BB King da Amazônia - cultura - musica - Estadão
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BB King da Amazônia
O 17º álbum de Mestre Solano mostra a força das guitarras do Norte
02 de janeiro de 2014 | 2h 06
Julio Maria - O Estado de S.Paulo

Divulgação
Solano é pouco reverenciado fora de seu reino
Se
o Rio Mississippi cortasse o Pará e em suas margens brotasse cupuaçu em
vez de algodão, blues seria só festa e BB King, um caboclo chamado
Mestre Solano. Aos 72 anos, 60 de carreira, 17 discos lançados, só Deus
sabe quantos vendidos, Solano é um totem pouco reverenciado fora de seu
reino. Instituiu no final dos anos 70 a guitarrada, uma música tão
brasileira e saborosa quanto o açaí, chamada assim a partir dos anos 90,
quando sua progenitora, a lambada, entrou em decadência.
Solano com sua Gibson, uma das quatro guitarras que possui (da
mesma marca de Lucille, a menina dos olhos de BB King), acaba de lançar o
mais cuidadoso álbum de sua discografia. Como só agora teve dinheiro de
uma empresa patrocinadora, a Natura, honrou cada centavo. Mestre Solano - O Som da Amazônia
tem 13 temas do guitarrista paraense, sete deles inéditos. Conta com
outro hábil das seis cordas do Amapá, Manoel Cordeiro (pai do cantor
Felipe Cordeiro), na faixa As Belezas do Marajó. E com o grande
violonista de Santarém Sebastião Tapajós, que protagonizou a rara cena
de deixar suas terras e ir a Belém apenas para gravar o tema que fez ao
amigo, Rei Solano.
A guitarra de Solano é imune a egos alterados, limpa de efeitos e
transparente de técnica. Nada de distorções, nada de velocidade. Sua
guitarrada é assim, uma música essencialmente instrumental e vibrante,
pensada para fazer o baile ferver com o som puro de uma Gibson, uma
Fender, uma Yamaha japonesa ou uma Condor brasileira. O tema é
apresentado primeiro, geralmente sobre uma base rítmica de carimbó,
bolero, lambada ou brega - o que no Norte não tem carga pejorativa nem é
sinônimo de Reginaldo Rossi. E o improviso vem depois, mas não com o
efeito vulcânico do blues. Cada frase pensada sobre as harmonias
primitivas têm vida própria, como se fossem novos temas.
Solano chegou até aqui se equilibrando em épocas de seca e
dias de glória. Gravou seus primeiros três discos pela Continental,
ainda decodificado pelo Sul e Sudeste como um "cantor brega". Seguiu
depois para a Atração e RGE até desaguar no amazônico leito dos
independentes. Sua vitória maior foi com Ela É Americana, de
1975, regravada por Dorgival Dantas, Aviões do Forró, Alípio Martins e
Arnaldo Antunes. Se fosse BB King, estaria milionário. "Os vendedores
diziam que não davam conta de repor meu disco nas lojas. Este com Ela É Americana
deve ter vendido demais, acho que mais de 200 mil cópias", ele calcula.
Sua história melhor se deu dentro de uma prisão. Se fosse BB King, já
teria seu filme.
Fim de semana na penitenciária de Belém, 1970. Solano fazia
um show para os detentos, que em dias de festa andavam livres pelo
pátio central. Quando terminou a terceira ou a quarta música, um deles
se aproximou. Era Denizar, homem perigoso de Abaetetuba, mesma cidade de
Solano, no interior do Pará, condenado por matar um cabra e esfaquear
outro. Como a justiça dos homens já o condenara, restava a Solano
estender-lhe a mão. No meio da conversa, Denizar o surpreendeu. "Se você
quiser, eu te faço uma guitarra muito melhor do que essa sua aí."
Solano aceitou meio que duvidando. As mesmas mãos que tiraram a vida de
um homem seriam capazes de esculpir uma guitarra melhor que a dele?
Meses depois, a encomenda estava pronta. Solano voltou à penitenciária e
lá estava sua prometida: uma belezura de três captadores, cor de vinho,
máscara preta e esculpida no cedro. "Com o tempo, acabei vendendo o
instrumento. Como me arrependo", diz ainda Solano.
As sementes da guitarrada chegaram ao Brasil pelo radinho
de pilhas Sharp de três faixas que o menino Solano ouvia ainda em
Abaetetuba. Quando tentava sintonizar as emissoras de Belém, seguia de
chiado em chiado até pescar uma cumbia colombiana, um bolero dominicano
ou um calipso hondurenho. Em vez de emissoras brasileiras, os rádios do
Norte sintonizavam as ondas saídas das antenas do Caribe. "Foi assim que
começamos esse estilo aqui no Pará. E digam o que quiser: assim como o
axé é da Bahia, a guitarrada é 100% paraense." Assim como o blues é de
BB King, a guitarrada é de Mestre Solano.
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Fonte: g1.globo.com/pa
Lançamento ocorre na próxima quinta-feira (21).
G1 - Mestre Solano lança disco ‘O Som da Amazônia’ - notícias em Pará
Clique na legenda acima e veja foto e texto sobre o Mestre Solano, músico com origem em Abaetetuba
Fonte da reportagem abaixo; G1 PA
Músico começa turnê por Abaetetuba, sua cidade natal, no dia 7 de março.
Os ritmos quentes construíram a sonoridade de Solano, que aos nove anos já se arriscava no banjo. O primogênito de uma família de nove Josés enveredou pela música por teimosia. O pai, Raimundo, era carpinteiro. Mas quando livre da oficina, gostava de arranhar o instrumento, momentos que encantavam o pequeno José Félix Solano. “Ele não queria que eu tocasse. Eu insisti e minha mãe me apoiou. Ele não quis me ensinar, mas eu aprendi sozinho. Isso eu trouxe no meu sangue. Todos da família do meu pai eram músicos. A família Solano, da minha mãe, não toca nada”, revela o Mestre.
Show ‘Som da Amazônia’, de Mestre Solano. Convidados especiais: Nilson Chaves e Aíla. Dia 7 de março, às 22h, na Arena Sport Show, na Rua Magno de Araújo, 2015, bairro São Lourenço. Entrada franca. Distribuição de ingressos no local do show.
Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA
Fonte: g1.globo.com/pa
19/11/2013 23h54
- Atualizado em
19/11/2013 23h55
Mestre Solano lança disco ‘O Som da Amazônia’
Lançamento ocorre na próxima quinta-feira (21).
Mestre da guitarrada comemora 60 anos de carreira.
Comente agora
Mestre Solano canta ao lado de Aíla em show de 2012. (Foto: Dominik Giusti/G1)
Natural de Abaetetuba, mestre Solano lança na próxima quinta-feira
(21), a partir das 20h, na Estação das Docas, em Belém, o CD "O Som da
Amazônia". A entrada é gratuita. O show também é comemorativo aos 60
anos de carreira do músico e terá a participação da cantora Aíla, que
assina a direção do disco, e do músico Sebastião Tapajós.
Conhecido como mestre da guitarrada, um gênero musical do Pará, mestre
Solano tem 16 álbuns lançados, com ritmos que passam pelo samba,
bolero, brega e lambada, com ritmos caribenhos.
“Analisando a trajetória do Solano, vimos que faltava um disco de
altíssima qualidade, instrumental, que abordasse a estética da
guitarrada paraense. E ele se destaca no meio dos ‘guitarreiros’ pela
criatividade e pela técnica”, diz Aíla.
O álbum tem 13 faixas, sendo sete composições inéditas e alguns
sucessos dos anos 80, nas quais são exaltadas o estilo único de tocar
guitarrada desenvolvido por Solano, sempre virtuoso nos solos. Uma das
músicas mais conhecidas de mestre Solano, "Ela é Americana" - que já foi
regravada por Dorgival Dantas, Alípio Martins e Aviões do Forró -
também compõe o disco.
“Resolvemos que esse novo CD traria música novas, para mostrar que o
talento de Solano vai muito além do hit ‘Ela é Americana’. Trabalhar com
o Solano e poder difundir ainda mais a história da música feita no Pará
é muito recompensador”, celebra Aíla.
O projeto desse novo álbum é idealizado pelo selo de produção 11:11
Arte, Cultura e Projetos e foi selecionado pelo primeiro edital do
programa Natura Musical dedicado exclusivamente à cena paraense.
Serviço
Mestre Solano lança na próxima quinta-feira (21), a partir das 20h, no
anfiteatro São Pedro Nolasco, na Estação das Docas, em Belém, o CD "O
Som da Amazônia". A entrada
G1 - Mestre Solano lança disco ‘O Som da Amazônia’ - notícias em Pará
Clique na legenda acima e veja foto e texto sobre o Mestre Solano, músico com origem em Abaetetuba
Fonte da reportagem abaixo; G1 PA
02/03/2014 18h33
- Atualizado em
02/03/2014 19h07
Mestre Solano inicia turnê nacional de novo disco
Músico começa turnê por Abaetetuba, sua cidade natal, no dia 7 de março.
Show traz os convidados Nilson Chaves e Aíla. Entrada franca.
Após 60 anos de carreira, Solano estreia nos palcos de sua cidade natal: 'Graças a Deus!' (Foto: Brunno Regis)
Mestre Solano esperou quase a vida inteira por esse momento. Com 60
anos de carreira, o músico alcançou sucesso no Brasil e fez balançar
públicos de terras estrangeiras com o suingue da sua guitarrada:
percorreu a Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Panamá e Buenos Aires.
Mas Solano nunca se apresentou na cidade onde nasceu. “Será o primeiro
show em Abaeté. Graças a Deus ele vai acontecer! Mal vejo a hora de
rever amigos e músicos que eu nem sei mais onde moram", diz o artista às
vésperas de estrear nos palcos da sua terra natal, Abaetetuba, que
recebe pela primeira vez o ilustre conterrâneo no dia 7 de março.
Entrada franca.
A cidade é o primeiro destino da turnê do mais novo disco de Mestre
Solano, ‘O Som da Amazônia’, o 17º álbum de sua carreira, lançado em
outubro do ano passado. O show passa ainda por São Paulo (SP), em abril, e Fortaleza
(CE), em maio. Patrocinado pelo projeto Natura Musical, o disco, sob
direção artística de Aíla, faz um apanhado dos sucessos mais marcantes
da carreira de Solano, como ‘Ela é Americana’, música que consagrou o
guitarrista e foi regravada por nomes como Alípio Martins, Aviões do
Forró, Cavaleiros do Forró, e mais recentemente por Arnaldo Antunes –
prova de que um bom hit é capaz de agradar aos mais diversos ouvintes,
nos mais diversos tempos.
Ao mesmo momento em que resgata antigas composições, o disco também
aponta para o futuro, ao revelar sete canções inéditas do músico em sua
melhor forma. “Apostei num estilo diferente, uns arranjos inovadores.
Afinal, você tem que evoluir. Pegue um disco meu gravado em 1974 e este:
tudo diferente, execução e arranjos. Gosto muito de músicas do passado e
guitarrada, mas gosto de estar evoluindo, mudando, crescendo”,
orgulha-se.
O álbum é o trabalho de melhor qualidade técnica da carreira do músico e
busca valorizar a nova produção do Mestre. “Analisando a trajetória do
Solano, vimos que faltava um disco de altíssima qualidade, instrumental,
que abordasse a estética da guitarrada paraense. Resolvemos que este
novo CD traria músicas novas, para mostrar que o talento de Solano vai
muito além do hit ‘Ela é Americana’. Trabalhar com o Solano e poder
difundir ainda mais a história da música feita no Pará é muito
recompensador”, celebra Aíla, que se apresenta ao lado de Solano no show
em Abaetetuba, que conta ainda com outro convidado especial, o músico Nilson Chaves.
Mestre
Solano: 60 anos de 'praia' e um vigor sem igual: 'Vou demorar para
partir. Tem muita música para tocar ainda'. (Foto: Brunno Regis)
Seis décadas de palcoOs ritmos quentes construíram a sonoridade de Solano, que aos nove anos já se arriscava no banjo. O primogênito de uma família de nove Josés enveredou pela música por teimosia. O pai, Raimundo, era carpinteiro. Mas quando livre da oficina, gostava de arranhar o instrumento, momentos que encantavam o pequeno José Félix Solano. “Ele não queria que eu tocasse. Eu insisti e minha mãe me apoiou. Ele não quis me ensinar, mas eu aprendi sozinho. Isso eu trouxe no meu sangue. Todos da família do meu pai eram músicos. A família Solano, da minha mãe, não toca nada”, revela o Mestre.
Autodidata, fez sua estreia aos 13, tocando banjo no grupo Jazz Tupi,
na cidadezinha de Beja, distrito de Abaetetuba. A noite inesquecível
jamais lhe abandonou a memória: 12 de maio de 1954. Aos 21 anos, por
vontade da mãe Oscarina, tomou um barco com destino a Belém.
Fez o concurso para sargento do Corpo de Bombeiros. Passou. Decidiu
conciliar a rotina no quartel com a vida nos palcos. Coisa de
equilibrista. Encerrava os shows antes de 5h da manhã e dali a pouco
estava sentado à mesa do café, banhado e fardado, pronto para o toque da
alvorada, às 6h.
Em 1974, veio o primeiro registro fonográfico, um compacto duplo. Nos
anos 80, montou seu primeiro grupo, batizado Top5 e depois Solano e Seu
Conjunto. Em 1984, lançou o primeiro LP. Foram cinco discos em seis anos
de contrato. Alçada à condição de hit, “Americana”, escrita em parceria
com Frank Carlos, não deixava o topo das mais pedidas em diversas
rádios de Fortaleza. Povo, Cidade, Dragão do Mar, Iracema – Solano
conhecia ali a força da música que seria um sucesso atemporal e também
passaporte para os palcos de todo o nordeste. Ele conta que “Americana”
fez sucesso até fora do Brasil, em coletâneas de música latina.
Nos anos 90, Solano integrou o casting da gravadora Atração, passando
também pela RGE e Inter CD. Em cada uma, lançou dois discos. A partir de
2001, vieram os discos independentes. Em 2012, a participação no
projeto Terruá Pará, do Governo do Estado, projetou seu nome no eixo
sul-sudeste, e consequentemente, todo o Brasil.
Após seis décadas de carreira, formada por altos e baixos, Solano
continua teimoso na sua paixão pela música e avisa: ainda há muito ela
frente. “Eu vou demorar para partir. Eu falei com o grande lá de cima, e
ele me disse que eu vou durar bastante porque estou fazendo muito
sucesso e ainda tem muita guitarra para tocar”, garante o músico.
ServiçoShow ‘Som da Amazônia’, de Mestre Solano. Convidados especiais: Nilson Chaves e Aíla. Dia 7 de março, às 22h, na Arena Sport Show, na Rua Magno de Araújo, 2015, bairro São Lourenço. Entrada franca. Distribuição de ingressos no local do show.
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G1 - Mestre Solano
lança disco ‘O Som da Amazônia’ - notícias em Pará
Fonte: g1.globo.com/pa
19/11/2013 23h54 - Atualizado em 19/11/2013 23h55
Mestre Solano lança disco ‘O Som da Amazônia’
Lançamento ocorre na próxima quinta-feira (21).
Mestre da guitarrada comemora 60 anos de carreira.
Do G1 PA
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Mestre Solano canta ao lado de Aíla em show de 2012. (Foto: Dominik
Giusti/G1)
Natural de Abaetetuba, mestre Solano lança na próxima quinta-feira (21),
a partir das 20h, na Estação das Docas, em Belém, o CD "O Som da
Amazônia". A entrada é gratuita. O show também é comemorativo aos 60
anos de carreira do músico e terá a participação da cantora Aíla, que
assina a direção do disco, e do músico Sebastião Tapajós.
Conhecido como mestre da guitarrada, um gênero musical do Pará, mestre
Solano tem 16 álbuns lançados, com ritmos que passam pelo samba,
bolero, brega e lambada, com ritmos caribenhos.
“Analisando a trajetória do Solano, vimos que faltava um disco de
altíssima qualidade, instrumental, que abordasse a estética da
guitarrada paraense. E ele se destaca no meio dos ‘guitarreiros’ pela
criatividade e pela técnica”, diz Aíla.
O álbum tem 13 faixas, sendo sete composições inéditas e alguns sucessos
melhores franquias baratas
dos anos 80, nas quais são exaltadas o estilo único de tocar guitarrada
desenvolvido por Solano, sempre virtuoso nos solos. Uma das músicas
mais conhecidas de mestre Solano, "Ela é Americana" - que já foi
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compõe o disco.
“Resolvemos que esse novo CD traria música novas, para mostrar que o
talento de Solano vai muito além do hit ‘Ela é Americana’. Trabalhar com
o Solano e poder difundir ainda mais a história da música feita no Pará
é muito recompensador”, celebra Aíla.
O projeto desse novo álbum é idealizado pelo selo de produção 11:11
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Giusti/G1)
Natural de Abaetetuba, mestre Solano lança na próxima quinta-feira (21),
a partir das 20h, na Estação das Docas, em Belém, o CD "O Som da
Amazônia". A entrada é gratuita. O show também é comemorativo aos 60
anos de carreira do músico e terá a participação da cantora Aíla, que
assina a direção do disco, e do músico Sebastião Tapajós.
Conhecido como mestre da guitarrada, um gênero musical do Pará, mestre
Solano tem 16 álbuns lançados, com ritmos que passam pelo samba,
bolero, brega e lambada, com ritmos caribenhos.
“Analisando a trajetória do Solano, vimos que faltava um disco de
altíssima qualidade, instrumental, que abordasse a estética da
guitarrada paraense. E ele se destaca no meio dos ‘guitarreiros’ pela
criatividade e pela técnica”, diz Aíla.
O álbum tem 13 faixas, sendo sete composições inéditas e alguns sucessos
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dos anos 80, nas quais são exaltadas o estilo único de tocar guitarrada
desenvolvido por Solano, sempre virtuoso nos solos. Uma das músicas
mais conhecidas de mestre Solano, "Ela é Americana" - que já foi
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compõe o disco.
“Resolvemos que esse novo CD traria música novas, para mostrar que o
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o Solano e poder difundir ainda mais a história da música feita no Pará
é muito recompensador”, celebra Aíla.
O projeto desse novo álbum é idealizado pelo selo de produção 11:11
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Fonte: g1.globo.com/pa
19/11/2013 23h54 - Atualizado em 19/11/2013 23h55
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a partir das 20h, na Estação das Docas, em Belém, o CD "O Som da
Amazônia". A entrada é gratuita. O show também é comemorativo aos 60
anos de carreira do músico e terá a participação da cantora Aíla, que
assina a direção do disco, e do músico Sebastião Tapajós.
Conhecido como mestre da guitarrada, um gênero musical do Pará, mestre
Solano tem 16 álbuns lançados, com ritmos que passam pelo samba,
bolero, brega e lambada, com ritmos caribenhos.
“Analisando a trajetória do Solano, vimos que faltava um disco de
altíssima qualidade, instrumental, que abordasse a estética da
guitarrada paraense. E ele se destaca no meio dos ‘guitarreiros’ pela
criatividade e pela técnica”, diz Aíla.
O álbum tem 13 faixas, sendo sete composições inéditas e alguns sucessos
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dos anos 80, nas quais são exaltadas o estilo único de tocar guitarrada
desenvolvido por Solano, sempre virtuoso nos solos. Uma das músicas
mais conhecidas de mestre Solano, "Ela é Americana" - que já foi
regravada por Dorgival Dantas, Alípio Martins e Aviões do Forró - também
compõe o disco.
“Resolvemos que esse novo CD traria música novas, para mostrar que o
talento de Solano vai muito além do hit ‘Ela é Americana’. Trabalhar com
o Solano e poder difundir ainda mais a história da música feita no Pará
é muito recompensador”, celebra Aíla.
O projeto desse novo álbum é idealizado pelo selo de produção 11:11
Arte, Cultura e Projetos e foi selecionado pelo primeiro edital do
programa Natura Musical dedicado exclusivamente à cena paraense.
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Mestre Solano lança na próxima quinta-feira (21), a partir das 20h, no
anfiteatro São Pedro Nolasco, na Estação das Docas, em Belém, o CD "O
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