ESTUÁRIO 4 - ABAETETUBA E O BAIXO TOCANTINS NO CONTEXTO DELTAICO ESTUARINO AMAZÔNICO ATRAVÉS DOS PERÍODOS HISTÓRICOS DO PARÁ
Sumário dos itens desta postagem:
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Datas de referências históricas
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Posições dos municípios paraenses nas divisões e
subdivisões do Pará, posição de Abaetetuba e demais municípios
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Limites, municípios e bacias hidrográficas do
Pará: proximidade com os mercados dos EUA e Europa
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Populações e Microrregiões do Pará
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Dados históricos do Pará antes da divisão em
Mesos e Microrregiões: evolução das localidades, antigos Termos, aldeamentos e
missões militares indígenas, antigas comarcas e seus Termos, juízes, promotores
e juízes municipais
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Cenários econômico, geográfico e hidrológico do
estuário do Tocantins: áreas e rios das bacias hidrográficas do Pará e Estuário
Tocantino, vias navegáveis e o potencial hidroenergético
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Povos: pardos, brancos, negros, amarelos e indígenas
e outros povos no Pará
·
As Freguesias Provinciais e os municípios que
originaram no Estuário Tocantino e Amazõnico
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Comunicações: o Correio Geral Provincial
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Populações: Abaetetuba no cenário populacional e
as populações dos atuais municípios
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Ação da Igreja Católica nos períodos históricos
do Pará: evangelização, culto público, missões, educação, antigas Comarcas
Eclesiásticas e seus distritos e freguesias (comarcas eram as mesmas da divisão
civil), Mitra Diocesana/Diocese e Arquidiocese do Pará
·
Usinas hidrelétricas no Pará
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Áreas e distâncias dos municípios em relação à
Capital e das regiões entre si
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A injustiça com o histórico município de Cametá
e dos demais municípios de sua Microrregião de Cametá e com os municípios da
Região do Marajó
4ª postagem
Datas de Referências Para o Entendimento das Diversas Fases que Serão
Citadas nos Textos Abaixo:
Estas postagens são frutos de
pesquisas várias em textos novos e antigos, com poucas opiniões do autor do
Blog do ADEMIR ROCHA, com nomes e itens que já podem se encontrar defasados,
mas importantes para o bom entendimento dos variados assuntos das diversas
postagens sobre o Estuário Amazônico. Os respectivos itens serão acrescidos de
outras informações de acordo com as nossas pesquisas.
Resgatar a história-memória de pessoas, cidades, regiões, fatos
históricos e cultura seria um trabalho sem consistência se não existissem
as datas, e estas como elementos importantes
para levar os leitores a se situar melhor no contexto
sócio-histórico-cultural e financeiro do passado, daí a preocupação do autor do
Blog na citação de datas e fatos, que procuram identificar melhor as pessoas,
os vultos, os personagens, as localidades, os municípios e regiões e muitos
eventos dessa história-memória que envolve direta ou indiretamente Abaetetuba e
sua Região do Baixo Tocantins. As datas são importantes para nos situar no
passado e assim darmos valor àquilo que já tivemos, o que temos nos presente e
o que podemos almejar para o futuro de nosso município e Região. Uma localidade
sem sua memória é uma localidade sem história.
1.
Período
Colonial:
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Dos Capitães-Mores: 1615 a 1753
·
Dos Governadores: 1753 a 1820.
Foi no tempo dos capitães-mores e dos governadores do então Grão-Pará
que surgiu a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará e as primeiras
povoações, entre estes o Povoado de Nossa S. da Conceição de Abaeté e os
primeiros engenhos de cana de açúcar que surgiram nas terras do Baixo
Tocantins, Marajó, Zonas do Capim, Guamá, Acará, Moju e outras regiões do
antigo Pará.
2.
Período
Provincial ou da Província do Grão-Pará, com os Presidentes da Província: 1821
a 1889 (até a Proclamação da República).
Foi a partir do início do período provincial que a indústria canavieira
tomou novo impulso que resultou na instalação de dezenas de engenhos em
Abaetetuba e Igarapé-Miri, agora não mais para a produção de açúcar e sim da
produção da aguardente de cana ou cachaça, esta, junto com outros produtos,
levadas aos mais longínquos lugares do Estuário Amazônico e outras regiões
amazôniocas, através do importante Comércio de Regatão do Baixo Tocantins.
3.
Período
Republicano: 16/11/1889 a 2007.
·
A Era Republicana,
pelo Movimento Republicano decreta o fim do império em 1889.
República Velha ou República das Oligarquias: 1889 a 1930, com a
Revolução de 1930, de Getúlio Vargas.
No início do Período Republicano a Indústria Canavieira estava em pleno
auge e Abaeté e Igarapé-Miri/PA começaram a ganhar projeção no cenário
econômico do Baixo Tocantins, onde Cametá/PA já desfrutava de renome pelo seu
passado histórico-econômico glorioso, este
vindo desde os tempos dos governadores-mores.
Independência do
Brasil da Coroa Portuguesa: 1822, através de D. Pedro I.
No período colonial do Pará, os engenhos eram obrigados a produzir
açúcar para abastecer os mercados da Capital, Belém e com grande parte da
produção sendo exportada para Portugal. Nesse período, pela obrigatoriedade da
produção de açúcar, os engenhos foram proibidos de produzir cachaça por vários
motivos, sendo o motivo principal a produção de açúcar para suprir as
necessidades da Coroa Portuguesa e a cachaça praticamente era produzida clandestinamente
no tempo do Brasil-Colônia. Somente com a independência do Brasil a produção de
cachaça se tornou comum nos engenhos e o mais importante produto do Comércio de
Regatão do Baixo Tocantins.
·
Fim da
escravidão negra no Brasil: 13/5/1888, instituída pela Lei Áurea, decretada
pela princesa Isabel.
Antes do fim definitivo da escravidão negra no Brasil e, em consequência
no Pará, os engenhos de cana-de-açúcar utilizavam uma grande quantidade de
braços escravos de indígenas e escravos africanos nas pesadas tarefas da
indústria canavieira e em outros roçados e serviços, e os donos de engenhos
sentiram o forte impacto que o fim da escravidão negra ocasionou pela falta de
braços nos roçados de cana, das outras culturas e demais serviços. Os donos de
engenho do Baixo Tocantins conseguiram adaptar o sistema patriarcal da tutela
em relação aos trabalhadores dos engenhos e de suas famílias e a produção de
cachaça seguiu o seu curso no Baixo Tocantins, sendo esse produto e outros
recursos do Estuário Amazônico os usados no Comércio de Regatão do Baixo
Tocantins.
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Diocese
do Pará: 4/3/1719, criada com o desmembramento da então Diocese do Maranhão.
Abaetetuba e Igarapé-Miri fizeram parte, por muitos anos, do Bispado e,
posteriormente, da Arquidiocese do Pará, quando Igreja e Estado constituíam um
só ente político-social e a Catequese e Civilização dos Indígenas e o Culto
Divino ou Culto Público faziam parte da política de colonização do Grão-Pará
através das Missões Religiosas que se encarregavam de catequizar os nativos do
Grão-Pará e, com isso, de fundar centenas de freguesias, lugares, sistema que avançou para o período provincial
e das primeiras décadas do Regime Republicano. Foi sob o importante trabalho
das missões e catequese dos padres missionários de várias ordens religiosas que
Belém e as primeiras cidades do Estuário Amazônico surgiram no cenário desse
grande Estuário, inclusive as antigas Freguesias de Sant’Ana de Igarapé-Miry
e Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e
demais freguesias do Baixo Tocantins, que somente nos anos de 1960 saíram da
dependência da gigantesca Área Eclesiástica da
Arquidiocese de Belém. Abaetetuba e Igarapé-Miri ficaram atreladas
à Arquidiocese de Belém ou Sé Metropolitana até 25/11/1961, no caso de
Abaetetuba e a Paróquia de Igarapé-Miri passou a fazer parte da Prelazia da
vizinha cidade de Cametá. Para Abaetetuba foi importante a criação da Prelazia
de Abaeté do Tocantins, em 1961, pois foi a partir daí que os municípios da
região da Prelazia começaram a receber os importantes serviços das Obras
Sociais da Igreja Católica, com a instalação de escolas, hospitais, centros
sociais e criação das Comunidades Eclesiais de Base que serviram na visão de
uma sociedade mais justa, fraterna e solidária e um olhar político menos
atrelado aos interesses de pessoas e grupos dominantes. Foi através do trabalho
da Igreja que Abaetetuba muito avançou no seu desenvolvimento sócio-político
e educacional através das Obras Sociais
da então Prelazia de Abaeté do Tocantins e hoje Diocese de Abaetetuba.
·
Períodos
de Povoado, Freguesia, Vila e Cidade:
Esses períodos são marco importante da história-memória das localidades
do Pará, nos aspectos econômicos, financeiros, políticos, sociais, geográficos
e demográficos.
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Igarapé-Miri:
A partir de 1710, Povoação de Sant’Anna de Igarapé-Miri se estendeu até
a condição de Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri em 29/12/1754, dada pelo
D. Frei Miguel de Bulhões e pela Lei Nº 113, de 16/10/1843 torna-se Vila de
Igarapé-Miri, que compreende a freguesia de mesmo nome e as freguesias de
Abaeté e Cairary, tendo a sua instalação e 1ª Câmara Municipal somente em
26/7/1845 (1845 a 1849) e a Comarca de Igarapé-Miry foi criada pelo Decreto nº
6.992 de 14/8/1878, composta de 3 municípios: Igarapé-Miry, Abaeté e Moju e 5
freguesias: Sant’Anna de Igarapé-Miry, Nossa Senhora da Conceição de Abaeté,
São Miguel de Beja, Divino Espírito Santo do Moju e Nossa Senhora da Soledade
de Cairary. E, pela Lei Nº 438, de 23/5/1896, a Villa de Igarapé-Miry é elevada
à condição de Cidade de Igarapé-Miri.
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Abaetetuba:
Povoação de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté em 8/12/1724 se
estendeu até 1750, quando se torna Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Abaeté e em se torna Villa de Abaeté pela Lei nº 973 de 23/3/1880, que também
criava a Câmara de Vereadores e a instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895 e
até os dias atuais, quando se torna o importante polo comercial e educacional
do Baixo Tocantins.
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1ª
Câmara de Vereadores:
Eram as Câmaras de Vereadores, antes da adoção do Conselho de Intendência,
que faziam a administração das vilas ou cidades da Província do Pará. Todas as
demandas e questões políticas eram tarefas das antigas Câmaras de Vereadores
dos municípios até o surgimento dos Conselhos de Intendência, que substituíram
o sistema anterior das Câmaras de Vereadores. Abaeté só chegou a ter Câmara de
Vereadores a partir de sua elevação à condição de Vila de Abaeté em 1880 até o
ano 1889, com a Proclamação da República.
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Igarapé-Miri
já era município desde 1845 com a 1ª Câmara criada em 1845 a 1849.
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Abaetetuba,
com 1ª Câmara criada em 7/1/1881 até 1884; 2ª Câmara até 1884 1887; 3ª Câmara:
1887 a 1889.
·
O
ESTUÁRIO AMAZÔNICO:
Para falar do Estuário Amazônico, precisamos saber do que se trata e dos
impactos e recursos que proporciona às diversas comunidades tradicionais que
dele fazem parte como populações ribeirinhas, descendentes dos nativos do
lugar, mescladas aos grupos dos negros escravos vindos da África e com os
brancos de origem européia, e também precisamos entender a linguagem que
usaremos nestas postagens, no tocante à geografia deltaica estuarina, como
também precisamos saber algumas palavras e termos usados na hidrografia, na
Geologia e na Geografia e outros importantes aspectos da complexidade de um
Estuário.
POSIÇÕES DOS MUNICÍPIOS NAS DIVISÕES E SUBDIVISÕES
DO PARÁ, DISTÂNCIAS, LIMITES, POPULAÇÕES, OUTROS DADOS EM RELAÇÃO À BELÉM:
A cidade de Belém, desde o seu nascimento em 1616, foi a grande beneficiada
com as riquezas advindas dos diversos ciclos econômicos do Estado do Pará, e
especialmente foi a maior beneficiada no Estado do Pará com as riquezas
advindas do Ciclo da Borracha (1890-1920), quando se tornou a grande Metrópole
da Amazônia. E tudo gravitava em torno da grande cidade e os municípios de seu
entorno, como também das diversas áreas, próximas ou distantes, que recebiam ou
sofriam os impactos da influência que essa Capital exercia em todos os aspectos
na vida das demais cidades paraenses. Hoje essas distâncias são relativadas por
outras circunstâncias que não dependem tanto da distância para Belém, conforme
veremos no decorrer destes textos. Como modernamente o Pará foi dividido em
Mesos e Microregiões, veremos alguns dados que colocam os municípios em relação
à sua Capital, Belém do Pará.
Posição de Abaetetuba e Demais Municípios em
Relação à Belém:
Os municípios de Abaetetuba, Cametá, Igarapé-Miri, Moju, Barcarena, Acará e
outros estão bem situados nos quesitos de populações e distâncias para a
Capital Belém. Nós, assim como muitos municípios do Estuário Amazônico, amamos
muito a nossa condição de povos ribeirinhos, alguns com culturas peculiares,
como são os casos dos povos marajoaras, dos tocantinos de baixo, do Salgado e
da Região Metropolitana de Belém. Mas, se por acaso ou por obra humana, os
territórios de Abaetetuba e demais municípios da região tocantina se
interligassem através de novas pontes ou outros braços rodoviários, somados aos
já existentes, a integração com a Região Metropolitana de Belém seria total,
com o risco de Abaetetuba e os outros municípios citados, pelas curtas
distâncias em linha reta com Belém, serem incorporados oficialmente à Região
Metropolitana de Belém. O que nos separa é a grande quantidade de vias fluviais
e nós não reclamamos disso, porque os recursos do Estuário Tocantino já nos
bastariam, se fossemos olhados de modo mais objetivo pelos poderes públicos,
que teimam em não ajudar em quase nada no aproveitamento desses ricos e
variados recursos. Aqui não queremos usinas hidrelétricas, devido o delicado
equilíbrio ambiental dos Ecossistemas do Estuário Tocantino, mas nos bastariam
os melhoramentos para o Ecoturismo, ajudas na pesca racional e implantação de
Reservas Extrativistas, devido às potencialidades que o grande Estuário ainda
oferece e visando a preservação desses delicados ecossistemas estuarinos. Vide
exemplo do aproveitamento dos estuários do solo norte-americano e conservação
ecológica de estuários nos textos finais destas postagens.
Limites, Municípios e Bacias Hidrográficas:
·
O Estado do Pará, portal de entrada da Amazônia,
é o 2º maior estado brasileiro com superfície de 1.247.702,7 milhões de km2,
correspondendo a 32,38% da Região Norte
e situa-se na parte oriental da Região Norte do Brasil, ocupando posição
privilegiada em termos de localização, dada a sua proximidade com os mercados
do Caribe, da Europa, da América Central e da América do Norte.
Limites do Pará:
O Pará possui a grande extensão de 1.247.689,515 k2 e, sendo um
estado-continente, maior que muitos países do mundo e, para melhor equacionar e
racionalizar algumas diferenças regionais, frutos de características
assemelhadas ou outros critérios, foi dividido e subdividido em Mesos e
Microrregiões, que contribuem com a quantidade de 144 municípios (contando com
a criação do município de Mojuí dos Campos), alguns localizados bem próximos da
Capital, como é o caso de Abaetetuba e outros da Microrregião de Cametá e com
outros bem distantes, estando o Pará situado no centro da Região Norte e com
limites com outros estados brasileiros e até com regiões de outros países, conforme
já indicados nestas postagens e aqui repetidos.
O Pará (mar em tupi) é uma das 27 unidades federativas do
Brasil, dividido em 144 municípios, incluindo Mojuí dos Campos, e está situado
no leste da Região Norte e possui os seguintes limites (a maioria deles
visitados pelos nossos comerciantes de regatão):
·
Ao
Norte, limita-se com o Oceano Atlântico, o Estado do Amapá, o Suriname e a
Guiana.
·
Ao Sul com o Estado do Mato Grosso
·
A Leste com os Estados do Maranhão e do
Tocantins
·
A Oeste com o Estado do Amazonas
Sublimites:
·
A
Nordeste, onde limita-se com o Oceano Atlântico
·
A
Sudeste, onde limita-se com o Estado do Tocantins
·
A
Noroeste, onde limita-se com Roraima e a Guiana
Os barcos do Comércio de Regatão de Abaetetuba e Igarapé-Miri chegaram até
alguns desses limites.
Proximidade do Pará dos Maiores Centros
Econômicos do Mundo:
O Pará, com a Revolta da Cabanagem, se tivesse se constituído em outro país
independente, não teria dificuldades em manter as relações comerciais com a
Europa e Estados Unidos, e simplesmente porque essas poderosas regiões
econômicas mundiais estavam bem perto do Pará e elas se responsabilizavam em
importar grande parte da borracha e dos outros produtos do extrativismo e da
produção agrícola da antiga Província. Ao contrário das relações com os estados
brasileiros do Sul e Sudeste do país onde as dificuldades de comunicações eram
muito grandes impostas pelos obstáculos que as áreas deltaicas estuarinas amazônicas
impunham para essas comunicações.
Por essa situação ainda estamos pagando um alto preço pela nossa condição
de Estado rico em recursos naturais mas que se encontra muito distante dos
maiores centros econômicos do Brasil e que também se encarregam de explorar
esses recursos hídricos, minerais e outros, sem que o povo paraense possa tirar
bom proveito dessas riquezas pela falta de melhor infraestrutura portuária,
rodoviária e ferroviária para atender nosso tão almejado desenvolvimento e,
nessas condições, somos apenas como que área fornecedora de matérias-primas
para o desenvolvimento de outros estados e países e como exportador de bens
primários uma vez que somos impedidos de verticalizar nossa produção mineral
pela prática da política de exportação brasileira dos recursos naturais como no passado colonial e pela
falta de infra-estrutura adequada para nossas exportações de minérios e
produtos do agro-negócio, produtos industrializados e falta de boas compensações pela expressiva exportação de minerais e energia elétrica do Pará para outros estados e países.
Nosso desenvolvimento viria pela finalização das obras de importantes
rodovias federais, como a Transamazônica, a Belém-Brasília, a Santarém-Cuiabá e a estadual PA-150 e outras
que nos ofereceriam condições de comercializar com os demais estados e centros
financeiros do país e do mundo. E junto com essas estradas federais deveriam funcionar
portos e hidrovias já que temos vocação hidroviária (vide ítem da exploração hidroviária do Pará no Período Provincial) por estamos situados em
pleno coração da Bacia Amazônica e do Estuário Amazônico. Nossos limitados
portos e hidrovias não atendem nossos anseios de desenvolvimento com o escoamento pleno de nossa produção, como
também pelas nossas estradas federais e estaduais inacabadas e mal cuidadas e falta de um
grande porto para exportação mineral e de grãos do Pará e outros estados nas proximidades do Estuário Amazônico, porto que poderia se construído em alguma área da Costa Atlântica estuarina do Nordeste Paraense,
na Região do Salgado.
Para podermos voltar ao antigo comércio direto com a Europa e Estados
Unidos da América seria importante a construção desse grande porto, que nos
aproximaria enormemente desses grandes centros importadores, para onde poderíamos
levar nossa produção e de lá trazer seus produtos industrializados e
tecnologias, em transações comerciais de baixos custos, sem ter que passar
pelos distantes portos e rodovias de outros estados brasileiros. E até é um contracenso,
pela nossa vocação hidroviária histórica, o não aproveitarmos desse potencial na
exportação dos nossos produtos primários e os advindos do Complexo Industrial
de Belém, Ananindeua, Barcarena, Área Mineral de Carajás e demais polos industriais do Estado e do
nosso agro-negócio, especialmente a pecuária que está crescendo a rítmo
exponencial no Pará, apesar dos altos prejuízos ambientais no Sul e Sudeste do
Pará. E com certeza haveria fortes reduções dos custos de fretes, preços de
navegações e, pelo contrário, temos que levar nossos produtos para os distantes
portos do Sul e Sudeste do Brasil e à preços mais elevados, fato que
inviabiliza nosso avanço econômico e nos coloca na condição de eterno estado
subdesenvolvido do Brasil.
·
População
e Microrregiões do Pará:
O Pará é o mais populoso Estado da Região Norte, contando com 7.321.493
habitantes, conforme dados do IBGE de 2008 e 2009. Sua capital é o município de
Belém, e reúne em sua região metropolitana cerca de 2,1 milhões de habitantes.
Outras cidades importantes do Estado são: ABAETETUBA, Altamira, Ananindeua,
BARCARENA, CAMETÁ, Castanhal, Itaituba, Marituba, Marabá, Paragominas,
Parauapebas, Redenção, Santarém e Tucuruí.
AS MICRORREGIÕES DO PARÁ:
A divisão abaixo em grande parte não atende aos anseios da governabilidade e da gestão dos recursos naturais, dos serviços e da economia do Estado do Pará, sendo, para algumas regiões, apenas um projeto de divisão com finalidades estatísticas, pois algumas das mesos e microrregiões estão colocadas em completo abandono por falta de políticas públicas para essas regiões que reclamam por dias melhores desde a abundância do Ciclo da Borracha.
O Estado do Pará está divido geograficamente em 23 Microrregiões, segundo
critérios elaborados pelo IBGE:
1.
Almeirim
2.
Altamira
3.
ARARI
4.
Bragantina
5.
BELÉM
6.
CAMETÁ
7.
Castanhal
8.
Conceição
do Araguaia
9.
FUROS
DE BREVES
10.
GUAMÁ
11.
Itaituba
12.
Marabá
13.
Óbidos
14.
Parauapebas
15.
Paragominas
16.
PORTEL
17.
Redenção
18.
Salgado
19.
Santarém
20.
São
Félix do Xingu
21.
TOMÉ-AÇU
22.
Tucuruí
23.
Microrregião
do Rio Capim
Alguns Dados Históricos do Pará antes das divisões
em Mesos e Microrregiões:
Antes de do Estado do Pará chegar à atual divisão e subdivisão em Mesos e
Microrregiões, a antiga Capitania e depois Província do Pará era dividida civil
e judicialmente em Comarcas e em 1833 o Pará apresentava apenas 3 comarcas:
Capital, Baixo Amazonas e Alto Amazonas. Cada comarca possuía os seus Termos
Judiciários e estes, os seus municípios e freguesias.
Histórico da Evolulão das Localidades do Pará:
Termos em 1838:
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Termos
da Capital: Sé, Santana, SS. Trindade e os Termos do interior: Benfica,
BARCARENA, CONDE, BEJA (estas duas perderam o predicado de vilas), ABAETÉ,
IGARAPÉ-MIRI (conforme documentos provinciais), MOJU, ACARÁ, BUJARU, Capim, São
Domingos, até o igarapé Jurujaia. E Termos das vilas: Tury-assu, Bragança,
Cintra, Vigia, Monsarás, Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira, Muaná,
Equador, Ourém, CAMETÁ, TOCANTINS, OEIRAS e MELGAÇO. E, de acordo com a
evolução econômica e outros aspectos, alguns desses antigos termos foram evoluindo
ou perdendo a condição de Termos ou incorporados a outros Termos.
Antigos Termos da Província do Pará:
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Termo
de Tury-assu, povoação foi elevada à vila nessa época.
·
Termo
de Bragança, que compreende a Vila de Bragança e as freguesias: Piriá, Gurupi e
Vizeu.
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Termo
de Cintra, que comprende a Vila de Cintra e o Lugar Santarén Novo e Salinas.
·
Termo
de Vigia, que compreende a mesma vila e o Lugar de São Caetano, a Villa Nova
d’El-Rei, esta tendo suprimido o predicado de vila pelo título de Freguesia de
Matapacá e a Vila de Colares, que também perde o predicado de vila.
·
Termo
de MONSARÁS, que compreende a mesma vila e as vilas de MONFORTE, SOURE e
SALVATERRA, que perdem o predicado de vilas.
·
Termo
de NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DA CACHOEIRA, que fica ereta em vila e mais a
VILA NOVA DE MARAJÓ, que perde o predicado de vila, o DISTRITO DE CARACURÁ e a
FREGUESIA DA CONCEIÇÃO DA PONTA DE PEDRAS.
·
A
Freguesia de MUANÁ, que fica ereta em vila e Termo de MUANÁ.
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Termo
da Vila de CHAVES, onde fica suprimida a denominação de Chaves, substituída
pela de EQUADOR, exatamente por se encontrar na Linha do Equador.
·
Termo
de Ourém, que compreende a Vila de Ourém e as freguesias de Irituia e São
Miguel da Cachoeira.
·
Termo
de CAMETÁ, que compreende a Vila de CAMETÁ com os seus distritos e toda a Ilha
de Tamanduá.
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A
Freguesia de BAIÃO que fica ereta em vila com a denominação de TOCANTINS e os
postos militares de Arroios e São João do Araguaia.
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Termo
da Vila de OEIRAS
·
Termo
da Vila de MELGAÇO
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A
Comarca do Baixo Amazonas compreendia os Termos das vilas: Tapajós, Faro,
Parintins, Franca, Monte Alegre, Macapá, Porto de Moz e Gurupá.
·
A
Comarca do Alto Amazonas compreendia os Termos e Vilas: Manaus, Lúzea, Teffé e
Mariuá.
Aldeamentos e Missões Indígenas:
Eram, então, 88 as paróquias existentes em 1838, época em que os índios se
contavam, ainda, aos milhares em cada Comarca e a presença dos padres
missionários se fazia sentir através das Missões ou Aldeamentos, que eram 34
nesses velhos tempos. Nas comarcas em 1844 os aldeamentos e seus respectivos
diretores indígenas se se faziam presentes nas seguintes missões indígenas:
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Rio
Acará tendo como Diretor dos índios: José Marcellino Maciel Parente
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Rio
Capim, idem, Domingos Antonio do Amaral
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Rio
Moju, Encarregado Eugênio Caetano Ribeiro
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Rio
Tocantins, Diretor Pedro Miguel de Moraes Bitencourt
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Rio
Pacajás, idem José Joaquim Alves Picanço
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Rios
Jary, Maracá e Araguary, idem, Manoel da Fonseca Zuzarte de Macedo
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Rio
Xingu, idem Cordulo Cândido de Gusmão Borralho
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Rio
Gurupy, idem, Francisco Estácio de Queirós
·
Rio
Uatumá, Encarregado, Antonio José Ribeiro Lucena Cascaes
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Rio
Jary, idem Antonio dos Santos
·
Rio
Paru, idem Florêncio da Silva Cravo
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Rio
Trombetas, Diretor Francisco Antonio Monteiro Tapajós
·
Rio
Canumá, idem, Luiz Pereira Brazil
·
Rio
Madeira, Encarregado, Jozé Maria da Conceição
·
Rio
Mataurá, idem, João Antonio de Versosa
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Thorás,
idem, Antonio de Barros Cardoso
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Lago
Manacapurá, idem, Manoel de Souza Marques
·
Lago
Manaquiry, idem Antonio José Brandão
·
Lagos
Abofaris e Parauá, Diretor, João Rodrigues Cametá
·
Lagos
Uanacu e Paratary, idem, Antonio Lobo de Macedo
·
Rio
Purus, Manoel Vicente Barbosa de Oliveira
·
Lagos
Cudajás e Paratary, Encarregado, Thomaz José Pereira Guimarães
·
Lago
Maniá e Juçara, Diretor, José Ferreira Guimarães
·
Rio
Japurá, Encarregado, José Monteiro Chrisóstomo
·
Rio
Tocantins, idem, Felippe Joaquim Batalha
·
Rio
Juruá, idem, Caetano Luiz Simpson
·
Rio
Jutahy, idem, Estêvão dos Reis da Penha de França
·
Rio
Içá, Missionário Diretor, Francisco de Paula
·
Rio
Uapés, idem, Francisco Gonçalves Pinheiro
·
Rio
Içá, idem Padre João Martins de Nina
·
Rio
Tocantins Alto, idem Frei Manoel Procópio do Coração de Jesus
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Rio
Andirá, idem, Frei Pedro de Ciriana
·
Rio
Branco, idem Padre Antonio Felippe Pereira
·
Rio
Tapajós, idem Frei Egídio de Gavesio
Eram 60 mil índios aldeados em 1844 sob a tutela dos diretores dos índios
ou encarregados ou missionários e os demais sob a tutela dos chamados “juízes
de orphãos” das comarcas e em 1848 já eram 100 mil índios aldeados na Província
do Pará.
A Lei nº 14, de 9/9/1939, criou a Freguesia do Rio Inhangapy que compreende
todo o rio, a do Rio Moju, a qual tem divisa a Fazenda Santo Antonio, de Manoel
João Correa de Miranda, correndo rio acima.
O Decreto nº 34, de 30/9/1839, extingue as freguesias de São Miguel de Beja
e Conde, onde seus distritos ficarão pertencendo ás freguesias de Abaeté e
Barcarena.
A Lei nº 145, de
24/10/1848 evevou à categoria de cidade as vilas de Cametá, Santarém e Barra do
Rio Negro.
A então Abaeté se enquadrava na região do Rio Tocantins. Em 1840 Abaeté já
era tratada como Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, do Termo da
Capital. A condição para uma localidade possuir o seu pároco era que já fosse
freguesia e o “parocho” de Abaeté era o padre Jerônimo Roberto da Costa
Pimentel, que foi importante figura na Revolta da Cabanagem, e a condição de
freguesia já dava às localidades com esse predicado a atenção dos poderes então existentes, um olhar
admistrativo melhor, dado que as freguesias gozavam de certas regalias em
relação as que não possuíam essa condição que ficavam abandonadas à própria
sorte. Os padres e autoridades das freguesias já podiam fazer as justas
reinvidicações sociais e econômicas junto aos governantes da Província do Pará
e junto do já existente poder legislativo.
Demais Párocos, Alguns com Destacada Atuação na
Revolta da Cabanagem:
·
Divino
Espírito Santo do Moju: Padre Sebastião Barros de Carvalho
·
São
Francisco Xavier de Barcarena: Padre Francisco da Silva Cravo
·
São
José de Acará: Padre Theodoro de Souza
·
Sant’Anna
de Bujaru: Padre José Simplício das Neve e Souza
·
São
Francisco de Muaná: Frei José de Santa Cruz.
Em 1848 a Comarca da Capital (então cidade de Santa Maria de Belém) possuía
3 Termos Judiciários, abrangendo 9 municípios e 30 freguesias.
As Comarcas Existentes em 1848:
·
Capital
·
Bragança
·
Cametá
·
Macapá
·
Santarém
ou Baixo Amazonas
·
Barra
do Rio Negro ou Alto Amazonas.
Em 1853 as Comarcas, Termos, Municípios e Freguesias da província do Pará,
assim estavam divididos: 5 Comarcas, 12 Termos, 25 municípios, 3 Cidades, 22
Villas e 61 Freguesias:
As 5 Comarcas: Capital, Macapá, Cametá, Bragança e
Santarém
·
A
Comarca da CAPITAL, com os Termos da Capital, da Vigia e da Cachoeira
O Termo da Capital com os seguintes municípios:
Capital, Villa de Muaná, Villa de Ourém e Vila de Igarapé-Mirim
1. O Município da Capital (Belém) continha as
seguintes Freguesias: Sé, Campina, Trindade, Benfica, Inhangapý, Barcarena,
Moju, Acará, Bujaru, Boa Vista e Capim.
2. O Município da Villa de Muaná, com o
município de Muaná
3. O município de igarapé-Mirim com as seguintes
freguesias: Igarapé-Miri, Abaeté, Cairary.
O Termo da Vigia com os seguintes municípios:
Vigia e Cintra
1. O município de Vigia com as seguintes
freguesias: Vigia, Collares, Odivellas e Villa Nova d’El-Rei.
2. O município de Cintra com as seguintes
freguesias: Cintra e salinas
O Termo da Cachoeira com os seguintes Municípios:
Cachoeira e Monsarás
1. O município de Cachoeira com as seguintes
freguesias: Cachoeira e Ponta de Pedras
2. O município de Monsarás com as seguintes
freguesias: Monsarás, Monforte, Soure e Salvaterra.
·
A
Comarca de Macapá com os seguintes Termos: Macapá, Chaves, Porto de Moz, Gurupá
O Termo de Macapá com os seguintes Municípios:
Vila de Macapá e Masagão
1. O Município de Macapá com as seguintes
Freguesias: Macapá e Mazagão
2. O Município de Chaves com a Freguesia de
Chaves
3. O Município de Porto de Moz com as
seguintes Freguesias: Porto de Moz, Veiros, Pombal, Souzel e Vilarinho.
4. O Município de Gurupá com as seguintes
Freguesias: Gurupá, Almeirim, Esposende e Arraiolos.
·
A
Comarca de Cametá com os seguintes Termos: Cametá e Melgaço
O Termo de Cametá com os seguintes Municípios:
Cidade de Cametá, Villa de Baião
1. O Município de Cametá com a Freguesia de
Cametá
2. O Município de baião com a Freguesia de
Baião
O Termo de Melgaço com os seguintes Municípios:
Breves, Oeiras e Portel
1. O Município de Breves com a Freguesia de
Breves
2. O Município de Oeiras com a Freguesia de
Oeiras
3. O Município de Portel com a Freguesia de
Portel
·
A
Comarca de Bragança com os seguintes Termos: Bragança
O Termo de Bragança com o seguinte Município:
Bragança
1. O Município de Bragança com as seguintes
Freguesias: Bragança e Viseu
·
A
Comarca de Santarém com os seguintes Termos: Santarém e Óbidos
O Termo de Santarém com os seguintes Municípios:
Cidade de Santarém, Villa de Alenquer, Villa Franca e Monte Alegre.
1. O Município de Santarém com as seguintes
Freguesias: Santarém e Alter do Chão
2. O
Município de Alenquer com a Freguesia de Alenquer
3. O
Município de Villa Franca com as seguintes Freguesias: Villa Franca, Boim,
Pinhel, Aveiros,
4. O município de Monte Alegre com coms as
seguintes Freguesias: Monte Alegre e Prainha
O Termo de Óbidos com os seguintes Municípios:
Óbidos e Faro
1. O Município de Óbidos com a Freguesia de Óbidos
2. O município de Faro com as seguintes
Freguesias: Faro e Juruty
Obs:
·
A
antiga Comarca da Barra do Rio Negro ou Alto Amazonas que ainda aparece em 1848
como pertencente à Província do Pará, pela criação da Província do Amazonas, já
não mais aparece entre as comarcas do Pará.
·
Essa
era a antiga divisão do Pará, hoje substituída pela divisão em Mesos e
Microrregiões.
·
Eram
esses municípios e suas freguesias, alguns vindos de etnias indígenas, que
abasteciam os Portos de Belém com os produtos das coletas e culturas nas áreas
da Planície Amazônica e áreas do Estuário Amazônico. Praticamente todas as
freguesias acima elencadas faziam parte do grande Estuário Amazônico.
Em 1855 o mapa dos Juízes de Direito, Promotores
Públicos e Juízes Municipais, assim se apresentava nas comarcas da Província do
Pará:
·
Comarca
da Capital com a 1ª e 2ª Vara (dois Juízes de Direito), com 1 Promotor Público
e 1 Juiz Municipal no Termo da Capital e seu Termo de igarapé-Miri e outro dito
no Termo de Vigia e seu Termo Anexo de Cintra.
·
Comarca
do Marajó com 1 Juiz de Direito, 1 Promotor Público e 1 Juiz Municipal no Termo
de Cacheira, incluindo seus Termos Anexos de Monsarás, Muaná e Chaves.
·
Comarca
de Bragança com 1 Juiz de Direito, 1 Promotor Público e com Juiz Substituto de
Juiz Municipal no termo de Bragança, incluindo seu termo Anexo de Ourém.
·
Comarca
de Cametá com 1 Juiz de Direiro, 1 Promotor Público e 1 Juiz Municipal no Termo
de Cametá, incluindo seu Termo Anexo de Baião e 1 Juiz Municipal no Termo de
Breves e seus Termos Anexos de Portel e Oeiras.
·
Comarca
de Macapá com 1 Juiz de Direito, 1 Promotor Público, 1 Juiz Municipal no Termo
de Macapá incluindo seu Termo Anexo de Mazagão.
·
Comarca
de Santarém com 1 Juiz de Direito, Promotoria Pública vaga, 1 Juiz Municipal no
Termo de Porto de Moz incluindo o Termo Anexo de Gurupá, 1 Juiz Municipal no Termo
de Santarém incluindo seus Termos Anexos de Franca, Monte Alegre e Alenquer, e
1 Juiz Municipal no Termo de Óbidos incluindo seu Termo Anexo de Faro.
Covém salientar que em 1849 o Chefe de Polícia só existia na Comarca da
Capital e a ela ligado. No mesmo ano de 1849 os Juízes dos Termos eram os
Juízes Municipais e Juízes de Orfãos e nesse ano pouquíssimos Termos eram
providos desses tipos de Juizes, ou seja: 1 Juiz Municipal no Termo da Capital, 1 Juiz Municipal e de
Órfãos no Termo de Vigia, esta da Comarca da Capital; 1 Juiz Municipal e de
Órfãos no Termo de Tury-Assu, este termo da Comarca de Bragança; 1 Juiz
Municipal e de Órfãos no Termo de Cametá e da Comarca de Cametá; 1 Juiz
Municipal e de Órfãos no Termo de Macapá, esta da Comarca de Macapá; 1 juiz
Municpal de Órfãos no Termo de Santarém, este da Comarca de Santarém. Os demais
termos estavam todos vagos por falta de bacharéis ou pessoal habilitado para
essas funções. Em alguns Termos da Comarca da Capital os juízes eram separados
em Juizes Municipais e Juízes de Orfãos, portanto, com duas pessoas ocupando
esses cargos. Nas comarcas do interior da Província era uma só pessoa ocupando
o cargo de Juiz Municipal e de Órfãos.
Em 1858, a Província do Pará já apresentava a
seguinte divisão Judiciária:
Capital
Marajó
Bragança
Cametá
Macapá
Gurupá
Santarém
O município de Abaetetuba foi
desmembrado do território da Capital em 1880, de acordo com a Lei nº 973, de 23
de março, que também constituiu o município como autônomo. Um ano depois, em
1881, o presidente interino da Câmara em Belém, José Cardoso da Cunha Coimbra
instalou no município a Câmara Municipal de Abaeté. As câmaras municipais das
vilas e cidades eram quem solicitavam as melhorias para as respectivas
localidades.
O Cenário Econômico, Geográfico e
Hidrológico dos Municípios do Estuário Tocantino (Foz do Tocantins):
Algumas Microrregiões atuais se encontram situadas no coração do Estuário
Tocantino ou sob sua influência, como Arari, Belém, Cametá, Furos de Breves,
Guamá, Portel, Tomé-Açu, Tucuruí, Salgado e vales do Rio Capim, Rio Moju, Rio
Acará, Rio Guamá, Rio Igarapé-Miri, os rios de Abaetetuba, etc.
Os benefícos que o Estuário proporciona às Microrregiões são recursos
naturais (que já nem são tão abundante como antigamente, devido à caça, pesca e
extrativismo predatórios), paisagens belíssimas, muitas praias de água doce,
visão de espécimes da flora e fauna remanescentes, milhares de ilhas, o
fenômeno das marés (enchentes e vazantes), algumas apresentando o fenômeno da
pororoca e o pôr-do-sol maravilhoso e um povo acolhedor e generoso com os
visitantes dos recantos do Estuário e culinária inigualável. Também algumas
dessas Microrregiões já estão devidamente interligadas com a Capital e sua Zona
Metropolitana através da Alça Viária do Pará e das Redes Rodoviarias Estadual e
Federal do Pará.
·
Áreas e Rios das Bacias Hidrográficas do Pará e
Estuário Tocantino (Foz do Tocantins):
Além do extenso território o Pará
possui uma enorme Bacia Hidrográfica que abrange a impressionante área de
1.253.164 km², sendo 1.049.903 km² pertencentes à Bacia Amazônica e 169.003 km²
pertencentes à Bacia do Tocantins, formando mais de 20.000 km de rios como o
Amazonas, que deságua no grande Delta Marajoara e os rios Tocantins, Guamá que
formam bacias independentes, e importantes afluentes do Amazonas como Tapajós,
Xingu e Curuá, pela margem direita, Trombetas, Nhamundá, Maicuru e Jari pela
margem esquerda.
Os rios principais são: Rio
Amazonas, Rio Tapajós, Rio Tocantins, Rio Xingu, Rio Jari e Rio Pará, onde se
distribuem aqueles 144 municípios do Pará, agrupados em suas Mesos e
Microrregiões. A foz do Rio Amazonas juntando-se ao do Rio Tocantins, forma o
chamado Estuário Tocantino e é precisamente no Estuário Tocantino, no meio de
tantas ilhas e corpos fluviais, que se encontra a Microrregião de Cametá, que
entre outros municípios, possui os de CAMETÁ, ABAETETUBA, IGARAPÉ-MIRI, e estes
dois últimos, apesar de situados às proximidades da Região Metropolitana de
Belém, encontram algumas dificuldades de comunicação com a Capital, pela presença
de inúmeras ilhas e vias fluviais. Porém, como já dissemos, essas dificuldades
são compensadas pela beleza dos ecossistemas, pelas enormes quantidades de
recursos naturais e das peculiaridades e culturas locais, conforme dados
abaixo.
·
Vias Navegáveis e o Potencial Hidroenergético do
Pará:
A Rede Hidrográfica garante a
facilidade de navegação fluvial local e possibilita a comunicação com as demais
regiões vizinhas e o potencial hidroenergético de tanta água, que alcança a
espantosa cifra de mais de 25.000 MW.
·
Povos:
O Pará, além dos nativos do
lugar, recebeu, desde o Período Colonial (1615 em diante), passando pelo
Período Provincial (desde 1822 e até o início do Período Republicano (a partir
de 1889), uma elevada quantidade de imigrantes portugueses, espanhóis,
japoneses e brasileiros de outros estados, como os cearenses, durante o Ciclo
da Borracha e construção da Estrada de Ferro de Bragança, e mais recentemente,
os maranhenses, estes ajudando a povoar o Sudeste e Sudoeste do Estado do Pará.
Os primeiros imigrantes em contato com as populações nativa local e com o povo
negro escravo, iniciaram a miscigenação que resultou numa característica população de povos com
diferentes matizes étnicos. A maioria da população miscigenada é a
caracterizada como parda, devido à grande herança genética indígena e, em menor
parcela, africana, que resultaram no seguinte esquema racial:
·
Pardos, 73,0%
·
Brancos, 23,8%
·
Negros, 3,5%
·
Amarelos ou indígenas, 0,6%
Ainda existem algumas tribos
remanescentes da enorme quantidade das primitivas nações indígenas do Pará. E
Abaetetuba e sua região se enquadram perfeitamente nesse esquema étnico.
·
Os Povos Indígenas no Estuário Tocantino:
Outro impacto do Estuário
Amazônico foi o das antigas populações indígenas do Pará habitantes das
planícies e das populações indígenas das margens dos rios, onde algumas nações
indígenas guerreiras foram quase que totalmente dizimadas ou feitas
prisioneiras pela política de colonização portuguesa no Pará já a partir do
Período Colonial iniciado em 1616. No Século 17 a nação indígena dos Tupinambás
do Pará, já estava quase totalmente dizimada pelos antigos capitães-generais do
Grão-Pará. E os indígenas descidos do Xingu e Tocantins junto com muitos índios
da Ilha do Marajó vieram ajudar a formar as povoações do Baixo Tocantins.
Nos tempos mais antigos
apareceram no rio Pacajá Grande os índios da tribo Jauorite-tapuira que eram
índios antropófagos que fizeram guerra contra os índios Anambés que ocupavam as
cabeceiras do Pacajá Grande e os Anambés se retiraram e formaram uma aldeia no
Tauá onde formaram uma aldeia nas
cabeceiras do Rio Caraipé. Em 1864 os Anambés eram a única família indígena
existente no Baixo Tocantins. O motivo dessa escassez de indígenas no Baixo
Tocantins é que a nação guerreira dos índios Tupinambás desapareceu na luta
desigual contra os conquistadores europeus e os que restaram foram engrossar as
fileiras dos escravos dos colonos tocantinos.
A mesma sorte e destino da nação
guerreira dos índios Tupinambás tiveram os índios das tribos abaixo, motivados
pelas seguidas guerras, expatriações ou transportações/descimentos, por
decisões arbitrárias dos antigos capitães dos índios da Província do Pará:
·
Poquiguaras
·
Amanajás
·
Apinagés e outras tribos menos numerosas
Muitas das antigas freguesias do
Baixo Tocantins, citadas abaixo, tiveram origem nos aldeamentos indígenas,
como:
·
Freguesia de São Francisco Xavier de Barcarena
·
Freguesia de São João Batista de Conde
·
Freguesia de São Miguel de Beja
·
Freguesia do Divino Espírito Santo de Moju
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Abaeté
·
Freguesia de Nossa Senhora da Soledade de
Cairary
·
Freguesia de Senhora Sant’Anna de Igarapé-Miri
O mesmo processo aconteceu com os
índigenas das regiões do Marajó, Salgado, Bragantina.
Essas freguesias receberam levas
de índios fugidos ou descidos da Zona Tocantina e da Ilha de Marajó, onde se
contavam dezenas de milhares de índios de diversas etnias ou nações indígenas,
que foram escravizadas ou exterminadas nas lutas contra o colonizador
português, que se tornaram, junto com o elemento escravo negro e do branco
colonizador, a base étnica das populações dos atuais municípios de Cametá,
Abaetetuba, Barcarena, Moju, Igarapé-Miri , região do Marajó e demais
municípios das outras regiões acima citadas.
São históricas as aldeias
Sumaúma, da Freguesia de São Miguel de Beja e da Aldeia Mortigura, na Freguesia
de São João Batista de Conde, que receberam a catequese cristã dos padres
capuchos e, posteriormente, dos padres jesuítas, ainda nos tempos coloniais do
Pará.
·
A Igreja Católica e as Antigas Freguesias da Província do Pará:
A Igreja Católica, através das
antigas Missões e Aldeamentos Indígenas, se fazia presente na Planície
Amazônica e essa instituição, com o apoio dos reis católicos da Coroa
Portuguesa foi a responsável pela disseminação das antigas Freguesias que
recebiam o apoio dos padres missionários e dos padres da Província Eclesiástica
do Pará e foram esses padres os grandes responsáveis pela catequização de
milhares de povos indígenas espalhados pela Planície Amazônica ou pelas costas
e vias fluviais do grande Estuário Amazônico. Também a Igreja Católica não foi
isenta no uso de trabalho escravo, pois empregou os braços escravos de
indígenas e negros e chegou, através de algumas ordens missionárias e muitos
padres da Província Eclesiástica, a possuir uma enorme quantidade de bens,
especialmente fazendas de gado, engenhos e culturas em suas extensas áreas de
terra na Ilha do Marajó e no complexo deltaico estuarino dos rios
Pará-Capim-Guamá-Acará-Moju e nas regiões do Baixo e Alto Amazonas. Mas sem a
ação dos padres missionários não teria acontecido a disseminação de muitos
aglomerados populacionais por toda a Planície Amazônica e nas áreas do Estuário
Amazônico, muitos dos quais se constituíram em Freguesias e, portanto, com o
direito de ter o seu pároco e padres coadjutores nos trabalhos de evangelização
pelas áreas amazônicas.
Muitas cidades tradicionais do
Pará vieram das antigas Freguesias e cada freguesia contava com a assistência
eclesiástica, uma vez que a religião fazia parte do processo de colonização do
Pará, cujos párocos e seus coadjutores eram devidamente pagos pelos cofres da
Coroa Portuguesa pelo processo das congruas, que era a maneira de se compensar
o trabalho dos padres. Cada antiga Freguesia possuía a sua respectiva invocação
ou orago de um Santo dos altares da Igreja Católica e se constituía em um
espaço administrativo da Província. Porém, pela imensidão da planície amazônica
e áreas do Estuário Amazônico, muitas Freguesias ficavam longos tempos sem a
presença do necessário missionário ou padre da Província Eclesiástica do Pará,
só existindo efetivamente pároco nas Freguesias mais tradicionais ou mais
consolidadas economicamente.
Pela conveniência das
administrações dos períodos Colonial e Provincial do Pará, freguesias eram criadas
e extintas ou recriadas com outras denominações, porém tudo sob a invocação dos
santos da Igreja Católica.
Constam na lista abaixo
freguesias dos atuais estados do Maranhão, Amazonas e Amapá. Algumas freguesias
limítrofes com o Estado do Maranhão passaram à jurisdição desse estado e as dos
estados do Amazonas e Amapá, passaram para a jurisdição desses estados, quando
de suas criações.
A maioria das freguesias
elencadas abaixo vem do Período Colonial e algumas poucas vêm do Período
Provincial do Pará. Essas freguesias
foram palcos das lutas pela expulsão dos invasores estrangeiros das terras
paraenses, da escravização e extinção dos indígenas das costas estuarinas
amazônicas, da introdução da escravatura negra nas áreas dos grandes engenhos
de cana-de-açúcar que abasteciam a Capital com açúcar para exportação para os
portos da Coroa Portuguesa e outras produções agrícolas e pecuárias, das
culturas do café, cacau e demais culturas tradicionais e da pecuária nos campos
do Marajó e, especialmente, palco do importante Ciclo da Borracha que
enriqueceu Belém e Manaus, por cujos portos circulavam centenas de grandes
navios à vapor vindos da Inglaterra, França e outros grandes portos da Europa e
EUA e que levavam os grandes carregamentos de borracha que era coletada por
todas as áreas da Planície Amazônica e, em nosso caso, por todas as áreas do
grande Estuário Amazônico, barcos que vinham somar aos vapores de várias
companhias que vieram se estabelecer na Amazônia e no Pará, que faziam as
necessárias viagens pelas nossas freguesias, vilas e cidades do complexo
deltaico estuarino amazônico e que vieram se juntar aos nossos pequenos barcos
da navegação fluvial e essas freguesias, vilas e cidades também foram palco da
mais genuína revolta popular do Brasil, que tentou libertar a Província do Pará
do jugo sufocante e opressor dos governantes do Império Brasileiro em nosso
Estado, que fizeram as camadas das populações
mais pobres dessas localidades se levantar contra esse regime opressor,
revolta que ficou eternizada na história do Pará como a Revolta da Cabanagem,
que teve áreas do Baixo Tocantins como palco de sangrentas batalhas pelos rios,
freguesias, vilas e cidades da região e foram os revoltosos cabanos os
vencedores dessa revolta, mas seus esforços foram frustados pela entrega pura e
simples do poder pelo último governador
cabano aos representantes do governo imperial da Província do Pará.
As
Tradicionais Freguesias citadas no Período Provincial do Pará, muitas das quais
que deram origem aos tradicionais municípios paraenses em todos os pontos do
Estuário Amazônico:
As freguesias abaixo foram
localidades que receberam as ações dos padres missionários, inicialmente com os
Padres Capuchos que vieram para dar início à catequização dos numerosos povos
indígenas do então Grão-Pará. Após os missionários capuchos vieram os padres de
outras ordens religiosas, destacando-se entre estas os Padres Jesuítas que
fizeram um grande trabalho de missão por todos os recantos do Pará. Todas as
ordens dos padres missionários se encarregaram de fundar as localidades que
acabaram por se tornar as antigas freguesias abaixo e que deram origem a muitos
dos atuais municípios paraenses. Algumas das freguesias do elenco foram
extintas e praticamente todas sofreram modificações em sua toponímia quando da
expulsão dos Padres Jesuítas em 1860.
·
Freguesia de N. S da Graça da Sé, fundada em
1616.
·
Freguesia de Sant’Anna da Campina, fundada em
1727
·
Freguesia da SS. Trindade, criada em 1840
·
Freguesia de N. S. de Nazareth do Desterro,
criada em 1861
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Benfica, criada em 1758
·
Freguesia de São Francisco Xavier de Barcarena,
criada em 1758
·
Freguesia de São João Baptista de Conde, criada
em 1763
·
Freguesia de São Miguel de Beja, criada em 1763.
O Decreto nº 34, de 30/9/1839, extingue
as freguesias de São Miguel de Beja e Conde, onde seus distritos ficarão
pertencendo ás freguesias de Abaeté e Barcarena.
·
Freguesia do Divino Espírito Santo do Moju,
criada em 1758
·
Freguesia de São José do Acará, criada em 1758
·
Freguesia de Sant’Anna de Bujaru, criada em 1758
·
Freguesia de São Domingos da Boa Vista, criada
em 1758
·
Freguesia de Sant’Anna do Capim, criada em 1758
·
Freguesia de São Francisco de Paula de Muaná,
criada em 1757
·
Freguesia do Espírito Santo de Ourém, criada em
1753
·
Freguesia de São Miguel da Cachoeira do Guamá,
criada em 1754
·
Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Irituia
·
Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri, criada
em 1758
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Abaeté, criada em 1758
·
Freguesia de Nossa Senhora da Soledade da
Cairary, criada em 1819
·
Freguesia de Nossa Senhora de Nazareth de Vigia,
criada em 1693
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de
Collares, criada em 1757
·
Freguesia de São Caetano de Odivellas, criada em
1757
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Villa
Nova d’El-Rei
·
Freguesia de São Miguel de Cintra, criada em
1757
·
Freguesia de Nossa Senhora do Socorro de
Salinas, criada em 1781
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Cachoeira em Marajó, criada em 1717
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Curuçá,
criada em 1757
·
Freguesia de Santa Thereza de Curuçá, criada em
1853
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Ponta
de Pedras, criada em 1757
·
Freguesia de Santa Anna de Breves, criada em
1850
·
Freguesia de São Francisco Xavier de Monsarás,
criada em 1757
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de
Monforte, criada em 1757
·
Freguesia do Menino Deus de Soure, criada em
1757
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Salvaterra, criada em 1757
·
Freguesia de Santo Antonio de Chaves, criada em
1758
·
Freguesia de São José de Macapá, criada em 1754
·
Freguesia de Santa Anna de Brasília Legal
·
Freguesia de Nossa Senhora da Assumpção de
Masagão, criada em 1770
·
Freguesia de São Braz de Porto de Moz, criada em
1758
·
Freguesia de São João Baptista de Veiros, criada
em 1758
·
Freguesia de São João Baptista de Pombal, criada
em 1758
·
Freguesia de São Francisco Xavier de Souzel,
criada em 1758
·
Freguesia de Santo Antonio de Gurupá, criada em
1639
·
Freguesia de Santa Cruz de Vilarinho do Monte,
criada em 1758
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Almeirim, criada em 1754
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Esposende
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de
Arraiolos, criada em 1754
·
Freguesia de São João Baptista de Cametá, criada
em 1635 e posteriormente se constituiu em Vila. A Lei nº 145, de 24/10/1848 evevou à categoria de cidade as vilas de
Cametá, Santarém e Barra do Rio Negro (esta posteriormente seria a Capital do
Estado do Amazonas com o nome de Manaus).
·
Freguesia de Santo Antonio de Baião, criada em
1754
·
Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de
Tocantins, criada em 1853
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Mocajuba, criada em 1853
·
Freguesia de São Miguel de Melgaço
·
Freguesia de Nossa Senhora d’Assumpção de
Oeiras, criada em 1754
·
Freguesia de Nossa Senhora da Luz de Portel,
criada em 1754
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de
Bragança, criada em1753
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Viseo,
crada em 1758
·
Freguesia de São José de Gurupy
·
Freguesia de São José do Piriá
·
Freguesia de São Francisco Xavier de Tury-Assu
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Santarém, criada em 1731
·
Freguesia de Nossa Senhora da Saúde de Alter do
Chão, criada1754
·
Freguesia de Santo Antonio de Alenquer, criada
em 1754
·
Freguesia de Nossa Senhora d’Assumpção de Villa
Franca, criada em 1758
·
Freguesia de Santo Ignácio de Boim, criada em
1758
·
Freguesia de São José de Pinhel
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Aveiros, criada em 1781
·
Freguesia de São Francisco de Assis de Monte
Alegre, criada em 1754
·
Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Prainha,
criada em 1754
·
Freguesia de Sant’Anna de Óbidos, criada em 1754
·
Freguesia de São João Baptista de Faro, criada
em 1754
·
Freguesia de Nossa Senhora da Saúde de Juruty,
criada em 1818
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Barra
do Rio Negro
·
Freguesia de Nossa Senhora da Rosário de Serpa
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Silves
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Maués
·
Freguesia de Santo Antonio de Borba
·
Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Canumá
·
Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Villa
Nova da Rainha
·
Freguesia de Santa Tereza de Ega
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Alvelos
·
Freguesia de São Paulo de Olivença
·
Freguesia de São Cristóvão de Amatura
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de
Nogueira
·
Freguesia de São Joaquim de Alvarães
·
Freguesia de Nossa Senhora de Guadelupe de Fonte
Boa
·
Freguesia de São Francisco Xavier de Tabatinga
·
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Moreira
·
Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Thomar
·
Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Carmo
·
Freguesia de Santa Izabel de Santa Izabel
·
Freguesia de Santa Rita de Moura
·
Freguesia de Santo Alberto de Carvoeiro
·
Freguesia de São Gabriel de São Gabriel
·
Freguesia de São José de Marabitanas
·
Freguesia de São José de Marabitanas
O Correio
Geral na Província do Pará:
Fazer deslocamento de pessoas e
moradores pelo Estuário Amazônico era muito difícil em 1857 devido às longas e
dificultosas viagens pelas vias navegáveis das áreas estuarinas. Os bracos das
linhas de navegação só faziam uma, duas viagens por mês para as mais
importantes localidades do Baixo Tocantins, Marajó e de outras áreas do
complexo deltaico estuarino. Os negócios todos eram feitos pelas vias fluviais
e a comunicação entre as localidades era muito dificultada pelas longas distâncias
entre as povoações. A própria correspondência oficial, como particular era
dificultosa pela falta de agências do Correio Geral na maioria absoluta das
localidades. As malas do Correio circulavam entre as agências pelos veículos
fluviais e estes eram totalmente dependentes das marés e dos ventos para
empurrar as embarcações à velas. O Correio Geral não dispunha de canoas própria
e convenientemente tripulada para o transporte das malas postais, fato que
colocava esse serviço inteiramente nas mãos de particulares. Entre as
companhias de navegação que se destacava nesse serviço estava a Companhia de
Navegação e Comércio do Amazonas que se destacava nesse valioso serviço para o
governo e ao público. Porém eram poucas as localidades até onde os vapores dessa
companhia chegavam. E pior era para as localidades onde os vapores não chegavam
e nem tinham agência do Correio e o remédio era enviar-se a correspondência
oficial e do público por mãos particulares e quando essas ocasiões se
ofereciam. Os inconvenientes desses serviços eram muitos, pois muitas vezes os
ofícios não eram entregues ou demoravam meses para chegar ao seu destino. O
problema era a falta de condutores responsáveis que pudessem autenticar a
entrega das ordens. Dos 30 municípios em que se dividia a Província em 1857, só
havia agências do Correio nos seguintes pontos, sem contar a Capital, onde
estava situada a Administração Geral do Correio:
·
1º, Cidade de Bragança
·
2º, Cidade de Cametá
·
3º, Vila de Breves
·
4º, Vila de Gurupá
·
5º, Cidade de Macapá
·
6º, Cidade de Santarém
·
7º, Cidade de Óbidos
·
8º, Freguesia de Prainha
Na própria
Comarca da Capital não havia agências do Correio em importantes cidades e
vilas, como:
·
Cidade da Vigia
·
Vila de Curuçá
·
Vila de Cintra
·
Vila de Moju
·
Vila de Igarapé-Miri
Na comarca de
Cametá faltavam agências do Correio em:
·
Vila de baião
·
Vila de Oeiras
·
Vila de Melgaço
·
Vila de Portel
Na comarca de
Gurupá faltava agência em:
·
Vila de Porto de Moz
Na Comarca de
Macapá faltava agência em:
·
Vila de Mazagão
Na Comarca de
Santarém faltavam agências em:
·
Vila de Monte Alegre
·
Vila de Alenquer
·
Vila Franca
·
Vila de Itaituba
·
Vila de Faro
Na comarca do
Marajó faltavam agências do Correio em:
·
Vila da Cachoeira
·
Vila de Muaná
·
Vila de Monsarás
·
Vila de Chaves
Todas as localidades citadas
acima eram importantes centros exportadores dos produtos do extrativismo animal
e vegetal para a Capital, Belém do Pará, sem contar as demais povoações que só
existiam devido serem pontos de coletas nas águas e matas do complexo estuarino
amazônico.
Povoações
extintas no Baixo Tocantins, citadas em 1864, ainda presentes nas Cartas
Geográficas:
·
Paraná-Mirim
·
Pederneiras
·
Muru
·
Alcobaça
·
Arroyos
Se nos tempos atuais o Pará ainda
é um gigantesco estado em termos territoriais, no Período Provincial era ainda
mais gigantesco quando incluía as regiões do Alto Amazonas e a do Amapá, que
posteriormente se separaram para constituir unidades territoriais
independentes, a do Alto Amazonas para constituir a Província do Amazonas e a
de Macapá para constituir o Território Federal do Amapá, hoje Estado do Amapá.
As dificuldades de comunicações eram muito difíceis nos tempos provinciais do
Pará e eram meses para se estabelecer comunicações entre determinadas
localidades mais distantes. Mas havia a necessidade de se constituir melhores
meios de comunicação no interior da antiga Província do Pará que não não fosse
somente só pelos caminhos das águas. Assim surgiu u Telégrafo Terrestre. Em
1886 já se fala na estrada aberta até a cidade de Vizeu e com a estrada os
postes que abrigam as os fios e isoladores elétricos das linhas do Telégrafo e
Vizeu, a partir daí, já podia se comunicar com o resto do Império Brasileiro.
Outros Povos no Pará:
Os imigrantes portugueses
começaram a chegar à antiga capitania do Grão-Pará já a partir do Período
Colonial (1615 em diante) e eles constituem o maior legado da raça branca que
faz parte da população do Pará. Os japoneses, entre os povos estrangeiros,
foram os últimos a chegar já na Era Republicana, trazendo consigo sua peculiar
cultura e os conhecimentos na área da agricultura, especialmente da cultura da
juta e pimenta-do-reino.
As terras de Cametá, Abaetetuba e
Igarapé-Miri e demais, receberam, nas décadas finais do Século 19 e décadas
iniciais do Século 20, uma boa quantidade de imigrantes portugueses, sírio-libaneses,
italianos, cearenses e japoneses, que miscigenaram com os nativos locais e com
os negros vindos como escravos. Porém hoje existe a predominância da cor parda
entre as populações desses municípios, como também nos demais municípios da
Microrregião de Cametá e Região do Marajó.
O Município de Abaetetuba no Cenário Populacional
do Pará:
O município de Abaetetuba está bem situado no Estuário Amazônico no quesito
população. Antigamente a população de Abaetetuba estava concentrada na sua
Região das Ilhas e nas colônias agrícolas da Região das Estradas e Ramais. A
partir dos anos de 1980 esse panorama começou a ser modificado pela decadência
da indústria canavieira e, mais recentemente, pela implantação do Complexo
Industrial de Barcarena e Porto da Vila de Conde na década de 1980, onde os
moradores rurais começaram a migrar em busca de melhores condições de vida na
cidade e onde também recebeu milhares de migrantes vindos de vários recantos do
Pará, e de outros estados vizinhos, em busca de oportunidade de emprego no
Complexo Industrial de Barcarena e Porto da Vila de Conde e, Abaetetuba, por
possuir um forte comércio e com a presença de uma grande feira de produtos
relativamente baratos, em relação aos outros municípios vizinhos, acabou por se
tornar “cidade-dormitório” para milhares de trabalhadores dessa zona
industrial. Por força dessa migração em massa a partir dos anos de 1980, quase
uma dezena bairros novos surgiram na cidade, inchando sua população, fato que
veio causar sérios transtornos sociais na cidade pelo aumento considerável da
criminalidade, prostituição adulta e infantil, presença de muitos salões de
festas e a proliferação do consumo de álcool e drogas. Abaeté, desde o início
de sua história, sempre foi um lugar festeiro e, modernamente, os pontos de
festas se espalharam por toda a cidade e localidades interioranas. Sabe-se lá
porque, a demanda consumista aumentou sensivelmente no município, que hoje
apresenta um pujante comércio que serve à população local e também às
populações dos municípios vizinhos. Ressalte-se também que milhares de famílias
de Abaetetuba também migram continuamente para a Capital do Estado e lá se
encontra uma grande população de abaetetubenses, que se espalham pelos bairros
daquela cidade como, Cidade Velha, Estrada Nova, Jurunas, Guamá, Cremação e
agora, a escolha são os bairros nascentes na área marginal das avenidas Augusto
Montenegro e Perimetral. É outra população de abaetetubenses e seus
descendentes morando em Belém. Também encontram-se abaetetubenses espalhados por
todos os estados brasileiros e muitos países do Mundo. Apesar de tudo, a
população de Abaetetuba sempre apresenta apreciável aumento de população nas
estimativas do IBGE. Para 2009 a população de Abaetetuba foi estimada em
141.054 habitantes, que a coloca na 7ª posição das cidades mais populosas do
Pará.
Os Municípios do Pará Com as Maiores Populações em
2009, segundo estimativa do IBGE:
·
1º,
Belém, Capital do Estado, com 1.392.031 habitantes
·
2º, Ananindeua, na Área Metropolitana de Belém,
com 471.744 habitantes
·
3º, Santarém, com 294.774 habitantes
·
4º, Marabá, com 233.462 habitantes
·
5º, Castanhal, com 173.096 habitantes
·
6º, Parauapebas, com 153.942 habitantes
·
7º, ABAETETUBA, com 141.054 habitantes
·
8º, CAMETÁ, com 120.904 habitantes
·
9º, Bragança, com 113.165 habitantes
·
10º,
Marituba, com 108.251 habitantes
·
11º,
Altamira, com 105.030 habitantes
O quadro abaixo nos apresenta os municípios do Pará em Ordem Decrescente
das populações em Estimativa de 2010. Uma boa quantidade desses municípios
vieram a partir da década de 1970 com a construção das estradas federais de
Belém-Brasília e Transamazônica e pelos grandes projetos minerais implantados
no Pará, além do aumento das atividades do agro-negócio.
Atual Posição dos Municípios Paraenses e
Respectivas Populações em Ordem Decrescente:
As antigas freguesias da Província do Pará, algumas com extensas áreas, no
decorrer dos anos e de acordo com os seus recursos naturais, potencial
hidroenergético, madereiro e mineral foram paulatinamente se dividindo e subdividindo
em dezenas de novos municípios, alguns surgidos em função da construção das
estradas federais como a Transbrasiliana, a Belém-Brasília, a Santarém-Cuiabá e
da Rodovia estadual PA-150, outros surgidos em função das áreas ricas em
minérios e ouro, como os novos municípios da região de Carajás e outros
municípios surgiram pela introdução de fazendas de gado espalhadas pelas
regiões Sul, Sudeste e Sudoeste do Pará e ainda outras surgidas pela prática
ilegal da comercialização da madeira dessas regiões. Muitos dos novos
municípios, especialmente os surgidos às margens da Rodovia PA-150 se
desenvolveram pela força da construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e pelo
potencial madereiro das matas de sua margem e com centenas de serrarias a
explorar os estoques remanescentes das madeiras nobres ou carvoarias para
alimentar as usinas siderúrgicas do Sul e Sudeste do Pará, e outros municípios
estão se desenvolvendo com rapidez impressionante pela implantação dos projetos
siderúrgicos e exploração das jazidas de minerais da região de Carajás e de seu
entorno. Eis os atuais 143 municípios (são agora 144, contando com Mojuí dos
Campos, desmembrado do município de Santarém), em ordem decrescente de
populações:
·
143,
Bannach, 3.434 habitantes
·
142,
Sapaucaia, 5.047 habitantes
·
141,
São João da Ponta, 5.265
·
140,
Pau-d’Arco, 6.029 habitantes
·
139,
Santarém Novo, 6.145 habitantes
·
138,
Abel Figueiredo, 6.792 habitantes
·
137,
Brejo Grande do Araguaia, 7.324 habitantes
·
136,
Palestina do Pará, 7.487 habitantes
·
135,
Peixe-Boi, 7.868 habitantes
·
134,
Magalhães Barata, 8.115 habitantes
·
133,
Santa Cruz do Arari, 8.163 habitantes
·
132,
Faro, 8.181 habitantes
·
131,
Inhangapi, 10.064
·
130,
Terra Alta, 10.254 habitantes
·
129,
Primavera, 10.268 habitantes
·
128,
Cumaru do Norte, 10.478 habitantes
·
127,
Colares, 10.478 habitantes
·
126,
curuá, 12.262 habitantes
·
125,
Quatipuru, 12.411 habitantes
·
124,
Piçarra, 12.703 habitantes
·
123,
Senador José Porfírio, 12.998 habitantes
·
122,
São João do Araguaia, 13.149 habitantes
·
121,
Vitória do Xingu, 13.480 habitantes
·
120,
Bonito, 13.630 habitantes
·
119,
Nova Timboteua, 13.660 habitantes
·
118,
Jacareacanga, 14.040 habitantes
·
117,
Nova Ipixuna, 14.645 habitantes
·
116,
São Francisco do Pará, 15.196 habitantes
·
115,
Bom Jesus do Tocantins, 15.246 habitantes
·
114,
Aveiro, 15.767 habitantes
·
113,
Ourém, 16.296 habitantes
·
112,
Beterra, 16.324 habitantes
·
111,
Trairão, 16.885 habitantes
·
110,
São Caetano de Odivelas, 16.891 habitantes
·
109,
Terra Santa, 16.952 habitantes
·
108,
Santa Bárbara do Pará, 17.154 habitantes
·
107,
Santa Maria das Barreiras, 17.198 habitantes
·
106,
Rio Maria, 17.722 habitantes
·
105,
Floresta do Araguaia, 17.825 habitantes
·
104,
Brasil Novo, 17.960 habitantes
·
103,
Curuinópolis, 18.295 habitantes
·
102,
Santa Luzia do Pará, 19.422 habitantes
·
101,
Nova Esperança do Piriá, 20.159 habitantes
·
100,
Salvaterra, 20.184 habitantes
·
99,
Cachoeira do Arari, 20.460 habitantes
·
98,
Anapu, 20.493 habitantes
·
97,
São João de Pirabas, 20.644 habitantes
·
96,
Chaves, 21.138 habitantes
·
95,
São Sebastião da Boa Vista, 22.890 habitantes
·
94,
Soure, 22.995 habitantes
·
93,
Santa Maria do Pará, 23.033 habitantes
·
92,
São Domingos do Araguaia, 23.140 habitantes
·
91,
Bagre, 23.855 habitantes
·
90,
Placas, 23.930 habitantes
·
89,
Anajás, 24.771 habitantes
·
88,
Melgaço, 24.789 habitantes
·
87,
Limoeiro do Ajuru, 25.028 habitantes
·
86,
Garrafão do Norte, 25.051
·
85,
Água Azul do Norte, 25.061 habitantes
·
84,
Novo Progresso, 25.106 habitantes
·
83,
São Geraldo do Araguaia, 25.584 habitantes
·
82,
Bujaru, 25.700 habitantes
·
81,
Ponta de Pedras, 25.989 habitantes
·
80,
Cachoeira do Piriá, 26.476 habitantes
·
79,
Aurora do Pará, 26 579 habitantes
·
78,
Marapanim, 26.605 habitantes
·
77,
Santo Antonio do Tauá, 26.673 habitantes
·
76,
Canaã dos Carajás, 26.727 habitantes
·
75,
Mocajuba, 26.745 habitantes
·
74,
Medicilândia, 27.442 habitantes
·
73,
Tracuateua, 27.466 habitantes
·
72,
Ourilândia do Norte, 27.564 habitantes
·
71,
Mãe do Rio, 27.892 habitantes
·
70,
Concórdia do Pará, 28.221 habitantes
·
69,
Maracanã, 28.376 habitantes
·
68,
Curralinho, 28.582 habitantes
·
67,
Oeiras do Pará, 28.596 habitantes
·
66,
Gurupá, 29.060 habitantes
·
65,
Prainha, 29.265 habitantes
·
64,
São Domingos do Capim, 29.827 habitantes
·
63,
Goianésia do Pará, 30.437 habitantes
·
62,
Irituia, 31.382 habitantes
·
61,
Eldorado de Carajás, 31.745 habitantes
·
60,
Tucumã, 33.651 habitantes
·
59,
Almeirim, 33.665 habitantes
·
58,
Porto de Moz, 33.951 habitantes
·
57,
Muaná, 34.237 habitantes
·
56,
Curuçá, 34.490 habitantes
·
55,
Afuá, 35.017 habitantes
·
54,
Igarapé-Açu, 35.843 habitantes
·
53,
Baião, 36.907 habitantes
·
52,
Salinópolis, 37.430 habitantes
·
51,
Pacajá, 40.052 habitantes
·
50,
Rurópolis, 40.068 habitantes
·
49,
Augusto Correa, 40.499 habitantes
·
48,
Xinguara, 40.573 habitantes
·
47,
Ulianópolis, 43.345 habitantes
·
46,
Uruará, 44.720 habitantes
·
45,
Conceição do Araguaia, 45.530 habitantes
·
44,
Rondon do Pará, 46.974 habitantes
·
43,
Juruti, 47.123 habitantes
·
42,
Vigia, 47.902 habitantes
·
41,
Óbidos, 49.254 habitantes
·
40,
Itupiranga, 51.258 habitantes
·
39,
Dom Eliseu, 51.318 habitantes
·
38,
Jacundá, 51.375 habitantes
·
37,
Ipixuna do Pará, 51.383 habitantes
·
36,
São Miguel do Guamá, 51.527 habitantes
·
35,
Benevides, 51.663 habitantes
·
34,
Capitão Poço, 51.899 habitantes
·
33,
Portel, 52.166 habitantes
·
32,
Breu Branco, 52.497 habitantes
·
31,
Alenquer, 52.714 habitantes
·
30,
Acará, 53.605 habitantes
·
29,
Monte Alegre, 55.459 habitantes
·
28,
Sanatana do Araguaia, 56.132 habitantes
·
27,
Tomé-Açu, 56.514 habitantes
·
26,
Viseu, 56.681 habitantes
·
25,
Igarapé-Miri, 58.023 habitantes
·
24,
Santa Isabel do Pará, 59.476 habitantes
·
23,
Novo Repartimento, 62.124 habitantes
·
22,
Oriximiná, 62.963 habitantes
·
21,
Capanema, 63.639 habitantes
·
20,
Moju, 69.921 habitantes
·
19,
Redenção, 75.505 habitantes
·
18,
Tailândia, 79.299 habitantes
·
17,
São Félix do Xingu, 91.293 habitantes
·
16,
Breves, 92.865 habitantes
·
15,
Itaituba, 97.704 habitantes
·
14,
Paragominas, 97.788 habitantes
·
13,
Barcarena, 99.800 habitantes
·
12,
Tucuruí, 100.651 habitantes
·
11,
Altamira, 105.030 habitantes
·
10,
Marituba, 108.251 habitantes
·
9,
Bragança, 113.165 habitantes
·
8,
Cametá, 120.904 habitantes
·
7,
Abaetetuba, 147.846 habitantes
·
6,
Parauapebas, 153.942 habitantes
·
5,
Castanhal, 179.036 habitantes
·
4,
Marabá, 238.708 habitantes
·
3,
Santarém, 299.419 habitantes
·
2,
Ananindeua, 471.744 habitantes
·
1,
Belém, 1.402.056 habitantes
No meio desses 143 municípios ainda aparecem alguns antigos municípios que
compunham a antiga Província do Pará, incluindo os das regiões do Baixo e Alto
Tocantins, Marajó, Xingu, Tapajós, Araguaia, Salgado, Bragantina e os do
sistema deltaico estuarino dos rios Capim-Acará-Guamá-Moju-Maiuatá-Canal de
Igarapé-Miri.
Ação da Igreja Católica nos
Períodos Históricos do Pará:
A Igreja, desde o início da
colonização do Grão-Pará, foi parte integrante e importante do processo de
colonização, onde os padres missionários das diversas ordens atuavam em todas
as localidades então existentes e esse processo avançou como política de
colonização no período de Província do Pará, tendo avançado até as primeiras
décadas do Período Republicano. O antigo Bispado do Pará ou Diocese de Belém
foi criada em 4/3/1720, desmembrada da então Diocese do Maranhão, e foi elevada
a Arquidiocese de Belém do Pará em 1/5/1906.
A Igreja, assim sendo, fazia
parte das Divisões Civil, Eclesiástica e Judiciária da Província do Pará,
conforme o anexo Nº 23, de 1855, quando a Divisão Eclesiástica apresentava a
seguinte situação em Comarcas, com seus Distritos e Freguesias:
Comarca
Eclesiástica da CAPITAL, com 10 Distritos Eclesiásticos:
1º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Sé
·
Sant’Anna da Campina
·
Santíssima Trindade
·
Senhora da Conceição de Benfica
·
Senhora do Rosário de Collares
2º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
São Francisco Xavier de Barcarena
·
São Miguel de Beja
·
Senhora da Conceição de Abaeté
3º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Senhora de Nazaré de Vigia
·
São Caetano de Odivellas
·
Senhora do Rosário de Curuçá
·
São Miguel de Cintra
·
Senhora do Socorro de Salinas
4º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
São Domingos da Boa Vista
·
Sant’Anna do Capim
·
São Miguel do Guamá
·
Senhora da Piedade de Irituia
·
São Vicente de Inhangapy
·
Sant’Anna de Bujaru
5º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Senhora do Rosário de Bragança
·
Senhora do rosário de Viseu
·
Espírito Santo de Ourém
6º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Senhora da Conceição de Cachoeira
·
Senhora da Conceição de Salvaterra
·
Senhora da Conceição de Ponta de Pedras
·
São Francisco Xavier de Monsarás
·
Menino Deus de Soure
·
Senhora do Rosário de Monforte
7º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Santo Antonio de Chaves
·
São José de Macapá
·
Senhora da Assunpção de Masagão
8º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Espírito Santo do Moju
·
São José do Acará
·
Senhora da Soledade de Cairary
·
Sant’Anna de Igarapé-Mirim
9º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Sant’Anna dos Breves
·
Senhora da Assunpção de Oeiras
·
Senhora da Luz de Portel
·
São Francisco de Muaná
10º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
São João Baptista de Cametá
·
Santa Thereza de Curuçá
·
Senhora do Carmo do Tocantins
·
Senhora do carmo de Mocajuba
·
Santo Antonio de Baião
Comarca do
BAIXO AMAZONAS,, com 4 Distritos Eclesiásticos:
1º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Senhora da Conceição de Santarém
·
Senhora da Saúde de Alter do Chão
·
Senhora da Assumpção de Villa Franca
·
Santo Ignácio de Boim Senhora da Conceição de
Aveiros
2º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
São Francisco de Assis de Monte Alegre
·
Senhora da Graça de Prainha
·
Senhora da Conceição de Almeirim
·
Senhora do Rosário de Arraiollos
3º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Santo Antonio de Gurupá
·
Santa Cruz de villarinho do Monte
·
São Braz de Porto de Moz
·
São João Baptista de Veiros
·
São João Baptista de Pombal
·
São Francisco Xavier de Sousel
4º Distrito,
com as seguintes Freguesias:
·
Sant’Anna de Óbidos
·
São João Baptista de Faro
·
Senhora da Saúde de Juruty
·
Santo Antonio de Alenquer
Obsevação: de todas as Freguesias
acima somente 7 estavam vagas de párocos. Os párocos da Província do Pará, além
de suas funções eclesiásticas, desempenhavam funções políticas e na instrução
pública, onde os párocos e seus coadjutores atuavam como professores em
inúmeras freguesias.
Como a Catequese e o Culto Divino
faziam parte da política govenrnamental na Província do Pará, as despesas com a
remuneração dos bispos, párocos, coadjutores e funcionários eclesiásticos eram
pagas com as verbas do Tesouro Provincial, assim como a construção das igrejas
matrizes das freguesias e sua manutenção que eram todas bancadas pelas varbas
do Tesouro Provincial. Assim, conforme mapa de 1856 receberam verbas para as
edificações ou consertos das igrejas matrizes as seguintes freguesias:
·
Cairary (239$500 réis) e Ponta de Pedras
(240$000 réis), no período fiscal de 1838-1839.
·
Abaeté (311$800 réis), Cayrary (29$800 réis),
Cametá (800$000 réis), Moju (279$100 réis),Oeiras (157$230 réis),Ponta de
Pedras (230$000 réis), no período fiscal de 1839-1840.
·
Baião (1:000$000 réis), Cametá (600$000 réis),
Irituia1:000$000 réis), Monte Alegre (500$000 réis), Santarém (1:500$000 réis),
S. Caetano (600$000 réis), Vigia (800$000 reis) no período de 1840-1841.
·
Bragança (1:000$000 réis), Bujaru (350$000
réis), Cametá (800$000 réis), Oeiras (800$000 réis), Ourém (400$000 réis), São
Domingos da Boa Vista (800$000 réis), São Miguel do Guamá (400$000 réis) no
período de 1841-1842.
E assim as verbas com as despesas
das freguesias seguiram até o ano de 1856 no referido mapa e contemplando
grande parte das freguesias da Província. Cametá, nesse espaço de tempo, foi a
localidade que recebeu a maior verba com 33:779$998 réis, seguida por Santarém
com 15:500$000 réis, Acará com 8:400$000 réis, Oeiras com 7:200$000 réis e
outras com vebas menores.
Em 1857 a Província do Pará
continuava dividida em duas Comarcas Eclesiásticas, compreendendo 63 paróquias.
Diocese do
Pará:
Diocese do Pará: 4/3/1719, criada com o desmembramento da então Diocese
do Maranhão.
·
Abaetetuba
e Igarapé-Miri fizeram parte, por muitos anos, do Bispado e, posteriormente, da
Arquidiocese do Pará, quando Igreja e Estado constituíam um só ente
político-social e a Catequese e Civilização dos Indígenas e o Culto Divino ou
Culto Público faziam parte da política de colonização do Grão-Pará através das
Missões Religiosas que se encarregavam de catequizar os nativos do Grão-Pará e,
com isso, de fundar centenas de freguesias, lugares, sistema que avançou para o período provincial
e das primeiras décadas do Regime Republicano. Foi sob o importante trabalho
das missões e catequese dos padres missionários de várias ordens religiosas que
Belém e as primeiras cidades do Estuário Amazônico surgiram no cenário desse
grande Estuário, inclusive as antigas Freguesias de Sant’Ana de Igarapé-Miry
e Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e
demais freguesias do Baixo Tocantins, que somente nos anos de 1960 saíram da
dependência da gigantesca Área Eclesiástica da
Arquidiocese de Belém. Abaetetuba e Igarapé-Miri ficaram atreladas
à Arquidiocese de Belém ou Sé Metropolitana até 25/11/1961, no caso de
Abaetetuba e a Paróquia de Igarapé-Miri passou a fazer parte da Prelazia da
vizinha cidade de Cametá. Para Abaetetuba foi importante a criação da Prelazia
de Abaeté do Tocantins, em 1961, pois foi a partir daí que os municípios da
região da Prelazia começaram a receber os importantes serviços das Obras
Sociais da Igreja Católica, com a instalação de escolas, hospitais, centros
sociais e criação das Comunidades Eclesiais de Base que serviram na visão de
uma sociedade mais justa, fraterna e solidária e um olhar político menos
atrelado aos interesses de pessoas e grupos dominantes. Foi através do trabalho
da Igreja que Abaetetuba muito avançou no seu desenvolvimento sócio-político
e educacional através das Obras Sociais
da então Prelazia de Abaeté do Tocantins e hoje Diocese de Abaetetuba.
Em 27/1/2008 a Igreja Católica,
pertencente ao Conselho Episcopal Regional Norte II da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil, estava assim dividida:
·
Arquidiocese de Belém do Pará, que é uma
circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, sendo a Sé
Metropolitana da Província Eclesiástica de Belém do Pará e a Sé Arquiepiscopal
está na Catedral de Nossa Senhora da Graça, na cidade de Belém, no Estado do
Pará, sendo a 3ª Arquidiocese e Sé Metropolitana do Brasil, precedida apenas pelas
arquidioceses de Salvador da Bahia (1551) e a de São Sebastião do Rio de
Janeiro (1575).
·
Diocese de Abaetetuba
·
Diocese de Bragança
·
Diocese de Castanhal
·
Diocese de Macapá
·
Diocese de Marabá
·
Diocese de Ponta de Pedras
·
Diocese de Santarém
·
Diocese da Santíssima Conceição do Araguaia
·
Prelazia de Cametá
·
Prelazia de Marajó
·
Prelazia de Itaituba
·
Prelazia de Óbidos
·
Prelazia do Xingu
Abaetetuba, Barcarena, Tailândia,
Moju, Acará, Tomé-Açu, Concórdia do Pará e Bujaru, fazem parte da Área
Eclesiástica da Diocese de Abaetetuba.
Usinas
Hidrelétricas no Pará:
Quem se interessar pelos problemas e impactos ambientais que a construção
dessas usinas e portos causará às populações nativas e ribeirinhas, e aos
milhares de ecossistema da região, é só acessar o importante Blog SOS Rios do
Brasil, do Professor Jamurt, de quem nosso Blog é seguidor e outros blogs como:
CA Cultura na Aldeia, Planeta Voluntários, Cidadania e meio Ambiente, Água Dona
da Vida, Intituto Eco-Faxina, Diocese Barra do Piraí, Pastoral da Ecologia e
outros. Como também quem quiser saber dos grandes benefícios que essas usinas e
portos trarão ao Pará e Brasil, é só acessar as postagens do Blog do ADEMIR
ROCHA ou as informações disponíveis na Internet.
Importância das Usinas Hidrelétricas Para o Pará e
Brasil:
A importância das Mesorregiões do Sudeste Paraense e do Sudoeste Paraense,
com os projetos existentes para essas regiões são fundamentais, em vários
aspectos, em especial no desenvolvimento que as demais mesos sofrerão, com
esses projetos de usinas hidrelétricas, mesmo que a um alto custo ambiental,
como nos portos (navegação) e rodovias que estão instaladas nessas mesorregiões
do Pará, devido o enorme potencial hidroenergético, as imensas reservas
minerais, a grande pecuária, a grande agricultura e também o turismo existente
em potencial, as fábricas e usinas variadas e tantos outros benefícios que já
se iniciaram nessas regiões e que, por certo, alavancarão o futuro do Pará para
um horizonte mais promissor no sentido do desenvolvimento do Estado como um todo
e esperamos, para o bem-estar e melhor qualidade de vida para as populações das
diversas áreas. Porém os custos ambientais desses projetos serão incalculáveis
e irreversíveis, pois são projetos urgentes e sem os necessários estudos dos
impactos ambientais das áreas dessas importantes mesorregiões.
A energia elétrica da usina de Tucuruí, os minérios, as usinas de
processamentos de minérios de Marabá, Parauapebas e região, as castanhas de
Marabá, Baião e Tucuruí e região, a bacia hidroviária do Araguaia-Tocantins, os
portos, rodovias, agro-negócio e agricultura variada e a navegação advindos
dessas riquezas e recursos minerais naturais e dos solos férteis dessas duas
regiões, já se fazem sentir por estas bandas do Pará, como exemplo o Complexo
Industrial de Barcarena e Porto de Vila do Conde. Para melhor viabilizar o
desenvolvimento das microrregiões do Estuário Tocantino, falta apenas o
derrocamento dos pedrais que se encontram nos pontos navegáveis das Eclusas de
Tucuruí, obras que custaram uma fortuna para os cofres federais e só têm
utilização no período das chuvas, fato que limita o pleno uso das eclusas
apenas em 6 meses, ficando o restante do ano inoperantes pelos obstáculos
oferecidos pelos pedrais.
Com a já instalada Usina Hidrelétrica de Tucuruí e com as demais já
projetadas para os rios Tocantins, Tapajós, Xingu, com o minério da Serra dos
Carajás, do Porto de Santarém e do projetado porto de Itaítuba, a interligação
hidroviária pela projetada Hidrovia Araguaia-Tocantins, das Rodovias
Transamazônica, Cuiabá-Santarem e das rodovias como a PA-150 e demais rodovias
dessas regiões, que fazem a integração do Pará, e por consequência, Abaetetuba e sua Região, que por certo
saberão tirar proveitos variados do potencial das Mesorregiões do Sudeste e do
Sudoeste Paraense. Inclusive, em termos de processamentos de minérios e
fábricas afins que poderão afetar para melhor a vida dos habitantes dos outros
municípios aqui das Mesos e Microrregiões de Belém, Cametá e demais municípios,
que já estão tirando proveito desse novo intercambio comercial/industrial,
através das Rodovias da Alça Viária e das Malhas Rodoviárias Estadual e Federal
do Pará e outros melhoramentos que já estão surgindo, junto com muitos
problemas de todas as ordens, que são os custos sócio-ambientais de nosso
desenvolvimento.
Áreas de alguns municípios, e suas respectivas distâncias
da Capital Belém e ano de fundação:
Dados do IBGE de 1º de julho de
2009.
No tocante as áreas e distâncias para Belém alguns municípios se destacam
pelo tamanho enorme de suas áreas e outros pela proximidade da Capital. Por
exemplo, Abaetetuba e Igarapé-Miri estão bem perto da Capital, porém é uma
distância medida em linha reta, que devido às inúmeras ilhas e corpos fluviais,
faz com que as distâncias se tornem enormes no tocante à comunicação com Belém
e sua Área Metropolitana. Precisa que se construa, através das numerosas ilhas
da frente de Barcarena e Belém e nas vias fluviais do Baixo Tocantins, mais
pontes em concreto para um melhor e mais rápido acesso para a Capital e
vice-versa, pois essas viagens se fazem demoradas e penosas para quem se
arrisca nas viagens rodo-fluviais e com vários transbordos de passageiros e
cargas. Algumas pontes construídas através das várias ilhas da frente de Belém
e Barcarena facilitaria enormemente o deslocamento de centenas de trabalhadores
da Capital e demais municípios vizinhos para o Complexo Industrial de
Barcarena, Porto de Vila de Conde e vice-versa.
A comunicação com os municípios da Microrregião de
Cametá e região do Marajó:
Um caso gritante de injustiça é o
que se comete com o importante e histórico município de Cametá e seus
municípios circunvizinhos e os da Região do Marajó, onde a distância para Belém
se mostra curta em linha reta, mas se torna longa e demorada pelas viagens de
barcos ou rodo-fluviais que os moradores dessas localidades têm que enfrentar
para chegar à Capital e vice-versa. A construção de duas pequenas pontes sobre
os rios Igarapé-Miri e Meruú encurtaria em muitas horas o percurso para Belém e
entre as cidades vizinhas do Baixo Tocantins. Cametá merece essa atenção dos
governantes paraenses porque, no passado histórico do Pará, foi importante
centro econômico e de defesa contra os invasores estrangeiros no Pará Colonial
e ao lado da legalidade contra os revoltosos da Cabanagem, além de fornecer
gêneros e milhares de combatentes guerreiros indígenas nessas lutas de expulsão
dos invasores estrangeiros e contra os cabanos. Cametá e os demais municípios
dessa microrregião e a região do Marajó foram centro de desbravamento das ações
da catequização dos povos indígenas pelos missionários capuchos no Estuário
Tocantino, no início da colonização portuguesa a partir de 1616 e ainda foram
os locais de partida das grandes frotas de forças militares dos colonizadores
para a expulsão dos estrangeiros das
costas paraenses e maranhenses, e foram grandes centros exportadores de
produtos do Estuário, especialmente Cametá, como borracha, café, cacau, carnes,
peles, etc. para a Capital, sem contar os grande nomes que de Cametá foram constituir
na Capital os grandes nomes da Igreja Católica, da governança, das tropas
militares, dos líderes cabanos e intelectuais que povoaram os antigos tempos
históricos do Pará. E agora Cametá é um importante centro da prática de futebol
profissional no Pará, cujo time, o Cametá, foi campeão estadual de 2012 e é
importante polo turístico do Estado levado por sua rica história e acervo
arquitetônico e aprazíveis localidades para turismo e lazer dos seus habitantes
e turistas, e seus moradores tem que fazer longas e cansativas viagens para
Belém e outras plagas em penosas viagens via balsas ou rodo-fluviais. O
município de Cametá foi também penalizado pela demora em desfrutar da energia
elétrica da Usina Hidrelétrica de Tucurui, que fica ali pertinho dessa usina,
no município vizinho de Tucurui, pela demora na construção de algumas rodovias
de integração com seus municípios vizinhos. E continua sendo penalizado pelo
descaso do órgão de cultura do Estado do Pará que não possui plano nem projeto
para a revitalização do rico patrimônio arquitetônico e cultural desse
município do Baixo Tocantins e também penalizado pela intensa e antiga erosão
que os ventos e força das marés das águas do portentoso Rio Tocantins vêm
causando na área urbana da frente da cidade.
Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA




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