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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

CULTURA & HISTÓRIA-MEMÓRIA EM ABAETETUBA E PARÁ

CULTURA & HISTÓRIA-MEMÓRIA EM ABAETETUBA E PARÁ
Acima, aspectos da Cultura e História-Memória de
Abaetetuba

Dois focos do Blog do ADEMIR ROCHA são a Cultura e a História-Memória, especialmente de Abaetetuba e do Pará. É certo que pessoas e alguns órgãos e instituições locais se preocupam com esses aspectos e até acontecem eventos que evocam nossa história. São os casos da Semana de Arte e Folclore de Abaetetuba e as feiras do Extra-Abaeté e do Miritifest que, dentro do possível, procuram apresentar alguns elementos culturais e da História-Memória de Abaetetuba. Mas nos faltam outros elementos para colocarmos em destaque esses aspectos da vida de Abaetetuba, pois os apresentados durante os festivais acima enfatizam alguns aspectos da nossa Cultura e História-Memória, tentando atender ao aspecto festivo de grande parcela da população de Abaetetuba que é fortemente marcada por esse aspecto cultural, haja vista os festejos de Natal, Ano Novo, Carnaval, Quadra Junina, as festas dançantes, shows musicais e os inúmeros festejos de santos, da sede e do interior do município, que são eventos altamente festivos e que atende perfeitamente ao nosso já conhecido aspecto festivo. Belém já é dotada de alguns museus, entidades e órgãos que procuram atender aos aspectos culturais e da História-Memória de Belém e do Pará, mas ainda falta a visão e organização que possam levar a maioria da sua população a sentir e propagar a sua rica história que deve fazer parte do seu dia-a-dia e vida. E é nesse sentido que nosso promotores culturais devem trabalhar, isto é, fazer o povo entender que temos uma Cultura diversificada e uma rica História-Memória que precisa ser preservada e anunciada a todos os nossos cidadaos, visitantes e turistas de nossas cidades. O Blog do ADEMIR ROCHA já publicou inúmeras postagens sobre todos os elementos culturais e da História-Memória de Abaetetuba, inclusive dando sugestões de como resgatar esses aspectos através da criação de museus temáticos que pudessem fazer o resgate de nossa história.
Nesse sentido é que apresentamos os dois textos abaixo, de Leo Prates, que trata da questão da preservação da História-Memória e Cultura de Salvador/BA e do curso de Michel Pinho, que fala da função de cada um de nós na preservação de nosso patrimônio histórico, material e imaterial de nossas cidades. Leia com atenção e veja que nossos eventos culturais são importantes, mas que a Cultura e a História-Memória vai muito além desses meritórios eventos festivos.

Leo Prates: preservando nossa memória

26.09.2013 | Atualizado em 26.09.2013 - 07:21
Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA
Leo Prates*                                                  
Com a criação do Sistema Municipal de Cultura, cujo projeto de lei foi encaminhado à Câmara Municipal de Salvador pelo Executivo, a cidade terá um instrumento de articulação, gestão e fomento de políticas públicas na área cultural. Integrarão o Plano Municipal da Cultura: o Sistema Municipal de Financiamento à Cultura, o Sistema Municipal de Informação e Indicadores Culturais e o Programa de Formação e Qualificação em Cultura. E a cidade adere ao Sistema Nacional de Cultura.

Me senti honrado em ser relator desse projeto que colocará Salvador em outro patamar na esfera cultural. Com o intuito de amplificar a área de atuação do SMC, propus uma emenda para que sejam adotadas ferramentas que visem a proteção e estímulo à preservação do patrimônio cultural do município do Salvador.
E agregando valor a esta nova realidade e tendo a convicção da necessidade de conservação da rica história da primeira capital do Brasil e outrora maior porto das Américas, também apresentei o Projeto de Lei 622-13,  que “institui as normas de proteção e estímulo à preservação cultural do município”.
Será realizado um inventário para preservação e registro do patrimônio para fins de proteção. A proposta inclui entidades da sociedade civil organizada no Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, sob a coordenação da Presidência da Fundação Gregório de Mattos e com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA); Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-BA); Associação Bahiana de Imprensa(ABI); Instituto do Patrimônio  Histórico e Artístico Cultural (Iphan) e  Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).
Todo o imóvel que for tombado não poderá sofrer intervenção sem autorização prévia da Fundação Gregório de Mattos. E não poderá sofrer mutilação, demolição ou destruição. Sob pena de multa e obrigação de reparação dos danos causados ao bem tombado. É uma iniciativa em prol da preservação da nossa memória.
O governo federal possui o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o governo do estado da Bahia tem o Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac), e Salvador, cidade que tem sítios com ricos patrimônios histórico-cultural, a exemplo do Centro Histórico, Comércio e Rio Vermelho, com construções do período barroco, também terá seus instrumentos legais para a preservação do patrimônio material e imaterial da Roma Negra.
Vale ressaltar que o Centro Histórico de Salvador tem o título de Patrimônio da Humanidade, deferência concedida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Portanto, faz-se necessária a articulação entre os diversos níveis de poder público e a sociedade civil organizada em prol da preservação do nosso patrimônio cultural. Além disso, os sítios históricos são uma excelente fonte de geração de emprego e renda em uma das atividades econômicas mais importantes da nossa cidade: o turismo.
*Leo Prates  é líder do DEM na Câmara Municipal de Salvador
Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA

Agenda Cultural

Belém: Michel Pinho ministra o curso “A mercê da memória” neste fim de semana

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Qual a função de cada um na preservação do patrimônio histórico, material e imaterial, da sua cidade? Quem sabe registrar imagens como uma forma de perpetuar a existência seja uma maneira de agir. O curso “”A mercê da memória”, que a Fotoativa oferece, é ministrado pelo historiador e fotografo Michel Pinho tendo como um dos principais objetivos instigar o público a fazer seus registros do patrimônio de Belém.
“Na verdade, a fotografia e o patrimônio se ligam através do discurso da memória, da materialização de uma imagem”, aponta Michel Pinho. O debate sobre o patrimônio histórico é um excelente estimulador da imagem sobre a cidade.
Confira mais dicas da agenda cultural de Belém.
Dividindo em quatro eixos – ‘A cidade esquecida e a cidade visível’, ‘Atrás da paredes: entre o cotidiano e a história. Noções de patrimônio’, ‘Para além da rua: o exercício do ver’ e ‘Entre os Apinagés e a ditadura: intervenções urbanas em Belém do Pará’ – o curso traz muita teorização e prática sobre o assunto, partindo das próprias experiências artísticas do facilitador, que convida os participantes a ver (num primeiro momento) e depois exercitar intervindo no espaço urbano de hoje e ontem, tomando a cidade para si.
“As intervenções são pontos de questionamento nas cidades. Elas geram estranhamento, fazem com que o expectador se pergunte o que é que esta acontecendo”, explica Michel, que busca na sala de aula estimular os alunos a pensarem o mundo lá fora, a ser cidadãos e parte de uma sociedade que gera cultura.
“Belém é muito aberta as intervenções, sejam elas artísticas, históricas  ou urbanisticas. o aterramento do rio para dar lugar a Boulevard Castilho França é uma intervenção, o monumento do general Gurjão na Praça Dom Pedro II é uma intervenção da mesma maneira que placas indicativas dos locais onde existiu tortura em Belém é uma intervenção”, acrescenta o historiador e fotografo.
O curso “A mercê da memória” possui carga horária de 6 horas, . Sendo realizado sábado 28.09 de 15 às 18h e domingo 29.09 de 9h às 12h, no Fórum Landi, pelo investimento de R$ 100. “Qualquer pessoa pode fazer a oficina. De celulares a câmeras mais sofisticadas podem ser usadas, bastando ser própria, e o único resultado previsto é ver Belém de uma forma diferente”, finaliza Pinho.
Não deixe de ler: Espetáculo “Horizonte de Aço” em cartaz em Belém neste final de semana “Onde foi que eu errei?”... É com essa inquietação que Doutor L. inicia sua jornada rumo ao autoconhecimento. Tendo como companheiros de viagem os androides Antique e Neo Model, o renomado cientista Len Crawford, revive seus momentos de amor e ódio, esperança e desespero, sonho e loucura...


Reproduzido pelo Blog do ADEMIR ROCHA

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