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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Poesias de Miguel Caripuna - Poetas e Poesias

Poesias do Miguel Caripuna - Poetas e Poesias
Fotos de Pinterest
O professor de Sociologia Miguel Caripuna vem se destacando na
Arte Poética. Ele começou timidamente, com algumas poesias que
procurava divulgar nos diversos eventos da cidade, escolas e praças e
assim, ele foi ganhando envergadura na Poesia, ao ponto de se tornar
um poeta muito solicitado para os diversos eventos culturais da
cidade. Sua temática poética atinge o cotidiano da vida, os sentimentos e 
relacionamentos humanos e a história e memória de Abaetetuba e outras localidades do
Pará
Feliz 20 de Julho - Dia do Amigo
Conta Comigo
Por Miguel Caripuna
Você sempre vem e vai!
É segura companhia...
Em alegria companheira.
Verdadeira presença!
Alguém que me dá valor!
Um amor de irmão...
Tocando meu coração!
Uma mão estendida!
Sua existência melhora a vida.
Um colo onde posso chorar!
Um ser com quem posso contar!
Como é bom rir ao seu lado!
Lembrar do passado!
Dos nossos segredos.
Daquilo que deixei marcado.
Em confidências!
Cumplicidade em confissão!
Relação humana!
E quando te vejo...
Só quero teu doce beijo.
A me envolver em teu laço.
Um abraço caloroso!
A luz de um sorriso!
Teu toque amoroso...
Me faz corajoso nesta jornada.
E seguimos juntos a estrada.
Construindo história...
Em memória de pessoa amada.
A cair, levantar, dialogar...
Criticar, compreender, perdoar.
No tom singelo do verbo amar!
Que me mexe e fortalece!
Pois felicidade é ter amizade!
Pra falar das verdades!
Pra sentir saudades!
E em meu caminho...
Seu carinho é imenso abrigo!
Conta comigo!
Que conto contigo!
Meu belo amigo.
Miguel Caripuna


Meu bem é Belém!

Por Miguel Caripuna
Vem meu bem ver Belém!
A bem madrugar pelas águas do Guajará...
Por onde aporto querendo lhe acordar.
Vindo do interior em barco motor!
Com gente!
Com peixe!
E deixe-me passar...
Vou levando mercadoria na magia desta feira a beira mar!
A mi marcar com banho de cheiro.
Uma comida em doce tempero.
Lugar que sempre ti percebo!
E vejo ti a “Ver-o-Peso” bem cedo a ver a vida.
Belém é lida cotidiana!
Tão pai d’égua!
Tão bacana!
Tão cabana!
Na força que vem dos rios!
Na força que vem das ruas!
Querendo revolucionar nas mentes sendo sementes de corações!
De um povo na esperança de amar...
Lá pela Pratinha!
Lá pelo Guamá!
Sendo “Terra Firme” mesmo quando lamenta!
Acordando em Fátima, passando no Marco...
Chegando a Canudos, dormindo na Sacramenta.
E chega o coletivo!
O motivo é multidão!
Queimando da Cremação pro Benguí!
E sorrir em intensa emoção!
Sou Leão!
Sou Papão!
É domingo de Mangueirão em eterna rivalidade!
O encanto de Belém é sua diversidade onde sou feliz de verdade!
Tomando banho de chuva na tarde!
Chorando no “Soledad” onde bate aquela saudade!
E beber açaí que felicidade!
Uma cidade que é verbo imperfeito do meu jeito de ser...
Meio medroso!
Meio corajoso!
Amoroso no ato de amar!
Apaixonado como casal de namorados que seguem abraçados...
Dando risadas e deixando pegadas lá pelo Mosqueiro!
Ter lembranças de Outeiro!
Parabéns Belém!
Você é janeiro!
E meu paradeiro vou achando cruzando Almirante Barroso!
E no calor caloroso vou beijar meu amor!
Pois sou do norte e tenho valor!
Como criança que canta de esperança...
Pelo bosque!
Pelas praças!
E cheio de graça vou até o Paracuri!
E curtir o carnaval na Pedreira que tem animação à vida inteira!
Vem comigo pelas sombras das mangueiras...
O cair das mangas é brincadeira da natureza!
Belém beleza é fruta caindo!
E tô pedindo mais uma...
Mais um fruto!
Pelo Telegrafo!
Pelo Reduto!
Belém é amiga em uma tradição antiga!
Belém é companheira!
De noite tem gente festeira!
A arte é tão original!
E olha eu no Umarizal!
A arte é tão obra-prima!
E olha eu na Campina!
E a Fumbel anuncia vamos dançar Quadrilha!
E seguir a trilha do Cordão de Boi!
O “Pavulagem” já passou, se foi!
E com meu olhar de menino!
Vou ver o Pássaro Junino animar!
Meu bem Belém é assim!
Quem chega quer logo ficar!
E aqui ninguém fica só!
Na Praça da República posso namorar...
E fazer roda pra dançar carimbo!
Rodopiar o corpo a esticar a saia...
Tem luzes na Batista Campos!
E uma rede me espera na Marambaia!
Em Icoaraci cerâmica é artesanato!
E sei que uma coisa é puro fato!
O belenense é amigo!
E comigo me traz a São Brás...
No belo mercado que dar um recado!
- “Olha a nossa cultura vamos valorizar!
- Pois somos a Metrópole da Amazônia!
- E Belém é flor do Grão Pará!"
E vamos rezar na “Sé”!
Pois aqui da “Matinha” ao Tenoné é lugar de muita fé!
De um povo que segura na corda e anda a pé!
Viva! É Círio de Nazaré!
Um milhão em oração!
Promessas diversas, pessoas dispersas.
O brinquedo de miriti ta logo ali!
Tem maniçoba e pato no tucupi!
E aqui sabemos que tudo dar!
E te juro no futuro quero contar:
- No Jurunas tomei muito tacacá!
Se concentrar no “Bar do Parque”...
Contemplando o Teatro da Paz!
Apaga a luz pra ver um filme!
Suspiro no “Ópera”!
O Olímpia é demais!
É que singelo na “Estação” o poente!
A cidade toca deixando-nos pra lá de contente!
Com violão na mão se faz alegria!
Energia do artista...
Bela magia vista...
Pelo Largo do Carmo!
Pela Igreja das Mercês!
Vês nossas culturas no Centur ao reencontrar tu!
Como um “Uirapurú” na Waldemar Henrique.
Então! Por favor!
Por aqui fique!
Tem muito espaço!
Vamos curtir o Mormaço!
E viver com muita consciência morando no Parque da Residência!
Ir no belo Forte do Castelo e conhecer a nossa história!
A Cidade Velha é guardião da memória!
Um avião cruza o céu até Val-de-Cans.
É turista que chega pra ver quem és!
É uma menina morena no Parque dos Igarapés!
Uma construção infinita sem ponto final!
E “vamo” que vamos passando pelo Terminal!
Abraçando aquele que vai!
Saudando aquele que vem!
Meu bem é sempre Belém!

 Redescobertas

Por Miguel Caripuna
Neste ano vou começar “tirando reis”!
E com vocês andar de bicicleta!
Botar uma fantasia esperta e original...
E sair no bloco de rua em pleno carnaval!
Molhar os pés nos igarapés...
Mergulhar nos rios das ilhas...
Indo pelas trilhas de canoa!
E não vou ficar à toa!
Na páscoa renascerei pra comer ovo de chocolate!
Partilhar uma pizza com orégano e tomate!
E enfrentar os combates com virtude de juventude!
Um toque de dialética mascando um ploc...
Ouvindo rock e reggae e tudo segue...
Desejar a um casal feliz casamento!
E lembrar da construção do sentimento!
Dançar quadrilha, forro e xote...
Subir no pau de sebo e quebrar o pote...
Pulando fogueira, fazendo tanta brincadeira!
Passear descalço pelas praias...
E sentir a brisa do vento...
Onde o tempo sempre a de passar!
E eu junto caminhar...
Vendo o sol se por e ele nascer...
Amanhecer jogado em uma rede...
Tomando água de coco pra matar sede!
Cantar MPB com voz e violão!
E namorar beijando a pessoa que amo...
A transformar em amor...
Esta encantadora paixão!
Emoção que faz nas redescobertas da nat ureza...
Nascer uma flor!
E vou sim, esperar a bela primavera...
Contemplando a lua em noite singela!
A ser passarinho!
A ter carinho!
Como idoso corajoso e cheio de saudade!
Que não tem medo da idade!
E de verdade dar gritos de independência!
E na minha consciência ir amando!
Abraçando os amigos...
De prazer!
De paz!
De paciência!
Ser alegre lembrando adolescência!
Jogar bola como criança...
Sendo esperança na fé...
Que reinventa o homem!
Que reinventa a mulher!
Pra ser simplesmente o que se é!
Comer camarão com a mão...
E beber açaí com peixe...
Sem que me deixe de balançar na capoeira!
E na beira puxar ladainha e carimbó...
Ver cordão de boi!
Como fazia a vovó!
Tomar banho de chuva...
Fazendo curva poética no coração!
E será legal dar-me de presente no natal!
E se eu morrer?
Isso não vai acontecer!
Pois é “imortal” e não sente dor...
Quem faz da vida uma linda história de amor!


Saudade

Por Miguel Caripuna
É pôr sem sol!
Estrela sem céu!
Luar sem lua!
Letra sem papel!
Poesia calada!
Um olhar pra nada!
É água que não passa em rio!
Uma pipa fugindo...
A perder-se do fio!
É querer um passado presente!
E esperar no horizonte um ser ausente.
Um luto na luta pra esquecer!
Um dia pensei que saudade fosse apenas uma palavra...
Mas agora!
Sem mais te vê!
Tenho certeza!
A minha saudade hoje...
Se chama:
Você!

Abaetetuba completa hoje 121 anos.
É Abaeté! (por Miguel Caripuna)

Abaeté!
Cidade
Homem
Mulher...
De ilhas em trilhas!
De estrada marcada!
Terra amada...
Rios, ruas, ramais...
E jamais...
Ficas na solidão!
Olha a beira...
Que é feira!
Multidão que peneira!
O miriti...
Vira brincadeira...
Em mão de artesão!
Abraça a praça!
É Círio de Conceição!
Povo de fé!
E a pé!
Tão abaeteense!
É Abaetetuba!
E ninguém me derruba
Farinha, açaí, mapará
Sou interior!
Sou Pará!
Abaeteuara!
E o tempo não para...
E me encara...
De bicicleta...
Uma ideia moleca!
Cuidado!
Não bate o menino...
Tá jogando peteca...
É criança esperta!
Correndo na chuva...
Dobrando...
A curva da vida!
Voltando...
Pra casa querida!
Vivida de histórias!
Vovô é memória...
Das lendas...
Um mito...
Que é doce fofoca...
É "Ilha da Pacoca"!
Uma "Cobra Grande"!
Mande medo!
Olha o pão de tapioca
Tão cedo!
Deixa eu madrugar!
E com meu papai...
Embarcar na canoa...
Pra tarrafiar!
A mãezinha vou beijar
Vem mana!
Vamos chupar cana!
É bacana achar graça!
E no engenho...
Tomar cachaça!
Sai fora desgraça!
Aqui sou contente!
Pela aguardente...
Por esta gente serena!
Balança na rede...
Minha Abaeté morena.

Parabéns à todos aqueles que nasceram e aqueles que adotaram Abaetetuba como sua cidade.

Poente
Por Miguel Caripuna

É pôr em ti!
É pôr em nós!
É pôr na vida!
É pôr na lida!
É pôr no campo!
É pelas ruas!
É por um fio!
É pôr no rio!
É pelas águas!
É pôr no mar!
É amar!
É por amor!
É por amores!
É pôr nas flores!
É pôr em frente!
É poente!
É sol que aquece no amanhecer!
É sol que desce no entardecer!
É só beleza em natureza singela!
É pôr-do-sol na minha “janela”!



Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA

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