Mapa de visitantes

domingo, 30 de junho de 2013

Estuário 4 - Municípios, História e Abaetetuba e o Baixo Tocantins no Contexto Estuarino Amazônico

ESTUÁRIO 4 - ABAETETUBA E O BAIXO TOCANTINS NO CONTEXTO DELTAICO ESTUARINO AMAZÔNICO ATRAVÉS DOS PERÍODOS HISTÓRICOS DO PARÁ
Abaetetuba é uma das muitas cidades ribeirinhas do chamado
'Estuário Amazônico'. Fotos abaixo





Sumário dos itens desta postagem:
·         Datas de referências históricas
·         Posições dos municípios paraenses nas divisões e subdivisões do Pará, posição de Abaetetuba e demais municípios
·         Limites, municípios e bacias hidrográficas do Pará: proximidade com os mercados dos EUA e Europa
·         Populações e Microrregiões do Pará
·         Dados históricos do Pará antes da divisão em Mesos e Microrregiões: evolução das localidades, antigos Termos, aldeamentos e missões militares indígenas, antigas comarcas e seus Termos, juízes, promotores e juízes municipais
·         Cenários econômico, geográfico e hidrológico do estuário do Tocantins: áreas e rios das bacias hidrográficas do Pará e Estuário Tocantino, vias navegáveis e o potencial hidroenergético
·         Povos: pardos, brancos, negros, amarelos e indígenas e outros povos no Pará
·         As Freguesias Provinciais e os municípios que originaram no Estuário Tocantino e Amazõnico
·         Comunicações: o Correio Geral Provincial
·         Populações: Abaetetuba no cenário populacional e as populações dos atuais municípios
·         Ação da Igreja Católica nos períodos históricos do Pará: evangelização, culto público, missões, educação, antigas Comarcas Eclesiásticas e seus distritos e freguesias (comarcas eram as mesmas da divisão civil), Mitra Diocesana/Diocese e Arquidiocese do Pará
·         Usinas hidrelétricas no Pará
·         Áreas e distâncias dos municípios em relação à Capital e das regiões entre si
·         A injustiça com o histórico município de Cametá e dos demais municípios de sua Microrregião de Cametá e com os municípios da Região do Marajó
4ª postagem
Datas de Referências Para o Entendimento das Diversas Fases que Serão Citadas nos Textos Abaixo:
Estas postagens são frutos de pesquisas várias em textos novos e antigos, com poucas opiniões do autor do Blog do ADEMIR ROCHA, com nomes e itens que já podem se encontrar defasados, mas importantes para o bom entendimento dos variados assuntos das diversas postagens sobre o Estuário Amazônico. Os respectivos itens serão acrescidos de outras informações de acordo com as nossas pesquisas.
Resgatar a história-memória de pessoas, cidades, regiões, fatos históricos e cultura seria um trabalho sem consistência  se não existissem as datas, e estas como elementos importantes  para levar os leitores a se situar melhor no contexto sócio-histórico-cultural e financeiro do passado, daí a preocupação do autor do Blog na citação de datas e fatos, que procuram identificar melhor as pessoas, os vultos, os personagens, as localidades, os municípios e regiões e muitos eventos dessa história-memória que envolve direta ou indiretamente Abaetetuba e sua Região do Baixo Tocantins. As datas são importantes para nos situar no passado e assim darmos valor àquilo que já tivemos, o que temos nos presente e o que podemos almejar para o futuro de nosso município e Região. Uma localidade sem sua memória é uma localidade sem história.
1.       Período Colonial:
·         Dos Capitães-Mores: 1615 a 1753
·         Dos Governadores: 1753 a 1820.
Foi no tempo dos capitães-mores e dos governadores do então Grão-Pará que surgiu a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará e as primeiras povoações, entre estes o Povoado de Nossa S. da Conceição de Abaeté e os primeiros engenhos de cana de açúcar que surgiram nas terras do Baixo Tocantins, Marajó, Zonas do Capim, Guamá, Acará, Moju e outras regiões do antigo Pará.
2.       Período Provincial ou da Província do Grão-Pará, com os Presidentes da Província: 1821 a 1889 (até a Proclamação da República).
Foi a partir do início do período provincial que a indústria canavieira tomou novo impulso que resultou na instalação de dezenas de engenhos em Abaetetuba e Igarapé-Miri, agora não mais para a produção de açúcar e sim da produção da aguardente de cana ou cachaça, esta, junto com outros produtos, levadas aos mais longínquos lugares do Estuário Amazônico e outras regiões amazôniocas, através do importante Comércio de Regatão do Baixo Tocantins.
3.       Período Republicano: 16/11/1889 a 2007.
·     A Era Republicana, pelo Movimento Republicano decreta o fim do império em 1889.

República Velha ou República das Oligarquias: 1889 a 1930, com a Revolução de 1930, de Getúlio Vargas.
No início do Período Republicano a Indústria Canavieira estava em pleno auge e Abaeté e Igarapé-Miri/PA começaram a ganhar projeção no cenário econômico do Baixo Tocantins, onde Cametá/PA já desfrutava de renome pelo seu passado histórico-econômico glorioso, este  vindo desde os tempos dos governadores-mores.
Independência do Brasil da Coroa Portuguesa: 1822, através de D. Pedro I.
No período colonial do Pará, os engenhos eram obrigados a produzir açúcar para abastecer os mercados da Capital, Belém e com grande parte da produção sendo exportada para Portugal. Nesse período, pela obrigatoriedade da produção de açúcar, os engenhos foram proibidos de produzir cachaça por vários motivos, sendo o motivo principal a produção de açúcar para suprir as necessidades da Coroa Portuguesa e a cachaça praticamente era produzida clandestinamente no tempo do Brasil-Colônia. Somente com a independência do Brasil a produção de cachaça se tornou comum nos engenhos e o mais importante produto do Comércio de Regatão do Baixo Tocantins.
·         Fim da escravidão negra no Brasil: 13/5/1888, instituída pela Lei Áurea, decretada pela princesa Isabel.
Antes do fim definitivo da escravidão negra no Brasil e, em consequência no Pará, os engenhos de cana-de-açúcar utilizavam uma grande quantidade de braços escravos de indígenas e escravos africanos nas pesadas tarefas da indústria canavieira e em outros roçados e serviços, e os donos de engenhos sentiram o forte impacto que o fim da escravidão negra ocasionou pela falta de braços nos roçados de cana, das outras culturas e demais serviços. Os donos de engenho do Baixo Tocantins conseguiram adaptar o sistema patriarcal da tutela em relação aos trabalhadores dos engenhos e de suas famílias e a produção de cachaça seguiu o seu curso no Baixo Tocantins, sendo esse produto e outros recursos do Estuário Amazônico os usados no Comércio de Regatão do Baixo Tocantins. 
·         Diocese do Pará: 4/3/1719, criada com o desmembramento da então Diocese do Maranhão.
Abaetetuba e Igarapé-Miri fizeram parte, por muitos anos, do Bispado e, posteriormente, da Arquidiocese do Pará, quando Igreja e Estado constituíam um só ente político-social e a Catequese e Civilização dos Indígenas e o Culto Divino ou Culto Público faziam parte da política de colonização do Grão-Pará através das Missões Religiosas que se encarregavam de catequizar os nativos do Grão-Pará e, com isso, de fundar centenas de freguesias, lugares,  sistema que avançou para o período provincial e das primeiras décadas do Regime Republicano. Foi sob o importante trabalho das missões e catequese dos padres missionários de várias ordens religiosas que Belém e as primeiras cidades do Estuário Amazônico surgiram no cenário desse grande Estuário, inclusive as antigas Freguesias de Sant’Ana de Igarapé-Miry e  Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e demais freguesias do Baixo Tocantins, que somente nos anos de 1960 saíram da dependência da gigantesca Área Eclesiástica da  Arquidiocese de Belém. Abaetetuba e Igarapé-Miri ficaram atreladas  à Arquidiocese de Belém ou Sé Metropolitana até 25/11/1961, no caso de Abaetetuba e a Paróquia de Igarapé-Miri passou a fazer parte da Prelazia da vizinha cidade de Cametá. Para Abaetetuba foi importante a criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins, em 1961, pois foi a partir daí que os municípios da região da Prelazia começaram a receber os importantes serviços das Obras Sociais da Igreja Católica, com a instalação de escolas, hospitais, centros sociais e criação das Comunidades Eclesiais de Base que serviram na visão de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária e um olhar político menos atrelado aos interesses de pessoas e grupos dominantes. Foi através do trabalho da Igreja que Abaetetuba muito avançou no seu desenvolvimento sócio-político e  educacional através das Obras Sociais da então Prelazia de Abaeté do Tocantins e hoje Diocese de Abaetetuba.
·         Períodos de Povoado, Freguesia, Vila e Cidade:
Esses períodos são marco importante da história-memória das localidades do Pará, nos aspectos econômicos, financeiros, políticos, sociais, geográficos e demográficos.
·         Igarapé-Miri:
A partir de 1710, Povoação de Sant’Anna de Igarapé-Miri se estendeu até a condição de Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri em 29/12/1754, dada pelo D. Frei Miguel de Bulhões e pela Lei Nº 113, de 16/10/1843 torna-se Vila de Igarapé-Miri, que compreende a freguesia de mesmo nome e as freguesias de Abaeté e Cairary, tendo a sua instalação e 1ª Câmara Municipal somente em 26/7/1845 (1845 a 1849) e a Comarca de Igarapé-Miry foi criada pelo Decreto nº 6.992 de 14/8/1878, composta de 3 municípios: Igarapé-Miry, Abaeté e Moju e 5 freguesias: Sant’Anna de Igarapé-Miry, Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, São Miguel de Beja, Divino Espírito Santo do Moju e Nossa Senhora da Soledade de Cairary. E, pela Lei Nº 438, de 23/5/1896, a Villa de Igarapé-Miry é elevada à condição de Cidade de Igarapé-Miri.
·         Abaetetuba:
Povoação de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté em 8/12/1724 se estendeu até 1750, quando se torna Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e em se torna Villa de Abaeté pela Lei nº 973 de 23/3/1880, que também criava a Câmara de Vereadores e a instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895 e até os dias atuais, quando se torna o importante polo comercial e educacional do Baixo Tocantins.
·         1ª Câmara de Vereadores:
Eram as Câmaras de Vereadores, antes da adoção do Conselho de Intendência, que faziam a administração das vilas ou cidades da Província do Pará. Todas as demandas e questões políticas eram tarefas das antigas Câmaras de Vereadores dos municípios até o surgimento dos Conselhos de Intendência, que substituíram o sistema anterior das Câmaras de Vereadores. Abaeté só chegou a ter Câmara de Vereadores a partir de sua elevação à condição de Vila de Abaeté em 1880 até o ano 1889, com a Proclamação da República.
·         Igarapé-Miri já era município desde 1845 com a 1ª Câmara criada em 1845 a 1849.
·         Abaetetuba, com 1ª Câmara criada em 7/1/1881 até 1884; 2ª Câmara até 1884 1887; 3ª Câmara: 1887 a 1889.

·         O ESTUÁRIO AMAZÔNICO:
Para falar do Estuário Amazônico, precisamos saber do que se trata e dos impactos e recursos que proporciona às diversas comunidades tradicionais que dele fazem parte como populações ribeirinhas, descendentes dos nativos do lugar, mescladas aos grupos dos negros escravos vindos da África e com os brancos de origem européia, e também precisamos entender a linguagem que usaremos nestas postagens, no tocante à geografia deltaica estuarina, como também precisamos saber algumas palavras e termos usados na hidrografia, na Geologia e na Geografia e outros importantes aspectos da complexidade de um Estuário.

POSIÇÕES DOS MUNICÍPIOS NAS DIVISÕES E SUBDIVISÕES DO PARÁ, DISTÂNCIAS, LIMITES, POPULAÇÕES, OUTROS DADOS EM RELAÇÃO À BELÉM:
A cidade de Belém, desde o seu nascimento em 1616, foi a grande beneficiada com as riquezas advindas dos diversos ciclos econômicos do Estado do Pará, e especialmente foi a maior beneficiada no Estado do Pará com as riquezas advindas do Ciclo da Borracha (1890-1920), quando se tornou a grande Metrópole da Amazônia. E tudo gravitava em torno da grande cidade e os municípios de seu entorno, como também das diversas áreas, próximas ou distantes, que recebiam ou sofriam os impactos da influência que essa Capital exercia em todos os aspectos na vida das demais cidades paraenses. Hoje essas distâncias são relativadas por outras circunstâncias que não dependem tanto da distância para Belém, conforme veremos no decorrer destes textos. Como modernamente o Pará foi dividido em Mesos e Microregiões, veremos alguns dados que colocam os municípios em relação à sua Capital, Belém do Pará.
Posição de Abaetetuba e Demais Municípios em Relação à Belém:
Os municípios de Abaetetuba, Cametá, Igarapé-Miri, Moju, Barcarena, Acará e outros estão bem situados nos quesitos de populações e distâncias para a Capital Belém. Nós, assim como muitos municípios do Estuário Amazônico, amamos muito a nossa condição de povos ribeirinhos, alguns com culturas peculiares, como são os casos dos povos marajoaras, dos tocantinos de baixo, do Salgado e da Região Metropolitana de Belém. Mas, se por acaso ou por obra humana, os territórios de Abaetetuba e demais municípios da região tocantina se interligassem através de novas pontes ou outros braços rodoviários, somados aos já existentes, a integração com a Região Metropolitana de Belém seria total, com o risco de Abaetetuba e os outros municípios citados, pelas curtas distâncias em linha reta com Belém, serem incorporados oficialmente à Região Metropolitana de Belém. O que nos separa é a grande quantidade de vias fluviais e nós não reclamamos disso, porque os recursos do Estuário Tocantino já nos bastariam, se fossemos olhados de modo mais objetivo pelos poderes públicos, que teimam em não ajudar em quase nada no aproveitamento desses ricos e variados recursos. Aqui não queremos usinas hidrelétricas, devido o delicado equilíbrio ambiental dos Ecossistemas do Estuário Tocantino, mas nos bastariam os melhoramentos para o Ecoturismo, ajudas na pesca racional e implantação de Reservas Extrativistas, devido às potencialidades que o grande Estuário ainda oferece e visando a preservação desses delicados ecossistemas estuarinos. Vide exemplo do aproveitamento dos estuários do solo norte-americano e conservação ecológica de estuários nos textos finais destas postagens. 

Limites, Municípios e Bacias Hidrográficas:
·         O Estado do Pará, portal de entrada da Amazônia, é o 2º maior estado brasileiro com superfície de 1.247.702,7 milhões de km2, correspondendo a 32,38% da Região Norte  e situa-se na parte oriental da Região Norte do Brasil, ocupando posição privilegiada em termos de localização, dada a sua proximidade com os mercados do Caribe, da Europa, da América Central e da América do Norte.
Limites do Pará:                     
O Pará possui a grande extensão de 1.247.689,515 k2 e, sendo um estado-continente, maior que muitos países do mundo e, para melhor equacionar e racionalizar algumas diferenças regionais, frutos de características assemelhadas ou outros critérios, foi dividido e subdividido em Mesos e Microrregiões, que contribuem com a quantidade de 144 municípios (contando com a criação do município de Mojuí dos Campos), alguns localizados bem próximos da Capital, como é o caso de Abaetetuba e outros da Microrregião de Cametá e com outros bem distantes, estando o Pará situado no centro da Região Norte e com limites com outros estados brasileiros e até com regiões de outros países, conforme já indicados nestas postagens e aqui repetidos.
O Pará (mar em tupi) é uma das 27 unidades federativas do Brasil, dividido em 144 municípios, incluindo Mojuí dos Campos, e está situado no leste da Região Norte e possui os seguintes limites (a maioria deles visitados pelos nossos comerciantes de regatão):
·         Ao Norte, limita-se com o Oceano Atlântico, o Estado do Amapá, o Suriname e a Guiana.
·         Ao Sul com o Estado do Mato Grosso
·         A Leste com os Estados do Maranhão e do Tocantins
·         A Oeste com o Estado do Amazonas
Sublimites:
·         A Nordeste, onde limita-se com o Oceano Atlântico
·         A Sudeste, onde limita-se com o Estado do Tocantins
·         A Noroeste, onde limita-se com Roraima e a Guiana
Os barcos do Comércio de Regatão de Abaetetuba e Igarapé-Miri chegaram até alguns desses limites.

Proximidade do Pará dos Maiores Centros Econômicos do Mundo:
O Pará, com a Revolta da Cabanagem, se tivesse se constituído em outro país independente, não teria dificuldades em manter as relações comerciais com a Europa e Estados Unidos, e simplesmente porque essas poderosas regiões econômicas mundiais estavam bem perto do Pará e elas se responsabilizavam em importar grande parte da borracha e dos outros produtos do extrativismo e da produção agrícola da antiga Província. Ao contrário das relações com os estados brasileiros do Sul e Sudeste do país onde as dificuldades de comunicações eram muito grandes impostas pelos obstáculos que as áreas deltaicas estuarinas amazônicas impunham para essas comunicações.
Por essa situação ainda estamos pagando um alto preço pela nossa condição de Estado rico em recursos naturais mas que se encontra muito distante dos maiores centros econômicos do Brasil e que também se encarregam de explorar esses recursos hídricos, minerais e outros, sem que o povo paraense possa tirar bom proveito dessas riquezas pela falta de melhor infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária para atender nosso tão almejado desenvolvimento e, nessas condições, somos apenas como que área fornecedora de matérias-primas para o desenvolvimento de outros estados e países e como exportador de bens primários uma vez que somos impedidos de verticalizar nossa produção mineral pela prática da política de exportação brasileira dos recursos naturais como no passado colonial e pela falta de infra-estrutura adequada para nossas exportações de minérios e produtos do agro-negócio, produtos industrializados e falta de boas compensações pela expressiva exportação de minerais e energia elétrica do Pará para outros estados e países.
Nosso desenvolvimento viria pela finalização das obras de importantes rodovias federais, como a Transamazônica, a Belém-Brasília, a Santarém-Cuiabá e a estadual PA-150 e outras que nos ofereceriam condições de comercializar com os demais estados e centros financeiros do país e do mundo. E junto com essas estradas federais deveriam funcionar portos e hidrovias já que temos vocação hidroviária (vide ítem da exploração hidroviária do Pará no Período Provincial) por estamos situados em pleno coração da Bacia Amazônica e do Estuário Amazônico. Nossos limitados portos e hidrovias não atendem nossos anseios de desenvolvimento com o  escoamento pleno de nossa produção, como também pelas nossas estradas federais e estaduais inacabadas e mal cuidadas e falta de um grande porto para exportação mineral e de grãos do Pará e outros estados nas proximidades do Estuário Amazônico, porto que poderia se construído em alguma área da Costa Atlântica estuarina do Nordeste Paraense, na Região do Salgado.
Para podermos voltar ao antigo comércio direto com a Europa e Estados Unidos da América seria importante a construção desse grande porto, que nos aproximaria enormemente desses grandes centros importadores, para onde poderíamos levar nossa produção e de lá trazer seus produtos industrializados e tecnologias, em transações comerciais de baixos custos, sem ter que passar pelos distantes portos e rodovias de outros estados brasileiros. E até é um contracenso, pela nossa vocação hidroviária histórica, o não aproveitarmos desse potencial na exportação dos nossos produtos primários e os advindos do Complexo Industrial de Belém, Ananindeua, Barcarena, Área Mineral de Carajás e demais polos industriais do Estado e do nosso agro-negócio, especialmente a pecuária que está crescendo a rítmo exponencial no Pará, apesar dos altos prejuízos ambientais no Sul e Sudeste do Pará. E com certeza haveria fortes reduções dos custos de fretes, preços de navegações e, pelo contrário, temos que levar nossos produtos para os distantes portos do Sul e Sudeste do Brasil e à preços mais elevados, fato que inviabiliza nosso avanço econômico e nos coloca na condição de eterno estado subdesenvolvido do Brasil.

·         População e Microrregiões do Pará:
O Pará é o mais populoso Estado da Região Norte, contando com 7.321.493 habitantes, conforme dados do IBGE de 2008 e 2009. Sua capital é o município de Belém, e reúne em sua região metropolitana cerca de 2,1 milhões de habitantes. Outras cidades importantes do Estado são: ABAETETUBA, Altamira, Ananindeua, BARCARENA, CAMETÁ, Castanhal, Itaituba, Marituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas, Redenção, Santarém e Tucuruí.

AS MICRORREGIÕES DO PARÁ: 
A divisão abaixo em grande parte não atende aos anseios da governabilidade e da gestão dos recursos naturais, dos serviços e da economia do Estado do Pará, sendo, para algumas regiões, apenas um projeto de divisão com finalidades estatísticas, pois algumas das mesos e microrregiões estão colocadas em completo abandono por falta de políticas públicas para essas regiões que reclamam por dias melhores desde a abundância do Ciclo da Borracha.

O Estado do Pará está divido geograficamente em 23 Microrregiões, segundo critérios elaborados pelo IBGE:
1.       Almeirim
2.       Altamira
3.       ARARI
4.       Bragantina
5.       BELÉM
6.       CAMETÁ
7.       Castanhal
8.       Conceição do Araguaia
9.       FUROS DE BREVES
10.   GUAMÁ
11.   Itaituba
12.   Marabá
13.   Óbidos
14.   Parauapebas
15.   Paragominas
16.   PORTEL
17.   Redenção
18.   Salgado
19.   Santarém
20.   São Félix do Xingu
21.   TOMÉ-AÇU
22.   Tucuruí
23.   Microrregião do Rio Capim

Alguns Dados Históricos do Pará antes das divisões em Mesos e Microrregiões:
Antes de do Estado do Pará chegar à atual divisão e subdivisão em Mesos e Microrregiões, a antiga Capitania e depois Província do Pará era dividida civil e judicialmente em Comarcas e em 1833 o Pará apresentava apenas 3 comarcas: Capital, Baixo Amazonas e Alto Amazonas. Cada comarca possuía os seus Termos Judiciários e estes, os seus municípios e freguesias.
Histórico da Evolulão das Localidades do Pará:
Termos em 1838:
·         Termos da Capital: Sé, Santana, SS. Trindade e os Termos do interior: Benfica, BARCARENA, CONDE, BEJA (estas duas perderam o predicado de vilas), ABAETÉ, IGARAPÉ-MIRI (conforme documentos provinciais), MOJU, ACARÁ, BUJARU, Capim, São Domingos, até o igarapé Jurujaia. E Termos das vilas: Tury-assu, Bragança, Cintra, Vigia, Monsarás, Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira, Muaná, Equador, Ourém, CAMETÁ, TOCANTINS, OEIRAS e MELGAÇO. E, de acordo com a evolução econômica e outros aspectos, alguns desses antigos termos foram evoluindo ou perdendo a condição de Termos ou incorporados a outros Termos.
Antigos Termos da Província do Pará:
·         Termo de Tury-assu, povoação foi elevada à vila nessa época.
·         Termo de Bragança, que compreende a Vila de Bragança e as freguesias: Piriá, Gurupi e Vizeu.
·         Termo de Cintra, que comprende a Vila de Cintra e o Lugar Santarén Novo e Salinas.
·         Termo de Vigia, que compreende a mesma vila e o Lugar de São Caetano, a Villa Nova d’El-Rei, esta tendo suprimido o predicado de vila pelo título de Freguesia de Matapacá e a Vila de Colares, que também perde o predicado de vila.
·         Termo de MONSARÁS, que compreende a mesma vila e as vilas de MONFORTE, SOURE e SALVATERRA, que perdem o predicado de vilas.
·         Termo de NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA CACHOEIRA, que fica ereta em vila e mais a VILA NOVA DE MARAJÓ, que perde o predicado de vila, o DISTRITO DE CARACURÁ e a FREGUESIA DA CONCEIÇÃO DA PONTA DE PEDRAS.
·         A Freguesia de MUANÁ, que fica ereta em vila e Termo de MUANÁ.
·         Termo da Vila de CHAVES, onde fica suprimida a denominação de Chaves, substituída pela de EQUADOR, exatamente por se encontrar na Linha do Equador.
·         Termo de Ourém, que compreende a Vila de Ourém e as freguesias de Irituia e São Miguel da Cachoeira.
·         Termo de CAMETÁ, que compreende a Vila de CAMETÁ com os seus distritos e toda a Ilha de Tamanduá.
·         A Freguesia de BAIÃO que fica ereta em vila com a denominação de TOCANTINS e os postos militares de Arroios e São João do Araguaia.
·         Termo da Vila de OEIRAS
·         Termo da Vila de MELGAÇO
·         A Comarca do Baixo Amazonas compreendia os Termos das vilas: Tapajós, Faro, Parintins, Franca, Monte Alegre, Macapá, Porto de Moz e Gurupá.
·         A Comarca do Alto Amazonas compreendia os Termos e Vilas: Manaus, Lúzea, Teffé e Mariuá.

Aldeamentos e Missões Indígenas:
Eram, então, 88 as paróquias existentes em 1838, época em que os índios se contavam, ainda, aos milhares em cada Comarca e a presença dos padres missionários se fazia sentir através das Missões ou Aldeamentos, que eram 34 nesses velhos tempos. Nas comarcas em 1844 os aldeamentos e seus respectivos diretores indígenas se se faziam presentes nas seguintes missões indígenas:
·         Rio Acará tendo como Diretor dos índios: José Marcellino Maciel Parente
·         Rio Capim, idem, Domingos Antonio do Amaral
·         Rio Moju, Encarregado Eugênio Caetano Ribeiro
·         Rio Tocantins, Diretor Pedro Miguel de Moraes Bitencourt
·         Rio Pacajás, idem José Joaquim Alves Picanço
·         Rios Jary, Maracá e Araguary, idem, Manoel da Fonseca Zuzarte de Macedo
·         Rio Xingu, idem Cordulo Cândido de Gusmão Borralho
·         Rio Gurupy, idem, Francisco Estácio de Queirós
·         Rio Uatumá, Encarregado, Antonio José Ribeiro Lucena Cascaes
·         Rio Jary, idem Antonio dos Santos
·         Rio Paru, idem Florêncio da Silva Cravo
·         Rio Trombetas, Diretor Francisco Antonio Monteiro Tapajós
·         Rio Canumá, idem, Luiz Pereira Brazil
·         Rio Madeira, Encarregado, Jozé Maria da Conceição
·         Rio Mataurá, idem, João Antonio de Versosa
·         Thorás, idem, Antonio de Barros Cardoso
·         Lago Manacapurá, idem, Manoel de Souza Marques
·         Lago Manaquiry, idem Antonio José Brandão
·         Lagos Abofaris e Parauá, Diretor, João Rodrigues Cametá
·         Lagos Uanacu e Paratary, idem, Antonio Lobo de Macedo
·         Rio Purus, Manoel Vicente Barbosa de Oliveira
·         Lagos Cudajás e Paratary, Encarregado, Thomaz José Pereira Guimarães
·         Lago Maniá e Juçara, Diretor, José Ferreira Guimarães
·         Rio Japurá, Encarregado, José Monteiro Chrisóstomo
·         Rio Tocantins, idem, Felippe Joaquim Batalha
·         Rio Juruá, idem, Caetano Luiz Simpson
·         Rio Jutahy, idem, Estêvão dos Reis da Penha de França
·         Rio Içá, Missionário Diretor, Francisco de Paula
·         Rio Uapés, idem, Francisco Gonçalves Pinheiro
·         Rio Içá, idem Padre João Martins de Nina
·         Rio Tocantins Alto, idem Frei Manoel Procópio do Coração de Jesus
·         Rio Andirá, idem, Frei Pedro de Ciriana
·         Rio Branco, idem Padre Antonio Felippe Pereira
·         Rio Tapajós, idem Frei Egídio de Gavesio
Eram 60 mil índios aldeados em 1844 sob a tutela dos diretores dos índios ou encarregados ou missionários e os demais sob a tutela dos chamados “juízes de orphãos” das comarcas e em 1848 já eram 100 mil índios aldeados na Província do Pará.
A Lei nº 14, de 9/9/1939, criou a Freguesia do Rio Inhangapy que compreende todo o rio, a do Rio Moju, a qual tem divisa a Fazenda Santo Antonio, de Manoel João Correa de Miranda, correndo rio acima.
O Decreto nº 34, de 30/9/1839, extingue as freguesias de São Miguel de Beja e Conde, onde seus distritos ficarão pertencendo ás freguesias de Abaeté e Barcarena.
A Lei nº 145, de 24/10/1848 evevou à categoria de cidade as vilas de Cametá, Santarém e Barra do Rio Negro.
A então Abaeté se enquadrava na região do Rio Tocantins. Em 1840 Abaeté já era tratada como Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, do Termo da Capital. A condição para uma localidade possuir o seu pároco era que já fosse freguesia e o “parocho” de Abaeté era o padre Jerônimo Roberto da Costa Pimentel, que foi importante figura na Revolta da Cabanagem, e a condição de freguesia já dava às localidades com esse predicado a atenção  dos poderes então existentes, um olhar admistrativo melhor, dado que as freguesias gozavam de certas regalias em relação as que não possuíam essa condição que ficavam abandonadas à própria sorte. Os padres e autoridades das freguesias já podiam fazer as justas reinvidicações sociais e econômicas junto aos governantes da Província do Pará e junto do já existente poder legislativo.
Demais Párocos, Alguns com Destacada Atuação na Revolta da Cabanagem:
·         Divino Espírito Santo do Moju: Padre Sebastião Barros de Carvalho
·         São Francisco Xavier de Barcarena: Padre Francisco da Silva Cravo
·         São José de Acará: Padre Theodoro de Souza
·         Sant’Anna de Bujaru: Padre José Simplício das Neve e Souza
·         São Francisco de Muaná: Frei José de Santa Cruz.
Em 1848 a Comarca da Capital (então cidade de Santa Maria de Belém) possuía 3 Termos Judiciários, abrangendo 9 municípios e 30 freguesias.

As Comarcas Existentes em 1848:
·         Capital
·         Bragança
·         Cametá
·         Macapá
·         Santarém ou Baixo Amazonas
·         Barra do Rio Negro ou Alto Amazonas.
Em 1853 as Comarcas, Termos, Municípios e Freguesias da província do Pará, assim estavam divididos: 5 Comarcas, 12 Termos, 25 municípios, 3 Cidades, 22 Villas e 61 Freguesias:
As 5 Comarcas: Capital, Macapá, Cametá, Bragança e Santarém
·         A Comarca da CAPITAL, com os Termos da Capital, da Vigia e da Cachoeira
O Termo da Capital com os seguintes municípios: Capital, Villa de Muaná, Villa de Ourém e Vila de Igarapé-Mirim
1.       O Município da Capital (Belém) continha as seguintes Freguesias: Sé, Campina, Trindade, Benfica, Inhangapý, Barcarena, Moju, Acará, Bujaru, Boa Vista e Capim.
2.       O Município da Villa de Muaná, com o município de Muaná
3.       O município de igarapé-Mirim com as seguintes freguesias: Igarapé-Miri, Abaeté, Cairary.
O Termo da Vigia com os seguintes municípios: Vigia e Cintra
1.       O município de Vigia com as seguintes freguesias: Vigia, Collares, Odivellas e Villa Nova d’El-Rei.
2.       O município de Cintra com as seguintes freguesias: Cintra e salinas
O Termo da Cachoeira com os seguintes Municípios: Cachoeira e Monsarás
1.       O município de Cachoeira com as seguintes freguesias: Cachoeira e Ponta de Pedras
2.       O município de Monsarás com as seguintes freguesias: Monsarás, Monforte, Soure e Salvaterra.
·         A Comarca de Macapá com os seguintes Termos: Macapá, Chaves, Porto de Moz, Gurupá
O Termo de Macapá com os seguintes Municípios: Vila de Macapá e Masagão
1.       O Município de Macapá com as seguintes Freguesias: Macapá e Mazagão
2.       O Município de Chaves com a Freguesia de Chaves
3.       O Município de Porto de Moz com as seguintes Freguesias: Porto de Moz, Veiros, Pombal, Souzel e Vilarinho.
4.       O Município de Gurupá com as seguintes Freguesias: Gurupá, Almeirim, Esposende e Arraiolos.
·         A Comarca de Cametá com os seguintes Termos: Cametá e Melgaço
O Termo de Cametá com os seguintes Municípios: Cidade de Cametá, Villa de Baião
1.       O Município de Cametá com a Freguesia de Cametá
2.       O Município de baião com a Freguesia de Baião
O Termo de Melgaço com os seguintes Municípios: Breves, Oeiras e Portel
1.       O Município de Breves com a Freguesia de Breves
2.       O Município de Oeiras com a Freguesia de Oeiras
3.       O Município de Portel com a Freguesia de Portel
·         A Comarca de Bragança com os seguintes Termos: Bragança
O Termo de Bragança com o seguinte Município: Bragança
1.       O Município de Bragança com as seguintes Freguesias: Bragança e Viseu

·         A Comarca de Santarém com os seguintes Termos: Santarém e Óbidos
O Termo de Santarém com os seguintes Municípios: Cidade de Santarém, Villa de Alenquer, Villa Franca e Monte Alegre.
1. O Município de Santarém com as seguintes Freguesias: Santarém e Alter do Chão
2.  O Município de Alenquer com a Freguesia de Alenquer
3.  O Município de Villa Franca com as seguintes Freguesias: Villa Franca, Boim, Pinhel, Aveiros,
4. O município de Monte Alegre com coms as seguintes Freguesias: Monte Alegre e Prainha
O Termo de Óbidos com os seguintes Municípios: Óbidos e Faro
1. O Município de Óbidos com a Freguesia de Óbidos
2. O município de Faro com as seguintes Freguesias: Faro e Juruty
Obs:
·         A antiga Comarca da Barra do Rio Negro ou Alto Amazonas que ainda aparece em 1848 como pertencente à Província do Pará, pela criação da Província do Amazonas, já não mais aparece entre as comarcas do Pará.
·         Essa era a antiga divisão do Pará, hoje substituída pela divisão em Mesos e Microrregiões.
·         Eram esses municípios e suas freguesias, alguns vindos de etnias indígenas, que abasteciam os Portos de Belém com os produtos das coletas e culturas nas áreas da Planície Amazônica e áreas do Estuário Amazônico. Praticamente todas as freguesias acima elencadas faziam parte do grande Estuário Amazônico.
Em 1855 o mapa dos Juízes de Direito, Promotores Públicos e Juízes Municipais, assim se apresentava nas comarcas da Província do Pará:
·         Comarca da Capital com a 1ª e 2ª Vara (dois Juízes de Direito), com 1 Promotor Público e 1 Juiz Municipal no Termo da Capital e seu Termo de igarapé-Miri e outro dito no Termo de Vigia e seu Termo Anexo de Cintra.
·         Comarca do Marajó com 1 Juiz de Direito, 1 Promotor Público e 1 Juiz Municipal no Termo de Cacheira, incluindo seus Termos Anexos de Monsarás, Muaná e Chaves.
·         Comarca de Bragança com 1 Juiz de Direito, 1 Promotor Público e com Juiz Substituto de Juiz Municipal no termo de Bragança, incluindo seu termo Anexo de Ourém.
·         Comarca de Cametá com 1 Juiz de Direiro, 1 Promotor Público e 1 Juiz Municipal no Termo de Cametá, incluindo seu Termo Anexo de Baião e 1 Juiz Municipal no Termo de Breves e seus Termos Anexos de Portel e Oeiras.
·         Comarca de Macapá com 1 Juiz de Direito, 1 Promotor Público, 1 Juiz Municipal no Termo de Macapá incluindo seu Termo Anexo de Mazagão.
·         Comarca de Santarém com 1 Juiz de Direito, Promotoria Pública vaga, 1 Juiz Municipal no Termo de Porto de Moz incluindo o Termo Anexo de Gurupá, 1 Juiz Municipal no Termo de Santarém incluindo seus Termos Anexos de Franca, Monte Alegre e Alenquer, e 1 Juiz Municipal no Termo de Óbidos incluindo seu Termo Anexo de Faro.
Covém salientar que em 1849 o Chefe de Polícia só existia na Comarca da Capital e a ela ligado. No mesmo ano de 1849 os Juízes dos Termos eram os Juízes Municipais e Juízes de Orfãos e nesse ano pouquíssimos Termos eram providos desses tipos de Juizes, ou seja: 1 Juiz Municipal  no Termo da Capital, 1 Juiz Municipal e de Órfãos no Termo de Vigia, esta da Comarca da Capital; 1 Juiz Municipal e de Órfãos no Termo de Tury-Assu, este termo da Comarca de Bragança; 1 Juiz Municipal e de Órfãos no Termo de Cametá e da Comarca de Cametá; 1 Juiz Municipal e de Órfãos no Termo de Macapá, esta da Comarca de Macapá; 1 juiz Municpal de Órfãos no Termo de Santarém, este da Comarca de Santarém. Os demais termos estavam todos vagos por falta de bacharéis ou pessoal habilitado para essas funções. Em alguns Termos da Comarca da Capital os juízes eram separados em Juizes Municipais e Juízes de Orfãos, portanto, com duas pessoas ocupando esses cargos. Nas comarcas do interior da Província era uma só pessoa ocupando o cargo de Juiz Municipal e de Órfãos.

Em 1858, a Província do Pará já apresentava a seguinte divisão Judiciária:
Capital
Marajó
Bragança
Cametá
Macapá
Gurupá
Santarém

O município de Abaetetuba foi desmembrado do território da Capital em 1880, de acordo com a Lei nº 973, de 23 de março, que também constituiu o município como autônomo. Um ano depois, em 1881, o presidente interino da Câmara em Belém, José Cardoso da Cunha Coimbra instalou no município a Câmara Municipal de Abaeté. As câmaras municipais das vilas e cidades eram quem solicitavam as melhorias para as respectivas localidades.

O Cenário Econômico, Geográfico e Hidrológico dos Municípios do Estuário Tocantino (Foz do Tocantins):
Algumas Microrregiões atuais se encontram situadas no coração do Estuário Tocantino ou sob sua influência, como Arari, Belém, Cametá, Furos de Breves, Guamá, Portel, Tomé-Açu, Tucuruí, Salgado e vales do Rio Capim, Rio Moju, Rio Acará, Rio Guamá, Rio Igarapé-Miri, os rios de Abaetetuba, etc.
Os benefícos que o Estuário proporciona às Microrregiões são recursos naturais (que já nem são tão abundante como antigamente, devido à caça, pesca e extrativismo predatórios), paisagens belíssimas, muitas praias de água doce, visão de espécimes da flora e fauna remanescentes, milhares de ilhas, o fenômeno das marés (enchentes e vazantes), algumas apresentando o fenômeno da pororoca e o pôr-do-sol maravilhoso e um povo acolhedor e generoso com os visitantes dos recantos do Estuário e culinária inigualável. Também algumas dessas Microrregiões já estão devidamente interligadas com a Capital e sua Zona Metropolitana através da Alça Viária do Pará e das Redes Rodoviarias Estadual e Federal do Pará. 

·         Áreas e Rios das Bacias Hidrográficas do Pará e Estuário Tocantino (Foz do Tocantins):
Além do extenso território o Pará possui uma enorme Bacia Hidrográfica que abrange a impressionante área de 1.253.164 km², sendo 1.049.903 km² pertencentes à Bacia Amazônica e 169.003 km² pertencentes à Bacia do Tocantins, formando mais de 20.000 km de rios como o Amazonas, que deságua no grande Delta Marajoara e os rios Tocantins, Guamá que formam bacias independentes, e importantes afluentes do Amazonas como Tapajós, Xingu e Curuá, pela margem direita, Trombetas, Nhamundá, Maicuru e Jari pela margem esquerda.
Os rios principais são: Rio Amazonas, Rio Tapajós, Rio Tocantins, Rio Xingu, Rio Jari e Rio Pará, onde se distribuem aqueles 144 municípios do Pará, agrupados em suas Mesos e Microrregiões. A foz do Rio Amazonas juntando-se ao do Rio Tocantins, forma o chamado Estuário Tocantino e é precisamente no Estuário Tocantino, no meio de tantas ilhas e corpos fluviais, que se encontra a Microrregião de Cametá, que entre outros municípios, possui os de CAMETÁ, ABAETETUBA, IGARAPÉ-MIRI, e estes dois últimos, apesar de situados às proximidades da Região Metropolitana de Belém, encontram algumas dificuldades de comunicação com a Capital, pela presença de inúmeras ilhas e vias fluviais. Porém, como já dissemos, essas dificuldades são compensadas pela beleza dos ecossistemas, pelas enormes quantidades de recursos naturais e das peculiaridades e culturas locais, conforme dados abaixo.

·         Vias Navegáveis e o Potencial Hidroenergético do Pará:
A Rede Hidrográfica garante a facilidade de navegação fluvial local e possibilita a comunicação com as demais regiões vizinhas e o potencial hidroenergético de tanta água, que alcança a espantosa cifra de mais de 25.000 MW.

·         Povos:
O Pará, além dos nativos do lugar, recebeu, desde o Período Colonial (1615 em diante), passando pelo Período Provincial (desde 1822 e até o início do Período Republicano (a partir de 1889), uma elevada quantidade de imigrantes portugueses, espanhóis, japoneses e brasileiros de outros estados, como os cearenses, durante o Ciclo da Borracha e construção da Estrada de Ferro de Bragança, e mais recentemente, os maranhenses, estes ajudando a povoar o Sudeste e Sudoeste do Estado do Pará. Os primeiros imigrantes em contato com as populações nativa local e com o povo negro escravo, iniciaram a miscigenação que resultou  numa característica população de povos com diferentes matizes étnicos. A maioria da população miscigenada é a caracterizada como parda, devido à grande herança genética indígena e, em menor parcela, africana, que resultaram no seguinte esquema racial:
·         Pardos, 73,0%
·         Brancos, 23,8%
·         Negros, 3,5%
·         Amarelos ou indígenas, 0,6%
Ainda existem algumas tribos remanescentes da enorme quantidade das primitivas nações indígenas do Pará. E Abaetetuba e sua região se enquadram perfeitamente nesse esquema étnico.
·         Os Povos Indígenas no Estuário Tocantino:
Outro impacto do Estuário Amazônico foi o das antigas populações indígenas do Pará habitantes das planícies e das populações indígenas das margens dos rios, onde algumas nações indígenas guerreiras foram quase que totalmente dizimadas ou feitas prisioneiras pela política de colonização portuguesa no Pará já a partir do Período Colonial iniciado em 1616. No Século 17 a nação indígena dos Tupinambás do Pará, já estava quase totalmente dizimada pelos antigos capitães-generais do Grão-Pará. E os indígenas descidos do Xingu e Tocantins junto com muitos índios da Ilha do Marajó vieram ajudar a formar as povoações do Baixo Tocantins.
Nos tempos mais antigos apareceram no rio Pacajá Grande os índios da tribo Jauorite-tapuira que eram índios antropófagos que fizeram guerra contra os índios Anambés que ocupavam as cabeceiras do Pacajá Grande e os Anambés se retiraram e formaram uma aldeia no Tauá onde  formaram uma aldeia nas cabeceiras do Rio Caraipé. Em 1864 os Anambés eram a única família indígena existente no Baixo Tocantins. O motivo dessa escassez de indígenas no Baixo Tocantins é que a nação guerreira dos índios Tupinambás desapareceu na luta desigual contra os conquistadores europeus e os que restaram foram engrossar as fileiras dos escravos dos colonos tocantinos.
A mesma sorte e destino da nação guerreira dos índios Tupinambás tiveram os índios das tribos abaixo, motivados pelas seguidas guerras, expatriações ou transportações/descimentos, por decisões arbitrárias dos antigos capitães dos índios da Província do Pará:
·         Poquiguaras
·         Amanajás
·         Apinagés e outras tribos menos numerosas
Muitas das antigas freguesias do Baixo Tocantins, citadas abaixo, tiveram origem nos aldeamentos indígenas, como:
·         Freguesia de São Francisco Xavier de Barcarena
·         Freguesia de São João Batista de Conde
·         Freguesia de São Miguel de Beja
·         Freguesia do Divino Espírito Santo de Moju
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté
·         Freguesia de Nossa Senhora da Soledade de Cairary
·         Freguesia de Senhora Sant’Anna de Igarapé-Miri
O mesmo processo aconteceu com os índigenas das regiões do Marajó, Salgado, Bragantina.
Essas freguesias receberam levas de índios fugidos ou descidos da Zona Tocantina e da Ilha de Marajó, onde se contavam dezenas de milhares de índios de diversas etnias ou nações indígenas, que foram escravizadas ou exterminadas nas lutas contra o colonizador português, que se tornaram, junto com o elemento escravo negro e do branco colonizador, a base étnica das populações dos atuais municípios de Cametá, Abaetetuba, Barcarena, Moju, Igarapé-Miri , região do Marajó e demais municípios das outras regiões acima citadas.
São históricas as aldeias Sumaúma, da Freguesia de São Miguel de Beja e da Aldeia Mortigura, na Freguesia de São João Batista de Conde, que receberam a catequese cristã dos padres capuchos e, posteriormente, dos padres jesuítas, ainda nos tempos coloniais do Pará.

·         A Igreja Católica e as Antigas Freguesias da Província do Pará:
A Igreja Católica, através das antigas Missões e Aldeamentos Indígenas, se fazia presente na Planície Amazônica e essa instituição, com o apoio dos reis católicos da Coroa Portuguesa foi a responsável pela disseminação das antigas Freguesias que recebiam o apoio dos padres missionários e dos padres da Província Eclesiástica do Pará e foram esses padres os grandes responsáveis pela catequização de milhares de povos indígenas espalhados pela Planície Amazônica ou pelas costas e vias fluviais do grande Estuário Amazônico. Também a Igreja Católica não foi isenta no uso de trabalho escravo, pois empregou os braços escravos de indígenas e negros e chegou, através de algumas ordens missionárias e muitos padres da Província Eclesiástica, a possuir uma enorme quantidade de bens, especialmente fazendas de gado, engenhos e culturas em suas extensas áreas de terra na Ilha do Marajó e no complexo deltaico estuarino dos rios Pará-Capim-Guamá-Acará-Moju e nas regiões do Baixo e Alto Amazonas. Mas sem a ação dos padres missionários não teria acontecido a disseminação de muitos aglomerados populacionais por toda a Planície Amazônica e nas áreas do Estuário Amazônico, muitos dos quais se constituíram em Freguesias e, portanto, com o direito de ter o seu pároco e padres coadjutores nos trabalhos de evangelização pelas áreas amazônicas.
Muitas cidades tradicionais do Pará vieram das antigas Freguesias e cada freguesia contava com a assistência eclesiástica, uma vez que a religião fazia parte do processo de colonização do Pará, cujos párocos e seus coadjutores eram devidamente pagos pelos cofres da Coroa Portuguesa pelo processo das congruas, que era a maneira de se compensar o trabalho dos padres. Cada antiga Freguesia possuía a sua respectiva invocação ou orago de um Santo dos altares da Igreja Católica e se constituía em um espaço administrativo da Província. Porém, pela imensidão da planície amazônica e áreas do Estuário Amazônico, muitas Freguesias ficavam longos tempos sem a presença do necessário missionário ou padre da Província Eclesiástica do Pará, só existindo efetivamente pároco nas Freguesias mais tradicionais ou mais consolidadas economicamente.
Pela conveniência das administrações dos períodos Colonial e Provincial do Pará, freguesias eram criadas e extintas ou recriadas com outras denominações, porém tudo sob a invocação dos santos da Igreja Católica.
Constam na lista abaixo freguesias dos atuais estados do Maranhão, Amazonas e Amapá. Algumas freguesias limítrofes com o Estado do Maranhão passaram à jurisdição desse estado e as dos estados do Amazonas e Amapá, passaram para a jurisdição desses estados, quando de suas criações.
A maioria das freguesias elencadas abaixo vem do Período Colonial e algumas poucas vêm do Período Provincial do Pará.  Essas freguesias foram palcos das lutas pela expulsão dos invasores estrangeiros das terras paraenses, da escravização e extinção dos indígenas das costas estuarinas amazônicas, da introdução da escravatura negra nas áreas dos grandes engenhos de cana-de-açúcar que abasteciam a Capital com açúcar para exportação para os portos da Coroa Portuguesa e outras produções agrícolas e pecuárias, das culturas do café, cacau e demais culturas tradicionais e da pecuária nos campos do Marajó e, especialmente, palco do importante Ciclo da Borracha que enriqueceu Belém e Manaus, por cujos portos circulavam centenas de grandes navios à vapor vindos da Inglaterra, França e outros grandes portos da Europa e EUA e que levavam os grandes carregamentos de borracha que era coletada por todas as áreas da Planície Amazônica e, em nosso caso, por todas as áreas do grande Estuário Amazônico, barcos que vinham somar aos vapores de várias companhias que vieram se estabelecer na Amazônia e no Pará, que faziam as necessárias viagens pelas nossas freguesias, vilas e cidades do complexo deltaico estuarino amazônico e que vieram se juntar aos nossos pequenos barcos da navegação fluvial e essas freguesias, vilas e cidades também foram palco da mais genuína revolta popular do Brasil, que tentou libertar a Província do Pará do jugo sufocante e opressor dos governantes do Império Brasileiro em nosso Estado, que fizeram as camadas das populações  mais pobres dessas localidades se levantar contra esse regime opressor, revolta que ficou eternizada na história do Pará como a Revolta da Cabanagem, que teve áreas do Baixo Tocantins como palco de sangrentas batalhas pelos rios, freguesias, vilas e cidades da região e foram os revoltosos cabanos os vencedores dessa revolta, mas seus esforços foram frustados pela entrega pura e simples do poder pelo último  governador cabano aos representantes do governo imperial da Província do Pará.

As Tradicionais Freguesias citadas no Período Provincial do Pará, muitas das quais que deram origem aos tradicionais municípios paraenses em todos os pontos do Estuário Amazônico:
As freguesias abaixo foram localidades que receberam as ações dos padres missionários, inicialmente com os Padres Capuchos que vieram para dar início à catequização dos numerosos povos indígenas do então Grão-Pará. Após os missionários capuchos vieram os padres de outras ordens religiosas, destacando-se entre estas os Padres Jesuítas que fizeram um grande trabalho de missão por todos os recantos do Pará. Todas as ordens dos padres missionários se encarregaram de fundar as localidades que acabaram por se tornar as antigas freguesias abaixo e que deram origem a muitos dos atuais municípios paraenses. Algumas das freguesias do elenco foram extintas e praticamente todas sofreram modificações em sua toponímia quando da expulsão dos Padres Jesuítas em 1860.
·         Freguesia de N. S da Graça da Sé, fundada em 1616.
·         Freguesia de Sant’Anna da Campina, fundada em 1727
·         Freguesia da SS. Trindade, criada em 1840
·         Freguesia de N. S. de Nazareth do Desterro, criada em 1861
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Benfica, criada em 1758
·         Freguesia de São Francisco Xavier de Barcarena, criada em 1758
·         Freguesia de São João Baptista de Conde, criada em 1763
·         Freguesia de São Miguel de Beja, criada em 1763. O Decreto nº 34, de 30/9/1839, extingue as freguesias de São Miguel de Beja e Conde, onde seus distritos ficarão pertencendo ás freguesias de Abaeté e Barcarena.
·         Freguesia do Divino Espírito Santo do Moju, criada em 1758
·         Freguesia de São José do Acará, criada em 1758
·         Freguesia de Sant’Anna de Bujaru, criada em 1758
·         Freguesia de São Domingos da Boa Vista, criada em 1758
·         Freguesia de Sant’Anna do Capim, criada em 1758
·         Freguesia de São Francisco de Paula de Muaná, criada em 1757
·         Freguesia do Espírito Santo de Ourém, criada em 1753
·         Freguesia de São Miguel da Cachoeira do Guamá, criada em 1754
·         Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Irituia
·         Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri, criada em 1758
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, criada em 1758
·         Freguesia de Nossa Senhora da Soledade da Cairary, criada em 1819
·         Freguesia de Nossa Senhora de Nazareth de Vigia, criada em 1693
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Collares, criada em 1757
·         Freguesia de São Caetano de Odivellas, criada em 1757
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Villa Nova d’El-Rei
·         Freguesia de São Miguel de Cintra, criada em 1757
·         Freguesia de Nossa Senhora do Socorro de Salinas, criada em 1781
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira em Marajó, criada em 1717
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Curuçá, criada em 1757
·         Freguesia de Santa Thereza de Curuçá, criada em 1853
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Ponta de Pedras, criada em 1757
·         Freguesia de Santa Anna de Breves, criada em 1850
·         Freguesia de São Francisco Xavier de Monsarás, criada em 1757
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Monforte, criada em 1757
·         Freguesia do Menino Deus de Soure, criada em 1757
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Salvaterra, criada  em 1757
·         Freguesia de Santo Antonio de Chaves, criada em 1758
·         Freguesia de São José de Macapá, criada em 1754
·         Freguesia de Santa Anna de Brasília Legal
·         Freguesia de Nossa Senhora da Assumpção de Masagão, criada em 1770
·         Freguesia de São Braz de Porto de Moz, criada em 1758
·         Freguesia de São João Baptista de Veiros, criada em 1758
·         Freguesia de São João Baptista de Pombal, criada em 1758
·         Freguesia de São Francisco Xavier de Souzel, criada em 1758
·         Freguesia de Santo Antonio de Gurupá, criada em 1639
·         Freguesia de Santa Cruz de Vilarinho do Monte, criada em 1758
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Almeirim, criada em 1754
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Esposende
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Arraiolos, criada em 1754
·         Freguesia de São João Baptista de Cametá, criada em 1635 e posteriormente se constituiu em Vila. A Lei nº 145, de 24/10/1848 evevou à categoria de cidade as vilas de Cametá, Santarém e Barra do Rio Negro (esta posteriormente seria a Capital do Estado do Amazonas com o nome de Manaus).
·         Freguesia de Santo Antonio de Baião, criada em 1754
·         Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tocantins, criada em 1853
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Mocajuba, criada em 1853
·         Freguesia de São Miguel de Melgaço
·         Freguesia de Nossa Senhora d’Assumpção de Oeiras, criada em 1754
·         Freguesia de Nossa Senhora da Luz de Portel, criada em 1754
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Bragança, criada em1753
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Viseo, crada em 1758
·         Freguesia de São José de Gurupy
·         Freguesia de São José do Piriá
·         Freguesia de São Francisco Xavier de Tury-Assu
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Santarém, criada em 1731
·         Freguesia de Nossa Senhora da Saúde de Alter do Chão, criada1754
·         Freguesia de Santo Antonio de Alenquer, criada em 1754
·         Freguesia de Nossa Senhora d’Assumpção de Villa Franca, criada em 1758
·         Freguesia de Santo Ignácio de Boim, criada em 1758
·         Freguesia de São José de Pinhel
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiros, criada em 1781
·         Freguesia de São Francisco de Assis de Monte Alegre, criada em 1754
·         Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Prainha, criada em 1754
·         Freguesia de Sant’Anna de Óbidos, criada em 1754
·         Freguesia de São João Baptista de Faro, criada em 1754
·         Freguesia de Nossa Senhora da Saúde de Juruty, criada em 1818
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Barra do Rio Negro
·         Freguesia de Nossa Senhora da Rosário de Serpa
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Silves
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Maués
·         Freguesia de Santo Antonio de Borba
·         Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Canumá
·         Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Villa Nova da Rainha
·         Freguesia de Santa Tereza de Ega
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Alvelos
·         Freguesia de São Paulo de Olivença
·         Freguesia de São Cristóvão de Amatura
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Nogueira
·         Freguesia de São Joaquim de Alvarães
·         Freguesia de Nossa Senhora de Guadelupe de Fonte Boa
·         Freguesia de São Francisco Xavier de Tabatinga
·         Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Moreira
·         Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Thomar
·         Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Carmo
·         Freguesia de Santa Izabel de Santa Izabel
·         Freguesia de Santa Rita de Moura
·         Freguesia de Santo Alberto de Carvoeiro
·         Freguesia de São Gabriel de São Gabriel
·         Freguesia de São José de Marabitanas
·         Freguesia de São José de Marabitanas

O Correio Geral na Província do Pará:
Fazer deslocamento de pessoas e moradores pelo Estuário Amazônico era muito difícil em 1857 devido às longas e dificultosas viagens pelas vias navegáveis das áreas estuarinas. Os bracos das linhas de navegação só faziam uma, duas viagens por mês para as mais importantes localidades do Baixo Tocantins, Marajó e de outras áreas do complexo deltaico estuarino. Os negócios todos eram feitos pelas vias fluviais e a comunicação entre as localidades era muito dificultada pelas longas distâncias entre as povoações. A própria correspondência oficial, como particular era dificultosa pela falta de agências do Correio Geral na maioria absoluta das localidades. As malas do Correio circulavam entre as agências pelos veículos fluviais e estes eram totalmente dependentes das marés e dos ventos para empurrar as embarcações à velas. O Correio Geral não dispunha de canoas própria e convenientemente tripulada para o transporte das malas postais, fato que colocava esse serviço inteiramente nas mãos de particulares. Entre as companhias de navegação que se destacava nesse serviço estava a Companhia de Navegação e Comércio do Amazonas que se destacava nesse valioso serviço para o governo e ao público. Porém eram poucas as localidades até onde os vapores dessa companhia chegavam. E pior era para as localidades onde os vapores não chegavam e nem tinham agência do Correio e o remédio era enviar-se a correspondência oficial e do público por mãos particulares e quando essas ocasiões se ofereciam. Os inconvenientes desses serviços eram muitos, pois muitas vezes os ofícios não eram entregues ou demoravam meses para chegar ao seu destino. O problema era a falta de condutores responsáveis que pudessem autenticar a entrega das ordens. Dos 30 municípios em que se dividia a Província em 1857, só havia agências do Correio nos seguintes pontos, sem contar a Capital, onde estava situada a Administração Geral do Correio:
·         1º, Cidade de Bragança
·         2º, Cidade de Cametá
·         3º, Vila de Breves
·         4º, Vila de Gurupá
·         5º, Cidade de Macapá
·         6º, Cidade de Santarém
·         7º, Cidade de Óbidos
·         8º, Freguesia de Prainha
Na própria Comarca da Capital não havia agências do Correio em importantes cidades e vilas, como:
·         Cidade da Vigia
·         Vila de Curuçá
·         Vila de Cintra
·         Vila de Moju
·         Vila de Igarapé-Miri
Na comarca de Cametá faltavam agências do Correio em:
·         Vila de baião
·         Vila de Oeiras
·         Vila de Melgaço
·         Vila de Portel
Na comarca de Gurupá faltava agência em:
·         Vila de Porto de Moz
Na Comarca de Macapá faltava agência em:
·         Vila de Mazagão
Na Comarca de Santarém faltavam agências em:
·         Vila de Monte Alegre
·         Vila de Alenquer
·         Vila Franca
·         Vila de Itaituba
·         Vila de Faro
Na comarca do Marajó faltavam agências do Correio em:
·         Vila da Cachoeira
·         Vila de Muaná
·         Vila de Monsarás
·         Vila de Chaves
Todas as localidades citadas acima eram importantes centros exportadores dos produtos do extrativismo animal e vegetal para a Capital, Belém do Pará, sem contar as demais povoações que só existiam devido serem pontos de coletas nas águas e matas do complexo estuarino amazônico.
Povoações extintas no Baixo Tocantins, citadas em 1864, ainda presentes nas Cartas Geográficas:
·         Paraná-Mirim
·         Pederneiras
·         Muru
·         Alcobaça
·         Arroyos
Se nos tempos atuais o Pará ainda é um gigantesco estado em termos territoriais, no Período Provincial era ainda mais gigantesco quando incluía as regiões do Alto Amazonas e a do Amapá, que posteriormente se separaram para constituir unidades territoriais independentes, a do Alto Amazonas para constituir a Província do Amazonas e a de Macapá para constituir o Território Federal do Amapá, hoje Estado do Amapá. As dificuldades de comunicações eram muito difíceis nos tempos provinciais do Pará e eram meses para se estabelecer comunicações entre determinadas localidades mais distantes. Mas havia a necessidade de se constituir melhores meios de comunicação no interior da antiga Província do Pará que não não fosse somente só pelos caminhos das águas. Assim surgiu u Telégrafo Terrestre. Em 1886 já se fala na estrada aberta até a cidade de Vizeu e com a estrada os postes que abrigam as os fios e isoladores elétricos das linhas do Telégrafo e Vizeu, a partir daí, já podia se comunicar com o resto do Império Brasileiro.

Outros Povos no Pará:
Os imigrantes portugueses começaram a chegar à antiga capitania do Grão-Pará já a partir do Período Colonial (1615 em diante) e eles constituem o maior legado da raça branca que faz parte da população do Pará. Os japoneses, entre os povos estrangeiros, foram os últimos a chegar já na Era Republicana, trazendo consigo sua peculiar cultura e os conhecimentos na área da agricultura, especialmente da cultura da juta e pimenta-do-reino.
As terras de Cametá, Abaetetuba e Igarapé-Miri e demais, receberam, nas décadas finais do Século 19 e décadas iniciais do Século 20, uma boa quantidade de imigrantes portugueses, sírio-libaneses, italianos, cearenses e japoneses, que miscigenaram com os nativos locais e com os negros vindos como escravos. Porém hoje existe a predominância da cor parda entre as populações desses municípios, como também nos demais municípios da Microrregião de Cametá e Região do Marajó.

O Município de Abaetetuba no Cenário Populacional do Pará:
O município de Abaetetuba está bem situado no Estuário Amazônico no quesito população. Antigamente a população de Abaetetuba estava concentrada na sua Região das Ilhas e nas colônias agrícolas da Região das Estradas e Ramais. A partir dos anos de 1980 esse panorama começou a ser modificado pela decadência da indústria canavieira e, mais recentemente, pela implantação do Complexo Industrial de Barcarena e Porto da Vila de Conde na década de 1980, onde os moradores rurais começaram a migrar em busca de melhores condições de vida na cidade e onde também recebeu milhares de migrantes vindos de vários recantos do Pará, e de outros estados vizinhos, em busca de oportunidade de emprego no Complexo Industrial de Barcarena e Porto da Vila de Conde e, Abaetetuba, por possuir um forte comércio e com a presença de uma grande feira de produtos relativamente baratos, em relação aos outros municípios vizinhos, acabou por se tornar “cidade-dormitório” para milhares de trabalhadores dessa zona industrial. Por força dessa migração em massa a partir dos anos de 1980, quase uma dezena bairros novos surgiram na cidade, inchando sua população, fato que veio causar sérios transtornos sociais na cidade pelo aumento considerável da criminalidade, prostituição adulta e infantil, presença de muitos salões de festas e a proliferação do consumo de álcool e drogas. Abaeté, desde o início de sua história, sempre foi um lugar festeiro e, modernamente, os pontos de festas se espalharam por toda a cidade e localidades interioranas. Sabe-se lá porque, a demanda consumista aumentou sensivelmente no município, que hoje apresenta um pujante comércio que serve à população local e também às populações dos municípios vizinhos. Ressalte-se também que milhares de famílias de Abaetetuba também migram continuamente para a Capital do Estado e lá se encontra uma grande população de abaetetubenses, que se espalham pelos bairros daquela cidade como, Cidade Velha, Estrada Nova, Jurunas, Guamá, Cremação e agora, a escolha são os bairros nascentes na área marginal das avenidas Augusto Montenegro e Perimetral. É outra população de abaetetubenses e seus descendentes morando em Belém. Também encontram-se abaetetubenses espalhados por todos os estados brasileiros e muitos países do Mundo. Apesar de tudo, a população de Abaetetuba sempre apresenta apreciável aumento de população nas estimativas do IBGE. Para 2009 a população de Abaetetuba foi estimada em 141.054 habitantes, que a coloca na 7ª posição das cidades mais populosas do Pará.
Os Municípios do Pará Com as Maiores Populações em 2009, segundo estimativa do IBGE:
·         1º, Belém, Capital do Estado, com 1.392.031 habitantes
·         2º,  Ananindeua, na Área Metropolitana de Belém, com 471.744 habitantes
·         3º,  Santarém, com 294.774 habitantes
·         4º,  Marabá, com 233.462 habitantes
·         5º,  Castanhal, com 173.096 habitantes
·         6º,  Parauapebas, com 153.942 habitantes
·         7º,  ABAETETUBA, com 141.054 habitantes
·         8º,  CAMETÁ, com 120.904 habitantes
·         9º,  Bragança, com 113.165 habitantes
·         10º, Marituba, com 108.251 habitantes
·         11º, Altamira, com 105.030 habitantes
O quadro abaixo nos apresenta os municípios do Pará em Ordem Decrescente das populações em Estimativa de 2010. Uma boa quantidade desses municípios vieram a partir da década de 1970 com a construção das estradas federais de Belém-Brasília e Transamazônica e pelos grandes projetos minerais implantados no Pará, além do aumento das atividades do agro-negócio.

Atual Posição dos Municípios Paraenses e Respectivas Populações em Ordem Decrescente:
As antigas freguesias da Província do Pará, algumas com extensas áreas, no decorrer dos anos e de acordo com os seus recursos naturais, potencial hidroenergético, madereiro e mineral foram paulatinamente se dividindo e subdividindo em dezenas de novos municípios, alguns surgidos em função da construção das estradas federais como a Transbrasiliana, a Belém-Brasília, a Santarém-Cuiabá e da Rodovia estadual PA-150, outros surgidos em função das áreas ricas em minérios e ouro, como os novos municípios da região de Carajás e outros municípios surgiram pela introdução de fazendas de gado espalhadas pelas regiões Sul, Sudeste e Sudoeste do Pará e ainda outras surgidas pela prática ilegal da comercialização da madeira dessas regiões. Muitos dos novos municípios, especialmente os surgidos às margens da Rodovia PA-150 se desenvolveram pela força da construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e pelo potencial madereiro das matas de sua margem e com centenas de serrarias a explorar os estoques remanescentes das madeiras nobres ou carvoarias para alimentar as usinas siderúrgicas do Sul e Sudeste do Pará, e outros municípios estão se desenvolvendo com rapidez impressionante pela implantação dos projetos siderúrgicos e exploração das jazidas de minerais da região de Carajás e de seu entorno. Eis os atuais 143 municípios (são agora 144, contando com Mojuí dos Campos, desmembrado do município de Santarém), em ordem decrescente de populações:
·         143, Bannach, 3.434 habitantes
·         142, Sapaucaia, 5.047 habitantes
·         141, São João da Ponta, 5.265
·         140, Pau-d’Arco, 6.029 habitantes
·         139, Santarém Novo, 6.145 habitantes
·         138, Abel Figueiredo, 6.792 habitantes
·         137, Brejo Grande do Araguaia, 7.324 habitantes
·         136, Palestina do Pará, 7.487 habitantes
·         135, Peixe-Boi, 7.868 habitantes
·         134, Magalhães Barata, 8.115 habitantes
·         133, Santa Cruz do Arari, 8.163 habitantes
·         132, Faro, 8.181 habitantes
·         131, Inhangapi, 10.064
·         130, Terra Alta, 10.254 habitantes
·         129, Primavera, 10.268 habitantes
·         128, Cumaru do Norte, 10.478 habitantes
·         127, Colares, 10.478 habitantes
·         126, curuá, 12.262 habitantes
·         125, Quatipuru, 12.411 habitantes
·         124, Piçarra, 12.703 habitantes
·         123, Senador José Porfírio, 12.998 habitantes
·         122, São João do Araguaia, 13.149 habitantes
·         121, Vitória do Xingu, 13.480 habitantes
·         120, Bonito, 13.630 habitantes
·         119, Nova Timboteua, 13.660 habitantes
·         118, Jacareacanga, 14.040 habitantes
·         117, Nova Ipixuna, 14.645 habitantes
·         116, São Francisco do Pará, 15.196 habitantes
·         115, Bom Jesus do Tocantins, 15.246 habitantes
·         114, Aveiro, 15.767 habitantes
·         113, Ourém, 16.296 habitantes
·         112, Beterra, 16.324 habitantes
·         111, Trairão, 16.885 habitantes
·         110, São Caetano de Odivelas, 16.891 habitantes
·         109, Terra Santa, 16.952 habitantes
·         108, Santa Bárbara do Pará, 17.154 habitantes
·         107, Santa Maria das Barreiras, 17.198 habitantes
·         106, Rio Maria, 17.722 habitantes
·         105, Floresta do Araguaia, 17.825 habitantes
·         104, Brasil Novo, 17.960 habitantes
·         103, Curuinópolis, 18.295 habitantes
·         102, Santa Luzia do Pará, 19.422 habitantes
·         101, Nova Esperança do Piriá, 20.159 habitantes
·         100, Salvaterra, 20.184 habitantes
·         99, Cachoeira do Arari, 20.460 habitantes
·         98, Anapu, 20.493 habitantes
·         97, São João de Pirabas, 20.644 habitantes
·         96, Chaves, 21.138 habitantes
·         95, São Sebastião da Boa Vista, 22.890 habitantes
·         94, Soure, 22.995 habitantes
·         93, Santa Maria do Pará, 23.033 habitantes
·         92, São Domingos do Araguaia, 23.140 habitantes
·         91, Bagre, 23.855 habitantes
·         90, Placas, 23.930 habitantes
·         89, Anajás, 24.771 habitantes
·         88, Melgaço, 24.789 habitantes
·         87, Limoeiro do Ajuru, 25.028 habitantes
·         86, Garrafão do Norte, 25.051
·         85, Água Azul do Norte, 25.061 habitantes
·         84, Novo Progresso, 25.106 habitantes
·         83, São Geraldo do Araguaia, 25.584 habitantes
·         82, Bujaru, 25.700 habitantes
·         81, Ponta de Pedras, 25.989 habitantes
·         80, Cachoeira do Piriá, 26.476 habitantes
·         79, Aurora do Pará, 26 579 habitantes
·         78, Marapanim, 26.605 habitantes
·         77, Santo Antonio do Tauá, 26.673 habitantes
·         76, Canaã dos Carajás, 26.727 habitantes
·         75, Mocajuba, 26.745 habitantes
·         74, Medicilândia, 27.442 habitantes
·         73, Tracuateua, 27.466 habitantes
·         72, Ourilândia do Norte, 27.564 habitantes
·         71, Mãe do Rio, 27.892 habitantes
·         70, Concórdia do Pará, 28.221 habitantes
·         69, Maracanã, 28.376 habitantes
·         68, Curralinho, 28.582 habitantes
·         67, Oeiras do Pará, 28.596 habitantes
·         66, Gurupá, 29.060 habitantes
·         65, Prainha, 29.265 habitantes
·         64, São Domingos do Capim, 29.827 habitantes
·         63, Goianésia do Pará, 30.437 habitantes
·         62, Irituia, 31.382 habitantes
·         61, Eldorado de Carajás, 31.745 habitantes
·         60, Tucumã, 33.651 habitantes
·         59, Almeirim, 33.665 habitantes
·         58, Porto de Moz, 33.951 habitantes
·         57, Muaná, 34.237 habitantes
·         56, Curuçá, 34.490 habitantes
·         55, Afuá, 35.017 habitantes
·         54, Igarapé-Açu, 35.843 habitantes
·         53, Baião, 36.907 habitantes
·         52, Salinópolis, 37.430 habitantes
·         51, Pacajá, 40.052 habitantes
·         50, Rurópolis, 40.068 habitantes
·         49, Augusto Correa, 40.499 habitantes
·         48, Xinguara, 40.573 habitantes
·         47, Ulianópolis, 43.345 habitantes
·         46, Uruará, 44.720 habitantes
·         45, Conceição do Araguaia, 45.530 habitantes
·         44, Rondon do Pará, 46.974 habitantes
·         43, Juruti, 47.123 habitantes
·         42, Vigia, 47.902 habitantes
·         41, Óbidos, 49.254 habitantes
·         40, Itupiranga, 51.258 habitantes
·         39, Dom Eliseu, 51.318 habitantes
·         38, Jacundá, 51.375 habitantes
·         37, Ipixuna do Pará, 51.383 habitantes
·         36, São Miguel do Guamá, 51.527 habitantes
·         35, Benevides, 51.663 habitantes
·         34, Capitão Poço, 51.899 habitantes
·         33, Portel, 52.166 habitantes
·         32, Breu Branco, 52.497 habitantes
·         31, Alenquer, 52.714 habitantes
·         30, Acará, 53.605 habitantes
·         29, Monte Alegre, 55.459 habitantes
·         28, Sanatana do Araguaia, 56.132 habitantes
·         27, Tomé-Açu, 56.514 habitantes
·         26, Viseu, 56.681 habitantes
·         25, Igarapé-Miri, 58.023 habitantes
·         24, Santa Isabel do Pará, 59.476 habitantes
·         23, Novo Repartimento, 62.124 habitantes
·         22, Oriximiná, 62.963 habitantes
·         21, Capanema, 63.639 habitantes
·         20, Moju, 69.921 habitantes
·         19, Redenção, 75.505 habitantes
·         18, Tailândia, 79.299 habitantes
·         17, São Félix do Xingu, 91.293 habitantes
·         16, Breves, 92.865 habitantes
·         15, Itaituba, 97.704 habitantes
·         14, Paragominas, 97.788 habitantes
·         13, Barcarena, 99.800 habitantes
·         12, Tucuruí, 100.651 habitantes
·         11, Altamira, 105.030 habitantes
·         10, Marituba, 108.251 habitantes
·         9, Bragança, 113.165 habitantes
·         8, Cametá, 120.904 habitantes
·         7, Abaetetuba, 147.846 habitantes
·         6, Parauapebas, 153.942 habitantes
·         5, Castanhal, 179.036 habitantes
·         4, Marabá, 238.708 habitantes
·         3, Santarém, 299.419 habitantes
·         2, Ananindeua, 471.744 habitantes
·         1, Belém, 1.402.056 habitantes

No meio desses 143 municípios ainda aparecem alguns antigos municípios que compunham a antiga Província do Pará, incluindo os das regiões do Baixo e Alto Tocantins, Marajó, Xingu, Tapajós, Araguaia, Salgado, Bragantina e os do sistema deltaico estuarino dos rios Capim-Acará-Guamá-Moju-Maiuatá-Canal de Igarapé-Miri.

Ação da Igreja Católica nos Períodos Históricos do Pará:
A Igreja, desde o início da colonização do Grão-Pará, foi parte integrante e importante do processo de colonização, onde os padres missionários das diversas ordens atuavam em todas as localidades então existentes e esse processo avançou como política de colonização no período de Província do Pará, tendo avançado até as primeiras décadas do Período Republicano. O antigo Bispado do Pará ou Diocese de Belém foi criada em 4/3/1720, desmembrada da então Diocese do Maranhão, e foi elevada a Arquidiocese de Belém do Pará em 1/5/1906.
A Igreja, assim sendo, fazia parte das Divisões Civil, Eclesiástica e Judiciária da Província do Pará, conforme o anexo Nº 23, de 1855, quando a Divisão Eclesiástica apresentava a seguinte situação em Comarcas, com seus Distritos e Freguesias:
Comarca Eclesiástica da CAPITAL, com 10 Distritos Eclesiásticos:
1º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·        
·         Sant’Anna da Campina
·         Santíssima Trindade
·         Senhora da Conceição de Benfica
·         Senhora do Rosário de Collares
2º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         São Francisco Xavier de Barcarena
·         São Miguel de Beja
·         Senhora da Conceição de Abaeté
3º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Senhora de Nazaré de Vigia
·         São Caetano de Odivellas
·         Senhora do Rosário de Curuçá
·         São Miguel de Cintra
·         Senhora do Socorro de Salinas
4º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         São Domingos da Boa Vista
·         Sant’Anna do Capim
·         São Miguel do Guamá
·         Senhora da Piedade de Irituia
·         São Vicente de Inhangapy
·         Sant’Anna de Bujaru
5º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Senhora do Rosário de Bragança
·         Senhora do rosário de Viseu
·         Espírito Santo de Ourém
6º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Senhora da Conceição de Cachoeira
·         Senhora da Conceição de Salvaterra
·         Senhora da Conceição de Ponta de Pedras
·         São Francisco Xavier de Monsarás
·         Menino Deus de Soure
·         Senhora do Rosário de Monforte
7º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Santo Antonio de Chaves
·         São José de Macapá
·         Senhora da Assunpção de Masagão
8º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Espírito Santo do Moju
·         São José do Acará
·         Senhora da Soledade de Cairary
·         Sant’Anna de Igarapé-Mirim
9º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Sant’Anna dos Breves
·         Senhora da Assunpção de Oeiras
·         Senhora da Luz de Portel
·         São Francisco de Muaná
10º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         São João Baptista de Cametá
·         Santa Thereza de Curuçá
·         Senhora do Carmo do Tocantins
·         Senhora do carmo de Mocajuba
·         Santo Antonio de Baião
Comarca do BAIXO AMAZONAS,, com 4 Distritos Eclesiásticos:
1º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Senhora da Conceição de Santarém
·         Senhora da Saúde de Alter do Chão
·         Senhora da Assumpção de Villa Franca
·         Santo Ignácio de Boim Senhora da Conceição de Aveiros
2º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         São Francisco de Assis de Monte Alegre
·         Senhora da Graça de Prainha
·         Senhora da Conceição de Almeirim
·         Senhora do Rosário de Arraiollos
3º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Santo Antonio de Gurupá
·         Santa Cruz de villarinho do Monte
·         São Braz de Porto de Moz
·         São João Baptista de Veiros
·         São João Baptista de Pombal
·         São Francisco Xavier de Sousel
4º Distrito, com as seguintes Freguesias:
·         Sant’Anna de Óbidos
·         São João Baptista de Faro
·         Senhora da Saúde de Juruty
·         Santo Antonio de Alenquer

Obsevação: de todas as Freguesias acima somente 7 estavam vagas de párocos. Os párocos da Província do Pará, além de suas funções eclesiásticas, desempenhavam funções políticas e na instrução pública, onde os párocos e seus coadjutores atuavam como professores em inúmeras freguesias.
Como a Catequese e o Culto Divino faziam parte da política govenrnamental na Província do Pará, as despesas com a remuneração dos bispos, párocos, coadjutores e funcionários eclesiásticos eram pagas com as verbas do Tesouro Provincial, assim como a construção das igrejas matrizes das freguesias e sua manutenção que eram todas bancadas pelas varbas do Tesouro Provincial. Assim, conforme mapa de 1856 receberam verbas para as edificações ou consertos das igrejas matrizes as seguintes freguesias:
·         Cairary (239$500 réis) e Ponta de Pedras (240$000 réis), no período fiscal de 1838-1839.
·         Abaeté (311$800 réis), Cayrary (29$800 réis), Cametá (800$000 réis), Moju (279$100 réis),Oeiras (157$230 réis),Ponta de Pedras (230$000 réis), no período fiscal de 1839-1840.
·         Baião (1:000$000 réis), Cametá (600$000 réis), Irituia1:000$000 réis), Monte Alegre (500$000 réis), Santarém (1:500$000 réis), S. Caetano (600$000 réis), Vigia (800$000 reis) no período de 1840-1841.
·         Bragança (1:000$000 réis), Bujaru (350$000 réis), Cametá (800$000 réis), Oeiras (800$000 réis), Ourém (400$000 réis), São Domingos da Boa Vista (800$000 réis), São Miguel do Guamá (400$000 réis) no período de 1841-1842.
E assim as verbas com as despesas das freguesias seguiram até o ano de 1856 no referido mapa e contemplando grande parte das freguesias da Província. Cametá, nesse espaço de tempo, foi a localidade que recebeu a maior verba com 33:779$998 réis, seguida por Santarém com 15:500$000 réis, Acará com 8:400$000 réis, Oeiras com 7:200$000 réis e outras com vebas menores.
Em 1857 a Província do Pará continuava dividida em duas Comarcas Eclesiásticas, compreendendo 63 paróquias.

Diocese do Pará:
Diocese do Pará: 4/3/1719, criada com o desmembramento da então Diocese do Maranhão.
·         Abaetetuba e Igarapé-Miri fizeram parte, por muitos anos, do Bispado e, posteriormente, da Arquidiocese do Pará, quando Igreja e Estado constituíam um só ente político-social e a Catequese e Civilização dos Indígenas e o Culto Divino ou Culto Público faziam parte da política de colonização do Grão-Pará através das Missões Religiosas que se encarregavam de catequizar os nativos do Grão-Pará e, com isso, de fundar centenas de freguesias, lugares,  sistema que avançou para o período provincial e das primeiras décadas do Regime Republicano. Foi sob o importante trabalho das missões e catequese dos padres missionários de várias ordens religiosas que Belém e as primeiras cidades do Estuário Amazônico surgiram no cenário desse grande Estuário, inclusive as antigas Freguesias de Sant’Ana de Igarapé-Miry e  Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e demais freguesias do Baixo Tocantins, que somente nos anos de 1960 saíram da dependência da gigantesca Área Eclesiástica da  Arquidiocese de Belém. Abaetetuba e Igarapé-Miri ficaram atreladas  à Arquidiocese de Belém ou Sé Metropolitana até 25/11/1961, no caso de Abaetetuba e a Paróquia de Igarapé-Miri passou a fazer parte da Prelazia da vizinha cidade de Cametá. Para Abaetetuba foi importante a criação da Prelazia de Abaeté do Tocantins, em 1961, pois foi a partir daí que os municípios da região da Prelazia começaram a receber os importantes serviços das Obras Sociais da Igreja Católica, com a instalação de escolas, hospitais, centros sociais e criação das Comunidades Eclesiais de Base que serviram na visão de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária e um olhar político menos atrelado aos interesses de pessoas e grupos dominantes. Foi através do trabalho da Igreja que Abaetetuba muito avançou no seu desenvolvimento sócio-político e  educacional através das Obras Sociais da então Prelazia de Abaeté do Tocantins e hoje Diocese de Abaetetuba.
Em 27/1/2008 a Igreja Católica, pertencente ao Conselho Episcopal Regional Norte II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, estava assim dividida:
·         Arquidiocese de Belém do Pará, que é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, sendo a Sé Metropolitana da Província Eclesiástica de Belém do Pará e a Sé Arquiepiscopal está na Catedral de Nossa Senhora da Graça, na cidade de Belém, no Estado do Pará, sendo a 3ª Arquidiocese e Sé Metropolitana do Brasil, precedida apenas pelas arquidioceses de Salvador da Bahia (1551) e a de São Sebastião do Rio de Janeiro (1575).
·         Diocese de Abaetetuba
·         Diocese de Bragança
·         Diocese de Castanhal
·         Diocese de Macapá
·         Diocese de Marabá
·         Diocese de Ponta de Pedras
·         Diocese de Santarém
·         Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia
·         Prelazia de Cametá
·         Prelazia de Marajó
·         Prelazia de Itaituba
·         Prelazia de Óbidos
·         Prelazia do Xingu
Abaetetuba, Barcarena, Tailândia, Moju, Acará, Tomé-Açu, Concórdia do Pará e Bujaru, fazem parte da Área Eclesiástica da Diocese de Abaetetuba.

Usinas Hidrelétricas no Pará:
Quem se interessar pelos problemas e impactos ambientais que a construção dessas usinas e portos causará às populações nativas e ribeirinhas, e aos milhares de ecossistema da região, é só acessar o importante Blog SOS Rios do Brasil, do Professor Jamurt, de quem nosso Blog é seguidor e outros blogs como: CA Cultura na Aldeia, Planeta Voluntários, Cidadania e meio Ambiente, Água Dona da Vida, Intituto Eco-Faxina, Diocese Barra do Piraí, Pastoral da Ecologia e outros. Como também quem quiser saber dos grandes benefícios que essas usinas e portos trarão ao Pará e Brasil, é só acessar as postagens do Blog do ADEMIR ROCHA ou as informações disponíveis na Internet.
Importância das Usinas Hidrelétricas Para o Pará e Brasil:
A importância das Mesorregiões do Sudeste Paraense e do Sudoeste Paraense, com os projetos existentes para essas regiões são fundamentais, em vários aspectos, em especial no desenvolvimento que as demais mesos sofrerão, com esses projetos de usinas hidrelétricas, mesmo que a um alto custo ambiental, como nos portos (navegação) e rodovias que estão instaladas nessas mesorregiões do Pará, devido o enorme potencial hidroenergético, as imensas reservas minerais, a grande pecuária, a grande agricultura e também o turismo existente em potencial, as fábricas e usinas variadas e tantos outros benefícios que já se iniciaram nessas regiões e que, por certo, alavancarão o futuro do Pará para um horizonte mais promissor no sentido do desenvolvimento do Estado como um todo e esperamos, para o bem-estar e melhor qualidade de vida para as populações das diversas áreas. Porém os custos ambientais desses projetos serão incalculáveis e irreversíveis, pois são projetos urgentes e sem os necessários estudos dos impactos ambientais das áreas dessas importantes mesorregiões.
A energia elétrica da usina de Tucuruí, os minérios, as usinas de processamentos de minérios de Marabá, Parauapebas e região, as castanhas de Marabá, Baião e Tucuruí e região, a bacia hidroviária do Araguaia-Tocantins, os portos, rodovias, agro-negócio e agricultura variada e a navegação advindos dessas riquezas e recursos minerais naturais e dos solos férteis dessas duas regiões, já se fazem sentir por estas bandas do Pará, como exemplo o Complexo Industrial de Barcarena e Porto de Vila do Conde. Para melhor viabilizar o desenvolvimento das microrregiões do Estuário Tocantino, falta apenas o derrocamento dos pedrais que se encontram nos pontos navegáveis das Eclusas de Tucuruí, obras que custaram uma fortuna para os cofres federais e só têm utilização no período das chuvas, fato que limita o pleno uso das eclusas apenas em 6 meses, ficando o restante do ano inoperantes pelos obstáculos oferecidos pelos pedrais.
Com a já instalada Usina Hidrelétrica de Tucuruí e com as demais já projetadas para os rios Tocantins, Tapajós, Xingu, com o minério da Serra dos Carajás, do Porto de Santarém e do projetado porto de Itaítuba, a interligação hidroviária pela projetada Hidrovia Araguaia-Tocantins, das Rodovias Transamazônica, Cuiabá-Santarem e das rodovias como a PA-150 e demais rodovias dessas regiões, que fazem a integração do Pará, e por consequência,  Abaetetuba e sua Região, que por certo saberão tirar proveitos variados do potencial das Mesorregiões do Sudeste e do Sudoeste Paraense. Inclusive, em termos de processamentos de minérios e fábricas afins que poderão afetar para melhor a vida dos habitantes dos outros municípios aqui das Mesos e Microrregiões de Belém, Cametá e demais municípios, que já estão tirando proveito desse novo intercambio comercial/industrial, através das Rodovias da Alça Viária e das Malhas Rodoviárias Estadual e Federal do Pará e outros melhoramentos que já estão surgindo, junto com muitos problemas de todas as ordens, que são os custos sócio-ambientais de nosso desenvolvimento.

Áreas de alguns municípios, e suas respectivas distâncias da Capital Belém e ano de fundação:
Dados do IBGE de 1º de julho de 2009.
No tocante as áreas e distâncias para Belém alguns municípios se destacam pelo tamanho enorme de suas áreas e outros pela proximidade da Capital. Por exemplo, Abaetetuba e Igarapé-Miri estão bem perto da Capital, porém é uma distância medida em linha reta, que devido às inúmeras ilhas e corpos fluviais, faz com que as distâncias se tornem enormes no tocante à comunicação com Belém e sua Área Metropolitana. Precisa que se construa, através das numerosas ilhas da frente de Barcarena e Belém e nas vias fluviais do Baixo Tocantins, mais pontes em concreto para um melhor e mais rápido acesso para a Capital e vice-versa, pois essas viagens se fazem demoradas e penosas para quem se arrisca nas viagens rodo-fluviais e com vários transbordos de passageiros e cargas. Algumas pontes construídas através das várias ilhas da frente de Belém e Barcarena facilitaria enormemente o deslocamento de centenas de trabalhadores da Capital e demais municípios vizinhos para o Complexo Industrial de Barcarena, Porto de Vila de Conde e vice-versa.

A comunicação com os municípios da Microrregião de Cametá e região do Marajó:
 Um caso gritante de injustiça é o que se comete com o importante e histórico município de Cametá e seus municípios circunvizinhos e os da Região do Marajó, onde a distância para Belém se mostra curta em linha reta, mas se torna longa e demorada pelas viagens de barcos ou rodo-fluviais que os moradores dessas localidades têm que enfrentar para chegar à Capital e vice-versa. A construção de duas pequenas pontes sobre os rios Igarapé-Miri e Meruú encurtaria em muitas horas o percurso para Belém e entre as cidades vizinhas do Baixo Tocantins. Cametá merece essa atenção dos governantes paraenses porque, no passado histórico do Pará, foi importante centro econômico e de defesa contra os invasores estrangeiros no Pará Colonial e ao lado da legalidade contra os revoltosos da Cabanagem, além de fornecer gêneros e milhares de combatentes guerreiros indígenas nessas lutas de expulsão dos invasores estrangeiros e contra os cabanos. Cametá e os demais municípios dessa microrregião e a região do Marajó foram centro de desbravamento das ações da catequização dos povos indígenas pelos missionários capuchos no Estuário Tocantino, no início da colonização portuguesa a partir de 1616 e ainda foram os locais de partida das grandes frotas de forças militares dos colonizadores para a expulsão dos  estrangeiros das costas paraenses e maranhenses, e foram grandes centros exportadores de produtos do Estuário, especialmente Cametá, como borracha, café, cacau, carnes, peles, etc. para a Capital, sem contar os grande nomes que de Cametá foram constituir na Capital os grandes nomes da Igreja Católica, da governança, das tropas militares, dos líderes cabanos e intelectuais que povoaram os antigos tempos históricos do Pará. E agora Cametá é um importante centro da prática de futebol profissional no Pará, cujo time, o Cametá, foi campeão estadual de 2012 e é importante polo turístico do Estado levado por sua rica história e acervo arquitetônico e aprazíveis localidades para turismo e lazer dos seus habitantes e turistas, e seus moradores tem que fazer longas e cansativas viagens para Belém e outras plagas em penosas viagens via balsas ou rodo-fluviais. O município de Cametá foi também penalizado pela demora em desfrutar da energia elétrica da Usina Hidrelétrica de Tucurui, que fica ali pertinho dessa usina, no município vizinho de Tucurui, pela demora na construção de algumas rodovias de integração com seus municípios vizinhos. E continua sendo penalizado pelo descaso do órgão de cultura do Estado do Pará que não possui plano nem projeto para a revitalização do rico patrimônio arquitetônico e cultural desse município do Baixo Tocantins e também penalizado pela intensa e antiga erosão que os ventos e força das marés das águas do portentoso Rio Tocantins vêm causando na área urbana da frente da cidade. 

Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

Nenhum comentário:

Postar um comentário