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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL NOSSA SENHORA DA PAZ: ESCOLAS DE ABAETETUBA

Escola Estadual de Educação Fundamental Nossa Senhora da Paz/Rio Arumanduba/Escola Anexa da Escola Basílio de Carvalho Para o Ensino Médio


Reproduzido de O Liberal (11/09/2011)


Escolas de Abaeté deram adeus às aulas


NAS ILHAS


Não há professores para assegurar nem o currículo básico aos estudantes


EVANDRO FLEXA JR.


Da Redação

ANEXO


EEEF Nossa Senhora da Paz, na Comunidade do Rio Arumanduba, Escola Anexa da Escola Basílio de Carvalho, para o Ensino Médio.


A Escola Estadual de Educação Fundamental Nossa Senhora da Paz, na comunidade do Rio Arumanduba, a oito quilômetros de Abaetetuba, está em situação deplorável. Funciona como um anexo do colégio Basílio de Carvalho - cuja sede fica na zona urbana de Abaetetuba -, mas não tem instalações. No local, alunos de 5ª a 8ª séries, assistem aula em salas improvisadas, com divisórias de compensado suspensas por hastes de madeira. Por baixo das divisórias entram nas "salas de aula" animais domésticos como cães, gatos e porcos, interrompendo frequentemente as atividades de professores e estudantes. A estrutura foi montada na área de confraternização da igreja católica de Arumanduba. Segundo a professora Helenice André, a escola não tem professores de Arte, Educação Física, Química, entre outras. Ela assegura que há um projeto na Seduc para construir uma escola no local. "Este projeto já tem oito anos. Ouvimos falar que o recurso já havia sido liberado, e que estava tudo pronto para iniciar a obra. Vieram inúmeros técnicos da Seduc , mas até hoje nada começou a ser feito", diz.


O coordenador da Unidade Regional de Educação (URA) da Seduc, Horácio Cardoso, explica que já foi detectada a precariedade da escola Nossa Senhora da Paz, e que o projeto de construção ainda não foi concluído. "Não sei exatamente o custo desta obra, mas o projeto existe, e vamos implantar nesta comunidade uma escola de ensino regular. Enquanto isso não acontece, o Estado utiliza os barracões cedidos pelas igrejas para atender a necessidade destes alunos, sendo que isso é temporário", afirma, reconhecendo que o local não possui o ambiente apropriado para a prática da aprendizagem. "É insalubre, mas é aquilo que podemos oferecer neste momento, para que ninguém fique sem aula", diz. Quanto à construção, Cardoso não sabe precisar uma data para iniciar, devido à burocracia na etapa de elaboração do projeto. "O trâmite é lento, porque, quando muda o governo, é preciso começar do zero", justifica.


Reproduzido pelo Blog do Prof. Ademir Rocha

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