RIO TUCUMANDUBA E OUTROS RIOS - RIOS DE ABAETETUBA
O Rio Tucumanduba está localizado no
município de Abaetetuba, Estado do Pará, sendo um dos afluentes do Rio Pará,
onde desemboca, depois de percorrer alguns quilômetros. Está dividido em Baixo,
Alto e Médio Tucumanduba, sendo que cada um desses cursos se organiza em torno
de uma comunidade católica que vieram das antigas Comunidades Eclesiais de
Base-CEB's. Porém, agora, existem muitas outras igrejas evangélicas espalhadas
pelo Rio Tucumanduba e seus tributários.
Pelo Baixo, Médio e Alto Rio
Tucumanduba se espalham as famílias e
comunidades desse rio e outros cursos d’água, tributários do Tucumanduba. Entre
as comunidades, destacamos:
. Comunidade Santo
Antonio, Rio Alto Paruru.
. Comunidade Nossa S.
de Lourdes, Rio Baixo Tucumanduba.
. Comunidade Nossa S.
de Guadalupe, Rio Médio Tucumanduba.
. Comunidade Santa
Terezinha do Menino Jesus, Rio Furo Grande.
. Comunidade São
Sebastião, Rio Ajuaí.
. Comunidade São
José, Igarapé Vilar.
. Comunidade São
Sebastião, Rio Tauá.
. Comunidade São
José, Rio Cuitininga.
. Comunidade Nossa S.
de Nazaré, Igarapé São João.
. Comunidade São João
Batista, Rio Tucumanduba.
. Comunidade Nossa S.
de Lourdes, Rio Baixo Tucumanduba.
. Comunidade Nossa S.
de Guadalupe, Rio Médio Tucumanduba.
. Comunidade Santa
Terezinha do Menino Jesus, Furo do Boto.
. Comunidade São
Sebastião, Rio Arapapuzinho.
AFLUENTES E OUTROS
CURSOS D’ÁGUA IMPORTANTES PARA A LOCALIDADE TUCUMANDUBA
Existem interesses que ligam as
comunidades das diferentes ilhas da Região das Ilhas de Abaetetuba. É o que se
observa na região do Tucumanduba, comunicação que é feita entre rios e rios,
rios e igarapés e rios e furos ou igarapés e rios e baías, que forma uma
pequena bacia hidrográfica que facilita a comunicação das diversas comunidades
e comunicação que é feita somente pelas vias fluviais citadas e por diferentes
tipos de embarcações. O Rio Tucumanduba tem alguns importantes afluentes:
. Ajuaizinho, afluente
. Igarapé Capitão, afluente
. Igarapé Coelho, afluente
. Rêgo, afluente
. Igarapé Acapú, afluente
. Rio Ipiramanha, afluente
FURO TUCUMANDUBA
Além do Rio Tucumanduba existe o Furo Tucumanduba., que faz
limite com o município de Igarapé-Miri, iniciando o limite nas cabeceiras do
Rio Mocajatuba, destas, alcança, por uma reta até as cabeceiras do Rio
Itanimbuca; desce por este até o Furo do Inferno ou Uruá, pelo qual segue até
sair no Rio Meruú, o qual atravessa para a boca do Furo Camarãoquara, pelo qual
também segue até a sua foz, no Furo Tucumanduba e segue por esse furo até encontrar o furo do Pinheiro
e por este até a sua boca, no furo Itaboca, pelo qual continua até sair no Furo
Panacuéra e, por este último, até sair no Rio Mahuba, pelo qual desce até a sua
foz no Rio Tocantins.
Do Rio Tucumanduba, chega-se até a vizinha Vila Maiuatá.
Furo do Tucumanduba, também
conhecido como Furo Grande, onde se festeja Santa Terezinha.
. Furo
Furo é um termo genuinamente amazônico. Furo=pequeno canal estreito de
um rio e furos são córregos ou riachos que unem rios maiores entre si e
adentram as matas de várzeas e igapós amazônicos.
. Igapó
Igapó, palavra tupi=floresta pantanosa, terreno encharcado. Assemelha-se
à várzea, com vegetação e espécies animais e vegetais característicos.
Os furos da Zona Ribeirinha de Abaetetuba/Pa geralmente são navegáveis
por pequenas embarcações que transportam pessoas ou mercadorias, diminuindo as
distâncias entre as comunidades das ilhas/comunidade ribeirinha e as cidades.
Antigamente as embarcações mais utilizadas pelos rios, igarapés e furos eram as
chamadas canoas à vela, que eram de porte pequeno, médio ou grande. A expressão
“canoa grande” se popularizou quando ainda não havia transporte rodoviário no
município e o único meio para se fazer comércio e transporte de pessoas eram as
canoas grandes à vela.
OUTROS TIPOS DE EMBARCAÇÕES
Outras embarcações menores eram usadas no transporte de mercadorias e
pessoas pelas vias fluviais do município/rede hidrográfica como os reboques,
montarias, batelões, canoas à remo e cascos.
Com o advento dos motores à óleo diesel as embarcações existentes foram
adaptadas ao uso de motores movidos a óleo diesel, e outros tipos de
embarcações foram surgindo como pequenos, médios e grandes barcos motorizados,
iates, lanchas voadeiras e outros tipos.
Com a evolução da navegação pelos rios, baías e igarapés, atualmente o
que predomina nos serviços de transporte de mercadorias e pessoas é um pequeno
tipo de embarcação que é largamente utilizado no deslocamento rápido de
estudantes, professores e moradores das ilhas de Abaetetuba de suas comunidades
para a cidade e vice-versa, a rabeta.
. Rabetas
A rabeta é uma pequena canoa motorizada, abastecida à gasolina, que é o
táxi fluvial da rede hidrográfica de Abaetetuba/Pa e região do Baixo Tocantins.
No Rio Tucumanduba existe uma grande quantidade de rabetas de tamanhos
variados e as maiores recebem coberturas chamadas toldos. As rabetas menores,
também existentes em grande quantidade pelos rios de Abaetetuba, não possuem
toldo e elas são mais rápidas que as maiores. Existem também canoas motorizadas
que são chamadas de rabudas e rabudinhas, nome que vêm do motor dessas
embarcações que possui hélice com cabo bastante comprido que movimenta
rapidamente esses tipos de embarcações.
FESTAS RELIGIOSAS
E OUTRAS FESTAS DE SANTOS NO TUCUMANDUBA
Antes da chegada dos padres xaverianos à Abaetetuba em 1961, as
maiores festas religiosas do Tucumanduba eram as Festas de N. S. de Lourdes, na
residências do Sr. Aldemos Maués e a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, que
com a chegada dos padres passaram a constituir comunidades de base da Igreja
Católica.
A festa de Nossa Senhora de
Guadalupe é realizada no mês de Outubro, normalmente no terceiro final de
semana, reunindo os moradores do rio e comunidades vizinhas, contando com
apresentações de atividades de danças folclóricas, teatro e até shows musicais.
O mesmo acontece na festividade de Nossa Senhora de Lourdes, só que no mês de
Novembro.
Além das festividades religiosas
das genuínas comunidades de base, acontece também a festividade de Nossa Senhora
de Nazaré, que é realizada na residência do Sr. Vadião, que se constitui em uma
das maiores expressões da tradição local, pois a mesma já acontece há dezenas
de anos e a reza é no modelo tradicional com a ladainha antiga (cantada),
reunindo durante os quinze dias iniciais de Setembro grande parte da população
do rio, durante todos os dias de festa. Há venda de comidas típicas como
tacacá, cocada, maniçoba, vatapá e uma infinidade mais de iguarias, que dão um
"sabor" especial à festa. Na primeira e na última noite são
realizadas festas dançantes, onde a frequência do público é muito maior, atraindo
gente de outros rios e até da sede municipal.
Como o Tucumanduba possui uma
elevada população, agora existem outras confissões religiosas distribuídas
pelas margens do rio e seus afluentes, como:
. Assembléia de Deus
. Igreja Assembléia de Deus Nova Jerusalém
. Igreja Evangélica Petencostal Luz
da Libertação
ANTIGOS SUB-DISTRITOS DE ABAETETUBA
Antigamente o distrito de Abaetetuba possuía os seguintes sub-distritos:
Abaetetuba, Arapapu, Maracapucu, Maúba, Tucumanduba e Urubuéua. O distrito de Beja
não possui subdistritos. Por ser um sub-distrito o
Tucumanduba possui o Cartório do 5º Sub-distrito do Rio Tucumanduba.
A EDUCAÇÃO NO TUCUMANDUBA
Por força da presença dos grandes
donos de engenho de cana-de-açúcar na região do Tucumanduba, a educação é uma
realidade que já vem desde o final do século 19 e que foi se aprimorando no
decorrer do tempo. O Rio Tucumanduba destaca-se por ser uma das primeiras
localidades das ilhas de Abaetetuba onde foram implantados, os Ensinos Fundamental Maior, de 5ª a 8ª séries e Médio,
até então presentes em apenas outras quatro localidades da área ribeirinha do
município. Devido a isso, possui boas escolas bem estruturadas, contando com um
corpo docente efetivo de Escola Municipal
e o Curso do Ensino Médio através do Sistema Modular de Ensino-SOME.
Desse lugar já saíram
militares, advogados, licenciados plenos em matemática, pedagogia, história,
biologia, letras, e até um ex-prefeito municipal, Aristides dos Reis e Silva. A
professora Maria da Conceição Maués Moraes, uma das mais antigas do local, hoje
com duas graduações e uma pós em andamento se orgulha de ter contribuído em
muito para o desenvolvimento educacional, político, social e econõminco do
local.
O Sistema de
Organização Modular de Ensino-SOME
Esta postagem foi feita em
decorrência que fizemos ao Rio Tucumanduba para participar da colação de grau
dos alunos do Ensino Médio da Escola Bernardino Pereira de Barros/EBPB, da
Escola Anexa Nossa Senhora de Guadalupe, pelo Sistema Modular de Ensino-SOME, e
junto com a Diretora Jesus Rocha (esposa de Ademir Rocha), Profa. Rai,
vice-diretora do EBPB, da funcionária do setor administrativo Cléia Silva.
Na viagem feita por uma
embarcação tipo rabeta que fizemos rumo ao Tucumanduba, via Costa Maratauíra,
pudemos avistar algumas das dezenas de ilhas da chamada Região das Ilhas de
Abaetetuba e pudemos avistar também alguns das centenas de rios, igarapés,
furos e baías da mesma região, e que já receberam várias postagens através do
Blog do ADEMIR ROCHA, e que agora, por força dessa inesquecível viagem feita
rumo a esse belo cenário, reeditamos nesta atual postagem. Avistamos alguns
rios da bacia hidrográfica e fizemos algumas anotações que fazem parte desta
postagem e tiramos muitas fotos dos lugares por onde passávamos e,
principalmente, do Rio Tucumanduba, o destino final da viagem, que é uma das
mais longas feitas pelas rápidas rabetas. Algumas fotos farão parte desta
postagem.
A viagem através da rabeta nos
mostrou cursos d’água em intensa movimentação da vazante das águas dessa
micro-bacia hidrográfica, onde a pequena embarcação enfrentava com galhardia as
intensas ondas da maré de enchente, com duração de hora e meia de viagem,
chegando ao destino já perto do belo anoitecer do lugar.
Escola Nossa Senhora de Guadalupe
É uma escola municipal do Rio Tucumanduba, em Abaetetuba/PA, que possui
o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, este através do Sistema Modular de
Ensino-SOME.
Em 12/3/2010 foi realizada uma concorrida eleição para compor o Conselho
Escolar da referida Escola, que ficou composta das seguintes pessoas:
Presidente foi eleita a Sra. Pedrina, para vice a Sra. Edilza, para secretário
o professor Heraldo e tesoureira a Sra. Rita, tendo sido escolhidas ainda Neusa
Gomes, Rosinete Moraes e Edilena Mendes para completar a composiçao do Conselho
Fiscal.
Atividades
Econômicas no Tucumanduba
No setor econômico, predominam
a atividade pesqueira, a agricultura, o comércio, a coleta do açaí, o
transporte e com uma presença considerável também do setor terciário
(principalmente funcionários públicos).
A Pesca
O Tucumanduba ainda é uma área
de pesca por se situar em bacia hidrográfica rica em pescados e a pesca é um
dos principais meios de sobrevivência da população, decorrendo daí a forte
organização dos membros desse setor, o que incomoda inclusive políticos
municipais. Se destaca a pesca do mapará e do camarão. O setor pesqueiro do
Tucumanduba se organiza através da Colônia de Pescadores Z-14 de Abaetetuba. A
atividade de pescado não se resume apenas aos peixes, existindo também a
atividade da pesca do camarão feita através dos processos dos matapis e lanço.
Os matapis são equipamentos feitos para a pesca do camarão, uma espécie de
cilindo com furos nos dois lados e com dispositivo para permitir apenas a
entrada dos camarões, atraídos pela isca de farelo de babaçu ou arroz. O lanço
é a pesca do camarão através de uma rede de pesca com furos pequenos, próprias
para camarão, mas que também apanha peixes de pequeno porte.
Agricultura
Atividade Agrícola, com a
presença de culturas de subsistências e outras como a da cana-de-açúcar, do
cupuaçu, limão, banana, manga, jambo e outros mais.
Atividade de
Comércio
O comércio também é variado no
Tucumanduba, como:
. Comércio de Bebidas
. Comércio de gêneros alimentícios
. Garapeira
Lazer
Como Lazer no Tucumanduba
existe a prática do futebol, os barracões para festas ou outros eventos.
Madeira
A madeira existia em grande
quantidade pelas ilhas e terras firmes de Abaetetuba e era uma grande
quantidade de pessoas explorando as atividades de serrarias e construção naval.
Ainda existem algumas pessoas no Tucumanduba que se dedicam às atividades de
serraria e construção naval
Coleta e venda do
açaí
A coleta de açaí é outro meio que
garante a sobrevivência da população local, sendo atualmente a atividade
econômica predominante.
Funcionários públicos
Por ser uma localidade densamente
povoada, o Tucumanduba apresenta uma considerável quantidade de funcionários
públicos municipais e estaduais.
Atividade de
Transporte
Atualmente os transportes de
pessoas e pequenas quantidades de mercadorias é feito através das pequenas
rápidas embarcações chamadas rabetas. Para o transporte de grandes quantidades
de rasas com açaí, o transporte é feito através de barcos tipo popopô e
barcos-motores de tamanhos médio e grande. Nas cidades o açái é carregado pelos
inúmeros caminhões que se encarregam de leva-lo para abastecer as fábricas de
fora do Estado do Pará, pois nosso estado ainda não entrou na fase de
industrialização da polpa e outros produtos do açaí, como já se faz nos estados
do Sul e Sudeste do País e até para o exterior.
O
TUCUMANDUBA COMO POLO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE ABAETÉ
O Rio Tucumanduba e outros
rios e igarapés às suas proximidades, constituíram no passado um importante
pólo comercial de Abaetetuba, onde prosperaram várias olarias e engenhos de
cana-de-açúcar no final do século 19 e início até a 1ª metade do século 20 e
que também forneceram vários vultos da história do município. Portanto, a
localidade Tucumanduba é uma localidade histórica de Abaetetuba.
ANTIGOS ENGENHOS NO RIO E FURO
TUCUMANDUBA E OUTROS RIOS
. Engenho S.
Joaquim, de Manoel Silva.
. Pinheiro &
Irmão (engenho para fabricar cachaça e mel), 1922.
. Engenho no Rio Tucumanduba, dos irmãos Reis e Silva (Coronel Aristides
dos Reis e Silva).
. Fazenda e Engenho São José, de José Honório Roberto Maués, Comendador da Ordem de Cristo, à margem direita do rio Tucumanduba.
. Fazenda e Engenho São José, de José Honório Roberto Maués, Comendador da Ordem de Cristo, à margem direita do rio Tucumanduba.
Coronel Maximiano Guimarães, rico dono de engenhos, grandes propriedades
com plantações de cacau, cana-de-açúcar, seringais, embarcações, casas no
interior e na cidade, dono de muitos escravos e outros empregados, entre os
quais muitas famílias de escravos alforriados. Um dos engenhos do Coronel
Maximiano Guimarães Cardoso, com fazenda anexa, ficava às margens do Rio
Tucumanduba. Nesse lugar tinha de tudo: luz elétrica, com gerador acoplado a
rodas de ferro, com pás de madeira, movimentadas pela força da correnteza do
Rio Tucumanduba. Na fazenda anexa ao engenho criava gado: bois, carneiros,
cabras, porcos, patos, cavalos. Havia grande variedade de caças, pescados,
mariscos e muitos produtos do extrativismo das matas e águas. As máquinas para
a fazenda/engenho do Cel. Maximiano foram compradas direto da Inglaterra,
inclusive as duas lanchas à vapor de lenha, todas em ferro e aço: a Lancha Tucumanduba, que era muito veloz e com potente sirene e
a Lancha Cardosinha, igualmente potente.
. Engenho do Cel.
Hygino Maués (Rio Tucumanduba), cachaça e mel, 1922;
. Antonio Santos
& Irmão (cachaça e mel), 1922.
. Engenho dos
irmãos Reis e Silva (Coronel Aristides dos Reis e Silva).
. Engenho São
José, de Pinheiro Maués & Cia, para fabricar cachaça.
. Engenho de
Arquimima Marques da Silva, para fabricar açúcar e mel de cana/melaço.
. Engenho Vista
Alegre, de José Joaquim Maués.
NO RIO TUCUMANDUBAZUNHO
. Engenho Santa
Rita, de Miguel Pompeu F. Maués.
NO FURO TUCUMANDUBA
. Aristides Silva
& Cia. (engenho para fabricar cachaça e mel), 1922.
. Engenho de
Antônio Santos & Irmão (Furo Tucumanduba), cachaça e mel, 1922;
. Engenho Deus é
Bom Pai, de Manoel Pereira da Silva.
. Engenho S. Pedro,
de Indalécio G. Rodrigues.
. Engenho
Catipera, de Henrique Costa.
. Engenho Santo
Antonio, de Galileu Villaça & Cia, que fabricava cachaça.
. Empresa União
Ltda, que fabricava cachaça.
. Engenho-Empresa
Nazaré, de Raimundo Oliveira e Altino.
. Empresa Naiabé,
de João Marcelino Pacheco.
. Engenho Santo
Antonio, de Augusto Nascimento Marques.
. M. F. Carneiro,
que fabricava açúcar e mel de cana/melaço.
. Pinheiro
& Irmão com fábrica de cachaça no Furo Tucumanduba, citado em 1931.
NO RIO TUCUMANDUZINHO
. Engenho Santa Rita,
de Miguel Pompeu F. Maués.
Antigos Engenhos do Furo
Tucumanduba
Esse furo possuía
importantes engenhos nos áureos tempos de “Abaeté, a Terra da Cachaça”, que
fabricavam cachaça, mel de cana (melaço) e rapadura.
. Engenhos do
Coronel Aristides dos Reis e Silva, que foi um importante vulto político e
comercial em Abaeté. Como político chegou a ser Deputado a Assembléia
Legislativa, Intendente Municipal em Abaeté (1919-1922) e prefeito nomeado na
Revolução de 1930 (1/1/1938-28/2/1943).
Outros donos de engenho, conforme
atestam documentos de 1922
. Engenho da firma
Pinheiro & Irmão.
. Engenho do Coronel
Hygino Maués, que foi um importante vulto político e comercial de Abaeté,
chegando a ser Intendente Municipal (1906-1908 e 1908-1911),
. Engenho da firma Elias &
Oliveira.
2010
. Em 2010 ainda existia a Fábrica de
Mel do Sr. Salins
OUTRAS ANTIGAS ATIVIDADES
ECONÔMICAS NO TUCUMANDUBA
Além da indústria canavieira, o Rio Tucumanduba e seus
tributários possuíam uma intensa atividade de caça e pesca de peixes e camarão,
atividades que escassearam nos dias atuais, devido a pesca e caça predatória. A caça predatória fez desaparecer importantes e
belas aves e mamíferos que habitavam as matas da região do Tucumanduba. E o
mesmo aconteceu com as árvores que forneciam madeira-de-lei e com o barro, que
era matéria-prima das inúmeras olarias do lugar. Devido a escassez do barro e da
madeira-de-lei, praticamente já não mais existem em abundância as tradicionais
atividades da indústria cerâmica e da carpintaria naval no Tucumanduba.
OLARIAS
Olarias Remanescentes no Tucumanduba ainda existentes em
2010:
. Olaria do Sabiá
. Olaria do Miguel
. Olaria do Parodo
. Olaria do Neneca
. Olaria do Cindango
. Olaria do Lourenço
. Olaria Bico da Esperança
Antigas Escolas e
Antigos Professores do Tucumanduba
Em 1885 a localidade Tucumanduba tinha como professor da escola pública
elementar CAPITOLINO PEREIRA DE
BARROS.
. Em 1886 o professor da escola do Tucumanduba Capitolino Pereira de Barros tem
licença de 1 mês, com direito a 2/3 de gratificação. É removido o professor
Capitolino Pereira de Barros da escola do Tucumanduba para a escola do
Arapiranga por portaria de 9/3/1886.
. Em 1886 o professor MANOEL LAURINDO CARDOSO é nomeado para o Tucumanduba,
distrito de ABAETÉ.
. Em 1886 foi
nomeado em 23/5/1886 o professor MANOEL JOAQUIM DA SILVA LOBATO, por portaria,
para a escola elementar do Tucumanduba, distrito de ABAETÉ.
Em 1887 a escola
provisória do Tucumanduba possuía 57 alunos (devia existir uma escola masculina
e outra feminina nessa localidade).
FAMÍLIAS, NOMES
ILUSTRES E PERSONALIDADES DA LOCALIDADE TUCUMANDUBA E DE OUTROS RIOS VIZINHOS
Por ser um local histórico, o
Tucumanduba apresenta uma série de grandes nomes que fazem parte da história de
Abaetetuba e outros nomes que concluíram cursos superiores de Direito,
licenciados plenos em Matemática, Pedagogia, História, Biologia, Letras.
. Manoel Silva, antigo dono do Engenho São Joaquim.
. Pinheiro & Irmão, antiga firma, dona de engenho no Furo Tucumanduba para fabricar cachaça e mel, 1922, 1931.
. Irmãos Reis e
Silva (Coronel Aristides dos Reis e Silva)m com engenho no Rio Tucumanduba.
. José Honório Roberto Maués, Comendador da Ordem de Cristo, à margem
direita do rio Tucumanduba, dono de Fazenda/Engenho São José.
. Vicente Maués, em
pesquisa de Naldo Araujo
O
nome é familiar a todos nós, abaetetubenses. Afinal, foi assim denominada uma
das mais tradicionais escolas públicas do município. Uma forma de homenagear um
dos mais ilustres filhos desta terra: Vicente Maués. Uma história de vida que começou no ocaso do século
XIX.
Naquela época, a Amazônia vivia o período áureo do ciclo da borracha.
Como nos retrataria o pesquisador Manuel Barata, em relação à exportação do
látex: "Nunca viu o Pará tanta moeda de ouro em circulação. O dollar
americano andava de mão em mão". Localidades onde se dava esse tipo de
extrativismo ou as que se localizavam próximas aos centros exportadores
cresciam e se emancipavam politicamente. Era o caso da Freguezia de Abaeté.
Antes de servir de entreposto da borracha, contudo, a povoação já abrigava uma
classe social abastada, composta por donos de engenho, onde se produzia açúcar, mel e aguardente.
Concentradas na região das ilhas, as imensas plantações de cana-de-açúcar eram
mantidas pelos escravos.
Uma dessas propriedades era o engenho São José, às margens do rio
Tucumanduba. Foi lá que, no dia 22 de janeiro de 1879, o coronel José Honório
Roberto Maués e Dona Emiliana Maria da Conceição receberam congratulações pelo
nascimento do filho, a quem batizaram de Vicente. Como todos os barões da
cachaça, o coronel tratou logo da educação do menino. Assim, Vicente fez os
estudos primários no colégio do cônego Gerônimo de Oliveira, em Belém,
passando, em seguida, para o Liceu Paraense, onde concluiu o curso secundário.
Mas o jovem vindo do interior queria mais. Esgotadas todas as perspectivas de
estudos em terras paraenses, transferiu-se para Recife. Lá, realizaria o sonho
de sua vida. Estudaria na Escola de Engenharia de Pernambuco. Persistente, o
homem que saiu das ilhas de Abaeté colaria grau como engenheiro civil, no dia
27 de março de 1903.
Vicente Maués retornou ao Pará logo depois de sua formatura, para
desempenhar funções importantes no governo estadual. Foi nomeado,
interinamente, engenheiro da Secretaria de Obras Públicas, Terras e Viação,
sendo efetivado no cargo três anos mais tarde. Em 1928, por determinação do
governador Dionísio Bentes, alcançou o posto de engenheiro-chefe da 3ª seção
daquela secretaria de estado. Foi, ainda, engenheiro-chefe da 4ª Divisão da
Estrada de Ferro de Bragança.
No dia 22 de janeiro de 1905, casou-se com a professora normalista
Francisca Marques Maués, com quem teve onze filhos, que lhe deram dez netos. No
dia 7 de agosto de 1939, familiares e amigos acorreram à casa de número 389, na
travessa D. Romualdo de Seixas, em Belém. Ali, onde vivia com a família, o
doutor Vicente Antônio Maués encerrava uma trajetória de vida que começou no
rio Tucumanduba e acabou entrando para a história.
. Coronel Maximiano Guimarães, rico dono de engenhos, grandes propriedades
com plantações de cacau, cana-de-açúcar, seringais, embarcações, casas no
interior e na cidade, dono de muitos escravos e outros empregados, entre os
quais muitas famílias de escravos alforriados. Um dos engenhos do Coronel
.Maximiano Guimarães Cardoso, com fazenda anexa, ficava às margens do Rio
Tucumanduba.
. Antonio Santos
& Irmão, firma dona de engenho para fabricar cachaça e mel, 1922.
. Pinheiro Maués
& Cia, firma dona do Engenho São José para fabricar cachaça.
. Arquimima Marques
da Silva, dona de engenho para fabricar açúcar e mel de cana/melaço.
. José Joaquim Maués,
dono do Engenho Vista Alegre.
. Sra. Pedrina,
que foi eleita presidente do Conselho Escolar da Escola Nossa S. de Guadalupe,
em 2010.
. Sra. Edillza,
que foi eleita vice-presidente do Conselho Escolar da Escola Nossa S. de
Guadalupe, em 2010.
. Professor
Heraldo, que foi eleito secretário do Conselho Escolar da Escola Nossa S. de
Guadalupe, em 2010.
. Sra. Rita, que
foi eleita tesoureira do Conselho Escolar da Escola Nossa S. de Guadalupe, em
2010.
. Neusa dos Santos
Gomes, que foi eleita para o Conselho Fiscal da Escola Nossa S. de Guadalupe,
em 2010.
. Rosinete Moraes,
que foi eleita para o Conselho Fiscal da Escola Nossa S. de Guadalupe, em 2010.
. Edilene Mendes,
que foi eleito para o Conselho Fiscal da Escola Nossa S. de Guadalupe, em 2010.
. Dinailson,
citado como professor da Escola Nossa S. de Guadalupe, em 2010.
Miraildes
Moraes, jovem que em 2010 recebeu o grau de Licenciada Plena em Matemática pela
Universidade do Estado do Pará-UEPA.
. Leidiane
Pinheiro, jovem que em 2010 recebeu o grau de Licenciada Plena em Matemática,
pela Universidade do Estado do Pará-UEPA e foi citada como professora na Escola
Nossa S. de Guadalupe em 2010.
. João Batista dos
Reis e Silva, nome citado durante a viagem e da rápida estadia na referida
colação de Grau no Rio Tucumanduba e esse cidadão é um dos mais antigos
moradores do local, com 99 anos em 2013 e é sobrinho da conhecida figura
histórica de Abaetetuba, Cel. Aristides dos Reis e Silva.
. Hélio Correa
Maués, recém eleito vereador em 2012, Patrono da Turma de Colandos 2013 e que
descende da tradicional família Maúes do Tucumanduba.
. Zeca Maués,
tradicional morador da localidade Tucumanduba e pai do vereador Hélio Correa
Maués.
. Geovani Correa Pinheiro,
morador da localidade, citado em 2013
. Elizulur Farias
Quaresma, colanda 2013 do Ensino Médio-CBPB e SOME
. Larissa Pinheiro
Maués, colanda 2013 do Ensino Médio-CBPB e SOME
. Dionice Pinheiro
Reis, moradora citada em 2013
. Nilcilene
Ferreira Cardin, colanda 2013 do Ensino Médio-CBPB e SOME
. Sebastiana
Lobato da Cunha, colanda 2013 do Ensino Médio-CBPB e SOME
. Rosângela Machado
Gonçalves, colanda 2013 do Ensino Médio-CBPB e SOME
. William Farias
Gonçalves, colando 2013 do Ensino Médio-CBPB e SOME
. Maria do Socorro
Ferreira Rodrigues, moradora citada em 2013
. Orivaldo Machado
Gonçalves, morador citado em 2013
. Maria da Consolação
Maués Moraes, moradora e professora Paraninfa da Turma de colandos 2013 do
CBPB-SOME.
. Raimunda
Ferreira Gonçalves, moradora citada em 2013
. Lúcio Mauro
Pinheiro, jovem diretor da Escola Nossa Senhora de Guadalupe em 2013, escola
que faz parte do Sistema Modular de Ensino-SOME, que foi um dos principais
responsáveis pela colação de grau dos alunos concluintes do Ensino Médio 2012.
. José Roberto de
Sarges Lobato, citado na solenidade de colação de grau 2013.
. Guilherme Cunha,
citado na solenidade de colação de grau 2013.
. Elenison, evangélico,
citado na solenidade de colação de grau
2013.
. Ediane Farias Gonçalves, citada na solenidade de colação de grau
2013, representante da Igreja Católica.
. Edinísio,
evangélico e vereador eleito em 2012, citado na solenidade de colação de grau,
paraninfo da turma de colandos 2013.
. Capitão João
Reis, antigo morador da localidade Tucumanduba e que deu origem à tradicional
família Reis e Silva dessa localidade.
. José Roberto,
evangélico
. Sr. Fabian, dono
do salão onde aconteceu a colação de grau do CBPB-SOME, ano 2013.
Outros logradouros na mesma região
. Furo dos Feios
. Furo Gentil
. Furo Tucumã
. Igarapé-Açu
. Igarapé Arnaldo
. Igarapé Chumbinho
. Igarapé das Pedras
. Igarapé Mamorana
. Igarapé Miritizeiro
. Igarapé Pacaquara
. Igarapé Santo Antonio
. Igarapé Tinga
. Igarapé Vargilista
. Rio Ajuaí
. Rio Capitão
. Rio Furo Rego
. Rio Quianduba
. Rio Santa Rita
. Rio Zinho
Conforme o Censo Demográfico de 2010
NO FURO
TUCUMANDUBA
. Aristides Silva
& Cia, firma dona de engenho para fabricar cachaça e mel, 1922.
. Antônio Santos
& Irmão, firma dona de engenho, no Furo Tucumanduba para fabricar cachaça e
mel, 1922.
. Manoel Pereira
da Silva, dono do Engenho Deus é Bom Pai.
. Indalécio G.
Rodrigues, dono do Engenho São Pedro.
. Henrique Costa,
dono do Engenho Cá Te Espera.
. Galileu Villaça
& Cia, firma dona do Engenho Santo Antonio que fabricava cachaça.
. Empresa União
Ltda, que fabricava cachaça.
. Raimundo
Oliveira e Altino, donos do Engenho/Empresa Nazaré.
. João Marcelino
Pacheco, dono do Empresa/Engenho Naiabé.
. Augusto
Nascimento Marques, dono do Engenho Santo Antonio.
. M. F. Carneiro,
que fabricava açúcar e mel de cana/melaço.
RELAÇÃO DOS PARTICIPANTES E CONTRIBUINTES DO RIO TUCUMANDUBA NA FESTA DE NOSSA S. DA CONCEIÇÃO EM 1961
. Adelaide da Cunha Rodrigues
. Eulina Ribeiro Rodrigues
. Claudino Rodrigues
. Francisco Duarte Rodrigues
. Graziela Rodrigues
. Manoel Raimundo Rodrigues
. Maria Moraes Rodrigues
. Maria Sebastiana Rodrigues
. Raimundo Rodrigues
. Agostinho Marques Bailão
. Domingos de Jesus Espírito Santo Bailão
. Eufrásia Marques Bailão
. Francisca Marques Bailão
. Lúcia Marques Bailão
. Orlandina da Conceição Bailão
. Agostinho Mindelo
. Antonio da Cunha Brabo
. Raimundo da Cunha Brabo
. Antonio Rodrigues
. Antonio Rodrigues Correa
. Oflávio Rodrigues Correa
. Maximiana Rodrigues Correa
. Galileu Pina Correa
. João Pina Correa
. Raimundo Pina Correa
. Joaquim Antonio Correa
. José Edinaldo Melo Correa
. José Maciel Correa
. Antonio Rodrigues Góes
. Benedita Braga Ribeiro
. José Ribeiro
. Marcírio Ribeiro
. Osmarina dos Passos Ribeiro
. Benedito Góes Pinheiro
. Dulcídio Maués Pinheiro
. Emília Maués Pinheiro
. Geminiano Maués Pinheiro
. Carmita da Silva Gomes
. Aldemar Loureiro Maués
. Aldo Loureiro Maués
. José Loureiro Maués
. Maria Helena Loureiro Maués
. Maria Isaura Loureiro Maués
. Marilda Loureiro Maués
. Didier Maués
. Luzia Correa Maués
. Olderina Rodrigues Maués
. Sebastiana Maués
. Elmâncio da Conceição Ferreira
. Juarez Távora Ferreira
. Enéas Bailão Moraes
. Francisco Bailão Moraes
. Geraldino Bailão Moraes
. Gui Bailão Moraes
. Pedro Bailão Moraes
. Inocêncio Moraes
. Jesus Bailão Moraes
. José Bailão Moraes
. Maria Bailão Moraes
. Raimundo Bailão Moraes
. Valdomiro Bailão Moraes
. Juveniano Moraes
. Manoel José Maria Negrão Moraes
. Raimundo Moraes
. Raimundo Moraes Neto
. Sebastiana dos Santos Moraes
. Fernando Cardoso
. Maria Ribeiro Cardoso
. Francisco Xavier dos Santos
. Manoel Rodrigues dos Santos
. Raimunda Pereira dos Santos
. Isolino dos Santos
. Francisco Alexandre de Brito
. Francisco Mindelo
. José Cunha
. Antonio Sampaio da Cunha
. Gabriel Cunha
. Guiomar dos Santos Cunha
. Irineu Cunha
. João Francisco Correa da Cunha
. Pedro Correa da Cunha
. Laudelino da Cunha
. Manoel Gonçalves da Cunha
. Manoel Ribeiro da Cunha
. Maria Naíde Ribeiro da Cunha
. Ovídio Cunha
. Paulo Cunha
. José Valente da Cunha
. Teodoro Valente da Cunha
. Maria Raimunda da Cunha
. Maria Vitória Rodrigues da Cunha
. Olgarina da Silva Cunha
. Raimundo Feio da Cunha
. Sebastiana dos Santos Cunha
. Idalino Pinheiro e Silva
. Manoel Silva
. Palmiro Silva
. Maria José Rodrigues da Silva
. Rosa Rodrigues da Silva
. Maria Stela da Cunha Silva
. Raimundo Pacheco da Silva
. Valdomira da Paz e Silva
. José Feliciano Martins
. Eulália Góes Melo
. Lazaro Melo
. Moisés Melo
. Leodegário Ferreira de Melo
. Laurindo de Moraes Gonçalves
. Ovídio Gonçalves
. Luiz Góes Marques
. Raimundo Marques
. Manoel do Carmo
. Manoel Miranda
. Manoel da Silva Farias
. Nilo Gonçalves Farias
. Raimundo Bararuá Farias
. Roque Farias
. Oscar de Castilho Leal
. Raimundo de Sousa Oliveira
. Raimundo Nonato Pereira
. Raimundo Teixeira
NO RIO
TUCUMANDUZINHO
. Miguel Pompeu F.
Maués, foi dono do Engenho Santa Rita no Rio Tucumandubazinho.
. Coronel Aristides dos Reis e
Silva, que foi dono de engenhos e um importante vulto político e comercial em
Abaeté, que chegou aos cargos de intendente municipal (1919-1922), prefeito
(prefeito nomeado na Revolução de 1930 (1/1/1938-28/2/1943), deputado na Assembléia
Legislativa.
. Pinheiro & Irmão, firma dona
de engenho.
. Coronel Hygino Maués, que foi um
importante vulto político ocupando o cargo de intendente municipal de Abaeté
(1906-1908 e 1908-1911), comerciante e dono de engenho em Abaeté
Elias & Oliveira, firma dona
de engenho.
. Capitão João Reis e Silva, antigo comerciante e dono de
engenho na localidade Tucumanduba e que deu origem á tradicional família dos
Reis e Silva.
. João Batista dos Reis e Silva, tradicional morador da
localidade Tucumanduba, antigo comerciante e atualmente (2013) com 99 anos de
idade.
. Zeca Maués, antigo morador do Tucumanduba
. Aldemos Batista Maués, que veio da tradicional família
Maués, esta detentora de engenhos na localidade Tucumanduba.
. Professora Maria da Conceição Maués Moraes, com curso
superior de licenciatura e pós graduação e que desenvolve suas atividades na
própria localidade
FURO GRANDE
O Furo Grande liga o Rio Tucumanduba ao Rio
Quianduba e onde acontece a Festa de Santa Terezinha. Abriga a Escola Nossa
Senhora da Guia.
FAMÍLIAS, DONOS DE COMÉRCIO E ENGENHOS
DO FURO GRANDE
. Engenho da família Vasconcelos, no Furo Grande.
. Manoel Costa com comércio de fumo e bebidas no Furo
Grande, neste município.
. Engenho de Abel
Guimarães, no Rio Furo Grande.
. José C. Maués,
com comércio no Furo Grande EM 1932.
. Engenho de J. C.
Rodrigues (José Costa Rodrigues), na margem direita do Furo Grande.
. Engenho Dom
Bosco, de Chiquinho Ferreira, na Foz do Furo Grande.
. Raymundo
Ferreira Vaz, com engenho no Furo Grande EM 1931, que fechou em 1932.
. Engenho de
Didico Guimarães, no Rio Furo Grande. Didico Guimarães Rodrigues era filho de
Antonio Guimarães Rodrigues e Raymunda V. da Silva Rodrigues.
. No Furo Grande
exisitia a Fazenda/Engenho São Francisco, do lendário Coronel Caripuna/Antonio
Francisco Correa Caripuna, chefe político de Abaeté, muito influente na
localidade, que até designou Abaeté de Cidade do Caripuna. Engenho do Caripuna
foi um dos primeiros na então Vila de Abaeté.
ENGENHO DA
FAMÍLIA PACHECO NO FURO GRANDE
. Engenho Pacheco.
Localiza-se no Furo Grande, atualmente, em 2010-03-24, é o único engenho
existente em Abaetetuba. É um antigo engenho, montado em 1925, com produção
quase artesanal, maquinário inglês antigo e está em acentuada decadência.
O Engenho de
Cachaça Pacheco EM 24/3/2010 era o último engenho dos muitos existentes em
Abaetetuba/Pa na fase áurea de produção de cachaça e mel de cana. Seu
maquinário é de origem inglesa, já obsoleto, do século 19 e fica situado em um
barracão bastante velho construído em madeira, mas que ainda produz, precariamente,
cachaça de modo caseiro.
Cada engenho
acima teve vários donos e mudava de nome conforme a rotatividade de novos
compradores dos antigos engenhos e um engenho podia mudar de localidade, pois o
maquinário de um engenho era uma
estrutura desmontável.
FESTAS
RELIGIOSAS NO FURO GRANDE
. Festa de Santa Terezinha, na capela da comunidade
. Comunidade São
Francisco Xavier, Rio Piquiarana.
NOMES, FAMÍLIAS,
DONOS DE ENGENHOS E COMÉRCIO NO RIO PIQUIARANA
O Rio Piquiarana
era um pólo comercial/industrial de Abaeté, com a existência de uma intensa
atividade da produção canavieira e um forte comércio na região.
Alguns Nomes
Os engenhos do
Piquiarana, conforme atestam documentos de 1922 perteciam às seguintes pessoas:
. Fábrica de
cachaça, açúcar e mel, denominada “Conceição”, no Rio Piquiarana, da firma
Maués & Barbosa, tendo como sócios José Honório Roberto Maués e José
Barbosa Ferreira, em 1931.
. Juvêncio
Christino Pinheiro, industrial, com engenho à vapor para fabricar cachaça,
situado à margem direita do Rio Piquiarana, admite como sócio, Antonio Rosa da
Fonseca, com documento feito
pelo tabelião Miguel Mendes dos Reis, em 1931.
. Engenho de José
Honório Roberto Maués (Rio Piquiarana), cachaça e mel, 1922
. Engenho de Júlio
Antônio da Costa (Rio Piquiarana), cachaça e mel, 1922
. Engenho
Progresso, de José Matos, no Rio Piquiarana
. Engenho
Conceição, de Joaquim Freitas Castro, no Rio Piquiarana, para fabricar cachaça
. Engenho
Mata-Fome, de Félix Mota, no Rio Piquiarana
. Engenho de
Francildo M. Nobre (Francildo Maués Nobre), no rio Piquiarana
. Engenho São
Francisco/Engenho do Chiquito Nobre, de Francisco de Oliveira Nobre, no Rio
Piquiarana.
. Firmo Roberto
Maués (engenho para fabricar mel), 1922
RIO
PIQUIARANA-AÇU
. Engenho de Nobre
& Irmão, para fabricar cachaça.
Francisco L. da
Silva adquire a indústria de J. M. Teixeira, no Rio Piquiarana, em 1931.
. Em 1931
Francisco Loureiro da Silva era proprietário de fábrica de cachaça denominada
“Espírito Santo”, às margens do Rio Piquiarana-Açu, que fecha as portas, por falta de vendas. O
mesmo “Engenho Espírito Santo” é repassado para Jovêncio C. Pinheiro/Juvêncio
Cristino Pinheiro, industrial, com engenho à vapor, para fabricar cachaça.
1931: Francisco Loureiro da Silva proprietário de fábrica de cachaça denominada
“Espírito Santo”, às margens do Rio Piquiarana-Açu, fecha as portas, por falta
de vendas.
Fábrica de
cachaça, açúcar e mel, denominada “Conceição”, no Rio Piquiarana, da firma
Maués & Barbosa, tendo como sócios José Honório Roberto Maués e José
Barbosa Ferreira, em 1931.
RIO
PIQUIARANA-MIRY
Às margens do
Rio Piquiarana-Miry foi montado o engenho São Francisco, de Francisco de
Oliveira Nobre/ Chiquito Nobre, que fabricava cachaça.
NOME DOS CONTRIBUINTES DO RIO PIQUIARANA COM A FESTA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM 1961
Famílias A
. Alexandre M. de Abreu
. Clemente M. de Abreu
. Maria Mariana Afonso
. Miguel Fidelis Afonso
. Pedro Afonso
. Tomás Azevedo
. Herculano dos Santos Azevedo
Famílias B
. Rosa Correa Barbosa
. Gildo Ramos Pinheiro Bastos
. Joaquim Bastos
. Nestor Bastos
Famílias C
. Ebrandina Santos Carneiro
. Antonio Diogo de Carvalho
. Orivaldo Carvalho e esposa
. Pedro Carvalho
. Rosa Quaresma Carvalho
. Raimundo Luiz Correa
. Antonio Lobato Correa
. Idertrudes Caripuna Correa
. Manoel Nito da Costa
. Pedro Costa
. Terenciano Costa
. Maria Nazaré Coutinho
. Santinha da Cunha
Famílias F
. Antonio Miguel Ferreira
. Deodato Ferreira
. Manassés Maciel Ferreira
. Pedro Maciel Ferreira
. Maurícia Magno Ferreira
. Raimunda Quaresma Ferreira
. Zeca Furtado
Famílias G
. Manoel José Gomes
. Menelu Gomes
. Maria Augusta Pinheiro Gomes
. Maria da Conceição Pinheiro Gomes
. Raimundo Pinheiro Gomes
Famílias J
. Terezinha Jaques
Famílias L
. B. Lobato
. Irmãos Lobato, 3 irmãos
. Jorge Lobato
. Miguel Rodrigues Lobato
. Elizeu da Luz
. Manoel Bernardo Luz
Famílias M
. Sinfrônia da Conceição Macedo
. Lobato Maciel
. Petronila Ferreira Maciel
. Francisco de Mendonça
. Ernestina de Miranda
. João Afonso de Miranda
. Maria Raimunda Miranda
. Raimundo Miranda
. Manoel de Sousa Miranda
. Domingos Pantoja Miranda
. Cláudio Correa de Miranda
. João Hipólito Correa de Miranda
. Raimundo Correa de Miranda
. Augusto Moraes
. Maria do Carmo de Moraes
Famílias N
. Antonio Neves
. Benedito Nunes
Famílias O
. J. Oliveira
. Miguel Oliveira
. Raimundo Oliveira
Famílias P
. José Santos Pantoja
. Saturnila Correa Pantoja
. João Augusto Paraense
. Maria Auxiliadora Pinheiro
. Maria da Conceição Pinheiro
. Maria da Conceição Pinheiro
. Maria Madalena Pinheiro
. Maria Pinheiro
. Miguel Arcanjo Pinheiro
. Nazaré Pinheiro
. Antonina Lobato Pinheiro
. Manoel Antoni Lobato Pinheiro
. Benedito Dias Pinheiro
. Delmiro Dias Pinheiro
. Luzia Dias Pinheiro
. Joana Neri Pinheiro
. José Saraiva Pinheiro
. Raimundo Pinto Pinheiro
. Lauro Ramos Pinheiro
. Manoel Vera Cruz Pinheiro
. Raimundo Nonato Pinheiro
Famílias Q
. Joaquina Quaresma
. Luzia Quaresma
. Maria Quaresma
. Mário Domingos Quaresma
. Francisco dos Santos Quaresma
. Maria Ferreira Quaresma
. Zuleide de Moraes Quaresma
. Sebastião Azevedo Quaresma
Famílias R
. Maria Raimunda
. Paulo Ramos
. Valdemar Ribeiro, era casado e com família
. Antonio Roberto Rodrigues
. Armito Rodrigues
. Manoel José Rodrigues
Famílias S
. Domingos Azevedo dos Santos
. Manoel da Silva
. Francisco Marques da Silva
. Antonio Diogo de Sousa
. Elvira diogo de Sousa
Famílias T
. Evilásio Viana Teixeira
RIO PANACUÉRA
NOMES, FAMÍLIAS,
DONOS DE COMÉRCIO E ENGENHOS NO RIO PANACUÉRA:
. Engenho de
Miguel Procópio Rodrigues (Rio Panacuéra), mel, 1922.
. Engenho de
Thomaz Antônio Rodrigues (Rio Panacuéra), mel, 1922.
. Engenho
Primavera, de Francisco Lobato.
. Engenho Santo
Antonio, de Rosendo Maués., que fabricava cachaça.
. Engenho São
Gerônimo, de Noé Guimarães Rodrigues, que fabricava cachaça, no rio Panacuéra,
que em 1994 era só abandono e o mato invandindo tudo.
Engenho
Primavera, de A. Tocantins & Filhos, que fabricava cachaça.
Engenho de
Ercílio Ferreira Costa, que fabricava açúcar e mel/melaço de cana.
Engenho de
Segismundo Augusto Rodrigues, que fabricava açúcar e mel de cana.
. Engenho de
Antonio Costa Ferreira, que fabricava açúcar e mel de cana.
Engenho de
Virgílio Quarema dos Santos, que fabricava açúcar e mel de cana/melaço.
FURO PANACUÉRAZINHO
. Engenho São
Gerônimo, de Noé Guimarães Rodrigues, que fabricava a cachaça São Jerônimo.
. Comunidade São
Paulo, Furo Gentil.
FURO GENTIL
. Engenho Gentil,
de Alves & Costa Ltda, para fabricar cachaça.
. Engenho
Gentil/Engenho de Raimundo Quaresma, na foz do Furo Gentil.
. Engenho S.
Sebastião, de Raimundo Quaresma.
. Maria Edinor
Quaresma com outro engenho no rio Gentil.
NO RIO AJUHAHY
. Innocêncio
Joaquim Pinheiro (engenho para fabricar mel), 1922.
NO RIO PARURU
. Engenho de
Marciano Magno Nunes (Rio Parurú), mel, 1922.
NO RIO
CUITININGA/SAMUHUMA
. Fábrica de mel:
Rodrigues & Irmão, no Rio Samuhumma/Cuitininga, 1922.
. Engenho de José
Quaresma & Irmão/Rio Coutininga, mel, 1922;
. Engenho de
Segismundo Rodrigues (Rio Coutininga), mel, 1922;
. Engenho para
mel: José Rodrigues (Furo Samuhuma), 1922.
. Engenho de
Miguel Pompeu F. Maués, no rio Cuitininga.
. Engenho Santa
Rita, de Raimundo Paz Maués, no rio Cuitininga.
. Engenho Da Paz
Maués, que fabricava a cachaça Maués.
. José Rodrigues
(mel).
. Engenho de
Raimundo da Paz Nunes, que fabricava açúcar e mel de cana.
. Engenho de
Manoel Araujo, que fabricava açúcar e mel.
. Engenho de Pedro
Quaresma dos Santos, que fabricava açúcar e mel.
. Engenho de Noé Guimarães.
Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA.

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