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domingo, 5 de janeiro de 2014

Rio Itacuruçá e Outros - Rios de Abaetetuba

Rio Itacuruçá e Outros Rios de Abaetetuba - Rio de Abaetetuba
Fonte da foto: Pastor Josué Calebe

RIO ITACURUÇÁ E OUTROS RIOS – RIOS DE ABAETETUBA 

As Olarias
 Olaria no Rio Itacuruçá
Fonte da foto: Ângelo Paganelli
A Produção de Telhas e Tijolos na localidade Itacuruçá e a ARQUIA
Grande parte das olarias do da localidade Itacuruçá fazem parte da Associação dos Remanescentes de Quilombo-ARQUIA que  surgiu em 2002 e foi fundada pelo Srs. Remildes Teles e Gercino Vilhena da Costa. A ARQUIA tem como objetivo atender as necessidades dos remanescentes de quilombos das Ilhas de Abaetetuba.
Através de projetos como manejo de açaí com ou sem fundo fornecidos pelo Banco da Amazônia, também a ARQUIA oferece cursos de capacitação para os seus associados em cada comunidade como: cestaria, tecelagem, confecção de bijuteria, gestão ambiental, organização comunitária entre outros
Atualmente 9 comunidades fazem parte dessa associação: Rios Assacú; Alto, Baixo e Médio Itacuruçá, Genipaúba, Arapapú Grande e Arapapuzinho e Tauerá-açú.
A coordenação da ARQUIA é escolhida em assembléia geral com todos ou com 80 % de seus associados, que é composta por um presidente, um vice-presidente, um tesoureiro, um coordenador de patrimônio e dois fiscais de cada comunidade sendo vinte e duas pessoas no total. 
Para ser sócio da ARQUIA é preciso morar na localidade em que faz parte dela, ter 16 anos e se declarar descendente de negro. A ARQUIA conta hoje com mais de 3.800 associados, ela é uma associação não governamental mas que recebe apoio e recursos do Governo Federal e do Estado do Pará, e apoio de outras entidades com STRA (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba).
O objetivo é deflagrar ou dinamizar nas comunidades, um processo de desenvolvimento comunitário sustentável, cujos elementos norteadores estejam configurados na forma de um plano de desenvolvimento sustentável, priorizando: o uso sustentável de recursos naturais, a organização comunitária centrada no planejamento participativo de atividades e na (re)formatação das associações de base para uma mais eficiente atuação junto ao mercado e a formação de gestores comunitários do processo.
Nas comunidades do Alto, Médio e Baixo Itacuruçá são constantemente realizados seminários, oficinas de planejamento participativo e treinamentos, todos voltados para o desenvolvimento rural sustentável, comercialização conjunta e verticalização do processo produtivo.
Para isso foi formada uma entidade para atuar no desenvolvimento sustentável do Itacuruçá e outras localidades vizinhas.
Coordenadores Anteriores da ARQUIA 
. Edílson (Arapapuzinho) – Coordenador Geral
. Benedito (Baixo Itacuruça) – Coordenador da Secretaria         
. Isaias Neri Rodrigues (Alto Itacuruçá) – Coordenador de Projetos de Renda Comunitária
. Maria da Luz (Acaraqui) – Coordenadora de Cultura
. Manoel Pinheiro (Médio Itacuruçá) – Coordenador de Patrimônio
. Egidio (Arapapuzinho) – Coordenador de Esporte e Lazer

As olarias do Itacuruçá produzem entre 600 a 800 telhas/dia/olaria, gerando emprego direto para aproximadamente 275 famílias participantes da associação.
Das atividades artesanais, se sobressaem as realizadas nas olarias, que são atividades físicas insalubres, cansativas e com extensas horas de trabalho árduo, que exigem muito esforço físico, desde as atividades de produção de tijolos à preparação e separação da argila nas marombas, estas como o local onde se produzem telhas e tijolos de argila, e, ainda, da queima dos produtos em barro e de sua secagem natural. As marombas  geralmente ficam localizadas na beira dos rios, próximas das casas das famílias, para facilitar o escoamento da produção das telhas e tijolos produzidos e empilhados, que ficam á espera das embarcações que fazem o escoamento desses produtos cerâmicos. E empilhar tijolos é uma das atividades mais cansativas das olarias, feito por homens e que desgata muito quem as executa, quandomuito e daí as dores nas costas, na cabeça e muitas dores e cansaço.
Porém, o trabalho nas olarias beneficia a comunidade, proporcionando geração de emprego e renda para um elevado número de pessoas que trabalham nas diferentes fases da produção oleira e a elas ligadas, como os lenhadores, os barreiros, os queimadores, os barqueiros, os artesões da maromba, além dos atravessadores que compõem toda uma cadeia produtiva.
A atividade oleira se caracteriza pelo emprego de tecnologia rudimentar, com predominância de processo manual e organização produtiva de base familiar envolvendo até 8 famílias de ribeirinhos nas maiores e mais produtivas olarias. O trabalho na olaria gera emprego e renda para um elevado número de pessoas que trabalham como barreiros, lenhadores, barqueiros, artesões da maromba, além dos atravessadores que compunham a  cadeia produtiva oleira, que não deixa de ser um trabalho precário, predatório ao ambiente e economicamente ineficaz como fonte de renda para a família devido a forma quase artesanal de produção de telhas e tijolos. Os atravessadores são elementos mais recentes no trabalho das olarias, onde algumas olarias são financiadas para a produção de telhas e tijolos, transformando-as em fonte principal de renda das famílias.
O ofício de oleiro é repassado na forma quase artesanal de geração a geração nessas famílias e há muitos anos que essa técnica rudimentar não evolui de modo geral nas olarias de Abaetetuba, sendo este um dos motivos para o desaparecimento das mais de 200 olarias existentes em Abaetetuba até o início dos anos de 1980.
Estrutura das Olarias
As olarias são montadas nas partes mais altas das beiradas dos rios e igarapés e são construídas a partir dos tradicionais barracões de madeira, com cobertura de telhas ou palhas e as paredes possuem as prateleiras onde são colocados as telhas e tijolos antes de seguirem para o formo, e é proposital a localização das praleteleiras junto às paredes para que as telhas e tijolos possam secar com o calor ambiental mais rapidamente.  A montagem das olarias nas beiradas dos rios de Abaetetuba é para facilitar o escoamento da produção oleira. São raras as olarias existentes nas margens das estradas e ramais do município.
O Volume da Produção Oleira
O volume de produção das olarias é pequeno, chegando ao máximo de 500 unidades por dia, e se torna menor durante o ano devido vários fatores, entre os quais a estação chuvosa entre dezembro e abril, quando a produção diminui não só pela dificuldade das chuvas como também pela alta umidade dessa estação que não permite uma secagem mais rápida dos produtos das olarias.
A Dureza no Trabalho das Olarias
Como o trabalho nas olarias é muito pesado, essa atividade basicamente é feita por homens, sendo raro o trabalho de mulheres e crianças, sendo, neste caso, trabalho por sexo, e faixa etária, ou seja, aos homens cabe o trabalho que requer maior esforço físico, enquanto que as mulheres e as crianças desempenham tarefas consideradas mais leves nas atividades rurais e pesca.
Tratando deste aspecto, o dia-a-dia de uma família que trabalha com muito esforço para ter seu pão de cada dia, os pais trabalham duro, oferecendo o melhor aos seus filhos, mas os filhos também se esforçam nos estudos, para quando crescerem terem um futuro melhor, que trabalhem e possam ajudar os seus pais e serem pessoas independentes.  
A maioria dos pais trabalham tirando barro para a olaria, já que precisa de disposição e força de vontade. Quem tira barro, sai da casa a noite e passa a noite no mato fazendo a vala, sem dormir, tirando o barro e enchendo o barco. Depois de cheio eles vão desembarcar o barro na olaria e quando o barco esvazia eles levam novamente o barco para o mato para o trabalho do outro dia. E quando retornarem à noite a embarcação já esteja lá para começar tudo de novo.
As Atividades nas Olarias ou Ligadas às Olarias
Todas as atividades das olarias ou ligadas às olarias são executadas por homens, tais como: a extração da argila, o seu transporte e descarga na olaria, o armazenamento com os pés ou sua colocação na maromba, a moldagem, corte e transporte das telhas e tijolos, a enfornagem e desenfornagem, isto é, acolocação dos produtos no forno para a queimar e a retirada dos fornos e ainda o transporte dos produtos até as embarcações para a comercialização nas cidades.
A Queima nas Olarias
A queima é um dos mais exigentes trabalho nas olarias, pois o queimador tem que desenvolver grande esforço físico e mental, devido os produtos oleiros precisarem de um determinado tempo de 48 a 72h para atingirem  o grau necessário para a devida fabricação das telhas e tijolos, processo em que o quimador, além da atenção redobrada, fica exposto ao grande calor emanado dos fornos, por ter que alimentar com lenha periodicamente os fornos, que não podem sair da temperatura exigida para a queima dos produtos oleiros.
O Barreiro
Barreiro é o responsável pela extração do barro nas jazidas de argila ou barro e também é o responsável pelo transporte dessa matéria-prima até as olarias. Pela maciça extração do barro nos barreiros de Abaetetuba, além dos problemas ambientais que essa extração causou aos ecosistemas ribeirinhos, também a busca pelo barro tem sido cada vez mais difícil pela escassez desse produto em Abaetetuba e o barreiro, agora, tem que se deslocar para áreas cada vez mais distante, até mesmo em outros municípios, para poder atender aos pedidos das olarias remanecentes do Itacuruçá e de Abaetetuba.
A Prensa ou Maromba das Olarias
Na produção rudimentar de telhas e tijolos das olarias de Abaetetuba não existe as grandes máquinas industriais que podem ser encontradas em olarias ou indústrias cerâmicas mais avançadas de São Miguel do Gumá/PA e outros lugares da produção cerâmica. O que existe nas olarias de Abaetetuba são máquinas chamadas “prensas” ou “marombas”.  A maromba, apaesar de ser uma máquina rústica, já exige a energia elétrica dos pesquenos motores movidos à oléo Diesel, em quanto que a prensa é totalmente manual e que exige a presença de mais pessoas nesse processo, diferente da maromba, que exige menor esforço físico e menos trabalhadores por ser movimentada pela energia elétrica e sua produção diária é muito maior que as olarias de prensas.
O Trabalho Ribeirinho Feminino no Itacuruçá
O trabalho das mulheres é desenvolvido nos âmbitos doméstico e rural ou nas atividades de pesca, e é por isso que o trabalho feminino é bastante pesado, pois a mulher, além dos trabalhos domésticos, tem que gerar rendas para o lar devido a insuficiência dos ganhos do marido. E os homens, fora de suas atividades usuais, também pescam, apanham o açaí, ajudam as mulheres a coletar frutas, retiram o palmito, caçam, entre outras tarefas que, normalmente, são auxiliadas pelas crianças. Portanto, não é facil o trabalho dos ribeirinhos em geral.
A principal fonte de renda da comunidade é a venda de açaí, manga, pescados, e plantas medicinais nas cidades mais próximas, geralmente Belém, PA.
A Educação no Médio Rio Itacuruçá
A Comunidade São João do Médio Rio Itacuruçá conta com a Escola Municipal de Educação Infantil e Fundamental Prof.Manoel Pedro Ferreira para atender turmas do Ensino Infantil e Fundamental nos turnos da manhã e tarde e, à noite, atende a turma dada de Educação de Jovens e Adultos, onde grande parte desta turma é composta de jovens e adultos moradores  ribeirinhos quilombolas que trabalham nas olarias, na coleta do açaí, dos fabricantes de farinha de mandioca e pescadores do Médio Itacuruçá.
A Coleta do Açaí

 O açaí está se tornando a maior fonte de renda
dos ribeirinhos de Abaetetuba e Região
A coleta do açaí na Comunidade de São João do Médio Itacuruçá inicia com a subida nas árvores do açaizeiro, atividade que exige certas habilidades dos apanhadores de açaí no uso da peconha.
A Coleta do Açai e o Apanhador de Açaí
O açaizeiro é uma palmeira que nasce em touceira de cinco a seis árvores, em áreas alagáveis, alcançando 15m de altura e cujos troncos chegam a atingir aproximadamente 25cm de diâmetro. O cacho de açaí só pode ser apanhado quando as frutinhas estiverem maduras e com a cor preta e o cacho não pode ser jogado ao chão, sob pena do despercício de grande parte das frutinhas, daí o fato do uso da peconha para a subida e descida do apanhador de açaí, trazendo os cachos seguros por uma das mãos, enquanto a outra segura o tronco do açaizeiro para a devida descida. Um apanhador de açaí tem que possuir essa habilidade específica no uso da peconha, sendo esta uma espécie de laço feito com as folhas do próprio açaizeiro para a subida no açaizeiro. Além do uso da peconha o apanhador de açaí também usa um facão para cortar o cacho de açaí e descer trazendo consigo o cacho cortado. Convém salietar que o apanhador de açaí é um dos elos na coleta do açaí.
O apanhador de açaíEssa operação requer muita habilidade. O colhedor repete esse ato nos dias de hoje, cerca dezenas de vezes ao dia. Essa atividade vai se tornando aprimorada, pois os apanhadores começam as colheitas entre a idade de sete a dez anos. Como apanhar açaí exige o uso intenso de mãos e pés na subidas das árvores, no corte do cacho de açaí e na descida trazendo o cacho em uma das mãos, enquanto a outra segura o tronco do açaizeiro nessa descida e os pés são usados com a ajuda da peconha, tanto para a subida quanto para a descida, os apanhadores de açaí ficam com as mãos e pés arrebentados pelo intenso esforço nessa atividade. Os apanhadores de açaí geralmente iniciam essa atividade ainda crianças e os mesmos são contratados pelos donos de açaizais para executar essa tarefa no tempo da colheita do açaí.
No Itacuruçá o açaí é apanhado para consumo local, quando o mesmo é usado como alimentoO açaí em Itacuruçá é um produto de consumo local, que usualmente misturam o açaí com farinha de mandioca e se alimentam no acompanhamento do peixe, camarão, carne e outros. Como o trabalho nas olarias é uma atividade em franca decadência, muitos ribeirinhos do Itacuruçá já estão plantando açaí em vista da grande demanda que o açaí está tendo no Pará, Brasil e mundo. O açaí atualmente é o produto que mais gera rendas na Região das Ilhas de Abaetetuba.
A Mandioca
A cultura da mandioca e a consequente produção
de farinha de mandioca está perdendo terreno para
outras fontes de renda nas comunidades ribeirinhas
e das estradas e ramais de Abaetetuba
A Cultura da Mandioca e a Produção de Farinha
A cultura da mandioca é uma antiga atividade desenvolvida em Abaetetuba, sendo que algumas localidades se destacam nessa atividade. Porém produzir farinha é um trabalho pesado, de longo período e pouco lucrativo. Esse fato está determinando o abandono dessa atividade por colonos e ribeirinhos de Abaetetuba que agora procuram agir em outras atividades que possam gerar melhores rendas, como o cultivo e coleta do açaí. Mas produzir farinha ainda é uma atividade que ainda é necessária, pois esse produto é um dos componentes da dieta alimentar do Itacuruçá e outras localidades de Abaetetuba. A produção de farinha de mandioca é repassado de geração para geração e essa atividade requer que os mais novos aprendam o modo tradicional do plantio da mandioca como da produção da farinha. A produção de farinha não evoluiu e, a mesma, segue o manejo que vem desde os tempos provinciais do Pará.
Na colheita da mandioca as raízes para fabricação de farinha são colhidas com a idade de 16 a 20 meses, entre abril e agosto, quando apresentam o máximo de rendimento, e o processamento deve se iniciar logo após a colheita e no prazo máximo de 36h para evitar a perda de qualidade da raiz, seu escurecimento, que são fatores que podem resultar em uma farinha de baixa qualidade, devido o início de fermentação das raízes colhidas que se dá logo após a colheita. Também devem ser evitados machucamentos e esfolamentos das raízes, fato que determina mais rapidamente  o início da fermentação, também resultando em produto de qualidade inferior. Após colhidas as raizes de mandioca devem ser lavadas para eliminar a terra aderida à sua casca e evitar a presença de impurezas que prejudicam a qualidade do produto final.
O Retiro na Produção de Farinha
O Retiro é o barracão onde é processada a mandioca e onde se encontram os tachos para a torração da farinha. Nesse lugar as pessoas se encontram para desenvolver suas tarefas na produção da farinha de mandioca. Além da farinha, no retiro podem ser fabricados outros produtos com a massa da mandioca, como o beiju de mandioca. Em comunidades organizadas os produtos do retiro são divididos entre os associados.
A Farinha Como Uma Necessidade Alimentar em Abaetetuba
A produção da farinha ainda é necessária nas localidades rurais de Abaetetuba, pois ela vem a  constituir, junto com o açaí, o produto alimentar mais usado na dieta alimentar das famílias ribeirinha e de Abaetetuba como um todo. No Itacuruçá a produção da farinha ainda visa a comercialização. Dos 400 agricultores sócios da ARQUIA (Associação dos Remanescentes Quilombos de Abaetetuba) na localidade Itacuruçá, 120 se dedicam ao cultivo da mandioca no modo tradicional.
O Descacamento da Mandioca
O descascamento da mandioca é necessário também para eliminação das fibras presentes na camada mais interna das raízes que contém fibras com substâncias que são responsáveis pelo escurecimento da farinha. O descascamento é feito de forma manual, com facas afiadas ou um raspador apropriado.
Nova Lavagem das Raízes Após o Descamento
Após o descascamento, as raízes devem ser novamente lavadas para retirar as impurezas a elas agregadas durante o processo. A lavagem é realizada à beira do rio com fluxo contínuo de água.
A Ralação das Raízes da Mandioca
A boa lavagem e o descascamento bem feitos resultam na obtenção de farinha de melhor qualidade, pois, dessa forma, a ralação é feita de forma a obeter uma massa com grãos que possam resultar em uma farinha de bagos menores e mais homogêneos.
A Prensagem da Massa de Mandioca e o Tipiti
Após o ralamento parte-se para a prensagem da massa da mandioca, que consiste em se espremer essa massa, em processo que deve acontecer logo após a ralação, para impedir a fermentação e o escurecimento da farinha. A prensagem da massa da mandioca é feita no instrumento chamado tipiti, este um instrumento de fibras de palmeira da folha de miriti num formado cilíndrico que possui o tamanho médio de 1,50m de comprimento. A massa ralada de mandioca é colocada dentro do tipiti que deve  ficar pendurado para escoamento do líquido resultante da massa, denominado de tucupi. A prensagem da massa da mandioca é necessária para se extrair o líquido presente na dita massa, pois esta não pode seguir o passo seguinte sem a presença de umidade  na massa ralada, impedindo o surgimento de fermentações indesejáveis, além de economizar tempo e combustível na torração, possibilitando uma torração sem formação excessiva de grãos maiores na farinha resultante.
O Tucupi
O líquido resultante da prensagem da massa ralada da mandioca é chamdo tucupi, que é largamente utilizado em vários produtos e pratos da culinária paraense. Porém, o tucupi, por ser muito tóxico e poluente dos rios e solos ao redor do “retiro” da farinha, precisa sofrer um processo que possa resultar na eliminação dessa toxidade. O tucupi extraído no processo de prensamento da massa da mandioca, para eliminar sua toxidade, precisa passar pelo processo de uma longa fervura ou cozimento,  para poder ser transformaddo em um tucupi mais ameno em toxidade e assir ser o líquido ideal para tempero e molho na culinária paraense, em produtos e pratos como o tacacá, o peixe no tucupi, o pato no tucupi, etc. Convém salientar, que pela grande demanda por tucupi, existem produtores rurais que se dedicam a produzir tucupi. Uma tonelada de mandioca  resulta em 300 litros de "tucupi. Ao ser retirada da prensa, a massa ralada vem compactada, havendo necessidade de ser esfarelada para permitir a peneiragem e esse esfarelamento é feito manualmente. Em seguida, passa-se a massa na peneira, na qual ficarão retidas as frações grosseiras contidas na massa, chamada crueira, que pode ser utilizada na preparação de mingau de crueira e na alimentação de animais.
O Preparo da Farinha
Convém salientar que não é a mandioca ralada que vai para o processo de prensagem, pois a mandioca ralada ainda deve passar por um processo de maior esfarelamento e isso é feito através de uma peineragem dessa massa. Feito a peneiragem da mandioca ralada, a massa resultante é colocada em tachos para aquecimento de 20 minutos no forno, exatamente para eliminar o excesso de água, resultando numa massa levemente gelatinosa. Nesse tempo, o forneiro, deve ficar mexendo a massa com o auxílio de um rodo de madeira, de cabo longo e liso, para se evitar a exposição do calor emanado do forno e melhor manuseio do rodo pelo forneiro.
A Torração da Farinha e os Fornos de Secagem
Em seguida, a farinha vai sendo colocada aos poucos em outro forno para a torração final. O forneiro, com o auxílio de um rodo de madeira, vai mexendo, uniformemente, até a secagem final do produto. Os fornos de secagem ficam em locais cobertos para proteger o forneiro e a farinha contra chuvas e ventos. A torração tem grande influência sobre o produto final, porque determina a cor, o sabor e a durabilidade da farinha e essa torração deve ser realizada no mesmo dia da ralação das raízes. A farinha é armazenada em local seco e ventilado e, posteriormente, ensacada para consumo ou venda.
O Ramal do Itacuruçá Como Facilitador da Produção Oleira e no Transporte de Cargas e Locomoção das Pessoas
Após a construção das Estradas de Rodagem de Abaetetuba e da Região do Baixo Tocantins, muitas localidades ribeirinhas de Abaetetuba e demais municípios passaram a ter acesso via transporte Terrestre pelos chamados Ramais, que são extensões das diversas estradas, especialmente a PA-!51, que chegam até determinadas comunidades rurais e ribeirinhas do Baixo Tocantins. A localidade Rio Itacuruçá, especificamente o Rio Baixo Itacuruçá, é uma dessas localidades que já possui um ramal de estrada para a locomoção dos moradores dessa localidade, transporte de mercadorias e escoamento dos produtos ribeirinhos, especialmente das telhas e tijolos. Antigamente a locomoção se fazia apenas pelos rios, em longas viagens de barcos para a cidade de Abaetetuba e outros pontos da região. O chamado Ramal do Itacuruçá veio para facilitar a vida dos moradores do Itacuruçá. É um ramal de estrada que liga via terrestre a cidade de Abaetetuba com a localidade Itacuruçá e que encurtou muito o tempo das viagens. Esse ramal veio facilitar a vida de inúmeras pessoas que precisam se deslocar no trajeto Abaetetuba-Itacuruçá e vice-versa, especialmente estudantes, comerciantes e aposentados.
 Fonte da foto: Benedito Miranda
 Fonte da foto: Ângelo Paganelli
As rápidas embarcações chamadas rabetas, cobertas ou
descobertas, funcionam como táxis fluviais em Abaetetuba
e sua Região Tocantina
Mas, como toda a vida do homem ribeirinho depende também do rio, vale confirmar que é por essa via que ainda se faz o escoamento  de grande parte da produção de telhas e tijolos. Pela via fluvial, usa-se a rabeta que é um tipo de embarcação pequena, com motor, que faz o transporte aquático muito rápido em comparação com os meios de transportes fluviais de um passado ainda recente.
A Divisão do Trabalho
As mulheres geralmente cuidam das plantações, enquanto que a extração do açaí, a coleta de manga, a pesca e outras atividades são atividades feitas pelos homens. O homem também é o responsável por levar os produtos para vender nas cidades, mas quando não pode ir vai a sua mulher ou filhos.
Conhecimento Tradicional
A comunidade Baixo Itacuruçá possui muito conhecimento tradicional. Um dos mais evidentes é o conhecimento sobre construção de embarcações de madeira, aquelas típicas da região amazônica. As embarcações construídas são as pequenas canoas e cascos a remo, as rabetas (estas geralmente sem cobertura e com motor), e os barcos e canoas maiores a motor.
A comunidade também conhece e usa as plantas medicinais e as principais plantas medicinais são a babosa, a arruda, a catinga-de-mulata, a pruma e a orelha de macaco.
Situação territorial
A comunidade de Baixo Itacuruçá está no território quilombola Ilhas de Abaetetuba, junta de mais sete comunidades. Este território foi titulado pelo ITERPA em 05/06/2002 através de lutas dos moradores.
Comunidades Quilombolas no Pará
No estado do Pará 41 comunidades já tiveram as suas terras tituladas entre 1998 e 2005. No Nordeste do Pará, as comunidades quilombolas conhecidas encontram-se nos municípios de Abaetetuba, Acará, Augusto Correa, Baião, Bonito, Bragança, Cachoeira do Piriá, Cametá, Capitão Poço, Colares, Concórdia do Pará, Igarapé-Miri, Irituia, Mocajuba, Moju, Oeiras do Pará, São Miguel do Guamá, Tracuateua, Viseu. São 17 territórios, num total de 54.874,04 hectares, titulados pelo Instituto de Terras do Pará (ITERPA) e pelo INCRA.
Algumas Comunidades Quilombolas do Baixo Tocantins e Pará
. Laranjituba e África,
. Camiranga, em Cachoeira do Piriá/PA
. Bom Remédio, em Abaetetuba/PA
. Alto e Baixo Itacuruça, Campopema, Jenipaúba, Acaraqui, Igarapé São João, Arapapu e Rio Tauerá-Açu, em Abaetetuba/PA
. Bailique Beira, Bailique Centro, Poção e São Bernardo, em Oeiras/PA

Algumas Comunidades Quilombolas nas Ilhas e Colônias de Abaetetuba     
Na Região das Ilhas:
. Acaraqui                                         
. Alto Itacuruçá
. Arapapu
. Arapapuzinho
. Baixo Itacuruçá
. Jenipaúba
. Médio Itacuruçá
. Baixo Itacuruçá
. Rio Tauerá-Açu
. Igarapé São João
. Campompema 
Na Região das Estradas e Ramais:
. Ramal do Bacuri
. Laranjituba e África (Titulada)
. Caeté
. Ramal do Piratuba

O ITACURUÇÁ COMO ÁREA DE QUILOMBOS 
Muitos negros fugiam da escravidão das fazendas e engenhos formando quilombos nas terras do Itacuruçá, Urubuéua e outras localidades de Abaeté e do Baixo Tocantins em geral.
Os negros (de quem também somos descendentes em miscigenação com outras raças) que aqui habitavam, eram negros que fugiam das antigas fazendas/engenhos de Abaeté  e que conseguiram se esconder nessas terras por muito tempo, até ser habitada como é hoje. 
Até o final da década de 1980 não se falava em quilombos em Abaetetuba e este termo surgiu a partir de estudos realizados pela Diocese de Abaetetuba, que verificou que os ribeirinhos eram remanescentes de quilombos.
Os quilombolas de Abaetetuba se tornaram donos das terras onde vivem ainda nos anos 1980, mas a associação criada por essas comunidades ainda enfrenta um entrave para usufruir da titulação definitiva do Instituto de Terras do Pará-Iterpa outorgada em 1992.
O Itacuruçá é, provavelmente, a maior localidade de Abaetetuba com remanescentes de quilombos e, por isso, faz parte da ARQUIA, que é Associação de Remanescentes de Quilombos da Região das Ilhas de Abaetetuba. Como exemplo, citamos os quase 4.000 moradores da localidade Alto Itacuruçá, que estão distribuídos em uma dezena de comunidades espalhadas por um território de quase 12 mil hectares e o mesmo fato acontece nos chamados Médio e Baixo Rio Itacuruçá.
 Os quilombolas se organizaram para cobrar das autoridades estaduais a titulação coletiva da áreas que ocupam no Itacuruçá e outras áreas de remanecestes de quilombos
Essas comunidades são formados por artesãos, lenhadores e plantadores de mandioca, feijão-caupi, milho, arroz, açaí e cupuaçu. Como o Rio Itacuruçá é um rio pouco caudaloso, se ressente da presenaça da variedade de peixes e crustáceos existentes em outras ilhas de Abaetetuba.                                           
Outros Aspectos da História dos Quilombos do Rio Itacuruçá
Não se tem informações sólidas sobre a origem dos Quilombos do Baixo Itacuruçá (assim como todos os outros quilombos do território Ilhas de Abaetetuba). Porém em cada localidade desse território a população tem sua versão e interpretação sobre as origens do quilombo.
Até o final da década de 1990, os povos das Ilhas de Abaetetuba eram vistos apenas como povos ribeirinhos, quando um estudo feito pela Diocese de Abaetetuba constatou que esses ribeirinhos eram também remanescentes de quilombos.
Áreas Quilombolas em Abaetetuba
O trabalho da Emater junto às Comunidades Quilombolas de Abaetetuba já tem um bom tempo e com o apoio de associações dos próprios beneficiários, especialmente da Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos de Abaetetuba (Arquia), que representa as localidades ribeirinhas (das margens dos rios Itacuruça, Arapapu, Arapapuzinho, Acaraquá e Jenipaíba) e do entorno da rodovia PA - 252.
As comunidades são visitadas para coleta de dados. Como muitos dos agricultores já são atendidos regularmente pela Emater, dele existem declarações de aptidão (daps) vigentes,  com a devida conferência e impressão  do extrato. As daps novas também são entregues diretamente às associações pelos técnicos agrícolas da Emater com escritório em Abaetetuba.
O Baixo Itacuruçá Como Área de Quilombos
O Baixo Itacuruçá é uma comunidade quilombola localizada em Abaetetuba, Pará. Está dentro do território quilombola das Ilhas de Abaetetuba, juntamente com mais sete comunidades:
. Alto Itacuruçá
. Campopema
. Jenipaúba
. Acaraqui
. Igarapé São João
. Arapapu
. Rio Tauaré-Açu
Segundo o ITERPA (Instituto de Terras do Pará), o território Ilhas de Abaetetuba tem população de 701 famílias e área de 11458.5300 ha (hectares).

A Cultura Quilombola na Festa da Consciência Negra no Baixo Itacuruçá em 2015

O Blog do Ademir Rocha se faz presente, através de seu titular na edição 2015 da festa da Consciência Negra que se realiza no chamado Baixo Itacuruçá. O convite partiu da Diretora do Colégio Bernardino Pereira de Barros, Maria de Jesus André Rocha, escola que, além do ensino regular na sede do município, também abrange as escolas do Projeto SOME, espalhadas pelas colônias e ilhas de Abaetetuba. A festa cultural aconteceu na Escola Quilombola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Santo André, por sinal uma bonita escola que foge do padrão precário das escolas das estradas, ramais e ilhas de Abaetetuba, que foi construída na gestão do prefeito Luiz Lopes, cujo diretor atual é o professor Rinaldo Gomes dos Santos, que conta com uma atuante equipe de professores, técnicos e grupo de apoio educacional. Na realidade, o convite para a participação da Escola Bernardino na festa cultural quilombola do Baixo Itacuruçá partiu da idéia do professor itacuruçaense José Maria, que leciona a disciplina História na Escola Bernardino e que organizou uma excursão escolar-cultural com seus alunos da Escola Bernardino em convite que se estendeu para a diretora Maria de Jesus e demais segmentos da Escola Bernardino. Os alunos do professor José Maria, o organizador da excursão ao Baixo Itacuruçá, logo ao chegarem ao local foram adentrando os espaços da festa cultural quilombola, logo fazendo seu trabalho escolar, que consistia em responder questões relativas à história e cultura dessas terras quilombolas.
 Alguns Aspectos da Excursão ao Baixo Itacuruçá
Como a parte educacional da excursão atingia os alunos das 8ªs séries A e B, convite se estendeu aos demais segmentos da Escola Bernardino, foi necessário se expedir ofício à Prefeitura Municipal de Abaetetuba, através de sua Secretaria de Educação, na pessoa do Secretário Jeferson Felgueiras, que gentilmente cedeu os dois ônibus solicitados para comportar tantas pessoas que deveriam chegar até a Escola Santo André do Baixo Itacuruçá, através do transporte rodoviário. A saída se deu por volta das 8;30h e levou-se cerca de uma hora e meia par se chegar ao destino da festa cultural.
Durante essa viagem, o autor do Blog do Ademir Rocha pode observar alguns aspectos durante a viagem no que diz respeito a trafegabilidade, vegetação, flora e fauna, atividades econômicas e, na festa quilombola do Baixo Itacuruçá, observar a comunidade e as mostras e os aspectos culturais da festa.

Estradas e Ramais
Nossa maltratada Rodovia Dr. João Miranda já está recebendo os serviços que se faziam necessários para a melhoria da estrada que se encontra em fase de obras para um novo recapeamento asfáltico e, ao que tudo indica, a construção de acostamento, dado o intenso tráfego de veículos, pessoas, alunos e praticantes de caminhadas e treinamento físico. Levamos cerca de uma hora e meia para chegarmos ao nosso destino e, nesse trajeto, encontramos algumas fazendas de criação de gado, especialmente bovinos. Saindo da Rodovia Dr. João Miranda, entramos na Rodovia PA-151 (a chamada Estrada de Igarapé-Miri) e percorremos um bom trecho dessa estrada e entramos no chamado Ramal do Ernandes, nome que se reporta ao antigo dono daquelas terras e que ali possuía engenho e fazenda, que vendeu para o novo proprietário da fazenda. Após o Ramal do Ernandes entramos, pelo lado esquerdo, no Ramal São João, que já é terra quilombola e dali entramos no Ramal Tauerá-Açu, onde se encontra uma plantação de dendê abandonada. A Agropalma é uma grande indústria de extração de óleo de dendê e que comprou aquela área de terra que faz parte das terras quilombolas, mas que teve que devolvê-las, devido essas terras serem área restrita aos descendentes dos antigos quilombolas do Itacuruçá  e a lei não permite a venda dessas terras, a não ser para os herdeiros de quilombos. A reversão dessas terras aos quilombolas deve-se a uma ação judicial feita pela ARQUIA, que é a associação que defende os interesses de ribeirinhos de Abaetetuba. Após o Ramal Tauerá-Açu, entramos no Ramal Santa Rosa, este iniciando em um campo de areia natural (que devido essa condição é uma área de minério de areia e que, por lei, deverá seu uso ser solicitado ao órgão competente do governo federal), onde não crescem árvores e sim uma vegetação rasteira, especialmente o mato flor-do-campo, que em maio desabrocha em uma bela florada das chamadas flor-do-campo e a vegetação de grande porte que ali se atrevem a brotar, ficam restritas a um pequeno crescimento, devido a dificuldade de se desenvolver em terras sem nutrientes necessários ao desenvolvimento de vegetação de médio e grande porte. As terras desse último ramal, na época do inverno, ficam completamente alagadas, dificultando a chegada dos ribeirinhos às suas casas e das crianças à Escola Santo André, que é o ponto final dessa longa jornada rodoviária e que necessita de guia para a viagem, como foi o caso de nossa excursão ao Baixo Itacuruçá e à Escola Santo André. A Escola Santo André é muito bonita e possui uma área livre central ao redor da qual se encontram as 8 salas de aulas e os demais espaços que abrigam as diversas salas para os responsáveis pelos trabalhos de gestão, pedagógicos, cozinha, auditório, cantina e salão para a merenda na escola. Registramos também a presença da mata que margeia as estradas e ramais, onde predominam palmeiras tipo açaizeiros, bacabeiras, miritizeiros, inajázeiros, mucajazeiros, tucumanzeiros e outras pequenas palmeiras e muitas árvores de médio e grande porte e áreas de sororocais (das bananeiras sororocas) que se desenvolvem em moitas nas margens das estradas e ramais ou em meio da mata.
A viagem e os ramais de estradas
No ônibus para o Baixo Itacuruçá

São vários ramais até se chegar à Escola Santo André, no Baixo Itacuruçá,
mas vale a pena a viagem

O guia da viagem e o Ramal Santa Rosa sobre um Campo Natural


 Nos campos naturais de areia só a vegetação rasteira floresce, enquanto
os vegetais de médio e grande porte nascem mas não se desenvolvem nesses

campos
Ao chegarmos à Escola Santo André ela, que era o local da festa quilombola, já estava em plena efervecência dos festejos pelo Dia da Consciência  Negra, que já acontece a muitos anos, onde um conjunto musical estava a desenvolver atividades musicais e apresentações do palco cultural e com a presença de muitas pessoas do local e vindas de comunidades vizinhas como Murutinga, Arapapu, Arapapuzinho, Ipanema, Maúba e os do Itacuruçá, especialmente crianças e jovens que enchiam os espaços para as várias apresentações, mostras da feira, enquanto que no palco do auditório se desenvolviam atividades musicais, apresentações e discursos variados. Nós visitamos alguns espaços dessa alegre e festiva comemoração e tudo muito bem organizado pelos responsáveis da bela festa e muita coisa por nós fotografados, conforme abaixo.

Sala dos Objetos, Artefatos e Máquinas Antigas
Esta sala continha um gama de objetos, artefatos, utensílios e máquinas antigas, constituindo-se em um pequeno e interessante museu.
 Nessa foto temos: peso de balança agrícola, máquina de costura, balança de pratos,
tigelinhas para coleta da borracha (látex), inchó

 Toca-disco dos antigos LP

Peça esculpida da lenda da cobra-grande, carretilha e lampião à gás 

 Ferro de passar rouoa à carvão
O inchó era um instrumento essencial na construção das mais antigas
embarcações feitas de madeira 

Uma bala de canhão do tempo da revolta da Cabanagem 

Tigelinhas para a coleta do látex da borracha 

Mimeógrafo e atrás um antigo lampião à querosene

Sala do Artesanato
Cada comunidade ribeirinha de Abaetetuba desenvolve um artesanato que atende as necessidades econômicas e demais necessidades dessas comunidades. As fotos mostram o antigo artesanato do Itacuruçá.
 Brinquedos de miriti das comunidades quilombolas do Itacuruçá
 artesanatoem talas
 artesanato em folhas e talas, acima um abano de fogão

 Artesanato em talas, acima paneiros, abanos

Utensílios com o fruto cuia, da árvore cuieira
Uma antiga mala para viagem em talas
 Peneiras em talas e tigelas de cuias e o bule de alumínio
 
Alunos da Escola Bernardino completando seu trabalho escolar

Sala das Plantas Medicinais
São muitas as plantas medicinais espalhadas pelas ilhas e colônias de
Abaetetuba. Abaixo temos algumas plantas medicinais apresentadas
na festa quilombola do Dia da Conciência Negra,, na localidade Baixo
Itacuruçá - Escola Santo André









Sala dos Registros Fotográficos
Pelas áreas do Rio Itacuruçá existe uma grande quantidade de
descendentes de quilombolas, mas também de brncos que ali
chegaram no decorrer dos séculos


 As estivas fazem parte da paisagem ribeirinha

A senhora acima foi a 1ª Rainha Quilombola do Itacuruçá

O futebol faz parte do lazer itacuruçaense

Sala dos Mitos e Lendas
Os mitos e lendas fazem parte da cultura ribeirinha de Abaetetuba
e no Itacuruçá não é diferente


Paisagens ribeirinhas do Itacuruçá
O autor do Blog do Ademir Rocha, ao ser convidado para a excursão ao Baixo Itacuruçá, imediatamente aceitou o convite pela via terrestre, em ônibus cedido pela Prefeitura Municipal de Abaetetuba. A viagem pela via terrestre é a opçao mais demorada, porém é a possibilidade de se levar uma boa quantidade de pessoas ao destino estabelecido. Porém a viagem mais rápida é a via fluvial, através das velozes embarcações, aqui chamadas rabetas, mas que só carregam um pequeno contingente de pessoas. Essa viagem tem a vantagem de oferecer à vista de todos os belos cenários ribeirinhos de Abaetetuba, com visão da flora e fauna, do movimento das águas e do céu sempre nublado, além do vento e da visão das inúmera embarcações singrando os rios, igarapés e furos da bacia hidrográfica que banha os municípios da Região das Ilhas do Pará. A Escola Santo André possui professores e funcionários da própria localidade e da cidade sede do município, Abaetetuba,  e os que são de Abaetetuba preferem as viagens mais rápidas pelos barcos rabetas. Pelas várias conversas soubemos que os professores da cidade estavam com viagem marcada pela parte da tarde e imediatamente conversamos com os professores dessa viagem sobre a possibilidade de fazermos essa viagem. O fruto dessa viagem são as belas paisagens abaixo.

 Acima casas ribeirinhas à beira do rio com suas pontes e seus barquinhos e
uma olaria

 Paisagem ribeirinha acrescentada da modernidade dos fios da
energia elétrica do programa federal "Luz Para Todos" e as nuvens
dominando o cenário
 Uma das olarias remanescentes das mais de 200 das áreas ribeirinhas,
sendo o Itacuruçá um dos grandes pólos oleiros de Abaetetuba, 
na fabricação de telhas e tijolos de barro, este já praticamente
esgotado nos antigos barreiros
 À caminho da beira do rio Baixo Itacuruçá

As rabetas são embarcações motorizadas e muito rápidas 

 A mãe pilota rabeteira vindo apanhar seus filhos que estudam
na Escola Santo André
 As rabetas são do tipo descoberta, que são as "rabudinhas" e as cobertas
com espaço bem acanhado em seu interior, mas que servem muito bem
ao seu propósito de transporte rápido de pessoas e produtos

 Acima temos uma dobra do Rio Baixo Itacuruçá e mais abaixo um
desenho de todo o rio e seus principais pontos


 A árvore da palmeira chamada miritizeiro domina as paisagens
da flora ribeirinha e as margens com seus aningais, arbustos 
espinhentos, e açaizais que se misturam com as casas, suas
pontes e barcos ancorados
A Região das Ilhas de Abaetetuba possui um só padre para
as suas 72 ilhas, espalhadas por todos os rios, igarapés e
furos, e o que se vê é a presença também boa de muitas
igrejas evangélicas das várias denominações cristãs

Os Benefícios Recebidos Pelas Comunidades Quilombolas de Abaetetuba e Região 
Energia Elétrica
A organização das áreas quilombolas foi importante para que essas comunidades começasssem a receber os benefícios advindos dos governos Federal e Estadual.
Mais 1.630 pessoas residentes na região das ilhas quilombolas de Abaetetuba, na Região de Integração Tocantins, receberam energia elétrica por meio do “Programa Luz para Todos”. A inauguração foi no final da tarde de domingo (23) na escola quilombola Santo André, na ilha do Baixo Itacuruçá, cerca de 30 minutos de viagem de lancha pelo rio Tauerá-Açu, a partir do porto de Abaetetuba.
As comunidades quilombolas beneficiadas, que vivem do extrativismo, agricultura e cerâmica, são Acaraqui, Tauerá-Açú, Arapapú, Arapapuzinho, Alto Itacuruçá, Médio Itacuruçá, Baixo Itacuruçá e Genipaúba. 
As ilhas fazem parte da Associação dos Remanescentes de Quilombolas das Ilhas de Abaetetuba (Arquia). Foram feitas ligações elétricas em 326 domicílios com investimentos de mais de R$ 1 milhão.
O secretário adjunto de Integração Regional, César Queiroz, representou a governadora Ana Júlia Carepa e destacou que o “Luz para Todos” é um dos maiores programas de inclusão social da América Latina. "Desde quando assumiu o governo, a governadora Ana Júlia Carepa tem agido com determinação em prol da população que precisa de energia. A entrega desta obra é um exemplo para o Pará e o Brasil de que o governo estadual e o governo federal não fazem discriminação entre os setores da sociedade, pois hoje é uma realidade o atendimento às camadas sociais excluídas historicamente excluídas" , acrescentou Queiroz. 
O presidente da Arquia, Edilson Cardoso, agradeceu a implantação do programa. "A energia elétrica era um anseio da comunidade quilombola da região das ilhas e graças aos esforços da governadora Ana Júlia e do Governo Federal nossos pedidos foram atendidos", disse ele.
O deputado estadual Miriquinho Batista destacou os avanços do Governo do Estado na energização de todo o Pará e as ações na área social, atendendo milhões de paraenses. Também participaram da solenidade os vereadores Raí de Moraes, de Abaetetuba, e Adalberto Aguiar, de Belém, os representantes da Eletronorte e da Celpa, Angelandre Quaresma e Fernando Galiza, além do diretor Cláudio Dusik e do assessor Benedito Costa, da Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir).
O Luz Para Todos Como Investimentos
Abaetetuba já recebeu investimentos de mais de R$ 10 milhões do programa, que beneficiam 10.585 pessoas em 2.117 domicílios. O investimento total previsto no município até o final do programa é de R$ 52 milhões, atingindo 8.869 domicílios, beneficiando 44.345 habitantes.
Na Região de Integração Tocantins, formada por 11 municípios (Abaetetuba, Acará, Baião, Barcarena, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Moju, Oeiras do Pará e Tailândia) já foram investidos R$ 111 milhões, atendendo 28.138 domicílios, beneficiando 140.690 pessoas.
Até o final do programa serão investidos na região R$ 344 milhões, contemplando 61.505 domicílios, atendendo 307.535 habitantes.
O Luz para Todos é um programa de eletrificação rural realizado pelo Governo Federal em parceria com o Governo do Estado, que entra com a contrapartida de 10%, e a Celpa. O objetivo é levar energia elétrica às comunidades que ainda vivem no escuro. No estado, o programa é coordenado pela Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir).
O programa já executou R$ 843, 6 milhões em obras no Pará e o total previsto até o final do programa é de R$ 1,9 bilhão, atendendo 1.365.520 habitantes. Até agora, já foram contemplados 674.580 habitantes de 134.916 domicílios.

Alguns Aspectos da Geografia do Rio Itacuruçá
Há muito tempo atrás, aqui era apenas o rio e a floresta. Isto ainda prevalece, mas com a interferência do ser humano tudo vai se modificando, tornando-se involuntariamente dominado pelas transformações que o homem exerce. 
O Rio Itacuruçá, por ser um imenso centro produtivo vai se modificando ainda mais. Por esse motivo pessoas, que moravam aqui e que foram embora, estão retornando ao saber que sua terra esta ficando com maior desempenho na produtividade.
O Rio Itacuruçá se localiza às proximidades do município de Igarapé-Miry, servindo também de limite entre os dois municípios.
O Rio Itacuruçá é um rio relativamente longo e por isso foi dividido entre Alto, Médio e Baixo Rio Itacuruçá. O Rio Baixo Itacuruçá abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. O Rio Médio Itacuruçá é uma extensão do Rio Baixo Itacuruçá.
Atividades Econômicas no Rio Itacuruçá

Antigos Donos de Olaria na Itacuruçá
Olaria de Agostinho Martins de Carvalho, no Rio Itacuruçá, em 1922.
Olarias Mais Recentes
As 32 olarias da região trabalham com argila extraídas dos barreiros da região e fora do município de Abaetetuba e as olarias fabricam tudo e principalmente telhas e tijolos.
Médio e Baixo Itacuruçá são os maiores produtores de material cerâmico (olarias) que  fazem com que a renda das famílias aumente, por ter membros e seus filhos mais velhos trabalhando juntos.
O Trabalho das Mães 
Na maioria das vezes as mães trabalham na lavoura. Elas fazem a derrubada do mato, deixam secar e depois fazem a queimada. A base da plantação é a mandioca, arroz, feijão, milho, etc..
Depois que já foi feito o plantio, com um mês aparecem uns matinhos que elas chamam de capina ou tiririca. E começam a tirar o mato, depois de seis meses do plantio, já dá para fazer a colheita. Elas arrancam a mandioca carregam e colocam no poço que é para amolecer. Com três dias ela já está pronta para fazer a farinha. A macaxeira serve tanto para farinha, como para fazer bolo ou para comer com café.
O Itacuruçá Como Antigo Polo Comercial de Abaetetuba
A localidade Itacuruçá, antigamente, era um pólo comercial na Região das Ilhas de Abaeté.
Ás margens desse rio existiam algumas casas comerciais, olarias e engenhos importantes, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram
. Emygdio Nery Sobrinho, comerciante citado em 1906
. Agostinho Martins de Carvalho, comerciante citado em 1922.
. Adriano Carvalho das Chagas, comerciante citado em 1922.
. Raymmundo Conceição Maués, comerciante citado em 1922.               
. Fábio Nery de Araújo era Fiscal do Governo do prefeito Aristides dos Reis e Silva, e comerciante citado em 1922.
Atuais Atividades Econômicas no Itacuruçá e Redondezas
Alto Itacuruçá
Construção de Canoas
Construção de canoas usando a madeira da região. A madeira mais apropriada para a construção de pequenas canoas é a sucupira, que é uma madeira dura,compacta e resistente ao apodrecimento. As canoas são fabricadas artesanalmente e vendidas a R$ 300,00 a 400,00 a unidade na região do Itacuruçá e redondezas. As canoas comportam de 4 a 5 pessoas sentadas, algumas das quais são os remadores e elas servem no deslocamento de pequenas distâncias para os pequenos agricultores e pescadores do local. Também são fabricadas modelos menores para duas pessoas.
A madeira sucupira é utilizada por que ela ainda existe em boa quantidade nas matas locais e uma canoa leva de 3 a 4 dias para a sua fabricação. Sempre existem compradores para as canoas fabricadas no Alto Itacuruçá.
São vários os tipos de sucupira e que são da família das leguminosas e possuem cor parda escuro e com várias denominações: sucupira, sucupira-do-igapó, cutiúba e sapupira-da-mata.
Produção de mandioca para fazer a farinha de mandioca ou farinha d’água
Produção de farinha
O Alto Itacuruçá produz a mandioca para fazer a farinha consumida por toda a região do rio Itacuruça. 
                         Religiosidade                           
Não existe religião obrigatória, todos podem ter a sua. Entretanto, observa-se que para muitos da população, a religiosidade é importante e tem muita influência católica. A região possui algumas ocasiões especiais de comemoração religiosa
. Novena de Santo, que consiste em nove noites de reza e no final uma festa, inclusive com dança.
. Mês Mariano, ou seja, o antigo mês de Maria, feita no mês de maio, que consiste no mês inteiro de festas e já está e processo de extinção.
. Folias de Santos,  antiga festa onde as equipes de foliões passam de casa em casa cantando e com uma imagem de santo para as pessoas rezarem. É uma troca momentânea e na hora de devolver a imagem, eles tocam o tambor. A pessoa que pegou a imagem a devolve e paga com o que pode: galinha, ovos, dinheiro, etc.
Festas de santos que aconteciam na chegada dos Padres Xaverianos nas Ilhas, estradas e ramais de Abaeté, em 1961
. Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Rio Itacuruçá
. Itacuruçá: Festa de N.S. do Perpétuo Socorro, na capela da comunidade.
O Rio Itacuruçá abriga a Comunidade N. S. de Nazaré, no Alto Itacuruçá e a Festa de N.S. do Perpétuo Socorro era realizada na capela da comunidade, no Baixo Itacuruçá. 
Entidades e Escolas no Itacuruçá 
Como o Rio Itacuruçá é um rio relativamente longo ficou dividido em Alto, Baixo e Médio Rio Itacuruçá. 
O Rio Baixo Itacuruçá, abriga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba e a Escola Santo André.
O Rio Itacuruçá Como Limite de Abaeté 
O Rio Itacuruçá se localiza às proximidades do município de Igarapé-Miry. Descrição dos limites com Igarapé_MIri: Abaeté limita com o município de Igarapé-Miri: começa nas cabeceiras do Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta, as cabeceiras do rio Itanimbuca; desce por este até o furo do Inferno, pelo qual segue até sair no rio Meruú, o qual atravessa para a boca do furo Camarãoquara, pelo qual também segue até a sua foz, no furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no furo Panacuéra e por este último até sair no rio Mahuba, pelo qual desce até a sua foz no rio Tocantins.
                                       
Antigos Moradores, Famílias, Personalidades, Comerciantes e Donos de Engenhos do Itacuruçá
A localidade Itacuruçá é a origem da antiga família Nery e Nery da Costa de Abaeté:
. Albino Nery da Costa, citado em 1904
. Maria da Glória Nery, citada em 1906.
. Emygdio Nery da Costa, comerciante nas localidade Itacuruçá e Costa Maratauhyra e que chegou ao posto de Intendente de Abaeté (1894-1896).
. Emygdio Nery da Costa Sobrinho, com a canoa “Cisne”, em 12/3/1906, no rio Itacuruçá.
. Belmiro Nery da Costa, com casa de comércio no Rio Itacuruçá, em 1906.
. Manoel Nery da Costa, morador na localidade Itacuruçá, citado em 1906.
. Jerônimo Nery da Costa, morador da localidade Itacuruçá, citado em 1906.
. Fábio Nery de Araújo, comerciante e Fiscal do Governo do prefeito Aristides dos Reis e Silva em 1922.
Outras Antigas Famílias Com Origem no Itacuruçá
. Agostinho Martins de Carvalho, dono de comércio e olaria em 1922.
. Raymmundo Conceição Maués, citado em 1922.
. Adriano Cornélio das Chagas, morador da localidade Itacuruçá.
. Antonio Augusto Pinheiro, dono de engenho na localidade Itacuruçá.
Família
Filhos de Clarindo do Espírito Santo Araujo e Ângela Ferreira Ribeiro
. Valdemira de Araújo/Mira, nasceu no dia 3/4/1891, às margens do Rio Itacuruçá, Distrito de Abaeté. Casou com o viúvo Francisco Augusto dos Santos e tiveram 5 filhos: Mariolino/Lilito, Zilú, Laurino, Augusto e Maria do Carmo de Araújo Santos. Mira faleceu no dia 13/8/1973, com 82 anos, em Belém-Pa, na casa de sua filha de criação Maria de Nazaré Valente do Couto/Bicuí  e foi sepultada no Cemitério de Santa Isabel em Belém/Pa.
 Outras Famílias
. Raimundo Bandeira, antigo morador da localidade Itacuruçá e que dá nome a uma escola nessa localidade.
. Izabel Rodrigues do Carmo, produtora de texto para este trabalho.
. Aluna Maria Neuza Sodré Mota, produtora de texto para este trabalho.
. Manoel Pinheiro (Médio Itacuruçá) – Coordenador de Patrimônio
. Benedito (Baixo Itacuruça) – Coordenador da Secretaria         
. Isaias Neri Rodrigues (Alto Itacuruçá) – Coordenador de Projetos de Renda Comunitária
. Manoel Pinheiro (Médio Itacuruçá) – Coordenador de Patrimônio
. Emygdio Nery Sobrinho, comerciante citado em 1906
. Agostinho Martins de Carvalho, comerciante citado em 1922.
. Adriano Carvalho das Chagas, comerciante citado em 1922.
. Raymmundo Conceição Maués, comerciante citado em 1922.               
. Fábio Nery de Araújo era Fiscal do Governo do prefeito Aristides dos Reis e Silva, e comerciante citado em 1922.
Alguns Atuais Moradores do Itacuruçá
. Lucindo Rodrigues, poeta do Itacuruçá, que tem 11 filhos: Idelma, Isaías Neri Rodrigues e outros.
. D. Maria – Agente de Saúde
. José Maria M. Gomes
. Raimundo Dilo do Couto - 81 anos
. Rosa Maria Botelho - 45 anos
. Zé Matos, antigo diretor do Clube Santa Rosa.
. Mico Araújo, antigo diretor do Clube Santa Rosa.
. Lili Araújo, antigo diretor do Clube Santa Rosa.
. Aluízio Quaresma, antigo diretor do Clube Santa Rosa.
. Tobias Botelho, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Sabino Gomes, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Zé Gomes,ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Timotéo Botelho, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Mario Quaresma, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Rinaldo Gomes, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Dalon Nery, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Lázaro Brito, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. João Gomes, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Nenê Quaresma, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Ramito Quaresma, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Agostinho Pinheiro, ex-diretor do Clube Santa Rosa.
. Júlio Barão, ex-jogador do Clube Bacuri em 1960.
. Aladi Barão, ex-jogador do Clube Bacuri em 1960.
. Mario Pacheco ex-jogador do Clube Bacuri em 1960.
. Juvenal Maciel, co-fundador do Clube Santa Rosa em 1924.
. Lourenço Gomes, co-fundador do Clube Santa Rosa em 1924.
. Estandilau Gomes, co-fundador do Clube Santa Rosa em 1924.
. Juvenal Gomes, um dos fundadores do Clube Santa Rosa em 1924.
. Idelma Neri Rodrigues, 25, gosta de poesias.
. Isaías Neri Rodrigues, diretor da Associação dos Remanescentes de Quilombos das Ilhas de Abaetetuba.
. Manoel de Jesus Pinheiro/Preto, 51, oito filhos, oleiro no Utacuruçá.
. Irene Maciel de Souza, aposentada no Itacuruçá, 58, oito filhos, dos quais cinco morreram, que trabalham na agricultura, produzem farinha, são também lenhadores no Itacuruçá. No paneiro, Irene carrega mandioca ralada para fazer tapioca e vende nas redondezas, a R$ 2 a unidade.
Pessoas e Famílias Citadas Entre 1937 e 2013
Pessoas com origem ou citadas no Rio Itacuruçá, citados entre 1937 e 2013, e que participavam da organização ou como contribuintes das antigas festas de Nossa S. da Conceição:
Famílias A
Famílias Abreu
. Tobias Lima Abreu, 1961           
Famílias B
Famílias Baião
. Bebé Baião, 1961
Famílias Barão
. Mariano Barão, 1961
. Nazi Barão, 1961
Famílias Barrão
. Cipriano Barrão, 1961
Famílias Barros
. Francisco Barros, 1961
. Francisco Rodrigues Barros, 1961
Famílias Batista
. José Batista, 1961
Famílias Botelho
. Aládio Botelho, 1961
. Maria Gertrudes Botelho, 1961
Famílias Brandão
. Francisco Brandão, 1961
Famílias Brito
. Sebastião Ferreira de Brito, 1961
Famílias C
Famílias Campos
. Guilherme dos Anjos Campos, 1961
Famílias Carneiro
. Pedro Carneiro, 1961
Famílias Carvalho
. Domingos Carvalho, 1961
. Domingos Carvalho Filho, 1961
. Euclides Santos Carvalho, 1961
. Fernando Carvalho, 1961
. Maurício Santos Carvalho, 1961
. Raimundo Rosa de Carvalho, 1961
. Vitória Padre de Carvalho, 1961
Famílias Conceição
. Lenir de Sousa Conceição, 1961
Famílias Costa
. João de Deus da Costa, 1961
. Raimundo Pinheiro Costa,1961
Famílias Cruz
. Osvaldo Santos Cruz,1961
Famílias D
Famílias Dias
. Ana Maria Brito Dias,1961
. Manoel Dias, 1961
Famílias F
Famílias Farias
. Alexandre Pereira Farias, 1961
Famílias Feio
. Cantídio Feio, 1961
. Januário dos Santos Feio, 1961
Famílias Ferreira
. Catarino Ferreira, 1961
. Domingas da Conceição Ferreira, 1961
. Domingas de Deus Ferreira, 1961
. Inácio de Deus Ferreira, 1961
. José Aluísio Brito Ferreira, 1961
. Luís de Deus Ferreira, 1961
. Manoel Barbosa Ferreira, 1961
. Manoel Severino Ferreira, 1961
. Marcelino Ferreira, 1961
. Maria José F. Maciel Ferreira, 1961
. Maria Vilhena Ferreira, 1961
. Matias Maciel Ferreira, 1961
. Raimundo Joviniano Ferreira, 1961
. Vítor da Conceição Ferreira, 1961
Famílias G
Famílias Gomes
. Raimundo Moraes Gomes, 1961
Famílias Guedes
. Manoel Raimundo Guedes, 1961
Famílias L
Famílias Leal
. João de Sousa Leal, 1961
Famílias Lima
. Clara Pereira de Lima, 1961
. João Rodrigues de Lima, 1961
. Otacílio Fonseca Lima, 1961
. Otacílio Fonseca de Lima Júnior, 1961
. Francisco de Assis C. de Lima, 1961
Famílias Lobato
. Almira Pereira Lobato, 1961
. Maria Rodrigues Lobato, 1961
Famílias Maciel
. Anacleto Pinheiro Maciel, 1961
. Antonio de Sousa Maciel, 1961
. Basílio Maciel, 1961
. Camilo Maciel, 1961
. Damião Maciel, 1961
. Florismunda Maciel, 1961
. Manoel Raimundo Maciel, 1961
. Maria Josefa Diogo Maciel, 1961
. Pedro Pinheiro Maciel, 1961
. Procópio de Jesus Maciel, 1961
. Raimunda das Chagas Maciel, 1961
. Raimundo Nazário Maciel, 1961
. Raimundo Rosa Maciel, 1961
. Tacilo Maciel, 1961
Famílias Marques
. Sebastião Marques, 1961
Famílias Martins
. Benedito Brasil Martins, 1961
. Joana da Silva Martins, 1961
Famílias Maués
. José da Silva Maués, 1961
Famílias Meireles
. Irene Meireles, 1961
. José Meireles, 1961
. Zacarias Meireles, 1961
Famílias Moraes
. Luís de Sousa Moraes, 1961
Famílias P
Famílias Pantoja
. Vitalina Pinheiro Pantoja, 1961
Famílias Passos
. Agostinho dos Passos, 1961
. Alzemira Brandão dos Passos, 1961
. Antonio Sena dos Passos, 1961
. Aristides dos Passos, 1961
. Benedito Martins dos Passos, 1961
. Carmelita Santos Passos, 1961
. Nascimento Martins dos Passos, 1961
. Nazaré Pantoja dos Passos, 1961
. Raimunda Santos dos Passos, 1961
. Sabina Sena dos Passos, 1961
Famílias Pereira
. Raimundo Pereira, 1961
Famílias Pimentel
. Maria Joana dos Santos Pimentel, 1961
Famílias Pinheiro
. Domingos de Sousa Pinheiro, 1961
. Laurinda Pinheiro, 1961
. Maria de Sousa Pinheiro, 1961
. Melquíades dos Santos Pinheiro, 1961
Famílias R
Famílias Ramos
. Laura da Costa Ramos, 1961
Famílias Reis
. Raimunda Nogueira Reis, 1961
Famílias Ribeiro
. Orlanda Neves Ribeiro, 1961
Famílias Rodrigues
. Maria Helena Cardoso Rodrigues, 1961
Famílias S
Famílias Santos
. Afonso Caetano dos Santos, 1961
. Antonia Emília dos Santos, 1961
. Antonia Santos, 1961
. Augusto dos Santos, 1961
. Augusto Santos, 1961
. Dadica Santos, 1961
. Davina dos Santos, 1961
. Domingos Sena Santos, 1961
. Eulália Menezes dos Santos, 1961
. Izadora dos Santos, 1961
. Jovita Gomes dos Santos, 1961
. Júlio dos Santos, 1961
. Marcos Evengelista dos Santos, 1961
. Maria Caetana dos Santos, 1961
. Maria Joana dos Santos, 1961
. Maria Madalena de Carvalho Santos, 1961
. Mário dos Santos, 1961
. Patrocínia Aires dos Santos, 1961
. Petronila Carvalho dos Santos, 1961
. Raimundo Aires dos Santos, 1961
. Raimundo Diogo dos Santos, 1961
. Ricardo Sena dos Santos, 1961
Famílias Sarito
. Sarito, 1961
Famílias Sena
. Edir Sena, 1961
. Eduardo Sena, 1961
. Ranulfo Sena, 1961
Famílias Silva
. Francisco da Silva, 1961
. Raimunda Pereira da Silva, 1961
. Sordário Rodrigues da Silva, 1961
Famílias Soares
. Benedito Santos Soares, 1961
Famílias Sousa
. Angelino Ferreira de Sousa, 1961
. Diogo Teodorico Brandão de Sousa, 1961
. Elias Leal de Sousa, 1961
. Jorge Brasil de Sousa, 1961
. Manoel de Sousa, 1961
. Maria Joana de Sousa, 1961
. Paulino Sousa, 1961
. Raimundo Nunes de Sousa, 1961
. Raimundo Sousa, 1961
. Vicente Sousa, 1961
Famílias V
Famílias Vilhena
. Fábio Moraes Vilhena, 1961
. Henrique Quaresma de Vilhena, 1961

Localidades da Região do Itacuruçá ou às Suas Proximidades
Às proximidades do Rio Itacuruçá existem o rio Aricurú, o igarapé São João e a Ilhinha que fazem parte da região do Itacuruçá.
. A Ilhinha fica situada entre o médio e o baixo Itacuruçá onde funciona o colégio Raimundo Bandeira.
. Igarapé São João, abriga a Comunidade N. S. de Nazaré.
. Furo Grande, que liga o rio Ipanema com o Rio Itacuruçá.
Cada tributário tem suas características próprias de trabalho e um completando o outro.
. Rio Arapapu   
. Rio Ipanema
. Rio Piquiarana
. Costa Maratauhyra
. Furo do Gaita
. Furo Grande
. Furo do Gaita, liga o rio Itacuruçá e o rio Piquiarana, encurtando a viagem.
. Furo Grande, que liga o rio Ipanema com o Rio Itacuruçá.
. Rio Ipanema, faz confluência com o rio Itacuruçá.
. Rio CURUPERÉ.
. Igarapé Camotim
. Igarapé Jenipaúba
. Igarapé MOJU-MIRY
. Rio Ipanema
. Rio Abaeté      
. Rio Curuperé
. Rio Curupuaçá
Rio Curuperé
Curuperé é uma palavra de origem tupi que designa local e rio existentes em Abaetetuba/Pa. O rio é afluente de um rio central e ele seca no período de verão. Se divide em:
Rio Curuperé-Miry. A partícula diminutiva é usada para distinguí-lo do rio Curuperé, pois ele é menor. O sufixo miry/mirim, significa pequeno.
O Rio Curuperé é afluente do importante rio Moju, que banha a cidade de Moju. O Ramal do Camotim chega até o Rio Curuperé.
Antigas Famílias Originárias do Curuperé
. Leopoldo Anísio de Lima c/c Maria do Carmo de Lima/Mariquinha de Lima e tiveram 7 filhos: Benvinda, Bruna, Joana, Anízio Alvim, Maria/Maroca Lima, Antonina/Antonica e Leopoldo Filho/Pudico, 3ª geração. Leopoldo Anísio de Lima faleceu no dia 19/2/1924, às 3,30 h da tarde, com 69 anos, em sua residência, à Praça de N. Senhora da Conceição, hoje, Trav. Pedro Pinheiro Paes, onde se localiza a Panificadora “Milton”, de propriedade de seu trineto Mário Fernando da Silva Pontes. Sua esposa Maria do Carmo/Mariquinha, avó de Emiliano, nasceu às margens do Rio Curuperé, município de Abaeté, dia 16/7/1853 e faleceu no dia 29/6/1937, com 84 anos, 11 meses e 13 dias, às 3h da tarde, em sua residência, à Praça de N. Senhora da Conceição, atual Trav. Pedro Pinheiro Paes, nº 282, hoje propriedade dos herdeiros de seu neto Emiliano de Lima Pontes.
De uma lista de contribuintes da festa de N. S. da Conceição entre 1937 e 1961
Famílias A
Famílias Alves
. Manoel do Vale Alves, 1961
Famílias Amaral
. José Lima Amaral, 1961
Famílias Araujo
. João Cardoso Araujo, 1961
Famílias B
Famílias Bahia
. Clodoaldo Lima Bahia
. Clodoaldo Lima Bahia Filho, 1961
. Clodomir Venâncio Ferreira Bahia, 1961
. Maria de Lourdes Ferreira Bahia, 1961
. Maria da Conceição Bahia, 1961
. Maria Leontina Cardoso Bahia, 1961
Famílias Barbosa
. Augusto José Barbosa, 1961
. Benedito Ferreira Barbosa, 1961
. Dalila da Silva Barbosa, 1961
. Félix Rodrigues Barbosa, 1961
. Lauro Rodrigues Barbosa, 1961
. Miguel dos Santos Barbosa, 1961
. Romualdo Gomes Barbosa, 1961
Famílias Barreto
. Benedito Silva Barreto, 1961
. João Cardoso Barreto, 1961
. Raimundo S. Barreto, 1961
Famílias Batista
. Maria dos Santos Batista, 1961
Famílias Brasil
. Raimundo Sebastião Sousa Brasil, 1961
. Vitorina de Sousa Brasil, 1961
Famílias C
Famílias Cardoso
. Manoel de Jesus Cardoso, 1961
. Constâncio Silva Cardoso, 1961
. Eurídice Rodrigues Cardoso, 1961
. Arina Silva Cardoso, 1961
. Francisco da Silva Cardoso, 1961
. Maria Auxiliadora Silva Cardoso, 1961
. Maria José Rodrigues Cardoso, 1961
. João Damasceno Cardoso, 1961
. João Edésio Costa Cardoso, 1961
. Maria Zaíde Cardoso, 1961
. Rosalina Dias Cardoso, 1961
Famílias Carvalho
. Milton Carvalho, 1961
. Arina Franco Carvalho, 1961
Famílias Cesário
. Raimundo Vasconcelos Cesário, 1961
Famílias Costa
. Bento Costa, 1961

. Raimunda Batista da Costa, 1961
Famílias D
Famílias Dias
. Esmelino Marques Dias, 1961
. Maria do Carmo Dias, 1961
. Maria Madalena R. Dias, 1961
. Maria Machado Dias, 1961
Famílias F
Famílias Ferreira
. Claudomiro Barbosa Ferreira, 1961
. Maria Raimunda Ferreira, 1961
. Honorato da Conceição Ferreira, 1961
. José da Conceição Ferreira, 1961
. Maria Amélia Dias Ferreira, 1961
. Maria de Nazaré Cardoso Ferreira, 1961
. Maria do Socorro Ferreira Bahia, 1961
. Raimundo Simões Ferreira, 1961
. Terezinha N. Ferreira, 1961
Famílias L
Famílias Lima
Ricarda de Lima, 1961
Famílias Lobato
. Hideralda Silva Lobato, 1961
. Manoel  Francisco Queiroz Lobato, 1961
. Maria Rodrigues Lobato, 1961
. Otacílio Rodrigues Lobato, 1961
. Raimundo Nascimento Lobato, 1961
. Tibúrcio Nascimento Lobato, 1961
Famílias M
Famílias Macedo
. Antonio Macedo, 1961
Famílias Maciel
. Madson Ferreira Maciel, 1961
Famílias Margalho
. Maria Luzia Cardoso Margalho, 1961
Famílias Marques
. Benedito Rodrigues Marques, 1961
Famílias Menezes
. Benedito dos Santos Menezes, 1961
. Bertolino Silva Menezes, 1961
Famílias N
. Geralda Nascimento, 1961
. Osvaldo Nascimento, 1961
. Crispiano do Nascimento, 1961
. Antonio Tito do Nascimento, 1961
Famílias Nery
. Maria Celeste Nahum Nery, 1961
Famílias Nogueira
. Josefa Nogueira, 1961
Famílias O
Famílias Oliveira
. Manoel de Oliveira, 1961
Famílias P
Famílias Passos
. João Mendes Passos, 1961
Famílias Pereira
. Raimunda Rodrigues Pereira, 1961
Famílias Piedade
. Maria Felipa da Piedade, 1961
Famílias Pinheiro
. Nércio Barreto Pinheiro, 1961
Famílias Q
. Áurea Quaresma, 1961
. Raimundo Carvalho Quaresma, 1961
Famílias Queiroz
. Teodora Matos Queiroz, 1961
Famílias R
Famílias Ribeiro
. Aristides B. Ribeiro, 1961
. Júlia Bailão Ribeiro, 1961
. Maria dos Santos Ribeiro, 1961
Famílias Rodrigues
. José Maria Rodrigues, 1961
. Romualda dos Santos Rodrigues, 1961
Famílias S
Famílias Santos
. Antonio Santos, 1961
. José Marques Santos, 1961
. Leôncio Marques dos Santos, 1961
. Raimundo Marques dos Santos, 1961
. Raimunda Assis dos Santos, 1961
Famílias Sena
. Rosa Silva Sena, 1961
Famílias Silva
. Cesarina Silva, 1961
. Rosivaldo R. Silva, 1961
Famílias T
Famílias Tavares
. Paulo Barbosa Tavares, 1961
. Durvalino Soares Teixeira, 1961

Antigos Comerciantes no Rio Curuperé
. Hygino Fernandes Filho, no Rio Curuperé

Divisão do Rio Curuperé
. Rio Curuperé Grande
. Rio Curuperé-Miry.
Igarapé Camotim
O  importante Rio Abaeté, pela sua margem direita, possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Igarapé Jenipaúba
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
O Igarapé Jenipaúba briga uma Delegacia Sindical do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba. Os rios Ajuaí e Genipaúba em Abaetetuba, em novembro de 2008, estavam com visitas de pesquisadores para estudar o ciclo de vida do inseto barbeiro que é transmissor da Doença de Chagas.
Igarapé Ipixuna
O Igarapé Ipixuna localiza-se no tradicional lugar chamado Colônia Velha, e está parcialmente aterrado e é um afluente do Rio Abaeté. O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim.
Famílias Originárias no Igarapé Ipixuna
. Os ancestrais de Raimundo Rodrigues Cardoso/Ray Cardoso vieram do Ceará, fugindo da seca no século 19, e se fixaram ao longo das terras banhadas pelo Igarapé Ipixuna. Ray nasceu às margens do Igarapé Ipixuna em 6/8/1949, filho de Jofre Cardoso e Júlia Rodrigues Cardoso, c/c Edilena Dias Negrão e tiveram 3 filhos: Raísa, Radi e Raoni Negrão Cardoso.
Rai é cabelereiro de profissão, ambientalista e artista plástico nas artes da escultura. Também é ambientalista sendo o fundador, junto com alguns outros seus amigos, do Movimento Ecológico e Cultural de Abaetetuba/MECA, entidade que desenvolveu inúmeras atividades ecológicas e educacionais na cidade de Abaetetuba e cidades vizinhas, tendo iniciado em 1982, também, a instalação de uma rádio para a educação ambiental/preservação do meio ambiente, cultural e educacional em Abaetetuba, que hoje tem o nome de Rádio Conceição, de propriedade da Diocese de Abaetetuba. Ray tem irmãos: Mário, Hygino, Israel, Jesus, ...e uma parentela muito grande de tios e primos que vieram do Ipixuna. Algumas comunidades ao longo do Igarapé Ypixuna que foram criadas também pelos ancetrais de Ray:
. Localidade Ananaí está localizada na área do campo natural Ananaí, ao longo do rio Ipixuna. Ananaí é uma fruta pequena parente do ananás, sendo ela que denominou o lugar, pois esse vegetal existe em grande quantidade naquele local. Alguns ancestrais do ambientalista e cabelereiro Raimundo Rodrigues Cardoso/Ray Cardoso, cearenses que vieram para Abaeté/Pa formaram essa comunidade.
. Localidade Miritizal é uma comunidade situada ao longo do Rio Ipixuna, também formada por ancestrais de Ray Cardoso que vieram do Ceará, fugindo da seca.
Bisavós maternos de Rai Cardoso (avós de Júlia). Quando chegaram em Abaeté subiram o Rio Abaeté e se fixaram no Ipixuna, na localidade São Raimundo, às proximidades da localidade Miritizal, do igarapé Ananaí ou Pernambuco, que deságua no Igarapé Ipixuna, sítio no Bacuri, ao lado do Campo das Cruzes, hoje Fazenda do Gata.
Foi o Intendente, Coronel Aristides dos Reis e Silva (1919-1922), que em 1920, que reconstruiu a ponte de 200 metros sobre o Igarapé ipixuna.
É um igarapé histórico de Abaeté. Banha uma extensa área que abriga várias comunidades. Quando da construção da Rodovia Dr. João Miranda teve que receber uma ponte em madeira, que depois foi substituída por outra em concreto. Serve de balneário público para a população de Abaetetuba.
Antigos Comerciantes no Igarapé Ipixuna
. Salim Nagib, comerciante que se estabeleceu na Colônia Dr. João Miranda e que se comprometeu , no ano de 1940, a construir uma nova ponte sobre o Rio Ipixuna, fornecendo materiais, mão-de-obra e contando com a ajuda dos lavradores locais, cabendo à prefeitura o fornecimento de pregos e outros pequenos auxílios da administração sob a gestão do prefeito nomeado Coronel Aristides dos Reis e Silva (prefeito nomeado 1/1/1938-28/2/1943).
Rodrigo Roderico da Fonseca vende seu comércio no Rio Ipixuna a João de Mattos Bittencourt, em 1931.
. Francisco Lopes, citado em 1927, foi comerciante e administrador da Colônia Agrícola Dr. João Miranda.
A PA-252 liga Abaetetuba ao município de Moju, corta o Ig. Ipixuna, o Rio Abaeté e nela existe o Trevo Moju-Barcarena, Km 12.
Igarapé MOJU-MIRY
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Rio Ipanema
O Rio Ipanema faz confluência com o rio Itacuruçá.
                                                                                   Rio Abaeté          
Rio ABAETÉ. Abaeté, palavra de origem tupi que designa importante rio existente no município de Abaetetuba, localizado ao sul da cidade. Este rio detém o primitivo nome da cidade que se chamava Abaeté. Aba significa homem; eté, significa valoroso, verdadeiro, valente. Abaeté significa, portanto, homem valoroso, verdadeiro ou pessoa boa, pessoa de palavra ou pessoa honrada.
Alguns Afluentes do Rio Abaeté
O Rio Abaeté pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
Em 1927 há a seguinte citação: “O Clube Musical São Sebastião abrilhantou a festa de Santa Maria no Rio Abaeté, na residência do Sr. João de Matos Bitencourt de 3 a 14 de agosto”.
Nas casas de famílias das Estradas e Ramais de Abaeté, aconteciam festividades de santos nas seguintes comunidades: Rio Abaeté.
. Antonio Ribeiro com comércio no Rio Abaeté e, posteriormente, muda para o Rio Camotim, em 1930.
Uma lenda do Rio Abaeté, O Buraco do Tatu-Açu. No Rio Abaeté, próximo à propriedade de Ernani Maués Carvalho, existe um grande buraco, com um considerável diâmetro e perfeito em sua forma geométrica, o qual dizem ter comunicação com o Rio Acaraqui. Os caboclos do lugar narram a existência de um enorme tatu-açu, que cavou o buraco, para se trasnportar de um rio ao outro, com a maior facilidade. Outra versão é a de que o buraco foi feito pelos cabanos, em forma de túnel, por onde passavam sem serem notados, de um local para outro. Ou esse buraco foi o lugar por onde passaram os cabanos que saquearam a antiga fazenda dos pais de Bento de Carvalho, bisavô de Ernâni. O fato é que o buraco está ali em sua enormidade, pondo à prova a imaginação do povo ribeirinho.
Visitantes no Rio Abaeté
E também, por que ali, nos anos 30 do Século 20, o médico sanitarista, cientista Carlos Chagas viajava de canoas para da para examinar os ribeirinhos que pudessem estar contaminados pelo calazer/Leyshimaniose Visceal Americana.
A entrada do Rio Abaeté era o principal escoadouro de cachaça, próximo do qual se localizavam inúmeros canaviais. Era comum se dizer “roçado de cana-de-açúcar” para esses canaviais.
Engenhos no Rio Abaeté
A entrada do Rio Abaeté era o principal escoadouro de cachaça, próximo do qual se localizavam inúmeros canaviais. Era comum se dizer “roçado de cana-de-açúcar” para esses canaviais. Existiam alguns engenhos de cana-de-açúcar no Rio Abaeté. Vide Antigos Engenhos de Abaeté/Pa.
Alguns Antigos Comerciantes no Rio Abaeté
Nicolau Parente & filho, no Rio Abaeté, 1906.
Às margens do Rio Abaeté existiam algumas casas de comércio, conforme atestam documentos de 1922 e seus proprietários eram:
. Augusto pereira Leite
. Francisco Freire de Andrade
. Fernando Ribeiro Filho
. Antonio Ribeiro com comércio no Rio Abaeté e, posteriormente, muda para o Rio Camotim, em 1930.
Depósito de lenha de Ferreira & Carneiro, no Rio Abaeté, em 1922.
Outros Aspectos do Rio Abaeté
O Rio Abaeté abriga a Comunidade N. S. do Bom Remédio, no Rio Abaeté.
Pela sua margem direita o Rio Abaeté possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Igarapé Ipixuna. O Rio Abaeté é um afluente do Rio Maratahyra, com sua embocadura próxima à Ilha Campompema. A partir daí vai formando afluentes, tanto da margem direita, quanto da esquerda. Pela margem esquerda possui os seguintes afluentes: Igarapé Genipahuba, Igarapé Moju-Miry, Rio Curuperê, Igarapé Camotim. Pela sua margem direita possui os seguintes afluentes: Rio Jacaréquara, Ig. Ipixuna.
O Rio Abaeté é um rio histórico e importante para o município de Abaetetuba/Pa.
Famílias e Pessoas Citadas em 1961 no Rio Abaeté
Famílias A
Famílias Alcântara
. Arlete de Abreu Alcântara, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Abreu Alcântara, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Araujo, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Alves
. Cândido Alves, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Andrade
. Cinelina Carvalho Andrade, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
 Famílias B
Famílias Barbosa
. Eponina da C. Barbosa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Lucila da Silva Castro Barbosa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Brito
. Joana Bahia Brito, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Mariléa Sousa Brito, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias C
Famílias Cafezal
. Raimunda Cafezal, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Calandrine
. Isabel Tabosa Calandrine, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Cardoso
. Maria Lima Cardoso, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimundo Augusto S. Cardoso, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Tereza da Silva Cardoso, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Carmo
. Domingas do Carmo, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Carvalho
. Emília Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Francisca Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Ginuta Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Sabina Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Armindo de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Benedito de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Florentino de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Nazaré de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda de Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Aniceto Pascoal de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. João Martins de Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Manoel Vilhena Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Marcela Rosado Carvalho, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Sérgio dos Santos Carvalho, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Castro
. Lucinda da Silva Castro, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Lourdes da Silva Castro, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Cesária
. Dulcelinda Cesária, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Cesário
. Agripino Cesário, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Família Conceição
. Maria da Conceição, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Correa
. Conceição das Graças Correa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Costa
. Maria Joana da Costa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Domeci dos Santos Costa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Hermes dos Santos Costa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Jesus Costa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias D
. Antonio Silva Dias, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias E
Famílias Eugênio
. Manoel Eugênio, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias F
Familias Fernandes
. Maria Fernandes, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Jacirema Lima Fernandes, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Ferreira
. Maria José Ferreira, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Ferreira, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Alzira J. Ferreira, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Figueiró
. Teófilo de A. Figueiró, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Fonseca
. Martinha C. Fonseca, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias L
Famílias Lima
. Manoel Sandoval de Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Tito de Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José dos Passos Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Manoel Tavares Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Marcelino Rodrigues de Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria da Silva Lima, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Moraes Lima, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Pedro Melo de Lima, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Lobato
. Francisca Maria Lobato, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Leontina Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Orlando Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Gessy M. Lobato, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. João Alves Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José João Castro Lobato, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria da Silva Lobato, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias M
Famílias Machado
. Francisco Machado, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Magno
. Manoel Magno, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Marques
. Maria da Silva Marques, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Martins
Famílias Melo
. José F. Solano Melo, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Benedito Martins, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Mesquita
. Zilda Mesquita, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Miranda
. Leandro Tomé de Miranda, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Aureliana Silva Miranda, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. José Latino Silva Miranda, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria do N. Silva Miranda, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Terezinha Lisieux da Silva Miranda, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Monteiro
Famílias O
Famílias Oliveira
. Maria Aída Oliveira, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Virgolina Cardoso Monteiro, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias P
Famílias Paes
. Edickson Pedro Paes, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Eneida Nércia Paes, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Parente
. Jones Lima Parente, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Rosa de Lima Parente, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Passos
. Ana Lobato dos Passos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Pureza
. Maria de Araujo Puresa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias R
Famílias Rego
. Roseneide R. Rego, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Rosenilda R. Rego, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Reis
. Luci Soares Reis, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Ribeiro
. Serafina Silva Ribeiro, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Rocha
. Raimunda Rocha, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Francisco Maria da Rocha, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Rodrigues
. Gota Rodrigues, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Lourdes Costa Rodrigues, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Silva Rodrigues, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Rosa da Costa Rodrigues, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias S
Famílias Santos
. Florinda dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. João Francisco dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Manoel dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria de Nazaré dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Trindade dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Martinha dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Matilde dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Almerino Gomes dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. João Vasconcelos dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Manoel dos Santos/Xexéu, citado como responsável da festa de N. S. da Conceição no Rio Abaeté.
. Maria Célia Pimentel dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Odivaldo dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Maciel dos Santos, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Teodorico Ribeiro dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Tereza Vasconcelos dos Santos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Sena
. Alfa dos Passos Sena, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Silva
. Erotildes Ribeiro Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Genésio Cardoso Silva, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Margarida Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Lima da Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Maria Maués e Silva, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Sebastiana Silva, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Sisínia Silva, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Família Soares
Antonio Fernandes Soares, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias Sousa
. Geralda Sousa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda de Sousa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Joana Sebastiana de Sousa, citada como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Miguel Varela de Sousa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimundo Guimarães de Sousa, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Famílias V
Famílias Vasconcelos
. Deusarino Vasconcelos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
. Raimunda Pereira Vasconcelos, citado como contribuinte da festa de N. S. da Conceição em Abaetetuba.
Outros Afluentes ou Vias Fluviais da Influência do Rio Abaeté 
Rio Curupuaçá, e Curupuaçá é uma palavra de origem tupi que designa rio existente em Abaetetuba/Pa, que significa rio que cheira à sapo, alusão ao odor característico da água devido à presença de sapos.
Terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fonte das Informações abaixo: Blog do Riba – Professor Ribamar Oliveira
RIO ITACURUÇÁ - História e Memória (Coletânea de Textos)
Em abril de 2008, o projeto Rio Itacuruçá : História e Memória,  foi executado pelos professores Cosmo Cabral, de Geografia e Estudos Amazônicos, Ribamar de Oliveira de História e João Pinto de Sociologia e Estudos Amazônicos, onde resgata a história e a memória de uma comunidade remanescente quilombola, em Abaetetuba, no estado do Pará. 
Com apresentação da Professora Maria de Fátima Santos de Oliveira (EEEFM “Maria Gabriela Ramos de Oliveira” - SEDUC - História e Estudos Amazônicos).
Autores:
Adenize do Couto Carvalho
Dayanne da Silva Gomes
Débora Néri Rodrigues
Edgar de Sousa Pinheiro
Fabio Junior Ferreira de Carvalho
Fabricia Maciel Couto
Janilson Gomes Pinheiro
Janilton Porfilio de Carvalho
Jonielson Fonseca Maciel
Jorge Luis Carvalho de Carvalho
Leidiane de Souza Pinheiro
Luciano Maciel Ferreira
Luciane Gomes Maciel
Marcelete Gomes Diogo
Mariete do Socorro Pinheiro Néri
Marinalda Diogo Pinheiro
Maria do Socorro Nery Pinheiro
Mariele de Souza Pinheiro
Marilene do Carmo dos Santos
Marluce Quaresma Maciel
Mony Taylor Rodrigues Maciel
Nailson Quaresma Maciel
Roberto Junior Rodrigues Brandão
Rosana da Silva Gomes
Sandra Pinheiro de Souza
Tatiane Quaresma Gomes
Valdete Gomes Maciel

Beleza de Educar
Lucindo Rodrigues
Andei pelo mundo inteiro                                                             
Teve coisas que amei
Outras coisas pesquisaram
Da arte a profissão
Do vulgar ao cidadão
Vi coisas de admirar

Cheguei me emocionar
Mas entre as mais preciosas
Mais bonita e valorosa
É a beleza de educar

O educador transforma
Analfabeto em professor
Em cientista em doutor
Em juiz, em advogado.

O ignorante em educado
Tem don da sabedoria
Transmitem com alegria
Esta é a realidade

Valorizam a sociedade
Evoluindo a cada dia

Mas não são reconhecidos
Como deveriam ser
São o acumulo do saber
A razão da diplomacia
Trabalham de noite e de dia

São até fiscalizados
Devem ser bem pacatos
Por ética da profissão
Mesmo cheios de razão
Restringem-se a qualquer fato

E não são reconhecidos
Por quem recebe o ensino
O jovem ou menino
Hoje sabe a geografia

A matemática e a história
A ciência e o português
Sabem tudo de uma vez
Deveria a te dar gloria

Com certeza o professor
È um cofre de segredos
Uma brenha, um penedo.
Difícil de acessar

Por que para chegar lá
Tem que escalar montanha
A maratona é tamanha
Tem até regulamento
Dar calo e tem sofrimento
Só mesmo um homem aranha

Obrigado professores
Obrigado alunos
Obrigado Diretores
Ontem, hoje e amanhã.
Serei sempre seu fã.
Apresentação
O Sistema de Organização Modular de Ensino (Some) foi implantado pela Secretaria Estadual de Educação a partir de 15 de abril de 1980; portanto possui uma trajetória e caminhos percorridos ao longo dos anos. Em seu surgimento, na perspectiva em que foram elaborados seus principais objetivos, tanto em termos genéricos, nos limites da Lei 5692/71, em vigência no momento da criação do SOME, quanto no que diz respeito ao reconhecimento das peculiaridades locais:
1 - “...Proporcionar ao educando a formação integral de sua personalidade, no sentido de auto-realização,qualificação para o trabalho e o exercício da cidadania...”;
2 - “...Dar oportunidade de estudos aos educandos egressos do ensino de 1º. Grau e que não tenham possibilidades de se transferirem para locais onde existam o Ensino de 2º. Grau..;
3 - Democratizar as oportunidades educacionais aos alunos do interior do estado, a fim de garantir sua permanência no lugar de origem...;
“4 - Garantir Ensino Médio de qualidade, proporcionando melhores condições de desenvolvimento e levando justiça social a todas as regiões do estado...”.
Levando em consideração como proposta dos educadores e educandos a utilização da pesquisa como ferramenta, também, das atividades pedagógicas, sendo um desafio para todos, inclusive aos outros seguimentos da comunidade.
Logo a pesquisa é um aspecto importante, pois a história se faz com a construção da trajetória de vida dos elementos que compõe o cenário a ser estudado, através de entrevistas produzidas pelos educadores e educandos. Com as pesquisas os diversos grupos levam para sala de aula proporcionando uma ampla discussão sobre os diversos assuntos pesquisados e culminando com essa Coletânea de Textos produzidos pelos alunos, sob a orientação do Professor de História Ribamar de Oliveira e tendo a colaboração dos colegas de equipe: João Pinto e Cosmo Cabral.
A Comunidade de Itacuruçá é ainda uma fonte riquíssima para a pesquisa que precisa ser garimpada em seus diversos aspectos; pois sem a pesquisa não temos sua História.
Maria de Fátima Santos de Oliveira
Professora - SEDUC
A Geografia do Rio Itacuruçá
Há muito tempo atrás, aqui era apenas o rio e a floresta. Isto ainda prevalece, mas com a interferência do ser humano tudo vai se modificando, tornando-se involutariamente dominado pelas transformações que o homem exerce.
O Rio Itacuruçá, por ser um imenso centro produtivo vai se modificando ainda mais. Por esse motivo pessoas, que moravam aqui e que foram embora, estão retornando ao saber que sua terra esta ficando com maior desempenho na produtividade.
Os negros( de que somos descendentes) que aqui habitavam eram negros que fugiam das fazendas de Abaetetuba e conseguiram se esconder nessas terras por muito tempo, até ser habitada como é hoje.
Olhando assim, podemos ver que o rio Itacuruçá está sempre em momentos religiosos.
(cultura indígena) festa(cultura africana) e nunca sumiu esse modo de ser itacuruçaense.
Para os negros e índios que moravam aqui tudo o que produziam era mantido em suas casas. Mas com a habitação aumentando, tudo foi modificando, todos sentiram a necessidade de escoamento do que produziam, e a falta de alguns utensilios para eles.
Com isso, rios vizinhos como Arapapú,Ipanema e Piquiarana começaram fazer esse escoamento,só que,para se comunicarem com os habitantes do rio Piquiarana, os do Itacuruça teriam,que percorrerem toda estenção do rio Arapapú, passar pela costa-maratauíra pra entra no rio Piquiarana.Fazendo isso eles viram que era longa e cansativa essa viajem,pensaram bem e fizeram surgir um novo rio, furo de gaita, feito para melhorar a viagem que faziam para o piquiarana, tornando mas próximo esses dois rios.
O furo grande, rio piqueiro emprovizado para fazer a passagem de embarcações do rio Ipanema para o Itacuruçá,também era uma alternativa de maior velocidade na comercialização entre esses dois rios.
Dividido entre alto, médio e baixo, no rio Itacuruçá existem também o Aricurú,o igarapé São João e a ilhinha, situada entre o médio e o baixo onde funciona o colégio Raimundo Bandeira. Cada um desses níveis tem suas características de trabalho, dividindo-lhes e um completando o outro.

Forma de Trabalho do Alto, Médio e Baixo Itacuruçá
Alto: produz a mandioca, para fazer a farinha consumida por toda a região do rio Itacuruça.
Médio e Baixo: maiores produtores de material cerâmico fazem com que a renda das famlias aumenta, por ter membros e seus filhos mais velhos trabalhando juntos.
No Ipanema e o Arapapú,a formas de trabalho é praticante,igual a dos médios e baixo Itacuruça.
Logo no começo as olarias da região eram uns grandes centros da economia, mas a lavouras estava na frente em produtividade dos Itacuruçaenses. Agora com a migração e imigração por todo lado essa região está sendo urbanizada, e principalmente recebendo grandes contruções, melhorias de vidas e educação qualificada.
Agora o nosso rio possue características que em cidades a gente não encontra. Mas nesse rio também existe as diferenças sociais, mas todos vivem em harmonia no trabalho na escola e em suas casas.
O rio Itacuruçá em 10 anos atrás possuía apenas o rio como um via de ligação com a cidade de Abaetetuba, aqui fora tão rápido a transformação que logo foi surgindo o ramal do Itacuruçá, mais tarde veio à energia elétrica, mesmo não tendo chegado ao baixo já existe no aqui há cerca de 5 anos, veio também uma ambulância, pequenos projetos também para população e agora a maior escola do Itacuruçá e veio para que todos tenham uma educação de qualidade.
E mas tranqüilidade aos pais de todos os nossos pais que tem filho estudando nessa escola.
No Itacuruçá o esporte é privilegiado temos um time cinco vezes campeão do campeonato das ilhas.
Na verdade todas essas coisas se distribuem com muito cuidado e trás para nós através da comunidade a união de times de pessoas e até de outros rios vizinhos para participar de eventos feitos aqui.

Colocado todas essas características e não podendo esquecer também os defeitos de cada região tem.
Educação
A educação de antes era péssima no sentido de não ter um ambiente adequado para estudar.
Não possuía cadeiras, os alunos não tinham em que estudar, estudavam no chão ou deitados de bruços.
Se os alunos quisessem lanchar tinham de levar cada um seu lanche ou fazer uma coleta de alimentos e levar para a escola.
Não tinham giz e nem quadro, os professores escreviam com carvão e em um pedaço de madeira. Os cadernos não eram como de hoje, que vem todo organizado, era de outra forma, feitos na mão. Cada aluno comprava folhas de papel, cortavam em pedaços, pegavam agulha e costuravam.
Os alunos não possuíam nem um modo de ajuda, não existia programas para ajudar os alunos, como nos temos, hoje, os bolsistas, do governo federal.
A maioria dos alunos parava na 4ª. Série, pois os pais não tinham condições financeiras para mandar seus filhos estudarem para outro lugar(cidade).
Os professores não eram pagos, trabalhavam de forma voluntária, pois o que eles sabiam e queriam era ensinar para seus alunos.
O tipo de educação antiga não era tão pesado como no tempo de hoje. Por exemplo, a Matemática, os professores só sabiam ensinar as contas de somar, diminuir,multiplicação e divisão.Hoje já existem vários conteúdos de Matemática, se hoje formos pedi ajuda para nossos pais eles não vão saber responder, pois é muito diferente de antigamente.
A maneira de ensinar de antigamente era, mas fácil de aprender, os alunos não tinham dificuldades para aprender.
Com o passar do tempo a educação foi evoluindo, mas isso não significa que a educação melhorou, apesar de hoje termos um ambiente adequado, mas não é todos que tem esse privilégio. Pois em alguns lugares ainda estudam em centros comunitários e barracões alugados etc. Mas mesmo assim, os professores estão sendo pagos para levar a educação até eles.
Hoje as escolas possuem merenda escolar, às vezes falta, mas chega, pois se não chegar alguns alunos desistem de estudar, pois não querem ficar com fome na escola.
Já existem os materiais escolares próprio para o estudo. Existem cursos e programas para ajudar os alunos a se desenvolverem na escola. O dinheiro que vem para o programa ajuda a comprar produtos de higiene pessoal etc. São incentivos para que as crianças permaneçam na escola, por muito e, mas tempo.
A educação mudou do que era antes, hoje estudamos várias matérias, antes era só o português, matemática, Ciências e Estudos Sociais.
Existe uma fonte muito importante para a população, tudo que precisamos e imaginamo-lo possui que é o computador, que é algo significante para a sociedade.
A educação de hoje não esta excelente, mas pra que era antes, podemos dizer que está um pouco avançada. Segundo o grupo que pesquisou a educação deixa a seguinte frase “Hoje só não estuda quem não quer e espera que transforme os jovens em algo importante para a sociedade e que a educação possa esta em cada canto do mundo”.
Lazer no Itacuruçá
Para o grupo que ficou responsável para pesquisar sobre o tema Lazer em Itacuruçá achou importante somar neste trabalho o lazer evangélico.
Uma das atividades desenvolvidas no lazer evangélico é a Gincana Bíblica, onde nessa atividade existem várias tarefas como: corrida do saco engole fio, espada para o ar. Alguns anos atrás aconteceram também à tarefa da canoagem, onde teve a saída de São João(Médio) até a chegada na Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Itacuruçá(Templo Central) onde durante a passagem no rio houve inclusive as torcidas organizadas e nesta prova chegaram a primeiros colocados: Débora, Jorge e Marli. E depois partiram para outras tarefas. O que marca esta atividade é a pontuação, onde ninguém quer perder fazendo com que os participantes se sintam, mas entusiasmado e divertido.
Outro lazer interessante para alguns segmentos da comunidade é a participação nos clubes.
Um clube tradicional que tem no Itacuruçá é o Santa Rosa Esporte Clube. Ele foi fundado no ano de 1924 por Manoel Gomes, Juvenal Maciel, Lourenço Gomes e Estandilau Gomes. Deram-lhe esse nome porque Juvenal Gomes, um dos fundadores, teve uma filha e colocou seu nome de Rosa aí então surgiu o nome Santa Rosa.
Os primeiros a comandarem o time foram: Ramos Senas, Caboclo, Zé Matos, Quinca,Mico Araújo, Lili Araújo e Aluízio Quaresma.Depois veio outros para presidirem o Santa Rosa como: Tobias Botelho, Sabino Gomes, Zé Gomes,Timotéo Botelho, Mario Quaresma, Bebê Barão, Orivaldo, Rinaldo Gomes, Dalon Nery, Lázaro Brito, João Gomes, Nenê Quaresma, Ramito Quaresma e Agostinho Pinheiro. Sendo o Presidente atual do Santa Rosa é o senhor João Gomes.
As conquistas do Santa Rosa Esporte Clube em 1989 ele foi vice-campeão,em 1991 ele foi campeão sub-vinte,1992 ele foi vice de novo e em 1993 campeão do torneio início, em 1994 foi feita a copa dos campeões, e em 1997 e 1998 não foram vice nem campeão, em 1999 elefoi vice campeão em 2000 ele foi campeão, em 2001 , 2002 e 2003 não ganhou nada em 2006 não participou em 2007 foi vice-campeão.
O Bacuri Esporte Clube mais novo e simpático de sua torcida, foi fundado em 1960 pelos grandes atletas que formava sua grande equipe. O Bacuri teve vitórias e derrotas como é normal em qualquer time de futebol. A sua primeira equipe foi formada assim: Jurandil, Marciano, Nicanor, Júlio Barão, Aladi Barão, Benedito Carlito Dulor, Castelo, Ceará e Mario Pacheco.
O time participou de torneios, campeonatos regionais e amistosos, revelando grandes valores que foram cobiçados por outros clubes maiores. Passaram-se quase quatro décadas e em 1989 o Padre José criou o campeonato das ilhas e em 1994 o Bacuri participou do campeonato e foi campeão em cima de seu maior rival, O Santa Rosa Esporte Clube. Esse campeonato marcou na história a grande façanha do Clube. Tudo o que aconteceu você vai acompanhar através dos versos narrados pelo grande poeta Lucindo Rodrigues que conta como aconteceu das vitórias a escalação.
Nesta vida de poeta
Eu nunca tive embaraço
Crítico de qualquer um
Mas sempre sei o que faço
Nunca humilhei ninguém

Nem apelo para o cangaço
Aqui quero lhes falar
De um fato que aconteceu
No campeonato das ilhas
Quem ganhou e quem venceu
Qual foi a melhor equipe
E também a qual venceu

Participaram muitos clubes
Da grande competição
Todos com muita vontade
O objetivo era
Ser o grande campeão

Aconteceram surpresas
No decorrer da história
Apareceu certo clube
Se não me falha a memória
Bacuri Futebol Clube
Dono de lindas histórias

Esse clube surpreendeu
Até o seu treinador
Surpreendeu o presidente
E o patrocinador

Todos ficaram surpresos
Ao conhecer seu valor
Considerado o menor
Entre os quais participaram

E por ser a primeira vez
Que a competição entraram
Pelos seus próprios vizinhos
Foram muitos criticados

Mas mesmo assim foram à luta
Com disposição e fé
Respeitando qualquer um
Fosse João ou José
Todos com unhas e dentes
Talento, cabeça e pé.

O seu primeiro jogo
Serviu de avaliação
Jogaram com o São Miguel
Que era uma seleção

Foi uma vitória linda
Em cima do valentão
O São Miguel quando perdeu
Pensou não ganhar ninguém
Disse o Eduardo eu pensei
Que o nosso time ia bem
Perdemos pra esse timinho
Quanto mais para os que vêem

Porém nos outros jogos
O São Miguel foi valente
Deu até de goleada
Em quem se meteu em sua frente

Disse o Eduardo agora
O caso é diferente

O Maurito do Bechior
Falou diante os presente
Nós damos de 5x0
Nesse timinho demente
Você quebrar esse Bacuri
E comer com aguardante

E chegou o dia do encontro
De Bechior e Bacuri
O Maurito disse hoje
Coloco o pingo no i

Vamos dar uma goleada
Pra pagar o que prometi

Mas o time do Maurito
Com sua destreza tamanha
Perdeu e disse nunca vi
Num time tanta façanha
Quem enfrentar esse time
Ou corre, ou morre ou apanha.

O Bacuri venceu outra fera
Que foi o grande aliado
Vindo lá do Anequara
Time muito respeitado
Jogaram até demais
Porém foram derrotados

Porém disse o Eduardo
Não acredito em visagem
Perdemos o primeiro jogo
Mas não perdemos a viagem
Agora estamos treinados
Vamos dar-lhes uma lavagem

Porém ainda foi pior
No fim da competição
Foram dois jogos disputados
E de muita emoção

Não resistiram e apanhavam
Em frente a uma multidão

E Bacuri e São Miguel
Voltaram a se encontrar
Era cabeça de chave
O jogo era mortal
Um dos dois em duas partidas
Iria se classificar

Desses dois o qual vencesse
Enfrentaria o Santa Rosa
Na época o melhor time
Com uma torcida fabulosa
Já esperava o vencedor
Como uma cobra venenosa

O Santa Rosa tranqüilo
Devido sua boa campanha
Jogava pelo empate
Uma vantagem tamanha
Goleou o grande Bahia
E esperava na manhã

O Bacuri e São Miguel
Decidiam em duas partidas
Quem enfrentaria o Santa Rosa
Com sua grande torcida
Os jogos eram dramáticos
O caso era morte ou vida

Os jogos foram emocionantes
No Estádio Humberto Parente
O Bacuri atropelava
Quem se metesse em sua frente
O Bacuri ganhou os dois jogos
E esmagou mais um valente

Quando sair o resultado
Foi difícil acreditar
Esse timinho danado
Iria pra grande final
Enfrentaria o Santa Rosa
A fera descomunal

Os dois iriam disputar
Pois um teria que morrer
Porque dentro do Estádio
Só um iria vencer
Mesmo o outro sendo vice
Iria se entristecer

O Santa Rosa preparado
Com certeza da vitória
O Bacuri confiante
Que contaria esta história
Ou descrever seus atletas
Se não fugir a memória

Começava com Piolho
Treinador acostumado
Devido o seu bom trabalho
Tornou-se muito respeitado

Disse ele vamos com fé
Que até já sei o resultado
Outro foi José Leonardo
Com sua palavra de fé

Dizendo aos jogadores
Já vencemos o São Miguel
Até o diabo é mole
Senão, não me chamo Zé.

Dizia Hercias eu também
Confio na nossa galera
Que vai pra dentro do campo
Cada um deles é mais fera
Vamos ganhar esse time
Estamos a sua espera

Já soube que estão falando
Que o Bacuri esta azedo
Mas eles trazem açúcar
Falam e não pede segredo
Dizem que é mais um freguês
Mas isso não nos causa medo

O goleiro Dote disse
Eu também sou criticado
Mas farei o que puder
Pra termos bons resultados
Ganharemos outra partida
E seremos respeitados

Na zaga não tinha falha
Com Aluízio e Negão
Nunca vi dois jogadores
Com tanta disposição
Protegiam o guardião Dote
Que foi a revelação

Rosemiro foi o cara
Era perito em cobrança
Era o terror dos goleiros
Chutava com segurança
Muitos clubes guardam hoje
Ainda uma amarga lembrança

Saraiva, Santana e Sabá
Pelo meio eram velozes
Quando jogavam diziam
Hoje só tem que darmos nós
Vamos pedir ao Pai Nono
Ele ouvirá nona voz

Bibito foi outro cara
Ligeiro e decidido
Sempre leva a melhor
Era ousado e atrevido
Não temia fosse a quem fosse
Não dava chance ao individuo

Cici e João Manoel
Nunca se intimidavam
Levaram a linha de fundo
De qualquer ponto cruzavam
Pra eles tudo era fácil
E lindos gools eles marcavam

Isaias e Figurinho
Nunca fugiram da linha
E Toninho Cagirú
Pra sua posição não tinha
Jogadas individuais
Esta era a sua rotina

Para Francinildo e Pio
Não tinha dificuldade
Tinham tanta rapidez
E tanta facilidade
Eles tinham sim qualidade
E foram heróis de verdade.

No dia 07 de dezembro
Dentro da nona cidade
No Estádio Humberto Parente
Foi a decisão de verdade
Estava o estádio lotado
Pra essa realidade

E começou a partida
Chia de muita emoção
A bola era lá e cá
Em frente a uma multidão
O Bacuri foi fulminante
Jogava aquele bolão

Aconteceu uma falta
Já era uma esperança
A torcida gritou logo
Mantemos a liderança
Gritando ainda mais forte
Rosemiro na cobrança

O juiz posiociona
A barreira foi marcada
Rosemiro chutou forte
Uma bomba abençoada
Na cabeça de Santana
A bola foi desviada

Estava com 10 minutos
Quando Santana marcou
A torcida festejava
O seu belíssimo gol
A partir desse momento
O time deitou e rolou

E foi um Deus nos acuda
A bola era lá e cá
Quando uma outra jogada
Surgiu pela lateral
Negão pegou bateu forte
Foi outra bomba fatal

Santa Rosa foi à luta
Mas não adiantou nada
O jogo foi 2x1
Sua torcida foi decepcionada
A equipe do Bacuri
Já estava consagrada

Foi uma festa bonita
No meio de tanta gente
O povo dizia assim
Esse timinho é valente
Ganhou até torcedores
No Estádio Humberto Parente

Aí está o campeão
Que não foi acreditado
Time de muitas surpresas
Isto ficou comprovado
Pois cão que late não morde
Assim diz um velho ditado.

Associação de Remanescentes de Quilombos da região das Ilhas de Abaetetuba(ARQUIA)
O objetivo é deflagrar ou dinamizar nas comunidades, um processo de desenvolvimento comunitário sustentável, cujos elementos norteadores estejam configurados na forma de um plano de desenvolvimento sustentável, priorizando: o uso sustentado de recursos naturais, a organização comunitária, centrada no planejamento participativo de atividades e na (re)formatação das associações de base para uma mais eficiente atuação junto ao mercado e a formação de gestores comunitários do processo.
Nas comunidades do Alto, Médio e Baixo Itacuruçá são constantemente realizados seminários, oficinas de planejamento participativo e treinamentos, todos voltados para o desenvolvimento rural sustentável, comercialização conjunta e verticalização do processo produtivo.
 Diretoria Inicial
Coordenadores: Edílson(Arapapuzinho) – Coordenador Geral
Benedito(Baixo Itacuruça) – Coordenador da Secretaria
Isaias(Alto Itacuruçá) – Coordenador de Projetos de Renda Comunitária
Maria da Luz(Acaraqui) – Coordenadora de Cultura
Manoel Pinheiro(Médio) – Coordenador de Patrimônio
Egidio(Arapapuzinho) – Coordenador de Esporte e Lazer

Medicina Popular
Para a Dona Maria que é agente de saúde do baixo Itacuruçá , as doenças que mais afetam as ilhas de Abaetetuba são as seguintes: Diarréias, a gripe e principalmente a febre.
Segundo ela o meio mais fácil de curar a diarréia é o soro caseiro. O modo de preparar é pegar uma colher de medida de o lado menor colocar sal e do lado maior colocar açúcar e depois pegar um copo com água e é só dissolver tudo junto. 
. Para gripe:
Para a gripe é só fazer o xarope caseiro. Cortar um limão ao meio e colocá-lo ao fogo, depois espreme num copo com mel e alho ralado.
. Para a febre:
Nome do Remédio: Coramina ( Esse remédio serve para o coração )
Origem: É um remédio de origem vegetal; pois é uma planta encontrada em nossa região.
Modo de preparo: É preciso somente juntar algumas folhas da coramina, lavar bem e depois rasgar bem para ficar em pedaços pequenos. Depois misturar com água e deixar ferver por aproximadamente cinco minutos. Depois é só coar para separar o chá das folhas. Adoce e você terá o chá de coramina.
Posologia: É tomada uma dose toda vez que precisar
Nome do Remédio: Leite da Sucuúba
Origem: vegetal
Modo de preparo: É tirado quando não é luar
Posologia: Uma vez no dia em jejum
Composição: Leite da Sucuúba, vinho tinto e ovos
Nome do Remédio: Hortelã
Origem: É uma planta de origem vegetal, pois é encontrada na nossa natureza ou seja nessa região
Composição: É composta com catinga de mulata
Modo de preparo: Ferve algumas folhas de hortelã com algumas folhas de catinga de mulata e em cinco minutos está pronto.
Via: Oral
Posologia: Tomar três vezes ao dia
Efeito: Ele serve para crianças quando estão com febres
Cuidados: A criança precisa ficar em repouso
Nome do Remédio: Gengibre
Origem: É de origem vegetal, pois encontramos na nossa região.
Composição: Cachaça e álcool
Modo de preparo: Somente ralar o gengibre e misturar com cachaça e álcool, em dois minutos estará pronto.
Via: Esse remédio é passado nas pernas ou nos braços
Posologia: É passado de cinco em cinco minutos
Efeito: Ele serve para as pessoas quando estão com reumatismo
O Cotidiano no Itacuruçá
Tratando neste aspecto, o dia-a-dia de uma família que trabalha com muito esforço para ter seu pão de cada dia, os pais trabalham duro oferecendo o melhor aos seus filhos, mas os filhos também se esforçam nos estudos, quando crescerem terem um futuro melhor, que trabalhem e possam ajudar os seus pais e ser uma pessoa independente.
A maioria dos pais trabalham tirando barro, já que precisam de disposição e força de vontade. Quem tira barro sai da casa a noite e passa a noite no mato fazendo a vala sem dormir, para tirar o barro e encher o barco. Depois de cheio eles vão desembarcar o barro na olaria, e quando não se tem barro no barco eles levam novamente o barco para o mato para deixar o barco. E quando retornarem à noite a embarcação já esteja lá para começar tudo de novo.
Quem trabalha na olaria não precisa sair cedo. O trabalhador acorda de manhã toma o café e vai para a olaria, chegando para fazer telha.
A maioria das vezes as mães trabalham na lavoura. Elas fazem a derrubada, deixam secar e depois fazem a queimada. A base da plantação é a mandioca, arroz, feijão, milho, etc..
Depois que já foi feito o plantio, com um mês uns matinhos que elas chamam de capina ou tiririca. E começam a tirar o mato, depois de seis meses o plantio já dá para fazer a colheita. Elas arrancam a mandioca carregam e colocam no poço que é para amolecer. Com três dias ela já esta pronta para fazer farinha. A macaxeira serve tanto para farinha, como para fazer bolo ou para comer com café.
Entrevistado: Raimundo Dilo do Couto
O Senhor Dilo nasceu no dia 12 de julho de 1927. Quando ele começou a se entender, na idade de 10 anos ele e seus colegas iam para o rio pegar frutas como: seringa, azeite, maracaxi, mucuúba e jabuticunha. Pegando essas frutas ele vendia e com o dinheiro comprava comida para poder ajudar sua família junto com seu pai, pois ele trabalhava de “bico”. Ele com seu pai e sua irmã, e os mais velhos faziam roçado e depois de algum tempo tiravam a cana de açúcar e faziam a garapa.
Quando ele começou a estudar, ele ia para a escola e muitas vezes tinham que levar um pouquinho de comida em uma lata para poder merendar(isso acontecia quando ele tinha a comida). Ele trabalhava durante três dias e estudava três dias na semana. Muitas vezes chegava cansado na casa e não tinha o que comer. Hoje em dia ele diz que a situação de vida melhorou bastante.
O trabalho nessa época era muito difícil e pesado, ele cortava lenha em metro para poder vender, muitas vezes ele ia para o mato com fome, trabalhava horas sem comer Nessa época a comida não era difícil, o que era difícil era o trabalho e o dinheiro.
A vida do passado era assim, segundo seu Dilo.
O Sr. Dilo tem cinco irmãos, e só ele aprendeu a escrever e a ler, ele chegou a estudar até a primeira série. Seu pai nessa época dizia que era ele aprender a escrever só um bilhetinho.
Nessa época primeira se aprendia a ler e depois a escrever. O que existia era a tabuada. O aluno que não respondesse certo pegava “bolo” na mão, ou seja, recebia pauladas de palmatória na mão.
O que existia de bom era o respeito. Quando ele chegava em sala de aula tinha que tomar benção da Professora, e ai,ai,ai daquele que não respeitasse os mais velhos. Ele diz que hoje o estudo esta muito melhor do que antes, mas muitos não sabem o que é o respeito.
O Sr. Dilo se casou com 22 anos de idade, ele não tinha casa, não tinha panela,
mas tinha muita fé de que um dia ele e sua esposa iriam conseguir tudo o que precisasse.
Nessa fase as panelas eram de barro, as redes eram feitas de envira e muitas eram feitas de remendos de panos.
A situação era essa, com muito sacrifício e muito trabalho pesado, mas graças a Deus hoje esta muito melhor a condição de viver. Hoje, o pai já consegue investir mais em seu filho, para que no futuro possa ajudar a família. Ele diz que “ O futuro de um pai é a esperança de um filho”
Texto produzido pela aluna Maria Neuza Sodré Mota

I – Maneira como o ribeirinho vive e produz.
Os ribeirinhos vivem e mora nas ilhas, a beira dos rios, trabalhando na roça, olaria e açaizal, produzindo farinha, telha, tijolo, matapi,paneiro, faz criação de galinha, pato,porco para seu alimento, também tem peixe, caça. O açaí e algumas frutas, como inaja, tucumã, abacaxi, goiaba. Geralmente, os ribeirinhos constituem uma família com dez filhos e hoje alguma só tem até três filhos. E hoje algumas casas ainda são construídas de assoalho de paxiúba coberta de palha e as paredes feitas de ripas tiradas do braço de miriti e outras famílias possuem a casa feita de tábua e coberta de telha. Alguns usam o pote de barro para colocar àgua para beber. O balde da cueira serve para levar água para roça. Hoje, ainda bebem mingau na cuia. Os meios de transportes são as rabetas,os barcos, cascos e canoas,sendo o rádio, a televisão e o telefone os meios de comunicações mais acessíveis. Também nas localidades, no momento tem a festa para homenagear ao Santo padroeiro da comunidade que dura oito noites.
II – Os fatores de mudança do comportamento sócio-cultural
O processo de construção da vida crescerá em comunidade eclesial de base que é o paralelo do processo de organização da vida em comunidade, entidades e instituições de caráter social, sindical e política. Também valorizando os trabalhos em mutirões para fortalecer os sentimentos de união e solidariedade entre os moradores da beira dos rios e contribuir para sua conscientização sócia política, juntos construindo as casas comunitárias trabalhando na roça em grupos unidos convencidos de estarem construindo algo para coletividade efetivando o lema “A união faz a força”.
III - O impacto do desenvolvimento industrial na região
A construção da barragem de Tucuruí , motor energético de parte do Projeto Grande Carajás que diz respeito ao complexo industrial Albras-Alunorte,foi um dos principais fatores da desestruturação da sócio-econômica dos ribeirinhos. A construção da barragem causou dano à natureza, em termos ecológicos. Antes da barragem as populações da região alimentavam-se de caça e pesca, e hoje já não tem na região, sobretudo camarão e o mapará.
IV – Conclusão
Considerando que o ribeirinho se realiza como ser humano de acordo com os elementos necessários para sobreviver e desenvolver seu ideal de vida acredita que o mundo cultural, sócio-econômico ainda vive culturalmente sob o aspecto político que eles vêm na nossa comunidade prometendo e não cumprindo suas promessas e nós sofremos com essas mudanças e agora não queremos sofrer mais, queremos mudança e uma vida melhor.
* Texto produzido por Izabel Rodrigues do Carmo
I - Como vivem os ribeirinhos( Ou viviam )
Os ribeirinhos são umas populações que vivem e moram nas ilhas, na beira dos rios. Os ribeirinhos já não vivem mais como antes.
Antes o açaí e o mingau eram tomados na cuia tirada da cuiera,agora é só na tigela de vidro ou de plástico. Agora, também já não usam potes feitos de barro, usa-se um mais moderno, mais bonito e as pessoas não precisam mas fazer.Vivem também dos recursos oferecidos pela própria natureza: frutos do mato, caça,pesca e produtos do extrativismo vegetal e do trabalho da roça: banana, pupunha, cacau ;assim como mata mucura e tatu e pesca mapará.
II - Aspectos da vida e cultura dos ribeirinhos
Geralmente o ribeirinho constitui uma família numerosa com aproximadamente dez filhos.
Desde a década de 60 do século passado, mudou muita coisa, antes o transporte era o casco de madeira movido a remo com as forças dos braços, agora não, é só rabeta movida a motor e as pessoas nem precisam fazer força para se transportar de um lugar para o outro. Agora já mudou muito, mas tem alguns lugares que ainda tem esses modos, por exemplo, na casa da minha avó ainda tecem paneiros, fazem potes de barro e a refeição é feita no chão em circulo.
III - Fatores de mudanças do comportamento sócio-cultural
As Cebs tinham como momento central a celebração do culto religioso aos domingos.
As considerações sobre a vida e pregação de Jesus Cristo e aos primeiros cristãos, tornavam-se exemplos a seguir para a realização do “Reino de Deus”.
Unidos trabalhavam convencidos de estarem construindo algo para a coletividade efetivando o lema: “A união faz a força”.
* Informantes
Rosa Maria Botelho - 45 anos
Raimundo Dilo do Couto - 81 anos
José Maria M. Gomes
D. Maria – Agente de Saúde
João Gomes
Lucindo Rodrigues
*Bibliografia
THOMPSON, Paul. A Voz do Passado. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
MONTENEGRO, Antônio Torres. História Oral e Memória. A Cultura Revisada.
São Paulo: Contexto, 1994.
Postado por Ribamar Oliveira

Parte do Texto resultou das pesquisas de diversos em diversos autores sobre a localidade Rio Itacuruçá e outra parte são frutos da pesquisa do autor do Blog do ADEMIR ROCHA.
Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

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