ABAETETUBA E O BAIXO TOCANTINS NO CONTEXTO DELTAICO ESTUARINO AMAZÔNICO ATRAVÉS DOS PERÍODOS HISTÓRICOS DO PARÁ
Paisagem Estuarina Amazônica
Foto: Rui Santos
POSIÇÕES DOS MUNICÍPIOS NAS DIVISÕES E SUBDIVISÕES DO PARÁ, DISTÂNCIAS,
LIMITES, POPULAÇÕES, OUTROS DADOS EM RELAÇÃO À BELÉM:
Datas de Referências Para o Entendimento das
Diversas Fases que Serão Citadas nos Textos Abaixo:
Estas postagens são frutos de
pesquisas várias em textos novos e antigos, com poucas opiniões do autor do
Blog do ADEMIR ROCHA, com nomes e itens que já podem se encontrar defasados,
mas importantes para o bom entendimento dos variados assuntos das diversas
postagens sobre o Estuário Amazônico. Os respectivos itens serão acrescidos de
outras informações de acordo com as nossas pesquisas.
Resgatar a história-memória de pessoas, cidades, regiões, fatos
históricos e cultura seria um trabalho sem consistência se não existissem
as datas, e estas como elementos importantes
para levar os leitores a se situar melhor no contexto
sócio-histórico-cultural e financeiro do passado, daí a preocupação do autor do
Blog na citação de datas e fatos, que procuram identificar melhor as pessoas, os
vultos, os personagens, as localidades, os municípios e regiões e muitos
eventos dessa história-memória que envolve direta ou indiretamente Abaetetuba e
sua Região do Baixo Tocantins. As datas são importantes para nos situar no
passado e assim darmos valor àquilo que já tivemos, o que temos nos presente e
o que podemos almejar para o futuro de nosso município e Região. Uma localidade
sem sua memória é uma localidade sem história.
1.
Período
Colonial no Brasil: 1500-1822
·
Período dos Capitães-Mores:
1615 a 1753
·
Período dos Governadores: 1753
a 1820.
Foi no tempo dos capitães-mores e dos governadores do então Grão-Pará
que surgiu a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará e as primeiras
povoações, entre estes o Povoado de Nossa S. da Conceição de Abaeté e os
primeiros engenhos de cana de açúcar que surgiram nas terras do Baixo
Tocantins, Marajó, Zonas do Capim, Guamá, Acará, Moju e outras regiões do
antigo Pará.
No período colonial do Pará, os engenhos de cana-de-açúcar do Pará eram
obrigados a produzir açúcar para abastecer os mercados da Capital, Belém e com
grande parte da produção sendo exportada para Portugal. Nesse período, pela
obrigatoriedade da produção de açúcar, os engenhos foram proibidos de produzir
cachaça por vários motivos, sendo o motivo principal a produção de açúcar para
suprir as necessidades da Coroa Portuguesa e a cachaça praticamente era
produzida clandestinamente no tempo do Brasil-Colônia. Somente com a
independência do Brasil a produção de cachaça se tornou comum nos engenhos e o
mais importante produto do Comércio de Regatão do Baixo Tocantins.
2.
Período
Provincial ou da Província do Grão-Pará, com os Presidentes da Província: 1821
a 1889 (até a Proclamação da República).
Independência do Brasil da Coroa
Portuguesa: 1822, através de D. Pedro I.
·
Adesão
do Pará à Independência do Brasil: 11/8/1823
·
Brasil
Império: 1822-1889
·
1º
Reinado: 1822-1831
Período Regencial
2º Reinado
Câmaras Municipais nas vilas e
cidades paraenses no Período Provincial, que eram responsáveis pela
administração dos municípios.
Revolta da Cabanagem: 1835-1840
Foi a partir do início do Período Provincial que a indústria canavieira
tomou novo impulso que resultou na instalação de dezenas de engenhos em
Abaetetuba e Igarapé-Miri, agora não mais para a produção de açúcar e sim da
produção da aguardente de cana ou cachaça, esta, junto com outros produtos,
levadas aos mais longínquos lugares do Estuário Amazônico e outras regiões
amazôniocas, através do importante Comércio de Regatão do Baixo Tocantins.
·
Fim da
escravidão negra no Brasil: 13/5/1888, instituída pela Lei Áurea, decretada
pela princesa Isabel.
Antes do fim definitivo da escravidão negra no Brasil e, em consequência
no Pará, os engenhos de cana-de-açúcar utilizavam uma grande quantidade de
braços escravos de indígenas e escravos africanos nas pesadas tarefas da
indústria canavieira e em outros roçados e serviços, e os donos de engenhos
sentiram o forte impacto que o fim da escravidão negra ocasionou pela falta de
braços nos roçados de cana, das outras culturas e demais serviços. Os donos de
engenho do Baixo Tocantins conseguiram adaptar o sistema patriarcal da tutela
em relação aos trabalhadores dos engenhos e de suas famílias e a produção de
cachaça seguiu o seu curso no Baixo Tocantins, sendo esse produto e outros
recursos do Estuário Amazônico os usados no Comércio de Regatão do Baixo
Tocantins.
Abolição da Escravatura no Pará: 17/6/1888
3.
Período
Republicano: 16/11/1889 a 2007.
·
A Era Republicana, pelo Movimento
Republicano decreta o fim do império em 1889.
República Velha ou República das
Oligarquias: 1889 a 1930, até a Revolução de 1930, de Getúlio Vargas (o Governo
Vargas se estendeu de 1930 a 1945). No Pará foi nomeado o Coronel Magalhães
Barata para governar o Estado, como Interventor Federal e os municípios
passaram a ser administrados pelos prefeitos nomeados pelo Interventor Federal.
República Nova: a partir de 1945
No início do Período Republicano a Indústria Canavieira estava em pleno
auge e Abaeté e Igarapé-Miri/PA começaram a ganhar projeção no cenário
econômico do Baixo Tocantins, onde Cametá/PA já desfrutava de renome pelo seu
passado histórico-econômico glorioso, este
vindo desde os tempos dos governadores-mores.
·
Diocese
do Pará: 4/3/1719, criada com o desmembramento da então Diocese do Maranhão.
Abaetetuba e Igarapé-Miri fizeram parte, por muitos anos, do Bispado e,
posteriormente, da Arquidiocese do Pará, quando Igreja e Estado constituíam um
só ente político-social e a Catequese e Civilização dos Indígenas e o Culto
Divino ou Culto Público faziam parte da política de colonização do Grão-Pará
através das Missões Religiosas que se encarregavam de catequizar os nativos do
Grão-Pará e, com isso, de fundar centenas de freguesias, lugares, sistema que avançou para o período provincial
e das primeiras décadas do Regime Republicano. Foi sob o importante trabalho
das missões e catequese dos padres missionários de várias ordens religiosas que
Belém e as primeiras cidades do Estuário Amazônico surgiram no cenário desse
grande Estuário, inclusive as antigas Freguesias de Sant’Ana de Igarapé-Miry
e Nossa Senhora da Conceição de Abaeté e
demais freguesias do Baixo Tocantins, que somente nos anos de 1960 saíram da dependência
da gigantesca Área Eclesiástica da
Arquidiocese de Belém. Abaetetuba e Igarapé-Miri ficaram atreladas
à Arquidiocese de Belém ou Sé Metropolitana até 25/11/1961, no caso de
Abaetetuba e a Paróquia de Igarapé-Miri passou a fazer parte da Prelazia da
vizinha cidade de Cametá. Para Abaetetuba foi importante a criação da Prelazia
de Abaeté do Tocantins, em 1961, pois foi a partir daí que os municípios da
região da Prelazia começaram a receber os importantes serviços das Obras
Sociais da Igreja Católica, com a instalação de escolas, hospitais, centros
sociais e criação das Comunidades Eclesiais de Base que serviram na visão de
uma sociedade mais justa, fraterna e solidária e um olhar político menos
atrelado aos interesses de pessoas e grupos dominantes. Foi através do trabalho
da Igreja que Abaetetuba muito avançou no seu desenvolvimento sócio-político
e educacional através das Obras Sociais
da então Prelazia de Abaeté do Tocantins e hoje Diocese de Abaetetuba.
·
Períodos
de Povoado, Freguesia, Vila e Cidade:
Esses períodos são marco importante da história-memória das localidades
do Pará, nos aspectos econômicos, financeiros, políticos, sociais, geográficos
e demográficos.
·
Igarapé-Miri:
A partir de 1710, Povoação de Sant’Anna de Igarapé-Miri se estendeu até
a condição de Freguesia de Sant’Anna de Igarapé-Miri em 29/12/1754, dada pelo
D. Frei Miguel de Bulhões e pela Lei Nº 113, de 16/10/1843 torna-se Vila de
Igarapé-Miri, que compreende a freguesia de mesmo nome e as freguesias de
Abaeté e Cairary, tendo a sua instalação e 1ª Câmara Municipal somente em
26/7/1845 (1845 a 1849) e a Comarca de Igarapé-Miry foi criada pelo Decreto nº
6.992 de 14/8/1878, composta de 3 municípios: Igarapé-Miry, Abaeté e Moju e 5
freguesias: Sant’Anna de Igarapé-Miry, Nossa Senhora da Conceição de Abaeté,
São Miguel de Beja, Divino Espírito Santo do Moju e Nossa Senhora da Soledade
de Cairary. E, pela Lei Nº 438, de 23/5/1896, a Villa de Igarapé-Miry é elevada
à condição de Cidade de Igarapé-Miri.
·
Abaetetuba:
Povoação de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté em 8/12/1724 se
estendeu até 1750, quando se torna Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de
Abaeté e em se torna Villa de Abaeté pela Lei nº 973 de 23/3/1880, que também
criava a Câmara de Vereadores e a instalação da Cidade de Abaeté em 15/8/1895 e
até os dias atuais, quando se torna o importante polo comercial e educacional
do Baixo Tocantins.
·
1ª
Câmara de Vereadores:
Eram as Câmaras de Vereadores, antes da adoção do Conselho de
Intendência, que faziam a administração das vilas ou cidades da Província do
Pará. Todas as demandas e questões políticas eram tarefas das antigas Câmaras
de Vereadores dos municípios até o surgimento dos Conselhos de Intendência, que
substituíram o sistema anterior das Câmaras de Vereadores. Abaeté só chegou a
ter Câmara de Vereadores a partir de sua elevação à condição de Vila de Abaeté
em 1880 até o ano 1889, com a Proclamação da República.
·
Igarapé-Miri
já era município desde 1845 com a 1ª Câmara criada em 1845 a 1849.
·
Abaetetuba,
com 1ª Câmara criada em 7/1/1881 até 1884; 2ª Câmara até 1884 1887; 3ª Câmara:
1887 a 1889.
Governo dos
Militares: 1964-1984, com a implantação da Ditadura Militar no Brasil
Redemocratização
do Brasil: a partir de 1985
·
O
ESTUÁRIO AMAZÔNICO:
Para falar do Estuário Amazônico, precisamos saber do que se trata e dos impactos
e recursos que proporciona às diversas comunidades tradicionais que dele fazem
parte como populações ribeirinhas, descendentes dos nativos do lugar, mescladas
aos grupos dos negros escravos vindos da África e com os brancos de origem
européia, e também precisamos entender a linguagem que usaremos nestas
postagens, no tocante à geografia deltaica estuarina, como também precisamos
saber algumas palavras e termos usados na hidrografia, na Geologia e na
Geografia e outros importantes aspectos da complexidade de um Estuário.
As freguesias abaixo foram
localidades que receberam as ações dos padres missionários, inicialmente com os
Padres Capuchos que vieram para dar início à catequização dos numerosos povos
indígenas do então Grão-Pará. Após os missionários capuchos vieram os padres de
outras ordens religiosas, destacando-se entre estas os Padres Jesuítas que
fizeram um grande trabalho de missão por todos os recantos do Pará. Todas as
ordens dos padres missionários, muitas das quais foram responsáveis pelo
surgimento das localidades que acabaram por se tornar as antigas freguesias
abaixo e que deram origem a muitos dos atuais municípios paraenses. Algumas das
freguesias do elenco foram extintas e praticamente todas sofreram modificações
em sua toponímia quando da expulsão dos Padres Jesuítas em 1860.
Em maio de
1897 o Estado do Pará já possuía 52 municípios, incluindo as vilas e cidades.
Em 10/10/1904,
aconteceu a reorganização dos municípios do Pará através da lei Nº 922, feita
no Governo do Dr. Augusto Montenegro, quando foram criados os Conselhos de Intendência
(Vogais) e a figura do Intendente Municipal, com a finalidade da administração
dos municípios.
OS ÍNDIOS DOS
PERÍODOS HISTÓRICOS DO PARÁ:
·
A condição indígena no Período Colonial e
demais períodos históricos do Pará:
Desde 1570, com D. Sebastião,
existiam editos reais para proteção dos nativos do Brasil e que dizia que
somente em justa guerra eles podiam ser cativos dos brancos, editos que foram
francamente derrespeitados pelos governantes, magistrados, militares e colonos
abastados da Capitania do Grão-Pará e da Província do Pará.
Em 29/5/1649 conseguiram os
jesuítas a Ordem Régia para que os nativos não fossem mais obrigados a
trabalhar sem salário, nem sujeitos às violências dos brancos, o que equivalia
à liberdade dos nativos. Foi a partir daí que se iniciaram as intrigas dos
colonos portugueses contra os padres missionários, que inclusive pesou na
expulsão desses padres por várias vezes do Pará. O Rei aboliu a Ordem Régia e
voltaram os índios ao cativeiro. Outra lei veio em favor dos índios protegidos
pelo “Regimento dos Órfãos”, que invés de escravos, passariam para condição de
criados de seus donos, porém, na prática, os índios continuavam em sua condição
de escravos, face os interesses contrariados dos colonos, agentes do Reino,
governadores e magistrados. Os jesuítas, por força de interesses contrariados
dessas pessoas acabaram por ser expulsos definitivamente de todo o sertão do
Amazonas a 10/7/1757.
No Período Colonial do Pará as
áreas do Tocantins, Marajó, Xingu, Alto, Tapajós, Trombetas e Baixo Amazonas,
Região Bragantina e demais áreas indígenas do então Grão-Pará eram habitadas
por numerosas e populosas tribos que viviam da caça e pesca, da agricultura de
subsistência, das frutas e do extrativismo animal e vegetal. Quando os
primeiros europeus chegaram nessas áreas
começaram a plantar cana-de-açúcar. Os grupos indígenas começaram a ser
catequizados e, posteriormente, foram enquadrados no sistema de aldeamento dos
padres missionários e com isso começaram a perder suas identidades culturais e
sociais. Com os índios entrando em contato com os brancos, isso fazia com que
as antigas tribos indígenas entrassem em contato com as doenças dos brancos que
se transformavam em epidemias que se alastravam com facilidades entre os povos
indígenas. Além de serem forçados a trabalhar para os brancos, tinha também a
religião que também foi imposta, fazendo com que os rituais indígenas fossem
perdendo suas características originais e o pajé, que era o responsável pelos
rituais místicos e de curas e que estabelecia o elo entre a dimensão material
das tribos com o sobrenatural, também começou a ser descartado pelo sistema de
religião do branco, fato que contribuiu decisivamente na perda da antiga
religião indígena que foi trocada pela religião dos europeus, impostas nas
missões e aldeamentos indígenas. E nesse sistema de aldeamento as
características das diferentes nações indígenas não eram levadas em conta pelos
missionários, como também não eram consideradas pelos administradores dos
aldeamentos e pelos colonos, que começaram a ocupar as terras indígenas. Em
resumo, o homem branco queria impor seus valores europeus como referência para
os povos indígenas do Pará, Amazônia e Brasil.
·
A Expulsão dos Jesuítas e a Política do
Diretório dos Índios:
A condição indígena piorou com a
expulsão dos jesuítas em 1757, pois foi criado o Diretório dos Índios, com o
propósito da utilização da força do trabalho indígena, que devia se portar como
os civilizados, como trabalhadores em convivência com os brancos e de acordo
com o regime social do sistema de colonização. Essa política pombalina
fracassou totalmente, devido vários fatores, entre os quais a ganância dos
“diretores dos índios” nos lugares ou vilas desse tempo e as dificuldades da
integração dos indígenas na cultura dos europeus. A inclusão forçada dos
indígenas nos trabalhos dos colonos portugueses, como também o aprendizado
forçado dos costumes dos brancos, gerou sérios conflitos e rebeliões de muitos
grupos indígenas que não suportaram o sistema imposto pelo Diretório dos
Índios, sem contar o contato com as doenças do homem branco, como a bexiga, o
sarampo e as diarréias que dizimaram milhares de indígenas, quando centenas de
povos indígenas sofreram o extermínio se iniciara no período da fundação de
Belém em 1616 e que se estenderam para além dos anos de 1800.
Índios
Camarapins
Índios Pacajás
Índios Parissós
·
Os Índios no tempo das Invasões estrangeiras no
Grão-Pará:
Os franceses, invasores do
Maranhão e do Grão-Pará, sabiam como negociar com os índios Tupinambás que
habitavam as margens do Rio Pará e recebiam destes toda a atenção, por sua
educação e maneira pacífica com que conviviam com os índios. Essa convivência amistosa
com os franceses vinha desde 8/7/1613, quando o fidalgo francês Daniel de La
Touche, senhor de La Ravardiére chegou ao ponto onde mais tarde seriam lançados
os fundamentos da cidade de Belém, primitivamente habitada por muitas tribos de
índios tupinambás. Desse ponto saiu Daniel de La Touche, com forte contingente
de franceses e indígenas em direção ao rio Tocantins e também fazendo guerras
contra as tribos de índios hostis, como os índios Camarapins, tribo inimiga dos
Tupinambás que habitavam as margens do Rio Tocantins. Os franceses e indígenas
também fizeram guerra nas aldeias dos índios Pacajás e Parissós, que foram
duramente combatidos e derrotados pelos invasores franceses.
·
OS BRAÇOS INDÍGENAS E NEGROS ESCRAVOS NOS
TRABALHOS DOS COLONOS PORTUGUESES:
Os trabalhos nas terras dos
colonos do Grão-Pará exigiam muita mão-de-obra e esses colonos recorreram ao
trabalho escravo para os serviços de seus engenhos, roçados ou fazendas de gado
e nada se fazia nas casas dos povoados e vilas sem o auxílio dos índios cativos
e, posteriormente, dos escravos negros vindos de Angola e Guiné. Pode-se dizer
que a riqueza de um colono era medida pela quantidade de escravos que
possuísse.
Com a implantação das
fazendas/engenhos pelos colonos portugueses no período da cultura do cacau e
dos engenhos da cana doce, foram os braços dos índios cativos e dos escravos
negros. Até mesmo os engenhos dos padres missionários usavam a mão-de-obra
escrava nos serviços dos seus engenhos.
Usar mão-de-obra dos nativos era
proibida pela legislação real, porém essas leis eram francamente descumpridas
pelos colonos portugueses e como os missionários jesuítas lutavam pelo
cumprimento dessas leis, foram também caluniados pelos colonos, que não viam
com bons olhos os trabalhos desses missionários junto às tribos indígenas
locais, fornecedoras de mão-de-obra para os serviços das fazendas/engenhos e
dos roçados. As calúnias levantadas pelos colonos portugueses contra os padres
jesuítas, defensores da liberdade indígena, foi usada no episódio da expulsão
desses missionários do Grão-Pará por duas vezes, até sua expulsão definitiva em
1757.
Aos índios não era permitido
lavrar canaviais e tabaco e trabalhos nos engenhos, segundo as leis reais.
Pelas margens dos rios ficavam as
aldeias dos índios submissos, isto é, índios que já tinham sido catequizados
pela ação dos missionários religiosos, viviam nas chamadas aldeias e de onde as
tropas iam buscar guerreiros e mantimentos, arcos flechas para as guerras e
braços para os serviços dos colonos. Porém restavam inúmeras tribos de índios
selvagens, que frequentemente causavam problemas aos colonos lusitanos.
Índios Aruãs
Índios
Nheengaíbas
Os conquistadores opinaram para
que se fizesse guerra a esses hostis índios Aruãs e Nheengaíbas do Marajó,
chamadas de guerras defensivas ou guerras justas, devido os constantes ataques
praticados por esses índios, conforme citados acima. As guerras defensivas eram
necessárias para conter esses ataques dos selvagens segundo seus defensores e
elas estavam na alçada de poder dos governantes do Grão-Pará. Porém as guerras
defensivas contra os índios se tornaram meios para os governantes do Grão-Pará
descumprirem as Cartas Régias que protegiam os nativos da região.
“Os índios do Marajó eram
invencíveis em sua ilha e usavam canoas ligeiras e também atacavam as aldeias
dos índios submissos e vinham até aos povoados e vilas das redondezas para
atacar os colonos e seus engenhos. Desse modo muitos engenhos foram abandonados
por seus proprietários”.
Os serviços usuais executados
pelos escravos, índios ou negros:
·
Os escravos eram usados como coletores das
chamadas drogas do sertão, abundantes nas matas do Grão-Pará;
·
Os índios cativos faziam a fabricação de farinha
de mandioca, que era considerada o pão da terra;
·
Os escravos faziam os trabalhos nos roçados,
especialmente na roças de cana doce e nos cacauais;
·
Os índios cativos faziam a caça e pesca dos
peixes e animais abundantes nos rios e matas da região, assim como faziam a
salga para manutenção desses mantimentos;
·
Escravos eram usados como carregadores dos
inúmeros produtos extraídos das terras, matas e rios da região e do açúcar e
aguardente produzidos nos engenhos de cana doce;
·
As escravas eram usadas como lavadeiras de
roupas nas beiras dos rios e igarapés da região;
·
Os índios cativos também eram usados como
remeiros das inúmeras canoas de todos os tipos e tamanhos, inclusive para se ir
à missa nas capelas das casas de colonos mais abastados ou nas igrejas dos
povoados e vilas;
·
Os escravos índios eram usados como guias,
intérpretes e guerreiros das expedições militares pelos rios da região;
·
Os índios cativos e escravos negros, desde
pequenos, eram usados como empregados domésticos nas casas dos senhores de
engenho, colonos, governantes e casas dos povoados e vilas;
·
As escravas eram usadas como fiandeiras e
costureiras de roupas de algodão e outros materiais do vestuário;
·
Os índios cativos e escravos negros eram usados
como operários nas oficinas e serrarias dos engenhos;
·
Os escravos eram usados como tecelões e
operários sapateiros, marceneiros, barbeiros, carpinteiros;
·
As escravas índias ou negras ainda eram usadas
como repasto sexual de seus senhores. Porfiavam os homens na posse das negras e
das índias, sem que suas famílias ou religião lhe pusessem freios nos seus
instintos carnais. Era a dissolução dos costumes que escandalizavam alguns
religiosos.
·
Como os senhores de engenhos e seus filhos
varões possuíam muitos escravos para os trabalhos dos engenhos, das lavouras e
das casas, sobrava-lhes tempo para esses amores libertinos com as negras e
índias moças.
O bispo D. Frei Caetano Brandão,
chegando ao Pará em 20/10/1780, para o governo da Diocese, ficou surpreendido
com os costumes dissolutos da sociedade paraense.
·
Índios Hostis e Índios Submissos (Cativos):
Índios Nheengaíbas
Índios Aruãs
A presença de escravos era
essencial para os trabalhos nas fazendas/engenhos e sempre faltavam escravos,
índios ou negros, para os trabalhos, especialmente dos engenhos, pois muitas
eram as fugas dos índios cativos e escravos negros para o interior das matas da
região. Por essa razão é que os índios cativos eram marcados com ferro em brasa
com as marcas de seus donos. Melhor sorte não tiveram os escravos negros que
também recebiam as marcas de seus donos para facilitar a captura desses escravos
fugidos.
Os escravos eram vendidos por
preços muito altos e em verdadeiras disputas entre os senhores de engenhos,
colonos e para os serviços das residências dos povoados e vilas e até nos
serviços da Igreja Católica.
O litoral vivia sempre agitado
devido os trabalhos nas propriedades, sempre cheias de escravos negros e índios
cativos, que os senhores tratavam com os rigores e exigências da época, com
muita crueldade e violência.
Índios Aruãs
Índios
Nheengaíbas
Mas nem todos os índios aceitavam
a submissão do branco. Os índios hostis das tribos Aruãs e Nheengaíbas do
Marajó atacavam periodicamente as aldeias dos índios submissos, numa audácia
próxima de seu temperamento selvagem e hostil e vinham ainda atacar os colonos
em suas próprias propriedades.
Para 50 escravos negros havia
outros 50 índios submissos, com os quais se movimentavam os engenhos de açúcar
e se cultivava cana, cacau, arroz e outras culturas.
·
1843:
Foi o Decreto imperial de
21/6/1843 que deu ao governo central a tarefa da distribuição das Missões pelas
Províncias, e que no parágrafo 5º, do artigo 11º do Ato Adicional, que diz:
“”Deve a Assembléia Provincial promover cumulativamente com a Assembleia e o
Governo Geral, a catequese e civilização dos índios”. Antes, a Lei provincial
nº 76, de 21/6/1843, criava na Província do Pará 5 Missões:
Missão de São João do Araguaia
(vaga de padre)
Missão do Xingu, à cargo do Padre
Torquato Antonio de Souza
Missão de São Joaquim do Rio
branco, à cargo do frei José dos Santos Innocentes
Missão de Tabatinga, à cargo do
Frei Martinho de Santa Rosa de Lima
Missão do Rio Jary, à cargo do
padre José Antonio Alves.
·
1843:
Conflitos do Missionários com os Governantes e Colonos das
Localidades:
Eram comuns os conflitos entre os
missionários e os Inspetores das Missões e com os poderes Civil e até
eclesiásticos.
Recursos Para o Trabalho dos Missionários:
·
1843:
A política de catequese e
Civilização dos Índios tem se mostrado um fracasso total na questão de querer
atrair indígenas para se dispor em associação e ao trabalho das lavouras,
através de métodos inconvenientes e trabalhos sem recursos para os
missionários. Seria conveniente o estabelecimento de uma Missão no Rio Juruá,
cujos índios já mantém algum comércio com os brancos e também a criação de duas
ou 3 Missões na Comarca de Cametá, onde existem 4 tribos:
A tribo dos índios Jacundás e a
dos Cupelobos
A tribo dos índios Taxinas e a
dos Carambus,
Índios Jacundás
Devendo uma Missão ser
estabelecida nas margens do Remansão na embocadura do Rio Taboca, que é tributário
do Rio Tocantins, para a catequese dos índios Jacundás.
Missão em São
João do Araguaia
Índios
Cupelobos
Outra Missão em São João do
Araguaia ou suas imediações para os índios Cupelobos, que habitam as matas
próxima àquele Presídio
Índios
Carambus
E outra na Mauoquary, no Rio
Pacajá, destinada especialmente aos índios Carambus.
São pedidos do Prelado dessa Diocese, o Sr. D. José Afonso
de Moraes Torres.
·
1846:
Não existem Leis no orçamento da
Província que garanta o pagamento das Côngruas (espécie de gratificação aos
padres, vigários e bispos). Foi o Governo Imperial que criou a Lei da Missões,
mas não especificou o pagamento das gratificações aos padres missionários e, à
pedido do Governo da Província que alegava falta de recursos, que mandou pagar
as gratificações pelo Cofre Geral.
Um Regulamento Para a Cathequese e
Civilização dos Índios:
·
1843:
Falta um Regulamento em que se
contenha as providências fixas e oportunas para a Cathequese e Civilização dos
Índios, que cabe à Assembléia Provincial providenciar esse regulamento.
Missões:
·
1846:
Missão de Tabatinga
O missionário da Missão de
Tabatinga, Frei Martinho de Santa Roza de Lima, viajou para a Europa, com
licença do Governador, para tratar de sua saúde abalada pelos trabalhos na
Missão. Com isso, agora, só existem 3 Missões providas de missionários, que
são:
A Missão do Rio Xingu
A Missão de São Joaquim do Rio
Branco e
A Missão do Juruty.
·
1844:
Têm faltado aos missionários os recursos, meios e dinheiro
para os trabalhos nas Missões.
A mesma
·
As missões providas de padres:
Missão do Rio Xingu
Missão de São Joaquim do Rio
Branco
Missão de São Paulo de Olivença
Missões vagas de padres:
Missão de São João do Araguaia
·
As demais Missões constantes em Lei, ainda nem
foram estabelecidas.
Obs: quando os índios de
determinado tribo, depois dos brindes e contatos, se dispunham a descer para
perto dos povoados dos brancos, o processo era chamado de “descimento”. E com
isso os índios descidos passavam a viver conforme os costumes brancos. As tribos
selvagens e hostis, que não aceitavam os descimentos, chamavam os índios
descidos de “índios submissos”, isto é, índios que já tinham sido catequizados
pelos missionários. Os índios guerreiros dos tupinambás tinham verdadeiro ódio
dos índios submissos e os atacavam constantemente, como também os aldeamentos,
engenhos e fazendas dos colonos brancos.
·
1850:
As missões e aldeamentos faziam
parte da política do governo colonial do Pará no tratamento da questão
indígena, tirando os índios de suas aldeias ou vida nômade e leva-los para
essas missões e aldeamentos, para poder passar a eles uma vida baseada nos
valores religiosos, sociais e dos trabalhos dos brancos. E os religiosos, ali
nas missões ou aldeamentos, os índios recebiam toda sorte de aprendizado que na
política governamental era chamado de “Catequese e Civilização dos Indios”.
Isso na teoria, porque na prática não era o bem-estar dos indígenas que os
colonos portugueses desejavam e sim os seus préstimos em diversas atividades
que serão elencadas abaixo, inclusive usar as índias como esposas ou repasto
sexual e as crianças ...Convém salientar que desde o século 16 havia a
proibição da Coroa Portuguesa de se usar os índios como escravos dos colonos.
Para levar avante a política de
Catequese e Civilização do Índio foi criada pelos governantes o órgão chamado de Diretoria Geral de Ìndios,
que possuía o seu Diretor Geral e em cada missão ou aldeamento existia o
diretor da missão ou aldeamento, que geralmente era um padre missionário. Isso
no tempo do Pará Colonial, porque no período do Pará Provincial as missões e
aldeamentos, conforme várias alterações e regulamentações em lei, passaram para
as mãos de civis, que também, junto com a direção dos índios, recebiam a
patente de tenentes-coronéis e a partir daí os desmandos e corrupção e
enriquecimento eram a tônica dessa política governamental em relação aos
índios, conforme se verá abaixo, e a situação piorando com a expulsão dos
padres missionários do território da Província do Pará, quando desapareceram totalmente
as missões criadas pelas diversas ordens religiosas do período colonial.
·
1850:
A Diretoria Geral dos Índios, com
o passar do tempo, começou a sofrer modificações através de Decretos e
Regulamentações que vieram descaracterizar totalmente o caráter da Missão e
Aldeamento indígena do tempo dos padres missionários, mesmo porque estes já
tinham sido expulsos do Grão-Pará. Em
24/7/1845 essas funções passaram a ser ocupadas por pessoas com a patente de
tenentes-coronéis, e esses diretores de aldeias não cumpriam a finalidade de
suas funções e muitos passaram a usar o cargo como meio de enriquecimento,
levados por desmedida ganância e opressão dos índios ou esses abastados
senhores contentam-se apenas com as honras do cargo. Alguns deles deixam casas
e famílias para viverem nas povoações dos índios, fazendo perigosas, extensas e
dispendiosas viagens, em geral para viver à custa dos índios, usufruir de seus
trabalhos, pondo-os a trabalhar para seu proveito e comércio na pescaria,
extrativismo ou como tripulantes de suas canoas ou em seu serviço particular e
de seus amigos. Daí a razão de muitos indivíduos empenharem-se em serem
nomeados diretores ou encarregados dos índios. Na análise de alguns governantes
do período provincial do Pará, seria melhor que os diretores de aldeias e
missões passassem novamente para as mãos dos padres missionários, como
diretores e missionários ao mesmo tempo. O problema é que os padres das ordens
dos missionários já tinham sido expulsas do Grão-Pará pelo Marquês de Pombal,
através de seu irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado e não existiam mais
padres que quisessem ocupar essas funções. Tinha passado o tempo dos heróicos
padres missionários do Grão-Pará, que apesar do heroísmo, também usufruíram
bastante da mão-de-obra escrava dos indígenas em suas extensas fazendas. Na
prática, as aldeias e malocas dos índios, ficaram sem a Catequese e Civilização
dos Índios, e muitas tribos já tinham sido exterminadas, ainda no século 17,
pelo próprio colonizador português.
·
Eram as seguintes missões indígenas:
Missões de Cury
Missão Santa Cruz
Missão Ixiúba
Missão Itaituba
·
Eram 5 missões existentes:
A Missão do Rio Branco era
dirigida pelo religioso capuchinho Frei Gregório de Bené.
A Missão do Içá e a Missão do
Tocantins eram dirigidas pelo padre Antonio Felippe Pereira
A Missão do Rio Andirá, com 500
índios, ficava no distrito da Freguesia de Villa Nova da Rainha, à cargo do
missionário capuchinho Frei Pedro de Cyrianna e este estava em conflitos sérios
com as autoridades locais da dita freguesia, devido o fato dos colonos quererem
usar os indígenas como escravos, sendo as índias usadas como criadas nas casas
da vila e os índios para toda espécie de serviços braçais, recebendo em paga os
maus tratos dos colonos e salários lesivos, daí o conflito com as autoridades
locais. Era uma pressão enorme sobre o padre de parte das autoridades e colonos
para a cessão dos indígenas para esses serviços.
No Rio Tapajós
No Alto Rio Tocantins
ALGUMAS TRIBOS, ETNIAS E NAÇÕES
INDÍGENAS
·
1850:
Aldeias dos índios Carajás que
habitavam o Araguaia
Tribos dos Apinagés
Como se efetivava a atração dos indígenas para os
aldeamentos ou missões:
Eram usados brindes para atrair
os índios. Os brindes eram sortimentos de tecidos, armas, ferramentas e
utensílios próprios para brindar os índios e atraí-los para as missões.
E os indígenas descidos do Tocantins junto com muitos índios
da Ilha do Marajó vieram ajudar a formar as povoações do Baixo Tocantins.
Esses são os casos das povoações
das antigas freguesias de São Francisco Xavier de Barcarena, de São João
Batista de Conde, de São Miguel de Beja, do Divino Espírito Santo de Moju e de
Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, Nossa Senhora da Soledade de Cairary,
Senhora Sant’Anna de Igarapé-Miri que receberam levas de índios fugidos ou
descidos da Zona Tocantina e da Ilha de Marajó (onde se contavam dezenas de
milhares de índios de diversas etnias ou nações indígenas, que foram
escravizadas ou exterminadas nas lutas contra o colonizador português), que se
tornaram, junto com o elemento escravo negro e do branco colonizador, a base
étnica das populações dos atuais municípios de Cametá, Abaetetuba, Barcarena,
Moju, Igarapé-Miri e demais municípios. São históricas as aldeias Sumaúma, da
Freguesia de São Miguel de Beja e da Aldeia Mortigura, na Freguesia de São João
Batista de Conde, que receberam a catequese cristã dos padres capuchos e
jesuítas ainda nos tempos coloniais.
Arqueólogos comprovam a
existência de Tribos Indígenas em Abaetetuba e Região:
·
Índios em Abaetetuba e Região:
Sabia-se também que em terras de
Abaetetuba e municípios vizinhos existiram muitas tribos indígenas, porém não
existiam PROVAS MATERIAIS da existência dessas culturas nas costas e matas dos
municípios da microrregião e também não existem museus locais que comprovem a
existência dessas culturas primitivas nos municípios de Moju, Abaeté,
Igarapé-Miri, Barcarena e Cametá, diferentemente do que acontece com os
primitivos habitantes da Ilha do Marajó e da Região do Tapajós, com provas
materiais fartas, preservadas em museus de Belém e na própria Ilha do Marajó,
especialmente a antiga cerâmica marajoara e tapajônica.
Agora foram encontrados, mesmo
que timidamente, provas materiais da presença de povos primitivos em SÍTIOS
ARQUEOLÓGICOS em Moju, Barcarena e Abaetetuba.
Índios na
Colônia Nova, em Abaetetuba
Índios
na Comunidade São Bernardino, em Moju
Índios na
terreno da Fábrica da Alunorte, em Barcarena
Essas descobertas foram frutos de
parceria entre o Museu Paraense Emílio Goeldi e a empresa Vale, em estudos de impactos
ambientais para a exploração das riquezas minerais na região. Os sítios
arqueológicos, já bastante deteriorados pela longa presença humana e exploração
agrícola centenária, foram encontrados em 2003, nas comunidades São Bernardino,
em Moju, Colônia Nova, em Abaetetuba e na própria fábrica da Alunorte, em
Barcarena. Foram feitas análises sobre a origem de muitos fragmentos de peças
em cerâmica, louças, rochas e outros vestígios arqueológicos e foi
cientificamente comprovado que essas peças vieram da presença de povos
primitivos na região.
As Etnias
Índigenas Remanescentes no Pará
As remanescentes Etnias Indígenas
que estão sofrendo forte pressão em seus hábitos e costumes, devido o modelo
econômico baseado no lucro, e no sistema econômico do lucro aplicado na
Amazônia:
Xipaya
Amanayé
Juruna
Gavião
Munduruku,
Parakanã
Zo’e
HixKaryána
Mawayâna
Himarimã
Anambé
Karafawyá
Suruí,
Apiká
Wayana-Apalai
Kuruáya
Apiaká
Karajá
Awareté
Guarani
Waiãpi
Akarôre
Katwena
Arara
Tembé
Kayapó
Wai-Wai
Guajá
Timbira
Araweté
Atikum
Twriwara
Kayabi
Kaxuyana
Tiriyó
Assurini
Esses grupos indígenas estão espalhados
pelas florestas e margens dos rios paraenses e que possuem cultura e línguas
diferentes e essa riqueza cultural está seriamente ameaçada pelo avanço dos
agronegócios, das mineradoras, das usinas hidrelétricas e das siderúrgicas que
estão avançando cada vez mais nas terras indígenas.
Os Municípios do Pará e o Estuário Amazônico:
A cidade de Belém, desde o seu nascimento em
1616, foi a grande beneficiada com as riquezas advindas dos diversos ciclos
econômicos do Estado do Pará, e especialmente foi a maior beneficiada no Estado
do Pará com as riquezas advindas do Ciclo da Borracha (1890-1920), quando se
tornou a grande Metrópole da Amazônia. E tudo gravitava em torno da grande
cidade e os municípios de seu entorno, como também das diversas áreas, próximas
ou distantes, que recebiam ou sofriam os impactos da influência que essa
Capital exercia em todos os aspectos na vida das demais cidades paraenses. Hoje
essas distâncias são relativadas por outras circunstâncias que não dependem
tanto da distância para Belém, conforme veremos no decorrer destes textos. Como
modernamente o Pará foi dividido em Mesos e Microregiões, veremos alguns dados
que colocam os municípios em relação à sua Capital, Belém do Pará e com os
demais municípios paraenses no tocante as distâncias para Belém, suas áreas,
suas populações e suas origens.
Posição de Abaetetuba e Demais Municípios do
Baixo Tocantins e os do complexo estuarino Guamá-Acará-Capim-Moju em Relação à
Belém:
Os municípios de Abaetetuba, Cametá,
Igarapé-Miri, Moju, Barcarena, Acará e outros estão bem situados nos quesitos
de populações e distâncias para a Capital Belém. Nós, assim como muitos
municípios do Estuário Amazônico, amamos muito a nossa condição de povos
ribeirinhos, alguns com culturas peculiares, como são os casos dos povos
marajoaras, dos tocantinos de baixo, do Salgado e da Região Metropolitana de
Belém. Mas, se por acaso ou por obra humana, os territórios de Abaetetuba e
demais municípios da região tocantina se interligassem através de novas pontes
ou outros braços rodoviários, somados aos já existentes, a integração com a
Região Metropolitana de Belém seria total, com o risco de Abaetetuba e os
outros municípios citados, pelas curtas distâncias em linha reta com Belém,
serem incorporados oficialmente à Região Metropolitana de Belém. O que nos separa
é a grande quantidade de vias fluviais e ilhas e nós não reclamamos disso,
porque os recursos do Estuário Tocantino já nos bastariam, se fossemos olhados
de modo mais objetivo pelos poderes públicos, que teimam em não ajudar em quase
nada no aproveitamento desses ricos e variados recursos. Aqui não queremos
usinas hidrelétricas, devido o delicado equilíbrio ambiental dos Ecossistemas
do Estuário Tocantino, mas nos bastariam os melhoramentos para o Ecoturismo,
ajudas na pesca racional e implantação de Reservas Extrativistas, devido às
potencialidades que o grande Estuário ainda oferece e visando a preservação
desses delicados ecossistemas estuarinos. Vide exemplo do aproveitamento dos
estuários do solo norte-americano e conservação ecológica de estuários nos
textos finais destas postagens.
Os Demais Municípios
Paraenses:
Os municípios do Pará, em sua maioria, estão situados no grande Estuário
Amazônico ou dele sofrem as mais variadas influências, seja na localização, nas
distâncias para a Capital, na extensão das áreas, no volume ou navegabilidade
dos cursos d’água, nos recursos naturais e consequente tipo de economia,
cultura e problemas sócio-político-ambientais.
Abaixo apresentamos o elenco dos 143 municípios do Pará (agora já são 144,
com a criação do município de Mojuí dos Campos, desmembrado do município de
Santarém) com suas áreas, distâncias para a Capital Belém do Pará, populações e
um pequeno histórico de cada município.
Muitos dos municípios desse elenco surgiram a partir das antigas freguesias
do Pará e os mais recentes surgiram a partir da criação da Estrada de Ferro de
Bragança ou a partir da década 1960 a partir da construção das estradas
federais como a Belém-Brasília, a Transamazônica e Santarém-Cuiabá e de outras
rodovias federais ou da Rodovia PA-150 ou de outras estradas da Malha Rodoviária
Estadual, quando se iniciou a implantação de fazendas de gado, dos projetos
agro-pecuários, madereiras ou pequenas serrarias, da Usina Hidrelétrica de
Tucuruí, de culturas agrícolas variadas, carvoarias, dos inúmeros projetos
minerais na Serra dos Carajás ou outras áreas ricas em recursos minerais, da
construção de novas rodovias, da instalação de portos, ferrovias e hidrovias,
usinas de açúcar. Esses municípios foram se dividindo e subdividindo em dezenas
de novos municípios e essas divisões em novos municípios se aceleraram em
função da descoberta das ricas áreas minerais do Pará, incluindo o ouro da
Região de Carajás. Convém salientar, infelizmente, que essas regiões não
atrairam pessoas somente pelas suas terras ferteis para implantação de projetos
do agro-negócio, mas que também atraíram milhares de posseiros, grileiros e
madereiros que vieram atraídos pelo potencial madereiro das matas amazônicas.
O Estado do Pará:
· O Estado do Pará, atualmente considerado o portal
de entrada da Amazônia, é o 2º maior estado brasileiro com superfície de 1.247.702,7
milhões de km2, correspondendo a 32,38% da Região Norte e que no
Período Colonial constituía no enorme Estado do Grão-Pará, este abrangendo as
áreas dos atuais estados do Amazonas e Amapá, situa-se na parte oriental da
Região Norte do Brasil, ocupando posição privilegiada em termos de localização,
dada a sua proximidade com os mercados do Caribe, da Europa, da América Central
e da América do Norte.
Limites do
Pará:
O Pará possui a grande extensão sendo um estado-continente, maior que muitos países do mundo e, para
melhor equacionar e racionalizar algumas diferenças regionais, frutos de
características assemelhadas ou outros critérios, foi dividido e subdividido em
Mesos e Microrregiões, que contribuem com a quantidade de 144 municípios
(contando com a criação do município de Mojuí dos Campos), alguns localizados
bem próximos da Capital, como é o caso de Abaetetuba e outros da Microrregião
de Cametá e com outros bem distantes, estando o Pará situado no centro da
Região Norte e com limites com outros estados brasileiros e até com regiões de
outros países, conforme já indicados nestas postagens e aqui repetidos.
O Pará (mar em tupi) é uma das 27
unidades federativas do Brasil, dividido em 144 municípios, incluindo Mojuí dos
Campos, e está situado no leste da Região Norte e possui os seguintes limites
(a maioria deles visitados pelos nossos comerciantes de regatão):
· Ao Norte limita
com o Oceano Atlântico, o Estado do Amapá, o Suriname e a Guiana.
· Ao Sul limita com o Estado do Mato Grosso
· A Leste limita com os Estados do Maranhão e
do Tocantins
· A Oeste limita com o Estado do Amazonas
· A Nordeste
limita com o Oceano Atlântico
· A Sudeste
limita com o Estado do Tocantins
· A Noroeste
limita com Roraima e a Guiana
Os barcos do Comércio
de Regatão de Abaetetuba e Igarapé-Miri chegaram até alguns desses limites.
·
Proximidade do Pará dos Maiores Centros Econômicos
do Mundo:
O Pará, com a Revolta da Cabanagem, se tivesse
se constituído em outro país independente, não teria dificuldades em manter as
relações comerciais com a Europa e Estados Unidos, e simplesmente porque essas
poderosas regiões econômicas mundiais estavam bem perto do Pará e elas se
responsabilizavam em importar grande parte da borracha e dos outros produtos do
extrativismo e da produção agrícola da antiga Província. Ao contrário das
relações com os estados brasileiros do Sul e Sudeste do país onde as
dificuldades de comunicações eram muito grandes impostas pelos obstáculos que
as áreas deltaicas estuarinas amazônicas impunham para essas comunicações.
Por essa situação ainda estamos pagando um alto
preço pela nossa condição de Estado rico em recursos naturais, mas que se
encontra muito distante dos maiores centros econômicos do Brasil e que também
se encarregam de explorar esses recursos hídricos, minerais e outros, sem que o
povo paraense possa tirar bom proveito dessas riquezas pela falta de melhor
infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária para atender nosso tão
almejado desenvolvimento e, nessas condições, somos apenas como que área
fornecedora de matérias-primas para o desenvolvimento de outros estados e
países e como exportador de bens primários uma vez que somos impedidos de
verticalizar nossa produção mineral pela prática da política de exportação
brasileira dos recursos naturais, como no passado colonial e pela falta de
infra-estrutura adequada para nossas exportações de minérios e produtos do
agro-negócio, produtos industrializados e falta de boas compensações pela
expressiva exportação de minerais e energia elétrica do Pará para outros
estados e países.
Nosso desenvolvimento viria pela finalização das
obras de importantes rodovias federais, como a Transamazônica, a
Belém-Brasília, a Santarém-Cuiabá e a estadual PA-150 e outras que nos
ofereceriam condições de comercializar com os demais estados e centros
financeiros do país e do mundo. E junto com essas estradas federais deveriam
funcionar portos e hidrovias já que temos vocação hidroviária (vide ítem da
exploração hidroviária do Pará no Período Provincial) por estamos situados em
pleno coração da Bacia Amazônica e do Estuário Amazônico. Nossos limitados
portos e hidrovias não atendem nossos anseios de desenvolvimento com
o escoamento pleno de nossa produção, como também pelas nossas estradas
federais e estaduais inacabadas e mal cuidadas e falta de um grande porto para
exportação mineral e de grãos do Pará e outros estados nas proximidades do
Estuário Amazônico, porto que poderia se construído em alguma área da Costa
Atlântica estuarina do Nordeste Paraense, na Região do Salgado.
Para podermos voltar ao antigo comércio direto
com a Europa e Estados Unidos da América seria importante a construção desse
grande porto, que nos aproximaria enormemente desses grandes centros
importadores, para onde poderíamos levar nossa produção e de lá trazer seus
produtos industrializados e tecnologias, em transações comerciais de baixos
custos, sem ter que passar pelos distantes portos e rodovias de outros estados
brasileiros. E até é um contracenso, pela nossa vocação hidroviária histórica,
o não aproveitarmos desse potencial na exportação dos nossos produtos primários
e os advindos do Complexo Industrial de Belém, Ananindeua, Barcarena, Área
Mineral de Carajás e demais polos industriais do Estado e do nosso
agro-negócio, especialmente a pecuária que está crescendo a rítmo exponencial
no Pará, apesar dos altos prejuízos ambientais no Sul e Sudeste do Pará. E com
certeza haveria fortes reduções dos custos de fretes, preços de navegações e,
pelo contrário, temos que levar nossos produtos para os distantes portos do Sul
e Sudeste do Brasil e à preços mais elevados, fato que inviabiliza nosso avanço
econômico e nos coloca na condição de eterno estado subdesenvolvido do Brasil.
· Populações e
Microrregiões do Pará:
O Pará é o mais populoso Estado da Região Norte,
contando com 7.321.493 habitantes, conforme dados do IBGE de 2008 e 2009. Sua
capital é o município de Belém, e reúne em sua região metropolitana cerca de
2,1 milhões de habitantes. Outras cidades importantes do Estado são:
ABAETETUBA, Altamira, Ananindeua, BARCARENA, CAMETÁ, Castanhal, Itaituba,
Marituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas, Redenção, Santarém e Tucuruí.
·
Alguns Dados Históricos do Pará antes das divisões
em Mesos e Microrregiões:
Antes de do Estado do Pará chegar à atual
divisão e subdivisão em Mesos e Microrregiões, a antiga Capitania e depois
Província do Pará era dividida civil e judicialmente em Comarcas e em 1833 o
Pará apresentava apenas 3 comarcas: Capital, Baixo Amazonas e Alto Amazonas.
Cada comarca possuía os seus Termos Judiciários e estes, os seus municípios e
freguesias.
O Pará é a 2ª maior unidade
federativa do país em extensão territorial e que tem 1,24 milhão de km2, em
área que se torna difícil para administrar, devido as enormes distâncias que
separam regiões e municípios em relação à Capital, Belém. E também, como o Pará
é riquíssimo em recursos naturais, torna-se também difícil a fiscalização de
todos os ecossistemas estuarinos amazônicos situados em terras paraenses. Muitos dos municípios abaixo citados ficam
situados nas proximidades ou bem distantes da Capital, conforme a região em que
está localizado. Porém, além das extensas áreas do Estado existem no Estuário
Amazônico milhares de ilhas e vias fluviais, que tornavam ainda mais difícil a
comunicação com a Capital, e isso até mesmo para os municípios ribeirinhos vizinhos
da Capital.
·
A
Antiga Comunicação e Comércio na Área Estuarina Amazônica:
Nos períodos Colonial, Provincial e das primeiras décadas da Era
Republicana do Pará, as comunicações e comércio eram feitos somente através das
vias fluviais, onde os navios levavam muitas horas ou dias para chegar aos seus
destinos. Nesses períodos citados os Governantes procuravam incrementar as
comunicações e comércio através das antigas embarcações, fazendo contratos com
muitas empresas de navegação para as viagens com destino às diversas localidades.
Eram diversas linhas de navegação contratadas para esses serviços e algumas
localidades recebiam as embarcações conforme as distâncias ou dificuldades de
navegação. Pela abundância dos recursos naturais obtidos através do
extrativismo as viagens eram necessárias para receber a grande quantidade dos
produtos advindos das matas e águas, como eram os casos das regiões do Baixo e
Alto Tocantins, do Arquipélago do Marajó, do Alto e Baixo Amazonas e dos
municípios existentes nas margens dos diversos rios ou situados na Foz
Amazônica. Com a baixa do comércio da borracha o Estado do Pará teve que dispensar
os serviços das empresas de navegação, tornando a comunicação com a Capital
quase impossível para algumas regiões.
·
A
Região Bragantina e a Estrada de Ferro de Bragança:
A Região Bragantina se apresentava como celeiro agrícola para abastecer a
Capital, Belém e demais municípios paraenses já a partir do Período Provincial
do Pará, anos de 1870 e, por esse motivo, os antigos governantes se empenharam
em construir essa ferrovia para que pudesse interligar as localidades
produtoras de alimentos. Com a desativação da antiga Estrada de Ferro de
Bragança, medida imposta pelo Ministro dos Transportes, Juarez Távora, em 1964,
os municípios da chamada Região Bragantina, que era a melhor servida nos
transportes, começaram a enfrentar grandes dificuldades de comunicação com a
Capital e, além disso, essa medida do ministro veio desacelerar o
desenvolvimento dessa enorme área agricultável, que era o celeiro de
abastecimento de gêneros alimentícios para a Capital. Depois da ferrovia,
vieram as viagens rodoviárias, que para algumas localidades se tornavam muito
longas e cansativas.
Para o Baixo Tocantins , na década de 1960, vieram as rodovias para
substituir as cansativas viagens pelos rios e baias dessa região e essas
rodovias vieram também favorecer a Região do Arquipélago do Marajó, devido esta
estar separada do continente pelo Rio Pará, mas para o Marajó ainda existem as
viagens fluviais. Ressalte-se que as antigas viagens feitas pelas localidades
do Baixo Tocantins, antes da construção das estradas de rodagens, eram
realizadas no modo rodo-fluvial, através da importante Rodovia PA-151. Com a
construção da Alça Viária de Belém, agora as viagens podem ser feitas
exclusivamente por via rodoviária, porém em viagens demoradas, daí a razão da
não desativação das viagens rodo-fluviais e do transporte de veículos através
das balsas pelo Porto do Arapari. Com o aumento das estradas da Malha
Rodoviária Estadual aconteceu a integração dos municípios do Sul e Sudeste do
Pará com Belém e demais regiões. Mas para alguns distantes lugares as viagens
continuam a ser feitas através das
viagens aeroviárias.
·
A
Antiga Divisão do Pará com os principais núcleos coloniais do Pará na época do
Diretório Pombalino (1757-1798):
Na época em que o Marquês de Pombal expulsou os missionários jesuítas do
Pará e institituiu o sistema do Diretório Pombalino para a administração das
Aldeias Indígenas do Pará na Epoca Colonial:
·
Capitania
do Pará
Região da Costa
1 – Vila de Bragança
2 – Vila de Cintra
3 – Vila nova D’El-Rei
4 – Vila de Vigia
5 – Lugar de Penha Longa
6 – Lugar de Porto Salvo
7 – Vila de Colares
Região do Interior do Continente
8 – Lugar Benfica
9 – Lugar de Barcarena
10 – Freguesia de São bento
11 – Freguesia de Sant’Anna do Rio Capim
12 – Vila de Ourém
13 – Porto de grande Guamá
14 – Lugar de Cerzedelo
15 – Vila de Conde
Região Guajarina
16 – Cidade de Belém
Região das Ilhas e dos Furos
17 – Vila de melgaço
18 – Fortaleza de Gurupá
19 – Vila de Portel
20 – Vila de Oueiras
Rio Moju
21 – Espírito Santo de Moju
Rio Tocantins
22 – Vila de Beja
23 – Vila de Cametá
Rio Xingu
24 – Lugar de Vilarinho do Monte
25 – Vila de Porto de Moz
26 – Vila de Veiros
27 – Vila de Pombal
28 – Vila de Souzel
Rio Tapajós
29 – Vila de Santarém
30 – Vila de Alter do Chão
31 – Vila Franca
32 – Vila de Boim
33 – Vila de Pinhel
Rio Amazonas
34 – Vila de Macapá
35 – Vila de Almerim
36 – Vila de Monte Alegre
37 – Vila de Alenquer
38 – Vila de Óbidos
39 – Vila de Faro
Capitania do Rio Negro
Segue a lista com os 47 núcleos populacionais que hoje fazem parte do
Estado do Amazonas até o nº 85. A
mudança na administração sob a forma dos Diretórios Indígenas, como política do
Marquês de Pombal, para o Pará, redundou num grande fracasso no desenvolvimento
do então Estado do Grão-Pará e posterior Província do Pará, esta durante o Império
Brasileiro.
·
A
Antiga Divisão do Pará no Ciclo da Borracha:
Antigamente a divisão da Província do Pará se dava em função das
atividades econômicas das localidades, especialmente pela produção da borracha.
Assim existiam as seguintes regiões: Região das Guyannas, Região das Ilhas do
Pará, Região dos Rios, Região Agrícola.
Região das Ilhas do Pará:
·
Região das Ilhas incluía o Arquipélago do
Marajó, incluindo a grande Ilha do Marajó e todas as demais ilhas do Estuário
Amazônico e essa região foi a que mais concorreu antigamente para a produção de
borracha no Pará. Em 1904 foram produzidas nessa área estuarina amazônica 7.349
toneladas de borracha, que representaram 67% do total do Estado computado em
10.973 toneladas. A borracha era
explorada na Região das Ilhas e no Alto Tocantins, Xingu, Baixo Amazonas. A
borracha do Estuário Tocantino tinha como um de seus centros de exportação a
cidade de Cametá, que recebia a produção vinda da Ilha do Marajó, Zona
Tocantina e outros centros produtores, cujos estoques abasteciam os navios
vapores das linhas de navegação que eram contratadas pelos governos provinciais
do Pará para fazer esses carregamentos, como também de outros produtos do
extrativismo e transporte de pessoas na Bacia Tocantina e rios da Amazônia. O
Marajó é citado em 1858 com muita coleta de seringa na então Ilha Grande de
Joanes e como grande fornecedora de borracha no comércio da goma elástica na
Província do Pará. Também é citado em 1864, onde as várzeas do Anapu, Pacajás e
nas Ilhas de Melgaço abundam as seringueiras nativas. Porém nenhum distrito
poderia competir com o de Breves, onde a borracha é o principal produto do
comércio dessa localidade e todas as demais atividades giravam em torno da
borracha: trabalho, indústria, negócios e vida dos habitantes. Em 1864 os
distritos de Portel, no Marajó exportaram 3.500 arrobas de borracha e o
distrito de Melgaço exportou 3.000 alqueires no mesmo ano.
Região dos Rios do Pará:
·
Região dos Rios incluía Altamira, no Xingu,
Cametá, no Tocantins, Itaituba e Santarém, no Tapajós e outras localidades
espalhados pelas margens dos grandes rios amazônicos. Na foz do Amazonas, que mede cerca de 149.000km², ficam os rios Pará,
Tocantins e Capim, estes muitos importantes no Estuário Tocantino (Foz
Tocantina). O Rio Pará é importante rio
do Estuário Tocantino e nasce na Região das Ilhas do Pará e deságua entre o
Cabo Maguari e a Ponta Curuçá e também é um dos principais formadores da Baia
do Marajó e a Baia do Guajará e recebe vazão rio Araticu, Rio Anapu e Rio
Pacajá.
Região Agrícola do Pará:
·
Região Agrícola abrangia as localidades
produtoras de cereais, farinha de mandioca e cana-de-açúcar incluindo Abaeté,
Igarapé-Miry que eram produtores de cereais (eram pequenos produtores de
borracha) e as localidades do sistema Guamá-Acará-Capim-Moju e a Zona
Bragantina.
A Região Norte e o
Pará:
A região Norte
é espaço da Floresta Amazônica que é a de ocupação mais recente no Brasil. Mas
essa ocupação vem crescendo rapidamente, mesmo que a custo da derrubada das
matas, das queimadas, da poluição dos cursos de água por garimpos e dos
conflitos pela posse da terra, fatores que geram consequências ambientais e
sociais da colonização da Amazônia. O Pará é um dos Estados da Região Norte
muito visado para a criação de novos estados, em virtude da grande extensão
territorial e da falta de assistência governamental às populações que estão
rapidamente se formando no entorno das regiões minerais.
·
História do Pará
Os portugueses
começam a fazer incursões no atual território do Estado do Pará durante a União
Ibérica, no século 16. Na mesma época, holandeses, ingleses e franceses o
invadem a Região Norte em busca de sementes de urucu, guaraná e pimenta. A
Coroa Ibérica se vê diante da necessidade de consolidar seu domínio pela Região
Norte do País. Em 1616 uma expedição chega ao local chamado Baía de Guajará,
junto à Ilha de Marajó e constrói o Forte do Presépio que se constitui a origem
da Cidade de Belém e em seguida passa a destruir os
engenhos holandeses construídos nas margens dos rios. A metrópole envia reforço militar, estimula à emigração
para as zonas estratégicas e descentraliza a administração da região e inicia a
colonização. Em 1621 o Pará passa a fazer
parte da Capitania do Maranhão e Grão-Pará, subordinado diretamente a Portugal,
abrangendo a área dos atuais Maranhão, Piauí, Ceará e Pará e as 6 Capitanias, a
de Caeté, Cabo do Norte, Marajó, Cametá, Xingu e a Capitania Real de Gurupá e
os missionários, vindos com os primeiros
colonizadores, avançam pelo sertão. Em 1647
são destruídos os últimos fortes
holandeses e a economia do Pará destaca-se na exportação de cana,
algodão, café e cacau e a partir de 1667 a Coroa Portuguesa envia imigrantes com
o objetivo de aumentar o número de colonos no grande território paraense. Com o
Tratado de Madri, de 1750, que deu a Portugal o direito de posse sobre uma
vasta área até então pertencente à Espanha, começam a ser construídas novas
fortalezas e núcleos populacionais em pontos da fronteira.
Entre 1752 e 1754 as Capitanias que estavam em mãos
particulares passam à Coroa e em 1755, o Governador do Grão-Pará extingue a
escravidão indígena e acaba com a influência jesuítica nas missões com o
objetivo de dinamizar a economia regional e estimular as atividades agrícolas,
além do extrativismo. É criada a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e
Maranhão.
A Capitania do Maranhão e Grão-Pará é desfeita em 1774 e
em 1778, chegam novas levas de imigrantes açorianos à região e, a partir daí,
começam a surgir algumas localidades importantes na Pará. A região desenvolve-se
rapidamente e, no início do século 19, Belém se destaca como um grande centro
urbano e as influências liberais vindas da Europa encontra adeptos no Pará a
partir de 1821.
O Pará é uma região praticamente independente do restante
do país, que desenvolve suas atividades econômicas diretamente com a Europa e
Estados Unidos e, por isso, fica praticamente à margem dos acontecimentos do
resto do País e não participa da Independência do Brasil, fato ocorrido apenas
em 1823. A partir da independência do Brasil, e devido o governo opressor do
Império Brasileiro, tem início a Revolta da Cabanagem a partir de 1835, que chega
a decretar a Independência da Província do Pará e no fim dessa revolta popular
a população encontra-se drasticamente reduzida devido a morte de mais de 40 mil
revoltosos e com as áreas produtivas desativadas e com a lavoura e a pecuária
arruinadas. Foi nesse contexto que na década de 1850 a produção da goma
elástica começa a despertar o interesse da Inglaterra e dos Estados Unidos,
quando o Pará a partir de 1870 passa a
se integrar ao restante do País e sua economia cresce exponencialmente devido
ao Ciclo da Borracha. Com isso Belém volta à condição de metrópole regional com a implantação de novas
ruas e avenidas, a implantação de empresas no ramo bancário, comercial,
hospitais, teatro, Biblioteca Pública e o Museu Paraense e a construção de
muitas casas, palácios e palacetes com influências europeias, a ligação
telegráfica e os serviços de água e luz. Porém, com a crise da borracha o Pará
começa a enfrentar uma nova fase de dificuldades econômicas a partir de 1919.
A partir de 1950 inicia-se um novo período de recuperação
econômica do Pará com a abertura da Rodovia Belém-Brasília e da Transamazônica.
Foi a partir daí que começaram a surgir novos povoamentos que deram origem a
novos municípios, o surgimento dos conflitos agrários, a produção madeireira, a
construção de usinas hidrelétricas e muitos projetos agro-pecuários espalhados pelas
regiões Sul e Sudeste do Pará. Com tudo isso foi inevitável o retorno dos
fluxos migratórios a partir de 1970.
·
As Usinas
Hidrelétricas e as Questões Ambientais da Amazônia:
Como
todos os projetos anteriores, a construção das grandes usinas hidrelétricas
foram decididas fora da Amazônia e visando atender interesses que não
beneficiam os povos amazônicos e apenas trazendo mais consequências
socioambientais e muita polêmica entre ambientalista e organizações sociais.
Como exemplo temos o caso recente da construção da Usina Hidrelétrica de Belo
Monte em construção no Rio Xingu e outras 153 usinas projetadas para os rios
amazônicos, sendo pelo menos mais 11 no Pará e no Rio Tapajós serão construídas
12 usinas, sendo 6 só em solo paraense, que inundarão terras indígenas,
localidades ribeirinhas, florestas e parques de proteção ambiental.
·
Os Novos
Problemas do Pará surgidos a partir das Rodovias de Integração, projetos
siderúrgicos e minerais, projetos agropecuários e usinas hidrelétricas:
Com a
implantação das Rodovias Belém-Brasília, Transamazônica e demais rodovias
amazônicas, dos projetos de usinas hidrelétricas, da implantação de projetos agro-pecuários,
dos projetos de mineração e siderurgias, além dos projetos para o desenvolvimento
econômico para as regiões do Pará, começam a resultar em uma série de problemas
que vêm afetar diretamente a grande Floresta Amazônica e os rios e baias das bacias
amazônicas, além de afetar negativamente na biodiversidade e sobre as
populações nativas das regiões do Pará. O Pará é formado por povos distintos,
segundo a nossa origem, cultura, raça e língua que vive nesta imensa região de
florestas exuberantes e milhares de rios caudalosos, igarapés e igapós, de
mangue, cerrados, várzeas e vastos campos naturais, que ocupam as florestas, os
campos e as cidades do Pará e todo esse patrimônio hoje está ameaçado devido o
modelo econômico que privilegia o lucro acima da vida dos povos e do respeito
aos ecossistemas acima citados, daí os novos problemas enfrentados em todas as
áreas do Estado, mas principalmente nas áreas do Sul e Sudeste do Pará,
conforme abaixo:
·
Uma série grande
de desastres ecológicos resultantes dos enormes desmatamentos, queimadas,
construções de usinas hidrelétricas, contaminação e poluição de rios.
·
. A garimpagem
não planejada de Serra Pelada que causou uma migração caótica que se reflete na
saúde de milhares de pessoas, do rápido esgotamento dos recursos minerais devido
à exploração descontrolada e a degradação ambiental de enormes áreas de
exploração do ouro.
· . Marginalização
de povos indígenas, quilombolas, migrantes, ribeirinhos e muitos pobres das
regiões rurais e das periferias urbanas das cidades.
·
Surgimento de
devastadoras violências de todos os tipos e misérias de todo tipo.
· . O surgimento com
aumento contínuo de centenas de conflitos fundiários que resulta na morte de
milhares de sem-terra, colonos, grileiros, posseiros, ribeirinhos e índios em luta
contra o poder de grandes madeireiros e latifundiários concentrados nas regiões
Sul e Sudeste do Pará.
· .
Incentivo as
ondas migratórias de outros estados e regiões da Amazônia que são iludidos ou
enganados em busca de meios de sobrevivência para garantir seu sustento e de
suas famílias
· .
A pedra de
identidade cultural, afetação da saúde e dispersão de muitos povos indígenas
que ficam sob a tutela das políticas da Fundação Nacional dos ìndios-FUNAI.
· .
A ocupação
desordenada tanto à nível urbano das cidades quanto no meio rural que geram
impactos nas estruturas sociais devido às superpopulações e os impactos
ambientais gerados por essas levas de imigrantes.
· . Aumento do
mercado do sexo, inclusive com a prostituição infantil buscando renda
alternativa para a sobrevivência das famílias mais pobres.
Então,
diante desses cenários, é que procuramos denunciar os grandes projetos impostos
que destroem muitas florestas, povos e rios amazônicos e em detrimento das
populações tradicionais e toda forma de vida.
·
O Projeto Carajás:
Os enormes recursos minerais descobertos a partir de 1980
chama a atenção para a implantação de projetos que pudessem fazer a exploração
dessas riquezas minerais e surgiu o Projeto Carajás para a exportação do
minério de ferro extraído da Serra de Carajás. Como esse projeto visava só a
exportação dos produtos dessas enormes jazidas de ferro e outros minerais, o
Pará ficou prejudicado pela falta de projetos que visassem a verticalização dessa produção mineral.
·
A Atual
Divisão do Pará:
Atualmente o Estado do Pará foi dividido em Mesos e Microrregiões,
divisão baseada nas questões das águas, terras, recursos naturais e
atividades econômicas similares. Baseado nessa divisão é que resolvemos
destacar as Mesos e Microrregiões e municípios que foram nos tempos mais
antigos, e continuam a ser nos tempos mais recentes, importante para a história
de Abaetetuba/PA e sua região do Baixo Tocantins ou da atual Microrregião de
Cametá, conforme as pesquisas efetuadas em várias fontes, como os dados do IBGE
dos anos de 2008 até 2010 e até pode ser que a divisão apresentada abaixo já
tenha sido modificada, dado o dinamismo em vários aspectos que afeta a vida de
algumas Mesos e Microrregiões do Pará e que leva as sucessivas criações de
novos municípios.
·
Mesorregião
é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de
uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais, que por sua vez,
são subdivididas em microrregiões. Foi criada pelo IBGE e é utilizada para fins
estatísticos e não constitui, portanto, uma entidade política ou
administrativa.
·
Microrregião
é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um agrupamento de
municípios limítrofes. Sua finalidade é integrar a organização, o planejamento
e a execução de funções públicas de interesse comum, definidas por lei
complementar estadual. Entretanto, raras são as microrregiões assim definidas.
Consequentemente, o termo é muito mais conhecido em função de seu uso prático
pelo IBGE que, para fins estatísticos e com base em similaridades econômicas e
sociais, divide os diversos estados da federação brasileira em microrregiões.
O Estado do Pará está divido geograficamente em 23
Microrregiões, segundo critérios elaborados pelo IBGE:
Algumas Grandes
Regiões e as Questões da Divisão do Pará:
·
A Cabanagem,
como a mais autêntica revolução popular brasileira:
Não poderíamos falar nas divisões do Estado do Pará sem antes falar da
Revolta da Cabanagem, esta que foi a mais autêntica revolução popular
brasileira, acontecida na província do Pará entre os anos de 1835 e 1840. Essa
revolução aconteceu por diversos motivos, sendo os principais as idéias
liberais surgidas na Europa, como a Revolução Francesa, a revolução de Caiena
(nas Guianas), a Revolução do Porto, com os ideais de libertação assimiladas
por estudantes e paraenses que desejavam ardentemente a indepência do Brasil da
Coroa Portuguesa e por isso fizeram vários levantes no Pará antes da dita
independência, o contexto de miséria e opressão em que vivia o povo pobre
paraense, que resolveu lutar contra o autoritarismo e desmandos das autoridades
civis e militares nomeadas à revelia dos paraenses pelo governo central da
então Regência do Império Brasileiro e da conduta opressora da classe senhorial
dos abastados colonos e comerciantes, de maioria portugueses, e a favor das
melhorias sociais que pudessem mudar a sorte dos caboclos pobres, negros escravos
ou alforriados, mestiços variados, índios e tapuios amazônicos e de outras
pessoas livres e remediadas e até mesmo uma boa parcela das pessoas abastadas
que, sendo excluídas da participação política e da direção dos negócios do
governo provincial, também se juntaram e pegaram em armas contra o regime
opressor desse tempo. Os abusos praticados pelos governantes e colonizadores
portugueses tornou-se a ocasião propícia para que viesse a tona a bravura de
pessoas simples e humildes de toda a Província do Pará, que se juntou ao clima
de conturbação social e política em que estava mergulhada a sociedade paraense,
vindo desde a escala das grandiosas agitações políticas pela independência do
Brasil ocorridas na Província do Pará, desde os anos de 1821 e a recordação do
tristemente famoso “Massacre do Brigue Palhaço”, quando aconteceu a morte de
256 revoltosos paraenses presos nessa embarcação, fatores que encontraram eco no
Movimento da Cabanagem em 1835, como uma ocasião propícia para o seu
recrudescimento, agora sob a forma de um grande motim político ou revolta
popular que avançou os quatro cantos de toda uma região e avançou pelos rios
amazônicos e até pelo Oceano Atlântico, chegando até as fronteiras do Brasil
Central e do litoral Norte e Nordeste do Brasil, devido a participação maciça
do povo mais pobre e menos favorecido pelas políticas sociais do então governo
provincial. A Revolta da Cabanagem logrou êxito pleno em seus objetivos, com a
destituição do poder do então truculento e sanguinário presidente provincial
Bernado Lobo e Sousa, e tendo sido esse poder ocupado por nove meses por alguns
líderes cabanos, revolta que só não logrou mais êxito de libertação do povo
paraense devido a falta de uma base ideológica mais consistente de alguns
líderes cabanos e de um projeto político definido por parte de dessas
lideranças à frente das massas cabanas, que foram as que realmente pegaram em
armas em lutas pela liberdade. Portanto, pode-se dizer que a Revolta da
Cabanagem, foi um autêntico movimento político-revolucionário, com ideal de
liberdade a ser realizado pelo povo paraense e que deve ser considerado pela
atual população como um grande exemplo a ser seguido, em favor do
desenvolvimento econômico do atual Estado do Pará, que é considerado pelo
governo central apenas como um grande celeiro, existente para abastecer o
restante do país e os países industrializados com produtos primários, que nem
sequer possuem projetos para sua verticalização no Estado, ficando para os
paraenses apenas as migalhas dos projetos para a exploração das abundantes e
diversificadas riquezas naturais do Estuário Amazônico, junto com a depredação
de variados ecossistemas e culturas nativas e ribeirinhas paraenses. Veja-se o
caso das regiões do Marajó e Baixo Tocantins, onde seus municípios atravessam
séria crise pela falta de infraestrura no setor da Saúde, Educação,
Transportes, Segurança e falta de políticas econômicas que possam dotar esses
municípios de algumas alternativas econômicas para suas realidades de
municípios ribeirinhos do Estuário Tocantino, que possam atenuar as precárias
condições de milhares de famílias ribeirinhas que estão completamente
abandonados pelos poderes públicos, estadual e federal.
·
Os
Antigos e Atuais Movimentos Pela Divisão do Pará:
Foi pelas grandes distâncias entre a Capital e as distantes regiões que
começaram a surgir os movimentos pela divisão do Pará para formar outros
estados brasileiros. As divisões se iniciaram ainda no Período Provincial do
Pará, com a criação dos estados do Amazonas e do Amapá. Na década de 1950, no
Governo de João Goulart, aconteceu um movimento para a criação Território
Federal do Gurupi (que seria o embrião do futuro Estado do Caeté), tendo
Bragança como capital dos diversos municípios que antes haviam se separado da
Região Bragantina, mas tal evento acabou não se concretizando, devido a
conturbada situação política do Brasil dessa época.
Criação dos Estados do Tapajós e Carajás:
Recentemente aconteceu o plebiscito para uma nova divisão do Pará, que
visava a criação de dois novos estados, os estados do Tapajós e o de Carajás,
tendo como principal fator para a criação desses novos estados a falta de
assistência governamental a essas vastas regiões, que são os mesmos problemas
que afetam a vida dos municípios das regiões do Marajó e Baixo Tocantins.
O Estado de Tapajós:
Se fosse confirmada a divisão
pela população local, Tapajós seria o maior dos três estados em questão, quando
ficaria com 58% da atual área do Pará, abrangendo 29 municípios e 1,3 milhão de
habitantes do atual Estado do Pará, tendo em vista as vastas regiões
desassistidas atualmente, que passariam a ser alcançadas pelo novo Estado. Por
certo que a criação do Estado do Tapajós ficou inviabilizada por querer
incorporar a Região do Xingu, região riquíssima em recursos naturais e onde
está sendo implantado o antigo projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
O Estado do Tapajós já é discuto
há mais de 150 anos. Ainda no Brasil Império, no estudo da divisão das terras
da Amazônia, foi sugerida a criação da Província do Tapajós e que nos últimos
20 anos a discussão voltou à tona, culminando com a realização desses
plebiscitos que foram aprovados por unanimidade no Senado no ano 2000, porém
rechaçados pela população eleitoral do Pará. A região do Tapajós englobaria 29 municípios das regiões do Baixo
Amazonas e do Sudoeste Paraense e com uma população de 1,3 milhão de pessoas, o
equivalente a cerca de 20% da atual população do Pará e o futuro Estado já
teria como capital a cidade de Santarém, esta com com 276 mil habitantes à
época.
O Estado de Carajás:
Nos plebiscitos realizados há
pouco tempo, para a criação de mais dois Estados em áreas do atual Estado do
Pará, o Estado de Carajás ficaria com as porções Sul e Sudeste Paraense e teria
39 municípios (25% do território atual do Pará) e 1,6 milhão de habitantes, que abrangem uma área de 284,7 mil
quilômetros quadrados, onde vivem cerca de 1,4 milhão de pessoas. A
capital desse novo estado seria a cidade de Marabá. Da mesma forma que o novo
Estado do Tapajós, a criação do Estado de Carajás também não logrou êxito no
plebiscito realizado.
·
Outras
Questões na Divisão Territorial do Pará:
O Território
Federal do Marajó:
Na visão dos que clamam pela
criação do Território Federal do Marajó, também estão as questões da falta de
assistência governamental às localidades do Arquipélago do Marajó, e em favor
das melhorias de vida das populações ribeirinhas marajoara e tentar solucionar
os graves problemas sociais que afetam a vida da maioria dessas populações
ribeirinhas.
Como ficaria o Estado do Pará após a nova divisão de seu território:
Ao Pará, ou Parazinho, como
depreciativamente ficou sendo chamado o restante do Estado que ficaria após a
divisão, restariam 86 municípios onde se localizam atualmente 4,6 milhões de
habitantes. Apesar da grande população as áreas que ficariam com o Estado do
Pará já dividido são as mais pobres em recursos naturais do atual Estado e as
populações dessas localidades ficariam bastante prejudicadas pela perda dos
recursos advindos das ricas regiões minerais que ficariam com o novo Estado de
Carajás e isso se a produção mineral fosse verticalizada e com a consequente
implantação de indústrias siderúrgicas, grandes projetos agro-pecuários e
outros projetos cogitados para o novo estado.
As
Dificuldades Impostas Pelas Grandes Distâncias no Estuário Amazônico:
Ainda existem muitas dificuldades de comunicação da maioria
dos municípios estuarinos amazônicos com a Capital, devido às grandes
distâncias e da enorme quantidade de ilhas e vias fluviais que impedem uma
melhor comunicação com Belém do Pará. Essas dificuldades existem até mesmo para
os municípios ribeirinhos que estão localizados às proximidades dessa capital,
como são os casos dos municípios do Marajó e do Baixo Tocantins, em
dificuldades impostas pelas grandes travessias aquaviárias no contorno dessa
grande quantidade de ilhas e vias fluviais que impedem viagens mais rápidas
entre as diversas localidades.
No tocante as áreas e distâncias para Belém alguns municípios se destacam
pelo enorme tamanho de suas áreas e outros pela proximidade da Capital. Por
exemplo, Abaetetuba e Igarapé-Miri estão bem perto da Capital, porém é uma
distância medida em linha reta, que devido às inúmeras ilhas e corpos fluviais,
faz com que as distâncias se tornem enormes no tocante às viagens para Belém através
dos sistemas rodofluviais ou exclusivamente rodoviários. Precisa que se
construa através das numerosas ilhas da frente dos municípios de Cametá,
Igarapé-Miri, Abaetetuba, Barcarena e Belém mais pontes em concreto para um melhor
e mais rápido acesso à Capital e vice-versa, pois essas viagens se fazem
demoradas e penosas para quem se arrisca nas viagens rodo-fluviais e com vários
transbordos de passageiros e cargas. Algumas pontes, se fossem construídas,
facilitariam enormemente o deslocamento diário de centenas de pessoas dessas
cidades e facilitaria as viagens para a região do Marajó. Os trabalhadores e
passageiros da Capital e demais municípios vizinhos ao Complexo Industrial de
Barcarena e Porto de Vila de Conde também agradeceriam caso essas medidas
fossem tomadas pelos nossos governantes.
A comunicação com os municípios da Microrregião de
Cametá e Região do Marajó:
Um caso gritante de injustiça é o que se comete com o importante e
histórico município de Cametá e seus municípios circunvizinhos e os da Região
do Marajó, onde a distância para Belém se mostra curta em linha reta, mas é
longa e demorada pelas viagens de barcos ou rodo-fluviais, que os moradores
dessas localidades têm que enfrentar para chegar à Capital e vice-versa. A
construção de duas pequenas pontes sobre os rios Igarapé-Miri e Meruú encurtaria
em muitas horas o tempo das viagens para Belém e entre as cidades vizinhas do
Baixo Tocantins. Cametá merece essa atenção dos governantes paraenses porque,
no passado histórico do Pará, foi importante centro econômico e de defesa
contra os invasores estrangeiros no Período Colonial e ficou no lado da
legalidade na luta contra os revoltosos da Cabanagem, além de ser o maior
fornecedor de gêneros e produtos do extrativismo dos ciclos econômicos e
fornecedor de milhares de combatentes guerreiros indígenas nas lutas de
expulsão dos invasores estrangeiros. Cametá e os demais municípios de sua
microrregião e da região do Marajó foram centro de desbravamento das ações da
catequização dos povos indígenas pelos Missionários Capuchos de São José, no
Estuário Tocantino, no início da colonização portuguesa, a partir de 1616. E
essas regiões ainda foram os locais de partida das grandes frotas das forças
militares dos para a expulsão dos estrangeiros das costas paraenses, maranhenses
e da foz dos rios Xingu e Amazonas, e foram grandes centros exportadores de
produtos do Estuário, especialmente Cametá, como borracha, café, cacau, castanha,
carnes, peles, madeiras, etc. para a Capital, sem contar os grandes nomes que
saíram de Cametá e foram constituir na Capital alguns grandes vultos históricos
da Igreja Católica, da governança, das tropas militares, dos líderes cabanos e
dos intelectuais que fazem parte da história do Pará. E agora Cametá é um
importante centro histórico, grande produtor de Açaí e da prática de futebol
profissional no Pará, cujo time, o Cametá, foi campeão estadual de 2012 e é
importante polo turístico do Estado, levado por sua rica história e grande acervo
arquitetônico e aprazíveis localidades para turismo e lazer dos seus habitantes
e turistas. Os moradores de Cametá, do Marajó e das cidades do Baixo Tocantins
tem que fazer longas e cansativas viagens para chegar a Belém e outras plagas
em penosas viagens via balsas ou rodo-fluviais. O município de Cametá foi
também penalizado pela demora em desfrutar da energia elétrica da Usina
Hidrelétrica de Tucurui, que fica ali pertinho dessa grande usina localizada no
município vizinho de Tucurui, e exatamente pela demora da construção de algumas
rodovias de integração com seus municípios vizinhos. E Cametá e demais
municípios do Marajó e Baixo Tocantins continuam sendo penalizados pelo descaso
do órgão de cultura do Estado do Pará que não possui plano nem projeto para a
revitalização do rico patrimônio arquitetônico e cultural desses municípios do
Baixo Tocantins, especialmente Cametá e também penalizado pela intensa e antiga
erosão que os ventos e força das marés das águas do portentoso Rio Tocantins
vêm causando na área urbana da frente da cidade de Cametá.
No meio desses 143 municípios ainda aparecem alguns antigos e tradicionais
municípios que compunham a antiga Província do Pará, incluindo os das regiões
do Baixo e Alto Tocantins, Marajó, Xingu, Tapajós, Araguaia, Salgado,
Bragantina e os do sistema deltaico estuarino dos rios Capim-Acará-Guamá-Moju.
Serão citados alguns aspectos relativos às populações, áreas e distâncias em
relação à Capital e a antiga produção econômica dos períodos Colonial e Provincial
do Pará. Em outras partes destes textos, alguns municípios serão novamente
elencados levando-se em consideração os aspectos históricos, econômicos,
geográficos, turísticos e outras questões que colocam esses municípios em
destaque no grande Estuário Amazônico ou que sofrem os impactos desse estuário.
·
Em
relação ás Mesorregiões do Pará:
São 6 as Mesorregiões do Estado do Pará:
1.
MESORREGIÃO
DO BAIXO AMAZONAS e que é formada por 14 municípios: Alenquer, Juruti, Porto de
Moz, Almeirim, Monte Alegre, Prainha, Belterra, Óbidos, Santarém, Curuá,
Oriximiná, Terra Santa, Faro, Placas, que estão agrupados em 3 microrregiões. Essa
região esteve recentemente envolvida em um processo para a divisão do Pará,
tendo Santarém como a capital do que seria o novo Estado do Tapajós. Pela longa
distância com a Capital as comunicações se fazem por via aérea, mas existem
empresas de navegação fluvial para essa região.
2.
MESORREGIÃO DO MARAJÓ que compõe-se de 16 municípios: Afuá, Curralinho, Salvaterra, Anajás, Gurupá, Santa Cruz
do Arari, Bagre, Melgaço, São Sebastião da Boa Vista, BREVES, Muaná, Soure,
Cachoeira do Arari, Ponta de Pedras, Chaves, PORTEL, que estão distribuídos em 3 microrregiões. É uma
mesorregião que está bem próxima da Capital, Belém do Pará, porém, devido estar
situada em pleno Estuário Amazônico e seus municípios estão localizados no
Arquipélago do Marajó e cercados de vias fluviais e outras ilhas, as
comunicações com essas populações tornam-se dificultosas pelas longas viagens
pelas vias fluviais navegáveis. Mas existem várias empresas de transportes para
os municípios dessa região.
3.
MESORREGIÃO
METROPOLITANA DE BELÉM que compõ-se de 11 os municípios: Ananindeua,
Bujaru, Santa Bárbara do Pará, Barcarena, CASTANHAL, Santa Izabel do Pará,
BELÉM, Inhangapi, Santo Antonio do Tauá, Benevides, Marituba, (alguns desses
municípios estão bem perto de Abaetetuba e outros municípios da Micorregião de
Cametá) que, por sua vez, estão agrupados em duas microrregiões.
A Mesorregião
Metropolitana de Belém tem Belém como Capital do Estado do Pará, sendo a região
a mais rica e povoada e que influencia em diversos aspectos
(econômico-financeiro, sócio-político, cultural, educacional, transportes e
outros) as demais mesos e que também recebe os benefícios advindos das demais
mesorregiões do Estado, como exemplo a energia elétrica fornecida pela
Hidrelétrica de Tucuruí, pescados do Marajó, madeira e frutos dos municípios do
Estuário Tocantino, carne de gado vacum e madeira das regiões Sudeste e
Sudoeste. A Mesorregião Metropolitana de Belém é fortemente influenciada
pelo Estuário Amazônico, por estar localizada no coração desse Estuário,
portanto, cercada de ilhas e vias fluviais que fazem a comunicação e
comercialização com os municípios de outras regiões e que, por sua vez, têm
influência no cotidiano da vida da maioria dos demais municípios ribeirinhos às
suas proximidades, inclusive dos municípios de Abaetetuba e as demais do Baixo
Tocantins e Marajó.
4.
MESORREGIAÕ
DO NORDESTE PARAENSE que é formada por 49 municípios: ABAETETUBA, Ipixuna do
Pará, Santa Luzia do Pará, Acará, Irituia, Santa Maria do Pará, Augusto Corrêa,
Limoeiro do Ajuru, Santarém Novo, Aurora do Pará, Mãe do Rio, São Caetano de
Odivelas, Baião, Magalhães Barata, São Domingos do Capim, Bonito, Maracanã, São
Francisco do Pará, BRAGANÇA, Marapanim, São João da Ponta, Cachoeira do Piriá,
Mocajuba, São João de Pirabas, CAMETÁ, Moju, São Miguel do Guamá, Capanema,
Nova Esperança do Piriá, Tailândia, Capitão Poço, Nova Timboteua, Terra Alta,
Colares, Oeiras do Pará, TOMÉ-AÇU, Concórdia do Pará, Ourém, Tracuateua,
Curuçá, Peixe-Boi, Vigia, Garrafão do Norte, Primavera, Viseu, Igarapé-Açu,
Quatipuru, Igarapé-Miri, Salinópolis, que, por sua vez, estão agrupados em 5 microrregiões. E a Mesorregião do Nordeste Paraense é
importante porque nela estão situados os municípios de Abaetetuba e demais
municíos da Microrregião de Cametá e as demais microrregiões vizinhas que são
fortemente influenciadas pelos diversos aspectos do Estuário Tocantino (Vide
demais postagens sobre o Estuário Amazônico).
5.
MESORREGIÃO
DO SUDESTE PARAENSE que é formada por 39 os municípios: Abel Figueiredo, Goianésia do Pará, Rio Maria, Água Azul
do Norte, Itupiranga, Rondon do Pará, Bannach, Jacundá, Santa Maria das
Barreiras, Bom Jesus do Tocantins, MARABÁ, Santana do Araguaia, Brejo Grande do
Araguaia, Nova Ipixuna, São Domingos do Araguaia, Breu Branco, Novo
Repartimento, SÃO FÉLIX DO XINGU, Canaã dos Carajás, Ourilândia do Norte, São
Geraldo do Araguaia, CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA, Palestina do Pará, São João do
Araguaia, Cumarú do Norte, PARAGOMINAS, Sapucaia, Curionópolis, PARAUAPEBAS,
Tucumã, Dom Eliseu, Pau D'arco, TUCURUÍ, Eldorado do Carajás, Piçarra,
Ulianópolis, Floresta do Araguaia, REDENÇÃO, Xinguara, que, por sua vez, são
agrupados em 7 microrregiões. Á
Mesorregião do Sudeste Paraense é potencialmente rica devido a existência de
muitas jazidas minerais, que inclusive já estão sendo exploradas e em suas
ricas terras estão sendo implantadas muitas fazendas de gado, usinas
siderúrgicas, usinas hidrelétricas, projetos agro-pecuários, serrarias e muitos
outros projetos para exploração dos ricos recursos naturais dessa região. Essa
região esteve recentemente envolvida em um processo de divisão do Pará, onde
seria implantado o Estado de Carajás tendo como capital a cidade de Marabá.
6.
MESORREGIÃO
DO SUDOESTE PARAENSE que é formado por
14 os municípios: ALTAMIRA, Jacareacanga, Senador José Porfírio, Anapu,
Medicilândia, Trairão, Aveiro, Novo Progresso, Uruará, Brasil Novo, Pacajá,
Vitória do Xingu, ITAITUBA, Rurópolis, que por sua vez são agrupados em duas
importantes microrregiões. A mesorregião do Sudoeste Paraense é também uma região potencialmente
rica em recursos naturais e recentemente esteve envolvida em um plebiscito para
a divisão do Estado do Pará, onde faria parte do Estado do Tapajós. É nessa
região que está sendo erguida, no Rio Xingu, a controvertida e grande
Hidrelétrica de Belo Monte que por certo afetará a vida em muitos ecossistemas
e das populações nativas e municípios de seu entorno.
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Os
Municípios Paraenses no decorrer dos Períodos Históricos do Pará:
Observação:
Os dados insuficientes de alguns municípios aqui elencados serão
acrescentados de acordo com nossas pesquisas em relação a esses municípios e
eventuais erros de alguns dados também serão corrigidos de acordo com as
correções dos nossos visitantes das cidades paraenses.
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ABAETETUBA é um tradicional município vindo da
antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté, esta
criada em 1758 e o atual município de Abaetetuba possui área atual de 610,743 km2 e
população de 147.846 habitantes em 2010 (7º lugar), e fica situado na Mesorregião
do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, distante 51 km via rodofluvial e
103 km rodoviários via Alça Viária e 51 km aeroviários da Capital. O município
de Abaetetuba incorporou ao seu território pelo Decreto nº 34 de 30/9/1839 a
área da antiga Freguesia de São Miguel de Beja, esta criada em
1763. No Ciclo da Borracha Abaeté fazia parte da chamada Região Agrícola do
Pará, era produtor de arroz, milho, madeira, cacau. Devido o fato de Abaeté
ficar ás proximidades da Baía do Marajó e dispor de uma série grande de rios
desaguando nessa bacia, era também grande produtor de peixe salgado e grude de
peixes para exportação e foi grande produtor de açúcar e aguardente de cana,
produto que era escoado para as demais áreas estuarinas amazônicas pelo
Comércio de Regatão e também era grande centro Oleiro e da Carpintaria Naval do
Pará nos períodos Provincial e início da Era Republicana até os anos finais da
década de 1980. Atualmente Abaetetuba é um grande produtor de açaí e Brinquedos
de Miriti no Baixo Tocantins e que junto com Cametá, Igarapé-Miri e demais
municípios tocantinos possuem suas centenas de pequenas e médias ilhas, baías,
costas, rios, igarapés, praias situados no Estuário Tocantino e Abaetetuba,
junto com Igarapé-Miri teve a Indústria Canavieira e o Comércio de Regatão a
sustentar sua economia. Muitos rios de Abaetetuba eram plenamente navegáveis e
nos períodos históricos do Pará facilitavam sua comunicação e comércio via
fluvial com a Capital e demais municípios do Estuário Amazônico, inclusive com
os de regiões bem distantes como a Região do Baixo Amazonas. A partir do ano de
1960 Abaetetuba começou a ser favorecida pela construção da importante Rodovia
PA-151 e também melhorou sua comunicação com os demais municípios tocantinos
pela ampliação dessa Rodovia e pela construção de outras rodovias estaduais,
fato que facilitou a comunicação com os vizinhos municípios de Moju,
Igarapé-Miri, Acará, Tailândia e com os novos municípios surgidos a partir da
construção da Rodovia PA-150. A
cachaça, junto com os produtos advindos da indústria cerâmica, da atividade
pesqueira, do extrativismo animal e vegetal, foram os principais produtos que
impulsionaram o Comércio de Regatão do Baixo Tocantins, sendo esta a maneira
que os donos de engenhos encontraram para desenvolver seus negócios. Geralmente
os donos de engenhos de cana-de-açúcar do Baixo Tocantins, especialmente de
Igarapé-Miri e Abaetetuba, atrelavam os negócios da indústria canavieira às
atividades de comércio e navegação até os anos finais de 1970 quando veio a
crise da Indústria Canavieira. Atualmente Abaetetuba se mantém economicamente
através dos fortes setores do comércio e de serviços e do comércio de açaí.
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ABEL FIGUEIREDO é um município localizado na Mesorregião do Sudeste
Paraense, com uma população de 6.792 habitantes em 2010 (138º lugar).
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ACARÁ
é um tradicional e histórico município do Pará pelo destacada papel desenvolvido
durante a Revolta da Cabanagem e na antiga produção agrícola. Esse município veio da antiga Freguesia de São José do
Acará, esta criada em 1758 e o atual município de Acará possui área atual de 343,772 e fica situado na Mesorregião
do Nordeste Paraense e Microrregião de Tomé-Açu, e fica distante 65 km rodoviários
via rodofluvial e 210 km
rodoviários via Alça Viária da Capital. No
Ciclo da Borracha o município de Acará era classificado na antiga Região
Agrícola do Pará e era o maior produtor de arroz e também grande produtor de
farinha de mandioca, milho, madeira nos períodos históricos do Pará. Acará esta
localizado no complexo estuarino formado pelos rios
Capim-Acará-Guamá-Moju-Maiuatá, que abrigou os grandes engenhos de
cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e avançaram para o Período
Provincial e nas margens do Rio Acará existiam alguns grandes engenhos para a
produção e exportação de açúcar na antiga Freguesia de Acará, engenhos que
utilizavam grande quantidade de braços escravos dos índios e negros para
produzir açúcar para exportação para Belém e Coroa Portuguesa e também se
destacou na exportação de madeira beneficiada e em toras para a Capital. O
importante Rio Pará também recebe a vazão
do Rio Acará e outros que vão fazer parte do Estuário Tocantino, este de
fundamental importância histórica e econômica para as regiões Guajarina,
Tocantina, Salgado e Marajó. Acará em 2010 possuia uma população de 53.605 habitantes (30º lugar).
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AFUÁ é um município originário de um sítio de
propriedade de Micaela Arcângela Ferreira que em 2/8/1889 passou à categoria de
Freguesia pela Lei nº 1386, e em 2/8/1890 passou à condição de vila através do
Decreto nº 170 e o Decreto nº 226 de 28/11/1890 criou a Comarca de Afuá e com a
lei nº 403, de 2/5/1896 Acará passou à condição de cidade. Esse tradicional município
teve destaque no Ciclo da Borracha no início do século 20 e atualmente conta
com área de 372,772 km2, e fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião
dos Furos de Breves e fica distante 418 km rodoviários e 226 milhas
hidroviárias e 254 km aeroviários da Capital. No Ciclo da Borracha Afuá era
classificado na Região das Ilhas do Pará e exportava borracha, semente
oleaginosa, grande quantidade de semente de ucuuba, gado vacum. Sua área em 1920 era de 1.702 km2 e
possuía em 1908 uma população de cerca de 19.000 habitantes, tendo decrescido
para 9.850 habitantes em 1920 em consequência da decadência do comércio da
Borracha e demais produtos do extrativismo. Em 2010 Afuá possuía uma população
de 35.017 habitantes (55º lugar).
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ÁGUA
AZUL DO NORTE é um município que fica distante 841,5 km rodoviários da Capital
e em 2010 possuía uma população de 85, 25.061 habitantes e fica situado na Mesorregião Sudeste do Pará.
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ALENQUER
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Santo Antonio de
Alenquer, esta criada em 1754 e Alenquer
possui hoje uma área de 22.282 km2, e fica situado na Mesorregião do Baixo
Amazonas e na Microrregião de Santarém, ficando distante 1.474 km rodoviários e
710 aeroviários da capital e foi fundado em 1881. No Ciclo da Borracha Alenquer
era classificado na Região dos Rios do Pará e com boa exportação de castanha,
cacau, pirarucu salgado, sementes oleaginosas e grande quantidade de semente de
ucuuba. Em 2010 Alenquer possuía uma população de 52.714 habitantes (31º lugar).
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ALTAMIRA
tradicional município da região do Xingu, com destaque no Ciclo da Brracha no
início do século 20, chegando a ser o mais importante na produção desse produto.
Seu território pertencia até 1912 ao antigo município de Souzel, este criado em
1874 e na primeira década do Século 20 o governo desmembrou aquele município,
criando o de Xingu, com sede em Altamira, município que possuía a extensa área
de 212.205 k2, sendo, em tamanho, o 1º do Estado do Pará, porém com uma
diminuta população de 9.343 habitantes em 1924 e população em 2010 de 105.030
habitantes (11º lugar). Altamira.
Em 1936, conforme divisão territorial, Xingu
compunha-se de 11 distritos, entre os quais Altamira, Novo Horizonte, São
Félix, Porto de Moz, Tapará, Vilarinho do Monte, Veiros, Aquiqui, Souzel, Alto
Xingu e Iriri. Pelo disposto no Decreto-Lei
nº 2.972, de 31 de março de 1938, foi mudado o topônimo do município de Xingu
para Altamira, que passou a ser formado por dois distritos: Altamira e Novo Horizonte
(zonas de Novo Horizonte e São Félix). Tal situação foi confirmada por meio do
Decreto-Lei nº 3.131, de 31 de outubro de 1938, que estabelecia a divisão
territorial do Estado para o período de 1939-1943. O atual município de Altamira fica situado na
Mesorregião do Sudoeste Paraense e fica distante 921 km rodoviários e 466 km aeroviários da Capital e localizado
na margem esquerda do importante Rio Xingu, sendo este afluente da margem
direita do Rio Amazonas, é rio de águas claras, com curso sinuoso até desaguar
no Amazonas, na cabeça do Estuário Amazônico. Próximo de sua foz o Rio Xingu
alarga-se através de um vasto emaranhado de ilhas e enseadas, formando um
lençol de água semelhante a um lago, mas ao longo de seu curso, estreita- se,
torna-se rochoso com a presença de cachoeiras.
A cidade de Altamira e sua região, no futuro, serão bastante conhecidas
pela construção da barragem da Hidrelétrica de Belo Monte com seus impactos ambientais
que já começaram a ser sentidos pela destruição de ecossistemas com impactos na
biodiversidade e nas populações nativas da região. A Usina
Hidrelétrica de Belo Monte terá potência geradora de energia elétrica de 11.233 MW, fato que a tornará a
maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira e que poderá ajudar no desenvolvimento
da importante região do Sudeste Paraense
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ALMEIRIM
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da
Conceição de Almeirim, esta criada em 1754 e Almeirim atualmente conta com área de 72.960,274 km2, distante 598 km rodoviários,
323 milhas hidroviárias e 450 km aeroviários da Capital e fica situado na
Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Almeirim, tendo sido fundado em
1890. Almeirim antigamente ficava
localizado na Região dos Rios do Pará, se destacando na produção de borracha e castanha-do-Pará. Almeirim possuia uma área
muito extensa de 96.680 km2, porém com uma diminuta população de 7.643
habitantes em 1924 e em 2010 possuía 33.665 habitantes (59º lugar).
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ANAJÁS é um tradicional município que em 1920 que
contava com uma área de 10.333 km2 e uma população de 11.850 habitantes. O
atual município de Anajás fica distante
170 km aeroviários da Capital. No Ciclo da Borracha o município de Anajás era classificado como da Região
das Ilhas do Pará, na Ilha do Marajó, e foi um dos municípios que mais
concorreu para a produção de borracha e nessa região era apenas sobrepujada
pela produção de Breves e também era exportador de peixe salgado, sementes
oleaginosas, gado vacum para a Capital. Anajás fica nas proximidades do
Litoral Atlântico, em um complexo das Ilhas, com suas planícies alagáveis,
lagos e tesos (áreas de terras firmes centrais) que se estendem desde o rebordo
central do conjunto de Anajás até o Canal Sul do Estuário Amazônico e o Litoral
Atlântico, com área de sedimentação rica em manguezais. O atual município de
Anajás fica localizado na Meorregião do Marajó e fica distante 170 km
aeroviários da Capital e tem uma população de 24.771 habitantes em 2010 (89º
lugar).
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ANAINDEUA
é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de
Belém, com área atual de 185,057 km2 e população de 471.744 habitantes em 2010,
(2º em população), ficando distante 14 km rodoviários da Capital e foi fundado
em 1943.
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ANAPU é
um município situado na área dos rios Anapu-Pacajás que deságuam no Rio
Pará junto com outros rios, que na metade do Século 19 era grande exportador de
castanha-do-Pará retiradas das terras altas desses rios onde as abundantes
castanheiras também forneciam a estopa retiradas de suas cascas para os calafetos
de embarcações e muitos castanhais dessa área foram dizimados pelo uso desse
método predatório de coleta. O município
de Anapu fica localizado na Mesorregião do Sudoeste Paraense e fica distante 81
km rodoviários da Capital e tinha uma população de 20.493 habitantes em 2010
(98º lugar).
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AUGUSTO
CORREA é um municíoio que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e
fica distante 231 km rodoviários da Capital. Augusto Correa possuía uma população de 40.499
habitantes (49º lugar).
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AURORA
DO PARÁ é um município que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e
fica distante 290km rodoviários da Capital. Aurora do Pará tinha uma população de 26.579
habitantes (79º lugar).
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AVEIRO
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da
Conceição de Aveiros, esta criada em 1781 que produzia borracha e fica situado
na Mesorregião do Sudoeste Paraense e com população de 2010 de 15.767
habitantes em 2010. Aveiro fica distante
207 km rodoviários da Capital.
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BAGRE é um município que originou-se de um
povoado que se desenvolveu em torno de uma capela, sendo reconhecido pela lei
n. 934, de 31 de julho de 1879. Em 28 de outubro de 1887, através da lei n.
1.306, foi elevado à categoria de freguesia. Em 28 de outubro de 1890, cria-se
o município de Bagre, através do Decreto n. 210, é desmembrado de Oeiras e, posteriormente
perde sua autonomia, recuperando-a somente em 29 de dezembro de 1961, através
da Lei n. 2.460. Bagre atualmente
fica localizado na Mesorregião do Marajó e Microrregião de Portel e com uma
área de 397,290 km2, fica distante 340,5 km rodoviários via Cametá/Rio
Tocantins, 138 milhas hidroviárias via Rio Pará/Baia do Marajó da Capital.
Bagre contava em 2010 com uma população de 23.855 habitantes (91º lugar).
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BAIÃO,
tradicional município que foi fundado à margem esquerda do rio
Tocantins, em 1694, oririginário de sesmaria concedida por Antônio de
Albuquerque Carvalho a Antônio Baião. É elevada à categoria de freguesia de
Santo Antonio de Baião, esta criada em 1754 e, posteriormente, freguesia de
Nossa Senhora do Carmo de Tocantins, esta elevada à categoria de vila, em 1833,
com a denominação de Vila do Tocantins. Em 1841 volta a denominar-se de Baião,
sendo elevada à categoria de cidade em 1895. Baião com área atual de 758,273 km2 fica situado na Mesorregião
do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, distante 254 km rodoviários, 147
milhas hidroviárias e 190 km aeroviários da Capital. O atual
município de Baião possuía 36.907 habitantes em 2010 (53º lugar).
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BANNACH
é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e com uma
população de 3.434 habitantes em 2010 (143º lugar).
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BARCARENA,
tradicional e histórico município que foi também palco da Revolta da Cabanagem,
vindo da antiga Freguesia de São Francisco Xavier de Barcarena, esta
criada em 1758 e o atual município de
Barcarena possui área de 1.310,325 km2, sito na Mesorregião de Metropolitana de
Belém e Microrregião de Belém, distante 14 km via rodofluvial e 87 km
rodoviários via Alça Viária da Capital Belém e o município foi fundado em 1897.
Pela curta distãncia em linha reta, Barcarena, na prática, já faz parte da Área
Metropolitana de Belém. Pelo Decreto nº 34, de 30/9/1839, Barcarena teve
incorporado ao seu território a área da antiga freguesia de São São João
Baptista de Conde, esta criada em 1763. No Ciclo do Açúcar e no posterior Ciclo
da Borracha Barcarena foi grande produtor de açúcar e arroz e possuía também as
atividades da Carpintaria Naval e Oleira e era rota natural para Belém dos que
vinham do Baixo Tocantins e Marajó através dos famosos rios Carnapijó e Furo do
Arrozal que também foram palco de tramas e lutas na Revolta da Cabanagem em
suas ilhas e rios. Barcarena possui rios plenamente navegáveis,
incluindo os rios e baia onde se encontra o atual Porto de Vila do Conde. Em
2010 Barcarena contava com 99.800
habitantes (13º lugar).
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BELÉM, a Capital do Estado do Pará, foi fundada em 1616, vinda das antigas freguesias de N. S
da Graça da Sé, esta fundada em 1616, Sant’Anna da Campina, esta fundada em
1727, SS. Trindade, esta criada em 1840 e Freguesia de Nossa S. de Nazareth do
Desterro, esta criada em 1861 e o atual município de Belém
possui área de 1.064,918 k2, pertencente à Mesorregião Metropolitana de Belém e
Microrregião de Belém, com uma
população de 1.402.056 habitantes (1º lugar), sendo a de
maior densidade demográfica da Região Norte com 1307,17 hab/km2, segundo
informações do IBGE/2010, é conhecida como "Metrópole da Amazônia", ou
Cidade das Mangueiras, com seus belos túneis verdes, com mais de um milhão de
habitantes e a que menos cresce em arborização das grandes cidades do Brasil.
Belém ainda é uma das dez cidades mais movimentadas e atraentes do Brasil, sede
da Região Metropolitana de Belém,
esta com 2.100.319 habitantes, sendo a 2ª mais populosa da região e a 12ª do país e 177ª do
mundo, além de ser o maior aglomerado urbano da região, onde construções em
concreto crescem assustadoramente, com visível degradação do meio ambiente e
sem contrapartidas ambientais para
amenizar o forte calor tropical da cidade. A
cidade de Belém era também classificada como a capital com melhor qualidade de
vida do Norte do Brasil e que vem
perdendo essa condição há um bom tempo pela falta de iniciativas para melhorar
a degradação ambiental das grandes edificações e pelas áreas verdes que são
sistematicamente ocupadas por novos bairros que surgem rapidamente em sua área
metropolitana. Belém com
o Complexo dos rios Guamá/Capim/Acará/Moju, como a porta de entrada da Amazônia
e com o Rio Pará que nasce na Região das Ilhas do Pará e deságua entre o Cabo
Maguari e a Ponta Curuçá é um dos principais formadores da Baía do Marajó. Na
margem esquerda o Rio Pará tem a costa da Ilha do Marajó e na margem direita
várias ilhas, separadas do continente por furos e a cidade de Belém. Belém também com suas baías, rios,
lagos, igarapés, sua região metropolitana, que como a principal cidade do
Estuário Amazônico, recebe o impacto do deságue de importantes rios, como o Guamá,
Capim, Acará e Moju e Belém e demais cidades de sua influência, se encarregam
de despejar nesses corpos d’água uma grande quantidade de dejetos de seu
sistema sanitário, que vêm contribuindo para fazer dessas massas d´água áreas
contaminadas e poluídas, que em breve tempo, caso não sejam tomadas medidas
saneadoras desses problemas, se tornarão áreas de um deserto biológico. O PORTO
DE BELÉM, que a partir do período colonial do Pará começou a se tornar importante na rota dos
navios e demais embarcações, no transporte de açúcar, cacau e outros produtos
do extrativismo da Amazônia. No Período Provincial, devido o Ciclo da Borracha,
o porto de Belém se tornou importante como escoadouro da borracha e também de
outros produtos advindos do extrativismo, da pecuária e de alguns produtos da
agricultura e da incipiente indústria da Província. O porto recebia os navios
vindos de diferentes praças da Europa e Estados Unidos que traziam os produtos
importados pelo Governo Provincial e particulares, como levavam daqui as
preciosas cargas de borracha e outros produtos do extrativismo. E também o
Porto de Belém era usado para os serviços de carga e descarga das embarcações
locais e regionais. E ainda, o Porto de Belém era usado pelas embarcações do
Arsenal de Marinha e do Arsenal de Guerra nos serviços de defesa das costas e
inspeções e controles da navegação. Além do Porto de Belém existiam muitos
outros portos ou trapiches que também atendiam as demandas particulares a
navegação da Capital e também existiam os demais pequenos portos ou trapiches
em algumas localidades mais importantes, que atendiam os navios e outras
embarcações à serviço da Província ou particulares. A localidade onde hoje se assenta a cidade de
Belém foi escolhida criteriosamente pelos antigos fundadores da cidade devido a
presença de rios, baías plenamente navegáveis e com outros importantes corpos
d'água como o Rio Maguary.
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BELTERRA
é um município com área atual de 4.398,346 km2, situado na Mesorregião do Baixo
Amazonas e Microrregião de Santarém, que fica distante 1.467 km rodoviários,
502 milhas hidroviárias e 729 km aeroviários da Capital, e 48 km de Santarém/PA
e conta com a bela Praia do Pindobal como atração turística no município que foi
fundado em 1995. Belterra em 2010 contava com 16.324 habitantes (112º lugag).
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BENEVIDES
é um município com área atual de 187, 868 km2, sito na Mesorregião
Metropolitana de Belém e Microrregião de Belém, distante 36 km rodoviários da
Capital e foi fundado em 1961. Em 2010 Benevides contava com 51.663 habitantes
(35º lugar).
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BENFICA, município que surgiu da antiga Freguesia
de Nossa Senhora da Conceição de Benfica, criada em 1758.
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Bom
Jesus do Tocantins, muniipio que fica situado na Mesorregião do Sudeste
Paraense e que em 2010 contava com 15.246 habitantes (115º lugar).
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BONITO
é um município que fica localizado no Mesorregião do Nordeste Paraense e que em
2010 contava com 13.630 habitantes (120º lugar).
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BRAGANÇA,
que é um dos mais antigos e tradicionais municípios do Pará, com uma rica história
e agora despontando como um dos melhores pontos turísticos do Pará, município vindo da antiga Freguesia de
Nossa Senhora do Rosário de Bragança, esta criada em 1753 e que no Ciclo da
Borracha fazia parte da Região Agrícola do Pará, como grande produtor de farinha
de mandioca e Bragança possui atualmente
área de 90,234 km2 e população de 113.165 habitantes em 2010 (9º lugar) e que
fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião Bragantina,
distante 215 km rodoviários da Capital e Bragança já possuiu uma área muito
maior que a atual que foi sendo sistematicamente desmembrada para formar
inúmeros muncípios do Nordeste Paraense, na Zona do Salgado. O antigo município
de Bragança surgiu ainda no início do Século 17, vindo da Aldeia dos Índios
Caetés, da Nação dos
Tupinambás. Na sua história é registrado o conflito em 22/10/1742, na gestão do
3º Senhor da Capitania de Vera Cruz do Gurupi ou Caeté, Senhor José de Melo e
Souza, entre os moradores do Caeté e os missionários jesuítas da Aldeia de São
João, da mesma Capitania e com a devida posse da Casa de residência dos
Jesuítas e da Igreja dos Índios na Villa de Caeté, da Aldeia Gurupy. Gaspar de
Souza foi Senhor da prometida dita Capitania de Gurupy ou Caeté (origem da Vila
de Bragança), que lhe foi doada pelo Rei D, Filipe III de Espanha e II de
Portugal, conforme Carta de 25/5/1622 em área situada entre os rios Tury-Açu e
Caeté, com vinte léguas de fundo para o sertão, Capitania solicitada pelo seu
filho mais velho e herdeiro Álvaro de Souza, filho de Gaspar de Souza, conforme
petição de 30/10/1633, em terras onde o Capitão Francisco Coelho de Carvalho
fundou o povoado de Vera Cruz do Gurupy, depois denominado Caité. Ficou Álvaro
de Souza como Senhor da Capitania de Vera Cruz do Gurupy ou Caeté em Carta de
13/2/1634, onde fundou a Vila de Souza do Caeté ou Vila Cuera, na antiga
povoação de Vera Cruz, à margem direita do rio de mesmo nome (Souza de Caeté),
em povoado que se constituiu a origem da sede do atual município de Bragança e
que, posteriormente, se deslocou para a margem esquerda do Rio Sousa de Caeté,
onde existia uma aldeia de índios Tupinambás, da Aldeia Caeté e posterior Vila
de Caeté de 1627 e que por Alvará de 29/8/1644 o Rei de Portugal concede a
Álvaro de Souza a ordem para a devida povoação com as Aldeias e Indios que
possa custear. A Capitania de Vera Cruz do Gurupy ou Caeté teve quatro
Senhores: 1º, Álvaro de Souza; 2º. Senhora Francisca Maria de Vilhena de Souza
e como segundo Senhor seu tio Manuel de Melo; 3º Senhor, D. José de Melo e
Souza (filho e herdeiro de Manuel de Melo) em 14/4/1695, e que em 1730 alegava
a ruína da Vila de Caeté e solicitava mais 200 casais de índios submissos,
obtendo a autorização em 11/4/1740 para ficar com os serviços dos índios da Aldeia
Caeté. E como 4º Senhor da Capitania de Vera Cruz do Gurupi ou Caeté, Manuel
Antonio de Souza e Melo (filho de D. José de Melo e Souza) em 1750, ficando
administrando a Capitania, assim como os índios, as salinas do lugar e
respectivos rendimentos. Em 14/7/1753 o rei D. José, resolvendo reunir todos os
domínios ultramarinos da Coroa Portuguesa, concede ao Porteiro-Mor, Manuel
Antonio de Souza Melo, 4º e último donatário da Capitania do Caeté, um
pagamento e o senhorio de da Vila de Anciães em compensação pela entrega da
Capitania de Caeté que fica incorporada aos Bens da Coroa, interinamente
sujeita à Ouvidoria da Fazenda do Pará a partir dessa data. Em 11/10/1753 na
antiga capitania se fundou a Vila de Bragança, confirmada por escritura a
8/11/1753, coexistindo ao mesmo tempo que a antiga Vila de Caeté. Por Carta de
mesma data de 11/10/1753, do Governador e capitão-General do Estado do Maranhão
e Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, este trata da distribuição de
casais açorianos pelas povoações do interior da Capitania do Pará, como a Vila
do Caeté e a recém fundada Vila de Bragança e da união matrimonial entre
colonos e índios da terra. Francisco Xavier de Mendonça Furtado nasceu em 1701,
em Portugal e faleceu a 15/11/1769, em Vila Viçosa e era irmão do poderoso
Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo, ambos filhos do Fidalgo
da Casa Real com Teresa Luísa de Mendonça Furtado e Melo. Durante a gestão no
Pará, o Capitão-General Francisco Xavier de Mendonça Furtado desativou a
14/7/1753 as antigas capitanias ou donatarias subalternas, como foi o caso da
capitania do Caeté, que foi anexada ao Governo do Estado do Pará a 9/8/1753 e,
consequentemente, fundou a Vila de Bragança. Tempos depois a Própria Coroa
Portuguesa iniciaria o processo de reversão desse sistema por entender que a
tutela indígena ainda era necessária, onde o Diretório instituía o cargo de
Diretor de Aldeia, que seria cargo de nomeação do próprio Governador. Conforme
a Resolução Nº 252, de 2/10/1854 o Conselheiro Imperial e Presidente da
Província do Pará, Sebastião do Rego Barros sancionou a Lei que eleva à categoria
de cidades as Villas de Bragança, Óbidos e Vigia. Cayté significa em tupi “mato
bom”, onde ficava a Aldeia Caeté, citada em 1613 na expedição do francês Daniel
de La Touche, Senhor de La Ravardière nas margens do rio Caeté, daí a razão dos
festejos dos 400 anos do surgimento de Bragança.
· BRASIL
NOVO é um município que fica situado no Mesorregião do Sudoeste Paraense e com
população de 17.960 habitantes em 2010 (104º lugar).
·
BREJO
GRANDE DO ARAGUAIA é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste
Paraense e que em 2010 contava com uma população de 7.324 habitantes (137º
lugar).
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BREU
BRANCO é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que
em 2010 contava com 52.497 habitantes (32º lugar).
·
BREVES,
tradicional município vindo da antiga Freguesia de Santa Anna de Breves,
esta criada em 1850 e que no Ciclo da Borracha fazia parte da chamada Região
das Ilhas do Pará e Breves com área atual
de 550,454 km2, fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião dos Furos
de Breves, ficando distante 294 km rodoviários, 159 milhas hidroviárias e 230
km aeroviários da Capital. Breves, no início do Século 20 era classificado como
da Região das Ilhas do Pará, na Ilha do Marajó, e com destaque na antiga
produção de borracha, tendo ocupado até 1912 o 1º lugar, quando veio perder
essa posição para Souzel e Altamira, e foi também exportador de madeira e gado
vaccum para a Capital. Em 1920 Breves tinha uma área de 13.773 km2 e uma
população de 22.678 habitantes e em 2010 cotava com 92.865 habitante (16º
lugar). Breves possui situação geográfica importante com com o Delta das
Bocas (Breves/Boiuçu) ou simplesmente Delta de Breves, que é um delta interno
no Complexo Deltaico Estuarino Amazônico, no Estreito de Breves, onde o Rio Pará, através do Estreito de Breves, une-se ao
Amazonas, separando a Ilha do Marajó do Continente.
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BIJJARU,
tradicional e histórico município vindo da antiga Freguesia de Sant’Anna
de Bujaru, esta criada em 1758, e o atual município de Bujaru possui área de 1.005,160 km2, situado na Mesorregião
Metropolitana de Belém e Microrregião de Castanhal, distante 80 km rodoviários
e 120 km aeroviários da Capital e foi fundado em 1943. No Ciclo da Borracha
Bujaru era classificado na Região Agrícola do Pará, produtor de farinha de
mandioca, arroz. Em 2010 Bujaru possuía uma população de 25.700 habitantes
(82º).
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CACHOEIRA
DO ARARI, tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa
Senhora da Conceição de Cachoeira em Marajó, esta criada em 1717 e na
dependência da Vila Nova de Marajó e Cachoeira do Arari com área atual de 102,080 km2, fica situado na Mesorregião
do Marajó e Microrregião do Arari, distante 70 km rodoviários e 120 km
aeroviários da Capital. No Ciclo
da Borracha Cachoeira do Arari fazia parte da região das Ilhas do Pará e era
exportador de peixe salgado, gado vacum para a Capital. Santa Cruz e Cachoeira do Arari fazem parte do maior Santuário Ecológico
do Marajó, por ter em suas margens diversos cemitérios indígenas e o Lago do
Arari que é considerado o maior lago do Arquipélago do Marajó e um dos
maiores do mundo em água doce, medindo de 4 a 7 km de largura e 18 km de
comprimento em direção Norte e Sul, com profundidades variáveis, com águas mais
claras no inverno e devido à seca do lago em quase 70% no verão, a água do
mesmo torna-se barrenta e é de grande importância para economia dos municípios
de Santa Cruz do Arari e Cachoeira do Arari, cfe. (http://tiomigamarajo.blogspot.com). Cachoeira
do Arari contava em 2010 com uma população de Cachoeira do Arari, 20.460
habitantes (99º lugar). Os primeiros habitantes da região foram os
índios Aruãs, ligados aos Neengaíbas, denominados “Homens de Pacoval” e
Cachoeira surgiu da formação de pequenos núcleos populacionais do período
colonial, originados do processo de catequese feita pelos Jesuítas. O município
foi fundado em 1747, pelo capitão-mor André Fernandes Gavinho e em 1811 foi
criada a vila de Cachoeira, nome que teve origem devido a um desnível do leito
do rio Arari. Em 1833, ocorre a extinção da Vila Nova do Marajó e a elevação de
Cachoeira do Arari à categoria de Vila. Em 06 de outubro de 1924, através da
lei n. 2.274, Cachoeira do Arari se elevou à categoria de Cidade.
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CACHOEIRA
DO PIRIÁ é um município situado na Mesorregião do Nordeste Pasraense e que em
2010 contava com uma população de 26.476 habitantes (80º lugar).
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CAPANEMA
é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e que fica distante 160 km
rodoviários e 170 km aeroviários da Capital. Em 2010 Capanema contava com uma
população 63.639 habitantes
(21º lugar).
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CAPITÃO
POÇO é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e que fica distante
218 km rodoviários da Capital. Em 2010 Capitão Poço contava com uma população
de 51.899 habitantes 34º lugar).
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CARAJÁS
é uma localidade, a Serra dos Carajás e que fica distante 410 km aeroviários da
Capital que é o importante núcleo populacional que abriga parte do setor
administrativo da empresa Vale, que explora as riquezas minerais do Pará para
exclusiva exportação para o exterior.
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CAMETÁ
é um tradicional e histórico município do Pará e atualmente é um dos mais
procurados pontos turísticos do Estado do Pará. Cametá veio da antiga Freguesia
de São João Baptista de Cametá, esta criada em 1635 e que se constituiu em Vila
e pela Lei nº 145, de 24/10/1848 foi
elevada à categoria de cidade junto com Santarém e Barra do Rio Negro. Cametá
atualmente conta com uma área de 81,360 km2 e fica situado na Mesorregião do
Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, ficando distante 212 km rodoviários
via rodofluvial e 140 km aeroviários da Capital. O atual município de Cametá,
no Tocantins, foi dos mais importantes municípios do Pará na produção de cacau
e borracha principalmente do tipo sernamby em 1924, sendo o 2º colocado nesse
ano e era o maior produtor de castanha. Em 1920 Cametá já era o 5º mais
populoso do Estado com 41.365 habitantes e, atualmente, Cametá possui uma área
de 4.860 km2 e população de 120.904 habitantes em 2010 (8º lugar). No Ciclo
da Cana de Açúcar possuía alguns engenhos de açúcar e no Ciclo da Borracha
fazia parte da Região dos Rios do Pará e continuava se destacando no cenário
econômico da então Província e posterior Estado do Pará na exportação de peixe
salgado e grude de peixes, sementes oleaginosas, grande quantidade de semente
de ucuuba. Cametá se caracteriza, junto com Abaetetuba, Igarapé-Miri, Barcarena,
por suas centenas de pequenas ilhas, baías, costas, rios, igarapés, praias,
sitos no Estuário Tocantino. Com rios plenamente navegáveis Cametá destaca-se
também pelos seus paradisíacos distritos como a Vila de
Carapajó, Vila do Carmo. A rica história de Cametá conta que Feliciano Coelho de Carvalho, que veio de Portugal em
companhia de seu pai Francisco Coelho de Carvalho e Feliciano serviu no Maranhão
e no Pará e foi comandante da expedição mandada contra o forte inglês de Cumaú
em assalto de 9/7/1632 esse Capitão foi
Senhor da Capitania de Cametá, por Carta de doação de 14/12/1633, que ficava na
antiga Aldeia dos Índios Camutás, da nação dos Tupinambás, por ele batizada de
Vila Viçosa de Santa Cruz do Cametá em 1635, capitania confirmada por Carta de
20/10/1637 ao Capitão Feliciano Coelho de Carvalho, após morte de seu pai
Francisco Coelho de Carvalho, ficando a dita Capitania sob a administração do
Capitão-mor Cipriano Maciel Aranha.
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CANAÃ DOS CARAJÁS é um município que fica localizado na Mesorregião do
Sudeste Paraense e com uma população de 26.727 habitantes em 2010 (76º lugar).
CASTANHAL, município com área atual de 1.029,191
km2 e população de 179.036 habitantes em 2010 (5º lugar), fica situado na Mesorregião
Metropolitana de Belém e Microrregião de Castanhal, distante 73 km rodoviários da
Capital e foi fundado em 1932.
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CHAVES
é um antigo e tradicional município do Pará e com uma rica história, vindo da
antiga Freguesia de Santo Antonio de Chaves, esta criada em 1758 e Chaves possui uma área atual de 13.084,879 km2
e fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, e fica
distante 363 km rodoviários, 196 milhas hidroviárias e 214 km aeroviários da
Capital. O município de Chaves
antigamente era classificado na antiga Região das Ilhas do Pará, com pequena
produção de borracha em 1920, porém sendo considerada de superior qualidade e
procedente da Ilha Mexiana, era exportador de peixe salgado, sementes
oleaginosas, gado vacum para a Capital. A antiga Freguesia de Chaves teve esse
nome suprimido, dando lugar ao antigo nome de Equador, exatamente por se
encontrar na Linha do Equador, até 1844, quando retorna a antiga denominação, sendo
elevada à categoria de cidade em 23/1/1891, pelo Decreto nº 270. Em 1932 passa
a denominar-se de Santo Antonio de Aruans, voltando a denominação de Chaves a
partir de 1938. O município de Chaves é originário da antiga Aldeia dos ìndios
Aruãs, missionados pelos Padres de Santo Antonio. Chaves em 1920 apresentava
uma área de 10.647 km2 e uma população de 18.461 habitantes e em 2010 possuía
uma população de 21.138 habitantes (96º lugar).
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COLARES,
tradicional município vido da antiga Freguesia de Nossa Senhora do Rosário
de Collares, esta criada em 1757 e o atual município de Colares possui área de 609,776 km2, sito na Mesorregião
do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, fica distante 62 km rodoviários da Capital. Colares possui rios navegáveis e em 2010 possuía
uma população de 10.478 habitantes (127º lugar em população nesse ano).
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CONCEIÇÃO
DO ARAGUAIA é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense,
originário da Freguesia do Araguaia, esta criada pelo missionário dominicano
Frei Domiciano Gil de Vila Nova e que foi criado pela Lei Nº 1901, de
3/11/1908, desmembrado do município de São João do Araguaia, que foi extinto na
década de 1930 e recriado em 1993, que fica distante 979,5 km rodoviários e 778
km aeroviários da Capital, na margem esquerda do Rio Araguaia e em 2010
Conceição do Araguaia possuía uma população de 45.530 habitantes (45º lugar).
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CONCÓRDIA
DO PARÁ município com área atual de 690,942 km2 e fica situado na Mesorregião
do Nordeste Paraense e Microrregião de Tomé-Açu, ficando distante 85 km
rodoviários da Capital. Em 2010 Concórdia do Pará possuía 28.221 habitantes
(70º lugar em população).
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CUMARU
DO NORTE é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010
possuía a população de 10.478 habitantes (128] lugar).
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CURIONÓPOLIS
é um município que fica distante 657 km
rodoviários da Capital e que em 2010 possuía uma população de 18.295 habitantes
(103º lugar).
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CURUÁ
é um município que fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e que em 2010
possuía uma população de 2.262 habitantes (126º lugar).
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CURUÇÁ,
tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora do
Rosário de Curuçá, esta criada em 1757 e posteriormente Freguesia de Santa
Thereza de Curuçá, esta criada em 1853 e Curuçá possui com área atual de 672,614 km2 e fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e
Microrregião do Salgado, ficando distante 132 km rodoviários da Capital. No
Ciclo da Borracha Curuçá era classificado na Região Agrícola do Pará, como produtor
de farinha de mandioca, milho e é influenciado pelo complexo estuarino do
Guamá/Capim/Acará/Moju. Curuçá em 2010 possuía uma população de 34.490
habitantes (56º lugar). Curuçá
teve origem a partir da antiga fazenda Curuçá, sob a invocação de Nossa Senhora
do Rosário, localidade missionada pelos padres jesuítas que perdurou até o ano
de 1757, que com a expulsão dos jesuítas do Brasil, mudou a denominação para
Vila Nova D’El-Rey e somente em 1895 retomou o nome de Curuçá.
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CURRALINHO,
tradicional município com área atual de 3.617,240 km2, situado na Mesorregião
do Marajó e Microrregião dos Furos de Breves e fica distante 206 km rodoviários
e 111 milhas hidroviárias da Capital. No Ciclo da Borracha Curralinho era
classificado na Região das Ilhas do Pará e produzia borracha, madeira beneficiada
e em toras. Em 2010 Curralinho possuía uma população de 28.582 habitantes (68º lugar).
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DOM ELISEU é um município que iniciou como uma
vila no km zero do entroncamento rodoviário da PA-70 (Vila Zero), que recebeu
em 1973 o nome de Filinto Muller e que por estar situado numa zona de floresta,
a partir de 1970, a vila passou a receber serrarias e madeireiras e a atividade
madeireira alavancou o comércio, propiciando o surgimento de outros negócios. Em 14/9/1983, Filinto Müller foi elevado à categoria de distrito
de Paragominas e foi novamente renomeada como Dom Eliseu, em homenagem ao bispo
Dom Eliseu Corolli, da Diocese de Bragança. Na
década de 1980, é criado no distrito a Associação de Desenvolvimento Comunitário
de Dom Eliseu e esta associação liderou o processo de discussões e propostas
que culminaram com a emancipação política de Dom Eliseu através de um
plebiscito que culminou com a criação do município de Dom Eliseu a 1/5/1989,
com o seu território sendo desmembrado de Paragominas. O município de Dom Eliseu está localizado na Mesorregião
do Sudeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 51.318 habitantes
(39º lugar).
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ELDORADO
DO CARAJÁS é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que fica
distante 627km rodoviários da Capital. Em 2010 o município possuía uma população de 31.745 habitantes (6lº lugar).
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FARO
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São João
Baptista de Faro, esta criada em 1754 e Faro
fica situado na Mesorregião do baixo Amazonas e Microrregião de Óbidos e possui
área atual de 11.766,496 km2, ficando distante 1.181 km rodoviários, 638 milhas
hidroviárias e 924 km aeroviários da Capital e foi fundado em 1769. Em 2010 Faro possuía uma população de
8.181 habitantes (132º lugar).
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FLORESTA
DO ARAGUAIA é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense
e fica distante 1.094,5 km rodoviários da Capital. Em 2010 Floresta do Araguaia possuía uma população de 17.825
habitantes (105º lugar).
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GARRAFÃO
DO NORTE é um município que fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e
em 2010 possuía uma população de 25.051 (86º lugar).
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GOIANÉSIA
DO PARÁ é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010
possuía uma população de 30.437 habitantes (63º lugar).
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GURUPÁ
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Santo Antonio de
Gurupá, esta criada em 1639 e onde existia uma fortificação militar. E o atual
município de Gurupá possui uma área de Gurupá
de 8.540,032 km2e fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião de Portel,
distante 485km rodoviários e 262 milhas hidroviárias da Capital. No Ciclo da
Borracha Gurupá era
classificado na Região das Ilhas do Pará, na Ilha do Marajó onde chegou a
produzi uma regular quantidade de borracha até 1905 e sua área em 1920 era 9.454
km2 para uma população de 10.901 habitantes e também era grande produtor de
castanha, cacau, peixe salgado, semente de ucuuba. A antiga Freguesia de Gurupá
chegou a deter influência política e econômica sobre outras antigas freguesias
como Almeirim, Esposende e Arraiolos. Em 2010 Gurupá possuía uma população de
29.060 habitantes (66º Lugar).
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IGARAPÉ-AÇU
é um município que foi criado em 1903 ao longo da Estrada de Ferro
Belém-Brangança, no Km 112, que em 1931 passou à denominação de João Pessoa e
em 1938 voltou à sua antiga denominação de Igarapé-Açu, que atualmente fica
situado na Mesorregião do Nordeste Paraense, ficando distante 121km rodoviários
da Capital. Em 2010
Igarapé-Açu possuía uma população de 35.843 habitantes (54º lugar).
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IGARAPÉ-MIRI
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Sant’Anna de
Igarapé-Miri, esta criada em 1758 e que no Ciclo da Borracha era classificado
como da Região Agrícola do Pará e produzia cacau, arroz, e o atual município de
Igarapé-Miri fica situado na Mesorregião
do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, ficando distante 76 km
rodoviários, via Rodofluvial, e 123 km rodoviários, via Alça Viária, da Capital. No inicío do Século 19 igarapé-Miri, junto
com Abaetetuba, se destacava como grande produtor de açúcar e aguardente de
cana, produtos que eram exportados para a Capital e no Século 20 esses produtos
eram escoados pelo Comércio de Regatão às distantes áreas estuarinas amazônicas
e Igarapé-Miri também se destacava nas atividades Oleira e Carpintaria Naval e,
por estar situado às proximidades da Baia do Marajó, e possuir uma grande
quantidade de rios caudalosos, também se destacava na atividade pesqueira.
Igarapé-Miri e Abaeté foram atingidos pela grande crise que se abateu sobre a
Indústria Canavieira e que nos anos de 1980 já estava em claro estado de decadência.
Atualmente Igarapé-Miri é um grande produtor de açaí no Baixo Tocantins
e que, junto com Abaetetuba, Cametá, Barcarena, Moju e demais municípios
tocantinos, estão localizados numa região de pequenas e médias ilhas, às
proximidades do Arquipélago e Baía do Marajó. Igarapé-Miri possui rios
plenamente navegáveis se destacando os rios Meruú e Maiuatá, este, tendo em
suas margens o importante entreposto da Vila de Maiuatá, onde se destacavam os antigos engenhos coloniais e da indústria
canavieira e comércio de regatão. A cachaça, junto com os produtos advindos da
indústria cerâmica, da atividade pesqueira, do extrativismo animal e vegetal,
foram os principais produtos que impulsionaram o Comércio de Regatão do Baixo
Tocantins, sendo esta a maneira que os donos de engenhos encontraram para
desenvolver seus negócios. Geralmente os donos de engenhos de cana-de-açúcar do
Baixo Tocantins, especialmente de Igarapé-Miri e Abaetetuba, atrelavam os
negócios da indústria canavieira às atividades de comércio e navegação, criando
a tríade de negócios da indústria-comércio-navegação, que se juntava, em alguns
casos, aos negócios da indústria cerâmica, das serrarias, das fábricas de
refrigerantes, das usinas de beneficiamento de sementes oleaginosas, da
indústria do sabão, dos empórios comerciais, etc, em fórmula seguida pelos
donos de engenhos mais abastados, tendo alguns destes se destacado
economicamente e, antes da grande crise da cachaça (anos finais de 1975) se estabeleceram
nas cidades do Baixo Tocantins e, especialmente, na Capital do Estado,
Belém/Pa, hoje desfrutando de sólidos negócios no Estado do Pará. Em 2010 Igarapé-Miri possuía uma população de 58.023 habitantes (25º lugar).
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INHANGAPI
é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião de
Castanhal, com área atual de 471,145 km2, que fica distante 89km rodoviários da
Capital, e foi fundado em 1943. No Ciclo da Borracha Inhangapi era classificado
na Região Agrícola do Pará e com boa produção de farinha de mandioca, arroz.
Foi através da Lei nº 14, de
9/9/1939 que foi criada a antiga Freguesia do Rio Inhangapy que compreendia
toda área desse rio e áreas do Rio Moju, a qual tem divisa a Fazenda Santo
Antonio, de Manoel João Correa de Miranda. Em 2010 Inhangapi possuía a
paopulação de 10.064 habitantes (131º lugar).
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IPIXUNA
DO PARÁ é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e que em
2010 possuía 51.383 habitantes (37º lugar).
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IRITUIA é um tradicional município vindo da antiga
Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Irituia e o atual município de Irituia fica distante 168 km rodoviários e
130 km aeroviários da Capital. Em 1935 irituia já aparece como município do
Pará. Quando da sua vinculação histórica com
Bonito, este aparece como um dos seus distritos, junto com Caju, Conceição de
Irituia, Mututuí, São Gregório e Santa Rita Durão, o que ficou registrado
segundo o quadro de divisão territorial do Estado datada de 31 de dezembro de
1937. Já no ano de 1938, Bonito não mais aparece como distrito de Irituía,
passando a pertencer ao município de São Miguel do Guamá. Em 1988, mediante a promulgação da Lei nº 5.456, de10 de
maio, Irituia sofreu o desmembramento do seu território, para permitir o
surgimento do município de Mãe do Rio. Em
1991, através da Lei nº 5.698, de 13 de dezembro de 1991, Irituia teve parte de
seu patrimônio territorial desmembrado para dar origem ao Município de Aurora
do Pará. Atualmente, Irituia possui apenas o
distrito-sede: Irituia. No
ciclo da Borracha Irituia era classificado na Região Agrícola do Pará e em
1873 o tabaco possuía uma pequena produção no Pará e o do distrito de Irituia
era de superior qualidade e com boa produção de farinha de mandioca, madeira. Irituia em 2010 possuía uma população de,
31.382 habitantes (62º lugar).
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ITAITUBA é um município que fica na região do
Tapajós, situado na Mesorregião do Sudoeste paraense e fica distante da Capital
1.473 km rodoviários e 899 km aeroviários. Itaituba é um município
originário do destacamento militar fundado em 1836, à margem esquerda do rio
Tapajós. Em 1854, Brasília Legal ou Freguesia de Santa Anna de Brasília Legal,
então nos limites do município, foi elevada à categoria de Vila, mas não
correspondeu à expectativa e em 1885, apenas um ano depois, a sede do novo
município foi transferida para Itaituba. A instalação deu-se em 3/11/1857 e foi
elevada a condição de cidade em 23/3/1900, através da Lei n. 684. No Ciclo da Borracha Itaituba chegou a se
tornar o 3º colocado na produção de borracha no Pará em 1924 e que era
considerada de superior qualidade. Nas últimas décadas vinha se destacando na
produção aurífera do Rio Tapajos.
Em 2010 Itaituba possuía uma população de 97.704 habitantes (15º lugar).
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ITUPIRANGA
é um município situado na mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma
população de 51.258 habitantes (40º lugar).
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JACAREACANGA
é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e fica distante 1.818 km
rodoviários da Capital. Em 2010 Jacareacanga possuia uma população de 14.040 habitantes (118º lugar).
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JACUNDÁ
é um município da Mesorregião Sudeste do Pará, e pertence à zona fisiográfica
do Rio Itacaiunas e suas terras pertenceram aos municípios de Marabá e
Itupiranga e em 1936 Jacundá já figurava como um dos distritos de Marabá. Pelo Decreto-Lei
estadual nº 3131, de 1938, Jacundá foi extinto e integrado ao distrito-sede de
Marabá, voltando a ser autônomo no mesmo ano. Em 1943 teve parte do seu
território transferido para o distrito de Itupiranga e essa situação perdurou
até 1961, quando tornou-se unidade autônoma com terras de Marabá e itupiranga.
O topônimo Jacundá se refere a uma dança indígena que imita a pesca do peixe do
mesmo nome seu nome também remete à planta de nome Jacundá, da família das
Mirautáceas. Jacundá fica
distante 427 km rodoviários e 342 km aeroviários da Capital. O Rio importante
Rio Pará recebe também a vazão do rio Jacundá, portanto, também vai contribuir
na formação dos corpos d’água do Estuário Tocantino.
·
JURUTÍ
é um tradicional e turístico município, vindo da antiga Freguesia de
Nossa Senhora da Saúde de Juruty, esta criada em 1818 e Juruti possui área atual de 8.303,966 km2, e fica
situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Óbidos, estando distante
1.076 km rodoviários, 581 milhas hidroviárias e 844 km aeroviários da Capital e
o município foi fundado em 1885. Em 2010 43, Juruti possuía uma população de 47.123
habitantes (43º lugar no Estado). Juruti destaca-se no folclore paraense devido
ao festival imitativo das tribos índígenas e que atrai a cada ano uma multidão
de turistas a esse município.
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LIMOEIRO
DO AJURU, tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense, com
área atual de 1.490,172 km2 e que fica distante 636,80 km rodoviários via Tucurui/PA-150 ou 266,80 km via
Cametá/Rio Tocantins/PA-151 e 110 km aeroviários da Capital. Em 2010 o
município de Limoeiro do
Ajuru possuia 25.028 habitantes (87º lugar).
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MÃE
DO RIO é um município situado na
Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010 possuía uma população de 27.892
habitantes (71º lugar).
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MAGALHÃES
BARATA é um município da Mesorregião Nordeste Paraense e que em 2010 possuía
uma população de 8.115 habitantes (134º lugar).
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MARABÁ
é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que foi
importante centro de coleta de castanha-do-Pará e hoje destaca-se pela sua
importância na mineração e na pecuária e fica distante 528 km rodoviários e
446,5 km aeroviários da Capital e em cujo solo passa o Rio Tocantins, juntamente com o Rio Araguaia,
formando a Bacia Hidrográfica do Tocantins-Araguaia
e seus principais afluentes como os rios Itacaiúnas e Araguaia. Sua fundação
ocorreu em 5/4/1913 e em 2010 Marabá possuía população de 238.708 habitantes (o
4º lugar). O povoamento da bacia do Itacaiúnas pelos portugueses tem início
no Século 16, mas somente em 1892 é que começa a
aparecer como núcleo populacional efetivo. A denominação Marabá tem origem
indígena e significa filho do prisioneiro ou estrangeiro, ou ainda o filho da
índia com o branco e o atual município de Marabá foi criado em 27/2/1913 e só
instalado a 5/4/1913 e só recebeu o título de cidade em 27 de outubro de 1923,
através da lei 2207. Em 1929 Marabá era uma cidade iluminada por lenha.
Com a abertura da PA-70, em 1969, Marabá é ligada à rodovia Belém-Brasília, porém sempre assolada por enchentes, daí o motivo de sua expansão para outro lugar que pudesse receber a partir de 1988 as indústrias siderúrgicas, para produção de ferro-gusa, negócio que veio trazer grandes benefícios e expansão para o município, fator que foi decisivo no aumento da população do município e já em meados de 1998 o número de habitantes alcançava 157.884.
Com a abertura da PA-70, em 1969, Marabá é ligada à rodovia Belém-Brasília, porém sempre assolada por enchentes, daí o motivo de sua expansão para outro lugar que pudesse receber a partir de 1988 as indústrias siderúrgicas, para produção de ferro-gusa, negócio que veio trazer grandes benefícios e expansão para o município, fator que foi decisivo no aumento da população do município e já em meados de 1998 o número de habitantes alcançava 157.884.
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MARACANÃ
é um tradicional município com área atual de 780,724 km2, situado na
Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, fica distante 168
km rodoviários da Capital e Maracanã tem origem na antiga Freguesoa de São
Miguel de Cintra, esta criada em 1757, na antiga Aldeia Meron, missionada pelos
padres jesuítas que fundaram a Fazenda Bom Intento em 1775 e que passou para a
jurisdição da Vila de Cintra e essa vila foi desmembrada do município de Curuçá
em 1931, sendo extinta em 1932, passando a fazer parte do município de
Castanhal e novamente restabelecido como município em 1933, hoje com o nome de
Maracanã, este município que em 2010 possuía uma população de 28.376 habitantes (69º lugar).
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MARAPANIM
é um tradicional município com área atual de 791,959 km2, situado na
Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado, ficando distante
152 km rodoviários da Capital. Marapanim em 2010 possuía uma população de 26.605 habitantes (78º lugar).
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MARITUBA
é um município com área atual de 103,279 km2 e população de 108.251 em 2010
(10º lugar), ficando situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e Microrregião
de Belém, distante 20 km rodoviários da Capital. O município de Marituba é um dos mais novos do Pará, sendo
criado pela Lei nº 6.255, de 16/11/1999, em 1999, com área desmembrada dos
municípios de Benevides e Ananindeua. O
município fica a30 minutos do centro de Belém e acabou sendo uma alternativa
para muitos de seus habitantes que trabalham em Belém.
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MEDICILÂNDIA
é um município situado na Mesorregião do Sudoente Paraense e fica distante 860 km rodoviários da Capital. Em
2010 Medicilândia possuía uma
população de 27.442 habitantes (74º lugar). A origem do município de
Medicilândia tem a ver com a construção da Rodovia Transamazônica,
vindo de uma das agrovilas implantadas ao longo dessa rodovia, distrito criado
com a denominação de Medicilândia, pela lei estadual nº 5202, de 10/12/1984
subordinado ao município de Prainha. Foi elevado
à categoria de município com a denominação de Mediciclândia, pela lei estadual
nº 5438, de 6/5/1988, desmembrado do município de Prainha. Sede no antigo
distrito de Medicilândia.
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MELGAÇO
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São Miguel de
Melgaço, com área atual de 6.773,975 km2, situado na Mesorregião do Marajó e
Microrregião de Portel, ficando distante
296,3 km rodoviários e 160 milhas hidroviárias da Capital. No Ciclo da Borracha
Portel exportava esse produto para a Capital, pois contava com rios
navegáveis por pequenas embarcações. Em 2010 Melgaço possuía uma população de 24.789 habitantes (88º lugar).
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MEXIANA
é uma localidade que fica distante 210 km aeroviários da Capital
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MOCAJUBA
é um tradiconal município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da
Conceição de Mocajuba, esta criada em 1853 e Mocajuba com área atual de 870,800 km2, fica situado na Mesorregião
do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, ficando distante 224 km rodoviários
e 170 km aeroviários da Capital. Em 2010 Mocajuba possuía uma população de 26.745 habitantes (75º lugar).
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MOJU
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia do Divino Espírito
Santo do Moju, esta criada em 1758 e que no Ciclo da Borracha fazia parte da
chamada Região Agrícola do Pará, produtor de milho, arroz, farinha de mandioca
e o atual município de Moju possui
área atual de 9.093,850 km2, situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião
de Tomé-Açu, distante 55 km da Capital/Via Rodofluvial ou 105 km rodoviários via Alça Viária do
Pará. O município de Moju teve incorporado ao seu território a antiga
Freguesia de Nossa Senhora da Soledade da Cairary, esta criada em 1819. O
complexo estuarino formado pelos rios Capim-Acará-Guamá-Moju abrigou os grandes
engenhos de cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e avançaram
para o Período Provincial, onde uma grande quantidade de açúcar era produzido
através dos braços escravos indígenas ou
negros e só nas margens do Rio Moju eram mais de 11 grandes engenhos nessa
atividade e o antiga Freguesia do Moju era grande produtora de açúcar. O Rio Moju que na língua Tupi significa
"Rio das Cobras" desemboca no Rio Pará, formando, com o Rio Guamá, a
Baía do Marajó e tem mais de 800 km de extensão e sua largura, na confluência
com o rio Acará (a 24 km de Belém), atinge 500m e é navegável até suas
cabeceiras por embarcações de pequeno porte. Sua primeira cachoeira é
encontrada a 630 km acima do ponto de encontro com o Rio Acará. Seu principal
afluente é o Rio Cairary.
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MONTE
ALEGRE é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São
Francisco de Assis de Monte Alegre, esta criada em 1754 e Monte Alegre possui área atual de 21.703,027
km2, e fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Santarém,
ficando distante 774 km rodoviários, 418 milhas hidroviárias e 630 km
aeroviários da Capital. O município de Monte Alegre foi fundado em 1880. No
Ciclo da Borracha Monte Alegre era classificado na Região dos Rios do Pará e
produzia borracha, cacau, pirarucu salgado, madeira. Em 2010 Monte Alegre possuía uma população de 55.459
habitantes (29] lugar).
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MUANÁ é um tradicional município vindo da antiga
Freguesia de São Francisco de Paula de Muaná, esta criada em 1757, formada pelas
tribos remanescentes dos índios Nheengaíbas que habitavam o Marajó antes da
chegada dos europeus. O atual município de Muaná possui área atual de 3.765,524 km2 e é formado por vários
distritos como: São Miguel do Pracuúba, Ponta Negra, Palheta e Jararaca e fica
situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari, distante 79 km aeroviários
da Capital. Muaná antigamente era classificado na Região das Ilhas do Pará, na
Ilha do Marajó, com destaque na produção de borracha em 1905 até 1915, quando
veio a decair nessa produção e era também exportador de cacau, arroz, madeira,
gado vacum. Sua área em 1920 era 3.297 km2 e uma população de 12.579
habitantes. O Rio Moju faz parte do complexo estuarino formado pelos rios
Capim-Acará-Guamá-Moju que abrigou os grandes engenhos de cana-de-açúcar que
vieram do Período Colonial do Pará e avançaram para o Período Provincia. Em
2010 Muaná possuía uma população de 34.237
habitantes (57º lugar).
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NOVA
ESPERANÇA DO PIRIÁ é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense,
ficando distante 264 km rodoviários e 194 km aeroviários da Capital. Em 2010 Nova Esperança do Piriá possuía uma
população de 20.159 habitantes (101º lugar).
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NOVA
IPIXUNA é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010
possuía uma população de 14.645 habitantes (117º lugar).
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NOVA
TIMBOTEUA é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e em 2010
possuía uma população de 13.660 habitantes (119º lugar).
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NOVO
PROGRESSO é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense, ficando distante 1.818 km rodoviários da Capital e
surgiu a partir da inauguração da BR 163
(Cuiabá-Santarém) e a partir de em 1975 famílias do sul do país foram
aparecendo, vindos do Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul, a procura de terras
para agricultura, ocupando os dois lados da rodovia e ficando na expectativa do
progresso que deveria vir. Em 2010 Novo Progresso possuía uma população de 25.106
habitantes (84º lugar).
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NOVO
REPARTIMENTO é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010
possuía uma população de 62.124
habitantes (23º lugar).
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ÓBIDOS
é um tradicional e histórico município vindo da antiga Freguesia de
Sant’Anna de Óbidos, esta criada em 1754 e foi elevado à condição de cidade,
junto com Bragança e Vigia, pela Resolução nº 252, de 2/10/1854 e Óbidos com área atual de 28.021,287 km2 fica
situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Óbidos, distante 1.000
km rodoviários, 540 milhas hidroviárias e 785 km aeroviários da Capital. O
município de Óbidos foi fundado em 1854 e no Ciclo da Borracha Óbidos era
classificado na Região dos Rios do Pará e era bom produtor de castanha, cacau,
carne seca e esse município se destaca na
Bacia Amazônica pela grande vazão ou descarga do Rio Amazonas e onde esse rio
tem sua passagem mais estreita (Estreito de Óbidos), que faz o Rio Amazonas
descer para apenas 2,5 km/h em sua velocidade, em comparação à velocidade
normal de 8 km/h. Em 2010
Óbidos possuía uma população de 49.254 habitantes (41º lugar).
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OEIRAS
DO PARÁ é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa
Senhora d’Assumpção de Oeiras, esta criada em 1754 e Oeiras do Pará com área atual de 3.852,256 km2 fica situado na Mesorregião
do Nordeste Paraense e Microrregião de Cametá, ficando distante 783 km
rodoviários e 160 km aeroviários da Capital e possui rios navegáveis por pequenas embarcações . Em
2010 Oeiras do Pará possuía uma
população de 28.596 habitantes (67º lugar).
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ORIXIMINÁ
município com área atual de 107.602,992 km2 e fica distante 1.045 km rodoviários,
564 milhas hidroviárias e 860 km aeroviários da Capital, situado na Mesorregião
do Baixo Amazonas e Microregião de Óbidos, tendo sido originado a partir da
povoação de Uraã-Tapera em 1877, fundada pelo Padre José Nicolino de Souza, às
margens do Rio trombetas e em 1886 foi elevada à categoria de Freguesia de
Santo Antonio do Uruã-Tapera, elevada à vila em 1894, extinta em 1900, para a
criação dos municípios de Faro e Óbidos, tendo reconquistado sua autonomia em
1934 por intervenção do Governador Magalhães Barata, que era o então
interventor Federal do Pará nessa época. O município de Oriximiná se destaca
pela sua situação no Rio Amazonas, onde o Rio Trombetas, que é afluente da margem
esquerda do Rio Amazonas e que recebe águas de alguns importantes rios
tributários, como o Rio Oriximiná. O Rio Trombetas possui cerca de 750 km de
extensão é largo, profundo e navegável em boa extensão de seu curso, podendo
receber embarcações de até 500 toneladas e sua foz fica em frente à cidade de
Oriximiná, onde se junta ao Paraná de Sapucuá, cujo prolongamento é chamado de
Baixo Trombetas e que, após o encontro com o Paraná Sapucuá, chega a atingir
até 1.800 m de largura, tendo seu leito dividido por várias ilhas, cachoeiras.
Em 2010 o município de Oriximiná,
possuía uma população de 62.963 habitantes (22º lugar).
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OURÉM é
um tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e vindo da
antiga Freguesia do Espírito Santo de Ourém, esta criada em 1753 e o
município de Ourém fica distante 190
km rodoviários da Capital. No Ciclo da Borracha o município de Ourém era
classificado na Região Agrícola do Pará exportando cereais, madeira. Ourém se
destaca pela sua posição no Rio Guamá, que é afluente do Rio Pará, que tem 700
km de extensão e correndo na direção Sul-Norte até a cidade de Ourém, situada
em sua margem direita e seguindo para o Oeste o Rio Guamá encontra-se com o Rio
Capim. O Rio Guamá é navegável por pequenas embarcações até sua primeira
cachoeira, a 225 km de Belém e na sua foz concorre para a formação da Baía do
Guajará, onde atinge 900 km de largura. O antigo Termo de Ourém possuía influências política e
econômica sobre as antigas freguesias de Irituia e São Miguel da Cachoeira. Em
2010 o município de Ourém possuía uma população de 16.296 habitantes (113º
lugar).
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OURILÂNDIA
DO NORTE município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e fica distante
918,5 km rodoviários e 650 km aeroviários da Capital. Foi Com as Leis de nº 5.449 e 5.455, de 10/5/1988, que
São Félix do Xingu teve seu território desmembrado para criar os municípios de
Ourilândia do Norte e Tucumã. Em 2010 Ourilândia do Norte possuía 27.564 habitantes (72º lugar).
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PACAJÁS
é um município situado na Mesorregião do Sudoeste Paraense, na área dos
rios Anapu-Pacajás, estes com vazão no Rio Pará, que na metade do Século 19 era
grande exportador de castanha-do-Pará retiradas das terras altas desses rios
onde as abundantes castanheiras também forneciam a estopa retiradas de suas
cascas para os calafetos de embarcações e muitos castanhais dessa área foram
dizimados pelo uso desse método predatório de coleta. O município de Pacajá fica distante 506 km rodoviários da
capital. Em 2010 Pacajá possuía uma
população de 40.052
habitantes (51º lugar).
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PALESTINA
DO PARÁ é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e que em 2010
possuía uma população de 7.487 habitantes (136º lugar).
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PAROGOMINAS
município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e fica distante 311 km
rodoviários e 210 km aeroviários da Capital e em 2010 possuía uma população de
com 97.788 habitantes (14º lugar).
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PARAUAPEBAS
é um importante município que fica situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e
fica distante 687 km rodoviários e 556 km aeroviários da Capital e com uma
população em 2010 de 153.942 habitantes (6º lugar). Parauapebas vem se
destacando no cenário econômico pelo fato de abrigar várias empresas de
mineração e siderurgias do Complexo Mineral de Carajás, fato que vem atraindo
milhares de trabalhadores e imigrantes de outros estados brasileiros, com expectativas
de alcançar os 500 mil habitantes em um tempo curto.
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PAU-D’ARCO
é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma
população de 6.029 habitantes (140º lugar).
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PEIXE-BOI
município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e fica distante 151 km
rodoviários da capital e em 2010 possuía uma população de 7.868 habitantes (135º lugar).
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PIÇARRA
município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense, cuja primeira denominação
foi Cruzelândia, que era um vilarejo que surgiu em 1978com a construção da
estrada de São Geraldo do Araguaia à itaipava, com uma extensão de 90 km, pelo
Batalhão de Engenharia e Construção-BEC, do Exército Brasileiro. Pelos serviços
serviços médicos que o BEC prestava às pessoas que necessitavam de cuidados médicos,
o povoado foi se formando às proximidades de uma piçarreira, no km 45 e nas
proximidades do acampamento militar. O
município de Piçarra foi criado através da Lei nº 5.934, de 29/12/1995,
sancionada pelo governador Almir Gabriel, desmembrado do Município de São
Geraldo do Araguaia e com o nome alusivo a antiga paçarreira, localidade Vila
Piçarra, desmembrado de São Geraldo do Araguaia, situado na Rodovia PA-150. Em 2010 o município de Piçarra possuía uma
população de 12.703
habitantes (124º lugar).
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PLACAS
é um município que fica situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e foi criado
em 20/12/1993 e instalado a 1/1/1997, desmembrado do município de Santarém. A
denominação do município se deve ao grande nº de placas do INCRA e do DNER no
trecho da Rodovia BR 230, na divisão entre Altamira e Itaituba. Placas em 2010
possuía uma população de 23.930 habitantes.
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PONTA
DE PEDRAS tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa
Senhora da Conceição de Ponta de Pedras, esta criada em 1757, originária da
Aldeia de Mangabeiras, freguesia que era afeta ao antigo Termo de Nossa Senhora
da Conceição da Cachoeira e Ponta de
Pedras com área atual de 3.365,126 km2 fica situada na Mesorregião do Marajó e Microrregião
do Arari, distante 64,8 km rodoviários, 35 milhas hidroviárias da Capital. Em
1833, seu território foi anexado ao de Cachoeira do Arari. É elevada à
categoria de vila a 18/4/1877 de abril de 1877, extinta em 1930, passando a
constituir o município do Itaguary, juntamente com Cachoeira. Em 1938, volta a
denominar-se Ponta de Pedras. Em 2010 Ponta de Pedras possuía uma população de 25.989 habitantes (81º lugar).
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PORTEL
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da
Luz de Portel, esta criada em 1754 e Portel com área atual de 25.384,779 km2 fica situado na Mesorregião do Marajó e Microrregião de
Portel, ficando distante 386 km rodoviários ou 158,40 km rodoviários via Cametá
e 268 km aeroviários da Capital. No Ciclo da Borracha Portel exportava
borracha e era grande exportador da castanha-do-Pará e só em 1864 foram
exportados 5.000 alqueires de castanhas e era na mesma data grande produtor e
exportador de café com 4.000 arrobas de café exportadas para a Capital e também
era exportador de gado vacum. No município de Portel possui em sua área os
vales de Caxiuanã, sendo seus rios navegáveis por pequenas embarcações. Em 2010
Portel possuía uma população de
52.166 habitantes (33º lugar).
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PORTO
DE MOZ é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de São Braz
de Porto de Moz, esta criada em 1758 e Porto
de Moz possui uma área atual de 17.422,87 km2, situado na Mesorregião do Baixo
Amazonas e Microrregião de Almeirim e distante 569 km rodoviários, 307 milhas
hidroviárias e 414 km aeroviários da Capital e o município foi fundado em 1890.
O antigo termo de Porto de
Moz possuía influências plolíticas e econômicas sobre as antigas freguesias de
Veiros, Pombal, Souzel e Vilarinho. Porto de Moz possuía em 2010 uma população de
33.951 habitantes (58º lugar).
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PORTO
TROMBETAS é uma localidade distante 880
km aeroviários da Capital
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PRAINHA
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da
Graça de Prainha, esta criada em 1754, vinda da antiga Aldeia de Umbuquara, na
margem esquerda do Rio Amazonas e Prainha
possui uma área atual de 12.599,481 km2 e fica situado na Mesorregião do Baixo
Amazonas e Microrregião de Santarém e fica 709 km rodoviários, 383 milhas
hidroviária e 559 km aeroviários da Capital e foi elevada a categoria de vila
em 6/11/1880, desmembrada do município de Monte Alegre, sendo extinta em 1930 e
recriada em 1935. Prainha em 2010 possuía uma população de 29.265 habitantes (65º lugar).
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PRIMAVERA
município que fica situado na Mesorregião de Nordeste Paraense e fica distante 194 km rodoviários da Capital. Em
2010 Primavera possuía uma população de 10.268 habitantes (129º lugar).
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QUATIPURU
é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e no início do
Século 20 era exportador de sementes oleaginosas para a Capital. Quatipuru
é um dos mais novos Municípios do Estado do Pará, localiza-se na Região dos
Caetés, mais precisamente na Costa Atlântica da Amazônia Brasileira e fica distante
210 km da Capital do Estado. Limita-se ao NORTE com
o Município de São João de Pirabas, a OESTE com o Município de Primavera, ao
LESTE com o Município de Tracuateua e ao SUL com o Município de Capanema. O
nome do Município origina-se do mamífero roedor de mesmo nome. Em 2010 o
município de Quatipuru possuía uma população de 12.411 habitantes (125º lugar).
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REDENÇÃO
é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e fica distante 879,5
km rodoviários e 760 km aeroviários da Capital. Em 2010 Redenção possuía uma
população de 75.505
habitantes (19º lugar).
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RIO
MARIA é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010
possuía uma população de 17.722 habitantes (106º lugar).
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RONDON
DO PARÁ é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e Microrregião de
Paragominas e fica distante 539 km rodoviários via BR-010 ou 661 km via PA-151,
e 372 km aeroviários da Capital. Os índios foram
os primeiros habitantes do município que tiveram que mudar para a Reserva Mãe
Maria, devido a chegada em 1968 de imigrantes do Sul e Sudeste do Brasil, para
ocupar trecho da rodovia BR-222. Com isso os indígenas não estavam aceitando a
presença de homens brancos na área.
Inicialmente o pequeno povoado foi denominado de "Candangolândia",
numa alusão aos pioneiros que construíram a cidade de Brasília, que eram
chamados de candangos. A equipe Médica do antigo Projeto Rondon, formada por
profissionais e estudantes universitários, que davam assistência nas áreas de
saúde e educação, influenciaram a mudança do nome em 1969 para Vila Rondon. A
população aumentou com a chegada de pessoas de outros estados, principalmente
do Espírito Santo e Minas Gerais, que encontraram na região condições
apropriadas para a implantação de projetos agropecuários e para a exploração do
extrativismo vegetal. Rondon do Pará foi criado no dia 13/5/1982 e foi
instalado em a 2/2/1983 e foi desmembrado do município de São Domingos do Capim
e com os seguintes limites: Ao Norte com os municípios de Goianésia do Pará e
Dom Eliseu; a Leste com os municípios município de Dom Elizeu e o Estado do
Maranhão; ao Sul com os municípios de Bom Jesus do Tocantins, Marabá e Abel
Figueiredo e a Oeste com os municípios de Jacundá e Nova Ipixuna. A
população de Rondon do Pará aumentou com a chegada de pessoas de outros
estados, principalmente do Espírito Santo e Minas Gerais nos anos de 1980, para
explorar projetos agropecuários, madeireiros e carvoarias. Hoje a economia gira em torno do setor agropecuário e
comercial. Em 2010 o município de Rondon do Pará possuía uma população de 44, Rondon do Pará, 46.974 habitantes (44º
lugar).
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RURÓPOLIS
é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e em 2010 possuía uma
população de 40.068 habitantes (50º lugar).
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SALINÓPOLIS
é um tradicional e importante município de veraneio do Pará, vindo da antiga Freguesia
de Nossa Senhora do Socorro de Salinas, esta criada em 1781 e Salinópolis possui área atual de 217,856 km2
e fica situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião do Salgado,
distante 217 km rodoviários e 150 km aeroviários da Capital. Salinópolis possui
rios plenamente navegáveis e praias da Costa Atlântica do Pará. Em 2010
Salinópolis possuía uma população de 37.430 habitantes (52º lugar).
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SALVATERRA
é um tradicional município vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora da
Conceição de Salvaterra, esta criada em
1757 e com área atual de 1.043,504 km2
situado na Mesorregião do Marajó e
Microrregião do Arari, distante 54 km rodoviários, 29 milhas hidroviárias e 70
km aeroviários da Capital. A história do atual município de Salvaterra está
ligada á rica história da Casa da Ilha Grande de Joanes (Marajó) e tribos
indígenas. Madalena de Távora era natural de Évora, em Portugal, filha de
Álvaro de Souza e casada com João Furtado de Mendonça, Governador e Capitão
General do Reino de Angola e do Algarve, Donatários da Ilha Grande de Joanes, e
eram parentes próximos da Casa de Gurupy, donatários da Capitania de Cayté. Em
favor de Luiz Gonçalo de Souza de Macedo foi criado por Carta de 27/9/1666, o
títulos de 1º Barão da Ilha Grande de Joanes e teve as Comendas de seu pai,
Fidalgo da Casa Real, e Antonio de Souza de Macedo, filho de Gonçalo de Souza
de Macedo, foi Capitão Geral da Ilha de Joanes no Pará, Estado do Maranhão e
foi o 1º Donatário da Capitania da Ilha Grande de Joanes (Ilha de Marajó) por
Carta Régia de 23/12/1665 e era primo de Álvaro de Souza, este Senhor da
Capitania de Vera Cruz do Gurupy ou Caeté, citado em documentos de 1643.
Antonio de Souza de Macedo, Fidalgo da Casa Real com Margarida Moreira (que
eram avós de Luiz Gonçalo de Souza de Macedo, o 2º Donatário) foi casado com
Mariana Lemercier, natural de Haynaud, Flandes. Filhos de Madalena de Távora e
João Furtado de Mendonça: Francisco Furtado de Mendonça, casado com Ângela
Tavares e com 3 filhos: Mariana de Távora e Mendonça, esta casada com Luiz Gonçalo de Souza Macedo, este
nascido a 16/11/1648 em Londres e falecido em 10/8/1727 e em seu favor foi
criado por Carta em 27/9/1666 o título de 1º Barão da Ilha Grande de Joannes e
teve as comendas de seus pai, Fidalgo da
Casa Real. E Luiz Gonçalo de Souza de Macedo era filho de Antonio de Souza
Macedo, este nascido a 15/12/1606 e falecido em 1/11/1682 e, depois de ocupar
diversos cargos reais e de possuir várias comendas, foi o Capitão Geral da Ilha
de Joannes no Pará (Brasil), Estado do Maranhão e foi o 1º Donatário da
Capitania da Ilha Grande de Joannes (Ilha do Marajó) por Carta Régia de
23/12/1665 e era primo de Álvaro de Souza, este Senhor da Capitania de Vera
Cruz do Gurupi ou Caeté e foi casado com Mariana Lemercier. Luiz Gonçalo de Souza Macedo, foi o 2º
Donatário da Capitania da Ilha Grande de Joannes e Luiz Gonçalo de Souza Macedo
e sua mulher Mariana de Távora e Mendonça tiveram 8 filhos, entre os quais:
Antonio Luiz de Souza Macedo, nascido a 12/11/1677, em Lisboa, Santa Catarina,
onde faleceu a 30/11/1738 e teve as comendas de seu pai e foi, portanto, o 2º Barão
da Ilha Grande de Joannes e Senhor da dita Ilha, hoje Marajó. Antonio Luiz de
Souza Macedo casou em 1703 com Catarina Margarida de Távora, esta nascida em
11/1690 e falecida em 31/12/1730, filha de Figalgo da Casa Real e tiveram 8
filhos, entre os quais: Luiz de Souza de Macedo, nascido a 16/8/1713, em
Lisboa, Santa Catarina e falecido a 7/10/1783, foi oficial do Exército e o 3º e
último Barão da Ilha Grande de Joannes por decreto de 2/5/1754, cuja Capitania
o Rei D. Afonso VI havia doado a seu avô. Luiz de Souza de Macedo casou em
1/1747, em Lisboa (São Paulo) com Joana Antonia de Sampaio e Lima, esta nascida
a 31/5/1716, em Lisboa, São Paulo, e falecida a 23/10/1769, em Lisboa, Carnide,
filha de Fidalgos da Corte e com geração do último Senhorio da Capitania da
Ilha Grande de Joannes. Atualmente o município de Salvaterra é um
município turístico e conta com as ilhas existentes desde a Ponta de Pedras até
Salvaterra, na margem leste do Marajó e em 2010 possuía uma população de. 100, Salvaterra, 20.184 habitantes (100º
lugar).
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SANTA
BÁRBARA DO PARÁ é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e
em 2010 possuía uma população de 17.154 habitantes (108º lugar).
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SANTA
CRUZ DO ARARI é um município da Mesorregião do Marajó e Microrregião do Arari,
banhado pelo grande Lago do Ararari que é o maior do Arquipélago do Marajó com
4 a 7 km de largura e 18 km de comprimento no verão e é de grande importância
econômica e antropológico, pelos cemitérios indígenas que possui nas suas
margens para os municípios de Santa Cruz do Arari e Cachoeira do Arari. Santa
Cruz do Arari possui área atual de
1.074,854 km2, ficando distante 138,9 km rodoviários e 75 milhas hidroviárias da
Capital. O município de Santa Cruz do Arari era, no Período Provincial do Pará,
exportador de gado vacum para a Capital. Em 2010 o município de Santa Cruz do
Arari possuía uma população de 8.163 habitantes (133º lugar).
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SANTA
ISABEL DO PARÁ é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e
Microrregião de Castanhal e com área atual de 717,615 km2, ficando distante 42
km rodoviários da Capital, tendo surgido de um povoado fundado na antiga
Estrada de Ferro Belém-Bragança, km 42, com o nome de João Coelho, fundado em
1931. 1931 João Coelho (Santa
Izabel do Pará). O município foi criado em 1931 e extinto em 1932 e foi
recriado em 1933 com o nome de Santa Isabel do Pará, que em 2010 possuía uma
população de 59.476 habitantes (24º lugar).
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SANTA
LUZIA DO PARÁ é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010
possuía uma população de 19.422 habitantes (102º lugar).
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SANTA
MARIA DAS BARREIRA é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e que em
2010 possuía uma população de 17.198 habitantes (107º lugar).
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SANTA
MARIA DO PARÁ é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010
possuía uma população de 23.033 habitantes (93º lugar).
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SANTANA
DO ARAGUAIA É UM município da Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando distante
1.005 km rodoviários e 900 km aeroviários da Capital. Em 2010 Santana do
Araguaia possuía uma população de 56.132 habitantes (28º lugar).
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SANTARÉM
é um tradicional e histórico município do Pará, tendo vindo da antiga Freguesia
de Nossa Senhora da Conceição de Santarém, esta criada em 1731 e originada da
antiga Aldeia dos Tapajós ou Tupaius, instalada em 1661 pelo padre jesuíta João
Felipe Bettendorf, em local estratégico, na confluência do Rio Amazonas com o
Rio Tapajós e onde, em 1693 foi construída uma fortaleza nessa aldeia que
abrigava os expedicionários portugueses do Período Colonial do Pará e que, em
14/3/1758 foi elevada à categoria de vila, por Francisco Xavier de mendonça
Furtado, junto com as vilas de Alter do Chão (Aldeia dos Borais), Boim (Aldeias
dos Tupinambás) e Vila Franca (Aldeia dos Arapiuns e que, junto com Cametá e
Barra do Rio Negro, pela Lei nº 145,
de 24/10/1848, foi elevada à categoria de cidade. O município de Santarém fica
situado na Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Santarém e possui
uma área
atual de 22.887,08 km2 e população de 299.419
habitantes em 2010 (3º lugar), ficando distante 1.068,5 km rodoviários e
727 km aeroviários da Capital. Santarém também herdou o território da antiga
Freguesia de Nossa Senhora da Saúde de Alter do Chão, esta criada em 1754 e que
atualmente vem se constituindo em um grande polo de atração turística pelas
belas praias. No Ciclo da Borracha, além desse produto, Santarém exportava
grande quantidade de castanha, cacau, pirarucu salgado (maior exportador),
carne seca. Santarém, além de ser uma cidade histórica, possui o belo cenário do Rio Tapajós, que é afluente da margem
direita do Rio Amazonas, na divisa dos Estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso
e mede 1.992 km de extensão, e possui importantes afluentes. Suas águas são de
coloração azul-esverdeada, constituindo-se em atração turística. Devido às
diferenças de composição, densidade e temperatura, as águas do Tapajós não se
misturam com as águas do Amazonas, provocando o fenômeno conhecido como
"Encontro das Águas", que pode ser visto em frente à cidade de Santarém,
esta conhecida como “Pérola do Tapajós” e que possui o Lago Poção como limite com Óbidos
e Juruti. Santarém, em pouco tempo, ficará sendo conhecida pelo Complexo do Hidrelétrico do Tapajós, onde
estão projetadas usinas hidrelétricas para aproveitar o grande potencial do rio
Tapajós, como: UHE São Luiz do Tapajós, UHE Jatobá, UHE Jamanxim, UHE Cachoeira
do Caí e UHE Cachoeira dos Patos, com obras que devem começar em 2012 e durar
cerca de 5 anos, quando, após intaladas, terão uma capacidade somadas de 10.682
MW e Itaituba sendo cidade base para a
construção e operação dessas usinas, juntamente com o grande porto dessa
cidade, já em projeto e o grande porto graneleiro da cidade de Santarém que
atualmente está sendo devidamente ampliado. Ainda sobre Alter do Chão,
com suas águas claras do Tapajós, que oferece um dos mais belos cenários
brasileiros, ficando situado a pouco mais de 30 km de Santarém via rodovia
Fernando Guilhon, lugar já chamado como o Caribe Amazônico, lugar paradisíaco,
que já é frequentado, costumeiramente, por turistas do sul do Brasil e por
europeus.
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SANTARÉM
NOVO é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e que em 2010
apresentava uma população de 6.145 habitantes (139º lugar).
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SANTO
ANTONIO DO TAUÁ é um município situado na Mesorregião Metropolitana de Belém e
Microrregião de Castanhal, com área atual de 537,627 km2, ficando distante 59 km
rodoviários da Capital e que foi fundado em 1961. Em 2010 Santo Antonio do Tauá apresentava uma
população de 26.673 habitantes (77º lugar).
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SÃO CAETANO DE ODIVELAS é um tradicional
município vindo da antiga Freguesia de São Caetano de Odivellas, esta criada em
1757 e o município de São Caetano de
Odivelas possui uma área atual de 748,694, situado na Mesorregião do Nordeste
Paraense e Microrregião do Salgado, ficando distante 116 km rodoviários da
Capital. No Ciclo da Borracha São Caetano era classificado na Região Agrrícola
do Pará produzindo cereais e também era exportador de peixe salgado e grude de
peixes para o Porto de Belém. São
Caetano possui rios plenamente navegáveis e em 2010 apresentava uma população
de 16.891 habitantes (110º).
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SÃO
DOMINGOS DO ARAGUAIA é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando
distante 571 km rodoviários da Capital e em 2010 apresentava uma população de 23.140 habitantes (92º lugar).
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SÃO
DOMINGOS DO CAPIM é um tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste
Paraense e Microrregião do Guamá, vindo da antiga Freguesia de São Domingos da
Boa Vista, esta criada em 1758 e situada na confluência dos rios Capim e Guamá.
Foi elevado à categoria de Vila em 1872, extinta em 1879 e recriada em 1890,
quando foi desmembrado de Belém. Em 1932 São Domingos teve sua denominação
alterada para São Domingos do Capim e com uma área atual de 1.677,0800 km2, ficando
distante 85 km da Capital. No Ciclo da Borracha Capim era classificado na
Região Agrícola do Pará e era produtor de farinha de mandioca, madeira, arroz. O
complexo estuarino formado pelos rios Capim-Acará-Guamá-Moju-Maiuatá abrigou os
grandes engenhos de cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e
avançaram para o Período Provincial, onde uma grande quantidade de açúcar era
produzido através dos braços escravos indígenas ou negros e nas margens do Rio
Capim existiam alguns engenhos nessa atividade e o antiga Freguesia do Capim
era grande produtora de açúcar. O Rio
Capim desemboca no Rio Guamá e é um dos formadores da Baía do Marajó, tem um
curso sinuoso, superior a 1.000 km. É considerado um rio ligeiramente estreito,
mas tem um volume de descarga superior ao Rio Guamá e é navegável em quase todo
o seu curso por embarcações de pequeno porte, apresentando apenas uma
cachoeira, que desaparece na época chuvosa. Em 2010 São Domingos do Capim
apresentava uma população de
29.827 habitantes (64º lugar).
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SÃO
FÉLIX DO XINGU é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando
distante 1.28,5 km rodoviários da Capital. A produção de
seringa, borracha e caucho é a origem do Município de São Félix do Xingu/PA.
Para incentivar a produção, os donos dos seringais decidiram reunir os
seringueiros e caucheiros, junto com suas famílias, no mesmo local, denominado
de “Barracão do Aviador”. Um desses barracões foi erguido no lugar chamado
“Boca do Rio”, na confluência (lado direito) dos rios Fresco e Xingu. Em 1914 o
Coronel Tancredo Martins Jorge, um dos grandes seringalistas da região, deixou
o lugarejo conhecido por Ilhota São Félix para se instalar na localidade Boca
do Rio Fresco ou Boca do Rio, onde hoje está a cidade de São Félix e por uma
estrada de terra Boca do Rio ligava-se às regiões do Araguaia e Tocantins. E
foi por esse caminho que centena de nordestinos escolheram para chegar ao
povoado que passou a se chamar São Félix da Boca do Rio. Na divisão territorial
do Estado, feita através do Decreto-Lei nº 5.505, de 30 de dezembro de 1943,
Altamira mantinha-se com dois distritos: o de Altamira e o de São Félix de
Gradaús (ex-Novo Horizonte). Em 29 de dezembro de 1961, por força da Lei nº
2.460, foi criado o município de São Félix do Xingu, com área desmembrada do
município de Altamira. Em 2010 São
Félix apresentava uma população de 91.293 habitantes (17º lugar).
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SÃO
FRANCISCO DO PARÁ é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense, ficando
distante 95 km rodoviários da Capital e em 2010 São Francisco apresentava uma
população de 15.196
habitantes (116] lugar).
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SÃO
GERALDO DO ARAGUAIA é um município que fica situado na Mesorregião do Sudeste
Paraense na região da Serra das
Andorinhas ou Serra dos Martírios, ao longo do Rio Araguaia, no Sul do Estado do
Pará. Essa importante área de preservação ambiental foi tombada em 9/1989 pela
Secretaria de Estado da Cultura do Pará, quando passou a ser denominada Parque
Estadual da Serra dos Martírios/Andorinhas e Área de proteção Ambiental de São
Geraldo do Araguaia. O município teve origem em 1952, através de
garimpeiros e exploradores de Castanha do Pará oriundos da margem direita do
rio Araguaia onde fica a cidade Xambioá e com o nome de Xambioazinho e só mais tarde veio a ser chamada de São
Geraldo em homenagem ao filho do dono das terras da região que se chamava
Geraldo, o mesmo doou a área com esse propósito. Em 2010 São Geraldo do
Araguaia possuía uma população de 25.584 habitantes (83º lugar).
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SÃO
JOÃO DA PONTA é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião
do Salgado e com área atual de 195,987 km2, foi criado em 1995 com área
desmembrada do município de São Caetano de Odivelas. São João da Ponta fica distante 132 km rodoviários da Capital e em
2010 possuía uma população de. 141, São João da Ponta, 5.265 (141º lugar).
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SÃO
JOÃO DE PIRABAS é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e
Microrregião do Salgado e com área atual de 701,896 km2, ficando distante 201
km rodoviários da Capital. O nome do município se deve a existência de
uma espécie de peixe conhecido pelo nome de piaba ou pirabas, que é bastante
abundante nas águas doces dos seus rios e o "São João" é resultado da
grande devoção na qual os habitantes tinham pelo santo do mesmo nome. Em 2010
São João de Pirabas apresentava uma população de 20.644 habitantes (97º lugar).
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SÃO
JOÃO DO ARAGUAIA é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e em
2010 apresentava uma população de 13.149 habitantes (122º lugar).
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SÃO MIGUEL DO GUAMÁ é um tradicional município situado
na Mesorregião do Nordeste Paraense, vindo da antiga Freguesia de São Miguel da
Cachoeira do Guamá, esta criada por Frei Miguel de Bulhões, em 1758, às margens
do Rio Guamá. Foi elevada à categoria de vila em 1872, quando foi desmembrada
de Ourém e foi elevada à categoria de Cidade em 1891 com o nome de São Miguel
do Guamá. Esse município fica distante
147 km rodoviários da Capital. No Ciclo da Borracha Guamá era classificado na
Região Agrícola do Pará e com produção de milho, farinha de mandioca, cacau. O
complexo estuarino formado pelos rios Capim-Acará-Guamá-Moju abrigou os grandes
engenhos de cana-de-açúcar que vieram do Período Colonial do Pará e avançaram
para o Período Provincial, onde uma grande quantidade de açúcar era produzido
através dos braços escravos indígenas ou negros e nas margens do Rio Guamá
existiam alguns engenhos nessa atividade e o antiga Freguesia do Guamá era
grande produtora e exportadora de açúcar e madeira. O Rio Capim desemboca no Rio Guamá e é um dos formadores da Baía do Marajó
e o Rio Guamá é afluente do Rio Pará e tem 700 km de extensão e nasce na serra
dos Coroados, correndo na direção Sul-Norte até a cidade de Ourém, situada em
sua margem direita. Seguindo para o Oeste, encontra-se com o Rio Capim. É
navegável por pequenas embarcações até sua primeira cachoeira, a 225 km de
Belém. Na sua foz, na Baía do Guajará, atinge 900 km de largura. Em 2010 o
município de São Miguel do Guamá apresentava uma população de 51.527 habitantes (36º lugar) e é
provável que o aumento da população se deu por conta do grande número de pessoas que emigram em busca de emprego
na industria cerâmica considerada o maior polo cerâmico do Norte-Nordeste
instalada no município.
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SÃO
SEBASTIÃO DA BOA VISTA é um tradicional município situado na Mesorregião do
Marajó e Microrregião dos Furos de Breves, com área atual de 1.632,218 km2, ficando distante 174 km rodoviários e 94 milhas
hidroviárias da Capital. São Sebastião da Boa Vista foi importante
entreposto comercial durante a indústria canavieira do Baixo Tocantins e em
2010 apresentava uma população de
22.890 habitantes (95º lugar).
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SAPUCAIA
é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e em 2010 possuía uma
população de 5.047 habitantes (142º lugar).
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SENADOR
JOSÉ PORFÍRIO é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e em 2010
apresentava uma população de 12.998 habitantes (123º lugar).
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SOURE
é um tradicional e histórico município situado na Mesorregião do Marajó e
Microrregião do Arari, vindo da antiga Freguesia do Menino Deus de
Soure, esta criada em 1757, originária da Aldeia dos índios Maruanazes e
Mundis, que foi elevada à condição de Vila, que é extinta em 1833 e anexada à
Vila de Monsarás, recriada em 1859 e em 1890 passa à condição de cidade. Soure possui área atual de 3.512,863 km2, ficando
distante 81 km rodoviárias, 44 milhas hidroviárias e 80 km aeroviários da
Capital. No Ciclo da Borracha o município de Soure era classificado na Região
das Ilhas do Pará e era exportador de gado vacum. Em 2010 Soure possuía uma
população de 22.995 habitantes (94º lugar).
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TAILÂNDUA
é um município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de
Tomé-Açu, com área atual de 4.430,190 km2, ficando distante 249 km rodoviários e 198 km aeroviários da
Capital. Em 2010 possuía
uma população de 79.299 habitantes (18º lugar).
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TERRA
ALTA é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e em 2010 possuía uma
população de 10.254 habitantes (130º lugar).
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TERRA
SANTA é um município da Mesorregião do Baixo Amazonas e Microrregião de Óbidos
e com área atual de 1.900,570 km2, ficando distante 1.147 km via rodoviária,
619 milhas hidroviárias e 886 km via aeroviária da Capital, fundado em 1993. Em
2010 Terra Santa possuía uma população de 16.952 habitantes (109º lugar).
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TOMÉ-AÇU
é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e Microrregião de Tomé-Açu,
com área atual de 5.145,325 km2, ficando distante 203 km rodoviários e 110 km
hidroviários da Capital. Em 2010
Tomé-Açu apresentava uma população de 56.514 habitantes (27º lugar).
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TRACUATEUA
é um município da Mesorregião do Nordeste Paraense e em 2010 apresentava uma
população de 27.466 habitantes (73º lugar).
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TRAIRÃO é um município da Mesorregião do
Sudoeste Paraense, surgido em 1972 a partir da ocupação do Ramal Sul da Br-163
(Rodovia Santarém-Cuiabá). E em 1974 os primeiros colonos que lá chegaram
reivindicaram ao INCRA uma área para ser o centro
onde pudessem instalar escola, igreja, posto de saúde e posto de
comercialização dos produtos agrícolas que se tornou a Vila de Trairão. Em 1976
mais imigrantes chegaram à área, vindo principalmente do Nordeste do país,
tendo como atrativo a abundância de terras agrícolas. Em 2010 Trairão
apresentava uma população de 16.885 habitantes (111º lugar).
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TUCUMÃ
é um município da Mesorregião do Sudeste Paraense e em 2010 possuía uma
população de 33.651 habitantes (60º lugar).
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TUCURUÍ
município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense e e Microrregião de
Tucuruí, com área atual de 86,170 km2, banhado pelo Rio Tocantins e este rio
que depois de recer o Rio Araguaia, nas proximidades de Marabá, segue
constituindo a importante Bacia Hidrográfica do Araguaia-Tocantins e essa bacia
com seu grande potencial hidrelétrico recebe em seu rio principal, o Rio
Tocantins, a grande Usina Hidrelétrica de Tucuruí, cuja energia gerada vai
abastecer a Região Norte e o restante do Brasil. Tucurui fica distante 427 km rodoviários e 298 km aeroviários da
Capital e o grande lago formado na represa de Tucuruí está se tornando
uma boa alternativa turística atraindo turistas com a finalidade da pesca
esportiva no grande lago. Em 2010 Tucuruí apresentava uma população de 100.651
habitantes (12º lugar).
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ULIANÓPOLIS
é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando distante 390 km rodoviários e 283 km
aeroviários da Capital e em 2010 apresentava uma população de 43.345 habitantes (47º lugar).
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URUARÁ
é um município da Mesorregião do Sudoeste Paraense e Microrregião de Altamira, localizado
ao longo da Rodovia Transamazônica, mais precisamente no km 180, no trecho
entre os municípios de Altamira e Itaituba, surgiu a partir do PIN - Plano de
Integração Nacional e do Projeto de Colonização do INCRA, na década de 70, onde para cá foram trazidos grandes números de
migrantes de várias regiões do País. Uruará é uma palavra de origem indígena
que significa “cesto de flores” e sua área atual de 10.637 Km² e por onde
passam os rios, Uruará, Trairão e Tutuí, e seus afluentes e por onde passa a
Rodovia Transamazônica (BR-230), que dá acesso à Uruará, ficando distante 965 km rodoviários e 620 km
aeroviários da Capital e em 2010 apresentava uma população de 44.720 habitantes (46º lugar).
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VIGIA é um tradicional e histórico município do
Pará, vindo da antiga Freguesia de Nossa Senhora de Nazareth de Vigia, esta
criada em 1693, elevada a categoria de cidade em 2/10/1854, junto com Óbidos e
Bragança e o atual município de Vigia
possui área de 533,855 km2, situado na Mesorregião do Nordeste Paraense e
Microrregião do Salgado, ficando distante 99 km rodoviários da Capital. No
Ciclo da Borracha Vigia era classificado na Região Agrícola do Pará e com
produção de farinha de mandioca, peixe salgado, grude de peixes e a antiga
Freguesia de Vigia também produzia açúcar nos períodos históricos do Pará e
possui rios plenamente navegáveis e fica situado na Costa Atlântica do
Pará. Óbidos/vigia/Conforme a Resolução Nº 252, de 2/10/1854 o Conselheiro
Imperial e Presidente da Província do Pará, Sebastião do Rego Barros sancionou
a Lei que eleva à categoria de cidades as Villas de Bragança, Óbidos e Vigia. Em
2010 Vigia possuía uma
população de 47.902 habitantes (42º lugar).
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VITÓRIA
DO XINGU é um município situado na Mesorregião do Sudoeste Paraense, ficando
distante 805 km rodoviários da Capital e que atualmente está experimentando um
forte desenvolvimento no seu aspecto urbano e econômico, pois fica situado na
área de influência da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
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VIZEU é
tradicional município situado na Mesorregião do Nordeste Paraense, vindo da
antiga Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Vizeu, esta crida em
1758 e em 1756 passa a denominar-se Vizeu, elevada à categoria de vila em 1856
e a categoria de cidade em 1895 e Vizeu
fica distante 331 km rodoviários e 280 km aeroviários da Capital. O atual município de Vizeu era afeto à
antiga Freguesia de Bragança. Em
2010 Vizeu apresentava uma população de 13.480 habitantes (121º lugar).
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XAMBIOÁ
é uma localidade distante 550 km aeroviários da Capital.
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XINGUARA
é um município situado na Mesorregião do Sudeste Paraense, ficando distante
768,5 km rodoviários, e 640 km aeroviários da Capital. Em 2010 Xinguara apresentava uma população de
40.573 habitantes (48º lugar).
Relação de Abaetetuba com muitos municípios de
algumas mesorregiões paraenses
É histórica a relação comercial
que os municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri estabeleceram com os municípios
das Mesorregiões do Baixo Amazonas, Marajó e com os municípios das
Microrregiões de Almeirim, Arari, Bragantina, Belém, Cametá, Furo de Breves,
Guamá, Óbidos, Salgado, Santarém e com os municípios estuarinos do complexo
hidrográfico dos rios Capim-Acará-Guamá-Moju, quando da fase áurea da Indústria
Canavieira (principalmente com a comercialização de açúcar e cachaça), dos
produtos da indústria cerâmica, da atividade pesqueira e da produção
extrativista animal e vegetal (fases que foram praticamente contemporâneas),
que ajudaram no desenvolvimento desses dois municípios.
Povoações
extintas no Baixo Tocantins, citadas em 1864, ainda presentes nas Cartas
Geográficas:
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Paraná-Mirim
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Pederneiras
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Muru
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Alcobaça
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Arroyos
Mais ameaças às florestas e demais ecossistemas e às populações nativas da
Amazônia:
Ao mesmo tempo que a notícia abaixo constitui vantagens econômicas e
desenvolvimento para muitos municípios das regiões atingidas pela exploração
mineral, o mesmo se constitui um perigo real para as florestas, populações
nativas e para muitos ecossistemas da Amazônia, pois tais empreendimentos serão
realizados com graves impactos ambientais para muitos municípios citados acima,
que poderão em futuro próximo experimentar os efeitos da destruição de rios,
solos, florestas, expulsão de populações e destruição de muitos ecossistemas
que abrigam a vida animal e vegetal desses municípios, apesar das exigências do
IBAMA, mas que em 30 ou 40 anos restará
apenas grandes buracos e crateras em um cenário desolador em termos ambientais,
conforme informa o artigo abaixo de Ronaldo de Carvalho Augusto.
Postado por: Ronaldo de Carvalho Augusto, em Desmatamento
O presidente do Ibama, Volney
Zanardi, assinou a licença de instalação do megaprojeto S11D, a maior
projeto de usina de minério de ferro feito no mundo. O empreendimento nada mais
é que a expansão da capacidade de produção de Carajás, localizada em
Parauapebas, no Pará. O sinal verde é para a construção da usina que vai
processar o minério.
Projetado para expandir a
produção de minério de Carajás, o S11D é um projeto que envolve mina, ferrovia
e porto. Tem investimentos na ordem de 19,5 bilhões de dólares, dos quais 8
bilhões serão aplicados na construção da mina na Serra Sul de Carajás.
Atualmente, a empresa explora a Serra Norte do complexo. A Vale já havia
recebido a licença de instalação do ramal ferroviário que ligará a mina de
Serra Sul à Estrada de Ferro Carajás (EFC), seguindo até o Terminal Portuário
de Ponta da Madeira (TPPM), em São Luís, MA.
Nos limites da Floresta Nacional
Carajás, a área total que deverá ser desmatada para a construção do
empreendimento é de 1.491,89 hectares. A área do projeto original era maior,
mas teve que se adequar a exigência do Ibama. O licenciamento exige a
preservação integral de lagoas da região e outras 19 condicionantes
específicas.
De acordo com o órgão ambiental,
o processamento do minério da Vale será a seco, dispensando as barragens de
rejeitos. Uma das exigências é a conservação de uma área de 2.912 hectares na
Serra da Bocaina/PA, com o objetivo de restabelecer a conexão com a Floresta
Nacional de Carajás, através de corredores ecológicos.
O empreendimento compreenderá a
extração de minério de ferro do Bloco D do Corpo S11 de Serra Sul, utilizando o
método de lavra a céu aberto e beneficiamento a umidade natural. Inicialmente,
estima-se serão produzidos 90 milhões de toneladas por ano (mtpa) de produto.
Quando o projeto estiver funcionando em plena capacidade, serão produzidos 230
milhões de toneladas métricas por ano, mais que duplicando a produção atual de
109 milhões toneladas anuais.
Fonte: ((o))eco
O Característico Linguajar
Cametaoara:
Andando-se por todo o Pará,
encontram-se algumas linguagens que se diferenciam de um para outro lugar no
tocante ao sotaque das pronúncias e entonações das palavras, fenômeno que se
deve a quantidade de imigrantes que cada mesorregião recebeu no passado. No Sul
e Sudeste do Pará predomina o sotaque característico e carregado dos imigrantes
que vieram do Sul e Sudeste do país e Goiás, para explorar as atividades de
pecuária e indústria madereira dessas regiões. Em certos trechos da Mesorregião
do Nordeste Paraense, predomina o sotaque dos milhares de imigrantes cearenses
que lá chegaram para trabalhar nas obras de implantação da antiga Estrada de
Ferro de Bragança e nas colônias agrícolas dessa área. Na Área Metropolitana de
Belém usa-se um sotaque paraense mais suave, semelhante em alguns pontos ao do
carioca.
Porém, é na Microrregião de
Cametá que se encontra a mais peculiar linguagem, que não encontra paralelo em
nenhuma outra região do Pará. Trata-se do linguajar cametaoara (vide no
excelente Blog Cametaoara e outros blogs essa peculiar linguagem), que usa
expressões e palavras tão típicas, tão próprias do lugar, em entonação de voz
tão característica, que sabe-se logo a origem das pessoas dessa microrregião, linguagem que misturados a
outros aspectos culturais locais, criaram uma cultura sui-gêneris, muito
diferente mesmo ao de outras regiões. Dizem que para se entender e comunicar é
só falar, não importando os rebuscados gramaticais. Então nós da região dos
cametaoaras nos entedemos muito bem. O Blog do
Ademir Rocha é também divulgador dessa rica cultura e que, futuramente,
estará fazendo postagens com as palavras e expressões dessa linguagem que vem
da língua indígena, negra e branca, que misturadas entre si e recebendo através
dos séculos elementos de expressões populares, resultou nessa linguagem cabocla
que, apesar das troças, nós a valorizamos muito.
A Culinária no Estuário
Amazônico:
A culinária de Abaetetuba e
Região do Baixo Tocantins encontra-se dentro daquela típica culinária do caboclo paraense, fruto de
séculos de uso de produtos encontrados ou cultivados em abundância na região,
vindos de velhos costumes indígenas e também recebendo influências de outras
culturas, como da negra africana e do branco colonizador, resultando em pratos
exóticos, que se tornaram, ao longo dos séculos, pratos típicos da Culinária
Paraense, que só agora, nestas últimas décadas, começa a ser valorizada pelos
grandes restaurantes de Belém e de outras cidades da região. Porém, nos
costumes caboclos, esses pratos sempre estiveram presentes nos variados eventos
festivos, como Natal, Ano Novo, Círio de Nazaré, Quadra Junina, casamentos,
aniversários, batizados e nas refeições diárias. Quem provar dessa culinária
ficará surpreso e encantado com pratos que combinam produtos próprios da
Amazônia. Nos restaurantes, eventos, feiras é possível se desfrutar desses
pratos cheios de coloridos, cheirosos e saborosos. Vide nestas postagens alguns
componentes e alguns pratos dessa culinária típica paraense.
Alguns
Produtos e Pratos da Culinária Paraense Com Preparos Através dos Recursos
Naturais do Provindos do Estuário Amazônico:
Como o Estuário Amazônico possuía
e ainda possui recursos naturais consideráveis, especialmente os provindos da
Flora e Fauna Amazônica, inclusive de alguns proibidos sua caça, pesca no período
do defeso e coleta e por já estarem em período crítico de extinção, e os
provindos das culturas e coletas tradicionais das áreas estuarinas amazônicas,
muitos há séculos já servindo no preparo da alimentação dos povos indígenas e
seus sucessores ribeirinhos e que nas últimas 3 décadas vieram se firmar como
pratos tradicionais da culinária paraense e que abaixo apresentamos e que
constituem a base alimentar do povo paraense e com alguns já estando presentes
no cardápio dos grandes, médios e pequenos restaurantes, praias e locais
turísticos de Belém e demais cidades paraenses e dos tradicionais vendedores
ambulantes das ruas e feiras de Belém e demais localidades e que também podem
ser encontrados nos eventos culturais das cidades paraenses.
Obs: Como ambientalista, ao lado de alguns
produtos da culinária paraense, alertaremos sobre o desaparecimento desses
ítens tais como: frutos, folhas, troncos, produtos da caça e pesca e do
extrativismo irracional ou predatório:
·
Bolo de macaxeira, que é o bolo feito com a
massa de macaxeira misturado a côco ralado e outros ingredientes. Esperemos que
a massa de macaxeira não venha a faltar nos mercados dos municípios do Baixo
Tocantins, como está acontecendo com a farinha de mandioca.
·
Camarão de água doce, que são crustáceos outrora
abundantes nas águas do Estuário Tocantino e que agora estão ficando mais raros
e mais caro de se adquirir. Dizem que o grosso do pescado de camarão vai para a
exportação para outros estados brasileiros, à semelhança dos peixes de água doce,
em caminhões frigoríficos que aportam na madrugada no na orla de Abaetetuba. O
camarão é um alimento de preparo versátil, nas formas de camarão frito, cozido,
assado, em torta, guizado ou misturado a outros pratos em saladas deliciosas.
Antigamente o camarão com açaí era o prato de todo dia na culinária dos
ribeirinhos do Estuário Tocantino. O saboroso camarão de água doce de
Abaetetuba, está sendo substituído por outras espécies de camarão de água
salgada, vindos das costas da Região do Salgado paraense e com preços também
proibitivos para as classes de baixas rendas. O camarão, pelo menos, em
Abaetetuba e outras cidades do Tocantins, são componentes indispensáveis no
chamado tacacá, que é uma iguaria largamente consumida pelas ruas da Capital e
das cidades tocantinas.
·
Camusquim, que é uma espécie de pudim, feito com
a mistura de camarão, macarrão e molho branco, porém como o camarão está
rareando na região, o camusquim tende a desaparecer, devido a pesca intensa e
predatória.
·
Carne de capivara, animal cuja caça é proibida,
mas que em Abaetetuba encontra uma clientela certa para degustar essa carne
proibida, junto com o famoso açaí. As capivaras do Baixo Tocantins já estão
extintas e sua carne, já devidamente preparada, é comprada em regiões onde
esses animais ainda existem
·
Carne de jacaré, que é animal com caça proibida,
mas que em Abaetetuba comer carne de jacaré já é um aspecto cultural da
culinária local e os jacarés são comprados clandestinamente em lugares onde
esses animais ainda existem.
·
Caranguejos, que são crustáceos largamente
consumidos em Abaetetuba, Belém e outras cidades do Baixo Tocantins na forma de
caranguejos cozidos ou compondo pratos como “massa ou unhas de caranguejo
fritas na panela”, o “bolinho de unha de caranguejo”, “casquinhas de caranguejo”
e em outros pratos regionais. Porém os caranguejos consumidos em Abaetetuba têm
sua origem nos mangues da Zona do Salgado Paraense. O preço do caranguejo
também é proibitivo, por se tratar de um fruto do mar. O caranguejo cozido é
consumido na base do toc-toc em conjunto com outros gêneros alimentícios, como
na mistura de arroz e feijão. Outra aplicação para o caraguejo cozido é o de
“tira-gosto” de bebidas como vinhos e cervejas.
O caranguejo já está em falta nas praças comerciais do Baixo Tocantins
devido seu extrativismo predatório.
·
Casquinho de mussuã, que é prato atualmente
proibido devido o perigo de extinção dos jabutis, carumbés, muçuâs e tartarugas
da Amazônia, que são a matéria-prima do prato. O quelônio muçuã, como também
seus parentes tartarugas, jabotis, tracajás sofreram e ainda sofrem uma
desenfreada coleta predatória e essas espécies já não mais são vistas na Região
do Baixo Tocantins.
·
Chibé, que é mistura de farinha de mandioca com
água, que era mistura muito usada como alimento pelos antigos seringueiros do
Pará, acompanhado de algum tipo de pescado ou carnes e até os dias atuais ainda
é muito usado como alimento revigorante pelos ribeirinhos do Baixo Tocantins.
·
Maniva/Folha da mandioca triturada, é a
matéria-prima do famoso prato amazônico chamado maniçoba e esse produto vem das
folhas moídas e fervidas da mandioca. Como a farinha, que vem das raízes da
mandioca está atualmente em crise no Pará, devido o grande trabalho que esse
produto dá em sua fabricação, esperamos que não vá faltar a maniva nas duas
grandes datas de seu uso intensivo pelas populações ribeirinhas do Estuário
Tocantino, que são as festas de Natal e ano novo e nas festas de santos das
cidades ribeirinhas do Pará.
·
Cuscuz de milho, que é um doce preparado com a
massa de milho verde, prato típico da quadra junina
·
Mingau baré, que é feito com farinha de mandioca
cozida na água, utilizado especialmente
pelos doentes em estado de fraqueza.
·
Macaxeira, produto vindo da planta macaxeira,
que cozida ou frita é usada no café da
manhã e sua massa é usada no preparo do gostoso bolo de macaxeira.
·
Mingau de açaí, que é o vinho de açaí usado em
preparos de mingau de açaí em variados tipos: mingau de açaí com arroz, com
farinha de mandioca, com curêra de mandioca.
·
Mingau de arroz, que é o arroz usado no preparo
de vários tipos tipos de mingau, como:
no mingau de arroz com açaí, com miriti, com côco, etc.
·
Mingau de curêra, que é o mingau feito com os
fragmentos da mandioca que sobram do preparo da farinha e pode ser misturado ao
suco do açaí, como alimento revigorante.
·
Munguzá, que é mingau de milho branco em mistura
com côco ralado e leite condensado, prato típico da quadra junina.
·
Pato-no-tucupi, que é um dos mais tradicionais
pratos típicos da culinária do Pará, prato que é a mistura carne de pato com o
tucupi extraído da mandioca, a verdura jambu, e essa iguaria usada nas datas
festivas do Pará, como na Festa de Nossa Senhora de Nazaré, Natal, Ano Novo e
que também pode ser consumido diariamente pelas bancas e restaurantes de Belém
e demais cidades do Baixo Tocantins. Apesar do pato ser muito usado na
culinária paraense, poucos são os colonos e ribeirinhos que se dedicam ao
criatório dessas aves no Baixo Tocantins e no Pará. Os marrecos selvagens,
primos do pato, que eram usados como ingrediente no pato-no-tucupi,
praticamente foram extintos da Região Tocantina, devido caça irracional nas
eras Colonial e Provincial do Pará. O mesmo aconteceu com outras espécies de
grandes aves do Estuário Tocantino.
·
Peixes, que outrora eram variados e abundantes
nas águas do Estuário Tocantino, que recebem preparos em variados pratos
típicos, como: frito, moqueado, cozido, assado, em escabeche, salgado, com
acompanhamento dos vinhos de açaí, miriti ou bacaba. Muitas espécies de peixes,
pela pesca predatória e pela construção da Barragem da Usina Hidrelétrica de
Tucuruí e mesmo pela poluição química vindos do Porto da Vila de Conde e do
Complexo Industrial de Barcarena, já estão extintos ou em vias de extinção. O
mapará, que é o peixe mais tradicional da culinária de Cametá, Abaetetuba e
Igarapé-Miri, existente em grande quantidade nas águas dos igarapés e rios do
Baixo Tocantins, agora já está praticamente extinto na região.
·
Pupunha, que é um fruto que pode ser consumida
na tradicional forma de pupunha cozida, e assim também é vendida por vendedores
ambulantes pelas ruas das cidades, especialmente em Belém e nas cidades do
Baixo Tocantins. A pupunha também vem sendo muito usada em preparos de pratos
mais sofisticados de restaurantes de Belém. A palmeira pupunheira é uma árvore
silvestre e que já está praticamente extinta na região do Baixo Tocantins e
ninguém se preocupa com o seu replantio e devido a escassez dessas palmeiras, o
preço dos cachos de pupunhas assumiram preços proibitivos para as classes de
menor poder aquisitivo. Já está em estudos o plantio industrial da pupunheira,
uma vez que os frutos, o palmito e o óleo têm grandes aplicações na culinária e
outras aplicações industriais
·
Pirarucu salgado, que é um saboroso peixe
amazônico, antigamente vindo em abundância do Baixo e Médio Amazonas, do
Tapajós e Ilha do Marajó, e era prato típico dos antigos seringueiros, agora é
usado em variados tipos de pratos: pirarucu frito, desfiado e usado como
alimento junto com vinhos de açaí, miriti e bacaba. Pirarucu fresco é difícil
de se encontrar na Região do Baixo Tocantins. Atualmente, pela extinção de
muitas espécies, até o pirarucu seco e salgado está se tornando raro em
Abaetetuba e com preços proibitivos para a grande parcela pobre da região. Seu alto preço compete com o preço do peixe
bacalhau que vem da Europa.
·
Tacacá, é um dos pratos símbolos da culinária
paraense, prato típico, em mistura da massa de mandioca com camarão, e verdura
jambu, prato que possui cheiro penetrante,
agradável e característico, que é degustado em cuias pelas esquinas das
cidades ou nas quadras festivas. O camarão já está escasso na região do Baixo
Tocantins.
·
Tapioquinha, prato típico, feito com massa da
mandioca e usado no café da manhã e como lanche nos variados horários.
·
Vinho de açaí,
que provém dos frutinhos de açaí e essa massa misturada com a água
origina o vinho de açaí que é largamente consumido como alimento pelas
populações do Estuário Tocantino. O açaí
criou a figura típica das “amassadeiras de açaí” que, aos poucos, estão sendo
substituídas por pequenas máquinas de amassar açaí, onde também o vinho é
vendido. A venda do vinho do açaí também pode ser encontrada nos grandes
supermercados de Belém. O açaí é usado como alimento junto a com farinha de
mandioca ou tapioca e junto com camarões, carnes, peixes e charques em variadas
formas (cozidos, assados, guisados, fritados). As populações do Baixo Tocantins
têm preferência do açaí junto com camarões de água doce da própria região e com
carnes de capivaras, pirarucus, charque, peixes, porcos em suas variadas formas
de preparo. Como o fruto do açaí encontrou várias formas de industrialização,
agora está sendo exportado para os grandes centros industriais, nacionais e
internacionais, gerando melhores rendas para os ribeirinhos do Baixo Tocantins
e Marajó e, assim, as populações dos municípios consumidores do Pará,
especialmente Belém, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Cametá, fato que provoca a falta
desse produto nessas praças consumidores do Pará e fazendo o preço desse produto se tornar proibitivo para os bolsos dos
segmentos mais pobres dessas populações.
·
Tucupi, que é o sumo amarelado extraído da massa
da mandioca espremida nos chamados tipitis, estes feitos de folhas e talas de
palmeiras, e o tucupi é usado em variados pratos típicos do Pará. Com a alta do
preço da farinha devido a escassez desse produto, esperamos que o tucupi não
siga o mesmo caminho da alta do preço e escassez da farinha. A escassez da
farinha, segundo nossas pesquisas, se deve à exportação para outros estados
brasileiros e os agricultores do Baixo Tocantins reclamam das dificuldades em
plantar mandioca para produzir farinha, que segundo esses agricultores é uma
atividade pesada, de muitos esforços físicos e que demanda muito tempo do
plantio da mandioca até a produção da farinha, do tucupi e da massa da
mandioca. Outras dizem que a falta da farinha se deve a troca da cultura da
mandioca pelo extrativismo do açaí, que demanda menos esforços em sua colheita
e resulta em maiores lucros na venda do açaí.
·
Vinho de Bacaba, usa-se a massa do fruto dessa
palmeira, do mesmo modo como o uso do açaí, em preparos variados: vinhos,
mingaus. Porém a bacabeira, em suas diversas espécies, já está praticamente
extinta na região do Baixo Tocantins, principalmente pelo processo do
desmatamento acelerado na região.
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·
Vinho de Miriti, que é feito da massa da fruta
chamada miriti, que é usado em variados preparos: vinho misturado com farinha
de mandioca ou arroz, acompanhado de carnes variadas e ainda: usado em sucos,
bolos, doces, mingaus. Porém a palmeira miritizeiro só existe na forma
silvestre e ninguém se preocupa com o replantio dessa bela palmeira de mil
utilidades no Pará. Em Abaetetuba, a polpa da folha do miritizeiro é usada na
confecção dos famosos brinquedos de miriti de Abaetetuba já de fama nacional.
·
Vatapá paraense, que é um prato típico, que
usa farinha de trigo junto com produtos típicos do Pará como camarão de água
doce, azeite de dendê, leite de côco. Pode-se encontrar os vendedores de
vatapá pelas principais ruas das maiores cidades do Pará, junto com a venda
de outras guloseimas típicas.
|
ABAETETUBA E
DEMAIS CIDADES TOCANTINAS NO COMPLEXO ESTUARINO AMAZÔNICO DAS ATUAIS MESOS E
MICRORREGIÕES:
O município de Abaetetuba está localizado na Microrregião de Cametá e na
Mesorregião do Nordeste Paraense e, pode-se dizer que o município se encontra
no coração do Estuário Tocantino, fazendo parte, juntamente com os demais
municípios da microrregião e tantos outros de outras mesorregiões do Pará, do
chamado Estuário Amazônico, que estão sujeitos aos muitos benefícios e algumas
dificuldades que o Estuário oferece nos seus vários aspectos, especialmente os
da distância para a Capital, Belém do Pará, sede do Governo Estadual. Essas
populações ribeirinhas estão localizadas em ambientes gigantescos, de corpos
d’água ou de matas, que oferecem algumas dificuldades para os relacionamentos
dessas populações e para a navegação e comércio na região, onde tudo se torna
distante e difícil nesses aspectos. Porém, a fartura dos recursos naturais
acaba prendendo o ribeirinho em suas áreas, que também se destacam pelos belos
cenários e riquezas de recursos naturais, mas com falta da ação governamental
através dos anos, que teima em não dotar as localidades com infraestrutura que
venha atender as inúmeras carências que se faz sentir nas melhorais dos
transportes, da saúde pública, da educação, da segurança e de investimentos no
setor produtivo que viriam amenizar aquelas dificuldades citadas, levando a uma
melhoria da qualidade de vida para muitos municípios das regiões do Marajó, da
Zona Tocantina e do complexo estuarino formado pelos rios
Acará-Guamá-Capim-Moju.
Abaetetuba, Cametá, Barcarena, Moju, Igarapé-Miri e outras localidades
desse delta, cresceram dentro dos benefícios, recursos e dificuldades
oferecidos pelo seu meio ambiente. Essas cidades e outras atingidas pelas ações
desses ambientes naturais, junto com Belém, a Capital do Estado do Pará, e
muitas outras localidades, se desenvolveram a partir dos grandes ciclos
econômicos que vieram desde a Era Colonial (açúcar, cacau, castanha-do-pará) e
da Era Provincial do Pará (castanha, borracha e outros). Para Belém, no Pará e
Manaus, no Amazonas, o Ciclo da Borracha foi o grande momento de crescimento e
embelezamento dessas duas capitais, no ciclo que também é chamado de Belle
Èpoque, onde as riquezas advindas da borracha serviram para dotá-las de beleza
arquitetônica ao estilo europeu, e enriquecimento de muitas famílias, que
passaram a influenciar o crescimento de outras cidades menores, como foram os
casos das cidades do Baixo Tocantins, do Arquipélago do Marajó, da Zona
Bragantina e da Zona do Salgado Paraense, e também as cidades dos vales dos
rios Guamá, Acará, Moju, Tocantins. A presença dos padres missionários desse
período, também muito ajudou na criação e desenvolvimento de muitas localidades
paraenses.
Modernamente, alguns municípios que se relacionavam comercialmente com a
Capital, conseguiram manter um bom índice de desenvolvimento, enquanto outras
foram perdendo a pujança dos velhos tempos das eras Colonial e Provincial do
Pará e outros municípios foram surgindo em decorrência de outros elementos que
alavancaram o aparecimento de novos municípios, como é o caso das cidades que
se desenvolveram a partir das rodovias federais e estaduais, que íam sendo
construídas no Pará e do complexo da exploração mineral da Serra do Carajá. O
motivo do desenvolvimento de Abaetetuba foi a sua localização geográfica, que
possibilitou um fácil intercâmbio com Belém e com os outros municípios
circunvizinhos, mesmo que em intercâmbios através das vias fluviais e aliado à
privilegiada situação geográfica, coloca-se o setor comercial e de serviços,
que vieram atender às necessidades das
populações das localidades ribeirinhas e ás populações de outros
municípios circunvizinhos à Abaetetuba.
Municipios como Moju, Igarapé-Miri, Cametá, Abaetetuba e suas áreas
agricultáveis, no Baixo Tocantins, junto com as localidades das áreas do Capim,
Guamá, Acará e Marajó e outras, foram palco do grande ciclo da cana-de-açúcar
do Período Colonial do Pará, com a presença dos grandes engenhos de açúcar às
margens desses rios, fato que ajudou no desenvolvimento e afirmação dos
respectivos municípios no cenário econômico desses tempos, onde fabricar açúcar
para a Coroa Portuguesa era a ordem transmitida ou imposta pelos governantes às
populações e aos donos de engenhos. Junto com os grandes engenhos para a
produção de açúcar também existiram outros tipos de usinas ribeirinhas no
Estuário para o beneficiamento de urucu, arroz ou outro produto de exportação
para a Europa e EUA.
A situação de Abaetetuba nesse cenário é muito menor que municípios mais
antigos como Cametá, Igarapé-Miri, Bragança, Vigia e outros da região do
Marajó. E o fator que alavancou o desenvolvimento de Abaetetuba foi a
exploração da indústria Canavieira, com a fabricação de cachaça, melaço e
rapadura (atividades que se firmaram após o ciclo da cana-de-açúcar no
Grão-Pará), que permitiram a comercialização da cachaça e outros produtos locais
no chamado Comércio de Regatão com as regiões vizinhas e com o Baixo Amazonas e
a Praça de Belém, onde chegavam os barcos abarrotados de cachaça e outros
produtos e, nas viagens de volta, vinham abarrotados de produtos que eram
revendidos nas praças locais e na Capital.
A cidade vizinha de Igarapé-Miri passou pelo mesmo processo econômico de
Abaetetuba, (e até mesmo antes que Abaetetuba), com poderio econômico até
maior, devido ter sido fundada bem antes e tendo vindo do ciclo da
cana-de-açúcar do Período Colonial e onde se adaptou para a produção da cachaça
do período da Indústria Canavieira para comercialização pelo comércio de
regatão.
Cametá desfrutou enormemente da comercialização do Período colonial, sendo
que era o polo de comercialização dos produtos do extrativismo do Baixo
Tocantins e da região do Marajó e Cametá ainda era um grande centro produtor de
cacau, que chegou a ser ítem de exportação considerável nas então eras Colonial
e Provincial do Pará, sendo que o antigo desenvolvimento de Cametá se reflete
em sua arquitetura, onde a presença de prédios históricos é marcante naquele
município à exemplo de Bragança, na Região Bragantina e Vigia, na Região do
Salgado Paraense.
É um privilégio para Abaetetuba e outros municípios do Baixo Tocantins se
localizar em ambientes gigantescos, em alguns aspectos, como no volume de águas
doces dos corpos fluviais, alguns servindo como vias plenamente navegáveis, da
infinidade de ilhas de todos os tamanhos que o Estuário impõe a essas regiões
do Estado do Pará, da água salgada do Oceano Atlântico que se encontra ali nas
proximidades, recebendo o giganteco volume d´água despejado pelos também
gigantescos rios Amazonas e Tocantins e suas centenas de tributários e da
grande quantidade de recursos naturais advindos dos diferentes ecossistemas
fluviais e matas existentes em grande quantidade no referido Delta do
Tocantins.
Alguns Benefícios Proporcionados Pelo Estuário Tocantino à Abaetetuba e
Região:
Comércio, Indústria e Navegação:
Os municípios da Zona Tocantina, da Ilha do Marajó, como também os
municípios da Área Metropolitana de Belém, e os das zonas do Salgado e dos
vales dos rios Guamá, Capim, Acará e Moju, se encontram na influência dos rios
Amazonas, Tocantins e Pará, e é natural que grande parte das atividades
desenvolvidas nessas áreas sejam atividades influenciadas pelo ritmo das águas
dos rios e baías do Estuário, como também das atividades proporcionadas pelos
inúmeros recursos naturais advindos das diversidades ambientais. E os
municípios de Igarapé-Miri e Abaetetuba tiraram grande proveito de sua
localização no Estuário Tocantino através da Indústria Canavieira vinda dos
finais do Século 19 e até os anos finais da década de 1970 e de outros produtos
regionais, comercializados através do chamado Comércio de Regatão. Essa
atividade comercial criou o que se entende por uma tríade comercial da
indústria-comércio-navegação, isto é, da atividade industrial dos engenhos, da
comercialização dos produtos vindos dos engenhos e junto com outros produtos
regionais e da navegação, esta que foi a maneira encontrada pelos comerciantes
do Baixo Tocantins e Ilha do Marajó, na
comercialização que se tornou comum naquilo que se chama de Comércio de
Regatão, este um pouco mais diferenciado que o outrora comércio de regatão do
Ciclo da Borracha e de outros produtos do extrativismo das eras Colonial e
Provincial do Pará. O Comércio de Regatão do Baixo Tocantins evoluiu das
pequenas embarcações à vela, batelões e dos igarités para as grandes canoas à
vela e destas para os chamados barcos-motores, que podiam carregar grandes
volumes de mercadorias e atingir localidades mais distantes do Estuário
Tocantino e indo até os estados vizinhos do Amazonas, Acre e Guianas. Foi desse
modo que muitas famílias do Baixo Tocantins enriqueceram e, de posse de
capitais, passaram a diversificar suas atividades econômicas em outros tipos de
atividades comerciais em outras praças maiores, como Belém do Pará e outras
praças mais promissoras em investimentos.
ASPECTOS DA
ANTIGA ECONOMIA DE ABAETETUBA, DA SUA MICRORREGIÃO E REGIÕES LIMÍTROFES:
O comércio no Estuário Tocantino
iniciou com os produtos advindos dos recursos naturais desse estuário. Na 1ª
metade do século 19 o comércio ainda dependia dos produtos de exportação
extraídos das áreas estuarinas e dos gêneros de consumo já produzidos em
pequena escala na agricultura e na pecuária e os principais produtos desse
comércio eram as castanhas, a borracha, o peixe, o óleo de copaíba, o cacau, o
azeite, o algodão, o tabaco e mais outros que serão citados nestas postagens.
Na região do Baixo Tocantins e
Marajó o comércio tomou impulso com esses mesmos produtos, onde o comércio
surgiu pelo processo das atividades comerciais nas áreas ribeirinhas, por isso
as pontes e trapiches na frente dessas localidades eram tão importantes para
negociar seus produtos do extrativismo e se suprir dos produtos existentes em
outras localidades, em negócios realizados através dos inúmeros cursos d’águas
estuarinos. Foi somente a partir de 1960, com a construção da 1ª estrada de
rodagem do Baixo Tocantins que as viagens para Belém começaram a ser realizadas
por via rodo-fluvial. Porém as vias fluviais continuam sendo importantes no
comércio de toda a região estuarina tocantina e também com outras áreas mais
afastadas da Bacia Amazônica.
Os Trapiches,
Canoas à Velas, Vapores e Barcos-Motores das Cidades Estuarinas Ribeirinhas:
A maioria das cidades estuarinas
ía surgindo à beira dos rios das regiões, onde os seus trapiches iam surgindo
através das eras históricas dos municípios, deixando uma rica recordação desses
tempos de muita abundância e também de muitas dificuldades no relacionamento
com outros centros comerciais, especialmente com a Capital Belém, nos tempos
das viagens das “canoas grandes” à velas das localidades, das embarcações à
vapor pertencentes ás antigas companhias de navegação fluvial, até a chegada
dos barcos e navios-motores que continuaram a fazer uso dos trapiches e pontes
grandes das antigas localidades.
Os gêneros comerciais da
exportação, os de importação e os produtos da agricultura e pecuária, na 1ª
metade do século 19 eram transportados nos vapores das linhas entre Belém e
Cametá e em barcos de vela entre a Capital e as diversas povoações e sítios
existentes à margem dos rios e nas suas ilhas e furos. As grandes e pequenas
embarcações levavam às casas de negócios dispersas pelas ilhas e igarapés as
mercadorias e gêneros de que os negociantes precisavam, e desses lugares
recebiam as cargas e fretes e daí seguindo diretamente para a Capital. Além de
Cametá, que era a principal localidade dos caminhos fluviais do Rio Tocantins,
Abaetetuba, Igarapé-Miri, Moju, Breves e outras localidades do Baixo Tocantins,
do Marajó e outras poucas do complexo deltaico estuarino recebiam os vapores
das diversas companhias de navegação, uma ou duas vezes a cada mês.
Essa era uma das maneiras de se
fazer negócios pelas águas fluviais estuarinas tocantinas. A outra maneira era
através dos fretamentos que os fazendeiros e produtores faziam com os barcos à
velas no transporte de seus gêneros até a Capital. Os barcos freteiros se
deslocavam até os sítios para receber os gêneros produzidos e de lá seguiam
direto para a capital
As Antigas Atividades do Comércio
no Pará em Comparação Com as Atividades Atuais:
Na metade do século 19 até as primeiras décadas do século 20
a atividade comercial do Baixo Tocantins era exercida por brasileiros,
portugueses, espanhóis, sírio-libaneses, turcos e judeus que possuíam
atividades comerciais, como:
·
Casas comerciais de 2ª, 3ª e 4ª classes, do
início do século 20 em diante que se especializavam em lojas de fazendas, casas
de “secos e molhados”, casas de estivas.
·
Atualmente Abaetetuba se constitui um importante
polo comercial e de serviços do Baixo Tocantins, com o seu Centro Comercial
possuindo uma grande quantidade de casas comerciais especializadas ou na forma
de mercadinhos, supermercados, farmácias, lojas de magazine e uma infinidade de
pequenos comércios variados.
·
Boticas, botequins e quitandas para venda de
frutas, anos iniciais do Século 20, com alguns subsistindo até os dias atuais.
·
Tavernas
·
Marchantes e os açougues de talhos de carne
verde, vindos dos anos iniciais do século 20 e agora na forma casas comerciais
vendendo carnes verdes e de mercados municipais ou particulares, supermercados
e casas especilalizadas na venda de carnes de bois e outras. Os antigos
açougueiros (aqueles que trabalham nos talhos de casas dos mercados municipais
e casas de venda de carnes verdes) são vistos espalhados por toda a cidade.
·
Quitandas, esse antigo tipo de comércio, vêm
desde os anos iniciais do século 20 e eram divididas em alguns grupos:
1. Quitandas
de café preparado e lanches
2.
Quitandas de miudezas, estas na forma de
pequenas quantidades de produtos de alimentação ou variados tipos de
quinquilharias.
·
Mercearias, atividade vindas desde os anos
iniciais do século 20 e as mercearias eram pequenas casas comerciais,
geralmente de uma porta só, vendendo gêneros alimentares e produtos de
primeiras necessidades, junto com outros produtos com demanda comercial.
·
Secos & Molhados, eram os produtos advindos
de mercadorias de origem animal, nas formas de carnes salgadas molhadas ou
salgadas secas (especialmente carnes de peixes, capivaras, jacarés, tartarugas,
aves, carnes bovinas e suínas), vendidas juntos com outros produtos não perecíveis
das casas comerciais. Essa antiga forma de comércio ainda subsiste em
determinadas casas comerciais de Abaetetuba.
·
Bares & Bilhares, atividade vindas desde os
anos iniciais do século 20, atividade ainda existente em bares espalhados pela
cidade. Acredita-se que Abaetetuba seja uma das cidades com a maior
concentração de bares existentes em todo o Pará.
·
Padarias, atividade vindas desde os anos
iniciais do século 20, com fabricação quase artesanal de pães, rosquinhas,
cacetinhos e esse tipo de comércio ainda existe em Abaetetuba, porém com apenas
poucas padarias com fabricação industrial de pães, bolos e doces, sendo a
grande maioria feita de padarias caseiras de produção artesanal.
·
Carrinhos-de-mão, usados no transporte de
pequenas quantidades de cargas, de todos os tipos, e que é uma atividade
antiga, vinda desde os anos iniciais do século 20. Essa atividade se fez
necessária em Abaetetuba e demais cidades do Baixo Tocantins, pela grande
quantidade de embarcações aportando e carregadas de mercadorias e produtos que
precisavam ser levadas aos seus destinos de venda. Essa atividade ainda existe
em Abaetetuba, agora com os carrinhos-de-mãos, misturados às pessoas que
atulham a grande feira de Abaetetuba. Centenas de pessoas vivem dessa
atividade, sendo o Sr. Giz, que é o
principal exemplo de trabalhador com os carrinhos de cargas à mão de Abaetetuba
e é uma pessoa lendária
·
Carroças para cargas, atividade vindas desde os
anos iniciais do século 20, e essa atividade se fez necessária em Abaetetuba e
demais cidades do Baixo Tocantins, pela grande quantidade de embarcações
aportando carregadas de produtos como
telhas, tijolos e outros produtos vindos
do interior do município e que precisavam ser levadas aos seus destinos de
venda ou construções. As carroças de
cargas possuem o cavalo como elemento que vai impulsionar a carroça até o seu
destino. Essa atividade ainda existe em Abaetetuba, agora com a finalidade de
carregar as razoáveis quantidades de cargas na feira comercial de Abaetetuba e
materiais de construção para os seus respectivos destinos. Também se observam
na feira comercial de Abaetetuba os carroceiros de cavalos à espera de alguma
“deixada” de mercadorias, misturados às centenas de pessoas que ali desenvolvem
algum tipo de atividade comercial.
·
Depósitos de lenha, como no início do século 20
predominavam os fogões à lenha, e as
caldeiras funcionavam à vapor de lenha e as padarias usavam a lenha como
material combustível, existiam comerciantes
e ribeirinhos que se especializaram na venda de lenhas e com um depósito
de lenha em seu local de comércio. Também existiam grandes depósitos de lenhas
espalhados pelas localidades ribeirinhas, cujo destino era a Capital do Estado,
para uso nos variados tipos de usinas que funcionavam à vapor de lenha ou como
material combustível em outras atividades. Essa lenha armazenada no interior do
município, era levada juntamente com toras ou madeira semi-beneficiada para a Capital através das antigas
embarcações chamadas alvarengas.
·
Tipografias, desde os anos finais do século 20
já existiam tipografias em Abaetetuba que serviam para as publicações diversas
e para impressões dos antigos jornais de Abaetetuba. As tipografias evoluíram
para algumas gráficas que existem em Abaetetuba.
AS OFICINAS:
As antigas oficinas têm sua
origem na Europa e chegaram ao Brasil pelas mãos dos imigrantes europeus,
especialmente dos imigrantes portugueses e para atender à sociedade
colonianista de então. No início, a maior parte das atividades das antigas
oficinas no Brasil era exercida pela mão-de-obra escrava indígena ou negra. No
Pará as oficinas de artes e ofícios são citadas desde o Período Colonial e que
se estenderam para os demais períodos históricos, devido a demanda da sociedade
de então pelos variados serviços das oficinas de artes e ofícios.
Na antiga Abaeté são citados
vários tipos de oficinas e seus aprendizes, que procuravam atender a variada
demanda de serviços essenciais no seio da sociedade abaeteense. Pela habilidade
e conhecimentos que os mestres demonstravam nos serviços, a expressão “mestre”
passou a figurar no nome da pessoa que exercia determina atividade. São muitos
os antigos mestres de Abaetetuba e que são citados em postagens anteriores, na
forma de mestres: carpinteiros, carpinteiros navais, pedreiros, ferreiros,
funileiros, ourives, barbeiros, alfaiates, marceneiros, músicos, cordão
folclóricos, artistas, mecânicos, pilotos marítimos, eletricidades,
fogueteiros, artesões, pintores, escultores, professores, etc.
Tendas ou
casas de ofícios, com os seguintes tipos de oficinas:
·
Oficinas de mecânicos
·
Oficinas de sapateiros
·
Oficinas de calafates
·
Oficinas de ourives
·
Oficinas de ferreiros
·
Oficinas de padeiros
·
Oficinas de alfaiates
·
Oficinas de carpinteiros
·
Oficinas de ferreiros
·
Oficinas de funileiros
·
Oficinas de marceneiros
·
Oficinas de cabeleireiros
·
Oficinas de fogueteiros e outras oficinas com
seus mestres e aprendizes
Algumas antigas
oficinas existentes em Abaeté e demais municípios conforme antigos livros de
escrituração das prefeituras:
·
Oficinas de funileiros, atividade ainda
existente em Abaetetuba
·
Oficinas de sapateiros, esta já praticamente
extinta nas cidades ribeirinhas devido a importação de calçados
industrializados do Sul e Sudeste do país que levaram ao quase desaparecimento
da antiga atividade dos mestres sapateiros de Abaetetuba e demais municípios
estuarinos tocantinos, atividade com raríssimos fabricantes de calçados.
·
Oficinas de barbeiros, ainda existem alguns, na
forma de “salões de barbeiros”, ocupando pequenas áreas das portinhas de
barbeiros, que se encontram espalhadas pelas ruas das cidades e essa atividade
está sendo absorvida pelos modernos ”salões de beleza”, que surgem a cada dia.
·
Oficinas de alfaiates, essa antiga profissão
está praticamente extinta nas cidades ribeirinhas, devido a grande quantidade
de casas comerciais dedicadas à venda de roupas e confecções vindas de outros
centros industriais do País.
·
Oficinas de ferreiros, ainda existem algumas
oficinas remanescentes dessa antiga profissão.
·
Oficinas de marceneiros, pela necessidade de
construção de casas em madeira, ainda existe a figura do “marceneiro”, porém
esta profissão está desaparecendo de nossa praça, devido a grande quantidade de
casas de alvenaria que estão sendo construídas pelas cidades. Somente pelos
bairros mais pobres e localidades interioranas é que ainda se observam casas de
madeira.
·
Oficinas de fogueteiros, que era importante
atividade que existia em função da tradição de se fazer os eventos festivos com
a presença dos foguetes e foguetões vindo dos antigos mestres fogueteiros e
seus aprendizes, espalhados pelas localidades urbanas ou interior dos
municípios. Essa antiga profissão está rareando devido a presença dos fogos
vindos dos centros industriais brasileiros. Mas ainda existem algumas pessoas
que se dedicam a fabricar os perigosos foguetes e foguetões, para uso nas
festas de santos e outros eventos festivos.
·
Oficinas de ourives, que também são citadas nos
anos de 1920 e que são atividades que subsistiram no tempo com atuais
joalheiros das atuais joalherias da cidade.
INDÚSTRIAS MANUFATUREIRAS OU
FABRIS NO ESTUÁRIO TOCANTINO:
Eram as antigas indústrias que
vieram do Período Colonial do Pará e que se estenderam para o Período
Provincial, chegando até a Era Republicana. Essas indústrias se aproveitavam
das antigas matérias-primas do Estuário Tocantino para transformá-las em bens
de consumo desses antigos tempos. Destacamos entre essas indústrias fabris:
·
Preparo de tecidos de palha ou algodão, ainda
citados na década de 1840 em diante.
·
Fabrico de louças simples de barro (argila),
ainda citados na década de 1840 em diante e atividade que ainda subsiste
precariamente em algumas localidades do Baixo Tocantins.
·
Oficinas de artes e ofícios, ainda citadas na
década de 1840, como “oficinas” de: marcenaria, carpintaria, carpintaria naval,
ourivesarias, alfaiatarias, funilarias, engenhos para fabricação de açúcar,
cachaça, melaço e rapadura; usinas para beneficiamento de arroz, urucu,
serrarias. Algumas dessas usinas se utilizavam dos braços humanos escravos, ou da tração animal,
forças dás águas ou vapor. Algumas dessas atividades sobreviveram no tempo e
ainda existem espalhadas pela Zona Tocantina e Pará em outros formatos que não
as antigas oficinas com seus mestres e aprendizes.
Alguns
Serviços das antigas cidades ribeirinhas exercidas por cidadãos mais esclarecidos
da sociedade, e que eram chamados rábulas e solicitadores:
·
Escritórios de advocacia, atividade que era
exercida por alguns cidadãos mais esclarecidos de Abaetetuba, em atividade que
subsistiu no tempo, com os atuais advogados espalhados pelos escritórios de
advocacia da cidade de Abaetetuba.
·
Tabeliões, esta antiga atividade que é citada
nos anos iniciais do século 20 e que hoje são encontrados em alguns cartórios
dos diversos ofícios espalhados pela cidade e alguns distritos de Abaetetuba.
Algumas Indústrias Ribeirinhas:
Além das atividades da indústria canavieira, existiam outras
fábricas e usinas:
·
Fábricas de sabão, que aproveitava, além da
banha do cacau, este que foi introduzido ainda nos tempos coloniais do Pará,
especialmente nos municípios de Cametá, igarapé-Miri e Abaetetuba, e que também
aproveitava o potencial oleaginoso de outras sementes naturais do Estuário
Tocantino na fabricação de sabão de origem vegetal. Atualmente já não mais
existem fabricas de sabão no Baixo Tocantins, pela concorrência do sabão vindo
de centros industriais do Brasil.
·
Usinas de beneficiamento de arroz, que existiam
desde os anos iniciais do século 20 e que atualmente, nem mesmo a plantação de
arroz em larga escala existe nas terras do Baixo Tocantins.
·
Usina de benefiamento de urucu, que são citadas
como existentes em Abaetetuba e Igarapé-Miri, desde os anos finais do século
19. Atualmente não mais existem plantações e usinas de beneficiamento do urucu
em Abaetetuba e Região.
As Antigas
Atividades Marítimas em Abaeté e Sua Região:
·
Fretes em canoas grandes à vela que deve-se ao
fato de que a única maneira de locomoção e comercialização no Estuário
Tocantino era através das abundantes vias fluviais do referido Estuário e os
fretes eram feitas entre as localidades ribeirinhas do Baixo Tocantins e Ilha
do Marajó, incluindo as viagens para a Capital, Belém e desta para os
municípios ribeirinhos. As viagens e fretes no Estuário Tocantino vêm desde os
anos finais do século 19 até a 1ª metade do século 20, quando essas embarcações
foram substituídas pelos barcos movidos à óleo Diesel. Nos anos finais do século 19 e iniciais do
século 20, até a sua 1ª metade, as viagens entre a capital e as diversas
localidades também podiam ser feitas por navios das antigas linhas fluviais da
Amazônia, em 2 viagens mensais. Ou eram viagens feitas através de linhas
particulares existentes no Estuário Tocantino e em todo o Pará.
Serviços Mais
Recentes:
Hoje algumas cidades ribeirinhas
contam com a presença de uma boa gama de serviços variados, como os serviços
bancários (Abaetetuba conta com 6 agência bancárias e várias agências
financeiras e de crédito fácil), serviços médicos e odontológicos (com várias
clínicas particulares, além dos hospitais do serviço de saúde pública),
serviços educacionais (várias escolas particulares, incluindo universidades
particulares e públicas), serviços de comunicação (rádios, várias agências de
publicidades, canais e repetidoras de TV), serviços de transporte (empresas de
transporte rodo-fluvial, pontos de táxis, mototáxis, transportadoras).
Os Estaleiros da Carpintaria
Naval:
Como os indígenas do Estuário
Tocantino eram peritos na construção de pequenas embarcações, que usavam em
seus deslocamentos, guerras e atividades de caça e pesca, foi natural o
aprendizado intuitivo que os ribeirinhos da zona tocantina herdaram dos seus
ancestrais indígenas na atividade de construção de barcos, que se iniciou pelas
pequenas canoas à remo, passou pelas canoas à vela, até desembocar na
construção de barcos maiores, tendo, dessa forma, se iniciado a famosa
atividade da Carpintaria Naval do Baixo Tocantins e Marajó. A fase áurea da
carpintaria naval de Abaetetuba e região, coincide com as fases da indústria
canavieira e do comércio de regatão da região. Além de abastecer os donos de
engenhos, os comerciantes de regatão, os estaleiros de Abaetetuba, Igarapé-Miri
e Marajó, também atendiam as encomendas de outras importantes atividades
comerciais, essa atividade também abastecia outras atividades comerciais como
as atividades de pesca e seu comércio (barcos pesqueiros e geleiros) e a
atividade comercial de gado bovino (barcos boiadeiros) com embarcações de todos
os portes, que chegavam até 100 toneladas de carga. Assim, os estaleiros de
Abaetetuba, Igarapé-Miri, Barcarena Marajó abasteciam os comerciantes desses
negócios com barcos construídos em madeira-de-lei especiais.
A Carpintaria Naval e o Comércio
de Pescado e Gado:
O comércio pesqueiro é antigo e
se processava nas baías do Capim, do Marajó, Marapatá e nos caudalosos rios da
região, que abasteciam de pescados e mariscos os mercados consumidores locais e
o de Belém. Porém, além da Região do Baixo Tocantins e da Ilha do Marajó, os
barcos geleiros da região estuarina extrapolavam os limites de seus municípios
e chegavam até os limites do Baixo Amazonas, praticando ou fazendo o comércio
de pescados nos municípios do Pará, do Estado do Amazonas. Inclusive alguns
barcos geleiros de nossas regiões, também praticavam ou faziam o comércio de
pescados nas costas paraenses da Região do Salgado, em pleno Oceano Atlântico.
Em Abaetetuba jamais faltou pescado, da nossa região (agora muito escasso pelo
tipo de pesca predatória, pela contaminação e poluição dos rios e baías
regionais) ou o pescado vindo de outras regiões (como do Lago de Tucurui, da
região do Salgado, do Baixo Amazonas e Oceano Atlântico), que atende o mercador
consumidor de Abaetetuba e cidades circunvizinhas.
O mesmo se sucedia com os barcos
boiadeiros, que abasteciam os mercados locais com o gado vindo da Ilha do
Marajó. Agora, os mercados de Abaetetuba e região, além do gado do Marajó,
recebem o gado das regiões Sudeste e Sudoeste do Pará, este transportado agora
nos grandes caminhões boiadeiros, via Alça Viária do Pará.
O Impacto que
a Construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e o Porto da Vila de Conde nos
Ecossistemas Estuarinos:
Com a construção da barragem da
Usina Hidrelétrica de Tucuruí e a construção do grande porto da Vila de Conde
sem alguns cuidados técnicos em relação aos impactos ambientais que essas
grandes obras poderiam causar nos ecossistemas do Estuário Tocantino, a
atividade de pesca foi reduzida drasticamente na região e também a poluição
química das águas fluviais e também da poluição química do ar, causado pelas
fumaças das chaminés das fábricas do Complexo Industrial de Barcarena e Porto
de Vila do Conde, que vêm causando sérios problemas na flora e fauna da região,
na vida ribeirinha e suas atividades de pesca e agricultura.
Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

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