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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Extrativismo e Sustentabilidade em Abaetetuba e Pará

Extrativismo e Sustentabilidade em Abaetetuba e Pará
Postagem em construção
Todas as regiões do Pará sofreram e ainda sofrem o processo do extrativismo de seus recursos naturais e desde a época colonial do Pará. Acreditamos que não exista no Pará um extrativismo que adote o modelo da sustentabilidade, isto é, extrair os recursos naturais e imediatamente prover a área de exploração com algum projeto que possa garantir a não exaustão dos produtos extraídos da Natureza e amenizar os consequentes prejuízos para a flora e fauna e populações tradicionais das áreas exploradas. A exploração de minérios, por exemplo, é feita geralmente com a destruição de toda a área explorada, só restando os buracos e a destruição de áreas utilizada pelos povos indígenas e ribeirinhos para a subsistência desses povos, onde são destruídas as florestas, rios, praias e outros locais de exploração extrativista dessas populações. A exploração dos rios para a construção das grandes usinas hidrelétricas segue o mesmo padrão, sem os estudos ambientais mais aprofundados e que vise a sustentabilidade da área de instalação desses projetos e como consequência, a destruição de florestas, rios com grandes prejuízos de subsistência das populações ribeirinhas e da fauna e flora do lugar. A exploração madereira é intensa, com a extração desenfreada e destruição de muitas outras espécies vegetais adjacentes à área das espécies de madeiras. Ressalte-se ainda que a exploração de madeira é feita ilegalmente e ao arrepio das leis ambientais, onde os prejuízos são imensos em termos ambientais em todos os sentidos. Um modo intenso e comum da derrubada das florestas é para a implantação dos projetos agropecuários, onde as irregularidades são muitas em termos de derrespeito às leis ambientais e, pior ainda, é a derrubada de florestas feitas por grileiros e quadrilhas de malfeitores, onde acontece a derrubada pura e simples de extensas áreas, estas depois repassadas ilegalmente para empresários da agropecuária e dos comerciantes de madeira de lei feitas de modo irregular em todos os sentidos.
Os rios e florestas amazônicas eram abundantes dos produtos da caça e pesca e esses produtos começaram a ser explorados desde a era colonial do Pará para o consumo e exportação para outros centros. O certo é que muitas espécies animais e vegetais acabaram por desaparecer pelo excessivo processo de caça e pesca predatório. A pesca predatória ainda acontece pelos grandes rios, praias e costas paraenses, onde as redes de pesca por 'arrastões' são as responsáveis pela extinção de espécies nobres de peixes e essa pesca ainda se mantém com espécies que outrora não eram levados em conta pela pesca industrial.
Como muitos ainda pensam que os nossos recursos naturais estão aí para serem comercializados a bel prazer, essas pessoas nem pensam na palavra 'sustentabilidade'. Os próprios ribeirinhos não conhecem a importância da sustentabilidade e assim os recursos naturais advindo dos rios, florestas e oceanos vão escasseando cada vez mais e muitos desaparecem pura e simplesmente pela extinção de muitas espécies em algumas regiões do Pará. Outrora o Baixo Tocantins, a região do Marajó e adjacências eram ricos em espécies de madeira de lei e de espécies da flora e fauna. Hoje a madeira de lei já não mais existe e muitas espécies animais já foram extintos em nossas regiões como: peixe boi, pirarucu, tartarugas diversas, jacarés diversos, peixes nobres e da flora já não mais se vê os vegetais fornecedores de óleos, essências, madeira, lenha, látex e outros produtos.
Mas ainda dá para se reverter esse quadro, não mais com a abundância de outrora, mas aplicando alguns princípios da 'sustentabilidade' que ajudarão a amenizar um pouquinho o 'caos ambiental' que nossas regiões se encontram atualmente. Começaremos dizendo para não jogarmos mais tanto lixo em nossas massas d'água e cobrando dos outros poluidores ambientais a solução para as poluições químicas e orgânicas que criaram ao lançar no ar e águas esses produtos da poluição do ar e águas ao nosso derredor. Outra solução seria plantar mudas de espécies vegetais já raras em nosso meio. Abolir a pesca de arrastão e montar pequenos criatórios de peixes e animais de nossa alimentação. Isso seria o mínimo de nossa parte e pedir para o poder público tomar algumas medidas nesse sentido.

Nesta postagem vamos mostrar alguns de nossos produtos que vêm sofrendo o processo de extrativismo de longas datas e que até se constituíram parte de nossa cultura ao longo de todos esses anos.

Pesca de Crustáceos
Crustáceos
Muitos crustáceos como camarões e caranguejos chegam das regiões costeiras do Pará e Maranhão, todo dia, para venda na feira de Abaetetuba, mas em Abaetetuba demais localidades ribeirinhas existe a prática secular da pesca de camarões de água doce. Junto com a pesca de camarões são pescados certos tipos de crustáceos, como as ararutas e sararás que não têm valor comercial e que são descartados nessas pescas. Junto com os camarões também vêm certos Moluscos, como os caramujos e outros moluscos, que também são descartados, se virem em pequenas quantidades.

Ararutas, Sararás, Camarões
Os camarões chegam às centenas nos chamados 'paneiros de camarões' e 'paneiros de peixes' às nossas feiras, vindos das áreas ribeirinhas do Marajó e Baixo Tocantins. Os mais comuns crustáceos que chegam junto com os camarões e peixes comerciais são as ararutas, sararás e pequenos peixes não cosmetíveis, que vêm de nossos rios e baías de água doce e de outras localidades Muitos desses animais quando chegam já estão mortos pelo manuseio dos camarões e peixes.
Uma solução seria jogar esses animais no mar, após as pescas, ou quando das viagens dos pescadores. Outra solução seria jogar no rio esses animais na orla de nossas feiras. Os animais das
fotos foram fotografados na própria feira ou em nossa casa, quando da compra do
camarão.





Palmeiras amazônicas
Jupatizeiro
Talas de jupati
Jupatizeiro é uma de nossas palmeiras amazônicas, cuja tala, ainda na era colonial do Pará
já era utilizada pelos povos indígenas ribeirinhos na confecção de flechas e dardos envenenados das zarabatanas indígenas. Devido ser um tipo de tala muito forte e resistente, em tempos mais modernos do inicio do século 20, passou a ter utilidade na construção de paredes de barracos, da confecção de matapis (vide a 2ª foto abaixo com alguns matapis acima das talas da foto), confecção de gaiolas de passarinhos e do arcabouço de pipas e papagaios da diversão de 'empinar pipa ou papagaio.
Talas de jupati

Acima, a 2ª foto de talas de matapi, mostra um artefato de
pesca de camarões, o matapi, confeccionado com talas de jupati.
Como não existe a prática do plantio e replantio do jupazeiro, este
corre perigo de extinção, pela secular prática do uso de tala de
jupati na confecção de vários artefatos com essas talas.

Paxiubeira
A palmeira paxiubeira é muito usada em artefatos da casca de paxiúba e construções de casas, e isto há séculos no Baixo Tocantins. Alguns usos: paredes e assoalhos de cabanas ribeirinhas

Patauá
Acima temos a semente da palmeira patauazeiro, que foi muito usada para
fornecer um óleo de cozinha chamado 'óleo de patauá', que na realidade
ainda é utilizado na cozinha ribeirinha do Baixo Tocantins e Marajó. Também é usada
para a retirada de sua essência em aplicações industriais diversas. Como diz
o ditado: 'Donde se tira e não se põe', o patauazeiro está na lista dos ameaçados
de extinção.

Bacabeira
A palmeira bacabeira é uma bonita árvore do Baixo Tocantins, Marajó e
outras regiões do Pará. Como o açaí, seu uso é feito como alimento,
com o 'vinho de bacaba'. Mas é um fruto muito mais raro que o fruto
do açaízeiro, de onde se faz o 'vinho de açaí'. Existem várias espécies
de bacabeiras na Amazônia, sendo a mais abundante a chamada 'bacabeira
do sertão'. Como muitas palmeiras amazônicas, não existe a prática de
plantio e replantio de bacabeiras. Com a construção de estradas e pastos para engorda
de bois, a bacabeira está rareando no Baixo Tocantins e Marajó.

Miritizeiro
A plameira miritizeiro é usada em múltiplas atividades em Abaetetuba e regiões ribeirinhas, como na construção dos famosos 'Brinquedos de Miriti de Abaetetuba', mas essa palmeira não é como a palmeira açaizeiro, este de reprodução mais rápida até a fase adulta (3 a 5 anos). O miritizeiros por ser de baixa reprodução, pode se entinguir em poucas décadas, se não forem tomadas providências de plantio e replantio de mudas de miritizeiro, como já se faz com o açaizeiro.
Fruto do Miritizeiro



Cipós
 Os cipós amazônicos, tiveram e ainda têm seu uso disseminado em várias aplicações, como no artesanato com cipós de plantas variadas. O cipó 'vime' ainda é usado na confecção de cadeiras e poltronas de vime
 Cipó titica
Todo dia tem cipó titica para vender na feira de Abaetetuba
Cotias, pacas

 Caça e Pesca
A caça e pesca são práticas ancestrais na Amazônia. No Baixo Tocantins e Marajó, tanto de pescou e caçou, que agora jã não mais existem muitas espécies de animais dos grupos de peixes, aves, felinos e outros. Certas espécies de animais ainda resistem às suas inexoráveis extinções, como alguns roedores e outros grupos de animais e isso devido âs suas grandes capacidades de  de reprodução ou 'habitates' inacessíveis, como grandes buracos e profundezas das baías e oceanos.
E a caça e pesca de certos animais silvestres já estão proibidas por leis municipais, estaduais e nacionais. Mas muitas pessoas não respeitam essas leis, devido ser 'caso de sobrevivência' para muitos ribeirinhos e colonos das regiões afetadas pelas caças, pescas e desmatamentos para os plantios dessas pessoas. O grande desmatamento ilegal será outro assunto aqui tratado.

 
Pacas, tatus, cotias ainda existem pelos restos de matas nativas do Marajó e Baixo Tocatins. E todo dia se pode encontrar esses tipos de caças nas feiras de Abaetetuba.

Cerâmica de barro
Louças, vasos e outros artefatos de barro. O barro já começou 
a escassear em Abaetetuba e os oleiros e artesões em barro estão
buscando essa matéria prima da indústria cerâmica e do artesanato
em barro no Marajó. Em outros centros produtores de telhas e
tijolos, esses produtos já são fabricados com outros materiais já
são feitos com massa de restos de construções em alvenaria.


Pirarucu, boto e peixe boi
O peixe pirarucu jã foi extinto do Baixo Tocantins e Marajó
Peixe boi

O mamífero peixe boi, devido possuir excelente carne, foi muito pescado (vive nas águas) já a partir da Era Colonial do Pará e hoje já estão prtaicamente extintos no Marajó e Baixo Tocantins.

Botos
Existiam pelo menos 4 espécies de botos que habitavam ás águas doces do Pará. Essas são espécies de mamíferos aquáticos que estão seriamente ameaçados de extinção, por vários motivos, que não a alimentação, Citamos a falta de peixes para as suas alimentações e as poluições das massas de água doce, onde habitavam. No Amazonas, onde existem em maior quantidade, descobriu-se que a carne de boto serve para a pesca de um peixe especíco que serve na exportação, pela falta de peixes de carnes mais nobres que já foram extintos ou estão próximos da extinção.
Boto rosa, seriamente ameaçado de extinção. Vide foto mais abixo, de pescador retalhando o corpo de um boto, que servirá como 'isca de pesca' de um certo cardume de peixe.


Felinos

Jacarés

Peixes


Aves


Árvores e madeira de lei
Castanheiras

Postagem em construção - segue

Blog do Ademir Rocha, de Abaetetuba/PA


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