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quarta-feira, 17 de abril de 2013

FESTIVAL DE FOTOS DE ANIMAIS DA FAUNA DO PARÁ

FESTIVAL DE FOTOS DE ANIMAIS DA FAUNA DO PARÁ
 Peixe-boi, magnífico animal que existia aos
milhares espalhados nos corpos d'água do
Estuário Tocantino e que agora se encontra
em vias de extinção. Sua matança começou
no Período Colonial do Pará quando sua carne
servia na alimentação das tropas dos colonizadores
e conquistadores portuguesas, das tropas invasoras
estrangeiras do mesmo período e na alimentação
dos índios, ribeirinhos, seringueiros dos períodos
históricos do Pará e, atualmente, o processo de
extinção continua inexorávelmente nos rios
amazônicos e do Estuário Tocantino
Os animais são parte essencial da Natureza e que desempenham papel relevante nos diversos biomas do Planeta Terra. Na Amazônia eram milhares de animais de animais de milhares de espécies, alguns já desaparecidos e outros em vias de desaparecimento que vêm sofrendo a ação predatória do ser humano desde o Período Colonial de nossa história. Os animais de grande porte já não se veem mais pelas florestas, rios e baías amazônicas, alguns usados na alimentação humana e outros com potenciais econômicos que são vítimas da caça e pesca pelos diversos ecossistemas amazônicos. No Baixo Tocantins aconteceu a mesma coisa e os que ainda restam correm sérios riscos de extinção pela ação predatória do próprio homem. Essa seria uma longa história a contar e nosso objetivo aqui é publicar algumas fotos de animais de todas as categorias focados pelas lentes de nossos fótógrafos profissionais ou amadores e que mostram alguns instantâneos de animais que ainda podemos observar nos variados habitats de Abaetetuba e Estado do Pará.
Foto do magnífico peixe pirarucu, cuja pesca foi intensa
nos períodos históricos do Pará e que servia na alimentação
dos seringueiros e povos ribeirinhos do Pará na época do
Comércio de Regatão do início até os anos de 1970 e seu
uso como alimento ainda continua  na Capital do Pará e
demais cidades do Estuário Tocantino e, pela sua falta,
com preços proibitivos para as camadas pobres da população
Na falta de uma foto da onça pintada verdadeira, grande predadora
das matas amazônicas e brasileiras, publicamos a foto de Ademir Rocha desse
animal, confeccionado por um artesão de miriti de Abaetetuba
e dizendo que esses e outros felinos, antes abundantes em
nossas matas, também estão na lista dos animais em via
de extinção. Sua caçada e dos demais felinos se iniciou
no Período Colonial do Grão-Pará e se intensificou no Período
Provincial com as maciças exportações de peles para a Europa,
via Porto de Belém, via Companhia do Comércio do Grão-Pará e empresas sucessoras dos demais períodos. Nas matas do Baixo Tocantins esses animais
estão ficando cada vez mais raros devido o avanço do desmatamento
nas áreas de caça desse magnífico predador brasileiro
 Peixe mapará, outrora abundante nas águas doces do Estuário
Tocantino e cuja pesca se intensificou pela falta dos peixes
considerados mais nobres nas mesas dos consumidores paraenses e que
depois foi pescado intensamente através do método de pesca que
aqui chamamos "borqueio". No ínicio desse tipo de pesca, segundo
relato de antigos habitantes ribeirinhos do Baixo Tocantins,
um borqueio de mapará apanhava tanto peixe que parte da pesca
era distribuída gratuitamente pelas comunidades ribeirinhas às
proximidades desses borqueios. Agora o peixe mapará e outros
peixes de água doce consumidos em Belém/Pa e demais localidades
ribeirinhas, se faz cada dia mais raro e com preço proibitivo e com muitas espécies já extintas. Inclusive,
nos anos de 1980 começaram a ser feitos os chamados "Acordos da
Pesca" em algumas localidades tocantinas, para se respeitar os
períodos de defeso do mapará e outros peixes, pois sua pesca se
fazia cada ano mais rala nos outroras abundantes pontos de pescas
de Igarapé-Miri e Abaetetuba.


Abelhas já devidamente domesticadas em trabalho nos
favos de mel
Acima, temos 3 fotos de abelhas, sendo as duas primeiras vindas
das lentes de Rui Santos e da abelinha amarela, vinda de Ademir
Rocha. A existência desses insetos são tão importantes, que o dia
em que começarem a rarear nas florestas, o fato colocará em risco uma série muito
grande de vegetais que têm as abelhas como polinizadores naturais.
Além da polinização dos vegetais das florestas, algumas espécies
de abelhas já estão devidamente domesticadas pelo homem para
a tarefa da produção de mel de abelha e própolis, que são boas
fontes de rendas para muitos agricultores do Pará e do Brasil, como aponta a última foto do cartaz acima. com abelhas produtores de mel,
produto que têm larga aceitação nos mercados consumidores e em determinadas
indústrias de remédios. Agora as abelhas nativas da Amazônia
estão sofrendo a concorrências das abelhas africanas ou africanizadas
que também estão sendo criadas para esses fins e que saíram do controle
de alguns criadores e agora estão competindo com as nossas abelhas nativas.
Jacaré, animal que existia em várias espécies em rios e alagados
brasileiros, que agora estão também sofrendo o processo de extinção
devido sua caçada para consumo de sua carne ou para extração de
peles de jacarés, de muita aceitação nas índústrias de bolsas e calçados.
Nos rios e alagados do Estuário Tocantino esses animais estão se
tornando cada vez mais raros e muitas espécies existentes na
região do Baixo Tocantins já foram extintas. Em Abaetetuba, comer
carne de jacaré é um fato cultural, muito díficil de se acabar pela
iguaria que essa carne se tornou em terras abaetetubenses
Cão, em foto de Márcio Negrão, animal que ao longos dos séculos,
junto com os gatos, se tornou animal de estimação ou de guarda mais
usado pelo homem e em várias raças. Em Belém já existe o comércio
de cães de raças que povoam os lares belemenses e de imporantes cidades
do Pará. O grande problema dos cães em Abaetetuba, é que muito 
são abandonados pelos donos e agora vivem em grande quantidade circulando
pelas ruas e feiras da cidade. O perigo dos cães é a transmissão da doença
aqui chamada calabar (Leishimaniose) que pode ser transmitida para o
homem. E foi exatamente Abaetetuba, Moju e outras localidades do Pará,
 que receberam a presença do grande médico sanitarista Evandro Chagas,
que com sua esuipe de pesquisadores, ajudaram na identificação dessa
doença em alguns animais silvestres e também já afetando seres humanos, sem
contar que cães e gatos também são transmissores de doença ainda pior, que
é a raiva, para cuja prevenção já existem vacinas com calendário anunciado
pelos órgãos de saúde. Para cães portadores da doença calabar, só o sacrifício
dos animais

Acima uma bela foto de Rui Santos, que nos mostra uma das muitas
espécies de besouros da Amazônia, com alguns fazendo parte do nosso
cotidiano, que podem ser encontrada nos jardins,
matas de quintais ermos e na vegetação das margens das estradas e ramais
do Baixo Tocantins. E mais abaixo duas fotos de um mesmo besouro
colorido, de autoria de Ademir Rocha. Essa espécie desse lindo besouro
jamais tinha sido por nós avistada e tivemos a sorte de ter essa bela visita
em nosso jardim
Borboleta, em foto de Rui Santos, inseto outrora abundante em
nossas matas e jardins, que já estão escasseando pela destruição
de seus habitats naturais. Esses belos animais, e também seus primos, as
mariposas, também são essenciais no processo de polinização de
muitas espécies vegetais
Mosquito da dengue, que é um mosquito  não nativo do Brasil é,
que por certo, deve ter chegado em terras brasileiras através de navios,
ou aviões vindos da Ásia, onde esses mosquitos são endêmicos. O
grande problema do mosquito da dengue é sua grande e rápida
capacidade de reprodução, que facilita enormemente a transmissão
da doença dengue, que neste período chuvoso, está fazendo grandes
estragos no Brasil e no Pará. Essa epidemia tem o agravante de
serem esses mosquitos transmisores de 4 modalidades da doença e
cujos mosquitos proliferam nos lixões, residências e outras localidades
que acumulam vasilhames ou objetos com água retida das chuvas
ou enchentes e se não acontecer a colaboração das populações e
dos governantes nas campanhas de erradicação dessa doença de
solos brasileiros, os casos só tenderão a aumentar e com gastos
astronômicos de verbas que deviam estar sendo aplicadas em outras
necessidades sociais das populações. Esse mosquito não faz parte
de nosso ecossistemas e nós podemos exterminá-los à vontade
No Brasil e na Amazônia temos milhares de espécies de aranhas
e seus demais aparentados aracnídeos, algumas totalmente inofensivas,
e outras, nem tanto. Mas as aranhas venenosas, como as cobras e outros
animais da fauna amazônica, estão ocupando seus espaços nos seus
devidos ecossistemas e se nós destruímos ou invadimos esses ecossistemas,
podemoas ser vítimas da peçonha desses animais. Ninguém pode ver
aranhas, cobras, lacraias, escorpiões, que quer logo matá-los, sem lembrar que eles fazem parte da cadeia alimentar que faz o equilíbrio das populações de outros insetos e pequenos animais que servem na alimentação das aranhas e outros peçonhentos, e esse é
também um fato cultural no Pará e no Brasil. Lembremos também
que é através do veneno desses animais que são preparados remédios para algumas graves doenças que afetam parcelas da populações no mundo inteiro,
como também serve no preparo dos antídotos contra o veneno das picadas das aranhas.


As 3 fotos acima representam alguns tipos de aves ornamentais típicas de
ecossistemas brasileiros e também amazônicos, como araras, periquitos,
papagaios, tucanos e outras belas aves, que vêm sofrendo caçada implacável
de piratas das florestas, que vendem essas aves por altos preços nos
mercados clandestinos do Brasil e do exterior e o fato, além de constituir crimes
ambientais, repercute no empobrecimento das matas, pela ausência da
visão dessas belas aves e das algazarras sonoras que fazem em determinados
momentos das "comedias" e do pousos nos galhos das grandes árvores para
o sono de todo dia. Isso sentimos em nossas viagens ribeirinhas do Estuário
Tocantino, onde não mais se avistam os bandos de aves e sua cantoria das
comedias e fins de tarde.
Na s fotos acima, pensamos que a 1ª de Adenaldo Santos Cardoso e
a 2ª de Ademir Rocha, vemos nosso famoso urubu preto, muito comum
nos ares tocantinos, na cumieira dos prédios ou pelos chãos das feiras
populares de Belém e demais cidades Amazônicas. Essas rejeitadas aves
são muito úteis como verdadeiros garis da Natureza, pois sua alimentação
consiste nas carniças das florestas e restos de animais abatidos em matadouros oficiais ou clandestinos do Pará e nos mercados de carnes e pescado, como são os casos conhecidos do Vero-Peso em Belém e Feira Pública de Abaetetuba. Se não fossem os urubus, os gaviões, as cobras
sucuris, as pirararas, os carataís das matas e rios das proximidades desses
matadouros e logradouros, sempre à beira de rios e igarapés, justamente onde são
descartados o sangue, carcaças, órgãos internos, ossos, urina, fezes e carnes  estragadas, a situação de poluição e contaminação dessas águas seria pior do que já é. Os urubus são amigos do homem por esse motivo. Ainda bem que corre o mito entre os habitantes das localidades tocantinas de que matar urubu dá azar, porque senão eles já estariam nas listas de animais em vias de extinção
Acima algumas fotos de Ademir Rocha, tiradas no pequeno jardim
de sua casa. As duas primeiras fotos aparesentam os filhotes de uma
espécie de gafanhoto que assumem várias colorações nessa fase de sua
vida e, nesse estágio, eles são devoradores vorazes de folhas e flores
dos jardins. Mais abaixo estão as fotos de outra espécie de gafanhoto
de porte menor que os das duas primeiras fotos e eles, pensamos nós,
já estão na fase da procriação, confome a foto dos dois gafanhotos, a
fêmea, maior e se alimentando de uma flor e o macho, menor, que através
da cópula que dura algumas horas, estão garantindo mais gafanhotos
para uma próxima estação chuvosa

As duas fotos acima, a 1ª pensamos que de Adenaldo Santos
Cardoso e a 2ª de Ademir Rocha, mostra dois simpáticos e
terríveis predadores dos jardins. A libélula, aqui chamada jacinta, sentada no grosso tronco de árvore, que existe em dezenas de espécies e devoradoras
de outros insetos e outros pequenos animais, e o louva-adeus acima, aqui chamado ponhamesa, de cor esverdeada e na fase de filhote, animais que
povoam às lembranças do autor do Blog, pelas horas incontáveis que
ficava nas matas e mangues, a observar o comportamentos desses e
outros insetos. O louva-a-deus é terrível predador de pulgões, aranhas e
outros pequenos insetos e animais de jardins e ele, por sua vez, é presa
de pequenos pássaros como pipiras, soís e outros que frequentam
os jardins. O louva-a-deus assume várias cores, como forma de se
camuflar contra os seus predadores
O tempo chuvoso é o tempo em que as lagartas de borboletas
e mariposas eclodem das suas fases de pupas para devorar as
folhas e flores dos jardins. Acima temos a foto de Rui Santos,
de uma colorida mariposa, animal existente em centenas de
espécies e que se diferenciam de suas primas borboletas pela
forma em que pousa nas folhas e flores das plantas. No caso,
sabemos que é uma mariposa por seus hábitos noturnos (foto
tirada à noite) e pelo pouso de asas abertas. As borboletas
possuem hábitos diurnos e pouso de asas fechadas nas flores
de jardins e ambas as espécies são insetos polinizadores de
centenas de espécies de vegetais floridos
As lagartixas em fotos de Ademir Rocha, aqui chamadas osgas,
são animais que causam repulsa na maioria das pessoas e também
pelas lendas de que sugam sangue de humanos, o que é uma
inverdade. Na região de Abaetetuba existem as osgas gigantes
das plantas, existente nas localidades rurais e a osga pequena,
também de plantas, que possuem formato do corpo e tons coloridos
no corpo, como é o caso da 1ª osga acima. Existem as lagartixas
das paredes das casas que variam sua coloração e brancas para
escuras. E existem as osgas pretas das cercas, aqui chamadas
de trapupeuas, estás as mais rejeitadas pelas pessoas, justamente
pela cor preta. Todas as osgas são animais úteis, porque vivem
a se alimentar de moscas, mosquitos, outros pequenos animais e
até de seus próprios filhotes. Aquelas osgas caseiras que as
pessoas dizem que sugam sangue humano, estão justamente se
alimentando dos mosquitos carapanãs, estes sim, sugadores de
sangue humano e outros pequenos insetos que se aproximam
das redes, mosquiteiros e camas onde as pessoas estão dormindo,
e somente pela parte da noite, pois pela parte diurna, se encontram
dormindo nas fendas, troncos de árvores e debaixo das gramíneas
e pequenas plantas dos jardins

Os anfíbios como os sapos, rãs, pererecas são aimais que se
fazem presentes em quase todos os ecossistemas de florestas
e alagados e sua ausência já indica que os locais estão em alto
gráu de degradação ambiental pelas poluições, contaminações,
destruição das matas, rios, igarapés, igapós e outros lugares onde
se fazem presentes. As duas primeiras fotos acima retratam uma
perereca, dessas que invadem as casas nos períodos chuvosos
e a 3ª foto, de Ademir Rocha, retrata um magnífico sapo cururu
colorido, fato inédito para o autor do Blog, que até então só
conhecia os sapos cururus que habitam um igapó às proximidades
de sua casa e os do quintal de sua casa, onde eles ficam protegidos
do fato cultural dos habitantes das cidades, que procuram logo
matar esses animais. Sapos são animais úteis, pois se alimentam
de moscas, mosquitos e outros pequenos animais e o magnífico
sapo cururu acima, que saiu do brejo em busca de fêmea para
a natural procriação, no período chuvoso, não merece, pela sua
beleza e raridade por estas bandas, morrer sob a sanha dos
moleques e pessoas asustadas com sua presença, devido o
natural asco e mito de que lançam veneno nos olhos das
pessoas. Aparece também na casa do autor do Blog uma
magnífica grande rã de cor esverdeada, cujas fotos se
perderam nas sucesivas panes dos computadores.

 Nas 3 fotos acima, de autoria de Ademir Rocha, vemos duas espécies
de vespas, aqui chamadas cabas, e as duas primeiras fotos nos apresentam
uma caba colorida que o autor das fotos avistou agonizante em seu local
de trabalho e a levou para sua casa para poder salvá-la da morte. Acabou
que esses esforços foram infrutíferos e o que restou foram as fotos dessa
grande caba calorida, também desconhecida por Ademir. E, a 3ª foto,
também de Ademir Rocha, vemos a terrível vespa negra predadora, em
sua versão grande (existem as menores) de moscas, aranhas e outros insetos, que são vistas caçando e carregando suas presas penduradas pelas grandes patas desses animais, para servirem de repasto para a caba e seus filhotes. O nome caba, é dado para certas vespas de picadas doloridas e venenosas. Esses animais fazem parte das lembranças do autor do Blog, ele própria vítima, muitas vezes, das picadas desses temíveis insetos, quando de suas incursões pelas matas e igarapés de seu passado de observador e vítima dos hábitos desses animais.
A 4ª figura nos apresenta uma espécie de caba amazônica fabricando o seu
ninho, o "ninho de caba" e, segundo informações colhidas em nossas viagens
ou entrevistas com ribeirinhos de Abaetetuba, as cabas, cupins e formigas são peritos construtores de ninhos, das mais variadas formas, tamanhos e materiais, de acordo com as espécie, que se constituem em verdadeiras obras-primas dessa engenharia de construção natural

 As aves pernaltas como guarás, garças, socos e outras, que outrora povoavam as matas ribeirinhas, na caça de crustáceos e pequenos peixes para sua alimentação,
se tornaram raras no Estuário Tocantino. As garças começaram a sofre o processo de caça pelas suas penas que serivam como canetas-tinteiros nas
eras Colonial e Provincial do Pará e outras serventias. E os guarás e outras aves
pernaltas, estão ficando cada vez mais raras de serem avistadas, a não ser em
locais turísticos, como o acima. Vide os guarás sendo alimentados artificialmente e o mesmo acontece com as garças brancas. Garças cinzentas não mais foram
vistas no Baixo Tocantins

 O Baixo Tocantins está sentindo a falta dos outroras abundantes
crustáceos de água doce do Estuário Tocantino. O camarão de água doce, visto
na foto acima, em foto de Ademir Rocha, e os camarões vistos na iguaria
aqui chamada tacacá, estão cada vez mais rareando nas feiras das
cidades ribeirinhas do Baixo Tocantins e do Marajó, e esse fato se
deve a escassez desses frutos do mar nas águas do Estuário Tocantino.
Também na 1ª foto, de Ademir Rocha, aparece o crustáceo aqui chamado
de araruta, parente dos sararás das ribanceiras estuarinas e dos caranguejos
vindos da Região do Salgado para Abaetetuba e eses crustáceos também
estão hoje seriamente ameaçados de extinção pela poluição das águas doces
do Estuário Tocantino e, no caso do caranguejo do Salgado, pela coleta
predatória, não se respeitando o período do defeso desses animais. Prova
disso é a venda de caranguejos de tamanhos cada vez mais reduzidos na
feira de Abaetetuba. E os preços desses crustáceos estão ficando cada vez
mais proibitivos para as classes menos abastadas das populações tocantinas
Antigamente, segundo nossas leituras da economia dos antigos períodos
históricos do Pará e segundo relatos de muitos ribeirinhos e colonos
entrevistados pelo autor do Blog em suas viagens pelas localidades
visitadas, existiam milhares de aves das famílias dos patos-do-mato, marrecos
e outras aves dessas famílias. Patos-do-mato e marrecos existentes em
abundância nas matas e águas do Estuário Tocantino, começaram a
ser caçados a partir do Período Colonial do Pará e no Período Provincial até
as primeiras décadas do Período Provincial, essas aves eram abatidas e suas
carnes eram salgadas (nesses tempos não existiam geladeiras e o gêlo das
fábricas de Belém, não chegavam até os remotos lugares do Estuário) e
vendidas para as empresas exportadoras de produtos da Província e, depois,
Estado do Pará. E as carnes dos patos-do-mato e marrecos faziam parte
da dieta ribeirinha das localidades e esses animais, pela caça desenfreada,
hoje já se fazem raríssimos nas localidades
O peixe preto-azulado da foto de Ademir Rocha, jamais foi
visto pelo autor da foto, e o mesmo apareceu em meios aos
camarões de água doce comprados na feira de Abaetetuba.
Pensamos que esse peixe seja da família dos bagres e o que
realmente chama a ateção nesse peixe, é sua coloração preta-azulada
com pontos brilhantes, conforme a foto e fica difícil se localizar
os olhos e outros órgãos do peixe, uma vez que essa cor domina
todo o dorso do belo peixe que, se descoberto pelos caçadores
de peixes ornamentais, com certeza estaria fazendo parte dos
aquários do Brasil e do mundo
Outra triste história da fauna do Estuário Tocantino e de outros
ecossistemas da Amazônia, é a dos quelônios, no caso, tartarugas,
jabotis, muçuãs, tracajás, matamatás, que desde remotos tempos
também vêm sendo vítimas da ação predadora do homem. Esse
processo se iniciou no Período Colonial do Pará e se estendeu para
os períodos subsequentes de nossa história, cujas carnes serviam
no repasto das tropas militares e das populações das localidades.
O caso das tartarugas é mais drástico, pois sua carne servia na
alimentação e sua banha servia como remédio caseiro e na
fabricação de manteiga de banha de tartaruga. E, nas terras e
águas do Estuário Tocantino, esses animais já se fazem raríssimos.
Só podem ser encontrados em cativeiros dos museus ou zoológicos,
 como os da foto

Blog do ADEMIR ROCHA, de Abaetetuba/PA

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