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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Rio Arumanduba e Outros Rios de Abaetetuba

RIOS ARUMANDUBA, SARAPUQUARA E GUAJARAZINHO

Famílias ribeirinhas


Rios


















































Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

RIO ARUMANDUBA

 Rio Arumanduba, com suas casas ribeirinhas, seus açaizais e
as rabetas, que sao o táxi fluvial dos rios de Abaetetuba e regiao
É um afluente do Rio Maratauhyra e divide-se em Arumanduba Grande e Arumanduba da Zona das Estradas, com o Ramal do Arumanduba, na Colônia Velha. As famílias residentes no Arumanduba passam de 500 famílias.
Guerra da Cabanagem, Ouro e Visagens
O Rio Arumanduba e os demais às suas proximidades com seus igarapés, furos, baías e praias foram muito importantes nos períodos históricos de Abaetetuba e Pará, não só pelos ciclos econômicos da borracha, engenhos de cana-de-açúcar, culturas diversas, como pelos fatos históricos ali desenrolados. Contam os mais antigos, especilçamente o Sr. Orêncio Barbosa André, que ali existe o importante Igarapé Itateua onde nos tempos mais antigos foi construído um porto construído todo em pedra denominado pelos moradores dessas localidades como Porto de Itateua, onde atracavam todos os tipos de embarcações, especialmente os barcos tipo catraia (pequenos barcos movidos à remos) que atravessavam para o Rio Urubuéua e demais rios às proximidades e onde os combatentes cabanos enterravam os seus potes com moedas, jóias e outros pequenos objetos de valor e onde também eram enterrados baús maiores contendo pratarias, louças, peças diversas e demais despojos de guerra e isso com a idéia de, após as batalhas por esses rios e baías contra as forças legalistas e os aliados destas, na Guerra da Cabanagem, voltarem para desenterrar as riquezas ali escondidas. Porém, muitos moriam em batalhas e jamais voltariam para usufruir dos seus despojos valiosos. Dizem também os mais antigos, devido as atrocidades e torturas das tropas de ambas as partes, que muitos combatentes morriam devido essas atrocidades e também eram locais onde os cambatentes feridos nas lutas, voltavam trazidos por seus companheiros para ali serem socorridos, mas muitos desses feridos também faleciam uivando de dor pelas feridas de armas brancas, armas de fogo. Daí as histórias de viagens contadas pelos habitantes desses lugares, onde ainda hoje se ouvem os gritos de dor dos feridos nas batalhas ou gritos de pedidos de socorro ou clemência dos algozes cabanos ou militares. Na realidade as tropas cabanas, no final da Guerra da Cabanagem, ali foram localizados e massacrados pelas forças legalistas e seus aliados das vilas e cidades do Baixo Tocantins e o Porto de Itateua foi destruído, mas deixando ali seus vestígios. Nas escavações para construção de casas, portos ou engenhos, foram achados os potes com moedas de ouro, prata e joias e peças em ouro, junto com a prataria e peças de pocelana e outros materiais valiosos deixados enterrados pelos combatentes cabanos. Por sinal que algumas famílias prosperaram devido o achado que fizeram dessas riquezas encontradas nas citadas escavações.
Antigos Engenhos e Comerciantes do Rio Arumanduba
.  Engenho São Sebastião, de Miguel Matos, em sociedade com seu irmão Álvaro Matos, que foi montado em 1948, para fabricar cachaça. Esse engenho foi repassado para um senhor chamado Jacarézinho, já na época da decadência da indústria canavieira. Também por força da ação da Justiça do Trabalho, através da Junta de Conciliação e Julgamento de Abaetetuba, o Sr. Jacarézinho, por não possuir condições de repassar os direitos trabalhistas devidos aos seus empregados, ele repassa o engenho aos mesmos, cujo líder é o Sr. Aloísio, que foi um dos que nos repassaram muitas informações sobre os engenhos e particularmente sobre esse engenho, seu funcionamento e a matéria-prima que usa.
Esse engenho repassada aos empregados de Jacarézinho, tendo Aloísio como líder, encontra-se hoje, em 1994, em situação precária, em ruínas e pouca produção de aguardente. O maquinário é antigo, importado da Inglaterra, mas obsoleto.
.  Engenho de Maria Edinor César Quaresma.
.  Engenho São José, de Pinheiro e Maués.
.  Engenho São Sebastião, de Antonio Dias, citado em 1983.
.  Engenho de Antonio de Figueiredo Dias.
. João Baptista Rodrigues, comerciante, marceneiro, carpinteiro e carpinteiro naval e um dos patriarcas da família Rodrigues do Rio Caripetuba, citado em 1931.
Entidades, Religiões no Arumanduba
Abriga a Comunidade Nossa Senhora da Paz, uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
A Banda de Música do Arumanduba e a Banda Henrique Gurjão, em 1905, estiveram tocando no batizado do filho do Sr. Olinto Rocha, o pequeno Santino, sendo padrinhos o Major Honório Roberto Maués e Dona Hildebrandina Maués.
Antigas Atividades Econômicas no Arumanduba
Mestres Carpinteiros e Marceneiros da Família Silva
.  Mestre Zé Guilherme/José Guilherme da Silva, carpinteiro naval e marceneiro, que repassou a profissão ao seu filho, Mestre João Domingos/João Domingos da Silva, que por sua vez repassou a profissão aos seus filhos Vadoca, Miguel 7 e outros filhos e sobrinhos e estes aos seus respectivos filhos e netos.
O Mestre Zé Guilherme construiu as primeiras embarcações para os grandes comerciantes e donos de engenhos de Abaeté e entre estes:
.  Iate São Miguel, para Miguel Matos, comerciante e dono de Engenho;
.  Iate Rio de Janeiro, para Àlvaro Matos, comerciante e dono de engenho e irmão de Miguel Matos;
.  Barco Santa Margarida, para Murilo Carvalho
Os mestres Zé Guilherme e seu filho João Domingos, na marcenaria, desenvolveram o difícil ofício de taileiros, isto é, foram também construtores de dornas (grandes tonéis em madeira usados no processo de fabricação de cachaça) para os engenhos de Abaeté/Pa. Eles intuitivamente descobriram os segredos para a fabricação desses grandes tonéis e a madeira apropriada para essa fabricação. Até então as dornas eram importadas de outros estados produtores de cachaça.
O Mestre Zé Guilherme faleceu por volta de 1950, tendo formado toda uma geração de mestres carpinteiros navais e marceneiros de Abaeté.
Mestre João Domingos/João Domingos da Silva, casou com Andradina André, uma irmã de Orêncio Barbosa André.
Além de embarcações os mestres Zé Guilherme, João Domingos e seus filhos construíram inúmeras casas e instalações dos antigos de engenhos de Abaeté. As instalações em madeira de um engenho demoravam meses para serem concluídas, devido a complexidade dessas construções, que incluíam casas para as famílias, alojamentos para trabalhadores e empregados domésticos, capelas, barracões para as máquinas, pontes, embarcadouros.
Mestres Carpinteiros e Marceneiros da Família Barreto
A família Barreto do Arumanduba forneceu grandes mestres carpinteiros navais e marceneiros de Abaeté: como os mestres: Miguel, Rosa, João, Bráulio Barreto e seus respectivos filhos e netos.
.  Miguel Barreto se mudou para a cidade de Abaetetuba e se tornou especialista na construção de barcos de passeio para turistas e endinheirados da região.
Além desses mestres carpinteiros e marceneiros acima, são da localidade Arumanduba os seguintes carpinteiros navais:
.  Mestre Napoleão
.  Mestre Batico
.  Mestre Antonio Pereira
.  Mestre Valentim Pereira
 Lazer no Arumanduba
 Conversas no fim das tardes
 Banhos de rio



 Futebol nos fins de tarde e fins de semana
Magníficas paisagens

Moradores e Famílias do Arumanduba
.  Pinheiro & Maués, dono do Engenho São José.
.  Antonio Dias, dono do Engenho São Sebastião.
.  Antonio de Figueiredo Dias, dono de engenho, comerciante.
.  Miguel Matos, no Rio Arumanduba, dono de engenho, comerciante.
. João Baptista Rodrigues, comerciante, marceneiro, carpinteiro e carpinteiro naval e um dos patriarcas da família Rodrigues do Rio Caripetuba, citado em 1931.
.  Miguel Matos, dono do Engenho São Sebastião, em sociedade com seu irmão Álvaro Matos, para fabricar cachaça, que foi montado em 1948 com maquinário importado da Inglaterra, comerciante, dono de embarcações. Esse engenho foi repassado para Jacarézinho, já na época da decadência da indústria canavieira nos anos de 1980.
.  Jacarézinho, por não possuir condições de arcar com os direitos trabalhistas devidos aos seus empregados, repassa o engenho ao Sr. Aloísio.
.  Aloísio, que recebeu o antigo engenho que pertencia ao Sr. Miguel Matos e esse engenho já estava em completa decadência em 1994.
Maria Edinor César Quaresma, dona de engenho, comerciante.
Família Silva, do Arumanduba
É uma família de carpinteiros, marceneiros e carpinteiros navais:
.  Mestre Zé Guilherme/José Guilherme da Silva, carpinteiro naval e marceneiro, que repassou a profissão ao seu filho, Mestre João Domingos/João Domingos da Silva, que por sua vez repassou a profissão aos seus filhos Vadoca, Miguel 7 e outros filhos e sobrinhos e estes aos seus respectivos filhos e netos.
O Mestre Zé Guilherme faleceu por volta de 1950, tendo formado toda uma geração de mestres carpinteiros navais e marceneiros de Abaeté.
.  João Domingos da Silva/Mestre João Domingos, mestre carpinteiro naval, filho do Mestre Zé Guilherme, casou com Andradina André, irmã de Orêncio Barbosa André.
.  Vadoca, mestre carpinteiro naval, filho do Mestre João Domingos.
.  Miguel Sete, mestre carpinteiro naval, filho do Mestre João Domingos.
Família Barreto do Arumanduba
A família Barreto do Arumanduba forneceu grandes mestres carpinteiros navais e marceneiros de Abaeté:
.  Rosa Barreto, mestre carpinteiro naval.
.  João Barreto, mestre carpinteiro naval.
.  Bráulio Barreto e seus respectivos filhos e netos.
.  Miguel Barreto, mestre carpinteiro naval no Arumanduba, que mudou para a cidade de Abaetetuba e se tornou especialista na construção de barcos de passeio para comerciantes de regatão e turistas e da região.
Família André do Arumanduba
 Horácio André, um dos Patriarcas da Família André de Abaetetuba
.  Francisco André/Chico André, casado e com filhos: Manoel Gregório André e outros.
.  Manoel Gregório André/Manoel Gregório, c/c Maria do Rosário e tiveram filhos: Januário Ferreira André, Horácio Batista André, Secundino André/Segundo, Erundino, Zito, Amélia, Maria Vitória, Maria e Alzira Ferreira André. A maioria desses irmãos morava no Rio Arumanduba.
.  Januário Ferreira André, c/c Jardelina Nazaré Margalho e tiveram filhos: Maria . Benta Margalho André/Maria Benta Margalho Moraes, Heitor, Sebastião e Esmerina. Vide abaixo Maria Benta.
.  Manoel Gregório e Maria do Rosário, casados e com filhos: Horácio Baptista André e outros.
. Horácio Baptista André, faleceu c/78 anos de idade, c/c Maria Barbosa e tiveram os seguintes filhos: Pretinho, Raimundo/Diquinho Barbosa, Orêncio, Elza Barbosa André Matos, Aládio, Joana André Dias, Manoel, Júlia, Thadeu, Vartúlio/Vavá, Ataídes/Tatá e Ademir Barbosa André, cujos descendentes encontram-se espalhados p/Abaetetuba/Pa, Belém/Pa, Barcarena/Pa, Rio de Janeiro/RJ e outras cidades do Brasil.
. Raimundo Barbosa André/Diquinho Barbosa, comerciante, dono de olaria, esotérico, falecido recentemente em 11/2009, c/c Maria Barros/falecida, ficou viúvo durante muitos anos, residente na Rua Lauro Sodré em Abaetetuba/Pa e tiveram filhos: Vanderley, José Maria, Raimundo/Dinho, Afonso, Galego, Maria José, Ana Maria, José Afonso, José Evandro Barros André.
.  Vandeley Barros André, casado e com filhos.
.  José Maria Barros André, casado e com filhos.
.  Galego, casado e com filhos.
.  Raimundo/Dinho, casado e com filhos.
.  Afonso Barros André, casado e com filhos.
.  José Evandro Barros André, casado e com filhos.
.  Elza Barbosa André Matos, casou com Álvaro Matos e tiveram filhos: Walter, Álvaro, Valdete e outros.
. Aládio Barbosa André/Pretinho, oleiro na localidade Arumanduba/Abaetetuba/Pa, residente à Trav. Santos Dumont, casou com Maria Raimunda/Yaiá e tiveram filhos: Benedito do Socorro Pereira André, José Odil Silva André, Miguel R. S. André, Maria Elenice, Pedro do Socorro Pereira André e Ana Lúcia Silva André.
.  Joana André Dias, residente em Abaetetuba-Pa, casou com Antônio Marques Dias/Antonico e tiveram 11 filhos: Aluízio, Adevaldo, Alair, Alcivaldo, Rosinéia, Elízia, Luiz, Antônio, João Paulo, Joseane e Ana Carla André Dias, a maioria destes são casados e com filhos.
Antônio Marques Dias, esposo de Joana é filho de Sebastiana Pontes Marques/Sabá, que é filha de Rosa Pontes e Tito Marques e Rosa Pontes é filha de Constantino de Pontes e Maximina Barbosa/Maxica e, Rosa, portanto, é irmã de João Nepomuceno, Pedro Nonato, Maria, Francelina Maria, Herundina e Manoel de Pontes/Duca. Vide fam. Pontes.
.  Manoel Barbosa André/Japonês, comerciante, casado e com 9 filhos.
Júlia Barbosa André, residente nas Ilhas de Abaetetuba, localidade Arumanduba, casada e com filhos.
.  Thadeu Barbosa André/Tadico, lavrador, residente nas Ilhas de Abaetetuba-Pa, casado e com 8 filhos.Rosa André e outros.
.  Rosa André, casou com Fortunato Barreto e tiveram filhos: Fernanda e Felipe.
. Vartúlio Barbosa André/Vavá, residente nas ilhas de Abaetetuba-Pa, lavrador, casado e com 9 filhos.
. Ataídes Barbosa André/Tatá, residente nas Ilhas de Abaetetuba-Pa, comerciante, casado e com 8 filhos.
. Ademir Barbosa André, residente em Belém-Pa, comerciante, casado e com filhos.
.  Orêncio Barbosa André, com origem na localidade Arumanduba, casou perante o Padre Chagas, em 19/10/1957, com Risolena Sarges Rodrigues, esta da localidade Caripetuba, filha de Manoel de Nazaré Rodrigues/Mestre Lelé e Maria de Nazaré Sarges/Naza e tiveram filhos no Caripetuba e depois mudaram para a cidade de Abaetetuba. Orêncio foi fogueteiro, agricultor, pescador, extrator de seringa, dono de olaria, comerciante, dono de embarcações, comunitário católico e um dos primeiros a trabalhar com os padres xaverianos nos anos de 1960, quando ajudou a fundar a comunidade católica do Rio Caripetuba e de outras localidades vizinhas. Filhos de Risó e Orêncio: Maria de Nazaré/Teca, Maria de Jesus, Deuza Maria, José Orêncio/Orencinho, José Trindade/André, José da Penha/Penha, Maria Francinete/Nete e Maria de Fátima Rodrigues André.
Maria de Nazaré Rodrigues André/Teca, funcionária de Fundação SESP, casou com Paulo Afonso e com filhos: Paulo Luciano/Paulinho, Paulo Alano e Paulo Antonio/Toninho André de Castro, todos já formados em cursos superiores em Minas Gerais. Paulinho já é casado e com filhos em Minas Gerais.
Deuza Maria Rodrigues André, casou com Jakcson, este, exercendo a profissão de caminhoneiro, se mudaram para Minas Gerais e tiveram os seguintes filhos: Fábio, Risolena e outros.
.  José Trindade Rodrigues André/André, Licenciado em Letras, casou com Val e tiveram com filhos: Edgar Uriel, Giovanni Adriel e Urick Sávio Góes André.
. Maria Francinete Rodrigues André, professora, casada com Renato e com filhos.
.  José da Penha Rodrigues André, nasceu em 12/1969.
.  Maria de Fátima Rodrigues André/Fátima, casou e teve filhos.
.  Maria de Jesus Rodrigues André, nascida em 4/1960, casada e com filhos.
 Família de Maria Benta Margalho André
.  Francisco André/Chico André, casado e com filhos: Manoel Gregório André e outros.
. Manoel Gregório André/Manoel Gregório, c/c Maria do Rosário e tiveram filhos: Januário Ferreira André, Horácio Batista André, Secundino André/Segundo, Erundino, Zito, Amélia, Maria Vitória, Maria e Alzira Ferreira André. A maioria desses irmãos morava no Rio Arumanduba.
.  Januário Ferreira André, c/c Jardelina Nazaré Margalho e tiveram filhos: Maria Benta Margalho André/Maria Benta Margalho Moraes, Heitor, Sebastião e Esmerina.
. Januário, que tem os seguintes irmãos: Horácio Batista André, Secundino André/Segundo, Erundino, Zito, Amélia, Maria Vitória, Maria e Alzira Ferreira André.
. Secundino/Segundo, casou com Raimunda Manteiga e moram no Rio Paramajó.
.  Esmerina Margalho André, filha de Januário Ferreira André, c/c Hilarinho Baía , moram em Abaetetuba e têm 4 filhos: Maria Raimunda, Merlindo, Miguilito e . . Odivaldo André Baia.
. Amélia André, filha de Manoel Gregório André e Maria do Rosário é c/c . . . . . . Raimundo Ferreira.
. Alzira Ferreira André, filha de Manoel Gregório André e Maria do Rosário, é casada.
. Maria Vitória, casou com Epifânio.
. Maria André, casou com Daniel da Silva.
Família Margalho
.  Joaquim Margalho, é irmão de Januário Margalho e tem filhos.
. Jardelina Nazaré Margalho, nasceu em 8/9/1908 na localidade Paramajó, foi criada por Bento Margalho, que é irmão de Joaquim Margalho e Jardelina casou com Januário Ferreira André e com filhos: Maria Benta e outros.
Maria Benta Margalho André/Maria Benta Margalho Moraes, nasceu em 21/3/1937 e, em 26/3/1994, estava c/54 anos de idade. Tem o sobrenome André, devido ser filha de um irmão do Sr. Horácio André, de nome Januário André.
Maria Benta, casou com José Raulino de Moraes/Rolha, este nascido em 5/6/1933 e, em 1994, dia da entrevista, estava c/60 anos de idade e tiveram filhos: Michelina, José Maria, Lindalva, Iraci/gêmeo c/Araci, Araci/gêmeo c/Iraci, Dorival, Graciete, Maria Isabel, Guiomar, Antonio, Maria José, Maurícia e Sebastião Margalho Moraes.
. Michelina Morais Silva, c/c Domingos Guilherme da Silva, moram na localidade rio Arumanduba e têm 7 filhos: Edmilson, Alexandre, Leidiane, Eldernei, Leiliane, Deisiane e José André Moraes da Silva.
. José Maria de Moraes, foi entrevistado em 31/3/1993 e forneceu os seguintes dados:
Nasceu em 15/1/1960 é filho de Maria Benta Margalho de Moraes e José Raulino de Moraes/Rolha, reside na Travessa Crizanto Lobato/Abaetetuba/Pa e casou com Lindalva Quaresma Moraes, esta nascida em 21/7/1958 e que têm 2 filhos: Layane, nascida em 10/1990 e Layana Quaresma Moraes, nascida em 6/1993.
Graciete Margalho Moraes, casou com Luís Carlos Carvalho, moram em Belém/Pa/ Conjunto Cordeiro e têm 3 filhos.
Maria Isabel Margalho Moraes, casou com Dori Edson, moram em Belém/Pa e têm uma filha.
. Guiomar Margalho Moraes, casou com Amarildo Silva Ferreira, moram em Belém/Pa e têm uma filha.
Irmãos de Maria Benta
.  Sebastião Margalho André/Sabá, casou com Maria de Nazaré Barbosa, moram na localidade rio Arumanduba e têm filhos.
.  Esmerina André Baía, casou com Hilarinho Baía, moram em Abaetetuba/Pa e têm 4 filhos: Maria Raimunda, Merlindo, Miguilito e Odivaldo André Baia.
.  Heitor Margalho André/Branco, nasceu em 19/1/1934, ainda era vivo em 1994 e com a esposa já falecida, com que teve 3 filhos e mudaram para a cidade de Abaetetuba. Heitor Margalho André em 31/3/1993, forneceu os seguintes dados: é pintor e é irmão de Maria Benta Margalho Moraes, é filho de Januário Ferreira André e Jardelina de Nazaré Margalho, esta nascida em 8/9/1908. Heitor casou com Otília Gonçalves Brabo, esta nascida em 19/1/1934 e que foi batizada pelo Padre Ignácio Magalhães, conforme lv. 28, fls. 97, nº 924 da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em 3/12/1934.
São filhos de Heitor e Otília: Maria Rodrigues André, que nasceu em 23/7/1957, falecida pequena; Manoel, que nasceu em 27/8/1958, falecido pequeno; Maria da Conceição, que nasceu em 4/12/1959, falecida pequena; Maria Auxiliador, nascida em 5/1/1961, falecida pequena; Maria do Socorro, nascida em 15/61963, casada; Manoel do Livramento, nascido em 30/12/1967; Maria Gonçalves, nascida em 13/5/1969, falecida pequena; Manoel, nascido em 15/4/1972, falecido pequeno e Maria de Nazaré, nascida em 8/4/1973, falecida pequena. Heitor, questionado sobre o porque de tantos filhos nascidos e falecidos pequenos, explicou da falta de condições financeiras e serviços médicos na localidade.
.  Maria do Socorro, casou com João Batista da Silva Vilhena e tiveram os seguintes filhos: Elcilene André vilhena, José Maria e Andréa.
Família de Arquelau Margalho Ferreira, do Arumanduba
.  Arquelau Margalho Ferreira, filho de Miguel Margalho, mora no Igarapé-Açu-Arumanduba, c/c Juvência Sousa e tiveram filhos.
.  Miguel Margalho, mora na localidade Igarapé-Açu, que é braço do Rio Arumanduba, casado e com filhos: Arquelau Margalho Ferreira.
Família de Juvência Sousa
.  Josino Crisóstomo de Sousa, c/c Maria do Espírito Santo e tiveram filhos: Juvência Sousa e outros.
.  Juvência do Espírito Santo Sousa, filha de Josino Crisóstomo de Sousa e Maria do E.S. Sousa, c/c Arquelau Margalho Ferreira e tiveram filhos.
Família do Arumanduba
.  Angelina Gomes, c/c Chico Arquelau Ferreira Margalho e tiveram filhos.
. Antonia Olívia, c/c Miguel Rodrigues Margalho e tiveram filhos: Antonio Rodrigues Margalho e Augusta Rodrigues Margalho. Num 2º casamento de Antonia Olívia com Miguel Ferreira Dias, tiveram os seguintes filhos: Francisco Arquelau Ferreira Margalho/Chico Arquelau e outros.
.  Antonio Margalho, casado e com filhos.
.  Antonio Rodrigues Margalho, filho de Miguel Rodrigues Margalho e Antonia Olívia, que em 1994 deu as seguintes informações: nasceu em 15/5/1922 e que Simeão Margalho era tio de seu pai Miguel Rodrigues Margalho e que a famosa parteira Zita Margalho, era tia dele e de Chico Arquelau, morava em Belém/Pa e que tem uma irmã chamada Augusta Rodrigues Margalho.
.  Arquelau Margalho Ferreira, mora no Igarapé-Açu-Arumanduba, c/c Juvência Sousa e tiveram filhos.
.  Augusta Rodrigues Margalho.
. Duquinha Margalho, filho de Chico Arquelau e Angelina Gomes, mora no Bairro Santa Rosa.
.  Francisco Arquelau Ferreira Margalho/Chico Arquelau, filho de Antonia Olívia e Miguel Ferreira Dias, e Chico Arquelau tinha 84 anos no dia da entrevista, 26/3/1994, logo, nasceu em em 1910 no Rio Guajarázinho e mora com sua família de evangélicos no Igarapé-Açu, braço do Rio Arumanduba. Chico Arquelau teve duas esposas: com a 1ª, Angelina Gomes Margalho teve os filhos: Duquinha, Telma, Marta, Miguel, Merto e com a 2ª esposa, Chico Arquelau teve os seguintes filhos: Maria, Enoque, Daniel, Sara, Rute, Simica e Sônia. O 1º filho de Chico Arquelau em 26/3/1994, estava com 60 anos, logo, ele estava com 24 anos em 1994. Francisco Arquelau Ferreira Margalho/Chico Arquelau, é irmão de Antonio e Augusta, que são da 3ª G dos pais de Miguel Rodrigues Margalho.
Merto Reis Margalho, filho de Chico Arquelau e Angelina Gomes, que reside às margens do Igarapé-Açú, braço do Rio Arumanduba, que é casado e com filhos: Isabel Castilho Margalho, mora em Abaetetuba com Santana Ferreira, irmã de João de Deus Ferreira.
.  Miguel Ferreira Dias, c/c Antonia Margalho e tiveram filhos: Francisco Arquelau Ferreira Machado.
.  Miguel Margalho, mora na localidade Igarapé-Açu, que é braço do Rio Arumanduba, casado e com filhos: Arquelau Margalho Ferreira e outros.
Miguel Rodrigues Margalho, filho de Sátiro Rodrigues Margalho, c/c Antonia Olívia e tiveram filhos: Antonio Rodrigues Margalho e Augusta Rodrigues Margalho, que eram irmãos de Chico Arquelau.
.  Sátiro Rodrigues Margalho, irmão do Velho Simeão Margalho, casado e com filhos: Miguel Rodrigues Margalho e outros.
Família do Arumanduba
.  Aladino Ferreira Margalho, filho de Rosa Margalho e Corina Ferreira, mora em Belém-Pa.
.  Alarico Ferreira Margalho/Sinhozinho, filho de Rosa Margalho e Corina Ferreira, mora em Belém e tem 4 filhos.
.  Itamar Ferreira Margalho/Sinhuquinha, filho de Rosa Margalho e Corina Ferreira, c/c Maria Cardoso e tiveram filhos: Simeão, Santinho, Francisco, Ronaldo, Nicéia e Natércia, que moram todos em Belém.
.  Raimunda Ferreira Margalho/Noca, filha de Rosa Margalho e Corina Ferreira, c/c Sandoval Sarges Rodrigues e tiveram filhos: Graça, Alexandre/Chanda, Dorotéa, Manoel de Nazaré, Cornélio, Geraldo, Maria Auxiliadora, Sandoval Filho, e Dionéia Ferreira Rodrigues/Déia, que residem em Belém e a maioria são casados e com filhos. Vide Fam. Rodrigues. Segundo o Sr. Antonio Gomes Ferreira/Suraca, nascido em 25/4/1902, com 92 anos em 4/1994: Rosa Margalho é o pai de Noca/Raimunda Margalho Rodrigues.
.  Rosa Margalho (homem), origem na localidade Paramajó, c/c Corina Ferreira e tiveram filhos: Raimunda/Noca, Itamar/Sinhuquinha, Alarico/Sinhôzinho e Aladino Marques Ferreira e moravam na localidade Paramajó.
Família Baia Ferreira
.  Agripino Ferreira casou com Raimunda Gomes e tiveram 3 filhos: Miguel, Maria e Antonio Gomes Ferreira/Suraca
.  Miguel Gomes Ferreira
.  Maria Gomes Ferreira
. Antonio Gomes Ferreira/Suraca, nascido a 25/4/1902 na localidade Rio Arumanduba, casou com Vita Ferreira Baia, esta nascida a 24/61908 na localidade Rio Paramajó e tiveram 9 filhos: Maria Raimunda, Aládio, Maria da Conceição, Sandoval, Nazaré João, José, Expedito e Antonio Baia Ferreira.
.  Maria Raimunda Baia Ferreira
.  Aládio Baia Ferreira
.  Maria da Conceição Baia Ferreira
.  Sandoval Baia Ferreira
.  Nazaré Baia Ferreira
.  João Baia Ferreira
.  José Baia Ferreira
.  Expedito Baia Ferreira
.  Antonio Baia Ferreira
Família
Pais de Vita Ferreira Baia, com filhos: Vita, Hilário, Joana, Pedro, Didi, Nicota e Aladica Ferreira Baia
.  Vita Ferreira Baia
.  Hilário Ferreira Baia
.  Joana Ferreira Baia
.  Pedro Ferreira Baia
.  Didi Ferreira Baia
.  Nicota Ferreira Baia
.  Aladica Ferreira Baia.
Outros Antigos Moradores e Famílias do Arumanduba
.  Daniel da Silva, c/c Maria André, esta filha de Manoel Gregório André e Maria do Rosário.
.  Raimunda da Silva, casou com Aládio Barbosa André e tiveram filhos.
Raimunda Ferreira da Silva, origem na localidade Rio Caripetuba, citada em 1944.
.  Ana Rodrigues Silva, mora na localidade Arumanduba e n. em 12/7/1914 e ia completar 80 anos em 12/7/1994, filha de Manoel Margalho e Inês Virgínia de Moraes. Manoel desapareceu do nascimento de Ana e deve ter nascido por volta de 1894.
.  Flauri Silva, origem na localidade Rio Arumanduba, pescador, viajante e comerciante marítimo, dono de embarcações, de aparelhagens de sons, casado e com filhos: Flauri Filho e outros.
.  Flauri Silva Filho/Flaurizinho, c/c Rita Fonseca e com filhos.
. Joaquim Margalho, c/c Maria Idalina Pimentel, moradores da localidade Paramajó e tiveram filhos: Jardelina de Nazaré Pimentel Margalho e outros.
.  Raimundo Rodrigues Margalho, filho de Esmerina Margalho André, n. em 15/10/1931, filho de Esmerina Rodrigues Margalho e tem um filho, que mora na localidade rio Guajarázinho.
.  Ana Rodrigues Silva, filha de Manoel Margalho e Inês Virgínia, mora na localidade Arumanduba e nasceu em 12/7/1914 e ia completar 80 anos em 12/7/1994.
.  Napoleão, mestre carpinteiro naval.
.  Batico, mestre carpinteiro naval
.  Antonio Pereira, mestre carpinteiro naval.
.  Valentim Pereira, mestre carpinteiro naval.
.  Marcos, um freteiro na cidade de Abaetetuba, dono de um barco motorizado, tipo bajara.
Relação do ano de 1961 que cita os colaboradores da Festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba
.  Aguinaldo Araujo
.  Alcy Ferreira Dias
.  Marcionilo Dias
.  Antonio Ferreira
.  Antonio Ferreira Júnior
.  Antonio Silva
.  Francisco Ramos da Silva
.  João Contente da Silva
.  João Silva
.  Miguel Silva
.  Raimundo Nonato da Silva
.  Epaminondas Sena
.  Nelson Parijós de Sena
.  Pompeu Sena
.  Ataíde Aquino
.  Eládio Rodrigues
.  João Rosado dos Santos
.  Manoel Santos
.  José Roulério Moraes
.  Maria Auxiliadora Lima Ferreira
.  Sebastiana de Jesus Barbosa
.  Terezinha de Jesus Barbosa
.  Francisco Soares
.  Raimundo Soares
.  Sinésio Gomes Soares
O Rio Arumanduba como Localidade Turística de Abaetetuba
O Rio Arumanduba é um rio plenamente navegável, com água propícia para a prática de esportes aquáticos e para banhos refrescantes e contendo em suas margens uma bela vegetação com predominância dos açaizais, miritizais e aningais. Vide fotos

 Banho refrescante nas águas do Rio Arumanduba
 Palafitas ribeirinhas na beira do Rio Arumanduba

 Noite estrelada na localidade Arumanduba



 Turistas no Arumanduba

 Barcos rabetas no transporte aquáticas para as Ilhas de Abaetetuba
 Casas Ribeirinhas no Arumanduba
 Saída dos barcos para as Ilhas de Abaetetuba

 Pequeno estaleiro para construção de barcos de madeira no Arumanduba
Açaizal no Arumanduba
 Moradores e turistas no Arumanduba
 Horácio B. André, patriarca da tradicional Família André do Arumanduba
 Matas Ribeirinhas
 Casas ribeirinhas
 Curva no Rio Arumanduba
 Rabetas, como meio de trans´porte aquático nos Rios de Abaetetuba

Colaboração: Orêncio Barbosa André, Flauri Silva Filho

RIO SARAPUQUARA
Além da comunidade católica o Rio Sarapucaia possui trabalhos sociais e de evangelização da Igreja Assembléia de Deus. Aliás, a primeira Assembléia de Deus, nas Ilhas de Abaetetuba, foi fundada na década de 50 na localidade Rio Sarapuquara.

RIO GUAJARAZINHO
É um afluente da margem esquerda do Rio Maratauíra, que também recebe as águas das enchentes e vazantes do Rio Jarumã. Possui mais de 472 famílias e abriga a Escola São João Batista e a Comunidade São João Batista e uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.
Existem atividades de pescas variadas e pesca do camarão com matapi na Costa Guajarazinho.
Antigos Engenhos e Comerciantes no Rio Guajarázinho
.  Engenho São João, de F. Lobato e Cia, para fabricar cachaça.
.  Engenho Santa Rosa, de Adalberto Oliveira e Silva, para fabricar cachaça.
O Engenho Silva, no Rio Guajarázinho, foi montado por Adalberto Silva e que foi repassado para Didi Solano e, posteriormente, para outros donos, mas que sucumbiu quando a indústria canavieira de Abaeté entrou em declínio por vários motivos.
. Engenho Santa Rosa, de R. Solano & Cia/Raimundo Solano de Albuquerque, que produzia a famosa cachaça Alvorada e esse engenho possuía instalações para mais de 30 trabalhadores. Didi Solano repassou esse engenho para Bebé e Batista.
.  Engenho do Velho Artur, no Rio Guajarázinho, repassado, depois, para C. T. Viasna/Claudionor Viana, que produzia a cachaça Papagaio.
.  Engenho de C. T. Viana/Claudionor Tocantins Viana, no rio Guajarázinho.

Famílias e Moradores do Rio Guajarázinho
.  Didi Solano/Raimundo Solano de Albuquerque, nasceu em 10/1/1910 e faleceu de derrame cerebral em 26/12/1980, casou com Leonor Mússio de Albuquerque/Lola, esta filha de pai italiano e mãe brasileira e Lola faleceu de insuficiência respiratória no dia 29/3/1922. Didi Solano adquiriu o antigo Engenho Silva, montado por Adalberto Silva, situado no Rio Guajarazinho e esse engenho passou a ser denominado de Engenho Santa Rosa. Em Abaeté Didi Solano possuía a Fabrica Alvorada, que produzia o refrigerante Alvorada, de muita aceitação nos mercados local e regional. Irmãos de Didi Solano: João, Luíza, Dedé Solano. Didi Solano só teve filhos adotivos. Didi Solano teve participação política ativa nos anos de 1950 e 1960, quando os antigos partidos PSD-Partido Social Democrático, chefiado pelo Coronel Magalhães Barata e a UDN-União Democrática Nacional, chefiada pelo general Zacarias de Assunção. Didi Solano era da corrente política contrária ao Coronel Magalhães Barata e, certa vez, o Coronel Magalhães Barata, em uma de suas inúmeras visitas à cidade de Abaeté, tentou penetrar no rio Guajarazinho, que era área do General Zacarias de Assunção e onde Didi Solano era o chefe político. Didi Solano não permitiu que o Coronel Magalhães Barata entrasse naquela área. A coligação de partidos contra o Coronel Magalhães Barata logo criou um canto, muito comum nessa época, para enxovalhar os adversários:
O Bode berrou
Na boca do Guajará
O Didi Solano disse:
Aqui não pode entrar!

Na cidade, o chefe da coligação contra Barata era o Tenente Humberto Garibaldi Parente. O pessoal do PSD logo criou à resposta ao canto contra Magalhães Barata:
Se o Bode berrou
Estava com saudades
Das cabrinhas do Tenente Humberto
Que também era parado em uma donzela.

Obs.: bode era a alcunha que se dava ao homem que corria atrás de moças.

.  Bebé e Batista, que assumiram a administração do antigo engenho Santa Rosa de Didi Solano.
Constantino de Pontes, nasceu às margens do Rio Guajarázinho, municiípio de Abaeté, casou com Maximina Barbosa/Maxica e tiveram filhos: João Nepomuceno de Pontes, Pedro Nonato de Pontes, Rosa, Maria, Francelina Maria, Herundina e Manoel Barbosa Pontes/Duda.
.  João Nepomuceno de Pontes, nasceu em 6/5/1874 na localidade Rio Guajarázinho, na então Vila de Abaeté, estudou até o 2º livro primário, no interior e aos 12 anos teve que abandonar os estudos para assumir o sustento da família, em conseqüência do falecimento de seu pai. Empregou-se como caixeiro da casa comercial de seu futuro sogro Leopoldo Anísio de Lima e casou com Benvinda de Lima no dia 14/4/1894, na Intendência de Abaeté e desta união nasceram 9 filhos: Emiliano, Raimunda/Mundica, Miguel, Domingas, João, Andrelino/Dedé Pontes, Waldomira (falecida criança), Pautila/Lilita/Mimosa, Sebastião/Sabito, falecido criança. Os irmãos de João Nepomuceno de Pontes também são originários do Rio Guajarázinho. Vide família Pontes.
.  Velho Arthur/Arthur Ayres de Matos, comerciante, dono de engenho, repassado, depois, para Claudionor Viana, que produzia a cachaça Papagaio.
Claudionor Tocantins Viana/C. T. Viana, comerciante, dono do engenho que pertencia ao Velho Arthur/Arthur Ayres de Matos, que produzia a famosa cachaça Papagaio

Famílias, Comerciantes, Marítimos, Industriais, Carpinteiros Navais, Donos de Engenhos e Agricultores dos Rios Arumanduba, Sarapuquara e Guajarazinho
Ano: 1939
. Adélia Rodrigues
. Alcides Rodrigues
. Ana Ferreira Dias
. Antonia Pinto de Azevedo
. Antonio B. dos Santos
. Antonio dos Passos
. Antonio Pinheiro
. Arcângela G. Soares
. Arcelino Ferreira
. Arsino Martins
. Brasiliano S. Rodrigues
. Carolina Pereira da Silva
. Casemiro Caldas
. Didi Solano
. Dionizia Rosado da Silva
. Domingas André
. Dulcinda Carvalho
. Elpídio de Souza Ferreira
. Ernesto Farias
. Emiliana Ferreira Dias
. Felipe F. Dias
. Fulgêncio Rodrigues
. Henrique Barreto
. Horácio André
. Inez Moraes Rodrigues
. Isaura Dias da Silva
. Jerônima Barbosa
. João Bita da Silva
. José Gulherme Silva
. Lídia Dias da Silva
. Lindolpho M. do Carmo
. Lucilo Rodrigues
. Manoel Antonio dos Santos
. Manoel Cardoso
. Manoel da Vera Cruz Margalho
. Manoel Gomes
. Manoel Soares
. Marcelino Soares
. Maria Cardoso
. Maria de Jesus Barbosa
. Maria Dias dos Santos
. Maria Libânia Fonseca
. Maria da Silva Ferreira
. Maria Nazaré Silva
. Miguel Barbosa
. Miguel Matos
. Mito Ribeiro
. Napoleão Pereira
. Neuza Lima da Silva
. Nito Ribeiro
. Norberto Barreto
. Paulo Castelo Dias
. Paulo Dias da Silva
. Paulo Gomes
. Pedro Vilaça da Silva
. Raymunda Cezária da Silva
. Raymunda J. Carvalho
. Raymundo Barbosa
. Raymundo de Jesus Barbosa
. Raymundo Dias
. Raymundo F. da Silva
. Raymundo Lopes Cardoso
. Raymundo Martins
. Raymundo N. da Silva
. Raymundo Paulo da Silva
. Raymundo Rodrigues
. Raymundo S. Dias
. Raymundo S. Rodrigues
. Raymundo Sapateiro
. Raymundo Soares
. Raymundo Vilhena
. Renato Barreto
. Rosalino Barreto
. Saul Barreto
. Sebastiana Jesus Barbosa
. Sebastiana Pinheiro
. Silvino Barreto
. Simeão Margalho
. Sodrelino Costa
Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

Rios de Abaetetuba
RIO AJUAHY














Estilos de casas e tipo de vegetação


















Estaleiros e antigos tipos de embarcações





























Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

RIO AJUHAHY
É afluente do Rio Tocantins e é um dos mais distantes da séde do município, só perdendo em distância para os rios Paruru e Maúba, este situado às proximidades do município de Igarapé-Miri. Leva-se duas horas de viagens nos barcos rabetas para se chegar ao Ajuaí. Porém é uma localidade com uma bela paisagem e que possui igarapés, praias, matas e balneários para o lazer dos visitantes.
É uma populosa localidade de Abaetetuba, com mais de 460 famílias e mais de 5.000 moradores no total, cujos membros trabalham em atividades de olarias, extração de açaí, pesca, rabetagem e outras atividades.
O Ajuaí é a localidade que concentra a maior quantidade de olarias na Região das Ilhas de Abaetetuba e a atividade de pesca é facilitada pela proximidade com a baía do Marajó, atividades que ajudam a manter as famílias nessa localidade, apesar da pirataria cada vez mais presente na Ilhas de Abaetetuba.
Os rios Ajuaí e Genipaúba em Abaetetuba, em novembro de 2008, estavam com visitas de pesquisadores para estudar o ciclo de vida do inseto barbeiro que é transmissor da Doença de Chagas, devido alguns casos dessa doença no município.
O Rio Ajuaí abriga a Comunidade Nossa Senhora das Graças, no Baixo Ajuhahy, com a festa dessa santa na capela da comunidade e também abriga a Comunidade São Sebastião.
Além da comunidade católica o Rio Ajuaí possui trabalhos sociais e de evangelização da Igreja Assembléia de Deus.
Antigos Engenhos no Rio Ajuhahy:
Engenho de Innocêncio Joaquim Pinheiro, para fabricar mel, em 1922.
.     Rio Ajuizinho, que é um afluente do rio Tucumanduba e é o canal que une o RioTucumanduba ao rio Ajuaí.

RIOS ACARAQUI, BELCHIOR, SIRITUBA, CAMPOMPEMA E TABATINGA

RIO CAMPOMPEMA

Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.
RIO CAMPOMPEMA

Localidade com mais de 240 famílias e situada bem próxima à sede do município. Abriga a Comunidade São João Batista com a realização da festa desse Santo na capela da comunidade.
Antigos Engenhos no Rio Campompema
. Engenho Santa Maria, de Kemil dos Santos, para fabricação de cachaça.
. Engenho do Murilo Carvalho/Engenho Santa Cruz, de Murilo Parente de Carvalho, que fabricava cachaça.
Nas margens do Rio Campompema foi montado o Engenho Santa Margarida de Murilo Parente de Carvalho. Esse engenho ficava na frente da cidade, do outro lado do Rio Maratauhyra, pertencia ao Capitão Ayres, que foi comprado por Murilo Carvalho.
Também o Velho Aires Matos teve um engenho nas margens desse rio: a firma A. Mattos & Cia. Com fábrica de cachaça neste município, localizada no Rio Campompema, em 1930. Velho Aires Matos, pai de Miguel e Álvaro Matos.
Firma A. Mattos & Cia. Com fábrica de cachaça no Rio Campompema em 1930.
Outras Atividades Econômicas no Campompema
Várias atividades de pesca e pesca de camarão com matapi.
Rio Campompema-Alto, abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14, uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Rio Campompema-Baixo, abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.

RIO SYRITUBA
Localidade que possui mais de 246 famílias e é um local que fica às proximidades de Abaetetuba e onde existe ainda uma forte atividade de pesca. Abriga a Comunidade Santa Maria e uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.
COSTA SIRITUBA
Abriga a Comunidade São Miguel Arcanjo, uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Ainda existem artesões de matapi no Sirituba.
Mel Sirituba, o mais famoso mel de cana, fabricado por Luciano A. dos Santos, vendido na Casa Samaritana, de Anísio Alvim de Lima.
Moradores e Famílias do Sirituba
.  Luciano A. dos Santos, citado em 1927, dono de fábrica do Mel Sirituba, o mais famoso mel de cana, vendido na Casa Samaritana, de Anísio Alvim de Lima.

ILHA SIRITUBA
Faz parte do complexo Sirituba: Ilha, rio, furo e costa Sirituba.
O Rio Pará é o principal rio de Abaetetuba. Esse rio, junto com o município de Barcarena, faz o limite Norte de Abaetetuba. O Rio Pará é o limite natural, a Noroeste, com os municípios de Muaná e Ponta de Pedras. Nesse rio se destacam dezenas de ilhas: Urubuéua, Sirituba, Capim, Campopema, entre outras.
FURO SIRITUBA

ILHA DA PACOCA
A Ilha Pacoca é uma pequena ilha do Rio Pará e que também se localiza às proximidades de Abaetetuba, possui poucas famílias residentes na ilha. Porém é famosa pelas lendas que correm até os dias atuais sobre essa ilha encantada. Portanto, faz parte do folclore do município de Abaetetuba/Pa, a qual dá origem a LENDA DA ILHA DA PACOCA. Vide abaixo uma das versões dessa famosa lenda, de autoria do abaetetubense Clóvis de Figueiredo Cardoso.
A LENDA DA ILHA DA PACOCA
Demóstenes, no auge de sua juventude, sentiu ardor no peito. Não, não era doença braba, mas um não-sei-o-quê, um não-tem-lugar, uma apertação no corpo, uma friagem quente que nem ele, com seu sentir, podia explicar o que era. Tinha aparecido no arraial de N. Sra. da Conceição quando viu aquela mocinha, tão bonita como as girandas de brinquedos. Era a Sebastiana, filha mais nova do Velho Bruno, tecedor de matapi lá do Furo-Grande.
O doente de não-sabe-o-quê, filho único de navegadores dos rios e do mar, estava só no mundo desde a adolescência, quando o pai não respeitou a tradição de presentear os negrinhos-da-pororoca com a destilada cana de Abaeté, perecendo entre ondas e remansos do encontro de águas doces e salgadas.
Homem de habilidades, Demóstenes dominava a ciência de se conduzir pelas águas, salgadas ou doces, calmas ou revoltas, no claro ou no escuro, de qualquer forma. Se tivesse apenas uma enxó construía qualquer embarcação, dependendo da madeira e do tempo. A matemática dos mastros e dos cascos lhe pertencia. A mecânica dos astros, o cheiro e a direção dos ventos, e as marés, era tudo o que precisava para navegar em qualquer água. Cortava o pano com o cálculo da experiência , encerava-o com resina de plantas ou de peixes, organizando qualquer velame.
Não tinha paragem. Hoje aqui, amanhã outro porto.
Mas jurou ficar ponte pelo amor da linda Sebastiana.
Tanto cantou, tanto cercou, tanto falou e ouviu, que Sebastiana também sentiu ardor no peito , o não-sei-o-quê , a apertação, o não-tem-lugar, as friagens, ou seja, apaixonou-se pelo navegador Demóstenes.
Pediu a moça em casamento e levou, não só a benção de seus pais, mas uma terra para se quietar: um lindo paraíso de várzeas, igapós e terra-firme, chamada de Ilha da Pacoca porque lá moravam muitas pacas.
Demóstenes e Sebastiana fixaram residência e domicilio e se amavam mais e mais conforme o passar do tempo. Até que uma noite a esposa cai doente: febre, tremedeira, diarréia, vômitos e desmaios. Era necessário buscar auxílio na vila imediatamente. Mas a noite era de temporal e de águas agitadas.
O mestre navegante observou o tempo e viu que era praticamente impossível vencer as ondas, correntezas e remansos, com apenas uma montaria que possuíam na Ilha, pois, desde que casou, não mais possuía outra embarcação para não ser tentado a voltar a navegar como antes.
Mas era o tempo ou a morte de seu amor. Resolveu enfrentar a natureza. Mas quando buscou sua montaria, percebeu que o temporal foi mais esperto e levou a embarcação em suas brabezas.
O desespero tomou conta do corpo e da alma daquele caboclo. Não tendo alternativas, pegou sua amada mulher nos braços e jogou-se no rio para levá-la a nado até onde pudessem salvá-la. Entretanto, o rio o devolvia para a margem com fúria e força. Após várias tentativas, e vendo seu amor suspirando de morte, Demóstenes começou a gritar clamando pelos encantados da floresta e dos rios. Pedia clemência pela vida de sua paixão. Não obtendo resposta, correu para casa e pegou todos os panos que lá tinham e os estendeu sobre as árvores, amarrando-os pelas bordas e pontas, formando um velame. Agarrou o remo que sobrou da sua montaria e, na beira do rio, mergulhava-o na água com o movimento de quem rema.
Tentava, com o velame de seus panos e com as remadas de seus braços, transformar a Ilha da Pacoca em embarcação, navegando na noite de temporal para salvar sue esposa. Demóstenes gritava por todos e por tudo e, de repente, sentiu que a ilha se mexia e navegava. Alegre, foi abraçar sua esposa desfalecida quando teve o assombro de não mais sentir sua respiração e seu calor: Sebastiana não suportou e faleceu.
Num impulso indescritível, Demóstenes levantou o corpo de Sebastiana aos céus gritando com a voz de cem trovões quando aconteceu um encantamento: a Ilha da Pacoca se iluminou toda, com as luzes de centenas de faróis e luas; os panos feitos velas se inflaram, e a Ilha da Pacoca começou a navegar velozmente sobre as furiosas águas do temporal.
Assim, até hoje, quando se tem um temporal feio na região do Rio Maratauíra, nas proximidades de Abaetetuba, uma grande embarcação, toda iluminada, com velas e velas, surge singrando as águas do rio e lá se vê, em sua proa, um homem com uma mão no cordame e, em outro braço, um corpo de mulher. É a Ilha da Pacoca, encantada, com Demóstenes levando Sebastiana para tentar salvá-la.
      Cuiabá, 08 de novembro de 2008-Clóvis Figueiredo Cardoso


RIO FURO GRANDE
Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

RIO FURO GRANDE
O Furo Grande tem mais de 400 famílias ali residentes e ali ainda existe o último engenho de cana-de-açúcar ativo em Abaetetuba que se dedica à produção de cachaça, porém funcionando em estado precário, devido maquinário antigo e instalações já corroídas pelo tempo e a falta de matéria-prima, a cana-de-açúcar. Suas atividades econômicas agora são outras, entre as quais se inclui a coleta de açaí e pesca.
O Furo Grande abriga a Comunidade Santa Terezinha do Menino Jesus e a festa dessa santa é realizada na capela da comunidade.
.       Antigos Engenhos e Comerciantes no Rio Furo Grande:
.   Engenho de Abel Guimarães.
.   Engenho de José C. Maués, dono de engenho e comércio, em 1931.
.   Engenho de J. C. Rodrigues/José Costa Rodrigues, na margem direita do Furo Grande.
.   Engenho Dom Bosco, de Chiquinho Ferreira, na Foz do Furo Grande.
.   Raymundo Ferreira Vaz, com engenho que fechou em 1932.
.   Engenho de Didico Guimarães/Didico Guimarães Rodrigues, que era filho de .   Antonio Guimarães Rodrigues e Raymunda V. da Silva Rodrigues.
. Fazenda/Engenho São Francisco, do lendário Coronel Caripuna/Antonio Francisco Correa Caripuna, chefe político da antiga Abaeté, vulto muito influente na localidade, que até designou Abaeté de Cidade dos Caripuna. Engenho do Caripuna foi um dos primeiros na então Freguesia de Abaeté.
Engenho Pacheco, que localiza-se no Furo Grande, atualmente, em 2011, é o único engenho existente em Abaetetuba. É um antigo engenho, montado em 1925, com produção quase artesanal, maquinário inglês antigo e está em acentuada decadência.
.   Manoel Costa, com comércio de fumos e bebidas de Manoel Costa, em 1930.

RIO IPIRAMANHA
É um afluente do Rio Tucumanduba, quase próximo à sua embocadura e abriga a Comunidade Nossa Senhora de Nazaré,
Desenvolve atividades de pesca e a pesca do camarão com matapi.
Rio Jupariquara
Abriga a Comunidade Santa Maria Auxiliadora.
Antigos Engenhos no Rio Jupariquara:
Esse rio abrigava importantes engenhos nos tempos áureos da indústria canavieira de Abaeté.

RIO PANACUERA, FURO DO MATO E FURO DO LIMÃO

Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.
RIO PANACUERA
Fica nos limites de Abaetetuba com o município de Igarapé-Miri, limite que começa na cabeceira do Rio Mocajatuba, e desta alcança, por uma reta, a cabeceira do rio Itanimbuca; desce por este até o Furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do Furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no Furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o Furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no Furo Itaboca, pelo qual continua até sair no Furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins.
O Rio Panacuéra abriga a Escola Frei Paulino.
 Antigos Engenhos e Comerciantes no Rio Panacuéra
.   Engenho de Miguel Procópio Rodrigues, para fabricar mel, em 1922.
.   Engenho de Thomaz Antônio Rodrigues, para fabricar mel, em 1922.
.   Engenho Primavera, de Francisco Lobato.
.   Engenho Santo Antonio, de Rosendo Maués, que fabricava cachaça
.  Engenho São Jerônimo, de Noé Guimarães Rodrigues, que fabricava cachaça até 1994.
.  Engenho Primavera, de A. Tocantins & Filhos, que fabricava cachaça.
.  Engenho de Ercílio Ferreira Costa, que fabricava açúcar e mel/melaço.
. Engenho de Segismundo Augusto Rodrigues, que fabricava açúcar e mel de cana.
.  Engenho de Antonio Costa Ferreira, que fabricava açúcar e mel de cana.
. Engenho de Virgílio Quarema dos Santos, que fabricava açúcar e mel de cana/melaço.
.  J. B. M. Lobato, Comerciante no Rio Panacuéra, em 1922.
.  João Magno da Silva, comerciante no Rio Panacuéra, em 1922.
Outras Atividades no Rio Panacuéra:
Atividades de pesca e pesca de camarão com matapi.
Antigos Moradores do Furo Panancuéra
.  Benedita Negrão Rodrigues, em 1944.
.  Raimundo Sardinha Filho, em 1944.
.  Joaquim Ferreira Gomes, em 1944.
.  Manoel Adoque Rodrigues, em 1944.
.  Antonio Rodrigues, em 1944.
.  Adelina Guimarães da Silva, em 1944.
.  Sinésio Sardinha, em 1944.
.  Antonio Sardinha, em 1944.
.  João Vanderlei, em 1944.
.  Sebastião Silva, em 1944.
.  João Negrão Rodrigues, em 1944.
.  Raimundo negrão Rodrigues, em 1944.
.  Alcindo F. Costa, em 1944.
.  Benedita Negrão Rodrigues, em 1944.
.  Manuel Maria Sagica, em 1944.
.  Miguel Procópio Rodrigues, dono de engenhoca para fabricar mel em 1922.
.  Thomaz Antônio Rodrigues, dono de engenhoca para fabricar mel, em 1922.
.  Francisco Lobato, dono do Engenho Primavera.
.  Rosendo Maués, dono do Engenho Santo Antonio, para fabricar cachaça
. Noé Guimarães Rodrigues, dono do Engenho São Jerônimo, que fabricou cachaça até 1994.
. A. Tocantins & Filhos, também dono do Engenho Primavera, que fabricava cachaça.
.  Ercílio Ferreira Costa, dono de engenho para fabricar açúcar e mel/melaço.
.  Segismundo Augusto Rodrigues, dono de engenho para fabricar açúcar e mel de cana.
.  Antonio Costa Ferreira, dono de engenho para fabricar açúcar e mel de cana.
. Virgílio Quarema dos Santos, dono de engenho para fabricar açúcar e mel de cana/melaço.
Engenhos no Furo Panacuérazinho
.  Engenho São Jerônimo, de Noé Guimarães Rodrigues, que fabricava a cachaça São Jerônimo.
Outros Rios nas imediaçoes do Rio Panacuéra
. Rio Panacuéra-Açu
. Rio Baixo Panacuéra.
. Furo Panacuérazinho:
Esse furo possuía alguns engenhos na fase em que Abaeté/Pa era chamada a Cidade da Cachaça. Abriga a Comunidade Nossa Senhora do Bom Remédio,
Panacuéra-Miri
Engenhos no Rio Panacuéra-Miri
.  Engenho Menino Deus, no Rio Panacuéra-Miri, de Albino da Costa Correa, para produção de açúcar e mel de cana.

RIOS PIQUIARANA-AÇU E PIQUIARANA-MIRI

Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

A localidade Piquiarana, atualmente, possui mais de 300 famílias e já foi um pólo comercial/industrial da antiga Abaeté, tendo vários vultos históricos que desempenharam atividades de indústria-comércio-navegação, na fase áurea da produção de cachaça, mel e açúcar e forneceu vários vultos que fizeram parte da história de Abaeté. Abriga a Comunidade São Francisco Xavier e as escolas Felipe Santiago Campelo e a Escola São Judas Tadeu.
.      Moradores e Famílias com Origem no Rio Piquiarana:
.  Júlio Antônio da Costa, dono de engenho para fabricar cachaça em 1922.
. José Honório Roberto Maués, comerciante e dono de engenho para fabricar cachaça, citado em 1931.
.  José Barbosa Ferreira, comerciante, citado em 1922, 1931.
. Juvêncio Christino Pinheiro, industrial, com engenho à vapor para fabricar cachaça, situado à margem direita do Rio Piquiarana, que admite como sócio, . .  . Antonio Rosa da Fonseca, com documento feito pelo tabelião Miguel Mendes dos Reis, em 1931.
.  Antonio Rosa da Fonseca, comerciante citado em 1931.
.  José Matos, dono de engenho no Piquiarana.
.  Joaquim Freitas Castro, dono de engenho para fabricar cachaça.
.  Félix Mota, dono do engenho Mata-Fome.
.  Francildo M. Nobre/Francildo Maués Nobre,comerciante e dono de engenho.
.  Francisco de Oliveira Nobre/Chiquito Nobre, dono do Engenho São Francisco.
.  Firmo Roberto Maués, comerciante e dono de engenho para fabricar mel, em 1922.
Antigos Engenhos e Comerciantes no Rio Piquiarana
.  Engenho de Júlio Antônio da Costa, em 1922.
.  Fábrica de cachaça, açúcar e mel, denominada “Conceição”, no Rio Piquiarana, da firma Maués & Barbosa, tendo como sócios José Honório Roberto Maués e José Barbosa Ferreira, em 1931.
.  Juvêncio Christino Pinheiro, industrial, com engenho à vapor para fabricar cachaça, situado à margem direita do Rio Piquiarana, que admite como sócio, .  .  .  Antonio Rosa da Fonseca, com documento feito pelo tabelião Miguel Mendes dos Reis, em 1931.
.  Engenho de José Honório Roberto Maués, para fabricar cachaça e mel, 1922.
.  Engenho de Júlio Antônio da Costa, para fabricar cachaça e mel, 1922.
.  Engenho Progresso, de José Matos.
.  Engenho Conceição, de Joaquim Freitas Castro, para fabricar cachaça.
.  Engenho Mata-Fome, de Félix Mota.
.  Engenho de Francildo M. Nobre/Francildo Maués Nobre.
.  Engenho São Francisco/Engenho do Chiquito Nobre, de Francisco de Oliveira Nobre.
.  Engenho de Firmo Roberto Maués, para fabricar mel, em 1922.
.  Gariribaldi Parente & Cia/Garibaldi Parente, um importante comerciante, político, jornalista e industrial de Abaeté. Garibaldi Parente possuía comércios no Rios Paramajó e Piquiarana.
.  João Francisco Ferreira, comerciante em 1922, tornou-se prefeito nomeado de Abaeté na Revolução de 1930 (7/7/1935-12/2/1936) e o 1º prefeito constitucional de Abaeté (12/2/1936-31/12/1937), assumiu, quando acontece um novo “Golpe de Estado” em 10/11/1937. João Francisco foi deposto, tendo assumindo em seu lugar o prefeito nomeado Coronel Aristides dos Reis e Silva (1/1/1938-28/2/1943).
Também existiram engenhos de cana-de-açúcar no Rio Piquiarana-Açu e no Rio Piquiarana-Miry.


Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

RIO PRAINHA
Abriga a Comunidade Santa Maria.

FURO DO BOTO
Sua embocadura fica na baía do Capim e leva ao centro da Ilha de Tabatinga. Abriga a Comunidade Santa Terezinha do Menino Jesus e a Escola de mesmo nome.

RIO ASSACUERA
É um afluente do Rio Arumanduba e abriga a comunidade Nossa S. Aparecida, Rio Assacuera.

RIO JUPARIQUARA
Abriga a Comunidade Santa Maria Auxiliadora.
.  Engenhos no Rio Jupariquara:
.  Engenho D. Bosco, de Francisco Meireles.
.  Engenho do João Ferreira, na boca do Rio Jupariquara.

RIO ANEQUARA

Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.
Rio Anequara
Rio situado na foz do Rio Tocantins, com embocadura na Baía do Marajó às proximidades do Furo do Urucuri e o Igarapé Mãe Joana. Abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e a Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Moradores e Famílias do Anequara
.  Magali Franco Bueno, citada em 1997.
.  Lindalva Fonseca, professora no Rio Anequara em 1997.
.  Josinaldo, estudante citado em 1997.
.  Josiélem, com 13 anos em 1997, estudante no Anequara.
.  Maurício Ferreira Cardoso, estudante do Anequara em 1997.
.  Adenilson da Silva Correa, estudante do Anequara em 1997.
.  Silonildo, estudante no Anequara em 1997.
.  Roniel Baía Cardoso, estudante no Anequara em 1997.
.  Josivaldo Barreto, estudante do Anequara em 1997.
Atividades Econômicas no Anequara
Atividades de pescas variadas e pesca de camarão com matapi.

FURO GENTIL
.  Engenhos no Furo Gentil:
.  Engenho Gentil, de Alves & Costa Ltda, para fabricar cachaça.
.  Engenho Gentil, de Raimundo Quaresma, na foz do Furo Gentil.
.  Engenho São Sebastião, de Raimundo Quaresma.
.  Maria Edinor Quaresma com outro engenho no rio Gentil.

FURO DO LIMÃO
Liga o Furo Quiarana com o Rio Maratauhyra.

RIO SAPOCAJUBA
Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

A localidade Sapucajuba possui mais de 650 famílias e que abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14.
Engenhos no Rio Sapocajuba
.  Engenho São Raimundo, de Raimundo da Silva Correa.
. Manoel Baptista da Costa, era Fiscal no Rio Sapocajuba no Governo do Coronel Aristides.

RIOS URUBUÉUA, PRATA E DOCE
Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

RIO DA PRATA
Possui mais de 200 famílias de moradores e abriga uma secretaria da Colônia de Pescadores Z-14 e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Localidade onde existiam importantes casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922.
.  Vicente Rodrigues, era um antigo comerciante no Rio da Prata em 1922.
Rio Doce:
Abriga a Comunidade São João Batista e desenvolve atividade de pesca, inclusive a pesca de camarão com matapi.
Abriga uma Escola Municipal que também ´serve como Escola para os alunos dos Ensinos Fundamental e Médio do Sistema de Organização Modular de Ensino-SOME, este anexo à Escola Bernardino Pereira de Baros, com séde na cidade de Abaetetuba. Vide texto e fotos abaixo dessa Escola.
Segunda-feira, 30/12/2013

EBPB-SOME - Escolas de Abaetetuba
Quando o educador quer, ele trabalha, transforma, educa, compartilha, ensina, forma, cria, envolve, muda e aprende, mesmo que as situações sejam as mais adversas possíveis.
As verbas existem, as condições existem, os meios existem, basta fazer o projeto e envolver a comunidade, os alunos e coordenação/direção das escolas, sistemas de ensino, secretarias de educação e ministérios
Fonte: EBPB-SOME de Abaetetuba

















RIO URUCURI
Comunidade Menino Deus, Rio Urucuri.

IGARAPÉ SÃO JOSÉ
Comunidade São José.


RIO QUIANDUBA
Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

RIO QUIANDUBA
Rio largo, que possui aproximadamente 3.500 metros de extensão e está a 40 minutos de Abaetetuba e cuja população estimada é de aproximadamente 5.000 habitantes distribuídos em mais de 600 famílias. Abriga a Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba.
Antigos Moradores e Famílias do Rio Quianduba
.  Raymmundo Ferreira Vaz, dono do Engenho para fabricar mel, em 1922.
.  Bento José de Oliveira, dono de engenho para fabricar mel, em 1922.
.  Negrão, dono de engenho no rio Quianduba.
.  Egício da Silva Pacheco, dono do Engenho Santa Maria.
.  Miguel da Costa Rodrigues, também foi dono do Engenho Santa Maria.
.  Antonio Pinheiro Filho, dono do Engenho Santo Antonio para fabricar cachaça.
.  Indalécio Guimarães Rodrigues, dono do Engenho Perseverança, para fabricar cachaça.
.  Venâncio Ferreira Vilhena, dono do Engenho São Pedro que fabricava cachaça.
.  Raimunda de Almeida e Silva, em 1944.
.  Maria de Almeida e Silva, em 1944.
.  Maria Joventina de Almeida, em 1944.
.  Maria Gomes Guimarães, em 1944.
.  Maria José da Costa, em 1944.
.  Ambrosina dos Santos Guimarães, em 1944.
.  Carmelina Ribeiro Rodrigues, em 1944.
.  Severiana Vilhena Ribeiro, em 1944.
.  Olga Raimunda Rodrigues, em 1944.
.  Umbelina do Vale Ribeiro, em 1944.
.  Aluísio de Almeida, em 1944.
.  Barbosa & Irmão, em 1944.
.  Ana Gaspar, em 1944.
.  Hilda dos Santos, em 1944.
.  Vivi dos Santos, em 1944.
.  José C. Braga, em 1944.
.  Francelina Maria Pereira, em 1944.
.  Maria Rodrigues da Costa, em 1944.
.  Dolores Rodrigues da Costa, em 1944.
.  Raimundo Rodrigues da Costa, em 1944.
.  Joaquim Mascarenha Rodrigues, em 1944.
.  Joana da Costa, em 1944.
.  Raimundo Caíto Nery, em 1944.
Nomes de uma relação de 1961 de colaboradores da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba:
.  Agostinho dos Santos Costa
.  Antonio Santos Costa
.  Alarico Pauxis Rodrigues
.  Antonia Cirica Rodrigues
.  Antonio Militão Rodrigues
.  Antonio Rodrigues
.  Maria Rodrigues
.  Olavo Rodrigues
.  Domingas da Silva Rodrigues
.  Francisco Rodrigues
.  Fulgêncio Ribeiro Rodrigues
.  José Maria Ribeiro Rodrigues
.  Manoel Barreto Rodrigues
.  Manoel Nascimento Rodrigues
.  Pedro Brasileiro Rodrigues
.  Raimundo Maués Rodrigues
.  Raimundo Santos Rodrigues
.  Sineia de Almeida Rodrigues
.  Tertuliano Antonio Rodrigues
.  Osvaldina R. Rodrigues
.  Manoel Raimundo Ribeiro Rodrigues
.  Pompeu Ribeiro Rodrigues
.  Raimundo Ribeiro Rodrigues
.  Maria de Lourdes Rodrigues
.  Mário dos Santos Rodrigues
.  Antonio Ramos dos Santos
.  Raimundo Ramos dos Santos
.  Raimundo dos Santos
.  Umbelina Ribeiro dos Santos
.  Antonio Rodrigues Barreto
.  Eli dos Santos Barbosa
.  Joana dos Santos Barbosa
.  Raimundo dos Santos Barbosa
.  José Maria
.  Manoel Júlio Barbosa
.  Nelcinda Barbosa
.  Raimunda Catarina Barbosa
.  Raimundo Teodoro Barbosa
.  André Ribeiro
.  Carmona dos Santos Ribeiro
.  Emiliana Vilhena Ribeiro
.  José Teodoro Ribeiro
.  Raimundo da Silva Ribeiro
.  Raimundo de Jesus Ribeiro
.  Maria Izete Rodrigues Ribeiro
.  Matilde Rodrigues Ribeiro
.  Maria Perciliana Ribeiro
.  Marineide Gomes Ribeiro
.  Antonio Barbosa Ribeiro
.  Miguel Barbosa Ribeiro
.  Antonio Ferreira da Cunha
.  Frutuoso Ferreira da Cunha
.  Carmelino Rodrigues de Vilhena
.  Claudino Santos Vilhena
.  Raimundo de Sousa Vilhena
.  Venâncio Ferreira de Vilhena
.  Antonio Gomes de Almeida
.  Eneas de Almeida
.  Felipa de Almeida
.  Justino Apolinário de Almeida
.  Maria de Nazaré Rodrigues de Almeida
.  Pedro Barbosa de Almeida
.  Egídia da Silva Pacheco
.  Francisco da Silva Pacheco
.  Teotônia da Silva Pacheco
.  Maria de Nazaré Rodrigues Pacheco
.  Zelina Correa Pacheco
.  Ferreira
.  Ferreira Filho
.  Maria da Conceição Ferreira
.  Maria de Nazaré Ferreira
.  Geremias Neves
.  Joana de Jesus Rodrigues da Silva
.  Maria Ribeiro da Silva
.  Lauro Bararuá
.  Manoel do Carmo Vidal
.  Maria Gomes de Maria
.  Maria Amélia Correa
.  Maria Antonia Correa
.  Raimunda da Conceição Correa
.  Raimundo da Silva Correa
.  Sebastião Rodrigues Correa
.  Raimundo Soares
.  Rosa Lima
Educação no Rio Quianduba
Na localidade Quianduba existe a Escola Municipal Dionísio Hage, que também funciona como Escola Anexa da Escola Estadual Basílio de Carvalho, com o ensino dos cursos Fundamental e Médio nessa localidade.
Antigos Engenhos e Comerciantes no Rio Quianduba
.  Engenho de Raymmundo Ferreira Vaz, para fabricar mel, em 1922.
.  Engenho de Bento José de Oliveira, para fabricar mel, em 1922.
.  Engenho de Negrão.
.  Engenho Santa Maria, de Egício da Silva Pacheco.
.  Engenho Santa Maria, que também pertenceu a Miguel da Costa Rodrigues.
.  Engenho Santo Antonio, de Antonio Pinheiro Filho, para fabricar cachaça.
. Engenho Perseverança, de Indalécio Guimarães Rodrigues, para fabricar cachaça.
. Engenho São Pedro, de Venâncio Ferreira Vilhena, que fabricava cachaça.
. M. C. Ribeiro & Filho, comerciantes citado em 1922.
. Barbosa & Cia, comerciantes citados em 1922
 Outras Antigas e atuais Atividades Econômicas no Quianduba
Olarias
Existem as antigas olarias para a fabricação de telhas e tijolos, cuja matéria-prima é a argila e a atividade de cerâmica na fabricação de vasos, potes e alguidares, entre outros utensílios e objetos de barro.
Atualmente o cultivo do açaí está se tornando o maior gerador de renda no Quianduba.
Ainda existe o artesanato de cuias, fabricada a partir da fruta da árvore chamada cuieira e a fabricação de paneiros, utensílios do artesanato fabricados a partir da tala do miritizeiro.
Atividades de pesca, inclusive a antiga atividade de pesca de camarão com matapi.
O antigo hábito alimentar no Quianduba se baseava no consumo de açaí, peixe e camarão. Porém devido a escassez de peixes e camarão o quiandubense vem diferenciando seus hábitos alimentares, optando pelos alimentos industrializados e urbanos adquiridos na cidade de Abaetetuba. A escassez de pescado e camarão no Quianduba e outras localidades vizinhas se dá pelo aumento das populações nessas localidades e pela poluição dos rios.
Inclusive a população do Quianduba tem sua origem a partir dos antigos colonizadores portugueses e imigrantes cearenses, estes chegados a partir do fim do século 19 e início do século 20.
A Revolta de Corumbá
.  O Sr. Corumbá, questionado sobre esse seu apelido, tem uma história a contar. Segundo ele no fim do ano de 1923 e início do ano de 1924, aconteceu uma revolta conhecida como Revolta do Corumbá, em Belém. Essa revolta se reporta a episódios da vida do cabo Corumbá, que era capanga do ex-Governador Magalhães Barata, que foi um dos chefes da revolta. Seu nome completo era Sebastião Venâncio de Almeida Corumbá, que tem a sua origem no Rio Quianduba, município de Abaeté. No episódio da revolta, ele foge na Lancha Ajuricaba e, depois, foi para o Baixo Amazonas, onde libera a embarcação que era de propriedade do Governo do Estado. Corumbá morreu como Capitão. Em Abaetetuba algumas pessoas têm o apelido de Corumbá.

FURO SÃO BENTO
Liga-se pelas suas extremidades com o Furo Quiarana.

RIO MERUÚ
Limita com o município de Igarapé-Miri: começa nas cabeceiras do Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta, as cabeceiras do rio Itanimbuca; desce por este até o furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins.
Furo Camarãoquara, Importante como limite com Abaeté. Vide Rio Meruu e limite com Igarapé-Miri. É um furo tributário do furo Tucumanduba”.

RIO MARATAUHYRA
.  Uma lenda do Rio Maratauhyra: O Manto de Borboletas:
No Rio Maratauhyra, na década de 1960, uma garota de 6 anos, sobrinha do esposo de D. Izabel, adoeceu, ficando ficando um mês inteiro sofrendo de hemorróida. Consultaram com o Dr. Novais, Contente, SESP, na Vila Maiuatá, com seu Castelo e com o Agenor Farmacêutico e nada de cura para a menina, que ia ficando cada vez mais fraca. Ela ficou só pele e osso. Procuraram os pajés e veio um da Costa Maratauhyra, que disse que o espírito de um rapaz, que morreu afogado a pouco tempo, no porto da casa de seu avô, o Sr. Santino, estava dominando o corpo da menina. A garota ficava cada vez pior e seu corpo magro esfriou totalmente, como se já estivesse morta, assim permancecendo por dois dias. A mãe, desesperada, juntou todas as ervas da receita do pajé e fez a defumação receitada por ele, em todo o corpo da garota, qual, em contato com a fumaça, soltou o seu último suspiro, vindo a falecer logo depois do meio dia. O enterrro da menina só poderia ser realizado no outro dia. Os parentes, vizinhos ficaram fazendo o velório da criança falecida. Ao entardecer, borboletas começaram a aparecer, não se sabe de onde, uma, outra, mais uma, até que se juntou uma enorme quantidade de borboletas brancas, que pousavam sob o corpinho morto da menina, cobrindo-lhe totalmente, como um manto branco-azulado. Os do velório quiseram enxontá-las, porém não conseguiram, tal a quantidade de borboletas. Quando a manhã chegou, as misteriosas borboletas levantaram vôo, sumindo rio afora. Esse fato nunca foi esclarecido.

Moradores e Famílias na Costa Maratauíra
.  Felippe Nery da Costa, c/c Thereza de Jesus Nery e com filhos: Emygdio Nery da Costa e outros.
.  Filhos de Felipe Nery da Costa:
. Emygdio Nery da Costa, faleceu em 27/5/1915, conforme Certidão de Óbito datada de 30/8/1977, assinada pela tabeliã Alverina Rodrigues, de Emygdio Nery da Costa, falecido às 21:00hs, no distrito de Abaetetuba – Costa Maratauíra, aos 73 anos de idade, viúvo de Anna Porphiria Baptista Nery, filho de Felippe Nery da Costa e Thereza de Jesus Nery, sendo declarante Adolpho Eugênio Nery, lv. C-18, fls. 55 e vº, nº 144.
Citações históricas: O filho de Emygdio Nery, de nome Felippe, ao fazer um determinado serviço na casa “Cruz & Silva”, acende um fósforo e joga o palito por cima do balcão. O palito cai justamente num barril de pólvora, o que ocasiona explosão e incêndio no comércio, ficando Felippe preso, junto com mais três pessoas. Quando veio o socorro os moços se jogam no rio. Felippe não resiste às queimaduras e morre. O prejuízo foi mais de três contos de réis.


RIO PARAMAJÓ
Música: Mapa Das Ilhas
Autor: Dielson Leão, ribeirinho, morador no Rio Maúba.

Venha, vamos passear nas ilhas, passear pra ver como é que é, veja como navegar é lindo conhecer as ilhas de Abaeté.

Eu vou descendo pelo rio Maúba, Parurú e Ajuaí, Tucumanduba e Maracapucú, Anequara e Iruquirí, Sapucajuba, Praínha e Rio Doce, no Rio da Prata remando eu vou, Urubuéua e Açacú,

Meu amor

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Nossa subida é a ilha do Capim, São José, Xingú e Caripetuba, Paramajó e Arumanduba, Sarapuquara e Guajarázinho, Guajará-de-Beja e Pirocaba, no Jarumã remando eu vou, Furo do Boto, Tabatinga e Sirituba, no rio Abaeté remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Eu vou às margens do Maratauíra, Jenipaúba, Campompema e Acaraqui, Tauerá, Itacuruçá, Arapapu e Piquiarana, Jupariquara, Quianduba e Bacurí, no Furo Grande remando eu vou, Furo Gentil e Panacuéra, no Cuitininga remei meu amor.

ô ô, ô ô, vou remar com meu amor.

Já fizemos postagens de algumas localidades citadas na música acima. Nesta nova postagem vamos nos ater a outros rios de Abaetetuba, contando um pouco da história, memória e citar alguns moradores e famílias de outras localidades. Algumas figuras e desenhos apresentados são obras de alguns ribeirinhos dessas localidades.

RIO PARAMAJÓ
.  Cardoso e Ferreira, comerciantes no Rio Paramajó;
.  Engenho Feliz, de Aprígio Veloso e Bernardino Costa, no Rio Paramajó. O primeiro dono desse engenho foi João Ferreira.
Família Baia Ferreira
.  Agripino Ferreira casou com Raimunda Gomes e tiveram 3 filhos: Miguel, Maria e Antonio Gomes Ferreira/Suraca
.  Miguel Gomes Ferreira
.  Maria Gomes Ferreira
. Antonio Gomes Ferreira/Suraca, nascido a 25/4/1902 na localidade Rio Arumanduba, casou com Vita Ferreira Baia, esta nascida a 24/61908 na localidade Rio Paramajó e tiveram 9 filhos: Maria Raimunda, Aládio, Maria da Conceição, Sandoval, Nazaré João, José, Expedito e Antonio Baia Ferreira.
.  Maria Raimunda Baia Ferreira
.  Aládio Baia Ferreira
.  Maria da Conceição Baia Ferreira
.  Sandoval Baia Ferreira
.  Nazaré Baia Ferreira
.  João Baia Ferreira
.  José Baia Ferreira
.  Expedito Baia Ferreira
.  Antonio Baia Ferreira
Família
.  Pais de Vita Ferreira Baia, com filhos: Vita, Hilário, Joana, Pedro, Didi, Nicota e Aladica Ferreira Baia
.  Vita Ferreira Baia
.  Hilário Ferreira Baia
.  Joana Ferreira Baia
.  Pedro Ferreira Baia
.  Didi Ferreira Baia
.  Nicota Ferreira Baia
.  Aladica Ferreira Baia.

Prof. Ademir Rocha – Abaetetuba/Pa

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