
Pelo teu corpo
Tuas veias são teus rios...
Abaeté do Tocantins
Pelo teu corpo
Tuas veias são teus rios...
3 DE JANEIRO
Hoje é domingo
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Só não entendo
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Mas não importa
O que importa
É que estou vivo
O que importa
É que estou vivo
Estando vivo
Posso pensar
No amanhã
Posso pensar
No amanhã
E amanhã
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
Depois da mesa
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Mas é melhor não divagar...
Se estou sabendo
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Porque o hoje
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
(Adenaldo)
3 DE JANEIRO
Hoje é domingo
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Só não entendo
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Mas não importa
O que importa
É que estou vivo
O que importa
É que estou vivo
Estando vivo
Posso pensar
No amanhã
Posso pensar
No amanhã
E amanhã
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
Depois da mesa
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Mas é melhor não divagar...
Se estou sabendo
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Porque o hoje
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
(Adenaldo)
3 DE JANEIRO
Hoje é domingo
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Dia três
É o segundo
Dia sem feira
Só não entendo
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Porque amanhã
A gente chama
Segunda-feira
Mas não importa
O que importa
É que estou vivo
O que importa
É que estou vivo
Estando vivo
Posso pensar
No amanhã
Posso pensar
No amanhã
E amanhã
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
É o dia de eu ir na “Beira”
O mapará e o açaí
Irei comprar...
Depois da mesa
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Vou atar à baladeira
A espreguiçadeira
Deixar a noite me acordar
Mas é melhor não divagar...
Se estou sabendo
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Que o hoje não tem feira
Deixa o amanhã
Que não vivi
Hoje pra lá
Porque o hoje
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
Mal me cabe a cerveja
E o bafo
Dos amigos
A lorotar
(Adenaldo)
Hoje é sábado
Dia dois
Único dois
Que tem janeiro
Dia dois
Único dois
Que tem janeiro
Mais onze vezes
Pode contar
Ele vai se apresentar
Em seu dia o ano inteiro
Pode contar
Ele vai se apresentar
Em seu dia o ano inteiro
Ele é comum
Pode apostar
Alguém pode lhe marcar
Se nascer no seu poleiro
Pode apostar
Alguém pode lhe marcar
Se nascer no seu poleiro
Filho do tempo
Ele é imortal!
Mas morre de morte natural
Pra renascer em fevereiro
Ele é imortal!
Mas morre de morte natural
Pra renascer em fevereiro
(Adenaldo)
TEMPO DE AMOR E PAZ
Os ponteiros do relógio passam
Pelo mesmo caminho todo dia
Não registram seus cansaços
Ao percorrerem a mesma via
Pelo mesmo caminho todo dia
Não registram seus cansaços
Ao percorrerem a mesma via
O calendário da parede
Vira um anciãozinho
Quando chega o Ano Novo
O Velho sai de seu caminho
Vira um anciãozinho
Quando chega o Ano Novo
O Velho sai de seu caminho
O sol é o mesmo de sempre
A trilha do tempo aquece
No compasso de seus passos
Ele passa; não envelhece!
A trilha do tempo aquece
No compasso de seus passos
Ele passa; não envelhece!
O tempo condena o Homem
À vida curta demais...
As pernas firmes do relógio
Nunca andam para trás
À vida curta demais...
As pernas firmes do relógio
Nunca andam para trás
O mundo tem suas feridas
Que só as línguas curam os “ais”
Mas o remédio são as lambidas
Em doses de amor e paz
Que só as línguas curam os “ais”
Mas o remédio são as lambidas
Em doses de amor e paz
(Adenaldo)
TEMPO DE AMOR E PAZ
Os ponteiros do relógio passam
Pelo mesmo caminho todo dia
Não registram seus cansaços
Ao percorrerem a mesma via
Pelo mesmo caminho todo dia
Não registram seus cansaços
Ao percorrerem a mesma via
O calendário da parede
Vira um anciãozinho
Quando chega o Ano Novo
O Velho sai de seu caminho
Vira um anciãozinho
Quando chega o Ano Novo
O Velho sai de seu caminho
O sol é o mesmo de sempre
A trilha do tempo aquece
No compasso de seus passos
Ele passa; não envelhece!
A trilha do tempo aquece
No compasso de seus passos
Ele passa; não envelhece!
O tempo condena o Homem
À vida curta demais...
As pernas firmes do relógio
Nunca andam para trás
À vida curta demais...
As pernas firmes do relógio
Nunca andam para trás
O mundo tem suas feridas
Que só as línguas curam os “ais”
Mas o remédio são as lambidas
Em doses de amor e paz
Que só as línguas curam os “ais”
Mas o remédio são as lambidas
Em doses de amor e paz
(Adenaldo)
DISCURSO VAZIO
O ranço de tua língua
Adentra os meus ouvidos
Falas o que queres
Mas não ouves o teu conflito
Adentra os meus ouvidos
Falas o que queres
Mas não ouves o teu conflito
Desdenhas da vida alheia
Do elo por tê-lo perdido
Colocas fogo na casa
De quem não é teu amigo
Do elo por tê-lo perdido
Colocas fogo na casa
De quem não é teu amigo
Em torno de interesses
Formas teu próprio juízo
Julgas mandando às favas
Aquele que não ladra contigo
Formas teu próprio juízo
Julgas mandando às favas
Aquele que não ladra contigo
O outro que te conhece
Bem sabe teu lado maldito
Não vives o auto da fala
Teus zelos são tantos mesquinhos
Bem sabe teu lado maldito
Não vives o auto da fala
Teus zelos são tantos mesquinhos
(Adenaldo)
DESEJO DA ROSA
Plantei
Reguei...
Minhas
Roseiras
Germinaram
Reguei...
Minhas
Roseiras
Germinaram
O sol
A lua
A chuva
O vento
Ajudaram-me
A lua
A chuva
O vento
Ajudaram-me
Minhas roseiras
Floriram...
Floriram...
Encantado
Desejei
Um buquê de rosas!
Desejei
Um buquê de rosas!
Mas ao ver os pássaros
Beijarem as rosas com carinho
Senti que as rosas
Não pretendem
As minhas mãos
Beijarem as rosas com carinho
Senti que as rosas
Não pretendem
As minhas mãos
(Adenaldo)
MANI DE ABAETÉ
Flor Cabana
Criança mulher
Raiz da maniva
Mani de Abaeté
Criança mulher
Raiz da maniva
Mani de Abaeté
A alma de planta
Resenha o que é
Inocência tamanha
Na flor da maré
Resenha o que é
Inocência tamanha
Na flor da maré
Seu jeito sumana
Humilde em ser
Sofia Helena
A luz do saber
Humilde em ser
Sofia Helena
A luz do saber
(Adenaldo)
CONCEIÇÃO DE ABAETÉ
Vindo de Belém pra sua sesmaria
Francisco Monteiro se perdeu na ventania
No dia consagrado à Virgem da Conceição
Seu Francisco apavorado pediu logo proteção
Francisco Monteiro se perdeu na ventania
No dia consagrado à Virgem da Conceição
Seu Francisco apavorado pediu logo proteção
Uma capela à Santa o Sesmeiro construiu
Às margens do Maratauira onde o povo reuniu
Como aqui não tinha ouro, Seu Francisco se mandou
Em sua caravela, nem uma árvore aqui plantou...
Às margens do Maratauira onde o povo reuniu
Como aqui não tinha ouro, Seu Francisco se mandou
Em sua caravela, nem uma árvore aqui plantou...
Veja só, foi milagre meu irmão!
Abaetetuba, segura às mãos de Conceição!!!
Abaetetuba, segura às mãos de Conceição!!!
(Adenaldo)
ROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Cai, cai balão
Democracia
Teologia
Meu São João
Cai, cai balão
Democracia
(Adenaldo)
Caboclo vai
indo contra a correnteza
O peixe valente despenca do céu
Cano-à-vela no rio não se cansa
A água que dança tem gosto de mel
O peixe valente despenca do céu
Cano-à-vela no rio não se cansa
A água que dança tem gosto de mel
ASSOMBRAÇÃO
Pela madrugada
Vi Matinta Pereira
Falei que pela manhã
Ela fosse lá na Beira
Pegar tabaco de primeira
Ela parecia irritada
Seu fififiu me assustava
Então, lembrei que ela viu
Ontem na pedra do porto
O corpo de um boto morto
(Adenaldo)
Pela madrugada
Vi Matinta Pereira
Falei que pela manhã
Ela fosse lá na Beira
Pegar tabaco de primeira
Ela parecia irritada
Seu fififiu me assustava
Então, lembrei que ela viu
Ontem na pedra do porto
O corpo de um boto morto
(Adenaldo)
MANI DE ABAETÉ
Flor Cabana
Criança mulher
Raiz da maniva
Mani de Abaeté
Criança mulher
Raiz da maniva
Mani de Abaeté
A alma de planta
Resenha o que é
Inocência tamanha
Na flor da maré
Resenha o que é
Inocência tamanha
Na flor da maré
Seu jeito sumana
Humilde em ser
Sofia Helena
A luz e o saber
Humilde em ser
Sofia Helena
A luz e o saber
(Adenaldo)
HALL DA MEMÓRIA
Na linha do tempo
Recompõe-se a história
Amigos que partem
Nunca vão embora
Amigos são artes
Preciosas joias
Guardadas no peito
No hall da memória
(Adenaldo)
Na linha do tempo
Recompõe-se a história
Amigos que partem
Nunca vão embora
Amigos são artes
Preciosas joias
Guardadas no peito
No hall da memória
(Adenaldo)
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Colocas palavras em minha boca
Meio a toa quer me alugar
Mas o verbo tem sua casa própria
Próprio do verbo conjugar
Meio a toa quer me alugar
Mas o verbo tem sua casa própria
Próprio do verbo conjugar
Minha cabeça ainda é boa
Não tenho pressa para voar
Bato as asas, abrindo a boca...
Vê se entendes meu linguajar
Não tenho pressa para voar
Bato as asas, abrindo a boca...
Vê se entendes meu linguajar
Não faço ninho em alheia proa
Cada cabeça é um altar
Meu passarinho um canto entoa
Meu coração é o seu lugar
Cada cabeça é um altar
Meu passarinho um canto entoa
Meu coração é o seu lugar
(Adenaldo)
A RUA
A rua é grande
Tem nome e coração
A rua leva ao longe
Sem precisar de corrimão
A rua não tem começo
Nem meio; tampouco fim!
Todo ponto de chegada
É um ponto de partir
A rua fica embaixo
Pronta para ir e vim
Se ela tem serenata
O amor mora ali
A rua quando calçada
Veste-se para não sair
Mas ela só fica parada
Se o destino permitir
Tem nome e coração
A rua leva ao longe
Sem precisar de corrimão
A rua não tem começo
Nem meio; tampouco fim!
Todo ponto de chegada
É um ponto de partir
A rua fica embaixo
Pronta para ir e vim
Se ela tem serenata
O amor mora ali
A rua quando calçada
Veste-se para não sair
Mas ela só fica parada
Se o destino permitir
(Adenaldo)
VERÃO ABAETETUBAR
Não quero complicar
Vou falar o que sinto
Em linguagem popular
É como sei me expressar!
Vou falar o que sinto
Em linguagem popular
É como sei me expressar!
A dor eu nunca espero
Mas o amor lhe dá lugar
Condicionado ao universo
Não marco hora pra chorar
Mas o amor lhe dá lugar
Condicionado ao universo
Não marco hora pra chorar
Vulnerável ser humano
Modelado ser vulgar
Faço parte de um esquema
Muito antes de chegar
Modelado ser vulgar
Faço parte de um esquema
Muito antes de chegar
Já viajei pelas
galáxias
Vi São Jorge galopar
Pelos olhos da peneira
Fiz estrelas ao luar
Vi São Jorge galopar
Pelos olhos da peneira
Fiz estrelas ao luar
A procura do infinito
Não me canso de andar
Concretizo o impossível
Num possível imaginar
Não me canso de andar
Concretizo o impossível
Num possível imaginar
Sem saber o que
acontece
Por saber que sei amar
Adentrei à primavera
Num verão abaetetubar
Por saber que sei amar
Adentrei à primavera
Num verão abaetetubar
(Adenaldo)
ABAETETUBA, ÉS MINHA PAIXÃO! VIVES DENTRO DO MEU CORAÇÃO EU TE ABRAÇO COM MUITA EMOÇÃO AO PISAR NO ESPLENDOR DO TEU CHÃO... |
Parabéns pelos 120 anos!
SOU ASSIM
SOU ASSIM
Com pano sujo não me
alinho
Entretanto, não sou Omo!
Prefiro nu saber de mim
Do que vestir um sujo pano
Luto na vida pra ser feliz
Que o travesseiro não reclame
Quero adormecer nos meus bons quis
Cantar meu canto a alguém que ame
Entretanto, não sou Omo!
Prefiro nu saber de mim
Do que vestir um sujo pano
Luto na vida pra ser feliz
Que o travesseiro não reclame
Quero adormecer nos meus bons quis
Cantar meu canto a alguém que ame
(Adenaldo)
Vivo nesse Mapa
Brasileiro
Meu Pará no teu canteiro
Abaetetuba é uma flor
Vivo a mercê de um outro dia
Me agarro à ventania
Só por causa do amor...
Meu Pará no teu canteiro
Abaetetuba é uma flor
Vivo a mercê de um outro dia
Me agarro à ventania
Só por causa do amor...
MARIA DE ABAETÉ
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Entre nós o vosso
reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
(Adenaldo)
COISAS DE VÁRZEA
(Adenaldo Cardoso)
* Interpretada pelo Grupo Sororocando No Mato*
(Adenaldo Cardoso)
* Interpretada pelo Grupo Sororocando No Mato*
Na tabatinga da
ilusão
Lambuzei meu coração
Viajei feito aninga
No remanso do teu rio
Fui chutado pelo vento
Eu quase não aguento
A tempestade foi tão grande
Que encalhei na ribanceira
Vi cobra grande, curupira
Boto, matinta perera
Ao teu lado vivo só
Atolado na lameira
Lambuzei meu coração
Viajei feito aninga
No remanso do teu rio
Fui chutado pelo vento
Eu quase não aguento
A tempestade foi tão grande
Que encalhei na ribanceira
Vi cobra grande, curupira
Boto, matinta perera
Ao teu lado vivo só
Atolado na lameira
DA SAGRADA ESCRITURA
DOS VIOLEIROS…
A defesa é natural:
cada qual para o que nasce,
cada qual com sua classe,
seus estilos de agradar.
Um nasce para trabalhar,
outro nasce para briga,
outro vive de intriga,
E outro de negociar.
Outro vive de enganar -
o mundo só presta assim:
é um bom outro ruim,
e eu não tenho jeito pra dar.
Pra acabar de completar:
Quem tem o mel, dá o mel.
Quem tem o fel. dá o fel.
Quem nada tem, nada dá.
A defesa é natural:
cada qual para o que nasce,
cada qual com sua classe,
seus estilos de agradar.
Um nasce para trabalhar,
outro nasce para briga,
outro vive de intriga,
E outro de negociar.
Outro vive de enganar -
o mundo só presta assim:
é um bom outro ruim,
e eu não tenho jeito pra dar.
Pra acabar de completar:
Quem tem o mel, dá o mel.
Quem tem o fel. dá o fel.
Quem nada tem, nada dá.
Beira
Do tipiti retorcido,
de sonhos compridos
Do matapi parido, de peitos despidos
De mãos calejadas, de velhas ilusões
De ponte, calçada, de raça e rações...
Do matapi parido, de peitos despidos
De mãos calejadas, de velhas ilusões
De ponte, calçada, de raça e rações...
INTÉ, POR LÁ!
(Ao saudoso amigo maestro Miguel Afonso)
(Ao saudoso amigo maestro Miguel Afonso)
Meu amigo Miguelito!
Meu parceiro, meu irmão!
Na raiz do teu umbigo
Amarrei meu coração
Meu parceiro, meu irmão!
Na raiz do teu umbigo
Amarrei meu coração
A flor que tu me
deste
Perfumou meu violão
No canto de minha alma
Primavera faz canção
Perfumou meu violão
No canto de minha alma
Primavera faz canção
Plantaste flores no
rio
Em terra firme a tua arte
Tocaste o dedo de Zeus
Com as canções que dedilhaste
Em terra firme a tua arte
Tocaste o dedo de Zeus
Com as canções que dedilhaste
Estrelas iluminaram
O teu espaço inspirador
No Recanto da Iara
Encontraste o amor
O teu espaço inspirador
No Recanto da Iara
Encontraste o amor
Para o desconhecido
Como a fonte alcança o mar
Viajaste tão depressa
Num lance de preamar
Como a fonte alcança o mar
Viajaste tão depressa
Num lance de preamar
Por aqui eu vou
vivendo
Nas águas vivas da maré
Encho e vazo de saudade
Como um rio no igarapé
Nas águas vivas da maré
Encho e vazo de saudade
Como um rio no igarapé
(Adenaldo)
(Sonho Fantasia)
Sonhei que estava num baile de máscara
Que eu era o boto e você a iara
Depois de meia-noite a gente se banhava
Nas águas folclóricas de um rio de paixão
A banda remava, a gente navegava
Singrava o rio com muita emoção
No rebojo das águas a alegria boiava
E o remanso formava renda de cordão
Havia pierrô, havia colombina
Bailarina, palhaço, monstro , abusão...
Chovia confete e serpentina
Lembrava teu rabo em descamação
Na várzea aportei buscando teu beijo
Foi quando acordei na desilusão
Ouvindo o barulho da realidade
Adernei com o barco da tradição
No rio não vejo caminho
O rio deita e levanta
O rio se emociona
O rio ri docemente
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetubense!
Que ama seu chão
E, mostra pra gente
Aquilo que sente
Em seu coração!
A NOITE NASCEU MAIS TRISTE
MAS EU SEI QUE AINDA EXISTE
O LUAR NESTE LUGAR
Beja, meu bem, beja!
Violão Faceiro
Para João Fran.
Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.
E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.
Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.
Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.
Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.
Para João Fran.
Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.
E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.
Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.
Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.
Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.
TRAÍRA
Adenaldo
O meu sonho é um rio
De ondas vivas, serenas
Meu porto é solidão
Plantado no pé da beira
Consulto meu coração
Na terra firme da feira
O meu amor é um anzol
Em busca de uma sereia
Mas pra minha decepção
Traíra eu pesco na areia
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
O meu sonho é um rio
De ondas vivas, serenas
Meu porto é solidão
Plantado no pé da beira
Consulto meu coração
Na terra firme da feira
O meu amor é um anzol
Em busca de uma sereia
Mas pra minha decepção
Traíra eu pesco na areia
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
FESTANÇA
Autoria : Adenaldo Cardoso /Júlio Orlando
Vai barquinho, vai barquinho!
Sai das mãos para a maré
No meu sonho de menino
O meu rio é igarapé
Como um bom timoneiro
Desvio de mururé
Brinco com a cobra grande
Mas não toco em poraquê
Miriti em festa
Soca-soca a pilar
Que bonitas as bonequinhas
Caboquinhos a remar (REFRÃO)
Miritifest
Cultura tupiniquim
Onde a arte ganha a vida
Brinquedo de miriti
Avião, aviãozinho!
Faz o céu aparecer
No meu mundo pequenino
Sinto muito de prazer
Voa, voa, passarinho!
Nas asas da imaginação
Voa, canta, faz teu ninho
Faz da vida uma canção
Miriti em festa ... (REFRÃO)
No gingar da nossa história
A festa da Conceição
Miriti, buquê de glória
Das mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A cultura de Abaeté
Junto com Jesus Cristinho
Nos Braços de Nazaré
Miriti em festa ... (REFRÃO)
Autoria : Adenaldo Cardoso /Júlio Orlando
Vai barquinho, vai barquinho!
Sai das mãos para a maré
No meu sonho de menino
O meu rio é igarapé
Como um bom timoneiro
Desvio de mururé
Brinco com a cobra grande
Mas não toco em poraquê
Miriti em festa
Soca-soca a pilar
Que bonitas as bonequinhas
Caboquinhos a remar (REFRÃO)
Miritifest
Cultura tupiniquim
Onde a arte ganha a vida
Brinquedo de miriti
Avião, aviãozinho!
Faz o céu aparecer
No meu mundo pequenino
Sinto muito de prazer
Voa, voa, passarinho!
Nas asas da imaginação
Voa, canta, faz teu ninho
Faz da vida uma canção
Miriti em festa ... (REFRÃO)
No gingar da nossa história
A festa da Conceição
Miriti, buquê de glória
Das mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A cultura de Abaeté
Junto com Jesus Cristinho
Nos Braços de Nazaré
Miriti em festa ... (REFRÃO)
Adenaldo Santoscardoso
Prosseguindo com a bela homenagem: Alcimar canta / Feliz pra nos alegrar / No
ventre de Abaetetuba / O verbo se fez Alcimar
A MORTE É CERTA
Adenaldo
O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
MAL ME QUER, BEM ME
QUER...
Adenaldo
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
REFLEXO
Adenado
O sangue acende à lenha
O que é isso Maria?
O que é isso José?
Cuidado com o fogo!
Ele fere, ele emprenha...
E a vida passa ser
O que ela não é
José Maria ou Maria José
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenado
O sangue acende à lenha
O que é isso Maria?
O que é isso José?
Cuidado com o fogo!
Ele fere, ele emprenha...
E a vida passa ser
O que ela não é
José Maria ou Maria José
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
OBRA DOS SENTIDOS
Adenaldo
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
OBRA DOS SENTIDOS
Adenaldo
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
OBRA DOS SENTIDOS
Adenaldo
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
SANTA ARQUITETURA
Adenaldo
Querida Abaeté!
Querida Abaetetuba!
Sei que os teus braços são as tuas ruas
Adenaldo
Querida Abaeté!
Querida Abaetetuba!
Sei que os teus braços são as tuas ruas
E dos teus abraços
brota a tua cultura
O povo no nos bairros "Santa Arquitetura"
Bairro da AVIAÇÃO, Divino Espírito Santo
ALGODOAL, Socorro do teu pranto
Bairro do MUTIRÃO, Antonio Casamenteiro
SÃO SEBASTIÃO, Glorioso Guerreiro
CRISTO REDENTOR, Deus é a salvação
FRANCILÂNDIA ensina "Francisco é irmão"
SANTA CLARA clareia os obscuros caminhos
SANTA ROSA perfuma onde houverem espinhos
SÃO JOÃO batiza em nome de Jesus
Bendito São José ao CAFEZAL conduz
SÃO LOURENÇO concentra o povo cheio de fé
Elevando suas preces à Virgem de Nazaré
SÃO DOMINGOS DA ANGÉLICA protege o destino
São Cristovão carrega CASTANHAL com carinho
Nessa caminhada de devoção
O CENTRO homenageia à Virgem da Conceição
Adenaldo Cardoso/Julio Orlando
Abaetetuba - Pará - Brasil
*Em letras maiúsculas os 14 bairros de Abaetetuba
O povo no nos bairros "Santa Arquitetura"
Bairro da AVIAÇÃO, Divino Espírito Santo
ALGODOAL, Socorro do teu pranto
Bairro do MUTIRÃO, Antonio Casamenteiro
SÃO SEBASTIÃO, Glorioso Guerreiro
CRISTO REDENTOR, Deus é a salvação
FRANCILÂNDIA ensina "Francisco é irmão"
SANTA CLARA clareia os obscuros caminhos
SANTA ROSA perfuma onde houverem espinhos
SÃO JOÃO batiza em nome de Jesus
Bendito São José ao CAFEZAL conduz
SÃO LOURENÇO concentra o povo cheio de fé
Elevando suas preces à Virgem de Nazaré
SÃO DOMINGOS DA ANGÉLICA protege o destino
São Cristovão carrega CASTANHAL com carinho
Nessa caminhada de devoção
O CENTRO homenageia à Virgem da Conceição
Adenaldo Cardoso/Julio Orlando
Abaetetuba - Pará - Brasil
*Em letras maiúsculas os 14 bairros de Abaetetuba
Adenaldo
Como disse o poeta
"Amar é necessário"
Mas debulhando o meu rosário
Meus versos loucos ordinários
As contas que me deu o vigário
Despetalei a vida assim
"Mal me quer", "Bem me quer"
"Mal me quer", "Bem me quer..."
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
"Amar é necessário"
Mas debulhando o meu rosário
Meus versos loucos ordinários
As contas que me deu o vigário
Despetalei a vida assim
"Mal me quer", "Bem me quer"
"Mal me quer", "Bem me quer..."
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Pai, sei que sou
diferente
Dos santos e dos anjos.
Não quero ser como eles
Me basta ser simples gente!
Senhor sou apenas uma reles
Poeta , nem demônio nem arcanjo.
Sou feito de carne e versos
E sentimentos diversos
Sou poeta, nada mais,
Santa? Jamais!
Dos santos e dos anjos.
Não quero ser como eles
Me basta ser simples gente!
Senhor sou apenas uma reles
Poeta , nem demônio nem arcanjo.
Sou feito de carne e versos
E sentimentos diversos
Sou poeta, nada mais,
Santa? Jamais!
De: Iolanda Parente
Adenaldo Santoscardoso QUO VADIS? URUBUTUBA "Beira" "Beirada" "Beiradão" "Lá Embaixo" Também "Calçadão" Abaetetuba - Pará - Brasil |
Adenaldo Não matem os
urubus / Nem a tua educação / Não matem as baratas e ratos / Viva a nossa
salvação!
De Adenaldo
AO POETA COM CARINHO
O poeta está no berço
Viva, viva o poeta!
Muitobéns, amigo meu!!!
É o que desejo em tua festa
Viva, viva o poeta!
Muitobéns, amigo meu!!!
É o que desejo em tua festa
Não me sinto a
vontade
Pra escolher o teu presente
O que encontrei foram palavras
Que penso ser teu nutriente
Pra escolher o teu presente
O que encontrei foram palavras
Que penso ser teu nutriente
De tanto eu me
apreciar
Das guloseimas da tua mente
GARIBALDI NICOLA PARENTE
Sejas eterno eternamente!
Das guloseimas da tua mente
GARIBALDI NICOLA PARENTE
Sejas eterno eternamente!
(Do sumano Adenaldo)
Adenaldo
Cheira a valentia
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
O tempo não te espera
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra!
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra!
PORTO SEDUTOR
No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.
No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.
Olhe a comida, meu
senhor! / Cheiro cheiroso, meu amor! / Olho de Boto, seu doutor /
Ervacidreira!... / Olhe o espinho... olhe a flor! / Olhe o sol feliz se pôr / A
vida do trabalhador / Olhe à Beira!!!
Violão Faceiro
Para João Fran.
Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.
E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.
Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.
Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.
Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.
Para João Fran.
Viola, violeiro e violão
menestrel ou trovador.
Arma a lírica canção
no castelo do pendor.
E de castelo em castelo,
plangentes prima e bordão
Arrima no doce anelo
da alma no coração.
Na florada da lua cheia
segue à risca a melodia.
A ressonância prateia
na ode da lua alegria.
Viola, violeiro e violão
acorde ao prazer do canto.
Vibrante toca a emoção
e deslumbra mais encanto.
Viola, violeiro e violão
palco de ameno luar.
E vem Beethoven tocar
em nosso faceiro odeão.
Adenaldo
Santoscardoso É verdade minha querida Eliana Fonseca Fonseca, acho que você
teve o prazer de viver esse momento inesquecível, que é o desfile irreverente
do Palhuk e seus palhukeiros. Acho de suma importância que a gente não desista
de nosso ideal. Devemos contribuir de todas as formas para que o Palhuk
permaneça de fato para sempre. O Palhuk ainda é o orgasmo do nosso carnaval
abaeteuara, sem o Palhuk retiro-me do Carnaval. Viva o mestre Guri e a sua
esposa Luíza, sem eles, com certeza o Palhuk já teria falecido e nosso Carnaval
se resumiria numa grande porcaria. VIVA O PALHUK, VIVA O GURY E VIVA A LUÍZA
PARA SEMPRE! VAMOS TODOS OS ABAETETUBENSES LUTAR PARA QUE NÃO PERCAMOS A NOSSA
IDENTIDADE CULTURAL.
Adenaldo
Santoscardoso
XARÃO CULTURAL
ABAETEUARA
NÃO ESQUEÇO O MEU
UMBIGO
O céu está na boca
Mas se existe outra coisa boa
É o paraíso!
Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá
Depois de cá
Sem esquecer o meu umbigo:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Não venha me prender
Por eu vender um bom CD pirateado
Eu vendo pra sobreviver
Se a policia quer saber
São os políticos os errados
O Papa vive nas estrelas
Papai Noel no Polo Norte
E eu no mundo da lua
Feito Cavalo de São Jorge
Quando o trem vier me buscar
Que me deixe num lugar
Onde eu possa escutar:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
O céu está na boca
Mas se existe outra coisa boa
É o paraíso!
Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá
Depois de cá
Sem esquecer o meu umbigo:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Não venha me prender
Por eu vender um bom CD pirateado
Eu vendo pra sobreviver
Se a policia quer saber
São os políticos os errados
O Papa vive nas estrelas
Papai Noel no Polo Norte
E eu no mundo da lua
Feito Cavalo de São Jorge
Quando o trem vier me buscar
Que me deixe num lugar
Onde eu possa escutar:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Adenaldo
Santoscardoso
ADEMIR HELENO ARAÚJO ROCHA
*Enciclopédia Viva da Nossa História Abaeteuara*
Na Terra de Homens Valentes
Que lembra Guerreiros de Tróia
*Enciclopédia Viva da Nossa História Abaeteuara*
Na Terra de Homens Valentes
Que lembra Guerreiros de Tróia
A armadura de Heleno
Protege a nossa memória
Navega nos mares de dantes
Vasculha o fundo do rio
Gapuia junto com Netuno
A nossa história com brio
Visita as cavernas escuras
Com sua espada a luzir
Coeso a raiz da existência
Não deixa a vida partir
Edifica sua fortaleza
No plano espiritual
Vivendo num mundo de letras
Arquiteta no mundo virtual
Carimba com tintas eternas
Às páginas do nosso existir
Professor Heleno Araújo
Rocha de ouro Ademir
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará – Brasil
Protege a nossa memória
Navega nos mares de dantes
Vasculha o fundo do rio
Gapuia junto com Netuno
A nossa história com brio
Visita as cavernas escuras
Com sua espada a luzir
Coeso a raiz da existência
Não deixa a vida partir
Edifica sua fortaleza
No plano espiritual
Vivendo num mundo de letras
Arquiteta no mundo virtual
Carimba com tintas eternas
Às páginas do nosso existir
Professor Heleno Araújo
Rocha de ouro Ademir
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará – Brasil
Adenaldo
Santoscardoso
ESSE CARA NÃO É O
CARA
Vou dizer na tua cara
Que esse cara não é o cara
Vou provar na tua cara
Que essa cara é de pau
Minha cara ela escarra
Na tua cuia de mingau
Olha o peixe na vazante
Pitiú, alto falante!
Pupunha a todo instante
O Carão apareceu
Encara outra pessoa
Pode ser a que vende broa
Ao teu pai que te perdeu
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Vou dizer na tua cara
Que esse cara não é o cara
Vou provar na tua cara
Que essa cara é de pau
Minha cara ela escarra
Na tua cuia de mingau
Olha o peixe na vazante
Pitiú, alto falante!
Pupunha a todo instante
O Carão apareceu
Encara outra pessoa
Pode ser a que vende broa
Ao teu pai que te perdeu
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
DONA
DA NOSSA CABEÇA
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli Da nossa marca registrada Também temos “Seu Miriti” Valha-nos Deus, Nossa Senhora! “Dona Farinha” e “Seu Açai” Mas a “mardita desgraçada” Não sai de nossas cabeças Embriaga-nos de sonho Alambique que veleja Traz o cheiro do ribeirinho Da coroa de sua fama Brilha ouro refinado Parideiro pé-de-cana Dona de nossas cabeças Prostituta de Abaeté Pro mundo ela foi plantada Pra morrer num cabaré Dona do Engenho São José Que paria Vista Alegre Dona do Engenho Nazaré Que paria Nazaré Dona do Engenho Da Paz Que paria Maués Dona do Engenho São Jerônimo Que paria São Jerônimo Dona do Engenho Santa Rosa Que paria Alvorada Dona do Engenho Papagaio Que paria Papagaio Dona do Engenho Feliz Que paria Feliz Dona do Engenho Paraíso Que paria Paraíso Dona do Engenho São Pedro Que paria São Pedro Dona do Engenho São João Que paria São João Dona do Engenho Santa Cruz Que paria Santa Cruz Dona do Engenho Borboleta Que paria Borboleta Engenho do Nazareno Que paria Amazônia Dona do Engenho Pacheco Que paria... Saudosos engenhos de canas Autores de nossa glória Em meio as festas profanas Alegravam nossa história Ao vermos um pé-de-cana Lembranças o vento traz Da Dona de nossas cabeças Famosa Dama que jaz Mas no nosso porto em luto Não esquecemos jamais A Pura de Abaetetuba Mater dos canaviais |
AMIGAETÉS
(Dedico as minhas sobrinhas Carol Kemil e Kamila Kemil)
Cá vivo sonhando comigo
Morando às margens dos igarapés
Vivendo o socialismo
Na tribo dos Abaetés
No relampejo desse desejo
Troveja em meu peito o amor fraternal
Acordo e vejo Kamila
E Carol na comuna tribal
Minhas amigas não são poesias
Não são fantasias, são mesmo reais
É o encontro do que eu procuro
No claro ou no escuro são sempre leais
Minhas amigas não tem quem maldiga
A nossa mandinga espanta o mal
Premeditando o nosso futuro
Jamais verei muro no nosso quintal
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
(Dedico as minhas sobrinhas Carol Kemil e Kamila Kemil)
Cá vivo sonhando comigo
Morando às margens dos igarapés
Vivendo o socialismo
Na tribo dos Abaetés
No relampejo desse desejo
Troveja em meu peito o amor fraternal
Acordo e vejo Kamila
E Carol na comuna tribal
Minhas amigas não são poesias
Não são fantasias, são mesmo reais
É o encontro do que eu procuro
No claro ou no escuro são sempre leais
Minhas amigas não tem quem maldiga
A nossa mandinga espanta o mal
Premeditando o nosso futuro
Jamais verei muro no nosso quintal
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
Cassio Dias
Amigo Cassio Dias
Que a vida me deu de presente
Ao sabor de suas alegrias
Eu sinto o valor de ser gente
Que a vida me deu de presente
Ao sabor de suas alegrias
Eu sinto o valor de ser gente
MAR VERMELHO
Nos cantos do mundo
Plantaram muitas cruzes
Cemitérios ocultos
Não ocultam o odor das flores
Cruz credo, hemisférios!
Antagônicos bastidores
Diante dos olhos dos reis
Juro que não vi nada de novo
Nas teias trançadas das leis
O inseto pequeno é o povo
Na malha do direito burguês
O pinto é sufocado no ovo
Sem terra, sem teto...
No fundo do poço
A justiça afogada outra vez
A janta servida no almoço
A água e o vinho se abraçam
Tingidos não buscam seus leitos
Namoram deixando suas marcas
O rosto da morte num beijo
Unidos não vejo suas caras
Mas sinto o gosto do Tejo
O Rio vermelho desagua
Nas águas do Rio Araguaia
Emergem granadas, fuzis...
As dores de mães desoladas
Lembranças das flores de abril
No fundo do rio sepultadas
O rio que veio e que foi
Não chorou por ser chorado
Cuspiu nos dez mandamentos
Bebeu o cálice de Baco
Lambeu a cruz... depois partiu
Pororocou no céu do fraco
Foi até o Carandiru
Inundou a Candelária
Eldorado dos Carajás
Vigário Geral, Corumbiara
Passou pela Amazônia
Por que será que ele não para?
Fez remanso em Hiroshima
Nagasaki, que banzeiro!
Beirute, Iraque, Malvinas...
Estilhaçou o meu espelho
Já não vejo mais um rio
Mais um grande M A R V E R M E L H O.
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Nos cantos do mundo
Plantaram muitas cruzes
Cemitérios ocultos
Não ocultam o odor das flores
Cruz credo, hemisférios!
Antagônicos bastidores
Diante dos olhos dos reis
Juro que não vi nada de novo
Nas teias trançadas das leis
O inseto pequeno é o povo
Na malha do direito burguês
O pinto é sufocado no ovo
Sem terra, sem teto...
No fundo do poço
A justiça afogada outra vez
A janta servida no almoço
A água e o vinho se abraçam
Tingidos não buscam seus leitos
Namoram deixando suas marcas
O rosto da morte num beijo
Unidos não vejo suas caras
Mas sinto o gosto do Tejo
O Rio vermelho desagua
Nas águas do Rio Araguaia
Emergem granadas, fuzis...
As dores de mães desoladas
Lembranças das flores de abril
No fundo do rio sepultadas
O rio que veio e que foi
Não chorou por ser chorado
Cuspiu nos dez mandamentos
Bebeu o cálice de Baco
Lambeu a cruz... depois partiu
Pororocou no céu do fraco
Foi até o Carandiru
Inundou a Candelária
Eldorado dos Carajás
Vigário Geral, Corumbiara
Passou pela Amazônia
Por que será que ele não para?
Fez remanso em Hiroshima
Nagasaki, que banzeiro!
Beirute, Iraque, Malvinas...
Estilhaçou o meu espelho
Já não vejo mais um rio
Mais um grande M A R V E R M E L H O.
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
GASTRONOMIA
Como posso arrotar carne
Se o quê comi foi peixe?
Tem gente que não entente
Ou pensa que eu sou otário
É sempre a mesma história
Quer minha cabeça em seu prato
Porra! Cada um cuide de si...
O certo pode estar errado
Eu serei o que bom de sê-lo
Desodorizo o meu suvaco
Pare de ser meu pentelho
E não encha o meu saco
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Como posso arrotar carne
Se o quê comi foi peixe?
Tem gente que não entente
Ou pensa que eu sou otário
É sempre a mesma história
Quer minha cabeça em seu prato
Porra! Cada um cuide de si...
O certo pode estar errado
Eu serei o que bom de sê-lo
Desodorizo o meu suvaco
Pare de ser meu pentelho
E não encha o meu saco
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
XARÃO CULTURAL
ABAETEUARA
NÃO ESQUEÇO O MEU
UMBIGO
O céu está na boca
Mas se existe outra coisa boa
É o paraíso!
Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá
Depois de cá
Sem esquecer o meu umbigo:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Não venha me prender
Por eu vender um bom CD pirateado
Eu vendo pra sobreviver
Se a policia quer saber
São os políticos os errados
O Papa vive nas estrelas
Papai Noel no Polo Norte
E eu no mundo da lua
Feito Cavalo de São Jorge
Quando o trem vier me buscar
Que me deixe num lugar
Onde eu possa escutar:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
O céu está na boca
Mas se existe outra coisa boa
É o paraíso!
Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá
Depois de cá
Sem esquecer o meu umbigo:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Não venha me prender
Por eu vender um bom CD pirateado
Eu vendo pra sobreviver
Se a policia quer saber
São os políticos os errados
O Papa vive nas estrelas
Papai Noel no Polo Norte
E eu no mundo da lua
Feito Cavalo de São Jorge
Quando o trem vier me buscar
Que me deixe num lugar
Onde eu possa escutar:
- Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha...
- É o doce gelado!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
DESTECNOLÓGICOS
(Para Luiz Gonzaga Lobato e Ney Viola)
Nem tudo é o que parece
Continuo amando a filosofia
Nunca juro, desconjuro
Os que juram que eu juro
Pois, é pura fantasia
É do nada que se cria
E do tudo se copia
EXAGERO a gente pensa
- Pesarosa ventania -
Nasci nu, mas não sou índio
Mudo de roupa todo dia
Tomo cachaça no boteco
Sempre em boa companhia
Gonzaga Lobato e Ney Viola
Amigos do Cassio e da Sofia
Raul Seixas e Bob Marley
Camaradas da anarquia
Obrigado meus amigos
Brindemos à democracia
Eu sou filho da Amazônia
Mas meu avô era da Síria
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
(Para Luiz Gonzaga Lobato e Ney Viola)
Nem tudo é o que parece
Continuo amando a filosofia
Nunca juro, desconjuro
Os que juram que eu juro
Pois, é pura fantasia
É do nada que se cria
E do tudo se copia
EXAGERO a gente pensa
- Pesarosa ventania -
Nasci nu, mas não sou índio
Mudo de roupa todo dia
Tomo cachaça no boteco
Sempre em boa companhia
Gonzaga Lobato e Ney Viola
Amigos do Cassio e da Sofia
Raul Seixas e Bob Marley
Camaradas da anarquia
Obrigado meus amigos
Brindemos à democracia
Eu sou filho da Amazônia
Mas meu avô era da Síria
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
PESADELO
Acordei meio assustado
Afastando o que via
Procurando o meu Deus
Pra acabar minha agonia
Deus de tantos, tantos eus
Eu dos Santos, anjo meu
Minha mãe, salve Rainha!
Meu pai nosso , pai do céu!
Escapei do purgatório
Vi minha filha que dormia
Como um anjo aposentado
Minha mulher apagou o dia
Voltei para os braços ternos
De Morfeu que me acudia
Fugi do grande pesadelo
Da noite; não sei do dia...
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Acordei meio assustado
Afastando o que via
Procurando o meu Deus
Pra acabar minha agonia
Deus de tantos, tantos eus
Eu dos Santos, anjo meu
Minha mãe, salve Rainha!
Meu pai nosso , pai do céu!
Escapei do purgatório
Vi minha filha que dormia
Como um anjo aposentado
Minha mulher apagou o dia
Voltei para os braços ternos
De Morfeu que me acudia
Fugi do grande pesadelo
Da noite; não sei do dia...
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Um
barco na praça
Vive a ver navio Um barco parado Que nunca partiu Nasceu encalhado Abaetetuba pariu Um barco de pedra Um barco sem rio (Adenaldo dos Santos Cardoso |
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Adenaldo 17 de maio de 2013 20:52 NÃO ESQUEÇO O MEU UMBIGO O céu está na boca Mas se existe outra coisa boa É o paraíso! Eu rezo pra Alá, pra ir pra lá Depois de cá Sem esquecer o meu umbigo: - Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha... - É o doce gelado! Não venha me prender Por eu vender um bom CD pirateado Eu vendo pra sobreviver Se a policia quer saber São os políticos os errados O Papa vive nas estrelas Papai Noel no Polo Norte E eu no mundo da lua Feito Cavalo de São Jorge Quando o trem vier me buscar Que me deixe num lugar Onde eu possa escutar: - Olha a pupunha, olha a pupunha, olha a pupunha... - É o doce gelado! Adenaldo dos Santos Cardoso Abaetetuba - Pará - Brasil |
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Adenaldo Santoscardoso Hoje eu vi a lua Em plena luz do dia Eu vi a lua No céu de Abaetetuba Eu vi a lua Que coisa absurda Eu vi a lua Namorando com o sol |
Adenaldo
Santoscardoso
XARÃO CULTURAL
ABAETEUARA
CRUZEIRO
Ergueram um altar
Que nos conduz
Pra mãe Conceição
Pra mãe de Jesus
Abaeté do Pará
Que nos seduz
Minha nossa Senhora
Nos livre da cruz!
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Ergueram um altar
Que nos conduz
Pra mãe Conceição
Pra mãe de Jesus
Abaeté do Pará
Que nos seduz
Minha nossa Senhora
Nos livre da cruz!
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
POEMA DE NINGUÉM
Não entendi aquele rio
Ao mergulhar com meu escafrando
Não entendi aquele rio
Achei um poema de outro mundo
Não entendi aquele rio
Achando que ele me pertencia
Não entendi aquele rio
Busquei ajuda nos oceanos
Não entendi aquele rio
Era muito mais profundo
Não entendi aquele rio
Não consegui chegar ao fundo
Não entendi aquele rio
Aos meus olhos desaguando
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Não entendi aquele rio
Ao mergulhar com meu escafrando
Não entendi aquele rio
Achei um poema de outro mundo
Não entendi aquele rio
Achando que ele me pertencia
Não entendi aquele rio
Busquei ajuda nos oceanos
Não entendi aquele rio
Era muito mais profundo
Não entendi aquele rio
Não consegui chegar ao fundo
Não entendi aquele rio
Aos meus olhos desaguando
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
AORTA DE ABAETÉ
Maratauira!
Sinto a tua alma
Em meu corpo tuíra
Embaixo da tua saia
Não vejo alegoria
Olhando o remanso
Percebo teu corpo eriçar
Tudo é obra do vento
Que não se cansa de te amar
Alvorada criança!
Pontes, cais, lembranças..
Amazônia, aguardentes!
Cascos, batelões. reboques
Enchentes, vazantes...
Tempo antigamente
Os valores sepultados
Na bagaceira do presente
Braço do Tocantins!
Ainda não foste amputado
Porque serves como corredor
Ninguém percebe a tua dor
Abaetetuba é teu mar
O teu amor, o teu amar
Mas o teu ventre
Não gesta nem “baiacu”
És carregador da “Beira”
Com o “Giz” te assemelhas
Daqui pra ali
De lá pra cá
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Maratauira!
Sinto a tua alma
Em meu corpo tuíra
Embaixo da tua saia
Não vejo alegoria
Olhando o remanso
Percebo teu corpo eriçar
Tudo é obra do vento
Que não se cansa de te amar
Alvorada criança!
Pontes, cais, lembranças..
Amazônia, aguardentes!
Cascos, batelões. reboques
Enchentes, vazantes...
Tempo antigamente
Os valores sepultados
Na bagaceira do presente
Braço do Tocantins!
Ainda não foste amputado
Porque serves como corredor
Ninguém percebe a tua dor
Abaetetuba é teu mar
O teu amor, o teu amar
Mas o teu ventre
Não gesta nem “baiacu”
És carregador da “Beira”
Com o “Giz” te assemelhas
Daqui pra ali
De lá pra cá
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
DONA
DA NOSSA CABEÇA
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli Da nossa marca registrada Também temos “Seu Miriti” Valha-nos Deus, Nossa Senhora! “Dona Farinha” e “Seu Açai” Mas a “mardita desgraçada” Não sai de nossas cabeças Embriaga-nos de sonho Alambique que veleja Traz o cheiro do ribeirinho Da coroa de sua fama Brilha ouro refinado Parideiro pé-de-cana Dona de nossas cabeças Prostituta de Abaeté Pro mundo ela foi plantada Pra morrer num cabaré Dona do Engenho São José Que paria Vista Alegre Dona do Engenho Nazaré Que paria Nazaré Dona do Engenho Da Paz Que paria Maués Dona do Engenho São Jerônimo Que paria São Jerônimo Dona do Engenho Santa Rosa Que paria Alvorada Dona do Engenho Papagaio Que paria Papagaio Dona do Engenho Feliz Que paria Feliz Dona do Engenho Paraíso Que paria Paraíso Dona do Engenho São Pedro Que paria São Pedro Dona do Engenho São João Que paria São João Dona do Engenho Santa Cruz Que paria Santa Cruz Dona do Engenho Borboleta Que paria Borboleta Engenho do Nazareno Que paria Amazônia Dona do Engenho Pacheco Que paria... Saudosos engenhos de canas Autores de nossa glória Em meio as festas profanas Alegravam nossa história Ao vermos um pé-de-cana Lembranças o vento traz Da Dona de nossas cabeças Famosa Dama que jaz Mas no nosso porto em luto Não esquecemos jamais A Pura de Abaetetuba Mater dos canaviais |
Adenaldo
Santoscardoso
ESSE CARA NÃO É O
CARA
Vou dizer na tua cara
Que esse cara não é o cara
Vou provar na tua cara
Que essa cara é de pau
Minha cara ela escarra
Na tua cuia de mingau
Olha o peixe na vazante
Pitiú, alto falante!
Pupunha a todo instante
O Carão apareceu
Encara outra pessoa
Pode ser a que vende broa
Ao teu pai que te perdeu
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Vou dizer na tua cara
Que esse cara não é o cara
Vou provar na tua cara
Que essa cara é de pau
Minha cara ela escarra
Na tua cuia de mingau
Olha o peixe na vazante
Pitiú, alto falante!
Pupunha a todo instante
O Carão apareceu
Encara outra pessoa
Pode ser a que vende broa
Ao teu pai que te perdeu
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Adenaldo Santoscardoso
Na época em que participava do Grupo os Neófitos, a noite reuniámos atrás do
Cristo. Era o nosso ponto de encontro e de muita conversa boa, hem, Lial Bentes, diga lá, quanta
saudade!
PORTO SEDUTOR
No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.
No parque da vida
De viva lembrança
Barquinhas transportam
Ao mundo criança.
Uma criança bonita,
alegre e cativante.
Não tem nenhum preconceito musical.
Ela dança samba, merengue, bossa-nova.
Dança e canta de forma natural
Alegrando aquele lar, cheia de prosa.
Adenaldo e Joelma, tão felizes,
Acompanhando a filhinha nessa dança.
A música rola em todos os matizes
Enquanto Sofia dança feliz e não se cansa.
Feliz quem pode ter numa criança
A inspiração que tive nesta hora.
Dance feliz, Sofia. Ame a esperança,
Que assim a felicidade não demora.
Não tem nenhum preconceito musical.
Ela dança samba, merengue, bossa-nova.
Dança e canta de forma natural
Alegrando aquele lar, cheia de prosa.
Adenaldo e Joelma, tão felizes,
Acompanhando a filhinha nessa dança.
A música rola em todos os matizes
Enquanto Sofia dança feliz e não se cansa.
Feliz quem pode ter numa criança
A inspiração que tive nesta hora.
Dance feliz, Sofia. Ame a esperança,
Que assim a felicidade não demora.
À SOFIA
Nesta manhã que nasce docemente
Com sua música suave, extasiante,
Eu vejo, dançando pela sala, sorridente,
Nesta manhã que nasce docemente
Com sua música suave, extasiante,
Eu vejo, dançando pela sala, sorridente,
Adenaldo
Cheira a valentia
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
O tempo não te espera
Morre mais um dia
Na igreja o sino berraParte
Morre mais um dia
Na igreja o sino berraParte
Adenaldo
O cinema voltou a ser
mudo...
Mas guardo boas lembranças do CINE IMPERADOR
e de seu patriarca ABEL GUIMARÃES
Mas como deveria esquece-lo?
Era ele que ficava à porta,
abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente,
levada pelas suas mãos cheias de bondade...
E a gente apressadamente,
agradecia com o coração cheio de alegria!!!
Mas guardo boas lembranças do CINE IMPERADOR
e de seu patriarca ABEL GUIMARÃES
Mas como deveria esquece-lo?
Era ele que ficava à porta,
abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente,
levada pelas suas mãos cheias de bondade...
E a gente apressadamente,
agradecia com o coração cheio de alegria!!!
MASOQUISMO
(Adenaldo Cardoso)
Violão: João Fran Silva.
(Adenaldo Cardoso)
Violão: João Fran Silva.
Você pisou em mim
Mas eu não quero nem saber
Mamãe achou ruim
Mas o meu caso é com você
Papai se aborreceu
Mas eu me calo por você...
Mas eu não quero nem saber
Mamãe achou ruim
Mas o meu caso é com você
Papai se aborreceu
Mas eu me calo por você...
adenaldoROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
(Adenaldo)"
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
(Adenaldo)"
AdenaldoCORAÇÃO
MORTIGUAR
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Adenaldo
APAGADOR
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
DIA DO AMIGO
Amigo a gente não guarda
Não é propriedade da gente
Amigo é um anjo visível
Que Deus nos deu de presente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Amigo a gente não guarda
Não é propriedade da gente
Amigo é um anjo visível
Que Deus nos deu de presente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
adenaldoAPAGADOR
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
SANTA ARQUITETURA
Querida Abaeté!
Querida Abaetetuba!
Sei que os teus braços são as tuas ruas
Querida Abaeté!
Querida Abaetetuba!
Sei que os teus braços são as tuas ruas
E dos teus abraços
brota a tua cultura
O povo no nos bairros "Santa Arquitetura"
Bairro da AVIAÇÃO, Divino Espírito Santo
ALGODOAL, Socorro do teu pranto
Bairro do MUTIRÃO, Antonio Casamenteiro
SÃO SEBASTIÃO, Glorioso Guerreiro
CRISTO REDENTOR, Deus é a salvação
FRANCILÂNDIA ensina "Francisco é irmão"
SANTA CLARA clareia os obscuros caminhos
SANTA ROSA perfuma onde houverem espinhos
SÃO JOÃO batiza em nome de Jesus
Bendito São José ao CAFEZAL conduz
SÃO LOURENÇO concentra o povo cheio de fé
Elevando suas preces à Virgem de Nazaré
SÃO DOMINGOS DA ANGÉLICA protege o destino
São Cristovão carrega CASTANHAL com carinho
Nessa caminhada de devoção
O CENTRO homenageia à Virgem da Conceição
Adenaldo Cardoso/Julio Orlando
Abaetetuba - Pará - Brasil
*Em letras maiúsculas os 14 bairros de Abaetetuba
O povo no nos bairros "Santa Arquitetura"
Bairro da AVIAÇÃO, Divino Espírito Santo
ALGODOAL, Socorro do teu pranto
Bairro do MUTIRÃO, Antonio Casamenteiro
SÃO SEBASTIÃO, Glorioso Guerreiro
CRISTO REDENTOR, Deus é a salvação
FRANCILÂNDIA ensina "Francisco é irmão"
SANTA CLARA clareia os obscuros caminhos
SANTA ROSA perfuma onde houverem espinhos
SÃO JOÃO batiza em nome de Jesus
Bendito São José ao CAFEZAL conduz
SÃO LOURENÇO concentra o povo cheio de fé
Elevando suas preces à Virgem de Nazaré
SÃO DOMINGOS DA ANGÉLICA protege o destino
São Cristovão carrega CASTANHAL com carinho
Nessa caminhada de devoção
O CENTRO homenageia à Virgem da Conceição
Adenaldo Cardoso/Julio Orlando
Abaetetuba - Pará - Brasil
*Em letras maiúsculas os 14 bairros de Abaetetuba
Adenaldo A MORTE É
CERTA
O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
O meu lado santo
Perturba o diabo
Minha maluques
Serve de retalho
Pra viver entre tantos
Babados e bordados
Cinjo o meu manto
Meu mundo transviado
Estendo a minha roupa
Sob o céu nublado
Sigo como ateu
Pra não ter pecado
Mas a morte é certa
Serei desnudado
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo MAL ME QUER,
BEM ME QUER...
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Uns sentem raiva
Outros sentem dó
Uns alegria
Outros a dor
Eu na verdade
Sinto meu mundo
Despetalado
Como uma flor
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo REFLEXO
O sangue acende à lenha
O que é isso Maria?
O que é isso José?
Cuidado com o fogo!
Ele fere, ele emprenha...
E a vida passa ser
O que ela não é
José Maria ou Maria José
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
O sangue acende à lenha
O que é isso Maria?
O que é isso José?
Cuidado com o fogo!
Ele fere, ele emprenha...
E a vida passa ser
O que ela não é
José Maria ou Maria José
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo OBRA DOS
SENTIDOS
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Lá vem você...
Inevitavelmente
É só ouvir aquela música
Você aparece em minha mente
Lá vem você...
Misteriosamente
É só sentir aquele perfume
Você aparece de repente
Lá vem você...
Indiscutivelmente
É só estar naquele lugar
Você aparece em minha frente
Lá vem você...
Sem querer estar presente
Mas por obra dos sentidos
Você se torna insistente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo CABOCLO DE
ABAETÉ
O poeta se foi
Nas linhas mágicas da partida
Pendurou seu coração
Durante sua despedida
No pescoço de sua Pátria
Abaetetuba, toda vida!
(Adenaldo dos Santos Cardoso
O poeta se foi
Nas linhas mágicas da partida
Pendurou seu coração
Durante sua despedida
No pescoço de sua Pátria
Abaetetuba, toda vida!
(Adenaldo dos Santos Cardoso
Adenaldo
Santoscardoso
DIA DO AMIGO
Amigo a gente não guarda
Não é propriedade da gente
Amigo é um anjo visível
Que Deus nos deu de presente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Amigo a gente não guarda
Não é propriedade da gente
Amigo é um anjo visível
Que Deus nos deu de presente
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Adenaldo Santos
Cardoso
Meu grande amigo Garibaldi
Parente do canto do mato
Caminhas no ramal da cultura
Da terra que amas de fato
Parente do canto do mato
Caminhas no ramal da cultura
Da terra que amas de fato
CORAÇÃO MORTIGUAR
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Olhar Fotográfico: Angelo Paganelli
Adenaldo
Santoscardoso
XARÃO CULTURAL
ABAETEUARA
Beira
Do Maratauira
De peixes pescados
Da nossa cuíra
De barcos cansados....
Do Maratauira
De peixes pescados
Da nossa cuíra
De barcos cansados....
VOZES DA MATRIZ
Sou sumano abaeteuara
Que aprendeu que o sino fala
Ouvindo vozes da matriz
Vi com o passar do tempo
Os ponteiros do relógio
Não acenarem mais pra mim
Vi o Cristo ser pintado
Novamente maltratado
Entre pedras se ferir
Vi a cara do progresso
No afã dos sortilégios
Vi meu bem ter que partir
Na mudança de cenário
O sino tão badalado
Não cansa de repetir
Sua voz me dá passagem
Pra tal da realidade
Sem ponteiros pra seguir
(Adenaldo)
Sou sumano abaeteuara
Que aprendeu que o sino fala
Ouvindo vozes da matriz
Vi com o passar do tempo
Os ponteiros do relógio
Não acenarem mais pra mim
Vi o Cristo ser pintado
Novamente maltratado
Entre pedras se ferir
Vi a cara do progresso
No afã dos sortilégios
Vi meu bem ter que partir
Na mudança de cenário
O sino tão badalado
Não cansa de repetir
Sua voz me dá passagem
Pra tal da realidade
Sem ponteiros pra seguir
(Adenaldo)
ENTRE O CÉU E AS
ESTRELAS
Viajo pelas mãos dos meus desejos
Amparado pelas asas da canção
Vou ao encontro do teu rosto nos lampejos
Dos meus sonhos energizados de paixão
Faço ponte entre o céu e as estrelas
Acompanho os asteroides da ilusão
Numa nave condicionada de incertezas
Reconheço que mereço o teu "não"
(Adenaldo)
Viajo pelas mãos dos meus desejos
Amparado pelas asas da canção
Vou ao encontro do teu rosto nos lampejos
Dos meus sonhos energizados de paixão
Faço ponte entre o céu e as estrelas
Acompanho os asteroides da ilusão
Numa nave condicionada de incertezas
Reconheço que mereço o teu "não"
(Adenaldo)
MARIA DE ABAETÉ
XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba/2014.
Autoria: Adenaldo Santoscardoso.
Interprete: Debora Lobo.
“Ao torná-la personagem de “si” mesma...
No escrever seus livros... Ao cantar seus cantos...
Ao formular suas crônicas e pensamentos...
Ao criar seus poemas...
Na transcrição de suas orações...
Na oratória teatral de sua existência...
Em toda profundidade de seu amor...
Ela é... E será sempre:
Maria de Nazaré Carvalho Lobato”
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Entre nós o vosso reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Amém!"
XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba/2014.
Autoria: Adenaldo Santoscardoso.
Interprete: Debora Lobo.
“Ao torná-la personagem de “si” mesma...
No escrever seus livros... Ao cantar seus cantos...
Ao formular suas crônicas e pensamentos...
Ao criar seus poemas...
Na transcrição de suas orações...
Na oratória teatral de sua existência...
Em toda profundidade de seu amor...
Ela é... E será sempre:
Maria de Nazaré Carvalho Lobato”
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Entre nós o vosso reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Amém!"
REMARUJAR
Perguntam-me como vou
Respondo-lhes que vou indo
Procurando diamantes
De alegria em meu caminho
Aos pés do sol sinto a vida
Como um rio a me levar
Deitado aos pés do tempo
Durmo feito preamar
Sob um manto de estrelas
A terra roda de mansinho
A vida é curta, todos sabem
Cada rio tem seu destino
(Adenaldo)
Perguntam-me como vou
Respondo-lhes que vou indo
Procurando diamantes
De alegria em meu caminho
Aos pés do sol sinto a vida
Como um rio a me levar
Deitado aos pés do tempo
Durmo feito preamar
Sob um manto de estrelas
A terra roda de mansinho
A vida é curta, todos sabem
Cada rio tem seu destino
(Adenaldo)
A MORDIDA NA MAÇÃ
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
PELA SALVAÇÃO DO
VERDE QUE ARDE
(Ao poeta Milton Teixeira)
O verde ardente
Ferida na gente
A vida em chama
A alma reclama
Devastação!
Corpos pelo chão
Fumaça no espaço
Serras de aço
Cheiro de mato
Cinza, carvão
Poluição!
Madeira de lei
Cheque, dinheiro
Tudo de papel
Sacado das árvores
Lá na floresta
Existe um vulcão
Em erupção
Brasil, em tua carne!
Parabéns, ao poeta
Milton Teixeira
Que com sua arte
Joga seus baldes
De água poética
No coração
Do Homem de então
Pela salvação
Do verde que arde
(Adenaldo)"
(Ao poeta Milton Teixeira)
O verde ardente
Ferida na gente
A vida em chama
A alma reclama
Devastação!
Corpos pelo chão
Fumaça no espaço
Serras de aço
Cheiro de mato
Cinza, carvão
Poluição!
Madeira de lei
Cheque, dinheiro
Tudo de papel
Sacado das árvores
Lá na floresta
Existe um vulcão
Em erupção
Brasil, em tua carne!
Parabéns, ao poeta
Milton Teixeira
Que com sua arte
Joga seus baldes
De água poética
No coração
Do Homem de então
Pela salvação
Do verde que arde
(Adenaldo)"
"DECRETO AMOR
Manipularam os versos
A prosa é outro papo
Querem minha cabeça
Pra adubar seus vasos
E, ainda perguntam
O que é que eu acho?
Minha cabeça
Já não acha nada
Alavanco minha marcha
Fora do compasso
Atiro minhas flechas
Defendo meu reinado
Nas asas do vento
Canto e viajo
Empunho a bandeira
Da paz que eu mesmo traço
Amor em minha vida
Decreta o meu estado
(Adenaldo)"
Manipularam os versos
A prosa é outro papo
Querem minha cabeça
Pra adubar seus vasos
E, ainda perguntam
O que é que eu acho?
Minha cabeça
Já não acha nada
Alavanco minha marcha
Fora do compasso
Atiro minhas flechas
Defendo meu reinado
Nas asas do vento
Canto e viajo
Empunho a bandeira
Da paz que eu mesmo traço
Amor em minha vida
Decreta o meu estado
(Adenaldo)"
Adenaldo
RASA OU ARICÁ
Aconchego do açaí
Também serve pra aninhar
O saboroso miriti
Aconchego do açaí
Também serve pra aninhar
O saboroso miriti
Faleceu no último dia
13 de agosto de 2014, em Belém do Pará o músico miriense (Vila Maiauatá),
Miguel Benedito Quaresma Afonso. “Boboca” como era conhecido nasceu no dia 23
de julho de 1956 , filho de José Maria Afonso (Tio Zeca) e Araci Santa Maria
Afonso. “Boboca” deixou 05 filhos, dois deles frutos de seu casamento que teve
pouca duração, talvez em virtude de sua vida artística, de pouco paradeiro.
Desde a infância desenvolveu o gosto pela música, tendo em sua trajetória
adquirido uma vasta experiência, tanto em nível local, como no cenário
estadual.
“Boboca” foi um importantes nomes do grupo “Os Positivos” (sucesso na época), além de Grupo Wama e outras formações de grupos locais. Participou de bandas com o Rei do Carimbó “Pinduca”, Pim, Orquestra Orlando Pereira, Banda Gênesis, Tribo de Jazz. Tocou inclusive com o grande nome da música popular brasileira, Ney Matogrosso. Pelo que se acompanhou de sua vida da pra perceber que “Boboca” construiu uma trajetória incontestável de dedicação à música.
Em 2000 “mestre Boboca” concorreu ao cargo de vereador do município pelo Partido dos Trabalhadores, mas não teve muito sucesso, logo não fez outras tentativas e continuou trilhando os caminhos da música.
“Boboca” foi um importantes nomes do grupo “Os Positivos” (sucesso na época), além de Grupo Wama e outras formações de grupos locais. Participou de bandas com o Rei do Carimbó “Pinduca”, Pim, Orquestra Orlando Pereira, Banda Gênesis, Tribo de Jazz. Tocou inclusive com o grande nome da música popular brasileira, Ney Matogrosso. Pelo que se acompanhou de sua vida da pra perceber que “Boboca” construiu uma trajetória incontestável de dedicação à música.
Em 2000 “mestre Boboca” concorreu ao cargo de vereador do município pelo Partido dos Trabalhadores, mas não teve muito sucesso, logo não fez outras tentativas e continuou trilhando os caminhos da música.
De acordo com Socorro
Afonso, irmã de “ Boboca”, o artista tinha muitos sonhos, como por exemplo, a
construção de um espaço para formação de novos músicos em Vila Maiauatá, mesmo
não tendo conseguido tal objetivo contribuiu para formação musical de muitos
jovens que hoje mantêm atividades na música local, são exemplos, desse legado,
Augusto ( Bimbarro), Paulinho, Diego, Johnny, Davi,entre outros.
Mesmo com toda essa
“bagagem” musical de quem foi aluno e até professor na Fundação Carlos Gomes,
“Boboca” nunca abandonou sua simplicidade e paixão pela sua encantadora maneira
de ver a sua terra. A Iara, nome atribuído ao seu humilde sitio em Vila
Maiauatá, sempre foi o seu retiro para inspiração, como se lê nos versos da
canção a seguir:
CANTILHA
(Adenaldo Cardoso/Miguel Afonso “Boboca”)
(Adenaldo Cardoso/Miguel Afonso “Boboca”)
Encontrei o amor
No canto de uma fada
O encanto me encantou
No Recanto da Iara
No canto de uma fada
O encanto me encantou
No Recanto da Iara
Ilha pequena
Paraíso, joia rara
Liberta a mente
Faz o céu ser tua cara
Minha pequena
Terra fértil, inspiração
Vejo a vida
Refletida no teu chão
Paraíso, joia rara
Liberta a mente
Faz o céu ser tua cara
Minha pequena
Terra fértil, inspiração
Vejo a vida
Refletida no teu chão
Colho a flor
Que eu te dei
Com muito amor
Quanto plantei
Pra te alegrar
No teu silêncio
Ouço tua voz
“Maiauatá!”
Que eu te dei
Com muito amor
Quanto plantei
Pra te alegrar
No teu silêncio
Ouço tua voz
“Maiauatá!”
Vila Maiauatá chora a
perda de seu “mestre”, mas certamente o canto da Iara continuará encantando
todos os que tiveram a satisfação de conviver e apreciar a bela expressão
musical do “mestre Boboca”
Fui também premiado
ontem, em 3° lugar, na XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba, com esta
outra composição:
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
Ontem participei da
Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba (SEAFA XXXIII), fui contemplado em 1°
lugar, com o poema abaixo:
DONA DA NOSSA CABEÇA
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Da nossa marca
registrada
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Mas a “mardita” cheia
de graça!
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Dona da nossa cabeça
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Parida no alambique
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
No Engenho Nazaré
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
No engenho Da Paz
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
No Engenho São
Jerônimo
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
No Engenho Santa Cruz
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
No Engenho Papagaio
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
No Engenho Feliz
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
No Engenho Paraíso
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
No Engenho São João
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
No Engenho São Pedro
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
No Engenho Borboleta
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
No Engenho do
Nazareno
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
No Engenho Santa Rosa
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
No Engenho “Cá te
espero”
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Saudosos engenhos de
canas
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Sepulcros caiados na
lama
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
ANGÚSTIA
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Uns riem
Outros choram
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)"
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Uns riem
Outros choram
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)"
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foto: "ROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Adenaldo
O MILTON DE ABAETÉ
(Compadre Chico - Milton Teixeira)
Sua mãe lhe chama Francisco
Sua esposa Chico ou Chiquinho
Seus irmãos mano Francisquinho
Seus amigos Babá ou Mitinho
Poeta de tantos nomes
De universos que ficam pertinhos
Da Amazônia no peito encarnada
Poeta de tantos caminhos
Do shopping , do botequim
Do asfalto, do lamaçal
Do concreto vizinho das ruas
Da paxiúba vizinha do quintal
Atleta das arquibancadas
Seus olhos correm pelo chão
Sonhando com a bola entrando
No gol a favor do Papão
Debruça sobre um aquário na mesa
Com o garfo pendente na mão
Soluça se carne está presa
No músculo da emoção
Cavuca procurando seu mito
Um rito papa chibé
Um outro nome registro
“O Milton de Abaeté”
(Adenaldo Cardoso)
(Compadre Chico - Milton Teixeira)
Sua mãe lhe chama Francisco
Sua esposa Chico ou Chiquinho
Seus irmãos mano Francisquinho
Seus amigos Babá ou Mitinho
Poeta de tantos nomes
De universos que ficam pertinhos
Da Amazônia no peito encarnada
Poeta de tantos caminhos
Do shopping , do botequim
Do asfalto, do lamaçal
Do concreto vizinho das ruas
Da paxiúba vizinha do quintal
Atleta das arquibancadas
Seus olhos correm pelo chão
Sonhando com a bola entrando
No gol a favor do Papão
Debruça sobre um aquário na mesa
Com o garfo pendente na mão
Soluça se carne está presa
No músculo da emoção
Cavuca procurando seu mito
Um rito papa chibé
Um outro nome registro
“O Milton de Abaeté”
(Adenaldo Cardoso)
Adenaldo
Santoscardoso
EU, SEU LACERDA E
VELHO ZUZA
Era o dia 25 de fevereiro, não lembro o ano. Perpetua-me a lembrança
de ser o aniversário do Lial Bentes, e eventualmente um domingo de carnaval.
Nós , como acordávamos antigamente, tínhamos a obrigação de marcar presença
em todos os atos de risonhas primaveras, inclusive, daqueles que não conhecíamos.
Como eramos do coral da igreja, a parte que mais prestávamos atenção na missa,
era aquela em que o padre parabenizava os aniversariantes. Nós também fazíamos
questão de parabeniza-los, simplesmente com o intuito que estes nos convidassem...
Mas quanto ao aniversário de meu amigo Lial, seríamos penalizados se não marcássemos presenças... afinal de contas, acontece só uma vez por ano...
Ao me aproximar do banquete, ouvi o som de um pandeiro e a voz melodioso, que como perfume, saia pela porta e janelas da casa dos Bentes. Nesse momento, a timidez, peculiar a minha adolescência ,acompanhou-me até o altar, onde jaziam vários caranguejos expostos num xarão , ladeados de inúmeros copos, entregues a batida de limão e cerveja...
Lá o Mestre Lacerda, que de uma forma carinhosa, pegou em minha mão e me chamou de filho... um pai, que naquele momento, tive o prazer de adotá-lo.
Fiquei ali apreciando as suas conversas agradáveis o seu estilo musical culto e prazeroso. Depois de algum tempo batido pela cachaça e limão comecei a vê-lo como um de nós, jovem, desvinculado de qualquer rabugice. Porém, apesar de seus pedidos, nunca consegui chamá-lo de “tu”.
As horas andavam e nós ali esquecidos do mundo, confortados por “Honda”, “As Rosas Não Falam”, “Meus Tempos De Criança”, “Carinhoso”... não nos dávamos conta que era Carnaval...
Nessa época existiam as Escolas de Sambas em Abaetetuba. A turma de jovens que estavam no aniversário começaram a vestir suas fantasias para ir desfilar.
Por volta das 19:00, só restava eu e o Seu Lacerda no aniversário.
Olhei para o mesmo e perguntei:
- E agora?
Ele tranquilamente respondeu:
– Não te preocupes, meu filho, vamos para casa.
Partimos via canela. Chegando em sua casa, trouxe um paneiro de carvão. Pilamos e nos passamos sem pestanejar . Fui até o boteco da esquina e comprei maisena que passamos nos cabelos. Ele vestiu uma blusa de mangas compridas bermuda, sapatos, meias e gravatas.
E eu?
Bom eu... vestir-me com suas roupas, exceção à cueca... tudo do Seu Lacerda...
Então ele olhou-me alegremente e disse:
- Paidégua!...De hoje em diante você vai ser o filho do Velho Zuza.
Saímos pela avenida dando trabalho pro seguranças das Escolas, inclusive, pro Osni d pois, várias vezes ele nos tirou das frentes das alas. Pedia pra que a gente ficasse atrás da escola. Mas não aguentávamos ficar no meio do público, queríamos ser também atração...
Depois, devido a minha família ter se mudado para Belém, não participei do Bloco do Velho Zuza, mas ouvi as suas extraordinárias histórias.
Seu Lacerda, o Velho Zuza
Eternamente em meu coração!
Descanse em paz, Pai Zuza!!!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba-Pará, em 15 de julho de 2013.
Era o dia 25 de fevereiro, não lembro o ano. Perpetua-me a lembrança
de ser o aniversário do Lial Bentes, e eventualmente um domingo de carnaval.
Nós , como acordávamos antigamente, tínhamos a obrigação de marcar presença
em todos os atos de risonhas primaveras, inclusive, daqueles que não conhecíamos.
Como eramos do coral da igreja, a parte que mais prestávamos atenção na missa,
era aquela em que o padre parabenizava os aniversariantes. Nós também fazíamos
questão de parabeniza-los, simplesmente com o intuito que estes nos convidassem...
Mas quanto ao aniversário de meu amigo Lial, seríamos penalizados se não marcássemos presenças... afinal de contas, acontece só uma vez por ano...
Ao me aproximar do banquete, ouvi o som de um pandeiro e a voz melodioso, que como perfume, saia pela porta e janelas da casa dos Bentes. Nesse momento, a timidez, peculiar a minha adolescência ,acompanhou-me até o altar, onde jaziam vários caranguejos expostos num xarão , ladeados de inúmeros copos, entregues a batida de limão e cerveja...
Lá o Mestre Lacerda, que de uma forma carinhosa, pegou em minha mão e me chamou de filho... um pai, que naquele momento, tive o prazer de adotá-lo.
Fiquei ali apreciando as suas conversas agradáveis o seu estilo musical culto e prazeroso. Depois de algum tempo batido pela cachaça e limão comecei a vê-lo como um de nós, jovem, desvinculado de qualquer rabugice. Porém, apesar de seus pedidos, nunca consegui chamá-lo de “tu”.
As horas andavam e nós ali esquecidos do mundo, confortados por “Honda”, “As Rosas Não Falam”, “Meus Tempos De Criança”, “Carinhoso”... não nos dávamos conta que era Carnaval...
Nessa época existiam as Escolas de Sambas em Abaetetuba. A turma de jovens que estavam no aniversário começaram a vestir suas fantasias para ir desfilar.
Por volta das 19:00, só restava eu e o Seu Lacerda no aniversário.
Olhei para o mesmo e perguntei:
- E agora?
Ele tranquilamente respondeu:
– Não te preocupes, meu filho, vamos para casa.
Partimos via canela. Chegando em sua casa, trouxe um paneiro de carvão. Pilamos e nos passamos sem pestanejar . Fui até o boteco da esquina e comprei maisena que passamos nos cabelos. Ele vestiu uma blusa de mangas compridas bermuda, sapatos, meias e gravatas.
E eu?
Bom eu... vestir-me com suas roupas, exceção à cueca... tudo do Seu Lacerda...
Então ele olhou-me alegremente e disse:
- Paidégua!...De hoje em diante você vai ser o filho do Velho Zuza.
Saímos pela avenida dando trabalho pro seguranças das Escolas, inclusive, pro Osni d pois, várias vezes ele nos tirou das frentes das alas. Pedia pra que a gente ficasse atrás da escola. Mas não aguentávamos ficar no meio do público, queríamos ser também atração...
Depois, devido a minha família ter se mudado para Belém, não participei do Bloco do Velho Zuza, mas ouvi as suas extraordinárias histórias.
Seu Lacerda, o Velho Zuza
Eternamente em meu coração!
Descanse em paz, Pai Zuza!!!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba-Pará, em 15 de julho de 2013.
Lembranças, devaneios
ASA FERIDA
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
Uns sepultados
Outros assombrados
Outros sem opção
De viver ao teu lado
Foram contra a vontade
Deixando saudade
No pé do teu chão
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
Deixaram teus braços
Abraços de mãe
Deixaram tua luz
Quando ouviram o trovão
Mas levaram nas malas
As roupas talhadas
Pelas tuas mãos
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
Uns para sempre
Outros retornaram
Pra te visitar
Mataram a saudade
Depois viajaram
Num barco de sonho
Pra outro lugar
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
De volta pra casa
Deixaram suas marcas
Pra outro dia voltar
No caminho da vida
A despedida
É asa ferida
Antes de voar
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
Se foram teus filhos
Pensaram em ficar
Teus filhos se foram
Se foram teus filhos
Os filhos que foram
Serão os teus filhos
Em qualquer lugar
Teus filhos se foram
Uns sepultados
Outros assombrados
Outros sem opção
De viver ao teu lado
Foram contra a vontade
Deixando saudade
No pé do teu chão
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
Deixaram teus braços
Abraços de mãe
Deixaram tua luz
Quando ouviram o trovão
Mas levaram nas malas
As roupas talhadas
Pelas tuas mãos
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
Uns para sempre
Outros retornaram
Pra te visitar
Mataram a saudade
Depois viajaram
Num barco de sonho
Pra outro lugar
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
De volta pra casa
Deixaram suas marcas
Pra outro dia voltar
No caminho da vida
A despedida
É asa ferida
Antes de voar
Abaetetuba!
Teus filhos se foram
Se foram teus filhos
Pensaram em ficar
Teus filhos se foram
Se foram teus filhos
Os filhos que foram
Serão os teus filhos
Em qualquer lugar
Lembranças,
devaneios
CINZAS DA TRADIÇÃO
No fogo do Carnaval
Vivi cinzas da verdade
Derramei pela fogueira
O combustível da saudade
Da chama alegre da paixão
Fiz a minha fantasia
Diante de tanta aculturação
Minh’ alma ficou vazia
Não encontrei a Colombina
Não encontrei com o Pierrô
Não encontrei o Zé Pereira
Nem tampouco o seu tambor
Procurei pelo Rei Momo
Não encontrei nem seu reinado
Tomei cachaça com Palhuk
Em Abaetetuba coroado
Vivi cinzas da verdade
Derramei pela fogueira
O combustível da saudade
Da chama alegre da paixão
Fiz a minha fantasia
Diante de tanta aculturação
Minh’ alma ficou vazia
Não encontrei a Colombina
Não encontrei com o Pierrô
Não encontrei o Zé Pereira
Nem tampouco o seu tambor
Procurei pelo Rei Momo
Não encontrei nem seu reinado
Tomei cachaça com Palhuk
Em Abaetetuba coroado
Devaneios, filosofias
Para você também. Você é de Abaeté/
REVELAÇÃO
O muito que se tem para dizer
É o pouco que se consegue captar
Mas se outra vida haveremos de viver
Vendo esta vida temos que acreditar
Decerto, Deus é o dono do poder
Nosso sofrer pode até nos revelar
O corpo fica, fica o tato do saber
O paraíso não está neste lugar
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Adenaldo
Santoscardoso
Lembranças do Raul
Seixas
"Eu perdi o meu
medo,
o meu medo da chuva"
o meu medo da chuva"
Repentes, Família
Sofia brinca o Carnaval
Defende o tradicional
Sua bandeira é uma sombrinha
Que lembra a Buzina do Chacrinha
Sofia brinca o Carnaval
Defende o tradicional
Sua bandeira é uma sombrinha
Que lembra a Buzina do Chacrinha
Homenagem, cultura de
Abaetetuba
Adenaldo como cantor e intérprete de Raul
Seixas
já extrapolou os limites de Abaetetuba
Uma característica marcante de Adenaldo é
divulgar a cultura, as figuras e personagens e
artistas de Abaetetuba
ABAETETUBA, ÉS MINHA PAIXÃO!
Abaetetuba, és minha paixão
Vives dentro do meu coração
Eu te abraço com muita emoção
Ao pisar no esplendor do teu chão
Afagando as tuas tranças me sinto criança e começo a sonhar
Brinquedo de miriti navegando em alto mar
Monto numa bicicleta e com cara de atleta meu garbo é gabar
O amor que vem de ti, linda Flor do meu Pará
Passeando de canoa um rock na proa me faz delirar
Vejo o boto tucuxi com a iara a dançar
No carnaval quem te cutuca é o Bloco do Palhuk que dá o que falar
Não esqueço do Osni, o pierrô do teu bailar
Tuas ilhas são tuas filhas, teus rios são teus filhos “encantos a encantar”
A boiúna apareceu sob a luz do teu olhar
Minha cidade querida, te levo em vida pra qualquer lugar
Senhora da Conceição, vive a te abençoar!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Foto: Angelo Paganelli
Abaetetuba, és minha paixão
Vives dentro do meu coração
Eu te abraço com muita emoção
Ao pisar no esplendor do teu chão
Afagando as tuas tranças me sinto criança e começo a sonhar
Brinquedo de miriti navegando em alto mar
Monto numa bicicleta e com cara de atleta meu garbo é gabar
O amor que vem de ti, linda Flor do meu Pará
Passeando de canoa um rock na proa me faz delirar
Vejo o boto tucuxi com a iara a dançar
No carnaval quem te cutuca é o Bloco do Palhuk que dá o que falar
Não esqueço do Osni, o pierrô do teu bailar
Tuas ilhas são tuas filhas, teus rios são teus filhos “encantos a encantar”
A boiúna apareceu sob a luz do teu olhar
Minha cidade querida, te levo em vida pra qualquer lugar
Senhora da Conceição, vive a te abençoar!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Foto: Angelo Paganelli
Adenaldo
Santoscardoso
Cotidiano
Em Que Estou
Pensando?
Estou pensando
Naquela pessoa
Que só apredeja
Que põe na bandeja
A sua emoção...
Estou pensando
Na pessoa que pensa
Pelas outras cabeças
Me dando a certeza
Que não é a dela, não...
Estou pensando
No homem cagado
Homem vomitado
Que borra de fezes
O seu coração...
Estou pensando
No pobre coitado
Que torna culpado
O amigo do face
Pela opinião...
Estou pensando
No homem zangado
Que escreve o que quer
Depois vê mordaça
Na livre expressão...
Estou pensando
No homem mal amado
Que procura culpado
Nas redes sociais
Pela sua depressão...
Estou pensando
Indíscutivelmente
Juro que não entendo
Porque estou pensando
Pois, basta a omissão...
Estou pensando
Naquela pessoa
Que só apredeja
Que põe na bandeja
A sua emoção...
Estou pensando
Na pessoa que pensa
Pelas outras cabeças
Me dando a certeza
Que não é a dela, não...
Estou pensando
No homem cagado
Homem vomitado
Que borra de fezes
O seu coração...
Estou pensando
No pobre coitado
Que torna culpado
O amigo do face
Pela opinião...
Estou pensando
No homem zangado
Que escreve o que quer
Depois vê mordaça
Na livre expressão...
Estou pensando
No homem mal amado
Que procura culpado
Nas redes sociais
Pela sua depressão...
Estou pensando
Indíscutivelmente
Juro que não entendo
Porque estou pensando
Pois, basta a omissão...
Repentes,
Devaneios
Não importa qual é a cor de uma flor
Nem se ela desabrocha perfumada
Certamente uma flor é uma flor
E como for, uma flor será chamada
(Adenaldo Cardoso)
*Foto tirada no Bosque Cultural e Ecológico
Camaleão Encantado*
13 de Junho de 2012
Homenagem em jogo de palavras
HOMENAGEM AOS AMIGOS DO FACE + AMIGOS
(Inspirado nos posts de Mari C. Cardo e
Marivaldo Rodrigues)
Eu planto castanheira e Gilmar pinho
Eu vejo pedras e Firmo matos
Eu vagueio noites e Cassio dias
Eu programo e Beto farias
Eu tenho terçado e Alexandre machado
Eu bebo mingau e Mari cardo
Eu abraço amigo e Giussepe parente
Eu sou Abaeté e Maria caripuna
Eu dou frente e Benedito costa
Eu coloco sal e Antonio pimenta
Eu homenageio Abaetetuba e Eliane Belém
Eu aprecio morena e Ava branco
Eu curto Zé Carioca e Lucas Thor
Eu canto regional e Jaime Brasil
Eu sigo Jesus e João Pedro
Eu elogio cantor e Chiquinho tecladista
Eu danço carimbó e Esmerino roque
Eu tenho um vira-lata e Moisés lobo
Eu vivo urbano e Alexandre silvestre
Eu admiro Raul e Ivan John Lennon
Eu valorizo boi-bumbá e Marco reis
Eu ouço Dominguinho e Luiz Gonzaga
Eu prefiro areia e Alex rocha
Eu sintonizo Deus e Eustáquio santos
Eu sopro algodão e Paulo pena
Eu protejo coração e Davi figueiredo
Eu sou que sou e Hélio maués
Eu chupo laranja e Osorio lima
Eu imito bode e Sávio carneiro
Eu venero Nazaré e Aninha Conceição
Eu degusto araçá e Sidney goiaba
Eu declaro guerra e Joelma paes
Cotidiano e memória
O FERRO VELHO
Ferro a carvão
Ferro de passar
Parecia embarcação
Sobre a roupa a navegar
Hoje a tecnologia
Inova sem cessar
Inventou um ferro novo
Fez o velho aposentar
O ferro novo é elétrico
Não precisa assoprar
Não precisa de carvão
Nem se vê cinzas no ar
Coitado do ferro velho!
Ninguém quer ouvir falar
Ninguém mais lhe dar a mão
Ninguém lhe ajuda a caminhar
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Devaneios
OH! PÔ, ETA!
O poeta parece angustiado
Conversa com as estrelas de dia
Seu céu aparece nublado
Com nuvens de melancolia
O poeta deserda os outros
De suas fiéis companhias
Apedreja procurando culpados
Pelos motivos da sua agonia
O poeta reclama que não pesca
Provoca muita maresia
Naufraga em seu próprio remanso
Não rema; espera a ventania
O poeta professa em sua arte
“Abracadabra” em suas poesias
Transforma seus verdadeiros amigos
Em inimigos, com suas magias
-Oh! Pô, eta!.. Não, não cospe nos pratos
Das amizades de outros dias...
Coloca os inimigos na cartola
Tira amigos, com sua sabedoria!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
O poeta parece angustiado
Conversa com as estrelas de dia
Seu céu aparece nublado
Com nuvens de melancolia
O poeta deserda os outros
De suas fiéis companhias
Apedreja procurando culpados
Pelos motivos da sua agonia
O poeta reclama que não pesca
Provoca muita maresia
Naufraga em seu próprio remanso
Não rema; espera a ventania
O poeta professa em sua arte
“Abracadabra” em suas poesias
Transforma seus verdadeiros amigos
Em inimigos, com suas magias
-Oh! Pô, eta!.. Não, não cospe nos pratos
Das amizades de outros dias...
Coloca os inimigos na cartola
Tira amigos, com sua sabedoria!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Homenagem, devaneios
Quando tu adentraste meu coração
Fechei todas as portas
Coloquei grades em todas as janelas...
Fiz de tudo para que não fosses embora
Mas num descuido simplesmente esqueci
Que tu tinhas uma chave, aquela que te dei
Quando chegaste, quando barrei o sol
Quando te escravizei...
Só hoje eu sei o que não sei
Porque te chamava de Senhora
Fechei todas as portas
Coloquei grades em todas as janelas...
Fiz de tudo para que não fosses embora
Mas num descuido simplesmente esqueci
Que tu tinhas uma chave, aquela que te dei
Quando chegaste, quando barrei o sol
Quando te escravizei...
Só hoje eu sei o que não sei
Porque te chamava de Senhora
Comemorando o dia da poesia
Devaneios, jogo de palavras
BORBOLETRAS
O poeta cava o poço da utopia
Suga a água límpida do prazer do despertar da vida
O poeta se banha de inspiração
Suga da entranha o prazer de se alimentar de sonhos
O poeta mergulha nu no universo
Absorve as vibrações de ser, engravida de satisfação e pari...
O poeta pari na mais profunda emoção
As suas queridas borboletras
O poeta cava o poço da utopia
Suga a água límpida do prazer do despertar da vida
O poeta se banha de inspiração
Suga da entranha o prazer de se alimentar de sonhos
O poeta mergulha nu no universo
Absorve as vibrações de ser, engravida de satisfação e pari...
O poeta pari na mais profunda emoção
As suas queridas borboletras
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Abaetetuba - Pará - Brasil
Cotidiano, devaneios
Adenaldo Santos Cardoso
Hoje acordei mais cedo
Vi o sol nascer
Os pássaros cantando
As aves voando
Tudo tranquilo sob o céu
Ouvi até a voz do meu coração
O silêncio falando alto
Vi e ouvi ao acordar com o dia
A rua me olhando
Com grande simpatia
Eu vi! Não era sonho...
Vendo a Cidade que dormia.
Vi o sol nascer
Os pássaros cantando
As aves voando
Tudo tranquilo sob o céu
Ouvi até a voz do meu coração
O silêncio falando alto
Vi e ouvi ao acordar com o dia
A rua me olhando
Com grande simpatia
Eu vi! Não era sonho...
Vendo a Cidade que dormia.
Adenaldo Santoscardoso
Homenagem,
Hino para a EBPB, lembranças
|
Hoje está no berço,completando 51 anos, a
ESCOLA BERNADINO PEREIRA DE BARROS
- FONTE LÍMPIDA DE SABER E LUZ -
Música - Autoria: Adenaldo Cardoso / Angela Santos.
Escola, símbolo de luta
Garra e esperança
Presente eternamente
Em nossa lembrança.
Plantada com fervor
No jardim de Abaetetuba
Pelas mãos de um povo bravo
Que preserva sua cultura.
Fonte de luz!
Resplandecente estrela guia
Clareia a vida
Transmite sabedoria
Escola Bernadino (REFRÃO)
É nossa paixão
Com muito orgulho
Muito amor e educação
Escola, desperta o corpo
Ao dar e receber
Seus galhos tão frondosos
Nos ajudam a crescer.
No esporte e no lazer
Temos muito que festejar
Troféus de nossa glória
O jeito bom de superar .
(REFRÃO)
Sacrifício e boa vontade
Aos mestres com gratidão
Nós somos os tijolos
E a escola é a construção.
Neste lar de aprendizagem
Exemplos de motivação
Só nos realizamos
Se aprendermos a lição
(REFRÃO)
Aqueles que aqui passaram
Aqueles que aqui estão
Bernadino Pereira de Barros
Nunca mais esquecerão.
ESCOLA BERNADINO PEREIRA DE BARROS
- FONTE LÍMPIDA DE SABER E LUZ -
Música - Autoria: Adenaldo Cardoso / Angela Santos.
Escola, símbolo de luta
Garra e esperança
Presente eternamente
Em nossa lembrança.
Plantada com fervor
No jardim de Abaetetuba
Pelas mãos de um povo bravo
Que preserva sua cultura.
Fonte de luz!
Resplandecente estrela guia
Clareia a vida
Transmite sabedoria
Escola Bernadino (REFRÃO)
É nossa paixão
Com muito orgulho
Muito amor e educação
Escola, desperta o corpo
Ao dar e receber
Seus galhos tão frondosos
Nos ajudam a crescer.
No esporte e no lazer
Temos muito que festejar
Troféus de nossa glória
O jeito bom de superar .
(REFRÃO)
Sacrifício e boa vontade
Aos mestres com gratidão
Nós somos os tijolos
E a escola é a construção.
Neste lar de aprendizagem
Exemplos de motivação
Só nos realizamos
Se aprendermos a lição
(REFRÃO)
Aqueles que aqui passaram
Aqueles que aqui estão
Bernadino Pereira de Barros
Nunca mais esquecerão.
CORRETO - Nossa escola nos ilumina
Com seus focos orientadores
Nos mostrando o caminho
Para sermos vencedores.
Fonte de luz!
Resplandecente estrela guia
Clareia a vida
Transmite sabedoria
Escola Bernadino
É nossa paixão
Com muito orgulho
Muito amor e educação.
Com seus focos orientadores
Nos mostrando o caminho
Para sermos vencedores.
Fonte de luz!
Resplandecente estrela guia
Clareia a vida
Transmite sabedoria
Escola Bernadino
É nossa paixão
Com muito orgulho
Muito amor e educação.
Devaneios, família
O CAMPEÃO
Vi um homem forte segurando a dor
Escondendo a tristeza no cobertor
Vi falar com todo mundo como um professor
Alexandre é o grande nosso protetor
Vi em seu semblante a expressão do amor
Seu sorriso de menino, o abrir da flor
Vi seus gestos de carinhos a tudo se opor
O Guerreiro Poderoso é nosso Senhor
"Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo"
Adenaldo dos Santos Cardoso
Em, maio de 1995.
Abaetetuba - Pará – Brasil
Vi um homem forte segurando a dor
Escondendo a tristeza no cobertor
Vi falar com todo mundo como um professor
Alexandre é o grande nosso protetor
Vi em seu semblante a expressão do amor
Seu sorriso de menino, o abrir da flor
Vi seus gestos de carinhos a tudo se opor
O Guerreiro Poderoso é nosso Senhor
"Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo"
Adenaldo dos Santos Cardoso
Em, maio de 1995.
Abaetetuba - Pará – Brasil
Homenagem, família
Hoje é um dia
especial: de muita alegria e felicidade!
Salve, 13 de março - o dia em que nasceu a minha anja
Angela Inez Paes Cardoso.
MUITOBÉNS!!!
Minha filha, minha vida
Minha amada, meu amor
Deus inventou tua fantasia
E te vestiu de esplendor
Folclórica flor de março
Mês que aniversaria
Em junho é só Pavulagem
Sai em grande romaria
Sou feliz com tua existência
Sou feliz, juro que sou!
Minha Angela, minha Inez
Anjo que Deus me mandou
Salve, 13 de março - o dia em que nasceu a minha anja
Angela Inez Paes Cardoso.
MUITOBÉNS!!!
Minha filha, minha vida
Minha amada, meu amor
Deus inventou tua fantasia
E te vestiu de esplendor
Folclórica flor de março
Mês que aniversaria
Em junho é só Pavulagem
Sai em grande romaria
Sou feliz com tua existência
Sou feliz, juro que sou!
Minha Angela, minha Inez
Anjo que Deus me mandou
Adenaldo
SantoscardosoAngela P. Cardoso
A vida me deu de
presente
Grande áurea da alegria
Que encanta a minha alma
Sublime broto de poesia
MUITOBÉNS, minha filha!
Grande áurea da alegria
Que encanta a minha alma
Sublime broto de poesia
MUITOBÉNS, minha filha!
Adenaldo
Santoscardoso
Repente, lembranças
Os olhos de um amigo
São como refletores
Que clareiam nossas vidas
Que apagam nossas dores
Os olhos de um amigo
São como refletores
Que clareiam nossas vidas
Que apagam nossas dores
Homenagem, cultura
ABAETETUBA
Amo
Rio
Mergulho
Nado
Remo
Navego
Verso
Proso
Conjugo
Rimo
Vida
Barco
Adenaldo dos Santos Cardoso
Olhar Fotográfico: João Fran.
Amo
Rio
Mergulho
Nado
Remo
Navego
Verso
Proso
Conjugo
Rimo
Vida
Barco
Adenaldo dos Santos Cardoso
Olhar Fotográfico: João Fran.
Cultura, cotidiano
MINHA CUIA DE PIRÃO
Vi muitos caroços
Caroços de açaí
Rolando pela "Beira"
Vi o sol se pondo
Por detrás do açaizal
Vi bagos de farinha
Encharcados pelo chão
Vi a tarde se cobrindo
Com o lençol da escuridão
No porão de meus bolso
O pitiú da inflação
Senti a praga de um bêdado
Por não pegar na sua mão
E o meu sonho desfeito
Minha cuia de pirão
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Vi muitos caroços
Caroços de açaí
Rolando pela "Beira"
Vi o sol se pondo
Por detrás do açaizal
Vi bagos de farinha
Encharcados pelo chão
Vi a tarde se cobrindo
Com o lençol da escuridão
No porão de meus bolso
O pitiú da inflação
Senti a praga de um bêdado
Por não pegar na sua mão
E o meu sonho desfeito
Minha cuia de pirão
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Devaneio, homenagem
MINHA ESTRELA
Interligo meu amor na tua ceia
No teu sentido, na tua veia
Desejo-te ver ligada!
Iluminada como uma estrela
Afinal, eu sei que sou...
Aquele mar que te espelha
Aonde vou, sou defensor
Do esplendor que te rodeia
E por amor, sou infrator
De toda luz que te clareia
Não te desligo!
“Sonhar, falar, sorrir, cantar
Amar, poetizar e até chorar...”
Como reflito!
Saiba que sou teu refletor
Mais...muito mais... que teu amigo
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba – Pará – Brasil
Interligo meu amor na tua ceia
No teu sentido, na tua veia
Desejo-te ver ligada!
Iluminada como uma estrela
Afinal, eu sei que sou...
Aquele mar que te espelha
Aonde vou, sou defensor
Do esplendor que te rodeia
E por amor, sou infrator
De toda luz que te clareia
Não te desligo!
“Sonhar, falar, sorrir, cantar
Amar, poetizar e até chorar...”
Como reflito!
Saiba que sou teu refletor
Mais...muito mais... que teu amigo
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba – Pará – Brasil
BAILE DE MÁSCARA
(Sonho Fantasia)
Sonhei que estava num baile de máscara
Que eu era o boto e você a iara
Depois de meia-noite a gente se banhava
Nas águas folclóricas de um rio de paixão
A banda remava, a gente navegava
Singrava o rio com muita emoção
No rebojo das águas a alegria boiava
E o remanso formava renda de cordão
Havia pierrô, havia colombina
Bailarina, palhaço, monstro , abusão...
Chovia confete e serpentina
Lembrava teu rabo em descamação
Na várzea aportei buscando teu beijo
Foi quando acordei na desilusão
Ouvindo o barulho da realidade
Adernei com o barco da tradição
Homenagem, família
TRAÇOS DE GIZ
Meus traços soberbos
Que pouco percebo
Herdei de meus pais
Meus traços soberbos
Que pouco percebo
Herdei de meus pais
O sol que clareia
Ilumina a noite
Num toque se vai
Na minha retina
O mundo ilumina
O caminho da paz
No avesso do corpo
Existem os ossos
Que me leva e traz
No cortejo da alma
O amor me acalma
Num canto feliz
Vislumbro em meus filhos
Meus traços perfeitos
Traçados com giz
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Ilumina a noite
Num toque se vai
Na minha retina
O mundo ilumina
O caminho da paz
No avesso do corpo
Existem os ossos
Que me leva e traz
No cortejo da alma
O amor me acalma
Num canto feliz
Vislumbro em meus filhos
Meus traços perfeitos
Traçados com giz
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Cultura,
ORATÓRIO
Autoria: Clovis Cardoso / Adenaldo Cardoso.
É no altar que mora o santo
Caboclo embaixo faz contrição
Bem aventurado é o homem que ama
Deus segura na sua mão
O santo ouve cantos e preces
O caboclo a se lamentar
Pede pro santo de joelhos
Pra sua vida melhorar
Pede saúde e felicidade
Pede pro santo ser seu guia
Pede pra ser um homem bom
Pra afastar o que lhe agonia
Caboclo debulha seus pecados
Distribui grão de empatia
Pra ver se o santo lhe promete
Dar graças de garantia
Mas a maneira de viver calado
Poupa a boca de um palavrão
Caboclo pede angustiado
Ficha limpa em eleição
A reza segue seu itinerário
Caboclo quer seu ganha-pão
O santo no oratório matuta
No ar luzi um flash compaixão
Não existe novidade
O santo nunca disse não
Quem vive a vida de milagre
Deve ser bom cidadão
Espera a rede, o remédio...
Que seja breve a solução
Aí, emerge a fé sentida
O santo é seu amigão
Depois de elevar as suas preces
Caboclo se benze em despedida
Sinais da cruz da paixão
Que ele carrega na vida
Composição musical, cultura de Abaetetuba
XXXI SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA
1° Lugar - Uma Canção para Abaetetuba
Em, 15 de agosto de 2012
MIRITIFEST, MADE IN BRAZIL
Autoria: Agenaldo Cardoso / Adenaldo Cardoso
Intérprete: Jillyan Kleber
Do teu corpo fiz minha casa
Da tua pele o meu varal
Dos teus cabelos fiz o meu teto
Do teu sangue o meu mingau
Dos teus braços surgem outras formas
Mosaicos do teu festival
Miro teu mundo
Mundo encantado
Mergulho fundo "tibum" no teu rio
Em Abaetetuba tu és laureado
Miritifest, made in Brazil
Árvore da vida enraizada
Às margens de rios e igarapés
Te transformam em passarinhos
Cobras, tatus e jacarés
Às mãos que esculpem a história
Semeiam tuba aos pés de Abaeté
Miro teu mundo... (REFRÃO)
Brinquedo de miriti
Desejo e imaginação
Da vida tu és uma escola
De existência e formação
Os polens da tua cultura
Fecundam a minha paixão
Miro teu mundo... (REFRÃO)
Mauritia Flexuosa
Gloriosa, transcendental
Caminha com Nossa Senhora
Desfila no carnaval
Profana e religiosa
Formosa Palmeira Real
Homenagem aos escritores, poetas de Abaetetuba
TECELÕES DA NOSSA HISTÓRIA
Quando penso em Abaeté
Sinto tuba de saudade
O encanto que me encanta
Quem me conta é GARIBALDI
ROFESSORA NAZARÉ
Não se cansa de remar
Na maré da nossa História
Junto com MONTE SERRAT
Abro livro e me agarro
Na palavra e seu bordado
Escuto a prosa de LUIZ REIS
Em alto tom JORGE MACHADO
Nas rendas da preamar
Navegando na poesia
NONATO lembra JESUS
Em Abaeté quando vivia
O imaginário religioso
Na musicalidade do artista
PADRE JUNIOR me leva a crer
Como é bom ser altruísta
A arte de escrever, de cantar
De viver com orgulho de verdade
É paixão em retratar
Um grande amor pela cidade
Quando penso em Abaeté
Sinto tuba de saudade
O encanto que me encanta
Adenado dos Santos Cardoso
Repentes, famíli
À SOFIA
Nesta manhã que nasce
docemente
Com sua música suave,
extasiante,
Eu vejo, dançando
pela sala, sorridente,
Uma criança bonita,
alegre e cativante.
Não tem nenhum
preconceito musical.
Ela dança samba,
merengue, bossa-nova.
Dança e canta de
forma natural
Alegrando aquele lar,
cheia de prosa.
Adenaldo e Joelma,
tão felizes,
Acompanhando a
filhinha nessa dança.
A música rola em
todos os matizes
Enquanto Sofia dança
feliz e não se cansa.
Feliz quem pode ter
numa criança
A inspiração que tive
nesta hora.
Dance feliz, Sofia.
Ame a esperança,
Que assim a
felicidade não demora.
Adenaldo dos Santos Cardoso
Quando da criação da página Xarão Cultural
O Chá Cultural
Que cultivamos
Advém de um Grão
Chamado Pará
Porandubas extraídas
Dos ramos das vidas
Dos manos sumanos
A ri e a chorar
Árvore abateuara
Suas folhas encantadas
Fervem na chaleira
Odoram o ar
O chá decantado
Puro adocicado
Desagua na xícara
Pelas mãos da paixão
Pronto para ser servido
A qualquer visita
Bem-vinda ao XARÃO!
Que cultivamos
Advém de um Grão
Chamado Pará
Porandubas extraídas
Dos ramos das vidas
Dos manos sumanos
A ri e a chorar
Árvore abateuara
Suas folhas encantadas
Fervem na chaleira
Odoram o ar
O chá decantado
Puro adocicado
Desagua na xícara
Pelas mãos da paixão
Pronto para ser servido
A qualquer visita
Bem-vinda ao XARÃO!
Homenagem no fim de
ano
FELIZ ANO TODO DIA!
Hoje acordei cedo
Abri minha janela
Procurando um novo dia
Senti um olho sentinela
Servindo-me de guia
Rosa flor despetalava
Enquanto o dia amanhecia
31 de dezembro
A cidade ainda dormia...
No começo do último dia
A cidade ainda dormia...
Pouco importa ao sol
Se a terra gira
Amanhã é o mesmo
O mesmo tempo, outro dia
Nós é que marcamos
Os segundos, os minutos
As horas, os dias, as semanas
Os meses, os anos ...
Escrevemos nossas histórias
Agendamos nossas vidas
Retelhamos nossas casas
Pra escaparmos às ventanias
Desejamos o bem profundo
No ano que se anuncia
Paz na terra a todo mundo
Feliz ano todo dia!
Homenagem ao Palhuk e Guri
GURITRICAURO
Todo mundo querendo mostrar tudo
- arria a calça -
Isso é o Palhuk!
A Porca
O Chopp
O Fusca
É quase nada...
Briela
Cobra Curá
Nêga Maluca
É quase tudo...
O prato
A feijoada
A cumbuca
A rua de bunda nua
- cheia de graça -
Isso é o Palhuk
Meio homem
Meio viado
Meio puta
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Todo mundo querendo mostrar tudo
- arria a calça -
Isso é o Palhuk!
A Porca
O Chopp
O Fusca
É quase nada...
Briela
Cobra Curá
Nêga Maluca
É quase tudo...
O prato
A feijoada
A cumbuca
A rua de bunda nua
- cheia de graça -
Isso é o Palhuk
Meio homem
Meio viado
Meio puta
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Homenagem de
aniversário
Adenaldo dos Santos Cardoso
Hoje está no berço o Amigo Sumano Davi Figueiredo.
Muitobéns!!!
No universo mergulha
Com sua baladeira
Dá tabaco a velha
Matinta Pereira
Enfrenta o Golias
Florenses centelhas
Com seus argumentos
A justiça aparelha
Vinicius dos sambas
Chico das canções
Atira suas pedras
Contra "os pancadões"
Na roda ele é bamba
Bamba da paixão
A viola sempre assanha
O pandeiro em sua mão
É devoto de Maria
Nete é proteção
Davi Figueiredo
Gigante coração
Repente, cotidiano
Cheira à valentia!
Cheira a valentia
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
O tempo não te espera
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra
Adenaldo
Santoscardoso
Família
O nó da dor...
Só você meu amor
Sabe desatar!
Com seu sorriso
Com seu jeito puro
Inocente e verdadeiro
Só você meu amor
Pra me libertar!!!
Só você meu amor
Sabe desatar!
Com seu sorriso
Com seu jeito puro
Inocente e verdadeiro
Só você meu amor
Pra me libertar!!!
Homenagem ao pai
ESTIRPE
Papai plantou várias sementes
No âmago deste planeta
Nasceram árvores e gente
Vida que a terra inventa
Angelandre, Angela, Adenaldo
Adelma, Agenaldo, Advaldo
Ademilde, Alexandre, Alessandro
Provas de amor praticado
Cupuaçú, pupunha, açaí
Acerola, caju, mangustão
Manga, graviola, bacuri...
O amor plantado no chão
Papai cuidava de todos
Indiscriminadamente
Mamãe amava em dobro
O que Deus lhe deu de presente
Filhos, netos, flores, frutos...
Prazer de existir tão frondoso
Vidas extraídas dos ramos
Das vidas dos Santos Cardoso
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará – Brasil
Lembranças, devaneios
CHUVA, GOTEJO DE TERNURA!
Lembro da minha infância
Quando corria pra te encontrar
Afagava-me com tanta ternura
Sentia a brandura do teu linguajar
Beijava-me no meio da rua
Eu não queria de ti desgrudar
Ao sabor de tanta doçura
Eu delirava com teu paladar
Ao ver-te indo embora
Entrava em casa pra me agasalhar
Do frio que em minha carne deixavas
Quando partias sem me avisar
Ias bailando com o vento
No rabo da nuvem pra outro lugar
Fitava o firmamento
Esperando outro tempo pra te namorar
Autoria: Adenaldo Cardoso/Joelma Paes
Abaetetuba - Pará – Brasil
Lembro da minha infância
Quando corria pra te encontrar
Afagava-me com tanta ternura
Sentia a brandura do teu linguajar
Beijava-me no meio da rua
Eu não queria de ti desgrudar
Ao sabor de tanta doçura
Eu delirava com teu paladar
Ao ver-te indo embora
Entrava em casa pra me agasalhar
Do frio que em minha carne deixavas
Quando partias sem me avisar
Ias bailando com o vento
No rabo da nuvem pra outro lugar
Fitava o firmamento
Esperando outro tempo pra te namorar
Autoria: Adenaldo Cardoso/Joelma Paes
Abaetetuba - Pará – Brasil
Cultura de Abaetetuba
Adenaldo Santoscardoso
FANTASIA CABOCLA
Caboclo vai indo contra a correnteza
O peixe valente despenca do céu
Canoa à vela no rio não se cansa
A água que dança tem gosto de mel
Irmão, meu irmão... divagas nas águas
Esperas a lua, o cio nesse chão
Sonhas com a vida sem dificuldade
Escolhendo a cidade cheio de ilusão
Espinhéis desprezados sobre paxiúbas
Matapís emagrecidos: a fome é irmã
A noite embala o corpo mal dormido
Curumins com seus gritos acordam o amanhã
Os vermes escondidos reclamam do nada
Doidos não se calam, inventam canções
Caboclo vencido parte sem estrada
Pro rio do futuro que espelhe a razão
Cidade, Cidade... Quem te viu pelo Círio
Amou o estribilho da santa canção
Veio lá do sítio com a fé de ser rico
Acabou no teu círculo “carrinho de mão”
Autoria: Adenaldo dos Santos Cardoso
Foto: Angelo Paganelli.
Abaetetuba - Pará – Brasil
Caboclo vai indo contra a correnteza
O peixe valente despenca do céu
Canoa à vela no rio não se cansa
A água que dança tem gosto de mel
Irmão, meu irmão... divagas nas águas
Esperas a lua, o cio nesse chão
Sonhas com a vida sem dificuldade
Escolhendo a cidade cheio de ilusão
Espinhéis desprezados sobre paxiúbas
Matapís emagrecidos: a fome é irmã
A noite embala o corpo mal dormido
Curumins com seus gritos acordam o amanhã
Os vermes escondidos reclamam do nada
Doidos não se calam, inventam canções
Caboclo vencido parte sem estrada
Pro rio do futuro que espelhe a razão
Cidade, Cidade... Quem te viu pelo Círio
Amou o estribilho da santa canção
Veio lá do sítio com a fé de ser rico
Acabou no teu círculo “carrinho de mão”
Autoria: Adenaldo dos Santos Cardoso
Foto: Angelo Paganelli.
Abaetetuba - Pará – Brasil
Devaneios, divagações
O RIO
No rio não vejo caminho
O rio é uma caminhada
O rio é uma porta sem
chave
Aberta para qualquer morada
O rio deita e levanta
O rio cumpre a sua jornada
O rio está sempre acordado
Na preamar faz sua serenata
O rio se emociona
Com a chuva, com o beijo do vento
Eriça seu corpo e despeja
Na praia o seu sentimento
O rio ri docemente
Quando caminha para o mar
Ensina a sermos solidários
Em seus braços nos faz caminhar
Adenaldo dos Santos Cardoso
Devaneios, divagações
O GATO EM CIMA DO MURO
O gato em cima do muro
Posa de onça pintada
Não engana nem cachorro
Seu miado não diz nada
O gato em cima do muro
Vive a fazer reclame
Visto como um bibelô
Sobre a mesa de madame
O gato em cima do muro
Não quer voltar para o gueto
Vigia a cova da onça
Por um pedacinho de leito
O gato em cima do muro
Faz arte de enlouquecer
Contenta-se com o leite no pires
E a coleira pra não se perder
O gato em cima do muro
Só desce quando alguém lhe apedreja
Abocanha a fatia do bolo
Servida pelas mãos que ele beija
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
O gato em cima do muro
Posa de onça pintada
Não engana nem cachorro
Seu miado não diz nada
O gato em cima do muro
Vive a fazer reclame
Visto como um bibelô
Sobre a mesa de madame
O gato em cima do muro
Não quer voltar para o gueto
Vigia a cova da onça
Por um pedacinho de leito
O gato em cima do muro
Faz arte de enlouquecer
Contenta-se com o leite no pires
E a coleira pra não se perder
O gato em cima do muro
Só desce quando alguém lhe apedreja
Abocanha a fatia do bolo
Servida pelas mãos que ele beija
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Homenagem à Vila de Beja
ABAETIGUAR
A noite dorme na praia
O vento acorda o mar
Lua no vago vagueia
Abaeté ama mortiguar
Abraça a Vila de Beja
Veja bem que faz bem
A vida se tira da terra
O mundo vai e vem...
O sino enferrujado faz blem, blem!
E o povo acomodado diz amém!
As flores se abrem sorrindo
Amor não é somente se dar
O homem vive agredindo
A natureza seu próprio habitat
Abraça a Vila de Beja
Veja bem que faz bem
A vida se tira da terra
O mundo vai e vem...
O sino enferrujado faz blem, blem!
E o povo acomodado diz amém!
A noite dorme na praia
O vento acorda o mar
Lua no vago vagueia
Abaeté ama mortiguar
Abraça a Vila de Beja
Veja bem que faz bem
A vida se tira da terra
O mundo vai e vem...
O sino enferrujado faz blem, blem!
E o povo acomodado diz amém!
As flores se abrem sorrindo
Amor não é somente se dar
O homem vive agredindo
A natureza seu próprio habitat
Abraça a Vila de Beja
Veja bem que faz bem
A vida se tira da terra
O mundo vai e vem...
O sino enferrujado faz blem, blem!
E o povo acomodado diz amém!
Composição musical,
um clássico do cancioneiro de Abaetetuba, homengem à Vila de Beja
UM PEDAÇO DE ABAETÉ
(Adenaldo Cardoso/Beto Kemil)
*1º Lugar - Festival Uma Canção para Beja/1991*
É, pois é!
Vila de Beja é um pedaço de Abaeté
É, pois é!
Praia de Beja quem te beija é a maré
Força do homem o bem e o mal
Destrói a vida em nome do capital
Feito do homem irracional
Cria problema em seu habitat natural
Jogaram pedras pela areia
Parece até que espantaram a sereia
Jogaram aterro no igarapé
Acho também que afogaram o poraquê
É, pois é!... (REFRÃO)
Estou aqui, venho de lá...
O abaeté se misturou com mortiguar
Eu vou ali e volto já
Vou ver se encontro uma cuia com aluá
O tempo passa fica a história
No teu folclore tem a dança da fofoia
Como é lindo o teu luar
No teu castelo não tem rei e não tem guerra
É, pois é!... (REFRÃO)
Nosso lamento pelo aningal
Não é a cobra que derruba o açaizal
Sabemos bem que te desama
Olho de boto se perdeu na tua lama
Agora é hora de acordar
A arraia ferra se alguém nela pisar
Pegue a espada vamos lutar
Naturalmente São Miguel vai te ajudar
É, pois é!... (REFRÃO)
FIM
(Adenaldo Cardoso/Beto Kemil)
*1º Lugar - Festival Uma Canção para Beja/1991*
É, pois é!
Vila de Beja é um pedaço de Abaeté
É, pois é!
Praia de Beja quem te beija é a maré
Força do homem o bem e o mal
Destrói a vida em nome do capital
Feito do homem irracional
Cria problema em seu habitat natural
Jogaram pedras pela areia
Parece até que espantaram a sereia
Jogaram aterro no igarapé
Acho também que afogaram o poraquê
É, pois é!... (REFRÃO)
Estou aqui, venho de lá...
O abaeté se misturou com mortiguar
Eu vou ali e volto já
Vou ver se encontro uma cuia com aluá
O tempo passa fica a história
No teu folclore tem a dança da fofoia
Como é lindo o teu luar
No teu castelo não tem rei e não tem guerra
É, pois é!... (REFRÃO)
Nosso lamento pelo aningal
Não é a cobra que derruba o açaizal
Sabemos bem que te desama
Olho de boto se perdeu na tua lama
Agora é hora de acordar
A arraia ferra se alguém nela pisar
Pegue a espada vamos lutar
Naturalmente São Miguel vai te ajudar
É, pois é!... (REFRÃO)
FIM
Homenagem a um pobre
escriba!
ADEMIR HELENO ARAÚJO ROCHA
*Enciclopédia Viva da Nossa História Abaeteuara*
Na terra de homens valentes
Que lembra guerreiros de troia
A armadura de Heleno
Protege a nossa memória
Navega nos mares de dantes
Vasculha o fundo do rio
Gapuia junto com Netuno
A nossa história com brio
Visita as cavernas escuras
Com sua espada a luzir
Coeso a raiz da existência
Não deixa a vida partir
Edifica sua fortaleza
No plano espiritual
Vivendo num mundo de letras
Navega o mundo virtual
Carimba com tintas eternas
Às páginas do nosso existir
Professor Heleno Araújo
Rocha de ouro Ademir
História
ANAIS DA NOSSA HISTÓRIA
Vindo de Belém pra sua Sesmaria
Francisco Monteiro se perdeu na ventania
No dia consagrado à Virgem da Conceição
Seu Francisco apavorado pediu logo proteção
Uma Capela à Santa o Sesmeiro construiu
Às margens do Maratauira onde o povo reuniu
Como aqui não tinha ouro seu Francisco se mandou
Na sua caravela, nem uma árvore aqui plantou
Veja só, foi milagre meu irmão!
Seu Francisco aportou neste torrão
A mesma história da Coroa Imperial
De Castelo, de Monteiro e de Cabral
Com o passar do tempo esta terra recebeu
Caboclo Marajoara que a história não esqueceu
Era o Manoel Raposo que esta terra adotou
Esta terra benfazeja que Monteiro desprezou
O Povoado que se ergueu da ventania
No coração de Beja se tornou uma Freguesia
O povo desta terra cultivara a união
Homens fortes e valentes que elevaram este chão
Nossa riqueza era o fundamental
Alimentava os gringos, o Reino de Portugal
O Povoado, a Freguesia, Vila, Cidade, Abaeté
acontecia
Do Grão Pará, hoje em dia, Abaetetuba é a nossa
moradia
Adenaldo dos Santos Cardoso
Lembranças, divagações
CINZAS DA TRADIÇÃO
No fogo do Carnaval
Vivi cinzas da verdade
Derramei pela fogueira
O combustível da saudade
Da chama alegre da paixão
Fiz a minha fantasia
Diante de tanta aculturação
Minh’ alma ficou vazia
Não encontrei a Colombina
Não encontrei com o Pierrô
Não encontrei o Zé Pereira
Nem tampouco o seu tambor
Procurei pelo Rei Momo
Não encontrei nem seu reinado
Tomei cachaça com Palhuk
Em Abaetetuba coroado
No fogo do Carnaval
Vivi cinzas da verdade
Derramei pela fogueira
O combustível da saudade
Da chama alegre da paixão
Fiz a minha fantasia
Diante de tanta aculturação
Minh’ alma ficou vazia
Não encontrei a Colombina
Não encontrei com o Pierrô
Não encontrei o Zé Pereira
Nem tampouco o seu tambor
Procurei pelo Rei Momo
Não encontrei nem seu reinado
Tomei cachaça com Palhuk
Em Abaetetuba coroado
Adenaldo
Santoscardoso
Adenaldo
Santoscardoso
Repentes, Homenagem,
família
Hoje está no berço minha filha amada, adorada,
idolatrada.
Salve, salve, bela Angela P. Cardoso.
MUITOBÉNS!!!
Minha filha cresceu
Em estatura e sabedoria
Mas não deixa de ser criança
Muita paz ela anuncia
MUITOBÉNS!!!
Minha filha cresceu
Em estatura e sabedoria
Mas não deixa de ser criança
Muita paz ela anuncia
Repentes, família
Minha doce
Sofia
Meu amor verdadeiro
Linda flor que me acalma
E me faz feliz por inteiro
Meu amor verdadeiro
Linda flor que me acalma
E me faz feliz por inteiro
Repentes,
família
Num mundo de sonhos
Eu vejo Sofia
Vivendo e brincando
Em boa companhia
Eu vejo Sofia
Vivendo e brincando
Em boa companhia
Repentes, jogo de palavras
Se pensa que o engana / você mesmo se engana /
porque ele não se engana / Que você o outro engana.
Repentes, lendas
Cruzes na estrada!
Já era madrugada.
O lobisomem apareceu
e fez a troca do pneu.
Já era madrugada.
O lobisomem apareceu
e fez a troca do pneu.
Repentes, jogo de palavras
Não importa qual é a cor de uma flor
Nem se ela desabrocha perfumada
Certamente uma flor é uma flor
E como for, uma flor será chamada
(Adenaldo Cardoso)
Repentes, homenagem ao Zé do Pará
Zé do Pará é valente
Abaetetubense!
Que ama seu chão
E, mostra pra gente
Aquilo que sente
Em seu coração!
Repentes, devaneios
"A nossa vida é
um carnaval!
A gente brinca escondendo a dor.
E a fantasia do meu ideal,
é você meu amor."
A gente brinca escondendo a dor.
E a fantasia do meu ideal,
é você meu amor."
Repentes, cultura de Abaetetuba
FAÇA A PECONHA, SUBA
NO AÇAIZEIRO / ESQUENTE A ÁGUA NO BRASEIRO / JOGUE O FRUTO NO ALGUIDÁ / AMASSE
O FRUTO, TIRE A BORRA NA PENEIRA / NÃO ACEITE A BURRALHEIRA / NÃO DERRUBE O
AÇAIZÁ.
Homenagem à Vila de
Beja
A NOITE NASCEU MAIS TRISTE
MAS EU SEI QUE AINDA EXISTE
O LUAR NESTE LUGAR
Beja, meu bem, beja!
Beja me dá prazer
Beja, vê se desperta
Beja, pra não morrer
Beja, meu bem, beja!
Beja meu bem querer
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
Beja, meu bem, beja!
Beja me dá prazer
Beja, vê se desperta
Beja, pra não morrer
Beja, meu bem, beja!
Beja meu bem querer
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
Repentes, homenagem
Amigo Cassio
Dias
Que a vida me deu de presente
Ao sabor de suas alegrias
Eu sinto o valor de ser gente
Que a vida me deu de presente
Ao sabor de suas alegrias
Eu sinto o valor de ser gente
Repentes, família
Sofia bate palma
À boneca que merece
A música lhe toca a alma
Sob forma de uma prece
À boneca que merece
A música lhe toca a alma
Sob forma de uma prece
Repentes, família
Sofia é como seu pai
Gosta de parcerias
Na comuna da amizade
Medalhões de poesias
Gosta de parcerias
Na comuna da amizade
Medalhões de poesias
Repentes, família
Sofia bem acompanhada
Canta com ousadia
Seu canto encanta a gente
Encanto de pura alegria!!!
Canta com ousadia
Seu canto encanta a gente
Encanto de pura alegria!!!
Repentes, família
Sofia toca e canta
Faz show no meu coração
No espetáculo da vida
Minha filha, é a mais linda canção!
Faz show no meu coração
No espetáculo da vida
Minha filha, é a mais linda canção!
Repentes, família
A Boneca de Sofia
Parece com a Emília de Machado
Sua fiel companhia
De seu lindo mundo encantado
Parece com a Emília de Machado
Sua fiel companhia
De seu lindo mundo encantado
Homenagem
Garibaldi Nicola
Parente, hoje está no berço o amigo sumano, MUITOBÉNS!!!
Gari crava seus olhos
Na saia da maresia
Navega no pé do vento
Brincando com a ventania
Provoca risos nas águas
Remadas de utopia
Gari recolhe do rio
Balde de poesia
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Na saia da maresia
Navega no pé do vento
Brincando com a ventania
Provoca risos nas águas
Remadas de utopia
Gari recolhe do rio
Balde de poesia
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Repentes, homenagem
Gari não perde sua
pose / Garibaldi é brincalhão / Parente da poesia / Nicola, meu amigão!...
Abraços fraternos, mestre!!!
Homenagem em prosa
Gabriel Paes "O Médico dos Pobres", Osni,
Manoel Raposo, Oscar Santos... é tanta gente que não sei como coube no Cemitério
de Abaetetuba. Sumanos verdadeiramente abaeteuaras, gente que merece ser
eternizados pela nossa memória, antes que façamos parte do mundo deles, e, quem
me diz, que não seremos lembrados pelo foco cego do esquecimento, no labirinto
obscuro de nossa claríssima história. Por isso, VIVA O PROFESSOR Ademir Heleno
Araujo Rocha, ESTE SIM, MERECE NOSSOS APLAUSOS, E M V I D A, ESTE SIM PERPETUA
HUMILDEMENTE A VIDA DE NOSSOS COMPATRIOTAS COM EMOÇÃO SEM PERDER A RAZÃO.
APLAUDIR OS MORTOS É FELICITAR À FAMILIA, PORQUE, CONVENHAMOS: OS MORTOS NÃO
OUVEM E NEM FALAM. PORÉM, MUITOBÉNS PELAS BOAS INTENÇÕES! ABRAÇOS!!!
Repentes, realidade
Antes do jogo: todos
são amigos.
Durante o jogo: a rivalidade.
Após o jogo: só Deus sabe...
Durante o jogo: a rivalidade.
Após o jogo: só Deus sabe...
Divagações e incentivo às letras
Quem escreve,
dá à mão a palmatória;
ao papel, vida!
nutrida pelo sangue
das veias da caneta,
em tempo e movimento
da inspiração:
sequência produtiva,
perpétua do saber
- experimentado, vivido -
abstrato ou concreto,
na pesquisa
no sentir.
Livre, expressa
o pensamento em ação.
Ora homem,
ora menino;
maduro ou assustado,
encanta-se encantado
pela palavra
por cada letra
cada ponto,
a compor histórias
transpor universos
dizer das coisas
desesafiar o desconhecido.
Põe a prova
o outro pelo outro,
na medida certa
do sentimento de quem lê.
Cabe-vos os rótulos
de fingidor
de filósofo
de povo,
página por página
da vida
do ser
do escritor.
Com Adenaldo Cardoso
Devaneios de um sonhador
APAGADOR
Eu tive um sonho tão lindo
Encarnei num passarinho
Fugi da terra pra bem longe
Procurei um outro ninho
Voei feliz comigo mesmo
Por me encontrar longe de espinho
Em outra parte, liberdade!
Fui amigo de um anjinho
Que me levou ao paraíso
Porque eu tinha dormido
Como na vida tudo se apaga
Senti o meu mundo caindo
Na pele o beijo de uma praga
Carapanã me perseguindo
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Homenagem à Vila de Beja, ao povo mortiguar e ao
veraneio
CORAÇÃO MORTIGUAR
Do céu vem teu sorriso
Da areia o teu lençol
Do rio boto atrevido
Brejeiro e sedutor
Do rio o teu espírito
Caboclo do Marajó
Beja em tempo de férias
Manicure cuida do teu pé
Rola marola na beira
Desafoga o igarapé
O velho coqueiro se embala
No deserto do teu olhar
O teu perfume exala
Flor antiga de mortiguar
Beja, meu bem, Beja!
Beja, me dá prazer...
Beja pela areia
Beja pela maré
Beja, meu bem, Beja!
Beja, meu bem querer...
Beja, vê se desperta
Beja pra não morrer...
O estalo do carvão
No preparo do café
O beiju de tapioca
O beijo de tua mulher
Bem cedinho, bem cedinho!
Chega gente de Abaeté
Vai passando, passeando...
Procissão de São Migué
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Devaneios sobre o sol
SOL, RISO E MARESIA
Lindo sol, sol, sol!
Salve teus filhos...
Lindo sol mostre os trilhos
Cara a cara
Dar vida viva rara
Lindo sol mostre os brilhos
A tua cara
Dar vida viva áurea
Sol acorde e me levante
Sol transmita harmonia
Sol que faz o meu semblante
Ser de riso e maresia
Sol sozinho invade o mundo
É de todos, todo dia
É amante desta terra
Sol é pai, é companhia
Lindo sol, sol sol!
Salve teus filhos...
AUTORIA: Adenaldo Cardoso / Milton Teixeira.
Olhar Fotográfico: Adenaldo Santoscardoso.
*Nascer do Sol Abaeteuara, hoje (06:30), por
detrás da casa do Paulo Tribi, na Rua Magno
de Araújo, sem efeito espacial*
Lindo sol, sol, sol!
Salve teus filhos...
Lindo sol mostre os trilhos
Cara a cara
Dar vida viva rara
Lindo sol mostre os brilhos
A tua cara
Dar vida viva áurea
Sol acorde e me levante
Sol transmita harmonia
Sol que faz o meu semblante
Ser de riso e maresia
Sol sozinho invade o mundo
É de todos, todo dia
É amante desta terra
Sol é pai, é companhia
Lindo sol, sol sol!
Salve teus filhos...
AUTORIA: Adenaldo Cardoso / Milton Teixeira.
Olhar Fotográfico: Adenaldo Santoscardoso.
*Nascer do Sol Abaeteuara, hoje (06:30), por
detrás da casa do Paulo Tribi, na Rua Magno
de Araújo, sem efeito espacial*
Composição musical,
cultura de Abaetetuba
Adenaldo
Santos Cardoso
XXXII
SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA / 2013
3º Lugar - Uma Canção Para Abaetetuba.
Melhor Letra
ABAETETUBA – PARÁ - BRASIL
Autoria: Adeenaldo dos Santos Cardoso
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro
Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando à praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei com a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Vi a cobra grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remansos brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteuara
Que Abaeté pariu
Sou de Abaetetuba
Do Pará - Brasil
3º Lugar - Uma Canção Para Abaetetuba.
Melhor Letra
ABAETETUBA – PARÁ - BRASIL
Autoria: Adeenaldo dos Santos Cardoso
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro
Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando à praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei com a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Vi a cobra grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remansos brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteuara
Que Abaeté pariu
Sou de Abaetetuba
Do Pará - Brasil
Memória,
história e cotidiano de Abaetetuba
XXXII SEMANA DE ARTE E FOLCLORE DE ABAETETUBA 2013
2° Lugar - Um Poema Para Abaetetuba
AVE, ABAETETUBA!
Autoria: Adenaldo dos Santos Cardoso.
Em minha linha do tempo
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que sou eu que não acertei os meus ponteiros?
Mas a “Beira” é outra
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo
Mas lembro do Cine Imperador e de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de bondade
E a gente apressada agradecia com o coração cheio de alegria
Ah, que saudades!
Saudades da Miloca, do Kida, do Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras, do Abaeté...
Que nos enchiam de felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos craques
Oh, tempo de glória!
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as ruas
E nos dava o prazer de ser “O Gostosão”
E que prazer!
Da minha adolescência querida
Da Venuta, Do Escorrega Bunda...
Do Gigi que pariu os Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a primeira
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas que hoje vivem sepultados
No ventre do lamaçal
E a canoa-à-vela ?
É verdade passávamos dias e dias
Pra chegar a Belém
Hoje a gente vai pela a Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança do retornamos aos teus braços
Sem nenhum arranhão físico ou mental
Pois, a violência amedronta
Seja fora ou dentro de teu ventre
Minha querida matriarca!
As bicicletas que nos exercitavam
Proporcionando maior tempo de vida
Agora, motos e carros diminuem a nossa existência
Acomodam e incomodam nossa gente
- Seja pela falta de exercícios físicos
Ou pela presença destruidora da poluição -
Um verdadeiro caos urbano
Dizem que é o progresso em nossa vida
O modismo aparecendo e se oferendo de forma bruta
A aparelhagem que não me deixou dormir...
Do meu vizinho sádico que me tortura com seus “batidões”
Invadindo meu domicílio e minha paz espiritual
Das calçadas ocupadas pelo desrespeito, impedindo o ir e vir...
Abaetetuba cresceste , é verdade!
Te vejo, grande, mas em tamanho
Tamanho é minha mágoa
Mas não vou chorar...
Quero elevar minha prece aos teus filhos
E pedir que cuidem de ti...
Não precisamos de autoridades
Juizados e nem ministérios
Precisamos de respeito
Precisamos de paz
Precisamos de amor
Sei que isso é possível
Tudo depende unicamente e exclusivamente de cada um de nós
Não vou para Pasárgada, como pensou Manuel Bandeira
Ou Adenaré (Cidade das Estrelas), como eu mesmo inventei
Pra fugir de meus tormentos...
Vou ficar por aqui, Abaetetuba!
Morrer nos teus braços
Como um filho que nutre um grande amor por sua mãe.
2° Lugar - Um Poema Para Abaetetuba
AVE, ABAETETUBA!
Autoria: Adenaldo dos Santos Cardoso.
Em minha linha do tempo
As horas parecem lerdas
Já não ouço os sinos da Matriz
Ou será que sou eu que não acertei os meus ponteiros?
Mas a “Beira” é outra
As casas mudaram suas caras
O cinema voltou a ser mudo
Mas lembro do Cine Imperador e de seu patriarca Abel Guimarães
Como deveria esquecê-lo?
Era ele que ficava à porta
Abria seu coração
E deixava a meninada entrar gratuitamente
Levada pelas suas mãos cheias de bondade
E a gente apressada agradecia com o coração cheio de alegria
Ah, que saudades!
Saudades da Miloca, do Kida, do Chico
Do Igarapé do Curro
Dos retiros da minha infância
Quando era só Algodoal e São Lourenço
Do Vênus, do Tiête, do Palmeiras, do Abaeté...
Que nos enchiam de felicidades
Proporcionadas pelos pés de nossos craques
Oh, tempo de glória!
Nosso Café Abaetetuba
Que com sua pureza perfumava as ruas
E nos dava o prazer de ser “O Gostosão”
E que prazer!
Da minha adolescência querida
Da Venuta, Do Escorrega Bunda...
Do Gigi que pariu os Muiraquitãs
Da Gigete, orgulhosa por ser a primeira
Dos Engenhos de cana
Que fizeram a nossa fama!
Mas que hoje vivem sepultados
No ventre do lamaçal
E a canoa-à-vela ?
É verdade passávamos dias e dias
Pra chegar a Belém
Hoje a gente vai pela a Alça ou pela Balsa
Alçado na esperança do retornamos aos teus braços
Sem nenhum arranhão físico ou mental
Pois, a violência amedronta
Seja fora ou dentro de teu ventre
Minha querida matriarca!
As bicicletas que nos exercitavam
Proporcionando maior tempo de vida
Agora, motos e carros diminuem a nossa existência
Acomodam e incomodam nossa gente
- Seja pela falta de exercícios físicos
Ou pela presença destruidora da poluição -
Um verdadeiro caos urbano
Dizem que é o progresso em nossa vida
O modismo aparecendo e se oferendo de forma bruta
A aparelhagem que não me deixou dormir...
Do meu vizinho sádico que me tortura com seus “batidões”
Invadindo meu domicílio e minha paz espiritual
Das calçadas ocupadas pelo desrespeito, impedindo o ir e vir...
Abaetetuba cresceste , é verdade!
Te vejo, grande, mas em tamanho
Tamanho é minha mágoa
Mas não vou chorar...
Quero elevar minha prece aos teus filhos
E pedir que cuidem de ti...
Não precisamos de autoridades
Juizados e nem ministérios
Precisamos de respeito
Precisamos de paz
Precisamos de amor
Sei que isso é possível
Tudo depende unicamente e exclusivamente de cada um de nós
Não vou para Pasárgada, como pensou Manuel Bandeira
Ou Adenaré (Cidade das Estrelas), como eu mesmo inventei
Pra fugir de meus tormentos...
Vou ficar por aqui, Abaetetuba!
Morrer nos teus braços
Como um filho que nutre um grande amor por sua mãe.
Repentes, sobre a Beira de Abaetetuba
Beira!
Do Marataiura
De peixes pescados
Da nossa cuíra
De barcos cansados...
Do Marataiura
De peixes pescados
Da nossa cuíra
De barcos cansados...
Adenaldo Santos
Cardoso
Devaneios e
realidades
TRAÍRA
O meu sonho é um rio
De ondas vivas, serenas
Meu porto é solidão
Plantado no pé da beira
Consulto meu coração
Na terra firme da feira
O meu amor é um anzol
Em busca de uma sereia
Mas pra minha decepção
Traíra eu pesco na areia
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
O meu sonho é um rio
De ondas vivas, serenas
Meu porto é solidão
Plantado no pé da beira
Consulto meu coração
Na terra firme da feira
O meu amor é um anzol
Em busca de uma sereia
Mas pra minha decepção
Traíra eu pesco na areia
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Composição Musical,
cultura de Abaetetuba
FESTANÇA
Autoria : Adenaldo Cardoso /Júlio Orlando
Vai barquinho, vai barquinho!
Sai das mãos para a maré
No meu sonho de menino
O meu rio é igarapé
Como um bom timoneiro
Desvio de mururé
Brinco com a cobra grande
Mas não toco em poraquê
Miriti em festa
Soca-soca a pilar
Que bonitas as bonequinhas
Caboquinhos a remar (REFRÃO)
Miritifest
Cultura tupiniquim
Onde a arte ganha a vida
Brinquedo de miriti
Avião, aviãozinho!
Faz o céu aparecer
No meu mundo pequenino
Sinto muito de prazer
Voa, voa, passarinho!
Nas asas da imaginação
Voa, canta, faz teu ninho
Faz da vida uma canção
Miriti em festa ... (REFRÃO)
No gingar da nossa história
A festa da Conceição
Miriti, buquê de glória
Das mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A cultura de Abaeté
Junto com Jesus Cristinho
Nos Braços de Nazaré
Miriti em festa ... (REFRÃO)
Homenagem ao Círio de Nazaré, cultura de Abaetetuba
Enorme rio de gente
Que desagua aqui
Rio de penitentes
Fé que não tem fim
Ondas de esperanças
Navios de devoções
Cobra: águas mansas
Enchente de orações
Caminhos de promessas
Vão em direção
À fonte que expressa
Amor e proteção
Bubuiam nas águas vivas
Milagres... vai procissão
A corda tão repartida
Corrente de união
O canto é que encanta
O balanço da maré
Mãe Virgem, Virgem Santa
Senhora de Nazaré!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Que desagua aqui
Rio de penitentes
Fé que não tem fim
Ondas de esperanças
Navios de devoções
Cobra: águas mansas
Enchente de orações
Caminhos de promessas
Vão em direção
À fonte que expressa
Amor e proteção
Bubuiam nas águas vivas
Milagres... vai procissão
A corda tão repartida
Corrente de união
O canto é que encanta
O balanço da maré
Mãe Virgem, Virgem Santa
Senhora de Nazaré!
Adenaldo dos Santos Cardoso
Abaetetuba - Pará - Brasil
Repentes, cotidiano
Cheira a valentia
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
Pelos ares desta terra
Voam aves marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
O tempo não te espera
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra!
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra!
Músicas extraídas
do livro de Antonio Braga da Costa Júnior, um clássico do cancioneiro de
Abaetetuba, cultura, devaneios
Encanto e
Desencanto – Autoria: Adenado Cardoso
Já cansei de
matutar
Oh! Abaeté do meu
Pará
Vila de Beja, o que
será?
O boto preto, não
vi passar.
Abaetetuba, nossa
morada
Quem vem aqui tende
a voltar
Mas muita coisa
está errada
Se está errada,
vamos falar
Entenda que nós
entendemos
Que a cobra grande
não morreu no mar
Sabemos que a
curupira não morreu na mata, nem se perdeu por lá.
Já cansei de
matutar ...(refrão)
Nossa esperança: um
pó, mais nada
Beira, beirada, não
tem mais cais
Praia de Beja,
apedrejada
Fede a queimada nos
matagais
Entenda que nós
entedemos
Que o lobisomem não
esqueceu o luar
Sabemos que pela
Pacoca
O encanto desemboca
durante a preamar
Já cansei de
matutar...(refrão)
A nossa fama está
na cachaça
Mas não tem graça,
tem que importar
Falta incentivo, nó
na desgraça
Engenhos mortos,
sonhos no ar
Entenda que nós
entendemos
Que tia Matinta não
morreu num bar
Sabemos que o
passarinho só perdeu seu ninho
Porque não quis
lutar.
Beira – Autoria de
Adenado Cardoso
Beira, feira
É bom te ver
Ó Beira!
Braços abertos de
Abaetetuba
Caminho pro Sol,
passagem pra Lua
Ribanceira talhada
nos moldes da rua
De dia se veste, de
noite está nua
Beira...(refrão)
Começo, comércio,
beira da cidade
Aconchego do rio,
hospitalidade
De grande verdade,
do Obrigado Senhor
Da nossa saudade,
da alegria e da dor
Beira...(refrão)
Do Maratauíra, de
peixes pescados
Da nossa cuíra, de barcos
cansados
De sono perdido, de
gente sofrida
Do vento atrevido,
de água ferida
Beira ...(refrão)
De montaria, canoa,
carrinho de mão
Do Dico Souza e seu
violão
De Kemil dos
Santos, de Lucídio e João
De Maria Coroa
cheirando a pensão
Beira ...(refrão)
De Nicola Parente,
Humberto e Janjão
De Zariquinho,
Contente, Duquinha e Conceição
De marcas no chão,
de nossos ancestrais
De contradição, de
Chile e Novaes
Beira ...(refrão)
Do tipiti
retorcido, de sonhos compridos
Do matapi parido,
de peitos despidos
De mãos calejadas,
de velhas ilusões
De ponte, calçada,
de raça e rações
Beira ...(refrão)
Do Aricá de açaí,
da cuia pitinga
Da Justo Chermont,
do cheiro de pinga
Beira, onde mora o
poente
Feira,
democraticamente
Lugar de homem
valente
“Beira”
“Beirada”
“Beirão”
“Lá embaixo”
Também “Calçadão”
Uma simples homenagem, a uma valorosa mulher
abaetetubense. Parabéns Professora Nazaré Lobato pela sua garra, esforço e
dedicação por nossa cultura. Deixaste para todos nós o teu ensinamento.
obrigado.
Homenagem.
Assim é a Poetiza Nazaré Lobato:
Como nota musical
Que sintetiza
Agitando as Emoções
Acalmando ou elevando
Esse acorde sublime
Que incita
O engrandecimento
Da terna e ardente chama
No calor
Fragoroso e divinal
Da essência
De quem Ama.
HOMENAGEM POSTADA NO GRUPO ABAETETUBAR,
NO DIA 09 DE NOVEMBRO DE 2012:
MARIA DE NAZARÉ CARVALHO LOBATO
*Personagem Ilustre de Abaetetuba*
Mestra debulha a história
Num aricá de ortografia
Molda com classe a memória
Um alguidar de sabedoria
Borda nas águas barrentas
As lendas, os encantos dos rios
Nos braços abaeteuaras
Conta, canta o que viu e ouviu
Atropela carros e motos
Remando a sua canoa
Navega com o miriti
Nas ondas do Rock na Proa
Ave, cheia de arte!
Poeta, valente mulher
Amante de sua cidade
Maria de Nazaré
Carvalho Lobato
Filha-de-Abaeté.
Desafio de Adenaldo Santos Cardoso com Garibaldi
Nicola Parente:
Adenaldo Santoscardoso
Plantador de cana
verde / Rabeta, rabudo, fazem procissão /
Nos rios angustiados
/ Sem peixe e sem batelão.
Garibaldi Nicola Parente
Este papagaio é gay /perdeu todos os calores. /Não
quis virar encarnado, / visgaram-lhe mil sabores.
Adenaldo Santoscardoso:
Frasqueira, tsunami da pura / Aniquila amargura /
Mata o medo e o frio / Garapa, mel, açúcar e rapadura / Ardência e doçura /
Sangue bom do Brasil.
Adenaldo Santoscardoso:
O Covina, Gari! / Agora é Zukha / É um bicho da
fruta / Chamada Palhukha.
Adenaldo Santoscardoso
Vivo embrulhado de encanto por esse rio Maratuíra e
empacotado de amor por minha querida Cidade de Abaetetuba:
SOU DOENTE PARAENSE / MORREREI ABAETETUBENSE / QUEM
QUISER VAI ENTENDER... MÃE, OH, MÃE! O BARCO PARTE DE TEIMOSO. / MÃE, OH, MÃE!
A GENTE VAI A CONTRAGOSTO. / MÃE, OH, MÃE! ESTRELAS VÃO JUNTO CONOSCO. / MÃE,
OH, MÃE! E NAS ESTRELAS VÃO SEUS ROSTOS.
FESTANÇA
Autoria : Adenaldo Cardoso /Júlio Orlando
Vai barquinho, vai barquinho!
Sai das mãos para a maré
No meu sonho de menino
O meu rio é igarapé
Como um bom timoneiro
Desvio de mururé
Brinco com a cobra grande
Mas não toco em poraquê
Miriti em festa
Soca-soca a pilar
Que bonitas as bonequinhas
Caboquinhos a remar (REFRÃO)
Miritifest
Cultura tupiniquim
Onde a arte ganha a vida
Brinquedo de miriti
Avião, aviãozinho!
Faz o céu aparecer
No meu mundo pequenino
Sinto muito de prazer
Voa, voa, passarinho!
Nas asas da imaginação
Voa, canta, faz teu ninho
Faz da vida uma canção
Miriti em festa ... (REFRÃO)
No gingar da nossa história
A festa da Conceição
Miriti, buquê de glória
Das mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A cultura de Abaeté
Junto com Jesus Cristinho
Nos Braços de Nazaré
Miriti em festa ... (REFRÃO)
Autoria : Adenaldo Cardoso /Júlio Orlando
Vai barquinho, vai barquinho!
Sai das mãos para a maré
No meu sonho de menino
O meu rio é igarapé
Como um bom timoneiro
Desvio de mururé
Brinco com a cobra grande
Mas não toco em poraquê
Miriti em festa
Soca-soca a pilar
Que bonitas as bonequinhas
Caboquinhos a remar (REFRÃO)
Miritifest
Cultura tupiniquim
Onde a arte ganha a vida
Brinquedo de miriti
Avião, aviãozinho!
Faz o céu aparecer
No meu mundo pequenino
Sinto muito de prazer
Voa, voa, passarinho!
Nas asas da imaginação
Voa, canta, faz teu ninho
Faz da vida uma canção
Miriti em festa ... (REFRÃO)
No gingar da nossa história
A festa da Conceição
Miriti, buquê de glória
Das mãos santas do artesão
No encanto da Amazônia
A cultura de Abaeté
Junto com Jesus Cristinho
Nos Braços de Nazaré
Miriti em festa ... (REFRÃO)
TRAÍRA
O meu sonho é um rio
De ondas vivas, serenas
Meu porto é solidão
Plantado no pé da beira
Consulto meu coração
Na terra firme da feira
O meu amor é um anzol
Em busca de uma sereia
Mas pra minha decepção
Traíra eu pesco na areia
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
O meu sonho é um rio
De ondas vivas, serenas
Meu porto é solidão
Plantado no pé da beira
Consulto meu coração
Na terra firme da feira
O meu amor é um anzol
Em busca de uma sereia
Mas pra minha decepção
Traíra eu pesco na areia
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
RIO MARATUIRA
Cheira a poesia
Das flores de minha terra
Voam Aves Marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
Maratauira não espera
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra!
(Adenaldo)
Cheira a poesia
Das flores de minha terra
Voam Aves Marias
Quando o sol no rio se enterra
Corre montaria
Maratauira não espera
Morre mais um dia
Na igreja o sino berra!
(Adenaldo)
ENTRE O CÉU E AS
ESTRELAS
Viajo pelas mãos dos meus desejos
Amparado pelas asas da canção
Vou ao encontro do teu rosto nos lampejos
Dos meus sonhos energizados de paixão
Faço ponte entre o céu e as estrelas
Acompanho os asteroides da ilusão
Numa nave condicionada de incertezas
Reconheço que mereço o teu "não"
(Adenaldo)
Viajo pelas mãos dos meus desejos
Amparado pelas asas da canção
Vou ao encontro do teu rosto nos lampejos
Dos meus sonhos energizados de paixão
Faço ponte entre o céu e as estrelas
Acompanho os asteroides da ilusão
Numa nave condicionada de incertezas
Reconheço que mereço o teu "não"
(Adenaldo)
VOZES DA MATRIZ
Sou sumano abaeteuara
Que aprendeu que o sino fala
Ouvindo vozes da matriz
Vi com o passar do tempo
Os ponteiros do relógio
Não acenarem mais pra mim
Vi o Cristo ser pintado
Novamente maltratado
Entre pedras se ferir
Vi a cara do progresso
No afã dos sortilégios
Vi meu bem ter que partir
Na mudança de cenário
O sino tão badalado
Não cansa de repetir
Sua voz me dá passagem
Pra tal da realidade
Sem ponteiros pra seguir
(Adenaldo)
Sou sumano abaeteuara
Que aprendeu que o sino fala
Ouvindo vozes da matriz
Vi com o passar do tempo
Os ponteiros do relógio
Não acenarem mais pra mim
Vi o Cristo ser pintado
Novamente maltratado
Entre pedras se ferir
Vi a cara do progresso
No afã dos sortilégios
Vi meu bem ter que partir
Na mudança de cenário
O sino tão badalado
Não cansa de repetir
Sua voz me dá passagem
Pra tal da realidade
Sem ponteiros pra seguir
(Adenaldo)
Adenaldo
RASA OU ARICÁ
Aconchego do açaí
Também serve pra aninhar
O saboroso miriti
Aconchego do açaí
Também serve pra aninhar
O saboroso miriti
"DECRETO AMOR
Manipularam os versos
A prosa é outro papo
Querem minha cabeça
Pra adubar seus vasos
E, ainda perguntam
O que é que eu acho?
Minha cabeça
Já não acha nada
Alavanco minha marcha
Fora do compasso
Atiro minhas flechas
Defendo meu reinado
Nas asas do vento
Canto e viajo
Empunho a bandeira
Da paz que eu mesmo traço
Amor em minha vida
Decreta o meu estado
(Adenaldo)"
Manipularam os versos
A prosa é outro papo
Querem minha cabeça
Pra adubar seus vasos
E, ainda perguntam
O que é que eu acho?
Minha cabeça
Já não acha nada
Alavanco minha marcha
Fora do compasso
Atiro minhas flechas
Defendo meu reinado
Nas asas do vento
Canto e viajo
Empunho a bandeira
Da paz que eu mesmo traço
Amor em minha vida
Decreta o meu estado
(Adenaldo)"
PELA SALVAÇÃO DO
VERDE QUE ARDE
(Ao poeta Milton Teixeira)
O verde ardente
Ferida na gente
A vida em chama
A alma reclama
Devastação!
Corpos pelo chão
Fumaça no espaço
Serras de aço
Cheiro de mato
Cinza, carvão
Poluição!
Madeira de lei
Cheque, dinheiro
Tudo de papel
Sacado das árvores
Lá na floresta
Existe um vulcão
Em erupção
Brasil, em tua carne!
Parabéns, ao poeta
Milton Teixeira
Que com sua arte
Joga seus baldes
De água poética
No coração
Do Homem de então
Pela salvação
Do verde que arde
(Adenaldo)"
(Ao poeta Milton Teixeira)
O verde ardente
Ferida na gente
A vida em chama
A alma reclama
Devastação!
Corpos pelo chão
Fumaça no espaço
Serras de aço
Cheiro de mato
Cinza, carvão
Poluição!
Madeira de lei
Cheque, dinheiro
Tudo de papel
Sacado das árvores
Lá na floresta
Existe um vulcão
Em erupção
Brasil, em tua carne!
Parabéns, ao poeta
Milton Teixeira
Que com sua arte
Joga seus baldes
De água poética
No coração
Do Homem de então
Pela salvação
Do verde que arde
(Adenaldo)"
A MORDIDA NA MAÇÃ
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
(Miguel Afonso/Adenaldo Cardoso)
Outubro de 2012.
O esplendor da lua
Num dia vã
Desabrochou na rua
No céu de Tupã
E a Terra toda nua
Terra imã
Esfera, irmã da lua
Toda manhã
E a vida continua sendo o que sempre vi
A gente vivendo
Buscando o momento de ser feliz
No céu brilha o sol
Desnudando a lua
A vida propaga a morte
A arte é um pé na sorte
Quem sofre é que se comove
Com a mordida na maçã"
Não
REMARUJAR
Perguntam-me como vou
Respondo-lhes que vou indo
Procurando diamantes
De alegria em meu caminho
Aos pés do sol sinto a vida
Como um rio a me levar
Deitado aos pés do tempo
Durmo feito preamar
Sob um manto de estrelas
A terra roda de mansinho
A vida é curta, todos sabem
Cada rio tem seu destino
(Adenaldo)
Perguntam-me como vou
Respondo-lhes que vou indo
Procurando diamantes
De alegria em meu caminho
Aos pés do sol sinto a vida
Como um rio a me levar
Deitado aos pés do tempo
Durmo feito preamar
Sob um manto de estrelas
A terra roda de mansinho
A vida é curta, todos sabem
Cada rio tem seu destino
(Adenaldo)
MARIA DE ABAETÉ
XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba/2014.
Autoria: Adenaldo Santoscardoso.
Interprete: Debora Lobo.
“Ao torná-la personagem de “si” mesma...
No escrever seus livros... Ao cantar seus cantos...
Ao formular suas crônicas e pensamentos...
Ao criar seus poemas...
Na transcrição de suas orações...
Na oratória teatral de sua existência...
Em toda profundidade de seu amor...
Ela é... E será sempre:
Maria de Nazaré Carvalho Lobato”
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Entre nós o vosso reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Amém!"
XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba/2014.
Autoria: Adenaldo Santoscardoso.
Interprete: Debora Lobo.
“Ao torná-la personagem de “si” mesma...
No escrever seus livros... Ao cantar seus cantos...
Ao formular suas crônicas e pensamentos...
Ao criar seus poemas...
Na transcrição de suas orações...
Na oratória teatral de sua existência...
Em toda profundidade de seu amor...
Ela é... E será sempre:
Maria de Nazaré Carvalho Lobato”
Maria cheia de graça
O verbo se fez mulher
Benditos os teus frutos
Professora Nazaré
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Entre nós o vosso reino
Tradição, paixão e fé
Protetora da cultura
Senhora de Abaeté
Sob teu manto
Santa magia
Cobre nós todos
Com tua sabedoria
Em nosso canto
Estrela Guia
O teu encanto
Enche o céu de poesia
Amém!"
CANTILHA
(Adenaldo Cardoso/Miguel Afonso “Boboca”)
(Adenaldo Cardoso/Miguel Afonso “Boboca”)
Encontrei o amor
No canto de uma fada
O encanto me encantou
No Recanto da Iara
No canto de uma fada
O encanto me encantou
No Recanto da Iara
Ilha pequena
Paraíso, joia rara
Liberta a mente
Faz o céu ser tua cara
Minha pequena
Terra fértil, inspiração
Vejo a vida
Refletida no teu chão
Paraíso, joia rara
Liberta a mente
Faz o céu ser tua cara
Minha pequena
Terra fértil, inspiração
Vejo a vida
Refletida no teu chão
Colho a flor
Que eu te dei
Com muito amor
Quanto plantei
Pra te alegrar
No teu silêncio
Ouço tua voz
“Maiauatá!”
Que eu te dei
Com muito amor
Quanto plantei
Pra te alegrar
No teu silêncio
Ouço tua voz
“Maiauatá!”
Vila Maiauatá chora a
perda de seu “mestre”, mas certamente o canto da Iara continuará encantando
todos os que tiveram a satisfação de conviver e apreciar a bela expressão
musical do “mestre Boboca”
Fui também premiado
ontem, em 3° lugar, na XXXIII Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba, com esta
outra composição:
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
ABAETETUBA DA RUA
( Adenaldo dos Santos Cardoso)
Guardei os raios do sol
Em minhas rústicas gavetas
Em envelopes de saudades
Amarelas fotos mofentas
O passado é um álbum feliz
Que o presente apresenta
No dorso das nuvens brancas
Engancha o tempo vivido
Desmancha minha esperança
Despenca meu sonho atrevido
O céu que parece azul
Também fica encardido
Catando as estrelas
Quase mortas no altar
Semeio a paz esquecida
Esperando o amor brilhar
Na luta adormecida
Canto para não chorar
No decorrer das tempestades
Correndo sem competir
Em teus braços vou vivendo
Abaeté do Tocantins
Simplesmente te amando
Eternamente até o fim
Ontem participei da
Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba (SEAFA XXXIII), fui contemplado em 1°
lugar, com o poema abaixo:
DONA DA NOSSA CABEÇA
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
(Adenaldo dos Santos Cardoso)
Da nossa marca
registrada
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Também temos “Seu Miriti”
Valha-nos Deus, Nossa Senhora!
“Dona Farinha” e “Seu Açai”
Mas a “mardita” cheia
de graça!
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Límpida, ardente de danar
Vivia na sociedade
Em Abaeté do Grão Pará
Dona da nossa cabeça
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Prostituta dos Abaetés
Bailarina pé-de-cana
A beira de rios e igarapés
Parida no alambique
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
Do Engenho São José
Joaquim engarrafava
“Vista Alegre” pra Alenquer
No Engenho Nazaré
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
Duca Costa rezava
Vendo a cana convertida
Sua fé só aumentava
No engenho Da Paz
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
Paz Maués alegrava
“Maués”, timbrada em sonho
O Amazonas regatava
No Engenho São
Jerônimo
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
Noé Guimarães embarcava
O liquido precioso
Até o santo se embriagava
No Engenho Santa Cruz
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
Murilo resplandecia!
Com o clarão de tanta luz
Que a branquinha exibia
No Engenho Papagaio
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
Claudionor tranquilizava
Pois, a água que era ardente
Passarinho não bicava
No Engenho Feliz
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
Aprigio felicitava
A água vinda da raiz
Em seu porto abundava
No Engenho Paraíso
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
Francisco imaginava
O céu de cada boca
Quando a pura adentrava
No Engenho São João
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
Duca Ferreira festejava
Era grande a devoção
Pela cachaça que exportava
No Engenho São Pedro
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
Álvaro Matos festejava
Espinhos e pedras no caminho
Ele nunca se importava
No Engenho Borboleta
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
Delclécio flutuava
Nas asas mágicas da paixão
Do verde que transformava
No Engenho do
Nazareno
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
Nazareno encantava!
“Amazônia” era seu leito
Onde ele divagava
No Engenho Santa Rosa
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
Raimundo orgulhava
“Alvorada” servia de prosa
No lugar onde morava
No Engenho “Cá te
espero”
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Kemil nunca desviava
De ser um grande anfitrião
Do povo que convidava
Saudosos engenhos de
canas
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Autores da nossa glória
Em meio as festas profanas
Alegravam a nossa história
Sepulcros caiados na
lama
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
Saudades eternas demais!
Abaetetuba de outrora
Lembranças da puta do cais
ANGÚSTIA
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Uns riem
Outros choram
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)"
Ao meu eterno amigo Miguel Afonso
Uns riem
Outros choram
Neste momento estou calado
Mas meu silêncio grita de dor
Meu Deus!
Deus todo poderoso!
Tiraste um pedaço de mim
Minha tristeza pesa
Já não consigo levantar a cabeça
Olhar para o céu procurando ver estrelas
Pois, a estrela principal se apagou
Como uma vela soprada pelo vento
Sinto a luz do sol
Na penumbra amarga da vida
Meus sentimentos aguçam em meu peito
Como um sabre furando lá na entranha
O meu coração...
Neste momento só tristeza
Abriu a porta da saudade
Meus pensamentos voam como uma gaivota
Indo em vários lugares em busca do amigo
Percorro rios, estradas, igarapés
Cidades, lugares... em busca do Maestro
Que partiu inesperadamente
Sem que tu, Deus!
Concedesse-me a oportunidade
De lhe dizer ADEUS
Mas tenho certeza
Que ele está fazendo festa
Tocando com seus amigos
Enquanto aqui na terra
Sinto inveja, dele está aí contigo
(Adenaldo)"
adicionou uma nova
foto: "ROTAÇÃO
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Fede por aqui
A burguesia
As rotas são
Exploração
E mais valia
Educação
Pedagogia
Letras na mão
Preposição
Morfologia
Versos passeiam
Filosofia
O grão no chão
Vegetação
Agronomia
Olho no olho
Astrologia
Evolução
Ovulação
Biologia
Desperta o corpo
Ideologia
Viva a razão
Revolução
Sociologia
Tem compaixão
Teologia
Meu São João
Estenda a mão
Democracia
Adenaldo
O MILTON DE ABAETÉ
(Compadre Chico - Milton Teixeira)
Sua mãe lhe chama Francisco
Sua esposa Chico ou Chiquinho
Seus irmãos mano Francisquinho
Seus amigos Babá ou Mitinho
Poeta de tantos nomes
De universos que ficam pertinhos
Da Amazônia no peito encarnada
Poeta de tantos caminhos
Do shopping , do botequim
Do asfalto, do lamaçal
Do concreto vizinho das ruas
Da paxiúba vizinha do quintal
Atleta das arquibancadas
Seus olhos correm pelo chão
Sonhando com a bola entrando
No gol a favor do Papão
Debruça sobre um aquário na mesa
Com o garfo pendente na mão
Soluça se carne está presa
No músculo da emoção
Cavuca procurando seu mito
Um rito papa chibé
Um outro nome registro
“O Milton de Abaeté”
(Adenaldo Cardoso)
(Compadre Chico - Milton Teixeira)
Sua mãe lhe chama Francisco
Sua esposa Chico ou Chiquinho
Seus irmãos mano Francisquinho
Seus amigos Babá ou Mitinho
Poeta de tantos nomes
De universos que ficam pertinhos
Da Amazônia no peito encarnada
Poeta de tantos caminhos
Do shopping , do botequim
Do asfalto, do lamaçal
Do concreto vizinho das ruas
Da paxiúba vizinha do quintal
Atleta das arquibancadas
Seus olhos correm pelo chão
Sonhando com a bola entrando
No gol a favor do Papão
Debruça sobre um aquário na mesa
Com o garfo pendente na mão
Soluça se carne está presa
No músculo da emoção
Cavuca procurando seu mito
Um rito papa chibé
Um outro nome registro
“O Milton de Abaeté”
(Adenaldo Cardoso)
XXXII SEMANA DE ARTE
E FOLCLORE DE ABAETETUBA / 2013
3º Lugar - Uma Canção Para Abaetetuba.
Melhor Letra
ABAETETUBA – PARÁ - BRASIL
Autoria: Adeenaldo dos Santos Cardoso
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro
Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando à praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei com a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Vi a cobra grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remansos brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteuara
Que Abaeté pariu
3º Lugar - Uma Canção Para Abaetetuba.
Melhor Letra
ABAETETUBA – PARÁ - BRASIL
Autoria: Adeenaldo dos Santos Cardoso
Minha vida anda, meu corpo balança
Vibra a minha alma, o meu ser criança
Nos palcos do mundo sou um aventureiro
Meus sonhos deslancham meu lado verdadeiro
Sou abaeteuara
Neto do Brasil
Filho de Abaetetuba
Que Abaeté pariu
Sou fruto maduro do miritizeiro
Que caiu nas águas e se fez veleiro
Singrei na maré espreitando à praia
Encarnei no boto, brinquei com arraia
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
No andor de encantos a paixão me amarra
No leito da Amazônia me entreguei a iara
Nos braços da lua fiz juras de amor
Namorei com a Conce, deitei com a Malú
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Vi a cobra grande, lembrei o meu poleiro
Meus irmãos entregues aos olhos do paneiro
Bailei nas maresias, pulei nos temporais
Na folia dos remansos brinquei meus carnavais
Sou abaeteuara... (REFRÃO)
Minha liberdade me leva para o mar
Sou um miriti que aprendeu nadar
Minha faculdade é a de navegar
Sou um miriti que aprendeu amar
Sou abaeteuara
Que Abaeté pariu
Sou de Abaetetuba
Do Pará - Brasil
Do Pará - Brasil
SOL, RISO E MARESIA
Lindo sol, sol, sol!
Salve teus filhos...
Lindo sol mostre os trilhos
Cara a cara
Dar vida viva rara
Lindo sol mostre os brilhos
A tua cara
Dar vida viva áurea
Sol acorde e me levante
Sol transmita harmonia
Sol que faz o meu semblante
Ser de riso e maresia
Sol sozinho invade o mundo
É de todos, todo dia
É amante desta terra
Sol é pai, é companhia
Lindo sol, sol sol!
Salve teus filhos...
AUTORIA: Adenaldo Cardoso / Milton Teixeira.
Olhar Fotográfico: Adenaldo Santoscardoso.
*Nascer do Sol Abaeteuara, hoje (06:30), por
Lindo sol, sol, sol!
Salve teus filhos...
Lindo sol mostre os trilhos
Cara a cara
Dar vida viva rara
Lindo sol mostre os brilhos
A tua cara
Dar vida viva áurea
Sol acorde e me levante
Sol transmita harmonia
Sol que faz o meu semblante
Ser de riso e maresia
Sol sozinho invade o mundo
É de todos, todo dia
É amante desta terra
Sol é pai, é companhia
Lindo sol, sol sol!
Salve teus filhos...
AUTORIA: Adenaldo Cardoso / Milton Teixeira.
Olhar Fotográfico: Adenaldo Santoscardoso.
*Nascer do Sol Abaeteuara, hoje (06:30), por
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