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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

HISTÓRIA-MEMÓRIA: TEXTO ESCOLAR

HISTÓRIA-MEMÓRIA: TEXTO ESCOLAR
Fonte: www.jornaldosudoeste.com.br

Publicada em 23/12/2012 às 11:56:00

ESCOLA
História e Memória uma relação na união entre tempo e espaço
Alunos da Escola Municipal Campos do Amaral aprendem sobre Memória Coletiva e suas relações com a História
Roberto Nogueira
SAO SEBASTIAO DO PARAISO



A memória coletiva, termo criado por Maurice Halbwachs, é partilhada, transmitida e também construída pelo grupo ou sociedade. Ela se distingue da memória individual. 

A questão da memória surgiu durante a organização do Museu da Turma – uma atividade que abriu espaço para várias situações importantes relacionadas ao tema em estudo – História. Uma dessas questões foi a preservação da memória.

A preservação da memória representou, durante grande parte da história do mundo ocidental, um esforço coletivo. Dos escribas aos copistas, dos pintores aos primeiros fotógrafos, o esforço social de perenização de algumas memórias foi sempre evidente. Os museus demonstram como as sociedades, sobretudo as ocidentais, organizaram-se para transformar o que entendem como valioso em monumentos de memória coletiva.

Com a tecnologia vieram novos desafios. O registro da memória deixou de ser um esforço. Qualquer jovem registra, com seu celular, de maneira quase frenética, o show a que foi. A preservação deixou de ser um esforço. No entanto, como destacar as memórias significativas que deveriam se tornar patrimônio? Como garantir que aquele pequeno ato seletivo que praticamos todos os dias com nossas memórias pessoais seja exercido, também, para a construção e a valorização de um acervo que se torne valioso para a sociedade?

No caso da sociedade atual, a capacidade de registrar todo e qualquer evento certamente vai transformar nosso jeito de lidar com o passado e o presente. O grande desafio dos museus, das empresas e dos indivíduos é reaprender a “esquecer” para que possamos efetivamente “lembrar” daquilo que realmente possui significado. Mas, como transformar as histórias em conhecimento?

Acervos de memória, museus, centros de documentação, bases de dados e narrativas só se tornarão conhecimento se forem selecionados, preservados e apropriados por seus públicos. Só existem se tiverem um sentido compartilhado.

Então, eis que surge a campanha Memória é Vida.

A campanha “Memória é Vida” tem como objetivo mobilizar as pessoas para que colaborem, com uma pequena história e foto de um momento significativo em suas vidas, para a construção de uma memória coletiva que apresente parte de nossa sociedade contemporânea.

O livro símbolo “Minha Vida, Minha História”, confeccionado pelos alunos, recolhe as histórias e fotos. O livro está sendo levado para as casas dos alunos e exposto no hall de entrada da escola. Em seguida, será feita uma seleção que servirá de base para a construção da memória da escola. As fotos e histórias enviadas serão arquivadas, formando um livro colaborativo em forma de baú, de maneira que reúna momentos significativos das pessoas e ficará disponível para os anos posteriores também.

O projeto “Minha Vida, Minha História!”, desenvolvido pela professora Elenir Aparecida de Oliveira Novaes, está ganhando espaços cada vez maiores, envolvendo mais e mais pessoas, contribuindo para uma rica aprendizagem.

É o resultado de um trabalho que teve a contribuição de toda a equipe da escola, mormente de Elainy Cristina dos Santos Lisboa e Marilurdes Cristina de Oliveira Barbosa.

Certamente, as atividades desenvolvidas possibilitaram examinar as múltiplas relações entre História e Memória, pois se constituiu entre tempo, espaço e homem.

O que fica é uma grande vontade de prosseguir com o trabalho. Os alunos disputam o livro símbolo do projeto a cada dia. Na escola, há o envolvimento de todos e a certeza de que o trabalho em forma de projeto é muito gratificante.

O texto abaixo um trecho da história de uma aluna do 1º Ano da Educação de Jovens e Adultos – EJA, modalidade de ensino do período noturno da E. M. Campos do Amaral.

Um exemplo de vida que merece ficar na história.

Reproduzido pelo Blog do Ademir Rocha

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